Hoje, Lula inicia quimioterapia contra o tumor cancerígeno na laringe, detectado no sábado. Ele deverá sair do Sírio-Libanês amanhã. O dr. Kalil repetiu o prognóstico otimista após vê-lo ontem, quando o expresidente falou pouco, descansou e apareceu com um neto na sacada de seu apartamento. Pág. 5 Barrilari/Frame/Folhapress
Conclusão: 23h45
Ano 87 - Nº 23.489
www.dcomercio.com.br
São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 29, 30 e 31 de outubro de 2011
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Jornal do empreendedor
A H N A P M A C A V O N A L U L DE
A torcida do Corinthians homenageou Lula, enquanto os jogadores lhe deram a vitória sobre o Avaí e a reconquista da liderança no Brasileiro.
O JOGO DA COPA
Paulo Whitaker/Reuters
ONGs suspensas por 30 dias. Aldo Rebelo entra em campo. Depois do escândalo envolvendo o Esporte, Dilma corta o pagamento às ONGs por um mês para que os contratos sejam investigados. E justamente hoje, no Halloween, Rebelo (PCdoB), que tentou trocar a festa pelo Dia do Saci, assume o ministério. Páginas 5 e 12
Ayrton Vignola/AE
Newton Santos/Hype
Enredo da Facesp: todos afinados. Zeladores nos altos da Sé Praça, Catedral, metrô e cobertura: zeladores vivem no céu. Pág. 9
Agliberto Lima/DC
Lembrança de Rogério Amato ao fim do Congresso da Facesp: diapasão. Págs. 10 e 11
1,2 TRILHÃO Impostômetro mostra apetite cada vez maior do Leão. Pág. 16
Papai Noel anima shoppings Esperam crescimento superior a 10% nas vendas. Pág. 15
ISSN 1679-2688
23489
9 771679 268008
Timão: raça e liderança.
Chuvoso durante o dia e a noite Máxima 19º C. Mínima 13º C.
Com um homem a menos, o Corinthians vira o jogo contra o Avaí (2 a 1) e reassume a ponta no Brasileirão. Esporte
Nublado. Pode garoar de manhã e à noite Máxima 18º C. Mínima 11º C.
HOJE AMANHÃ
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sábado, domingo e segunda-feira, 29, 30 e 31 de outubro de 2011
Os Estados Unidos têm, no entanto, uma enorme capacidade de sair dos enroscos em que se metem. Delfim Netto
pinião
PAULO SAAB
A CIDADANIA NÃO TEM FRONTEIRAS
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xiste muita coisa errada no Brasil. Frente à potencialidade de nossa economia, recursos naturais e humanos, sem falar no territorial, o que o Poder Público faz com a brutal arrecadação obtida dos escorchantes impostos é o mínimo. O dinheiro que se perde pela corrupção, ausência de políticas públicas consistentes e coerentes, e absoluta falta de planejamento e investimento representa outra parcela dos erros que impedem que o País se desenvolva na velocidade e com a qualidade de vida que deveria ter. De outro lado, há também muita coisa boa que se faz e não aparece. Tem muita gente no Brasil fazendo o bem, ajudando o País, favorecendo a qualidade de vida de sua população. Certamente, isso não merece espaço na mídia, diante de tanto desvirtuamento da ordem natural no cotidiano nacional. O espaço é ocupado por corruptos, criminosos, políticos de más intenções, além de crimes, acidentes, tudo que diz respeito ao lado ruim do ser humano. nquanto o lado sadio da sociedade busca meios e modos de impedir que nossa distorcida representação popular e os escalões mais altos do poder público sigam dilapidando a riqueza nacional em benefício pessoal, podemos e devemos dar espaço aos que fazem o bem, para mostrar aos brasileiros em geral que é preciso valorizar, mais do que aos bandidos, as ações das instituições e as pessoas que se dedicam ao coletivo e não apenas ao individual. Dentro desse quadro e pela coincidência de acontecer no dia de hoje, é mais do que justo dar destaque à premiação que as Instituições de ensino superior de todo o Brasil receberão por conta dos projetos vitoriosos de suas áreas extensionistas, que tanto bem fazem às comunidades onde atuam. Na noite desta segundafeira, na Pinacoteca do Estado, o Instituto da Cidadania Brasil, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da Secretaria de Tecnologia para Inclusão Social, entrega o Prêmio "Cidadania Sem Fronteiras" aos melhores projetos desenvolvidos ao longo do último ano. Apoiam a iniciativa diversas entidades ligadas ao ensino superior e órgãos do governo e da iniciativa privada. A premiação não é fim em si mesma, mas um meio de valorizar, difundir e consolidar,
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DE QUEM É A CULPA?
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em dúvida, esses movimentos "em onda" que pipocam pelo mundo, protestando contra tudo e quase todos, representam o inconformismo de 25 a 30 milhões de pessoas de todas as idades barradas na porta de entrada ou expulsas do mercado de trabalho. É um sentimento que rapidamente se torna indignação, na medida em que se conhecem os detalhes das "imoralidades" praticadas nos mercados financeiros e toleradas pelos governos por mais de uma década, conforme chamou a atenção, num comentário recente, o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz. Milhões de pessoas desempregadas ou subempregadas continuam privadas do direito de ganhar honestamente seu sustento e o de suas famílias nas sociedades mais ricas do universo. Nos Estados Unidos, mais de metade da poupança ou do patrimônio que imaginavam ter (suas casas, ações, etc.), foi para o beleleu – de forma que não é pouca a indignação que sentem. Ainda agora há pouco o Instituto Gallup fez uma pesquisa interessante, perguntando aos norte-americanos: "Quem você acha que são os responsáveis por essa tragédia?" Dois terços responderam que é o governo; um terço culpa os banqueiros. Então, eles estão indo acampar diante
DELFIM NETTO dos escritórios em Wall Street e em frente às casas deles.
patifaria igual à que fizeram nos anos 1929/1930.
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por isso que os governantes, hoje, não ousam ir em frente e culpar os bancos. Diante das manifestações, a declaração do presidente Obama foi muito cuidadosa: ele disse "eles têm alguma razão". O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, demonstrou alguma solidariedade para com os "indignados", sem muita ênfase; mas o melhor foi o presidente do Fede-
enhum governo pode permitir ao sistema fin a n c e i ro f a z e r o q u e bem entende. Mas não adianta culpar os mercados; é perda de tempo depois do estrago que eles fizeram. O culpado, em última instância, foi o governo, porque era obrigação dele controlar o mercado. Era sua obrigação enxergar que essa gente estava armando, há muito tempo, uma
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Nenhum governo pode permitir ao sistema financeiro fazer o que bem quer. Mas o culpado pela crise, em última instância, foi o governo, porque controlar o mercado era obrigação dele.
ral Reserve, Ben Bernanke, que descobriu a pólvora: "Eles (os enragées) não deixam de ter alguma razão, brigando com as autoridades"... Só não disse quem são essas tais autoridades: Obama, Geithner e ele próprio!!
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uer dizer, a autoridade não tem nem como se defender. Entretanto, não acredito que isso terá consequências imediatas. Talvez as respostas venham nas eleições de 2012 e Obama não se reeleja. Como os prováveis "desafiantes", até agora, são muito ruins, quem sabe ele se recupere. As imbecilidades que os candidatos republicanos que já se movimentam têm dito a respeito da crise, e como vão enfrentar as suas consequências, mostram aquela "firmeza" que a ignorância sustenta. Permite supor, então, que é muito pouco provável que haja grandes mudanças, a não ser para pior. Os Estados Unidos têm, no entanto, uma enorme capacidade de sair dos enroscos em que se metem. Eles começam fazendo tudo errado e de repente fazem a coisa certa. Quase sempre é assim – mas só depois de fazer uma porção de coisas erradas. ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
De outro lado, há também muita coisa boa que se faz no Brasil e não aparece. Tem muita gente fazendo o bem, ajudando o País, favorecendo a qualidade de vida de sua população.
o trabalho que as faculdades realizam com seus alunos e ares de extensão nos mais distantes pontos do território nacional – ou mesmo, em seu entorno – sempre visando aprimorar a formação profissional de seus alunos e a melhoria das condições de vida das comunidades onde atuam. Fazem o bem pelo Brasil. Este ano foram 82 instituições de ensino superior participantes com 147 projetos inscritos. Nas três edições já realizadas do Prêmio, foram 267 Instituições de Ensino Superior com 515 projetos realizados. ais de seis milhões de brasileiros de regiões carentes foram beneficiados somente com o trabalho extensionista deste último período.
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Nesse quadro é possível imaginar o que não seria – e certamente, será, em algum momento, pela mobilização social – a grandeza de nosso país, se nossos políticos e governantes, de modo geral (porque há muitos que também estão dedicados a fazer o bem) não se locupletassem em proveito próprio da riqueza nacional. Os melhores projetos, nas categorias Comunicação, Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção e Trabalho, serão conhecidos nesta noite. Concorrem universidades, faculdades, instituições de ensino superior de praticamente todas as unidades da Federação. Na edição anterior, a grande vitoriosa foi a USP. com um projeto na área da saúde. Viva a quem faz o bem! PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br) Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres:Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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NO ROMANCE DE ESQUERDA, ADVERSÁRIO APARECE DE MODO CAR IC AT UR AL , DESUMANIZADO.
NEIL num sô indio não
FERREIRA
CORRUPA DÁ DE 5 X 0 NA CACICA
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Cacico indigitou a Cacica; o Sarney manda mais Cacica e jogou tudo do que ela. Convém não nas costas dela. Agora esquecer que durante o sabemos que Aquela Lá é a reinado do Cacico (que Chefona, publicamente dura até hoje), a Cacica era dedurada pelo Chefão. O Cara a Chefona da Casa Civil. e o Poste apareceram numa Conhece, pois, a Choldra dos foto, enfeitados com cocares 37 (ou 38, ou 39, perdi a conta) de penas azuis (penas que ocuparia a Esplanada dos azuis ? ararinhas azuis ? cadê Ministérios. Ela sabia muito o Ibama?), que invadiu as bem a cor do breu. O que ela primeiras páginas dos jornais. transmite, nessa pose que O Cara, palrando em castiça me impressionou tanto, é que Novilingua, parlapatou que é uma honra sem tamanho "a Presidenta ficou muito dividir uma foto tão bem de Cacica"(sic). importante com o Cacico. Não inventei isso; não tenho o Aulete Digital tem esperteza para inventar tal "Cacique", mas o meu preciosidade. O dito foi Aulete ainda não está registrado com muita babação atualizado para a Novilingua, de ovo pela mídia amansada – "como Ele é popular e fala o que de onde saiu o verbete "Cacico". Cacique é o "chefe de o povo entende" "Ele" com "e" tribos indígenas no Brasil". maiúsculo, como os fiéis de Também se diz murumuxaua, todas as confissões se referem muruxaua, morubixaba, ao seu Deus de fé, irmão, tubixaba e tuxaua; curaca; camarada – e com mordaz mandachuva, patrão. Ao ironia pelo PIG, Partido da nomear aquela lá de Cacica, Imprença Gorpista, como a mídia independente é apodada o Cacico escorregou num ato falho que Freud, o picareta pelo oficialismo oficial. Pois há da segurança dele agora um oficialismo não-oficial; na clandestinidade, explica. o Dirceu, por exemplo, é um Deixou escapar o que pensa oficialista não-oficial. que nós somos. Pensa que Na tal foto, a Cacica olha somos um bando de índios, o Cacico com olhar doce que pode ser enganado por de admiração, desse que dá algumas bugigangas, diabetes em injeção de quinquilharias e bijuterias insulina, de tão meloso, com para, em troca, entregar um sorriso feliz. É a primeira todas as nossas riquezas. vez que aparece com cara de alívio, talvez por estar Roberto Stuckert Filho/Presidência da República ao lado do Cacico "de Facto", do MandaChuva que manda. Ela é apenas a Cacica, alcaguetada como sendo a Cacica, portanto responsável por tudo isso que está aí. Do alto da varanda do seu eterno Lula e Dilma: cacicadas palácio residencial, o palanque, o Cacico tirou o Se é isso, o Cacico tá certo: seu da reta no melhor estilo somos mesmo. "eu num vi nada, num iscuitei Já viu bugiganga mais inútil nada, num sabo di nada", e e sem valor do que o Fome entregou a cabeça dela Zero? Talvez a quinquilharia numa bandeja com a pérola: que é o PAC se iguale, mas não "Ela fica muito bem de Cacica". a supera. E a bagatela que é a tal refinaria de petróleo, que uma firula para seria construída em sociedade dramatizar o jogo, como com o cumpañero Chávez, as em que o "nadador" cuja placa de inauguração Neymar mergulha no chão suou a camisa na eleição e e geme, fingindo fratura reeleição do Cacico e na exposta, rolando de "dor" no eleição da Cacica e até hoje é gramado e pedindo pênalti, apenas uma placa enferrujada. o Cacico atribuiu-lhe o Os "mais de 80%" (seriam codinome de Cacica, não por eles os índios ?) podem dizer admiração, mas por astúcia. que a fila andou; a Cacica O Cacico, o Wagner autor faxinou seis ministérios, deu dessa "Cavalgada das cartão vermelho para seis Valquírias", que é o ministério ministros, cinco deles por imposto à Cacica e por ela corrupção. Cético, pergunto: e deglutido sem um "ai" de os outros 31, ou 32, 33, quem reclamação, como sempre sabe quantos são na verdade? joga no colo dos outros a responsabilidade pelo que s seis caídos sumirão no fez, faz e fará. esquecimento, a grana Assim foi com Dirceu e sumida nunca aparecerá de Paloffi, estrelados Cinco volta, os cofres dos ministérios Estrelas do petismo, como "faxinados" continuam nas assim foi com toda a quadrilha mesmas mãos dos mesmos mensaleira e como assim está partidos da base alugada. escrito nas Sagradas Escrituras Orlando Silva, o penúltimo da religião lullopetista. Dirceu, a cair – nunca haverá o dito o Chefe da Quadrilha, último–, trocado pelo Aldo sempre afirmou que nunca fez Rebelo, vai cantar na mesma nada "que Lula não soubesse"; freguesia. A Cacica de novo nunca foi desmentido. trocou seis por meia dúzia Como Cacica apontada e acha que está abafando. pelo Cacico Cacica é, então Corrupa 5 x Cacica 0, "the shit stops" na mesa dela por enquanto . Esse jogo só – como dizia a plaquinha acaba em 2014, se não The shit stops here, na mesa continuar para sempre, de Harry Truman, o presidente pela vontade democrática americano que tomou a dos "mais de 80%". decisão de jogar as bombas A CONSTITUIÇÃO, atômicas em Hiroshima SEGUNDO CAPISTRANO e Nagasaki. DE ABREU: "TODO BRASILEIRO Cabe à Cacica, portanto, DEVE TER VERGONHA arcar com a sujeira produzida NA CARA; REVOGAM-SE pelo ministério armado pelo AS DISPOSIÇÕES EM Cacico. Na política tudo tem CONTRÁRIO". o seu preço; a Cacica paga o preço de ser apenas a Suposta NEIL FEREIRA É PUBLICITÁRIO
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UMA LIÇÃO TARDIA – 1
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endo a bela resenha que Gertrud Himmelfarb consagrou na New Criterion de outubro ao livro recentíssimo de Adam Kirsch sobre Lionel Trilling (Why Trilling Matters, Yale Univ. Press, 2011), tento, em vão, medir a diferença entre um país onde se busca recuperar a memória perdida do grande crítico e outro país onde a influência dele jamais penetrou nem pode penetrar. Se nos EUA o estudo sério da literatura nas universidades foi quase soterrado sob toneladas de propaganda feminista, gayzista, islamista, comunista, africanista, o diabo, no Brasil a própria literatura desapareceu por completo – fato inédito na história de qualquer país do Ocidente –, mal subsistindo uma vaga lembrança do que essa atividade possa ter representado em épocas passadas. Até a Academia Brasileira, que por algum motivo continua a chamar-se "de Letras" já não sabe direito do que se trata, imaginando ser coisa relacionada às pessoas dos srs. Lula, Ronaldinho Gaúcho, João Havelange, Diogo Nogueira e outros ali homenageados. Mas não é só por isso que a mensagem de Lionel Trilling repercutirá nestas plagas como a campainha do recreio soando num cemitério. É também, e sobretudo, porque ela fornece o padrão de medida com que se pode avaliar a extensão da calamidade cultural brasileira, e esta última, aferida por semelhante critério, mostra já ter passado daquele ponto em que tomar consciência de um estado de coisas miserável é um princípio de esperança. O Brasil mal chegou a desempenhar um papel insignificante na história intelectual do mundo, e já abdicou até das condições mínimas que lhe permitiram fazê-lo durante algum tempo. A opção preferencial pela barbárie e pelo grotesco foi levada às últimas consequências, e não existe via de retorno. Brasileiros podem, é claro, continuar estudando, criando, descobrindo, escrevendo coisas boas. Mas serão contribuições individuais, isoladas, não integráveis em qualquer conjunto que valha o nome de "cultura nacional". Essa a conclusão a que chego quando examino a história mental deste país nas últimas décadas com os olhos de um aprendiz dos ensinamentos de Lionel Trilling, autor que li muito desde a juventude, com satisfação imensa, e do qual não posso dizer que tenha jamais discordado em algum ponto essencial. O principal desses ensinamentos é que uma sociedade, sua história e sua política só podem ser compreendidos à luz daquela "imaginação moral" que se adquire com a assí-
OLAVO DE CARVALHO dua frequentação da grande literatura. A imaginação moral não é a absorção de um código moral, mas, ao contrário – nas palavras de Trilling –, "a consciência das contradições, paradoxos e perigos de viver a vida moral".
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immelfarb observa que, ao longo das obras de Trilling, algumas palavras frequentes são "variedade", "possibilidade", "complexidade", "dificuldade", "sutileza", "ambiguidade", "contingência", "paradoxo" e "ironia". São os termos que traduzem a própria substância da vida moral, não como aparece no esquematismo abstrato dos códigos e regras, mas na realidade da existência concreta, que não é acessível à compreensão intelectual antes de ser elaborada em símbolos pela imaginação literária. Os humanistas do quattrocento e do cinquecento, e antes deles os pedagogos das escolas monacais dos séculos 11 e 12, já haviam compreendido isso com clareza. Era na leitura dos clássicos que adquiriam o senso da compreensão, da benevolência, da misericórdia e da delicadeza de sentimentos – as virtudes propriamente humanas que os preparavam para a piedade e a caridade cristãs. Foi com base em considerações dessa ordem que Lionel Trilling escreveu seu célebre estudo da ideologia americana dominante, The Liberal Imagination (1950). A palavra "liberal", nos EUA, não tem nada a ver com o liberalismo econômico clássico que ela evoca espontaneamente no Brasil. Designa, bem ao contrário, o progressismo esquerdista que favorece os programas sociais, os impostos altos e o intervencionismo estatal, não raro o comunismo puro e simples. O progressismo, observava Trilling, era de fato a única tradi-
ção intelectual dos EUA. Entre o povo havia sentimentos conservadores, mas não, entre os intelectuais, uma história contínua de ideias conservadoras em debate. Daí a importância de examinar o fundo de símbolos e emoções por baixo das ideias esquerdistas em evidência. A primeira coisa que o crítico aí notava era a rigidez esquemática das reações morais, a falta de abertura para a variedade e ambiguidade das situações humanas, que tão nitidamente transparecia entre os conservadores como Samuel Johnson, Edmund Burke, Samuel Taylor Coleridge, Mathew Arnold – ou, acrescento eu, Balzac, Dostoievski, Leonid A n d re i e v, M a n z o n i , P a p i n i , Henry James, Conrad, Mauriac, Bernanos, Soljenítsin, V. S. Naipaul, Eugenio Corti. "Se o progressismo tem uma fraqueza desesperadora, é uma imaginação moral inadequada." Inadequada porque simplista e irrealista. "O progressista pensa que o bom é bom e o mau é mau: ante a ideia de bom-e-mau, sua imaginação falha."
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diferença aparece com ênfase máxima na maneira como os romancistas traçam os personagens de seus virtuais antagonistas políticos. Os romances escritos pelos conservadores pululam de revolucionários, comunistas, anarquistas, terroristas e assassinos políticos retratados com toda a complexidade moral da sua vida interior e das situações que atravessam. Nos romances "de esquerda", o adversário político quase sempre aparece sob forma caricatural, desumanizada ou monstruosa, sem qualquer atenuante, sem qualquer ambiguidade, sem qualquer concessão relativista ou mera simpatia humana. Leiam Gorki, Bar-
O conservadorismo é quase sempre uma preferência pessoal, sem a combatividade militante da esquerda e livre de envolvimento direto ou indireto em organizações políticas.
busse, Brecht, Hemingway, John Steinbeck, Ilya Ehrenburg, Theodore Dreiser, Lillian Helman, Howard Fast, e entenderão do que estou falando. É quase impossível conceber, na obra desses e outros romancistas de idêntica filiação ideológica, um personagem conservador ou de direita que tenha alguma virtude humana, alguma razão aceitável para ser como é e pensar como pensa. Há exceções, é claro, mas, em linhas gerais, a "imaginação moral", ou a simples compreensão humana, parece ser monopólio da literatura conservadora.
