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Gregório José Lourenço Simão
Jornalista / Radialista / Filósofo
Pós Graduado em Gestão Escolar, Pós Graduado em Ciências Políticas, Pós Graduado em Mediação e Conciliação MBA em Gestão Pública.
Durante muito tempo, a saúde animal foi tratada como um assunto restrito aos médicos-veterinários, aos produtores rurais e aos tutores de animais de estimação. Essa visão já não faz sentido.Aciência demonstrou, de forma inequívoca, que a saúde dos animais, a saúde das pessoas e a preservação do meio ambiente são partes de uma mesma equação. Ignorar uma delas significa colocar todas em risco.
O Julho Dourado surge para lembrar uma verdade que deveria orientar as políticas públicas durante todo o ano. Cuidar da saúde animal é cuidar da saúde coletiva.
A pandemia de Covid-19 deixou uma lição que não pode ser esquecida. A maioria das doenças infecciosas emergentes tem origem animal. Vírus, bactérias e outros agentes infecciosos ultrapassam barreiras entre espécies quando encontram condições favoráveis. Esse processo não é novo. O que mudou foi a velocidade com que essas doenças podem se espalhar em um mundo globalizado.
Mas limitar o debate apenas às grandes epidemias seria um erro.Asaúde animal influencia diretamente o controle da raiva, da leishmaniose, da leptospirose, da febre amarela, da influenza aviária e de tantas outras enfermidades que desafiam os sistemas de saúde. Também interfere na segurança dos alimentos que chegam diariamente à mesa da população, na economia, na preservação da biodiversidade e até na estabilidade ambiental.
Apesar disso, a medicina veterinária ainda recebe menos atenção do que merece quando o assunto é planejamento em saúde pública. Em muitos municípios, programas de vigilância epidemiológica funcionam com equipes reduzidas, estruturas insuficientes e recursos limitados. Essa negligência cobra um preço elevado. O custo de prevenir quase sempre é menor do que o de controlar uma crise instalada.
O problema também se manifesta no ambiente urbano. O abandono de cães e gatos continua sendo uma realidade preocupante. Animais deixados nas ruas tornam-se vítimas da fome, dos maus-tratos e dos acidentes, ao mesmo tempo em que favorecem a disseminação de doenças, aumentam a reprodução descontrolada e pressionam serviços públicos já sobrecarregados.
A solução não está apenas na construção de abrigos. Ela passa por políticas permanentes de castração, identificação, vacinação, educação para a guarda responsável e combate rigoroso aos maus-tratos. Um animal abandonado representa o fracasso de uma sociedade que ainda não compreendeu plenamente o significado da responsabilidade compartilhada.
No campo, os desafios assumem outra dimensão.Asanidade dos rebanhos é fundamental para garantir alimentos seguros, proteger mercados, preservar empregos e fortalecer a economia. Um único foco de doença pode provocar prejuízos milionários, comprometer exportações e afetar toda a cadeia produtiva. Investir em vigilância veterinária, inspeção sanitária e biossegurança não é um gasto. É uma medida estratégica.
Existe ainda um aspecto frequentemente negligenciado. Os animais de companhia passaram a ocupar espaço central nas famílias brasileiras. Cães e gatos deixaram de ser apenas animais domésticos para se tornarem parte do núcleo afetivo de milhões de pessoas. Cuidar da saúde desses animais significa promover bem-estar, prevenir doenças e fortalecer vínculos que produzem impactos positivos na saúde mental e na qualidade de vida de seus tutores. O conceito de Saúde Única consolidou aquilo que a ciência vinha demonstrando há décadas. Não existe uma fronteira real entre a saúde humana, a saúde animal e o equilíbrio ambiental. Desmatamento, mudanças climáticas, tráfico de animais silvestres, urbanização desordenada e perda da biodiversidade ampliam o risco de novas doenças e exigem respostas integradas.
OJulhoDouradonãodeveserreduzidoaumacampanhadevacinaçãoouaaçõespontuais de conscientização. Ele precisa servir como um alerta para governos, instituições e cidadãos.A prevenção continua sendo o investimento mais inteligente que uma sociedade pode fazer. Isso exige planejamento, financiamento adequado, pesquisa científica, valorização da medicina veterinária e educação permanente da população.
Uma sociedade que protege seus animais demonstra maturidade sanitária, responsabilidade ambiental e compromisso com as próximas gerações. Da mesma forma, uma sociedade que negligencia a saúde animal abre espaço para crises que poderiam ser evitadas.
Agrande pergunta já não é se devemos investir nessa área.Aciência respondeu essa questão há muito tempo. O que permanece em aberto é até quando aceitaremos tratar a saúde animal como um tema secundário, quando ela é, na verdade, um dos pilares da saúde pública, da segurança alimentar e do futuro coletivo. O Julho Dourado apenas torna visível uma realidade que deveria orientar nossas escolhas todos os dias do ano.

