OSCAR WILDE: ÍCONE DA CULTURA INGLESA!

EM 19 DE MAIO DE 1897, O ESCRITOR OSCAR WILDE É LIBERTADO DA PRISÃO. HAVIA SIDO PRESO POR ATENTADO AO PUDOR. SUAS EXPERIÊNCIAS NA PRISÃO SERVIRAM DE BASE PARA SUA ÚLTIMA OBRA: “A BALADA DA PRISÃO DE READING” (1898). Página 2

Aquece Botucatu 2026: Largo da Catedral terá carreta estacionada a partir de segunda-feira, 18
A Prefeitura da Estância Turística de Botucatu segue para 2026 com a campanha Aquece Botucatu, uma ação do Fundo Social de Solidariedade que tem o objetivo arrecadar agasalhos em bom estado e ajudar as entidades assistenciais da Cidade.
Além dos mais de 100 pontos espalhados pela cidade, Botucatu também contará com a tradicional carreta estacionada no Largo da Catedral. A partir de segunda-feira, 18 de maio, a Transportadora Phenix deixará um veículo estacionado no local, recebendo as doações das 07 às 21 horas, todos os dias até 30 de maio.

Almoço Solidário: ara encerrar a ação com chave de ouro, será
realizado o já tradicional Almoço Solidário na Avenida do Fórum, reunindo entidades assistenciais, tribos e a solidária população de Botucatu no dia 31 de maio (domingo). Neste dia, haverá coleta de agasalhos, comércio de diversas comidas e bebidas, desfile das tribos e diversas apresentações musicais por toda a tarde. A renda será revertida para o Fundo Social de Solidariedade e para as próprias entidades de Botucatu.
Participe do Aquece Botucatu 2026. Faça sua doação e ajude a espalhar mais solidariedade, cuidado e acolhimento pra quem mais precisa de roupa boa! (Fundo Social de Solidariedade)

Diário da Cuesta
Oscar Wilde Ícone da Cultura Inglesa!
“Nunca viajo sem o meu diário. É sempre bom ter algo sensacional para ler no trem.” - Oscar Wilde –O Blog do Delmanto publicou uma seguência de posts culturais, toda semana, uma FRASE DA SEMANA nova referente a uma personagem. E nem sempre são apenas frases, mas, sim, trabalhos de pesquisa e criatividade...São trabalhos da colaboradora requeri – Regina Claudia Brandão dos Santos. A desta semana precisa ter uma amplitude maior para que nossos leitores possam acessar com mais facilidade esta peça valiosa da cultura mundial.
Oscar Fingall O’Flahertie Wills Wilde - Dublin/Irlanda/16/10/1854, Paris/França/30/11/1900 - um dos maiores escritores de língua inglesa do século 19, tornou-se célebre pelo conjunto de sua obra, e pela sua personalidade. Sofisticado, inteligente, dândi, adepto do esteticismo - a arte pela arteé owner de contos notáveis como, O Crime de Lord Arthur Saville, algumas peças de teatro como, O Leque de Lady Windermere, ensaios, A alma do homem sob o socialismo, e romances, O Retrato de Dorian Gray, a sua mais bem sucedida obra.


Oscar Wilde era filho do médico, Sir William Wilde e da escritora, Jane Francesca Elgee, defensora do movimento da Independência Irlandesa. Desde criança Oscar Wilde esteve sempre rodeado por grandes intelectuais. Criado no protestantismo, destacou-se nos estudos das obras clássicas gregas e no conhecimento dos idiomas
O Blog do Delmanto esclarece: um dândi não nasceu aristocrata mas combina elegância e requinte, no seu jeito de vestir, de falar, além de mesclar conhecimentos refinados e gosto pelas artes. O dandismo foi um comportamente típico dos jovens burgueses do começo do século 19. O irlandês Oscar Wilde é excelente exemplo do dandismo, mas ninguém supera o primeiro dândi da história, o inglês George Bryan Brummel/Beau Brummel/07 de junho de 1778/30 de março, 1840
Ele era uma figura icônica do reino inglês, amigo do Príncipe Regente, o futuro rei George IV.
Beau Brummel estabeleceu o modo de se vestir para os homens que rejeitavam a moda excessivamente ornamental, e queriam discreção, cuja base eram os casacos escuros, calças em vez de calções e meias e, acima de tudo, uma imaculada camisa de linho branca ornada com uma bela gravata.
O mote do dandismo, já que um dândi não nasceu em berço de ouro, é tornar-se amigo de quem nasceu.
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.
Diário da Cuesta 4
“A balada do tatu”
Maria De Lourdes Camilo Souza
Que tempo é esse?
Ele não espera mais, já passou! De 2012 para 2022 na espera.
E nesse meio de tempo o que fez?
Stand by ...
O vento chacoalhou fortemente a copa das árvores e caíram as folhas, as flores, as vagens com as sementes.

