Agora, um ônibus: 14 mortos no terror antiolímpico russo. Página 7 Efe
Cada fio no coruto de Renan pagou R$ 2,70 a viagem pela FAB Página 5
Um trilhão e 700 bi! O Leão entra em 2014 com R$ 150 bi a mais do que ao final de 2012. Pág. 11
Mouse ao alto! Dinheiro, ou a memória deletada. Página 14
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São Paulo, terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Agliberto Lima/DC
Conclusão: 23h35
Ano 90 - Nº 24.031
Jornal do empreendedor
R$ 1,40
V1R4DA D3 ANO
1700 000 000 000
O momento em que os desejos de 2013 chocam com a realidade em 2014, a vida entre as bordas (pág. 3), foi antecipado pela ACSP: 50 mil balões desmancharam a bandeira do Brasil que formavam e subiram ao céu, sob aplausos. Pág. 8
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Bolsa cai e dólar voa
Schummy: sem previsão.
Moeda fechou o ano com valorização de 15,4% enquanto o Ibovespa amargou queda de 15,5% – e ficou na lanterna das aplicações. Pág. 13
O heptacampeão da F-1 seguia em "estado crítico". Ele sofreu lesões cerebrais no acidente de esqui e os médicos não arriscaram prognósticos. Pág. 10
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O Brasil de hoje em dia é a típica sociedade histérica governada por psicopatas. Olavo de Carvalho
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SEIS MESES QUE
PODEM FAZER A DIFERENÇA s primeiros seis meses de 2014 marcarão a conclusão de uma importante parte das obras em andamento no estado do Rio de Janeiro, especialmente na área das estradas, o que melhorará a vida de milhões de pessoas, sem exagero algum. O arco metropolitano e o contorno de Volta Redonda, por exemplo, alteram o fluxo de rodovias da importância da BR 040 e das vias Dutra e Lúcio Meira. Na capital, os avanços no Porto Maravilha e os da linha 4 do metrô serão mais visíveis e com menos impacto no dia a dia de bairros movimentados, como Ipanema e L eblon. Este quadro – e mais as empresas privadas em instalação na região – dará uma musculatura extra ao estado do Rio, que deve começar a ver seus aeroportos em obras, inclusive fora da capital, como é o caso de Cabo Frio, que pode se consolidar como central de cargas para atender não apenas ao setor petrolífero. Basta terminar os acessos ao Rio, também em fase de conclusão no que toca aos acessos à Ponte Presidente Costa e Silva.
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A LIÇÃO DE UM SONHO rabalhando dia e noite na reforma do meu escritório, cansado de serrar e martelar estantes para cinco mil livros, deixei cair um pesadíssimo arquivo que quase esmigalhou o meu dedão do pé direito. Para prevenir infecção, os médicos me deram um maldito antibiótico que provocou náuseas, diarreia, dor de cabeça, dispepsi a e um total desgosto de viver. Assim fragilizado, pela primeira vez na vida senti alguma tristeza diante de tanto ódio imbecil e sem motivo que se joga sobre mim no Facebook, em blogs e por toda parte onde haja cretinos ansiosos para opinar. Nunca tinha sentido isso antes, mas uma noite destas tive um sonho que deve indicar alguma coisa.
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u estava perdido na estrada, a pé, de madrugada, por ter descido do ônibus no lugar errado, procurando um Walmart inexistente. Não havia perigo, porque eu estava armado, mas andava e andava e não chegava a parte alguma nem via nada em torno, só escuridão. Então apareceu um carro, e eu, na esperança de uma carona, lhe fiz sinal. Havia dois homens dentro, um deles desceu, disse que me conhecia e começou a falar mal de mim. Pedi que expusesse alguma ideia minha, e confirmei que ele não conhecia nenhuma delas, só o que sabia de mim eram fantasias. Vi que dali não ia sair carona nenhuma e, só de sacanagem, encostei o cano do revólver na barriga do sujeito para forçá-lo a me levar para algum lugar onde eu pudesse tomar condução. Ele teve um piripaque, desmaiou e quando acordou estava totalmente idiota, não lembrava quem era
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OLAVO DE CARVALHO
nem o que estava fazendo ali. O outro homem havia desaparecido. Pensei: "Este aqui me odeia tanto que acreditou, seriamente, que eu ia matá-lo; daí ficou aterrorizado e entrou em pane. E agora, que é que eu faço com esse f. da p. delirante caído na estrada, sem o raio de um hospital por perto?" Não conseguindo resolver o problema, acordei. Esse sonho expressa uma verdade psicológica fundamental, da qual tomei consciência, por assim dizer, na carne: o ódio histérico e sem motivo traz em si mesmo o seu próprio castigo; inspira um temor desproporcional da coisa odiada e se volta contra o seu portador. amais serei suficientemente grato ao dr. Andrew Lobaczewski, o médico psiquiatra que durante anos estudou o comportamento da elite comunista polonesa e chegou a conclusões altamente esclarecedoras sobre a relação entre psicopatia e histeria na política e na sociedade.
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Ilustrando o fenômeno exemplarmente, o Brasil de hoje em dia é a típica sociedade histérica governada por psicopatas, que o dr. Lobazewski descreve em Political Ponerology. Numa alma bem estruturada, as emoções refletem espontaneamente o senso das proporções e a realidade da situação. A afeição, a esperança, o temor, a ansiedade, o ódio são proporcionais aos seus objetos e, nesse sentido, funcionam quase como órgãos de percepç ã o . Af i n á - l a s p a r a q u e cheguem a esse ponto é o objetivo de toda educação das emoções. Na sociedade histérica, porém, cada um só pode alcançar esse objetivo mediante um tremendo esforço de tomada de consciência e de auto-reeducação. O que deveria ser simplesmente o padrão da normalidade humana torna-se uma árdua conquista pessoal. filósofo romeno Andrei Pleshu, que conheceu o Rio de Janeiro quarenta anos atrás, dizia, brincando: "O Brasil é um país onde ninguém tem a obrigação de ser normal." Com o tempo, o gracejo, como tantos outros, se transfigurou em tragédia: no Brasil dos nossos dias é proibido ser normal. O mero senso das proporções é estigmatizado como preconceito fascista, e não há alternativa
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O ódio histérico e sem motivo traz em si mesmo o seu próprio castigo. Ele inspira um temor desproporcional da coisa odiada e se volta contra o seu portador.
senão acompanhar o fingimento histérico geral que não acredita no que vê, mas no que imagina. O ódio histérico ao que se desconhece tornou-se obrigatório, prova de boa conduta. Para avaliar o quanto a alma brasileira se deteriorou ao longo destas últimas décadas, basta ler as observações do gringo que detestou a experiência de viver neste país (http:// w w w. g r i n g o e s . c o m / f orum/forum_posts.asp? T I D = 1 7 6 1 5 & P N = 1 & t itle=top -reasons -i-hate -liv i ng- i n- b r a zi l ) e comparálas à noção do "homem cordial" criada n os anos 30 do século 20 por Sérgio Buarque de Hollanda e desenvolvida numa discussão com Ribeiro Couto e Cassiano Ricardo. Naquela época, a "cordialidade" podia até parecer um traço saliente do brasileiro de modo geral, mas setenta mil homicídios por ano, Black Blocks na rua e uma profusão de gente espumando de raiva contra o que ignora fazem-no soar como piada cínica. reeducação das emoções é impossível sem passar primeiro pela reeducação da inteligência, de maneira a que esta assuma, pouco a pouco, o comando da alma inteira e então se torne o centro da personalidade, em lugar de um penduricalho inútil a serviço da autojustificação histérica. Ser inteligente é, nesse sentido, como já lembrava Lionel Trilling, a primeira das obrigações morais. Sem inteligência, até as virtudes mais excelsas se tornam caricaturas de si mesmas.
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emos de observar que outros estados estão correndo atrás de projetos que possam assegurar receitas e empregos. Hoje, por exemplo, o Nordeste começa a se tornar competitivo, e o Sul, a retomar o aproveitamento de suas potencialidades. A eleição gaúcha pode ser muito importante, uma vez que desponta com força a candidatura da senadora Ana Amélia, que tem a confiança dos investidores, que estão afastados dos pampas, que possui boas terras, mão de obra de qualidade e infraestrutura satisfatória. Sofre apenas com o ambiente hostil aos empresários. No quadro nacional, estamos bem, mas não estaremos na corrida sem competidores dispostos a lutar por cada projeto. Um bom trabalho vem sendo
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ARISTÓTELES DRUMMOND
Obras atualmente em andamento no estado do Rio de Janeiro, e que devem ser concluídas no próximo semestre, especialmente na área das estradas, deverão melhorar, sem exagero, a vida de milhões de pessoas.
feito no agronegócio, especialmente na pecuária leiteira, mas existe muito por fazer, a começar pela recuperação do setor sucroalcooleiro. O Rio de Janeiro precisa voltar a plantar e produzir, pelo menos, o mesmo que produzia nos anos 80. O Norte Fluminense perdeu lideranças políticas importantes, que, acima de divergências políticas, lutavam pela região como Amaral Peixoto, Eli Ribeiro Gomes, Alair Ferreira, Vasconcelos Torres e outros, que não foram substituídos. maturação do que está sendo feito pode ter seus reflexos políticos, uma vez que as convenções devem ocorrer na primeira semana de julho. Atualmente, a política está muito vinculada a bons resultados efetivos para o desenvolvimento e a qualidade de vida da população. A sociedade tende a ser menos emocional e mais racional e pragmática. E assim é que deve ser. ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. aristotelesdrummond@mls.com.br
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OLAVO DE CARVALHO É JORNALISTA, ENSAÍSTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibellis e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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FIM DO ANO É COMO UM LUGAR ONDE DESEJO E EXPECTATIVA SE ENCONTRAM COM A R E A L ID A D E .
A vida entre as bordas SXC
deiras, espinheiros e pequenas baías relvadas", enquanto o caçador de codorna "segue o limite comum entre a capoeira e o milho"; já o caçador de veado marcha "o limite entre os carvalhos do sul da encosta e a mata de pinheiros do norte da encosta". Ele escreveu que "nós não compreendemos o motivo de todos os efeitos de borda, mas nos casos em que podemos adivinhar a razão, ela costuma remeter à necessidade do acesso simultâneo a mais de um tipo de ambiente, à maior riqueza da vegetação fronteiriça ou ambos os casos".
o jargão ambiental, "ecótono" é a zona onde dois habitats se fundem, aquele limiar onde a água encontra a praia, onde a floresta vira um prado ou onde a mata termina em um gramado cultivado. É o habitat limite onde tudo – conteúdo do solo, vegetação, umidade, luz, polinização – muda. Também é onde espécies dos dois lados convergem, transformando-o em um local de interação complexa e de diversidade. Tudo isso faz dele um bom lugar para trabalhar. Meu pequeno escritório, no Vale do Rio Hudson de Nova York, está situado no limite de nosso quintal, onde a mata de carvalhos, bordos e nogueiras encontram as sarças, o azevém e o capim-de-manada. Sempre está acontecendo alguma coisa por aqui: veados de rabo branco saem do mato. procurando algo para comer e perus selvagens desfilam pelo capim longo. Uma vez, no crepúsculo, vi um coiote deslizando pelas árvores, e por um breve momento, dois invernos atrás, vislumbrei um pequeno lince cinza. E em uma manhã durante o verão passado fiquei atônita ao ver um urso-negro sair, sem pressa, do meio das árvores.
