Diário da Cuesta
O JORNAL DE BOTUCATU
Perdemos a voz de “CHAMPAGNE”! Faleceu no dia 11 de julho de 2026, aos 86 anos, o cantor Peppino di Capri em sua amada ilha de Capri. Hoje ele completaria 87 anos. Saudades!


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Perdemos a voz de “CHAMPAGNE”! Faleceu no dia 11 de julho de 2026, aos 86 anos, o cantor Peppino di Capri em sua amada ilha de Capri. Hoje ele completaria 87 anos. Saudades!


Ouviu-se o timbre da campainha.
Aleyna estava na cozinha preparando uma salada para o almoço. Enxugou as mãos umidas no avental, retirando-o e deixando sobre a mesa da cozinha.
Foi até a porta da entrada e olhou pelo olho mágico, vendo uma mulher idosa parada a frente da porta, que aguardava impaciente.
Abriu-a com uma cara de interrogação visível.
Perguntou : - Pois não?
A mulher respondeu com outra pergunta: Aleyna ?
Ela assentiu um pouco curiosa.
A mulher continuou : -Sou sua tia avó Safira.
E foi entrando na casa e olhando tudo com curiosidade.
Aleyna seguia a mulher meio sem saber o que fazer e ao mesmo tempo, notando um traço familiar no jeito da pessoa agir.
Perguntou quando teve chance: - “quer tomar algo? Uma água, chá, café ou um suco? Sente-se, fique a vontade!”

Safira sentou-se na cadeira de balanço, respirou fundo e se decidiu por tomar uma água e um café.
Seguiu Aleyna até a cozinha sentindo-se muito a vontade.
Perguntando como ela estava, o que fazia, quantos anos tinha, se morava com alguém, se tinha se casado ...enfim : um interrogatório!

Aleyna foi respondendo conforme Safira lhe dava espaço para falar,entre uma pergunta e outra.
Sentaram-se a mesa da cozinha, enquanto Safira tomava sua água e bebericava o café com prazer.
De repente Aleyna parou, olhou fixo para os grande olhos negros de Safira, comparando-os com os olhos de alguém que se lembrava bem: sua avó Laura.
Falou animada: - “que prazer conhecer você Tia !”
E deu um grande abraço na velha senhora que se deixou abraçar, emocionando-se bastante!
Depois de um tempo, Safira se recompôs e perguntou se Aleyna tinha recebido o anel de safira.
Houve um momento de silêncio e estranheza e Aleyna pensou : essa era a tal tia avó do romance no exterior.
Foi até o aparador aonde tinha deixado o envelope com o anel, se preparando para saber sua estória.
Entregou o envelope nas mãos de Safira, convidou-a para almoçarem juntas. Safira aceitou o convite e foi ajudando a sobrinha neta a por a mesa e terminar o almoço simples.
Enquanto comiam ela foi contando a sua estória.

Bahige Fadel
O que me dói mesmo não é ver que os países continuam a promover a guerra por interesses particulares, sem se importarem que os danos que promovem, sem se interessarem pelo sofrimento de inocentes, sem se importarem com o interesse dos outros. Afinal de contas, desde que o mundo é mundo, os homens entram em guerra, com ou sem motivos. Muitas vezes, apenas para demonstrarem que são poderosos.
Só para constar, atualmente há cerca de sessenta conflitos armados no mundo.

O que me dói mesmo não é constatar o crescimento da corrupção em meios políticos e não políticos. Corrupção de cara lavada. Corrupção impune. Corrupção de gente que deveria dar exemplo de honestidade. Corrupção em todos os meios sociais. Corrupção de quem julga os desmandos da sociedade. No Brasil, há dezenas de casos. É só lembrar as fraudes no INSS, o caso Master, a expansão do crime organizado, a questão das emendas parlamentares. Estou aguardando a punição dos envolvidos.
O que me dói mesmo não é notar o baixo índice da educação no Brasil. A educação de baixa qualidade é histórica. A avaliação do PISA, por exemplo, revela a má qualidade do ensino. Entre oitenta e um países, em matemática, o Brasil ficou em 65º lugar ( 73% dos estudantes não alcançaram o patamar mínimo de proficiência); em leitura, melhor desempenho, em 52º lugar (50% não atingiram o nível básico para identificar a ideia principal do texto); em ciências, 62º lugar (55% não atingiram o patamar mínimo para explicar fenômenos científicos simples).
E o que fazem para melhorar? Reformas e mais reformas, sem mexeram no mais importante: capacitação e valorização dos profissionais da educação, criação de uma infraestrutura básica para o aprendizado, comprometimento familiar...
O que me dói mesmo é a certeza de que nada mudará para melhor. É que há muitos poderosos que se locupletam com o pior. Os seus grandes lucros estão na manutenção das coisas do jeito que estão. E ironicamente, a gente fica torcendo para que, pelo menos, as coisas não piorem ainda mais.

A relação de Peppino di Capri com o Brasil é uma verdadeira história de amor que atravessa gerações. O cantor italiano, que desembarcou no país pela primeira vez em 1961, construiu uma base de fãs sólida e histórica, lotando casas de shows e se tornando um ícone do romantismo.
Nascido Giuseppe Faiella na ilha de Capri, o cantor adotou o nome artístico que o consagrou e começou a fazer sucesso no Brasil no início dos anos 1960 com hits como “Roberta” e «Nessuno al mondo». Ele coleciona inúmeras passagens pelo país, tendo realizado turnês marcantes, como a turnê “Per amore” em 2019, que passou por praças como Brasília, Curitiba e São Paulo.

Para Peppino, o Brasil tem um significado especial. O artista frequentemente se refere ao país como sua “segunda Itália”, destacando o carinho caloroso do público brasileiro, que o acompanha desde os tempos em que os festivais de música italiana ditavam o ritmo das rádios nacionais.
Sucessos absolutos como “Champagne” (lançada em 1973) e “Un grande amore e niente piu” (vencedora do Festival de Sanremo) são presenças obrigatórias em suas apresentações em terras brasileiras. Essas canções continuam a embalar a memória afetiva de milhares de brasileiros, transcendendo o idioma e consolidando o cantor como um dos maiores expoentes da canção romântica no mundo.