Um novo ciclone começa a se formar na costa do Sul do Brasil a partir de sexta-feira (10).
Após dias de frio intenso e tempo firme, o sistema meteorológico, combinado com a atuação de um rio atmosférico e a chegada de uma nova frente fria, provoca uma mudança importante nas condições do tempo.
Amaior atenção fica para o norte do Rio Grande do Sul, a Serra Gaúcha, o oeste de Santa Catarina e o oeste e sudoeste do Paraná, onde há previsão de temporais isolados, rajadas de vento e queda pontual de granizo.
Ciclone na costa Sul do Brasil inicia mudança no tempo a partir de sexta-feira
De acordo com a Climatempo, o ciclone começa a influenciar as condições meteorológicas já na sexta-feira (10).
A aproximação de um cavado de onda curta em médios níveis da atmosfera, combinada à formação e ao avanço de uma frente fria, aumenta a nebulosidade e favorece a ocorrência de chuva no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
As primeiras áreas mais suscetíveis à instabilidade ficam no centro-norte gaúcho e no oeste catarinense.
O fluxo de umidade em baixos níveis da atmosfera também se intensifica sobre o norte e o noroeste do Rio Grande
ESTADO DE SANTACATARINA
PREFEITURAMUNICIPAL DE PEDRAS GRANDES
Aviso de licitação

