Skip to main content

DC 31/08/2012

Page 1

Independência ou vergonha Caderno de Cultura

Política, págs. 5 e 6

Já é 07/09

Marco a ser festejado como 7 de Setembro: o princípio de que a corrupção política, quando escrachada, acaba em pizza, foi derrubado na 1ª parte do julgamento do Mensalão. O exemplo da mudança é o deputado João Paulo Cunha, do PT: ele vai abandonar a campanha para prefeito de Osasco sob o peso de 9 condenações a 2.

Marcos Bezerra/Futurapress/AE

Tasso Marcelo/AE-02/06/2011

Dida Sampaio/AE

Uma grande festa, com música, dança e a encenação do Grito da Independência marcará o início da Semana da Pátria. Vai ser domingo, no Museu do Ipiranga, no Auto da Independência. E olha só quem interpretará Maria Leopoldina (Deborah Secco, à esq.). Murilo Rosa fará D. Pedro I.

Conclusão: 23h55

Ano 87 - Nº 23.700

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O STF proclama com o Mensalão: Justiça ou impunidade!

d

cultura

Página 4 Divulgação

Relator 9 x 2 Revisor

Ícones da cultura pop dão o ar da graça

O relato de Joaquim Barbosa (acima) foi seguido pela maioria no STF. Já a revisão de Lewandowski só teve a adesão de Toffoli – ambos ligados ao PT.

Sérgio Guerini/Divulgação

Divulgação

A ministra Rosa Weber suspendeu a cobrança de Collor ao tempo gasto pelo procurador Roberto Gurgel na Operação Vegas. Pág. 6

José Cruz/ABr

Ação de Collor contra inércia do PGR fica... inerte.

Raul Seixas no DVD O início, o fim e o meio e Bob Dylan, que acaba de lançar vídeo (veja em www.dcomercio.com.br), em romance de VilaMatas. Ainda tem dança, música, Roda do Vinho...

PÁGINA 3

Rosenfield: STF mostra que o crime não será mais tolerado.

Neil Ferreira: Saiu uma zebraça no Mensalão.

Paulo Pampolin/Hype

Obras da artista plástica Lygia Clark no Itaú Cultural. A partir de amanhã. Grátis.

Fé e tragédias nas festas do folclore

A tocante amizade entre um tetraplégico e um ex-presidiário em Os Intocáveis. Hoje, nos cinemas.

Divulgação

A Goiás Velho dos vilaboenses

Vítimas desconhecidas do incêndio do Joelma são cultuadas na Vila Alpina. Padre Carlos (foto) contou 2 mil pessoas na Festa do Divino na Igreja Matriz da Freguesia do Ó. Pág. 10.

Arquitetura e tradição na terra de Cora Coralina. Boa Viagem. Pág. 24 Aline Arruda/Divulgação

ISSN 1679-2688

23700

A1 Sport. Pisa que ele gosta. O pequeno Audi aceita o papel de 'pacato', mas se revela quando o motorista pisa mais fundo. Pág. 23

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ministros e políticos só abrem a boca para dizer que falta dinheiro, que precisam de recursos...

pinião

José Márcio Mendonça

EYMAR MASCARO

SE TEM PADRINHO,

NÃO MORRE PAGÃO.

Luiz Prado/Luz

A

Painel da Associação Comercial no dia 29 de agosto: atingindo a marca de R$ 1 trilhão em impostos arrecadados.

Muita arrecadação, pouca eficiência.

A

arrecadação tributária do governo federal caiu dois meses seguidos, junho e julho, em termos nominais, na comparação com os mesmos meses do ano passado. O Tesouro Nacional já não espera mais atingir a receita prevista para este ano. Até o prometido superávit fiscal (economia para pagar juros) de 3,1% parece comprometido, sozinho, sem mágicas. O mesmo buraco está se dando nos cofres estaduais e municipais, consequência natural do ritmo pouco animado da economia brasileira. Isto não quer dizer, no entanto, que o governo está deixando de extrair mais recursos da sociedade para cobrir seus negócios; não significa que ele está ficando mais pobre. Está apenas ficando mais rico em dose menor, isto é, arrecadando um pouco menos do que o previsto. Em termos reais (ou seja, descontada a inflação), de janeiro a julho de 2012 a Receita Federal embolsou 2% a mais do que havia embolsado no primeiro semestre de 2011. Esse número é quase o triplo do crescimento do PIB do semestre, a ser anunciado oficialmente hoje pelo BNDES, na casa dos 0,7%, se não um pouco menos. Está aí, à vista de todo mundo, no centro de São Paulo,na rua Boa Vista, no prédio da Associação Comercial, girando segundo a segundo, a personificação desse furor arrecadatório dos governos – federal, estaduais e municipais – que cresce tanto na alegria quanto na tristeza: o Impostômetro. Ontem, por volta de quatro e meia da tarde, o painel cravava que a receita da União, es-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA tados e municípios ultrapassou a barreira do R$ 1 trilhão. No ano passado, o trilhão chegou 15 dias depois, o que mostra um ritmo cada vez mais alucinante de arrecadação de impostos no Brasil.

P

orém, ao mesmo tempo, o governo se diz cada vez mais sem dinheiro, cada vez mais sem condições de cumprir suas obrigações ou de atender aos pedidos que recebe. Sem entrar no mérito de algumas propostas ou reivindicações, a falta de dinheiro é alegada, por exemplo: 1. Para não atender a pedidos de aumentos dos servidores públicos. Não se alega abertamente que elas não são razoáveis (apenas em alguns casos). O argumento é que os cofres públicos não suportam tais pedidos; 2. Para pressionar o Congresso Nacional a não votar o projeto que obriga o governo a

aplicar 10% da receita de impostos na área da educação, uma das chamadas vergonhas nacionais. Hoje esses recursos estão em torno de 6%; 3. Para não aceitar o aumento dos recursos para a saúde, outra tristeza tupiniquim, estabelecido pelo Congresso na regulamentação da Emenda Constitucional nº 29. Pela mesma e puríssima razão – e não por nenhuma outra – é que a presidente Dilma Rousseff, contrariando sua natureza mais profunda, e passando por cima do caráter político-ideológico do partido ao qual está filiada e é o mais sustentáculo de seu governo, acaba de anunciar um ambiciosíssimo plano de privatização de rodovias e ferrovias, um negócio de R$ 133 bilhões. E prepara algo parecido para breve nas áreas de portos e aeroportos. É necessário? É esta a saída? Sem dúvida. Mas só veio

Países com nível de impostos muito menores do que o Brasil, em estágio de desenvolvimento parecido com o nosso, têm carências de serviços públicos bem abaixo das nossas.

porque se chegou ao limite entre a necessidade de tirar a economia brasileira das portas de uma estagnação prolongada e a falta de dinheiro para fazer tudo de moto próprio. Tanto que os atuais donos do poder demoraram dez anos para entrar nesse jogo, depois de duas ações "“envergonhadas" – a privatização de algumas rodovias sob Lula e de três aeroportos com Dilma. E tão "ressabiadas" que estão dando problemas. Agora, vai se apelar para quem sabe fazer, o que já deveria ter ocorrido tempos atrás.

A

razão pela qual o governo quanto mais arrecada menos não tem como fazer é simples e direta: ele gasta muito mal o dinheiro que a sociedade bota em suas mãos. Países com nível de impostos muito menores, em estágio de desenvolvimento parecido com o nosso, têm carências de serviços públicos bem menores em relação às nossas. E, pelo que se sente, ainda vamos pagar muito pelo pior. Apenas esporadicamente, e somente como referência palanqueira, se ouve nesse mundo referências a coisas como "eficiência". Pior que não se vê nenhum projeto em andamento de corte de gastos. Ministros e políticos só abrem a boca para dizer que falta dinheiro, que precisam de recursos... Não vai demorar muito para que o painel do Impostômetro necessite ser ampliado para dar espaço a números cada vez maiores. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

influência de Lula na campanha eleitoral em São Paulo, na primeira semana de exibição dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, na televisão, deixa o ninho dos tucanos em reboliço, como revelam duas pesquisas divulgadas há pouco, Datafolha e Vox-Populi: ambos os levantamentos apontam os mesmos índices de preferência para os candidatos. Celso Russomano, do PRB, agora mantém a liderança isolada, com 31% de intenção de voto e, José Serra, que tinha 27% no Datafolha, na pesquisa anterior, caiu para 22%, enquanto o petista Fernando Haddad cresceu 6 pontos e chega a 14%. Haddad, no entanto, vai precisar tirar votos de Russomano se quiser alcançar Serra e alimentar o sonho de chegar ao 2º turno. O que mais chama a atenção nas pesquisas é o desempenho de Russomano, que conseguiu sustentar os 31% obtidos em levantamentos anteriores. Ele está conseguindo liderar a corrida eleitoral graças à performance no eleitorado da periferia que sempre foi mais fiel ao PT. Curiosamente, Haddad cresceu enquanto Serra caiu, supondo-se que os votos conquistados pelo petista migraram do candidato tucano após o início da campanha na televisão.

P

elas pesquisas divulgadas, a diferença favorável a Serra em relação a Haddad é de 8 pontos. Recorde-se que há cerca de dois meses Serra tinha 30% de intenção de votos no Datafolha, contra apenas 3% do candidato do PT. Na primeira semana de campanha na televisão Lula está conseguindo repetir com Haddad o sucesso alcançado quando lançou a candidatura presidencial da desconhecida Dilma Rousseff – que iniciou a campanha com traço no Ibope – enquanto o adversário José Serra liderava as pesquisas com folga.

Os resultados das pesquisas Datafolha e Vox-Populi, no entanto, estão longe de ser definitivos. Serra, por exemplo, além de ser um político de prestígio estadual e nacional, é candidato de um dos principais partidos, o PSDB, que governa o estado e já administrou o País por 8 anos com Fernando Henrique Cardoso. Nenhum instituto de pesquisa pode, por enquanto, garantir quais candidatos decidirão a eleição no 2º turno. Se a eleição fosse hoje, seriam Serra e Celso Russomano e o petista ficaria fora. Além da campanha na televisão e dos comícios em palanques, os candidatos vão participar de debates, também na tevê, que Marcos Lopes

Russomano na liderança devem influir na hora do voto. Dos três candidatos que estão na frente, Serra é o mais experiente em debates, porque já participou de muitos antes de ser deputado, senador, ministro, prefeito e governador. Sua carreira política começou quando jovem e se elegeu presidente da UNE. Celso Russomano se elegeu deputado e fez carreira defendendo o consumidor, ao passo que Fernando Haddad está dando agora os primeiros passos numa campanha eleitoral, sendo o que mais precisa de um padrinho político. Por enquanto, o candidato petista está protegido por Lula, mas deve explorar também a imagem da presidente Dilma Rousseff. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 , Fax 3180-3355 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela Oesp Gráfica.

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

o

3

AÇÃO DO SUPREMO SINALIZA QUE COMPORTAMENTOS CRIMINOSOS NÃO SERÃO TOLERADOS.

pinião

Resgate das instituições

O

andamento do julgamento do mensalão está sinalizando para uma condenação dos réus envolvidos, embora muitos deles não estejam ainda sendo julgados. Pode perfeitamente ocorrer a absolvição de algum réu, mas isto não altera a questão essencial, a de que o Supremo está apresentando à nação um exemplo de que comportamentos criminosos não serão tolerados. João Paulo Cunha, Henrique Pizzolato, Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach já estão matematicamente condenados. A maioria dos ministros assim o decidiu. Atuam como magistrados de uma Corte independente que não se submete a nenhuma injunção partidária. Seguindo ainda o voto do ministro Cezar Peluso, já propondo uma dosimetria da pena, coloca-se uma questão ainda mais relevante, a de que os réus condenados provavelmente irão para a prisão. Tratase de uma grande novidade, não apenas jurídica, mas principalmente política, colocando o país rumo à moralização da vida pública, embora esse caminho ainda esteja cheio de percalços. As vias da ética são frequentemente tortuosas. Tomemos o caso de João Paulo Cunha. Trata-se de importante membro do PT, tendo exercido o cargo de presidente da Câmara dos Deputados, segundo na linha sucessória, logo após o de vice-presidente da República. Logo, não se trata de um personagem qualquer, mas de alguém que já exerceu um dos maiores cargos da República. Ou seja, a sua condenação mostrará para toda a nação que figuras importantes não se encontram fora do alcance da lei, estando a ela submetidos. Os cidadãos comuns podem, portanto, se reconhecer nesse julgamento do Supremo, em um processo que poderíamos perfeitamente chamar de reconhecimento deles em suas próprias instituições. Quisera aqui ressaltar o valor simbólico do que está acontecendo, pois o Brasil acostumou-

se por demais com investigações e julgamentos de políticos acabando em pizza, como se a impunidade fosse a regra. Como muito bem disse a ministra Carmen Lúcia, a impunidade tanto se tornou a regra que a mulher do deputado João Paulo Cunha foi ela mesma buscar recursos escusos, R$ 50.000, no Banco Rural. Como tantos infratores e criminosos de nossa história recente, o medo da punição nem fazia parte do seu horizonte. Muito foi discutido recentemente sobre se o STF deveria julgar ou não conforme a opinião pública, com alguns ministros procurando sustentar a sua posição a partir de uma suposta independência em relação a ela. Neste sentido, conviria fazer uma distinção entre uma consonância formal e uma material do Supremo em relação à opinião pública.

DENIS ROSENFIELD

A

consonância formal r es i di ri a em que os envolvidos em atos criminosos, os réus do mensalão, devem ser condenados por desvio de recursos públicos, por apropriação partidária do aparelho do Estado e, em linguagem jurídica, por peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, além de organização de quadrilha. Condenação deve haver, pois a nação não pode mais conviver com a impunidade e com o descaso das instituições. O País não pode mais conviver com o descrédito ao qual é lançada a democracia. O povo brasileiro exige, simplesmente, justiça, igualmente válida para todos. Não há cidadãos acima da lei. A consonância material diz respeito à condenação indi-

Julgamentos públicos são uma conquista da nossa democracia, fazendo com que a lei funcione graças aos cidadãos atentos.

vidualizada dos réus, onde, evidentemente, entram em linha de consideração a responsabilidade individual e as provas envolvendo cada um. Ou seja, a consonância aqui apresentada não concerne ao que, a cada momento, a opinião pública pensa de tal ou qual réu. As opiniões quanto aos casos singulares são oscilantes, mudando, muitas vezes, ao sabor das circunstâncias. Os juízes, então, não podem evidentemente seguir essas oscilações. Formalmente, a opinião exige que a justiça seja feita, que a moralidade pública seja observada, que os recursos públicos sejam empregados, por exemplo, em saúde, educação, previdência e obras públicas em geral. Materialmente, os juízos podem divergir no que diz respeito ao envolvimento de cada um dos réus nesse grande esquema de desvio de recursos públicos e de enfraquecimento das instituições d e m o c r á t icas que se convencionou chamar de mensalão. O ministro Luiz Fux, em uma formulação extremamente feliz, bem colocou essa questão ao dizer em seu voto que para além da dignidade do réu deveria valer principalmente a dignidade do povo brasileiro. Se recursos públicos são desviados, se a corrupção e a impunidade são a regra, quem perde com isto é o conjunto dos cidadãos. Se os recursos que deveriam ser destinados ao bem coletivo são apropriados particularmente, é a própria noção de

justiça que é posta em causa. Por último, convém frisar que as indicações da presidente da República, ao nomear Luiz Fux e Rosa Weber para o Supremo, não se traduziram, nos casos em pauta, por qualquer tolerância com figuras importantes do governo anterior. O temor por um voto partidário não se realizou, com os ministros atuando segundo a liturgia própria ao cargo.

N

os últimos anos, acostumamo-nos, por demasiado, a considerar que as indicações dos governos petistas se traduziriam por votos petistas na Suprema Corte. Embora não se possa descartar essa hipótese em alguns casos, os ministros do Supremo devem apresentar argumentos, fazer valer as suas respectivas posições, não havendo a possibilidade de declarações meramente arbitrárias. Um dos grandes ganhos das transmissões televisivas reside, precisamente, em que todos os ministros são, por assim dizer, expostos à nação, que os observa e julga. Julgamentos públicos são uma das maiores conquistas da democracia brasileira atual, fazendo com que a lei funcione publicamente graças aos cidadãos atentos ao que lá está acontecendo. Tentações partidárias, se existentes, devem, também elas, ser apresentadas argumentativamente. DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE

FILOSOFIA NA UFRS

AGORA DIGO EU: DEU ZEBRA! Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

M

ensaleiros levam sova histórica e tremem na base; acho que Dirceu O Inocente ronda a Embaixada de Cuba. João Paulo Cunha, deputado corrupto do PT, toma goleada de 9x2. Para mim, deu uma zebrona. Lá na minha Cerqueira Cezar, pobre de temas locais espetaculares, rica de tias velhas cheias de sabedoria, como eram as irmãs mais velhas do meu pai, havia um indesmentido postulado de sabedoria popular que afirmava: "De urna e cabeça de juiz, nunca se sabe o que vai sair". Desta vez saiu uma zebraça. Zebra, além do bicho listrado, é o que saiu das cabeças dos Ministros do STF, dando a um time modesto, que tinha como capital apenas a maior torcida do Brasil, a oportunidade de ganhar de maneira inesperada, e de goleada, de um time grande, rico, recheado de supostos craques e que, suspeitava-se, teria a maioria dos juízes e bandeirinhas nas algibeiras. Só como exemplo de como a coisa pintava ser afradescendenta, um atacante deles, em completo impedimento, entrou livre na área e marcou um gol totalmente irregular. Os bandeirinhas olharam de lado e o gol valeu, foi o segundo

que eles marcaram – e parou aí, thanks God. Thanks God nada, thanks Juízes cheios de saber jurídico e de olho nas Tábuas e Letras da Lei. Danou-se a Mensaleirada como eu não esperava, como ninguém esperava. Tenho certeza de Ministros do STF no julgamento do Mensalão: goleada histórica. que o que veio surpreendeu a torcida toda nas té as escolas públicas Leitores e amigos arquibancadas, numeradas, que ensinam com se admiraram da minha numeradas cobertas e base no livro "Nós pesca us capacidade de voyeur do camarotes. Na geralzona, a peixe", introduzido sob o futuro próximo e com torcida do "país dos mais de patrocínio do brimo Haddad, a desconfiança de que 80%" nem sabia que estava "u mió Ministro da iríamos tomar uma lavada. havendo jogo, pensava que já Hinducassão que eçepaíz já Não tomamos; demos. tinha vencido a peleja teve", conforme afirmação Com a fama subindo-me "ontem". Não tomaram tento do nosso maior especialista à cabeça, depois de ler nem com o foguetório soltado em Educação, PhD pela entrevistas das Excelências na confirmação da derrota. Universidade do ABC, são naquele "patois" que só eles 9x2 como eu havia capazes de resolver esta mesmos entendem, sem previsto pra eles, como não questão de Matemática que os jornalistas se dessem foi; e não pra nós, como Pura: "Onze, que é a soma ao trabalho de traduzi-las foi. Nunca um erro tão crasso total dos Ministros, menos em benefício dos pobres de me deixou tão feliz. oito nomeados pelo espírito como este locutor Eu fazia uma conta Personal Creator e por sua que vos fala, mudei minha paranoica mas com cria, a Estaferma, são três". conta de 8x3 para 9x2 certa lógica. O Personal Donde, este trouxa pros Mensaleiros. Acertei Creator da Estaferma aqui, arvorando-se dotado na mosca na contagem, nomeou seis Capas Pretas; de sabença em Física errei as moscas. Como se a Estaferma, cria Quântica, Direito Penal e sabe, chutei 9x2 pra eles; indiscutível do Personal Cabeças de Juízes, escreveu como se sabe, deu 9x2 Creator, nomeou mais váriasvezes neste espaço: pra nós. Se eu treinar mais e dois, o que soma oito. 8 x 3 pros Mensaleiros. melhorar a pontaria, como

A

NEIL de alma lavada

FERREIRA faz Rogério Ceni para mandar as cobranças das faltas diretas ao gol, espero acertar na contagem de novo, mas do lado certo. A ver. Meus amigos e demais torcedores do mesmo time, otimistas, preveem um dominó –- caiu João Paulo Cunha, um vai derrubando o outro, até que caiam todos, inclusive Delúbio, Genoíno e Dirceu O Inocente. Data Venia e com o devido respeito a Vossas Excelências, duvido e tenho minhas razões, espero que errando de novo.

P

ensando o impensável, como fazem os pesquisadores , diuturnamente , chuto a Teoria do Boi de Piranha: e se o Deputado Corrupto João Paulo Cunha foi apenas o boi jogado ao rio repleto de piranhas (nós), para que o devorássemos mais à jusante, para que toda a boiada passasse ilesa mais à montante? Absurdo ? Tomara. Mas não mais absurdo do que, a meu ver, esses 9x2. "De urna e

cabeça de juiz..." etc etc. Ficou mais do que provado que o Mensalão existe, ao contrário do que alguém falou ao New York Times; os Mensaleiros podem pegar cana; "Caixa Dois" não é mais "só" crime eleitoral, pois não importa para aonde vai grana suja, importa de onde veio. O corolário: nem os mais poderosos podem fazer tudo o que quiserem. Dirceu O Inocente deve estar suando frio, eu estaria se fosse ele, mesmo sendo apenas o "Capitão do Time". A lavagem da imundície não chegará ao Presidente do Clube, aquele que segundo Dirceu O Inocente "sabia de tudo que eu fazia". Um passo está sendo dado. Um pequeno passo para a humanidade, um grande passo para o Brasil. Há STF no fim do túnel. Acendeu-se uma luz, é certo. Mas por mais veloz que a luz seja, a escuridão sempre chega antes. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4

GibaUm

3 Para irritar Marta Suplicy, 3 MAIS: é um miniposter onde que não quer subir num palanque a seu lado, Paulo Maluf prepara especial material de campanha.

gibaum@gibaum.com.br

k Minha mãe sempre dizia: “Os humildes conquistarão a terra. Foto: Divulgação

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CELSO RUSSOMANO // candidato a prefeito (PRB) de São Paulo, diante de sua posição nas pesquisas.

ele aparece cercado por Lula, Dilma e a senadora, mais a frase "Todos juntos com Fernando Haddad".

Canil sem licença José Dirceu deixou seu cachorro Nego para Dilma Rousseff, que se afeiçoou ao labrador. Agora, mandou construir um canil para o animal nos jardins do Alvorada, sem permissão do Iphan (o Palácio é tombado). Ela gosta de passear com Nego de manhã, só que os seguranças tinham de ir buscálo na Granja do Torto, distante 17 quilômetros. Demorava muito, Dilma se irritava e resolveu trazer Nego para perto dela. E ninguém do Iphan se atreve a falar qualquer coisa. 333

HISTÓRICA José Dirceu ligou para seu advogado José Luis de Oliveira Lima, o Juca, depois da condenação do deputado João Paulo Cunha, para perguntar se procedia um comentário do ministro Marco Aurélio Mello depois da sessão do mensalão. Mello disse: “Vendo o Tribunal com essa coesão, imagino que se delineie uma condenação para ficar na história”. Oliveira Lima afirmou que, até onde tinha conhecimento, a frase de Marco Aurélio era essa mesma. Resumo da ópera: malgrado a força que vem recebendo, por telefone, todos os dias, de Lula, Dirceu está apavorado. 333

Cachês iguais Há dias, na Casa Fasano, em São Paulo, estavam reunidos, para uma palestra sobre economia, meio ambiente, rumos do Brasil, Estados Unidos e China e recuperação da Europa, três pesos-pesados: Bill Clinton, Fernando Henrique Cardoso e Tony Blair. A promoção era do banco ItaúBBA e perto de 500 CEOs estiveram lá, bebendo nas fontes. Detalhe: os três receberam cachês rigorosamente iguais de US$ 220 mil. Aliás, essa foi uma condição imposta, com a devida antecedência, pelo próprio FHC. Virou um cachê coletivo recorde de cerca de R$ 1,3 milhão.

333

PRIMEIRO 333 O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) acaba de se transformar no primeiro expresidente da República a ser condenado por crime. O Supremo bateu o martelo contra o parlamentar por corrupção passiva e peculato. João Paulo presidia a Câmara Federal entre 2003 e 2004, quando as empresas de Marcos Valério cuidavam da propaganda da Casa e, na condição de segundo nome na linha sucessória, em caso de ausência do presidente e do vice-presidente, assumiu a Presidência da República por 48 horas.

333 Posar nua para Yasmin Brunet, 24 anos, 48 quilos bem distribuídos em 1,75m e filha da eterna musa Luiza Brunet, tirar a roupa não significa muito esforço: jovem, ela já havia posado toda nua, repetindo pose da mãe para o livro do irriquieto Terry Richardson. Agora, repete a dose na capa e no recheio da próxima edição da GQ brasileira, onde transborda sensualidade. Ele namora o brasileiro (e modelo) Evandro Soldati e os dois querem voltar a morar no Brasil (estavam em Nova York). Nas fotos, Yasmin exibe duas tatuagens: na lateral das costas, está escrito Wild at heart e no começo da derrière, uma rosa.

Filha de musa

333 O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), primeiro político condenado pelo Supremo por peculato e corrupção passiva, ganhou há dias um depoimento de apoio à sua candidatura a prefeito de Osasco, ao lado de São Paulo, da ministra do Planejamento, Miriam Belchior. No vídeo, ela diz que “o país melhorou a economia, gerou mais empregos e criou estratégias para aumentar o salário mínimo todos os anos”. E destaca que “é muito importante eleger João Paulo prefeito da cidade” porque é preciso “continuar com o modo petista de governar”.

Apoio de ministra

ANALFABYTE Antonio Fagundes, o coronel Ramiro Bastos de Gabriela , deu entrevista a Bianca Ramoneda e declarouse um “analfabyte”. Não tem computador e acha que a internet mudou o modo de ler (“as pessoas não lêem mais da esquerda para direita, mas de cima para baixo”). Fez também reflexões sobre aqueles que não conseguem se separar de seu telefone celular: “Outro dia, uma pessoa abriu um laptop na platéia do teatro e ficou digitando, com aquele foco de luz estranho em cima dela”. 333

333 Filha de Rosangela Lyra, da Dior, mulher do jogador Kaká, ex-pastora evangélica e candidata a cantora, Caroline Célico deixa de lado a timidez em RG e posa para um ensaio no estilo acid girl . Numa das fotos, exibe um suave decote e coloca na cabeça orelhas tipo bunny de Playboy; em outra, posa com uma blusa divertida, fazendo o gênero limpando o salão . Ela quer lançar uma linha de produtos naturais para bebês e avisa que está programando sua volta a São Paulo, aumentando as especulações sobre a volta de Kaká.

Acid girl

Drag campineira Chesller Moreira integra o Conselho Nacional de Juventude e no governo Lula, passou a fazer parte do Conselho Nacional LGBT, ligado à Presidência. Agora, drag queen com o codinome Lhoren Beauty, inspirado da atriz Sophia Loren, é candidata a vereadora em Campinas, cidade que, coincidentemente, no passado, sempre era ligada ao terreno gay. Seu partido é o PCdoB, mas garante garanta que “não tem nada a ver com comunistas, não”. Em Campinas, tem uma escola que ensina aos jovens tudo sobre o universo LGBT. Tem até curso para drag queen. 333

h IN

Colarinho branco com xadrez.

h

Será dia 19 no Museu de História Natural de Nova York o baile de gala da organização Brazil Foundation, que auxilia projetos sociais daqui. Desta vez, o comando do evento é da baronesa Silvia Amélia de Waldner, ex-Marcondes Ferraz e uma das musas, em outras épocas, de Ibrahim, Sued. Suas assistentes serão a filha Maria Pia e as amigas Charlene Shorto, Fátima Otero e Georgina Brandolini. No comitê organizador, estão Alice Braga, Ana Maria Braga, Paula Lavigne, Lorenzo Martone (ex-Marc Jacobs), Carlos Saldanha e Rodrigo Santoro. Os convites custam em média US$ 2,5 mil, mas desta vez haverá convites a US$ 250, para quem quiser ficar apenas no lounge , onde haverá uma boate.

MARINA Silva participa da abertura do festival Filmambiente , no Rio: ela aparece no filme Sobrevivendo ao Progresso , que tem como produtor executivo o cineasta Martin Scorsese. Também aparecem dando depoimentos o cosmologista Stephen Hawking e o biologista Craig Venter, que decodificou o genoma humano. Domingo, Marina voa para Montreal, no Canadá, onde falará na Assembléia Geral da Aliança Mundial para Participação Cidadã, a Civicus. 333

COMO não aconteceu (é sempre em agosto) o tradicional concurso Miss Brasil Gay, em Juiz de Fora (o prefeito Custodio Mattos disputa a reeleição, quer ficar bem com o eleitorado evangélico e também não havia patrocinadores), a eleita do ano passado, Raika Bittencourt, foi mantida no posto – e seu reinado esticado por mais um ano. Quando venceu, usava uma fantasia que estilizava a Catedral de Notre Dame.

333

Baile de gala 333

MISTURA FINA

OUT

Colarinho branco com listras.

Entrou e saiu Quando era procurador-geral do Rio de Janeiro, Antônio Carlos Biscaia, conduziu uma operação que prendeu a cúpula do jogo do bicho no Estado. Depois, convidado por Lula e contando “com a ética” do PT, entrou para a política, decepcionando-se rapidamente. Ainda este mês, lança livro de memórias, Biscaia, onde conta que avisou José Dirceu, quando estava na Casa Civil, de esquema de corrupção comandada por Roberto Jefferson na Delegacia Regional do Trabalho. Nenhuma providencia foi tomada e Jefferson, mais adiante, acusou o mesmo Dirceu de pilotar o mensalão. Como deputado federal, no plenário da Câmara, votou pela cassação de Dirceu e acha que, agora, a situação dele pode ficar ainda mais complicada. 333

MARIA Luiza Ribeiro Viotti vai comandar a embaixada brasileira em Berlim. Para seu posto, na ONU, vai o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, que foi secretário do Brasil na Rio+20. Maria Luiza, há algum tempo, vinha sendo lembrada para substituir o chanceler Antonio Patriota, numa fase em que Dilma queria trocar o titular das Relações Exteriores.

333

PÂNICO na equipe do programa matinal de Fátima Bernardes, que não decolou até agora, ficando em segundo lugar na audiência: parte dele será afastada e substituída. Nos bastidores da Globo, pela primeira vez, a direção começou a questionar se o alto investimento no programa da ex-âncora se justifica. 333

O VICE-presidente Michel Temer, em menos de um mês, terá de voltar a Londres, onde esteve no enceramento da Olimpíada: dia 9, embarca como representante de Dilma Rousseff para acompanhar os Jogos Paraolímpicos. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

5 PRIMEIRO ROUND STF encerra votação de desvios de recursos. Todos condenados.

olítica

SEGUNDO ROUND Direção do Rural nas mãos do relator. Acusada de gestão fraudulenta.

Nelson Júnior/SCO/STF

Ayres Britto, presidente do STF, foi o último a votar. Não absolveu nenhum dos acusados de nenhum dos crimes denunciados no Mensalão. Depois, alegou um gosto amargo na boca pelo voto.

Fim da linha para João Paulo Cunha e Marcos Valério Com o voto de Ayres Britto, o STF concluiu condenações de cinco réus.

O

Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu ontem a votação do item três (desvio de recursos) da denúncia da Procuradoria Geral da República, com a condenação de cinco réus por desvios de verbas da Câmara Federal e do Banco do Brasil. É o primeiro dos sete tópicos que formam o julgamento do processo do Mensalão. Com o último voto, o de Ayres Britto, presidente do STF, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) foi condenado por corrupção passiva e peculato por 9 votos a 2. E por lavagem de dinheiro, por 6 votos a

Mensalão 4. A ministra Rosa Weber disse que analisará a acusação em momento posterior. O resultado parcial do julgamento foi proclamado pelo presidente Ayres Britto. Até o resultado final, que se dará

Nós, magistrados, condenamos. E isso deixa um gosto amargo na boca. Gosto de jiló, de mandioca roxa, de berinjela crua. AYRES BRITTO

Não sei direito o que vou fazer. Não vou deixar de trabalhar, porque faz mal para a cabeça. CEZAR PELUSO

E novas condenações estão a caminho Ao iniciar a leitura do seu voto, o relator Joaquim Barbosa sinalizou que não vai pedir a absolvição da cúpula do Banco Rural.

