Enfoque Pastoral “Igreja missionária, testemunha de misericórdia”
Editorial O
Cuidar da Casa Comum é a nossa Missão
utubro é o mês das Missões,um período de intensificação das iniciativas de animação e cooperação missionária em todo o mundo. O objetivo é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a coleta no Dia Mundial das Missões, penúltimo domingo de outubro, conforme instituído pelo papa Pio XI em 1926. Cuidar da Casa Comum é nossa missão. Este é o tema escolhido para a Campanha Missionária em 2016. O lema é extraído do livro do Gênesis e revela a admiração do Criador pela criação. “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31). A temática retoma a Campanha da Frtarenidade Ecumênica deste ano e amplia nosso horizonte para a missão em todos os continentes. O Papa Francisco adverte que “a existência humana se baseia sobre três relações intimamente ligadas: as relações com Deus, com o próximo e com a terra” (LS66). Em nossa Casa Comum, tudo está interligado, unido por laços invisíveis, como uma única família universal. E nós recebemos de Deus a missão de cuidar dessas relações. Isso tem a ver com a missão da Igreja. Em sua Encíclica Laudato Si, sobre o cuidado da Casa Comum, o papa Francisco lança uma pergunta: “Que tipo de mundo queremos deixar a quem nos suceder, às crianças que estão crescendo?” (LS 160). Essa questão é fundamental e, segundo o papa, “não toca apenas o meio ambiente de maneira isolada, pois a questão não pode ser colocada de forma fragmentária”. A pergunta toca sobretudo o sentido da existência e seus valores: “Com que finalidade passamos por este mundo? Para que viemos a esta vida? Para que trabalhamos e lutamos? “Que necessidade tem de nós esta terra? É bom, para a humanidade e para o mundo que nós crentes conheçamos melhor os compromissos ecológicos que brotam das nossas convicções”(LS 64). A missão é de Des pela qual somos chamados a colaborar. Sabemos que em nossas Igrejas locais, para cumprir o mandato de Jesus, há apenas alguns missionários e missionárias que partem para a missão além-fronteiras. Porém, toda a comunidade tem o dever de participar ativamente.No cuidado da vida em todo o planeta a Igreja precisa da solidariedade de todos. Projetos e práticas missionárias em nossas comunidades devem levar em conta o cuidadoda Casa Comum. Fonte: Equipe das Pontícias Obras Missionárias no Brasil. FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS: Diretor Geral: Pe. Marcos V. Clementino - pascom@diocesedeguarulhos.org.br Jornalista Resp.: Diácono Rodrigo M. Lovatel - MTB. 46.412 - SP Secretária: Caetana Cecília Filha Orientação Pastoral: Pe. Otacílio F. Lacerda Editoração Eletrônica: Luiz Marcelo Gonçalves - 11 991346144 Impressão: Gráfica Marmar - Fone: 11 99961-4414 Cúria Diocesana - Av. Gilberto Dini, 519 - Bom Clima - Cep: 07122-210 Contato: 11 2408-0403 - Email: folhadiocesana@diocesedeguarulhos.org.br Tiragem: 30.000 exemplares - www.diocesedeguarulhos.org.br
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Folha Diocesana de Guarulhos | Outubro de 2016
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elebrando o Mês Missionário, acolhamos a mensagem do Papa Francisco para Dia Mundial das Missões, com o tema: “Igreja missionária, testemunha de misericórdia”. Ao longo da Mensagem, o Papa retoma alguns parágrafos da Bula “Misericordiae Vultus”, para que continuemos aprofundando o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Convida-nos a olhar a missão “ad gentes” como uma grande, imensa obra de misericórdia quer espiritual quer material, e para tanto precisamos “sair”, como discípulos missionários, colocando em comum talentos, criatividade, sabedoria e experiência para levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus à família humana inteira. A missão é a concretização do mandato do Evangelho – «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (Mt 28, 19-20). Esta nunca se dá por terminada, pois a Igreja vive em estado permanente de missão, e somos impelidos a ser presença nos mais diversos cenários, com seus inúmeros desafios, numa renovada “saída” missionária: “...sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (Exortação Apostólica Evangelii gaudium n. 20). É missão da Igreja anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, a todos e em todos os cantos da terra, pois esta gera íntima alegria no coração do Pai, sempre que encontra cada criatura humana, de modo especial os descartados, os oprimidos, pois Deus comove-se e estremece de compaixão (cf. Os 11, 8), e é misericordioso para com todos, Sua ternura estende-se sobre todas as criaturas (cf. Sl 144, 8-9). Citando o Papa São João Paulo II, exorta-nos a viver a misericórdia, que encontra a sua manifestação mais alta e perfeita no
Verbo encarnado, porque Jesus Cristo, com Sua Palavra e Vida, revela o rosto do Pai, rico em misericórdia. Para tanto o discípulo missionário tem que aceitar e seguir Jesus por meio do Evangelho e dos Sacramentos, com a ação do Espírito Santo, para que seja misericordioso como o Pai celestial, aprendendo a amar como Ele nos ama e fazendo da própria vida um dom gratuito, um sinal da Sua bondade. Ressalta o protagonismo feminino ao lado da presença masculina, no mundo missionário, no anúncio do Evangelho e no serviço sociocaritativo. Ser discípulo missionário é ser um vinhateiro misericordioso do Evangelho (cf. Lc 13, 7-9; Jo 15, 1), com paciência, dedicação e esforço, levar a Palavra de Deus aos lugares mais desafiadores, pois cada povo e cultura têm direito de receber a mensagem de salvação, que é dom de Deus para todos, sobretudo se considerarmos as injustiças, guerras, crises humanitárias que aguardam por uma solução, acentua o Papa. Para que tenhamos uma “Igreja missionária, testemunha de misericórdia”, nossa Diocese (paróquias, comunidades religiosas, associações e movimentos) precisa estar devidamente motivada e conscientizada da Coleta Missionária, a ser realizada no penúltimo domingo do mês de outubro, quando celebraremos o nonagésimo aniversário do Dia Mundial das Missões. Este gesto expressa a comunhão eclesial missionária, uma Igreja que não se fecha em suas preocupações particulares, mas tem horizontes alargados. Finaliza a mensagem fazendo-nos voltar para Santa Maria, ícone sublime da humanidade redimida, modelo missionário para a Igreja, pedindo a ela que nos ensine a gerar e guardar a presença viva e misteriosa do Senhor Ressuscitado, que renova e enche de jubilosa misericórdia as relações entre as pessoas, as culturas e os povos. Pe. Otacilio F. Lacerda Coordenador Diocesano de Pastoral
Agenda do Bispo 02
18h – Dedicação do Altar capela NS Aparecida – Santo Alberto 03
20h – Missa paróquia Santa Mena
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14h30 – Atendimento cúria e 20h – Missa São Francisco – Gopoúva
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09h30 – CODIPA e 14h30 – Atendimento cúria 20h – Missa paróquia Santa Rita – Jd. Palmira
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09h30 – Conselho de Presbíteros 19h30 – Dedicação do altar da igreja NS do Rosário – Catedral
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Dia todo reunião na cúria de Santo Amaro
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09h – Iniciação cristã de adultos – paróquia São José 12h – Encontro da Pastoral Operária do SP @ em Mogi das Cruzes 17h – Crisma paróquia São José
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11h15 – Missa comunidade NS Aparecida – paróquia Santa Mena 19h – Missa paróquia São Geraldo
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07h – Missa e encontro Seminário Propedêutico 19h30 – Missa paróquia NS Aparecida – Bela Vista
