Skip to main content

DC 29/08/2012

Page 1

Ano 87 - Nº 23.698

PELUSO FAZ MISTÉRIO

Conclusão: 23h50

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

www.dcomercio.com.br

São Paulo, quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Página 4

Às vésperas da aposentadoria, ele cerca de suspense seu voto, hoje, no julgamento do Mensalão. Pág. 6

O Impostômetro da ACSP, na Rua Boa Vista, atinge hoje, por volta das 16h30, a marca de R$ 1.000.000.000.000,00. É tanto zero que fica difícil, mas isso significa que o total de impostos federais, estaduais e municipais arrecadado neste ano já chegou a um trilhão de reais. Pior: também significa que o Leão está mais voraz (com a marca atingida 15 dias antes do que em 2011). Pág. 19

Siga este caminhão pelo jornal

Vivi Andreani/LUZ

Repensando o Brasil Ruy Altenfelder, presidente do CIEE, lança livro sobre as mazelas do País. Pág. 8

ISSN 1679-2688

23698

9 771679 268008

11 milhões no sobe e desce. Todo dia. E boa parte dos passageiros se arrisca nos 20 mil elevadores irregulares da Cidade. Pág. 16


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Esses meneios do Ministério da Fazenda têm consequências que podem ser desastrosas José Márcio Mendonça

pinião

Mais uma trapalhada Ed Ferreira/AE

O

governo, mais especificamente o Ministério da Fazenda, cometeu na sexta-feira mais uma de suas trapalhadas. Apenas algumas horas após ter divulgado, por meio do Boletim de Economia Brasileira, suas mais recentes previsões para o PIB brasileiro e para os investimentos, mandou desconsiderar a página que continha os dados. Alegou que eles estavam sendo revistos – entendeu-se que à vista da divulgação do PIB do segundo trimestre pelo IBGE, no dia 31 próximo. Faz algum sentido, embora seja difícil imaginar que a equipe econômica comandada pelo ministro Guido Mantega não tenha um radar potente para saber a quantas andou a economia nacional nos meses de abril, maio e junho. Se não pelos seus contatos informais no IBGE, pelos dados mensais levantados pelo IBCBr do Banco Central, apontado como uma prévia de boa qualidade do PIB. A realidade é que os dados que vieram no Boletim da Fazenda estavam um tanto quanto defasados em relação a tudo que se diz por aí, tanto no meio dos analistas não-governistas como nos mais alinhados com o Planalto, sem falar no Banco Central. Previase um PIB de 3% em 2012, quando quem paga ainda por um de 2% está correndo sério risco de perder a aposta. É meio constrangedor. E mais constrangedora ainda estava a expectativa sobre a evolução dos investimentos, com uma previsão menor do que a do boletim anterior – isso quan-

Mantega: discurso pouco afinado com a realidade do dia a dia e dos mercados podem minar a confiança na equipe econômica.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA do todo o discurso oficial é de que eles estão crescendo. Do ponto de vista econômico, a gafe, por se tratar de um exercício que tem muito de adivinhação, não traz um problema de grande monta. A não ser pela dúvida que levanta sobre os dados com os quais o governo trabalha, por exemplo, para entregar um Orçamento mais confiável ao Congresso Nacional, e mesmo sobre a qualidade de alguns números com os quais ele sustenta certas medidas de política econômica.

E

ssas dúvidas já são antigas. Por exemplo: ninguém comprou, pelo valor de face, a previsão de demanda para o trem-bala, tanto que três tentativas da ligação em alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas fracassaram e um novo modelo teve de ser inventado. Do ponto de vista político, da comunicação com os agentes econômicos – ou como se diz também, das coordenações das expectativas – essas nega-

ças, esses meneios do Ministério da Fazenda têm consequências que podem ser – e quase sempre são – desastrosas. Pelo simples fato de minar a confiança do investidor e mesmo do consumidor. Como dizia o centenário Nelson Rodrigues, "sem sorte (confiança) não se come nem um Chicabon”. E essa fé, por mais que se esforce o esforçado ministro Man-

tega, ainda está deteriorada. Na semana passada, a Fundação Getúlio Vargas divulgou sua pesquisa mensal, indicando que o Índice de Confiança do Consumidor registrou um recuo de 1% em agosto em relação a julho. Trata-se da quarta queda consecutiva, apesar do todas as medidas que o governo vem adotando para incentivar o consumo.

A correta informação e análise dos fatos é a melhor forma de o governo ganhar credibilidade. Discurso é coisa que entra por um ouvido e sai pelo outro.

N

ão vai melhor a visão do onipresente mercado financeiro. No Boletim Focus (pesquisa semanal do Banco Central com 100 economistas e analistas) a previsão para o PIB de 2012 sofreu mais uma queda – de 1,75% para 1,73%. Também é a quarta queda consecutiva, aproximando-se da expectativa de um analista do Crédit Suisse, de um crescimento da economia nacional de apenas 1,5%, considerada uma "piada" pelo ministro Mantega. Vá lá que o governo não pode contar toda a verdade. Mas é preciso que deixe um pouquinho dela à mostra. E que também acredite, nem que seja um tantinho só, em quem não diz o mesmo que ele. Aliás, é bom que desconfie da turma do eter-

E AÍ, LIBEROU GERAL? A

s notícias correm rápido, tanto as boas como as más! E como você receberia a informação sobre a Resolução nº 1.957/2010, originada no Conselho Federal de Medicina (CFM), dando conta de que a prática da reprodução assistida está "liberada" para os homossexuais? Polêmicas à parte, o assunto está gerando uma série de mal entendidos na cabeça de muita gente.

O primeiro deles é que a reprodução assistida era vetada aos homossexuais antes da resolução ser promulgada. Ora, basta dar uma olhada no Código Civil para ver que as coisas não são bem assim. O Código Civil Brasileiro permite que também as mulheres solteiras, viúvas ou divorciadas recorram à inseminação artificial, não havendo, portanto, nenhuma restrição quanto à orientação sexual – ao

menos no que diz respeito às mulheres. No caso dos homens homossexuais a situação é outra. E aí chegamos à segunda interpretação equivocada da resolução do (CFM), a de que situações como as que se veem no exterior, nas quais gays assumidos – como os cantores Elton John e Rick Martin – recorreram à inseminação artificial e à barriga de aluguel para terem seus filhos, poderão se repetir no Brasil. Sinto jogar um balde de água fria no ânimo daqueles que já comemoravam o avanço, mas isso não poderia estar mais longe da realidade.

Mike Theiler/Reuters

P

Elton John e David Furnish: paternidade conjunta.

ara começar, a prática de "alugar" o útero para gestar uma criança para outra pessoa não é permitida – nem por nossa legislação nem pela resolução do CFM. Portanto, nem sequer a expressão "barriga de aluguel" é correta. Trata-se, sim, de uma doação temporária do útero, e a ênfase está na

palavra doação. Além disso, a prática só é permitida se a mulher que produzir o óvulo não puder gestá-lo por motivos médicos e desde de a doadora do útero seja sua parente próxima (mãe, avó ou irmã). Portanto, casos como os de outros países, onde um homem, gay ou não, pode comprar o óvulo, inseminá-lo e pagar a uma desconhecida para que se encarregue da gestação estão totalmente fora de questão no Brasil. Resta ao homem homossexual a possibilidade de encontrar uma mulher que concorde em ceder seu óvulo e gestar a criança gratuitamente. No entanto, sob o ponto de vista legal, o filho nascido dessa prática seria filho dele e da mulher que o gerou, impossibilitando, assim, que casais gays assumam a paternidade conjunta, diferentemente do que ocorreu com o cantor Elton John e seu parceiro, David Furnish. Em situação parecida se

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

no amém, pois o risco que se corre é que o governo acredite nessas meias fantasias, deixe de agir a tempo ou aja com ineficiência – e previsões mais pessimistas tornem-se profecias que se autorrealizam. A correta informação e a insuspeita análise dos fatos é a melhor maneira de o governo ganhar credibilidade. Discurso é coisa que entra por um ouvido e sai pelo outro. A economia é vivida no dia a dia, no supermercado, no botequim, na conta de luz, no holerite. Estatísticas e previsões são linhas auxiliares. Quanto mais contrastam com o mundo real, mais as pessoas passam a duvidar de seus profetas. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

IVONE ZEGER encontram os casais formados por mulheres homossexuais. Mesmo que uma delas gere um filho, por reprodução assistida ou não, sua parceira não tem nenhum direito legal em relação à criança.

A

final, no Brasil, os homossexuais não podem nem sequer adotar em conjunto. Os que querem reivindicar esse direito têm de se submeter a longos processos judiciais, de resultado incerto. Dividir legalmente a paternidade ou a maternidade de uma criança, ainda que nascida do óvulo ou do esperma de um deles, não é, pois, um direito garantido pela nossa legislação. Não cabe ao CFM legislar sobre todos esses aspectos. O conselho está fazendo sua parte e, sob esse ponto de vista, o fato de a resolução deixar claro que "todas as pessoas capazes podem ser receptoras das técnicas de

reprodução assistida" já é um avanço, pois contribui para esclarecer que a prática, dentro dos limites do que a lei permite, não é vedada aos homossexuais. Espera-se que esse esclarecimento possa abrir caminho para outras mudanças necessárias para que os casais homossexuais e seus filhos possam ter os mesmos direitos garantidos ao restante da população. O fato é que, ainda que alguns não queiram, as famílias homossexuais já são uma realidade. Só nos resta provar que o princípio constitucional segundo o qual "todos são iguais perante a lei" é algo mais do que palavras ao vento. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E

SUCESSÃO. MEMBRO EFETIVO DA COMISSÃO DE DIREITO DE FAMÍLIA DA OAB/SP É AUTORA DE "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" WWW.IVONEZEGER.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 , Fax 3180-3355 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela Oesp Gráfica.

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

o

3

PRECISAMOS DE UMA POLÍTICA INDUSTRIAL SÉRIA, ESTRUTURANTE E DE LONGO PRAZO.

pinião

O Príncipe Perfeito

PAULO SAAB

Reprodução

O

Cabo da Boa Esperança, localizado no extremo sul do continente africano, foi assim denominado pelo rei português D. João 2º, em substituição ao nome original, Cabo das Tormentas, dado em 1488 pelo navegador Bartolomeu Dias – que foi o primeiro a contorná-lo e, assim, "descobriu" a rota marítima que ligou a Europa à Índia comercialmente. Bartolomeu Dias teve seus motivos para batizá-lo de "Cabo das Tormentas". Previdente, quis alertar outros navegadores de que a região era assolada por frequentes tempestades, como as que enfrentou na primeira vez que o contornou. Já o rei D. João 2º, conhecido pela alcunha de "O Príncipe Perfeito", optou por um nome mais simpático; e onde Dias enxergou perigo, o monarca vislumbrou riquezas provenientes da expansão comercial marítima que a nova rota ofereceria à Portugal. Era mesmo uma "Boa Esperança"... Há alguns dias, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, assumiu o papel do rei português e proclamou que "dobramos o Cabo da Boa Esperança!", como uma forma de sinalizar que o Brasil voltaria a navegar em águas mais calmas, após o fraco desempenho da nossa economia nestes sete meses do ano. Foi mais uma tentativa do ministro em provocar animação na economia, injetar ânimo nos empresários e tentar salvar o "pibinho" do final do ano.

ELEIÇÕES: AINDA MUITO A ANDAR.

A

maioria dos analistas concorda que a democracia brasileira se aprimora e consolida a cada pleito, realizado no intervalo de dois anos. Neste ano, elegeremos prefeitos e vereadores e, daqui dois anos , o presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais. Assim tem sido e seguirá sendo. Segundo os analistas, nesse suceder de pleitos o mecanismo da representação popular é aperfeiçoado e cresce a consciência da importância do voto. Até aqui, penso que estamos todos concordes. O que se observa com o passar das eleições é que também há um aprimoramento técnico e publicitário nas campanhas dos grandes partidos. Os pequenos, carentes de recursos de toda ordem, não conseguem acompanhar a qualidade técnicocinematográfica das agremiações que nadam em dinheiro.

A

O

mercado, no papel do n a v e g a d o r B a r t o l omeu Dias, ainda dá mostras de que enxerga tormentas e esgrime suas preocupações no Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central junto ao mercado financeiro, cravando uma expectativa de crescimento do PIB para 2012 na casa dos 1,75%, bem abaixo da esperança do governo de 4,5%, prevista no início do ano. O que incomoda, porém, não é a taxa de crescimento do PIB em si. Agosto se foi com um certo sentimento de desarranjo no ar. Exceto pelo PAC das Privatizações, que promete conceder para a iniciativa privada as obras de duplicação, manutenção e até construção de novos trechos de estradas e ferrovias em troca da exploração comercial ou de cobrança de pedágio, as demais ações seguem a tônica do imediatismo, o conhecido "atirando no que não se mexe" (objeto de colunas anteriores). Não se discute uma ampla política industrial ou uma reforma tributária. Tudo caminha por pacotinhos, ao sabor do grito ou do choro de setores da economia, mais ou menos poderosos.

D. João 2º , o "Príncipe Perfeito": vendo o lado mais otimista da história.

MANUELITO MAGALHÃES JÚNIOR Até mesmo o câmbio, que este ano deu uma boa recuperada, já mostra sinais de esgotamento quanto a seu papel de induzir crescimento na indústria. Não por acaso, alguns setores da indústria nacional, como o têxtil, retomaram o clamor por medidas protecionistas, tais como sobretaxas ou cotas, exatamente aquelas sobre as quais o País, vez por outra, recorre à Organização Mundial do Comércio (OMC) para se defender de países que as adotam. A matéria prima tem um custo. Some-se a isso o custo de uma das contas de energia elétrica mais caras do mundo, o peso dos encargos sobre a folha

de pagamento, os tributos federais, estaduais e municipais que incidem sobre o produto, os custos relativos à venda, logística e transporte das mercadorias (agravadas pela péssima situação das nossas estradas) e teremos, como resultado, um produto nacional com crescente dificuldade de competir.

em 2011 e não consegue manter a produção e os empregos também neste ano. Não se trata aqui, porém, de exigir um "PAC da Cueca". Ao contrário, o que passou da hora é de nos voltarmos para uma política industrial séria, estruturante e de longo prazo, que faça nossa indústria retomar a sua competitividade. Não a fizemos no momento da bonança, proporcionado pela alta atividade econômica mundial pré-crise de 2008. E se nada for feito nesse sentido este ano, a "boa esperança" para 2013 poderá se converter nas "tormentas" que ninguém deseja. MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR

A

invasão das camisas, camisetas, saias, calças e bermudas importadas não pode ser desprezada. A importação desses produtos cresceu 240% desde 2007. Se nada for feito, novas demissões atingirão o setor, que dispensou quase doze mil trabalhadores

s produções das campanhas de Haddad, Serra, Chalita e até Russomano são dignas de concorrer ao Oscar da academia americana nos quesitos qualidade de produção, fotografia e direção de arte. E contrastam com as campanhas dos partidos pequenos, radicais de esquerda, nos quais nota-se carência de recursos em todos os sentidos – do discurso anacrônico aos enquadramentos fechados. Se de um lado temos notado esse formidável avanço na qualidade visual das campanhas eleitorais – excetuando-se o desfile de candidatos a vereador, que mal têm tempo de mencionar seu nome –, é preciso ressaltar que, infelizmente, o conteúdo das mensagens dos candidatos segue marcando passo, sem evoluir na criatividade , discurso e

A

prejudicadas pelas condições topográficas, como a subida da serra das Araras, e os próprios acessos às duas grandes metrópoles. Por isso, é aconselhável que o projeto seja viável, confiável, mesmo com algum prejuízo na velocidade média prevista para os trens. A população tem de ser atendida em termos de conforto, preços e atendimento a cidades que ainda dependem da rodovia para a ligação com os três grandes centros.

O

trem moderno, seguro, consolidará a megalópole, fará das três regiões metropolitanas um

polo de desenvolvimento econômico e social. Os trens decerto servirão para passageiros, em duas classes, nos moldes dos europeus, mas também serão úteis ao sistema de pequenas cargas e correios, por exemplo. Este, aliás, poderia ajudar com o pré-pagamento do uso de um vagão por 15 anos, dando um impulso nos recursos necessários. Devem ser considerado no investimento os ganhos em espaços nos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont e o alívio na Via Dutra. O passageiro teria um transporte mais confiável, bons preços e a facilidade de

PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

É ECONOMISTA E DIRETOR DA

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

SIGA ESTE CAMINHÃO ±

E o trem pode sair... ligação ferroviária prevista para interligar Rio-São Paulo e Campinas, com paradas em alguns horários em cidades como Volta Redonda, Barra Mansa, Resende, Taubaté, Aparecida, São José dos Campos, Jundiaí e Guarulhos, é do mais alto interesse nacional. E precisa se tornar realidade o mais rápido possível. Projeto dessa envergadura, porém, precisa ser realista, fugir ao ideal e se aproximar do possível. Há imensas dificuldades em função do trajeto envolver áreas em que as obras são

veracidade. Falo por mim, mas sei que muitos pensam igual. Ouvir as "promessas" dos candidatos ao cargo de prefeito da maior cidade do País é testemunhar um festival de aleivosias, promessas sem nenhuma possibilidade de cumprimento e ofensas à inteligência do eleitor a respeito dos dados que apontam, dos números que dizem, dos cortes que prometem fazer etc. Tudo balela. Se espremermos, o que vai sair de todos eles é uma gota de realidade. O resto é um caudal de ilusões vendidas em troca do voto, sem possibilidade de entrega do prometido. Fico abismado, após anos acompanhando a vida política do País, em constatar como se criam mecanismos e se extinguem outros; como se aumentam empregos, como se prometem hospitais, ruas, casas, empregos, quando sabemos que, na prática, só se atenderá uns 20%, no máximo, do que foi vendido. Outra situação sem evolução está na beatificação dos candidatos a prefeito. Nas propagandas oficiais, deixam de ser humanos e assumem a condição de santidades veneradas pelo povo e apresentados como super-heróis da era moderna, capazes de tirar da aflição todo ser humano que precise de algo. E infelizmente nossa massa votante engole. Disso se aproveitam nossos "spilbergs". E o que dizer dos candidatos a vereador que desfilam em aparições mínimas? Quanto mais ridículo, melhor. Quanto mais estapafúrdio for o visual, o nome e a proposta do candidato, mais destaque. Ainda temos muito a avançar no quesito amadurecimento da democracia.

acessar polos econômicos importantes no percurso com mais segurança. O movimento aéreo entre Paris, Lion, Marselha, Londres e Bruxelas praticamente deixou de existir depois do TGV.

U

ma iniciativa de tal importância marcará positivamente os tempos em que vivemos e nossos governantes. É preciso, porém, todo cuidado com os agentes públicos, que têm sido exagerados no rigor com que observam projetos que dependem de aprovação ambiental, responsáveis maiores pelo engessamento das obras de

ARISTÓTELES DRUMMOND infraestrutura no Brasil inteiro. E também o Ministério Público que, não tendo assessoria técnica a altura, tem sido usado para barrar obras fundamentais ao País. No setor elétrico, já se sofre com reservatórios que, de tão mutilados, perdem sua função de "reservar" água para anos de menos chuvas. Uma inconsequência que ainda nos dará dores de cabeça e altos custos. O governo faria muito bem se incluísse nas

comissões, que vão preparar os editais e acompanhar as obras, o setor privado, como a Confederação Nacional dos Transportes, e municípios que serão atendidos. O momento não comporta utopias, mas sim realismo e pragmatismo. A presidente Dilma parece estar indo nesta direção. ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO

RIO DE JANEIRO. ARISTOTELESDRUMMOND@MLS.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4

GibaUm

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

3 A tenista Maria Sharapova, 3 MAIS: quer tentar montar que lançou linha de balas, vem à São Paulo, em dezembro, participar do campeonato Federer Tour.

gibaum@gibaum.com.br

corners das guloseimas em boutiques de luxo. A renda vai para estudantes e exmoradores de Chernobyl.

k É mais chique fazer uma sustentação oral, mas o fotógrafo é muito Favorito bom.

DENISE ROCHA // ex-assessora jurídica do senador Ciro Nogueira, desempregada depois que um vídeo de sexo dela caiu na internet, sobre sua estréia em Playboy .

Foto: Didier Bizous / Estúdio Harcourt

333 A presidente Dilma Rousseff volta a Nova York, em setembro, para a abertura da Assembléia Geral da ONU e, mais uma vez, ficará hospedada numa supersuíte no The Waldorf Astoria, um dos mais antigos hotéis da cidade e símbolo de Manhattan, que já foi palco de inúmeros filmes. Dilma sempre teve uma certa predileção pelo Waldorf, até nos tempos em que o The Plaza estava funcionando e dividindo os hospedes mais conservadores do mercado de luxo.

DE VOLTA Absolutely Fabulous, uma das melhores séries da TV britânica (começou em 1992 e acaba de festejar seus 20 anos com três especais, o último coincidindo com os Jogos Olímpicos de Londres) está de volta (antigas temporadas) no GNT, com as aventuras de Edina (Jennifer Saunders, também autora) e Patsy (Joanna Lumley). Gira em torno dos vícios da protagonista por moda, álcool e drogas, mais a fiscalização de sua careta filha Saffy . Ironiza o tempo todo a sociedade consumista. Ganhou 14 prêmios internacionais, 2 Emmy e 3 BAFTA. 333

Desperdício é isso 333 O Brasil já forma entre os dez países que mais desperdiçam comida no mundo, apesar de seus 13 milhões de famintos. Agora, dados da Embrapa Agroindústria de Alimentos revelam que 35% de toda a produção agrícola vai para o lixo. Na prática, significa que mais de 10 milhões de toneladas de alimentos poderiam estar na mesa dos brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Do total do desperdício, 10% ocorrem durante a colheita, 50% no manuseio e transporte, 30% nas centrais de abastecimento e 10% diluídos entre supermercados e consumidores.

TERAPIA NELE! 333 Há dias – quem diria – no plenário da Câmara Federal, conversavam os deputados Tiririca (PR-SP) e Jaqueline Roriz (PMN-DF) e o primeiro se queixava de ter desaparecido da cena nacional. Confessou que se sentia “engolido” pela Câmara e entrou no anonimato. Mais: nem sabe se a Record estaria disposta a lhe abrir novo espaço na grade. A reação de Jaqueline Roriz, para quem presenciou a cena, foi mais surpreendente ainda: recomendou que procurasse o serviço de saúde da Câmara, quetêmpsicólogosepsiquiatras à disposição. Ela achava que, antes de mais nada, uma terapia seria fundamental.

Acaba de ser fotografado o Calendário L’Oreal Cabeleireiros contra a AIDS, uma iniciativa em parceria com a Unesco. São 12 figuras conhecidas que reverteram seus cachês para a Sociedade Viva Cazuza. A novidade do novo calendário é que as fotos serão, pela primeira vez, no estilo francês Retratos Harcourt. Para tanto, a Aliança Francesa trouxe ao Brasil o fotógrafo Didier Bizous: depois, vira tudo uma exposição que rodará o país. Da esquerda para a direita, Natalia Rodrigues, Fernanda Vasoncelos, Cássia Kiss Magro e Barbara Paz. Ney Matogrosso (destaque), semi-careca, optou por um arranjo. 333

Cabeleireiros contra Aids

Como se vê, ao acompanhar o julgamento do mensalão no Supremo, o que vai sendo desmontada é a tese (força de expressão) de caixa dois eleitoral, que o próprio ex-presidente Lula adotou na famosa entrevista dada em Paris e orientada pelo então ministro Márcio Thomaz Bastos. Na época, ocupando a Presidência, Lula argumentou que caixa dois em campanha “é coisa que todo mundo faz”. Os advogados dos mensaleiros que adoram essa linha de defesa sonhavam na vitória por uma única razão: o prazo do delito estaria prescrito e seus clientes, livres. Nesses dias, o próprio ministro Luiz Fux ressaltou que desvio de dinheiro público provoca mortes e prejuízos a áreas fundamentais como Saúde e Educação. E a ministra Rosa Weber aludiu aos delitos do poder como “crimes da intimidade” em que provas testemunhais têm maior relevância.

Respingo em Lula

333

Deu na TV e repercutiu na internet, virando hit do YouTube: Sergio Rosa Salles, advogado do goleiro Bruno, comentou os “loiros” da Record pelas “Olimpíadas da Copa do Mundo”, no Cidade Alerta e disse que “faria à Rede Globo uma matéria com o cliente”, para espanto do profissional da emissora de Edir Macedo. Na mesma semana, no programa Sexo a Três , na Rede TV!, o colorido cirurgião Robert Rey viu, de repente, na platéia, uma senhora de cerca de 70 anos, confessar que “seu maior fetiche era transar com ele em cima de uma moto”.

333 Pronta para estrear nova temporada de Amor & Sexo em setembro, Fernanda Lima, nova musa nacional, aproveita seus últimos dias de folga em casa com marido (Rodrigo Hilbert) e filhos. E enquanto não reaparece nas noites da Globo, trata de ir recheando (mais) seu porquinho: agora (ela é contratada da marca), acaba de ser fotografada de calcinha, suitã e demais peças de lingerie intima, para a nova campanha da Scala. Aos 35 anos, Fernanda mantém um físico digno de aplausos e aos amigos, confessa que, a única área não original é o busto, turbinado há algum tempo.

Musa nacional

Vai virar musical Por problemas de saúde de Gilberto Braga, autor da novela Dancin’Days , sucesso de 1978, a possibilidade de ganhar um replay no estilo Gabriela , ficou sem data. Em compensação, Dancin’Days vai virar musical com texto (e algumas músicas) de Nelson Motta e concepção e direção da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho. Haverá até uma ressurreição (com outras figuras) do grupo As Frenéticas, criado, aliás, pelo mesmo Nelson Motta. 333

333

h IN

Gravatas de crochê lisas.

h

DEU NA TV

NUM SISTEMA similar ao das cobranças por jogos e aplicativos, a Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo, acaba de criar um sistema de doações via Facebook. Tem até um vídeo explicando os passos simples para a arrecadação e o primeiro deles é a forma de pagamento: cartão ou boleto. 333

ENQUANTO são fotografadas celebridades para o Calendário Cabeleireiros contra a Aids, a patrocinadora L'Oreal, em parceria com a rede Soho, de São Paulo, oferece até a próxima sexta-feira, serviços de corte, tratamento e escova à preços simbólicos. Toda a renda será revertida para a ONG Samaritano Francisco de Assis.

333

O IMPOSTÔMETRO da Associação Comercial de São Paulo alcança hoje, às 16h30, a marca de um trilhão de reais em impostos federais, estaduais e municipais pagos por todos os brasileiros desde 1º de janeiro deste ano. Na comparação com o ano passado, quinze dias antes.

333

Competência 333 O ministro Guido Mantega, da Fazenda, que continua batalhando pela queda dos juros nos bancos, especialmente os estatais, reuniu-se, na semana passada, com mais de duzentos superintendentes do Banco do Brasil em São Paulo. Mais uma vez, falou de sua total confiança na recuperação da economia brasileira (as profecias para o crescimento do PIB este ano continuam sombrias), citou a nebulosa época de 2008/2009 e lembrou frase de Lula naqueles tempos: “O trabalhador gosta de bom emprego, carro e moça bonita”. Aí, Mantega enfatizou que, em plena crise, “o governo garantiu emprego e carro”. E emendou rápido: “Agora, moça bonita já é uma questão de competência”.

MISTURA FINA

OUT

Gravatas de crochê listradas.

Receita de Maricy Católica, 10 filhos, 27 netos e 20 bisnetos, Maricy Trussardi, uma legitima representante da tradicional sociedade de São Paulo, aos 80 anos de idade dá sua receita: “Se a mulher não tiver dinheiro para usar renda, pode colocar um lacinho aqui, uma fitinha ali, mas o essencial é que vá dormir bonita”. Pouca gente sabe: as longas camisolas e robes de seda usados por Christiane Torloni, na pele de Tereza Cristina em Fina Estampa, foram resultado de consultoria feita por Maricy que, agora, resolveu lançar uma marca de peignoirs e robes, Maries Robe de Nuit, com duas herdeiras Maria Paula Emanuela e Maria Cristina. 333

A NUDEZ de Lady Gaga no estúdio, para gravação de seu próximo CD, não chegou a surpreender ninguém ligado à história – e às particularidades – da música popular brasileira. Desde os anos 70, a cantora Simone, hoje com 62 anos, pedia para ficar sozinha no estúdio, com as luzes apagadas e tirava a roupa para se soltar na interpretação.

333

A NOVELA entre Hebe Camargo e a Rede TV! acaba de ser finalizada: representantes das partes assinaram, num clima um tanto pesado, o rompimento do contrato de trabalho, sem ônus para os dois lados. Ela não terá de pagar multa rescisória para a emissora de Amilcare Dallevo que não pagará os R$ 3,5 milhões estimados em salários atrasados.

333

O PLANALTO está mais do que fechado com o líder do PMDB, Henrique Alves (RN) para suceder Marco Maia (PTRS) na presidência da Câmara Federal. Até Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do governo na Casa, que pretendia concorrer, está avisando que está fora.

333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

olítica

5

SIGA ESTE CAMINHÃO ±

CPI DO CACHOEIRA

Pagot pediu doações para Dilma Ex-diretor do Dnit confirmou também pressão do ex-senador Demóstenes Torres para destinação de obras para a construtora Delta, que o apoiava financeiramente. Geraldo Magela/Agência Senado

A

Pinga-fogo: Luiz Antonio Pagot diz que barrou pedidos e, por conta isso, acabou sendo afastado da diretoria do Dnit.

Promotores pressionam pela saída de Demóstenes Se ele foi cassado e não pode ser eleito, também não poderia assumir as funções de procurador da Justiça, dizem. Antonio Cruz/ABr - 11.07.12

A

pós ter o mandato cassado pelo Congresso, o ex-senador Demóstenes Torres está sob pressão, no Ministério Público de Goiás, para deixar a função de procurador de Justiça e também o serviço público, que reassumiu recentemente. "Ele não está quite com suas obrigações eleitorais", afirmou o promotor Reuder Cavalcante Motta, da 3a. Promotoria de Justiça em Itumbiara (GO). Reuder é o porta-voz do grupo de 82 membros dos ministérios públicos estadual e federal do Estado, que nesta segunda pediu o afastamento de Demóstenes, liminarmente, ao Conselho Nacional de Ministérios Públicos (CNMP). No entendimento do grupo, ao ser cassado por quebra de decoro e acusado de ligações com o empresário de jogos Carlinhos Cachoeira (em 11 de julho), Demóstenes Torres teve seus direitos políticos suspensos. Logo, não poderia exercer a função de procurador de Justiça. "Ele está com a sua capacidade eleitoral passiva suspensa, até o dia 31 de janeiro de

Demóstenes Torres: colegas do MP de Goiás pedem o seu afastamento liminar. 2027", disse o promotor. Motta diz que isso significa que, neste período de 15 anos, o exsenador poderá votar, como eleitor, mas não poderá ser candidato. Se não pode ser votado, também não pode exercer função pública, argumenta Reuder. Em nota oficial, o correge-

dor-geral Aylton Flávio Vechi, do MPE, garantiu ontem estar investigando o caso. Considerou "precipitada" a ação dos promotores ao pedir o afastamento de Demóstenes. O ex-senador foi citado ontem pelo ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit),

Luiz Antonio Pagot, em depoimento à CPI do Cachoeira, como um dos intermediários na destinação de obras para a construtora Delta. Demóstenes teria lhe pedido, em conversa reservada, num jantar, que favorecesse a construtora – o que negou (leia mais nessa página). (AE)

Agnelo envia cópia de cheques Eles pagariam um carro usado que pertencia ao PM João Dias, mas negócio teria sido desfeito, diz governador.

A

lém do depoimento do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Anotonio Pagot, os integrantes da CPI do Cachoeira contaram com mais uma

novidade, ontem. Receberam cópias de cheques emitidos pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, em favor do policial militar João Dias, que o acusa de tentativa de silenciá-lo com propina.

Elza Fiúza/ABr - 01.07.12

Queiroz: homem sem extravagâncias, segundo seus advogados.

Os cheques foram emitidos em 2008 e destinavam-se a evitar que o PM denunciasse um esquema do qual tomaria parte o governador, segundo acusou Dias. O policial aponta desvios no ministério do Esporte, então comandado por Orlando Silva, que resultaram no seu afastamento. Não é esta, no entanto a versão de Queiroz, que enviou as cópias aos parlamentares que compõem a CPI na noite de segunda-feira, assim que voltou de uma viagem à Argentina. A informação foi dada ontem em reportagem do Bom Dia DF, da Rede Globo e reproduzida no portal G1. Segundo afirma o governador, os 12 cheques em questam, no valor de R$ 2,5 mil cada, serviriam para pagar o

ágio de um carro usado comprado de João Dias. O negócio, contudo, teria sido desfeito e nove cheques foram devolvidos. Três chegaram a ser descontados, como mostram os extratos bancários do governador enviados à comissão. De acordo com o porta-voz do governo do Distrito Federal, Ugo Braga, o fato de serem sequenciais e pré-datados provaria que houve uma transação comercial, e não uma tentativa de manter João Dias calado sobre o suposto esquema de desvio de dinheiro. Os advogados do governador dizem que Agnelo "sempre levou uma vida de homem comum, sem extravagâncias financeiras e econômicas capazes de gerar suspeitas sobre sua idoneidade".

o contrário do em- que publicou a suspeita escrepresário Adir Assad, veu o que quis. que decidiu ficar caIrregularidades da Delta – Palado, o ex-diretor do got afirmou também que o Departamento Nacional de In- contraventor e pivô da CPI, fraestrutura de Transportes Carlos Augusto Ramos, e o di(DNIT), Luiz Antonio Pagot, retor da Delta no Centro-Oesconfirmou em depoimento à te, Claudio Abreu, patrocinaCPI do Cachoeira que traba- ram a saída dele do DNIT por lhou para arrecadar doação de ele ter contrariado interesses campanha para a então candi- da construtora Delta em obras data à Presidência da Repúbli- em vários pontos do País. Pagot afirmou que havia irreguca, Dilma Rousseff. Pagot contou que foi procu- laridades em algumas obras e rado pelo tesoureiro da cam- a exigência do DNIT em corripanha, o deputado federal Jo- gir esses problemas provocou o dissabor à conssé de Filippi (PTtrutora. SP), que lhe pediu Ele citou que ajuda. Pagot dish o u v e p r o b l ese que lhe mosmas na obra da trou uma lista de Era uma BR-116 no Ceará, 369 empresas temeridade na qual a Delta que tinham consubcontratou trato no DNIT e fazer uma empreiteira que o tesoureiro qualquer sem autorização afirmou que ele aditivo em d o D N I T . T a mnão precisava se cima desse bém contou que, preocupar com contrato. na BR-104, em as empresas Pernambuco, a maiores porque LUIZ ANTONIO PAGOT empresa insistia isso estava senem um aditivo de do tratado pelo comitê central de campanha. preços que não foi concedido Mas que se quisesse, poderia por Pagot. Em outra obra, no pedir doação para 30 ou 40 Rio de Janeiro, o DNIT tentava retirar a Delta por descumpriempresas da lista. O ex-diretor do DNIT disse mento de contrato. "O que que ao encontrar alguns em- percebemos é que havia uma presários pediu a doação. postergação da empresa em "Acreditei que não estava co- entrar na obra", disse. Ele citou outro caso em Mato metendo irregularidades e não associei (a doação) a ne- Grosso no qual a empreiteira nhum ato administrativo do usou placas de concreto fora da especificação e aquém da DNIT", disse. Pagot afirmou que poste- medida estabelecida no projeriormente à solicitação de to. Segundo Pagot, Claudio Abreu insistia em doação ele recedeixar a obra cobeu alguns bolemo estava, o que tos que mostrafoi negado pelo vam a doação feiDNIT. "Acredito ta legalmente na Isso é uma que esses fatos conta da campaconversa de todos, se nós aginha e que verifimos no interesse cou depois que bêbado, de de preservar a algumas emprebotequim, sa realmente ticonversa que q u a l i d a d e d a s obras e o cumprinham contribuínão se pode mento dos comdo. provar. promissos, proSobre a suspeivocaram dissata de que teria haIDEM bores a Claudio vido desvio de reAbreu, o que o lecursos de parte da obra do Rodoanel, em São v o u , j u n t a m e n t e c o m C aPaulo, para a campanha elei- choeira, a patrocinar uma matoral de tucanos e aliados, Pa- téria jornalística que me tirou got afirmou que o relato lhe foi do DNIT", afirmou. Jantar – Outra revelação de feito por um amigo. O ex-diretor do DNIT disse Pagot: ele se encontrou com o que havia uma obra em convê- então presidente da Delta Fernio com o Dersa, em São Pau- nando Cavendish em jantar lo, no qual R$ 2,4 bilhões se- patrocinado pelo ex-senador riam de investimento de São Demóstenes Torres no qual Paulo e R$ 1,2 bilhão do gover- lhe foi pedido que destinasse no federal. Na ocasião, afir- obras para a Delta. Pagot contou que em fevemou Pagot, houve uma tentativa de se fazer um termo de reiro de 2011 foi chamado pelo então senador ajustamento de para ir a um janconduta, reivintar em sua casa. dicado pelo DerChegando lá, se sa, de mais surpreendeu ao R$ 260 milhões. Acredito que e n c o n t r a r C a"Era uma temeriesses fatos vendish, o diretor dade fazer qualda empreiteira quer aditivo em todos no Centro-Oeste cima desse conprovocaram Claudio Abreu e trato porque se dissabores a outros integrantratava de um Claudio tes da empresa. contrato de emAbreu. Em determinado preitada global", momento, ele foi explicou. IDEM chamado por DePagot disse móstenes a uma que recorreu à Advocacia Geral da União sala reservada, onde o sena(AGU) para não assinar o con- dor o abordou. "Ele disse: tetrato e o termo aditivo acabou nho dívidas com a empresa não sendo feito. "Não existiu Delta, que tem me apoiado esse aditivo". Ele disse ainda nas campanhas, e preciso ter que, passado o episódio, ele se uma obra com meu carimbo", encontrou com um amigo num relatou Pagot. O ex-diretor do DNIT afirrestaurante em Brasília que o alertou dizendo que esse aditi- mou que respondeu a Demósvo tinha finalidade de contri- tenes dizendo que lamentava, buir para a campanha de José mas não poderia atendê-lo. Serra, Geraldo Alckmin e Gil- Pagot disse ainda que o senaberto Kassab. "Isso é uma con- dor mencionou duas obras em versa de bêbado, de bote- Mato Grosso, uma na BR 242 e quim. É uma conversa que não outra na BR 080, que estavam se pode provar", afirmou Pa- à época em estado de projeto – got. Segundo ele, o jornalista e ainda estão. (AE)


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

olítica

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O ministro Joaquim Barbosa proferiu um voto denso e profundo e acho normal que ele queira defender o seu ponto de vista. Ministro Ricardo Lewandowski, revisor do Mensalão. Nelson Jr/SCO/STF - 08.08.12

Agora, a dose amarga!

C

om as primeiras condenações do Mensalão definidas, que só não serão concretizadas se os cinco que faltam votar sejam a favor desses quatro réus e um dos seis, que já votaram, mudar de posição, o ambiente entre os defensores dos réus ficou mais sombrio. E Brasília mais cheia de especulações sobre o que acontecerá, por exemplo, com o deputado João Paulo, que já tem quatro votos contra. Outras especulações entram mais nas bancadas de advogados. O que é possível fazer ainda, depois de finalizada a votação, para evitar punições para os réus. Que tipo de recursos ainda cabem dentro do próprio Supremo Tribunal Federal para salvar cabeças de possíveis condenados? É nesse ponto que o mundo leigo vai ter de se familiarizar com mais um punhado de termos jurídicos, como embargo declaratório, embargo de infringência e outros "palavrões" do mesmo teor. Muletas que a legislação brasileira prevê e que ajudam bons juristas na defesa de seus clientes, legitimamente. E que ajudam a protelar decisões de tribunais e aplicações de pena. Outro termo pouco comum aos não iniciados vai entrar em debate daqui para a frente: dosimetria. Trata-se da definição do tamanho da pena que será aplicada a cada condenado, por cada um dos crimes pelos quais ele foi considerado culpado. Até agora eles estão enquadrados em peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, , além de outros que estão

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA por vir, como formação de quadrilha. Só que os ministros não disseram ainda qual o tempo de condenação, quantos anos para cada um deles. É a dosimetria, a dose amarga de punição que cada um terá de tomar. Ficou estabelecido que isto só será feito no final do processo. Todos os crimes têm um limite mínimo e máximo de pena, aplicados de acordo com uma série de critérios, como nível de envolvimento do réu, agravantes e atenuantes. é uma fase técnica, mas que também tem as suas sutilezas. A questão é importante porque vai determinar quem vem para a cadeia e quem, mesmo condenado, não vai cumprir a pena na prisão, porque quando o julgamento estiver terminado o crime estará prescrito. Esta, agora, parece ser a aposta de alguns defensores, embora tudo ainda seja conjecturas. Só se sabe no momento, que a hora da decisão se aproxima mais rápido do que se previa na semana passada.

Mensaleiros também são julgados no STJ

A

pós pedido de vista, o julgamento de recurso do Ministério Público Federal contra a absolvição de réus do Mensalão em uma ação de improbidade administrativa, que tramita na Justiça comum, foi adiada ontem pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A sessão da segunda turma foi suspensa pelo pedido de vista com dois votos favoráveis ao recurso. O processo envolve 15 dos 37 réus do Mensalão, entre eles José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino, Sílvio Pereira, Marcos Valério, Anderson Adauto Pereira e outras nove pessoas. Em maio, Humberto Martins, ministro e relator da ação, negou o primeiro recurso do MPF contra decisão do Tribunal Regional Federal, que tinha excluído os réus da ação. No caso dos ex-ministros José Dirceu (Casa Civil) e Anderson Adauto Pereira (Transportes), a ação foi recusada por atipicidade das condutas atribuídas a eles. O relator chegou a afirmar, quando o recurso chegou a STJ, que o pedido do MPF configurava um "erro grosseiro". Quanto aos demais, o seu entendimento é que eles já respondiam a

outras quatro ações que tratam da mesma conduta. A ação do MPF foi uma tentativa de fazer com que alguns réus respondessem também por improbidade. Ações de improbidade administrativa só tramitam na Justiça comum, mesmo que os réus tenham foro privilegiado. Esse tipo de ação visa a devolução do suposto dinheiro desviado aos cofres públicos. Durante a sessão de ontem, o relator Humberto Martins não mencionou mais o "erro grosseiro" e votou pelo recurso do MPF, junto com o ministro César Asfor Rocha. O pedido de vista foi feito pelo ministro Mauro Campbell Marques. De acordo com o STJ, não há previsão de quando a ação será julgada novamente. A ação está sendo julgada pelo STF desde o início de agosto. Segundo a denúncia apresentada pelo MPF, o episódio conhecido como Mensalão foi um esquema montado no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva para comprar apoio de parlamentares. Ao todo, 37 pessoas estão sendo julgadas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. (ABr)

Ministro Cezar Peluso: a duas sessões da aposentadoria compulsória. Despede-se do Supremo Tribunal Federal no dia 3, aos 70 anos.

'Não estraguem a surpresa', diz Peluso. Ministro mantém suspense sobre o seu voto, hoje, mas ninguém acredita que ele vá se antecipar ao relator.

Mensalão

O

ministro Cezar Peluso manteve ontem o suspense em torno da abrangência do seu voto no julgamento do Mensalão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Amanhã (hoje) vocês verão", desconversou o ministro. "Não estraguem a surpresa".

O ministro se aposenta no sessões: a de hoje e a de amadia 3, quando completará 70 nhã. E a tendência aponta que anos e a expectativa é de que não há clima no tribunal para Peluso só consiga se pronun- antecipação integral do voto ciar sobre o item 3 da denúncia de Peluso, embora o ministro da Procuradoria Carlos Ayres Geral da RepúB r i t t o , p r e s iblica (PGR), que dente do STF, trata de desvios tenha afirmado de recursos do que a antecipaCom tristeza Banco do Brasil ção dependeria deploramos esse apenas da vone da Câmara dos Deputados. Estade de Peluso. instituto da se é o primeiro Britto, porém, aposentadoria dos oito itens esnão explicou cocompulsória. tabelecidos no mo ele poderia GILMAR MENDES cronograma do se antecipar, de relator, o minisforma legal, ao tro Joaquim Barbosa, segundo relator. Se o fizesse, na prátiquem todo o julgamento será ca, estaria agindo como novo concluído em setembro. relator. Além disso, seriam esAté a aposentadoria do ma- perada reações muito duras, gistrado haverá mais duas entre elas do revisor Ricardo

Lewandowski e do ministro Marco Aurélio Mello. Despedida – Peluso participou ontem da reunião da segunda turma do STF e recebeu a tradicional homenagem de despedida dos colegas. O ministro Gilmar Mendes chegou a criticar o sistema de aposentadoria dos magistrados. "Nós, neste momento, certamente com uma ponta de tristeza, deploramos esse instituto da aposentadoria compulsória, que faz com que alguém com plena vitalidade, com essa agilidade mental que ele revela em todos os embates, tenha que nos deixar por imposição constitucional e legal", afirmou Mendes. O julgamento do Mensalão será retomado à tarde. (Agências)

Revisor evita polêmica sobre votos Lewandowski recorreu ao provérbio "cada cabeça, uma sentença", mas não deixou de cutucar Barbosa.

O

ministro Ricardo Lewandowski, revisor do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), evitou ontem avaliar a divergência do julgamento em relação às denúncias contra o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP). "Cada cabeça é uma sentença", justificou. Mesmo assim, o ministro aproveitou para dar uma cutucada no relator, o ministro Joaquim Barbosa, ao sustentar que não é "usual" fazer intervenções nos votos dos colegas. "O ministro proferiu um voto denso e profundo e acho normal que ele queira defender o seu ponto de vista", afirmou Lewandowski. "Não é usual, mas é legítimo que alguém defenda o seu ponto de vista", acrescentou o revisor. Cada cabeça, uma sentença – Ao ser indagado se ficou surpreso com a posição de alguns ministros em relação a João Paulo, o revisor do Mensalão recorreu a um provérbio popular. "Cada cabeça, uma sentença", justificou. Para ele, cada um tem um modo particular de examinar o julgo probatório e tem de ser respeitado. "O resultado vai ser um somatório de forças no plenário". Até agora, quatro ministro votaram pela condenação do deputado federal por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Outros dois, pela absolvição. João Paulo é acusado de receber R$ 50 mil

Gervásio Baptista/SCO/STF - 22.08.12

Ricardo Lewandowski critica as intervenções do relator. Para ele, não se trata de comportamento usual. para favorecer agência de publicidade de Marcos Valério em contratos com a Câmara. Gestão fraudulenta – Para Lewandowski, o próximo debate do julgamento será avaliação sobre gestão fraudulenta. O revisor lembra que é "um tema pouco abordado no STF, portanto a matéria não está completamente madura". Segundo Lewandowski "vai ser um debate que vamos travar e que firmará jurisprudência". Homenagem – O blog de Julia Duailibi informou ontem que

Lewandowski já foi homenageado, em 2007, pela prefeitura de Osasco, cidade administrada pelo PT e na qual João Paulo é candidato a prefeito na disputa eleitoral deste ano. O revisor foi capa da revista Expressão Jurídica, editada pela Secretaria de Assuntos Jurídicos da cidade, atualmente administrada por Emídio de Souza, que apoia a candidatura de João Paulo. No dia 20 de abril de 2007, houve uma cerimônia no Centro de Formação Continuada

dos Profissionais da Educação de Osasco para divulgação da primeira edição da revista, que trazia uma entrevista com Lewandowski. No evento, João Paulo dividiu a tribuna de honra com o ministro. Na ocasião, Lewandowski afirmou que a homenagem que o Osasco prestava não era somente a ele, mas também ao Judiciário brasileiro. Sobre a revista, disse que tinha uma proposta inovadora e ousada, empenha em garantir direitos fundamentais. (Agências)


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

7

olítica

SIGA ESTE CAMINHÃO ±

18 categorias encerram greve

Pedro Lameira/Frame/AE

A volta ao trabalho dos servidores federais acontecerá na próxima segunda-feira.

D

ezoito categorias de servidores ligados à Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Publico Federal) decidiram ontem aceitar a proposta de reposição de 15,8% escalonada em três anos, feita pelo governo, e com isso encerrar a greve que já durava cerca de dois meses em todo o País. De acordo com o coordenador-geral da entidade, Josemilton da Costa, a decisão foi tomada em uma plenária nacional realizada em Brasília e vale para as 18 categorias ligadas à entidade e que negociaram de forma unificada. O retorno ao trabalho deve acontecer na próxima segunda-feira. "Consideramos o acordo uma vitória. No começo das

Consideramos o acordo uma vitória. No começo das negociações, o que a gente tinha era zero, e agora temos 15,8%. JOSEMILTON DA COSTA negociações o que a gente tinha era zero, e agora, conseguimos os 15,8%. Precisamos aceitar este acordo para garantir também outras questões como a gratificação por desempenho", afirmou Costa, ontem. Entre as categorias que aceitaram a proposta estão os servidores dos ministérios de

Saúde, Previdência, Trabalho, Cultura, Agricultura, Justiça, Transportes, além dos órgão de Arquivo Nacional, Imprensa Nacional e Embratur. As demais categorias de servidores, como fiscais agropecuários, servidores das agências reguladoras, agentes da Polícia Federal e funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), devem decidir nesta semana se aceitam ou não a proposta do governo. Governo – A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, confirmou ontem que o governo não irá alterar a sua proposta. "Isso está definido (porcentual de reajuste), e depende agora só da resposta dos servidores", disse a ministra. O reajuste dos servidores deve fazer parte da proposta

Fim de barulho: manifestantes começam a deixar Brasília após protestos. de Orçamento para 2013, que tem que ser enviado ao Congresso Nacional até o final da semana. Os associados da confederação somam cerca de 800 mil, entre trabalhadores ativos, pensionistas e aposentados. Ao todo, a Condsef

representa 80% dos servidores ativos do Executivo, mas algumas categorias estão negociando separadamente, a exemplo da formada por servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Durante a plenária, diversos delegados avaliaram o movimento como vitorioso, não pelas conquistas financeiras, com os 15,8% propostos, mas pela mobilização e pelo fortalecimento da integração das categorias. (Agências)

ELEIÇÕES 2012

Prefeitura erra ao expor o erro do PT Divulga prontuário médico sem autorização do paciente, que havia contado o seu drama no programa eleitoral do PT. Disse que tinha catarata e era pterígio.

A

prefeitura de São Paulo, para expor um erro no programa eleitoral de Fernando Haddad, candidato do PT, divulgou na segunda-feira dados do prontuário de um paciente do sistema público. De acordo com especialistas, a divulgação sem autorização configura quebra de sigilo. No horário eleitoral do PT na televisão, o caminhoneiro José Machado reclama do sistema municipal de saúde e diz que está aguardando há pelo menos dois anos para fazer uma cirurgia de catarata. O Estadão questionou a Secretaria Municipal de Saúde e obteve a resposta de que a "hipótese de diagnóstico" não era catarata, mas pterígio, crescimento do tecido sobre a córnea. A Secretaria informou ainda que não há filas para cirurgia de catarata. O caminhoneiro, por sua vez, garantiu que não tinha dado autorização para divulgação dos seus dados clínicos. Casos extremos – De acordo com o Conselho Federal de Medicina, é proibido que o médico, sem consentimento do paciente, revele o conteúdo de um prontuário ou de uma ficha médica. A revelação de segredo médico só é permitida, segundo o conselho, em casos extremos, como abuso sexual, aborto criminoso ou perícias médicas judiciais. Para Renato Azevedo Júnior, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, "é quebra de sigilo divulgar a informação

sem autorização", afirmou. "O hospital ou o diretor técnico que responde por ele não pode falar da doença, por mais que o paciente esteja errado". Segundo Reinaldo Ayer, professor de bioética da USP, "caracteriza uma infração ética a divulgação do prontuário médico por parte do médico ou do hospital sem autorização". A prefeitura é administrada por Gilberto Kassab, do PSD que apoia o candidato José Serra, do PSDB. Quem é o cego? – A campa-

O hospital ou o diretor técnico que responde por ele não pode falar da doença, por mais que o paciente esteja errado. RENATO AZEVEDO JÚNIOR nha de Haddad minimizou a informação errada exibida no programa do candidato. Disse que a afirmação partiu de Machado e que ele, provavelmente, não sabia a diferença entre catarata e pterígio. Os petistas também atacaram a prefeitura laegando que o problema de Machado deveria ter sido resolvido, independentemente do diagnóstico. "Pterígio é mais simples do que catarata", disse o vereador Carlos Neder (PT). Atendimento – De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de

Saúde, Machado foi atendido no dia 13 no ambulatório de especialidades no Jardim São Carlos. Depois, foi encaminhado para o Cema, hospital de especialidades que é privado, mas que mantém convênio com o governo. Foi atendido no dia 17 de janeiro, quando recomendaram novo exame nos olhos de Machado. As informações sobre o prontuário do paciente foram passadas ao jornal pela assessoria de imprensa e em dois contatos telefônicos. Depois pediu uma solicitação por escrito. O jornal, então, enviou um e-mail sobre "a fila para realizar o atendimento médico de José Machado". Nota – A Secretaria Municipal encaminhou ao jornal nota oficial no início da noite de ontem na qual não detalhou, como no contato telefônico, o diagnóstico de Machado. Disse que a pasta "iniciou uma averiguação", como ocorre em "situações deste tipo". Esclareceu, mais uma vez, que o principal problema oftalmológico que afeta o paciente não é catarata e que "o paciente está sendo atendido e acompanhado pelo Cema. Acrescenta que ele necessita de um exame ultrassom de córnea, que não está incluído pelo ministério da Saúde na tabela do SUS. Machado, de 67 anos, disse ontem que estava "arrependido" de ter gravado a entrevista. "É muita exposição e o meu problema continua sem solução", disse. "Depois dessa, acho que nem vou votar". (AE)

Maurício Santana/Futura Press/AE

Fernando Haddad: campanha do petista minimiza falha. Não percebeu que a doença era outra. Reinaldo Marques/Frame/AE

José Serra: campanha do tucano sofre revés com falha cometida pela administração de Gilberto Kassab.

Soninha: ação na Cracolândia é burra Ale Vianna/Brazil Photo Press/AE

S Crítica: "Nos ônibus, poderia ter tido grandes progressos, assim como na coleta seletiva, que está abandonada", diz Soninha.

em poupar seus adversários de críticas, a candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, classificou de "burrice" a ação da Prefeitura e do governo do Estado na região da cracolândia, que dispersou os usuários de crack que se instalavam na região central da cidade, com a utilização da polícia. Na opinião dela, a ação não usou "inteligência" nem teve "sintonia" entre os atores envolvidos. Soninha também atacou a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como padrinho político nestas eleições. Lula vem pedindo votos de maneira ostensiva na pro-

paganda do petista Fernando Haddad. "Tudo tem limite", declarou Soninha. Mesmo tendo sido subprefeita da Lapa (2009-2010) na gestão de Gilberto Kassab (PSD), sua avaliação do prefeito foi negativa. "Nos ônibus, poderia ter tido grandes progressos, assim como na coleta seletiva, que está abandonada", apontou. Sem fugir de polêmicas, ela defendeu a legalização da maconha – apesar de ressaltar que a Prefeitura não tem poderes para mudar a lei – o pedágio urbano, a inspeção veicular, e disse que é contra o financiamento público de campanha. (AE)

Banco Bradesco S.A. CNPJ no 60.746.948/0001-12 - NIRE 35.300.027.795 Ata da Reunião Extraordinária no 1.933, do Conselho de Administração, realizada em 30.7.2012 Aos 30 dias do mês de julho de 2012, às 16h, na sede social, Cidade de Deus, 4 o andar do Prédio Vermelho, Vila Yara, Osasco, SP, reuniram-se os membros do Conselho de Administração sob a presidência do senhor Lázaro de Mello Brandão. Durante a reunião, os senhores Conselheiros deliberaram registrar o pedido de renúncia formulado pelo senhor Cláudio Fernando Manzato, ao cargo de Diretor, em carta desta data, cuja transcrição foi dispensada, a qual será levada a registro juntamente com esta Ata, consignando-se, nesta oportunidade, agradecimentos pelos serviços prestados durante sua gestão. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata que os Conselheiros presentes assinam. aa) Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Carlos Alberto Rodrigues Guilherme e Milton Matsumoto. Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Banco Bradesco S.A. aa) José Alcides Munhoz, Alexandre da Silva Glüher. Certidão: Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 356.556/12-8, em 16.8.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Nos últimos 20 anos, a história de sucesso do Brasil é impressionante, com um progresso extraordinário. Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico.

olítica

Fotos: Vivi Andreani/LUZ

RUY ALTENFELDER

'O gigante está com pressa' Para presidente do CIEE, Brasil tem carências urgentes, da política à educação. José Maria dos Santos

O

tam o homenzarrão: reforma política e educação. Nunca é demais repetir. Diário do Comércio – O subtítulo do livro, " Repensando o Brasil", é estimulante, pois se há um lugar em que mazelas estão pedindo correção urgente é no nosso País. Como nasceu essa ideia? Ruy Martins Altenfelder Silva – Para essa ideia ser melhor entendida, é necessário reportar ao programa "Diálogo Nacional", inaugurado há 14 anos e que hoje está na sua 750ª edição. Na época, eu dirigia o Instituto Roberto Simonsen, centro de estudos da Federação das Indústrias do Es-

jornalista, advogado e presidente do Conselho Diretor do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) Ruy Martins Altenfelder Silva dedica-se à tarefa de repensar o Brasil há exatos 14 anos. Mais apropriadamente, quando criou um projeto intitulado Diálogo Nacional. Conforme o sentido do verbo – fazer reflexões em busca da correção de rotas – Altenfelder Silva entrega-se a uma atividade patriótica que deveria ser praticada por todos brasileiros, tantas são as mazelas e distorções que atrapalham o pleno despertar do gigante, no momento em que ele tem Nós entendemos pressa em se levantar do seu que a reforma célebre berço esplêndido. Já política é urgente e está farto de revirar-se desesperadamente no leito, pendeve ser ampla, sando, por exemplo, na carga geral e irrestrita, a tributária em torno de 40% socomeçar pela bre os produtos, ou dos 185% legislação eleitoral. relativos aos encargos sociais, conforme recentes estuRUY ALTENFELDER dos da Fundação Getúlio Vargas. Mas, com certeza, a so- tado de São Paulo (Fiesp), cujo nhada reforma política, indefi- presidente era Mário Amato. n i d a m e n t e a d i a d a , e o Ocorreu-me que a criação de ancestral desprezo pela edu- conselhos superiores – plurais cação são as fontes dos seus e suprapartidários – de orienpiores pesadelos. tação política e social seria exHoje, às 18h30, no foyer do tremamente produtiva e oporTeatro CIEE– na Rua Tabapuã, tuna. Mário, como sempre 445, em Pinheiros – Altenfel- sensível às questões nacioder Silva trata de lhe dar um nais, aprovou imediatamenempurrão. Está lançando o li- te. Alinharam-se pessoas de vro Diálogo Nacional - Repen- primeira ordem: Miguel Reale, sando o Brasil (Editora Pax & Olavo Setúbal, Aureliano ChaSpes), com artigos cujos te- ves, Francisco Weffort, Amaumas foram ry de Souza, pautas do proCelso Lafer, grama acima. Tércio Ferraz, Na verdade, é Oliveiros Feruma espécie reira... de passarela DC – Como em que desfifunci onavam lam os numee s s e s c o n s erosos e comlhos? plexos probleA l te n f e ld e r mas, traduziSilva – Em cados em nós – da reunião hapara usarmos via um tema u m a e x p r e sproposto, sob são da moda – a c o o r d e n aque fazem o ção de um lígigante tropeder, que falaçar a cada esva e conduzia forço para ca- Repensar: lançamento hoje. o debate. Era minhar. Nessa um encontro iniciativa, ele é legitimado por muito rico, mas com o defeito um vasto currículo, no qual lhe de produzir um alcance reducoube o posto de secretário zido. Disse ao Mário: são imestadual da Ciência, Tecnolo- portantes, mas esgotam-se gia, Desenvolvimento Econô- em 30 pessoas. Precisamos de mico e Turismo de São Paulo. um programa de televisão em Na entrevista abaixo, Alten- rede nacional. E Mário: 'Siga felder Silva se detém particu- em frente!'. Dessa forma surlarmente em dois problemas, giu o Diálogo Nacional, na TVaqueles que mais atormen- Comunitária e Blue TV, com 60

minutos de duração, divididos em quatro blocos. Hoje está na rede NET e TVA. Posso dizer, sem vaidades, que sempre justificou seu lema: "Um programa com gente que sabe e faz acontecer". DC – Salvo engano, o programa quebrou o paradigma do jornalismo de que boas notícias não atraem a atenção das pessoas. Altenfelder Silva – Realmente, esse bloco de três minutos, produzido e apresentado por meu filho Alexandre, despertou interesse. Essa é a razão de Alexandre também assinar o livro. DC – Voltemos, então, à pergunta inicial: por que repensar o Brasil? Altenfelder Silva – Sempre que se falou em reformas no nosso País, todo mundo foi a favor. Mas, infelizmente, o tema se restringia à concordância. Veja o caso da necessária reforma política: todos concordavam, inclusive os políticos, mas desejavam-na apenas 20 anos para a frente. Nós entendemos que ela é urgente e deve ser ampla, geral e irrestrita, a começar pela legislação eleitoral. A legislação é antiga, superada e não contempla problemas sérios e crônicos que lhe dizem respeito. A instituição do suplente de senador, por exemplo, é inadmissível. Devido às mexidas naturais do cenário político durante uma legislatura – senadores alçados a ministérios, por exemplo – hoje um terço do nosso Senado é composto por senadores que não tiveram sequer um voto. Essa suplência, que não tem qualquer representatividade, devia ser extinta sumariamente. Assim como o mandato de oito anos para senadores, que também não tem justificativa. DC – Aliás, esse tema está presente no livro, assim como a ficha-limpa que, de algum modo, apesar dos nossos anacronismos eleitorais, mostra que nós estamos caminhando. Altenfelder Silva – É verdade. Mas o Brasil está exigindo que sejamos mais ligeiros. Até sua concretização, a ficha-limpa era um sonho de uma noite de verão. Transformou-se em uma bela lição de Política, atestando o poder da mobilização popular. E nesse tópico, é justo ressaltar o papel das mulheres. A organização Mulheres da Verdade foi exemplar. Reúne 50 entidades dirigidas por mulheres e foi dela o ponta-pé na conformação do projeto-de-lei a respeito, cuja aprovação foi inédita no Bra-

Ruy Altenfelder: "Hoje um terço do nosso Senado é composto por senadores que não tiveram sequer 1 voto" sil. Há outros nomes a destacar. Lembro-me particularmente do juiz maranhense Márlon Reis, então presidente da Associação dos Magistrados do Brasil. DC – A ficha-limpa levanta uma pergunta: quais têm sido os assuntos mais impactantes no "Diálogo Nacional"? Altenfelder Silva – Aqueles relacionados aos seres humanos e à conduta ética na sociedade, onde a educação tem um lugar especial. DC – De fato, a educação permeia o programa e o livro. Não podia ser de outra forma. A experiência mostra que países que apostaram na educação sempre foram bem sucedidos. Altenfelder Silva – A educação é item prioritário no repensar do Brasil. Vem em primeiro lugar. Nosso processo educacional sofreu uma distorção no início. Começou pelo ensino superior, que se tornou a sua base. Precisamos e devemos inverter essa pirâmide. As prioridades não deveriam estar onde estão, mas na outra ponta, no ensino básico. Temos exemplos extremamente evidentes nessa direção, como a Coreia do Sul, o Chile, a Itália, a Índia, mais recentemente e a Argentina, mais remotamente.

DC – O que o senhor proporia nesse repensar da educação? Altenfelder Silva – Nós não temos um marco regulatório para a educação, uma legislação que ampare a educação em todos os seus aspectos. É animador que a presidente Dilma esteja sinalizando nessa direção. DC – O senhor poderia detalhar essa proposta? Altenfelder Silva – Comecemos com os professores. No passado havia o ensino nor-

A educação é item prioritário no repensar do Brasil. As prioridades deveriam estar na outra ponta, no ensino básico. IDEM mal para formá-los com muito conteúdo. E ganhavam bem. Lembro de que havia um anúncio das Lojas Mappin apregoando que ali funcionários do Banco do Brasil, do Moinho Santista, trabalhadores bem remunerados e normalistas não precisavam de avalis-

tas para abrir seus crediários. DC – A propósito, também havia um samba-canção, A normalista (Benedito Lacerda e David Nasser), que foi sucesso na voz de Nelson Gonçalves, enaltecendo a normalista: "Vestida de azul e branco/ Trazendo um sorriso franco/ no rostinho encantador/ Minha linda normalista/ rapidamente conquista/ meu coração sofredor..." Altenfelder Silva – Pois é. Da parte dos alunos, precisam ter escolas funcionais, que possam abrigá-los confortavelmente o dia todo. Prédios que não podem ser degradados. No tópico da saúde, devem ter assistência médica permanente, pois podem trazer doenças mal curadas da infância ou deficiências variadas. Enfim, a criação de situações adequadas para um bom aprendizado e para a recuperação da dignidade e do respeito. Estou dizendo tudo isso com um certo ar de saudosismo, porque já tivemos um ensaio no passado. Cumpre recuperar essa experiência, revisada e atualizada, à luz de princípios consistentes de gestão escolar. Veja só: até nossos livros escolares precisam ser revistos, pois não condizem com as exigências do mundo de hoje.

'Brasil agora precisa de mudanças', avisa Tony Blair Ex-primeiro ministro britânico participa de congresso em Brasília, conversa com Dilma e fala à imprensa: "Quando o mundo está mudando, você precisa mudar".

A

pós 20 anos de "notável sucesso", o Brasil precisa agora de mudanças na educação, infraestrutura e no sistema tributário para chegar "ao próximo nível" de desenvolvimento. Foi o que afirmou o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair, ontem, em Brasília, onde participou da 10ª edição do Congresso Internacional Brasil Competitivo. Sob o tema Os Desafios de Competitividade na Próxima Década, o grupo apontou alternativas tributárias, trabalhistas e regulatórias para promover qualidade dos serviços e produtos nacionais.

Roberto Stuckert Filho/PR

Blair destacou momentos em que, mesmo resistente, precisou adotar reformas no período em que foi primeiroministro da Grã-Bretanha (1997 a 2007). "Depois das reformas, mesmo quando lamentava ter que fazê-las, acabava sendo positivo". "Todos os países enfrentam esse desafio de mudança", decretou. "Quando o mundo está mudando ao seu redor, você precisa mudar". Blair falou com a imprensa após audiência com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Eles discutiram sobre "como tirar as ideias da cabeça e colocá-las

Blair e Dilma: conversa tratou de Oriente Médio à zona do euro. em execução", segundo ele. A conversa com Dilma ainda abrangeu temas como o

conflito no Oriente Médio, mas "focou bastante" a crise da zona do Euro. Segundo

Blair, a saída do problema passa por decisões políticas difíceis e por algum grau de mutualização da dívida. Ou seja: os governos ricos do Norte europeu, como a Alemanha, precisam autorizar a "compra" de títulos italianos e espanhóis e se responsabilizar pela dívida da Grécia. Blair elogiou medidas e políticas adotadas pelo governo para estimular a competitividade do País. Para o ex-mandatário britânico, tanto o governo como os empresários brasileiros têm clareza e consenso sobre os desafios que o País deve enfrentar, em setores como educação, infraes-

trutura de qualidade e ambiente de negócios seguro. Indagado sobre a situação na embaixada do Equador em Londres, onde se abriga o ativista Julian Assange, Blair disse o caso não deve perturbar as relações de seu país com a América Latina. Assange não recebeu garantia do governo britânico de poder deixar o país sem ser preso. Depois da entrevista, Tony Blair gracejou: "Foi um pouco triste ver o Brasil ultrapassar o Reino Unido como a 6ª economia do mundo, mas, se vocês fizerem grandes jogos olímpicos em 2016, nós os perdoaremos". (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

9

Banco Bradescard S.A. (anteriormente denominado Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo) CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 4º Andar - Bloco B - Alphaville - Barueri - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Integrante das empresas da Organização Bradesco, o Banco Bradescard, no segmento de cartões, fortalece o financiamento do consumo por meio Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2012, do Banco Bradescard S.A., de diversas parcerias com redes de varejo. (anteriormente denominado Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas No semestre, o Banco Bradescard registrou Lucro Líquido de R$ 117,420 milhões, correspondente a R$ 31,38 por lote de mil ações, Patrimônio a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Líquido de R$ 2,509 bilhões e Ativos Totais de R$ 5,728 bilhões. O Banco Bradescard atua no mercado de serviços financeiros, com destaque no crédito ao consumo por meio da emissão e gestão de cartões de Agradecemos o apoio e confiança dos nossos clientes e parceiros comerciais e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e demais colaboradores. crédito private label, cartões de crédito das bandeiras MasterCard e Visa, e produtos de crédito pessoal. A segmentação de mercado reúne clientes de um mesmo perfil, com foco na qualidade do relacionamento, o que possibilita atendimento diferenciado e ganhos crescentes de produtividade e rapidez, produzindo, ainda, maior flexibilidade e competitividade na execução da estratégia de negócios, dimensionando as operações, em termos de qualidade e especialização.

Barueri, SP, 13 de agosto de 2012. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Créditos Vinculados....................................................................................................................................... Pagamentos e Recebimentos a Liquidar....................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 9).......................................................................................................... Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 9).......................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 10) ......................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 11)................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 12a) ................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 12b)................................................................................................................................ Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2012 4.354.804 777 649.608 79.771 569.837 32.792 9.676 233 22.883 1.805.066 2.517.234 (712.168) 1.813.535 2.802 1.911.418 (100.685) 53.026 10.563 42.463 1.206.187 168.332 178.850 (10.518) 1.025.728 1.025.728 12.127 12.127 167.350 42.001

2011 4.669.879 809 1.123.851 78.428 1.045.423 29.064 9.011 151 19.902 1.890.209 2.580.217 (690.008) 1.620.028 11.290 1.687.422 (78.684) 5.918 4.530 1.388 664.808 161.506 172.711 (11.205) 487.194 487.219 (25) 16.108 16.108 185.493 17.968

42.001 1.192 (1.192) 8.627 31.722 (23.095) 74.179 346.749 (272.570) 42.543 83.615 (41.072) 5.728.341

17.968 1.192 (1.192) 11.970 31.073 (19.103) 99.390 346.749 (247.359) 56.165 86.230 (30.065) 5.520.180

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13).................................................................................................................................. Depósitos à Vista........................................................................................................................................... Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. Depósitos a Prazo ......................................................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... Pagamentos e Recebimentos a Liquidar....................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota 15b).......................................................................................................................................

2012 2.239.094 46.409 43.114 187 3.108 10.469 10.455 14 2.182.216 767 1.115 99.372 2.080.962

2011 2.148.693 55.216 33.225 18.831 3.160 9.485 9.480 5 2.083.992 1.730 2.378 101.652 1.978.232

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13).................................................................................................................................. Depósitos a Prazo ......................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota 15b).......................................................................................................................................

817.284 26.818 26.818 790.466 686.779 103.687

667.836 27.345 27.345 640.491 442.950 197.541

RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ............................................................................................... RECEITAS DE EXERCÍCIOS FUTUROS...................................................................................................... Rendas Antecipadas .....................................................................................................................................

163.084 163.084 163.084

88.881 88.881 88.881

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 16) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros.......................................................................................................................................

2.508.879

2.614.770

2.366.832 142.047

2.366.832 247.938

TOTAL ...........................................................................................................................................................

5.728.341

5.520.180

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2012 958.361 898.489 30.136 34 819 28.883 360.650 1.344 359.306 597.711 (394.614) 221.280 18.477 (14.901) (388.562) (60.382) 10.853 67.126 (248.505) 203.097 (49) 203.048 (85.628) 117.420 3.741.307.886 31,38

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... Resultado das Operações de Câmbio........................................................................................................... Resultado das Aplicações Compulsórias ...................................................................................................... Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros.................................................................. DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 13b)........................................................................................ Resultado das Operações de Câmbio........................................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f)............................................................................ RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Receitas de Prestação de Serviços (Nota 17) .............................................................................................. Rendas de Tarifas Bancárias (Nota 17)......................................................................................................... Despesas de Pessoal (Nota 18) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 19).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 20) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 10a) .......................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 21)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 22)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 23) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 25) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de ações (Nota 16a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2011 1.015.330 919.988 56.555 1.173 37.614 342.739 1.929 51 340.759 672.591 (410.901) 208.220 4.715 (25.192) (293.626) (60.854) 13.168 18.310 (275.642) 261.690 (2.267) 259.423 (108.660) 150.763 3.741.307.886 40,30

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Reservas de Lucros Legal Estatutárias

Lucros Acumulados

Totais

Saldos em 31.12.2010.....................................................................

2.366.832

4.978

93.629

-

2.465.439

Lucro Líquido....................................................................................

-

-

-

150.763

150.763

Destinações: - Reservas...................................................................

-

7.538

141.793

(149.331)

- Dividendos Propostos...............................................

-

-

-

(1.432)

Saldos em 30.6.2011.......................................................................

2.366.832

12.516

235.422

-

2.614.770

Saldos em 31.12.2011.....................................................................

2.366.832

17.105

8.637

-

2.392.574

Lucro Líquido....................................................................................

-

-

-

117.420

117.420

Destinações: - Reservas...................................................................

-

5.871

110.434

(116.305)

- Dividendos Propostos...............................................

-

-

-

(1.115)

Saldos em 30.6.2012.......................................................................

2.366.832

22.976

119.071

-

(1.432)

(1.115)

2.508.879

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2012

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .......................................................

Capital Social

Eventos

203.048

259.423

Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa .......................................................................................

359.306

340.759

Depreciações e Amortizações ...................................................................................................................

9.918

19.886

Constituições de Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais.........................................................................

74.210

80.083

Resultado de Participações em Coligadas e Controladas.........................................................................

(10.853)

(13.168)

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:

Amortização de Ágio..................................................................................................................................

11.383

5.665

Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social.......................................

647.012

692.648

(Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez..............................................................

84.244

(181.936)

(Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências..................................................

(4.011)

(24.661)

(Aumento)/Redução em Operações de Crédito.........................................................................................

(375.810)

(419.483)

(Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ...........................................................

(56.448)

169.110

Aumento/(Redução) em Depósitos............................................................................................................

1.519

15.316

Aumento/(Redução) em Outras Obrigações..............................................................................................

(201.312)

(182.432)

Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros ......................................................................

16.694

88.881

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................................................

(180.496)

(147.107)

Caixa Líquido Proveniente/Utilizado das Atividades Operacionais .......................................................

(68.600)

10.336

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos Aquisição de Imobilizado de Uso e de Arrendamento.................................................................................

(492)

Aplicações no Diferido/Intangível.................................................................................................................

(15)

(4.336) (4.983)

Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Investimentos.................................................

(507)

(9.319)

Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

(69.115)

1.017

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período .......................................................................................

149.663

78.220

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ..........................................................................................

80.548

79.237

Aumento/(Redução) Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

(69.115)

1.017

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ........... 1.4) Outras ................................................................................. 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Materiais, Energia e Outros ........................................................ Serviços de Terceiros.................................................................. Comunicações ............................................................................ Serviços do Sistema Financeiro ................................................. Propaganda, Promoções e Publicidade...................................... Transporte ................................................................................... Processamento de Dados........................................................... Contribuições Filantrópicas......................................................... Manutenção e Conservação de Bens ......................................... Arrendamento de Bens ............................................................... Viagens ....................................................................................... Outras ......................................................................................... 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)....................................... 5 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ...................................... 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5)........................................................................ 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas .......... 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7).............................. 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 9.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ FGTS ................................................................................... Outros Encargos .................................................................. 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Municipais ............................................................................ 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ........................... Aluguéis ............................................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos no Período...................................................

2012 668.767 958.361 239.757 (359.306) (170.045) (1.344) (376.753) (10.299) (152.641) (81.201) (57.563) (8.609) (9.527) (47.903) (300) (424) (864) (367) (7.055) 290.670 (21.301) 269.369 10.853 10.853 280.222 280.222 12.662 8.079 2.702 675 1.206 148.249 143.869 4.380 1.891 1.891 117.420 1.115 116.305

% 238,7 342,0 85,6 (128,2) (60,7) (0,5) (134,5) (3,7) (54,5) (29,0) (20,5) (3,1) (3,4) (17,1) (0,1) (0,2) (0,3) (0,1) (2,5) 103,7 (7,6)

2011 633.572 1.015.330 212.935 (340.759) (253.934) (1.980) (272.198) (16.944) (89.004) (68.554) (49.491) (7.097) (11.108) (25.615) (308) (817) (331) (2.929) 359.394 (25.551)

96,1 3,9 3,9 100,0 100,0 4,5 2,9 1,0 0,2 0,4 52,9 51,3 1,6 0,7 0,7 41,9 0,4 41,5

333.843 13.168 13.168 347.011 347.011 21.061 15.028 2.829 1.415 1.789 173.645 169.775 3.870 1.542 1.542 150.763 1.432 149.331

% 182,6 292,6 61,4 (98,2) (73,2) (0,6) (78,4) (4,9) (25,6) (19,8) (14,3) (2,0) (3,2) (7,4) (0,1) (0,2) (0,1) (0,8) 103,6 (7,4) 96,2 3,8 3,8 100,0 100,0 6,2 4,5 0,8 0,4 0,5 50,0 48,9 1,1 0,4 0,4 43,4 0,4 43,0

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bradescard S.A., (anteriormente denominado Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo), está autorizado a operar com a carteira comercial e de crédito, financiamento e investimento, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a co-participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. É parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e suas Demonstrações Contábeis devem ser entendidas neste contexto. A Assembleia Geral Extraordinária de 16 de abril de 2012, aprovou a alteração da denominação da sociedade, de Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo para Banco Bradescard S.A., homologado pelo Banco Central em 14.6.2012. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As Demonstrações Contábeis foram aprovadas pela Administração em 13 de agosto de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Operações de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes, da seguinte forma: Período de atraso (1) Classificação do cliente • de 15 a 30 dias.............................................................................................................................................................................. B • de 31 a 60 dias.............................................................................................................................................................................. C • de 61 a 90 dias.............................................................................................................................................................................. D • de 91 a 120 dias............................................................................................................................................................................ E • de 121 a 150 dias.......................................................................................................................................................................... F • de 151 a 180 dias.......................................................................................................................................................................... G • superior a 180 dias........................................................................................................................................................................ H (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN.

A atualização (accrual) l das operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando, então, são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e levam em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração, na determinação dos riscos de crédito. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre atualização de depósitos judiciais é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Despesas antecipadas Correspondem às aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registradas no resultado de acordo com o princípio da competência. h) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. i) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a Instituição. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: sistema de comunicação, instalações e móveis e equipamentos de uso - 10% ao ano; sistemas de processamento de dados - de 20% ao ano e ajustado por redução ao valor recuperável - impairment, quando aplicável. j) Ativo diferido Está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas de 20% ao ano, calculadas pelo método linear. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do Bacen. k) Ativo intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. É composto por: • Software São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% a 50% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

...continuação

Banco Bradescard S.A. (anteriormente denominado Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo) CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 4º Andar - Bloco B - Alphaville - Barueri - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS l) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder seu valor recuperável apurado: pelo (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos.

4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 30 de junho - R$ mil 2011 313 496 809 78.428 79.237

2012 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Disponibilidades em moeda estrangeira ................................................................................................. Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. Total caixa e equivalentes de caixa .....................................................................................................

593 184 777 79.771 80.548

m) Depósitos (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de São demonstrados pelos valores de exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base valor justo. “pro rata” dia. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ n) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias a) Composição e prazos O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de Em 30 de junho - R$ mil acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: 1 a 30 31 a 180 Total • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais dias dias 2012 2011 ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da Aplicações no mercado aberto: capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, Posição bancada (1) ....................................................................... 79.771 79.771 78.428 são divulgados nas notas explicativas (Nota 14a); Letras financeiras do tesouro ........................................................... 78.428 79.771 79.771 • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a Letras do tesouro nacional ............................................................... 26.704 543.133 569.837 1.045.423 complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para Aplicações em depósitos interfinanceiros: ................................. Aplicações em depósitos interfinanceiros ........................................ 26.704 543.133 569.837 1.045.423 a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; 106.475 543.133 649.608 • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente Total em 2012 .................................................................................. Total em 2011 .................................................................................. 113.957 1.009.894 1.123.851 será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em (1) Prazo dos papéis que estão lastreando as operações. b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 14b e c); e Semestres findos em 30 de junho - R$ mil • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade 2012 2011 que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas Demonstrações Posição bancada ..................................................................................................................................... 5.790 5.114 Contábeis (Nota 14b). Subtotal .................................................................................................................................................. 5.790 5.114 o) Outros ativos e passivos Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... 24.346 50.681 Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base Total (Nota 6b)........................................................................................................................................ 30.136 55.795 “pro rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS encargos e das variações monetárias incorridas (em base “pro rata” dia). a) Em 30 de junho de 2012 e de 2011, o Banco Bradescard não possuía operações de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos. p) Eventos subsequentes b) Resultado de títulos e valores mobiliários Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das Demonstrações Contábeis e a data de autorização para sua emissão. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil São compostos por: 2012 2011 • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das Demonstrações Contábeis; e Aplicações interfinanceiras de liquidez.................................................................................................... 30.136 55.795 • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das Demonstrações Contábeis. Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 760 Total ........................................................................................................................................................ 30.136 56.555 Não houve qualquer evento subsequente para essas Demonstrações Contábeis encerradas em 30 de junho de 2012. 7) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS CRÉDITOS COM CARACTERÍSTICA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 30 de junho - R$ mil Curso normal 1 a 30 dias 339.201 373.523 712.724 717.699

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2012 ..................................................................................... Total em 2011 .....................................................................................

31 a 60 dias 854.463 484.576 1.339.039 1.291.371

61 a 90 dias 123.073 272.429 395.502 383.765

Total (A) 91 a 180 dias 210.206 355.409 565.615 519.730

181 a 360 dias 160.179 137.849 298.028 269.819

Acima de 360 dias 176.384 291 176.675 169.763

2012 1.863.506 1.624.077 3.487.583

%

2011 1.922.699 1.429.448

53,4 46,6 100,0

% 57,4 42,6

3.352.147 100,0 Em 30 de junho - R$ mil

Curso anormal 1 a 30 dias 83.336 83.336 98.662

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Total em 2012 ..................................................................................... Total em 2011 .....................................................................................

Parcelas vencidas 61 a 90 dias 80.153 80.153 81.755

31 a 60 dias 84.846 84.846 84.299

Total (B) 91 a 180 dias 221.876 221.876 226.770

181 a 540 dias 328.766 328.766 303.467

2012 798.977 798.977

%

2011 794.953

100,0 100,0

% 100,0

794.953

100,0 Em 30 de junho - R$ mil

Curso anormal 1 a 30 dias 7.498 7.498 7.780

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................ Outros créditos (1)...................................................... Total em 2012 ............................................................ Total em 2011 ............................................................

Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 4.386 8.167 4.386 8.167 4.580 8.318

31 a 60 dias 5.427 5.427 5.716

Total (C) 181 a 360 dias 5.657 5.657 5.746

Acima de 360 dias 2.466 2.466 3.136

2012 33.601 33.601

%

Total Geral 2011 35.276 -

100,0 100,0

2012 (A+B+C) 2.696.084 1.624.077 4.320.161

% 100,0 -

35.276

2011 (A+B+C) 2.752.928 1.429.448

% 62,4 37,6 100,0

100,0

% 65,8 34,2

4.182.376

100,0

(1) A rubrica “Outros créditos” compreende títulos e créditos a receber. b) Modalidades e níveis de risco Em 30 de junho - R$ mil Operações de crédito AA A Empréstimos e títulos descontados............................ 1.597.139 Outros créditos ........................................................... 2 1.454.714 Total geral em 2012 .................................................. 2 3.051.853 % ................................................................................ 70,6 Total geral em 2011 .................................................. 1 2.947.995 % ................................................................................ 70,5 c) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa por nível de risco

B 126.665 30.963 157.628 3,6 170.758 4,1

C 133.189 33.183 166.372 3,9 173.771 4,2

D 105.013 13.666 118.679 2,7 105.012 2,5

E 82.839 7.537 90.376 2,1 89.370 2,1

Níveis de risco F 80.587 6.687 87.274 2,1 85.445 2,0

G 79.227 6.102 85.329 2,0 80.534 1,9

H 491.425 71.223 562.648 13,0 529.490 12,7

2012 2.696.084 1.624.077 4.320.161

%

2011 2.752.928 1.429.448

62,4 37.6 100,0 100,0

% 65,8 34,2

4.182.376

100,0 100,0

Em 30 de junho - R$ mil

Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2012 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................

% Mínimo de provisionamento requerido

Carteira Curso anormal

Curso normal

0,5 1,0 3,0

2 3.051.853 89.628 92.175 3.233.658 45.659 20.751 16.260 13.601 157.655 253.926 3.487.584 80,7 3.352.147 80,1

10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

Provisão Total

68.000 74.197 142.197 73.020 69.625 71.014 71.728 404.993 690.380 832.577 19,3 830.229 19,9

%

2 3.051.853 157.628 166.372 3.375.855 118.679 90.376 87.274 85.329 562.648 944.306 4.320.161

70,6 3,6 3,9 78,1 2,7 2,1 2,1 2,0 13,0 21,9 100,0 100,0

4.182.376 100,0

d) Concentração de operações de crédito e outros créditos

Específica Vencidas Vincendas 622 58 2.042 184 2.664 242 6.778 524 19.812 1.075 33.985 1.522 48.700 1.510 397.344 7.648 506.619 12.279 509.283 12.521 61,9 1,5 489.787 10.929 62,8 1,4

2012 Genérica

Excedente

15.259 896 2.765 18.920 4.566 6.225 8.130 9.521 157.656 186.098 205.018 24,9 186.841 24,0

Total

(16) 339 11.559 11.882 23.674 18.028 17.410 25.555 84.667 96.549 11,7 92.365 11,8

%

14.874 1.924 17.287 34.085 31.449 44.638 59.767 80.493 529.490 745.837

1,9 0,3 2,2 4,4 4,0 5,7 7,7 10,3 67,9 95,6

779.922 100,0

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa 2012

%

78.533 90.529 91.263 92.510 94.075

2011 1,8 2,1 2,1 2,1 2,2

%

78.350 109.230 118.029 125.614 128.964

1,9 2,6 2,8 3,0 3,1

e) Setor de atividade econômica Em 30 de junho - R$ mil 2012 Setor privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Têxtil e confecções........................................................................... Móveis e produtos de madeira ......................................................... Artefatos de couro ............................................................................ Demais indústrias ............................................................................. Comércio ......................................................................................... Artigos de uso pessoal e doméstico................................................. Varejista não especializado .............................................................. Vestuário e calçados ........................................................................ Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços ..................................... Atividades associativas, recreativas e culturais................................ Alojamento e alimentação ................................................................ Demais serviços ............................................................................... Pessoa física................................................................................... Total .................................................................................................

Total 1,8 0,2 2,0 4,0 4,3 5,5 7,4 10,4 68,4 96,0 100,0

Em 30 de junho - R$ mil

Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores...................................................................

2011 %

15.243 1.915 16.550 33.708 35.542 45.140 61.047 85.286 562.648 789.663 823.371 100,0

%

4.320,161 7.589 7.546 2 41 80.231 1 1.462 78.571 50 117 30 2.355 761 462 148 5 107 39 4.229.225 4.320.161

2011 100,0 0,2 0,2 1,8 1,8 0,1 97,9 100,0

%

4.182.376 28.848 24.711 4 4.005 128 84.267 1.437 3.932 78.593 118 141 46 9.721 1.678 932 498 21 112 115 4.057.862 4.182.376

100,0 0,7 0,6 0,1 2,0 0,1 1,9 0,2 97,1 100,0

Saldo inicial............................................................................................................................................ Provisão.................................................................................................................................................. Baixas ..................................................................................................................................................... Saldo final .............................................................................................................................................. - Provisão específica (1).......................................................................................................................... - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ - Excedente (3) ........................................................................................................................................ Recuperação de créditos baixados (4)................................................................................................ Renegociação de créditos no semestre..............................................................................................

2012 852.952 359.306 (388.887) 823.371 521.804 205.018 96.549 85.056 174.046

Em 30 de junho - R$ mil 2011 766.275 340.759 (327.112) 779.922 500.716 186.841 92.365 69.531 88.470

(1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 7c); e (4) Classificados em receitas de operação de crédito. 8) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber 2.802 2.802

Em 30 de junho - R$ mil 2011 11.290 11.290

2012 1.624.077 525.366 686.281 54.210 35.162 12.050 2.937.146

Em 30 de junho - R$ mil 2011 1.429.448 433.683 170.178 117.757 17.814 5.761 2.174.641

2012 54.590 10.563 65.153

Em 30 de junho - R$ mil 2011 17.496 4.530 22.026

2012 Dividendos a receber............................................................................................................................... Serviços prestados a receber (comissões) ............................................................................................. Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos Operações com cartão de crédito ........................................................................................................... Créditos tributários (Nota 25c)................................................................................................................. Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Devedores diversos - país ....................................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar/recuperar................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 9) OUTROS VALORES E BENS Despesas antecipadas - parcerias .......................................................................................................... Material em estoque ................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

10) INVESTIMENTOS a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”: Em 30 de junho - R$ mil

Patrimônio líquido ajustado

Capital social

Empresas Ibi Corretora (2) ................................................................................... Imagra Imobiliária e Agrícola Ltda. (3)................................................. Total ....................................................................................................

111.701

116.925

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Cotas 40.124

Participação no Capital social %

Lucro líquido ajustado

35,921

Ajuste decorrente de avaliação (1)

Valor contábil 2012

6.217

2011 17.968 17.968

42.001 42.001

2012

2011 13.168 13.168

8.976 1.877 10.853

(1) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados, periodicamente, pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis; (2) Alienação de participação societária em 31.5.2012; e (3) Aquisição de participação societária em 31.5.2012. b) Outros investimentos 2012 Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

1.192 1.192 (1.192) -

Em 30 de junho - R$ mil 2011 1.192 1.192 (1.192) -

11) IMOBILIZADO DE USO

Taxa Instalações ....................................................................................... Móveis, máquinas e equipamentos .................................................. Sistema de processamento de dados .............................................. Sistema de comunicação ................................................................. Total em 2012 .................................................................................. Total em 2011 ..................................................................................

Custo 10% 10% 20% 10%

553 3.837 26.940 392 31.722 31.073

Depreciação (53) (2.300) (20.367) (375) (23.095) (19.103)

Em 30 de junho - R$ mil Valor residual 2012 2011 500 752 1.537 1.003 6.573 10.147 17 68 8.627 11.970

b) Ativos intangíveis Os ativos intangíveis adquiridos são compostos por: Em 30 de junho - R$ mil Valor residual Taxa (1) Software (2) ...................................................................................... Total geral em 2012 ........................................................................ Total geral em 2011 ........................................................................

83.615 83.615 86.230

Amortização (41.072) (41.072) (30.065)

2012 42.543 42.543

2011 56.165 56.165

(1) A amortização dos ativos intangíveis é efetuada no decorrer de um período estimado de benefício econômico e contabilizada como outras despesas administrativas e outras despesas operacionais, quando aplicável; e (2) Software adquiridos e/ou desenvolvidos por empresas especializadas. 13) DEPÓSITOS a) Composição

12) DIFERIDO E INTANGÍVEL a) Diferido

Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias

Em 30 de junho - R$ mil Valor residual 2012 2011 7.145 21.025 67.034 78.365 74.179 99.390

20% a 50%

Custo

Depósitos: - À Vista ............................................ Taxa Custo Amortização - A Prazo........................................... Software (1) ...................................................................................... 20% a 50% 132.809 (125.664) - Interfinanceiro................................. Ágio de Incorporação (2).................................................................. 10 anos 213.940 (146.906) Total em 2012 .................................. Total geral em 2012 ........................................................................ 346.749 (272.570) Total geral em 2011 ........................................................................ 346.749 (247.359) % ...................................................... (1) Os valores registrados até 8 de dezembro de 2008 foram mantidos neste grupo até sua amortização, de acordo com a Carta-Circular BACEN nº 3.357/08; e Total em 2011 .................................. (2) Ágio na aquisição da Gopic Participações Ltda. % ......................................................

43.114 219 43.333 59,2 34.578 41,9

31 a 180 dias 1.232 187 1.419 1,9 19.111 23,1

181 a 360 dias 1.657 1.657 2,3 1.527 1,9

De 1 a 3 anos 26.818 26.818 36,6 -

Acima de 3 anos 27.345 33,1

2012 43.114 29.926 187 73.227 100,0

2011 33.225 30.505 18.831

82.561 100,0 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

11

...continuação

Banco Bradescard S.A. (anteriormente denominado Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo) CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 4º Andar - Bloco B - Alphaville - Barueri - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Despesas com operações de captação do mercado

Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... Depósitos a Prazo ................................................................................................................................... Contribuição ao FGC............................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

22) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 8 506 1.281 1.365 55 58 1.344 1.929

14) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões classificadas como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O Banco Bradescard é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração do Banco Bradescard entende que a provisão constituída é suficiente para atender perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial, o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 244 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses, considerando o ano do ajuizamento. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial, na maioria referente a protestos, inserção de informações sobre devedores no cadastro de restrições ao crédito. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for analisada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. As questões discutidas nas ações normalmente não constituem eventos capazes de causar impactos representativos no resultado financeiro. A maioria dessas ações envolve Juizado Especial Cível (JEC), no qual os pedidos estão limitados a 40 salários mínimos. Cerca de 50% de todas as causas do JEC são julgadas improcedentes e o valor da condenação imposta corresponde a uma média histórica de apenas 5% dos pleitos indenizatórios. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. O montante provisionado representa a avaliação da Administração dos prováveis insucessos em ações cíveis, com base nos valores atualizados dos processos judiciais já sentenciados e a média dos pagamentos efetuados nos últimos 12 meses, corrigidos monetariamente. III - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais O Banco Bradescard vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados, não obstante, as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. A principal questão é: PIS e COFINS - R$ 634.337 mil (2011 - R$ 401.242 mil): Pleiteia calcular e recolher as referidas contribuições sobre as receitas de prestação de serviços (faturamento), afastando a aplicabilidade da Lei nº 9.718/98 que determina o cálculo dessas contribuições sobre a totalidade das receitas auferidas, inclusive as financeiras. No tocante à COFINS, pleiteia também, o direito de recolher tal contribuição utilizando a alíquota de 2% ao invés de 4% conforme previsto no artigo 18 da Lei nº 10.684/03. Auto de infração ISS - R$ 233 mil - pleito Judicial: Anulação do Débito Fiscal decorrente do Auto de Infração nº 454/02 da Dívida Ativa nº TIAF 036/2002 na qual se exige o ISS sobre Receitas obtidas com Tarifas de Abertura de Crédito, entre outras. IV - Movimentação das provisões Em 30 de junho - R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) Saldos no início do 1º semestre de 2012 .................................................................. 8.045 87.224 629.170 Atualização monetária ................................................................................................... 25.835 Constituições líquidas de reversões .............................................................................. 1.197 7.221 39.957 Saldos no final do 1º semestre de 2012 (Nota 15).................................................... 9.242 94.445 694.962 Saldos no final do 1º semestre de 2011 (Nota 15).................................................... 7.405 190.136 442.950 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes no montante total de R$ 89.283 mil (2011 - R$ 89.146 mil), avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Os principais processos com essa classificação referem-se à dedução de despesas nas bases de cálculo do IRPJ e da CSLL e à compensação de saldos negativos apurados em anos anteriores, relativos aos tributos acima. 15) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias 2012 694.962 25.617 60.183 5.389 786.151

Em 30 de junho - R$ mil 2011 442.950 91.775 9.877 544.602

Operações com cartão de crédito ........................................................................................................... Provisões cíveis e trabalhistas (Nota 14b) .............................................................................................. Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Obrigações por aquisição de bens e direitos........................................................................................... Valores a pagar - sociedades ligadas...................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2012 2.065.798 103.687 8.623 6.541 2.184.649

Em 30 de junho - R$ mil 2011 1.760.900 197.541 91.413 104.047 21.872 2.175.773

Reservas de lucros................................................................................................................................ - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. - Reservas Estatutárias (2)......................................................................................................................

2012 142.047 22.976 119.071

Em 30 de junho - R$ mil 2011 247.938 12.516 235.422

Provisões fiscais (Nota 14b).................................................................................................................... Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 25c).................................................................. Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar...................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Parcerias ................................................................................................................................................. Despesas com provisões cíveis e trabalhistas ........................................................................................ Pagamento de indenizações ................................................................................................................... Descontos concedidos em renegociações .............................................................................................. Comissões............................................................................................................................................... Perdas operacionais ................................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 109.935 162.577 6.098 11.625 73.076 46.341 21.949 17.661 6.990 12.041 13.377 17.032 17.080 8.365 248.505 275.642

23) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Outras despesas não operacionais ......................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 (49) (2.267) (49) (2.267)

24) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador, empresas controladas e coligadas, estão assim representadas: 2012 Ativos (passivos)

2011 Ativos (passivos)

Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

Aplicações no Mercado Aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 79.771 78.428 5.790 5.114 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 568.021 1.045.423 24.346 50.681 Depósitos à vista: Ibi Corretora de Seguros Ltda. ......................................................... (7) (8) Ibi Promotora .................................................................................... (1.045) (1.865) Captação em Depósitos Interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (17.779) Valores a receber/(pagar): Ibi Corretora de Seguros Ltda. ......................................................... (471) (8.127) Ibi Promotora .................................................................................... 1.728 778 Ibi México ......................................................................................... 1.005 Serviço do Sistema Financeiro: Ibi Promotora .................................................................................... (5.551) (11.100) Dividendos a receber/(pagar): Ibi Corretora de Seguros Ltda. ......................................................... 11.290 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (1.115) (2.378) Aluguéis: Ibi Promotora .................................................................................... (30) Ibi Corretora de Seguros Ltda. ......................................................... (15) Outras: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 407 Ibi Promotora .................................................................................... (22.439) (47.691) Ibi Corretora de Seguros Ltda. ......................................................... 11 4.285 Ibi México ......................................................................................... 4.464 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 25) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% ........................... Efeitos das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas..................................................................................................................... Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis .................................................................. 16) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social........................................................................... a) Capital social Outros valores ......................................................................................................................................... O capital social, no montante de R$ 2.366.832 mil, totalmente subscrito e integralizado, dividido em 3.741.307.886 ações, sendo 1.870.653.943 ordinária e Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ 1.870.653.943 preferenciais, nominativas escriturais. b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social b) Reservas de Lucros

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 203.048 259.423 (81.219) (103.769) 4.341 (9.202) 452 (85.628)

5.267 (7.694) 13.150 (15.614) (108.660)

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2012 2011

Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devido........................................................................................ (125.069) (163.405) Impostos diferidos: Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ 39.441 54.745 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido (85.628) (108.660) das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ ou para compensar prejuízos; e c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% R$ mil do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do capital social integralizado. Saldo em Saldo em c) Dividendos e Juros sobre o capital próprio 31.12.2011 Constituição Realização 30.6.2012 Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 217.837 143.723 129.913 231.647 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 34.890 2.888 37.778 semestrais e mensais, utilizando-se das contas de Lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de Provisões cíveis................................................................................ Provisões fiscais............................................................................... 197.713 25.738 223.451 lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. Provisões trabalhistas ...................................................................... 3.218 479 3.697 O cálculo dos dividendos relativos aos semestres findos em 30 de junho, está demonstrado a seguir: Provisão para perdas com incentivos fiscais.................................... 179 179 R$ mil Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação................... 986 986 2012 2011 Ágio amortizado ............................................................................... 1.579 1.342 1.579 1.342 Lucro Líquido........................................................................................................................................... 117.420 150.763 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (5.871) (7.538) Outras Provisões .............................................................................. 29.523 2.786 6.023 26.286 Base de cálculo ..................................................................................................................................... 111.549 143.225 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias Dividendos propostos .............................................................................................................................. 1.115 1.432 (Nota 8b) ........................................................................................ 485.925 176.956 137.515 525.366 Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ............................................................................... 1,0% 1,0% Obrigações fiscais diferidas (Nota 15a)............................................ 15.752 9.865 25.617 Valor em Reais por lote de mil ações .................................................................................................. 0,30 0,38 Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas ........ 470.173 167.091 137.515 499.749 17) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E RECEITAS DE TARIFAS BANCÁRIAS d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Em 30 de junho de 2012 - R$ mil 2012 2011 Diferenças temporárias Anuidades................................................................................................................................................ 130.196 82.134 Imposto Contribuição Tarifas ...................................................................................................................................................... 21.299 41.402 de renda social Total Comissão................................................................................................................................................. 84.249 85.501 2012............................................................................................................................... 54.329 25.556 79.885 Outras...................................................................................................................................................... 4.013 3.898 2013............................................................................................................................... 101.481 50.297 151.778 Total ........................................................................................................................................................ 239.757 212.935 2014............................................................................................................................... 168.970 83.689 252.659 18) DESPESAS DE PESSOAL 2015............................................................................................................................... 21.304 12.783 34.087 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2016............................................................................................................................... 4.174 2.504 6.678 2012 2011 2017 (1º sem.) ............................................................................................................... 174 105 279 Proventos................................................................................................................................................. 8.079 15.028 Total .............................................................................................................................. 350.432 174.934 525.366 Encargos sociais ..................................................................................................................................... 2.913 5.546 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente Participação dos empregados no lucro ................................................................................................... 1.100 1.550 dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 500.927 mil (2011 - R$ 404.049 mil) Benefícios................................................................................................................................................ 2.702 2.829 de diferenças temporárias. Provisões trabalhistas ............................................................................................................................. 39 158 Treinamento............................................................................................................................................. 68 81 e) Obrigações fiscais diferidas Total ........................................................................................................................................................ 14.901 25.192 A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 25.617 mil (2011 - R$ 15.752 mil) relativo à atualização monetária de depósitos judiciais PIS/Cofins. 19) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 26) OUTRAS INFORMAÇÕES 2012 2011 a) Sociedade de previdência privada Serviços de terceiros............................................................................................................................... 152.641 89.004 O Banco Bradescard e parte de seus funcionários contribuem para a Cyamprev - Sociedade de Previdência Privada, cujo objetivo principal é a suplementação Comunicação........................................................................................................................................... 81.201 68.554 da aposentadoria dos funcionários. O tipo de plano é o de contribuição definida. A contribuição do Banco Bradescard é de 7,09% sobre a folha de salários dos Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 57.563 49.491 participantes do plano e a dos participantes é de, no mínimo, 1,88%. No período, a despesa com patrocínio foi de R$ 664 mil (2011 - R$ 960 mil). Processamento de dados........................................................................................................................ 47.903 25.615 Depreciações e amortizações ................................................................................................................. 9.918 19.886 b) Gerenciamento de riscos Materiais e energia .................................................................................................................................. 10.299 16.944 A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos Transporte ............................................................................................................................................... 9.527 11.108 negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... 8.609 7.097 As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o Aluguéis................................................................................................................................................... 1.891 1.542 alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. Arrendamento de bens ............................................................................................................................ 864 817 A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias Contribuições Filantrópicas ..................................................................................................................... 300 de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. Outras...................................................................................................................................................... 7.846 3.568 O Banco Bradescard como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de 388.562 293.626 Total ........................................................................................................................................................ crédito, de mercado, de liquidez e operacional. 20) DESPESAS TRIBUTÁRIAS c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns pronunciamentos contábeis, suas interpretações Semestres findos em 30 de junho - R$ mil e orientações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando 2012 2011 aprovado pelo CMN. COFINS ................................................................................................................................................... 43.907 45.398 Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: PIS........................................................................................................................................................... 7.146 7.388 • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); ISS........................................................................................................................................................... 4.380 3.870 • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Outras...................................................................................................................................................... 4.949 4.198 • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Total ........................................................................................................................................................ 60.382 60.854 • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); 21) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); Semestres findos em 30 de junho - R$ mil • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); e 2012 2011 • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23). Reversão de provisões a pagar............................................................................................................... 7.468 Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será Reversão de despesas operacionais....................................................................................................... 32.288 de maneira prospectiva ou retrospectiva. Atualização monetária sobre depósitos................................................................................................... 25.835 5.998 Resultado com parceria........................................................................................................................... 4.496 3.456 A DIRETORIA Outras...................................................................................................................................................... 4.507 1.388 Célio Magalhães – Contador – CRC1SP199295/O-5 Total ........................................................................................................................................................ 67.126 18.310

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Banco Bradescard S.A. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Barueri - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bradescard S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e Opinião as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. financeira do Banco Bradescard S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre Responsabilidade dos auditores independentes findo em 30 de junho de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 13 de agosto de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório André Dala Pola apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP214007/O-2


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 52.568.821/0001-22 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Marrom - Vila Yara - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Cotistas, No 1º semestre de 2012, a Bradesco Consórcios registrou Lucro Líquido de R$ 189,808 milhões, correspondente a R$ 365,72 por lote de mil cotas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2012, da Bradesco Administradora de Patrimônio Líquido de R$ 1,149 bilhão e Ativos Totais de R$ 1,308 bilhão. Consórcios Ltda. (Bradesco Consórcios), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Agradecemos aos nossos clientes a confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. Banco Central do Brasil. Osasco, SP, 13 de agosto de 2012. A Bradesco Consórcios tem a missão de “Administrar grupos de consórcios de clientes, correntistas ou não do Banco, com transparência e excelência no atendimento, norteadas pelos princípios da Organização Bradesco”. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS (Nota 7)...................................................................................................................... Créditos Específicos...................................................................................................................................... Diversos......................................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS (Nota 7)...................................................................................................................... Diversos......................................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 9)................................................................................................................... Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ INTANGÍVEL (Nota 10).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

30.6.2012 1.272.033 1.247.595 1.247.595 24.438 2.854 21.584 3.477 3.398 3.398 79 79 32.381 201 312 (111) 1.235 4.029 (2.794) 30.945 33.570 (2.625) 1.307.891

31.12.2011 1.120.813 1.085.634 1.085.634 35.179 2.302 32.877 3.017 2.959 2.959 58 58 31.578 201 312 (111) 1.330 3.972 (2.642) 30.047 31.802 (1.755) 1.155.408

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 13d) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 12a)............................................................................................................. Diversas (Nota 12b).......................................................................................................................................

30.6.2012 155.483 155.483 5.028 66.695 83.760

31.12.2011 190.145 190.145 3.225 104.573 82.347

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Diversas (Nota 12b).......................................................................................................................................

3.699 3.699 3.699

4.559 4.559 4.559

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 13) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros.......................................................................................................................................

1.148.709

960.704

519.000 629.709

321.000 639.704

TOTAL ...........................................................................................................................................................

1.307.891

1.155.408

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 1º Semestre 2012 50.229 50.229 50.229 224.383 307.474 (9.672) (13.598) (35.333) 1.557 (26.045) 274.612 13.412 288.024 (98.216) 189.808 519.000.000 365,72

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................................................. Receitas de Prestação de Serviços (Nota 14) .............................................................................................. Despesas de Pessoal (Nota 15) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 16).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 17) ..................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 18)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 18)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 19) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 23) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de cotas (Nota 13a) ......................................................................................................................... Lucro por lote de mil cotas em R$.................................................................................................................

2º Semestre 2011 59.493 59.493 59.493 200.098 289.732 (12.330) (19.160) (31.728) 858 (27.274) 259.591 11.508 271.099 (91.294) 179.805 321.000.000 560,14

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Eventos Saldos em 30.6.2011.......................................................................

Capital Social 321.000

Reservas de Lucros Legal Estatutária 58.261 403.346

Lucros Acumulados

Lucro Líquido....................................................................................

-

-

-

Destinações: - Reservas...................................................................

-

8.990

169.107

(178.097)

- Dividendos Propostos...............................................

-

-

-

(1.708)

Saldos em 31.12.2011.....................................................................

321.000

67.251

572.453

Aumento de Capital com Reservas ..................................................

198.000

(37.610)

(160.390)

Lucro Líquido....................................................................................

-

-

-

Destinações: - Reservas...................................................................

-

9.491

178.514

(188.005)

- Dividendos Propostos...............................................

-

-

-

(1.803)

Saldos em 30.6.2012.......................................................................

519.000

39.132

590.577

-

Totais 782.607

179.805

179.805

-

(1.708) 960.704

-

-

189.808

189.808

-

(1.803) 1.148.709

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil 1º Semestre 2012

2º Semestre 2011

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .......................................................

288.024

271.099

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos.......................................................................................

1.066

1.182

Depreciações e Amortizações ...................................................................................................................

1.055

892

Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ...........................................................................

6

290

Perda na Venda de Bens do Imobilizado ...................................................................................................

5

-

Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos..........................................................................................

289.090

272.281

(Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos ......................

(161.961)

(91.296)

(Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ...........................................................

9.773

Aumento/(Redução) em Outras Obrigações..............................................................................................

(14.036)

6.538

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................................................

(121.003)

(43.023)

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .....................................................

(6.784)

1.863

137.716

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição de Imobilizado de Uso.................................................................................................................

(96)

(54)

Alienação de Imobilizado de Uso ................................................................................................................

1

2

Aplicação Bens Intangíveis..........................................................................................................................

(1.768)

(2.664)

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos...............................................

(1.863)

(2.716)

Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................................................

-

(135.000)

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ...........................................

-

(135.000)

Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

-

-

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período .......................................................................................

-

-

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ..........................................................................................

-

-

Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

-

-

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Outras ................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Materiais, água e energia............................................................ Serviços técnicos especializados ............................................... Propaganda, promoções e publicidade....................................... Comunicações ............................................................................ Contribuições filantrópicas .......................................................... Processamento de dados ........................................................... Viagens ....................................................................................... Transportes ................................................................................. Manutenção e conservação de bens .......................................... Outras ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ...................................... 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3 - 4)...................................................................... 6 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 6.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................. Benefícios ............................................................................ FGTS ................................................................................... Outros Encargos .................................................................. 6.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Municipais ............................................................................ 6.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ........................... Aluguéis ............................................................................... 6.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

1º Semestre 2012 346.627 50.229 307.474 (11.076) (12.386) (341) (4.706) (845) (4.160) (666) (603) (398) (92) (575) 334.241 (1.055) 333.186 333.186 7.566 3.912 2.615 269 770 135.655 129.791 5.864 157 157 189.808 1.803 188.005

% 104,0 15,1 92,2 (3,3) (3,7) (0,1) (1,4) (0,3) (1,2) (0,2) (0,2) (0,1) (0,2) 100,3 (0,3) 100,0 100,0 2,3 1,2 0,8 0,1 0,2 40,8 39,0 1,8 56,9 0,5 56,4

2º Semestre 2011 334.317 59.493 289.732 (14.908) (18.113) (398) (4.451) (3.308) (4.384) (2.750) (1.065) (730) (457) (58) (512) 316.204 (892) 315.312 315.312 9.937 5.143 3.488 286 1.020 125.415 119.882 5.533 155 155 179.805 1.708 178.097

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS VARIAÇÕES NAS DISPONIBILIDADES DE GRUPOS - Em Reais mil

30.6.2012 7.900.464 3.726.628 419.857 3.306.771 4.173.836 4.170.341 4.119.385 20.538 30.418 3.495 27.464.901 274.134 14.360.065 12.830.702 35.365.365

31.12.2011 7.424.998 3.394.816 366.474 3.028.342 4.030.182 4.026.350 3.982.765 18.566 25.019 3.832 27.773.365 268.905 14.508.987 12.995.473 35.198.363

PASSIVO CIRCULANTE E EXÍGIVEL A LONGO PRAZO........................................................................................... Obrigações com Consorciados ..................................................................................................................... Valores a Repassar ....................................................................................................................................... Obrigações por Contemplações a Entregar .................................................................................................. Recursos a Devolver a Consorciados ........................................................................................................... Recursos dos Grupos.................................................................................................................................... COMPENSAÇÃO.......................................................................................................................................... Recursos Mensais a Receber de Consorciados ........................................................................................... Obrigações do Grupo por Contribuições....................................................................................................... Obrigações por Futuras Contemplações....................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

7.900.464 2.941.925 37.414 3.306.771 1.142.172 472.182 27.464.901 274.134 14.360.065 12.830.702 35.365.365

7.424.998 2.813.789 35.590 3.028.342 1.121.977 425.300 27.773.365 268.905 14.508.987 12.995.473 35.198.363

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DISPONIBILIDADES NO INÍCIO DO PERÍODO .......................................................................................... Aplicações Financeiras.................................................................................................................................. Aplicações Financeiras Vinculadas a Contemplações (Cotas de Fundos de Investimentos e LFT) ............. (+) RECURSOS COLETADOS ..................................................................................................................... Contribuições para Aquisição de Bens.......................................................................................................... Taxa de Administração .................................................................................................................................. Contribuições ao Fundo de Reserva ............................................................................................................. Rendimentos de Aplicações Financeiras ...................................................................................................... Multas e Juros Moratórios ............................................................................................................................. Prêmios de Seguro........................................................................................................................................ Custas Judiciais............................................................................................................................................. Outros............................................................................................................................................................ (-) RECURSOS UTILIZADOS ....................................................................................................................... Aquisição de Bens......................................................................................................................................... Taxa de Administração .................................................................................................................................. Multas e Juros Moratórios ............................................................................................................................. Prêmios de Seguro........................................................................................................................................ Custas Judiciais............................................................................................................................................. Seguros Contratados - Quebra de Garantia.................................................................................................. Devolução a Consorciados Desligados ......................................................................................................... Outros............................................................................................................................................................ DISPONIBILIDADES NO FINAL DO PERÍODO........................................................................................... Aplicações Financeiras.................................................................................................................................. Aplicações Financeiras Vinculadas a Contemplações (Cotas de Fundos de Investimentos e LFT) .............

1º Semestre 2012 3.394.816 366.474 3.028.342 2.686.117 2.138.747 281.639 62.120 99.003 7.553 61.737 1.699 33.619 (2.354.305) (1.864.979) (286.578) (3.727) (61.777) (1.699) (43.383) (65.273) (26.889) 3.726.628 419.857 3.306.771

106,1 18,9 91,9 (4,7) (5,8) (0,1) (1,4) (1,1) (1,4) (0,9) (0,3) (0,2) (0,2) (0,2) 100,3 (0,3) 100,0 100,0 3,2 1,7 1,1 0,1 0,3 39,8 38,0 1,8 57,0 0,5 56,5

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RECURSOS DE CONSÓRCIO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE E REALIZÁVEL A LONGO PRAZO..................................................................................... APLICAÇÕES FINANCEIRAS - Grupos em Andamento e Formação (Nota 20).......................................... Aplicações Financeiras.................................................................................................................................. Aplicações Financeiras Vinculadas a Contemplações .................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Direitos junto a Consorciados Contemplados ............................................................................................... Normais ....................................................................................................................................................... Em Atraso .................................................................................................................................................... Em Cobrança Judicial.................................................................................................................................. Bens Retomados ........................................................................................................................................... COMPENSAÇÃO.......................................................................................................................................... Previsão Mensal de Recursos a Receber de Consorciados ......................................................................... Contribuições Devidas ao Grupo................................................................................................................... Valor dos Bens a Contemplar........................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

%

2º Semestre 2011 3.172.897 290.733 2.882.164 2.541.025 2.014.509 267.456 58.457 119.462 7.019 59.636 1.215 13.271 (2.319.106) (1.858.342) (271.661) (3.514) (59.955) (1.216) (40.068) (62.616) (21.734) 3.394.816 366.474 3.028.342

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. (Bradesco Consórcios), é uma Instituição que tem por objetivo a organização e administração de consórcios que se destinem à aquisição de bens imóveis e móveis duráveis, novos e usados, de fabricação nacional e estrangeira, a grupos de consorciados próprios ou de terceiros, isto é, de funcionários da Organização Bradesco, de outros grupos empresariais ou de participantes do público em geral. Como parte integrante da Organização Bradesco, utiliza-se, de forma compartilhada, da infraestrutura administrativa e tecnológica de seu Controlador (Banco Bradesco) e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA ADMINISTRADORA E DOS GRUPOS DE CONSÓRCIO As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN), quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como: estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda, títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros; e outras provisões, quando aplicável. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 13 de agosto de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS DA ADMINISTRADORA a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia e calculadas com base no método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço. A taxa de administração é reconhecida mensalmente em função dos recebimentos das contribuições pagas pelos grupos, e a comissão sobre venda de cotas de consórcio, cujo pagamento se dá em parcela única, é reconhecida quando da inclusão nos grupos. c) Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Administradora de Consórcios para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Títulos e Valores Mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. As aplicações em cotas de fundos de investimentos são valorizadas com base no valor da cota disponibilizada pelo administrador do fundo, Banco Bradesco S.A. (gestão da BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), para a data-base. e) Ativos circulante e realizável a longo prazo São demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias (em base “pro rata” dia). f) Investimentos São avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment) quando aplicável.

g) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens da entidade. Depreciado às taxas que levam em consideração a vida útil dos bens representados por: Instalações e Móveis e Equipamentos de Uso 10% a.a.; Equipamentos de Informática e Direito de Uso de Softwares 20% a.a. e ajustado por redução ao valor recuperável - impairment, quando aplicável. h) Intangíveis Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Administradora de Consórcios ou exercidos com essa finalidade. • Softwares São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% a.a.), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante a vida estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. j) Passivos circulante e exigível a longo prazo Os valores demonstrados incluem, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias (em base “pro rata” dia) incorridas. A provisão para contingências é constituída considerando a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, o posicionamento dos Tribunais para causas de natureza semelhante e a experiência da Administração. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados nas notas explicativas, quando individualmente relevante, e os classificados como remotos não requerem provisão e nem divulgação. Desta forma julgamos que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas prováveis dos respectivos processos judiciais. k) Impostos e contribuições Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10% e a provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. l) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 11a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

13

...continuação

Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 52.568.821/0001-22 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Marrom - Vila Yara - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 11b e 11c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 11b). m) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 30 de junho de 2012.

c) Reservas de Lucros R$ mil 31.12.2011 639.704 67.251 572.453

30.6.2012 629.709 39.132 590.577

Reservas de Lucros .............................................................................................................................. Reserva Legal (1) .................................................................................................................................... Reserva Estatutária (2)............................................................................................................................

(1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser destinado em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias até atingir 80% do capital social integralizado. d) Dividendos e juros sobre o capital próprio Aos cotistas estão assegurados dividendos mínimos obrigatórios, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos 4) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS DOS GRUPOS DE CONSÓRCIOS da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das • Aplicações Financeiras contas de Lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital São demonstradas pelos valores de aplicação acrescidos dos rendimentos incorridos até a data do balanço. próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. As aplicações em cotas de fundos de investimentos são valorizadas com base no valor da cota disponibilizada pelo administrador do fundo, Banco Demonstrativo dos dividendos propostos, nos respectivos períodos: Bradesco S.A. (gestão da BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), para a data-base. R$ mil Esses valores representam os recursos disponíveis e não utilizados pelos grupos e são aplicados de acordo com as diretrizes da Circular no 3.432/09, 1º semestre 2º semestre do BACEN. de 2012 de 2011 Os rendimentos dessas aplicações são incorporados ao fundo comum e de reserva de cada grupo diariamente. Lucro Líquido........................................................................................................................................... 189.808 179.805 • Outros Créditos (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (9.491) (8.990) Outros créditos referem-se a direitos junto a consorciados contemplados e representam os valores a receber referentes às parcelas vincendas do fundo Base de cálculo ..................................................................................................................................... 180.317 170.815 comum e fundo de reserva, calculados com base no valor dos bens na data do balanço. Dividendos propostos .............................................................................................................................. 1.803 1.708 • Passivo Circulante Percentual em relação à base de cálculo............................................................................................ 1,0% 1,0% I - Obrigações com Consorciados Valor em Real por lote de mil cotas ..................................................................................................... 3,47 5,32 As obrigações com consorciados representam o fundo comum recebido de consorciados não contemplados para aquisição de bens e o fundo comum, a 14) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS taxa de administração e o seguro recebido de consorciados dos grupos em formação são determinados com base no valor dos bens objeto da operação e As receitas de prestação de serviços apurada no 1º semestre de 2012 corresponde a R$ 307.474 mil (2º semestre de 2011 - R$ 289.732 mil) e referem-se no percentual de pagamentos estabelecidos de acordo com o prazo de duração dos grupos. basicamente à taxa de administração de grupos de consórcios. II - Valores a Repassar Os valores a repassar referem-se a valores recebidos de consorciados a serem repassados, referentes à taxa de administração, prêmios de seguros, multas e juros e outros. III - Obrigações por Contemplações a Entregar Correspondem ao valor de bens contemplados nos grupos, a serem entregues após a data das demonstrações contábeis, acrescidos dos rendimentos financeiros entre a data de contemplação e a data do Balanço. IV - Recursos a Devolver a Consorciados Referem-se a valores a serem ressarcidos aos consorciados ativos por ocasião do encerramento do grupo, referentes a pagamentos a maior de parcelas, e a valores a pagar aos consorciados desistentes e excluídos, atualizados pela variação do bem. V - Recursos dos Grupos Referem-se aos recursos a serem rateados aos consorciados ativos quando do encerramento do grupo, pelos valores de fundo de reserva, remunerações de aplicações financeiras, multas e juros moratórios retidos pelo grupo, atualização da variação do preço do bem e valores de prestações não recebidas dos consorciados após esgotados os procedimentos de cobrança. • Contas de Compensação I - Previsão Mensal de recursos a receber de consorciados e recursos mensais a receber de consorciados Demonstram a previsão de contribuições a receber (fundo comum e fundo de reserva) de consorciados para o mês subsequente ao mês base das demonstrações contábeis. O montante foi calculado considerando o valor dos bens objeto das operações de consórcio em 30 de junho de 2012 e de 31 de dezembro de 2011. II - Contribuições devidas ao grupo e obrigações do grupo por contribuições Referem-se aos valores totais das contribuições (fundo comum e fundo de reserva) devidas pelos consorciados ativos (grupos em andamento) até o final do grupo, considerando o valor dos bens objeto das operações de consórcio em 30 de junho de 2012 e de 31 de dezembro de 2011. III - Valor dos Bens a Contemplar e obrigações por futuras contemplações Correspondem ao valor dos bens a serem contemplados em assembleias futuras, considerando o valor dos bens objeto das operações de consórcio em 30 de junho de 2012 e de 31 de dezembro de 2011.

15) DESPESA DE PESSOAL

Proventos................................................................................................................................................. Encargos Sociais..................................................................................................................................... Benefícios................................................................................................................................................ Participação dos empregados nos lucros................................................................................................ Treinamento............................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Títulos (1) Títulos para negociação (3) Letras financeiras do tesouro ....... Certificados de depósito bancário Debêntures ................................... Letras do tesouro nacional ........... Notas promissórias....................... Notas do tesouro nacional............ Outras........................................... Total em junho de 2012 .............. Total em dezembro de 2011.......

1 a 30 dias 872 104.955 2.116 1.280 109.223 53.618

31 a 180 dias

Acima de 360 dias

12 49 61 6.500

1.051.498 612 7.939 54.321 5 23.936 1.138.311 1.025.516

Valor de mercado/ contábil (2) 1.052.370 105.567 10.067 54.321 5 25.265 1.247.595

R$ mil 31.12.2011 Valor de Marcação mercado/ a contábil (2) mercado

Marcação a mercado

1.052.370 105.567 10.067 54.321 5 25.265 1.247.595

-

986.729 49.887 9.617 24.713 6.410 15 8.263

-

1.085.634

-

(1) As aplicações em cotas de fundos de investimento, foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, e no caso de operações compromissadas, pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do período, os investimentos em fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 1.247.595 mil (31.12.2011 - R$ 1.085.634 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) Resultado de títulos e valores mobiliários R$ mil 1º semestre 2º semestre de 2012 de 2011 Títulos de Renda Fixa ............................................................................................................................. 50.229 59.493 Total ........................................................................................................................................................ 50.229 59.493 7) OUTROS CRÉDITOS - ESPECÍFICOS E DIVERSOS

Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Cobrança grupos encerrados .................................................................................................................. Créditos tributários (Nota 23c)................................................................................................................. Outros adiantamentos ............................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

30.6.2012 9.097 11.142 2.833 2.854 1.139 771 27.836

R$ mil 31.12.2011 16.798 14.782 2.411 2.302 1.647 198 38.138

8) INVESTIMENTOS 30.6.2012 - Certificados de investimentos - CI......................................................................................................... - Investimentos audiovisuais.................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. - Provisão para incentivos fiscais ............................................................................................................ Total geral dos investimentos ..............................................................................................................

12 300 312 (111) 201

R$ mil 31.12.2011 12 300 312 (111) 201

9) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear, de acordo com a vida útil-econômica dos bens. R$ mil Valor residual Taxa anual Custo Depreciação 30.6.2012 31.12.2011 Imóveis de uso: Instalações, móveis e equipamentos de uso.................................... 10% 2.363 (1.375) 988 1.079 Sistemas de segurança .................................................................... 10% 15 (9) 6 7 Sistemas de processamento de dados ............................................ 20% 1.651 (1.410) 241 244 Total em junho de 2012 .................................................................. 4.029 (2.794) 1.235 Total em dezembro de 2011........................................................... 3.972 (2.642) 1.330 10) INTANGÍVEL

Software ........................................................................................... Total em junho de 2012 .................................................................. Total em dezembro de 2011...........................................................

Taxa anual 20%

Custo 33.570 33.570 31.802

Amortização (2.625) (2.625) (1.755)

R$ mil Valor residual 30.6.2012 31.12.2011 30.945 30.047 30.945 30.047

11) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDÊNCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões classificadas como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição de provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. II - Obrigações Legais - provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. III - Movimentação das Provisões Constituídas R$ mil Fiscais e Cíveis Previdenciárias (1) 28 Saldos em 31 de dezembro de 2011 .................................................................................................... 1.750 (12) 17 Constituição de provisão/reversões......................................................................................................... 1 Atualização monetária ............................................................................................................................. 46 Saldos em 30 de junho de 2012 (Nota 12) ........................................................................................... 1.738 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 12) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisão para impostos e contribuições sobre lucros ............................................................................. Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisões fiscais (Nota 11b).................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Valores a ressarcir a consorciados de grupos encerrados...................................................................... Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Processos judiciais em andamento ......................................................................................................... Provisões cíveis (Nota 11b)..................................................................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

30.6.2012 59.671 6.978 46 66.695

R$ mil 31.12.2011 98.525 6.020 28 104.573

30.6.2012 76.914 5.851 2.539 1.738 417 87.459

R$ mil 31.12.2011 69.829 7.489 7.283 1.750 555 86.906

R$ mil 2º semestre de 2011 5.143 2.679 3.488 825 195 12.330

1º semestre de 2012 4.706 4.160 845 666 1.055 603 398 341 157 92 575 13.598

R$ mil 2º semestre de 2011 4.451 4.384 3.308 2.750 1.065 892 730 457 398 155 58 512 19.160

1º semestre de 2012 24.213 5.864 5.256 35.333

R$ mil 2º semestre de 2011 21.521 5.533 4.672 2 31.728

16) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Comunicações......................................................................................................................................... Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Contribuições filantrópicas ...................................................................................................................... Processamentos de dados ...................................................................................................................... Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Viagens.................................................................................................................................................... Transportes.............................................................................................................................................. Material.................................................................................................................................................... Aluguéis................................................................................................................................................... 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, a Instituição não apresentava saldos em disponibilidade e outras contas que seriam consideradas Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... equivalentes de caixa. Total ........................................................................................................................................................ 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS 17) DESPESAS TRIBUTÁRIAS a) Classificação por categorias e prazos 30.6.2012 Valor de custo atualizado

1º semestre de 2012 3.912 2.375 2.615 688 82 9.672

Contribuição à COFINS........................................................................................................................... Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

18) OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS As outras receitas/(despesas) operacionais do 1º semestre de 2012 correspondem aos valores de R$ (24.488) mil (2º semestre de 2011 - R$ (26.416) mil), estão representadas principalmente por despesas de comissões, gravames e taxa de avaliação. 19) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Taxas de recuperação despesas............................................................................................................. Descontos obtidos ................................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

R$ mil 2º semestre de 2011 11.297 197 14 11.508

1º semestre de 2012 13.203 214 (5) 13.412

20) APLICAÇÕES FINANCEIRAS - GRUPOS As aplicações financeiras dos grupos de consórcio (em andamento e em formação) em 30.6.2012 no valor de R$ 3.726.628 mil (31.12.2011 - R$ 3.394.816 mil), estão compostas em cotas de fundos referenciado DI. A taxa de administração paga pelos grupos ao administrador de carteiras - Banco Bradesco S.A., no 1º semestre de 2012, correspondeu a R$ 45.774 mil (2º semestre de 2011 - R$ 41.556). 21) RESUMO DAS OPERAÇÕES DE CONSÓRCIOS As operações de consórcios apresentam a seguinte posição em quantidades: R$ mil 31.12.2011 2.724 1.075 85.048 367.398 625.763 120.222 434.750 68.354 1,73%

30.6.2012 2.789 1.141 46.854 414.104 676.087 57.928 488.576 74.472 2,25%

Grupos em andamento............................................................................................................................ Grupos encerrados.................................................................................................................................. Bens entregues nos períodos.................................................................................................................. Bens entregues totais.............................................................................................................................. Consorciados ativos ................................................................................................................................ Desistentes e cancelados nos períodos.................................................................................................. Consórcios contemplados ....................................................................................................................... Bens pendentes de entrega .................................................................................................................... Taxa média de inadimplência .................................................................................................................. 22) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador estão assim representadas: 30.6.2012 Ativos (passivos)

31.12.2011 Ativos (passivos)

1ºS/2012 Receitas (despesas)

R$ mil 2ºS/2011 Receitas (despesas)

Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (5.028) (3.225) Aluguéis: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (132) (130) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. Para 2012, foi determinado o valor máximo de R$ 2.300 mil (2011 - R$ 2.500 mil) para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 2.300 mil (2011 - R$ 2.500 mil) para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. Benefícios de Curto Prazo a Administradores R$ mil 1º semestre 2º semestre de 2012 de 2011 Proventos................................................................................................................................................. 610 1.464 Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 122 293 Total ........................................................................................................................................................ 732 1.757 Benefícios pós-emprego R$ mil 1º semestre 2º semestre de 2012 de 2011 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 902 1.702 902 1.702 Total ........................................................................................................................................................ A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 23) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - ADMINISTRADORA a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente .... Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

1º semestre de 2012 288.024 (97.928) (443) 155 (98.216)

R$ mil 2º semestre de 2011 271.099 (92.174) (2.039) 2.919 (91.294)

1º semestre de 2012

R$ mil 2º semestre de 2011

Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

Provisões fiscais e trabalhistas ........................................................ Provisões cíveis................................................................................ Provisão para perda de investimento ............................................... Outros (1) ......................................................................................... Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias (Nota 7).....................................................................

Saldo em 31.12.2011 10 595 41 1.001

Constituição 6

1.647

6

(97.708)

(91.424)

(508) (98.216)

130 (91.294)

4 510

R$ mil Saldo em 30.6.2012 10 591 41 497

514

1.139

Realização

(1) Refere-se essencialmente à provisão para PLR e premiações. d) Previsão da realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias

Em 30 de junho de 2012 - R$ mil Diferenças Temporárias Imposto de Contribuição Renda Social Total 2012............................................................................................................................... 155 56 211 13) PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2013............................................................................................................................... 160 58 218 a) Capital social 2014............................................................................................................................... 399 144 543 O capital social no montante de R$ 519.000 mil (31.12.2011 - R$ 321.000 mil) totalmente integralizado, está dividido em 519.000.000 (31.12.2011 - 2015............................................................................................................................... 123 44 167 321.000.000) cotas ao valor nominal de R$ 1,00 cada uma. Total .............................................................................................................................. 837 302 1.139 b) Movimentação do capital social A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Quantidade O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação líquida dos efeitos tributários em 30.6.2012, correspondeu a de Cotas R$ mil R$ 1.083 mil (31.12.2011 - R$ 1.539 mil). Em 31 de dezembro de 2011................................................................................................................. 321.000.000 321.000 24) OUTRAS INFORMAÇÕES Aumento de capital - AC de 9.4.2012 (1) ................................................................................................ 198.000.000 198.000 Em 30 de junho de 2012........................................................................................................................ 519.000.000 519.000 a) Os consorciados mantêm seguros de vida e quebra de garantia, junto ao Grupo Bradesco Seguros e Previdência, cujos valores dos prêmios pagos (1) Em 8 de maio de 2012 o BACEN homologou a Ata de Alteração do Contrato Social da Companhia, que deliberou o aumento do capital social em encontram-se demonstrados em prêmios de seguros e seguros contratados - quebra de garantia; R$ 198.000 mil, elevando-o de R$ 321.000 mil para R$ 519.000 mil, mediante capitalização de parte do saldo das contas “Reserva de Lucros - Reserva b) O Conselho Curador do FGTS editou a Resolução nº 616, de 15.12.2009, publicada no D.O.U de 18.12.2009, e entrou em vigor a partir do dia 18.3.2010, Legal”, no montante de R$ 37.610 mil e “Reserva de Lucros - Estatutária”, no montante de R$ 160.390 mil, com a criação de 198.000.000 cotas, de valor estabelecendo critérios para utilização do saldo da conta vinculada do FGTS para amortização extraordinária, liquidação de saldo devedor e pagamento de parte das prestações no âmbito do Sistema de Consórcio Imobiliário; nominal de R$ 1,00 cada uma, atribuídas ao Sócio-Cotista Banco Bradesco S.A. com a concordância do Sócio-Cotista Banco Alvorada S.A. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

...continuação

Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 52.568.821/0001-22 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Marrom - Vila Yara - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS c) Em 16 de julho de 2010, o Banco Central do Brasil publicou a Circular nº 3.501/10 que dispõe sobre o funcionamento de componente organizacional de ouvidoria das administradoras de consórcios; d) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O Bradesco Consórcios como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional; e e) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações, foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN.

Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de forma prospectiva ou retrospectiva.

A DIRETORIA Fernando Antônio Tenório - Diretor Octávio de Lazari Júnior - Diretor Superintendente Claudia Teixeira de Souza - Contadora - CRC 1SP177829/O-6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, bem como as demonstrações consolidadas dos recursos de consórcio em 30 de junho de 2012 e das variações consolidadas nas disponibilidades dos grupos de consórcios para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, bem como a posição patrimonial e financeira consolidada dos grupos de consórcios em 30 de junho de 2012 e as variações consolidadas das disponibilidades dos grupos de consórcios para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela Demonstração do valor adicionado determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada Examinamos também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o semestre findo por fraude ou erro. em 30 de junho de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos Responsabilidade dos auditores independentes mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Osasco, 13 de agosto de 2012 planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Zenko Nakassato José Claudio Costa apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP160769/O-0 Contador CRC 1SP167720/O-1

SIGA ESTE CAMINHÃO ±

ENVENENADO? França abre investigação sobre morte de líder palestino Yasser Arafat

nternacional

VENEZUELA Após quatro dias, fogo na maior refinaria do país está sob controle.

Khaled al-Hariri/Reuters

Nem funeral é poupado da violência Atentado a carro-bomba em frente a um cemitério druso na capital síria mata 12 pessoas. Assad comemora 'avanços' na guerra, mas admite que confrontos podem durar mais do que previsto.

D

oze pessoas morreram e 48 ficaram feridas quando um carro-bomba explodiu ontem durante um funeral em Damasco, na Síria, afirmou a TV estatal, um ataque que um grupo ativista disse que tinha como alvo simpatizantes do presidente Bashar al-Assad. O atentado ocorreu em Jaramana, um bairro de maioria drusa e cristã no extremo sudeste da cidade. O carro-bomba explodiu por volta das 15h locais. O alvo foi uma procissão fúnebre em Jaramana. Os participantes do funeral sepultariam dois simpatizantes do governo mortos em uma explosão na véspera, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo de oposição a Assad sediado em Londres. Jaramana, de maioria drusa e cristã, se manteve leal ao presidente sírio, Bashar Al-Assad, e nos últimos dias foi alvo de várias explosões, que segundo as autoridades foram cometidas por "terroristas",

em referência aos opositores. Em entrevista à agência Efe, o porta-voz do Exército de Libertação da Síria (ELS), Fahd al Masri, afirmou que as autoridades sírias querem vincular a ação aos rebeldes "para provocar temor entre as minorias e conseguir seu apoio". De acordo com o representante, o objetivo do regime é "enviar às minorias a mensagem de que ele é o único que pode lhes proteger". O regime de Assad sempre foi visto como um defensor das minorias étnicas no país, entre eles cristãos e drusos, diante da maioria sunita, que representa 74% da população. Há várias semanas, Damasco e sua periferia são alvos de operações militares das forças governamentais, que tentam recuperar seu controle e, segundo a oposição, realizaram graves massacres como o de Daraya, onde centenas de pessoas morreram durante cinco dias de conflito. O presidente sírio disse ontem que seu regime está

Moradores em Damasco observam destroços após explosão em frente a um cemitério no bairro de Jaramana, de maioria drusa e cristã. "avançando" na guerra que tem sido travada no país, mas que talvez os confrontos durem mais do que previa. "Estamos lutando uma guerra regional e internacional e devemos precisar de tempo para vencê-la. Mas posso dizer uma coisa: estamos avançando", disse Assad, durante entrevista ao canal privado Al Dunia. Desde o início da rebelião, em março de 2011, mais de 18 mil pessoas já morreram, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Já o Observatório Sírio dos Direitos Humanos calcula 25 mil mortos. (Agências)

Drusos no holofote

A

ntes protegidos pelas montanhas na Síria, Líbano e Israel, os drusos agora se veem no meio do conflito sírio. Apesar de formarem uma minoria na Síria, os membros desta seita religiosa secreta têm um papel de destaque na política do país. A fé drusa, que se desenvolveu a partir do Islã

Jason Reed/Reuters

ismaelita, foi fundada no Egito no final do século X. Os drusos se autointitulam "o povo do monoteísmo". Apesar de terem adotado alguns dos rituais islâmicos, eles não são considerados muçulmanos pela maioria dos ortodoxos da região. Isto porque, em vez de obedecerem aos cinco pilares do Islã, os drusos seguem sete princípios que incluem o amor à verdade, a solidariedade e a renúncia a outras religiões. O apoio ao presidente sírio, Yonhap/Reuters

BOLAVEN

U

m tufão com ventos de até 170 km/h assolou a Coreia do Sul, ontem, matando 15 pessoas, cinco delas chineses que estavam em barcos de pesca. O tufão Bolaven deixou 1,7 milhão de residências sem energia elétrica e cancelou voos. O fenômeno atravessou o Mar Amarelo e atingiu a Coreia do Norte na madrugada de hoje (horário local). (Agências) Jonathan Bachman/Reuters

ISAAC

A

CONFIRMADO – Após um ano, dois meses e 26 dias de uma campanha controversa até o último minuto, Mitt Romney, um gestor de investimentos e ex-bispo mórmon que governou Massachusetts de 2003 a 2007, foi oficializado ontem candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos. Como esperado, Romney superou os 1.144 votos necessários para obter a candidatura, durante a convenção do partido em Tampa, na Flórida. Ele enfrentará o democrata Barack Obama, candidato à reeleição, em 6 de novembro.

tempestade tropical Isaac foi elevada a um furacão de categoria 1 ao chegar em Louisiana, nos EUA, na noite de ontem, com ventos de 130 km/h. O Isaac atingiu a região na véspera do sétimo aniversário do Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005. (Agências)

Bashar al-Assad, deriva da necessidade de se proteger da perseguição dos muçulmanos da região. A população drusa é de aproximadamente 900.000 habitantes, que se dispersam por vários países. Na Síria, eles somam cerca de 700.000 seguidores. Alguns acreditam que, por ser membro da minoria religiosa alauíta, Assad se identificaria com a também minoria drusa. Além disso, alguns drusos simpatizam com a ideologia do partido governista Baath.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

15


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

c

16

Fotos de Luiz Prado/Luz - 03/07/2010

idades

Para poder funcionar regularmente, os elevadores precisam ter registro na Prefeitura e apresentar laudos periódicos comprovando sua segurança.

De um total de 80 mil elevadores em operação, 20 mil deles apresentam algum tipo de irregularidade. Mais de 11 milhões de pessoas utilizam elevadores todos os dias contra 3 milhões de passageiros/dia transportados pelos 15 mil ônibus da Capital.

São Paulo tem 20 mil elevadores irregulares Masao Goto Filho/e-SIM - 10/02/2010

Ivan Ventura

N

o dia 20 de junho deste ano, três operários ficaram feridos depois de caírem de um elevador instalado em um prédio em obras na rua Pedro Taques, na Consolação, no Centro. Ontem, após uma série de investigações, os técnicos do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), órgão municipal responsável também pela fiscalização e liberação de elevadores na cidade, confirmaram a hipótese levantada no dia do acidente: o elevador era clandestino. A comprovação da irregularidade do equipamento, considerado uma modalidade de transporte público, segundo lei municipal de 1987, evidencia um problema maior no universo dos elevadores da cidade. Dos 80 mil elevadores existentes, 20 mil estão irregulares ou não possuem cadastro no Contru. A estimativa é do Sindicato das Empresas de Conservação, Manutenção e Instalação de Elevadores do Estado de São Paulo (Seciesp), que, embora não tenha o mapeamento preciso do problema que interessa aos 11 milhões de passageiros/dia dos elevadores (quase o triplo dos usuários diários dos 15 mil ônibus em circulação, com 3,1 milhões de pessoas), acredita que muitos desses equipamentos estão sendo usados clandestinamente no transporte de cargas nas indústrias ou comércios. E também no transporte de passageiros. "Apenas 60 mil elevadores têm registro no Contru. Estima-se que 20 mil não têm registro, apesar da lei assim o exigir. Muitos estão em residências ou transportam cargas em empresas. Mas há elevador ilegal transportando

Assim como os ônibus, o elevador é considerado uma modalidade de transporte pela Prefeitura. Reprodução

Muitos (elevadores irregulares) estão em residências ou transportam cargas. Há elevador ilegal transportando passageiro. MAX SANTOS, DIRETOR DO SECIESP

Na rua 15 de Novembro, o primeiro elevador registrado na cidade. passageiro", alerta Max Santos, diretor do Seciesp. Segundo Santos, o elevador ilegal é basicamente aquele que não possui registro no Contru. Entre os motivos que impedem a obtenção do documento está a manutenção preventiva feita por empresa não cadastrada na Prefeitura ou a falta de dois alvarás (o de instalação e o de funcionamento). "Sem o documento, fica difícil cobrar a responsabilidade em caso de acidente", disse Santos. O Contru não dispõe de dados sobre elevadores

ilegais na cidade, embora realize constantes operações nas empresas que oferecem serviços de manutenção na Capital. Ao mesmo tempo, dados do Contru sobre os elevadores regularizados evidenciam descuidos de quem administra esses equipamentos. De acordo com o órgão, 95% dos condomínios da cidade estão com a documentação em dia. Os 5% restantes (que correspondem a quatro mil condomínios, com nove mil elevadores) não enviaram o obrigatório Relatório de

Inspeção Anual (RIA). Sem ele, um elevador pode ser interditado. O que chama a atenção nesses nove mil elevadores sem documentação atualizada é que eles estão localizados em prédios residenciais ou comerciais, shoppings, hospitais, escolas, teatros ou indústrias, segundo o Contru. Mas, esse cenário já foi bem pior, segundo informa o Contru. Em 2008, a Prefeitura chegou a encaminhar 11 mil notificações referentes a 27 mil elevadores sem RIA na cidade. Há quatro anos, com a criação do RIA on-line, houve uma melhora no envio do documento à Prefeitura.

Em nova busca, corpo de Eliza não é encontrado.

A

polícia de Minas Gerais reiniciou ontem as buscas pelo corpo de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, que está desaparecida desde 2010. Uma denúncia anônima ao telefone 181, realizada anteontem, apontava que a jovem estaria enterrada em um sítio em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Porém, nada foi encontrado no local apontado. De acordo com o delegado regional em Ribeirão das Neves e Esmeraldas, Hamilton Figueiredo, as buscas não devem ser retomadas até que surjam novos fatos. "Nossos trabalhos (aqui) estão encerrados". Segundo o delegado, também não é possível afirmar que a denúncia se tratou de um trote.

O sítio em Esmeraldas pertencia ao goleiro Bruno na época do desaparecimento de Eliza, mas foi vendido após a prisão dele. Segundo a denúncia, Bruno não queria pagar pensão ao filho que teve com Eliza e, por isso, montou um plano para matá-la com ajuda do amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Além de Bruno e Macarrão, também permanece preso por suspeita de envolvimento no crime o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Os outros quatro réus aguardam o julgamento em liberdade. O primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales, 24 anos, que também era réu do caso, foi assassinado a tiros na semana passada, em Belo Horizonte. Ainda não há data para o julgamen-

to, porque há recursos em tramitação. O STF (Supremo Tribunal Federal) ainda vai analisar um pedido de liberdade solicitado pela defesa de Bruno. Motorista – Cleiton Gonçalves, exmotorista de Bruno, sofreu duas tentativas de homicídio em menos de 24 horas. Segundo o advogado dele, Lorivaldo Carneiro, os fatos não têm relação com o desaparecimento de Eliza e os dois atentados têm motivação passional. A suspeita é que o autor dos disparos seja um exnamorado da noiva dele. "É uma motivação passional, não tem nenhuma relação com o caso do Bruno", disse Carneiro, ontem. O defensor afirmou que seu cliente não tem envolvimento com o caso e sequer é testemunha. (Folhapress)

Alex de Jesus/AE

Movimentação de policiais no sítio onde foram feitas as buscas pelo corpo


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

3

º

17 CRESCIMENTO Em 2002 havia 275.895 instituições integrantes de Terceiro Setor. Em 2005, eram 338.162. Hoje, superam 400 mil entidades.

SIGA ESTE CAMINHÃO ±

setor

Um conselho para apoiar e incentivar ações sociais A primeira ação conjunta do Conselho de Terceiro Setor da ACSP, criado em 2011, foi a campanha de destinação do IR a projetos que atendam crianças e adolescentes. Fotos: Newton Santos/Hype

Kelly Ferreira

A

Associação Comercial de São Paulo (ACSP) sempre esteve engajada na área de Terceiro Setor, auxiliando ONGs e apoiando projetos sociais. Desde junho de 2011, ampliou sua participação com a criação do Conselho do Terceiro Setor, que tem o objetivo de analisar e promover ações relativas à área, contribuindo para o desenvolvimento social do País. À frente do conselho está a advogada Marilia de Castro, graduada pela Universidade de São Paulo (USP), e com atuação no Movimento Degrau e na Rede Social São Paulo, ambos da ACSP. Além de presidente do Conselho, Marilia atua como consultora de entidades do Terceiro Setor, professora da Escola Superior de Advocacia no curso de pós graduação do Terceiro Setor e faz palestras sobre o assunto.

DC: Por que foi criado e como funciona o Conselho do Terceiro Setor? Marília de Castro - Os dirigentes das associações comerciais são, na maioria das vezes, voluntários ou dirigentes de uma organização do Terceiro Setor. Destaque-se que as associações comerciais congregam todos os setores da economia: comércio, indústria, serviços, agronegócios e instituições financeiras. Contamos em nossos quadros com grandes corporações, médias, pequenas e microempresas, que por sua vez operam em parceria com entidades do Terceiro Setor ou com institutos e fundações próprios, efetivando uma gestão com responsabilidade social. Tendo em vista esta realidade, o presidente da ACSP, Rogério Amato, resolveu constituir, pela primeira vez na

A advogada Marilia de Castro, graduada pela USP, tem também atuação no Movimento Degrau e na Rede Social São Paulo, ambos da ACSP. ACSP, o Conselho do Terceiro Setor com o objetivo de analisar e promover ações relativas a esta área, contribuindo para o desenvolvimento social do País. DC: Quem faz parte do conselho? Marília de Castro - Integram as reuniões ordinárias do Conselho as seguintes instituições: Rebrates - Rede Brasileira do Terceiro Setor, Fenep - Federação Nacional das Escolas Particulares, OAB/SP - Ordem dos Advogados do Brasil/Comissão do Terceiro Setor, ABMP - Associação Brasileira dos Magistrados, Promotores e Defensores Públicos da Criança e Adolescente, Fundação de Rotarianos de São Paulo, Ciee - Centro de Integração Empresa-Escola, Unibes - União Brasileira Israelita do Bem Estar Social, USE - União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, Liga Solidária, Renas Rede Evangélica Nacional de

O presidente da ACSP e da Facesp, Rogério Amato, e Marilia de Castro em reunião do conselho.

Ação Social, Federação Brasileira das ACMS - Associação Cristã de Moços. Nestas reuniões são aprofundados conteúdos para reuniões ampliadas, quando participam as distritais da ACSP. DC: Que tipo de trabalho tem sido desenvolvido? Marília de Castro - O trabalho em rede é um dos nossos objetivos. Após estudos, lançamos a primeira ação conjunta: campanha de destinação do Imposto de Renda a projetos de instituições assistenciais que atendam crianças e adolescentes. Em reunião ampliada lançamos a campanha, em parceria com a Receita Federal do Brasil. A primeira fase da campanha foi em abril deste ano. Uma excelente repercussão. Veja a comparação: em abril de 2011 foram arrecadados R$ 66 mil reais pelo Fumcad - Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; com a implementação da campanha da ACSP e outras entidades, em abril de 2012, chegamos a R$ 2,5 milhões, que serão destinados aos diversos projetos voltados às crianças e adolescentes. A lei autoriza a pessoa física (que utiliza a declaração completa) a doar (destinar) até 6% do imposto devido a estes projetos. Então 94% vai para o leão, 6% fica no município. Se a lei autoriza, vamos deixar o dinheiro em nossos municípios. DC: Na última reunião com as distritais a senhora falou sobre a certificação das entidades e o programa jovem-aprendiz?

Parceria promove capacitação de educadores

O

Instituto Callis e a Abrinq darão continuidade à parceria firmada pelo Programa Nossas Crianças. O objetivo é promover o diálogo com os educadores, enriquecer as atividades gratuitas e ser um multiplicador de conhecimento. As atividades acontecerão a cada dois meses, com carga de 6 horas. Conforme o tema, poderão participar de 20 a 30 pessoas – que terão a possibilidade de levar o aprendizado a colegas e compartilhar as informações - com direito a certificado.

O próximo workshop será em setembro com uma fonoaudióloga. Em novembro, o intuito será incentivar a leitura, e no workshop, contação de histórias. O Instituto Callis é uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que promove ações com foco no desenvolvimento da cidadania de crianças, jovens e adultos, por meio da cultura e da educação. Entre seus cursos, Biografia na Sala de Aula, Gêneros Literários e Dança na Sala de Aula. A intenção é formar novas parcerias com outras instituições.

A empresa socialmente responsável ouve os interesses das diferentes partes. MARILIA DE CASTRO, PRESIDENTE DO CONSELHO DO TERCEIRO

SETOR DA ACSP Marília de Castro - Isto mesmo. As instituições que preparam o jovem para o mercado de trabalho, não estão conseguindo o Certificado de Entidade Beneficente em Assistência Social – Cebas. Sem este certificado a instituição tem de pagar a quota patronal e perde imunidades e isenções. O artigo 203 da Constituição Federal dispõe que a promoção da integração ao mercado de trabalho é um dos objetivos da assistência social do Brasil. Portanto, não pode ser negado o Cebas para estas entidades que atendem a esta finalidade. Com o indeferimento do certificado, muitas entidades fecharão suas portas e o jovens ficarão desatendidos, agravando o problema social. O Conselho do Terceiro Setor da ACSP está articulando com entidades e parlamentares para viabilizarmos uma solução conjunta no Congresso Nacional ou no Supremo Tribunal Federal. DC: Em sua opinião, como está o Terceiro Setor hoje no Brasil? Houve crescimento no setor e mudança no comportamento das pessoas?

Projeto Pulo do Gato para dois mil estudantes

O

segundo semestre deste ano começa com novidades para aproximadamente dois mil alunos, matriculados em cinco escolas estaduais da capital paulista, que apresentam dificuldade de aprendizagem em língua portuguesa e matemática. Trata-se do projeto Pulo do Gato, desenvolvido em cinco escolas estaduais de São Paulo em parceria com a ONG Parceiros da Educação e com a empresa Tamboro, responsável pela plataforma de aprendizagem.

O projeto, que irá beneficiar alunos de 5º ao 9º ano, pretende promover, com a utilização de games, a aceleração da aprendizagem e o reforço escolar. O objetivo é elevar o nível de aprendizagem, tendo como base o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), promovendo o engajamento das crianças, jovens e educadores do ensino fundamental em práticas inovadoras de leitura, escrita e matemática, por meio do uso de rede social e jogos digitais.

Marília de Castro - O Terceiro Setor vem obtendo grande desenvolvimento no Brasil. No estudo designado por 'Fasfil Fundações Privadas e Associações sem fins lucrativos no Brasil' revelou-se que em 2002 havia 275.895 instituições integrantes do Terceiro Setor, em novo estudo em 2005 o número atingia a 338.162. Hoje, superamos o número de 400 mil entidades com diversas finalidades: assistência social; cultura; defesa do patrimônio, histórico e artístico; educação, promoção da paz, da cidadania, saúde e outras. DC: E as empresas têm colaborado mais com as entidades? Marília de Castro - Sim. De diversas formas. A empresa socialmente responsável ouve os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio ambiente). Segundo o Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, as ações sociais das empresas vem crescendo em todo o Brasil e está constatado que a maioria das empresas atua ora em parceria com organizações comunitárias, filantrópicas ou religiosas, ora diretamente, doando recursos para pessoas e comunidades. Há empresas que consideram essas ações como investimento social, gerando resultado na comunidade, e outras como investimento negocial, valorizando a marca dos seus produtos.

Coop lança campanha Troco do Bem

C

omo forma de amenizar o problema da escassez de moedas no mercado varejista, a Coop – Cooperativa de Consumo – lançou neste mês, em todas as suas, unidades o Troco do Bem, uma campanha de arrecadação de pequenas doações de cooperados que fazem o pagamento de suas compras em dinheiro. A proposta da iniciativa é otimizar a devolução do troco, porém ressaltando o lado social da ação. Todo valor arrecadado será doado à Federação das Associações de Pais e

Amigos dos Excepcionais, que dirigirá os recursos às Apaes das cidades onde as unidades da Coop estão localizadas. A operação é bastante simples. Assim que o cooperado totalizar o valor de suas compras no checkout e aparecer no visor o total de troco a que ele tem direito, a operadora de caixa vai sugerir a doação parcial ou integral da quantia. Se optar em colaborar com a entidade cadastrada, o cooperado decide pela quantia e recebe um cupom impresso comprovando a transação.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18 www.dcomercio.com.br

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sereia republicana Mulher vestida de sereia em apresentação para participantes da convenção republicana na Flórida.

O lutador contra a garrafa Desenhado e criado por Andres Lhima para um concurso de design do México, este abridor lembra golpes de luta. http://amzn.to/Tr4mdm

Eric Thayer/Reuters

P OLÊMICA A RTE

T ECNOLOGIA

Michelle, escravizada.

A Retratando flores James Thornbrook utiliza tradicionais técnicas fotográficas de retratos para fotografar flores e plantas. Ele abre mão de câmeras e lentes modernas e se dedica à observação das plantas. http://bit.ly/RkOkjI

R EALEZA

Príncipe Harry, depois da nudez. O príncipe Harry assistirá hoje aos Jogos Paraolímpicos de Londres, em sua primeira aparição pública desde a publicação de fotos em é flagrado nu em um hotel de Las Vegas, segundo sua agenda oficial. O príncipe,

terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, assistirá às provas de natação, se reunirá com atletas britânicos e participará de um evento beneficente em prol da associação Wellchild, de ajuda a crianças doentes.

E SPAÇO 1

Mohsin Raza/Reuters

imagem da primeiradama dos EUA, Michelle Obama, como uma escrava africana com os seios à mostra e com o corpo enrolado em uma bandeira norte-americana causou polêmica ontem na Espanha. A montagem foi publicada na capa da revista espanhola Fuera de Serie. A ilustração faz parte de uma série publicada na mesma edição da revista em que pessoas famosas aparecem em imagens manipuladas, em corpos diferentes. Barack Obama e a princesa Diana também aparecem na revista. A artista responsável pelas imagens, Karine PercheronDaniels, disse que sua intenção é mostrar celebridades "de uma forma diferente". No caso de Michelle Obama, a inspiração foi o quadro Portrait d'une négresse, de MarieGuillemine Benoist, datado de 1800. A matéria de capa da revista, intitulada Michelle, descendente de escravos, senhora da América, aborda a popularidade da primeira-dama.

KEBAB Na Alemanha, kebabs pedidos por smatphone já podem ser entregues por por mini helicópteros. http://bit.ly/OiRaa6

Primeira-dama dos EUA em imagem manipulada de revista espanhola

SIGA ESTE CAMINHÃO ± C IÊNCIA

Descoberto sistema com dois sóis

L

Cientistas da Universidade Estadual de San Diego, nos EUA, anunciaram ontem em Pequim a descoberta pela missão espacial Kepler do primeiro sistema circumbinário e multiplanetário, no qual mais de um planeta orbita ao redor de dois sóis. A descoberta, divulgada em Pequim, "mostra que sistemas planetários podem formar-se e sobreviver inclusive no caótico meio ao redor de uma estrela binária", disseram os cientistas do projeto. As duas estrelas do novo sistema, batizado como "Kepler-47" e situado a cinco mil anosluz na constelação do Cisne, orbitam uma ao redor da outra a cada sete dias e meio; uma delas é similar em tamanho ao Sol, enquanto a outra tem um volume três vezes menor e é 175 vezes mais fraco.

Molécula pode combater o câncer

QUER UMA CARONA? - Cachorro é fotografado sentado em um búfalo em meio a uma manada que atravessava o rio Ravi, em Lahore, no Paquistão, ontem. E M

C A R T A Z

E SPAÇO 2

VISUAIS

Música é transmitida de Marte

Exposição 'Além do Olhar' traz obras de Hércules Barsotti. Caixa Cultural São Paulo. Praça da Sé, 111. Centro. Das 9h às 21h. Grátis.

L OTERIAS Concurso 1102 da DUPLA SENA Primeiro sorteio 01

17

30

33

34

37

34

36

39

Segundo sorteio 11

A TÉ LOGO

L

transmitida da superfície de Marte durante um evento no Laboratório de Jatos de Propulsão da Nasa, em Pasadena, Califórnia, com alunos do ensino médio dos EUA. O projeto é uma colaboração entre a Nasa e a fundação do rapper, a i.am.angel Foundation, cujo objetivo é prover recursos digitais para salas de aula do ensino fundamental.

L

Reach for the Stars, música do rapper norte-americano will.i.am foi transmitida ontem pelo jipe-robô Curiosity em Marte. Esta foi a primeira vez na história que uma música foi transmitida para a Terra a partir de outro planeta. A transmissão também marcou a divulgação, em primeira mão, da nova canção de will.i.am. A música foi

Uma nova molécula anticancerígena e antimetástase que abre caminhos para novos tratamentos alternativos contra o câncer acaba de ser descoberta por uma equipe internacional de pesquisadores. A molécula, batizada de "Liminib", impede o movimento e a multiplicação das células cancerígenas, em particular as resistentes a tratamentos de quimioterapia, explicou ontem o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) em comunicado. A "Liminib" inibe a enzima quinase, cuja presença excessiva favorece a propagação do câncer. Esta enzima regula a dinâmica do esqueleto interno da célula, formado por uma rede de fibras cujos filamentos permitem ela se movimentar e reproduzir. A molécula "Liminib" estabiliza e bloqueia essa rede.

17

27

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Oprah lidera lista da Forbes de celebridades mais bem pagas Lindsay Lohan é procurada para depor sobre roubo, diz jornal

Concurso 2981 da QUINA 34

51

58

61

73


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

e

19

conomia CHEGOU

Hoje, o Leão morde R$ 1 trilhão.

Impostômetro, painel da ACSP, indica que montante de tributos foi arrecadado neste ano com 15 dias de antecedência em relação ao ano passado.

Zé Carlos Barretta/Hype

Zé Carlos Barretta/Hype

Veículo percorreu ruas da Capital para informar sobre o R$ 1 trilhão.

Renato Carbonari Ibelli

Lucas Lacaz Ruiz/A13

O

Impostômetro, painel eletrônico da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), atinge hoje, às 16h30, a marca de R$ 1 trilhão. O valor representa o total em tributos que saiu do bolso dos consumidores e entrou nos cofres públicos do início do ano até este horário. O montante será registrado 15 dias antes do observado em 2011. Em outras palavras, a arrecadação deste ano está mais ligeira do que a verificada no ano anterior, devendo terminar 2012 com um total de R$ 1,6 trilhão, comparativamente, R$ 100 bilhões a mais do que em 2011. Com o objetivo de conscientizar o contribuinte de que é ele quem financia as ações dos governos, a ACSP e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) idealizaram o "Caminhão do Impostômetro", que ao longo deste mês fez uma caravana bem-sucedida por algumas cidades do interior paulista. O caminhão leva no alto uma versão reduzida do painel eletrônico do Impostômetro, alertando a população dos municípios visitados para o ritmo crescente da arrecadação tributária. No baú, o veículo exibiu um conjunto de produtos de uso cotidiano com etiquetas que discriminavam o percentual de tributos embutidos. O objetivo era conscientizar o cidadão do dinheiro arrecadado pelos governos. O "Caminhão do Impostômetro" rodou por Sorocaba, Bauru, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, São Carlos, Campinas, São José dos Campos, Mogi das Cruzes e Santos.

Na semana passada, o caminhão esteve em São José dos Campos. No baú, campanha educativa informou o percentual de impostos embutidos nos preços dos produtos de uso cotidiano. Várias cidades do interior e do litoral, como Santos, foram visitadas.

Cada vez mais cedo O Caminhão do Impostômetro esteve ontem diante da Catedral da Sé. Veículo encerra hoje em São Paulo série de viagens iniciada no dia 9 deste mês. Feirão – Ontem, foi a vez da Capital. O veículo especial percorreu as ruas da cidade de São Paulo chamando o paulistano para a virada do trilhão marcada para hoje, quando o caminhão encerra sua campanha ao estacionar no Pátio do Colégio, no centro. No local também será organizado o "Feirão do Imposto". Como o nome sugere, o Feirão irá dispor de uma série de produtos de uso cotidiano, como pacote de arroz, óleo de cozinha, detergente, entre outros. Nas etiquetas que marcam os preços desses produtos tam-

bém constará o percentual em tributos embutido neles. Essa é uma maneira de mostrar ao brasileiro a realidade tributária do País. Do preço de uma lata de óleo de cozinha, por exemplo, 26% são tributos embutidos. Do detergente, 30,3% são tributos. Esses percentuais entram nos cofres dos governos federal, estaduais e municipais na forma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), por meio do Programa de Integração Social (Pis) e da Contribuição para o Financiamento da

Seguridade Social (Cofins), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), entre outros tributos e taxas cujos nomes são conhecidos da população, mas seus efeitos não são evidenciados para todos. Mordida – O ICMS é o tributo que mais contribui para a arrecadação, com 20% de tudo o que é recolhido. Trata-se de um imposto estadual, porém, é a esfera federal que dá a maior mordida no bolso do contribuinte. Entre impostos e contribuições, a União responde por cerca de 70% da arrecadação. Os estados ficam com

25% do bolo e os municípios com o restante. O painel Impostômetro estima a arrecadação do País desde 2005, quando foi instalado na fachada da sede da ACSP, na rua Boa Vista. O ritmo no qual os tributos entram nos cofres públicos também pode ser acompanhado pela Internet, por meio do site do painel (www.impostometro.com.br). Além de monitorar o arrecadado no País, o contribuinte pode expressar sua opinião a respeito da evolução do recolhimento dos tributos e sobre a

Confira as datas, nos últimos anos, em que o Impostômetro registrou a marca de R$ 1 trilhão Ano 2008 2009 2010 2011 2012

Dia 13 de dezembro 6 de dezembro 18 de outubro 13 de setembro 29 de agosto

Fonte: IBPT

forma como o governo vem usando o dinheiro público por meio do hotsite www.horadeagir.com.br. Nesse portal, o contribuinte se manifesta por meio de comentários e vídeos. Ele pode também pressionar os deputados federais – com o envio de mensagens – para colocarem em votação e aprovarem o projeto de lei 1472/2007, que determina que o valor dos impostos embutidos nos produtos seja discriminado nas notas fiscais. Desta forma, ficará evidente o tamanho da mordida do Leão.

Valter Campanato/ABr

m a i f n o c s o i Empresár o ã ç a g o r r o r em p I P I o d o i c í f e do ben

O

s fabricantes de geladeiras, fogões e eletrodomésticos estão confiantes na renovação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para os produtos da chamada linha branca. Depois de uma longa reunião ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, representantes do setor mostraram-se confiantes na possibilidade do governo anunciar na sexta-feira a extensão do benefício. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, disse que apesar de o ministro não

ter prometido a renovação, o setor mostrou a importância da redução do IPI para o aumento de vendas e do emprego. Barbato disse que a indústria demonstrou, com números, que houve repasse do incentivo para os preços finais dos produtos. Segundo o executivo, houve um aumento de 8,5% nas vendas do segmento no primeiro semestre deste ano na comparação com igual período do ano passado, enquanto o setor eletroeletrônico, como um todo, teve uma queda de vendas de 10% no período. "Imagina se não tivéssemos desoneração. A queda do setor todo teria sido maior."

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, que também participou do encontro, disse que a renovação do benefício é importante para a manutenção dos empregos e das vendas. O setor defende a extensão do benefício até o fim do ano. Empresários dos setores de material de construção, móveis e varejo foram mais cautelosos. O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Claudio Conz, disse que Mantega recebeu um balanço de todas as entidades e avisou que irá

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, recebeu em Brasília representantes de diversos setores. fazer uma análise dos dados antes de tomar uma decisão. Nesse segmento de material de construção, o problema, no curto prazo, é de financiamento, já que a redução de IPI tem validade até 31 de dezembro. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), José Luiz Diaz Fernandez, pediu a

prorrogação da redução do IPI até o final do ano. Para móveis, o benefício vale até 30 de setembro. Automóveis – Empresários do setor automotivo se reúnem hoje com representantes do Ministério da Fazenda para discutir a prorrogação do corte da alíquota do IPI para veículos. Além da redução do imposto, setor e governo

devem discutir a queda na produção e nas vendas de caminhões. A redução do IPI para carros acaba nesta sextafeira, mas é quase certo que o governo vai estender a desoneração por pelo menos mais dois meses. No final de maio, o governo reduziu a alíquota do imposto para vários tipos de veículos. (Agências)


20 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

21

e Vendas nos supermercados caem 0,09% Segundo a FGV, INCC-M desacelerou em quatro das sete capitais pesquisadas. Em São Paulo, o índice passou de 0,39% em julho para 0,16% em agosto.

conomia

Queda foi registrada em relação a igual período do ano passado. Sobre junho, recuo foi de 0,51%. Expectativa, no entanto, é de recuperação a partir deste mês.

A

s vendas nos super- do desempenho, com retomam e r c a d o s d e v e m da do crescimento", disse. voltar a apresentar Em termos nominais (sem o crescimento no final desconto da inflação), o índice de agosto, depois de terem ti- de vendas da Abras apresendo em julho a primeira queda tou queda de 0,08% em julho desde abril de 2010, avaliou em relação a junho e alta de ontem o superintendente da 5,15% ante julho de 2011. Associação Brasileira de SuNovos hábitos – De acordo permercados (Abras), Tiaraju com o superintendente da enPires. Em julho, os supermer- tidade, além da forte base de cadistas indicaram que as comparação, houve queda de vendas ficavendas em juram 0,09% lho porque foi abaixo de confirmada igual período uma mudanHouve piora porque de 2011. As ça nos hábivendas tamtos do brasijulho do ano b é m r e c u aleiros, que espassado foi um ram na comtão optando período muito bom paração com por itens de para as vendas dos o mês de jumaior valor nho, 0,51%. agregado. supermercados. Esses índices "As vendas TIARAJU PIRES, já foram dede alguns SUPERINTENDENTE DA ABRAS fl ac ion ad os itens básicos pelo Índice de de largo conPreços ao s u m o t i v eConsumidor Amplo (IPCA), do ram queda, como ocorreu nos Instituto Brasileiro de Geogra- casos de arroz, óleo de soja, fia e Estatística (IBGE). massas e biscoitos", afirmou o "Houve piora porque julho executivo. do ano passado foi um período Pires observou, entretanto, muito bom para as vendas dos que o comportamento das supermercados. Naquele mês vendas no mês passado não houve uma alta muito forte, deve se refletir no acumulado configurando o melhor mês do ano. Na avaliação dele, a em 2011. Porém, em agosto associação do setor mantém devemos notar uma melhora expectativa positiva com rela-

Patrícia Cruz/LUZ – 24/2/10

A Abras Mercado, cesta de 35 produtos de largo consumo analisada pela GfK para a Abras, subiu 8,05% ante julho de 2011. ção às vendas nos próximos meses, especialmente no último trimestre. "Agosto já indica que vamos retomar a normalidade, o que confirma a meta de expansão de 5% em 2012", destacou. Nos sete primeiros meses do ano, as vendas dos supermercados acumulam alta de

5,8% ante igual intervalo de 2011. O índice nominal subiu 11,48% de janeiro a julho na comparação com os primeiros sete meses do ano passado. Preços – A AbrasMercado, cesta de 35 produtos de largo consumo, analisada pela GfK a pedido da Abras, apresentou queda de 0,12% em julho em

O

Índice Nacional de Custos da Construção Mercado (INCC-M) apresentou variação positiva de 0,32% em agosto, o que representa uma desaceleração ante a alta de 0,85% verificada em julho. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado deste mês, o índice do setor de construção passa a acumular avanços de 6,21% no ano e de 7,48% nos últimos 12 meses. A FGV verificou desaceleração da alta de preços nos componentes do INCC-M. O grupo materiais, equipamentos e serviços apresentou elevação de 0,36% em agosto, sobre 0,63% apurados na leitura anterior. O índice relativo a materiais e equipamentos passou de variação de 0,68% em julho para um avanço de 0,37% neste mês. O indicador correspondente a serviços passou de uma taxa de 0,44% para 0,32% no período de comparação. Já o índice referente à mão de obra teve variação positiva de 0,28% neste mês. Em julho, a taxa havia sido de 1,05%. De acordo com a FGV, o INCC-M desacelerou em quatro das sete capitais pesquisadas. Em São Paulo, por exemplo, o índice passou de 0,39% em julho para 0,16% em agosto, enquanto no Rio de Janeiro a variação saiu de 0,33% para 0,22% no período. Em Brasília, a perda de ritmo de avanço foi ainda mais intensa: em agosto, INCC-M apresentou alta de 0,17%, ante os 3,41% registrados no fim de julho. Porto Alegre também apresentou essa tendência: o índice apresentou alta de 1,15% em agosto, depois de ter subido bem mais (2,03%) em julho.

Zé Carlos Barretta/Hype – 18/1/11

Todos os grupos que compõem o INCC-M tiveram altas menos intensas Na ponta contrária, Salvador (de 0,47% para 0,49%), Belo Horizonte (de 0,17% para 0,27%) e Recife (de 0,03% para 0,22%) tiveram aceleração de preços na passagem de julho para agosto. As altas mais fortes, entretanto, não foram suficientes para pressionar o resultado geral do índice. Subitens – No indicador nacional, considerando os subitens do INCC-M, também variaram os itens ajudante especializado (cuja taxa de aumento saiu de 1,02% em julho para 0,47% em agosto); servente

(de 1,13% para 0,33% no período); vergalhões e arames de aço ao carbono (de 4,24% para 0,79%); projetos (de 0,64% para 0,62%); e tubos e conexões de PVC (de 0,25% para 1,11%). As maiores influências de baixa, de acordo com o levantamento da FGV, vieram de cimento portland comum (de -0,02% para -0,15%) e portas e janelas de madeira (de 0,65% para -0,29%). O INCC-M foi calculado com base nos preços coletados entre 21 de julho e 20 de agosto. (AE)

comparação com junho foram tomate (48,23%), farinha de mandioca (3,61%) e queijo mussarela (2,73%). Já os produtos com as maiores quedas no último mês foram batata (-16,66%), carne dianteiro (-4,34%) e carne traseiro (-2,1%), conforme o levantamento da Abras. (AE)

Bancários discutem proposta dos bancos de aumento de 6%

Inflação do segmento de construção desacelera no mês Depois de ter subido 0,85% em julho, INCC-M ficou em 0,32% em agosto

relação a junho deste ano. Já na comparação com julho de 2011, o indicador teve crescimento de 8,05%, passando de R$ 295,98 para R$ 319,82. A cesta serve de termômetro para as vendas dos supermercados no País. Os produtos com as maiores altas de preços em julho na

R

epresentantes de sindicatos de bancários se reuniram ontem no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, com a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) para discutir a proposta de 6% de reajuste salarial, feita pela entidade à categoria. No início do mês, os bancários entregaram à Fenaban pauta da campanha salarial com pedido de reajuste de 10,25%, sendo 5% de aumento real. A proposta da Fenaban prevê também o pagamento aos funcionários de participação nos lucros ou resultados (PLR) de 90% do salário acrescido de um valor fixo de R$ 1.484 – o bônus, conforme a proposta, pode chegar a 2,2 salários para cada empregado. A reivindicação dos bancários apresentada à Fenaban era de pagamento de um PLR de três salários mais R$ 4.961,25 de parcela fixa – a diferença entre a proposta e a reivindicação, portanto, ainda é muito grande. Os bancários pediam também na pauta de negociações um piso salarial de R$ 2.416,38 e um amplo plano de cargos para toda a categoria. A proposta dos banqueiros é bem distinta: o estabelecimento de um piso para trabalhadores de escritório de R$ 1.484 e um mínimo para a função de caixa de R$ 2.014,38. A Fenaban propõe também aos trabalhadores auxílio refeição de R$ 20,97; auxílio cesta alimentação de R$ 359,42 (mesmo valor da 13ª cesta alimentação); um valor de auxílio creche de R$ 301,94; e verba de requalificação profissional de R$ 1.032,50.

A partir de agora, representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) conversam com a comissão de negociação da Fenaban. Em todo o País, a categoria reúne 500 mil funcionários. A data-base dos bancários é sempre no mês de setembro.

A próxima rodada de negociações prevê discussão também de questões de saúde e segurança no trabalho, cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho do setor e igualdade de oportunidades. Os bancários constantemente reclamam de condições de trabalho desfavoráveis. Nos últimos anos, a falta de acordo terminou em paralisações. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22

e

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

As famílias vão às compras já com um nível de endividamento elevado. Marianne Hanson, economista da CNC

conomia

Endividamento alcança 59,8% das famílias em agosto Foi a maior alta registrada no ano e a terceira elevação consecutiva

C

resceu o número de famílias com dívidas a p a g a r n a p a s s agem de julho para agosto, segundo a pesquisa "Endividamento e Inadimplência do Consumidor", realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). A alta de 2,2 pontos percentuais, a maior registrada em 2012, foi a terceira consecutiva identificada pela pesquisa e elevou o índice de endividamento para 59,8%. Declararam estar com dívidas em atraso 21,3% dos entrevistados, um leve avanço ante o mês anterior (21%). Contudo, caiu o número de famílias que informaram não ter condições de pagar suas dívidas, de 7,3% em julho para 7,1% em agosto. O orçamento familiar continua comprometido com dívidas passadas. O índice de endividamento permanece, porém, abaixo do patamar de agosto de 2011, de 62,5%. Comprometimento – "Observamos que os estímulos à compra de duráveis e o aumento da concessão de crédito não teve, neste ano, o mesmo efeito das medidas anteriores. As famílias vão às compras já com um nível de endividamento elevado. O orçamento doméstico ainda está comprometido", afirmou a

economista da CNC, Marianne Hanson. Otimismo – Ela ressalta, no entanto, que a queda no percentual dos que não consideram possível hoje saldar as dívidas mostra que as famílias estão mais otimistas. Diminuiu também (de 14,1% para 13,1%) o percentual dos que declararam estar muito endividados neste mês. "O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros aumentou em agosto de 2012. Entretanto, o número de famílias endividadas continua em patamar inferior ao observado no mesmo período de 2011, quando 62,5% haviam declarado ter dívidas", informou a CNC, em nota à imprensa. A confederação afirma que as medidas do governo de estímulo ao crédito e à aquisição de bens duráveis continuam exercendo impacto sobre o orçamento doméstico das famílias brasileiras. O cartão de crédito foi apontado como um dos principais instrumentos de prorrogação de pagamentos por 73,2% das famílias que afirmaram ter dívidas. Em seguida, vieram os carnês, com 18,9% do total, e o financiamento de veículos,

com 12,4%. O endividamento é maior entre as famílias inseridas na faixa de renda inferior a dez salários mínimos, com índice de 61,1%, ante 58,6% registrados em julho. Já entre as que possuem renda superior a dez salários mínimos, a taxa passou de 50,5% em julho para 53,6% em agosto. O aumento do percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso entre os meses de julho e agosto ocorreu apenas na menor faixa de renda. Para este grupo de consumidores, a taxa passou de 22,4% em julho para 23,7% em agosto. Também foi o grupo de menor faixa de renda que afirmou ter menos chances de pagar as contas em atraso. O indicador passou de 8% em julho para 8,4% no mês seguinte. A pesquisa da CNC revela ainda que o tempo médio de atraso no pagamento das contas foi de 58,4 dias em agosto. O percentual médio de comprometimento com dívidas de até três meses em atraso foi de 27,3% e, de até um ano, foi de 27,2%. Em agosto, a parcela média da renda das famílias comprometida com dívidas foi de 29,6%, dos quais 17,4% correspondentes a dívidas que tomam mais da metade do orçamento doméstico. (AE)

Fim do ciclo de inadimplência

O

ciclo de aumento da inadimplência no setor bancário do País está perto de acabar, disse ontem o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros. "Esse aumento teve um componente muito particular, os empréstimos para a compra de veículos, e está perto do fim", disse Barros em uma apresentação a investidores. O economista também previu que o estoque de crédito do sistema financeiro do Brasil deve crescer 14,8% em 2013, num ritmo parecido ao deste ano. Recentemente, ao divulgar os seus resultados do segundo trimestre, o Bradesco, segundo maior banco privado do País com R$ 5,7 bilhões de lucro líquido, reduziu a estimativa de crescimento de sua carteira de empréstimos em 2012, em

meio à desaceleração da economia. De acordo com Barros, uma série de indicadores antecedentes monitorados pela equipe de pesquisa do banco apontam que uma retomada mais forte da economia brasileira está em curso, incluindo a retomada da confiança dos empresários e dos

investimentos em formação bruta de capital fixo. "Tem alguma coisa acontecendo agora em agosto com a confiança do empresário", afirmou o economista do Bradesco, prevendo que o volume de investimentos crescerá cerca de 7% em 2013, após ter estagnação este ano. (Reuters)

Patrícia Cruz/LUZ

Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco, faz o prognóstico.

Cai a confiança do comerciante

A

confiança do empresário do comércio na cidade de São Paulo apresentou forte queda de 8,7% em julho. O índice passou de 115,4 pontos em junho para 105,4 em julho. A escala varia de zero a 200 pontos; acima de 100 pontos configura otimismo, abaixo deste número, pessimismo. A pesquisa foi divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). De acordo com a análise da federação, a tendência de queda está ligada ao momento de instabilidade macroeconômica em que o País se encontra. As más notícias sobre o desempenho da economia têm se alternado com anúncios de medidas de desoneração tributária, redução dos juros básicos e outras ações que visam estimular o consumo. Em julho, todos os itens que compõem o indicador apresentaram recuo. O Índice das

Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) registrou a queda mais expressiva (17,9%) e permanece na área do pessimismo com 70,8 pontos. Já o Índice de Expectativa dos Empresários do Comércio (IEEC) apontou queda de 8,5% no mesmo intervalo ao atingir 139,5 pontos. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) apresentou declínio mais suave (1,4%), mas encontra-se próximo à região pessimista, ao registrar 106 pontos. Serviços – Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getúlio Vargas, divulgado ontem, recuou 2,6% em agosto, na série com ajuste sazonal. Passou de 120,6 para 117,5 pontos. Esta é a quinta queda consecutiva mensal e leva o índice ao menor patamar desde os 116,2 pontos de agosto de 2009. Os valores são avaliados em uma escala de 0 a 200 pontos cuja pontuação acima de 100

Chico Ferreira/LUZ

Confiança do empresário do varejo tem forte queda: 8,7% em julho.

pontos significa otimismo. Em agosto de 2011, o indicador marcava 127,7 pontos. Segundo análise da FGV, o resultado mensal sinaliza a manutenção de um ritmo moderado de atividade do setor no terceiro trimestre. A queda do ICS foi influenciada tanto pela percepção do setor em relação ao momento atual quanto pelas expectativas para os próximos meses. A diminuição do grau de satisfação dos empresários em relação ao momento presente levou o Índice da Situação AtualServiços (ISA-S) a uma queda de 2,2%, ante recuo de 2,4% registrada em julho. O ISA-S atingiu 103,7 pontos, o menor nível desde agosto de 2009 (96,8). Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,9% em agosto, para 131,2 pontos, o menor desde junho de 2009 (129,7). O indicador que mede o volume de demanda atual foi o que mais contribuiu para a queda do ISA-S entre julho e agosto, ao recuar 2,9%, de 100,7 para 97,8 pontos, deixando o nível de otimismo. Das 2.665 empresas consultadas, 18,9% avaliam o volume da demanda como forte ante 19,5% no mês anterior; a parcela das que o consideram fraco passou de 18,8% em julho para 21,1% em agosto, percentual idêntico ao registrado em outubro de 2009. A proporção de empresas prevendo demanda maior diminuiu de 42,4% para 39%. E a parcela das que esperam queda da demanda cresceu de 9,1% para 9,7%. (Folhapress)


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 23


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

e

24

A crise não chegou a levar o País à recessão. Desacelerou a economia, mas não implicou na redução dos salários. Garibaldi Alves Filho, ministro da Previdência

conomia

Paulo Pampolin/Hype

Previdência tem receita 7,1% maior Em julho, o saldo da arrecadação previdenciária foi de R$ 22,3 bilhões, segunda melhor da história. Déficit no ano, porém, é de R$ 23 bilhões.

A

expansão da arrecadação ajudou a amenizar o rombo da Previdência Social em julho, que bateu em R$ 2,6 bilhões. Somente no mês passado, o saldo das receitas foi de R$ 22,3 bilhões, 7,1% a mais do que em julho do ano passado. O resultado é o segundo maior de toda a história, quando descontados os meses de dezembro, quando as contas previdenciárias são infladas pelo pagamento do décimo-terceiro salário. O aumento do recolhimento de julho foi avaliado como "bastante elevado" pelo secretário de políticas de Previ-

dência Social, Leonardo Rolim, mas ainda ficou abaixo da média acumulada no ano, de 8,5%. A boa notícia, segundo ele, é que as receitas estão crescendo mais dos que as despesas no ano até julho. Nesse período, o pagamento de benefícios totalizou R$ 173,4 bilhões, uma variação positiva de 7,5% em comparação com os primeiros sete meses de 2011. "Os números casam com o resultado do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostra julho melhor do que junho", comparou Rolim. Pelos números do Ministério do Trabalho, que di-

Elza Fiúza/ABr

Rolim (Previdência): receita abaixo da média acumulada no ano.

Investimento de R$ 300 bi

O

empresário Jorge Gerdau, que comanda a Câmara de Gestão do governo federal, disse ontem que o Brasil precisa "de R$ 200 bilhões a R$ 300 bilhões" de investimentos em logística para atingir padrões internacionais de competitividade. Segundo ele, o governo tem consciência do desafio e a presidente Dilma Rousseff determinou o estudo de concessões de portos e aeroportos para atingir esse objetivo. O valor citado pelo empresário se deve, segundo ele, à falta de investimentos nos últimos 20 anos. O pacote de concessões de estradas e ferrovias lançado pelo governo prevê investimentos de R$ 133 bilhões. Em relação a mudanças no Programa de Integração Social (PIS) e na Contribuição para o Financiamento da Seguri-

dade Social (Cofins), Gerdau explicou que até o final do ano o governo deve concentrar a cobrança desses tributos nos produtos finais em vez de onerar a cadeia de suprimentos. Para ele, as indústrias automotiva e de brinquedos, por exemplo, recolheriam o PIS e a Cofins em vez de a cobrança ser feita dos fornecedores de plástico, borracha e de outros insumos. Para Gerdau, a Receita Federal está convencida dos ganhos que terá com a mudança nos tributos, pois poderá deixar de fiscalizar milhares de pequenos estabelecimentos, concentrando o trabalho nas grandes indústrias. "O empresário só paga Imposto de Renda (IR). Em relação aos outros tributos, ele apenas recolhe o imposto, mas quem paga é o consumidor", disse. (AE)

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Processo nº 38923/2012 - Concorrência Pública nº 002/2012 RESUMO DO EDITAL ARNALDO SHIGUEYUKI ENOMOTO, Prefeito de Pereira Barreto-SP, faz saber que se acha aberta, até as 14h do dia 01 de outubro de 2012, a CONCORRÊNCIA PÚBLICA nº 002/2012, pelo regime de Empreitada Integral e do tipo Menor Preço Global, objetivando a seleção de proposta mais vantajosa para contratação de empresa de engenharia para execução de obras de construção de creche, na Rua Pereira Barreto – B, no bairro Jardim Paraíso, nos termos do Código FDE: 12.00958 – PI nº 2011/02632 – Processo: 03408/2011-SE, firmado entre o município de Pereira Barreto e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (FDE) através da Secretaria Estadual da Educação, juntamente com Memorial Descritivo, Memorial Técnico Elétrica, Planilha Orçamentária, Cronograma Físico-Financeiro e Projetos. O Edital completo será fornecido aos interessados no Dep. de Licitações, sito na Avenida Jonas Alves de Mello nº 1.947, na cidade de Pereira Barreto-SP, mediante o recolhimento de taxa no valor de R$ 10,00. Maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone (18) 3704-8505, pelo e-mail licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br, ou ainda pelo Edital no site www.pereirabarreto.sp.gov.br Pereira Barreto, 28 de agosto de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito NV CAPITAL - FOMENTO MERCANTIL, PARTICIPAÇÕES E INVESTIMENTOS S.A. Ata de Reunião do Conselho de Administração Data, Hora e Local: Aos 24 dias do mês de maio de 2012, às 11:00 horas, em sua sede social, localizada na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, à Rua Ferreira de Araujo, 221 conj. 114. Presenças: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença todos os acionistas representando a totalidade do Capital Social. Constituição da Mesa: Presidente: Jonas Hipolito de Assis; Secretária: Hegli Norimar de Menezes. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei nº 6.404/76. Ordem do Dia: 1. Retirada e Eleição do Diretor Comercial.

WYETH INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA. torna público que recebeu da CETESB a Renovação da Licença de Operação n° 32006519, válida até 25/08/2014, p/ Fabricação de Medicamentos para uso humano, situada à RODOVIA CASTELO BRANCO, Km 32,5, nº 32.501, ITAQUI, ITAPEVI/SP.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 28 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Globalcred Informações e Fomento Mercantil Ltda. Requerido: RA Fernandes Materiais para Construção ME. Rua José Mascarenhas, 1.658 – Vila Matilde - 1ª Vara de Falências.

vulga o Caged mensalmente, foram criadas 142,5 mil vagas com carteira assinada no mês passado. É a contribuição desses trabalhadores formais que sustenta a Previdência. A melhora nesse mercado levou o déficit previdenciário do mês passado a ficar 6,8% menor do que o de junho. Não foi suficiente, no entanto, para evitar um crescimento de 17,5% ante julho do ano passado, saldo já corrigido pela inflação do período. O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, salientou que, apesar de ainda negativas, as contas previdenciárias passam ao largo da crise internacional. "A crise não chegou a levar o País à recessão. Desacelerou a economia, mas não implicou na redução dos salários", comentou. Pesou sobre o resultado de julho o aumento das despesas com passivo judicial. O governo desembolsou no mês passado com essa rubrica R$ 580 milhões, um aumento de 47,1% sobre julho do ano passado. Já para agosto e setembro, é o pagamento das primeiras parcelas do do décimo terceiro salário que deve impactar as contas. No acumulado do ano até o mês de julho, o déficit previ-

Caged informou que foram criadas 142,5 mil vagas com carteira assinada no mês passado

denciário já totaliza R$ 23,5 bilhões, 1,8% a mais do que em igual período de 2011. Para o ano, a expectativa é de um rombo de R$ 38 bilhões. Também de janeiro a julho, a Previdência arcou com um impacto de R$ 1,2 bilhão, fruto do programa de desoneração da folha de pagamentos para os setores de tecnologia da in-

formação e comunicação, móveis, confecções e artefatos em couro. A expectativa de renúncia é de R$ 3,4 bilhões neste ano. Até o momento, a Previdência já assegurou o repasse de R$ 1,7 bilhão para fazer essa compensação, mas o Tesouro Nacional ainda não transferiu os recursos. Reforma – Depois de mostrar

ânimo com a votação da reforma previdenciária no segundo semestre, Garibaldi baixou o tom ontem, indicando que o assunto deve se arrastar. "Isso é uma história que vai render depois da eleição. Quando o momento chegar, vamos retomar a discussão com as lideranças. Tem toda uma pauta", afirmou o ministro. (AE)

EPL busca modelo para concessões Missão vai à Europa conhecer portos e aeroportos e o envolvimento envolvimento do Estado neles.

O

presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse que a missão brasileira que embarcará hoje para a Europa pretende conhecer melhor as formas e práticas de gestão de portos e aeroportos para concluir o modelo de concessão no Brasil. "Estamos indo fundamentalmente para termos referências de boas práticas nessa área, para que a gente finalize a concepção do programa de aeroportos e portos que estamos para anunciar", afirmou Figueiredo. "Queremos ver casos bem-sucedidos, principalmente no aspecto da gestão e no envolvimento do Estado nessas operações." A missão será comandada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Além de Figueiredo, integrarão o grupo os ministros da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, e dos Portos, Leônidas Cristino, além do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. A missão visitará aeroportos e portos na

Jonne Roriz/AE

A missão visitará aeroportos e portos na Europa para melhorar as práticas de gestão nos brasileiros Alemanha, Bélgica, Holanda e França. De acordo com Figueiredo, o modelo de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas, ambos no Estado de São Paulo, e Brasília (DF) foi bem-sucedido, mas pode ser aperfeiçoado. "Não tem nada que não possa ser aperfeiçoado. Queremos buscar a

melhor prática e o melhor modelo." Rodovias e ferrovias – Bernardo Figueiredo informou que grandes construtoras nacionais e internacionais já manifestaram interesse em participar do leilão de concessões de rodovias e ferrovias, anunciado pelo governo federal. "Esse programa

foi lançado agora, mas não começou a ser discutido agora. Então, a gente vem discutindo com o setor privado de uma forma intensa, já há algum tempo", afirmou o presidente da EPL. "Sabemos que tem um interesse grande do mercado pelos investimentos que estamos programando agora". (AE)

Eixos para acabar com gargalhos

U

m estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende que o governo dê prioridade a oito eixos de investimento em infraestrutura para remover os principais gargalos logísticos no Sul do Brasil. Lançado ontem, o projeto Sul Competitivo afirma que esses oito eixos englobam as principais regiões produtoras, alcançam todos os portos e dariam maior competitividade à região. No eixo rodoviário, as prioridades são a BR-116,

entre Porto Alegre e São Paulo; a BR-101, entre Caxias do Sul e São Paulo; a BR-285, entre Passo Fundo e Imbituba; a BR-282/280, entre São Miguel das Missões e São Francisco do Sul; e a Rodo Buenos Aires – São Paulo, via São Borja. No eixo ferroviário, o estudo elege como prioritárias a Ferrovia NorteSul, a Ferroeste Guaíra/São Francisco do Sul/Paranaguá via Anel BR-487/376/277, e a Boiadeira Porto Camargo – Paranaguá. Segundo o estudo, o custo

para a implementação desses oito eixos, totalizaria R$ 15,2 bilhões. De acordo com a Confederação, se esses oito projetos fossem executados, poderiam gerar uma economia anual potencial de R$ 3,4 bilhões e uma redução de 7% no custo logístico da Região Sul. Para fazer esse cálculo, a CNI utilizou os volumes de carga previstos para circular na região em 2020 e o custo logístico estimado, de R$ 47,8 bilhões. Também de acordo com a Confederação, tendo em vista a redução de

gastos que poderiam gerar, os investimentos se pagariam em pouco mais de quatro anos. Os investimentos necessários nesses oito eixos podem ser divididos em 51 projetos, dos quais apenas 12 estão em andamento atualmente. Além disso, 55% não possuem fonte de financiamento clara. No total, o levantamento citou 177 projetos como relevantes, no entanto selecionou 51 como os mais importantes para elevar a competitividade da região Sul. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 25

BR Partners Banco de Investimento S.A. (anteriormente BR Partners Investimentos e Novos Negócios Ltda.) CNPJ/MF nº 13.220.493/0001-17 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Submetemos à apreciação de V. Sas. as Demonstrações Financeiras do BR Partners Banco de Investimento S.A., relativas ao semestre findo em 30 de junho de 2012, as quais seguem os dispositivos estabelecidos pelo Banco Central do Brasil. BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO DE 2012 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Ativo Passivo Circulante 132.102 Circulante Disponibilidades 8 Outras obrigações Aplicações Interfinanceiras de liquidez 19.685 Fiscais e Previdenciárias Aplicações no Mercado Aberto (Nota 4) 19.685 Diversas (Nota 7) Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos 110.624 Carteira Própria (Nota 5) 110.624 Exigível a longo prazo Outros créditos 1.658 Outras obrigações Diversos (Nota 6) 1.658 Diversas (Nota 7) Outros valores e bens 127 Despesas Antecipadas 127 Patrimônio Líquido Permanente 908 Capital Social – domiciliados no país Reservas de Lucros Imobilizado de uso 383 Lucros Acumulados Outras Imobilizações de Uso 426 Depreciações Acumuladas (43) Intangível 525 Ativos Intangíveis 601 (76 Amortizações Acumuladas (76) Total do passivo Total do ativo 133.010 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO – SEMESTRE FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2012 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 1.024 1.024 306 718 2.026 2.026 2.026 129.960 127.750 111 2.099

133.010

Receitas da intermediação financeira Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários Resultado bruto da intermediação financeira Outras receitas (despesas) operacionais Despesas de Pessoal (Nota 11c) Outras Despesas Administrativas (Nota 11b) Despesas Tributárias Outras Receitas Operacionais (Nota 11a) Outras Despesas Operacionais Resultado operacional Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações Imposto de renda e contribuição social (Nota 8) Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Lucro líquido do semestre Número de ações Lucro por ação no final do semestre – R$

8.766 8.766 8.766 (5.367) (5.367 (1.928) (3.367) (60) 26 (38) 3.399 3.399 (1.189) (1.189 (853) (336) (336 2.210 127.750 0,01730

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 1. Contexto operacional Contingências passivas – são reconhecidas nas demonstrações financeiras quando, baseado na O BR Partners Banco de Investimento S.A. (“Banco”, “Banco BR Partners” ou “Instituição”), anteopinião de assessores jurídicos e da Administração, for considerado provável o risco de perda riormente denominado BR Partners Investimentos e Novos Negócios Ltda., tem por objeto social a de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes à carteira de investimento e câmbio. das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. O Banco BR Partners é constituído sob a forma de sociedade por ações e domiciliado no Brasil, Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis pelos assessores jurídicos são sendo controlado diretamente pela BR Partners Participações Financeiras Ltda. e indiretamente apenas divulgados em notas explicativas, enquanto aquelas classificadas como perda remota pela BR Advisory Partners Participações S.A. As operações são conduzidas no conjunto das não requerem provisão e divulgação. empresas integrantes do grupo BR Partners, sendo os custos dessa estrutura apropriados em Obrigações legais – fiscais e previdenciárias – referem-se a demandas judiciais onde estão cada unidade de negócio. A matriz do Banco está localizada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, sendo contestadas a legalidade e a constitucionalidade de alguns tributos e contribuições. 3.355, na cidade de São Paulo. (h) Imposto de renda, contribuição social, PIS e Cofins Em 30 de abril de 2012, através da Ata da Assembleia de Sócios, foi aprovado o Protocolo e Provisionados às alíquotas abaixo demonstradas, consideram, para efeito das respectivas Justificação de Cisão Parcial e Incorporação do Acervo Líquido do Banco Porto Seguro S.A. bases de cálculo, a legislação vigente pertinente a cada encargo considerando a data em (“BPS”) pelo Banco, em sequência ao processo de aquisição pela BR Partners Participações que foi alterado o tipo jurídico da Instituição, de sociedade limitada para sociedade por ações Financeiras Ltda. das atividades privativas de instituições financeiras realizadas pelo BPS. conforme a Ata da Assembleia de Sócios em 30 de abril de 2012, alterando seu objeto social Nessa mesma data e com efeito a partir do dia 28 de abril de 2012 foi aprovada a alteração para exercer a atividade financeira. do tipo jurídico da Instituição, de sociedade limitada para sociedade por ações, bem como sua Não financeira Financeira denominação, de BR Partners Investimentos e Novos Negócios Ltda. para BR Partners Banco 01/01/2012 à 28/04/2012 29/04/2012 à 30/06/2012 de Investimento S.A. Imposto de renda 25% 25% Em 8 de junho de 2012, o Banco Central do Brasil (“BACEN”) autorizou o funcionamento da Adicional de imposto de renda 10% 10% instituição, aprovando a transformação em banco de investimento e a realização de operações Contribuição social 9% 15% no mercado de câmbio. PIS 1,65% 0,65% O Banco encontra-se em fase pré-operacional, e prevê iniciar as atividades durante o segundo COFINS 7,60% 4% semestre de 2012. A provisão para imposto de renda para instituição financeira é constituída à alíquota de 15% A emissão das demonstrações financeiras foi autorizada pela diretoria em 24 de agosto de 2012. sobre o lucro tributável, acrescida do adicional de 10% para o lucro tributável excedente a 2. Apresentação das demonstrações financeiras R$ 60 no trimestre; a provisão para contribuição social é constituída à alíquota de 15% sobre As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as Leis nº 11.638/07 e 11.941/09, o lucro tributável. associadas às normas e instruções do BACEN e Conselho Monetário Nacional (“CMN”). 4. Aplicações interfinanceiras de liquidez Em virtude da (i) alteração do objeto social da Instituição e (ii) autorização para funcionamento As aplicações interfinanceiras de liquidez referem-se às aplicações em compromissadas como banco de investimento, conforme descrito em nota 1, bem como (iii) inexistência de opedebêntures realizadas no mercado interbancário – posição bancada no valor de R$ 19.685 e rações ativas ou passivas durante o primeiro semestre de 2011, as demonstrações financeiras com vencimento em 30 de julho de 2012. estão sendo apresentadas sem a correspondente comparabilidade quanto ao balanço patrimonial 5. Títulos e valores mobiliários de 30 de junho de 2011, bem como às demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio O custo atualizado (acrescido dos rendimentos auferidos) e o valor de mercado dos títulos e líquido e dos fluxos de caixa do semestre findo nessa mesma data, conforme requerido pelas valores mobiliários classificados como “títulos para negociação” em 30 de junho de 2012, são práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo os seguintes: BACEN. As informações contábeis da Instituição em 30 de junho de 2011 eram representadas Classificação e composição da carteira somente pela existência de capital social a integralizar no montante de R$ 100,00 (cem reais). Custo Valor de Na elaboração das demonstrações financeiras é necessário utilizar estimativas para contabilizar Atualizado Mercado certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações financeiras da Instituição podem Carteira própria incluir, portanto, provisões necessárias para passivos contingentes, determinações de provisões Cotas de Fundo de investimento 110.624 110.624 para imposto de renda e outras similares. Os resultados reais podem apresentar variações em Total 110.624 110.624 relação às estimativas. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis – (“CPC”) emitiu pronunciamentos relacionados ao As aplicações em cotas de fundo de investimento referem-se a investimento em Total Fundo processo de convergência contábil internacional, porém nem todos homologados pelo CMN. de Investimento Multimercado Investimento no Exterior – Crédito Privado, administrado pela Os pronunciamentos contábeis já aprovados pelo BACEN são: BEM – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. • CPC 01 – Redução ao valor recuperável de ativos – homologado pela Resolução CMN nº O Fundo é constituído sob forma de condomínio aberto com prazo indeterminado de duração, 3.566/08; cuja estratégia de investimento é obter rentabilidade por meio de oportunidades oferecidas pelos • CPC 03 – Demonstrações dos fluxos de caixa – homologado pela Resolução CMN nº 3.604/08; mercados de taxa de juros pós-fixadas e prefixadas, índices de preço, moeda estrangeira e • CPC 05 – Divulgação sobre partes relacionadas – homologado pela Resolução CMN nº renda variável, derivativos e commodities de forma que o Fundo fique exposto a vários fatores 3.750/09; de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial. • CPC 10 – Pagamento Baseado em Ações – homologado pela Resolução CMN nº 3.989/11, 6. Outros créditos – Diversos 2012 com efeitos a partir de 2012; Imposto de renda e contribuições a compensar 1.445 • CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro – homologado Adiantamento e antecipações salariais 18 pela Resolução CMN nº 4.007/11; Pagamentos a ressarcir (*) 182 • CPC 24 – Evento Subsequente – homologado pela Resolução CMN nº 3.973/11; Valores a receber de empresas ligadas 13 • CPC 25 – Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes – homologado pela ResoTotal 1.658 lução CMN nº 3.823/09. (*) Valores referentes a despesas gerais a serem reembolsadas pelos clientes na prestação Atualmente não é possível estimar quando o BACEN irá aprovar os demais pronunciamentos de serviços. contábeis do CPC, nem tampouco se a utilização dos mesmos será de forma prospectiva e 7. Outras obrigações – Diversas retrospectiva para as demonstrações financeiras. 2012 3. Principais práticas contábeis Provisões para pagamentos a efetuar – pessoal 289 (a) Apuração do resultado Outras despesas administrativas 429 O resultado é apurado pelo regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas Credores diversos – País (*) 2.026 devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simulTotal 2.744 taneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. (b) Aplicações interfinanceiras de liquidez (*) Refere-se a obrigação por emissão de título remunerado à taxa Selic, como garantia do As aplicações interfinanceiras de liquidez são avaliadas pelo custo de aquisição, atualizado Porto Seguro Participações S.A. (anteriormente denominado Banco Porto Seguro S.A.) pelas rendas auferidas até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, para possíveis contingências provenientes de processos administrativos ou judiciais caso quando aplicável. exigidas ao Banco. (c) Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos 8. Imposto de renda, contribuição social Os títulos e valores mobiliários são registrados pelo custo de aquisição e ajustados a valor Tributação sobre o resultado no semestre. de mercado, apresentados no Balanço Patrimonial conforme a Circular nº 3.068 do BACEN, Período 01/01/2012 Período 29/04/2012 sendo classificados de acordo com a intenção da Administração na categoria de “Títulos para a 28/04/2012 a 30/06/2012 Semestre negociação”, relativa a títulos adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente Imposto Contrib. Imposto Contrib. Imposto Contrib. negociados, apresentados no ativo circulante e avaliados pelo valor de mercado em contraparde Renda Social de Renda Social de Renda Social tida ao resultado do período. Resultado antes da (d) Permanente tributação sobre o lucro 3.054 3.054 346 346 3.399 3.399 Imobilizado de uso – Demonstrado ao custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. Alíquota (25% de IR e As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam 9% CS) 758 276 – – 758 276 a vida útil-econômica dos bens, sendo móveis, instalações e equipamentos de comunicação – Alíquota (25% de IR e 10% e sistema de processamento de dados – 20%. 15% CS) – – 80 52 80 52 Intangível – Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos Adições temporárias – – 15 8 15 8 destinados à manutenção do Banco ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis Total do Imposto de Renda com vida útil definida são amortizados no decorrer de um período estimado de benefício 276 95 60 853 336 e Contribuição Social 758 econômico. Compostos basicamente por softwares, que são registrados ao custo, deduzido da 9. Patrimônio líquido amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da (a) Capital social sua disponibilidade para uso. O capital social totalmente subscrito e integralizado é representado por 127.750.000 ações (e) Redução do valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) ordinárias nominativas. O CPC 01 (R1) – “Redução ao valor recuperável de ativos”, aprovado pela Resolução CMN Conforme Ata da Assembleia de Sócios de 30 de abril de 2012, foi deliberado o aumento de capital nº 3.566/08, estabelece a necessidade das entidades efetuarem uma análise periódica para no montante de R$ 2.750, em moeda corrente, mediante a incorporação da parcela cindida do verificar o grau de valor recuperável dos ativos imobilizado e intangível. Em 30 de junho de 2012, Banco Porto Seguro S.A. pelo BR Partners Participações Financeiras Ltda., acionista majoritária a Administração não identificou nenhuma perda em relação ao valor recuperável de ativos não do Banco, passando o capital social de R$ 125.000 para R$ 127.750, totalmente subscrito e financeiros a ser reconhecida nas demonstrações financeiras. integralizado, com a criação de 2.750 ações com valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada. (f) Passivos circulante e exigível a longo prazo (b) Reservas de lucros Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo os encargos. A reserva legal é constituída por 5% do lucro líquido do exercício, limitada a 20% do capital social. (g) Ativos e passivos contingentes e obrigações legais, fiscais e previdenciárias (c) Dividendos e juros sobre o capital próprio O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes, e obrigações Ao fim de cada semestre, os acionistas terão direito a um dividendo obrigatório não cumulativo legais são efetuados de acordo com os critérios descritos a seguir: correspondente à totalidade do lucro líquido ajustado, podendo a diretoria informar aos acionistas, Contingências ativas – não são reconhecidas nas demonstrações financeiras, exceto quando com exposição justificada e aprovada por unanimidade em Assembleia Geral, deixar de distribuir da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização sobre as quais não lucros ou reter em reservas conforme a situação financeira do Banco. cabem mais recursos. DIRETORIA

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO SEMESTRE FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2012 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Capital Reserva Lucros social legal acumulados g Em 31 de dezembro de 2011 125.000 – 2.345 Aumento de capital 2.750 – – Lucro líquido do semestre – – 2.210 Destinação do lucro líquido Reserva legal – 111 (111) ( ) Dividendos (R$ 0,017 por ação) – – (2.345) Em 30 de junho de 2012 127.750 111 2.099 Mutações do semestre 2.750 111 ( (246 ) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA SEMESTRE FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2012 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Lucro líquido do semestre Ajuste ao lucro líquido Depreciações e amortizações Variação de ativos e obrigações operacionais Aplicações interfinanceiras de liquidez Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Outros créditos Outros valores e bens Outras obrigações Caixa líquido utilizado nas atividades operacionais Atividades de investimento Aquisição de imobilizado de uso Aplicações no ativo intangível Caixa líquido utilizado nas atividades investimento Atividades de financiamento Aumento de capital (Nota 9a) Dividendos pagos (Nota 9c) Caixa líquido proveniente das atividades financiamento Aumento (Redução) líquida de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do semestre Caixa e equivalentes de caixa no final do semestre Aumento (Redução) líquida de caixa e equivalentes caixa As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Total 127.345 2.750 2.210 – ( (2.345) 129.960 2.615

2.010 95 (4.434) 12 (87) (126) 2.291 (239) (239 (193) (2) (2 (195 (195) 2.750 (2.345) (2.345 405 (29 (29) 37 8 (29 (29)

O Banco também poderá, a qualquer tempo, ad referendum da Assembleia Geral, levantar balanços em períodos menores em cumprimento a requisitos legais ou para atender a interesses societários, declarar a pagar dividendos intermediários, intercalares ou juros sobre capital próprio à conta de lucros do exercício corrente ou reserva de lucros de exercícios anteriores. Em 27 de abril de 2012, foi efetuada a distribuição de dividendos referentes ao lucro acumulado do exercício de 2011 no montante de R$ 2.345 (R$ 0,017 centavos por ação). 10. Transações com partes relacionadas (a) Refere-se a valores a receber de despesas administrativas do BR Partners Participações Financeiras Ltda. no montante R$ 13 pagas no período. (b) A remuneração do pessoal-chave da administração, representado pela sua diretoria, no semestre foi de R$ 201 de salários e R$ 40 de encargos. 11. Outras informações (a) Outras receitas operacionais – referem-se a atualizações à taxa Selic dos saldos de imposto de renda a compensar. (b) Outras despesas administrativas referem-se: 2012 Despesas de aluguéis 1.135 Despesas de serviços técnicos especializados 331 Despesas de comunicações 440 Despesas de Processamento de Dados 366 Despesas de Propaganda e Publicidade 137 Despesas de serviços de terceiros 152 Despesas com condomínio 131 Despesas de Manutenção e Conservação de Bens 109 Despesas com IPTU 72 Despesas de água, energia e gás 84 Despesas tributárias 76 Outras despesas 334 3.367 (c) Despesas de pessoal – incluem os salários e os encargos sociais pagos no semestre no montante de R$ 1.302, bem como benefícios de assistência médica, odontológica, seguro de vida, vale refeição e transporte. (d) Risco operacional – Em conformidade com o requerido pela Resolução nº 3.380/06 do CMN, o BR Partners Banco de Investimento S.A., mantém uma estrutura específica para o gerenciamento dos riscos relacionados às atividades operacionais. A gestão dos riscos operacionais é realizada através da disponibilização de ferramentas, divulgação de políticas e metodologias corporativas, com o intuito de evitar possíveis falhas ou inadequação dos processos executados por pessoas ou sistemas internos. A gestão é feita em âmbito corporativo e é escopo de contínua avaliação dos auditores internos e externos. Os pontos identificados de não conformidade são comunicados à alta Administração que se reúne com o objetivo de avaliar e monitorar tais eventos, de modo a garantir uma eficiente gestão dos riscos operacionais e mitigação de possíveis perdas na Instituição. (e) Risco de mercado – Em conformidade com a Resolução nº 3.464/07 CMN o BR Partners Banco de Investimento S.A. mantém estrutura específica para o gerenciamento dos riscos das operações sujeitas à variação cambial, taxa de juros, preços das ações e dos preços de mercadorias (commodities) de suas transações. Este gerenciamento de risco de mercado é efetuado de forma centralizada, por área administrativa que atua de forma independente da área de negócios. O BR Partners Banco de Investimento S.A. realiza acompanhamento diários dos níveis de exposição e assegura compatibilização de suas posições frente aos limites regulatórios e operacionais. (f) Risco de liquidez – Objetivando o gerenciamento da exposição ao risco de liquidez, o Banco adota instrumentos para controle de fluxo de caixa e previsão de necessidades ou excesso de recursos com devida antecedência, de tal forma que seja possível a antecipação de medidas preventivas. Diariamente, a Alta Administração recebe mapa para acompanhamento da reserva mínima de liquidez, que é utilizada para tomada de decisões em conformidade com o Plano de Liquidez da Instituição. (g) Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012 o Banco não operou com instrumentos financeiros derivativos.

CONTADOR

Diretor Presidente Ricardo Fleury Cavalcanti de Albuquerque Lacerda

Diretora Operacional Andrea Capelo Pinheiro

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Administradores e Acionistas BR Partners Banco de Investimento S.A. (anteriormente BR Partners Investimentos e Novos Negócios Ltda.) Examinamos as demonstrações financeiras individuais do BR Partners Banco de Investimento S.A. (anteriormente BR Partners Investimentos e Novos Negócios Ltda.) (“Instituição”) que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil – BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com

Diretor Financeiro Renato Naigeborin

base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações financeiras da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Hideo Antônio Kawassaki CRC 1SP 184.007/O-5

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do BR Partners Banco de Investimento S.A. (anteriormente BR Partners Investimentos e Novos Negócios Ltda.) em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Ênfase Chamamos a atenção para a Nota explicativa nº 1 às demonstrações financeiras. Em 8 de junho de 2012, o Banco Central do Brasil autorizou o funcionamento da Instituição, aprovando a transformação em banco de investimento e a realização de operações no mercado de câmbio. Nossa opinião não está ressalvada em função deste assunto. São Paulo, 27 de agosto de 2012 PricewaterhouseCoopers Maria José De Mula Cury Auditores Independentes Contadora CRC 2SP 000.160/O-5 CRC 1SP 192.785/O-4

www.brap.com.br SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

DPS Participações Ltda

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

CNPJ/MF n° 58.134.040/0001-06 - NIRE 35300063091 Extrato da Ata da AGE Realizada em 05/07/2012 Hora e Local: 10hs, na sede da sociedade. Presença: totalidade do capital social. Mesa: Presidente - Sr. Francisco Caiuby Vidigal; Secretário - Augusto Vidigal. Ordem do dia: a) Exame, discussão e aprovação da proposta da Diretoria para distribuição de dividendos aos acionistas, por conta de lucros acumulados; b) Outros assuntos de interesse social. Deliberações unânimes: a) aprovação da distribuição de dividendos por conta de lucros acumulados, à razão de R$ 0,02888 por ação do capital social, perfazendo um total de R$ 1.399.913,64, a serem distribuídos aos acionistas na proporção das ações detidas por cada um. Encerramento:franqueada a palavra a quem dela quisesse fazer uso, não houve manifestação e a Assembleia suspensa para a lavratura da ata em livro próprio. Após, lida e aprovada pelos acionistas presentes, representando a totalidade do capital social, dela tirando cópia autenticada, datilografada, para os fins legais. (ass) Francisco Caiuby Vidigal, Álvaro Augusto Vidigal e Roberto Caiuby Vidigal. Ata publicada em forma de extrato consonante o art. 130, § 3° da lei 6.404/76. A Ata em inteiro teor foi registrada na Jucesp: sob n° 356.276/12-0 em 15.08.12.

AVISO DE LICITAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO nº 071/2012 Acha-se aberto com nova data de abertura, na Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Município de Araraquara, Av. Barroso, 238/244 - Centro - Araraquara - CEP: 14.80l.160 - Fone/Fax nº 3301-1704, o Edital de PREGÃO ELETRÔNICO nº 071/ 2012, que visa o “registro de preço para MEDICAMENTOS”. A informação dos dados para acesso deve ser feita no site www.licitacoes-e.com.br ou pelo e-mail: licitacaosaude@araraquara.sp.gov.br. ABERTURA DAS PROPOSTAS: às 08:30 h do dia 12 de setembro de 2012. INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: às 09:30 h do dia 12 de setembro de 2012. Araraquara, 28 de agosto de 2012. WAGNER DOS SANTOS TEDESCO - Gerente de Compras e Licitações - Secretária Municipal de Saúde

CNPJ nº 08.699.551/0001-05 – NIRE nº 35.221.246.699 Ata de Reunião dos Sócios Cotistas realizada em 11/06/2012 Data e hora: 11/06/12, 11hrs. Local: Na sede. Presença: Totalidade dos sócios. Mesa: Presidente: Danilo Sone Soriano - Secretária: Paula Gemignani Soriano. Convocação: Dispensadas. Ordem do dia: 1-) Analisar e aprovar a redução do capital social da sociedade de R$924.000,00 para R$ 870.000,00, com a exclusão do imóvel abaixo descrito, no valor de R$ 54.000,00. 2-) Estabelecer a reorganização das cotas sociais entre os sócios e como ficará a redação da Cláusula Quinta – Do Capital Social no contrato social da sociedade. Deliberações: 1). A redução do capital social da sociedade de R$924.000,00 para R$ 870.000,00, com a exclusão do imóvel abaixo descrito, no valor de R$ 54.000,00: Apartamento nº 702, localizado no 7º pavimento-tipo do Edificio “Meliá Confort WTC”, sito a R. Henrich Hertz, nº 14 – SP/SP, com a área privativa de 29,030m², a área comum de 41,989m², a área total construída de 71,019m² e a fração ideal no terreno de 0,4673%, cabendo ao referido apartamento o direito ao estacionamento pelo sistema rotativo, localizado nos 1º e 2º subsolos. Cadastrado na Prefeitura Municipal de São Paulo sob nº 085.535.0469-7. Registrado no 15º Cartório do Registro de Imóveis de SP/SP, sob matrícula R.2/157.708, ficha 01 do Livro nº 2, em 29/03/01. Escritura de venda e compra, lavrada no 9º Tabelionato de Notas de SP/SP, no livro 6.816 – fls. 207, em 29/03/01. Valor: R$ 54.000,00. O imóvel acima retorna ao Sr. Danilo Sone Soriano, RG nº 7.154.089-1 SSP/SP, CPF nº 089.007.318-07, o qual integralizou o citado imóvel em conjunto com a sócia Paula Gemignani Soriano ao Capital Social da sociedade. 2). Em função dessa redução, o Capital Social da sociedade será reduzido DE R$924.000,00 para R$ 870.000,00, dividido em 870.000 cotas sociais, no valor nominal de R$ 1,00 cada uma, totalmente integralizado pelos sócios em bens imóveis, assim distribuídos entre os sócios: Sócios/ Cotistas - Nº de Cotas/Part.% - Valor em R$ - Gabriel Soriano - 435.000 = 50% - R$ 435.000,00 - Olivia Soriano - 435.000 = 50% - R$ 435.000,00 - Total - 870.000 = 100% - R$ 870.000,00 e a redação da Cláusula Quinta – Do Capital Social, no contrato social da sociedade, passará a ter a seguinte forma: Cláusula Quinta - Do Capital Social - O Capital Social da sociedade é de R$ 870.000,00, totalmente integralizado pelos sócios, em bens imóveis, dividido em 870.000 cotas sociais, no valor nominal de R$ 1,00 cada uma, assim distribuídos entre os sócios: Sócios/Cotistas - nº de Cotas/ % - Valor em R$ - Gabriel Soriano - 435.000 = 50% - R$ 435.000,00 - Olivia Soriano - 435.000 = 50% - R$ 435.000,00 - Total - 870.000 = 100% - R$ 870.000,00. § 1º: A responsabilidade dos sócios é restrita ao valor de suas cotas, respondendo solidariamente pela integralização do capital social, conforme art. 1052 da Lei no. 10.406/2002.§ 2º: Segundo remissão determinada pelo art. 1054, da Lei no. 10.406/2002 ao art. 997 da mesma legislação, fica expresso que os sócios não respondem subsidiariamente pelas obrigações sociais. § 3º: A cada quota corresponderá um voto nas reuniões de sócios. § 4º: As cotas acima descritas, e os direitos de usufruto vitalício destas cotas, dos lucros e da gerência da sociedade, estão gravadas com as cláusulas de incomunicabilidade, inalienabilidade e impenhorabilidade em favor de Danilo Sone Soriano, RG nº. 7.154.089-1 SSP/SP, CPF nº 089.007.318-07) e Paula Gemignani Soriano RG nº 8.415.199-7 SSP/SP, CPF nº 148.093.508-51); § 5º: Embora as cotas sociais estejam gravadas com cláusula de usufruto, incomunicabilidade, inalienabilidade e impenhorabilidade, a sociedade poderá ser cindida parcialmente, originando duas novas empresas, as quais receberão bens que forem destinados para cada uma delas; § 6º: Os sócios poderão permutar, entre si, as cotas sociais das empresas originadas pela cisão parcial, porém não poderão cedê-las ou, por qualquer outra forma, aliená-las ou gravá-las com terceiros, permanecendo a cláusula de incomunicabilidade, impenhorabilidade e inalienabilidade; Lavratura e Leitura da Ata: Nada mais. (aa) Danilo Sone Soriano, Presidente e Paula Gemignani Soriano, Secretária.

MINK COMÉRCIO E INDÚSTRIA, CNPJ n° 66.731.654/0001-01 e Inscrição Estadual nº 636.130.275.112, estabelecida à Rua Manoel Coelho, nº 600 - loja 10 - São Caetano do Sul, DECLARA, para os devidos fins de direito, que extraviou: Livros Fiscais de Entrada, Livros Fiscais de Saída, Livros de Apuração ICMS, Livros Inventário, Registro Utilização Documentos Fiscais, Termos de Ocorrências e Blocos de Notas Fiscais usadas e em branco, AIDFs e demais documentos fiscais relativos ao ICMS.

A Cooperativa Mundial de Transportes de Documentos do Estado de São Paulo, CNPJ 13.568.081/0001-72, convoca todos os associados para Assembleia Geral a ser realizada em 01/09/2012, às 18h, em sua sede, para deliberarem a alteraçao de endereço de sua sede social.

DETERSID PRODUTOS DE LIMPEZA LTDA - EPP torna público que requereu na CETESB a Renovação da Licença de Operação para Fabricação de Sabões, Sabonetes e Detergentes Sintéticos, à Rua Dom José Marcondes, 240 - Salão 6 - Jd. Irene - São Paulo SP.

FDE AVISA: COMUNICADO Por motivos administrativos comunicamos a alteração das datas de recebimento e abertura da Concorrência nº 10/00002/ 12/01, conforme segue: De 28/09/2012 para 01/10/2012 até às 17:00 horas - recebimento dos envelopes propostas (um para cada lote de interesse) e habilitação (envelope único), além da Solicitação de Participação e da Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação - uma via de cada, na parte externa do envelope habilitação. De 01/10/2012 para 03/10/2012 às 10:00 horas - sessão pública de abertura dos envelopes propostas em ordem crescente (do Lote 1 ao 40).

VIDIGAL PRADO PARTICIPAÇÕES S/A

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARAQUARA


DIà RIO DO COMÉRCIO

26 -.ECONOMIA/LEGAIS

e Brasil ĂŠ a primeira aposta de Bill Clinton

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ao atingir um nível de sucesso, como chegamos ao próximo? Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico

conomia

Raimundo Pacco/AE

Ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, rasga elogios ao Brasil durante participação em fórum de banqueiros, em São Paulo.

Durante evento em São Paulo, ex-presidente americano diz que o País Ê a sua primeira aposta entre os emergentes, elogia nossa economia, recursos naturais e relação com os vizinhos.

O

Rodrigues Pozzebom/ABr Brasil parece ter as melhores perspectivas no longo prazo entre as potências econômicas emergentes, graças a sua estrutura política eståvel, aos amplos recursos naturais e ao bom relacionamento c o m o s v i z iSe eu estivesse nhos, disse sentado em uma ontem o exsala apostando presidente sobre o futuro dos dos Estados países em ascensão, Unidos Bill Clinton, em eu apostaria um apoio eviprimeiro no Brasil. dente a uma BILL CLINTON, EX-PRESIDENTE economia O ex-premiê britânico Tony Blair destaca elevação de 30 milhþes de brasileiros à classe mÊdia q u e u l t i m amente tem enfrentado dificuldades. Clinton reconheceu alguns res proeminentes que tam- so extraordinårio, mas com o "Se eu estivesse sentado problemas, mas disse que o bÊm defenderam o livre mer- desenvolvimento da econoem uma sala apostando sobre Brasil ainda "parece muito cado e a globalização durante mia hå desafios que mudam as o futuro dos países em ascen- bem" em comparação com as os anos 1990 – o ex-premiê bri- coisas", disse. "Hoje, o foco Ê são, eu apostaria primeiro no economias em crise na Europa tânico Tony Blair e o ex-presi- em competitividade, em eduBrasil", afirmou Clinton. cação, em como as pessoas fae nos Estados Unidos. dente Fernando Henrique. A economia brasileira perO ex-presidente norte-ameBlair citou o progresso do zem seus negócios". Para ele, maneceu estagnada no ano ricano afirmou que o Brasil es- Brasil na redução da pobreza e a pergunta agora deve ser: passado e deve crescer ape- tå comparativamente melhor da desigualdade, dizendo que "Ao atingir um nível de sucesnas 1,7% em 2012 – menos do do que a �ndia, que enfrenta di- Ê uma inspiração para as na- so econômico, como chegaque a metade da mÊdia esti- ficuldades com uma agenda çþes africanas onde tem pas- mos ao próximo? Cada país mada para a AmÊrica Latina. de reforma econômica estag- sado seu tempo ultimamente tem seu desafio". Alguns líderes empresariais nada, e a China, que apresen- e ainda uma prova de que o caFernando Henrique afirmou acreditam que o modelo de ta tensþes com alguns de seus pitalismo liberal funciona, que a presidente Dilma Rouscrescimento do País liderado vizinhos e corre o risco de so- apesar da crise nos países da seff e seu antecessor têm depelas commodities e pelo crÊ- frer com escassez de ågua e União Europeia e entre outras pendido muito do estímulo ao dito praticamente se esgotou, outros recursos naturais. naçþes ricas. Destacou ainda crÊdito público e do setor prie pedem que o governo corte A China "daria tudo para ter que o País levou mais de 30 mi- vado, mas que escorregam no os impostos e tome outras me- os problemas ambientais que lhþes de pessoas – cerca de rigor fiscal. "Hå a impressão didas urgentes para estimular vocês têm", disse Clinton a 15% de sua população – para a de que as coisas estão iguais o investimento. uma plateia formada em sua classe mÊdia. "Nos últimos 20 (como nos anos 1990), mas na Falando em um fórum de maioria por brasileiros. Ele fa- anos, o Brasil tem tido uma his- realidade houve muita mubanqueiros em São Paulo, lou ao lado de outros dois líde- tória de sucesso e um progres- dança", disse. (Agências)

2ÂŞ VARA CĂ?VEL DO FORO REGIONAL V - SĂƒO MIGUEL PAULISTA COMARCA DE SĂƒO PAULO EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0108203-66.2008.8.26.0005. O(A) Doutor(a) CĂŠsar Luiz de Almeida, MM. Juiz(a) de Direito da 2ÂŞ Vara CĂ­vel, do Foro Regional V - SĂŁo Miguel Paulista, da Comarca de SĂƒO PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a(o) NILTON DOS SANTOS, CPF 051.202.138-47, RG 22716973, que lhe foi proposta uma ação de Execução de TĂ­tulo Extrajudicial por parte de Mercabenco Mercantil e Administradora de Bens e ConsĂłrcios Ltda, objetivando a cobrança da importância de R$ 8.157,80. Encontrando-se o rĂŠu em lugar incerto e nĂŁo sabido, foi determinada a sua CITAĂ‡ĂƒO, por EDITAL, para em 3 dias, pagar(em) a quantia mencionada, corrigida monetariamente e acrescida de juros atĂŠ a data do depĂłsito judicial. Em caso de pagamento, fixo os honorĂĄrios advocatĂ­cios em 5% do valor do dĂŠbito atualizado com os acrĂŠscimos legais (Art.652-A do C.P.C.). Os devedores, ainda, poderĂŁo apresentar embargos, no prazo de 15 dias, independentemente de estar seguro o juĂ­zo, ou se o quiserem e no mesmo prazo, poderĂŁo optar pelo parcelamento da dĂ­vida. Nesta hipĂłtese deverĂŁo, reconhecendo o crĂŠdito exigido, depositar 30% do valor da execução (inclusive custas e honorĂĄrios), pagando o restante em atĂŠ 06 parcelas consecutivas, vencendo-se a primeira destas em 30 dias a contar do depĂłsito da primeira, e as demais em igual dia, dos meses subseqĂźentes, acrescidas de correção monetĂĄria e juros de mora de 1% ao mĂŞs. Em caso de pagamento efetuado fora do prazo referido no segundo parĂĄgrafo, fixo os honorĂĄrios advocatĂ­cios em 10% do valor da dĂ­vida, corrigida monetariamente. Os prazos acima mencionados começarĂŁo a fluir a partir dos 20 dias supra. E, para que produza os efeitos de direito, SERĂ O PRESENTE EDITAL, POR EXTRATO, AFIXADO E PUBLICADO NA FORMA DA LEI, sendo este FĂłrum localizado na Avenida Afonso Lopes de BaiĂŁo, 1736, SĂŁo Miguel Paulista - CEP 08040-000, Fone: (11)2052-8098 r282, SĂŁo Paulo-SP. SĂŁo Paulo, 14 de agosto de 2012.

Espanha: crise piora e hĂĄ correria aos bancos.

A

economia da Espanha encolheu mais no segundo trimestre e a queda do consumo domÊstico se acelerou, sinalizando uma recessão prolongada conforme o país avança com os esforços para reduzir seu dÊficit público. A região economicamente mais importante do país, a Catalunha, informou que precisa de um resgate governamental. Uma corrida de clientes e empresas para retirar dinheiro dos bancos espanhóis se intensificou em julho, com os depósitos do setor privado caindo quase 5%. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,4% no segundo

trimestre do ano, de acordo com os dados finais que confirmaram uma leitura preliminar. Mas na comparação anual a queda foi de 1,3%, pior do que as estimativas iniciais de 1,0%. A economia da Espanha caiu de novo em recessão no primeiro trimestre, quando a produção recuou 0,3%, e as estimativas do governo mostram que o PIB provavelmente encolherå neste ano e no próximo. Ontem, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) tambÊm revisou para baixo o PIB do quarto trimestre de 2011, para queda de 0,5% ante recuo de 0,3% anteriormente. (Reuters)

Sergio Perez/Reuters

Rajoy (primeiro-ministro espanhol) com Rompuy (CĂ´nsul Europeu)

2ÂŞ Vara CĂ­vel do Foro Regional I - Santana Edital de Intimação. Prazo 20 dias. Proc. 0007163-58.2005.8.26.0001. A Dra. Maria Pires de Melo, JuĂ­za de Direito da 2ÂŞ Vara CĂ­vel do Foro Regional I – Santana. Faz Saber a Apoio Serviços ElĂŠtricos Ltda., na pessoa de seu representante legal, que Banco ItaĂş S/A lhe ajuizou uma ação de Busca e ApreensĂŁo dos seguintes bens: 10 Perfuradores Hilti, 05 TTR Multi Test, 01 Finca Pino Hilti, 04 Fixadores Ă PĂłlvora Hilti, 06 MeghĂ´metros MegabrĂĄs, 02 Microhmimetros MegabrĂĄs, 05 Pontes Kelvin Nelsen, 09 Pontes Weastone Yokogawa, 05 TerrĂ´metros MegabrĂĄs, 03 Marteletes Combinados Hilti, 01 Câmera Digital Sony, 05 MĂĄquinas de abrir Roço Hilti, 01 Detector de Tubulação Bosch, 10 Medidores Ă Laser Circutor, 01 Parafuseira Hilti, 20 Medidores de VazĂŁo GPI, 10 Transformadores de Corrente Circutor, 30 Lixadeiras Hilti e 04 Furadeiras Hilti (com a observação de que jĂĄ foram excluĂ­dos da relação os bens anteriormente apreendidos), tendo em vista que o autor celebrou com a empresa rĂŠ em 08.11.2004 o contrato denominado Contrato de ConfissĂŁo de DĂ­vida Garantida por Alienação FiduciĂĄria (Girocomp Vemaq – PrĂŠ) de nÂş 304840284100716 e em garantia, alienou fiduciariamente ao autor os bens descritos, sendo que a mesma tornou-se inadimplente Ă s obrigaçþes contratuais. Estando a rĂŠ em lugar ignorado, foi deferida sua INTIMAĂ‡ĂƒO por edital, para que em 15 dias, ofereça contestação ou em 05 dias, pague o dĂŠbito em aberto, segundo os valores apresentados pelo credor fiduciĂĄrio na petição inicial (art. 3Âş, e seus parĂĄgrafos do Dec. Lei nÂş 911/69, alterados pela Lei nÂş 10.931/04), ambos a fluir apĂłs o prazo de 20 dias supra, sob pena de se presumirem como verdadeiros os fatos alegados. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Avenida Engenheiro Caetano Ă lvares, 594, 2Âş andar, Casa Verde – CEP 02546-000, Fone: (11) 3951-2525, SĂŁo Paulo-SP. SĂŁo Paulo, 23 de agosto de 2012.

1ÂŞ Vara CĂ­vel do Foro Regional XI - Pinheiros. EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO - PRAZO DE 20 DIAS. Proc. nÂş 0116565-39.2008.8.26.0011. O Dr. RĂŠgis Rodrigues Bonvicino, Juiz de Direito da 1ÂŞ Vara CĂ­vel do Foro Regional XI - Pinheiros. Faz Saber a Ana Claudia Uren, CPF. 171.264.578-12, que Banco Citicard S/A lhe ajuizou uma ação de rito OrdinĂĄrio, objetivando a cobrança de R$ 10.325,14 (agosto/2008), acrescida de correção monetĂĄria, juros de mora (1%) ao mĂŞs, alĂŠm das custas processuais e honorĂĄrios advocatĂ­cios, referente ao contrato de prestação de serviços, ao qual a rĂŠ aderiu ao cartĂŁo de crĂŠdito nÂş 4006.8900.4098.8396, sendo que ao aderir ao contrato, a rĂŠ adquiriu o direito de utilizar-se de diversos serviços. Ocorre que a rĂŠ realizou diversas despesas, deixando, no entanto, de efetuar o devido e respectivo pagamento Ă autora. Estando a rĂŠ em local ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados. SerĂĄ o edital, afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 27 de agosto de 2012.

(GLWDO GH FLWDomR SUD]R GH GLDV 3URFHVVR Qž 2 $ 'RXWRU D $OH[DQGUH %DWLVWD $OYHV 00 -XL] D

GH 'LUHLWR GD � 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO ,,, -DEDTXDUD GD &RPDUFD GH 6­2 3$8/2 GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D R 5DLP X QGR 1RQDWR GH 6RX ]D 5RGULJ X HV &3) 5* TXH OKH IRL SURSRVWD XPD DomR GH 3URFHGLP HQWR 2UGLQiULR SRU SDUWH GH - 2Ž 2 %$7,67$ '( &$6752 SDUD GLVVROXomR GD VRFLHGDGH GD HPSUHVD &RUUHWUDQV &RUUHWRUD GH 6HJ X URV / WGD ² &13- EHP FRPR D QRPHDomR GH OLTXLGDQWH SDUD DYHULJXDomR GH WRGRV RV EHQV GD VRFLHGDGH FRQGHQDQGR R UpX DR SDJDPHQWR GDV FXVWDV SURFHVVXDLV KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV H QDV GHPDLV FRPLQDo}HV OHJDLV (QFRQWUDQGR VH R UpX HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD RV DWRV H WHUPRV GD DomR SURSRVWD H SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV TXH IOXLUi DSyV R GHFXUVR GR SUD]R GR SUHVHQWH HGLWDO DSUHVHQWH UHVSRVWD 1mR VHQGR FRQWHVWDGD D DomR SUHVXPLU VH mR DFHLWRV SHOR D V Up X V FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DUWLFXODGRV SHOR D V DXWRU D HV 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ

(GLWDO GH FLWDomR SUD]R GH GLDV 3URFHVVR Qž 2 $ 'RXWRU D -RVp :DJQHU GH 2OLYHLUD 0HODWWR 3HL[RWR 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD � 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO ,,, -DEDTXDUD GD &RPDUFD GH GH 6­2 3$8/2 GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D R (QLOGD $EUDQWHV GH 6DQWDQD 5XD 0DUHFKDO 'HRGRUR &HQWUR ¹ &(3 6DR %HUQDUGR GR &DPSR 63 &3) 5* %UDVLOHLUR TXH OKH IRL SURSRVWD XPD DomR GH 0RQLWyULD SRU SDUWH GH ,167,7872 0(72',67$ '( (16,12 683(5,25 DOHJDQGR HP VtQWHVH YLVDQGR R UHFHELPHQWR GH 5 IHYHUHLUR UHSUHVHQWDGR SHOR FRQWUDWR GH SUHVWDomR GH VHUYLoRV HGXFDFLRQDLV ILUPDGR HQWUH DV SDUWHV UHODWLYR DRV HQFDUJRV ILQDQFHLURV QR DQR OHWLYR GH UHIHUHQWHV DRV PHVHV GH DJRVWR VHWHPEUR H GH]HPEUR WRWDOL]DQGR R YDORU GH 5 QmR SDJR (QFRQWUDQGR VH D Up HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP TXLQ]H GLDV D IOXLU DSyVR SUD]R GH YLQWH GLDV VXSUD FRQWDGRV D SDUWLU GD SXEOLFDomR GHVWH HGLWDO RIHUHoD HPEDUJRV PRQLWyULRV RX SDJXH D LPSRUWkQFLD VXSUD ILFDQGR FLHQWH GH TXH QHVWH ~OWLPR FDVR ILFDUi LVHQWD GHFXVWDV H KRQRUiULR DGYRFDWtFLRV H GH TXH QD KLSyWHVH GH QmR RIHUHFLPHQWR GH HPEDUJRV VHUi LQLFLDGD D H[HFXomR FRQIRUPH SUHYLVWR QR /LYUR ,, 7tWXOR ,, FDStWXORV ,, H ,9 GR &3& 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ

&LWDomR 3UD]R GLDV 3URF 2 'U 6LGQH\ 7DGHX &DUGHDO %DQWL -XL] GH 'LUHLWR GD � 9DUD &tYHO 5HJLRQDO GD /DSD )D] 6DEHU D 0DULD - RVp GH &DUYDOK R &RVWD &3) TXH ', *(1,2 3$77, 6 & / 7'$ OKH DMXL]RX XPD DomR 0RQLWyULD YLVDQGR R UHFHELPHQWR GH 5 GH]HP EUR UHSUHVHQWDGR SHOR FKHTXH Qž /3 QR YDORU GH 5 HPLWLGR HP QmR SDJR VDFDGR FRQWUD R %DQFR * HUDO GR &RPpUFLR GHFRUUHQWH GR FRQWUDWR GH SUHVWDomR GH VHUYLoRV HGXFDFLRQDLV ILUPDGR HQWUH DV SDUWHV (VWDQGR D Up HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD LVHQWD GH FXVWDV H KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV SDJXH D TXDQWLD UHFODPDGD RX RIHUHoD HPEDUJRV VRE SHQD GH FRQVWLWXLU VH GH SOHQR GLUHLWR R WLWXOR H[HFXWLYR MXGLFLDO FRQIRUPH DUW GR &3& 6HUi R HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ

&LWDomR 3UD]R GH GLDV 3URFHVVR 2 'RXWRU 0DUFR $QW{QLR %RWWR 0XVFDUL -XL] GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO ,,, -DEDTXDUD GD &RPDUFD GH 6mR 3DXOR GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD OHL HWF )D] 6DEHU D 5HJ LQDOGR 5RGULJ X HV &3) TXH 3,1. / ,1( &20e 5&,2 ,03257$d ÂŽ 2 ( (;3257$d ÂŽ 2 / 7'$ OKH DMXL]RX XPD DomR 0RQLWyULD YLVDQGR R UHFHELPHQWR GH 5 MX QK R

UHSUHVHQWDGR SHORV FKHTXHV QžV $6 H $6 QR YDORU GH 5 FDGD XP DPERV HPLWLGRV HP H QmR SDJRV (VWDQGR R UpX HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV R SUD]R GR HGLWDO VXSUD LVHQWR GH FXVWDV H KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV SDJXH D TXDQWLD UHFODPDGD RX RIHUHoD HPEDUJRV VRE SHQD GH FRQVWLWXLU VH GH SOHQR GLUHLWR R WLWXOR H[HFXWLYR MXGLFLDO H FRQYHUVmR GR PDQGDGR H[HFXWLYR FRQIRUPH DUW GR &3& 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ

(GLWDO GH FLWDomR SUD]R GH GLDV 3URFHVVR Qž & 2 'RXWRU &DUORV $QWRQLR GD &RVWD 00 -XL] GH 'LUHLWR GD � 9DUD &tYHO GR )RUR )RUR 5HJLRQDO ; ,SLUDQJD GD &RPDUFD GH 6­2 3$8/2 GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D $GULDQD 6DQWLDJ R %X OEDUHOOL &3) 5* TXH OKH IRL SURSRVWD XPD DomR GH 3URFHGLP HQWR 2UGLQiULR SRU SDUWH GH 5((, 5($/ (6&2/ $ '( ('8&$d Ž 2 ,1)$17,/ 6 & / 7'$ DOHJDQGR HP VtQWHVH VHU FUHGRUD GD TXDQWLD GH 5 VHWHPEUR GH UHSUHVHQWDGD SHODV QRWDV ILVFDLV QžV QR YDORU GH 5 FDGD XPD H Qž QR YDORU GH 5 WRGDV HPLWLGDV H QmR SDJDV GHFRUUHQWHV GR FRQWUDWR GH SUHVWDomR GH VHUYLoRV HGXFDFLRQDLV ILUPDGR HQWUH DV SDUWHV HP (QFRQWUDQGR VH R UpX HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D VXD &,7$d ­2 SRU (',7$/ SDUD RV DWRV H WHUPRV GD DomR SURSRVWD H SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV TXH IOXLUi DSyV R GHFXUVR GR SUD]R GR SUHVHQWH HGLWDO DSUHVHQWH UHVSRVWD 1mR VHQGR FRQWHVWDGD D DomR SUHVXPLU VH mR DFHLWRV SHOR UpX FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DUWLFXODGRV SHOR DXWRU 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ

(GLWDO GH FLWDomR ² 3UD]R 7ULQWD GLDV 3URFHVVR Qƒ ² 2UGHP ƒ 2 $

'RXWRU D 5REHUWD &ULVWLQD 0RUDR $UUXGD 1DVFLPHQWR 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GH ,WDWLED GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD OHL HWF )D] 6DEHU D )DELR 0X QR] 9LHLUD 5* &3) TXH OKH IRL SURSRVWD 0RQLWyULD UHTXHULGD SRU %86,1(66 ,167,787( '( &$03,1$6 6 & / 7'$ &13- Qƒ FRQVWDQGR GD LQLFLDO TXH R UHTXHULGR IUHTXHQWRX GR FXUVR RIHUHFLGR SHOD DXWRUD H QmR FXPSULX R FRQWUDWR HVWDEHOHFLGR HQWUH DV SDUWHV FXMR GpELWR FRUUHVSRQGH D 5 WUrV P LO FLQTX HQWD H VHWH UHDLV H GH]HQRYH FHQWDYRV FDOFXODGR DWp (QFRQWUDQGR VH R UpX HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D VXD FLWDomR SDUD TXH QR SUD]R GH TXLQ]H GLDV GHFRUULGRV RV WULQWD GLDV VXSUDPHQFLRQDGRV SDJXH D TXDQWLD UHFODPDGD RX TXHUHQGR LQWHUSRQKD HPEDUJRV VRE SHQD GH FRQVWLWXLU VH R WtWXOR HP H[HFXWLYR MXGLFLDO 9DORU GD FDX VD 5 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR QR ORFDO GH FRVWXPH H SXEOLFDGR SHOD LPSUHQVD QD IRUPD GD OHL Ƈ

(GLWDO GH &LWDomR FRP R SUD]R GH GLDV SURFHVVR Qž 2 'U &ODXGLR $QWRQLR 0DUTXHVL -XL] GH 'LUHLWR GD � 9DUD &tYHO GR )RUR &HQWUDO 63 )D] VDEHU D -RVHSKLQD 5RGULJXHV 3HGUD &3) Qž TXH &RQGRPtQLR (GLItFLR 9LDGXWRV DMXL]RX D DomR GH &REUDQoD GH GHVSHVDV FRQGRPLQLDLV QR YDORU GH 5 (VWDQGR D UHTXHULGD HP OXJDU LJQRUDGR FLWDGD ILFD QD SHVVRD GH VHXV VXFHVVRUHV SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV R SUD]R VXSUD DSUHVHQWH UHVSRVWD VRE SHQD GH SUHVXPLUHP VH DFHLWRV FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV 6HUi R HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 27

RBC Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. CNPJ nº 50.650.241/0001-54 Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 28 - 2º andar - CEP 04543-000 - São Paulo - SP Tel: 11 3383 5200 - Fax: 11 3383 5246 - Ouvidoria: 0800 707 5200 - E-mail Ouvidoria: ouvidoria@rbc.com Relatório da Administração A RBC Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ( RBC DTVM ) é uma empresa contidos em nosso Plano de Negócios, ou seja, o assessoramento a clientes que demandem do grupo Royal Bank of Canada, o maior banco canadense, o 4º maior na América do Norte com propostas de investimento diferenciadas, o gerenciamento constante e pró-ativo da carteira de patrimônio de 75,09 bilhões de dólares americanos (*). A RBC Brasil Distribuidora de Títulos e investimento dos clientes e a seleção cuidadosa e técnica de fundos e outros tipos de investimentos, Valores Mobiliários Ltda. tem como objetivo a área de administração de fortunas, fundos e de forma a obter lucratividade superior para a base de clientes. Ainda com referência à Resolução assessoria de investimento. A Distribuidora obteve autorização de funcionamento do Banco Central 3.040 do Banco Central do Brasil, enfatizamos que no 1º semestre de 2009 e 1º semestre de 2011 do Brasil em 9 de dezembro de 2008, com início efetivo de suas atividades em 9 de janeiro de efetuamos aumentos de capital superiores ao contido em nosso Plano de Negócios, demonstrando 2009. Apresentamos as demonstrações nanceiras da RBC Brasil Distribuidora de Títulos e Valores a con ança do grupo Royal Bank of Canadá no projeto e no país. Nossa estimativa é de atingirmos Mobiliários Ltda. relativas ao 2º semestre de 2011 e 2010 (comparativamente), acompanhadas o equilíbrio das nanças da RBC DTVM nos próximos 3 anos. Gestão de Risco de Mercado: das Notas Explicativas e do Parecer dos Auditores Independentes. Objetivos Estratégicos Através de decisão realizada em Comitê Operacional, a RBC DTVM mantém seus recursos próprios estabelecidos no Plano de Negócios: A RBC DTVM continua seguindo os objetivos estratégicos alocados em títulos públicos ou fundos de renda xa com per l conservador, alocado basicamente Balanços Patrimoniais levantados em 30 de junho de 2012 e de 2011 (Em milhares de reais - R$) Nota Nota ATIVO explicativa _________ 2012 _________ 2011 PASSIVO explicativa _________ 2012 _________ 2011 __________ __________ Circulante ..................................................................................... 16.834 _________ 23.553 Circulante ..................................................................................... 4.310 _________ 3.252 _________ _________ Disponibilidades.......................................................................... 4 _________ 1.790 _________ 943 Outras obrigações....................................................................... 4.310 3.252 _________ _________ Títulos e Valores Mobiliários ..................................................... 5 _________ 14.519 _________ 22.003 Fiscais e previdenciárias .............................................................. 8 324 244 9 3.986 3.008 Carteira Própria ............................................................................ 14.519 22.003 Diversas ....................................................................................... Patrimônio Líquido...................................................................... 13.252 24.225 Outros Créditos ........................................................................... 500 401 _________ _________ _________ _________ 47.773 _________ 47.773 Diversos ....................................................................................... 6 500 401 Capital Social ............................................................................... _________ Outros Valores e Bens ................................................................ 25 _________ 206 De domiciliados no País............................................................... 11 47.773 47.773 _________ (34.521) _________ (23.548) Despesas antecipadas ................................................................. 25 206 Prejuízos Acumulados.................................................................. _________ Não Circulante ............................................................................. 728 _________ 3.924 Total do Passivo .......................................................................... 17.562 _________ 27.477 _________ _________ Realizável a Longo Prazo ........................................................... 90 _________ 90 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações nanceiras. _________ Outros Créditos .......................................................................... 90 _________ 90 5. Títulos e Valores Mobiliários: Em 30 de junho de 2012 e de 2011 os títulos e valores mobiliários, _________ Diversos ....................................................................................... 6 90 90 classi cados como para negociação, estavam apresentados como segue: Permanente .................................................................................. 638 _________ 3.834 _________ 2012 ____________________________ Imobilizado de Uso...................................................................... 7 _________ 556 _________ 660 Valor de Mercado ____________________________ Outras imobilizações de uso ........................................................ 1.211 1.145 Sem Acima de Valor do ( - ) Depreciação Acumulada........................................................ (655) (485) Vencimento _________ 360 dias _______ Total ________ Custo ___________ Intangíveis.................................................................................... 82 _________ 132 Letras Financeiras do Tesouro - LFT.............................. _________ 12.430 12.430 10.998 Softwares ..................................................................................... 255 255 Cotas de Fundos de Investimento Referenciados DI ..... 2.089 2.089 2.089 ___________ _________ _______ ________ ( - ) Amortização Acumulada ........................................................ (173) (123) 2.089 _________ 12.430 _______ 14.519 ________ 13.087 Diferido ......................................................................................... 7 _________- _________ 3.042 Total ................................................................................ ___________ 2011 ____________________________ Gastos com a constituição da empresa ....................................... 7.248 Valor de Mercado ( - ) Amortização Acumulada ........................................................ (4.206) ____________________________ _________- _________ Sem Acima de Valor do Total do Ativo ............................................................................... 17.562 _________ 27.477 _________ Vencimento _________ 360 dias _______ Total ________ Custo ___________ As notas explicativas são parte integrante das demonstrações nanceiras. Letras Financeiras do Tesouro LFT.............................. 20.837 20.837 20.468 Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido para os Semestres Cotas de Fundos de Investimento Referenciados DI ..... ___________ 1.166 _________- _______ 1.166 ________ 1.166 ndos em 30 de junho de 2012 e de 2011 (Em milhares de reais - R$) Total ................................................................................ ___________ 1.166 _________ 20.837 _______ 22.003 ________ 21.634 Nota Capital Prejuízos Explicativa _______ Social ___________ Acumulados ______ Total Os títulos públicos são escriturais e estão registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia __________ Saldos em 31 de dezembro de 2010 ........................... 27.417 (19.282) 8.135 SELIC. O valor de mercado foi apurado com base nas taxas médias divulgadas pela Associação Aumento de Capital - Alteração Contratual de 04.05.2011 20.356 - 20.356 Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais ANBIMA. As cotas de fundo de Prejuízo do Semestre ..................................................... (4.266) (4.266) investimento são escriturais e seu controle é mantido na respectiva instituição administradora. As apliSaldos em 30 de Junho de 2011.................................. 11 47.773 (23.548) 24.225 cações são atualizadas pelo respectivo valor da cota divulgada pelo administrador do fundo. 6. Outros Saldos em 31 de Dezembro de 2011 ........................... 47.773 (29.612) 18.161 Créditos Diversos: 2012 _________ 2011 _________ Prejuízo do Semestre ..................................................... (4.909) (4.909) 290 201 Saldos em 30 de Junho de 2012 ................................. 47.773 (34.521) 13.252 Serviços Prestados a Receber - Administração da Carteira ............................. Devedores por Depósito em Garantia - Outros .................................................. 90 90 As notas explicativas são parte integrante das demonstracoes nanceiras. Valores a Receber de Sociedades Ligadas........................................................ 55 88 Notas explicativas às Demonstrações Financeiras para os Semestres Serviços Prestados a Receber Rebate ........................................................... 71 80 ndos em 30 de junho de 2012 e de 2011 (Valores expressos em milhares de reais) Devedores Conta Liquidações Pendentes ........................................................ 80 28 1. Contexto Operacional: A RBC Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ( DTVM ), Valores a Receber Reais.................................................................................... 3 2 é o resultado da transformação do Royal Bank of Canada Representações e Investimentos Ltda., so- Comissões e Corretagens a Rec. - Op. Bolsas ................................................. 1 _________ 2 _________ ciedade limitada que tem como sócios a RBC Brasil Participações Ltda. com 99,99% das cotas e a Total ................................................................................................................... 590 491 _________ _________ RBC Servicios Financieros (Uruguay) Sociedad Anónima com 0,01% das cotas. Em 9 de dezembro de 500 _________ 401 2008 o Banco Central do Brasil autorizou o início das operações da RBC Brasil Distribuidora de Títulos Total Curto Prazo................................................................................................ _________ e Valores Mobiliários Ltda., como distribuidora de títulos e valores mobiliários. O início efetivo das ati- Total Longo Prazo............................................................................................... _________ 90 _________ 90 vidades da RBC Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ocorreu em 9 de janeiro de 7. Ativo Imobilizado e Diferido: a) Imobilizado: 2009. A RBC DTVM continua seguindo os objetivos estratégicos contidos no seu Plano de Negócios, Taxa Anual 2012 _______ 2011 _______ buscando o crescimento dos negócios de prestação de serviços de assessoramento a clientes que de depreDepreciação Valor Valor demandem propostas de investimento diferenciadas, o gerenciamento constante e proativo da carteira ciação-% Custo acumulada líquido líquido __________ ______ _____________ _______ _______ de investimento dos clientes e a seleção cuidadosa e técnica de fundos e outros tipos de investimentos, 10% 574 (240) 334 399 de forma a obter lucratividade superior para a base de clientes. No decorrer do 1º semestre de 2009 e Móveis e equipamentos de uso.................... de 2011 o acionista controlador efetuou aumento de capital superior ao contido no Plano de Negócios, Sistemas de Processamento de 20% ______ 637 _____________ (415) _______ 222 _______ 261 demonstrando a con ança do grupo Royal Bank of Canadá no projeto e no país. 2. Apresentação Dados - Hardware....................................... e Elaboração das Demonstrações Financeiras: As demonstrações nanceiras foram elaboradas e Total do imobilizado 1.211 _____________ (655) _______ 556 _______ 660 ______ estão apresentadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com observância às disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações que incorporam as alterações trazidas pela b) Diferido: Lei nº 11.638/07 e nº 11.941/09, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional Gastos em Imóveis de 20% 79 (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN), no que for aplicável. A m de adequar-se às normas in- Terceiros - Benfeitorias ............................... 20% ______- _____________- _______- _______ 2.963 ternacionais de contabilidade, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emitiu algumas normas, Gastos com a constituição da empresa ....... Total do diferido ............................................ 3.042 e suas respectivas interpretações, as quais serão aplicáveis às instituições nanceiras apenas quando ______ _____________ _______ _______ aprovadas pelo BACEN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados pelo BACEN, aplicáveis a DTVM 8. Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias: 2012 _________ 2011 _________ são: Resolução CMN nº 3.566/08 Redução ao valor recuperável de ativos CPC 01 (R1). Resolu- Contribuição a Previdência Social - INSS a Recolher........................................ 119 97 ção CMN nº 3.604/08 Demonstração do uxo de caixa CPC 03 (R2). Resolução CMN nº 3.750/09 Imposto de Renda retido na fonte - IRRF a Recolher ........................................ 76 79 Divulgação sobre partes relacionadas CPC 05 (R1). Resolução CMN nº 3.989/11 Pagamento Fundo de Garantia por Tempo do Serviço - FGTS a Recolher .......................... 35 26 baseado em ações CPC 10 (R1). Resolução CMN nº 3.973/11 Eventos subsequentes CPC 24. Impostos sobre Serviços - ISS ........................................................................... 11 20 Resolução CMN nº 4.007/11- Políticas contábeis, mudança de estimativa e reti cação de erro CPC Outros................................................................................................................. 83 _________ 22 _________ 23. Resolução CMN nº 3.823/09 Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes CPC 25. Total .................................................................................................................... 324 244 _________ _________ 3. Principais Práticas Contábeis: a) Apuração do resultado: As receitas e despesas são apropriadas pelo regime de competência mensal. As receitas e despesas de natureza nanceira são apropriadas 9. Outras Obrigações Diversas: 2012 _________ 2011 _________ observando-se o critério pro rata temporis , substancialmente com base no método exponencial. As Credores Pendentes - Pessoas Físicas e Jurídicas........................................... 1.349 645 operações com taxas pós- xadas são atualizadas até as datas dos balanços. b) Ativos circulante e Provisão para Pagtos - Bônus............................................................................ 746 724 realizável a longo prazo: São demonstrados pelos valores de custo, incluindo, quando aplicável, os Provisão para Participação nos Lucros .............................................................. 867 585 rendimentos e as variações monetárias auferidos, deduzidos, quando aplicável, das correspondentes Provisão para Pagamentos - Férias ................................................................... 526 498 provisões para perdas ou ajustes ao valor de realização. c) Caixa e Equivalentes de Caixa: O caixa Provisão para Pagamentos Diversas .............................................................. 154 214 e equivalentes de caixa apresentados na Demonstração dos Fluxos de Caixa compreendem os depó- Provisão para Pagamentos 13º Salário........................................................... 168 156 sitos bancários disponíveis e aplicações inter nanceiras com conversibilidade imediata ou com prazo Credores Diversos País - Fornecedores ............................................................ 34 78 original igual ou inferior a noventa dias, conforme prevê a Resolução BACEN nº 3.604/08. d) Títulos Provisão para Pagamentos - Auditoria ............................................................... 52 55 e valores mobiliários: Os títulos e valores mobiliários foram classi cados como títulos para negocia- Credores Diversos País Contas a Pagar Diversos.......................................... 53 53 ção . São contabilizados pelo custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos, e ajustados Valores a Pagar Coligadas ................................................................................ 37 __________________ pelo valor de mercado, com os ganhos e perdas não realizados reconhecidos no resultado do período. 3.986 _________ 3.008 e) Ativos permanentes: O imobilizado é demonstrado pelo custo de aquisição, deduzido da respectiva Total _________ conta de depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear, com base em taxas 10. Riscos Contingentes e Obrigações Legais, Fiscais e Previdenciárias: Em 30 de junho de 2012 anuais determinadas. O ativo intangível compõe-se de gastos relacionados com o desenvolvimento de e de 2011, a DTVM não tinha contingências consideradas de perda provável que requeressem provisão, aplicativos operacionais e infra-estrutura tecnológica, sendo amortizados de forma linear considerando e tinha dois processos trabalhistas classi cados por nossa assessoria jurídica como de risco possível, o prazo estipulado de sua utilização e benefícios a serem auferidos. O diferido era demonstrado ao cujo montante era de R$ 957. 11. Patrimônio Líquido: a) Capital Social: O capital social em junho de custo, deduzido da amortização acumulada e, quando aplicável, da provisão para redução ao valor de 2012 é de R$ 47.773, e seus quotistas e a quantidade de cotas são os seguintes: realização, e era composto por gastos pré-operacionais necessários para o início das atividades da RBC Brasil Participações Ltda. .............................................................................................. 47.772.506 instituição. A amortização era calculada pelo método linear, pelo prazo de cinco anos a contar do início RBC Servicios Financieros (Uruguay) Sociedad Anónima..................................................... _________ 55 de suas operações normais. f) Avaliação ao valor de recuperação de ativos não monetários: Dos Total ........................................................................................................................................ 47.772.561 _________ ativos não monetários a Resolução 3.566/08 determina o atendimento ao Pronunciamento Técnico CPC Conforme atas de reuniões registradas, os seguintes atos societários se sucederam: Em 04 de maio de nº. 1 (R1), o qual estabeleceu a avaliação ao valor recuperável anualmente, ou em maior frequência se as condições ou circunstâncias indicarem a possibilidade de perda de seus valores. g) Passivos cir- 2011 a RBC Brasil Participações Ltda., aumentou o capital da Distribuidora, no montante de R$ 20.356, culante e exigível a longo prazo: São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, correspondente a 20.355.843 cotas, passando a RBC Brasil Participações Ltda. a deter 47.772.506. A quando aplicável, os encargos e as variações monetárias ou cambiais incorridos. h) Ativos e Passivos RBC Brasil Participações Ltda. é controlada pela RBC Dominion Securities Inc., que detém 47.922.789 Contingentes, provisões e Obrigações Legais: O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos cotas do seu capital e a RBC Servicios Financieros (Uruguay) Sociedad Anónima detém 1 cota. b) Desativos e passivos contingentes, e obrigações legais estão sendo efetuados, para o semestre ndo em tinação do lucro: Consoante disposições contratuais, os lucros apurados terão a destinação que for 30 de junho de 2012, de acordo com os critérios de nidos na carta circular BACEN nº 3.429/10 e na deliberada pelos sócios cotistas. 12. Receita de Prestação de Serviços: 2012 _________ 2011 Resolução BACEN nº 3.823/09 que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 25. Ativos Contingentes: _________ não são reconhecidos nas demonstrações nanceiras, exceto quando da existência de evidências que Rendas Comissão de Colocação dos Títulos Adm. Carteira........................... 1.535 965 propiciem a garantia de sua realização, sobre as quais não cabem mais recursos. Passivos Contingen- Serviços de Assessoramento à Ligadas............................................................. 488 599 tes: são incertos e dependem de eventos futuros para determinar se existe probabilidade de saída de Rendas Comissão de Colocação dos Títulos - Rebate...................................... 534 565 recursos; não são, portanto, provisionados, mas divulgados se classi cados como perda possível, e não Outras................................................................................................................. _________ 125 _________ 73 provisionados nem divulgados se classi cados como perda remota. Provisões: são reconhecidas nas Total .................................................................................................................... 2.682 _________ 2.202 _________ demonstrações nanceiras quando, baseadas na opinião de assessores jurídicos e da Administração, 13. Outras Despesas Administrativas: 2012 2011 _________ _________ levando em conta a probabilidade de perda de uma ação judicial ou administrativa, for provável uma sa113 749 ída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos sejam mensuráveis Despesas com amortização e depreciação........................................................ 283 302 com su ciente segurança. As ações relativas a causas trabalhistas e cíveis classi cadas como perdas Serviços técnicos especializados ....................................................................... 310 300 prováveis ou possíveis pelos assessores jurídicos e prováveis pela Administração são contabilizados Aluguéis, condomínios e IPTU ........................................................................... 261 221 com base na expectativa de perda e divulgadas em notas explicativas. Obrigações legais ( scais e Processamento de dados................................................................................... 136 201 previdenciárias): referem-se a demandas judiciais ou administrativas em que está sendo contestada a Comunicações.................................................................................................... 139 134 legalidade ou a constitucionalidade de tributos e contribuições. Os depósitos judiciais são mantidos em Viagens no país/exterior..................................................................................... 291 134 conta de ativo, sem a dedução das provisões para passivos contingentes, em atendimento às normas Serviços do sistema nanceiro........................................................................... do BACEN. i) Provisão para imposto de renda e contribuição social: As provisões para imposto Despesas com Head Of ce................................................................................ 50 110 de renda e contribuição social são constituídas às alíquotas vigentes, sendo: imposto de renda - 15%, Manutenção site contingência ............................................................................ 56 60 acrescidos de adicional de 10% para o lucro tributável excedente a R$ 20 mensais e contribuição social Conservação e Manutenção de Bens ................................................................ 59 47 - 15%. 4. Disponibilidades: Seguros Diversos ............................................................................................... 35 36 2012 _________ 2011 Água, energia e gás ........................................................................................... 29 28 _________ Outras................................................................................................................. 209 132 Depósitos em bancos ......................................................................................... _________ 1.790 _________ 943 _________ _________ 1.971 _________ 2.454 Total ................................................................................................................... _________ 1.790 _________ 943 Total .................................................................................................................... _________

em títulos públicos. Gerenciamento de Risco das Posições de Nossos Clientes: Com respeito a estrutura de gerenciamento de risco, utilizamos metodologia Rating de Risco, onde se estabelece uma nota para cada produto, que representa o potencial drawdown ( prejuízo pico-fundo ) num cenário atemporal. A análise consiste no cálculo de Stress Test de acordo com os cenários estabelecidos e, portanto, determina-se o potencial de drawdown ( prejuízo pico-fundo ) atemporal a que cada produto estaria sujeito em uma eventual situação fortemente adversa de mercado. Quando o produto oferece um risco indireto, como no caso de fundos de investimento, submete-se ao Stress Test a carteira histórica do fundo de investimento. Os relatórios encontram-se na sede da empresa para eventuais consultas. A Administração. (*) Data Base: MKT CAP 01/2012, fonte Bloomberg. Demonstrações dos Resultados para os Semestres ndos em 30 de junho de 2012 e de 2011 (Em milhares de reais - R$, exceto o prejuízo por quota) Nota 1º Sem. 1º Sem. Explicativa _________ 2012 _________ 2011 __________ Receitas da Intermediação Financeira Resultado de operações com títulos e valores mobiliários ........... 734 504 Receitas (Despesas) Operacionais............................................ (5.641) _________ (4.759) _________ Receitas de prestação de serviços................................................ 12 2.682 2.202 Despesas com pessoal ................................................................. (5.990) (4.111) Outras despesas administrativas .................................................. 13 (1.971) (2.454) Despesas tributárias...................................................................... (205) (198) Outras receitas operacionais......................................................... 38 7 Outras despesas operacionais ...................................................... 14 (195) (203) Resultado Operacional ............................................................... (4.907) (4.254) Resultado Não Operacional........................................................ (2) (13) Resultado Antes da Tributação sobre o Lucro......................... (4.909) _________ (4.267) _________ Prejuízo do Semestre .................................................................. (4.909) _________ (4.267) _________ Quantidade de Quotas ................................................................ 47.772.506 47.772.506 Prejuízo por Quotas do Capital Social - Em R$ ........................ (0,10) _________ (0,09) _________ As notas explicativas são parte integrante das demonstrações nanceiras. Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os Semestres ndos em 30 de junho de 2012 e de 2011 (Em milhares de reais - R$) 1º Sem. 1º Sem. 2012 _________ 2011 _________ Atividades Operacionais: Prejuízo do Semestre ......................................................................................... (4.909) (4.266) Ajustes para reconciliar o prejuízo líquido ao uxo de caixa das atividades operacionais Depreciação e amortização................................................................................ 113 749 Prejuízo na Alienação de Bens do Ativo Imobilizado.......................................... 38 Prejuízo Ajustado do Semestre .......................................................................... (4.796) (3.479) Redução (Aumento) dos subgrupos dos ativos circulante e realizável a longo prazo Títulos e Valores Mobiliários............................................................................... 3.612 (17.922) Outros Créditos .................................................................................................. 386 514 Outros Valores e Bens........................................................................................ 166 34 (Redução) Aumento dos subgrupos dos passivos circulante e exigível a longo prazo Outras Obrigações ............................................................................................ 1.245 717 Caixa Líquido proveniente das (aplicado nas) Atividades Operacionais ... 613 (20.137) Atividades de Investimento: Aquisições de Imobilizado .................................................................................. (67) (9) Alienações de Imobilizado.................................................................................. Caixa Líquido proveniente das (aplicado nas) atividades de Investimento (67) (9) Atividades de Financiamento: Aumento de capital ............................................................................................ 20.356 Caixa Líquido Proveniente das Atividades de Financiamento .................... 20.356 Aumento do Caixa e Equivalentes de Caixa .................................................. 546 210 Caixa e Equivalentes de Caixa no início do Semestre....................................... 1.244 733 Caixa e Equivalentes de Caixa no m do Semestre...................................... 1.790 943 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações nanceiras. 14. Outras Despesas Operacionais: Compõe-se de: 2012 _________ 2011 _________ Outras Despesas operacionais Variação Cambial ........................................... 17 24 Outras Despesas operacionais Taxa de Gestão .............................................. 64 56 Outras Despesas operacionais Taxa de Distr. Fundos..................................... _________ 114 _________ 123 Total .................................................................................................................... _________ 195 _________ 203 15. Imposto de Renda e Contribuição Social: 2012 _________ 2011 _________ Resultado antes dos impostos .......................................................................... (4.909) (4.267) Participações no resultado ................................................................................. 1.394 531 Variação cambial ................................................................................................ 8 18 Outros................................................................................................................. _________ 223 _________ 111 Base de cálculo .................................................................................................. _________ (3.284) _________ (3.606) Imposto de renda e contribuição social as alíquotas base ................................ 1.314 1.442 Créditos Tributários não constituídos ................................................................. _________ (1.314) _________ (1.442) Despesa do período ........................................................................................... _________- _________16. Créditos Tributários Não Registrados: Em 30 de junho de 2012, o saldo de prejuízos scais totalizava R$ 30.975 (R$ 22.367 em 2011), sobre os quais não foram reconhecidos créditos tributários (imposto de renda - 25% e contribuição social - 15%) no montante de R$ 12.390 (R$ 8.947 em 2011) em virtude de a DTVM não atender a todas as condições previstas na Resolução BACEN nº 3059/02. 17. Transações com Partes Relacionadas: a) Em 30 de junho de 2012 e de 2011 as contas a receber de partes relacionadas estão compostas por valores a reembolsar do controlador Royal Bank of Canada e de empresas ligadas, referente a reembolso de despesas. Balanço Patrimonial Ativos/(Passivos) _________________ 2012 ________ 2011 ________ Outros créditos - diversos................. Royal Bank Of Canadá ( Miami ).................. 55 27 Outros créditos - diversos................. Royal Bank Of Canadá ( Capital Markets ) .. 61 Outras obrigações - diversas............ Royal Bank Of Canadá ( Toronto ) ............... (37) Demonstração do Resultado

Receitas/(Despesas) _________________ 2012 ________ 2011 ________ Receitas de Prestação de Serviços.. Royal Bank Of Canadá ( Miami ).................. 344 270 Receitas de Prestação de Serviços.. Royal Bank Of Canadá ( Capital Markets ) .. 144 329 Os valores registrados como receita de prestação de serviços tratam-se de reembolsos de despesas. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: O montante pago a título de remuneração total dos Diretores no semestre de 2012 foi de R$ 894 (R$ 933 em 2011). As nomeações realizadas em fevereiro de 2011 e devidamente homologadas em maio de 2011 pelo Banco Central do Brasil, elegeram para o cargo de diretor da instituição os Srs.: Giovanni Catizzone; e Marcelo Indalencio. A nomeação realizada em janeiro de 2012 e devidamente homologada em março de 2012 pelo Banco Central do Brasil , elegeu para o cargo de diretor da instituição o Sr.: Henrique Benetti Barbosa. c) Outras informações: Conforme legislação em vigor, as instituições nanceiras não podem conceder empréstimos ou adiantamento para: Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, scais e semelhantes, bem como respectivos cônjuges e parentes até o 2º. Grau; Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e Pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de 10%, a própria instituição nanceira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º. Grau. Desta forma, não são efetuados empréstimos ou adiantamentos a essas partes relacionadas. 18. Instrumentos Financeiros Derivativos: Não há saldos de operações com instrumentos nanceiros derivativos em 30 de junho de 2012 e de 2011 e não houve operações com derivativos durante os semestres ndos em 30 de junho de 2012 e 2011.: 19. Limites Operacionais e Gerenciamento de Riscos: Consoante aos preceitos do Novo Acordo de Capital (Basiléia II), o Banco Central do Brasil publicou as Resoluções nº 3.380, nº 3.464 e nº 3.721 que tratam das estruturas para gerenciamento de riscos operacionais e de mercado e de crédito, respectivamente. Publicou, também, as Circulares nº 3.360, nº 3.361 a nº 3.368, nº 3.383, nº 3.388 e nº 3.389, que de nem as metodologias das parcelas de Capital necessárias para os Riscos de Crédito, Mercado e Operacional, respectivamente, bem como a Resolução nº 3.444, que altera as regras de apuração do Patrimônio de Referência e nº 3.490, que dispõe sobre a apuração do Patrimônio de Referência Exigido a ser aplicado a partir de 1º de julho de 2008. Limites Operacionais: A DTVM utiliza como base o Patrimônio de Referência Exigido dividido por 11% que é o capital mínimo exigido pelo BACEN, e em 30 de junho de 2012 atingiu o índice de 295,83 (2011 - 187,65 ). 1º Sem. 1º Sem. 2012 _________ 2011 _________ Patrimônio de referência PR ........................................................................ 13.252 21.183 Nível I ................................................................................................................. 13.252 21.183 Patrimônio líquido............................................................................................... 13.252 24.225 Redução dos ativos permanentes diferidos ....................................................... (3.042) Nível II ................................................................................................................ Patrimônio de referência exigido PRE ........................................................ 493 1.242 Risco de crédito................................................................................................. 177 185 Risco operacional .............................................................................................. 316 1.057 Margem.............................................................................................................. 12.757 19.942 Ativo ponderado pelo risco ................................................................................. 4.479 11.289 Índice de Basiléia (PRx100/(PRE/0,11).............................................................. 295,83 187,65

Giovanni Catizzone - Diretor Presidente

Diretoria:

Aos Cotistas e Administradores da RBC Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. - São Paulo - SP. Examinamos as demonstrações nanceiras da RBC Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ( Distribuidora ), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos uxos de caixa referentes ao semestre ndo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações nanceiras: A Administração da Distribuidora é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações nanceiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil - BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações nanceiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações nanceiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

Contador: Marcelo Antônio Indalêncio - CRC: 1SP 192943/O-5 Relatório dos Auditores Independentes pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável os aspectos relevantes, a posição patrimonial e nanceira da RBC Brasil Distribuidora de Títulos e de que as demonstrações nanceiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a Valores Mobiliários Ltda. em 30 de junho de 2012, e o desempenho de suas operações e os seus execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das uxos de caixa para o semestre ndo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no divulgações apresentadas nas demonstrações nanceiras. Os procedimentos selecionados dependem Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos: do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações As demonstrações nanceiras foram preparadas no pressuposto da continuidade normal dos negócios nanceiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor da Distribuidora. A Distribuidora vem apresentando prejuízos operacionais recorrentes, que vêm considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das sendo suportados com recursos nanceiros adicionais supridos pelos seus cotistas à medida que são demonstrações nanceiras da Distribuidora para planejar os procedimentos de auditoria que são requeridos. Conforme descrito na nota explicativa nº 1, a Distribuidora continua seguindo os objetivos apropriados às circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a e cácia dos controles estratégicos contidos no seu plano de negócios, buscando o crescimento dos negócios de prestação de internos da Distribuidora. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis serviços, de forma a obter lucratividade nas operações. utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação São Paulo, 3 de agosto de 2012 da apresentação das demonstrações nanceiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Celso de Almeida Moraes de auditoria obtida é su ciente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa Auditores Independentes Contador opinião, as demonstrações nanceiras anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos CRC nº 2 SP 011609/O-8 CRC nº 1 SP 124669/O-9

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

FDE AVISA: CONCORRÊNCIAS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: CONCORRÊNCIA Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/01507/12/01 - Construção de Prédio Escolar em Estrutura Pré-Moldada de Concreto - Terreno Jd. Alvorada - Rua Antonio Gambarotto, s/nº - Cep: 15360-000 - Jd. Alvorada - Sud Menucci/SP - 360 - 3.021,30 - R$ 496.339,00 - R$ 49.633,00 09:30 - 02/10/2012. 72/00188/12/01 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de Prédio Administrativo - DER Mogi das Cruzes – Sede - Rua Dr. Antonio Cândido Vieira, 451 - Cep 08780-030 Centro - Mogi das Cruzes/SP - 270 - 1.062,24 - R$ 264.611,00 - R$ 26.461,00 - 10:00 - 02/10/2012. 73/00366/12/01 - Construção de Ambientes Complementares e Reforma de Prédio Escolar - EE Profa Edmea Attab - Rua Oliverio Girondo, 127 - Cep: 04414-170 - Americanópolis - São Paulo/SP - 210 - 319,48 - R$ 161.560,00 - R$ 16.156,00 - 10:30 - 02/10/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 29/08/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 57/00062/12/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS WIRELESS PARA A REDE PÚBLICA ESTADUAL DE ENSINO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para : AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS WIRELESS PARA A REDE PÚBLICA ESTADUAL DE ENSINO. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 29/08/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 14/09/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 29/08/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Pró Metalurgia S.A. CNPJ no 56.994.924/0001-05 - NIRE 35.300.049.49-7 Edital de Convocação - Assembléia Geral Extraordinária Ficam os Srs. Acionistas da Pró Metalurgia S.A. convocados a comparecer à Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 28 de setembro de 2012, às 10:00 horas, na sede social, na Rua Manoel Antonio da Luz, 76, 1º andar, bairro de Santo Amaro, São Paulo, SP, para as necessárias deliberações a respeito da seguinte Ordem do Dia : (a) mudança de endereço da sede social; (b) alteração da redação do Art. 2º do Estatuto Social; e (c) consolidação do Estatuto Social. São Paulo, 15 de Agosto de 2012 Luiz Augusto Trindade Presidente do Conselho de Administração e Diretor de Relações com o Mercado

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/01227/12/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Dr. João Marciano de Almeida - Rua Espírito Santo, s/nº - Cep: 14401226 - Vila Aparecida – Franca/SP - 240 - R$ 61.845,00 - R$ 6.184,00 - 09:30 - 14/09/2012. 69/01395/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EE Silvestre Augusto do Nascimento - Rua Potyguara, 340 - Cep: 16087-025 - Eng. Taveira – Araçatuba/SP - 180 - R$ 43.781,00 - R$ 4.378,00 - 09:50 - 14/09/2012. 69/01477/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EMEB Dep. Ranieri Mazzilli - Rua Araraquara, s/n - Cep: 13203-833 - Vila Esperança – Jundiaí/SP - 150 - R$ 44.054,00 - R$ 4.405,00 - 10:10 - 14/09/2012. 69/01479/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EE Profa Maria Rosa Carolino dos Santos - Av. da Amizade, 4050 - Cep: 13175-490 - Prq. Silva Azevedo – Sumaré/SP - 150 - R$ 43.354,00 - R$ 4.335,00 - 10:30 - 14/09/2012. 69/01480/12/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE/EMEFEI Profa Taieka Takahashi Gimenes/Terezinha Zanelli - Rua Costa Aguiar, s/nº - Cep: 17790-000 - Centro – Pracinha/SP - 240 - R$ 74.352,00 - R$ 7.435,00 - 10:50 - 14/09/2012. 69/01483/12/02 - Construção de Ambientes Complementares e Reforma de Prédio Escolar - EE Prof. Vito Carmine Cerbasi - Rua Waldemar Prado, 82 - Cep: 13180-480 - Jd. Sta Madalena – Sumaré/SP - 210 - 186,56 - R$ 85.552,00 - R$ 8.555,00 - 11:10 - 14/09/2012. 69/01504/12/02 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de Prédio Escolar - EE Alf. Mário Pedro Vercellino - Av Alexandrina B. Vercellino, 361 - Cep: 18550-000 - Vila Ginasial – Boituva/SP - 210 - 167,11 - R$ 123.474,00 - R$ 12.347,00 - 11:30 - 14/09/2012. 69/01505/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EE Profa Flora Prestes Cesar - Rua Nsa Sra das Dores, 390 - Cep: 18225-000 - Centro – Sarapuí/SP - 150 - R$ 45.411,00 - R$ 4.541,00 - 13:40 - 14/09/2012. 69/01506/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE/EMEF João Baptista Teixeira/Geraldo Alves Moreira - Av. Carlos Gomes, 1021 - Cep: 15260-000 - Centro – Planalto/SP - 180 - R$ 40.036,00 - R$ 4.003,00 - 14:00 - 14/09/2012. 69/01508/12/02 - Construção de Ambientes Complementares e Reforma de Prédio Escolar - EE B. Jaguari - B.Jaguari, s/nº - Cep: 13995-000 - Jaguari - Santo Antonio do Jardim/SP - 150 - 526,13 - R$ 118.831,00 - R$ 11.883,00 - 14:20 - 14/09/2012. 72/00145/12/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Dr. Washington Luís - Rua Dom Antonio Cândido Alvarenga, 511 - Cep: 08780-070 - Centro - Mogi das Cruzes/SP - 150 - R$ 61.913,00 - R$ 6.191,00 - 14:40 - 14/09/2012. 73/00337/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Prof. Joaquim do Marco - Rua do Orfanato, 883 - Cep: 03131-010 - Vila Prudente - São Paulo/SP; EE Adelina Issa Ashcar - Rua Alexandrino da Silveira Bueno, s/n 01524-010 - Cambuci - São Paulo/SP; EE Profº Calixto de Souza Aranha - Rua Simão Lopes, 925 - Cep: 04167-001 - Vila Moraes - São Paulo/SP - 150 - R$ 91.079,00 - R$ 9.107,00 - 15:00 - 14/09/2012. 73/00338/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE Afonso Moreno - Rua Olavo Bilac, 281 - Cep: 07790-000 - Jd. Sto Antonio - Francisco Morato/SP - 150 - R$ 42.099,00 - R$ 4.209,00 15:20 - 14/09/2012. 73/00339/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EE Seraphina Renzi Martello - Est. Nazareth Paulista, Km-36 - Cep: 07162-000 - Capelinha – Guarulhos/SP - 150 - R$ 37.190,00 - R$ 3.719,00 - 15:40 - 14/09/2012. 73/00340/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE Nipo Brasileira - Rua Nestor dos Santos Lima, 182 - Cep 05743-210 Jd. Jamaica - São Paulo/SP - 150 - R$ 35.812,00 - R$ 3.581,00 16:00 - 14/09/2012. 73/00341/12/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Pres. Café Filho - Rua Gastao Raul de Fourton Bousquet, 401 - Cep 05797000 Jd Ipê - São Paulo/SP - 150 - R$ 69.231,00 - R$ 6.923,00 - 16:20 - 14/09/2012. 73/00360/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE Vicenzo Lobassi - Rua José Manoel Martins, 135 - Cep: 07790-000 - Jd. Primavera - Francisco Morato/SP - 150 - R$ 39.294,00 - R$ 3.929,00 - 16:40 - 14/09/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luis, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 29/08/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

28

e Moda para casa é bom negócio As despesas com aquisição de móveis e decoração aumentaram no Brasil 56,8%. Foi um salto de R$ 26,6 bilhões em 2001, para R$ 41,7 bilhões em 2011.

conomia

Feira em São Paulo mostrou novidades e tendências para um mercado que não para de crescer: o de artigos para o lar. Erika Corrêa Fotos: Divulgação

House & Gift Fair, maior encontro de negócios para casa da América Latina, reuniu 1,3 mil empresas expositoras com lançamentos e tendências em decoração.

J

á foi o tempo em que cores, tons, texturas, tecidos e design pertenciam apenas ao universo do vestuário. Hoje, a casa ganhou tudo isso, e ainda materiais exóticos, tecnologia de alto padrão, objetos artísticos e customizados. Foi o que mostrou a 45ª edição do House & Gift Fair, o maior encontro de negócios para casa da América Latina, que reuniu 1,3 mil empresas expositoras no Pavilhão da Expo Center Norte, em São Paulo. Durante quatro dias (de 25 a 28 de agosto), mais de 70 mil visitantes – a maior parte lojistas – conheceram os principais lançamentos e tendências em decoração e abasteceram seus estoques com produtos da moda. Esse é um segmento que não para de crescer. Atualmente, parte do orçamento familiar é gasto em decoração. CONSUMO Segundo levantamento do Instituto Data Popular, realizado em abril, com base nos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em dez anos as despesas com aquisição de móveis e decoração aumentaram no Brasil 56,8%. Foi um salto de R$ 26,6 bilhões em 2001, para R$ 41,7 bilhões em 2011. A classe C foi responsável por quase metade desse consumo, com 46,5% de

Marcelo

Trad/Div

ulgação

participação. A classe A e B responderam por 33,8%; e a D contribuiu com 19,7%. O aumento da renda, maior facilidade do crédito e incentivos do governo como a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre alguns itens, colaboraram para o crescimento. "Somos ainda muito jovens no varejo de decoração, mas estamos evoluindo", comentou a apresentadora e editora do programa de rádio Living Design e colunista da revista Caras, Monica Barbosa. "Antigamente, a casa não mostrava quem a pessoa era. A estética era padronizada, quase uma ditadura do que usar. Hoje, a casa fala quem você é, tem sua personali-

dade", completou. Mônica ministrou uma palestra durante o evento sobre o "estilo de morar contemporâneo", no qual explanou que o bom designer é aquele que sensibiliza as pessoas e estimula os sentidos. Outros profissionais também trouxeram seus conhecimentos: a arquiteta Catarina Petit, formada em Barcelona, falou sobre usar a neurolinguística para criar vínculos entre clientes e a marca; e até o psiquiatra Paulo Gaudêncio esteve presente dando dicas para se tornar um líder. Todos com o único objetivo de fortalecer os negócios entre fornecedores, distribuidores e lojistas. INOVAÇÕES Nesta edição da House & Gift Fair foi criado o Espaço Conceito Casa, que trouxe as principais criações de moda e design vindas de Milão. Ali, os móveis ganharam estrutura aramada, os armários materiais sólidos, recobertos de tecidos e peças espelhadas com madeira em patchwork. Todo o mobiliário recebeu tecnologia inteligente, com dobras silenciosas e corrediças que se movimentam com um leve toque. Os eletroeletrônicos re-

ceberam detalhes tanto em cores pastéis como cores fortes e brilhantes. O uso do mármore e a madeira continuaram em alta. E as cores da moda ficaram para laranja e azul petróleo. O Prêmio House & Gift ainda destacou o trabalho de estudantes da área e os pintores renomados como Romero Brito, Gustavo Rosa, Sônia Menna Barreto, Antonio Peticov e David Dalmau expuseram suas obras em uma galeria montada na feira. Na categoria Utility House, foi premiado o conjunto de tigelas e medidores coloridos, chamado de Nest Plus 9. O designer foi Joseph & Joseph e a empresa, Assad Abdalla e Cia Ltda. O refratário com aquecimento foi o vencedor na categoria Eletro House. A peça foi criada pela estudante Thenylli Rosso sob a coordenação do professor Jaime Ramos da Pontifícia Universitária Católica do Paraná (PUC-PR). Na categoria In Domus, um dos vencedores foi o Vaso Arraia da Rafe Serviços, Indústria e Comércio Ltda, que é a Veneta Design. O designer responsável foi Felipe Sarmento. RETRÔ O dilema entre o moderno e o tradicional também atingiu a decoração. É difícil pensar em comprar um móvel exclusivo, bem acabado, que dure muito tempo, já que a moda é passageira. A dica da especialista Monica Barbosa é trocar mais de almofadas, capa de sofá e cor das paredes do que de móveis. Outra boa escolha é utilizar móveis de demolição e em estilo provençal que nunca saem da moda e dão um toque de requinte e sofisticação a qualquer ambiente. "Repaginar coisas antigas é dar nova identidade às peças. A decoração da sua casa pode contar a sua história, mas deve ser composta por peças funcionais e harmônicas", conclui a especialista.

PRÊMIO HOUSE & GIFT – O refratário com aquecimento (alto), criado pela estudante Thenylli Rosso foi um dos premiados. O conjunto de tigelas e medidores coloridos Nest Plus 9 (no meio), de Joseph & Joseph, também. Outro vencedor foi o Vaso Arraia (acima) de Felipe Sarmento, para a Rafe.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook