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ED.3456 - TER 03-11-2026

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ANO 29 - EDIÇÃO 3456

Terça-feira

Jaguaruna estreia voos regionais nesta sexta

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Treze de Maio celebra marco histórico com a inauguração do novo Centro Hospitalar São Sebastião

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Artigo/opinião Gregório José Lourenço Simão Jornalista / Radialista / Filósofo Pós Graduado em Gestão Escolar, Pós Graduado em Ciências Políticas, Pós Graduado em Mediação e Conciliação MBA em Gestão Pública.

Semana terá mudança no tempo e previsão de temporais em SC

O MEDO DOS MILHÕES DE VOTOS Defender a Democracia ou a si mesmos? A política brasileira tem dessas ironias. Os mesmos congressistas que dizem representar o povo parecem incomodados quando o povo resolve votar em alguém com entusiasmo demais. Nikolas Ferreira (3.119.318 votos ajudou 13 candidatos), Lucas Pavanato (3.038.438 votos levou mais 7) e Erika Hilton (1.596.472 ajudou um candidato), cada um com suas bandeiras e milhões de votos, expõem uma contradição incômoda do sistema eleitoral. O problema, para muita gente em Brasília, não é a falta de representatividade. É o excesso de votos concentrado em determinadas figuras. No sistema proporcional brasileiro, o eleitor vota em um candidato, mas sua escolha também contribui para a votação do partido. Assim, candidatos com votações extraordinárias podem ajudar outros integrantes da mesma legenda a conquistar cadeiras na Câmara dos Deputados, mesmo que tenham recebido muito menos votos individualmente. A distribuição, porém, depende de regras específicas, incluindo quocientes eleitorais e partidários e critérios legais para o preenchimento das vagas. Enéas Carneiro, Tiririca, Celso Russomanno, Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira entraram para a história com votações expressivas. Agora, a discussão sobre mudanças no sistema eleitoral reacende uma pergunta incômoda. Os parlamentares querem aperfeiçoar a representação política ou reduzir o poder de candidatos capazes de arrastar multidões? A proposta de combinar representantes eleitos em distritos com cadeiras preenchidas por votação de livre escolha pode ser apresentada como modernização. Mas nenhuma reforma é neutra. Dependendo de seu desenho, poderá aproximar o eleitor de seu representante ou fortalecer as estruturas partidárias e seus dirigentes. A questão não é apenas como contar os votos, mas quem terá o poder de decidir quem chega ao Congresso. O fenômeno dos candidatos de votação gigantesca revela uma verdade desconfortável. Milhões de votos em um nome podem ampliar a bancada de um partido e favorecer candidatos com votação individual muito menor. Para alguns, isso é uma distorção. Para outros, é o princípio da representação proporcional funcionando como previsto. A democracia, porém, tem uma característica que irrita os políticos profissionais. Ela não pede licença. Às vezes, transforma militantes, celebridades e influenciadores em protagonistas nacionais. O eleitor pode acertar ou errar, mas tem o direito de escolher. O verdadeiro teste de uma reforma eleitoral não é saber se ela enfraquecerá Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato ou Erika Hilton. É saber se tornará o Congresso mais representativo, transparente e responsável. Se a mudança melhorar a democracia, merece ser discutida. Se servir apenas para proteger os ocupantes do poder contra a força imprevisível das urnas, terá outro nome, defesa de interesses próprios. Afinal, quando políticos querem mudar as regras depois que determinados candidatos conquistam milhões de votos, cabe perguntar. Pretendem proteger a democracia ou proteger a si mesmos?

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anta Catarina terá dias de tempo instável nesta primeira semana de novembro, com previsão de temporais em diferentes regiões. A distribuição das chuvas muda ao longo dos próximos dias, mas é na quarta-feira, 4, que a previsão indica as condições mais favoráveis para tempestades, especialmente no Grande Oeste, onde os fenômenos podem ocorrer com maior intensidade e atingir diversos municípios. Nesta segunda-feira, 2, os temporais se concentram entre o Meio-Oeste e o Litoral, com maior atenção às áreas de encosta. Na terça-feira, 3, o risco aumenta nas regiões próximas à divisa com o Rio Grande do Sul, especialmente entre o Meio-Oeste e o Planalto Sul. Nos dois dias, as instabilidades devem ocorrer principalmente entre a tarde e a noite, favorecidas pela elevação das temperaturas. Na quarta-feira, 4, a formação de uma frente fria deve intensificar os temporais, que podem começar durante a madrugada e as primeiras horas da manhã, principalmente em todo o Grande Oeste e nas áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul. Nessas regiões, há risco muito alto para destelhamentos, danos na rede elétrica e queda de árvores. Entre o fim da manhã e o início da tarde, as instabilidades avançam para os Planaltos, o Vale do Itajaí e o Litoral, onde os temporais devem ocorrer de forma mais localizada. Segundo o meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Caio Guerra, a combinação de sistemas meteorológicos favorece a ocorrência de temporais em diferentes

