ANO 21 - EDIÇÃO 1499 - R$ 2,00
QUINTA-FEIRA 28 DE MARÇO DE 2019
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A busca por soluções no aeroporto de Jaguaruna PÁGINA 05
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Santa Catarina tem regiões com alto risco de transmissão dengue, zika e chikungunya PÁGINA 04
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GERAL
O tempo não deverá mudar muito nesta quinta-feira C
omo vamos ter a presença da mesma massa de ar frio sobre o mar, o tempo não deverá apresentar grandes mudanças no decorrer desta quinta-feira. O sol deverá aparecer em todas as regiões, mas ele vai continuar predominando apenas no Oeste. Nas outras regiões, a umidade que vem do mar - pela presença do ar frio - irá fazer o sol dividir espaço com as nuvens. Nos momentos mais nublados até uma chuva passageira está prevista. No entanto, para poucas áreas do Sul, Litoral, Vale do Itajaí e Norte. SEXTA-FEIRA Um pequeno deslocamento desse ar frio pelo mar irá mudar a direção do vento. Passará para Nordeste em muitas áreas. Esta direção ainda deixará o tempo instável no Norte, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis. Porém, no Sul e nas outras regiões a semana irá terminar com sol entre nuvens. Na maior parte das cidades temperatura de outono.
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Furacão Catarina completou 15 anos nesta quarta-feira
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tempestade mais violenta já registrada na história de Santa Catarina com ventos acima de 150 quilômetros por hora, ondas acima de cinco metros e um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão para o Estado. Milhares de casas foram destruídas e centenas de pessoas ficaram desabrigadas. Essa data ficou marcada na história de Santa Catarina “Talvez nenhum dia tenha sido tão tenso, nervoso e dramático para os meteorologistas do Sul do Brasil como o 27 de março de 2004, exatamente há 10 anos no dia de hoje. Foi quando o já formado furacão Catarina ganhou muita força e se organizou de forma bastante simétrica no litoral à medida que ficava mais próxima da costa. A tempestade a cada hora era mais intensa no mar e inexistiam dados confiáveis sobre velocidade de vento pela ausência de boias. Havia um monstro no oceano, po-
rém não se sabia qual era a sua real força. Os únicos dados de vento que vinham eram estimativas do satélite Quickscat, que estão longe de oferecer uma ideia real. Melhor indicativo se tinha pela estimativa da escala Dvorak de ciclones tropicais que conferia nas últimas horas que precederam ao landfall um número 4.5, equivalente a vento sustentado em um minuto de 77 nós ou 142 km/h. Com base nas imagens de satélite e na escala Dvorak mantivemos o alerta de furacão no dia 27 e elevamos o tom da gravidade à medida que era cada vez mais evidente que estávamos a poucas horas de situação sem precedentes”, declarou Luiz Fernando da Metsul Meteorologia. Já o Engenheiro Agrônomo Ronaldo Coutinho do Climaterra em São Joaquim lembrou que a formação furacão foi detectado no dia 22 de Março de 2004 através de
uma tríplice parceria entre o Climaterra, Ciram e Metsul. “Todos nós [Metsul, Ciram e Climaterra], através de imagens de satélite, sabíamos que algo grave estava para acontecer já na segunda-feira (e mantivemos as informações internas até o momento em que tivemos a exata certeza de que aquilo era realmente um furacão, fomos trocando informações e relatando o caso à Defesa Civil, já na esperança de salvar vidas”, afirma. “O Alexandre [da Metsul], sabia falar bem o inglês e entrou em contato com o NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) no Estados Unidos e eles utilizaram os satélites deles para identificar aquilo que seria o primeiro furacão registrado no Brasil, eles utilizaram o modelo deles para prever as possíveis rotas do furacão”, conta Coutinho. “Na quinta-feira (25) eu fui para as rádios fa-
zer o alerta, pois tínhamos fazer algo para salvar vidas. Começamos a passar as informações para o governador do Estado. Lembro de ter ligado também para a Angela Amin (então prefeita de Florianópolis) e ela estava em Bogotá, após as informações de que a ilha poderia ser fortemente atingida a prefeita retornou já no mesmo dia. As pessoas atribuem à mim o fato de ter descoberto o Furacão Catarina, mas não foi bem assim, a detecção foi um trabalho entre o Climaterra, Metsul e Ciram. Eu apenas fui o primeiro a avisar a população de Santa Catarina para se protegerem. Porém o trabalho poderia ter sido melhor se tivéssemos o apoio da televisão, o prefeito de Içara, na época foi avisado por amigos que moravam no Estados Unidos e que assistiam um canal americano ao qual mostrava o furacão se aproximando da costa de Santa Catarina.
Enquanto os próprios americanos se preocupam, a TV brasileira fazia chacota. A TV mostrou apenas uns coqueiros balançando e diziam que aquilo era um forte vento. A televisão deixou de dar a informação e ajudar a população. Foi o maior fiasco da TV brasileira”, conta Coutinho. “A meteorologia brasileira também descartava o furacão. Nós três [Metsul, Ciram e Climaterra] ignoramos solenemente a meteorologia nacional, qualquer pessoa leiga poderia ver as imagens do satélite e deduzir que aquilo era um furacão. 99,9% das pessoas nunca viram isto, achavam que era apenas uma forte ventania. Elas não tinham noção do que era um furacão com 500 km de diâmetro ele iria varrer o litoral de Santa Catarina com ventos 140 km/h com rajadas de 200km/h à fio. Por fim o Catarina desviou a rota entre Florianópolis e Brusque e aca-
bou atingindo o litoral sul de Santa Catarina provocando um prejuízo de cerca de 1 bilhão ao Estado”. O furacão atingiu Santa Catarina às 23 horas do 27 de março de 2003. Assim como todo o furacão ele teve três estágios: entrada, olho e saída. O Catarina foi categorizado com F2 e influenciou o clima de Santa Catarina provocando trovoadas até Concórdia, no Oeste. O olho do Catarina tinha 60km de diâmetro. Para se ter uma ideia, Florianópolis inteira caberia dentro do olho. A serra se transformou em um escudo e fez com que o furacão não avançasse sobre o estado. Por fim, o Catarina perdeu sustentação e se dissipou na cidade de São José dos Ausentes. “Foi um dos maiores desafios na história da meteorologia… salvar vidas enquanto a televisão ironizava”, finalizou Ronaldo Coutinho.
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Santa Catarina tem regiões com alto risco de transmissão dengue, zika e chikungunya T
rinta e dois municípios do estado apresentam alto risco para transmissão de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde. Os dados do LIRAa também revelam que 33 municípios apresentam médio risco e 10 apresentam baixo risco de transmissão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Conforme definido na Estratégia Operacional do Estado, os municípios considerados infestados pelo mosquito devem realizar o LIRAa duas vezes ao ano. Ao todo, 75 municípios fizeram o levan-
tamento. Florianópolis e Navegantes são considerados infestados, mas não realizaram a atividade.Os dados revelam que 86,7% dos municípios infestados apresentam médio ou alto risco de transmissão das doenças. “No mesmo período do ano passado essa condição era menor. Por isso, mais uma vez precisamos intensificar as ações de controle vetorial, especialmente nessas regiões”, explica João Fuck, gerente de Zoonoses da Dive. LIRA O levantamento inspecionou 57.393 depósitos que continham água parada, ou seja, potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti foram analisados. A maioria era de recipientes móveis, como balde, vaso de planta, co-
pos plásticos (21.206). Em segundo lugar, estão o lixo e a sucata (19.881). “Esses dados revelam o quanto todos temos que manter a vigilância sobre nossas casas, o nosso local de trabalho e as nossas ruas. O ano inteiro”, alerta João Fuck. O objetivo do LIRAa é a identificação do tipo e a quantidade de depósitos encontrados que possam ser potenciais criadouros do mosquito nos imóveis vistoriados. A atividade foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde (MS) em 2002, sendo realizada pelos municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti. O levantamento é feito por meio da visita a um determinado número de imóveis do município, onde ocorre a coleta de larvas para definir o Índice de Infestação Predial (IIP).
Sala de Situação Os dados completos foram apresentados durante reunião da Sala Estadual de Situação nessa
segunda-feira, 25. A Sala Estadual de Situação é um espaço intersetorial e permanente que gerencia e monitora a intensificação das ações de mobilização e controle ao mos-
quito Aedes aegypti em Santa Catarina. É composta por órgãos públicos e da sociedade civil organizada. Colaboração: Governo do Estado de Santa Catarina
Casos de dengue crescem 224% no Brasil D
ados do Ministério da Saúde divulgados hoje (25) apontam que o Brasil registrou 229.064 casos de dengue apenas nas 11 primeiras semanas deste ano. O número significa um aumento de 224% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 62,9 mil casos. A incidência da dengue no país até 16 e março é de 109,9 casos por 100 mil habitantes. As mortes provocadas pela doença acusaram aumento de 67%, passando de 37 para 62 – a maioria no estado de São Paulo, com 31 óbitos, informou o ministério. O número representa 50% do total de todo o país. Apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é classificada pelo governo federal como epidemia. O último cenário de epidemia identificado
no país, em 2016, segundo o Ministério da Saúde, teve 857.344 casos da doença entre janeiro e março. “É preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti [mosquito transmissor da doença] para que o número de casos de dengue não continue avançando no país”, destacou o ministério.
casos/100 mil habitantes), Acre (422,8 casos/100 mil habitantes), Mato Grosso do Sul (368,1 casos/100 mil habitantes), Goiás (355,4 casos/100 mil habitantes), Minas Gerais (261,2 casos/100 mil habitantes), Espírito Santo (222,5 casos/100 mil habitantes) e Distrito Federal (116,5 casos/100 mil habitantes).
Estados Alguns estados têm situação mais preocupante, com incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes: Tocantins (602,9
Regiões Ainda de acordo com os dados do ministério, o Sudeste apresenta o maior número de casos prováveis (149.804 casos
ou 65,4 %) em relação ao total do país, seguido pelas regiões Centro-Oeste (40.336 casos ou 17,6 %); Norte (15.183 casos ou 6,6 %); Nordeste (17.137 casos ou 7,5 %); e Sul (6.604 casos ou 2,9 %). O Centro-Oeste e o Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência de dengue, com 250,8 casos/100 mil habitantes e 170,8 casos/100 mil habitantes, respectivamente. Zika Até 2 de março deste ano, houve ainda 2.062
casos de zika, com incidência de 1 caso/100 mil habitantes. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 1.908 casos prováveis. Entre os estados com maior número de casos estão Tocantins (47 casos/100 mil habitantes) e Acre (9,5 casos/100 mil habitantes). Ainda não foram registrados óbitos por zika no Brasil. Chikungunya Até 16 de março de 2019, foram identificados 12.942 casos de
chikungunya no Brasil, com uma incidência de 6,2 casos/100 mil habitantes. Em 2018, foram 23.484 casos – uma redução de 44%. As maiores incidências ocorreram no Rio de Janeiro (39,4 casos/100 mil habitantes), Tocantins (22,5 casos/100 mil habitantes), Pará (18,9 casos/100 mil habitantes) e Acre (8,6 casos/100 mil habitantes). Em 2019, ainda não foram confirmados óbitos pela doença. No mesmo período de 2018, foram confirmadas nove mortes.
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GERAL
A busca por soluções no aeroporto de Jaguaruna E
nquanto tenta conserto, RDL busca mudança de regras para desobrigar a exigência de caminhão Mais um dia sem caminhão de bombeiros no Aeroporto Regional Sul em Jaguaruna ontem. A equipe de manutenção trabalhou durante toda a tarde. “Eles conseguiram consertar duas bombas do caminhão, mas deu problema em uma terceira, a que lida com o vácuo”, explica o diretor comercial da RDL Aeroportos, André Constanzo. Com isso, a operação segue parcial no aeroporto. “A Azul continua a partida às 6h05min”, confirma o diretor. A Latam mantém a suspensão dia a dia e vem transferindo seus passageiros para Florianópolis e Porto Alegre. “Quem orienta isso é a própria empresa aérea. Sabemos que eles estão direcionando, oferecendo alimentação e transporte e remarcando com alguma antecedência”, observa. A Latam foi provocada a estudar a possibilidade de aterrissar e partir de Jaguaruna mesmo sem o caminhão ao dispor. “Eles estavam vendo a possibilidade, mas, até agora, não nos deram retorno”, explica Constanzo. Ou seja, o
diretor não descarta a possibilidade de a Latam voltar a operar com o voo das 15h nesta quarta-feira. “Mas nada confirmado ainda”, detalha. Negociação com o Estado Uma alteração burocrática poderá livrar a RDL Aeroportos de novos contratempos como o atual no aeroporto de Jaguaruna. Foi essa a intenção levada a diretores da Secretaria de Estado da Infraestrutura em audiência ontem, em Florianópolis. “Que-
remos que a obrigatoriedade do caminhão de bombeiros seja removida da lista de exigências feitas pelo Estado às empresas operadoras e aos próprios terminais, em se tratando de aeroportos do nosso porte”, explica Constanzo. Ocorre que a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) desobriga aeroportos que movimentem menos de 200 mil passageiros ao ano de manter caminhões de bombeiros. É o caso de Jaguaruna, que con-
tou com 135 mil usuários em 2018. “A Azul já faz uso desse dispositivo legal e vem operando normalmente conosco, mas a Latam ainda não”, pondera Constanzo. “O que queremos é que o Estado retire essa obrigatoriedade da lista, avalizando a empresa de seguir com segurança a orientação da ANAC”, observa. “Estamos buscando uma saída jurídica. Com o aval da secretaria, poderemos ir à ANAC pe-
dir a retirada desse caminhão. Já aconteceu em outros aeroportos. Trata-se de uma manutenção cara, um equipamento complicado e cheio de variáveis”, relata. Mas, mesmo que venha o aval estadual e federal, a intenção da RDL, no futuro, é manter o caminhão. “Mas não depender da con-
dição dele para poder operar. O próprio Corpo de Bombeiros simpatiza com essa ideia. Porém, nossa prioridade agora é que ele funcione plenamente para depois construir essa nova solução. Queremos que a obrigatoriedade do caminhão deixe de ser critério para funcionamento, ou não, do aeroporto”, conclui.
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Epagri lança nesta sexta-feira aplicativo com informações estratégicas sobre agronegócio A
Epagri lança nesta sexta-feira, 29 de março, em Florianópolis, o aplicativo InfoAgro para smartphones e tablets. O produto coloca na palma da mão de agricultores, tomadores de decisão, jornalistas e cidadãos, informações estratégicas sobre o agronegócio catarinense. É uma revolução na forma de acessar números que antes estavam organizadas em planilhas, tabelas, textos e outros documentos arquivados em computadores de técnicos de instituições estaduais e federais. O projeto foi delineado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e suporte tecnológico do Ciasc. O aplicativo InfoAgro reúne dados anuais de produção vegetal, animal e leiteira, importações e exportações
do setor agropecuário, além de apresentar as ações em políticas públicas e Valor Bruto de Produção (VBP). A aba de preços de produtos é atualizada mensalmente. Em cada aba, um botão “saiba mais” remete a um painel web com informações detalhadas, ilustradas por gráficos que permitem comparações entre valores. Para desenvolver o novo produto, foi preciso antes integrar as bases de dados de órgãos estaduais como Epagri, Cidasc, Ceasa e Secretaria da Agricultura e da Pesca. Também foram adicionados dados de fontes externas, como os de crédito fundiário, gerados pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). Tudo é reunido na plataforma Boa Vista, tecnologia big data desenvolvida pelo Ciasc, que disponibiliza de forma inteligente e rápida grandes volumes de da-
dos. “Com o lançamento do InfoAgro a Epagri mostra que está alinhada com o programa Governo sem Papel, que prioriza geração de informações digitais em substituição às impressas”, argumenta Edilene Steinwandter, presidente da Empresa. O aplicativo customiza para dispositivos móveis as informações disponibilizadas desde o ano passado no Sistema Integrado de Informações da Agropecuária da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina (http://www.infoagro.sc. gov.br). “O aplicativo é mais uma plataforma de governo para comunicação com o cidadão, que desenvolvemos para dar a maior visibilidade possível aos dados que geramos”, esclarece Reney Dorow, gerente da Epagri/Cepa. O aplicativo InfoAgro já está disponível para
download grátis em celulares Android. Na primeira semana de abril ele será disponibilizado, também de forma gratuita, para iOS. Síntese da agricultura Paralelamente ao InfoAgro o Epagri/Cepa lança no evento do dia 29 a Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2017-2018. O documento, publicado anualmente, está na 39ª edição e traz informações dos setores agrícola, pecuário, florestal e aquícola de Santa Catarina. Apresenta análises do desempenho produtivo e mercadológico das principais cadeias produtivas da agricultura estadual: alho, arroz, banana, cebola, feijão, maçã, milho, soja, tabaco, tomate, trigo, uva e vinho, carne bovina, carne de frango, carne suína, leite, mel, aquicultura e setor florestal. Na Síntese 2017-
2018 os analistas da Epagri/Cepa assinam artigo que faz uma análise dos números de censo agropecuário 2017, destacando as mudanças estruturais da agricultura catarinense num comparativo com levantamentos mais antigos. Entre as principais mudanças observadas, destaque para o envelhecimento e a masculinização dos produtores rurais e uma consistente diminuição
da mão de obra ocupada nos estabelecimentos agropecuários catarinenses. Há também um gradativo decréscimo no número de estabelecimentos agropecuários no Estado. O estudo contatou ainda em Santa Catarina um movimento de modernização tecnológica contínuo e acelerado, tanto nas principais culturas vegetais quanto na produção de animais e de produtos derivados.
INSS altera regras para prova de vida e renovação de senhas
M
udanças foram publicadas hoje no Diário Oficial da União. Novos procedimentos poderão ser feitos por meio eletrônicoResolução do Ministério da Economia publicada nesta terça-feira (26) no Diário Oficial da União altera as regras para prova de vida e renova-
ção de senha de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os procedimentos podem, a partir desta terça-feira, ser executados por meio de atendimento eletrônico (com uso de biometria ou identificação por funcionário da instituição financeira pagadora) ou
por meio de representante legal ou procurador cadastrado no INSS ou na instituição financeira. Beneficiários com idade igual ou superior a 70 anos poderão solicitar a realização de prova de vida no INSS, sem prejuízo da possibilidade de comparecer à instituição financeira pagadora. Para beneficiários com dificuldade de locomoção e idosos acima de 80 anos, poderá ser realizada pesquisa externa, com comparecimento a residência ou local informado no requerimento, para per-
mitir a identificação do titular do benefício e a realização da comprovação de vida. No caso de beneficiários com dificuldades de locomoção, o requerimento para realização de prova de vida por meio de pesquisa externa deverá ser efetuado pelo interessado, perante uma agência da previdência social, com comprovação via atestado médico ou declaração emitida por uma unidade de saúde. Os serviços deverão ser previamente agendados por meio da Central 135 ou do Meu INSS.
O INSS poderá bloquear o pagamento do benefício encaminhado às instituições financeiras até que o beneficiário atenda à convocação. “A prova de vida e o desbloqueio de crédito realizado perante a rede bancária será realizada de forma imediata, mediante identificação do titular, procurador ou representante legal”, informou o órgão. Entenda Desde 2012, segurados do INSS devem comprovar que estão vivos para manter o be-
nefício ativo. O procedimento é obrigatório para todos que recebem pagamentos por meio de conta-corrente, conta poupança ou cartão magnético e tem por objetivo dar mais segurança ao cidadão e ao Estado, pois evita pagamentos indevidos e fraudes. A rotina é cumprida anualmente pela rede bancária, que determina a data da forma mais adequada à sua gestão – alguns bancos usam a data de aniversário do beneficiário enquanto outros utilizam a data de aniversário do benefício.
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SEGURANÇA
Santa Catarina ganha plataforma integrada de dados da Segurança Pública M
al secretário de Estado da Segurança Pública, o coronel Araújo Gomes ressaltou que, agora, os dados podem ser acessados, visualizados, utilizados e compartilhados por ambas corporações nas suas atividades de investigação ou planejamento do policiamento. “O que nós lançamos hoje é a base sólida de um processo de integração que vai afetar diretamente o trabalho do policial de rua, que conseguirá produzir um documento em menos tempo. O trabalho de gestão também vai ser melhorado e a vida do cidadão, facilitada. A partir de agora, nós vamos para uma nova fase para ampliar essa atuação com novos parceiros. Queremos que essa plataforma seja ponto de sustentação de um novo modelo de segurança pública”, disse o coronel. O delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Koerich, também salientou alguns positivos no que se refere ao trabalho investigativo: “É um avanço. Com as informações colhidas na rua transmitidas imediatamente, há um entendimento que isso trará um avanço para as investigações policiais. Tão logo nós tomemos conhecimento do fato delituoso, vem a possibilidade de a Polícia Civil agir dentro da sua missão constitucional, que é a de proceder com a investigação.” A plataforma INTEGRA foi desenvolvida com o apoio do CIASC (Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina). O presidente da empresa, VEJA A GALERIA Sérgio André Maliceski, DE FOTOS lembrou que a nova plaComandante-geral taforma faz parte de um da Polícia Militar e atu- processo contínuo de ais um importante passo para a completa integração das forças de segurança pública foi dado na manhã desta quarta-feira, 27, em Santa Catarina. Com a presença do governador Carlos Moisés, foi lançada oficialmente a nova plataforma digital para a unificação dos bancos de dados e dos boletins de ocorrências das polícias Militar e Civil. Batizado de INTEGRA, o sistema permite um aumento de produtividade, ao evitar a duplicidade de registros e o consequente retrabalho dos agentes. Do ponto de vista do cidadão, o ganho é em praticidade, já que não será mais necessário fazer vários registros para uma mesma ocorrência. O governador Carlos Moisés destacou que a Segurança Pública já vem alcançando bons resultados, com a queda dos principais índices de criminalidade, como homicídios e roubos, e que a nova plataforma permitirá que os avanços prossigam. “Esse retrabalho das instituições não era producente para o serviço público. Hoje é um dia histórico, em que essas corporações largam a sua vaidade para integrar os trabalhos. O cidadão também ganha, pois temos economia processual. É o resultado de um governo eletrônico”, destacou o governador, ressaltando também que a melhor qualidade dos dados ajudará no planejamento a longo prazo das políticas de segurança.
atualização do Sistema Integrado da Segurança Pública (SISP), que agora passa a ter novo nome. Ainda neste ano, está prevista a integração das outras forças que integram o Colegiado Superior, notadamente o Corpo de Bombeiros Militar e o Instituto Geral de Perícias. Objetivos do projeto :: Padronização dos instrumentos de coleta de dados entre as instituições. O Boletim de Ocorrência integrado agilizará e desburocratizará o registro dos atendimentos policiais, reduzindo significativamente os casos de subnotificação de crimes e evitando deslocamentos desnecessários do cidadão a delegacia, para simples registro de fato já atendido pela Polícia Militar; Integração e vinculação dos registros de atendimentos prestados pelas instituições policiais no Sistema Integrado de Segurança Pública, impedindo duplicidade de registros e retrabalhos. A integra-
ção adotará o conceito de CASO, que corresponderá a um fato ocorrido e indexará todos os eventuais processos que estiverem relacionados com o referido fato (Registro de Ocorrência, Boletim de Ocorrência, Termo Circunstanciado, Inquérito Policial, Laudo Pericial, Mandado de Prisão, Processo Judicial, etc); Definição dos fluxos de informação entre as Instituições da Segurança Pública, de modo que todas as ações no registro deverão ser realizadas por meio do sistema informatizado, eliminando-se os atos documentais externos, desburocratizando e digitalizando processos. Definição de codificação única de fatos comunicados para a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Consolidação do banco de dados unificado no SISP, com acesso integral para PM, PC e MP (qualificando a estatística de segurança pública através da integridade e confiabilidade do banco de dados unificado de
registros policiais). Vantagens para o cidadão Boletim de Ocorrência Unificados, podendo o cidadão registrar seu BO tanto na Delegacia Virtual, em uma Delegacia de Polícia Civil física ou com a Polícia Militar em atendimento de ocorrência; Registros integrados, não havendo a necessidade de deslocamento a delegacia de Polícia Civil quando o registro já foi feito pela Polícia Mili-
tar durante o atendimento da ocorrência; Agilidade na resposta de persecução criminal do Estado, pois, já no atendimento da ocorrência no local dos fatos, a perícia será acionada tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Militar; Desburocratização e eficiência, gerando economia de tempo dos efetivos das polícias Civil e Militar, permitindo focar mais na investigação policial ou nas atividades de polícia preventiva.
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Ladrão cai de forro ao tentar furtar posto de combustíveis em Jaguaruna
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om diversas passagens por furto, um homem de 48 anos foi preso novamente, após tentar furtar um posto de combustíveis na madrugada desta quarta-feira (27), em
Jaguaruna. O estabelecimento está localizado no Balneário Camacho. O criminoso estava escondido no forro da loja de conveniências e caiu, após ser localizado pela Polícia Mi-
litar. Na queda, o acusado ficou ferido na queda e encaminhado inicialmente ao hospital. Em seguida, foi preso e encaminhado para a delegacia de Polícia Civil.