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TODOS

DIÁRIO DE PETRÓPOLIS - 57 anos

domingo, 18 de setembro de 2011

Perfil Por Andréa Lopes

Psicóloga Andréa Lopes Psicóloga - CRP: 05/17653 

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Os irritados

xistem pessoas que estão sempre irritadas. Levam uma vida acelerada com pensamentos a mil por hora e a paciência foge delas, ou melhor, não consegue nem chegar perto. Com isso, se aborrecem com qualquer coisa, até mesmo com a calma dos outros. Cada um tem sua maneira particular de levar a vida, tendo todo direito de agir da forma que desejar. Mas, ultrapassar os limites e desrespeitar as outras pessoas já é falta de educação. Os irritados são nervosos e impulsivos, pois como tudo tem que ser muito rápido, acordando com a personalidade deles, o imediatismo predomina. Parar para pensar e analisar atitudes nem passa pela cabeça deles. Os irritados são também intolerantes e críticos. O sangue ferve rápido por dentro, jorrando palavras impensadas como dardos afiados para acertar o alvo: o outro. Com isso tendem à solidão, porque ninguém quer ficar perto de alguém assim. Amizades então... serão bem difíceis de se consolidar. Mas, por que será que os irritados são tão irritados? O que os leva a agir assim? Fica fácil colocar a culpa na vida corrida, no trabalho, no mundo, porém a razão está não fora, mas, dentro, no mundo interior desses nossos amigos tão nervosos. Na verdade, ser irritado, pavio-curto, esquentado, traduz uma situação de fuga de uma realidade que pode ser tratada com bom senso, calma e cordialidade. Sendo áspero, consegue limitar, amedrontar e desenvolve uma falsa sensação de poder. A necessidade de ter poder é comum em quem esconde um grande complexo de inferioridade. O verdadeiro poder emerge naturalmente, nos que nascem líderes, nos que têm talento e não precisam se impor. E aí está mais um ponto interessante nos irritados: a inveja. Por não serem o que gostariam de ser, ficam nervosos e atacam principalmente os que são alguma coisa. Mesquinhez, preconceito, stress, intolerância, egoísmo, impaciência, ansiedade... tudo isso está presente nos irritados. É um verdadeiro fardo de sentimentos ruins que só o deteriora. É como um vício em uma droga que destrói a própria pessoa e reflete contaminando quem está por perto. Fora a solidão, amargura e uma série de sentimentos hostis, também há os resultados físicos. Dor de cabeça, gastrite, pressão alta e até infartos são comuns. A irritação, em todo o seu contexto, não permite uma evolução adequada nem física, nem psicológica, nem espiritual. A polarização negativa consome energia e não atrai boas situações de paz e crescimento. Desta forma, sinceramente, é melhor que nos afastemos dos irritados. Tudo que se torna parte de nossa personalidade define nossa mente. Temos que tomar cuidado com os alimentos que provemos ao nosso sistema nervoso, pois uma alimentação ruim regada à irritação se distribui por todo nosso organismo, englobando o físico, o emocional e o espiritual, acabando por se cristalizar. E sair desse “vício” será bem difícil. E também, ninguém progride afundado em sintonia negativa como a irritação, pena que os irritados não têm consciência disso. Andréa Cristina Lopes Garcia é graduada em Psicologia com Formação, Bacharelado e Licenciatura pela UCP; pós-graduada em Filosofia pelas Faculdades Integradas de Jacarepaguá; Formada em Webjornalismo pela Faculdade Tobias Barreto MTB: 31.572-RJ Escreva para: andrealopes@diariodepetropolis.com.br

O que estou lendo

Por Andréa Lopes

Alessandra Levy Empresária

“Cem Anos de Solidão” Gabriel García Marques Editora Record

Publicado em 1967, a incrível e triste história dos Buendía - a “estirpe de solitários” para a qual não seria dada “uma segunda oportunidade sobre a Terra” - é a obra-prima do escritor colombiano, nascido em 1928 e vencedor do Nobel de Literatura de 1982.

Renan Souza Campos

“Dias melhores sempre virão”

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enan Campos é petropolitano. Estudou no Instituto Carlos Alberto Werneck e é aluno concluinte do curso de Direito da Universidade Católica de Petrópolis (UCP). Trabalha como professor na Fundação da Vara da Infância e Juventude. Além de excelente aluno e educador, Renan é coordenador da Juventude Solidária do Clube da Solidariedade (Rádio Imperial). Nosso jovem amigo sempre foi ligado a ações sociais em Petrópolis. Com a preocupação voltada também para o meio ambiente e para a chamada “economia verde”, está se preparando para auxiliar na coordenação de um dos mais importantes eventos da década, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a “Rio+20”, em junho de 2012. Baseados em seu presente afortunado, no qual o altruísmo está sempre presente, podemos prever um futuro certo de vitórias e conquistas para Renan. E hoje, vamos conhecer um pouco mais sobre ele.

