ANO 21 - EDIÇÃO 1543 - R$ 2,00
QUINTA-FEIRA 30 DE MAIO DE 2019 www.omunicipio.com
Defesa Civil reforça alerta de temporais em SC PÁGINA 02
Com aumento nos registros de armas, Santa Catarina tem redução nos índices de violência PÁGINA 06
Maconha e cocaína são as drogas mais apreendidas pela Polícia Militar PÁGINA 07
JAGUARUNA 3624-2226 Rua Duque de Caxias, 138 - Centro
SOB NOVA DIREÇÃO
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30 de Maio de 2019
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Defesa Civil reforça alerta de temporais em SC A
Defesa Civil de Santa Catarina emitiu alerta no fim da manhã desta quarta-feira, 29, reforçando a previsão de chuva intensa e volumosa e risco de temporais isolados entre a madrugada desta quinta, 30, e a noite de sexta-feira, 31. No aviso meteorológico, produzido pela Epagri/Ciram, são citadas as regiões Litoral Sul, Grande Florianópolis, Vale do Itajaí, Planalto Sul, Meio Oeste e Oeste, ou seja, todo o território catarinense. A previsão de acumulados de chuva na quinta oscila entre um total diário de 50mm a 80mm em média, com picos pontuais de 100mm a 150mm, e condição de temporais localizados com granizo em todas as regiões. Haverá correntes de ventos fortes em altos e baixos níveis da atmosfera, mantendo o elevado aporte de umidade do ar. Na sexta-feira e sábado, a chuva continua nas regiões do Litoral Norte,
Vale do Itajaí e Planalto Norte, com acumulados de 40mmm a 70mm em 48 horas. As recomendações da Defesa Civil Tempestades: Proteja-se em local abrigado, longe de placas, de árvores, de postes de energia e de objetos que podem ser arremessados. Se não encontrar um abrigo, agache-se com os pés juntos, com a cabeça encostada em seu peito ou entre os joelhos e as mãos cobrindo suas orelhas ou apoiadas em seus joelhos. Se estiver na praia, jamais fique na água. Se estiver em casa ou qualquer outro local abrigado, desligue os aparelhos eletrônicos, não use o telefone, fique longe das janelas e lembre-se, o banheiro em alvenaria é o melhor local durante uma tempestade! Enxurradas: Não fique próximo às margens de rios e ribeirões, princi-
palmente em regiões de relevo acentuado, montanhoso e pequenos vales, pois muitas vezes há temporais intensos sobre os topos e cabeceiras, gerando repentinamente grande quantidade de água num curto espaço de tempo. Este tipo de evento adverso apresenta grande poder destrutivo, podendo arrastar
veículos, pessoas, animais e mobílias por vários quilômetros. A força das águas pode ainda provocar o rolamento de blocos de pedras, arrancar árvores, destruir edificações e causar deslizamentos de terra nas margens. Alagamentos/inundações: evitar o contato com as águas e não diri-
gir em lugares alagados. Evitar transitar em pontilhões e pontes submersas e cuidado com crianças próximas de rios e ribeirões. Deslizamentos de terra: deve ser observada qualquer movimento de terra ou rochas próximas a suas residências, inclinação de postes e árvores e rachaduras em
muros ou paredes. Neste caso, é recomendável que a família saia de casa e acione a Defesa Civil Municipal 199 ou Corpo de Bombeiros 193. Qualquer problema deve ser comunicado à coordenadoria municipal de Defesa Civil, através do telefone de emergência 199 ou Corpo de Bombeiros 193.
