Skip to main content

Edição 961

Page 1

Diário da Cuesta ANO III

Nº 961 TERÇA-FEIRA, 05 DE DEZEMBRO DE 2023

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

Acompanhe as edições anteriores em: www.diariodacuesta.com.br

Brasília: Capital do Futuro!!! Brasília é homenageada pelo GOOGLE com os famosos traços de Oscar Niemeyer. Com esses traços criativos e definitivos do nosso Arquiteto, o presidente Juscelino Kubitschek inaugurava – no coração do Brasil! -, em 22/04/1960, a CAPITAL DA ESPERANÇA!

OSCAR NIEMEYER: O ARQUITETO !!! NASCEU EM 15/12/1907, NO RIO DE

JANEIRO FALECEU EM 5 /12/2012, NO RIO DE JANEIRO Na sociedade do após guerra, a palavra de ordem era a reconstrução, a modernidade, a ousadia nos empreendimentos. Novas concepções de espaço e novas posturas arquitetônicas: a Pampulha, em BH e o Ibirapuera, em SP, eram o sinal de geniais profissionais (Burle Marx e Oscar Niemayer) do que seriam os anos 60 com a construção da Nova Capital - BRASÍLIA! PÁGINA 3

CATEDRAL ILUMINADA !!! (Foto: Descubra Botucatu)

(Foto: Tribuna de Botucatu)

Milhares de botucatuenses presenciaram o acendimento das luzes do NATAL ENCANTAO no Largo da Catedral:

Sucesso! Encantamento!

Com a presença do Papai Noel e a apresentação especial da Banda Sinfônica de Botucatu, formada por 48 músicos, tendo como Maestro Titular, Franklin Ramos.


2

Diário da Cuesta

O NATAL NO FOLCLORE NACIONAL ELDA MOSCOGLIATO

Uma das mais, senão a mais completa obra sobre o folclore nacional é o grande legado que o Brasil herdou de Alceu Maynard Araújo, e nosso familiarmente muito querido “botucatuense de Piracicaba”, que aqui viveu, diplomou-se professor-normalista e foi após, por este País afora, devassar-lhe todos os quadrantes, conviver com a gente simples dos sertões sem-fim, estudando-lhes as crenças, os usos e os costumes tradicionalmente ricos de ingênua crendice, de deliciosas usanças de onde ressalta a índole sentimental e amorável de uma das mais originais e complexas etnias americanas. Em seu livro “Cultura Popular Brasileira” considerado clássico no gênero, Alceu Maynard Araújo pesquisou, estudou e coligiu fatos e coisas sobre o Natal, nos vários setores regionais do País. E nos deixou páginas de leitura saborosa e sedutora. O Natal, no-lo diz, é a principal festa do solstício do Verão. É, como o sabemos, festa importada e universalizada. Festa importada no Brasil colonial, trouxeram-na os jesuítas catequisadores, que para melhor fazê-la compreendida, dramatizaram-na entre os índios, tornando-se por isso, os precursores no nosso teatro nacional. O Natal integrou-se ao folclore nacional pela grande contribuição afro-portuguesa. Muito embora alicerçado no sentimento religioso, de vasto sabor ecumênico, tem manifestações típicas originais que falam mais a um sentido paganizante do que propriamente religioso. Em todo o Brasil, três coisas se evidenciam nas celebrações natalinas: o presépio, as danças e as músicas populares. No Norte, no Nordeste e interior baiano, o povo se extravasa de uma forma quase profana pelas ruidosas manifestações que perdem muitas vezes, o sentido religioso. São as “folias de reis”. De 24 de Dezembro até 6 de Janeiro ou 2 de Fevereiro, os sítios e cidades são percorridos por bandos de músicos populares que saem cantando à noite, louvando o Deus-Menino e os Santos Reis Magos. Uma das canções nitidamente populares é graciosa na sua poesia : O galo canta, nasceu Jesus O mundo inteiro encheu-se de luz

