Intercâmbio é aprendizado através de nova cultura Pág. 05
Diocesano completa 62 anos da sede atual Pág. 07
MOSSORÓ - Maio e Junho de 2018 | Ano XXVII | Nº 107 www.cdsl.com.br | cdslmossoro @diocesanosantaluzia | cdslmossoro Guilherme Ricarte
NÓS SOMOS O
TRÂNSITO
A gentileza é a base do bom convívio também no trânsito. Quando temos respeito com o próximo, reconhecemos os limites dos nossos direitos e as responsabilidades dos deveres que nos permitem viver em harmonia. Isso vale para condutores de veículos, passageiros e pedestres, que são os personagens que percorrem nossas vias todos os dias. Aprender desde cedo as normas e principalmente entender que o zelo pela vida deve ser o principal objetivo, motivou o Colégio Diocesano Santa Luzia a dedicar um mês inteiro de suas atividades para mostrar aos alunos, famílias e funcionários que nós somos o trânsito, então depende da gente torná-lo mais seguro. As crianças e jovens devem ser propagadores das boas ações. PÁGINA 06
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Editorial O
ARTIGO
Pe. Charles Lamartine - direcao@cdsl.com.br
lá, querido leitor e querida leitora do Diocesano Informa! São muitas as celebrações que encheram nossa casa de alegria e que você verá em belos registros nas páginas desta edição, excepcionalmente reunindo parte das atividades que aconteceram durante os meses de maio e junho e que viram notícia em nossa escola. Uma grande alegria que tivemos foi de entregar o Oratório reformado à comunidade escolar, com celebração e retomada da programação. Não deixe de usufruir deste espaço especial de espiritualidade e renovo. No final do mês de maio, tivemos uma das mais belas cerimônias do nosso calendário religioso: a Coroação de Nossa Senhora, momento em que a beleza e a devoção tomaram de emoção todos os presentes, com a participação dos alunos de todos os níveis. Confira as imagens na matéria. Além disso, agora em junho nossa sede fez aniversário e nós nos alegra-
mos sobremaneira pela beleza, imponência e historicidade desta casa azul cheia de arcos, que carrega em si tanta tradição, mas que soube se adaptar às demandas e exigências legais, sem contudo perder sua arquitetura padrão. São 62 anos só nesta sede. O mês de maio também foi voltado à educação para o trânsito, onde todos os projetos da escola visaram abordar a importância da gentileza e responsabilidade, sob o lema ‘Nós somos o trânsito’, que ilustra a matéria de capa do jornal. Por fim, tenho a honra de anunciar que em nossa entrevista conversamos com a ex-diretora do extinto Jornal Gazeta do Oeste, Maria Emília, com quem o Colégio Diocesano, Padre Sátiro e eu temos longa ligação. Pessoa de grande estima e a quem devoto intensa admiração. O que me lembra Cora Coralina, que passo a citar: “O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes.” Guilherme Ricarte
“O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes.”
Cora Coralina
ILUSTRAÇÃO
Jorge Guaraná - jorge@canariocomunicacao.com
O que há em comum entre subjetividade, linguagem e inteligência David Rodrigues - prof. de Língua Portuguesa
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Brasil é um país de poucos leitores. A ausência de um incentivador está entre as principais razões que explicam essa fatalidade. Tal fato tem abreviado o desenvolvimento da inteligência linguística de muitos. Diante desta realidade, parece contundente afirmar que o vazio existente nas seções das livrarias é proporcional à ausência de fluência verbal na sociedade moderna. Afinal, presentear alguém com um livro não parece ter sido uma prática costumeira e atrativa entre os brasileiros, algo que tem comprometido a sua autonomia e criticidade. A inteligência linguística se manifesta pela habilidade em organizar palavras em uma sentença e pelo sentido de verdadeira “arquitetura” com que poetas e escritores constroem imagens verbais. Entretanto, não há conhecimento linguístico (lexical ou gramatical) que supra a deficiência do “não ter o que dizer”. É no ato de ler que residem as possibilidades de ampliação vocabular, de compreensão sobre fatos sociais, de produção textual. “Se faltam as ideias, se falta a informação, vão faltar as palavras”. Nesse contexto, não é raro identificar discursos cristalizados que atestam incapacidades frente ao processo de aquisição de conhecimentos, algo que decorre de uma formação social limitada de práticas de leitura. Todavia, ao considerar o princípio da teoria das inteligências múltiplas, formulada em 1982, pelo cientista norte-americano Howard Gardner, é possível ressignificar os parâmetros utilizados para demarcar as bases para a construção de saberes. Mesmo quem não tenha sido incentivado a ler, pode, ainda hoje, apropriar-se de instrumentos linguísticos específicos os quais possibilitarão ganhos de recursos verbais. Corroborando com os estudos de Gardner, a psicologia, enquanto ciência, acredita que o ser humano é composto por elementos biopsicossociais. Quanto ao aspecto biológico, o desenvolvimento das formações cerebrais acontece, consideravelmente, até os 12 anos de idade. Entretanto, estudos recentes da neuropsicologia afirmam que o cérebro é elástico, ou seja, ele pode desenvolver-se até à fase adulta. Além dos componentes genéticos, os fatores externos - psicológicos e/ou sociais, muito podem contribuir nesse sentido, caso haja atividades que estimulem a inteligência. Nesse sentido, Gardner afirma
que é impossível compensar totalmente a desvantagem genética com um ambiente estimulador da habilidade correspondente, mas ressalta que condições adequadas de aprendizado, seja em casa e/ou na escola, sempre suscitam alguma resposta positiva do aluno - desde que elas despertem o prazer do aprendizado. As atividades para estimulação das inteligências múltiplas, chamadas pelo estudioso da educação Celso Antunes como “jogos para a estimulação das inteligências” (nome que intitula um de seus livros o qual fundamenta esta discussão) são instrumentos válidos que auxiliam na ampliação de saberes e, ao serem empregadas, deverão ser desenvolvidas progressivamente, de modo que, os desafios mais complexos sejam apresentados aos alunos após a realização das tarefas mais simples, a fim de não desmotivá-los. De modo geral, realçamos a ideia de que o trabalho de Gardner possibilita uma visão integral de cada indivíduo e a valorização de sua subjetividade. Se as experiências dos alunos forem consideradas e adaptadas às situações de aprendizagem, e ainda, se suas inteligências forem estimuladas, o processo de construção do conhecimento poderá se efetivar mais facilmente e por muito tempo. Faz-se necessário, portanto, (re)conhecer a linguagem enquanto instrumento fundamental para o exercício da cidadania. Garanti-la aos alunos é o estabelecimento do direito que lhes cabe. Sejamos, pois, incentivadores do ato de ler!
A inteligência linguística se manifesta pela habilidade em organizar palavras em uma sentença e pelo sentido de verdadeira “arquitetura” com que poetas e escritores constroem imagens verbais.
Expediente Pe. Charles Lamartine Direção
Guilherme Ricarte
Edição e Textos
Bruno Martins, Pedro Ítalo, Rosilene Ramos Produção
Virgínia Barreto Revisão
Canário Comunicação e Emmanoel Linhares
Projeto Gráfico e Diagramação
Unigráfica Impressão
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MAIO
Famílias participam da cerimônia de Coroação de Nossa Senhora
CERIMÔNIA NO GINÁSIO CARECÃO ENCERROU AS ATIVIDADES DA ESPIRITUALIDADE MARIANA
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o final do mês dedicado às mães e a Maria, o Colégio Diocesano Santa Luzia reuniu alunos, famílias e funcionários no Ginásio Carecão, na noite do dia 29 de maio, para a cerimônia de Coroação de Nossa Senhora, encerrando suas atividades da Espiritualidade Mariana. O momento de reflexão, e de formação humana e espiritual, foi uma oportunidade de externar o carinho e a devoção pela Santa Maria Mãe de Jesus. A participação das crianças da Unifam e do Ensino Fundamental Anos Iniciais emocionou os presentes. Vestidos de anjos, os meninos e meninas formaramocortejodoofertóriodasrosas,cantaram e conduziram a coroa, enquanto osalunosdoFundamentalAnosFinaise Ensino Médio transportaram a imagem de Nossa Senhora até a coroação. O Coral Santa Luzia foi uma atração bastante aplaudida durante a cerimônia. Regidas pela maestrina Ionete Maressa, as crianças entoaram cantos que ressaltaram a religiosidade, acompanhando todo o rito. A Coroação de Nossa Senhora do Colégio Diocesano Santa Luzia é o fechamento da programação desenvolvida junto aos alunos, pais e funcionários da escola ao longo de todo o mês de maio, como explica o catequista e seminarista Philipe Villeneuve: “Para chegar a essa tradição, de coroar a imagem de Nossa Senhora, nós tivemos todo o mês de maio voltado à devoção Mariana aqui no Diocesano, seja na visita da imagem às salas ou em momentos em comum para todos. Tudo em preparação da família Diocesano para viver esse momento da coroação. O mês de maio é dedicado às nossas mães, mas também à mãe de todos nós que é Maria. Foi um momento de se voltar para o exemplo dessa devoção”, comentou. Na tradição cristã, Maria é coroada como a rainha do céu e da terra. Mais do que uma representação, em que crianças vestidas de anjo colocam uma coroa sobre a cabeça da imagem, trata-se de um ato de fé e de louvor.
Guilherme Ricarte
Saiba mais Coroação teve a participação de alunos em momentos emocionantes
O gesto de coroar Nossa Senhora foi iniciado na Europa, no século 13, no ano de 1280.
ORATÓRIO No dia 21 de maio, aconteceu a Celebração Eucarística de dedicação do novo altar do Oratório Santa Luzia do Colégio Diocesano. O rito solene foi presidido pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana e concelebrado pelos diretores da escola, Pe. Sátiro Cavalcanti Dantas e Pe. Charles Lamartine. O Oratório agora está aberto às famílias durante o horário de funcionamento do colégio e terá duas missas semanais, sendo às 17h30 das terças-feiras e às 6h30 das quartas-feiras. O projeto do novo Oratório Santa Luzia é assinado pela arquiteta Wanderlânia Lima, do Estúdio 43 Arquitetura.
O que você indica?
O Diário de Anne Frank Eu indico o livro ‘O Diário de Anne Frank’, editado por Otto H. Frank e Mirjam Pressler. Ele mostra a história de uma garota judia, que tinha apenas 12 anos na época em que vivia a perseguição durante a Segunda Guerra Mundial. Juntamente com outras sete pessoas, algumas delas de sua família, Anne se esconde e depois de pouco mais de dois anos é encontrada pelos nazistas, e junto com seus amigos é enviada para um campo de concentração. O pai dela, Otto Frank, é o único do grupo que sobrevive. O livro fala sobre o preconceito e as perseguições que Adolf Hitler praticou contra os judeus. ARTHUR NOGUEIRA DE CARVALHO, aluno do 6º Ano B Ensino Fundamental Anos Finais
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ENTREVISTA
MARIA EMÍLIA
Para a edição de maio e junho, conversamos com a ex-diretora do jornal Gazeta do Oeste, Maria Emília, que exerceu essa função durante 38 anos. Formada em Direito, Maria Emília atuou no Ministério Público e acompanhava o trabalho do seu esposo, jornalista Canindé Queiroz, em cumprir a missão de informar o leitor potiguar. Ela nutre um estreito laço com o Colégio Diocesano, reforçado pela amizade com os diretores, padres Sátiro e Charles. Foi na escola centenária também onde seus filhos iniciaram trajetória de estudos, hoje recompensados com o sucesso em suas formações.
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IOCESANO INFORMA - A senhora foi diretora do jornal Gazeta do Oeste por vários anos, um dos veículos de comunicação de maior importância que Mossoró já teve. Como a senhora avalia a situação atual na nossa cidade em relação aos veículos de comunicação e sua responsabilidade social? MARIA EMÍLIA: Realmente, eu assumi a diretoria do jornal Gazeta do Oeste quando Canindé não quis mais continuar à frente e também não quis seguir escrevendo, eu dei continuidade ao trabalho. A comunicação em Mossoró está bem modificada, por conta das redes sociais. Então, a mídia impressa está se acabando, onde na cidade só existe o Jornal De Fato, acredito que por teimosia do diretor. Porque os custos de um jornal impresso são muito altos. É trabalho que você precisa de muita gente, além disso o material chegou a um valor que já não cabia no nosso orçamento. Então, foi uma pena ter que encerrar nossas atividades, pois o papel impresso é o que fica para a posteridade. Até hoje algumas pessoas me procuram para pesquisas de algumas edições do jornal, mas eu doei a coleção para o museu e biblioteca da cidade, onde eu acredito que lá tem mais utilidade.
DI: Além de levar informações para a população mossoroense, o Jornal Gazeta do Oeste tinha um compromisso social com alunos de escolas públicas com o projeto ‘Ler para Saber Mais’. Gostaria que a senhora nos contasse como surgiu essa ideia de contribuir diretamente na formação de estudantes da nossa cidade.
Então, a mídia impressa está se acabando, onde na cidade só existe o Jornal De Fato, acredito que por teimosia do diretor. Porque os custos de um jornal impresso são muito altos.” MARIA EMÍLIA
ME: Esse projeto foi idealizado pelo o professor Marcos Antônio, que integrava o espaço ‘Ler para Saber Mais’, com participação em nível nacional do Jornal na Escola. Foi quando ele me procurou e nós decidimos que esse projeto seria publicado em um caderno especial. Então ele abriu para pegar colaboração dos professores e também com espaço para os alunos escreverem. A partir daí foi um sucesso, muitos profissionais e estudantes se interessaram em escrever. Nessa época, a Gazeta do Oeste distribuía mais de cem exemplares para as atividades pedagógicas nas escolas públicas todas as semanas.
recentemente o seu novo jornal, ‘Diocesano Informa’. Com uma ideia nova no meio da comunicação, envolver os alunos com a leitura e transformar ambientes e criar laços através da informação com os pais e com toda população de Mossoró. A senhora tem acompanhado esse trabalho? ME: Tenho acompanhado esse trabalho, louvo os idealizadores e aqueles que continuam trabalhando o jornal na escola. Porque realmente é através da leitura do jornal, da mídia impressa, que os alunos, além de aprender a escrever, eles também aprendem a pensar, é através dessa ferramenta que eles irão aprimorar a interpretação de uma notícia.
DI: O Colégio Diocesano Santa Luzia lançou
DI: A família da senhora tem uma forte ligação com o Colégio DiocesaFotos: Guilherme Ricarte no, seus filhos estudaram aqui, e atualmente o seu sobrinho Guilherme Ricarte compõe o quadro de funcionários. Como a senhora avalia a contribuição dessa escola centenária para a cidade de Mossoró? ME: Na realidade, o Colégio Diocesano tem um nome muito forte e respeitado na cidade. E com Padre Sátiro que foi diretor durante 60 anos, um homem muito respeitado na área da educação e que consolidou a escola em Mossoró. Com a chegada de Padre Charles, ele conseguiu dar uma revitalização no colégio, com ideias novas e uma energia para buscar melhorias. Além disso, Padre Charles tem aproximado os ex-alunos cada vez mais da escola. Tenho visto um trabalho muito bem feito à frente do Colégio Diocesano Santa Luzia. DI: Quando falamos do Colégio Diocesano, automaticamente lembramos de Padre Sátiro, com quem o seu esposo Canindé Queiroz tem uma forte ligação. ME: Padre Sátiro sempre foi um mestre, não só para os alunos, mas para todas aquelas pessoas que estavam e estão ao seu redor. E realmente meu esposo Canindé Queiroz sempre teve uma forte ligação com Sátiro. Quando apareceu a oportunidade que foi aberta licitação para rádio FM em Mossoró, foi Canindé que mais incentivou Padre Sátiro a entrar nesse projeto. Além da rádio, participamos e apoiamos a criação Fundação Sócio Educativa, onde eu e Canindé participamos da criação do estatuto e regimento. Então, fazemos parte dessa história, o que nos honra.
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TROCA DE CONHECIMENTO
Intercâmbio é aprendizado através de nova cultura
ITALIANO MATTIA RIZZOLLI TEVE EXPERIÊNCIA DE DEZ MESES ESTUDANDO NO COLÉGIO DIOCESANO
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articipar de um programa de intercâmbio, morar em outro país por quase um ano, é muito mais do que aprender um novo idioma. É uma oportunidade única de formação através de novas culturas. Essa troca de conhecimentos é o que vive o italiano Mattia Rizzoli nos últimos dez meses, como aluno do Colégio Diocesano Santa Luzia. Em junho de 2018, ele encerra sua primeira vivência no Brasil, com o desejo de um dia voltar e com a certeza de que adquiriu bastante experiência em seu processo de desenvolvimento humano. É o que o jovem estrangeiro de 17 anos diz: “Se
olho para trás, vejo agora a mudança que aconteceu em mim, cada dia sempre mais”, avalia. Aprender ou aperfeiçoar outro idioma, imergir na cultura de outro país e entender seus hábitos e costumes, adquirir experiências, fazer novos amigos, e tornar-se mais independente, seguro e maduro são alguns dos principais motivos para quem procura um programa de intercâmbio. Por isso, manter uma rotina participativa é o ideal para atingir todos esses objetivos. “Mattia é um aluno participativo, sociável com todos, alegre e comprometido com os estudos. Ele sempre Guilherme Ricarte
está envolvido em todas as atividades. Os colegas foram bastante receptivos, o colégio também e, já na segunda semana no Diocesano, ele se mostrava bem adaptado ao ambiente escolar”, conta a coordenadora pedagógica Kalydja Souza. “Quando soube que a escola onde iria ficar era o Diocesano, fiquei emocionado e mal podia esperar para iniciar as aulas. O primeiro dia foi incrível, cheguei e fui bem recebido. Antes, momentos de ansiedade, mas que depois se transformaram em emoções únicas”, reforça Mattia. Dessa vivência, surgiram amizades que o estudante faz questão de levar para a vida na volta à Itália. “Fiz algumas amizades que seguramente não vou esquecer. Aprendi aqui o verdadeiro significado da palavra amigo
e quem acha um amigo pode achar um tesouro [...]. Uma coisa bem bacana que achei na escola foi a relação estudante e professor. Uma relação de amizade verdadeira e que vai além de uma simples aula”, confessa. O dia 29 de junho é a data que encerra o período de intercâmbio de Mattia, quando ele se despede do Brasil e retorna para Trentino-Alto Adige, onde mora sua família na Itália, certo de que essa experiência adquirida aqui é algo que ele nunca perderá: “Vou ter tudo isso sempre guardado no meu coração, porque o intercâmbio fica para sempre. Esse foi um dos melhores anos da minha vida. Se eu pudesse resumir tudo isso em uma palavra, eu diria que foi ‘emocionante’”. Ci vediamo presto, Mattia! (Até breve, Mattia!)
FAMÍLIA NA ESCOLA
Mattia teve um ano bastante participativo nas atividades escolares
ACODINE Entre os dias 4 e 6 de junho, o Colégio Diocesano Santa Luzia participou da 25ª edição da Assembleia da Associação dos Colégios Diocesanos do Nordeste (ACODINE), em Palmeira dos Índios-AL. Este ano, o encontro debateu a temática ‘Complexidade e Esperança: projetos e desafios para as Escolas Católicas na sociedade contemporânea’, e contou com palestras do Prof. Dr. César Nunes (UNICAMP), Prof. Dr. Nino Paixão (UNICAMP) e Prof. Alberto Serra (Sistema Ari de Sá). O Diocesano Santa Luzia foi representado pelo diretor da instituição, Pe. Charles Lamartine, acompanhado de uma equipe com 12 pessoas, entre coordenadores pedagógicos, de esportes e do setor religioso.
Certa vez quis morar Na cidade de Mossoró, Cidade bela e formosa Pra cá não vim só
Coordenação melhor não há Pras crianças educar Marcos e Glaudionora Não param de ajudar
Trouxe comigo Mariana Um prestígio de mulher, Na garupa veio Alice Tão pequena, dava pé
Eita... Colégio danado de bom! Tem bilíngue pra falar Tem robótica pra montar Tem coral pra cantar Meu amigo, vem pra cá!
Onde estudar era a dúvida Qual escola era melhor? Fiz pesquisa na urbe Simpatizei com o Dió Conheci o Padre Sátiro Uma eloquência só Também tem o Padre Charles Empreendedor não vi melhor Foi Raimunda, foi Ceição Que promoveram alfabetização Depois Gledcy e Carliana Arremataram a situação Seguiu em frente Alice No quarto ano com primor Encontrou com Aldenice Uma tia, uma flor
Tem esporte pra treinar Tem xadrez pra pensar Tem dança pra encantar E o Sistema Ari de Sá Fiquei satisfeito Com a escolha que fiz Felicidade no peito E amor de aprendiz Nasceu o caçula André Pra família completar Imaginem, meus amigos, Onde ele vai estudar? Preste atenção, vou dizer: O colégio é bom, bem que eu já previa A equipe tem o dom E a padroeira, Santa Luzia.
Bruno Martins
Fábio Luna e Mariana Pedroza – pais de Alice Pedroza (4ª A Fundamental Anos Iniciais)
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Mossoró, maio e junho de 2018 Fotos: Guilherme Ricarte
Atividades da escola no mês de maio foram todas voltadas à temática do trânsito
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espeitar as leis de trânsito é proteger a vida. Durante todo o mês de maio, o Colégio Diocesano Santa Luzia desenvolveu a maioria das suas atividades teóricas e práticas, provocando a reflexão de alunos, funcionários e também das famílias sobre a importância de se construir valores a partir desta temática. A educação forma cidadãos mais conscientes no respeito ao próximo, diante da necessidade urgente da redução do número de acidentes envolvendo condutores, passageiros e pedestres. Sejam crianças, adolescentes ou adultos, todos precisam entender que as boas condutas dependem de nós, pois somos o trânsito. Dentro e fora de sala de aula, até mesmo nas ruas, os estudantes do Diocesano foram imersos na temática do trânsito, seja através de palestras, oficinas, blitzen, recreações, caminhadas, sessões de cinema, teatros e tantas outras atividades pensadas para observar a importância de se preservar a vida. A partir daí, elas se tornam propagadoras das boas ações. “Quando as crianças têm a consciência de um trânsito de paz e harmonia, elas vão transmitir isso para os seus pais, irmãos, parentes. Enfim, elas são importantes elementos dessa conscientização para essa mudança”, comenta o agente de trânsito Luís Corrêa. Paulo Ricardo Júnior, pai de Maria Sofia, estudante do 1º Ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais, é testemunha dessa mudança: “Hoje em dia as crianças tentam colocar em prática o que elas estão aprendendo na escola. Sobre essa questão das normas de trânsito, minha filha está levando bem a sério. Um dia desses, quando eu estava para atravessar um semáforo que ficou amarelo quando eu passava, fui repreendido por ela, pelo fato de não estar verde. Então, ela me alertou que eu deveria ter mais atenção”, conta. A propagação da gentileza no
Nós somos o
TRÂNSITO DIOCESANO DESENVOLVE MÊS DE ATIVIDADES PARA CONSCIENTIZAÇÃO DE ALUNOS, FAMÍLIAS E FUNCIONÁRIOS SOBRE O MAIO AMARELO
Blitz educativa mobilizou estudantes com mensagens de paz dada aos motoristas trânsito é uma responsabilidade de todos. “Nós temos que ter a consciência que não é só o órgão fiscalizador que tem sua reponsabilidade no tocante à mobilidade e segurança no trânsito. O cidadão também. A partir do momento que uma instituição, principalmente uma escola como o Diocesano, toma esse papel para si, ela também está exercendo sua missão de divulgador e chamando a sociedade a participar, para que juntos possamos mudar a realidade do nosso trânsito”, reforça Luiz Corrêa.
As atividades do Colégio Diocesano foram todas pensadas de acordo com a campanha da quinta edição do Maio Amarelo, que este ano teve como tema ‘Nós somos o trânsito’. Assim como em 2017, o tema de 2018 propôs o envolvimento direto da sociedade nas ações e uma reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade. Trata-se de um estímulo a todos os condutores, seja de caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas ou bicicletas, e aos pedestres e passageiros, a optarem por
um trânsito mais seguro. “O Maio Amarelo foi realizado com a pretensão de atingir o maior número de pessoas, inclusive crianças e adolescentes de 30 escolas de Mossoró. Sendo assim, são mais de 3 mil jovens alcançados com as nossas ações. Um número expressivo”, aponta Maribel Oliveira, pedagoga da Secretaria Municipal de Trânsito. “As pessoas estão tomando consciência de que o trânsito é vida, então, sendo vida, ela precisa ser preservada”, completa.
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Pe. Sátiro
HISTÓRIA
Diocesano completa 62 anos da sede atual
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o dia 9 de junho de 2018, o Colégio Diocesano Santa Luzia completou 62 anos de suas atuais instalações, na Praça Dom João Costa, bairro Santo Antônio, em Mossoró. Anteriormente a este local, a escola tinha como sede o prédio onde hoje funciona a agência central do Banco do Brasil da cidade, na Praça Vigário Antônio Joaquim, Centro, ao lado da Catedral. A Pedra Fundamental do atual prédio foi lançada em 30 de setembro de 1947. Documentos da época registram que sua edificação, na coluna central, entre os seus arcos à entrada do colégio, foi alicerçada sobre uma caixa de bronze com as cópias dos discursos do Bispo Diocesano Dom João Batista Portocarrero Costa, do Monsenhor Francisco Sales Cavalcanti e do aluno
Por: Philipe Villeneuve
Antônio Rodrigues de Carvalho, proferidos no ato inicial da construção. No livro ‘Apontamentos sobre a história do Colégio Diocesano Santa Luzia de Mossoró’, Cônego de Sales Cavalcanti, diretor responsável pela construção e inauguração da nova sede, conta que na época toda a sociedade mossoroense se movimentou para a finalização do arrojado e imponente prédio, que viraria um marco na educação da região. Hoje, a escola mantém sua arquitetura tradicional, no entanto, adaptada às necessidades da atualidade, respeitando as leis de acessibilidade em sua estrutura física e consequentemente o direito da pessoa com deficiência, mas sem perder a identificação visual que é marca do majestoso prédio do Diocesano de Mossoró. Arquivo
Sede do Colégio Diocesano em 1956, logo após a sua construção Guilherme Ricarte
Prédio mantém sua arquitetura, com adaptações de acessibilidade
ORATÓRIO SANTA LUZIA No último dia 21 de maio, na Memória de Maria Mãe da Igreja, reabrimos o Oratório Santa Luzia, depois de ter passado por uma reforma, com uma Celebração Eucarística presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana. Na celebração, o novo altar foi dedicado ao Senhor em rito solene para a celebração do Mistério Pascal de Cristo. MARIA, MÃE DA IGREJA O Papa Francisco instituiu este ano à memória fixa de Maria, Mãe da Igreja, na segunda-feira após a Solenidade de Pentecostes. Celebrar Maria como Mãe da Igreja é refletir a partir dela o povo de Deus que ao longo da história assumiu também o projeto do Reino de Amor na caminhada e revestiu-se de um discipulado profundo a Cristo Jesus e aos mais pobres. O CORDEIRO NA ANTIGA ALIANÇA Na arquitetura do Oratório Santa Luzia, foi incluído na parte externa um ícone, arte sacra, com o desenho do Cordeiro. Os judeus já no Antigo Testamento, dentro de seus ritos, sacrificavam animais a Deus como oferenda agradável. Antes da passagem pelo Mar Vermelho, ao povo hebreu foi pedido sacrificar um cordeiro, servido em alimento e tingidas suas casas com o sangue em sinal da proteção divina que depois culminaria na libertação daquele povo que antes estava na escuridão. O CORDEIRO DE DEUS, A NOVA ALIANÇA Do mesmo modo, Cristo, oferta plena de amor a Deus e ao mundo, é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo como já apontara João Batista (cf. Jo 1, 29). Derramou seu sangue por todos, por amor, pelo seu projeto de construção do reino de Deus que já começa a manifestar seus sinais fecundos aqui na terra. O Cordeiro é sinal do Mistério Pascal de Cristo, que passa pela paixão (suas chagas), morre por amor, e res-
suscita triunfante conduzindo-nos também à esperança de um mundo mais fraterno, mais amoroso, mais ressuscitado. CORPUS CHRISTI Segundo o calendário litúrgico, na quinta-feira após o domingo da Solenidade da Santíssima Trindade, a Igreja celebra a festa da unidade, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Este ano, caiu no dia 31 de maio. Mistério de amor grandioso e perene, a Eucaristia, como diz a música “nos faz Igreja, comunidade de amor”. Mais do que celebrar a presença real do Cristo nas espécies do pão e do vinho, a Eucaristia deve ser para nós o propósito constante de assim como Cristo nos doarmos pelos outros, repartindo o que temos, dando voz e vez àqueles que não tem. ATIVIDADES DO ORATÓRIO Retornam, depois da celebração de Dedicação do Altar, no Oratório Santa Luzia as celebrações com os mesmos horários de antes. As missas serão celebradas todas as terças-feiras às 17h30 e todas as quartas-feiras às 6h30. Contamos com a participação de toda a comunidade escolar, familiares e amigos para que bem possamos vivenciar o Mistério Pascal de Cristo (Paixão, morte e ressurreição) em nossas vidas. SANTOS JUNINOS Durante o mês de junho, celebramos três grandes santos da cultura popular. Santo Antônio (13) foi um franciscano doado ao serviço dos mais pobres e humildes. São João (24) foi o precursor de Cristo que o anunciou ao povo de Israel e preparou os corações daquele povo para acolher o Messias. São Pedro (29) foi um dos doze apóstolos e aquele a quem Cristo teria concedido a tarefa de coordenar o grupo dos discípulos e ser sustento nas comunidades nascentes. Mais do que danças e comidas típicas, deixemo-nos tocar pelo exemplo e testemunho destes homens que seguiram a Cristo Jesus com suas vidas.
ESPAÇO CURTO CIRCUITO
Fazer o bem, pra quem? Iasmin Thayane - 4º Ano A Fundamental Anos Iniciais
A solidariedade, a gente divide, Entre pai, mãe e irmão, Ajudando as crianças você ganha esperança, Espalhando-a por todas as suas andanças. Ajudando e doando, Você fará uma criança feliz, Alegre, e solidária voando, Neste lindo Céu de Anil. Todo mundo deve ser respeitado de verdade, Nas ações saudáveis de amor e solidariedade, Em todos os contextos de amizade, Todos juntos, com carinho e seriedade.
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Fazer o bem, pra quem?
Sarah Letícia - 4º Ano D Fundamental Anos Iniciais
De amigo para amigo, Começou nossa amizade, Por isso sempre te digo, Que te amo de verdade! Acredito no amor, Acredito na união, Acredito nos amigos, Que são do meu coração! Gosto e aposto Na nossa amizade, Que depois de muitos anos, Se tornou de verdade! Gosto do amor e da solidariedade, Gosto da união e também da liberdade! Gosto do carinho, que vem do meu coração, Ele se torna bem grandinho e repleto de união.
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Mossoró, maio e junho de 2018
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01- Science Week com o Ensino Bilíngue do Diocesano / 02- Diocesano conquista seis título estaduais de karatê / 03- Colégio Diocesano é homenageado na Missa Festiva de Santo Antônio / 04- Formação humana e espiritual com o Ensino Médio / 05- Grito Junino abrindo os festejos de São João na Unifam / 06- Missa de encerramento do Retiro da Crisma 2018, no Oratório Santa Luzia / 07- Momento de leitura Fundamental Anos Iniciais / 08- Exame de faixa dos alunos do karatê no Ginásio Karecão. Fotos: Guilherme Ricarte e Bruno Martins