(48) 3628-1261 (48) 98843-6550 (48) 98836-1632
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IBGE anuncia redução dos questionários do Censo 2020 O
IBGE anunciou que o Censo 2020 terá questionários menores do que o aplicado no Censo 2010. Apesar de reconhecer o contexto de restrição orçamentária, o órgão afirma que a mudança está em sintonia com a tendência internacional e visa uma modernização que torne a operação censitária mais simples e mais ágil. "O mundo inteiro está caminhando para uma otimização da operação censitária", disse a presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra. Segundo ela, preocupações com a hipertrofia do Censo já vinham sendo manifestadas há alguns anos por entidades representativas de demográficos e estatísticos. Segundo as estimativas do IBGE, o Brasil possui 71 milhões de domicílios. Em todos eles, deverá ser aplicado o questionário básico com 25 perguntas. Em 2010, foram 34 questões. Conforme simulações realizadas, a mudança representará uma queda de sete para quatro minutos em cada abordagem. Já o questionário mais completo, destinado a uma amostra de 10% dos domicílios, teve uma redução de 102 perguntas para 76. O orçamento estimado inicialmente para a operação censitária de 2020 foi de aproximadamente R$3,1 bilhões, mas o IBGE trabalha atualmente com uma redução de 25%. A meta é investir em torno de R$2,3 bilhões. Susana afirmou estar consciente de que não haverá condições de destinar ao Censo o que foi previsto originalmente, uma vez que há um contexto de restrição fiscal e econômica do Brasil que atinge não apenas
o IBGE, mas todos os órgãos do governo. Ao mesmo tempo, ela negou ter recebido qualquer orientação do governo federal para reduzir os questionários. "Nunca houve uma ordem para diminuir o número de perguntas. O IBGE é um órgão de Estado. Eu aceitei assumir a presidência com a condição de ser técnica e de gerir um órgão de Estado. A única coisa que houve foi um quadro de restrição orçamentária. Mas o IBGE tem total autonomia e independência para decidir como vai se adequar a esse contexto. E mesmo sem a restrição orçamentária, nós estaríamos tomando as mesmas decisões que estamos tomando nesse momento", disse Susana. De acordo com ela, o IBGE vem fazendo ajustes relacionados à sua folha de pagamento, ao número de equipamentos, aos trei-
namentos e aos métodos de supervisão, avaliação e coleta. O Censo brasileiro é realizado a cada 10 anos e é a única pesquisa domiciliar que vai a todos os 5.570 municípios do país. Seu objetivo é medir densidade populacional e oferecer um retrato da população brasileira. As informações obtidas subsidiam a elaboração de políticas públicas e decisões dos governos relacionadas com a alocação de recursos financeiros. Para 2020, o IBGE pretende mobilizar até 190 mil recenseadores. Já está previsto para o final de setembro desse ano o censo experimental em Poços de Caldas (MG), uma espécie de ensaio geral. Mudanças Susana afirma que será mantido o compromisso com a qualidade,
com a preservação das séries históricas e com princípios fundamentais das estatísticas oficiais fixados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ela, as mudanças também partiram de um entendimento de que as transformações tecnológicas tornam a operação mais complexa do que foi em 2010. "O mundo mudou e o Brasil também mudou. O mundo está mais veloz. As pessoas tem uma atenção mais curta. Elas estão inseridas em várias mídias sociais. Lidamos com outro tipo de cidadão e outra propensão de abordagem. Podemos imaginar diversas diferenças que separam esses últimos 10 anos em termos tecnológicos", disse. Segundo o diretor de pesquisas do IBGE, Eduardo Rios-Neto, apesar de um Censo menos custoso, não haverá perda de informação e nem redu-
ção da diversidade temática. Ele cita a decisão de investigar no questionário básico apenas a renda do responsável pelo domicílio e não mais de todos os seus moradores. O responsável pelo domicílio é escolhido pela própria família e não é necessariamente o que ganha mais. "Renda é uma variável que toma tempo no campo. A mudança que fizemos traz uma eficiência muito grande. Em um domicílio de três pessoas, eu passo a gastar em uma pergunta um terço do tempo que eu gastava antes". Segundo, Rios-Neto o prejuízo é pequeno, pois a informação sobre a renda total dos moradores continuará sendo obtida de forma amostral no questionário completo. As perguntas envolvendo a emigração internacional foram totalmente excluídas no Censo 2020, sob o argumen-
to de que se trata de um evento raro e que os dados sobre o tema podem ser obtidos em registros da Polícia Federal e em estimativas demográficas. Algumas informações sobre as características do domicílio também não serão apuradas. Elas poderão ser posteriormente incluídas em pesquisas amostrais regulares. No questionário completo, entre as questões retiradas estão as que dizem respeito ao deslocamento de estudantes até suas unidades de ensino, ao estado civil e ao número de horas trabalhadas. Segundo o IBGE, essas informações poderão ser obtidas respectivamente em pesquisas amostrais regulares, em dados de registro civil coletados pelo IBGE e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
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IFSC: Inscrições abertas para 2,1 mil vagas
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stão abertas as inscrições para os processos seletivos de cursos técnicos gratuitos em 17 câmpus do IFSC. São 2.128 vagas em 52 cursos técnicos concomitantes, subsequentes, integrados e na modalidade Proeja (que integra ensino técnico com educação de jovens e adultos). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo Portal de Inscrições do IFSC até 17 de junho. A seleção é por meio de sorteio público. Os cursos técnicos concomitantes possibilitam ao aluno cursar paralelamente o ensino profissionalizante no IFSC e o ensino médio em outra instituição. O pré-requisito é ter a primeira série do ensino médio completa. Os cursos técnicos subsequentes são destinados a pessoas que já concluíram o ensino médio. Por fim, os cursos Proeja unem o ensino fundamental ou médio com o profissionalizante dentro do IFSC, mas para pessoas com pelo menos 15
anos (ensino fundamental) ou 18 anos (ensino médio).
de junho de 2019, a partir das 18h, no link. Cursos disponíveis
Faça a sua inscrição Quem não tiver acesso a um computador com internet pode ir a um dos câmpus do IFSC, onde há telecentros disponíveis para a realização das inscrições (veja horários e endereços nos editais 10 e 11). Como funciona o processo seletivo O processo seletivo para todos os cursos será feito por meio de sorteio público em 19 de junho. O sorteio vai considerar a reserva de 50% das vagas para candidatos oriundos de escola pública e as subdivisões dentro dessa reserva de vagas, que usam critérios socioeconômicos e raciais e, ainda, as cotas para pessoas com deficiência (PCD). A lista dos candidatos selecionados, para matrícula em primeira chamada, será divulgada em 25
Câmpus Araranguá Técnico Concomitante em Eletromecânica – 36 vagas – noturno Técnico Concomitante em Têxtil – 40 vagas – noturno Técnico Concomitante em Produção de Moda – 40 vagas – vespertino Câmpus Criciúma Técnico Subsequente em Edificações - 45 vagas - noturno Técnico Subsequente em Eletrotécnica – 45 vagas – noturno Câmpus Tubarão Técnico Concomitante em Administração – 40 vagas – vespertino Técnico Subsequente em Administração – 40 vagas – noturno Técnico Subsequente em Eletrotécnica – 40 vagas – noturno Técnico Subsequente em Logística – 40 vagas - noturno
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Carvão mineral extraído na região Sul gera cerca de R$ 6 bilhões para a economia de SC E
le está nos carros, no cimento das casas, pontes, edifícios, panelas e em diversos produtos que fazem parte do nosso dia a dia. O carvão mineral está presente na vida das pessoas há milhares de anos e precisa ser valorizado. Desde 1861, quando D. Pedro II concedeu autorização para exploração do carvão na localidade de Lauro Müller, a atividade de mineração do chamado “ouro negro” passou a ter grande impacto na economia do Sul de Santa Catarina. O carvão é responsável por 35% da eletricidade que chega às casas e indústrias catarinenses. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, o carvão mineral é um grande vetor desenvolvimento no estado. Sua extração movimenta cerca de R$ 6 bilhões/ano. Hoje, 85% do carvão da região são utilizados para a geração de energia elétrica. O Complexo Térmico Jorge Lacerda, de Capivari de Baixo, supre 25% da demanda de todo o estado e é considerado o maior complexo termelétrico com carvão brasileiro. A extração de carvão gera 7,2 mil empregos diretos, chegando a 29 mil indiretos no Sul de Santa Catarina. “Os municípios da região Sul do estado que detém reservas de carvão, utilizado de forma sustentável, possuem grande importância para a geração de emprego e renda”, considera Zancan. Para o presidente da ABCM, o Brasil não pode ser refém da energia hidrelétrica. “Um país como o Brasil precisa ter mais opções em sua matriz energética. O carvão
mineral é uma solução viável para a manutenção, por exemplo, dos serviços essenciais em caso de longos períodos de estiagem e a consequente queda na produção de energia elétrica”, alega. Ele afirma, ainda, que na questão ambiental, há anos, a produção do carvão mineral é realizada com alta tecnologia, impedindo prejuízos ao meio ambiente. “Se não fosse assim, a Alemanha, que é um dos países mais preocupados com isso, não teria 40% da sua geração de energia proveniente do uso do carvão mineral”, salientou. Frente parlamentar em defesa do carvão mineral é liderada por deputado catarinense Com o desafio de articular e criar políticas públicas para o setor, que envolve diretamente os três estados da região sul, o deputado federal Daniel Freitas (PSL/SC), natural de Criciúma, assumiu nesta terça-feira, 28, a presidência da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Carvão Mineral, realizada no auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados. “A participação de carvão na matriz de energia primária mundial em 2018 alcançou 28%, representando 38% da energia elétrica gerada. O carvão mineral é a mais acessível e confiável das fontes energéticas. O Brasil, nos próximos 20 anos, precisa dobrar seu parque de geração de energia elétrica. Com a necessidade das usinas térmicas e de produzir gás no Brasil, o carvão nacional, maior recurso energético brasileiro (66,7% do total),