Acordai quem está dormindo Levantai quem está acordado, Na sua porta parado. O galo canta, nasceu Jesus O mundo inteiro, encheu-se de luz. A par das “folias de reis” há sempre o peditório de prendas, em favor da festa. Esses peditórios são secundados por danças que assim homenageiam o Deus-Menino. Em geral se desenvolvem frente aos presépios. No interior de Pernambuco e demais região açucareira, ainda subsistem as Pastorinhas, um tipo de rancho popular que, vestidas a caráter, saúdam nas ruas o Deus-Menino. É muito comum em tais ranchos engajarem- se figuras grotescas de palhaços, viva reminiscência de folclore europeu, em seus trajes vermelhos, chapéus cônicos e relho nas mãos. É a figura de Satanás dentro do lirismo natalino. A cantoria monótona de cantochão popular, ressalta mais os Reis Magos, a Estrela de Belém, secundarizando a Anunciação e o Nascimento do Menino. O presépio, nos sertões longínquos, é armado em forma de simples “lapinha” rudimentar tábua retangular cujos cantos são unidos ao alto por fio de arame, e revestidos de papel prateado enfeitado por flores artificiais. No seu interior é colocada a imagenzinha do Deus-Menino. O Sul do País empresta às festas do Natal, mais acentuada religiosidade. Os presépios aqui são armados com as figuras tradicionais : Deus-Menino na manjedoura ladeado por São José e Maria. Ao alto, o Anjo anunciando o “Glória in excelsis. . .”. O presépio-caipira assim folcloricamente chamado, compõe-se de vinte e tantas figurinhas onde se destacam os pastores. Há sempre um, com a ovelhinha ao ombro e outro, tocando o rude pífano. Os Reis Magos são, no geral, colocados posteriormente, em 6 de Janeiro. Essa é a clássica figuração fiel do Evangelho. Em Minas, os presépios são mecanizados, com características propriamente regionais. Neles aparecem os remanescentes de um estágio de vida rural: o monjolo, alçapremas, pilões, carros de bois. Seja, porém, de caráter popular ou profundamente místico-religioso, o Natal é, na universalidade de sua mensagem celeste a festa máxima na vida dos povos e das nações.

EXPEDIENTE

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

WEBJORNALISMO DIÁRIO

Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


3

Diário da Cuesta

Brasília: Capital do Futuro!!!

Brasília é homenageada pelo GOOGLE com os famosos traços de Oscar Niemeyer. Com esses traços criativos e definitivos do nosso Arquiteto, o presidente Juscelino Kubitschek inaugurava – no coração do Brasil! -, em 22/04/1960, a CAPITAL DA ESPERANÇA!

em 15 de dezembro de 1907, com o brasileiríssimo nome de Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho.

Vamos dar um tempo... Vamos dar um tempo... Tempo para refletir em cima da frase, divulgada através do Dihitt, pelo blogueiro Aristides (TIDE MONTEIRO BLOGGER). Ela vem da sabedoria de nosso maior arquiteto – construtor de cidades e realizador de sonhos! – OSCAR NIEMEYER. Que para ser bem brasileiro, nasceu

Vamos deixar de falar da política e dos políticos, lembrando o que disse Niemeyer! É claro que ele está certo. E é plenamente justificável que ele esteja com essa sensação de que derrubaram sujeira em sua obra de arte... Mas, exatamente por isso e em sua homenagem, vamos rever algumas fotos de Brasília e de Niemeyer:

Novo tempo... Já idealizando um novo tempo, onde sua criação magistral – Brasília! – será utilizada como a grande capital moderna e planejada para o futuro e para os novos tempos da bonança. Deixamos nosso recado: O Brasil apóia e espera que nos traga novos tempos... Brasília - a CAPITAL DA ESPERANÇA! - com a sua CHANCELA, com seu “lacre de qualidade” para a polí�ca brasileira!