Nome: Renan Sousa Campos Aniversário: 07/05/1989 Profissão: professor Opção religiosa: católico Estilo: idealista Time: Vasco da Gama Perfume: “Ferrari Black” Presente que gosta de ganhar: poder levantar todos os dias e agradecer a Deus por outro lindo dia. Prato preferido: pizza Para beber: água. Base para todas as outras. Para manter a forma: natação O que deixa você feliz: ajudar a quem precisa Um livro: “O Despertar de Uma Nova Consciência”, de Eckhart Toole. Uma música: “Vamos todos cantar de coração, a Cruz de Malta é o meu pendão (...)” Um filme: “Homens de Honra” Um lugar: minha casa Lazer preferido: viajar Um ator ou atriz: Tom Hanks/Claudia Rodrigues Uma pessoa que admira: meu pai Amigos são: meu chão Academia Brasileria de poesia CASA DE RAUL DE LEONI Silogeu Petropolitano, Praça da Liberdade, 247, Petrópolis, RJ Acadêmica Christiane Michelin Cadeira 35 Patrono: Raul de Leoni

É sempre bom lembrar O baiano Camillo de Jesus Lima, nascido em 8 de setembro de 1912, como ocorria com muitos estudantes de sua época, simpatizava com as idéias comunistas. Tal qual seu tio-avô , Plínio de Lima, que abraçara a causa da igualdade entre os homens com o abolicionismo, Camillo defendia uma sociedade mais justa. Com o golpe militar de 1964, acabou sendo preso. Camillo era redator d’O Jornal de Conquista, e morava em Macarani, quando foi levado para Vitória da Conquista. Poeta sensível, pena refinada, amante inveterado, gostava de declamar , no presídio, poemas dedicados às suas mulheres. Liberto, lança em 1973 O Livro de Miriam, dedicado à sua esposa, obra que, naquele ano, em visita à sua Caetité natal, doa à Biblioteca Pública. Lá revê amigos pela última vez. Em 1975 o poeta morre em um suspeito atropelamento. Viola Quebrada – Camillo de Jesus Lima Da viola pra muié É pequena a deferença. Ancê óia, escuta e pensa. Eu juro, esta fala é franca: A viola tem cabelo Nas dez corda qui ela tem. Tale quale uma muié, Ela tem braço também E tem cintura e tem anca. A viola faz chorá E chora a hora qui qué. Tale quale uma muié, Derrete toda na mão Da pessoa qui qué bem. Só inziste duas cousa Qui ela tem e muié não: É qui a viola de pinho Tem alma e tem coração…

Um dia perfeito: todos os dias Filosofia de vida: “seja a mudança que você quer ver no mundo!” O importante na vida é: ser feliz! O que mudaria em você: a curiosidade O amor é: equilíbrio A palavra mais bonita: perseverança O que já fez por amor: de tudo, sempre. Um momento inesquecível: quando ouvi de um dos meus alunos: “Gostaria que o senhor fosse meu pai” Um desejo: a humanidade sem fome e sem pobreza. Sua característica marcante: a boa vontade Virtude que admira: a honestidade A quem desejaria paz: a todos a quem ela ainda não chegou Uma mensagem para alguém: o meu agradecimento a todos aqueles que me fazem crer que eu tenho algo de bom e a você que mesmo sem me conhecer está lendo um pouco sobre mim. Você por você: uma pessoa que nunca deixa de acreditar que dias melhores sempre virão. Contato: renan-scampos@uol.com.br No Bolso Um dos autores que foi lançado no formato libro de bolso durante a Bienal do Rio, pela livraria Saraiva, junto com a Nova Fronteira, foi o poeta Fernando pessoa, com sua caricatura assinada pelo cartunista Loredano, ilustrando a capa. Fazendo companhia a Pessoa, mais 39 nomes de peso, dentre os quais, Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Jane Austin e Shakespeare. A partir de outubro, mais 15 títulos. Vale dizer que os livros e os preços cabem direitinho no bolso – custam entre r$ 9,90 e 22,90.

Oficina e Palestra O confrade Sylvio Adalberto participa da 3ª Semana Verde de Nogueira, que acontece até o dia 25, apresentandi a oficina A Natureza Sob o Prisma Fotográfico, no dia 20, das 10h às 11h. Na véspera, ministrará a palestra O Mundo Animnal da Mata Atlântica, no dia 19, das 15h às 16h. Todas as oficinas e palestras acontecem no Centro Cultural Estação de Nogueira.

Exposição A partir de 20 de setembro, de terça a sexta-feira, das 11h às 18h, a Casa de Cláudio de Souza abrigará a exposição “O olhar feminino na literatura de Cláudio de Souza”. No dia 23, por sua vez, acontece, no mesmo espaço,às 18h30, a palestra Cláudio de Souza e a Revista Feminina, que será proferida pela professora Sandra Lúcia Lima, com entrada franca. Tanto a exposição quanto a palestra fazem parte da programação Amo Petrópolis que, no dia 21, reunirá uma série de atrações de cunho artístico na Praça D. Pedro. Vale conferi!

Para refletir “Poema branco Saudade que nunca escrevi Porque as almas não precisam ler Porque as almas foram feitas para o amor” Fernando Magno – Acadêmico Emérito

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