NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
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Lançamento literário da nossa música raiz, do escritor Moacir Bernado, vice-presidente do Centro Cultural de Botucatu. O autor realizou pesquisa e encontrou seguras evidências do surgimento da música caipira na Fazenda Jesuíta de Botucatu. Para a manutenção do COLÉGIO DE SÃO PAULO, a Ordem dos Jesuítas implantou 2 fazendas para supri-las de mantimentos: a Fazenda de Guareí e a Fazenda de Botucatu. Segundo o autor, os jesuítas entrosados com os indígenas e pesquisando suas habilidades na culinária, nas artes de defesa e na MÚSICA, incentivaram os pioneiros habitantes a cultuarem e desenvolverem a música, surgindo daí a RAIZ da chamada música caipira. Livro polêmico que deverá propiciar a realização de debates e mais estudos sobre o surgimento e desenvolvimento da chamada MÚSICA CAIPIRA
Ancelotti, cuidado com o Haiti
Por Tom Barros/Diário do Nordeste
Interessante a visão de boa parte da crônica esportiva brasileira. Pelo que li e ouvi, são feitas referências à Holanda e ao Japão, que poderão ser adversários do Brasil nas próximas etapas da Copa. Ora, primeiramente a preocupação tem de ser com o Haiti. Com aquele futebol da estreia, meu Deus...
Se o padrão do Brasil voltar a ser o do primeiro tempo do jogo com o Marrocos, até o Haiti, que é reconhecidamente do terceiro escalão, poderá engrossar o pescoço. Então, antes de pensar na Holanda, no Japão ou em outro possível adversário, é bom concentrar esforços no desafio diante do Haiti.
Há preocupações com relação ao ataque da Canarinho. Correto. Preocupa mesmo. Mas muito mais preocupante é a meia-cancha. Até o Paquetá estava errando passe de três metros. Quem perde o controle na meia-cancha geralmente também perde o jogo. Cuidado com o Haiti.
Sou otimista, de carteirinha. Ainda acredito em uma mudança capaz de dar ao Brasil o nível necessário para trazer o hexa. Mudança ousada, corajosa. Resta saber se Ancelotti terá peito para promovê-las.
APREENSÕES
Mesmo otimista, tenho apreensões. O que pensará Ancelotti diante da pressão de agora? Uma coisa é dirigir um time. Outra coisa é dirigir uma seleção que mexe com a vida de um povo, com uma nação inteira. Ou será que ele não tem a dimensão exata da responsabilidade que assumiu? Se fosse o Dunga, o Dorival...
SÉRIE B
Quando vi o aumento exagerado no número de participantes da Copa do Mundo de 2026, disse que certamente estariam
incluídas seleções de baixa qualidade técnica. Seleções que não teriam condições de disputar a Série B do Campeonato Brasileiro. Posso ter exagerado, mas nem tanto. Vocês estão vendo.
AMARGA LEMBRANÇA
Ao ver a goleada que a Alemanha aplicou em Curaçao, 7 x 1, nenhum brasileiro deixou de lembrar a amargura acontecida na Copa de 2014, no Mineirão. Acima desta tragédia, está apenas o Maracanazo de 1950, quando o Brasil perdeu (2 x 1) a final da Copa do Mundo para o Uruguai.
ALEMANHA GOLEADA (3 X 8)
Na Copa de 1954, na fase de Grupos, a Alemanha sofreu uma goleada (8 x 3) aplicada pela Hungria. Reencontraram-se na final. Por isso mesmo a Hungria era tida como favorita absoluta. Mas aconteceu o que ficou registrado na história do futebol como o “Milagre de Berna”, cidade palco da final, na Suíça. A Alemanha ganhou a Copa.
ALEMANHA FANTÁSTICA
Na final da Copa de 1954, com dez minutos de jogo, a Alemanha já estava perdendo para a Hungria, de Puskas, por 2 a 0. Ora, para quem tinha levado uma goleada na fase de grupos (3 x 8), esperava-se mais uma goleada da Hungria. Mas a Alemanha reagiu. Virou (3 a 2) e foi campeã. Hoje, é a única que pode se igualar ao Brasil com um penta.
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes
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“Futebol do Brasil na Copa do Mundo/ 2026”
MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA
Vou dar a minha humilde opinião.
Não sou técnica, atualmente não assisto mais jogos.
Na noite de ontem resolvi dar uma olhada nos primeiros momentos do jogo pelo SBT.
E foi só o que vi, os primeiros momentos.
Mudaram o time, o técnico, que aliás é um senhor bem vestido, que como diz Galvão Bueno ( aliás, até ele é o mesmo): “técnico estrangeiro elegante e usa colete até no calor e não sua, e masca chiclete.”
Ele só não comentou que o homem masca chiclete com a boca aberta.
O time do Marrocos agressivo o do Brasil tímido.
O time brasileiro correndo para não levar gol o tempo todo.
Que sufoco!
Pensei comigo: pelo visto nada mudou.
Foi um dejavú doído.
Gente, assisti inúmeras Copas e jogos do Brasil.
Depois daqueles que se tornaram ídolos se foram, seguimos com um time, desculpe a expressão, furreca e que só apaga incêndio. Triste!
Lamentável!
Nenhuma jogada inédita.
Até o comentarista é o mesmo: Galvão Bueno; e os comentários dele seguem sendo iguais.
Mudei para uma série pensando: isso continua igual, não vou perder
minha paciência assistindo.
Espero sinceramente que surja um camarada que reviva um gênio como Pelé, um criativo como Garrincha..
Rezo para que nasça um jogador espetacular como Messi, Cristiano Ronaldo !
