Circuito Cultural encanta através da literatura infantil Pág. 03
Coral Santa Luzia trabalha técnica, disciplina e sensibilidade Pág. 05
MOSSORÓ - Abril de 2018 | Ano XXVII | Nº 106 www.cdsl.com.br | cdslmossoro @diocesanosantaluzia | cdslmossoro Guilherme Ricarte
CONSCIENTIZAR eINCLUIR
Diante do compromisso de proporcionar melhor compreensão sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e oferecer aos seus alunos um trabalho pedagógico baseado na importância da educação inclusiva, o Colégio Diocesano Santa Luzia realizou, no início de abril, uma semana inteira de atividades em alusão ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, 2 de abril. Na rotina escolar, os alunos com o TEA têm garantidos seus direitos das condições de igualdade e liberdades, respeitando suas particularidades. Este é um processo fundamental, sob o respaldo da relação de confiança entre família e escola. PÁGINA 06
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Mossoró, abril de 2018
Editorial A
ARTIGO
Pe. Charles Lamartine - direcao@cdsl.com.br
educação inclusiva é um compromisso nosso. O Colégio Diocesano Santa Luzia lembrou o Dia Mundial da Conscientização do Autismo (2 de abril) com uma semana de atividades de incentivo à inclusão e respeito às diferenças. Em nossa matéria de capa, o leitor pode conferir os registros e muitas informações e esclarecimentos sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nas páginas de entrevista desta edição, trazemos com orgulho e satisfação uma conversa leve e franca com um expoente filho desta casa, figura representativa da educação do nosso Estado e por quem nutro forte admiração, sobretudo pelo zeloso e leal amigo que se tornou, o reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Pedro Fernandes. Agradecemos as parcerias que abri-
lhantam cada edição do Diocesano Informa com a participação de alunos, funcionários e famílias nas seções ‘O que você indica’, ‘Curto Circuito’ e nos lindos e emocionantes depoimentos, cheios de reconhecimento e carinho, no espaço ‘Família na Escola’. Muito obrigado! No mês em que se comemora também o Dia Internacional do Livro Infantil (02) e o Dia Nacional do Livro Infantil (18), temos a alegria de compartilhar os registros cheios de beleza e encantamento de mais um Circuito Literário, que compõe as atividades do nosso LiberDió na UNIFAM e no Ensino Fundamental Anos Iniciais. Além disso, uma linda matéria sobre nosso Coral Santa Luzia. Confiram! Tomado por esse sentimento de paixão pela literatura infantil, concluo citando o poeta Elias José, e incentivando a leitura. Até mais! Guilherme Ricarte
“Um livro é uma beleza, é caixa mágica só de surpresa. Um livro parece mudo, Mas nele a gente descobre tudo. ILUSTRAÇÃO
Um livro tem asas longas e leves que, de repente, levam a gente longe, longe.” Trecho de Caixa Mágica de Surpresa - Elias José
Jorge Guaraná - jorge@canariocomunicacao.com
Sociedade materialista Mara Gisleane - professora de Filosofia
U
ma breve conversa sobre a história da riqueza nossa realidade é marcada por desigualdades, competições e uma busca constante por bens e riqueza econômica. Mas nem sempre a sociedade agiu assim. Em um passado longínquo, a riqueza já foi alvo de preconceito, renegada, recriminada e durante séculos, submetida a valores éticos e religiosos. É no século XVIII que as concepções sobre aquisição e acúmulo de bens materiais e o desejo por riqueza recebem novo significado, sendo estes estruturados em uma linha de ideologias e transformados em práticas e finalidades comuns, inerentes ao sistema capitalista. Desde então, a riqueza torna-se alvo não apenas de estudiosos humanistas, mas também de economistas. Na sociedade ateniense, predominava a escravidão e um comércio em ascensão. Dentro desta realidade, merece destaque a avaliação de Platão sobre o eminente progresso ateniense. Ao elaborar um sistema político, Platão visava tanto a evolução da alma quanto da cidade. Esta última deveria conceder direitos e atribuir ofícios a cada grupo de homens. Aos sábios, guerreiros, agricultores e artesãos seriam distribuídas atividades específicas. Todo este esquema de organização e estruturação social deveria suprir as necessidades da sociedade. Platão também detestava a riqueza, classificava como imundo o homem capaz de explorar seu semelhante e idealizava uma sociedade baseada no comunismo como forma de alcançar a justiça e eliminar as desigualdades. Ainda em Atenas, Aristóteles, apesar de ter sido discípulo de Platão, discordava de seu mestre sobre a noção de riqueza e o que esta representava dentro do corpo social. Na visão aristotélica, o comunismo geraria comodidade, irresponsabilidade. Este não entendia a riqueza como problema, o erro estava em buscá-la de forma inescrupulosa e ilimitada, ação que faria o homem viver uma falsa felicidade e adquirir vícios. Eram os ricos que pagavam os impostos que traziam determinados benefícios à sociedade e, por tal motivo, eles deveriam ser suportados. Roma construía seu império e já era possível reconhecer características que também vivenciamos hoje. Como exemplo pode-se citar uma economia com dependência num sistema de exploração – escravos, discrepância entre ricos e pobres, grandes favelas, poucas oportunidades de trabalho e, como forma de manter os desempregados ativos e em controle, aconteciam, às custas do trabalhador, jogos e espetáculos. Os filósofos romanos defendiam uma vida simples, sem luxos e vícios, e uma economia equilibrada. Com o cristianismo, que pregava valor ao trabalho e condenava a escravidão, a fortuna recebe outra importância. Mais uma vez a riqueza passa a receber a condição de instrumento, neste caso, usada para a caridade. Um dos expoentes dessa ideia foi Tomás de Aquino, ao pregar que o rico deveria ajudar o pobre, aquele que negasse tal ajuda seria equiparado a um ladrão. A queda do feudalismo, a ascensão do Estado absolutista, o afastamento da igreja e o mercantilismo foram fatores que transferiram para a política a responsabilidade de dar assistência aos pobres.
Inicia-se então um período recheado de novos modelos de sociedade e de novos significados para a riqueza. Nicolau Maquiavel apresenta tanto o homem quanto o Estado soberano com corruptos e inescrupulosos. Tomas Morus resgata a República de Platão ao escrever Utopia. Os contratualistas,ThomasHobbes,JohnLocke e Jean-Jacques Rousseau, descrevem uma sociedade monitorada por um contrato social, estabelecido pelos homens e administrada pelo Estado. Com a revolução industrial, o trabalho passou a ser excessivamente especializado e o homem permanece em processo de exploração. Os pensadores de destaque a denunciar a tirania dos relógios nas fábricas e as condiçõesdesumanasdetrabalhoforamRobert Owen, William Godwin e Karl Marx. Todos discordavam das leis que favoreciam apenas a burguesia, dos excessos cometidos pelos burgueses com o intuito de tornarem-se cada vez mais ricos e defendiam uma revolução proletária. Após Marx, vários estudiosos empenham-se em compreender o desejo incessante de riqueza partindo da economia capitalista, que acentua ainda mais esse processo de competição, exploração e busca desenfreada pelo poder econômico. Podemos, dentro desta ótica, abordar Karl Polanyi e seu livro A grande transformação. Este austríaco defende que o capitalismo é nocivo à medida que trata todas as coisas como objeto. “Enquanto nas sociedades prémodernas, os incentivos que levam as pessoas a participar da produção são o orgulho, o prestígio, a dignidade, o status e o reconhecimento público, o que mantém em funcionamento contínuo o moinho do mercado são dois estímulos simples: o temor da fome e o desejo de lucro”. Já para o médico e estudioso Humberto Mariotti, nossa realidade atual, distante de valores éticos, abrirá caminho para que a avareza passe a ser compreendida como um valor social, quando em verdade é uma anomalia dotada de atributos humanos. Como resultado deste processo, não apenas Mariotti como também Zygmunt Bauman, apresentam um homem solitário, vazio, com relações interpessoais e sociais frágeis, onde sua única companhia é o dinheiro e os bens conquistados. Este indivíduo aliena-se de forma intensa às posses, tanto que não consegue enxergar o outro como um ser pensante, mas como um objeto, um corpo que tem como função proporcionar prazer ou bem-estar aos demais que o usarem. Além de todas estas patologias, o homem atual não deseja que o ganho material do outro seja maior que o seu próprio acúmulo de bens, porém não assume tal comportamento, pois tem um falso caráter a zelar e manter perante a sociedade. Devido a toda essa condição de patologias geradas pela busca da riqueza, vivemos também uma tentativa de amenizar as consequências do processo. Há uma preocupação com a sustentabilidade e com um retorno aos verdadeiros valores éticos, sociais e uma reconstrução da conduta humana. Para tanto, todos os aspectos sociais, econômicos e políticos devem caminhar juntos, não baseados no altruísmo ou na empatia, mas na necessidade de sobrevivência da sociedade humana.