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vista da minha janela é um lugar de mudança constante e aparições inesperadas. Tal cenário pode ser útil quando você tenta destilar uma ideia nebulosa em algumas palavras. Poderia ser apenas um faisão ciscando as folhas secas, com as penas verdes iridescentes captando o brilho da luz vespertina, mas uma olhada ao ar livre basta para me lembrar da intensidade e complexida-
s humanos também têm um apreço primal por essa espécie de bens imóveis ambientais. Nós parecemos saber que a borda é onde fica a ação, ou o lugar aonde se leva as coisas para obter o melhor resultado. Quando se compreende o propósito da periferia e o significado na ecologia, obtém-se outra maneira de compreender limites diferentes na sociedade humana e como sua energia é criada, quer se fale das fronteiras entre populações diversas em comunidades urbanas ou de reflexões mais abstratas a respeito de como as ideias se cruzam e fecundam umas às outras. Em um ensaio sobre identidade étnica, o historiador e ensaísta Tony Judt escreveu sobre sua preferência pela borda como "o lugar onde países, comunidades, fidelidades, afinidades e raízes colidem de forma desconfortável umas contra as outras". Margens e fronteiras nos oferecem um "poleiro decididamente vantajoso". E m e l e m b ro a g o r a , e nquanto nos aproximamos do
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de desses lugares de transição, onde uma coisa consegue se tornar outra. Aldo Leopold, guarda-florestal, escritor e decano da
conservação da fauna norteamericana, articulou a ideia do efeito de borda em seu clássico Game Management, de 1933. Ao observar como espé-
cies distintas procuram periferias difer entes, ele escreveu que o caçador de tetraz olha os limites das matas, "com seu emaranhado de vi-
A PRÓXIMA CRISE ECONÔMICA o início de outubro de 2008, três semanas após o colapso do Lehman Brothers, me reuni em Paris com os líderes dos países da zona do euro. Sem consciência da dimensão global da crise financeira, eles assumiram o ponto de vista de que, se houvesse qualquer consequência para a Europa, a culpa seria dos Estados Unidos – e os americanos deveriam ser os responsáveis por arrumar a bagunça. Não fui capaz de convencê-los de que metade dos títulos subprime que estavam prestes a explodir haviam acabado na Europa e que os bancos da zona do euro, na verdade, estavam em situação mais precária que os dos EUA. Apesar da decisão subsequente do Grupo dos 20 em 2009 , sobre a necessidade d e regras para supervisionar o sistema financeiro globalmente integrado, os líderes mundiais passaram os últimos cinco anos retraídos, recorrendo a ações unilaterais– que são uma afronta à coordenação global. Nós já nos esquecemos das lições básicas aprendidas com a crise: que os problemas globais precisam de soluções globais. Uma vez que fomos incapazes de aprender com a última crise, os banqueiros do mundo já estão nos levando para a próxima.
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economista David Miles, do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra, pode estar exagerando quando prevê uma crise financeira a cada sete anos, mas boa parte dos
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problemas que causaram a crise de 2008 – a tomada excessiva de empréstimos, o "shadow banking" e a concessão irresponsável de crédito – não desapareceram do cenário econômico. Em lugar de diminuírem de tamanho, os bancos "grandes demais para falir" cresceram. Bônus enormes que encorajam riscos desmedidos por parte dos banqueiros ainda são a norma. Enquanto isso, operações como o “shadow banking “ – serviços de investimento e empréstimo feito por instituições financeiras que agem como bancos, mas com menos supervisão – aumentaram de valor, passando de 59 trilhões de dólares em 2008, para 71 trilhões atualmente. Os líderes europeus não são os únicos a ignorar essa tendência. Economias de mercados emergentes, como a Ásia e a América Latina, testemunharam crescimento de 20% nos setores de shadow banking. Depois de 2009, os bancos asiáticos cresceram três vezes mais do que outras instituições financeiras globais, investindo apenas metade do capital. e acordo com os padrões de empréstimo de hoje, já podemos perceber paralelos com o crescimento do crédito antes da crise. Estamos testemunhando o mesmo excesso de confiança em mercados de capital de curto prazo que, no final das contas, destruíram o banco hipotecário britânico Northern Rock, os bancos da Islândia e o Lehman Brothers.
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Muito embora a internacionalização do yuan esteja abrindo novas oportunidades para o investimento global na China, ela também pode aumentar a exposição da economia global às vulnerabilidades do setor bancário chinês. O total de crédito doméstico na China mais que dobrou, passando de 9 trilhões em 2008 para 23 trilhões atualmente – um aumento igual a todo o setor bancário dos EUA. O volume de empréstimo aumentou, enquanto a parcela do PIB chinês, passando de 135% em 2008 para 200% hoje. crescimento atual do crédito na China é mais rápido que o do Japão antes de 1990 e dos EUA antes de 2008, com metade do crescimento registrados no setor de shadow-banking. De acordo com o Morgan Stanley, a dívida corporativa na China atualmente éigual ao PIB nacional. Embora reservas estrangeiras de grandes proporções tornem a Ásia de hoje muito diferente da que enfrentou a quebra das bolsas da Indonésia, Coreia do Sul e Tailândia em 1997, todos seremos afetados. Se a economia Chinesa perder impulso, os países asiáticos serão duplamente atingidos, pela queda nas exportações e pelo aumento dos preços. Nesse caso eles enfrentariam crises que seriam percebidas como verdadeiras depressões. O pior é que o sistema bancário da China talvez nem seja o mais vulnerável da Ásia. As instituições financeiras da Tailândia, por exemplo, parecem depender
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exageradamente de empréstimos estrangeiros de curto prazo, e na Índia, onde 10% dos empréstimos bancários sofreram calote ou precisam ser reestruturados, os bancos precisarão de 19 bilhões de dólares em novos capitais até 2018. e os mercados emergentes da Ásia e da América Latina forem afetados por uma crise econômica nos próximos anos, vamos nos virar uns para os outros e perguntar: porque não agimos depois da última crise? Em vez de nos escondermos por trás dos muros de nossos países, deveríamos ter aproveitado a oportunidade de estabelecer padrões globais de como os bancos de capital devem se comportar, quanto pode m emprestar em relação a seus ativos e quanto devem revelar a respeito de suas desvantagens. A Lei Volcker, recentemente aprovada pelos reguladores americanos, ilustra a audácia inicial e a fraqueza final da forma como respondemos à }crise de 2008. Esse elemento da lei da reforma financeira Dodd-Frank de 2010 proíbe que bancos comerciais dos Estados Unidos façam negociações proprietárias de curto prazo em "fundos cobertos", incluindo hedge funds e fundos de private-equity. Essas práticas ainda são permitidas na
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AKIKO BUSCH limite de um novo ano, que o tempo se tornou um ecótono por si só, um vértice fino onde o antes se encontra com o depois, pois claramente o efeito de borda pode ser uma circunstância da cronologia bem como do lugar. E claramente a maneira pela qual o contato entre meses, estações, anos pode produzir uma influência similar de mudança, diversidade, vitalidade. Talvez seja possível imaginar o final do ano como tendo algum efeito de borda temporal, para enxergá-lo como um lugar onde o desejo e a expectativa se encontram com a realidade. E encarar esta época do ano como um intervalo durante o qual a pessoa se torna mais atenta àquela fricção entre o finalizado e o inacabado, a energia que existe entre o pronto e o inacabado. e adjacências do terreno nutrem a biodiversidade, talvez essa junção de anos possa gerar avistamentos repentinos, ou similares de possibilidades inesperadas. Quantos minutos, horas, dias são iguais a poucos metros de capim silvestre e sarça? E quem sabe o que poderia surgir durante essa época? Poderia ser qualquer coisa. Os ursos estão dormindo agora, mas poderia ser um peru batendo as asas no arbusto, um esquilo cinzento planando ou mesmo um coiote, deslizando de forma tão evasiva que nunca verei suas pegadas na neve. AKIKO BUSCH É AUTORA DE "THE INCIDENTAL STEWARD: REFLECTIONS ON CITIZEN SCIENCE". THE NEW YORK TIMES NEWS SERVICE/SYNDICATE
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GORDON BROWN Europa e os controles são ainda mais fracos na Ásia e na América Latina. Regras internacionais são necessárias para bancos internacionais. Sem elas, conforme já alertou o Fundo Monetário Internacional, os bancos internacionais irão fugir das regulamentações "mudando suas operações de país, modificando as estruturas corporativas e os produtos oferecidos". Quando presidi o encontro do G-20, em abril de 2009, nosso maior princípio era o de que futuras crises financeiras que começassem em um continente afetariam todos os demais. Foi por isso que encarregamos o novo Comitê de Estabilidade Financeira Global de criar padrões e regras globais. epois de quase cinco anos, o presidente do comitê, o chefe do Banco da Inglaterra, Mark Carney, falou sobre um "progresso desigual" na recapitalização de bancos e na capacidade de obrigá-los a revelar os riscos em que estão envolvidos. O plano do G-20
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para supervisionar o “shadow banking” até agora não passou disso: um plano. Enquanto o mercado mundial de derivativos, avaliado em 600 trilhões de dólares, está sendo regulado com um novo capital mínimo e exigências de divulgação de riscos, afirmou Carney, os reguladores financeiros globais devem "encontrar formas de colaborar em diferentes países". Em suma, o que está acontecendo é justamente o que os líderes mundiais deveriam evitar: um sistema financeiro global livre para todos e regulado por decisões unilaterais específicas. O excesso de interesses políticos, a incapacidade de pensar e de agir globalmente e a falta de coragem para atacar os interesses tácitos nos estão levando inevitavelmente à próxima crise. GORDON BROWN É MEMBRO DO PARTIDO TRABALHISTA NO PARLAMENTO BRITÂNICO, EXCHANCELER DO TESOURO E EXPRIMEIRO-MINISTRO DA GRÃBRETANHA. THE NEW YORK TIMES NEWS SERVICE/SYNDICATE SXC
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Cachês em datas especi- MAIS: e Roberto Carlos ais aumentam: Gilberto Gil e Caetano Veloso, ganharão cada um R$ 600 mil no réveillon de Salvador.
gibaum@gibaum.com.br
2 “Acho que a luta do século seria eu contra o meu clone.” ANDERSON SILVA // lutador de MMA, horas antes da fratura na fíbula e na tíbia. Fotos: Paula Lima
O cirurgião plástico Fernando Basto, de Recife, onde o Renan Calheiros implantou mais de 10 mil fios de cabelos, está avisando que os resultados completos só poderão ser vistos daqui a cerca de dez meses, como aconteceu com José Dirceu. Os cabelos que foram colocados em Renan só começarão a florescer daqui a quatro meses e, dependendo, ele poderá ser submetido a uma segunda etapa, devido à extensão de sua calvície. Num procedimento como o de Renan, são envolvidos até nove médicos e o trabalho de implante pode durar até oito horas.
SÓ DÁ ELE
Quem acompanhar a nova campanha da Fiesp – Federação das Industrias do Estado de São Paulo, presidida por Paulo Skaf, candidato ao governo paulista, pode acabar se convencendo que, se não fosse a entidade (e ele, claro), o país não teria conseguido nenhuma grande vitória. Na mídia impressa, a Fiesp aparece como mãe da queda da CPMF, da redução das tarifas de energia elétrica, redução de impostos da cesta básica, aprovação da MP dos Portos e derrubada do IPTU em São Paulo. Na TV, o próprio Skaf é que enumera as conquistas.
Mais demissões
Às vésperas do Ano Novo, a General Motors do Brasil fez demissões em massa (por telegrama) na fábrica de São José dos Campos, interior de São Paulo, coincidindo com a redução no desconto de IPI para carros populares e inicio da vigência da obrigatoriedade de freios ABS e airbags. O movimento de demissões também já estaria sendo iniciado em unidades da Ford e da Volkswagen em Taubaté, não muito distante de São José dos Campos. O pessoal do Sindicato dos Metalúrgicos tentará impedir as demissões e tem informações que outras montadoras, com plantas em diversas cidades do país, igualmente preparam suas listas de demissões.
OUTRORECORDE
O padre Marcelo Rossi bateu seu próprio recorde com o novo CD Já deu tudo certo: do começo de novembro para cá vendeu 1,7 milhão de cópias, superando Ágape Musical , de 2011, que, em período similar, vendeu 1,5 milhões de CDs. Roberto Carlos, no ano passado, também vendeu 1,5 milhão de cópias com Esse cara sou eu. Na literatura, em 2013, Nada a Perder 2, de Edir Macedo, vendeu 850 mil exemplares. Em segundo, ficou Kairós , do padre Marcelo, com 410 mil exemplares.
Depois do passar por São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, o Cirque du Soleil acaba de estrear no Rio, na Marina da Glória, para uma curta temporada, que vai apenas até o final de janeiro. O espetáculo é Corteo (“cortejo”, em Italiano) e na estréia, grande grupo de artistas, com seus filhos, estava na platéia, aplaudindo 41 integrantes de seu competente elenco. Entre tantos, da primeira foto à esquerda para a direita, Sheron Menezes, Narcisa Tamborindeguy, Mia Melo, ex-Casseta & Planeta e repórter do The Voice, Barbara Evans e, de quebra, Marcos Caruso, que “sempre teve muita vontade de trabalhar em circo”.
Uma noite no circo
No próximo dia 12, aniversário de 30 anos do primeiro comício por eleições diretas para Presidência da República, em Curitiba, será dada a largada para o novo ano político-eleitoral dos tucanos. Na época, o governador do Paraná era José Richa, então no PMDB e um dos fundadores do PSDB. Hoje, seu filho Beto Richa, também governador, comanda a política no estado. E o prefeito de Curitiba era Mauricio Fruet, pai de Gustavo Fruet, atual administrador da cidade e do PDT. Tancredo Neves, avô de Aécio, percorria o país ao lado de Ulysses Guimarães pelas diretas.
Tucanos em campo
MuseudoTrabalho São Bernardo do Campo, vizinha a São Paulo, onde o prefeito é Luiz Marinho, exministro de Lula e ex-presidente da CUT, vai ganhar um Museu do Trabalho e dos Trabalhadores, com cerca de 4.500 metros quadrados, que será inaugurado dia 1º de Maio de 2014. A empresa Bola Sete de projetos culturais pediu R$ 23,7 milhões ao Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, conseguiu liberação de R$ 14,6 milhões e até agora, só conseguiu arrecadar R$ 1,5 milhão.
