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COVID-19 - Sábado a Terça-feira - 10.10.2020 a 13.10.2020

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SÁBADO A TERÇA-FEIRA, 10 A 13 DE OUTUBRO DE 2020

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COVID-19 Sul-Fluminense, sábado a terça-feira, 10 a 13 de outubro de 2020 - Suplemento especial do Diário do Vale - Não pode ser vendido separadamente

Coronavírus desacelera e casos caem na região Medidas de proteção, no entanto, precisam ser mantidas para conter disseminação do vírus


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Números apontam recuo da pandemia em Volta Redonda Início de outubro registra os indicadores percentuais mais baixos dos últimos quatro meses Gráfico: Diário do Vale

Volta Redonda

A comparação entre os números fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda mostram que desde junho, mesmo com a flexibilização gradual das atividades econômicas na cidade, as quantidades de novos casos confirmados e de óbitos registrados a cada mês têm tendência declinante. O levantamento feito pelo DIÁRIO DO VALE levou em conta as evoluções dos números de novos casos confirmados e de mortes, tanto em quantidade absoluta quanto em percentuais. Casos

No início de julho, o município tinha 1.732 casos confirmados de Covid-19, representando um aumento de 842 casos em relação aos 890 registrados no início de maio. O crescimento percentual foi de 94,61%. No início de agosto, o número de casos confirmados disparou para 3.617, contra os 1.732 de junho, num crescimento de 108,83%. Foram 1.885 casos novos em 30 dias. Na entanto, essa foi a única ocasião, no levantamento, em que um indicador apresentou crescimento na comparação com o mês

Evolução percentual da quantidade de mortos por mês aponta queda em Volta Redonda

anterior. Entre primeiro de agosto e primeiro de setembro, o número de casos teve um crescimento absoluto de 1.536, totalizando 5.153. O crescimento percentual na quantidade de casos confirmados, porém, caiu para 42,47%. Já no primeiro dia outubro, o número de casos confirmados chegou acumulado chegou a 6.183, revelando 1.030 casos no-

vos no período. O crescimento percentual de casos confir mados teve nova queda significativa, indo para 19,99%. Mortes

O comportamento dos percentuais relativos ao crescimento da quantidade de mortes a cada mês indica uma redução constante, desde primeiro de julho. Naquele mês, a quantidade de mortos

chegou a 37, mais do que o acumulado entre março e junho, totalizando 71 óbitos. O aumento foi de 108,82%. Durante o mês de julho, morreram 55 pessoas e o total de mortos em primeiro de agosto chegou a 126. O crescimento percentual na quantidade de mortes chegou a 77,46%. Entre os dias primeiro de agosto e primeiro de setembro, morreram 62

pessoas e o total de mortos chegou a 188. O crescimento percentual voltou a declinar, para 49,21%. O mês de setembro, em termos da evolução dos números, foi o melhor desde julho. O número de mortes foi de 26 (menos da metade do registrado em agosto) e o total chegou a 214. O crescimento percentual do total de mortos despencou para 13,83%.


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Saúde mental e física são desafios para os idosos Mudança brusca na rotina da Terceira Idade preocupa especialistas e familiares Abr

Idosos sofrem com o isolamento social durante a pandemia Antes da pandemia, a ex-bordadeira de Richelieu Dirce de Souza Rodrigues, de 64 anos, ia toda semana dançar no forró do Clube da Terceira Idade. Ela diz que gosta muito de dançar e se manter ativa, por isso também frequenta os passeios, as atividades do clube e ainda as aulas de ginástica cerebral em uma escola especializada em cursos para melhorar as habilidades como concentração,

raciocínio e memória. “Também faço hidroginástica e caminhada, procuro evitar carboidratos, gordura e açúcar, vou aos médicos, sempre meço minha pressão. Acho que estou sabendo administrar minha vida nessa minha idade, estou achando uma etapa maravilhosa, porque eu levo uma vida ativa. Minha expectativa de vida é que, aos 90 anos, eu quero estar bem e lúcida, se Deus quiser

me dar vida e oportunidade de estar nesta terra”, disse Dirce, que é viúva, mãe de um filho e avó de três netos. Assim como Dirce, a aposentada Neusa Pereira de Souza, de 80 anos, diz que a vida mudou muito depois dos 60 anos, mas que ela tenta se manter ativa. -Vou muito na igreja, faço caminhada todo dia de manhã, e o serviço da casa, não paro, vou fazen-

do devagar e acho melhor. A gente tem que ter uma coisa para fazer, se você parar acho que aí fica doente, velho não pode parar não - brinca. Ela disse que, se chegar aos 90 anos, quer estar bem esperta. “Minha mãe morreu com 100 anos, e ela sempre foi esperta, não quero viver 100 anos. Mas, até os 90 anos, acho que vai dar”, acredita a aposentada, que também é viúva, mãe

de dois filhos e avó de três netos. Dirce e Neusa fazem parte dos 28 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, número que representa 13% da população do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o IBGE, esse percentual tende a dobrar nas próximas décadas, segundo a Projeção da População, divulgada em 2018 pelo órgão.


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BM foi a primeira cidade do estado a registrar um caso da nova doença Rodrigo Drable destaca que teve que antecipar ações de combate ao Covid-19 No dia 5 de março, Barra Mansa ganhava o noticiário nacional de uma maneira que poucos gostariam. Era da cidade do Sul Fluminense o primeiro caso confirmado de uma pessoa infectada pelo novo coronavírus no estado do Rio de Janeiro. Era, até então, apenas o oitavo caso da covid-19 registrado no Brasil. Os outros sete pacientes estavam em São Paulo (6) e no Espírito Santo. Pouco mais de 150 dias, o quadro é outro no país e na região. De lá para cá, o prefeito Rodrigo Drable teve de se desdobrar para manter a cidade o mais perto possível do normal, diante de uma doença que assombra o mundo. - Fomos a primeira cidade do Estado a constatar um caso positivo. Isso fez com que antecipássemos ações e nos estruturássemos antecipadamente a outros municípios – disse o prefeito. Rodrigo Drable assumiu a linha de frente do combate ao coronavírus. Abriu um Centro de Tratamento de Covid-19 na Região Leste, ampliou o número de leitos de UTI e inovou com a criação e protocolos e condutas, que depois acabaram replicadas em outras cidades. “Conseguimos equacionar a contaminação, estruturar a rede de saúde sem necessidade de contratações emergenciais”, pontua o prefeito.

Município faz higienização nas ruas para tentar barrar novo coronavírus Rodrigo Drable afirma que acertou nas medidas adotadas. Algumas destas ações implantadas em Barra Mansa, inclusive, foram na contramão do que se era consenso na época. -Recusamos a criação de Hospital de Campanha, e optamos por estruturar

a Antiga UPA da Região Leste, de maneira que teremos legado quando acabar a pandemia - destacou. Exemplosaseremseguidos O prefeito ressaltou ainda outros protocolos no combate e controle da

doença. -Criamos protocolos e condutas específicas na cidade, como é o caso do acompanhamento domiciliar das famílias de contaminados, bem como antecipamos a testagem em massa por seguimentos específicos de maior risco. O modelo de vacina-

ção em DriveThru tornou-se modelo para outras cidades, e alcançamos o maior percentual de êxito do Estado do Rio. O Ministério da Saúde apontou Barra Mansa como a segunda cidade do Estado em eficiência no combate à Covid-19 disse.


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Secretário diz que isolamento foi primordial no controle de casos Pinheiral está tendo queda seguida no número de casos confirmados do novo coronavírus Desde março quando os primeiros casos da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, começaram a ser registrados na região houve de imediato a suspensão das aulas na rede de educação pública e privada. Em seguida outros setores, não essenciais, começaram a interrupção das atividades, dando início ao isolamento social horizontal como forma de prevenção à doença. O secretário de Saúde, Everton da Silva Alvim, destacou que o isolamento e as informações de transmissão e sintomas do vírus divulgadas à população foram primordiais para o controle de contágio do coronavírus no município. – Existem muitos questionamentos quanto ao início do isolamento social, mas acredito que, ainda que alguns digam que foi precipitado, foi algo decisivo para que nós pudéssemos manter o controle do contágio. As medidas

protetivas e a comunicação clara e objetiva foram de suma importância para que a população tivesse conhecimento sobre o que de fato é a Covid-19; a informação é a melhor medida de prevenção contra a doença – disse. Mesmo diante do isolamento muitas pessoas do grupo de risco acabaram se contaminando e não resistiram às complicações da doença. Em Pinheiral muitas vítimas fatais eram idosas, o município registrou 17 mortes por Covid-19, até o último boletim epidemiológico, divulgado na quinta-feira, dia 08. – Temos atualmente 4.437 idosos que são acompanhados pelas Unidades de Saúde da Família, para uma população estimada de 25.156. Os óbitos relatados em Pinheiral seguiram essa mesma linha, a grande maioria das vítimas eram idosas ou tinham alguma doença de base que acarretam um agravamento e pos-

teriormente o óbito, infelizmente – comentou, lamentando pelas mortes. Outro problema foi a ocupação de leitos de UTI na rede pública. Segundo Everton da Silva Alvim, o município não tem leito de CTI, e teve que se adequar providenciando equipamentos de suma importância para receber os pacientes em estado grave. – Por ser uma cidade pequena com recursos muito limitados, Pinheiral não tem leito de CTI, o que o município providenciou, foram leitos de suporte ventilatório pulmonar, para dar estabilidade aos pacientes mais graves enquanto aguardavam a regulação dos leitos de CTI de referência. O município alugou quatro kits de respirador e monitor de parâmetros para ampliar e separar os leitos de Covid-19 – explicou. O secretário mencionou que realizou a testagem da

Covid-19 na população. De acordo com ele, quase 2 mil pessoas, aproximadamente 8% da população, até o momento, foram testadas. A testagem será ampliada agora. – Durante toda a pandemia realizamos o RT-PCR fornecido pelo Estado. Fizemos o teste rápido, inicialmente utilizamos 640 doados pelo Estado, compramos mais 600 testes e agora adquirimos mais 2.000 testes. No total, testamos quase duas mil pessoas, aproximadamente 8% da população, até o momento, mas estamos ampliando a testagem para termos mais segurança nas tomadas de decisão – citou. O secretário mencionou ainda as medidas que adotou. De acordo com Everton, a cidade não teve nenhum momento de colapso nos serviços de saúde diante das retomadas das atividades comerciais, de lazer e religiosas. – As medidas iniciais foram as definições sobre o

funcionamento das atividades gerais para garantir os cuidados, evitar o contágio de forma massiva e orientar a população com relação as ações, como a manutenção apenas do comercio essencial. No primeiro momento, suspensão das aulas, afastamento de profissionais dos grupos de risco, adoção de novos fluxos de atendimento nos serviços de saúde e a criação do Centro de Triagem de Doenças Respiratórias, também fizemos ações de barreira sanitária, desinfecção de pontos de maior aglomeração e distribuição de máscaras reutilizáveis. Com isto conseguimos conter o avanço da doença e aos poucos, e com segurança, começamos as flexibilizações e tem dado resultado, não precisamos retroceder em nenhuma delas, até o momento, e não tivemos nenhum momento de colapso nos serviços de saúde do município – comentou.


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Motoboys ganham impulso com serviços de delivery No auge do fechamento do comércio, entregas dispararam em Volta Redonda Arquivo

No período mais crítico das medidas de isolamento social, os motoboys se tornaram um dos símbolos da pandemia do novo coronavírus. Com restaurantes e estabelecimentos do gênero fechados para o público durante bons meses, o sistema delivery ganhou um impulso jamais visto. O motoboy Matheus Rodrigues, que trabalha há cinco anos com delivery, disse que no início da pandemia os pedidos pelo aplicativo dispararam, pois as pessoas estavam mais em casa e gastavam mais. Agora, as entregas já diminuíram. - Atualmente o meu faturamento é bem variado: tem dia que eu faço mais entregas e tem dia que diminui. Como eu trabalho com entrega de comida, acredito que as pessoas estão optando por cozinhar em casa para segurar mais o dinheiro, pois reduziram as entregas atualmente. Como recebo por diária mais a taxa de entrega, tenho sentido uma redução no faturamento – lamentou. Quem também percebeu uma redução nos pedidos por aplicativo foi o motoboy José Augusto Florentino Junior, que trabalha no ramo de entregas de refeições recebendo a diária mais a taxa por corrida. - Trabalho há alguns anos no setor de delivery e há 2 anos estou no ramo de entregas de refeições como almoço e janta. E tenho percebido que as pessoas preferem pedir mais lanches e pizzas em vez de refeições, que elas mesmas podem preparar em casa.

O sistema de delivery ganhou um impulso jamais visto Com isso, o meu faturamento diminuiu. Em “épocas boas” como no início da pandemia, os pedidos dispararam e deu para faturar bastante. Consegui receber o suficiente para sobreviver. Mas atualmente o meu faturamento caiu em 50%, não sei se aumentou a concorrência, mas as entregas diminuíram – destacou. Já o motoboy Renan da Silva Lopes, que trabalha

com entregas desde 2008, tem uma opinião diferente. De acordo com ele, no início da pandemia e quando o comércio ainda estava fechado, houve uma melhora expressiva no seu faturamento. Mesmo com a abertura do comércio, ele diz que continua bem. - No meu caso, o meu faturamento no início da pandemia aumentou em 70% e agora com a abertura do comércio as entre-

gas ainda continuam bem. Na hamburgueria onde trabalho, a demanda de entregadores aumentou na pandemia, onde chegou a ter 12 motoboys e agora está com oito. Atualmente, trabalho em dois locais recebendo diária e mais taxas, com isso quanto mais entregas faço mais taxa eu recebo. Em minha opinião a pandemia foi um bom período para faturar, além de acreditar que

a concorrência não influenciou no lucro, Tudo agora vai depender de cada setor – opinou. Segundo Renan, a vantagem de trabalhar como motoboy é a autonomia. Por outro lado, a desvantagem da profissão é o risco de se envolver em acidentes e assaltos. “Acredito que o que está faltando é uma cooperativa ou sindicato que represente a categoria”, lembrou.


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Higienização de alimentos e objetos precisam continuar Coordenador da Cruz Vermelha diz que ainda não é o momento de deixar cuidados de lado Assim como acontece com o uso de máscaras, o isolamento ou o distanciamento, a prevenção ao novo coronavírus tem forte apelo na higienização. A limpeza constante das mãos, alimentos e objetos é algo que ser constante e neste momento não é hora para relaxar com esse processo. O alerta vem do médico Carlos Gustavo Medeiros, coordenador da Cruz Vermelha de Barra Mansa. A orientação do profissional surge no momento em que se observam diversas reclamações sobre pessoas desrespeitando as medidas de segurança sanitárias, o que coloca em risco, princi-

palmente a vida dos que fazem parte do grupo de risco para a Covid-19. De acordo com Medeiros, ele prevê que a região esteja entrando em um processo de imunização coletiva. Isso, de acordo com o médico, faz com que o vírus não consiga circular, contribuindo para que haja uma queda na taxa de contaminação. No entanto, alerta que ainda é necessário manter o cuidado. - Essa imunização coletiva acaba dando uma sensação de que o problema está resolvido, que já se pode relaxar com os cuidados, com higienização, mas é aí que temos que pensar

coletivamente no grupo de risco, uma vez que ele ainda per manece com uma condição de pacientes que podem evoluir para a gravidade. Neste grupo, incluímos os idosos, os hipertensos, imunodeprimidos e diabéticos. São pessoas que não têm outra opção a não ser aguardar a vacina, cuja previsão mais otimista é para o final do ano. Nós temos que manter os cuidados para que a taxa de transmissão do vírus nesses outros 50% continue baixa e para que eles não levem isso pra dentro de casa, vindo a contaminar os mais vulneráveis – explicou o médico.

Orientação é limpar cada item comprado na rua De acordo com orientações da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), assim que os alimentos ou objetos como chaves, óculos, celulares, entre outros, chegam em casa, é importante fazer a higienização de cada item. Especificamente com relação ao alimento, se for embalado, deve-se fazer a lavagem com água e sabão ou desinfecção com álcool a 70%, o que já é considerado suficiente. Em relação a verduras, legumes e frutas, o uso de água sanitária é recomendado, na proporção de uma colher de sopa para cada litro de água. A orientação é para que os mergulhe nesta mistura por 15 minutos e em seguida os enxague em água corrente e limpa. Já no caso de comidas prontas, deve-se escolher um local

Cuidado redobrado na hora de guardar os alimentos que chegam da rua para tirá-las da embalagem, que precisa ser logo descartada, e o lugar higienizado. De acordo com a Fiocruz, esses cuidados são impor-

tantes porque as embalagens e os produtos em geral foram manuseados por outras pessoas antes de serem adquiridos.

Cuidados redobrados com a higienização A dona de casa Camila Fernandes, de 35 anos, é mãe de quatro meninas e mora no mesmo prédio que os pais, que são idosos e do grupo de risco, por serem ainda hipertensos. Embora no começo da pandemia pelo novo coronavírus ela tenha sido muito rigorosa com a higienização das compras e de todos os produtos que chegavam às casas, ela reconhece que nos últimos dias acabou dando uma “relaxada”. - É muito desgastante ir ao supermercado, fazer a compra do mês para a minha casa e dos meus pais e depois ter que lavar e passar álcool em todos os alimentos antes de guardá-los. No começo, eu lavava até as sacolas plásticas, as frutas e legumes, mas de um tempo pra cá estava só passando álcool 70%, meio que por cima. No último final de semana voltei a ter mais cuidados. O número de casos e de mortes está aumentando de forma assustadora e a gente não sabe de onde o vírus está surgindo, ele é invisível, e realmente todo cuidado é pouco – disse a dona de casa. A pensionista Elisa Martins de Oliveira, de 57 anos, mora e cuida de três tios que são idosos e todos pertencen-

tes ao grupo de risco. Conforme conta, desde o início da pandemia ela vem tomando todos os cuidados para protegê-los contra o novo coronavírus e uma das medidas tem sido a higienização de tudo que chega da rua. Responsável em fazer as compras de supermercados, açougue, hortifruti e ir à farmácia, ela explica que seu maior medo é de que o vírus contamine um deles. - Eu acabo pecando pelo excesso, mas sei que estou fazendo de tudo para evitar que sejam contaminados. Eles têm 75, 83 e 92 anos e todos são hipertensos, além de outros problemas de saúde, não podem correr risco. Quando faço a compra de mês vou ao supermercado de luvas e touca e limpo toda a compra no quintal, com ajuda do meu filho, antes de guardar. Como tenho que sair sempre para ir ao banco, pagar contar, ir à farmácia, entre outros lugares, quando retorno já tiro a roupa no quintal, coloco de molho e limpo o calçado com água sanitária. É uma rotina cansativa, mas, pior do que isso é saber que algum deles pode ficar doente se eu relaxar nesses cuidados – ressaltou Elisa.


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