Expediente Pe. Charles Lamartine Direção
Guilherme Ricarte
Edição e Textos
Bruno Martins, Pedro Ítalo, Rosilene Ramos Produção
Virgínia Barreto Revisão
Canário Comunicação e Emmanoel Linhares
Projeto Gráfico e Diagramação
Unigráfica Impressão
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LIBERDIÓ
Circuito Cultural encanta através da literatura infantil
OBJETIVO É A INSERÇÃO DOS SUJEITOS EM PRÁTICAS LEITORAS E DESENVOLVIMENTO DA CULTURA LETRADA
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ntre os dias 9 e 14 de abril, a magia da literatura infantil contagiou as crianças e as famílias do Colégio Diocesano Santa Luzia, durante o V Circuito Cultural de Leitura, que envolveu as turmas da Unifam e do Ensino Fundamental Anos Iniciais em momentos de muita interação. As atividades fazem parte do projeto LiberDió, que tem o objetivo de ampliar as oportunidades de encontros dos meninos e meninas com as múltiplas vozes e referências através dos livros. Foram manhãs e tardes de encenações de contos, oficinas, brincadeiras educativas, apresentações artísticas, feira de livros, exposições, contações de histórias, cafés literários e muitas outras práticas sempre referenciadas na leitura de obras trabalhadas em sala de aula, proporcionando encantamento, interação com as famílias e muito aprendizado ao alunado. O projeto é uma ação sociocultural de inserção dos sujeitos em experiências e práticas leitoras, com o propósito de desenvolver a cultura letrada e ampliar as condições sociais de exercício da cidadania. “Ampliando o mundo da leitura, cada turma leu um livro literário e programou uma atividade cultural, onde na Praça do Centenário eles mostraram seus trabalhos de diversas formas, como poemas, teatro, fantoches, brinquedos educativos e músicas, entre outros. Foram momentos de muita alegria e estímulo”, explicou a professora Roberta Costa. Em meio às atividades do Circuito Cultural de Leitura, alguns temas sociais foram abordados pelas crianças, como o bullying, trabalhado pelas turmas do 5º Ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais. A apresentação foi a culminância do livro ‘De cara com o espelho’ e o filme ‘Extraordinário’. Além disso, eles promoveram o Correio da Gentileza pela Praça do Centenário, onde as famílias, funcionários e os próprios alunos das de-
Guilherme Ricarte
Durante uma semana, apresentações do Fundamental aconteceram na praça mais séries enviaram mensagens de afeto, respeito, compreensão e carinho para outras pessoas. Para a Unifam, o sábado, 14, foi de grande movimentação. As famílias fizeram um circuito pelas Salas de Movimentos, Música, de Dança, na Praça do Centenário e corredores para prestigiar as apresentações das crianças dos Grupos IV e V. “As crianças se envolveram nas atividades, desde a contação de história à confecção de diversas ferramentas, assim como nos momentos de interação com as famílias. A gente percebe que não se trata só da culminância, quando se apresentam no colégio, mas também é algo que fica no aprendizado das crianças, que já vêm vivenciando aquele livro dentro da sala de aula e na Biblioteca Monteiro Lobato”, reforçou a professora Wilma Mesquita.
Guilherme Ricarte
Crianças da Unifam entraram no universo da literatura infantil
O que você indica?
O Jardim Secreto
EVELYN CHAVES DE ANDRADE, aluna do 5º Ano C do Ensino Fundamental
Eu indico o livro ‘O Jardim Secreto’, da autora Frances Hodgson Burnett, que nasceu na Inglaterra, em Manchester, e emigrou para os Estados Unidos. O livro ‘O Jardim Secreto’ traz a história de uma menina, Mary Lennox, nascida na Índia e de pais ingleses, que se torna órfã e retorna para a Inglaterra para viver com o tio, Sr. Craven, em sua grande propriedade campestre. Mary era uma menina tímida e cheia de complexos, o que a tornava uma criaturinha desagradável. Porém, a metáfora concretizada em ‘O Jardim Secreto’ é a modificação que se espera no caráter e físico, transformada em uma criança forte e sadia pelo contato com a natureza. A história desenvolve temas contemporâneos, como a valorização da natureza, típica do romantismo. ‘O Jardim Secreto’ sugere caminhos para uma vida feliz.
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Mossoró, abril de 2018 Fotos: Guilherme Ricarte
ENTREVISTA
PEDRO FERNANDES
Reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) em seu segundo mandato, o professor Pedro Fernandes falou com a equipe do Diocesano Informa em uma conversa franca sobre educação, os desafios que a instituição de ensino superior enfrenta, ressaltando sempre a responsabilidade de ser uma formadora de professores. Ex-aluno e pai de aluno do Colégio Diocesano, Pedro também fala sobre suas lembranças na escola e quer que essas boas recordações educativas também sejam as dos seus filhos. Pedro Fernandes é graduado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual do Ceará (1997), mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba (2001) e Doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Campina Grande (2006).
DIOCESANO INFORMA - Professor Pedro to político, no desenvolvimento econômico e no Fernandes, como o senhor vê e avalia a relação desenvolvimento social. E isso é muito desafiador, da UERN com a educação básica e com o Colé- porque você recebe um aluno com dois anos e você gio Diocesano? se torna responsável por ele até quando chegar a PEDRO FERNANDES: Vejo como uma obri- uma idade mais avançada. Então, o Diocesano gação que todo o ensino superior deve ter com a consegue ser protagonista em pontos essenciais educação básica. Pensando no ensino superior, ao de toda a cidade. receber um aluno que teve uma educação básica adequada, você consegue trabalhar de uma melhor DI: E qual importância o Colégio Diocesano forma e gerar melhores resultados, seja um projeto na sua formação, e de que forma contribuiu para de extensão ou um projeto de pesquisa, seja uma que hoje o senhor se tornasse uma referência na participação de monitoria porque aquele aluno já educação do nosso estado? vem melhor trabalhado. As universidades, por outro PF: Minha relação com o Colégio Diocesano lado, têm essa responsabilidade de formar professo- Santa Luzia é de extrema importância e pesres, e fazer com que esses profissionais não tenham soal. Foi lá que eu fiz os meus primeiros anos e somente conteúdo, mas tenham uma percepção de todo o meu Ensino Fundamental. Foi onde eu uma sala de aula. E uma sala de aula da educação fiz meus amigos, hoje sou casado há 21 anos básica talvez seja ainda mais desafiadora do que uma com uma esposa que conheci dentro da escodo ensino superior, uma vez que os nossos alunos la e os meus quatro filhos estudaram ou estão ainda não tenham total percepção de onde estão, estudando no Diocesano. Nós ficamos muito dependendo da sua idade, e esse orgulhosos em ver essa conperíodo é de muitas transformatinuidade do Colégio Diocesações, e essas crianças e adolesno, nós sabemos dos desafios centes começam a imaginar mil capitalistas que temos hoje, coisas e precisam entender que é sabemos como o mercado é importante estar em sala de aula difícil. Todos querem o melatentos aos professores. hor professor, mas ninguém ...não basta você quer que seu filho seja proser o cara mais DI: Considerando a pubfessor. Todos querem o mellicação da nova Base Comum inteligente, você tem hor professor, mas ninguém Curricular, a UERN já tem alquer pagar uma mensalidade que perceber que guma proposta para o trabalho que compreenda o pagamenna educação básica? aquele seu ambiente to daqueles profissionais. E PF: A Base Comum Curricunós nos acostumamos com a favorece para o lar é fundamental e, para nós corealidade que a mensalidade mo formadores de professores, do colégio sempre é algo que seu crescimento é um grande desafio. E precisadeixamos para depois e isso e orientação na mos sim conversar mais sobre compromete obviamente o seu esse novo contexto. Já aderimos dia a dia. Mas o Padre Sátiro sociedade”. ao Enem Sisu, e a formação do conseguiu manter essa escola PEDRO FERNANDES profissional para ser professor por décadas, conseguiu superprecisa ser adequada nesse novo ar várias dificuldades e desafimomento. Eu entendo que o grande desafio é con- os, como a contemporaneidade com a chegada seguir atrair a atenção de crianças, jovens e adultos da informática, com a chegada da robótica e na sala de aula. Hoje nós temos também as redes so- de diversos profissionais. Mas posso dizer que ciais, temos um celular sempre acessível, nós temos ele teve o privilégio de ser sucedido pelo Padre a nossa concentração muito frágil, e tem todo esse Charles, que é um educador nato, é um padre, desafio na formação dos professores. Nós