O

ministro Joaquim Barbosa, relator do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), indicou ontem que deverá pedir a condenação de exdirigentes do Banco Rural por envolvimento no esquema. Na leitura do seu voto, já iniciada e que deverá ser concluída na segunda-feira,

Barbosa indica que os empréstimos concedidos pela instituição financeira ao PT e às agências de Marcos Valério foram fraudulentos. "O Banco Rural extraviou dezenas de balancetes, microfichas, incluindo todas as do segundo semestre de 2005. Toda a remuneração referente a novembro de

2004 foi ocultada", afirmou. De acordo com o relator, o Banco Rural também omitiu livros contábeis e não os preservou, descumprindo uma obrigação. Segundo denúncia da Procuradoria Geral da República, o banco injetou R$ 32 milhões no Mensalão. São denunciados por gestão fraudulenta – que

tem pena prevista de 3 a 12 anos de prisão – quatro réus ligados à cúpula da instituição. A dona do banco, Katia Rabello, e os ex-vicepresidentes, José Roberto Salgado, Vinicius Samarane e Ayanna Tenório. Os quatro são acusados de aprovarem empréstimos "ficticios" ao PT e às agências

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Joaquim Barbosa indica que os empréstimos do Banco Rural para o PT e para as agências de Marcos Valério foram fraudulentos.

de Marcos Valério. Os valores foram liberados sem que os clientes comprovassem renda ou garantias suficientes para pagar o empréstimo. Na avaliação do relator, os dirigentes do Rural permitiram que outros acusados movimentassem recursos sem notificar devidamente os órgãos de controle, como o Banco Central, e ignoraram alertas de analistas da própria instituição. Barbosa citou uma operação de 2003, na qual um empréstimo de R$ 3 milhões ao PT foi liberado mesmo com o partido tendo encerrado o ano anterior com um rombo de R$ 2 milhões. Para sustentar seu voto, Barbosa se apoiou nos laudos periciais feitos pela Polícia Federal e pelo próprio Banco Rural, que apontaram que os empréstimos a Marcos Valério não deveriam ser renovados. "O Rural descumpria normativos combativos de lavagem de dinheiro do sistema nacional", disse o relator. Para apontar a negligência, explicou que Marcos Valério, no cadastro do Banco Rural, declarou rendimentos de R$ 15 mil, sem no entanto apontar nenhum bem como garantia. (Agências)

com o término da votação de todos os tópicos, os ministros ainda podem mudar o voto. As penas àqueles que vierem a ser condenados serão conhecidas no final. Gosto amargo – Ayres Britto afirmou que condenar réu à pena privativa de liberdade deixa "um gosto amargo" na boca. "Nós, magistrados, condenamos alguém, sobretudo no direito penal, à pena privativa de liberdade. E isso deixa um gosto amargo na boca. Gosto de jiló, de mandioca roxa, de berinjela crua". O STF condenou ainda, por 9 votos a 2, Marcos Valério, acusado de ser o operador do Mensalão, e os ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, nos crimes de corrupção ativa e peculato por desvios na Câmara. Propinas – Por unanimidade, 11 votos a 0, o STF condenou também o grupo de Marcos Valério e o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, por desvios no Banco do Brasil. O Ministério Público acusou o ex-diretor de receber R$ 326 mil em propinas para beneficiar a agência DNA, de Marcos Valério. Ele também teria autorizado o repasse de R$ 73,8 milhões do fundo Visanet para empresa de Marcos Valério. Escapou de um – João Paulo foi acusado de receber R$ 50 mil, em 2003, quando era presidente da Câmara, para beneficiar a agência de Marcos Valério. No entendimento de 9 dos 11 ministros, o deputado federal é culpado. No entanto, por 6 a 5, João Paulo foi absolvido da acusação de suposto desvio de R$ 252 mil de contrato com agência de Marcos Valério para a contratação do jornalista Luís Costa Pinto. A maioria entendeu que não havia provas do crime. O presidente do STF foi o último a votar. Ele afirmou que o Ministério Público Federal (MPF) conseguiu provar que os réus desviaram dinheiro dos cofres públicos. "Me reportando aos demais votos aqui proferidos, notadamente o voto do relator Joaquim Barbosa, concluo que o conjunto probatório confirma a trama delitiva prevista na denúncia, um esquema de desvios de recursos públicos", disse Britto, que, nos anos 90, a convite do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi candidato derrotado a deputado federal pelo PT, em Sergipe. Para o MPF, os desvios na Câmara somaram R$ 1,077 milhão, uma vez que a agência de Valério recebia sem executar os serviços. Absolvição e despedida – Todos os 11 ministros votaram por absolver o réu Luiz Gushiken, que havia sido denunciado por peculato em razão do suposto envolvimento, mas a PGR pediu a absolvição por falta de provas. Ao se despedir ontem do STF, o ministro Cezar Peluso defendeu mudança na regra da aposentadoria no serviço público. Ele disse que vai continuar na área jurídica, porque parar "faz mal para a cabeça". E desejou que "se faça Justiça" no Mensalão. (Agências) Mais sobre o Mensalão nas páginas 3 e 6


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

É importante que o Mensalão possa educar toda a população de que não queremos mais admitir a impunidade e a corrupção. Dom Raimundo Damasceno Assis, presidente da CNBB

olítica

André Lessa/AE

Efeito dominó chegará ao revisor?

O

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA primeira, à qual já aludimos em outros comentários, é sobre o uso exclusivo, para embasamento dos votos, das provas que levantadas na fase judicial do processo, não valendo CPI nem Polícia Federal. Agora, começa a ir para o limbo o caixa dois, do qual Delúbio Soares é réu confesso na tentativa de conseguir uma pena menor, talvez prescrita, e salvar alguns companheiros. Esse quadro aumentou exponencialmente a preocupação da defesa e dos amigos e aliados dos réus. Situação agravada com o voto, novamente duro, do relator Barbosa para a fatia número 5 do processo, envolvendo os empréstimos para o PT intermediados por Valério. Na leitura do voto, Barbosa parecia indicar novas condenações. O temor entre os réus é de que isso vire um efeito dominó. E contamine até o ministro revisor Lewandowski, que poderia se sentir isolado e juntar-se aos colegas. Toffoli não contaria, é tido como um caso à parte.

Ministra suspende representações de Collor

A

ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na noite de quarta-feira duas representações apresentadas ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pelo senador Fernando Collor (PTB-AL), questionando atos do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. As representações tiveram andamento suspenso por decisão liminar de Rosa. Para a ministra, assim como o CNJ não tem competência sobre os ministros do STF, o CNMP não pode abrir procedimentos contra o procuradorgeral. Nas representações, Collor se refere à suposta "inércia ou excesso de prazo" de Gurgel na condução de investigações no que diz respei-

to ao recebimento do inquérito da Operação Vegas. A Operação Vegas, da Polícia Federal, investigou a atuação do contraventor Carlos Augusto Ramos, Carlinhos Cachoeira, e antecedeu a Operação Monte Carlo. Nas representações, Collor diz que o procurador-geral e a subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques permaneceram inertes em vez de apurar as denúncias. A ministra diz que o exame dos atos praticados pelo procurador-geral da República dentro de suas prerrogativas constitucionais não se insere nas competências do CNMP. Rosa Weber se baseou em decisão proferida pelo STF em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. (ABr)

Beto Barata/AE

Rosa Weber, ministra do STF: em defesa do procurador-geral.

Comitê abandonado: antes da condenação de João Paulo, a campanha dele já estava fragilizada. O movimento era cada vez menor.

Para Cunha, o sonho acabou. A condenação no STF foi determinante para que ele se retirasse da disputa para prefeito de Osasco. MarcosBezerra/Futura Press/AE

D

epois de ser conde- segundo mandato. nado pelo Supremo No ano passado, o prefeito T r i b u n a l F e d e r a l chegou a dizer ao ex-presi(STF), o deputado dente Luiz Inácio Lula da Silva federal João Paulo Cunha (PT- que o candidato à sua sucesSP), um dos 37 réus no proces- são deveria ser Lapas. Alegou so do Mensalão, renunciou on- que João Paulo, como réu no tem à candidatura de prefeito processo do Mensalão, podede Osasco e aceitou o vice em ria ser condenado, e o PT podesua chapa, Jorge Lapas, como ria perder a eleição. seu substituto. Renúncia – O deputado fedeFarsa – Abatido e emociona- ral, no entanto, não acreditado, João Paulo desabafou com va que a Ação Penal 470 fosse correligionários, julgada neste durante as reuano. Além disniões que mans o , t i n h a c o nteve ao longo do vicção de que dia. Disse que foi seria absolvido. Os próximos injustiçado pelo Acabou condepassos de João STF, vítima do nado por maioque o PT chama ria dos votos, Paulo indicam de "farsa" e adpor corrupção, que ele tem de mitiu que não tepeculato e lavarenunciar o ria condições e gem de dinheimais rápido levar a sua canro. Até o ex-mipossível. didatura adiannistro da Justit e . M e s m o a sça, o advogado MÁRCIO THOMAZ BASTOS sim, João Paulo Márcio Thomaz pretendia escoBastos foi conlher outro nome. sultado. E disparou sobre os Criador e criatura – Em sua próximos passos de João Pauavaliação, o petista Lapas, ex- lo. "Ele tem que renunciar o secretário municipal de Obras mais rápido possível", respone de Governo, não era conhe- deu. Especula-se, inclusive, cido do eleitorado e nem tinha que ele poderá renunciar ao densidade política. Na prática, mandato de deputado. a resistência refletia uma quePrejuízo – Até mesmo aliada de braço com o prefeito dos de João Paulo avaliavam Emídio de Souza. Uma briga que quanto mais ele demorasentre criador e criatura. Emí- se para anunciar oficialmente dio assumiu a prefeitura em a desistência da candidatura, 2005 indicado por João Paulo, mais ele seria responsabilizaentão presidente da Câmara do pelos prejuízos à campaFederal. Emídio está em seu nha do PT em Osasco, que já

A queda: PT tenta juntar cacos e levar a campanha para frente. Para o lugar de João Paulo, o escolhido foi Jorge Lapas, que de vice passou a titular.

apresentava sinais de fragilização antes mesmo da condenação do deputado federal. João Paulo estava em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e sua rejeição aumentou depois do veredito do STF. Até mesmo em seu comitê de campanha, a movimentação vinha caindo. Petistas temem perder a prefeitura de Osasco para Celso Giglio (PSDB), que vem liderando as pesquisas. O mais cotado para assumir como vice na chapa de Lapas é o líder do governo na Câmara Munici-

pal, Valmir Prascidelli. São Caetano do Sul – O candidato a prefeito de São Caetano do Sul, vereador Edgar Nóbrega, também entregou ontem carta ao diretório municipal no qual informou que está deixando a disputa eleitoral. Nóbrega vinha sendo pressionado pelo partido a abandonar a candidatura, depois da divulgação de um vídeo nas redes sociais em que supostamente negocia apoio ou oposição branda à administração do prefeito José Auricchio Júnior, do PTB. (Agências)

CNBB: Mensalão tem função pedagógica. Para bispos, a sociedade está cansada de tanta impunidade. E o julgamento poderá educar a população.

P

ara o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raimundo Damasceno Assis, o julgamento do Mensalão tem uma "função pedagógica" para a sociedade brasileira e para os candidatos em campanhas eleitorais. Para ele, "a sociedade, cada vez mais, vai rejeitando toda forma de impunidade, de corrupção, de desvio de dinheiro público, e creio que isso pode realmente colocar em alerta os nossos homens públicos em todos os níveis: federal, municipal, estadual", afirmou D. Raimundo. "É importante que isso possa educar toda a população de que não queremos mais admitir a impunidade e a corrupção", completou. O religioso preferiu, no entanto, não fazer nenhuma crítica direta aos acusados de participar do esquema do Mensalão. "Nós não podemos antecipar um juízo sobre

Ed Ferreira/AE - 11.08.11

voto do ministro Ayres Britto, no qual seguiu em toda a sua extensão o do relator Joaquim Barbosa para o item 3 do mensalão e condenou o deputado João Paulo Cunha também por lavagem de dinheiro (além de corrupção passiva e dois peculatos) deixa em equilíbrio muito precário, prestes a cair, uma das teses da bancada dos criminalistas e de grupo dos réus: a de que o que teria havido, no máximo, o uso da caixa dois do PT para ajudar companheiros e aliados. Ainda que o tema não tenha sido até agora referido diretamente pelos ministros do STF, o que só deverá ocorrer na fase final da análise das últimas fatias em que foi dividida a Ação Penal 470, pode-se inferir das manifestações de votos até preferidas que a maioria do plenário do Corte Suprema entende que houve, sim, desvio de dinheiro público nos negócios do Mensalão. Joaquim Barbosa já havia dado essa interpretação ao considerar que o dinheiro da Visanet pertencia ao Banco do Brasil, o sócio majoritário da companhia. Cezar Peluso anteontem também indicou que o dinheiro desviado do contrato da Câmara com a SMPB e os recursos da Visanet pagos "indevidamente" à empresa de Marcos Valério foram usados para bancar o Mensalão. A insinuação esteve também no voto do decano Celso de Mello. E ontem no de Ayres Britto. É a segunda das principais teses da defesa que começa a perder validade. A

A sociedade, cada vez mais, rejeita a impunidade, a corrupção, o desvio de recurso público. D. RAIMUNDO D. ASSIS

partidos políticos, pessoas que estão envolvidas nessa ação penal. Temos que aguardar o julgamento final". Indígenas – A entidade divulgou ainda uma nota em que aponta sua "preocupação e discordância" diante de portaria da Advocacia-Geral da União (AGU), publicada no mês passado, que permite ao

poder público fazer intervenções em terras indígenas sem a necessidade de consultar índios ou a Fundação Nacional do Índio (Funai). Para a CNBB, o texto desrespeita "o direito de consulta aos povos indígenas" e favorece a "legitimação da ilegalidade do esbulho das suas terras". Segundo a AGU, em

respeito à "soberania nacional", será possível construir bases militares, estradas ou hidrelétricas em áreas demarcadas "independentemente de consulta às comunidades indígenas envolvidas ou à Funai". Na nota, a CNBB pede a revogação da portaria. "Sua manutenção fará aumentar a vergonhosa dívida social que o Brasil acumulou com os indígenas ao longo de sua história", afirma um trecho do documento. (Folhapress)


p 'Serra vai se aposentar como prefeito' DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

7

Agora, no final da sua vida pública, ele resolve encerrar a carreira sendo prefeito de São Paulo. Gilberto Kassab (PSD), prefeito de São Paulo.

olítica

O anúncio foi feito ontem pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD-SP), como uma espécie de garantia de que o tucano, se eleito seu sucessor, cumprirá o mandato até fim. Luiz Claudio Barbosa/Futura Press/AE

P

ara reforçar o discurso de que, se eleito, o candidato José Serra (PSDB) não vai renunciar ao mandato para disputar outro cargo, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) disse a militantes que o tucano vai "enc e r r a r a s u a c a r r e i r a " n ocom,ando do município. O recado do prefeito foi passado em discurso que fez na segunda-feira, em um evento de campanha no Butantã, zona oeste da capital paulista. "Agora, no final da sua vida pública, ele resolve encerrar sua carreira sendo prefeito de São Paulo. Ele podia querer ficar em casa, podia querer disputar a Presidência da República de novo, ser governador – porque essa balela de que ele vai deixar, vocês sabem que é balela. É óbvio que não vai deixar", disse Kassab. A equipe do candidato atribui boa parte de sua rejeição à

Nelson Antoine/Fotoarena/AE

Soninha: caminhada pela Avenida Paulista, onde conversou com eleitores e distribuiu panfletos com o seu programa de governo.

renúncia ao cargo de prefeito, em 2006, para disputar o governo do Estado. A campanha tucana reafirmou que ele ficará os quatro anos à frente da Prefeitura e que o prosseguimento da carreira "é assunto para ser discutido depois de janeiro de 2017". "Mundo cão"– Ao visitar uma AMA (Assistência Médica Ambulatorial) na zona sul da capital ontem, o candidato do PSDB afirmou ontem que os seus adversários exibem na televisão um "mundo cão fantasioso" sobre a situação da saúde na cidade. "Basta vocês visitarem esses serviços para vocês verem como é fantasioso esse mundo cão que é apresentado pelos candidatos adversários na televisão", disse, após visitar uma unidade em Paraisópolis, um dos bairros mais carentes da cidade. A gestão paulistana na área vem sendo criticada por adversários de Serra. Celso Russomanno (PRB) e Fernando Haddad (PT) mostraram em seus programas na televisão depoimentos de usuários que apontavam falhas no serviço oferecido.

Serra apresentou seu plano de aumentar em 30 o número de AMAs na cidade que ficam abertas 24 horas. Hoje, são 17. Segundo ele, isso representa um custo extra de R$ 120 milhões anuais. Haddad – Em entrevista à TV Estadão, o candidato petista Fernando Haddad afirmou que a presidente Dilma Rousseff vai entrar em sua campanha a partir de setembro, mas não garante participação dela em atos públicos devido à sua agenda: "Ela tem o Brasil para governar". Haddad ainda declarou que vai acabar com a taxa de inspeção veicular da Controlar. "Vou acabar com essa taxa porque é ridícula em vários aspectos. O Serra defende a Controlar que não existe em nenhum lugar do mundo assim e critica o bilhete mensal que funciona em várias cidades do mundo. Qual o sentido disso?". O candidato garantiu a participação de Lula na campanha de rua, mas com algumas restrições: "Andar de carro aberto com ele não dá, por causa da saúde", e acrescentou que Marta também vai "gastar sola de sapato" com ele se for preciso. Quando questionado se convidaria Paulo Maluf para subir ao palanque, ele desconversou, respondendo que o PP também está aliado ao governo do estado de São Paulo. Soninha – A candidata do PPS, Soninha Francine, dedicou boa parte de sua campanha, ontem, a um corpo a corpo com candidatos na Avenida Paulista, onde distribuiu panfletos sobre o seu programa de governo. (Agências)

Serra: "Basta visitar esses locais para ver como é fantasioso o mundo cão apresentado pelos adversários". Juliana Knobel/Frame/AE

Haddad: "Serra defende a Controlar assim e critica o bilhete mensal. Qual o sentido disso?".

PF decide manter greve e enfrentar o governo Agentes, escrivãos e papiloscopistas resistem. Ganham de R$ 7.500 a R$ 13 mil, e querem salários de R$ 11,5 a R$ 19 mil.

A

gentes, escrivãos e papiloscopistas da Polícia Federal rejeitaram a última chance de acordo. Vão manter a greve, deflagrada em 7 de agosto. Querem que o governo os reconheça como categoria de nível superior. O calendário de protestos dos próximos 4 meses, organizado ontem na assembleia de 27 sindicatos da categoria, inclui boicote às ações de inteligência da PF, como infiltração, campana, interceptações telefônicas e investigação de organizações criminosas. "Como não recebemos por ações de inteligência e planejamento, vamos nos abster de realizá-las até que o governo entenda o absurdo da situação", avisou o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink. Essas atividades são exercidas quase exclusivamente por agentes, um exército de mais de 8 mil policiais, 60% de todo o efetivo da PF. Sem reajuste há três anos, eles recebem hoje entre R$ 7.500 e R$ 13 mil. Com a reestruturação, querem ser equiparados às demais carreiras de estado, com salários de

Franco Rithele/AE

R$ 11,5 a R$ 19 mil. O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo já avisou que não vai comprar briga. A entidade vai editar cartilha de procedimentos funcionais orientando a categoria a só exercer funções de nível médio como protesto. Outras categorias de peso decidiram recusar o índice de reajuste dado pelo governo –

Não recebemos por ações de planejamento: vamos nos abster de realizá-las. Até o governo entender o absurdo da situação. MARCOS WINK 15,8% fatiados em três parcelas anuais – e manter a paralisação das atividades até que as negociações sejam reabertas. Somam mais de 50 mil pessoas, cerca de 10% do total de servidores ativos da União. Os outros 90% fecharam acordo e já voltam ao trabalho. O bloco dos insatisfeitos saiu ontem às ruas, com manifestantes fantasiados de pre-

to. Em sinal de luto, grevistas da carreira de analistas e especialistas de infraestrutura do governo fizeram o enterro simbólico da presidente Dilma Rousseff e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sinalizaram que devem boicotar o PAC, a transposição do Rio São Francisco, as usinas hidrelétricas, o programa Minha Casa Minha Vida e o Plano Nacional de Banda Larga. Entre as categorias que continuam paradas, segundo balanço final de ontem no Ministério do Planejamento, estão servidores de agências reguladoras e da Receita Federal, criando prejuízos para importação e a exportação. As categorias que não assinaram acordo ficarão sem reajuste em 2013. Ficaram de fora os servidores do Instituto Nacional de Política Industrial, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e ministérios como o Desenvolvimento Agrário. A esperança dos rebelados é reverter a situação no Congresso, durante a votação do Orçamento da União de 2013. Só que a base aliada do governo está sendo orientada a não deixar elevar gastos. (AE)

Professores: volta ao trabalho, hoje?

P

rofessores universitários em greve anunciam hoje à noite se voltam ao trabalho. Até lá, terão realizado 40 assembleias regionais para discutir a última proposta feita pelo governo. Parte dos docentes, que se reuniram ontem,no Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior, acabou aceitando a proposta do governo com reajustes de 25% a 40%. Para o Ministério da Educa-

ção, o acordo atende a todos os professores, independentemente dos sindicatos a que pertençam, e será incluído no projeto do orçamento do governo para o 2013. O ministério do Planejamento informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que trabalha para concluir o Projeto de Lei de Orçamento Anual. O projeto prevê gastos com a folha de pagamento e deve ser encaminhado ao Congresso até hoje.

Mais rigor – A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou ontem que o governo quer regras mais claras para as greves do funcionalismo público: "Precisamos que o País discuta os limites do direito de greve. É necessário estabelecer as condições em que a greve pode ser exercida sem causar danos à economia e transtornos para a população". Segundo ela, o Congresso apoia a tese do governo. (Agências)

Em Brasília, servidores lavam placa do STJ. Ministro da Justiça avisou que não vai comprar essa briga.

Orçamento de 2013 é de R$ 2,140 tri Proposta foi entregue ontem pelo Planejamento ao presidente do Congresso

A

ministra do Planejam e n t o , M i r i a m B e lchior, entregou ontem ao presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), a proposta de orçamento da União para 2013. Durante a audiência, acompanhada pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, deputados e senadores, Miriam informou a Sarney que o orçamento do próximo ano está estimado em R$ 2,140 trilhões, incluídas obrigações e verbas discricionárias. A ministra destacou que os eixos prioritários do orçamento são saúde, educação, o programa Brasil Sem Miséria e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ela informou ainda que os projetos de lei relativos a reajustes salariais de servidores seriam entregues ao Congresso hoje. "Temos até amanhã (hoje)

para entregar os projetos de lei dos acordos firmados. Esticamos o prazo de negociação (com os servidores) para garantir o diálogo". A ministra destacou também que o orçamento de 2013 é "importante para garantir os investimentos que o País precisa para continuar crescendo

e as políticas sociais". Miriam disse ao presidente da Comissão Mista do Orçamento, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que gostaria de repetir o diálogo que teve com a comissão neste ano. "É o meu segundo orçamento e espero reeditar a mesma relação", disse. (AE)

Sérgio Lima/Folhapress

Míriam Belchior: "É importante garantir os investimentos".


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A cortina do judiciário está aberta. Estamos aqui para pedir prestação de contas. Eliana Calmon, corregedora do CNJ e ministra do STJ

olítica

Beto Barata/AE

CÓDIGO FLORESTAL

Dilma faz cobrança por bilhetes E avisa ministras: governo não assume negociações feitas sem a sua presença.

I

Dilma exige explicação de ministras em papelzinho entregue em mãos pelo chefe cerimônia da Presidência.

nconformada com o acordo feito nesta quarta na Câmara, entre o relator do Código Florestal, deputado Luiz Henrique (PMDB-SC), e a bancada ruralista, a presidente Dilma Rousseff inaugurou uma nova forma de cobrar seus ministros: bilhete. Flagrado por fotógrafos, durante reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), na manhã de ontem, no Palácio do Planalto, o papelzinho dizia: "Por que os jornais estão dizendo que houve um acordo ontem no Congresso sobre o Código Florestal e eu não sei de nada?". A pergunta dirigida às ministras Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, e Ideli Salvatti, Relações Institucionais, foi entregue pelo chefe de cerimônia da Presidência. Escadinha – "Não houve acordo com o Congresso e o governo. A posição do governo era de defesa da MP com foco especial na escadinha. O relatório votado manteve a escadinha", explicou Ideli, segundo registro das câmeras. Dilma demonstrou sua insatisfação quanto ao acerto do Código no Congresso: "Governo não assume responsabilidade por negociações que não foram feitas com a presença

dele. Mas o governo está aberto a negociações". "O governo considera importante alguns itens dessa medida provisória, entre eles, o que nós chamamos de 'escadinha' e também não vê motivos, não há motivos econômicos para que nós não mantenhamos as áreas de proteção ambiental ao longo do leito dos rios, sejam eles perenes

Por que os jornais estão dizendo que houve um acordo ontem no Congresso sobre o Código Florestal e eu não sei de nada? DILMA ROUSSEFF ou não", aacrescentou. Dilma quer que, no Senado, a base governista mude o texto aprovado na comissão mista, pois acredita que será referendado pelo plenário da Câmara. Quer que o Senado retome o texto original da MP, com uma área maior de recomposição ambiental à beira rio. A ministra Izabella disse que "o governo vai continuar o diá-

logo e tentar ver como vai corrigir isso", lembrando que a MP enviada pelo governo fazia um "equilíbrio entre o social e o ambiental". "O que vimos (na votação) foi uma decisão, um retrocesso do ponto de vista de recuperação ambiental, porque iguala os grandes e os pequenos proprietários, diminuindo possivelmente – ainda não temos os números, vamos ver o impacto no meio ambiente – do que é obrigatório de recuperação", explicou. Segundo Ideli, em conversas com parlamentares ontem foi reafirmado que a posição do governo é manter sem alteração a 'escadinha' (preservação ambiental em torno de rios – alterada pelos deputados. "Este item produz equilíbrio socioambiental ao determinar que todos precisam recuperar áreas de preservação. Quem tem mais terras, deve recuperar mais". Pelo texto aprovado na quarta, em rios de até 10m de largura em propriedades médias (4 a 15 módulos fiscais), a recomposição de áreas desmatadas é de 15m a partir da margem. A exigência anterior era maior: terras de 4 a 10 módulos, 20m, e as acima de 10 módulos, mínimo de 30m e máximo de 100m. (AE)

Ed Ferreira/AE

Royalties para educação

A

o falar sobre a necessidade de investir na educação, a presidente Dilma Rousseff defendeu, ontem, que recursos dos royalites do petróleo e do pré-sal e parte do Fundo Social do petróleo sejam destinados à educação. "Concordamos com todas as políticas que impliquem em viabilizar que o Brasil possa gastar mais em educação", disse, citando a

ampliação dos gastos públicos na área prevista no Plano Nacional de Educação. A ideia do plano é quase dobrar esses gastos em 10 anos a partir da sanção da proposta, que tramita no Congresso. Caso não haja ampliação dos gastos, continuou ela, "estaríamos praticando uma imperdoável demagogia com uma questão essencial para o País, que é a educação".

Segundo ela, essa saída é muito mais oportuna que criar impostos. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, também defendeu o uso desses recursos para a educação na semana passada. "É muito melhor que a gente coloque os royalties do petróleo na sala de aula do que a gente desperdiçar esses recursos com a máquina pública, sem nenhum controle". (Folhapress)

Eliana Calmon: "A questão dos salários dos magistrados está longe de terminar. Precisamos igualá-los".

Calmon deixa CNJ satisfeita: 'Caixa preta está aberta' Ministra também minimiza divergências e diz que não tem mágoas de Peluso (STF).

A

seis dias de deixar a Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Eliana Calmon disse que sai do cargo sentindo que a "caixa-preta do Judiciário está aberta". Calmon defende que a nova gestão da corregedoria e o conselho trabalhem a remuneração dos magistrados, com cadastro nacional. "Precisamos igualar as remunerações. Não é possível que existam distâncias tão grandes". Ao longo de sua gestão, Calmon e Cezar Peluso, ex-presidente do CNJ e presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), protagonizaram diversos embates devido a processos contra juízes e servidores que respondem por prática de improbidade administrativa, peculato ou corrupção. Ela foi alvo das entidades representativas de juízes por declarações polêmicas como a de que "meia dúzia de vagabundos" prejudicam o Judiciário nacional e que existem "bandidos de toga".

A ministra minimizou as divergências que chegaram a colocar ministros do Supremo em lados opostos: "Eu quis fazer algumas mudanças conscientes, com muita compreensão, mas transformando a Justiça em um poder republicano que passasse credibili-

O juiz é prestador de serviço. Ele tem que mostrar o que faz e o que faz bem. E tem de dizer o que está errado na Justiça. ELIANA CALMON dade pela transparência e prestação de serviços. E isso não tinha sido feito ainda em torno do Judiciário". Calmon afirmou que sabia que encontraria resistências ao tratar dos temas: "Essas resistências foram frágeis, tanto que eu saio dizendo que a cor-

tina foi aberta e a caixa-preta do judiciário está aberta e estamos aqui para pedir prestação de contas. O juiz é prestador de serviço e tem que mostrar o que faz (..) e tem de dizer o que está errado na Justiça". "Existem pontos a serem superados, como a questão dos vencimentos. Esse ponto está longe de terminar. Precisamos igualar a remuneração dos magistrados". A ministra disse que não tem mágoas de Peluso: "Nós pensávamos diferente, era natural até por concepção, já que ele vem da Justiça estadual, da paulista. Eu vim da federal, depois de passar pelo MP. Nossa formação é diferente. Não posso ter mágoas, cobrar dívidas, nem passar recibo de quitação. Tudo está certo porque no embate sempre visamos a administração". Eliana Calmon será substituída pelo colega do STJ Francisco Falcão, que está no tribunal desde 1999. Ele fez carreira em Pernambuco, onde atuou no governo estadual e na Justiça local. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

9 ÁFRICA DO SUL Promotores indiciam mineiros grevistas por morte de 34 colegas

nternacional

RÚSSIA Banda Pussy Riot é acusada de incitar morte de duas mulheres

Mehr/Reuters

A arte de engolir críticas em casa U

m dia após receber duras críticas públicas do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o Irã sofreu ontem mais um constrangimento durante a cúpula de chefes de Estado que promove para melhorar sua imagem e se fortalecer politicamente. Desta vez, um dos convidados mais esperados por Teerã, o novo presidente do Egito, Mohammed Morsi, discursou deixando claro seu apoio aos rebeldes sírios contra o presidente Bashar al-Assad, maior aliado de Teerã. "Os sírios estão lutando com coragem em busca de liberdade e dignidade humana", disse Morsi – o primeiro líder egípcio a visitar o Irã desde a Revolução Islâmica, em 1979 – a líderes de mais de 120 países na Conferência do Movimento dos Países Não-Alinhados, um foro terceiro-mundista. O Brasil participa do encontro como observador. Quando Morsi começou a falar de Assad, a tradução simultânea do árabe para o farsi na transmissão ao vivo das TVs estatais foi alterada para camuflar as críticas. Alguns canais trocaram a

palavra "Síria" por "Bahrein", país onde o Irã apoia uma revolta popular contra a monarquia no poder. A emissora Press TV simplesmente interrompeu a tradução. Eleito no rastro do levante popular que derrubou o ditador Hosni Mubarak, Morsi exigiu que o "regime opressor (de Assad)" acabe com o "banho de sangue" que sucedeu revoluções bem sucedidas também na Tunísia, Líbia e Iêmen. O egípcio defendeu a renúncia do governante sírio. Em sinal de protesto, a delegação síria, chefiada pelo chanceler Walid al-Moallem, abandonou a sala, retornando após o fim do discurso. Em breves declarações às margens do plenário, o ministro sírio disse que o discurso de Morsi foi "muito ruim". Para ele, os comentários do egípcio "violaram as tradições do encontro dos não-alinhados e podem ser considerados uma interferência nos assuntos internos da Síria". Moallem também acusou Morsi de "instigar o derramamento de sangue na Síria". Morsi é um muçulmano sunita da Irmandade Muçulmana egípcia, a força política mais

Ahmadinejad (à esq.) cumprimenta Morsi durante cúpula. Egípcio critica apoio a Assad, mas apoia direito do Irã de produzir artefatos nucleares.

Khamenei: bomba nuclear é 'pecado imperdoável'.

Isna/Reuters

Anfitrião de cúpula com 120 países, Irã é censurado por apoiar a Síria e ameaçar Israel. No centro das atenções, Teerã defende seu programa nuclear.

forte que emergiu no Egito após a queda de Mubarak, derrubado pela revolta em 2011. A Irmandade, que pelo menos na origem era um grupo fundamentalista sunita, se opõe ao Irã, que é muçulmano xiita, e também ao governo de Assad, dominado pela minoria religiosa do presidente, a alauita, uma dissidência do Islã xiita. Apesar das diferenças a respeito da Síria, o presidente do Egito defendeu o direito do Irã e de outros países de produzir artefatos nucleares e a criação de um Estado palestino.

Mais críticas - Em outro revés para Teerã, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, repetiu ontem algumas das críticas que já havia formulado na véspera, condenando especialmente a retórica incendiária do Irã contra Israel. "Rejeito com vigor ameaças de qualquer Estado-membro (da ONU) de destruir outro, assim como tentativas ultrajantes de negar fatos históricos, como o Holocausto", afirmou Ban. O secretário-geral fez a declaração sentado ao lado do presidente iraniano, Mahmoud

Empregos, empregos, empregos.

