ANO 21 - EDIÇÃO 1509 - R$ 2,00
QUINTA-FEIRA 11 DE ABRIL DE 2019
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Fim da linha Ásia traz incertezas ao setor PÁGINA 08
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Governador encaminha novo projeto de lei sobre benefícios fiscais à Alesc PÁGINA 06
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GERAL
O sol estará presente também nesta quinta-feira
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ovamente vamos ter um dia sob domínio de ar seco na maior parte das cidades. Com isso, o sol aparece em todas as regiões. As temperaturas voltam a ficar um pouco baixas ao amanhecer - cada região na sua intensidade - e mais elevadas à tarde. Devido a umidade do mar, algumas poucas
cidades do Litoral e áreas próximas podem ter uma instabilidade passageira. SEXTA-FEIRA A semana deverá terminar novamente com a presença do sol em todas as regiões. Ele apa-
rece em meio a momentos de nuvens. Uma frente fria, sistema de chuva e não de frio, com intensidade fraca passará pelo mar. Desta forma, poucas áreas do Litoral, especialmente da região Sul, tem chance de uma chuva passageira. Temperaturas parecidas com as de quinta-feira.
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Governo Federal dá sinais positivos para o Pacto Federativo A
grande expectativa dos prefeitos que participaram da XXII Marcha a Brasília, na terça-feira (9/04) estava nos pronunciamentos de autoridades como o Presidente da República, Jair Bolsonaro, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, além da manifestação do Ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre questões relativas ao Pacto Federativo. “Em seus discursos as autoridades reiteraram o compromisso com a pauta municipalista brasileira, o que é um alento para os prefeitos”, colocou o presidente da Federação Catarinense de Municípios (FECAM), Joares Ponticelli, prefeito de Tubarão. Um dos grandes destaques da tarde foi a participação do Ministro da Economia, Paulo Guedes, ovacionado durante
sua manifestação, que indicou disposição em melhorar a distribuição dos recursos do Pacto Federativo, comprometendo-se a iniciar imediatamente essa partilha, já com os recursos originados dos leilões. “O Ministro Paulo Guedes é um crítico desse modelo que concentra mais de 60% dos recursos na União, acha que tem que inverter essa pirâmide e anunciou os passos para isso”, explicou Ponticelli. ROYALTIES DO PETROLÉO O segundo dia terminou com uma manifestação dos prefeitos em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) numa simbólica comemoração pelo aniversário de seis anos em que o Tribunal não julga a liminar que redistribuiria os royalties do petróleo para todos os municípios do Brasil.
Com balões e bolo simbolizando os anos de espera, a ação dos municipalistas reivindicou que a Corte promova o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.917, que dispõe sobre os critérios de distribuição dos royalties do petróleo. Desde 2013, o movimento municipalista aguarda uma decisão definitiva do STF sobre a redistribuição dos recursos arrecadados com a exploração dos royalties de petróleo, prevista na Lei 12.734/2012, suspensa por definição monocrática da Corte. A decisão ocorreu por meio de liminar concedida pela na época presidente do Supremo, Cármen Lúcia, relatora na época da ADI, ajuizada pelo Estado do Rio de Janeiro. Além disso, a CNM informou que, tanto a Advocacia-Geral da União (AGU) quan-
to a Procuradoria-Geral da República (PGR), se manifestaram pela plena constitucionalidade das regras definidas no Congresso Nacional. Segundo Ponticelli, outro tema a ser reforçado no STF trata do urgente julgamento da liminar que impede os municípios de receberem recursos do ISS de nas operações de leasing, cartões de crédito e de débito e planos de saúde. O presidente
destaca que hoje, todas as operações feitas em Santa Catarina, ou em outros estados, geram ISS para apenas 25 municípios, que sediam as operadoras. MARCHA A BRASÍLIA Mais da metade dos prefeitos catarinenses participam da XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios para lutarem por problemas
municipais que impactam diretamente na qualidade de vida dos cidadãos. São cerca de 170 prefeitas e prefeitos, ou seja, 59% dos gestores catarinenses, que buscam em Brasília soluções para dificuldades municipais. O evento é promovido pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e deve reunir cerca de 10 mil municipalistas entre os dias 8 e 11 de abril.
Governo e Petrobras fecham acordo e estatal vai receber R$ 33,6 bilhões na cessão onerosa A
União fechou acordo com a Petrobras e pagará US$ 9,058 bilhões na revisão do contrato de cessão onerosa. O secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que a cotação do dólar utilizada será de aproximadamente R$ 3,72, o que significa que o montante pago será de cerca de R$ 33,6 bilhões. O acordo foi alcançado depois de quase seis anos das discussões, que começaram em 2013. "A aprovação contribui para minimizar incertezas em relação ao leilão (do petróleo excedente). Não existem mais incertezas”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, após reunião do Conselho Nacional de Pesquisa Energética (CNPE) que referendou o acordo. Na última reunião do CNPE, em fevereiro, o leilão do excedente foi marcado para 28 de
outubro. De acordo com o ministro, no próximo dia 17 haverá nova reunião do conselho para definir critérios do leilão, que dependiam da definição do acordo com a Petrobras, como o valor do bônus de assinatura a ser pago pelos vencedores. Em 2010, governo e Petrobras fecharam um acordo para a companhia explorar 5 bilhões de barris em áreas da Bacia de Santos. Na época, a Petrobras pagou US$ 42 bilhões por esse direito, sem licitação, para explorar as áreas sob regime de cessão onerosa. O valor, em reais, foi de cerca de R$ 72 bilhões na ocasião. O acordo previa uma revisão do contrato quando houvesse declaração de comercialidade das áreas, nas quais termos como o valor do barril e o câmbio seriam renegociados.
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Validade da carteira de motorista pode passar para 10 anos O
Ministério da Infraestrutura vai enviar ao Congresso um projeto de lei que dobra o prazo de validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), de cinco para dez anos. A proposta também aumenta de 20 para 40 pontos o limite da pontuação de multas que leva à suspensão do documento. As duas medidas, conforme o texto que será encaminhado ainda nesta semana ao Congresso, não serão retroativas, ou seja, só valerão a partir da aprovação da lei. Quem tiver hoje a carteira suspensa, portanto, não será anistiado e terá de cumprir a suspensão. As mudanças também não alteram o tempo de validade de carteiras que já foram emitidas. A mudança na pontuação de multas, segundo o ministério, se baseia em experiências internacionais. A pasta não informou em quais países o limite usado é o de 40 pontos. Trata-se de um tema caro ao presidente Jair Bolsonaro. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro já havia dito que pretendia aumentar de cinco para dez anos o prazo de validade da CNH. O documento passará por um processo de substituição em 2022, quando um novo modelo com chip deve ser adotado. No Congresso, caberá a deputados federais e senadores aprovarem ou não as alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ainda não há previsão de quando isso vai ocorrer. No mês passado, Bolsonaro afirmou que
“é quase impossível você viajar sem receber uma multa” e avisou que não haverá mais “nenhuma nova lombada eletrônica para o Brasil”. “As lombadas que porventura existam ainda, que são muitas, quando forem perdendo sua validade, a princípio... A princípio, não serão renovadas”, disse. Exame Na renovação da carteira de motorista, o projeto de lei defende a ampliação de cinco para dez anos da necessidade do exame de aptidão física e mental. A medida, embasada no aumento da expectativa de vida do brasileiro, valeria até os 50 anos de idade do condutor. A exceção ficaria por conta dos casos em que já houver indícios de deficiência (física ou mental) ou de avanço de enfermidade que possa comprometer a capacidade do motorista conduzir o veículo. O governo também pretende dar mais rapidez à conclusão de casos referentes a infrações graves e gravíssimas no trânsito que tramitam nos Detrans de cada Estado. A ideia é reduzir de seis para três as instâncias que cuidam desses processos, agilizando a conclusão das ações.
Pela regra atual, a suspensão da CNH pode durar entre seis e 12 meses. Se houver reincidência e o condutor tiver sido suspenso nos últimos 12 meses, a punição estende-se para oito meses a dois anos. Ainda não há detalhamento sobre este item na nova proposta. “Além do aprimoramento da gestão e redução do número de processos administrativos tramitando nos Detrans, a proposta endurece as penalidades referentes às condutas mais perigosas, atuando com mais rigor nos casos em que há risco de segurança no trânsito”, declarou o ministério. Repercussão O presidente da co-
missão nacional de trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Armando de Souza, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que defende o amplo debate do tema por especialistas, integrantes do governo e parlamentares. “É preciso discutir isso para que se possa realmente aprovar essas medidas sem colocar em risco a segurança no trânsito.” Segundo Souza, a tendência mundial é combater o índice de acidentes no trânsito por meio de campanhas educativas e redução de velocidade nas estradas. Ele menciona a Espanha como destaque no enfrentamento do problema. Uma pesquisa do governo federal divul-
gada no ano passado sobre segurança nas rodovias apontou que 53,7% dos acidentes no Brasil são causados por falhas humanas, como desrespeito às leis de trânsito ou falta de atenção do próprio condutor. Segundo um le-
vantamento do Ministério da Saúde do ano passado, as mortes por acidente de trânsito caíram no País ao longo dos últimos anos, passando de 7.952 óbitos registrados em 2010 para 5.773 em 2016, uma queda de 27,4%.
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Termina prazo para pedir isenção no Enem H
oje é o último dia para pedir a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Os pedidos poderão ser feitos até 23h59, na Página do Participante do Enem. A taxa de inscrição deste ano é R$ 85. O prazo para pedir a isenção da taxa começou no último dia 1º. Podem solicitar a isenção da taxa os estudantes que estão cursando a última série do ensino médio, em 2019, em escola da rede pública; aqueles que cursaram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, com renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio, o que, em valores de 2019, equivale a R$ 1.497. São também isentos os participantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou
seja, membros de família de baixa renda com Número de Identificação Social (NIS), único e válido, com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 499), ou renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 2.994). A isenção de taxa de inscrição não é automática para nenhum grupo de participantes e a solicitação não poderá ser feita durante as inscrições. Justificativa Termina também hoje o prazo para que os estudantes que não pagaram o Enem 2018 e que, por algum motivo, faltaram às provas apresentem justificativa e peçam de novo a isenção. Esses estudantes precisam enviar, também pela Página do Participante, documentos comprobatórios da justificativa da
ausência. Os documentos aceitos variam de acordo com a causa: acidentes, mortes na família, internação, trabalho, casamento, emergência médica, intercâmbio acadêmico, entre outros. A relação dos documentos consta do anexo II do Edital do Enem. Não serão aceitos documentos autodeclaratórios emitidos pelos pais ou responsáveis. Próximos passos Os resultados do pedido de isenção e da justificativa de ausência no Enem 2018 serão divulgados no dia 17 de abril. Os estudantes que não tiverem a solicitação aceita poderão entrar com recurso, no período de 22 a 26 de abril, na Página do Participante. O resultado do recurso será divulgado, no mesmo endereço, a partir de 2 de maio.
Para participar do exame, os estudantes, com ou sem isenção da taxa, devem fazer a inscrição no período de 6 a 17 de maio. Enem 2019 O Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e fa-
rão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática. Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep e no aplicativo oficial do Enem até o dia 13 de novembro. O resultado será divulgado, conforme o edital, em data a ser divulgada posterior-
mente. As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superio pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Mais de 180 mil pessoas precisam ser vacinadas contra a gripe na região
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pesar de ainda faltar dois meses para o início do inverno, a queda gradual na temperatura já começa a ser sentida no Sul do estado. E é com a
chegada do frio que aumentam as chances de transmissão do vírus causador da gripe. Por isso, pessoas que estão em grupos de risco precisam ficar atentas
e buscar a imunização, que passa a ser disponibilizada na rede pública de saúde a partir desta quarta-feira, 10. Neste ano, a campanha contra a influenza bus-
ca vacinar 182 mil moradores da região. Já na 21ª edição, a mobilização contra a doença conta com alguns diferenciais. Um deles é que crianças com até seis anos incompletos também serão vacinadas, conforme orientação do Ministério da Saúde. Até então, a dose só era estendida àquelas que possuíam menos de cinco anos. Outro ponto preconizado em 2019 é a divisão da campanha em etapas. Até o dia 19 de abril, a vacina será disponibilizada para crianças, gestantes e puérpe-
ras. Já entre 22 de abril e 31 de maio, data que marca o fim da ação, a imunização será ampliada aos demais grupos prioritários (trabalhadores da saúde, professores, idosos, população privada de liberdade e funcionários do siste-
ma prisional e portadores de doenças crônicas e condições especiais). Na Região Carbonífera, a meta é imunizar 122.507 pessoas. Já no Extremo-Sul, o número é menor, alcançando 60.335 integrantes de grupos de risco.
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Governador encaminha novo projeto de lei sobre benefícios fiscais à Alesc O
Governo do Estado encaminhou em regime de urgência à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na tarde desta quarta-feira, 10, um projeto de lei que autoriza o Executivo a conceder tratamento tributário diferenciado do ICMS a nove tipos de produtos e serviços. O documento foi assinado pelo governador Carlos Moisés e pelos secretários da Casa Civil, Douglas Borba, e da Fazenda, Paulo Eli, na terça-feira, 9. “Protocolamos o projeto de lei que continua tratando da revisão dos incentivos fiscais para que passe pela apreciação dos nosso 40 deputados estaduais. Este projeto prevê a isenção fiscal para medicamentos de combate ao câncer, para produtores de energia limpa, projetos culturais e combustíveis para aviação, entre outros”, afirmou Moisés, de Brasília, onde participa da Marcha dos Prefeitos. Este é o terceiro projeto de lei do Governo protocolado na Alesc referente à nova política pública de incentivos fiscais, dando continuidade ao levantamento realizado pelo Grupo de Trabalho de Benefícios Fiscais (GTBF). Saúde De acordo com o PL, serão beneficiadas pessoas físicas que precisarem comprar ou importar medicamentos contra o câncer. Também haverá isenção para equipamentos e insumos destinados à prestação de
serviços de saúde e medicamentos destinados a órgãos da Administração Pública Direta Federal, Estadual e Municipal. Segundo o secretário da Casa Civil Douglas Borba, há uma nítida função social no projeto, pois visa desonerar a aquisição de equipamentos e insumos destinados à prestação de serviços de saúde, universalizando em maior escala a saúde pública. Energia O PL contempla bens ou mercadorias destinadas às atividades de pesquisa, exploração ou produção de petróleo e gás natural. Um dos motivos é atrair para Santa Catarina indústrias para fornecimento de compo-
nentes para a indústria petrolífera. Sustentabilidade Também inclui incentivo fiscal para recolhimento de produtos por fabricantes. O Governo ressalta a importância do benefício como iniciativa em prol de um meio ambiente sustentável, retirando de circulação bens e mercadorias que iriam parar em aterros sanitários, contaminando o solo. O texto autoriza conceder isenção para produção de energia fotovoltaica. A regulamentação é importante para baratear os custos de geração e universalizar a energia limpa. O crescimento do setor também aponta para uma opor-
tunidade de aumentar empregos e renda, dentro do espírito de Tributação Verde. Por fim, o PL ainda contempla programas sociais e projetos de fornecimento de energia elétrica para áreas com problemas de distribuição e que estimulem a troca das redes monofásicas por trifásicas nas áreas rurais. Cultura Para estimular a cultura catarinense, o Governo do Estado pretende conceder crédito outorgado do ICMS destinado pelos seus respectivos contribuintes a projetos culturais credenciados pelo Estado. O projeto de lei introduz na legislação estadual a possibilidade da
criação de fontes de recursos adicionais para a cultura, com a criação de editais temáticos regionais. Infraestrutura Outro ponto é concessão de ICMS destinado a investimentos em infraestrutura, por contribuintes catarinenses, principalmente de acessos a parques industriais e projetos de escoamento de produção. Aviação O Governo busca ampliar o número de voos regionais mediante benefícios fiscais do ICMS na aquisição de querosene de aviação para o abastecimento de aeronaves, com a re-
dução da alíquota do ICMS para 12% nos casos em que a companhia aérea atende a quatro ou mais cidades e a alíquota efetiva de 7% para seis ou mais cidades catarinenses. Veículos Outra medida visa desenvolver a indústria automobilística em Santa Catarina por meio da fabricação de micro-ônibus e ônibus de turismo e transporte de passageiros. A intenção é conceder a redução da base de cálculo de veículo automotor produzido para transporte de 10 pessoas ou mais (incluído o motorista), de forma a resultar carga tributária efetiva equivalente a 8%.
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100 dias de governo Moisés: foco na segurança pública A
pós recordes ne gativos nos últimos anos, os quatro primeiros meses de 2019 apresentaram os menores índices de mortes desde 2016 A redução do número de homicídios faz da Segurança Pública uma das principais referências da nova gestão do governo do Estado. Recordes negativos mancharam as estatísticas nos últimos anos, mas os quatro primeiros meses de 2019 apresentaram os menores índices de mortes desde 2016. Também houve redução nos crimes de furtos e roubos em relação aos três últimos anos. A mudança de cenário coincide com a reorganização da gestão da Segurança Pública em SC, que passou a contar com um Colegiado Superior de Segurança no governo Moisés. Na prática, a formação do colegiado estabeleceu uma hierarquia equivalente para as lideranças de Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto Geral de Perícias. Nessa nova gestão, o governo do Estado ainda confirmou o lançamento de concurso para o ingresso de 1 mil novos policiais militares e a unificação dos sistemas de registro e monitoramento de ocorrências das polícias Civil e Militar. Embora a administração do sistema prisional seja tratada em uma secretaria independente da segurança pública, a atuação de facções criminosas e a superlotação das cadeias continua como uma preocupação permanente. O déficit no sistema prisional está
calculado em mais de 4 mil vagas. Balanço dos especialistas e entidades de SC Vemos positivamente "Nossa Polícia Militar, sem dúvida, é a melhor polícia do Brasil. Tanto na parte técnica como operacional. Essa integração das polícias Civil e Militar foi bastante positiva. A Operação Mãos Dadas tem sido um exemplo de como as forças policiais podem fazer a mudança da realidade de determinadas áreas, principalmente as mais carentes. O coronel Araújo Gomes e todo o comando da Polícia Militar mostram uma competência técnica e abnegação para o serviço ímpar. Isto é indiscutível. Como Conseg, nós vemos de forma bastante positiva o trabalho que tem sido feito. Nossa expectativa é de que tenhamos cada vez mais efetivo, o que é fundamental, mas também equipamentos. Viaturas, investimento em informação e tecnologia. Hoje nós temos praticamente todas as viaturas com tablets. Toda a parte de sistema de ocorrência e monitoramento das equipes é feita pelos comandos. Ver a polícia na rua é uma forma de policiamento correto, mas o trabalho de inteligência é melhor ainda do que isso, ele supera a visão do policial na rua. Um dos pontos que tem de ser atacados fortemente é a questão das facções nos presídios, para que não tenhamos esses grupos comandando o crime
de dentro das unidades. Investimento em tecnologia, monitoramento, é importante. Quanto mais se investir em tecnologia e qualificação das tropas, vamos ter um Estado com cada vez melhores índices. Rodrigo Marques, vice-presidente do Conseg Centro | Florianópolis Fala-se a mesma língua "Enxergamos de forma positiva o início do governo nesse aspecto. Foi muito importante criarem o Conselho Superior, onde todo mundo fala a mesma linguagem, age da mesma forma. É muito importante porque estão afinados. Vejo como muito importante também a atuação de investigação. Segurança em Santa Catarina é primordial. Tivemos conversas com o próprio governador, conversamos pessoalmente também com o secretário de Segurança, coronel Araújo Gomes. Tanto a Polícia Militar quanto o Conselho Superior estão sempre abertos a ouvir todas as entidades organizadas. As portas estão abertas para que nós possamos reivindicar todo e qualquer aspecto em relação à segurança. Vemos também que a queda na criminalidade é substancial pelo fato de polícia estar na rua, ciente do que está acontecendo. Grandes assaltos aconteceram no final do ano passado. Sentimos nas nossas reuniões, quando nos reunimos com os
lojistas, que o governo está dando uma resposta positiva para que não aconteça nenhum delito grave. O Estado de Santa Catarina tem uma segurança primordial e primaz no Brasil." Ernesto Caponi, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) Florianópolis Avaliação do próprio governo Moisés O governo ressalta como principal avanço a criação do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial, previsto na reforma administrativa, mas já em prática. A ideia com o colegiado é ter olhar crítico e com soluções práticas para a segurança, por meio de agentes da própria força de segurança. A primeira ação da SSP foi a união dos bancos de dados, com a Integra, plataforma de integração de boletins de ocorrência registrados pelas polícias Militar e Civil, o que permite que as corporações
possam atuar de forma conjunta. Antes, o retrabalho era grande, com dois registros, bancos de dados diferentes e atuações em operações desconexas. O próximo passo da plataforma Integra é ter ainda os registros de atendimentos do Corpo de Bombeiros e do Ins-
tituto Geral de Perícias, além de dados do sistema prisional. Conforme o governo do Estado, o colegiado se reúne semanalmente em busca de soluções imediatas, de acordo com o que apresentam os dados, divulgados também semanalmente.
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Fim da linha Ásia traz incertezas ao setor E
m 2017 veio a confirmação de uma linha entre o Porto de Imbituba e a Ásia. O primeiro navio a atracar no Sul do estado foi comemorado e recebido de forma especial. Iniciava uma nova era com grande expectativa para toda a região. Passado um pouco mais de um ano, a notícia é diferente e a linha deixou de existir. O fato preocupa empresários da região, especialmente, aqueles que utilizavam da linha. O assunto já está sendo debatido entre as lideranças empresariais e políticas da região. Uma reunião chegou a ser reivindicada junto à SCPar, mas foi cancelada. O diretor da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), Édio Castanhel, entende que o cancelamento da linha é uma perda para a região. “Muitas empresas daqui usavam essa linha tanto para exportação como para importação e agora a distância até um porto aumenta”, ratifica Castanhel. “Foi uma conquista e agora uma decepção”, acrescenta o diretor. O vereador Aldinei Potelecki (PRB) também alertou para o assunto, ontem, na sessão do Legislativo, em momento que se discutiam as dificuldades de Criciúma atrair grandes indústrias. Para ele, é preciso atenção ao fim da Linha Ásia, que trará prejuízos ao Sul do estado. Entre as principais cargas exportadas pela Linha Ásia estavam car-
ne de frango, polietileno e o coque. Na importação, destaque para o ferro fundido e o polipropileno. Anunciada em 23 de junho de 2017, a linha foi considerada uma conquista da comunidade portuária de Imbituba, que vinha trabalhando em conjunto há aproximadamente dois anos para atrair a escala. A escala é semanal e conta com 13 embarcações porta-contêineres e atravessa 19 portos entre a América do Sul e a Ásia. O tempo médio de trânsito até a Coreia do Sul, destino final da rota, é de 45 dias. O primeiro navio chegou em Imbituba no dia 5 de setembro de 2017 e, desde janeiro deste ano, seu destino é Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
determinam de onde saem e chegam suas embarcações e mercadorias”, relata. O trabalho neste momento se concentra em buscar novas linhas para o porto do Sul catarinense. Esse trabalho também é desenvolvido pela empresa responsável por operar os contêineres. “Ter a linha da Ásia retornando para o Porto de Rio Grande não foi uma notícia que nos agradou, nem tão pouco uma que nos tirou o sono. Estamos trabalhando firme para conquistar novas linhas de longo curso e cabotagem. Estamos crentes de que o Porto de Imbituba tem enorme potencial e vamos explorar esse potencial ao máximo, dentro da legalidade”, reafirma.
Busca de novas linhas
Porto apresenta bons números no trimestre
O diretor-presidente da SCPar Porto de Imbituba, Jamazi Alfredo Ziegler, coloca que a alternância de linhas de um para outro porto é inerente à atividade portuária. “Armadores e afretadores são quem
Mesmo com o fim da Linha Ásia, a direção do Porto de Imbituba comemora os números do primeiro trimestre deste ano. O impacto real deve ser mais bem avaliado no fim do ano com o balanço geral.