estamos mas tem esse viés de professor. É uma pessoa discutindo sobre esse tema, mas a gente precisa que sempre busca estar à frente. Ele olha para avançar ainda mais para saber como se inserir na o mundo, ele quer trazer uma relação e uma sala de aula nesse novo momento. referência de mundo. E o Diocesano tem hoje essa cara com todo o seu trabalho e projetos que DI: Como o senhor avalia o papel do Colégio lá são desenvolvidos. E a formação de respeito do Diocesano Santa Luzia na formação da sociedade cidadão. Então a gente não pode criar máquinas mossoroense? e robôs para serem primeiro lugar nos processos PF: O Diocesano foi muito importante para a seletivos, se eles não conseguem se relacionar. Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. O Colégio Diocesano me deu essa base, que foi As primeiras aulas e os primeiros professores foram fundamental para que eu entendesse que a edfundamentais para a consolidação da nossa Uni- ucação era realmente importante. Talvez, se eu versidade. Nós temos o Padre Sátiro como um não tivesse essa memória tão familiar do colégio, ícone, uma unanimidade, porque ele participou eu não estivesse aqui na Universidade, não estarde um período muito importante, quando foi reitor ia aqui lutando pela educação, por não entender da FURN, que era municipalizada, e com o seu talvez a sua importância. É onde eu afirmo que trabalho a universidade passou a ser estadualizada. não basta eu passar conteúdo, não basta você ser E tudo isso eu vejo como grande contribuição do o cara mais inteligente, você tem que perceber Colégio Diocesano para a cidade de Mossoró. A que aquele seu ambiente favorece para o seu gente vê a inserção do colégio no desenvolvimen- crescimento e orientação na sociedade.
Mossoró, abril de 2018 Célio Duarte
Coral Santa Luzia é convidado para apresentações em eventos e missas
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Ensaios acontecem às terças e quintas na Sala de Música do Diocesano
CANTO
Coral Santa Luzia trabalha expressão, técnica e sensibilidade
GRUPO FORMADO POR ALUNOS FAZ APRESENTAÇÕES EM EVENTOS, MISSAS E É DESTAQUE DO NATALIS
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música como elemento da educação faz parte da metodologia de ensino do Colégio Diocesano, tanto em sala de aula, como através do Coral Santa Luzia. Criado em 2013, hoje é um dos grupos de grande reconhecimento em Mossoró e na região do Oeste potiguar. O grupo está sob a regência da professora Ionete Maressa, que acompanha o coral desde a sua origem e trabalha com as crianças e adolescentes todos os elementos que envolvem o canto, desde a parte vocal até a postura, respiração, disciplina e sensibilidade. “A música coral, no geral, aju-
da na sensibilidade, porque quando você está em um processo de escutar e reproduzir por meio de sua voz, você começa a dominar a técnica, e isso ajuda na evolução para poder emocionar o público. Então, fazemos um trabalho de técnica vocal, preparamos a voz do aluno e isso já ajuda a mostrar como utilizar a voz”, conta a regente, que elenca os demais benefícios adquiridos durante os ensaios. “Fazemos também um trabalho de respiração, que auxilia o desenvolvimento da fala, do canto e da expressão. Tem também a postura, sobre a forma como a criança precisa se expressar, como ficar de pé,
na impostação vocal, na abertura de boca, na expressão facial. Sem contar que a música também traz a disciplina como elemento, porque para fazer um trabalho com música, você precisa ter a disciplina da escuta e depois a da execução”, completa. Ao longo do ano, o coral faz apresentações que já se tornaram tradicionais, acompanhado pela banda de música composta por violino, teclado, flauta, sax, percussão, violão e bateria. O destaque é para o Espetáculo Natalis, apresentado em novembro no adro da Catedral de Santa Luzia e que conta a história do nascimento de Jesus. Todo quarto domingo de cada mês, o coral tam-
bém canta na missa da Catedral, assim como na Coroação de Nossa Senhora do Colégio Diocesano, realizada no mês de maio. Os ensaios do Coral Santa Luzia acontecem duas vezes por semana, sempre às terças e quintas, iniciando a primeira turma às 17h, seguindo com as demais até as 19h. Hoje, de acordo com Ionete Maressa, o grupo é composto por cerca de 60 alunos da escola, que estão entre o 1º Ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais e a 2ª Série do Ensino Médio. Os interessados em ingressar no grupo de canto devem procurar a própria professora na Sala de Música do Diocesano.
FAMÍLIA NA ESCOLA Conscientes de que a educação de nossas filhas seria o maior legado que poderíamos deixar para elas, a escolha do colégio onde elas estudariam foi para nós uma decisão muito importante. No Diocesano, encontramos realmente “um lugar para crescermos juntos”, uma escola vocacionada e firme no propósito de ensinar os verdadeiros valores cristãos. Nesses anos de convivência, presenciamos que o colégio busca a cada dia a valorização e o aperfeiçoamento de seus colaboradores, bem como as melhorias de suas instalações físicas, nos oferecendo sempre um ambiente feliz, saudável, acolhedor e principalmente seguro para as nossas crianças. A procura incessante de interação com a família dos seus alunos é algo extraordinário e elogiável no Dió, sempre nos convidando a participar de reuniões, palestras, momentos
literários, caminhadas e tantas outras atividades propostas para as famílias. Essa parceria família-escola tem se mostrado fundamental para, juntos, bem avaliarmos o aprendizado e o desenvolvimento das nossas filhas. A partir do convívio das crianças em sala de aula com os demais amigos, trouxemos para junto de nós a presença de pessoas maravilhosas, construindo sólidas amizades que certamente ficarão para sempre em nossas vidas. Confiantes nas diretrizes desta tradicional escola para melhor educar nossas filhas Anna Beatriz e Anna Letícia, vamos continuar prestigiando a competente equipe formada pelos colaboradores e o corpo docente do colégio, na certeza de que o Diocesano continuará sendo a extensão da nossa família. Luiz Arthur Pires & Anna Isabel Cruz - pais de Anna Beatriz (3º Ano A) e de Anna Letícia (1º ano B)
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Dia Mundial da Conscientização do Autismo é lembrado em 2 de abril e, para ressaltar a relevância desta temática, o Colégio Diocesano Santa Luzia dedicou uma semana inteira de atividades, em todos os níveis de ensino, trabalhando junto a alunos, professores e famílias uma melhor compreensão sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a importância da inclusão, na perspectiva de que a escola deve ser um ambiente de participação e respeito às diferenças, onde todos os alunos são capazes de aprender. Apresentações teatrais, exposições artísticas, elaboração de poemas, contos, paródias; sessões de cinema e muitas outras atividades dentro e fora de sala de aula foram direcionadas para a temática inclusiva, sempre com a participação ativa de todos os alunos, inclusive os autistas, assim como acontece na rotina escolar ao longo do ano. A educação inclusiva é um direito do aluno com TEA, como de qualquer aluno com necessidade educativa especial, e deve estar presente em todos os níveis de ensino. Essa condição garante o aprendizado, oferece oportunidade de desenvolvimento das potencialidades e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, de acordo com as características, interesses, necessidades de aprendizagem e possibilidades do aluno. Nesse sentido, o Colégio Diocesano Santa Luzia, em seu Projeto Político Pedagógico, propõe acolher, assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoas com necessidades educativas especiais, visando sua inclusão social e assegurando a interação em todas as etapas do processo de escolarização. Para isso, os projetos de inclusão pela música e das aulas de psicomotricidade são ofertados para que os alunos com autismo estejam em constante aprendizado e desenvolvimento. As famílias testemunham esta evolução cognitiva e social das crianças a partir do acompanhamento pedagógico e psicológico na escola. “Davi começou a estudar no Colégio Diocesano em 2014. Devido às suas limitações, muitos desafios apareceram durante este tempo, mas sempre em parceria com a escola nós fomos superando. Assim como o Laboratório de Robótica, Davi ama a Sala de Movimentos[psicomotricidade]easaulasde música”, destaca Cristiane Gurgel, mãe de Davi Gurgel, que está no 5º Ano D do Ensino Fundamental Anos Iniciais. Os professores também vivenciam esse processo de evolução: “Acompanho a aluna Larissa desde o ano passado e vejo que ela tem conseguido muitos avanços, levando em consideração a sua singularidade. A gente sabe que não é um processo rápido, mas que dá resultados, e eles estão sendo percebidos”, conclui a professora auxiliar Luzia Valquíria, que faz o acompanhamento de Larissa Elena, do 2º Ano E do Fundamental Anos Iniciais. O autismo é uma síndrome com suas complexidades, no entanto, mais comum do que se imagina. O convívio, o respeito às suas particularidades, o acolhimento, a educação e o apoio são essenciais no processo de inclusão e devem ser garantidos às pessoas com TEA.
Fotos: Guilherme Ricarte
DIOCESANO REALIZOU SEMANA DE ATIVIDADES, NA PERSPECTIVA DE QUE A ESCOLA DEVE SER AMBIENTE DE RESPEITO ÀS DIFERENÇAS, ONDE TODOS OS ALUNOS SÃO CAPAZES DE APRENDER
AUTISMO: conscientizar e incluir Saiba mais AUTISMO: é um termo geral utilizado para descrever um grupo de transtornos do desenvolvimento, hoje conhecidos como Transtornos do Espectro Autista (TEA); ESPECTRO: engloba pessoas muito diferentes, com sintomas que variam em níveis de comprometimento; SINAIS: comunicação social e comportamentos prejudicados, que são repetitivos e com foco em interesses restritos; TRATAMENTO: intensivo, estruturado e abrangente, incluindo a família e multiprofissionais para o desenvolvimento da linguagem, interação social e motricidade, entre outros.
Alunos e professores vivenciam aula de psicomotricidade na Sala de Movimentos
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CUIDADOS
Diocesano orienta pais sobre Síndrome Mão-pé-boca
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coordenação pedagógica do ColégioDiocesanoSantaLuzia, sob consulta de profissionais da área médica, tem conversado, orientado e tirado dúvidas das famílias sobre o enterovírus 71, causador da Síndrome Mão-pé-boca. Essa enfermidade, de grau contagioso alto, acomete as crianças com mais frequência nesta época do ano e é caracterizada principalmente pelo surgimento de bolhas em algumas regiões específicas do corpo. A doença não é grave, mas é necessário que os pais sigam alguns cuidados recomendados pelosinfectologistasparaqueacuraseja rápida e o contágio não siga para outros meninos e meninas. Crianças de até cinco anos de idade são as mais vulneráveis ao vírus. Os primeiros sintomas são: febre de 38 a 39 graus e dores de garganta. Após dois dias, aparecem bolhas avermelhadas na região dos pés, mãos, boca e interior da garganta, que podem ou não se espalhar para as coxas e nádegas. Se o quadro for mais forte, as lesões podem se transformar em pústulas ou bolhas, que estouram depois de seis dias. Por conta das lesões no fundo da garganta, também pode resultar em dificuldade de engolir alimentos. Em alguns casos de menor gravidade, não há sintomas aparentes da Síndrome Mão-pé-boca, mas se houver dúvida, o médico poderá pedir um exame de sangue sorológico para ter o diagnóstico. O enterovírus 71 também pode ser identificado por um exame de fezes. A Síndrome Mão-pé-boca é tratada commedicamentosanti-inflamatórios ou, se o quadro for grave, medicamentos antivirais. É importante oferecer ao paciente muito líquido, de preferência em temperatura baixa, e evitar a ingestão de alimentos muito quentes, ácidos ou condimentados – que podem acentuar as dores na garganta. Em geral, ela desaparece sozinha dentro de cinco e
Fotos: Guilherme Ricarte
Bolhas vermelhas aparecem na região da boca da criança sete dias. Após a melhora dos sintomas, o paciente adquire imunidade ao enterovírus 71, não sendo contaminado novamente. Para evitar a propagação, é importante tomar alguns cuidados básicos. Primeiro, evitar enviar a criança com a síndrome a ambientes coletivos, o colégio por exemplo; adultos em contato com uma criança contaminada devem higienizar muito bem as mãos, tanto antes como depois do contato; procurar locais arejados; e os objetos das crianças devem ser desinfetados com álcool 70%. “O Diocesano sabe que pode contar com os pais, no sentido de não encaminhar à escola crianças com algum dos sintomas. Na hipótese de confirmação do diagnóstico pelo médico, solicitamos que comuniquem o colégio e que o aluno só retorne à aula com atestado médico de liberação”, orienta o coordenador geral do Diocesano, Marcos Atenildo.
Febre acima dos 38ºC; Dor de garganta; Dificuldade para engolir; Muita salivação; Vômito; Mal-estar;
Pe. Sátiro
Por: Philipe Villeneuve
RETIRO Nos dias 18, 19 e 20 de maio, missionários de todas as Paróquias e Áreas Pastorais da Diocese de Santa Luzia de Mossoró estarão reunidos, no Ginásio Poliesportivo Pe. Sátiro Cavalcanti, para mais um retiro em preparação à vivência das Santas Missões em todas as comunidades. O Espírito Missionário não se trata de algo eventual, mas está na essência da própria Igreja, ela é necessariamente missionária.
ORDENAÇÃO DIACONAL Dentro da programação do Retiro Diocesano das Santas Missões, no domingo dia 20, às 10h, na missa de encerramento, os seminaristas José Alves Paiva Júnior e Marcílio Oliveira da Silva serão ordenados diáconos da Igreja a serviço do Reino de Deus, pela imposição das mãos e oração consecratória de Dom Mariano Manzana, bispo diocesano. II ENCONTRO VOCACIONAL Jovens vocacionados de toda a diocese irão participar do II Encontro Vocacional nos dias 26 e 27 de maio, com vistas ao discernimento do chamado de Deus para eles. Na expectativa de um despertar fecundo para novas vocações sacerdotais, a equipe do Serviço de Animação Vocacional irá proporcionar dois dias de diálogo, escuta e partilha. Os jovens que têm interesse e não participaram do primeiro, podem participar deste, entrando em contato com o seminarista Mário Augusto: (84) 99840-4959, ou pelo telefone fixo do seminário 3321-6396.
SEMANA DE ORAÇÃO Durante toda a semana que antecede a Solenidade de Pentecostes, entre 13 e 19 de maio, a Igreja do mundo todo celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Trata-se um momento de espiritualidade voltado para o ecumenismo e a comunhão dentro da própria religião cristã, que deve implicar atitudes concretas que possam gerar a unidade, a fraternidade e o amor que brota do próprio Cristo Jesus Ressuscitado. MÊS MARIANO O Colégio Diocesano Santa Luzia, unido a toda Igreja do Brasil, conforme a devoção e religiosidade popular, celebra o mês de maio com um olhar voltado para o exemplo de Maria, Mãe de Deus e nossa. A abertura do mês se dará no dia 2 com os alunos da Unifam e no dia 7 com os alunos do Ensino Fundamental Anos Iniciais. Nestes mesmos níveis de ensino, durante todo o mês, a Imagem irá peregrinar nas turmas com vistas a ressaltar a importância de Maria na salvação e em nossa história. No dia 29 de maio, encerrando o mês, o Colégio Diocesano realiza a tradicional Coroação a Nossa Senhora com a participação de alunos, pais e professores. ASSEMBLEIA DIOCESANA DE LEIGOS Leigos e leigas de toda diocese estiveram reunidos em Assembleia para discutir o Ano Nacional do Laicato, bem como a articulação laical em âmbito diocesano. O encontro aconteceu no dia 28 de abril de 2018, das 8h às 18h, na Igreja de São Francisco de Assis no Bairro Abolição III, em Mossoró.
ESPAÇO CURTO CIRCUITO
PRINCIPAIS SINTOMAS Diarreia; Falta de apetite; Dor de cabeça; Aparecimento de manchas ou bolhas vermelhas nas mãos e nos pés e de aftas na boca.
SER POETA
Por Robson Farias - 6º Ano A do Fundamental Anos Finais
Ser poeta é ter beleza, saúde, alegria e paz. É olhar para a estrada da vida E ver que não ficou para trás É como caminhar no céu e ver o paraíso. É arrumar apenas um abrigo, Amar e ser amado, é assim que eu vivo. Talvez você ache loucura a minha lógica, Talvez você não tenha entendido a minha proposta. Eu sei o que é ter beleza, amor e paz Parei um instante agora, para não caminhar pra trás. Você deve achar que sou louco! Mas, por enquanto, sou apenas um garoto, Você sabe que eu sou sincero, não gosto de mentir Procuro ajudar os outros, como se ajudasse a mim.
Pés também são regiões comumente acometidas pelas manchas vermelhas
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01- Via Sacra interpretada pelos alunos do Ensino Fundamental Anos Iniciais / 02- Acolhida das mães dos alunos autistas no Dia Mundial da Conscientização do Autismo / 03- 3º Jogos dos Ex-alunos do Colégio Diocesano / 04- Formação com o professor Marcos Vinícius para Unifam e Fundamental Anos Iniciais / 05Alunos do Diocesano medalhistas da etapa estadual do Festival Nacional da Criança de Xadrez / 06- 3º Torneio de Robótica Diocesano com Ensino Fundamental Anos Finais / 07- Semana Diocesano de Educação para o Trânsito / 08- Projeto de Orientação Profissional para a 3ª Série do Ensino Médio