E fomos varrendo tudo para debaixo do tapete até o momento que o tapete encolheu.
Balançou seu mundo, virou tudo de pernas para o ar e nessa nova ótica começou a achar novos paradigmas.
A mente que julgava o tempo todo precisou ser colocada frente ao espelho.
Quem é que você julga? O outro ou é você que precisa virar o prisma?
Ai.. ai.. ai...
A boca que vociferava ferrenha emudeceu.
Quem é o feio? Quem é o belo? Quem está certo? E o errado sou?
Eu!
Enfiamos a cabeça na terra como avestruz.
O tatu parou de pensar. Falou com veemência:- “Vamos lá, é hora de sair de casa”.
Tomou um banho de terra, esfregando bem a carapaça.
Lembrou-se de seus tempos de glória quando chegou a ser o bichinho símbolo “daquela” Copa do Mundo. Tatu bola Enroladinho virava a bola Levou muitos chutes, mas sua dura carapaça o protegia dos mais duros. Depois disso ficou escondido na sua toca.
Deu ultima olhada no espelho perto da porta, aprumou-se e saiu, olhando para todos os lados.
Já era noite e não tinha viva alma.
Respirou fundo apreciando o ar da liberdade e foi.
Primeiro foi andando devagar olhando aquela vizinhança tão familiar, mas que nos últimos tempos evitava Foi notando todas as mudanças.
Novas tocas, novos vizinhos.
Notou que tinha notório crescimento. Estava tudo novinho em folha. Até a comadre capivara tinha pintado o portão e feito um novo jardim. Olhou o céu estrelado e abotoou o último botão do casaco pois sentiu um frio inusitado naquela noite.
Aos ventos da liberdade sentiu-se mais forte e motivado e começou a correr.
A princípio meio trôpego e com cuidado e depois desabalou numa corrida veloz.
Os ares da liberdade o embriagaram começou a rir alto, pensando: porque não fiz isso antes?
Como é bom!
Chegou a soltar um grito de alegria que sufocou olhando para todos os lados, pois era noite e ia acordar os vizinhos adormecidos.
No fim da rua viu a luz azul e a placa do boteco onde costumava tomar umas bebidinhas nos finais de semana.
Entrou olhando tudo e todos.
Procurava pelo antigo dono, seu amigo de muitos anos.
Estava lá atrás do balcão servindo um trago ao primo Totó. Chegou-se mais sentando-se na banqueta alta e cumprimentando a todos.
O amigo veio rápido cumprimentando alegre e servindo um trago ao amigo, levantaram as copas num brinde feliz: -”Viva a liberdade”

Historiando
LUIZ GONZAGA PINTO DA GAMA
Líder abolicionista
Nascido em Salvador, Bahia, no dia 21 de junho de 1830, filho de um fidalgo de origem portuguesa Antônio Augustinho Carlos Pinto da Gama cujo nome jamais citou, e da escrava livre Luiza Mahin, africana da Costa da Mina, que, segundo ele, participou da revolta do Malês em 1835, e da Sabinada em 1837 e, como consequência teve que fugir para o Rio de Janeiro, deixando o filho aos cuidados do pai. Sob a guarda do genitor Luiz Gama foi vendido como escravo aos 9 anos para um comerciante e contrabandista Antonio Pereira Cardoso, para pagar dívida de jogo permanecendo analfabeto até os 17 anos. Pelo fato de ser baiano, com fama de insubordinado, o comerciante não conseguiu revendê-lo e o levou para sua fazenda no município de Limeira-sp. Gama ficou encarregado dos serviços domésticos, cuidando da copa, das roupas e dos sapatos desse agiota escravista. Aos 17 anos conheceu um jovem de Campinas e com ele combinou um elo fraternal para aprendeu a ler e escrever. Com 18 anos, sabendo que sua situação era ilegal, uma vez que sua mãe era livre, Luiz Gama fugiu para a cidade de São Paulo e, estudioso dos assuntos de Direito, na condição de rábula (advogado sem diploma) conquistou judicialmente a própria liberdade. Com o sucesso, passou a atuar na “advocacia” em prol dos cativos. Alistou-se na Força Pública da Província de São Paulo e em 1850 casou-se com Claudina Gama, com quem teve um filho. Nesse mesmo ano, tentou ingressar no Curso de Direito do Largo de São Francisco, mas a Faculdade recusou sua matrícula porque era negro e pobre. Mesmo sendo hostilizado pelos professores e alunos ele assistia as aulas como ouvinte, e também tinha acesso à biblioteca da Instituição, o que lhe deu subsídios para sua educação autodidata. Em 1854, Luiz Gama foi dispensado da Força Pública devido a uma acusação de insubordinação. Gama alegou que havia sido insultado por um oficial e que, frente a isso, o ameaçou. Como resultado, ficou 39 dias preso. Durante esse período, lia e escrevia. Desprovido de formação acadêmica, ele defendia ações de primeira instância, por meio de autorização provisória obtida no Juizado Municipal ou definitiva pelo Tribunal da Relação. Em suas defesas, em prol dos cativos, Luiz Gama atuava com ousadia, embasamento impecável e oratória afiada. A Justiça teve que se curvar às suas alegações. Em 1856, tornou-se escriturário da Secretaria de Polícia onde permaneceu até 1868, quando foi demitido por incompatibilidade política com os conservadores. Não obstante, seu temperamento genioso se mantinha firme e era considerado e consagrado como “o maior abolicionista do Brasil”. Tendo como sua opção profissional defender as causas abolicionistas e por ter sido bem sucedido nas lutas travadas perante os Juízes, sua fama atraiu um expressivo número de clientes. Gama recebia em sua casa grande número de escravos humildes em busca de liberdade. Entre 1870 e 1872, Luiz Gama com 42 anos, em uma ação iniciada no
Roque Roberto Pires de Carvalho email:roquerpcarvalho@gmail.com
Fórum de Santos, em São Paulo, chegou ao Supremo Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro, última instância do Poder Judiciário no Brasil no tempo do Império. No fim de processo, os 217 escravos de Manoel Joaquim Ferreira Neto receberam sua liberdade de volta e Luiz Gama foi, mais uma vez, brilhante. Em 1873, participou da Convenção de Itu, que criou o Partido Republicano Paulista. Em 1880 tornou-se líder da Mocidade Abolicionista Republicana. Participava de sociedades secretas como Maçonaria, que o ajudava financeiramente. Diferentemente de outros negros abolicionistas, como José do Patrocínio e André Rebouças, somente Luiz Gama tinha vivenciado o drama da escravidão, o que certamente provocou o seu ativismo. Além de trabalhar como “advogado” Luiz Gama foi um grande jornalista. Destemido, articulado e irônico, levou aos jornais suas defesas dos ideais abolicionistas e republicanos com os quais desafiou os políticos e a sociedade de sua época. Destacou-se por utilizar caricaturas que ilustravam as reportagens dos fatos cotidianos da conjuntura social, política e econômica, o que permitia os iletrados compreenderem os fatos; colaborou com diversos jornais progressistas e projetou-se na literatura em função de seus poemas, nos quais satirizava a aristocracia e os poderosos de seu tempo. Muitas vezes ele se ocultava sob o pseudônimo de Afro, Getulino e Barrabás. Publicou em 1859 uma coletânea de versos satíricos, intitulado “Primeiras Trovas Burlescas de Getulino”, que fez grande sucesso. Escreveu também peças líricas de reconhecido valor. Luiz Gama faleceu no dia 24 de agosto de 1882, aos 52 anos de idade, por complicações da diabetes e sepultado em São Paulo no Cemitério da Consolação, com a presença de 3 mil pessoas em uma São Paulo de 40 mil habitantes. Vítima do apagamento histórico por mais de um século, aos poucos o papel de Luiz Gama vem sendo resgatado. Em 2015, a Ordem dos Advogados do Brasil reconheceu Luiz Gama como Advogado, corrigindo uma injustiça cometida USP ao recusar a inscrição do jovem negro. A Faculdade deu seu nome à uma das salas. Em 2018 recebeu o título de Patrono da Abolição da Escravidão no Brasil, além de ter seu nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria. Em 2021 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da USP. A honraria fez de Luiz Gama o primeiro brasileiro negro a receber o título; seu nome foi também reconhecido como Jornalista pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Botucatu homenageou o líder abolicionista no período de 1940 até 1970 com a Sociedade Recreativa “Luiz Gama”, herdeira da Associação 13 de maio. Quando imperou soberano por 30 anos na cidade ainda provinciana com uma folha de realizações invejável. Extinta, deu lugar em 1978 à “União Cultural Negra de Botucatu. Não consta registros de sua extinção também. Acorda, Botucatu. EXCERTO: Wikipédia; FRAZÃO,Dilva,Biblioteconomista;19/3/2025