Ahmadinejad, autor frequente de ataques verbais a Israel. A cúpula pode ter sido contraproducente para Teerã ao jogar mais luz sobre seu isolamento por causa de seu apoio à Síria e de seu controverso programa nuclear. Mas o Irã afirma que a simples presença em Teerã de representantes de dois terços dos paísesmembros da ONU é uma vitória diplomática. Irã atômico - Na abertura da reunião, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, voltou a negar acusações ociden-

tais de que Teerã fabrica secretamente um arsenal nuclear e disse que possuir a bomba atômica seria um "pecado grande e imperdoável". Ao mesmo tempo, ele insistiu que o Irã tem o direito de levar adiante um programa nuclear com fins pacíficos. As declarações foram feitas no mesmo dia em que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou que o Irã dobrou de mil para 2 mil o número de centrífugas na usina nuclear de Fordo, construída perto de Qom. (Agências)

Divulgação

Republicano Mitt Romney promete futuro melhor ao condenar proposta de Obama para recuperar economia Shannon Stapleton/Reuters

O

Partido Republicano fechou ontem a convenção que ungiu Mitt Romney para a Casa Branca e Paul Ryan como seu vice com a seguinte mensagem: Barack Obama pode ter boas intenções, mas perdeu o pé da realidade e carece da experiência gerencial necessária para recuperar a economia. A retórica, resumida no articulado discurso do candidato à vice-presidente, Paul Ryan, na quarta-feira e que seria complementada por uma apresentação de propostas por Romney na noite de ontem, define a linha de ataque desta reta final de campanha até novembro, mais empresarial e menos personalista (Romney perde no último quesito). Assumindo o protagonismo, Romney encerraria a Convenção Nacional Republicana em Tampa, na Flórida, com promessas de ser um paladino das pequenas empresas, além de reavivar o senso de inovação nos EUA. "Para a maioria dos norteamericanos que atualmente acredita que o futuro não será melhor do que o passado, posso lhes garantir isso: se Barack Obama for reeleito, vocês estarão certos", disse Romney em trechos do discurso antecipados à imprensa pela assessoria. Até o fechamento desta edição, o candidato republicano não

Palacio obteve resposta um dia após asilo concedido a Assange

Equador prova do próprio veneno Jornalista crítico a Correa recebe asilo nos EUA

O Romney (à esq., ao lado de seu vice Ryan) ressalta experiência nos negócios para tirar os EUA da crise fez seu pronunciamento. "Estou concorrendo a presidente para ajudar a criar um futuro melhor. Um futuro onde todos os que queiram um emprego possam encontrá-lo. Onde nenhum idoso tema pela segurança da sua aposentadoria." Em seu discurso, Romney disse que irá focar na geração de empregos e ridicularizou propostas feitas por Obama na campanha de 2008. "O que é necessário no nosso

país hoje não é complicado nem profundo. Não é necessária uma comissão governamental especial para nos dizer do que os Estados Unidos precisam. O que os Estados Unidos precisam é de empregos. Muitos empregos", disse Romney. "O presidente Obama prometeu desacelerar a elevação dos oceanos e curar o planeta. Minha promessa é ajudar vocês e suas famílias." Os democratas vêm retra-

tando o rival como um executivo sem coração, um elitista rico, um sonegador fiscal e um político de posições ambíguas. Mas os três dias da convenção resultaram em um "empurrão" ao republicano. Romney aparece com vantagem sobre Obama na pesquisa Reuters/Ipsos divulgada ontem, com 44%, contra 42% de Obama. No começo da semana, o democrata tinha quatro pontos percentuais à frente. (Agências)

jornalista equatoriano Emilio Palacio anunciou ontem que obteve asilo político nos Estados Unidos, para onde se transferiu após ser condenado junto com outros diretores do jornal El Universo a três anos de prisão e ao pagamento de US$ 40 milhões devido a uma denúncia apresentada pelo presidente Rafael Correa. "A aprovação reflete o claro reconhecimento do governo dos EUA de que o senhor Palacio foi vítima de perseguição por parte do governo do Equador e de seu presidente Rafael Correa", disse sua advogada, Sandra

Grossman, em entrevista coletiva em Miami. Palacio acrescentou que a concessão do asilo foi dada em 17 de agosto, um dia depois de Quito oferecer asilo ao fundador do site WikiLeaks, Julian Assange. Palacio e os diretores do jornal, os irmãos César, Carlos e Nicolás Pérez, foram condenados à prisão e ao pagamento de uma multa milionária devido a um artigo crítico a Correa publicado em fevereiro de 2011. Posteriormente, eles foram "perdoados" pelo mandatário após recorrer de sua condenação e ganhar o processo na Justiça. (EFE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

c

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

FESTA DO DIVINO População da Freguesia do Ó mantém a tradição de realizar a festa religiosa do Divino todos os anos.

idades

Fé paulistana elege seus santos

Histórias como o famoso crime da mala entram para o imaginário popular e os protagonistas, muitas vezes, se transformam em mitos populares ou mártires. Fotos de Paulo Pampolin/Hype

Valdir Sanches

O

folclore paulistano se alimenta de festas religiosas e romarias, mas também de suas tragédias. No cemitério de Vila Alpina há 13 túmulos rústicos, com uma cruz por cima. São os túmulos das Treze Almas. Junto deles estão inúmeras placas de agradecimento por uma graça alcançada. As almas são de 13 vítimas não identificadas do incêndio do Edifício Joelma, de 1974. Dentro da mala do Crime da Mala, de 1928, estava o corpo de Maria Fea, morta pelo marido num quarto de aluguel da hoje Avenida Cásper Líbero, no Centro. O marido comprou a mala, colocou o corpo e despachou para um navio que sairia de Santos para a França. A bordo, a mala caiu e descobriu-se o corpo. Autopsiado em Santos, foi sepultado no cemitério do Saboó, na mesma cidade. Devotos logo começaram a chegar. Hoje, há uma capela em louvor da santa. Em São Paulo, na entrada do prédio onde o crime ocorreu, sempre há uma flor, uma vela. Folclore é definido como o conjunto de manifestações da cultura popular e das tradições de um povo. Na cidade de São Paulo há expressivos exemplos, como a Festa do Divino e a Romaria Santo Amaro a Pirapora do Bom Jesus. No Largo do Paiçandu, no Centro, está a igreja do Rosário, da Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Pretos, criada em 1711. Há procissões, novenas e festas. O presidente da Comissão Paulista de Folclore, fundada em 1948, Toninho Macedo, chama o túmulo de mortos como Maria Fea de "Altar do Povo". Os sepultados não são santos canonizados pela Igreja. É o caso de Bento do Portão. Vivia de bicos, em Santo Amaro. Sentava-se à frente das casas, à espera de que a caridade o alimentasse. Morreu há 137 anos, em 1875. Sepultado no cemitério do bairro, tem hoje um memorial onde dezenas de fiéis oram e pedem graças. Toninho Macedo avalia que há cerca de 25 locais de peregrinação na cidade. A igreja de Nossa Senhora dos Aflitos, de 1779, na Liberdade, é um deles. Sua fama milagreira vem de 1821, quando Chaguinhas, um soldado negro, foi condenado à forca, e a corda arrebentou três vezes. Virtual – Hoje não é preciso sair de casa para pedir uma graça ou agradecer por ela. Na internet há sites para os fiéis deixar mensagens ao santo de sua devoção. A Menina Izildinha morreu em Portugal, em 1911, aos treze anos. Em 1950, um irmão resolveu mudar para o Brasil, e trouxe o corpo. Contase que, aberto o caixão, viu-se que o corpo estava intacto. A santa foi enterrada no Cemitério São Paulo e começaram as visitas ao túmulo. Continuaram quando o corpo foi levado para Monte Alegre (SP). No Morro do Querosene, no Butantã, ocorre a Festa do Boi Bumbá, trazida do Maranhão pelo cantor e compositor Tião Carvalho. Toninho Macedo diz que ações desse tipo são teatro, não expressão folclórica. "Folclore é quando a comunidade se junta para uma festa, a festa que o povo se dá". Ele reclama do "banho de marketing" de festas tradicionais de igrejas da cidade, como a de Nossa Senhora de Achiropita, na Bela Vista. "Há a procissão, toalhas e flores nas janelas das casas, mas o que se mostra são as mulheres fazendo macarronada."

Pomba branca utilizada na Festa do Divino, na Freguesia do Ó, na zona norte: festa religiosa, que começou a ser feita no século 19, ainda é realizada pela população todos os anos. Arquivo pessoal

Ao lado, antigas festas do Divino realizadas na Freguesia do Ó. Tradição religiosa é mantida pela população do bairro.

Detalhes da Igreja Matriz da Freguesia do Ó

alvez por ser longe da Capital, o município de Santo Amaro contou poucos mortos nos dois anos em que gripe espanhola (1918 a 1919) assolou o mundo e matou quarenta milhões de pessoas. Em 1920, quatro jovens comerciantes da então cidade resolveram cavalgar até Pirapora do Bom Jesus, a 90 quilômetros, para agradecer pela proteção ao povo. Santo Amaro mudou em 1935: virou bairro de São Paulo. Mas a viagem dos

A

Freguesia do Ó era um lugar acanhado quando o tataravô de Maria Lúcia Miserochi organizava a Festa do Divino. A festa elege um príncipe, que cuida de tudo. O tataravô, como o bisavô, como o avô, como o pai de Lúcia foram príncipes. De que tempos estamos falando? Nos livros do Tombo da paróquia da Freguesia do Ó, guardados pela Mitra Arquidiocesana de São Paulo, consta o pedido para realizar a Festa do Divino Espírito Santo. Data: 1821. Maria Lúcia nunca se elegeu princesa, porque o posto é exclusivo de homens. Mas é ela quem explica aos fiéis porque e como acontece a festa, e orienta no que é preciso. A festa é no dia de Pentecostes (este ano, 27 de maio), cinquenta dias depois do Domingo de Páscoa. Pentecostes é, para a Igreja, o dia em que o Espírito Santo desceu do céu sobre os apóstolos de Cristo, na forma de línguas de fogo. Com isso, os apóstolos se habilitaram a pregar o Evangelho pelo mundo. Outro símbolo de materialização do Espírito Santo é a pomba branca. A pomba e as línguas de fogo estão na Bandeira do Divino.

Os preparativos para a festa começam com as novenas, que duram nove dias. Em todas elas, há procissão, com a coroa e o andor do Divino. No terceiro dia, erguese em frente à igreja, com festa, fogos e banda de música, o mastro com a bandeira e uma imagem do Divino. A festa atraiu este ano cerca de duas mil pessoas, pelas contas do pároco da matriz, Carlos Alves Ribeiro. "Juntam-se a tradição, a fé e a cultura." Para a festa do ano que vem já foram eleitos, por sorteio, o imperador, que organiza tudo e cuida de levantar recursos; o capitão do mastro e o alferes da bandeira. Estes ajudam o imperador. O pai de Maria Lúcia Miserochi, como o avô, fabricavam a Caninha do Ó. Frequentavam a Igreja da Nossa Senhora da Expectação do Ó, nome oficial da matriz (expectação, espera; Maria grávida à espera do Salvador). Em 1961, o papa João 23 inaugurou o Concílio Vaticano 2º, que pretendia atualizar a Igreja. "Alguns santos e símbolos foram retirados, e a Festa do Divino murchou um pouco", diz Maria Lúcia. "Mas meus pais conseguiram incrementar a festa e a tradição se manteve." (VS)

Maria Lúcia Miserochi, que organiza as festas

Em Santo Amaro, procissão herdada dos bandeirantes vai até Pirapora

T

Tradição na Freguesia do Ó

quatro cavaleiros chegou aos dias de hoje como uma concorrida romaria. No último sábado de maio partem de lá centenas de pessoas, cavaleiros, charreteiros, ciclistas e até gente a pé. Logo cedo, os romeiros começam a se reunir em um largo de Santo Amaro, o Bonneville, que já se chamou São Sebastião. Às oito e meia, os estandartes de irmandades e padroeiros são erguidos. Os participantes se movem, em

procissão. Ao passar pela Igreja Matriz, são abençoados por um padre, que esparge água benta. Pirapora do Bom Jesus é uma pequena cidade, situada em um vale, às margens do Rio Tietê. No museu local está a imagem do santo, de 1,70 metro, encontrada nas águas do rio, no século 18. Já é noite, quando os romeiros chegam. No domingo são realizados a missa cantada e a procissão, em homenagem ao Bom Jesus de Pirapora. No

dia seguinte, os romeiros fazem o caminho de volta. Desta vez, a romaria não pôde contar com Luiz Antonio da Silva Araújo, o Luizão, que a organizou nos últimos trinta anos. Morreu no ano passado, aos 61 anos. Seu pai o levava à romaria desde os seis. Naquele tempo, as famílias alugavam um caminhão e viajavam na carroceria. Depois vieram os cavalos, a paixão de Luizão. A mulher, Birgit Pescatore, e as duas filhas, também gostam de cavalos. Birgit assumiu o lugar do marido. "Quero continuar o trabalho, com o mesmo propósito de manter a tradição", explica.

Ela acha que a tradição está ligada aos bandeirantes, que hoje dão nome à rota que passa por Pirapora do Bom Jesus e chega a Tietê. Um dos projetos de Birgit é criar o Museu do Romeiro, perto da hípica de Santo Amaro. A filha Vanessa conta que a família realiza uma festa para arrecadar fundos, no domingo anterior à romaria. O local é o Recanto dos Cavaleiros, fundado por Luizão há mais de vinte anos. Vanessa diz que participa da romaria desde os cinco anos, o que também aconteceu com sua irmã, Andréia. "Nascemos em cima de um cavalo." (VS)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

c

11 Vi a praça ter altos e baixos. Derneval Alves Santana, jornaleiro.

idades

Fotos de L.C.Leite/Luz

Monumento inaugurado no centenário da Independência do Brasil foi um presente da comunidade italiana a São Paulo: hoje ele está maltratado.

Aos 90 anos, um monumento ameaçado. Na praça Ramos de Azevedo, as 12 esculturas que compõem obra em homenagem a Carlos Gomes sofrem com o vandalismo. Entidade quer mais cuidado da Prefeitura. Ivan Ventura

N

o dia 12 de outubro, as 12 obras que compõem o conjunto de esculturas em homenagem ao maestro e compositor Carlos Gomes, na Praça Ramos de Azevedo, completam 90 anos. Motivos para comemoração, nem tantos. Sem a proteção necessária, as esculturas estão pichadas, manchadas pela poluição ou até mesmo depredadas. Um exemplo: a obra que representa o Guarani, em referência à ópera composta pelo maestro brasileiro, não tem mais seu arco nem sua flecha. Numa tentativa de chamar a atenção da Prefeitura para o problema, o Instituto PróMonumento, entidade que defende a conservação dos monumentos da cidade, promoverá amanhã, às 9h30,

O Guarani, há anos sem seu arco e sua flecha. na praça Ramos de Azevedo, um encontro para lembrar os 90 anos das estátuas. Durante o evento será reivindicada a instalação de uma câmera de vigilância com o objetivo de inibir o vandalismo e crescente consumo de drogas no local. "É uma oportunidade para alertarmos a cidade sobre o descaso com o monumento, um dos mais importantes de

Maria Tudor, uma escultura cercada por pichações.

São Paulo e um dos mais visitados por turistas. Afinal, Carlos Gomes é um dos grandes brasileiros da nossa história", disse Walter Ramos, coordenador do instituto. Outro exemplo de vandalismo foi a amputação de um dos dedos da escultura Condor, personagem de outra obra de Carlos Gomes. O

dano foi descoberto no início de julho. Dias depois, o dedo foi devolvido, mas a Prefeitura teve de desembolsar cerca de R$ 3 mil para reimplantá-lo. "Por sorte, o dedo do Condor voltou, mas o mesmo não dá para dizer sobre o Guarani, que está sem o arco e a flecha há anos", disse Ramos.

Glorioso - O conjunto de 12 esculturas em homenagem a Carlos Gomes foi inaugurado no dia 12 de outubro de 1922 e fez parte das comemorações do centenário da Independência do Brasil. Feitas em bronze, mármore e granito, as 12 obras foram esculpidas na Itália pelo artista Luiggi Brizzolara e

financiadas pela comunidade italiana no Brasil. As estátuas são referências à obra do maestro brasileiro, que sempre cantou seu amor pela Itália. Na praça Ramos, em destaque, está a Fonte dos Desejos ou Glória, que procura reproduzir elemento da Fontana di Trevi, em Roma). Em 6 de agosto de 1992, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Brizzolara disse que a obra custou 600 mil liras ou 159 contos de réis, em dinheiro brasileiro da época (cerca de R$ 8 milhões). No dia da inauguração, muita festa. O Estadão reservou uma página para noticiá-la. "Vi a praça ter altos e baixos. Eu a testemunhei deteriorada, revitalizada e outra vez abandonada. Quem sabe isso não muda com o novo prefeito", disse Derneval Alves Santana, proprietário da banca de jornal instalada no local há 18 anos.

Alexandre Nóbrega/28/01/2005

O MOSQUETEIRO SOLITÁRIO

A

GUERRA DE EDIFÍCIOS

O

ESCRIVÁ, O NOVO...

A

Newton Santos/Hype

Viaduto do Chá é um ponto privilegiado para você observar uma guerra silenciosa travada entre dois edifícios, cujo campo de batalha abrange um raio de 100 metros. O primeiro é o edifício onde está a Prefeitura, 14 andares, projetado pelo arquiteto italiano Marcello Piacentini (1881-1961), datado de 1938. Piacentini é conhecido como "architetto del Regime", no caso, o fascismo de Benito Mussolini (1883-1945), que se traduzia, na arquitetura, em projetos monumentais. A ideia era recuperar, num viés autoritário, o esplendor do império romano através de altos pilares, relevos e da fachada opulenta. O segundo é o Edifício CBI-Esplanada, 30 andares, na Rua Formosa, do outro lado do Anhangabaú. Foi idealizado pelo arquiteto polonês Lucyan Korngold (1897-1963) que chegou ao Brasil em 1939, fugindo da perseguição do nazismo. Seria desnecessário lembrar que Adolf Hitler (1889-1945) estava de braços dados com Mussolini e que nazismo e fascismo eram irmãos siameses. O prédio, erguido em 1948, exibe linhas despojadas, próprias da famosa e inovadora Escola Bauhaus – por ironia, nascida na Alemanha – que os nazistas chamavam de "degenerada". Não é difícil imaginar que ali o destino brincou com a história e que Piacentini e Korngold estão se encarando desafiadoramente.

Leonardo Rodrigues/20/12/2005

situação desconfortável do deputado João Paulo Cunha (PT), já Emídio de condenado por Souza, do trio corrupção no Mensalão, faz petista de lembrar que o mundo dá voltas. inseparáveis Em 2004, recém eleito prefeito de Osasco. de Osasco e atualmente no segundo mandato, Emídio de Souza, 53 anos, informava à coluna Metrópole – então em outras paragens – que ele, Sílvio "Land Rover" Pereira e João Paulo Cunha formavam na juventude um trio inseparável. Lembrava, nostalgicamente, que se filiaram no mesmo dia ao Partido dos Trabalhadores para construir suas carreiras políticas bem sucedidas na paisagem osasquense. Como se vê, foi o único que restou.

Catedral da Sé tem novo inquilino. Trata-se de São Josemaria Escrivá, cuja imagem de bronze, e em tamanho natural, está, há cerca de um mês, assentada à direita do altar-mor, na companhia de José de Anchieta e encimado por Nossa Senhora Aparecida. É possível que essa presença, na medida em que fique mais conhecida, venha a produzir repercussões acaloradas, sempre entre quatro paredes, no caso de religiosos, ou às claras, com afloramentos públicos, na chamada comunidade católica leiga. Josemaria Escrivá de Balaguer (1902-1975), padre secular espanhol, pertence à categoria "ame-o ou deixe-o" de pessoas e ideias. Fundou a polêmica organização Opus Dei em 2 de outubro de 1928. Em linhas gerais, pregava que a sociedade poderia ser santificada a partir da vivência cristã cotidiana, em especial no trabalho. Até aí, tudo bem. Mas, à certa altura, a organização passou a ser severamente acusada de alinhar-se às grandes empresas e às ditaduras, particularmente a do Generalíssimo Francisco Franco (1892-1975). Tornou-se referência de correntes retrógradas. Este debate permanece vivo, sobretudo passional.

...MORADOR DA SÉ

E

m 1974, Escrivá passou cerca de 20 dias em São Paulo. Ficou hospedado no Sumaré, em um dos mais de 30 endereços da Opus Dei na Capital. Esta longa visita tem sido a justificativa para sua entronização na Catedral, sob o argumento de que um santo estivera entre nós. (João Paulo II promoveu sua canonização em 2002). A imagem, em torno de 300 quilos, consagrada pelo cardeal Odillo Scherer em junho passado, foi bancada pela organização. Ganhou forma nas mãos do escultor Murilo Sá Toledo, especializado em arte sacra, que tem seu ateliê em Santana do Parnaíba. O prestígio da Opus Dei pode ser avaliado pela decisão do Vaticano em nomeá-la como prelazia pessoal, instituição que responde diretamente ao papa e que, grosso modo, se coloca, na prática, como uma espécie de diocese. Entre outras coisas, controla a Universidade de Navarra, Espanha, que se caracteriza pela excelência dos cursos de comunicação. Nos últimos tempos, importantes jornais brasileiros promoveram reformas sob seus auspícios.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12 T WITTER

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Titã, a maior lua de Saturno, em foto da sonda Cassini, da Nasa.

Anúncios serão 'personalizados' O Twitter começará a permitir que anunciantes selecionem diretamente usuários com base nos interesses revelados em seus tuítes, anunciou ontem a rede social. A intenção é atrair mais anunciantes para seu programa de anúncios pagos. A companhia também reduziu o preço mínimo de "tuítes patrocinados" para apenas um centavo de dólar. O Twitter adotou a estratégia de analisar o que cada usuário lê e publica com o objetivo de identificar os interesses de cada indivíduo, seguindo seus concorrentes. O Google há muito conquistou grande lucro ao divulgar anúncios baseados nas expressões buscadas por usuários e o Facebook baseia suas vendas de anúncios nos links que o usuário "curte".

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Nave Dawn, da Nasa, próxima ao asteroide gigante Vesta. Nasa/Reuters

C OPA 2014 C ASA

Fifa elogia preparativos

O Sem sabugo Milho soltinho é o que promete este utensílio premiado da Amco Houseworks. http://bit.ly/TArJRX

C IÊNCIA

Sequenciado genoma de hominídeo Cientistas do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, na Alemanha, sequenciaram o genoma do denisova, hominídeo descoberto numa caverna da Sibéria em 2010, parente dos neandertais e dos homens modernos. Os resultados foram publicados ontem no site da revista Science. Pedaços do osso de

um dedo e dois molares encontrados na Caverna Denisova, nos Montes Altai, na Sibéria, fornecendo DNA para estudo. O sequenciamento confirmou que o genoma do ser humano moderno contém genes em comum com os Denisovas, o que comprova a miscigenação entre espécies na Pré-História.

secretário-geral da F i f a , J é r ô m e V a lcke, disse ontem, no Rio de Janeiro, que o Brasil entrou numa velocidade "de cruzeiro" na sua preparação para a Copa das Confederações em 2013 e para o Mundial de 2014. Valcke, entretanto, alertou que ainda há problemas. "O que foi dito é que não há nenhum único estádio em vermelho para a Copa ou em zona crítica, mas isso pode mudar a qualquer momento", avaliou o dirigente da Fifa. Valcke veio ao Brasil esta semana para acompanhar especialmente o andamento das arenas de Manaus e Cuiabá. O dirigente anunciou ainda que as visitas da Fifa ao Brasil

serão encurtadas de 2 em 2 meses para a cada 6 semanas. As próximas vistorias serão feitas nas arenas do Rio e Belo Horizonte, que serão usadas na Copa das Confederações. A maior dor de cabeça do Comitê Organizador Local de 2014 (COL) e da Fifa é o ritmo do estádio de Recife, que está previamente selecionado para a Copa das Confederações, no ano que vem. Cerca de 50% das obras estão concluídas e a participação da arena em 2013 ainda precisa ser confirmada. A decisão será tomada na primeira semana de novembro, após vistoria no fim de outubro. "Como vocês sabem, ainda temos que monitorar Recife para a Copa das Confedera-

ções... O estádio tem que estar pronto. Se quiser vender ingresso para os jogos em 2013, tem que saber quantos assentos, que lugares a mídia poderá usar", disse. Conciliação – Ao contrário de visitas anteriores, o clima entre Fifa, COL e governo foi mais amistoso desta vez. Valcke até ensaiou durante a entrevista um alerta maior sobre as obras, mas preferiu o discurso conciliador. O secretário-geral já fez duras críticas ao andamento das obras no Brasil. Em março, ele chegou a afirmar que o país precisava de um "chute no traseiro" para avançar nos preparativos, o que gerou atrito com o governo e pedidos de desculpas da Fifa. (Reuters)

A NTIFUMO

Garçons ganham três anos de vida Os garçons e funcionários de bares e restaurantes tiveram uma melhora de saúde equivalente ao ganho de três anos de vida graças à lei que restringe o fumo em locais públicos fechados, aponta um estudo científico suíço divulgado ontem. A pesquisa, realizada pelo Instituto Tropical e de Saúde Pública do Cantão de Basileia, se baseou em exames cardiovasculares de uma centena de trabalhadores. Os três anos de vida representam a média da melhora cardiovascular dos funcionários ao ficar menos expostos a fumaça.

Guto Kuerten/AE

D ESIGN

Facas artísticas http://bit.ly/Rq5ssl

L

O conjunto de facas Deglon chama a atenção pelo design inovador e bonito. Criação de Mia Schmallenbach, tem todos os cortes ideais para chefs.

SOL DE INVERNO - Imagem do amanhecer em Florianópolis. As manhãs começam frias e com nuvens durante estes dias de inverno e as mínimas ficam em torno de 10°C, mas o sol e o bom tempo predominam em quase todo o Estado de Santa Catarina.

E DUCAÇÃO R ECICLAGEM

O SCAR

Harvard investiga cópia de prova A Universidade de Harvard investiga 125 estudantes acusados de copiar uma prova. O caso pode se tornar o mais escandaloso da história recente do prestigiado centro acadêmico dos EUA, informou ontem o jornal Boston Globe. O número corresponde a quase metade dos estudantes de uma turma da universidade. Vários alunos teriam trabalhado em conjunto para responder às perguntas, violando a política do exame.

Academia muda regras novamente A Academia de Hollywood divulgou ontem novas regras para o Oscar, válidas a partir da próxima premiação. A principal mudança é a exigência de que cinco canções concorram na categoria "melhor canção original". Em 2012, concorreram apenas duas músicas: Real in Rio e Man or muppet.

Arte de metrô Nina Boesch transformou 30 mil cartões de metrô em retratos e quadros de paisagens de Nova York. www.ninaboesch.com/project_collage.html

L OTERIAS Concurso 2983 da QUINA 11

21

41

71

79


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

e

13 JAPÃO Taxa de desemprego no país fica estável em 4,3% em julho

conomia

O

volume de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 2,184 trilhões, em julho, com alta de 0,7% em relação a junho e de 17,7% em 12 meses, informou ontem o Banco Central (BC). Segundo o relatório do BC, o crescimento do crédito é “compatível com a evolução moderada da atividade econômica”. “A expansão do crédito foi mais expressiva no crédito direcionado (o perações com taxas de juros ou recursos pré-estabelecidos por normas governamentais), sustentada pelo desempenho favorável do crédito habitacional e das operações doBanco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”, diz o relatório. Em julho, o volume de crédito representou 50,7% do Produto Interno Bruto (PIB), todas as riquezas produzidas pelo País – resultado estável na comparação com junho. Em julho do ano passado, o volume era 46,1% do PIB. No acumulado do trimestre, a carteira cresceu 3,9% e, no ano até julho, o aumento foi de 7,6%. Em 12 meses até o mês passado, o total de operações de crédito registrou expansão de 17,9%. Destinações – Segundo o Banco Central, entre as operações que mais cresceram no mês passado estão os créditos para o governo federal, que subiram 12,7% no período, para R$ 53,786 bilhões. No setor privado, merece destaque o financiamento voltado para a habitação, que avançou 2,7% em julho, para R$ 242,316 bilhões. Projeção – O chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel, disse ontem que a trajetória de crescimento do crédito até julho é consistente com a projeção da

Wesley Santos/AE

Crédito cresce 17,7% em um ano Taxa média de juros cobrada das pessoas físicas em julho foi de 36,2% e das jurídicas 23,6% instituição de expansão de 15% para 2012. Maciel afirmou, no entanto, que é possível que o crescimento verificado no ano fique um pouco acima disso. "Pode ser um pouquinho mais alto do que isso", acrescentou. Ele disse ainda que há uma moderação da expansão do

Venda de veículos é recorde em agosto

F

altando dois dias no calendário das concessionárias para fechar o mês de agosto, as vendas de automóveis e comerciais já atingiu o maior nível da história do setor automotivo brasileiro, desde 1957. Até ontem foram licenciados 358.641 veículos leves em 21 dias úteis, 7.231 a mais que o total vendido em julho deste ano, até então o recorde de emplacamentos com 351.410 unidades em 22 dias úteis. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Os números de agosto confirmam uma corrida do consumidor às concessio-

CAIXA ECONÔMICA A CEF receberá aporte de até R$ 1,5 bilhão para aumentar capital.

nárias para adquirir o automóvel com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido, benefício que estava previsto para terminar hoje, mas acabou sendo prorrogado na última quarta-feira pelo governo federal até o final de outubro. A média diária de vendas nos 21 dias úteis de agosto chega a 17 mil, bem acima dos números verificados até maio, quando o IPI reduzido foi instituído. Em abril e maio, antes da medida, a média foi de pouco menos que 12,5 mil. Levando-se em conta a média diária verificada do dia 1º ao 29 de agosto, o mês deve terminar com um total de 392 mil automóveis emplacados. (AE)

crédito, em linha com o que o BC esperava, em ambiente de redução de juros e dos spreads. "Naturalmente, esse ritmo de redução das taxas é um pouco menor agora. Pois a queda foi muito expressiva nos últimos meses", afirmou. "Os juros encontraram um novo piso. Tanto no crédito total

como na pessoa física." Maciel disse, entretanto, que o movimento de redução de juros não acabou, apenas perdeu força, pois já houve cinco meses seguidos de queda significativa. "O ritmo se acomodou." Ele lembrou que as taxas de juros médias, geral e para pessoa física, estão nos

menores níveis da série e já caíram, respectivamente, 7,4 e 9,2 pontos percentuais desde fevereiro. Inadimplência – Quanto à inadimplência do crédito, ele salientou que ela atingiu um patamar mais alto em janeiro e vem oscilando ao redor desse nível desde então. Segundo

dados do BC, a taxa bateu 5,7% em janeiro e chegou a 5,9% em julho, percentual que já foi visto em meses anteriores. "A inadimplência está estável em um patamar alto", disse. "Mas é acomodação com perspectiva de recuo à frente. Até o fim do ano, isso deve se reverter", projetou. Ao abrir os dados do calote da pessoa física, Maciel destacou que o fator que mais tem significado em julho é o aumento de 0,1 ponto percentual da inadimplência do crédito pessoal, que subiu para 5,8% no mês passado. Mesmo assim, ele destacou que essa taxa já chegou a quase dois dígitos. Em maio de 2002, foi verificado o maior percentual, de 9,2%. "Agora o patamar é elevado, mas nada de extraordinário", comparou. Vale enfatizar, porém, que esse indicador está em trajetória de alta contínua mês a mês desde março, quando estava em 5,3%. Por modalidade de crédito, a inadimplência nas aquisições de veículos ficou estável 6% em julho na comparação com junho. O calote no cheque especial subiu em julho para 11,8% ante 11,6% no mês anterior. No crédito pessoal, o total das contas vencidas e não pagas em 90 dias ficou em 5,8% em julho, maior que o percentual de 5,7% em junho. Spread – A diferença entre o custo de captação do banco e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final, o spread bancário, atingiu 23% em julho, contra 23,2% no mês anterior. A taxa média de juros cobrada das pessoas físicas ficou 36,2% em julho, menor que o percentual de 36,5% em junho. Para as pessoas jurídicas, a taxa média de juros foi de 23,6% em julho ante 23,8% em junho. (Agências)

Dilma garante que governo vai dar suporte à competitividade brasileira Presidente está preocupada com cenário de deteriorização da economia internacional e seus reflexos no Brasil

A

presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o cenário internacional se deteriorou muito desde a última reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). "A crise atingiu de forma bastante profunda os Estados Unidos e de forma muito crônica a União Europeia. Mesmo os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) não ficaram fora de seus efeitos", disse, em discurso. O governo, de acordo com a presidente, está adotando uma série de medidas para fazer frente à crise. "Nós não permitimos que nossos olhos sejam só de curto prazo porque não teríamos conseguido – como fizemos no passado, e estamos fazendo neste momento – enfrentar as características mais permanentes dessa crise que chegou", afirmou ela. A presidente Dilma enfatizou que competitividade é uma palavra-chave

para que o Brasil se desenvolva. "Não seremos um País justo se não formos capazes de ser um País competitivo", disse. "O governo vai apoiar e dar suporte à competitividade brasileira", garantiu ela, a partir da desobstrução de gargalos logísticos – que aumentam os custos operacionais e dificultam o desenvolvimento do País. Juros – "Mudamos uma relação macroeconômica importante, que é a relação entre juros e câmbio", afirmou. Sobre os juros, disse: "Criamos um ambiente para que a taxa de juros caísse. Hoje, os juros têm um patamar bem mais civilizado que há um ano." Dilma afirmou ainda que o País tem hoje solidez fiscal e um setor financeiro robusto. "Chegaremos a spreads condizentes aos praticados no restante do mundo", disse, ressaltando que isso será feito de forma progressiva, sem prejuízo da economia.

Energia – A presidente afirmou que o pacote de medidas que vão reduzir o custo da energia elétrica será anunciado na semana que vem. E revelou que a redução do custo se dará por meio da diminuição dos encargos setoriais que oneram a energia. "Essa redução de custo é a única forma que temos para enfrentar as décadas que virão", afirmou. "Iremos fazer um conjunto de medidas para reduzir o custo da energia baseado na reversão das concessões depois de vencido o prazo", garantiu. Tributos – Sobre as desonerações de impostos, respondeu que "ninguém muda a estrutura tributária de um País de um dia para outro". "A questão do fim da guerra dos portos é algo fundamental", acrescentou. "Temos que tornar racional o custo da tributação. Ele não pode impedir o investimento." (AE)

Uéslei Marcelino/Reuters

Mantega: BNDES continuará liberando recursos robustos. Medidas de estímulo à economia brasileira continuarão, garante ministro.

O

Guido Mantega, ministro da Fazenda: inadimplência está caindo.

ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai continuar liberando grandes volumes de crédito, conforme anunciado pelo governo na última quartafeira, e vai seguir com a ampliação de medidas de estímulo à economia brasileira. Segundo Mantega, parte da inadimplência no País é causada pela restrição de crédito imposta pelos bancos, mas está caindo. "A

queda da Selic para patamares quase civilizados vai estimular o mercado de dívida privada", afirmou, citando que, nos últimos anos, esse mercado ficou "atrofiado". "No Brasil, os títulos privados corporativos representam apenas 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB)." Para ele, a nova política cambial também é importante nesse processo. "O câmbio estava valorizado e praticamos uma política de desvalorização para tornar o real mais competitivo",

afirmou. "Já são quatro meses com dólar acima de R$ 2, uma situação que vai se consolidando." Mantega comentou que os concorrentes do País têm manipulado o câmbio para baratear seus produtos em até 40%. "Não por produtividade ou competência, mas situação cambial", disse. "Continuaremos trabalhando na direção de termos um real desvalorizado para dar competitividade às nossas empresas." Mantega lembrou que o

governo tem preparado um conjunto de investimentos que terão efeito nos próximos anos. "Perdemos terreno nos investimentos em 2011 e 2012, mas temos condições de avançar nos próximos anos. Chegar a 24% do PIB tornou-se um grande desafio. Tivemos que postergar esta meta para 2015 e 2016", afirmou o ministro. "Apostamos em uma retomada, em aceleração, mas tivemos um ano ou um ano e meio de defasagem", finalizou. (AE)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

e

15 Categorias importantes possuem data-base no segundo semestre do ano, como comerciários, bancários, metalúrgicos, químicos e petroleiros.

conomia

Reajustes estão acima da inflação Segundo o Dieese, 96,5% dos reajustes salariais de 370 categorias, firmados no primeiro semestre deste ano, ficaram acima do INPC. Franklin de Freitas/AE

Resultado das negociações salariais em todo o País é o melhor desde o ano de 1996, segundo informou o departamento Intersindical de Estatística.

com 31,4% das categorias avaliadas. Os dados do Dieese apontam ainda que, na média de todas as categorias, o valor médio do aumento real dos salários sobre o INPC-IBGE foi de 2,23% nas negociações de 2012. Em 2011, o aumento real médio de salários foi de 1,31% e, em 2010, de 1,5%.

FGTS: nova regra votada em comissão.

A

distribuição do resultado financeiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ao trabalhador cotista foi uma das alternativas apresentadas ontem na subcomissão do Senado que tratou do assunto durante vários meses. Esse mecanismo, segundo a relatora Marta Suplicy (PT-SP), ajudaria a corrigir a distorção na fórmula de rendimento do fundo da Taxa Referencial de Juros (TR) mais 3% ao ano. A proposta foi aprovada por unanimidade na subcomissão e deve ser votada ainda neste ano pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Na apresentação do seu relatório, a senadora defende que se a norma já estivesse em vigor a regra de distribuição para o trabalhador cotista seria de, pelo menos, 50% do lucro. Isso representaria um significativo rendimento adicional entre 0,8% e 1,6% ao ano. Marta Suplicy destacou, entretanto, que esse não pode ser o único mecanismo para corrigir as perdas do FGTS. A senadora frisou que o resultado financeiro do fundo depende da rentabilidade da carteira de crédito e das aplicações financeiras e, também, de despesas como a con-

cessão de subsídios em operações de crédito. Por isso, ela propôs aumentar os juros remuneratórios das contas vinculadas de 3% para 4,5% ao ano. Para viabilizar essa correção, seria proposta uma regra de cálculo semelhante ao que foi feito com as contas da caderneta de poupança. A regra seria a correção de 4,5% ao ano, enquanto a meta da taxa Selic for superior a 8,5% ao ano, e 50% da taxa Selic ao ano quando essa meta for igual ou inferior a 8,5% ao ano. Se a correção proposta já estivesse em vigor, com a taxa básica de 8%, a remuneração do FGTS seria uma taxa de 3,7% ao ano. Pela nova regra, aplicando-se a Taxa Referencial mais 70% da Selic, a correção seria de 4,7% ao ano, e a poupança, pela nova regra já em vigor, chega a 6,3%. Marta Suplicy disse que, além de elevar o percentual de correção nos juros, "a adoção da nova regra resolve o problema das perdas inflacionárias que as contas vinculadas vinham sofrendo na última década". A norma também tem por objetivo estimular que o FGTS seja mais um instrumento de poupança à disposição do trabalhador. (ABr)

Setores públicos – As 370 categorias de trabalhadores avaliadas pelo Dieese estão nos setores de indústria, comércio e serviços. A instituição não avalia as negociações dos setores público e rural. Mesmo com as projeções de crescimento de 2% ou menos do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, o percentual das ca-

tegorias que terão aumento nos salários acima do INPC será recorde neste ano, segundo projeções do Dieese. "A tendência é de que o percentual de 96,5% das categorias que tiveram aumento real no primeiro semestre se mantenha no desempenho anualizado e supere o recorde de 2010, de 88,2%", disse o coordenador

de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira. Na avaliação dele, as condições econômicas que incentivaram a obtenção de aumentos reais no primeiro semestre – alta do salário mínimo acima da inflação, queda da inflação medida pelo INPC e manutenção do nível de emprego – se-

Indústria ajustou jornada para segurar emprego Nacho Doce/Reuters

L

evantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado ontem, aponta que 96,5% dos reajustes salariais de 370 categorias avaliadas no primeiro semestre de 2012 ficaram acima da inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Dieese, o desempenho é o melhor desde 1996, quando o levantamento teve início. Em 2011, 85,1% das categorias conseguiram reajustes acima da inflação e, em 2010, 88,1%. O Dieese apontou ainda que apenas duas categorias do setor de serviços, ou 0,5% das avaliadas, tiveram reajustes salariais abaixo do INPC-IBGE, cujo índice varia de acordo com o período da data-base das negociações salariais. Mesmo assim, essas categorias tiveram reajustes entre 0,01% e 1% abaixo da inflação. O levantamento apontou ainda que 3% das categorias conseguiram reajustes iguais ao INPC-IBGE e que a faixa com o maior número de aumentos acima da inflação foi no intervalo de 1,01% a 2%,

Redução da jornada: pesquisa do Ipea revela que empresas alteraram as horas trabalhadas para evitar demissões de trabalhadores.

A

indústria ajustou a jornada de trabalho para segurar o emprego, revelou a pesquisa "Mercado de trabalho/conjuntura e trabalho", divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Para evitar demissões em um período de atividade mais fraca em todo o País, a indústria voltou a reduzir as horas trabalhadas e manteve o emprego praticamente estável no período de janeiro a maio deste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O Ipea não divulgou o resultado do mercado de trabalho no semestre, por conta da ausência de informação completa da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que tem parte dos funcionários em greve desde junho. Serviços – Segundo o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Carlos Henrique Leite Corseuil, somou-se ao ajustamento da jornada de trabalho na indústria o bom desempenho do mercado de trabalho de serviços.

O economista acredita que, ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil do segundo trimestre, que será divulgado hoje, apresente resultados não tão otimistas, o mercado de trabalho poderá permanecer em ascensão. "No ano passado, esperava que o mercado de trabalho já não fosse refletir resultados tão bons", afirmou Corseuil. "Não me surpreenderei se também desta vez houver um descolamento entre PIB e o mercado de trabalho", acrescentou o técnico de Planejamento. (AE)

rão somadas à retomada da economia no segundo semestre e favorecerão as negociações. "Certamente, a taxa de inflação mais baixa e o aumento do salário mínimo criam um ambiente favorável ao reajuste e ao ganho real, aliados à ação sindical, ao mercado de trabalho aquecido e ao crescimento da massa salarial, que impulsiona os desempenhos das vendas", explicou. Oliveira disse que categorias importantes possuem data-base no segundo semestre, como comerciários, bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e trabalhadores dos Correios. De acordo com o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, não é possível avaliar que impacto tiveram na criação de empregos e no aumento de salários as medidas de desoneração do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) para os setores automotivo, da linha branca e de materiais de construção, além da desoneração da folha de pagamento para 17 setores. "Não tenha dúvida de que os setores empresariais do segmento saem em vantagem, mas é preciso avaliar a contrapartida, que seria a geração de empregos", disse Oliveira. (AE)

Salário mínimo será de R$ 670,95

O

Ministério do Planejamento fixou em R$ 670,95 o valor do salário mínimo a partir de janeiro de 2013. Essa é a proposta que o governo federal incluiu no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) enviado ontem ao Congresso Nacional. O novo valor é 7,9% maior que os R$ 622 pagos atualmente. A Ploa traz a previsão de gastos do governo para o próximo ano. O novo valor do salário mínimo passa a ser pago a partir de fevereiro, referente ao mês de janeiro. O reajuste inclui a variação de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 e a estimativa de que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) prevista para o ano seja de 5%. Despesas – A estimativa do governo é que cada R$ 1 de avanço no salário mínimo gere despesas de R$ 308 milhões ao governo. Com isso, o aumento de R$ 48 concedido pelo governo causará impacto de cerca de R$ 15,1 bilhões aos cofres públicos. O INPC é o índice utilizado nas negociações salariais dos sindicatos de todo o País e faz parte do acordo de evolução do salário mínimo fechado entre o governo e as centrais sindicais. (ABr)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

e

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A nova companhia aérea Azul deve nascer com 15% do mercado de aviação do País. Será a terceira maior empresa do setor, atrás de TAM e Gol.

conomia

COMPENSAÇÃO

A

Fotos: Divulgação

SORTEIOS para recuperação da imagem arranhada

ABASTEÇA

A

Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) ganhou campanha assinada que convida para o ABA Mídia 2012, que será realizado entre os dias 10 e 11 de setembro, no Hotel Renaissance, em São Paulo. Assinada pela Rae, MP a campanha tem como mote "Abasteça", convidando todos a se abastecerem de novas ideias para chegar ao coração dos consumidores.

SEM RITMO

A

pesar de o slogan da Copa 2014 no Brasil ser "Juntos num só ritmo", o que falta para Copa das Confederações no próximo ano é justamente o ritmo. Com a abertura marcada para 15 de junho em Brasília – no estádio Mané Garrincha – e o encerramento em 30 de junho na mais famosa arena mundial do futebol, o Maracanã, no Rio de Janeiro, o torneio ainda é rodeado por muitas indefinições. Salvador, Recife, Fortaleza e Belo Horizonte são as outras capitais que vão sediar jogos. O problema é que o calendário padece de enorme atraso nessas capitais. Só em Brasília, o ritmo é acelerado e visível, pois a capital do País tem governador e não prefeito, por sua condição de Distrito Federal. E, como este é um ano eleitoral, é natural que os atuais prefeitos – muitos candidatos à reeleição – não possam dar aval dentro do prazo para obras de infraestrutura e investimentos que se farão necessários. Por sua vez, as agências de publicidade começam a desenhar estratégias de participação, especialmente as que trabalham para patrocinadores oficiais da Fifa, como Coca-Cola, Adidas, Hyundai, Kia, Emirates, Sony e Visa, assim como os patrocinadores da Copa no Brasil, a exemplo de Bud, Castrol, Continental, Johnson & Johnson, McDonald's, Oi, Seara e Yingu Solar. A esses somam-se, ainda, os apoiadores nacionais, casos de Liberty, Itaú, Nescau e Wise Up. Só que outros também vão entrar em campo, mas, por enquanto, estão na con-

centração. Grandes agências já preparam material para pegar carona no evento. A Vivo é um bom exemplo. A empresa tem à disposição o belíssimo acervo de pinturas de futebol de José Zaragoza, o Z da DPZ, que tem tudo para ser objeto do desejo de muitos. Companhias da área de telefonia, apesar de a Oi ser patrocinadora, também prometem inovações – sem falar dos canais de conteúdo, que prometem testar, na Copa das Confederações, muitas inovações, inclusive as transmissões em 3D. Algumas agências também correm para testar a interatividade nas telas de televisão e celulares. É um bom momento de o consumidor e, sobretudo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ficarem atentos. Em vários países, a operadora divide com o cliente o que o anunciante paga. Portanto, pode-se trocar o recebimento de torpedos ou filmes comerciais por crédito em ligações. O problema é que, apesar de a Copa das Confederações estar chegando, nada foi decidido ainda. A injeção de recursos do evento traz alento a todos, inclusive por meio da criação de empregos. Mas tudo está muito lento, em banho-maria. É hora de avançar para marcar gols. As agências estão a postos e o consumidor terá muito a lucrar com as novas mídias, caso a Anatel venha a agir com a mesma firmeza como fez em relação ao excesso de chips de celulares no mercado, comprometendo a qualidade dos serviços. Ao jogo, portanto.

BUSCA de novas ideias

Oi lança neste fim de semana a campanha "Sorte na palma da mão", com sorteios semanais de motos, carros e casas para clientes dos serviços pré e pós-pagos. É uma forma de recuperar a imagem arranhada, como as das demais operadoras, desde que a Anatel, agência do setor de telecomunicações decidiu, finalmente, atender às reclamações dos consumidores e punir as empresas que prometem e não entregam o serviço. Agora, é reconquistar o consumidor. Bom para todos.

IMAGENS do continente

VEM DA ÁFRICA APOSTA da Nokia é no Windows Phone, da Microsoft. Em breve estará no mercado.

BRILHANTE

A

s agências JWT e Wunderman se uniram para o lançamento do Nokia Lumia 900, mais recente modelo do fabricante de aparelhos celulares. O diferencial é o Windows Phone de Bill Gates, que quer enfrentar a Apple. Os fanáticos por tecnologia já aguardam o produto, que chega em breve ao mercado.

A

produtora Cinevideo começa a colher os frutos da decisão de criar escritório em Maputo, capital de Moçambique. É ela que assina a campanha em torno da sétima edição do Dockanema, o maior festival de documentários africanos, que ocorre entre os dias 14 e 23 de setembro na cidade. As imagens africanas são sempre reveladoras de diversidade e atraem olhares do mundo.

Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

Divulgação

Depois de fusão com a Azul, marca Trip sai do mercado. Identidade visual, no entanto, tenta manter associação. Cade avalia o negócio. Renato Carbonari Ibelli

A expectativa dos executivos de Azul e Trip é de que o Cade dê o aval à fusão até o final deste ano.

A

marca Trip Linhas Aéreas deve sumir do mercado, como parte do processo de fusão com a Azul. A empresa resultante dessa união será chamada simplesmente de Azul, segundo anúncio feito ontem por executivos de ambas as companhias. A nova padronização da marca está atrelada a um aval à fusão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que é esperado para o final deste ano. Até que a fusão seja aprovada pelo órgão de defesa da concorrência, as empresas irão operar conjuntamente no formato de code share (voos compartilhados). A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que fiscaliza o setor aéreo, já autorizou as companhias a trabalhar com esse modelo, restando agora liberações específicas para cada uma das linhas operadas por Azul e Trip. De acordo com José Mário Caprioli, presidente da Trip, "até o dia 30 de outubro o code share estará totalmente implementado". Caprioli será o diretor de operações da companhia resultante da fusão. Identidade – A opção por manter o nome Azul para a nova companhia resultou da maior penetração da marca

A fusão acontece em um momento de expansão. Qualquer uma das marcas poderia ser mantida. GIANFRANCO BETING, DIRETOR DE COMUNICAÇÃO DA AZUL

em mercados mais relevantes, como o de São Paulo. Mas alguns detalhes da nova logomarca apresentada ontem remetem à identidade visual usada pela Trip. A letra "U" na palavra Azul será grafada em um tom mais claro, assim como hoje se observa na letra "I" em Trip. "A fusão acontece em um momento de expansão de ambas as empresas e de reconhecimento no mercado de aviação. Qualquer uma das marcas poderia ser mantida”, afirmou o diretor de comunicação da Azul, Gianfranco Beting. A identidade visual da nova Azul será levada para todas as aeronaves em um prazo estimado de um ano e meio após a aprovação do Cade para a fusão. Juntas, as empresas têm atualmente uma frota formada por 115 aeronaves, que fazem 840 voos diários para 99 destinos. Esses números permitem que a nova Azul

nasça já detendo 15% do mercado de aviação do País. É a terceira maior do setor, atrás de TAM e Gol. O centésimo destino operado conjuntamente já está escolhido: o município de Barreiras, no oeste da Bahia, que passa a ser atendido em setembro a pedido da Trip. O "espólio" da Trip ainda engloba um pedido, junto à Anac, para liberação de 20 novos pares de slots (autorizações para pouso e decolagem) no aeroporto de Guarulhos. Juntas, Azul e Trip têm cerca de 380 pedidos à agência. A maioria, segundo Caprioli, é relativa a autorizações para voos em code share em diversos destinos. Esse formato é o caminho natural para empresas que estão em processo de fusão. Caso a união não seja aprovada, as empresas podem continuar a compartilhar voos tendo as estruturas societárias independentes. O Cade está analisando se a fusão não quebra as regras concorrenciais. Para Beting, isso não ocorre. "Acredito que 95% dos aeroportos em que Azul e Trip operam hoje têm espaço para que as empresas concorrentes se instalem. Apenas dois dos 99 destinos para os quais voamos hoje, não possuem mais espaço para novas competidoras. Não vamos infringir nenhuma regra de concorrência com a união", afirmou o executivo.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

e

17 O maior desafio para as marcas está em adquirir valor para conquistar. Eduardo Ragasol, presidente da Nielsen Brasil

conomia

O segredo das marcas que crescem Entre as empresas que obtiveram melhores resultados estão a Nívea, que começou a vender para o público masculino, e a Bimbo (Pullman), com o bolo Ana Maria. Leo Rodrigues/Hype

Estela Cangerana

U

m crescimento morno da economia e o alto endividamento das famílias (que vem segurando o consumo) não impediram que algumas marcas registrassem uma expansão considerável em suas vendas no primeiro semestre deste ano. Pesquisa feita pela Nielsen mostra que, entre as grandes empresas que atuam no Brasil, 60% tiveram desaceleração nos negócios e 40% aceleraram. Foram aquelas que conseguiram inovar e tiveram foco no valor. Entre as empresas que obtiveram melhores resultados neste ano estão a Nívea, que introduziu novos produtos e começou a vender para o público masculino, e a Bimbo (Pullman), que inovou na segmentação de mercado, investiu na distribuição e conseguiu registrar um grande crescimento com a linha de bolinhos Ana Maria. "O maior desafio para as marcas está em adquirir valor para conquistar o consumidor", afirmou o presidente da Nielsen Brasil, Eduardo Ragasol, que apresentou a pesquisa durante a palestra "Mudanças no mercado brasileiro 2012", em almoço do Comitê de Avaliação de Conjuntura da

Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ontem. O acompanhamento da Nielsen revelou que o sucesso nas marcas da categoria de acesso (aquelas que ainda não estão consolidadas, cuja penetração não é alta, mas o crescimento sim) aconteceu para as que mostraram seu valor e convenceram o consumidor a experimentá-las. "O brasileiro adora experimentar, é um consumidor curioso, principalmente o jovem e essa característica é importante e deve ser explorada", disse Ragasol. Mensagens – "Detectamos quatro mensagens vencedoras na tentativa de penetração de produtos no mercado: a da praticidade, a de fazer bem para a saúde, a da sofisticação ('você é diferente') e a da indulgência ('você merece')", afirmou o presidente da Nielsen. C o m o e x e mplo, há a expansão da demanda por tintura para cabelos para ser feita em casa, que traz embutida a ideia da praticidade. Outros destaques são o leite fermentado e a bebida a base de soja, com a mensagem de fazer bem à saúde, ou o cereal matinal, que passa a fazer parte do café da manhã de muitas famílias com a proposta de sofisticação dessa refeição. Entre os produtos de marcas mais maduras, o cresci-

Expansão do segmento de produtos de higiene e beleza: 9,6% no primeiro semestre deste ano, segundo a Nielsen.

mento maior ocorreu entre aqueles que conseguiram renovar seu ciclo de vida com inovação e trade on (agregação de valor). Caso dos sabonetes líquidos e antibacterianos, que vem conquistando mercado em ritmo acelerado em relação aos sabonetes sólidos. Classe C – Essa gama toda de produtos ganhou importância com a mudança de comportamento do consumidor, decorrente da expansão da renda e da ascensão da classe C. Ao longo dos últimos

Confiança tem pequena alta Consumidor melhora suas expectativas sobre o futuro da economia brasileira pelos segundo mês consecutivo

A

confiança do consumidor medida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ficou praticamente estável entre julho e agosto. No período, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) variou de 113 pontos para 113,4 pontos. Apesar da leve alteração, a CNI considera que houve crescimento do indicador. Agosto é o segundo mês consecutivo de crescimento, depois de o Inec ter chegado a 112,6 pontos em junho, o menor valor registrado em 2012. O resultado deste mês, inclusive, é melhor que o de agosto do ano passado, quando o Inec alcançou 112 pontos. Composição – O Inec é composto por seis indicadores: expectativas de inflação, expectativa de desemprego e expectativa de renda pessoal, além de avaliação sobre situação financeira, endividamento e compras de bens de maior valor. Os índices que medem expectativas consideram a percepção dos consumidores para os próximos seis meses

em relação aos seis meses anteriores. Os demais indicadores consideram a avaliação dos consumidores em relação aos três meses anteriores. Os três componentes do índice que puxaram o Inec para cima em agosto foram os de situação financeira, compras de bens de maior valor e expectativas quanto ao desemprego, explica a CNI. A pesquisa foi realizada pelo Ibope entre 16 e 20 de agosto, com 2.002 pessoas em todo o País. Entre os indicadores que medem expectativas do consumidor para os próximos seis meses, o índice sobre expectativa de inflação do consumidor marcou 109,5 pontos este mês, ante 110,7 pontos em julho deste ano e 101,4 pontos em agosto do ano passado. O índice sobre expectativa de desemprego alcançou 127,7 pontos em agosto deste ano, ante 126,1 pontos no mês passado e 129,4 pontos em agosto de 2011. O índice que mede expectativa de renda pessoal ficou em 111,9 pontos em agosto, ante 112,6 pontos no mês passado e 112,5 pontos

em agosto do ano passado. Nos indicadores que medem a percepção do consumidor sobre os três meses anteriores, o índice sobre a situação financeira marcou 114,9 pontos em agosto, ante 112,5 pontos em julho e 112,8 pontos em agosto do ano passado. Já o indicador relativo ao endividamento alcançou 107,9 pontos este mês, frente 109,9 pontos em julho e 105,6 pontos em agosto de 2011. O indicador sobre compras de bens de maior valor marcou 112,1 pontos este mês, ante 110,3 pontos no mês anterior e 111,8 pontos em agosto de 2011. "Foi uma recuperação importante em um indicador que não costuma variar tanto. Talvez as informações de renovação dos incentivos à economia, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns setores tenha influenciado a disposição do consumidor para as compras", analisa o economista da CNI Marcelo Azevedo sobre a evolução do indicador. (AE)

Paulo Pampolim/Hype

Índices da CNI medem a percepção dos consumidores para os próximos seis meses

anos, esse público vem diversificando seus gastos. Em 2009, os gastos básicos da

classe C comprometiam 18,3% da renda, em 2011, eles passaram para 14,6%, o que mostra a migração e a sofisticação da destinação de recursos nessa faixa de renda. Conforme os ganhos aumentam para essas pessoas, os gastos evoluem igualmente, dos primários (alimentação e itens básicos), para secundários (carro, por exemplo) chegando aos terciários (como viagens). Essa diversificação de gastos explica, por exemplo, a expansão do segmento de produtos de higiene e beleza, de 9,6% no primeiro semestre deste ano, no acompanhamento feito pela consultoria, enquanto a cesta Nielsen co-

mo um todo teve alta de 7%. "Para 2013, o consumo deve aumentar moderadamente em volume, mas pode crescer em valor. E a tendência é que esse consumidor continue diversificando seus gastos", afirmou Ragasol. Varejo – Já em relação aos canais de venda, a pesquisa da Nielsen comprova: os que tiveram maior expansão foram os que conseguiram oferecer conveniência e proximidade com o consumidor. É o caso das farmácias. "O sortimento de produtos delas melhorou muito e com itens que só são encontrados lá. As farmácias estão muito mais atrativas e mais perto dos consumidores", explicou.


DIà RIO DO COMÉRCIO

18 -.ECONOMIA/LEGAIS

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

e Milho e soja impactam preço das carnes A complicação para carnes estå relacionada ao suprimento de ração. Wander Sousa, analista de mercado da Conab

conomia

O Brasil, que ĂŠ um dos maiores produtores e consumidores de carne do mundo, tem um cenĂĄrio de queda projetado para este ano para aves, suĂ­nos e bovinos.

A

produção de carne de frango, que em 2011 cresceu 4,5%, deve fechar este ano com redução de 4%, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "A redução da oferta mundial de milho e farelo de soja Ê a principal causa para a queda da produção de carne, haja vista os elevados custos de produção, sobretudo aqueles relacionados à ração", destacou relatório divulgado ontem pela companhia. O Brasil, que Ê um dos maiores produtores e consumidores de carne do mundo, tem um cenårio de queda projetado para este ano em todos os tipos de produção desse mercado. "A complicação para carnes estå relacionada ao suprimento de ração, principalmente em função do milho. Jå houve anúncio de aumento de 10% do valor de derivados de frango (cortes) e os produtores jå anunciaram redução para alojamento (de aves). Isso vai significar redução de oferta e impactar no preço", afirmou Wander Sousa, analista de mercado da Conab. Os suinocultores devem ser ainda mais afetados pelo desequilíbrio entre o preço de mercado e o custo de produção. A carne suína, que em 2011 teve um incremento de produção de 5%, deverå sofrer, segundo a Conab, uma inversão da curva com redução de cerca de 5% em 2012. A seca afetou a produção em todas as regiþes do País. Os produtores de feijão do Nordeste jå perderam 69% da produção entre outubro do ano passado e abril deste ano.

Ernesto Rodrigues/AE

IGP-M cresce 1,43% em agosto

O

No Sul e Nordeste alguns produtores de aves tiveram que sacrificar os animais por causa do preço da ração A produção total da região contabilizada atÊ o momento pela Conab foi de apenas 295 mil toneladas, enquanto, no ano passado, o volume alcançou os 961 mil toneladas. No caso do milho, a perda dos produtores nordestinos chegou a 30%, o equivalente a quase 2 milhþes de toneladas a menos na contabilidade dos agricultores. Arroz – JosÊ Negreiros, tÊcnico de avaliação de safra da Conab, ainda destaca os prejuízos causados pela seca aos produtores de arroz do Sul do País. "O arroz, principal cultura da região, teve quebra de 14,7% na safra 2011/2012", destacou. Negreiros lembra que a participação do CentroSul do País na produção nacional chega a 90%. Na safra 2010/2011, a produção nacio-

nal de arroz atingiu o patamar de 13,6 milhþes de toneladas no Brasil, quando o Centro-Sul respondeu por 11,3 milhþes de toneladas. Este ano, a produção da região caiu para 9,8 milhþes de toneladas. O fenômeno da seca deste ano não respeitou barreiras. Os produtores dos Estados Unidos estimam perdas entre 20% e 30% nos cultivos de grãos. A estiagem atingiu grande parte do território norte-americano, agravando a redução de oferta e elevando as cotaçþes internacionais. No Brasil, o clima intensificou diferenças regionais. Diferentemente dos desastres registrados no Sul e Nordeste, o Centro-Oeste manteve níveis relativamente altos de segurança da produtividade, com poucos registros de que-

bra de produção. A produção de milho em Mato Grosso dobrou em volume. Enquanto, em 2011 alcançou 7 milhþes de toneladas, este ano, os produtores produziram 15 milhþes de toneladas. "Quanto à soja, tivemos ano agrícola muito bom em Mato Grosso, com produção um pouco menor do que em 2011, mas com maior produtividade", disse Nelson Picolli, diretor financeiro da Associação de Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja). Picolli critica aa disparidade das estratÊgias públicas diante do atual cenårio. "Temos no Centro-Oeste superprodução e no Sul e Nordeste os produtores tiveram que sacrificar animais por falta de ração", afirmou ele. (ABr)

�ndice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou para uma alta de 1,43% em agosto, ante elevação de 1,34% em julho, impulsionado pelos preços tanto no atacado quanto no varejo, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) ontem. O resultado ficou pouco abaixo das expectativas do mercado, que projetava alta de 1,45% do indicador em agosto. Em 12 meses, o IGPM avançou 7,72% e a taxa acumulada no ano Ê de 6,07%. Dentre os subíndices que compþem o IGP-M, o �ndice de Preços ao Produtor Amplo-Mercado (IPA-M) teve alta de 1,99% em agosto, ante inflação de 1,81% em julho. Milho – O índice de MatÊrias-Primas Brutas apresentou variação de 4,92%, contra 3,31% no mês anterior. Os itens que mais influenciaram foram milho em grão (6,74% para 20,33%), aves (0,84% para 11,18%) e suínos (-2,98% para 26,69%). Jå os preços dos Bens Finais avançaram 0,71%, ante 1,04% anteriormente. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 4,61% para 0,98%. No segmento Bens Intermediårios, houve desaceleração para 0,83%, ante 1,34% em julho. A principal contribuição partiu do sub-

grupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 1,36% para 0,59%. Varejo – Jå o �ndice de Preços ao Consumidor-Mercado (IPC-M) acelerou a alta para 0,33%, contra 0,25% visto anteriormente. A principal contribuição para o acrÊscimo foi do grupo Habitação, que passou de 0,18% para 0,29%. Nesta classe de despesa destacou-se o comportamento do item móveis para residência, cuja taxa de variação passou de -0,37% para 0,53%. TambÊm houve acrÊscimo nas taxas de variação de Educação, Leitura e Recreação (0,27% para 0,54%), Vestuårio (-0,83% para -0,58%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,32% para 0,43%), Transportes (-0,39% para -0,34%) e Comunicação (0,17% para 0,31%). Por outro lado, registraram recuo os grupos Alimentação (1,06% para 1,00%) e Despesas Diversas (0,39% para 0,24%). Por sua vez, o �ndice Nacional de Custo da Construção-Mercado (INCC-M) registrou elevação de 0,32% em agosto, desacelerando ante alta de 0,85% em julho. AlÊm de medir a evolução do nível de preços, o IGP-M Ê referência para a correção de contratos, como os de energia elÊtrica e aluguel. (Reuters)