4

Diário da Cuesta

Momentos Felizes RELÓGIO

Sentado em um sofá, por uma réstia de sol ele olhava várias vezes para o relógio no alto da parede; a suavidade do seu movimentar era tão preciso como precisas eram as horas dessa tarde final de outono. O sol atrás das espessas nuvens antecipa como serão as tardes cinzentas do inverno. No seu tempo escolar tinha curiosidade em saber como funcionava um relógio. Não demorou muito um prolixo professor ensinou a todos alunos tratar-se de um objeto mecânico, movido por molas, rodas dentadas, ponteiros, algarismos romanos ou arábicos que, se bem tratado, recebendo dosagens certas de cordas irá trabalhando, cumprindo sua missão, dando tempo a alguns e fustigando os retardatários. Se lhes faltar o alimento da corda, simplesmente entra no silêncio absoluto. Prosseguindo nas explicações o diligente professor acrescentou ainda que a história dos relógios pode ser encontrada nas clepsidras e ampulhetas, (estas, visíveis até hoje nas telas dos computadores) e do relógio de Sol, relógios de pêndulo, relógios elétricos, relógios de cristal de quartzo, relógios de pulso, relógio-calendário, relógio astronômico e relógio atômico, cada um com suas características e finalidades próprias. Explicação clara, explicação entendida. A percepção da passagem do tempo varia de pessoa para pessoa. Se está nas filas do cotidiano as horas duram uma eternidade, entretanto, horas passadas junto das pessoas que amamos, se transformam em minutos. Freqüentadores das cadeiras odontológicas conhecem bem a passagem do tempo e o peso das horas. Nos sítios e fazendas, o homem do campo moderno usa relógios de pulso, mas já houve tempo em que os peões e campeiros confiavam mais no galo cantador e sabiam avaliar a hora certa para acordar, trabalhar e se recolher. O relógio marcou nossas vidas desde o momento da primeira visão da luz e a partir daí nos acompanha, registrando em seus segundos, seus minutos e suas horas o passar do tempo. Marcou as horas felizes dos aniversários, dos batizados, dos casamentos, dos amores e das desilusões; marcou também as horas angustiantes nos corredores dos hospitais, nas ante-salas

Roque Roberto Pires de Carvalho

de cirurgias, a hora certa da alta hospitalar e a hora final, a hora do sol poente da própria vida. Nesta trajetória, olhamos para o relógio especialmente para saber o tempo necessário para ir de um lugar a outro, se há tempo de sobra ou se chegaremos atrasados ao encontro marcado. Homens e mulheres conhecem bem o significado quando o relógio marca 18 horas de mais um dia; trata-se do fim das tarefas e de mais uma jornada de trabalho, a hora de retornar ao lar, à família. É a hora do “Ângelus”, hora sagrada de agradecer a Deus pela concessão de mais um dia dizendo todos: Obrigado Senhor! - É nesta hora também que muitas pessoas precisam acertar os ponteiros... em face aos desencontros... Ainda olhando para o relógio, objeto medidor de intervalos de tempo, todos porém, marcando a vida e o tempo. De propósito deixou para o final falar do relógio do coração, relógio das emoções, dos abraços, das saudades e relógio do adeus... Nas estações de embarques os corações se comprimem e pulsam mais acelerados e todos que olham para o relógio contam os minutos faltantes, sentem um vazio em sua volta, sentem a dor da separação das pessoas queridas e, em especial, quando se trata da separação dos filhos e filhas; mesmo que essa separação seja por alguns dias... sempre será uma separação... Para o relógio do coração e sua manutenção no tique-taque equilibrado, bastam apenas um sorriso, uma recordação, um alô... um dizer de saudades... um reencontro... e para os relógios mecânicos bastam pilhas e encordoamentos novos. Sem muita convicção, esperamos que o relógio da vida não pare..., não pare para ninguém...


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Edição 961 by diariodacuesta - Issuu