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09h30 – Economato e 14h30 – Atendimento cúria 19h30 – Visita Pastoral – paróquia São Pedro
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09h30 – Missa paróquia NS Aparecida – Cocaia 18h – Missa NS Aparecida – Jd. Vila Galvão – 50 anos de paróquia
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09h30 – Missa Asilo São Vicente – Cumbica 14h30 – Atendimento Cúria e 20h – CFP Forania Imaculada
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Assembleia das Igrejas do Regional Sul 1 – Itaici
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14h30 – Atendimento Cúria e 20h – CFP Fátima – NS Fátima – Aracília
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09h30-16h – Reunião geral do clero – Lavras 20h – Missa comunidade São Judas – paróquia Santa Mena
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07h – Missa e reunião Seminário propedêutico 14h30 – Atendimento cúria 20h – CFP Forania Bonsucesso – Santa Cruz e NS Aparecida
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10h – Reunião Hospital Stella Maris e 15h – Seminário Lavras
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11h – Crisma Catedral e 14h – 30 anos da Pastoral da Criança – CDP 19h – Crisma paróquia São Geraldo
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Confraternização do clero
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09h30 – Conselho Deliberativo da Cáritas 12h – Missa na Catedral (Santo Antonio de Santana Galvão) 19h30 – Visita Pastoral - paróquia Santo Antonio – Vila Augusta
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14h30 – Atendimento cúria e 19h30 – Visita pastoral – NS do Rosário
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09h30 – CDAE e 14h30 – Reunião Formadores – Resid. episcopal 19h30 – Visita Pastoral – paróquia Santo Antonio – Parque
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10h – Missa Santuário São Judas 15h – Missa comunidade São Judas – NS Aparecida – Cocaia 19h30 – Missa Paróquia São Judas – Jardim Alice
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Diocese:
11h – Missa Catedral
19h – Crisma paróquia São Roque 20h – Pós Encontro da 2ª Etapa do ECC – CDP
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11h – Missa Catedral e 16h – Crisma paróquia São Vicente de Paulo
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19h – Título de cidadão guarulhense – Câmara Municipal
Nossa Igreja em movimento
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o momento em que escrevo ainda não aconteceram as eleições municipais, mas ao receberem este jornal, sim. Quero parabenizar os eleitos e dizer que a Igreja de Guarulhos quer continuar evangelizando e trabalhando por uma sociedade justa e fraterna. Aos irmãos e irmãs eleitores, como eu, acompanhemos os que elegemos como nossos representantes com as nossas orações, antes de tudo. Acompanhemos também o trabalho do legislativo e executivo da nossa cidade, não deixando de interpelar das mais variadas formas os eleitos. No último dia 17 de setembro tivemos a nossa Romaria diocesana a Aparecida. De lá trouxemos a imagem fac símile da Mãe Aparecida que já está peregrinando por nossa diocese. Desejo que o momento mariano, com a presença desta imagem em cada paróquia, seja missionário. Ela é a primeira missionária entre nós. Esta peregrinação da imagem marca uma nossa atividade do Ano Mariano na diocese, que se inicia no próximo dia 12 de outubro. Teremos outros momentos de evangelização neste Ano Mariano: Novena do Natal iluminada por Maria e Leitura Orante durante o ano com temática mariana. Em tempos de reflexão sobre a Exortação Apostólica pós sinodal Amoris Laetitia, do Papa Francisco, realizamos o I Congresso da Pastoral Familiar de nossa diocese, nos dias 24 e 25 de setembro. Não se pretendia mesmo tomar decisões, mas refletir. Temos que ter coragem de reestruturar a Pastoral Familiar, não somente em nossa diocese, mas em todo o mundo. Acolhida, misericórdia e renovação é o que buscamos. Não basta apenas constatar que a família cristã está sendo atacada ou está em crise. Precisamos de ações concretas na formação dos que se preparam para o matrimônio. Precisamos de um itinerário de formação e acompanhamento para os casais nos primeiros de tempos de vida em comum e também formação permanente para toda a família. Precisamos ter a coragem evangélica de acolher os casos especiais e anunciar em todas as situações o amor
misericordioso de Deus. O Sacramento do matrimônio, longe de ser algo ultrapassado, ganha força especial no chamado a vive-lo na fé. A mudança canônica para os processos de declaração de nulidade matrimonial introduzida pelo Papa Francisco, longe de ser “um divórcio católico” é afirmação da sacralidade e sacramentalidade do matrimônio, pois muitos entram no matrimônio sem as disposições necessárias para que o Sacramento aconteça. Sanar estas situações pode ser um meio de oportunizar famílias abençoadas com a graça sacramental. Ainda que não tenha sido possível a instalação da Câmara Eclesiástica na diocese para os casos de declaração de nulidade matrimonial, continuamos acolhendo e orientando as pessoas e, se for o caso, encaminhá-las para o Tribunal Eclesiástico. O mês de outubro nos faz ver chegar o final de mais um ano. É tempo de programação para 2017, mas não podemos programar sem antes avaliar. Os CPPs são convidados a avaliar os trabalhos realizados na aplicação das prioridades escolhidas na nossa Assembleia Diocesana de Pastoral, de novembro de 2015. Os Conselhos Forâneos de Pastoral que se realizarão em outubro avaliarão também esta caminhada. Seguramente não era de se esperar que realizássemos em um ano as prioridades escolhidas para cada urgência na evangelização, mas é preciso discernir se estamos dando passos acertados. A partir de janeiro de 2017 nossa diocese terá mais uma forania: Forania Rosário, desmembrada da atual Forania Aparecida. Compreenderá as seguintes paróquias: Nossa Senhora do Rosário, São José, Santa Rosa de Lima, Santa Mena e Santa Rita de Cássia (Jd. Palmira). Esperamos poder atender melhor as nossas comunidades desta forma, principalmente no que diz respeito à formação do laicato. Saudações fraternas a todos e bom trabalho. +Edmilson Amador Caetano, O.Cist. Bispo diocesano
Folha Diocesana de Guarulhos | Outubro de 2016
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Vocação Animação Vocacional
Vida Presbiteral 30 anos
de Sacerdócio
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“ ncorporando os seres humanos ao povo de Deus pelo batismo, perdoando os pecados em nome de Jesus Cristo e da Igreja pelo sacramento da penitência, confortando os doentes com a sagrada unção, celebrando os ritos sagrados, oferecendo nas diversas horas do dia louvores, súplicas e ação de graças, não só pelo povo de Deus como por todo o mundo, lembrai-vos de que fostes escolhidos dentre os seres humanos e colocados a serviço deles nas coisas de Deus” (Homila - Rito de ordenação sacerdotal).
Padre Valdocir Aparecido Raphael
Foi ordenado pela imposição das mãos de Dom João Bergese em 1986 como diácono no dia 26 de maio na Paróquia Santo Antônio – Pimentas e como sacerdote no dia 19 de outubro no colégio Virgo Potens. Exerceu o ministério sacerdotal como vigário nas paróquias: Nossa Senhora do Bonsucesso, Santo Alberto Magno, depois foi nomeado pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima – Aracília, capelão no Hospital Stella Maris e atualmente é vigário paroquial na Paróquia Nossa Sennhora Aparecida – Cocaia.