do Sul, contribuindo para alimentar as áreas de chuva.
Os acumulados podem atingir entre 40 e 50 milímetros na sexta-feira, de forma localizada, principalmente em municípios do Rio Grande do Sul.
Temporais ganham força no sábado
No sábado (11), a instabilidade tende a aumentar sobre a Região Sul.Achuva se intensifica entre o norte do Rio Grande do Sul, a Serra Gaúcha, o oeste de Santa Catarina e o oeste do Paraná. Nessasáreas,háprevisãodetemporais isolados com possibilidade de rajadas de vento e queda pontual de granizo.
Os maiores acumulados previstos podem alcançar cerca de 60 milímetros de forma localizada, principalmente no extremo norte do Rio Grande do Sul.
ProcessoLicitatórionº45/2026–ModalidadePregãoeletrôniconº08/2026–CódigoTCE:5B1FAF2BA83686A9893F12E168BEB6E2D91502AE, Objeto: Registro de preços para contratação de empresa especializada para o fornecimento de agregados minerais (pedra rachão/pedra pulmão/pó de brita, bica corrida, brita número 1 e pedrisco), de forma parcelada, com carga, transporte e descarga, destinados á execução de serviços de pavimentação asfáltica em vias públicas do Município de Pedras Grandes/SC, para atender as necessidades da Secretaria de Transportes, Obras e Urbanismo , conforme Termo de referência. Data de abertura: 27/07/2026 às 09h30min.A retirada do edital e maioresinformaçõesnositeoficialdoMunicípiowww.pedrasgrandes.sc.gov.breinformaçõescomplementarespeloe-maillicitacaopmpg@ gmail.com e no departamento de Licitações e Contratos da Prefeitura Municipal sito a Rua José Marcon– 311 ou pelo telefone: (48) 36593000 no horário das 08h00min ás 12h00min e das 13h00min às 17h00min. Base Legal Lei Federal 14.133/21.
Pedras Grandes/SC, 08 de Julho de 2026.
Agnaldo Filippi
Prefeito Municipal
¹ Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Salmos 15:1
Fundado em 07 de junho de 1997
Editor Chefe: Reinor Marcolino - Reg.SC 02.423-JP
Jornalista Miguel Ângelo Herdy dos Santos. MTB/SC 4231
Designer/Diagramação: Fabio Julio Gonçalves
Colaboradores: Jaison Bez Fontana, Evandro Marques Pacheco. Impressão: Gráfica Soller
BalneárioArroio Corrente - Jaguaruna - SC
Rua São João Batista, nº 661
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Gravatal, Jaguaruna, Sangão, Treze de
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Otítulo de Capital Nacional da Maior Onda do Brasil ao município de Jaguaruna agora é oficial. A Lei nº 15.461, de 7 de julho de 2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8).
"Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica conferido o título de Capital Nacional da Maior Onda do Brasil ao Município de Jaguaruna, no Estado de Santa Catarina.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação".
O projeto de lei, que tramitou sob a relatoria do senador Esperidião Amin (Progressistas), recebeu parecer favorável na Comissão do Esporte do Senado Federal, foi aprovado em 10 de junho.
De autoria da então deputada federal Angela Amin (Progressistas), o projeto reconhece a relevância de Jaguaruna no cenário nacional e internacional do surfe de grandes proporções.
O grande motor para
a concessão deste título é a Laje da Jagua, uma formação rochosa submarina localizada a cerca de cinco quilômetros da costa jaguarunense, que atrai surfistas de grandes ondas de várias partes do Brasil e também do exterior. O local é considerado pelos atletas um dos principais pontos do país para a prática do tow-in, modalidade de surfe em ondas gigantes com o auxílio de jet ski.
A fama do pedral foi definitivamente sacramentada com um feito histórico, quando a Laje da Jagua registrou

a maior onda já surfada em águas brasileiras, medindo impressionantes 14,82 metros. A
marca foi alcançada pelo atleta Lucas Chumbo e acabou chancelada e homologada pela Big Wa-
ves Brasil, entidade que é referência nacional no monitoramento de ondas grandes.

Oavanço do assoreamento da Barra do Camacho, em Jaguaruna, foi tema de uma reunião realizada nesta terça-feira (7), na Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil. O encontro reuniu representantes políticos e lideranças da região para discutir alternativas que viabilizem uma nova dragagem do canal.
Durante a reunião, foi destacada a situação crítica da barra, que apresenta trechos com menos de 50 cen-
tímetros de profundidade. A preocupação é com os impactos na atividade pesqueira e com o aumento do risco de alagamentos nas comunidades do entorno.
A última dragagem foi executada em 2022, com investimento de R$ 10 milhões do Governo do Estado. Um novo projeto depende da conclusão do processo de licenciamento ambiental, que está em análise na Coordenadoria Regional do Instituto do
Meio Ambiente (IMA), em Tubarão.
Segundo a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, apesar do decreto de alerta climático em vigor em Santa Catarina, a legislação e o entendimento do Tribunal de Contas impedem a contratação direta da obra apenas com base na medida preventiva. Para isso, é necessária a comprovação da urgência da intervenção.
Outro fator que pode influenciar o an-
damento do projeto são as restrições do período eleitoral. Ainda assim, o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Fabiano de Souza, informou
que irá avaliar a disponibilidade orçamentária da pasta para apoiar a execução da obra.
A expectativa das lideranças da região é que o licenciamen-
QUE FORMA.
Educação Infantil | Anos Iniciais | Anos Finais Ensino Médio | Pré-vestibular


to ambiental seja concluído o quanto antes, permitindo a busca pelos recursos necessários para o desassoreamento da Barra do Camacho.









Opré-candidato a deputado estadual pelo partido Novo, César Damiani, esteve reunido com o empresário Genésio A. Mendes, fundador da GAM Distribuidora, em um encontro marcado pela troca de ideias sobre o desenvolvimento de Tubarão e da região.
Durante a conversa, César ressaltou a importância de ouvir lideranças que contribuem para o crescimento econômico local e que com-
preendem o papel da participação política na construção de soluções para a sociedade. "É muito gratificante dialogar com pessoas que investem em nossa cidade e compartilham experiências que ajudam a fortalecer propostas voltadas ao desenvolvimento regional. O conhecimento de quem empreende é fundamental para construirmos políticas públicas mais eficientes", destacou César.

Aintenção de consumo das fa mílias em Santa Catarina voltou a cair no último mês e registrou o quarto recuo consecutivo. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgado pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC, ficou em 104,7 pontos,umaquedade3,2%emrelaçãoamaioe de 6,8% na comparação com junho do ano passado.
O resultado também ficou abaixo da média nacional, que atingiu 105,5 pontos, indicando que os consumidores catarinenses estão mais cautelosos diante do cenário econômico.
Segundo o presidente da Fecomércio SC, HélioDagnoni,oelevadoníveldeendividamento e a inadimplência acima da média histórica continuam limitando o consumo das famílias. "As famílias estão mais cautelosas por conta do alto endividamento e da inadimplência acima da médiahistórica,oquelimitanovasdecisõesdeconsumo", afirma.
Dagnonitambémdestacaqueamanutenção da taxa Selic em patamar elevado há mais de quatro anos dificulta o acesso ao crédito, encarece o financiamento e reduz o poder de compra da população.
Entre os fatores apontados pela pesquisa estão:
Maior dificuldade para acessar crédito; Redução da renda das famílias; Menor disposição para comprar bens durá-

veis; Crescimento das preocupações com o mercado de trabalho;
Endividamento elevado e inadimplência persistente.
Olevantamentomostraque,apesardapercepção ainda positiva sobre o emprego atual, as famílias demonstram menor confiança em relaçãoaospróximosmeses,refletindoumambiente de incerteza.
Enquanto Santa Catarina apresentou queda pelo quarto mês consecutivo, o cenário nacional foi mais favorável. No Brasil, a Intenção de Consumo das Famílias registrou leve avanço tanto na comparação mensal quanto na anual.
DeacordocomaFecomércio,essedesempenho foi impulsionado pela desaceleração da inflação, pela melhora da renda e pela manutenção do mercado de trabalho aquecido, especialmente entre as famílias de menor renda.
Apesquisa indica que o consumo em Santa Catarina continua pressionado por uma combinação de renda enfraquecida, crédito mais caro e expectativas menos otimistas sobre a economia.
Com esse cenário, a Intenção de Consumo das Famílias segue em trajetória de queda e se aproxima da zona de neutralidade, sinalizando que a recuperação do consumo ainda deve enfrentar desafios ao longo dos próximos meses.



SERVIÇO AUTÔNOMO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO DE SANGÃO AVISO DE RETIFICAÇÃO
PROCESSO LICITATÓRIO Nº 004/2026/SAMAE
PREGÃO ELETRÔNICO Nº 004/2026/SAMAE
dsada
CÓD. REGISTRO DE INFORMAÇÃO (E-SFINGE):
OBJETO: O SERVIÇO AUTÔNOMO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO DE SANGÃO/SC —
SAMAE, no exercício de suas atribuições legais e em atenção ao princípio da publicidade, torna pública a RETIFICAÇÃO do edital de licitação do Pregão Eletrônico nº 004/2026/SAMAE, que tem por objetivo
“registrar preços com a finalidade de selecionar a proposta mais vantajosa para futura e eventual aquisição de insumos químicos destinados ao tratamento de água para abastecimento público, em atendimento às demandas do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto — SAMAE de Sangão/SC, compreendendo o fornecimento de ácido fluossilícico, carvão ativado granular, hidróxido de sódio e hipoclorito de sódio, conforme as especificações mínimas constantes no edital, no termo de referência e nos demais anexos”.
EM ATENÇÃO À ALTERAÇÃO REALIZADA, FICAM DESIGNADAS NOVAS DATAS PARA INÍCIO DO RECEBIMENTO DAS PROPOSTAS E SESSÃO PÚBLICA, CONFORME
INFORMAÇÕES ABAIXO: RECEBIMENTO DAS PROPOSTAS: das 07h30min do dia 10/07/2026 até às 08h59min do dia 22/07/2026. ABERTURA E JULGAMENTO DAS PROPOSTAS: às 09h do dia 22/07/2026.
INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: às 09h01min do dia 22/07/2026.
REFERÊNCIA DE TEMPO: Horário de Brasília (DF). LOCAL: www.portaldecompraspublicas.com.br. Acesso identificado.
INFORMAÇÕES E/OU CÓPIA NA ÍNTEGRA DESTE EDITAL:




Aausência de um sistema de transporte coletivo municipal emJaguarunaviroualvodebatalha judicial. A 2ª Promotoria de JustiçadaComarcaingressoucomuma Ação Civil Pública, com pedido de tutela de urgência, para obrigar o Executivo a passar a ofertar o serviço de transporte público intrabairros na cidade.
A ação, assinada pela promotora de Justiça Raísa Carvalho SimõesRollin,éodesfechodeumInquérito Civil que tramita desde abril de 2015. Após mais de uma década de cobranças, reuniões e tentativas de acordo sem resultado prático por parte da municipalidade, o Ministério Público recorreu à Justiça para estipular um prazo definitivo de 120 dias para que o municípiotireoserviçodopapel,sobpena de multa diária e responsabilidade pessoal do gestor.
Isolamento de balneários
No documento, o Ministério Público traça um retrato do impacto social que a falta de mobilidade urbana causa na vida dos jaguarunenses, especialmente nas comunidades mais afastadas.
Enquanto Jaguaruna pos-
sui uma vasta extensão territorial (326,362 km²), a grande maioria dos serviços essenciais - como o Hospital de Caridade, postos de saúde especializados, CAPS, agências bancárias, Correios, o comércio e o fórum - fica concentrada na área central. Sem ônibus, moradores de bairros e balneários enfrentam distâncias severas e dependem de caronas ou de transporte particular oneroso para realizar tarefas simples. O documento cita exemplosreaiscoletadospelapromotoria ao longo dos anos:
Balneário Torneiro: fica a 37 km de distância do Centro, exigindoaté45minutosdedeslocamento.Moradoresrelatamdificuldades crônicasparaacessaroCAPSea farmácia municipal.
Balneário Esplanada: localizadoa32kmdoCentrodacidade.
BalneárioDunasdoSul:ficaa 26 km e não possui nenhuma estrutura básica de saúde ou educação local.
Balneário Campo Bom: fica a 17 km do Centro.
Relatos anexados à ação mostram que motoristas particulares chegam a cobrar R$ 110,00 por uma corrida até Tubarão, o que compromete cerca de 17%
doorçamentodequemrecebeum saláriomínimoapenascomodeslocamento para exames.
A promotoria destaca que essa realidade gera uma grave exclusão social, afetando brutalmenteosgruposmaisvulneráveis, como idosos e pessoas com deficiência,quemuitasvezesacabam reclusos em suas próprias casas por falta de condições de locomoção. Além disso, a falta de transporteregularimpedeaentregadomiciliardecorrespondênciaspelos Correios na maior parte das áreas litorâneas.
Prefeitura economizou R$ 3 milhõescomfrotaprópriadeescolares
O Ministério Público rebateu de forma contundente os argumentos recorrentes da prefeitura de que o serviço seria inviável financeiramenteouquenãohaveria interesse de empresas privadas.
Como prova de que o municípiopossuicapacidadetécnicaefinanceira para gerir a mobilidade urbana, a promotoria utilizou uma publicaçãooficialfeitapelopróprio prefeito Laerte Silva (Podemos) em setembro de 2024. Na ocasião, a administração celebrou a
aquisição de 19 ônibus escolares novos e próprios, eliminando quase100%daterceirizaçãodotransporte de estudantes.
A mudança para a frota própria gerou uma economia superior a R$ 3 milhões por ano aos cofres de Jaguaruna (reduzindo o custo de R$ 6,5 milhões para R$ 3,2 milhões). O MPSC argumenta que, se há recursos e competência de planejamento para estruturar o transporte dos estudantes, a falta de linhas para o restante da população decorre puramente de uma escolha política e de omissão administrativa.
Jaguaruna na contramão regional
A ação judicial também coloca Jaguaruna em uma posição incômoda no comparativo com os municípios vizinhos da região da Amurel e arredores. Dados apresentados pelo MPSC mostram que a cidade é uma das únicas de grande extensão territorial na região que ainda não oferece transporte público local. Municípios como Laguna, Imbituba, Lauro Müller e Içara contam com sistemas regulares.
A promotoria citou como

