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ED.3449 - QUI 22-10-2026

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ANO 29 - EDIÇÃO 3449

Quinta-feira

Saúde de Sangão registra mais de 131 mil atendimentos em oito meses

22 de Outubro de 2026

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Treze de Maio se prepara para inaugurar o Centro Hospitalar São Sebastião no dia 30 de outubro

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Eleitor de SC vai às urnas no domingo do segundo turno sob previsão de temporal, granizo e chuva intensa

Editorial Erivelton Fileti

Leitão de um lado só: a curiosa imparcialidade de Mirian Há algo fascinante no jornalismo brasileiro: certos comentaristas parecem acreditar que basta falar diante de uma câmera, com ar professoral e expressão grave, para transformar opinião em verdade absoluta. E, quando isso acontece em um programa que se apresenta como guardião da informação imparcial, a ironia praticamente dispensa comentários. Mirian Leitão é frequentemente criticada por espectadores que enxergam em suas análises uma inclinação demasiadamente favorável à esquerda. Naturalmente, ela tem todo o direito de possuir convicções políticas. O problema começa quando a preferência ideológica parece receber tratamento VIP, enquanto os adversários políticos são submetidos a um rigor digno de auditoria fiscal. Para os inimigos ideológicos, lupa. Para os aliados, binóculos embaçados. E tudo isso, aparentemente, em nome da imparcialidade jornalística. Convenhamos: não é preciso inventar notícias para influenciar a opinião pública. Às vezes, basta selecionar cuidadosamente os fatos, enfatizar o que interessa, relativizar o que incomoda e apresentar a conclusão desejada com a solenidade de quem acaba de anunciar uma lei da física. O expediente é antigo. A embalagem, sofisticada. O mais curioso é a aparente confiança de que o espectador não perceberá a diferença entre informação e interpretação. Como se o brasileiro, depois de pagar impostos, enfrentar filas e sobreviver à criatividade dos nossos governantes, ainda precisasse de uma comentarista para lhe explicar o que deve pensar sobre a realidade. Aliás, como em plena crise econômica e institucional no país, aceitar comentários como: “As coisas estão boas, você só tem a impressão de que estão ruins”. Ou: “Saiba como isso é bom pra você”. Ora bolas, isso é um tapa na cara dos brasileiros. Talvez seja hora de avisar: ter audiência não significa ter razão; ter prestígio não significa ser infalível; e aparecer na televisão não confere certificado de superioridade intelectual. Se a análise é consistente, que sobreviva ao contraditório. Se os argumentos são sólidos, que resistam às perguntas incômodas. A credibilidade profissional não deveria funcionar como um escudo contra críticas, mas como um incentivo para que elas sejam enfrentadas com transparência. O problema, portanto, não é Mirian Leitão ser de esquerda, assim como não seria um jornalista de direita defender suas próprias convicções. O problema é qualquer profissional confundir análise com militância e esperar que o público não perceba, ou, ainda pior, que se sinta intelectualmente inferior por discordar. Afinal, imparcialidade não é um adereço retórico que se coloca na apresentação de um telejornal. É uma prática que precisa aparecer justamente quando os fatos contrariam nossas preferências. No fundo, talvez a maior ironia seja esta: quem pretende influenciar milhões de pessoas deveria, antes de tudo, respeitar a inteligência delas. Mirian Leitão pode ter suas opiniões. O público também. E não há diploma, câmera de alta definição ou ar de autoridade que transforme discordância em ignorância. A televisão pode escolher quem fala. Mas imaginar que todos os que assistem são idiotas é um erro de avaliação, e, convenhamos, dos mais difíceis de disfarçar com maquiagem televisiva. Porque a imparcialidade pode até ser proclamada no discurso. O difícil é convencer o espectador de que ela existe quando a régua parece mudar conforme o lado político que está sendo medido.

