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Edição 72

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Diário da Cuesta

ano I Nº 72

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

SEGUNDA-FEIRA, 01 de fevereiro de 2021

CONVENTO SANTA GEMA GALGANI, DAS IRMÃS SERVAS DO SENHOR, EM GRAVE MOMENTO DE SAÚDE PÚBLICA São 11 freiras contaminadas das 21 freiras das Servas do Senhor. Sendo que a irmã Luiza Conceição Ferreira, de 87 anos, está em estado grave na UTI do Hospital das Clínicas, e outras quatro precisaram de atendimento no Pronto Socorro Municipal, com sintomas da Covid. A Prefeitura Municipal de Botucatu informou que está fazendo isolamento no local entre as freiras que estão contaminadas e aquelas que testaram negativo, e dando toda assistência necessária.

ACORDA CIDADÃO! Defenda a sua comunidade! DIGA NÃO AO FECHAMENTO IRRACIONAL!!!

Interior se mobiliza para voltar à vida! Cidades da região como Lençois Paulista e Ourinhos já seguem Bauru, Marília flexibilizará as restrições ao comércio. É questão de sobrevivência. E o fechamento durante o ano de 2020 NÃO evitou a crise e nem agora a nova onda da Covid.

HOSPITAL ESTADUAL DE BOTUCATU ESTÁ PRATICAMENTE FECHADO DESDE NOVEMBRO


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Diário da Cuesta

Servas do Senhor espaços para outras cidades e estados. “Somos Servas do Senhor porque queremos servir a Deus na pessoa do pobre e sofredor, necessitando de socorro humano e espiritual. Como Maria, queremos passar pelo mundo silenciosamente fazendo o bem”. Além de Botucatu (Convento Servas do Senhor, Casa Mãe do Instituto e Vila dos Meninos Sagrada Família, ou-

tras administrações da Congregação: duas em São Paulo (Escritório Geral e atividades junto à residência episcopal – Bairro da Luz); Pastoral Paroquial – Itatinga; Lar do Idoso – Bebedouro; Pastoral da Saúde e Ministério da Visitação – Uberaba/MG; Catequese e Evangelização – Trapiche/Macaé/RJ; e Atividades na Residência Episcopal em Roma/Itália.

A Congregação Servas do Senhor tem Dom Frei Henrique Golland Trindade, OFM como fundador, auxiliado por sua irmã biológica, Henriqueta Golland Trindade, religiosa da Divina Providência de Munster. Em 15 de setembro de de 1952, após retiro espiritual a um grupo de jovens. Com o passar do tempo, a Congregação foi ampliando seus Que a Embaúba é uma árvore típica do cimo da Cuesta de Botucatu? Pois é, a Embaúba que também é conhecida por Umbaúba, Ambaíba, Ambaúba, Imbaúva ou Imbaúba, é árvore da família das Moráceas (cecropia palmata); é árvore de tronco indiviso. Embaubal é o bosque de embaúbas. Também é chamada de árvore-dos-macacos ou árvore-da-preguiça ou torém. O antigo traçado férreo da Sorocabana passava por Vitória (Vitoriana), Lageado e...Embaúba... Sim, Embaúba é uma pequena Vila pertencente a Botucatu que até hoje é procurada pelos amantes da pesca por ser um local ideal e piscoso. Hoje, o descuido e o desrespeito à natureza reduziu muito o número de Embaúbas em nossa região, mas podem ser encontradas na Cuesta e em vários pontos verdes de nossa cidade.

EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU WEBJORNALISMO DIÁRIO

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


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Diário da Cuesta

FAZENDA SÃO BENTO

ARTIGO

Zona rural de Vitoriana, administrada por Alexandre Scarpelini. Década 20/30 – Era Cristã. DOMINGOS SCARPELINI

ram apreensivos, naturalmente. No dia seguinte, reunidos os pais dos pequenos estudantes na sede da fazenda para alguma providência, compareceu um caboclo chamado “Juca”, bom violeiro, que tomara conhecimento do ocorrido e queria também dar explicação. Perguntou ele o porque daquela correria dos meninos. Teria ele, involuntariamente, dado causa à mesma? É que, disse ele ao “seu” Alexandre: quem estava “tocando”viola e cantando era eu mesmo. Indagado o motivo de estar tocando viola naquele local e àquela hora, respondeu: “Para que eu possa ser um grande, verdadeiro exímio violeiro, tenho que “treinar”, pelo menos uma vez por semana, em Cemitério. E com isso tenho obtido bom resultado. Mas, me “discurpi” ”seu” Alexandre...” Daqueles meninos, eu também fazia parte...”

ali eram sepultadas crianças sem o necessário batismo, que viravam “almas penadas”. Ao passarem pelo lugar, costumavam os alunos darem-se as mãos uns aos outros e, em passos apressados, passarem pelo local. Em determinado dia, ao final da década de 20, ao anoitecer (o trem sempre tinha atrasos), ao retornarem da escola e ao passarem perto da figueira, foram surpreendidos, partindo dela um som estridente de viola, acompanhada da voz de um cantor de “moda” sertaneja. Ao escutarem tal música e cantoria, houve uma desabalada correria daqueles pequenos estudantes, que esbaforidos, ao chegarem a seus lares contaram tudo aos pais, que fica-

Eram seis alunos que, diariamente, deixavam suas casas para frequentar aulas do curso primário no Grupo Escolar “Conde de Serra Negra”, em Vitoriana. Faziam o seguinte percurso: Fazenda e Turma 2 ( de conservação do ramal ferroviário Vitoriana – 13 de Maio - Araquá – Porto Martins, hoje extinto). O primeiro percurso, sempre a pé, na distância de aproximadamente quatro quilômetros, passava-se ao largo de uma frondosa “figueira brava” e onde, debaixo da sua copa, segundo costume da época, eram enterradas”, entre duas telhas paulistas, os nati-mortos e até recém-nascidos mortos. Portanto, segundo crença, o lugar era mal assombrado, pois

VOCÊ SABIA?

Que teria sido brasileiro o famoso herói inglês que marcou presença na Primeira Grande Guerra Mundial? Teria sido botucatuense esse herói? Teria nascido na Cuesta de Botucatu esse herói que encantou gerações com sua bravura e idealismo? A Revista Peabiru apresentou minucioso estudo sobre a trajetória desse herói mundial. Na história ou na “lenda” de Lawrence da Arábia, temos como berço natal do herói a Cuesta de Botucatu, mais precisamente, a Fazenda do Conde de Serra Negra, localizada em Vitoriana. Verdade ou lenda ?!? Segredo guardado ou sonho “botucudo” surgido antes da virada do século passado?!? Mas fica – com certeza! – a imagem positiva e heroica de Lawrence da Arábia: um brasileiro nascido na CUESTA DE BOTUCATU.

Praça do Bosque (Botucatu)

você sabia? Que teria sido brasileiro o famoso herói inglês que marcou presença na Primeira Grande Guerra Mundial? Teria sido botucatuense esse herói? Teria nascido na Cuesta de Botucatu esse herói que encantou gerações com sua bravura e idealismo? A Revista Peabiru apresentou minucioso estudo sobre a trajetória desse herói mundial. Na história ou na “lenda” de Lawrence da Arábia, temos como berço natal do herói a Cuesta de Botucatu, mais precisamente, a Fazenda do Conde de Serra Negra, localizada Vitoriana. em Verdade ou lenda ?!? Segredo guardado ou sonho “botucudo” surgido antes virada do século passado?!? da Mas fica – com certeza! – a imagem positiva e heroica Lawrence da Arábia: um de brasileiro nascido na CUESTA DE BOTUCATU.

Fittipaldi foi o primeiro brasileiro a se tornar campeão mundial de Fórmula 1. Foi bicampeão em 1972 e 1974, campeão (Fórmula Indy), em 1989 da CART e bicampeão das 500 milhas de Indianápolis em 1989 e 1993! Leia “Clã Fittipaldi: uma família que tem carros de corrida e motor nas veias” - Página 4

Felipe Massa & O Tsunami do Azar...

Felipe Massa e o grande Pentacampeão da Fórmula 1, Schumaker, no Vale do Sol. PÁGINA 2

Fotos: Rodrigo Scalla

INI – Na pági– DINUCCI & PARD RO DE BOTUCATU família PARDINI com Botucatu. ORES DO FUTU da OS CONSTRUT profundas raízes ico que traz as em uma na 3, leia o histór sua folha mãe que busca da”) um pingo d’água “Cuesta Rasga tica através de na quarta página Uma viagem fantás Cuesta de Botucatu... (leia da Embaúba no cume

AS LOJAS DO COMÉRCIO ENFEI TAM SUAS VITRINES PARA O NATAL !

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GRANDE CAMPEÃO DA F 1 - foi o primeiro/abriu o caminho!!! Emerson

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EMERSON FITTIPALDI

BOTUCATU DANIA EM o de 2020 ano I Nº 31 de dezembr E E DA CIDA TERÇA-F EIRA 15

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QUARTA-FEI RA 09 de dezembro de 2020

Concha Acústic

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ue a sua reePardini conseg ipal de O prefeito Mário à Prefeitura Munic i leição (2020/2024) início da campanha, Pardin o Botucatu. Desde na preferência do eleitorado vinha despontando vo da SABESP, teve destaExecuti frente 35 mubotucatuense. dade positiva à capaci sua enfren i que por to, Pardin te seu manda tu nicípios. Duran ram em Botuca ções que ocorre tou as inunda os generalizados pontes e estrag com queda de tar a pandemia teve que enfren o anhou e, em sequência, acomp tu ... Ufa... Botuca do vírus chinês equipe capacitada frente de uma OU a sua conseu trabalho à Municipais, RENOV e, nas Eleições O ELEITO ! fiança! ELE É

ano I Nº 26

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Diário da Cuesta

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RAUL TORRES é um orgulho para Botucatu. Faz parte do TRIO DA MÚSICA RAIZ: ANGELINO DE OLIVEIRA, RAUL TORRES E SERRINHA. Praticament e região a CAPITAL DA MÚSICA e, fazendo de Botucatu CAIPIRA ou MÚSICA RAIZ! Com estátua na Praça do Bosque, Raul Torres tem resgatado o seu OUTRO LADO MUSICAL: do SAMBA RURAL ou SAMBA DO INTERIOR. O original e excelente TRIO GATO COM FOME, resgata com muito brilho dez sambas de Raul Torres, no álbum EM BUSCA DOS SAMBAS DE RAUL TORRES. Botucatu não poderia ficar desconhecendo esse lado musical de Raul Torres e com o também. Ver matéria completa qual fez muito sucesso, na página 2

Amanhã, 15 de novembro, é dia de Eleição Municipal e é, também, feriado da Proclamação da República. Em Botucatu são 321 seções eleitorais no Município de Botucatu e são 101.025 eleitores. O Chefe do Cartório Eleitoral da Comarca de Botucatu, Igor Ignácio, destacou algumas recomendações para o dia de amanhã: o horário de votação tem 1 hora a mais, começa h. e vai até as 17h., sendo às 7 que os eleitores com mais de 60 anos terão preferência nas 3 primeiras horas. Essa preferência é por todo o dia das eleições. res doentes, deficientes Eleitoou grávidas também terão preferência. Será seguido o Protocolo to social e o uso de álcool de Segurança, com distanciamengel obrigatórios em todas além do uso de máscara. O TRE recomenda que cada as seções, portador de sua própria eleitor seja caneta para assinatura e até para teclar os números na urna. Recomenda também que o leitor leve cumento com foto. doO TSE lembra que o voto é obrigatório. Só não é para os analfabetos, os maiores de 70 anos e nem obrigatório para os maiores de 16 e menores de 18 anos. Quem não puder votar deverá justificar no mesmo eleição, podendo fazê-lo dia da pelo aplicativo e-Título, tendo também 60 dias para fazer a sua justificativa.

Diário da Cuesta

Nº 06 SEGUNDA-FEIRA de 2020 16 de novembro

VOCÊ!

SÁBADO DOMINGO 14/15 de novembro de 2020

ODERNO COMO

E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

RAUL TORRES E O SAMBA RURAL

Nº 05

a Diário da Cuest

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE

iário da Cuesta

Diário da Cuesta

EMBAÚBA

JORNALISMO MODERNO


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Diário da Cuesta

GERAÇÕES DA CIDADANIA BOTUCATUENSE

HOMENS QUE FIZERAM BOTUCATU!

PETRARCA BACCHI

O MATARAZZO DE BOTUCATU A presença de Petrarca Bacchi na história de Botucatu representa a participação dos pioneiros da industrialização – os italianos – na formação de nosso município com destaque perante todo o Estado de São Paulo, no início do Século XX. O 1º Ciclo Industrial de Botucatu teve como seu maior expoente, o Sr. Petrarca Bacchi, iniciando-se no último decênio do século retrasado (1890) e vindo até a crise econômica de 1929/30, que arruinou, em todo o Brasil, muitas industrias e estragou muitas cidades. Hernâni Donato, em seu “Achegas para a História de Botucatu”, retrata bem a atuação dos imigrantes no processo de industrialização de Botucatu. No “Achegas”, os nomes dos pioneiros imigrantes que se encarregaram de abrir, no início do século, o caminho: Petrarca Bacchi, Virgínio Lunardi, Aleixo Varoli, Atílio Losi, Pedro Delmanto, Pedro Stefanini, Antonio Michelucci, Adeodato Faconti, João Pescatori, Felipe di Santis, Serafim Blasi, Eugênio Monteferrante, Ângelo Milanesi, João Spencieri e Palleóge Guimarães. A importância do 1º Ciclo Industrial de Botucatu é medida pela grandiosa presença do complexo industrial de Petrarca Bacchi. Em outra realidade sócio-econômica a nível nacional e de uma Botucatu ainda provinciana, as Industrias Bacchi abrangiam: cerveja, fábrica de gelo, sabão, serraria, máquina de beneficiar café e cereais, massas alimentícias, fiação de algodão e fábrica de chapéus. O número de empregados chegou a 400. Para completar a visão do quadro de então e da “visão” daquele dinâmico e ousado imigrante, basta dizer que construiu uma Usina Hidroelétrica para “alimentar” as suas industrias, chegando a fornecer eletricidade à cidade de Botucatu. Da mesma forma que a Matarazzo e a Votorantim, Petrarca Bacchi procurava ser auto suficiente em energia elétrica, o que mostrava que era um empresário moderno e avançado para a sua época. Dizem os “arquivos vivos” de Botucatu que o Conde Matarazzo quando em viagem pelo interior inspecionando suas unidades fabris, parava em Botucatu para reencontrar seus compatriotas. Esse reencontro sempre acontecia sob os auspícios do nosso grande “comandante” de então, o ilustre Petrarca Bacchi. A 1º de março de 1940, falecia em São Paulo o Sr. Petrarca Bacchi, onde se encontrava em tratamento no Sanatório “Esperança”, consternando toda a cidade de Botucatu. Na ocasião, nas colunas do “Correio de Botucatu”, o Sr. Deodoro Pinheiro dava o seu

relato: “A o chegar aí, de madrugada, quando o automóvel que me conduzia da gare fronteou o conjunto das Industrias Bacchi, confrangeou-se-me o coração, meu pensamento evocou a figura amiga e dinâmica de Petrarca Bacchi, o vigoroso bandeirante da grande indústria botucatuense. Bacchi deixou um vácuo impreenchível. Viveu décadas voltado ao afã de construir a prosperidade de minha terra natal. Os lucros que seu trabalho inteligentemente coordenado ia verificando, não os estagnava em um banco ou no “pé-de-meia”, aplicava-o sempre sucessivamente no incremento de novas e promissoras industrias até culminar a invejável altitude que hoje ostentam as suas dinâmicas realizações acumuladas com pertinácia e visão esclarecida. Era o Matarazzo de Botucatu”. Também por ocasião dessa grande perda, a “Folha de Botucatu”, de 1º de março de 1940, então sob a batuta de Pedro Chiaradia, relatava o infausto acontecimento através de movimentação ocorrida na cidade, as manifestações de pesar vindas de São Paulo, de todo o interior, e das famílias botucatuenses, culminando com a missa de corpo presente, realizada na Catedral por S. Exa.Revdma. Dom Frei Maria de Sant’Anna, então Bispo Diocesano. Os dados biográficos compilados por Pedretti Neto, na ocasião, dão bem um retrato de Petrarca Bacchi”: “Dados Biográficos: Petrarca Bacchi nasceu em Brescello, província de Reggio Emília/Itália, em 13 de Novembro de 1817. Era filho de Domingos Bacchi e de d. Maria Sommi Bacchi.

Em 1896, sob as ordens do general Baratieri fez a campanha da Abíssinia. Em 1898, veio para o Brasil passando a residir na cidade de Sorocaba. Nesse mesmo ano transferiu-se para Botucatu. Em 1901 contraiu núpcias com d. Maria Petry, já falecida. Desse consórcio teve os seguintes filhos: Domingos Bacchi, casado com d. Onelia Dromani; Sidraco, casado com d. Teodomira Pampado; Hermínio, casado com d. Ida Milanesi; dr. Jacob, casado com d. Maria Dromani; dr.Américo e Anita. Em segunda núpcias, casou-se com d. Elvira Grazini e deste casamento são suas filhas as menores Mariana e Marina. O sr. Petrarca Bacchi iniciou suas industrias com um moinho de fubá no local denominado hoje de Salgueiro, isto é, no começo da rua Amando de Barros; transferiu-se depois para o moinho do Russo, hoje de propriedade do sr. Adriano Ribeiro. Em 1909, localizou-se na Avenida Floriano Peixoto, primeiramente com uma máquina de arroz. É esta a modesta origem do grande parque industrial. Da máquina de arroz o sr. Petrarca Bacchi instala um pastifício, depois serraria, máquina de algodão, a Usina Hidroelétrica e, finalmente, uma fábrica de chapéus. Cerca de 400 operários trabalham nas industrias Bacchi. As origens da Família Bacchi remontam-se à Idade Média. De estirpe nobre, originária de Modena, os antepassados do sr. Petrarca Bacchi foram exclusivamente homens de armas. Vários deles participaram da Batalha de Beoca, contra os mouros, no dia de Santo André. No ano de 1022 passaram a pertencer a Ordem dos Cavaleiros, instituída pelo rei Roberto, o Devoto. Foram defensores da fé cristã e as duas maçãs cruzadas, do brasão heráldico, são da Batalha de Beoca. O sr. Petrarca Bacchi naturalizou-se brasileiro.” Essa a homenagem que a “Folha de Botucatu” procura trazer a esse grande construtor do progresso e do desenvolvimento de Botucatu. Petrarca Bacchi representa para nós, que estamos vivenciando o dinamismo de nosso 3º Ciclo Industrial, a certeza de que existe um passado na história de Botucatu tão grande quanto o presente e que é preciso preservá-lo, trazendo às novas gerações o exemplo de nossos grandes vultos do passado como a mostrar que para a construção de um povo e de uma Nação é indispensável homens de fibra e de idealismo como Petrarca Bacchi e os pioneiros da industrialização em Botucatu. (AMD)


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