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ED.3415 - QUA 02-09-2026

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ANO 29 - EDIÇÃO 3415 - R$ 2,00

Quarta-feira 02 de Setembro de 2026

Vereadores participam de reunião no HCJ e debatem atrasos salariais e abastecimento do hospital JAGUARUNA / PÁGINA 08

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SC lidera ranking nacional de competitividade pela primeira vez

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Artigo/opinião Gregório José Lourenço Simão Jornalista / Radialista / Filósofo Pós Graduado em Gestão Escolar, Pós Graduado em Ciências Políticas, Pós Graduado em Mediação e Conciliação MBA em Gestão Pública.

Chuva dá trégua e frio chega ao Sul de SC

O eleitor não vota em planilha. Vota na história que ficou na cabeça Há prefeito que entrega obra, inaugura escola, compra ambulância, asfalta rua e, mesmo assim, termina o mandato correndo atrás de reconhecimento. A pergunta é incômoda, mas necessária. Se fez tanto, por que o povo não enxergou? Porque política não é apenas administração. É memória. O eleitor não carrega debaixo do braço uma planilha com quilômetros de asfalto, número de consultas médicas ou quantidade de máquinas compradas. Ele guarda sensação. Guarda imagem. Guarda uma história. É aí que muitos gestores tropeçam feio. Acham que governar bem basta. Não basta. Se o prefeito constrói uma praça, mas ninguém associa aquela praça a uma mudança concreta na própria vida, virou apenas obra. Se recupera uma rua, mas o morador continua dizendo que o bairro foi esquecido, o concreto está lá e o reconhecimento não. O problema não é o povo ser ignorante. É a política ser humana. O ser humano organiza sua memória por símbolos, histórias, imagens e emoções. Não é preciso gostar disso. É preciso entender. E aqui aparece uma verdade que incomoda principalmente os gestores que acreditam que comunicação é pendurar faixa, fazer vídeo bonito e distribuir fotografia de inauguração. Não é. O chamado mito popular não nasce necessariamente de mentira. Nasce quando uma sequência de realizações começa a representar alguma coisa maior para as pessoas. O prefeito deixa de ser apenas o sujeito que assinou a ordem de serviço e passa a ser lembrado como aquele que recuperou o bairro, trouxe dignidade para determinada região, colocou a cidade para andar. É uma diferença brutal. Um administra. O outro significa. E é justamente aí que muita reeleição começa muito antes da urna. Não no último ano de mandato, não na propaganda eleitoral e muito menos na fotografia com santinho. Começa quando o cidadão consegue contar, com palavras próprias, uma história coerente sobre aquele governo. O sujeito não diz apenas que o prefeito asfaltou a rua. Diz que ele tirou o bairro do abandono. Não diz apenas que entregou uma escola. Diz que devolveu futuro às crianças. Parece detalhe. Não é. É a diferença entre uma obra pública e uma marca na memória pública. E político que não entende isso pode entregar concreto até o último dia de mandato e, ainda assim, descobrir tarde demais que governou para a estatística, mas não para a lembrança.

D

epois de uma sequência de chuva, o tempo começa a dar uma trégua no Sul de Santa Catarina nesta terça-feira (1º). A instabilidade ainda aparece ao longo do dia, mas a previsão indica chuva fraca e períodos de melhora, enquanto o vento sul deve manter a sensação de frio na região. Segundo o professor Márcio Sônego, a temperatura não deve passar dos 22°C nesta terça. Durante a tarde, há possibilidade de períodos de sol com a entrada do vento sul, que deve ajudar a limpar o tempo. A mudança ocorre após os volumes de chuva registrados na região ficarem abaixo do que era previsto pelos modelos meteorológicos. Em Criciúma, por exemplo, havia projeção de até 150 milímetros, mas as estações da Ipagre, Unesco e Parque registraram cerca de 80 milímetros.

A previsão para a semana indica:

Quarta-feira: tempo bom, mínima de 9°C e máxima de 21°C Quinta-feira: mínima de 9°C e máxima de até 27°C Sexta-feira: máxima de 18°C e sem chuva Fim de semana: previsão de tempo seco 7 de setembro: tempo bom e temperaturas mais baixas A tendência é de uma elevação gradual das temperaturas, com até 28°C na quinta-feira (3) e cerca de 25°C na terça-feira seguinte. A chuva deve voltar à região somente na quarta-feira da próxima semana. Até o momento, nove municípios de Santa Catarina haviam decretado situaPrevisão indica frio ção de emergência em razão das chuvas persistente em setembro e do granizo. Entre eles estão Biguaçu e Florianópolis, na Grande Florianópolis, Sônego destaca que o frio deve continu- além de outros sete municípios do Oesar presente nos primeiros dias de setembro. te e Meio-Oeste.

¹ Amo ao Senhor, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica. Salmos 116:1

Expediente Editor Chefe: Reinor Marcolino - Reg.SC 02.423-JP

Balneário Arroio Corrente - Jaguaruna - SC Rua São João Batista, nº 661 Whatsapp: (48) 99671-3638

Circulação: Gravatal, Jaguaruna, Sangão, Treze de Maio, Pedras Grandes, Urussanga, Morro da Fumaça, Capivari de Baixo, Tubarão e Laguna.

Jornalista Miguel Ângelo Herdy dos Santos. MTB/SC 4231

E-mail: diarioomunicipio@gmail.com

Assessoria Jurídica: Diógenes Luiz Mina de Oliveira - OAB/SC 26.894

Designer/Diagramação: Fabio Julio Gonçalves Colaboradores: Jaison Bez Fontana, Evandro Marques Pacheco. Impressão: Gráfica Soller

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Matérias assinadas e colunas são de responsabilidade de seus autores


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Eduardo Negrão Analista político e escritor @prof.eduardonegrao

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Cruzado de Direita

TOFÓLLI RECUA E LIBERA RENAN SANTOS Depois de uma decisão monocrática extremamente impopular e questionável do ponto de vista jurídico que suspendeu a campanha de Renan Santos (Missão) à presidência da República, o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberou as redes sociais, os repasses do Fundo Eleitoral e a participação em debates do candidato à Presidência Renan Santos, do Missão. Em decisão proferida nesta terça-feira (1º/9), Toffoli determinou que as plataformas restabeleçam, em até duas horas, os perfis cadastrados pela campanha. As contas, porém, continuarão excluídas dos sistemas de recomendação de conteúdo. Ironico que Renan Santo e seus asseclas do MBL tenham recebido apoio do liberal Flávio Bolsonaro apesar de Renan, no passado, ter apoiado a repressão e censura aos seus adversário políticos.

CHAPA QUENTISSIMA EM BRASÍLIA Clima de ‘barata voa na Suprema Corte’, segundo o portal Metropoles (to citando a fonte, ó magnânimo) ao saber que o ministro André Mendonça havia pedido o aprofundamento de investigações que acabaram por descortinar suas conversas com Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes quase chegou às vias de fato com o colega do Supremo. Moraes pediu nessa segunda (31/08) uma conversa com Mendonça, que o recebeu em seu gabinete. O encontro desandou. A coluna apurou que o clima esquentou, o tom ficou ríspido de parte a parte e, por pouco, a discussão não descambou para agressões físicas. Moraes descobriu que Mendonça havia determinado à PF que revelasse quem era o interlocutor de Vorcaro em uma conversa na qual eram citados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A PF averiguou que se tratava de Moraes. No diálogo, revelado pela coluna, Vorcaro pede a Moraes “proteção” de Gonet e Andrei Rodrigues. Mendonça quis saber como Moraes tomou conhecimento dessa investigação, que é sigilosa e está sob sua relatoria. “Eu tenho minhas fontes. Fui ministro da Justiça”, respondeu Moraes. Nesse momento o ministro Moraes acusou o colega de direcionar as investigações para ele. Para investigar um ministro do Supremo, é preciso ter a concordância de todos os ministros da Corte. AS OBSCENAS RELAÇÕES ENTRE O MEGACORRUPTO VORCARO E AUTORIDADES FARIAM MACUNAÍMA, O HEROI SEM CARÁTER, RUBORIZAR... Mario de Andrade dizia sobre o homem brasileiro: a ética é fluida e inacabada, simbolizada pela falta de contornos psicológicos e morais fixos (o "sem caráter"). O raciocínio de 1927 parece bastante atual no relatório da Polícia Federal – revelado no portal da CNN Brasil – que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (01), mostra mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro agradecendo o "carinho" do Procurador-geral da República, Paulo Gonet, no mesmo dia em que o BRB (Banco de Brasília) comprou 58% do capital do Banco Master em 28 de março de 2025. Em troca de mensagens com Vorcaro na noite do dia 28 de março, Ciro Soares, advogado que defendia o Banco Master e que fazia a ponte entre autoridades públicas e Vorcaro, encaminhou mensagens de Gonet dizendo que estava "na torcida", "com saudade" e indo para Roma. Em resposta, o ex-dono do Master retribui: "Agradece muito o carinho. Saudade dele, vamos marcar estar juntos (sic)". O advogado afirma que Gonet "lhe adora" e que iria para Londres com o banqueiro. Por fim, encaminha outra mensagem do procurador que fantasia: "tomara que tenha charuto e macalan". Após os pedidos do procurado, Vorcaro brinca dizendo que "vai ter que ter plantação de charuto e barril de macalan rsrs". No dia

seguinte, em 29 de março, Ciro Soares retoma as mensagens ao Vorcaro perguntando se o filho de Paulo Gonet poderia ir para Londres. Vorcaro responde positivamente "obvio ne". O Procurador-geral da República tem dois filhos, Gustavo Teixeira Gonet Branco e Pedro Henique de Moura Gonet Branco, este último que viajou com Vorcaro e sua equipe à capital inglesa.

FILHOS DE MINISTRO E CARTÕES DE CRÉDITO DE R$ 300 MIL REAIS. Segundo o jornal paulistano, o Estadão, o banqueiro(?) Daniel Vorcaro deu aval para a emissão de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil cada para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. As informações constam em mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Os cartões foram emitidos pelo Banco Master em outubro de 2025, após um pedido feito pelo escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Mensagens indicam que Daniel Vorcaro autorizou a emissão de cartões de crédito para os filhos de Alexandre de Moraes, Giuliana e Alexandre Barci de Moraes (foto à dir. e esq.). O banqueiro Daniel Vorcaro deu aval para a emissão de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil cada para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. As informações constam em mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Os cartões foram emitidos pelo Banco Master em outubro de 2025, após um pedido feito pelo escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. JOVEM SE TU PENSAS EM IR PARA UCRÂNIA LEMBRE-SE GUERRA NÃO É VIDEOGAME E VOCÊ NÃO PODERÁ VOLTAR QUANDO QUISER. Nos últimos meses, as redes sociais foram inundadas por campanhas agressivas voltadas a jovens brasileiros. Diante do severo desgaste e do alto índice de baixas, Rússia e Ucrânia expandiram canais em português, acenando com salários sedutores de R$ 25 mil a R$ 60 mil mensais. O que muitos não percebem é que, por trás desse falso heroísmo, esconde-se um bilhete só de ida para o inferno. A realidade nas trincheiras é um nocaute brutal. Eles se deparam com bombardeios massivos, frio extremo abaixo de zero e uma barreira linguística que custa vidas. Para piorar, as unidades militares retêm os passaportes originais na chegada, impedindo a desistência imediata. A guerra não é um jogo. Nenhuma promessa financeira vale o preço de se tornar estatística. Proteger a própria vida e o futuro é o único combate que realmente importa. Até agora já são 35 mortes confirmadas de brasileiros e 92 ‘desaparecidos’. Fontes extraoficiais apontam para mais de 100 óbitos de brasileiros e brasileiras na guerra da Ucrânia. PORQUE DEUS ODEIA O VASCO? Calma vascaínos eu também sou cruzmaltino. Mas a piada se justifica, na zona de rebaixamento, em vias de sofrer seu QUINTO rebaixamento o time da Colina ainda tem que encarar o constrangimento de ver um dos seus atletas ir em cana. A Polícia Civil do espirito Santo prendeu três pessoas numa operação interestadual que apura o envolvimento de jogadores de futebol com uma quadrilha de tráfico de armas e drogas. David Corrêa, do Vasco, e Hayner, do Santos e emprestado ao Vila Nova, estão entre os investigados. Ao todo, a Justiça expediu quatro mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. Os alvos são investigados pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro. As diligências são realizadas em municípios da Grande Vitória e também em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, além de endereços nos estados do Rio de Janeiro e Goiás e no Distrito Federal. A operação, batizada de "A Tropa", em referência ao nome usado pela própria quadrilha, é realizada simultaneamente em vários estados. Cerca de 100 policiais civis participam da ação, que conta ainda com mais de 38 viaturas e dois helicópteros. Foram dois presos em cumprimento de mandados, um preso em flagrante por porte de arma e dois mandados de prisão cumpridos contra pessoas que já estavam na cadeia. Esse mico o Vasco poderia ter evitado...


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Maria Aparecida dos Santos Bosqueti Domiciano assume a Secretaria de Assistência Social de Treze de Maio

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Prefeitura de Treze de Maio conta, a partir desta terça-feira (1º), com uma nova responsável pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Maria Aparecida dos Santos Bosqueti Domiciano assumiu oficialmente o cargo nesta data, dando início aos trabalhos à frente da pasta. O ato de nomeação e posse

aconteceu no gabinete do prefeito Nenem Bardini, com a presença do Secretário de Administração e Finanças, Adriano Cardoso, e do Assessor Jurídico, Felipe Marlondrey Baltazar Cardoso. Durante o ato, o prefeito Nenem Bardini destacou a importância da Secretaria de Assistência Social para o atendimento às famílias e

CRÔNICA Erivelton Fileti Professor universitário e advogado

Crônica — O Afogador, a Caneta e o Colapso Constitucional A faculdade de Direito foi, para mim, uma experiência acadêmica, profissional e, principalmente, antropológica. Porque a minha turma era peculiar. Muito peculiar. Era uma espécie de experimento social que, se tivesse sido acompanhado por algum cientista, provavelmente teria provocado a imediata interdição do laboratório. Tinha gente de todas as idades, classes sociais, municípios da região, experiências de vida, níveis de malícia e, principalmente, diferentes graus de juízo. Tinha o Caverna, extremamente malicioso, espirituoso e sempre pronto para transformar qualquer situação absolutamente normal em alguma coisa que não deveria ser dita em sala de aula. A Dani era o contraponto perfeito: inocente, mas extremamente divertida. A Gisele era completamente fora da casinha, embora ninguém soubesse exatamente onde ficava a casinha dela. O Maurício era compenetrado. Daqueles que pareciam estar sempre estudando para alguma coisa, mesmo quando não estavam. O Ramon era outro espécime raro. Também completamente sem noção, o que, naquela turma, era quase uma qualidade curricular. E havia as verdadeiras instituições de controle da sala: Silvana, Eni, Claudinha e Rita. Eram os alicerces da ponderação. Quando a coisa começava a sair dos trilhos, alguém precisava lembrar que estávamos numa faculdade de Direito e não num hospício. Antônio Paulo e Jorge eram os mais velhos da turma, mas possuíam espíritos muito mais jovens do que muita gente que tinha metade da idade deles. Beto e Nivaldo eram os responsáveis. Ou pelo menos aparentavam ser.

para o desenvolvimento das políticas públicas voltadas à população que mais necessita de apoio. À frente da pasta, Maria Aparecida terá como missão dar continuidade às ações e serviços desenvolvidos pela Assistência Social no município, fortalecendo o atendimento às famílias, aos idosos, às crianças, aos adolescentes e aos

E havia ainda a turma dos mais jovens: eu, Marquinhos, Arilton, Ghesler e Eduardo, o bebê da turma. Éramos os mais novos e, portanto, os mais inexperientes. Naturalmente, isso não impedia que achássemos que sabíamos tudo. Aliás, provavelmente era justamente por isso que achávamos que sabíamos tudo. E foi nesse ambiente altamente preparado para formar futuros operadores do Direito que aconteceu um dos diversos episódios memoráveis da nossa vida acadêmica. O ano era qualquer coisa entre a esperança e o desespero. A disciplina, se não me falha a memória, era Direito Constitucional. E isso já era suficiente para deixar qualquer um preocupado. Era um daqueles dias de frio. Frio de verdade. Estávamos no segundo andar da universidade, no bloco antigo, onde aparentemente o projeto arquitetônico havia sido elaborado com base no princípio de que estudante de Direito precisava sofrer antes de se formar. O professor entrou. Seriedade absoluta. Olhou para a turma. Nós olhamos para ele. Ele distribuiu as provas. Cada aluno foi colocado em um lugar estratégico da sala, provavelmente para impedir conversas, troca de informações ou aquilo que, no universo acadêmico, recebe o elegante nome de cola. O professor então anunciou: — Podem começar. E disparou o cronômetro. Foi como se tivesse começado uma operação militar. Silêncio absoluto. Nenhuma conversa. Nenhum cochicho. Nenhum movimento suspeito. Só se ouvia o som das canetas deslizando sobre as folhas e, ao fundo, o ruído característico dos cérebros tentando produzir alguma coisa que se parecesse com conhecimento jurídico. Era possível quase ouvir os neurônios gritando: “Procura alguma coisa aí dentro, Zé Ruela!” Passaram-se cinco minutos. Depois dez. Quinze. Vinte. A tensão aumentava. Alguns escreviam furiosamente. Outros olhavam para a prova com a mesma expressão de quem acabara de receber uma sentença de trinta anos de prisão. E alguns simplesmente encaravam o teto, esperando que a Constituição Federal baixasse por iluminação divina. Até que, aproximadamente meia hora depois, uma das colegas levantou a mão. O professor olhou. — O que foi, Fulana? Ela respondeu, com toda a inocência do mundo: — Ô professor... minha caneta não está pegando. Foi então que aconteceu. Do fundo da sala veio a voz do Caverna. Alta. Clara. Cirúrgica. — DEVE SER A ÁLCOOL! PUXA O AFOGADOR!

demais públicos atendidos pela rede de proteção social. A nova secretária também deverá atuar em conjunto com as equipes técnicas e demais setores da administração municipal, buscando ampliar e fortalecer as políticas de assistência, acolhimento e promoção da cidadania em Treze de Maio.

Silêncio. Por aproximadamente meio segundo. E então a Constituição Federal entrou em colapso. O professor começou a rir. Tentou se controlar. Não conseguiu. A turma também não. Foi uma explosão. Gargalhadas por todos os lados. Gente se dobrando sobre a carteira. Gente batendo na mesa. Gente tentando continuar a prova e simplesmente incapaz de escrever. A colega, coitada, continuava segurando a caneta, com a mão levantada. O professor, ainda rindo, pegou outra e entregou para ela. — Toma. Usa esta. E, como quem já havia percebido que aquela prova estava oficialmente condenada, completou: — Quem conseguir, termine a prova. Pronto. Acabou qualquer possibilidade de concentração. Aquela sala, que minutos antes parecia uma sessão da Suprema Corte, transformou-se numa mistura de Corra que a Polícia Vem Aí, Apertem os Cintos... O Piloto Sumiu! e uma emergência psiquiátrica coletiva. A prova de Constitucional virou uma questão secundária. O principal problema agora era conseguir parar de rir. E havia outro detalhe. Quanto mais a gente ria, mais a gente lembrava da prova. Quanto mais lembrava da prova, mais percebia que não sabia responder. Quanto menos sabia responder, mais ria. E quanto mais ria, menos conseguia responder. Era um ciclo jurídico perfeito. Uma espécie de Teoria Geral do Desespero Acadêmico. Até hoje não sabemos exatamente o que aconteceu naquela sala. Se a turma estava rindo porque a piada do Caverna era realmente genial... Ou se estava rindo porque, naquele momento, era muito mais fácil rir do que admitir que ninguém estava entendendo absolutamente nada daquela bendita prova (salvo uns CDF’s, FDP). Talvez tenham sido as duas coisas. O fato é que, naquele dia, uma simples caneta defeituosa conseguiu fazer aquilo que nenhum professor, nenhuma disciplina e nenhuma ameaça de reprovação jamais haviam conseguido: unir completamente a turma. Não importava a idade. Não importava a cidade. Não importava quem era responsável, quem era maluco, quem era inocente, quem era compenetrado ou quem achava que sabia tudo. Naquele momento éramos apenas um bando de estudantes de Direito, congelando no segundo andar do bloco antigo, tentando sobreviver a uma prova de Constitucional. E o Caverna, com uma única frase, conseguiu transformar uma tragédia acadêmica em uma das boas lembranças daquela turma. A caneta voltou a funcionar. A prova terminou. Alguns sobreviveram. Outros provavelmente ainda carregam sequelas.


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Pela primeira vez na história, Coorsel opera com 100% das unidades ligadas a subestação própria A

Cooperativa Regional Sul de Ele trificaçãoRural (Coorsel) vive um momento histórico. Após a inauguração da subestação própria, instalada no bairro São Luiz, em Treze de Maio, as equipes iniciaram a construção da nova rede com os chamados “alimentadores”. Foram meses de trabalho com o objetivo de ligar os novos alimentadores que saem da subestação às unidades consumidoras. As obras foram concluídas e a partir de agora, a subestação atende 100% os consumidores de Treze de Maio, interior de Tubarão, Pedras Grandes e Orleans. No total, são mais de 40 quilômetros de rede compacta que liga a subestação a todos os municípios de sua abrangência (Treze de Maio, Tubarão, Pedras Grandes e Orleans). Com a subestação, a Coorsel melhorou a qualidade da energia, reduzindo custos para os associa-

dos, além de ter um restabelecimento mais rápido e eficaz em uma eventual falta de energia. Ao todo, foram quase R$ 50 milhões em investimentos com recursos próprios da cooperativa. “Com a construção da subestação e desta nova rede já são mais de R$ 50 milhões em investimentos que garantem energia de qualidade para todos os nossos associados”, comenta o presidente da Coorsel, Arilton Francisconi Cândido, o Xela. Nova subestação beneficia milhares de associados O que era apenas um projeto sonhado pela atual gestão em 2023, agora é realidade. Foram meses de trabalho e dedicação de toda a equipe da cooperativa e em um curto período, a obra foi concluída. Com a conclusão do projeto em 2023, o terreno passou por obras de ter-

raplanagem até iniciar a construção em 2024 e chegar a fase final em 2025. Foram investidos recursos na aquisição dos mais modernos e seguros equipamentos que garantem o abastecimento de energia elétrica aos municípios atendidos pela cooperativa. Dessa forma, a Coorsel estará preparada para atender, até 2027, a demanda de energia elétrica por mais de 50 anos. Com a subestação, a Coorsel vai melhorar a qualidade da energia, reduzir custos para os associados, além de ter um restabelecimento mais rápido e eficaz em uma eventual falta de energia, pois, será responsável pelas redes de distribuição 13,80 kV e da rede de transmissão 138 kV até a subestação. A partir de agora, a Coorsel vive um novo tempo e passa a oferecer uma energia com ainda mais qualidade e estabilidade, com menos sobrecargas e quedas.

Educação de Tubarão e Defensoria Pública firmam parceria para o projeto Semeando Direitos A

Fundação de Educação de Tubarão e a Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina assinaram, nesta segunda-feira (31), um termo de parceria para a realização do projeto “Semeando Direitos” na Rede Municipal de Ensino. A iniciativa visa promover a educação em direitos para crianças e adolescentes, fortalecendo a cultura de paz, a cidadania e o conhecimento sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Essa parceria reforça o compromisso da Fundação de Educação com uma formação que vai além da sala de aula. Ao conhecerem seus direitos e deveres desde cedo, nossos estudantes desenvolvem valores como respeito, responsabilidade e cidadania. O projeto também aproxima

a Defensoria Pública da comunidade escolar e contribui para construirmos ambientes cada vez mais seguros, acolhedores e preparados para o diálogo”, destaca a diretora-presidente da Fundação de Educação, Marlise Gisela Nunes. O projeto prevê ainda a realização de palestras, oficinas, rodas de conversa e outras atividades educativas nas escolas, com a participação de defensoras e defensores públicos e conteúdos adaptados à realidade dos estudantes. A parceria também busca aproximar a Defensoria Pública da comunidade escolar e ampliar o acesso à informação e à orientação sobre direitos, contribuindo para ambientes escolares mais seguros, acolhedores e conscientes.

ENSINO QUE FORMA. VALORES QUE FICAM. Educação Infantil | Anos Iniciais | Anos Finais Ensino Médio | Pré-vestibular

F U N D A Ç Ã O

InoversaSul


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Sangão entrega primeiro Selo ARTE a produtor de mel do município C

ertificação reconhece a qualidade e o caráter artesanal da produção da Zan Mel e permite a comercialização do produto em todo o território nacional Sangão viveu um momento histórico nesta terça-feira (1º) com a entrega do primeiro Selo ARTE do município. A certificação foi concedida ao produtor Gustavo Rocha de Medeiros, da Zan Mel, reconhecendo a qualidade e as características artesanais da produção de mel realizada no município. O ato de entrega aconteceu na manhã desta terça-feira, no Paço Municipal de Sangão, reunindo o produtor, o prefeito de Sangão, autoridades municipais e representantes da CIDASC, Epagri, Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, Agrisan e Producooper.

O Selo ARTE é uma certificação destinada a produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal. Além de reconhecer a identidade, a tradição e a qualidade do produto, o selo permite que alimentos certificados sejam comercializados em todo o território nacional, ampliando as possibilidades de mercado para os produtores. A certificação também representa o reconhecimento de que o produto é elaborado a partir de métodos predominantemente artesanais, preservando características tradicionais, regionais e culturais, sempre seguindo os requisitos de segurança sanitária e boas práticas de produção. Para Gustavo, a conquista representa um importante avanço para a Zan Mel e para a produ-

ção artesanal de Sangão. Com o Selo ARTE, o mel produzido no município passa a contar com uma certificação que agrega valor ao produto e possibilita sua chegada a consumidores de diferentes regiões do Brasil. A conquista também reforça a importância da união entre produtores, entidades e poder público na busca por oportunidades que fortaleçam o agronegócio e a agricultura familiar, valorizando quem produz e criando novas possibilidades de crescimento e geração de renda no município. A entrega do primeiro Selo ARTE de Sangão marca, assim, um novo capítulo para a produção artesanal local e abre caminho para que outros produtores do município possam buscar a certificação e ampliar seus mercados.

As mensagens

Miguel Herdy

A HORA DA VERDADE PARA O STF: QUANDO A NARRATIVA DÁ LUGAR AOS FATOS Durante muito tempo, qualquer denúncia, suspeita ou apuração que apontasse condutas heterodoxas nos bastidores do Supremo Tribunal Federal foi tratada por setores do debate público como mera retórica partidária ou tentativa de emparedamento político da Corte. O avanço das investigações da Polícia Federal sobre o escândalo do Banco Master e as mensagens obtidas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro encerram de vez a era das narrativas. O que se expõe agora são fatos documentados, periciados e extremamente graves. Os diálogos trazidos à tona pela PF desnudam uma intimidade inaceitável entre o topo do Poder Judiciário e um investigado por graves fraudes financeiras. O padrão revelado extrapola o já discutível contrato contratado junto ao escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes; mostra consultas diretas sobre operações da PF, pedidos de interferência no comando de órgãos de fiscalização e até indagação sobre a necessidade de fuga do país às vésperas de uma prisão. Ignorar ou suavizar essas revelações sob o pretexto de "defesa das instituições" é um tiro fatal na própria credibilidade do STF. Não há democracia saudável em que magistrados detentores do poder absoluto fiquem imunes ao escrutínio da lei e da ética. Passar o STF a limpo deixou de ser um pleito político para se tornar uma exigência civilizatória e institucional. Sem corporativismo e sem blindagens, o país precisa de apurações rigorosas pois uma Corte que se pretende guardiã da Constituição não pode conviver com a sombra do favorecimento e do compadrio.

Moraes e Mendonça batem boca Uma forte tensão marcou o bastidor do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram uma discussão acalorada que quase resultou em agressão física, conforme apuração divulgada pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles. O bate-boca ocorreu após Moraes procurar Mendonça para questioná-lo. O atrito teve início quando vieram à tona desdobramentos de uma apuração que revelou conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro em uma conversa nada republicana.

A casa caiu para Moraes Sob a relatoria do ministro André Mendonça, a investigação que tramita em segredo de Justiça ordenou que a Polícia Federal identificasse o interlocutor de Vorcaro. Na troca de mensagens em questão, o banqueiro citava diretamente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Com o avanço das apurações da PF, o interlocutor foi identificado como sendo o próprio Moraes. Diante da situação, Mendonça questionou o colega de Corte sobre como ele havia obtido acesso ao conteúdo da apuração sigilosa sob sua responsabilidade. O episódio expõe um impasse institucional entre os magistrados, enquanto o processo segue em apuração.

Na véspera de sua prisão pela Polícia Federal, em 17 de novembro de 2025, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou cinco mensagens em formato de visualização única para um número salvo em seu celular como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. As informações integram relatório elaborado pela PF após perícia e extração de dados do aparelho de Vorcaro. Segundo o documento, os textos foram elaborados pelo banqueiro no aplicativo Notas, fotografados e encaminhados pelo WhatsApp em cinco envios feitos entre 7h19 e 20h48 do mesmo dia. Nos trechos recuperados pelos peritos, Vorcaro abordava negociações com investidores, citava questionamentos feitos por uma jornalista ao Banco de Brasília (BRB) e indagava o interlocutor sobre a possibilidade de “bloquear” determinado andamento. O banqueiro foi detido no dia seguinte (18/11/2025) durante a deflagração da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades financeiras. O celular periciado foi apreendido durante o cumprimento dos mandados judiciais de busca e prisão.

Um ministro do STF que passava informações As conversas sugerem, ainda, que Moraes atualizava Vorcaro sobre o aumento do cerco ao banqueiro. Em uma das mensagens, ele chega a perguntar ao ministro se deveria sair do país. As mensagens, segundo a PF, eram enviadas da seguinte forma: Vorcaro escrevia textos no bloco de notas do celular, tirava print e enviava como mensagem de visualização única no WhatsApp. Segundo a investigação, Moraes respondia da mesma forma. As conversas em si não foram recuperadas, mas sim as anotações.

Os pedidos de Vorcaro a Moraes O primeiro pedido do banqueiro a Moraes ocorreu em 30 de outubro de 2025. Em uma das mensagens, ele disse que era "importante reforçar", com Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Paulo Gonet, procurador-geral da República, a orientação para que "ninguém de baixo" - uma referência a delegados e a procuradores - fizesse "uma sacanagem" com o Banco Master. Na época, Vorcaro estava próximo de anunciar que supostamente teria vendido o Master para um consórcio formado pela Fictor Holding Financeira e por investidores dos Emirados Árabes Unidos. “Boa, vou mudar minha ida a abu dhabi pra conseguir te ver, se voce puder na terça feira!. As coisas aqui do ponto de vista economico estao andando bem. Consegui colocar no banco 800mm ja e devem entrar mais 400mm proxima semana. [...] O problema agora é que tive informações informais e em confidencia de turma do banco central, que G e os diretores estao na pressao maxima de novo pra uma medida, pois o bacen esta sendo muito pressionado pela PF e MP, alegando que farao algo contra mim. “É importante reforçar com Andrei e Paulo pra nao deixar ninguem de baixo fazer uma sacanagem que ai vai tudo pro saco. Estou disponivel pra tratar e explicar que qualquer coisa, so nao pode ter sacanagem. Vou te mandar os nomes que tem ido ao Bacen alegando que farao algo em breve”. Os pedidos de Vorcaro para que o ministro acionasse Andrei Rodrigues e Paulo Gonet sobre o caso Master ocorreram até cinco horas antes de sua prisão, em 17 de novembro 2025, segundo o Estadão. Às 16h57 de 16 de novembro, Vorcaro perguntou ao ministro se o diretor-geral da PF teria condições de adiar o cumprimento das medidas cautelares que ocorreria horas depois. Na avaliação de investigadores, o teor das conversas e apelos do banqueiro a Moraes indica que Vorcaro sabia da primeira fase da Operação Compliance Zero antes de sua deflagração. "Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível", escreveu o banqueiro ao ministro do STF.


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02 de Setembro de 2026

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SC lidera ranking nacional de competitividade pela primeira vez S

anta Catarina alcançou, pela primeira vez, o topo do Ranking de Competitividade dos Estados, superando São Paulo após 14 anos de liderança paulista. O resultado foi divulgado na 15ª edição do levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP) e marca um feito inédito para o estado, justamente no ano em que celebra seu 500º aniversário. Depois de estrear na série analisada na terceira colocação, em 2016, Santa Catarina assumiu o segundo lugar em 2017 e permaneceu nessa posição por nove edições consecutivas, de 2017 a 2025. Em 2026, finalmente chega ao topo e registra sua melhor colocação histórica. Ranking O ranking analisa todas as 27 unidades da Federação a partir de 100 indicadores sociais, econômicos e sustentáveis, divididos em 10 pilares temáticos:

• Infraestrutura; • Sustentabilidade Social; • Segurança Pública; • Educação; • Solidez Fiscal; • Eficiência da Máquina Pública; • Capital Humano; • Sustentabilidade Ambiental; • Potencial de Mercado; • Inovação. Entre os cinco estados mais competitivos do país, três são da Região Sul. Santa Catarina lidera o ranking. Na sequência, aparecem São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. O desempenho de SC em cada pilar Além de conquistar a primeira colocação geral, SC ocupa o primeiro lugar em quatro dos 10 pilares avaliados: Capital Humano, Potencial de Mercado, Segu-

rança Pública e Sustentabilidade Social. Conforme o levantamento, este é o quarto ano em que o estado lidera nas categorias Capital Humano e Segurança Pública. Em Sustentabilidade Social, voltou a assumir a 1ª colocação após ter caído em 2025. Em Potencial de Mercado, avançou duas posições, passando do 3º para o 1º lugar e alcançando sua melhor colocação na série histórica.

Outros dois pilares que tiveram melhora foram Educação e Eficiência da Máquina Pública, nos quais o estado avançou sete posições. Em Educação, saltou do 9º para o 2º lugar nacional. Já em Eficiência da Máquina Pública, passou da 10ª para a 3ª posição. As piores posições do estado estão nos quesitos Sustentabilidade Ambiental, em que ficou em 4º lugar, Solidez Fiscal, também na 4ª colocação, e em Infraestrutura, na 5ª posição.


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Vereadores participam de reunião no HCJ e debatem atrasos salariais e abastecimento do hospital JAGUARUNA

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a noite desta segunda-feira, 31 de agosto, a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Jaguaruna não contou com o horário político, pois os vereadores participaram de uma reunião no Hospital de Caridade de Jaguaruna (HCJ). O encontro reuniu parlamentares, membros da diretoria e do conselho da instituição, o secretário municipal de Saúde e representantes da ACIRJ. O tema central foi a situação do hospital, com destaque para os atrasos salariais já noticiados em jornais e redes sociais. Os vereadores, junto com a diretoria da unidade, manifestaram preocupação com os motivos dos atrasos e com a possível quebra de contrato com a empresa IDEAS, além do receio de fechamento da

unidade hospitalar. Também foi debatida a situação dos insumos hospitalares. Conforme relatado na reunião, o estoque está

reduzido, e a diretoria manifestou preocupação com a dificuldade de fornecimento por parte das empresas, em razão dos atrasos nos pa-

gamentos. A Câmara Municipal reafirmou o compromisso de acompanhar de perto a situação e de buscar, junto

ao Poder Executivo e à administração do hospital, soluções que garantam a continuidade do atendimento à população de Jaguaruna. O

Legislativo destaca que não medirá esforços para evitar o fechamento da unidade, que presta serviços essenciais a toda a população.

Comitê Tubarão e Complexo Lagunar participa de reunião do grupo de trabalho da ACP do Carvão O

Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, do Complexo Lagunar e bacias contíguas participou de reunião do mês de agosto do Grupo Técnico de Assessoramento (GTA) à execução da sentença da Ação Civil Pública do Carvão (ACP do Carvão). O encontro buscou alinhar o Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina com as obrigações da Ação Civil Pública (ACP) do Carvão, além de deliberar e aprovar o novo Termo de Referência (TR). O representante do Comitê Tubarão e do Complexo Lagunar no GTA, da organização-membro Fundação Ambiental Municipal de Orleans (FAMOR), Samuel Andrade Segatto, participou de forma online da reunião que promoveu discussões em torno da realização das obriga-

ções da ACP. Entre os encaminhamentos esteve a divisão da bacia carbonífera em 35 agrupamentos de recuperação, substituindo os antigos distritos. Sobre a organização interna do GTA, foi definida a criação de um novo subgrupo para avaliar o aproveitamento técnico e destinação econômica do rejeito de carvão. O Grupo Técnico de Assessoramento (GTA) é a organização responsável por gerenciar a execução da sentença da Ação Civil Pública (ACP) do Carvão nº 93.8000533-4. Este processo judicial foi movido pelo Ministério Público Federal em 1993, com tramitação na 4ª Vara da Justiça Federal de Criciúma, e determinou à União e mineradoras a reparação dos passivos ambientais historicamente deixados pela extração mineral do carvão na região


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Expedito Michels mantém agenda de mobilização política na Amurel O

candidato Expedito Michels (Republicano) manteve, durante o último fim de semana, uma agenda de mobilização política na região da Amurel. As atividades tiveram como foco a aproximação com lideranças, comunidades e moradores, além da apresentação de propostas voltadas ao desenvolvimento regional. No sábado, 29 de agosto, Expedito deu continuidade à agenda de contatos na região, priorizando o diálogo direto com a população e a articulação política nos municípios. A estratégia da campanha busca ampliar a presença junto às comunidades e for-

talecer a candidatura na Amurel. Já no domingo, 30, a programação seguiu com ações voltadas à presença nos municípios, conversas com moradores e encontros com lideranças locais. Segundo a coordenação de campanha, a caminhada pela Amurel também tem como objetivo ouvir as principais demandas de cada comunidade. A agenda faz parte da estratégia de fortalecimento da candidatura na região, com a ampliação do diálogo com a população e a construção de propostas a partir das necessidades apresentadas pelos municípios.

"O senhor tem 48 horas" deputada Julia Zanatta dá ultimato a Moraes no plenário da Câmara A

deputada federal Júlia Za natta (PL-SC) subiu à tribuna da Câmara nesta terça-feira (1º) e deu um ultimato ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. “O senhor tem 48 horas para explicar todo esse escândalo que está derramado na imprensa brasileira e expõe qualquer verniz que a nossa democracia possa ter”, disse a catarinense, que anunciou na sequência um novo pedido de impeachment contra o magistrado. O discurso veio no dia em que o relator do caso Banco Master no Supremo, ministro André Mendonça, derrubou o sigilo do relatório da Polícia Federal sobre o material extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O documento, de 218 páginas, passou a circular na imprensa ao longo da tarde e alimentou a reação da oposição em Brasília. Zanatta cobrou explicações sobre uma das mensagens divulgadas, escrita três dias antes da prisão do banqueiro. “Vorcaro diz a Moraes que tem dívida de vida com o ministro e agradece por tudo, aponta a Polícia Federal”, afirmou. E emendou a pergunta que repetiu duas vezes na tribuna: “Alexandre de Moraes, o que seria esse tudo que Vorcaro tem a

agradecer ao senhor?”. O que a deputada listou da tribuna A parlamentar enumerou os pontos que vieram a público no mesmo dia: o embate entre Moraes e Mendonça no Supremo, a autorização para cartões de crédito do Master com limite de R$ 300 mil aos filhos do ministro, a transferência de cotas de um jato Legacy 650 para Viviane Barci de Moraes e as mensagens em que o banqueiro pergunta se precisava deixar o país antes da prisão. “Acha que segunda já tenho que estar fora? Escreveu o Vorcaro em 15 de novembro”, disse. “O Vorcaro escrevia no bloco de notas e mandava para o Alexandre de Moraes, segundo aponta a investigação da Polícia Federal e segundo as reportagens apontam.” Ela também descartou que o governo consiga blindar o ministro. “E não adianta correr para o Lula ser o maior aliado. Ele não vai agora parar tudo, parar a campanha que está quase perdida, que já está empatado com o Flávio, para salvar o senhor. O Vorcaro que queria que o senhor salvasse

ele está preso.” O recado ao Senado A parte final do discurso mirou o Senado, casa competente para julgar ministros do Supremo por crime de responsabilidade. “Se não tem ninguém aqui nessa casa, ninguém naquela casa do tapete azul, no Senado da República, para ter coragem de colocar finalmente o impeachment do ministro Alexandre de Moraes para a frente, eu tenho coragem de dizer: Alexandre de Moraes, se explique para o povo brasileiro, se afaste do seu cargo, e hoje nós vamos pedir mais uma vez o seu impeachment.” Zanatta fechou cobrando também os demais integrantes da Corte. “Já passou da hora dos outros ministros do Supremo pararem de se meter nessa lambança de proteger o Alexandre de Moraes. Isso está acabando com qualquer verniz de democracia que esse país ainda vive.” A catarinense não está sozinha. Ainda nesta terça, o senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou um pedido de impeachment contra Moraes e ameaçou pedir o afastamento do presidente do Senado,

Davi Alcolumbre, caso o requerimento seja arquivado. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), anunciaram representações no mesmo sentido. A bancada do Novo também prepara um pedido, e o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que vai requerer a prisão preventiva do ministro. O que está de fato decidido Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do Supremo por crime de responsabilidade, e a

decisão sobre dar seguimento ou arquivar cada denúncia é do presidente da Casa. Nenhum dos pedidos apresentados contra Moraes até aqui avançou. Nada no material divulgado atribui crime ao ministro. Ele não é réu nem investigado formal no caso Master, e a decisão de Mendonça não determina a abertura de investigação: o despacho apenas retira o sigilo, dá cinco dias úteis à Procuradoria-Geral da República e encaminha o assunto ao plenário do Supremo. Por se tratar de ministro da Corte, só o colegiado pode autorizar uma apuração. O próprio relatório da PF usa expressões

como “pode indicar” e “possivelmente” nas identificações e registra que a análise não foi exaustiva, em razão do prazo de 72 horas fixado pelo ministro. Moraes nega ter trocado mensagens com Vorcaro. Ele e a mulher sempre negaram irregularidade no contrato de R$ 131 milhões do escritório, que segundo a banca Barci de Moraes foi assinado após consulta ao setor de compliance sobre eventuais impedimentos. Procurados pelas reportagens, não se manifestaram sobre as revelações desta terça, entre elas a mensagem em que o banqueiro diz ter uma “dívida de vida” com o destinatário.


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Hugo Zago da Silva Historiador

02 de Setembro de 2026

Campeonato Municipal de Futsal define classificados para a próxima fase em Morro da Fumaça

O DINOSSAURO PETISTA: O ESTADO COMO SUPERMÃE PATERNALISTA Dessa vez, nem os bancos querem fazer o L. O problema do Brasil é gastar mais do que arrecada descontroladamente. Ninguém acredita mais (que Lula fará o ajuste fiscal). A gente está na vanguarda do atraso. É um governo analógico, ineficiente, que não funciona, que gasta muito, gasta mal. (ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, sobre os impactos da gestão fiscal e econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva) Chegamos ao quarto artigo de nossa série, caro(a) leitor(a), deparando-nos com o coração burocrático e assistencialista da engrenagem populista: o agigantamento do Estado e a sua deliberada conversão em um mecanismo de clientelismo e dependência social. Segundo Milton Friedman (Prêmio Nobel de Economia), “(...) a maioria dos programas de bem-estar social tende a produzir o oposto do que pretendia. Eles frequentemente criam uma subclasse de pessoas dependentes do Estado”. Para compreender a natureza profunda dessa hipertrofia estatal, devemos resgatar o brilhante ensaio de Meira Penna sobre o "Dinossauro". O pensador descreve a burocracia nacional como esse monstro antediluviano, dotado de tamanho colossal, carapaça invulnerável, completa insensibilidade, estômago de jiboia e cérebro de galinha. Sob a batuta do petismo, esse grande sáurio artrítico, lento e emperrado não apenas sobreviveu, mas foi cevado para expandir-se desmesuradamente, consumindo as energias da nação em benefício da manutenção de um projeto de poder continuado. Em vez de manifestar-se como uma entidade abstrata, austera e voltada para a prestação eficiente e impessoal de serviços públicos, o Estado foi transformado pela ótica populista na imagem eminentemente feminina de uma "Supermãe paquidérmica" ou de uma generosa "Vaca Leiteira". Essa estrutura assistencialista e cartorial passou a funcionar como se existisse unicamente para acolher, amamentar, pagar e aposentar seus filhinhos queridos. Foi sob esse manto de complacência que o tradicional compadrio e a célebre "mamãezada" — aquela crônica inclinação para alimentar a maior parte da população à custa dos poucos que realmente trabalham e produzem — foram totalmente institucionalizados e elevados a níveis sem precedentes. A máquina pública operou uma verdadeira expansão irracional de seus efetivos, convertendo-se em uma gigantesca cooperativa de empregos e um seguro supremo contra a miséria para a sua clientela partidária. Instituiu-se a lógica do "empreguismo" despudorado, onde parcelas brutais da administração direta e indireta passaram a ser preenchidas por funcionários ociosos que rigorosamente não exercem qualquer função real de utilidade pública. Sob o império do "pistolão", o critério de seleção para o ingresso e o sucesso nos postos do Estado foi despido de qualquer lógica de merecimento ou eficiência, submetendo-se integralmente aos laços de amizade e simpatia com o homem de influência da vez. Para o funcionário favorecido, o cargo transmudou-se em uma sinecura sublime, uma forma de ócio com dignidade sustentada de maneira irresponsável por um Tesouro inflacionário. Toda essa monstruosa inflação de quadros e essa fúria em distribuir benesses foram astutamente mascaradas sob o disfarce virtuoso da justiça social e da defesa de supostos direitos adquiridos. O paradoxo moral desse "coletivismo" cartorial reside no fato de que o ativismo estatal, longe de resolver os dramas históricos da pobreza, da ignorância e da falta de saneamento das massas, consumiu os recursos que deveriam financiar o progresso nacional e a criação de postos de trabalho produtivos. Tolerou-se e incentivou-se o parasitismo burocrático sob a "tolerância banana" de apaziguar as pressões da oferta de mão de obra, enquanto milhões de sertanejos permaneciam desamparados nas trevas do analfabetismo e das endemias rurais. Compreendida a anatomia desse paquiderme protetor, avançaremos no próximo artigo para analisar como essa mesma mentalidade mágica e predatória invadiu as diretrizes econômicas, reeditando o mito de Macunaíma na vã tentativa de produzir um milagre de crescimento sem a contrapartida do esforço e do trabalho.

A

primeira fase do Campeonato Mu nicipal de Futsal Adulto Fechado Masculino – Taça Sicredi chegou ao fim nesta segunda-feira (31), com a definição das seis equipes classificadas para a próxima etapa. Promovida pela Fundação Municipal de Esportes (FME) de Morro da Fumaça, a competição reúne sete equipes na disputa pelo título municipal. Na classificação final da primeira fase, o Master Legends Futsal terminou na liderança, seguido por Rui Barbosa/Cerâmica Zaccaron, Real Esperança, União do Paço, Ribeirão D'areia FC e Sem Talento FC. O S.E.V.I Futsal encerrou a etapa na sétima posição e ficou fora da próxima fase. Conforme o regulamento da competição, os dois primeiros colocados garantiram vaga direta nas semifinais. Dessa forma, Master Legends Futsal e Rui Barbosa/Cerâmica Zaccaron aguardam os vencedores dos confrontos eliminatórios. As equipes que terminaram entre a terceira e a sexta posição disputam dois duelos, e os vencedores avançam para enfrentar os dois primeiros co-

locados da primeira fase. “Agora começa uma fase decisiva, em que cada jogo ganha ainda mais importância. As equipes fizeram uma boa primeira fase e, a partir de agora, cada detalhe pode fazer a diferença. A expectativa é de grandes confrontos e de uma reta final bastante disputada no mata-mata”, destaca o assessor do Departamento Municipal de Esportes, Kauã Teixeira. Os confrontos eliminatórios ocorrem nesta quarta-feira (2), no Ginásio João de Rochi, em Estação Cocal. Às 19h, o União do Paço enfrenta o Ribeirão D'areia FC. Na sequência, às 20h, o Real Esperança encara o Sem Talento FC. Os vencedores garantem vaga nas semifinais. Ao final do Campeonato Municipal de Futsal Adulto, os três melhores colocados receberão troféus e medalhas. A competição também terá troféus individuais para o artilheiro e o goleiro menos vazado. A premiação em dinheiro será de R$ 3,5 mil para o campeão, R$ 2,4 mil para o vice-campeão e R$ 600 para o terceiro colocado.


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Após descobrir que era alvo de investigação, Moraes quase parte para agressão física contra Mendonça no STF O

clima esquentou entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois teriam protagonizado uma discussão acalorada que, por pouco, não terminou em agressão física. O desentendimento ocorreu depois que Moraes tomou conhecimento de que Mendonça havia determinado o aprofundamento de uma investigação da Polícia Federal envolvendo conversas do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Mendonça determinou que a PF identificasse o interlocutor de Vorcaro em uma conversa na qual eram citados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A investigação apontou que o interlocutor era Alexandre de Moraes. Na conversa, Vorcaro pedia a Moraes “proteção” junto a Gonet e Andrei Rodrigues.

Ao saber da investigação, Moraes pediu uma conversa com Mendonça. O encontro, porém, acabou em bate-boca e o clima ficou tão tenso que os ministros quase chegaram às vias de fato. Mendonça questionou como Moraes havia tomado conhecimento da investigação, que é sigilosa e está sob sua relatoria. Durante a discussão, Moraes acusou o colega de direcionar as investigações contra ele. O caso envolve ainda uma questão considerada sensível dentro da própria Corte: para que um ministro do STF seja investigado, é necessária a concordância de todos os ministros. Nos bastidores, o ambiente permanece de forte tensão. Moraes estaria se preparando para reagir às decisões de Mendonça, em um movimento que pode ampliar ainda mais o conflito entre os dois ministros.

‘Preciso de proteção’: Mendonça pede à PGR informações sobre mensagem de Vorcaro a Moraes O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) informações adicionais sobre uma mensagem de WhatsApp atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro e identificada pela Polícia Federal durante as investigações envolvendo o Banco Master. Segundo a apuração da PF, a mensagem teria sido enviada ao ministro Alexandre de Moraes. No texto, Vorcaro afirma que precisava de “proteção” de pessoas identificadas como “Andrei” e “Paulo”. Para os investigadores, os nomes fariam referência a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República. A mensagem passou a ser considerada um dos elementos de atenção dentro do inquérito que apura o caso Banco Master. Inicialmente, os investigadores não haviam identificado quem era o destinatário da conversa. Com o avanço das apurações, a PF concluiu que o contato era de Alexandre de Moraes. Diante das informações, Mendonça pediu à PGR esclarecimentos sobre o conteúdo da mensagem e as circunstâncias em que ela foi encaminhada. A solicitação foi divulgada pelo Metrópoles.

Mensagem entra no radar do STF O episódio ocorre em meio a uma investigação que já envolve outros nomes ligados ao STF, à PGR e à Polícia Federal. O caso Banco Master era relatado inicialmente pelo ministro Dias Toffoli, que deixou a condução do processo após surgirem informações sobre operações financeiras envolvendo uma empresa de sua família e fundos relacionados a Daniel Vorcaro. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi um contrato firmado entre o Banco Master e a empresa de Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes. A solicitação feita por André Mendonça acrescenta mais um elemento às apurações sobre os contatos mantidos por Vorcaro com autoridades durante o período investigado.

Quase um terço dos usuários de Internet relatam tentativas de golpe C erca de 45 milhões de usuários de internet com 16 anos ou mais no Brasil ─ 32% do total ─ sofreram tentativas de golpe com o uso de seus dados pessoais. Além disso, 20% relataram que foram vítimas efetivas desse tipo de crime. Os dados inéditos são da terceira edição da pesquisa Privacidade e proteção de dados pessoais: perspectivas de indivíduos, empresas e organizações públicas no Brasil, apresentada, nesta segunda-feira (31), no 17° Seminário de Proteção à Privacidade e aos Dados Pessoais, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. O estudo foi realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), área do Núcleo de Informação e

Coordenação do Ponto BR (NIC.br), vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A missão do Cetic.br é produzir dados estatísticos e análises de impactos das tecnologias digitais na sociedade. A população-alvo do estudo, de abrangência nacional, foram os usuários de Internet com 16 anos ou mais no Brasil. A intenção foi conhecer a perspectiva das pessoas sobre privacidade, as práticas adotadas, os riscos percebidos e a visão sobre o uso de dados pessoais por terceiros. Realizada em dezembro de 2025, a pesquisa

teve 2,5mil respondentes em entrevistas online (CAWI). Segundo Winston Oyadomari, um dos coordenadores da pesquisa, é a primeira vez que o Cetic.br investigou este tema perguntando se as pessoas identificam as tentativas de golpes pela internet ou se foram vítimas. “Esse é até um tema difícil, porque as pessoas ficam constrangidas e abaladas com as tentativas de golpe, então, não é um tema simples para a pesquisa abordar”, disse em entrevista à Agência Brasil.


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