tem que estruturar ações que visem a sua inserção definitiva na matriz energética brasileira. Queremos modernizar esses parques, com enfoque no meio ambiente e na potencialização de todos esses investimentos. O suporte tecnológico virá da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia; e do Ministério das Minas e Energia”, avalia Freitas. Presente na cerimônia, o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que serão investidos R$ 400 bilhões na diversificação das matrizes energéticas do Brasil. “Esperamos que as novas usinas de carvão mineral possam fazer parte do plano de expansão, garantindo a segurança energética do nosso país”, frisou o Ministro. Energia acessível para mais de 200 anos Para tornar a energia acessível às populações de baixa renda, o mundo dispõe do carvão mineral, cujas reservas estão disponíveis em 75 países. Com a abun-
dância (existem reservas de carvão para mais 200 anos) com os ganhos de produtividade na mineração e com o aumento de eficiência de 32% para cerca de 50% na geração térmica nas próximas décadas, a energia gerada a carvão continuará sendo uma das mais baratas e acessíveis àqueles que mais precisam dela. Daniel Freitas explica que, quanto ao aspecto econômico, com a liberalização do setor elétrico e o modelo de competição no setor adotado no mundo inteiro, o carvão mineral é o combustível que permite a geração a menores custos. “Sob o ponto de vista social, a segurança do suprimento de energia elétrica no futuro é um dos mais importantes aspectos. Apesar do seu baixo preço, o uso do carvão é incentivado quando se considera a sua disponibilidade e segurança de suprimento em relação aos diversos aspectos geopolíticos e econômicos”, enfatiza o deputado. Meio ambiente, pesquisa e tecnologia A indústria do carvão
tem, por conta de elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento, obtido considerável avanço na preservação ambiental. Hoje é possível minerar carvão sem degradar o meio ambiente e sem comprometer a saúde dos trabalhadores. Em vários países, inclusive no Brasil, diversos programas de recuperação ambiental estão em andamento, patrocinados pela indústria do carvão. Por outro lado, com vultosos investimentos mundiais na pesquisa e desenvolvimento, no ganho de eficiência da geração de energia e na redução das emissões (em torno de 15 a 20 anos será viável a emissão zero com o sequestro e a deposição de CO2, tornando o carvão cada vez mais limpo) farão com que o combustível dos sécu-
los XIX e XX continue sendo o combustível do século XXI. “As tecnologias de conversão do carvão em produtos (fertilizantes, plásticos e combustíveis líquidos) estão sendo desenvolvidas (China, EUA, Austrália), e são alternativas para atender à expansão da demanda de desses produtos de forma competitiva onde há escassez de petróleo e gás. O carvão permanecerá como fonte importante na matriz energética mundial ao longo das próximas décadas, contribuindo com o desenvolvimento sustentável do mundo. Faremos todos os esforços para alavancar essa tão importante indústria que gera emprego e renda de forma sustentável no sul do Brasil”, enfatiza o presidente da frente, deputado Daniel Freitas.