momentos da semana. “A atuação de áreas de baixa pressão, o transporte de ar quente e úmido vindo do Norte do país e a passagem de frentes frias contribuem para a formação de instabilidades em Santa Catarina. Na quarta-feira, a formação de uma frente fria intensifica essas condições, principalmente no Grande Oeste, onde as tempestades podem atingir um número maior de municípios”, explica. As tempestades podem provocar destelhamentos, queda de galhos e árvores, danos na rede elétrica e alagamentos pontuais. Durante os temporais, a orientação é procurar abrigo em local seguro, manter distância de janelas e evitar permanecer próximo a árvores, postes, placas e outras estruturas que possam ser atingidas pelo vento. Em caso de alagamento, não atravesse ruas inundadas ou locais com correnteza. Na quinta-feira, 5, a chuva ainda atinge o Norte catarinense entre a madrugada e o início da manhã. A partir da tarde, o tempo firme volta a predominar no estado. A condição deve mudar novamente na noite de sexta-feira, 6, quando a aproximação de uma nova frente fria favorece o retorno dos temporais, com possibilidade de instabilidades durante o fim de semana. As temperaturas ficam mais elevadas em comparação com a semana passada. As manhãs serão amenas e as tardes quentes, com máximas entre 25 °C e 30 °C na maior parte do estado. Na quarta-feira, a maior cobertura de nuvens e a chuva mais abrangente devem limitar a elevação das temperaturas.

¹ Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Salmos 15:1

Expediente Editor Chefe: Reinor Marcolino - Reg.SC 02.423-JP

Balneário Arroio Corrente - Jaguaruna - SC Rua São João Batista, nº 661 Whatsapp: (48) 99671-3638

Jornalista Miguel Ângelo Herdy dos Santos. MTB/SC 4231

E-mail: diarioomunicipio@gmail.com

Designer/Diagramação: Fabio Julio Gonçalves Colaboradores: Jaison Bez Fontana, Evandro Marques Pacheco. Impressão: Gráfica Soller

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Circulação: Gravatal, Jaguaruna, Sangão, Treze de Maio, Pedras Grandes, Urussanga, Morro da Fumaça, Capivari de Baixo, Tubarão e Laguna.

Matérias assinadas e colunas são de responsabilidade de seus autores


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Treze de Maio celebra marco histórico com a inauguração do novo Centro Hospitalar São Sebastião O

município viveu um momento histórico na última sexta-feira com a inauguração oficial do novo Centro Hospitalar São Sebastião. O evento solene contou com a presença de aproximadamente 500 pessoas, entre autoridades, lideranças políticas e comunitárias, parceiros, colaboradores, voluntários e moradores da região, que lotaram as dependências para prestigiar a entrega da nova estrutura. Para a Direção do hospital, a expressiva participação popular simboliza a importância do empreendimento para a comunidade. Em nota oficial de agradecimento divulgada após o evento, a instituição fez questão de ressaltar o esforço coletivo que tornou o projeto possível. "Foram muitos esforços, desafios e etapas vencidas para que este so- reção. nho se tornasse realidade. Esta conCompromisso com o futuro quista representa o resultado da união de muitas pessoas em torno de um O novo complexo hospitalar surpropósito maior: fortalecer a saúde ge como uma resposta direta à dee ampliar a qualidade do atendimenmanda por serviços de saúde mais to à nossa população", destacou a Di-

Miguel Herdy

amplos e qualificados em Treze de Maio e arredores. Mais do que uma obra física, a direção aponta a estrutura como um verdadeiro patrimônio coletivo, pensado para garantir um atendimento humanizado e de excelência por muitos anos.

A solenidade de inauguração marcou o encerramento de uma longa jornada de planejamento e trabalho árduo, mas também o início de uma nova fase para a saúde pública e privada da região. Ao finalizar os pronunciamentos

Inadimplência no Brasil atinge recorde histórico e chega a 84,2 milhões de consumidores

e celebrações, a administração do hospital renovou sua gratidão a todos que colaboraram, direta ou indiretamente, para que a obra saísse do papel: "A todos que fizeram parte desta história, nosso muito obrigado!".

Nova Carteira de Identidade Nacional já pode ser solicitada em formato físico e digital

Jornalista/bacharel em Direito e jurista

Flávio Bolsonaro articula oposição a Lula a partir dos Estados Unidos

O senador Flávio Bolsonaro (PL) começou a sinalizar uma nova estratégia de atuação política nos Estados Unidos. Em entrevista à Jovem Pan, neste domingo (1º), na Flórida, afirmou que pretende conversar com a imprensa e desenvolver no exterior ações de oposição ao governo Lula. A movimentação ocorre após sua saída do Brasil, em meio a questionamentos políticos e judiciais, e levanta debates sobre os rumos do bolsonarismo e sua estratégia de atuação fora do país.

