Diário da Cuesta NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU ANO II Nº 566 QUARTA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2022
Irmãs Savini: Campeãs nos Três Tambores!
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VÂNIA NUNES NOGUEIRA É APROVADA EM CONCURSO DE LIVRE-DOCENTE
A Professora Assistente Doutora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Botucatu da Faculdade de Medicina da Unesp, campus de Botucatu (FMB/UNESP), Vânia dos Santos Nunes Nogueira, foi aprovada no concurso público para obtenção do título de livre-docente em Endocrinologia e Metabologia, na disciplina Saúde Baseada em Evidências. As provas didática e escrita, bem como o julgamento do memorial aconteceram na quinta-feira, 4 de agosto. Nesta sexta-feira, 5, A candidata defendeu (4/8) a tese “Efetividade das estratégias de atenção nutricional na Atenção Básica para indivíduos com Diabetes Mellitus e/ou Hipertensão Arterial: Revisão Sistemática e Meta-Análise”. O estudo aponta que a estratégia nutricional na Atenção Básica melhorou o controle glicêmico por meio da hemoglobina glicada e nos indivíduos hipertensos melhorou a hipertensão arterial diastólica. A banca examinadora foi composta pela Professora Titular Célia Regina Nogueira de Camargo (FMB-UNESP), Professora Associada Gláucia Maria Ferreira da Silva Mazeto (FMB-UNESP), Professora Titular Margaret de Castro (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP), Professor Titular Airton Tetelbom Stein (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA) e Professor Associado Magnus Régios Dias da Silva (Escola Paulista de Medicina – UNIFESP).
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Irmãs Savini: Campeãs nos Três Tambores ! Desde o início de suas carreiras as irmãs Ana Laura Savini Gomes e Ana Carolina Savini Gomes, competidoras na Prova dos Três Tambores, tem reunido diversos títulos em pista. Vitoriosas classificações em rodeios de destaque. Ambas foram Campeãs no Rodeio de Piracicaba, nas categorias Feminina e Mirim respectivamente, mais uma vez elevando o nome de Botucatu ao mais alto do pódio, com as éguas Fit e Noa, sendo que Ana Paula competiu com 91 cavaleiras... Treinadas por Kaynam, tem tido um desempenho positivo no disputado mundo dos rodeios. Com participação e vitória na Semifinal da consagrada Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos chegou, na grande final no Barretão 2022, em sexto lugar com mais de 160 competidoras. A amazona Ana Laura deixa seu nome inscrito no esporte equestre e já tem um currículo vasto na modalidade: Campeã do Congresso Brasileiro do Quarto de Milha 2018, Campeã Nacional do Quarto de Milha 2018, Campeã Copa dos Campeões do Quarto de Milha.
EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
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“Conexões perdidas” MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA
Hoje minha mãe faria 102 anos,Yolanda, a minha Yôyô. A primeira filha da minha mãe nasceu morta, problemas no parto com fórceps, instrumento que se usava antigamente para ajudar nos partos difíceis. E ela foi chamada Maria. Quando eu nasci, meus pais estavam escolhendo meu nome e tinham algumas idéias a respeito. Consta que Cecília era um dos possíveis nomes. Mas venceu a sugestão da minha irmã que em seus dois anos, pensando ter ganho uma boneca viva, sugeriu no seu “tatibitate”:- “Maia de Ude”. E fui registrada como Maria de Lourdes. Com os anos a minha semelhança com minha Tia Lourdes, irmã da minha mãe foi se tornando visível, a ponto de eu pensar interiormente: -“será que não sou filha dela?” Minha mãe gostava de bonecas, mas daquelas quebradas, sem pernas, cuja cabeça tinha sido arrancada, sem cabelos. Ela gostava de restaurá-las. Quando íamos a São Paulo, ia andar pelas lojas do Brás, tentar achar as peças para fazer a restauração. Tínhamos em casa um boneco de celofane que tinha sido brinquedo dela e das minhas tias, uma relíquia familiar, e estava nesse estado, todo quebrado. Ela o restaurou e serviu-nos de brinquedo em nossa infância. Costurou roupinhas, tricotou sapatinhos de bebê. Nossas brincadeiras eram com ele, o Paulinho, o nome que dei ao meu boneco, e a Cecília, uma boneca linda que tinha cabelo castanho e tranças, franjinha, e dava passinhos. Era o sonho de qualquer menininha da nossa idade. Depois um dia meu pai apareceu com uma caixa que nos presenteou. Ela continha o nosso primeiro cachorrinho, que denominamos Pitoco. O nome era por conta daquela poesia, que cada vez que ouvíamos o Aparecido Alves declamar no programa infantil da nossa Rádio Emissora, nos fazia chorar.
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Mais tarde ganhamos uma tartaruga, a Pituca, que vivia perdida no quintal da nossa casa no meio dos vasos de flores da minha mãe e algo parecido com uma horta do meu pai, com temperos, ervas, pés de couve, tomate, alecrim, boldo do Chile. Pituca mastigava uma folha de alface, pedaços de tomate, naquela sua lentidão. E se escondia dentro de da casinha quando Pitoco a assustava com suas brincadeiras. Meus avós vinham de Avaré, passar alguns dias conosco. Passavam horas contando as estórias da família, ficávamos algum tempo ouvindo, sentados á mesa da cozinha coberta com a toalha quadriculada marinho e branca, onde ficavam alguns farelos de pão. Vovó Angelina contando os casos, enquanto passava a mão na toalha a sua frente, fazendo as pregas na toalha, vício da sua profissão de costureira. Vovô Gijo, sentado à seu lado, de braços cruzados, olhos entrecerrados, ouvia tudo quietinho, e só respondia quando ela de tempos em tempos lhe perguntava: “não é mesmo, Gijo??” Escutávamos quietinhas, as estórias da família, filho por filho e suas famílias. Mas o favo de mel da Vovó Nenê ( apelido da Vovó Angelina) eram as estórias sobre o Tio Carlos, seu bebê, e fruto das suas maiores preocupações, pois ele trabalhava na VASP em São Paulo. Minha mãe era uma filha e mãe muito amorosa. Estava sempre preocupada com todos, querendo sempre ajudar. Estávamos envolvidos nessa aura de ternura e amor profundo. E de certa forma tentávamos retribuir. Ela partiu num dia 29 de agosto, três dias depois do seu aniversário, que fizemos questão de comemorar com um almoço muito alegre e gostoso em família.
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NO PONTO CERTO Nando Cury
Prefere bem passada, mal passada, ou no ponto? Tem um ponto certo pra todos os gostos. Pensando em melhor sabor, qual é o ponto certo para se colher uma fruta no pé? O pão só fica gostoso se a massa ficar no ponto. Pão, de qualquer tipo, tem volume no ponto padrão. Duvido. Lembro de um aviso numa hamburgueria da Vila Madalena: “Prezado cliente, não nos responsabilizamos pelo tamanho exato do pão que vem do nosso fornecedor.” Cada ponto de costura, do crochê, do tricô deve ser precisamente padrão, se não for desaponta a trama, desmancha o gorro, desfia o cachecol. Associando trabalho e lazer, é viável levar uma vida bem dosada, assim por dizer, nem 8, nem oitenta? Tipo “Nem luxo nem lixo”, como ensina Rita Lee. No ponto certo? Acertar o ponto não é fácil não. Para uns quarenta e três o ponto certo deveria ser aqui, para outros quinze o ideal seria a sessenta metros à frente. Para outros trezentos o ponto aconteceria a trinta
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metros atrás. Alguns metros fazem ou não fazem toda a diferença? Depende do tipo de ponto. Para um ponto de ônibus, ponto de taxi ou de estação de Metrô talvez favoreça alguns, desfavoreça outros. Concordar ou discordar com um assunto está associado à ótica que se olha. Ou de onde se unifica a origem do ponto. Será que isto é possível? Acho, há algum tempo, que ponto de interrogação (?) deveria estar plantado no começo da frase. E quanto ao ponto de exclamação (!), penso que é desnecessário, polui o texto. Mas, estes são apenas os meus pontos de vista. Quando precisamos decidir, não bastam os pontos cardeais, todos nós precisamos de outros pontos de referência. Nos contrapontos cotidianos, conseguimos perceber e tangenciar ricos pontos de encontro nas conversas com amigos, colegas, familiares … E neste ponto nevrálgico da crônica você pode pensar que o autor ensaia um ponto de fuga de tão pontuado tema. Não entrego os pontos ainda. Permita-me pegar num ponto de apoio. O que existe entre a lida e a folga? O ponto facultativo. Dormir no ponto a estas alturas do campeonato é entregar o título. Olha lá, cuidado, a água do café atingiu o ponto de ebulição. Posso acrescentar mais um ponto? Agora já foi: ponto final.