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Diário da Cuesta

O JORNAL DE BOTUCATU

GRANDE CONGESTIONAMENTO

PARALISA TRÂNSITO EM BOTUCATU

O trânsito na cidade de Botucatu entrou em completo colapso na manhã de quarta-feira. Uma impressionante sequência de acidentes em pontos cruciais e de grande movimento travou as principais vias de acesso e paralisou o fluxo de veículos no município. Página 2

FELINOS DA CUESTA

O Felinos da Cuesta é um projeto de pesquisa e conservação sediado em Botucatu (LCN/FCA Unesp) que monitora carnívoros de topo de cadeia na região. A iniciativa protege a biodiversidade local mapeando rotas ecológicas e populações de espécies essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas da Cuesta.

Diário da Cuesta

CAOS HISTÓRICO: SÉRIE DE ACIDENTES PROVOCA

MAIOR CONGESTIONAMENTO DA HISTÓRIA DE BOTUCATU

O trânsito na cidade de Botucatu entrou em completo colapso na manhã de quarta-feira. Uma impressionante sequência de acidentes em pontos cruciais e de grande movimento travou as principais vias de acesso e paralisou o fluxo de veículos no município.

RECORDE HISTÓRICO NAS RUAS:

Diante do efeito cascata provocado pelas interdições e colisões, Botucatu presenciou a maior série de congestionamentos de toda a sua história. Embora os órgãos oficiais ainda não tenham divulgado os números exatos da extensão das filas, especialistas em trânsito calculam que os congestionamentos na cidade passaram facilmente dos 30 quilômetros, alcançando uma marca inédita no município.

OS ACIDENTES QUE TRAVARAM A CIDADE:

Rodovia Marechal Rondon (SP-300): O principal ponto de estrangulamento ocorreu nas proximidades do condomínio Vale do Sol. Uma colisão envolvendo dois carros e uma carreta carregada acabou com o tombamento do veículo pesado no canteiro central. Um dos automóveis envolvidos ficou completamente destruído.

Efeito Dominó:

Com a rodovia travada, o reflexo atingiu o perímetro urbano e outras colisões aconteceram em sequência, incluindo um engavetamento com vários veículos sobre o viaduto da Marechal Rondon (sentido Unesp/Rubião Júnior), uma batida perto do trevo do SESI e outro acidente na região da Cecap, onde um poste de iluminação foi derrubado.

EXPEDIENTE

TRABALHO NA PISTA:

Equipes de resgate, concessionária e agentes de trânsito foram mobilizados em força máxima para prestar socorro às vítimas, remover os veículos destruídos e tentar reordenar o tráfego nas rotas alternativas, que também ficaram saturadas (Agência 14 News/Jornal Regional))

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

O Felinos da Cuesta é um projeto de pesquisa e conservação sediado em Botucatu (LCN/FCA Unesp) que monitora carnívoros de topo de cadeia na região. A iniciativa protege a biodiversidade local mapeando rotas ecológicas e populações de espécies essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas da Cuesta

Espécies Monitoradas na Região:

A Cuesta de Botucatu é um importante refúgio de Mata Atlântica e Cerrado, abrigando diversas espécies nativas de felinos:

Onça-parda (Puma concolor): O maior felino da região, também conhecido como suçuarana.

Jaguatirica (Leopardus pardalis): Espécie de médio porte que depende de locais com cobertura vegetal densa.

Outros pequenos felinos: Inclui espécies como o gato-do-mato, gato-maracajá e gato-mourisco.

Monitoramento e Segurança:

Os pesquisadores utilizam armadilhas fotográficas para estudar os hábitos solitários e predominantemente noturnos desses animais. O monitoramento é fundamental para entender a ecologia desses predadores e combater grandes ameaças locais, como a perda de habitat e os acidentes em rodovias.

Como Você Pode Ajudar:

O projeto atua em conjunto com órgãos como a OAB e o COMDEMA para avançar políticas públicas de proteção da fauna. Você pode contribuir enviando registros de animais (vivos ou atropelados) nas rodovias da região.

Entre em contato e saiba como encaminhar informações diretamente pelo Instagram do Felinos da Cuesta

Acompanhe os esforços legais em defesa da biodiversidade e os corredores ecológicos locais através do Instagram do Projeto em Defesa da Biodiversidade.

Viagens # Fé

Em Trinità dei Monti, a igreja erguida na principal colina de Roma

Com vista para a Praça da Espanha e reconhecível pelas suas duas torres sineiras (incomuns na paisagem romana), a igreja da Santíssima Trindade dos Montes (Trinità dei Monti) foi consagrada em 1594. Tal como o convento associado, deve a sua origem à ajuda espiritual que São Francisco de Paula (1416-1507), fundador da Ordem dos Mínimos, prestou ao rei da França Luís XI (1423-1483). Em 1494, o seu filho Carlos VIII (1470-1498), grato pelo apoio concedido, inaugurou a construção de um complexo no Monte Pincio, em Roma, para albergar os religiosos franceses da ordem fundada pelo santo eremita calabrês.

A construção prolongou-se por todo o século XVI e hoje o local é conhecido como a “igreja romana dos reis da França”. Quando Francisco de Paula foi canonizado (1519), o templo estava pronto. Construído em estilo gótico, utilizando pedras da região de Narbonne, o prédio tem uma única nave ladeada por seis capelas, às quais foram acrescentadas as duas capelas do transepto.

As obras do primeiro edifício foram concluídas em 1585, com a consagração do Papa Sisto V (1521-1590). Ele também havia confiado ao célebre arquiteto Domenico Fontana (15431607) o projeto de construção de uma estrada que ligaria esta igreja à Basílica de Santa Maria Maggiore. Fontana, dada a diferença de altura criada devido aos trabalhos de escavação, também cuidou do desenho da monumental escadaria de dois lanços que ainda hoje garante o acesso à igreja.

Em frente da igreja, onde Regina Célia e eu estivemos algumas vezes, está o Obelisco Salustiano, um dos muitos obeliscos de Roma, levado para lá em 1789. Hoje, o templo tem 17 capelas, cada uma com o nome de uma das famílias que obtiveram o patrocínio no século XVI.

Por volta de 1774, segundo projeto de Giuseppe Pannini (1718-1805), o arco principal da nave foi alterado, obliterando as estruturas góticas originais e modificando a harmonia entre a nave principal e as capelas laterais. Um alto portão de ferro forjado, inicialmente posicionado ao nível da abóbada diagonal, tinha como objetivo preservar a vida monástica original.

A rica decoração faz de Trinità dei Monti um testemunho extraordinário do “Maneirismo Romano”, ou seja, fase da arquitetura transcorrida entre 1530 e 1610, entre o fim do Renascimento e o advento do Barroco

Cronista e pesquisador, membro da Academia Botucatuense de Letras, é autor de 66 livros sobre a história regional.

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