Skip to main content

ED.1541 - TER 28-05-2019

Page 1

ANO 21 - EDIÇÃO 1541 - R$ 2,00

TERÇA-FEIRA 28 DE MAIO DE 2019 www.omunicipio.com

Mais dois ciclones extratropicais estão previstos entre maio e junho no Sul do Brasil PÁGINA 08

Caixa vai dar desconto de até 90% para clientes com dívidas PÁGINA 06

JAGUARUNA 3624-2226 Rua Duque de Caxias, 138 - Centro

SOB NOVA DIREÇÃO


02

28 de Maio de 2019

• www.omunicipio.com

GERAL

Semana com chuva frequente em SC Mais intensa na terça, quinta-feira e sábado

ATENÇÃO: chuva frequente prevista para os próximos dias, com volumes elevados principalmente no oeste e sul catarinense. Acompanhe a previsão do tempo! Terça-feira (28/05): Tempo: instável com chuva em todas as regiões, no decorrer do dia. Volumes mais elevados especialmente no Oeste, Meio-Oeste e Planalto Sul. Temperatura: diminui um pouco. Vento: nordeste a sul, fraco a moderado, com rajadas. Sistema: passagem de uma frente

fria por SC. Quarta-feira (29/05): Tempo: variação de nuvens com aberturas de sol no decorrer do dia, na maioria das regiões de SC. No Planalto Norte e Litoral Norte, chuva fraca na madrugada. No Oeste e Meio-Oeste, condição de chuva à noite. Temperatura: amena. Vento: sudeste a nordeste, fraco a moderado. Quinta-feira (30/05): Tempo: muitas nuvens a encoberto

com chuva em SC, devido a presença de uma baixa pressão. Volumes mais elevados previstos do Oeste ao Litoral Sul. Temperatura: baixa. Vento: nordeste/noroeste a sudeste, fraco a moderado com rajadas. Sexta-feira (31/05): Tempo: muitas nuvens e chuva especialmente na madrugada e manhã, com melhora no decorrer do dia. Temperatura: em pequena elevação. Vento: nordeste a sul, fraco a mo-

derado com rajadas. TENDÊNCIA de 01 a 10 de junho de 2019 No dia 01/06, áreas de baixa pressão mantêm a chuva no estado, com formação de ciclone no litoral. Nos dias seguintes, a chuva fica mais concentrada no litoral, com maior presença de sol no interior, especialmente no Oeste. A primeira quinzena de junho será de temperaturas mais baixas, com madrugadas frias e formação de geada nas áreas altas do estado.

(48) 3628-1261 (48) 98843-6550 (48) 98836-1632

Rodovia BR-101, - km-341 S-03 Humaitá de Cima, Tubarão, SC - Cep: 88708-350

Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá. Salmos 37:5

Expediente Fundado em 07 de junho de 1997

Fones: (48) 3624-2456

Editor Chefe: Reinor Marcolino - Reg.SC 02.423-JP Designer/Diagramação: Fabio Julio Gonçalves Correção: Jatênia Elza Serafim da Silva Desenhos: Vitor Bitencourt Colaboradores: Jaison Bez Fontana, Evandro Marques Pacheco, Arilton Barreiros, João Carlos Idalêncio. Impressão: Gráfica Alternativa - Criciúma

Whatsapp: (48) 99671-3638 E-mails: diarioomunicipio@gmail.com Site: www.omunicipio.com Facebook: http://www.facebook.com/ jornalomunicipiojaguaruna Circulação: Gravatal, Jaguaruna, Sangão,

Treze de Maio, Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Capivari de Baixo e Tubarão. Assessoria Jurídica: Diógenes Luiz Mina de Oliveira - OAB/SC 26.894

Matérias assinadas e colunas são de responsabilidade de seus autores


28 de Maio de 2019

www.omunicipio.com •

03

GERAL

Arilton Barreiros e-mail: arilton@radiosc.com.br - Celular: 9616-4393

A aventura não está fora de uma pessoa. Está dentro dela. David Graysson, biógrafo e ensaísta americano.

O QUE ROLA NA REGIÃO - Na Câmara de Tubarão, o vereador Douglas Martins Antunes apresentou projeto de resolução que cria comissão especial para a realização de análise sobre a aplicação dos recursos financeiros firmados em convênios entre o poder público municipal de Tubarão e a Aproet (Associação de Promoção e Educação Tubaronense). Nas redes sociais, existem muitos comentários sobre desvios na entidade. - O plenário do Senado aprovou o projeto de lei que regulamenta a profissão de cuidador de idosos, crianças e pessoas com deficiência ou doenças raras. De acordo com o texto, estes profissionais deverão ter o ensino fundamental completo e curso de qualificação na área, além de idade mínima de 18 anos, bons antecedentes criminais e atestados de saúde e aptidão física. O projeto segue agora para sanção do presidente Bolsonaro. - Pela segunda vez, o vereador Israel de Souza, do MDB de Braço do Norte, teve seu pedido que acabava com o recesso parlamentar em julho rejeitado pela Câmara municipal. Por 6x4, Israel viu seu projeto ser derrotado, mas garantiu que não vai desistir. Votaram a favor, além dele, Rafael Borgert, Carmelina da Silva Rossi e Roberto Loch Rohling. - Os bancos brasileiros lucraram R$ 98,5 bilhões no ano passado, um aumento de 17,4% em relação a 2017. É o maior lucro dos bancos desde o Plano Real, em 1994, segundo o Banco Central. O resultado mostra que os ganhos dos bancos continuaram crescendo em ritmo acelerado, mesmo com a lenta recuperação da economia. - Os vinhos de Santa Catarina que têm excelente qualidade estão perdendo a competitividade pela alta carga tributária. Os consumidores pagam 54,73 % de impostos na compra dos nossos vinhos, enquanto os vinhos importados pagam 27%. O projeto do ex-deputado Edinho Bez para acabar com esta disparidade está parado na Câmara Federal. - As vendas do Dia das Mães no comércio catarinense, no dia 12 último, tiveram resultado positivo, mas ainda discreto. Um levantamento realizado pela Federação das CDLs do Estado apontou alta de 1,82% no comparativo com a mesma data do ano passado, quando houve crescimento de 5,06% nas vendas. O tíquete médio apurado ficou em R$ 163,62, levemente acima dos R$ 158 registrados em 2018. - Assim que deixar a prisão, o ex-presidente Lula deverá se casar novamente. De acordo com o ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, que recentemente esteve visitando Lula, ele está apaixonado. A namorada é uma socióloga de 40 anos, que reside em Curitiba, e que o tem visitado constantemente. Lula, atualmente, está com 73 anos. - Por falta da prestação de contas ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde, perto de 300 municípios brasileiros estão suspensos das transferências constitucionais do Fundo de Participação dos Municípios. Da nossa região, estão na lista os municípios de Jaguaruna, Orleans e Imbituba. - Presidente da CPI instalada na Câmara de Laguna para apurar fatos relativos ao último Carnaval, vereador Osmar Vieira, já assinou e encaminhou os ofícios para algumas pessoas da administração e de empresas para serem interrogadas pela comissão na quinta-feira, dia 23, a partir das 13h. As irregularidades no Carnaval deste ano, denunciadas pelo vereador Kleber Roberto Lopes Rosa, serão todas apuradas. - Enquanto o governador Carlos Moisés luta para sanar as dívidas do Estado, e diz que não existe dinheiro para investimentos, um grupo forte de nossa sociedade insiste para que haja apoio financeiro para a realização de uma regata em Itajaí. Esse pessoal deveria ter vergonha na cara. O evento, que é só para milionários, bem que poderia ser pago por eles. - Um acidente de trabalho acontece a cada 48 segundos no Brasil. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho, e colocam o país entre as nações com maior número de acidentes. Diante da necessidade de prevenção, abril foi escolhido o mês da conscientização sobre segurança trabalhista.

VIVA A LAGOA O empresário Anderson Botega, proprietário da Jaguaruna Saneamento, empresa do Grupo Atlantis, e toda sua equipe estão de parabéns pelo projeto de monitoramento da lagoa de Garopaba do Sul e Barra do Camacho, em Jaguaruna, que iniciou com o objetivo de diagnosticar a qualidade da água. Lançado em março de 2018, o projeto “Viva a Lagoa” será apresentado no 30º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, entre os dias 16 e 19 de junho deste ano, no Centro de Convenções de Natal, no Rio Grande do Norte, como modelo em sua área. Anderson não tem poupado esforços e nem recursos para que suas empresas busquem o melhor para as populações que atendem. O projeto de coleta e tratamento de esgoto para os Balneários Camacho e Garopaba do Sul prevê investimentos de R$ 41 milhões, e já deve começar em 2021, para que em dez anos 100% da população seja atendida com saneamento básico. ABSURDO E ROUBALHEIRA Várias audiências públicas foram realizadas, e em todas elas as lideranças da região queriam, no máximo, duas praças de pedágio na BR-101 entre Garopaba e a divisa com o Rio Grande do Sul. A ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, acaba de autorizar a instalação de quatro praças com a administração privatizada. Até agora, a única voz discordante foi a do prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, que reclama da cobrança da tarifa até dentro dos municípios cortados pela rodovia. A nossa sociedade, como um todo, precisa se atentar para o problema. Depois, não vai resolver reclamar. No limite entre Laguna e Imbituba, entre Tubarão, Treze de Maio e Jaguaruna, entre Maracajá e Araranguá e entre São João do Sul e Passo de Torres, teremos praças de pedágio. Isso significa que, para percorrer apenas 220 quilômetros, teremos que desembolsar uma boa quantia em dinheiro. Um absurdo, para não dizer roubalheira. O pior é que muitos políticos estão gostando da ideia. POSSE DE ARMAS Mesmo que tenha sido uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL) o combate à violência desenfreada que existe no Brasil e o enfrentamento da bandidagem, liberar a posse de armas, por si só, não fará do Brasil um lugar mais seguro. Talvez, até ajude em situações específicas de legítima defesa. É preciso deixar claro que a posse de armas de fogo não pode e nem deve representar uma licença para matar. O medo de alguns críticos da medida, mesmo não sendo ela ampla no sentido de porte para andar armado, é que armas sendo liberadas, como está no imaginário popular, poderão servir para mortes sob pretextos menores, como discussão entre vizinhos ou confusões no trânsito, como exemplos. Ampliar a posse de armas não é a medida ideal para diminuir a insegurança que reina no país. Precisamos é de leis mais duras, com penas pesadas e prisões que não sejam apenas depósitos de gente.


04

• www.omunicipio.com

28 de Maio de 2019

GERAL

Quadro de indefinição econômica faz confiança do consumidor recuar 4,3% em abril A

s indefinições quanto às medidas necessárias para recuperação da economia derrubaram a confiança do consumidor no último mês. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que depois de alcançar a marca dos 49,0 pontos em janeiro e fevereiro, o Indicador de Confiança do Consumidor fechou abril com 46,9 pontos — uma queda de 4,3% na comparação com os dados do início do ano. Na comparação anual, entretanto, a confiança se mantém em maior nível ante o mesmo período de 2018, quando o índice era de 42,0. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que resultados acima de 50 pontos mostram uma percepção mais otimista do consumidor. Na avaliação do atual cenário econômico, a percepção dos entrevistados continua ruim ou muito ruim: a maioria (61%) enxerga o momento da economia de forma negativa. Apenas 7% acham que a situação é boa ou muito boa — um número baixo, mas que representa uma melhora significativa quanto a abril do ano passado, quando o percentual era de 2%. As principais razões apontadas são desemprego elevado (67%), aumento dos preços (60%), alta na taxa de juros (33%) e menor poder de compra do consumidor (18%). Com relação à vida financeira, a percepção dos consumidores também é negativa, embora um pouco melhor do que a avaliação da economia. Para 38% dos brasileiros sua situação é considerada ruim e somente 13% disseram ser boa. Para os que têm uma visão pessi-

mista, o motivo mais citado (53%) é o alto custo de vida. O desemprego aparece em segundo lugar (42%), ao passo que 26% culpam a queda da renda familiar. Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a lenta recuperação da economia segue impactando o bolso do consumidor e acaba refletindo o quadro de menor confiança. “Para que a retomada da confiança se consolide, será preciso que o consumidor sinta alguma melhora no momento atual, com o aumento da oferta de vagas de emprego e o avanço da sua renda”, analisa. Cai de 39% para 26% número de brasileiros otimistas com futuro da economia, embora maioria acredite que finanças pessoais vão melhorar nos próximos seis meses A sondagem procurou saber o que os brasileiros esperam sobre o futuro da economia e de suas finanças. Segundo o levantamento, 26% dos brasileiros estão otimistas com a economia para os próximos meses — percentual que chegou a 39% em fevereiro passado. Já 43% se mantêm neutros, ou seja, não acham que as condições econômicas do país estarão melhores ou piores daqui seis meses. Enquanto 26% disseram estar pessimistas. Os números mostram clara divisão sobre o futuro da economia. Entre os que apostam na retomada da economia, 32% atribuem a uma maior estabilidade política e outros 32% ao fato de concordarem com as medidas econômicas anunciadas pelo governo. Para 25%, essa expectativa positiva deve-se à percepção de que as pessoas estão mais otimistas com os rumos da eco-

nomia e outros 25% não souberam dizer ao certo a razão. Quando questionados sobre o que esperam para os próximos seis meses em relação às suas finanças, seis em cada dez brasileiros (63%) acham que sua vida financeira vai melhorar, contra apenas 9% que acreditam em uma piora. Há ainda 22% de entrevistados neutros. A maioria (38%) dos otimistas com as próprias finanças acredita em uma melhora das condições econômicas do país, enquanto 28% acham que conseguirão um novo emprego ou aumento de salário, 24% não souberam explicar a razão desse otimismo e 22% dizem que estão administrando melhor o próprio dinheiro. Custo de vida continua afetando famílias brasileiras; 41% dos entrevistados que trabalham temem perder o emprego Com 13,4 milhões de desempregados, o país enfrenta um de seus maiores desafios e a falta de oportunidades no mercado de trabalho tem sido uma das grandes preocupações dos brasileiros. Os dados do indicador revelam que 41% dos brasileiros que trabalham temem, em algum grau, serem demitidos, ante 26% que disseram ter um medo baixo e 33% não ter esse risco. A maior parte dos consumidores, independentemente de estar empregados, acredita que as oportunidades de emprego nos próximos seis meses estarão no mesmo nível de hoje (39%). Já 33% acham que as chances de uma nova colocação serão maiores e 15% acreditam que serão menores. De acordo com a sondagem, o que mais tem pesado na vida financeira familiar é o custo de vida,

ponto citado por pouco mais da metade (51%) dos entrevistados. Desde o início do ano passado, essa tem sido a principal queixa dos brasileiros. Em seguida aparece o desemprego (24%), o endividamento (11%) e a queda dos rendimentos (8%). Em uma avaliação sobre aumento dos preços, a aceleração da inflação observada nos últimos meses já pode ser sentida. Para 65%, a inflação cresceu nos últimos três meses, enquanto 20% disseram que permaneceu estável. Produtos vendidos em supermercado foram os que mais se notaram aumento de preços, com 89% das menções. Já 84% citaram alta no valor dos combustíveis e outros 85% destacaram o valor da conta de água e luz. Já 83% citaram o preço dos remédios. Metodologia Foram entrevistados 800 consumidores, a

respeito de quatro questões principais: 1) a avaliação dos consumidores sobre o momento atual da economia; 2) a avaliação sobre a própria vida financeira; 3) a percepção sobre o futuro da economia e 4) a percep-

ção sobre o futuro da própria vida financeira. O Indicador e suas aberturas mostram que há confiança quando estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica falta de confiança.


28 de Maio de 2019

www.omunicipio.com •

05

GERAL

Um temporal para a história de Sangão O

cenário é simplesmente desolador em Sangão. O pequeno município de pouco mais de 10 mil habitantes, distante 34 quilômetros de Criciúma mas parte da Amurel, foi lavado por um temporal sem precedentes na sua história de 27 anos de vida autônoma. Em uma hora, choveu mais que o esperado para um mês na cidade. “Foi inédito o que aconteceu aqui”, definiu o vereador Alécio Teixeira. “Uma das maiores tragédias do sul”, opinou. Sem exageros, a pancada de chuva foi forte, surpreendente e capaz até de arrastar ao menos dois ônibus escolares que estavam no pátio da prefeitura na tarde desta sexta-feira. No rescaldo que o tempo bom permitiu neste sábado, um dos ônibus estava ali, encalhado na margem de um córrego, como se fosse um objeto qualquer. Nem o coordenador chegou “O município está se restabelecendo”, afirmou o coordenador regional da Defesa Civil de Tubarão, Anderson Martins Cardoso. A situação é tão complicada que nem ele conseguiu chegar na cidade neste sábado. Colegas de outras regionais da Defesa Civil, localizadas mais ao sul e com acesso rodoviário ao município, lideraram as atividades de apoio à população. Coube a Anderson monitorar por telefone, à distância. “Não tive como chegar lá”, reforçou, lembrando que a BR-101 interrompida na altura do quilômetro 356 desde o início da noite desta sexta tirou o acesso à cidade para quem vem do norte. Se a água não poupou os ônibus, arrastando-os por metros, os carros também não escaparam. O amanhecer de sábado apresentou um cenário impressio-

nante, de automóveis espalhados por toda a parte. No pátio de um posto de combustível, vários deles encontravam-se desorganizados, quase que amontoados e no meio de lamaçais que resultaram da água que tomou conta das ruas. Hora da limpeza “A situação é precária agora nem tanto pela água, que já baixou, mas para as pessoas mesmo, limpando suas casas, tirando o barro, recuperando o que podem”, contou o diretor do jornal Sangão Notícias, Julier Morona. Há estradas

em precárias condições e pontes arrastadas e rompidas. “Em uma delas a prefeitura precisou colocar tábuas para permitir a passagem provisória e cuidadosa de carros”, emendou. O acesso a alguns pontos do município está comprometido. “A comunidade de Areinha, na zona rural, está praticamente isolada. O acesso à empresa Farinha Rocha também”, completou. Farinha que deriva da mandioca, um dos produtos básicos da agricultura sangãoense, que sobrevive ainda do cultivo de arroz e fumo. Os prejuízos, tanto para as lavouras quanto

para a população, ainda não estão calculados. Há muito o que organizar. “O momento é de limpeza e de auxílio às pessoas. O cálculo dos prejuízos vem depois”, destacou o coordenador regional da Defesa Civil. “Há muitas pessoas desalojadas ainda, na casa de amigos e parentes. Houve prejuízos para a prefeitura, com maquinários que foram seriamente atingidos na garagem”, relatou Anderson Cardoso. BR-101 com problemas Dependente da BR101, da qual está pró-

ximo, Sangão perdeu o acesso via rodovia para quem vem do norte, com o rompimento das cabeceiras da ponte sobre o Rio Sangão na altura do quilômetro 356. O distrito de Morro Grande, localizado às margens da BR-101, também foi duramente castigado. No fim da tarde deste sábado, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o Dnit prevê a reabertura total da rodovia na segunda-feira, mas que prepara um paliativo para este sábado. Como há uma parte da ponte que não foi atingida pelo temporal, e que serve com suas duas

pistas para o sentido sul-norte, uma delas deverá ser isolada para que, em mão inglesa, provisoriamente e com bastante sinalização, sirva ao sentido oposto, abrindo um trecho para o tráfego norte-sul. Havia uma fila de mais de três quilômetros no local neste sábado. A Secretaria de Educação e Cultura anunciou a suspensão das aulas na rede municipal em caráter emergencial por três dias, de 27 a 29 de maio. A prefeitura emitiu uma nota oficial ainda ontem resumindo o precário estado pós chuvarada.


06

28 de Maio de 2019

• www.omunicipio.com

GERAL

Caixa vai dar desconto de até 90% para clientes com dívidas C

erca de 3 milhões de clientes em atraso com a Caixa Econômica Federal poderão renegociar as dívidas com desconto de até 90% no valor total, anunciou o presidente do banco, Pedro Guimarães. Segundo ele, o programa ajudará a estimular a economia. “Com os descontos, a maioria das dívidas chegará a R$ 2 mil. Essa pessoa que está pagando 10% de juros ao mês poderá pagar juros de 2%”, disse Guimarães, ao chegar para reunião no Ministério da Economia. Ele não deu data para o lançamento do programa. Apenas disse que a renegociação se concentrará em clientes com renda de até cinco salários mínimos. O presidente da Caixa destacou que o programa deverá recuperar pelo menos R$ 1 bilhão de um estoque

total de débitos, estimado em R$ 4 bilhões. Para Guimarães, além de recuperar parte dos débitos, o programa tem a vantagem de diminuir o prejuízo da Caixa e permitir a retomada do crédito. “São 300 mil pequenas empresas e 2,6 milhões de pessoas [físicas] que poderão renegociar as dívidas. Todos estão negativados. Esses recursos já estão lançados como prejuízo, fora do balanço. Essas pessoas estão à margem, e poderemos voltar a oferecer crédito, como o consignado”, explicou. Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que a Caixa não deveria dar lucro como iniciativa privada. Segundo o ministro, o banco deveria repassar os ganhos para outros objetivos, como reduzir juros.

Temporal deixou um morto em Imaruí

U

m homem morreu afogado devido a enchente causada pelas chuvas de sexta-feira (23). A informação foi confirmada pelo coor-

denador da Defesa Civil Regional de Tubarão, Anderson Cardoso. Essa primeira morte foi confirmada em Imaruí. Não foi informada a idade da víti-

ma e nem o nome. A região segue com problemas. Jaguaruna continua sem o acesso principal, que foi bloqueado devido as cheias no

Rio Tubarão. A ponte foi tomada pela água e a estrutura ficou danificada, sendo avaliada pela Defesa Civil. Existe apenas um acesso secundário.


28 de Maio de 2019

www.omunicipio.com •

07

GERAL

Santa Catarina comemora 12 anos como área livre de febre aftosa sem vacinação S

anta Catarina comemora 12 anos do certificado internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. Os esforços dos produtores rurais, iniciativa privada e Governo do Estado fizeram de SC uma referência em saúde animal e defesa agropecuária. Após o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Santa Catarina se tornou o maior produtor de suínos do Brasil, o segundo maior produtor de aves e o quarto maior produtor de leite – com um agronegócio pujante, responsável por 63,7% das exportações catarinenses em 2019. O último foco de febre aftosa em Santa Catarina aconteceu em 1993 e a partir de 2000 foi suspensa a vacinação contra a doença. Em 25 de maio de 2007, representantes do Governo do Estado compareceram à Assembleia Mundial da OIE, onde receberam o certificado que fez do Estado a única zona livre de febre aftosa sem vacinação do Brasil. “Há 19 anos, Santa Catarina fez uma escolha: se tornar referência internacional em saúde animal e defesa agropecuária. Foi uma decisão ousada e que exigiu muito trabalho e um cuidado muito grande, um comprometimento dos produtores rurais, iniciativa privada e Governo do Estado. Nós aumentamos o controle sanitário e passamos a cumprir as exigências da Organização Mundial de Saúde Animal, comprovando a origem registrando e rastreando todos os bovinos e bubalinos. Hoje, os produtos catarinenses são reconhecidos em todo o mundo, inclusive nos mercados mais exigentes, como sinônimos de qualidade. A certificação internacional da OIE é um patrimônio de todos os catarinenses”, destaca o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa. Apenas três países da

América Latina são considerados livres de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE): Chile, Guiana e Peru. Além disso, existem zonas livres dentro de países (como é o caso de Santa Catarina) na Argentina, Bolívia, Colômbia e Equador. Resultados Desde a suspensão da vacina em Santa Catarina, o Estado se consolidou como grande produtor e exportador de carnes, com acesso aos mercados mais exigentes do mundo. Ricardo de Gouvêa explica que a febre aftosa é uma das doenças com maior risco sanitário e econômico, por isso alguns países só compram carnes de áreas livres da doença sem vacinação, onde comprovadamente não existe a circulação do vírus da febre aftosa e o controle sanitário é maior. “A conquista veio em função de um trabalho conjunto entre governo, Cidasc, produtores rurais e agroindústria. Santa Catarina é pioneira na certificação internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. Toda essa valorização é prova da excelência dos nossos produtos agropecuários e da excelência dos serviços de defesa agropecuária executados pela Cidasc. Queremos avançar muito nas questões sanitárias e melhorar ainda mais a renda do nosso produtor rural”, ressalta a presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) Em 2006, um ano antes da certificação internacional, Santa Catarina exportava 184 mil toneladas de carne suína, faturando US$ 310 milhões. Em 2018, esse número saltou para 326,3 mil toneladas e trouxe US$ 608,4 milhões para o Estado, um aumento de 77,4% na quantidade e 96,2% na

arrecadação. O cenário é o mesmo para a carne de frango, que se tornou o primeiro produto das exportações catarinenses, faturando mais de US$ 1,8 bilhão no último ano, com 1,08 milhão de toneladas embarcadas. Com o reconhecimento da OIE, Santa Catarina teve acesso a grandes compradores de carnes como China, Hong Kong, Estados Unidos e Coreia do Sul. Hoje, as carnes suína e de frango catarinenses são vendidas em mais de 140 países.

nhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer Manutenção do suspeita que venha a ser status sanitário notificada pelos produtores Para manter o status ou por qualquer cidadão. A sanitário diferenciado, os iniciativa privada também é esforços são imensos. A uma grande parceira nesse Companhia Integrada de processo, por meio do InstiDesenvolvimento Agrícola tuto Catarinense de Sanidade Santa Catarina (Cidasc) de Agropecuária (Icasa). mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além disso, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados. Já que é proibido o uso de vacina contra febre aftosa em todo o território catarinense, não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros estados. Para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato. O Governo do Estado mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus de febre aftosa em Santa Catarina. Continuamente, a Cidasc realiza inspeções clínicas e estudos sorológicos nos reba-


08

• www.omunicipio.com

28 de Maio de 2019

GERAL

Mais dois ciclones extratropicais estão previstos entre maio e junho no Sul do Brasil U

m ciclone extratropical que se formou no Sul do Brasil entre os dias 23 e 24 de maio avançou para a costa de São Paulo e se afasta de vez em alto-mar neste domingo. Não há mais expectativa de vento forte no decorrer do dia e a segunda-feira será com pouco vento no Sudeste brasileiro. Este ciclone provocou ventania em áreas do Sul do Brasil na sexta-feira, 24 e no sábado, 25 de maio. Em Urubici, na parte mais elevada da serra de Santa Catarina, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou diversas rajadas entre 90 km/h e 105 km/h na madrugada do sábado. No Rio de Janeiro, o INMET registrou fortes rajadas na tarde e em parte do sábado, 25 de maio, variando

de 50 km/h a 62 km/h. Na cidade do Rio de Janeiro, a rajada mais intensa foi de 62 km/h, no forte de Copacabana. Em Arraial do Cabo, uma rajada chegou aos 58 km/h. A passagem deste ciclone extratropical provocou muita chuva no sul de Santa Catarina, com acumulados de mais de 200 mm em apenas 24 horas nas cidades de Tubarão, Laguna, Sangão e região. Novos ciclones Mais dois ciclones extratropicais devem se formar no Sul do Brasil até o começo de junho. O primeiro se forma entre os dias 30 e 31 de maio e o segundo deve passar sobre o Sul entre 2 e 4 de junho.

• Mecanica em geral, peças e preço de atacado. • Equipamento OFF-Road/On-Road. • Mecânico especializado com 28 anos de serviço.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook