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Diário da Cuesta ANO VI

Nº 1755

TERÇA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2026

Neymar Jr O JORNAL DE BOTUCATU

No caminho do HEXA!!! O Brasil está mobilizado para a estreia de Neymar!!! A imprensa internacional destaca a sua volta para a Seleção! AVANTE, BRASIL!!! PÁGINA 2


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Diário da Cuesta

Neymar avança na recuperação e pode estrear contra a Escócia na Copa A três dias do duelo com a Escócia, na última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti comandou neste domingo (21) um treino sem a presença de oito atletas titulares na vitória sobre o Haiti. Apenas Alisson, Lucas Paquetá e Vinicius Junior apareceram no gramado. Além da ausência esperada de Raphinha, em recuperação de lesão no músculo posterior da coxa direita, também não foram a campo Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Casemiro, Bruno Guimarães e Matheus Cunha. Todos ficaram na parte interna do centro de treinamento Columbia Park, em atividades regenerativas. Neymar participa das atividades com o elenco Assim como tem acontecido desde a última quarta-feira, Neymar participou do treino junto com o elenco desde o início. Ele fez parte da roda de bobinho e ouviu as orientações da comissão técnica, ocorridas durante os 15 minutos em que a imprensa pôde acompanhar o trabalho dos jogadores. A expectativa é que o camisa 10 possa fazer hoje sua primeira atividade integral com os companheiros. O jogador está recuperado de uma lesão na panturrilha direita, sofrida na véspera do anúncio da convocação para a Copa do Mundo, divulgada em 18

EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU WEBJORNALISMO DIÁRIO

de maio. Logo após o jogo contra o Haiti, na Filadélfia, Ancelotti afirmou que espera ter o retorno do atacante para o jogo contra a Escócia, na quarta-feira. “O Neymar vai treinar individualmente amanhã [sábado] e, depois, na segunda-feira, vai estar com a equipe, preparado para o jogo contra a Escócia”, disse o italiano na saída do Lincoln Financial Field, palco do 3 a 0 sobre os haitianos na última sexta-feira. Lesão de Raphinha abre disputa por vaga no ataque A possível estreia do atacante na Copa do Mundo ocorre em um momento de uma baixa importante no setor ofensivo da seleção brasileira após a lesão de Raphinha. Igor Thiago e Rayan, contudo, aparecem como os favoritos a herdar a posição. Endrick é outro nome cotado. Sem indicar um prazo para a recuperação de Raphinha, a CBF informou que o jogador está em “protocolo intensivo” de tratamento. Mesmo em lesões musculares mais leves, de grau 1, o tempo fora de combate costuma ser de, pelo menos, dez dias. Com isso, em um cenário otimista, o jogador de 29 anos voltaria a atuar a partir das oitavas de final. (Luciano Trindade/Marcos Guedes/ FOLHAPRESS)

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


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MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA

"A Rosa Branca e o beija-flor"

O sol nascia tímido naquela manhã fria de outono. Borboletas coloridas dançavam felizes entre folhas e flores. As folhas voavam ao sabor do vento sul formando um tapete de cor, terroso e avermelhado. No céu pintado de um azul solene ne-nhuma nuvem ousava aparecer. Um beija-flor fazia seu passeio matinal pelos campos, acompanhava outros pas-sarinhos num alarido. Brincavam de esconde-esconde entre cerrada vegetação. Estava faminto buscava algumas larvi-nhas, quando um perfume inebriante de rosas o fez mergulhar até um verdadeiro mar de rosas brancas. Estava tão ébrio pelo aroma delicioso que se emaranhou nos espinhos ferin-do-se muito. Tentando escapar daquela rede proteto-ra, debateu-se até cair desfalecido na corola branca de uma linda rosa muito alva que o acolheu gentilmente. O beija-flor em meio a tanta dor ali ficou muito quieto e esvaindo-se em sangue no leito branco e macio.

Seu sangue foi tingindo a rosa, que de branca tornou-se rubra. Os companheiros do beija-flor ferido vi-nham visitá-lo trazendo-lhe alimento e tentando curá-lo. Dias depois foi conseguindo se mover lentamente em sua pequena cama . A rosa procurava ficar imóvel para que ele se recuperasse. Estabeleceu-se entre a rosa e beija-flor uma surpreendente sinergia. Enquanto ele se curava, mais a rosa en-velhecia e se desfolhava. Até que a ave conseguiu bater suas asi-nhas e alçar voo cambaleante. A rosa já tinha algumas poucas pétalas. Novos botões brotaram em seus galhos e quando se abriram para o sol já não eram mais brancos. Naqueles poucos dias uma simbiose en-tre a rosa e o beija-flor tinha milagrosa-mente acontecido. Aquela roseira agora floria na cor do sangue da vítima de seus espinhos. Rosa e beija-flor de vítima e agressor tornaram-se um só. Ele voava pelos jardins levando de sua rosa o pólen e o perfume e ela se abria em corolas cor de sangue.


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ANTÔNIO DE SIQUEIRA CAMPOS HERÓI NACIONAL “À Pátria tudo se deve dar e nada pedir, nem mesmo compreensão” (SC) Antônio de Siqueira Campos nasceu em Rio Claro-SP, no dia 18 de maio de 1898, filho de Raimundo Pessoa de Siqueira Campos e de Luísa Freitas de Siqueira Campos. Seu avô paterno lutou na Guerra do Paraguai, a princípio como soldado raso e depois como Coronel Honorário tendo sido condecorado por Dom Pedro II por ato de bravura. Siqueira Campos passou sua infância em Rio Claro e depois em São Manuel do Paraíso, (atual São Manuel) onde seu pai, homem de poucos recursos, administrou fazendas de café sendo uma dessas fazendas propriedade de seu tio. O pai de Siqueira Campos nunca permitiu que seus filhos se iludissem com as aparências e que nunca considerassem, como deles, a fortuna do tio. Em 1904 a família muda-se para São Paulo onde ele fez o curso primário e o secundário no Ginásio do Estado. Pretendia continuar os estudos mas, com a morte da mãe a situação da família mudou. O pai casou-se novamente, seus irmãos mais velhos saíram de casa e Siqueira Campos em 1915 vai para o Rio de Janeiro. As portas da Escola Politécnica estava fechada para ele e para outros jovens considerados pobres. Escolheu frequentar a Escola Militar e ingressou, em 1916 na 4ª Companhia de Infantaria Militar da Escola Militar do Realengo/Rio de Janeiro. Matriculado na escola, foi indicado para a 3ª Companhia de Infantaria. Suas tendências nas matérias do currículo, dividiam-se entre balística e matemática. Concluindo o curso na Arma de Artilharia (1918) e a escola primava pelo “respeito à ordem constituída”. Siqueira Campos gostava de discutir com seus colegas os problemas brasileiros e em especial, um possível “Brasil Novo”, para definir sua esperança de uma mudança no regime político e social sob o qual vivia o país sob a Presidência (1919-1922) de Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (1865-1942). Em seu círculo de amigos próximos, destaque para dois deles: Eduardo Gomes (1896-1981) e Estênio Caio de Albuquerque Lima (1897-1968). Do seu grupo de amigos, de onde sairiam os líderes dos acontecimentos que iriam mudar a face da República. Política no Brasil não foi diferente da Europa; enquanto lá: a Guerra de 1914/1917 e aqui 1917-1920 período também marcado por agitações sociais. Greve geral dos operários da fábrica de Tecidos Bangu (Companhia Progresso Industrial do Brasil que foi debelada por forças policiais com alguns operários mortos. Como Cadete e Oficial Siqueira Campos era considerado inflexível com a disciplina, gozando de grande prestígio no meio da tropa por seu senso de justiça e sua preocupação com as condições dos soldados. Em 1921, desavenças políticas penetraram no seio do Exército através de uma série de inciden-

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tes e o fechamento do Clube Militar. Essas medidas serviram de estopim para a insurreição armada marcada para o dia 5 de julho de 1922 contra o governo da Primeira República e a eleição do Presidente Arthur Bernardes. O evento é considerado o marco inicial do Tenentismo, um movimento de jovens oficiais que exigiam mudanças no governo, reformas políticas. A partir desse momento e com data marcada, Siqueira Campos, acompanhado de outros Tenentes como Eduardo Gomes e o Capitão Euclides Hermes da Fonseca, lotados no Forte de Copacabana (na época com 301 militares) pleitearam concessão de três cláusulas junto ao Ministro da Guerra: a) respeito à vida dos revolucionários: b) baixa do Exército; c) livre saída do país. O mensageiro Capitão Euclides além de não obter atendimento das reivindicações foi preso e o Chefe do Gabinete Militar intimou os revoltosos a se renderem e caso isso não fosse feito, o Capitão seria fuzilado. Sem alternativas os Tenentes e o Capitão resolvem deixar o Forte e caminharem pela praia pela Avenida Atlântica em direção ao Palácio do Catete enfrentando as forças do governo; Siqueira Campos dividiu a Bandeira Nacional em 29 restantes dando um pedaço para cada um dos colegas, guardando o pedaço destinado ao capitão preso. A marcha começou às 13:30 do dia 5 de julho sob o comando de Siqueira Campos; aconteceram várias deserções mas um civil de nome Octávio Correia, Engenheiro Civil, aderiu aos revoltosos e recebeu o pedaço da bandeira destinada ao capitão Euclides. O Tenente legalista João de Segadas Viana tentou dissuadi-los do enfrentamento, sem convencer; o Capitão legalista Pedro Crisol Fernandes Brasil gritou com os revoltosos e deu ordens para as forças governistas atirarem. Vários civis foram mortos. Dos 15 rebeldes mais 1 civil que combateram as forças do governo no episódio, ficou conhecido como os “18 do Forte” e todos morreram na areia da praia de Copacabana ou mais tarde nos hospitais do Rio de Janeiro. Siqueira Campos e Eduardo Gomes foram feridos gravemente mas sobreviveram no hospital; foram presos e exilados. Siqueira Campos foi um dos principais líderes do movimento Tenentista que lutou contra a República Velha (1889-1930/Oligárquica). Faleceu tragicamente em um acidente de avião no Rio da Prata, em 10 de maio de 1930 quando retornava do Uruguai e está sepultado no Cemitério da Consolação em São Paulo. Após a Revolução de 1930 Siqueira Campos foi promovido “post-mortem” a Capitão e em 1931 em face da Anistia foi promovido a Major em 8.1.1931. O nome de Antônio Siqueira Campos encontra-se gravado no Livro de Aço dos Heróis e Heroínas da Pátria, em Brasília-DF. Em todo Brasil existem Ruas, Avenidas, Monumentos, nomes de Escolas, Quartéis do Exército; Municípios que ostentam o seu nome em homenagem póstuma. Em Botucatu uma Rua central exibe o nome de Siqueira Campos. “Ruas Botucatuenses” (Dec-Lei 395 de 9/5/1931. GODOY, Olavo Pinheiro, 1ª edição, 2009, pg.330). EXCERTO:Wikipédia;CARNEIRO,Glauco“Revolucionario; LACLETTE,Jorge,“revistaMilitar1922. Ver menos


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