exemplo positivo uma reportagem recente do Folha Regional, de junho de 2026, destacando que o município de Tubarão - mesmo com uma área territorial menor que a de Jaguaruna - mantém seu transporte interbairros ativo e realiza estudos avançados para a implantação de subsídios e até do modelo de "Tarifa Zero" em linhas circulares.
O que pede o Ministério Público
Os pedidos incluem:
A obrigação de o município de Jaguaruna organizar e começar a prestar o serviço de transporte municipal intrabairros no prazo de 120 dias; Aoperaçãodoserviçodeforma contínua, seja por execução direta da prefeitura ou por meio deconcessão/permissãopública;
Afixaçãodeumamultadiária em caso de descumprimento dos prazos, com a responsabilização pessoal e solidária do prefeito.
A prefeitura de Jaguaruna deverá ser citada pela Justiça para apresentar sua defesa no processo.
Diante do fracasso de todas as tentativas de conciliação e da recusa do município em assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ao longo de mais de uma década, o Ministério PúblicopedequeaJustiçaconceda uma liminar imediata.
O
s 18 municípios da Amurel terão 301.397 eleitores aptos a participar das eleições deste ano, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC).
O número representa crescimento em relação ao último pleito geral, realizado em 2022, quando a região contava com 290.529 pessoas habilitadas a votar.
O número de eleitores também é superior ao registrado nas eleições municipais de 2024.
Na ocasião, quando foram escolhidos prefeitos e vereadores, os municípios da Amurel somavam 300.087 eleitores aptos, 1.310 a menos do que o total atual.
O levantamento mostra que a maioria das cidades registrou aumento no eleitorado desde a última eleição geral.
Dos 18 municípios da
Em quatro anos, o eleitorado da região cresceu em 10.868 pessoas. Neste ano, os eleitores irão às urnas para escolher presidente da República, governador, senador, deputados federais e deputados estaduais.
região, apenas três tiveram redução no número de pessoas aptas a votar em comparação com 2022.
Em Treze de Maio, o eleitorado passou de 6.591 para 6.529 pessoas. Em São Martinho, a redução foi de 3.238 para 3.233 eleitores. Já em Pedras Grandes, o número teve pequena variação, passando de 4.153 para 4.151.
Nas demais cidades, houve crescimento no número de eleitores, acompanhando a ampliação do total registrado na região nos últimos quatro anos.