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previsão para Santa Catarina indica uma sequência de dias de temporal a partir desta quarta-feira (21), e o tempo instável deve seguir até o domingo (25), quando os eleitores voltam às urnas para o segundo turno. Segundo a Defesa Civil do estado, um sistema de baixa pressão, reforçado pela chegada de uma nova frente fria, pode trazer temporais isolados, raios, ventania e queda de granizo. Para o domingo de eleição, a Defesa Civil prevê condições para temporais e chuva intensa em todas as regiões, com atenção maior para a faixa entre o Grande Oeste e o Norte catarinense. O sábado (24) deve seguir no mesmo padrão, e as instabilidades podem vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e granizo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu aviso amarelo de tempestade. Nesta quarta, o alerta vale para o Oeste. A partir de quinta-feira (22), o aviso se estende a todas as regiões do estado e segue até sábado. Nesta quarta, a instabilidade deve se concentrar no Extremo Oeste, no Oeste, no Meio-Oeste e na divisa com o Paraná, onde os temporais isolados podem aparecer entre a tarde e a noite. No restante do estado, a previsão é de céu encoberto e possível garoa à noite. As máximas podem chegar a 29°C no Grande Oeste e devem ficar perto dos 24°C no litoral. Na quinta, a baixa pressão deve ganhar força, e a previsão é de chuva volumosa ao longo de todo o dia em todo o estado. No litoral, a umidade que vem do mar deve manter o céu nublado, com pancadas rápidas de chuva. O dia deve começar mais frio: de 10°C a 14°C na Serra e de 15°C a 18°C nas demais cidades. À tarde, as máximas devem ficar entre 19°C e 23°C na maior parte do estado. A sexta-feira (23) tem risco de chuva forte já na madrugada, com rajadas de vento e granizo isolado, principalmente no Grande Oeste e no Planalto Norte. Nas outras regiões, a chuva deve se alternar com aberturas rápidas de sol, e o calor volta à tarde, com até 29°C previstos no Litoral Sul e 27°C no Vale do Itajaí.

A mudança vem logo depois de um começo de semana gelado. Na segunda-feira (19), Santa Catarina amanheceu com temperaturas negativas, segundo a Defesa Civil, por causa do ar frio que chegou com um ciclone em alto-mar a partir do sábado (17). O frio perde força nesta quarta, quando o calor e a chance de temporal voltam. O estado passa a primavera sob o El Niño. Desde o fim de setembro, a Defesa Civil trata o fenômeno como de intensidade muito forte e prevê chuva acima da média para a estação. Naquela semana, os temporais atingiram 18 municípios e deixaram mais de 1,5 mil casas afetadas, e seis cidades decretaram situação de emergência. Por causa do El Niño, o governo do estado também editou um decreto de alerta climático, que permite mobilizar os órgãos estaduais antes que o desastre aconteça. Durante os temporais, a Defesa Civil orienta a ficar em local fechado, longe de janelas, e longe de árvores, placas, muros e postes. Com raios, a recomendação é não usar aparelhos ligados na tomada. Ruas alagadas e pontes ou pontilhões cobertos pela água não devem ser atravessados, nem a pé nem de carro. As orientações valem também para o caminho até o local de votação no domingo, nas regiões com previsão de temporal. Em caso de risco, o telefone da Defesa Civil é o 199. Os alertas do órgão chegam de graça no celular para quem cadastra o CEP pelo SMS 40199. A Defesa Civil segue monitorando o sistema e pode atualizar os avisos ao longo da semana.

¹ Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Salmos 15:1

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Matérias assinadas e colunas são de responsabilidade de seus autores


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Treze de Maio se prepara para inaugurar o Centro Hospitalar São Sebastião no dia 30 de outubro O

município de Treze de Maio, no Sul de Santa Catarina, se prepara para um momento importante na área da saúde. No próximo dia 30 de outubro, às 18h, será realizada a inauguração do Centro Hospitalar São Sebastião, empreendimento que promete marcar uma nova etapa na assistência à saúde da população local e regional. O anúncio foi divulgado pelas redes sociais do Hospital São Sebastião e do prefeito Jair do Hospital, que destacaram a importância da conquista, construída a partir de muito trabalho, dedicação e união de esforços. A inauguração representa um momento de expectativa para a comunidade, especialmente diante da importância de ampliar e fortalecer a estrutura de atendimento em saúde nos municípios da região.

na assistência à saúde, reforçando a importância de investimentos em infraestrutura, atendimento e cuidado com a população. A cerimônia de inauguração está prevista para reunir representantes da comunidade e autoridades, celebrando uma conquista considerada histórica para Treze de Maio. Serviço ● Evento: Inauguração do Centro Hospitalar São Sebastião ● Data: 30 de outubro de 2026, sexta-feira ● Horário: 18h ● Local: Treze de Maio (SC)

A abertura do Centro Hospitalar São Sebastião passa a integrar a hisConquista para a comunidade tória do município como um acontecimento de grande expectativa para a A chegada do novo centro hospita- saúde pública e para os moradores de lar simboliza a esperança de avanços Treze de Maio e cidades vizinhas.

