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Diário Diário da da Cuesta Cuesta

ANO III Nº 1792 QUARTA-FEIRA, 05 DE AGOSTO DE 2026 ANO V Nº 1815 TERÇA-FEIRA, 1 DE SETEMBRO DE 2026

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU NA DEFESAAcompanhe DO MEIOasAMBIENTE E DA em: CIDADANIA EM BOTUCATU edições anteriores www.diariodacuesta.com.br

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Ana Laura Savini brilha no Barretão 2026

A consagrada campeã botucatuense, ANA LAURA SAVINI, após se consagrar Campeã da temporada do projeto classificatório ROTA BARRETOS 3 TAMBORES rumo ao Barretão/2026 classificou-se em segundo lugar na categoria 1D dos Três Tambores no BARRETOS INTERNACIONAL RODEO, em agosto de 2026, com o tempo de 17.398. 1º lugar: Eduarda Cavalcante (Duda) – 17.308 2º lugar: Ana Laura Savini – 17,398 3º lugar: Maria Eduarda Laurini Cardozo – 17.408 4º lugar: Thaisa Matos Ribeiro – 17.781

TARSILA DO AMARAL No mês setembro (dia 1º) se comemora o aniversário da consagrada pintora Tarsila do Amaral. Páginas 2 e 3


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MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA

“Perdão”

Últimamente vejo que cada dia é de celebrar algo, ou alguém. Aí vi que hoje seria o Dia do Perdão. Mas não se refere ao Yom Kipur, o Dia do Perdão judaico que seria celebrado a 15 de setembro, e é dedicado ao arrependimento e ao perdão. “A quem eu fiz mal, peço perdão. A quem eu ajudei, queria ter feito mais. A quem me ajudou, eu agradeço de coração.” Fazem até um jejum. Comida especial para celebrar. Fomos educadas na Igreja Católica, e naquela época a noção de pecado era uma coisa complicada para uma criança aprender. Extremamente rígida. Básicamente quase tudo era pecado e o medo do fogo do inferno nos aterrorizava. Então a hora do confessionário era sofrida. Lembro-me uma vez que fui comungar, e tinha escolhido mal a roupa para ir a missa, talvez ela estivesse um pouco apertada, ou tivesse caído um botão, não me lembro bem, talvez a manga japonesa estivesse muito curta. Só me lembro de ter recebido um pito do Sr. Arcebispo, em frente de todas as crianças que estavam aguardando para receber a Eucaristia. Disse-me muito bravo. que aquela vez me daria a comunhão, mas, que eu escolhesse melhor minha roupa para ir a missa. Eu não entendi o porque dessa bronca, fiquei extremamente envergonhada. E se me lembro bem, todas as minhas roupas eram muito comportadas, e feitas pela Vovó Angelina. Não tinha em absoluto essa erotização que vemos hoje no vestuário de meninas. Usávamos sapatos boneca com meias soquetes. O comprimento dos vestidos e saias eram abaixo dos joelhos. No máximo tínhamos blusinhas sem mangas para o verão, mas nada de decotes profundos, tomara que caia. Nada de uso de bermudas, “camiseta mamãe eu sou forte” ou shorts na missa. Calça comprida só foi permitida no trabalho do Banco, um ano ou mais depois que comecei a trabalhar lá. Quando entrei em contacto com a filosofia de vida, Seicho-no-ie aprendi a importância do perdão. E decorei a oração do perdão, aplicando sempre este inestimável conhecimento no dia a dia. Mas tinha algo que não me tinha dado conta, e que muitas vezes não funcionava. Era o fato de sempre usar para perdoar quem me ferisse,

com atos, palavras. E na verdade era apenas uma parte da lição de vida. Anos mais tarde, fui conhecer a outra parte. E era a mais difícil. Tinha que aprender a ME perdoar. E mais recentemente aprendi que: quando as ações, pensamentos, modo de agir de outra pessoa, me chocam ou vão contra meus princípios, e agora vem a parte mais difícil : tenho que : NÃO JULGAR. E sabem porque? PARA NÃO SER JULGADA! Muito difícil, porque enquanto vemos, ouvimos, ou sentimos: julgamos automáticamente. É basicamente como respirar. Fazemos até sem maldade, como discernir o claro do escuro. Trata-se de reeducar o olhar. PERDOAR PARA SER PERDOADO. AMAR PARA SER AMADO. E justo agora, nestes tempos que vemos tanta inversão de valores, de comportamentos. E tudo vem sendo estudado e adequado no caminho que escolhi. Difícil? Sim, mas não impossível. Agora vem o mais recente aprendizado, que se alguém quiser aprender e tentar usar, por favor, faça. Quando tiver alguém que você realmente não suporta, não concorda em absoluto com suas crenças e atitudes: evite julgar, e envie LUZ para ela. Afirmo aqui: que estou longe da perfeição, e não estou me vangloriando, só constatando aprendizados. São alguns pequenos passos para chegarmos um pouco mais próximos dos Grandes Mestres e da iluminação. O caminho da luz, do amor e do perdão.


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IPORAN NUNES DE OLIVEIRA “ Feliz a Nação que não esquece dos seus Heróis” Notícias antigas davam notas de que o Tenente Iporan era um “Herói esquecido”. Se era esquecido, hoje não é mais... Nascidos aos 20 de dezembro de 1917, na cidade de Cuiabá, foi o terceiro filho do casal Joaquim Pinto de Oliveira e Theomila Nunes de Oliveira. A vida estudantil de Iporan teve início em escolas públicas e o ginásio e secundário no Liceu Cuiabano. Aprovado em concurso para cargo como agente fiscal do Estado optou em transferir-se para o Rio de Janeiro, preparando-se para entrar na Escola Militar do Realengo ingressando, logo a seguir, na Academia do Exército Brasileiro em abril de 1940 e declarado Aspirante a Oficial em 1944, em plena 2ª Guerra Mundial. Voluntariou-se para ser incorporado no 11º Regimento de Infantaria, sediado em São João Del Rei-MG e, após período de preparação do seu batalhão no Rio de Janeiro, embarcou para a Itália no segundo escalão da FEB, em 22 de setembro de 1944 desembarcando no porto de Nápoles em 11 de outubro de 1944, sendo submetido ao período de adaptação e ao novo armamento antes de seguirem para o Front em novembro, início do inverno. Aparecem os entraves iniciais, a comunicação de tropas falando idiomas díspares, costumes, material bélico diferenciado utilizando tecnologias desconhecidas, não bastassem esses fatores, havia o relevo e o clima rigoroso, que não foram suficientes para conter o ímpeto de nossa tropa. Iporan, agora promovido a 2º Tenente, exercendo o comando de um Pelotão da 2ª Companhia, obtém o primeiro e arrojado resultado, mostrando destemor em 12 de dezembro, durante o ataque ao Monte Castelo, fortemente guarnecido pelo inimigo, seu Pelotão conquistou o vilarejo de Falfare. Posteriormente liderou 11 bem-sucedidas patrulhas e um ataque à localidade de Castelnuovo. Sua atuação estratégica brilhou ainda mais na conquista de Montese ao liderar seu Pelotão em uma infiltração audaciosa, que os alemães julgavam impossível em face das minas e arames farpados colocados Superando os aguerridos combates de La Serra nos dias 23 e 24 de fevereiro de 1945 onde os pracinhas sobrepujaram o forte inimigo, Tenente Iporan segue a outro desafio Castelnuovo, provavelmente a vitória mais rápida dessa guerra, nossas tropas iniciam o cerco da cidade bem cedo no dia 5 de março de 1945, esperavam as tropas americanas darem ordem e desfechar o ataque. O 2º Batalhão do 11º RI deslocou-se às 09:00 horas do dia 14 de abril apesar dos fogos, em movimento que lhe custou 22 baixas. O bravo Tenente Iporan, com sua patrulha alcançou o terreno a Sudeste e Montese e, às 18 horas

estava em poder da FEB. “Montese caiu, graças a ação maravilhosamente bela do jovem Tenente Iporan, que agiu à base da “alea jacta West”. Nem o Comandante da sua Companhia sabia onde ele estava. E ele já estava dentro de Montese – palavras do General Lima Bayner no livro “A Verdade sobre a FEB”, pg. 403. Tenente Iporan, adentrando com seu pelotão em Montese, toma de início a torre local, onde fez vários prisioneiros, e manteve posição de resistência contra os alemães, contribuindo em larga escala para o sucesso das operações. O 2º Batalhão do 11º RI foi a primeira tropa brasileira a romper o dispositivo defensivo e adentrar na fortificada defesa alemã, momento em que as demais unidades engajadas na batalha sofriam perdas consideráveis em razão da obstinada resistência. Demonstrou o Tenente Iporan coragem, decisão, vontade, senso do cumprimento do dever e iniciativa. Após o longo combate, onde se conquistou o chão palmo a palmo, foi conseguido, ao final do dia, dominar as resistências inimigas, fazendo-as retrair após sofrerem baixas. Mesmo dominados, não houve impedimento para que a artilharia alemã efetuasse mais de 2.800 tiros, provavelmente descartando munições. Na manhã do dia 15 de abril de 1945 a tropa brasileira ultimou a limpeza da cidade. Essa batalha, ficará marcada para sempre na memória dos nossos soldados, pelas lições de bravura e competência operacional dos “pracinhas”. Terminada a Guerra, o herói cuiabano segue abnegado nas fileiras do Exército e, retornando para sua terra natal, casou-se com a Srta. Altayr de Lima Bastos de Oliveira em 1948, tendo o casal 4 filhos. Em 1964 foi promovido a Coronel e passou para a Reserva, vindo a falecer no dia 3 de dezembro de 2011, em Niterói/RJ de causas naturais, sendo cremado. Por seus feitos e méritos em combate o Tenente Iporan foi agraciado com as seguintes medalhas brasileiras: - Cruz de combate de 1ª e 2ª classe; Medalha de Campanha; - Medalha de Guerra; Ordem do Mérito Militar;- Ordem do Mérito Militar, Grau de Oficial, e Medalha Marechal Mascarenhas de Morais - Por sua bravura e senso de heroísmo o Tenente Iporan foi condecorado pelo Major-General Charles Hunter Gerhardt (1895-1976) com pela Medalha “Silver Star Medal”; - Pelo Reino Unido, o Marechal de Campo Sir Harold Alexander ( 1891-1969) lhe conferiu o título de “Member of the Order of the British Empire”. EXCERTO: ALVES, Ubiratã N. Diário de Cuiabá, dez/2020. Ver menos


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