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Diário da Cuesta ANO IV

Nº 1593 TERÇA-FEIRA, 16 DE DEZEMBRO DE 2025

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU Acompanhe as edições anteriores em: www.diariodacuesta.com.br

MEMÓRIA QUE CONSTRÓI O FUTURO DIÁRIO DA CUESTA reafirma seu compromisso com a preservação da história e da identidade da Cidade Registrando as impressões digitais da História de Botucatu

DOIS MOMENTOS

DEZ. 2019 Foto na Biblioteca Municipal “Emílio Peduti”, quando da entrega dos livros do Delmanto, em 2019 e em 2025. A importância de se registrar a história da cidade e também fazer a distribuição dos livros nas bibliotecas da cidade, para a consulta da população. Além da Biblioteca Municipal, a distribuição também é feita na Biblioteca do Centro Cultural de Botucatu, na Biblioteca da Faculdade de Medicina/Unesp e na Biblioteca Prof. Paulo de C. Mattos, FCA/Lageado.

QUANDO A HISTÓRIA É COMPROMISSO!

2.019

DEZ. 2025 2019 - Entrega dos livros: “HISTÓRIA DA VITÓRIA POLÍTICA PAULISTA – 1934”, de 2010 e “MINHA CAMINHADA PEABIRUANA”, de 2019. 2025 – Entrega dos Livros: Ä PEQUENA PÁTRIA”, “MEMÓRIAS DE BOTUCATU 4”, “MEMÓRIAS DE BOTUCATU 5” e “A HISTÓRIA DE BOTUCATU”, todos de 2025. Leia Editorial, pág. 2

O papel do jornalismo e dos livros na preservação da história de Botucatu: imprensa, livros e cidadania a serviço da memória de Botucatu!

2.025


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EDITORIAL

“Para mim, uma cidade sem passado, sem lembrança concreta de seus antepassados,sem as impressões digitais de sua história, me confrange…” Paulo Francis Essa reflexão traduz com precisão o cenário que se impõe às comunidades que não cuidam de sua memória. Uma cidade que preserva as impressões digitais de sua história protege o seu passado e, ao mesmo tempo, assegura um futuro mais consciente para sua gente. O homem só existe plenamente porque tem um passado. É o relato de sua caminhada que lhe dá identidade, sentido e pertencimento. Sem essa referência, não saberíamos quem somos nem de onde viemos. Desde os tempos mais remotos, quando o ser humano se reunia em torno do fogo e erguia os olhos ao céu em busca de direção, já havia a percepção da importância da história como fio condutor da existência. Preservar a memória é, portanto, um ato civilizatório. Cabe a cada cidadão atuar nessa perspectiva: nas relações cotidianas, nos meios de comunicação, na vida pública e no convívio comunitário. Preservar, valorizar e divulgar as tradições e os valores locais é um dever coletivo, especialmente daqueles que têm voz e espaço para comunicar. É nesse espírito que temos procurado exercer a nossa cidadania. Seja na imprensa escrita, na edição de livros e revistas, ou no registro documental da vida da cidade, buscamos contribuir para o resgate dos valores históricos que alicerçaram a nossa comunidade. Na matéria de abertura desta edição, destacamos dois momentos concretos dessa atuação. Em 2019,

realizamos a doação à Biblioteca Municipal “Emílio Peduti” das obras “História da Vitória Política Paulista – 1934” (2010) e “Minha Caminhada Peabiruana” (2019). Agora, em 2025, retornamos com mais quatro publicações: “A Pátria Pequena”, “Memórias de Botucatu 4” , “Memórias de Botucatu 5” e “A História de Botucatu”. No ano em que o Diário da Cuesta comemora seu quinto aniversário, registramos esses fatos não apenas como eventos editoriais, mas como a reafirmação de uma escolha. A escolha por uma atuação jornalística responsável, construtiva e comprometida com a memória, a cultura e a identidade da nossa cidade, neste início do século XXI.

A Direção.

O autor Armando Moraes Delmanto e o escritor botucatuense Francisco Marins no lançamento dos livros “CONSTITUITE”, em 1981 e “MEMÓRIAS DE BOTUCATU”, em 1990.

EXPEDIENTE

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

WEBJORNALISMO DIÁRIO

Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


Diário da Cuesta

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RELEMBRANDO

Apresentação

“Para mim , uma cidade sem passado, sem lembrança concreta dos seus antepassados, sem as impressões digitais de sua história, me confrange...” Paulo Francis A frase de Paulo Francis resume, com sensibilidade e precisão, o espírito que move esta obra. “Memórias de Botucatu 5” nasceu do compromisso com a preservação da memória coletiva, reunindo reportagens que registram o histórico institucional da cidade e outros episódios marcantes que moldaram sua identidade ao longo do tempo. Botucatu é mais que um nome no mapa; é um organismo vivo, moldado pela coragem de seus pioneiros, pelo trabalho de suas instituições e pela memória coletiva que se acumula em arquivos, fotografias e, sobretudo, nas palavras. Guardar essas palavras — registradas em reportagens que captam o espírito de seu tempo — é mais do que um gesto de preservação: é um ato de cidadania. O livro “Memórias de Botucatu 5” nasce desse compromisso com a história local. Reunindo reportagens que resgatam o percurso institucional da cidade, bem como fatos e personagens marcantes de sua trajetória, esta obra oferece um mergulho afetivo e informativo no passado botucatuense. São textos que ajudam a entender não apenas o que aconteceu, mas por que aconteceu — e o que isso ainda significa para nós hoje. Em tempos em que a memória corre o risco de se perder na velocidade das redes e dos algoritmos, torna-se ainda mais urgente fixar os marcos da nossa identidade coletiva. As reportagens aqui reunidas não apenas documentam os feitos de Botucatu, mas também nos lembram de onde viemos e como chegamos até aqui. Que esta leitura inspire novas descobertas, reavive lembranças adormecidas e reforce, em cada leitor, o orgulho de pertencer a uma cidade com alma, história e futuro. Com a chegada da era digital, o jornalismo precisou se reinventar. O Diário da Cuesta, idealizador deste projeto, surgiu já dentro desse novo paradigma: um jornal ágil, compacto e inteiramente digital, sem abrir mão da apuração criteriosa e do compromisso com a verdade. A partir dessa atuação inovadora, nasceu também o desejo de reunir, em livro, parte desse acervo que não deve se perder no turbilhão das redes sociais. Esta edição é, portanto, um gesto de resistência e de esperança. Resistência contra o esquecimento; esperança de que, ao conhecer sua própria história, Botucatu siga avançando com os olhos no futuro e os pés fincados em sua rica trajetória. Que estas páginas ajudem a manter vivas as impressões digitais da nossa história. Armando Moraes Delmanto


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Diário da Cuesta

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LEITURA DINÂMICA Este ano de 2025 tem sido especial e produtivo para o advogado, jornalista e memorialista Armando Moraes Delmanto. Com o lançamento de 4 livros, ele marcou com destaque o 5º Aniversário do Diário da Cuesta: “A Pequena Pátria”, em abril deste ano; “Memórias de Botucatu 4”, no mês de junho; “Memórias de Botucatu 5”, em 9 de Julho em homenagem aos aniversários da Revolução Constitucionalista e da Fundação da ABL – Academia Botucatuense de Letras e, agora, o lançamento da edição impressa de “A História de Botucatu” no 5º Aniversário do jornal “Diário da Cuesta”. Ufa! Sucesso!

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– Neste livro, Delmanto relata experiências vividas num colégio interno. São memórias de um menino no Internato: Descobrindo o Caminho da Esperança.

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– Procurando divulgar Botucatu, o livro “Memórias de Botucatu 4”, traz o histórico institucional de Botucatu, além de reportagens especiais publicadas no Diário da Cuesta.

Uma jornada vitoriosa! 10 de novembro de 2025, 5º aniversário do Diário da Cuesta.

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– Memórias de Botucatu 5. O DIÁRIO DA CUESTA comemora a campanha “CONHEÇA BOTUCATU” com mais um lançamento cultural: o volume nº 5, do “MEMÓRIAS DE BOTUCATU”, do escritor e memorialista ARMANDO MORAIS DELMANTO lançado hoje - Dia 9 de Julho - em homenagem à data histórica da Revolução Constitucionalista de 1932 e ao 53º Aniversário da Fundação da ABL – Academia Botucatuense de Letras (09/07/1972).

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No 5º aniversário do Diário da Cuesta, o lançamento da 2ª edição impressa de “A História de Botucatu”, o primeiro livro digital de Botucatu, lançado em primeira edição digital em 2010.


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LEITURA DINÂMICA

– As atividades jornaísticas do Delmanto remontam aos chamados anos mágicos: final dos anos 50 e início dos anos 60. O mundovivia mudanças profundas nos costumes, na música e no urbanismo das cidades.

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– A dupla genial: Niemeyer e Burle Max criaram a Pumpulha, ao depois o Parque do Ibirapuera e chegaram e construiram Brasília... Botucatu não poderia ficar fora desse processo. Assim, tivemos a “Brasilinha”e a Fonte Luminsa no alto da Praça do Bosque e, em 1957, a inauguração de nosso primeiro ärranha-céu”!

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– Botucatu crescia e a vinda dos colonos belgas para a Fazenda Monte Alegre marcou época. Também no início dos anos 60 a vinda dos conceituados Irmãos Lassalistas, quando compraram o Colégio Arquidiocesano e consolidaram a máxima: “Botucatu Cidades dos Bons Ares e das Boas Escolas”

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– A presença dos lassalistas no setor educacional botucatuense marcou época. E, em 1962, a formatura da primeira turma do ginasial sob o comando dos lassalistas. Foi um marco. Entre os homenageados, o Prefeito Emílio Peduti, o Arcebispo Metropolitano, Dom Henrique Golland Trindade e o Professor Pedro Tôrres.

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– Os quartanistas, externos e internos, comemoram com Noite de Gala, Missa e Baile.

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– Em 1963, alunos do Curso Científico e do Curso Comercial lançaram o jornal estudantil – porta voz oficial do La Salle – “TRIBUNA DO ESTUDANTE”. Foi uma conquista: jornal estudantil impresso em papel jornal... Na “Pequena Pátria” a realização idealista de jovens estudantes.

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- Foi o início da atividade jornalística do Delmanto. E, depois, vieram mais jornais, revista e sites e blogs na internet, culminando com o lançamento do DIÁRIO DA CUESTA em 10 de novembro de 2020. AVANTE!


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