CAPA PROMOCIONAL

Senhor(a) Síndico(a), responda a pesquisa da pág. 04 e concorra a prêmios




Senhor(a) Síndico(a), responda a pesquisa da pág. 04 e concorra a prêmios


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Senhor(a) Síndico(a), responda a pesquisa da pág. 04 e concorra a prêmios




Senhor(a) Síndico(a), responda a pesquisa da pág. 04 e concorra a prêmios


A eclosão da pandemia do novo Coronavírus em nível global em princípios de 2020 rompeu com inúmeros paradigmas, projetou um novo cotidiano para as pessoas, novos desafios à economia, potencializou os riscos à saúde, nos obrigou a acelerarmos os aprendizados e a retomarmos com mais força valores humanistas e colados à preservação ambiental e da vida.
São novos tempos, com alguns desafios inéditos batendo à porta de todos! Do ponto de vista das empresas, foi necessária uma grande reinvenção. A Direcional Condomínios prosseguiu e se mantém firme e saudável em seu trabalho, mas também passa por mudanças, que são sempre necessárias. As mudanças injetam ânimo e trazem frescor à atividade empresarial.
Esta edição marca o fechamento de meu ciclo de doze anos na revista, a maior parte dos quais como editora, em que venho trabalhando em parceria com todos vocês para lhes oferecermos conteúdo relevante a cada mês. A produção editorial da revista passará para uma nova equipe a partir da edição de novembro/dezembro, a única bimestral do ano. Esta equipe irá fechar também a edição comemorativa dos 25 anos da Direcional Condomínios, que chegará a vocês em janeiro de 2022. Sob o comando do jornalista Eduardo Silva, novo editor, a revista estará atenta às demandas por informações do segmento condominial e manterá com vocês uma parceria ainda mais afinada. Deixo aqui minha gratidão a todos: Síndicos, síndicas, zeladores, gestores prediais, engenheiros, advogados, administradores, entre tantos outros colaboradores, e a toda equipe da Direcional Condomínios!
Boa leitura.
ABRAÇO,
Rosali Figueiredo (Editora)
SR. (A) SÍNDICO(A), RESPONDA À PESQUISA DA PÁG. 04!
Preencha todos as perguntas e nos encaminhe suas respostas (saiba como na própria pág. 04) para concorrer a três dispositivos “Alexa”. Sua participação é muito importante para a Direcional Condomínios!!
Informe Publicitário: Seciesp


Seção Tira-Teima: Notificação de infrações cometidas na piscina, como fazer?
Coluna: Dia Mundial do Idoso: O que podemos comemorar no condomínio?


Administração: Seguro adequado evita prejuízo ao orçamento do prédio


Serviços ao Síndico: Pandemia desperta a solidariedade e modifica a convivência


Dica:

Playground & Brinquedoteca – Como valorizar a integração e criatividade

Seção Tira-Teima: Prostituição dentro do condomínio caracteriza ato infracional? 05 07 12 14 18 06 13 15 19 08
Capa: Pets ampliam participação na vida do condomínio
Dica:
Controle de Pragas & Desentupimento – Bons contratos, saúde e conforto

Dica:
Segurança – Reconhecimento facial ganha espaço junto ao controle de acesso
Rua Vergueiro, 2087, 9º andar – conj. 902 CEP. 04101-000 – São Paulo – SP - Tel.: (11) 5573-8110 - E-mail: faleconosco@grupodirecional.com.br - www.direcionalcondominios.com.br
DIRETORES
Sônia Inakake e Almir C. Almeida
EDITORA
Rosali Figueiredo MTB 17722/SP rosali.figueiredo@gmail.com
DIRIGIDA A Condomínios residenciais, comerciais e administradoras
PERIODICIDADE MENSAL Exceto novembro/dezembro, cuja periodicidade é bimestral
TIRAGEM
20.000 exemplares (60.000 leitores em média)
PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO
Síndicos, zeladores e administradores
CIRCULAÇÃO
São Paulo e Grande São Paulo
CAPA Fotos Rosali Figueiredo, Emilly Tabuço, Fabian Mesquita, Freepik Montagem Coronado
ASSINATURAS Emilly Tabuço faleconosco@grupodirecional.com.br
GERENTE COMERCIAL
Adriana S. dos Santos
DEPARTAMENTO COMERCIAL Fabian Mesquita
Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.
Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais.
As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Condomínios. A revista Direcional Condomínios não se responsabiliza pelos serviços e produtos oferecidos pelos anunciantes.
ATENDIMENTO AO CLIENTE
Emilly Tabuço João Marconi Juliana Jordão Grillo
DIAGRAMAÇÃO Jonas Coronado Luís Guilherme Thalita Feuerstein Cristiane Lima
IMPRESSÃO Grass Indústria Gráfica
EQUIPE DISTRIBUIÇÃO Douglas Barbosa da Silva Evaldo Mendonça José Ricardo da Silva Pedro Henrique Rodrigues Paiva Roberio Santos
ASSINATURA ANUAL R$ 180,00
Para anunciar, ligue: (11) 5573-8110 ou (11) 98714-3110

Tiragem auditada por




Iremos apoiar os síndicos a afins com base na elétrica em elevadores com foco na segurança do usuário. Este conteúdo irá treinar aos colaboradores do Condomínio a cuidar dos moradores.
É sabido que o medo de elevador é uma das principais fobias, já é sabido que o Elevador é o veículo mais seguro que avião.
Venha fazer este curso que irá capacitar o colaborador do condomínio a identificar possíveis não conformidades e riscos zelando pela segurança de todos e será composto dos seguintes conteúdos:
- Como identificar os riscos, Quais são as obrigações das empresas conservadoras, conhecer o RIA (Relatório de Inspeção) e muito mais...
Tecnologia EAD com aulas em ambiente virtual curtas e objetivas incluindo:
Aulas “case” com os diretores de empresas, Diploma e Mentoria para tirar dúvidas e trocar experiências.
Com uma visão 360º especializada na gestão e segurança condominial Para se inscrever: basta acessar o QrCode ou o site: www.seciesp.com.br


COM A proximidade do verão e das férias escolares, a administração condominial deverá dar mais atenção ao uso da piscina, segundo exemplifica abaixo a advogada Amanda Accioli (seu artigo completo sobre o assunto está publicado no site da Direcional Condomínios).
Vamos abordar esse aspecto relatando o caso de um condomínio cuja Convenção e Regulamento Interno (RI) exigem o exame médico prévio dos usuários, medida deliberada em assembleia geral e amplamente divulgada nos canais internos de comunicação. Mesmo assim, uma moradora e seu neto utilizaram a piscina sem apresentar o atestado. Ela ainda usou bronzeador, prática não recomendada pela administração. Neste contexto, foi possível notificar a condômina por infrações às normas internas.
AMANDA ACCIOLI