'FKVCN FG Â&#x201A; G Â&#x201A; .GKNlQ FG DGO KOxXGN G RCTC KPVKOCnlQ FG 9+.510 .7Ă&#x160;5 2.#<# G UWC OWNJGT UG ECUCFQ HQT DGO EQOQ ETGFQTC JKRQVGEhTKC %''52 %CKZC 'EQPzOKEC FQ GUVCFQ FG 5lQ 2CWNQ 5 # GZRGFKFQ PQU CWVQU FC #nlQ FG 2TQEGFKOGPVQ 5WOhTKQ TGSWGTKFC RQT %10&1/Ă&#x160;0+1 '&+(Ă&#x160;%+1 /#437'5 &' 8#.'0c# + 2TQEGUUQ PÂ&#x201A; 1 &T &CPKNQ /CPUCPQ $CTKQPK ,WK\ FG &KTGKVQ FC Â&#x201A; 8CTC %sXGN FC %CRKVCN PC HQTOC FC .GK GVE (#< 5#$'4 SWG Q NGKNQGKTQ QHKEKCN 5T +4#0+ (.14'5 ,7%'52 NGXCTh C NGKNlQ R}DNKEQ RCTC XGPFC C CTTGOCVCnlQ PQ NQECN G JQTC FGUETKVQU PQ UKVG EQO VTCPUOKUUlQ CQ XKXQ G FKURQPKDKNK\CnlQ KOGFKCVC PQ UKUVGOC IGUVQT YYY NGKNCQDTCUKN EQO DT RCTC NCPEGU RGNC KPVGTPGV EQO KPsEKQ FC Â&#x201A; RTCnC GO iU JQTCU G GPEGTTCOGPVQ FC Â&#x201A; RTCnC GO iU JQTCU $'/ #RCTVCOGPVQ PÂ&#x201A; NQECNK\CFQ PQ Â&#x201A; CPFCT FQ 'FKHsEKQ /CTSWGU FG 8CNGPnC UKVWCFQ i 4WC /CTSWGU FG 8CNGPnC PÂ&#x201A; PQ Â&#x201A; 5WDFKUVTKVQ FC /QQEC EQO hTGC RTKXCVKXC FG O C hTGC EQOWO FG O C hTGC VQVCN FG O HTCnlQ KFGCN PQ VGTTGPQ FG ECDGPFQ NJG WOC XCIC PC ICTCIGO NQECNK\CFC PQU Â&#x201A; G Â&#x201A;UWDUQNQU GO NWICT KPFKXKFWCN G KPFGVGTOKPCFQ %QPVTKDWKPVG /CVTsEWNC PÂ&#x201A; FQ Â&#x201A; %4+ 52 Ă?PWU %QPUVC PC 4 *KRQVGEC GO HCXQT FC %''52 ° %CKZC 'EQPzOKEC FQ 'UVCFQ FG 5lQ 2CWNQ 5 # %QPUVC PC 4 2GPJQTC 'ZGSWGPFC %QPUVC PC 4 2GPJQTC FC Â&#x201A; 8CTC %sXGN RTQEGUUQ PÂ&#x201A; OQXKFC RGNQ OGUOQ CWVQT %QPUVC PC #X 2GPJQTC FC Â&#x201A; 8CTC %sXGN RTQEGUUQ PÂ&#x201A; 8CNQT VQVCN FQU FoDKVQU KPHQTOCFQ RGNQ GZGSWGPVG o FG 4 #XCNKCnlQ FQ $GO 4 5GV SWG UGTh CVWCNK\CFQ RCTC C FCVC UWRTC 0lQ JCXGPFQ NCPEG KIWCN QW UWRGTKQT CQ XCNQT FC CXCNKCnlQ PQU RTKOGKTQU FKCU UGIWKT UG h UGO KPVGTTWRnlQ Q Â&#x201A; RTGIlQ SWG UG GPEGTTCTh GO iU JQTCU SWCPFQ UGTh EQPUKFGTCFQ XGPEGFQT Q CTTGOCVCPVG SWG OCKQT NCPnQ QHGTGEGT FKTGVCOGPVG PQ UKUVGOC IGUVQT YYY NGKNCQDTCUKN EQO DT PlQ UGPFQ CEGKVQ NCPnQU KPHGTKQTGU C FQ XCNQT FC CXCNKCnlQ FGXKFCOGPVG CVWCNK\CFC RGNQU sPFKEGU FQ 6, 52 5QDTGXKPFQ NCPEG C OGPQU FG VTqU OKPWVQU RCTC Q GPEGTTCOGPVQ Q UKUVGOC RTQTTQICTh CWVQOCVKECOGPVG RQT OCKU VTqU OKPWVQU UWEGUUKXCOGPVG RCTC SWG VQFQU VGPJCO CU OGUOCU EJCPEGU d RGTOKVKFQ C VQFQU KPVGTGUUCFQU QHGTVCTGO NCPEGU FKTGVCOGPVG PQ UKVG FGUFG SWG ECFCUVTCFQU G JCDKNKVCFQU EQO PQ OsPKOQ JQTCU SWG CPVGEGFGO Q GPEGTTCOGPVQ FQ NGKNlQ PQ UKUVGOC IGUVQT GZEGVQ QU SWG UG GPSWCFTGO PQ #TV # FQ %2% CKPFC SWG ECFCUVTCFQU G JCDKNKVCFQU PQ UKUVGOC # EQOKUUlQ FQ NGKNQGKTQ UGTh FG UQDTG Q XCNQT FC CTTGOCVCnlQ PlQ GUVCPFQ KPENWsFC PQ XCNQT FC CTTGOCVCnlQ G FGXGTh UGT RCIC FKTGVCOGPVG CQ NGKNQGKTQ #FLWFKECnlQ PQU VGTOQU FQ #TV # FQ %2% 1 CTTGOCVCPVG VGTh Q RTC\Q FG JQTCU RCTC RCICOGPVQ FC CTTGOCVCnlQ G FC EQOKUUlQ %QTTGTlQ RQT EQPVC GZENWUKXC FQ CTTGOCVCPVG CU FGURGUCU IGTCKU TGNCVKXCU i FGUOQPVCIGO VTCPURQTVG G VTCPUHGTqPEKC RCVTKOQPKCN FQU DGPU CTTGOCVCFQU 4GOKnlQ #EQTFQ PC JKRxVGUG FG CEQTFQ QW TGOKnlQ FGRQKU FG RQUVCFQ G FKXWNICFQ Q GFKVCN C EQOKUUlQ FQ NGKNQGKTQ HKECTh UQD C TGURQPUCDKNKFCFG FQ GZGSWGPVG 'XGPVWCKU zPWU UQDTG QU DGPU EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG &QU CWVQU EQPUVCO JCXGT ECWUC QW TGEWTUQ RGPFGPVG FG LWNICOGPVQ &Ă&#x2018;8+&#5 ' '5%.#4'%+/'0615 RGUUQCNOGPVG RGTCPVG Q Â&#x201A; 1HsEKQ %sXGN QW PQ GUETKVxTKQ FQ NGKNQGKTQ QHKEKCN 5T +TCPK (NQTGU #X )CURCT 8C\ FC %WPJC PÂ&#x201A; %CRKVCN ° 52 QW CKPFC RGNQ VGNGHQPG G G OCKN CVGPFKOGPVQ"NGKNCQDTCUKN EQO DT (KECO QU GZGEWVCFQU G QU %QPFzOKPQU +06+/#&15 FCU FGUKIPCn|GU UWRTC ECUQ PlQ UGLCO NQECNK\CFQU RCTC CU KPVKOCn|GU RGUUQCKU 5GTh Q GFKVCN ²RQT GZVTCVQÂł CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ

'FKVCN FG Â&#x153; G Â&#x153; 2TCnC FG DGO KOxXGN G RCTC KPVKOCnlQ FQ GZGEWVCFQ (4#0%+5%1 ,15d <1)$+ +4'0' %#/215 &15 5#0615 615%#01 +8#0; <1)$+ 9#.&'/#4 615%#01 (+.*1 GZRGFKFQ PQU CWVQU FC CnlQ FG 2TQEGFKOGPVQ 5WOhTKQ SWG NJG TGSWGT %10&1/Ă&#x160;0+1 '&+(Ă&#x160;%+1 ,75%'.+01 -7$+65%*'%- 2TQEGUUQ PÂ&#x201A; 1 &T #PFGTUQP %QTVG\ /GPFGU ,WK\ FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN FQ (QTQ %GPVTCN FC %QOCTEC FG 5lQ 2CWNQ PC HQTOC FC NGK GVE (#< 5#$'4 SWG Q NGKNQGKTQ QHKEKCN 5T +4#0+ (.14'5 ,7%'52 NGXCTh C NGKNlQ R}DNKEQ RCTC XGPFC G CTTGOCVCnlQ PQ NQECN G JQTC FGUETKVQU PQ UKVG EQO VTCPUOKUUlQ CQ XKXQ G FKURQPKDKNK\CnlQ PQ UKUVGOC IGUVQT YYY NGKNCQDTCUKN EQO DT RCTC NCPEGU RGNC KPVGTPGV EQO KPsEKQ FC Â&#x153; 2TCnC GO iU JQTCU G GPEGTTCOGPVQ FC Â&#x153; RTCnC GO iU JU $'/ 7O CRCTVCOGPVQ % NQECNK\CFQ PC 4WC +TOl %CTQNKPC 'FKHsEKQ (hVKOC PQ Â&#x201A; 5WDFKUVTKVQ $GNGP\KPJQ OCVTsEWNC PÂ&#x201A; PQ Â&#x201A; %4+ 52 %QPVTKDWKPVG PÂ&#x201A; Ă?PWU #XCNKCnlQ 4 /CKQ SWG UGTh CVWCNK\CFQ CVo C FCVC FC RTCnC 0lQ JCXGPFQ NCPEG KIWCN QW UWRGTKQT i CQ XCNQT FC CXCNKCnlQ PQU RTKOGKTQU FKCU UGIWKT UG h UGO KPVGTTWRnlQ C Â&#x153; RTCnC FQ NGKNlQ SWG UG GPEGTTCTh GO iU JQTCU SWCPFQ UGTh EQPUKFGTCFQ XGPEGFQT Q CTTGOCVCPVG SWG OCKQT NCPnQ QHGTGEGT FKTGVCOGPVG PQ UKUVGOC IGUVQT YYY NGKNCQDTCUKN EQO DT PlQ UGPFQ CEGKVQ NCPnQU KPHGTKQTGU C FQ XCNQT FC CXCNKCnlQ CVWCNK\CFC CVo C FCVC UWRTC 5QDTGXKPFQ NCPEG C OGPQU FG VTqU OKPWVQU RCTC Q GPEGTTCOGPVQ Q UKUVGOC RTQTTQICTh CWVQOCVKECOGPVG RQT OCKU VTqU OKPWVQU UWEGUUKXCOGPVG RCTC SWG VQFQU VGPJCO CU OGUOCU EJCPEGU d RGTOKVKFQ C VQFQU KPVGTGUUCFQU HC\GT NCPEGU FKTGVCOGPVG PQ UKVG FGUFG SWG ECFCUVTCFQ G JCDKNKVCFQ EQO PQ OsPKOQ JQTCU SWG CPVGEGFGO Q GPEGTTCOGPVQ FQ NGKNlQ PQ UKUVGOC IGUVQT GZEGVQ QU SWG UG GPSWCFTGO PQ #TV # FQ %2% CKPFC SWG ECFCUVTCFQU G JCDKNKVCFQU PQ UKUVGOC # EQOKUUlQ FQ NGKNQGKTQ UGTh FG UQDTG Q XCNQT FC CTTGOCVCnlQ PlQ GUVCPFQ KPENWsFC PQ XCNQT FC CTTGOCVCnlQ G FGXGTh UGT RCIC FKTGVCOGPVG CQ NGKNQGKTQ #FLWFKECnlQ PQU VGTOQU FQ #TV # FQ %2% 1 CTTGOCVCPVG VGTh Q RTC\Q FG JQTCU RCTC RCICOGPVQ FC CTTGOCVCnlQ G FC EQOKUUlQ %QTTGTlQ RQT EQPVC GZENWUKXC FQ CTTGOCVCPVG CU FGURGUCU IGTCKU TGNCVKXCU i FGUOQPVCIGO VTCPURQTVG G VTCPUHGTqPEKC RCVTKOQPKCN FQU DGPU CTTGOCVCFQU 1 CTTGOCVCPVG CTECTh EQO QU GXGPVWCKU FoDKVQU RGPFGPVGU SWG TGECKCO UQDTG Q DGO GZEGVQ QU FGEQTTGPVGU FG FoDKVQU HKUECKU G VTKDWVhTKQU EQPHQTOG Q CTVKIQ RCThITCHQ }PKEQ FQ %xFKIQ 6TKDWVhTKQ 0CEKQPCN CNoO FC EQOKUUlQ FQ NGKNQGKTQ HKZCFC GO UQDTG Q XCNQT FQ NCPEG XGPEGFQT 4GOKnlQ #EQTFQ PC JKRxVGUG FG CEQTFQ QW TGOKnlQ FGRQKU FG RQUVCFQ G FKXWNICFQ Q GFKVCN C EQOKUUlQ FQ NGKNQGKTQ HKECTh UQD C TGURQPUCDKNKFCFG FQ GZGSWGPVG 'XGPVWCKU zPWU UQDTG QU DGPU EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG &QU CWVQU PlQ EQPUVC TGEWTUQU QW ECWUC RGPFGPVG FG LWNICOGPVQ &Ă&#x2018;8+&#5 ' '5%.#4'%+/'0615 RGUUQCNOGPVG RGTCPVG Q Â&#x201A; 1HsEKQ %sXGN QW PQ GUETKVxTKQ FQ NGKNQGKTQ QHKEKCN 5T +TCPK (NQTGU #X )CURCT 8C\ FC %WPJC PÂ&#x201A; %CRKVCN ° 52 QW CKPFC RGNQ VGNGHQPG G G OCKN CVGPFKOGPVQ"NGKNCQDTCUKN EQO DT (KECO QU GZGEWVCFQU +06+/#&15 FCU FGUKIPCn|GU UWRTC ECUQ PlQ UGLCO NQECNK\CFQU RCTC CU KPVKOCn|GU RGUUQCKU 5GTh Q GFKVCN ²RQT GZVTCVQÂł CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ

3ÂŞ VARA CĂ?VEL DO FORO REGIONAL VII - ITAQUERA EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0125062-25.2006.8.26.0007. O(A) Doutor(a) HĂŠlio Benedini Ravagnani, MM. Juiz(a) de Direito da 3ÂŞ Vara CĂ­vel, do Foro Regional VII - Itaquera, da Comarca de SĂ&#x192;O PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a(o)a RHEICEL INDĂ&#x161;STRIA METALĂ&#x161;RGICA LTDA., CNPJ/MF 02.841.438/0001-28, MARLENE ANTUNES DE PAULA MARIANO, CPF/MF 075.066.768-00, TEREZA CRISTINA RAMOS PENHA, CPF/MF 125.668.998-00 e a CELSO MARIANO, CPF/MF 044.615.338-91, que BANCO SUDAMERIS BRASIL S/A., lhes ajuizou AĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE EXECUĂ&#x2021;Ă&#x192;O, para cobrança de R$ 166.522,27, a tĂ­tulo de saldo devedor do Contrato de EmprĂŠstimo nÂş 92.622156-6. Estando os executados em lugar ignorado, foi determinada a citação por edital, para em 03 dias, apĂłs os 20 dias supra, pagarem o dĂŠbito atualizado, sob pena de penhora em tantos de seus bens quantos bastem para garantia da execução. Em caso de pagamento no trĂ­duo, a verba honorĂĄria serĂĄ reduzida pela metade. No prazo para embargos (15 dias), reconhecendo o crĂŠdito do exequente e depositando 30% do valor em execução, incluindo custas e honorĂĄrios advocatĂ­cios, poderĂĄ o executado requerer seja admitido pagar o restante em 6 parcelas mensais, acrescidas de correção monetĂĄria e juros de 1% ao mĂŞs (Lei 11.382/06). SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Avenida Pires do Rio, 3915 - CEP 08240-000, SĂŁo Paulo-SP.

(GLWDO GH FLWDomR SUD]R GH GLDV 3URFHVVR QÂ&#x17E; 2 $ 'RXWRU D 5HJLQD GH 2OLYHLUD 0DUTXHV 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO ,, 6DQWR $PDUR GD &RPDUFD GH 6mR 3DXOR GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D +LOiULR )UDQFD -~QLRU &3) TXH 6,67(0$ ,17(*5$'2 '( ('8&$d ÂŽ 2 ( &8/785$ /7'$ 6 & 6,1(& OKH DMXL]RX XPD DomR GH ([HFXomR YLVDQGR R UHFHELPHQWR GH 5 MXOKR UHSUHVHQWDGR SHOD QRWD SURPLVVyULD QÂ&#x17E; QR YDORU GH 5 HPLWLGD HP FRP YHQFLPHQWR SDUD QmR SDJD (VWDQGR R H[HFXWDGR HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD SDJXH R GpELWR DWXDOL]DGR GD GLYLGD FRQIRUPH DUW $ SDUiJUDIR ~QLFR GR &3& SDVVDQGR D IOXLU LPHGLDWDPHQWH LQGHSHQGHQWHPHQWH GH RXWUD LQWLPDomR R SUD]R GH GLDV SDUD LQWHUSRVLomR GH HPEDUJRV j H[HFXomR HP FDVR GH QmR SDJDPHQWR VHUi H[SHGLGR PDQGDGR GH SHQKRUD GH WDQWRV EHQV TXDQWRV EDVWHP SDUD D JDUDQWLD GD GLYLGD 6HUi R HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR GD IRUPD GD OHL Ć&#x2021;

24ÂŞ Vara CĂ­vel da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. 583.00.2010.218920-0 (2362/2010). O Dr. JoĂŁo Omar Marçura, Juiz de Direito da 24ÂŞ Vara CĂ­vel da Capital. Faz Saber a Osmar PantaleĂŁo, CPF. 065.123.058-68, que Banco Citibank S/A lhe ajuizou uma ação MonitĂłria, para cobrança de R$ 41.581,31 (25.11.2010), representada pelos documentos anexos aos autos. Estando o rĂŠu em local ignorado, foi expedido o presente edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, pague o "quantum" reclamado ou ofereça Embargos, sob pena de nĂŁo o fazendo, constituir-se em tĂ­tulo executivo judicial a inicial pretendida e prosseguindo-se na forma prevista no Livro I, TĂ­tulo VIII, CapĂ­tulo X do CPC. SerĂĄ o edital, afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 15 de agosto de 2012. (GLWDO GH LQWLPDomR SUD]R GH GLDV SURFHVVR QÂ&#x17E; FRQWUROH 2 $ 'RXWRU D &DUHQ &ULVWLQD )HUQDQGHV 'H 2OLYHLUD 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO ; ,SLUDQJD GD &RPDUFD GH 6mR 3DXOR GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D R . LPLQREX . DWR 5XD /RUG &RFN UDQH ,SLUDQJD &(3 6mR 3DXOR 63 &3) %UDVLOHLUR TXH HQFRQWUDQGR VH HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D VXD LQWLPDomR SRU HGLWDO FRP SUD]R GH YLQWH GLDV SDUD TXH HP TXLQ]H GLDV SDJXH R PRQWDQWH GD GtYLGD LQIRUPDGR SHOD H[HT HQWH RX VHMD 5 VRE SHQD GD LQFLGrQFLD GD PXOWD GH GH] SRU FHQWR DUWLJR GR &yGLJR GH 3URFHVVR &LYLO 2 SUD]R GR HGLWDO FRPHoDUi D FRUUHU D SDUWLU GH VXD SULPHLUD SXEOLFDomR H ILQGR WDO SUD]R FRPHoDUi D IOXLU DXWRPDWLFDPHQWH R SUD]R GH TXLQ]H GLDV SDUD TXH R H[HFXWDGR LPSXJQH R FiOFXOR DSUHVHQWDGR SHOD FUHGRUD 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021;

EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PRAZO DE 20 DIAS, expedido nos autos da Ação de UsucapiĂŁo, PROCESSO NÂş 0023026- 91.2004.8.26.0000 (Usuc. 179) O(A) Doutor(a) Maria Carolina de Mattos, MM. Juiz(a) de Direito da 1ÂŞ Vara de Registros PĂşblicos, do Foro Central CĂ­vel, da Comarca de SĂ&#x192;O PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a(o) EspĂłlios de Lourenço Manoel dos Santos e de NatĂĄlia Conceição dos Santos, por seus inventariantes, rĂŠus ausentes, incertos, desconhecidos, eventuais interessados, bem como seus cĂ´njuges e/ou sucessores, que Adalberto Augusto PantaleĂŁo ajuizou ação de USUCAPIĂ&#x192;O, visando a declaração de domĂ­nio do imĂłvel localizado na Rua ParmĂŞnides, 191/195, Distrito de SĂŁo Miguel Paulista, nesta Capital, com ĂĄrea de 283,68m², contribuinte nÂş 139.307.0002-5, alegando posse mansa e pacĂ­fica no prazo legal. Estando em termos, expede-se o presente edital para citação dos supramencionados para, no prazo de 15 (quinze) dias, a fluir apĂłs o prazo de 20 dias, contestem o feito, sob pena de presumirem-se aceitos como verdadeiros os fatos articulados pelo autor. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei.

EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0605136-30.2008.8.26.0007. O(A) Doutor(a) Alessander Marcondes França Ramos, MM. Juiz(a) de Direito da 1ÂŞ Vara CĂ­vel, do Foro Regional VII - Itaquera, da Comarca de SĂ&#x192;O PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a(o) Degilson de Souza Granados, Rua Ministro Modestino Deloy Gibson,, 265, Vila Ema, CPF 265.518.698-23, RG 25.435.184-0, Brasileiro, que lhe foi proposta uma ação de MonitĂłria por parte de Financeira Alfa S/A CrĂŠdito, Financiamento e Investimentos, alegando em sĂ­ntese: que a autora ĂŠ credora do rĂŠu na quantia de R$ 8.574,60, referente aos cheques emitidos pela rĂŠ rerente ao instrumento particular de compra e venda de ativos Alfa ECredit, firmado pelas partes em abril de 2006. Ocorreu que os cheques foram devolvidos por ausĂŞncia de fundos representados pelos meses de outubro de 2007 a outubro de 2008. ApĂłs diversas tentativas de resolução amigĂĄvel da pendĂŞncia, nĂŁo logrou qualquer ĂŞxito, razĂŁo pela qual intentou a presente demanda. Encontrando-se o rĂŠu em lugar incerto e nĂŁo sabido, foi determinada a sua CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e para que, no prazo de 15 (quinze) dias, que fluirĂĄ apĂłs o decurso do prazo do presente edital, apresente resposta. NĂŁo sendo contestada a ação, presumir-se-ĂŁo aceitos, pelo rĂŠu, como verdadeiros, os fatos articulados pelo autor. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Avenida Pires do Rio, 3915 - CEP 08240-000, SĂŁo Paulo-SP.

(GLWDO GH FLWDomR 3UD]R GLDV 3URF 2UGHP 2 'U 0DUFRV $OH[DQGUH 6DQWRV $PEURJL -XL] GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GR )RUR GD &RPDUFD GH 0RJL GDV &UX]HV 63 )D] 6DEHU DR FRUUpX &ULVWLDQR GD &XQKD GD &RVWD &3) TXH 521$/'2 $3$5(&,'2 '( 628=$ OKH DMXL]RX XPD DomR GH ULWR 2UGLQiULR FRQWUD WDPEpP %9 )LQDQFLDPHQWRV 6 $ &UHG )LQDQF H ,QYHVW REMHWLYDQGR R DXWRU VHMD D SUHVHQWH DomR MXOJDGD WRWDOPHQWH SURFHGHQWH SDUD TXH RV UpXV GH EDL[D QR JUDYDPH MXQWR DRV yUJmRV UHVSRQViYHLV UHIHUHQWH DR YHLFXOR PDUFD 9RON VZ DJHQ PRGHOR * RO * / DQR PRGHOR FKDSDV %-% &KDVVLV %: === =37 EHP FRPR VHMD FRQGHQDGRV RV UpXV DR SDJDPHQWR GH LQGHQL]DomR D WLWXOR GH GDQR PRUDO QR LPSRUWH GH 5 EHP FRPR DLQGD QD LQGHQL]DomR D WLWXOR SRU SHUGDV H GDQRV QR LPSRUWH GH 5 FRQGHQDQGR DLQGD RV UpXV DR SDJDPHQWR GDV FXVWDV SURFHVVXDLV KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV H QDV GHPDLV FRPLQDo}HV OHJDLV (VWDQGR R FRUUpX HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD FRQWHVWH R IHLWR VRE SHQD GH SUHVXPLUHP VH FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DOHJDGRV SHOR DXWRU 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021;

&LWDomR 3UD]R GLDV 3URF QÂ&#x17E; GH 2UGHP $ 'UD (GLOL] &ODUR GH 9LFHQWH 5HJLQDWR -Xt]D GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GD &RPDUFD GH 7DERmR GD 6HUUD 63 )D] 6DEHU D -RmR %DWLVWD 5LEHLUR 5* 663 H &3) H 0DULD 1HXVD &RXWR 5LEHLUR 5* TXH R &RQGRPtQLR 5HVLGHQFLDO 6HUUD 9HUGH DMXL]RX XPD DomR GH FREUDQoD FRP SURFHGLPHQWR 6XPiULR FRQYHUWLGR HP 2UGLQiULR REMHWLYDQGR FRQGHQDU RV UpXV DR SDJDPHQWR GH 5 UHI ÂŹV GHVSHVDV FRQGRPLQLDLV GR DSDUWDPHQWR QÂ&#x17E; %ORFR GR FRQGRPtQLR DXWRU DFUHVFLGR GH FXVWDV KRQRUiULRV H GHPDLV FRPLQDo}HV (VWDQGR RV UHTGRV HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD FRQWHVWHP VRE SHQD GH SUHVXPLUHP VH DFHLWRV RV IDWRV 6HUi R HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL % H

%KVCnlQ 2TC\Q FKCU 2TQE PÂ? FG QTFGO 1 &T ,QlQ 1OCT /CTnWTC ,WK\ FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN (C\ 5CDGT C 0QXC +FoKC &KIKVCnlQ .VFC /' %02, PC RGUUQC FG UGW TGRTGU NGICN SWG *5$% $CPM $TCUKN 5 # $CPEQ /}NVKRNQ CLWK\QW WOC #nlQ /QPKVxTKC QDLGVKXCPFQ Q TGEGDKOGPVQ FG 4 TGH CQ %QPVTCVQ FG #DGTVWTC FG %QPVC %QTTGPVG PÂ? CETGUEKFQU FG LWTQU G EQTTGnlQ OQPGVhTKC 'UVCPFQ C TGSFC GO NWICT KIPQTCFQ HQK FGHGTKFC C EKVCnlQ RQT GFKVCN RCTC SWG PQ RTC\Q FG FKCU C HNWKT CRxU QU FKCU UWRTC RCIWG Q XCNQT UWRTC FGXKFCOGPVG EQTTKIKFQ SWG C VQTPCTh KUGPVC FCU EWUVCU G JQPQThTKQU CFXQECVsEKQU QW PQ OGUOQ RTC\Q QHGTGnC GODCTIQU UQD RGPC FG EQPXGTUlQ FQ OCPFCFQ FG EKVCnlQ GO OCPFCFQ FG GZGEWnlQ 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ FG LWNJQ FG

Citação. Prazo 20 dias. Proc. 0131964-69.2007.8.26.0003. A Dra. ELAINE FARIA EVARISTO, Juíza de Direito designada para auxiliar nesta da 5ª Vara Cível Regional do Jabaquara, FAZ SABER a Maria Lucia Nery Santiago, CPF/MF 018.188.778-99, que Banco BMD S/A em Liquidação Extrajudicial lhe ajuizou ação Monitória, para cobrança de R$7.917,04, oriunda do Contrato Particular de Confissão de Dívida, de 05/12/97. Estando a rÊ em lugar ignorado, foi determinada a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, pague o dÊbito livre de custas e honorårios, ou ofereça embargos, sob pena de, não o fazendo, constituir-se de pleno direito o título executivo judicial, presumindo-se verdadeiros os fatos alegados. São Paulo, 08 de agosto de 2012.

&LWDomR 3UD]R GLDV 3URF 2 'U &ODXGLR 6DOYHWWL '$QJHOR -XL] GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO 5HJLRQDO GH 6DQWR $PDUR )D] 6DEHU D -RVp 5RPHX 6RDUHV *XHUUD H VXD PXOKHU ,UDFLPD 4XHULQR *XHUUD &3) HP FRPXP TXH &21-8172 5(6,'(1&,$/ 352-(72 '$6 $0e5,&$6 OKH DMXL]DUDP XPD DomR 6XPiULD GH &REUDQoD SHOR ULWR 2UGLQiULR YLVDQGR i FRQGHQDomR GRV UpXV DR SDJDPHQWR GH 5 PDUoR UHIHUHQWH iV GHVSHVDV FRQGRPLQLDLV GR $SWR QÂ&#x17E; ORFDOL]DGR QR %ORFR (VWDGRV 8QLGRV VLWXDGR QD (VWUDGD GR 0 %RL 0LULP QÂ&#x17E; -G GDV )ORUHV 6mR 3DXOR 63 GR FRQGRPtQLR DXWRU (VWDQGR RV UpXV HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD FRQWHVWHP R IHLWR VRE SHQD GH SUHVXPLUHP VH FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DOHJDGRV 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021;


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 19


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

Aos Administradores e Acionistas do Banco VR S.A. – São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras do Banco VR S.A. (“Banco”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras: A Administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil – BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Relatório dos Auditores Independentes de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações financeiras do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos do Banco. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas acima apresentam adequadamente, em todos os

aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco VR S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Ênfase: Conforme nota explicativa nº 20 as operações de captações do Banco são feitas principalmente com partes relacionadas. Consequentemente, o resultado do Banco poderia ser diferente caso essas operações fossem efetuadas com terceiros não ligados. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. São Paulo, 08 de agosto de 2012 Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes CRC nº 2SP 011.609/O-8 Marcelo Luis Teixeira Santos Contador – CRC nº 1PR 050.377/O-6 ‘S’ SP

e Alemanha e China fortalecem relação A China assinou acordo com a Alemanha para comprar 50 aviões da Airbus.

conomia

Governo chinês afirma à chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que continuará a comprar títulos de países endividados para ajudar a Europa.

A

China continuará a investir em dívida de governos europeus, embora sob a condição de uma avaliação completa de risco, afirmou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, segundo o jornal The Wall Street Journal. Em uma entrevista coletiva realizada junto com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que está na China pela segunda vez neste ano, Wen afirmou que o país asiático também fortalecerá as conversas com o Banco Central Europeu (BCE) e outros em um esforço para ajudar o continente a solucionar sua crise. Wen afirmou que a crise da dívida da zona do euro foi o ponto central das conversações. A chave para resolver a crise é "um equilíbrio" entre o aperto fiscal e o estímulo econômico, afirmou o primeiro-ministro chinês, reconhecendo que a solução para a crise vai levar um longo tempo. A China mantém a sua confiança no euro e continuará a comprar títulos de governos europeus para ajudar países endividados a enfrentar a crise, acrescentou Wen. Merkel afirmou que um "grande progresso" foi feito para deter a crise, mas ela ainda não acabou. Os países europeus têm a "vontade política" para reavivar a confiança do mercado no euro, declarou a chanceler. Autoridades europeias demonstraram esperança de que a China fornecerá quantias significativas de suas enormes reservas internacionais para investir nos fundos

Diego Azubel/EFE Emilio Naranjo/EFE

Presidente francês, François Hollande (esq.), visita Rajoy.

Rajoy: reformas serão feitas.

O A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, esteve ontem com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. de resgate da União Europeia. A China tem sido um comprador regular de bônus emitidos pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês) e também da dívida soberana de vários países da zona do euro, mas o nível do investimento chinês continua desconhecido. Merkel e Wen também prometeram fortalecer suas relações econômicas, em meio a sinais de que ambos os países estão sendo afetados pela crise da zona do euro. Av iõe s – A China assinou acordo com a Alemanha para comprar 50 aviões da Airbus, que juntos valem US$ 4 bi-

lhões, durante a visita da chanceler Angela Merkel à capital chinesa, na primeira encomenda significativa desde que Pequim e Europa começaram a brigar por causa das taxas de emissão de carbono. As divergências entre China e União Europeia tinham congelado negócios de até US$ 14 bilhões. A chinesa ICBC Leasing e a Airbus – cuja matriz, EADS, é franco-alemã – assinaram um contrato para 50 aviões da família A320 e outros acordos sobre montagem de aeronaves no país asiático, segundo a agência estatal de notícias Xinhua. De acordo com a repor-

tagem, o negócio vale US$ 3,5 bilhões, mas a preços de tabela da Airbus chegaria aos US$ 4,6 bilhões. Os grandes pedidos de aviões que a China faz geralmente coincidem com visitas de autoridades dos Estados Unidos e Europa, mas esse acordo ficou abaixo dos rumores de 100 aviões que começaram a circular na véspera da visita de Merkel. A Airbus ressaltou que está satisfeita com a encomenda, que inclui o primeiro pedido da China do modelo da fabricante que mais vende, o A320neo, uma versão mais moderna do avião de um corredor. (Agências)

primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, disse ontem que seu país está comprometido com a consolidação fiscal e reformas exigidas na zona do euro após reunião com o presidente da França, François Hollande, na sede do governo Espanhol. Em entrevista coletiva conjunta no Palácio da Moncloa, Rajoy afirmou que Madri apoia a maior integração fiscal da União Europeia (UE) e que importantes decisões sobre o assunto serão tomadas durante a reunião de cúpula dos líderes europeus, em dezembro. Mariano Rajoy também comentou que o prêmio cobrado pelos títulos

soberanos espanhóis em relação aos bônus de outros países, como os da Alemanha, é inaceitável. Reunião – Rajoy e Hollande também apelaram, após o encontro em Madri, ao Banco Central Europeu (BCE) que aja para reduzir os custos de financiamento dos membros da União Europeia em dificuldades financeiras, em linha com os acordos fechados na última cúpula da UE, em junho. Na coletiva de imprensa, Hollande explicou que não espera que o BCE exceda seu mandato, mas que simplesmente cumpra com suas importantes funções no que diz respeito à política monetária. (AE)

BCE pode ganhar superpoderes

A

Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia (UE), planeja conceder ao Banco Central Europeu (BCE) a função de supervisor de todos os bancos da zona do euro, noticiou ontem o jornal alemão Sueddeutsche Zeitung, citando, como fonte, o Comissário da UE Michel Barnier. Sob os planos, o BCE supervisionará todos os bancos que fizeram uso de fundos do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM, na sigla em inglês) a partir de janeiro do ano que vem, todos os banco de importância relevante para o sistema financeiro a partir de julho e os bancos restantes a partir de 2014, disse Barnier ao jornal. Países fora da zona do euro podem sujeitar seus bancos à supervisão do BCE voluntariamente, disse o comissário, de acordo com o jornal.

Os planos estão de acordo com as demandas do regulador financeiro austríaco, que disse ontem que o BCE deveria encarregar-se de todos os bancos, e não só daqueles considerados vitais para o sistema bancário. Con selho – Em uma entrevista publicada no site do jornal diário francês Les Echos, Barnier disse que a supervisão bancária será realizada por um conselho de supervisão do BCE, separado do Conselho de Diretores, que relataria suas descobertas ao Parlamento Europeu. O sistema de supervisão conjunta seria o primeiro passo em direção a uma completa união bancária no continente europeu, que também exigiria a criação de um programa de garantia de depósitos de dimensão europeia e um fundo de resolução de crises, segundo disse Barnier. (Reuters)

Bolsas em queda

A

s bolsas de valores europeias tiveram perdas generalizadas ontem, com os investidores menos esperançosos de que haverá novas medidas de estímulo nos Estados Unidos e cautelosos em relação à habilidade dos líderes europeus de lidar com a grave situação financeira da Espanha. O índice Stoxx Europe 600 caiu 0,8%, encerrando o dia aos 264,97 pontos, o nível mais baixo desde 3 de agosto. Desde o começo da semana, as praças europeias vêm

operando em compasso de espera antes do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, marcado hoje, no simpósio anual do Fed em Jackson Hole (Wyoming). Foi lá que, em 2010, o chefe do banco central norte-americano preparou o terreno para a segunda rodada de relaxamento quantitativo com o objetivo de sustentar a economia dos EUA. A esperança era de que o discurso de Bernanke fosse o prenúncio de uma nova rodada de estímulos. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 21

BBVA Brasil Banco de Investimento S.A.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: ERRATA CONCORRÊNCIA N.º 10/00002/12/01 - OBJETO: Registro de Preços para a execução de serviços de manutenção, conservação, reformas e pequenos serviços de engenharia nos prédios administrativos e escolares vinculados à rede pública de ensino do estado de São Paulo e à Fundação para o Desenvolvimento da Educação, com fornecimento de materiais e mão de obra. No subitem 5.1das Condições Específicas do Edital: Onde se lê: A licitante deverá comparecer obrigatoriamente, na FDE, Av. São Luís nº 99, 18º andar, a fim de obter toda informação necessária à elaboração da Proposta Comercial, nos dias 28/08/2012 e 29/08/2012 das 9:30 h às 12:00 h, com os Eng. Décio Jorge Tabach e Affonso Cohan Filho, para os lotes da Capital e nos dias 29/08/2012, das 13:30h às 16/00h e 30/08/2012 das 9:30h às 12:00h, com os Eng. Dirceu Pinheiro e Luiz Haroldo da Silva Freire para os lotes do Interior. Leia-se: A licitante deverá comparecer obrigatoriamente, na FDE, Av. São Luís nº 99, 18º andar, a fim de obter toda informação necessária à elaboração da Proposta Comercial, nos dias 28/08/2012 e 29/08/2012 das 9:30 h às 12:00 h, com os Eng. Décio Jorge Tabach e Affonso Cohan Filho, para os lotes da Capital e nos dias 29/08/2012, das 13:30h às 16:00h e 30/08/2012 das 9:30h às 12:00h, com os Eng. Dirceu Pinheiro e Luiz Haroldo da Silva Freire para os lotes do Interior e no dia 25/09/12 das 9:30 h às 12:00 h, com os Eng. Décio Jorge Tabach e Affonso Cohan Filho, para os lotes da Capital e das 13:30h às 16:00h, com os Eng. Dirceu Pinheiro e Luiz Haroldo da Silva Freire para os lotes do Interior.

FILAG DO BRASIL COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO DE COSMÉTICOS S.A. CNPJ/MF nº 12.446.467/0001-49 - NIRE 35.300.385.519 Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Ficam convocados os acionistas da Filag do Brasil Comércio e Importação de Cosméticos S.A. (“Companhia”), para reunirem-se em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, no dia 10 de setembro de 2012, às 16h, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida General Furtado do Nascimento, 740, cj. 24, Alto de Pinheiro, CEP 05465-070, para deliberar a respeito da seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária - (i) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras, referentes ao exercício social encerrado em 31.12.2011, devidamente publicadas nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo” e “Diário do Comércio”. (ii) a destinação do resultado apurado no exercício social encerrado em 31.12.2011; e (iii) eleger os membros da Diretoria da Companhia. Em Assembleia Geral Extraordinária - (i) aprovar e ratificar a celebração de contratos de mútuo pela Companhia, nos termos do artigo 20, alínea “e” do Estatuto Social da Companhia. (ii) ratificar a celebração de contrato de prestação de serviços pela Companhia. Participação nos trabalhos: Em conformidade com o art. 126, inciso I da Lei 6.404/76, para participar da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, os acionistas ou seus respectivos representantes deverão comparecer munidos dos documentos hábeis de sua identidade. Representação: Os senhores acionistas poderão ser representados na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária por procurador constituído há menos de um ano, que seja acionista, administrador da companhia ou advogado, em consonância com o art. 126, § 1.º da Lei 6.404/76. Nesse caso, para fins de melhor organização da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, a Companhia recomenda aos Senhores Acionistas que depositem na Companhia, com antecedência de 72 horas contadas da data da realização da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária o instrumento de procuração, devidamente regularizado na forma da lei. Informações Gerais: Os documentos relativos às matérias a serem discutidas na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária encontram-se à disposição dos Senhores Acionistas na sede da Companhia. São Paulo, 31/08/2012. Carlos Zetune - Diretor; Wilson Soderi Jr. - Diretor.

Companhia Copale de Administração Comércio e Indústria CNPJ/MF nº 61.146.502/0001-10 – NIRE 35.300.057.007 Ata da Assembléia Geral Ordinária realizada em 22 de abril de 2009 Data, hora e local: 22/4/2009, 10:30 hs, sede social. Comparecimento: Acionistas representando 71,89% do capital. Mesa: Antonio Carlos Couto de Barros Filho, Presidente e Luiz Fernando Milano Couto de Barros, Secretário. Aviso Acionistas: DOESP e Diário do Comércio em 17, 18, 19/3/2009. Convocação: DOESP e Diário do Comércio em 9, 10, 14/4/2009. Deliberações unânimes: a) Aprovado balanço patrimonial e demonstrações financeiras, abstendo-se de votar legalmente impedidos. Mencionados documentos contábeis deixaram de ser publicados em decorrência do patrimônio líquido estar abaixo de R$ 1.000.000,00, conforme redação do art. 294 da Lei 6404/76; b) Após subtração da contribuição social sobre lucro líquido e da provisão para I.R., constantes do balanço, totalizando R$ 88.079,62 do lucro líquido de R$ 299.871,99, a assembléia, acolheu proposta da acionista majoritária, Décia Milano de Barros, e aprovou distribuição, a título de dividendo complementar, de R$ 20.000,00, cujo pagamento se dará até 31/05 próximo e destinou saldo de R$ 279.871,99 para conta de lucros acumulados. Assembléia referendou, ainda, antecipação do pagamento de dividendos de R$ 60.000,00 da conta de lucros acumulados, realizada no exercício findo. Consignado em ata voto de pesar pelo falecimento do Dr. Brandão Machado, ocorrido em 31/12 último. Amigo e advogado desta Cia, ao longo de quase 30 anos prestou-lhe relevantes serviços. Encerramento: Lavrada, lida, aprovada e assinada no inteiro teor. São Paulo, 22/4/2009. (aa) Antonio Carlos Couto de Barros Filho: Presidente e Luiz Fernando Milano Couto de Barros: Secretário. Acionistas: Antonio Carlos Couto de Barros Filho; Décia Milano de Barros, pp. Leni Brandão Machado Pollastrini; Adriano Júlio de Barros Netto, pp. Luiz Carlos de Barros Lapolla; Sociedade Civil e Agrícola Fazenda Riachuelo, pp. Luiz Carlos de Barros Lapolla; Luiz Carlos Prates Lapolla; Luiz Fernando Milano Couto de Barros. Certidão da Jucesp nº 324.653/12-8 em sessão de 27/07/2012.

Vergara & Riba Editoras S.A. CNPJ/MF nº 02.817.648/0001-80 – NIRE 35.3.0041845.0 Ata de Assembleia Geral Ordinária Data, hora e local: 28/05/12, 10 hs., na sede social da Cia., R. Capital Federal, 263, São Paulo/SP. Presença: Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas apostas em livro próprio. Mesa: Presidente: Sevani de Matos Oliveira; Secretário: Cristiano Vander Rodrigues. Convocação: Dispensadas, nos termos do art. 124 § 4º da Lei 6.404/76. Ordem do Dia: (a) exame, discussão e votação das demonstrações financeiras da Cia. relativas ao exercício social encerrado em 31/12/11; (b) destinação dos resultados do exercício. Deliberações tomadas por unanimidade de votos dos presentes: (a) aprovados o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social findo em 31/12/11; (b) aprovada a distribuição às acionistas, de dividendos, no valor total de R$ 400.000,00, apurados no Balanço Patrimonial encerrado em 31/12/11; e (c) autorizada a lavratura da presente ata na forma de sumário e a sua publicação sem os nomês dos acionistas presentes, de acordo com o previsto no art. 130, §§ 1º e 2º da Lei 6.404/76. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos, sendo lavrada a presente Ata, que, depois de lida e achada conforme, vai assinada por todos os acionistas presentes. Acionistas presentes: Maria Celeste Ferreira Alves p.p. Cristiano Vander Rodrigues, Maria Nazareth Ferreira Alves p.p. Cristiano Vander Rodrigues, Trinidad Vergara Cruz p.p. Cristiano Vander Rodrigues e Maria Inês Redoni p.p. Cristiano Vander Rodrigues. (ass.) Mesa: Sevani de Matos Oliveira – Presidente; Secretário: Cristiano Vander Rodrigues. JUCESP 251.414/12-7 em 13/06/12. Gisela S. Ceschin – Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 100/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 1141/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 100/2012, tendo como objeto a contratação de empresa especializada na realização de exames de DIAGNOSE EM NEUROLOGIA (ELETRONEUROMIOGRAFIA E ELETROENCEFALOGRAMA), para serem utilizados pelos pacientes do SUS-Sistema Único de Saúde, atendidos nas Unidades da Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, de acordo com as especificações constantes deste Edital e seus anexos (reedição do pregão eletrônico FMS nº 069/ 2012, por ter resultado fracassado naquela oportunidade). O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas darse-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 14 de setembro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 09 horas e 30 minutos do dia 14 de setembro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 31 de agosto de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira

– CNPJ/MF nº 45.283.173/0001-00 Relatório da Administração Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. o balanço patrimonial, as demonstrações de resultado e da mutação do patrimônio líquido relativas ao semestre findo em 30 de junho de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório de Revisão dos Auditores Independentes. São Paulo, 13 de agosto de 2012. A Administração Demonstrações do Resultado para os semestres findos em 30/06/2012 Balanços Patrimoniais levantados em 30/06/2012 e de 2011 (Em milhares de reais) e de 2011 (Em milhares de reais, exceto o lucro por lote de mil ações) Ativo Nota explic. 2012 2011 Passivo Nota explic. 2012 2011 Nota Circulante 109.655 104.960 Circulante 10.649 10.177 explic. 2012 2011 Disponibilidades 8 14 Outras obrigações 10.649 10.177 4.930 5.474 Títulos e valores mobiliários e Sociais e estatutárias 6.a 8.488 8.114 Receitas da Intermediação Financeira 4.930 5.474 instrumentos financeiros derivativos 108.585 104.561 Fiscais e previdenciárias 6.b 2.161 2.059 Result. de operações c/ títulos e valores mobiliários 4.930 5.474 Carteira própria 4 108.585 104.561 Diversas – 4 Resultado Bruto da Intermediação Financeira 319 (642) Outros créditos 1.062 385 Exigível a Longo Prazo 1.144 4.290 Outras Receitas (Despesas) Operacionais (27) (24) Diversos 5 1.062 385 Outras obrigações 1.144 4.290 Despesas de pessoal 10.a (456) (375) Realizável a Longo Prazo 3.390 3.220 Fiscais e previdenciárias 6.b 1.144 4.290 Outras despesas administrativas 10.d (232) (264) Outros créditos 3.390 3.220 Patrimônio Líquido 101.255 93.716 Despesas tributárias Outras receitas operacionais 10.b 1.304 120 Diversos 5 3.390 3.220 Capital social: 10.c (270) (99) Permanente 3 3 De domiciliados no exterior 8 55.981 55.981 Outras despesas operacionais 5.249 4.832 Investimentos 3 3 Reserva de lucros 42.420 35.164 Resultado Operacional Lucros Acumulados 2.854 2.571 Resultado antes da Tributação sobre o Lucro e Participações 5.249 4.832 Total do Ativo 113.048 108.183 Total do Passivo 113.048 108.183 Imposto de Renda e Contribuição Social 9 (2.101) (1.984) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Provisão para imposto de renda (1.309) (1.238) Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras para os semestres findos em 30/06/2012 e de 2011 (Em milhares de reais) (792) (746) 1. Contexto Operacional – O BBVA Brasil Banco de Investimento S.A. sações, tais como: (i) o valor de mercado de determinados ativos e passi- Provisão para contribuição social Lucro Líquido do Semestre 3.148 2.848 (“Banco”), integrante do grupo Banco Bilbao Vizcaya Argentaria – BBVA tem vos financeiros; e (ii) provisões necessárias para absorver eventuais riscos Lucro por lote de mil ações – R$ 0,06 0,05 por objetivo principal a prática de operações de investimento, a administra- decorrentes de passivos contingentes. Os valores de eventual liquidação As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras ção da carteira de valores mobiliários e fundos de investimento. O Banco destes ativos e passivos, financeiros ou não, podem vir a ser diferentes dos Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido p/os semestres permanece inoperante, mantendo somente aplicações em fundos de inves- valores apresentados com base nessas estimativas. 4. Títulos e Valores findos em 30 de junho de 2012 e de 2011 (Em milhares de reais) timentos (nota explicativa nº 4) para gerenciamento do seu caixa. 2. Base Mobiliários – A carteira de títulos e valores mobiliários classificada na cateReserva de lucros de Preparação e Apresentação das Demonstrações Financeiras – As goria de títulos para negociação está assim representada: Capital Reserva Lucros 2012 2011 Demonstrações Financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas social legal Outras acumul. Total 72.796 65.663 em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis Bradesco FI Renda Fixa Target I 55.981 2.285 32.737 – 91.003 35.789 38.606 Saldos em 31/12/2010 as instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e nor- Bradesco Corporate FIC de FI REF DI Federal – – – 2.848 2.848 – 292 Lucro líquido do semestre mas específicas expedidas pelo BACEN e através dos critérios estabele- Bradesco Corporate FI Cambial Dólar Hedge Plus 108.585 104.561 Destinações: cidos no Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional Total – 142 – (142) – 2012 2011 Reserva legal (COSIF). A fim de adequar-se às normas internacionais de contabilidade, 5. Outros Créditos – Diversos – – – (135) (135) 3.390 3.220 Dividendos o comitê de pronunciamentos contábeis (CPC) emitiu algumas normas, e Devedores por depósitos judiciais – – 2.571 (2.571) – 384 Reserva de lucros suas respectivas interpretações. Os pronunciamentos contábeis já aprova- Imposto de renda e contribuição social a compensar (*) 1.061 55.981 2.427 35.308 – 93.716 1 1 Saldos em 30/06/2011 dos pelo BACEN são os que seguem abaixo e foram considerados na pre- Outros 55.981 2.665 39.598 – 98.244 4.452 3.605 Saldos em 31/12/2011 paração dessas demonstrações financeiras: • Resolução CMN nº 3.566/08 Total – – – 12 12 1.062 385 Ajustes de períod. anteriores – CPC 01 – Redução ao valor recuperável de ativos; • Resolução CMN nº Curto prazo – – – 3.148 3.148 3.390 3.220 Lucro líquido do semestre 3.604/08 – CPC 03 – Demonstração do fluxo de caixa; • Resolução CMN Longo prazo Destinações: nº 3.750/09 – CPC 05 – Divulgação sobre partes relacionadas; • Resolução (*) Em abril de 2012 ocorreu o trânsito em julgado favorável ao Banco relativo – 157 – (157) – CMN nº 3.973/11 – CPC 24 – Eventos subsequentes; • Resolução CMN ao mandato de segurança número 97.0008740-9 que visava o direito líquido Reserva legal – – – (149) (149) nº 3.823/09 – CPC 25 – Provisões, passivos contingentes e ativos contin- e certo do banco de não sofrer a exigência da Contribuição Social sobre o Dividendos 55.981 2.822 39.598 2.854 101.255 gentes. • Resolução CMN nº 3.989/11 – CPC 10 – Pagamento baseado Lucro a alíquota de 30% para os fatos geradores ocorridos de 01.01.1996 Saldos em 30/06/2012 em ações; • Resolução CMN nº 4.007/11 – CPC 23 – Políticas contábeis, até 05.06.1996, em razão da violação aos princípios constitucionais da irre- As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras mudanças de estimativa e retificação de erro. Na presente data, não é pos- troatividade e anterioridade especial, garantindo-se, nesse período, o direito Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os semestres findos sível estimar quando os demais pronunciamentos contábeis da CPC serão da empresa em recolher tal exação à alíquota de 18% em conformidade em 30/06/2012 e de 2011 (Em milhares de reais) aprovados pelo BACEN. 3. Principais Práticas Contábeis – a) Apuração com o disposto no parágrafo único do art. 19 da Lei nº 9.249/96. Para tanto, Fluxo de Caixa proveniente das Ativid. Operacionais: 2012 2011 de resultado: O resultado é apurado pelo regime de competência. b) Ati- o banco constituiu na rubrica de impostos e contribuições a compensar o Lucro líquido 3.148 2.848 vos circulante e realizável a longo prazo e passivos circulante e exi- montante atualizado de R$ 710 relativo ao recolhimento a maior da CSLL Receitas (Despesas) que não afetam o caixa: gível a longo prazo: Demonstrados pelos valores de realização e com- no exercício de 1.996. 6. Outras Obrigações – a) Sociais e estatutárias: Provisão para Riscos Fiscais (466) 22 promissos estabelecidos nas contratações, incluindo, quando aplicável, os Refere-se a dividendos à disposição dos acionistas, referentes aos exercí- Lucro (Prejuízo) liquido ajustado 2.682 2.870 rendimentos ou encargos auferidos ou incorridos até a data do balanço. cios de 2001 a 2011 e ao semestre findo em 30/06/2012. Variação de Ativos e Obrigações: 2012 2011 As aplicações em fundos de investimento estão classificadas na categoria b) Fiscais e previdenciárias Redução (aumento) em títulos e valores mobiliários 483 (1.900) 1.144 4.290 de títulos para negociação, de acordo com a Circular BACEN nº 3.068, de Provisão para riscos fiscais (nota explicativa nº 7.b.) Redução (aumento) outros créditos (758) (361) 1.309 1.238 08/11/2001, e são atualizadas diariamente conforme o valor da cota divul- Provisão para imposto de renda Aumento (redução) outras obrigações (2.400) (596) 793 746 Caixa líquido originado das atividades operacionais gada pelo administrador dos fundos. Os rendimentos correspondentes são Provisão para contribuição social 7 13 59 75 Aumento Líquido do Caixa e Equivalentes de Caixa apropriados nas contas de resultado. c) Provisões, ativos e passivos con- Outros impostos e contribuições a pagar 7 13 3.305 6.349 Caixa e equivalentes de caixa no início do semestre tingentes e obrigações legais fiscais e previdenciárias: O reconheci- Total 1 1 2.161 2.059 Caixa e equivalentes de caixa no fim do semestre mento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes, Curto prazo 8 14 1.144 4.290 e obrigações legais (fiscais e previdenciárias) são efetuados de acordo Longo prazo As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras com os critérios definidos na Resolução nº 3.823, de 16/12/2009, que apro- O Banco vêm contestando judicialmente a legalidade da exigência de certos vou o Pronunciamento Técnico CPC nº 25, e Carta-Circular nº 3.429, de impostos e contribuições e, baseado na opinião de seus assessores legais, posição estatutária, está assegurado aos acionistas dividendo mínimo de 11/02/2010, da seguinte forma: • Ativos contingentes: não são reconhecidos não espera a ocorrência de perdas no desfecho desses processos, além 5% do lucro líquido do semestre no montante de R$149 (R$135 em 2011), nas demonstrações financeiras, exceto quando da existência de evidências das já provisionadas na rubrica de provisão para riscos fiscais. 7. Ativos e após a destinação da reserva legal. 9. Imposto de Renda e Contribuição que propiciem a garantia de sua realização, sobre as quais não cabem mais Passivos Contingentes, Obrigações Legais, Fiscais e Previdenciarias Social – Os encargos com imposto de renda – IRPJ e contribuição social – recursos; • Provisões: É determinada a probabilidade de quaisquer julga- – O Banco é parte em ações judiciais e processos administrativos perante CSLL no semestre estão assim demonstrados: 2012 2011 mentos ou resultados desfavoráveis destas ações, assim como do intervalo vários tribunais e órgãos governamentais, envolvendo questões tributáprovável de perdas. A determinação da provisão necessária para essas rias. a) Ativos contingentes: Em 30/06/2012 e de 2011, não havia ativos Resultado antes do IRPJ e da contribuição social (CSLL) 5.249 4.832 contingências é feita após análise de cada ação e com base na opinião contingentes registrados. b) Obrigações legais: A Administração, com Expectativa de despesa de IRPJ e CSLL, de acordo (2.099) (1.932) dos seus assessores legais. Estão provisionadas as contingências para base em informações de seus assessores jurídicos e análise das deman- com a alíquota vigente (2) (61) aquelas ações que julgamos como provável a possibilidade de perda. As das judiciais pendentes, constituiu uma provisão no montante de R$1.144 Efeito de IRPJ e de CSLL sobre as diferenças permanentes provisões requeridas para essas ações podem sofrer alterações no futuro (R$4.290 em 2011). Em março de 2012, o processo administrativo número Efeito do IRPJ e da CSLL sobre as diferenças temporárias, cujos créditos não foram constituídos – 9 devido às mudanças relacionadas ao andamento de cada ação; • Passivos 16327.000427/98-51, referente a não adição de juros sobre o capital próprio (2.101) (1.984) contingentes: os avaliados com risco de perda possível não são reconheci- ao lucro no exercício de 1.996, foi encerrado. Desta forma, foi reduzido o Despesa com IRPJ e CSLL – valores correntes 10. Demonstração de Resultado – a) Outras despesas administrativas: dos contabilmente, sendo apenas divulgados, e os avaliados com risco de montante da provisão para riscos fiscais no montante de R$ 480, registrado perda remota não requerem provisão nem divulgação. • Obrigações legais em outras receitas operacionais. O referido processo continha um depósito Outras despesas administrativas são compostas basicamente por despe(fiscais e previdenciárias): referem-se a processos administrativos ou judi- judicial no montante de R$ 411 sobre o qual a administração aguarda sua sas de serviços técnicos especializados. b) Outras receitas operacionais: ciais relacionados a obrigações tributárias e previdenciárias, cujo objeto de liberação. c) Adesão ao Refis Lei nº 11.941/09: Em novembro de 2009, o Outras receitas operacionais são compostas basicamente pela atualização contestação é sua legalidade ou a constitucionalidade que, independente Banco aderiu ao programa de parcelamento de débitos tributários e pre- monetária dos depósitos judiciais e reversão de provisão para riscos fiscais da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, os montantes discutidos videnciários instituído pela Lei nº 11.941/2009. O processo incluído nesse (nota explicativa 6b.). c) Outras despesas operacionais: Outras despesas são integralmente provisionados e atualizados de acordo com a legislação programa é atinente ao recolhimento de imposto de renda e contribuição operacionais são compostas basicamente por atualização monetária das vigente. Os depósitos judiciais são mantidos em conta de ativo, sem a dedu- social sobre a variação do IPC e BTNF no exercício social de 1990. Dessa provisões para riscos fiscais. d) Despesas tributárias: Despesas tributáção das provisões para passivos contingentes, em atendimento as normas forma, o Banco assume débitos fiscais como suas obrigações tributárias e a rias são compostas basicamente por despesas ao Programa de Integração do BACEN. d) Imposto de renda e contribuição social: A provisão para consequente obrigatoriedade do pagamento regular dos impostos, contribui- Social – PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social imposto de renda é constituída à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, ções e demais obrigações como condição essencial para a manutenção das – COFINS. 11. Instrumentos Financeiros Derivativos – Nos semestres ajustado pelas inclusões e exclusões de caráter permanente, acrescida do condições de pagamento previstas no parcelamento. Na opção pelo parcela- findos em 30/06/2012 e de 2011 o Banco não operou com instrumentos adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente a R$240 no exercício. mento dos débitos fiscais e previdenciários, cuja consolidação foi concluída financeiros derivativos. 12. Partes Relacionadas – A remuneração dos A provisão para contribuição social é constituída à alíquota de 15% sobre o em julho de 2011, as prestações básicas ficaram em R$ 63, pagas em 9 administradores no semestre, incluindo os encargos sociais, foi de R$27 (R$24 em 2011). Nos semestres findos em 30/06/2012 e de 2011 não houve lucro tributável. e) Estimativas contábeis: A preparação das informações parcelas mensais, atualizadas pela taxa de juros selic. O saldo do parcelatransações com partes relacionadas. financeiras exige que a Administração efetue certas estimativas e adote pre- mento foi totalmente liquidado em março de 2012. 8. Patrimônio Líquido A Diretoria missas, no melhor de seu julgamento, que afetam os montantes de certos – O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é representado por ativos e passivos, financeiros ou não, receitas e despesas e outras tran- 55.980.634 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Conforme disCarlos Masetti Jr. – Contador – CRC 1SP 179.400/O-5 Relatório dos Auditores Independentes sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, con- das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contáAos Administradores e Acionistas do duzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. beis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das BBVA Brasil Banco de Investimento S.A. – São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras do BBVA Brasil Banco de Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos audito- demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a eviInvestimento S.A. (“Banco”), que compreendem o balanço patrimonial em res e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter dência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa 30/06/2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referipatrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos das acima apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divul- posição patrimonial e financeira do BBVA Brasil Banco de Investimento S.A. explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demons- gações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos em 30/06/2012, e o desempenho de suas operações e os seus fluxos de trações financeiras: A Administração do Banco é responsável pela ela- selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas conboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independen- tábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às institui- temente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 13 de agosto de 2012 ções autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada internos que ele determinou como necessários para permitir a elaboração apresentação das demonstrações financeiras do Banco para planejar os Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independente- procedimentos de auditoria que são apropriados às circunstâncias, mas CRC nº 2SP 011.609/O-8 mente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles Vanderlei Minoru Yamashita independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação Contador – CRC nº 1SP 201.506/O-5

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 102/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2130/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 102/2012, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos para uso em pacientes atendidos nas unidades de saúde do município, constantes da Relação Municipal de Medicamentos (REMUME), conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V do Edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas darse-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 18 de setembro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 09 horas e 30 minutos do dia 18 de setembro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 31 de agosto de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 097/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2129/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 097/2012, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos que compõem a Relação Municipal de Medicamentos - REMUME, conforme quantidade e especificação constante nos Anexos II e V que acompanham o edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 17 de setembro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 09 horas e 30 minutos do dia 17 de setembro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 31 de agosto de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 101/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2135/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 101/2012, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos que compõe a Relação Municipal de Medicamentos – REMUME, conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V do Edital. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 18 de setembro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 09 horas e 30 minutos do dia 18 de setembro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 31 de agosto de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 103/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 1364/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 103/2012, tendo como objeto o registro dos preços de cateter intravenoso, conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V do Edital, reedição do Pregão Eletrônico 061/2012 , fracassado em sua edição anterior. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 14 de setembro de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 09 horas e 30 minutos do dia 14 de setembro de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 31 de agosto de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA Seleção de Fornecedores - Modalidade Coleta de Preços nº 032/2012 - Processo ASF nº 091/2012 A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a Seleção de Fornecedores modalidade coleta de preços nº 032/2012, Processo ASF nº 091/012 QUE TEM POR OBJETO A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE EXECUÇÃO DE REFORMA E ADEQUAÇÃO DAS UNIDADES DE SAÚDE DE ASSISTÊNCIA MÉDICA AMBULATORIAL ESPECIALIDADE - AMAE PARQUE PERUCHE E AMAE VILA ZATT, INCLUINDO O FORNECIMENTO DE INSUMOS MATERIAIS, MÃO DE OBRA E EQUIPAMENTOS - CRITÉRIO MENOR PREÇO GLOBAL POR UNIDADE. O edital na íntegra poderá ser consultado no sítio ASF: www.saudedafamilia.org e/ou retirado na sede da Associação, sita à Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Informações no endereço eletrônico: nmarussi@saudedafamilia.org. Data da Sessão Pública: 13/09/2012, às 09h30 - Local da Sessão: Associação Saúde da Família, Praça Marechal Cordeiro de Faria, 65 - Higienópolis - São Paulo. Data de Vistoria Técnica: 04,05 e 10 de setembro.

Fale com milhares de empresários de uma só vez! Fone: 11 3180 3175

Vergara & Riba Editoras S.A.

CNPJ/MF nº 02.817.648/0001-80 Demonstrações Financeiras referentes aos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Reais) Balanço Patrimonial (Em Reais) 31/12/2010 31/12/2011 Balanço Patrimonial (Em Reais) 31/12/2010 31/12/2011 Demonstração do Resultado (Em Reais) 31/12/2010 31/12/2011 2.068.114 3.627.592 Receita Operacional Bruta 7.484.349 12.810.866 Ativo/Circulante 5.896.655 9.787.022 Passivo/Circulante Fornecedores Nacionais/Internacionais 1.459.748 2.438.464 Receita de Vendas 7.419.963 12.770.393 Caixa/Bancos 574.000 66.686 Adiantamentos Clientes 16.780 22.599 Receita de Serviços 64.386 40.473 Aplicações Financeiras – 1.289.768 Obrigações Sociais 31.140 63.724 Deduções da Receita Bruta (50.021) (77.022) Clientes 1.767.719 3.168.995 Provisões Trabalhistas 101.275 170.837 ICMS/IPI sobre Vendas (727) (63) Adiantamentos Diversos 192.883 294.216 Obrigações Tributárias 87.489 137.491 PIS/COFINS (250) (31) Estoques 3.335.955 4.917.018 Royalties a Pagar 355.958 750.781 Vendas Canceladas (49.044) (76.929) Impostos a Recuperar 20.078 19.672 Outras Contas a Pagar 15.724 43.697 Receita Operacional Líquida 7.434.328 12.733.844 Despesas a Apropriar 6.021 30.666 28.373 12.160 Custo dos Produtos Vendidos (2.025.076) (2.972.943) Ativo Não Circulante 141.629 226.478 Passivo Não Circulante Leasing 28.373 12.160 Lucro Bruto 5.409.253 9.760.901 Ativo Permanente 141.629 226.478 3.941.797 6.373.748 Despesas Operacionais (3.269.224) (6.056.556) Imobilizado 315.826 442.800 Patrimônio Líquido 50.000 50.000 Administrativas (1.008.827) (2.041.478) Depreciação (174.197) (216.322) Capital Subscrito Reservas 2.605.584 3.594.923 Comerciais (2.298.724) (3.964.241) Total do Ativo 6.038.284 10.013.500 Prejuízos Acumulados (572.127) (572.127) Depreciação/Amortização (33.725) (49.173) Notas Explicativas da Administração às Operações Contábeis 1.858.340 3.300.951 Resultado Operacional Financeiro 72.052 (1.664) 1. Contexto Operacional – A Vergara & Riba Editoras S.A., sociedade Resultado do Exercicio 6.038.284 10.013.500 Lucro (Prejuízo) Operacional 2.140.029 3.704.345 anônima de capital fechado, tem como objeto social a edição integrada a Total do Passivo (281.689) (403.394) impressão de livros, nas disposições legais regulamentadas em vigor. 2. O resultado é apurado pelo regime de competência, ou seja, as receitas Provisão para IRPJ e CSSL 1.858.340 3.300.951 Apresentação das Demonstrações Contábeis: As demonstrações con- e despesas são reconhecidas no resultado no período em que elas ocor- Lucro/Prejuízo Líquido do Exercício tábeis da Vergara & Riba Editoras S.A. foram elaboradas e estão apresen- reram, simultaneamente quando se relacionarem, independentemente do depósitos interfinanceiros, aplicações em cotas de fundo de investimento. tadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil e efetivo recebimento ou pagamento. b) Fluxo de Caixa: i) Caixa equivalen- Os equivalentes a caixa são aqueles recursos mantidos com a finalidade de com observância às disposições contidas na Lei da S.A. e incorporam as tes a caixa: São representados por dinheiro em caixa e depósitos em insti- atender a compromissos de caixa de curto prazo e não para investimento alterações trazidas pela Lei 11.638/07 e 11.941/09. As demonstrações con- tuições financeiras, incluídos na rubrica de disponibilidades, aplicações em ou outros fins. tábeis da Vergara & Riba Editoras S.A. foram aprovadas pela Diretoria em Sevani de Matos Oliveira – Diretora Tatiana Silva Correia – Téc. Contábil – CRC 1SP 244.293/O-2 28/05/2012. 3. Principais Práticas Contábeis: a) Apuração do resultado:

Sampaio Fazzion Serviços Médicos Ltda.

Jardim Indústria e Comércio S/A CNPJ - MF Nº 60.676.996/0001-81 Assembléia Geral Extraordinária Edital de Convocação Convocamos os senhores acionistas para se reunirem em AGE a ser realizada em 10.09.2012, às 10:30 horas, em sua sede social na Rua Arary Leite, 826 - Vila Maria, São Paulo - SP, a fim de discutirem e deliberarem a seguinte ordem do dia: a) Retirada de Acionistas; b) Outros assuntos de interesse da Sociedade. SP. 30.08.2012 Aroldo de Lara Cardoso - Diretor Presidente.

MINK COMÉRCIO E INDÚSTRIA, CNPJ n° 66.731.654/0001-01 e Inscrição Estadual nº 636.130.275.112, estabelecida à Rua Manoel Coelho, nº 600 - loja 10 - São Caetano do Sul, DECLARA, para os devidos fins de direito, que extraviou: Livros Fiscais de Entrada, Livros Fiscais de Saída, Livros de Apuração ICMS, Livros Inventário, Registro Utilização Documentos Fiscais, Termos de Ocorrências e Blocos de Notas Fiscais usadas e em branco, AIDFs e demais documentos fiscais relativos ao ICMS.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 30 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: MR Factoring Fomento Comercial Ltda. Requerido: Solarplast Indústria e Comércio Ltda. Rua João de Paula Franco, 579 - 2ª Vara de Falências. Requerente: MR Factoring Fomento Comercial Ltda. Requerido: Ecosystem Comércio de Produtos de Higiene e Limpeza Ltda. Rua Labatut, 261/263 – Ipiranga - 1ª Vara de Falências. Requerente: Axis S/A. Requerido: PPS – Pimentel Produtos Siderúrgicos Ltda. Rua Ezequiel Ramos, 467 – Mooca - 2ª Vara de Falências. Requerente: Mérito Espaço de Apoio Pedagógico Ltda. Requerente: Telma do Vale. Requerido: ZPS Franquia Ltda. Rua Barão de Jundiaí, 80 – Lapa - 1ª Vara de Falências.

