Já conhece esse museu fantástico aqui em Botucatu?
Eu gosto bastante da história da nossa ferrovia, já foram várias horas de pesquisa, buscando cada vez mais informações sobre ela, boa parte do que eu sei, foi através desse local que irei falar abaixo e da pessoa que cuida dele.
Desde 2011, o Sr Antônio Carlos dos Santos, mais conhecido como Nica, tem deixado aberta as portas da sua casa para expor a memória da nossa ferrovia, com diversos itens coletados por ele em suas caminhadas, doações de familiares dos trabalhadores da ferrovia e amigos.
Hoje, o Museu do Túnel (antigo Museu Ferroviário) tem um acervo com mais de 3.000 peças e 100 fotos da época da construção dos dois túneis da nossa Cuesta. 80% do acervo é relacionado a ferrovia. São peças de locomotivas, dos trilhos, equipamentos usados na ferrovia, rádios, telefones, matérias de jornais, fotografias, várias ferramentas de manutenção e objetos antigos relacionados ao dia a dia de décadas passadas.
O Sr Nica é um verdadeiro apaixonado pela nossa ferrovia, ele cuida de forma muito zelosa dos itens e da história da nossa ferrovia, com certeza vale muito a pena uma visita até o museu, que também é sede do grupo Aventureiros do Túnel, do qual o Sr Nica faz parte. Ao visitar o local, ele com certeza irá contar várias histórias e causos sobre a nossa querida ferrovia.
Informações sobre o museu
Abre de segunda a sexta das 13h as 18h. Recomendo que ligue antes de ir e assim consiga garantir a sua visita. (14) 3440-1095
R. Dr. Armando de Sales Oliveira, 261 – Vila Maria – Botucatu/SP
Entrada Gratuita (FONTE: DESCUBRABOTUCATU)
Informações sobre esse e outros pontos turísticos em meu site: descubrabotucatu.com
EXPEDIENTE
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes
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DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
“PAVLOVA E A FLOR DA NEVE”
Maria De Lourdes Camilo Souza
Um casal de jovens enamorados foi patinar num lago gelado próximo á vila aonde moravam.
Estavam sós ali em meio aquela linda e enregelada paisagem.
O rapaz muito cavalheiro viu uma flor que nasceu ali entre a neve alva, e está prestes a colhe-la para ofertá-la a sua amada e ela o interromope pedindo que não o faça e depois conta uma estória que ouviu de seu falecido pai, quando ela ainda era uma menina.
-”Aquela flor que nasceu ali no meio do gelo e da neve, está esperando pelo seu androceu.
Ficará ali incólume por dias ou talvez anos, até que ele também floresça próximo a ela, e venha aquecê-la.
Depois de uns breves momentos de felicidade, murcham e se despetalam, para só renascerem no próximo inverno. “
O coração dele bateu forte e aquele momento se eternizou nos olhos do casal.
Saíram do sonho com o estrépito do gelo se trincando sob os pés da moça.
Ela tentou se mover e fugir para de repente sumir dentro do buraco negro que se abriu sob seus pés para dentro do lago congelado.
Mãos e pés tentavam se mover nas águas que a engoliram e foi descendo suavemente já quase desfalecida.
Momentos eternos se passaram, até ser salva pelo seu na-
morado que tentava reanimá-la depois de uma luta sobre-humana para tirá-la de lá.
Quando a colocou sobre o trenó e a cobriu com um cobertor, voltou a buscar a corda que o ajudou no salvamento, mas só teve tempo de ver que um de seus colegas levava o trenó e sua amada para longe.
Novo estrépito de gelo se partindo se ouviu e ele mergulhou de volta nas águas congeladas, debatendo-se e gritando o nome do colega que se distanciava...
No desespero para se salvar suas mãos conseguiram se agarrar na corda que ainda estava lá na beira do buraco no gelo.
O jovem enregelado, emergiu do lago saindo com muita dificuldade e desmaiou.
Dias depois, refeito do susto, saiu daquela vila e foi estudar em Istambul.
Um dia passeando pelas ruas da grande cidade, parou para tomar um chá e viu na vitrine da cafeteira, aquele doce todo branco enfeitado com frutas vermelhas.
Perguntou o nome daquele doce e o atendente respondeu que se chamava “Pavlova” e contou a sua estória.
Foi criado em homenagem a uma bailarina russa, que se chamava Anna Matveyeva Pavlova, nascida em 1881.
Essa bailarina fez uma turnê pela Austrália
Esse doce, uma nuvem de merengue recheada de chantily e coberta com uma flor de pétalas de frutas vermelhas, assemelhava-se ao tutu dessa bailarina.
O jovem pediu essa sobremesa e ficou mirando-a enquanto saboreava o chá quente.
Lembrou-se daquela flor entreaberta em meio á neve e da namorada distante, seus olhos se perderam na saudade