Entrevista com o professor César Nunes Pág. 04
BNCC já é realidade para o Diocesano Pág. 05
MOSSORÓ - Janeiro de 2018 | Ano I | Nº 01 www.cdsl.com.br | cdslmossoro @diocesanosantaluzia | cdslmossoro Bruno Martins
Caminho
do reconhecimento
Um grupo de dança, que está há 11 anos em atividade e que em 2017 alcançou as suas mais relevantes conquistas. Arrisca-se dizer que é o auge desse caminho percorrido até aqui. Poderia ser esse o resumo mais breve da trajetória do Diocecena, liderado pela coreógrafa Roberta Schumara: premiado, reconhecido e aplaudido de pé pelo público e pela crítica. Desde o sucesso do Viva o Rock, das noites de muitos troféus no Fendafor, até o emocionante Natalis decretado como patrimônio cultural de Mossoró e do Rio Grande do Norte, o Diocecena escreveu um importante capítulo de sua história no ano que passou. É para celebrar! PÁGINA 06
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Editorial A
ARTIGO
Pe. Charles Lamartine - direcao@cdsl.com.br
c omu n i c a ç ã o é ch a ve para o sucesso dos bons empreendimentos, negócios e relacionamentos. Sempre acreditei que uma informação bem repassada, um bom diálogo, a maneira de dizer algo pode ser o gatilho da mudança de uma situação, o segredo da transformação. As palavras podem muito! É com alegria que retomamos o Diocesano Informa, impresso que permite circular entre os partícipes da família diocesana as principais notícias e informações sobre nossa escola centenária, as conquistas, os avanços. Temos, sobretudo, o objetivo de trazermos aqui palavras de vida, palavras inspiradoras, palavras que transmitam nosso trabalho de formação em essência, verdade, humanidade. A edição de retomada do projeto não poderia ser mais coerente porque traz entre suas pautas tantas conquistas da escola e de seus setores realizadas durante o ano de 2017, não só como uma maneira de registrar e homenagear, mas também tonar pública
em mais esse veículo de comunicação a prestação de contas de tanta coisa boa que se fez. Já contempla também notícias do planejamento para 2018 e traz a cobertura do início do nosso ano letivo, com a programação da Semana Pedagógica, inclusive a entrevista com o palestrante do evento, o professor Doutor César Nunes, renomado nacionalmente na temática da humanização da educação. Este é um espaço de debate, conhecimento e educação, em que traremos sempre temáticas pertinentes e atuais em nossas matérias e colunas, no exercício contínuo de estar aprendendo com o outro sempre. Como afirma Bernard Charlot, “temos de ler o mundo com a lógica dos outros, com os olhares dos outros, para entender como se constrói a experiência dos outros, como se estrutura o mundo dos outros” (2013, p. 163). Leia esta edição feita com apreço, se atualize do universo Diocesano e comemore conosco a retomada desse projeto. Até a próxima edição!
Um dedo de prosa, outro de leitura!
Janete Fernandes- professora de Língua Portuguesa e coordenadora de Linguagens
E
m minha experiência como professora, pude perceber o quão importante é o hábito da leitura, não só pela questão do passar de ano, mas, principalmente, pelo fato da interpretação da vida. A leitura aumenta a capacidade imaginativa do aluno, possibilitando vários caminhos de interpretação que o levarão a um sucesso inesperado. Quem tem o hábito de ler tem a chave que abrirá um mundo de sonhos e possibilidades. Com ela, podemos navegar pelos mares da imaginação, contracenar com personagens adorados, dialogar com autores estimados, enfim, as oportunidades são muitas. Além disso, engrandecemos nossa personalidade com as mais variadas opiniões que nos cercam e construímos nosso caráter com base naquilo que interpretamos diariamente, o que nos possibilita oferecer à sociedade aquilo que ela precisa para evoluir. Somos construtores do nosso próprio sucesso e futuro, todavia, nossa responsabilidade não acaba por aí, somos responsáveis também pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária, e só quem pode oferecer o que a sociedade realmente precisa é aquele que teve a oportunidade de criar expectativas com base naquilo que leu ou ainda lê, isto é, quem lê está mais preparado para ser aceito pelos outros do que aquele que não tem a mesma habilidade, isto porque um leitor habilidoso aceita com mais facilidade opiniões diferentes da sua e respeita-as com mais humildade. Desta forma, percebemos que a leitura é um passo decisivo na vida de qualquer indivíduo. Ela permite ao ser humano conhecer bem a si mesmo e o mundo a sua volta. Quem nunca se imaginou um super-herói ou uma princesa encantada? A leitura permite-nos navegar por um mundo de imaginação que nenhuma outra fer-
ILUSTRAÇÃO
ramenta pode nos oferecer. Podemos conhecer uns aos outros pelo simples fato de interpretar um gesto ou atitude, é e através desse hábito que conseguiremos, sempre que possível, fazer de um estranho um amigo. A leitura é a chave para se ter um universo de ideias e uma tempestade de palavras. Ponha a mente para funcionar, faça dessa tempestade de palavras um recurso para florir cada vez mais a sociedade na qual você está inserido. Ofereça oportunidades a si mesmo de provar que és um ser pensante e capaz de transformar a sociedade de maneira eficiente, com qualidade e criatividade. O não desenvolvimento de bons leitores limita as possibilidades de leitura do mundo, da compreensão da realidade social e da intervenção do sujeito buscando a transformação da sociedade. É sempre bom ouvir alguém falar e nos ensinar, porém, melhor ainda é ter a capacidade de adquirir o conhecimento através da nossa leitura, provandoaosoutrosquesomosseresreflexivos e ativos construtores do nosso sucesso. Cada mente é um mundo diferente e a leitura é algo tão poderoso que é capaz de mudar o rumo da sociedade. Leia e adquira a capacidade de selecionar as amizades, de reconhecer as dificuldades, de ultrapassar as barreiras, sonhar e realizar qualquer coisa que você quiser. Como diz a canção, “os sonhos não envelhecem...”, e eu acrescento, com a leitura, esses sonhos se tornam maiores. À medida que lemos um livro e viramos suas páginas, vemo-nos transportados para um mundo inteiramente novo, repleto de descobertas, encantamento e diversão. Pouco importa nossa idade ou se o que estamos lendo é um romance, poesia ou qualquer outro gênero, o que importa mesmo é a cumplicidade entre o livro e o leitor, alicerçada em um prazer que só a leitura é capaz de proporcionar.
Jorge Guaraná - jorge@canariocomunicacao.com
Temos de ler o mundo com a lógica dos outros, com os olhares dos outros, para entender como se constrói a experiência dos outros, como se estrutura o mundo dos outros.” Bernard Charlot
Expediente Pe. Charles Lamartine Direção
Guilherme Ricarte Edição e Textos
Bruno Martins, Pedro Ítalo, Rosilene Ramos Produção
Virgínia Barreto Revisão
Canário Comunicação Diagramação
Unigráfica Impressão
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Compromisso educacional
Diocesano alcança importantes conquistas no ano de 2017
resultados confirmam sucesso no trabalho de formação integral dos alunos
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ano de 2017 foi de expressivos resultados para o Colégio Diocesano Santa Luzia, em vários segmentos. Os motivos para comemorar o trabalho pedagógico são muitos. Foram conquistas que refletem o compromisso educacional da escola centenária de Mossoró na formação integral de seus alunos. Acima dos méritos conquistados por professores e alunos, seja em olimpíadas ou competições esportivas, estão as concepções das dimensões cognitiva, científica, religiosa, afetiva e social. Não são apenas medalhas, troféus e pontuações, mas também a aquisição de conhecimento atrelada à formação de seres humanos mais justos. “Não são resultados construídos de imediato. As conquistas do Colégio Diocesano em 2017 são frutos de um trabalho educacional desenvolvido ao longo dos últimos anos. A escola está crescendo em sua missão pedagógica de formar cidadãos de bem e bons profissionais, humanos e comprometidos com os valores de uma sociedade mais fraterna”, comentou o diretor Pe. Charles Lamartine.
A escola está crescendo em sua missão pedagógica de formar cidadãos comprometidos com os valores de uma sociedade mais fraterna”. Pe. Charles Lamartine diretor
Guilherme Ricarte
Robótica foi um dos exemplos de conquistas expressivas em 2017 ROBÓTICA - A Robótica Educacional do Diocesano consolidou seu crescimento neste processo. Depois de conquistar pela terceira vez a etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica, a escola seguiu para alcançar seu espaço fora do Rio Grande do Norte. No início de novembro, entre os dias 7 e 10, a disputa da etapa nacional da OBR em Curitiba-PR rendeu a inédita medalha de ouro para a equipe Nível 1, formada pelos alunos do 7º e 8º ano do Ensino Fundamental Anos Finais: Guilherme Patrício, Júlia Alves, Pedro Victor e Tácio Maia. Sob a orientação dos professores Rodolfo Costa e Jonas Amorim, os estudantes competiram com as melhores instituições de ensino do país e conquistaram o 1º Lugar Nacional na Modalidade Prática. PROVINHA SAS - A aluna Ayumi Matsumoto, do Colégio Diocesano, foi destaque na 2ª Provinha SAS, realizada com 10.243 estudantes do 5º Ano do Ensino Fundamental
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Ayumi acertou todas as 50 questões de Português e Matemática Anos Iniciais, de 244 escolas conveniadas do Sistema Ari de Sá em todo o Brasil. Com um bom desempenho na avaliação, Ayumi foi primeira colocada em todo o país, acertando todas as 50 questões das provas de Língua Portuguesa e Matemática. FOGUETES - Depois de bom desempenho e medalha de ouro em maio, durante a Mostra Brasileira de
O que você indica?
Perdida – um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Vanessa de Almeida aluna do Diocesano Cursinho
Eu indico o livro ´Perdida – um amor que ultrapassa as barreiras do tempo’, da autora brasileira chamada Carina Rissi. Ele é voltado para o público jovem, mas creio que qualquer adulto iria adorar ler. Ele fala de uma adolescente chamada Sofia, uma menina que é bastante acostumada com a modernidade e que, segundo ela, jamais viveria sem tais tecnologias. Depois de Sofia comprar um celular novo, acontece algo misterioso e ela acaba perdida no século dezenove, sem saber como e quando irá voltar para casa. Felizmente, Sofia é acolhida na casa de Ian Clarke, mas o que ela não sabia era que esse contato com Ian iria fazê-la mudar de ideia sobre o amor, coisa que ela não acreditava. O livro é bastante intenso e creio que vai fazê-los se apaixonar pela leitura logo de cara. Espero muito que gostem!
Foguetes (MobFog), a equipe do Colégio Diocesano Santa Luzia garantiu classificação para a Jornada de Foguetes, que aconteceu de 27 a 30 de outubro na cidade de Barra do Piraí, Rio de Janeiro. Lá, outro bom resultado: os alunos Paulo Sérgio, Lúcio Paulo e Yan Sávio, da 3ª Série do Ensino Médio, orientados pelos professores Gledson Medeiros e Alderi Silva, foram vice-campeões da Jornada.
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ENTREVISTA
CÉSAR NUNES
No dia 17 de janeiro, o Colégio Diocesano Santa Luzia recebeu o Prof. Dr. César Nunes, que palestrou durante a abertura da Semana Pedagógica 2018.1. Professor titular de Filosofia e História da Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), César Nunes desenvolve projetos e estudos que destacam as competências socioemocionais. Durante entrevista concedida ao Diocesano Informa, ele falou sobre a relação da sociedade com as novas tecnologias, e os desafios da educação voltada para a humanização e a cidadania.
Fotos: Guilherme Ricarte
DIOCESANO INFORMA - Em suas palestras e artigos, o senhor fala bastante sobre a importância da humanização da educação, do papel da escola na formação da pessoa humana, e não apenas na preparação para o mercado de trabalho. O senhor poderia falar sobre a necessidade de avançarmos nesse sentido? César Nunes: Eu tenho desenvolvido no país a ideia de uma educação como humanização. Na verdade, nós tivemos, na nossa trajetória cultural, as compreensões de educação e escola muito voltadas exatamente para o seu valor, para o mercado de trabalho, a escola voltada para o enquadramento, digamos na estrutura da sociedade produtiva, e eu tenho retomado a ideia de que escola é um processo de formação humana. Então, ela tem que desenvolver todos os valores humanos. E a minha tese é que a escola é um pouco tradição, porque a tradição é um pouco da continuidade da sociedade, só que tradição não quer dizer tradicionalismo, não quer dizer reconstruir o passado sem mediações, sem atualizações. Eu tenho há muitos anos defendido a ideia da educação como humanização, como proposta de formação plena da condição humana. Formar o homem em todas as dimensões, o homem crítico, lógico, comunicativo, sensível, capaz de respeitar a dignidade de todas as pessoas, multiculturalista e ao mesmo tempo num recorte um pouco mais especifico, formar um homem ético e porque não dizer o homem religioso. Formar para todas as dimensões da vida, as imanentes e transcendentes. DI: Qual é a importância de avaliar as competências socioemocionais? CN: Essa expressão ‘competências socioemocionais’ deriva da reforma espanhola, dos anos 80 e 90. Ela mostra que nós não podemos somente buscar desenvolver aquelas competências técnicas como performance, rendimento ou aquela disciplina para o trabalho, controle e rigidez. E que nós precisaríamos é pensar em desenvolver a autoestima das crianças, o protagonismo do brinquedo e da brincadeira, a responsabilidade afetiva, o conhecimento de si e os limites. Então, as competências socioemocionais se constituem em uma expressão para formar a pessoa em todas as dimensões humanas, sobretudo aquelas de natureza psicológica, afetiva, emocional e social. DI: A educação humanizada seria capaz de preparar melhor o sujeito para ter uma melhor relação com esse mundo tecnológico? CN: Olha, dois fenômenos estão acontecendo hoje. O primeiro seria o avanço das tecnologias, sobretudo na vida cotidiana. Elas já estão no trabalho, elas já estão na organização do mundo, da economia. Agora elas estão entrando no dia a dia, no cotidiano. As tecnologias precisam ser apropriadas e decifradas, para que elas sirvam à causa humana também. Porque tecnologia sem humanização é barbárie tecnológica, é só desumanização. Agora outra coisa que está acontecendo são as mudanças nas relações familiares. Precisamos entender que é uma dimensão de compreender as novas formações familiares, respeitar
as formas de convivência e desenvolver uma ética da aceitação da diversidade humana. A escola precisa muito pensar as novas tecnologias, porque elas vão impactar diretamente no trabalho pedagógico, porque os conteúdos que a humanidade acumulou estão todos disponíveis nos grandes arquivos, que podem ser acessados em um bom smartphone. Então, a gente tem que entender no processo de formação que a tecnologia veio para que o homem viva melhor, se humanize mais, e não para inverter. DI: Como o senhor avalia a nossa preparação com os estudantes para lidar com essa realidade virtual? CN: A gente sabe que na internet você pode fazer pesquisa, mas você tem que ter uma formação sólida na escola para discernir um artigo que é bom, de um artigo que é só brincadeira. O adolescente não sabe discernir, então é preciso que ele aprenda a pesquisar e aprenda critérios na escola. Então, a escola já está hoje criando esse juízo crítico nos adolescentes para que eles compreendam que nem tudo que vem da internet é bom, que tem lá armadilhas e tem outros interesses que não são nada agradáveis. Hoje a escola e o professor são convocados a se prepararem para ter propriedade da tecnologia, usá-la como instrumento de formação, mas nenhuma tecnologia irá substituir o papel proeminente do professor. Professor bem formado, professor esclarecido, motivado, é ele que vai levar a escola a sua finalidade institucional. DI: Qual o papel do educador na perspectiva da formação integral dos nossos educandos? CN: O educador, ao meu ver, é o exemplo, então, os alunos olham para o professor com admiração e respeito. O filósofo Platão diz o seguinte: “Ninguém ama e nem respeita o que não admira. Ninguém admira o que não conhece”. Então o professor tem que dar-se à admiração, os alunos não perdem o respeito. O professor ao meu ver, nessa educação humanizadora, ele tem que continuar se formando, ele tem que continuar estudando, ele tem que superar a indústria cultural e não ficar muito dependente das tecnologias, sobretudo essa versão senso comum das tecnologias. Ele tem que ser alguém que maneja uma área do conhecimento, mas que ele estuda a condição humana, analisa o fenômeno da criança e da adolescência e a partir desses critérios ele sempre sobressai e constitui-se como um exemplo para que as crianças e os adolescentes possam cada uma delas fazer sua própria trajetória de vida.
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Acolhida
Vivências ajudam no processo de adaptação dos novatos
Diocesano realiza trabalho especialmente para alunos que chegam de outras escolas
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dia 22 de janeiro de 2018 foi o início de um novo ciclo na vida estudantil do jovem João Gabriel, de 11 anos. Dele e de todos os alunos novatos que agora fazem parte do Colégio Diocesano Santa Luzia neste ano letivo. Ele, juntamente com outros tantos colegas, participou do programa de adaptação e acolhida desenvolvido para estes novos estudantes da escola. As primeiras experiências, segundo as próprias crianças, têm sido surpreendentes. João está no 6º Ano do Ensino Fundamental Anos Finais e já nos primeiros dias de novidades, fez questão de elencar o que mais tem gostado no Diocesano. “Estou gostando de fazer novos amigos e também dos professores, que são legais e simpáticos. Também gostei bastante da capela, do laboratório de ciências e da sala de robótica”, disse o aluno, que, confessa, a satisfação também contagia os pais: “Meu pai está bastante empolgado!”. Leo Tanakka é o pai de João Gabriel. Ele participou do trabalho de adaptação que é feito pelo Colégio Diocesano com os alunos novatos, bem como com pais e responsáveis. “Estou muito satisfeito com o empenho da escola em trazer os pais de alunos novatos para mostrar as diversas qualidades do ensino que oferece aos estudantes. A gente fica meio sem palavras para
Guilherme Ricarte
João Gabriel, novato, chega para seu primeiro dia de aula no Diocesano descrever de forma precisa a dimensão de tudo que encontramos aqui, e agora fazendo parte do corpo de novos alunos. Ficamos muito entusiasmados e felizes”, descreveu Tanakka logo após participar de uma das atividades de adaptação. “Esse programa de adaptação do Diocesano permite que eles [alu-
nos] tenham melhor conhecimento prévio da proposta pedagógica, assim como apropriação do espaço físico da escola, e que assim se sintam acolhidos neste início de ano letivo. O objetivo principal do trabalho de acolhida é diminuir as fantasias e angústias emocionais diante da nova experiência escolar
Adequação
Base Nacional Comum já é realidade para Diocesano Com homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Educação Infantil e Ensino Fundamental, as escolas públicas e privadas de todo o país se preparam para atender ao documento normativo que estabelece o conjunto de competências e habilidades voltadas aos direitos educacionais dos estudantes brasileiros. Este ano, o Colégio Diocesano Santa Luzia fortalece os debates sobre o assunto, com o objetivo de implementar a Base antes do que determina o Ministério da Educação. “Começamos o ano letivo de 2018 já com muitas atividades de formação, debates e um trabalho direcionado à implementação da BNCC. Nosso planejamento é que estejamos totalmente adaptados, sobre o que diz o documento, já no próximo ano”,
Guilherme Ricarte
Atividades de formação dos professores já estão acontecendo esclarece a coordenadora pedagógica Glaudionora Silveira. O MEC dá o prazo de 2020 como o ano limite para a adequação das instituições.
A revisão do currículo da escola, a formação de professores, a edição de material didático e a atualização das avaliações são os planos a serem
dessas crianças”, explica a psicóloga Anna Luzia. O trabalho de recepção aos novatos acontece em diferentes áreas do colégio, seja na Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais ou Ensino Fundamental Anos Finais. A atuação se dá de acordo com cada faixa etária, sempre com o envolvimento das famílias neste processo que insere uma nova realidade no cotidiano dos jovens. As intervenções realizadas pela equipe de coordenadores, Núcleo de Apoio Psicológico e professores acontecem de forma lúdica para a Educação Infantil, acreditando que o brincar é uma maneira de favorecer a elaboração de fantasias, e no Fundamental através da vivência no plano prático, para que os alunos possam conhecer com experiências as atividades pedagógicas e a estrutura física do colégio. “Alguns alunos precisam de mais atenção nesse processo de adaptação, seja do Ensino Infantil ou do Fundamental. É bastante natural que isso aconteça, mas durante esse programa de acolhida, gradativamente eles vão se ambientando à escola. A criança então passa a perceber que ali é um ambiente agradável, seguro, divertido e preparado para recebê-lo da melhor forma”, completa a coordenadora pedagógica Glaudionora Silveira. cumpridos pelo Diocesano até 2019. As atividades que constroem o caminho até a adequação estão sendo desempenhadas desde o ano passado e seguem pelos próximos meses. A BNCC é uma referência nacional obrigatória para a elaboração ou adequação dos currículos e propostas pedagógicas. Trata-se da implantação de uma política educacional articulada e integrada para tornar mais igualitária a educação básica brasileira, com o objetivo de reduzir discrepâncias curriculares entre as regiões do País. Entre suas competências gerais estão: valorizar e utilizar conhecimentos historicamente construídos sobre os mundos físico, social e cultural para entender e explicar a realidade; exercitar a curiosidade intelectual; desenvolver o senso estético para valorizar e participar de diversas manifestações artísticas e culturais; utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica; valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais; exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação. Além disso, há competências específicas para cada disciplina.
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Mossoró, janeiro de 2018 Fotos: Bruno Martins
Diocecena
O caminho do reconhecimento
Sequência de boas produções, prêmios e títulos coroam 2017 como o ano do grupo de dança
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or toda a construção de um ano repleto de conquistas, apresentações que foram sucesso de crítica, prêmios, comendas, títulos e principalmente o reconhecimento do público, transborda no Diocecena a gratidão por tudo que aconteceu nos últimos 12 meses, mas também a certeza de que 2017 foi o ano do grupo de dança do Colégio Diocesano Santa Luzia. É o que sente não só a líder da companhia, Roberta Schumara, mas também todos aqueles que acompanham, encantados, a trajetória deste trabalho em plena evolução ao longo de 11 anos. “Eu costumo dizer aos meus alunos que, quando nos propomos a fazer algo, temos que fazer com e por amor. É quando recordo uma frase que parece ser clichê, mas que eu acredito muito: ‘Assim o Universo conspira a nosso favor’”. Com estas palavras, Roberta Schumara resume um pouco o clima de satisfação pelo momento do Diocecena. O impulso a caminho do reconhecimento veio em maio de 2017, com o espetáculo Viva o Rock. Logo no primeiro desafio do ano, Schumara decidiu entregar à obra uma de suas mais vibrantes características: a ousadia. E o segredo estava na música. Colocar a Banda Sfinge ao vivonopalco,fazendooacompanhamento sonoro das coreografias, foi a sacada. Ela apostou e deu certo. A novidade provocou a curiosidade do público, que viu, aprovou e se emocionou em três noites de casa cheia no Teatro Dix-huit Rosado. A repercussão causou euforia e pedidos para que o Viva oRockganhasseoutrosrumos.Mossoró não pode ser o limite para essa arte. Ficam então na mente a reflexão e a vontade de que os pedidos sejam atendidos. Em julho, o Diocecena tomou conta do Fendafor Ceará, em Fortaleza. Foram dez prêmios alcançados em meio às melhores companhias de todo o país. Neles as conquistas de Melhor Grupo e Melhor Coreógrafa, outros cinco primeiros lugares em diversas modalidades, uma segunda, uma terceira e uma quarta colocação. “A arte é transformadora, ela tem o poder de modificar o indivíduo. Confesso que eu não esperava toda essa reper-
cussão durante o ano de 2017. Foram produções em que eu acreditei e isso fez com que os objetivos fossem alcançados”, admitiu Schumara.
O fechamento de um ano brilhante se deu na política. As proposições da vereadora Izabel Montenegro e da deputada estadual Larissa Rosado provocaram na Câmara e Assembleia Legislativa o reconhecimento do Natalis como Patrimônio Cultural, Imaterial e Histórico de Mossoró e do Rio Grande do Norte, respectivamente. A lei, sancionada nas esferas municipal e estadual, coroaram o brilhantismo do espetáculo, que
Coreografias apresentadas no Fendafor renderam 10 prêmios ao Diocecena
Confesso que eu não esperava toda essa repercussão. Foram produções em que acreditei e isso fez com que os objetivos fossem alcançados”. Roberta Schumara, coreógrafa
conta a história do nascimento de Jesus no adro da Catedral de Santa Luzia. O Natalis movimenta cerca de 200 pessoas no elenco e teve a sua terceira edição, numa mistura de música, dança e teatro com Diocecena, Coral Santa Luzia, Shalom e atores convidados. São vários os motivos para comemoração, que deixam a certeza de 2017 como o ano do Diocecena, sem esquecer que novos desafios vêm pela frente e muitos outros caminhos estão aí para serem desbravados.“Possodizerprimeiramente que sou grata por tudo, e concordo sim, 2017 foi o ano do Diocecena e meu enquanto profissional. Mas em 2018 estaremos com novos desafios e novas produções”, comemora, agradecida, Roberta Schumara. “2017 foi de gratidão e reconhecimento”, finaliza.
Diocecena está há 11 anos em atividade
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Semana Pedagógica
Equipe participa de formação que antecede início do ano letivo 2018 Com tema sobre afetividade, programação envolveu professores e coordenadores
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ntre os dias 17 e 20 de janeiro, as equipes técnica, de professores e coordenadores do Colégio Diocesano Santa Luzia participaram da Semana Pedagógica, antecedendo o início do ano letivo. Foram manhãs e tardes intensas de formação e planejamento para 2018, com palestras, oficinas e estudos baseados no tema ‘Afetividade – Laços que nos unem: Ensinar e Aprender’, contando com alguns convidados na programação. “A Semana Pedagógica é oficialmente o início do trabalho para o novo ano letivo. O objetivo é reunir a equipe e montar o que vamos fazer durante 2018. Foram quatro dias de qualificação para promover a formação continuada dos professores. Desenvolvemos tudo isso em função da missão de formar bons alunos, mas também cidadãos mais humanos”, explicou a coordenadora pedagógica Glaudionora Silveira. A abertura aconteceu na Sala Padre Mota, com o diretor da escola, Pe. Charles Lamartine, e com o prof. Dr. César Nunes, ministrando a palestra ‘Educação como direito: Humanização e Cidadania’. “Educação afetiva é aquele tema que temos que pensar: nós não nascemos já sabendo amar e nem sabendo
Guilherme Ricarte
César Nunes falou aos professores sobre humanização e cidadania odiar. A afetividade é uma formação. É preciso ensinar as crianças a respeitar, dizer uma palavra de carinho, agradecer, reconhecer os valores humanos. Então, professores, pais e mães, amem mais os seus filhos, seus alunos, abracem mais, arrependamse mais dos exageros do que de não terem feito nada, porque a vida é muito curta, mas só não pode ser pequena”,
Educação infantil
refletiu César Nunes. A Profa. Ma. Selma Bedaque enriqueceu os estudos falando sobre educação inclusiva, enquanto o Prof. Marcos Vinícius, o poeta cordelista Antônio Francisco e o grupo de dança Diocecena deram o tom pedagógico-cultural às atividades de formação. “Foi uma semana bastante agradável. Acolhidas culturais, contação
de histórias, ginástica laboral e recreações também enriqueceram a programação. Já nas palestras compartilhamos temas essenciais para a formação humana e afetiva dos nossos alunos. Estamos preparados para mais um ano de muita aprendizagem e ensino”, resumiu a professora Roberta Costa, do 3º Ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais.
Pan-americano
Emoção e encantamento Ouro leva karatê ao topo no Projeto Valores Humanos do continente em Lima No período de 14 a 16 de dezembro de 2017, as crianças do Grupo V do Colégio Diocesano Santa Luzia celebraram a passagem da Educação Infantil para o Ensino Fundamental Anos Iniciais, com a culminância do Projeto ‘Valores Humanos, Valores para Vida’. A cerimônia de encerramento reuniu pais, amigos, professores e familiares na Praça do Centenário, durante três noites cheias de emoção, alegria e encantamento. O projeto foi desenvolvido com as seis turmas do Grupo V (manhã e tarde), com a formação de 110 meninas e meninos, pautada nos valores humanos. Durante todo o ano letivo, foram desempenhadas atividades dentro do ‘Valores Humanos, Valores para Vida’, com o objetivo de estimular entre as crianças as atitudes de cooperação, solidariedade, respeito e amor ao próximo, aceitação das diferenças,
vínculos de afetividade, autoestima e promoção de uma cultura de paz. O evento contou ainda com homenagens aos pais por meio de diversas apresentações dos formandos e encenação da clássica história infantil ‘O Mágico de Oz’. Toda a montagem e interpretação teve a produção das professoras da Unifam, abordando temas como o amor, a amizade, a bondade e a confiança em si. Um dos momentos mais emocionantes nas três noites ficou por conta do coral formado pelo alunado e professoras, entoando uma versão da música Aleluia, de Gabriela Rocha, sob a regência da maestrina e professora do Diocesano, Ionete Maressa. As crianças encantaram os convidados e compartilharam os conhecimentos adquiridos a partir da vivência de valores no cotidiano escolar que serão cultivados durante toda a vida.
O Rio Grande do Norte teve expressiva representação durante o Pan-americano de Karatê-Dô Tradicional, realizado em Lima, no Peru, entre 21 e 26 de novembro de 2017. Os alunos do Ensino Fundamental Anos Iniciais do Diocesano Santa Luzia, Alice Pedroza e Joaquim Costa, além da Sensei Dandara Chrystian, integraram a delegação brasileira na competição e corresponderam bem: um ouro, quatro pratas e cinco bronzes. Alice alcançou o lugar mais alto do pódio na categoria kumitê individual, garantindo a medalha de ouro para o Brasil. E foi além: a aluna trouxe na bagagem outras três medalhas, sendo duas de prata e uma de bronze. Joaquim também exibe orgulhoso sua medalha no peito, a de bronze. Já a Sensei Dandara Chrystian chegou a cinco medalhas no Pan-americano; sua lista de conquistas teve duas pratas e três bronzes. Os três ganharam o direito de integrar a Seleção Brasileira de Karatê-Dô Tradicional a partir de uma sequência de bons resultados, que
começou no Campeonato Estadual e seguiu pelo Nacional, até chegarem ao torneio internacional no Peru. MAIS CONQUISTAS – O esporte do Diocesano tem mais motivos para comemorar o ano de 2017. Pela 18ª vez, o colégio conquistou o título de campeão geral dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (JERNs), etapa Regional Mossoró. A escola centenária conseguiu o número recorde de 263 pontos na competição, disputada entre os dias 22 de agosto e 6 de setembro. A vantagem para o segundo colocado foi de 188 pontos, um recorde desde que disputa a competição. O Colégio Diocesano participou dos JERNs com delegação formada por 274 atletas, representados em 11 modalidades: futsal, vôlei indoor, vôlei dupla, handebol, basquete, atletismo, natação, xadrez, tênis de mesa, ciclismo e karatê. Foram dez ouros, 11 pratas e cinco bronzes conquistados pelos alunos.
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01 - Volta às aulas / 02 - Professor César Nunes na Semana Pedagógica / 03 - Diocecena com a coreografia Seca D’água na Semana Pedagógica / 04 Contação de histórias com professor Marcos Vinícius / 05 - Apresentação de capoeira, nova modalidade esportiva do Diocesano / 06 - Formação humana e espiritual com Ensino Médio / 07 - Encontro Família e Escola com pais de novatos da Unifam / 08 - Formação de professores com atividades lúdicas