Abastecimento
Atraso em obra de represa gera transtorno a moradores de São José dos Pinhais Página 5
Economia
Itens de cesta básica ficam mais baratos em supermercados de Curitiba Página 8
Entretenimento
Exposições sensoriais e imersivas fazem sucesso em Curitiba Página 10
Curitiba, 23 de Novembro de 2023 - Ano 26- Número 344 - Curso de Jornalismo da PUCPR
O jornalismo da PUCPR no papel da notícia
Impactos da Guerra O conflito entre Israel e os territórios comandados pelo Hamas repercute em Curitiba e cidades do interior do Paraná, que têm comunidades judaicas e palestinas organizadas e ativas. A Federação Israelita do Paraná denuncia que os casos de antissemitismo aumentaram desde o início da Guerra. Já membros da comunidade muçulmana têm realizado atos de apoio à Palestina.
Grupos de judeus que moram no Paraná se organizam no sistema “kehilá”, enquanto os muçulmanos são mais numerosos e se concentram em Foz do Iguaçu
Cidades | pag. 6
Paraná tem poucos quilombos reconhecidos A
falta de regularização de terras quilombolas é um problema crônico enfrentado por muitas comunidades no Paraná. Mesmo constando na Constituição de 1988, a garantia de preservação e proteção de terras de povos originários frequentemente não se efetiva, principalmente diante da negligência governamental com o processo de gerar documentos de posse. O Paraná tem 92 quilombos, mas só 38 são reconhecidos pelo governo parana-
Beatriz Dias
ense. Desses, apenas 10 possuem posse de documentos que regularizam a terra a qual residem os quilombolas. Para resolver o problema, a Assembleia Legislativa do Paraná está analisando um projeto de lei, apresentado pelo deputado Goura (PDT), que busca regularizar as terras devolutas são ocupadas por quilombos no Paraná.
Política | pag. 4
Embora haja 92 quilombos no território paranaense, apenas 30 são reconhecidos pelo governo
Impulsionado por influenciadores nas redes sociais, comunidade de mais de 200 profissionais dedicados à Onda especialmente YouTube e TikTok, o fisiculturismo está prática do esporte. em ascensão no Brasil. Curitiba está envolvida nesse maromba cenário, com um aumento notável de praticantes e uma Esporte | pag. 11
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
Opinião
Mudanças climáticas encontram cidades despreparadas e desiguais Ricardo de Siqueira 2º Período
N
ão é novidade entre pesquisadores do meio ambiental que as mudanças climáticas já estão mudando o cenário do nosso planeta. No Brasil, tivemos exemplos recentes, como as chuvas no Rio Grande do Sul, uma seca histórica em Manaus e as ondas de calor nas quais várias capitais atingiram recordes de temperatura em pleno inverno. No Paraná, as recentes chuvas deixaram mais de quatro mil moradores desalojados em mais de 22 municípios na região sul do estado, dois anos após uma grande estiagem colocar Curitiba e Região Metropolitana em um rodízio de abastecimento de água. Com esses acontecimentos recentes, cabe perguntar: nossas cidades estão preparadas para o enfrentamento a essas mudanças? Para muitos especialistas e até mesmo para a secretária de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni,
mais da metade dos municípios brasileiros não estão preparados para os eventos climáticos. Ela explicou, em um seminário realizado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, que o governo federal trabalha em planos setoriais que favoreçam a mitigação do problema. Apesar disso, boa parte do problema deve ser trabalhado dentro das esferas municipais e regionais, já que cada região tem sua particularidade. Mesmo com cenários diferentes, os problemas das cidades brasileiras são parecidos e, até mesmo, crônicos: a falta de planos de ação detalhados; a ocupação de áreas irregulares ou de risco, devido ao alto custo de moradias em áreas regulares; a falta de políticas de habitação; e o descaso de serviços oferecidos por empresas privadas em infraestrutura.
No início de novembro, a cidade de São Paulo foi atingida por uma tempestade acompanhada de fortes ventos, de mais de 100 Km/h, que acabaram provocando a queda de árvores em fiações elétricas. Mais de 2,1 milhões de imóveis ficaram sem energia. A Enel, empresa privatizada que gerencia o sistema elétrico da cidade, possui uma equipe reduzida para a reparação dos danos. A empresa fez um corte de 34% da equipe de trabalhadores terceirizados, enquanto a demanda de serviços cresceu 7%. Um vídeo publicado no perfil oficial de Instagram da Prefeitura de Curitiba mostra o Parque Barigui totalmente alagado, mas contextualizado que o local faz parte de um plano de contenção de cheias na região. Porém, ao mesmo tempo em que áreas mais valorizadas da cidade possuam tal sistema, áreas afastadas na periferia não apresentam uma estrutura que possa mini-
mizar os efeitos das chuvas. É o caso do bairro Caximba, que, em outubro, sofreu com alagamentos que provocaram a retirada de 12 famílias da região. Dessas, 10 ficaram desalojadas, segundo boletim da Defesa Civil. Não estamos mais em uma fase de alerta, pois vivemos a realidade do que foi alertado anos atrás. ONGs, ambientalistas e cientistas tentam agir, mas as ações ainda batem nas barreiras do consumismo e do interesse de algumas empresas. Para alguns políticos, é urgente agir; mas, para outros, é apenas um grande enfeite em seus planos de governo, que perde o brilho quando bate de frente com algum interesse econômico. Para eles, a população pode esperar, mesmo que inundada de problemas. Eles, contudo, esqueceram-se de que o planeta não pode mais esperar.
Opinião
Quem vai contar essa história? Arthur Correia Zablonsky 2º Período
É
função do jornalista, onde ele estiver no mundo, levar informação às pessoas. Às vezes, isso vem em forma de texto; às vezes, em forma de foto; às vezes, em forma de vídeo; às vezes, em forma de síntese; às vezes, em forma de gráfico. Por isso, jornalistas são necessários.
A censura, porém, também abrange a mídia. Mesmo que o povo consiga se reunir, quem vai ficar sabendo disso, além das pessoas que estavam lá? Por isso, jornalistas são necessários.
Nos livros de história, quando falamos em governos totalitários, estamos falando de Estados que usam seu poder organizado para oprimir. Um dos primeiros passos para uma ditadura é criar a impressão de que o povo lhe apoia. Por isso, a censura é uma das primeiras medidas de governos totalitários. Um povo incapaz de se reunir em protesto é um povo incapaz de demonstrar insatisfação ante à estrutura governamental.
Expediente REITOR Irmão Rogério Mateucci DECANA DA ESCOLA DE BELAS ARTES
Suyanne Tolentino De Souza
redecomunicare@pucpr.br | http://www.portalcomunicare.com.br
Pontifícia Universidade Católica do Paraná | R. Imaculada Conceição, 1115 - Prado Velho - Curitiba - PR
Arthur Zablonsky Arthur Froes Beatriz Dias Beatriz Santos Breno Gallina Bruno Henrique Coelho Caio Stelmatchuk Camila de Oliveira Carolina Senff Davi Moreira Denise Manini Eduardo Pascnuki Emilly Alves Felipe de França Giovana Tirapelli
COORDENADOR DE PROJETO GRÁFICO
TRADUÇÃO Breno Zotis Gallina
FOTO DA CAPA
Mohammed Ibrahim
O mundo observa com crescente preocupação a escalada de violência de Israel e a necessidade urgente de abordar essas questões para garantir que as devidas punições sejam dadas e o máximo de civis sejam poupados, o quanto antes. Por isso, jornalistas são necessários.
Edição 344 - 2023 | O Comunicare é o jornal laboratório do Curso de Jornalismo PUCPR
Renan Colombo (DRT-5818-PR)
COORDENADORA DO CURSO DE JORNALISMO
israelenses, especialmente no que diz respeito à segurança de trabalhadores da ONU e jornalistas. Recentemente, os ataques de Israel causaram a morte 101 funcionários da ONU, incluindo professores, psicólogos e médicos, um recorde desde a criação da ONU em 1945.
O conflito em andamento entre Israel e o Hamas tem gerado preocupações significativas em relação à conduta das forças
Estudantes 2º Período de Jornalismo
Rafael Andrade
COORDENADORA EDITORIAL
Quando um Estado sistematicamente assassina jornalistas, ele está tentando encobrir seus atos. De acordo com o Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ), 37 profissionais de mídia foram assassinados desde o dia 7 de outubro, quando Israel começou sua retaliação generalizada con-
É imperativo destacar que esse não é um incidente isolado. O histórico de Israel em relação à segurança de jornalistas levanta sérias questões sobre a liberdade de imprensa e a proteção dos profissionais. Um exemplo emblemático foi Shireen Abu Akleh, uma jornalista palestina-americana morta por tropas israelenses enquanto cobria uma operação militar dentro de um campo de refugiados palestinos. Não houve avisos, não houve diálogo, não houve provocação. Apenas jornalismo; e, por isso, ela foi morta.
COORDENADOR DE REDAÇÃO /JORNALISTA RESPONSÁVEL
Ângela Leitão
Suyanne Tolentino De Souza
Se o dinheiro para escolas está sendo usado para fins nefastos, longe dos olhos do povo, quem vai ficar sabendo, além das pessoas do outro lado do muro de contenção? Por isso, jornalistas são necessários.
tra o ato terroristado Hamas.
Giovanna Romanoff Gisele Kopf Gustavo Xavier Gustavo dos Santos Heloise de Almeida Henrique Cabral Henrique Jorge Hiago Machado Ingrid Poltl Isadora Jacon Jeferson Kolscheski Filho João PedroScremin João Victor Lourenço Julia Liça Júlia de Araújo Larissa Xavier Leonardo de Sousa Letícia Beatriz Hamm
Lorena Lima Lucas Lopes Ferreira Luiza Ferreira Marcelo Xavier Maria Eduarda Ciciliato Mariana Souza Milena Bilino Murilo Wiczick Nicole Salomon Pablo da Silva Pedro Leoni Neto Pedro Marques Raquel Wrege Ricardo Pereira Rodrigo Kuzma Junior Stephanie Carneiro Vinicius Sech
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
Alteração no Passe Escolar pode ampliar acesso ao benefício Projeto de Lei que tramita na Câmara de Vereadores de Curitiba quer atualizar as regras para concessão do benefício, que reduz em 50% o preço da passagem de ônibus Luiza Ferreira , Murilo Wiczick e Nicole Salomon 2º Peri odo
Cidades
O
Passe Escolar, implementado pela prefeitura de Curitiba em 2019, deve ser ampliado e passar a beneficiar mais estudantes, conforme prevê um projeto de Lei que tramita na Câmara de Vereadores de Curitiba, O benefício foi criado com o objetivo de diminuir o preço das passagens de ônibus para estudantes que fazem uso do transporte coletivo na rotina diária, estabelecendo um desconto de 50% na tarifa para alunos da educação básica, ensino infantil, ensino médio e ensino superior de rede pública (Lei 7756/1990), Atualmente, têm acesso ao benefício estudantes que, sendo filhos únicos, tenham família com renda de até três salários mínimos. No caso de família com dois filhos, o limite de renda familiar é de quatro salários mínimos. O valor sobe para cinco salários mínimos, se a família tiver três filhos ou mais. Em todos os casos, é preciso morar a, pelo menos, 10 quarteirões da escola. A proposta amplia as faixas de renda familiares de três para cinco salários mínimos (famílias com um filho); de quatro para sete salários mínimos (famílias com dois filhos); e de cinco para oito salários mínimos (famílias com três ou mais filhos). A exigência de o(a) estudante morar a, no mínimo, 10 quarteirões da escola não é modificada, conforme a proposta. A lei atual enfrenta um problema crônico: os critérios de renda não foram atualizados desde o ano 2000, resultando em muitos estudantes elegíveis que não recebem o desconto devido à desatualização do valor. Essa situação tem gerado exclusão social, uma vez que o direito já está previsto em lei, mas a desatualização impede que um número significativo de estudantes se beneficie do programa.
O Projeto de Lei Ordinária, nº 005.00030.2023, foi apresentado à Câmara em 18 de outubro. Conforme o projeto, as condições prévias estabelecidas serão aprimoradas, visando ampliar o alcance do programa para abranger um número maior de beneficiários. A medida, com isso, busca proporcionar a um maior contingente de estudantes a oportunidade de usufruir de tarifas de transporte mais acessíveis.
lar Municípios (PETE/PR) -, a Comissão de Economia ainda está em processo de avaliação da viabilidade financeira da proposta. Para garantir o avanço na tramitação do projeto, é necessário que o vereador forneça informações adicionais que demonstrem que as fontes propostas são suficientes para custear essa iniciativa, que é considerada um investimento crucial na educação.
Embora o autor da iniciativa, o vereador Dalton Borba (PDT), tenha identificado fontes orçamentárias capazes de assegurar a mudança - como Recursos Ordinários, Alienação de Certificados de Potencial Adicional de Construção e o Programa Estadual de Transporte Esco-
A assessoria de imprensa do vereador líder do governo na Câmara, Tico Kuzma (PSD), informou que o parlamentar está aguardando o processo de tramitação do projeto na Casa Legislativa para que possa emitir seu parecer sobre o tema.
“ A inflação crescente nos últimos anos tem colocado as famílias em dificuldades, resultando em uma notável redução da renda real ” Daniel Castellano / SMCS
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba, para questionar sobre o impacto econômico que a atualização do Passe Escolar pode causar aos cofres públicos, porém não obteve resposta.
Impacto econômico positivo para as famílias
Segundo a economista Julia Alencar Omizzolo, com o aumento da inflação nos últimos anos, as famílias tiveram uma redução da renda real. O fato de a proposta aumentar as faixas de salário-mínimo para ter acesso ao benefício é importante para a inclusão de mais famílias e para amenizar o impacto da alta inflação. A expectativa em relação ao impacto econômico é otimista. As famílias que se beneficiam do desconto na passagem terão à disposição uma renda adicional para direcionar a outros setores, como alimentação, entretenimento e vestuário. Avaliar o impacto a longo prazo dessa mudança é uma tarefa complexa, dado que há uma série de fatores que exercem influência sobre o comportamento das famílias. A estudante do Colégio Estadual do Paraná (CEP) Lorena Mayara relatou a dificuldade no processo de obtenção e renovação do Passe Escolar em Curitiba. Ela ressaltou que o atendimento presencial no primeiro ano era mais eficiente que o atual. Ela também conta enfrentou problemas durante a renovação on-line, levando seis meses para resolver um erro e só conseguindo obter o passe pessoalmente.
