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O JORNAL DE BOTUCATU

Você sabia???

Em 1966, John Lennon disse que os Beatles eram mais conhecidos que Jesus... Dois anos depois, o Instituto Gallup - o maior e mais conceituado instituto de pesquisas dos EUA – fez uma ampla pesquisa mundial para saber qual nome ou marca era mais conhecido no mundo. O resultado surpreendeu: os Beatles não eram os mais conhecidos do mundo Em 4º lugar ficaram os Beatles; em 3º lugar ficou Jesus Cristo; em 2º lugar ficou Pelé e, em primeiro lugar, a Coca-Cola.

Naquele tempo não tinha internet e a televisão ainda estava em seu início e não chegava em todos os lugares. Ou seja, mais conhecido que o PELÉ, só a COCA-COLA. No ano da Copa do Mundo de Futebol 2026, vamos relembrar a importância e a genialidade do Pelé e vamos torcer para que a nossa Seleção seja, no final, a mais destacada e vencedora...AVANTE!!!

PELÉ: MAIS CONHECIDO QUE JESUS E

PERDENDO APENAS PARA A COCA-COLA

Em 1966, no auge da chamada “beatlemania”, John Lennon afirmou que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo. A frase provocou enorme repercussão e entrou para a história da cultura mundial.

Poucos anos depois, uma ampla pesquisa do Instituto Gallup, então considerado o mais respeitado instituto de pesquisas do mundo, procurou identificar quais eram os nomes e marcas mais conhecidos do planeta. O resultado acabou revelando uma curiosa fotografia da época: em quarto lugar apareciam os Beatles; em terceiro, Jesus Cristo; em segundo lugar, Pelé; e, em primeiro, a Coca-Cola.

É importante recordar que, naquele início dos anos 1970, não existiam internet, redes sociais ou comunicação instantânea. A televisão ainda

dava seus primeiros passos e sequer alcançava grande parte do planeta. Mesmo assim, Edson Arantes do Nascimento, nascido em Três Corações e transformado em Rei do Futebol, havia se tornado uma figura universal.

Mais conhecido que Pelé, somente a Coca-Cola.

Não por acaso. A Copa do Mundo de 1970 consagrou definitivamente o maior jogador de todos os tempos. Sua genialidade, sua capacidade atlética e sua elegância dentro e fora dos gramados fizeram dele um patrimônio da humanidade. A célebre fotografia em que parece “flutuar” para cabecear simboliza um atleta que desafiava as leis da física e encantava multidões em todos os continentes.

Os anos passaram, vieram novas gerações e surgiram novos ídolos. Mas a grandeza verdadeira não envelhece. Pelé continua sendo referência quando se fala em excelência, criatividade e arte no futebol.

Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, vale recordar essa dimensão extraordinária alcançada pelo Rei. Mais do que um esportista excepcional, Pelé foi um embaixador do Brasil, levando o nome do nosso país aos quatro cantos do planeta e despertando admiração em povos das mais diversas culturas.

Que a Seleção Brasileira reencontre o caminho das grandes conquistas e que a Copa de 2026 possa renovar em todos nós o entusiasmo e a esperança que sempre acompanharam a camisa amarela.

Porque, em matéria de futebol, houve muitos craques, muitos campeões e muitos fenômenos.

Mas Rei, o mundo conheceu apenas um. A Direção

"Pra minha famiage..."

Não se incomodem comigo. Este é o meu tempo de ser assim: quieto, reservado, preguiçoso na prosa, seletivo nos assuntos, de riso escasso, discreto e de fala baixa. Não, não tô amuado,não! Não tô triste, não!

Agradeço quem me quer ver na roda de samba, nos arrasta pés, nas cantorias, nos trucos, nas cavalgadas e comitivas. Sabe o que é? Não dá mais!

Foi assim com meu avô e com meu pai. “É o peso dos janeiros”, diziam eles.

No que ponho reparo? Nos ajustes que o tempo faz, nas mudanças que ele acarreta. Eu também quis um dia preservar a mocidade da mãe bonita que tive e do pai bão de laço , assim como fazem comigo hoje minha famiage,meus filhos e netos, nora e genro e a dona da pensão e do coração.