O número de brasileiros inadimplentes chegou a 84,2 milhões em setembro de 2026, segundo dados atualizados pela Serasa. O resultado representa um recorde histórico e evidencia o agravamento do endividamento das famílias brasileiras. Na comparação com setembro do ano passado, quando 83,9 milhões de pessoas estavam com o nome negativado, houve crescimento de aproximadamente 6%, conforme informações divulgadas pelo UOL. O cenário preocupa porque representa uma parcela expressiva da população enfrentando dificuldades para manter suas contas em dia, comprometendo o orçamento doméstico e reduzindo o poder de compra. O volume total das dívidas acumuladas no sistema financeiro brasileiro alcança R$ 597,4 bilhões. Os números acendem um alerta para a economia nacional e reforçam a necessidade de medidas que favoreçam a recuperação do poder aquisitivo, o acesso ao crédito responsável e a renegociação das dívidas. O recorde de inadimplência revela um desafio econômico e social: milhões de brasileiros estão com dificuldades para fechar as contas no fim do mês.

Os cidadãos brasileiros já podem iniciar através do telemóvel o processo para a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), o documento que visa substituir gradualmente o antigo RG. O agendamento pode ser realizado de forma online através da internet, sendo ainda necessário que o cidadão compareça presencialmente para concluir a emissão. Principais caraterísticas da CIN: ● Identificação única: O documento utiliza o número do CPF como identificação única em todo o território brasileiro, tanto na versão física como na digital. ● Segurança reforçada: A mudança tem como objetivos principais unificar os registos dos cidadãos e aumentar a segurança, reduzindo significativamente a possibilidade de fraudes relacionadas com a emissão de documentos.


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CRÔNICA Erivelton Fileti Professor universitário e advogado

O Dia do Nascimento e a Prisão Perpétua Por um Figurino Hospitalar. O ano era 2012. Mais precisamente, 3 de agosto. Uma data que entraria para a história da família Mendonça Fileti, não por uma decisão judicial, uma negociação imobiliária ou algum escândalo político, mas pelo nascimento de um sujeito que, mal chegou ao mundo, já carregava uma responsabilidade maior do que a capacidade de um recém-nascido de segurar a própria cabeça: o nome completo do pai, acrescido do glorioso complemento “Filho”. O guri ainda nem sabia abrir os olhos direito, mas já tinha herdado uma identidade civil que exigiria praticamente um curso de caligrafia para ser preenchida nos formulários. A ideia foi da mãe, Suzana. Uma decisão tomada com o coração, provavelmente num momento de grande emoção, e da qual ela começou a se arrepender pouco depois. O pai, por sua vez, eu mesmo, já havia aceitado a sugestão com entusiasmo. Afinal, não é todo dia que um sujeito tem a oportunidade de perpetuar o próprio nome sem precisar fundar uma empresa, eleger-se senador ou deixar uma dívida impagável no banco. Estava selado o destino do menino: Vetinho, o Filho. Uma espécie de sucessor dinástico, herdeiro legítimo de uma linhagem cujo patrimônio incluía boas histórias, algumas manias de família e uma paixão inexplicável pelo Vasco da Gama. Era o início de uma nova era. A família tinha um novo Don. A família se reúne para o grande evento Desde cedo, a casa estava em estado de mobilização geral. Sogro e sogra presentes, os Mendonça Filetis a postos, todo mundo preparado para seguir rumo ao hospital SOCIMED, naquela época o palco oficial do acontecimento. O clima era de expectativa. Cada integrante da família tinha sua função: alguns demonstravam preocupação genuína; outros ofereciam conselhos que ninguém havia solicitado; e certamente havia aqueles que só estavam ali para não perder a oportunidade de participar de um acontecimento histórico e, quem sabe, conseguir material para atormentar alguém pelo resto da vida. Porque, numa família como a nossa, um nascimento não é apenas um nascimento. É também uma futura coleção de apelidos, histórias constrangedoras e episódios que serão repetidos em toda Sirizada do Narbalho, Natal, aniversário e reunião de família até que os envolvidos percam a memória, ou morram, o que vier primeiro. Chegando ao hospital, a turma se acomodou na sala de espera. Havia uma tela transmitindo imagens do parto. Calma, leitor! Não era um espetáculo de cinema com classificação proibida para menores. A tecnologia permitia acompanhar alguns momentos, sem mostrar tudo.