Ali, o RI prevê multa e suspensão por 30 dias no uso do espaço e, em caso de reincidência, de mais dois meses. No entanto, mesmo que o RI nada trouxesse, medidas administrativas poderiam ter sido aplicadas com base no Código Civil, Art. 1.336, Inciso IV, segundo o qual todos têm o dever de prezar pelo sossego, salubridade e segurança dos demais condôminos na fruição dos espaços comuns e unidades privativas. Claro que, de forma a garantir o direito constitucional da ampla defesa e do contraditório, orientamos que a moradora fosse notificada a se manifestar em relação aos fatos, antes da aplicação das sanções. Por fim, ela acabou multada e notificada ainda a realizar o exame médico. Portanto, o condomínio deve zelar pela saúde e bem-estar dos demais moradores, com base nas normas internas e, também, na legislação. (Edição R. F.)
Advogada pós-graduada em Direito Empresarial, em Direito Público e em Direito Imobiliário. É síndica profissional e possui, entre outros, formação em Administração Condominial e Síndico Profissional, Direito Condominial e Direito Imobiliário pela Escola Paulista de Direito (EPD). É membro da Comissão de Direito Condominial da OAB-SP e membro da Comissão de Direito Urbanístico e de Vizinhança da OAB-SP, Subseção de Pinheiros. Mais informações: amandaaccioli.adv@gmail.com.

Por Kelly Remonti
A LONGEVIDADE representa um dos principais avanços da sociedade moderna, mas impõe desafios crescentes a todos nós, no sentido de contribuirmos para a qualidade de vida e o amparo à população de mais idade. É uma missão que também recai aos condomínios, pois novas demandas chegam constantemente aos síndicos em torno das necessidades das pessoas desta faixa etária. No Condomínio Top Village, situado em Alphaville, Região Metropolitana de São Paulo, esse é um aprendizado que temos vivenciado desde outubro de 2011, quando assumi a sindicatura pela primeira vez.
Apesar de na época ser principiante na gestão de um ambiente familiar, observei que o amadorismo predominava na administração do condomínio quando a comparava com os parâmetros que trazia de minha ampla experiência na gestão financeira e logística de grandes empresas. De forma geral, vislumbrei muitas oportunidades de melhorias em processos e um grande desafio na gestão dos investimentos, para que o dia a dia das pessoas se tornasse mais seguro, confortável e saudável.
Uma inspiração importante veio de uma palestra que acompanhei sobre acessibilidade ainda naquele período. Soube ali das dificuldades cotidianas de se viver em um lugar sem acessibilidade, que era o nosso caso. Decidi levar propostas de obras e melhorias de acessibilidade para o Conselho e, posteriormente, para a assembleia de condôminos. Também iniciamos um programa de treinamento dos funcionários para lidarem de forma adequada com pessoas com mobilidade reduzida, o que inclui os idosos. Desenvolvemos um plano de longo prazo de obras de acessibilidade, dividido em diferentes fases de implantação. A primeira intervenção, de grande vulto e impacto, veio em 2015 com a construção de rampa de acesso de pedestres para a entrada no condomínio, que apresenta um desnível de mais de três metros com a rua e só tinha escadas. O

objetivo era atender às pessoas com necessidades especiais (PNE’s), mas percebemos como os idosos estão inclusos no grupo da mobilidade reduzida!! A execução do plano teve sequência em inúmeras adaptações posteriores e, em novembro próximo, vamos entregar outra grande obra (novos acessos à piscina e à área da churrasqueira, modernizada).

Na verdade, no princípio nem tínhamos noção de como essas adaptações iriam beneficiar a qualidade de vida dos moradores de mais idade. Depois da construção da rampa de acesso ao condomínio, os idosos passaram a se movimentar através dela, não utilizando mais as escadas. Elogiaram a paisagem que margeia a rampa. Prestaram mais atenção aos jardins. Com isso, passamos também a prestar mais atenção em suas necessidades, o que nos levou a introduzir o conceito de portaria solidária, treinando alguns funcionários no curso de “Atendimento ao Idoso”, de forma a compreenderem as dificuldades impostas pela baixa mobilidade e, assim, darem mais atenção aos idosos que moram sozinhos.
Nosso Gerente Predial foi o primeiro a ser treinando e está sempre atento às necessidades e hábitos dos moradores idosos. Ao identificar demandas, prontamente discutimos o quê e como podemos prestar algum apoio. Essa conduta também é adotada com os integrantes das equipes de Limpeza e Portaria.
Todo esse aprendizado foi colocado à prova nos períodos mais restritivos da pandemia da Covid-19. Durante os piores meses da pandemia, funcionários e grupos de moradores voluntários se prontificaram a ajudar os idosos que não tinham suporte de familiares. Portanto, avalio hoje que o condomínio tem muito a celebrar no Dia Mundial do Idoso, pois aprendemos muito com eles e conseguimos introduzir uma mudança cultural no convívio com as pessoas de mais idade.
Síndica profissional graduada em Administração de Empresas, com especializações nas áreas de Finanças e Contabilidade, além de MBA em Logística Empresarial. É consultora financeira/administrativa da área condominial e membro da ACVAT (Associação de Condomínios Verticais de Alphaville/Tamboré).
Mais informações: kellyremonti@hotmail.com

Síndico Walter Silva: Espaço pet ajuda a minimizar conflitos em áreas comuns

A LEGALIDADE da posse ou não de animais domésticos em apartamentos saiu de vez do embate jurídico depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, em 2019, que as convenções condominiais não podem vetar a sua permanência nas unidades privativas, “sob pena de violar duas propriedades (sobre o animal e sobre o imóvel)”, destaca a advogada Suse Paula Duarte Cruz Kleiber, em amplo artigo publicado no site da Direcional Condomínios. O que pode, e deve ser feito, até em função de dispositivos constitucionais, do Código Civil e de leis específicas (estaduais e municipais), é dispor de normas que assegurem a posse responsável e o direito de vizinhança (com a tríade saúde, sossego e salubridade), completa a advogada.
Esse protagonismo dos pets cresceu tanto que duas ações analisadas pela Justiça dos Estados da Paraíba e do Paraná neste segundo semestre de 2021 foram impetradas em nome de animais:
- No primeiro caso, gatos comunitários “pediram” tutela de urgência para que não fossem mais impedidos
Cada síndico traz pelo menos uma história complicada de problemas gerados por barulho de cachorro, sujeira e presença indevida nas áreas comuns, casos de mordidas e até abandono. Mas os vínculos afetivos contemporâneos estão inevitavelmente entrelaçados aos pets, que conquistaram também espaço na vida do condomínio.
Por Rosali Figueiredo
de receber ração e água dos moradores em um condomínio de João Pessoa. A ação foi extinta pelo juiz, não pelo mérito, mas pela origem. O Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas, coautor da demanda, anunciou através das redes sociais que irá recorrer da decisão de 1ª instância na tentativa de derrubar as restrições no condomínio;
- No segundo caso, o Tribunal de Justiça do Paraná reconheceu legitimidade (antes negada em 1ª instância) de ação de indenização e pensão proposta em nome de dois cães, Spike e Rambo. Eles foram resgatados por uma entidade protetora dos animais após terem sido abandonados pelos donos em Cascavel, durante um mês, quando foram viajar.
Os animais são considerados seres sencientes, ou seja, “sensíveis, percebem pelos sentidos e impressões” e estão protegidos pelo Art. 225, parágrafo 1º, Inciso VII, da Constituição Federal, pontua a advogada Suse Kleiber. A lei “exprime a dignidade animal e proíbe a crueldade”, acrescenta. A especialista ressalta ainda que é importante que as convenções tragam “normas quanto à forma de manutenção de animais nas unidades autônomas e como eles devem transitar nas áreas comuns”, entretanto, não podem impor regras que na prática inviabilizem a posse.
Inexiste, portanto, outro caminho à administração condominial senão acolher e atuar em situações de negligência, descaso, indiferença e abandono de animais. Do ponto de vista da acolhida, uma das medidas que mais avançou nos condomínios em anos recentes foi a implantação de espaços pet nas áreas comuns, para uso exclusivo dos animais.
O síndico profissional Walter Silva irá apresentar em assembleia neste mês, por exemplo, a proposta de criação do pet place em um condomínio de lazer, com 208 unidades, na Mooca, zona Leste de São Paulo. Walter assumiu há poucos meses a administração local e, ao analisar as atas das assembleias anteriores e receber feedbacks de moradores, percebeu um “desejo muito grande” pela oferta do ambiente.
“Já identificamos um local adequado, sem uso no condomínio, e esta-

mos desenvolvendo o projeto para levar à assembleia.” Sua expectativa é que o pet place esteja disponível ainda neste ano, contendo os equipamentos necessários para o conforto e o exercício dos animais, a higienização (saquinhos para a coleta da sujeira, torneira com água corrente) etc.
O curioso é que o residencial vizinho, de 114 unidades, que Walter administra desde 2017, não apresenta a mesma demanda. Mesmo porque, de acordo com o síndico, neste empreendimento inexiste área livre, portanto, implantar um espaço pet exigiria que os condôminos renunciassem a parte de um ambiente natural de caminhada. Como os tamanhos dos apartamentos variam de 170 m2 a mais de 300 m2, Walter Silva acredita que isso mitiga a necessidade do pet place
De qualquer forma, neste segundo condomínio o síndico enfrentou conflitos recorrentes com um morador que levava o cachorro para brincar nos jardins, espalhando sujeira e provocando danos ao paisagismo. Houve ainda dois episódios de mordida (em um funcionário e em uma moradora), apesar das notificações e multas que o proprietário vinha recebendo da administração. Às vésperas de o caso ser encaminhando para o Judiciário, com execução da dívida (porque o condômino deixou de pagar o boleto mensal contrariado com as sanções), este procurou a administração, quitou o passivo e acatou as normas. “Estávamos caminhando para uma ação de condômino antissocial”, observa o síndico. “Não adianta achar que pode fazer o que quer nas áreas comuns dos condomínios. Neste sentido, faz falta um espaço destinado exclusivamente aos animais”, arremata.

Outra preocupação do síndico é o tipo de cuidado dispensado ao animal dentro das unidades, pois situações de negligência geram transtornos aos vizinhos (barulho e mau cheiro) e sofrimento ao pet. Walter Silva tem observado o aumento da população de gatos nos condomínios, reflexo, segundo ele, da necessidade que os donos sentem de facilitar o seu próprio dia a dia e o convívio coletivo. Ele possui três gatos no apartamento onde mora. “É mais fácil de cuidar, não precisa descer para passear com o animal, basta ter uma área isolada dentro de casa, com caixinha de areia”, argumenta. A tendência foi confirmada em uma enquete realizada pela síndica e advogada Tanila Savoy no condomínio onde mora, o Ana Elisa, em Higienópolis, na área central de São Paulo. O edifício tem mais gatos que cães, ela própria
é dona de felinos. Gestora do prédio de 74 unidades desde o final de 2018, Tanila conseguiu resolver um problema crônico envolvendo animais no local, de um apartamento que abrigava 75 bichos (entre cães, gatos, coelho, aves e um jabuti), em condição de extrema insalubridade e maus-tratos (Leia mais em texto publicado pela síndica na versão online desta edição, no site www. direcionalcondominios.com.br).
“Em situações como essa, é fundamental a produção antecipada de provas. Para o mau-cheiro, por exemplo, buscamos um perito e, conforme fomos comprovando as irregularidades, os órgãos públicos passaram a acolher as nossas demandas para cessar de vez o problema.” Em síntese, a síndica obteve autorização judicial para que os agentes da Vigilância Sanitária e do Controle de Zoonoses pudessem entrar no imóvel, autuar os proprietários e acabar com o sofrimento dos animais e dos vizinhos. Tanila obteve ainda sentença favorável da Justiça que impede os réus de abrigarem mais de dez animais na unidade.
Esse é o ponto, segundo ela, para o qual os síndicos devem direcionar o foco, em defesa do sossego e da saúde de todos. Tanila Savoy destaca que a Convenção condominial pode restringir o número de animais por unidade. No Ana Elisa, o documento está sendo revisado e será levada uma proposta à assembleia geral para limitar em cinco o número de pets nas áreas privativas. “O apartamento tem pouco mais de 100 m2, colocar dez animais dentro deste espaço o torna insalubre para o próprio morador. E o animal pode se estressar, tanto que quando nos deparamos com
aquela unidade problemática, os bichos estavam muito debilitados”, pondera.
Uma lei paulistana (Lei 13.131/2001) determina o limite de dez cães ou gatos coabitando em um mesmo ambiente