Mais informações em www.camaraurussanga.sc.gov.br Matérias votadas e aprovadas na Trigésima Oitava Sessão Ordinária, em 20 de outubro de 2026: • Emenda Supressiva nº 01/2026 ao Projeto de Lei PE Nº 0027/2026 – Suprime a redação do §10 do Projeto de Lei PE 27/2026 (Autoria – Vereador Ademir Bonomi/MDB). • Projeto de Lei PE nº 27/2026 – Altera o art. 4º da Lei Municipal nº 3.148, de 12 de julho de 2024, que cria o Conselho Municipal de Turismo – COMTUR e dá outras providências (Autoria – Poder Executivo). • Projeto de Resolução nº 10/2026 – Regulamenta a aplicação da Lei Federal nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD), no âmbito da Câmara Municipal de Urussanga, institui a política institucional de proteção de dados pessoais, e dá outras providências (Autoria – Mesa Diretora). • Projeto de Resolução nº 11/2026 – Regulamenta, no âmbito da Câmara Municipal de Urussanga, a aplicação da Lei Federal nº 14.129, de 29 de março de 2021, institui o Programa de Governo Digital do Poder Legislativo Municipal, estabelece princípios, diretrizes e instrumentos para a transformação digital da atividade legislativa e administrativa e dá outras providên-

cias (Autoria – Mesa Diretora). • Requerimento nº 61/2026 – Solicita a convocação da Senhora Scheila Aparecida Weiss, representante da empresa SC Treinamentos, para prestar esclarecimentos a esta casa legislativa sobre a aplicação e execução dos serviços do processo seletivo decorrente da dispensa de licitação nº 178/2026/PMU (Autoria – Vereador Ivan Vieira/PL). • Indicação nº 162/2026 – Sugere ao Poder Executivo a criação de programa de 5HFXSHUDomR )LVFDO UH¿ V GHVWLQDGR j regularização de débitos dos contribuintes perante o Município de Urussanga (Autoria – Vereador Ivan Vieira/PL). • Indicação nº 163/2026 – Solicita Providências Urgentes para solucionar problemas na Drenagem da Rua Dionel João Alves, no Bairro Dois Rios, neste município de Urussanga (Autoria – Vereadora Teresinha Zanatta/PSD). • Indicação nº 164/2026 – Sugere ao Poder Executivo que determine aos setores competentes que realizem a revitalização da Praça Longarone, neste Município (Autoria – Vereadora Rosemeri Aparecida Mafra da Silva/PL).


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CRÔNICA Erivelton Fileti Professor universitário e advogado

Missão Impossível: Operação Geléia de Abacaxi Se Hollywood tivesse conhecido a minha primeira viagem de avião, em 1990, provavelmente teria produzido um daqueles filmes de aventura dos anos 90, com direito a treinamento militar, perseguições, sacrifícios heroicos e um protagonista que, no final, descobriria que o inimigo não era só o adversário, mas também a balança. Eu tinha acabado de completar 15 anos e havia conseguido uma façanha da qual me orgulhava muito: classifiquei para integrar a Seleção Catarinense Juvenil de Judô, que disputaria o Campeonato Brasileiro Juvenil em Ipatinga, Minas Gerais. Para um adolescente que representava Tubarão e Santa Catarina nos tatames, aquilo era praticamente uma convocação para a NASA. Só faltava o uniforme, o capacete e alguém dizer que eu estava prestes a dar um pequeno passo para o homem e um grande salto para o judô tubaronense. Havia, entretanto, um pequeno detalhe. Alguns poucos dias antes da viagem, eu estava aproximadamente dois quilos acima do limite da minha categoria. Hoje, considerando o meu respeitável tamanho atual, perder dois quilos talvez exigisse apenas uma semana de remorso depois de uma sirizada do Narbalho. Naquela época, porém, eu era o que a turma chamava delicadamente de “chassi de grilo”. Um sujeito tão magro que, se ficasse de perfil, precisava avisar às pessoas que continuava ali. Não havia gordura para perder. Se tirassem dois quilos de mim, corria-se o risco de despachar junto algum órgão vital, a dignidade e uma parte considerável da esperança de medalha. Mas o campeonato era em Ipatinga, e a viagem começaria em Florianópolis. O pai e a mãe praticamente protagonizaram um filme chamado Minha Passagem, Minha Vida para conseguir pagar aquela passagem aérea. Naquele tempo, andar de avião era um luxo que, para muita gente, parecia coisa de artista de cinema ou de empresário que aparecia em rede nacional de televisão. E eu, que nunca havia voado, estava prestes a conhecer os céus. Encontrei a equipe em Florianópolis um dia antes. Dormi na casa do amigo Rafael e no dia seguinte, o pai dele, Seu Osvaldo, nos levou até o aeroporto onde encontramos o restante da equipe. A expectativa era enorme. Eu olhava para tudo com aquela mistura de curiosidade e deslumbramento de quem estava prestes a entrar numa das máquinas mais impressionantes já inventadas pelo ser humano. O avião era da VARIG. VARIG! Naquela época, a companhia tinha um prestígio que fazia a gente se sentir importante só de olhar para o logotipo. Pra mim, entrar naquele avião era quase como entrar numa nave espacial, dessas de Jornada nas Estrelas, só que sem o capitão Kirk e com a possibilidade de receber um sanduíche. Embarcamos. Tudo novo. Poltronas, janelas, comissárias, aquele barulho dos motores e a sensação de que, em poucos minutos, eu estaria voando sobre o Brasil. O avião decolou. E foi então que começou a verdadeira prova de resistência. Não era o Campeonato Brasileiro.

22 de Outubro de 2026 Era o serviço de bordo. Logo depois da decolagem, vieram os lanches. Naquele tempo, lanche de avião era coisa séria. Não era uma barrinha de cereal acompanhada de água e um sorriso protocolar. Era comida de verdade, daquelas que faziam o passageiro pensar em comprar outra passagem só para repetir a experiência. E foi nesse momento que conheci meus companheiros de viagem sob uma perspectiva completamente nova. Rafael e Raul, os pesos mais pesados da equipe, avançaram sobre os lanches como se tivessem acabado de receber uma informação confidencial: o mundo acabaria em cinco minutos e a única maneira de sobreviver seria comer tudo o que estivesse ao alcance. Eu assistia à cena em silêncio. Não podia comer. Estava acima do peso. Aqueles dois, por sua vez, pareciam acreditar que a classificação por categoria era apenas uma sugestão administrativa, uma formalidade burocrática que não deveria interferir na alimentação de um atleta. O avião pousou em Curitiba. Novos passageiros embarcaram. O avião decolou novamente, agora rumo a São Paulo. Eu pensei: pronto, agora vai ser só chegar. Foi quando apareceu outro lanche. Rafael e Raul retomaram as operações com a disposição de dois veteranos de guerra. Se houvesse uma medalha olímpica para consumo de alimentos em altitude, os dois teriam voltado para Santa Catarina com ouro, prata e a bandeja de sobremesa. Eu, por outro lado, continuava firme na minha missão de emagrecimento. O avião chegou a São Paulo, desembarcaram alguns passageiros, embarcaram outros e, mais uma vez, decolamos. Dessa vez, eu já estava começando a desconfiar de que a VARIG tinha alguma coisa pessoal contra mim. Mais um lanche. Olhei para os meus colegas. Eles comiam. Olhei para a minha bandeja imaginária. Vazia. Olhei pela janela. Lá embaixo, o Brasil inteiro parecia estar almoçando. Eu era um atleta em preparação para um campeonato nacional, submetido a uma dieta rigorosa, enquanto viajava num avião que parecia ter firmado um acordo comercial com a gastronomia. Mas a saga ainda não havia terminado. O avião fez outra escala, agora no Rio de Janeiro. Novos passageiros. Nova decolagem. E, como se fosse uma piada de mau gosto escrita por um roteirista de Corra que a Polícia Vem Aí, veio mais um lanche. Eu já não tinha fome. Tinha ressentimento. Rafael e Raul continuavam comendo, provavelmente imaginando que aquilo fazia parte de alguma estratégia nutricional avançada. Eu os observava com a mesma expressão de um condenado assistindo ao último jantar dos companheiros de cela. Foi quando o Sensei Rocha, percebendo meu sofrimento, resolveu intervir. Talvez tenha sentido pena. Talvez tenha temido que eu entrasse em depressão. Ou talvez simplesmente tenha percebido que, se eu continuasse olhando para os lanches daquele jeito, acabaria mordendo o braço de algum passageiro. Ele se aproximou e me ofereceu uma pequena porção de geleia de abacaxi. Um potinho minúsculo. Devia ter uns cinco gramas. Cinco gramas! Naquele momento, porém, aquilo não era geleia. Era uma dádiva divina. O manjar dos deuses. O último recurso de um homem que havia cruzado metade do país sem poder participar do banquete aéreo. Recebi o potinho com a solenidade de quem recebe uma condecoração militar. Abri. Olhei para a geleia. E comi. Devagar? Não. Comi aquela geleia de abacaxi como se fosse a última refeição de um condenado no corredor da morte. Se alguém tivesse me oferecido uma colher para raspar o recipiente, eu provavelmente teria solicitado autorização judicial para utilizá-la. Foi o ponto alto da viagem. Finalmente, pousamos em Belo Horizonte. Depois de tantas escalas, lanches e privações, eu já não sabia se estava chegando a Minas Gerais ou se havia participado de uma versão brasileira de Apertem os Cintos... O Piloto Sumiu!, na qual o protagonista era impedido de comer por determinação da comissão técnica. Do aeroporto, seguimos de ônibus para Ipatinga. Chegamos, descansamos um pouco e fui conferir o peso.

A balança, aquela entidade sem coração, confirmou que eu havia emagrecido. Mas não o suficiente. Foi aí que começou a segunda fase da operação. A missão agora era suar. E suar muito. Vesti um monte de roupas, recorri ao velho expediente do saco plástico escondido e comecei a me movimentar como se estivesse participando de uma mistura de Rocky, Rambo e Missão Impossível. Só faltava o treinamento na escadaria e alguém gritando meu nome enquanto eu corria. Eu era um guri de 15 anos, praticamente sem gordura corporal, tentando eliminar o equivalente ainda a pouco mais de 1 quilo de matéria-prima humana que simplesmente não existia. Se aquilo fosse um experimento científico, algum pesquisador teria interrompido tudo para perguntar se não estávamos tentando produzir energia a partir do desespero. Mas a determinação era maior que o bom senso. No dia seguinte, chegou a hora da pesagem oficial. Aquela balança parecia ter sido importada diretamente de um filme de suspense. Cada grama tinha o potencial de mudar o destino de um atleta, de uma equipe e de uma família inteira que havia feito sacrifícios para que aquele menino chegasse até ali. Subi. Prendi a respiração. Olhei para o visor. E então veio a notícia que eu tanto esperava: Cinquenta gramas abaixo do peso máximo! Cinquenta gramas! Eu havia conseguido! A primeira batalha estava vencida. A passagem aérea, as escalas, a abstinência gastronômica, a geleia de abacaxi e o saco plástico tinham valido a pena. Eu estava apto para competir. A alegria, porém, durou pouco. Um dos meus colegas de equipe não conseguiu passar pela pesagem. O motivo? Cinquenta gramas acima do limite. Cinquenta gramas! A mesma quantidade que me separava do peso máximo era justamente a quantidade que o separava da competição. E ele era muito melhor e tinha muito mais chances de sucesso que eu. Fiquei triste. Naquele instante, percebi que o judô tinha uma relação bastante peculiar com a matemática. Não importava se o atleta era forte, técnico, dedicado ou se havia treinado durante meses. Se a balança dissesse que você estava cinquenta gramas acima, a balança era a autoridade máxima. Não havia recurso, sustentação oral ou pedido de reconsideração que resolvesse. A balança não conhecia o princípio da razoabilidade. Não aceitava embargos de declaração. E certamente não se sensibilizaria com a história de um atleta que havia atravessado o Brasil assistindo aos colegas comerem enquanto sobrevivia com cinco gramas de geleia. O colega ficou de fora. Eu, por minha vez, estava dentro. E foi assim que aprendi, aos 15 anos, algumas lições importantes sobre a vida, o esporte e a aviação comercial. Primeiro: nunca subestime o poder de um potinho de geleia. Segundo: quando se está tentando perder peso, fazer quatro escalas num avião da VARIG pode ser considerado um método de tortura psicológica. E, finalmente, descobri que a diferença entre o sucesso e o fracasso pode ser de apenas cinquenta gramas. Naquele campeonato, eu ainda teria de enfrentar os adversários no tatame. Mas a primeira luta, a mais dramática e provavelmente uma das mais difícil de toda a viagem, já havia acontecido. Meu adversário não usava quimono. Não tinha faixa. Não sabia aplicar um ippon. Mas era implacável. Chamava-se balança. E, antes de eu sequer pisar no tatame, já havia me aplicado uma das maiores lições da minha vida: às vezes, para realizar um sonho, é preciso abrir mão de quase tudo. Inclusive do lanche de avião. Da geleia, felizmente, não foi preciso abrir mão. Afinal, cinco gramas não fazem mal a ninguém. Pelo menos era o que eu queria acreditar enquanto olhava, com profunda admiração e um pouquinho de ódio, para os meus companheiros que haviam comido o Brasil inteiro em quatro escalas.


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Saúde de Sangão registra mais de 131 mil atendimentos em oito meses P

restação de contas apresentada à Câmara de Vereadores destaca atendimentos, exames, transporte de pacientes e serviços especializados oferecidos à população. A Secretaria Municipal de Saúde de Sangão apresentou à Câmara de Vereadores a prestação de contas referente ao segundo quadrimestre de 2026, com dados acumulados de janeiro a agosto. A apresentação foi conduzida pela enfermeira Simone, assessora técnica em saúde e planejamento, e detalhou os principais serviços realizados no município. No período, foram registrados 131.456 atendimentos gerais, 82.172 visitas domiciliares, 44.919 atendimentos médicos e 5.572 atendimentos odontológicos. A rede municipal também realizou 58.882 exames laboratoriais, 5.114 exames de imagem e 1.207 consultas com especialistas médicos. O transporte de pacientes contabilizou 5.172 deslocamentos. Para atender à população, a Secretaria dispõe de 12 carros populares, duas vans, uma ambulância de suporte avançado e uma motocicleta. Outro destaque é o Centro Viver Bem,

que oferece atendimento multiprofissional em áreas como fisioterapia, enfermagem, fonoaudiologia, nutrição, pediatria, psicologia, psiquiatria e outras especialidades, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde. Entre os indicadores de janeiro a agosto, foram registrados 70 nascimentos, 959 internações e 28 óbitos de residentes de Sangão. As doenças do aparelho respiratório lideraram as causas de internação, com 166 registros, enquanto as doenças do aparelho circulatório foram a principal causa de óbitos, com oito casos. Durante a apresentação, o secretário municipal de Saúde, Tiago da Silva Isidoro, destacou a importância do trabalho dos servidores e do atendimento humanizado, ressaltando que os resultados dependem tanto dos recursos disponíveis quanto do empenho das equipes. A prestação de contas atende à Lei Complementar nº 141/2012 e foi apreciada pelo Conselho Municipal de Saúde em setembro. Os dados referentes ao último quadrimestre de 2026 deverão ser apresentados em fevereiro de 2027.

Vereadora Cariny Figueiredo cobra compromissos do Executivo e defende melhorias na educação CAPIVARI DE BAIXO

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vereadora Cariny Figueiredo voltou a defender melhorias na educação durante sessão legislativa realizada nesta semana. Em manifestação publicada nas redes sociais, a parlamentar destacou a necessidade de ampliar o debate sobre o ensino integral e reforçou a cobrança por reconhecimento e valorização das auxiliares de sala. Segundo Cariny, a implantação do ensino integral atende a uma demanda apresentada por pais e responsáveis e precisa ser tratada com seriedade pelo poder público. A vereadora também ressaltou a luta das profissionais que atuam como auxiliares de sala, que, conforme sua manifestação, aguardam há bastante tempo pelo reconhecimento de seu trabalho. Com o título “Falta de palavra! Educação tem que ser prioridade!”, a publicação enfatiza a importância de transformar compromissos assumidos em

ações concretas. A parlamentar argumenta que a população precisa de respostas e que os profissionais da educação merecem respeito e valorização. Cariny afirmou ainda que continuará fiscalizando as ações do Executivo Municipal e cobrando providências para as demandas da comunidade escolar. A manifestação reforça a importância do debate sobre a qualidade do ensino, a ampliação do atendimento em tempo integral e as condições de trabalho dos profissionais que atuam diariamente nas unidades de ensino. Educação em pauta A defesa do ensino integral e a valorização dos profissionais da educação permanecem entre os temas que exigem diálogo entre o poder público, as famílias e a comunidade escolar, com atenção ao planejamento, aos recursos disponíveis e à efetiva implementação das medidas anunciadas.


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22 de Outubro de 2026

Diocese mobiliza campanha de arrecadação na reconstrução da Igreja Matriz São José em Treze de Maio U

m incêndio de grandes proporções atingiu a Igreja Matriz São José, no Centro de Treze de Maio, no Sul de Santa Catarina. O fogo começou por volta das 10h20, pouco após o encerramento da missa matinal. Moradores e fiéis mobilizaram-se rapidamente para resgatar imagens sacras e bancos do interior do templo, e não foram registados feridos. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e dos Bombeiros Voluntários da região atuaram no combate ao fogo e conseguiram conter as chamas por volta do meio-dia. As causas do incêndio e a extensão total dos danos estruturais estão sob investigação das autoridades. Campanha Solidária para a Reconstrução

A Diocese de Tubarão e a Paróquia São José lançaram uma campanha de arrecadação para reconstruir o templo.

Dados para Doação (PIX e Transferência bancária): ● Banco Cresol (133) ○ Agência: 2661 ○ Conta: 139980 ○ Chave Pix: 86447240004303

● Banco Sicoob (756) ○ Agência: 3078 ○ Conta: 39.658-3 ○ Chave Pix: p.trezedemaio@diocesetb.org.br Doações Presenciais ou em Espécie: Para contribuições presenciais ou de outros bens, os interessados devem contactar a secretaria paroquial ou dirigir-se ao local.

Criciúma está quase garantido nos playoffs de acesso da Série B F

altando apenas quatro rodadas para o fim da Série B, o Criciúma tem quase 100% de chances de terminar entre os seis primeiros, na zona de classificação para os playoffs de acesso para a Série A de 2027. Segundo o cálculo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ao fim da 34ª rodada, o Carvoeiro tem 98,6% de chances de G6, divididos em 77% para vaga nos playoffs (3° a 6°), além de outros 21,6% para vaga direta, sendo campeão ou vice-campeão. Nas últimas rodadas, o Tigre enfrenta Sport (F), Ponte Preta (C), Vila Nova (F) e Novorizontino (C). 69 pontos para acesso direto Após o fim da 34ª rodada, o Carvoeiro ocupa a 5ª posição, com 59 pontos. Se ainda quiser sonhar com acesso direto, a UFMG aponta 98% de chances de G2 para as equipes que somarem 69 pontos. Para isso, o Criciúma precisaria vencer três dos últimos quatro jogos, além de empatar um. Para 68 pontos, o estudo indica que as chances de acesso direto são de 87%. Já para ficar entre os seis primeiros, a pontuação esperada está na casa dos 61 pontos, enquanto o título requer pontuação acima de 70. Caso vença a já rebaixada e lanterna Ponte Preta, o Carvoeiro chega aos 62 pontos, que segundo a UFMG, representa 98% de possibilidade de terminar na zona de playoffs. Foco no G4, mas título não é descartado De acordo com o presidente do Criciúma, Pedro Paulo Canella, a meta do Criciúma ainda é de conquistar o título da competição. “A gente quer muito o título. O título vai nos dar um troféu, vai nos dar a eternidade, porque quem sobe em segundo, terceiro ou quarto, ninguém lembra no ano seguinte. Mas o campeão tu acaba lembrando. Fica a estrelinha na camisa. Então, o nosso foco principal é o título”, destacou Canella, ao 4oito. Dentro do clube, o G2 e até mesmo o G4 também são vistos com bons olhos. "A gente abre uma perspectiva de G2, aliás, primeiro a disputa pelo título, depois G2, depois G4 para ver quem é que decide em casa o mata-mata", reflete.

Terminando em 3° ou em 4°, o Carvoeiro teria a possibilidade de disputar o acesso dependendo de dois resultados iguais nos playoffs, além de decidir o jogo de volta no Estádio Heriberto Hülse. Avaí corre perigo Na parte de baixo da tabela, Ponte Preta e América-MG já tiveram seus rebaixamentos matematicamente definidos. Na noite dessa terça-feira (20), o Londrina venceu o Cuiabá em casa, e ainda não teve a queda decretada. Para se salvar, o Tubarão precisa vencer todos os seus jogos restantes e torcer por uma combinação de resultados. Já para o Avaí, que também está dentro do Z4, as chances de permanecer na Série B também são muito baixas. Com 37 pontos e seis atrás do primeiro time fora da zona, o Leão tem 89% de chances de rebaixamento. O clube de Florianópolis não disputa a Série C desde 1998. Além do Avaí e dos virtuais rebaixados América-MG e Ponte Preta, quem também tem chances altíssimas de jogar a Série C 2027 é justamente o Londrina, adversário do Criciúma na noite de sexta-feira (02). O tubarão tem 87% de probabilidade de rebaixamento.


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22 de Outubro de 2026

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Motoristas de Uber, 99 e iFood podem ter desconto de 60% nas multas de trânsito; novo projeto reduz multa gravíssima de R$ 293 para R$ 117 M

otoristas e entregadores de aplicativos, como Uber, 99 e iFood, poderão ter desconto de 60% nas multas de trânsito caso um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados seja aprovado. A proposta também prevê o parcelamento do valor restante em até 12 vezes sem juros. Na prática, uma multa por infração gravíssima, atualmente fixada em R$ 293,47, passaria a custar R$ 117,39 para os profissionais beneficiados. O desconto seria concedido automaticamente, sem necessidade de solicitação. A medida está prevista no Projeto de Lei 2.381/2026, apresentado pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE), que propõe alterações no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). O texto ainda precisa passar pelo Congresso

Nacional e receber sanção presi- do com os descontos existentes. dencial para entrar em vigor. Para identificar quem teria direito ao benefício, Uber, 99, Como funcionaria o descon- iFood e outras plataformas seto de 60% nas multas de trân- riam obrigadas a enviar mensalsito? mente à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) os CPFs dos Pelo projeto, motoristas e en- profissionais ativos. tregadores cadastrados em plataCom esses dados, os órgãos formas digitais pagariam apenas de trânsito aplicariam o desconto 40% do valor original das multas, automaticamente. As empresas com possibilidade de parcelamen- que não cumprissem a obrigação to em até 12 vezes sem juros. poderiam sofrer penalidades, inAtualmente, a legislação já cluindo a suspensão temporária permite descontos de 20% para do CNPJ. pagamento antecipado e de 40% para condutores que aderem ao Quais multas não SNE (Sistema de Notificação Eleteriam direito ao trônica) e não apresentam recurso desconto de 60%? contra a infração. Com a nova proposta, o abaO benefício não seria aplicatimento de 60% seria o limite má- do a todas as infrações de trânsiximo e não poderia ser acumula- to. O projeto estabelece duas ex-

ceções: Infrações relacionadas à embriaguez ao volante; Infrações que provoquem acidentes com vítimas. Segundo o deputado André Fernandes, a proposta busca reduzir o impacto financeiro das multas sobre profissionais que dependem do trânsito para trabalhar e, por passarem mais tempo

nas ruas, estão mais expostos a autuações. “O benefício é para o entregador que trabalha com responsabilidade e eventualmente comete uma infração. A proposição não protege o infrator imprudente, pois exclui expressamente casos de embriaguez ao volante e acidentes com vítima”, afirmou o parlamentar à Agência Câmara.

Quem eram os três irmãos que foram encontrados mortos no Sul de SC O

s três corpos encontrados carbonizados em uma área de mata de Sangão, no Sul de Santa Catarina, na segunda-feira, 19, eram de três irmãos de uma família com mais outros cinco. As vítimas foram identificadas como Lucas Gabriel da Silva Araújo (26 anos), Matheus da Silva Araújo (25 anos) e Anderson Bruno da Silva Araújo (23 anos). Anderson havia recém-completado 23 anos quando foi encontrado morto ao lado dos dois irmãos. O aniversário dele foi no dia 9 de outubro, dez dias antes do crime. O delegado Alex Etevaldo de Souza, responsável pelo caso, afirmou que a ocorrência é investigada como triplo homicídio. Um inquérito policial foi aberto ainda na segunda-feira e testemunhas já foram ouvidas. Corpos foram encontrados pelo irmão deles De acordo com o relatório da Polícia Militar, por volta da 1h de segunda-feira, a mãe deles teria

ouvido disparos semelhantes a tiros de arma de fogo. Só por volta das 14h30, após retornar do trabalho, um outro filho foi orientado pela mãe a subir um morro em frente à residência, em uma área onde os irmãos costumavam permanecer. No local, ele encontrou os três homens com os corpos queimados e ferimentos aparentemente provocados por disparos de arma de fogo na região da cabeça. Ele acionou a Polícia Militar, e a área foi isolada para o trabalho das equipes responsáveis pela perícia e pela investigação. Investigação Em nota, a Polícia Civil informou que os corpos foram localizados no bairro Garganta, em Sangão, e que a Polícia Científica foi acionada para realizar os exames periciais necessários. A investigação busca esclarecer as circunstâncias e a autoria do crime. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou informações sobre suspeitos ou motivação do triplo homicídio


08 diarioomunicipio.com.br

22 de Outubro de 2026


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ED.3449 - QUI 22-10-2026 by Diário O Município - Issuu