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ão deixa de ser signific a t i v o q u e o p ró p r i o Georg Lukacs, o príncipe dos críticos marxistas, procurando na literatura de ficção exemplos de realismo objetivo à altura dos mais altos cânones do marxismo, os encontrasse antes nas obras de Balzac e Dostoievski – ou do apolítico Thomas Mann – do que entre os escritos de qualquer autor comunista. A explicação de fenômeno tão uniforme e constante não me parece difícil de encontrar. O esquerdismo é quase sempre uma tomada de posição militante, que, se não leva necessariamente o escritor a filiar-se a um partido, ao menos faz dele um “companheiro de viagem” cujo círculo de convivência é em geral escolhido (por ele ou pelo próprio círculo) entre correligionários ideológicos. O próprio Partido Comunista sempre se encarregou de fazer com que fosse assim: ao menor sinal de que um escritor ou artista tinha simpatias de esquerda, agentes comunistas tratavam de assediá-lo, infiltrando-se em todos os meios que o infeliz frequentava e fazendo o que podiam para tirar o máximo proveito político de suas palavras e induzi-lo a atitudes cada vez mais militantes, na vida e na obra (leiam Stephen Koch, Double Lives: Spies and Writers in the Secret Soviet War of Ideas Against the West, 1994). Já o conservadorismo é na quase totalidade dos casos uma pura preferência pessoal, desacompanhada de qualquer empenho de combatividade militante e livre de envolvimento direto ou indireto em organizações políticas. É normal que, ao desenhar o perfil de seus possíveis antagonistas políticos, o romancista conservador se atenha antes às exigências do realismo psicológico e da "imaginação moral" que às de qualquer intuito pedagógico-partidário de "transformar o mundo". (Continua.) OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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GibaUm
3 Dilma conversou com Lula 3 MAIS: e a presidente e avisou Marta Suplicy: ela não ganha ministério, mesmo desistindo da prefeitura de São Paulo.
k Bom dia, Aldo Rebelo! Deus ilumine teus caminhos!
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gibaum@gibaum.com.br
ORLANDO SILVA // ateu confesso, invocando proteção dívida por seu sucessor, que não suporta. Fotos: BusinessBank
333 Na nova lei de lavagem de dinheiro que o Planalto está preparando e onde aumentará o rol de empresas que deverão informar aos órgãos de fiscalização e reguladores com um cadastro contendo informações periódicas sobre seus clientes (consultorias, gestão de fundos, investimento ou valores mobiliários e muito mais), chama a atenção empresas que atuam com a “alienação ou aquisição de direitos sobre contratos relacionados a atividades desportivas ou artísticas profissionais”, o que envolve diretamente os eventos da Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Há quem aposte que esse trecho foi elaborado de encomenda para Ricardo Teixeira, presidente da CBF, que Dilma não suporta, levando junto Carlos Arthur Nuzman, do COB – Comitê Olímpico Brasileiro.
ORLANDO 2012 Enquanto o procuradorgeral da República, Roberto Gurgel, pede que o inquérito contra Orlando Silva deixe o Supremo e vá para o STJ (ele não tem mais direito a foro privilegiado), seu advogado Antonio Carlos (Kakay) de Almeida Castro ainda estuda se abrirá processo contra o PM João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira. Só que o ex-ministro já faz planos: um deles, seria concorrer à prefeitura de São Paulo, no ano que vem. Só que o vereador Netinho de Paula, do mesmo PCdoB, acha que seu nome “já está sacramentado” para a disputa.
Dentro do novo conceito de color blocking, a modelo brasileira Raquel Zimmermann, gaúcha, 28 anos (ela mora em Nova York), que o site models.com já considerou a número um do universo da moda, protagoniza, na edição da Vogue francesa de novembro, grande ensaio onde mistura roupas exageradas e, de quebra, até caveira. Ela já foi fotografada nua correndo pelas ruas de Londres e foi a única brasileira que a mesma Vogue elogiou “por sua característica invejável de se vestir”. Nesse ensaio, grifes famosas se multiplicam: Valentino, Givenchy, Gucci, Cavalli, Ellie Saab, Versace e até Jean-Charles de Castelbajac.
Festa decores
333 Alagoano de Viçosa, o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tem em seu gabinete, ao lado de um quadro de José Bonifácio, uma fotografia do escritor americano Mark Twain. Rebelo tem grande carinho pelo famoso livro As Aventuras de Tom Saywer. Acha que o personagem tem semelhança com suas peripécias e travessuras na infância e adolescência quando morava na Fazenda Lia, de propriedade do menestrel Teotônio Vilela. Ele vivia lá com oito irmãos, pai vaqueiro e mãe professora primária. Na época, vendia arroz e feijão na feira para ajudar no orçamento doméstico. Mais: as duas últimas declarações de Aldo ao TSE revelam que ele empobreceu. Em 2006, tinha um patrimônio de R$ 643 mil; em 2010, só R$ 376 mil. Na declaração do ano passado, o novo ministro registra que é também dono de um cavalo, no valor de R$ 4,3 mil.
Tom Sawyer à brasileira
À REBOQUE O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, sabia da queda de Orlando Silva muitas horas antes do ex-ministro apresentar sua carta de demissão. Só que, dois diasantes,Gilbertinhogarantia, com os quais conversava, que “a presidente Dilma não iria tomar decisões à reboque da mídia”. Aí, surgiram nos jornais as novas denúncias que marcaram o afastamento de Orlando Silva. Mais: as quedas de Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Pedro Novais e Wagner Rossi (e até, de certa forma, de Nelson Jobim), foram, literalmente, “à reboque da mídia”.
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333 A presidente Dilma Rousseff acaba de acrescentar mais um nome na sua lista negra de homens ligados ao esporte: é o de Joseph Blatter, presidente da Fifa que, na última reunião com a Chefe do Governo lá fora, mandou o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke em seu lugar. Dilma considerou uma grosseria. Mais: dia 8, Jérôme e Ricardo Teixeira, da CBF, participarão de audiência pública para discutir a Lei Geral da Copa na Câmara Federal. Embora a sucessão na Fifa ainda esteja distante três anos, Teixeira já se mobiliza para suceder Blatter.
FILHO DE PEIXE Everson Silva, ator e circense há mais de três anos, que usa o nome de Tirulipa e é filho do deputado federal Tiririca (PR-SP), vai ser candidato a vereador em Fortaleza, só que pelo PSB. Aí, gravou uma participação para o Show do Tom, numa feira livre em São Paulo, onde adiantou o tema de sua campanha: “A gente vai brigar pelo lado da cultura e da juventude. O brasileiro precisa de pão e cultura. A Dilma está dando o pão e eu vou lutar pela cultura”. 333
MISTURA FINA A SEMPRE discutida atriz Lindsay Lohan deverá mesmo ser a nova atração de Playboy americana: seus agentes teriam chegado a um acordo com Hugh Heffner, que deverá pagar US$ 1 milhão para ter a moça em suas páginas. Há algum tempo, Lindsay reclamava de seu busto farto, pensava até em diminuílo e hoje, ao contrário, transformouo em atração.
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OS MAIS irônicos fazem as contas: em média a cada 50 dias, cai um ministro de Dilma Rousseff. Cinco debaixo de denúncias de corrupção e um, por falar demais. Ou seja: antes do final do ano, há prazo suficiente para a queda de mais um.
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333 Ela ganhou um Emmy este ano como melhor atriz de comédia pela série Mike&Molly , acaba de apresentar o Saturday Night Live e ganha capa da Entertainment Weekly , saudada como “a nova rainha da comédia”. Aos 41 anos, Melissa McCarthy está em ascensão. É casada com o antigo namorado Ben Falcone, tem duas filhas e na EW aparece transformada em várias figuras. Na capa, no estilo da rainha da Inglaterra; no recheio, entre outras, lembrando a legendária Miss Divine.
Rainha da comédia
Quem vem Dois famosos estilistas de sapatos, Charlotte Dellal, que comanda a marca Charlotte Olimpia e Christian Louboutin participarão em São Paulo, dia 10 e 11, de um seminário sobre mercado de luxo. Louboutin, que celebrizou seus sapatos (caríssimos) de sola vermelha, vinha processando a Saint-Laurent e a brasileira Carmen Steffens por uso indevido da cor em seus calçados. Lá fora, já perdeu o primeiro round contra a Saint-Laurent. Quem também chega dia 11, ao Rio, é a libanesa Reem Acra, famosa por seus vestidos de noiva e que já lançou sua primeira coleção prêt-à-porter, com cores vivas, sedas e rendas inusitadas.
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333 Pela segunda vez, o senador Aécio Neves (PSDBMG) e a designer Letícia Weber decidiram tocar a vida cada um no seu quadrado. Eles vinham mantendo um relacionamento de quase três anos, já haviam se separado anteriormente e agora estavam morando juntos, num período de treinamento para um casamento que poderia acontecer no ano que vem. Motivo: Letícia queria que ele começasse a levá-la a eventos oficiais e viajasse com ela – especialmente nos fins de semana no Rio.
Outro na lista
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Novo rompimento
também não topa apoiar a candidatura dela à sucessão de Sarney, na presidência do Senado.
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Louras.
Ruivas.
Lobby com karaokê Usando a residência oficial da presidência da Câmara Federal e com todas as despesas pagas pelo contribuinte, o deputado Marco Maia (PT-RS), que comanda a Casa, tem recebido para jantares grupos de fabricantes de bebidas, todos focados no lobby da Copa de 2014. Começou com representantes das vinícolas, emendou pelas cervejarias e há quem aposte que, na fila de espera, estariam também os produtores de cachaça. Detalhe: em todos os encontros, Maia instala um sistema de karaokê, que diverte os convidados, incluindo também deputados petistas. À essas alturas, já um tanto embalados. 333
333 ENQUANTO não se anunciava que Aldo Rebelo iria assumir o Ministério do Esporte, o deputado federal Romário (PSBRJ) circulava pela Vila Olímpica dos Jogos Panamericanos, em Guadalajara, garantindo que havia sido sondado para o cargo – e estava pensando.
MESMO depois da queda de Orlando Silva, a presidente Dilma Rousseff ainda permanecia atônita com a fúria com que parlamentares investiram contra ele no Congresso, especialmente com o tom usado por ACM Neto (DEM-BA). Aos mais chegados, desabafou: “O que ele não tem de altura, tem de insolência”.
Solução
V V V S S A B E D O R I A R T B A R R I G O R B P A A O L I V A P I E U E N S O A T V O R A Z U V E T O R C L F E A B A D A O S O MA O M R R T A MP A B R U OM T O M R A I O ND E S L A GO A L M A
De encomenda
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DEPUTADO federal mais votado do Rio e novamente em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de votos para a prefeitura de lá, o apresentador de televisão Wagner Montes acaba de deixar o PDT e está se filiando ao PSD de Gilberto Kassab. Só que não vai se candidatar à prefeitura: quer mesmo assumir a presidência da Assembléia Legislativa do Rio em 2013 e, quem sabe, disputar o governo em 2014.
Por: José Nassif Neto Mudança que não deixa dúvida.
Proíbo.
Por baixo de.
Reflexão; astúcia.
Estado da água como vapor.
Balcão onde se servem bebidas.
Lição de uma disciplina.
Nesta ocasião. Que tem forte cobiça. Possui.
'Carro', em inglês. Nota escolar do primário.
Míssil nuclear. Crença reliogiosa.
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Amansar animal feroz.
Roupa usada por foliões da Bahia. Divisão de uma peça teatral. Patrão.
Adiciona.
Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero
Ensejo.
Azeite de (?), rega a pizza. É botado.
Agir com rigidez.
Raciocíno.
Encaminhar-se para cá.
Pica-(?), o pássaro profeta. 'Mentiroso', em inglês.
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A REPÓRTER do CQC, Mônica Iozzi, não quer ganhar imagem de humorista e nem quer saber de stand-up. Ela cursou artes cênicas na Unicamp, sua formação é de atriz, até com variante em direção e agora, Mônica está procurando um texto de teatro para encenar.
Líder religioso da comunidade judaica.
Síncope de maior. A fêmea do urso.
Cobertura da panela. Irmã da mãe. Exame Ruténio, para com- simb. quím. provar fi'O', em liação. espanhol.
Comportamento bem-educado. Porção de água cercada de terra.
Rio Grande do Sul. (sigl. do Estado)
Em que lugar. Aura da vida.
(381) 2-el; fé; 3-gás; mor; car; 4-liar; pica-pau (era honrado como um pássaro profeta, porque era a metamorfose do rei Picus, célebre por seus dons de adivinhação); 5-abadá.
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Wagner Rossi será indiciado pela PF nesta semana A Polícia Federal vai indiciar criminalmente o ex-ministro Wagner Rossi (Agricultura) nesta semana, imputando a ele os crimes de formação de quadrilha, peculato e fraude à Lei de Licitações. Relatório de 40 páginas descreve a atuação do ex-ministro Wagner Rossi (Agricultura), apontado como "líder da organização criminosa" que teria desviado R$ 2,72 milhões. (AE)
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Não tenho mais convicção de nada. Esses caras não me falam a verdade. Só me contam o que interessa. O que não interessa fico sabendo pelos jornais. Ex-presidente Lula, sobre o ainda ministro do Esporte Orlando Silva.
Dida Sampaio/AE
Beto Whitaker/Reuters
Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Se ele não sabia, como alega, não devia se considerar ministro, porque as exigências eram feitas por assessores diretos, dentro do ministério e em nome dele. O próprio secretário executivo dele me atendeu para dar instruções em seu nome. João Dias Ferreira, em seu segundo depoimento à Polícia Federal sobre esquema de corrupção no ministério. Lula na janela com o netinho no colo: domingo de descanso total em casa, com a família. Visitas, só a de seu médico pessoal, Roberto Kalil.
Saio com a consciência do dever cumprido, para me defender de todas as calúnias e mentiras. Saio para defender a minha honra e a do meu partido (PCdoB). Orlando Silva, na saída do Palácio do Planalto, após entregar sua carta de demissão.
Eu me sinto indestrutível, porque contigo, meu partido, não termino em mim mesmo. Trecho de carta de Orlando Silva aos camaradas do PCdoB, sobre a sua possível saída do governo.
Dida Sampaio/AE
O Brasil não quer vossa excelência tratando da Lei Geral da Copa, quer você distante do Ministério do Esporte. Deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), líder do DEM na Câmara, para o então ministro Orlando Silva.
Não veio para ser candidato a nada, mas poderá ser candidato a tudo. Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e presidente do PSD, sobre a possível candidatura de Henrique Meirelles pelo partido.
William Volcov/AE
Agora, o que o futuro vai dizer, nem eu sei responder. Michel Temer, sobre a permanência de Orlando Silva no Ministério do Esporte.
A juventude sente o cheiro do sonho, da esperança, daquilo que precisa de investimento, de energia, de utopia para se mover. E os partidos se tornam conservadores e estagnados, quando os jovens já não querem saber deles. Marina Silva, ex-senadora.
Amauri Nehn/AE
O Brasil é um país soberano e faz as coisas direito. Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sobre manifestação pública da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos para que sejam suspensas as obras da usina de Belo Monte.
Lula começa tratamento de quimioterapia hoje Ex-presidente está com câncer na laringe. Descartada a cirurgia, o primeiro passo é o uso de quimioterápicos.
O
ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ficou em casa o dia todo ontem, com a mulher Marisa Letícia, filhos e netos. Por volta das 13h15, Lula apareceu na janela do apartamento com uma criança no colo, provavelmente um neto. Hoje, às 9h, Lula volta ao Hospital Sírio-Libanês para começar tratamento ambulatorial com quimioterapia. A pedido dos médicos, que descartaram uma cirurgia, ele só deve dormir no hospital de hoje para amanhã. No sábado, ao fazer exames no Hospital Sírio-Libanês, Lula foi diagnosticado com um tumor, de cerca de três centímetros, localizado na laringe, acima da supraglote. Há algum tempo, ele vinha reclamando de incômodo na garganta e de rouquidão. Quando comemorou 66 anos, na quinta-feira, ele ainda não sabia que tinha câncer. Segundo informação da assessoria de imprensa de Lula, ele ficaria em casa, sem previsão de visitas, atendendo à recomendações dos médicos para preservar a voz. Por isso, uma das poucas visitas de ontem foi a de seu médico pessoal, Roberto Kalil, diretor de cardiologia do Hospital SírioLibanês. Ao sair, comentou que "não percebi que [Lula] esteja temeroso. É um ser humano, antes de ser a pessoa pública que é. Ele está tranquilo. É natural que fique assustado". Tratamento – Indagado sobre a possibilidade de também ser feito tratamento de radioterapia, Kalil afirmou que o primeiro procedimento será a quimioterapia, como foi determinado pelos oncologistas. Kalil disse não poder avaliar se a doença prejudicará a participação de Lula na articulação política do PT. Mas afirmou que, segundo os oncologistas , não há risco de perda da voz. Lula está um pouco rouco, como relatou Kalil, sobretudo pelo efeito dos exames. O resultado da biópsia feita na laringe do ex-presidente deve sair em alguns dias. O material será enviado também ao exterior – procedimento rotineiro, segundo Kalil. Com o resultado da biópsia, será possível ter uma visão mais clara do grau de agressividade do tumor. A opção pelo tratamento por quimioterapia e não cirurgia foi uma decisão dos médicos,
Miguel Schincariol/AE
Homenagem: no jogo Corinthians x Avaí, jogadores entram em campo com faixa dando força a Lula.
de acordo com Kalil. "Lula respeita extremamente a conduta médica, como sempre fez; não seria diferente desta vez." As viagens de Lula ao exterior estão suspensas até o final do ano. Em novembro, sua agenda registrava viagens aos Estados Unidos (Washington), República Dominicana e Venezuela. Apoio – Políticos de todo o País, inclusive os de oposição, manifestaram solidariedade a Lula. No jogo Corinthians x
Avaí, ele foi homenageado por jogadores e pela torcida do Corinthians. A presidente Dilma Rousseff afirmou que "o presidente Lula é um líder, um símbolo e um exemplo para todos nós. Tenho certeza de que, com sua força, determinação e capacidade de superação de adversidades de todo o tipo, vai vencer mais esse desafio." E destacou que "como amiga, companheira, irmã e admiradora, estarei a seu lado com
meu apoio e amizade para acompanhar a superação de mais esse obstáculo". O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que "Lula sabe que estarei atento ao desenrolar de todo seu processo, como ele tem estado junto a mim". Chávez, que havia trocado o lema "Pátria socialista ou morte!" por "Viveremos e venceremos!", agora o aplicou neste caso: "Lula, irmão, viveremos e venceremos!". (Agências)
Dilma suspende repasses a ONGs
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ecreto da presidente Dilma Rousseff suspende, a partir de hoje, o repasse de dinheiro público a entidades privadas sem fins lucrativos. Só neste ano, ONGs receberam da União mais de R$ 2 bilhões por meio de convênios e parcerias. O decreto equivale a devassa em todos os convênios e não só nos assinados pelo Ministério do Esporte. A ordem é que esses contratos sejam revistos em até 30 dias. O dinheiro só voltará a ser liberado depois de parecer técnico que ateste a regularidade da parceria com entidades sem fins lucrativos. Além do parecer técnico, a validação do contrato deverá ter o aval pessoal do ministro de Estado da pasta que contratou a ONG, uma decisão que Dilma já havia adotado em setembro. Se a regulari-
Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr – 22/2/2011
Não tenho nada a perguntar para ele, e ele não tem nada a acrescentar. O problema dele é com a polícia, não é política. Deputado federal Cândido Vaccarezza (SP), líder do PT na Câmara, sobre o depoimento de João Dias Ferreira na Câmara. A audiência foi cancelada a pedido do policial militar.
Rebelo toma posse hoje
dade não for comprovada em até 90 dias, o dinheiro liberado terá de ser devolvido aos cofres públicos, e a entidade ficará impedida de celebrar novos convênios. As únicas exceções abertas pelo decreto beneficia entidades que mantêm convênios regulares por pelo
menos cinco anos, com as prestações de contas devidamente analisadas e aprovadas. Além desse caso, serão liberados os repasses para programas de proteção a pessoas ameaçadas e do Sistema Único de Saúde. A medida foi tomada em meio à crise no Ministério do Esporte, após a denúncia de um esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que dá verba a ONGs para incentivar jovens a praticar esportes. O novo ministro do Esporte Aldo Rebelo, que toma posse hoje, no Dia do Saci, proposto por ele em projeto não aprovado na Câmara, já determinou o cancelamento de sete convênios do programa Segundo Tempo, no valor de R$ 9,4 milhões. Alguns deles envolvem instituições ligadas ao PCdoB. (Agências)
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Se os partidos não acreditam no que propõem, por que os cidadãos alheios a eles deveriam acreditar? Roberto Romano
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Patrícia Cruz/Luz – 9/9/2010
ROBERTO ROMANO
Os que desafiarem tais movimentos, insistindo em malversar as finanças públicas, terão muitas dificuldades.