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Com aumento nos registros de armas, Santa Catarina tem redução nos índices de violência Q
uarto Estado que mais re¬gistrou armas de fogo em posse de pessoas físicas desde o início do ano, Santa Ca¬tarina pode ser um dos tantos exemplos geográficos de que a facilitação da posse e do porte de arma não está relacionada ao au¬mento da criminalidade. Entre janeiro a março de 2019, a Polícia Federal autorizou 879 catarinen-ses a portarem armas de fogo, o que representa uma média de 10 armas por dia, enquanto dados da SSP-SC (Secretaria de Estado de Segurança Pública) apontam que foram registrados 265 homicídios em 2019 (até 13 de maio), 81 a me¬nos do que no mesmo período do ano anterior, em que foram 346, e 136 a menos que em 2017, quando foram 401. Para o especialista em segu¬rança, Benê Barbosa, o recente decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) representa um avanço “gigantesco” no respeito ao direito de defesa do cidadão. Para Barbosa, relacionar a legalização das armas a um potencial aumen¬to dos índices de criminalidade “é uma falácia”. “Isso é uma mentira que vem sendo repetida no Brasil. Santa Catarina tem o maior núme¬ro de armas legalizadas, e o maior número de clubes de tiro do país, mas é o Estado com menores taxas de criminalidade”, contradiz. O recente decreto tem como objetivo desburocratizar o acesso às armas para atiradores espor¬tivos, caçadores e algumas cate¬gorias, como jornalistas, cami¬nhoneiros e políticos. “O Exército terá que analisar o seu processo no prazo de 60 dias. Têm processos que duraram até um
ano para ser analisado”, relata Barbosa. O especialista destaca que até o cidadão que não utiliza arma de fogo poderá se beneficiar com a nova legislação. “Está se passando uma mensagem para os crimino¬sos que a sociedade não está iner¬te”, justifica, ao lembrar que o Es¬tatuto do Desarmamento foi eficaz em impedir que o cidadão com¬prasse uma arma legalmente, mas não criou barreiras para que os cri¬minosos ficassem desarmados. Armas lícitas são para cidadãos de bem Instrutor de tiro, Carlos Vitorino defende o direito de todo cidadão escolher se deseja ter uma arma ou não. Sócio proprietário de um clube de tiro, ele se diz “ansioso” com a regulamentação do novo decreto. De acordo com Vitorino, a tendência é haver uma expansão do mercado com a flexibilização do acesso às armas, o que não significa um possível aumento da criminalidade. “Isso é uma falácia que foi criada pela cultura do desar-
mamento. Quem busca uma arma lícita é o cidadão de bem, que é capacitado nos clubes de tiro”, relata. O instrutor acredita que, além de flexibilizar o acesso, o novo decreto pode dar novo impulso para a indústria do setor, atualmente regida por monopólio. “Uma empresa tcheca já esteve prestes a se instalar em Pomerode. O mercado é amplo e está expansão. Outros clubes de tiro devem abrir também”, afirma. Instrutor credenciado pela Polícia Federal, Marcos Marçal também entende que o decreto é bem-vindo, uma vez que as restrições às armas de fogo sempre estiveram relacionadas diretamente ao controle, e não a potenciais consequências, como o aumento da violência. “Santa Catarina é um dos Estados com mais armas registradas e com índices menores de violência, enquanto os da região Nordeste têm os menores números de armas e as maiores taxas de homicídios”, exemplifica. Marçal também argu-
menta que não há como medir uma procura maior pelo acesso às armas no atual momento, uma vez que o mercado está saturado e a concorrência aumentou. “Há cinco anos havia apenas um clube de tiro na região e, atualmente, temos cinco. O que vai determinar a procura é a economia”, ressalta, uma vez que o custo para aquisição de uma arma continua o mesmo que era praticado antes da mudança na legislação. SC tem quatro cidades no ranking das mais pacíficas No top 30, o Estado de São Paulo lidera a lista com o maior número de municí¬pios mais seguros do país (21 no total), seguido por Santa Catarina (quatro cidades) e Minas Gerais (quatro). O Rio de Janeiro conta com uma representante no ranking. É o que revela uma pesquisa exclusiva do Ipea (Institu¬to de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Fórum Brasi¬leiro de Segurança Pública. O ranking das cidades
mais pacíficas é montado a partir das menores taxas de homicídio do país, sen¬do que segundo o ranking do Ipea estas são as 30 mais pacíficas do país. É possí¬vel
que cidades pequenas e do interior estejam entre as mais pacíficas, porém este estudo levou em con¬ta somente municípios com mais de 100 mil habitantes.
