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Diário do Comércio - 30/06/2011

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Agora, é pão, pão; queijo, queijo... O governo põe fermento na empresa Nova Pão de Açúcar para a compra do Carrefour. Mas o sócio Casino vai à Justiça. Página 13 Jornal do empreendedor

Ano 86 - Nº 23.404

Conclusão: 23H50

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 30 de junho de 2011

Lojista festeja máquina de todos cartões Página 15

DUPLAS DO DIA

Jorge Adorno/Reuters

Patrik Stollarz/AFP

Ferrovia da Amizade Seria só mais uma Ponte da Amizade, mas do encontro dos presidentes Lugo e Dilma surgiu a ferrovia. Pág. 7

Ferrovia do Diabo Livro resgata histórias dos trabalhadores da Madeira-Mamoré. Pág. 11 Celso Junior/AE

Altos e baixos no Turismo

Nos braços da rainha Após marcar, Rosana comemora com Marta: Brasil 1, Austrália 0. Pág. 12 Reprodução de tevê/AFP

Ao lado de Jobim, ministro Novais, com "dias contados", empossa adversário. Pág. 7

O que os compañeros procuram no jornal? O convalescente Chávez e seu amigo Fidel procuram mostrar que estão bem. Mas reunião na Venezuela foi cancelada. Pág. 8 José Patrício/AE

Aris Messinis/AFP

Itaquerão vence no primeiro tempo Por 36 votos a 12, com 3 abstenções, os vereadores aprovaram, em 1º turno, isenção de R$ 420 milhões ao Corinthians para a construção do estádio. Pág. 6

HOJE Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 22º C. Mínima 9º C.

AMANHÃ Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 23º C. Mínima 10º C.

ISSN 1679-2688

9 771679 268008

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Cortes ferem a Grécia Manifestantes protestam contra aprovação de plano de ajuste econômico. Pág. 20

Câmara 1, Fifa 0 no clássico da licitação. Deputados aprovaram alteração na lei e vetaram a possibilidade de Fifa e COI exigirem reajustes em contratos de obras. Pág. 5


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quinta-feira, 30 de junho de 2011

O que Dilma quer é uma folguinha na rigidez dos gastos para adoçar algumas boquinhas mais abertas e descontentes . José Márcio Mendonça

pinião

ARISTÓTELES DRUMMOND

LEMBRANÇAS DE ROBERTO CAMPOS

E O Banco Central não dá sinais de concordar totalmente com a tese da presidente Dilma e do ministro da Fazenda de que o perigo de recidiva da inflação está superado.

Recados ao BC. E recados a Dilma.

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ex-presidente Lula tinha algumas vozes ocultas para portar suas opiniões e críticas quando não era de bom tom o presidente da República aparecer em público detonando auxiliares ou insatisfeito com as políticas de seu próprio governo. O mais notável deles foi o vice José de Alencar, um "mineiro sincero" a quem coube tarefa de espicaçar o Banco Central e passar para a opinião pública a imagem de um presidente desagradado com os juros embora entendesse a necessidade de mantê-los elevados. O vice de Dilma Rousseff não tem a mesma serventia, aliás – ele está mais para um atirador autônomo. A presidente, porém, também já começa, exatamente na questão delicada dos juros, ter também os seus "bilheteiros" para endereçar informações ao BC. Nos últimos dias, daqui e dali começam a pipocar notícias de que, auxiliada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ela tem se esmerado em mostrar às autoridades monetárias que as políticas adotadas – um pouco mais de juros, um tanto corte de crédito – já surtiram efeito e a inflação está nos eixos. Esta tarefa de "convencimento" é facilitada pelo fato do atual presidente da instituição, Alexandre Tombini, profissional técnico do mais reputado gabarito, não tem ainda as asas para a imaginação

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA que possuía seu antecessor Henrique Meirelles. Dilma está mesmo de olho no crescimento do PIB, que ela e Mantega querem ver acima de 4%, mas que os especialistas não oficiais e o dito mercado financeiro não estão pagando por esse valor de face. A crença é manter emprego e renda sem turbulências para não perder pontos na sociedade.

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ilma não quer também ser levada a fazer mais cortes no Orçamento – como apregoam algumas correntes econômicas – do que os R$ 50 bilhões que prometeu, para compensar menores aumentos de juros. Essa economia para sustentar o superávit primário deste ano já está dando dor de cabeça mais do suficiente à presidente com os seus aliados no Congresso Nacional. O que ela está desejando, mesmo, é uma folguinha na rigidez dos gastos para adoçar algumas boquinhas mais abertas e mais descontentes . O Banco Central dela, mesmo

mais quieto que o de Henrique Meirelles – sempre disposto a ocupar espaços na mídia e a mostrar a autonomia operacional que Lula lhe concedeu – não dá sinais de concordar inteiramente com as teses da presidente e de seu ministro da Fazenda de que o perigo de recidiva da inflação está superado. Pelo contrário: o Relatório Trimestral da Inflação da instituição, divulgado ontem, é um corolário de alertas sobre as curvas do caminho inflacionário.

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epois de lembrar que os aumentos salariais previstos para o segundo semestre podem pressionar os preços; que o preço das commodities ainda é uma ameaça; de prever que a gasolina ainda deve subir 4% este ano até dezembro, entre outras coisas, o BC ainda revisou para cima suas previsões para a inflação cheia de 2011 e 2012. Ainda estão dois números abaixo do que estima o Boletim Focus, mas existe um dado interessante: o próprio Banco Central acha que em 2012 os

preços vão subir 4,8%, acima do centro da meta. Ou seja, bem lida a coisa, nem ele acredita que com a política fiscal e monetária atual seja possível trazer os preços para seu limite. Pode ser uma indicação de que vem mais coisa por aí, mesmo com o desagrado do Planalto, ou então que o objetivo de pôr a inflação totalmente na linha ficou adiada para 2013 – para não fazer marolinha demais no ano eleitoral de 2012, com provável desemprego e perda de renda.

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presidente Dilma tem, no momento, ainda muita agitação na área da política, mas navega em ondas mais ou menos tranquilas na economia. O risco implícito nos recados econômicos de seus porta vozes é deixar que a política e a eleição contaminem tudo. E ainda com o risco adicional de perda de confiança, como a presidente alegou a um grupo de senadores, para não liberar os restos a pagar de 2009, e depois não cumprir a promessa de um superávit fiscal de 3,1% do PIB este ano. Já sabemos que a mistura de política eleitoral com economia e gestão de contas públicas, no Brasil, é sempre explosiva. Que o diga a própria Dilma, com a inflação nos seus calcanhares.

ós, jornalistas, pouco lembramos dos grandes nomes de articulistas liberais, homens públicos na maioria, que plantaram os melhores alicerces de nosso pensamento. Eugenio Gudin, Paulo Francis, Augusto Frederico Schimidt, Gustavo Corção, Herbert Levy são alguns que pregaram em momento de riscos. Por vezes, até patrimoniais. A maioria silenciosa, entretanto, busca o saber

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nestas fontes. José Mário Pereira acaba de colocar nas livrarias mais uma edição de A Lanterna na Popa, de Roberto Campos. Livreiros comentam que, a cada chegada de antigos livros seus, eles são logo adquiridos via internet, dos mais diversos pontos do País e até do exterior. Convivi com Roberto Campos por anos e anos, testemunhando seu sofrimento ao ver que o Brasil iria crescer, ganhar importância, mas em velocidade menor do que a possível – e com resultados inferiores aos desejáveis – devido à cultura de seus legisladores , de olhar com inveja os que lucram e ignorar os mais numerosos, que arriscam e perdem. oberto nunca entendeu – para ficarmos num episódio do regime militar e não parecer idiossincrasia com relação ao que veio depois – a Lei da Informática, que tanto nos prejudicou e fez atrasar a modernização de nossa indústria. Neste momento em que vivemos a antessala de uma crise na economia, por fatores externos e internos, sua orientação faz falta; mas ficou na sua obra e na de seus seguidores, como Paulo Rebelo de Souza, Armínio Fraga, Julio Sena. O Brasil, que vive um momento de encanto com Dilma Roussef, que tem se mostrado pragmática e desejosa de acertar, vencendo preconceitos ultrapassados, tem de ajudar a Presidente a não se deixar influenciar pelos que insistem em posturas intervencionistas, quando o mundo está em outra . Vamos agir conforme o momento em que vivemos . O risco seria um isolamento melancólico e de nos confinarmos no país das matérias primas, do samba, do carnaval e do futuro.

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ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

Marco Antonio Teixeira/O Globo

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

m outubro próximo o Brasil completará dez anos sem a inteligência, a cultura e a clarividência de Roberto Campos. O constituinte impecável, e nota dez como senador , deputado por dois mandatos pelo Rio de Janeiro, um lutador pelo liberalismo econômico, defensor sem meias palavras da livre empresa e da liberdade de empreender. Ele combateu a burocracia, protestou contra a gula fiscal, denunciou a falta de investimentos na infra-estrutura, defendeu a integração internacional , inclusive na legislação, de nossa economia . Roberto denunciou a criação de uma cultura antiempresarial e de proteção ao calote no Brasil. Indignou-se com a criminosa moratória do ministro Dílson Funaro, cujos reflexos levamos mais de vinte anos pagando. E caro. Homem de bravura moral, nunca teve medo de "patrulhamentos", do boicote da mídia formada nos porões do velho Partidão. Morreu consagrado, respeitado, reconhecido. Mas agora, sobre ele e sua obra, procura-se criar uma cortina de silêncio. Fato que ocorre também em relação a outros herois que ousaram enfrentar os "novos democratas", que deixaram a militância de esquerda para ocupar o campo majoritário, que é o centro e a direita.

Roberto Campos: defensor da livre empresa.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

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"FORMADORES DE OPINIÃO" REVELAM INTOLERÂNCIA PARA COM O QUE O POVO AMA E RESPEITA. Marlene Bérgamo/Folhapress

Renegando a real vontade popular

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esmo sem contar os eventos paralelos que a acompanharam em dezenas ou centenas de cidades menores, a Marcha para Jesus 2011, em São Paulo, foi de longe a maior manifestação de massas já registrada ao longo de toda a História nacional, pondo no chinelo a "Diretas Já", os protestos estudantis do tempo da ditadura e tudo o mais que a mídia chique enaltece e badala como expressão histórica e paradigmática da vontade popular. A diferença adicional é que foi preparada sem nenhuma ajuda de jornais, canais de televisão, partidos políticos, fundações bilionárias e outras entidades que injetaram toneladas de hormônio publicitário naquelas efusões de esquerdismo cívico. Com toda a evidência, a elite opinante tem o seu próprio "povo brasileiro", moldado à sua imagem e conveniência, que não coincide em nada com aquele que vemos nas ruas, nas praças, nas igrejas e nas casas. Se fosse preciso mais uma prova do abismo que separa o Brasil real do Brasil politicamente correto dos bem-pensantes, a Marcha demonstrou que esse abismo não foi cavado só pela ignorância e incompetência dos chamados "formadores de opinião", mas pelo ódio mortal e intolerante que votam a tudo quanto o povo ama, respeita e venera. O Brasil oficial de hoje é, de alto a baixo, criação de um grupo de professores ativistas uspianos, semicultos e presunçosos, que se acreditavam o cume da inteligência humana e o tribunal de última instância para o julgamento de tudo. Num horizonte mental circunscrito pelas "ciências sociais" com viés entre marxista e positivista, não se ouvia nesse tribunal nem a voz dos clássicos da religião e da espiritualidade, nem a da alma popular brasileira, ali substi-

OLAVO DE CARVALHO tuída pelo estereótipo prêt-à-porter da militância sindical. Os profissionais que hoje dominam as redações tiveram sua mentalidade formada por essa gente, não sendo de espantar , portanto, que ainda tomem os mitos esquerdistas dos anos 1960-1970 como medida máxima de aferição da realidade, nem que, por isso mesmo, se sintam atônitos e enraivecidos quando um Brasil – cuja existência negavam – faz ouvir o seu protesto contra aquilo que tomavam como valores certos, definitivos e universalmente aprovados.

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em espanta que, sem saber o que dizer, apelem aos artifícios verbais mais bobos para salvar o que podem de uma fantasia autolisonjeira impiedosamente despedaçada pelos fatos. Num paroxismo de fingimento, o Sr. Gilberto Dimenstein, por exemplo, nega a realidade do protesto multitudinário, jurando, contra os números, que a cidade de São Paulo é ainda "mais gay do que evangélica". Prova? A Parada Gay, diz ele, é alegre e festiva, enquanto o protesto evangélico é "raivoso". O argumento é doido em si, já que o tom emocional das manifestações não constitui medida de aferição de sua respectiva popularidade ou impopularidade. Se assim fosse, as "Diretas Já", espumando de indignação cívica, teriam sido menos populares que qualquer festinha de aniversário. O julgamento ético aí subenten-

dido é de um cinismo pérfido, ao insinuar que a índole lúdico-carnavalesca das paradas gays é prova de superioridade moral e o protesto indignado dos evangélicos um indício de maus instintos.

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e um lado, é claro que julgamento similar jamais ocorreu ou ocorreria a Dimenstein, ante explosões de ódio esquerdista ao capitalismo, à religião, a George W. Bush ou ao que quer que fosse. De outro, é preciso ter galgado os últimos degraus da hipocrisia para olhar só a expressão material dos sentimentos sem ter em conta os motivos que os geraram. Afinal, gays em parada saltitam pela cidade, cobertos de batom e rouge, vestidos de freiras ou trajes de sex shop, celebrando os favores estatais concedidos à sua modalidade especial de satisfação sexual. Quem não estouraria de felicidade triunfante ao ver seus caprichos eróticos elevados à condição de méritos oficiais? Bem diversa é a motivação dos evangélicos, que saíram às ruas para precaver-se contra autoridades insanas que ameaçam levá-los à cadeia por delito de opinião. Deveriam fazê-lo em tom de festa, para não posar de malvados na coluna de Gilberto Dimenstein? Ele finge imaginar que sim. Mas quem acredita em Gilberto Dimenstein? Nem ele mesmo, é claro. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

Fieis passam pela Avenida Tiradentes, em São Paulo, durante a marcha realizada quinta-feira passada.

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empre amei os gibis. Principalmente os que traziam as peripécias dos heróis mascarados – como por exemplo, Zorro (no estilo capa e espada), Fantasma ("O espírito que anda"), Águia Negra, Durango Kid, Cavaleiro Negro (até hoje tenho o número 1 desse gibi) e Batman. No caso de Zorro, para mim o mais emblemático era o fato de as pessoas não conseguirem descobrir que, por trás da máscara, estava o fidalgo Dom Diego de La Vega. Bem, mas a graça estava justamente nisso: no faz-de-conta. A gente cresce, fica sério, muitas vezes descrente de tudo e não raro embrutecido pelas vicissitudes da vida, e vai assim perdendo a doce fantasia inerente aos tempos da infância. É uma pena. Mas quando vamos envelhecendo – e quando a fé volta renovada e robustecida, pois vitoriosa sobre os embates renhidos do dia a dia – a gente começa a recobrar os folguedos da criança que existia em nós e que nunca deveríamos ter deixado soçobrar sob a máscara horrível da desfaçatez social. Pois é. Mandrake, Flash Gordon, Flecha Ligeira, Zorro (o de revólver, "Lone Ranger"), Mickey Mouse à caça do Mancha Negra e João Bafo-de-Onça (dois simpáticos vilões), Tio Patinhas e sua "moedinha da sorte" (quero uma para mim!), Homemaranha, Tarzan, Jim das Selvas, Nick Holmes, Superman e Capitão Marvel...ufa! Lia-os todos com prazer. Onde andará toda essa turma magnífica de super- herois?