NÃO DEU Se tivesse vencido a revanche contra Chris Weidman (interrompida pela fratura na fíbula e na tíbia), Anderson Silva queria fazer um novo desafio: pretendia lutar contra Roy Jones Jr., ex-campeão de pesos médios e pesados, idolatrado entre os lutadores. O desafio ainda não estava acertado: os empresários de Anderson haviam sido avisados que Jones topava conversar sobre a luta. Ou seja: ainda não havia batido o martelo.
MISTURA FINA OS MINISTROS Luiz Fux, Carmen Lúcia e Luis Roberto Barroso declararam-se impedidos de julgar planos econômicos do governo – e acabaram provocando a irritação entre outros companheiros de toga do Supremo. O presidente da Alta Corte, Joaquim Barbosa e o ministro Antonio Dias Toffoli são os mais exaltados e já discutiram na ante-sala do plenário: acham que o impedimento apresentado por Fux, Carmen Lucia e Barroso não têm apoio na jurisprudência.
CAETANO Veloso, 71 anos, agora namora a médica Luana Moussallem, de 38 anos. Seguem na mesma cartilha de Chico Buarque, 69 anos e Thais Gulin, 31 anos.
Amy Adams, 39 anos, está em alta e é capa e recheio da Vanity Fair, num ensaio repleto de sensualidade. Ela é a nova Lois Lane, a namorada do Superhomem na nova produção Superman – Man of Steel, com Henry Cavill e divide a cena feminina em American Hustle com Jennifer Lawrence. As duas encaram um prolongado beijo na boca no filme. “Atuar com mulheres cria uma energia que acaba por gerar intimidade”. Longe do estúdio, Amy vive com Darren Le Gallo, com quem tem uma filha Aviana, de 2 anos.
A hora deAmy
Conversa antecipada A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que deixa o posto no próximo dia 13 de janeiro (descansa uns dias, reassume sua cadeira no Senado e prepara sua campanha ao governo do Paraná), tem conversado – e em alguns casos, com direito a discretos jantares – com todos seus possíveis sucessores na Pasta. Faz um relato das prioridades da Casa Civil para os primeiros meses de 2014 e até pede que muitos de seus assessores diretos sejam poupados – e não demitidos. Na lista de Gleisi, tinha de Paulo Bernardo a Carlos Gabas. Conversar com Aloizio Mercadante daria em nada: ele já está convidando pessoas chegadas para cargos na Casa Civil.
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Reveillon prateado.
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Nova cabeleira
não vai porque queria R$ 6,5 milhões. Normalmente um show de RC custa R$ 3 milhões.
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Reveillon dourado.
A mesma lancha Um ano depois, a presidente Dilma Rousseff volta a navegar por mares próximos à Base Naval de Aratu, na Bahia, na mesma lancha Amazônia Azul, apreendia pela Receita Federal do empreiteiro Zuleido Soares de Veras, da Gautama, envolvido em denúncias de corrupção em obras federais. Em janeiro de 2013, Dilma já usara o Amazônia Azul e ninguém sabe se a lancha foi legalmente apropriada pelo governo ou pela Marinha ou se a embarcação não deveria ter sido levada a leilão para ressarcimento de impostos não pagos.
ENTRE os dez livros já lidos nesse período inicial de cumprimento de pena na Papuda por José Dirceu está um clássico da literatura brasileira: é Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos. Ele já havia começado a ler antes mesmo de sua prisão.
NO FINAL de 2012, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento à nação, quando prometeu “construir mais de 880 aeroportos regionais” pelo país. Na época, até ministros e assessores mais próximos acharam que ela exagerara na dose. Algum tempo depois, resolveu reduzir para 270 aeroportos. Um ano depois, nenhuma concorrência vai aberta para a construção de um terminal sequer em alguma cidade brasileira.
EM 1964, o estilista Rudi Gernreich lançou um maiô chamado monoquíni , uma espécie de variante do biquíni, só que deixava os seios à mostra. Ou seja: a peça vai comemorar cinqüenta anos. Na época, ganhou repercussão na mídia mundial, mas não foi usado nas praias. O monoquíni, igualmente, foi considerado a origem do topless, que ganhou força no final dos anos 60.
Colaboração:
Paula Rodrigues / Alexandre Favero
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CRÍTICAS À MENSAGEM DE DILMA Oposicionistas disseram ontem que a presidente Dilma Rousseff fez "campanha eleitoral" em seu último pronunciamento do ano e que teria sido "autoritária" ao falar em "guerra psicológica".
Madeixas de Renan custaram mais R$ 27 mil É o valor que ele teve que gastar pelo uso de avião da FAB para fazer o implante presidente do Sen a d o , Re n a n C alheiros (PMDB-AL), deve estar de cabelos em pé. Depois da cirurgia de implante de 10 mil fios de cabelo, que custa em média entre R$ 12 mil e R$ 20 mil, ele ainda teve que desembolsar R$ 27.390,25 por ter usado uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para sair de Brasília até a clínica de estética que realizou o serviço, no Recife (PE). O preço médio de cada fio implantado está entre R$ 1,2 a R$ 2,00. Com o custo do transporte usado indevidamente, Renan pagou mais R$ 2,73 por
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fio. Um gasto total de no mínimo R$ 39 mil com o coruto. As viagens de autoridades e chefes de poderes em aeronaves da FAB são autorizadas quando ocorrem a serviço e para levá-los para suas residências em outros Estados, mas Renan parece que ainda não aprendeu a lição. Em junho deste ano, quando utilizou avião público para ir ao casamento da filha do senador Eduardo Braga (PMDBAM), na Bahia, Renan reembolsou R$ 32 mil à União pelo uso indevido. Segundo nota divulgada pelo gabinete da presidência do Senado, o valor dos gastos
com a viagem a Recife foi calculado pela própria FAB e o pagamento foi feito ontem por meio de uma Guia de Recolhimento da União (GRU). Um decreto de 2009, assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoriza o uso de aviões comerciais para que ministros e outras autoridades retornem a seus Estados de origem. Mas eles mantêm o hábito de usar os aviões da FAB. E há os que usam e abusam. Para economizar, a presidente Dilma Rousseff orientou os que moram nos mesmos Estados a compartilharem os voos da FAB. (Agências) Miranda/ EC
SUCESSÃO PRESIDENCIAL
Campos deixará o governo de Pernambuco em 4 de abril Candidato do PSB em 2014, ele ainda é desconhecido da maioria dos brasileiros. Rodrigo Liubo/EC
pesar das recentes especulações de que poderia deixar o governo de Pernambuco já nos dois primeiros meses do ano para se dedicar integralmente à disputa pela Presidência da República, o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, afirmou ontem durante evento realizado no interior do Estado, que "irá ficar no Governo até 4 de abril, prazo estabelecido pela Lei Eleitoral." Campos, no entanto, manteve o mistério em torno da cabeça de chapa, que poderá ser dele ou da recém-filiada à legenda, a ex-senadora Marina Silva (PSB-AM). A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Cultura de Palmares localizada no município de Palmares, onde o governador participou da entrega de 707 unidades residenciais. "Até o tempo que a legislação determina, vou cuidar da minha tarefa que é cuidar da segurança, da educação, da saúde, do saneamento, atraindo empresas para a geração de empregos. Esse é o meu dia-a-dia, que faço com grande ânimo e determinação. Depois disso, partiremos para uma nova fase do projeto nacional socialista", afirmou o potencial candidato do PSB. Campos também minimi-
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Contingente da Polícia Federal e Força Nacional de barco pela Transamazônica rumo a Humaitá (AM)
Justiça determina segurança aos índios Tenharim População de Humaitá (AM) culpa minoria indígena pelo sumiço de três homens
Justiça Federal determinou que o governo adote medidas para garantir a segurança da Terra Indígena Tenharim, em Humaitá, sul do Amazonas. O pedido de proteção foi feito pelo Ministério Público Federal após ameaças de invasão. Uma força-tarefa composta por 150 homens da Polícia Federal, Força Nacional e Polícia Militar do Amazonas está na área para evitar conflitos entre indígenas e moradores da cidade. O clima na região é tenso devido ao desaparecimento de três homens vistos pela última vez no dia 16 de dezembro, quando passavam de carro no quilômetro 85 da Rodovia Transamazônica. Moradores acusam os índios de terem sequestrado Aldeney Salvador (funcionário da Eletrobras), Luciano Ferreira (representante comercial) e Stef de Souza (professor em Humaitá) em represália à morte de um cacique da etnia Tenharim. No último dia 25, moradores de Apuí e Humaitá queimaram o prédio Fundação Nacional do índio (Funai) e da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), destruindo também veículos e barcos oficiais, exigindo mais agilidade da Polícia Federal de Rondônia (PF-RO) nas buscas pelos desaparecidos. A Funai condenou os atos classificados como
A
vandalismo contra o patrimônio público e se colocou à disposição para colaborar com as autoridades na apuração do caso e no diálogo com os indígenas. Na última sexta-feira (27), moradores incendiaram as barreiras que servem de pedágio cobrado pelos índios na Transamazônica. Depois da série de manifestações, um inquérito foi instaurado pela polícia para apurar o desaparecimento do funcionário público, do comerciante e do professor. Os índios da etnia Tenharim, ameaçados por moradores locais, estão refugiados 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) do Exército, em Humaitá, município no Sul do Amazonas a 590 km de Manaus desde que as manifestações dos moradores começaram.
Os 143 índios só voltaram a suas aldeias ontem de madrugada escoltados pela polícia. De acordo com decisão da juíza Marília Gurgel, os órgãos de segurança devem elaborar um plano para garantir a proteção dos índios, instalar postos de fiscalização próximos à reserva e monitorar o trecho da Transamazônica que corta a terra os índios. Para a juíza, a população está "acuada e relegada à própria sorte" por causa da suspeita de participação no desaparecimento dos três homens. "Não paira dúvidas de que a população indígena vem sofrendo toda ordem de violência e desrespeito a seus direitos primários, enquanto seres humanos de minoria indígena, seja a partir da destruição e vandalismo de unidades dedicadas ao seu amparo." (Agências) Raolin Magalhães/ Folhapress- 25.12.13
Unidades da Funai e da Funasa incendiados em ação contra os índios
Eduardo Campos diz que depois de abril partirá para 'nova fase' zou eventuais dificuldades de alavancar a campanha em função do baixo índice de reconhecimento nacional ao seu nome. "Temos a clareza de que neste País de dimensões continentais, nós ainda temos um desconhecimento muito grande. Eu sou conhecido em Pernambuco, mas fora de Pernambuco nós só vamos vencer esse desconhecimento quando o debate da TV e do rádio for iniciado." Uma pesquisa divulgada pelo Ibope, no último mês de outubro, apontou que o socialista ainda é desconhecido por quase metade do eleitorado nacional. Usando frases de efeito, mantendo um estilo iniciado
ainda em seu primeiro governo, em 2007, o presidenciável fez um balanço positivo de sua gestão à frente do executivo pernambucano e reforçou o otimismo em relação à disputa eleitoral de 2014. Diferentemente do senador tucano Aécio Neves, potencial candidato do PSDB na disputa presidencial, Eduardo Campos não fez comentários sobre o pronunciamento oficial de final de ano feito, no último domingo em rede nacional, pela presidente Dilma Rousseff. Nos próximos 15 dias Eduardo Campos deverá diminuir o ritmo político para acompanhar o nascimento de seu 5º filho com Renata Campos. (Estadão Conteúdo)
FHC diz que Barbosa não tem traquejo Ex-presidente acha que Barbosa não tem capacidade para liderar o País ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, "não tem traquejo" para ocupar a Presidência da República na hipótese de o ministro decidir se candidatar ao Planalto. Para FHC, Barbosa não possui as características necessárias para liderar o País e sugeriu que seria "mais positivo" se ele eventualmente se candidatasse ao Senado ou à Vice-Presidência. Barbosa já negou que tenha intenção de se lançar candidato à Presidência em 2014, mas não descarta disputar uma eleição futuramente. Ele admite se aposentar antes do limite legal de 70 anos e seu nome
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costuma ser incluído em cenários de pesquisas de intenção de voto. O ministro ganhou projeção ao relatar o processo do Mensalão. Por ser magistrado, conforme a legislação eleitoral, Barbosa possui um prazo diferente para se filiar a um partido político e disputar um cargo eletivo - ele pode fazer isso até seis meses antes do pleito, ou seja até abril do ano que vem. "Ele não tem o traquejo, treinamento para isso (ser presidente). Uma coisa é fazer carreira de juiz. Outra coisa é ter capacidade de liderar um País. Eu não creio que ele tenha as características necessárias para conduzir o Brasil de maneira a não provocar grandes crises no País",
afirmou FHC em entrevista ao programa Manhattan Connection, da Globonews, na noite de domingo. "Eu tenho admiração por ele. Acho que seria mais positiva uma candidatura não diretamente para a Presidência. Ao Senado, ou talvez até à VicePresidência", afirmou. O nome do atual presidente do STF começou a ser ventilado como opção a uma eventual candidatura à Presidência logo depois dos protestos de junho. Barbosa figura nas principais pesquisas de intenção de voto, muitas vezes à frente do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e com a mesma porcentagem que Aécio Neves (PSDB). (EC)
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Não é preciso massacrar as pessoas para fazer megaeventos. Altair Guimarães, presidente da associação dos moradores. Mauricio Lima/ New York Times
Garoto brinca no Morro da Providência, perto de teleférico que passa pelo Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A capital da Copa e das Olimpíadas se prepara para encantar visitantes de todo o mundo.