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Era o suficiente para manter a família entretida, ansiosa e pronta para transformar qualquer detalhe em assunto. Todos olhavam para a tela, conversavam, riam e aguardavam o grande momento. Eu, entretanto, estava do lado de dentro, prestes a desempenhar o papel mais importante da minha existência até então: acompanhar o nascimento do meu filho. E foi justamente aí que começou a tragédia. O figurino do crime Para entrar na sala de cirurgia, precisei vestir a indumentária regulamentar dos acompanhantes. Era um conjunto verde bem clarinho, composto por uma calça que lembrava pijama, uma camisa esquisita de gola em V, uma touca branca de tecido finíssimo, presa por um elástico, e uma espécie de pantufa branca, se é que aquela coisa merecia o nome de calçado. Em outras palavras, eu estava vestido como alguém que poderia tanto auxiliar num parto quanto desossar um pernil antes do almoço. Faltava apenas um avental manchado, uma faca de cabo de madeira e uma placa na porta dizendo: “Açougue São Veto — carnes frescas e cortes especiais”. Mas eu não estava preocupado com a aparência. Meu filho estava prestes a nascer. A emoção era enorme. O coração batia acelerado. Naquele instante, eu provavelmente teria aceitado qualquer uniforme, desde que me deixassem entrar para acompanhar o nascimento. Se me mandassem vestir uma fantasia de frango assado, eu entraria cacarejando. Só não contava com a participação do meu pai, Narbal, que tinha um talento especial para encontrar a frase errada no momento mais inadequado, e pronunciá-la com a tranquilidade de quem estava apenas perguntando as horas. Na sala de espera, enquanto todos acompanhavam as imagens, ele observou a tela e soltou, sem cerimônia: — Ô, Eva, o Veto tá trabalhando de açougueiro? Minha mãe, respondeu imediatamente: — Claro que não, Narbal! Por que está dizendo isso? Foi quando meu pai apontou para a tela. E lá estava eu. Sozinho na imagem, vestido de verde-claro, de touca branca e pantufas, com aquele visual de profissional que tanto poderia estar prestes a receber uma criança quanto a perguntar ao cliente se queria a carne moída duas vezes. Todos olharam para a tela ao mesmo tempo. Silêncio. Um silêncio sepulcral, daqueles que antecedem uma execução no filme O Poderoso Chefão. Três segundos. Talvez quatro. Tempo suficiente para cada pessoa processar a informação, reconhecer a semelhança e perceber que a pergunta do pai não era apenas engraçada. Era criminosa. Então... TÁÁÁÁÁ! A sala inteira explodiu em gargalhadas. Riram os parentes, riram os conhecidos e, pelo que me consta, até gente que nunca tinha visto a nossa família na vida. Só faltou alguém se levantar e pedir uma segunda rodada de imagens para confirmar se o açougueiro miniatura realmente estava de plantão. Naquele instante, meu pai havia cometido um crime contra a dignidade estética do próprio filho. E o pior: com testemunhas. Se Don Corleone tivesse assistido à cena, provavelmente teria chamado Narbal ao escritório, servido uma taça de vinho e dito: — Narbal, você é um homem engraçado. Mas fez uma proposta que não podemos aceitar. Meu pai, porém, não era homem de recuar diante de uma oportunidade dessas. Ele ha-

via identificado uma fraqueza no sistema: o filho estava dentro da sala de cirurgia, incomunicável e sem condições de defesa. Era o crime perfeito. Sem provas? Havia uma tela. Sem testemunhas? A sala inteira. Sem possibilidade de reparação? Absolutamente nenhuma. E, como todo bom mafioso sabe, a primeira regra para consolidar um império é identificar o ponto fraco do adversário. Naquele dia, o pai descobriu que o meu era uma calça verde, uma touca branca e uma pantufa hospitalar. A família acabara de ganhar um herdeiro. E eu, mais uma história pra contar pro resto da vida. Uma proposta irrecusável A partir daquele dia, a história passou a integrar o repertório oficial da família. Não adiantava argumentar que eu estava no hospital para acompanhar o nascimento do meu filho. Não adiantava explicar que aquele era o uniforme exigido para entrar na sala de cirurgia. Tampouco adiantava lembrar que a ocasião era uma das mais emocionantes da minha vida. A versão oficial já estava estabelecida: Veto tinha ido ao hospital trabalhar no açougue. E, numa família em que as histórias sobrevivem por gerações, a verdade é apenas um detalhe burocrático. A zoação continua até hoje. Basta alguém mencionar o nascimento do Vetinho para que a cena volte à memória coletiva: a tela, o uniforme, a pergunta de Narbal, os três segundos de silêncio e a gargalhada geral. É como se tivéssemos assinado um contrato mafioso, daqueles que não precisam de papel, testemunhas ou reconhecimento de firma. A cláusula principal era simples: ninguém jamais me deixaria esquecer que, no dia mais importante da minha vida, ele foi confundido com um açougueiro. Uma proposta irrecusável. E eu aceitei sem sequer receber uma fatia de picanha como compensação. O verdadeiro presente Mas existe um detalhe que a família, com toda a sua vocação para a palhaçada, jamais conseguirá transformar em piada. Naquele 3 de agosto de 2012, enquanto eu estava vestido com aquele uniforme que arruinaria minha reputação para sempre, nasceu o Vetinho. E, naquele momento, eu ganhei o maior e melhor presente da minha vida. Ganhei um parceiro de alegrias, descobertas, aventuras e também de sofrimento pelo Vasco da Gama, porque algumas heranças são inevitáveis, e outras deveriam ser objeto de investigação do Conselho Tutelar. O Vetinho chegou com meu nome, mas logo passou a construir a própria história. E, se herdou de mim o nome completo, espero que tenha herdado também a capacidade de amar, de rir das dificuldades e de entender que a vida fica muito melhor quando a gente consegue rir de si mesmo. Ele é uma bênção, um presente de Deus e alguém que me ensina e me alegra todos os dias, sem exceção. É curioso pensar que, naquele dia, enquanto todos riam do suposto açougueiro, eu nem imaginava a dimensão do que estava acontecendo comigo. Eu sabia que meu filho estava nascendo. O que ainda não sabia era que, junto com ele, nascia uma versão muito melhor de mim mesmo: a de pai. E essa função não exige uniforme verde, touca branca ou pantufas ridículas. Exige presença, amor, paciência e disposição para acompanhar o filho nos seus grandes dias, sejam eles importantes, divertidos ou simplesmente aqueles em que ele resolve anunciar, com toda a solenidade do mundo, que tem um compromisso. Porque, para o Vetinho, qualquer ocasião especial é um “grande dia”. E, pensando bem, ele tem razão.