Padre Aparecido Gonçalves
Foi ordenado pela imposição das mãos de Dom João Bergese em 1986 como diácono no dia 22 de junho de 1986 na Paróquia Santa Terezinha – Cumbica e sacerdote no dia 19 de outubro no colégio Virgo Potens. Exerceu o ministério sacerdotal como vigário nas paróquias: Santo Alberto Magno, Nossa Senhora Aparecida – Cocaia, depois foi nomeado pároco da Paróquia São João Batista – Jd Adriana e atualmente é pároco na paróquia São Vicente de Paulo.
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Folha Diocesana de Guarulhos | Outubro de 2016
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para Leigos
questão vocacional não é uma preocupação da Igreja apenas em relação as vocações sacerdotais e religiosas. De fato, a Igreja carece urgentemente de mais sacerdotes para que possa servir melhor ao rebanho. Por mais que as coisas estejam caminhando, é preciso pensar no futuro e na continuação da ação evangelizadora. Os padres de hoje não vão durar pra sempre e é preciso pensar no futuro e na expansão do anúncio do Evangelho. A falta de padres hoje é um problema crônico da Igreja, mais acentuadas em algumas regiões que outras. Na mesma realidade encontra-se a vida religiosa. Nossos conventos, femininos e masculinos, possuem poucos ingressos em seus escalões. Quando analisamos a realidade eclesial mais de perto, nota-se que a “questão vocacional” atinge também o laicato. Hoje, nossas comunidades penam para conseguir pessoas que sejam capazes de servir e assumir a sua missão dentro da Igreja. Cada vez mais é difícil para as comunidades “arrumar” pessoas para assumirem funções dentro da Igreja. Façamos uma pesquisa rápida em nossas capelas e veremos a dificuldade para conseguir gente para ser catequista, trabalhar no ECC, assumir o compromisso de uma equipe de música, participar de um equipe de liturgia , coordenar um grupo de crisma e jovens e até mesmo novos membros para o apostolado da oração. Toda esta conjuntura é consequência de vários fatores externos e internos da Igreja. Nossa cultura pós-moderna é marcadamente sem tempo, egocêntrica e individualista, desvinculada de qualquer compromisso com o coletivo e instituições. Mas internamente, encontramos dificuldades em relação a nossa mentalidade e a falta de uma chamada “cultura vocacional”. A mentalidade desafiadora é a da Pastoral da Conservação, apontada em Aparecida, como aquele que apenas mantem as coisas, sem o
novo e perspectiva missionária. Neste jeito de pastoral de ser, no campo vocacional, a preocupação vocacional não existe e se vive eternamente com as pessoas que já estão envolvidas. Não há uma passagem, acolhida ou preparação de novas pessoas ou aquilo que as pessoas costumam dizer “sempre os mesmos”. Nela a cultura vocacional acontece de maneira fragmentada e isolada e, muitas vezes de maneira informal. Há também a resistência das pessoas em assumir compromissos pastorais por vários fatores pessoais e comunitários. O problema é complexo. Numa ótica vocacional, a Igreja trabalha a temática vocacional e incentiva as pessoas a assumirem o seu papel pastoral dentro da Igreja. Os leigos são chamados a assumirem suas vocações dentro da Igreja, em suas comunidades paroquiais. Para que esta mudança ocorra na Igreja é preciso que aconteça uma mudança de mentalidade e maneira de trabalhar. Não existe fórmula mágica e cada realidade é especifica, porém podemos afirmar, pela experiência vivida, que é preciso mais do que nunca, por mais que seja difícil, CHAMAR AS PESSOAS, como Cristo Jesus fez. Deixo aqui alguns questionamentos práticos que podem ser aprofundados num segundo momento: As pastorais costumam chamar novas pessoas parar entrar no grupo? As pessoas antigas acolhem bem as pessoas que se apresentam pra servir? Existe convite público à comunidade? Os leigos estão motivando os leigos? Existe valorização das pessoas que entregam suas vidas ao trabalho pastoral? Será que a Igreja conhece seus trabalhos, grupos e movimentos existentes? Reflitamos um pouco e não deixemos de rezar, pois a messe é grande e pouco os operários (Mt 9,37). Continuaremos a reflexão nos próximos artigos. Pe. Edson R. dos Santos Reitor do Seminário Propedêutico
Falando da Vida Criança Feliz, Adulto Saudável A importante missão dos pais no papel de educadores
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este mês de outubro dedicado às missões, gostaria de iniciar esse artigo com uma pergunta: Qual o melhor presente que podemos dar a uma criança? A resposta é simples: dar a ela o direito de ser criança deixando-a viver a fantasia, pois esta faz parte da estruturação da sua personalidade. Criança que não teve o direito de ser criança será um adulto problemático. A criança não é um pequeno adulto como muitos a veem. Ela tem uma capacidade de responsabilidade limitada e, portanto não pode carregar preocupações ou estímulos que seriam de um adulto. Infelizmente é isso que ocorre em diversas situações que não percebemos. Muitas crianças já nasceram com a missão de segurar um casamento fracassado e sentem esse peso quando presenciam brigas constantes entre os pais. Há famílias com dificuldades financeiras que não filtram os problemas antes de passa-los às crianças. Há ainda aquelas que têm a responsabilidade precoce de cuidar dos irmãos mais novos e outras que têm que se preocupar com a própria segurança, pois vivem em situações de violência doméstica e abuso sexual. Na outra ponta do problema estão as crianças que recebem prazer além do que podem processar. Têm excesso de prazer representado por brinquedos eletrônicos, tablets, iphones, etc. Algumas estão sendo induzidas precocemente a serem adultas usando roupas, perfumes, cosméticos e dançam funks com coreografias eróticas. Tudo isso com a conivência e o incentivo dos próprios pais. As escolas por sua vez, estão seguindo o conceito do quanto antes melhor e desde cedo estimulam as crianças no aprendizado de informática e línguas estrangeiras com a justificativa de que é importante prepara-las para o futuro profissional como se a infância fosse um mal a ser superado. Resumindo, a
criança com perfil de criança que brinca livremente e carrega somente preocupações adequadas à sua idade, está cada vez mais rara nos tempos atuais. O processo de adultização da infância rouba delas o que elas têm de melhor: a fantasia, a criatividade e a inocência. Precisamos saber que existe uma força atuante por trás disso tudo. É a força do mercado consumidor. Para esse mercado a criança é um grande potencial de negócios e o quanto antes começar a consumir, melhor será, pois isso significa mais vendas e consequentemente, mais lucros. Hoje quando tratamos adultos que buscam ajuda psicológica, vemos que por trás de suas queixas, existe sempre uma criança carente que ficou para trás, que não se divertiu o bastante e que viveu a infância como se fosse um adulto. A maioria dos problemas psicológicos está relacionada a processos não resolvidos na infância que são revividos na fase adulta como forma de compensação das perdas. A natureza é perfeita, mas é implacável. Deus perdoa sempre, o homem perdoa algumas vezes, mas a natureza não perdoa nunca. O que faltou na infância jamais poderá ser restituído na fase adulta, pois a tentativa acabará sempre num processo compulsivo. Nós, na missão de pais educadores temos um compromisso e o dever de formar jovens saudáveis para o futuro. Para isso, temos que dar à criança uma vida digna e saudável com o direito de brincar inocentemente e crescer em sabedoria e graça convivendo com outras crianças. Corrija sempre com amor e não tenha medo de dizer não. Eduque mais com exemplos concretos e menos com palavras pois os exemplos ficam e as palavras se perdem pelo ar. Romildo R.Almeida Psicólogo clínico
Formação Espiritualidade e Missão
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ste binômio tem sido o paradigma de discussão de muitos teólogos nos últimos tempos, buscando uma integração por parte de uns e uma opção de separação por parte de outros. Uns acreditam que é melhor optar por uma espiritualidade pretendendo esquecer a prática, outros acreditam ser mais relevante e eficaz comprometer-se com as práticas sem atender muito ao espiritual. Em ambos os casos, a espiritualidade e a missão se empobrecem ao escolher uma dimensão em detrimento de outra. Encontramos, pois, ainda nos dias atuais dificuldades teóricas e práticas para o caminho à uma vida cristã em sua totalidade. Justamente neste sentido a V Conferência de Aparecida quis assinalar o caminho de uma visão integradora colocando forte acento na espiritualidade. A preocupação pela união deste binômio terminou provocando um uso generalizado da expressão “discípulos missionários”. A vontade de integração que triunfou em Aparecida, aparece expressa ao longo de todo o documento, propondo uma espiritualidade que não se reduz aos espaços privados de oração, mas que se estenda a toda existência pessoal e comunitária. Neste caso, a perspectiva de integração ficou marcada pelo binômio espiritualidade e missão ou discipulado missionário. O magistério pontifício de Paulo VI, no capítulo final de Evangelii Nuntiandi, que exorta a evangelizar com o “espírito dos santos”, as propostas inspirado-
ras de João Paulo II em Novo Milenium Ineunte sobre uma “pastoral baixo o signo da santidade” e o convite de Bento XVI e de Francisco para transmitir a fé “de geração em geração” em Lumen Fidei, representam excelentes antecedentes para compreender o que quer dizer uma “evangelização com espírito”. A grande novidade está na insistência colocada em uma espiritualidade à serviço da evangelização, se trata de uma novidade relativa pois na V Conferência de Aparecida já se acentuava isso. Não é possível pois, dar testemunho de Jesus se não o temos visto e ouvido! (cf 1Jo 1,1); o anúncio do Evangelho nos pede e nos exige uma experiência com o Espírito Santo de modo que ele nos abra os olhos e os ouvidos. A partir desta experiência estaremos vivendo e promovendo uma integração entre o binômio espiritualidade e missão que se desdobrará em uma prática da obediência aos designíos de Deus em favor dos homens. Em suma, a evangelização a partir de dentro (interiori homini), nos situa no coração da Igreja que é as entranhas de Cristo e a presença vivificadora de seu Espírito (ruah) em nós. Se amamos o que anunciamos nossa missão tem alma, minha vida e minhas relações podem comunicar o amor. Um amor que irredutivelmente é amor a Deus e ao próximo em unidade. Pe. Carlos Vicente de Lima Psicopedagogo Clínico Reitor do Santuário N. Sra do Bonsucesso
Folha Diocesana de Guarulhos | Outubro de 2016
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Aconteceu II Caminhada Inter-religiosa pela Paz
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m projeto que nasceu da necessidade de um diálogo maior entre os líderes religiosos para dar uma resposta à sociedade que se pode deixar de lado os dogmas e se irmanar em um único objetivo, o objetivo que une todas as religiões independentemente de seu credo: a PAZ! Esse ano foi realizada a segunda edição dessa caminhada que se concentrou na 4ª Igreja
Presbiteriana no Jd. Maria Dirce onde o Pastor Fernando acolheu a todos com muita simpatia. Teve também a presença do bispo diocesano de Guarulhos Dom Edmilson que, em sua fala, parabenizou a todos os envolvidos e disse que é possível sim, unidos, cada um na sua fé, construir um mundo novo e restaurar a paz que foi roubada do nosso planeta e pediu que o nosso Deus, o Deus de todos nós, nos abençoe a todos para que possamos viver e testemunhar a paz. O povo, vestido de branco, desceu em caminhada até a Praça Orobó onde a Banda Soul da Paz já os estava aguardando para o show. Aconteceram as falas dos líderes religiosos e também a do prefeito Sebastião Almeida culminando com a assinatura do decreto municipal que institui o primeiro sábado de setembro como o dia municipal pela paz e também o hasteamento da bandeira do município pelos
20 anos de Instalação da Paróquia Santa Cruz e N. Sra. Aparecida
“Na Cruz redentora de Cristo, a misericórdia do Pai experimentamos.”
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oram nove dias de muita oração e preparação para, juntos, como família, celebrar a Exaltação da Santa Cruz. A Paróquia Santa Cruz se reuniu, nesta Quarta Feira, 14/09, em torno do altar do Senhor para celebrar o grande gesto de amor do Pai por seus filhos. A entrega de Jesus na cruz nos dá a certeza e a confiança da misericórdia e da bondade de Deus, nos reconciliando e nos trazendo a salvação. A Santa Missa foi presidida pelo bispo Dom Edmilson e concele-
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brada por vários padres e seminaristas de nossa diocese que colaboraram na acolhida, animação e na liturgia da noite. Em sua homilia, Dom Edmilson nos exortou à compreensão de que todo cristão tem a sua cruz que deve ser carregada com coragem sempre tendo como meta a vida eterna. Também nesta noite, o seminarista Fabio Lima recebeu o ministério de acólito que é uma etapa importante na vida dos futuros sacerdotes. Ao final Dom Edmilson foi presenteado pela presença constante em nossa paróquia. Fabio Lima também recebeu das mãos dos coordenadores das capelas lembranças em agradecimento ao belo trabalho desenvolvido.
Folha Diocesana de Guarulhos | Outubro de 2016
líderes religiosos, organizadores desse projeto. A sociedade foi convocada a participar deste evento, a deixar de lado o que se acredita ser uma diferença e vir abraçar um irmão que não conhece e viver em comunidade esse sentimento de paz. Vamos trazer a paz para o nosso bairro, nossa rua, nossa casa, enfim, vamos viver esse momento único que somente nós podemos proporcionar para a sociedade. Pascom Santa Cruz e Nossa Senhora Aparecida
Seminário de Comunicação
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om o tema: “Deus vive na cidade: A Igreja em saída para comunicá-lo”, o Seminário de Comunicação Social, promovido pela arquidiocese de São Sebastiãodo Rio de Janeiro, foi realizado de 13 a 16 de setembro no Centro de Estudos e Formação do Sumaré – RJ. Com uma abordagem objetiva e pontual, o encontro contou com a presença de mais de cem participantes de várias regiões do Brasil. Os temas foram apresentados por monselhor Dario Viganò, prefeito da Secretraria para a Comunicação da Santa Sé, que também
é diretor do Centro Televisivo do Vaticano(CTV); o professor de teologia da comunicação na Lateranense, o padre José Maria La Porte e Maylla Miranda, do grupo CBYK e Google Brasil. Foram dias de aprofundamentos, amizade e compromissos para melhor conduzir a Pastoral da Comunicação na Igreja do Brasil. Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro é o motivador deste seminário e como sempre acolheu a todos com alegria e carinho, marcas de seu ministério de pastor e um apaixonado pelo setor da comunicação.
Diocese ganha duas novas paróquias
Pastoral da Pessoa Idosa
Legião de Maria
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oi realizado no dia 20/08 o Retiro diocesano da Pastoral da Pessoa Idosa, ocorrido no Seminário Imaculada Conceição - Lavras, sob a orientação do Padre José Ayllson assessor da pastoral. Iniciou-se com um momento de espiritualidade e relaxamento pela capacitadora Sra. Sônia. E logo após foram ministradas as palestras; a primeira, com o Pe. José Ayllson a Parábola da misericórdia em (Lc 15,11-32), que nos mostrou com clareza a essência do amor e a compaixão do pai para com o filho que renasce para a vida. Na segunda, o seminarista Tiago Ferraz Leite, explanou sobre a Fé, renuncia e a perseverança em seguir
o caminho com Jesus, em Mc (10,4652). Foram dois grandes momentos Iluminados pela Palavra de Deus, e de muita união do grupo, onde refletimos e partilhamos sobre a Misericórdia Divina. Em seguida foi colocado sobre o Ano da Misericórdia com a sra. Leonilda. No encerramento ocorreu a santa missa e estavam presentes a coordenadora diocesana Sra. Isaura e os 50 líderes representando as 09 Paróquias onde a Pastoral está ativa. Nossos agradecimentos ao Reitor do Seminário Pe. Francisco Veloso e ao seminarista Guilherme Rodrigues. Margarida F. Faria Silva.
Aconteceu
or ocasião do Ano Santo da Misericórdia e pelos 95 anos de existência da Legião de Maria no mundo, aconteceu dois momentos significativos envolvendo os legionários das diversas paróquias de nossa Diocese: Em 27 de agosto – realizou-se a peregrinação diocesana, juntamente com os membros do Apostolado da Oração, ao Santuário Nossa Senhora do Bonsucesso, comemorando a 275ª Festa em honra a Nossa Senhora. Com a passagem dos devotos pela porta santa, a reza do terço e a Santa Missa vivemos um verdadeiro momento de fé e devoção dos diversos fieis que embelezavam mais ainda a frente de nosso Santuário com suas fitas, camisetas e estandartes. Bendizemos a Deus pela vida de todos os que se fizeram presentes. Em 04 de setembro – na Catedral Nossa Senhora da Conceição,
celebramos em união com o nosso bispo Dom Edmilson a Santa Missa rendendo graças a Deus pelo aniversário da Legião: 95 anos no mundo, 65 anos no Brasil e 57 anos em nossa amada Guarulhos. Os legionários que lá compareceram testemunhavam a grande alegria de estar ao redor de seu pastor comemorando esta festa. Contamos com a presença de diversos irmãos legionários que contribuíram para a expansão da Legião em nossa Diocese, como por exemplo, o Sr. Leonildo, Sr. Toninho, Sr. Lázaro e a D. Isabel. Que o Senhor nos ajude a continuar nesta humilde caminhada, sob a proteção maternal de Nossa Senhora, para que no mundo sejamos sempre testemunhas do amor e da misericórdia de Deus para com os seus filhos muito amados. Pe. Thiago Ramos Diretor Espiritual - Legião de Maria
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Social
Cidadadania
A dignidade Humana dos filhos e filhas de Deus
Voto Distrital
Um benefício para o povo
O
voto distrital se encaixa nas características naturais das relações sociais, comerciais, religiosas, familiares e demais situações gregárias em que se relaciona o ser humano. Em todas as relações de nossas vidas, tentamos chegar mais próximos de nossos amigos, familiares, clientes, fiéis, nos agregar o máximo possível para, juntos, conseguirmos chegar ao bem comum. A Igreja tem as paróquias, com limites geográficos definidos e um padre residente no local, para estar sempre presente na vida dos fiéis. A delegacia de polícia tem uma região geográfica definida para a sua atuação. Os alunos devem estudar nas escolas mais próximas de suas residências. Gostamos de morar perto de nossos parentes, para termos contatos pessoais mais frequentes e podermos nos ajudar mutuamente. O comércio tenta se posicionar o mais próximo possível de seus clientes. As lojas, mercadinhos e outros comércios de bairro têm sua força no relacionamento com seus fregueses. Na política, deve acontecer o mesmo. O vereador precisa ser uma pessoa integrada na vida do bairro. Conhecido no bairro, trabalhar no bairro, com escritório no bairro. Os eleitores terão mais facilidade de analisar e votar nos candidatos de seu conhecimento. O custo da campanha será infinitamente menor. O candidato já é conhecido no bairro e poderá, até, fazer a campanha à pé, sozinho. Se ele for uma pessoa do bairro, conhecida, respeitada, terá facilidade de se promover na eleição. O mesmo se aplica
8
aos candidatos a deputado, que terão a região em que vivem e são conhecidos, para fazer sua campanha e obter seus votos, bastante menor que todo o Estado. Não haverá nenhuma dificuldade para o Tribunal Eleitoral. Hoje, cada eleitor já vota nos locais escolhido pelo Tribunal Eleitoral no seu bairro, geralmente na escola mais próxima de sua residência. Com os parâmetros hoje existentes, de CEP-código de endereçamento postal, de demarcação geográfica de paróquias, delegacias, aliados a tecnologias, como GPS e outras informações, a fixação de distritos e regiões eleitorais será bastante facilitada para a Justiça Eleitoral. As zonas eleitorais já existem, bastando só dividi-las, se for o caso. Por último, e muito importante, o eleitor saberá em quem votou e poderá cobrar diretamente dele as necessidades pessoais, do seu distrito ou de sua região. A avaliação do trabalho do candidato/ representante eleito será mais direta e factível. Se o eleito não corresponder, na próxima eleição ele poderá ser trocado. Enquanto a lei estabelecendo o voto distrital não bem, nós, eleitores, podemos votar nas pessoas de nosso bairro, para vereador, de nossa cidade, para deputados estaduais e, também de nossa cidade ou região, no caso de deputados federais. Em suma, o voto distrital é uma opção natural e um benefício para o povo, que pode ser praticado por nós, eleitores, independentemente de leis. João Carlos Biagini Advogado e Coordenador do Departamento Jurídico da Diocese de Guarulhos
Folha Diocesana de Guarulhos | Outubro de 2016
O
serviço à vida plena, a uma vida digna para todos, é uma das urgências da ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Deus criou o ser humano, “homem e mulher ele os criou”. Mais “Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança, à imagem de Deus os criou” (cf Gn 1,27). A criação é fruto de uma vontade pessoal, de amor, não do acaso. Significa também reconhecer que o homem e a mulher, criados semelhantes ao criador, são pessoas dotadas de liberdade e chamados à criatividade, à responsabilidade e ao amor oblativo. O ser humano não está na terra simplesmente para aguardar uma ordem, mas para colaborar com o criador. Por isso, que a felicidade do ser humano não está no ter, mas no ser. O ser humano se realiza vivendo a vida como dom de Deus para os outros. Somos parceiros de Deus na obra da criação. O dom da vida é a primeira vocação que Deus dá à pessoa humana, depois ele nos dá o dom da vida cristã pelo Batismo, e deste nasce nossa missão que dá sentido a vida humana e cristã. Deus criou o ser humano à própria imagem, porque o quis próximo de si, não somente amigo, mas filho. Deus fez os seres humanos “capazes de Deus”. Isso significa que o ser humano está aberto ao infinito, “capaz” de participar da vida divina. Paulo em Atenas citando um poeta grego, afirma: “Somos da raça do próprio Deus” (cf At 17,28). Crer que Deus nos quer como filho é crer que Deus nos ama. A revelação nos diz que Deus é amor cj Jo 4, 8. 16. Crer no amor de Deus é crer que ele quer a nossa felicidade. Aliás, o projeto de Deus para a pessoa humana é a felicidade. Deus nos quer pessoas felizes. Não uma felicidade passageira, as custas da infelicidade do outro, mas uma felicidade que acontece na prática do amor-doação, uma felicidade vista como imagem e antecipação de outra felicidade,para uma vida além da morte. O verdadeiro programa de felicidade que Deus quer para nós se encontra no sermão da montanha, nas bem-aventuranças do Evangelho, cf Mt 5,1-12.
Promover a dignidade humana da pessoa é missão da comunidade eclesial. Nos causa angustia ver todas as formas de vida ameaçada, desde o seu início, em todas as suas etapas, até a morte natural. A cada dia vemos aprofundar a cultura de morte, e de violência. Ela é incentivada pelas redes sociais, pelos meios de comunicação social com programas sensacionalistas, e que muitas vezes fazem até apologia a essa cultura de morte. É urgente que promovamos a cultura da vida, e da paz motivados e inspirados, pelo 4º- mandamento da lei de Deus, e pelo Evangelho da vida, anunciado e testemunhado por Jesus Cristo. Ele o evangelho vivo do Pai veio para que todos tenham vida, e a tenham em abundancia (Jo 10,10). As dores e as necessidades de muitos de nossos irmãos são grandes e não podem passar despercebidas, elas desafiam nossa ação evangelizadora, nossa fé cristã. E nos dizem que não podemos ficar indiferentes e omissos. Frente aos sofrimentos de nossos irmãos, nossa atitude pastoral como comunidades cristãs deve ser de solidariedade, e de acolhimento. Temos que reivindicar aquelas políticas públicas de combate a violência, a miséria, e a fome. O Documento de Aparecida nº118 diz: Devemos evitar “a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distancia das chagas do Senhor. E o Papa Francisco na Alegria do Evangelho nº- 19 diz “ Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros. As atuais Diretrizes da Ação Evangelizadora sugere que cada comunidade eclesial pergunte quais são os grupos humanos ou as categorias sociais que merecem atenção especial e lhes dar prioridade no trabalho da evangelização. Nunca é demais dizer que devemos articular e dinamizar nossas pastorais sociais, para que elas colaborem para mudar as estruturas injustas presentes em nossa sociedade. Não deixemos que nos roubem o compromisso com um mundo mais habitável, e mais sustentável. Padre Tarcisio
Catequese
Bíblia
A serviço da Iniciação Cristã
C
aros irmãos e irmãs catequistas e evangelizadores, a urgência e a necessidade da unidade da ação catequética dentro de nossa Diocese, desejo muito bem explicitado em nossa 10ª Assembleia Diocesana de Pastoral, leva-nos a refletir a nossa realidade e nos perguntarmos: A catequese que desenvolvemos ajudam os catequizandos a serem autênticos cristãos? Um discípulo missionário? Como fazê-los mergulhar na riqueza do evangelho? Como iniciá-los verdadeiramente e eficazmente na vida da comunidade? Analisando dados de nossa realidade (pesquisa realizada com os catequistas) verificamos que boa parte de nossa diocese, desenvolve ainda, uma catequese: sacramentalista, encontros estruturados como aulas, catequista com postura de professor, catequizando tratado como aluno, cada paróquia com um material, duração variada de paróquia para paróquia (gerando alguns conflitos), cartão de presença para missas, celebrações e reunião/formação para os pais antes do início da catequese. Esse modelo de catequese deve ser entendido por nós como um modelo que respondia aos desafios, propósitos e contexto de uma época e que já não respondem mais. Hoje no contexto em que nos encontramos, faz-se necessário buscar novos caminhos, revisitar as fontes da Igreja primitiva para redescobrir o verdadeiro sentido da Catequese no processo iniciação da fé. A catequese precisa ser vista e vivida como um processo, um caminho permanente que se faz na busca de conhecimento da Pessoa e da
mensagem de Jesus Cristo como nos revela o diretório nacional: “... não é uma supérflua introdução na fé, um verniz ou um cursinho de admissão à Igreja. É um processo exigente, um itinerário prolongado de preparação e compreensão vital, de acolhimento dos grandes segredos da fé (mistérios), da vida nova revelada em Cristo Jesus e celebrada na liturgia”. (DN 37) Com a 10ª Assembleia Diocesana de Pastoral tivemos a oportunidade de refletir e agora de iniciar uma nova caminhada, de recuperar a concepção da catequese como processo permanente de educação da fé e inserção na vida da comunidade cristã em consonância com Diretório Nacional de Catequese e com toda a Igreja, em especial do Brasil. Percorrer novos caminhos, mudar nossa mentalidade, nos transformar... não é um processo fácil, mas necessário para que sejamos de fato verdadeiros discípulos e assim, auxiliar nossos catequizandos a realizarem essa maravilhosa experiência de conhecer Cristo e viver os valores de Seu evangelho. Esse caminho devemos percorrer em comunidade porque, a experiência de fé leva a pessoa e a comunidade a crer conscientemente, de tal forma que se sintam encorajadas a viver a proposta de Jesus, comprometendo-se com a ação profética, tornando a própria vida o espaço sagrado onde se dá o encontro com o Senhor. Maria Cristina Coordenadora Diocesana da Catequese
Os discípulos missionários de Emaús
A
cena dos discípulos a caminho de Emaús no dia da páscoa é muito familiar a nós. Típica do Evangelista São Lucas (24, 13-35), relata a angústia de dois discípulos que ainda não tinham visto o Senhor ressuscitado e estavam aflitos (como Maria e José há três dias sem ver o Menino Jesus até que o reencontraram no templo). Seriam interpelados pelo Senhor
peregrino: que ides conversando pelo caminho? O que aconteceu a Jesus de Nazaré? O estranhamento dos discípulos diante do aparente desconhecimento do peregrino a respeito dos últimos acontecimentos em Jerusalém é ocasião para que eles reflitam. Começando por Moisés e passando pelos profetas, Jesus explicava-lhes nas Escrituras tudo o que dizia a respeito dele. Podemos imaginar que Jesus tenha aludido à promessa da vinda do Redentor; ao filho querido de Abraão no qual todas as nações da terra seriam abençoadas. Certamente se referiu às figuras da salvação que acompanharam a libertação pascal dos hebreus: o cordeiro puro imolado e sacrificado, oferecido em sacrifício à tarde e comido à noite; os pães sem fermento, prefiguração da páscoa nova; o vinho
da alegria, cuja taça da bênção Jesus a iria consagrar como seu sangue; o maná, pão descido do céu, expressão da gratuidade do amor do Pai, símbolo do verdadeiro pão vivo, Cristo; a água que brotou abundante do rochedo ferido no deserto, imagem do próprio Cristo ferido na cruz... Enfim, a caminhada era longa, cerca de onze quilômetros de Jerusalém a Emaús. O Senhor ia se revelando como o próprio sentido da Escritura; o coração dos discípulos ardia ao longo do caminho. Era tarde, a noite caía. Os discípulos suplicam: permanece conosco, Senhor! Ele é o Emanuel, o Deus-conosco, porque se fez um de nós, para que nos fizéssemos um com ele. Ele entra na casa para permanecer – estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos. De hóspede torna-se anfitrião. Toma o pão, dá graças, parte-o e o entrega aos discípulos. Então eles não mais o vêem, mas o reconhecem. Voltam a Jerusalém, era noite fria, mas seus corações estavam iluminados e aquecidos. A caminhada de volta seria longa, mas era preciso caminhar no meio da noite, sem medos, livres das angústias da morte, para testemunhar aos demais: Cristo ressuscitou! Pe. Antônio Bosco Pároco da Catedral
Folha Diocesana de Guarulhos | Outubro de 2016
9
Programe-se DIA
HORÁRIO
5
9:30
CODIPA
Coordenação
Cúria Diocesana
N.S.FÁTIMA - V.FÁTIMA
6
9:30
CP
Cons. Presbíteros
Cúria Diocesana
7-9
ECC 1ª Etapa
Santuário Bonsucesso
a definir
7-9
ECC 1ª Etapa
Taboão
Escola Glauber Rocha
RCC
Vigília
Catedral
CDDV / Familiar
Da Nacional Nascituro
Paroquias
7
22:00
8
ORGANIZAÇÃO
ATIVIDADE
ÓBULO DE SÃO PEDRO LOCAL
8
14:00
SAV/PV
Reunião
Catedral
8
15:00
CDDV
Palestra
CDP
8
14:30
IAM
Reunião
Catedral
8
14:00
Carcerária
Reunião
Catedral
9
7:30
Pastoral Criança
Missa
Alvorada
9
18:00
Pastoral Criança
Missa
São josé
Terço dos Homens
Carreata
a definir
10
SANTO ALBERTO
R$ 1.096,20
R$ 6.104,50
SANTA LUZIA – ALVORADA
R$ 1.050,00
S.CRUZ - NS.APARECIDA P.DUTRA
R$ 3.695,60
SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
R$ 1.039,00
N.SRA.DO BONSUCESSO
R$ 3.652,05 R$ 2.948,55
S.RITA DE CÁSSIA PALMIRA
R$ 1.000,00
S.CRUZ - TABOÃO N.S.APARECIDA - COCAIA
R$ 2.627,05
SANTA MENA
R$ 972,25
S.JUDAS TADEU - TIBAGY
R$ 2.319,75
N.S.ROSÁRIO - V. ROSALIA
R$ 920,00
N.SRA.DA CONCEIÇÃO CATEDRAL
R$ 2.307,00
S.JOÃO BATISTA
R$ 847,00 R$ 763,45
S.RITA DE CÁSSIA J.CUMBICA
R$ 2.247,55
N.SRA. DE FÁTIMA TRANQUILIDADE N.S.LORETO
R$ 756,60
S.FRANCISCO ASSIS NAÇÕES
R$ 2.230,00
N.S.LOURDES - ITAPEGICA
R$ 700,35
S.ANTONIO - V.AUGUSTA
R$ 2.203,95
SANTA ROSA DE LIMA
R$ 693,00
S.TEREZINHA - CUMBICA
R$ 1.990,95
SAGRADA FAMILIA
R$ 600,00
SÃO JOSÉ - J.PAULISTA.
R$ 520,00
N.S.FÁTIMA – ARACILIA
R$ 506,00
S.ANTONIO - PARQUE
R$ 445,00
S.JUDAS – JD.ALICE
R$ 439,81
S.ANT.MARIA CLARET
R$ 420,00
SÃO ROQUE - CECAP
R$ 392,50
N.SRA.DE GUADALUPE
R$ 374,50
PARÓQUIAS
VALORES
11
9:30
Economato
Conselho Administrativo
Cúria Diocesana
SÃO PEDRO
R$ 1.526,60
13
20:00
Forania Imaculada
CFP
a definir
S.ANTONIO - GOPOUVA
R$ 1.500,00
14
20:00
Forania Aparecida
CFP
a definir
SÃO GERALDO
R$ 1.464,50
14
19:30
Cebs
Imaculada e Aparecida
a definir
S.VICENTE DE PAULO
R$ 1.440,00
15
15:00
Batismo
For. Imaculada
Tranquilidade
S.FRANCISCO - UIRAPURU
R$ 1.430,00
15
8:30
Catequese
Retiro
Seminário
S.ANTONIO - PIMENTAS
R$ 1.400,00
15
8:30
Vicentinos
Reunião Conselho Central
Cumbica
S.FRANCISCO - GOPOUVA
R$ 1.245,00
15
19:00
ECC 2ª Etapa
Encontrão
CDP
SANTA LUZIA – MIKAIL
R$ 1.211,50
N.S.APARECIDA J.V.GALVÃO
R$ 300,00
16
9:00
Pastoral Criança
Missa
Uirapuru
R$ 1.100,00
CAPELANIA STELLA MARIS
R$ 147,90
16
9:00
Pastoral Criança
Missa
Jd. Cumbica
N.SRA.APARECIDA D.AMERICA
TOTAL
R$ 58.628,11
16
14:30
Saúde
Agentes
CDP
18
20:00
Forania Fátima
CFP
Aracilia
18
10:00
Pastoral Criança
Reunião
Sede Pastoral
19
9:30
CP
Reunião Clero
Seminário
20
20:00
For. Bonsucesso
CFP
Dutra
20
9:00
PPI
Reunião
Sede Diocesana
22
7:00-12:00
Shalom
Almoço
CDP
22
8:00
PPI
Passeio
Mãe Rainha
22
Familiar
Reunião Coord. Paroquiais
a definir
2223
RCC
Missão Diocesana
Capela Rosário
23
14:00
Pastoral Criança
Missa
mikail
23
9:00
Pastoral Criança
Missa
Loreto
23
8:00
RCC
Formação Básica A e B
CDP
23
15:00
SAV
Enc. Voc. Masculino
Catedral
25
9:30
Cáritas
Conselho deliberativo
CDP
27
9:30
CDAE
Assuntos economicos
Cúria Diocesana
29
15:00
Escola Diaconal
Enc. Aspirantes diaconato
Escola de Ministérios
29
15:00
Batismo
Reunião Coordenadores
CDP - sala
29
15:00
COMIDI
Encontro Celebrativo
CDP
29
8:30
Catequese
Escola
Foranias
30
8:00
RCC
Cenáculo
CDP
10
Folha Diocesana de Guarulhos | Outubro de 2016
Aniversariantes Nascimento 01 (1951) Pe. Valdocir A. Raphael 06 (1988) Pe. Marcos José P. Correia 08 (1974) Pe. Francisco Gomes 12 (1968) Pe. Jair Oliveira 12 (1084) Pe. Cristiano Aparecido 26 (1977) Pe. Marcelo Dias
Ordenação 07 (1973) Pe. René Lima 14 (2012) Diác. Luiz Carlos da Silva 19 (1986) Pe. Aparecido Gonçalves 19 (1986) Pe. Valdocir A. Raphael 25 (2013) Pe. Pedro Nacélio 25 (2013) Pe. Cássio Fernando
Vai Acontecer
C
Pastoral Operária Diocesana
onvida todas as pessoas de boa vontade para participar de um ATO ECUMÊNICO pela paz que será realizado no dia 15 de outubro às 16h na EPG Irmã Ofélia Echeverri Lopes (Rua Adolfo Noronha, s/n - Jardim Santa Inês - Guarulhos
Pastoral da Educação
A
Convite para o Encontro Diocesano
Pastoral da Educação deve estar presente no Plano Pastoral Diocesano e articular-se prioritariamente com as pastorais da família, infância e juventude, comunicações sociais, catequese e Fé e Política. Urge em nossas paróquias implantarmos a Pastoral da Educação, começando com os nossos professores. Tome a iniciativa! Fale com o seu pároco e venha participar do se-
gundo encontro da Pastoral da Educação que será realizado no dia 05/11/2016, às 15 h, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, do Jardim Vila Galvão. Professores, conto com a participação de todos vocês. Abraços, e até lá! Pe. José Carlos Galvão Lemos Assessor Diocesano da Pastoral da Educação
Dom Edmilson
receberá título de Cidadão Guarulhense
A
Camara Municipal de Guarulhos confere o título de Cidadão Guarulhense a Dom Edmilson Amador Caetano, bispo diocesano de Guarulhos. A Igreja de Deus que está em Guarulhos se alegra com a justa homenagem e reconhecimento da
cidade para com seu pastor diocesano oferecendo este título.
A cerimônia da outorga do título ocorrerá dia 31 de outubro, às 19h30, na Câmara Municipal.
Folha Diocesana de Guarulhos | Outubro de 2016
11
Especial
DÍZIMO Toda pessoa evangelizada se torna dizimista.(cof. At 2,44)
Me sinto Missionário?
N
N
o início deste mês de outubro, chamado mês missionário, somos convidados a rezar, animar, e nos formar de maneira que a missão possa ser o centro da nossa vida em Cristo Jesus. Assim, vemos que, a animação missionária brota de um coração agradecido e misericordioso, que percebe a ação do Espírito de Deus, em sua vida e na da comunidade. Percebendo assim, os dons e carismas que o mesmo Espírito inspira nas comunidades missionárias. Neste ano Jubilar da Misericórdia, a missão é para nós uma grande obra de misericórdia, assim o papa Francisco nos diz: “Neste Dia Mundial das Missões, todos somos convidados a “sair” como discípulos missionários, e por os talentos, a criatividade, a sabedoria e experiência de cada um de nós para levar a mensagem da ternura e da compaixão de Deus a todas as famílias”. Com os encontros que realizamos nas famílias, nos grupos de catequese, grupos de jovens, animação bíblica etc. Precisamos nos mobilizar e sairmos ao encontro daqueles que ainda não participam da vida da comunidade, para levar a Palavra de Deus, que é geradora de esperança e conforto; este mês serve para nós como o despertar da fé, que nos faz perceber a urgência de uma pastoral decididamente missionária para fazer com que, os povos tenham sua fé renovada. “A missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando fé que ela se fortalece!”. Jesus é o missionário do Pai que
nos dá o testemunho maior da necessidade da missão. “Jesus saiu ao encontro de pessoas em situações muito diferentes: homens e mulheres, pobre e ricos, judeus e estrangeiros, justos e pecadores... convidando-os a segui-lo. Hoje, continua convidando a encontrar nele o amor do Pai”. Com essas palavras da Conferência de Aparecida, percebemos que o discípulo missionário deve ser um homem e uma mulher que torna visível cada dia o amor misericordioso do Pai. Quando o discípulo missionário participa dessa missão, caminha para a santidade. “Vivê-la na missão o conduz ao coração do mundo. Por isso, a santidade não é fuga para o intimismo ou para o individualismo religioso, tampouco abandono da realidade urgente dos grandes problemas (...), e muito menos fuga da realidade para um mundo exclusivamente espiritual”. Que possamos ser cada dia mais uma Igreja em “saída” e que “cada cristão e cada comunidade possa discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho.” (EG.20). Que a virgem de Guadalupe Mãe e padroeira das Américas, nos ilumine cada dia para sermos, fiéis a seu Filho e a missão que Ele nos confiou como discípulos missionários seus. Pe. Hechilly de Brito Timoteo Assessor do Conselho Missionário
este mês missionário toda Igreja mergulha no sentido profundo do seu ser: ela é missionária em sua essência. A adesão à fé em Cristo Jesus transforma a pessoa batizada num outro cristo no mundo. Imbuído do Espírito Santo o cristão assume em sua vida a missão de levar ao mundo a Boa Nova do Reino, mas não sozinho, e sim incorporado à comunidade de fé, corpo místico de Cristo, a Igreja (cof. 1Cor12,12-13). Todos os membros deste corpo assumem missões especificas que se completam e dão vigor ao Evangelho anunciando. O dizimista é uma pessoa evangelizada que sustenta a Igreja em sua missão de Evangelizar e levar a salvação ao mundo (cof. At 2,42-47). Em algumas paróquias serão vivenciadas visitas missionárias aos dizimistas neste mês, outras realizarão estas visitas em outro momento. Como é sugerido pelo novo documento da CNBB 106, toda Igreja em suas pastorais e movimentos devem assumir o dízimo como experiência de fé e adesão a missão de anunciar o ‘Evangelho da Alegria’, numa profunda conversão pastoral, sempre na perspectiva da evangelização e tendo no dízimo como o melhor sistema de contribuição com a Igreja (doc. 106 CNBB, n. 1-7). É sabido que temos a pastoral do dízimo em nossas Igrejas e como é muita vezes difícil realizar um bom trabalho de conscientização por falta de mais membros e colaboração das outras pastorais. Contudo, convido todos a assumirem com disposição e alegria a experiência do dízimo na comunidade. “A pastoral do dízimo é a ação eclesial que tem por finalidade mo-
tivar, planejar, organizar e executar iniciativas para implantação e funcionamento do dízimo, e acompanhar os membros da comunidade no que diz respeito à sua colaboração, em sintonia com a Pastoral de conjunto na Igreja particular” (doc. 106 CNBB, n. 36). A pastoral diocesana do dízimo vem realizando formações e esclarecendo a dimensão evangelizadora do dízimo para os agentes de pastoral. É preciso fazer ressoar nos corações de todos os batizados de nossas paróquias uma ampla compreensão sobre a experiência de ser dizimista na comunidade onde participo. Todos nós desejamos uma igreja missionária e eficaz no anuncio do Evangelho. Mas quando se trata de partilhar os dons, que recebemos do Senhor, na comunidade, muitos se esquivam e encontram desculpas para justificarem sua atitude egoísta. Ao levar o seu dízimo na igreja o cristão dilata o seu coração para receber as bênçãos de Deus e da vida missionária. Pois os recursos materiais da Igreja não vêm do Governo ou de outras fontes, mas sim de homens e mulheres convertidos e evangelizados, que assumem sua missão de sustentar a Igreja na oração, no trabalho pastoral e no dízimo. Aproveito para convidar os membros da pastoral do dízimo de nossas paróquias para estarem juntos conosco na ultima formação do ano no dia 05 novembro as 14h30 no CDP. Que Deus abençoe e ilumine todos os dizimistas de nossa diocese de Guarulhos e dê coragem a todos em sua bela missão. Pe. Marcelo Dias Soares Assessor diocesano da pastoral do dízimo
CORREIOS
ATENÇÃO COLABORADORES:
IMPRESSO ESPECIAL 7220993744 - DR/SPM MITRA DIOCESANA
Enviem suas matérias até o dia 15 de cada mês, contendo no máximo 30 linhas, com corpo 14. Caso venha com um número maior de linhas, faremos a redução proporcional.
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Folha Diocesana de Guarulhos | Outubro de 2016
Sugestões e críticas: padremarcosvinicius@gmail.com