Leia mais Confira aqui os pontos de cadastro e retirada do passe escolar . portalcomunicare.com.br
O Passe Escolar beneficia estudantes com passagens mais baratas.
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
Política
Apenas 13% dos quilombolas do PR moram em terras reconhecidas Um projeto de Lei apresentado na Assembleia Legislativa quer resolver o problema destinando terras devolutas para as comunidades quilombolas do estado Heloise Claumann, Giovana Tirapelli, Larisa Xavier 2º Período
U
m Projeto de Lei que tramita na Assembleia Legislatativa do Paraná quer tornar mais eficiente a identificação de terras pertencentes a quilombos. No Paraná, apenas 13,2% do total de quilombolas residentes no estado, cerca de 7 mil pessoas, moram em regiões delimitadas para as comunidades. O porcentual é ainda mais preocupante, se for considerar que o território paranaense é o 2ª estado da região sul com maior número dessa população originária, de acordo com o censo do IBGE de 2022. O projeto de lei, nº 770/2023, foi proposto pelo deputado Goura Nataraj (PDT). O direito ao reconhecimento legal das terras quilombolas está previsto na Constituição Federal desde 1988. Existem diversos ar-
Entretanto, de acordo com dados do IBGE, apenas 38 são reconhecidas oficialmente como comunidades quilombolas pelo governo do Paraná. E menos ainda, apenas 10 têm a posse documentada e regularizada das terras em que residem. É também relevante
“Não se trata de reforma agrária, mas de áreas historicamente quilombolas”
tigos legislativos que garantem que esses territórios devem ser respeitados pelo Estado, independente da sua regularização, a qual cabe ao governo emitir. O PL proposto por Goura ainda está em processo de aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça, na Assembleia Legislativa. Ele aspira dar suporte para que essas obrigações sejam cumpridas. Para isso, o objetivo é transformar terras devolutas (pedaços de território público sem destinação), que são ocupadas irregularmente por quilombolas, em terras de propriedade dessas comunidades. Entretanto, o caminho é longo. O primeiro quilombo paranaense a ser titulado, o Quilombo
Instituto Terra de Direitos
Paiol de Telha, localizado na cidade de Reserva do Iguaçu, foi oficializado apenas em 2019, após três décadas de vigência da Carta Magna. Além disso, os 92 quilombos do estado paranaense estão distribuídos em 36 municípios, sendo o de Adrianópolis o de maior concentração, totalizando cerca de 1.446 famílias por município. Os dados são do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em conjunto com a Secretaria Nacional de Renda de Cidadania.
ressaltar que a pesquisa do IBGE, realizada em 2022, foi a primeira pesquisa específica da história da instituição sobre os povos quilombolas; antigamente, eles eram apenas considerados dentro de povos tradicionais.
Segundo a quilombola e assessora jurídica da Terra de Direito (organização que atua na defesa, promoção e efetivação de direitos sociais e culturais) Kathleen Tie, um dos motivos da efetivação da legislação ser tão difícil e demorada é que, durante o processo de aprovação de projetos de leis, o racismo institucional e o agronegócio interferem. Porém, a advogada explica que esse processo de titulação não prejudica a agricultura.
Quilombo Paiol de Telha foi a primeira comunidade titulada no Paraná “Não se trata de reforma agrária, em que se distribui terras aleatórias para esse público, mas de áreas que são historicamente deles e que compõem a área territorial reconhecida em Relatório Técnico de Identificação e Delimitação, elaborado pelo INCRA dentro do processo administrativo de regularização fundiária, e que, por racismo institucional, ainda não foram transferidas pelo Estado.” esclarece Kathleen. A falta de identificação das terras quilombolas ao sul do país é alarmante. Cerca de 20% dos processos de regularização não finalizados do país correspondem à região sulista, o que a torna a segunda maior com ações de legalizações inacabadas. No Paraná, a criação de políticas adequadas beneficiará o andamento apropriado do reconhecimento das comunidades e a regulamentação do seu território. Além disso, cabe ao governo providenciar a garantia de que o regulamento sobre as terras devolutas aos quilombos seja cumprido de forma ágil e adequada. Segundo Kathleen Tie, desse modo, as comunidades
ITCG - Instituto de Terras, Cartografias e Geociências
poderão ter acesso aos seus direitos fundiários. “Os territórios que possuírem áreas devolutas estaduais poderão acessar regularmente seu território de forma mais célere, e, a partir do título, poderá acessar políticas públicas de crédito, desenvolvimento e produção”, explica a advogada.
Problemas que vão além do território
A falta de comprometimento governamental com o territórios quilombolas denuncia uma realidade de negligência em relação aos direitos básicos dos cidadãos, visto que a falta de posse legal do território deixa esses povos tradicionais vulneráveis à confrontação e perda de seus lares; e uma moradia adequada está explicitada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual o Brasil leva como modelo. O quilombola Alcione Ferreira da Silva criou a Federação Estadual das Comunidades Quilombolas do Paraná (Fecoqui) em 2009, a fim de assistir os quilombos paranaenses em quesitos de saúde, saneamento básico, alimentação etc. Além disso tudo, a Federação é responsável por eleger membros aptos que participam de conselhos e reuniões estaduais sobre os quilombos. Ainda sim, mesmo tendo representantes da luta quilombola, a inclusão desses povos ainda é limitada e são necessários mais do que projetos de lei para que a devida visibilidade seja atribuída. Kathleen Tie destaca a importância de políticas públicas, por exemplo. “O cumprimento das regularizações fundiárias estaduais para os quilombolas contribuem para a visibilidade do grupo étnico, mas outras medidas também são necessárias, como a criação de políticas públicas específicas para esse grupo”, informa a assessora.
Confira Conheça a história dos povos quiloombolas O direito ao reconhecimento das terras quilombolas está previsto na Constituição Federal de 1988
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
Cidades
Obras na Barragem do Miringuava atrasam e causam insatisfação Atrasada há 5 anos, obra gera queixas de falta de pagamento a funcionários e preocupação quanto ao impacto ambiental Emilly Alves Lorena Domingues Milena Bilino Ricardo de Siqueira 2º Período
A
Sanepar
barragem do Miringuava, em construção na cidade de São José dos Pinhais, está atrasada há quase cinco anos e vem causando reclamações dos trabalhadores da obra e de moradores da região. A conclusão da barragem, assim que ocorrer, prevê aumentar o abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana. A obra conta com um investimento aproximado de R$ 200 milhões. A primeira fase da obra estava prevista para ser concluída em 2019, mas, segundo a Sanepar, as chuvas e o mau tempo foram motivo para interdições na construção e não conclusão dentro do prazo. Porém, de acordo com os trabalhadores, o mau gerenciamento da obra, através da empresa vencedora da licitação, também contribuiu para as paralisações no canteiro de obras.
Barragem do Miringuava ajudaria ao sistema de abastecimento da RMC, podendo atender mais de 600 mil pessoas truções Civis LTDA não está mais envolvida no término da primeira fase e, atualmente, está disputando uma ação judicial movida pela Sanepar. O processo está em segredo de Justiça
A área em questão preserva um fragmento importante da Mata Atlântica, que é um bioma altamente ameaçado de extinção. Animais como jaguatiricas, lagartos, cobras e aves habitam
“Não recebia meu salário
correto, era sempre aos picados” A empresa Catedral, vencedora da licitação (que ocorreu sob o número 031/2015) para obras de construção da barragem, ficou responsável pela execução da primeira fase. De acordo com uma das funcionárias que trabalhou na barragem e que foi contratada pela empresa entre os anos de 2017 e 2018, houve vários problemas que resultaram nas paralisações. A trabalhadora não quis ter a identidade exposta. Ela também cita que a empresa agia de forma irresponsável com os funcionários e com a própria Sanepar. A Catedral Cons-
e, por isso, não constam mais informações. A reportagem tentou contatar a empresa citada, porém, não obteve retorno.