Cidade de Laguna é escolhida para gravação de novo romance da Globo L

aguna está recebendo gravações de um novo romance da Rede Globo. As filmagens começaram neste domingo, 1º, e irão até o próximo dia 15 de novembro. A informação foi confirmada pelo portal Agora Laguna. Até o momento, não há detalhes sobre o nome ou sinopse do longa. O filme conta com a atriz catarinense Carolina Kasting, natural de Florianópolis, e o diretor David Schurmann, que já estão na cidade e compartilharam registros da passagem nas redes sociais. Gravações provocam alterações no trânsito A prefeitura de Laguna encaminhou uma série de orientações sobre as alterações no tráfego em razão das filmagens. Nesta segunda-feira (2), o trânsito na rua Raulino Horn e no entorno da Praça Juliana ro Jerônimo Coelho, travessa 15 de novembro e nas ruas Gustavo Richard e estará bloqueado entre às 17h e 23h. Raulino Horn, das 8h às 18h. No dia 10 de novembro, as filmagens Atriz exalta acontecerão na rua Tubarão e na avenida beleza de Laguna Maurílio Kfouri, no Mar Grosso, das 7h às 22h. No dia seguinte, 11 de novembro, as A atriz Carolina Kasting, famosa por gravações acontecerão na rua Conselhei-

estrelar as novelas Anjo de Mim, Brida, Terra Nostra e Mulheres Apaixonadas, publicou em suas redes sociais alguns registros da cidade juliana. Em um post no Instagram, Carolina agradece Laguna pela beleza, em um vídeo mostrando a região dos Molhes, pescadores e botos próximos à orla da praia.


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Coorsel reúne mais de 600 mulheres em evento do Outubro Rosa em Treze de Maio M

ais de 600 mulheres lotaram o Centro de Eventos Terra Nostra, em Treze de Maio, para mais uma edição do Outubro Rosa Coorsel, neste sábado (31/10). Promovida em alusão à campanha Outubro Rosa, a iniciativa do setor de projetos sociais da Coorsel tem como propósito ampliar o conhecimento sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero, incentivando as mulheres a adotarem práticas de autocuidado e a realizarem regularmenpizza gratuitos. O momento de confrate os exames preventivos. A programação deste ano con- ternização foi encerrado com um baile. O presidente da Coorsel, Arilton tou com a palestra “Mulheres em 4 Estações”, com a palestrante Andreia Francisconi Candido, o Xela, particiCunha. O público também acompanhou pou da abertura do evento e incentivou um momento de informação e conscien- as mulheres a praticar o autocuidado tização sobre o câncer de mama com a e a prevenção. “O Outubro Rosa é um participação de uma enfermeira, apre- dos grandes eventos promovidos pela sentações de dança dos grupos do pro- cooperativa e representa uma oportugrama Ação Mulher Coorsel, sorteio de nidade de unir lazer, informação e cuibrindes, espaço com driks e rodízio de dado com a saúde. O objetivo princi-

pal é levar conscientização sobre a importância da prevenção”, afirma. Acolhida Rosa Um dos momentos especiais da programação foi dedicado ao Acolhida Rosa, projeto que integra as ações do Outubro Rosa da Coorsel e que, neste ano, contribuiu com a Rede Feminina de Comba-

te ao Câncer de Tubarão e de Orleans. As participantes dos grupos do programa Ação Mulher Coorsel confeccionaram turbantes, toalhas higiênicas e toalhas de louça, que foram posteriormente doados às duas entidades. Na última semana, representantes dos grupos se reuniram para organizar os materiais e dar início aos preparativos para a

produção das peças. A iniciativa reforça o compromisso da Coorsel com a responsabilidade social e com ações que contribuem para a promoção da saúde, da qualidade de vida e da inclusão. Ao mesmo tempo, aproxima a cooperativa das comunidades onde está inserida e fortalece os vínculos de solidariedade e cooperação.

ONU ressalta importância de proteger jornalistas e acesso à informação “

Em todo o mundo, jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizerem a verdade”, o alerta foi feito nesta segunda-feira (2) pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao marcar o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas. A data foi criada em homenagem aos franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Rádio França Internacional (RFI), que foram assassinados em 2 de novembro de 2013, no Mali. Em 2026, a ONU quer mostrar como as novas tecnologias e armamentos estão transformando os riscos enfrentados por jornalistas, especialmente em zonas de conflito. Muitas das mortes nessas regiões de guerra, ocorreram e ataques com drones, por exemplo.

Mortes de jornalistas Segundo as Nações Unidas, em 2024 e 2025, 189 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, o maior número registrado desde o biênio 2014/2015. A maior parte das mortes foi em zonas de conflito. A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, afirma que é preciso exigir dos governos que investiguem e processem os responsáveis por crimes contra jornalistas e que o assassinato de qualquer jornalista é inaceitável. “A campanha da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) este ano pergunta: Quem ordenou o assassinato? Quem Planejou? Quem é o responsável final? Essas são perguntas que não podem ficar sem resposta”, diz.


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Jaguaruna estreia voos regionais nesta sexta S

anta Catarina inicia nesta terça-feira (3) as operações do programa VOA+SC, que vai oferecer novas ligações aéreas regionais entre dez cidades do estado. Os voos serão realizados pela Azul Conecta, com aeronaves Cessna Caravan de nove passageiros, e terão tarifas entre R$ 315 e R$ 815 por trecho, subsidiadas pelo Governo do Estado. Para a operação, o edital estabeleceu exigências como a disponibilidade de uma aeronave reserva, a presença de um funcionário da companhia em cada aeroporto atendido e a manutenção das tripulações em Florianópolis. Segundo a Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), as medidas buscam garantir suporte aos passageiros e condições para a continuidade do serviço. O voo inaugural está previsto para as 9h30 desta terça-feira, com saída de Florianópolis e destino a Joaçaba. No Sul catarinense, o programa terá ligações entre Forquilhinha e Florianópolis, além de voos entre Jaguaruna e Joinville. Azul Conecta terá avião reserva e funcionários nos aeroportos De acordo com o Governo de Santa Catarina, a empresa responsável pela operação precisou atender a critérios técnicos e operacionais estabelecidos no edital do VOA+SC. Entre as exigências está a disponibilidade de uma aeronave reserva para substi-

tuir o avião inicialmente escalado caso seja necessário realizar manutenção. A companhia também deverá manter um funcionário próprio em cada aeroporto atendido para prestar suporte aos passageiros. As tripulações ficarão sediadas em Florianópolis, principal ponto de conexão da malha regional. Em comunicado divulgado, Ivan Amaral, secretário adjunto de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, explicou os critérios adotados para a seleção da operadora. “A gente foi muito criterioso no edital e exigiu que a empresa tivesse experiência na aviação comercial, que tivesse um avião reserva e que houvesse um representante da empresa vencedora em cada aeroporto para atender os passageiros. Então, tenho certeza de que o projeto vai ser um sucesso e, muito em breve, vai fazer parte da rotina dos catarinenses”, afirmou. Aeronave também poderá transportar medicamentos e alimentos O modelo escolhido para os primeiros voos é o Cessna Caravan, com capacidade para nove passageiros. Segundo o Governo do Estado, a aeronave possui características que permitem sua utilização em diferentes tipos de pista e condições operacionais. O mesmo modelo já é utilizado no serviço aeromédico estadual. Outra característica destacada é a possibilidade de adaptação do espaço interno

para o transporte de cargas. Em situações emergenciais, como desastres naturais, os assentos podem ser removidos em aproximadamente uma hora, permitindo a utilização da aeronave para transportar alimentos, medicamentos e outros materiais. A possibilidade de adaptação não significa que o transporte de cargas fará parte da programação regular de passageiros, mas representa uma alternativa de utilização do equipamento em situações específicas. Forquilhinha terá voos para Florianópolis por R$ 315 No Sul de Santa Catarina, o Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha, terá ligações com Florianópolis às terças e quintas-feiras. A programação prevê a saída da Capital às 16h10, enquanto o voo de retorno, de Forquilhinha para Florianópolis, partirá às 17h35. A tarifa divulgada é de R$ 315 por trecho, com os primeiros voos previstos para esta terça-feira (3). O aeroporto de Forquilhinha recebeu melhorias em sua infraestrutura para integrar o programa. Entre as intervenções citadas pelo Governo do Estado estão a recuperação da pista, melhorias no balizamento e a instalação de uma estação meteorológica. Em entrevista concedida ao programa Cá Entre Nós, com Gisele Tiscoski, na Rádio Som Maior, em 27 de outubro, Ivan Amaral explicou que os investimentos também buscam reduzir limitações operacionais re-

