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Edição 922

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Diário da Cuesta ANO III

Nº 922

SEXTA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO DE 2023

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

Acompanhe as edições anteriores em: www.diariodacuesta.com.br

20 DE OUTUBRO

Dia do Poeta Obrigado a você poeta, que nos empresta teus sentimentos em forma de versos, despertando assim, em cada um de nós o que sequer imaginávamos ser capazes de sentir.

EU VOU PRA BOTUCATU

O saudoso Príncipe dos Poetas Brasileiros, PAULO BOMFIM, fez a POESIA DE BOTUCATU! É registro histórico e caminho para o futuro! Na foto, na capital paulista, visita histórica à Biblioteca Municipal "Poeta Paulo Bomfim"

Leia na página 4 a poesia ËU VOU PRA BOTUCATU”

O GIGANTE DEITADO (ilustração de Vinício Aloise ao pé do Gigante, as Três Pedras)


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Diário da Cuesta

ARTIGO

" Quebra-cabeça " JOSÉ MARIA BENEDITO LEONEL

Vi meu neto montando um quebra-cabeça. Ele brincava feliz e sozinho. Tadinho, um dia ele vai entendê que o quebracabeça mais complicado da vida é a vida. Vejo por mim Quantas vezes na minha vida o óbvio não foi o óbvio, o evidente fez-se incerto, o lógico foi ilógico. Quantas vezes refiz conclusões, mudei certezas? Quantas vezes quis entender os desenhos do quebracabeça do destino e não entendi? Quantas vezes tentei encaixar os pedacinhos certos no desenho e deram errado? Quantas vezes inverti o jeito, mudei de lado, parei, ponderei e não adiantô nada? Quantas vezes perguntei porquê olhando pro vazio, pro nada? E o que fui aprendendo a fazê no quebra-cabeça da vida? Aprendi que a resignação é santa e aquieta o coração. Aprendi a cultivar a paciência porque é ela e o aboio do

peão quem conduz a boiada e não o grito do vaqueiro e o estalo do reio de guarda. Aprendi a evitar o definitivo, a abandonar o derradeiro, a desprezar o parecer conclusivo. Aprendi que só perdi o que nunca foi meu, que as coisas mudam, passam, acabam. O neto continua brincando, entretido com as pecinhas. Lembro meu pai dizendo: "na vida tenha cuidado com coisinhas; ela, a vida é cheia de caprichos e de suspiros". Custei pra entendê, mas hoje, no balanço do já vivido, arrisco dizê que harmonizá as coisinhas do convívio humano é o quebra-cabeça mais complicado da vida. E o que são as coisinhas? São as coisinhas, ora bolas. Eu sei é você sabe. Simples assim.

EXPEDIENTE

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

WEBJORNALISMO DIÁRIO

Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


Diário da Cuesta

"Fascinação"

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"Os sonhos mais lindos, sonhei" Elis Regina MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA

Então descobri que não eram sonhos, e não eram tão românticos como na letra de Fascinação, mas cheios de aventura. "Pegar carona no rabo de um cometa" e cair no planeta do Pequeno Príncipe. Acordar com o focinho molhado nos cheirando e os olhos meigos de brilho dourado da raposa ruiva, perguntando: Quem é você? Eu respondi, ainda sonolenta: vim daquele planeta azul e apontava com o dedo para uma bola azul brilhante no céu onde a Lua parecia um queijo cheio de buracos, balançando pequenina ao lado da Terra. Um velho com grandes bigodes brancos pegou um binóculo e indagando-me com seus olhinhos azuis curiosos - aquele ali, perto das Três Marias? Aí o cinturão de fótons como uma grande passarela onde muitas estrelas desfilavam orgulhosas desviou sua atenção. Ficou ali olhando encantado, até que uma chuva de meteoros caiu sobre nós, corremos nos esconder na Caverna onde Ursa Maior dormia seu sono semestral. Ela nem acordou com a nossa entrada barulhenta, apenas virou-se e continuou a roncar como um trovão. Pé ante pé fomos indo em direção a uma luz e tropeçamos nas raízes da roseira que crescia e florescia. Abrindo suas pétalas aveludadas, a rosa espreguiçou-se e sorriu para nós dizendo :- Olá! Levantamo-nos do tombo e respondemos,- corríamos da chuva de meteoros para nos esconder na Caverna, e quase acordamos a Ursa Maior. Desculpe-nos por tropeçar nas suas raízes. Ela balançou sua corola vermelha, dizendo - não foi nada, acontece o tempo todo. Sacudímos nossas roupas, mas ficamos molhados do orvalho do seu perfume delicioso. Foi quando uma abelha voou sobre suas pétalas. Vinha colher o néctar. No bater ininterrupto de suas pequenas asas formou um vendaval que nos trouxe até o lago de mel, onde morangos debruçavam-se molhando sua polpa adoçando e nos oferecendo para provar. Agradecemos e comemos deliciados. Libélulas logo chegaram ali perto para nos pegar para o voo de retorno. Entramos dentro do arco-íris e pousamos alegres perto do pote do tesouro. Morreu a estória, nasceu a vitória


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Diário da Cuesta

REVISTA PEABIRU, Nº 27 -MARÇO/ABRIL DE 2009


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Diário da Cuesta

Esporte em Destaque

Vinícius Alves

A volatilidade e o imediatismo do futebol brasileiro Resultados negativos na última Data Fifa foram suficientes para encerrar a lua de mel entre torcida brasileira com o técnico da seleção

Chegamos ao final de mais uma Data Fifa. E com ela, a preocupação e a desconfiança com os rumos da seleção brasileira tem aumentado entre os torcedores. O empate contra a Venezuela e a derrota para o Uruguai fizeram com que a empolgação do início do trabalho de Fernando Diniz logo fosse trocada pela insatisfação e sentimento da necessidade de definição do sucessor de Tite frente ao time brasileiro. Mas, além das críticas ao atual interino, o torcedor deve enxergar o momento vivido pelos atletas que compõe o elenco nacional. É nítido que o Brasil vive uma entressafra de jogadores. Os que são convocados, apesar de atuarem em grandes clubes, em sua maioria, não são a referência de suas equipes. Além disso, o mais talentoso jogador da atual geração já não vive há tempos seus melhores dias como atleta. Antes inquestionável, Neymar enfrenta frequentemente problemas com lesões, aparente dificuldade em estar em forma, além de ter se transferido para um clube que disputa um campeonato de nível muito abaixo daqueles que estava acostumado a disputar.

Dessa forma, diante todos esses fatores, acaba fazendo sentido o mal momento vivido pelo futebol brasileiro. Mas, mesmo diante dessas dificuldades, o imediatismo por uma melhora na disputa dos jogos, não trará resultados tão diferentes na prática. O aumento de 32 para 48 seleções participantes no próximo Mundial tornou as eliminatórias sul-americanas uma mera formalidade, já que dos 10 países que a disputam, os seis primeiros se classificam diretamente e o sétimo ainda tem chance de garantir sua vaga via repescagem. É praticamente impossível imaginar o Brasil ficar em uma posição que não o credencie para a disputa de uma Copa do Mundo. Dessa forma, as eliminatórias devem ser encaradas como uma série de jogos onde o comandante do plantel brasileiro tentará implantar sua filosofia e estilo de jogo, ainda mais com a seleção tendo uma mudança tão grande entre o estilo de futebol praticado por Tite para o jogo pregado por Fernando Diniz. Em um mundo ideal, o treinador da seleção brasileira teria tempo e liberdade para transmitir suas ideias, dando sua cara ao time. Porém, como o futebol brasileiro é movido por bons resultados, talvez esse cenário não seja possível diante da alta cobrança imposta pela mídia e pelos sempre insatisfeitos torcedores.


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