Aeliminação de Esta dos Unidos, México e Canadá nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 colocou fim à participação dos três países-sede no torneio e ampliou um tabu que já dura 28 anos.Aúltima seleção anfitriã a conquistar o título mundial segue sendo a França, campeã em 1998 diante de sua torcida.
Naquele Mundial, os franceses venceram o Brasil por 3 a 0 na decisão, disputada no Stade de France. Zinédine Zidane marcou duas vezes, e Emmanuel Petit fechou o placar. Foi o primeiro título da história da seleção francesa
e o sexto caso de uma equipe levantando a taça como anfitriã.
Ao longo da história, apenas seis seleções conquistaram a Copa do Mundo jogando em casa: Uruguai, em 1930; Itália, em 1934; Inglaterra, em 1966; Alemanha Ocidental, em 1974;Argentina, em 1978; e França, em 1998. Apesar de o apoio da torcida representar uma vantagem, transformar esse fator em título sempre foi uma missão rara.
Depois da conquista francesa, os anfitriões até tiveram campanhas importantes, mas ficaram pelo caminho. Em
2002, a Coreia do Sul surpreendeu ao alcançar o quarto lugar, enquanto o Japão caiu nas oitavas.AAlemanha terminou em terceiro em 2006, a África do Sul foi eliminada ainda na fase de grupos em 2010, o Brasil ficou em quarto em 2014, a Rússia chegou às quartas em 2018 e o Catar perdeu os três jogos que disputou em 2022.
Na edição de 2026, os três anfitriões conseguiram avançar ao mata-mata, mas nenhum chegou às quartas de final. Os Estados Unidos foram eliminados pela Bélgica, o México caiu diante da Inglaterra e o

Canadá acabou superado pelo Marrocos, encerrando a participação conjunta dos organizadores nas oitavas.
Os resultados reforçam como o fator casa perdeu força nas Co-
pas do Mundo. Se em outras décadas atuar diante da própria torcida colocava os anfitriões entre os principais candidatos ao título, o futebol moderno tornou a competição mais equili-
brada. A pressão, o alto nível técnico das seleções e a globalização do esporte ajudam a explicar por que a França de 1998 segue como a última anfitriã campeã do Mundial.
AANPV, associação nacional que representa prefeitos e vice-prefeitos, pediu nesta quarta-feira (8) para participar do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que discute a lei da dosimetria, aprovada em maio pelo Congresso e que reduz penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.
A entidade quer atuar como parte interessada no processo, relatado pelo ministro Cristiano Zanin, e defende que a lei seja declarada inconstitucional. Segundo a associação, o Congresso aprovou o texto de forma irregular. O veto do presidente ao projeto era total, mas parlamentares o derrubaram apenas em parte, e o Senado mudou o conteúdo da proposta sem devolvê-la à Câmara para nova análise.







Na manhã desta quarta-feira (08/07/2026), uma operação policial foi deflagrada para o cumprimento de 04 (quatro) mandados de prisão temporária e 05 (cinco) mandados de busca e apreensão domiciliar, no Bairro Campo Bom em Jaguaruna (SC) e no Distrito de Morro Grande em Sangão (SC), expedidos pelo Juízo da 2ª Vara da Comarca de Jaguaruna, em investigação que apura o homicídio qualificado de um homem de 22 anos, cujo corpo fora encontrado parcialmente carbonizado no
dia 14/06/2026 em uma plantação de eucaliptos no Bairro Campo Bom em Jaguaruna.
Além do cumprimento das medidas judiciais, as equipes policiais também prenderam em flagrante uma pessoa, no Distrito de Morro Grande em Sangão, pelo crime de tráfico de drogas; três pessoas, no Bairro Campo Bom em Jaguaruna, pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo de uso permitido; e apreenderam dois ado-
lescentes, no Bairro Campo Bom em Jaguaruna, pelo ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas.
A operação policial foi presidida pela Delegacia de Polícia Civil da Comarca de Jaguaruna e contou com a ação integrada da Polícia Militar de Jaguaruna e Sangão, Pelotão de Patrulhamento Tático e Canil Setorial de Tubarão, Delegacias de Polícia Civil de Sangão e Treze de Maio e Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão.
Os elementos probató-
CRICIÚMA
Uma mulher de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, foi condenada a 117 anos de reclusão por uma série de crimes sexuais praticados contra três meninas, sendo duas delas suas filhas e uma sua enteada. Segundo a denúncia, a mulher oferecia as meninas para abusadores em troca de presentes e dinheiro.
Outros dois homens, acusados de terem estuprado as meninas ao longo de 10 anos, foram condenados a 55 anos e 18 anos de prisão respectivamente. As vítimas tinham 6, 7 e 8 anos quando os crimes começaram a ser praticados.
Crimes ocorreram entre 2015 e 2024
Aação penal apontou que os crimes ocorreram entre 2015 e 2024. Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), as vítimas passaram a compreender a gravidade dos abusos à medida que cresciam. Em um determinado momento, elas decidiram relatar os fatos a pessoas próximas, o que levou ao início das investigações.
Além dos crimes de natureza sexual, a decisão reconheceu a prática de aliciamento de crianças para fins libidinosos. De acordo com o órgão, a mãe das vítimas também mantinha relações com um dos réus na frente das crianças e expunha-as a conteúdos de cunho pornográfico.

