Dia do Enfermeiro
Neste dia 12 de maio se comemora, mundialmente, o Dia da Enfermagem e do Enfermeiro. A data foi escolhida em homenagem à Florence Nightingale, nascida em 12 de maio de 1820 e considerada a “mãe” da enfermagem moderna. No Brasil, a data também lembra Ana Néri, primeira enfermeira brasileira a se alistar voluntariamente em combates militares. Em tempos de pandemia, esses profissionais, que sempre estiveram na chamada “linha de frente” dos atendimentos de saúde, se arriscam diariamente à contaminação por uma doença ainda sem cura ou vacina, para salvar o outro.

Banda Marcial de Botucatu conquista título geral na Copa América de Bandas e Fanfarras
Grupo conquistou seis primeiros lugares e um segundo lugar na Copa América de Bandas e Fanfarras, garantindo o título geral da competição internacional. Página 2



Banda Marcial de Botucatu conquista título
geral na Copa América de Bandas e Fanfarras
Grupo conquistou seis primeiros lugares e um segundo lugar na Copa América de Bandas e Fanfarras, garantindo o título geral da competição internacional.
A Banda Marcial de Botucatu conquistou o título de campeã geral da Copa América de Bandas e Fanfarras, competição organizada pela ABANFAESC (Associação de Bandas e Fanfarras de Santa Catarina), reunindo grupos de diversos países da América do Sul e também do México.
Representando Botucatu, a Banda Marcial competiu em sete categorias e garantiu seis primeiros lugares e um segundo lugar, resultado que assegurou o título geral do concurso. A apresentação da equipe também chamou atenção pela pontuação quase perfeita: dos 240 pontos possíveis, a banda somou 239,9 pontos.
Entre os destaques individuais e coletivos da competição, a Banda Marcial de Botucatu conquistou:
�� 1º Lugar – Estandarte, com Vivian Sanchez e Ariely Amanda
�� 1º Lugar – Pelotão Cívico, formado por Larissa, Gaby, Bruna Caetano, Iara e Júlia
�� 1º Lugar – Baliza Master, com Bruna Langelli
�� 1º Lugar – Baliza Mirim, com Lorena Beatriz
�� 2º Lugar – Mór de Comando, com Juliana Fávero
�� 1º Lugar – Corpo Coreográfico, sob comando da professora
EXPEDIENTE
Laura Rachel, garantindo o bicampeonato da categoria
�� 1º Lugar – Aspecto Musical, sob regência de Samuel Ramos
A participação da Banda Marcial Botucatu foi impecável: de 240 pontos disputados, a BMB somou 239,9 pontos.
O coordenador artístico e musical da Banda Marcial Botucatu, Samuel Ramos, destacou a importância do resultado conquistado pelo grupo.
“Esse resultado prova que a Cultura de Botucatu preza pela qualidade, dedicação e excelência no atendimento”, afirmou.
A participação da Banda Marcial também contou com apoio da Prefeitura de Botucatu e da Secretaria Municipal de Cultura.
A Banda Marcial de Botucatu tem como composição institucional e artística:
�� Prefeito: Fábio Leite
�� Secretária Municipal de Cultura: Cris Cury
�� Coordenação artísticae musical: Samuel Ramos
�� Maestro: Bolinha
�� �� Professores: Laura Rachel, Bianca Marcelino, Guilherme Ramos, Lucas Fabris e Bruna Langelli (Acontece Botucatu)
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

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BANDA MARCIAL DE BOTUCATU É CAMPEÃ









