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PALAVRA DO EDITOR
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hegamos à metade do ano e também à nossa segunda edição e não posso deixar de falar do sucesso da edição do Dia das Mães e Namorados. Foram tantos os comentários que decidimos criar um “Espaço Aberto” para vocês, leitores, expressarem suas opiniões e enviarem sugestões sobre assuntos sobre os quais, queiram saber um pouco mais. Para o Aniversário de Macaé e Dia dos Pais, fomos atrás de datas comemorativas de instituições e de grupos de pessoas na cidade para resgatar um pouco da nossa história. Começamos com a Gincana Jovem, que este ano completa 30 anos, desde a sua primeira edição. Vamos contar sua história através de alguns jovens que passaram por lá e hoje despontam no cenário empresarial e político da cidade. Também completando 30 anos de estrada está o Moto Clube de Macaé. Uma pai-
xão por duas rodas que já virou muito velocímetro e também arrecadou muitas cestas básicas para instituições carentes do município. Falando em caridade, o Hospital São João Batista completou 140 anos de serviços prestados à saúde da população de Macaé. Resgatamos fatos curiosos da sua fundação e descobrimos que ele está precisando da colaboração das pessoas e empresas para melhorar suas instalações e ampliar atendimento, já que é uma instituição filantrópica. Na nossa matéria de capa, vamos mostrar “como nascem os pais”, através de depoimentos de alguns pais macaenses sobre as transformações que sofrem a cabeça do homem na forma de pensar e encarar a vida, após o nascimento do seus filhos. Este dilema de como educar os filhos é um desafio para todos nós, pais, pois não existe uma receita pronta para seguir. Segundo especialistas, o ideal é buscar uma forma harmoniosa de se ter autoridade e conquistar a amizade dos filhos. Os brasileiros têm aumentado cada vez mais o consumo de vinho e se encantado por esta bebida milenar. Em Macaé ainda tem um diferencial: como a gastronomia é uma das principais formas de lazer da cidade, muitas pessoas estão formando grupos que se encontram regularmente para apreciar a bebida e até viajar ao exterior para degustação e conhecer belos lugares. Existem também, cursos para iniciantes e jantares harmonizados em restaurantes, estimulando as pessoas nesta arte prazerosa.
quitetura & Design desta edição, com sua história e seus projetos. Na decoração, dicas preciosas da arquiteta Cláudia Augusta para montar um home theater ou espaço multimídia para você curtir com os filhos filmes e jogos. Muita gente não imagina a importância de se ter uma boa qualidade de sono para nossa saúde, principalmente em Macaé, onde muitas pessoas trabalham em turno, trocando o dia pela noite, embarcado ou em terra. Ouvimos especialistas e descobrimos que alguns detalhes como colchões, travesseiros e hábitos antes de dormir podem melhorar sua noite de sono. Na seção Pessoas, trazemos até vocês o fantástico trabalho de Aristophanes Franco Gonçalves e outros profissionais de saúde à frente da AMP (Associação Macaense de Parkinson), prestando um serviço importante de apoio aos doentes do Mal de Pankinson na cidade. Para finalizar, apresentamos duas novas seções: a primeira é “Família no divã” que, em parceria com o Núcleo de Psicanálise de Macaé, vai abordar e discutir temas do cotidiano da família contemporânea. A outra é “Leitores em Foco”, que apresenta os hábitos de vida e de consumo de algumas pessoas que se destacam na cidade por alguma razão. Parabéns Macaé e feliz Dia dos Pais. Boa leitura! Gianini Coelho
Alessandra Aguiar é a nossa entrevistada da seção Ar-
ESPAÇO ABERTO
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ste espaço nasce na revista para criar um canal de comunicação entre a edição e seus leitores. Para inaugurar, apresentamos algumas opinões que chegaram até a redação de uma maneira informal, mas que a partir de agora podem ser enviadas para o email: revista@divercidades.com
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Não poderia deixar de parabenizar a equipe DiverCidades pela bela edição especial Dia das Mães e Dia dos Namorados. Vocês atingiram muito bem o propósito, as reportagens estão muito boas e com enfoque bem objetivo. Fiquei fã! Passei a conhecer através desta edição vários serviços existentes na cidade, assim como profissionais. Desejo que tenham muito sucesso.” Kathia Tostes - Arquiteta
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Parabenizo a revista DiverCidades pela reportagem sobre a artista plástica Sra. Maria Klonowska. A beleza do texto revela uma história de vida muito bonita que engrandece nosso município. Muito agradável a leitura, texto muito bem escrito, prende do início ao fim. Parabéns!”
Maria Regina Fescina Cordeiro - Médica •3
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140 anos do Hospital
ÍNDICE Empresas & Negócios .................... 10
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Divina Casa ............................................. 16 Casa do Livro ......................................... 18 Macaé Auto Peças, 47 anos .................... 20 Âmbar na Disney ................................... 22 Prevencor ................................................ 24
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Especial Aniversário de Macaé Gincana Jovem ............................................ 26 Paixão em Duas Rodas ................................. 32
Amantes do vinho
140 anos do Hospital ................................... 38
Especial Dia dos Pais Como nascem os pais ............................ 42 Pais e amigos .......................................... 46 Tendência Amantes do vinho ................................. 48 Gastronomia Jantar harmonizado no Lucca ............ 52 Arquitetura & Design Alessandra Aguiar .............................. 56
26
Gincana Jovem
32
Paixão em duas rodas
46
Pais e amigos
Decoração Espaços multimídia ............................... 58 Saúde Como melhorar a qualidade do sono .... 60 Pessoas AMP-Associação Macaense de Parkinson ... 64 Família no divã A difícil tarefa de ser pai ............................ 68
EXPEDIENTE:
A Revista DIVERCIDADES é uma publicação da Formato Jornalista Responsável: Luciene Rangel Publicidade com tiragem de 5.000 exemplares e distribui- Registro profissional nº 20619/97 DRT 16917/97 ção dirigida aos consultórios médicos, salões de beleza, clínicas de estética e restaurantes de Macaé. Colaboradoras: Ana Beatriz Vieira/Juliana Carvalho Foto capa: Ana Nogueira Rua Professora Marcília Picanço, 559 - Mirante da Lagoa Macaé - CEP: 27.925-200 - Tel/fax: (22) 2762-3201 Publicidade e anúncios: Direção, edição, fotografia e diagramação: Gianini Coelho Gianini Coelho (22) 2762-3201 (22) 9985-5645 email: revista@divercidades.com 6•
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Av. Nossa Sra. da Glória, 689 - Cavaleiros - Macaé/RJ - Tel.: (22) 2773-4200 •9
EMPRESAS & NEGÓCIOS Fotos e textos: Gianini Coelho
Menina de Minas: as melhores marcas do cenário fashion mineiro em Macaé
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história da Menina de Minas começa em 2008, com o conceito de proporcionar exclusividade, conforto e muitos mimos às clientes de Macaé. Os horários eram agendados exclusivamente para elas se sentirem mais do que especiais! A loja foi ganhando cada vez mais reconhecimento, e assim, precisando de mais espaço para manter o padrão de atendimento. “Hoje, a Menina de Minas fica no centro da cidade com uma loja de 100m² de muito carinho e bom gosto para a satisfação das clientes, apresentando as melhores marcas do cenário fashion mineiro, com vestidos de festas e alfaiataria em alta costura de São Paulo e Belo Horizonte”, comenta Raquel Alam, proprietária da loja. No perfil das clientes aliam-se sofisticação e qualidade, em uma mulher que gosta de se vestir bem em todos seus momentos. O perfeccionismo do trabalho realizado pela Menina de Minas pode ser visto em suas clientes, cada vez mais sintonizadas em seu próprio estilo e que acreditam em uma moda exclusiva, clássica e atemporal.
Raquel Alam, proprietária da Menina de Minas, moda para mulheres que gostam de se vestir bem em todos os momentos
Todeschini lança promoção “Lá Vou Eu” para os arquitetos
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ara os arquitetos de Macaé, que valorizam seus projetos, lançando mão da qualidade dos planejados Todeschini e que prezam a satisfação final dos seus clientes, já está valendo a promoção “Lá Vou Eu” da Todeschini. Em 2012, o programa está cheio de novidades e com destinos incríveis: Punta Del Este, África do Sul e Marrocos e ainda tem mais chances de ganhar. “Este ano, o arquiteto poderá fazer tudo pelo novo site: cadastro, controle da pontuação, ver detalhes sobre os novos destinos e conferir quantos pontos faltam para alcançar a premiação”, completa Rodrigo Arenales, proprietário da loja exclusiva Todeschini em Macaé.
A equipe da Todeschini apresentou o programa no seu show room na Praia Campista
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Participe! Acesse o site, cadastre-se e confira todas as novidades: www.todeschinisa.com.br/lavoueu
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EMPRESAS & NEGÓCIOS Bigode Coletivo Criativo, a comunicação da sua empresa, bem debaixo do seu nariz
A equipe do Bigode em ação: Raphael Araújo, Fernando Araújo, Romulo Jaques, Guilherme Veiga, Clarice Curvelo e Ian Souto Maior
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á quem diga que num mundo saturado de imagens, textos e sons, a criatividade vem da desinformação e da deformação. Outros questionam se a originalidade é necessária. Nesse corre-corre é possível informar de forma criativa? Um grupo de jovens publicitários, designers e fotógrafos – criadores da arte de informar por meio da criatividade – mostra que sim. Para Rômulo Jacques, Fernando Araújo, Guilherme Veiga, Raphael Araújo e Ian Souto, sócios-proprietários do Bigode Coletivo Criativo, informar com criatividade é tirar de letra os dilemas do bem comunicar. “O Bigode é uma agência de publicidade com visão de produtora de vídeo ou uma produtora de vídeo com o pensamento de agência de publicidade, tanto faz, você decide”, explica Rômulo, criativo nato e um dos criadores
Juliano Fonseca e Érica Mendes recebendo o Prêmio de Mylena Ciribelli
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do grupo. Não é à toa que o Bigode Coletivo Criativo tem em sua cartela de clientes os mais antenados da região, como o restaurante La Fazendinha e a farmácia de manipulação Verde Fórmula; a escola de dança Âmbar e a Fazenda Interativa, dentre outros. Para quem trabalha com o Bigode, fica a certeza de uma agência séria na hora de planejar e irreverente na hora de criar, que bota a imaginação e o talento para aquilo que seus clientes procuram. E essa imaginação vai longe. “Conhecer o Bigode foi uma grata surpresa. Eles conseguem materializar nossas ideias de uma maneira fascinante, elegante e divertida”, comenta a cliente Fernanda Mathias. “Nosso objetivo é trazer resultados reais aos nossos clientes, nossa ferramenta é a criatividade aliada à seriedade e muito, muito trabalho”, diz Guilherme Veiga um dos sócios do grupo. Conheça mais sobre o grupo em:www.sitedobigode.com
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EMPRESAS & NEGÓCIOS Romance espírita de autora macaense é sucesso de vendas
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romance mediúnico psicografado por Regina Célia, “Enfim o Caminho” é um caso verídico ocorrido na Europa com várias situações de valores. A obra está sendo muito apreciada pelo público jovem que quer saber as respostas: “De onde viemos e para onde iremos”. Na obra, o leitor encontra o drama de Dayana, menina cega abandonada nas ruas de Sevilha, Espanha, mas com o dom divino da mediunidade. A primeira edição com 5000 exemplares esgotou em apenas três meses. A segunda já está a venda nas livrarias Nobel, Luminar do Grupo Pedro e Idalina Meireles na rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, podendo ainda ser comprada pelo site da Editora Chico Xavier, Lojas Americanas, Saraiva, etc. Todos os direitos autorais da venda do livro estão sendo doados à Casa do Caminho, instituição filantrópica que funciona há 23 anos realizando trabalhos sociais na periferia de Macaé. Acesse o site e conheça as ações da Casa do Caminho: www.casadocaminhomacae.org.br
A escritora macaense Regina Célia Ribeiro e seu livro. Sucesso de público e de doação para a Casa do Caminho em Macaé
SIGMA GI, renovando o mercado imobiliário
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SIGMA GESTÃO IMOBILIÁRIA é uma empresa que já nasce com a experiência de mais de 30 anos de mercado e com uma gestão imobiliária moderna. É uma empresa de família e respeito que foi criada para atender você com toda atenção e cuidado. Rafael Mattos Bogado, sócio-diretor da SIGMA GI está à frente da empresa. É gente jovem de Macaé assumindo os negócios da família com competência e responsabilidade de representar bem o seu nome no mercado. “A nossa marca é o amor que temos pelo nosso trabalho, pelas nossas conquistas, nossos amigos e família. Prezamos pelo respeito e seriedade, trazendo sempre um resultado positivo para nossos parceiros e investidores”, enfatiza Rafael. A SIGMA GI trabalha com administração, vendas e construção de imóveis residenciais, comerciais e industriais sob medida em Macaé e também na região. A SIGMA GI tem os melhores investimentos no setor imobiliário para a realização de seu sonho da casa própria. Acesse o site www.sigmagi.com.br e conheça os diferenciais. Rafael Mattos Bogado, à frente da SIGMA GI, gente jovem de Macaé assumindo os negócios da família com competência e seriedade
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EMPRESAS & NEGÓCIOS
A fachada chama a atenção de quem passa pela Marechal Deodoro e a loja guarda mimos que encantam
DIVINA CASA: o requinte da decoração agora em Macaé
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Texto: Juliana Carvalho
Variedades de estilo com qualidade de apresentação, como nesta cômoda indiana
ofisticação, requinte e elegância, essas palavras traduzem a essência do que a Divina Casa tem a oferecer. Quem passa pela rua Marechal Deodoro no centro de Macaé, não consegue imaginar que existe um mundo a ser explorado, recheado de boas idéias que conseguem deixar os espaços de casa simplesmente deslumbrantes. A empresária Carla Corga explica que todos os pensamentos que renunciam à unidade exaltam a diversidade. “E a diversidade é o local da arte”, citando Albert Campus, filósofo. Essas palavras descrevem precisamente o quanto fugir do óbvio, pode abrir portas para o prazer e o belo. Na decoração, sair do comum, escapar da neutralidade e dar vazão ao diferente torna a casa, sem dúvida, mais personalizada. Afinal, nem sempre o menos é mais. Saber distinguir o que é belo e de valor, do que é modismo é muito importante. São estes objetos de estima que trazem requinte à decoração que são o ponto forte da Divina Casa. E quando o assunto é qualidade, a Divina Casa é expert, oferecendo produtos de marcas renomadas como Ribeiro e Pavani, Rian Tricot, Cristais Alemãs e Cerâmicas Porto Brasil. Além disso, representa artistas plásticos e artesãos de norte a sul do país, que desenvolvem peças exclusivas e sob medida. Um detalhe à parte fica para a maneira como as peças são personalizadas, o produto recebe a marca da loja em forma de medalhinha que é banhada a ouro. Em algumas peças, o emblema recebe ainda originais de cristal Swarovski, um mimo luxuoso com o padrão Divina Casa. Para quem está prestes a se casar ou mudar de casa, a Divina Casa recebe listas de casamento, chás de cozinha e open house, tendo à disposição um espaço na loja para que o cliente possa organizar esses encontros. Já para quem passou dessa fase e está aumentando a família, as lembrancinhas de maternidade também podem ser encomendadas no próprio estabelecimento. Para a inspiração não há limites, e a Divina Casa oferece em todos os detalhes possibilidades de dar asas à imaginação e deixar sua casa um lugar aconchegante, harmonioso e, é claro, realmente divino! 16 •
Louças de marcas renomadas e peças personalizadas encantam e seduzem o público
Carla Corga à frente da recém-inaugurada Divina Casa, que surpreende nos detalhes e sofisticação
Rua Marechal Deodoro, 163 - Centro Macaé/RJ - Tel.: (22) 2772-7160 email: carlacorga@globo.com
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EMPRESAS & NEGÓCIOS
Um casarão antigo no Centro da cidade enche de charme a fachada da nova loja
Texto: Juliana Carvalho - Fotos: Gianini Coelho
Adriano Corga, paixão pelos livros levou o empresário a renovar a proposta da Casa do Livro para os amantes da boa leitura
O espaço infantil é um dos mais movimentados da livraria, conforto para as crianças e comodidade para os pais
Nova Casa do Livro renova cultura literária na cidade
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Texto: Juliana Carvalho
ncontrar livros didáticos, paradidáticos, técnicos (Direito, Medicina, Nutrição, Engenharia, etc), literatura clássica, infantil e outros em Macaé, ficou muito mais fácil. A Casa do Livro que você já conhece está sob nova direção e em novo endereço, ampliando os seus horizontes literários. A nova loja agrega a nostalgia das livrarias com decoração envolvente e inúmeras possibilidades de uma boa leitura em mais de 13 mil títulos, que conta inclusive com autores macaenses. Salas individuais para cada área, facilitam a busca do leitor e fazem com que as pessoas realmente sintam-se em casa. Para o empresário e idealizador do espaço Adriano Corga, a loja traduz a liberdade que a leitura proporciona. “Sempre fui um amante da leitura e a Casa do Livro traz essa proposta de aproximar o livro do seu leitor. Aqui é um lugar em que as pessoas podem andar, tocar nos livros, procurar aquilo que é do seu interesse, enfim, relaxar com toda a liberdade, sem aquela frieza de chegar simplesmente no balcão e pedir por um título”, afirma Adriano. As crianças têm um espaço exclusivo com inúmeros livros e material educativo que agradam à todas as faixas etárias. Além disso, os pais poderão, já no próximo ano letivo, contar com a comodidade de encontrar na loja os itens da lista de material escolar e com um detalhe, a possibilidade de receber os livros encapados e etiquetados. E se durante um passeio na Casa do Livro você se encantar por algum item da decoração, não se desespere, todos os produtos decorativos estão à venda, assim como outras opções interessantes de presente de papelaria fina. Com todos esses atrativos, motivos não faltam para fazer uma visita e se deliciar dando asas á esse poder fantástico e libertador que a leitura tem. Afinal de contas, quem lê, melhor fala, melhor ouve, melhor vê. Boa leitura!
