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Vamos carregar essa cruz?

São Paulo, terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dorivan Marinho/Estadão Conteúdo-25/10/13

Os parceiros de Haddad no aumento

Confira a lista dos vereadores que aprovaram 35% de reajuste para o IPTU comercial e 20% para o residencial. Aproveite para telefonar ou mandar um e-mail de 'agradecimento'. Pág. 5

www.dcomercio.com.br

Nasce o front contra taxa irreal

Conclusão: 23h55

Ano 90 - Nº 23.989

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

O assunto na Cidade é o aumento muito acima da inflação que o prefeito quer aprovado amanhã. Você aceita entrar nessa Via Dolorosa?

Hoje, às 14 h, na ACSP, várias entidades vão debater o combate ao IPTU para imóveis comerciais. Uma reunião ontem protestou: Haddad está fora da realidade. Pág. 5 Sebastião Moreira/EFE

Newton Santos/Hype

Drogas que furam o cerco do câncer

Passapor te para as pequenas empresas

Pesquisadores criam remédios capazes de enganar células cancerígenas, abrindo espaço para o sistema imunológico funcionar. Pág. 10

O ministro Afif Domingos apresentará o "SIMPLES Internacional" no encontro da OEA em Brasília, no próximo dia 12 . Pág. 13

60 milhões de grampos. En España.

E a moda se move Página 4

Estilistas mostram na 36ª SP Fashion Week que é preciso "sair do lugar comum". Pág. 15

Mais um alvo da bisbilhotagem americana. E Obama pensa em limitar ação de agência. Pág. 9


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

É possível que os números apurados no fim do ano sejam melhores que os do resultado do exercício Roberto Fendt

PROJETO VISA

FALTA TRANSPARÊNCIA Q uando o governo está na direção correta, a gente aplaude. Foi o que aconteceu com o leilão do bloco de Libra. Até se poderia apontar que se as regras do leilão fossem diferentes o resultado teria sido melhor, mas o que importa é registrar uma mudança de orientação na política econômica. O mesmo não pode ser dito das dificuld ades de interpretação dos resultados da balança comercial brasileira. A instrução normativa que permite o registro das importações de petróleo em até 90 dias do desembaraço da mercadoria provoca distorções no registro mensal do saldo comercial. Por exemplo, agora mesmo, no mês de setembro último, o valor das importações de petróleo foi de apenas US$331 milhões. Comparado à média de US$1.402 milhões das importações de janeiro a agosto, as importações caíram 76%.

omo as exportações de petróleo feitas em setembro situaram-se em US$1.553 milhões, o saldo entre exportações e importações foi de US$1.222 milhões – um aumento de 75%. Esse resultado mensal discrepa marcadamente do observado nos primeiros oito meses do ano. No acumulado até agosto, os gastos com as importações de petróleo superaram as receitas com as exportações em US$4.140 milhões. É de estranhar, portanto, essa súbita mudança no comportamento das compras e vendas de petróleo ocorridas em setembro. Não há conhecimento de um aumento espetacular da produção interna de petróleo nem da queda abrupta da demanda de derivados do produto no País, em vista da crescente produção e das vendas de veículos no mercado interno. É possível que os registros de importação em setembro não capturem tudo que foi importado de petróleo no mês. No ano passado, US$ 4,6 bilhões não foram contabilizados no mesmo ano, sendo posteriormente registrados ao longo de 2013. Do lado das exportações de petróleo observa-se fenômeno também difícil de explicar. As exportações para os EUA estão em queda e o carro chefe dessas exportações brasileiras é justamente o petróleo.

MAIS EMPREGOS mprego e educação de qualidade compõem um binômio essencial para o crescimento brasileiro. É um fator que, dependendo da conjuntura internacional, pode alavancar o nosso progresso, desde que saibamos aproveitar as janelas que se abrem. Hoje, o quadro do País não é dos mais favoráveis, como demonstram pesquisas do IBGE. Na nossa PEA (População Economicamente Ativa) de 16 a 24 anos de idade, que tende demograficamente a cair, há uma expressiva taxa de desemprego. E os anos que estudo são pouco inspiradores: 7,8% têm de 4 a 7 anos de estudo; 25,3% estudam de 8 a 10 anos e 65,7% têm 11 ou mais anos de estudo.

E ROBERTO FENDT

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os primeiros oito meses desse ano, o total das exportações brasileiras para os EUA caíram quase 14% – US$ 2,5 bilhões, em números redondos. No mesmo período, as nossas exportações de petróleo para esse destino reduziram-se igualmente em US$ 2,5 bilhões. Portanto, como o total das demais exportações permaneceu constante, com alguns produtos apresentando altas e outros baixas, pode-se atribuir a queda no total das exportações brasileiras para os Estados Unidos, n os primeiros oito meses de 2013, à redução dos embarques de petróleo para esse país.

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esses números deve-se agregar o fato de que não oferecemos educação de boa qualidade, por fatores diversos, a principal das quais pode ser o baixo nível de formação dos professores. Há uma dicotomia entre os que se formam e as oportunidades de emprego. Os jovens deixam a escola despreparados. Daí ao desânimo é um passo. Precisamos ampliar significativamente o ensino profissionalizante. As tentativas anteriores foram frustrantes, como no caso da equivocada Lei no 5632/71. Hoje, há uma perspectiva altamente favorável, com a implantação de projetos de educação à distância, a partir da Lei nº 9394/96.

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As estatísticas mostram também que o crescimento das nossas exportações de petróleo em setembro teve por principal destinação os Estados Unidos – passando de US$289 milhões, em setemb ro d o a n o p a s s a d o , p a r a US$637 milhões no mesmo mês de 2013. A diferença entre os dois setembros foi de US$348 milhões. conjunto desses dados cria uma enorme dificuldade para saber-se para onde vai a nossa balança comercial. O enorme contraste entre o desempenho da conta petróleo em se tembro, comparado com o observado na média nos oito meses anteriores, não permite traçar uma tendência clara

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até o final do ano em nossas contas comerciais externas. Um simples exercício ilustra essa dificuldade. Em setembro, o total das exportações brasileiras foi de quase US$21 bilhões e o total das importações situou-se em US$18,9 bilhões. O saldo comercial ficou em US$2,1 bilhões. Esses números mostram um crescimento das exportações de 5% e, das importações, de 8% – ambos relativos ao mesmo mês de 2012. O superávit comercial caiu 16%. Se corrigirmos os números de setembro e dos primeiros oito meses do ano pelas flutuações sazonais das exportações e importações, eles mostrariam uma queda de 2,5% no valor das exportações e um aumento de 8,2% no total das

É muito complicado interpretar os dados da balança comercial do País, gerando desconfianças sobre os seus resultados.

importações. Se essa tendência de fato materializar-se nos últimos três meses do ano, o saldo comercial passaria de um superávit de US$19,4 bilhões para um déficit de US$5,1 bilhões. s resultados desse tipo de exercício não necessitam ser confirmados pela realidade e são aqui mostrados apenas para mostrar a importância de disporde dados que correspondam mensalmente ao que de fato foi importado e exportado. É possível que os números apurados no fim do ano sejam melhores que os do resultado do exercício. Mas para evitar que um grande número de analistas de nossas contas externas se mostre mais pessimista do que a realidade, seria benéfico para o próprio governo que este apresentasse mensalmente os dados correspondentes ao ocorrido em cada mês evitando as críticas que a pouca transparência dos dados acaba provocando. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

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modalidade se abre também para o ensino básico e foi essa percepção que levou o publicitário Jonas Suassuna, com a sua reconhecida criatividade, a propor a adoção da Aprendizarem Suplementar.O que seria esse projeto? No largo espaço existente entre o ensino médio e o superior, também chamado póssecundário, poderiam ser oferecidos cursos com certificados de formação profissional, e apoio na educação à distância. Seriam criados pólos presenciais em todo o território brasileiro, para dar assistência pessoal aos interessados, que, depois de inscritos em instituições autorizadas, receberiam os seus kits em casa, para estudar de acordo com os próprios ritmos de aprendizagem.

ARNALDO NISKIER

Seriam cursos profissionalizantes em áreas distintas, como informática, hotelaria, administração, educação ambiental, construção civil, construção naval etc.

Em prazos determinados, poderiam comparecer aos pólos para tirar dúvidas. As provas seriam feitas de modo presencial, após o quê seriam entregues os certificados aos alunos, com os quais poderiam ter acesso imediato ao mercado de trabalho. eriam cursos profissionalizantes em áreas distintas, como a informática (técnicos), hotelaria, administração, educação ambiental, construção civil, construção naval, petróleo e gás, etc. Ao mesmo tempo, as instituições credenciadas, que poderiam fazer convênios com entidades como Senai, Sesc, Sebrae e outras do gênero, estariam aptas, com o emprego da inclusão digital, a oferecer cursos de matemática elementar (todo o conteúdo do

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ensino básico) ou português, onde são assinaladas as nossas maiores carências. Como reforço à sugestão, esses alunos teriam direito a utilizar os recursos da biblioteca virtual chamada "nuvem de livros", onde hoje é possível acessar cerca de 10 mil publicações do maior interesse da clientela, a um custo simbólico de dois reais mensais. Não é uma grande ideia? ARNALDO NISKIER É INTEGRANTE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, PRESIDENTE DO CIEE/RJ E LICENCIADO EM

MATEMÁTICA E PEDAGOGIA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibellis e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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ESTADOS UNIDOS ESTÃO PERDENDO SUA NATURAL AUTORIDADE POR FALTA DE LIDERANÇA.

Parem de armar tiranos! ÓSCAR ARIAS SÁNCHEZ ão estou entre aqueles que acreditam que os dias de liderança mundial dos Estados Unidos ficaram para trás. Durante toda a minha vida admirei nosso vizinho do norte. Acredito que seus pontos positivos – democracia, sabedoria dos fundadores, inventividade e diversidade do povo – lhes dão uma autoridade única no mundo. Porém, muitos de seus líderes e cidadãos parecem agora considerar essa autoridade como uma coisa natural, como se fosse uma propriedade norte-americana. Na verdade, ela deve ser merecida, e hoje em dia os EUA estão perdendo chances de ganhá-la. O Tratado de Comércio de Armas Convencionais, aprovado em abril pelos Estados Unidos, é uma dessas oportunidades, e não se deve permitir que escape. No mês passado, ele foi assinado pelo secretário de Estado, John Kerry.

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ada a enorme presença dos Estados Unidos no mercado internacional de armas, a ratificação do tratado, que exige dois terços dos votos no Senado, é essencial para o seu sucesso. Contudo, o tratado vai enfrentar uma dura oposição. Dois senadores republicanos, James Inhofe e Jerry Moran, declararam-no alegremente como "morto ao chegar", afirmando que o país não deve ratificá-lo se ele não for assinado tambéem pela Coreia do Norte, Síria e Irã. De outra forma, na opinião deles, os Estados Unidos ficariam de "mãos atadas". Senhores senadores: vocês entenderam errado. Os Estados Unidos não ficariam de mãos atadas por conta de um tratado que impede a venda de armas convencionais a indivíduos ou para Estados que as empregariam para violar os direitos humanos. Se o Senado não ratificar o tratado, seu

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país ficará de mãos atadas por sua própria relutância em se comportar como líder. Os Estados Unidos, que afirmam desejar um mundo mais seguro e pacífico, se encolherão na direção dessa meta se o resto do mundo não agir antes. Pois trata-se do mesmo país que agiu sozinho no primeiro e único caso de uso de armas atômicas do mundo; é o mesmo país que ficou praticamente sozinho na invasão do Iraque; e também o país que parecia pronto a ficar sozinho à beira de uma ação unilateral contra a Síria.

Ratificação do tratado sobre armas convencionais, que exige dois terços dos votos no Senado dos EUA, é essencial. Mas ele soferá uma dura oposição. Então, por que os Estados Unidos deveriam ter medo de liderar em termos de paz? Um motivo, claramente, é a influência extraordinária da Associação Nacional de Rifles (NRA, sigla em inglês) sobre as autoridades eleitas do país. aramente me manifestei a respeito da NRA, porque acredito que sua posição em relação ao controle das armas dentro dos Estados Unidos cabe ao povo e ao governo norte-americano resolver. No entanto, eu faço campanha para um tratado que controle o comércio internacional de armas desde meados da década de 1990, depois que a Costa Rica, tendo abolido seu exército décadas antes, testemunhou a carnificina provocada pela venda irrestrita de armas para outras na-

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ções da América Central. m oposição ao Tratado de Comércio de Armas Convencionais, a NRA agora busca impor o seu programa sobre o resto do mundo, e não posso mais ficar calado. Seu argumento precipitado de que o tratado viola a soberania dos EUA simplesmente não tem qualquer base nos fatos. É vergonhoso pensar que qualquer definição de soberania nacional possa incluir o direito de vender armas para a violação dos direitos humanos em outros países. Para a NRA, eu afirmo: imponha o seu programa sobre seu próprio país, se isso for necessário, mas poupe o resto de nós. Poupe-nos da noção de que os interesses de um único grupo de defesa deveriam sobrepujar os direitos de todas as outras nações de proteger seus cidadãos. Poupe-nos de suas referências equivocadas a uma Constituição cujos autores brilhantes ficariam horrorizados ao ver alguém igualar o direito de colocar um rifle no estojo com o direito de botar um AK-47 nas mãos de uma criança-soldado.

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m vez disso,a NRA deveria ler o tratado com a seriedade que ele merece. Veria que ele sustenta as mesmas causas que a entidade apoia: a segurança de todos os cidadãos, e a libertação do medo e da opressão. A ratificação do tratado também apoiaria o renascimento da liderança norteamericana no cenário mundial. O país da NRA é o responsável por quase metade do ultrajante gasto mundial militar do mundo, de US$ 1,7 trilhão, e o lar do maior estoque global de armas nucleares. A nação tem poder econômico sem paralelo para cortar pela raiz as causas do terrorismo e da agitação ao promover o desenvolvimento humano, regulamentando o fluxo de ar-

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mas a terroristas e ditadores, e buscando o sonho de um mundo sem armas atômicas. Entretanto, os Estados Unidos ficam esperando que outro dê o primeiro passo.

Ressalte-se que se a liderança na direção dessas metas não vier de Washington, somente o norte-americano mais arrogante poderia acreditar que ela nunca viria de al-

gum outro lugar. ÓSCAR ARIAS SÁNCHEZ, EXPRESIDENTE DA COSTA RICA, FOI PRÊMIO NOBEL DA PAZ EM 1987. THE NEW YORK TIMES NEWS SERVICE/SYNDICATE

QUEM VAI ATIRAR A PRIMEIRA PEDRA? SXC

"Sócrates Café" é coisa do passado em Nova York, Chicago e São Francisco, onde e quando se conversava, bebia e filosofava com aquilo que os franceses ainda chamam de nonchalance. Essa descontração acabou porque agora a conversa com conhecidos e desconhecidos é a política internacional, e sse picadeiro em que o trágico e o cômico se sucedem sem qualquer simetria ou coerência. Desde que a Agência de Segurança Nacional americana foi acusada de espionar meio mundo, como provam documentos roubados por ex-funcionários da ASN, o planeta se espanta com essa traição americana de países até então seus aliados. Em Washington, no Café Laplace, Henry Floquet e Ed Benson, um economista e o outro advogado, acabam de ver um noticiário da CNN na imensa tela sobre o bar, e comentam com sorrisos a indignação de dirigentes franceses e alemães sobre a espionagem de que teriam sido vítimas pelos americanos. "Seria ingênuo dizer que na modernidade todo mundo espiona todo mundo", diz Benson, "mas falando sério, é preciso dizer que em todos os tempos foi assim, e hoje

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LUIZ CARLOS LISBOA Por terem inimigos profissionais é que os Estados Unidos sabem que precisam estar bem informados. E após o 11 de setembro o alerta aumentou.

mais do que nunca, com os modernos recursos tecnológicos". loquet tomou um gole do Pinot Noir que o garçom acabou de trazer e passou o guardanapo nos lábios. "Até os russos, almas delicadas, se dizem escandalizados com a espionagem americana, eles que nunca espionaram ninguém", emendou. "E aí eles se viram moralmente obrigados a dar asilo a Edward Snowden, o principal sequestrador das informações, que aqueles americanos crueis queriam

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prender e processar por traição. Meu Deus, onde está a democracia dessa gente?" Benson lembrou então que a chanceler alemã Angela Merkel visitou a China na semana seguinte à invasão pelos chineses do seu computador pessoal, e apesar disso, durante aquela visita, ela foi toda sorrisos com os dirigentes do país de Mao, fazendo votos de uma relação aberta e construtiva com eles. uando Snowden e Glenn Greenwald percorreram o mundo divulgando as

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ações da inteligência americana, fizeram isso de maneira planejada para produzir os piores resultados para a diplomacia dos Estados Unidos. Alemães e franceses souberam de tudo com detalhes, mas se mantiveram em silêncio até que vários pudessem se manifestar em uníssono, aumentando o efeito do protesto. Benson medita um pouco: "Talvez o grande mistério do nosso tempo seja essa relação de amor e ódio entre franceses e

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americanos. Mas agora, a Alemanha também? Será que a raiva do Tea Party para com Obama contaminou a Europa?" lguns intelectuais franceses acreditam que é tudo uma encenação dos políticos desses países, uma espécie de satisfação que eles teriam de dar aos seus partidos políticos. No fundo, eles talvez saibam que política e espionagem se completam há muitos séculos. Henry Floquet conhece a história da França como a

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palma da sua mão, por ter vivido ali metade de sua vida. "Eles nunca tiveram um servço de inteligência como o inglês ou o israelense, mas na luta contra o nazismo e o terrorismo os franceses foram sempre apoiados pelos americanos, que lhes forneceram todas as informações de que dispunham", diz ele. acrescenta: " É porque os Estados Unidos têm inimigos profissionais e permanentes que eles sabem ser preciso estar bem informados. Após o 11 de setembro o alerta aumentou. Há pouco, quando alguns republic anos quiseram fechar o governo americano, a Europa e a China apelaram para que isso fosse impedido a todo custo, sob pena do mundo desabar". Benson sorri de novo: "Lembra a parábola da pecadora no Novo Testamento?"

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televisão sobre o bar transmite agora uma partida de beisebol, mas seu som parece tão sumido que ninguém está ligado no jogo. Floquet dá de ombros, como os franceses: "Quem nunca espionou, que atire a primeira pedra". LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA E ESCREVE DE PRINCETON (EUA). ALGUTE22@GMAIL.COM

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Senado homenageia em comemoração aos 25 anos da Carta, José Sarney, FHC, Lula e a cantora Fafá de Belém.

gibaum@gibaum.com.br

2 “Jesus não multiplicou vaca, nem galinha, mas peixes.” MARCELO CRIVELLA // ministro da Pesca, bispo licenciado da Universal e sobrinho de Edir Macedo, justificando a importância de sua Pasta. Fotos: Paula Lima

Ela até prefere não entrar publicamente, nesse debate, mas a apresentadora Xuxa Meneghel é uma das artistas que mantém posição contrária a biografias não autorizadas. Aos íntimos, confessa seu receio de ter sua vida revirada sem que saiba o que será publicado. Problemas familiares, seus tempos de adolescente quando participou do Baile das Panteras, intimidades de seu namoro com Pelé ou suas constantes incursões nas revistas femininas e até mesmo os tempos em que sua vida era dirigida por Marlene Mattos, isso tudo Xuxa não gostaria de ver em biografias não autorizadas.

ASSIM, NÃO D. Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, telefonou, com discrição e sem nenhum tom de protesto, para a cúpula da Globo, comentando quadro humorístico enfiado em meio ao Fantástico, com Bruno Mazzeo, fazendo gozações em cima da Santa Ceia. D. Orani apenas fez chegar aos poderosos do Jardim Botânico que o humor tem tantas e tantas áreas para brincar e ironizar que é totalmente desnecessário entrar em trechos da vida de Jesus. A outros tantos e conhecidos fiéis do Rio que reclamaram com ele, o arcebispo comparou: “Se o doutor Roberto fosse vivo, isso jamais aconteceria”.

Festa de estrelas Por conta da exposição The Little Black Jacket e da SP Fashion Week, São Paulo abriga uma constelação de astros e estrelas: o estilista Karl Lagerfeld desembarcou no domingo (está no Fasano), depois chegaram as atrizes Uma Thurman e Diane Kruger, o ator Joshua Jackson (é o namorado de Diane), a produtora e modelo francesa Caroline de Maigret, mais Carine Roitfeld, exVogue Paris e as modelos Karlie Kloss e Candice Swanepoel. Lana Del Rey está chegando para participar do festival Planeta Terra, no próximo dia 9 e pediu aos organizadores que o palco de seu show seja decorado com palmeiras imperiais.

FAZ DE CONTA! Na semana passada, a sempre estimulante Narcisa Tamborindeguy, que agora está com vontade de disputar uma cadeira da Câmara Federal (ela se filiou ao PMDB, mesmo partido de sua irmã, a exdeputada Alice Tamborindeguy), comemorou seu aniversário, no Antiquarius, do Rio, ao lado do namorado Guilherme Fiuza e cerca de cinqüenta amigos. A certa altura, sem saber, o jogador Fred entrou no restaurante, foi festejado por todos e acabou posando para fotos ao lado de Narcisa. E ela, com a irreverência habitual: “Faz de conta que é íntimo, Fred!”

Depois de anos apresentando em todo o Brasil o Monange Fashion Show (e de ter sido processado pela Victoria’s Secret por plágio de seu famoso espetáculo anual em Nova York, inclusive por uso de asas de anjos), o grupo Hypermarcas resolveu produzir agora o Risqué Dream Fashion Show, no mesmo espírito, só que com grandes arranjos com penas, biquínis com flores e algumas criações futuristas. O palco era do Espaço das Américas, em São Paulo e 40 modelos desfilaram e entre as mais famosas, da esquerda para a direita, estavam Cintia Dicker (acaba de estrear no Fantástico no quadro Correio Feminino), Izabel Goulart, Ana Claudia Michels, Renata Kuerten e Isabeli Fontana.

Festa de cores

Deve ser osmose: as últimas marcas internacionais consideradas populares lá fora que estão desembarcando no Brasil, especialmente nos grandes shoppings de São Paulo, estão praticando preços de mercado de luxo, mesmo aderindo a estratégia tupiniquim em voga (de Louis Vuitton a Montblanc) de dividir o pagamento em 12 parcelas no cartão – e supostamente sem juros. A rede francesa de cosméticos Sephora (já são nove lojas entre nós), que deu sua largada no JK Iguatemi, cobra preços até 200 vezes maiores que na Europa. Top Shop segue caminho semelhante e até a GAP que, nas últimas décadas, teve festival de genéricos entre nós, faz quase a mesma coisa. Um jeans lá custa, em média, 80% mais do que nos Estados Unidos.

Populares de luxo

considerada a Musa das Diretas, ela participou de comícios em todo o Brasil sempre cantando o Hino Nacional.

Sem volta Até o ex-ministro Antonio Palocci, convocado, com discrição, para ajudar na reaproximação de Dilma Rousseff com o empresariado brasileiro, já avisou o ex-presidente Lula que a tarefa é “muito complicada”. As relações estão mais do que deterioradas e muitos empresários já estão migrando para a campanha de Eduardo Campos, independente mesmo (e antes) da aliança do pernambucano com Marina Silva. Eles reclamam que foram muito maltratados pelo governo e que, à essa altura, não há nenhuma medida econômica compensatória que faça o bloco repensar o apoio. E a maioria tem alergia aos ministros petistas.

ENCAROU Thammy Miranda, filha de Gretchen e lésbica assumida, contou (e postou foto) no Instagram que encarou um bandido que estava roubando seu carro. E acha que ele não conseguiu levar o automóvel porque “Deus está comigo e com ele ninguém pode”, um carro de polícia passava perto, o bandido estava drogado e “viu meu coelhinho do Timão e sacou que o barato ia ficar louco para o lado dele”.

MISTURA FINA MARIA Paula vai começar a gravar, em novembro, nos Estados Unidos, o programa Saúde por Aí, que será exibido pela GNT. Entrará no começo do ano que vem, enveredando por terapias alternativas, ansiedades e depressão, sempre com médicos e especialistas nas áreas e revelando tratamentos diversos feitos no Brasil e lá fora.

QUAISQUER comparações com o presidente e mineiro Juscelino Kubitschek sempre fazem bem a candidatos e mesmo governantes, incluindo o ex-presidente Lula e agora, o précandidato Aécio Neves, sempre lembra seu conterrâneo em seus pronunciamentos. Os correligionários nordestinos de Eduardo Campos - quem diria - enveredam pela mesma trilha. Há dias, o governador do Piauí, Wilson Martins, resolveu saudar Campos como “o JK do Nordeste”.

Enquanto ainda se decide se ela gravará mesmo o Hino da Copa, num vídeo, ao lado de Carlos Santana e Sérgio Mendes, podendo abrir o espetáculo de largada do campeonato mundial no Brasil, a cantora Rihanna é capa e recheio da versão britânica da GQ, que comemora seu 25º aniversário. Desta vez, com cliques de Mariano Vivanco e direção de Damien Hirst, ela aparece transformada em Medusa e com uma cobra enrolada no pescoço e nua (em algumas fotos, usa um tapa-sexo). No Instagram, Rihanna não resiste: “Adoro brincar com animais dominantes!”

Rihanna comcobras

Cardeal sem aposentadoria O senador José Sarney já está avisando que a hipótese de não ser candidato a nada em 2014 não é lá para valer: amigos chegados estão apostando que ele vá disputar, aos 83 anos, mais um mandato de senador pelo Amapá. Os peemedebistas do primeiro escalão são os que mais incentivam Sarney, diante do crescimento do PT em diversas áreas do governo: não querem ver nenhum de seus cardeais aposentado.

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Blazers com flores.

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Medo de biografia

MAIS:

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Camisas curtas.

Fogo no ministério O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que não será candidato a nada no ano que vem, para não atrapalhar a candidatura de sua mulher Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná, estava viajando quando seu ministério pegou fogo, provocando pânico entre funcionários. A Defesa Civil fez uma pericia nas instalações elétricas e até na base estrutural do prédio que tem mais de 50 anos e encontrou uma série de irregularidades. Mais: Paulo Bernardo acaba de pedir a Abin - Agência Brasileira de Informação, que investigue origem de dossiês contra Gleisi que, proliferam em seu estado: tem de tudo e para todos os gostos.

DEPOIS de seus encontros com Dilma Rousseff e com Lula, o senador Jader Barbalho (PMDBPA), que renunciou, há anos, à presidência do Senado debaixo de uma série de denúncias, para escapar da cassação, está circulando, discursando e exibindo sorriso poderoso.

PARA quem gosta de comparações: segundo a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, em 2009 (são os dados mais recentes) o Brasil exportou US$ 3 bilhões em bens de tecnologia de informação e comunicação, enquanto China exportou US$ 356 bilhões, os Estados Unidos, US$ 113 bilhões e a Coréia, US$ 80 bilhões.

A NOVA edição da SP Fashion Week está mais do que democrática: no domingo, teve desfile com 40 modelos em estações do metrô, com um camarim transparente montado numa das paradas. Amanhã, Fause Haten mostra sua nova coleção no meio da rua e só avisa onde é uma hora e meia antes do desfile. Alexandre Herchcovitch exibirá suas novas criações no Teatro Municipal e por aí vai, tudo para reduzir custos operacionais.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

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ACSP resiste ao IPTU estratosférico

Tina Cezaretti/Hype

Associação Comercial de São Paulo está ao lado do empreendedor nesta luta Victória Brotto Associação Comerc i a l d e S ã o Pa u l o (ACSP) se reuniu ontem em audiência pública em sua sede, em São Paulo, para organizar um movimento contra o aumento de 35% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para imóveis comerciais e de 20% para residenciais, que será submetido amanhã à segunda votação na Câmara Municipal como forma de compensar a manutenção do preço das tarifas do transporte público. Com o apoio de mais de 40 empresários e representantes

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O aumento do IPTU não coincide com o aumento da renda. Será um golpe muito forte, especialmente para o comércio. MARCEL SOLIMEO, ECONOMISTA DA ACSP

das distritais da ACSP, o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, pediu para os associados irem amanhã até a Câmara Municipal às 15 horas, "fazer barulho" contra o aumento do IPTU. "Nós precisamos reunir nossa força

para impedir que esse absurdo aconteça", afirmou. Segundo Amato, além de pressionar os vereadores a favor do aumento e os ausentes da primeira votação, é dever dos associados apoiar os vereadores que votaram contra. Trâmite – No último dia 24, houve a primeira votação da proposta de aumento do IPTU: 30 vereadores votaram a favor, 18 contra, um se absteve e 10 não votaram. A proposta inicial previa um aumento imediato de 30% para pessoas físicas e 45% para pessoas jurídicas. Mas, para colocar em votação, o prefeito Fernando Haddad (PT) precisou amenizar os percentuais e a cobrança: 35% e 20%, em 2014. Nos anos seguintes, residências pagarão 10% e demais imóveis, 15%. "O que não se diz é que o aumento do IPTU não coincide com o aumento da renda do paulistano, será um golpe muito forte, principalmente no pequeno e no médio comerciante", disse o economista da ACSP, Marcel Solimeo. "Subsídios não são soluções a longo prazo", acrescentou. Para o conselheiro Robert Schoueri a gestão Haddad mostra a "completa falta de noção da realidade". Telefonemas e apoios – Assim que empresários e especialistas apresentaram sua indignação, Amato começou a pressionar vereadores que não votaram. "Peço desculpas aos senhores, mas já estou aproveitando para mandar mensagens e atender telefonemas de políticos para ganhar essa causa." Na mesa, estavam presentes o ex-presidente da ACSP, Alencar Burti, o conselheiro Robert Schoueri, o economista Marcel Solimeo e o diretorsuperintendente, João Bico de Souza. Todos criticaram o posicionamento dividido do PSD, partido do ex-prefeito Gilberto

Rogério Amato, presidente da ACSP: "Precisamos reunir nossa força para impedir esse absurdo".

Hoje, reunião urgente sobre o front do comércio. oje, às 14h, o presidente da ACSP, Rogério Amato, se reunirá com entidades do varejo para debater estratégias que impeçam a aprovação do aumen to do IPTU na Câmara de Vereadores. "É um golpe

H A gestão do prefeito petista Fernando Haddad mostra a completa falta de noção da realidade.

enorme no pequeno e médio empreendedor. Vamos fazer barulho para impedir esse aumento absurdo de imposto", disse Amato. Entre as entidades que já confirmaram presença estão o Sindicato da Habitação (Se-

Aumento do IPTU

ROBERT SCHOUERI,

Quem votou a favor:

Quem não votou:

CONSELHEIRO DA ACSP

Alessandro Guedes (PT)

Aurélio Nomura (PSDB)

Fone: (11) 3396-4290 Email: vereadoralfredinho@camara.sp.gov.br

Fone: (11) 3396-4000 Email: gvhato@camara.sp.gov.br

Fone: (11) 3396-4685/4687 Email: contato@arifriedenbach.com.br

Fone: (11) 3396-4310/3968 Email: gilsonbarreto@camara.sp.gov.br

Fone: (11) 3396-4001/4002/4003 Email: arselino@tatto.com.br

Fone: (11) 3396-4161 Email: vereador.predemilson@ camara.sp.gov.br

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Kassab. Segundo empresários presentes, "ser um partido amorfo e divido é um problema, uma incongruência". Amato destacou que a ACSP não tem partido. "A Casa tem lado, o lado do pequeno e do médio empreendedor, e a luta pelo não-aumento do IPTU faz parte disso", enfatizou. A Prefeitura argumenta que o aumento do imposto sobre o imóvel está na lei e que só está fazendo o que já era feito pela gestão anterior. "Mas o que não se fala é que a valorização do imóvel, essa que a Prefeitura quer proporcionalizar no imposto, não tem nada a ver com a Prefeitura", disse Solimeo, que defende um "Plano B" para a questão: "Deve-se cobrar imposto de acordo com a renda, porque o empresário e a pessoa física pagam o imposto com a renda." Segundo ele, nos últimos cinco anos, o IPTU em São Paulo já aumentou mais de 75%, enquanto a inflação na cidade chegou a 30%.

Fone: (11) 3396- 4648/3294-47000 Email: contelopes @ camara.sp.gov.br Fone: (11) 3396-4287 Email: contato@coronelcamilo.com.br Fone: (11) 3396-4309 Email: edirsales@edirsales.com.br

Goulart (PSD)

Fone: (11) 3396-4233 Email: contato@vereadorgoulart.com.br

Jair Tatto (PT)

Fone: (11) 3396-4294 Email: jairtatto@camara.sp.gov.br

Fone: (11) 3396-4409 Email: joseamerico@ camara.sp.gov.br

Juliana Cardoso (PT)

Fone: (11) 3396-4315 Email: julianacardosopt@camara.sp.gov.br

Fone: (11) 3396-4472 Email: vereadormarquito@camara.sp.gov.br Fone: (11) 3396-4237 Fax: (11) 3396-3986 Email: miltonleite@camara.sp.gov.br

Nabil Bonduki (PT)

Fone: (11) 3396-4236/3111-3007 Email: nabil@nabil.org.br

Nelo Rodolfo (PMDB)

E

ma sexta-feira em São Paulo e além de escoriações, teve uma clavícula quebrada. Também foi alvo de furto: sua arma acabou sendo tomada. Na entrevista, ele disse que cabe à sociedade repudiar grupos que se apropriam de manifestações para depredar, estejam com ou sem máscaras. "Isso é desgaste político, governador", disse o presidente do conselho deliberativo do Sebrae-SP e expresidente da ACSP, Alencar Burti. Ele disse que é preciso apoiar a Polícia Militar durante a ação dos black blocs e que o Governo do Estado precisa en-

tender que isso é "manobra política". Ao lado de Burti, o presidente da Associação Comercial e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Rogério Amato informou que já redigiu nota à Polícia Militar apoiando e lamentando o ocorrido. "Mais de 95% da população desaprovam esses manifestantes com cara coberta. Eles não podem quebrar tudo achando que estão fazendo justiça", disse o diretor - superintendente João Bico de Souza, comentando dados publicados pelo Datafolha.

Quem votou contra: Abou Anni (PV)

Fone: (11) 3396-4525/3937 Email: abouanni@uol.com.br

Adilson Amadeu (PTB)

Fone: (11) 3396-4628/3967 Email: adilsonamadeu@camara.sp.gov.br

Andrea Matarazzo (PSDB)

Fone: (11) 3396-4258/3985 Email: Aurélio.miguel@camara.sp.gov.br

Fone: (11) 3396-4303 Email: martacosta@camara.sp.gov.br

Reunião aberta na ACSP discutiu a ação da Polícia Militar durante protestos

Fone: (11) 3396-4879 Email: toninhovespoli@camara.sp.gov.br

José Américo (PT)

Fone: (11) 3396-4305 Email: jeanmadeira@camara.sp.gov.br

Marta Costa (PSP)

Por uma Polícia Militar mais forte

Quem se absteve:

Fone: (11) 3396-4460/4390 Email: andrea@andreamatarazzo.com.br

Fone: (11) 3396-4213 Email: laerciobenko@camara.sp.gov.br

Burti (acima) sobre coronel Rossi (esq): a imagem de 'coitadinho' (no Fantástico) enfraquece ainda mais a instituição.

Fone: (11) 3396-4642/3973 Email:

Jean Madeira (PRB)

Laércio Benko (PHS)

mpresários e representantes de distritais da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) defenderam ontem, durante reunião aberta na sede da ACSP, o que se chamou de "não-vitimização" da Polícia Militar durante os protestos dos últimos meses e criticaram a entrevista que o coronel Reynaldo Simões Rossi, 48 anos, deu ao Fantástico, da tevê Globo, na qual apareceu "como coitadinho". Para os empresários, essa imagem enfraquece ainda mais a instituição. O coronel Rossi foi agredido durante manifestação na últi

covi-SP), a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o Sindicato das Empresas de Serviço Contábeis (Sescon) e a Associação Brasileira de Distribuidores Volkswagen (Assobrav).

Fone: (11) 3396-4000 Email: vereadornelorodolfo@camara.sp.gov.br

Noemi Donato (PROS)

Fone: (11) 3396-4341/3977 Email: noeminonato@camara.sp.gov.br

Orlando Silva (PCdoB)

Fone: (11) 3396-4299 Fax: (11) 3396-4299 Email: orlando.silva@camara.sp.gov.br

Otta (PROS)

Fone: (11) 3396-4542 Email: ota@camara.sp.gov.br

Paulo Fiorilo (PT)

Claudinho de Souza (PSDB)

Fone: (11) 3396-4255/3988 Email: vereadorclaudinho@uol.com.br

Coronel Telhada (PSDB)

Fone: (11) 3396-4265/5034 Email: contato@coroneltelhada.com.br

Dalton Silvano (PV)

Fone: (11) 3396-4413/4306 Email: daltonsilvano@camara.sp.gov.br

David Soares (PSD)

Fone: (11) 3396-4350 Email: davidsoares@camara.sp.gov.br

Eduardo Tuma (PSDB)

Fone: (11) 3396-4217 Email: contato@eduardotuma.com.br

Floriano Pesaro (PSDB)

Fone: (11) 3396-4664 Email: contato@florianopesaro.com.br

José Police Neto (PSD)

Fone: (11) 3396-4260/3941 Email: policeneto@camara.sp.gov.br

Marco Aurélio Cunha (PSD)

Fone: (11) 3396-4238/3959 Email:marcoaureliocunha@camara.sp.gov.br

Mário Covas Neto (PSDB)

Fone: (11) 3396-4444 Email: gvmcovas@camara.sp.gov.br

Natalini (PV)

Fone: (11) 3396-4405 Email: natalini@camara.sp.gov.br

Patrícia Bezerra (PSDB)

Fone: (11) 3396-4254 Email: vereadora@patrociabezerra.com.br

Fone: (11) 3396-4250 Email: paulofiorilo@camara.sp.gov.br

Fone: (11) 3396-4522/3998 Email: tripoli@camara.sp.gov.br

Fone: (11) 3396-4428/3984 Email: paulofrange@camara.sp.gov.br

Fone: (11) 3396-4244/4245 Email: sandratadeu@camara.sp.gov.br

Reis (PT)

Fone: (11) 3396-4499 Email: reisvereador13651@gmail.com

Sandra Tadeu (DEM) Tonhinho Paiva (PR)

Fone: (11) 3396-4335 Email: vereador@toninhopaiva.com.br

Ricardo Nunes (PMDB)

Fone: (11) 3396-4000 Email: mbrugnera@camara.sp.gov.br

Senival Moura (PT)

Fone: (11) 3396-4530 Email: senival.pt@ig.com.br

Souza Santos (PSD)

Fone: (11) 3396-4242/5152 Email: souzasantos@camara.sp.gov.br

Vavá (PT)

30

a favor

6

não votaram

18 contra

1

abstenção

Fone: (11) 3396-4672/4673/4854/4469 Email: vavadotransporte@camara.sp.gov.br Nota: A votação se refere às emendas que definiram os limites máximos de aumento em 20% para residenciais e 35% para os demais em 2014. Para ser votado, o projeto original, que previa aumento de 30% e 45%, foi alterado para estes novos percentuais.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Vamos elevar nossa capacidade de produção anual de vacinas de cerca de 150 milhões de doses, para 650 milhões. Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz

.Ó..RBITA Marcos de Paula/Estadão Conteúdo

NOVO RUMO

A

linha de frente do Procure Saber – Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan e Erasmo Carlos – divulgará um vídeo manifestando-se sobre a polêmica das biografias. O vídeo faz parte de uma nova estratégia, que teve início com a aparição de Roberto Carlos no Fantástico. O grupo não quer falar mais em censura prévia – nem em um dízimo a ser pago pelos editores para a publicação de biografias. A ordem agora é discutir o direito à privacidade e esquecer de uma vez por todas a ideia da autorização para a biografia. No vídeo, os artistas falarão sob esse novo ângulo, ao

Ministro diz que teremos parceria para produção

contrário da posição anterior. Chico Buarque, em Paris, não confirmou se gravaria o vídeo à distância. Ao que tudo indica, o grupo foi repentinamente acometido por uma boa dose de bom senso.

LARGADA DADA

P

O

presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, assumiu ontem a presidência da Força Sindical. Ele substitui o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), o "Paulinho da Força", que teve seu pedido de licença por tempo indeterminado oficializado durante reunião da Comissão Executiva da Central, em São Paulo. Em nota, a Força Sindical fez apenas o comunicado, sem citar o motivo pelo qual Paulinho deixou a presidência da entidade. Recentemente, ele esteve dedicado à criação do partido Solidariedade (SDD).

ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ontem uma parceria para a produção da vacina dupla contra rubéola e sarampo exclusivamente para exportação. O projeto inclui a construção de uma fábrica de vacinas e medicamentos do laboratório Bio-Manguinhos/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Santa Cruz, zona oeste da capital fluminense que custará ao ministério R$1,6 bilhão. "Esta fábrica vai gerar emprego, renda, conhecimento, pesquisa e inovação tecnológica aqui no país, além disso vai exigir maior qualidade da produção nacional, o que fará com que as vacinas e outro medicamentos da Fiocruz tenham cada vez mais qualidade", prometeu Padilha. A previsão é exportar 30 milhões de doses de vacina a partir de 2017, sobretudo para a África, pelo menor preço mundial –US$ 0,54. O anúncio foi feito durante o 9º Encontro Grand Challenges que reúne pesquisadores do mundo todo no Rio para discutir soluções inovadoras e de impacto à saúde.

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Gustavo Lima/ Ag.Câmara

FORA DA FORÇA

Vacinas para expor tação

rovável candidato do PSDB à Presidência da República em 2014, o senador e presidente do partido, Aécio Neves (MG), afirmou ontem, que "está dada a largada para a grande vitória" em 2014. O discurso foi feito em evento do PSDB em Uberlândia, quando o senador foi saudado como o candidato tucano ao Planalto por 10 das 11 lideranças estaduais do partido que discursaram antes dele, entre elas o governador Antonio Anastasia e o exministro Pimenta da Veiga. "É chegada a hora de Minas mostrar ao Brasil o que temos de melhor. Vamos com Aécio Neves à Presidência da República", disse Anastasia. O evento foi a primeira das "Conversas com os Mineiros" deste ano. O evento é parte da estratégia de Aécio e do PSDB para fortalecer o nome dele e do partido, entre eleitorado e possíveis aliados. Aécio visitou Curitiba e Maceió e deve ir a Manaus, Goiânia e São Leopoldo (RS), em novembro. Estão previstas mais 3 cidades em Minas e 6 em São Paulo, até o fim do ano.

Parceira do projeto, a fundação norte-americana Bill & Melinda Gates, maior fundação filantrópica do mundo e que pertence ao empresário Bill Gates, comprará as vacinas da Fiocruz para doá-las a países pobres. Além disso, a parceria prevê investimento de US$ 1,1 milhão por parte da fundação americana para o desenvolvimento e a pesquisa clínica da vacina. Padilha explicou que embora o Brasil já tenha erradicado a rubéola e o sarampo, a demanda mundial é alta: "Aproximadamente 150 mil pessoas morrem por ano em todo o mundo vítimas do sarampo. Ao produzirmos essa vacina podemos ocupar o mercado global, primeiro, com essa vacina e depois abrir as portas para outros tipos de vacinas produzidas aqui no Brasil." Atualmente, o Brasil exporta diferentes tipos de vacinas para 75 países. O Sistema Único de Saúde oferece 25 tipos de vacinas e 96% delas são de produção nacional. O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, explicou que a nova planta vai quadruplicar a

produção de vacinas no País: "Vamos elevar nossa capacidade de produção que hoje é de cerca de 150 milhões de doses por ano de vacinas para 650 milhões de doses por ano". O fato de a Fiocruz já produzir a tríplice viral MMR (caxumba, sarampo e rubéola) facilitará o desenvolvimento da nova formulação segundo ele. "Mas cada formulação é uma nova vacina e apresenta novos desafios. Então é um produto novo que será desenvolvido inteiramente com tecnologia e competência nacional que vai responder uma demanda central do ponto de vista mundial." A tríplice viral não foi cogitada no acordo, pois a caxumba não é uma doença fatal na maioria dos países que hoje necessitam da vacina dupla contra a rubéola e o sarampo.

Esta fábrica vai gerar emprego, renda, conhecimento, pesquisa e inovação tecnológica aqui no País. ALEXANDRE PADILHA

O presidente do programa Global Health da fundação, Trevor Mendel, disse que hoje um laboratório indiano é o único produtor deste tipo de vacina e que a parceria com o Brasil é fundamental para universalizar seu acesso. Cada dose custa cerca de US$0,57, com previsão de aumento para os próximos anos. (ABr)

A postos, os médicos estrangeiros. Profissionais com diploma estrangeiro começam a atender, em uma semana, em locais sem assistência. s cerca de 2 mil médicos com diploma estrangeiro que participam da segunda etapa do Programa Mais Médicos vão iniciar os atendimentos em uma semana. Eles atuarão, a partir da próxima segunda-feira em unidades básicas de Saúde de 783 municípios e só ocuparão as vagas não preenchidas por brasileiros com diploma nacional, que têm prioridade.

O

O grupo de 2.167 médicos, vai se juntar aos 1.499 profissionais – 819 brasileiros e 680 estrangeiros – que já atuam em regiões carentes. Depois de passar, nas últimas três semanas, pelo módulo de capacitação e avaliação em universidades federais, os médicos formados no exterior começaram a chegar, no sábado, aos Estados onde trabalharão. O deslocamento deve ocorrer até amanhã.

Antes de serem encaminhados aos municípios onde atenderão, eles ficarão nas capitais, onde estudarão, ao longo desta semana, os problemas de saúde mais comuns da região e terão informações sobre a rede de saúde do Estado. A ambientação é considerada fundamental pelo governo, pois é nessa fase que eles conhecem hospitais, clínicas ou outras unidades de saúde para onde

Governo regula venda de garantia estendida

NOVO CÓDIGO CIVIL

Reforma pode ser votada ainda hoje na Câmara

Venda casada deste tipo de seguro será proibida padronização sobre a venda de seguro de garantia estendida na venda de produtos pelo comércio foi publicada ontem no Diário Oficial da União. As lojas não poderão mais fazer venda casada da garantia estendida conforme decisão do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), ligado ao Ministério da Fazenda. Caso descumpram as regras, as seguradoras que oferecem a garantia estendida pagarão multa que variará de R$ 10 mil a R$ 500 mil. De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), as medidas sobre o seguro valerão a partir da publicação no Diário Oficial da União, que deve ocorrer na próxima semana, mas as seguradoras terão até 180 dias para se adaptar às novas normas.

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A garantia estendida representa um seguro que o comprador contrata no momento da aquisição de bens duráveis que permite consertos e até a troca do produto em prazo maior que a garantia oferecida pelo fabricante. Atualmente, o serviço é oferecido não apenas no comércio tradicional, mas também nas páginas das lojas na internet. O Diário Oficial da União também publica resoluções do CNSP, que dispõem sobre a atividade de preposto de corretor de seguros e previdência complementar aberta, além de tratar da nomeação e registro. As resoluções organizam as operações das seguradoras por meio de seus representantes de seguros. Outra medida disciplina as operações das sociedades garantidoras. (ABr)

devem encaminhar pacientes que necessitem de atendimento especializado, como cirurgias. Para poder começar a trabalhar, eles receberão registros emitidos pelo Ministério da Saúde (não mais pelos conselhos regionais de Medicina) que passou a ter a competência para conceder o documento, conforme alteração estabelecida na Lei do Mais Médicos. (ABr)

Câmara dos Deputados pode votar hoje reforma no Código de Processo Civil. O código tem efeitos para a tramitação de todas as ações de Direito de Família, do Trabalho, do Consumidor, ações de indenização entre outros. O texto, que é de 1973, regula o que acontece nos tribunais envolvendo um processo de natureza civil – tratando de prazos e recursos cabíveis – e a forma como os juízes e as partes devem tratar a ação. Como a matéria passou por modificações na Câmara, voltará para análise no Senado. Segundos líderes da Câmara, há entendimento sobre a maior parte da reforma, faltando fechar questão sobre a previsão de advogados públicos receberem honorários pelas causas ganhas em nome dos órgãos para os quais trabalham. O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse acreditar que a votação será "resolvida" hoje. Os líderes se reúnem hoje para definir a pauta de votações.

A

Reforma – Uma das principais medidas da reforma é a previsão para que as causas sejam julgadas por ordem cronológica, evitando que causas antigas fiquem sem julgamento. Cada juiz terá que ter uma lista pública com os processos prontos para receberem sentença. Outro ponto prevê a criação do instituto de resolução de demandas repetitivas, que estabelece um sistema para que várias ações iguais sejam decididas de uma só vez. Ao identificar que há acúmulo de tema especifico, o tribunal cria o banco de incidente. O Ministério Público ou a Defensoria Pública podem acionar a segunda instância para tratar e definir uma jurisprudência. Os tribunais de primeira instância serão obrigados a seguir esse entendimento. Fica determinada ainda que a jurisprudência firmada em instâncias superiores, como Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, serão obrigatoriamente adotadas em casos semelhantes. Hoje, há uma certa liberdade do juiz. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 29 de outubro de 2013

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Se a Marina quisesse ter um partido para ser candidata, ela tinha. Se o PSB quisesse ter só uma opção, ele tinha. Eduardo Campos (PSB) governador de Pernambuco

Conectados em Rede

Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

Marina pede diálogo para superar divergências entre a Rede e o PSB de Campos

o abrir ontem o encontro entre PSB e Rede Sustentabilidade, a ex-senadora Marina Silva pediu que os dois grupos estejam abertos ao diálogo para que consigam superar divergências. "Às vezes a gente tem o vício de escutar só o que quer. Caetano já disse: Narciso acha feio o que não é espelho, estamos aqui para achar bonito o que não é espelho. Não é possível estabelecer a troca na mesmice, só na diferença." Ela citou como exemplo as posições de Rede e PSB sobre sustentabilidade e desenvolvimento econômico. "Então, tudo o que o PSB disser de sustentabilidade eu consigo escutar, outras coisas eu já não escuto. Tudo que a Rede falar sobre inclusão social, o PSB escuta, quando eles falarem de ecologia, eu não escuto. É preciso disposição para escutar o outro."

A

Tudo o que o PSB disser de sustentabilidade eu consigo escutar . Tudo que a Rede falar sobre inclusão social, o PSB escuta. MARINA SILVA

Marina abriu o primeiro encontro entre os dois partidos, em São Paulo, para a construção de um programa de governo conjunto. Ela e parte de seu grupo se filiaram ao PSB no início de outubro, depois de a Justiça Eleitoral negar o pedido de registro da Rede, partido que tentavam construir. Desde a oficialização do acordo entre Campos e Marina, parte da Rede se rebelou contra a decisão dela. Na sequência, a direção da Rede re Alice Vergueiro/Estadão Conteúdo

Marina, Campos e Luiza Erundina, no primeiro Encontro Programático.

cusou convite feito pelo PSB para que dois de seus integrantes compusessem o diretório nacional socialista. As divergências entre os partidos se acentuam em Estados em que há interesses distintos no apoio a candidaturas a governador, como São Paulo e Distrito Federal. Campos, que falou após Marina, afirmou que os que tentam jogá-lo contra a ex-senadora e os que acham que "os militantes da Rede vão disputar na cotovelada com os do PSB estão completamente enganados". Ele, que vinha dizendo que era necessário "ganhar 2013" na área econômica, afirmou que o ano representou a vitória da nova política: "Nós ganhamos 2013 na medida em que muitos pensavam que 2013 iria nos aniquilar, nós viramos o jogo e ganhamos, para a boa e nova política, o ano de 2013. Esse processo vai nos permitir vencer o debate de 2014 e, mais do que isso, espero que tenhamos as condições de fazer o povo brasileiro vencer a partir de 2015". Campos disse que também erram os que pensam a aliança com "a cabeça na política tradicional". "Se a Marina quisesse ter um partido para ser candidata, ela tinha. Se o PSB quisesse ter só uma opção (de candidatura), ele tinha." PROGRAMA Cerca de cem militantes de Rede e PSB começaram ontem a discutir um programa de go-

MARCO CIVIL DA INTERNET

Impasse pode adiar de novo a votação de lei para a web Como projeto tramita em regime de urgência, ele bloqueia a pauta de votações. m impasse sobre a "neutralidade da rede" – jargão utilizado para definir que o acesso a todos os sites precisa ser feito na mesma velocidade – pode adiar mais uma vez a votação do Marco Civil da Internet, prevista para ocorrer ainda esta semana na Câmara dos Deputados. O Marco Civil é uma espécie de "Constituição" da rede e fixa princípios gerais, como liberdade de expressão e proteção de dados pessoais. Como o projeto tramita em regime de urgência, ele passou a bloquear a pauta de votações da Câmara dos Deputados a partir de ontem. Os líderes do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e do PT, José Guimarães (CE), avaliam que as resistências ao projeto podem dificultar a análise. Segundo Eduardo Cunha, é preciso ampliar os debates sobre a neutralidade. Ele não descarta apresentar um texto alternativo para ser votado pelo plenário da Casa. "É pouco provável que ocorra essa votação. Tem pontos em aberto e se não houver mudança na questão da neutralidade para viabilizar um acordo é difícil votar. Acredito que é melhor deixar essa votação para a próxima semana", afirmou. Proprietárias de provedores de conexão e de empresas de telefonia são contrárias ao texto apresentado pelo relator, Alessandro Molon (PT-RJ), que sugere impedir as operadoras de definirem quais os tipos de acesso por parte do usuário teriam maior ou menor velocidade dentro dos pacotes de velo-

U

cidade oferecidos. De acordo com a proposta, as operadoras, por exemplo, não poderiam oferecer pacotes só com e-mail, apenas com acesso às redes sociais ou então incluindo acesso a vídeos. "O que precisa ter no marco é uma determinação para não ter discriminação (no serviço). Esse tem que ser o objetivo, não é obrigar os provedores a terem investimento ilimitado de infraestrutura", disse o líder do PMDB. "É como ter que oferecer uma Mercedes quando o usuário precisa de um Fusca. Tem que ter um serviço mínimo. Se não, vão acabar pagando por quem não usa", completou Eduardo Cunha. Molon afirmou que não negocia a neutralidade. "O marco civil não vai proibir a venda de pacotes diferentes para acesso à internet. Vamos continuar tendo a possibilidade de escolher uma banda de 1, 2 ou de 10 megabites. O marco proíbe, dentro dos 10 megas que eu pago, que a operadora escolha o que eu posso acessar mais rapidamente ou menos rapidamente", explicou o petista. O relator defende a votação mesmo que não haja consenso. "O projeto já está pronto para ser votado há mais de um ano. Chegou a hora da Câ-

mara decidir de que lado está. Não é possível mais impedir essa votação." Os líderes da Câmara se reúnem hoje para discutir a pauta de votações da Casa. Apesar de o texto ter prioridade, de acordo com as regras da Câmara, os deputados ainda podem votar, antes do marco, propostas de emenda à Constituição, medidas provisórias ou reforma de códigos. RESISTÊNCIA O líder do PT afirmou que vai defender a votação do marco, mas admitiu que a falta de um entendimento pode dificultar a discussão. "Não está simples (essa discussão), tem resistência na base e os líderes vão precisar decidir o que fazer." Outro entrave apontado para a votação é obrigar empresas estrangeiras de internet a armazenarem dados de usuários brasileiros no País – posição defendida publicamente pela presidente Dilma Rousseff. Segundo representantes de gigantes das redes sociais, a medida é fruto de pressão das empresas de telefonia que possuem unidades de datacenter ociosas. Elaborado em 2009 pelo Ministério da Justiça, o projeto foi à Câmara em 2011. A votação já foi adiada outras vezes, mas o texto ganhou prioridade para o governo depois das suspeitas de monitoramento dos EUA contra o Brasil. Se aprovado, vai ao Senado. (Folhapress)

Marina Silva e Eduardo Campos, juntos desde outubro, agora lutam por um mesmo entendimento. verno conjunto para a candidatura socialista à Presidência em 2014. O documento inicial sobre o qual os participantes debaterão é dividido em três eixos: manutenção das conquistas de governos passados, necessidade de novas práticas políticas e promoção de um desenvolvimento sustentável. Na abertura, Marina disse que, apesar de reconhecer as conquistas dos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é preciso para de "fulanizar" os avanços do País. "Esses ganhos não podem mais ser fulanizados. Se não forem assim pensadas, passaremos a ver essas conquistas de forma predatória, como se

fosse a conquista de uma parte, quando é de todos nós". Apesar do reconhecimento, o texto faz críticas às administrações anteriores. Diz que "questões estratégicas, como educação, saúde, gestão pública, que demandam uma verdadeira revolução, não têm recebido resposta à altura, limitando-se à políticas isoladas, sem profundidade e sem integração em todos os níveis de governo". Ataca a base do sistema político, que "permanece impregnada de práticas atrasadas, permeadas por uma persistente cultura patrimonialista", voltada para "acordos circunstanciais de ocupação de postos de poder e de alocação casuística de recursos públicos".

AGRONEGÓCIO Após romper com o deputado ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO) em nome da aliança com Marina, Campos disse que o agronegócio precisa se aproximar da sustentabilidade defendida por ela. "Não temos nenhum preconceito com os que vivem e produzem no campo, vemos necessidade dessa aproximação com o que defendemos porque há expectativa enorme com o Brasil no mundo afora". "O agronegócio é responsável por 25% do PIB, 25% do emprego. Nós queremos fazer isso com sustentabilidade, porque o mundo não quer comprar nada de quem não respeite os valores que ele está em busca", disse Campos. (Agências)


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As orelhas de Obama não param de queimar Pressionados, os EUA admitem rever regras de vigilância. A Espanha é a mais recente vítima da espionagem em massa.

ob pressão de aliados, os Estados Unidos deram ontem um primeiro sinal de recuo ao admitirem adotar "limites adicionais" sobre atividades da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês). O comentário foi feito pelo porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, enquanto a União Europeia (UE) prepara com apoio do Brasil - uma resposta diplomática às revelações dos grampos norte-americanos contra cidadãos e líderes mundiais. Ontem foi a vez da Espanha pedir explicações sobre a espionagem em massa de seus cidadãos. "(O governo Barack Obama) reconhece que deve haver limites adicionais sobre

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nossa coleta e uso de inteligência", afirmou Carney. O porta-voz disse ainda que Washington deve repensar os "riscos e benefícios" de práticas da NSA. No entanto, ele voltou a negar que os EUA usem ciberespionagem para obter vantagens econômicas. Carney revelou que a Casa Branca está revisando as capacidades de vigilância dos EUA e esse trabalho deve ser concluído até o fim do ano. O recuo da Casa Branca vai no sentido esperado por europeus e outros países, como o Brasil. Para estabelecer esse entendimento mundial sobre proteção de dados, a União Europeia quer trabalhar com o Brasil. O presidente da Comissão Europeia, o português Jo-

sé Manuel Durão Barroso, confirmou ontem que o diálogo entre Bruxelas e Brasília deve ocorrer em breve, informou a Agência Estado. "Com certeza, falaremos com o Brasil", disse Barroso. "Trabalharemos com todos os governos que estejam dispostos a encontrar uma solução para isso", completou. Considerado uma pessoa próxima dos EUA, Barroso disse que ampliará os contatos com a Casa Branca em busca de um acordo. Em entrevista à imprensa suíça, o presidente da Comissão Europeia afirmou que "não adianta bater sobre a mesa" e defendeu que a única saída é dialogar. Parte de sua posição apaziguadora tem como explicação

o fato de Barroso não querer que a crise comprometa as relações entre os dois lados do Atlântico. Sobre sua mesa está justamente a negociação do maior acordo comercial do mundo, entre Europa e EUA. As notícias sobre a interceptação de milhões de comunicações de cidadãos europeus e de 35 líderes mundiais, como a chanceler alemã, Angela Merkel, surpreendeu Bruxelas. No caso da chanceler alemã, seu celular estaria grampeado desde 2003. Ontem foi a vez da Espanha convocar o embaixador dos EUA para discutir as acusações de espionagem, e disse que, se comprovado, esse é um comportamento inaceitável entre países aliados.

A reunião ocorreu no mesmo dia em que o jornal El Mundo publicou que a NSA monitorou 60,5 milhões de telefonemas entre 10 de dezembro de 2012 e 8 de janeiro deste ano na Espanha, país de 47 milhões de habitantes. O diário espanhol informou ter fechado um acordo com o jornalista Glenn Greenwald, que mora no Brasil e tem trabalhado com outros órgãos da mídia para divulgar informações que lhe foram passados pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden. Punição - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, ameaçou agir para impedir veículos de imprensa de publicarem o que ele chamou ontem de "vazamentos prejudi-

Argentina já procura sucessor de Cristina

'O FIM DO MUNDO' Ventos de até 160 km/h varrem países do norte europeu, matando pelo menos 13 pessoas. Luke MacGregor/Reuters

entos com força de furacão varreram o Reino Unido, França, Bélgica, Alemanha, Holanda e Escandinávia, ontem, provocando a morte de pelo menos 13 pessoas, cortes de eletricidade e o cancelamento de centenas de voos e viagens de trem. Nas redes sociais, a tempestade foi apelidada de "stormageddon" ("tempestade" e "armagedom", em inglês), depois que meteorologistas consideraram que ela é uma dos piores a atingir o Reino Unido nos últimos anos. Rajadas de até 160 quilômetros por hora mataram quatro pessoas e deixaram 600 mil residências sem energia elétrica no Reino Unido. Avisos de enchentes foram emitidos para muitas partes do sul da Inglaterra e centenas de árvores foram derrubadas pelos ventos fortes. O aeroporto de Heathrow, o mais movimentado de Londres, registrou o cancelamento de 130 voos. Os que saíram de São Paulo e Rio de Janeiro ou tiveram essas cidades como destino não sofreram alterações, até a noite de ontem. Também foram registrados atrasos no sistema de metrô e de trens da cidade. Poderia ter sido muito pior. Só não foi porque as autoridades fizeram um alerta no fim de semana e tomaram medidas preventivas. Não só os britânicos sofreram com a tempestade, batizada de São Judas, em homenagem ao santo do dia. Na Alemanha, França e Holanda também houve mortes. A Alemanha, um dos países mais afetados, registrou seis mortes relacionadas à tempestade. Em Copenhague, um homem morreu ao ser atingido por um tijolo arremessado pela força da tormenta. Em Amsterdã, uma árvore caiu e matou uma mulher. Houve também uma morte na França. (Agências)

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A forte tempestade provocou ondas gigantescas no litoral do Reino Unido Jason Lee/Reuters

Um carro desgovernado aos pés de Mao Tse-Tung elo menos cinco pessoas morreram e outras 38 ficaram feridas, ontem, depois que um carro invadiu a Praça da Paz Celestial (Tiananmen), atravessou barreiras e pegou fogo sob o retrato do exlíder comunista Mao Tse-Tung, informou a agência Xinhua. O motorista do carro e dois passageiros morreram, assim como dois turistas. As causas do incidente não estão claras, mas, por conta

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Policial patrulha praça, enquanto colegas fazem limpeza do local.

ciais" de Snowden. "Se eles (os meios de comunicação) não demonstrarem responsabilidade social, vai ser muito difícil para o governo não agir", disse o premiê, um dos maiores aliados do governo norte-americano, ao Parlamento britânico. Desde junho, quando o jornal britânico The Guardian começou a divulgar informações vazadas por Snowden - hoje asilado na Rússia -, vários países, incluindo o Brasil, já se queixaram das ações de espionagem realizadas pela agência norte-americana. A presidente Dilma Rousseff chegou a cancelar uma visita de Estado que faria a Washington este mês. Na sexta-feira passada, o premiê britânico havia acusad o S n o w d e n e j o rn a i s n ã o identificados de terem ajudado inimigos do Reino Unido a burlar a vigilância dos seus serviços secretos. Revelações de Snowden sobre as atividades da agência britânica de inteligência GCHQ e sobre sua cooperação com a NSA constrangeram o governo britânico e irritaram muitos parlamentares do Partido Conservador (governo), que viram nisso uma violação da segurança nacional. Cameron deixou claro que sua paciência está se esgotando, mas disse aos parlamentares que prefere não agir com mão pesada com os jornais que publicaram segredos. "Não queremos usar liminares, ordens de censura ou outras medidas mais duras. Acho que é muito melhor apelar ao senso de responsabilidade social dos jornais", declarou o primeiro-ministro. (Agências)

do simbolismo da praça - palco dos protestos estudantis de 1989 - a possibilidade de tentativa de imolação ou ato de protesto não foi descartada. As autoridades agiram rapidamente para limpar a área que fica no centro de Pequim -, esvaziando a praça e montando bloqueios com telas. Fotografias sobre o incidente publicadas na internet foram apagadas pelos serviços de censura chineses. (Agências)

governo da Argentina garantiu ontem que sua capacidade de gerir o país não está em risco, um dia após uma dura derrota nas eleições legislativas. Mas a realidade mostra que o resultado nas urnas desenhou um novo mapa político em que surgem os primeiros presidenciáveis para 2015. O principal deles é Sergio Massa, da Frente Renovadora. O peronista dissidente derrotou o candidato de Cristina no maior colégio eleitoral, a província de Buenos Aires - teve 43,92% dos votos, ante 32,18% de Martín Insaurralde, da Frente pela Vitória (FPV). Ontem, Massa evitou dizer se será candidato à Presidên-

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cia. "Acho uma falta de respeito pensar em 2015", disse. Já o governo manteve sua maioria no Congresso, mas não terá condições de aprovar uma emenda constitucional que permita a Cristina disputar um novo mandato. Com o mau desempenho da FPV, não se sabe a força que a mandatária terá para conseguir impor o nome de um sucessor. "Mas o kirchnerismo não acaba. Cristina ainda pode ter força dentro do partido e eleger um sucessor, assim como Lula fez no Brasil. O PT não acabou com a saída de Lula da Presidência", disse Roberto Bacman, do Centro de Estudos de Opinião Pública, de Buenos Aires, à Folhapress. (Agências)


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Vencendo o escudo do câncer Começo de uma nova era da oncologia: pesquisadores descobrem que podem quebrar o "escudo protetor" de células cancerígenas com as drogas certas. Matt Roth/The New York Times

Gina Kolata*

urante mais de um século, pesquisadores ficaram intrigados pela capacidade sinistra das células cancerígenas escaparem do sistema imunológico. Eles sabiam que as células cancerígenas eram grotescamente anormais e deveriam ser mortas pelos glóbulos brancos do sangue. No laboratório, em placas de Petri, os glóbulos brancos poderiam prosseguir com o ataque contra as células cancerígenas. Por que, então, os cânceres conseguiam sobreviver no organismo? Quando a resposta finalmente apareceu nos últimos anos ela trouxe um bônus: uma forma de cercear a estratégia do câncer. Pesquisadores descobriram que os cânceres se envolvem em um campo protetor invisível. E eles se viram capazes de romper tal escudo com o remédio certo. Quando o sistema imunológico está livre para atacar, os cânceres podem encolher, parar de crescer ou desaparecer nos pacientes sortudos com as melhores reações. Pode não importar qual tipo de câncer a pessoa tenha. O importante é deixar o sistema imunológico agir. Até agora, os remédios testados mostraram-se eficazes entre pacientes com melanoma, câncer renal e pulmonar. Em estudos preliminares, eles também parecem funcionar contra câncer de mama, de ovário, intestinal, estomacal, de cabeça e pescoço, mas não com o de próstata. Ainda é muito cedo, logicamente, e as dúvidas continuam. Por que somente alguns pacientes respondem às novas imunoterapias? Será que as respostas podem ser previstas? Depois de derrotados pelo sistema imunológico, por quanto tempo o câncer permanece acuado? Ainda assim, os pesquisadores acreditam estar vendo o começo de uma nova era da oncologia. "É incrível", disse o Dr. Drew Pardoll, diretor de pesquisa de imunoterapias na Faculdade de Medicina Johns Hopkins. Para ele, este momento será visto como um ponto de inflexão, um instante na história da Medicina quando tudo mudou. Pesquisadores e companhias dizem estar apenas começando a explorar as novas imunoterapias e a desenvolver outras para atacar cânceres como o de próstata, que parece usar moléculas diferentes para escapar aos ataques do sistema imunológico.

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Tumor de Gobin não voltou apesar de estar sem remédio há oito meses

essas moléculas. O efeito, quando as células T estão por perto, é como desligar um interruptor de luz. As células T simplesmente se desligam. Os cânceres que não usam PD-L1 ou PD-L2 devem recorrer a sistemas similares, que só estão começando a ser explorados. Os sistemas corporais têm muitas redundâncias para obstruir ataques imunológicos. Porém, por ora, o sistema PD demonstrou aos pesquisadores como as células cancerígenas podem fugir à destruição. "Isso foi constatado nos últimos anos", afirmou Ira Mellman, vice-presidente de pesquisa oncológica na Genentech. "As células tumorais fazem uso desse freio." 'Disfarce' – A descoberta levou a uma ideia: quem sabe uma droga que disfarçasse as moléculas PD nas células cancerígenas ou nos glóbulos brancos do sangue permitisse ao sistema imunológico fazer seu trabalho. A primeira indicação de que um escudo protetor do câncer pode ser rompido surgiu em 2010, após um estudo clínico do remédio ipilimumab em pacientes com melanoma geralmente intratável. O medicamento libera o sistema imunológico, permitindo que derrote tumores mesmo se tiverem escudo protetor. Pacientes que tomaram a

CASAL BALEADO

CRIME DA MALA

U .Ó..RBITA

PM AGREDIDO

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governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a postura da Polícia Militar contra vândalos infiltrados em manifestações não vai mudar. Na sexta, o coronel Reynaldo Simões Rossi foi cercado e agredido por manifestantes no Parque Dom Pedro, durante protesto organizado pelo Movimento Passe Livre. "Está sendo feita uma intensa investigação a respeito. É preciso identificar cada um para tentar inibir a ação de criminosos infiltrados nas manifestações." (Folhapress)

m homem de 53 anos e uma mulher de 22 foram baleados dentro do carro ontem de manhã na Avenida 9 de Julho, em São Paulo. O crime ocorreu perto do cruzamento com a Alameda Lorena e as duas vítimas foram socorridas a hospitais da região: Carlos Eduardo Coelho Hirsch levou seis tiros e foi encaminhado em estado grave ao Hospital das Clínicas. No final da tarde, ele não resistiu e morreu. A mulher, identificada como Flávia Silva Martins, que dirigia o Voyage onde os dois estavam, foi atingida por um disparo. Levada à Santa Casa, ela passa bem. De acordo com a Polícia Militar, os tiros foram disparados contra o veículo quando ele estava parado no sinal vermelho. Uma denúncia anônima informou que o atirador saiu de um carro de trás do Voyage, atirou contra o casal e fugiu a pé. (Estadão Conteúdo)

medicação sobreviveram, em média, dez meses, quatro a mais do que os que receberam aleatoriamente um tratamento diferente. E quase 20% dos pacientes que responderam agora já sobreviveram até dez anos. Foi a primeira droga a melhorar a sobrevivência de pacientes com melanoma metastático em um teste clínico aleatório. "Foi espetacular", disse o Dr. Axel Hoos, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento oncológico do GlaxoSmithKline, que ajudou a criar a droga quando estava no BristolMyers Squibb. "Até aquele momento crucial, a imunoterapia era mal-afamada. Não funcionava." A medicação foi aprovada para melanoma em março de 2011, com preço alto: US$ 120 mil por tratamento. Havia outro inconveniente. Ao liberar o sistema imunológico, ele por vezes levava a ataques às células normais. Em alguns casos, a reação era fatal. Todavia, o estudo clínico era uma prova do conceito, demonstrando que o câncer podia sucumbir a um ataque do sistema imunológico. Esperança – À medida que os pesquisadores continuam a estudar as novas medicações e perguntam se podem aprimorar os resultados ao combiná-las com outras terapias, eles são animados por alguns

no primeiro estudo. Todos em um estágio avançado da doença já estariam mortos agora, avaliou o médico. "Pessoalmente, nunca vi nada assim." David Gobin, 63 anos, policial aposentado de Baltimore, tem uma história similar. Ele descobriu um câncer pulmonar em 2008 e passou por uma cirurgia para remover os dois lobos inferiores do pulmão direito, depois por radiação e quimioterapia. O tratamento foi duro. Ele perdeu quase 32 quilos. Dois anos mais tarde, o câncer voltou e havia se espalhado para a parede do peito. Ele enfrentou mais cirurgia, radiação e quimioterapia. Em 2010, Gobin participou do teste clínico de uma medicação experimental que interfere no crescimento celular, mas não teve sucesso. Nada a perder – Então, seu médico no Johns Hopkins sugeriu a fase um do teste de uma droga contra o PD-1. "Claro, eu topo. O que tenho a perder?", afirmou Gobin. Os tumores encolheram significativamente e não cresceram mais, embora ele tenha parado de tomar o remédio há oito meses. "Todo dia em que sinto meus pés na grama é um dia bom", disse Gobin. "Eu estava no lugar certo na hora certa. Sempre terei câncer, mas eu posso viver com ele. Deus me quis vivo e eu estou vivo." *The New York Times

Cristiano Novais/Estadão Conteúdo

Eles estão nos primeiros estágios da combinação de imunoterapias com outros tratamentos em uma tentativa de aprimorar os resultados. "Eu quero tomar muito cuidado para não criar alarde nem aumentar as expectativas dos pacientes a um nível tão elevado que nunca possamos atingi-las", disse a Dra. Alise Reicin, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Merck. Contudo, as companhias têm um incentivo para acelerar o desenvolvimento dos remédios, que devem ser caros e ter alta demanda. Atrasos de apenas meses podem significar perdas enormes de receita potencial. Abaixando as defesas – A história dos novos tratamentos começou com a descoberta de como a doença escapa aos ataques. Constatou-se que o câncer utiliza os freios do próprio corpo, que normalmente desativam o sistema imunológico depois que se encerrou o trabalho de matar células infectadas por vírus. Por exemplo, um sistema de frenagem usa uma molécula, PD-1, da superfície da célula T do sistema imunológico. Se uma célula-alvo tiver moléculas conhecidas como PD-L1 ou PD-L2 em sua superfície, a célula T não consegue atacá-la. Assim, algumas células cancerígenas se cobrem com

dos raros pacientes cujos cânceres foram brecados pelas drogas. Eles advertem que tais pacientes são incomuns e que estudos críticos para revelar os efeitos dos medicamentos nas populações de pacientes com câncer estão em andamento. "O que realmente desejamos saber é se as pessoas estão vivendo mais tempo", explicou o Dr. Roger M. Perlmutter, presidente do laboratório de pesquisa da Merck. Para ter essa resposta, "será preciso esperar". Ele acrescentou: "Não quero dar às pessoas falsas esperanças." Não obstante, alguns pacientes, como os dois tratados no Hopkins, se tornaram emblemas da esperança. Em 2007, Dennis M. Sisolak, 72 anos, engenheiro aposentado de Bel Air, Maryland, descobriu que tinha câncer renal. O tumor era enorme e o câncer se espalhara. Depois que experimentou duas novas medicações sem sucesso, seu médico, Dr. Charles G. Drake, especialista em câncer de rim do Johns Hopkins, o inscreveu na primeira fase do teste clínico de um inibidor de PD-1. O câncer desapareceu nos exames e não voltou, embora ele esteja sem tratamento há um ano. "Tenho muita gente rezando por mim", disse Sisolak. Drake contou que três de seus pacientes tiveram respostas semelhantes, incluindo um tratado cinco anos atrás

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magens divulgadas pela Polícia Civil de Santos (SP) mostram o filho da idosa de 74 anos – morta na madrugada de sábado – arrastando uma mala na qual escondia o corpo da mãe. Ele é o principal suspeito de ter cometido o crime e está preso no 5º DP. O vídeo flagra o rapaz entrando no elevador do prédio segurando a mala. Sem se preocupar com outros moradores, ele sai arrastando a bagagem e a abandona em frente ao edifício. Segundo a polícia, um morador de rua abriu a mala e encontrou o corpo. Acionada pelo zelador, a PM foi ao local e constatou que havia o corpo de Cláudia Macchione de Sampaio na bagagem. Policiais prenderam o suspeito, identificado como Carlos Macchione de Sampaio, no apartamento após ele se recusar primeiramente a abrir a porta. (Agências)

PROTESTOS – A Rodovia Fernão Dias foi bloqueada nos dois sentidos, ontem à noite, na região do Jaçanã. O motivo foi o protesto em razão da morte do adolescente Douglas Martins Rodrigues, de 17 anos, após uma abordagem policial na Vila Medeiros, zona norte da capital paulista, no domingo. Os manifestantes atearam fogo em caminhões e ônibus que passavam pela rodovia.


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Troca de farpas grafitadas em Nova York O polêmico artista Banksy resolveu responder às críticas do prefeito da cidade de Nova York – que disse que grafite não é arte – atacando o novo World Trade Center e o The New York Times: "A maior monstruosidade em NY não é o grafite, mas a construção no Marco Zero", disse. E acrescentou: "É chato. Parece algo que construiriam no Canadá".

Ringo, discretamente. André Domingues curioso que chegue discretamente a São Paulo um show do ex-beatle Ringo Starr logo após o alarido mundial em torno do novo disco de Paul McCartney, New. Enquanto Paul carrega a imagem da glória dos Beatles, Ringo representa a memória doméstica do grupo. No futebol, seria o jogador que joga para o time. Sua apresentação traz as poucas canções que assinava ou interpretava, como Yellow Submarine e With a Little Help from my Friends, mas também o clima de camaradagem que buscava semear no quarteto de Liverpool. É algo sensivelmente reconstruído na All Starr Band, em que todos têm espaço para mostrar suas habilidades. Dentre as atrações brasileiras desta semana, os destaques são a cantora Maria Bethânia, que encerra a turnê do excelente espetáculo Carta de Amor, e o violonista Mário Adnet, que mostra bonitos arranjos para temas de Tom Jobim em Jobim Jazz. A primeira tem como base o ál-

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bum Oásis de Bethânia, do ano passado, enquanto o segundo resume os ótimos discos Jobim Jazz e + Jobim Jazz, lançados em 2007 e 2011, tendo a bem-vinda participação especial de Nana Caymmi. Dois bons shows da agenda paulistana têm as memórias do rock nacional como assunto. De um lado, o grupo Paralamas do Sucesso segue na comemoração dos 30 anos de estrada relembrando hits como Meu Erro e La n t e r n a dos Afogados, além de alguns covers que tocavam no início da carreira, como os de Led Zeppelin, The Police e Gilberto Gil. De outro lado, há um princípio de reconciliação no rachado Ira!, com a surpreendente apresentação conjunta dos seus principais integrantes: o guitarrista Edgar Scandurra e o cantor Nasi. De quebra, o show traz uma participação do eterno galã dos anos 80, Paulo Ricardo, do RPM. São Paulo assiste, ainda, a mais um interessante revival, só que na praia do

forró universitário: o do grupo Forroçacana, liderado pelo competente Duani Martins. Para favorecer a vazão da inevitável nostalgia, o show ocorre num endereço folclórico da Rua Butantã, o Tropical, agora reestilizado e com o nome modernoso de Novo Tropical Dance. Já entre os artistas estrangeiros, além de Ringo, vale prestar atenção no grupo francês Lo Còr de la Plana, que resgata e atualiza os cantos provençais de dialeto occitano, num jogo inteligente de vozes e percussão. O espe táculo atual, Marchal, se concentra em canções de rebeldia do final do séc. XIX. Outra atração internacional que merece atenção, por fim, é o ídolo teen Justin Bieber. Musicalmente, não justifica o mais tímido dos gritinhos das meninas, mas sua sofisticada produção de palco continua sendo uma lição para o pop nacional.

GARGAREJO Seleção dos espetáculos da semana Marcos de Paulo/Estadão Conteúdo-05/10/2011

Arnaldo Antunes – Disco Gênero: pop cabeça Teatro Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076.9700. Dias 31 e 1, às 21h30. R$ 25 (ingressos quase esgotados) Edgar Scandurra e Nasi, part. Paulo Ricardo Gênero: memórias do rock anos 80

Parque do Ibirapuera, portão 2. Tel.: 3629.1075. Dia 31, às 21h. R$ 20

Traffô. Rua Gomes de Carvalho, 560. Tel. 3045.4524. Dia 30, às 19h. R$ 150 (mulher) e R$ 210 (homem). Forroçacana, abertura Trio Juazeiro e Trio Xamego Gênero: revival de forró universitário Novo Tropical Dance. Rua Butantã 336. Tel. 3031.4226. Dia 1, às 22h. R$ 100 Paulo Vitor/Estadão Conteúdo- 02/09/2010

Paralamas do Sucesso Gênero: biografia musical Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17955. Tel.: 4003.5588. Dia 2, às 22h. De R$ 80 a R$ 180. Justin: Arena Anhembi, sábado. Justin Bieber – Believe Gênero: pop infanto-juvenil Arena Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1209. Tel.: 4003.5588. Dia 2, às 20h. De R$ 280 a R$ 650

Ringo Starr Gênero: antologia pessoal Credicard Hall. Av. das Nações Unidas, 17955. Tel.: 4003.5588. Dia 29, às 21h30. De R$ 130 a R$ 650. (Cotação AD)

Lo Còr de la Plana – Marchal Gênero: cantoria provençal modernizada Teatro Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93. Tel.: 3871.7700. Dias 2 e 3, às 19h. R$ 24 Maria Bethânia – Carta de Amor Gênero: canção à flor da pele HSBC Brasil. Rua Bragança Paulista, 1281. Tel.: 4003.1212. Dias 1, às 22h, e 3, às 20h. De R$ 110 a R$ 260 (ingressos esgotados).

Lou Reed: trovador às margens do mundo moderno.

roqueiro Lou Reed, falecido no último domingo, conseguiu ter na história do rock aquele mesmo efeito das mixagens dos seus discos, em que a voz parece se descolar do resto da banda, por mais barulhenta que ela seja. Era como se as modas passassem, os ídolos passassem e ele continuasse lá, alheio em suas ironias. A experiência fundamental da trajetória de Lou Reed foi o tempo de formação da banda The Velvet Undergound, em que frequentava o estúdio de arte Factory, do artista plástico Andy Warhol. Ali, entre jovens de diversas tendências unidos pela pop art, desenvolveu a curiosa habilidade de, ao mesmo tempo, se servir e zombar da cultura pop. O primeiro disco do grupo, The Ve l v e t U n d e r g r o u n d & N i c o (1967), bancado por Warhol, trazia essa marca, ao usar estilemas de um roquinho fluente para falar de temas chocantes, co-

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mo uso de drogas e sexo sadomasoquista. Àquela altura, Lou Reed já exercitava, também, seu inconfundível canto quase sussurrado, misto de Chet Baker e Bob Dylan, tão cáustico quanto acolhedor. Lou Reed deu a Warhol uma imagem crua e instigante do submundo nova-iorquino e, em contrapartida, aprendeu a postura independente e experimental das vanguardas eruditas. Na carreira solo, iniciada com o ant o l ó g i c o d i s c o Tr a n s f o r m e r (1972) – em que constam faixas como Walk in the Wild Side e Pe rfect Day –, se aperfeiçoou em arr i s c a r ex p e r i ê n c i a s s o n o r a s , chegando ao limite dos ruídos inaudíveis em Metal Machine Music (1975), mas sem nunca abandonar aquele tipo soturno e arredio. Ao final, Lou Reed parecia fundido aos personagens de suas músicas, sofrido, inventivo e autêntico, vadiando nas margens do mundo moderno.

Gustavo Cuevas/EFE-17/04/2000

O Disco de Arnaldo azer com que praticamente se esgotassem os ingressos das seis noites do show de lançamento do seu novo trabalho, Disco, é um sinal da importância que assumiu o compositor Arnaldo Antunes no atual cenário paulistano. As canções que escreve, afinal, costumam propor debates que ficam por meses, até anos, como aconteceu com o recente Iê Iê Iê e seus temas pop juvenis. Em Disco, Arnaldo não quis se prender a um assunto específico, preferindo, ao contrário, mostrar a amplitude dos seus recursos e interesses. O recente diálogo com o brega, por exemplo, fica claro em Ela é Tarja Preta, composta com Betão Aguiar, Luê, Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro. É uma espécie de Show das Poderosas com tempero paraense e uma gotinha a mais de bom humor. Já o rock e a

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Reprodução

Maria Bethânia: sexta-feira e domingo no HSBC Brasil.

Mário Adnet, part. Nana Caymmi – Jobim Jazz Gênero: tributo bem arranjado Auditório Ibirapuera.

Reed: fundador do seminal The Velvet Underground.

rebeldia contra a vida burguesa do tempo dos Titãs tem destaque na agressividade irônica de Ah, Mas Assim Vai Ser Difícil. A costumeira pregação antirracionalista, por sua vez, encontra seu melhor exemplo no funk Trato, composto com Céu e Hyldon. É de se notar, ainda, a velha destreza verbal de Arnaldo, escolada em leituras de poesia brasileira contemporânea, que fica clara na corredeira de consonâncias de Azul Vazio, feita com a artista plástica (e esposa) Márcia Xavier. A imagem de um LP em negativo na capa do novo álbum de Arnaldo Antunes lembra um olho, e é exatamente isso que Disco parece: o olhar de Arnaldo para diversas nuances da sua obra. Não é um trabalho de todo bem acabado, infelizmente, mas, sem dúvida, enxerga longe em seus questionamentos. (A .D.)

Para comemorar o Dia do Livro: títulos de graça no metrô. Hoje, das 10h às 15h, nas estações Carandiru, Santana, Parada Inglesa e Tucuruvi, o coletivo Rede Social Zona Norte distribui livros.


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A ideia é propor novas perspectivas inspiradoras e transformadoras Paulo Borges, diretor criativo da SPFW. Alexandre Carvalho/Fotoarena/Folhapress

No Parque Villa Lobos, dezenas de modelos vão antecipar os modelos que os brasileiros verão nas vitrines no outono/inverno.

A moda se desloca do lugar comum A 36ª edição da São Paulo Fashion Week, maior evento da moda da América Latina, estreou ontem, com novidades e surpresas. Sílvia Pimentel

epois de inaugurada no domingo com um desfile inusitado para os usuários do metrô paulistano, a 36ª edição da São Paulo Fashion Week começou oficialmente ontem no Parque Villa Lobos, com baixa temperatura nos termômetros. Os 40 modelos que desfilaram um dia antes em algumas estações do metrô vão se multiplicar nos próximos cinco dias nas passarelas da tenda branca de 15 mil metros quadrados, armada no Villa Lobos para antecipar o

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que os brasileiros verão nas vitrines no outono/inverno. Neste ano, o SPFW pretende trabalhar com o tema “Deslocamentos”, dentro da conceito de que é preciso sair do lugar comum a partir de novos olhares e sentimentos. " A ideia é propor novas perspectivas inspiradoras e transformadoras, que são o princípio da criação", afirma Paulo Borges, CEO da Luminosidade e diretor criativo do evento. Nesta edição da semana de moda paulistana, foi firmada uma parceria entre o evento e a revista Vogue, no sentido de promover o fortalecimento do mercado da moda no Brasil.

A SPFW é marcada por um vai e vem de profissionais da moda. Entre as novidades deste ano estão a estreia da estilista Patrícia Motta e o retorno de Reinaldo Lourenço e Gloria Coelho, ausentes na última edição da mostra. O maior evento da moda da América Latina também recebe Pedro Lourenço, que apresentará sua coleção em um vídeo-desfile em Paris, porém adaptada ao inverno brasileiro. Algumas marcas farão desfiles externos: Alexandre Herchcovitch e Ellus escolheram o Teatro Municipal como palco dos desfiles. Já a coleção da Cavalera será apresentada no

anfiteatro aberto do parque Villa-Lobos. Pedro Lourenço mostra sua coleção na Faap e Reinaldo Lourenço em seu showroom. A marca FH por Fause Haten fará um desfile surpresa. Tão surpressa que os organizadores só divulgarão onde será uma hora antes do início. Estilos – Consultores de moda enumeram quatro estilos que deverão estar presentes nas passarelas até o próximo dia 1 de novembro, quando termina o SPFW. São eles: Eletric Ecstasy, Quiet Time, Neo Noir e Moda Folk. O primeiro traz um inverno colorido com tons como rosa doce, nude e

amarelo forte. Mistura de estampas, como corações, pop art e quadrinhos, e formas geométricas, poás e listras também marcarão presença, mostrando que é possível de divertir com a moda. Destacam-se os tecidos finos e fluidos e as peças-chave são saias flare curtas, vestidos de moletom e calças coloridas com estampas divertidas. A tendência Quiet Time é inspirada nas pessoas que buscam um estilo de vida equilibrado e saudável e traz a top model Gisele Bundchen como exemplo. Nas estampas, aparecem com mais intensidade o mármore e o to-

que de natureza. As peçaschave são blusas com gola padre, vestidos retos e calças soltas. O look Neo Noir traz a clássica combinação preto e branco, estampas digitais e cores como roxo, vinho e rosa queimado. Por fim, a Moda Folk se inspira na Colômbia, no Peru e no Leste Europeu e evidencia o floral com fundo preto, o ciganismo, as rosas e outras flores grandes, além de apliques em terceira dimensão. Os detalhes artesanais, as batinhas, os vestidos e saias até o joelho, as franjas e os casacos super decorados também representam o estilo.

Luxo místico e mistério, com inspiração na Escócia.

Surpresa: bailarinos tomam o lugar de modelos.

A estilista Priscilla Darolt se inspirou nas tribos pré-medievais

Performance da grife mineira Uma mostra a street fashion

busando de tecidos como lã, seda e o couro, a Animale estreou ontem a passarela da São Paulo Fashion Week. A grife carioca misturou tradição, futuro, rígido e leve para compor a sua coleção de inverno, buscando inspiração nos países da Grã Bretanha. Os tartans e kilts aparecem de forma sutil como fragmentos nas peças, assim como o gótico e o punk, movimentos que nasceram na Escócia e na Inglaterra. Com ares de modernidade, a calça de couro ganha detalhe que lembra os kilts. Os acabamentos dos bolsos dos coletes e das jaquetas são em forma de piercings estilizados e já nascem hits. Muito usadas na Escócia, as lãs protagonizam a história de luxo místico e o mistério que envolvem o inverno recriado pela grife, que possui hoje mais de 60 lojas próprias. A lã aparece nas peças numa variedade de tramas e construções como renda, tricô e feltro. Tules recebem aplicações texturizadas e as rendas de lã são destaque em looks totais ou em recortes, como o das laterais da saia lápis. A estilista Priscilla Darolt se inspirou nas tribos prémedievais da Escócia. O capuz da jaqueta perfecto, por exemplo, invoca os povos druidas, assim como as mangas sino e morcego, além

Felipe Andrei/Futura Press/Estadão Conteúdo

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desfile da Uma, por Raque l Davidowicz, o segundo a ser apresentado ontem na SPFW, surpreendeu ao levar à passarela 24 bailarinos profissionais da São Paulo Companhia de Dança, que se apresentaram em solos, duplas e trios. Ao mesmo tempo, os movimentos largos e arrojados de dança contemporânea demonstravam a praticidade e o conforto das roupas da grife mineira. A inspiração da performance veio da rua, da chamada street fashion, com a proposta de unir a moda ao balé, com um coreografia tipicamente urbana. As roupas usadas pelos bailarinos foram feitas com tecidos confortáveis, como o tule estampado, veludo de seda, malha, tricôs de viscoso, lã, algodão e couro sintético. Na cabeça, toucas de tricô, para homens e mulheres. As peças eram amplas, sobrepostas, amarradas, dando a impressão de roupas usadas ou feitas para o cotidiano. A marca abusou das calças tipo legging, bem confortáveis, das saias plissadas e blusas esportivas. Os bailarinos calçavam coturnos curtos. Nas cores, destaques para o azul-klein, preto e o cinza mesclado. A coleção inverno chega com o nome "Narrativa Visual". (SP)

Alexandre Ca

rvalho/Fotoare

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A Animale misturou tradição e futuro, rígido e leve. Tartans e kilts aparecem em fragmentos, em modelos que abusam de lã, seda e couro.

das bocas largas das calças. Dos povos pictos vem os grafismos que lembram tatuagens místicas com influência gótica. A coleção abusa de cores como o vermelho, verde e petróleo, em tons mais densos. A grande atração da apresentação da marca foi a presença da angel da

Vanessa Carva

lho/Brazil Photo

Press

Victoria's Secrets Karlie Kloss, a top número sete do mundo, de acordo com o site models.com. (SP)

na/EC

Celio Coscia/Fotoarena/Estadão Conteúdo

No desfile da Uma, por Raquel Davidowicz, bailarinos, para demonstrar a praticidade das roupas.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A gasolina e o diesel correspondem a metade da receita da Petrobras. Por temor de inflação, os preços são controlados.

Cielo entra na briga dos leitores para celular

Não se trata de ser contra o desenvolvimento do País. Mas de afirmar que não há opção quando se trata de cumprir a lei. Thais Santi, procuradora da República.

Usina de Jirau, R$ 1 bilhão mais cara.

Divulgação

Financiamento do BNDEs para a obra é de R$ 9,5 bilhões, e não está previsto que passe disso, segundo a principal acionista do empreendimento, a GDF Suez. Foto André Dusek/EC

profissional autôn o m o , o M E I ( M icroemp ree nded or Individual) e o pequeno comerciante são os alvos das empresas que comercializam soluções para meios de pagamento eletrônicos. Depois do lançamento dos leitores de cartões para celular de várias concorrentes, ontem foi a vez da Cielo marcar presença neste segmento. A empresa fez uma ampliação do Cielo Mobile, aplicativo que existe desde 2010 e que, desde então, permitia aos pequenos empresários receber pagamentos apenas na função crédito. O aplicativo já teve mais de 200 mil downloads e conta com 25 mil usuários ativos. Com a atualização, ele ganhou um menu semelhante ao da máquina POS (Point of Sale) e permite o recebimento de pagamentos na função débito, crédito (em até seis vezes), crediário (até 48 vezes) e voucher. O empresário que quiser utilizá-lo terá de alugar um leitor de cartão de chip, no qual o cliente poderá digitar a senha, o que aumenta a segurança da operação contra fraudes e clonagens. Os dados são criptografados e não ficam no smartphone e nem no leitor. No final, o comprovante é enviado para o email de quem recebeu o pagamento e há a opção de envio para quem comprou. A Cielo vai disponibilizar o aparelho a partir da segunda quinzena de novembro.

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A comunicação entre este leitor e o celular ocorrerá por bluetooth. Por enquanto, o produto da Cielo está disponível para aparelhos com o sistema operacional Android e, em novembro, será disponibilizado para iOS, da Apple. A novidade do produto da Cielo é o fato de possibilitar pagamentos na função débito e voucher – já que os produtos disponíveis no mercado até então só aceitavam transações na função crédito. As transações em débito já representam 35% das transações totais do mercado de cartões. O preço da mensalidade do leitor da Cielo será de R$ 11,90 e a taxa de desconto (percentual que o empresário paga sobre o valor de cada transação) será de 3,19% para os recebimentos na função débito, de 4,05% da transação de crédito à vista e 6,99% da operação de crédito parcelado. "Optamos pela cobrança da taxa de conectividade mensal para garantir que o empreendedor tenha o seu equipamento constantentemente atualizado, seja em termos de hardware ou de software. Além disso, há a atualização, que pode ser feita por telecarga (remotamente)", afirma Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo. O investimento na solução foi de R$ 2 bilhões. Co ncor rent es – No mesmo dia em que a Cielo lançou o leitor de chip, a Payleven divulgou que começará a comercializar um dispositivo semelhante. Segundo comunicado da companhia, o leitor de chip permite a validação da transa-

investimento total estimado para a usina hidrelétrica Jirau, no rio Madeira, está em R$ 17,3 bilhões, valor atualizado em setembro, informou ontem executiva da GDF Suez, durante teleconferência da Tractebel Energia. O valor representa uma elevação de R$ 1 bilhão ante a última atualização de orçamento para a usina, realizada em março. A usina, que terá 3.750 megawatts (MW) de capacidade instalada quando estiver concluída, conta com um total de financiamento de R$ 9,5 bilhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Nós não prevemos nenhuma renegociação de dívida, até o momento, com o BNDES. Então, esse aporte, a priori, será feito com equity", disse a gerente de Relações com o Mercado da GDF Suez Latin America, Ana Amélia Medeiros. A primeira turbina da hidrelétrica entrou em operação

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Das grandes do setor, só faltava a Cielo, que ontem lançou seu dispositivo que permite o recebimento de pagamentos pelo celular. Rejane Tamoto

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ção com a senha para cartões de débito e crédito, e comunica-se com o smartphone ou tablet por bluetooth. A Payleven informou que o produto não terá mensalidade e o preço dele será de R$ 418,80 (12 parcelas de R$ 34,90), com taxas de desconto de 2,99% na função débito e de 3,99% para a transação de crédito à vista. Outro concorrente é o produto do Santander, em parceria com a iZettle, que custa R$ 69 e faz a leitura de tarja e chip para transações na função crédito, com taxa de desconto de 5,75% por transação. A empresa já anunciou que vai lançar um dispositivo que permite a digitação de senha numérica, e que possibilitará o recebimento pela função débito. Com exceção do anúncio da Payleven, a maioria dos leitores de cartões do mercado fazem a leitura de tarja magnética, tecnologia na qual a operação é validada com a assinatura do cliente na tela do tablet ou do smartphone (escrita com o dedo ou caneta para tela sensível ao toque). São produtos mais simples e sem cobrança de mensalidade. O interessado deve comprar o leitor e pagar uma taxa sobre cada transação realizada. Lançado na semana passada, o leitor de tarja magnética da Rede custa R$ 129 e a taxa de desconto é de 3,99% para o crédito rotativo e 6,99% para o crédito parcelado. O leitor de tarja da PagSeguro custa R$ 118,80 e a taxa sobre a transação varia de 3,59% a 3,99%, dependendo do prazo de recebimento.

O Cielo Mobile vem com leitor de chip que criptografa os dados

A hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, que produzirá 3.750 MW, já tem uma turbina em operação.

em setembro deste ano. "As principais atividades de obras civis já foram concluídas, temos mais de 90% de avanço físico", disse Ana Amélia. A GDF Suez deterá 40% de participação na hidrelétrica Jirau, após a conclusão da venda de uma fatia de 20% para a japonesa Mitsui, conforme já anunciado. A estimativa é que a conclusão da operação, que já foi aprovada pelo Conselho Administrativo e de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pendendo apenas do aval do (BNDES) e d e b a n c o s re p a s s a d o re s , ocorra ainda no segundo semestre deste ano. O s o u t ro s a c i o n i s t a s n a Energia Sustentável do Brasil, empresa responsável pela hidrelétrica, são Eletrosul (20%) e Chesf (20%), ambas do grupo Eletrobras. A GDF Suez, controladora da Tractebel Energia, deverá no futuro passar a sua participação em Jirau para a brasileira, quando os principais riscos de desenvolvimento do proje-

to forem mitigados, conforme o modelo de negócios da empresa no país. A GDF informou ainda que a estimativa da entrada em operação comercial da linha de transmissão que interligará a hidrelétrica ao Sudeste é para até "meados a final de novembro", mencionando expectativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A hidrelétrica Jirau tem cerca de 73% de sua energia já contratada, por 30 anos. O restante da energia ainda não comercializada pertence a cada um dos acionistas, proporcionalmente à sua participação no empreendimento. A GDF Suez permanece com direito a 60% da energia ainda não comercializada de Jirau, alocada ao mercado livre, mesmo após a operação com a Mitsui. "Em relação à parcela da GDF Suez, estamos em discussão com a equipe de comercialização da Tractebel para estudar uma melhor estratégia de alocação dessa energia no mercado", disse Ana Amélia. (Reuters)

Belo Monte parada e sem dinheiro do BNDEs, por ordem da Justiça. Ação é de 2011, e não cumprimento da decisão dará multa de R$ 500 mil por dia. Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou a paralisação das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, por ilegalidade na concessão do licenciamento ambiental. O órgão ordenou também que os repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sejam suspensos. O TRF-1 considerou procedente ação do Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA), ajuizada em 2011, que questionou a licença parcial dada para os canteiros das obras do

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Leitor de cartão é tendência no mundo

empreendimento. Segundo o MPF-PA, essa licença foi concedida sem que fossem cumpridas as condicionantes da licença prévia. Em sua decisão, o desembargador do TRF-1 Antonio Souza Prudente decidiu paralisar as obras até "o efetivo e integral cumprimento de todas as condicionantes estabelecidas na licença prévia". Até que isso seja feito, ficam sem eficácia as licenças de instalação e as autorizações de supressão de vegetação já emitidas ou que venham a ser emitidas. O desembargador ordenou também que os repasses do

BNDES só sejam retomados quando as condicionantes forem cumpridas. A multa em caso de descumprimento da decisão é de R$ 500 mil por dia. A decisão é do dia 25 de outubro e foi tomada em caráter liminar. As informações são do MPFPA. "Está claro que não se trata de questionar a opção do governo federal por um modelo energético. Menos ainda, de ser contra o desenvolvimento do País. Mas de afirmar que não há opção quando se trata de cumprir a lei", disse a procuradora da República Thais Santi, de Altamira. (EC) Fotos Divulgação

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Petrobras prepara reajuste automático de combustíveis

ma nova metodologia que está sendo elaborada pela Petrobras para ajustar os seus principais combustíveis (gasolina e diesel) trará um ajuste automático de preços cada vez que eles ficarem abaixo do praticado no exterior. Outros derivados produzidos pela companhia, como o querosene de aviação e a nafta, continuarão sendo ajustados como são atualmente. Segundo o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, o novo método será implantado assim que for aprovado pelo Conselho de Administração da companhia, o que pode ocorrer no dia 22 de novembro, e não há um "plano B" se a proposta for rejeitada. B a rb a s s a ex p l i c o u q u e , a t é a aprovação da nova fórmula, a atual metodologia está em vigência, portanto não haveria obstáculos para eventual ajuste de preços no período.

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transações no mundo ainda são realizadas em dinheiro. No Brasil, há ainda um potencial de 30 a 40 bilhões de pessoas fora da rede bancária, e que são alvo de novos produtos da indústria de cartões, como os da modalidade pré-pago. Com uma linha de produtos ampla, a MasterCard deve lançar um portal voltado para o pequeno empresário. O produto promete trazer soluções de pagamento eletrônico e de gestão para esse público. A previsão é que a novidade chegue ao mercado até o final deste ano. (RT)

A gasolina e o diesel correspondem a metade da receita da Petrobras. Os preços são controlados pelo governo, que teme a alta da inflação se os preços acompanharem o mercado internacional. Segundo a própria presidente da Petrobras, Graça Foster, o preço da gasolina está defasado em 6,5% e o do diesel, 19%. O aumento de importações dos dois produtos, principalmente diesel, fizeram o resultado da empresa no terceiro trimestre ficar abaixo do esperado pelo mercado, registrando uma queda de lucro de 39% em relação ao ano passado, para R$ 3,4 bilhões. De acordo com o diretor de Abastecimento da Petrobras, José Cosenza, no quarto trimestre a tendência é que a importação seja menor. Importações – "No terceiro trimestre, a safra demandou muito diesel, o que não vai acontecer no quarto trimes-

tre", informou Cosenza, que prevê importações entre 150 mil a 200 mil barris diários dos dois derivados entre outubro e dezembro. Os analistas insistiram para que Barbassa explicasse melhor como funcionará a nova metodologia dos ajustes, mas o executivo argumentou que a divulgação somente ocorrerá após a reunião do Conselho, no dia 22 de novembro. Perguntado se haveria redução de investimentos se a nova metodologia for rejeitada pelo Conselho, Barbassa disse "que não é hora para se discutir esse assunto" (redução de investimento). "Já foi aprovada por nós a previsibilidade da geração de caixa, mas uma geração de caixa que leve a uma redução da alavancagem aos níveis confortáveis que a companhia sempre apresentou", disse. No terceiro trimestre, a Petrobras ultrapassou a própria

Um apelo do setor de caminhões ao governo

Foto Sérgio Castro/EC

s leitores de cartões para celular contribuem para a ampliação da aceitação deste meio de pagamento, o que é uma tendência em curso não somente no Brasil mas em outros lugares, como Estados Unidos e Europa. A afirmação é de Ann Cairns, presidente de mercados internacionais da MasterCard, que ministra na manhã de hoje uma palestra sobre os desafios da inclusão financeira no mundo, no 8º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento, em São Paulo. Segundo ela, 85% das

Presidente da Anfavea pede que seja mantido para 2014 o Programa de Sustentação do Investimento, que permitiu crescimento do setor neste ano. presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, fez ontem um apelo ao secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, para que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) seja prorrogado além de 2014. O governo já decidiu que o programa será estendido até o próximo ano, com menos recursos e juros maiores, mas ainda não anunciou as condições e há incertezas em relação à continuação do programa após 2014. "Sobre o PSI, queremos que permaneça não só para 2014, porque é um incentivo à produção de bens de capital para o País",disse Moan, na abertura do Salão Internacional do

O P 310 8x2, que é o campeão da Scania, e a fábrica da Mercedes, com investimento de R$ 1 bilhão.

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Objetivo é ajustar preços de gasolina e diesel cada vez que ficarem abaixo do praticado no exterior meta de alavancagem (35%), que mede a relação do endividamento sobre o capital da empresa. A taxa média ficou em 36% de julho a setembro. "O que foi solicitado (pelo Conselho) foram os parâmetros dessa política (de ajus-

tes). Percentuais de reajustes, periodicidade desses reajustes. Nesse momento, não é o momento de informação sobre redução do Capex (investimento), o importante é que está aprovada pela diretoria e contempla a previsibilidade

de redução de alavancagem", afirmou. A Petrobras tem um plano de negócios para o período 2013-2017 da ordem de US$ 236,5 bilhões, que está em revisão para a formulação de outro plano, o de 20142018. (Folhapress)

Transporte (Fenatran), em São Paulo. O presidente da Anfavea lembrou que, com a ajuda do financiamento do PSI, o setor de caminhões teve aumento de 14% nas vendas e de 50%

na produção, entre janeiro e setembro de 2013 em relação a igual período de 2012. Moan disse ainda que as entidades reunirão as propostas para um programa de renovação de frota de caminhões e farão um

projeto único a ser construído pelo setor durante reuniões iniciadas na Fenatran. Salã o – A Fenatran está servindo de palco para vários lançamentos e anúncios das montadoras de caminhões. A alemã Daimler, por exemplo, divulgou que vai investir R$ 1 bilhão em suas operações de caminhões e ônibus no Brasil entre 2014 e 2015, em um momento em que a companhia disputa a liderança do merca-

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por cento nas vendas e 50% na produção foi o crescimento do mercado de caminhões entre janeiro e setembro, sobre 2012. do nacional com a rival alemã MAN, do grupo Volkswagen. A Daimler investirá os recursos em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, nacionalização de linha de caminhões extrapesados, além de otimização

de processos e modernização de áreas de produção. Os recursos se somam aos cerca de R$ 500 milhões que a Daimler investirá na construção de uma fábrica de automóveis no interior de São Paulo, valor anunciado no início do mês. A Scania, que diz ser "a marca que mais cresce nos semipesados", apresentou vários modelos, entre eles o P 310 8x2, que é o campeão de emplacamentos da Scania no segmento, que apresenta um exclusivo quarto eixo de fábrica. Ele também é o único semipesado a ter de série cabineleito, caixa automatizada como opcional (o Scania Opticruise), balança digital no painel (mede o peso e ajuda o motorista a estar dentro da Lei da Balança) e suspensão a ar.(Agências)


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Não se trata de ser contra o desenvolvimento do País. Mas de afirmar que não há opção quando se trata de cumprir a lei. Thais Santi, procuradora da República.

Usina de Jirau, R$ 1 bilhão mais cara. Financiamento do BNDEs para a obra é de R$ 9,5 bilhões, e não está previsto que passe disso, segundo a principal acionista do empreendimento, a GDF Suez. Foto André Dusek/EC

investimento total estimado para a usina hidrelétrica Jirau, no rio Madeira, está em R$ 17,3 bilhões, valor atualizado em setembro, informou ontem executiva da GDF Suez, durante teleconferência da Tractebel Energia. O valor representa uma elevação de R$ 1 bilhão ante a última atualização de orçamento para a usina, realizada em março. A usina, que terá 3.750 megawatts (MW) de capacidade instalada quando estiver concluída, conta com um total de financiamento de R$ 9,5 bilhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Nós não prevemos nenhuma renegociação de dívida, até o momento, com o BNDES. Então, esse aporte, a priori, será feito com equity", disse a gerente de Relações com o Mercado da GDF Suez Latin America, Ana Amélia Medeiros. A primeira turbina da hidrelétrica entrou em operação

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A hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, que produzirá 3.750 MW, já tem uma turbina em operação.

em setembro deste ano. "As principais atividades de obras civis já foram concluídas, temos mais de 90% de avanço físico", disse Ana Amélia. A GDF Suez deterá 40% de participação na hidrelétrica Jirau, após a conclusão da venda de uma fatia de 20% para a japonesa Mitsui, conforme já anunciado. A estimativa é que a conclusão da operação, que já foi aprovada pelo Conselho Administrativo e de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pendendo apenas do aval do (BNDES) e d e b a n c o s re p a s s a d o re s , ocorra ainda no segundo semestre deste ano. O s o u t ro s a c i o n i s t a s n a Energia Sustentável do Brasil, empresa responsável pela hidrelétrica, são Eletrosul (20%) e Chesf (20%), ambas do grupo Eletrobras. A GDF Suez, controladora da Tractebel Energia, deverá no futuro passar a sua participação em Jirau para a brasileira, quando os principais riscos de desenvolvimento do proje-

to forem mitigados, conforme o modelo de negócios da empresa no país. A GDF informou ainda que a estimativa da entrada em operação comercial da linha de transmissão que interligará a hidrelétrica ao Sudeste é para até "meados a final de novembro", mencionando expectativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A hidrelétrica Jirau tem cerca de 73% de sua energia já contratada, por 30 anos. O restante da energia ainda não comercializada pertence a cada um dos acionistas, proporcionalmente à sua participação no empreendimento. A GDF Suez permanece com direito a 60% da energia ainda não comercializada de Jirau, alocada ao mercado livre, mesmo após a operação com a Mitsui. "Em relação à parcela da GDF Suez, estamos em discussão com a equipe de comercialização da Tractebel para estudar uma melhor estratégia de alocação dessa energia no mercado", disse Ana Amélia. (Reuters)

Belo Monte parada e sem dinheiro do BNDEs, por ordem da Justiça. Ação é de 2011, e não cumprimento da decisão dará multa de R$ 500 mil por dia. Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou a paralisação das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, por ilegalidade na concessão do licenciamento ambiental. O órgão ordenou também que os repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sejam suspensos. O TRF-1 considerou procedente ação do Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA), ajuizada em 2011, que questionou a licença parcial dada para os canteiros das obras do

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empreendimento. Segundo o MPF-PA, essa licença foi concedida sem que fossem cumpridas as condicionantes da licença prévia. Em sua decisão, o desembargador do TRF-1 Antonio Souza Prudente decidiu paralisar as obras até "o efetivo e integral cumprimento de todas as condicionantes estabelecidas na licença prévia". Até que isso seja feito, ficam sem eficácia as licenças de instalação e as autorizações de supressão de vegetação já emitidas ou que venham a ser emitidas. O desembargador ordenou também que os repasses do

BNDES só sejam retomados quando as condicionantes forem cumpridas. A multa em caso de descumprimento da decisão é de R$ 500 mil por dia. A decisão é do dia 25 de outubro e foi tomada em caráter liminar. As informações são do MPFPA. "Está claro que não se trata de questionar a opção do governo federal por um modelo energético. Menos ainda, de ser contra o desenvolvimento do País. Mas de afirmar que não há opção quando se trata de cumprir a lei", disse a procuradora da República Thais Santi, de Altamira. (EC) Fotos Divulgação

Um apelo do setor de caminhões ao governo Presidente da Anfavea pede que seja mantido para 2014 o Programa de Sustentação do Investimento, que permitiu crescimento do setor neste ano. presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, fez ontem um apelo ao secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, para que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) seja prorrogado além de 2014. O governo já decidiu que o programa será estendido até o próximo ano, com menos recursos e juros maiores, mas ainda não anunciou as condições e há incertezas em relação à continuação do programa após 2014. "Sobre o PSI, queremos que permaneça não só para 2014, porque é um incentivo à produção de bens de capital para o País",disse Moan, na abertura do Salão Internacional do

O P 310 8x2, que é o campeão da Scania, e a fábrica da Mercedes, com investimento de R$ 1 bilhão.

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Transporte (Fenatran), em São Paulo. O presidente da Anfavea lembrou que, com a ajuda do financiamento do PSI, o setor de caminhões teve aumento de 14% nas vendas e de 50%

na produção, entre janeiro e setembro de 2013 em relação a igual período de 2012. Moan disse ainda que as entidades reunirão as propostas para um programa de renovação de frota de caminhões e farão um

projeto único a ser construído pelo setor durante reuniões iniciadas na Fenatran. Salã o – A Fenatran está servindo de palco para vários lançamentos e anúncios das montadoras de caminhões. A alemã Daimler, por exemplo, divulgou que vai investir R$ 1 bilhão em suas operações de caminhões e ônibus no Brasil entre 2014 e 2015, em um momento em que a companhia disputa a liderança do merca-

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por cento nas vendas e 50% na produção foi o crescimento do mercado de caminhões entre janeiro e setembro, sobre 2012. do nacional com a rival alemã MAN, do grupo Volkswagen. A Daimler investirá os recursos em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, nacionalização de linha de caminhões extrapesados, além de otimização

de processos e modernização de áreas de produção. Os recursos se somam aos cerca de R$ 500 milhões que a Daimler investirá na construção de uma fábrica de automóveis no interior de São Paulo, valor anunciado no início do mês. A Scania, que diz ser "a marca que mais cresce nos semipesados", apresentou vários modelos, entre eles o P 310 8x2, que é o campeão de emplacamentos da Scania no segmento, que apresenta um exclusivo quarto eixo de fábrica. Ele também é o único semipesado a ter de série cabineleito, caixa automatizada como opcional (o Scania Opticruise), balança digital no painel (mede o peso e ajuda o motorista a estar dentro da Lei da Balança) e suspensão a ar.(Agências)


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Celebridades na ponta dos dedos O artista Dito Von Tease cria caricaturas de celebridades e personagens famosos com as pontas dos dedos. Literalmente. http://ditology.blogspot.ru/

Mão na roda Embora não seja dos mais bonitos, este carrinho é duplamente prático: transporta toda sua tralha e pode ser dobrado quando estiver fora de uso. http://goo.gl/bVMYf7

Carro Zippo Em 1947, a Zippo criou um carro para percorrer os EUA e promover a marca. Agora, Joe Griffin, recriou o Zippomobile a partir de um modelo Chrysler para comemorar os 65 anos da marca.

Rumo ao espaço A cápsula World View vai baratear o turismo espacial a partir de 2016. Alçada por um balão, a cápsula subirá a até 30km de altura da Terra. Não é suficiente para sentir a gravidade zero, mas dá para ver a curvatura da Terra.

http://goo.gl/g5cX1b

http://goo.gl/PWmLQo

.C..OPA 2014

.L..EILÃO Bobby Yip/Reuters

Cor intensa e rara "The Orange", o maior diamante cor de laranja a ser leiloado no mundo, foi exibido ontem em Hong Kong. Pesando quase 15 quilates, o diamante é de uma cor intensa, nunca vista, e deve ser vendido por algo entre US$ 17 milhões e US$ 20 milhões em Genebra no dia 12 de novembro.

Caixa fiscalizará sorteios A

Caixa Econômica Federal vai fiscalizar os sorteios de parte dos ingressos da Copa do Mundo de 2014, a serem realizados pela Fifa. O sorteio deverá acontecer nos casos em que houver uma demanda maior que a oferta de ingressos. Até 10 de outubro, mais de 700 mil pessoas haviam pleiteado entradas para a abertura e final da Copa - mais de dez vezes a capacidade dos estádios.

o sorteio dos ingressos da categoria 4 seja acompanhado por órgão federal. Em relação aos ingressos das categorias 1, 2 e 3, segundo a própria Lei Geral, a Fifa pode utilizar qualquer critérios para distribui-los. Na semana passada, o Procon do Rio havia cobrado da Fifa mais transparência no sorteio dos ingressos. Depois, a entidade, entretanto, reconheceu que a Lei Geral da Copa dava poderes à Fifa.

Maya Gabeira quebra tornozelo Depois de sofrer uma queda ao tentar surfar uma onda gigante em Nazaré, em Portugal, ontem, Maya Gabeira, filha do ex-deputado federal Fernando Gabeira, foi internada no Hospital de Leiria com um tornozelo quebrado. Maya é especialista em ondas gigantes e integra uma equipe da Red Bull.

Gabriel Rif/Reuters

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A auditoria da Caixa, contudo, só valerá para os ingressos da categoria 4, destinada a brasileiros estudantes, idosos ou beneficiados pelo Bolsa Família. Serão pelo menos 300 mil ingressos nessa categoria, em todos os jogos. Ontem, a Caixa e o Ministério do Esporte firmaram acordo, publicado no Diário Oficial da União. Em conjunto com a Fifa, justificaram que a auditoria acontecerá em razão da Lei Geral da Copa, que prevê que

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A matemática da criatividade s

Nike Savvas usa fórmulas matemáticas para definir as formas e cores de suas esculturas geométricas, feitas em lã e madeira. http://goo.gl/8bs6ty

Paisagens numa bolha de sabão

.L..OTERIAS Concurso 974 da LOTOFÁCIL

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Concurso 3327 da QUINA

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Richard Heeks é um fotógrafo muito atento aos reflexos que as superfícies ao seu redor são capazes de criar. Em uma de suas séries, mostra como bolhas de sabão funcionam como espelhos para as paisagens. Essa ideia foi inspirada em uma cena do filme Blade Runner em que um incêndio é refletido na pupila e na íris de um personagem. O resultado é um show de cores delicadas e formas invertidas. http://goo.gl/qd8Uze

RESPIRO - Modelo respira pela boca em um tanque de mergulho enquanto o fotógrafo israelense Johannes Felten (esquerda) faz fotos para um resort da cidade de Eilat, no Mar Vermelho. Um naufrágio no local transformou o destino procurado por mergulhadores.


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PETROLEIRA OGX A endividada petroleira OGX, do empresário Eike Batista, está finalizando a documentação necessária para entrar com pedido de recuperação judicial nesta semana, segundo a agência Reuters.

SIMPLES, além das fronteiras. As micro e pequenas empresas do País podem ter papel relevante no comércio exterior. A ideia é assinar tratados de livre negociação do setor com outros países. Karina Lignelli Fotos de Newton Santos/Hype

Inovação: o ministro Guilherme Afif Domingos (de pé) fala na FecomercioSP sobre seus projetos. Na mesa, está o presidente da entidade, Abram Szajman (o primeiro à dir. na foto, sentado).

s micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras vão entrar na pauta global: no encontro da OEA (Organização dos Estados Americanos) que será realizado em Brasília, em 12 de novembro deste ano, o ministro Guilherme Afif Domingos, da Secretaria da Micro e Pequena Emp re s a , a p resentará o " S i m p l e s I nternacional". Ao anunciar a iniciativa, em encontro realizado ontem, em São Pa u l o , c o m emp resár ios na FecomercioSP, Afif Dom i n g o s a f i rmou que a ideia é negociar tratados de livre comércio entre micro e pequenas empresas brasileiras e similares de outros países, assim como apresentar a proposta de "Simplificação aduaneira", para facilitar os negócios das companhias desse porte no exterior. "No período de crise, economias com problemas se voltaram às MPEs, mas a globalização ainda não chegou para elas – nem nos países onde são

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Nas crises, economias com problemas se voltaram às micro e pequenas empresas.

GUILHERME AFIF DOMINGOS, MINISTRO.

mais ativas, como Itália e Alemanha. Ainda há uma forte burocracia global: afinal, o mercado foi concebido para grandes, não para os pequenos", disse Afif Domingos. De acordo com Afif, a proposta de criar normas desburocratizadoras para MPEs no âmbito internacional é necessária porque o assunto é pouco discutido, mas ganhará relevância no encontro da OEA. Por isso a promoção de acordos bilaterais onde se defina o porte de uma empresa, e a simplificação aduaneira com critérios, para ter um fluxo comercial de exportação adequado às MPEs, serão destaque. "A ideia é testar esses acordos com América do Sul, Caribe, África, Portugal e Espanha, justamente pela semelhança cultural. Esse encontro será o primeiro passo para determinar o processo simplificador da internacionalização das MPEs", disse Afif. Pense Simples – No encontro com empresários ontem, o ministro convocou os participantes a adotarem o mantra "Pense Simples" em todas as esferas do governo, e apresentou demandas, assim como as ações da pasta da qual assumiu no início deste ano para resolvê-las – propostas que devem gerar impacto positivo para o maior número possível de beneficiários nas MPEs ca-

so sejam aprovadas no Congresso. Para isso, as ações da secretaria estão sustentadas em três colunas de apoio: a simplificação do Simples, o aumento da renda das MPEs e a meta de fomentar o Simples Trabalhista. No caso da Simplificação do Simples, um dos grandes problemas é a substituição tributária para MPEs que, segundo o ministro, eliminam os efeitos positivos do Simples Nacional em relação ao ICMS – além de reduzirem o capital de giro pela obrigatoriedade de recolher o imposto antecipadamente. "Além de eliminar o benefício, acaba criando uma tributação fictícia (por pagar antes de vender), o que acaba ferindo um direito constitucional. Por isso, estamos trabalhando para impedir que a substituição seja aplicada quando a empresa for micro ou pequena", explicou Afif. Crédito – Quanto à coluna Aumento da Renda das MPEs, uma das principais demandas é ampliar o acesso ao crédito. Afif exemplificou com o segmento que mais se formatou depois do MEI, o das manicures. Segundo o ministro, elas se tornaram "grandes agentes de transmissão de hepatite C" por não conseguirem crédito para comprar uma autoclave (esterilizador de materiais). "Neste caso, a ação é

criar um fundo garantidor para MPEs, para dar tranquilidade ao banco, já que, na média, essas empresas são boas pagadoras. Já estamos em conversações adiantadas com essas instituições", explicou. Por último, a coluna da Simplificação Trabalhista propõe a possibilidade de estender a Lei 10.097, do Jovem Aprendiz às MPEs – mas como estímulo, não obrigação, como acontece com as grandes empresas. Isso porque hoje há 10 milhões de jovens em idade de serem aprendizes, mas só 300 mil estão em atividade. "A rede de escolas públicas é capilar no Brasil todo – assim como as MPEs. Por isso a ideia é incentivar a contratação do apren-

diz, que seria certificado pela própria professora do ensino regular e que, ao fazer sua tutoria, receberia bolsa do governo para suplementar seu salário", disse Afif, que garantiu que as simplificações trabalhistas, que geraram especulações sobre retirada de direitos, são administrativas e para desburocratizar a contratação. "Hoje temos 8 milhões de MPEs no País. Se as MPEs gerarem um emprego cada uma, são 8 milhões de empregos a mais, o que representa 25% da taxa de empregos privados, e um impacto de R$ 32 milhões no núcleo familiar. Com as ações, teremos uma espécie de 'injeção na veia' da renda e do emprego no País."

Palestra concorrida: empresários compareceram ao auditório da FecomercioSP para assistir à palestra do ministro.

É Natal! R$ 143 bilhões entram na economia. té dezembro, serão injetados na economia R$ 143 bilhões com o pagamento aos trabalhadores do 13º salário. O total representa aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. A estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) é de que 82,3 milhões de brasileiros sejam beneficiados com um rendimento médio adicional de R$ 1.740. A projeção é feita

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considerando o volume total de reais que entra na economia ao longo do ano pelo pagamento do 13º salário, levando em conta que cerca de 70% do total da gratificação é pago no final do ano. Na comparação com 2012, o número de pessoas que receberá o 13º neste ano é 2,9% superior. Mais de 2 milhões de pessoas passarão a receber o benefício por se incorporarem ao mercado de trabalho, terem requerido aposentadoria ou pensão ou

ainda formalizado o vínculo de emprego. O valor total previsto pelo Dieese é 9,8% maior que o estimado no ano passado. A análise do Dieese leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), além de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE), do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN). A instituição não considera no levantamento os autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho. Setores – Os 48,8 milhões de trabalhadores formais receberão R$ 99 bilhões até o final do ano, excluídos empregados domésticos. A maior parcela (60,1%) é distribuída aos empregados

no setor de serviços, que inclui a administração pública. Na sequência, vêm a indústria (19,8%), comerciários (12,9%), construção civil (5,2%) e agropecuária (2%). A média do 13º pago ao setor formal é de R$ 2.029. A maior média é do setor de serviços (com exatos R$ 2.314). A indústria paga em média R$ 2.151. Regiões – A maioria dos recursos do 13º (51%) está no Sudeste. Na sequência, vêm a região Sul (15,6%), Nordeste (15,4%), CentroOeste (8,4%) e Norte (4,7%).

Os beneficiários do regime próprio da União respondem por 5% do montante. Em São Paulo, o ingresso de dinheiro na economia deve somar exatos R$ 42,7 bilhões, quase 30% do total do País e 58,7% do Sudeste. São 21,5 milhões de paulistas beneficiados, 42,7% do total nacional. O estado tem o terceiro valor médio mais alto entre as regiões (que é de R$ 1.898), atrás só do Distrito Federal e do Amapá. Brasília é a localidade que paga o maior valor médio de 13º: R$ 3.174. (EC)


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Há certamente um otimismo crescente de que as coisas estão se recuperando na Europa. Vasant Prabhu, diretor financeiro da Starwood Hotel and Resorts Worldwide

Sinal positivo na Europa Depois de longa recessão e desemprego, a zona do euro parece iniciar a recuperação econômica.

Europa está se agitando em meio a sinais de melhora da economia. Não importa se produzem papel para empacotar pêssegos, recrutam funcionários temporários ou se trabalham no serviço pesado do fim da cadeia, lidando com o lixo que todas as empresas produzem, empresários estão falando sobre sinais de que o pessimismo está diminuindo e sobre esperanças de que o crescimento está retornando. A zona do euro saiu de longa recessão no segundo trimestre e a pesquisa na semana passada do Índice dos Gerentes de Compras (PMI) – um guia de como as empresas veem o crescimento de seus negócios – parecem confirmar que a recuperação, embora hesitante, está com e ç a n d o a s e f i rm a r. " H á certamente um otimismo crescente de que as coisas estão se recuperando na Europa", disse o diretor financeiro da Starwood Hotel and Resorts Worldwide, Vasant Prabhu. Hotéis – A empresa, que administra o Sheraton e outras marcas de hotéis, informou que teve bom desempenho proveniente de turistas na Itália e Espanha e gerou mais receita com cada acomodação

Kai Pfaffenbach/Reuters

Fed deve adiar fim dos estímulos para 2014 m maio e junho, o chairman do Federal Re s e r v e , B e n B e rnanke, fez uma "travessura" com os mercados esboçando um calendário para a redução das compras de títulos de US$ 85 bilhões mensais do banco central norte-americano. Os investidores recuaram com horror e os rendimentos dos títulos subiram. Nesta semana, no entanto, eles terão uma "gostosura". O comitê de políticas do Fed encerra um encontro de dois dias na quarta-feira e as chances dele começar a reduzir os estímulos monetários imediatamente são muito pequenas. A recente paralisação do governo em Washington e o acordo de última hora para elevar o teto da dívida federal simplesmente criaram muita incerteza econômica. Como resultado, a utilidade dos dados de setembro da produção industrial, vendas no varejo e preços ao consumidor, bem como a pesquisa industrial do Instituto de Gestão de Fornecimento de outubro será limitada. Além da escassez de dados "limpos" para o Fed analisar, o fraco desempe-

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Símbolo do euro na sede do Banco Central Europeu, na Alemanha: empresários já falam em estabilização. graças a uma escassez de abertura de novos hotéis. Entre as multinacionais cujo trabalho é preencher os postos que as empresas começam a abrir conforme crescem, há um senso similar de estar na dianteira de uma mudança positiva na sorte. "Os sinais positivos que surgiram durante o trimestre anterior persistiram no terceiro trimestre", disse o diretor executivo da USG People, Rob Zandbergen, ecoando comentários da rival Manpower. O setor de alocação de pes-

soal é visto como um barômetro econômico, já que as empresas têm a tendência de contratar funcionários temporários primeiro, aguardando mais evidências de recuperação antes de realizarem a efetivação. Zandberg disse que as empresas que lidam com logística e com a produção de bens semiacabados – tipicamente envolvidas nos estágios iniciais de produção antes que os produtos alcancem os consumidores finais – es tã o tendo bom desempenho. Outra empresa próxima ao

funcionamento interno da indústria, a francesa de água e resíduos Suez Environment, informou que a melhora ainda está por vir – mas pelo menos as coisas parecem ter se estabilizado após um período de queda. "Não estamos vendo uma recuperação da produção industrial, mas estamos entrando em uma fase de estabilização", disse o diretor financeiro da Suez, Jean-Marc Boursier, que vê correlação íntima entre a produção industrial e os volumes de resíduos que são produzidos. (Reuters)

nho do mercado de trabalho tem convencido muitos economista de que o Fed irá adiar a redução até 2014. O que mais os mercados impulsionados pela liquidez poderiam pedir? Jamie Dannhauser da Lombard Street Research, uma consultoria de Londres, espera que o Fed comece a reduzir suas compras de títulos no primeiro trimestre do próximo ano, quando Bernanke será sucedido por sua flexível vicepresidente, Janet Yellen, e que as compras de ativos terminem no final de 2014. Dannhauser está otimista sobre a economia norteamericana, em parte porque os pesos fiscais serão aliviados no próximo ano. Mas ele afirmou que o Fed provavelmente deve manter estímulos monetários significativos até o crescimento se aproximar da tendência pré-crise. Assim, um aumento nas taxas de juros de curto prazo é bem improvável até 2015. "Reduzir e a t é m e s m o e n c e rr a r a s compras de ativos é muito diferente de retirar os estímulos", disse Dannhauser. "A economia ainda tem um grande buraco." (Reuters)


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Muita gente falou que nossa comida tem gosto de papelão, o que considero uma crítica justa. Howard Schultz, CEO da Starabucks.

Starbucks se prepara para ir além do café Empresa quer livrar-se da dependência de café e derivados, que ainda são 75% das vendas, e parte para a produção de doces e sucos, para inverter a equação. Fotos Stuart Isett/NYT

Stephanie Strom*

m um subúrbio da região leste de Los Angeles, a Starbucks está inaugurando uma fábrica moderna de US$ 70 milhões para produzir sucos prensados a frio. A fábrica é o investimento mais recente a destacar a determinação da empresa em transformar a marca de sinônimo em café em potência do setor de alimentos e bebidas. Nos dois últimos anos, a Starbucks gastou US$ 750 milhões adquirindo três novas empresas – sucos Evolution Fresh, La Boulange Café and Bakery e Teavana –, enquanto tenta se intrometer nas prateleiras de mercados e competir em um território hoje dominado por companhias como Panera Bread e Chipotle. "Tem muita coisa acontecendo", disse Howard Schultz, CEO, durante entrevista no escritório da empresa em Seattle. Os doces e salgados da La Boulange agora são apresentados em papel rosa que forma as embalagens de confeitaria em mais de três mil das dez mil unidades da Starbucks nos Estados Unidos. Em outubro, a Teavana abrirá seu primeiro salão de chá na Avenida Madison, em Nova York, com o objetivo de ensinar aos clientes locais como pedir chá do mesmo modo que pedem café em uma Starbucks – quem quer oolong de soja batido light duplo? Os analistas e Wall Street estão acompanhando se a diversificação e a expansão darão certo. Como o negócio principal da Starbucks ainda está concentrado nas horas matinais, quando beber café é mais popular, a empresa tem lutado há anos para atrair clientes a suas lojas durante o resto do dia. Bebidas, principalmente a partir de café, ainda representam três quartos das vendas totais da companhia, enquanto a comida representa 19%. Os resultados recordes incentivam as investidas em no-

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A Evolution Freshs terá lojas próprias, com alavancas na parede para clientes criarem suas próprias misturas de sucos.

vos empreendimentos. Nos três primeiros trimestres do seu ano fiscal, as vendas da firma cresceram 11,7%, chegando a US$ 9,9 bilhões, com as vendas nas lojas abertas há pelo menos um ano subindo 7%, para gerar uma receita de US$ 1 bilhão, um crescimento de 21%. Mas, apesar do modismo da Starbucks em vitrines de sucos e doces e salgados tentadores, os analistas sinalizam os riscos potenciais associados a qualquer distanciamento de sua marca ainda invejável e dominante.

Doces começam a dominar as vitrines das lojas da Starbucks, a partir de Seattle, onde nasceu a empresa. O objetivo é estender o movimento para além do horário do café da manhã. Bonnie Herzog, analista de a ç õ e s d o We l l s Fa rg o q u e acompanha a empresa, lembrou como Wall Street puniu a PepsiCo quando tirou os olhos dos refrigerantes para se concentrar no desenvolvimento dos negócios de salgadinhos e cereais. "Vive-se questionando a Starbucks se, com tantas coisas em andamento, eles conseguirão manter o negócio central saudável e forte", avaliou Herzog. "Afinal, esse negócio é o que irá estimular e financiar o crescimento de todas essas outras áreas." A analista disse ver valor no fato de a empresa investir na venda cruzada de sua carteira de marcas. Os sucos e salgadinhos saudáveis da Evolution Fr e s h a g o r a são vendidos em unidades da cafeteria, tirando o espaço de marcas nacionais c o m o N a ke d and Kind, e os p ro d u t o s d a La Boulange devem terminar nas lojas da Teavana e da Evolution Fresh. O s c o n s umidores já encontram suco da Evolution Fresh em lojas do Whole Foods do país inteiro e em muitas unidades da Stop and Shop. A Starbucks está se preparando para abrir uma série de lojas dedicadas à marca. Nelas, alavancas de acrílico na parede permitirão aos compradores criarem suas próprias misturas de sucos para acompanhar o cardápio de sopas, saladas e sanduíches que tentam alimentar quem tem preocupação com a saúde. Embora algumas unidades da Starbucks oferecessem opções de almoço leves, e até mesmo salgadinhos e vinho depois das 16h, suas tentativas anteriores com comida não empolgaram os clientes. "Muita gente falou que nossa comida tem gosto de papelão, o que considero uma crítica justa", disse Schultz. Mudar essa seleção banal ficou nas mãos de Pascal Rigo,

Preparação de sucos na Evolution Fresh, agora da Starbucks. responsável por todo o papel rosa visto hoje em dia nas lojas da Starbucks. Fundador de La Boulange, Rigo descobriu como enfiar freezers em todas as

COMANDO DA AERONÁUTICA SERVIÇO REGIONAL DE PROTEÇÃO AO VOO DE SÃO PAULO

unidades da rede – um ponto de venda minúsculo em Nova York em particular deu muito trabalho – e está convencendo legiões de baristas a vender

sanduíches e artigos de confeitaria. Um exemplo da atenção ao detalhe está no fato de um funcionário de cada unidade cuidar da vitrine de doces e salgados, para garantir que a maior parte dos produtos de La Boulange seja servida quente, pois a intenção é que sejam comidos assim. O croissant de chocolate, que não é doce demais, é particularmente popular. A própria logística do novo empreendimento alimentar seria um desafio para qualquer empresa. Basicamente, Rigo está encarregado do treinamento de centenas de confeitarias regionais para garantir a consistência dos produtos da La Boulange, congelá-los

rapidamente e entregá-los nas unidades da Starbucks na quantidade certa todo dia. "Existem muitas peças móveis, mas acho que nós conseguiremos." "Comida é algo que eles tentam resolver há 20 anos", disse John Moore, antigo executivo de marketing da Starbucks que agora é o diretor de operações da Brains on Fire, consultoria de marketing. "As lojas estão configuradas como locais para preparar e servir café, e eles não têm uma cozinha adequada para efetuar bem o trabalho de preparação e outros serviços envolvidos em artigos de pastelaria chiques como esses." *The New York Times