Historiando
ADA LEDA ROGATO
“ a vida é mais emocionante quando se é ator e não expectador; quando se é piloto e não passageiro; pássaro e não paisagem; cavaleiro e não montaria !” (Dalai Lama)
Os dizeres do líder espiritual budista tibetano bem se aplica à vida da nossa compatriota aqui relembrada por seus feitos como atriz, aviadora e amazona pioneira da aviação feminina no Brasil. Nascida aos 22de dezembro de 1910 em São Paulo, filha do casal de imigrantes italianos Guglielmo Rogato e Maria Rosa Greco. Seu pai abandonou a família na década de 1930. Ada, com 20 anos recebeu dos pais a mesma educação dada à maioria das moças de classe média da época, para torná-las “prendadas” – além do colégio, aulas de piano e pintura, mas a sua ambição ia muito além: queria aprender a voar. Não abandonou a meta mesmo quando os pais se separaram e ela teve que ajudar a mãe não só nas atividades domésticas como em bordados e trabalhos artesanais para se sustentar. Em 1940 arrumou emprego no Instituto Biológico em São Paulo como datilógrafa a título precário e lá permaneceu até sua aposentadoria. Solteira e sem filhos em 1941, solicita licença para participar da “Semana da Asa” e no ano o seguinte matricula-se na Escola Livre da Sociedade de Pilotagem de São Paulo e é também aluna do curso noturno de Biblioteconomia. Brevetou-se – ganhou asas como aviadora em 1942. Como aviadora participa também de um curso de paraquedismo tornando-se a primeira paraquedista sulamericana e ministrava cursos para esse fim. O sonho de Ada tornou-se realidade e literalmente, decolou... Pilotou planadores, pilotou aviões agrícolas e também se destacou em acrobacias aéreas, graças a sua ousadia cada vez maior das proezas, que fizeram dela uma vanguardista da aviação nacional e para completar sua presença em festas aviatórias atraia público nos eventos organizados tanto nas capitais como nos recém-fundados aeroclubes do interior de São Paulo e de outros Estados. Durante a 2ª Guerra Mundial, realizou demonstrações de paraquedismo na Baia de Guanabara. Quando as autoridades decidiram dar combate aéreo à broca-do-café, praga que ameaçava as plantações do nosso principal produto de exportação na época e a experiência foi feita no dia 7 de fevereiro de 1948 (um sábado de carnaval) em uma fazenda de Café em Cafelândia-SP com avião CAP-4 “Paulistinha” de 65 hps adaptado com pulverizador. Ada Rogato como funcionária do Instituto Biológico, seção de Vigilância Sanitária animal, aceitou o desafio de cumprir a tarefa que a transformou em pioneira do polvilhamento aéreo no Brasil. Esse trabalho rendeu para Ada Rogato o título de “primeira mulher piloto agrícola do Brasil”. Ada era discreta e persistente no preparo dos voos e agia da mesma forma na vida particular; mesmo com toda sua modéstia, não a impediu de receber da imprensa nacional e internacional inúmeros títulos pelas suas façanhas aéreas.
Roque Roberto Pires de Carvalho email:roquerpcarvalho@gmail.com
Em 1956, nas comemorações do 50º do primeiro voo do 14-bis foi convidada e participou de um voo por todos os Estados Brasileiros. Nesta viagem percorreu 25.057 km em 163 horas de voo, levando consigo não só material sobre a vida e obra de Santos Dumont e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com seu espirito aventureiro, a aviadora o estendeu a locais perdidos do interior, sobrevoando com seu Cessna 140 americano, monomotor leve à pistão, dois lugares, denominado “Brasil”, trechos quase inexplorados do Centro-Oeste, descendo em campos de pouso, recém-abertos na mata e visitando várias aldeias indígenas. Foi mais uma vez pioneira ao atravessar sozinha e, num pequeno avião, a selva amazônica, incluindo o até hoje assustador trecho Xingu-Cachimbo-Jacareacanga. Com todas essas vitórias ainda não estava satisfeita: após ter atingido o Círculo Ártico, o aeroporto mas alto (La Paz-Bolívia em 1952 com um avião Paulistinha-Cap—4 de apenas 90 HP) e as profundezas da Amazônia, queria chegar também ao extremo sul do continente. E só encerrou a série de grandes viagens quatro ano depois (1960), quando se tornou a primeira piloto a chegar a Ushuaia, na Terra do Fogo (Argentina), a cidade mais austral do mundo, ainda a bordo mesmo Cessna-140. Entre seus feitos notáveis: 1950 a primeira piloto a atravessar a Cordilheira dos Andes ganhando o apelido de “Condor dos Andes” sendo a única aviadora do mundo a cobrir uma extensão de 51.064 km em voo solitário pelas três Américas, chegando até o Alasca; o trajeto levou aproximadamente 6 meses; Brevê nº 1 como paraquedista e foi a primeira mulher no mundo a saltar de um helicóptero, realizando 105 saltos; é a primeira paraquedista das Américas; realizou mais de 1.000 “voos de coqueluche” levando pacientes, porque acreditava-se que “as alturas” exterminava a bactéria da doença (tosse comprida); a primeira piloto a pousar em Brasília, quando a capital do país ainda estava em construção. Em vida, Ada Rogato foi amplamente reconhecida e homenageada pelo talento, coragem, ousadia e pioneirismo. Ada Rogato viveu nas décadas de 1930/1960 quando a cultura do “fazer acontecer” pertencia unicamente aos homens, como poderia ter realizado tamanhas façanhas verdadeiramente heroicas, ou até mesmo, de certa forma, insanas. Mas fez. O seu ideal de ser pássaro, voando com os seus sonhos, em busca do novo e do próximo, na pureza do céu. Para Ada Rogato tudo era, simplesmente, amor ao excelso voo, e as suas consequências não ensejavam preocupações e nem ansiedades, apenas se resumiam em suaves chegadas e saídas. Cada conquista singular era, apenas, mais um pouso, e cada saudade uma nova decolagem. O voo era a razão de sua existência. Faleceu em São Paulo no dia 15 de novembro de 1986, aos 75 anos de idade, quando ainda ocupava o cargo de Diretora do Museu da Aeronáutica da Fundação Santos Dumont, local em que guardava com muito carinho em hangar próprio, seu inseparável avião “Brasil”.