LUIZ OLIVEIRA RIOS

QUERO MINHA CAPA DE SUPERMAN as aventuras do Capitão Marvel, um homem comum gritava a palavra "Shazam" e instantaneamente coriscava um raio, transformando o simples mortal no poderoso Capitão Marvel. Quantas vezes não amarrava uma toalha em volta do pescoço e também gritava "Shazam"? Inúmeras vezes. Mas nada acontecia. Continuava sem nenhum super-poder. Sempre dei tratos à cachola tentando descobrir o significado da palavra "Shazam". Até que um dia vim a saber que "Shazam" era formada pelas letras iniciais dos nomes dos seguintes herois: Sansão (S), Hércules (H),

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Aquiles (A), Zeus (Z), Atlas (A) e Mercúrio (M). Não era à toa, pois, que fossem tantos os super-poderes do Capitão Marvel. atman, morcegão terror dos bandidos de Gothan City, a meu ver, o mais humano dos super-heróis – na verdade, um indivíduo amargo quando de máscara, bem diferente da figura afável do milionário Bruce Wayne. Com porradas e "bumerangadas", Batman, a pedido do comissário Gordon, ia faxinando as ruas da sombria Gothan, livrando-as dos malvados fora-da-lei. Mas o que eu queria, mesmo, de verdade, era uma

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capa super vermelha, super esvoaçante, super fashion, igualzinha àquela do Superman. No meu imaginário infantil – e ainda agora, no meu imaginário senil –, com a capa do Superman eu poderia fazer e acontecer. Meu desejo secreto (agora não mais) era poder voar numa velocidade alucinante, fazendo a volta contrária ao movimento normal da Terra, e fazer o tempo retroceder. o primeiro filme do Superman – estrelado por um super-homem na vida real, Cristopher Reeve – quando sua amada Lois Lane morre num acidente automobilístico,

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o heroi, transido de dor, voa em movimento contrário ao da rotação da Terra, faz o tempo voltar a momentos antes do acidente fatal e consegue salvar a amada. udo bem. Verdade que Superman desobedece a seu pai, Jor-El, que lhe recomendara jamais intervir no curso da história para alterar o destino dos mortais. Para o coração, porém, existem milhões de "razões que a própria razão desconhece". Eu queria fazer o mesmo: com a capa vermelha do super-heroi eu faria o tempo voltar para os bons momentos do passado, época de belas

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canções, das amizades reais cultivadas nos encontros físicos e não virtuais, do primeiro beijo na primeira namorada, imaginada como estrela da vida inteira, mas tão somente uma paixão de verão na primavera da vida. ("Sodade, oh sodade matadeira, por que não vais buscar a minha amada , tão terna e de expressão tão faceira?") Que retornem todos os super-herois. Tendo à frente Dom Quixote de La Mancha, sob o olhar meigo de Dulcineia e a proteção de Sancho Pança, marchemos rumo a uma nova terra, na qual todos terão a marca da felicidade emoldurada num sorriso desenhado nos lábios, mas que brotou diretamente do coração. Voemos assim para lá, pelo menos na imaginação... LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM


DIà RIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de junho de 2011

30 de Junho

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esta data, a Igreja celebra a memĂłria dos inĂşmeros cristĂŁos martirizados em Roma (ItĂĄlia), acusados injustamente pelo imperador Nero de serem os responsĂĄveis pelo sinistro incĂŞndio, ocorrido no ano 64, que reduziu a cidade a cinzas. O massacre dos cristĂŁos se res estendeu atĂŠ o ano 67. Primeiros MĂĄrti o do Cristianism

Solução

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de junho de 2011

5 FESTA Governo flexibiliza Lei de Licitações para as obras da Copa e dos Jogos

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CONTA TCU diz que a proposta não impede conluios entre empresas

Fifa e COI perdem seus superpoderes As duas entidades não estão mais acima, no Brasil, da Lei de Licitações. Medida aprovada pela Câmara prevê ainda acesso dos órgãos de controle aos orçamentos Dida Sampaio/AE

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Ministro do Esporte diz não estar preocupado com possíveis retaliações da Fifa e do COI. "Aqui temos lei".

'Mudança é compromisso com a transparência', afirma ministro Orlando Silva diz que as alterações feitas pela Câmara atendem o governo

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s alterações feitas pela Câmara no texto-base da Medida Provisória (MP) que alterou as regras sobre licitações de obras para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, aprovadas na terça-feira à noite, foram elogiadas ontem pelo ministro do Esporte, Orlando Silva. "Os ajustes deixam claro o compromisso do governo com a transparência e com o estímulo à competitividade", afirmou. Para o ministro, o resultado da votação "fala por si". Segundo ele, "80% dos deputados apoiaram todas as propostas que foram apresentadas pelo governo no plenário da Câmara", destacou. "A medida aprovada deixa claro que há restrição apenas para as empresas que disputam as obras", acrescentou o ministro.

No entanto, ele lembrou que o governo não abriu mão de coisa alguma, pois a proposta encaminhada originalmente já previa que órgãos de controle externo, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público (MP), teriam acesso, a qualquer tempo, a todos os dados. Silva também não acredita na possibilidade de uma retaliação da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional (COI) pelo fato de terem perdido os chamados superpoderes. "Creio que elas terão que se adequar ao que foi definido", disse Silva. "No Brasil, há o império da lei e todo e qualquer evento que aconteça no País, seja nacional ou internacional, vai se realizar cumprindo a lei brasileira". Sobre a sua expectativa de aprovação da MP pelo Se-

nado, o ministro espera que seja rápida, "até porque a MP expira no dia 14 de julho". Lobby – A Câmara aprovou ontem convite para diretores da Fifa prestarem esclarecimentos sobre os pedidos enviados às cidades-sede da Copa de 2014 de "cooperação" nas licitações em favor de patrocinadores da entidade. Os integrantes da Comissão de Turismo e Desporto decidiram ainda ir à sede do Comitê Organizador Local (COL), no Rio, para questionar diretamente a Ricardo Teixeira, presidente da CBF que também comanda o COL. A Câmara quer ouvir o diretor de marketing da Fifa no Brasil, Jay Neuhaus, e o diretor-geral de marketing da entidade, Thierry Weil, além do arquiteto Carlos de La Corte, consultor do COL. (Agências)

Fifa e o Comitê Olímpico Internacional (COI) não terão mais superpoderes na definição de gastos das obras para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. A alteração foi feita durante a votação na Câmara, terça-feira à noite, da Medida Provisória (MP), que cria as regras especiais de licitação para as obras dos dois eventos, o chamado Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). O texto, que será votado agora pelos senadores, também deixou mais claro que os órgãos de controle terão acesso aos orçamentos previstos nos editais das obras. "Houve um consenso nesse sentido", afirmou o líder do PT, Paulo Teixeira (SP). "Isso era secundário para o Planalto", emendou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Antes da alteração, a Fifa e o COI ficavam acima da Lei de Licitações e podiam exigir, a

qualquer momento, reajustes no valor dos contratos das obras – os chamados aditivos. Com o acordo fechado entre todos os líderes, a Fifa e o COI ficam sujeitos à Lei de Licitações quando forem propor os aditivos para os eventos no Brasil. A Lei de Licitações fixa o limite de 25% para obras e de 50% para as reformas nos contratos de aditamento. Segundo Vaccarezza, a retirada dos superpoderes foi um pedido do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDBRR). Na Câmara, parte do PMDB resistia à proposta, mas acabou cedendo ao apelo da maioria. "Vamos aprovar, mas sabemos que isso é uma exceção", observou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Estamos abrindo uma exceção em nome da moralidade pública. Essa proposta não poderia ser votada agora", argumentou o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).

A alteração no texto da MP suprimiu o parágrafo único do artigo 39. Ele previa que a Fifa e o COI poderiam determinar as mudanças que julgassem necessárias nos projetos e na execução das obras e serviços sem o limite de aditamento de contratos previsto na Lei de Licitações. Os governos também podem solicitar aditivos, mas sempre submetidos aos limites impostos pela norma, caso queiram fazer alterações no projeto ou na obra licitada. Ao concluir a votação das novas regras, o relator José Guimarães (PT-CE) incluiu emenda de redação ao texto que deixou mais claro que os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União, não podem sofrer nenhum tipo de restrição no acesso aos editais das obras, aos preços sigilosos e aos processos de licitação. Com a mudança, a empresa contratada ficará responsável por todas as etapas da obra, desde o projeto básico. (AE)

TCU não apoia tese do governo Tribunal envia representante ao Senado para marcar posição contrária

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epois de o governo afirmar que a flexibilização das licitações para a Copa de 2014 no Brasil tinha o aval dos órgãos de controle, o Tribunal de Contas da União (TCU) enviou um representante ao Senado para deixar bem claro que o tribunal não é a favor do texto aprovado pela Câmara. De acordo com o secretário-adjunto de Planejamento, Marcelo Luiz Souza da Eira, "foi ventilado que o TCU teria participado da elaboração do texto", mas o que ocorreu,

segundo Eira, "é que algumas sugestões feitas pelo TCU foram aprovadas e outras não". Por isso, o secretário ressaltou que não seria "correto afirmar que o tribunal concorda com o texto do regime diferenciado de contratações", Eira representou o TCU em audiência pública no Senado, que discutiu o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), que flexibiliza as regras de licitações para as obras da Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Para cada posição do ministro do Esporte, Orlando Silva, presente na audiência, o TCU rebatia com críticas. Houve apenas um ponto de consenso, o sigilo do orçamento inicial da obra para os licitantes e assim evitar conluios. Para o ministro, a RDC moderniza a lei de licitações e poderia servir de modelo padrão. Eira criticou a ideia de tornar o RDC padrão. "Extrapolar medidas específicas só traria uma série de problemas", disse o secretário do TCU. (Folhapress)

Na página seguinte, mais repercussões e informações sobre as obras para a Copa do Mundo.


p Copa: Serra e Alckmin condenam regras

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Obra assim é coisa das antigas repúblicas bananeiras da América Central. José Serra (PSDB), ex-governador de São Paulo.

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Alan Marques/Folhapress

Tucanos criticaram ontem a aprovação de formas diferenciadas de licitação

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ideranças do PSDB criticaram ontem a medida provisória aprovada pela Câmara que cria regras diferenciadas de licitações para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Para o ex-governador José Serra (SP), o principal problema da MP é permitir que todas as obras dos eventos esportivos, em qualquer estado ou município, eliminem projetos básicos e controle de fiscalização. "Contratar obra desta maneira é (coisa) das antigas repúblicas bananeiras da América Central, é tratar o bem público como se fosse propriedade privada do governante. Se você vai contratar um estádio (...), pode até escolher o mais caro se gostar dele, como se fosse uma obra privada". Serra disse que se a MP for aprovada pelo Senado sem mudanças, vai "provocar um grande estrago no Brasil". O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, espera que

Houve um atraso de 4 anos, o governo ficou fazendo publicidade com a Copa, não fez nada. Agora pode haver estragos. JOSÉ SERRA as mudanças na MP aprovadas pela Câmara concedam maior transparência às licitações da Copa e da Olimpíada. "Eu acho que a MP melhorou na medida em que dá acesso às informações aos órgãos de fiscalização. Acho que pode ser aprimorado, para isso o Congresso vai discutir sua votação final". O novo texto, após recuo do governo, retirou itens que dificultavam o controle público dos gastos com as obras dos eventos. A mudança torna claro o acesso permanente dos tri-

bunais de contas às planilhas e a imediata divulgação dos orçamentos, tão logo sejam feitos os lances. A MP segue para o Senado, onde deve ser votada em duas semanas, para não perder a eficácia. Para Alckmin, as regras previstas pela MP não se aplicam ao estádio de São Paulo que abrigará jogos da Copa, já que será erguido com investimentos privados. "Nossas obras serão todas licitadas normalmente. O estádio é privado, se regra pela lógica privada". Serra rebateu as críticas pela demora da construção do estádio. "O problema não é agilidade, é jogar a criança pela janela junto com a água do banho. Houve um atraso de quatro anos, o governo ficou fazendo publicidade com a Copa, não fez nada. Agora, na hora do atropelo, pode causar estrago". Alckmin e Serra participaram ontem de reunião com as bancadas do PSDB na Câmara e no Senado. (Folhapress)

Insatisfação: reunidos com a bancada, Serra e Alckmin dizem esperar mais transparência nas licitações

Isenção de impostos para Itaquerão é aprovada em 1º turno Com isso, são cerca de R$ 420 milhões a menos no orçamento para o Corinthians José Patrício/AE

MP sugere parar obras no Ceará Ministério Público alerta que, primeiro, deve ser feito um Estudo de Impacto Ambiental

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Ministério Público Federal recomendou ao governo cearense que paralisasse o processo de desapropriação para as obras da Copa de 2014, devido a impactos resultantes das construções a serem executadas. O MPF pede que se suspenda os efeitos do Decreto nº 30.263, de 14 de julho de 2010, até que seja apresentado o Estudo de Impacto Ambiental, que está sendo elaborado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente. Segundo os procuradores Nilce Cunha Rodrigues e Alessander Sales, a recomendação visa instar o governo cearense a rever a execução dos projetos, respeitando fielmente os parâmetros constitucionais para preservar os direitos fundamentais das pessoas que

moram nas áreas que serão afetadas, bem como o patrimônio público, evitando desperdícios com as desapropriações talvez desnecessárias. A recomendação tem por base dois procedimentos administrativos instaurados pelo Ministério Público Federal, para acompanhar os diversos desdobramentos dos impactos das obras da Copa, levando os procuradores a se precaverem de violações de direitos humanos, especialmente os que se referem à moradia dos que têm menor poder aquisitivo – fato que já foi constatado em diversos países que sediaram eventos esportivos. Depois de receber a notificação, o governo tem 10 dias para adotar as medidas que possibilitem a recomendação do Ministério Público Federal.

TCU libera – As obras de reforma e ampliação do Aeroporto Internacional de Manaus, Eduardo Gomes (AM), um dos que serão reformados para a Copa de 2014, receberam a licença de instalação do IPAMM (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas). Ontem, o TCU (Tribunal de Contas da União) liberou o edital de licitação da obra, após a empresa estatal ter reduzido em R$ 34 milhões o preço base da licitação. A previsão da Infraero é iniciar as obras em novembro de 2011 e concluí-las em dezembro de 2013. A previsão é investir R$ 327,4 milhões. O terminal de passageiros terá a área de 97 mil m² e sua capacidade operacional por ano, passará de 4,2 milhões para 9 milhões de passageiros. (AE/ Folhapress)

Reunião Plenária (informações, debates e busca de soluções)

´6REHUDQLD 1DFLRQDO $ GHIHVD GD $PD]{QLD $]XOµ Almirante de Esquadra Fuzileiro Naval

ÁLVARO AUGUSTO DIAS MONTEIRO Na abertura da Reunião, haverá um ato solene Comemorativo ao “Nove de Julho”

Dia: 4 de julho de 2011, segunda-feira Horário: às 17 horas Local: Rua Boa Vista, 51 - 9º andar

Ação civil contra benefícios ao Itaquerão pode atrasar ainda mais as obras, em fase de terraplanagem.

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Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem, em primeira instância, a isenção de impostos para o estádio de Itaquera, que será construído na zona leste da capital paulista pelo Corinthians para a Copa do Mundo 2014. A segunda votação só poderá ocorrer 48 horas após a primeira aprovação. Ou seja, está permitida a apreciação a partir da noite de sexta, dependendo da convocação de sessão da mesa diretora. Até ontem à noite, a decisão em 2ª instância ainda não tinha data definida. A nova apreciação em plenário é necessária porque vereadores vão promover alterações no texto do projeto. Os votos na sessão sobre o projeto de lei 288/2011 foram: 36 a favor da isenção, 12 contra e 3 pela abstenção. Assim, o clube economizará cerca de R$ 420 milhões, que alega aproveitar em investimentos na própria obra, orçada em cerca de R$ 800 milhões. Na sequência, o projeto precisará ser sancionado pelo prefeito para entrar em vigor. A votação do projeto de benesses ao clube ocorre um dia após um grupo uniformizado da torcida corintiana pressionar os vereadores contrários ao projeto em seus gabinetes.

É um texto dirigido para beneficiar uma empresa milionária (Odebrecht) e uma agremiação esportiva (Corinthians). AURÉLIO MIGUEL O presidente corintiano Andrés Sanchez afirmou que, se a garantia financeira da isenção não for enviada à Fifa até o dia 10 de julho, a cidade de São Paulo não poderá ser sede da abertura da Copa de 2014, o que aumentou a pressão sobre o Legislativo paulistano. O projeto cria Certificados de Incentivos ao Desenvolvimento (CID's) que serão postos no mercado e recuperados pela Prefeitura na forma de impostos. Assim, o Corinthians deixará de pagar cerca de R$ 300 milhões, expectativa de lucro com venda dos papeis. Entre as propostas de melhorias na lei está a do vereador Adilson Amadeu (PTB), que pede que o valor arrecadado em impostos seja necessariamente investido em obras da Zona Leste. Já o vereador Aurélio Miguel (PR), que não con-

corda com a proposta, pede que o valor máximo de isenção para seja de R$ 200 milhões, por achar que o resto do valor previsto inicialmente só beneficia a construtora Odebrecht. Mas a aprovação em plenário não deve encerrar a discussão sobre os incentivos fiscais. Segundo o Blog do Perrone, os vereadores que se opuseram à proposta estão preparando ação civil pública contra os benefícios dados ao Itaquerão. A medida pode atrasar ainda mais as obras, que ainda estão em fase de terraplanagem. Na Justiça – Horas após a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara Municipal de São Paulo aprovar o projeto dos incentivos fiscais ao Itaquerão, Aurélio Miguel disse que vai recorrer ao Poder Judiciário contra a medida. "Se eu não fizer isso, o Ministério Público fará. O projeto é inconstitucional. É um favorecimento a uma empresa milionária (Odebrecht) e a uma agremiação esportiva (Corinthians). Trata-se de um texto dirigido, elaborado para beneficiar entidade e empresa conhecidas". Já defensores da proposta, como Netinho de Paula e Carlos Apolinário, dizem que a construção do estádio beneficia a zona leste. (Folhapress/AE)

Aliados negociam restos a pagar Deputados aguardam decisão da presidente e paralisam sessão

O

s aliados da presidente Dilma Rousseff na Câmara paralisaram as votações ontem e marcaram para hoje reunião para decidir quais projetos votarão neste semestre. A pauta a ser definida dependerá da decisão de Dilma de prorrogar ou não o prazo, que termina hoje, para o pagamento das emendas parlamentares ao Orçamento de 2009. Embora relutante, Dilma deu sinais de que pretende negociar para evitar a rebelião de sua base.