Questão ambiental preocupa especialistas
Segundo a Sanepar, há uma grande cautela perante a área de vegetação ao redor da obra. Mesmo com o plano ambiental apresentado pela empresa, moradores e especialistas questionam a área inundada para a construção da barragem, que equivale a 4,3 milhões de metros quadrados (cerca de 430 hectares de terra).
na região. Portanto, existe um risco substancial de que tanto a fauna quanto a flora possam ser afetados, o que causaria danos em toda a biodiversidade da região. Outro ponto questionado é a preocupação com o uso de agrotóxicos nas áreas próximas à água captada para consumo.
Barragem deve abastecer 600 mil pessoas por dia
O reservatório prevê uma capacidade de 38,2 bilhões de litros de água, correspondendo ao volume de água de 15.280 piscinas olímpicas. A área a ser alagada será de 4,3 milhões de metros quadrados, o equivalente
à área de 602 campos de futebol. Em média, a barragem estima abastecer cerca de 600 mil pessoas por dia. O progresso nas obras da Fase I da barragem do Miringuava está com a conclusão de 80% das estruturas, incluindo o maciço da barragem e seus diques, enquanto o aterro compactado atinge 99% de conclusão. A Sanepar informa que ainda precisa da autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do IAT (Instituto Água e Terra) para a próxima fase, que é a retirada da vegetação da área que será alagada.
Leia mais Da seca à recordes de chuva, os contrastes nas barragens de Curitiba portalcomunicare.com.br
Moradores da região sofrem impacto negativo Entre as reclamações, está o valor de indenização pago pelos terrenos, considerado baixo demais Os moradores Dirce Gabardo e Luis Marafigo, que habitam a região das obras, apontam pontos negativos da construção da barragem na região de São José dos Pinhais. Entre as queixas, está o valor ofertado na indenização de parte do terreno da família, considerado muito baixo. Inicialmente, a Sanepar ofertou R$ 2,26 mil para cada m², porém os proprietários entraram com um processo judicial para requerer um valor maior, no qual foi
ofertado o valor de R$ 7 mil. Dirce afirma que a única opção era aceitar o valor ofertado, pois ela e a família se sentiam pressionados, já que a área era fundamental para o reflorestamento em torno da barragem. Além do preço considerado injusto, os moradores disseram que a área indenizada era de plantio próprio, o que diminuiu a renda da família, por não poderem utilizar mais aquela área para o cultivo.
Quando questionados se sentiam seguros morando próximo a barragem, eles afirmaram que não: “Não sentimos segurança alguma, pois os moradores precisaram deixar suas terras aqui, e a Sanepar não cuida desses terrenos”. Além disso, eles reclamam da falta de cuidado dos locais: “Fossas abertas, casas desmoronando e muito matagal... Tem de tudo um pouco”. O governo do Paraná, junto com a Prefeitura de São José dos Pinhais, promove um o pro-
grama de incentivo a pequenos agricultores da região, que, em teoria, deve aplicar incentivos aos agricultores e atividades turísticas para o aumento na valorização econômica da região. Porém, nos relatos dos moradores, a situação é apresentada de modo diferente: o atraso nas obras, junto ao abandono de certas propriedades, acabam atrasando também a oportunidade de crescimento e desenvolvimento econômico das famílias da região do Miringuava.
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
Cidades
Guerra entre Israel e Hamas impacta e mobiliza comunidades no Paraná Comunidades judaicas relatam aumento de casos de antissemitismo, enquanto povo islâmico realiza manifestações públicas de apoio à Palestina Felipe Benato, Henrique Jorge e Lucas Lopes 2° período
Montagem por: Felipe Benato e Lucas Lopes
C
omunidades judaicas e islâmicas de Curitiba e outros municípios do Paraná relatam que têm sentido localmente os impactos dos conflitos entre Israel e o território comandado pelo Hamas, no Oriente Médio, iniciados na primeira semana de outubro. Os judeus radicados no Paraná informam que têm sofrido ataques antissemitas, enquanto os palestinos têm organizado manifestações em defesa do próprio povo. Nota-se muita desinformação a respeito da posição política de ambos os lados envolvidos no conflito. Presidente da O Paraná tem comunidades judaicas e palestinas organizadas e numerosas, que acompanham de longe o conflito Federação Israelita do Paraná, Alexandre Knopfholz diz que a circulação de informações falsas gera movimentos de preconceito e ódio. Ele acrescenta que, no caso da comunidade judaica, a Federação tem sido procurada por membros que desejam relatar casos de antissemitismo. A comunidade judaica no Em cerca de um mês de Guerra, ele relata ter recebido mais de 30 Paraná funciona no sistedenúncias, a maioria de manima “kehilá”, um modelo de festações em redes sociais. organização em que todas as Já na Mesquita de Curitiba, entidades das comunidades a luta é por mostrar o lado militantes e religiosos em frente Vereadores se manifestam islâmico do conflito. Diretor do ao prédio histórico da Universisobre a guerra se integram, funcionando no Instituto Brasileiro de Estudade Federal do Paraná (UFPR) A Câmara de Vereadores de mesmo lugar. dos Islâmicos, Gamal Oumairi para fazer uma vigília, por conta Curitiba (CMC) aprovou uma afirma que o que vem sendo do marco de um mês de guerra, moção de apoio ao Estado de IsOs membros da kehilá divulgado a respeito do conflito mostrando solidariedade ao rael, apresentada pelo vereador consistem em torno de 500 é carregado de mentiras, o que povo de Gaza. Pier Petruzziello (PP), diante dos afeta a comunidade islâmica conflitos em Gaza. famílias, totalizando aproxilocal. Ele acrescenta que isso Além das manifestações popumadamente 2,5 mil pessoas. gera preconceito e difunde inlares, a Mesquita de Curitiba A vereadora Giorgia Prates (PT), verdades sobre a comunidade e a realiza, todas às sextas-feiras, que votou a favor da moção, Famílias judaicas que vieram cultura muçulmana. entre 12h e 13h30, um culto para critica o envolvimento de de outros estados também a Palestina. De acordo com cidadãos comuns nos ataques. Oumairi, todas as Mesquitas do “Nessa guerra, são os civis que estão incluídas no número. Atos pró-Palestina mundo concentram a fé, às sexestão morrendo dos dois lados, No início da segunda semana de tas-feiras, para emanar energias pessoas inocentes de Israel e da novembro, a comunidade islâao povo palestino. Palestina”, disse. mica de Curitiba reuniu diversos
“Após as notícias da guerra
na faixa de Gaza, as denúncias de antissemitismo já passam de trinta”
Curitibanos sofrem com a guerra Família que estava em Israel relata susto com sirenes de emergência; Palestino que mora no Brasil busca trazer familiares para longe da área de conflito
Acervo pessoal
No dia em que ocorreu o primeiro ataque em Israel, a jornalista curitibana Frances Baras estava com a família no distrito central do país. De acordo com a jornalista, foi assustador acordar cedo com o barulho das sirenes alertando os moradores para encontrarem um abrigo.
relatou a luta que travou para conseguir trazer ao Brasil pai e irmão, que ainda moram na Faixa de Gaza.
Ainda segundo Frances, todos os amigos e conhecidos que estavam visitando Israel conseguiram voltar em segurança para casa. Apesar disso, ela relata que não é fácil ver notícias sobre o conflito sabendo que pessoas próximas moram no país e seguem perto das áreas de risco.
Frances Baras estava em Israel quando a Guerra começou Segundo Ijheish, os familiares estão vivendo Leia mais em condições subumanas e o contato com a família se tornou Conheça a única complicado. Ele completou Mesquita do Bradizendo que não tem sido fácil lidar com as crises de ansiedade sil onde sunitas e que o conflito vem lhe causando. xiitas cultuam a fé juntos
Do outro lado do conflito, o palestino/brasileiro Ahmed Ijheish
Comunidade judaica se organiza em kehilá
Comunidade islâmica tem 100 mil fiéis no PR O Paraná também possui uma comunidade islâmica
consolidada. O estado possui cerca de 100 mil fiéis espalhados por seu território, tendo sua maioria concentrada em Foz do Iguaçu, que conta com cerca de 30 mil fiéis. Curitiba, por sua vez, possui a
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única mesquita onde sunitas e xiitas dividem o mesmo espaço, a Mesquita imam ali ibn abi tálib, templo construído em 1972, que recebe cerca de 5 mil fiéis que fazem parte da comunidade.
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
War between Israel and Hamas mobilizes communities in Paraná Jewish communities reported an increase in cases of antisemitism, while the islamic people perform public demonstrations in support of Palestine Felipe Benato, Henrique Jorge e Lucas Lopes, 2nd term Translated by: Breno Zottis Gallina, 2nd term
Monatge made by: Felipe Benato and Lucas Lopes
B
oth jewish and islamic communities from Curitiba and other towns from Paraná reported having local reverberations of the conflict between Israel and the territory led by Hamas, in the Middle East, that started in the beginning of october. The jews who settled in Paraná related that they are receiving antisemitic attacks, all the while the palestines have been organizing manifestations in defense of their own folk. There’ve been a lot of disinformation about the political stance of both sides of the conflict. President of the Israeli Federation of Paraná, Alexandre Knopfholz says that the circulation of these fake news creates waves of prejudice and hatred. He adds that, in the case of the jewish community, the Federation is being seeked by members who wish to report cases of antisemitism. In about a month of war, he reported recieving beyond 30 complaints, the majority of them coming from manifestations in social media. At the same time, in the Mosque of Curitiba, the fight is aimed to highlight the islamic side of the conflict. Director of the Brazilian Institute of Islamic Studies, Gamal Oumairi states that what is being propagated about the conflict is full of lies, and they negatively affect the local islamic community. He furthers his statement saying that this creates prejudice and spreads untruths about the muslim community and culture.
Pro-Palestine Acts
In the beginning of the second week of november, the islamic community of Curitiba gathered multiple militants and followers of the faith right in front of
Paraná has both jewish and islamic communities who are numerous and prosperous, that watch the conflict from afar
“After the news of war in
the Gaza strip, the number reports of antisemitic actions surpassed thirty” the historical building of the Federal University of Paraná (UFPR) to vigil, due to the war completing a month of duration, showing solidarity to the people of Gaza. Alongside the popular demonstrations, the Mosque of Curitiba does, every fridays from 12 p.m. to 1:30 p.m., a cult for Palestine. According to Oumairi, all of the world’s Mosques focus their faith, on fridays, to emanate energies to the palestine people.
Councilers speak up about the war
Curitiba’s City Council (CMC) approved a proposal to aid the State of Israel, which was presented by the councilor Pier Petruzziello (PP), faced by the conflicts in Gaza. The City Councilor Giorgia Prates (PT), who voted in favor of the motion, criticizes the involvement of common citizens in the attacks. “In this war, it is the common folk who are dying in both sides, the innocent people of Israel and Palestine”, she pronounced.
Curitibans suffer from the war A family that was in Israel reports shock with emergency sirens; Palestinian that lives in Brazil seeks to bring his family to avoid the conflict zone Personal collection In the day that the first attack happened in Israel, the curitiban journalist Frances Bara was together with her family in the central district of the country. Accordingbto the journalist, it was frightening to wake up early in the morning to the sound of sirens alerting the habitants to seek shelter. Also according to Frances, every friend and acquaintances that were visiting Israel managed to safely get back home. Despite that, she says that it is not easy to watch the news about the conflict knowing that loved ones are still there, near the danger zone.
Cities
On the other side of the conflict, the palestinian-brazilian Ahmed Ijheish reported the struggle that he Frances Baras was in Israel when the war began went through to bring to Brazil Acess more both his brother and his father, who still live in the Gaza strip. Learn about the only Mosque in According to Ijheish, his family Brazil where is living in subhuman conditions and contact with became Sunnis and troublesome. He finished saying Shiites worship that it hasn’t been easy to deal together with the anxiety crisis that the portalcomunicare.com.br conflict brought him.
The jewish community is organized in kehilá The jewish community of Paraná is based around the “kehilá” system, a model of organization in which every entity of the community unites, functioning in the exact same place. The members of the kehilá make up for 500 families, or around 2500 people. Jewish families from other states are also included in this number.
The islamic community has 100.000 members in Paraná Paraná also has a well-established islamic community. The states has around a 100.000 followers of the faith all throughout its territory, especially around Foz do Iguaçu, where there is around 30.000 of them.
Curitiba, in turn, has the only Mosque where the Sunnis and Shiites share one single space, the imam ali abi tálib Mosque, which was built in 1972, receives around 5.000 faithful that are a part of the community.
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
Economia
Cesta básica fica quase 2,50% mais barata em Curitiba Apesar da queda, o valor da cesta básica na cidade é o sexto mais caro do Brasil, aponta o DIEESE Arthur Froes, Camila Lara e Pablo Ryan 2º Período
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Pablo Ryan
uritiba registrou queda de 2,49% no preço da cesta básica de janeiro até setembro de 2023, resultando em uma economia média de R$16,97 para os consumidores. O preço da cesta, atualmente, está em R$ 681,23. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Realizada em 17 capitais, a pesquisa indica que Curitiba se mantém como a cidade com a cesta mais acessível da Região Sul, sendo mais econômica que Florianópolis, com custo de R$ 743,94; e Porto Alegre, que registra um valor de R$ 760,59. No período entre agosto e setembro deste ano, alguns itens da cesta básica tiveram expressiva redução nos preços médios, como batata (-8,58%), farinha de trigo (-3,49%), carne bovina de primeira (-3,10%) e óleo de soja (-3,00%). Também ficaram mais baratos leite integral (-2,26%), manteiga (-1,85%) e café (-0,30%). Em 12 meses, na comparação entre setembro deste ano e o mesmo mês do ano passado, foram registradas quedas em sete dos 13 produtos da cesta, com destaque para óleo de soja (-33,66%), leite integral (-16,81%) e café (-13,96%), Feito a partir da pesquisa do Diesse, o Boletim da Cesta Básica de Curitiba e Brasil, elaborado pelo Estúdio de Eco-
Diversos alimentos básicos registram quedas de preço em Curitiba e região ao longo de 2023 nomia e Finanças da Escola de Negócios do curso de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), mostra as principais quedas do mês de setembro de 2023, registradas nos seguintes produtos: batata-inglesa (-8,03%), leite longa vida (-6,51%), farinha de trigo (-4,59), óleo de soja (-3,42%), café em pó (-2,41%), contrafilé bovino (-2,39%) e açúcar cristal (-2,23%). Consumidora e assistente administrativa, Jessica Sperka mora com o parceiro e soma uma renda familiar de um pouco mais de dois salários mínimos. Durante os últimos dois meses, ela relata que notou uma diferença significativa nos preços da carne e do óleo. “Percebi que alguns alimentos básicos estavam mais
baratos nas compras e isso me possibilitou economizar no vale-alimentação, usando o valor economizado para a próxima compra”, conta Jéssica. O professor Jackson Teixeira Bittencourt, coordenador do curso de Economia da PUCPR, identifica as disparidades regionais e os baixos salários como os principais fatores por trás dos preços distintos entre as cidades. “Existem perspectivas climáticas diferentes no Brasil, e isso interfere muito no preço dos produtos agrícolas”, observa ele.
Curitiba apresenta um dos custos mais altos Apesar da redução neste ano, o estudo feito pelo DIEESE
“Percebi que alguns alimentos
básicos estavam mais baratos nas compras, e isso me possibilitou economizar no vale-alimentação” Armazém da família
Programa oferece alimentos até 30% mais baratos
Uma opção para comprar itens da cesta básica de forma mais barata é realizar o cadastro e utilizar no Armazém da Família, um programa de Segurança
Alimentar e Nutricional da Prefeitura de Curitiba. O programa disponibiliza itens essenciais e fundamentais a valores até 30% mais acessíveis que em supermercados tradicionais. O programa atende, em 35 armazéns, famílias com renda bruta mensal de até cinco salários mínimos. Promove,
ainda, a Semana da Economia, com alguns produtos a preços ainda mais baixos. Residentes em Curitiba e entidades sociais curitibanas e e municípios conveniados da Região Metropolitana podem se cadastrar e usar o serviço.
mostra que, entre as 17 capitais avaliadas, Curitiba é a sexta com custos mais elevados para adquirir itens básicos. Consumidor e ator, Fábio Manzano mora com três pessoas e sua renda varia entre mais e menos de um salário mínimo, dependendo do mês. Ele diz que, diante de todas as despesas de casa, o salário não é o suficiente para a cesta básica. Ela conta, ainda, que notou redução no preço de apenas alguns produtos. “Na parte de hortifrutigranjeiros, percebi que o ovo melhorou o valor, mas não vi grande diferença nos preços dos itens básicos”, relata Fábio.
Cesta equivale a 55% do salário mínimo A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos exibe um valor de R$ 681,23, que equivale 55,79% do salário mínimo líquido, que passou a ser de R$ 1.320 a partir de 1° de maio de 2023. O valor se refere a trabalhadores com jornada de trabalho de 220 horas mensais. O estudo aponta, ainda, que, dessa carga horária total, 114 horas e 11 minutos são destinadas apenas para adquirir produtos básicos. O Índice da Cesta Básica de Curitiba é calculado com base nos treze produtos de alimentação definidos pelo Decreto Lei n° 399, de 30 de abril de 1938, que regulamentou o salário mínimo no Brasil, e que continua em vigência.
Leia mais Confira mais sobre o tema.
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
Curitiba se consolida como palco para espetáculos de comédia Cidade tem diversos espaços focados em shows de stand-up e também lota teatros com apresentações de importantes nomes da comédia nacional Beatriz Moschetta Santos e Júlia Silva Corrêa de Araújo 2 período
Cultura
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Beatriz Moschetta
om a ascensão dos shows de stand-up comedy por todo o Brasil, Curitiba que é conhecida por ter um cenário cultural amplo e diverso, destaca-se também no mundo da comédia. A cidade, que foi a primeira do país a ter um bar exclusivo com apresentações de comédia, inaugurado em 2010, têm tido cada vez mais destaque na cena do humor, com o número de comediantes locais em crescimento e com a chegada de nomes conhecidos nacionalmente, como o humorista Fábio Porchat, aos palcos locais, para apresentações em casa lotadas. São inúmeros os espaços disponíveis ao redor da cidade que oferecem diversidade de estilos e modalidades para esses shows. Há, também, casas que não
e única de comédia, ganhando Brasil. Sucesso absoluto, com os comediantes. “O público de cada vez mais popularidade. ingressos esgotados em todas Curitiba é o mais exigente do Entre os espetáculos que fizeram sucesso recente na cidade, está a peça “Histórias do Porchat” Os comediantes se baseiam em suas vivências pessoais, observações e análises sociais para
as edições, o espetáculo já recebeu diversos nomes relevantes da comédia nacional.
“Dizem que o público de Curitiba é frio, mas ele não é frio; é honesto.” tem foco ;m stand-up, mas que tem aberto espaço para essas apresentações, como o Barracão EnCena, no centro da cidade. Em locais como esses, grandes talentos foram revelados para o mercado da comédia nacional, como Afonso Padilha, que trabalha como comediante desde 2010; Bruna Louise, que possui o maior canal feminino de stand-up do Brasil; e Diogo Portugal, que é proprietário de clubes de comédia por todo o país. Os espetáculos de stand-up representam uma forma genuína
elaborar piadas e narrativas engraçadas, que prendem a atenção do público. Com uma abordagem informal e relaxada, os humoristas se divertem com a audiência, estabelecendo uma atmosfera alegre e acolhedora. Curitiba também é o berço do festival Risorama, um evento que junta os melhores humoristas do país em um único palco. Ele foi criado em 2004, pelo humorista curitibano Diogo Portugal, para fazer parte do Festival de Curitiba, e se consagrou como o festival de humor mais tradicional do
Sócio-proprietário do Curitiba Comedy Club, Joca Madalosso relembra como a cidade começou a construir essa relação forte com o humor. “Curitiba sempre foi um celeiro de comediantes nacionais, mas um dos grandes pontos de partida para a criação de novos comediantes foi a noite de Open Mic, onde abrimos o palco para comediantes iniciantes”. Ele se refere à iniciativa de permitir que qualquer comediante suba ao palco, para apresentar o próprio show. Madalosso acrescenta que a cidade já tem boa fama entre
Brasil. Isto cria casca nos comediantes. Se você realmente é engraçado, ele irá rir. Se você for sem graça, só ouvirá o silêncio”. Joca Madalosso diz que a maior tendência dos últimos anos é o nichamento da comédia. Ele também lembra o tipo de show nichado que o clube já teve, como shows exclusivos para mulheres, trabalhadores, professores e pais de gatos. Madalosso acredita que essa moda deve aumentar, já que o público quer se identificar com o teor das piadas apresentadas pelos comediantes.
Leia mais Infográfico mostra espaços de comédia e vídeo narra experiência em um show de stand-up. portalcomunicare.com.br
Porchat lota Teatro Guaíra para contar histórias Comediante Fabio Porchat trouxe suas histórias de viagem para o Teatro Guaíra, no fim de outubro
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Teatro Guaíra, apesar de ser um espaço para apresentações diversas, como teatro, dança e música, tem recebido muitos artistas para contarem suas piadas e histórias em shows de stand-up comedy. No fim de outubro, o teatro foi palco do show “Histórias do Porchat”, novo espetáculo de stand-up do humorista Fabio Porchat, um dos maiores nomes da comédia brasileira nos dias de hoje.
O artista, que passou um período longe dos palcos, retornou para narrar várias situações já vividas por ele em suas inúmeras viagens pelo mundo. Além de contar suas experiências, Porchat ainda mostrou fotos e vídeos, provando a veracidade das histórias. O evento provocou muitas risadas na plateia, que foi para a casa querendo escutar mais histórias do comediante. Após o show, o casal Daiane e Roberto disse que vai com frequência mensal a shows de
comédia. Eles recomendam o Curitiba Comedy Club para quem quer começar a frequentar espaços de comédia na cidade. Além disso, indicaram alguns comediantes curitibanos de quem gostam, como os humoristas do grupo Tesão Piá e Serginho Lacerda “Pai do Bento”, que faz um show voltado ao público infantil e família. Com as apresentações de comédia em alta, as performances de stand-up e shows em outros formatos são realizados o ano inteiro. “A procura é sempre
crescente, pois a cada dia novos comediantes são descobertos. Cada vez que algum comediante encontra a maneira certa de falar com seu público, ele atrai mais e mais fãs,” diz o sócio-proprietário do Curitiba Comedy Club, Joca Madalosso. Caso seja de interesse conhecer o espaço do Teatro Guaíra, além de eventos de comédia, o local está com a agenda plena de concertos de música, apresentações de dança e, até mesmo palestras, para o fim de 2023.
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
Cultura
Exposições interativas ganham força em Curitiba O sucesso da exibição “Van Gogh E Impressionistas” revela o crescente interesse do público em relação à exposições imersivas. Alguns museus em Curitiba já contam com áreas tecnológicas e interativas. Caio Stelmatchuk, Carolina Senff e Isadora Jacon 2º Período
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uritiba tem recebido cada vez mais exposições interativas que propõem experiência imersiva ao público, auxiliando na maior retenção de conhecimento e atenção, e tornando o passeio mais divertido. A exposição “Van Gogh E Impressionistas”, que chegou à capital em setembro, teve muita busca pela população, realçando o crescimento no interesse do público por este tipo de exposição.
A estudante de administração Isadora Vieira Guimarães visitou o Memorial e considerou a experiência marcante e esclarecedora, devido aos diversos simuladores que abordam assuntos como acidentes, tipos de pneu, diferença entre ruas e estradas etc.
A cidade tem, pelo menos, três museus que já contam com exposições imersivas: Museu Planeta Água, Memorial da Segurança no Transporte e Museu do Holocausto. Além disso, duas exposições - a já citada “Van Gogh E Impressionistas” e, também, “Da Vinci Experience e suas Invenções” - tiveram sucesso recente em Curitiba.
“Estou ansiosa para ver
O Museu Planeta Água, localizado no bairro Tarumã, criou um espaço interativo que busca trazer o conhecimento sobre a preservação da água. A visita é dividida em nove espaços: A Origem da Água, Água e Vida, Água e Morte, Água é Preciosa, Água e Prazer, Água e Consumo, Água é Saúde e Desenvolvimento, Água e Energia e O Manifesto da Água. O museu tem entrada gratuita. Já o Memorial da Segurança no Transporte traz simuladores, esculturas em tamanhos reais, vídeos e jogos educativos para destacar a importância da segurança no trânsito. O espaço é um exemplo da união entre conhecimento e lazer, já que proporciona a diversão, mas de forma esclarecedora, aos visitantes. Entre as experiências oferecidas, existe um simulador de capotamento, outro simulador de “crash-test”, teste de bafômetro e um ônibus biarticulado suspenso. A entrada no museu é gratuita, mas apenas com agendamento prévio, realizado via site do Memorial.
Museu do Holocausto inaugura recurso interativo O Museu do Holocausto de Curitiba inaugurou recente-
de obras como autorretratos, A Noite Estrelada, Quarto em Arles, Girassóis, e Amendoeira em Flor, entre outras. Também há projeção os trabalhos de alguns artistas impressionistas e pós-impressionistas, como Monet, Renoir, Gauguin e Cézanne. A jovem Isabela Butzke considerou importante a presença da tecnologia na exposição de Van Gogh. “A tecnologia foi fundamental, porque ela consegue
exposições de outras obras e outros artistas desse jeito” mente um elemento interativo como parte de seu acervo, a “Mesa de Acolhimento”. A mesa projeta diversas fotos de judeus que vieram ao Brasil como refugiados do Holocausto. Ao interagir com a imagem, o espectador tem a possibilidade de ter acesso a informações como data e cidade de nascimento, passagem por campos de concentração e por guetos. A visita ao museu é gratuita, mas precisa ser agendada no site e só é permitida a entrada de maiores de 12 anos. Um exemplo de muita adesão do público é a exposição “Van Gogh E Impressionistas”, que chegou à capital em setembro de 2023 e, segundo o portal Bem Paraná, vendeu mais de 100 mil ingressos em Curitiba. Instalada no Shopping Estação, faz uma viagem pelo universo do pintor holandês com projeções em alta definição e 360°. É possível ver exposições
fazer que muita coisa vire realista e, como lá tinham muitos projetores, até o chão se mexe. Então, você realmente entra dentro da obra”, disse. Uma exposição com uma temática semelhante foi feita em 2022, chamada “Da Vinci Experience e suas invenções”. A mostra, que celebrava os 500 anos da morte de Leonardo Da Vinci, esteve disponível no Museu Oscar Niemeyer e possuía uma Sala Imersiva com projeções de alta definição em 360°, apresentando releituras imersivas de obras do italiano. A estudante Thayssa de Alcantara acredita que exposições interativas serão uma tendência nos próximos anos. “Essa foi uma experiência única e estou ansiosa para ver exposições de outras obras e outros artistas desse jeito”. Isadora Jacon
Entretenimento nem sempre é arte, diz professor No contexto do sucesso da exposição “Van Gogh E Impressionistas”, o professor de Arte e Tecnologia da PUCPR Flávio Carvalho atenta para a diferença entre arte e entretenimento. “Esse tipo de exposição é uma maneira de releitura, mas não pode ser considerada um trabalho artístico, porque você não está vendo o trabalho do artista. Você está vendo o trabalho dele replicado, já que o trabalho dele mesmo é a pintura. Van Gogh, por exemplo, jamais sonhou em fazer nada digital; afinal, na época dele nem existia este tipo de tecnologia”. O professor diz que, como o fazer artístico de Van Gogh está nas pinturas, a única maneira de ver o trabalho é nos quadros que o próprio holandês pintou. Carvalho ainda critica a maneira como a comunicação deste tipo de evento é feita. “Os organizadores das exposições anunciam como se fosse o trabalho do artista, mas exibem apenas representações, ideias, releituras, e não as próprias obras do pintor. Por isso, essas exposições não passam de entretenimento”. Ele acrescenta: “Eu não condeno este tipo de exposição, porque elas podem abrir um caminho para que o público procure conhecer as obras do artista e ingresse no mundo da arte. Entretanto, é importante que a gente saiba diferenciar a arte do entretenimento”. O professor também diz que existem exposições imersivas que podem ser consideradas arte. Ele exemplifica com os trabalhos do “teamLab” e o “Illusionaries”. “Esses trabalhos possuem a mesma experiência imersiva que a exposição do Van Gogh, mas são considerados arte porque são trabalhos autorias que foram pensados, projetados e feitos para o digital”, disse o professor.
Leia mais Confira a galeria de fotos das exposições interativas de Curitiba. Exposição “Van Gogh e Impressionistas” fez sucesso e teve mais de 100 mil ingressos vendidos em Curitiba.
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
Esportes
Fisiculturismo cresce impulsionado por influenciadores digitais Prática do esporte tem se elevado nos últimos anos em Curitiba e em todo o Brasil, graças, principalmente, a conteúdos relacionados ao esporte no YouTube e no TikTok Hiago Machado, Julia Liça e Marcelo Xavier 2 º Período
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Academia Overall
fisiculturismo tem experimentado um aumento de popularidade, com mais visibilidade da Internet e significativo acréscimo no número de praticantes nos últimos anos. O mercado fitness brasileiro apresentou em 2022 um crescimento de 18,02% em comparação com 2019, de acordo com o levantamento realizado pela empresa Tecnofit. O aumento é ainda maior se comparado com o ano de 2018, chegando a 28%. A popularização do fisiculturismo entre os jovens tem sido fortemente impulsionada pela presença de influenciadores nas redes sociais. Eles têm desempenhado um papel significativo ao compartilhar conteúdo que mostra treinos, dieta, rotina e estilo de vida associados a esse esporte. Plataformas como o YouTube têm sido um terreno fértil para essa tendência, mas é o TikTok que se destaca como
A maioria dos atletas começa praticando academia para, depois, profissionalizar-se disso, o país tem, hoje, mais de 70 campeonatos nacionais organizados pela Confederação Brasileira de Musculação, Fisiculturismo e Fitness (CBMFF – IFBB Brasil), demonstrando a
atingir os objetivos, com dietas e suplementos.
mil seguidores em sua página do instagram.
O atleta Marlon Feitosa, 22 anos, campeão da Copa Sul-Sudeste pela federação WUFF, relata que
Rogério iniciou sua trajetória no esporte no ano de 1983, com apenas 10 anos, inspirado por Arnold Schwarzenegger. Hoje, ele serve como inspiração para os mais novos, que têm acesso aos seus conteúdos, o que facilita o início nesse mundo, tanto pela estética quanto pela saúde.
“Meu objetivo é manter a saúde e o shape em dia, para disputar competições pelo resto da vida” um grande catalisador devido ao seu formato de vídeos curtos e dinâmicos. Além disso, no início de novembro, o fisiculturista acreano Ramon Queiroz, conhecido como Ramon Dino, conquistou o vice-campeonato da categoria Classic Physique no Mr. Olympia 2023, considerada a maior competição de fisiculturismo do mundo. O sucesso do atleta repercutiu nas redes sociais e deu mais visibilidade ao esporte. O Brasil, como se vê, destaca-se no fisiculturismo, com uma comunidade de mais de 200 profissionais dedicados somente à prática deste esporte. Além
relevância e comprometimento que os brasileiros têm tido com o esporte. A expectativa é de que o número de praticantes e profissionais envolvidos continue a crescer nos próximos anos, consolidando o fisiculturismo como uma parte integral do cenário esportivo nacional. Curitiba conta com um número crescente de academias que oferecem treinamento para amadores e iniciantes, tornando o bodybuilding acessível a todos que desejam adotar um estilo de vida mais saudável e ativo. Além disso, A cidade possui um cenário de nutrição esportiva em crescimento, com lojas especializadas e consultores de nutrição que ajudam os atletas a
Acervo pessoal
iniciou a carreira com a musculação, aos 14 ano. Em seguida, descobriu o fisiculturismo e decidiu aderir à modalidade. O fisiculturista compartilha que essa escolha transformou hábitos e estilo de vida, com o objetivo de aprimorar o desempenho. “Foi uma virada de chave pra mim”, diz. Ele destaca a importância da saúde, mencionando os benefícios para o sistema imunológico e cardiovascular, enfatizando que a rotina de treino e uma alimentação saudável são fundamentais. O atleta curitibano também observa um aumento no interesse em conhecer e praticar a modalidade, bem como as oportunidades que estão surgindo para os praticantes. Ele ressalta que o fisiculturismo está proporcionando amplo acesso e oportunidades para pessoas de diferentes faixas etárias, incluindo adolescentes e jovens. Marlon destaca o quão gratificante e enriquecedora essa experiência pode ser para aqueles que se envolvem no esporte.
Influencers curitibanos ganham visibilidade
O atleta Rogério Kokodinak é um dos destaque de Curitiba no esporte
O corpo esculpido e a força mental são os pilares do bodybuilding, uma disciplina que tem ganhado cada vez mais destaque na capital do Paraná. O curitibano, atleta e influenciador digital Rogério Kokodinak, tetra campeão brasileiro de fisiculturismo, tem mais de 100
O atleta Ratinho JR, que também é fisiculturista, conta como é sua rotina diária, Ela inclui treino cardiorespiratório matinal, com 35 a 40 minutos de bicicleta em jejum, seguido de uma dieta cuidadosamente planejada. Ele treina quatro vezes por semana, com um dia de descanso e um treino regenerativo. Com ingestão de 6 a 7 refeições por dia, ele mantém um regime disciplinado. Em relação às competições, o atleta estreou na federação IFBB em 2022, participou da Copa Norte e planeja competir na Copa Sul. Seus objetivos de longo prazo incluem se tornar um atleta profissional e buscar campeonatos de maior visibilidade. O impacto do fisiculturismo em sua vida pessoal e profissional é notável. Como personal trainer e dono de um restaurante, ele se tornou mais responsável, saudável e influenciou positivamente a família a adotar um estilo de vida mais ativo. Ele afirma que o aspecto mais gratificante de sua jornada no fisiculturismo é a capacidade de inspirar e incentivar outros a adotar um estilo de vida mais saudável. Ele se vê como um modelo e uma fonte de motivação para aqueles que buscam melhorar sua saúde e forma física.
Leia mais Conheça a história do bodybuilding portalcomunicare.com.br
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Curitiba, 23 de Novembro de 2023
Ensaio
Elas também torcem Gurias do Couto, o movimento feminista que surgiu em 2019 nas arquibancadas do Couto Pereira, em meio à torcida coxa branca, tornou-se a voz da mulher dentro da sociedade alviverde. Foi através de um caso de assédio contra uma adolescente, cometido dentro da casa do Coritiba Foot Ball Club, que as torcedoras se indignaram e se uniram para reivindicar espaço e respeito. Em meio a um ambiente predominantemente masculino, foi necessária a coragem de um grupo de mulheres torcedoras para encabeçar um movimento que, além de buscar mudanças de atitude do clube, procura trazer mais mulheres a se engajarem com o time e poderem viver o futebol de fato.
Faixa das Gurias do Couto no setor “Social” do Estádio Couto Pereira.
“Venho no estádio desde pequena, mas sempre foi perigoso”, diz Gabrielle Camargo.
Marina Camargo acompanha o fim do sétimo jogo sem vitória do time alviverde.
Carolina Senff
Marina Camargo e Gabrielle Camargo comemoram juntas um gol do Coxa.
No colo da mãe, Alexandre Gabriel observa a cobrança de pênalti do Coritiba.
Pamela Venâncio, Milene Liz, Gabrielle Camargo e Marina Camargo refletem, à beira do gramado, as sensações de um estádio, após mais uma empate do Coritiba.