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A divisão dos ambientes por temas facilita a vida do leitor que passeia pelos cômodos da livraria como se estivesse em casa
Rua Marechal Deodoro, 295 Centro - Macaé/RJ Tel.: (22) 2762-9598 www.casadolivrocafe.com.br
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EMPRESAS & NEGÓCIOS
A fachada da loja na av. Rui Barbosa já virou referência na orientação no trânsito da cidade
Macaé Auto Peças (MAP): 47 anos de história de vida e dedicação à Macaé
U O casal Rocínio e Sônia Fragoso, uma vida de dedicação à família e aos negócios
Texto: Ana Beatriz Vieira - Fotos: Gianini Coelho
m dos maiores exemplos de como se adequar aos novos tempos, Macaé Auto Peças chega aos dias atuais com uma história de muito sucesso. A casa comercial completa 47 anos de atividades de pleno êxito, revelando a visão arrojada de seu fundador, o empresário Rocínio de Oliveira Fragoso.
No meio da tensão política que se instaurava no Brasil, durante a década de 60, despontou um arrojado cidadão macaense, nascido em Carapebus e investindo alto em um novo empreendimento comercial na cidade. Em 25 de julho de 1965 nasce a Macaé Auto Peças, fruto da coragem do empresário Rocínio Fragoso que resolveu arriscar alto, além de um novo empreendimento, uma mudança geográfica. Residente em Campos dos Goytacazes, Rocínio resolveu montar sua empresa em Macaé. Inicialmente esta ficava situada à av. Rui Barbosa, 444, cabendo destacar que, na época, o macaense contou com o incentivo do irmão, Alípio de Oliveira Fragoso, empresário também muito bem-sucedido. Poucos anos depois, Rocínio percebeu que teria que enfrentar o desafio de ampliar as instalações da loja. Assim, em 1973, a Macaé Auto Peças mudou-se e, passando por grandes transformações, foi transferida para a avenida Rui Barbosa, 1.113, onde encontra-se até hoje. Foi nessa mesma época que o empresário resolveu abrir o leque de produtos comercializados, passando a oferecer também material agrícola e linha de máquinas pesadas, acompanhando o ritmo acelerado do crescimento de Macaé, já em 1979, quando a indústria offshore se instalava no município. “Acredito na força do trabalho e não tenho medo de crise”, declarou o empresário Rocínio, esclarecendo que este sempre foi o seu lema de trabalho. Mas Rocínio não estava sozinho nesta jornada de sucesso. Mulher moderna, dinâmica e mãe à moda antiga, Maria Sônia de Souza Fragoso é uma empresária respeitada, que se divide entre os negócios e a família, ainda arranja tempo para se dedicar às obras sociais. “Tenho muito a agradecer à Deus e pouco a pedir”, concluiu Sônia. Ela destaca ainda que, durante toda sua vida, todas as suas ações e seu espírito empreendedor estiveram pautados no que ela chama de tripé, composto por fé, simplicidade e muito trabalho. “Não devemos querer mais do que nos é dado através do trabalho, que é a base principal de uma vida tranquila”, enfatizou a empresária. Sônia Fragoso atuou na administração da MAP durante todos esses anos, emprestando sua sabedoria, bom senso e sensibilidade extremamente aguçada. Em 1988, os três filhos do empresário passaram a ser também sócios da empresa, Luís Henrique, Rocínio Filho e Marcelo. No entanto, não foi preciso muito tempo para que os irmãos de Luis Henrique deixassem a empresa para se dedicar às suas áreas de interesse. Foi então que o primogênito teve a oportunidade de mostrar todo seu potencial empresarial, assumindo de corpo e alma a administração da empresa, e juntamente com a mãe Sônia, são os responsáveis para levar adiante o legado de Rocínio, construído com muito trabalho e dedicação.
Dona Sônia e o primogênito Luis Henrique, dando continuidade ao legado de Rocínio Fragoso
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Av. Rui Barbosa, 1113 - Centro - Macaé/RJ Tel: (22) 2762-1620/7811-7182 ID 12*89725 www.maprj.com.br email: vendasmaprj@gmail.com
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EMPRESAS & NEGÓCIOS
ÂMBAR NA DISNEY
Bailarinos da Escola de Dança representam o Brasil num dos palcos mais apreciados do planeta
Texto: Luciene Rangel Fotos: Âmbar
Comitiva ÂMBAR no Magic Kingdom: “Nosso principal objetivo foi alcançado, pois estreitamos ainda mais o relacionamento entre alunas, pais e professores do grupo maravilhoso que embarcou nesse sonho”, Érica Mendes
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experiência de levar bailarinos para uma apresentação no palco do Downtown Disney rendeu à AMBAR elogios da organização da Disney, além da renovação do convite para voltar em 2013. A ÂMBAR embarcou para Orlando com uma comitiva de 84 pessoas, entre bailarinos, professores, pais e responsáveis levando na bagagem a expectativa de realizar um sonho: dançar na Disney. A experiência superou, no entanto, a expectativa inicial e os bailarinos retornaram ao Brasil com a certeza de que as horas dedicadas à dança somam muito mais que prazer e boa forma mas, sobretudo, oportunizam relacionamentos. “Foram 10 dias maravilhosos. O principal objetivo da escola foi alcançado, pois estreitamos ainda mais o relacionamento entre alunas, pais e professores do grupo maravilhoso que embarcou nesse sonho. Representamos muito bem o Brasil, naquela que foi uma das melhores apresentações que ali
A bailarina e professora Kivia Carino, em dois momentos do espetáculo na Disney. Acima com o bailarino Wanderley e ao lado com alunas
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Érica Mendes recebendo o troféu Magistral Performance do coordenador da Disney Bailarinos ÂMBAR: reconhecimento, aplausos e convite para que a Escola de Dança macaense volte em 2013
já aconteceu, segundo o próprio coordenador da Disney, que nos honrou com o troféu Magical Performance”, destacou Érica Mendes, diretora e coreógrafa da Escola ÂMBAR. Os pais e responsáveis eram puro entusiasmo. “Dançar na Disney foi a realização do sonho das minhas filhas, proporcionado por mim e meu marido, idealizado e organizado pela ÂMBAR, brilhantemente”, vibrou Alessandra Lofiego Monteiro, médica ginecologista e obstetra, que acompanhou suas filhas Eduarda e Beatriz, juntamente com o marido Carlos Alexandre. A família Zarour estava em massa na viagem à Disney: Eduardo, Giovana e Miguel embarcaram no sonho com Maria Eduarda, que apresentou coreografias de jazz e sapateado. “Ver Maria Eduarda dançar é simplesmente sublime! Sempre deixo claro para ela que na vida devemos buscar fazer coisas que nos realizem, nos deem prazer. Acredito que na dança ela encontra essa realização, esse prazer. Vê-la dançar na Disney foi simplesmente algo inesquecível. Para todos que acompanharam de perto todo o processo foi uma experiência memorável. A junção do excelente trabalho da equipe ÂMBAR e a dedicação das bailarinas resultou em um dos momentos mais felizes da vida de quem esteve lá presente”, emociona-se Giovana. A escola fez ainda uma apresentação no Universal Studios, oportunidade engrandecedora para os bailarinos que foram prestigiados pelos visitantes de um dos grandes estúdios de cinema americano. Impecável em sua apresentação, a bailarina e professora Kivia Carino, é enfática ao afirmar que dançar na Disney foi uma experiência única. “Ir à Disney pela primeira vez e ainda dançar foi a realização de dois sonhos. Como professora foi emocionante ver o trabalho se concretizando com espectadores internacionais aplaudindo e parabenizando. Ver a felicidade nos olhos e sorrisos das meninas foi muito gratificante”, afirma. E a ÂMBAR não para por aí. Em julho, uma comitiva de bailarinos e professores embarcará para o 30º Festival de Dança de Joinville, onde apresentará seis coreografias. Novamente, a escola foi selecionada para participar do mais rigoroso e exigente festival de dança do mundo. Como qualidade e competência têm lugar certo no mercado, a ÂMBAR é a mais nova franquia brasileira, participando da Feira Rio Franchising em setembro. “Temos uma história, uma caminhada séria que se revela em oportunidade de negócio. Por isso acreditamos na ÂMBAR como franquia”, confia Juliano Fonseca.
Dra. Alessandra e Dr. Carlos com as filhas Bia e Eduarda, alunas da ÂMBAR em várias modalidades de dança
www.escolaambar.com.br Tel: (22) 2770-5667 - (22) 2773-3728 • 23
EMPRESAS & NEGÓCIOS
A sede da Prevencor na Alfredo Backer, no centro de Macaé. Vários exames e atendimentos de profissionais de saúde especializados em um só lugar
Prevencor, tratamentos que remediam situações de risco e garantem uma vida livre de doenças cardiovasculares em um só lugar
Por: Juliana Carvalho
Texto: Juliana Carvalho - Fotos: Gianini Coelho
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s cuidados com a saúde e com o corpo nunca estiveram tão em alta. São novos métodos, tecnologias, tudo para que se consiga viver com mais qualidade a cada dia. E nesta tentativa, uma medida simples pode ser a chave para tudo isso, a prevenção. É isso mesmo, adotar mecanismos preventivos pode indicar a necessidade de mudança de hábitos, cuidados e tratamentos que garantam uma vida saudável.
Na quarta, a música instrumental toma conta do ambiente no Quarta Jazz, na sexta e sábado, tem MPB com voz e violão
As doenças cardiovasculares, por exemplo, são a principal causa de morte em todo o mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). E os dados são alarmantes, estima-se que no Brasil 400 mil pessoas morrem por ano vítimas de alguma doença cardíaca. Mas, a boa notícia é que alguns dos principais fatores de risco da doença podem ser tratados. São eles: excesso de peso, tabagismo, diabetes, hipertensão e colesterol elevado. Em Macaé, a Prevencor atua diretamente no cuidado desses fatores a fim de prevenir as doenças do coração e contribuir para a ampliação da qualidade de vida. Há dois anos na cidade, a Prevencor já desponta como referência no assunto. São 16 médicos em especialidades como cardiologia, nutrição, 24 •
A clínica está toda equipada para a realização de todos os exames do coração com o uso da informática
conseguem realizar uma análise de indicadores já existentes que podem contribuir para que, no futuro, o paciente desenvolva uma doença cardiovascular. Desta forma, conseguimos tratar e evitar o desenvolvimento da doença. O nosso papel é fazer com que as pessoas se sintam bem e vejam que vale a pena estar em uma clínica cardiovascular mesmo que não tenham nada. É uma nova cultura de mudança de paradigmas, eu não preciso estar doente para me cuidar”, ressalta o especialista em cardiologia.