Um dia meus pais enganaram todo mundo. Fingiram que foram embora, mas andam comigo todos os dias no que penso, no que falo, no que acredito.

Tô quieto, mas tô atento na lida buscando aparar as arestas miúdas, as plantas daninhas. Sabe o que é? Quem ama zela, quem ama cuida.

Vez ou outra pressinto enchentes de incompreensões , altas ondas de rancores, ventos de carências, tempestades de adolescência. Quieto, espero. Depois vejo a brisa do amor prevalecer e os desequilíbrios se espalham na planície dos dias.

E daí penso, em permitindo Deus, amanhã vamos viver de novo a barra do dia e a boca da noite. É a vida.

Já estive no palco, já fui pra plateia (né comadre?)e agora, busco meu quarto, meu canto,meu sofá véio. E sou feliz assim, acreditem.

Vez ou outra ouço o Belchior na sua sutileza implacável dizer “e ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”

Simples assim. Em tempo: o termo angreste era usado pelo meu pai e eu sabia quando ele tava angreste. Não, não tem no dicionário e não sei explicá. Obrigado.

LEITURA DINÂMICA

1– E há uma bela ironia da História. John Lennon, ao afirmar que os Beatles eram mais populares que Jesus, talvez não imaginasse que o tempo acabaria demonstrando que a verdadeira grandeza não se mede apenas pelo sucesso de um momento, mas pela permanência através das gerações.

Pelé, por sua vez, transcendeu o esporte. Tornou-se um símbolo do Brasil e uma linguagem universal compreendida por povos, culturas e idiomas diferentes. Num mundo ainda sem internet, sem celulares e com a televisão apenas começando a se expandir, alcançar o segundo lugar entre os nomes mais conhecidos do planeta é uma façanha que dificilmente se repetirá.

A foto histórica do Rei “voando” para cabecear e a magnífica caricatura publicada pelo jornal Vanguarda, em Botucatu, em junho de 1970, desenhada pelo inesquecível Vinicio Aloise, ajudam a recordar a dimensão daquele momento em que o mundo se rendia ao talento de um brasileiro extraordinário.

Que a Copa do Mundo de 2026 possa reacender esse espírito vencedor e trazer novas alegrias ao povo brasileiro.

Porque gênios aparecem de tempos em tempos. Reis, entretanto, são eternos.

2– E como escreveu o jornal Vanguarda de Botucatu, em junho de 1970: “Na Copa de 70, Pelé volta a bagunçar o coreto. E todo mundo, daqui para a frente, jamais se esquecerá da realeza, da genialidade e do brilhantismo de um homem chamado PELÉ.”

Passados mais de cinquenta anos, a profecia se cumpriu.

Vieram novas Copas, surgiram novos craques, apareceram novas celebridades, mas o Rei continua reinando na memória do mundo.

Talvez porque certas grandezas não pertençam apenas ao seu tempo. Pertencem à História.

E a História, soberana e implacável, costuma separar o efêmero do eterno.

Os Beatles marcaram uma geração.

A Coca-Cola conquistou os mercados. Jesus Cristo atravessou os séculos. Pelé encantou a humanidade.

E nós, brasileiros, tivemos o privilégio de ver nascer aquele que transformou o futebol em arte.

Que venha a Copa de 2026!

E que a camisa amarela volte a fazer pulsar o coração de milhões de brasileiros, para que novas gerações possam experimentar

a mesma emoção vivida em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

Porque, como dizia Nelson Rodrigues:

“Toda unanimidade é burra.”

Mas, em matéria de futebol, talvez exista uma única e gloriosa exceção:

PELÉ.

AVANTE!!!

5–

3– A icônica capa do jornal Vanguarda de Botucatu, publicada em 20 de junho de 1970, celebrou a conquista do tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira. A ilustração principal foi assinada pelo renomado artista e Mestre Vinicio Aloise. Essa histórica edição homenageou o “Rei do Futebol”, destacando o orgulho nacional logo após a conquista do Brasil no México

4–

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