Ministério da Defesa

AVISO DE LICITAÇÃO

MERCANTIL DO BRASIL FINANCEIRA S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS - CNPJ Nº 33.040.601/0001-87 - COMPANHIA ABERTA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO - FATO RELEVANTE

Pregão Eletrônico nº 023/SRPV-SP/2013 Objeto: Pregão Eletrônico para eventual prestação de serviços de locação de purificadores de água, visando atender às necessidades do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo, conforme especificações e quantidades estabelecidas no Termo de Referência, Edital e seus Anexos. EDITAL: a partir de 29/10/2013 de 13h00 às 17h00. ENDEREÇO: Av. Washington Luis, s/n, Aeroporto de Congonhas, Ed. Torre de Controle, 4º andar, Vila Congonhas SAO PAULO - SP. Entrega das Propostas: a partir de 29/10/2013 às 14h00 no site www.comprasnet.gov.br - Abertura das Propostas: 11/11/2013 às 14h00 no site www.comprasnet.gov.br. FERNANDO CESAR DA COSTA E SILVA BRAGA Cel Av Ordenador de Despesas

COMANDO DA AERONÁUTICA SERVIÇO REGIONAL DE PROTEÇÃO AO VOO DE SÃO PAULO

Ministério da Defesa

AVISO DE LICITAÇÃO Pregão Eletrônico nº 025/SRPV-SP/2013 Objeto: Pregão Eletrônico para eventual contratação de serviço de conexão à Internet, visando atender às necessidades do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo, conforme especificações e quantidades estabelecidas no Termo de Referência, Edital e seus Anexos. EDITAL: a partir de 29/10/2013 de 13h00 às 17h00. ENDEREÇO: Av. Washington Luis, s/n, Aeroporto de Congonhas, Ed. Torre de Controle, 4º andar, Vila Congonhas - SAO PAULO - SP. Entrega das Propostas: a partir de 29/10/2013 às 14h00 no site www.comprasnet.gov.br - Abertura das Propostas: 11/11/2013 às 14h00 no site www.comprasnet.gov.br. FERNANDO CESAR DA COSTA E SILVA BRAGA Cel Av Ordenador de Despesas

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF torna público que se acha aberto procedimento licitatório de SELEÇÃO DE FORNECEDORES – COLETA DE PREÇO Nº 042/2013, PROCESSO ASF Nº 081/2013, OBJETIVANDO A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA O FORNECIMENTO DE MONITOR CARDÍACO E CARDIOVERSOR, INCLUINDO INSTALAÇÃO E TREINAMENTO, PARA IMPLANTAÇÃO DA REDE HORA CERTA NAS UNIDADES AMA ESPECIALIDADES SOROCABANA E PROFª MARIA CECÍLIA F. DONNANGELO, PELO CRITÉRIO DE MENOR PREÇO POR LOTE. O edital na íntegra poderá ser consultado no sítio ASF: www.saudedafamilia.org e ou retirado na sede da Associação, situada à Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154.7050. Informações no endereço eletrônico: licitacoesasf@saudedafamilia.org | Data da Sessão Pública: 05/11/2013, às 09h30 – Local da Sessão: Associação Saúde da Família, Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 – Higienópolis – São Paulo/SP.

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF COMUNICADO DE SUSPENSÃO DE ATO CONVOCATÓRIO A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF comunica a SUSPENSÃO de ato convocatório, Seleção de Fornecedores – Coleta de Preço nº 041/2013 e Processo ASF nº 080/2013. Informações no Endereço Eletrônico: licitacoesasf@saudedafamilia.org | Telefone: (11) 3154.7050.

Ficam convocados os senhores acionistas da Mercantil do Brasil Financeira S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos para a Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 02 de dezembro de 2013, às 10:00 horas, na sede social, na Rua Rio de Janeiro, 654/680 - 5º andar, na sala de reuniões, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a fim de discutir e deliberar a respeito da seguinte Proposta do Conselho de Administração, com parecer favorável do Conselho Fiscal: I) Subscrição particular de ações ordinárias escriturais e preferenciais escriturais, no montante de R$ 50.000.008,00 (cinquenta milhões e oito reais), com a emissão de 6.250.001 novas ações escriturais, correspondentes a 53,146272% do total das ações do capital social da Companhia, sendo observada a mesma proporção das espécies de ações atualmente representativas do capital social (art. 171, §1°, “a”, da Lei 6.404/76), ou seja, emissão de 3.532.609 novas ações ordinárias escriturais, representando 56,52% do total de novas ações a serem emitidas , e 2.717.392 ações preferenciais escriturais, representando 43,48% das ações a serem emitidas, ao preço de R$ 8,00 (oito) reais por cada ação a ser emitida, as quais possuem valor nominal de R$ 7,00 (sete reais), que farão jus a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados, pro rata temporis, a contar da data do início do prazo de subscrição e serão pagos após a aprovação desse aumento pelo Órgão Regulador competente. As ações a serem emitidas serão de características idênticas as das atualmente existentes. O preço de emissão foi calculado com base na “Perspectiva de Rentabilidade da Companhia”, após a análise, também, dos parâmetros do “valor do patrimônio líquido da ação” e da “cotação média ponderada de suas ações em Bolsa de Valores”, previstos no artigo 170, da Lei 6.404/1976, e fixado com base em Laudo de Avaliação elaborado pela Rio Bravo Investimentos Ltda., CNPJ nº 03.864.607/0001-08, através do método Fluxo de Dividendos Descontados, dividido pelo número atual de ações. Esse método foi julgado o mais adequado, por traduzir a perspectiva da evolução operacional e de rentabilidade da Companhia e, consequentemente, para o capital investido, revelando ser o valor justo para emissão das ações. O Preço Único de emissão também está a refletir o valor justo da ação na medida em que (i) o valor de mercado das ações atualmente existentes é inferior ao seu valor nominal (art. 13, da Lei 6.404/76) e (ii) tanto as ações ordinárias, quanto as ações preferenciais da Companhia, não possuem “significativos índices de negociabilidade”, em conformidade com os parâmetros contidos no Parecer de Orientação da Comissão de Valores Mobiliários nº 5. Farão jus ao direito de subscrição, na proporção de 53,146272% da espécie de ações detida, os acionistas da Companhia titulares de ações ordinárias e/ou preferenciais que estiverem cadastrados nos livros da Companhia até o dia 06 de dezembro de 2013. A partir do dia 09 de dezembro de 2013, as ações serão negociadas ex-subscrição. O prazo para o exercício do direito de subscrição será de 31 dias, iniciando-se em 09 de dezembro de 2013, findando-se em 08 de janeiro de 2014. II) Alteração do artigo 5º do Estatuto Social para dispor sobre o presente aumento de capital. Todos os documentos relativos à pauta da Assembléia, exigidos a partir de 2010 pela Instrução CVM n. 481/09, estão disponíveis para consulta na Sede da Companhia, bem como no sítio da Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br). Somente as ações ordinárias terão direito a voto. Para participar da Assembleia, os acionistas pessoas físicas deverão exibir documento de identificação pessoal, sendo que os representantes dos acionistas pessoas jurídicas deverão exibir os documentos que legitimem a representação, inclusive contrato social ou estatuto social. Os acionistas que detenham ações custodiadas na BMF&Bovespa, deverão exibir extrato de ações custodiadas atualizado. Conforme normas estatutárias, quando da representação do acionista por mandatário, o respectivo instrumento de procuração deve ser depositado, contra recibo, na Sede da Sociedade, até 05 (cinco) dias antes da data da Assembleia. Belo Horizonte, 23 de outubro de 2013. MERCANTIL DO BRASIL FINANCEIRA S.A.-CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS - CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO.

ICESP - INSTITUTO DE CULTURA ESPÍRITA DE SÃO PAULO, CNPJ nº 60.600.970/0001-50, CCM 1.166.778-8, I.E. 110.618.328.111, declara o extravio da nota fiscal nº 151 do Estado, Talão Modelo 2, Série D-1, AIDF nº 163326541607, autorizada em 02/2007.


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Divulgação

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Uma câmara com recursos para alta resolução

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hegou ao Brasil o aguardado Nokia Lumia 1020, com tecnologia PureV iew e que transforma o smartphone numa verdadeira câmera fotográfica e de alta resolução, graças ao sensor de 41 MegaPixels, flash Xenon e lentes físicas Zeiss para imagem nenhuma perder qualidade. Um dos principais recursos é o aplicativo Nokia Pro Camera, para edição e visualização de exposição e distância focal, antes mesmo de a foto ser feita. Esse aplicativo também permite zoom para mostrar detalhes do ambiente e novos enquadramentos. A dupla captura salva, simultaneamente, fotos de 5 Mpixels – para compartilhamento em redes sociais – e uma versão em alta resolução para edições futuras. Vídeos em full HD são gravados no aparelho e o áudio é seis vezes mais alto do que em outros smartphones. Compatível com 4G brasileira, ele ainda tem NFC (tecnologia de leitura por aproximação) e Here Maps com realidade aumentada. A tela tem 4,5 polegadas. Windows Phone 8, Xbox Music, Skype e Bing completam os recursos. O preço é mais caro do que um computador portátil, R$ 2.400, nas lojas físicas e online da Nokia.

Loureiro, fundador da Nativoo: "Organizamos as informações para entregar ao usuário um roteiro pronto”.

Nas graças da IBM

Duas startups brasileiras são finalistas do SmartCamp 2013 da gigante americana. Barbara Oliveira

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Roteiros – Agora, a Nativoo (do de interesse de acordo com os daRio de Janeiro) e a Geekie (de São dos passados. O produto é gratuito Paulo) disputarão o ambicionado e está há três meses no ar com 50 primeiro lugar em São Francisco, mil usuários já cadastrados. A emem fevereiro, se passarem pela fa- presa já recebeu aporte de R$ 800 se latino-americana no México, mil de investidores para desenvolcom mais três concorrentes do ver o projeto. A expectativa de continente. A Nativoo se baseou Loureiro é ter 100 mil usuários até numa plataforma de inteligência o fim do ano. Aprendizado – Essa é uma das artificial para elaborar roteiros de viagens inteligentes e personali- aplicações que se encaixa nos zados, ou seja, de acordo com o critérios da IBM, segundo Marceperfil do viajante. O fundador da la Vairo, pois o produto prioriza Nativoo, Cristóvão Loureiro, jun- plataformas abertas, é útil para a sociedade e pode estimular o uso tou sua experiência de alguma tecnologia adquirida no mercada empresa, como do de viagens com a big data ou cloud de dois sócios espacomputing. nhóis detentores da A Geekie, outra finatecnologia, um l i s t a d o S m a r tdeles PHD em inCamp 2013, deteligência artifisenvolveu um cial, para criar produto de a ferramenta. grande utilida“Nossos roteide para os aluros incluem nos que participontos turístipam do Exame cos, restauranNacional do tes, hotéis, rotas Ensino Médio de ônibus, o que (Enem) ou que abre, o que fecha, estão estudanos horários de fundo para o vestibucionamento e leva em conta quanto o lar. A startup, a exemplo da Natiusuário pode gastar voo, também utilina viagem”. Até agora foram mapeaza a inteligência Sassaki artificial em das 19 cidades (dir.): sua plataforbrasileiras e nor"Vendemos ma virtual. “Nossa ferte-americanas. para 60 ramenta Geekie Lab Loureiro lembra que escolas". procura entender o aluno, o programar uma viagem de uma semana ou mais pode que ele sabe e em quais disciplinas ser estressante para pessoas inex- tem dificuldades e, a partir daí, superientes ou que não tenham tem- gere planos de estudos que o auxipo. “A cada busca no Google, as in- liem”, explica Cláudio Sassaki, coformações chegam desordenadas fundador da Geekie. O aplicativo, disponível na Web, e sem critérios”, diz. “O que fizemos foi organizar as informações e identifica as deficiências dos aluentregar ao usuário um roteiro nos e suas capacidades. A partir do pronto”. As informações são leva- programa personalizado de estudas para a plataforma Nativoo e dos, o aluno acaba sendo desafiacom a ajuda de algoritmos de inte- dos e conseguem evoluir. Segunligência artificial ela “aprende” as do Sassaki, duas pessoas não preferências do usuário e devolve aprendem do mesmo jeito, então, algo personalizado. “Quanto mais são necessárias diferentes formas a pessoa usar o aplicativo (que ro- de ensino. “Temos programas bada na Web e em aparelhos com An- seados na faculdade que o usuário Divulgação droid e iOS) mais procura, quanto tempo ele dispõe aprendemos sobre para estudar e dificuldades que ela e a personaliza- tem em determinadas áreas”. Pedagogos, engenheiros de ção fica mais apura da ”. Para traçar computação e um grupo de intelium roteiro, o usuá- gência desenvolvem os perfis dos rio avalia suas pre- alunos com a ajuda de algoritmos f e rê n c i a s d e 0 a para a construção do plano de es100 e aguarda as tudos. Cada passo que o estudanrotas e os pontos te dá na plataforma é registrado e à medida que ele avança no aprendizado esse plano de estudos vai Dittgen (esq.), da se atualizando com textos, exercíSimbio: surpreso cios e vídeos. A Geekie tem outros com a votação. dois aplicativos que também esDivulgação

ma empresa que organiza roteiros de viagens, outra que criou um método de estudos personalizados para auxiliar vestibulandos e uma terceira que oferece um p ro g r a m a d e g e s t ã o p a r a m icroempreendedores. Embora operem em áreas diferentes, as três têm algo em comum: estão entre as finalistas do programa de incentivo a startups promovido pela IBM, o SmartCamp Brazil 2013. Conquistaram o lugar disputando com outras 300 empresas iniciantes. As duas primeiras colocadas, a Nativoo e a Geekie, participarão, em novembro, da fase latino-americana do programa no México, tentando chegar à grande final em São Francisco, em 2014, para concorrer com startups do resto do mundo. O objetivo da IBM com o programa, segundo a gerente de Alianças e Relacionamento da empresa, Marcela Vairo, é identificar empresas iniciantes que tragam soluções interessantes para o mercado. As selecionadas podem usufruir de algumas tecnologias da IBM para aprimorar suas ferramentas, como cloud, mobilidade, big data e social business – áreas consideradas estratégicas para a companhia. Marcela ressalta que a IBM não investe dinheiro nas startups, mas as promove dando visibilidade aos projetos. “Ta mbém damos orientação técnica e colocamos especialistas à disposição para a empresa poder se inserir no mercado”. Um bom exemplo de sucesso do SmartCamp foi da mineira IDXP, vencedora em 2011, que foi apoiada por investidores internacionais e abriu uma filial no Vale do Silício, nos Estados Unidos, um ano depois. A aplicação desenvolvida é voltada para o varejo off-line (presencial) e analisa o comportamento do consumidor, em tempo real, acompanhando a movimentação dele pelas lojas. Essas análises inteligentes permitem aos varejistas tomarem rapidamente decisões pontuais de marketing.

tão na Web, o Geekie Teste e o Geekie Games, cujo uso é permitido após cadastramento. O modelo de negócios da startup – que existe há dois anos – envolve venda dos produtos para as escolas particulares. "Somos uma empresa de tecnologia B2B e já vendemos para 60 escolas de vários Estados". Gerenciamento – No SmartCamp Brazil 2013, a gaúcha Simbio ganhou o voto popular (foram mais de 1 mil indicações), mas não participará da fase latino-americana no México porque precisava também ser selecionada pelo júri oficial do SmartCamp. “Ainda estamos em fase de beta teste de nossa ferramenta de gestão, temos apenas cinco pessoas trabalhando na empresa, mas já foi um tremendo resultado termos ficado entre os finalistas brasileiros entre 300 participantes, e o número de votos do público foi tão elevado que nos surpreendeu”, afirma Vinicius Dittgen, CEO da empresa. A startup criou uma aplicação de gestão para microempresas que pode ser integrada a uma rede de fornecedores e clientes. “O aplicativo é simples e permite controlar contas a pagar e a receber e fazer a emissão de notas fiscais eletrônicas de forma ilimitada, tudo de forma gratuita”, explica Dittgen. A ideia é que os microempresários cujas contas estão desorganizadas possam ter um gerenciamento mínimo da sua empresa, com cadastro de clientes, de produtos, controle financeiro e de notas fiscais emitidas. “Alguns microempresários juntam contas privadas e da empresa no banco, e isso provoca uma bagunça no final do mês”. É para esse usuário que o aplicativo foi feito. Uma versão mais simplificada ainda do aplicativo está rodando em Android, só para lançamentos de despesas e receitas do dia. A integração com os fornecedores acontece quando o usuário precisa de uma mercadoria ou de um serviço (de uma gráfica, por exemplo) e faz a busca de determinado fornecedor. A partir daí, esse fornecedor ficará cadastrado numa rede social do usuário (como no Facebook, mas por rede privada). É essa integração o outro diferencial do aplicativo da Simbio. Agora a startup está em fase de captação de recursos junto a investidores para agregar recursos à solução.

S ERVIÇO http://www.geekie.com.br/geekie-lab/ http://www.nativoo.com.br/ https://www.simbio.com.br/

ÁUDIO

Napster e Terra, a parceria para músicas online.

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serviço de streaming de músicas Napster, que há mais de uma década era considerado um vilão do mercado musical global, especialmente pelas gravadoras e artistas, agora é parceiro estratégico das companhias de mídia. Chega ao Brasil na próxima sexta-feira para substituir o Sonora, serviço de músicas do Terra, empresa do grupo espanhol Telefónica. A parceria internacional entre as duas empresas – Telefónica Digital e Rhapsody, dona da Napster – estava em andamento desde o ano passado, relata Paulo Castro, CEO do Terra. Os atuais usuários do Sonora e os novos assinantes do Napster terão dois planos para baixarem músicas ou ouvirem em streaming no catálogo de mais de 10 milhões de trilhas. Um deles é só para computadores, no valor de R$ 8,90/mês, e o outro é multiplataforma, para smartphones e tablets e também videogames e TVs conectadas, ao preço mensal de R$ 14,90. Neste caso, os downloads são ilimitados. Segundo Tiago Ramazzini, vice-presidente do Napster para a América Latina, o catálogo de músicas aumentará para 18 milhões até dezembro, assim como as parcerias com as médias e pequenas gravadoras. Hoje Sony, Warner e Universal já integram o portfólio do serviço. Haverá informações sobre os vocalistas e bandas, com biografias e curiosidades e interação com os usuários. Até início de 2014, a parceria do Terra com o Napster chegará à Argentina, Colômbia, Chile e México. IMAGEM

Operação rápida, preservando documentos.

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Fujitsu está lançando no Brasil o ScanSnap SV600, o primeiro scanner da marca capaz de digitalizar sem contato com a superfície do documento original. Os usuários só precisam colocar os itens desejados sobre uma mesa e pressionar o botão para que sejam digitalizados em três segundos. O scanner aceita documentos encadernados ou grampeados até tamanho A3 cadernos, jornais, catálogos, cartões de visita, materiais frágeis e objetos com até 3 cm de espessura. Este scanner também produz imagens de alta qualidade de objetos 3D. O recurso de d i g i t a l i z a ç ã o c o n t í n u a p e r m i t e c a p t u r a r, automaticamente, uma nova imagem assim que a página é virada. O diferencial é o software que também é capaz de lidar com variedade de originais e operação intuitiva. Também vem no pacote o sistema de reconhecimento óptico de caracteres ABBY Y, o ScanSnap Organizer e o ScanSnap Manager que fazem a conversão de documentos para PDF, imagens, Word, Excel e PowerPoint.


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29102013 by Diário do Comércio - Issuu