Dr. Carlos Emir Mussi Júnior, visão e investimento em uma estrutura que possibilite aos pacientes um “check-up day” para fazer todos os exames necessários em um só dia
Uma novidade da Prevencor é o exame chamado de Ergoespirometria, teste que permite a análise da emissão de gases durante o esforço físico realizado no equipamento. A partir daí, tem-se um norteador dos indicadores de frequência cardíaca mínima e máxima que a pessoa precisa para realizar uma atividade física. O monitoramento é realizado de forma individualizada, e é um estímulo ainda para quem já teve algum problema cardiovascular e tem receio de fazer atividade, uma vez que o exame avalia o cenário ideal do indivíduo para a prática esportiva. Mudanças no estilo de vida, conhecer o seu corpo e a partir daí, tratar fatores que podem ser nocivos à sua saúde são, sem dúvida, o início de uma caminhada saudável rumo ao bem-estar. E isto tudo, é claro, passa por estar com o coração em dia. Cuidar de si mesmo é sinônimo de viver mais e melhor! Equipamentos de última geração colocam a Prevencor na vanguarda da prevenção de doenças cardiovasculares em Macaé
A equipe é formada por enfermeiros e médicos especialistas para realização de exames de última geração, para avaliação das condições físicas das pessoas comuns e também de atletas
endocrinologia, cardiologia pediátrica, ortomolecular entre outras, que realizam um trabalho integrado de prevenção. De acordo com o idealizador da clínica, Dr. Carlos Emir Júnior, o centro de especialidades nasceu com a missão de propiciar que as pessoas encontrassem no mesmo lugar um atendimento multiprofissional e que tratasse dos fatores que podem contribuir para o aparecimento das doenças do coração. “A Prevencor tem o propósito de oferecer um olhar realmente de prevenção. Conseguimos reunir profissionais gabaritados, que
Rua Alfredo Backer, 252 - Centro - Macaé - Tel: (22) 2762-2222 / 2762-9713 / 2762-4707 www.prevencormacae.com.br • 25
ESPECIAL MACAÉ
1985. A gincana deixa de ser Bíblica para ser jovem, acontecendo no Tênis Clube com a participação da sociedade
GINCANA sempre JOVEM
Ela está em sua 27ª edição, somando 30 anos desde a primeira, já incluindo a deste ano. A Gincana Jovem faz parte da história de Macaé, reunindo jovens, agregando valores e envolvendo a sociedade, incentivando a solidariedade e, acima de tudo, mostrando a força da sua juventude
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Fotos arquivo: Regina Fonseca/Daniela Sorage Texto: Luciene Rangel
uem se depara nos semáforos da cidade, nas férias de julho, com jovens usando roupas coloridas e pedindo contribuição para a Gincana Jovem não imagina que neste evento já participaram vários outros jovens, que hoje, se destacam no cenário empresarial e político de Macaé.
Ao longo dos anos, gerações passaram pela Gincana Jovem. Relacionamentos começaram e terminaram, doações ajudaram a construir e a manter propostas sérias de trabalho social. O papel do jovem engajado tem feito toda a diferença. A história deste movimento, iniciado timidamente nas instalações do Asilo da Velhice Desamparada, na pequena capela católica, ganhou força, ampliou horizontes, envolveu pessoas que viram suas vidas dedicadas ao próximo, construindo laços de amizade e cumplicidade.
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1988... a gincana mais uma vez envolveu a sociedade, engajada na causa dos jovens
Origem bíblica A gincana nasceu bíblica, em 1983, como culminância do trabalho religioso realizado por Regina Coeli Tannus Fonseca com jovens. Era o grupo Grito de Fé, inicialmente formado por Léo Fonseca, Antônio Luiz Santos, André Moreira e Aluízio Júnior e que aos poucos envolveu outros jovens: Glauco Lopes, Jean Gentil, os irmãos Lauren e Laurence e os primos Liz Maria, Jorge Luiz e Patrícia. O cenário era o Asilo, as equipes tinham cinco elementos e as tarefas a religião como tema central. Foi assim por dois anos. O Grito de Fé foi o berço da Gincana Jovem, movimento que ganhou a sociedade macaense em 1985 por ter como propósito o jovem.
D. Regina e Léo Fonseca na capela do Asilo, onde tudo começou
“O jovem tinha, como ainda tem, um potencial muito grande. A gincana oportunizava e revelava esse potencial. Queríamos mostrar a presença do jovem na igreja... jovens felizes, que evangelizavam pelo testemunho. Era tudo muito novo, mas não tinha medo. Sabia que Deus estava comigo”, compartilha Regina Fonseca, afirmando que faria tudo igual. Em 85, quando a gincana deixou de ser Bíblica para ser Jovem, teve também como mudança o local de realização, passando a ser no Tênis Clube. O movimento cresceu e, ao contrário dos 25 participantes iniciais, chegou a 200. Cada ano um tema, uma história, que começava com a entrega das tarefas no início de julho, aproveitando as férias esco-
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Maria Fernanda, entre o papai Luís Maurício e a sua mãe Vivian no momento do parto
13ª Gincana Jovem: baile do terror em 1995. As pessoas se preparavam para a ocasião
Baile de encerramento da 10ª gincana, em 1992. Nos grupos deram início grandes amizades
lares. O mês ficava pequeno para tantos acontecimentos. Festas, chás, desfiles, rifas... a sociedade e o comércio se viam envolvidos pelo movimento que tinha o jovem como personagem central. Chegava o dia da gincana e a cidade parava. Além dos 200 participantes, familiares, amigos, curiosos... todos queriam ver, estar, participar de alguma forma, o que era possível já que algumas tarefas surpresas envolviam os presentes. Foi assim sob a coordenação de Regina Fonseca até a 6ª Gincana, em 1988, quando o evento teve o Baile de Máscaras como encerramento, isso após em 1987, o tema ter sido Anos Dourados. Baile dos Anos Dourados, ocasião memorável para todos que participaram!
“Tenho muito boas lembranças, e olha que não sou saudosista. Curto, ainda hoje, cada jovem da gincana. Tenho orgulho de cada um, no que se tornaram. Há uma semente do bem na vida deles”, destaca Regina, lembrando ainda da Petrobras, que por anos patrocinou o evento por reconhecer sua importância social. Parte da história
Glauco Lopes, responsável pelo nome do Grupo Grito de Fé
A juventude de Glauco Lopes passa pelo Grupo Grito de Fé e pela Gincana Jovem. Aliás, é dele a sugestão do nome do grupo. “Tenho enorme orgulho de ter sugerido o nome pelo qual realmente o grupo ficou conhecido. O Grito de Fé faz parte da minha história, pois foi nele que me vi envolvido com a religião, quando nossa família se mudou para a rua do Sacramento. Lá conheci Luiz, Júnior, Jean e André, sempre juntos para uma partida de futebol”, recorda Glauco, que guarda na memória uma das tarefas de agradecimento à Petrobras, patrocinadora do evento por sete anos, quando sua equipe adaptou a música “We are the World”. “Lembro nitidamente desta tarefa. A letra foi uma adaptação feita pelas irmãs Heloísa e Gisele Carneiro e os membros da equipe se caracterizaram como cantores brasileiros. Um barato!”. E a gincana sempre representou pessoas, momentos... construindo uma história sólida, com reflexos ainda hoje na vida de boa parte daqueles que fizeram parte dela. Para Léo Fonseca, ter vivido Grupo Grito de Fé e gincanas Bíblica e Jovem, significou períodos de crescimento espiritual.
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Ivan Bastos e sua coleção de camisas da Gincana Jovem... recordações
pelo movimento. “O que cada um de nós assimilou de positivo para engrandecer nossa personalidade nunca se apaga.” Novos tempos Compromissos familiares levaram Regina Fonseca a passar o movimento para alguns dos jovens do Grito de Fé em 1988. “A gincana foi um filho que gerei e entreguei para o mundo. Senti muito”, disse ela. E assim, participantes tornaram-se organizadores: Antônio Luiz, Luiz Antônio, Eliana Nogueira, Maria Cecília Barcelos, Rodolpho Oliveira, Patrícia Cabral, Cláudio Santos, Luciene Rangel, Ivan Bastos, André Moreira e Cláudia Bastos foram alguns dos que, por sete anos, estiveram à frente da Gincana Jovem, que em 89 e 90 foi intitulada Adolescente. 6ª gincana, 1987: os jovens reviveram os Anos Dourados
“Foram momentos muito especiais para todos nós. Um período de crescimento espiritual, fortalecimento de amizades e, principalmente, participação social de grande relevância ao nos dedicarmos ao Asilo da Velhice Desamparada e outras instituições da cidade. Uma integração muito forte entre os participantes do grupo, e essa energia gerou muitos frutos que colhemos até hoje”, enfatiza Léo. “As festas de encerramento das gincanas sempre foram capítulos à parte, em especial a dos Anos Dourados, quando chegamos ao baile no Tênis Clube de lambretas e brilhantina nos cabelos. Inesquecível!”, revela Léo, afirmando ainda que, além das lembranças maravilhosas, certamente a formação do caráter de cada um dos participantes foi muito influenciada
“Recebemos de D. Regina um presente. Por anos, vivemos a Gincana Jovem sob a ótica de participante e sempre foi um prazer. A gincana construiu amizades sólidas, possibilitou relacionamentos, nos fez amadurecer, foi palco de diversão, criação e vivência. Tudo isso possibilitou que, quando à frente do movimento, tivéssemos bagagem e know how para seguirmos. Anualmente, tínhamos o compromisso de oferecer ao jovem algo novo, desafiador, enriquecedor. E a turma chegava junto, com gás e muitas boas ideias”, declarou Antônio Luiz Santos, um dos cinco jovens preparados por D. Regina para a Primeira Eucaristia em 1978, antes mesmo do Grito de Fé existir. Após a realização da 13ª Gincana Jovem, que foi noturna e tinha um “Q” de terror, o evento deu nova guinada, ficando dois anos sem acontecer. Em 1988, um novo grupo assumiu a organização da gincana, par-
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GINCANA JOVEM
Dr. Aluízio Júnior e Antônio Luiz, que vivem religião desde a infância, iniciados por D. Regina no Grupo Grito de Fé
Daniel Raony, atualmente à frente da Gincana Jovem
ticipantes já da segunda temporada, assumindo a coordenação os novos organizadores, desta vez como consultor e jurado. Ivan Bastos, ficando a frente por três anos. Segundo Ivan Bastos, a gincana é uma brincadeira séria, que abre portas e tem, ainda hoje, um propósito de doação ao “Ajudei na organização quando D. Regina desligou-se, até próximo. “A Gincana Jovem tem um lado revelador, quando então era participante, e prossegui colaborando quando Jussa- pessoas de todas as classes sociais interagem sem senões por ra, Simone, Carla, Waguinho, Antônio Bento, Janaína, Pablo, terem um objetivo maior de doação ao próximo. Esse é o Newtinho, Rachel, Sávio, Marquinhos, Rosalvo e Carlos André real sentido do movimento”, afirma ele. assumiram”, recorda Ivan que até a 20ª teve participação, já com Em 2001, não houve Gincana Jovem e da 17ª a 20ª edição estiveram a frente do movimento Luciano Leal e os colaboradores George, Alice, Gabriele, Luana, Igor, Marcelo e Serginho. “A Gincana Jovem é um evento muito especial que tem a capacidade de unir os jovens e engajá-los em um trabalho social. Fui integrante de equipe da 11ª a 16ª Gincana. Na 17ª já exerci o papel de organizador e nessa função fiquei até a 20ª “, conta Luciano Leal, acrescentando que o movimento sempre fez parte de sua família. Passado, presente... futuro Falar de Gincana Jovem é falar de Regina Fonseca. O movimento nasceu do seu propósito, inicialmente religioso e naturalmente social e humano, de oportunizar aos jovens vivências engrandecedoras e formadoras de valores. Em 1988, na comemoração dos 40 anos de Regina Fonseca, os membros do Grito de Fé se uniram para registrar sob a forma de um livro, os bárbaros momentos vividos pelo grupo até aquele ano. Uma homenagem àquela que acreditou e que fez o movimento acontecer, com dignidade, respeito e fé. Num dos trechos do livro, que traz na capa a imagem de Jesus Cristo e a frase “Eu preciso de você”, Aluizio Júnior, relatou: “1978/1988. Dez anos se passaram. Os 12, de 10 e 11 anos, hoje têm 20 e 21 anos. Todos com seus destinos traçados com base na união, na amizade, no amor que se formou em torno da nossa primeira comunhão. O Grupo do Asilo, o Grupo Grito de Fé caminha e faz história. História escrita por Dona Regina, Sr. Léo, irmãs Antônia e Nadir, Ailton, padre Antônio, dom Afonso... D. Regina é luz, é caminho, é a alegria de ter sido apresentado à Cristo.”
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As camisas sempre marcaram as edições da gincana. A arte dos Anos Dourados, criação de Manoel Reis, foi uma das mais marcantes
Gincana Jovem é presente quando percebe-se, apesar de passados 30 anos, a participação do jovem, outras gerações,
A gincana atualmente envolve jovens em atividades solidárias para capacitação de mão de obra
com amigos e filhos daqueles que iniciaram essa história nos idos de 1983. Para Aluizio, dentre os muitos aprendizados registrados, destaca-se o respeito pelo próximo. “Com a gincana, passei a pensar sempre e primeiro na coletividade”, afirma ele, salientando que os jovens de todos os tempos, são cheios de potencial, precisando apenas de oportunidade para acontecer. “Somos responsáveis por nossa história e enquanto seres sociais, naturalmente, somos responsáveis pela sociedade em que vivemos.” Em agosto deste ano, acontece a 27ª Gincana Jovem, reunindo cerca de 200 jovens, com idade entre 15 e 18 anos. O tema “Qualidade de Vida e Saúde” pretende trabalhar conceitos e práticas para formação cidadã dos participantes e da sociedade, sempre envolvida. Na organização há nove anos, Daniel Raony afirma que a gincana mudou sua vida e ampliou seu círculo de relacionamento. “Eu era menino quando tive meu primeiro contato com a gincana. Lembro do meu pai ajudando numa tarefa que era para montar uma banana split enorme. Nem imaginava que esta experiência seria aprofundada anos depois, primeiro eu participando, depois ajudando na organização”, lembrou Daniel que classifica o evento como uma isca para o jovem que, envolvido, vê-se engajado em causas sociais. E Daniel explica que a gincana, a exemplo de toda sua história, ainda mantém a ta-
refa de arrecadação que, desde a 18ª edição, em 2003, passou a angariar recursos em dinheiro, através da Organização da Juventude Responsável (Orjure), instituição responsável pela legalidade das doações. Daniel lembra que a gincana de 2002 arrecadou 25 toneladas de alimentos perecíveis, gerando dificuldade para distribuição entre as entidades carentes, que receberam grande quantidade a ser consumida em curto tempo. Desde então, a arrecadação reverte-se em cursos de qualificação, como os realizados recentemente, oferecendo 70 vagas para Logística, Operador de Empilhadeira e Pintor Industrial, além de alfabetização de jovens e adultos na Igreja São Paulo Apóstolo. Já foram, segundo Daniel, mais de 300 capacitações e 100 alfabetizações com recursos provenientes da gincana. Na organização, atualmente, além do Daniel, estão Júlia, Rafael, Potira, Camila, Manuele, Elder, Daniel, Patrícia e Hugo que, segundo ele, dedicam-se para que o evento seja um sucesso.
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ESPECIAL MACAÉ
PAIXÃO EM DUAS RODAS
O presidente Ailton Mendes, abaixo à direita, na comemoração dos 30 anos do Moto Clube em junho
Um sentimento de amor e liberdade que só os motociclistas entendem
A
paixão por motocicletas foi cantada pelo Paralamas do Sucesso nos anos 80, com “Vital e sua moto” e também tema de centenas de filmes que criaram ícones como Marlon Brando, James Dean, culminando com Peter Fonda em “Easy Rider” no fim da década de 60, que inspiraram e inspiram, ainda hoje, os amantes do espírito de liberdade e a emoção, que só guiando uma moto contra o vento e a velocidade para vivenciar. Os apaixonados garantem: a velocidade, o contato com os elementos naturais, a mecânica de suas partes, a potência e o desafiar constante da gravidade, são as qualidades que fascinam nas motos. A estética é o outro lado do motociclismo que fascina à todos, isso inclui a beleza das motos, o estilo de quem vive por elas e as fantásticas paisagens para onde essas máquinas podem nos levar. Existem diversos tipos de apaixonados: aqueles que amam a velocidade, os que amam a tradição, os que amam pegar a estrada e os que gostam mesmo é de se sujar na lama. Há também aqueles que desejam andar em grupo e
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Por: Ana Beatriz Vieira - Fotos: arquivo MC
fazer parte de um motoclube. É preciso vocação para andar em grupo, há regras e é preciso saber andar junto. Mas o melhor é ter a certeza que, em grupo, o mais importante é pegar a estrada e aproveitar a vista. Moto Clube de Macaé, 30 anos de estrada e muita solidariedade A história do Moto Clube de Macaé começou em 1982, mais precisamente no dia 18 de maio, quando um grupo de apaixonados por motocicletas resolveu se reunir com o objetivo de curtir a paixão por motocicletas e realizar trabalhos sociais na cidade. Em 85, as atividades esportivas e filantrópicas foram encerradas e, em 2000 um novo grupo de motociclistas resolveu reativar as atividades do Moto Clube de Macaé. Desta vez, além das atividades filantrópicas, o grupo estava interessado em realizar viagens pelo Brasil e pelo mundo. Imagem oficial do I Encontro Nacional de Motociclistas em Macaé, em 2001
Durante os eventos, Macaé recebe uma quantidade enorme de motociclistas de todo o país, que confraternizam com os macaenses apaixonados por motocicletas e suas versões como os triciclos
Desde 2001, o grupo realiza encontros anuais na cidade, que reúnem os moto clubes de todo o país. Ao longo dos anos, a festividade tornou-se referência no calendário de eventos da cidade e dos encontros em todo o país. Em 2003, mais de 320 moto clubes vieram participar da festa que, segundo o presidente Ailton de Carvalho Mendes, reuniu mais de 700 motociclistas. “No ano de 2003, nosso maior desafio foi estar entre os três melhores encontros do estado do Rio de Janeiro”, comenta o presidente, acrescentando que ao longo de 11 anos de festividades, foram arrecadados mais de 100 toneladas de alimentos. “Nosso estatuto prevê que devemos realizar trabalhos de assistência social, atendendo às entidades carentes de Macaé e de outras cidades”, afirma. Ele destaca ainda que todas as festas têm como objetivo principal a arrecadação de alimentos e suprimentos para a população carente de Macaé. “Todos os anos, as empresas que desejam patrocinar o evento, nos ajudam fazendo doações para a compra de cestas básicas para ajudar as entidades filantrópicas de nossa cidade”, esclarece. Em junho 2012, o grupo fez 30 anos de história, comemorada com grande festividade, shows de bandas de rock e muita diversão. Ilustre membro Renato Caldas Farias, conhecido como Renato Cascata, é um dos mais ilustres membros do Moto Clube de Macaé. Ator, cantor e palhaço, esteve presente em muitos programas de TV na década de 80 e 90. Surpreendido pelos acontecimentos da vida, Renato veio para Macaé para encontrar uma novo rumo. Após optar pela família, que ficou por anos negligenciada em detrimento da carreira artística, resolveu procurar consolo em outra paixão:
Renato Calda Farias, o Renato Cascata. O encontro com o Moto Clube de Macaé transformou sua vida
os motores. Contratado por uma empresa de transporte rodoviário, Renato não se sentia feliz e realizado, então uma depressão o afastou do trabalho. Por meses, uma tristeza profunda tomou conta de sua vida. Foi somente depois de encontrar o Moto Clube que sua vida voltou a fazer sentido. Ao participar do encontro anual, Renato se sentiu novamente motivado. “Na primeira vez que estive com o presidente Ailton, fui convidado para participar dos encontros semanais”, esclarece. E foi assim que sua história no Moto Clube começou, onde ainda reencontrou o palco, podendo novamente exibir seus dotes, que por tantos anos fizeram tanta gente sorrir. “Aqui eu me sinto realizado. Depois de passar tantos anos longe do que me faz feliz, reencontrei aqui a felicidade que me faltava”, afirma. Foi no Moto Clube que Renato conseguiu dar a volta por cima. “Fico muito feliz de poder levar alegria e risadas aos rostos dos meus companheiros motociclistas”, encerra.
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PAIXÃO EM DUAS RODAS
Viagem ao Ushuaia, passando por 4 paises, em 28 dias, com 12.982 km percorridos por Vítor, Ailton, Poliana, Édno, Sonia, Geraldo, Fátima, Roselaine e Paulo, muita emoção em duas rodas
Na estrada Os motociclistas nutrem, além da paixão pelo motociclismo, o desejo mútuo de se reunir para realizar passeios e viagens de moto. O grupo se reúne semanalmente para contar histórias, falar de motos e organizar as próximas viagens. Em 2002, um grupo saiu de Macaé em direção à cidade de Daytona, no estado da Flórida, nos Estados Unidos para o Bike Week, maior encontro de motos do mundo que atrai milhões de motociclistas para uma semana de festividades. Em maio deste ano, o grupo partiu em direção à Ushuaia, na Argentina, conhecida como Terra do Fogo e fim do mundo. Foram mais de 12 mil quilômetros percorridos em 30 dias de viagem. “O grupo enfrentou todo tipo de adversidade, de temperaturas congelantes a condições baixíssimas de visibilidade na estrada”, afirma o presidente Ailton.
negativamente. Principalmente os filmes hollywoodianos da década de 50, que passavam essa mensagem de que estes eram desordeiros. Ainda não havia a ideia de liberdade que só começou a se difundir na década de 70, quando a imagem do motociclista passou a ser associada às ideias românticas difundidas pelo movimento Hippie. Até hoje, a imagem dos motociclistas que fazem parte de moto clubes não é ligada a coisas boas, mas os moto clubes tentam mudar essa imagem. Todos podem participar dos encontros e, assim conhecer mais o universo do motociclismo.
Macaense apaixonado por velocidade
Estão previstas para 2013 e 2014, outras duas grandes viagens: Apalaches e Rota 66, nos Estados Unidos em 2013 e, no ano seguinte, o maior desafio já enfrentado pelos motociclistas: uma viagem de mais de 50 mil quilômetros até o Alasca. “Eu já rodei mais de 500 mil quilômetros, só nos últimos 10 anos, conhecendo e participando de encontros de moto clubes pelo Brasil”, afirma o presidente. Um pouco da história dos moto clubes Os Moto Clubes e Moto Grupos não se reúnem somente para andar de moto e seus integrantes não usam um brasão nas costas somente por estética. São associações baseadas na Irmandade e Tradição. As informações sobre o surgimento dos Moto Clubes e Moto Grupos associam-se, em parte, ao final da 1ª Guerra Mundial, onde ex-militares e pilotos no pós-guerra teriam feito da moto o veículo de busca de adrenalina, formando diversos grupos como HELLS ANGELS, PISSED DE BASTARDOS, 13 REBELS e os YELLOW JACKETS, todos dos Estados Unidos. Nessa época, já usavam identificação do grupo e, mais tarde, foram desenvolvendo os escudos (brasões) que passaram a defender, adaptando as regras da hierarquia militar em uma irmandade formada por cargos eletivos das associações, que eram entidades sociais de pessoas que andavam de motos. No Brasil, a primeira associação fundada em 1927, o Moto Club do Brasil, que era sediado na rua Ceará, no Estado do Rio de Janeiro. Alguns anos depois, em 1932, surgiu o Moto Club de Campos. Desde então, os moto clubes começaram a se espalhar pelo Brasil. Do Ceará até os dias atuais, existe um reduto dos motociclistas, especialmente em um bar chamado Heavy Duty. Ao longo dos anos, a imagem dos motociclistas foi associada à bagunça, à desordem e os motociclistas passaram a ser vistos 34 •
Também apaixonado por motociclismo, André di Gallo descobriu sua paixão bem cedo, quando andou de moto com o pai pela primeira vez, aos sete anos. “Depois disso resolvi tentar a bicicleta, mas eu sentia que faltava alguma coisa, o motor, a velocidade. Com 12 anos ganhei a minha primeira moto. Depois dali não parei mais”, conta. Desde então, André tem dedicado sua vida ao motor e à velocidade. “Procuro aprimorar minha paixão sempre; por isso hoje tenho minha loja que é especializada somente em motos, tenho Projeto de Educação no Trânsito, curso de pilotagem defensiva e para completar estou correndo atrás de algumas conquistas, uma delas é fazer todos os campeonatos que puder no Brasil e lógico realizar um sonho pessoal que é correr na ILHA DE MAN TT”, explica. André já praticou enduro de velocidade, motocross, supercross e hoje compete como piloto de moto velocidade por todo o Brasil onde é conhecido como André Macaé. André destaca a importância do cuidado e da segurança para andar de moto: “uso todo o equipamento de proteção necessário, seja em competição ou treinando. Não dá pra esquecer dos perigos”.
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ESPECIAL MACAÉ
Referência arquitetônica e histórica, a Casa de Caridade foi inaugurada em 1872, sendo eleito o Dr. João Álvares de Siqueira Bueno (Dr. Bueno), o primeiro Provedor da Irmandade
Louças da época armazenavam os componentes utilizados na manipulação dos medicamentos
Hospital São João Batista, 140 Anos de solidariedade A Santa Casa de Macaé fez 140 anos e ao longo de todo esse tempo, de portas sempre abertas, muito pouco se falou dela. Vamos contar um pouco da história desse hospital que é uma referência na região Texto: Ana Beatriz Vieira - Fotos: Gianini Coelho
Sua história remonta o século XIX, quando o lusitano Antônio Joaquim D’Andrade veio parar na então Vila de São João Batista de Macaé, onde viveu até o final de seus dias. Aqui, ao explorar pequeno negócio de cuscuz, recebeu o apelido de Casculeiro. No dia 08 de novembro de 1862, permanecendo solteiro, fez lavrar em cartório seu testamento, deixando dois contos de réis para que fossem destinados ao início da construção de uma Casa de Caridade, onde seriam socorridos os necessitados. Cinco anos mais tarde, no dia 02 de dezembro de 1867, foi lançada a pedra fundamental desta obra. O prédio, não totalmente concluído, mas apto a funcionar, gerou uma pequena confusão, já que um pequeno grupo queria entregar a administração à uma das 38 •
À partir de 1º de agosto de 1954, a Irmandade passou a contar com o apoio das religiosas, ainda atuantes
Irmandades existentes na cidade: Santíssimo Sacramento ou Nossa Senhora do Rosário. Outros julgavam melhor criar-se em Macaé uma irmandade nova, especialmente destinada à administração do hospital. A coisa entrou no terreno do impasse, até que em 22 de abril do ano seguinte, 1872, foi enviada ordem ao Palácio do Governo da Província para resolver o caso. Um mês depois, em 22 de maio, nasceu a Irmandade de São Batista de Macaé, que até hoje dirige o hospital em solenidade presidida pelo Juiz Municipal, quando foi eleito o primeiro provedor da irmandade, Dr. João Álvares de Siqueira Bueno (Dr. Bueno). A propósito do funcionamento da Casa de Caridade, relatou o escritor macaense Antonio Alvarez Parada: “Se da grandeza do bom lusitano surgiu a Casa de Caridade, nessa mesma bondade ela tem se mantido até hoje, com o auxílio de seus dirigentes, de seu dedicado corpo de médicos e da eficiência das freiras que lhes prestam serviços... O Velho Hospital, por todos esses anos, tem prestado serviços que a pena
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HOSPITAL SÃO JOÃO BATISTA
O lusitano Antonio Joaquim, mais conhecido como Casculeiro, deixou em testamento doação para construção do hospital
Os médicos Cícero Costa, Flávio Antunes, Luis Porto e Augusto César formam o conselho gestor empossado em 2012
humana não poderá descrever.” Com seus 140 anos de existência, o Hospital da Irmandade de São João Batista de Macaé, ocupa um quarteirão da Praça Veríssimo de Melo e tem um passado de profundas raízes na história do município. Desde 1954, a Casa de Caridade conta com o apoio das religiosas pertencentes à Associação das Filhas de Maria do Horto. Na época, as irmãs moravam dentro da Santa Casa e realizavam as mais diversas funções - administrando as enfermarias, cuidando dos pacientes, realizando trabalhos de laboratório e farmácia, por exemplo. Hoje a associação é representada pelas irmãs Maria Parizzoto, Maria Rech, Milane Chiappin, Biazia Angela Faccio, Idila Vitoria Ranzen e Silvia Grando, todas vindas da região sul do país, que seguem dedicando seu tempo aos pacientes, lhes dando mais do que tratamentos, “Com alegria e dedicação, procuramos ser para os doentes, suas famílias, um reflexo da bondade de Deus e um sinal de esperança para todos”, afirmou a irmã Maria Parizzoto. Hoje, com 150 leitos, 422 funcionários e 74 médicos de todas as especialidades, o hospital realiza mais de 500 cirurgias mensais e em breve vai tornar-se hospital escola do curso de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em Macaé. “Essa será uma grande conquista para nossa cidade e, principalmente para nosso hospital, que vai ganhar um corpo de professores altamente especializado, realizando atendimentos aos nossos pacientes”, afirma o provedor, Dr. Flávio Antunes que, juntamente com os médicos Cícero Costa, Luiz Porto e Augusto César Drumond, formam o novo conselho gestor da Casa de Caridade de Macaé. “Quando assumi o cargo de provedor da Casa de Caridade, muitos me alertaram dizendo que eu estava entrando em um projeto complicado, difícil. E eu digo o contrário, é um privilégio ser provedor de uma instituição que faz o que a Santa Casa faz, principalmente, para os menos favorecidos”, acrescenta Dr. Flávio Antunes. Sempre fiel ao seu propósito humanitário, a Santa Casa continua sua trajetória de atender, com carinho e dedicação, os mais carentes de Macaé e região. Para 40 •
tanto, conta com a ajuda de doações, não somente para manter-se abastecida dos recursos indispensáveis ao seu funcionamento, mas também para manter-se tecnologicamente atualizada. “Temos o desejo de voltar a realizar pronto atendimento e, para isso, contamos com empresas e pessoas físicas dispostas a firmar parcerias. Estamos em contato com o poder público para solucionar o problema de dívidas, regularizar a documentação e assim poder receber verbas estaduais e federais”, esclarece o vice-provedor, o médico Dr. Augusto César Sorage. Interessados em fazer doações e/ou serviços voluntários, entrar em contato com o hospital pelo site: www.santacasamacae. com.br que, inclusive, precisa da colaboração de uma empresa da área de informática para atualizar e melhorar a home page do hospital. Curiosidades • O primeiro paciente a se internar no hospital, em 1873, foi Antônio Augusto de Oliveira Botelho, que deu entrada no dia 25 de março. • Outro fato curioso, segundo conta Dr. Luís Porto, cirurgião plástico, é sobre o nascimento de sua primeira filha: “Trouxe minha mulher do Rio de Janeiro em trabalho de parto, pois queria muito que minha filha nascesse em Macaé, na Casa de Caridade. Sei que cometi um ato irresponsável, mas na época, já era médico e vim parando pelo caminho, me certificando que dava tempo de chegar, conta feliz o médico.
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ESPECIAL DIA DOS PAIS
COMO NASCEM OS PAIS O despertar de homens que se tornam pais e descobrem na paternidade um novo olhar sobre a vida
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Por: Juliana Carvalho Fotos: Gianini Coelho e Ana Nogueira
paixão por um novo ser que vem ao mundo, querer estar o tempo todo junto do filho, trocar fralda, dar banho... não, nós não estamos falando de mães, mas sim de homens que desvendaram as maravilhas e os desafios da paternidade. Marinheiros de primeira viagem, eles descobrem que com a chegada do filho, não é somente o bebê que nasce, mas nasce também uma nova pessoa que agora passa a se chamar pai. Mas, afinal, como nascem os pais? Essa pergunta intrigante levou o jornalista e escritor Renato Kaufmann a relatar de forma descontraída, em livro que dá título à esta matéria, sua própria experiência com a chegada de sua filha Lúcia. Este tema também serviu de inspiração para outros autores, como o caso do humorista Hélio de La Peña, que com seu humor irreverente oferece dicas de como desempenhar este novo papel em “O Livro do Papai”. E o interesse nesta temática tem a ver com a participação cada vez maior dos pais na educação dos filhos.
Desde pequeno, a figura do pai é uma forte referência a ser seguida pelo filho, aumentando a responsabilidade dos atos do pai, como forma de influência para os pequeninos
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fica pensando na responsabilidade que é ter um ser que vai depender de você, que vai ter você como exemplo. Mas, quando eu vejo o sorriso da minha filha, vejo que passar por tudo isso vale muito a pena”, afirma. E as mudanças na vida de Rodrigo atingiram até o seu lado profissional. “Eu agora penso muito mais antes de tomar uma decisão. Levo em consideração quais impactos isso vai trazer para a minha filha e no meu tempo de convívio com ela.”
Rodrigo Matoso e Maria Eduarda: “Todas as tomadas de decisões agora levam em conta como serão suas consequencias com relação ao tempo que dedico à minha filha”, comenta Rodrigo
Colocar para dormir, dar banho, trocar fralda são tarefas que os pais compartilham cada vez mais com as mães, acompanhando a tendência de transformação social das famílias, em que homens e mulheres dividem os mesmos direitos e deveres dentro e fora de casa. A emoção de ser pai transformou a vida do empresário Rodrigo Matoso, 35 anos, casado há quatro anos com Estér. Ele revela que a chegada da pequena Maria Eduarda, de 1 ano e 7 meses, trouxe uma nova forma de enxergar o mundo e as pessoas. “Quando eu soube que ia ser pai fiquei meio apreensivo. É um misto de sentimentos que vêm na cabeça. A gente
A pouca experiência não foi desculpa para Rodrigo não participar da criação da filha. Ele conta que desde o início quis acompanhar tudo de perto. Assistiu o parto, segurou a pequena Maria Eduarda nos braços logo no berçário e desde então não desgrudou mais da filhota. “Sempre me preocupei em não ser um pai ausente. Minha família é o mais importante para mim e gosto de aproveitar cada segundo que tenho, nem que seja para dar banho ou trocar fralda”, salienta Rodrigo, que revela ainda que um dos programas preferidos do fim de semana é andar de bicicleta com a filha pela orla dos Cavaleiros. Quem também descobriu as maravilhas de ser pai foi Eberson Lessa, 34 anos, conhecido como “Bibito”. O pai de Rafael, de 1 ano e três meses, conta que cronometra o tempo no trabalho para correr para casa e ver o filho. “Eu sempre quis ser pai. Quando fomos pegar o exame de gravidez e eu vi que tinha dado positivo, dei pulos de alegria e chorei de emoção, era um sonho se
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COMO NASCEM OS PAIS e se emociona ao lembrar como foi a fase inicial da experiência. “No início acho que a ficha ainda não tinha caído, somente quando vi os dois ali na minha frente eu me senti pai de verdade”. Henrique revela que tem na família as referências para a criação dos filhos. “Tenho boas lembranças da minha infância, do cuidado dos meus pais, eles são o meu espelho. Se eu conseguir ser metade para os meus filhos, do que meus pais foram para mim e conseguir passar para eles todos esses valores, carinho e amor, estarei feliz”.
Henrique e os três filhos: os gêmeos Guilherme e Luísa e a pequena Júlia de 8 meses ao meio, dedicação em dose tripla
A nova rotina da família trouxe inúmeros impactos positivos, um deles foi a decisão de parar de fumar, que Henrique tomou após o nascimento dos filhos. “Ser pai é querer ser melhor, querer estar perto, participar, se dedicar. É sem dúvida uma das melhores emoções da vida”. Mas, se já era um desafio cuidar de dois bebês, três então seria uma missão. E foi exatamente esta surpresa que Henrique recebeu, em pouco mais de três meses de vida dos gêmeos, sua esposa ficou grávida e hoje a família se completa com a alegria da pequena Júlia, de 8 meses. “Foi algo realmente inimaginável. Fiquei meio desesperado quando soube, até porque ainda estávamos nos adaptando a cuidar de dois bebês. Quando a Marcela descobriu já estava com cinco meses de gestação. Tivemos pouco tempo para administrar a novidade, mas graças a Deus tudo correu bem e hoje nos desdobramos e nos divertimos muito com os três pequenos em casa”, afirma Henrique.
Eberson diz que sempre quis ser pai e já planeja a chegada de um irmãozinho para Rafael, de uma ano e três meses
tornando realidade para mim”, afirma Eberson, que ficou tão feliz ao saber que o bebê era menino que deu cambalhotas no consultório médico. Eberson relata que a identificação com o fato de ser pai foi completa e que, para ele, é uma sensação de amor indescritível. “Quando se é pai, há uma transformação de valores dentro da gente. Passei a valorizar mais meus pais, minha esposa. Minha visão de mundo mudou, passei a dar mais valor para as pessoas do que para as coisas”, ressalta. Mas não se engane, os pais também passam por alguns apertos. Eberson se 44 •
diverte ao lembrar que na primeira noite de vida do filho, foi perguntado pela esposa se o menino havia feito cocô, o que ele respondeu: “Não amor, mas tem uma mancha preta aqui tipo petróleo... E se ser pai de primeira viagem de um filho pode ser difícil, imagina de dois! Pois este foi o presente que Henrique Papera, 32 anos, recebeu da vida. Logo no primeiro contato com a paternidade, ele teve de lidar com o desafio de dividir com a esposa Marcela os cuidados de Guilherme e Luísa, hoje com 1 ano e 8 meses. Henrique se alegra
Ser pai é sem dúvida um ato sublime e grandioso. Nasce um pai, quando nasce uma ligação por alguém que pouco se conhece, mas que mesmo sem apresentação já arrebata por completo de carinho o coração. Nasce um pai, quando nasce a responsabilidade de reconhecer que este novo ser que veio ao mundo é único e dependerá de você a não só para aprender a dar os primeiros passos da vida como também a enxergar através do olhar do pai o que ela tem de melhor. Nasce um pai, quando nasce o zelo, o cuidado, a cumplicidade, a proteção e, acima de tudo, nasce um pai quando nasce o maior de todos os sentimentos, este que às vezes é até difícil traduzir em palavras, mas na tentativa de o fazê-lo a gente chama de amor.
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COMPORTAMENTO
O DESAFIO DE SER PAI E AMIGO DOS FILHOS A difícil tarefa de educar os filhos, impor limites e ainda manter um relacionamento de amizade e respeito mútuo
Texto Juliana Carvalho - Fotos: Gianini Coelho
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oi-se o tempo em que a palavra dos pais era única e soberana dentro de casa. A mudança dos modelos tradicionais das famílias - antes a educação dos filhos era atribuição da mãe e o pai figurava com um papel distante como mantenedor do lar - fez com que os pais revissem a forma de lidar com os filhos, na tentativa de estabelecer caminhos para um relacionamento em que haja educação, limites e autoridade, mas sem autoritarismo. A equação não é fácil, e como os pimpolhos não nascem com manual de instrução, o amor e o diálogo aparecem como peça fundamental para o equilíbrio dessa fórmula que tem como resultado famílias que constróem laços harmoniosos de convivência. Um estudo norte-americano, realizado por professores da Brigham Young University em Utah, nos Estados Unidos, com 392 estudantes universitários, revelou que pais que conseguem transmitir valores e educação aos filhos de forma não autoritária, tornam-se mais próximos dos filhos mesmo quando eles se tornam adultos. A psicóloga Larissa Rodrigues explica que não há um modelo específico, cada família precisa ir ao encontro do que considera ideal para si mas, segundo ela, alguns princípios são fundamentais para uma relação saudável entre pais e filhos. “Diálogo, limite, confiança, respeito e amor são básicos e essenciais. Na atualidade, onde as pessoas estão cada vez mais sem tempo, é importante que os pais tenham certeza que a qualidade da relação é muito mais importante que a quantidade e que ninguém substitui o exemplo e orientação dado pelo núcleo familiar, mesmo que a escola e os grupos sociais deem contribuições, esta ainda é uma tarefa essencialmente familiar”, ressalta a psicóloga. Pai de Larissa, 6 anos, Wagner Chave é um dos que acredita que é importante passar para a criança limites préestabelecidos. De acordo com ele, apesar da idade, a menina entende que é preciso ter responsabilidade mesmo nas pequenas escolhas que faz, e que ele e a esposa Michele estão sempre prontos para conversar e ouvir a opinião da pequena Larissa. “Ela é uma criança muito esperta e atenta. Nos preocupamos muito com o seu futuro e é por isso que passamos nossas orientações do que é certo e errado. Tudo o que a gente não aprende pelo amor aprende pela dor, por isso, acredito que através do diálogo, do olho no olho e do respeito conseguimos passar ensinamentos importantes para ela e que serão válidos para a vida toda, revela Wagner,
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A pisicóloga Larissa Rodrigues acredita em regras claras e firmes no relacionamento familiar
Wagner Chave com sua filha Larissa e a esposa Michele
Paulo Seady e a filha Paula
que afirma ainda, equilibrar o fato de Larissa ser filha única e que isso não atrapalha quando é preciso dizer não. Quem também é adepto do diálogo na hora de educar é o empresário Vandré Guimarães, pai de Pedro, 13 anos e Davi, 8 anos. Para ele ,educar é ser amigo e parceiro dos filhos, e nunca gostou do modelo de educação muito rígida e sem liberdade. “Meus filhos têm liberdade para falar de tudo comigo. Às vezes, sinto que eles me veem como um irmão mais velho”, revela Vandré, que acredita que a chave para a boa relação que tem com os filhos está no respeito. “Acho que disciplina demais distancia. A gente tem que mostrar os caminhos, mas não obrigar. Nossa curiosidade natural ultrapassa a disciplina, logo, sei que meus filhos vão fazer as próprias escolhas, mas que terão em mente os ensinamentos passados a eles”. Apesar de a adolescência ser considerada por muitos a fase mais difícil do relacionamento entre pais e filhos, Vandré afirma que consegue manter o companheirismo de Pedro, acompanhando de perto o filho, mas respeitando a privacidade dele. “Tudo é uma questão de bom senso. Conversamos sobre tudo, namoro, saídas, afinal de contas não adianta querer controlar, eu já fui adolescente e sei a importância de termos nosso espaço, é claro, com responsabilidade”, ressalta. Liberdade não é ausência de limites Mas é preciso estar atento para não confundir liberdade e ambiente aberto ao diálogo com ausência de
Vandré Guimarães entre os filhos Pedro e Davi, atividades em conjunto ajudam a aproximar e criar cumplicidade
limites e hierarquia. Larissa Rodrigues alerta para o fato de ser bom e saudável que os filhos tenham liberdade de escolha, de expressão e de vivência, mas é essencial que tenham limites e orientações que os ajudem a nortear esta liberdade. “Os pais não podem perder de foco que os filhos estão em processo de amadurecimento e crescimento, e que vivências como a existência de autoridade, frustrações, escolhas e limites serão a base para estes mesmos processos na vida futura, ou seja, na vida adulta”. E foi esse o caminho adotado por Paulo Seady, pai de Paula, 21 anos. Há seis anos com a filha morando no Rio de Janeiro por conta dos estudos, Paulo conta que eles tiveram que se adaptar à distância e manter viva a convivência entre pai e filha. “Hoje nós somos muito amigos, conversamos bastante, saio com os amigos dela, construímos realmente uma relação de amizade. Acho que soube ao longo da vida ser um pai liberal, porém indicando limites”, comenta Paulo, que reconhece a importância da esposa Eloísa nesse processo de bom relacionamento com a filha. Hoje, a estudante de medicina é orgulho do pai dentista, que afirma que a filha soube traçar suas escolhas tendo sempre o apoio dos pais. “Paula é muito dedicada e determinada. Desde pequena sempre quis saber o “porquê” das coisas, por que podia e por que não podia, e nós soubemos esclarecer e fazê-la entender nossas orientações. Para mim, como pai, vê-la adulta é um misto de sentimentos, bom ver que ela cresceu, mas ao mesmo tempo dá um
certo frio na barriga saber que ela vai viver suas próprias experiências. Mas acredito no trabalho que fizemos até aqui para que ela tenha base para escrever de forma responsável sua própria história”, garante Paulo. Encontrar uma saída para essa difícil missão que é educar os filhos, requer uma dedicação contínua dos pais, afinal de contas, este é um processo dinâmico que exige melhorias permanentes. Larissa ressalta que a liberdade dada nessa relação, assim como em qualquer outra, deve ir até o ponto onde não traga prejuízos para si mesmo e para os outros. “É importante que os pais expliquem aos filhos suas atitudes e tenham regras claras e firmes, isto passa segurança no aprendizado e contribui positivamente para o desenvolvimento emocional deles”, destaca. As relações familiares passaram por inúmeras transformações sociais e econômicas ao longo dos tempos, que impactaram na desconstrução de conceitos e construção de outros novos. Mas uma coisa que permanece inabalável nessa interação é o amor que une pais e filhos, fazendo-os reconhecer erros e acertos ao longo dessa caminhada que tem como objetivo o desejo ímpar dos pais de que seus filhos sejam felizes. Logo, onde há amor, há também serenidade para saber que filhos precisam de “sim” e também de “não” e que a conversa ampla, sincera e verdadeira consegue não só educar como transformar pais e filhos em amigos, amigos de infância e de uma vida toda. • 47
TENDÊNCIA
AMANTES DO VINHO Grupos de amigos que se reúnem em restaurantes de Macaé, e até em viagens no exterior, para degustar bons vinhos e apreciar a boa gastronomia
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Por: Ana Beatriz Vieira
consumo de vinho já caiu nas graças dos brasileiros e vem crescendo a cada ano. Dentro deste contexto, Macaé, que tem como maior lazer dos seus habitantes a gastronomia, possui grupos de admiradores e apreciadores do vinho e da boa mesa que, inclusive, realizam viagens pelo Brasil e até no exterior para descobrir e aprimorar os seus conhecimentos sobre esta bebida milenar. Vamos mostrar um pouco desta paixão pelo vinho e dar dicas de como montar seu grupo para degustar a bebida com muito mais sabor. Historicamente, as confrarias surgiram na Europa durante a Idade Média e tinham como objetivo o culto a santos da igreja católica. Daí o significado de uma “reunião de frades”, de irmãos. No dicionário “Michaelis” encontra-se que a palavra vem do francês “confrarie”, sendo definida como “associação com fins religiosos; conjunto de pessoas que exercem a mesma profissão ou têm o mesmo modo de vida; sociedade, irmandade”. E o que isso tem a ver com vinho? Bom, as confrarias de vinhos, nada mais são que grupos de amigos que se reúnem para degustarem, estudarem, comentarem, enfim, apreciarem um bom vinho.
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A primeira confraria que se estabeleceu no Brasil com critérios bem definidos foi a Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho – SBAV, em 1980, na cidade de São Paulo. Naquele momento, não era fácil reunir vinhos estrangeiros porque as importações eram limitadas. O vinho nacional nem de longe tinha a qualidade de hoje, então o pioneirismo da SBAV é importante para a história do vinho no Brasil. Hoje, há centenas, talvez milhares, de confrarias espalhadas pelo país, algumas mais organizadas com estatutos registrados em cartório, registro como pessoa jurídica; mas há inúmeras outras informalmente criadas e que também são importantes. E aqui, me foi dada a missão de conhecer de perto e acompanhar como esses grupos de pessoas apaixonadas por vinho se reúnem. “Somos, acima de tudo, apaixonados pelo vinho. Nossa amizade começou, se solidificou e cresce em torno do vinho. O vinho é nossa inspiração”, me conta Orlando Carvalho, um dos maiores conhecedores e apreciadores de vinho da cidade. Orlando é um apaixonado por vinho, mas que também já foi produtor de cervejas artesanais e membro de um clube do uísque. Mas acabou se encantando mesmo por vinhos e promove há anos encontros de amigos para apreciar a bebida. “Comecei me reunindo com o pessoal do trabalho. Nos reuníamos na minha casa ou em restaurantes”, afirma Orlando, revelando ainda que um dos primeiros restaurantes que ele e seu grupo começaram a frequentar, foi o Manhatan, que hoje está fechado. “Sinto muita falta de lá, era um espaço perfeito para as reuniões que gostamos de fazer”, enfatiza. Os grandes impulsos que motivaram Orlando foram a curiosidade, o prazer da gastronomia, e algumas provas de vinhos que participou. A partir daí, ele começou a aprender mais lendo livros e comentários que os grandes críticos fazem sobre os vinhos. “Eu leio o que as pessoas escrevem, depois bebo o vinho e anoto as minhas próprias impressões. Assim, verifico se estou no caminho certo, se compartilho da mesma opinião”, diz o apreciador. Ele me contou ainda que não tem nenhuma especialização mais avançada em vinhos, “Fiz um curso básico há alguns anos e só. O que me motiva é a paixão que tenho por essa bebida sendo cada degustação um grande aprendizado”, destaca.
Orlando Carvalho, à esquerda com os participantes do seu grupo Salvador, Alfredo e Emílio em uma degustação no Lucca
Orlando e seu grupo na viagem à Portugal, no almoço na Quinta da Bacalhoa
De tanto adorar os vinhos, Orlando acabou virando referência, todo mundo que o conhece, o presenteia com livros, garrafas, e isso provoca alguns fatos inesperados, “Às vezes, recebo ligações de pessoas que nem conheço, mas que pegaram meu telefone com algum amigo, querendo dicas e mais informações sobre um determinado vinho”, disse. Além de se reunir em restaurantes, o grupo de apaixonados por vinhos já viajou para diversos países para conhecer mais e degustar diversas variedades de vinho. O grupo já teve a oportunidade de fazer roteiros por regiões vinícolas da França, Itália, Espanha, Portugal e, ainda, países da América do Sul, como Argentina e Chile. O casal Pier Giovanni Cassarà e Silvia Mariano Souto, destaca a viagem a Portugal e Espanha como a mais especial que fizeram. “Tivemos a oportunidade de conhecer vinícolas incríveis que, além de nos apresentar vinhos de excelente qualidade, nos mostrou uma gastronomia espetacular”, destacou o casal.
O casal Pier Cassará e Silvia Mariano Souto na vinícola Quinta do Crasto, em Portugal
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TENDÊNCIA Existem na cidade diversos grupos, uns já com algum tempo e outros que estão começando agora. E pensando em fomentar esse tipo de encontro, a Importadora Grand Cru, resolveu oferecer acesso ao mundo do vinho. “Oferecemos cursos regulares e de iniciação, favorecendo não só a criação de um público consumidor na cidade, mas também motivamos as pessoas a se reunirem em casa ou em outros lugares para apreciar um vinho de qualidade”, conta Deodônio Macedo, um dos sócios da importadora. Para grupos como o do Orlando, que já estão na estrada há algum tempo e têm mais conhecimento, a importadora oferece cursos mais avançados e específicos, como também palestras com os produtores, quem vêm apresentar um pouco mais sobre suas vinícolas. “Receber donos de vinhedos conceituados em Macaé, não só favorece a interação entre essas pessoas e os apaixonados por vinhos, como também possibilita aos donos de restaurantes, garçons e sommeliers aprender sobre o vinho que servem em seu restaurante”, conta Deodônio. O empresário André Lima Ruiz afirma que a proposta da Grand Cru, de oferecer cursos e degustações com os donos de vinícolas é excelente. “Nos dá acesso às melhores safras de diferentes uvas, onde às vezes nos surpreendemos com indicações que, até então, nos passavam desapercebidas”, afirma. Ele acrescenta ainda que foi através desses cursos que formou um novo círculo de
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Os casais Pier e Silvia, Fernando e Cristiane e por último Marina e Augusto em uma degustação de vinhos no Lucca
amigos e que pretende aprofundar ainda mais seu conhecimento, “Pretendo estar presente em todas as oportunidades oferecidas. A Grand Cru, com seus cursos, nos tem brindado com conhecimento e apreciação dos vinhos do mundo em Macaé”, encerra.
bores e aromas presentes nos vinhos. Também no Lucca, uma vez por mês, o chef Massimo recebe um renomado chef do cenário nacional para fazer um jantar harmonizado para seus clientes. As reservas devem ser feitas com antecedência, pois as vagas são limitadas.
Para aquecer as noites de inverno, aproximar amigos, esquentar o clima de um jantar romântico ou, simplesmente, para acompanhar um belo prato à mesa, o vinho é sempre a melhor pedida, especialmente nessa época de tempos mais frios. Não é preciso ser um enólogo para conseguir extrair o máximo do vinho. Dicas simples, oferecidas por quem conhece o assunto, facilitam a vida do apreciador que não tem muito tempo ou paciência para se dedicar a esta arte. O importante é esquecer os mitos que cercam a escolha e aproveitar o momento com os amigos.
O vinho caiu na rede Os amantes do vinho agora podem participar virtualmente de uma rede social: a winetag.com.br. Especialmente voltada para esse público, o site traz informações de especialistas, consumidores, distribuidores e produtores de vinho. Para se tornar membro, é muito fácil. Criar um perfil é o passaporte do usuário para acessar todas as páginas do site e interagir com amigos virtuais por meio de fóruns. A empresa acaba de fechar parceria com a ABS-RJ (Associação Brasileira de Sommeliers) e promete lançar, em breve, o primeiro curso de vinhos online: www.winetag.com.br
Harmonizando o paladar As comidas alteram sua percepção do vinho. Em certas ocasiões, a perfeita harmonização dos pratos com o vinho é uma experiência memorável. Pensando nisso e no número crescente de clientes amantes do vinho e da boa gastronomia em Macaé, o Lucca Ristorante, resolveu criar o Menu Confiança. Um cardápio surpresa, diferenciado e exclusivo, criado pelo chef Massimo Torresan, harmonizado com vinhos de diferentes países, que vão provocar em seus clientes uma moderna maneira de apreciação desses novos sa-
8 benefícios do vinho à saúde O consumo de vinho tinto vem sendo cada vez mais recomendado pelos médicos. É que pesquisas apontam o resveratrol (substância antioxidante encontrada na uva) como um aliado contra doenças do coração e até câncer. E ainda tem mais, um estudo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) revelou que os tintos nacionais estão entre os vinhos com maior concentração dessa substância, cujo consumo regular também está relacionado à longevidade.
Silvinho, Diego, representante da Vinícola Polenta de Mendonza na Argentina, Glauco e Deodônio em um evento para profissionais da área de gastronomia na Grand Cru
André Ruiz no Bar da Boca Bistrot, já fez vários cursos na Grand Cru e passou a apreciar ainda mais a gastronomia e o estudo sobre vinhos
CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DO VINHO • Sistema urinário protegido - O vinho reduz em até 60% o risco de formação de cálculos urinários.
em média, 0,5 mg de ferro. Com o álcool, o organismo absorve melhor o mineral responsável por combater a anemia.
• Visão sã e salva - Sua ação antioxidante diminui a degeneração ocular, causa comum de cegueira em idosos. • Fim do Alzheimer - Seus componentes evitam o envelhecimento das células cerebrais, reduzindo o risco de doenças como o Alzheimer. • Fortalecimento de ossos - A bebida melhora a densidade óssea, diminuindo o risco de osteoporose. • Ferro contra anemia - Um copo de vinho tinto contém,
• Remédio para casos de herpes - Investigação realizada por cientistas americanos sugere que o resveratrol impede a multiplicação do vírus que provoca a herpes. • Desobstrução dos vasos sanguíneos - A substância também impede a oxidação do colesterol ruim, que fica acumulado nas artérias e pode provocar infarto ou derrames. • Freio de tumores - O resveratrol ainda controla os radicais livres do organismo, inibindo mutações genéticas que levam ao aparecimento de tumores.
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GASTRONOMIA
Harmonizando no Lucca! Todos os meses, acontece no Lucca, um evento enogastronômico, onde o chef de cozinha MassimoTorresan recebe um chef convidado que fica responsável pelo menu de um imperdível jantar harmonizado
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Fotos: Lívio Campos
s pratos são preparados e harmonizados com champagnes, espumantes, vinhos brancos, roses e tintos. A seleção dos vinhos para harmonização com os pratos escolhidos conta com o talento do consultor de vinhos e professor de enogastronomia, Paulo Nicolay.
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“É uma pausa para o conhecimento e o prazer, uma vez que, a cada dia, é maior o interesse de nossos clientes no desenvolvimento da cultura do vinho, além do crescimento de relações amistosas e de longa duração que cultivamos durante o evento”, afirma Frances Martins, gestora do Lucca. A chef Paula Prandini, do Stuzzi Bar, foi a chef convidada de Massimo, no mês de junho e, para receber os clientes do Lucca, antes de ser servido o jantar, preparou deliciosos stuzzichini, servidos com espumante. • 53
GASTRONOMIA
Aos apaixonados por enogastronomia fica a dica dos jantares harmonizados já agendados no Lucca! No dia 17 de julho, Massimo estará recebendo o aclamado chef boliviano Checho Gonzales; no dia 15 de agosto, o incrível chef espanhol Paquito, do Parador Valência. Faça já sua reserva, pois as vagas são limitadas e desfrute conosco deste prazer.
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Reservas: 22 2773-3736 email: 3luccamacae@gmail.com
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ARQUITETURA & DESIGN
Alessandra
Aguiar
Texto: Gianini Coelho - Fotos: Arquivo pessoal
Linhas arrojadas e volumes encantam nos projetos de Alessandra
sta edição apresenta a arquiteta Alessandra Aguiar. Macaense nascida no bairro dos Cajueiros, Alessandra veio de uma família humilde da serra e já na infância, no fundo do seu quintal sem muitos brinquedos, desenhava no chão os cômodos da sua casa para brincar. Assim, ludicamente, fazia seu primeiro projeto. Estudou no Ana Benedita, seguindo para o Colégio Luiz Reid onde cursou da 1ª a 8ª série. Como gostava de desenhar, acabou indo para a Escola Técnica Federal de Campos cursar Edificações, onde descobriu o que seria de verdade, arquiteta.
contratada pela Archi5, mas o coração macaense bateu mais alto quando recebeu um convite para voltar e trabalhar no escritório do arquiteto Márcio Lobo, se dedicando a projetos de arquitetura residencial, que mais se fazia na cidade. “Aprendi muito com o Márcio, um arquiteto brilhante”, elogia Alessandra.
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Após se formar, retornou a Macaé e percebeu que precisaria se especializar mais para realizar seu sonho, decidindo assim, cursar uma faculdade. Estudando desesperadamente, conseguiu passar para Arquitetura e Urbanismo na UFRJ. “Me esforcei muito para isso. Cumpri toda a minha carga horária sem perder uma matéria sequer para terminar logo o curso. Morei no alojamento da universidade, tendo que trabalhar para ajudar a pagar os custos”, conta Alessandra orgulhosa. Logo no 4º período, conseguiu um estágio na Archi5 Arquitetos Associados, onde participou de projetos como Favela Bairro, Rio Cidade, entre outros, com foco em Urbanismo e Arquitetura pública. “Nos projetos urbanos a escala é macro, transforma a vida de muitas pessoas, o que é maravilhoso”, comenta. Depois de formada, foi 56 •
Depois, fez concurso público e passou para a Prefeitura de Macaé, começando a fazer os projetos urbanos que a conquistaram no início da carreira. Foi quando decidiu abrir seu próprio escritório, se especializando em edifícios residenciais e residências unifamiliares.
A nova loja da Pontal na Imboassica
Projetos de residências são os mais requisitados a Alessandra, que consegue dar um estilo contemporâneo com formas e linhas sedutoras
Apesar de não ser sua paixão, Alessandra se sai muito bem na decoração de interiores, como neste flat no Blue Tree
“Nestes 12 anos de formada, fui criando uma clientela trução, fazendo o projeto da nova loja e depois decorando seu flat. bem fiel, que com o tempo se tornou até amiga. O traPara Alessandra, a tendência em Macaé é uma arquitetura que balho bem feito na nossa área é a maior propaganda do negócio. Assim, em uma cidade em franca expansão, de aparenta um colonial americano, mas com alguns clientes já come“boca em boca” a propaganda vai sendo feita”, comenta. çando a optar por uma arquitetura mais contemporânea, com linhas retas e formas fortes. Ela adora a grande variedade de materiais e Hoje, seu tempo se divide entre os Projetos Urba- cores disponíveis no mercado, ampliando assim sua criatividade. “O nos do PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento) processo criativo para a construção de um projeto nada mais é do que coordena na Prefeitura de Macáe e seu escritório, que arte, por isto, às vezes o cliente quer um projeto em uma onde atende seus clientes, focando sempre em novos semana, mas a arte não é assim, com data e hora marcada. Gosto projetos arquitetônicos, deixando de lado reformas, muito de frisar isso aos meus clientes, não é enrolar, é criar, não legalizações e interiores, a não ser para clientes fiéis, podemos sair por aí repetindo formas. Assim, os que me entendem como Márcio Rodrigues, da Pontal Materiais de Cons- saem satisfeitos”, finaliza Alessandra.
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DECORAÇÃO
HOME THEATER A integração das mídias música, filmes e jogos é uma tendência para os espaços que acabam reunindo toda a família
Recanto do “guerreiro”... e de toda a família
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Por: Luciene Rangel - Fotos: Gianini Coelho
ual o melhor local na casa? Onde devo acomodar os equipamentos? Qual a melhor iluminação? Que cuidados devo tomar com tapete, janela, sofá? DiverCidades saiu em campo em busca de boas e práticas dicas para montagem de um espaço cada dia mais presente nos lares e considerado pelo público masculino como o recanto do guerreiro, sem no entanto, perder o clima família para aqueles momentos gostosos de lazer. Para quem deseja ter em casa as emoções do som e da imagem do cinema, muitas são as possibilidades na hora de montar um home theater. Televisores de alta definição, sistemas de som digital, games de última geração, acesso direto a arquivos salvos em pen-drives, celulares ou MP3 e conexão com notebook compõem parte da realidade tecnológica do espaço, que precisa de muito mais para estar adequado ao uso a que se propõe.
A arquiteta Cláudia Augusta percebe que este espaço está assumindo novas configurações
área social da casa, formada por sala de estar e de jantar e área gourmet. Para cada situação, segundo ela, são adotados recursos de decoração e arquitetônicos, sendo uma tendência atual a macro integração de pessoas.
“Tenho observado situações em que o ambiente para o home theater é uma continuação do living e está interligado à varanda com churrasqueira. Isso permite maior convivência e versatilidade dos espaços”, enfatiza Cláudia Augusta A arquiteta Claudia Augusta de Melo Santos, macaense e que exemplifica a situação com o projeto encomendado graduada pela UFRJ, esclarece que o espaço pode compor o por Diogo Pires Vianna da Silva, analista de sistemas, que living, ser um ambiente independente e fechado ou integrar a pediu um home que pudesse ser integrado à sala de estar. 58 •
“Pedi à Cláudia que pensasse num espaço integrado àsala de estar, que do sofá eu pudesse ver a TV do home. Queria um lugar de muita diversão e comunhão, onde poderia reunir pessoas para todo tipo de atividade”, revelou Diogo, pai de uma menina de dois anos, que terá no “recanto do guerreiro” seu espaço para diversão e vivência em família. E ele acrescentou: “Sou fã de filmes e jogos. Som e TV de alta qualidade fazem muita diferença, então. No home idealizado pela arquiteta pretendo reunir a família e os amigos”, disse Diogo que dedica atenção especial à montagem do espaço, escolhendo cada item e equipamento. A escolha do ambiente O home theater é a evolução da sala de televisão, muito comum nos anos 80 e 90, ganhando ares de espaço multimídia já que games passaram a ser forte realidade também ali, unindo pais e filhos com interesses comuns de diversão e distração. Definir o local ideal para acomodar o home theater depende muito do espaço disponível na residência e, sobretudo, das expectativas, afirma Cláudia Augusta. O home theater no living pode ser uma saída bem interessante, mas exige vários cuidados técnicos. Diferente de uma sala dedicada exclusivamente às sessões de filmes, áreas multiuso costumam ser utilizadas para atividades diferentes. Nesse caso, a harmonização dos ambientes deve ser amplamente considerada para que as áreas funcionem isolada e conjuntamente. Iluminação Planejamento é palavra de ordem quando o assunto é iluminação. Quando bem planejada, a iluminação permite
A disposição dos equipamentos é fundamental para a percepção dos efeitos de áudio e vídeo
visualizar corretamente o conteúdo reproduzido pela tela, além de valorizar a arquitetura do espaço. Para anular a incidência de luz natural, o uso de cortinas e persianas blackout nas janelas é indispensável. Acústica Para melhorar o isolamento acústico, uma sugestão é incluir paredes adicionais com tijolos maciços e instalar portas/janelas mais grossas com propriedades acústicas. No piso, convém evitar revestimentos frios, como porcelanato, mármore e granito, pois podem deixar o som estridente. Mas se isso for inevitável, lance mão de móveis e objetos de decoração com características
absorventes, que ajudam a promover o equilíbrio acústico. Aí entram cortinas grossas, estofados, quadros, tapetes e painéis de madeira. “O tapete, além da função estética, atua como isolante acústico”, esclarece Cláudia Augusta, salientando que para home theater é melhor contar com uma sala amortecida do que com um ambiente muito vivo e reflexivo, onde os ecos são inevitáveis. Instalações elétricas Para evitar interferências na qualidade de som e imagem em salas multiuso, convém incluir um circuito elétrico exclusivo para o home theater. A iluminação, as tomadas de energia e o ar condicionado devem ser independentes. Mas a melhor orientação é, sem sombra de dúvida, entregar a tarefa a um profissional competente. Proporção certa O tamanho e a definição (resolução) da TV devem ser proporcionais ao tamanho do ambiente. Salas com pouca profundidade pedem TV’s com maior definição. Assim como a tela, o tamanho das caixas acústicas também deve ser proporcional à metragem do ambiente. O correto posicionamento das caixas (veja no esquema) é fundamental para se obter uma boa sensação de envolvimento e extrair o melhor desempenho de seu equipamento. DICAS PARA NÃO ERRAR
• Móveis e racks com rodízios se deslocam de forma mais simples, facilitando a limpeza e o acesso aos cabos e conexões; • Para evitar o superaquecimento e o desgaste prematuro dos aparelhos, procure acomodar cada item num nicho independente e com medidas ligeiramente maiores do que as dos equipamentos; • Reserve um espaço para um decoder de TV paga, um player Blu-ray e um moderno receiver; • Para evitar acidentes, esqueça dos pedestais em ambientes com livre acesso de crianças e cachorros de médio porte. Nesses casos, uma opção interessante é embutir as caixas, principalmente as traseiras, que dificultam mais a circulação dos moradores, no forro de gesso. Além do fator segurança, esse cuidado vai deixar o visual da sala mais leve, valorizando o lado estético; • A iluminação do home theater deve ser suave e indireta, com os pontos de luz sendo projetados para o teto ou para as paredes. Nunca em direção à tela. Essa técnica utiliza luminárias de teto ou de canto, tipo spot ou de sobrepor, normalmente embutidas em sancas de gesso e com foco independente de luz; • Quando os fios são um problema, produtos wireless podem ser a solução. • 59
SAÚDE
Como melhorar a qualidade do seu sono Dormir é coisa séria e dormir bem é sinônimo de saúde e qualidade de vida
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e alimentar, estudar, trabalhar, dormir. Estas atividades fazem parte da rotina de muitas pessoas, mas você já parou para pensar em como está a qualidade do seu sono? Acordar cansado, com dores, ficar sem energia, com irritação e sonolência durante o dia, podem ser alguns indícios de que o seu corpo não está tendo o descanso que precisa. A boa notícia é que algumas mudanças simples nos hábitos de dormir, podem contribuir para um sono realmente reparador e como consequência um maior ganho de qualidade de vida quando acordado. Você pode não levar tão a sério, mas dormir bem é fundamental para o estabelecimento e manutenção da saúde, além de ser um aliado no desenvolvimento do cérebro, dos processos de memória e aprendizado. No Brasil, estima-se que metade da população adulta sofra com algum tipo dos cerca de 70 distúrbios do sono já identificados. E como não dormir bem pode trazer consequências nocivas à sua saúde, reconhecer o problema e procurar tratamento são indispensáveis para o alcance de uma vida mais saudável. O médico especialista em medicina do sono, Dr. Gleison Guimarães, explica que um sono de boa qualidade proporciona entre outros benefícios a liberação hormonal de substâncias que controlam o metabolismo, regulação de peso, de estresse e de sintomas psicossomáticos como ansiedade e depressão. “A privação do sono pode trazer impactos significativos ao metabolismo do corpo. Estudos recentes mostram que até mesmo a inversão de ciclo, como no caso de pessoas que trabalham no período noturno, pode acarretar problemas de saúde, principalmente ligados à área cardiovascular, psicossocial, além 60 •
Por: Juliana Carvalho Fotos: Gianini Coelho
de distúrbios como insônia e sonolência excessiva. Para as mulheres que atuam nesta jornada de trabalho, há ainda indicações de aumento no risco de câncer de mama”, ressalta Gleison, esclarecendo ainda a importância da adoção de uma rotina própria na hora de dormir como evitar a ingestão de alimentos pesados, não realizar atividades físicas próximo à hora de dormir e fazer do quarto um ambiente próprio para o descanso, com pouca luminosidade, silencioso e arejado. Dr. Gleison Guimarães explica que um sono de boa qualidade gera benefícios para a saúde
Posições indicadas ortopedicamente para se dormir sem malefícios para a coluna
A postura também é um dos fatores que podem contribuir para uma melhor qualidade do sono. O ortopedista Glauco Lacerda explica que a forma ideal para dormir é de lado, com um travesseiro fino entre as pernas e joelhos levemente flexionados. Esta forma oferece apoio total da coluna e relaxamento maior dos músculos do corpo. Segundo Dr. Glauco, é até aceitável que a pessoa durma de barriga para cima, desde que com um apoio nos pés. Já dormir de bruços é considerado um erro por unanimidade entre os especialistas. Além de dificultar a rotação do pescoço, esta posição também prejudica a região torácica e lombar. O ortopedista Glauco Lacerda destaca a importância da postura na hora de dormir
Os problemas com o sono podem atingir também as crianças. Os distúrbios relacionados à respiração são facilmente detectados e apresentam indicadores, como crianças que se mexem muito, acordam irritadas, preguiça excessiva, choro ao acordar, ronco e respiração pela boca. Segundo Dr. Gleison, os tratamentos iniciados neste período da vida tornam-se muito mais eficazes e evitam problemas crônicos no futuro. “O ronco e a apneia do sono são doenças da infância que devem ser tratadas nesta fase, daí a importância do olhar atento dos pais”, afirma.
“Dores e tensões musculares podem estar diretamente ligadas à forma como a pessoa dorme. Tudo é uma questão de adequação, de saber o que faz bem e o que faz mal para o seu corpo e assim procurar educar a postura, criando um novo hábito”, informa o ortopedista, acrescentando que é importante que o travesseiro também fique bem posicionado, na altura do ombro, deixando o pescoço na mesma linha da coluna. A escolha ideal do colchão e travesseiro Saber escolher o colchão também pode ser um aliado nesta luta contra o sono mal dormido. A indicação médica é para que ele não seja firme ou mole demais, a fim de acomodar bem o repouso da coluna vertebral. O mercado, atualmente, oferece inúmeras opções
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SAÚDE
Ludmila Moura, da Eurocolchões: “A qualidade do colchão está relacionada em ter ou não um sono reparador”
que devem ser olhadas com cuidado e escolhidas conforme o biótipo de cada um. A orientação é olhar a densidade do colchão e selecioná-lo de acordo com seu peso. No caso do casal, a função ortopédica será indicada para atender quem tiver o maior peso. Ludmila Moura, empresária especializada neste ramo, explica que a tecnologia tem favorecido o aparecimento de produtos com cada vez mais qualidade como, por exemplo, o viscoelástico que é uma espuma desenvolvida pela NASA, que faz o contorno do corpo e não pressiona os vasos sanguíneos, fazendo com que a pessoa se movimente menos durante o sono. “A qualidade do colchão está diretamente relacionada em se ter ou não um sono reparador. Uma estrutura de molas com a resistência ideal para a sustentação do corpo e espumas de qualidade que propiciem uma acomodação envolvente, são fatores importantes para que possamos alcançar o sono mais profundo, que é o sono reparador. E o mercado busca no avanço tecnológico a utilização de materiais que vão ao encontro dessa busca por mais qualidade, como o látex que tem uma durabilidade maior e dá uma boa sustentação”, afirma Ludmila. Segundo Ludmila, os consumidores também devem optar por materiais antibacterianos que previnam a proliferação de ácaros, fungos e bactérias. Tecidos com viscose de bambu é mais fresco, além de ser antialérgico é um antibacteriano natural, indica ela. E foi pensando em melhorar a qualidade do sono que Bráz Henrique resolveu trocar o antigo colchão e já pode sentir a diferença na hora de dormir. “Tive uma inflamação no nervo ciático e o meu fisioterapeuta recomendou trocar o colchão. Além da melhoria nos resultados do tratamento, percebi que com o novo colchão meu corpo ficava relaxado mais rapidamente. Eu demoro, agora, menos tempo para pegar no sono e durmo melhor. Difícil agora, é sair da cama”, relata.
Brás e Jussara Henrique trocaram o colchão por indicação médica, após diagnóstico dele de inflamação do nervo ciático
Os 10 mandamentos do sono: 1 - Mantenha regularidade nos horários de dormir; 2 - Evite alimentos, medicações e drogas estimulantes próximas da hora de dormir (cafeína, descongestionantes, tabagismo; 3 - Evite consumo de álcool próximo do horário de dormir; 4 - Evite ler, trabalhar ou assistir TV na cama; 5 - Não pratique exercícios físicos próximos ao horário de dormir; 6 - Evite mudar radicalmente os horários de dormir e acordar no final de semana; 7 - Mantenha o ambiente do quarto com temperatura adequada e sem poluição sonora; 8 - Invista em um colchão e travesseiros de qualidade, adequados para o seu corpo; 9 - Cochilos diurnos devem ter no máximo 40 minutos e não devem ser feitos por pessoas com insônia; 10 - Evite assistir programas violentos ou excessivamente estimulantes próximo ao horário de dormir. Verifique a densidade ideal do seu colchão
Conhecer as limitações do seu corpo e a importância do descanso são fundamentais para a saúde. Dormir não é desperdício de tempo, é a pausa que o organismo precisa para repor as energias, e uma noite de sono bem dormida pode ser o primeiro passo para melhorar a qualidade do seu dia a dia. 62 •
*Preferencialmente A escolha para casais deve ser feita de acordo com o cônjuge que requeira maior densidade
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PESSOAS
Tofinho, autor do livro que relata sua vivência com o Parkinson, com a equipe de trabalho da AMP: a psicóloga Christina Borges, a fonoaudióloga Renata Porto e a geriátra Analúcia Jardim: o “Quarteto Fantástico”
Associação Macaense de Parkinson (AMP), redefinindo limites A Associação se propõe a promover melhoria da qualidade de vida do portador da doença que, no país, atinge cerca de 220 mil pacientes
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otimismo e a certeza de que muito ainda pode ser feito pelos parkinsonianos de Macaé, motivam um pequeno grupo de pessoas, que vê na Associação Macaense de Parkinson a essência de uma história com algumas páginas escritas em pouco mais de dois anos de fundação, mas que promete capítulos inteiros dedicados ao bem do próximo. Fundada em maio de 2010, a AMP vem atuando timidamente aos olhos da sociedade, mas com firmeza de propósito no que se refere ao seu público alvo. Com sede provisória no Programa de Atenção Integral a Saúde do Idoso (Paisi), reuniões mensais são realizadas sempre na última quarta-feira, às 15 horas. A AMP é uma “associação de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter organizacional, filantrópica, assistencial, promocional, recreativa e educacional, sem cunho político ou partidário, com a finalidade de atender à todos que a ela se 64 •
Texto: Luciene Rangel - Fotos: Gianini Coelho
dirigirem, independente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor ou crença religiosa”, como bem frisa seu estatuto social. Dentre seus maiores propósitos, estão possibilitar acesso à informações referentes à doença e integrar as pessoas portadoras da Síndrome de Parkinson, seus familiares e cuidadores. O coração da AMP Tem um ditado popular que diz “se a vida lhe der um limão, faça uma limonada”. E foi isso que Aristophanes Franco Gonçalves, mais conhecido como Tofinho, fez ao descobrir ser portador da Síndrome de Parkinson. O ano era 1995. O dia, o primeiro como aposentado. O sintoma, tremor num dos dedos da mão, observado por uma colega de trabalho. A vida começava a ter novos contornos... limites. O otimismo e a alegria, característicos de Tofinho, mais do que nunca seriam cruciais para sua qualidade de vida dali pra frente. E assim tem sido. Mas, ao contrário do que acontece em muitos casos de parkinsonianos, que se isolam
ou entram em depressão, ele redefiniu limites e fez desse novo momento de vida a oportunidade de levar ao outro, informação e sentimento de que a vida pode estar diferente mas não é preciso deixar de viver, como destaca a psicóloga e tesoureira da AMP, Christina Borges. Casado com Evalcira, quatro filhos, dois netos, Tofinho é enfático ao falar da importância da família para o parkinsoniano. “Temos ritmo e necessidades diferentes. A família passa a ser nossa retaguarda. Precisamos de um cuidador que zele e olhe por nós no nosso dia a dia, remédios, saídas, pois ficamos muito dependentes”, diz ele, que deixou de dirigir, usa bengala para se deslocar e vê suas atividades serem limitadas dia após dia. Com a fonoaudióloga Renata de Paula Porto, a geriatra Analúcia Rodrigues Jardim e a psicóloga Christina Borges; Tofinho forma o “Quarteto Fantástico” que atua com seriedade e dedicação para que a doença e o doente sejam respeitados e reconhecidos. “A AMP atua na conscientização da doença”, afirma Renata. “O parkinsoniano tem o desafio de encontrar outras formas de prazer para não ter a vida restrita. Nesse aspecto,
a família é muito importante para que não ocorram o isolamento, a autoexclusão e a depressão. Trabalhamos a autoestima com este propósito”, esclarece a psicóloga Christina. A partir de sua nova vivência e realidade, Tofinho reuniu suas melhores experiências e conquistas e, além de ter sido o mentor da AMP, ainda escreveu
o livro “Uma nuvem escura que vai e volta... Lembrando a Doença de Parkinson”. Sua obra tem renda revertida para a associação, mas o maior ganho que o livro tem proporcionado é levar conhecimento e experiência ao próximo, numa perfeita comunhão com o propósito máximo da AMP: promover melhoria da qualidade de vida do portador da doença.
Aulas de informática fazem parte da rotina, visando a inclusão digital Marilene, seu neto Filipe e sua nora Isabel, também professora da AMADA
Tofinho e Renata, com parkinsonianos frequentadores do Paisi
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PESSOAS
Quem contrai a doença? A doença pode afetar qualquer pessoa, independente de sexo, raça, cor ou classe social. A grande maioria tem os primeiros sintomas geralmente a partir dos 50 anos de idade, mas podem acontecer nas idades mais jovens, embora os casos sejam mais raros. Um por cento das pessoas com mais de 65 anos têm a doença de Parkinson. Diagnóstico O diagnóstico da doença de Parkinson é feito por exclusão. Às vezes, os médicos recomendam exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, análise do líquido espinhal, para terem a certeza de que o paciente não possui nenhuma outra doença no cérebro. O diagnóstico faz-se baseado na história clínica do doente e no exame neurológico. Não há nenhum teste específico
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para fazer o diagnóstico da doença de Parkinson, nem para a sua prevenção. Expectativa de vida É importante saber que não se morre pela doença de Parkinson e que, quando bem conduzida, ela não reduz consideravelmente a expectativa de vida do indivíduo. O que vai determinar realmente a qualidade e a expectativa de vida dos indivíduos com Parkinson são os sintomas, que podem ser controlados com tratamentos específicos para cada paciente e por um acompanhamento multiprofissional. Fisioterapia, fonoterapia e terapia ocupacional podem complementar o tratamento formal. Serviço: Associação Macaense de Parkinson (AMP) Sede provisória: Programa de Atenção Integral a Saúde do Idoso (Paisi) - Rua Dr. Bueno, 190 - Imbetiba - Macaé/RJ Telefone: (22) 2759-9504
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FAMÍLIA NO DIVÃ
Dr. Marco Antônio, psicanalista e pesquisador na UERJ
O Núcleo de Psicanálise, da esquerda para a direita: Rosoleta Stadtlander, Paulo Vinícius Oliveira, Élen Suisso, Lígia Haeitmann, Vera Maria Fragoso, Fabiana Fernandes Mendes, Márcio Claudio Tavares, Letícia Soares de Oliveira e Denize Perim Campos
A revista Divercidades abre suas páginas para a abordagem de temas do cotidiano de família macaense, contando para esta nova missão com os profissionais do Núcleo de Psicanálise de Macaé, de exeperência mais que comprovada
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ara inaugurar a seção, conversamos com o Dr. Marco Antônio Coutinho Jorge, psicanalista e pesquisador na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, autor de trabalhos que já culminaram na produção de vários livros, coletâneas e textos nacionais e internacionais sobre: “A difícil tarefa de ser pai”.
DiverCidades: De acordo com as suas experiências (de vários anos) na clínica psicanalítica e do seu trabalho de médico psiquiatra, psicanalista e pesquisador na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o senhor poderia nos falar um pouco da relação conflitante entre pai e filho? Dr. Marco Antonio: A relação conflitante entre pai e filho sempre existirá, porque o pai figura na família como o representante da ordem e da disciplina. Com sua função, ele ajuda a criança a se organizar em relação a si mesma e ao mundo em que vive. O pai é um polo de fortes identificações, mas o conflito entre pais e filhos tem graus diferentes. Há pais que incutem medo nos filhos através de uma presença excessivamente silenciosa e pouco afetuosa; outros que, por não terem uma presença firme junto à criança, acabam por não serem considerados por ela dignos de respeito. A medida exata que permite ao pai ter autoridade sem ser autoritário é difícil de ser obtida, é sempre árdua de ser encontrada por cada pai. Freud chegou a dizer que educar é impossível, no sentido de que há algo no processo de educação que é imponderável e deve ser avaliado por cada pai junto a cada filho e em cada momento da existência deste. Não é preciso dizer que o amor precisa estar presente neste processo que exigirá muito do pai. DiverCidades: E os pais, como devem escutar seus filhos? Dr. Marco Antônio: Reconhecendo neles a singularidade que os constitui e a diferença que portam em relação a cada outro membro da família. É bastante prejudicial para o desenvolvimento da criança, a tentativa de padronizá-la em moldes préestabelecidos, sem reconhecer nela algo que deve ser incentivado e estimulado. DiverCidades: É errado falar com a criança de modo tatibitate (linguagem infantil)? Dr. Marco Antonio: Não é errado, mas é efeito de que diante da criança pequena o 68 •
Vera Fragoso, fundadora do Núcleo de Psicanálise
adulto quer se aproximar o máximo possível do mundo dela e de suas capacidades. Ele estimula a fala a partir do ponto em que a criança pode se expressar. E isso não faz nenhum mal a ela, além de dar aos pais o prazer de se sentirem muito próximos de seu bebê. DiverCidades: Há muitas diferenças nos relacionamentos entre pais e filhos na América Latina e na Europa? Dr. Marco Antônio: Muitas e significativas. Todos os estrangeiros que vêm ao país observam isso, e nós igualmente quando viajamos. A disciplina e o rigor na educação são infinitamente menores aqui, e os efeitos disso serão sentidos ao longo de toda a vida do sujeito. Mas tudo tem dois lados: o excesso de disciplina inibe e tolhe a criatividade da criança. Dosar a disciplina é, mais uma vez, o mais importante e o mais difícil. DiverCidades: O Sr. acha que dar liberdade, “estilo modernoso” aos filhos, leva a uma permissividade que enfraquece o uso da autoridade paterna?
Dr. Marco Antônio: A educação – e a função do pai talvez exerça aí sua parcela mais significativa – deve dar à criança e ao adolescente, condições para ele conquistar sua própria liberdade interna, de afeto. A liberdade é necessária, mas ela é antes de mais nada, uma conquista e não algo que se dê para a criança, de pensamento e de criação. Mas condições para isso é uma tarefa dos pais. O exemplo é um instrumento valioso para darmos ao filho condições de escolher o que é melhor para ele mesmo. DiverCidades: O que muda na relação entre pai e filhos na adolescência? Dr. Marco Antônio: Os adolescente entra num conflito entre conseguir independência e permanecer na posição infantil. Por isso mesmo, ele frequentemente exacerba a postura de autonomia e desligamento dos pais. Mas esta reflete apenas o quanto ele se sente no fundo uma criança que terá que, custe o que custar, crescer. Frequentemente o adolescente adota a postura do rebelde em relação ao pai, mas ele é um rebelde que tem uma boa causa – crescer e se unir aos adultos na dura tarefa de enfrentar a vida de modo autônomo. DiverCidades: O que o Sr. orienta aos pais quando seus filhos se fecham, em seu “mundo”, impossibilitando um diálogo?
Dr. Marco Antônio: Procurar a entrada para esta caverna na qual os filhos estão se escondendo. Quando o filho se afasta muito dos pais há algo que ele não está conseguindo compartilhar e os pais podem ficar atentos a isso. Contudo, é preciso respeitar igualmente a condição de isolamento que o adolescente cria para si mesmo, que lhe permite enfrentar a passagem para a vida adulta se identificando com as características do grupo com que convive e negando exageradamente os valores da família. O fator quantitativo é ainda o mais relevante aqui: nada é em si mesmo nefasto, é preciso saber dosar cada coisa. Respeitar o isolamento é uma forma de mostrar ao outro que ele não está só, mas acompanhado. DiverCidades: Os pais ainda devem insistir em educar seus filhos na adolescência, talvez até na idade adulta, ou a personalidade está totalmente formada? Dr. Marco Antônio: Mesmo que as identificações primordiais sejam formadas desde cedo, a educação prossegue, porque a vida implica num constante aprendizado e a palavra dos pais pode não ser ouvida num desterminado momento, mas depois ela pode vir a fazer sentido para o adolescente e para o adulto ao longo da vida. Para os leitores que queiram sugerir temas com relação à família, e que este-
jam dentro da temática das edições da revista, Dia das Crianças e Fim de Ano favor enviar sugestões para o email: macaé@corpofreudiano.com.br Sobre o Núcleo de Psicanálise O Núcleo de Psicanálise de Macaé surgiu do desejo de trazer a discussão da psicanálise por alguns psicanalistas e de outros profissionais da área de ciências humanas, que atuam na cidade, pela teoria e praxes da psicanálise, nas vertentes de Freud e de Lacan. Em 2007, a psicanalista Vera Maria Martins Barbosa Fragoso criou um grupo de leitura batizado: “De Freud a Lacan”, que reúne semanalmente seus membros. Seminários mensais e abertos ao público, ministrados pelo Dr. Marco Antônio e a psicanalista Dr. Nadiá Paulo Ferreira, foram organizados de acordo com os temas da formação básica do Corpo Freudiano Escola de Psicanálise, seção Rio de Janeiro. Os eventos acontecem na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé e na Faculdade Estácio de Sá-Campus Macaé. Para conhecer mais sobre o núcleo acesse o site: www.corpofreudiano.com.br
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LEITORES EM FOCO
Bia Cooper Errichelli
Na foto maior, Bia em ensaio fotográfico. Acima, ela com a família, seu marido Renato e os filhos Christine e Vitor e, ao lado, seu livro de cabeceira
Procuradora do município, vaidosíssima, elegante e com muita coisa boa para contar, Ana Beatriz Cooper Errichelli, mais conhecida como Bia, é definitivamente ligada em 220 volts Texto: Luciene Rangel - Fotos: arquivo pessoal
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paixonada pela família, adora rir e contar um “causo engraçado”, Bia tem emoção à flor da pele, chorando até em comercial de televisão. Iniciou a vida profissional vendendo colar, sendo manicure, trabalhando como balconista e depois, aprovada num concurso da Petrobras aos 19 anos, pensou que sua carreira estava definida, mas os filhos mudaram o rumo desta história. O nascimento de Christine e Vitor despertou nela uma vontade imensa de dedicar-se integralmente ao papel de mãe e, passados cinco anos da primeira maternidade e três da segunda e última, com o apoio ímpar do maridão Renato, desligou-se da empresa em 1995. Assim foi, por quase uma década, quando retornou à Petrobras, agora num contrato de terceirizada. Depois, aventurou-se no mundo da educação dando aula para o curso de Tecnólogo de Recursos Humanos na Universidade Estácio de Sá, experiência que considera até hoje das mais enriquecedoras que teve, depois de ser mãe, é claro. Em 2005, foi convocada para a Prefeitura de Macaé para o cargo de Procuradora Municipal, deixando de lecionar. Atualmente, Bia é responsável pelas questões técnicas da área de Recursos Humanos, trabalhando alinhada à Secretaria Municipal de Administração, ao Gabinete do Prefeito e à Procuradoria Geral do Município. Considera como defeito o fato de ser imediatista, mas como virtude destaca a franqueza e lealdade. Esta é a sua essência. 70 •
Livro - Treinando a emoção para ser feliz, de Augusto Cury Filme - Diário de uma Paixão Não saio de casa sem... brinco e batom Viagem inesquecível - Buenos Aires com o maridão Não pode faltar na bolsa... Creme, pente e batom Música - I say a little prayer, na voz de Aretha Franklin O que dá água na boca – doce Momento marcante - nascimento dos meus filhos Dias quentes são ótimos para... Praia Dias frios são ótimos para... Ficar na cama Me sinto poderosa quando... Estou arrumada por dentro e por fora Qualidade - Autêntica Defeito - Impaciência Me sinto realizada quando... as coisas saem do jeito planejado Projeto - Ser feliz sempre Deus - Meu porto seguro. Sem Ele, nada faz sentido Pensamento - “O plantio é opcional. A colheita é obrigatória.” (Provérbio chinês)
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