Alberto Dines diz que “a recuperação do meio ambiente é uma das missões cruciais na pauta do novo renascimento. A natureza é a própria representação do Paraíso, seja no seu visual – bucólico ou agreste –seja na simplicidade dos seus mecanismos. Resgatá-la, passou a ser um dos primeiros compromissos deste novo ser humano, alquebrado e iluminado, machucado e pertinaz.”
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PASSEIO TURÍSTICO SERÁ NO LAGEADO
Turismo promove caminhada gratuita para resgatar a história e as personalidades de Botucatu
Os moradores de Botucatu terão uma oportunidade especial de conhecer mais sobre a história do município e os personagens que ajudaram a construir sua identidade. A Secretaria Municipal de Turismo realizará no próximo sábado, dia 7 de junho, uma caminhada
guiada gratuita com o tema “As Personalidades de Botucatu”.
A atividade acontecerá na tradicional Fazenda Lageado, um dos patrimônios históricos mais importantes da cidade. O ponto de encontro será às 8 horas, em frente à Portaria Nova, localizada na Rua Dr. José Barbosa de Barros, nº 1780, no Jardim Paraíso PARTICIPE!
Diário da Cuesta
a r t i g o
Elda Moscogliato
Estamos vivendo o Ano Internacional dos Oceanos proposto pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO e proclamado pela Assembléia Geral das Nações Unidas já em 1994, para vigorar neste exercício de 1998, anunciam-no os jornais e revistas científicas.
A importância do tema que encerra uma questão global conclamou a alta cúpula internacional de vez que na sua abrangência diz respeito à sobrevivência humana, razão pela qual todas as nações se mobilizam e ocorrem à idéia, através de seus organismos correspondentes, prestando-se à cooperação e à solução do problema em si, grave e improcrastinável.
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É preciso salvar o mar conhecendo-lhe mais insistente e cientificamente as profundezas abissais - um mundo submerso e povoado, do qual tão pouco ainda se sabe. É necessário devassar-lhe as entranhas que encerram reservas potenciais úteisexpostas à gratuidade explorativa em benefício da vida e da sobrevivência humana.
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Essa munificência dadivosa à espera de uma exploração racional e atuante, está sendo vítima indefesa de deteriorização impiedosa através de detritos radioativos, componentes químicos e outros mais, deletérios, que lhe devassam a superfície com o grave comprometimento de sua fauna aquática admirável, o aniquilamento da faixa litorânea e a contaminação das praias que a natureza enfeitou.
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Desde que se destruam as águas oceânicas compromete-se em definitivo a vida na terra. O problema é grave e se impõe a uma solução inadiável, consideradas as
POR MARES E OCEANOS
agressões que atualmente as comprometem. É ponto bastante significativo para a bioética que surge na defesa dos valores indispensáveis ao equilíbrio do ecosistema vital à preservação da vida na terra.
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Essa imensa massa líquida que nos seus 330milhões de quilometros quadrados ocupa 70% da superfície do globo, polarizará por todo este ano a inteligência universal responsável, toda entregue a reparar-lhe os danos e impedir-lhe lesões maiores, na elaboração de leis e estatutos que lhe cicatrizarão os males e lhe deterão a ruína total, precavendo-a de se transformar num imenso mar morto.
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do-o na ilha da Perfeição de que o herói se enfarou e fugiu de regresso ao lar.
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Essa mesma massa escorregadia, líquida e acariciante, que esconde no vai-e-vem da maciez das ondas o idílio eterno com a Lua, capaz, no paroxismo das tormentas de fazer sossobrar pequenos barcos ou couraçados gigantes nas partidas perigosas das batalhas navais, à força total das quais jazem em seu seio misterioso as carcaças de submarinos e aviões camikases.
Essas mesmas águas que nos vêm da Criação já povoadas e enriquecidas desde o segundo dia do Criador, quando separou-as e povoou-as com esmero de artista. Deu-lhes mais: um caminho movediço e deslizante pelo qual os povos primitivos recém-saídos das tribos primeiras, aventuraram-se à caminhada dos milênios que lhes facultou entre terras e mares, serranias e caudais, a chegada ao Estreito de Bhering e lhes ofereceu o Ocidente. Traziam já consigo o uso de quipos: o calendário mais perfeito de todos os tempos; o culto do Sol, o segredo das pirâmides e deixaram marcas de uma civilização atordoante e surpreendente.
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Essas massas líquidas que forneceram aos fenícios, o segredo do múrice purpúrio que lhes abriu à comercialização de todos os povos as especiarias do Levante
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Essa mesma massa fluída, movente, aliciante e perigosa que sugeriu à fantasiosa imaginação do homem as mais ricas e envolventes mitologias, povoando os mares e oceanos dos tritões, dos deuses invencíveis, das ninfas, das sereias, capazes de desviar Ulisses dos braços de Penélope, isolan-
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Essa mesma massa líquida, flutuante, instável e fascinante arrebata a literatura de todos os tempos lembrando-nos o misterioso Navegante Solitário que Wagner extraiu das lendas dos Países Baixos e imortalizou no Navio Fantasma.
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Esse imenso lençol movediço sepultou em seus abismos profundos os lendários lêmures, a terra de Mu e a Atlântida de cuja civilização fantástica falam os helenos clássicos
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Essa imensa mole líquida oferece através de sua crosta sólida, no solo abissal, o sustentáculo às grandes realizações da tecnologia mais avançada através das pontes quilométricas - pontes da amizade, da comunicação, da interação de regiões e países em prol do enriquecimento, da amizade, do progresso.
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Do profundo de suas águas flutuantes jorra o petróleo - força econômica que se constitui o sexto poder do mundo.
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Singrando suas águas inseguras, partiram um dia, de uma pequenina Nação Lusitana, as caravelas que nos revelaram ao mundo. Estamos a 500 anos da descoberta.
Que a Embaúba é uma árvore típica do cimo da Cuesta de Botucatu? Pois é, a Embaúba que também é conhecida por Umbaúba, Ambaíba, Ambaúba, Imbaúva ou Imbaúba, é árvore da família das Moráceas (cecropia palmata); é árvore de tronco indiviso. Embaubal é o bosque de embaúbas. Também é chamada de árvore-dos-macacos ou árvore-da-preguiça ou torém. O antigo traçado férreo da Sorocabana passava por Vitória (Vitoriana), Lageado e...Embaúba... Sim, Embaúba é uma pequena Vila pertencente a Botucatu que até hoje é procurada pelos amantes da pesca por ser um local ideal e piscoso. Hoje, o descuido e o desrespeito à natureza reduziu muito o número de Embaúbas em nossa região, mas podem ser encontradas na Cuesta e em vários pontos verdes de nossa cidade.
EXPEDIENTE
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes
com br
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Dia da Ecologia e Dia Mundial do Meio Ambiente. Tudo isso representa um esforço, um grande esforço dos ambientalistas , dos ecologistas e dos políticos corretamente inseridos na pauta emergencial de proteção à natureza.
A preocupação com a ecologia, hoje, tem destaque e apoios no mundo todo Mas, nem sempre foi assim O mundo passou a “pensar” a ecologia com seriedade e preocupação em meados dos anos 60. Os EUA e a Europaforam os primeiros a sentirem a “explosão da ecologia”, preocupação que só chegou até nós em meados dos anos 70. Nessa época eram pouquíssimas as associações (ONGs) que tratavam desse grande problema para a humanidade. Hoje, a proliferação de entidades e associações que “cuidam” do assunto é gigantesca, forçando a que haja uma pesquisa relativa à confiabilidade das ONGs e ao engajamento concreto de seus dirigentes
Em seu emblemático artigo “Por uma nova visão do Paraíso” (revista Pau Brasil, julho/agosto de 1984 e revista cultural Peabiru, janeiro/fevereiro
Meio Ambiente & Ecologia
de 1999), Alberto Dines nos trazia a sua preocupação com o tema, resgatando a peça fundamental de qualquer “brasiliana”, escrita por Sérgio Buarque de Hollanda, em 1931: “Visão do Paraíso” (Editora José Olympio,1932).
Na obra, destaca Dines, o historiador procura o cenário do Novo Mundo que seria ocupado pelos europeus, especialmente pelos espanhóis e pelos portugueses, sendo certa a diferença da visão que eles tinham do “paraíso”, com o pragmatismo dos espanhóis e com o caráter imaginativo dos portugueses, traços particulares da formação espiritual desses dois povos E isso seria marcante na atuação de ambos no continente americano.
Dines diz que “a recuperação do meio ambiente é uma das missões cruciais na pauta deste (novo) renascimento. A natureza é a própria representação do Paraíso, seja no seu visual - bucólico ou agreste – seja na simplicidade dos seus mecanismos. Resgatá-la, passou a ser um dos primeiros compromissos deste novo ser humano, alquebrado e iluminado, machucado e pertinaz.”
E diz mais: “Ecologia, que há 20 anos era apenas a ciência que estudava o relacionamento entre os seres vivos e seu meio ou ambiente, transformou-se em cruzada. Saiu das universidades, centros de pesquisas para ganhar foros de religião, mística, culto, ideologia. Na fulminante trajetória do progresso, cujo apogeu resume-se ao curto período de três mil anos, a cada avanço tecnológico ou científico corresponde sempre um gesto de defesa. Do alfabeto à TV –para mencionar apenas o processo de comunicação – cada passo adiante foi recebido com dúvidas e ressentimentos. Era o medo do aprendizado, medo do desconhecido, insegurança. Não se discutia o progresso, mas suas conveniências.” Hoje, o mundo todo vive essa preocupação concreta com a preservação do meio ambiente. E o avanço tecnológico ou científico - que hoje pode ser do alfabeto à revolução da informação pela internet – consolida cada vez mais parcelas conscientes dos mais variados povos compromissados com a ecologia e com o resgate do “Paraíso” que idealizamos para as gerações vindouras (AMD)
LEITURA DINÂMICA
1– Cuesta é uma forma de relevo em que colinas e montes têm um declive não simétrico, sendo suave de um lado e íngreme do outro A palavra cuesta tem origem espanhola e significa encosta de uma colina ou monte. Uma das cuestas mais famosas do Brasil é a de Botucatu, que além de paisagens deslumbrantes abriga o Aquífero Guarani, que abastece milhões de pessoas. Verdadeiro mar de água doce, o Aquífero Guarani é mundialmente reconhecido e PRECISA ser protegido. A exploração das águas subterrâneas e a especulação imobiliária precisam ser fiscalizadas para a proteção do meio ambiente.
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– O DIÁRIO DA CUESTA batalha “pela defesa do meio ambiente e da cidadania em Botucatu”. A beleza da natureza é uma maravilha, uma magia que brindou Botucatu com o GIGANTE DEITADO e as TRÊS PEDRAS, com todo seu misticismo histórico: os mirantes, a escarpa, as trilhas, o voo livre de parapente e as cachoeiras, tudo com vida própria em uma iniciativa de pequenos e decididos empresários. O meio ambiente precisa ser preservado. 3
– APA de Botucatu - A Área de Proteção Ambiental de Botucatu (APA de Botucatu ) foi criada pelo Decreto Estadual nº 20.960/1983, para proteger, dentre outros, as Cuestas Basálticas, os Morros Testemunhos e as áreas de Recarga do Aquífero Guarani Abrange não só o território do Município de Botucatu, mas tam-
bém o de Angatuba, Avaré, Bofete, Guareí, Itatinga, São Manuel, Pardinho e Torre de Pedra, todos no Estado de São Paulo
A forma de relevo encontrada nesta região é a denominada Cuesta, caracterizada por um declive suave de um lado (chamado reverso) e uma encosta íngreme e abrupta do outro (chamada front), apresentando em sua baixada, próximo ao front, os chamados morros testemunhos, conforme imagem abaixo:
Na CUESTA, em sua encosta íngreme, ou seja, em sua ESCARPA já apresentada em produções da televisão como uma MURALHA NATURAL...
E toda essa beleza da natureza PRECISA ser protegida. O meio ambiente precisa contar com a participação de todos!
4- Botucatu tem convivido com um sério perigo: o CEMITÉRIO MUNICIPAL JARDIM foi localizado em cima de um lençol freático. E todos sabemos que cemitérios podem contaminar o solo e as águas subterrâneas devido a infiltração de NECROCHORUME, um líquido formado pela decomposição dos corpos existentes no Local. O Poder Público PRECISA apresentar à população, anualmente, relatórios técnicos mostrando que o perigo está sob controle. PERIGO!
Viagens # Fé
Gesiel Júnior
Ida à Basílica dos Santos João e Paulo, a igreja dos lampadários, em Roma
Chamado em italiano de Basilica dei Santi Giovanni e Paolo al Celio, o templo erigido por volta de 398 é carinhosamente conhecido como a “igreja dos lampadários” pelos romanos, em alusão aos que tinham função de manter a chama viva da fé diante de um altar. É certamente uma das mais belas igrejas da Cidade Eterna e situa-se a poucos passos do Coliseu Importante esclarecer que João e Paulo foram soldados convertidos ao cristianismo, os quais sofreram o martírio por volta do ano 362, durante a perseguição do imperador Juliano, o Apóstata (331-363). Ambos não devem ser confundidos com os santos apóstolos dos mesmos nomes.
Na segunda metade do século IV, Bizâncio, um senador romano, e Pamáquio, seu filho, fizeram de sua casa, no Monte Célio, uma igreja cristã. Nos antigos aposentos do piso térreo dessa moradia, que ainda existe sob a igreja, estão os túmulos dos mártires João e Paulo, local que já era objeto de veneração no início do século V.
Nessa época a basílica foi bastante danificada no saque de Roma pelo rei visigótico Alarico I em 410, e num terremoto, em 442, foi restaurada pelo Papa São Pascoal I (775-824). Alvo também do saque de 1084 pelos normandos, e restaurada de novo, desta vez com a adição de um mosteiro anexo e uma torre
Nos alicerces da igreja, no final do século 19, foram encontrados vestígios dos antigos romanos, que envolvem cinco edifícios bem preservados com afrescos que resistiram ao teste do tempo.
Hoje, a beleza deslumbrante dessa basílica é acentuada pelos seus lampadários de cristal, os quais proporcionam não apenas uma iluminação radiante, mas
também conferem um toque principesco ao ambiente. Tal esplendor tem levado muitos casais a escolherem a basílica como o local perfeito para celebrar suas uniões matrimoniais.
Após passar por numerosas restaurações, a Basílica dos Santos João e Paulo, atual casa-matriz da Congregação da Paixão de Jesus Cristo, tornou-se palco de uma história rica e tumultuada, revelando a resiliência de tão magnífica construção, onde está sepultado São Paulo da Cruz (1694-1775), fundador dos Missionários Passionistas.
Cronista e pesquisador, membro da Academia Botucatuense de Letras, é autor de 66 livros sobre a história regional.