Atenção, corruptos: os detonadores vêm aí!
ROBERTO ROMANO
de troca entre oligarcas e Presidência da República, retornando mais diretamente aos municípios. Diminuindo o número dos intermediários, é atenuada a corrupção.
A mobilização popular contra os ataques aos cofres públicos ganha musculatura nas redes sociais. E os "detonadores" têm enorme potencial, observa Romano. Guilherme Calderazzo
O
s grupos e movi- tais grupos conseguem mover m e n t o s a n t i c o r- vastos setores da sociedade, rupção nas redes tornando possíveis movimensociais na internet tos como o que gerou a Lei da ainda não mostraram toda a Ficha Limpa e outras ações sua potencialidade, mas é ape- corretivas contra a corrupção. nas uma questão de tempo e Eles ainda não juntam massas persistência. A análise é de Ro- nos espaços físicos coletivos, berto Romano, professor do mas veiculam informações ancurso de pós-graduação em Fi- tes inacessíveis aos pagantes losofia da Unicamp (Universi- de impostos. Não se deve ter dade de Campinas). esperança excessiva nos meios Para Romano, esses grupos eletrônicos de comunicação. podem servir como "detona- Mas eles auxiliam poderosadores" das mudanças almeja- mente os cidadãos que, é evidas por todos os pagadores de dente, a cada momento se torimpostos do País. "Os partidos nam mais rigorosos face aos políticos que ignorarem, ou desvios dos que operam o Espior, desafiarem tais movi- tado nas três faces: Executivo, mentos, insistindo em malver- Legislativo e Judiciário. Até os sar as finanças públianos 50 do século antecas, terão muitas Tárlis Schneider/AE – 15/102011 rior, o Brasil era dificuldades em uma imensa faif u t u ro p ró x ixa litorânea hamo", avalia. De bitada, nada acordo com o mais. Depois professor, os dos anos 60, ci"donos" dos dades surgipartidos imperam em todo o dem que o País interior. Hoje, passe por uma reg ra da ti v am en te , forma política. Seelas se unem devido gundo ele, a formação de à mídia, às empresas e uma Assembleia Constituinte sua presença em cidades do para consolidar as reformas, h in t e rl a n d (região menos deentre elas a política, tem de ser senvolvida), às escolas e à invista com prudência. ternet. Apenas começam a surLeia, abaixo, a íntegra da en- gir os frutos de semelhante cotrevista. nexão virtual. Ela trará muitas surpresas para os que julgam Diário do Comércio – Qual o poder usar erradamente os resignificado dos grupos cursos públicos sem vigilânanticorrupção surgidos na cia. internet? Roberto Romano – Eles sig- DC – Esses grupos anticorrupção nificam as massas virtuais in- na web têm condições de dignadas com as práticas con- evoluir? Representam uma nova trárias ao bem coletivo e que forma de fazer política no País? servem como "detonadores" Romano – Como disse, eles de massas físicas. No Brasil, o ainda não mostraram toda a costume ainda é o de analisar sua potencialidade, mas é manifestações pela dimensão apenas uma questão de temfísica (grandes campanhas co- po e de persistência. Os partimo a das Diretas, impedimen- dos políticos que ignorarem, to de Collor, etc). Os "detona- ou pior, que desafiarem tais dores" ainda não têm condi- movimentos, insistindo em ções de reunir grandes multi- malversar as finanças públidões nas ruas. Mas o que os cas, terão muitas dificuldaanalistas não mostram é que des em futuro próximo. Daniela Souza/AE – 12/10/2011
O dinheiro é nosso: manifestante ironiza desvios de recursos públicos por políticos em todos os escalões.
DC – Todos esses grupos se dizem apartidários. Explicitam que não confiam nos partidos políticos e nos parlamentares. O que explica a descrença nos partidos e nos políticos? Romano – O que é um partido político? É um modelo ideal de Estado e sociedade. Um partido liberal defende liberdade dos indivíduos e grupos contra ingerências do poder público. Se um partido assim chega ao governo e ao Legislativo, ele tudo faz para moldar o Estado e a sociedade segundo seus ideais. Para ganhar eleições, ele promete agir segundo tais parâmetros, contra os partidos adversários que propõem outras formas organizativas do Estado e da sociedade. Ora, a maioria quase absoluta dos partidos políticos brasileiros desconsidera seus próprios programas, em proveito de alianças eleitorais oportunistas. E mostra, assim, que não confia em suas próprias palavras. Com tal fato, perde a fé pública, que é essencial para a obediência dos cidadãos e para a verdadeira governabilidade. Quando partidos com programas liberais se unem a partidos contrários ao liberalismo, fica evidente a falta de confiança neles mesmos, por parte de seus dirigentes e militantes. Ora, se eles não acreditam no que propõem, por que os cidadãos alheios a eles deveriam acreditar? DC – No Congresso, comissões discutem e elaboram propostas de reforma política. Representam uma reforma política ou apenas eleitoral? Romano – A reforma política, tal como vem sendo tratada e assumida até hoje, não passa de um mito associado a muitos engodos. Pessoalmente, não acredito em reforma política que deixe intocado, dentro dos partidos, o poder de oligarcas que dominam a cena pública há décadas e décadas. Nossos partidos têm "donos". Enquanto suas estruturas não forem democratizadas (por exemplo, proibindo dirigentes de serem conduzidos aos cargos internos máximos mais do que duas vezes), não teremos verdadeira reforma política. Como todos os assuntos
partidários são decididos por pequenos grupos que manipulam a máquina da agremiação, usam as finanças eleitorais para impor candidatos, alianças, etc., temos a famosa oligarquização dos partidos já descrita e prevista por Robert Michels nos começos do século 20. Eleições primárias para os candidatos partidários que postulam o Executivo ou o Legislativo não resolveriam as
DC – Como uma reforma política poderia superar distorções do sistema político? Romano – Se os partidos forem mais fiéis a seus programas, eles serão mais consequentes nas alianças, evitando a desculpa de, "por realismo", apoiarem notórios corruptos ou autoritários. Se os mesmos partidos realizarem primárias para escolha de seus candidatos, os aderentes em sua base
Raul Spinassé/A Tarde/AE
Chamado à consciência: indignação ganha as ruas.
mazelas dos nossos partidos. Mas ajudariam muito como base de uma rigorosa e séria mudança política. DC – O que é preciso mudar para que o País passe por uma reforma política? Romano – Algo muito difícil de ser atingido – a federalização do Estado nacional. Hoje, todas as políticas públicas, as finanças, os impostos, sofrem o controle do poder central, na sua face Executiva. Enquanto governadores e prefeitos forem reféns do poder central e só conseguirem recursos se obedecerem sem oposição aos ocupantes do Palácio do Planalto, não teremos mudança alguma no "é dando que se recebe", a fonte das corrupções e dos abusos de poder em nosso País. Sem federalização efetiva, não existe reforma política digna desse nome. E sem reforma política, não teremos federalização de fato e de direito. Tal nó górdio exige estadistas dignos desse nome. Como os partidos atuais não renovam seus quadros dirigentes, mantendo a direção partidária nas mãos dos "donos de agremiação", a safra de estadistas é muito pobre, comprometendo o futuro de nossos filhos.
darão mais de si para as eleições, para o controle dos gestores, etc. E serão atenuados truques como o caracterizado com o "é dando que se recebe". Se as direções partidárias forem renovadas a cada quatro anos, por exigência legal, será mais difícil manter alianças espúrias com a desculpa da "governabilidade". Saindo o poder das mãos dos "donos de partidos", os partidários da base serão mais ouvidos, inclusive com relação às suas reivindicações fundamentais, todas definidas nos municípios. Assim, o voto distrital será algo estratégico nessa mudança. DC – Caso uma reforma política se concretize, quais tipos de corrupção habituais poderiam ser suprimidos? Ro man o – Suprimidos, jamais, porque mesmo na Suécia existe corrupção política. Mas atenuados, sim. Diminuindo o poder dos oligarcas dentro dos partidos, diminui o poder das oligarquias regionais. A pauta nacional pode deixar, então, de ser decidida pelos oligarcas regionais com o Executivo Federal, para se voltar mais para os problemas dos estados e municípios, pois os impostos deixarão de ser, sobretudo, moeda
DC – Os parlamentares estão interessados em concretizar uma reforma política? Por quê? Romano – Não. Porque na sua maioria ou são donos de partidos ou a eles obedecem se quiserem ser eleitos ou reeleitos. E reforma política sob o tacão de oligarcas é apenas retórica, nada mais. Vejamos apenas uma lei, a que regulamenta os lobbies. Existem no Congresso vários projetos de lei naquele sentido. Nenhum deles é discutido e aprovado. A causa? É porque o Congresso inteiro é um lobby, controlado pelos oligarcas regionais. Não lhes interessa aprovar algo que retiraria de suas mãos um instrumento poderoso para chantagear o Executivo e para pressionar a iniciativa privada em momentos eleitorais. Em vez de lobistas profissionais e obrigados a se mover segundo bases legais, o setor da iniciativa privada é obrigado a aceitar a "mediação" de políticos, com evidentes conotações financeiras, para conseguir aprovar seus projetos, muitos deles relevantes para o País. DC – Neste caso, como não estão interessados em reforma política, o que poderia levá-los a mudar de opinião e de atitude em relação ao assunto? Romano – Apenas a pressão da cidadania, de trabalhadores aos empresários. E apenas a pressão da imprensa, do Ministério Público, da polícia, etc... E voltamos à sua primeira pergunta: as massas virtuais, da internet, podem servir como "detonadores" das mudanças almejadas por todos os pagadores de impostos do País. DC – A eleição de uma Assembleia Constituinte, em 2014, poderia consolidar as reformas, em especial a política? Romano – Considero a convocação de uma Assembleia Constituinte para realizar as reformas, entre elas a política, algo a ser visto com muita prudência. Em primeiro lugar, ela pode ter como resultado o equívoco fundamental da própria Constituição de 88. Naquele documento, não foi hegemônica a doutrina sobre o Estado de Direito e nem sua rival, a doutrina sobre o Estado Democrático de Direito. Assim, tamanha indecisão só poderia resultar no enorme número de emendas que hoje a tornam texto de árdua compreensão e exegese. Caso tal fato seja repetido na Constituinte proposta, podemos ter, em vez de uma reforma política eficaz para o Estado, mais um escrito a ser emendado de mil modos. Outra preocupação diz respeito à postura dos possíveis constituintes. Se sua maioria for autoritária, em doutrina e gestos, em vez de aprimorada, a democracia perderá em substância ética e jurídica. Se, apesar de tudo, a referida Constituinte for julgada necessária, é preciso que se evite, nela, o peso excessivo da ideologização partidária. Isso, no Brasil de hoje, é uma tarefa quase impossível. Precisamos, sim, transformar o mito da reforma política em realidade. Mas com o material humano, hoje imperante em nossa vida política, é missão para estadistas. E tais figuras rareiam, cada dia mais, em nossa terra.
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7 Mais uma vez as áreas sociais têm prioridade em 2012 Rubens Chammas, secretário municipal de Planejamento.
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Paulo Pampolin/Hype
SP prepara o orçamento. Para o debate. O documento, até ser aprovado pelos vereadores em dezembro, será colocado para discussão em 20 audiências públicas. Há espaço para sugestões. Guilherme Calderazzo
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efinido pela prefeitura paulistana, o Orçamento 2012 encontra-se em debate e deve ser aprovado pela Câmara Municipal na segunda quinzena de dezembro. O documento prevê as receitas, os gastos e os investimentos na cidade, cujo valor total chega a R$ 38 bilhões, número 10,5% superior ao aprovado para este ano – R$ 35 bilhões. Antes da aprovação, a peça já é objeto de debates. Ao todo será discutida em 20 audiências públicas organizadas pelos vereadores: duas gerais, a primeira já realizada no dia 25, na Câmara; cinco regionais, isto é, em cada uma das regiões da cidade; e 13 temáticas, das quais participarão diversas secretarias do município. Organizado por duas secretarias – a de Planejamento, Orçamento e Gestão e a de Finanças –, o atual Orçamento teve a colaboração de mais de 200 técnicos de várias unidades da prefeitura. Segundo o secretário Rubens Chammas (Planejamento), os recursos para o orçamento vêm do Tesouro municipal, dos vários fundos estatais do município e das transferências previstas de recursos do governo estadual e da União. O Orçamento 2012 estima em R$ 9,8 bilhões os gastos com pessoal; R$ 715 milhões com os auxílios; R$ 4,7 bilhões com as operações especiais, em que estão os pagamentos dos precatórios e da dívida municipal; R$ 18,1 bilhões com as atividades em que há contratos, aposentadorias e o custeio da máquina pública, e R$ 4,6 bilhões com os projetos ou investimentos, que representam em torno de 13% do total da despesa (veja gráfico). "Mais uma vez as áreas sociais têm prioridade", diz Chammas. Tanto que o documento prevê despesa de R$ 7,5 bilhões para educação; de mais ou menos R$ 6,8 bilhões para a saúde; R$ 5,5 bilhões para a previdência social; R$ 4 bilhões para urbanismo; R$ 2 bilhões para transporte; e quase R$ 2 bilhões para habita-
ção (veja gráfico). Plano de Metas – O Orçamento é acompanhado, ano a ano, pelo Plano de Metas. No documento relativo a 2012, estão previstas 223 metas, isto é, as ações do governo municipal em todos os setores nos quais atua. Algumas delas vêm de anos anteriores, chegam ao atual e devem ser concluídas no próximo ano. Por exemplo, entre as obras na s a ú d e , o p l a n o p re v ê , e m 2012, a conclusão de três hospitais: o de Parelheiros, da Vila Brasilândia e de Artur Alvim-Vila Matilde.
38 bilhões de reais é o valor estimado para o orçamento de 2012, número superior em 10,5% ao que foi aprovado para este ano. As ações e obras no Plano de Metas distribuem-se por áreas relacionadas a seis itens: a Cidade dos Direitos, Cidade Sustentável, Cidade Criativa, Cidade de Oportunidades, Cidade Eficiente e Cidade Inclusiva. Em Cidade dos Direitos há ações determinadas para os setores de saúde, educação, moradia, assistência social, direitos humanos, violência e criminalidade e iluminação. Segundo Chammas, uma inovação é que as ações do plano podem ser revistas e mudadas, adequando-se até a alterações no cenário econômico do País. "É a forma de o poder público ter a agilidade do setor privado." De acordo com o secretário, as ações do plano podem ser acompanhadas e monitoradas pelos interessados no site específico (www.agenda2012.com.br). Polêmicas – Nos debates sobre o Orçamento 2012 entre vereadores, integrantes de movimentos sociais e autoridades municipais, os investimentos
em áreas de risco, em saúde, em subprefeituras e o questionamento sobre o aumento de recursos constaram das discussões. Por exemplo, o vereador Milton Leite (DEM), relator do projeto, tem dúvida sobre os recursos destinados às áreas geológicas de risco. "Neste ano, a previsão era de investimento de R$ 110 milhões. Deste valor, R$ 80 milhões seriam transferidos pela União, que não mandou dinheiro algum para a cidade. Para 2012, conta-se outra vez com recursos de Brasília para solucionar esse problema." De acordo com Chammas, o governo municipal aplicará um total de R$ 70 milhões em áreas de risco, até o fim do ano. "Quanto aos recursos federais para essa área, eles virão por meio do PAC 2, já que aderimos a esse programa. A Caixa Econômica aprovou a liberação de R$ 80 milhões para esse fim. Esses recursos chegam até o começo de 2012 e serão aplicados de imediato." O vereador Antonio Donato (PT) informou que, neste ano, serão gastos R$ 32 bilhões dos R$ 35 bilhões previstos no Orçamento 2011. Segundo ele, o Orçamento de 2012 chega a R$ 38 bilhões, um aumento em torno de 20% entre o executado neste ano e o previsto para 2012. "O governo não diz de quais fontes conseguirá esse aumento de recursos", questionou Donato. De acordo com George Tormin, secretário-adjunto de Finanças municipal, os pagamentos das dívidas dos contribuintes, inclusive por meio do PPI (Programa de Parcelamento Incentivado), as transferências do Tesouro municipal, a arrecadação dos impostos e das taxas, as aplicações dos fundos municipais e os recursos a serem enviados pelos governos estadual e federal permitem que o próximo Orçamento chegue a R$ 38 bilhões. Subprefeituras – O advogado Fábio Siqueira, um dos líderes do movimento de orçamento participativo, criticou os recursos destinados às subprefeituras. "A Subprefeitura de Pinheiros, um bairro com 300 mil habitantes e infraestru-
tura bem resolvida, terá R$ 34,7 milhões de recursos", avaliou. " Já a Subprefeitura da Vila Prudente/Sapopemba, com o dobro da população e bem mais carente em termos urbanos, terá R$ 34 milhões", disse Siqueira. "Essa situação é um absurdo do Orçamento." D is t ri t os – Para Eduardo Merheje, dirigente da Associa-
ção dos Usuários do Parque do Ibirapuera, o Orçamento deve ser mais detalhado em termos de destinação dos recursos e dos investimentos. "Ele tem de ser distritalizado. Precisa ser definido de acordo com as necessidades dos distritos da cidade. Sem isso, fica mais difícil cobrar da Prefeitura melhorias aqui na capital", diz Eduardo.
O governo não diz de quais fontes conseguirá esse aumento de recursos, quase 20% a mais entre previsão e execução ANTONIO DONATO (PT )
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Paulo Pampolin/Hype
Lançamento: 21/11/2011 • Reservas: 10/11/2011 • Entrega do Material: 11/11/2011
As áreas de riscos dependem da União, que neste ano não mandou dinheiro. Em 2012, vai depender de Brasília de novo. MILTON LEITE (DEM)
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US$ 1 MILHÃO POR UM SOLDADO ISRAELENSE O pregador saudita Aid Al Qarni disse ontem que o Facebook apagou uma mensagem na qual propôs uma recompensa de US$ 100 mil para quem sequestrasse um soldado israelense, oferta que aumentou no sábado para US$ 1 milhão por um príncipe saudita.
nternacional David Buimovitch/AFP
Enterro da trégua Israelenses e palestinos choram pelos seus mortos em nova onda de violência no Oriente Médio. Mas civis e militantes não foram as únicas vítimas da retomada dos conflitos: o cessar-fogo na região também foi soterrado, tornando a paz cada vez mais distante. Apenas oito horas após ser declarada, a trégua da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza foi violada por um novo ataque aéreo israelense contra um grupo de militantes que pretendia lançar um foguete, o que evidencia a fragilidade da situação. Tratase do maior conflito entre israelenses e palestinos em meses. Um militante palestino morreu e outro ficou gravemente ferido no último ataque israelense em Rafah, no sul de Gaza. De acordo com fontes de segurança da região, as vítimas do ataque aéreo pertencem à facção armada da Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP) e tentavam disparar um projétil contra o território israelense no momento em que foram alcançados. O Exército israelense informou em comunicado que a Força Aérea lançou um ataque contra "uma célula terrorista no sul da Faixa de Gaza que pretendia disparar foguetes contra Israel". Este é o primeiro incidente armado que viola o cessar-fogo, conquistado com a ajuda da mediação egípcia, e anunciada na manhã de ontem pela Jihad islâmica. No fim de semana, o grupo perdeu nove de seus militantes em ataques israelenses similares em Gaza. Além disso, um civil israelense morreu no sábado pelo impacto de um foguete disparado do território palestino contra a cidade israelense de Ashkelon.
Said Khatib/AFP
Terremoto Assad O presidente da Síria, Bashar al-Assad, subiu o tom e advertiu ontem que uma eventual intervenção do Ocidente em seu país poderá transformar a região em "dez Afeganistões". Segundo Assad, os países ocidentais podem provocar um "terremoto" que "queimaria toda a região". Os comentários de Assad, publicados em uma entrevista para o jornal britânico Sunday Telegraph, são uma resposta a uma série de pedidos de seus opositores para a imposição de uma zona de exclusão aérea no país. Segundo a ONU, a repressão ao levante popular, que já dura sete meses, já ma-
tou 3 mil pessoas. "Neste momento, a Síria é o ponto central da região; é a falha geológica. Se você mexer no terreno, vai causar um terremoto", disse. "Você quer ver outro Afeganistão, ou dez Afeganistões?", indagou Assad. A declaração do líder sírio parece refletir a crescente preocupação com uma possível intervenção estrangeira, após a recente morte do ditador líbio Muamar Kadafi, que foi derrubado por uma revolução popular que contou com o apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Por enquanto, os EUA e seus aliados têm mostrado
pouca disposição em intervir, mas propuseram uma resolução na ONU para impor sanções. China, Rússia e Brasil se opuseram.