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Maconha e cocaína são as drogas mais apreendidas pela Polícia Militar A
Polícia Militar (PM) tem como missão proteger a sociedade, combater o crime e preservar a ordem pública. Com diversas ações realizadas durante os primeiros cinco meses de 2019, os policiais da 6ª Região (RPM), que atende 27 municípios, registra números positivos. Atualmente, é a terceira com mais ocorrências atendidas em Santa Catarina, somando mais de 20 mil. De acordo com o comandante da 6ª RPM, coronel Cosme Manique Barreto, já foram recolhidos das ruas mais de 30 quilos de maconha. Ainda foram apreendidos 8,5 quilos de cocaína, 3.050 quilos de crack, 350 comprimidos de ecstasy, 245 micropontos de LSD, 18 pés de maconha e 385 gramas de outros entorpecentes. Além
disso, também foram apreendidas também 77 armas. “Uma das situações que conseguimos perceber desde 2017 é uma estabilidade da ação do policiamento preventivo em vários tipos de crimes. Em alguns conseguimos baixar bem e outros manter a estabilidade, como o homicídio. Em 2016, tivemos 65 homicídios, em 2017, foram 61 homicídios, já em 2018, foram 54 homicídios. Este ano, até o momento são 32 homicídios e pelos indicadores a uma grande possibilidade de ficar dentro desses números. Existe uma pequena diferença a mais em relação ao passado, mas este ano, em janeiro foi diferenciado. Alguns crimes ocorreram que não são comuns. Mas, no decorrer
dos outros meses já conseguimos estabilizar a situação”, explica. Para o coronel, as ocorrências estão dentro da normalidade. “Às vezes podem ocorrer grandes apreensões, como aconteceu em Araranguá no ano passado. Mas isso foge da normalidade. As ações da Polícia Militar são em cima do pequeno vendedor, do traficante que se estabelece no bairro, é aí onde a PM trabalha. As grandes apreensões dependem de investigações grandes, porém, são próprias da Polícia Civil”, ressalta. A PM realiza diversos projetos como Rede de Vizinhos e ações preventivas. “Os sistemas de redes que trabalhamos conseguem nos ajudar. Chegar no zero é quase impossível”, finaliza.
Tubaronenses são presos em Tijucas por tráfico de drogas D
ois tubaronenses foram presos por tráfico de drogas nessa terça-feira, dia 28, no município de Tijucas. Segundo informações da Polícia Militar (PM), eles estiveram envolvidos na transação de drogas e alegaram que teriam deixado mais entorpecentes em Tubarão. Ainda de acordo com a PM, os policiais realizaram buscas na casa de um dos envolvidos, no bairro Humaitá de Cima, e apreenderam 280 gramas de maconha, 85 comprimidos de ecstasy, 148 unidades de LSD e R$ 425. A droga estava no quarto do jovem preso em Tijucas e o pai dele, de 55 anos, acabou conduzido à Delegacia de Polícia. Durante a ocorrência, ele fez questão que o quarto fosse revistado e afirmou que a droga não era dele e só poderia pertencer ao filho.
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Em Sangão, tráfego é liberado nos dois sentidos O
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) liberou na manhã desta quarta-feira, dia 29, as duas pistas Norte-Sul na BR-101, no Km 356, em Sangão. As faixas Sul-Norte já estavam liberadas desde domingo, dia 26. O trânsito no local ficou interrompido após a cabeceira da ponte ceder na última sexta-feira depois do forte temporal que caiu sobre a região Sul de Santa Catarina. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a equipe do DNIT estará avaliando ao longo do dia as duas faixas do Norte-Sul para e se o local precisa de algum reforço.
Data: 3/6 às 19h30
Hotel Internacional, Gravatal/SC
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ÉDISON CARLOS
DR. MARCOS PROBST
CARLOS CHIODINI
Presidente do Instituto Trata Brasil
Advogado especialista em saneamento
Deputado Federal membro da Comissão da MP do Saneamento