Enfoque Pastoral
Editorial Q
ueridos leitores, a vocação da Folha Diocesana é promover a comunicação. A irmã Vera Ivanise Bombonatto, paulina, em seu livro, Evangelizar é comunicar, afirma que, “A palavra comunicação provém do latim communis, que significa múnus comum, função comum, ou seja, comum + ação. Consequentemente, comunicação é relação, partilha, participação; é tornar comum, interagir, conviver. Nesse sentido, podemos afirmar que a comunicação é uma relação misteriosa e envolvente; é a dimensão da pessoa humana que se abre à alteridade e se descobre capaz de transcender-se, saindo de si em direção ao outro, em direção ao infinito. A dimensão comunicativa inerente ao ser humano possibilita a relação/ comunicação consigo mesmo, com o próximo e com o transcendente, e torna possível a vida em comunidade. Nesse sentido, a comunicação é um processo relacional que viabiliza a vida em sociedade; é uma rede de relações que vamos tecendo, a cada instante de nossa existência, no convívio com nossos semelhantes. Os instrumentos de comunicação facilitam e sa-
tisfazem a necessidade de o ser humano se comunicar, potenciando-a e ampliando-a. Entretanto, hoje a comunicação não é simplesmente um conjunto de meio, mas um modo de ser, um estilo de vida, uma cultura”. A cada edição as editorias que compõe a Folha expressam uma ação comum, porém diversificada da Igreja organizada em pastorais, movimentos e ações evangelizadoras. Os artigos e notícias são escritos por bispos, sacerdotes, diáconos, religiosas, religiosos, leigos e leigas comunicando assim a característica fundamental da Igreja que é a unidade na diversidade. Com mais de trinta mil exemplares, o jornal diocesano anuncia, denuncia, convoca e provoca cada leitor, por isso sua leitura integral e repasse de informações adiante é fundamental para que alcancemos não apenas trinta mil pessoas, mais sessenta, setenta, cem mil, como a boa semente lançada em terra boa dita por Jesus na parábola das sementes( Mt 13, 1-23 ). Que possamos ler, comentar, curtir, compartilhar e assim alimentar a vocação da Folha Diocesana de comunicar a unidade na diversidade.
FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS: Diretor Geral: Pe. Marcos V. Clementino - pascom@diocesedeguarulhos.org.br Jornalista Resp.: Pe. Marcos V. Clementino - MTB. 0082732 - SP Secretária: Irmã Maria das Virgens, IPSF Orientação Pastoral: Pe. Marcelo Dias Editoração Eletrônica: Luiz Marcelo Gonçalves - 11 97096-4702 Impressão: Gráfica Marmar - Fone: 11 99961-4414 Cúria Diocesana - Av. Gilberto Dini, 519 - Bom Clima - Cep: 07122-210 Contato: 11 2408-0403 - Email: folhadiocesana@diocesedeguarulhos.org.br Tiragem: 30.000 exemplares - www.diocesedeguarulhos.org.br
2
Chamados a caminhar
Comunicar a Unidade na Diversidade
Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
N
ossa diocese de Guarulhos acaba de promover a Semana Diocesana de Pastoral, que neste ano refletiu sobre o documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade – ‘Sal da terra e luz do Mundo’ (Mt 5,13-14), contando com a presença de Agentes de Pastoral nas cinco foranias e em seis lugares de formação. Os encontros foram marcados por profundas reflexões sobre a missão dos cristãos leigos, que são chamados a ser, na diocese e na sociedade, promotores da fé, esperança e caridade, como sal da terra e luz do mundo. Seguindo em frente, neste Mês Vocacional, ouvimos o apelo do Senhor: “Coragem, levanta-te! Ele te chama!” (Mc 10,49). Com estas palavras Jesus envia os apóstolos a chamar o mendigo cego, Bartimeu, que estava a beira do caminho. Na imagem deste cego enxergamos cada um de nós, quando paramos de caminhar e somos cegados pelos apelos, cada vez mais fortes, de uma sociedade individualista e consumista. Assim como Bartimeu somos questionados pelo Senhor: “O que queremos, o que desejamos? Há muitos ‘Bartimeus’ necessitando “ver”. Jesus. tamvém nos convida através de sua Igreja a nos enchermos de coragem e levantarmos, chamando-noscheio de compaixão, iluminando nossa vida e nos enchendo de esperança, sobretudo quando vivemos um tempo em que muitas pessoas se encontram perdidas e vazias de sentido. Como Igreja somos todos envidados em missão a ser ‘sal e luz’; o Senhor conta com todos os batizados na instauração do Seu Reino, que “dom e missão”, como afirma o Documento mencionado: “Como dom deve ser acolhido e como missão deve ser buscado e anunciado. Para essa missão a Igreja contribui em comu-
nhão com todos os homens e mulheres que buscam construir uma sociedade justa e fraterna” (Doc. 105 CNBB §241). Fortaleçamos a nosa fé, para esta missão, no seguimento de Jesus e revestidos pelo Espírito Santo. Deste modo, como Igreja, celebramos o amor de Deus que chama todo ser humano a viver sua vocação como um Dom divino. “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos” (1Cor 12, 4-7). Desde o começo da história da salvação Deus chama e capacita o ser humano a missão. Em muitos momentos a resposta da pessoa chamada foi dada depois de muito relutar, como no caso de Moisés, do profeta Jeremias, de Pedro, de Paulo. Diante do chamado de Deus a pessoa chamada enxerga-se pequena, sente medo, tem vontade de fugir. Deus, porém, em seu amor, insiste e persiste! Ele não se cansa de chamar a todos nós. Cabe-nos ter a coragem de responder o nosso sim com a certeza de que Ele nos capacita com Seu Espírito. “Por meio dos carismas, serviços e ministérios, o Espírito Santo capacita a todos na Igreja para o bem comum, a missão evangelizadora e a transformação social, em vista do Reino de Deus” (Doc. 105 CNBB §152). Coragem, somos todos chamados a caminhar e anunciar a Boa Nova da Salvação. Que Nossa Senhora Imaculada Conceiçao nos ajude a vencermos os nossos medos e, assim como ela, respondermos sim à vocação que Deus tem para nós, pondo-nos com amor e coragem a caminho, com Ele, Jesus, “o Caminho, a Verdade e a Vida’. Pe. Marcelo Dias Soares Coordenador Diocesano de Pastoral