Se Dilma adiar por dois meses ou mais o prazo para o pagamento das emendas de 2009 referentes a obras já iniciadas, com recursos empenhados e previsão orçamentária, os líderes farão o que ela quer: pauta enxuta, com votação até o recesso de mais uma medida provisória, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Caso contrário, querem votar a emenda 29 (que estipula teto para os gastos com

a saúde por União, Estados e municípios) e a Emenda Constitucional 300 (que unifica o salário dos policiais de todo o País), o que arrepia o governo porque traria uma despesa adicional de cerca de R$ 32 bilhões ao Planalto. A Emenda 29 custaria uns R$ 8 bilhões para a União. Ideli Salvatti (Relações Institucionais) peregrinou por ministérios econômicos atrás de apoio para prorrogar o prazo dos restos a pagar, além de pedir socorro à Gleisi Hoffmann (Casa Civil). (AE)


p Comissão aprova fim das coligações

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de junho de 2011

7 Muitos partidos só se aglomeram no período pré-eleitoral por momentânea conveniência. Senador Valdir Raupp (PMDB-RO)

olítica

Lia de Paula/Ag. Senado

Proposta estabelece que elas só valem agora para as eleições majoritárias

A

CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou hoje por 14 votos a 6 o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais. A PEC (proposta de emenda constitucional) aprovada pelos senadores proíbe os partidos políticos de formar coligações nas eleições para a Câmara dos Deputados, Assembleias e Câmaras de Vereadores. Ficam mantidas as coligações somente nas eleições majoritárias – presidente da República, governos estaduais, municipais e Senado. A proposta, que integra a reforma política em tramitação no Senado, segue para votação no plenário da Casa e, como os demais projetos da reforma

política, ainda precisam tramitar pela Câmara. "Uniões efêmeras" – Relator da PEC na comissão, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) defendeu a mudança afirmando que o fim das coligações impede "uniões efêmeras" de partidos que, em muitos casos, não têm afinidade política ou ideológica. "Não raras as vezes os partidos se aglomeram somente durante o período pré-eleitoral por momentânea conveniência política e interesse em aumentar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão", justificou. O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) apresentou voto em separado para manter as coligações em todas as elei-

Temos que fortalecer partidos políticos que sejam ideológicos, que tenham verdadeira consistência programática. PEDRO TAQUES (PDT-MT ) ções, mas acabou derrotado pela maioria da CCJ. Para ele, as coligações nas proporcionais permitem que os partidos superem "excessivas cláusulas de barreira existentes na maioria dos Estados brasileiros". "Com base nas votações obtidas no ano passado, verificamos que sem as coligações apenas três partidos teriam aumentadas as suas bancadas nacionais: PT, PMDB e PSDB. Todos os demais teriam suas bancadas diminuídas". Contrário às coligações, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que a maioria dos pequenos partidos são criados apenas para "obtenção de vantagens, para fazer alianças". "Precisamos acabar com essa baderna", afirmou. O senador Pedro Taques (PDT-MT) concorda. Para ele, as coligações são uma "verdadeira piada" que enfraquecem siglas sem ideologias. "Temos que fortalecer partidos políticos que sejam ideológicos, que tenham verdadeira consistência programática".

Senador Demóstenes Torres (DEM-GO): "Precisamos acabar com essa baderna [de coligações de interesse]"

Bolsonaro escapa da acusação de racismo

Federações – A CCJ rejeitou emenda apresentada pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-ES) que cria as federações de partidos. Pela proposta do parlamentar, dois ou mais partidos poderiam reunir-se numa federação para atuar como uma única legenda pelo prazo de três anos. As federações teriam que ser registradas na Justiça Eleitoral e observar a fidelidade partidária de seus integrantes. "A federação pode ser um embrião de um partido futuro", sustentou Valadares. Apesar dos apelos do líder do PSB, a emenda foi derrotada pela maioria dos integrantes da comissão. Referendo – A CCJ também aprovou, por maioria, ontem, a proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê a realização de um referendo popular para aprovação de lei ou emenda constitucional que altere as regras do sistema eleitoral. A proposta ainda depende de votação no plenário do Senado e na Câmara, antes de ser promulgada. (Agências)

Dida Sampaio/AE

Bolsonaro disse que acusação que pesava contra ele era "um lixo"

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Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara rejeitou ontem a abertura de processo disciplinar contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Foram 10 votos contrários ao pedido do relator Sérgio Brito (PSC-BA), que defendia a investigação, 7 a favor e cinco ausências. A decisão dos conselheiros foi a de que não se poderia aceitar a representação feita pelo PSol. O partido fez o pedido depois de Bolsonaro ter discutido com a senadora Marinor Brito (PSol-PA) e por ter classificado de "promiscuidade" a possibilidade de um filho seu ter relacionamento com uma mulher negra em entrevista na TV Bandeirantes. Para Brito, Bolsonaro come-

Vem aí mais uma Ponte da Amizade O acordo para a construção foi fechado ontem pela presidente Dilma e o seu colega Fernando Lugo, do Paraguai aumentam o otimismo em reUm tema que continua molação ao futuro tanto do Mer- bilizando a opinião pública cosul quanto dos demais paí- paraguaia é a energia de Itaises associados ao bloco. "O pu. Na semana passada, jorcrescimento incrível do Para- nais paraguaios apontaram g u a i e m 2 0 1 0 f o i t a m b é m como a principal reivindicaacompanhado por avanços ção do presidente Fernando significativos do Uruguai, da Lugo à presidente Dilma o diArgentina, do reito de venBrasil e dos der a energia demais países gerada pela associados". hidrelétrica a Nesse momento de outros paises, Foi discuticresimento, da ainda a pelo preço de possibilidade mercado. parceiros de fora de legalização Pelo acordo buscam vender aqui dos sacoleiros d e Itaipu, a produtos que não brasileiros cae n e rg i a p rotêm mercado no dastrados que duzida pela mundo rico. f a z e m c o musina é dividipras no Parada igualmente DILMA ROUSSEFF guai para reentre os dois vender os propaíses e o exdutos no Brasil. Segundo a Re- cedente paraguaio só pode ser ceita Federal, o contrabando vendido, até 2023, ao Brasil, na fronteira entre Brasil e Para- por preços acertados em conguai provoca um prejuízo de trato. O Paraguai consome R$ 5 bilhões por ano aos cofres apenas 20% da cota que cabe ao públicos. Marco Aurélio diz país e vende os 80% restantes que a questão deverá ser resol- ao Brasil por cerca de US$ 120 vida no segundo semestre. milhões anuais.

Beto Barata/AE

Dilma e Lugo: elogios e divergências quanto à venda de energia de Itaipu para outros países.

O Paraguai quer flexibilizar essa regra e o Uruguai já manifestou interesse em comprar a energia paraguaia. Mas o Brasil insiste que não há necessidade de rever o acordo, já que o Congresso brasileiro aprovou a proposta para triplicar o preço que paga pela energia de Itaipu, para US$ 360 milhões anuais. Segundo Marco Aurélio Garcia, o Paraguai não precisa de terceiros mercados. Ele citou a construção de uma linha de transmissão que levará energia de Itaipu para Villa Hayes, a 50 quilômetros de Assunção, como uma janela de oportunidade. "Com isso, estaremos resolvendo um paradoxo do passado: o país que tinha a maior produção de energia per capita do mundo também tinha regiões de apagão". Segundo Garcia, com a linha o Paraguai não só poderá aproveitar melhor a energia que produz, como atrairá empresas brasileiras com impostos mais baixos. No discurso de encerramento da presidência paraguaia do Mercosul, porém, o presidente Fernando Lugo defendeu o "livre trânsito" de energia e bens entre os países do bloco. Proteção – A presidente Dilma também defendeu a regulamentação dos mercados do Cone Sul para que eles sejam preservados contra produtos estrangeiros. "Nesse momento de excepcional crescimento da região, parceiros de fora buscam vender aqui produtos que não encontram mercado no mundo rico". Ela defendeu que o bloco comercial adote a proposta que foi apresentada ontem pelo ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, de aplicar medidas protecionistas contra a invasão principalmente de produtos chineses, mas também americanos e europeus, no Mercosul. (Agências)

Altos e baixos no Ministério

O

ministro do Turismo, Pedro Novais, de 80 anos, que desde o início do governo assinou uma portaria sobre hotéis brasileiros e dois convênios, no total de R$ 22,6 milhões para o Maranhão, estaria com os dias contados, apesar do padrinho que tem, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A sua presença no governo estaria constrangendo a presidente Dilma Rousseff, que nunca o recebeu em audiência. O alerta à cúpula do PMDB foi dado com a nomeação de Flávio Dino para a Embratur. No-

vais, inclusive, participou ontem da posse do inimigo de Sarney no Maranhão, ficando ao lado do ministro Nelson Jobim, da Defesa. A substituição do ministro estaria sendo discutida em caráter reservado. Novais ficou conhecido por comemorar, em dezembro, a conquista do ministério com uma festança em motel de São Luiz (MA), a qual pagou com verbas públicas. Sobre o fato de nunca ter sido convocado pela presidente, assessores de Novais garantem que ele não sente a mínima discriminação. Jobim (à esquerda) e Novais na posse do novo presidente da Embratur, Flávio Dino.

Celso Júnior/AE

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presidente Dilma Rousseff e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, definiram ontem, na capital paraguaia, mudanças no projeto da segunda ponte entre os dois países, que será construída no Rio Paraná. O projeto original de ligação da cidade paraguaia de Presidente Franco com Foz de Iguaçu, no lado brasileiro, previa a construção uma ponte rodoviária. A pedido do governo paraguaio, a ponte deverá ser também ferroviária, segundo informou o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. No encontro, Dilma também reforçou o pedido para que o governo paraguaio legalize as terras dos "brasiguaios", como são chamados os cerca de 300 mil brasileiros que moram no Paraguai. Dilma elogiou o elevado crescimento da economia paraguaia no ano passado, de mais de 15%. De acordo com a presidente, feitos como esse

teu "abuso de prerrogativa parlamentar". Para dez dos conselheiros, não se pode punir um parlamentar com base em suas opiniões. Bolsonaro, que participou da reunião, classificou como "lixo" a acusação contra ele. "É revoltante e me dá asco ser representado por questões como essa". O líder do PSol, Chico Alencar (RJ), afirmou que Bolsonaro tem "ódio à diferença". Orgulho Hetero – O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentou ontem projeto de lei na Câmara dos Deputados propondo a criação do Dia Nacional do Orgulho Heterossexual que, se aprovado, será comemorado no terceiro domingo do mês de dezembro de cada ano, segundo ele sugere. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

DIREITOS HUMANOS Estados Unidos impõem novas sanções contra a Síria e o Irã

nternacional

ARÁBIA SAUDITA Cinco mulheres são presas pela polícia religiosa por dirigir veículos

Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Rebeldes líbios avançam com a ajuda de armas da França

A fé da Venezuela moverá Chávez?

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Saúde debilitada impede líder de retornar ao país. Cúpula regional é cancelada. Simpatizantes de Chávez participam de missas em prol da recuperação do presidente, em Caracas. Divulgação/AFP

Novas imagens de líder venezuelano com Fidel são divulgadas para pôr fim aos rumores sobre sua saúde

mo único para ele, que se diz herdeiro do herói da independência, Simón Bolívar. A embaixada da Venezuela em Brasília afirmou que não há alteração prevista para as comemorações. No entanto, a presença de Chávez não está confirmada no dia. O Brasil está aguardando uma confirmação oficial de que as comemorações vão, de fato,

ocorrer para designar quem representará a presidente Dilma Rousseff na cerimônia. Reação - Oficialmente, o Itamaraty não demonstra preocupação com a saúde de Chávez. "(O cancelamento) foi recomendação médica. Nicolás Maduro (chanceler da Venezuela) teve a delicadeza de me ligar e avisar", disse o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota,

em Assunção, onde participa da cúpula do Mercosul. Ontem, antes de o governo brasileiro ser avisado do cancelamento, Marco Aurélio Garcia, assessor de política externa da Presidência, havia dito que Chávez voltaria ao seu país na próxima semana. "A informação que recebemos da Venezuela é que está tudo mantido", disse. (Agências)

Asmaa Waguih/Reuters

Tanques sírios matam 11

Insatisfeitos, egípcios voltam a protestar na Praça Tahrir.

Manifestante foge de bombas de gás lacrimogêneo na praça central do Cairo; 1.036 ficam feridos.

ontem ocorreram em escala bem menor do que na noite anterior, quando mais de 5 mil pessoas enfrentaram as forças de segurança, de acor-

do com testemunhas. As famílias estão frustradas com os processos lentos contra membros da força de segurança responsáveis pelas mor-

EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS PARA SERRALHERIAS

tes durante a revolta de 18 dias que derrubou Mubarak. Manifestantes pedem também o fim do governo da junta militar no país. (Agências)

ropas sírias mataram ontem ao menos 11 moradores de uma vila perto da fronteira turca, disseram ativistas, durante nova investida de tanques do governo em uma ação que já levou milhares de sírios a se refugiarem do outro lado da fronteira noroeste com a Turquia. O ataque a Jabal al-Zawya, uma região 35 quilômetros ao sul da Turquia, foi lançado à noite, um dia após as autoridades terem dito que vão convidar opositores para negociar em julho, visando preparar o diálogo prometido pelo presidente Bashar al-Assad. (Agências)

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egípcios estão descontentes com o andamento vagaroso da Justiça para figurões do regime deposto acusados de corrupção e de violência contra os manifestantes. Policiais tomaram posições no entorno do Ministério do Interior e dispararam bombas de gás lacrimogêneo. Os manifestantes lançaram pedras e coquetéis molotov na Praça Tahrir. Os choques de

DC

A

s forças de segurança do Egito se enfrentaram ontem, pelo segundo dia consecutivo, com manifestantes, em uma praça central do Cairo, em imagens que não se viam desde os protestos que levaram à queda do presidente Hosni Mubarak, no início do ano. Dois dias de confrontos deixaram 1.036 feridos e mais de 30 presos, disseram autoridades do país. Os

T

DC

O vice-presidente venezuelano, Elías Jaua, disse que as novas imagens mostram que Chávez está quase recuperado. "Elas confortaram a nação e elevaram o moral." O governo diz que o presidente se recupera da retirada de um abscesso (acúmulo de pus) pélvico, mas a oposição suspeita que ele sofra de algo pior, talvez um câncer de próstata. O próprio presidente recusase a admitir que esteja realmente doente e nem mesmo entregou o governo para seu vice, apesar de estar fora da Venezuela. Tratamento - Mas a lenta recuperação de Chávez levou o governo venezuelano a cancelar a Cúpula dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), previsto para a semana que vem, alegando que o mandatário não terá condições de ser o anfitrião. O comunicado de que Chávez está em "tratamento médico sumamente estrito" em Cuba, feito na TV estatal venezuelana, dá fôlego aos rumores sobre o quadro clínico dele. O cancelamento foi um duro golpe para simpatizantes de Chávez, quem esperava regressar à Venezuela a tempo de comandar o evento de 5 e 6 de julho, que coincidiria com o bicentenário da independência nacional. A cúpula foi adiada para o segundo semestre. Independência - Uma dúvida agora é se Chávez conseguirá participar do bicentenário da Venezuela, de simbolis-

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O

governo da Venezuela cancelou ontem a cúpula dos países da América Latina e do Caribe marcada para a próxima terça-feira, em comemoração ao bicentenário do país, dando como razão o estado de saúde debilitado do presidente Hugo Chávez. O anúncio foi feito horas após a divulgação de uma reportagem com as primeiras imagens em vídeo do líder desde que foi operado de emergência de um abscesso pélvico no último dia 10. A imprensa local especula que teria câncer. Ministros e simpatizantes do governo haviam comemorado a exibição de um vídeo pela TV estatal em que Chávez conversa com seu mentor e maior aliado político, o ex-ditador cubano Fidel Castro. A divulgação das imagens é uma estratégia do governo para se contrapor a rumores de que Chávez estaria gravemente doente. Mais magro, o presidente venezuelano aparece de pé e caminhando. Ele conversa sobre política regional e conta histórias, diante da edição de terça-feira do jornal cubano Granma. "Vejam como Fidel está lendo, sem óculos. Eu também, só que com um pouco de dificuldade!", brincou Chávez, de aspecto animado, ao lado do dirigente revolucionário de 84 anos. Antes, a dupla aparecia passeando em um jardim, supostamente do hospital Cimeq, de Havana.

França forneceu armas, munições e alimentos aos rebeldes líbios, no início de junho, para impedir que as tropas leais a Muamar Kadafi tomassem o controle do oeste da Líbia, disse um portavoz das Forças Armadas francesas ontem. Dessa maneira, o governo francês foi o primeiro membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a admitir que armou combatentes rebeldes no país do norte africano. As entregas de metralhadoras, granadas propelidas por foguete e munições ocorreram nas montanhas de Nafusa, no oeste líbio, quando as forças de Kadafi haviam cercado civis e seu governo se recusava a atender a um pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para permitir o envio de um navio com suprimento humanitário, afirmou o coronel Thierry Burkhard. Após informar as Nações Unidas, a França enviou ajuda humanitária como água, alimentos e medicamentos para civis cercados na região, mas a situação piorou ainda mais, disse o coronel. "Houve entregas humanitárias porque a situação humanitária estava piorando e parecia que a situação de segurança estava ameaçando os civis que não podiam se defender", disse Burkhard à Reuters. "A França, portanto, também enviou equipamentos permitindo que eles se defendessem, composto de armas leves e munições", acrescentou. Segundo o jornal francês Le Figaro, a medida tinha como objetivo impulsionar o avanço rebelde em direção à capital Trípoli. A rebelião contra os 41 anos de regime de Kadafi fez apenas ligeiros progressos desde que começou a receber apoio dos bombardeios aéreos da Otan, há três meses, mas agora os rebeldes dizem estar se aproximando da capital. No domingo, os rebeldes das Montanhas Ocidentais, que ficam a sudoeste de Trípoli, obtiveram sua maior vitória das últimas semanas, quando chegaram à localidade de Bir al Ghanam, onde agora enfrentam as tropas governistas. (Agências)

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de junho de 2011

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9 FRIO MATA NO PARANÁ Duas pessoas morreram por causa do frio na madrugada de anteontem, no Paraná. Com isso, o total de mortes causadas pelas baixas temperaturas chegou a três no Estado.

idades

Frio dá trégua, mas volta no fim de semana Temperaturas devem subir um pouco hoje e amanhã em São Paulo. Nova frente fria chega no domingo e deve derrubar novamente os termômetros na Região Sudeste. Fotos de Luiz Guarnieri/AE - 29/06/2011

Na trilha dos pinhões paulistanos Parque da Cantareira abriga espécie típica do inverno e do Sul do País Fotos de Leandro Moraes/Luz - 10/06/2011

Marcos Gomes

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Termômetro marca 7° C durante a madrugada no Centro de São Paulo. Temperatura deve subir um pouco hoje. Zanone Fraissat/Folhapress

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massa de ar polar que derrubou as temperaturas na cidade de São Paulo fez com que os termômetros atingissem até 2,8º C na madrugada de ontem. Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da Prefeitura, a temperatura foi registrada no Tremembé, na zona norte. Nos últimos dois dias, a Defesa Civil municipal decretou estado de atenção por conta das baixas temperaturas. Ainda na madrugada foram registrados 5,3º C na região de Parelheiros (zona sul) e 5,2º C em Pirituba (zona norte). No Mirante de Santana, também na zona norte, onde é feita a medição oficial da temperatura da cidade, os termômetros marcaram 7,7º C, mas a sensação térmica era de 2º C, devido ao vento na região. Anteontem, os dados oficiais apontaram temperatura mínima de 6,1º C na cidade de São Paulo, o que corresponde à madrugada mais fria desde 2003. Elevação – Hoje, as temperaturas devem subir em todo o Estado de São Paulo, segundo previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Os termômetros devem ficar entre os 13ºC e os 23ºC na capital paulista. Ainda de acordo com o instituto, há possibilidade de temperaturas inferiores aos 10ºC apenas na serra da Mantiqueira e no

No Largo do Paissandu, moradores de rua fazem fogo para se aquecer

norte do Estado. A mínima nessas duas regiões devem ficar entre os 8ºC e os 9ºC. Apesar da elevação das temperaturas, uma nova frente fria deve se aproximar do Estado, deixando o tempo instável. Há possibilidade de pancadas de chuvas, principalmente no sul e sudeste do Estado. A Capital também deve ter registro de chuvas rápidas isoladas. Na sexta-feira, o tempo não deverá ter grande alteração. No fim de semana, entretanto, a instabilidade aumentará devido à aproximação da frente fria. As temperaturas devem ter novo declínio no domingo. Neve – A neve pode voltar a cair na serra catarinense no final de semana. O fenômeno está previsto para o próximo domingo, devido à chegada de uma

Mais uma vez, paulistano teve de se agasalhar bem para enfrentar o frio

ADVOGADO Waldir Helú

Advocacia Cível - Comercial e Família Escritório: Av. Nove de Julho, 4.887 - 10º andar, conj. 101-B - CEP 01407-200

Fone: (11) 3704-3407

massa de ar frio ainda mais intensa do que a do último domingo (dia 26) e que resultou na primeira nevasca do ano, na região de São Joaquim. Com a chegada de uma nova frente fria, a partir de sexta-feira, a temperatura entrará em acentuada queda e as mínimas serão no fim da noite, entre 3°C e 6°C abaixo de zero na região de São Joaquim, e entre 2°C e 6°C negativos na maior parte de Santa Catarina. Embora com tempo bom, a próxima segunda-feira poderá, conforme o agrônomo Ronaldo Coutinho, da estação meteorológica Climaterra, quebrar o recorde de frio para julho em muitas cidades catarinenses. "Esta temperatura contínua baixa não é normal, se considerarmos que no período de 25 de maio a 17 de junho tivemos 22 dias de frio permanente. Para se ter ideia, Urupema, neste período, registrou a mesma temperatura do inverno de Londres", afirmou Coutinho, acrescentando que o frio não dará trégua, pelo menos nos próximos dez dias. A previsão é de geada e de sensação térmica bem abaixo de zero na serra catarinense, inferior a -10°C no domingo (3 de julho) e -15°C na segunda (dia 4). A temperatura cairá ainda mais a partir da quarta-feira (dia 6), com nova possibilidade de neve. (Agências)

s paisagens de Campos do Jordão ou da Serra Gaúcha também fazem parte de nossa cidade. O Parque Estadual da Cantareira abriga um bosque de araucária, ou pinheiro-do-paraná. A época é conveniente para visitá-lo, pois as árvores estão em plena safra dos pinhões, cujo sabor das montanhas é indispensável às nossas festas juninas. A mata do parque não é nati- Araucária plantada no Parque Estadual da Cantareira: clima do Sul va. Foi plantada por volta de 1930 com a finalidade pedagó- de galhos que exibe na idade prolongada falta de araucárias gica de lembrar que essa bela ár- madura. Antes disso, ela tem a na cidade em função do desmavore enfeitava originalmente a forma de cone, que lhe dá o tamento, que levaram o pássaro paisagem da Capital antes de ser perfil trivial de uma árvore de a procurar outras árvores para eliminada pela ação do homem. Natal avantajada. morar. Porém, no Paraná, ela Não por acaso, o bairro de PiEla ganha seu conhecido continua sendo parceira insepanheiros lhe deve seu nome. tronco nu, com a coroa de ramos rável da araucária, tanto que é a A araucária era tão abundan- a 50 metros de altura, somente ave símbolo dos paranaenses. te até o período colonial que, a por volta dos 40 anos. ConsideUma boa notícia é que, se partir do espigão da Paulista, rando que pode viver de 200 a não existem mais árvores natiestendia-se até o Rio Grande 300 anos, está entrando na ju- vas na cidade de São Paulo, as do Sul. Certamente seu desa- ventude. Produz aproximada- matas araucárias estão se exparecimento se deve à própria mente 40 pinhas por ano, cada pandindo em outros pontos do generosidade, considerando a uma com 80 a 120 sementes. País, particularmente no Paraquantidade de pinhões, da boa Caso o bosque não tivesse si- ná. Áreas de campos e cerrados madeira e da beleza para agra- do plantado por mãos huma- estão sendo ocupadas por elas. dar os olhos que oferecia. nas, nós iríamos depender, co- "Depois de séculos de regresO ambientalista Ricardo Car- mo ocorre na natureza, da dis- são, araucária só não está se exdim, da USP, estudioso das ár- posição de alguns animais para pandindo mais por causa do vores nativas da Capital, infor- poder apreciá-lo. O mais citado homem", explica Cecantini. ma que os ataques remontam é a gralha azul. Além de comer Móveis – A principal razão da aos primeiros tempos da cida- os pinhões, ela costuma enter- extinção é a qualidade da made. "Uma ata da rá-los para fazer deira, largamente utilizada na Câmara de provisão e de- construção civil e nas fábricas de 1594 proibia pois esquece móveis. O depoimento de João corte de pinheido esconderijo, Durval Leonel, que tem fazenda ros na cidade, f a v o r e c e n d o no município de São Jose dos Pimas a lei jamais s u a g e r m i n a- nhais, na região metropolitana foi seguida, ção. Gregório de Curitiba, é expressivo. nem na época Segundo ele, décadas atrás Cecantini, pronem posteriorfe s s o r d o d e- era possível encontrar araucámente." partamento de rias de troncos tão grossos que No entanto, é B o t â n i c a d a era necessário três homens difícil perceber U S P, e x p l i c a para poder abraçá-los, largura que o bosque que o fenôme- que testemunhava sua longenão é nativo. É n o c h a m a - s e vidade. "Muita gente escolhia possível andar sinzoocoria e árvores de seu terreno e as dapor ele, por não é exclusivo va para os filhos pequenos paPinhões são indispensáveis uma trilha, cora que, quando crescessem, da gralha azul. em festas juninas m o s e c a m iM a c a c o s – construíssem suas casas com a nhássemos peVários bichos madeira", recorda. Naturallos campos da Capital uns 200 também par ticipam dessa mente, com seu ritmo de deou 300 anos atrás. "O percurso multiplicação, entre eles a cotia senvolvimento, a araucária principal é de cerca de um qui- e os macacos – o parque é pró- não podia concorrer com a ralômetro, feito nas bordas do digo em bugios – que têm o há- pidez do desmatamento para bosque", explica Simone Duar- bito de pegar um punhado de fazer a reposição. te, que trabalha no Parque da pinhões para comer e vão deiCantareira. xando cair pelo caminho. S ERVIÇO "O percurso tem um belo laO resultado dessa movimengo de carpas, compondo um tação pode ser visto em loteaO Bosque das Araucárias fica no cenário que permite desfrutar mentos das vizinhanças, onde Núcleo Águas Claras - Avenida bem as belezas da natureza. Es- sempre há araucárias brotanSenador Ermírio de Moraes, s/n.º se é o objetivo das trilhas: colo- do. É provável que a fama da (A portaria é avistada à car a pessoa em contato com a gralha azul se deva ao seu cosesquerda 3 quilômetros depois natureza virgem, que deve per- tume de fazer ninhos na copa do restaurante Green Garden). manecer intocada", diz Simo- das araucárias, circunstância Telefone: (11) 2203-3266. Visitas ne. Cone – Ao contrário dos que dá bastante exposição ao aos sábados, domingos e animais, que em geral são mais seu procedimento. Curiosaferiados, das 8h30 às 15h00. graciosos quando filhotes, a mente, não são localizadas no Ingresso: R$ 6; meia entrada araucária tem um início menos bosque da Cantareira, embora para estudantes. Crianças interessante, se comparada sejam vistas nos arredores. até oito anos e pessoas acima com o exuberante candelabro Essa ausência é atribuída à de 60 não pagam.


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É preciso que a moradia esteja protegida de modo assistencial para que essas famílias se estabeleçam em outro patamar da urbanização. Inez Magalhães, secretária nacional de Habitação

idades

Encontro discute déficit de habitação e aponta saídas

TUBARÃO Surfista sofre ataque de tubarão em praia do Recife e se recupera dos ferimentos.

Ó RBITA

PEDESTRES Multa para veículo que ignorar pedestres começa a ser aplicada em agosto em SP.

Eduardo Knapp/Folhapress)

No Anhembi, Congresso Internacional de Habitação e Desenvolvimento Urbano tem apoio da ACSP Paulo Pampolin/Hype

Mariana Missiaggia

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umentar o número de imóveis para locação, disponibilizar grande número de moradias em áreas com ampla disponibilidade de infraestrutura urbana e reforçar a reurbanização de domicílios em situações precárias são as metas dos órgãos municipais responsáveis pela habitação e urbanismo de São Paulo para os próximos anos. Esses objetivos foram discutidos e avaliados ontem no 1º Congresso Internacional de Habitação e Desenvolvimento Urbano, promovido pela Prefeitura de São Paulo e apoiado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O evento, que tem continuidade hoje, no Auditório Elis Regina, no Palácio das Convenções do Anhembi, reúne 35 palestrantes, sendo 16 de outros países. "Temos enormes desafios, mas boas estratégias para consolidar essa produção habitacional". A avaliação é da secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inez Magalhães. Segundo ela, não apenas São Paulo, como todo o Brasil deve equacionar as necessidades habitacionais e enfrentar o problema dos assentamentos precários. "É preciso que a moradia esteja protegida de modo assistencial para que essas famílias se estabeleçam em outro patamar da urbanização", concluiu Inez. Atualmente, a demanda de imóveis no País soma cerca de 5,6 milhões de moradias. Mais de 3 milhões de domicílios encontram-se em situações precárias. Esses números são bem superiores aos 2 milhões de residências que surgirão com o programa Minha Casa, Minha Vida 2, para famílias de três faixas de

Propostas: José Urbano Duarte, vice-presidente da Caixa Econômica Federal, e Inez Magalhães, secretária nacional de Habitação, do Ministério das Cidades, ontem, no Anhembi

renda: até R$ 1,6 mil; até R$ 3,1 mil e até R$ 5 mil. "Mesmo sendo insuficiente para suprir o déficit nacional de habitação, esse número já traz benefícios para todo o País", afirmou o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, José Urbano Duarte. Na primeira fase, o programa conquistou 1 milhão de moradias. Na abertura do evento, o prefeito Gilberto Kassab comemorou a queda do déficit de 800 mil moradias populares para 550 mil unidades na Capital. O vice-presidente da ACSP e coordenador do Comitê de Políticas Urbanas (CPU) da entida-

de, Antônio Carlos Pela, comentou a importância do congresso. "A cidade nunca havia discutido urbanismo como agora. O CPU sempre frisou que a população deve conhecer seu bairro para compreender a cidade de uma maneira ampla. E como a Prefeitura passou a discutir o tema, é claro que a ACSP apoia o evento". De acordo com Ricardo Pereira Leite, secretário municipal de Habitação, esse momento de discussão envolvendo pesquisadores, líderes de movimentos sociais e representantes do setor público e

TIROTEIO E MORTE NO ITAIM BIBI São Paulo nunca havia discutido urbanismo como agora. A população deve conhecer seu bairro para compreender a sua cidade. ANTÔNIO CARLOS PELA privado coloca em pauta diferentes visões sobre o planejamento feito para São Paulo, como o projeto Nova Luz. O secretário citou os EUA como um modelo a ser seguido. "A habitação social está focada na compra e temos que ampliar essa visão. Nos EUA, 70% dos imóveis são locados e isso funciona. Muitas vezes, essas famílias adquirem uma casa e não possuem subsídios para administrá-la", concluiu, comparando as políticas adotadas pela administração municipal com as de outras metrópoles mundiais.

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pequena rua comercial Professor João Brito, no Itaim Bibi, foi bloqueada por quatro horas na tarde de ontem por atiradores de elite e grupos especiais da PM. Cumprindo a promessa feita em janeiro, de que voltaria "para se vingar", um homem, empunhando dois revólveres, invadiu a loja de atacado Planet Girls e fez pelo menos 15 pessoas reféns. Pedro Jorge Saraiva, 41, revendia produtos da marca em Poços de Caldas (MG), mas perdeu a representação. Ele chegou ao local às 12h e agarrou uma mulher que saía do local, levando-a de volta para dentro. Em seguida, segundo os reféns, gritou que sua vida "tinha acabado" e que mataria todos. "Eu me joguei ao chão, embaixo da mesa, e ele começou a atirar", disse a funcionária Juliana Teodoro, 28. Saraiva foi, então, para o

primeiro andar, ainda agarrado a Ivanete Almeida, 34. Acuado pela polícia, Saraiva ligou da loja para a filha, de 14 anos, contou a mulher dele, Adriana Saraiva, 36. "Ele disse: "fica calma, o pai te ama e está bem'". Adriana afirma que ela e o marido revenderam a marca Planet Girls por nove anos até que, em 2009, perderam a representação "sem nenhuma explicação da loja". Cerca de 20 minutos depois, a polícia chegou (foto). Saraiva se trancou numa sala com Ivanete. "Um policial levou um tiro quando foi conversar com ele", disse o tenente-coronel Walmir Martini, que comandou os 35 homens que participaram da ação. De acordo com Martini, não houve negociação. A polícia fez um disparo, segundo o oficial. Na sala, com Ivanete, Saraiva, então, atirou no próprio queixo. (Folhapress)

LINHA 4 VAI OPERAR ATÉ AS 21H

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ampliação do horário de funcionamento da linha 4 - Amarela do Metrô (Vila Sônia/Luz), que ontem passou a valer das 4h40 às 21h, de segunda a sexta, deve incluir cerca de 180 mil passageiros/dia na operação comercial, vindos de todas as regiões da cidade. Mas ainda é insatisfatória para atender uma importante parcela da clientela, os milhares de alunos dos cursos noturnos da USPButantã. "O novo horário melhora parcialmente, mas ainda não resolve a situação das turmas da noite porque as aulas terminam às 23h30 e o metrô para às 21h", disse Camila Lui de Sousa, aluna de Ciências Sociais da e diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Segundo a reitoria da USP, atualmente são cerca de 89 mil alunos matriculados em todos a os cursos, incluindo os estudantes da pósgraduação. Desse número, 31% estudam no período noturno e, segundo Camila,

a maioria utiliza transporte público. De acordo com a concessionária ViaQuatro, responsável pela Linha 4 Amarela, com o novo horário, os trens passarão a transportar de 70 mil passageiros/dia para 180 mil, dos quais 60 mil farão a integração gratuita entre as quatro estações em operação: Paulista, Faria Lima, Butantã e Pinheiros e a Linha 9-Esmeralda (OsascoGrajaú). Até anteontem, a esta linha funcionava entre 4h40 às 15h. Os alunos da USP que chegam à Estação Butantã utilizam os ônibus do terminal para alcançar a Cidade Universitária. São duas linhas: 8012/10 Metrô Butantã - Cidade Universitária e a 7458/21 Metrô Butantã - Estação da Luz. Para acompanhar a nova movimentação de passageiros, a SPTrans informou que os ônibus seguirão as alterações de horário de funcionamento da Linha Amarela. (G.O.)