com idades acima de 90 dias e estabelece condições para a sua condução nas áreas comuns. Já o Código Sanitário do município (Lei 13.725/2004) estabelece a obrigação de se garantir o bem-estar animal, o que inclui vacinação antirrábica e registro. E no Estado de São Paulo, o Decreto 48.533/2004 impõe regras para a condução segura de cães.
AÇÃO SOCIAL EM PROL DOS ANIMAIS – Condôminos e gestores têm se mobilizado para ampliar as ações em defesa dos animais de estimação, extrapolando o universo dos empreendimentos. Em um grande condomínio-clube localizado em Santo Amaro, zona Sul de São Paulo, o movimento Causa Pet busca doações de recursos financeiros, ração, roupas, remédios, tapete higiênico e demais equipamentos, que são destinados, por sua vez, a lares temporários que acolhem, cuidam e encaminham para adoção os animais abandonados na rua.
A Causa Pet foi lançada pela moradora e jornalista Silvia Prevideli, em março de 2018 (Na imagem abaixo à esq., Silvia está em um dos pontos de coleta do condomínio). A síndica profissional Nilvea Alcalai, também moradora, passou a dar apoio administrativo à ação assim que assumiu a gestão do residencial, em janeiro de 2019. O condomínio possui área quase equivalente à do Parque da Aclimação, com 920 unidades distribuídas em onze torres. Há inúmeros espaços para o passeio com os cães, como o Pet Park (na foto do alto, a síndica Nilvea Alcalai e o gerente do condomínio Miguel Vagner Araújo no local). Mas isso não evita problemas como sujeira não recolhida. “Quando inexiste bom senso, aplicamos o Regulamento Interno”, conclui a síndica. (Por R.F.)


Com animais legalizados junto ao Ibama, a bióloga Laís
Caccia apresenta a jiboia arco-íris do cerrado (Epicrates crassus). Na imagem ao lado, a coruja Suindara (Tyto furcata)
Atividades monitoradas com animais domésticos e silvestres foram promovidas em dois condomínios pelo síndico e educador físico Silvio Sipliano durante as últimas férias de julho. Laís Caccia, bióloga responsável pela experiência, destaca que o contato
da garotada com a diversidade de espécies, notadamente as silvestres, promove bem-estar físico e emocional.
“As crianças podem tocar os bichinhos. O objetivo do trabalho é proporcionar o contato com a natureza. Só de visualizar, já há um vínculo, porém, se a criança passar a mão, sentir a pena da coruja, o pelo do coelho, o impacto é nitidamente maior, pois o toque e o carinho liberam serotonina e dispara o neurotransmissor da alegria”, exemplifica. “Cada animal desperta uma sensação diferente, coruja, por exemplo, provoca encantamento, sabedoria e mistério. Além de auxiliar em terapias com crianças do espectro autista", acrescenta.
A jiboia, por sua vez, desperta, num primeiro momento, “receio e aflição, pois aprendemos a temer esse animal”. “Por isso ela nos ajuda trabalhar o preconceito, precisamos superá-lo para conseguirmos tocá-la. A jiboia não é venenosa, na natureza ela mata a presa por estrangulamento. Mas o nosso exemplar é pequeno, alimentado por ratos congelados, ou seja, ela está condicionada a ter contato com ser humano e não se sente ameaçada, portanto, não oferece perigo. Na experiência,
as pessoas acabam amando a cobra”, observa Laís.
E o que Laís recomenda aos condôminos que queiram abrigar esses animais? “Qualquer pessoa pode criar um, desde que adquira de um criatório autorizado e legalizado junto ao Ibama. No entanto, não recomendo a posse de animais silvestres porque eles demandam um manejo bem diferenciado, a coruja precisa de viveiro grande, lugar para voar, contato com o sol, a chuva e o vento, é carnívora, come ratos, precisaria ter ratos congelados em casa etc.”, enumera a bióloga.
Sua atividade é regulamentada junto ao Conselho Regional de Biologia, a origem dos animais é legalizada e a bióloga emite Anotação de Responsabilidade Técnica e Ambiental sobre as atividades educativas. A vivência é previamente organizada e exige um número delimitado de pessoas, para proteção dos próprios animais. (Por R.F.)

MORADORES RESGATAM, TRATAM E ENCAMINHAM GATOS PARA ADOÇÃO – A imagem ao lado traz o quarteto de mulheres do Condomínio Quatro Estações Alto da Lapa, na zona Oeste de São Paulo, que está na linha de frente de ampla mobilização local que ajudou a resgatar cerca de 30 gatos comunitários (sem donos). Eles ficavam abrigados principalmente junto às pilastras dos subsolos e o número aumentou durante a quarentena da Covid-19. Faltou na imagem a pioneira da iniciativa, a moradora Tereza Penha, recentemente falecida, vítima de câncer. À esq. da foto, a partir da ponta, as moradoras Ana Clara Cortez e Vivian Giusa Longo; à dir., a síndica Marília de Oliveira e a filha Ana Carolina Pugliesi Sanches. Ana Clara comprou uma gatoeira para ajudar o condomínio a capturar os animais que são, então, identificados, castrados, cuidados e destinados à adoção.
De acordo com a síndica, os gatos vieram do terreno vizinho, depois da desativação de uma cooperativa de reciclagem de lixo. Foi quando a moradora Tereza começou a alimentá-los, disponibilizando água e ração em alguns pontos das áreas comuns. Nem todos os condôminos gostaram da ideia, o conflito se instalou, um gato apareceu morto e Vivian resolveu se envolver com a história. Passou a ajudar Tereza e a trabalhar a ideia de capturá-los e tratá-los. No dia da visita da reportagem, havia apenas dois gatos comunitários, um deles já castrado (na castração, eles recebem uma marquinha na orelha). “A mobilização é coletiva, envolve moradores e funcionários, até obra paramos porque encontramos uma gata que havia dado cria e pedimos ao engenheiro responsável que nos ajudasse a resgatá-los antes de prosseguirem com os serviços”, descreve Marília. Segundo ela, quando ficam soltos, os gatos se tornam vulneráveis aos maus-tratos, daí toda a mobilização. (Por R.F.)