Agenda do Bispo Agosto 2017 09h30 – Economato 08
14h30 – Atendimento Cúria 19h30 – Missa comunidade São Domingos paróquia Santa Luzia – Mikail 09h30 – Reunião do clero – Lavras
09
13h30 – Reunião dos formadores do Seminário – Lavras 20h – Missa nas casas – par. Santo Antonio – Parque 07h – Missa e reunião Propedêutico
10
09h – Encontro Prefeitura – CDP 14h30 – Atendimento Cúria
11 12
09h – Reunião Hospital Stella Maris Tarde: Bênção UNG Campus Bonsucesso 17h – Crisma paróquia NS Aparecida – Jd. Vila Galvão 07h30 – Crisma paróquia NS Guadalupe
13
11h – Missa Catedral – Abertura Semana da Família 19h – Missa paróquia São Roque do Imirim – São Paulo 09h30 – Conselho Deliberativo Cáritas
15
16
14h30 – Atendimento Cúria 20h – Seminário – Família – RCC paróquia Sagrado Coração de Jesus – Santos Dumont 14h30 – Atendimento Cúria 19h30 – Missa paróquia São Roque
17
09-12h – Reunião Representativa Sul 1 – São Paulo
18
10-13h – Reunião LIBCOM
20
08h – Missa no encontro dos participantes das Células Yeshiva 11h – Crisma paroquia Santo Antonio – Vila Augusta 19h – Missa paróquia São Geraldo – encontro religiosos
21 22
19h30 – Missa paróquia Santa Rosa de Lima 14h30 – Atendimento Cúria 20h – Missa paroquia São Pedro – Cerco de Jericó
23
14h30 – Atendimento Cúria
24
09h30 – CDAE
25
27
15h – Encontro Seminaristas – Lavras 21h – Matrimonio paróquia São Francisco – Gopouva 10h – Missa Santuário NS Bonsucesso 16h – Crisma paróquia Sagrado Coração de Jesus – Santos Dumont
29
14h30 – Atendimento Cúria
30
14h30 – Atendimento Cúria
31
08h30 – Reunião dos Bispos SP 2 – São Paulo
A caminhada da Fé exige estudo da Fé N
a Semana Diocesana de Formação, mês passado, foi realizado um estudo do Documento 105 da CNBB: “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade, sal da terra e luz do mundo”. Acredito que estamos vivendo um momento especial de redescoberta da vocação laical, dentro do espírito do Concílio Vaticano II. Seguramente o Ano do Laicato que terá início na Solenidade de Cristo Rei, nos ajudará bastante. Estamos no mês, que há mais de 40 anos, no Brasil, é chamado de mês vocacional. Às vezes tem-se a impressão de que a vocação laical, neste mês, é desconsiderada, no sentido que se dá maior realce às especificidades da vocação do leigo: família, catequista. No entanto, juntamente com todas as outras vocações que enriquecem a vida e a missão da Igreja, a vocação laical é a base para todas as suas especificidades e também para as outras vocações (religiosa, consagrada, ministérios ordenados). Sim, porque nós pastores e pessoas consagradas descobrimos nossa vocação específica vivendo como leigos na comunidade cristã e no mundo. O Documento 105 ocupa-se e preocupa-se com a formação do laicato. (225-240) Sim, pois para que o leigo seja realmente sujeito eclesial ele precisa ser formado e submeter-se à formação. Deve ser uma formação integral, que considere as dimensões humana e espiritual, teológica e pastoral, teórica e prática. Cada uma destas dimensões também deve respeitar um itinerário, não se pode nivelar nem por cima, nem por baixo. Cada irmão e cada irmã precisa ser formado de acordo com a sua caminhada na comunidade cristã. Não se pode pensar na vivência da vocação laical no mundo, senão a partir e desde a comunidade cristã. Para ser Igreja em saída, tem que ter entrado antes. Como pode alguém sair, sem antes ter entrado? Leigos e leigas precisam, primeiramente, passar por uma adequada Iniciação à vida cristã. Não se trata somente de uma catequese para a recepção dos
Sacramentos, mas da vivência e experiência de um caminho de gestação na fé, que faça cada um e cada uma verdadeiros (as) discípulos (as) de Jesus. Aqui, não têm prioridades cursos e mais cursos. Não se trata de uma atividade meramente intelectual. Trata-se da vida em comunidade. O discípulo de Cristo segue-O em comunidade. Não se pode ser discípulo, se não se é missionário, mas também e principalmente, não se pode ser missionário sem ser discípulo. Daqui a importância de pensarmos tantas frentes de formação em nossas comunidades que acolhendo as pessoas possam oferecer-lhes um itinerário de caminhada na fé. Os Movimentos precisam trabalhar nisso. As Pastorais precisam trabalhar uma mística iniciática e mistagógica. Encontramos muitos leigos e leigas cheios de boa vontade para trabalhos pastorais e até mesmo capacitados profissional e tecnicamente para muitas atividades, mas a alguns falta uma identidade verdadeiramente cristã. A caminhada na fé exige também aprofundamento e estudo do conteúdo da fé. Aqui, sim, são importantíssimos os cursos. A nossa diocese tem se preocupado com isso. Quero elencar aqui as oportunidades que temos para isso: Escola da Palavra nas paróquias e foranias; Escola de Ministérios, com um curso de teologia; Escola de liturgia; Escola diocesana de música: Escola de Fé e Política; Escola diocesana de Catequese; Semana Diocesana de Formação e tantas outras formações que os Movimentos e Pastorais oferecem. Claro, precisamos sempre nos aprimorar naquilo que enquanto diocese oferecemos. Enquanto que para a Iniciação à vida cristã a comunidade tem grande responsabilidade, o aprofundamento e estudo do conteúdo da fé pesa sobre a responsabilidade de interesse do próprio leigo e leiga, no que diz respeito a ser sujeito da sua própria formação laical. +Edmilson Amador Caetano, O.Cist. Bispo diocesano
Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
3
Falando da Vida
Vida Presbiteral
Como descobrir a nossa verdadeira vocação?
Sacerdote como discípulo de Cristo a caminho
O
C
omo em todos os anos, nós padres participamos de um retiro, com a intenção de, no silêncio, encontrar com Cristo, refazer os passos anteriores que nos conduziram ao ministério até nossa caminhada atual como sacerdotes. Momento de descanso, de desconectar dos problemas e desafios do dia-a-dia, de se alimentar e dormir bem. Tivemos o padre Cícero Alves de França como pregador, condutor e amigo de ministério. Não era só um padre falando para padres. Era como um irmão mais velho orientando os mais novos. Vários questionamentos, provocações e uma certeza: todo padre tem que ser “sacerdote, discípulo a caminho”. Disse o padre Cícero: “quando nos damos a Deus, Ele se dá a nós”. Temos que nos configurar com Cristo. Ser discípulo a caminho é caminhar ao lado do Cristo, não ter medo de aproximar-se das pessoas, partir da cultura da cordialidade e sermos homens ternos. Todo discípulo é impulsionado a ter um projeto, de sempre olhar para frente, de assumir o Cristo todos os dias de sua vida. Não pode se distrair, pois ele é o sonho de Cristo em nós. A partir da vida espiritual, Jesus nos pede uma experiência radical, sermos “CRISTOS VIVOS” e, a partir do seu seguimento, daremos respostas aos nossos medos e seremos capazes de carregar nossas cruzes. Como discípulos, fomos chamados a ir ao deserto com Jesus e
4
sermos tentados, pois em Cristo o movimento é descendente. No Lava-pés, o momento mais importante é o “inclinar-se ao outro”, fazer novamente a experiência do Kenosis, esvaziar de si mesmo sem deixar de ser quem somos. Nossa verdadeira força está na generosidade: “escolheu os fracos, para confundir os fortes”. Aquilo que pregamos no domingo deve ser vivido primeiramente por nós, pois devemos viver segundo a verdade e não de acordo com nossas necessidades. E a base do nosso ministério sacerdotal está na aceitação de que nós somos filhos bem amados: “tú és meu filho amado”. Recebemos alguns questionamentos durante todo o retiro, entre eles: “O que Jesus quer de mim? Qual propósito farei neste retiro? Do que tenho sede? O que me motiva a seguir Jesus? Por que ainda sou padre?” Somos chamados a sermos homens livres para não cairmos na solidão. Homens esses, escolhidos por Deus, prontos para ouvir o que Ele tem a nos dizer e criar um espaço interior para que Deus e seu Espírito possa gritar em nós “ABBA PAI”. Por fim, o sacerdote discípulo sempre caminha para frente. Quem ousar “olhar para trás, volta”. Todo retiro somos provocados a sair com um propósito definido, um novo caminho a ser traçado, sempre tendo Jesus a frente como “caminho, verdade é vida”. Pe. Paulo Leandro Representante dos presbíteros
Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
Brasil não é um país feliz. É o que aponta o último ranking dos países mais felizes do mundo. Segundo o relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) o Brasil caiu cinco posições e agora aparece em 22º. O que há de errado com o país do samba e do futebol? Deveríamos ser mais felizes em que pese a situação econômica e a crise política em que vivemos. O que faz uma pessoa ser feliz? Existem vários fatores que compõe a felicidade, mas estar no lugar certo fazendo a coisa certa é sem dúvida muito importante. Qual é a minha missão aqui na terra? O que Deus quer de mim? Estas são as perguntas que devemos nos fazer e buscar incessantemente a resposta no nosso coração. Quando encontrarmos essa resposta, temos que largar tudo e seguir adiante em busca do nosso ideal, sem medir, sem calcular. Só assim, de posse desse tesouro é que podemos dizer que temos vida e vida em abundância como prometeu Jesus. Todavia rifar o nosso futuro deixando-o por conta da sorte traz um risco muito grande de fracasso. O mundo está cheio de “pegadinhas” e os caminhos são traiçoeiros. Uma dica importante é: Ninguém é feliz buscando o prazer e o bem estar só para si mesmo. Isso seria Narcisismo. Quantos casamentos são desfeitos a cada ano? As estatísticas comprovam que o número de separações de casais está crescendo em todo país. A vocação para o matrimônio e constituição de família tão bem retratada na canção do padre Zezinho, deu lugar à uma família constituída na busca da satisfação individual. S e aquele amor baseado na harmonia e
no respeito entre pais e filhos era chamado de Utopia, o que vemos hoje são relacionamentos afetivos que não passam de uma fantasia. Falta o essencial que é buscar o amor e não a felicidade. Sem amor não há tolerância e qualquer frustração dá inicio à uma cadeia de desentendimentos que vão culminar com a separação. O fenômeno da intolerância não está somente nas relações afetivas, mas em todos os contextos das relações humanas. Já repararam como ninguém tolera mais nada? Os jovens, por exemplo, entram na universidade imaginando uma felicidade que não se concretiza e logo desistem de seguir em frente, abandonando o curso. O mesmo ocorre com as carreiras profissionais onde falta tolerância para lidar com situações adversas, porém comuns, num ambiente de trabalho, seja com um chefe exigente, um cliente difícil e por aí vai. Todos nós temos uma vocação natural para o amor e para a liberdade. O amor é o contrário do egoísmo que bloqueia e impede o nosso crescimento tornando-nos escravos de nós mesmos e condenados a uma vida medíocre. A melhor maneira de ser feliz é sair de si e se lançar sem medo em direção ao outro numa atitude impetuosa de amor. Para ilustrar esse artigo, gostaria de terminar com a letra de uma canção antiga do Pe. Zezinho composta para a Campanha da Fraternidade de 1973. Ela resume tudo: “Vai meu povo o Senhor te chama para viver como um povo que ama. Vai meu povo eleva o teu irmão que precisa de quem lhe dê a mão. O amor liberta, o amor constroi, o egoísmo escraviza e destrói. A liberdade é nossa vocação.Vai meu povo estenda a mão ao teu irmão.” Romildo R.Almeida Psicólogo clínico
Liturgia
Bíblia
A Diversidade de Vocações e Ministérios na Liturgia
A
s vocações têm origem na graça do batismo, e se confirmam na vida em comunidade. Vemos isso na experiência do Apóstolo Paulo, que junto com Barnabé foi enviado em missão a partir da participação na comunidade de Antioquia. Naquela comunidade havia vários ministérios: profetas, doutores, apóstolos, etc; e foi na liturgia que a vocação deles se transformou em missão! (cf. Atos 13, 2). A assembleia litúrgica, diferente de outras assembleias, já começa com a vocação. Recorda as con-vocações do povo de Deus, em vários trechos do Antigo Testamento, por Moisés, Davi, os profetas... No Novo Testamento, a palavra grega Ekklesia (traduzido como Igreja) é usada para definir a comunidade da salvação, que vive a vida nova do Reino de Deus: 1 – quando a comunidade se reúne em alguma cidade (1 Cor, 1,2; 16,1; Atos dos Apóstolos 9,31); 2 – quando está espalhada por todo o mundo (1 Cor, 15,9; Gálatas 1,13; Atos dos Apóstolos 20,28); 3 – ou quando realiza a assembleia eucarística (1 Cor 11,18; 14, 19). O documento 105 Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade nos apontou que tornar-se cristãos e cidadãos são um mesmo movimento: a participação das diferentes vocações e ministérios na liturgia da Igreja deve colaborar na participação da construção de um mundo mais justo e humano. Na liturgia celebramos a “obra de Deus” realizada em Jesus, por meio dos vários serviços na celebração, através dos ministérios litúrgicos. Quando prestamos tais serviços, nos colocamos como discípulos missionários: ao arrumar o espaço da celebração, nos preparar para uma leitura ou um canto, e fazemos isso com dedicação e alegria, revelamos o rosto de Deus para a comunidade que celebra conosco. Na preparação das celebrações encontramos pessoas das comunidades, das pastorais, que
estão presentes no mundo e na sociedade. A realidade das equipes de celebração está um tanto longe do ideal: se distribuem tarefas pelas mídias modernas, sem um diálogo pessoal, e não há tempo de se encontrar, orar, meditar e se preparar em comunidade. No entanto, o momento de preparação em comum é fundamental para que a celebração seja alimento para a nossa vida. Deus se comunica conosco, quando reconhecemos sua face nos irmãos de diversos ministérios: leitores, salmistas, cantores, instrumentistas, ministros da comunhão, etc. Quando a preparação da celebração acontece num encontro fraterno, partilhando a vida e a palavra, a celebração toma gosto de novidade, de Boa Notícia! Deus se comunica conosco também quando lhe damos espaço ao passar pela vida das pessoas e da comunidade, pelos textos bíblicos, litúrgicos, orações, cantos... a palavra da escritura se torna Palavra de Vida, Palavra de Deus, que aquece o coração e entusiasma para a missão. Mais do que simplesmente tomar conhecimento teórico e técnico dos elementos da celebração, o momento da preparação da ação litúrgica serve para mergulhar na vida de Cristo, em comunhão com o Pai. A diversidade dos dons no serviço litúrgico se constitui numa privilegiada chance de crescer como discípulos(as) de Jesus, se nos dispomos a crescer na fidelidade à tarefa que nos foi confiada, quando nos submetemos a avaliações periódicas, como o próprio Jesus fez com seus discípulos, quando vigiamos para não fazer do ministério uma maneira de nos envaidecer ou promover, e quando fazemos do ministério um momento orante, de diálogo amoroso com Deus. Que o nosso ministério e nossas celebrações nos ajudem cada vez mais a viver nossa vocação! Pe Jair Costa assessor diocesano de liturgia
A Vocação de Jesus
N
as Sagradas Escrituras são inúmeras as narrações que falam da experiência da vocação entre elas, citamos: a de Adão (Gn 1,26-28), a de Abraão (Gn 12,1-5), a de Moisés (Ex 2,23-3,14), a de Samuel (1 Sm 3,1-21), a de Isaías (Is 6,1-8), a de Jeremias (Jr 1,1-10), a de Amós (Am 7,14-15), a de Ezequiel (Ez 1,1;2,134), a de Mateus (Mt 9,9-13), a dos Apóstolos (Mc 3,13-19), a de Maria (Lc 1,26-38), a do jovem rico (Lc 18,18-27), a dos discípulos (Jô 1,3551), a de Paulo (At 9,1-20)... Em todas essas histórias de vocação podemos perceber que é Deus quem chama alguma pessoa concreta (Moisés, Jeremias, Maria...), a partir de uma necessidade do povo, para essa pessoa realizar a missão de ajudar o povo a satisfazer essa necessidade concreta (respectivamente, libertar o povo do domínio egípcio, denunciar as injustiças, ser Mãe do Salvador Prometido...) Jesus também teve uma vocação. Respondendo a um chamado do Pai, veio ao mundo com uma missão. Encarnou-se e viveu no meio de um povo simples, trabalhou com suas próprias mãos, amou com coração humano, participou da comunidade. A vocação e missão de Jesus foi revelar o Projeto do Pai. Viveu em íntima relação como o Pai, a ponto de dizer: “Meu alimento e fazer a vontade de meu Pai”. No seu estilo de vida simples e acolhedor, ele revelou um jeito novo de viver, aberto e ao serviço mútuo. “Um só é o vosso Pai e vós sois todos irmãos”, dizia. Acolheu os pobres, doentes, pecadores e marginalizados. Apre-
sentou sua mensagem direta e sem medo, com imagens simples. Soube ir ao encontro das pessoas. Aos pastores apresentou-se: “Eu sou o Bom Pastor”; à Samaritana: “Sou eu, que falo contigo”; aos agricultores: “Eu sou o Pão da Vida”; e a todos nós: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Jesus caminhava por todas as cidades e povoados daquela região e, junto com Ele, os doze escolhidos para serem seus apóstolos, quer dizer, seguidores (cf. Mt 10,17). Caminhavam junto a Ele felizes pelas maravilhas que presenciavam, ouviam e viviam diariamente. Cegos enxergavam, surdos ouviam, mudos falavam, lepra desaparecia, mortos ressuscitavam, paralíticos andavam e, muito mais fatos os deixavam cada vez mais encantados. Anunciava o Reino do Pai, que devia ser instalado no coração daquele povo que estava longe de viver os Mandamentos enviados a Moisés durante a caminhada para a terra prometida. Dizendo aos apóstolos que a Messe era grande, mas os operários poucos, decidiu que era hora de enviar os doze fiéis seguidores para a Missão que seria a de levar por toda a parte, pelo anúncio da Palavra e testemunho, de tudo o que aprenderam com relação ao Plano de Salvação que Ele anunciava e que foi enviada pelo próprio Deus, para que ninguém se perdesse. Jesus, ainda hoje, continua chamando a todos para a Missão. Como, podemos, nós, discípulos de Jesus, seguir nossa missão em meio aos desafios e aos medos do tempo atual? Celia Soares de Sousa Teologa Leiga
Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
5
Aconteceu
A
conteceu neste domingo (23/07) o Primeiro Encontro das Novas Comunidades da Diocese de Guarulhos. Estiveram presente as comunidades: Canaã, Divino Esposo, Fogo Abrasador, Fonte de Luz, Sacratus, Resto de Israel e a Missão Dom Bosco. Tivemos a participação especial da Comunidade Shalon (já reconhecida sobe direito Pontifício). O tema do encontro foi: A vida fraterna em Cristo e o lema: “Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu e tudo quanto desligares na terra será desligado do céu” (Mt 18,18). Num clima de oração e escuta
1º Encontro Diocesano de Novas Comunidades
da Palavra de Deus, Dom Edmilson procurou acentuar a descoberta do “ser comunidade” enfatizando o caminho traçado pelo evangelista Mateus para que se viva a comunidade querida pelo Pai do Céu. Na certeza que o Ressuscitado está entre nós, nos coloquemos em oração para que o Espírito de Deus possa novamente suscitar, as maravilhas que realizou do início da pregação do Evangelho. Pe. Pelegrino Rosa Neto Assessor das Novas Comunidades Pároco da Paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora do Carmo
Encontro com Assessorias Pastorais e Movimentos Diocesanos
N
o dia 17 de julho aconteceu o encontro com Assessorias Pastorais e Movimentos Diocesanos, presidida pelo nosso Bispo Diocesano Dom Edmilson Amador e com a presença dos membros do CODIPA (Coordenação Diocesana de Pastoral) e dos Padres e Diáconos Assessores, e os Coordenadores Diocesanos. Neste dia foram abordados diversos assuntos referentes a Ação Pastoral na Diocese de Guarulhos e o Planejamento Pastoral 2018.
6
Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
Pastoral Familiar promoveu a Noite da Ternura
A
Pastoral Familiar Diocesana promoveu no último dia 08/07/17, no Centro Diocesano, mais uma edição da “Noite da Ternura”, que teve como objetivo o fortalecimento espiritual do casal, e o resgate do enamorar-se. Os casais apreciaram um jantar romântico, regado de música ao vivo. A Equipe Diocesana agradece a todos que participaram, e os que contribuíram para que mais um evento de promoção aos valores das famílias fossem realizados, e informa que em 2018 tem mais! Visite o facebook da Pastoral Familiar Diocesana Guarulhos e confira as fotos do evento.
Encontro Diocesano do Dízimo
Q
ueridos irmãos e irmãs, aconteceu na noite de 14 de Junho no Centro Diocesano de Pastoral o nosso Encontro Diocesano da Pastoral do Dízimo; louvamos a Deus por cada comunidade que se dedicou e se fez presente, juntos com o nosso bispo e padres de nossa diocese; também agradecemos ao Pe. Cristovan Iubel que nos enriqueceu com a abordagem das experiências e conteúdos de seu livro sobre “Formação e Orientações para agentes da Pastoral
Aconteceu
do Dízimo”, entre outras partilhas que ele se dispôs a fazer a partir de sua vivência pastoral. Estes momentos fortalecem a nossa fraternidade e nos impulsiona na Obra da Evangelização. Deixo aqui o nosso muito obrigado a todos do Núcleo Diocesano e aos participantes. Deus os abençoe! Diac. Marcio Arielton Assessor da Pastoral Diocesana Rose e José Melone Casal Coordenador Diocesano
Nota de pesar sobre o falecimento do Padre Cosme
É
com imenso pesar que nesta manhã, de 21 de julho, nossa Igreja Particular de Guarulhos recebeu a notícia do falecimento do Reverendíssimo Padre Cosme Chenier, do clero da Arquidiocese de Ottawa – Canadá. Padre Cosme (86 anos) atuou durante vários anos como missionário em nossa Diocese de Guarulhos, como pastor zeloso em nossa Igreja Diocesana, realizou diversos trabalhos, orientando comunidades, com forte atuação social, assumindo diversas funções como de pároco e
Vigário Geral em nossa Diocese. Rendemos nossa gratidão à Trindade Santa, pela vida e ministério do Rev.mo Padre Cosme Chenier, e suplicamos ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo, que receba este sacerdote honroso na eternidade feliz, onde a Igreja, esposa do Cordeiro, eternamente celebrará a vitória sobre a morte. Orientamos aos párocos que nas diversas paróquias de nossa Igreja Local se celebre a Eucaristia em sufrágio do Rev.mo Padre Cosme. Dom Edmilson Amador Caetano Bispo Diocesano de Guarulhos
Padre Antônio Zafani completa 30 anos de sacerdócio
N
o dia 15/06, o Padre Antônio Zafani (Padre Toninho), celebrou seu 30º aniversário sacerdotal. E a data não poderia ser mais importante: a Solenidade de Corpus Christi. A missa, em ação de graças, foi celebrada na Paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora Aparecida, onde Padre Toninho exerce seu ministério de Vigário Paroquial e contou com a presença dos Padres Lauro Vizioli (Paróquia Nossa Senhora do Loreto), Rene Cavalcanti (Paróquia Santo Antonio | Vila Augusta) e Cristiano Aparecido (Paróquia Santa Cruz
e Nossa Senhora Aparecida). Também se fizeram presentes os familiares de Padre Toninho e amigos do sacerdote, nas paróquias por onde passou. Os festejos se encerraram na Capela São Benedito, onde foi realizada uma bela confraternização, após a benção do Santíssimo. Durante toda a celebração, Padre Toninho agradeceu pela presença dos amigos e pelo dom de estar celebrando 3 décadas como padre. A Família Santa Cruz louva a Deus por esses 30 anos de ordenação de seu vigário, Padre Toninho.
Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
7
Seminário Teatino
Vida Religiosa
Vocação à Vida Religiosa Teatinos!
Carismas que enriquecem a Igreja
A
vida consagrada ao longo da historia exprimiu-se numa variedade de formas no seguimento de Jesus Cristo. Alguns em forma de consagração a título pessoal, como os eremitas ou em grupos organizados, como as ordens monásticas e as congregações religiosas, recentemente a vida consagrada vem se expressando também nos institutos seculares e nas comunidades de vida e aliança. Esta variedade demonstra a vitalidade e a criatividade da Igreja que acolhe este Dom de Deus, pois o chamado à vida de consagração é iniciativa de Deus; Ele chama todos: religiosas (os), sacerdotes, leigos. No Batismo somos chamados a conformar nossa vida à do Cristo sob a luz do Espírito Santo. O que diferencia a consagração dos Religiosos (as) é a forma pela qual vivem, optando pela consagração específica mediante a vivência dos conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência. Esta forma de viver é expres-
8
são da presença do Reino de Deus e se caracteriza por três dimensões: 1) A consagração (relação profunda com Deus) a 2) A comunhão (viver em comunidade, testemunhando a fraternidade) e a 3) A missão (envio a todos, para servir) Esta consagração à vida religiosa, ganha seu pleno significado quando vivida na comunidade eclesial. O carisma da vida religiosa consagrada é essencialmente eclesial, na Igreja é sinal e memória, testemunho e profecia dos valores centrais do Evangelho e do Reino. Os religiosos consagrados, por sua vez, “em fidelidade criativa continuam escutando a Deus onde a vida grita” Na Igreja particular de Guarulhos a Vida Religiosa é uma pequena presença com 13 congregações femininas e 01 masculina que com a diversidades de seus carismas enriquecem nossa diocese. Neste mês rezemos pela Vida Religiosa Consagrada de Guarulhos. Ir. Adriana Costa, IOP Coordenadora CRB Guarulhos
Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
N
esse mês de agosto em comunhão com a Igreja do Brasil comemoramos o Mês das Vocações, e dentre elas a Vocação à Vida Religiosa e Consagrada no 3º Domingo de Agosto com a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Em nossa diocese contamos com a presença de inúmeras congregações no ramo feminino, e apenas uma masculina, a Ordem dos Clérigos Regulares, os Teatinos. A Ordem dos Teatinos nasceu em 14 de setembro de 1524, por São Caetano de Thiene, João Pedro Carafa (Paulo IV), Bonifácio d’Colli e Paulo Consiglieri que são considerados os fundadores. O modo de vida que eles desejavam era de apenas viver do comum e do comum baseando-se sempre na vivência dos primeiros Apóstolos, reformando-se a si mesmo em primeiro lugar pela própria reforma interior. Desde 1524, os Teatinos foram abrindo novas casas e lugares de missões. Hoje estamos presentes em diversos países como na Itália, Espanha, Estados Unidos, México, Colômbia, Argentina e no Brasil, onde aqui chegaram em 1951 em Fartura, no interior de São Paulo, com-
pletando assim no Brasil 68 anos de presença Teatina, e exatos 59 anos na cidade de Guarulhos. Isso sem dúvida é sinal visível de Deus sempre caminha conosco e nunca nos abandona. No próximo mês comemoraremos 493 anos de existência, isto é, 493 anos fazendo a diferença acontecer por onde passamos, procurando acima de tudo apresentar o modo vida principal de todo cristão, levando e apresentando para todos os cantos a confiança plena na Providência de Deus! Rezemos sempre por esta Ordem Religiosa, para que, nunca deixemos de lado a proposta do Reino e a confiança plena à Providencia de Deus! Que São Caetano nos ajude sempre! Ir. Lucas Gobbo, CR “Scio cui Credidi!” (2Tm 1, 12)
VENHA VOCÊ SER TEATINO! Assim como fez nossos fundadores você pode ajudar-nos a transformar o mundo. Entre em contato conosco: SEMINÁRIO SÃO CAETANO (11) 2421.5460 – Guarulhos-SP
Vocação Matrimonial Matrimônio: projeto do amor de Deus
Formação Sacerdotal Seminário: Casa de Formação
Q
O
matrimonio é uma das formas de seguimento e imitação de Cristo. Instituído por Deus e elevado por Cristo a sacramento da Nova Lei é uma verdadeira vocação que responde admiravelmente à estrutura e condição humana (Cf. GS 48). Pois bem, se queremos adentrar no sentido vocacional do matrimônio a maneira mais adequada é remontar-se à sua dimensão sacramental, porque o sacramento decide sobre a vocação dos casados na história dos homens e na história da salvação: “...são diversos os caminhos para identificar a natureza e missão do matrimônio, porém, como recorda a Exortação Apostólica Familiaris Consortio, todas elas conduzem à consideração sacramental da instituição matrimonial, esta é a perspectiva seguida pelo Senhor no diálogo com os fariseus segundo se refere em Mt 19,10”(João Paulo II, Insegnamenti III,2: 842ss). A vocação matrimonial está pautada no projeto do amor de Deus que criou o homem e a mulher e amando-os
lhes deu uma vocação ao amor e à comunhão. O homem e a mulher com suas diferenças e semelhanças (mas com igual dignidade) são o centro da criação de Deus que os chama “à existência por amor e para amar”, eis o que constitui sua missão no mundo atual. Na atualíssima Exortação apostólica Amoris Laetitia, o Papa Francisco exalta o matrimônio como um “sinal precioso, porque, quando um homem e uma mulher celebram o Sacramento do Matrimônio, Deus, por assim dizer, espelha-se neles, imprime neles as suas características e o caráter indelével do seu amor. (AL 121) Enfim, os deveres e as exigências próprias do matrimônio de ser um para o outro e para os filhos, testemunhas da salvação por meio de sua condição de esposos e pais, deve-se ver sempre como expressão própria desta vocação: o matrimônio é um dom de Deus confiado aos esposos como missão. Pe. Carlos Vicente de Lima Assessor diocesano da Pastoral Familiar
uando o assunto é seminário, encontramos uma série de mitos no imaginário popular e eclesial. A maioria das pessoas, inclusive as de dentro da Igreja, nunca estiveram em um seminário. Neste imaginário estão arraigadas imagens medievais da vida conventual. Para muitos no seminário se reza o dia inteiro, para outros é um lugar apenas de estudo, pra outros é um lugar fechado do qual não se pode sair ou entrar, para outros é um lugar de profunda oração e isolado do mundo. Alguns ainda interpretam mal a instituição do seminário pela fala de irmãos que foram afastados ou que desistiram da vocação. Em todos os casos haverá sempre uma tensão entre o imaginário e a realidade. Por acostumarmos com os padres no dia a dia das paróquias, esquecemos que suas vocações está ligada a vivência neste processo formativo chamado seminário. Ao se alegrarem com grandes personalidades católicas da mídia, tais como Marcelo Rossi, Fabio de Mello e entre outros não se imagina que passaram por um longo processo de estudo e formação humana. Na realidade diocesana, principalmente quando não há seminarista estagiário na paróquia, a existência do seminário fica mais restrita ao “ouvir falar” ou intenções de oração. Por acostumarem com o padre sempre presente e que já veio “padre-pronto” não se remetem ao seminário. De maneira geral, as pessoas não sabem o que é um seminário e nem imaginam que grandes santos do passado e da atualidade foram seminaristas. Quem imaginaria que um dia o seminarista Jorge Mario Bergoglio se tornaria o nosso querido papa Francisco? O Seminário é antes de tudo uma comunidade educadora para os candidatos ao sacerdócio. Sob a orientação do bispo, é uma comunidade composta por alunos
(seminaristas) e reitores. O Documento de Aparecida define seminário e casas de formação como “escolas e casas de formação de discípulos e missionários” (316). Já Pastoris Dabo Vobis (60) afirma: “O Seminário apresenta-se como um tempo e um espaço ; mas configura-se, sobretudo, como uma comunidade educativa em caminhada: é a comunidade promovida pelo bispo para oferecer, a quem é chamado pelo Senhor a servir como os apóstolos, a possibilidade de reviver a experiência formativa que o Senhor reservou aos Doze”. Em geral, os principais documentos a respeito da formação presbiteral sempre como seminário como lugar formativo, tal qual uma escola e uma família. Para ser padre não basta apenas que se tenha fé, tenha cara santo a conclusão do curso de filosofia e teologia, é preciso também consolidar e confirmar a vocação através da vivência do período de seminário. Seja no seminário maior de teologia e filosofia, seja no seminário propedêutico a formação está alicerçada e montada em quatro dimensões principais: Formação humano-afetiva, formação comunitária, formação espiritual e formação intelectual. O Documento 93, da CNBB, Diretrizes para Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil aprofunda bem estas dimensões que colaboram para o crescimento integral da pessoa do formando. O seminário tem como objetivo não simplesmente bons padres, mas antes de tudo bons cristãos, batizados capazes de viverem a sua missão na Igreja. O tema é bastante amplo e trabalharemos nas próximas edições. Fica a pergunta: Você conhece o Seminário de nossa Diocese? Pe. Edson R. dos Santos Reitor do Seminário Propedêutico
Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
9
Programe-se DIA
HORARIO
ORGANIZAÇÃO
9h30
Economato
Conselho Administrativo
Cúria Diocesana
14h
Past. Criança
Assembleia
São Francisco Nações
19h30 21h30
RCC
Encontro de Intercessores
Catedral N.Sra. da Conceição
9h30
CP
Reunião - Clero
Seminário – Lavras
9h
CP
Reunião Clero e o Prefeito
CDP – Bom Clima
19h30
CDDV
Reunião
Vigo Potens
14h30
COMIDI e IAM
Reunião Assessores IAM
Catedral
14h – 16h
Past. Carcerária
Reunião Mensal
Catedral
14h
SAV/ PV
Reunião Mensal
Irmãs do Cabuçu
8h30-13h
Catequese
Esc.Catequética Santa Cruz – Taboão Forania Aparecida
14h
Past. Criança
Assembleia
14h30
COMIDI e IAM
Form. For. Bonsu- Sta Cruz N. Sra Aparecicesso e Fátima da – Pres. Dutra
ECC
Formação Coordenadores
CDP Centro Diocesano
8h30-12h
Fé e Política
Esc. Diocesana
Virgo Potens
14h – 17h
Past.Sobriedade
Reunião DiocesaPres. Dutra na Ordinária
15h – 17h
EJC Diocesano
Reunião EJC
13
11h
Pastoral Familiar
Missa de abertura Semana Nacional Catedral da Família
14
20h
Pastorais Sociais
Reunião Diocesana
Centro Social Elisabeth Bruyere
15
13h30
Past. Criança
Reunião
Sede da Pastoral
SP II
ReuniãoCoordenadores de Cúria Pastoral SPII
PASCOM
10º Mutirão Nacional de Comuni- Joinville – SC cação
8
9 10
12
13h30 18h30
16
9h
16 a 20 17 18 a 20
9h Dia todo 8h30-12h
19
10
–
ATIVIDADE
Agosto 2017
Pastoral da PesReunião soa Idosa – PPI ECC Fé e Política
Sede PPI
Virgo Potens
8h30 – 13h Catequese
Escola Catequética – Oficina LiSanta Mena túrgica – Forania Rosário
9h
Vicentinos
Reunião do ConCumbica selho Central
9h
Past. Criança
Retiro Área 5
15h
Pastoral do Ba- Formação Forania Centro Social tismo Aparecida Vila Fátima
Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
19
15h-17h30
19 e 20
Mov.Celulas
Desperta Guarulhos
8h
Pastoral da PesRetiro soa Idosa – PPI
17h – 19h
Avaliação, PlaneCRB – ReligioSão Geraldo – Ponte jamento e Missa – sos e Religiosas Grande Dia dos Religiosos
22
15h – 23h
Movimento Empresarial Católico
Palestra
CDP – Centro Diocesano
24
9h30
CDAE
Assuntos Economicos
Cúria Diocesana
Dia todo
ECC
1ª Etapa N. Sra Lourdes – Itapegica
N. Sra Lourdes Itapegica
Dia todo
ECC
1ª Etapa São Francisco Assis – CÉU – Otawa Uirapuru
Dia todo
ECC
1ª Etapa Santa Rita – Jd. Cumbica
Santa Rita Jd. Cumbica
Dia todo
ECC
1ª Etapa Santa Mena
E.E. Francisco Brotero
8h
Pastoral da PesCapacitação soa Idosa – PPI
20
Santa Cruz – Taboão
1ª Etapa São Judas Tadeu São Judas – Jd. Alice – Jd. Alice Esc. Diocesana
Catequese
Missa em Louvor a Deus pela voCapela São José cação dos Catequistas
LOCAL
Regina Protman
25 a 27
2627
Seminário Diocesano – Lavras
Santa Mena
8h30 – 13h Catequese
Esc. Catequética Santa Luzia – Alvorada – Forania Fátima
14h – 18h
Catequese
Escola Catequética – Forania Bon- Santa Cruz – Pres. Dutra sucesso
9h
Legião de Maria
Peregrinação Dio- Santuário N. Sra cesana Bonsucesso
COMIDI e IAM
Gincana / IAM
26
13h30 17h
–
FESTA EM LOUVOR A NOSSA SENHORA DO BONSUCESSO
Santuário N. Sra Bonsucesso
Formação Modulo CDP – Centro Diocesano Básico
08h- 13h
RCC
10h
Pastoral Criança
15h – 17h
CENPLAFAM – Reunião do Guarulhos Núcleo
27
E. João Alves – Tranquilidade
da Missa da Pastoral Santo Antônio da Criança Gopoúva CDP – Centro Diocesano
ATENÇÃO COLABORADORES:
Enviem suas matérias até o dia 15 de cada mês, contendo no máximo 30 linhas, com corpo 14. Caso venha com um número maior de linhas, faremos a redução proporcional. Sugestões e críticas: padremarcosvinicius@gmail.com
Vai Acontecer
A
INSCRIÇÕES ABERTAS terça, quarta, quinta das 18h às 21h e sábado das 9h às 15h
Pastoral Familiar Diocesana convida a todos agentes de Pastoral Familiar paroquiais, demais pastorais, movimentos e serviços para participarem da abertura da Semana Nacional da Família. Vamos mobilizar nossa paróquias, famílias, bairros para que de 13 à 19/08/17 apreciemos os encontros propostos no Sub-
sídio Hora da Família cujo tema será: Família, uma luz para a vida em sociedade”, que traz momentos de escuta da palavra de Deus e partilha, orações, bem como reflexão sobre as obras de Misericórdia, ocasião em que as famílias poderão compreender seu verdadeiro papel na sociedade.
Dia 13/08 às 11h na Catedral
FAMÍLIA, UMA LUZ PARA A VIDA EM SOCIEDADE Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
11
Especial
Semana Diocesana de Formação - 2017
CARTA AOS CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS DO REGIONAL SUL I
M
‘ inha alegria e minha coroa!’ (Fl 4,1). Como São Paulo, nós também queremos reconhecer os diferentes rostos dos cristãos leigos e leigas, irmãos e corresponsáveis na evangelização. São para nós motivo de alegria e de ânimo na vivência do ministério ordenado (105, 51). Nós, Bispos, Padres Coordenadores Diocesanos de Pastoral e Representantes Leigos dos organismos, participantes da 80a Assembleia Episcopal do Regional Sul 1 da CNBB (Aparecida, de 06 a 08/06/17), nos dirigimos a todos os cristãos leigos e leigas das famílias, Paróquias, Comunidades, Movimentos, Associações e das diversas expressões laicais que atuam nos diversos âmbitos da Sociedade para manifestar, em primeiro lugar, o nosso reconhecimento e gratidão pelo testemunho de sua fé e dedicação à Igreja e pela atuação nas realidades do mundo. Com efeito, vocês, “a partir de sua vocação específica, vivem o seguimento de Jesus na família, na comunidade eclesial, no trabalho profissional, na multiforme participação na sociedade civil, colaborando assim na construção de uma sociedade justa, solidária e pacífica, que seja sinal do Reino de Deus inaugurado por Jesus de Nazaré” (cf. 105,11). A 80ª Assembleia do Regional Sul 1 teve como tema central:
na Sociedade. Sal da Terra e Luz do Mundo” (Documento CNBB, 105), sua recepção e suas implicações em nossas Arquidioceses e Dioceses. Iniciamos assim a preparação do “Ano do Laicato”, de novembro de 2017 a novembro de 2018. Nesse sentido, decidimos ampliar ainda mais a nossa reflexão e ação escolhendo o mesmo tema para a Assembleia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1, que será realizada nos dias 20 a 22 de outubro deste ano. Entre angústias e esperanças, pela situação em que se encontra nosso país e atendendo à convocação do Papa Francisco para sermos uma “Igreja em saída missionária”, exortamos todos a acompanharem esse processo de recepção do Documento 105 e a caminharem juntos, como verdadeiros sujeitos eclesiais, por meio de suas orações e trabalhos, em unidade e comunhão. Pedindo a intercessão de Maria, “mulher livre, forte e discípula de Jesus, verdadeiro sujeito na comunidade cristã” (Doc. 105, 113), neste Ano Mariano do Tricentenário do encontro da Imagem da Aparecida, invocamos sobre todos a benção de Deus, com os votos de saúde, perseverança e paz!
Forania Bonsucesso I
Forania Bonsucesso II
Forania Fátima
Aparecida, 08 de junho de 2017 Regional Sul 1
Forania Rosário
CORREIOS IMPRESSO ESPECIAL 7220993744 - DR/SPM MITRA DIOCESANA
12
A
proximadamente 1850 pessoas participaram das noites de estudo do Documento 105 da Con“Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e ferência Nacional dos Bispos do
Brasil, realizado de 25 a 28 de julho em seis pontos da cidade. Parabéns a todos os assessores e organizadores deste belo momento de formação e unidade diocesana.
Folha Diocesana de Guarulhos | Agosto de 2017
Forania Imaculada
Forania Aparecida
Para ver mais fotos dessa semana acesse nosso site:
www.diocesedeguarulhos.org.br