Ao contrário de Kadafi, Assad tem vários aliados na região. Um conflito na Síria poderia desencadear turbulência mais ampla que enMike Segar/Reuters
Uma rara tempestade de neve em outubro avançou sobre a Costa Leste dos Estados Unidos ontem, provocando grandes
A violência começou no sábado quando Israel atacou um campo de treinamento do braço armado da Jihad Islâmica no sul de Gaza e matou cinco de seus militantes, entre eles Ahmed Sheikh Khalil, dirigente do grupo, e feriu outros três. Depois disso, houve o lançamento de cerca de 40 foguetes e bombas a partir de Gaza contra o território israelense. Cinco bombardeios aéreos israelenses no norte e no sul do território palestino mataram mais tarde outros quatro militantes da Jihad. Os militantes palestinos, que tinham retirado as máscaras e saído de esconderijos após um acordo para troca de prisioneiros com Israel mais cedo este mês, desapareceram das ruas de Gaza. O grupo Hamas, que controla o território, diminuiu o contingente de policiais, aparentemente temendo que suas forças de segurança possam se tornar alvo dos aviões israelenses. Da Cisjordânia, a Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderada por Mahmoud Abbas, apelou aos grupos militantes para exercerem restrição a fim de "evitar uma guerra com Israel na Faixa de Gaza", como a que acabou no final de 2008 com a morte de mais de 1.400 palestinos.
EM ISRAEL
Adam Hunger/Reuters
EUA: a neve chegou mais cedo este ano.
EM GAZA
transtornos na região. Pelo menos seis pessoas morreram e mais de 3 milhões de pessoas ficaram sem luz. (Agências)
volveria Irã e Israel. A Síria é o maior aliado do Irã e tem ligações com o Hezbollah, do Líbano, e o Hamas, que controla Gaza. (Agências)
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem alertado que o país vai intensificar seus ataques s e n e c e s s á r i o , m a s e nquanto isso, autoridades israelenses da área de Defesa disseram que Israel quer impedir um aumento da violência. Como medida de precaução, as autoridades israelenses fecharam escolas em comunidades no sul do país, em um raio de 40 quilômetros da Faixa de Gaza. A Universidade Ben-Gurion e várias faculdades, que deveriam ter começado o ano letivo ontem, também foram fechadas, segundo afirmou o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld. Policiamento extra foi levado de outras partes do país. Mais de 1 milhão de israelenses vivem dentro da faixa de alcance dos foguetes dos militantes de Gaza. As Forças Armadas israelenses desmantelaram durante o fim de semana duas baterias anti-foguetes nas imediações da Faixa de Gaza, uma próximo a Be'er Sheva e outra em Ashdod, e conseguiram interceptar um foguete Grad e outros dois projéteis. No entanto, um foguete vindo de Gaza conseguiu alcançar o território israelense deixando um civil morto e dois feridos. (Agências)
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9 MORAR NA SÉ A Praça da Sé, por incrível que pareça, ainda é o endereço de alguns paulistanos. E, em meio à correria do dia-a-dia, eles se orgulham disso.
idades
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Fotos deAgliberto Lima/DC
CEP de João Luiz da Silva, paraibano com 35
anos de São Paulo, é 01001000. Endereço: Praça da Sé, 411. Ele vive em uma cobertura, com a mulher e dois filhos. À frente do prédio está a lateral esquerda da Catedral. No outro extremo da praça, também em sua cobertura, moram o recifense Gilberto Lourenço da Silva, a mulher e um filho. O prédio está a menos A Praça da Sé, coração da cidade de São Paulo, abriga poucos, mas privilegiados moradores em seus prédios. O zelador Gilberto Lourenço da Silva é um deles: "Já vi o papa".
de trinta metros da entrada do metrô Sé. Ambos têm em comum a profissão: zelador. Foram localizados quando o DC perguntou aos Correios se ainda moram famílias na Praça da Sé. A resposta foi sim. Moram um ou outro raro zelador de prédio. Os apartamentos dos zeladores ficam na cobertura. O carteiro Cristiano
No coração de SP, eles têm a Praça da Sé a seus pés
Baldow Inácio atende há dez
Valdir Sanches
anos o Distrito da Sé. O "01" do CEP de João. Como bom carteiro, conversa com as pessoas, e acaba por conhecê-las. Na terça-feira esteve com a reportagem nos endereços de João e de Gilberto. "Como vai, seu João?", cumprimentou à chegada. João respondeu que ia bem. Ele está sempre bem, feliz por morar no Edifício Lince, num trecho da Praça da Sé que desce da Praça João Mendes na forma de uma ruela. No Edifício Domingos Jordan, onde mora Gilberto (outro feliz da vida), Cristiano aceitou o convite de visitar a cobertura. De lá têm-se uma vista deslumbrante. Depois, o carteiro voltou à praça. Não consegue dar um passo, sem que alguém o pare para perguntar como se chega em um endereço. Ele, pacientemente, explica em detalhes. As pessoas ficam contentes. Cristiano diz que até os semteto o cumprimentam: "Bom-dia, bom trabalho".
Cristiano Baldow, o carteiro da Sé
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o Jardim das Oliveiras, no fundo da zona leste, "um lugar tão ruim que só Deus sabe", Gilberto Lourenço da Silva, recifense, chegou a uma situação privilegiada: tem o coração de São Paulo - a Praça da Sé - a seus pés. Do 11º andar do prédio onde mora, uma esquina, vê tudo: a Sé, com as palmeiras imperiais e a Catedral; e a vizinha Clóvis Bevilácqua, seus espelhos d'água e o Tribunal de Justiça. O terraço acompanha a esquina, de modo que é possível contemplar o cenário do outro lado, o da avenida Celso Garcia, com a setecentista Igreja do Carmo (e, bem distante, o emoldurado verde da Serra da Cantareira). Gilberto é o zelador de um edifício de escritórios, situado a menos de trinta metros da saída sul do metrô (oposta à Catedral). Como zelador, ocupa com a família a única moradia, a da cobertura. É católico praticante. Aos domingos, sai de casa, para a missa das dez. Atravessa a praça e entra no maior templo católico da cidade, a Catedral Metropolitana da Sé. Em maio de 2007, lá estava Gilberto em seu terraço, com um binóculo assestado para a Catedral. "Eu vi o papa Bento 16 entrar na Catedral", diz, com certa naturalidade. Como aperitivo, observou os movimentos de atiradores de elite postados em outros prédios da praça. Para as necessidades do dia-adia, Gilberto não se aperta. Ali por perto há comércio para tudo. Se for preciso ir a lugar mais longe, basta a breve caminhada da porta do prédio até as escadas rolantes do metrô. O filho de dezesseis anos
O porteiro João Luiz da Silva e a família de Gilberto Lourenço da Silva: orgulho e conforto de morar no coração de São Paulo
faz isso para ir à escola na rua São Joaquim, Liberdade. "Dez minutos de metrô." Viagem paga com passe escolar. O supermercado preferido pelo zelador é o Vovó Zuzu, no Parque D. Pedro (outro cenário visível do terraço da cobertura). "São poucos minutos, a pé." Bem perto estão também lanchonetes de grandes redes, e barzinhos agradáveis, "para quando quiser tomar uma cerveja", afirmou. Na praça, cada hora cheia é marcada por badaladas de um único e discreto sino da Catedral. Mas ao meio-dia, e
às seis da tarde, os 61 sinos da igreja (cinco deles com cinco toneladas) tocam festivos. Gilberto já se acostumou com eles. Tudo muito bem, mas como é a noite na praça? "Aqui, à noite, é perigoso", responde. Diz que em outros tempos a situação estava melhor. Lá do alto, vê que os arbustos e outras plantas que ornamentam a Praça Clóvis Bevilácqua "servem para tudo". Até para guardar drogas. Conta que recentemente ajudou duas arquitetas. Elas queriam fotografar a praça,
mas tinham medo de expor suas câmeras. O zelador levou-as para uma sala, no quinto andar do prédio e elas puderam fazer seu trabalho. Gilberto tem experiência com assuntos de segurança, porque já trabalhou como vigilante particular, no Centro. Naquela época, seu pai era o zelador deste prédio. "Há cinco anos se aposentou, e eu fiquei no lugar dele." É um homem feliz. "O senhor vê como as coisas ficaram tão bem, que até comprei meu carro." O Celta 2006 fica guardado em um estacionamento da rua Tabatinguera, bem próxima. Às vezes sai com ele para um passeio, que pode ter Santos como destino. Esse assunto - carro - o zelador trata com muito cuidado. O primeiro que teve foi um Volkswagen (Fusca) 1984. "Eu gostava tanto do carrinho que minha mulher me largou por causa dele." Era "um amor tão grande", que Gilberto passava muito tempo lavando e cuidando dele. "A mulher disse que eu gostava mais do carro do que dela e foi embora." Levou os dois filhos do casal. A história teve um segundo final infeliz: "Roubaram o carrinho na porta da minha casa." Gilberto casou novamente, e teve dois filhos com a nova mulher. O rapaz de dezesseis anos, que vai para a escola de metrô. E um bebê de um ano e oito meses. Este fica com a sogra e só vem nos fins de semana. "Tenho medo de trazer a criança aqui, por causa do terraço", ele diz, zelosamente. O lugar está longe de ser o "terraço gourmet" dos edifícios de hoje, mas oferece conforto. É um bom lugar para descansar e para reunir a família. "Às vezes convido a sogra, e o cunhado."
O senhor vê como as coisas ficaram tão bem, que até comprei meu carro. GILBERTO LOURENÇO DA SILVA, ZELADOR E MORADOR DE UMA COBERTURA NA
PRAÇA DA SÉ
Uma casa a poucos passos da Catedral
S
e João Luiz da Silva sair do edifício onde mora e andar alguns metros, vai parar dentro da Catedral da Sé. O prédio e a igreja estão separados por uma ruela. Para João, no entanto, essa facilidade de acesso é dispensável. Ele não é católico, integra a Congregação Cristã do Brasil. Costuma ir a uma igreja da congregação no Brás. Zelador do prédio, João ocupa a cobertura, no sexto andar. Aos 72 anos, mora ali muito feliz, com a mulher e dois filhos gêmeos, de 22 anos. Não esconde um certo orgulho de morar bem no Centro de São Paulo, cidade que o acolheu há 35 anos. Veio de Itabaiana (PB). Diz que passou fome, a situação era muito difícil. Uma vez em São Paulo, nunca saiu das proximidades do Centro. Foi zelador de um prédio na Santa Cecília, antes de ir para a Sé, há 16 anos. "Gosto muito do Centro, aqui tem tudo a favor." Um de seus filhos faz faculdade de computação, na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio. Outro, de planejamento, na Avenida da Liberdade. O apartamento da família é de fundos, as janelas abrem para a traseira de outros prédios. Essa disposição não impede que o toque festivo dos 61 sinos da Catedral penetre no apartamento ao meio-dia e às seis da tarde. "É aquela pancada que chega e estremece", diz o zelador, não como uma queixa. Nada tira seu prazer de morar na Praça da Sé. João está sempre impecável, em seu paletó e gravata. No trabalho, relaciona-se com muita gente, nem sempre educada. Mas não se aperta. "Trato a todos com educação." À noite, naquele pedacinho de praça, não vê problema. Antigamente, diz, havia ali venda de drogas. Hoje não existe mais. De qualquer forma, só sai à noite "em caso de doença ou para socorrer alguém." Está "muito bem satisfeito aqui", mas de vez em quando diz para a mulher que poderiam comprar uma casinha em um bairro tranquilo... "Mas ela não quer." Os filhos também, reagem. "Eles dizem, pai vamos ficando por aqui." João aceita, docilmente. (VS)
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facesp Uma nova era de informações
sábado, domingo e segunda-feira, 29, 30 e 31 de outubro de 2011
MAIS DE MIL Mais de mil pessoas, integrantes de 260 associações comerciais, participaram dos três dias de debates do Congresso da Facesp.
regionais
Paulo Pampolin/Hype
Com o tema Hora de Agir, o 12º Congresso da Facesp supera expectativas e marca o início de um novo período de gerenciamento de informações Paulo Pampolin/Hype
André de Almeida
T
rês dias de trabalho, mais de 1,1 mil participantes de 260 associações comerciais e inúmeras plenárias, encontros e palestras, que fortaleceram a coesão entre as entidades e estabeleceram o início de uma nova era no gerenciamento de informações. Assim foi o 12º Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), encerrado sexta-feira em Santos, no litoral paulista. Com o tema Hora de Agir, o evento correspondeu a todas as expectativas dos participantes na defesa do empreendedorismo. Segundo o presidente da Facesp e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, a escolha pelo tema Hora de Agir foi muito feliz. "Fizemos o possível para que os participantes saíssem daqui com vontade de agir. Acho que cumprimos nosso objetivo. Estamos em uma nova era com a Boa Vista Serviços (BVS) e o congresso serviu para o movimento das associa-
Conseguimos interagir para buscarmos o crescimento de maneira ordenada e sincronizada. DORIVAL DOURADO, PRESIDENTE DA BVS ções comerciais sair ainda mais fortalecido", disse. Amato elogiou os palestrantes e reforçou que todos os painéis, além de agradáveis de serem vistos, passaram mensagens
Newton Santos/Hype
de superação, organização, energia e visão de futuro. O mesmo sentimento é compartilhado pelo presidente da BVS, Dorival Dourado. De acordo com ele, o balanço final do Congresso é excelente, já que a Boa Vista Serviços pôde mostrar seu modelo de operação e seus planos para as entidades e escutar das mesmas as demandas e necessidades encontradas nas diferentes regiões do Estado. "Conseguimos interagir para buscarmos o crescimento de maneira ordenada e sincronizada com as necessidades das associações comerciais", afirmou. Na opinião de Dourado, todas as associações comerciais devem participar no desenvolvimento do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), administrado pela BVS. "De uma forma geral, o Estado de São Paulo possui demandas homogêneas. Existem alguns nichos de especialização, dependendo das regiões, que poderemos focar diferentes tipos
de produtos ou soluções. Mas o mais importante foi que conseguimos compartilhar essa experiência e aprender com as entidades", destacou. Samba - A última atividade realizada no congresso ilustra bem as mensagens de superação, organização e energia mencionadas por Rogério Amato. O palestrante Reginaldo Tadeu Batista de Souza, o Mestre Adamastor, é sambista de uma tradicional agremiação de São Paulo. Ele dividiu o público presente na plenária em seis grupos. Cada um deles ficou responsável por um instrumento musical. Depois de um pequeno ensaio, formou-se uma escola de
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G Ir Agendas da Associação e das distritais
Hoje I Jabaquara – Às 17h, reunião
do Comitê Técnico de Política Urbana da distrital. Avenida Santa Catarina, 641. I Noroeste – Às 19h,
Reunião no 9º Encontro Estadual do Empreender Competitivo
pelo presidente da Facesp e da ACSP, Rogério Amato. "Queremos aumentar cada vez mais esse projeto. O mundo está mudando, ficando mais complexo. Com iniciativas como o Empreender e o MEI, por exemplo, conseguimos simplificar alguns processos. Agradeço ao Sebrae pela parceria", afirmou Amato. Durante os trabalhos, foram mostrados casos de sucesso do Empreender Competitivo no Estado. (AA)
I Pinheiros – Às 19h30,
Centro de Convenções Rebouças, rua Dr. Enéas de Carvalho Aguiar X avenida Rebouças.
cerimônia de premiação do 24º Salão de Arte de Pinheiros.
I Penha – Às 9h30, curso de
solenidade pelo Dia do Professor. Rua Luis Braille, 8.
Amanhã
uma bandeira e agradeceu a presença de todos, concluindo que o congresso foi um sucesso. "A cada ano procuramos sempre nos superar. Dessa vez, com o nosso símbolo Hora de Agir, certamente atingimos nossos objetivos", finalizou.
REGINALDO TADEU BATISTA DE SOUZA, O MESTRE ADAMASTOR
O poder das associações Mário Tonocchi
A
coordenador estadual do Empreender pela Facesp. Segundo ele, também haverá maiores investimentos no Empreender tradicional para que as empresas evoluam e passem para o competitivo. Para o gestor do Empreender Competitivo pelo Sebrae, Ricardo Vilella, o principal problema do empresário é estar sozinho. "Com o programa, ele se une com outros empresários, tornando-se mais competitivo". A importância do projeto também foi ressaltada
ROGÉRIO AMATO, PRESIDENTE DA FACESP E DA ACSP
Vocês todos são uma equipe e os resultados estão aí para serem alcançados.
Paulo Pampolin/Hype
Empreender tradicional, tem um prazo definido de dois anos para ser implantado. Nesta modalidade, as empresas devem apresentar um projeto mais completo, com começo, meio e fim, além de indicarem suas necessidades e dimensionarem os valores necessários para seu crescimento. Dessa forma, com os investimentos realizados por meio do Sebrae nacional e das próprias empresas, é possível obter resultados melhores e mais concretos. Atualmente, 32 ACs no Estado têm o Empreender Competitivo, com 47 núcleos setoriais em atividade. Mais de 800 empresas já foram beneficiadas. Pelo convênio atual, o projeto vai até julho de 2012. "No entanto, já temos uma sinalização do Sebrae nacional que, devido aos excelentes resultados, o convênio será renovado por mais dois anos", disse Nelson Andujar,
O congresso serviu para o movimento das associações comerciais sair ainda mais fortalecido.
Newton Santos/Hype
A vez do Empreender Competitivo urante o 12º Congresso da Facesp, uma das principais atividades foi o 9º Encontro Estadual do Empreender Competitivo. Nos painéis, foi mostrado para as associações comerciais (ACs) que integram o sistema Facesp o conceito do Projeto Empreender e sua versão mais avançada, o Empreender Competitivo. O Projeto Empreender, que atualmente está implantado em 100 ACs no Estado de São Paulo, foi lançado em 2002 pela Facesp em parceria com o Sebrae-SP e tem como objetivo fortalecer a micro e pequena empresa, aumentando sua competitividade. Nos encontros, os empresários se reúnem em núcleos setoriais para discutir problemas e buscar soluções em comum, sempre com a orientação de consultores. Competitivo - O Empreender Competitivo, por sua vez, surgiu no Estado de São Paulo em 2010 e, diferentemente do
samba. Mesmo com a maioria desconhecendo técnicas musicais, o som saiu com toda a energia. O resultado veio mostrar que é importante trabalhar com paixão, organização, e que em uma empresa, da mesma forma que em uma escola de samba, todos são fundamentais para o bom andamento do objetivo. "Vocês todos são uma equipe e os resultados estão aí para serem alcançados", disse o sambista. No encerramento do evento, o superintendente da Facesp e secretário especial do Microempreendedor Individual (MEI) da Prefeitura de São Paulo, Natanael Miranda dos Anjos, foi homenageado com
Quinta
s associações comerciais têm a obrigação de participar ativamente das políticas públicas nas suas cidades, atuando por meio dos conselhos comunitários. A opinião é dos prefeitos de Mogi das Cruzes, Marco Aurélio Bertaiolli, e de São José dos Campos, Eduardo Pedroso Cury, que participaram do último dia do 12º Congresso da Facesp. Os prefeitos discutiram o papel das associações comerciais no desenvolvimento socioeconômico dos municípios onde estão inseridas. "As associações comerciais são grandes escolas de líderes, que devem participar das administrações municipais, formulando projetos para ajudar na administração", disse Marco Aurélio Bertaiolli. Burocracia – Para Cury, a burocracia atrapalha o desenvolvimento do empreendedorismo. "O empreendedor tem que saltar um obstáculo a cada dia no empreendimento", diz. Para ele, as associações
coral infanto juvenil, realização Conselho da Mulher. Avenida Gabriela Mistral, 199. Informações: dpenha@acsp.com.br
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comerciais são, de fato, as secretarias de desenvolvimento das cidades. "Elas estão diretamente ligadas aos empresários e suas demandas. "As associações comerciais devem exigir a participação direta nas administrações públicas de suas cidades", afirmou o prefeito. O presidente da Facesp e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, disse que a federação já realiza o acompanhamento dos interesses dos empresários nas esferas estadual e federal. De acordo com o presidente, o acompanhamento no Estado é feito por meio de encontros com todos os secretários de governo. "No âmbito federal todos os projetos que esbarram no empreendedorismo são acompanhados atentamente", observou o presidente da Facesp e da ACSP. Ele destaca também o apoio incondicional aos projetos que beneficiam os empresários e as críticas àqueles que se mostram contrários aos interesses do empreendedor. (MT)
I Penha – Às 14h30, curso de
coral infanto juvenil, realização Conselho da Mulher. Avenida Gabriela Mistral, 199. Informações: dpenha@acsp.com.br
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facesp
O RESULTADO DO MEI O MEI já oficializou 1,56 milhão de empreendedores no Brasil, 387 mil no Estado de São Paulo e 130 mil somente na Capital, segundo dados coletados até o último dia 27.
regionais
O mesmo tom para manter resultados No último dia de debates, painel Rede de Resultados destaca a importância de as associações comerciais se manterem afinadas para atingir um objetivo comum Paulo Pampolin/Hype
André de Almeida e Mário Tonocchi
O trabalho que deve ser desenvolvido passa pela implantação do MEI. Apenas 186 das 645 cidades paulistas aderiram ao MEI. Essa é a nossa Hora de Agir.