(Em Constituição) Instrumento Particular de Constituição. Nos dias 20 de abril de 2012, foi constituída a sociedade denominada Sampaio Fazzion Serviços Médicos Ltda. e, em 20 de julho de 2012, foi registrado seu contrato social perante o 7° Oficial de Registro de Títulos e Documentos Civil de Pessoa Jurídica da Capital sob o n° 56.613. Os sócios da sociedade são Guilherme Chiaverini Sampaio Correa, inscrito no CPF/MF sob n° 165.902.688-19 e CRM n° 133.964/SP, residente e domiciliado em São Paulo/SP; e Lucas Farias Fazzion, inscrito no CPF/MF sob n° 221.670.188-27 e CRM n° 133.983/SP, residente e domiciliado em São Paulo/SP. A Sociedade tem sede e foro jurídico na Avenida Angélica n° 1509, apto 101. O objeto social é a prestação de serviços médicos e atividade de atenção à saúde humana em geral, inclusive, mas não exclusivamente, a atividade médicas ambulatorial, o atendimento a urgências, a realização de procedimentos cirúrgicos e exames complementares em consultórios, pronto de socorros e/ou unidades hospitalares. O Capital Social totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional é no valor de R$1.000,00. A Sociedade tem prazo de duração indeterminado e será administrada em conjunto pelos sócios.

INSTITUTO AMO CORRER - AMO BRASIL CNPJ: em constituição Edital de Convocação para Assembleia de Fundação Pelo presente, ficam convocadas as pessoas interessadas para a Assembleia de Fundação do INSTITUTO AMO CORRER - AMO BRASIL, que se realizará no dia 10 de setembro de 2012, às 10h, à Rua Unapitinga nº 32 – sala 02, Campo Belo, CEP 04613-070, para participar da mesa, na qualidade de sócio fundador, ocasião em que será discutido e votado o projeto de Estatuto Social e eleitos os membros do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e da Diretoria. São Paulo 10 de setembro de 2012. José João da Silva.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22

e

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

conomia Praia de Lido Di Ostia, perto de Roma: movimento reduzido. Segundo a associação hoteleira italiana metade da população vai passar as férias em casa.

Praias vazias são sinal da crise na Itália

Filippo Massellani/NYT

Karla Duceschi: ir ao balneário ficou mais caro neste ano.

Para poupar, italianos deixam de curtir nas férias o balneário de Lido Di Ostia. Elisabetta Povoledo*

P

ara muitos romanos, este balneário à beira-mar nos arredores da capital é, há tempos, o local de rituais de verão, onde bandos de crianças constroem castelos cambaleantes de areia cor de fuligem, os pais tiram sonecas em grupo e os hotéis de frente para o mar fervem com hordas de veranistas banhados de sol. Só que não neste ano. Mesmo agora, no auge do verão na Itália, as cadeiras ficam abertas desoladas sob os coloridos guarda-sóis. Onde antes existiam filas de espera para alugar cabines para troca de roupa nos estabelecimentos de banho, agora existem vagas. Dezenas dessas empresas que funcionavam como uma fuga sazonal para gerações de romanos estão sentindo o vento frio de um tempo ruim. Com falta de dinheiro após uma série de medidas austeras do governo e simplesmente preocupados com o que o futuro reserva, muitos romanos optaram por passar o verão na cidade, embora esta praia fique a apenas 24 quilômetros de distância. "Roma pode ser perto, mas a gasolina é cara, então as pessoas pensam duas vezes antes de vir para a praia", disse Susanna Corti, dona de uma dessas casas de banho. Segundo ela, os romanos costumavam se reunir em bandos em Lido Di Ostia durante os dias escaldantes de agosto, mas agora concentram as visitas nos fins de semana. "A crise está batendo forte nas pessoas", disse ela. Se o lazer servir como medida de prosperidade, então Ostia em si se apresenta como uma escala preocupante da saúde econômica da Itália. Porém, a queda no número de veranistas italianos é evidente muito além daqui. Em agosto, a associação hoteleira italiana divulgou cifras sombrias, sugerindo que metade dos italianos ficaria em casa neste verão do Hemisfério Norte e que o número de italianos tirando férias neste ano cairia 19%.Quase 52% dos entrevistados citaram as minguantes finanças pessoais como principal motivo para não tirar férias, segundo a associação. Ano passado, a resposta da economia representou

Valdimiro Daddi: um dos poucos nas areias de Ostia.

43% das férias em casa. "No passado recente, não existiu uma queda tão generalizada e drástica", afirmou por meio de comunicado oficial Bernabo Bocca, presidente da associação. Embora tenham acabado há muito tempo os dias em que as fábricas, empresas e lojas italianas fechavam em agosto, forçando os italianos a tirar férias em massa, a maioria das pessoas teria preferido tirar férias no verão. Renato Papagni, dono do Le Dune, um dos maiores estabelecimentos de Ostia e presidente nacional da Assobalneari, associação das casas de banho, disse que os pontos de veraneio foram mais duramente atingidos do que os outros. Porém, o declínio era claramente sentido em todo lugar. Tur i st a s – O turismo para a Sardenha caiu 30% neste verão, segundo cálculos da associação, em resultado, talvez, do custo de chegar à ilha. Regiões da Campânia e da Costa do Adriático também estavam penando, apesar das campanhas para atrair turistas. "No total, o declínio no litoral neste ano ficou entre 10% e 12%", disse Papagni. Segundo ele e outras pessoas entrevistadas, em Ostia, mesmo quem vem está fazendo economia, aprofundando uma tendência presente nos últimos anos. As cabines de troca costumam ser alugadas para a temporada inteira, que vai de 1º de maio a 30 de setembro, por cerca de US$ 3,7 mil. Neste ano, elas ainda estão disponíveis, mesmo com preços reduzidos. Mais famílias as estão dividindo. "Por causa dos custos, vemos ocupação dupla nos últimos anos", afirmou Papagni. As casas de banho cobram entrada, assim, m u i t o s r omanos

também preferem as várias praias públicas de Ostia, onde alugar uma cadeira de praia custa ao redor de US$ 6, estender uma toalha na areia é grátis e marmitas ou petiscos baratos substituem as refeições sem pressa em um restaurante à beira-mar. "Existem muitos romanos que não consideram mais possível fazer como antes", afirmou Karla Duceschi, tomando sol com as sobrinhas em uma praia pública. Segundo ela, levar a família ao balneário ficou caro. "Tudo custa mais, somente nossos salários continuam os mesmos", afirmou ela. Valdimiro Daddi, um dos poucos na praia, pensa da mesma forma. Até neste ano, Daniela, cozinheira na cantina de uma escola que não quis informar o sobrenome, costumava ir à Croácia durante o verão. Agora que os impostos e as despesas subiram, ela preferiu uma tarde de bronzeado ocasional em uma praia pública de Ostia. "Com as informações na mídia acerca da crise, as pessoas estão pensando duas vezes a respeito das férias. As pessoas estão com medo de gastar porque ninguém sabe quando a crise vai terminar." O restaurante La Playa, em Ostia, costumava ser um grande ponto de atração, mas agora está "inativo", segundo Angelo Ra-

dano, um dos gerentes do local, porque as pessoas preferiram o balcão self-service. As pessoas simplesmente não têm mais a mesma renda de antes. "Se você continuar ordenhando a mesma vaca por muito tempo, cedo ou tarde ela vai ficar sem leite", lamenta-se Radano. No V-Lounge, um dos resorts sofisticados de Ostia, Stefano Boccolucci atende os clientes habituais, que sentem menos o aperto do que outros (a cabine mais luxuosa daqui custa mais de US$ 10 mil por temporada). Porém, também ele notou mudanças. "As pessoas que tiraram três semanas de férias no ano passado, agora só estão tirando uma semana", relatou Boccolucci. Até mesmo os políticos italianos (entre os mais bem pagos da Europa) estão cortando os dias de folga. O Parlamento entrou em recesso para o verão no dia 8 de agosto e vai reabrir a Câmara dos Deputados em 3 de setembro e o Senado no dia seguinte, a menor pausa em cinco anos, segundo os jornais italianos. A tendência de ficar em casa se mostrou tão pronunciada que gerou um videoclipe, chamado "Resto a Roma" (vou ficar em Roma), produzido pela Rádio Globo, uma estação da capital italiana, com uma paródia de Endless Summer, da cantora Oceana. O clipe atraiu mais de 868 mil acessos desde o lançamento em julho. "Tirando sarro de nós mesmos, fica mais fácil tolerar a crise", disse Alessandro Tirocchi, DJ de um programa matinal, que compôs e atuou no clipe. "A crise é uma coisa comum a todos, não temos muitas maneiras de fugir dela, então por que não rir de nós mesmos?" * The New York Times

Negócios parados: falta de turistas atrapalha aluguel de barquinhos.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

23 Se você, ou alguém que conheça, quer estagiar na GM, o prazo para inscrição vai até o próximo dia 6, quinta-feira. São 16 as áreas com vagas – em todas as unidades – incluindo Engenharia de Produto, Design, TI, Marketing & Vendas e Relações Públicas, entre outras. Para mais informações e inscrições é preciso entrar no link www.chevrolet.com.br, buscando "Universo Chevrolet", "Sobre a GM" e "Trabalhe conosco- Programa de Estágio 2013".

Nº 432

DCARR

AUDI

Um foguetinho chamado A1 Sport São 185 cv usados pela Audi para levar o menorzinho da família a 227 km/h e fazer de 0 a 100km/h em menos de 7,1s. E seria ainda melhor se a nossa gasolina fosse boa... CHICOLELIS

O

Audi A1 Sport é surpreendente. Até você afundar o pé direito no acelerador, ele parece um pequenino bem comportado, gastando pouco combustível e rodando bem tranquilo. Mas, quando se afunda o pé direito no acelerador, o sistema de sobrealimentação duplo em sequência entra em ação, com um compressor Roots (acionado por correia) seguido da turbina movida pelos gases do escapamento, e o pequenino vira uma verdadeira fera. E você não precisa entender de mecânica para decifrar a sobrealimentação e o Roots. Basta apenas ter muita atenção porque o torque dele também é alto, com 259 Nm, já disponível entre 2.000 e 4.500 rpm. Se houver uma distração, o susto pode ser grande. Mas ele é exigente, a gasolina tem que ser Premium e não aditivada, muito menos a comum. Ele vai andar, mas você vai se perguntar "onde está a fera do A1?". Por sinal, se a nossa gasolina tivesse a mesma qualidade daquela vendida na terra natal do carro, ele andaria melhor ainda. Som de bravo - uma curiosidade no A1 Sport é que ele não tem o ronco de carros esportivos. Não do lado de fora. Mas a Audi criou um curioso "sistema de som", que transmite o "ronco" do motor só para den-

tro do carro. Assim, só seus ocupantes sentem a vibração e o agradável som de um motor bravo. Se você passar por um posto policial na estrada, por exemplo, o barulho não vai chamar a atenção da Polícia Rodoviária. Mas lembre-se que o radar é frio e calculista e não se deixará enganar pelo "som" do A1 Sport. O câmbio do pequeno é S Tronic, de 7 marchas, com tecnologia esportiva e dupla embreagem, podendo ser mantido no automático e ter a mudança de marchas acionada na alavanca ou nas borboletas atrás do volante. O sistema de segurança abriga ABS, ESP, EDS e o sistema de freio passou por reformulação para garantir a esportividade do modelo. As rodas são de 17 polegadas, com pneus 215/40. A pequena máquina já está disponível em seis cores (preto, prata, vermelho, branco e dois tons de azul), por R$ 109.900. Como opcional, teto solar elétrico panorâmico Open Sky, sem preço divulgado.

Fotos: Divulgação

Na foto, de frente, até que são parecidos, mas são cavalos e mais cavalos de diferença entre o A1 (acima) e o S5 (abaixo).

E tem mais - Além da "ferinha", a Audi também colocou à venda três novas versões do S5, o Sportback, o Cupê e o Cabriolet, custando, respectivamente, R$ 355.900; R$ 360.900 e R$ 387.900. O motor é um potentíssimo 3.0 TFSI, de 332 cv de potência e 400 Nm de torque. Força para ninguém botar defeito.

VW KOMBI

H

á quem diga que em 2014 ela sairá de linha, pois não teria condições de absorver as exigências da lei que vai obrigar todos os veículos de passeio e utilitários no mercado a sairem de fábrica com ABS e air bags. Mas há conversas de bastidores garantindo que a Volkswagen está desenvolvendo estes elementos para a velha e confiável Kombi, que vai e vem entre nós desde o dia 2 de setembro de 1957, quando a primeira unidade foi produzida na fábrica de São Bernardo do Campo. Líder do segmento desde que surgiu, a Kombi tem grandes histórias. Uma das mais curiosas é a que coloca um dos maiores pilotos da F-1, Jackie Stewart, o "Escocês Voador", numa inusitada situação na Via Anchieta. Como fazia por ocasião das provas de F-1 no Brasil, José Carlos Pace, o "Moco", promovia um almoço para pilotos e jornalistas amigos em sua casa no Guarujá. Em uma dessas ocasiões, "sir" Jackie Stewart, ao chegar na curva da "Onça", na descida da serra da Via Anchieta, se deparou com uma Kombi à sua frente. No volante do "Pão Pulmann" como o utilitário era conhecido (por suas linhas que lembravam o formato da embalagem do pão de forma) estava um da-

55 ANOS DE HISTÓRIAS NO BRASIL Ela foi responsável por um vexame de Jackie Stewart, um dos reis da F1 queles tresloucados motoristas que fazia as curvas "como o diabo gosta": de lado. O escocês voador bem que tentou, mas a sequência de curvas à frente favorecia o "piloto" da Kombi e a ultrapassagem só foi possível quase no final da serra, quando as curvas terminaram. Ao chegar na casa de Moco, Jackie disse: "Por isso que o Brasil tem tanto piloto bom, tantos campeões. Aqui tem uns loucos que dirigem Kombi fazendo as curvas de lado". O começo - A Kombi tem capacidade para transportar carga de até uma tonelada, totalmente coberta, com seu motor 1.4 bicombustível. O seu primeiro propulsor era de 1.2 e tinha 50% de nacionalização. Em quatro anos este índice subiu para 95% e ela ganhou as versões luxo e standard. Hoje são produzidas 90 Kombi/dia. O holandês Pen Pon desenvolveu a Kombi, na década de 40, com sua carroceria monobloco, suspensão reforçada – para transporte de carga – motor traseiro refrigerado a ar, de 25 cv.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24

t

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

BUXIXO CULTURAL Goiás Velho vê sua população aumentar todo ano durante o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental.

urismo

Fotos: Aline Arruda/Divulgação

UM PASSEIO POR GOIÁS VELHO Lúcia Helena de Camargo

Arquitetura histórica, tradições seculares e natureza conquistam os turistas na primeira capital de Goiás

Longe dos caos urbano: ruelas pacatas, artesanato à mostra nas janelas e o Rio Vermelho que passa perto. Cercada de verde, a cidade no interior de Goiás merece a visita.

Lúcia Helena de Camargo

U

Lúcia Helena de Camargo

ma janela da qual se vê correr o rio, cheiro de doce sendo cozido no fogo, tarde calma com roupas secando ao sol. Esse retrato da tranquilidade acontece ao vivo na cidade de Goiás. Conhecida como Goiás Velho por ter sido a primeira capital do Estado, passou em 1937 o posto a Goiânia, da qual dista 139 quilômetros. Goiás Velho foi reconhecida em 2001 pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural Mundial da Humanidade, por reunir três elementos: arquitetura peculiar, tradições culturais seculares e bela natureza que circunda a região. Os moradores adoram desafiar o visitante a adivinhar seu gentílico. Goiano é quem nasce no Estado de Goiás. O natural de Goiânia é goianiense. E quem nasce na cidade de Goiás é... vilaboense, porque a localidade se chamou, nos primeiros tempos, Vila Boa de Goiás. Cora Coralina (1889-1985) é a personalidade local mais cultuada. A casa na qual morou a poeta, cujo nome de batismo era Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, foi transformada em museu e está aberta a visitas desde 1989. Suas roupas, livros, anotações, cartas, móveis e objetos de cozinha (na qual preparava

os também famosos doces de frutas cristalizadas) integram o bem cuidado acervo. O Rio Vermelho, que passa ao lado da janela, ganhou um poema inteiro para ele. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, Cora teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais), quando já tinha 75 anos

Boneca de pano Maria Grampinho, souvenir que surgiu de uma história local. de idade. Passou a vida ali, do nascimento à morte. Ganhou diversos prêmios literários, viajou, mas sempre voltava à Casa Velha da Ponte, como a construção é chamada. Calendário cultural – Com 25 mil habitantes, Goiás Velho vê sua população aumentar pelo menos em quatro vezes na semana em que ocorre o Festival Internacional de Cinema e Ví-

deo Ambiental (FICA), realizado todo ano entre junho e julho desde 1999. Este ano foi vencido pelo documentário 'Paralelo 10', de Silvio Da-Rin, que mostra o trabalho do sertanista José Carlos Meirelles com índios isolados. O evento reuniu realizadores brasileiros, americanos, chineses, alemães e outros. O júri foi presidido pelo deputado Fernando Gabeira. Outras datas do calendário cultural são o carnaval e a procissão do fogaréu, que começa à meia-noite da quarta-feira da semana santa. Quem vai em busca de turismo religioso pode, ainda, visitar as igrejas de Santa Bárbara, da Boa Morte, de São Francisco e do Rosário. Os eventos movimentam restaurantes e o comércio de artesanato da região. Panelas de ferro estão entre as lembranças mais vendidas, assim como a boneca de pano Maria Grampinho, encontrada em 100% das lojas. É ofertada em tamanhos variados, todas com dúzias de grampos nos cabelos. O souvenir surgiu ao ser recobrada a história de uma moça com problemas mentais, que perambulava pelas ruas aos andrajos, com muitos grampos prendendo as madeixas. O nome original era Maria da Purificação. Virou Maria Grampinho. Vale dar uma escapada para a área rural, onde ficam cachoeiras, como a das Andori-

Casa Velha da Ponte, onde viveu a poeta Cora Coralina, é um museu imperdível. nhas, a dez quilômetros do centro. Depois de passar por uma bucólica estradinha de terra, chega-se à queda , ao redor da qual são feitos piqueniques. E alguns se arriscam a

tomar banho na água que cai gelada sobre as pedras. De volta à cidade, no entardecer, talvez vá bem uma passada na sorveteria que fica exatamente no centro da cidade, dentro do coreto da Praça da Matriz. O sorvete faz sucesso. Para o jantar, se quiser embarcar em uma comida típica exótica, peça arroz com pequi. O sabor é algo entre caju e castanha, com um toque de abacaxi. Não entendeu? Então, é mesmo impossível traduzir. Pequi tem sabor apenas de pequi. Alguns adoEmpadão goiano vem recheado de carne, frango e legumes.

RAIO X COMO CHEGAR Voo São Paulo-Goiânia, ida-e-volta, custa a partir de R$ 440 pela Gol (www.voegol.com.br) e R$ 402 na TAM (www.tam.com.br). De lá, duas horas de carro até Goiás. De ônibus (empresa Moreira), a passagem custa R$ 20. ONDE DORMIR Casa da Ponte Hotel: Rua Moretti Foggia, s/nº, tel. (62) 3371-4467. Diárias para casal a partir de R$ 110. Hotel Rio Vermelho: Av. Dario de Paiva, 1, Areião, tel. (62) 3371-2277. Diárias para casal a partir de R$ 100. Pousada do Sol: Rua Americano do Brasil, 17, Centro, tel. (62) 33711717. Diárias a partir de R$ 80.

Cachoeira das Andorinhas, a 10 km do centro, tem acesso por uma estradinha bucólica.

ONDE COMER Dalí Sabor e Arte: Rua 13 de Maio, 26, tel. (62) 3372-1640.

ram, outros odeiam. Por via das dúvidas, prove. Mais ameno ao paladar é o também característico empadão goiano – massa recheada de carne, frango e legumes. Servido em quase todos os restaurantes locais, é especialmente caprichado no Dalí. À noite, se você escolher uma pousada próxima do rio, vai ouvir apenas som de grilos, lembrando que está longe, bem longe, do caos urbano da metrópole. Viagem a convite do FICA

Tocantins

Bahia

Mato Grosso Cidade de Goiás

Goiânia

Goiás Brasília

Minas Gerais Belo Horizonte

Restaurante Flor de Ipê: Praça da Boa Vista, 32, tel. (62) 3372-1133. Poesias Restaurante: Av. Sebastião Fleury Curado, s/nº, tel. (62) 3371-4068.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

25

d

cultura

Paulo Liebert/AE

O Parque da Independência será o palco da festa que comemora os 190 anos da proclamação da Independência do Brasil. O evento terá uma montagem do "grito" de Dom Pedro I, danças e música.

O GRITO DE D. PEDRO I. E FESTA NO PARQUE. Ana Barella

N

o domingo (2) o Parque da Independência sediará uma festa grandiosa e todos estão convidados. O motivo da comemoração é nobre: os 190 anos da Independência do Brasil. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) promove o evento, que leva o nome Auto da Independência, faz parte da programação do Ano de Portugal no Brasil e marca a abertura da Semana da Pátria. A festa terá música, dança e uma encenação teatral do famoso grito de Independência de Dom Pedro I – que levou à emancipação do Brasil do Reino de Portugal em 1822. Sob a direção de Nelson Baskerville, ganhador do prêmio Shell de Teatro 2012, a peça terá participação especial dos atores Murilo Rosa, que interpretará Dom Pedro I; Deborah Secco, como Maria Leopoldina; e Renato Borghi no papel de José Bonifácio de Andrada e Silva. De acordo com Guilherme Afif Domingos Filho, diretor da Guaimbé Bureau de Cultura, organizadora do evento, o Auto da In de pe nd ên ci a será uma grande festa para toda a família, com pretensão de ser repetida nos próximos anos. "Nós queremos que a festa contagie a Cidade toda. E que transforme o jeito que comemoramos a data." A montagem será dividida em quatro atos. Os três primeiros se-

Divulgação

rão apresentados três vezes cada ao longo do dia, a partir das 11h30, e abordarão os acontecimentos que antecederam a proclamação da Independência. O último, a montagem do "grito", será encenado apenas uma vez, fechando o evento. Conflito interno De acordo com Nelson Baskerville, a encenação tenta apresentar um outro lado da história da Independência, como a luta interna de Dom Pedro I, que teve que ir contra sua família e toda a corte portuguesa para fazer do Brasil um país independente. "Esses personagens foram muito importantes na nossa história. Eles lutaram por um país livre, com mais autonomia e servem de exemplo para os cidadãos de hoje", afirma. E acrescenta: "Acho que é uma peça para a família inteira. É o momento ideal para a s crianças entenderem um pouco mais sobre a história da Independência".

Deborah Secco irá interpretar Maria Leopoldina na encenação. Francisco Cepeda/AgNews

pianista Rosana Lanzelotte, no coreto oeste da praça das Bandeiras. Também em três horários: às 12h30, 14h e 15h45. O grito Quase no final da festa, acontecerá um desfile performático com artistas circenses e atores que participarão da montagem, todos ao som da banda da Polícia Militar. A parada será o cortejo da independência, meia hora antes da apresentação do último ato. E o ponto alto do evento, a encenação do famoso grito da Independência de Dom Pedro I, acontecerá no monumento à independência do Brasil, com a participação especial dos atores Murilo Rosa e Deborah Secco.

PROGRAMAÇÃO

Música e dança Acontecem ainda apresentações de danças, como a performance Coregraphie o Arte para Saber Danzar Todas as Sortes de Danzas (Coreografia ou a Arte de Saber Dançar Todas as Danças), da dança minueto, tradicional nas cor-

público também poderá conferir às 13h, 14h30 e às 16h15, na praça dos Bandeiras, a dança lundu, típica da África. A música também será uma atração, com destaque para a montagem da ópera Domitila, do compositor carioca João Guilherme Ripper, na performance da soprano Marilia Vargas. Com acompanhamento de clarinete, violoncelo e piano, a ópera é baseada nas cartas trocadas entre o Imperador D. Pedro I e sua amante Domitila de Castro, a Marquesa de Santos. As apresentações acontecem no coreto leste da praça das Bandeiras, às 12h, e na Esplanada do Museu, às 15h15. Outra atração especial será apresentação Música da Independência realizada pela

Murilo Rosa será Dom Pedro I na montagem do "grito". tes europeias do século XVIII. A montagem é resultado de uma pesquisa do Grupo Ibero-Americano de Estudos de Danças Antigas e será acompanhada pelo Af-

fetti Musicali, grupo especializado na interpretação de músicas antigas. A dança será apresentada em sessões às 11h, 13h30 e 15h, na esplanada do museu. O

Auto da Independência Parque da Independência. Domingo (2). Minueto. 11h30, 13h30 e 15h. Esplanada do Museu. Ato I. 11h45, 13h15 e 14h45. Esplanada do Museu. Ópera Domitila. 12h e 15h15. Coreto leste da praça das Bandeiras. Ato II. 12h15, 13h45 e 15h30. Coreto leste da praça das Bandeiras. Música da Independência .

12h30, 14h e 15h45. Coeto oeste da praça das Bandeiras. Ato II. 12h45, 14h15 e 16h. Coreto oeste da praça das Bandeiras. Lundu. 13h, 14h30 e 16h15. Praça das Bandeiras. Cortejo da independência. 16h30. Alameda Principal. Ato Final. 17h. Monumento à Independência.

Comédia da tragédia cultural Sérgio Roveri Bob Souza/Divulgação

U

Atrás do Pano – A Comédia: coxia escancarada para o público.

ma companhia teatral pequena, pobre e formada por atores conhecidos mais pela persistência no ofício do que pelo talento encontra-se diante de um desafio aparentemente intransponível: produzir a toque de caixa um gigantesco sucesso de bilheteria capaz de salvar o teatro que ocupam das ameaças de uma incorporação imobiliária, que pretende demolir o prédio e erguer no lugar um shopping center. O espetáculo que o elenco decide montar para preservar a própria casa é uma comédia simplória, Folias de Outono, um vaudeville que narra as trapalhadas de uma mulher que, surpreendida pela volta inesperada do marido, tem de esconder o amante no armário. O problema é que, da absoluta falta de preparo do elenco à precariedade do pré-

dio, que apresenta goteiras no palco, infiltrações nas paredes e curto-circuito na rede elétrica, tudo parece contribuir para que a montagem de Folias de Outono seja um fiasco reconhecido a quilômetros. Esta é a história de Atrás do Pano - A Comédia, texto escrito pela dramaturga e atriz Luiza Jorge como forma de, antes de qualquer outra pretensão, prestar uma declaração de amor ao teatro e ao ofício do ator. "A autora usou os elementos da comédia para falar da tragédia cultural que os artistas brasileiros são obrigados a superar a cada dia", diz Marcelo Romagnoli, diretor do espetáculo que estreia neste sábado, 1, no Teatro Itália. Além da própria Luiza Jorge, que para escrever o texto se inspirou nos percalços que encontrou em sua carreira de atriz, es-

tão no elenco de Atrás do Pano os atores Tadeu di Pyetro, Fábio Espósito, Gustavo Haddad, William Amaral e Cleber Tolini. "Este texto foi escrito há muitos anos, mas não há como evitar comparações com o Teatro Oficina, que também foi ameaçado de fechar as portas para ceder lugar a um shopping", diz. No primeiro ato, Atrás do Pano revela o despreparo do elenco durante os ensaios da peça Folias de Outono. "Vemos aí a ansiedade de um elenco diante de algo que pode dar errado a qualquer momento", diz Romagnoli. No segundo ato se dá a apresentação da peça - e é neste momento que o teatro revela suas entranhas para o público. Com as coxias expostas, a encenação escancara todas as picuinhas dos

Nesta edição: Intocáveis e Abraham Lincoln - Caçador de Vampiros no Cinema . Raul Seixas em Música. Ares e canções de Bob Dylan em Leitura. Festival português na Gastronomia. Toscana na Roda do Vinho. O azul da carne em Dança. E Lygia Clark em Visuais, no Itaú Cultural.

bastidores: brigas do elenco, nervosismo, falhas técnicas, soluções improvisadas e insegurança, muita insegurança. Os quiprocós da coxia por diversas vezes reverberam no palco e provocam a interrupção da peça que está sendo apresentada. No auge da confusão, o palco chega a ficar vazio para que toda a trama se transfira para os bastidores. "Como não é possível levar o público para a coxia, resolvemos abrir a coxia para o público", diz o diretor.

Atrás do Pano - A Comédia. Estreia neste sábado (1º). Teatro Itália, Avenida Ipiranga, 344. Tel.: 3120-6945. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 19h. R$ 20 a R$ 40.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

d

cultura

Uma improvável e bela amizade Lúcia Helena de Camargo

T

etraplégico contrata um expresidiário para ajudá-lo nas tarefas cotidianas. Ou, seja, todas, já que ele não se mexe do pescoço para baixo. Assim resumido, poderia ser o roteiro de um dramalhão choroso. No entanto (lição para tomar cuidado com sinopses), Intocáveis, que chega nesta sexta (31) a 110 cinemas brasileiros, é uma comédia. Das boas. Embora o título seja igual, não há qualquer ligação com o policial Os Intocáveis (The Untouchables, 1987, dirigido por Brian de Palma, cuja cena emblemática é aquela do carrinho de bebê descendo pela escadaria no meio do tiroteio) – a não ser pelo fato de levar às telas a história de dois homens fortes, cada um a seu modo. Sem qualquer concessão ao piegas, o filme mostra o surgimento de uma amizade verdadeira entre pessoas radicalmente diferentes. Phillipe (François Cluzet) é branco, rico, de meia idade, e teve o corpo irremediavelmente paralisado para o resto da vida depois de sofrer um acidente. Driss (Omar Sy) é negro, jovem, bonito, cheio de

vitalidade, pobre e desempregado. Africano emigrado para a França, Driss possui uma extensa e problemática família que precisa de seu apoio financeiro, emocional e moral. Candidata-se ao emprego de cuidador do ricaço Phillipe apenas para que isso conste da sua ficha do seguro social e ele continue a receber o benefício, já que não tem esperança de ser contratado. Mas é. Justamente por não tratar o tetraplégico como um coitado, como fazem todos os demais. Com seu jeito lúcido e natural, Driss expõe o ridículo de convenções sociais da aristocracia, assim como os valores algo aleatórios atribuídos às artes plásticas. O que há de especial em uma pintura com motivo abstrato exposta em uma galeria chique de Paris para que seja vendida por milhares de euros? Eliminando firulas, ele vai tentar descobrir. Depois espanta-se e encanta-se com a música clássica e apresenta outros ritmos a Phillipe. Em passeios em cadeiras de rodas e conversas no parque, eles vão se afeiçoando um pelo outro. Nenhum deles é gay. Assim, o sentimento nascido entre ambos se traduz por genuína estima entre amigos, baseada em respeito e admiração. Visto por 20 milhões de espectadores na França, Intocáveis

é divertido do começo ao fim. Dos diálogos bem bolados às situações cômicas por si – como a sutil intimidação de Driss ao namorado da filha de Phillipe, rapazinho magricela e insolente que há muito precisava de "esclarecimentos" sobre como tratar as mulheres. Yvonne (Anne Le Ny), uma espécie de governanta, representa o contraponto sério, para que o humor fique mais evidente dentro da mansão de muitos quartos e convenções. E a bela secretária Magalie (Audrey Fleurot) se transforma no objetivo a ser conquistado por Driss, que não passa nenhum dia sem lhe dirigir um galanteio, ora elegante, ora beirando o grosseiro, mas sempre 100% sincero. Inspirado em uma história real, o filme exibe, nos fotogramas finais, imagens dos dois homens de verdade. O argumento do longa foi baseado nos livros O Segundo Suspiro (Editora Intrínseca), escrito por Phillippe Pozzo di Borgo, e Você Mudou A Minha Vida (Editora Record), do enfermeiro argelino Abdel Sellou, com prefácio de Philippe Pozzo di Borgo. As duas obras chegam às livrarias simultaneamente ao lançamento do filme.

Intocáveis (Intouchables, 2011, França, 113 minutos). Direção: Eric Toledano e Olivier Nakache. Com François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny.

Califórnia Filmes/Divulgação

Fox Film/Divulgação

Agora, ele fala!

E

sta é a chance de saber se o ganhador do Oscar de Melhor Ator deste ano pelo papel no filme mudo O Artista, o francês Jean Dujardin (foto), é bom também falando. Juntamente com Gilles Lelouche, ele faz a comédia Os Infiéis (Les Infidèles, 2011, França, 109 minutos). Na direção do longa estão o próprio Dujardin, Gilles Lellouche, Emmanuelle Bercot, Imovision/Divulgação Fred Cavayé, Michel Hazanavicius (Oscar 2012 de direção por O Artista), Eric Lartigau, Alexandre Courtès. A infidelidade masculina é analisada a partir do ponto de vista dos sete diretores. Cada um deles é responsável por um esquete, que passa por uma conferência de hotel e também um grupo de apoio para viciados em sexo. Acusados de machismo por diversas associações feministas, os cartazes de Os Infiéis tiveram de ser retirados de circulação na França. (LHC)

Bourne, parte 4.

T

ony Gilroy, roteirista da série de filmes Bourne, agora escreve e assume a direção em O Legado Bourne (The Bourne Legacy, Estados Unidos, 2012, 112 minutos), que estreia na próxima sexta (7). Com Jeremy Renner no papel principal, a trama gira em torno do agente Aaron Cross, que passou pelo mesmo tipo de recrutamento de Bourne no misterioso programa conhecido como Treadstone. No elenco estão também Rachel Weisz, Edward Norton, Albert Finney, Joan Allen, Scott Glenn e Oscar Isaac. A franquia já rendeu US$ 1 bilhão em bilheteria no mundo. Os três primeiros filmes foram estrelados por Matt Damon – A Identidade Bourne (2002), A Supremacia Bourne (2004) e O Ultimato Bourne (2007). O diretor dos três longas, Paul Greengrass, anunciou que não faria O Legado Bourne em dezembro de 2009. Ele ironizou a ideia da quarta sequência, dizendo que deveria se chamar The Bourne Redundancy (A Redundância Bourne). Aos fãs da série resta avaliar se de fato a história se esgotou no terceiro filme. (LHC)

Lincoln bizarro, violento, genial.

