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Diocesano Informa | Junho 2019

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Circuito proporciona vivência do Sistema MonetárioPág. 03

Grito Junino dá início ao projeto São João Literário Pág. 05

MOSSORÓ - junho de 2019 | Ano XXVII | Nº 111 www.diocesanosantaluzia.com.br | cdslmossoro @diocesanosantaluzia | cdslmossoro

egito

Guilherme Ricarte

A história contada pelos movimentos do corpo

Não é apenas com palavras que se narra uma história. Os movimentos do corpo dizem muito, expressam até mesmo o que diálogos intensos não conseguem comunicar. Assim foi o Egito, espetáculo apresentado pelo Grupo Diocecena, no Teatro Dix-huit Rosado. A dança contemporânea deu o tom do resgate histórico, provocando a curiosidade do público e conquistando -o pelos encantos da cultura. Diante do sucesso, o resultado: três noites de casa cheia e convites para reapresentações. O corpo fala e a dança fascina. PÁGINA 06


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Mossoró, junho de 2019

editorial T

ARtiGO

Pe. Charles Lamartine - direcao@cdsl.com.br

ão importante quanto planejar é avaliar os resultados alcançados. Estamos chegando à metade do ano 2019 e com isso temos quase finalizado o nosso primeiro semestre desde que iniciamos a implantação da educação bilíngue na matriz curricular da nossa escola – primeiramente na Unifam, Fundamentais Anos Iniciais e 6º Ano dos Anos Finais. Além de ouvirmos diariamente o feedback das famílias, que nos encontram e fazem questão de falar, não apenas sobre o aprendizado dos seus filhos e filhas referente à língua inglesa, mas observando o desenvolvimento deles em diversas habilidades, também ouvimos àqueles que estão com a gente nesse desafio: a International School Sistema de Ensino. Assim, aproveitando a presença do consultor da IS, César Bizetto, em uma de suas visitas ao Colégio Diocesano Santa Luzia, resolvemos escutá-lo para dividir informações importantes com vocês em uma entrevista bastante esclarecedora na página 4 deste Diocesano Informa. César expõe suas percepções, como

consultor, do que já dá para perceber de desenvolvimento das crianças, aliado ao bilinguismo. O Diocesano Informa, jornal impresso da nossa escola, em sua nova edição, também lista em suas matérias algumas das principais atividades que o colégio promoveu nas recentes semanas. Na matéria de capa, o registro do lindo Espetáculo Egito do Grupo Diocecena, que sempre nos emociona e faz arte em alto tom de qualidade. Vi, revi e a cada apresentação me senti orgulhoso deste trabalho genuíno da nossa terra Mossoró. Temos nas páginas deste periódico também o início das festas juninas, Circuito de Matemática dando noções de disciplina financeira às crianças, além da emocionante Coroação de Nossa Senhora encerrando o Mês Mariano, Semana do Brincar e, claro, a Missa em Ação de Graças pelos 118 anos da escola, grande defensora da educação como instrumento de transformação das pessoas. Fiquem com Deus e tenham uma prazerosa leitura! Guilherme Ricarte

iLUStRAÇÃO

ALFABetiZAÇÃO

Plícia Munik Maia do Vale - aluna de Psicologia da Faculdade Católica do RN

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ato de ensinar é considerado um processo de compreensão de significados por meio do código escrito e é também um conjunto de habilidades diversas que podem ser adquiridas no ambiente familiar e social, além do espaço escolar. Este último é o local onde o educando adquire conhecimentos diversos e aperfeiçoa aqueles já existentes. Alguns autores relacionam alfabetização e letramento como algo unitário, pois, consideram estes itens como bases interligadas no processo de educação das crianças, nos seus primeiros anos escolares. Atrelado a este conceito, o professor alfabetizador deve ter domínio de muitos conhecimentos, habilidades e estratégias de ensino, além do saber lidar com os alunos. Deve demonstrar ainda capacidade, decisão e criatividade, pois as crianças não aprendem sozinhas, elas aprendem quando alguém as coloca em situação de pensar. O professor deve estar sempre atualizado, ser um profissional reflexivo, não esquecendo que este é um tema de ofício contínuo e que deve ser revisto diariamente, uma vez que se encaixa em situações diversas que podem ser vividas pela turma. É fato que alfabetização e letra-

mento não são sinônimos. O primeiro termo abrange um todo, já o letramento expressa etapas de aquisição de conhecimentos. Sabese que, na vida cotidiana do educando, essas práticas devem ser trabalhadas de modo que o conhecimento seja proliferado de forma satisfatória. O letramento condiciona a entender e pôr em prática as habilidades diante das mais variadas situações do dia-a-dia. A alfabetização também remete a um processo inicial no qual as crianças são inseridas logo nos primeiros anos escolares. Aprender a utilizar o alfabeto e compreender seu significado e interpretação é uma das primeiras lições a ser desenvolvida. “Alfabetizar é, portanto, oportunizar situações de aprendizagem da língua escrita nas quais o aprendiz tenha acesso aos textos e a situações sociais de uso deles, mas que seja levado a construir a compreensão acerca do funcionamento do sistema de escrita alfabético” (SANTOS, 2007, p. 98). O termo alfabetizar, portanto, não se restringe à aplicação de rituais repetitivos de escrita, leitura e cálculo, pois é iniciado no momento da própria expressão da criança, quando estas falam sobre sua realidade e identificam os objetos que estão ao seu redor.

Jorge Guaraná - jorge@canariocomunicacao.com

expediente Pe. Charles Lamartine Direção

Guilherme Ricarte e Pedro Ítalo Edição e Textos

Bruno Martins, Rosilene Ramos Produção

Canário Comunicação e emmanoel Linhares

Projeto Gráfico e Diagramação

Unigráfica Impressão


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Mossoró, junho de 2019

MAteMÁtiCA

Circuito proporciona vivência do Sistema Monetário

ATIVIDADE TEM OBJETIVO DE DESENVOLVER DISCIPLINA FINANCEIRA ATRAVÉS DA EXPERIÊNCIA

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o início do mês de junho, entre os dias 4 e 7, aconteceu no Colégio Diocesano Santa Luzia a quarta edição do Circuito de Matemática, com as turmas do Ensino Fundamental Anos Iniciais. Os 1º, 2º e 3º Anos trabalharam com jogos confeccionados por eles, tendo como base os números, enquanto os 4º e 5º Anos criaram um minimercado para comercializar produtos, com dinheiro fictício, e aprender mais sobre o Sistema Monetário Brasileiro a partir da vivência. Com as atividades do Circuito de Matemática, as crianças têm a oportunidade de vivenciar diversas situações que envolvam a moeda nacional, como identificação das cédulas, desenvolvimento da disciplina financeira, noções do cálculo do troco, resolução de problemas incluindo as quatro operações e a porcentagem através dos descontos. “O Circuito é realizado desde 2016 e, a cada ano, procuramos explorá-lo de forma diferente. O ponto alto é o minimercado, quando as crianças entram com total protagonismo ao simularem a compra e venda de produtos. Elas discutem as estratégias de comercialização, escolhendo o que vão vender, preços, descontos, promoções, troco e tudo que envolve a atividade”, explica a professora Tayara Crystina. “Os alunos são convidados a conhecer as famílias de cédulas e moedas. Os centavos de real, por exemplo, vão ajudá-los a entender quantidades menores que a unidade. No Circuito, eles desenvolvem habilidades para elaborar e resolver problemas e vivem a experiência da troca de conhecimentos, quando revezam em funções de vendedores, caixa e fiscal”, reforça a professora Lorena Fernandes. O resultado é considerado bas-

Guilherme Ricarte

Alunos protagonizam compra e venda de produtos com simulação do minimercado tante positivo, de acordo com os professores responsáveis pela disciplina. “O Circuito foi fundamental para o aprendizado significativo das crianças, com relação ao Sistema Monetário, tendo em vista que elas produziram o seu próprio mercadinho e com isso tiveram um bom empenho na participação, tanto na hora de vender como na hora de comprar. Isso fortalece a formação integral do aluno, sabendo que o conhecimento adquirido no circuito será levado para a vida”, avaliou o professor Jonas Miqueias. Praticamente tudo do nosso cotidiano gira em torno dos números. Desde o contar até a resolução de problemas, usamos a matemá-

tica como base: quando dividimos lanche com os amigos, ou contamos nossa idade, quando fazemos uma receita e conferimos as medidas, entre tantas outras atividades diárias. Daí a preocupação da escola em estimular as habilidades fundamentais na Matemática já a partir da infância. O Circuito de Matemática é parte do Projeto Diomathema, criado com o objetivo de redimensionar o ensino da Matemática, estimulando o interesse dos alunos pela disciplina, contextualizando conteúdos, criando conexões com o cotidiano, desenvolvendo o raciocínio lógico e a capacidade criativa.

O que você indica?

iONete MAReSSA , professora de música e regente do Coral Santa Luzia

Eu indico o livro ‘A coragem de ensinar’, de Parker J. Palmer, que transporta professores para uma jornada interior, reconhecendo a eles mesmos, aos estudantes e aos colegas, para que recuperem a paixão pela profissão que escolheram. ‘A coragem de ensinar’ parte de uma simples premissa: a boa prática docente não pode se limitar à técnica, mas deve ser embasada pela integridade e identidade do professor. O autor também ressalta a importância de ensinarmos com o coração, levando inspiração e entusiasmo ao aluno, contagiando-o de forma positiva e conclui: “A salvação deste mundo está no coração humano, no poder do homem de refletir, na brandura e na responsabilidade humana, e em mais lugar nenhum”.

Os alunos são convidados a conhecer as famílias de cédulas e moedas. Os centavos de real, por exemplo, vão ajudar eles a entenderem quantidades menores que a unidade.” LORENA FERNANDES Professora


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Mossoró, junho de 2019 Fotos: Guilherme Ricarte

eNtReViStA

CÉSAR BiZettO CONSULTOR DA INTERNATIONAL SCHOOL

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bilíngue do Colégio Diocesano Santa Luzia, através do sistema International School de Ensino, associa o aprendizado dos alunos ao cotidiano. O novo idioma é estimulado através da musicalização, jogos de aprendizagem, atividades interativas e esportivas, além da conversação. O domínio do segundo idioma, com a globalização, deixou de ser diferencial de currículo para obrigação no mercado de trabalho. No Brasil, cerca de 5% da população fala uma segunda língua e apenas 3% apresenta fluência em inglês. Para preparar as futuras gerações para este cenário, o Colégio Diocesano oferece ensino bilíngue para alunos e professores nas séries iniciais, com interações lúdicas, diversificadas e aplicadas ao cotidiano. O programaécertificadointernacionalmente pela International School. No ensino bilíngue, o ensino do inglês é associado a aprendizagem de outras áreas do conhecimento,comoMatemática,Artes,Ciências, GeografiaeHistória,fortalecendoasoportunidades futuras da criança. Recentemente, a convite da International School, o Colégio Diocesano Santa Luzia participou da edição 2019 do Best (Bilingual Education Summit), que aconteceu entre os dias 4 e 7 de junho em São Paulo. O evento tem o objetivo de debater, entre profissionais da educação, as maneiras de criar experiências e aprendizados sobre a utilização do Ensino Bilíngue como ferramenta essencial na reestruturação do aprendizado. Para nos assessorar nesse processo de crescimento da educação Bilíngue em nossa instituição, recebemos o Advisor (Consultor Pedagógico) César Bizetto. O mesmo conversou com a equipe do Diocesano Informa e esclareceu vários pontos do projeto, destacando a evolução da nossa escola. Diocesano Informa - Diante da nova realidade educacional, quais os benefícios da educação bilíngue na formação das crianças e jovens? César Bizetto – Hoje em dia, fala-se muito em desenvolvimento de competências. As maiores empresas hoje buscam funcionários que consigam interagir uns com os outros, que tenham pensamento crítico, saibam resolver problema e saibam lidar com esses problemas de uma forma que não abale o ambiente como um todo. Então, o ensino bilíngue traz todo esse contexto para dentro de sala de aula. Não estamos mais falando só de ensinar a língua ou só estrutura e frases, estamos desenvolvendo um cidadão dentro dessas competências e, fazendo isso, a língua se desenvolve naturalmente. DI- O material da International School é elaborado de acordo com a Base Nacional Comum Curricular? De que forma isso é trabalhado? CB- Contamos com um material desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Ele é, de fato, embasado na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), todavia, precisamos lembrar que esta base não traz o ensino de língua inglesa para a educação infantil, como

também não torna esse ensino obrigatório no Fundamental I, mas, colhemos no desenvolvimento desta base todas as premissas para o desenvolvimento dos alunos, inserindo essas contribuições dentro de nosso material, seja na ampliação de competências ou no próprio aperfeiçoamento linguístico. Já para o Fundamental II, onde há a implementação da base, o material segue todas as orientações apresentadas em relação ao desenvolvimento de língua e de competência, onde o inglês é visto como uma língua franca, ou seja, uma

No ensino bilíngue, o ensino do inglês é associado a aprendizagem de outras áreas do conhecimento, como Matemática, Artes, Ciências, Geografia e História, fortalecendo as oportunidades futuras da criança.” comunicação global. DI- O Colégio Diocesano Santa Luzia adotou a educação bilíngue em sua matriz neste ano de 2019. De acordo com as consultorias mensais da IS, qual balanço se faz dessa primeira metade do ano? CB- Essa é a minha sexta visita, observando os professores, acompanhando as aulas e podendo dar devolutivas para eles, concluo que o balanço foi muito positivo, tanto dentro do desenvolvimento dos professores como também no crescimento dos alunos. Os professores que foram acompanhados em janeiro durante a formação, e em fevereiro já dentro de sala de aula, ao observá-los durante essa semana de junho, é notável o desenvolvimento dos mesmos, tanto no que se refere ao do-

mínio de sala, quanto ao uso do próprio idioma e crescimento de competência dos alunos. Porque, quando falamos da educação infantil, por exemplo, não focamos apenas na língua, mas no desenvolvimento cognitivo, motor, social e afetivo desses estudantes. As crianças se sentem bem dentro de sala, como também se sentem confortáveis. Dessa forma, elas usam a língua naturalmente, de uma maneira que não as forçam a usar o idioma. Tal ideia vem das teorias de aquisição linguística, que nos ensinam que não podemos forçar a produção de um segundo idioma, ele tem que vir naturalmente. Isso também é válido para os alunos do primeiro ao quinto ano, e os alunos de sexto ano. Contudo, precisamos entender que estamos com seis meses de programa e isso ainda é um tempo curto para ver resultados, porém, já começamos a enxergá-los. Claro que ao longo da vida escolar desses alunos, tanto aqueles que estão no sexto ano, quando chegarem no nono ano, e aqueles que estão na educação infantil, ao chegarem no final do quinto ano, terão tido uma exposição diária a língua durante anos e, por isso, vão ter com certeza adquirido fluência no idioma, além de todas as habilidades que desenvolvemos em termos de competências do século vinte e um. Esse processo está dentro da normalidade e eu diria que aqui, no Diocesano, por já ter um trabalho muito forte da coordenação em termos de aulas bilíngues, está até um pouco acima da média em relação ao que se observa em outros colégios, com os mesmos cinco ou seis meses de programa. DI- O Diocesano aposta também na capacitação dos professores polivalentes e funcionários de outros setores. Qual o impacto dessa iniciativa em meio ao processo de implantação do bilíngue? CB- Isso tem um impacto muito importante. Na verdade, isso é um diferencial. Realizamos uma formação com todos os professores e regentes, participando junto aos professores bilíngues para entender sobre o uso de metodologias ativas, sobre como eles podem se alinharemtermos de rotina com os alunos e também ao uso de alguns comandos na língua ingle-

sa. O colégio está proporcionando para esses professores aula de inglês e isso faz uma diferença muito grande no desenvolvimento das crianças, uma vez que elas têm o professor de sala como uma referência, visto que passam mais tempo com eles. Então, o aluno acaba recebendo o professor de inglês com uma maior naturalidade. Uma outra coisa que impacta muito é o fato dos professores de sala, tanto da Educação Infantil como no Fundamental I, continuarem dentro de sala, auxiliando os professores de língua inglesa, dessa forma, eles também participam da aula e isso faz uma diferença enorme na implantação do programa. DI- O jovem que desenvolve habilidades com educação bilíngue está mais preparado para os desafios do futuro? CB- Está, com certeza! Discute-se muito hoje em dia sobre preparar os alunos dentro da escola como cidadão. Então, quando falamos no inglês, entendemos que o mesmo é uma necessidade real no mercado de trabalho, e até para os estudos, se ele quiser fazer uma pós-graduação, mestrado ou doutorado no exterior. Diante dessa visão, desenvolvemos no aluno a capacidade para lidar com situações adversas, pois, hoje, estamos em um mundo onde as pessoas estão muito reativas, por isso, dentro de sala de aula, propomos problemas onde eles precisam levantar hipótese. Quando usamos o Lego como ferramenta educacional, eles precisam pensar como é que vão construir o que fora solicitado, levando em consideração que essa é uma ferramenta utilizada somente em grupos, assim, precisarão interagir com os colegas e respeitar a opinião do companheiro, e isso reflete depois na vida deles no mercado de trabalho, por que se eles não conseguirem interagir dentro de sala de aula, dificilmente irão conseguir essa habilidade fora dela.


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Fotos: Guilherme Ricarte

Crianças contagiaram a escola com muita alegria e o resgate da cultura regional

Professores e professoras formaram a tradicional quadrilha junina

tRADiÇÃO NORDeStiNA

Grito Junino dá início ao projeto São João Literário

NO DIOCESANO, TODOS ENTRARAM NO CLIMA JUNINO PARA CELEBRAR O RESGATE CULTURAL DESSA QUE É UMA TÍPICA FESTA NORDESTINA

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Grito Junino do Colégio Diocesano Santa Luzia é o principal sinal de que a época mais colorida e alegre do ano já chegou. Dentro desse contexto, as crianças da Unifam e Ensino Fundamental Anos Iniciais, assim como as professoras dos dois setores, começaram o mês nesta

atividade que tem como principal objetivo o resgate da cultura nordestina para manter viva a tradição junina. Juntos, contagiaram toda a escola em momentos de muita diversão. O clima da típica festa nordestina começou com as professoras e professores. Na Sala de Movimentos,

todos produziram suas caracterizações e entraram na dança da quadrilha junina em uma manhã de sábado bem diferente. Ninguém ficou parado. Nos dias seguintes entraram em cena as crianças, que tomaram conta do pátio da Unifam e da Praça do Centenário para anunciar que o mês

de São João, São Pedro e Santo Antônio começou. Com o Grito Junino se dá início também ao projeto São João Literário promovido pela escola, que culmina em uma grande festa nos dias 27 e 28 de junho, com quadrilha no Ginásio Carecão e um espaço no largo ao lado todo preparado para receber as famílias, oferecendo praça de alimentação, tendas literárias, brincadeiras, música, jogos, entre tantos outros atrativos. Tornar o São João um instrumento literário é utilizar a típica cultura popular para estudo de autores e obras, com o objetivo de aliar os conteúdos didáticos com as tradições juninas. Jogos de adivinha, trava-línguas, receitas, quadrilhas, cordéis, poemas e contações de histórias são alguns exemplos de gêneros que circulam no contexto dessas festividades.

118 ANOS A história do Colégio Diocesano Santa Luzia, iniciada em 2 de março de 1901, foi celebrada em seus 118 anos durante uma Missa em Ação de Graças, presidida pelo Bispo Dom Mariano Manzana, no Ginásio Carecão. Colaboradores, ex-funcionários, alunos, ex-alunos e as famílias prestigiaram este momento, que aconteceu na manhã do dia 28 de fevereiro. O Colégio Diocesano Santa Luzia foi fundando por Dom Adaulto Aurélio de Miranda, em homenagem à padroeira de Mossoró. O primeiro diretor foi Cônego Estevão José Dantas e sua primeira sede era localizada à Praça Vigário Antônio Joaquim, onde está atualmente a sede do Banco do Brasil. Em 1956, foi inaugurado o novo prédio, local onde a escola funciona atualmente.

Célio Duarte


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GRUPO DIOCECENA NARRA O EGITO ANTIGO, SEM DIÁLOGOS, UTILIZANDO A ARTE DA DANÇA CONTEMPORÂNEA COMO A FERRAMENTA PRINCIPAL

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desafio de abordar um assunto clássico da História Antiga, sem palavras, sem qualquer diálogo, foi o grande desafio do Grupo Diocecena ao apresentar o espetáculo Egito, em cartaz nos dias 12, 13 e 14 de abril, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, em Mossoró. A arte da dança contemporânea foi a grande protagonista. Narrou apenas com os movimentos do corpo tudo aquilo que o público e a crítica estavam acostumados a apreciar a partir da oralidade. A nítida exemplificação de “o corpo fala”. A coreógrafa do grupo, diretora do espetáculo “Egito”, Roberta Schumara, não escondeu durante suas entrevistas pós-espetáculo, que ali eles haviam alcançado uma experiência incomum: “Foi um dos espetáculos mais desafiadores que eu fiz na minha vida, porque trouxe uma linguagem um pouco diferente do que a gente já usava. Trazer a dança contemporânea para um espetáculo com esse tema foi um desafio. Tentei colocar o luxo e o ouro dentro da própria movimentação corporal dos bailarinos. E isso é a dança contemporânea: a gente narra uma história através do corpo”, resumiu Schumara, em meio ao sentimento de dever cumprido. A coreógrafa confessou ainda que a repercussão junto ao público era a sua maior expectativa: “Eu não sabia como as pessoas iam receber isso, mas ao mesmo tempo eu gostaria muito de experimentar, sair da minha zona de conforto, e mostrar esse outro lado da dança. Então foi muito gratificante ver o feedback, saber que as pessoas aceitaram essa nossa proposta de espetáculo”. Entre tantas novidades do Egito, duas delas têm assinatura do produtor Marcelo Zamora, que construiu o espetáculo ao lado de Schumara, trazendo a dança aérea

e Gi tO

acrob át i c a e a i lu minação curiosa e pontual para o palco do teatro. Foram diferenciais e tiveram grande repercussão. Em saldo, avalia-se que a experiência do Egito foi o início de uma nova fase no Grupo Diocecena, sediado no Colégio Diocesano Santa Luzia e que está em atividade desde 2006. É o que relata a própria diretora: “Particularmente acho o espetáculo mais maduro do grupo, coreograficamente, cenicamente, acho que foi o trabalho em que o Diocecena mais amadureceu”, enaltece Roberta Schumara, já pensando em seu próximo desafio e em busca de mais superação.

RESULTADO PEDAGÓGICO - Trabalhar o Egito também rendeu resultados além do palco, repercutindo positivamente no desempenho dos alunos em sala. “Estou muito feliz com o aprendizado dos alunos. Eles se envolveram muito. Alguns professores de História do Diocesano estavam relatando sobre a dedicação dos estudantes que são bailarinos, interagindo muito em sala de aula no conteúdo sobre o Egito Antigo. Tivemos a ajuda muito grande dos professores Rafael Magnum e Lúcia Câmara, que foram cruciais na montagem”, reconhece Roberta.

Fotos: Guilherme Ricarte

A HiStÓRiA CONtADA PeLOS MOViMeNtOS DO CORPO

“Isso é a dança contemporânea: a gente narra uma história através do corpo”, Roberta Schumara

Guilherme Ricarte


Mossoró, junho de 2019 Guilherme Ricarte

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Pe. Sátiro

Por: Philipe Villeneuve

Programação especial de brincadeiras foi montada para Unifam e Fundamental

iNFÂNCiA

Semana do Brincar envolve crianças e famílias

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ntre os dias 25 de maio e 2 de junho, aconteceu a Semana Mundial do Brincar, que este ano teve como tema ‘O brincar que abraça a diferença’. O brincar é um processo educativo completo, influenciando o intelecto, o emocional e o corpo na infância. Engajado nessa iniciativa, o Colégio Diocesano Santa Luzia promoveu atividades na escola durante todo o período, envolvendo as crianças da Unifam e Fundamental Anos Iniciais. É no ato de brincar que as crianças desenvolvem diversas capacidades e têm a oportunidade de estimular sua criatividade e imaginação. A brincadeira faz parte da rotina das meninas e meninos do Diocesano e por isso

a semana dedicada a este tema tem destaque na programação. Foram preparados espaços lúdicos para que as crianças realizassem brincadeiras variadas e fossem estimuladas a desenvolver a interação e as noções corporais. O resgate das tradicionais brincadeiras esteve bastante presente. Oficinas de montagem de brinquedos, bicicletadas, jogo de petecas, bola de meia, pula corda, elástico, corrida de tampinhas (tampocross), piscina, gincanas e tantas outras iniciativas foram realizadas para envolver os educandos e suas famílias. Todas essas brincadeiras foram realizadas nas acolhidas, nos recreios e nos momentos da despedida.

eX-ALUNOS Guilherme Ricarte

MÊS MARIANO Durante o mês de maio, tradicionalmente, a Igreja do mundo todo se volta para um olhar carinhoso e reflexivo sobre o papel de Maria, mãe de Jesus e nossa, na história da salvação e na vida do nosso povo nos dias de hoje. O Colégio Diocesano realizou atividades de oração, peregrinação da imagem nas turmas, momentos de reflexão que culminaram na Coroação da Imagem de Nossa Senhora, no dia 30 de maio, durante o turno da manhã, no Ginásio Pe. Sátiro Cavalcanti Dantas, reunindo alunos, famílias e comunidade em geral. O mês de maio também traz uma recordação importante, pois, no dia 21, comemorou-se um ano da dedicação do altar e reabertura do Oratório Santa Luzia, realizado em 2018, no dia em que se celebrou a festa de Maria, Mãe da Igreja. ORDENAÇÕES PRESBITERAIS A Diocese de Santa Luzia de Mossoró ganha novos padres para o serviço desta igreja particular e de todo povo de Deus. No início do mês de junho, três diáconos transitórios foram ordenados presbíteros em suas cidades de origem. Dia 1º, na Área Pastoral de Santo Antônio, em Antônio Martins, fora realizada a ordenação presbiteral de Antoniel Alves. No dia 8, na Paróquia de São Manoel, em Mossoró, foi a vez dos diáconos Rafael Andrade e Carlos Ítalo. Este último, entre os anos de 2013 e 2018, realizou serviços pastorais no Colégio Diocesano. Somos gratos por tantas maravilhas realizadas por Deus em nosso meio. A próxima será a ordenação do Dc. José Mário Freitas Viana Segundo, no dia 28 de junho, às 18h, na Matriz do Menino Jesus de Praga, Santa Delmira. SOU LUZ PARA O SEMINÁRIO A Diocese de Santa Luzia e o Seminário Santa Teresinha relançam a Campanha “Sou Luz para o Seminário”, com o intuito de conscientizar todo o território diocesano da importância da casa de formação dos

nossos futuros padres, bem como incentivar o povo a um compromisso engajado com a manutenção do lugar e do próprio processo formativo, haja vista que o seminário sobrevive de doações. São, atualmente, 39 seminaristas vindos de vários lugares de nossa Diocese. A contribuição é realizada de forma anexa ao valor da conta de luz mensal (COSERN). Mais informações sobre como aderir à campanha, entrar em contato com o próprio seminário: 3321-6396. SANTAS MISSÕES POPULARES Dentro do projeto “Santas Missões Populares 10 anos depois”, a Diocese continua o seu processo de fomentar o ardor missionário nas paróquias, incentivando a formação dos missionários e a estruturação de uma Igreja em estado permanente de missão. Entre os dias 25 de maio e 1º de junho, realizou-se a Semana Missionária na Área Pastoral de Antônio Martins, reunindo missionários de várias paróquias para contribuir na realização do momento. Nos próximos dias, de 22 a 30, será a vez da Paróquia Menino Jesus de Praga, Bairro Santa Delmira, Mossoró, realizar sua Semana Missionária. Acompanhemos com nossas orações cada um destes momentos, pedindo ao Senhor pela fecundidade deste trabalho em nosso chão diocesano. CAPELA DE SÃO VICENTE Entre os dias 10 e 13 de junho, a Capela de São Vicente, na pessoa do Pe. Flávio Augusto Forte Melo, pároco da Paróquia de Santa Luzia de Mossoró, e o Pe. Charles Lamartine de Souza Freitas, vigário paroquial, realizaram o tradicional tríduo em memória do co-padroeiro desta igreja, Santo Antônio. Memória histórica daquele dia 13 de junho, no qual a cidade de Mossoró resistia à invasão do bando de Lampião, todos os anos esta festa traz presente a memória do franciscano Antônio de Pádua, ao mesmo tempo que recorda a história do povo mossoroense. Este ano, de forma especial, a Capela comemora seus 100 anos de evangelização.

eSPAÇO CURtO CiRCUitO

Um jeito diferente de ser e sentir LetÍCiA ViCeNte - Aluna do 8º Ano A Fundamental Anos Finais

Nos dias 18 e 19 de maio, aconteceram os Jogos dos Ex-alunos do Colégio Diocesano Santa Luzia (JEDs), movimentando o Ginásio Carecão na modalidade futsal. Após empate por 1 x 1 no tempo normal e vitória nos pênaltis por 3 x 1, o time ‘2002-2006’ foi o campeão pela terceira vez. A equipe do Botafogo FC ficou com o vice-campeonato e o Juventude na terceira colocação. A quarta posição foi do Chinelinhos.

Um dos temas mais debatidos na sociedade hoje é a Inclusão. A ideia de incluir o outro é fundamental para uma boa convivência, pois exige respeito, empatia, amor ao próximo e compaixão. Porém, nem todos entendem dessa forma. Inclusão social vai muito além do que duas pequenas palavras podem significar no dicionário, elas representam ideias maiores, principalmente saber se colocar no lugar do outro. Claramente, podemos perceber que as pessoas que apresentam algum tipo de limitação ou deficiência, seja ela qual for, são excluídas por nós e sofrem constante-

mente com essas situações. Autistas, cegos, surdos, mudos ou até mesmo indivíduos com limitações físicas maior do que os outros sofrem mais. Inclusive, podem desenvolver sérios transtornos ou sintomas de depressão, alguns, infelizmente, chegam a cometer suicídio, situação também muito presente hoje. Portanto, temos agora consciência em dizer que para incluir todas as pessoas o principal valor a ser desenvolvido é o respeito e o amor ao próximo, pois só quem sente e/ou passa por essas situações podem entender qual é a dor e o nível de sofrimento que a exclusão pode ocasionar.


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ReLiGiOSiDADe

Coroação encerra Mês Mariano

No Ginásio Carecão, crianças, jovens, funcionários e famílias se reuniram em devoção à Santa Maria Mãe de Jesus

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m devoção à Santa Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, fora realizada, na manhã do dia 30 de maio, uma emocionante celebração de coroação a Nossa Senhora de Fátima, encerrando as atividades do Mês Mariano do Colégio Diocesano Santa Luzia. Crianças e jovens da Unifam, Fundamental Anos Iniciais e Finais, e Ensino Médio, juntos às famílias e funcionários da escola, externaram todo carinho pela Virgem Maria, em um momento único ocorrido no Ginásio Carecão. A tradicional coroação aconteceu após um mês inteiro de atividades em todos os setores do colégio, com a peregrinação da imagem de Nossa Senhora de Fátima. Desde o início de maio, com uma celebração na Praça do Centenário, foram realizados momentos de formação humana e espiritual, com orações e reflexões feitas pelo Setor Religioso com as crianças e jovens. COMO SURGIU– A tradição de coroar Maria chegou ao Brasil ainda com os colonizadores portugueses. São Felipe Néri fez com que o mês de maio se tornasse, de maneira es-

Guilherme Ricarte

Celebração mantém viva a tradição de coroar Nossa Senhora pecial, o mês dedicado a Maria. Ao final de cada mês de maio, São Felipe Néri sempre oferecia uma coroa de flores à Nossa Senhora.

Em 1884, a princesa Isabel, em sua segunda visita à Basílica Velha, fez um gesto carinhoso: ofereceu para a Mãe Aparecida uma coroa. Esta coroa foi

colocada na imagem de Nossa Senhora em uma cerimônia solene do decreto do Papa Pio X, onde Maria foi coroada como Rainha. (Fonte: www.a12.com)


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