Dividido, Rio busca o mundo. De olho na Copa do Mundo e nas Olímpíadas, autoridades lutam para reiventar o Rio de Janeiro. Michael Kimmelman * The New York Times percurso acidentado na van vacilante é um prenúncio da íngreme ladeira para o Morro da Providência, a favela mais antiga da cidade. Última parada: uma pequena e tranquila praça com loja de materiais de construção, bar e uma dupla de policiais jovens com colete à prova de balas e carregando metralhadoras, patrulhando a estação do teleférico ainda não inaugurada que a prefeitura construiu recentemente. Avista-se, então, o porto lá embaixo. Motivadas por dois megaeventos que estão chegando – a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas em 2016 –, as autoridades locais estão lutando para reinventar esta cidade pertencente anteriormente ao terceiro mundo, mas com uma economia de primeiro. Em novembro, a demolição começou em uma via movimentada que corta a área do porto para abrir espaço para um calçadão e o novo veículo leve sobre trilhos. O prefeito Eduardo Pares está fazendo de tudo para melhorar o trânsito, construir escolas, pacificar e integrar as favelas, onde um em cada cinco habitantes mora, ao resto da cidade. Porém, como demonstram os meses de protestos nas ruas, os ideais progressistas vão de encontro a problemas antigos e incuráveis nessa cidade onde a diferença de classe e a corrupção são quase tão imutáveis quanto as montanhas. Ela nada mais é que uma cidade divida por si mesma. Essa divisão se mostra mais aparente do que nunca no gigantesco plano de reforma do porto, orçado em US$ 4 bilhões, que pretende transformar uma área industrial do tamanho de Lower Manhattan em um entroncamento brilhante e cheio de arranha-céus para um novo Rio global. Coração histórico da cidade, com raízes portuguesas e afro-brasileiras, em uma mistura de armazéns, maquinaria pesada e antigos cartões-postais, o porto também engloba bairros como o Morro da Conceição e Saúde, Gamboa e Santo Cristo, enclaves bonitos, mas pobres e dilapidados de casas multicolori-
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das e ruas calçadas com pedra. Washington Fajardo, consultor do prefeito para questões urbanas e preservação histórica, me mostrou o cais de pedra, para navios imperiais e negreiros, que foi desenterrado há pouco tempo nos arredores do Morro da Conceição e foi transformado em patrimônio cultural. Entretanto, a reforma do porto é, na maior parte, um negócio de interesses imobiliários e comerciais, outro exemplo, queixam-se os críticos, de um governo a serviço das incorporadoras, com um novo Museu do Amanhã (seja lá o que for isso), com o formato de um isópode gigantesco se contorcendo, cujo projeto é de Santiago Calatrava, um arquiteto de ontem. Não existe plano mestre, nenhuma garantia de que o que é bom e válido para preservar na mistura urbana do porto existente não será sacrificado pelo mar de torres de escritórios. As promessas recentes do prefeito de incluir duas mil unidades de habitação popular chegaram atrasadas e são vagas, anunciadas para acalmar os detratores sem irritar os investidores. E enquanto o prefeito promete a consolidação ao redor do porto remodelado, o Rio se espalha de forma incontrolável na direção oeste. Quilômetros de vias movimentadas, condomínios fechados, shoppings e congestionamentos tornam a Barra da Tijuca cada vez mais indistinguível dos arredores de Dallas ou de Fort Lauderdale, Flórida. Quando podem, os cariocas compram dois carros e um apartamento em uma torre na Barra – como se ainda vivêssemos em 1974. No centro da Barra encontra-se um símbolo dos gastos perdulários do Rio e da divisão de classes: um novo centro de arte, a Cidade da Música, projetado pelo arquiteto francês Christian de Portzamparc, diante de um shopping gigantesco com uma réplica da Estátua da Liberdade na frente. Projeto iniciado na administração anterior, cujo orçamento de US$ 250 milhões estourou em mais de 100%, e, enfiado no meio de uma via de trânsito pesado, gerou reclamações raivosas por não estar em contato com a cultura e as reais necessidades da cidade. Um complexo de teatros de concreto, erguido sobre píe-
res gigantes, o centro pode ser o mais absurdo prédio novo em anos. Encarregados reclamaram comigo sobre trechos inteiros de poltronas inúteis sem visão, palcos com projetos ineptos, bastidores sem camarins, espaços imensos varridos pelo vento e escadarias dando em nada. Mais a oeste, a Vila Olímpica, acelerando o crescimento urbano, fica em um local que se tornará de habitações de luxo com o fim dos jogos. O desenvolvimento ameaça despejar a antiga favela da Vila Autódromo. Eu caminhei pelas ruas tranquilas e sulcadas da favela. Crianças brincavam em uma cama elástica quebrada, vinha música de uma igreja, uma família me levou para conhecer a vista do terraço para os pés de manga e goiaba na baía. Altair Guimarães, presidente da associação dos moradores, se levantou depois de uma soneca na rede após trabalhar no turno da noite e balançou a cabeça. "Não é preciso massacrar as pessoas para fazer megaeventos." A história não é tão simples. Nas áreas operárias ao norte da cidade, como no Méier e Madureira, a prefeitura está fornecendo novas clínicas, linhas de ônibus e construindo escolas. Eu visitei o Parque de Madureira, trecho de 2,4 km de extensão de concreto e verde, que custou US$ 50 milhões, com um palco gigantesco para samba e fonte, construído sobre um terreno onde antes ficavam linhas de transmissão de alta voltagem. O lugar foi um divisor de águas para os moradores de um bairro superpovoado e com pouquíssimo espaço aberto. No Méier, visitei um antigo cinema onde Bob Dylan e Tom Jobim já se apresentaram, mais tarde transformado no Centro Cultural João Nogueira, com várias salas de cinema, espaço para exposições e terraço. Idosos tomavam banho de sol e adolescentes flertavam à sombra de uma treliça de concreto. Contudo, ao lado dessas reformas, outros projetos públicos não fazem sentido. Os projetos do Minha Casa Minha Vida são conjuntos habitacionais sombrios para os pobres, de baixa qualidade, que proliferam ao redor da cidade, muitos no extremo da zona oeste, uma
distância grande de onde os moradores reassentados costumavam morar. O Morar Carioca, programa público que pretende reunir arquitetos, moradores de favela e autoridades públicas, prometeu soluções colaborativas para as reformas. Quando consultados pelo programa, os residentes do Morro da Providência disseram querer ruas limpas e pavimentadas. Em vez disso, a prefeitura decidiu construir um teleférico, em conjunto com um bondinho funicular e um centro cultural celebrando a vida na favela, todos os quais exigem despejos. Muitos moradores agora se lamentam do Morar Carioca. "As favelas não são apenas lugares pobres cujos moradores são objetos de 'projetos de renovação'", como assinalou Jailson de Souza e Silva, fundador do Observatório de Favelas, uma agência social. "O segredo é a participação." Essa ainda não é uma prática comum aqui. Representantes da comunidade da Providência conseguiram uma liminar judicial para retardar a construção do funicular. Roberto Marinho, 38 anos, presidente da associação de moradores, trabalha como gerente de uma imobiliária no centro. A casa onde ele mora com a esposa e dois filhos é uma das que teriam de ser demolidas. "Nós temos varanda e terraço, e o apartamento da Minha Casa Minha Vida para onde querem nos mudar seria um grande retrocesso", afirmou Marinho. Favelas como a Providência, incubadoras históricas do samba e do funk, poderiam ser, de uma perspectiva, modelos do que Paes defende: diversas, densas, desenvolvidas organicamente, verdadeiros enclaves de habitação acessível – o oposto do Minha Casa Minha Vida. No entanto, os teleféricos e as atrações culturais, o kit de ferramentas padrão das reformas da prefeitura de hoje em dia, servem como boas ilustrações para folhetos das Olimpíadas e apresentações em PowerPoint, mesmo que não sejam o que os moradores da Providência e do Rio mais precisem. Conseguir o apoio da comunidade demora. A colaboração é lenta. O Rio tem pressa. "Nós queremos o diálogo, uma conversa. Eles nunca nos escutam de verdade". Palavras de Marinho.
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Str/EFE
TERROR OLÍMPICO Um segundo atentado suicida atinge a cidade russa de Volgogrado em menos de 24 horas, matando 14 pessoas. Apesar do reforço na segurança, crescem os temores de ataques durante os Jogos de Inverno.
Um homem- bomba destruiu um ônibus ontem em Volgogrado, matando 14 pessoas e ferindo 28, no segundo atentado atribuído a suicidas nesta cidade do sul da Rússia em menos de 24 horas. O país vive o pânico de ataques a seis semanas de receber os Jogos Olímpicos de Inverno. O presidente russo, Vladimir Putin, que apostou seu prestígio nos Jogos em Sochi, em fevereiro, e rejeitou as ameaças chechenas e de outros militantes islâmicos no vizinho Cáucaso do Norte, ordenou um maior esquema de segurança em todo o país depois da explosão ocorrida no horário de pico matinal. O ataque similar no dia anterior matou pelo menos 16 pessoas na principal estação ferroviária de uma cidade que serve como porta de entrada para a parte sul do território russo, que é rodeada pelos mares Negro e Cáspio e as montanhas do Cáucaso. Ronen Zvulun/Reuters
Ibraheem Abu Mustafa/Reuters
Israelenses seguram fotos de vítimas mortas por palestinos que foram libertados ontem. Em Gaza, parentes comemoram a libertação dos prisioneiros, considerados heróis.
Luto para alguns, festa para outros. Sob protesto de parentes de vítimas israelenses, o terceiro grupo de prisioneiros palestinos foi libertado pelo governo israelense ontem. Todos os 26 detidos foram condenados por ataques que resultaram na morte de israelenses, e estão há mais tempo cumprindo pena - alguns chegaram a cumprir 28 anos em prisões israelenses. Israel concordou em libertar os homens como parte de um acordo mediado pelos Estados Unidos para retomar as negociações de paz. Pressionados pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, Israel e os palestinos retomaram as negociações de paz em julho. Como precondição, os palestinos tiveram de desistir da exigência para que Israel suspendesse a construção de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Em troca, Israel concordou em libertar 104 prisioneiros palestinos. A libertação de ontem foi a terceira de quatro fases.
A medida provocou tumulto em Israel, onde muitos são contrários à libertação de assassinos condenados. Familiares de vítimas pediram à Suprema Corte ontem que barrasse a libertação. O pedido, entretanto, foi negado. O governo israelense disse que os crimes foram cometidos antes do início das conversações de paz, em 1993. Os libertados incluem 18 palestinos da Cisjordânia, três da Faixa de Gaza e cinco de Jerusalém Oriental. Todos cumpriram penas que variaram de 19 a 28 anos. Nos territórios palestinos, o clima era de festa. Parentes decoraram ruas com cartazes dos prisioneiros libertados, considerados heróis. Numa aparente tentativa de acalmar as críticas, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve aprovar projetos para a construção de 1.400 novas residências em assentamentos judaicos nos próximos dias. Os palestinos afirmam que essas construções prejudi-
cam os esforços de paz. Violência - Israelenses e palestinos terminam o ano de 2013 com um grande aumento no número de vítimas na Cisjordânia, embora muito menos que em Gaza, conforme um estudo realizado pela organização de direitos humanos B'Tselem. O documento divulgado ontem afirma que as forças de segurança israelenses mataram 36 palestinos em 2013, 27 deles em 20 eventos na Cisjordânia e nove na Faixa de Gaza. Por sua vez, os palestinos mataram ao longo deste ano seis israelenses - entre civis e militares - dois a mais que em 2012, informou o grupo, que zela pelos direitos humanos nos territórios ocupados por Israel desde 1967. Do total, cinco pessoas, entre elas dois civis, foram mortas em ataques na Cisjordânia e Israel realizados por moradores da Cisjordânia. Enquanto isso, um civil morreu por disparos feitos a partir de Gaza. (Agências)
Ontem, o trólebus azul e branco - alimentado por cabos elétricos foi reduzido a um amontoado de sucata retorcida, com o teto arrancado e corpos espalhados pela rua em meio aos destroços (à esq.). Vidraças de prédios próximos quebraram por causa da explosão. "Pelo segundo dia estamos morrendo. É um pesadelo", disse à Reuters uma mulher perto do local, com a voz trêmula e contendo as lágrimas. "O que deveríamos fazer, sair andando?" Vladimir Markin, portavoz dos investigadores, disse que a bomba usada no t ró l e b u s t i n h a e s t i l h a ç o s "idênticos" aos da bomba detonada na estação, o que indica que elas foram produzidas no mesmo local. Na sexta-feira, uma ação em Pyatigorsk já tinha tirado a vida de três pessoas. As suspeitas recaem sobre militantes da Chechênia, república separatista infiltrada por fundamentalistas islâmicos que veem nos jogos uma oportunidade para atingir os inimigos no governo russo. A reação externa foi imediata ontem, inclusive com sinais de cobrança ao governo de Vladimir Putin. O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, afirmou estar "confiante" que "as autoridades russas vão entregar os jogos com segurança". Já os Estados Unidos se convidaram para ajudar na proteção aos jogos, dizendo que "aceitariam cooperar mais de perto" - sugestão que soa como ironia, já que a Rússia dificilmente aceitaria discuti-la. O presidente do Comitê Olímpico Russo, Alexander Zhukov, se antecipou e disse não ver motivos para aumentar a segurança do evento: "Todas as medidas necessárias já foram tomadas, não há nada mais a fazer em Sochi". Os jogos ocorrerão perto do Cáucaso do Norte, região que fica a 690 quilômetros de Volgogrado. (Agências)
Fumaça proibida na China A China baniu membros do governo de fumarem em locais públicos, de modo a servirem de exemplo ao restante do país, que possui o maior número de fumantes do mundo. A agência oficial Xinhua disse que os membros do governo não poderão fumar em escolas, hospitais, eventos esportivos, transportes públicos ou em qualquer outro lugar onde o fumo está banido. Oferecer cigarros enquanto estiver em serviço oficial também está proibido, assim como o
uso de dinheiro público para comprar cigarros. Produtos com tabaco também não poderão ser vendidos ou anunciados no Partido Comunista ou nos escritórios do governo. Não há uma lei proibindo o fumo em locais públicos fechados, mas Pequim tentou proibir essa prática no passado. Em 2011, o Ministério da Saúde formulou as linhas gerais para a proibição do fumo em locais como hotéis e restaurantes, mas elas nunca foram estritamente aplicadas.
"Alguns oficiais fumam em lugares públicos, o que não só prejudica o ambiente e a saúde pública, mas também mancha a imagem do partido, dos escritórios do governo e dos líderes e tem uma influência negativa", afirmou a circular do Gabinete do governo chinês que divulgou as novas regras. A China tem mais de 300 milhões de fumantes. Estatísticas do governo mostram que o cigarro é uma das maiores ameaças à saúde da população. (Estadão Conteúdo)
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O MOMENTO DA PASSAGEM "E me lembro agora, enquanto nos aproximamos do limite de um novo ano, que o tempo se tornou um ecótono por si só... ". Akiko Busch para o NYT. Leia na pág. 3
Balões dão as boas-vindas a 2014
Agliberto Lima/DC
André de Almeida ara comemorar o término de 2013 e saudar o início do Ano Novo, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mais uma vez coloriu os céus da cidade desta vez com 50 mil balões biodegradáveis. A tradicional festa, promovida pela entidade sempre no último dia útil do ano, desde 1992, aconteceu ontem no Pátio do Colégio, Centro Velho de São Paulo, e foi acompanhada por uma multidão que passava pelo local. Os balões - feitos de látex natural, biodegradáveis e cheios com gás hélio - foram soltos por volta das 12h30. Juntos, eles formaram uma enorme bandeira do Brasil e trouxeram a mensagem “Feliz 2014!”, além de “ACSP” e “Facesp”, referindo-se também à Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo. Uma grande queima de fogos encerrou o evento. De acordo com o presidente da ACSP e da Facesp, Rogério Amato, a festividade representa o empenho das entidades para que São Paulo fique mais bonita e atrativa para seus moradores e turistas. “Serve também para comemorar tudo de bom que juntos conquistamos em 2013. Motivos não faltam para esperarmos um 2014 ainda melhor”, afirmou Amato. Na opinião do economistachefe do Instituto de Economia Gastão Vidigal e superintendente institucional da ACSP, Marcel Solimeo, o lançamento dos balões carrega consigo um simbolismo que ultrapassa a simples ideia da passagem de um ano para outro. “Junto com os balões vão embora os acontecimentos do ano que se passou, inclusive os negativos. Os fogos, por sua vez, saúdam o novo ano com todos os pedidos e esperanças tradicionais”, disse. “Que junto com os balões que sobem ao céu possam subir também e ir para longe de nós toda a tristeza, o sofrimento e tudo o que nós não pude-
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Motivos não faltam para esperarmos um 2014 ainda melhor ROGÉRIO AMATO, PRESIDENTE DA ACSP E DA FACESP.
mos realizar em 2013. Ao mesmo tempo, que os balões também levem até Deus nossas súplicas de um 2014 cheio de pa z”, concluiu, no final do evento, o padre Carlos Contieri, diretor do Pátio do Colégio. Histórico – A iniciativa surgiu com os office-boys da ACSP, em 1992, quando resolveram soltar 100 balões ao invés de jogar papéis picados pelas janelas do prédio, como era tradição. Dessa forma, contribuíram para a preservação do meio ambiente. No ano seguinte, alguns funcionários também aderiram à comemoração e o número de balões aumentou. Em 1994, quando a diretoria da ACSP assumiu o evento, foram soltos cinco mil balões. Mas o melhor ainda estava por vir. Em 2008, ano em que a Associação Comercial comemorou 114 anos de existência, foram soltos 114 mil balões. A ação, inclusive, colocou a entidade no Livro dos Recordes, o Guinness Book, pela quantidade de balões soltos em um único momento.
Agliberto Lima/DC
Paulo Whitaker/Reuters
Mais uma vez a tradição coloriu os céus da cidade com milhares de balões biodegradáveis. Fogos de artifício também marcaram o fim de 2013 no Centro de São Paulo.
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MÚSICA
Salve simpatia! Num ano rico de artes e espetáculos, faltou uma comemoração merecida: Jorge Ben Jor completou 50 anos de carreira. André Domingues Renato Luiz Ferreira/AE
e uma grande comemoração ficou faltando em 2013, esta foi, sem dúvida, a de um dos maiores animadores de festas: Jorge Ben Jor, que completou em silêncio seus 50 anos de carreira. É verdade que seu estilo informal não se afina bem com discursos, rapapés e placas de bronze, mas a data não poderia ter passado em branco como passou. Jorge, afinal, é um dos poucos artistas que se envolveram com destaque em lances tão decisivos da nossa história musical quanto a bossa-nova, o iêiê-iê, o tropicalismo, a black music dos anos 70 e a dance music brasileira dos anos 90. J o rg e B e n ( a i n d a s e m o “Jor ” final) começou sua carreira na noite carioca sob a sombra da bossa-nova, con-
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seguindo seu primeiro – e maior – sucesso com Mas que Nad a, gravado em 1963 por ele, no LP Samba Esquema Novo, e pelo Tamba Trio, no LP Avanço. Não era uma canção típica da bossa, com melodia e harmonia bastante simples, mas encantava pelo apelo rítmico e por favorecer a improvisação. Mas que Nada alcançaria êxito internacional em 1966, quando foi lançada nos EUA por Sérgio Mendes. Após o início bossa-novista, Jorge se aproximou da turma do iê-iê-iê, com quem convivia desde a adolescência, no bairro carioca da Tijuca, e, por essa aparente indefinição de estilo, acabou ficando de lado na MPB. A redenção veio no final da década de 60 com o tropicalismo, que viu na sua combinação de referências diferentes a encarnação perfeita da multifacetada alma nacional. Caetano Veloso chegou a afirmar que "o artista Jorge Ben Jor é o homem que habita o país utópico trans-histórico que temos o dever de construir e que vive em nós". Exageros à parte, tal reconhecimento foi a confirmação de que havia, sim, um lugar para Jorge na cultura nacional. E central. O cinquentenário completo em 2013 teria sido uma ótima oportunidade para se rever e reavaliar a trajetória de Jorge Ben Jor. Na falta dessa comemoração, sua importância continua sendo melhor defendida por terceiros. Exemplo disso é a homenagem que recebe da turma do mangue-bit entre 23 e 26 de janeiro, no Sesc Pompeia, num show dividido com o grupo Los Sebosos Postiços, formado por integrantes da Nação Zumbi. Por enquanto, fica como consolo.
escrita cheia de duplos sentidos virou uma marca de Jorge Ben Jor e o saboroso samba-funk W Brasil, o seu maior enigma. Entendê-lo completamente é uma tarefa quase cabalística, mas vale a pena tentar se aproximar do seu sentido geral. A face mais clara de W Brasil é a das simples saudações a amigos pessoais de Jorge: Washington Olivetto, diretor da agência de publicidade W/Brasil, Tim Maia, cantor e compositor, e Tia Lea, empresária do showbiz. Uma segunda camada de significados é a das referências ao cotidiano dos cariocas marginalizados, com citações à Fav e l a d o J a c a re z i n h o , a o Morro da Mangueira, aos bairros da Pavuna e de Madureira, à Feira de Acari, aos trens da Central do Brasil, ao funk, ao samba e ao tráfico de entorpecentes – inclusive com gírias para entregadores de drogas e policiais, além de uma menção mal camuflada ao famoso traficante Escadinha. Os significados mais criativos e difíceis de entender, por fim, são os que aludem à caótica política daqueles fins dos anos 80 e início dos 90. Foi neles que Jorge ironizou o confisco da poupança, o affair dos ministros Bernardo Cabral e Zélia Cardoso e a histriônica figura do presidente Fernando Collor, que, com figurino de galã e esportista, acabou sendo comparado ao antigo rei português D. Fernando I, "o Belo" ou "o Formoso", tão conhecido pela beleza quanto pela combinação de insensatez, volubilidade, vaidade e ambição. O mais extraordinário nessa composição, porém, não é o que quer dizer cada uma das palavras, mas o efeito da passagem de uma fala comum – com sua coloquialidade, seus sentidos subentendidos e seus saltos bruscos de assunto – para uma canção, dando fixidez sonora a uma matéria verbal bruta e desafiadora. É aí que se nota a maestria de Jorge Ben Jor. A esse respeito, o sofisticado compositor e semioticista Luiz Tatit, certa vez, comentou que jamais teria a ousadia de arriscar versos como os de W Brasil. De fato, nem ele nem ninguém conseguiu fazer uma ponte tão original entre a conversa de rua e a música popular.
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Passagem na Paulista demora no anúncio das atrações do Réveillon na Avenida Paulista, que acabou acontecendo somente no último dia 20, dava a impressão de que a festa não seria das mais brilhantes. E não será. Predominam no roteiro artistas que tiveram papéis apenas de coadjuvantes na história recente da MPB, tais como Sampa Crew, Supla e NXZero. Mesmo o nome de maior prestígio, Toquinho, encontra-se acomodado há anos. A maior vitalidade, ali, se concentra em apenas duas atrações: a dupla Fernando e Sorocaba, que exerce forte liderança sobre os jovens sertanejos, e a Escola de Samba Mocidade Alegre, que tem sido a mais interessante do Carnaval paulistano dos últimos anos. Outra grande festa de ano-novo acontece no Parque do Ibirapuera, em comemoração aos 70 anos de atividade do grupo Demônios da Garoa. Nela, os sambistas recebem um time heterogêneo de convidados, a exemplo do acordeonista Toninho Ferraguti e o cantor e Simoninha (foto, que também canta na Paulista).
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Apesar da morna virada de ano, porém, a programação musical de 2014 começa interessante, sobretudo por alguns shows baseados em discos. A jovem Ana Cañas lança Coração Inevitável, o sambista Arlindo Cruz apresenta Batuques do Meu Lugar, a big band Bixiga 70 continua com o recente Bixiga 70 e Zeca Baleiro recorda o repertório de Líricas, de 2007. Destaca-se na programação, ainda, a apresentação do competente violonista André Gereissati, nome marcante na música instrumental na década de 80 que se tornou figura rara nos palcos de uns anos para cá.
GARGAREJO Seleção dos espetáculos da semana Ana Cañas – Coração Inevitável Gênero: pop-caliente performático Comedoria Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076.9700 Dias 3 e 4, às 21h30 R$ 35 André Gereissati – Instrumental Sesc Brasil Gênero: fusion à brasileira Teatro Anchieta, Ses c Consolação – Rua D r. Vila Nova, 245. Tel.: 3234.3000 Dia 6, às 19h Grátis Arlindo Cruz – Batuques do Meu Lugar Gênero: roda de samba Teatro Paulo Autran, Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195. Tel.: 3095.9400 Dias 2, 3 e 4, às 21h, e 5, às 18h R$ 32 Bixiga 70 – Bixiga 70 Gênero: afro-pop-brazuca instrumental Teatro Sesc Bom Retiro – Al. Nothmann,185. Tel.: 3332.3600 Dias 4, às 19h, e 5, às 18h R$ 24 Demônios da Garoa e convidados (Claudio Zoli, Fabiana Cozza, Luiz Airão e
Toninho Ferragutti) Gênero: samba macarrônico com temperos exóticos Parque do Ibirapuera, portões 2 e 10. Dia 31, às 22h Grátis Sampa Crew, NXZero, Paulo Ricardo, Mauricio Gasperini, Supla, Marcelo Bonfá, Toquinho, Fernando e Sorocaba, Baile do Simonal e Escola de Samba Mocidade Alegre – Reveillon na Paulista Gênero: salada pop com toques de brasilidade Avenida Paulista (entre as ruas Padre João Manoel e Ministro Rocha Azevedo) Dia 31, a partir das 19h30 Grátis Zeca Baleiro – Líricas Gênero: folk brazuca Teatro Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076.9700 Dias 3 e 4, às 21h, e 5, às 18h (também em 10 e 11, às 21h, e 12, às 18h) R$ 40 (ingressos esgotados) (Cotação AD)
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Natureza em cor O fotógrafo e geólogo alemão Bernhard Edmaier usou seu conhecimento do planeta Terra para captar imagens que são verdadeiras obras de arte. O seu livro "EarthArt" não é dividido por temas, mas cores. Destacam-se o verde das florestas alemãs e o vermelho dos lagos chilenos.
.C..OMA
Schumacher 'luta pela vida' Robert Pratta/Reuters
equipe médica e um porta-voz do Centro Hospitalar Universitário de Grenoble (à dir.) anunciaram ontem que Michael Schumacher seguia em estado extremamente crítico. Ele foi levado para o hospital anteontem, após sofrer um grave acidente de esqui em Méribel, também na França. O heptacampeão a Fórmula 1 sofreu várias lesões cerebrais e os médicos não arriscaram qualquer prognóstico. Após negarem a realização de uma segunda cirurgia, noticiada pela imprensa internacional, os especialistas revelaram que o alemão será mantido em coma induzido para limitar os efeitos em seu cérebro das lesões cranianas "difusas e graves". "Nós podemos dizer que ele está lutando pela vida. Ele está em uma situação muito grave. Ele foi operado de urgência para liberar a pressão em sua cabeça. Infelizmente, ele tem algumas lesões no cérebro", disse o porta-voz Jean-Francois Payen. Ele afirmou também que o fato de Schummy estar usando capacete na hora do acidente foi importantíssimo. "Achamos que o capacete ajudou. Sem o capacete, ele não estaria aqui." Schumacher sofreu o acidente no domingo às 8h (de
A Anderson Silva a caminho de casa Anderson Silva recebeu alta ontem do hospital em Las Vegas onde foi submetido na madrugada de domingo a uma cirurgia para restaurar a sua perna esquerda. O brasileiro sofreu uma fratura ao tentar um chute baixo, uma das principais armas de seu arsenal de golpes, na perna do americano Chris Weidman, de quem tentava recuperar o cinturão dos médios do
UFC. O UFC cedeu um ônibus para Anderson realizar a viagem até Hermosa Beach, onde vive com a família. A opção pela viagem por via rodoviária deveu-se à preocupação com a pressão existente dentro de um avião, já que Anderson passou por cirurgia há pouco tempo. A previsão é de que ele chegaria a seu destino entre ontrem à noite e hoje. (Folhapress)
.G..ELO Fotos: Andrew Peacock/Reuters
Presos na Antártida
Ruben Sprich/Reuters
Brasília). Ele foi levado de helicóptero ao hospital de Moûtiers, na região dos Alpes, e depois encaminhado ao Cen-
tro Hospitalar U ni ve rs it ár io de Grenoble. De acordo com o diretorgeral da estação (acima) , Christophe GernignonLecomte, o expiloto esquiava em uma área fora da pista se chocou contra uma pedra. "Ele tinha movimentos espontâneos nos quatro mem-
Low Youjin/Reuters
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Mega-Sena: ainda dá tempo!
O mau tempo na Antártida impede o resgate de 74 passageiros do navio russo que está preso no gelo desde o dia 24.
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Otimismo brasileiro na São Silvestre tempo de 44 minutos cravados, que segundo o atleta, lhe dará a vitória. Sua estratégia será acompanhar o tempo todo o grupo de africanos. A corrida terá largada com as mulheres, às 8h40 (horário de Brasília), com a prova masculina iniciando 20 minutos depois.
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Quarto lugar na corrida de São Silvestre do ano passado, o brasileiro Giovani dos Santos tem motivos para acreditar em um bom resultado este ano. A tradicional prova acontece sempre no último dia do ano em São Paulo. O mineiro garantiu estar focado na meta de obter o
bros, mas não respondia a perguntas", disse o neurocirurgião Stephan Chabardes. Segundo ele, o estado de saúde do campeão, que bateu com o lado direito da cabeça "se deteriorou rapidamente" e ele entrou em coma, "com sinais de hipertensão intracraniana". Schumacher, que aniversaria no dia 3 de janeiro, é o piloto com mais títulos mundiais na história da F-1 – sete entre 1994 e 2004 – e venceu 91 GPs. (Agências)
DESEJOS - Em Cingapura, as esferas dos desejos já viraram tradição de Ano-Novo. Os moradores escrevem suas resoluções nas bolas flutuantes antes de colocá-las nas águas de Marina Bay.
O concurso especial da Mega-Sena no último dia do ano, a Mega da Virada, deverá pagar ao menos R$ 200 milhões. O valor, no entanto, pode aumentar de acordo com a quantidade de apostas feitas até o encerramento. As apostas podem ser feitas até as 14h (horário de Brasília) de hoje nas casas lotéricas que estiverem abertas. A aposta mínima de seis números custa R$ 2. Apenas investindo na poupança, o prêmio renderia mais de R$ 1 milhão por mês. Caso o sortudo prefira investir em bens, a bolada é suficiente para comprar 400 casas no valor de R$ 500 mil. (Folhapress)
.L..OTERIAS Concurso 1000 da LOTOFÁCIL
Nada se perde, tudo se transforma.
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O disquete já virou obsoleto, mas ainda serve de inspiração para os designers da empresa alemã Neulant Van Exel.
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www.neulantvanexel.de
Concurso 3378 da QUINA
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Você pode acompanhar o recorde da arrecadação de tributos no Brasil no site www. impostometro.com.br
O Superleão de R$ 1,7 trilhão O painel eletrônico da ACSP exibe hoje o total de impostos arrecadados no País em 2013. O valor é recorde e supera em cerca de R$ 150 bilhões o de 2012. Renato Carbonari Ibelli Fotos Newton Santos/Hype
Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), atinge hoje, por volta das 14h30, o R$ 1,7 trilhão. Este é o valor de tributos arrecadados pelos governos federal, estaduais e municipais desde o início deste ano até esse momento. O total mostra recorde de arrecadação no País e supera de longe o R$ 1,55 trilhão recolhido ao longo de 2012. O Impostômetro faz a simulação da arrecadação em tempo real desde 2005, quando foi instalado na sede da ACSP, no Centro da Capital paulista. O presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, questiona o descolamento existente entre o crescimento dos impostos e a evolução da economia. "Observamos que nos últimos anos a arrecadação está crescendo mais do que a economia, ou seja, uma parcela maior dos esforços da sociedade é transferida para o setor público", afirmou. Para Rogério Amato, isso tem implicações no crescimento futuro do Brasil. "Esperamos que esses recursos sejam melhor aplicados e que, assim, o retorno seja melhor do que é atualmente." A carga tributária do País responde por 36% do Produto Interno Bruto (PIB), uma das m a i o re s p a r t i c i p a ç õ e s d o mundo. Em 2012, por exemplo, dos cerca de R$ 4,4 trilhões movimentados pela economia brasileira, R$ 1,55 trilhão foi gerado por impostos e taxas – ou seja, aproximadamente 36%. Esta carga tributária é semelhante à da Alemanha ou da do Reino Unido, nações nas quais os serviços públicos e a assistência social são reconhecidamente mais avançadas do que no Brasil. As previsões iniciais eram de que a arrecadação de 2013 seria um pouco mais próxima daquela do ano passado. Porém, o volume de tributos que entrou nos caixas dos governos nos últimos meses, em especial em novembro, surpreendeu.
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Ponto turístico: Viviane Lins não perdeu a oportunidade de fotografar familiares, que vieram de Pernambuco, diante do prédio da ACSP.
Certamente não canalizam todo esse dinheiro de impostos da maneira correta. O País precisa capacitar os trabalhadores, investir em cursos profissionalizantes, e isso só é possível dando um direcionamento melhor para os recursos do governo. BRAZ ARTUR, ELETROTÉCNICO Refis – A arrecadação de novembro no País foi superior ao projetado por especialistas e pelo governo por conta da reabertura do Refis (programa de refinanciamento de dívidas com o Fisco), que gerou uma renda adicional.
O Refis exigiu atualizações nos dados do Impostômetro, que funciona a partir de estimativas que são revistas sempre que sai algo oficial. Em novembro o dado oficial mostrou que a arrecadação estava correndo mais. Isso foi corrigido e
resulta, no fim de dezembro, no total de R$ 1,7 trilhão. ICMS – O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um imposto estadual, é o que tem maior peso isolado na arrecadação no País. Ele responde por aproximadamente 20,5% de participação no total; seguido da contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com 18%; do Imposto de Renda, com 17,2%; e da Contribuição Para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com 10,8%. Do início do ano até a meianoite de hoje, cada brasileiro terá desembolsado cerca de R$ 8 mil para os cofres públicos, segundo os cálculos do site do Impostômetro. O painel eletrônico foi instalado pela ACSP com o objetivo de conscientizar os cidadãos sobre a alta carga tributária existente no Brasil e estimular que eles cobrem dos governantes serviços públicos de qualidade.
É absurdo saber que vivemos em um dos países que mais cobram impostos dos cidadãos e, no entanto, ainda há tanta coisa para melhorar. O trânsito nas grandes cidades é absurdo, mas sem investimentos em transporte coletivo de qualidade ninguém vai deixar o carro em casa. Dinheiro para melhorar o transporte público não falta. CLAUDILENE MACEDO OLIVEIRA, ESTUDANTE
A má-administração dos recursos públicos é algo já instituído no Brasil. O problema não é deste governo. É difícil fiscalizar, por isso é difícil ao povo cobrar dos governos que usem corretamente todo este dinheiro. Por isso, vemos a situação ruim da saúde, da educação. GERALDO BATISTA, MECÂNICO
Varejo começa a liquidar, após Natal fraco. Newton Santos / Hype
Paula Cunha arte do varejo paulistano já está realizando liquidações para queimar estoques e aumentar as vendas que, segundo comerciantes, foram fracas neste Natal em comparação com os resultados obtidos em 2012. A tentativa, para alguns, é de aumentar os ganhos das festas do réveillon e para outros de recuperar as perdas de um ano difícil, com retração do consumo por boa parte da população. Assim, a sensação de lojistas das ruas João Cachoeira e Oscar Freire é de que os resultados poderiam ter sido melhores e de que 2014 será mais um ano de cautela e desempenho moderado, apesar da realização da Copa do Mundo no Brasil. A reportagem do Diário do Comércio percorreu algumas ruas tradicionais do varejo da Capital ontem e, na região da rua João Cachoeira, no bairro do Itaim Bibi, os comerciantes
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estavam desanimados, pois não conseguiram alcançar suas metas de vendas fixadas para o Natal. Maria Cecília Bayma de Medeiros, proprietária da loja de vestuário Australian, conta que colocou alguns itens em promoção após o Natal, pois as vendas na data apresentaram um desempenho muito abaixo das suas expectativas. A empresária esperava crescimento de 20% em relação ao final de 2012, mas obteve acréscimo de apenas 5%. Por isso, ela considera que o lojista que não oferecer bons preços e produtos de qualidade vai ter dificuldades para sobreviver em 2014. "A classe média está indo para a rua 25 de Março. Aqui os aluguéis são altíssimos e, por isso, muitos escritórios do entorno fecharam ou mudaram-se, o que prejudicou muito o movimento do comércio", disse a empresária. O proprietário da loja Tribo Carioca, de vestuário feminino, Joseph Seade,
Vitrine refeita: anúncio de descontos para atrair os consumidores na virada do Ano Novo. realiza desanimado a última liquidação do ano. Segundo ele, o movimento muito fraco durante todo o ano e os altos aluguéis da região o forçaram a encerrar suas atividades. "Os fornecedores e prestadores de serviços também estão
se queixando da atual situação. A inadimplência dos consumidores está muito alta e isso atrapalhou o comércio em 2013", desabafou. Também insatisfeita estava a vendedora da Four Seasons, Kelly Maturano. O
estabelecimento, que é especializado em moda feminina, estabeleceu uma meta de R$ 100 mil em receitas obtidas com as vendas e, entretanto, este objetivo não foi alcançado. Por isso, ontem algumas peças já eram oferecidas a
preços considerados promocionais. A liquidação oficial será realizada no início de 2014. A funcionária informou que a loja não divulgou a iniciativa na internet, mas distribuiu panfletos em todo o bairro. Em outro endereço de alto poder aquisitivo de São Paulo, na rua Oscar Freire, o desempenho de algumas lojas foi melhor. Na Mara Mac já se observa a oferta de peças com descontos que variam de 30% a 50%, especialmente as mais utilizadas na festa de Ano Novo como roupas brancas. A gerente comercial Maria Amália Alvarenga contou que as vendas deste Natal foram iguais às de 2012. Em outra loja, onde o gerente preferiu não se identificar, a liquidação começou na última sextafeira e as vendas de Natal não foram ruins, mas a expectativa era de vendas melhores. Com bolsas e calçados cujos preços variam de R$ 50 a R$ 3,5 mil, houve crescimento ante o final do ano passado.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Arrecadação federal aumentará cerca de R$ 403 milhões em um ano com o aumento do IOF para cartões de débito no exterior. Alíquota subiu para 6,38%.
Comemoração, só no exterior. Enquanto bolsas internacionais tiveram um ano de recuperação, Ibovespa decepcionou, perdendo 15,50% em 2013. Euro e dólar dispararam no Brasil. Ralph Orlowski/Reuters
ais uma vez, o mercado acionário brasileiro decepcionou e voltou, em 2013, a figurar entre as piores opções de investimento. O Ibovespa, principal referência dos negócios, encerrou o ano com queda de 15,50%, apesar da expectativa recente dos analistas de uma melhora ao longo dos meses de novembro e dezembro. O índice, que havia terminado 2012 na casa de 60 mil pontos, chegou ao fim de 2013 bem abaixo desse patamar, em 51.507 pontos (só em dezembro, o indicador caiu 1,86%). Já o dólar teve comportamento bem diferente: teve alta de 15,40%. Não foi só em relação a outros ativos do mercado financeiro nacional que a bolsa gerou significativas perdas para os investidores nos últimos 12 meses: o Ibovespa teve o pior desempenho entre os principais índices acionários globais. De acordo com analistas, o mercado nacional não conseguiu aproveitar a onda favorável de recuperação de economias importantes, principalmente por causa de problemas locais como inflação alta, baixo crescimento econômico e interferência do governo em diversos setores da economia. Assim, em meio a um cenário repleto de incertezas, especialistas estão pouco otimistas em relação a 2014. Em geral, os analistas preveem que o Ibovespa vai se aproximar de 59 mil pontos daqui a um ano, o que equivale a uma alta de 15% – se concretizada, a estimativa levaria o índice ao nível de 2012. Para se ter uma ideia, enquanto o Ibovespa desvalorizou-se 15,50% em 2013 (26% em dólar), o índice da Bolsa de Valores de Nova York Dow Jo-
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Operador comemora fim dos trabalhos em 2013 na bolsa de valores de Frankfurt. Índice europeu de ações subiu 16% no ano. nes teve ganho anual próximo a 26% e o europeu FTSE-300 subiu cerca de 16%. "Foi outro ano perdido", disse Débora Morsch, sócia da Zenith Asset Management. "O governo mostrou que está mais interessado em políticas econômicas de curto prazo do que em reformas. Há outros mercados com menores riscos institucionais e regulatórios", acrescentou. De acordo com levantamento da empresa de informações financeiras Economatica, em 2013 o valor total de mercado das empresas brasileiras diminuiu cerca de US$ 216 bilhões, perda acentuada pela alta do dólar ante o real. Além disso, o valor de
Analistas preveem alta de 2,30% para o PIB de 2013 previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 foi mantida em 2,30% pelos analistas ouvidos pelo Banco Central na última pesquisa Focus do ano, divulgada ontem. Para 2014, a estimativa de expansão seguiu em 2,00%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 2,50% e 2,11%. A projeção para o crescimento do setor industrial em 2013 foi revisada de 1,60% para 1,59%. Para 2014, a pesquisa Focus prevê avanço industrial de 2,23%, mesmo porcentual da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 1,69% para 2013 e de 2,50% em 2014 para o setor. Os analistas reduziram a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 de 34,60% para 34,58%. Há quatro semanas, estava em 34,60%. Para 2014, subiu de 34,70% para 35,00%. Há quatro semanas, estava em 34,50%. Selic – A Focus manteve a previsão para a taxa Selic no fim de 2014 em 10,50% ao ano. A taxa está hoje em 10,00% ao ano. A projeção para a Selic média no próximo ano seguiu em 10,47%. Há quatro semanas estava em 10,31%. A previsão para a taxa na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de janeiro
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permaneceu em 10,25%, o que significa uma desaceleração no ritmo de alta, que foi de 0,50 ponto porcentual nas últimas reuniões do Comitê. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no fim de 2014 está em 11,00% ao ano há sete semanas. Câmbio – A mediana das projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 seguiu em R$ 2,34 nas estimativas dos analistas consultados. Há quatro semanas, a projeção era de R$ 2,30. Para o fim de 2014, a mediana permaneceu em R$ 2,45. Quatro semanas atrás, estava em R$ 2,40. Na mesma pesquisa, o mercado financeiro manteve a previsão para a taxa média de câmbio em 2013 em R$ 2,17. Para 2014, a projeção seguiu em R$ 2,40. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,17 neste ano e em R$ 2,36 no próximo. A pesquisa do Banco Central também mostrou que, para o fim de janeiro de 2014, a estimativa continuou em R$ 2,35. A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 permaneceu em R$ 2,35. Para 2014, seguiu em R$ 2,40. (EC)
mercado das companhias listadas na BM&FBovespa fechou o ano abaixo de US$ 1 trilhão, nível que se mantinha constante desde 2009. Analistas destacam a possibilidade de não haver grandes mudanças em termos de política econômica antes da eleição presidencial de outubro, assim como deve permanecer o risco de rebaixamento da nota de crédito do Brasil. Além disso, o banco central norteamericano dará início em janeiro à redução de seu programa de compra de ativos, que tem sido favorável aos preços de ações, e pode começar a elevar os juros em 2015. "Esses fatores acabam seguran-
do o mercado acionário. Não tem muito espaço para cair, já recuamos muito em relação a outros emergentes e a bolsa não está cara. Então, o merca-
do deve ficar meio de lado e ter uma pequena recuperação em 2014", afirmou o sócio da Cultinvest Asset Management, Walter Mendes. Investi-
dores devem passar o próximo ano garimpando bons ativos, com o foco em empresas que consigam se beneficiar da perspectiva de alta do dólar ante o real, como o setor siderúrgico e as exportadoras de commodities. O ano de 2014 também deve ser marcado pela primeira mudança na metodologia do Ibovespa em 45 anos. A nova composição passará a levar em conta o valor de mercado das empresas, diferentemente do modelo atual, que dá mais peso à liquidez dos papéis. A mudança será feita em duas etapas. A primeira ocorrerá em janeiro, numa combinação da metodologia vigente com a nova, que será integralmente adotada em maio. Entre os outros ativos, o destaque de valorização de 2013 ficou com o euro, que subiu 19,53%, de acordo com ranking elaborado pelo administrador de investimentos Fabio Colombo, a maior alta entre os principais investimentos. A lanterna ficou com o ouro, que perdeu 18,31% do valor. Na avaliação de Colombo, o metal desvalorizou-se nos últimos 12 meses porque a situação das economias dos Estados Unidos, da Europa e do Japão. Em geral, o ouro dispara em momentos de crise. No Brasil, conforme o levantamento de Colombo (veja detalhes no quadro), todos os principais investimentos além da bolsa (Ibovespa) e do ouro tiveram ganhos reais em 2013 – ou seja, eles garantiram aos investidores rendimentos que superaram a inflação acumulada no período (considerando como referência o IGP-M, que acumulou alta de 5,51% ao longo do ano, ou o IPCA de 2013, estimado em 5,80%). (DC/Agências)
Governo ganha pouco com elevação do IOF para cartões de débito no exterior. Alíquota subiu para 6,38%. arrecadação federal ter á u m a c ré s c i m o d e apenas R$ 403 milhões no acumulado de 12 meses com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para cartões de débito no exterior, compras de cheques de viagens e saques em moeda estrangeira em outros países, medida anunciada na última sexta-feira. Na base mensal, o aumento será de meros R$ 34 milhões. Não é, portanto, uma medida tributária, segundo o superintendente de Tesouraria do Banco Indusval & Partners (BI&P), Daniel Luis Moreli Rocha, que trabalha com a tese de que, com a decisão, o governo quis mais corrigir uma brecha aberta em 2011, quando elevou o imposto de 2,38% para 6,38% para compras feitas com cartão de crédito no exterior, do que expandir a arrecadação. Na última sexta-feira, depois de o mercado financeiro já ter fechado, o Ministério da Fazenda anunciou a elevação da alíquota do IOF sobre os saques e gastos à vista no exterior, de 0,38% para 6,38%, com vigência a partir do sábado, 28 de dezembro. Os cálculos de Moreli utilizam dados do Banco Central (BC), que mostram que, até novembro, do total de gastos de brasileiros no exterior, 54,7% eram com cartões de crédito, 29,7%, em espécie, 12,5%, com cartão pré-pago e 3,1%, com outros meios de pagamentos. No caso do cartão de crédito, o aumento do IOF já havia sido determinado em 2011. Ocorre que, de acordo com Moreli, a elevação do imposto financeiro sobre o cartão de crédito não limitou os gastos no exterior e ainda abriu a brecha para a utilização de outros meios de pagamento como os
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cartões pré-pagos, travellers cheks e saques em moeda estrangeira em outros países. Que é o que o governo tenta corrigir agora. Juntos, os gastos feitos pelos cartões pré-pagos e outros meios de pagamento somam 15,6% do total dos gastos dos brasileiros no exterior. Essa fatia dos gastos, que não havia sido alcançada pela elevação do IOF sobre os gastos com cartões de crédito em 2011, é que está tendo o tributo aumentado agora. Até novembro, no acumulado de 12 meses, o déficit na conta corrente do balanço de pagamentos referente a viagens internacionais somava US$ 18,4 bilhões. "Os gastos com cartões pré-pagos e outros meios de pagamentos nos últimos 12 meses até novembro somavam déficit de US$ 2,9 bilhões", destaca o economista. Segundo ele, com alíquota do IOF em 0,38% a arrecadação em 12 meses com os gastos no exterior era de R$ 11 milhões e agora vai para R$ 173 milhões. Quando se coloca na conta a cotação do dólar, de R$ 2,33, o valor chega aos R$ 403 milhões. Emprego e renda – Ainda de acordo com Moreli, o impacto da elevação do IOF sobre os gastos dos brasileiros no exterior será pequeno pelos mesmos motivos que a alta do IOF sobre os cartões de crédito em 2011 não surtiu o efeito desejado: aumento da renda e o baixo nível de desemprego no País. Para se ter uma ideia do quanto estas duas variáveis minimizam o impacto do aumento do imposto, até 2008 as despesas com viagens internacionais giravam de zero a US$ 5 bilhões ao ano. De 2009 para cá, esse valor saltou para US$ 20 bilhões.
"Ou seja, mesmo com a alta do imposto em 2011, o consumidor continuou a gastar com o cartão de crédito e ainda abriu espaço para outros meios de pagamento. "O curioso é que nesse período não só o impos-
to subiu como o dólar saltou de R$ 1,80 para R$ 2,35 e o brasileiro continuou a gastar." Com isso, os gastos com viagens internacionais que não influenciavam a conta corrente passou a ter peso. (EC)
MUNICÍPIO DE IPEÚNA/SP
AVISO DE LICITAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Nº 021/2013 Pregão Presencial Nº 021/2013 – Objeto: Registro de Preços para o fornecimento parcelado de leite pasteurizado, tipo C e pão salgado, tipo francês, destinados aos estabelecimentos de ensino, saúde e assistência social do Município de Ipeúna. Recebimento dos envelopes: até às 9h00 do dia 16/1/2014; Sessão de lances: às 9h15 do dia 16/1/2014. O edital e anexos encontram-se à disposição dos interessados no Setor de Licitações da Prefeitura, situado na Rua 01, 275 – Centro, Ipeúna/SP, no horário das 8h00 às 11h30 e das 13h00 às 17h30, em dias úteis. Informações pelo telefone (19) 3576-9007 ou licitacao@ipeuna.sp.gov.br. Ipeúna, 30/1/2013. Ildebran Prata – Prefeito Municipal.
Itautec S.A. - Grupo Itautec CNPJ 54.526.082/0001-31
Companhia Aberta
NIRE 35300109180
Edital de Convocação ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Os Senhores Acionistas da ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC são convidados pelo Conselho de Administração a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará no dia 14.01.2014, às 11:00 horas, no auditório da sede social, localizado na Avenida Paulista, 1938, 5º andar, em São Paulo (SP), a fim de deliberar sobre proposta de mudança do objeto social da Sociedade e consequente alteração do Artigo 2º do Estatuto Social, em razão de seu reposicionamento estratégico no mercado de TI. Os documentos a serem analisados na Assembleia encontram-se à disposição dos Acionistas no website de relações com investidores da Companhia (www.itautec.com.br), bem como no website da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br). Para exercer seus direitos, os Acionistas deverão comparecer à Assembleia portando documento de identidade e comprovante de depósito das ações emitido pela instituição depositária, contendo a respectiva participação acionária. Os Acionistas podem ser representados na Assembleia por procurador, nos termos do artigo 126 da Lei 6.404/76, desde que o procurador esteja com documento de identidade e respectivo instrumento de mandato. São Paulo (SP), 27 de dezembro de 2013. Conselho de Administração Ricardo Egydio Setubal - Presidente
(30/31/2)
Ministério de Minas e Energia
Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM
RESULTADO DE JULGAMENTO Pregão Eletrônico n.º 043/SUREG-SP/13 Processo n.º 500.953/13 Objeto: Registro de Preços, pelo prazo de até 12 (doze) meses, para aquisições futuras de relógio de ponto biométrico em conformidade com a Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego n.º 1.510/2009 para atender às necessidades das superintendências e unidades regionais localizadas em diferentes entes da Federação, conforme as especificações e os detalhamentos constantes do Termo de Referência - Anexo I deste Edital. O Fornecedor abaixo foi o vencedor do referido certame. Lote 1
Empresa DIMEP COMÉRCIO E ASSISTENCIA TECNICA LTDA
CNPJ
VALOR TOTAL(R$)
09.095.664/0001-56 R$ 90.000,00
LUCIMARA DE SOUZA Pregoeiro
14 -.ECONOMIA/LEGAIS
DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
CIBERCRIMINOSOS na versão 2014
n TV
As empresas de segurança preveem um ano novo muito ativo para os criminosos digitais. Surgem softwares que sequestram dados, paralisam o computadores e exigem dinheiro para liberá-los. Modelo reproduz obra de arte e decora o ambiente
Barbara Oliveira
ano acabou e é hora de limpar o computador, despejar o lixo eletrônico fora e atualizar os programas de proteção dos aparelhos conectados com a internet. O uso massificado da web, seus serviços de busca, webmails, redes sociais, e-commerce e smartphones representam uma comodidade para o usuário, mas também são fontes de muitos problemas relativos à segurança digital. As empresas especializadas preveem um ano novo muito ativo para os cibercriminosos. Alguns dos principais alvos em 2014 serão os falsos aplicativos para celulares e redes sociais. Se os usuários prevenidos de computadores estão em estado de alerta com as recentes revelações do ex-analista de inteligência Edward Snowden, devem atentar agora para novas ameaças que prometem aparecer nos PCs, os chamados “ransonwares”, programas que sequestram e bloqueiam a máquina e seus dados e solicitam pagamento para liberá-los. São sofisticados softwares que apareceram nos Estados Unidos e Europa no ano passado e, agora, estão surgindo na América Latina. Além disso, no ambiente da “internet das coisas”, dispositivos conectados como câmeras IP, smart TVs, sistema remotos de controle começam a chamar a atenção dos golpistas digitais.
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Prejuízo
Relatório de 2013 da Symantec aponta que o impacto financeiro do cibercrime vem crescendo. Em 2012 custaram cerca de US$ 113 bilhões; no Brasil, o prejuízo foi de R$ 18,7 bilhões (entre julho de 2012 a agosto de 2013), e 60% dos adultos brasileiros foram vítimas desses golpes, um pouco acima da média global, que é de 50%. O Brasil é alvo importante devido à maciça participação nas redes sociais e no uso de smartphones. Alguns analistas de segurança observam que as revelações de Edward Snowden sobre esquemas de espionagem em governos, empresas e cidadãos, ao longo do ano passado, devem resultar na
maior conscientização de parte dos usuários sobre a proteção de dados pessoais (e corporativos). Mikko Hypponen, diretor de pesquisas da F-Secure, ressalta que "muitos internautas estão buscando recursos para protegerem seus dados e informações pessoais, antes expostas livremente na rede mundial". Estudo recente feito pela consultoria inglesa ComRes em nove países (inclusive no Brasil) com 10.354 entrevistados comprova que o grau de preoc u p a ç ã o d a s p e ssoas com sua privacidade está mais elevado. No Brasil, Espanha e Índia esse índice chega a 90% dos pesquisados, no Japão é de 84% e na França, de 72%. "As pessoas devem pensar: se a espionagem atingiu empresas e governos, e até o meu presidente, por que não poderia acontecer comigo?", diz Rafael de Castro, coordenador de pesquisas e conscientização para a América Latina da Eset. Apesar de os usuários estarem mais conscientes do que há um ano, Castro lembra que existe um novo contingente de pessoas vindas de classes emergentes e que estão comprando seus primeiros PCs. "Elas ainda não têm ideia dos níveis de segurança necessários e de como isso tudo funciona. É importante que saibam que comprar um computador é como um carro, é preciso tirar carteira de habilitação", brinca. A mesma conscientização com a privacidade dos dados armazenados em computadores – protegidos com firewalls e antivírus – deve existir no ambiente móvel e nas redes sociais, avaliam os especialistas em segurança. Serão eles os mais buscados pelos golpistas neste ano. "E não adianta achar que migrando para redes menores e menos visadas estarão protegidos", adverte Otto Stoeterau, analista da Symantec. "A mobilidade e a sociabilidade dos brasileiros elevam os riscos". Os links falsos continuarão existindo em todas as redes sociais, assim
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OLED Gallery da LG, de 55 polegadas, não é um televisor qualquer porque além da alta tecnologia se transforma em item de decoração da casa. O Modo Gallery, quando ativado, deixa as imagens de pinturas clássicas, já armazenadas na TV, em looping, transformando o produto em um quadro. É possível trocar as imagens por qualquer outra e personalizar a galeria. A moldura da TV vem com sistema de som de dois alto-falantes e dois woofers, potência de 100 W e virtual surround, com envolvimento sonoro vindo de cima e das laterais do aparelho. A tela OLED tem 4,3 mm de espessura e mais contraste, cujo preto é mais real. Smart T V e 3D, o aparelho é acompanhado de 4 pares de óculos e o controle Smar t Magic. Toda essa tecnologia tem um preço, R$ 40 mil. ÁUDIO
Como se proteger n Instale um pacote de segurança no equipamento, de preferência, pago, e mantenha os sistemas operacionais atualizados; n Use um firewall no PC, que identificará tentativas de instalação de programas sem seu consentimento. Programas espiões vêm disfarçados como “ofertas gratuitas”; n Não abra anexos nem clique em links da web enviados por desconhecidos; n Use senhas de acesso em todos os aparelhos e ao inserir dados pessoais ou financeiros, certifique-se de que o site é criptografado (https ou ícone do cadeado na barra de endereços); n Não faça transações bancárias em redes abertas sem fio. Verifique sempre se a rede é protegida e criptografada; n Cuidado ao curtir ou baixar aplicativos que exigem muitas informações nas redes sociais ou no smartphones. Leia as resenhas dos aplicativos. Fontes: Eset, Kaspersky, McAfee, Symantec, F-Secure
como aplicativos maliciosos para sistemas operacionais abertos e mais visados, como o Android. Redes Sociais Recentemente, a Symantec relatou o caso de um aplicativo falso, InstLike, que garantiria uma quantidade maior de seguidores e de "curtir" em publicações do Instagram. Bastava que o usuário oferecesse o login e a senha para o cibercriminoso. As informações dessas pessoas acabaram indo para o ar. Ao todo, mais de 100 mil foram atingidas pelo golpe e quem quisesse retirar seus dados pessoais do ar teria de pagar para o hacker. Em 2014, o número de aplicativos maliciosos vai crescer muito, prevê Castro, da Eset, especialmente no ambiente Android e nas redes sociais. É bom lembrar que um terço dos brasileiros não fecham o app da rede social
quando não estão mais no Facebook ou Twitter. É um procedimento simples (fechar o aplicativo) e que pode evitar dores de cabeça. Stoeterau observa que o usuário realiza transações bancárias no celular e nem se preocupa com a origem dele ou se é confiável. "O mesmo software malicioso que se instala no PC e abre dados da pessoa (se a máquina não tiver nenhuma proteção), entra no ambiente móvel com facilidade", alerta. Se for levado em conta que o mesmo smartphone é utilizado para lazer e trabalho, o risco de expor informações da empresa aumenta. Além de protegerem seus aparelhos com um bom pacote de segurança móvel, é preciso avaliar as resenhas dos aplicativos, ver que tipo de informações ele solicita para ser instalado, aconselha o analista. "É importante que as pessoas entendam que o perigo online pode se esconder até em com-
portamentos inocentes", diz Stoeterau. Outro perigo apontado pelos especialistas em segurança será a maior incidência do s o f t w a r e m a l i c i o s o " r a nsonware", que pede resgate ao dono do computador invadido. Eles estimam que em 2014 deverão aparecer muitos casos desse software malicioso na América Latina, focados em pequenas e médias empresas e em pessoas ingênuas. Castro diz que já foram detectados golpes na Argentina em 2013. Os golpistas bloqueiam o computador desprotegido e colocam um logotipo do FBI ou da Polícia Federal na tela. Eles alegam que o computador faz parte de uma cadeia criminosa com conteúdos pornográficos e de pedofilia e que o usuário precisaria pagar uma quantia (no caso, US$ 200) para ter sua máquina habilitada novamente. “Se uma pessoa desavisada for a vítima, fica com medo e paga o que eles pedirem para desbloquear o PC”, comenta Castro. “Muita gente cai nesse golpe, paga e depois procura a polícia real, mas aí já é tarde”. Babás eletrônicas O uso continuado de dispositivos conectados (a internet das coisas) também chama a atenção das empresas de segurança. Há relatos de babás eletrônicas e de câmeras IP hackeadas na Europa e Estados Unidos pelo simples fato de estarem conectadas à internet. A Symantec relatou um caso de um túnel interrompido em Israel porque hackers invadiram o sistema online a partir de câmeras de segurança. "A Smart TV é outro exemplo. Ela não pode ser usada para compras, ela não é um PC e nem um smartphone, transmite informações comerciais e ainda não dispõe de programas de proteção", avisa Stoeterau.
Mais potência e novos recursos no som para o carro
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som automotivo Evolution MP5, da NewLink, tem tela de cristal líquido de 3 polegadas e i n co r p o ra co n ex õ e s p a ra músicas e vídeos, entradas USB, auxiliar e para cartão de memória SD/MMC de até 32 GB. Aceita diversos dispositivos e possui 180 W RMS de potência. A função de memória automática de até 18 estações para rádio FM, busca rápida de estações e design moderno completam o aparelho. Preço sugerido de R$ 299 até o final de janeiro. PAGAMENTO MÓVEL
Vivo e Rede lançam solução para tablet e smar tphone
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oze lojas da Vivo de São Paulo e Rio de Janeiro começaram um projeto-piloto para venda do Vivo Mobile Rede, um dispositivo que transforma smartphones e t a b l e t s e m te r m i n a l p a ra captura de transações com cartão de crédito. Resultado da parceria entre a operadora e a Rede (antiga Redecard), o projeto visa ampliar o acesso aos meios de pagamentos móveis. O dispositivo é acoplado a smartphones e tablets com redes 3G ou Wi-Fi que passam a receber os pagamentos com cartões de crédito como se fosse uma máquina POS. É útil para profissionais liberais, microempresários e pequenos varejistas. Os usuários precisam baixar o aplicativo na App Store ou Google Play e adquirir o hardware nas lojas, sem taxas de adesão ou mensalidades. O custo da ativação é de R$ 129,90 e pode ser parcelado em até 12 vezes.