A BELEZA DO PAISAGISMO DA FAZENDA DO CONDE DE SERRA NEGRA


São fotos históricas premiadas na Mostra Fotográfica do Centro Cultural de Botucatu, em 1951, de autoria do médico Antônio Delmanto. A Estância Turística de Botucatu tem 2 metas a alcançar para alavancar o nosso turismo: a Restauração da FAZENDA/CASA DO CONDE DE SERRA NEGRA e a Retomada da implantação do BALNEÁRIO E TERMAS DE PIAPARA! Empreendimentos a serem feitos em parceria com a iniciativa privada. Vamos lá! É sonho possível! AVANTE!!!
MOMENTOS DE LAZER REGISTRANDO AS FOTOS PREMIADAS
Antônio Delmanto e família na Fazenda do Conde de Serra Negra
Leia EDITORIAL na página 2




A Prefeitura da Estância Turística de Botucatu asfaltou a região rural do Pátio 8, importante rota de acesso a restaurantes e pontos turísticos. É asfaltando o acesso a Piapara que o Poder Público estará começando a viabilizar o polo turístico rural de Piapara. Da Fazenda do Conde de Serra Negra, hoje propriedade da Usina de São Manuel, a Prefeitura poderá contar com a boa vontade e o apoio da família Dinucci para a restauração da fazenda histórica. AVANTE!

CULTURA, MEMÓRIA E TURISMO: UM INVESTIMENTO NO FUTURO


As atividades culturais voltadas à valorização da Literatura, das Artes Plásticas e da Fotografia constituem instrumentos fundamentais para preservar a memória coletiva e fortalecer a identidade de uma comunidade. São iniciativas que aproximam gerações, despertam o sentimento de pertencimento e ajudam a construir uma sociedade mais consciente de suas raízes e de suas potencialidades.
Nesse contexto, merece destaque histórico a Mostra Fotográfica do Centro Cultural de Botucatu, realizada em 1951, importante acontecimento que revelou talentos e registrou aspectos marcantes do patrimônio botucatuense. Entre as imagens premiadas daquela exposição encontram-se os trabalhos do médico Dr. Antônio Delmanto, fotógrafo amador que soube captar, com rara sensibilidade artística, a beleza do paisagismo da histórica Fazenda do Conde de Serra Negra, localizada no Distrito de Vitoriana, bem como um criativo registro do Cristo da Catedral Metropolitana de Botucatu.
Mais do que simples fotografias, essas imagens representam documentos históricos de inestimável valor. Elas preservam cenários, monumentos e paisagens que, ao longo do tempo, sofrem a ação natural do desgaste e muitas vezes necessitam de restauração e conservação. Registrar e divulgar esses patrimônios significa manter viva a história e a cultura de um povo.
Felizmente, o Poder Público tem compreendido a importância estratégica do turismo para o desenvolvimento sustentável do município. Não por acaso, Botucatu foi recentemente elevada à condição de Estância Turística, reconhecimento que amplia as possibilidades de investimentos e fortalece a vocação natural da cidade para o setor.
O turismo representa uma verdadeira indústria altamen-


te produtiva e não poluente. Gera empregos, movimenta a economia, estimula a preservação ambiental e valoriza os bens culturais e históricos. Entretanto, para a consolidação de polos turísticos consistentes, o Poder Público pode — e deve — contar com a participação da iniciativa privada, estabelecendo parcerias capazes de transformar projetos em realidade.

Com vontade política, planejamento e espírito de cooperação, Botucatu poderá preservar seu extraordinário patrimônio histórico, artístico e cultural, transformando-o em instrumento de desenvolvimento e qualidade de vida.
A memória não é um olhar voltado para o passado. É um compromisso com o futuro.
AVANTE!
RELEMBRANDO




RELEMBRANDO




Historiando

MONUMENTO AO
CRISTO REDENTOR
O Mirante do Corcovado já era um ponto de visitação da elite imperial antes da construção da estátua do Cristo Redentor. O acesso ao morro era feito a cavalo por uma tortuosa estradinha de terra e também pela estrada férrea que começa no bairro do Cosme Velho e segue até o cume do morro, uma altitude de 710 metros. A linha foi inaugurada pelo Imperador Dom Pedro II em 9 de outubro de 1884 e, de fato, as peças para a montagem da estátua foram transportados pelo próprio trem ao longo de 4/5 anos servindo também para o transporte dos trabalhadores. A ideia de construir uma grande estátua no alto do Corcovado foi sugerida pela primeira vez em meados de 1850 para homenagear a Princesa Isabel, regente do Brasil e filha do Imperador Dom Pedro II. A princesa gostou da ideia e chegou a dar apoio à construção da obra. Na época da assinatura das Lei Áurea (1888), diante da possibilidade da homenagem com uma estátua que a representaria como “A Redentora”, a Princesa Isabel não aceitou o pedido, conforme o Aviso nº 2 de agosto de 1888, destacando que a homenagem deveria ser feita ao verdadeiro “Redentor dos homens”, com uma imagem do Sagrado Coração de Jesus. Em 1889, o país se tornou uma República e, com a oficialização da separação da igreja do Estado, a proposta foi descartada e o assunto encerrado. A 2ª proposta de uma estátua no topo da montanha foi feita em 1920, pelo Círculo Católico do Rio de Janeiro. O grupo organizou um evento chamado “Semana do Monumento” para atrair doações e recolher assinaturas para apoiar a construção da estátua. As doações vieram de todos os lados. Dentre algumas sugestões, a estátua do Cristo Redentor com os braços abertos, um símbolo de paz, foi a escolhida. Aconteceram manifestações de líderes de outras religiões contrários a ideia, mas, não obstante o projeto teve andamento sob a responsabilidade dos engenheiros Heitor da Silva Costa e Carlos Oswald a partir de 1922, como vencedores da concorrência pública. O Engenheiro Heitor Levy (1876-1950) italiano de Trieste, radicado no Brasil foi convidado, e aceitou o cargo de “Mestre de Obras”, bem como braço direito na distribuição da logística e do canteiro de obras; embora
Roque Roberto Pires de Carvalho email:roquerpcarvalho@gmail.com
tivesse um sítio nas proximidades ele resolveu morar no local, durante a construção. A estátua no topo do morro do Corcovado, a 710 metros acima do nível do mar, dentro do Parque Nacional da Tijuca, tem vista para parte considerável da cidade do Rio de Janeiro, sendo a frente voltada para a Baía de Guanabara e as costas para a Floresta da Tijuca. Feito de concreto-armado e pedra sabão. Tem trinta metros de altura (uma das maiores estátuas do mundo), sem contar os oito metros do pedestal. A estrutura pesa 1.145 toneladas. Envergadura dos braços 28 metros, área dos braços: 88m2 cada um , cabeça pesa 30 toneladas, Cada pé mede 1,35 metro. O interior da estátua é oco e feito em concreto armado, contendo uma escadaria estreita de 12 andares que percorre toda a estrutura até a cabeça. O acesso é restrito e exclusivo para equipes de manutenção ou pessoas com autorização especial. A engenharia brasileira utilizou-se da colaboração do Engenheiro francês Albert Caquot (1881-1976), autor da estrutura interna da estátua; Paul Maximílien Landowski (1875-1961) escultor francês com ascendência polonesa, que desenhou a cabeça e as mãos do Cristo; Gheorghe Leonida (1893-1942) escultor romeno e, por suas habilidades e experiências foi convidado por Paul Landowski para esculpir a cabeça da estátua. O trabalho começou em 1926 e foi concluído em 1931. A primeira parte do Cristo Redentor a ficar pronta foi a cabeça, e assim sendo, a estátua foi surgindo de cima para baixo. A cabeça era composta de 50 peças e pesava 30 toneladas. A cabeça assim como toda a parte externa do monumento, é revestida com inúmeros e pequenos mosaicos formados de pedra-sabão, material que, apesar de ser facilmente riscado, resiste bem ao tempo e às variações de temperaturas. A cabeça do monumento foi projetada de modo que o Cristo Redentor estivesse olhando para baixo, reverenciando e abençoando a cidade do Rio de Janeiro. Desde o início da construção em 1922 até sua inauguração em 12 de outubro de 1931 trabalharam nessa obra inúmeros engenheiros brasileiros, franceses, técnicos, projetistas, burocratas e aproximadamente 1.000 operários da construção civil e custou o equivalente a 250 mil dólares. Durante a cerimônia de inauguração, a estátua foi iluminada por uma bateria de holofotes que acionadas remotamente pelo pioneiro da rádio de ondas curtas, Guglielmo Marconi (1874-1937), que estava a 9.200 quilômetros de distância, em Roma, na Itália. Durante os últimos 95 anos a estátua, por motivos diversos teve que passar por restaurações com o substituição de camadas de pedras-sabão; substituição de um dedo da mão direita; vandalismo como pichações e outros cuidados exigidos por ocasião de raios; a estátua fica exposta a fortes ventos e erosão e em razão disto há um serviço de manutenção periódica. O Monumento causa impacto na música, no cinema e na televisão. Desde 2007 é considerado uma nas Novas maravilhas do mundo e também patrimônio mundial pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) da qual o Brasil faz parte desde 16/11/1945. Eleito também o principal símbolo da América Latina em 7 de janeiro de 2011/J.Brasil.
EXCERTO: Wikipédia.