lacionadas ao mau tempo, especialmente à formação de neblina. O secretário afirmou que outros equipamentos de auxílio à aproximação e ao pouso poderão ser estudados para os aeroportos regionais, conforme as condições técnicas e a necessidade de cada terminal. Jaguaruna terá ligações com Joinville duas vezes por semana O Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, terá voos com destino a Joinville às segundas e sextas-feiras, com tarifa de R$ 450 por trecho. Nas segundas-feiras, a saída de Joinville está prevista para as 8h20, enquanto o retorno de Jaguaruna ocorrerá às 10h30. Nas sextas-feiras, a programação estabelece a decolagem de Joinville às 16h30 e o voo de Jaguaruna para Joinville às 18h40. Como a operação começa em 3 de novembro, uma terça-feira, o primeiro voo da rota de Jaguaruna está previsto no cronograma para sexta-feira (6). As passagens já estão à venda pelo site da Azul Linhas Aéreas.

Subsídios poderão ser mantidos por três anos O programa contará com recursos estaduais para reduzir os valores das passagens e viabilizar as ligações entre municípios catarinenses. O investimento previsto para os primeiros 12 meses é de aproximadamente R$ 22,5 milhões. Em entrevista à Rádio Som Maior, Ivan Amaral afirmou que a intenção do governo é manter o subsídio durante os primeiros três anos, com possibilidade de prorrogação. Segundo o secretário, o valor é necessário porque os custos de operação de aeronaves pequenas poderiam tornar as passagens significativamente mais caras. No caso de Forquilhinha, Amaral estimou que a passagem para Florianópolis poderia ultrapassar R$ 800 sem o apoio financeiro estadual. Com o programa, a tarifa anunciada é de R$ 315. O governo também adotou medidas relacionadas à infraestrutura dos aeroportos e à tributação do combustível de aviação para estimular a operação das linhas regionais.

Criciúma está garantido no G6 da Série B e pode entrar na zona de acesso direto na próxima rodada O

Criciúma está matematicamente garantido no G6 da Série B do Campeonato Brasileiro. Ou seja, mesmo que perca os dois jogos restantes, o Tigre terminará a competição entre os seis primeiros colocados e terá, pelo menos, uma vaga nos playoffs de acesso à Série A. A classificação foi confirmada após o empate sem gols entre Fortaleza e Atlético Goianiense, nesta segunda-feira, dia 2. O Dragão era a única equipe fora do G6 que ainda poderia ultrapassar o Criciúma na tabela. Com o resultado, o time carvoeiro não pode mais deixar a zona de classificação. Em quarto lugar, o Criciúma volta a campo no próximo sábado, dia 7, contra o Vila Nova, fora de casa. Além de já estar garantido nos playoffs, o Tigre pode entrar no G2 na próxima rodada. Para isso, precisa vencer o Vila Nova em Goiânia e torcer para o Juventude perder para o Cuiabá fora de casa.


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SC tem o quinto maior número de denúncias de assédio eleitoral no Brasil S

anta Catarina registrou 259 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em apenas três dias, entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30). O número é o quinto maior do Brasil, segundo balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesse sábado (31). Em todo o país, foram contabilizadas 4.305 denúncias no mesmo período. Os registros foram recebidos por um canal específico criado pelo governo federal após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25). A ferramenta começou a funcionar na quarta-feira, diante do aumento dos relatos de trabalhadores que afirmam ter sofrido ameaças, constrangimentos ou discriminação relacionados às suas escolhas políticas. Segundo o MTE, todas as denúncias estão sendo analisadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho. Os números representam relatos apresentados ao órgão, e não casos de assédio eleitoral já comprovados. SC está entre os cinco estados com mais denúncias São Paulo concentra o maior número de registros no país, com 1.325 denúncias recebidas nos três primeiros dias de funcionamento do canal. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 354 ocorrências, Minas Gerais, com 345, Paraná, com 268, e Santa Catarina, com 259.

O Rio Grande do Sul aparece em sexto lugar, com 230 denúncias. Somados, os três estados do Sul registraram 757 ocorrências, o equivalente a 17,6% do total nacional. A Região Sudeste concentra quase metade das denúncias recebidas pelo Ministério do Trabalho, com 2.087 registros, ou 48,5% do total. O que é considerado assédio eleitoral no trabalho? O assédio eleitoral ocorre quando um empregador ou superior hierárquico utiliza sua posição para pressionar, ameaçar ou discriminar trabalhadores por motivos relacionados às suas preferências políticas. Entre as situações que podem caracterizar a prática estão: Ameaçar demitir funcionários por causa do candidato em quem votaram; Pressionar trabalhadores a apoiar ou rejeitar determinado candidato; Condicionar a manutenção do emprego a uma posição política; Demitir ou prejudicar profissionalmente alguém por suas escolhas eleitorais; Promover constrangimentos ou represálias relacionados ao voto. A legislação brasileira protege a liberdade de

Assassinatos de jornalistas atingem maior nível de letalidade desde 2012 A

impunidade nos assassina tos de jornalistas aumentou pela primeira vez desde 2012, alertou a Unesco em um relatório publicado nesta segunda-feira (2), por ocasião do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas. Neste ano, “a taxa global de impunidade pelos assassinatos de jornalistas aumentou um ponto percentual, a 86%”, aponta o relatório, o que significa que seis em cada sete autores dos crimes escapam da Justiça. O índice, que abrange os homicídios cujas investigações não foram concluídas ou continuam em curso, registrava queda desde 2012, caindo do nível recorde de 95% para 85% em 2024. “As investigações e os processos judiciais relacionados aos assassinatos de jornalistas em zonas de guerra continuam particularmente insuficientes”, destacou Mariya Gabriel, vice-diretora-geral de Comunicação e Informação da Unesco. Embora esta agência das Nações Unidas “não seja um tribunal de justiça”, Mariya destacou que a Unesco exerce “pressão para que se faça justiça”. O relatório, publicado a cada dois anos, contabilizou o assassinato de 189 jornalistas,

profissionais da imprensa e criadores de conteúdo responsáveis por atividades jornalísticas em 2024 e 2025, incluindo 14 mulheres. Trata-se do biênio mais letal para os jornalistas na última década. Dois terços deles (67%) foram assassinados em zonas de conflito, como os Territórios Palestinos, o Iêmen ou a Ucrânia. “Isto representa uma mudança importante no panorama mundial dos riscos para os jornalistas”, declarou Mariya Gabriel. A Unesco também destaca o uso cada vez maior de “veículos aéreos não tripulados ou drones”, responsáveis por 26% dos homicídios em 2024 e 2025. Além disso, insiste que os jornalistas continuam sendo assassinados em suas casas ou

vestindo um colete que identifica sua profissão. “O Estado da Palestina voltou a registrar o maior número de casos em 2025, com pelo menos 32 homicídios”, afirma o relatório. No total, 1.641 jornalistas foram assassinados no mundo desde 2006, data em que a Unesco iniciou o registro. Isto representa, em média, uma morte a cada quatro dias. Alguns números apresentados neste relatório diferem dos publicados pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas ou pela ONG Repórteres Sem Fronteiras. A Unesco justificou as diferenças pelas “circunstâncias de um óbito, que às vezes são difíceis de avaliar devido à constante evolução dos conflitos”.

escolha política e proíbe práticas discriminatórias nas relações de trabalho. Dependendo das circunstâncias, uma demissão motivada pela preferência política do trabalhador pode resultar em determinação judicial de reintegração ao emprego e indenização por danos morais. Como denunciar assédio eleitoral? Quem sofreu ou presenciou situações de assédio eleitoral pode registrar a ocorrência gratuitamente pelos canais disponibilizados pelos órgãos responsáveis. As denúncias podem ser feitas pelo Ministério do Trabalho e Emprego ou pelo Ministério Público do Trabalho.

O trabalhador deve apresentar, sempre que possível, informações sobre o episódio, como data, local, identificação do empregador e descrição do ocorrido. Mensagens, documentos e outros registros que ajudem a demonstrar a situação também podem contribuir para a investigação. As denúncias são tratadas de forma sigilosa e encaminhadas aos órgãos competentes para apuração. Governo anuncia medidas de fiscalização Além da criação do canal de denúncias, o governo federal anunciou uma atuação conjunta de instituições para investigar possíveis práticas de assédio eleitoral.

Afogamento de duas crianças mobilizou helicóptero e bombeiros em Jaguaruna

D

uas meninas, de 11 e 12 anos, foram socorridas após uma ocorrência de afogamento registrada na tarde deste domingo (1º), em Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. O atendimento ocorreu por volta das 16h, na região da Rua João Casagrande, no bairro Campo Bom, e mobilizou equipes de resgate, incluindo o helicóptero do Serviço Aeropolicial (Saer). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, quando a equipe de Morro da Fumaça chegou ao local, as duas adolescentes já estavam fora de perigo. Ambas estavam conscientes e orientadas, mas apresentavam sinais de hipotermia e frequência cardíaca elevada. Vítimas apresentavam sinais de afogamento leve Durante a avaliação, os socorristas clas-

sificaram a situação das meninas como afogamento de grau 1, caracterizado pela presença de tosse, sem formação de espuma. Além das duas crianças, um homem também recebia atendimento da equipe do Saer, com apoio dos socorristas presentes na ocorrência. O relatório não detalha o estado de saúde dele. A operação contou ainda com a participação dos Bombeiros Voluntários de Jaguaruna. Os familiares das meninas estiveram presentes durante o atendimento. Uma das mães acompanhou o deslocamento na ambulância dos bombeiros, enquanto os pais da outra vítima seguiram em veículo próprio até o Hospital de Caridade de Jaguaruna. As informações sobre o estado das vítimas foram repassadas à equipe médica da unidade hospitalar.


08 diarioomunicipio.com.br

03 de Novembro de 2026


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