Depois olhei o resultado sem muita esperança e lá estava 1 X 1.
Pensei : “menos mal, não foi derrota de primeira! “
Como boa brasileira torço pelo meu país!
Então vamos lá! Avante Brasil!
Números e personagens que fazem a maior Copa do Mundo da história
Por Raiana Monteiro
O Brasil parou para assistir aquele desconhecido goleiro de nome e apelido simpáticos e 40 anos de idade fechar o gol contra a poderosa Espanha na estreia de Cabo Verde na Copa do Mundo nesta semana. Essa foi uma das histórias que mais repercutiu nos últimos dias, principalmente por todo o contexto do jogador: representante de um país tecnicamente inferior a uma das seleções favoritas, com excelente desempenho dentro de campo, desconhecido do grande público e com idade superior à média dos atletas convocados para Copa do Mundo no geral, entre tantas outras particularidades do querido Vozinha.
Esta é uma das inúmeras narrativas que podem ser criadas se olharmos a fundo a lista de jogadores presentes nos Estados Unidos, Canadá e México para esta que é a maior edição da história de um Mundial.
Desde que comecei a trabalhar com esporte, uma das áreas que mais me fascina é a de estatísticas. Traçar um raio-x de cada competição, de cada plantel, é algo que os norte-americanos sempre fizeram muito bem, especialmente no basquete e no futebol americano, e que o restante dos esportes adotou de forma crucial para seu desenvolvimento. Por isso, resolvi, nesta coluna, focar nos números destes que serão os incontestáveis protagonistas de todas as manchetes esportivas pelas próximas semanas.
Assim que a “Squad List” da Copa do Mundo foi divulgada pelos times participantes, recebemos da equipe de estatísticas da Fifao “Players Stats Kit”, e decidi compartilhar um pouco das curiosidades aqui.
Começando pelos estreantes, assim como Vozinha, outros 890 jogadores representam sua seleção em uma Copa do Mundo da Fifa pela primeira vez. Além destes, 357 participaram de pelo menos uma edição do torneio anteriormente (ou seja, já foram convocados para um Mundial, mesmo que não tenham necessariamente entrado em campo). Já entre os técnicos, 15 estiveram presentes em edições anteriores do torneio, sendo o português Carlos Queiroz, atual treinador de Gana, o mais veterano entre todos, com quatro participações prévias (liderando uma vez Portugal e três vezes o Irã).
A idade também entra na lista. O atleta mais novo dentre os 1248 inscritos na Copa do Mundo em 2026 é o mexicano Gilberto Mora, que na data de início da competição tinha exatos 17 anos e 240 dias de vida. O mais velho a vestir o uniforme em 2026 é o escocês Craig Gordon, com 43 anos e 162 dias de vida no dia 11 de junho. Cristiano Ronaldo aparece no segundo posto dessa lista. Há 22 adolescentes na competição e sete jogadores com 40 anos ou mais. A média de idade neste Mundial é de 27,9 anos.
Clubistas que somos, não poderíamos deixar essas instituições de fora das estatísticas. 449 clubes diferentes estarão representados nesta edição do torneio da Fifa, provenientes de 71 países. A Uefa é a confederação com maior número de jogadores relacionados, totalizando 857 atletas (o que representa 68,7% de todos os integrantes do Mundial), com o Manchester City no topo desta lista com 19 convocados. O Bayern de Munique vem logo na sequência, com 18 “desfalques” em seu plantel, seguido por Arsenal e PSG, ambos com 16 selecionados. Ao todo, são 17 clubes com mais de 10 atletas convocados.
A Inglaterra é a liga mais representada entre os jogadores listados para a Copa do Mundo, com 200 atletas (16% do total). Em seguida, aparecem a Alemanha, com 109 jogadores (8,7%), e a Espanha, com 86 atletas (6,9%). O Brasil aparece em décimo lugar nessa lista, com 32 atletas atuando no Campeonato Brasileiro.
Uma curiosidade relacionada aos clubes é que algumas seleções chegam à Copa do Mundo sem nenhum jogador atuando em insti-
tuições sediadas no próprio país que representam. Em outras palavras, todos os atletas dessas equipes jogam por clubes localizados no exterior. É o caso de Cabo Verde, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Curaçao, Senegal e Uruguai.
Quando o assunto é experiência em títulos mundiais, a Argentina larga na frente: 17 jogadores do elenco atual estiveram presentes na conquista da Copa do Mundo do Catar, em 2022. Entre os franceses, quatro atletas fizeram parte da campanha campeã em 2018. Já a Alemanha conta com apenas um remanescente do grupo que conquistou o tetracampeonato mundial em 2014.
A Argentina carrega também o maior número de técnicos liderando diferentes equipes na competição, com seis no total, incluindo, claro, Lionel Scaloni à frente da albiceleste. São cinco técnicos franceses, quatro espanhóis e três alemães. A Itália, apesar de ter ficado fora do Mundial, também tem três técnicos liderando diferentes equipes no torneio, com destaque para o nosso Carlo Ancelotti.
As estatísticas mostram que a Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México é mais do que plural. Ela representa mais de 1.200 possibilidades, só dentro de campo, de conhecermos histórias incríveis como a do arqueiro cabo-verdiano. São esses detalhes que transformam o Mundial em muito mais do que uma sequência de jogos.
A Copa de 2026 reúne um mosaico humano sem precedentes, e o goleiro Vozinha nos lembrou de algo logo na primeira semana do torneio: em um evento como esse, os números ajudam a explicar o futebol, mas as histórias é que o tornam inesquecível.