A sentença destacou que a mulher responsável pela guarda das meninas, embora tivesse o dever legal de proteção, optou por se omitir e, em diversas ocasiões, incentivou a continuidade dos abusos, participando da dinâmica criminosa ao persuadir as vítimas a se submeterem às violências em troca das vantagens materiais oferecidas pelo principal condenado.
Réus devem indenizar vítimas em R$ 210 mil
Os crimes praticados pelos réus foram de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da exploração sexual de adolescente, submissão de criança e adolescente à exploração sexual e aliciamento de crianças para a prática de atos libidinosos. Além do tempo de reclusão, os réus foram condenados ao pagamento de uma indenização de R$ 210 mil, a ser paga por cada um dos três envolvidos, pelo sofrimento imposto às vítimas.

rios obtidos na operação passarão a integrar o Inquérito Policial que apura o crime de homicídio qualificado. As investigações seguem em andamento.
Para fazer uma denúncia anônima ou fornecer informações à Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), utilize o Disque Denúncia 181 (ligação
gratuita) ou envie mensagens com fotos e vídeos para o WhatsApp/Telegram (48) 98844-0083. O sigilo é absoluto e não é necessário se identificar.
SC registra 28 feminicídios
Ser mulher ainda pode ser uma sentença de morte no Estado. Em Santa Catarina, 28 mulheres foram vítimas de feminicídio apenas nos seis primeiros meses de 2026. Isso significa que, em média, uma mulher foi assassinada a cada seis dias no estado por crimes motivados pela violência de gênero, segundo o Observatório da Violência Contra Mulher. Os dados do Observatório mostram que, em média, quase cinco mulheres foram assassinadas por mês em Santa Catarina apenas pelo fato de serem mulheres. O levantamento acompanha os casos registrados em todo o estado e serve como ferramenta para monitorar a violência de gênero e orientar políticas públicas.
Segundo o Observatório, uma mulher foi morta por semana em Santa Catarina em 2025. O ano passado inteiro, o estado registrou 52 femincídios.
O feminicídio, segundo a Justiça, é o assassinato de uma mulher motivado por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição feminina. Desde 2024, o crime passou a ser tratado como um tipo penal autônomo, com penas mais rigorosas.

Brasil registra recorde de feminicídios
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Desde a criação da Lei do Feminicídio, em março de 2015, mais de 13,7 mil mulheres foram assassinadas em razão do gênero no país.
O levantamento também revela que a maior parte dos crimes acontece dentro de casa e é praticada por companheiros ou ex-companheiros da vítima, mostrando que o ambiente que deveria oferecer proteção muitas vezes se transforma no local de maior risco para milhares de mulheres brasileiras.
O que fazer em casos de violência
A crescente onda de violência contra Mulher
em Santa Catarina fez com que o Ministério Público (MPSC) criasse um Mapa do Feminicídio em março deste ano. O MPSC, destaca que a violência contra a mulher costuma ocorrer de forma gradual, começando com ameaças, controle, agressões psicológicas e físicas, antes de chegar ao feminicídio. O órgão defende que, em situações de risco, a vítima deve buscar ajuda imediatamente. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, ou pelo 190, da Polícia Militar, em casos de emergência.
Além da denúncia, mulheres em situação de violência podem procurar as Delegacias de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), a rede de assistência social dos municípios e o Ministério Público para receber acolhimento e proteção.