Síndicos precisam observar se a cobertura do seguro atende às demandas do condomínio.
Por Eduardo Silva
JÁ É SABIDO que dentre as inúmeras responsabilidades do síndico, fazer o seguro do condomínio é essencial e obrigatório, conforme estabelece o Art. 1.348 do Código Civil Brasileiro: “Compete ao Síndico: IX - realizar o seguro da edificação”.
Mas os síndicos devem prestar muita atenção é sobre a abrangência da cobertura desse seguro, de acordo com o histórico do condomínio, para não ser pego de surpresa em situações de necessidade. Em uma despesa emergencial, por exemplo, está prevista a utilização do item “Fundo de Reserva” previsto no caixa, observando-se o que estabelece a Convenção do Condomínio, mas não se pode esquecer que depois o gestor terá que prestar contas para os moradores na Assembleia Geral Ordinária, conforme também prevê o Inciso VIII, do mesmo Art. 1.348.
E é justamente no momento da emergência, quando ocorrem os imprevistos, que surgem muitas dúvidas sobre a utilização do seguro e a extensão de sua cobertura. Muitas vezes, quando a seguradora é acionada para cobrir determinada emergência, descobre-se que aquele sinistro não estava coberto. E agora?
Para evitar isso, na hora da cotação para a contratação do seguro ou a sua renovação, que é anual, é importante avaliar os fatores internos e externos do histórico de sinistralidade do condomínio, bem como as ocorrências adversas e eventuais que acontecem nas intermedia-
ções da sua localização. Por exemplo: Enchentes na região, queda de árvores e postes de energia na calçada, pane elétrica, raios, obras nos vizinhos que podem ocasionar acidentes (desmoronamento), colisões nos portões e perímetros do prédio, ruptura de tubulação, entupimento da prumada hidráulica do prédio, alagamento nos apartamentos, entre outros fatores que deverão ser considerados. Síndica profissional há seis anos, Adriana Rocha administra hoje três condomínios-clube na região do Grande ABC, na Região Metropolitana de São Paulo, totalizando mais de duas mil unidades. Paralelamente, ela é corretora de seguros há 20 anos e conta como a sua experiência profissional na área a ajudou na hora de um sinistro grave: “Tive um sinistro em um condomínio, devido a um raio que caiu nas redondezas e danificou a rede elétrica do prédio. Neste dia, toda minha portaria ficou inoperante, o sistema de câmeras, elevadores, sistema de acesso de pedestres e de veículos, tudo foi prejudicado, um verdadeiro caos”, relata. O mercado oferece duas possibilidades de cobertura de seguro para condomínios, sendo cobertura simples ou ampla. O síndico precisa tomar a decisão não somente com base em valores, mas, também, no tempo de vida do condomínio, no estado da manutenção, lembrando que para os danos provocados por descuido, a seguradora poderá recusar a indenização.

Por isso é muito importante avaliar propostas adequadas às necessidades do condomínio, não excluindo o histórico da sinistralidade e ocorrências comuns da região, e que podem interferir na rotina predial. Neste sentido, a síndica Adriana teve êxito na hora do acionamento do seguro: “O que me confortou foi saber que todo o prejuízo que o prédio teve estava amparado pela apólice de seguro completa que contratei e cobriu, neste caso, R$ 80 mil em danos, então eu prefiro trabalhar sempre com uma apólice que me ampare em qualquer situação”, acrescenta Adriana.
E agora, sabendo das situações adversas, pense bem na hora de cotar a renovação do novo seguro e evite surpresas ao caixa do condomínio.
EM ARTIGO publicado no site da Direcional Condomínios, o advogado Diego Victor Cardoso Teixeira dos Reis analisa as medidas possíveis diante de práticas caracterizadas como de prostituição dentro de uma unidade residencial. Confira abaixo.
Essa atividade se caracteriza pela troca de favores sexuais por dinheiro, independente do gênero. Considerada uma das “profissões” mais antigas do mundo, ela não possui regulamentação no Brasil. Também não é considerada crime, porém, existem outras situações tipificadas como crimes que possuem correlação direta com a prostituição. Segundo o Código Penal (Artigos 227 a 229), destacam-se, entre esses crimes, a mediação, favorecimento ou indução à prostituição ou outra forma de exploração sexual, incluindo a manutenção de estabelecimento voltado a isso.

Apesar de não ser considerada crime, a prática voluntária da prostituição dentro dos condomínios residenciais afeta diretamente a sua destinação. Em princípio, o fato de o morador/moradora receber “clientes” em seu apartamento, mesmo que em excesso, não pode ser proibido pelo síndico. Este deve, no entanto, vetar o exercício da atividade comercial, que configura ato infracional. O síndico deve ainda prezar pela saúde, o sossego e a segurança dos demais moradores (conforme o Inciso IV do Art. 1.336, do Código Civil), pois o elevado entra e sai de visitantes no condomínio gera transtornos. O fato deverá ser tratado inicialmente por uma conversa do síndico com o infrator, pedindo que cesse a atividade. Caso não tenha sucesso, o gestor deve acionar o departamento jurídico com urgência, para que avalie a possibilidade de ingresso de ação judicial pedindo a caracterização de condômino antissocial. (Edição R. F.)
DIEGO VICTOR CARDOSO TEIXEIRA DOS REIS
Advogado atuante nas áreas de Direito Condominial, Imobiliário e Recuperação de Crédito, sócio fundador do escritório Teixeira e Reis Advogados Associados. Pós-graduando em Direito Processual Civil pelo Mackenzie e Pós-graduado em Direito Imobiliário, Notarial e Registral pelo Legale. Vice-presidente da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da 56ª Subseção da OAB Osasco.
Mais informações: diego@teixeiraereis.com.br.

Moradores se mobilizam para assistir pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Por Eduardo Silva
A PANDEMIA global do novo Coronavírus (Covid-19), chegada no Brasil no final de março de 2020, modificou o modo de convivência da população com a imposição dos protocolos básicos de sobrevivência, conforme orientações dos órgãos de saúde. E nos condomínios os desafios dos síndicos foram ainda maiores, pois além de aplicarem os protocolos dos órgãos de saúde, tiveram que monitorar as regras de convivência, além de atenderem às novas necessidades dos moradores que foram surgindo, para evitar uma contaminação generalizada do vírus. Qual assistência foi oferecida aos “grupos de risco” e aqueles em isolamento domiciliar, com o diagnóstico positivo de Covid-19?
Na prática em geral, os condomínios seguiram os protocolos orientados pela Vigilância Sanitária como o uso obrigatório de máscara, o distanciamento social, a disponibilização do álcool em gel, a constante higienização dos pontos de contato nas áreas comuns. Mas muitas outras situações surgiram, como o atendimento às unidades em quarentena ou isolamento obrigatório, tendo que adotar medidas paliativas necessárias como coletar o lixo na porta do apartamento, levar as compras básicas de supermercado,
as cartas e encomendas recebidas, os serviços de delivery, quebrando as normas previstas dos regimentos dos condomínios.

Mas houve também condomínios que foram além e organizaram ações solidárias para atender ao público externo. Os moradores se organizaram na arrecadação de alimentos não perecíveis, agasalhos, cobertores, dentre outros, para assistirem pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Jardel Bento, 36, gerente de estacionamento de um prédio comercial e subsíndico do condomínio onde mora, apresentou aos vizinhos a ONG onde é voluntário há quatro anos. A entidade assiste jovens e crianças em situação de vulnerabilidade social e a ideia foi muito bem aceita no condomínio residencial. Logo Jardel organizou a campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis e do agasalho, que teve uma adesão expressiva, proporcionando a montagem de cestas básicas e a arrecadação de um volume considerável de roupas, calçados, agasalhos e cobertores, que foram destinados para atender a dezenas de famílias carentes.
“Nas minhas horas vagas eu e a minha esposa já costumávamos ajudar em projetos voluntários, agora no momento crítico da pandemia, onde muitas famílias de trabalhadores informais perderam a renda, além daqueles que já necessitavam de auxílio, aumentando assim consideravelmente a demanda, nosso trabalho ganhou ainda mais importância na vida dessas pessoas, e o suporte dos moradores do condomínio sem dúvida fez grande diferença”, comenta Jardel.
Já no condomínio da síndica moradora Adriana dos Anjos, 50, contadora, os moradores também organizaram uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis, devido ao baixo estoque e perda de apoio de uma instituição durante o auge da pandemia, dado o confinamento das pessoas, e, neste ínterim, a ação solidária no prédio foi mais forte.
“A instituição entrou em contato com o condomínio pedindo apoio, e não medimos esforços, disponibilizamos caixas nos halls para os moradores depositarem as suas doações de alimentos não perecíveis, que eram recolhidas semanalmente. Deu tanto certo de que adotamos a campanha de forma fixa. Há um box permanente no condomínio para os moradores depositarem suas doações de roupas e calçados constantemente”, finaliza Adriana.
Sabia que o seu condomínio pode fazer uma ação solidária ainda neste ano para mudar a vida de milhares de pessoas necessitadas? Organize a Campanha de Doação de Sangue no seu Condomínio. Dados divulgados pela instituição Banco de Sangue de São Paulo revelam que o estoque até o fechamento desta edição estava pela metade. Os tipos sanguíneos O+, A- e O- estão nos níveis mais críticos em estoque, quase acabando. Contribua, faça contato com a instituição para orientar os seus condôminos.
Serviço: Banco de Sangue de São Paulo
Endereço: Rua Tomás Carvalhal, 711 – Paraíso - São Paulo - SP
Contatos: (11) 3373-2050 e (11) 97117-3886, atendimento diariamente das 7h às 18h.
Por Rosali Figueiredo


Na foto à esq., a síndica Lurdes Affonso; à dir., Maria Lúcia de Carvalho Marques. As gestoras mantêm contratos preventivos contra entupimentos e extensivos às unidades
AS TEMPERATURAS elevadas desta época do ano favorecem o surgimento de revoadas de insetos que trazem problemas às instalações dos prédios (caso de siriris ou aleluias, reprodutores dos cupins de solo e de madeira) e à saúde (como o Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre amarela, zica e chikungunya). Também os mosquitos Culex, que se proliferam com a água suja (ao contrário do Aedes), causam transtornos aos moradores. Portanto, além do programa anual de manejo de pragas, uma atenção especial deve ser dada à profilaxia do condomínio neste período, alertam os especialistas.
A síndica Lurdes de Fátima Affonso Antonio, que em maio passado completou 31 anos de gestão em seu condomínio, o Vila de Vitória, localizado na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, afirma que o contrato de controle de pragas do prédio prevê serviços mensais de nebulização para combater, entre outros, o mosquito da dengue. Na verdade, todo o manejo - envolvendo pragas (insetos voadores e rasteiros), prevenção a entupimentos e limpeza bianual das caixas d’água, com análise de potabilidade -, resulta de um combo de três contratos anuais. Estão inclusos ainda serviços de desratização e limpeza anual do poço de captação de gordura. Já a descupinização é acertada à parte, “conforme o zelador identifica problemas ou acaba a vida útil do tratamento anterior” (controle esse que é feito pelo próprio prestador de serviços).
Os contratos são extensivos às 52 unidades do prédio para o manejo integrado das pragas (exceto descupinização) e a prevenção aos entupimentos. Um dos principais benefícios deste perfil de contrato está na limpeza preventiva das tubulações, que ocorre duas vezes ao ano. “Eles limpam tudo a partir da cobertura do prédio. Limpam os canos de água servida e esgoto, incluindo as caixas de passagem e os ramais que passam pelas unidades”, explica Lurdes.
O contrato prevê o atendimento imediato sem custos extras às situações emer-


genciais de entupimento, tanto nas áreas comuns quanto privativas. “Recomendo esse tipo de contrato, porque dá uma tranquilidade maior para o síndico e o morador. Já tivemos problemas de entupimentos em unidades vazias, os proprietários estavam viajando, se não houvesse o contrato estendido, quanto ficaria reparar cada situação dessa?”, questiona a síndica. Os serviços internos são agendados diretamente entre os moradores e o prestador de serviços.
A síndica Maria Lúcia de Carvalho Marques, do Edifício Hortênsia, também na Vila Mariana, promove ações preventivas de desentupimento a cada seis meses. As colunas de descarte da água do tanque e das máquinas de lavar roupa representam um dos principais trechos a serem trabalhados, diz. “Com o excesso de sabão e amaciante, a tubulação vai fechando”, completa. Para realizar a limpeza da tubulação, os funcionários da empresa terceirizada entram nas unidades a cada três pavimentos, trabalham os canos da garagem e caixas de inspeção, descreve. Também neste condomínio o contrato é extensivo aos apartamentos.
Em artigo publicado no site da Direcional Condomínios, o síndico profissional Cristovão Luís Lopes destaca a necessidade de os gestores ficarem atentos à correta limpeza dos reservatórios d’água nas edificações. Muitos dos contratos de controle de pragas e desentupimento preveem esse serviço. No Estado de São Paulo, ele é obrigatório a cada seis meses, visando a garantir índices de potabilidade indicados para o consumo humano.
Luís Lopes observa que alguns condomínios realizam a limpeza mobilizando os próprios funcionários, ato que ele reprova. “A higienização e desinfecção devem ser realizadas por empresa especializada, que utilize equipamentos e vestuário adequados para esse fim, assim, o condomínio terá emitido um certificado, acompanhado do laudo analítico da água”, observa.
O gestor deixa outras dicas:
- Ao eleger a empresa que irá fazer a limpeza e higienização das caixas d´água, o síndico precisa conferir se a equipe do prestador contratado está treinada e cumpre com normas como a NR 33 (Norma Regulamentadora para trabalhos em espaço confinado) e NR 35 (relativa ao trabalho em altura acima de 2 metros a partir do pé do colaborador);
- Ao executar o serviço, é imprescindível que o colaborador esteja com todos os EPI (Equipamentos de Proteção Individual) obrigatórios, como o cinto de segurança em Y, tripé de resgate, talabarte e trava-quedas;
- Na atividade propriamente dita, ele deve utilizar acessórios apropriados, como lavadora, escovas e escadas;
- Por fim, os produtos usados na limpeza devem ser atóxicos. Ao final dos trabalhos, deverá ser aplicado hipoclorito de sódio.
Em tempos de estiagem, Luís Lopes ressalta a necessidade de evitar o desperdício de água durante o processo. “Ao ser agendado o serviço, o zelador ou manutencista do condomínio deve se programar para transferir o volume d’água de uma caixa para outra.” Segundo Luís Lopes, a equipe de manutenção do condomínio deve avaliar a condição de limpeza dos reservatórios a cada 15 dias, pelo menos. (Edição R.F.)
UNIDADES PRECISAM COLABORAR PARA EVITAR ENTUPIMENTOS

Imagem de uma das cinco caixas de passagem do esgoto recuperadas e reformadas pelo síndico José Luiz Rinco
Com o aumento da população de gatos nos apartamentos, os síndicos têm registrado entupimentos causados pelo descarte inadequado do granulado de areia da caixinha do pet na tubulação de esgoto. No começo deste ano, a Direcional Condomínios relatou que o síndico profissional Carlos Azevedo Fernandes teve problemas em dois prédios, em um deles com prejuízo acima de R$ 100 mil. Outros relatos parecidos chegaram posteriormente à revista. “O granulado, em geral à base de MDF, estufa em contato com a umidade e bloqueia a passagem dos fluidos na tubulação”, explicou na época o gestor Carlos Fernandes. Essa água suja retorna, em geral, para o interior das unidades e os danos têm que ser rateados por todos os condôminos.
Também neste ano, o IBAPE-SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo) divulgou um alerta sobre como os condomínios podem evitar entupimentos nos tubos e conexões das redes de esgoto, a partir de cuidados nos descartes das pias de cozinha, bacias sanitárias e máquinas de lavar roupa. Segundo o engenheiro civil Sérgio Gniper, instrutor de cursos da entidade, é importante que os síndicos orientem os moradores a:
- Evitarem jogar papel higiênico nas bacias;
- Não despejarem óleo de cozinha no ralo da pia, tampouco restos de alimentos cozidos, cascas de frutas e legumes, mesmo com trituradores; e,
- Ficarem atentos aos fiapos soltos junto com a água da máquina de lavar.
O instrutor do IBAPE-SP lembra que produtos nacionais, como o papel higiênico, não são fabricados para desagregarem rapidamente no contato com a água. De outro modo, as instalações prediais podem trazer erros de concepção do projeto do sistema e/ou do dimensionamento das tubulações, ou, ainda, sua má execução, potencializando os riscos de entupimento. Outro problema está na “ausência de caixas retentoras de gordura a montante de tubulações”.
E, mesmo que existam, muitas delas se encontram em estado precário de manutenção. Neste ano, por exemplo, o síndico orgânico José Luiz Rinco, gestor do Condomínio Marquês de Olinda, na Vila Clementino, zona Sul de São Paulo, promoveu a retirada de entulhos e a reconstrução de cinco caixas de passagem de esgoto. Elas estavam bastante obstruídas. (Por R.F.)
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AS IMAGENS que abrem esta reportagem mostram a área de playground do Condomínio Ana Elisa, em Higienópolis, região central de São Paulo, além de um espaço contíguo, sombreado, com lousa e piso emborrachado, voltado para a livre expressão da garotada. Esse é um dos exemplos da tendência que a reportagem da Direcional Condomínios vem observando no sentido de se integrar ambientes de playground e brinquedoteca a outras áreas dos prédios.
O playground do Ana Elisa foi modernizado há cerca de cinco anos, em uma gestão anterior à da síndica e moradora Tanila Savoy, que assumiu o cargo no final de 2018 e foi reeleita em agosto passado. “O play antes era antiquado e com poucos recursos, depois foi modernizado dentro das normas de segurança. Desde então promovo a manutenção e revitalização periódicas, como a troca das redes do pula-pula, que fizemos recentemente”, afirma. No caso da lousa, a gestora observa que a possibilidade de as crianças se manifestarem livremente ajuda a acalmá-las e as remete ao aprendizado. Mas, além da lousa, Tanila revitalizou o jardim com mudas frutíferas (laranja, pitanga, limão e mexerica) para que a garotada possa colher e comer, “isso acalma também”. Para a arquiteta Laura Alouche, que desenvolve, entre outros, projetos de playground e demais espaços integrados para crianças e adolescentes, o ideal é que haja um suporte de monitores a ser oferecido pelos condomínios. “O que tenho visto são crianças solitárias em playgrounds e brinquedotecas de condomínio, com o espaço e equipamentos subutilizados. Brincar sozinho é complicado, por que não oferecer uma horta ao lado de um playground, para as crianças plantarem e verem o feijão crescer, por exemplo? Mas é preciso sempre haver um responsável dirigindo a atividade”, diz. Laura Alouche atuou como voluntária na revitalização da Praça Ayrton Senna, na região do Morumbi, zona Sul de São Paulo, trabalho coordenado pela Associação Amigos do Panamby. (Por Rosali Figueiredo)
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Por Rosali Figueiredo

Síndico Rubino Muszkat: Reconhecimento facial instalado nos dois portões da eclusa de pedestres
DEPOIS QUE modernizou toda a frente do prédio, com a construção de guarita blindada, implantação de nova eclusa de pedestres e troca dos gradis de ferro por muro de vidro, o Condomínio Dr. Rubens V. Brito e D. Elza S. Brito resolveu aprimorar a tecnologia de controle de acesso. Instalou displays de reconhecimento facial na entrada de moradores, visitantes e prestadores de serviços, com um equipamento em cada portão, os quais possibilitam a redundância da checagem para o acesso à área interna e o registro da saída para a rua. Na garagem, trocou os dois portões e respectivos motores, instalou tag com sensor automático para liberação do basculante externo, além de câmeras junto a cada portão, na altura das placas dos veículos, possibilitando compará-las com os dados cadastrados no software da portaria.
De acordo com o síndico Rubino Muszkat, os novos sistemas melhoraram a segurança do condomínio e facilitaram a vida dos porteiros, pois “cresceu muito” a sua carga de serviços com o atendimento às encomendas e deliveries que chegam ao prédio. Também trouxeram economia para os condôminos, estimada em R$ 30 mil mensais, já que possibilitaram desativar a portaria presencial que existia na garagem. Localizado em uma via de alto fluxo em Perdizes, na zona Oeste de São Paulo, o residencial possui 128 unidades. “Segurança 100% não existe, mas o reconhecimento facial é necessário e traz um importante reforço”, destaca Rubino Muszkat, antigo morador do prédio, hoje em sua oitava gestão como síndico.
Ele ressalta que é fundamental ainda dar atenção aos acessos à garagem, por isso realizou os investimentos, no meio deste ano, na troca dos portões e motores e na instalação da tag e câmeras. Todo o novo sistema foi implantado através do comodato dos equipamentos, que representa um custo mensal de R$ 1.800,00, incluindo manutenção. Rubino Muszkat justifica esse modelo de contrato argumentando que o avanço tecnológico dos dispositivos os torna rapidamente defasados e obriga à sua substituição a cada dois anos, em média.



Condomínio Dr. Rubens
Brito e D. Elza Brito também instalou sistema de tag com sensor automático para a abertura dos portões da garagem
O síndico profissional Paulo Henrique de Moraes foi um dos pioneiros na implantação do reconhecimento facial na entrada de pedestres de condomínio, em 2018. Segundo ele, a tecnologia tem sido aprimorada, está mais confiável e eficiente e, de outro lado, com um custo pelo menos cinco vezes menor quando comparado aos valores de três anos atrás. Ele afirma que o sistema está presente em 30% dos condomínios de sua carteira e deve chegar a 100% em dois anos. “O reconhecimento facial acaba com a história do morador que a sua biometria não funciona e desafoga enormemente a portaria. Ou seja, traz rapidez na identificação das pessoas e não tem problemas na leitura.”
Uma das implantações mais recentes ocorreu em um condomínio de 380 unidades, de elevado fluxo de pedestres, localizado em um bairro próximo ao centro de São Paulo. Neste caso, ele optou por colocar somente um display de reconhecimento facial, junto ao portão externo, onde desativou a biometria digital. De qualquer maneira, para superar a barreira do último acesso ao interior do condomínio, é realizada uma checagem final com o porteiro (via interfone). Paulo Henrique instalou também um interfone externo, junto à calçada da rua, para que os entregadores de serviços delivery falem diretamente com a unidade que fez o pedido. Já as encomendas permaneceram sob responsabilidade da portaria, que possui um controlador externo.
Outra síndica profissional que está implantando o reconhecimento facial é Nilvea Alcalai, moradora e gestora em um amplo condomínio-clube da zona Sul de São Paulo, com 920 unidades. Mas ela começou pelas entradas de veículos do empreendimento e pretende instalar também nas saídas, de maneira a obter o registro completo do movimento.
Para viabilizar o novo sistema de controle de acesso, Nilvea Alcalai está promovendo o recadastramento de todos os moradores (cerca de 4 mil), com atualização das imagens; seguido pelo dos prestadores de serviços fixos do condomínio, funcionários das unidades etc., já dentro dos parâmetros da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). “Devemos estar com todo o novo sistema em operação no final de outubro”, estima. Mas enquanto todos os moradores não estiverem recadastrados, a biometria digital do acesso de veículos será mantida. A reportagem da Direcional Condomínios pôde observar a velocidade na liberação do acesso feita tanto sob a biometria digital quanto o reconhecimento facial. Este foi bem mais célere.
Displays de biometria digital (à esq. da imagem) e de reconhecimento facial. A primeira está sendo substituída pela segunda em um grande condomínioclube da zona Sul de São Paulo, com liberação mais rápida e leitura mais eficiente


Síndica Débora Ravani: Novas tecnologias respondem aos golpes que surgem diariamente e desafiam a segurança do controle de acesso
Os grupos de trocas mensagens dos celulares dos síndicos foram tomados recentemente por vídeos captados pelas câmeras de segurança dos prédios em que adolescentes e até crianças tentam arrombar os portões das garagens, para invadir o espaço e roubar bicicletas. Os portões de correr são os mais vulneráveis, observa a síndica profissional Débora Ravani, que se define como uma gestora “apaixonada” pelo segmento da segurança patrimonial e procura acompanhar as soluções geradas pelo avanço tecnológico. No caso dos portões, Débora encontrou uma solução: “Como eles forçam a estrutura, a ponto de destravar o motor e levantar o portão basculante, providenciei a instalação de travas eletromagnéticas na sua barra. Elas possuem a mesma tecnologia da fechadura com eletroímã. Portanto, se tentarem forçar agora, vão ter que lutar para levantar um peso equivalente a 300 kg, em função da quantidade de energia presente nas travas. O ideal é instalar duas travas por portão, uma em cada extremidade, mas, se isso não for possível, na lateral e no centro”, observa. Além disso, a síndica profissional, que atua em sete condomínios, observa que o reconhecimento facial é a tecnologia do momento, em função da relação custo e benefício que apresenta no controle de acesso de pedestres e veículos. “Mesmo nos prédios que têm biometria digital em bom funcionamento, estamos convencendo os moradores a trocarem de sistema pela celeridade do reconhecimento facial. A biometria possui um tempo maior de leitura em relação ao reconhecimento. Além disso, o reconhecimento facial é de longo alcance. Por exemplo, quando um morador desembarca de um veículo em frente à portaria, rente à calçada, o display do reconhecimento já é capaz de identificá-lo. E dificilmente ocorre erro na leitura da imagem, o sistema possui alta confiabilidade. É uma realidade que veio para ficar, a pandemia antecipou esta tendência por eliminar a necessidade de se tocar no display da biometria digital e encontrou no mercado equipamentos com alta precisão, bem mais desenvolvidos e baratos que os primeiros modelos”, encerra. (Por R.F.)
PRÓXIMA EDIÇÃO: SEGURANÇA – PORTARIA VIRTUAL/AUTOMATIZADA, CONTROLE DE ACESSO, CFTV, INTERFONE, PORTÕES


























































































































































