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Edição 408

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Diário da Cuesta NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

ano II Nº 408

SEGUNDA-FEIRA, 28 de FEVEREIRO de 2022

PAPA BENTO XVI RENUNCIOU AO PONTIFICADO DA IGREJA CATÓLICA EM 28 DE FEVEREIRO DE 2013. Bento XVI, nascido Joseph Aloisius Ratzinger, é Papa Emérito e Romano Pon�fice Emérito da Igreja Católica. Foi Papa da Igreja Católica e Bispo de Roma de 19 de abril de 2005 a 28 de fevereiro de 2013, quando oficializou sua abdicação, sendo o primeiro a fazer isso desde o Papa GregórioXII. Desde sua renúncia é Bispo Emérito da Diocese de Roma.

“Siamo tutti oriundi” A primeira expedição de italiano para o Espírito Santo foi batizada com o sobrenome do seu idealizador, Pietro Tabacchi (Foto: Reprodução/ Vitória News)

Leia artigo da Maria De Lourdes Camilo Souza sobre a importância da Imigração Italiana para o Brasil, com a comemoração do DIA DO IMIGRANTE ITALIANO (21/2). Página 3


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Diário da Cuesta

ARTIGO

A verdade e o amor Dom Filippo Santoro

A atenção à verdade e à razão em Bento XVI está intimamente ligada ao tema do amor que constituiu o conteúdo da sua primeira encíclica “Deus Caritas est”. Na homilia na Catedral de Regensburg, a 12 de setembro de 2006, o Santo Padre havia dito: “O ágape, o amor, é autenticamente a síntese da Lei e dos Profetas. Nele tudo está envolvido; todavia, é um tudo que na vida quotidiana deve ser desenvolvido sempre de novo”. Na homilia da missa inaugural da V Conferência de Aparecida, a 13 de maio, na Esplanada do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, o Papa Bento XVI afirmou: “É o amor que dá a vida, por isso a Igreja é convidada a difundir no mundo a caridade de Cristo, para que os homens e os povos tenham vida e a tenham em abundância. A Igreja deve ser discípula e missionária deste amor. Enquanto discípula é capaz de deixar-se sempre atrair com renovado desejo por Deus que nos amou e nos ama primeiro”. O anúncio da Igreja comporta uma cultura feita de uma razão ampliada, mas, sobretudo, feita de amor. A encíclica “Deus Caritas Est” apresenta a cultura do dom de si e da gratuidade colocando no mundo do cálculo e do mercado um elemento novo: o dom de si comovido e gratuito. Dilatar o amor por meio da gratuidade e o dom de si, além de qualquer cálculo. A fé no Senhor ressuscitado oferece ao mundo de hoje esta contribuição substancial que desde o início caracterizou a vida da Igreja católica por meio de obras que atualizavam o amor de Cristo para com os sofredores, os pobres, os abandonados. Ganha assim pleno valor a “opção preferencial pelos pobres” que Bento XVI identifica na sua raiz como

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“implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com sua pobreza” (cf. 2Cor 8,9)” Texto amplamente retomado na Conferência de Aparecida. Viver esta experiência é possível porque alguém nos amou primeiro, e determinou na nossa vida um coração novo, um horizonte novo, uma esperança nova. Cristo ilumina e enriquece a experiência humana. Sendo discípula do Senhor e fixando a presença de Cristo, bom samaritano, a Igreja se torna Samaritana dos nossos tempos, edificando uma cultura da gratuidade e do ágape. “Viver o amor e, deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo: tal é o convite que vos queria deixar com a presente Encíclica”(DCE 39).

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


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ARTIGO

“Siamo tutti oriundi” 21/02 - Dia do Imigrante italiano Maria De Lourdes Camilo Souza

Aliou-se duas situações precárias; na Itália: com vários reinos e revoltas, viviam grave crise político econômica social nos idos de 1800 e 1900, e no Brasil após a libertação dos escravos, pela Princesa Isabel, havia a necessidade de mão de obra nas fazendas. Foi então que os primeiros imigrantes, deixaram sua amada pátria, suas terras, e vieram tentar a vida em um país novo, em busca de vida melhor. Partiram no navio La Sofia, do porto de Gênova, numa expedição denominada Tabacchi comandada por Pietro Tabacchi. Trazia pouco mais de 380 famílias da região do Trentino, região que na época pertencia ao reino austro húngaro. E foi assim que os primeiros imigrantes italianos atracaram em Vitória no Espírito Santo, no dia 21/02/1874. Grande parte deles eram lavradores. Muitos deles foram levados para as plantações de café de Santa Cruz, naquele estado. Outros foram para Santa Catarina. O Brasil tem o maior número de imigrantes italianos. A partir daí foram chegando e se instalando em várias regiões do nosso país. Trouxeram sua cultura, suas tradições, culinária, artes. Como forma de homenagear o maior movimento imigratório ocorrido em nosso país foi criada esta data, pelo senador Gerson Camatta do Espírito Santo através da lei 11.687 2008 que estabelecia a data de 21 de fevereiro como Dia do Imigrante Italiano. Foi então que por sua coragem e por seu sonho, seu trabalho, e consequente miscigenação com o nosso povo contribuíram para o desenvolvimento do nosso país. Num desses navios, com seus patricios, meu avô Gijo: Giovanni Luigi, com apenas 9 anos veio com a Nonna Constantina Miatello, morar em Avaré aonde constituiu a nossa familia. Tenho muito orgulho de ter descendência italiana.


Gesiel Jr./ABL – Academia Botucatuense de Letras

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