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NATANAEL MIRANDA DOS ANJOS, SUPERINTENDENTE DA FACESP E SECRETÁRIO ESPECIAL DO MEI DA PREFEITURA DE SÃO PAULO
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pela implantação do MEI. "Apenas 186 das 645 cidades paulistas aderiram ao MEI. Essa é a nossa Hora de Agir", afirmou. Implantado há pouco mais de um ano em São
Fecharemos o ano com quase 50 mil cartões ativos. GIOVANNI GUERRA, COORDENADOR ESTADUAL DE PRODUTOS E SERVIÇOS DA FACESP
Paulo, o MEI - que reduz custos de impostos e burocracia para a oficialização de micro empresas - já oficializou 1,56 milhão de empreendedores no Brasil, 387 mil no Estado de São Paulo e 130 mil somente na Capital, segundo dados coletados até o último dia 27. Ainda sobre micro e pequenos empresários, o vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, ex-senador Osmar Dias, informou que até o primeiro trimestre de 2012 a instituição financeira vai firmar uma parceria com a Facesp para destinar linhas de crédito especiais
Paulo Pampolin/Hype
o último dia de atividades do 12º Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), um dos principais destaques foi o painel Rede de Resultados, que mostrou a realidade da Federação e seus desafios futuros. Na ocasião, o presidente da Facesp e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, distribuiu um diapasão (instrumento metálico em forma de forquilha, que serve para afinar instrumentos e vozes) para cada um dos participantes do evento. "Temos que dar um tom especial aos nossos serviços e à nossa representatividade. Sabemos que cada associação comercial tem suas características, mas temos que manter o tom para alcançarmos nossos objetivos", afirmou o presidente. Amato lembrou a importância das associações comerciais em suas cidades, já que concentram lideranças locais e representam os interesses do empreendedorismo. "A Associação Comercial de São Paulo, todos sabem, não tem partido. O que temos é um lado. O lado da livre iniciativa, da liberdade de expressão e de empreender", afirmou. Para o presidente da ACSP, o fato de as associações comerciais se sustentarem sem recursos oficiais dá às entidades a liberdade de lutar pelos seus interesses. Isso, no entanto, não libera as associações de oferecerem o melhor serviço para seus associados. "Nossos serviços devem ser cada vez melhores", ressaltou. MEI – O superintendente da Facesp e secretário especial do Microempreendedor Individual (MEI) da Prefeitura de São Paulo, Natanael Miranda dos Anjos, observou que o trabalho que deve ser desenvolvido por todos também passa
para pequenos e micro empresários associados das associações ligadas à Federação. "Com esse projeto piloto queremos estabelecer regras e conceitos para facilitar em um tempo mais curto e com mais agilidade linhas de crédito para os pequenos e micros empresários. Estamos estudando uma espécie de linha de crédito rotativo que pode ser sacado em diversos períodos pelo empresário. Assim desaparece a necessidade de toda a burocracia a cada tomada de empréstimo", afirmou. Crescimento - Para o coordenador estadual de Produtos e Serviços da Facesp, Giovanni Guerra, a possibilidade de crescimento da federação é grande, já que o mercado formado pelas micro e pequenas empresas está em desenvolvimento constante. "Por meio dos nossos produtos e serviços, como o MEI, a Certificação Digital, os cartões ACCredito, e o Projeto Empreender, entre outros, podemos trazer novos associados para o sistema da federação". Segundo Guerra, a partir do terceiro trimestre de 2012 a Facesp lançará o cartão de
Paulo Pampolin/Hype
Taicir Khalil, coordenador estadual de TI/Operações da Facesp, destacou a importância da Certificação Digital para as associações comerciais
crédito ACCredito Private Label, juntando-se aos já existentes ACCredito Alimentação, Convênio e Educação. O ACCredito é um sistema de gestão de benefícios focados nos funcionários das empresas associadas às associações comerciais filiadas à Facesp. Aceito somente no comércio local, o ACCredito fomenta a economia do município e cria um novo serviço para os associados das associações, fazendo com que eles ampliem seus negócios e fidelizem seus clientes. "Fecharemos o ano com quase 50 mil cartões ativos", disse Guerra.
Filiações - O coordenador estadual de TI/Operações da Facesp, Taicir Khalil, destacou a importância da Certificação Digital para as associações comerciais. De janeiro a setembro desse ano, o serviço trouxe cerca de 40 mil novas empresas para o sistema da Federação. Finalizando, o coordenador estadual de Desenvolvimento de Filiadas, Nelson Andujar, disse que alguns dos desafios para as associações comerciais são diversificar suas receitas, aumentar sua representatividade nos municípios em que estão inseridas e padronizar seus processos e operações.
Newton Santos/Hype
Jaime Troiano: imagem fantástica que deve ser trabalhada
A força do leão
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Público na abertura do Congresso da Facesp, em Santos: mais de mil participantes de associações comerciais do Estado
Distritais: os braços das associações André de Almeida
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omo parte dos trabalhos do 9º Encontro Estadual do Empreender Competitivo, o vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e coordenador institucional das Sedes Distritais da entidade, Roberto Mateus Ordine, falou sobre a importância das distritais da ACSP e seus objetivos. "Muitas associações comerciais não conhecem os objetivos das distritais, que nada mais são do que braços de uma determinada associação comercial nos bairros ou comunidades em que estão inseridas".
Ordine citou como exemplo a zona leste de São Paulo. Nessa região, quatro distritais – Mooca, Tatuapé, Penha e São Miguel – representam a ACSP, com seus produtos e serviços nessas localidades. "O modelo de divisão por distritais é perfeitamente viável em municípios com população acima de 100 mil habitantes". Ribeirão Preto, por exemplo, já conta com cinco distritais. "Além de ajudar a captar novos associados, a distrital leva os serviços da sede central às comunidades", disse. O vice-presidente aproveitou a ocasião para falar sobre o Projeto
Empreender. Na sua opinião, é um programa extremamente valioso para ajudar as micro e pequenas empresas na sua sustentabilidade, por meio de ações de gestão e aproximação dos concorrentes, entre outras iniciativas. Segundo Roberto Ordine, um dos objetivos para o próximo ano é expandir o Projeto Empreender para todas as 15 distritais da ACSP, ampliando também o número de núcleos setoriais. Além disso, algumas distritais já começarão a colocar em prática o Empreender Competitivo. (AA)
imagem das associações comerciais do Estado de São Paulo carrega as marcas de credibilidade, respeitabilidade e responsabilidade, segundo um trabalho desenvolvido por Jaime Troiano, especialista em marcas Jaime Troiano. Confor me as primeiras análises do levantamento realizado pelo especialista
para a ACSP e Facesp, representadas por figuras de animais, as associações comerciais são vistas com a imponência do cavalo, a força do leão, a simpatia e a amizade de um cão, além da figura "do bem" de um golfinho. "Vocês (associações) tem uma imagem fantástica que deve ser muito bem trabalhada", disse o especialista. (MT)
Auditório lotado em palestra do 12º Congresso da Facesp
DIÁRIO DO COMÉRCIO
12 -.LOGO
sábado, domingo e segunda-feira, 29, 30 e 31 de outubro de 2011
www.dcomercio.com.br
Pulverizador de cafeína Aeroshot é uma bomba que pulveriza doses generosas de cafeína em qualquer alimento. Se você é dependente de cafeína, não precisa mais ficar dependente dos cafezinhos. Com esse tubinho, basta uma borrifada para adicionar a qualquer alimento uma medida de 100 mg de cafeína em pó. Só não vale reforçar a quantidade do cafezinho. http://uncrate.com/stuff/aeroshot/
HALLOWEEN
Suricato se esconde no interior de uma abóbora Jochen Luebke/AFP
Alguns brasileiros até festejam o Halloween, mas por mero empréstimo da tradição norte-americana. Aqui, a festa nacional é a do Dia do Saci, data polêmica instituída em 2005 e bastante defendida pela Sociedade de Observadores de Saci (Sosaci). Para a Sosaci, a data é uma forma de chamar a atenção dos brasileiros para mitos nacionais. Aldo Rebelo, que hoje toma posse como ministro dos Esportes, é um dos defensores da ideia de que a data, por aqui, deve ser dedicada à lenda do folclore nacional. Rebelo apresentou o projeto de lei federal nº 2.762, de 2003, propondo a criação da data, mas o projeto acabou arquivado. Iniciativas semelhantes foram aprovadas na Assembleia do Estado de São Paulo e na Câmara Municipal de São Paulo.
Um dia para celebrar o lado sombrio da condição humana
E STUDO
Custos de produção tem distorções Um estudo elaborado pela FGV e apresentado pelo Ministério da Cultura levantou o preço médio de 255 itens de produção artística, como aluguel de equipamentos e cachês. O objetivo é balizar produtores na hora de formatar projetos que pleiteiam recursos de leis de incentivo fiscal e orientar quem os avalia. Mas os valores apontados vêm sendo questionados. Outro fato que chama a atenção é a discrepância entre os preços praticados nas seis cidades pesquisadas (São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre, Recife e Belém). (Folhapress) B ILHETERIA
Gato de Botas em primeiro lugar A animação Gato de Botas liderou a bilheteria no fim de semana com cerca de US$ 34 milhões em vendas de ingressos nos cinemas dos EUA e Canadá, de acordo com estimativas dos estúdios divulgadas ontem. A animação em 3D, derivada da série de sucesso Shrek, empurrou o vencedor da semana passada, o filme de terror Atividade Paranormal 3, para o segundo lugar. Gato de Botas foi produzido pela DreamWorks Animation e distribuído pela Paramount Pictures, unidade da Viacom Inc.
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erca de 50 mil pessoas são esperadas hoje para a 39ª edição do desfile do Village, em Manhattan, uma das comemorações mais tradicionais do Halloween nos EUA. A tradição do Halloween ou Dia das Bruxas – que já se espalhou por vários países de forma estilizada – é pagã. Nela, todos os demônios, horrores e figuras mórbidas ganham espaço. Durante todo o dia, as sombras ganham espaço e as crianças são estimuladas a usarem fantasias assustadoras pedindo doces para não realizarem "travessuras". Nos EUA, a festa se tornou tão popular que domina desfiles e bailes à fantasias, visitas a
casas e locais considerados mal-assombrados, encontros em cemitérios e festas que homenageiam artistas reconhecidamente mórbidos, como o escritor Edgar Allan Poe... No Museu do Sexo, na 5ª Avenida, os visitantes encontram esculturas de esqueletos em posições do Kama Sutra, obra do artista francês Jean-Marc Laroche. O Halloween é uma festa de origem pagã comemorada principalmente nos Estados Unidos na véspera do Dia de Todos os Santos, data cristã celebrada em 1º de novembro.
Daniel Bockwoldt/AFP
Steve Marcus/Reuters
Por aqui, a festa é para o Saci
Jim Watson/AFP
Reprodução
Bebê e urso brincam com abóboras. O artista Ray Villafane, de Las Vegas, é especialista em esculpir faces assustadoras em abóboras.
Cão 'fantasiado' de esqueleto para concurso de Halloween para pets nos EUA
Christophe Archambault/AFP
M ÚSICA E M
C A R T A Z
O cantor Luciano, da dupla Zezé di Camargo e Luciano, recebeu alta e deixou o hospital na manhã de ontem. Ele estava internado no Hospital Santa Cruz, em Curitiba, desde sexta-feira, quando teve uma queda no nível de potássio e apresentou um quadro de arritmia cardíaca provocado pelo uso de diuréticos. Para o médico Hipólito Carraro Júnior, o ritmo de turnê da dupla teria provocado a crise do cantor. "Por conta de se alimentar e
VISUAIS
Luciano tem alta em Curitiba dormir mal, o uso do remédio é maior nesse período e o Luciano tem o intestino muito preso, o que o força o uso de laxantes." Na noite de quinta-feira, durante um show em Curitiba, Luciano anunciou que permaneceria na dupla apenas até março de 2012, quando eles realizarão show em um cruzeiro. Na sexta-feira, a assessoria da dupla disse que tudo não passou de uma "briga de irmãos". (AE)
D ESIGN
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TAILÂNDIA SUBMERSA - Estátuas budistas parcialmente submersas ao longo do rio Chao Phraya, na capital Bancoc. O número de mortes causadas pelas inundações que afetam províncias do planalto central e áreas de Bancoc subiu para 381 ontem.
Logo Card
Exposição Protótipo 78 mostra peças criadas pelo designer Rodrigo Reis. Cartel 011 e Cartel Zero Onze Edition Store. Rua Artur de Azevedo, 517, Pinheiros. Grátis. T RIBUTO
Em pauta, Drummond de Andrade
Pia em espiral Pia feita em concreto com cuba inspirada em fósseis. Pesa 44 kg. http://bit.ly/tHtFdh
Cartão de visitas interativo reproduz posturas e dá ideia da flexibilidade que os praticantes de Pilates conquistam com a prática. http://bit.ly/ky8RHk
O Instituto Moreira Sales (IMS) promove hoje, no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e outros localidades, mesas-redondas, debates, saraus e exibições de filmes em torno de Carlos Drummond de Andrade. A ideia é transformar o 31/10 num Dia D anual de tributo ao poeta. Programação em diadrummond.com.br. (Folhapress)
e CAIXA 1 conomia
O seu consultor financeiro
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Zé Carlos Barretta/Hype
O gerente comercial, Rogério Rodrigues, sua esposa Paula Andrea Rossini Neves Rodrigues e o filho João começaram a fazer o planejamento financeiro há três meses.
Faça festa
SEM COMPROMETER suas finanças REJANE TAMOTO
F
altam dois meses para dar adeus a este ano, mas ainda dá tempo de organizar as contas para entrar em 2012 no azul. Especialistas em finanças pessoais recomendam fazer um planejamento das receitas e despesas antes do décimo-terceiro salário entrar na conta-corrente, para utilizá-lo de forma consciente. Eles aconselham usar uma parte da gratificação de final de ano para o pagamento de dívidas, outra para presentes e festas e outra para poupar. Quem tem dívidas no cartão de crédito deve tentar quitá-las. É importante lembrar que, em dezembro, o pagamento mínimo da fatura aumentará para 20% do valor total, acima dos 15% atuais. Quem faz essa opção de pagamento arca com uma taxa de juros alta, de em média 15% ao mês. Assim, uma dívida pequena rapidamente cresce e, por isso, a recomendação é se disciplinar a sempre pagar o valor integral da fatura. O planejamento financeiro leva a um diagnóstico do orçamento familiar. O objetivo é identificar e eliminar os gastos com supérfluos para aproveitar cada centavo do décimo-terceiro salário. Com uma mudança de atitude, dizem os técnicos, é possível até mesmo entrar em 2012 com uma reserva financeira. E isso é ainda mais importante no começo do ano, quando as despesas aumentam com os pagamentos de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e de matrícula e material escolar. Para o gerente comercial Paulo Rogério Rodrigues, de 34 anos, o planejamento financeiro para o final do ano e o começo de 2012 vem sendo feito há
três meses. Antes mesmo de receber o décimo-terceiro salário, o gerente diz que já escolheu um destino para o recurso. "Vou usá-lo para formar uma poupança", afirma Rodrigues. É a primeira vez que ele e a esposa Paula Andrea Rossini Neves Rodrigues, de 37 anos, conseguem planejar. "Antes eu recebia, pagava contas e gastava o que sobrava, sem saber ao certo quanto e com o quê", diz o gerente. Desta vez, a estratégia da família foi antecipar a compra de presentes de Natal e planejar com antecedência uma viagem de cruzeiro em família, que será realizada no final do ano. Para atingir esse patamar de organi-
zação, eles fizeram cursos e aprenderam a lançar tudo na planilha eletrônica. A iniciativa surgiu quando a família precisou fazer empréstimo para pagar uma dívida no cartão de crédito. "Tínhamos cinco cartões, com limites de R$ 3 a R$ 4 mil cada um. Como usava de forma descontrolada, pagava o valor mínimo da fatura. Agora temos dois cartões, com limites menores, de R$ 1 mil a R$ 2 mil", conta. A redução no número e no limite de cartões de crédito foi outra mudança de atitude que resultou do uso da planilha. Na avaliação do gerente comercial, lançar todos os gastos na planilha eletrônica é chato, mas
importante para não ter aborrecimentos futuros. Foi uma forma de identificar, por exemplo, que gastava muito dinheiro na padaria. "Eu comprava mais alimentos do que havia planejado. E como moramos eu, minha esposa e um filho de 2 anos, acabava jogando comida fora", conta. O casal reduziu as despesas com alimentação fora de casa e cozinha mais. Rodrigues diz que o planejamento permitiu uma sobra de 15% de seu orçamento neste mês. "É pouco, mas já é um recurso para usar em imprevistos que vão surgir. Estamos mudando de apartamento e podemos precisar fazer algum reparo de emergência", afirma.
Vivemos uma situação de pleno emprego, mas não se sabe se ela será afetada pela crise econômica internacional. Por isso, é importante fazer uma reserva. ANDRÉ MASSARO
Especialistas dão as dicas de como usar o décimo-terceiro salário para quitar dívidas e criar uma reserva financeira
Faxina no orçamento Segundo o consultor, educador e terapeuta financeiro do Instituto DSOP de Educação Financeira, Reinaldo Domingos, essa é a época certa para promover uma "faxina" financeira no orçamento, com o objetivo de diagnosticar a atual situação das contas e decidir o que fazer com o décimo-terceiro salário. "É preciso verificar se está endividado, se está conseguindo pagar as parcelas e se tem dinheiro para passar o final do ano", diz. A planilha pode ser feita no papel ou no computador. Nela é preciso relacionar todas as despesas fixas e variáveis para descobrir o comprometimento da receita (o salário com os impostos e benefícios descontados) com as dívidas. Domingos, do Instituto DSOP, diz que a planilha ajuda a corrigir hábitos e costumes. O objetivo dela é gerar uma mudança de comportamento em relação ao dinheiro. "É preciso fazer escolhas que estejam dentro do seu padrão de vida, sem olhar para o vizinho. É comum as pessoas gastarem muito com viagens porque um conhecido foi. Em vez disso, se as condições não permitirem, procure outras opções prazerosas e de menor valor", diz.
Presentes e viagens Claro, isso não quer dizer que quem tem dívidas deve abandonar o espírito natalino e de férias. Segundo o professor de finanças do Laboratório de Finanças da Fundação Instituto de Administração (Labfin-FIA), José Roberto Savoia, o ideal é não se endividar com compras e viagens de final de ano, já que a capacidade média de sobra
no orçamento das famílias, após as despesas fixas, tem sido pequena, de apenas 15%. Por isso, ele recomenda fazer pesquisas de presentes e de viagens para passar o final do ano com alegria mas sem deixar as contas no vermelho. É uma forma de evitar as compras por impulso e fazer valer cada centavo do dinheiro. "Experimente estipular um valor máximo a gastar com cada presente. Faça outra lista dos itens da ceia e das festas. Pesquise no comércio para conseguir os melhores preços", diz o professor. Para Domingos, do DSOP, é preciso cuidado para não fazer dívidas neste período, a não ser que o consumidor tenha capacidade de pagamento das parcelas no começo do ano, mesmo com os gastos extras com impostos e escola. A gratificação de final de ano, na opinião dele, deve servir para realizar s o n h o s q u e co m e ç a m co m uma poupança.
Hora certa para investir Para o educador financeiro da MoneyFit, André Massaro, é importante ter em mente uma atitude defensiva para o próximo ano. "Vivemos uma situação de pleno emprego, mas não se sabe se ela será afetada pela crise econômica internacional. Por isso, é importante fazer uma reserva com uma parte do décimo-terceiro salário", diz. O educador recomenda a aplicação da reserva em investimentos conservadores, como a poupança, os títulos do Tesouro Nacional e Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) de grandes bancos. "Procure otimizar os gastos para sobrar e fazer com que o dinheiro engorde. Se o cenário ruim na economia não se concretizar, melhor", afirma.
14 -.ECONOMIA
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AGENDA 1
terça-feira
FGV divulga Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S)
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terça-feira
IBGE apresenta pesquisa industrial mensal: produção física.
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sexta-feira
IBGE libera o Índice de Preço ao Produtor (IPP) – Indústria de Transformação
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epois de mostrar indefinição ao longo da sexta-feira, o Ibovespa encerrou em alta de 0,41%, aos 59.513,13 pontos. O ganho semanal foi de 7,71%. Esta foi a melhor semana do ano para a bolsa de valores. No mês, a valorização foi de 13,74%, mas no ano as perdas ainda somam 14,13%. Se a bolsa se mantiver nesta toada hoje, último pregão do mês, pode chegar a registrar o segundo melhor resultado mensal do ano, e perder apenas para abril, quando alcançou 15,55%. Na sexta-feira, um dia após o mercado reagir positivamente ao anúncio do pacote de ajuda
Bolsa tem melhor semana do ano para sanar a crise europeia, a palavra de ordem foi cautela. Ainda há preocupação no mercado com a falta de detalhes concretos e a capacidade desse pacote em controlar a crise na região. Mas os investidores na bolsa de valores não parecem dispostos a deixar escorregar o ganho acumulado em outubro. Na mínima de sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,86% para
58.760 pontos e, na máxima, atingiu alta de 0,67% ou 59.668 pontos. O giro financeiro diminuiu para R$ 6,213 bilhões. "O driver para a Bolsa continua sendo o exterior, especialmente a Europa. O final de semana se tornou longo, dois dias são muita coisa diante deste cenário de incertezas. M a s, s e n a d a d e re l e va n te acontecer o mercado vai conti-
nuar brigando para garantir um lucro maior no mês", disse uma fonte, ressaltando ainda que um ganho mensal de cerca de 13% é "para ser comemorado, pois a Bolsa vem tomando baile há muito tempo". As ações da Petrobras mantiveram a trajetória de alta, apesar de o petróleo ter devolvido ganhos no exterior. A ação preferencial da Petrobras (PN)
avançou 3,06% e a ordinária (ON), 2,11%. As ações da Vale oscilaram durante a semana. Na segunda-feira passada, os papéis preferenciais da mineradora tiveram alta de 5,94% e sustentaram o Ibovespa. Os ânimos esfriaram na quarta, após a divulgação da queda de 23,2% no lucro líquido da companhia no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior. Após o anúncio do pacote europeu os papéis preferenciais da Vale voltaram a subir, mas o movimento não foi suficiente para conter o resultado negativo das ações na semana. O papel preferencial da Vale (PNA) recuou 0,02% e o ordinário (ON), 0,47%. (Com AE)
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e Natal sem crise nos shopping centers
15 Esperamos um Natal gordo. Marcos Sérgio, superintendente do Shopping Aricanduva
conomia
Foto divulgação/Shopping Center Norte
Episódio de superação do Center Norte reforça o otimismo dos centros de compra de SP Fátima Lourenço
icanduva
/Shopping Ar
Foto divulgação
O
s shopping centers estão otimistas com as perspectivas para o Natal. Em São Paulo, os centros de compras consultados projetam crescimento de dois dígitos no volume de vendas do período e fluxo de pessoas entre 8% e 25% maior que o registrado em igual época de 2010. O otimismo é reforçado pelo episódio de superação do Shopping Center Norte, que reabriu após atender exigências da Prefeitura. O reforço de mão de obra para atender à movimentação de final de ano deverá gerar, em todo o País, 140 mil empregos temporários, apontou levantamento da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). O início de novembro marca o lançamento das promoções de ocasião, desenhadas para seduzir o consumidor. Há previsão de sorteios de carros, por exemplo, nos shoppings Center Norte (com cinco veículos); Central Plaza (três); complexo Interlagos/Interlar (oito); Aricanduva (quatro carros e vinte tablets) e Eldorado (cinco carros e 72 celulares). No Shopping Taboão haverá sorteio de apartamento avaliado em R$ 220 mil. O período também concentra grande parte das inaugurações da
decoração natalina desses centros de compra. Na última semana, a Cipollati, empresa brasileira especializada no assunto, finalizava a instalação de 130 projetos do gênero, disse a fundadora e diretora de arte da marca, Conceição Cipolatti. Ela explicou que as decorações deste ano misturam cores tradicionais e outros tons, como os degradês de verde, azul e dourado. Aos ícones de época, como Papai Noel e guirlandas, também se misturam personagens licenciados. Como os da série animada Backyardigans, presentes na decoração do Raposo Shopping, que espera vendas 30% superiores às do Natal de 2010, por conta de ampliação de espaço e de 40 novas lojas.
Árvore de Natal na entrada do Center Norte e, à esquerda, maquete do Teatro Municipal no Aricanduva.
A diversidade não redunda necessariamente em verbas mais polpudas. Neste ano, as negociações da Cipolatti com alguns shopping centers se estenderam até agosto. Conceição conta que até chegou a abrir mão de alguns projetos. "A decoração de Natal é uma coisa criativa, trabalhosa. Não é como negociar parafuso", lamentou. A empresária ainda não identifica se a dificuldade – "que já aparecia um pouco no ano passado" – estaria associada ao temor dos empresários com a crise internacional ou à consolidação do setor, com forte presença de investidores nos negócios. Maestro – O Shopping Aricanduva, o maior da América Latina, não se preocupou com a crise, afirmou o superintendente Marcos Sérgio. "Esperamos um Natal gordo", disse em tom brincalhão. A decoração encomendada à Cipolatti brinca com o aniversário de duas décadas do empreendimento – sob o tema "20 Emocionar - Natal de Música". A iniciativa presta homenagem ao maestro João Carlos Martins e traz, entre os destaques, uma réplica do Teatro Municipal de São Paulo, para lembrar os cem anos da casa paulistana de espetáculos. Segundo Sérgio, foram investidos R$ 2 milhões na decoração e R$ 1 milhão na campanha de mídia. O superintendente explicou que o Aricanduva recebe, em dezembro, cerca de 5,5 milhões de pessoas. "São três Uruguais que
passam por aqui", comparou. Superação – No Shopping Center Norte, os acontecimentos recentes que culminaram com o fechamento temporário do empreendimento estão superados, garantiu a diretora do grupo, Gabriela Baumgart. Ela afirmou que a movimentação do Dia da Criança já apontava para a superação do caso. "Foi um momento de resgate, fizemos carta aos clientes, agradecendo a todos." Segundo a executiva, já se observa agora que a frequência de pessoas oscila até acima da média, de 80 mil pessoas em dias comuns. Nos finais de semana, a frequência chega a 120 mil. Ela disse que os investimentos para o Natal devem superar os R$ 4,5 milhões gastos em 2010. Na decoração estão previstos ambientes lúdicos, como a Confeitaria da Mamãe Noel. Ela acredita que o tíquete médio das compras natalinas vai subir de R$ 180 (de 2010) para R$ 240.
Consumidores já começaram a gastar Com lista de compras à mão, eles estão percorrendo os corredores de estabelecimentos como o Shopping Light.
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consumidor já busca se abastecer com os presentes para o Natal. Na última quinta-feira, no Shopping Light, na região central de São Paulo, os moradores de Cotia, Wilian da Silva Ferreira e Jeverson Ferreira de Souza aproveitaram a vinda à Capital para fazer as primeiras pesquisas natalinas. A lista de presentes de ambos, com predominância de roupas e calçados, inclui basicamente os familiares e soma cerca de 35 itens. O projeto deles é efetuar os pagamentos à vista. Impulso – Já a fotógrafa Roberta Borges tinha uma relação de pelo menos 30 pessoas a serem presenteadas. "Estou pesquisando preços e comprando.
Fotos Chico Ferreira/LUZ
Se você deixa para a última hora, gastará mais", afirmou. Roberta se define como uma pessoa consumista, seduzida facilmente por compras de impulso. Por isso mesmo ela prevê que as primeiras aquisições para este Natal, como as que fazia na última quinta-feira, serão pagas à vista. "Quando extrapolo, uso o cartão. Mas no máximo em cinco vezes", afirmou. Ela calcula que os presentes deste ano – calçados, roupas, eletroeletrônicos e brinquedos – lhe custarão pelo menos R$ 2 mil, além de muitas visitas aos shopping centers e às lojas virtuais. Solidariedade – O bancário Aureliano da Paixão Porto, como ele mesmo brinca, é um caso à parte entre os seus pares, por cultivar o gosto pelas compras e pesquisas de preço. "Eu divido a tarefa com a minha mulher", declarou. Na última quinta-feira, por exemplo, ele aproveitava o horário de almoço para espiar as alternativas oferecidas no Shopping Light. Para o Natal, Porto calcula que o casal irá comprar cerca de 20 presentes, entre roupas, calçados, brinquedos, utilidades domésticas e eletroeletrôAureliano Porto: pesquisa de preços.
Detalhe da decoração natalina: objetivo é encantar os clientes.
78% dos paulistanos querem comprar bens duráveis
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nicos. O bancário explicou que neste ano aproveitará as férias de novembro para antecipar as compras. Elas serão pagas preferencialmente à vista, mas, se necessário, por meio de cartão de crédito. O Shopping Light ainda estreará a sua decoração de Natal, embalada por laços e muitas luzes. A campanha do centro de compras inclui o sorteio de câmaras digitais e de um carro Ford Fiesta. (FL) Roberta: não quer deixar para a última hora.
Wilian da Silva e Jeverson Ferreira, no Shopping Light: lista de compras com 35 itens.
s condições são muito positivas para este Natal, disse o presidente do conselho do Programa de Administração do Varejo (Provar) e do Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (Ibevar), Claudio Felisoni de Angelo. Segundo ele, as intenções de compra do consumidor estão em nível alto e as vendas continuam crescendo. Mas não crescem como no ano passado. Felisoni ressaltou que a base de comparação agora é alta porque 2010 foi um ano de economia muito aquecida. No início do mês, pesquisa do Provar apontou que 78% dos paulistanos planejavam comprar algum bem durável nos três últimos meses do ano. Em 2010, o índice do trimestre equivalente chegou a 76,2%. A crise econômica internacional, comentou o especialista, não afetou o mercado interno, contribuindo para a manutenção do emprego e da massa salarial. "Muitas categorias tiveram reajustes acima da inflação", disse. "Talvez mais à frente possa haver uma desaceleração, que poderá chegar, pelo efeito da crise lá de fora, nas exportações." Felisoni avaliou que também pesam a favor os prazos de pagamento que se mantêm dilatados e a inflação desacelerada. Na pesquisa do Provar sobre a intenção de compra do paulistano para o último trimestre, o segmento de informática ganha destaque, com 16,4 % das intenções, seguido pelo de eletroeletrônicos (14,09%), cine e foto (11,4%), além de telefonia e celulares (11,2%). Também apresentaram percentuais na casa de dois dígitos os móveis e produtos de linha branca. (FL)
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conomia
Um mundo com 7 bilhões de desafios Estima-se que os idosos sejam 2,4 bilhões de pessoas até 2050. O aumento da longevidade vai exigir dos governos políticas e investimentos no sistema previdenciário. Erik De Castro/Reuters
Rejane Tamoto
H
oje o mundo atinge a marca de 7 bilhões de habitantes, de acordo com a estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU). Com mais gente aumentam os desafios econômicos dos países desenvolvidos, especialmente para as áreas de previdência e saúde. Por outro lado, o Brasil terá mais oportunidades de crescimento se investir na produção de alimentos, para atender o contingente maior de habitantes do planeta. O relatório Pessoas e Possibilidades em um Mundo de 7 bilhões, divulgado na semana passada pelo Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA) mostra que a população aumenta de forma acelerada – são 3,7 bilhões em idade reprodutiva – mas esse ritmo de crescimento não deve se manter nas próximas décadas. Uma das explicações para isso é a queda da taxa de fecundidade, que passou de seis filhos por mulher em
Danica Camacho, nascida nas Filipinas, é o bebê 7 bilhões.
1960 para 2,5 no ano passado. O percentual de pessoas com menos de 25 anos é de 43%, mas o número daqueles com mais de 60 anos mais que dobrou em duas décadas. Em 1990 eram 384 milhões de idosos ante os atuais 893 milhões. A estimativa é que a quantidade de idosos seja de 2,4 bilhões até 2050. A longevidade aumentou no mundo inteiro. A expectativa média de vida era de 48 anos na década de 1950 e, agora, é de 69 anos. Uma popula-
ção mais velha e longeva vai exigir dos governos políticas e investimentos no sistema previdenciário, movimento que já começou nos países desenvolvidos, que passam por crises econômicas e fiscais. Segundo o professor de economia e finanças da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), José Roberto Savoia, esse é um dos gargalos dos países europeus atualmente, que destinam
para a previdência de 22% a 23% de seus Produtos Internos Brutos (PIBs). O contingente de idosos na região é de 20% da população total. Além disso, no continente europeu há um número cada vez menor de jovens. A taxa de fecundidade média é de 1,5 filho por mulher. No Brasil, a taxa é de 1,8 filho. "A maior parte dos países da Europa já adotou a idade mínima de 65 anos para as pessoas
se aposentarem e, agora, caminham para estender esse limite para 67 anos", afirma. Para Savoia, a crise fiscal dos países do continente já produziu mudanças nas políticas de previdência. O premiê Silvio Berlusconi já anunciou a idade mínima de 67 anos para aposentadoria. "Esse é um caminho que outros países terão de seguir. Porque junto com a previdência aumentam os gastos públi-
cos com a saúde", afirmou. Segundo o professor da FEAUSP, o Brasil vive um bônus demográfico que deve durar mais dez anos. "Deveríamos aproveitar esse período para fazer mudanças importantes na nossa previdência e uma delas seria ter uma idade mínima para a aposentadoria. Nossa longevidade também está aumentando. Nos últimos dez anos o brasileiro ganhou três anos de vida. E qualquer mudança nessa área leva de 20 a 30 anos para gerar resultado", afirmou. Alimentos – Em um cenário de mais gastos públicos sociais, há espaço para oportunidades. Para o coordenador do núcleo Gestão em Agronegócio da Fundação Dom Cabral, Alberto Duque Portugal, os 7 bilhões de habitantes do planeta precisarão de mais alimentos e o Brasil é um dos candidatos a abastecer 50% da nova demanda. Isso se enfrentar três desafios. O primeiro deles é dar agilidade às pesquisas em biotecnologia, nanotecnologia e microeletrônica na agricultura. "Será preciso que o País avance nessas áreas para ser mais competitivo. É necessário desenvolver plantas capazes de conviver com os possíveis efeitos do aquecimento global", disse Portugal. Além disso, ele avalia que o País deve investir em logística, em ferrovias e portos para exportar alimentos. O terceiro desafio é conciliar a legislação ambiental com a produção, fatores que ainda impedem o empresário de ser inovador no País. "A crise na Europa não reduziu a demanda por alimentos. Ela deve aumentar nos próximos anos não só pelo crescimento da população, mas também pelo avanço da renda dos emergentes", afirmou Portugal.
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Leão engole R$ 1,2 trilhão dos brasileiros em impostos 2010
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O valor chegou 45 dias antes do da data de 2010. População deve cobrar uso do recurso.
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RESCISÃO INDIRETA Empresa deseja efetuar a dispensa indireta de um dos funcionários, qual o código que deverá constar na rescisão,e se terá direito a retirada de FGTS,e dos 40% sobre saldo do FGTS? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao].
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EXISTE LEGISLAÇÃO VIGENTE QUE DETERMINE A FOLHA DE PAGAMENTO QUE CONTENHAM A MATRIZ E FILIAL, DEVEM TER UM RESUMO DA FOLHA ONDE CONSTA A SOMATÓRIA DA MATRIZ E FILIAIS? Informamos que inexiste referido procedimento em legislação uma vez que a GPS deve ser elaborada por estabelecimento. O QUE SE ENTENDE COMO SALÁRIO BÁSICO? E SALÁRIO CONTRATUAL? Informamos que salário contratual é aquele acordado entre empregador e empregado quando da contratação. Já, o salário básico é o salário contratual mais os complementos que o empregado vier a receber, como por exemplo, horas extras. CONTRATAR FUNCIONÁRIOS MENORES Empresa (açougue) que paga adicional de insalubridade pode contratar funcionários menores na função de faxineiro, açougueiro, ajudante geral e balconista? Saiba mais acessando a íntegra do conteúdo no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. FUNDAMENTO JURÍDICO DAS CONTRIBUIÇÕES Qualéofundamentojurídicoreferenteàscontribuiçõespatronalassistencial econfederativa?Asuaobrigatoriedade?Saibamaisacessandoaíntegrado conteúdo no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. CÁLCULO DO ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Como é o cálculo de adicional de Periculosidade,quando se tem comissão? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao].
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painel do Impostômetro afixado na fachada do prédio da Associação Comercial de São Paulo chegou a R$ 1,2 trilhão de arrecadação, entre impostos federais, estaduais e municipais, na noite de ontem, por volta das 23 horas. A passagem da cifra ocorre 45 dias mais cedo que em 2010. A previsão da ACSP é de que até o final deste ano seja arrecado R$ 1,4 trilhão em tributos. Segundo o presidente da ASCP e da Facesp, Rogério Amato, a qualidade de vida dos brasileiros deveria seguir o crescimento da carga tributária do País. "As pessoas precisam de bons hospitais, as crianças dependem de uma boa escola para ter formação de qualidade e o transporte tem que suprir a necessidade do cidadão. Temos que saber que somos pagadores de impostos e não contribuintes, e cobrar o retorno desse dinheiro em serviços públicos eficientes", disse. De acordo com Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior e coordenador de estudos do Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a elevação no recolhimento dos impostos é impulsionada pelo crescimento da economia no País, pela formalização de negócios, diminuição da sonegação com sistemas de fiscalização e do recebimento de tributos parcelados por meio do Programa de Recuperação Fiscal (Refis). "A alta tem relação com as características do sistema tributário brasileiro. Vários tributos incidem sobre a mesma base de cálculo." O IBPT estima que a arrecadação nominal de impostos encerre o ano com crescimento de 16%. Descontada a inflação, a alta deverá chegar a 9% ao final de dezembro. "Se tivéssemos serviços públicos melhores, de transporte, hospitais, de educação, não teria problema algum. Isso traz, além de um elevadíssimo custo, a sensação de que o contribuinte está sendo ludibriado", diz Amaral. Para Marcel Solimeo, economista e superintendente do Instituto de Economia
Somos pagadores de impostos e não contribuintes, e devemos cobrar o retorno. ROGÉRIO AMATO, ACSP
A alta tem relação com as características do sistema tributário. Vários tributos incidem sobre a mesma base de cálculo. GILBERTO DO AMARAL, IBPT
Gastão Vidigal (IEGV) da ACSP, o maior problema é a forma como os recursos são aplicados pelo poder público. "As despesas continuam crescendo mais que a economia. Isso significa que você está transferindo dinheiro do setor mais eficiente, que é o privado, para setores
menos eficientes". A marca, segundo Solimeo, não representa surpresa e segue o ritmo visto durante o todo o ano. Segundo o Impostômetro, que também pode ser consultado pela internet (www.impostometro.com.br), com R$ 1,2 trilhão seria possível fornecer mais de 8,574 bilhões de bolsas família, conceder cestas básicas para toda a população brasileira por 3,763 bilhões de meses, comprar mais de 34,299 milhões de casas populares ou 44,462 milhões de carros e pagar mais de 2,202 bilhões de salários-mínimos. O portal do Impostômetro também informa a arrecadação em diferentes períodos, como ano, mês, dia, hora e minuto. Além disso, também é possível analisar a receita tributária por estado, município, por habitante e por imposto. O painel foi lançado em abril de 2005 pela Associação Comercial e Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Para manifestar opinião sobre a arrecadação dos recursos, o leitor pode acessar o site www.horadeagir.com.br e registrar seu depoimento.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 29, 30 e 31 de outubro de 2011
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ECONOMIA/LEGAIS - 17 Bens intermediários e de consumo já estão mais inflados pela inflação chinesa Julio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica
conomia
Gigante asiática cautelosa Europeus vão ao Japão passar o chapéu para sair da crise, depois de a China evitar compra de bônus.
O
diretor da Linha Europeia de Estabilidade Financeira (EFSF), Klaus Regling, irá ao Japão, após a China ter se mostrado cautelosa em comprar bônus europeus até que os líderes da Europa forneçam mais detalhes sobre seu plano para salvar a zona do euro. O Japão sempre se mostrou receptivo à compra dos bônus europeus e o ministro das Finanças japonês, Jun Azumi, disse na semana passada que seu país está pronto a comprar mais. Na quinta-feira, líderes europeus chegaram a um acordo para reduzir a dívida da Gré-
cia em 50% e expandir o poder de fogo da EFSF em quatro ou cinco vezes, o que faria com que a EFSF provesse garantias para uma soma ao redor de 1 trilhão de euros. Os líderes da União Europeia (UE) querem que essa soma, em parte, seja fornecida com dinheiro dos países que possuem muita reserva estrangeira em caixa, como a China e o Japão. "Uma Europa estável é algo do interesse do nosso país. A partir deste ponto de vista, tomaremos as medidas necessárias de um modo oportuno", disse Azumi, quando questionado em sessão parlamentar no Japão sobre uma possível con-
tribuição ao resgate europeu. Mas ele não deu detalhes sobre o que e nem quanto essa contribuição japonesa envolveria. O Japão já comprou 20% dos bônus emitidos pela EFSF nas linhas já existentes. Regling disse que a China é uma compradora regular dos bônus, mas não disse quanto. Outros países asiáticos, com exceção
do Japão, compraram outros 20% dos bônus da ESFS, criada em maio do ano passado para combater a crise da dívida soberana europeia. Regling não quis comentar ontem detalhes das suas reuniões em Pequim com funcionários do Ministério das Finanças da China ou do Banco do Povo da China, o banco
central chinês. Ele disse apenas que as reuniões foram "produtivas" e "simpáticas". Um comentário publicado ontem na agência estatal de notícias Xinhua alertou que embora a China tenha expressado boa vontade em cooperar em uma parceria "benéfica a todos", os europeus devem se preparar para fazer concessões.
"E importante que no encontro europeu (do G-20, que começa em Cannes na França, na próxima quinta-feira), os líderes da Europa levem em conta as vozes das economias emergentes, cuja notável contribuição à recuperação da economia mundial merece melhor compreensão e tratamento recíproco", diz o texto. (AE)
Ben Stansall/AFP
O 'suicídio econômico' dos britânicos
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Ontem, a ocupação de Londres continuou na Catedral de São Paulo.
Reino Unido estará cometendo um "suicídio econômico" caso se coloque à margem da formulação de políticas da União Europeia, disse ontem o vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg. O comentário de Clegg ocorre apenas alguns dias depois de mais de um quarto dos legisladores do Partido Conservador (do primeiroministro David Cameron) ter rompido com a política do governo e votado por um referendo pela retirada britânica da UE. Cameron tentou aplacar seu partido com a promessa de explorar o poder de veto da Grã-Bretanha para qualquer alteração no Tratado da UE. As mudanças no acordo podem se tornar necessárias por conta do resgate da Grécia. O Reino Unido pretende obter isenções da lei europeia de emprego.
Controle – A Alemanha levantou a possibilidade de modificações do tratado para criar um controle orçamental mais forte dos 17 países da zona do euro, e isso pode dar ao Reino Unido, que está fora da zona do euro, mais espaço para negociar concessões. Muitos britânicos estão preocupados com a possibilidade de ter de contribuir financeiramente para aliviar a crise da dívida da zona do euro e suspeitam que um superestado europeu poderá exercer um controle cada vez maior sobre suas vidas. A mais recente pesquisa Eurobarômetro da Comissão Europeia concluiu que apenas 35% dos britânicos acreditam que a adesão à UE foi benéfica. Mas Clegg, líder do Partido Liberal Democrata – membro minoritário da
coalizão governista –, disse que uma renegociação dos tratados da UE pode "abrir uma caixa de Pandora, deixando-nos paralisados por batalhas ideológicas, egocentrismo institucional e demandas especiais de cada Estado-membro". "Estas são distrações perigosas quando nossas prioridades urgentes são o restabelecimento da estabilidade e o estímulo ao crescimento", acrescentou Clegg, em uma coluna de opinião para o jornal Observer. Em uma entrevista transmitida ontem pela rede de TV BBC, Cameron disse que ele e seus parceiros próeuropeus do Partido Liberal Democrata compartilham algumas ideias sobre a Europa. "Nós não concordamos sobre todos os aspectos da política europeia, mas eles estão interessados em um
Brasil importa inflação da China
Recomposição salarial é causa
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salário na China está subindo e os custos estão aumentando, diz José Augusto de Castro, presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). "As empresas chinesas têm de repassar esses custos maiores, é possível que estejamos trazendo um pouco de inflação de lá para cá", avalia. Outro canal de transmissão do custo chinês para o Brasil são os insumos utilizados pela
País deixou de fazer exportações 'desinflacionárias' e agora envia ao exterior seu custo de produção
indústria. O empresário nacional, segundo Castro, vai decidir se repassa ou não esses custos ao consumidor. Com isso, a arquiteta Ciane Soares, 56, evita produtos "made in China". "Uma vez fui comprar cobertor e me ofereceram um da China", diz ela. "Li no jornal que a China também está em crise e isso vai afetar o Brasil. Então, comprei um nacional, um pouco mais caro, para ajudar." (AE)
M. Santoja/Pref. de Zaragoza
Carlos Barria/Reuters
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inflação no Brasil vem desacelerando em direção à meta de 4,5%, em linha com o cenário elaborado pelo Banco Central (BC). Mas isso não significa preços mais baixos. A assistente administrativa Eneide Chaves Custódio, 49 anos, vem percebendo que roupas e brinquedos importados da China estão com preços maiores na prateleira. A consumidora confirma a pressão que vem da Ásia: o Brasil está importando parte da inflação chinesa. "Com a presidente não está tão ruim, mas não é mais tão bom quanto era com o Lula", diz Eneide. "Antes, a gente sentia mais segurança", afirma. "E essa coisa do Banco Central depende mais da política do governo", acrescenta, ao ser indagada sobre o comportamento da inflação e a atuação do Banco Central. "Os brinquedos estão bem mais caros do que em qualquer época e as roupas estão custando mais também." O comportamento da economia chinesa provoca um impacto direto e outro indireto nos preços do País, conforme explica o ex-secretário de Política Econômica Julio Gomes de Almeida. De um lado, o apetite do gigante asiático por matériasprimas pressiona a cotação de produtos como cobre e trigo. Esses itens, que o Brasil precisa importar, acabam tendo valo-
certo reequilíbrio", disse o primeiro-ministro. Clegg afirmou que suas prioridades são evitar a alteração dos tratados da UE, se possível, forjar alianças com estados economicamente liberais, tanto dentro como fora da zona do euro, e liberar o comércio de serviços dentro da UE. "Ser empurrado para as margens ou recuar voluntariamente seria um suicídio econômico", definiu Clegg. "Também nos deixaria sozinhos no mundo em um momento de grande incerteza. Eurocéticos tendem a olhar ansiosamente o outro lado do Atlântico, mas os americanos estão interessados em nós, em grande parte, por causa da nossa influência junto aos nossos vizinhos", acrescentou. (Folhapress)
DESPEJO – A crise que atinge a Europa tem lances dramáticos. res elevados. Por outro, houve alta de custos de produção na China, por causa de salários maiores. E isso resulta em produtos de maior valor. "Bens intermediários e de consumo já estão um pouco mais inflados pela inflação chinesa", afirma Almeida, que atualmente preside o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). "A China deixou de fazer exportações 'desinflacionárias', como nos anos 1990 e 2000. E agora exporta inflação. Isso
vai continuar assim: o conteúdo inflacionário veio pra ficar", define o ex-secretário. Força – O principal fator de pressão sobre a inflação brasileira não é mais o preço de serviços, segundo dados compilados pelo Banco Central. O valor cobrado por serviços, tais como manutenção de automóveis e cabeleireiros, subiu 9,03% nos 12 meses encerrados em setembro. Agora, a ameaça principal está nos preços de bens não duráveis, como calçados, vestuário, utensílios e en-
feites, que registraram alta de 9,25% no mesmo período. Estes produtos, somados a bens semiduráveis – como artigos de limpeza e produtos farmacêuticos – representam 38% da composição do índice oficial de inflação do País, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As duas categorias também são as que mais reagem aos preços chineses, colocando em risco uma possível queda do custo de vida brasileiro. (AE)
Na cidade espanhola de Zaragoza, famílias que não pagam as taxas de manutenção dos cemitérios têm seus entes desalojados. Neste, aparece o aviso: jazigo vencido. FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 28 de outubro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Polares Administração e Participações Ltda. Requerido: Esbra Environmental Solutions do Brasil S/A. Rua São Tomé, 86 - Conj. 191 – Vila Olímpia - 2ª Vara de Falências. Requerente: Santana Têxtil Mato Grosso S/A. Requerido: Coconut Republic Indústria e Comércio de Roupas Ltda. Rua Miller, 535 - 1° andar - Brás - 1ª Vara de Falências.
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Um dos princípios do CDC é a boa-fé, que deve ser praticada pelos dois lados do balcão. Fábio Lopes Soares, diretor da Bureau Sapientia
conomia
A interpretação de que a lei consumerista pode ser aplicada a tudo o que envolve fornecedor e cidadão pode ser equivocada
Nem sempre o Código protege o consumidor
Q
uando há indicação de que um indivíduo furtou algo num estabelecimento varejista pode-se aplicar o Código de Defesa do Consumidor (CDC)? E se houver apenas a suposição de que ele poderia ter furtado: o fato de ter sido abordado por alguém do estabelecimento pode gerar "constrangimento" nos moldes tratados pelo CDC? Ou, numa terceira hipótese, ser acompanhado, ainda que de longe, por um segurança em razão de suas atitudes no interior da loja isso também gera constrangimento com base na lei consumerista? O termo constrangimento no CDC, conforme Fábio Lopes Soares, advogado, diretor da Bureau Sapientia e consultor em relação de consumo e ouvidoria, está relacionado à cobrança de dívidas (artigo 42). Ele acrescenta que algumas vezes se faz uma interpretação equivocada de que a lei consumerista pode ser aplicada para tudo o que envolve fornecedor e cidadão. "Um dos princípios do CDC é a boa-fé, que deve ser praticada pelos dois lados do balcão. Se um cidadão entra num estabelecimento não com a intenção de comprar e, sim, de prejudicar, e acaba cometendo um furto, ele não está agindo de boa-fé. Para essa pessoa não podemos falar na aplicação desta lei. Ela deve ser enquadrada no Código Penal, pois cometeu um ilícito." As infrações penais tratadas no CDC, do artigo 61 ao 80,
É
Vivi Andreani/LUZ
Etiquetas eletrônicas: não é errado o estabelecimento usar esse dispositivo de segurança nos produtos, o problema é não retirá-lo e causar constrangimento ao consumidor.
elencam as atitudes que se constituem crimes contra as relações de consumo praticadas por fornecedores. Não há nada que tipifique crimes cometidos por cidadãos. Quanto à abordagem ao consumidor com base em suposição de que ele poderia ter furtado, ela tem de ser discreta. "Se ficar comprovado o ato ilícito, o enquadramento é pela lei penal." Quanto à "vigia" ao cidadão que se pressupõe que poderá furtar, as empresas têm de se preocupar também, segundo Soares, que a ostensividade na segurança pode afugentar consumidores e isso não é positivo para nenhum estabelecimento. "Em razão de furtos no varejo, as empresas têm de adotar medidas de segurança, mas essas
não podem inibir o consumidor de boa fé. Lembro que o sensor de segurança, muito utilizado, é acessório à compra e não pode gerar prejuízo instantâneo ao consumidor." Alarme – Quanto aos dispositivos de segurança que soam nas barreiras instaladas nas lojas, pontua Soares, tal fato caracteriza-se vício, não constrangimento. "A situação de constrangimento estaria configurada se o consumidor comprar e pagar por um equipamento e a polícia batesse à sua porta porque o item é fruto de roubo ou furto e possui um dispositivo de segurança que possibilita que ele seja rastreado." Portanto, enfatiza o advogado, é responsabilidade de o fornecedor retirar ou desligar qualquer mecanismo de segu-
O QUE DIZ O CDC Artigo 61 Das Infrações Penais Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código, sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes. Artigo 62– (Vetado). Artigo 63 – Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade: Pena – Detenção de seis meses a dois anos e multa. § 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. § 2° Se o crime é culposo: Pena – Detenção de um a seis meses ou multa. Artigo 64 – Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena – Detenção de seis meses a dois anos e multa. Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado, imediatamente quando determinado pela autoridade competente, os produtos nocivos ou perigosos, na forma deste artigo. Artigo 65 – Executar serviço de alto grau de
Lojas perdem muito com furtos
periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente: Pena – Detenção de seis meses a dois anos e multa. Parágrafo único. As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. Artigo 66 – Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena – Detenção de três meses a um ano e multa. § 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. § 2º Se o crime é culposo; Pena – Detenção de um a seis meses ou multa. Artigo 67 – Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena – Detenção de três meses a um ano e multa. Artigo 68 – Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena – Detenção de seis meses a dois anos e multa: Artigo 69 – Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade:
Pena – Detenção de um a seis meses ou multa. Artigo 70 – Empregar na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor: Pena – Detenção de três meses a um ano e multa. Artigo 71 – Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer: Pena – Detenção de três meses a um ano e multa. Artigo 72 – Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros: Pena – Detenção de seis meses a um ano ou multa. Artigo 73 – Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena – Detenção de um a seis meses ou multa. Artigo 74 – Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo; Pena – Detenção de um a seis meses ou multa.
rança após o pagamento por parte do consumidor. Se ele foi ineficiente nessa questão, deverá arcar com as consequências. "Que fique claro que colocar dispositivo de segurança em qualquer produto não é errado. O errado é não retirá-lo, o que configura vício. Aí, o consumidor tem até cinco anos para entrar com ação solicitando indenização por dano moral pelo vício do produto vinculado à ação do alarme após o pagamento." Alguns juízes, entretanto, vêm decidindo como constrangimento ao consumidor o disparo de alarme antifurto, sob a interpretação de que configura "acusação de furto", portanto, é ofensivo e denigre a imagem de qualquer pessoa por atingir sua integridade moral.
cada vez mais perceptível a utilização de mecanismos de segurança pelo varejo em geral para inibir a prática de furtos, uma das grandes causas de prejuízos de qualquer empresa. Os números sobre esses atos ilícitos não são pequenos. O varejo brasileiro ocupa a quinta posição no ranking mundial de furtos conforme o Barômetro Global de Furtos no Varejo, pesquisa desenvolvida pelo Centre for Retail Research. Nos últimos 12 meses (até junho), o prejuízo foi de quase US$ 2,4 bilhões, ou seja, 1,69% do total das vendas. Outra pesquisa, do Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/Fia) e pela Felisoni Consultores e Associados, em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados e a Nilsen, aponta que as perdas no varejo foram de 1,77% da receita operacional das empresas em 2009 (a pesquisa de 2010 está sendo finalizada e os números ainda não foram divulgados). Furto externo e interno somaram 40,5%. Ainda sobre furtos, dado apresentado por Eduardo Santos, sênior principal da Accenture, durante o evento Brazilian Retail Week, promovido pelo Grupo Padrão e realizado na semana pas-
sada em São Paulo, mostra que, entre as perdas contabilizadas pelos empresários, os furtos interno e externo somam 35%, seguido por quebra operacional, com 33%. "É importante destacar que os furtos ocorrem em decorrência da vulnerabilidade operacional de uma empresa e não é apenas questão de segurança. É consequência de uma falha operacional; deu-se a oportunidade." Santos fez questão de enfatizar que as perdas no varejo não se limitam a furtos, quebra operacionais, erros administrativos e fraudes. Devem também ser consideradas as solicitações de consumidores para trocas e devoluções de mercadorias indevidamente. "Pesquisa nossa apontou que quase 70% dos eletrodomésticos e eletrônicos trocados não tinham nenhum vício; 5% efetivamente apresentavam defeito." Conforme Santos, o pedido de troca ou de dev o l u ç ã o re p re s e n t a a frustração de um cliente e até uma má venda. "Poderíamos reduzir entre 40% e 50% essas devoluções sem nenhum impacto negativo ao cliente. Para tanto, é imprescindível que as empresas invistam em informação sobre produtos, cuidados e uso correto."
Supermercado indeniza em R$ 8 mil cliente abordado por segurança U m supermercado de Canoas (RS) foi condenado a pagar a um consumidor indenização por dano moral no valor de R$ 8 mil em razão de uma abordagem feita por segurança, que o acusou de ter furtado um chocolate. A decisão é da 9ª Câmara Cível do Rio Grande do Sul, que confirmou a sentença e o valor indenizatório determinados pelo Tribunal da Canoas. Em sua ação, o consumidor relatou que comprou e pagou por u m c h o c o l a t e, n o va l o r d e R$ 0,61, e consumiu o item ao se
dirigir ao café no mesmo supermercado. Ao retornar ao caixa para pagar outros itens selecionados foi abordado aos gritos por um segurança, que o acusava de ter furtado o chocolate, fato presenciado por outros clientes da loja. Mesmo apresentando o tíquete de que já havia pagado pelo doce, o consumidor teve de incluir o valor do chocolate na nova compra. Em sua defesa, a empresa alegou que o segurança agiu de forma cautelosa ao falar com o cliente. Para a desembargadora Iris
Helena Medeiros Nogueira, "os estabelecimentos comerciais têm a liberdade de utilizar medidas de segurança e proteção de seu patrimônio, mas esse não é ilimitado e os excessos configuram ato ilícito, ensejando, caso presentes os demais elementos da responsabilidade civil, o dever de indenizar". No entendimento da desembargadora, o consumidor provou que "foi exposto a situação humilhante e vexatória, tendo a requerida cometido ato ilícito por abuso de direito, a teor do artigo 187 do Código Civil". Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS)
Fique por dentro
Inadimplentes terão taxas de juros de mora limitadas
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ramita pelo Senado o projeto de lei (PLS) 172/2006 – complementar, que determina limites para a cobrança de multa, juros de mora e despesas de cobrança decorrentes de pagamentos em atraso. Conforme o texto, do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), as taxas de juros de mora não poderão ser superiores a 1,2
vezes a taxa de juros praticada no próprio financiamento. Consta ainda no PLS que a taxa de juros de mora, ou o método da apuração, deverá estar determinada no contrato; que a multa por inadimplemento não poderá ser superior a 2% do valor em atraso; e deve ser discriminada todas as despesas de cobrança. A multa de 2% por inadimplência,
prevista no Código Civil e no Código de Defesa do Consumidor, fica mantida. A matéria, que estava na pauta de votação da semana passada da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), acabou sendo requisitada para exame pelo relator senador Aloysio Nunes Ferreira, que é favorável à aprovação. Fonte: Agência Senado
Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br
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19 PORTUGUESA Ãmanhã, em Criciúma (SC), clube pode ganhar primeiro título nacional. Pág. 20
sporte
PAN-AMERICANO Brasil termina em terceiro, com 48 medalhas de ouro. Pág. 21
Rahel Patrasso/Folhapress
Corinthians de Liedson sofre, mas acaba conseguindo a virada sobre o Avaí: 2 a 1, no Pacaembu. Time paulista alcança em pontos e supera em vitórias o Vasco de Juninho Pernambucano, que mesmo jogando em casa não conseguiu sair do 0 a 0 com o São Paulo
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oi chorado, suado, na raça. Mesmo jogando durante quase todo o segundo tempo com um homem a menos (o zagueiro Leandro Castán foi expulso logo no início da segunda etapa), o Corinthians conseguiu vencer o Avaí por 2 a 1, de virada, no Pacaembu, alcançou o número de pontos do Vasco (que ficou no 0 a 0 com o São Paulo, em São Januário) e reassumir a liderança do Brasileiro por ter uma vitória a mais. Debaixo de muita chuva, o time paulista sofreu um gol, marcado por Robinho, aos 12 minutos do primeiro tempo. Só conseguiu empatar aos 16 do segundo, com Emerson. E finalmente passou à frente aos 32, com Liedson, em um lance em que a bola chorou para entrar: após escanteio batido pelo lado direito, ela sobrou para Liedson, que cabeceou por cima de Felipe. O goleiro caiu para trás e tirou a bola depois que ela havia ultrapassado a linha. Agora, o Corinthians viaja até Uberlândia para enfrentar o lanterna América-MG, enquanto o Vasco joga contra o Santos na Vila Belmiro. “Eu me dedico pra caramba, estou
d e v o l t a b r i g a n d o p e l o C o r i nthians”, afirmou Emerson, o autor do primeiro gol, quase chorando, ainda no gramado do Pacaembu. Há cinco jogos fora do time, por suspensão e contusão, ele estava incomodado com a fama, para ele injusta, de “chinelinho” (jogador que faz corpo mole e simula estar contundido). O goleiro Júlio César ressaltou a determinação da equipe e a superação dos jogadores no segundo tempo. “Vamos em busca do título”, afirmou. Mas para o próximo jogo, no próximo domingo, a defesa não terá sua zaga titular: Paulo André e Leandro Castán estão suspensos. Em São Januário, no Rio, o goleiro são-paulino Dênis, substituto do contundido Rogério Ceni, foi o grande responsável pelo empate sem gols diante do Vasco. Ele fez três excelentes defesas no segundo tempo e garantiu um resultado que só foi bom para o Corinthians. Além de tirar a liderança vascaína, o empate foi péssimo para o São Paulo, que chega a oito partidas sem vencer no Brasileirão - está com 50 pontos, cada vez mais distante da briga pela vaga na Libertadores. Apenas cinco dias
após sua chegada, o técnico Emerson Leão gostou da “postura” de sua equipe: “O time correspondeu nesse aspecto. Mas falta mais velocidade ao ataque, precisa chutar mais para fazer gols”. A posição do São Paulo no Campeonato Brasileiro, com 50 pontos, a oito do líder Corinthians, é incômoda para os torcedores do clube. Ao ser indagado sobre a expectativa para a reta final da competição, Leão preferiu não fazer prognósticos. “Nosso objetivo é somar cada vez mais pontos e melhorar nosso índice, nosso rendimento.” Leão ainda se irritou ao saber das declarações do meia Cícero, que veio para o Rio com o grupo mas não foi relacionado para o banco de reservas. Antes da partida, o atleta foi até o gramado de São Januário, com uma mochila nas costas, e disse a alguns repórteres: “Já estou pronto para ir embora. Quando há justificativa para que um jogue e outro fique no banco, tudo bem. Mas agora não vi motivo para não ser relacionado.” Após o jogo, Leão respondeu: “Ele não reclamou pra mim. Quem não sabe esperar não sabe entrar. Perdeu uma oportunidade de ficar...”
Wagner Meier/Folhapress
UFA!
1º) CORINTHIANS 58 PONTOS, 17 VITÓRIAS, 14 GOLS DE SALDO 2º) VASCO 58 PONTOS, 16 VITÓRIAS, 14 GOLS DE SALDO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sábado, domingo e segunda-feira, 29, 30 e 31 de outubro de 2011
Sou feliz em campo. Prefiro jogar do que ficar treinando.” Neymar
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arte: Max
Palmeiras faz as últimas contas para não cair
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MAIS 4 PARA 100 C
om os quatro gols marcados na vitória do Santos sobre o Atlético-PR por 4 a 1, sábado, no Pacaembu, Neymar chegou a 96 desde que se profissionalizou. Isso aos 19 anos de idade. Ele estreou como profissional em um jogo contra o Oeste, em 7 de março de 2009. De lá para cá, o atacante fez 78 gols em 154 partidas pelo Santos, oito pela Seleção Brasileira, nove pela seleção sub-20 e um pela sub-17.
A marca dos 100 pode ser atingida ainda em 2011, quando o Santos fará mais seis jogos pelo Brasileiro e dois pelo Mundial de Clubes, no Japão. Para isso, basta que Neymar mantenha sua média de gols pelo Santos nesta temporada, que é de meio por partida (21 em 42 jogos). Nesse caso, só não superará a marca estabelecida por Pelé, que chegou ao gol 100 ainda aos 17 anos. Contra o Atlético-PR, Neymar fez questão de distribuir
cada um de seus gols: “Foi um para o meu filho, um para a família, outro para essa torcida maravilhosa e um para a imprensa”, brincou. “Sempre falei que eu amo jogar futebol. Dentro dessas quatro linhas, me sinto uma criança brincando com a bola. É só isso que eu faço.” A atuação de gala fez até o árbitro se render a seu talento: ao final da partida, Francisco Carlos Nascimento pediu a camisa do jogador. “Ele pediu para dar a camisa para ele, por-
que seu filho é meu fã”, contou Neymar. Mas o zagueiro Durval, outro titular santista, resolveu pegar a camisa do companheiro antes do árbitro. Diante do Atlético-PR, Neymar completou 61 jogos nesta temporada, mas não quer folga. “Eu quero jogar. Sou feliz em campo e prefiro jogar do que ficar treinando”, disse. Mesmo querendo jogar todas as partidas, Neymar já ganhou uma folga de quatro dias. Ele, inclusive, embarcou para os
Estados Unidos ainda na noite de sábado. Foi para Nova York, onde deu no domingo o pontapé inicial da partida entre o New York Red Bull, do atacante francês Henry, e o Los Angeles Galaxy, do meia inglês David Beckham, pela liga norteamericana. Neymar deve voltar ao Brasil nesta segunda, mas só vai retornar aos treinos na quinta. Ainda poderá ser relacionado para o jogo contra o Vasco, domingo, na Vila Belmiro.
Festa da Lusa pode ser amanhã A
á são sete jogos sem vitória três empates e quatro derrotas. Após perder mais uma, para o Atlético-MG, por 2 a 1, na noite de domingo, em Sete Lagoas (MG), o Palmeiras aproximou-se um pouco mais da zona de rebaixamento. Tem agora 41 pontos e está na 13ª posição. Mas, apesar de reconhecer o momento ruim, o técnico Luiz Felipe Scolari não vê chance de queda palmeirense para a Série B. “Pelos cálculos feitos, com 42 pontos ninguém desce (para a Série B)”, acredita Felipão. “Se nós não fizermos dois ou três pontos em seis jogos, é um absurdo. E vamos fazer já no próximo”, disse, ainda no vestiário da Arena do Jacaré, já projetando o compromisso de domingo, contra o Coritiba, em Barueri. Apesar da confiança na reação palmeirense, Felipão também reconheceu a má fase. Eu me sinto mal, chateado, triste. Mas quem comanda uma equipe e trabalha com um grupo tem que saber superar esses momentos difíceis”, afirmou, explicando que, nessa hora, resta apenas trabalhar e tentar corrigir os erros. Os jogadores também mostram abatimento. “É complicado um time do tamanho do Palmeiras ficar nesta situação”, afirmou o volante Chico."
Cesar Greco/Folhapress
Felipão: “Rebaixamento é difícil”
PELO BRASIL
Pela última rodada do
Grupo F da Série C, o
Léo Barrilari/AE
Portuguesa pode conquistar amanhã o primeiro título nacional de sua história, o de campeã brasileira da Série B (leia mais abaixo, na coluna Almanaque). Basta vencer o Criciúma, em Santa Catarina. Mesmo que isso não aconteça, para ser campeã, a Portuguesa só precisará empatar três dos cinco jogos que restam. Após a vitória de sexta-feira sobre a Ponte Preta por 2 a 1, no Canindé, os jogadores chegaram a dar a volta olímpica e a torcida fez festa com direito a trio-elétrico. No entanto, ainda faltam 3 pontos para a conquista se concretizar matematicamente. Apesar da derrota de sexta, a Ponte segue na vice-liderança. Com a vitória por 2 a 0 sobre o Sport, no clássico de sábado, o Náutico manteve-se na terceira colocação. O quarto é o Americana, que na terça ficou no 0 a 0, em casa, com o Criciúma. No sábado, o Vitória fez 2 a 1 no Boa, fora, e chegou ao
Joinville-SC fez 1 a 0 no Ipatinga-MG. Ambos estão classificados para a Série B em 2012. Os jogos do Grupo E, paralisados na Justiça, serão retomados a partir de quarta-feira. O Tupi-MG é o último
classificado da Série D para disputar a C em 2012: fez 4 a 1 na Anapolina na quarta, empatou (2 a 2) no domingo e agora jogará a semifinal com o Oeste-SP. Vitória de sexta sobre a Ponte Preta teve até volta olímpica no Canindé, mas faltam três pontos para o título
Na outra semi, o Santa
quinto lugar. O sexto é o Bragantino, que também no sábado ficou no 1 a 1 com o Icasa. Demais resultados: Guarani 3
Cruz-PE fez 2 a 1 no
x 0 Grêmio Barueri (na terça), Salgueiro 1 x 1 Vila Nova e Goiás 4 x 1 Duque de Caxias (na sexta), Paraná 2 x 2 São
Caetano e ABC 1 x 1 Icasa, no sábado. Amanhã também jogam São Caetano x Guarani, no ABC Paulista.
Cuiabá, fora, e já está na decisão.
Reprodução/Arquivo Celso Unzelte
almanaque
N
Celso Unzelte
Portuguesa busca seu 1º título nacional
S
e vencer o Criciúma amanhã, ou ao menos empatar três dos últimos cinco jogos, a Portuguesa será campeã brasileira da Série B, seu primeiro título nacional e o mais importante desde o Paulista de 1973, dividido com o Santos por erro do juiz Armando Marques. Na foto, o time campeão de 38 anos atrás: Cardoso, Calegari, Isidoro, Badeco, Zecão e Pescuma (em pé). Xaxá, Tatá, Cabinho, Basílio e Wilsinho (agachados).
Me crucifiquem, me crucifiquem, eu errei...” Armando Marques, árbitro da decisão do Campeonato Paulista de 1973, entre Santos e Portuguesa, logo após perceber que havia se enganado na contagem dos pênaltis e encerrando a disputa quando a Lusa ainda poderia empatar.
o dia 26 de agosto de 1973, Santos e Portuguesa decidiram o título paulista em um único jogo, no Morumbi. Após o 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, o Santos abriu 2 a 0 nos pênaltis. Como faltavam duas cobranças para cada lado, a Lusa poderia ter chegado ao empate, mas o árbitro Armando Marques errou as contas e deu a disputa por encerrada. No dia seguinte, a Federação Paulista de Futebol teve de dividir o título. De lá para cá, a Portuguesa decidiu o Brasileiro de 1996 (perdeu a final para o Grêmio, por 2 a 0) e foi campeã da segunda divisão paulista (Série A-2) em 2007.
3
i vezes a Portuguesa fo campeã paulista: em la 1935 e 1936, ambas pe Associação Paulista de ia Esportes Atléticos (hav outro campeonato, mais e forte, da Liga Paulista), ulo em 1973, dividindo o tít com o Santos. Também ganhou dois Rio-São . Paulo, em 1952 e 1955
CURTAS
A coluna registra a morte
do ex-ponta-esquerda João Malmann, o Parobé, aos 73 anos, em Alvorada (RS), no dia 18 de outubro. Parobé formou o ataque
da seleção das Forças Armadas campeã sulamericana em 1959 com Bataglia, Parada, Célio e Pelé. Depois, jogou no Corinthians e no Inter.
sábado, domingo e segunda-feira, 29, 30 e 31 de outubro de 2011
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
21 Hoje, os coletores de lixo é que ganharam o ouro.” Solonei da Silva, campeão da maratona
sporte
Daniel Marenco/Folhapress
Vitória de Solonei da Silva na maratona fez o Brasil fechar o Pan de Guadalajara com 48 ouros, apenas quatro a menos que no Rio-2007; campanha ainda assegurou a presença de mais 23 atletas em Londres-2012
COMO SE FOSSE EM CASA P
ouco conhecido dos torcedores brasileiros, Solonei da Silva foi o grande nome do Brasil no último dia dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, ao vencer a maratona e garantir a 48ª medalha de ouro para o País, que pelo segundo Pan seguido terminou em terceiro lugar no quadro de medalhas. A campanha de 141 pódios (foram ainda 35 pratas e 58 bronzes) foi pouca coisa inferior à do Rio-2007, quando o Brasil encerrou o Pan em casa com 157 medalhas (52 de ouro, 40 de prata e 65 de bronze) e bem melhor que em Santo Domingo-2003, com 123 medalhas (29 de ouro, 40 de prata e 54 de bronze). Para os dirigentes, um sinal de que o Brasil deu mais um passo no sonho de se tornar potência olímpica. “O resultado em Guadalajara demonstra a evolução permanente do esporte olímpico brasileiro e reflete nossos investimentos crescentes em estrutura”, disse o presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman. Além das medalhas, o Pan serviu para garantir a vaga de mais 23 atletas nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e para apresentar ao torcedor figuras como Solonei, um magrelo de 29 anos que só virou corredor profissional há dois. No Rio2007, quando Franck Caldeira ganhou a maratona, ele corria era atrás do caminhão de lixo, em Penápolis (SP). “Se alguém me dissesse, há quatro anos, que eu seria campeão pan-americano, diria que essa pessoa estava louca. Bem louca. Mas tive a chance e fui atrás”, contou o agora campeão pan-americano, símbolo de como o esporte pode mudar a vida das pessoas. “Antes eu era acomodado, mas o atletismo abriu a minha mente. Todo mundo sabe de onde eu vim e tenho orgulho de ter sido lixeiro, mas hoje eu sou campeão.”
Henry Romero/Reuters
O FUTURO – Liderada por Bruno e pelo veterano Gustavo, a seleção masculina de vôlei formada apenas por novatos conquistou a medalha de ouro, de forma invicta, após uma brilhante vitória por 3 a 1 sobre Cuba, parciais de 25/11, 24/26, 25/18 e 25/19. “Temos um projeto vitorioso, cheio de jogadores capazes de atuar em nível internacional”, disse o técnico Rubinho, que comandou o time enquanto Bernardinho treina com o time principal para a Copa do Mundo, que dá vaga na Olimpíada de Londres-2012. Luiz Pires/Vipcomm
O “BORRADO” – Felipe Kitadai conquistou a sexta medalha de ouro para o Brasil no judô, no sábado, e mais difícil que vencer os adversários foi superar o constrangimento: em sua luta nas semifinais, diante do norte-americano Aaron Kunihiro, ele exagerou na força e acabou fazendo cocô no próprio quimono, deixando uma mancha marrom na parte traseira. “Mostrei que estava bem concentrado e consegui ganhar apesar do incidente”, disse o atleta, que precisou lutar a final com uma calça emprestada pela amiga Sarah Menezes, bronze na categoria até 48 kg.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
22 -.ESPORTE
sábado, domingo e segunda-feira, 29, 30 e 31 de outubro de 2011
FIM DE JOGO
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PC Gusmão é demitido do Sport após derrota para o Náutico por 2 a 0
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Argentina convoca Guiñazu para enfrentar Bolívia pelas Eliminatórias
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Campeã da Final da WTA, checa Petra Kvitova fatura US$ 1,75 mi e vira nº 2
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Vídeo em destaque - CR7 apresenta o novo PES 2012 - www.dcomercio.com.br www.dcomercio.com.br/esporte/
O NOVO MARAJÁ DAS ÍNDIAS EX-ÍDOLO
Altar Hussain/Reuters
Neco Varella/AE
Os gremistas não perdoam o antigo ídolo: a volta de
Ronaldinho Gaúcho ao Olímpico, pela primeira vez desde que preferiu o Flamengo ao Grêmio no começo da temporada, foi marcada por uma chuva de moedas na chegada e, durante o jogo, por múltiplas vaias e ofensas nas faixas espalhadas pelas arquibancadas. O locutor do Olímpico anunciou o camisa 10 do Fla como "Pilantra", repetindo o que diziam centenas de faixas. A bronca dos 40 mil indignados torcedores acabou em festa: apesar de sair perdendo por 2 a 0, o Grêmio virou o placar para 4 a 2. Domingo, 30
SEM MUDANÇA DE NOME
Brasilienses querem Estádio Mané Garrincha
A
população de Brasília está se articulando para impedir que o estádio da cidade, reconstruído para a Copa do Mundo de 2014, mude de nome, deixando de homenagear Mané Garrincha. "O Estádio Nacional de Brasília é o nome oficial, já que representa e identifica a capital federal no País e no mundo", pretende Cláudio Monteiro, secretário executivo do Comitê Organizador local. "É muito
triste ver mais uma vez comprovado que o Brasil é um país sem memória", lamenta Elza Soares, viúva do ídolo morto em 1983. Para impedir a mudança do nome, pesquisadores e professores do Distrito Federal criaram o movimento Fica, Mané Garrincha e pretendem agitar os debates sobre a organização da Copa do Mundo na cidade. Domingo, 30
LUIZ MENDES Celso Pupo/Folhapress
Morre o comentarista da palavra fácil
M
orre, no Rio, o radialista Luiz Mendes, que tinha 87 anos. Torcedor do Grêmio e do Botafogo e ícone do jornalismo esportivo , o gaúcho de Palmeira das Missões construiu uma carreira de mais de 60 anos no rádio e na TV e era conhecido pela simplicidade no jeito de falar e pela delicadeza em seus comentários, nos quais sempre procurava uma palavra sutil para criticar um jogador. "O comentarista da palavra fácil" participou das coberturas das edições da Copa do Mundo de 1950, no Brasil, a 1998, na França.
Nas edições de 2002 a 2010, já debilitado por uma diabetes e pela idade avançada, fez suas análises do Brasil. Luiz Mendes trabalhou até o fim da vida na Rádio Globo e morreu de complicações de uma leucemia linfocítica crônica, segundo informou a assessoria do Hospital São Lucas, em Copacabana, na zona sul do Rio, onde estava internado desde 18 de outubro. Deixa viúva a atriz e radialista Daisy Lúcidi, com quem viveu por 64 anos, e um filho, que lhe deu netos e uma bisneta.
A Fórmula de um homem só Vettel consegue feito inédito no primeiro GP da Índia: pole, vitória de ponta a ponta e melhor volta
O
ano de 2011 ficará marcado na história da Fórmula 1 pelos números impressionantes de Sebastian Vettel. Neste domingo, no GP da Índia, o bicampeão acrescentou mais duas marcas à lista, ao vencer a prova de estreia no país de ponta a ponta. Primeiro, passou Nigel Mansell como o piloto a liderar mais voltas numa só temporada, 711 a 692, marca do inglês em 1992, e ainda anotou seu primeiro "Grand Chelem", nome dado ao feito de quem larga na pole, lidera absolutamente todas as voltas, mesmo quando vai para os boxes, e ainda faz a melhor volta. “Motivação não é problema. A pena é que só faltam duas corridas para o fim do campeonato. Se dependesse de mim a, gente
continuaria competindo. Eu amo o que faço e realmente não queria que este ano acabasse”, admitiu o alemão, que ainda tem mais duas marcas na mira para as duas corridas que ainda restam, em Abu Dabi, daqui a duas semanas, e no Brasil, no dia 27 de novembro: poles no mesmo ano (tem 13, contra 14 de Mansell em 1992) e vitórias no mesmo ano (tem 11 e pode igualar as 13 de Michael Schumacher em 2004). Vettel ainda teve tempo de lembrar os dois colegas mortos nas últimas duas semanas em acidentes: Dan Wheldon, da Fórmula Indy, e Marco Simoncelli, da MotoGP. “A gente sempre reza para que nada aconteça, mas essas coisas nos fazem lembrar que sempre corremos riscos”, afirmou o alemão. PELO MUNDO
LIGA DOS CAMPEÕES
Acabou a festa do Levante
Alessandro Garofalo/Reuters
como líder do Espanhol: o time perdeu por 2 a 0 para o Osasuna e caiu para terceiro, com 23 pontos, contra 25 do Real, que venceu a Real Sociedad
Quinta-feira, 27
por 1 a 0, e 24 do
PROPAGANDA ENGANOSA
Barcelona, que fez 5 a 0
Reprodução - R7
no Mallorca, com três gols de Messi. No Italiano, a Udinese
venceu Palermo por 1 a 0 e a Lazio fez 3 a 0 no Cagliari. Ambos tem 18
Gêmeas processam casa de prostituição
A
s gêmeas brasileiras Bia e Branca Feres, medalhistas de bronze do nado sincronizado em equipe no Pan do Rio, acionam advogado para tomar medidas contra a casa de prostituição de Guadalajara que usou uma foto das duas para promover seus espetáculos e chamar clientes durante o Pan do México. As gêmeas tomaram a decisão após o portal R7, da Rede Record,
divulgar o 'folheto promocional' do Galeón Night Club que mostra a imagem de um ensaio fotográfico em que elas aparecem de costas, abraçadas, com biquíni amarelo. Embora as duas não tenham ido ao México, o COB solicitou ao Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara medidas contra a utilização de sua imagem pela casa de prostituição. Sexta-feira, 28
Maicon desfalca a Inter
A
um ponto da faixa de rebaixamento no Campeonato Italiano, a Internazionale teve um prejuízo adicional na derrota de sábado, em Milão, para a líder Juventus por 2 a 1: o brasileiro Maicon sofreu um estiramento na coxa esquerda e deve desfalcar o time por um mês. Pela Liga dos Campeões, a Inter, líder do grupo B, receberá o lanterninha Lille na quarta-feira. É um dos 16 jogos da quarta rodada da fase de grupos marcados para amanhã e quarta-feira. Os dois principais jogos da rodada valem a
liderança dos grupos: amanhã, Arsenal x Olympique, pelo grupo F; na quarta, Bayern de Munique x Napoli, pelo grupo A. Os demais jogos da rodada serão Villarreal x Manchester City - Grupo A; Trabzonspor x CSKA Moscou - Grupo B; Manchester United x Otelul Galati e Benfica e Basel - Grupo C;Lyon x Real Madrid e Ajax x Dínamo Zagreb - Grupo D; Valencia x Bayer Leverkusen e Genk x Chelsea Grupo E; Borussia Dortmund x Olympiacos Grupo F; Zenit x Shakhtar Donetsk e Apoel x Porto - Grupo G; BATE Borisov x Milan e Viktoria Plzen x Barcelona - Grupo H.
pontos, um a menos que a líder. Juventus. O Milan venceu a Roma por 3 a 2 e já está em quarto, com 17. O Arsenal bateu o Chelsea
por 5 a 3 no principal jogo do Inglês. Já o líder Manchester City venceu a nona em dez jogos: 3 a 1 sobre o Wolverhampton.