A

premissa é bizarra: um presidente dos Estados Unidos que passa as noites caçando vampiros. É o que acontece no mirabolante, violento e muito bem realizado Abraham Lincoln - Caçador de Vampiros (Abraham Lincoln: Vampire Hunter, 2012, Estados Unidos, 115 minutos), que chega às salas brasileiras em pré-estreia nesta sexta (31) e estreia no circuito no feriado de 7 de setembro. A direção é de Timur Bekmambetov, discípulo de Tim Burton (produtor do filme). Tudo nasceu da imaginação de Seth Grahame-Smith, autor do livro homônimo. Histórias normais com criaturas estranhas é sua especialidade. Ele escreveu também Orgulho e Preconceito e Zumbis, usando o famoso romance de Jane Austen e adicionando os mortos-vivos. Ele declarou ter "aproveitado" 85% da história original. Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros (interpretado por Benjamin Walker) traz uma interessante versão para a Guerra de Secessão, a Guerra Civil Americana, que ocorreu nos Estados Unidos entre 1861 e 1865. O sul, próescravidão dos negros, lutou contra o norte industrializado, favorável à libertação dos escravos. Morreram no conflito 970 mil pessoas, sendo mais de 600 mil soldados. Os apoiadores da escravidão são, nessa trama, vampiros sedentos por sangue que mantêm os negros como fonte de alimento. Uma vez livres eles poderiam debandar e desfalcar a "despensa" dos eternos mortos-vivos. Abraham Lincoln (1809-1865) foi o 16º presidente dos Estados Unidos, eleito em 1860. Grande orador e ferrenho defensor dos direitos civis para todos os americanos, fossem brancos ou negros, foi o responsável pela abolição da escravatura. A história do filme o acompanha desde antes de se tornar político, quando ainda era apenas um estudante de direito com muitas boas ideias e talento para falar em público. E, claro, grande habilidade para matar vampiros com seu machado dotado de lâmina de prata, entre outros truques. (LHC)

MIRADA 2ª EDIÇÃO - FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DE SANTOS 38 espetáculos de 14 países, intervenções e performances. México é o convidado da vez. De 5 a 15 de setembro. Sesc Santos. www.sescsp.org.br/mirada. R$ 2,50 a R$ 10.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

27

d

cultura

André Domingues

O

rico material do documentário Raul Seixas - O início, o fim e o meio, de Walter Carvalho, criou expectativas para os extras que viriam na futura edição em DVD. Agora, com o material todo lançado, o resultado não se mostra tão farto assim, mas traz 11 sequências – além de vídeos promocionais, textos e fotos – que justificam sua inclusão em qualquer videoteca de música brasileira. O primeiro mérito dos extras do DVD é o de corrigir uma grande injustiça do filme original ao incluir um depoimento de Jerry Adriani, um dos maiores incentivadores de Raul no início de carreira. É verdade que a fala não mostra grandes novidades, mas a rápida percepção de Jerry do potencial explosivo do inteligente e sonhador Raulzito é um registro importante. Sem falar na deliciosa história de seu casamento, em que Raul chegou inesperadamente e, sem estar na lista de convidados da portaria, assumiu o lugar do padre. (O padre verdadeiro chegou um pouco mais tarde, espumando de raiva, mas ao saber que seu concorrente era o roqueiro, mudou

de humor e até arranjou-lhe um lugar de coroinha na celebração). Outro depoimento valioso é o do empresário André Midani, que no filme original só havia falado do lado bom da relação com Raul – de quem, certa vez, recebeu os versos ácidos "André Sidani só faz confusão/ Sonhei com ele e mijei no colchão", em Conversa pra Boi Dormir. Midani comenta rapidamente da dificuldade do roqueiro de aceitá-lo como seu diretor ("patrão", nas palavras do artista) nos tempos da gravadora Phillips. O conflito, porém, não teria sido tão grave assim, ficando resolvido à maneira de Raul, com um convite-desafio para uma longa noite de abusos com entorpecentes. (Midani, obviamente, pouco se lembra dos detalhes, mas diz que foi aprovado). Assim como no filme, a entrevista de Paulo Coelho é uma das que mais se destaca nos extras. O maior parceiro de Raul relata a circunstância em que recebeu a notícia de sua morte, quando trilhava o Caminho de Roma, nos Pirineus. Paulo conta que, num primeiro momento, sentiu uma inesperada alegria –

A cara dos anos 70

S

"Que legal, ele viveu a lenda pessoal dele!" – e que passou dias cantando suas músicas na floresta. Seis meses depois, já no Brasil, diz ter chorado muito ao telefone com um amigo em comum, comentando o falecimento de Raul, e ter, finalmente, purgado qualquer ressentimento que ainda guardasse. São dois relatos envolvidos no conhecido espiritualismo do escritor, mas que revelam o constante e contraditório desejo de se separar de Raul, apesar do forte laço pessoal, artístico e intelectual que os unia. Além desses bons depoimentos, o DVD traz outros que devem fazer a alegria dos

raulseixistas. De um lado, vem o letrista Bráulio Tavares comentando o boato de que Barbara Bush (ex-primeira dama dos Estados Unidos e mãe de George W. Bush) teria sido gerada nos rituais de magia sexual comandados pelo guru de Raul Seixas, o inglês Aleister Crowley, autoproclamado "A Besta do Apocalipse". De outro, vem Tom Zé contando ter sido tantas vezes confundido com o amigo nas ruas de São Paulo, nos anos 70, que se habituou a dar autógrafos por ele. São, enfim, duas daquelas curiosidades que dão ainda mais sabor ao mito pop que Raul, como poucos, conseguiu ser.

e osanos70tiveramumacaranoBrasil,devetersidoorosto magro e barbado de Raul Seixas (como se pode ver abaixo na capa de O início, o fim e o meio), com o cabelo bagunçado e aquela combinação de olhar inocente com sorriso irônico. Muito além do tipo físico, porém, Raul incorporou como poucos o espírito daquela década turbulenta. É como se tivesse nascido para aquele momento, que concentra a parte mais importante da sua obra – o único disco que fez nos anos 60, Raulzito e os Panteras, de 1968, é fraco; os que fez nos anos 80 são irregulares. O primeiro e mais importante álbum de Raul foi lançado em 1973, Krig-Ha, Bandolo!, marcado pelas irreverentes Ouro de Tolo, Maluco Beleza, Al Capone e Mosca na Sopa. Estão ali as primeiras parcerias com Paulo Coelho: As Minas do Rei Salomão, A Hora do Trem Passar, Rockixe e Cachorro Urubu. No ano seguinte, Raul gravou Gitã, seu maior sucesso, com canções como Gitã, Medo da Chuva e O Trem das 7. Os discos que vieram adiante, Novo Aeon(75) e Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás(76), o mantiveram em alta. A fase de ouro se encerra com O Dia em Que a Terra Parou, de 77, em que Paulo Coelho sai de cena para a entrada de Cláudio Roberto, co-autor da faixa-título e de preciosidades como No Fundo do Quintal da Escola e Maluco Beleza. Curiosamente, no início da década seguinte veio o último grande disco de Raul, Abre-te Sésamo, que trazia Baby,Só Pra Variar,O Conto do Sábio Chinês e Á Beira do Pantanal. O período prometia, como se nota em Anos 80 ("Ei, anos 80/ Charrete que perdeu o condutor!"). Essa confusão certamente seria um terreno fértil, mas a decadência física-psicológica e os solavancos da moda o impediram. Dali em diante, as rédeas nunca mais ficariam em suas mãos.

O ar e a canção de Bob Dylan, num romance. Renato Pompeu

A

primeira coisa a se notar a respeito do romance Ar de Dylan, do consagrado autor catalão Enrique Vila-Matas, 64 anos, que escreve em castelhano e já foi traduzido e premiado em dezenas de países, lançado agora no Brasil pela Cosac-Naify quase simultaneamente à publicação na Espanha ainda este ano, é que na tradução se perde logo de cara um efeito que o escritor quis criar no original. Com efeito, em castelhano, Aire de Dylan tanto pode ser traduzido por "Ar de Dylan" como por "Canção de Dylan", já que "aire" indica tanto "ar" como "ária" e o Dylan se refere ao cantor e compositor Bob Dylan, com o qual o personagem central da trama, um ator fracassado, filho de um escritor famoso, guarda um certo "ar" de parentesco espiritual. A segunda coisa notável é que Vila-Matas considera este o seu li-

vro mais "livre", como se nele estivesse dito explicitamente tudo que quis dizer ao longo de sua volumosa obra de dezenas de livros e que só estava, na verdade, implícito. Um dos maiores nomes, internacionalmente, dessa literatura de inventário que é o pós-modernismo ficcional, Vila-Matas, que começou a escrever no início dos anos 1970, quando prestava o serviço militar ainda sob o regime franquista, se consagrou por fazer uma espécie de "ficção de não-ficção", em que mistura ficção, diário íntimo, jornalismo e ensaísmo, com a combinação de quatro mundos: o da imaginação, o vivencial do próprio autor, o real em que vivemos e o da reflexão sobre a condição humana. Por que Vila-Matas diz que este é o seu livro mais livre? Aparentemente, se trata de que a ficção em si, a pura imaginação, ocupa em

Ar de Dylan uma proporção maior em relação às referências ao mundo real. De todo modo, há as evocações eruditas, obrigatórias numa literatura de inventário, a outras obras de arte do passado, à peça Hamlet, de Shakespeare (cuja interpretação pelo ator fracassado se mistura às peripécias de sua vida), ao jovem poeta francês Rimbaud que na maturidade se tornou traficante de armas, ao autor americano de ficção científica aterrorizante H.P. Lovecraft, ao personagem-epítome da apatia e da preguiça autodestrutiva Oblomov (do autor russo do século XIX Ivan Gontcharov), ao escritor americano F. Scott Fitzgerald, que fez com um produtor de cinema para o qual trabalhou o que o ator fracas-

sado faz com seu pai famoso, ou seja, o destrói como pessoa ridícula e desprezível. E vai por aí. A grande identificação do ator, no entanto, é com Bob Dylan, não, evidentemente pela trajetória de sucesso desse cantor, mas pelas sucessivas personificações de Dylan, que ao longo da vida foi assumindo diferentes identidades, desde a de contestador até a de conservador, de judeu a ateu, a católico e de novo a judeu. O ator, afinal, tem várias identidades ou na verdade não tem nenhuma? A impressão maior que dá é que Vila-Matas está a rigor se divertindo tanto consigo próprio como com seus leitores mais críticos, que incluem não só os seus comentaristas mais con-

servadores, que o ironizam por escrever do modo pós-moderno, com constantes referências eruditas, simplesmente porque, supostamente, Vila-Matas não teria imaginação ou capacidade de fabular ao estilo dos grandes romances do século XIX, como também os jovens inovadores mais extremados, que o censuram por ter parado no pós-modernismo e não escrever no novo estilo internético que aos poucos vai se formulando, não só na web como nos livros impressos. A diversão favorita de Vila-Matas, entretanto, é consigo mesmo. Se, de um lado, ele mostra, em Ar de Dylan que pode ser, sim senhor, um escritor dotado de muita imaginação, fabulação e fantasia, e que pode ser também tão fragmentado e escorregadio como o Twitter, ele faz igualmente um verdadeiro pastiche de

seus pastiches anteriores, Historia abreviada da literatura portátil, de 1984, quando tinha 36 anos, e Bartleby e companhia, de 2000, quando tinha 52 anos. Há até rumores de que Vila-Matas já se dispunha a não escrever mais quando resolveu responder, com Ar de Dylan, a seus críticos. Na verdade, ele vive como muitos de seus personagens, que alardeiam intimidade ou identidade com pessoas famosas. Por exemplo, na juventude, foi morar em Paris e alugou um apartamento da escritora Marguerite Duras. Na maturidade, fundou uma sociedade que todos os anos se reúne em Dublin a 16 de junho, data em que se passa o romance Ulisses, de James Joyce. Só que, ao contrário de seus personagens, Enrique Vila-Matas alcançou uma bem merecida consagração.

JOYCE DIDONATO COM DAVID ZOBEL AO PIANO Mezzosoprano se apresenta na segunda (3) e terça (4), 21h. No repertório, Handel, Rossi e Mozart. Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, 16. Tel.: 3367-9500. R$ 100 a R$ 230.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Fotos: Tadeu Brunelli/Divulgação

d

cultura

Na Toscana dos Medici José Guilherme R. Ferreira

O As sobremesas da Tasca do Zé da Maria, na rua dos Pinheiros.

À MESA PORTUGUESA Culinária lusa é destaque em evento de restaurantes paulistanos Lúcia Helena de Camargo

P

ara celebrar o Ano de Portugal no Brasil alguns representantes da cozinha lusa na Cidade promovem, a partir da próxima sexta, o feriado de 7 de setembro, a Temporada da Culinária Portuguesa em São Paulo. O evento segue até o dia 23, com participação dos restaurantes A Bela Sintra, Antiquarius, Bacalhoeiro, Da Terrinha, Rancho 53, Tasca do Zé e da Maria e Trindade. Cada participante criou seu menu com entrada, prato principal e sobremesa, que será servido no almoço e jantar pelo preço fechado entre R$ 60 e R$ 150. A importadora Allfood cede produtos portugueses, como azeites da marca Azal, queijos Casal de Ermida e linguicinhas e chourizos Miguel & Miguel, que serão usados no preparo dos pratos ou oferecidos como cortesia.

Entre as delícias dos cardápios não falta bacalhau, uma instituição portuguesa junto com os azulejos de padrões em azul e branco e o fado. Na Tasca do Zé e da Maria, o peixe vem na entrada desfiado, com purê de batatas e gratinado. Para prato principal, arroz de pato. E na sobremesa, Sericaia do Alentejo, toucinho do céu ou torta de nozes com baba de moça. Menu a R$ 80. Rua dos Pinheiros, 434. Pinheiros. Tel.: 3062-5722. Na Zona Leste, o Bacalhoeiro oferece entre as opções caldo verde de entrada; bacalhau a Gomes de Sá para principal e pastel de Belém para finalizar. R$ 125 por pessoa. A casa não cobra serviço. R u a A z e-

vedo Soares, 1580. Tatuapé. Tel.: 2293-1010. No Antiquarius, o menu (R$ 150) traz arroz de pato ou bacalhau à Antiquarius. E 20 opções de doces portugueses na sobremesa. Al. Lorena, 1.844. Jardins. Tel.: 3082-3015. Também embarcando na festa do Ano de Portugal no Brasi, o Grupo Pão de Açúcar promove a venda de produtos portugueses como bacalhau congelado, bolinhos de bacalhau para fritar, azeites, amêndoas cobertas por chocolate, entre outros. E há ainda a promoção que vai sortear oito viagens à "terrinha" entre clientes que fizerem compras nos supermercados da rede. www.paodeacucar.com.br

s grandiosos casamentos e festas da nobreza florentina, a começar das organizadas por Lorenzo, Il Magnifico, no século XV, passando posteriormente pela de Cosimos e Ferdinandos, quase sempre aparecem descritos entre suspiros em cadernos de viajantes e são colocados em ordem pelos historiadores – excessos renascentistas que se contrapunham à rusticidade e frescor de uma cozinha simples, ligada a ingredientes locais de qualidade, até hoje a marca da culinária toscana. Os vinhos da terra, portanto, que embalaram a Renascença dos palazzi e das praças, não foram esquecidos. Guido Biaggi, por exemplo, tratou dos 50 barris de vinho bran- Vinhedos em obra de Ambrogio Lorenzetti (c.1348) co doce servidos no casamento de Giovanna de Medici. Vinhos meira denominação de qualidade dos brancos em profusão também alegra- vinhos da Toscana saiu de decreto do vam as ruas de Florença, em festas po- Grão Duque Cosimo III de Medici, em pulares como a de São João Batista, em 1716. Regiões geográficas de produção plena Piazza della Signoria. Sir Robert passaram a ter direito de exclusividade: Dallington escreveu, em 1605, que o vi- Carmignano, Pomino, Chianti e Valdarnho era, sem comparação, a "grande no. O declínio dos vinhedos italianos commodity da Toscana". Cito as uvas passou pela troca de vinhedos por culturelacionadas por ele, como ele as gra- ras de subsistência e pela devastadora fou: Canaiola, boa tanto para a mesa co- Phylloxera, que dizimou as parreiras eumo para vinificar; a pequena Passerina; a ropeias nas últimas decadas do século Trebbiana, a melhor das uvas brancas, XIX. Até os anos 60, salvo raras excepara o vinho Trebbiano; a Moscatello; a ções, os vinhos italianos eram de baixa Raverutta, que garantia cor a alguns vi- qualidade, animavam festas locais e alnhos; San Columbana; a delicada Rimal- cançavam os nativos em sua diáspora. desca; Lugliola e a Cerisiana, dos vinhos Hoje, mais de 40 anos depois, os vinhos com toque de cereja. Por todas essas mi- da Toscana vivem uma nova Renascennúcias descritivas não é de todo equivo- ça. A Toscana progrediu de vinhos folcado especular sobre uma provável clóricos para alguns dos tintos mais resqualidade dos vinhos servidos na mesa soantes do mundo, diz Johnson. dos Medici, na qual o Chianti era ainda sinônimo de vinho branco, escreveu o José Guilherme R. Ferreira crítico inglês Hugh Johnson, no prefácio é membro da Academia Brasileira de The Fine Wines of Tuscany and Central de Gastronomia (ABG) e autor Italy, um guia da série Fine Wine, de audo livro Vinhos no Mar Azul – Viagens toria do especialista Nicolas Belfrage. Enogastronômicas Há que se lembrar também que a pri(Editora Terceiro Nome)

Quando a distância une Aquiles Rique Reis

O

Luiz Ipólito/Divulgação

Bacalhau do Antiquarius (acima), e do Bacalhoeiro (à direita). Abaixo, produtos portugueses do Pão de Açúcar, cuja promoção dará viagens à "terrinha".

11ª Restaurant Week

C

omeça nesta segunda (3) a 11ª edição da São Paulo Restaurant Week. A organização espera atrair mais de 400 mil clientes ao evento, que segue até o dia 16, e conta com mais de 280 participantes. Desta vez, a entidade beneficiada será o Instituto Ayrton Senna, que irá receber as doações dos clientes que contribuírem com R$ 1 no valor final da conta. Os menus com entrada, prato principal e sobremesa custam R$ 31,90 (almoço) e R$ 43,90 (jantar). Na foto, costelinha suína do cardápio do AK Vila. www.restaurantweek.com.br

Elvis Fernandes/Divulgação

cantor e compositor Sergio Coelho lançou De Lá e de Cá (independente). Músico da noite – cantando e tocando violão para um público eclético e nem sempre atento –, nela moldou sua estética musical. No álbum estão a diversidade do compositor e a firmeza do violão a serviço do cantor calejado nos salões dos bares. Para tanto, deu seu jeito de retomar a parceria com Lula Moreno (que viajou para Portugal, em 1990), com quem dividiu espaço nos palcos da noite carioca. Ora criando melodias, ora fazendo versos para diversos parceiros, ora compondo música e letra, Sergio descobriu caminhos por onde levar a vida e a música. Selecionando três músicas só dele, cinco em parceria com Lula, três com Luiz Fernando Gonçalves e uma com o baixista português Markus Britto, Sergio Coelho e Lula Moreno optaram por produzir um CD que realizasse os versos de Rui Guerra em Fado Tropical: "Ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um imenso Portugal". Dito e feito. O título do disco reflete o jeito encontrado para que os dois músicos, amigos e parceiros pudessem cuidar juntos do processo de gravação do repertório. A internet os reuniu: os arquivos digitais iam e vinham, enquanto a música se fazia calorosa, mesmo à distância, ou por causa dela. Valer-se de idas (De Cá... ) e vindas (de Lá...), consistiu a proeza de dar vida a sons de ultramar criados por Sergio Coelho e seus parceiros. Para cantá-los, Sergio se vale de sua voz agradável e afinada e da participação de músicos de lá – Tércio Borges (bandolim), Flávio Martins (tecladista), Gustavo Roriz e Jonas Cruz (contrabaixo) e Felipe Lucas (guitarra portuguesa) – e de cá – Paulinho Athayde (violão e bandolim), Tadeu Campany (percussão), Andréa Millan (vocais), Alfredo Galhões (piano), Zé Luiz Maia e Marcelo Mariano (contrabaixo), e Mario P.C. (flautas).

As três músicas só de Sergio têm o mérito de serem as mais consistentes e redondas do CD. Assim é com Bendita Paixão, samba com refrão singelo, clara lembrança dos que fez Dorival Caymmi, no qual violão e cavaquinho se somam a um trio vocal. Show de bola. Ou ainda Por Ora, com levada suingada do baixo de Zé Luiz e as flautas de Mario. Mas nem só da consistência das músicas de Sergio vive o disco. Em Por Um Falso Amor (Sergio e Luiz Fernando Gonçalves), apenas o violão de Paulinho Athayde acompanha o canto de Sergio Coelho. Bom. Sabe-se Lá (Lula Moreno e Sergio) é samba dos bons (com direito a percussão, cavaquinho e violão), cuja letra descreve a cena num pagode, quando um "moleque atrevi-

do" se engraça com a mulher do dono do morro. Do meio para o final, a tragédia é relatada com versos declamados. Para finalizar, De Lá e De Cá (Lula Moreno, Sergio e Luiz Fernando Gonçalves). Enquanto a guitarra portuguesa chora, Sergio e Lula dividem o canto e multiplicam o afeto mútuo, numa ode à amizade e ao reencontro dos que têm um oceano de distância a separar e, ao mesmo tempo, a aproximar.

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

d

29

cultura

Vinho versus Agrotóxico Carlos Celso Orcesi da Costa

H

á receitas, pesquisas e informações para todos os gostos. Livros de novas dietas, de abacaxi a carboidrato. Semana dessas a capa da Veja anunciava que "gordura faz bem à saúde". Não me espantarei no dia em que cientistas concluírem que o cigarro é saudável para o pulmão. O pior está nos agrotóxicos. Vivemos a era da pulverização! Lá na Fazenda Morro Azul em Iracemápolis não raro as máquinas semeiam algum fluído que, pela máscara do tratorista, desconfio que não seja bom para a saúde humana. Mas a plantação fica tão verde; dá gosto ver o canavial num dia ventoso. Falando sério, ninguém sabe quais os efeitos dos agrotóxicos em nossa saúde. Para nem falar da engenharia genética. A civilização domina novas tecnologias sem saber sobre seu impacto. É o que se chama sobre -natureza, um novo conjunto tecnológico de 20 ou 30 anos sobre a base natural que levou bilhões de anos para se equilibrar. Como um exemplo vale mais do que muita teoria, conto-lhes que há 60 anos não existia desodorante spray. Pois bem, a professora Philippa Darbre, da Universidade de Reading (Inglaterra), há 20 anos

desenvolve pesquisas (digite o seu nome no Google) relacionando o uso de desodorante (o composto químico parabens) ao... câncer de mama. A química com esse nome paradoxal de parabéns-a-você mimetizaria ou imitaria o estrógeno responsável pelo câncer de mama. Como sempre, as pesquisas são polêmicas, embora ninguém possa negar que em 50 anos cresceu geometricamente esse tipo de câncer. Somos nós borrifando 'agrotóxico' nas axilas todas as manhãs!

O que dizer de seus efeitos sobre a saúde humana? Alguém nega que estão acontecendo mudanças? Algum conforto nos resta ao supor que os efeitos virão a médio e longo prazo. Como os avestruzes Obama e Merkel, líderes do planeta que preferiram não vir à Rio + 20 discutir a Terra, o melhor é ignorar o assunto. Até porque – triste verdade – nós não podemos deter o progresso, a forma inexorável como a civilização salta no escuro as etapas de desenvolvimento.

Quando Lula e o Congresso liberaram o plantio de sementes transgênicas em 2004, 30% da produção nacional de soja já adotava as sementes! Hoje estima-se 80%. Os ecologistas fizeram barulho, mas de que adiantava? O fato estava consumado. Qualquer internauta decente pode ler que o licopeno presente no tomate e o selênium em grãos como castanha e amêndoas auxiliam na redução do câncer da próstata. Mas recentemente li que o tomate e a cenoura são dois

dos alimentos mais propícios para absorver herbicidas! Vejam que paradoxo: por dentro licopeno, por fora veneno. Eu optei por continuar comendo tomate, imaginando que se de fato os lavradores pulverizam 'metribuzin' em excesso o efeito não será imediato. Neste rumor de vozes distoantes, ao menos ninguém discute que o vinho contribui para a boa saúde. A explicação científica está nos polifenóis, especialmente o resveratrol, presente na casca de uvas vermelhas (em menor quantidade nos brancos) que possuem ação antioxidante. Purifica as veias, ou seja, é uma espécie de lava-rápido da gordura que se acumula nas

paredes venosas. O resumo fica assim: não sei se o alimento é orgânico ou está intoxicado na origem, por exemplo a uva e o tomate. O que sei é que no vinho ao menos temos o processo purificador da fermentação. Compreendem o raciocínio? Pulverize tóxico na casca da maçã e o comeremos diretamente. Da uva para o vinho há fervura e pasteurização natural, portanto eliminação dos bandidos herbicidas. Cientificamente posso estar errado, mas que tem certa lógica... Aliás, não me cobrem absoluta coerência; como Obama e Merkel prefiro acreditar no exemplo da avestruz, concluir que não há motivo para preocupação.

Fotos: Divulgação

Beleza brutal. Feito carne em açougue. Rita Alves

A

lém de dançarina, Érica Tessarolo é artista plástica. Em seu mais recente espetáculo, essas duas atividades artistícas contribuíram para o solo Para Ver o Azul da Carne. Depois de observar uma obra do pintor irlândes Francis Bacon (1909-1992), intitulada Três Estudos para Figuras ao Pé de uma Crucificação, nasceu a ideia de ir atrás de possibilidades para uma coreografia. Bacon enxergava a crucificação como um retrato da violência e da brutalidade humana, e a representava pintando a vítima como carne de açougue, de cor azulada. Foi a partir dessa imagem das carnes azuladas que Érica usou a cor azul como metáfora para sua coreografia. Para Ver o Azul da Carne é o primeiro solo de Érica Tessarolo, responsável também pela concepção, criação e direção coreográfica do espetáculo, contemplado pelo Programa de Ação Cultural 2011, da Secretaria de Estado da Cultura. Quem assina a trilha sonora é Daniel Dias.

Depois de passar pelo Teatro Sérgio Cardoso, o espetáculo continua o mês seguindo temporada em outros locais da cidade. Entre os dias 6 e 9, o público pode assisti-lo na Funarte (Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, tel.: 3662-5177). Já nos dias 11 e 12, Erica se apresenta às 18h na Escola Técnica de Artes - ETEC (Av. Cruzeiro do Sul, 2630, prédio ii, sala 412, Santana, tel.: 20890741). Depois das apresentações, a dançarina conversa com o público. A dançarina termina o mês subindo ao palco do Ninho Sansacroma (Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248, Parque Maria Helena, Capão Redondo, tel.: 5511-0055) nos dias 21, 22 e 23 e também conversa com a plateia depois da apresentação de sábado (22).

Teatro Sérgio Cardoso. Sala Paschoal Carlos Magno. Rua Rui Barbosa, 153 Bela Vista. Sábado (1º) e domingo (2), 19h. R$ 15. Horário da bilheteria: das 15h às 19h (vendas antecipadas). Duração: 40 minutos.

Yutaka Suzuki/Divulgação

András Schiff

P

ela primeira vez na Cidade, o premiado pianista húngaro András Schiff toca com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), sob a regência do maestro italiano Carlo Rizzi, na Sala São Paulo. No programa, o Concerto nº 1 para Piano em Dó Maior, de Beethoven, e ainda as Quattro Versioni Originali Della Ritirata Notturna di Madrid, de Boccherini, com orquestração de Luciano Berio, e a Sinfonia nº 4 em Ré Menor de Schumann. Além de sua reconhecida importância histórica no universo da música erudita, Schiff também é conhecido pela performance dos ciclos completos das 32 Sonatas Para Piano de Beethoven, exibidas em diversas cidades da Europa e nos Estados Unidos, entre 2004 e 2009.

Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, 16. Bilheteria, tel.: 3223-3966. Sexta (31), às 21h. Sábado (1), às 16h30. R$ 44 e R$ 149.

Gala Lírica

O

tenor Fabio Armiliato e a soprano Daniela Dessi, acompanhados da Orquestra Sinfônica Municipal, sobem ao palco do Teatro Municipal para apresentação de uma Gala Lírica (concerto com árias de diversas óperas), comandada pelo maestro Abel Rocha. No programa, obras de compositores como Verdi, Puccini, Giordano e Bellini. O tenor italiano, um dos mais célebres da cena lírica internacional, está em cartaz também no novo filme de Woody Allen, Para Roma com Amor, no qual aparece cantando no chuveiro. Sua mulher, a italiana Daniela Dessi, é conhecida como uma das sopranos mais importantes do mundo. Juntos, na vida real e artística, os dois são considerados artistas fundamentais da história recente da ópera.

Theatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo, s/n, tel.: 3397-0300. Bilheteria: 3397-0327. Sexta (31) e domingo (2). Duração: 1h30. R$ 60, R$ 40 e R$ 20.

VIRADA IMPRESSIONISTA NO FERIADO DE 7 DE SETEMBRO CCBB abre às 8h de sexta (7) e só fecha às 23h do sábado (8) para visitas da mostra Impressionismo: Paris e a Modernidade. Rua Álvares Penteado, 112. Tel.: 3113-3652. Grátis.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

30

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Fotos: Marcelo Corrêa

d

cultura

Composição, 1953.

À esq., Bicho, de 1960. No alto, Trepante (1965), Bicho - Maquete e outra da série Bicho, ambas de 1960. Abaixo, um dos projetos nunca realizados, Arquitetura Fantástica.

'Um exercício para a vida' Rita Alves

Amaro Bello

Associação Cultural O Mundo de Lygia Clark

Divulgação

O

LYGIA A

artista Lygia Clark nasceu em 1920, em Belo Horizonte, e começou seus estudos artísticos longe da terra natal: no Rio de Janeiro, em 1947. Sua primeira individual aconteceu em Paris, em 1952, no Institut Endoplastique. Um de seus trabalhos mais significativos foi criado em 1960. Trata-se da série Bichos, feita de metais manipuláveis, marcante por fazer o espectador interagir com a obra. Em 1968, foi apresentada pela primeira vez, no Museu de Arte Moderna do Rio, a instalação interativa A Casa é o Corpo. Em 1983, outro fato importante: a publicação do Livro Obra. Sua última retrospectiva foi em 1986. Lygia morreu em 1988.

Associação Cultural O Mundo de Lygia Clark

Itaú Cultural apresenta a partir das 16h deste sábado (1º) a exposição Lygia Clark: uma Retrospectiva, com cerca de 150 obras, entre pinturas, esculturas modernas, experiências sensoriais e projetos nunca antes executados. O evento ainda exibirá seminários, ciclo de filmes e um show no Auditório Ibirapuera com Jards Macalé, amigo da artista. A mostra tem curadoria de Felipe Scovino e Paulo Sergio Duarte, com projeto arquitetônico de Paulo Mendes da Rocha, e entra em cartaz graças à parceria do Itaú Cultural com a Associação Cultural O Mundo de Lygia Clark, além do acompanhamento de Alessandra Clark, neta da artista. É recomendável que o visitante comece o mergulho no universo de Lygia pelo 1º andar. É lá que está A Casa é o Corpo, instalação de oito metros, cujo interior pode ser explorado, provocando uma sensação de penetração, ovulação, germinação e do primeiro contato com o mundo. A mostra também vai possibilitar a chance de ver algumas obras agrupadas dentro do Museu Virtual, plataforma criada para que o visitante contemple e manipule alguns trabalhos. Graças à tecnologia, admiradores da artista poderão interagir com suas criações fora do museu, por meio de um aplicativo gratuito para iPad, baseado na peça Livro Obra, disponível depois da abertura da exposição. O curador Felipe Scovino conta que a série Bichos, uma das obras mais conhecidas de Lygia, tem espaço na retrospectiva. "A exposição reunirá cerca de 15 trabalhos da série, produzidos nos anos 60, originais, portanto. Próximo a esses originais haverá réplicas para que o público possa manipulá-las."

Acima, Estrutura de Caixas de Fósforos (1964) e Bicho Objeto Vindo de um Mundo de Fora (1961).

A interatividade deve deixar o público satisfeito, assim como já ficou Alessandra Clark. Para ela, a presença do educativo do instituto e a manipulação das obras têm um peso muito importante na mostra. O desejo de Alessandra é que as pessoas saiam da exposição com vontade dar continuidade às propostas da avó. "Tem uma frase dela que é muito importante para mim, citada em um dos filmes", diz. A frase aparece no filme O Mundo de Lygia Clark, dirigido por um dos filhos da artista, Eduardo Clark. "O mais importante não é a coisa que proponho, é um exercício para a vida. Se a pessoa, depois do exercício que dou, consegue viver de uma maneira mais livre, usando o corpo de maneira mais sensual, se expressar melhor, amar melhor, comer melhor, isso, no fundo, me interessa muito mais do que a coisa em si. O que eu proponho mais a vocês é isso: um exercício para a vida."

Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do metrô, tel.: 21681776/1777. Terça a sexta, das 9h às 20h. Sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h. Grátis. Até 11 de novembro.

on

nK

lso

Ne

Planos em superfície modulada

Estudos de 1957

300 ANOS DE JEAN-JACQUES ROUSSEAU NO CINESESC Debates e curtas sobre o filósofo suíço, autor do clássico O Contrato Social. Quarta (5), 19h30. Rua Augusta, 2075. Tel.: 3087-0500. Grátis. Ingressos um hora antes.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook