DEXCO amplia importância de sua unidade em Botucatu

A Dexco, uma das maiores empresas do setor de materiais de construção do Brasil e responsável por marcas conhecidas como Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Ceusa, Castelatto e Durafloor, anunciou nesta semana uma reorganização em sua operação industrial de revestimentos cerâmicos. Com a decisão, a unidade de Urussanga, em Santa Catarina, terá suas atividades encerradas, enquanto a produção será concentrada nas fábricas de Criciúma (SC) e Botucatu (SP). Página 2
Trump recebe Flávio Bolsonaro na Casa Branca

O senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato da direita à Presidência em 2026, foi recebido nesta terça-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em um encontro considerado raro e altamente simbólico no cenário internacional.
A reunião foi articulada por Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado, e não apareceu na agenda oficial da presidência americana. A discrição, segundo aliados, foi estratégica para preservar o teor político da conversa. O jornalista Paulo Figueiredo também participou do encontro.
Flávio desembarcou em Washington, DC na segunda-feira e deve retornar ao Brasil nesta quarta-feira. Nos bastidores, o encontro é visto como um movimento para fortalecer a imagem internacional da direita brasileira e consolidar apoio ao nome de Flávio para a disputa presidencial de 2026.
Entre os assuntos discutidos estiveram a possível classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos, cooperação em segurança pública e debates sobre liberdade de expressão nas redes sociais.
A recepção de um pré-candidato estrangeiro por um presidente americano dentro do Salão Oval é considerada um gesto político incomum e foi interpretada por aliados como um forte sinal de aproximação entre Trump e a direita brasileira.
Dexco fecha unidade no sul e amplia importância de Botucatu após reorganização industrial no setor cerâmico
Produção da unidade de Urussanga será redistribuída entre fábricas de Botucatu e Criciúma.

A Dexco, uma das maiores empresas do setor de materiais de construção do Brasil e responsável por marcas conhecidas como Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Ceusa, Castelatto e Durafloor, anunciou nesta semana uma reorganização em sua operação industrial de revestimentos cerâmicos. Com a decisão, a unidade de Urussanga, em Santa Catarina, terá suas atividades encerradas, enquanto a produção será concentrada nas fábricas de Criciúma (SC) e Botucatu (SP).
A mudança reforça a importância estratégica da unidade botucatuense dentro da operação nacional da empresa, que busca ampliar a produtividade, otimizar a capacidade instalada e melhorar a eficiência operacional do segmento. Segundo a companhia, o fechamento da planta catarinense não afetará o portfólio das marcas Portinari e Ceusa, nem o abastecimento do mercado. A medida faz parte de um processo interno de reorganização para fortalecer a sustentabilidade da operação no longo prazo.
A unidade de Urussanga possuía capacidade de produção estimada em cerca de 4 milhões de metros quadrados de revestimentos cerâmicos por ano, representando aproximadamente 25% da capacidade total da divisão. Agora,
EXPEDIENTE
parte dessa demanda passará a ser absorvida por Botucatu que possui duas linhas de produção com capacidade de 10 a 12 milhões de metros quadrados por ano.
A expectativa do mercado é de que a redistribuição da produção aumente a utilização das fábricas remanescentes, tornando a operação mais eficiente nos próximos anos. Analistas do setor avaliam que a estratégia pode contribuir para melhorar os resultados da divisão cerâmica da companhia, que ainda enfrenta desafios financeiros, apesar dos sinais recentes de recuperação.
Nos resultados do primeiro trimestre de 2026, a Dexco registrou crescimento operacional e melhora na geração de caixa, mas a divisão de revestimentos cerâmicos ainda apresentou desempenho abaixo do esperado. A empresa afirma que iniciativas de corte de custos e reorganização industrial já começaram a gerar reflexos positivos.
O encerramento da unidade catarinense deve impactar funcionários locais, com desligamentos e remanejamentos internos. Já em Botucatu, a movimentação reforça o papel da cidade dentro de uma das maiores operações industriais do setor no país. (Acontece Botucatu)
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

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“ Sorte na vida...”

José Maria Benedito Leonel
Agora que a estrada tá mais curta é que percebo quanta sorte tive na vida.
Primeiro, porque agora eu sei o que o pai e a mãe puseram, lá na minha infância, no meu piquázinho, na minha trouxincha, na sacolinha de pano, pro resto de minha vida.
---- O que, Zé?
----- O que haveria de sê? O que deles era em terra alheia e fraca. O que? a educação rígida!
Ela, a educação rígida, era de pouco agrado, de pouco colo e pouca prosa, mas de muito amor protetor, mesmo que rude, bruto.
. Em criança eu já sabia que tinha pai, que tinha mãe. E eu sabia que os outros também sabiam e isso era bom. Eu tinha quem mandava em mim, quem me tratava e me protegia, se certo eu estivesse.
Assim, aprendi cedo que quem apanha em casa, não apanha de estranho. Sei, eram outros os tempos e as regras.
Graças a Deus foi assim. No começo da minha vida o pão foi a mandioca e o tempero da comida foi o molho de pimenta malagueta.
Cedo aprendi que boca sem tramela azeda leite e estraga doce.
Então meço o que falo, mastigo a prosa, pra não tê que engoli bocado alheio.
E foi assim, com poucos afagos, mas com amor rigido

e zeloso que aprendi que “a primeira palavra educa a segunda”.
Hoje sei o quanto me valeu o que aprendi em casa. É minha mãe...é meu pai... hoje eu sei e bem a distância que há entre educação e instrução.
Nos percalços da minha vida, nas horas de desencontros, minha valia mais valiosa foi a educação que levei. E só a levei porque a tinha. Simples assim.


“A Rosa Branca e o beija-flor”
MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA
O sol nascia tímido naquela manhã fria de outono.
Borboletas coloridas dançavam felizes entre folhas e flores.
As folhas voavam ao sabor do vento sul formando um tapete de cor, terroso e avermelhado.
No céu pintado de um azul solene nenhuma nuvem ousava aparecer.
Um beija-flor fazia seu passeio matinal pelos campos, acompanhava outros passarinhos num alarido.
Brincavam de esconde esconde entre cerrada vegetação.
Estava faminto buscava algumas larvinhas, quando um perfume inebriante de rosas o fez mergulhar até um verdadeiro mar de rosas brancas.
Estava tão ébrio pelo aroma delicioso que se emaranhou nos espinhos ferindo-se muito.
Tentando escapar daquela rede protetora, debateu-se até cair desfalecido na corola branca de uma linda rosa muito alva que o acolheu gentilmente.

O beija-flor em meio a tanta dor ali ficou muito quieto e esvaindo-se em sangue no leito branco e macio.
Seu sangue foi tingindo a rosa, que de branca tornou-se rubra.
Os companheiros do beija-flor ferido vinham visitá-lo trazendo-lhe alimento e tentando curá-lo.
Dias depois foi conseguindo se mover lentamente em sua pequena cama.

A rosa procurava ficar imóvel para que ele se recuperasse.
Estabeleceu-se entre a rosa e beija-flor uma surpreendente sinergia.
Enquanto ele se curava, mais a rosa envelhecia e se desfolhava.
Até que a ave conseguiu bater suas asinhas e alçar vôo cambaleante.
A rosa já tinha algumas poucas pétalas.
Novos botões brotaram em seus galhos e quando se abriram para o sol já não eram mais brancos.
Naqueles poucos dias uma simbiose entre a rosa e o beija-flor tinha milagrosamente acontecido.
Aquela roseira agora floria na cor do sangue da vítima de seus espinhos.
Rosa e beija-flor de vítima e agressor tornaram-se um só.
Ele voava pelos jardins levando de sua rosa o pólen e o perfume e ela se abria em corolas cor de sangue.