Werther Santana/AE

ATAQUE AOS PIRATAS – A Receita Federal destruiu ontem, num terminal de carga de Cumbica, 30 toneladas de marcadorias piratas. Entre os produtos havia pelo menos 200 mil celulares.


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Fotos: Reprodução

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Estrada de ferro ligava Porto Velho à Guajará-Mirim, na fronteira da Bolívia

Marcus Lopes

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m uma tarde quente e úmida de 1985, o jornalista Gary Neeleman deparou-se em Americana, no interior paulista, com um pequeno tesouro. Ao entrevistar uma descendente da colônia norte-americana estabelecida na cidade, recebeu uma lata velha e enferrujada. Dentro, havia documentos e fotografias que trazem fatos novos sobre uma das mais sinistras obras de engenharia do século 20 no Brasil: a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Da velha caixa de metal, guardada durante décadas pela família de um funcionário americano que trabalhou na construção da linha férrea, saíram 101 fotografias e dez edições do The Porto Velho Marconigram, um jornal editado em inglês por funcionários norte-americanos da companhia responsável pela construção da estrada. Com a ajuda da mulher, Rose Neeleman, Gary debruçou-se sobre as fotos e os jornais. O resultado da pesquisa pode ser conferido no livro Trilhos da Selva-O Dia a Dia dos Trabalhadores da Ferrovia Madeira-Mamoré (Bei Editora, 256 páginas, R$ 55), que será lançado hoje, às 19h30, na Livraria Saraiva do Shopping Morumbi. Construída entre 1907 e 1912 no coração da selva amazônica, a estrada de 366 quilômetros, ligando Porto Velho, em Rondônia, à fronteira com a Bolívia, consumiu mais de dez mil vidas durante sua construção, o que lhe rendeu apelidos como Ferrovia do Diabo, Ferrovia dos Mortos ou Mad Maria. Uma frase resumia o triste saldo da empreitada: "para cada cravo fincado, um operário morto" ou "para cada dormente instalado, um trabalhador morto". Poemas – A vida nos canteiros de obras não era nada fácil, mas nem tudo era dor e tristeza. Apesar de trabalharem em um dos ambientes mais hostis do planeta – expostos a doenças tropicais, animais e insetos 24 horas por dia – um dos passatempos dos operários norte-americanos era escrever poemas, onde retratavam não apenas o seu duro cotidiano, mas também seus sonhos, saudades e aspirações. Os poemas, publicados no Marconigram(cujo significado é algo como mensagem sem fio), revelam um aspecto pitoresco daquilo que poderia ser considerado um pedaço do inferno na terra. Um deles, escrito por um anônimo, descreve o objetivo central daquela leva de trabalhadores que vinha de todas as partes do mundo: "Bem no meio da mata/ Onde o rio serpenteia/ Entre tarântulas às toneladas/ Palmeiras e seringueiras/ Há um bando de trabalhadores/Pegando pesado sem parar/ Para terminar a ferrovia/ Que levará borracha ao mar." Biopirataria – Com sua simplicidade, o poeta em questão faz uma referência à principal aspiração do governo brasileiro: escoar a produção da borracha produzida nos seringais que, com a expansão da indústria automobilística mundial, tornava-se uma das commodities mais valiosas no mercado internacional. Sonho que não durou muito, já que mudas de seringueiras foram levadas pelos ingleses para a Ásia e desbancaram o mercado brasileiro, em um d o s p r i m e i ro s casos de biopirataria registrados na Amazônia. Ovos – Outros textos falavam da diversão, da chegada do telégrafo e até da falta de ovos nas refeições: "Certa vez eu tive um ovo/Muito, muito tempo atrás/ Mas hoje, amigos, não tenho/E quase chorar me faz." A decadência da borracha nacional, por sinal, foi um dos principais fatores da decadência da MadeiraMamoré, que funcionou aos trancos e barrancos até 1966, quando as operações foram definitivamente encerradas.

Construção da estrada de ferro enfrentou inúmeros percalços, como o solo instável da floresta amazônica. Ao lado, trecho de trilhos desaba antes mesmo da inauguração da ferrovia.

Madeira-Mamoré renasce na selva. Com poesia. Cotidiano dos trabalhadores que construíram a estrada de ferro no meio da selva amazônica é resgatado em livro que será lançado hoje. Material inédito mostra que trabalhadores escreviam poemas que eram publicados em jornal editado no canteiro de obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Acima, engenheiros e administradores da ferrovia. À dir., inseto gigante encontrado nos canteiros de obras.

The Porto Velho Marconigram, que circulava na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré


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Logo Logo

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quando você recebe o copo de cerveja cheio, a moça da figura está toda vestida. E quanto mais você bebe, mais ela se desnuda.

www.dcomercio.com.br

30 JUNHO

Dia do Economista

http://bit.ly/mq5DFF

F UTEBOL R ANKING

L EILÕES

Brasil cai duas posições na Fifa Nas vésperas de disputar a Copa América, na qual estreia no domingo, diante da Venezuela, a seleção brasileira perdeu duas posições no ranking da Fifa. Na lista atualizada mensalmente, que foi divulgada ontem, o Brasil caiu do terceiro para o quinto lugar, agora com 1.130 pontos. O Brasil foi ultrapassado pela Alemanha, que subiu um posto e

está em terceiro lugar, e também pela Inglaterra, que saltou da sexta para a quarta posição. Já a Espanha, atual campeã mundial, se manteve na liderança do ranking, seguida pela segunda colocada Holanda. Em terceiro lugar, vem a Alemanha e em quarto, a Inglaterra. A Itália se destacou, ao subir três postos e chegar ao sexto lugar.

A STRONOMIA ESO

Estreia com vitória

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ão foi fácil o jogo de estreia, mas a seleção brasileira de futebol feminino arrancou uma vitória contra a Austrália por 1 a 0, ontem, pelo grupo D do Mundial feminino, disputado na Alemanha. O gol não veio dos pés de Marta, vencedora cinco vezes da Bola de Ouro, nem de Cristiane, as favoritas da seleção. Foi Rosana quem balançou a rede das australianas, aos nove minutos do segundo tempo. No outro jogo do dia, também pelo grupo D, a Noruega bateu a Guiné Equatorial, também por 1 a 0. (EFE)

Patrik Stollarz/AFP

Reuters

Marta festeja com Rosana o gol da vitória contra a Austrália

Manan Vatsyayana/AFP

Mais distante e mais brilhante O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou ontem a imagem do quasar mais distante da Terra encontrado até hoje. O ULA J1120+0641 tem um buraco negro com massa dois bilhões de vezes maior do que a do Sol e que é a fonte de luz de um "farol brilhante". O quasar é uma galáxia brilhante que, segundo os astrônomos, é alimentada por buracos negros de grande massa

em seu centro. "Este quasar é uma importante sonda do Universo primitivo. É um objeto muito raro que nos ajudará a compreender como os buracos negros de massa extremamente elevada cresceram algumas centenas de milhões de anos depois do Big Bang", explicou o astrônomo Stephen Warren, que liderou o estudo sobre a descoberta. A pesquisa foi publicada na edição de hoje revista Nature.

T ECNOLOGIA

MySpace, vendido por US$ 35 milhões A companhia Specific Media anunciou ontem que fechou um acordo para comprar a rede social Myspace da News Corp. De acordo com fontes próximas ao assunto, a Specific Media vai pagar US$ 35 milhões pelo site, muito menos do que os US$ 100 milhões desejados pela News Corp, numa operação que envolverá dinheiro e ações. A News Corp. comprou o Myspace em 2005 por US$ 580 milhões, mas nos anos seguintes assistiu a rede social – na época uma das maiores

da internet – encolher e ceder lugar a novas redes, como Twitter e, principalmente, o Facebook. O site passou a enfrentar sérias dificuldades, com a perda de usuários e de receita. O baixo preço de venda talvez se explique também em razão da urgência do grupo em se desfazer do site antes do fechamento do seu ano fiscal, que termina nesta semana. A companhia vai manter uma participação inferior a 5% no Myspace.

C ELEBRIDADES

D IREITOS

Protesto pelo raio-x

AFP

Há tempos que a obrigatoriedade de passar pelos scanners de raio-x que mostram todos os detalhes do corpo do passageiro nos aeroportos dos EUA é considerada intrusiva. Mas a Cargo Collective criou um protesto silencioso contra a invasão. Sutiãs, calcinhas, cuecas, camisetas, meias que trazem em inscrição metálica a IV emenda da Constituição dos EUA, que preserva os direitos dos cidadãos contra buscas e apreensões sem que haja uma causa provável.

O Correio do Canadá lançou ontem um selo em homenagem ao casamento do príncipe William com Kate Middleton, em abril. O casal inicia hoje em Ottawa uma viagem de nove dias pelo país.

http://cargocollective.com/4thamendment

As preciosidades de Liz Taylor

EM ALTA ROTAÇÃO Artistas do Acromania, o grande circo da Mongólia, fotografados ontem durante a apresentação do espetáculo O Rei dos Sonhos na cidade de Gurgaon, a 30 quilômetros de Nova Délhi, na Índia. Criado em 1941, o circo realiza performances com música, acrobacias e figurino baseados nas tradições do país.

Obras de arte, joias e boa parte do guarda-roupa da atriz Elizabeth Taylor, que morreu em março, serão expostas pelo mundo, antes de um leilão na Christie's. As peças serão expostas nas sedes da casa de leilões em Moscou, Londres, Los Angeles, Dubai, Genebra, Paris e Hong Kong. Em dezembro, chegam a Nova York, onde acontecerá o leilão. Todos os objetos artísticos e pessoais serão exibidos na sede da empresa de leilões, no Rockefeller Center. As exposições serão pagas e parte dos valores dos ingressos será revertida para a fundação que a atriz fundou em 1991 para a luta contra a aids. E M

C A R T A Z

VISUAIS Vídeos do artista plástico William Kentridge na galeria Soso Arte Contemporânea Africana. Av. São João, 313. Grátis.

E UA

Tartarugas invadem aeroporto A invasão de tartarugas em uma das pistas de pouso do aeroporto internacional John F. Keneddy de Nova York causou ontem atrasos em 10 voos, segundo indicaram várias companhias aéreas. "JFK está registrando atrasos enquanto o aeroporto retira tartarugas da pista de aterrissagem", afirmou a companhia JetBlue Airways, a primeira a alertar sobre a situação através da sua conta no Twitter. As "invasões" de tartarugas são um fenômeno que ocorre todos os verões entre fim do mês de junho e início de julho coincidindo com a temporada na qual deixam as águas da baía da Jamaica, em Long Island, na busca de um lugar para desovar. (EFE)

L OTERIAS Concurso 1153 da LOTOMANIA 04

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No México, seleção brasileira derrota o Equador por 2 a zero e avança às quartas de final na Copa do Mundo de Futebol Sub-17

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Concurso 2631 da QUINA

Brasil vence a Polônia por 3 sets a 1 e garante, com 27 pontos, o primeiro lugar absoluto no Grupo A na Liga Mundial de Vôlei

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13 MYSPACE Rede social foi vendida por US$ 35 milhões à Specific Media

conomia Nacho Doce/Reuters

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anúncio da proposta de fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour – que teria participação de mercado estimada em 27% no varejo do País, e de 32% no segmento de supermercados – teve um grande impacto ontem. Predominaram a preocupação com as implicações do negócio sobre o ambiente competitivo e as críticas à participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na operação. Além disso, a possível união gerou apreensão tanto em fornecedores quanto nos sindicatos de trabalhadores. Ao participar ontem de entrevista no Jornal Nacional da TV Globo, o presidente da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD, proprietária do Pão de Açúcar), Abilio Diniz, defendeu a atuação do BNDES. "É um serviço para o consumidor, para a sociedade, e para todos os brasileiros." Ele também participou da reunião da Câmara de Gestão do governo, com a ministra Miriam Belchior (Planejamento). Por meio da B NDES Participações (BNDESPar), braço de investimento do banco, deverão ser injetados R$ 3,91 bilhões (85% do necessário) na operação. Com isso, a instituição terá 18% do capital do Novo Pão de Açúcar – empresa que será estabelecida para tornar viável a transação. O aporte do BNDES faz retornarem os questionamentos de favorecimento de grandes grupos empresariais por parte do governo às custas do contribuinte. Esse posicionamento estaria relacionado à visão estratégica fortalecida durante os dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência, que considera essencial ao Brasil ter empresas multinacionais fortes. Já em 2006, o então presidente do BNDES, Demian Fiocca, defendia a importância da internacionalização das empresas brasileiras para a

Pãodefour, uma confusão no mercado. Proposta de união entre o Pão de Áçúcar e o Carrefour leva apreensão a fornecedores e representantes de funcionários. Papel do BNDES na operação também gera questionamentos. Sérgio Lima/Folhapress

competitividade e o desenvolvimento econômico do País. Falta de ética – O grupo francês Casino, sócio na CBD, criticou ontem a proposta. Em comunicado, afirmou que seu objetivo seria se "expropriar do Casino". Além disso, a empresa questionou o papel do presidente do Pão de Açúcar. "Ao conduzir estas negociações, o Carrefour e o sr. Abilio Diniz ignoraram deliberadamente tanto a lei e os contratos quanto os princípios fundamentais da ética comercial", acrescentou. De acordo com o jornal francês Le Figaro, a disputa entre

O presidente do Pão de Açúcar, Abilio Diniz, esteve na reunião da Câmara de Gestão do governo, junto com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

Integrantes do governo têm visões diferentes sobre papel do Estado

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ntegrantes do governo mostraram, ontem, posições divergentes sobre o empréstimo prometido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao empresário Abílio Diniz para a fusão do Grupo Pão de Açúcar com o Carrefour. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, admitiu a participação do Estado no negócio como sendo uma ação estratégica para a exportação de produtos. Já a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse ontem, para amenizar críticas, que "não há recurso público" envolvido. Gleisi afirmou que o dinheiro virá da BNDES Participações (BNDESPar), que é um braço de participações do banco em empresas privadas. "Essa é uma operação enquadrada pelo BNDES. Não é operação de crédito do BNDES, não tem recurso público envolvido, nem FGTS (do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) nem do Tesouro. É a BNDES-

FMI Representante brasileiro no Fundo critica escolha de Christina Lagarde

Celso Júnior/AE

Essa não é operação de crédito do BNDES, não tem recurso público. É ação de mercado. GLEISI HOFFMANN, CASA CIVIL

Par que vai fazer isso. É ação de mercado, portanto, não tem nada a ver com decisão de governo", garantiu ela. Gleisi participou de reunião da Câmara de Política de Gestão, Desempenho e Competitividade, na qual esteve Diniz. Pimentel parece ter interpretação diferente. "Tudo seria resolvido se o setor financeiro privado do Brasil fizesse o papel dele, que é financiar o capital brasileiro", reclamou. "Como ele não faz isso, o BNDES

Dida Sampaio/AE

A operação tem importância estratégica. Ela abriria porta importantíssima para a colocação de produtos brasileiros industrializados no mundo inteiro. FERNANDO PIMENTEL, MDIC

tem de atuar." O ministro explicou: "Se a operação vier a ser realizada, ela tem uma importância estratégica. É a associação de um grupo nacional com um ou dois grupos estrangeiros, que abriria uma porta importantíssima para a colocação de produtos brasileiros industrializados no mundo." Op os iç ão – O plenário do Senado aprovou ontem, por maioria de votos, o projeto de conversão à Medida Provisória 526, que autoriza a União a conceder até R$ 55 bilhões ao BNDES, ampliando o limite global das subvenções econômicas do banco para R$ 209 bilhões. O anúncio do aporte de recursos do BNDES à fusão entre o Pão de Açúcar e o Carrefour contaminou a votação da MP, alimentando os protestos da oposição que votou contra a matéria. "Essa operação é um disparate completo", criticou o líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), observando que a aplicação de recursos públicos em uma transação privada não interessa ao País. (Agências)

Carrefour e Casino em torno do Pão de Açúcar provaria que o Brasil é um "eldorado" para o setor de supermercados. Além disso, o texto lembrou que os dois grupos franceses têm dificuldades no seu mercado de origem. "O objetivo é entrar no grande jogo, não na cena brasileira, mas internacional", complementou o diário Les Echos. Fornecedores – A possibilidade de fusão preocupa os setores que fornecem produtos às redes, e que deverão perder seu poder de barganha com a concentração de mercado. Esse quadro poderá se agravar com a possível reação do Walmart ao negócio – afinal, a rede norte-americano será durante atingida pela fusão. Representantes de fornecedores mostraram apreensão com relação ao negócio. "O que se teme é o efeito de desigualdade de negociação, fazendo com que pequenas e médias empresas se tornem inviáveis como fornecedoras para as grandes redes", avaliou o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz. "É ruim para o consumidor e para o agronegócio", disse o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar. Emprego – A provável sobreposição de lojas do Pão de Açúcar e do Carrefour – especialmente em centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – deverá levar ao fechamento de lojas e à eliminação de postos de trabalho. O Sindicato dos Comerciários de São Paulo já solicitou uma reunião com a direção do Pão de Açúcar e do Carrefour. "Como as duas empresas têm sede em São Paulo, há cargos administrativos que devem se sobrepor. Queremos a manutenção de empregos, como ocorreu na fusão de Pão de Açúcar com Casas Bahia e Ponto Frio", avaliou Ricardo Patah, presidente do sindicato e da União Geral dos Trabalhadores (UGT). (Com Agências)

Para BNDES, ação traz lucro.

O

Banco Nacional de D esenvolvimento Econômico e Social (BNDES) espera utilizar os resultados de seu braço de participações, a BNDESPar, no esforço necessário para o aporte de até R$ 4,5 bilhões na fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour, caso o negócio seja concretizado. O banco pode recorrer ao seu caixa no primeiro momento, mas a intenção é se desfazer de papéis da carteira da subsidiária para o investimento. O BNDES não comenta o assunto, mas quer que o negócio seja visto como um investimento. A intenção principal do governo – que deu aval ao presidente da instituição, Luciano Coutinho, para apoiar Diniz – é evitar a desnacionalização do controle do maior varejista do País. No entanto, o BNDES vê na aprovação do mercado (expressa na valorização das ações do Pão de Açúcar) a confirmação da sua avaliação de que terá grande lucro. Isso responderia às críticas sobre uso de dinheiro público. O BNDES está consciente de que o negócio depende da capacidade de Diniz de convencer seu sócio Casino a aceitar a operação e abrir mão do direito de exercer o controle do Pão de Açúcar em 2012, diluindo sua participação. Uma fonte revela que Diniz teria a intenção de negociar compensações para o Casino – inclusive ativos do Carrefour na Ásia. Coutinho levou o caso ao Planalto com a avaliação de Luciano Coutinho teve aval do Planalto com a tese de evitar a desnacionalização

que a fusão tem tudo para criar uma nova blue chip na bolsa, garantindo ao BNDES a chance de valorizar a carteira com os 18% na companhia, ou vender os papéis depois com lucro. A participação da BNDESPar é o principal argumento do banco para afastar as críticas de que usa parte dos recursos subsidiados que tem recebido do Tesouro, pois é um financiamento em condições de mercado, sem os benefícios das linhas tradicionais. A tese é que a BNDESPar vem registrando lucros expressivos nos últimos anos, mesmo com investimentos controversos para apoiar a internacionalização de empresas como os frigoríficos JBS e Marfrig. A BNDESPar tem participações em mais de 100 empresas brasileiras, de gigantes como Petrobras a emergentes como a Totvs e a LLX de Eike Batista. Em 2010, contribuiu com R$ 3,2 bilhões no lucro de R$ 9,9 bilhões do banco. Explic ação – A oposição quer convidar Luciano Coutinho para explicar o papel da instituição no processo de fusão. Os requerimentos soliciElza Fiúza/ ABr

tando explicações serão protocolados nas comissões de Finanças e Tributação, Fiscalização Financeira e Controle e Defesa do Consumidor da Câmara. Parlamentares oposicionistas pretendem questionar a conveniência de o BNDES destinar esse montante de recursos para a operação. Eles pretendem levantar a bandeira de que o dinheiro seria mais bem usado se fosse colocado à disposição de pequenas e médias empresas brasileiras. Outro questionamento é sobre a concentração de mercado. "Os consumidores serão prejudicados com essa fusão, que tem cheiro de monopólio", disse o deputado Moreira Mendes (PPS-RO). Mesmo deputados da base aliada têm questionado a operação. José Stédile (PSB-RS) e Audifax (PSB-ES) também apresentaram um pedido de audiência com Coutinho. "É de extrema relevância a discussão sobre a origem dos recursos financeiros a serem utilizados nesta transação, bem como os prejuízos que ela acarretará ao mercado", disseram os parlamentares. (AE)


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15 O cliente quer uma máquina POS que funcione bem e que não pare no Natal. José Renato Hopf, da Getnet

conomia

Cartões: quebra de exclusividade foi positiva. Lojistas conseguiram benefícios com o fim do uso restrito das bandeiras nas máquinas que processam cartões e o aumento da concorrência entre as credenciadoras.

Fotos: Leandro Moraes/ LUZ

Tecnologia para conquistar o cliente

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Rejane Tamoto

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m ano depois do fim da exclusividade do uso de bandeiras nas máquinas de cartões de crédito e de débito, os lojistas conseguiram alguns benefícios, que vão desde os descontos nas taxas ou nos aluguéis das máquinas POS até opções de novas tecnologias e melhor atendimento. De acordo com o economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, o aumento da concorrência entre as credenciadoras Redecard, Cielo e Getnet possibilitou ao lojista melhores condições de negociação. "O comerciante tem duas máquinas hoje não por obrigação, e sim para usar de maneira alternativa no caso de pane no sistema de uma delas e também para atender aos clientes de forma mais eficaz e evitar filas", afirma. A reportagem do Diário do Co mérc io esteve há poucos dias em quatro lojas do Shopping Center Norte, na zona norte da Capital paulista, que já haviam sido visitadas pelo jornal um mês após o anúncio do fim da exclusividade, no ano passado. De lá para cá, dois comerciantes revelaram ter conseguido desconto nas taxas para operações de crédito e de débito. "Há oito meses chamei as duas (Cielo e Redecard) e pedi a melhor taxa. A menor venceu a concorrência porque ofereceu desconto de cerca de 25% nas transações de débito e crédito. Além disso, participo de um programa de fidelidade, no qual acumulo pontos por transação para trocar por prêmios", diz o gerente da loja de tênis e malas Pedal Federal, Raphael Masuet. Segundo o lojista, 83% das vendas na sua loja são pagas com cartão e a negociação representou economia de R$ 1 mil por mês. Mesmo assim, ele manteve uma máquina da credenciadora concorrente, para usar apenas em caso de emergência. "Eu já precisei", afirma. E m er g ê nc i a s – O mesmo receio de pane foi observado em outros estabelecimentos. A loja de celular Commcenter, no Shopping Center Norte, ficou 11 dias sem o sistema de Transferências Eletrônicas de Fundo (TEF), no mês passado, por causa de uma pane. A consultora de vendas Thais Prado diz que nesse período usou uma máquina POS de uma das credenciadoras, o que salvou as vendas da loja, que são pagas 100% com cartão. "O único problema é que essa máquina não passa a bandeira Diners Club. E a concorrente não passa American Express", relata o gerente da Commcenter, Mauricio Rodrigues Trindade. Para evitar esses problemas, a atendente do quiosque Havana, Tânia Santos de Oliveira, diz que a empresa manteve as máquinas da Cielo e da Redecard. "É uma precaução, porque 80% dos clientes pagam com cartão e, em dias de movimento, vendemos R$ 7 mil. Se uma para, temos a outra." A analista da Consultoria Lafis, Thais Virga, avalia que uma mudança significativa

Raphael confrontou as condições oferecidas por Redecard e Cielo.

Daniel: máquinas ligadas à rede e equipamentos sem fio.

Tânia: se uma máquina para, temos a outra.

para o varejo foi a diminuição no custo do aluguel das máquinas POS, tanto para grandes quanto para os pequenos lojistas. "As taxas para transações de débito e crédito não mudaram muito", diz . Ne goc ia ção – O desconto no aluguel de uma máquina POS sem fio foi um benefício

25 por cento é a margem de desconto que alguns lojistas conseguiram para dar prioridade à uma credenciadora.

obtido pela loja Foto Paulo, do Shopping Center Norte. De acordo com o gerente, Daniel Gomes, o desconto fez parte de uma grande negociação com uma das credenciadoras, em um pacote que envolveu diminuição de taxas para transações de crédito e débito. "Não sei o percentual de desconto. Nossa central negociou há dois meses para as 15 lojas da rede. Com dois equipamentos, não temos medo de ter problemas porque um está conectado à linha telefônica e o outro tem tecnologia sem fio", explica. Além do uso de máquinas POS da credenciadora, Gomes manteve também os equipamentos da American Express e da Hypercard. "Hoje 80% dos nossos clientes pagam com cartão, mas ainda concedemos desconto de até 5% para pagamento com dinheiro à vista", afirma.

o se tornarem multibandeiras, as estratégias das credenciadoras Cielo e Getnet para competir no mercado foram firmar parcerias com mais bandeiras e investir em tecnologia. Segundo a analista da Consultoria Lafis, Thais Virga, essas medidas devem aumentar suas margens de mercado e diminuir os custos para os lojistas. Ela acredita em uma mudança significativa no mercado no médio e longo prazos, com a chegada de novas credenciadoras. Segundo Thais, Cielo e Redecard detêm hoje 90% de participação. Procurada pela reportagem, a Redecard informou que não poderia dar entrevista porque passa por um momento de reestruturação. A Cielo afirmou que adota como estratégia parcerias com bandeiras regionais e empresas de benefícios. De 2010 para cá se uniu a Aura, Sorocred, Policard, Good Card, CredSystem (cartão de crédito da bandeira Mais!), Banestes (emissor do Banescard) e Elo. Em outra frente, ampliou o atendimento aos cartões de benefícios com Bônus CBA, Cabal Vale, Verocheque e Sapore Benefícios. A empresa já capturava as transações de Visa, MasterCard, American Express, JCB (Japan Credit Bureau), Visa Vale, Ticket e Sodexo. Segundo o vicepresidente executivo comercial e de varejo, Dilson Ribeiro, o

cenário multibandeira foi positivo para a empresa e a estratégia é continuar oferecendo maior mix de bandeiras para o cliente vender mais, além de opções inovadoras de pagamento na plataforma mobile (pelo celular). Em 2010, o lucro líquido da Cielo foi de R$ 1,831 bilhão, crescimento de 19,1% sobre 2009. No período, a empresa captou R$ 262 bilhões somente em transações com cartões de crédito e débito. O número é 22,3% superior ao volume transacionado em 2009. Nesse período, a empresa lançou o Cielo Premia, uma forma de o lojista fidelizar o cliente do cartão ao oferecer premiação e descontos e o Cielo Fidelidade, programa de acúmulo de pontos que premia lojas com concentração de vendas nas máquinas da credenciadora. Os prêmios podem ser produtos e serviços, como indicadores de negócio e de mercado, e avaliação de desempenho em relação aos concorrentes. Desde a abertura do mercado, a Cielo negociou com 70% dos clientes de grande porte, o que resultou em uma queda da taxa líquida de desconto, que não divulgou. Ela atende 1,8 milhão de empresas e não informa quantas conseguiram desconto. Se agora a Cielo caminha em direção a bandeiras regionais e serviços de benefícios, a

Getnet, que fez parceria com o Santander no ano passado, já trilha esse caminho. Hoje, acumula 23 bandeiras regionais e aposta na oferta de serviços como recarga de telefone, correspondente bancário, consultas cadastrais e programas de fidelidade. "São serviços que geram circulação de cliente e receitas. O comerciante, por exemplo, recebe comissão por recarga telefônica", diz o presidente da Getnet José Renato Hopf. Em tecnologia, a empresa investiu US$ 65 milhões nos últimos 12 meses. O montante incluiu soluções para máquinas POS sem fio, mobilidade com garantia de velocidade e de banda larga. Hopf diz que a empresa passou a atender de 12 a 15 mil novos estabelecimentos por mês no último bimestre. Em maio, foram 56 milhões de transações, nas máquinas de débito e crédito e em serviços. Sem divulgar resultados de faturamento, Hopf diz que a meta da empresa é atingir 10% de fatia de mercado até o final de 2012. Atualmente, só com as transações em MasterCard e Visa, tem 2% de participação, com 135 mil clientes e 215 mil estabelecimentos. Sobre a redução de taxas, Hopf diz que esse não é o único critério de escolha do lojista. "O cliente quer uma máquina POS que funcione bem e que não pare no Natal. Esse é o nosso diferencial, a tecnologia avançada." (RT)


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Há quinze anos, as agências fugiam de eventos, pois só dava dor de cabeça. Wilson Colocero, consultor e professor da Abav-SP

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Passageiro Vip Divulgação

Agências e eventos, união de interesses. A Image Source/ Folhapress

Celso Guelfi

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presidente da Global Travel Assistance (GTA), uma das maiores empresas de cartões de assistência a viajantes, nasceu em Tabapuã, uma cidade de apenas 5 mil habitantes no interior de São Paulo. Lá viveu a primeira metade de seus 56 anos. Atuou em pecuária, hortifruti e agricultura, dando aulas de contabilidade até se formar em Administração e se dedicar a mais duas pósgraduações. Menor de idade, precisou ser emancipado para montar aos 13 anos um pequeno negócio de compra e venda de gado. Sua experiência foi conseguida quando surgiu a oportunidade, por meio do convite de um amigo, para trabalhar em vendas

de transporte de carga no Rio de Janeiro. Foi por meio da Itapemirim que entrou para o mercado de viagens corporativas. Desse ponto até montar sua empresa própria em assistência de viagem, na época um produto bastante desconhecido, foi apenas uma consequência. O começo foi muito difícil, mas o esforço valeu a pena. Hoje, a GTA tem, além da sede em São Paulo, mais 22 filiais no País. Celso ainda fundou a companhia Translog, que transporta carga, e a Agropen, para a criação de gado Nelore, entre outros negócios. "Nunca vou esquecer as minhas origens", revela ele, realizado.

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

história das agências de viagens corporativas no Brasil pode ser dividida em duas fases. Antes, tudo se resumia a sorrisos e gentilezas para manter o cliente satisfeito, pois do outro lado as companhias aéreas garantiam generosas remunerações. A segunda etapa é a da concorrência acirrada despertada pela globalização, a desregulamentação das tarifas e a preferência do consumidor por custos mais baixos, o que se traduz na drenagem radical do pote de ouro que sustentou a primeira fase. Resumindo, ao descobrir que o principal meio de subsistência desapareceu, as agências foram atrás de rendas alternativas. Assim surgiu o interesse por eventos corporativos – um termo tão elástico que nele cabe da pequena reunião de diretores por algumas horas até um sofisticado encontro, congresso ou convenção de dias voltado a milhares de profissionais, funcionários, fornecedores ou comissionados, até programas de incentivo que fecham hotéis ou fretam um navio só para este fim. "Há quinze anos, as agências fugiam de eventos, pois só dava dor de cabeça. Era uma ati-

Secretárias que marcavam os eventos se tornaram empresárias

vidade relegada a secretárias, que, com o tempo, ganharam experiência e abriram seus próprios negócios", recorda o veterano Wilson Colocero, consultor em eventos corporativos e professor da ABAV-SP. Mas mesmo correndo atrás do tempo perdido, agência de viagens não é empresa de

eventos. A sinergia que existe entre as duas áreas se restringe à logística para realizar um encontro de negócios – especialmente transporte e h o t e l . A ssim, os recém ingre ssados no mundo novo dos e v e n t o s r esolveram ou a p re n d e r a m a fazer eventos, ou decidiram comprar pronto, seja por meio de parcerias com empresas especializadas ou aquisições. Com o tempo, descobriram que a coisa não era tão simples. "A principal diferença é que agências têm um perfil operacional, enquanto eventos exi-

gem criatividade e obedecem a outro ritmo e forma de organização", explica Colocero. Quem resolveu fazer o bolo em casa pagou um alto preço pelo aprendizado, formação de equipes, choque cultural – muitas vezes à custa de desgastes com clientes. Os que se associaram viram a parte do leão cair direto na boca do parceiro de eventos. O fato é que, entre trancos e barrancos, as coisas se acomodaram e hoje nenhuma agência reclama do novo e profícuo naco de negócios. Muito pelo contrário. Uma vez que o novo animal foi adotado, ele terá que conviver no zoológico, e as equipes das agências precisam entender suas peculiaridades e atuar em harmonia. Wilson Colocero, desde 1966 no mercado, faz isso por meio do seu curso "Elaboração e Organização de Eventos", pela ABAV-SP. Lá ele explica, por exemplo, que é preciso garantir que as despesas se ajustem ao orçamento e não o contrário. Afinal, de que adianta reservar um centro de convenções para 3 mil pessoas se o hotel da localidade só dispõe de 200 quartos?


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17 Feira reune 300 expositores, que apresentam um total de 1.280 marcas.

conomia Edson Pelence/Divulgação

No frio de Gramado, as tendências do verão. Evento deve movimentar R$ 600 milhões em vendas Fátima Lourenço

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Feira Nacional da Indústria da Moda (Fenim) mostra desde a última terça-feira e até amanhã , em Gramado (RS), as tendências para o Verão 2012. A expectativa da Expovest, organizadora do evento, é de que os 300 expositores, com suas 1.280 marcas, contabilizem cerca de R$ 600 milhões em vendas, efetuadas para lojistas de várias regiões do País. O diretor comercial da Expovest, Júlio Viana, detalha que bloqueou 11 mil diárias de hotel para acomodar os lojistas convidados, um investimento que consumiu R$ 1,28 milhão do total de R$ 3 milhões destinados à realização da feira. O balanço parcial da organização, na tarde de ontem, contabilizava cerca de 8 mil visitações nos dois primeiros dias. Segundo Viana, 60% das marcas presentes ao evento são de São Paulo. O Mega Polo Moda, shopping de atacado do Brás, com 400 lojas, por exemplo, reto-

mou na Fenim o formato de estande com área para desfile, adotado no primeiro lançamento de verão feito em Gramado, há dois anos, para apresentar as coleções das marcas Indecent, Kothos, Chica Fulô, Le Lux e Sunny Days, com as quais divide o espaço. A gerente de marketing do Mega Polo Moda , Juliana Gama, explica que além dos cinco atacadistas com os quais divide o estande, há pelo menos outros 15 expositores na Fenim que também têm loja no shopping atacadista do Brás. Segundo a executiva, na Capital, 38% das vendas do empreendimento são feitas para varejistas da região Sudeste, seguidos pelos compradores do Sul do País (26%), onde ela avalia que há muito potencial para a expansão dos negócios. Estreia – O diretor comercial da paulistana Sunny Days, Anderson Choi, estreia na Fenim de olho no potencial comprador do Sul do País. Há 30 anos no mercado (com confecção e loja para o atacado de moda feminina), atualmente a empresa tem a maioria dos compradores concentrada nas

Nas passarelas da Fenim, modelos exibem as novidades para o verão de 2012. Fornecedores de São Paulo são destaque da mostra no Sul.

A gerente do Mega Polo Moda, Juliana Gama: estande conjunto.

regiões Norte e Nordeste. Outra estreante na feira, apesar dos 25 anos de atuação, a Le Lux, de moda feminina (modinha e festa), promete novidades para o ano, com lançamento de um braço de negócio no varejo, com lojas de marca

Inverno deve recuperar recuo nas vendas, diz Abras. Image Source

Paula Cunha

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m maio, os supermercados registraram ligeiro aumento de 0,69% nas vendas ante igual mês de 2010. Em relação a abril, houve recuo expressivo de 11,34%. O desempenho negativo foi considerado normal para o período e já era esperado, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), pois o mês não teve uma comemoração tão importante quanto a Páscoa, em abril, considerada a segunda melhor data para o segmento depois do Natal. A entidade espera encontrar recuperação nos dados de junho, decorrente do aquecimento geral do mercado pela chegada do inverno e das festas juninas, que impulsionam o consumo de alimentos. Para o presidente da Abras, Sussumu Honda, o desempenho foi positivo em relação ao ano passado e ele ressalta que este ganho é importante, já que a base de comparação é alta, pois 2010 foi um ano excepcional para a economia brasileira. As vendas acumuladas no ano apresentaram aumento de 4,54% ante os cinco primeiros meses do ano passado e já estão deflacionadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo Honda, o mercado segue em relativa estabilidade, uma vez que não existem pressões expressivas sobre a demanda a não ser as sazonais, já esperadas, e os salários continuam a manter os níveis de poder aquisitivo da população. Para ele, as festas juninas e o inverno

O tomate apresentou a maior alta de preços nos supermercados.

poderão colaborar para diminuir o impacto da ligeira desaceleração no ritmo de crescimento. Este comportamento refletiu-se no AbrasMercado, índice que avalia a cesta de 35 produtos de largo consumo. Em maio, ela apresentou queda de 0,25% frente a abril, que registrou elevação de

11,34 por cento foi a queda nas vendas dos supermercados de abril para maio deste ano, segundo a Associação Brasileira dos Supermercados. 1,05% sobre março. Seu preço alcançou os R$ 299,78, ante R$ 300,52 em abril e R$ 297,39 em maio. Tomate – Entre os produtos que apresentaram as maiores altas, destacaram-se tomate (10,76%), extrato de tomate (4,3%) e cerveja (3,61%). O segmento fabricante desta última repassou os impostos

para o preço ao consumidor. As maiores quedas foram as da batata (4,76%), arroz (2,96%) e frango congelado (2,78%), todas afetadas por fatores sazonais. Regionalmente, a cesta da região Norte destacou-se em maio pelo recuo de 2,33% ao totalizar R$ 326,60. A retração ocorreu após altas significativas no ano passado e indica que entrou em um processo de estabilização. Os itens que contribuíram para este resultado foram as quedas nos preços das carnes, arroz e feijão. Pão de Açúcar – Sobre a notícia da proposta de fusão do Grupo Pão de Açúcar com o Carrefour, Sussumu Honda disse que a entidade não irá se pronunciar oficialmente sobre a questão, pois existe uma discussão jurídica entre as duas empresas. Ele lembrou que a Abras já havia se manifestado quanto à possibilidade de ocorrer no País uma grande concentração do mercado, decorrente de fusões deste tipo. Honda ressaltou que o efeito da concentração, porém, deverá ser diluído, devido à força que há no Brasil das redes regionais de supermercados. (Leia mais na página 13)

própria, "provavelmente em São Paulo (Capital)", detalha a gerente Cristiane Neves Reis. Apesar do frio intenso de Gramado (foram registrados quatro graus centígrados ontem) modelos desfilaram tendências de verão nos estan-

des da Trifil e Scala. Projetos – Algumas marcas aproveitaram a feira para anunciar novos projetos. Juliana Gama, da Mega Polo Moda, contou que ainda neste ano será aberta a versão Mega Polo Cianorte, no Paraná. A empresa tem concorrentes lá, entre os quais o Portal Shopping e o Catarina Moda Shopping (do Sul e Norte de Santa Catarina). A participação na Fenim estreita relações. A lojista Joisele Czlusniaki Dybas, dona de uma multimarca na cidade de Contenda, na região metropolitana de Curitiba, aproveitou a proximidade geográfica da Fenim para visitar na feira fornecedores de São Paulo, muitos dos quais conhece das visitas que faz à Capital paulista. "Aqui na Fenim programei entregas para setembro", ex-

plica Joisele. A lojista aproveitou o evento para fotografar as novidades de verão dos seus fornecedores. Apesar do frio intenso que a região Sul ainda deve esperar, ela vai aguçar a curiosidade da clientela, postando as fotos na internet ou alertando o consumidor sobre as novidades que terá na loja, por meio de mala direta. No grupo Meltex, a Fenim é um caminho estratégico para ampliar a participação da empresa com o mix de verão, explica o supervisor do showroom, Leandro Masteguim. A empresa importa e distribui marcas próprias e licenciamentos. A grande novidade levada para a feira é a licença do Santos, com uso da marca em camisetas e linha infantil. (A repórter viajou para Gramado a convite da Expovest)


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Alf Ribeiro/AE

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Atividade industrial tem alta em maio O

Cresce entrada de máquinas importadas Neide Martingo

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Fiesp indica expansão de 8,8%, sem ajuste sazonal.

Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou alta de 1% em maio ante abril, com ajuste sazonal, de acordo com dados divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No entanto, sem ajuste, o INA subiu mais na comparação com abril: 8,8%. Em relação a maio de 2010, a atividade industrial paulista teve crescimento de 4,7%. No acumulado de janeiro a maio deste ano, a expansão foi de 3,4% na comparação com os cinco primeiros meses de 2010. A Fiesp também anunciou ontem a revisão dos resultados do INA do mês de abril na comparação com março. Levando-se em conta o ajuste sazonal, o indicador passou de uma alta de 0,6% para uma queda de 0,4%. Sem esse ajuste sazonal, contudo, o INA foi revisado de uma queda de 2,2% para um declínio de 4% no mês de abril. Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria registrou uma li-

geira queda entre abril e maio, passando de 82,8% para 82,7%, com ajuste sazonal. Sem esse ajuste, o Nuci passou de 82,2% em abril para 83,9% em maio. Dificuldades – O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos da Fiesp, Paulo Francini, voltou a afirmar que o ano de 2011 não será fácil para a indústria de transformação. Além da taxa de câmbio fora do lugar, na avaliação da indústria – que aparece na primeira fileira dos principais fatores que contribuem para a deterioração da atividade fabril – o executivo também culpa a inflação. De acordo com ele, todas as medidas adotadas pela equipe econômica do governo com o objetivo de conter a inflação caminham no sentido de reduzir a atividade econômica. "Só por isso a indústria já seria afetada. Adiciona-se a isso a taxa de câmbio agressiva", reclamou Francini, após a divulgação do INA de maio. Para o diretor, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano deverá crescer à razão de 4%, a indústria de transformação deverá encerrar com

colar mais dez processos. "A China está fazendo dumping", avaliou o presidente setor de máquinas e da entidade. De acordo com o balanço equipamentos registrou alta de 2,6% no divulgado pela Abimaq onfaturamento bruto em maio tem em São Paulo, as impordeste ano, em relação ao mês tações chinesas de bens de anterior. O total chegou a capital chegaram a US$ 1,23 R$ 6,6 bilhões. O resultado, bilhão entre janeiro e abril porém, não foi analisado co- deste ano. O crescimento, mo positivo pela Associação em comparação a igual peBrasileira da Indústria de Má- ríodo de 2010, que atingiu o quinas e Equipamentos (Abi- montante de US$ 819,3 bimaq). A razão disso foi que o lhões, foi de 51%. "O quilo de crescimento vee qu i pa me nto s rificado ocorreu vindos da China em razão da excusta aproximapansão nas imÉ mais damente US$ 5. portações. barato Esse valor não A expectativa do presidente da comprar da paga nem a matéria-prima da associação, Luiz China que indústria brasiAubert Neto, é fabricar leira", detalhou. de que o déficit aqui. Ele afirmou na balança comercial no setor LUIZ AUBERT NETO, ainda que o governo poderia chegue a US$ 17 DA ABIMAQ promover medibilhões neste das simples e ano. Entre janeiro e maio, o montante atingiu imediatas que ajudariam o US$ 7,2 bilhões. "É mais bara- setor. Ele citou como alguto comprar um equipamento mas dessas iniciativas a desona China e trazer para o Brasil neração dos investimentos, do que fabricá-lo aqui. Esta- o estabelecimento de linhas mos vivendo um processo de de financiamento de longo prazo com taxas similares às desindustrialização", disse. Concorrência – A Abimaq praticadas no mercado exjá apresentou quatro proces- terno, e a redução da taxa básos de salvaguardas ao Mi- sica de juros, a Selic. "Além nistério do Desenvolvimen- disso, o governo poderia trito, Indústria e Comércio Exte- butar fortemente o capital rior (MDIC) contra bens de especulativo externo. Quem capital fabricados na China; aplica no Brasil deveria mantrês outros estão em análise; ter os recursos aqui por pelo e a associação deverá proto- menos um ano", disse.

Segundo a Fiesp, 2011 não será um ano fácil para o setor.

uma expansão de 3%. Contudo, Francini ressaltou que essa expansão acontecerá com um detalhe: a maior parte do avanço decorrerá do carregamento estatístico do bom desempenho do setor no ano passado. "Um PIB de 4% não é de chorar, mas para a indústria de transformação, o ano não será nada fácil", avaliou. O executivo também recorreu a dados da Pesquisa Sensor Fiesp – que mede a confiança dos industriais – para demonstrar seu desapontamento em relação ao cenário econômico e seus impactos sobre a atividade industrial. O Sensor, que em março esteve em 56,9 pontos, caiu para 54,9 pontos em abril, foi a 52,2 em maio e agora em junho declinou a 50,3 pontos. De acordo com ele, de modo geral o Sensor tem permanecido próximo do patamar dos 50

pontos. Com isso, o indicador está perto do que considera um nível de neutralidade. O estoque, por exemplo, que é um dos cinco itens que compõem o Sensor da Fiesp – e que em abril tinha atingido 53,5 pontos, um volume indesejável – passou para 44,3 pontos em maio e agora em junho voltou a subir, para 47,8 pontos. Esse desempenho ocorreu, de acordo com a avaliação feita pelo diretor da Fiesp, porque as expectativas dos industriais com relação à demanda em junho não se concretizaram. As vendas, que em abril tinham atingido 52,6 pontos, foram a 51,3 pontos em maio e a 50,5 pontos em junho. "Como as vendas caíram, as expectativas em relação ao aumento da demanda acabaram se revertendo em estoques", observou. (AE)


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e Fabricação nacional de Tablets avança Apenas seis empresas não pretendem buscar expansão no exterior. Sherban Leonardo Cretoiu, professor da Fundação Dom Cabral

conomia

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m grupo de seis companhias de tecnologia obteve do governo federal a aprovação para iniciar a produção de tablets no Brasil com redução de impostos. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as empresas Samsung, Motorola, Positivo, MXT, Envision e Aiox foram as primeiras beneficiárias da iniciativa. C o m i s s o , e s s a s c o m p anhias terão a possibilidade de recolher alíquotas menores do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição

para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O benefício foi estabelecido por uma medida provisória aprovada em maio deste ano. O texto incluiu os computadores portáteis do tipo prancheta (os tablets) na mesma categoria dos computadores convencionais e notebooks. Outras 15 empresas mostraram interesse em fabricar tablets no País, atraídas pela redução tributária, de acordo com o MDIC. Conforme informações divulgadas pela Associação Brasileira da In-

Refis da Crise ganha novo prazo

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s 175 mil contribuintes que poderiam ser excluídos do Refis da Crise – criado pelo governo durante a crise financeira mundial – ganharam um fôlego adicional. A ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal decidiram reabrir o período para que as pessoas físicas se manifestem sobre quais dívidas devem entrar no parcelamento de débitos com a União. Quem não fizer essa consolidação entre 10 e 31 de agosto será excluído do parcelamento. O Refis da Crise foi o instru-

mento por meio do qual foi possível que o parcelamento de quase todas as dívidas com a Receita, relativas a tributos atrasados, e com a PGFN, relativas a débitos inscritos na dívida ativa da União, fosse feito em até 180 meses – com desconto na multa e nos encargos. A iniciativa não abrangeu apenas débitos vencidos após 30 de novembro de 2008 ou incluídos no Simples Nacional. Aqueles que optaram pelo pagamento à vista tiveram perdão de 100% das multas e dos encargos acrescidos à dívida original. (Agências)

Comércio ajudou na queda do desemprego em maio

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comércio puxou em maio o aumento do nível de ocupação na Região Metropolitana de São Paulo – o que contribuiu para a queda da taxa de desemprego. A avaliação partiu dos coordenadores da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), calculada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mês passado, o comércio apresentou crescimento de 4% na comparação com abril no nível de ocupação – o que significou a geração de 57 mil postos de trabalho. No total, o nível de ocupação na Região Metropolitana de São Paulo apresentou em maio um aumento de 1,3% ante abril, atingindo um montante de 9,611 milhões de pessoas empregadas. A pesquisa mostra que, no período, a taxa de desemprego chegou a 10,7%, a menor para maio desde 1990. "O resultado foi duplamente

positivo. Não só porque o dado conjuntural teve uma boa redução, mas também porque o desemprego caiu graças ao aumento da ocupação", observou o coordenador da pesquisa pela Fundação Seade, Alexandre Loloian. Sazonalidade – O coordenador observou que o crescimento no comércio deveu-se às datas comemorativas do período, como o Dia das Mães. Ele lembrou que, no início do ano, o nível de ocupação apresentava certa estabilidade. "Não porque a ocupação estava crescendo, mas porque a população economicamente ativa estava contida, ou seja, você tinha pouca gente entrando no mercado de trabalho." Além do comércio, a alta no nível de ocupação em maio foi puxada pelo segmento que inclui construção civil e serviços domésticos, que cresceu 5,9% ante abril, gerando 75 mil postos de trabalho. A indústria teve leve oscilação, de 0,2%, e os serviços caíram 0,2%. (AE)

JBS é múlti que mais se destaca

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JBS-Friboi é a empresa com maior presença no exterior e lidera o Ranking das Transnacionais Brasileiras – conforme estudo divulgado ontem pela Fundação Dom Cabral. O levantamento mostra que em 2010 a JBS-Friboi obteve 77,4% da receita no exterior, onde mantém 39,8% dos ativos e 61,7% dos funcionários. A maior processadora de proteína animal do mundo é seguida no ranking pela empresa de tecnologia de informação Stefanini IT Solutions e pela Gerdau. A classificação tem por base um "índice de transnacionalidade" que leva em conta três itens: receita bruta de subsidiárias, valor de ativos e números de funcionários no exterior. Pelo ranking, a JBS-Friboi obteve índice de transnacionalidade de 0,596, a Stefanini ficou com 0,469, e a Gerdau de 0,462. Na sequência, vieram o Instituto Ibope, com 0,423, e o Marfrig, com 0,38. "Para 2011, a tendência é de que as empresas brasileiras continuem ampliando sua presença no exterior", afirmou o professor da Fundação Dom

Cabral e coordenador do ranking, Sherban Leonardo Cretoiu. "Apenas seis empresas informaram que não pretendem buscar expansão no exterior, mas isso não significa que vão paralisar o processo. Elas vão se concentrar na gestão do que foi feito até agora." Receita – O estudo mostra também que as receitas no exterior das 20 primeiras empresas da lista cresceram 27,3% em 2010, na comparação com 2009. Juntas, elas atingiram R$ 130,99 bilhões. Em 2009, o resultado conjunto havia sido de R$ 102,86 bilhões. Essa expansão no exterior ficou abaixo do índice de 45,3% de crescimento das receitas obtidas no mercado interno, mas representou a superação dos resultados ruins de 2009. No total das receitas obtidas em 2010 pelas 20 maiores, a participação do exterior ficou em 38,2%, ante 41,4% em 2009 e 42,8% em 2008. O estudo da Fundação Dom Cabral foi feito com informações de questionários respondidos por 49 empresas de capital majoritariamente brasileiro. (AE)

dústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a Flextronics, que fabrica para outras empresas, como a Hewlett-Packard, também deverá ingressar com um pedido para se beneficiar da redução de impostos na fabricação de tablets. Outra empresa que pode estar interessada é a Sanmina. Preço – A redução da carga de impostos federais deverá permitir que os tablets produzidos no Brasil cheguem ao mercado com preços mais competitivivos do que os modelos importados. Além disso, o governo pretende que a vantagem tributá-

ria permita que o País acompanhe o desenvolvimento das tecnologias empregadas na fabricação desse equipamento e, com isso, tenha condições de desenvolver novos produtos em consonância com o avanço das pesquisas nessa área. No entanto, falta ainda definir uma cadeia de fornecedores de matéria-prima para os tablets brasileiros. Segundo uma pesquisa feita pela consultoria norte-america ComScore, o brasileiro é quem mais acessa notícias pelo iPad – o que indica a necessidade de banda larga para utilizar o equipamento. (Agências)

POLICIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

Academia de Polícia Militar do Barro Branco - APMBB Encontra-se aberto, na ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO BRANCO - APMBB, o PREGÃO ELETRÔNICO Nº APMBB001/413/11, destinado à contratação de empresa especializada na PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO, para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco - APMBB, sob o regime de empreitada por preço unitário, conforme especificações constantes do projeto básico, que integra o edital, como anexo I, do tipo MENOR PREÇO. O início do recebimento das propostas será em 01/07/2011 e a realização da sessão em 13/07/2011, às 09h, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br. Maiores informações nos sítios www.bec.sp.gov.br e www.e-negociospublicos.com.br.

Rick Wilking/Reuters

Produção no Brasil deverá ter impacto positivo nos preços

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA EXTRATO DE ADITAMENTO CONTRATUAL Processo nº 121/10 – Tomada de Preços nº 24/10 CONTRATANTE: Prefeitura do Município de Andradina. CONTRATADO: W J Saleme Engenharia e Construção Ltda. Fica ajustado entre as partes que o contrato em vigor será aditado no valor de R$ 36.463,39 (trinta e seis mil, quatrocentos e sessenta e três reais e trinta e nove centavos). As demais cláusulas e condições dos contratos supra permanecem inalteradas. DATA: 29 de junho de 2011. JAMIL AKIO ONO – PREFEITO

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA

BANCO PAULISTA S.A. CNPJ nº 61.820.817/0001-09 Ata da Reunião do Conselho de Administração Realizada em 28 de Abril de 2011 1. Local e Hora: Sede Social, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 2º andar - São Paulo, às 17:30 horas; 2. Conselheiros Presentes: Todos os membros do Conselho de Administração da Companhia, conforme assinaturas no livro de presença; 3. Convocação: De acordo com a Lei 6.404/76 e Artigo 7º do Estatuto Social; 4. Mesa: Presidente: Homero Amaral Júnior e Secretário: Álvaro Augusto Vidigal; 4. Ordem do Dia: i) a aceitação da renúncia do Sr. Marcos Antonio Monteiro de Barros Junior, do cargo de diretor, consignando-se em ata votos de louvor pela dedicação e relevante colaboração ao desenvolvimento da sociedade durante todo o período de sua gestão, e, ii) eleição da Diretoria para um mandato de um ano, tendo sido propostos: Alvaro Augusto Vidigal, brasileiro, separado consensualmente, administrador de empresas, RG nº 3.605.386-SSP/SP e CPF nº 039.214.338-00 para Diretor-Presidente, Marcelo Adilson Tavarone Torresi, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 10.364.287-0-SSP/SP e CPF nº 117.512.988-76, para Diretor Superintendente, e, para o cargo de Diretor, sem designação especial, Daniel Doll Lemos, brasileiro, casado, analista de investimentos, portador da cédula de identidade RG nº 26.239.563-0-SSP/SP e do CPF/MF nº 275.605.768-18; Francisco Donizeti Ferreira, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 5.681.473-SSP/SP e CPF nº 014.681.968-39; Gerson Luiz Mendes de Brito, brasileiro, separado judicialmente, contabilista, RG nº 5.720.162-6-SSP/SP, e CPF/MF nº 037.453.768-20; Luiz Fonseca de Souza Meirelles Filho, brasileiro, casado, bancário, RG nº 4.439.266-SSP/SP e CPF nº 500.165.638-91, e, Tarcísio Rodrigues Joaquim, brasileiro, separado judicialmente, administrador de empresas, RG nº 17.583.677-SSP/SP e CPF/MF nº 086.062.468-40, todos com domicílio nesta Capital, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 2º andar. A duração do mandato da Diretoria ora eleita é de 01 (um) ano, com vencimento no dia da posse da diretoria eleita pela primeira RCA após a AGO de 2011. Fica fixado, a título de honorários, o valor equivalente a até R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para o presente exercício, sendo de competência da Diretoria, dentro desse limite, estabelecer a remuneração individual dos diretores. O presente limite poderá ser objeto de atualização monetária, através dos índices oficiais de inflação. O presente limite poderá ser objeto de atualização monetária, através dos índices oficiais de inflação; 6. Deliberações: Por unanimidade foram aprovados todos os indicados para compor a Diretoria da Sociedade; 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos, suspendendo antes a sessão, para que se lavrasse a presente ata que, depois de lida e aprovada, foi assinada pelos membros do Conselho de Administração presentes. A presente ata é cópia fiel da lavrada em livro próprio. Homero Amaral Junior - Presidente e Alvaro Augusto Vidigal - Secretário. JUCESP nº 240.147/11-0 em 22/6/2011 - Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária-Geral.

EXTRATO DE HOMOLOGAÇÃO E ADJUDICAÇÃO Processo nº 37/11 – Tomada de Preços nº 03/11 OBJETO: Contratação de empresa especializada para a execução de serviços de pavimentação asfáltica, tipo CBUQ, área de 26.049,11 m², construção de guias e sarjetas, área de 4.235,91 m, com fornecimento de materiais e mão de obra referentes ao contrato 331977-05/2010 – Ministério do Turismo. Considerando a regularidade do procedimento, hei por bem, com base no inc. VI, do art. 43, da Lei Federal nº 8.666/93, de 21/06/1993, HOMOLOGAR e ADJUDICAR o item do objeto licitado à empresa: Demop Participações Ltda. Andradina, 29 de junho de 2011. JAMIL AKIO ONO – PREFEITO

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 29 de junho de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Reqte: Guarutor Usinagem de Precisão Ltda. Reqdo: Vibrasil Indústria de Artefatos de Borracha Ltda. R. Coriolano Durand, 758 – Vila Santa Catarina - 1ª V. de Falências. Reqte: Globalcred Informações e Consultoria Financeira Ltda. Reqdo:Comferpe Comércio Importação e Exportação de Ferramentas Pneumáticas e Elétricas Ltda. R: Mazzini, 401 - Cambuci - 1ª V. de Falências


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Não será possível que as medidas reduzam o déficit a menos de 3 % em 2014. Stavros Lygerós, analista grego

conomia Louisa Gouliamaki/Reuters

Grécia aprova novas medidas Votação do parlamento ocorreu em meio a violentos choques em Atenas Reuters

John Kolesidis/

Manifestantes contrários ao pacote de austeridade econômica grego entraram em confronto com a polícia

cada vez mais sacrifícios e isso aumentará a violência e o descontentamento nas ruas". P ro te st os – A votação foi realizada em meio à greve geral de 48 horas que paralisou a atividade econômica e social do país, com interrupções generalizadas no transporte e os serviços. Além disso, houve novos choques no entorno do parlamento entre a polícia e manifestantes, com dezenas de feridos e detidos, e diversos danos materiais. A violência na praça central de Syntagma, em frente ao parlamento, continuou durante horas depois da votação, com centenas de manifestantes enfrentando as forças de segurança. Em outro ponto do centro histórico da capital grega, os bombeiros tiveram que intervir para retirar sete pessoas que estavam no segundo andar do Eurobank, incendiado por coquetéis molotov lançados por manifestantes. (EFE)

Espanha consegue reduzir déficit no orçamento

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governo central da Espanha reduziu seu déficit do Orçamento em 25% nos cinco primeiros meses do ano, e continua no rumo para cumprir as ambiciosas metas para este ano. A avaliação foi feita ontem pelo Ministério das Finanças do país que, em comunicado, informou que o déficit de janeiro a maio ficou em 13,8 bilhões de euros, o que corresponde a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB). A arrecadação de impostos nos cinco primeiros meses do ano cresceu 5,3% sobre igual período do ano passado,

puxada por um aumento no Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e outras medidas fiscais. Os gastos, por sua vez, caíram 21% no ano por causa das medidas de cortes de custos, incluindo uma redução de 5% nos salários do setor público e um congelamento nas aposentadorias. As contas do setor público também estão sendo ajudadas pelo modesto crescimento, em contraste com o que ocorre em Portugal e na Grécia, países nos quais a economia está em contração.

Na terça-feira, o primeiroministro José Luis Rodriguez Zapatero disse que espera que a Espanha cresça a um ritmo anual de mais de 1,5% no quarto trimestre, de 0,8% no primeiro trimestre. O governo do país quer cortar seu déficit orçamentário total – que inclui também os governos regionais e locais–- para 6% do PIB, de 9,2% no ano passado. Os gastos do governo, no entanto, ficam mais pesados perto do fim do ano; portanto, os dados orçamentários devem piorar nos próximos meses. (AE)

Obama alerta para riscos de calote

Japão tem maior alta na indústria desde 1953

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produção da indústria japonesa registrou em maio o maior crescimento em quase 60 anos. Essa marca pôde ser atingida em razão do fato de os manufatureiros do país terem restaurado as cadeias de oferta, que haviam sido obstruídas com o terremoto e o tsunami que ocorreram em março deste ano. A alta foi de 5,7%, percentual que superou as previsões do mercado (que eram de 5,5%) e o avanço de 1,6% de abril, segundo o Ministério da Economia, Indústria e Comércio informou ontem. Esta foi a segunda maior alta desde março de 1953, quando a produção saltou 7,9%. (Reuters)

Obama: "É como se eu decidisse pagar minha casa, mas não o carro".

netário Internacional (FMI) ontem que alerta para "graves" consequências dentro e fora dos EUA se o país não aumentar "o mais rápido possível" o limite da dívida federal. Fraude – No maior reconhecimento da crise financeira de 2008, o Bank of America (BofA) anunciou ontem que vai pagar US$ 8,5 bilhões para investidores que foram prejudicados por seguradoras de hipotecas fraudulentas. As seguradoras, que reuniam várias casas hipotecadas e as vendiam aos investidores, faliram depois que a bolha do setor imobiliário norteamericano estourou. Os investidores dizem que

eles foram enganados pelos pacotes – muitos dos quais foram vendidos a altos preços mesmo quando incluíam hipotecas de moradores com crédito questionável. O banco afirmou que o acordo inclui 22 investidores e deve passar ainda pela aprovação da corte. Como resultado do pagamento, o BofA aumentou sua previsão de prejuízo no segundo quadrimestre de US$ 8,6 bilhões para US$ 9,1 bilhões. As ações do banco subiram 4% antes de o mercado norte-americano abrir, com os investidores felizes de que o banco conseguiu acabar com esta grande insegurança. (Agências)

CASA CRUZ

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presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou ontem que, caso não se alcance um acordo para aumentar o limite da dívida e o país se declare em moratória pela primeira vez em sua história, as consequências serão "significativas e imprevisíveis". "A partir de 2 de agosto ficaremos sem ferramentas para assegurar que o governo pagará suas faturas", afirmou, fazendo referência à data-limite para elevar o teto de endividamento federal, de US$ 14,29 trilhões. "Se os EUA pela primeira vez não puderem pagar suas contas e se declararem em moratória, as consequências seriam significativas e imprevisíveis e isso não é bom", ressaltou Obama, que alertou que o mais provável em um cenário desse tipo é que aumentem as taxas de juros para empresas e consumidores. Ele insistiu que, se o congresso norte-americano decidir agora quais dívidas pagar e quais não, os EUA não conseguirão "inspirar grande confiança". "É como se eu agora decidisse que vou a pagar a dívida da minha casa, mas não a do meu carro", explicou Obama. As declarações de Obama coincidiram com a publicação de um relatório do Fundo Mo-

DC

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DC

nanças, Vangelis Venizelos, poderá apresentar-se no próximo domingo à reunião extraordinária do Eurogrupo (integrado pelos ministros das Finanças da zona do euro) com uma "missão cumprida", que abra à Grécia a possibilidade de receber em julho o quinto lance de crédito do primeiro resgate financeiro ao país, avaliado em 12 bilhões de euros. A UE também discute um novo resgate para a Grécia, estimado em 110 bilhões de euros – mesmo valor daquele que recebeu há 13 meses pelos países da zona do euro e do FMI. Ceticismo – Apesar da aprovação das medidas ter sido bem recebida por especialistas do mercado, ela também deixou espaço para dúvidas – como a do analista grego Stavros Lygerós. "Não será possível que as medidas alcancem seu objetivo de reduzir o déficit a menos de 3 % em 2014 e diminuir, ao mesmo tempo, a enorme dívida de 355 bilhões de euros". Para ele, é necessário que a Europa dê à Grécia "um verdadeiro pacote de ajuda para resgatar à economia", Lygerós acrescentou que a atenção do executivo grego deve concentrar-se em reduzir as despesas do Estado, combater a evasão de impostos e impulsionar um melhor uso de seus recursos. Por outro lado, disse que "a injustiça das medidas segue aumentando, exigindo

Kevin Lamarque/Reuters

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Parlamento grego aprovou ontem o novo plano de ajuste que desbloqueia o resgate da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em meio a protestos e choques entre manifestantes e a polícia. Apesar das dúvidas e ameaças, o primeiro-ministro grego, o socialista George Papandreou, apenas sofreu uma deserção da maioria parlamentar, que se viu compensada por um voto propício de uma deputada da oposição, cinco abstenções e duas ausências. Após um tenso debate de três dias, o governo alcançou um apoio de 155 votos, superando a maioria necessária de 151. O parlamento aprovou, desta forma, um impopular programa de cortes, altas de impostos e do Imposto sobre Valor Agregado (IVA – que passa de 13 para 23% para bares e restaurantes) e privatizações, quantificado em 78 bilhões de euros até 2015. Papandreou tinha advertido, pouco antes da votação, que "a moratória fecharia o sistema de saúde e as escolas, reduziria as pensões em 80% e os salários de todos os funcionários públicos." O próximo passo do parlamento agora é aprovar hoje um projeto de lei que acompanhe as medidas e faça possível sua imediata aplicação. Desta forma, o novo ministro das Fi-

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Diário do Comércio - 30/06/2011 by Diário do Comércio - Issuu