Ano 87 - Nº 23.719
Conclusão: 23h50
Jornal do empreendedor
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São Paulo, sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Maira Vieira/AE
Pastor Bruno fuzilado
E lá se vão mitos da economia familiar
O conhecido matador Cabo Bruno, ex-policial Florisvaldo de Oliveira, foi morto na noite de quarta em Pindamonhangaba, 34 dias após cumprir pena por 50 assassinatos na década de 1980. Ao sair da cadeia, tornou-se pastor Florisvaldo. Pág. 11
Pesquisa da Boa Vista Serviços mostra uma nova realidade. Pág. 17
Dias melhores virão. Em 2013.
o t i M
Orçamento da casa é da mulher
A economia brasileira pode crescer 4% no ano que vem, projeta o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, em reunião na ACSP. Pág. 13
o t i M
Pobre paga contas em dia
o t i M
Renda familiar oscila muito
Jefferson, o delator, condenado pela maioria. Voto de Gilmar Mendes formou a maioria (6 a 0) contra o homem que delatou o Mensalão. E desentendimentos entre ministros do STF só crescem. Pág. 5 Paulo Liebert/AE
Arquivo DC
Serra ganha um voto nada secreto
A África do Sul é bem ali
Paixão no Brasil desde 1953, foi redesenhado para brilhar a partir de novembro. Pág. 21
Beleza natural e exotismo atraem cada vez mais brasileiros à Cidade do Cabo. Boa Viagem. Pág. 22
Aula de bomba atômica na ONU
"Pensei que ia lá (Congresso) para aprovar projetos para o povo, mas não é bem assim", diz o deputado, que pode desistir da reeleição. Pág. 7
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu diz que Irã terá urânio enriquecido para sua bomba até meados de 2013. Pág. 9
Fim de semana em tom maior
Divulgação
Divulgação
O velho-novo Fusca está de volta
Tiririca decepcionado com a política
Livro sobre Garoto leva um mergulho na alma do violão brasileiro. Falando nisso, acervo do Vaticano (acima, à dir.) está na Oca. No cinemão, Bruce Willis (dir.) tem de encarar sua versão mais nova em Looper – Assassinos do Futuro. E, enquanto você se prepara para a estreia de Guerra dos Sexos (o mais novo remake da tevê), aproveite e caia na estrada com a Roda do Vinho. ISSN 1679-2688
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Página 4
9 771679 268008
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cultura
Cittá del Vaticano Divulgação
Simpatizante do candidato do PSDB, que fazia campanha no Bom Retiro, segurou seu rosto e deu-lhe um beijo. Ainda assustado, ele foi atacado de novo: outro beijo. Mas quem levou um susto bem maior foi Russomanno (PRB), que caiu de 35% para 30% em pesquisa do Datafolha. Serra passou de 21% para 22% e Haddad, de 15% para 18% – o tucano e o petista estão tecnicamente empatados. Pág. 7
Lucas Jackson/Reuters
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Como o Senado não é uma empresa que produz algum dinheiro, o pagamento vai sair do bolso do contribuinte. José Márcio Mendonça
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Ed Ferreira/AE
EYMAR MASCARO
O MEDO DE DAR UM TIRO NO PÉ
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O vazio do plenário do Senado, ontem, reflete bem o desconsolo do brasileiro com o momento político do País.
Coisas da nossa 'vida pública'
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m pleno desenrolar das eleições, com o e l e i t o r e v i d e n t emente desinteressado pelo desenrolar da campanha, dando sinais de sua fadiga com o velho modo de fazer política no Brasil; e em pleno desenrolar do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal – no qual estão em julgamento não apenas os réus já reconhecidos e alguns suspeitos (mais ou menos) ocultos, mas também o modo de fazer política no Brasil – o mundo político nacional e seus partidos continuam dando demonstrações de que nada é capaz de assustálos, de causar-lhes preocupações. Segue a alegre caravana como se nada estivesse ocorrendo, como se tudo esteja e vá permanecer como dantes, para sempre. O princípio que norteia, de um modo geral (uma e outra exceção à parte para confirmar a regra) a vida política brasileira permanece intocado, apesar desses percalços: estamos aqui para sermos servidos, não para servir. Vale é o interesse do representante, não o dos representados. Dois pequenos fatos ocorridos nos últimos dias, ambos na esfera do Legislativo, onde naturalmente esses vícios são mais exacerbados e mais visíveis, embora não sejam de modo algum restrito a ele, atingindo em maior ou menor grau todas as esferas do Estado brasileiro, ilustram bem esse comportamento do mundo oficial brasileiro. Um se refere a uma distor-
cia dos 14º e 15º salários, maldição também espalhad a p o r l e g i s l a t i v o s e s t aduais e até por algumas câmaras de vereadores.
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA O ção dentro de uma distorção maior ainda da nossa vida pública, no Congresso, que é o fato de deputados e senadores receberem, à guisa de ajuda de custo, um 14º e um 15º salários anualmente. Quando veio à luz e começou a ser combatida nos meios sociais, descobriu-se que os senadores não pagavam o devido Imposto de Renda sobre esta parcela do rendimento deles. A Receita Federal foi então cobrar os atrasados, calculados entre cerca de R$ 20 mil e R$ 95 mil, dependendo do tempo de mandato de cada parlamentar. Entre queixas, amuos e que tais, a direção do Senado, presidida pelo ex-presidente da República José Sarney, resolveu dar então uma
mãozinha à turma, estabelecendo que a própria casa pagará a multa para os senadores. Como o Senado não é uma empresa que produz algum dinheiro, o pagamento vai sair mesmo do bolso do contribuinte, pois a "receita" do Senado provém dos impostos que o Tesouro Nacional arrecada. Agora, com a revelação também dessa aberrante decisão de Sarney e seus comandados, alguns senadores estão reagindo.
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o mínimo que se espera deles. Seria bom, no embalo dessa polêmica, que a Câmara desengavetasse também o projeto, aprovado a contragosto, a fórceps, no Senado e parado desde maio, extinguindo definitivamente a excrescên-
O princípio que norteia a vida política permanece intocado: estamos aqui para sermos servidos, não para servir. Vale o interesse do representante, não o dos representados.
utro abuso de uso do dinheiro público para fins meramente político-partidários foi revelado recentemente. A informação envolve diretamente o PT, mas a norma beneficia todos os partidos. Técnicos do Congresso, analisando gastos da liderança petista, encontraram despesas com serviços de bufê para jantares da bancada na casa do líder Jilmar Tatto, de São Paulo. E não foi apenas uma nota. Foi assim que se ficou sabendo que, desde 2011, as lideranças de todos os partidos na Câmara passaram a ter direito a uma cota mensal destinada a despesas de "interesse da bancada". Fora a cota individual de cada parlamentar. Desde quando, é de perguntar, o cidadão tem de pagar por esse tipo de "interesse"? Cada partido já tem uma verba anual para ajudar nas suas despesas. E não é pequena. É por essa e outras que a imagem da política brasileira está em plano inclinado e que há tanta gente disposta a qualquer "sacrifício" para entrar na – entre nós às vezes impropriamente chamada de – vida pública. Por aqui melhor é grafá-la entre aspas: "vida pública". JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É
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erra e Haddad têm aproveitado os últimos dias de campanha para convencer o eleitor de que Celso Russomanno, se eleito, não teria condições de administrar a cidade, por falta de experiência. A mensagem dos adversários, todavia, não tem dado resultado, porque Russomanno mantém o mesmo índice alto de intenção de votos nas pesquisas. Nem a tentativa de carimbar Russomanno de
"candidato do bispo Edir Macedo" tem ajudado os candidatos do PT e PSDB. Russomanno pavimentou sua candidatura como apresentador de um programa populista na televisão que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus, fato que provocou um atrito, já superado, com a Arquidiocese de São Paulo.
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á sinais de que uma eventual derrota de Fernando Haddad pode provocar o início de uma "caça às bruxas" no PT. Haddad foi imposto por Lula, quando já havia um movimento no partido pelo lançamento da candidatura de Marta Suplicy, que tinha 30% de intenção de votos nas pesquisas contra 3% de Haddad. Chiadeira semelhante pode ser constatada também no PSDB, se Serra não ganhar a eleição. Alguns tucanos queriam um candidato que representasse a juventude do partido e chegaram a sugerir o nome do secretário de Energia de Alckmin, José Aníbal, que não conseguiu a legenda por ter sido derrotado nas prévias que o partido promoveu. Serra foi o indicado porque também tinha 30% de preferência eleitoral nas pesquisas. O candidato tucano, porém, não esperava ser surpreendido por uma alta taxa de rejeição que ganhou durante a campanha. Apesar do favoritismo de Russomanno, o governador Geraldo Alckmin e o vice Afif Domingos confiam na reação de Serra. Afif é o mais otimista na equipe do candidato tucano, por acreditar que, na reta final da campanha, o eleitor vai se convencer de que deve votar no mais experiente dos candidatos. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
OS MELHORES JÁ ESTÃO NA REDE A revista Digesto Econômico Balanço Anual Melhores dos Maiores já está na rede. Ela traz as empresas que mais se destacaram no País e pode ser acessada no portal do Diário do Comércio: www.dcomercio.com.br Nota da redação - Capa com imagem Corbis, arte Max e diagramação Lino Fernandes
JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
eja quem for seu adversário no 2º turno, Celso Russomanno decidiu cumprir a missão de gerenciar a vantagem apontada nas pesquisas, mas não vai deixar de correr atrás dos votos conquistados pelos outros candidatos no 1º turno. Russomano já garantiu presença no 2º turno e é, segundo ainda as pesquisas, o candidato favorito para suceder Gilberto Kassab. Com seu desempenho até aqui, Russomano está quebrando um tabu: o de impedir que PT e PSDB voltassem a polarizar a campanha e a decidir a eleição para a Prefeitura da Capital. O mundo político apostava que o 2º turno seria disputado por José Serra e Fernando Haddad. PT e PSDB entendiam que a conquista da Prefeitura de São Paulo seria fundamental para os dois partidos, que ainda são apontados como os favoritos para disputar a presidência da República, em 2014. Se José Serra perder a eleição para prefeito, um dos mais prejudicados no partido será Geraldo Alckmin, que é candidato à reeleição e espera que Serra venha a ser o carro-chefe de sua campanha na Capital. Detalhe: o governador não repete nas urnas da Capital o mesmo desempenho que consegue nos municípios do interior.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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E X - P R E S I D E N T E
O 'DEUS' FALHOU
A
senadora Marta Suplicy, no momento em que terminou por entrar na campanha de Fernando Haddad, após laboriosas "negociações" que a conduziram ao ministério da Cultura, apostou na eleição de seu ex-adversário interno, declarando que Lula era "deus". Para além da blasfêmia embutida em tal declaração, esse tipo de formulação é altamente revelador, por expressar uma concepção absolutista do Poder. Ou seja, um político identificado a "deus" tudo poderia por sua onipotência, cujo campo de abrangência ilimitado, abarcaria, evidentemente, a eleição de um prefeito municipal. Aliás, considerando a onipotência divina, essa seria, verdade, uma tarefa fácil, "menor", por assim dizer. Uma lembrança histórica pode ser aqui instrutiva. Na França, durante os séculos XVII e XVIII, os reis eram considerados como dotados de um poder taumatúrgico, divino, podendo, mesmo, produzir milagres como a cura de certas doenças. Uma em particular, conhecida como a doença régia, era a doença das escrófulas. Em cerimônias anuais ritualizadas, levadas a cabo na Catedral de Reims, longas filas se formavam para que o rei pudesse exercer o seu poder taumatúrgico. Pessoas vinham de todas as partes do reino. O poder divino era eficaz. A doença era "curada" ao cabo de algum tempo, podendo ser atestada, por exemplo, pelos párocos das diferentes regiões. E isso ocorria por se tratar de uma doença que permanecia por longo tempo assintomática, de modo que sua "cura" podia ser atestada. Hoje, ela é conhecida por adenite tuberculosa e é tratada por medicamentos. Ocorre que o rei, desta maneira, tinha o seu poder afiançado e legitimado. Certos setores do PT têm do ex-presidente Lula uma ima-
Marcelo Fonseca/AE
Estátua: lideranças petistas, como Marta Suplicy, parecem engessadas pelo magnetismo do expresidente Lula, a quem atribuem magias eleitorais. O Midas do PT teria 'poderes divinos' de eleger aqueles em que toca.
blema extremamente complicado, "falhar" na disputa por uma segunda posição já seria propriamente "intolerável".
S gem taumatúrgica, recorrendo a ele como se fosse um "deus". Nem precisa "curar" doenças, mas a sua função primordial é eleger candidatos seus, como se processos eleitorais fossem um mero ritual mundano que seriam suplantados pelo seu poder taumatúrgico. Eleições seriam rituais de homens, meramente utilizados para que "deus" pudesse instrumentalizar os seus desígnios. A perpetuação do poder estaria, assim, assegurada.
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corre que falsos deuses são fraudes. Ou ainda, um deus que falha não seria, por definição, um "deus", na medida em que o seu atributo da onipotência não se faria presente. Quando um "deus" falha, sua imagem sofre um abalo considerável. Ora, isto está acontecendo com o ex-presidente Lula, o seu poder taumatúrgico esvaindo-se, por assim dizer, entre os seus dedos. Boa parte do PT tinha apostado nesse atributo "divino", subordinando-se a um líder que poderia tudo decidir, pois sua
decisão seria sempre a certa. A onipotência seria acompanhada pela onisciência. A confusão "teológica" chegou a tal ponto que no manifesto de desagravo ao ex-presidente Lula chegou a constar que as acusações de Marcos Valério na revista Veja e, de modo mais geral, o julgamento do Mensalão pelo Supremo seriam uma espécie de "golpe". Golpe contra quem? Contra o reinado de Lula que estaria sendo destituído de seu poder? É interessante notar que a expressão de golpe, para além do desprezo pela democracia e por suas instituições, utilizada por importantes setores do petismo, só ganha sua significação plena se voltada para a ima-
gem taumatúrgica de Lula que, continuaria, no poder. Só a imagem da onipotência atingida poderia explicar uma formulação tão descabida endereçada a alguém que não exerce hoje nenhum cargo na República. Salvo se a República for o seu reinado! Alguns exemplos são particularmente interessantes desse poder taumatúrgico claudicante, com "deus" falhando. A imagem de Lula tem se tornado onipresente em algumas campanhas televisivas, ostentando apoio aos seus candidatos. Aliás, esses apoios televisivos eram e são avidamente disputados, pois todos seriam um serviço divino prestado às suas campa-
Um deus que falha não seria um "deus", na medida em que o seu atributo da onipotência não se faria presente. Quando um "deus" falha, sua imagem sofre um abalo considerável.
CACARECO, MACACO TIÃO, TIRIRICA E MENINO MALUFINHO. O Menino Malufinho seria a 3ª Via, entre PSDB e PT. Se 3ª Via for isso, voto no Negão, o Ministro Barbosa, e tenho os meus sólidos motivos. Vamos visitar um pouquinho do ontem, para entender um pouquinho do hoje. Ontem: alguém lembra da rivalidade Rio - São Paulo no futebol? Era uma "jihad" travada entre os cadernos de esportes e as emissoras de rádio do Rio e São Paulo, tacando fogo nas torcidas. Mário Filho, irmão de Nelson Rodrigues, era o mestre dos mestres no ramo, inventou o Fla-Flu, virou nome do Maracanã. Cada jogo durava duas semanas; uma, antes do jogão, com as torcidas fazendo contabilidade de quantos craques do seu time foram convocados. Outra, depois, discutindo o resultado. Não havia TV nem times europeus pagando salários de pop stars aos jogadores, dos sete anos de idade em diante. Messi é exceção, mandou-se já grisalho para o Barça, tinha uns 12 anos. Amarcord, no meio do meu nome, é um dos mais geniais filmes do Fellini (1973), em que contava lembranças da sua cidadezinha. Quer dizer "Eu me lembro". É uma
DENIS ROSENFIELD
referência à tradução fonética das palavras "mi ricordo", usada na região de Emilia-Romagna, na Itália, onde nasceu. "Mi ricordo", eu me lembro; por exemplo, esse curto-circuito que deixou 11 estados sem luz e foi uma noticinha de nada nos jornais, no tempo de FHC seria "Apagão!", em manchetona de primeira página, amarcord. Quem é da minha idade vai se lembrar, mas não precisamos entregar que o motivo da fortuna que custa o nosso plano de saúde é o DNA, Data de Nascimento Antiga.
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ssisti às aulas proferidas no Julgamento do Mensalão por S. Excia. Excelsa Lewandowski Com a Barriga, aprendi a mutreta dele no STF e pratico-a descaradamente. Ensebo no começo durante horas e quando todo mundo está caindo de sono, até cochilando, pronuncio as duas palavrinhas mágícas e entro de supetão no assunto: "Digo eu..." Digo eu: No Rio - São Paulo da política, está 2 x 1 pra São Paulo nesta altura do jogo. O Rio pode virar? Pode. São Paulo pode aumentar a
diferença? Pode. Acredito em 3 x 1 pra São Paulo. A Seleção Mensaleira pode dar a volta por cima? Pode. Mas há STF no fim do túnel, sonho acordado.
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as urnas e das cabeças dos juízes pode sair qualquer coisa. Identifico, mais pelo olfato apurado do que pelos olhos já afadigados, os sinais de fumaça enviados pelo Ministro Lewandowski Com a Barriga, para tranquilizar o sono do trio atacante titular da Seleção Mensaleira, Dirceu O Inocente, Nosso Delúbio Bocca Chiusa e Genoíno O Coitadinho. Lewandô mais parece beque de espera deles. Queria consultar o polvo
alemão, que acertou todos os resultados da Copa do Mundo da África do Sul. Acho que morreu. O primeiro golaço que São Paulo marcou nessa dura disputa foi do craque tão inesquecível quanto Leônidas da Silva: o rinoceronte Cacareco, no comecinho dos anos 1960, não sei bem.
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odos os candidatos a vereador tomaram um vareio de bola de um candidato casca grossa, gordão, sem marqueteiro e que nada prometeu, era mudo como uma porta. Teve 100 mil votos, mais do que a legenda mais votada. O Rio reagiu e empatou com competência deltiana
nhas. Em alguns casos ainda mais fortes, como na cidade de São Paulo, a presença física em atividades de campanha seria ainda maior.
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essa cidade foi onde ficou particularmente clara a tentativa lulista de fazer uma criatura sua prefeito. Chegou a afastar uma candidata competitiva, Marta Suplicy, com carreira e personalidade próprias, uma nãocriatura, para impor a sua vontade. Essa, aliás, terminou por reconhecer que se trata de um "deus", não sem antes, evidentemente, conseguir um cargo de ministra no governo federal. Foi um reconhecimento "divino" atravessado por reles questões de negócios, inferiormente humanas. O candidato lulista, Fernando Haddad, corre sério risco de nem comparecer ao segundo turno e, comparecendo, as chances de sua derrota são expressivas. Se tal diagnóstico das pesquisas se confirmar, o Poder Taumatúrgico de Lula sofrerá um importante revés. Se "deus" falhar já é um pro-
DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRS
NEIL amarcord
Ferreira (da Delta) para produzir fundos não contabilizados para financiar nebulosas campanhas políticas, e elegeu deputado o Macaco Tião, com esmagadora votação, 1x1 no placar. São Paulo, porém, não pode parar. Escalou Tiririca, vindo dos cafundós de não-sei-onde, que marcou um milhão e trezentos e cinquenta mil gols de placa, conquistando logo de cara o título de artilheiro máximo. Até Romário ficou de queixo caído, 2x1 pra nós. Tiririca e Romário são os deputados federais mais assíduos, Deus faz assistências corretas com passes em curva.
H Viver e votar em São Paulo pode ser perigoso, mas é divertido.
e, ademais, considerarmos que o PT, progressivamente, está – ou seria mais próprio dizer estava? – se tornando uma espécie de igreja lulista, o seu poder está, nacionalmente, diminuindo a olhos vistos nessas eleições municipais. Em cidades importantes como Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife, os candidatos do partido correm o risco não apenas de perderem a eleição como, alguns, de nem se fazerem presentes no segundo turno. Porto Alegre, além de São Paulo, é um caso particularmente interessante, por se tratar de uma cidade berço do PT, que governa o estado atualmente, além de já tê-lo governado no passado. A capital dos gaúchos foi dirigida pelo PT durante 16 anos. A permanecer a situação eleitoral atual – e é altamente improvável que ela seja revertida –, o candidato petista Adão Villaverde nem chegará ao segundo turno. Para uma cidade ícone do petismo, graças ao Fórum Social Mundial e ao Orçamento participativo, dito democracia direta, é um revés e tanto. E aqui também as imagens de Lula para nada estão servindo: "deus" está falhando.
oje: há possibilidade de novo empate, o Rio vem com Eduardo Mães, com possibilidade de ocupar a vaga do Macaco Tião, nunca dantes preenchida. Não acredito; nem o craque, governador Sérgio Malandro, perpetrou a façanha de capturar o encantamento que a cariocolândia sente pelo Macaco Tião. São Paulo descobriu mais um Neymar, ungido pelo Bispo Edir Macedo, que obrou a união das mais diversas confissões
religiosas, incluindo São Ibope e Santa DataFalha, e encenou o milagre da multiplicação das intenções de voto. Malufice, audácia e carade-pau para o bem e para o mal, são alguns dos ingredientes usados na fabricação do sabonete inventado para dar outra lavada na cara do "País dos mais de 80%" – o Menino Malufinho.
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ão Paulo é muito capaz de mandá-lo chutar o pênalti e marcar o gol, como já o fez com o rinoceronte Cacareco e Tiririca. Cidade aberta, sem preconceitos, já elegeu para a Prefeitura uma mulher nordestina; um afrodescendente carioca; uma grã-fina, criadora do imortal conceito de filosofia pura, "Relaxa e Goza", ex de especioso indivíduo de sobrenome milionário, cabide de caríssimas grifes parisienses, atual primeiradama do Jóquei Clube e que se diz "mulher do povo". Mais recentermente, São Paulo elegeu um elemento que a grã-fina citada insinuou que é gay. Viver e votar em São Paulo pode ser perigoso, mas é divertido. O que vier, veio; Democracia é assim mesmo. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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GibaUm
3 A bailarina e atriz Ana
Botafogo será a rainha da bateria do bloco Vem ni mim que eu sou facinha , de Ipanema.
gibaum@gibaum.com.br
k Entre quatro paredes, sou a maior quenga do mundo. IVETE SANGALO // cantora e atriz, inspirada pelo personagem Maria Machadão, da novela Gabriela. Foto: Valério Trabanco
Causa e efeito 333 Poderosos empresários acompanham de perto o julgamento do mensalão: se os ministros do Supremo Tribunal Federal concordarem com o relator Joaquim Barbosa no entendimento de que o marco regulatório do setor energético teria sido mesmo aprovado com votos comprados no Congresso, deverão se unir em bloco e ir à justiça. Essa iminente associação de empresas do setor tentará anular a lei no próprio Supremo. Do lado de fora, providenciarão uma campanha de informação acusando a irregularidade.
TANQUINHO Esta semana, Pelé recebeu Ronaldo Nazário para um almoço na sede da Ama Brasil, que está cuidando do futuro Museu Pelé. Ronaldo está participando de uma maratona no Fantástico para ver se consegue emagrecer e Pelé, de gozação, disse que seria o personal trainer do ex-Fenômeno. Aí, exibiu sua barriga de tanquinho para desalento do outro, já com mais de 100 quilos. A conversa foi gravada para o programa e Pelé deu sua receita para manter a forma aos 71 anos de idade. À mesa, comida japonesa, água e chá. 333
Ela vem de Insensato Coração e é Liara em Cheias de Charme . No cinema, veio de Tropa de Elite 2 e desembarcou em E Aí...Comeu?. Agora, a gaucha Tainá Müller, 30 anos, que veio estudar teatro em São Paulo, iniciou como VJ aos 19 anos e trabalhou como modelo entre Milão e Hong Kong, protagoniza ensaio repleto de sensualidade, com toques de sadomasô (chicote, roupa rasgada e tudo mais), na nova edição da Top Magazine, com cliques de Valério Trabanco. E exibe o seio nu, tratando de cobrir parte dele com a ponta dos dedos. Com charme, claro. A presidente Dilma Rousseff, pressionada pelo volume iminente de derrotas que o PT poderá sofrer nas eleições municipais, estaria debruçada sobre uma possível reforma ministerial – e a toque de caixa. Gleisi Hoffmann seria substituída na Casa Civil por Fernando Pimentel, atual ministro do Desenvolvimento Econômico e não por Aloyzio Mercadante que iria para o Itamaraty (ela não suporta mais Antonio Patriota). O problema com Pimentel é seu lado de consultor, embora a Comissão de Ética da Presidência já tenha limpado sua barra. Mercadante é seu queridinho, Gleisi voltaria ao Senado para se preparar para disputar o governo do Paraná e dois ministérios ficariam disponíveis para serem negociados em troca de apoio a Fernando Haddad (Chalita iria mesmo para a Educação). 333
À toque de caixa
É O MAIOR O ex-presidente Lula está quase atingindo a marca de 240 mil fãs no Facebook. É o político com maior número de seguidores da rede social. 333
Brasil na cabeça Segundo levantamento feito por escritórios de advocacia que atendem clubes de futebol, pela primeira vez o Brasil acaba de alcançar as três primeiras posições no ranking das mais caras contratações de jogadores de futebol. Os craques Lucas e Thiago Silva foram vendidos por 43 milhões de euros e 42 milhões de euros, respectivamente, para o francês PSG. Na seqüência, o jogador Hulk foi negociado para o clube russo Zenit por 40 milhões de euros. Em 2011, a maior transferência de um brasileiro foi a de Danilo, do Santos: foi vendido ao português Porto por 13 milhões de euros. 333
A jogadora de vôlei Sheilla Castro, 29 anos, bicampeã mundial (medalhas de ouro em Pequim, 2008 e Londres, 2012), mineira que mora em São Paulo (vai jogar pelo Sollys/Nestlé, de Osasco), acaba de ser conquistada pela febre de nudez que assola o país: é capa (coberta apenas por uma bola dourada) e recheio da nova edição de Vip, onde exibe uma tatuagem com o símbolo dos Jogos Olímpicos nos quadris. Em Pequim, ela estava namorando: “Sempre namorei. Fico solteira e namoro rápido. As meninas dizem que eu tenho amor ao próximo: próximo!” (e faz um gesto de chamar com a mão). 333
Menina de ouros
Garota de 50 anos 333 Será lançado hoje, em São Paulo, na Livraria Cultura, o livro A Eterna Garota de Ipanema , biografia de Helô Pinheiro, inspiradora da famosa música de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, composta nos anos 60 e que está comemorando 50 anos. Ela foi, ao mesmo tempo, musa e amiga da dupla e descreve o primeiro encontro com eles, o pedido de casamento que recebeu de Jobim e os conselhos matrimoniais que recebeu de Vinicius que, à propósito, se casou nove vezes. Helô tem hoje 68 anos, é mãe de Ticiane e sogra de Roberto Justus.
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Karl Lagerfeld, um dos maiores nomes mundiais da moda e figura famosa por suas declarações sempre debochadas, é o entrevistado do mês na revista masculina M , onde fala de seu estilo e hábitos pessoais. Algumas frases: “Uso rabo de cavalo há 35 anos”, “Ter tatuagens é como se vestir de Pucci em tempo integral”, “Malhar é tão chato quando falar de doenças”, “Odeio manicure, odeio que me toquem os dedos e o que mais odeio na vida são chinelos. Sou fisicamente alérgico a chinelos!”.
de pandeiros, tamborins e cuicas, o bloco atacará de Danúbio Azul, executada com chocalhos e pratos.
Agendas italianas 333 O setor gráfico está em pé de guerra com o resultado da licitação da Caixa Econômica Federal que quer comprar nada menos do que cinco milhões de agendas para distribuir junto a cliente especiais, empresas, mídia e demais áreas, além de opinion makers e políticos de todo o país. Disputavam a licitação a Posigraf, do grupo Positivo e a veterana Brindes Pombo, que acabou vencendo na base do menor preço. E – surpresa – vai importar os cinco milhões de agendas da Itália, esmagando a industria nacional e na contramão das promessas do governo.
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Charme com SM
Usos e costumes 333
3 MAIS: antes da explosão
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Lapelas médias.
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SOBREVIVENTES 333 Segundo o Guia Salarial 2012, produzido pela Hays, as empresas consideram que reagiram de forma muito boa (34%) ou adequada (50%) ao ambiente econômico instável de 2011. Só que 84% apontam a excessiva cobrança de impostos como a maior dificuldade enfrentada nos negócios. Mais: 61% confessam dificuldades em encontrar profissionais qualificados e 58% acham a legislação trabalhista excessivamente rígida.
MISTURA FINA JARBAS Vasconcelos (PMDB-PE) agora aliado de Eduardo Campos, conta que assistiu o último comício de Lula em Salvador e achou “uma coisa constrangedora”. E emenda: “Tinha pouca gente. Ele está definhando”. Aproveita também, para cutucar o senador Aécio Neves: “Ele é uma figura totalmente incorporada à paisagem de mediocridade do Senado”. 333
333 DEVIDO à deficiente articulação no Congresso, a presidente Dilma Rousseff já se prepara para troca de guarda total: quer substituir o líder no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), o líder na Câmara Federal, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso. No caso de Pimentel, a Chefe do Governo considera o petista “uma figura decorativa”.
333 DEPOIS das eleições, o Planalto enviará ao Congresso um pacote de projetos. Nele, um que cria regras para greves do setor público e outro, que pune empresas que demitem muito sem justa causa. A idéia veio do Ministério do Trabalho: aumentar a alíquota do PIS às empresas que demitem muito e reduzir para as que demitem pouco.
VERDADEIRO blockbuster do cinema nacional, o filme Se Eu Fosse Você, que teve até o número 2, com Tony Ramos e Glória Pires (direção de Daniel Filho), vai virar série de televisão e deverá estrear em março na Fox. A idéia básica e ir trocando os personagens centrais a cada temporada. 333
Lapelas estreitas. ATRIZ, cantora e que ganhou popularidade por sua participação em Casa dos Artistas 2, Mariana Kupfer também poderá participar da segunda temporada de Mulheres Ricas, na Band. Ela trabalhava também no programa Pânico , na Jovem Pan e preferiu sair porque os homens faziam gozações em cima dela. Não queria ficar com a fama de “burra”: no seu lugar, entrou Sabrina Sato, que ficou milionária. 333
Secretária esquecida A ex-secretária de Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio, sete anos depois da explosão do escândalo e aos 39 anos, não acompanha o julgamento do mensalão e acha que “isso tudo vai dar em nada”. Na época, falou de “malas de dinheiro” e denunciou as relações entre Valério e Dirceu, Genoino, Delúbio Soares e Silvinho Pereira. Nunca mais conseguiu um emprego, virou dona de casa, mora numa chácara no interior de São Paulo e está casada pela segunda vez. Foi ameaçada de morte, estuda biologia por conta própria e afirma que faria tudo de novo. E ganhou todos os processos que Valério lhe moveu, sob a acusação de extorsão. 333
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
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5 ANTES Jefferson nem recebeu a pena e um ministro já fala em perdão.
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LEMBRANÇA Carmem Lúcia alerta o eleitor para o fato de que há bons políticos.
Por maioria, STF condena Jefferson. O presidente do PTB, o deputado Valdemar Costa Neto e mais sete réus foram condenados por 6 a 0. Mas o ministro Luiz Fux já defende até perdão para o delator. Wilton Júnior/AE – 05.08.12
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o mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por maioria condenar, entre outros, o delator do Mensalão, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (RJ) e atual presidente nacional do PTB, o dirigente partidário anunciou que está se licenciando da direção pelos próximos seis meses. O motivo não está relacionado ao julgamento. "Não tem relação. Na véspera da eleição, ele começa o tratamento de quimioterapia", anunciou
Roberto Jefferson: ex-deputado pede licença da presidência do PTB no dia da sua condenação pelo STF. Benito Gama, vice-presidente da legenda que passará ao comando do partido. A informação foi dada pelo próprio Jefferson por telefone, que irá se dedicar excluisvamente ao
tratamento de câncer no pâncreas, diagnosticado em julho do ano passado. Gama também não soube dizer qual será o futuro dele a partir da condenação pelo
STF. "Vamos pensar no momento adequado", respondeu. O ex-deputado comandou o PTB entre 2003 e 2005, quando estourou o escândalo do Mensalão e ele decidiu se li-
Eu não gostaria que a alguns dias de uma eleição, o jovem brasileiro desacreditasse da política por causa do erro de um ou de outro ministro. CARMEM LÚCIA
A licença dele não tem relação com o julgamento. Na véspera da eleição, ele vai começar o tratamento de quimioterapia. BENITO GAMA
cenciar do cargo. Voltou em setembro do ano passado para, mais uma vez, sair. O voto proferido pelo ministro Gilmar Mendes formou a maioria (6 a 0) no STF pela condenação de Jefferson e do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) pelo crime de corrupção passiva. Costa Neto também foi condenado pela maioria por lavagem de dinheiro. Nesta parte do julgamento, que avalia a compra de apoio político no Congresso pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, faltam os votos dos ministros Dias Toffoli, que completará a leitura na segunda-feira, Marco Aurélio Mello, Celso Mello e Ayres Brito. Condenados – Ao todo, 9 dos 13 réus foram condenados pela maioria dos ministros. O exassessor do PL (atual PR), Jacinto Lamas, o ex-assessor do PP, João Cláudio Genu e os exdeputados Bispo Rodrigues (ex-PL-RJ), Romeu Queiroz (ex-PTB-MG) e José Borba
(PMDB-PR) foram condenados por corrupção passiva. Jacinto Lamas também foi condenado (6 a 0) pelo crime de lavagem de dinheiro. O irmão Antonio Lamas foi absolvido pela maioria (6 a 0) das acusações de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por falta de provas. Antes, com o voto do ministro Dias Toffoli, a maioria já havia condenado o ex-deputado federal Pedro Corrêsa (PP-PE) pelo crime de corrupção passiva e o empresário Enivaldo Quadrado, da corretora Bônus-Banval, por lavagem de dinheiro. O crime de corrupção pode acarretar prisão de 2 a 12 anos e o de lavagem de 3 a 10 anos de reclusão. Liberdade para Jefferson – Mas nem todos poderão ir para a cadeia, se depender do ministro Luiz Fux. Por exemplo, Jefferson foi cassado e agora condenado porque admitiu ter recebido R$ 4,5 milhões do esquema que ele chamou de Mensalão. Ele justificou que o dinheiro foi distribuído entre candidatos do seu partido em troca de apoio à candidatos do PT nas eleições de 2004. Lição de ética – A ministra Carmem Lúcia, ao votar pela condenação de políticos, passou ontem um recado aos eleitores brasileiros, pedindo para que eles não percam a crença na política, principalmente às vésperas da eleição municipal. "Eu não gostaria que a alguns dias de uma eleição o jovem brasileiro desacreditasse da política por causa do erro de um ou de outro", disse a ministra´, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela ressaltou que "a política é necessária", embora tenha reconhecido que "ela deve ser muito difícil", afirmou. "Não deve ser fácil fazer com que 513 deputados federais chegue a um cons e n s o d u r a n t e a s v o t ações". A ministra sustentou que um governo sem apoio, tende a cair. (Agências)
Guerra entre Marco Aurélio e Barbosa no STF Os dois utilizam a mídia para mandar recados. O primeiro coloca em dúvida a capacidade do relator para presidir o tribunal e o segundo reage. Nelson Jr./SCO/STF
O
comportamento de Joaquim Barbosa, relator do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), que tem agido no processo como promotor e até assistente de acusação, foi duramente questionado ontem pelo ministro Marco Aurélio Mello, que colocou em dúvida até a sua capacidade para presidir a Corte, a partir de novembro com a aposentadoria compulsória do atual presidente, Carlos Ayres Britto. De acordo com Marco Aurélio, "como é que o ministro Joaquim Barbosa vai coordenar o tribunal? Como vai se relacionar com os demais órgãos e demais poderes? Mas vamos esperar, pois nada como um dia após o outro", afirmou. As indagações de Marco Aurélio não ficaram sem respostas. Barbosa reclamou das declarações para o presidente do STF, Ayres Britto. "Quem esse cara pensa que é", afirmou no meio do plenário, após o fim da sessão do Mensalão. Britto tentou apaziguar. Pediu para Barbosa ignorasse as declarações de Marco Aurélio. Não ignorou e em declaração para O Globo acusou. "Ao contrário de quem me ofende momentaneamente, devo toda a minha ascensão profissional a estudos aprofunda-
dos, à submissão múltipla a inúmeros e diversificados métodos de avaliação acadêmica e profissional. Jamais me vali ou tirei proveito de relações de natureza familiar", afirmou, insinuando que Marco Aurélio não tenha estudado o suficiente para chegar ao cargo de ministro, mas se valido do parentesco com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que o nomeou.
Como é que o ministro Barbosa vai coordenar o tribunal? Como vai se relacionar com os demais órgãos e demais poderes? MARCO AURÉLIO MELLO Barbosa disse ainda que Marco Aurélio costuma ser um problema para todos os presidentes do STF. "Um dos principais obstáculos a ser enfrentado por qualquer pessoa que ocupe a presidência tem um nome: Marco Aurélio Mello". E garantiu que, se assumir a presidência, não fará intervenções inapropriadas. Marco Aurélio, por sua vez,
interrompeu o relator durante a discussão nesta semana com o revisor Ricardo Lewandowski, especialmente quando insinuou que ele estaria fazendo "vistas grossas" sobre as provas dos autos. Respeito – Marco Aurélio exigiu do relator que respeitasse a instituição. "Estamos num colegiado de alto nível", disse, acrescentando que "temos que respeitar os colegas". As intervenções de pouco adiantaram. Barbosa cobrou também a distribuição dos votos do revisor "para prestar contas à sociedade", como disse em plenário. Lewandowski, visivelmente contrariado, reagiu. "Não me diga o que tenho de fazer". Então, Barbosa disparou: "Faça-o corretamente". Mais uma vez, Marco Aurélio interferiu. "Policie sua linguagem", disse, ao que Barbosa retrucou afirmando que não estava "ofendendo o vernáculo". Mello lembrou, então, que não havia "campo para vossa excelência ficar agredindo". Ontem Barbosa voltou a defender seu ponto de vista. O revisor não reagiu, mas Marco Aurélio comentou. "Estou preocupado. O presidente é um algodão entre cristais. Não pode ser metal entre cristais", declarou. (Agências)
José Cruz/ABr
Marco Aurélio não esconde a preocupação com o temperamento de Joaquim Barbosa, que vai assumir a presidência do STF em novembro. O seu comportamento também chama a atenção dos demais magistrados.
p Ações contra Toffoli e Lula estão na fila DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Instrumentos como a Lei da Ficha Limpa têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos. Nota da Conferência Nacional dosBispos do Brasil (CNBB)
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Enquanto o Senado avalia suspeição do ministro em julgar o Mensalão, a Justiça Federal do DF examina atuação do ex-presidente no caso de empréstimos consignados. Nelson Jr./SCO/STF
Mário Tonocchi
A
denúncia dos advogados paulistanos Guilherme Campos Abdalla e Ricardo de Aquino Salles contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli por crime de responsabilidade completa hoje um mês de análise na Advocacia-Geral do Senado. O procedimento, de acordo com a Mesa Diretora do Senado é considerado normal. Somente depois da análise jurídica, o documento pode ser enviado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois ao plenário para os votos dos senadores ou arquivado. "Estamos esperando o andamento do processo", disse, ontem, o advogado Ricardo de Aquino Salles. Pela lei que trata do impeachment de ministros do STF, prerrogativa exclusiva do Senado, a denúncia terá de ser lida no expediente da sessão seguinte e "ato contínuo despachada a uma comissão especial". A Mesa Diretora do Senado entende diferente – que o primeiro passo é encaminhar a denúncia à AdvocaciaGeral para subsidiar a decisão dos senadores. Na denúncia, entregue aos senadores no dia 21 do mês passado, os dois advogados suspeitam da atuação parcial do ministro no julgamento do Mensalão e por proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções. Abdalla e Salles
mostram a proximidade do ministro com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado pelo Ministério Público de ser o "chefe da quadrilha do Mensalão". Eles informam que, em 2000, Toffoli teria atuado como advogado de defesa de Dirceu, então deputado do PT. Além disso, lembram que Toffoli foi reprovado duas vezes no concurso para juiz de primeira instância e que não detém "título acadêmico enquanto prestador de serviço privado ou professor".
O ministro Dias Toffoli não detém título acadêmico enquanto prestador de serviço privado ou professor. GUILHERME CAMPOS ABDALLA E RICARDO AQUINO SALLES
Quanto à falta de decoro, os advogados citam o fato de o ministro ter se expressado com palavras de baixo calão contra um jornalista que teria criticado José Dirceu. Lula – Outro processo ligado ao Mensalão, desta vez envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Previdência Social Amir Francisco Lando por improbidade administrativa, continua aguardando julgamento na Justiça Federal do Distrito Federal. O processo ainda está na fa-
se inicial e a última movimentação aconteceu dia 17 de setembro aguardando nova decisão do juiz. No final de janeiro do ano passado o Ministério Público Federal do DF apresentou a ação. Para tentar fazer o processo andar, uma petição no site Petição Pública, em fase de coleta de assinaturas há um ano, tem mais de 12 mil assinaturas de eleitores. Lula e Lando são acusados de utilizar a máquina pública para promoção pessoal e favorecer o Banco BMG, envolvido no esquema do Mensalão. As irregularidades aconteceram entre outubro e dezembro de 2004. Segundo apurações do MPF-DF e do Tribunal de Contas da União, mais de 10,6 milhões de cartas de conteúdo propagandístico foram enviadas aos segurados do INSS com dinheiro público. Elas informavam sobre a possibilidade de obtenção de empréstimos consignados com taxas de juros reduzidas. A manobra custou aos cofres públicos cerca de R$ 9,5 milhões, gastos com impressão e postagem das cartas. Danos – O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou ontem que o governo está ocupado com problemas sociais, para acompanhar o julgamento do Mensalão. Mas admitiu que o PT está tendo muito trabalho para reverter os danos à sua imagem. "A gente trabalha muito no governo, nos finais de semana, nas campanhas eleitorais, para fazer valer o peso da nossa história que transforma o País", disse.
Dias Toffoli: denúncia contra o ministro está há um mês na Advocacia-Geral do Senado Alex Silva/AE
Lula: ação contra ele e o ex-ministro Amir Lando por improbidade administrativa.
CNBB informa: não orienta o voto dos fiéis. Presidente da entidade, dom Raymundo Damasceno nega que a igreja influencie eleitores e que prega apenas o voto "consciente e limpo". Ed Ferreira/AE - 11.08.11
Na semana passada, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, distribuiu nota com críticas ao pastor por causa de texto publicado por ele em maio de 2011, no qual Pereira associou o "kit anti-homofobia", que ficou conhecido como "kit gay", à influência da Igreja Católica.
Não se deve instrumentalizar a religião. O voto é pessoal, instranferível, e deve ser consciente e livre. DOM RAYMUNDO DAMASCENO A relação só se pacificou no último sábado (22), com uma visita de Russomanno a Scherer. Na reunião, o candidato reafirmou suas origens católicas. Em compromissos de campanha, Russomanno tem negado que a Igreja Universal, ligada ao PRB, vá ter influência dentro de uma eventual ges-
tão dele na prefeitura. Ontem, a CNNB divulgou a mensagem em prol do voto "consciente e limpo", em Brasília. Na campanha, a entidade chama a atenção para a Lei da Ficha Limpa. "São instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos". Na análise da igreja Católica, "o resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral" merecem a atenção permanente dos eleitores. Renascer em votos – Em campanha, o candidato à prefeitura paulistana Celso Russomanno (PRB), que se proclama católico, concentrou-se ontem em orações ao lado dos bispos Estevam e Sônia Hernandes, líderes da igreja evangélica Renascer. A relação do partido de Russomanno com a Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, porém, é um dos principais pontos explorados pelos adversários do candidato, que lidera as pesquisas de intenção de voto, na frente de José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT). (Agências)
Juca Varella/Folhapress
Dom Damasceno: conclamação à consciência e destaque para a Lei da Ficha Limpa. Celso Akim/Sigma Press/AE
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presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, negou ontem que a Igreja Católica oriente os fiéis nas eleições. Segundo o portal G1, ele defendeu que o eleitor conheça o histórico dos candidatos e afirmou que "não se pode usar" a religião para captar voto. "Não se deve instrumentalizar a religião". Durante lançamento de mensagem em que pede o voto "consciente e limpo" nas eleições municipais, o cardeal foi questionado a respeito das críticas emitidas pela Arquidiocese de São Paulo contra o chefe da campanha de Russomanno, o pastor Marcos Pereira, presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB). Sem citar nomes, o cardeal respondeu que a igreja não orienta seus fiéis: "O voto, como nós sabemos, é pessoal, instranferível, e ele deve ser consciente e livre. A igreja não indica candidatos de um modo geral. Como diz a nota, o eleitor deve avaliar o candidato, em quem vai votar, e realizar e exercer este direito cidadão".
JOGO DE EMPURRA – Em greve desde o dia 7 de agosto, policiais federais protestaram ontem na Praça dos Bandeirantes, em frente ao Parque do Ibirapuera. Além de faixa no monumento de Victor Brecheret, os agentes também carregaram um grande elefante branco pelas proximidades e espalharam cinzas pelo parque em sinal de morte simbólica da categoria. Russomanno: orações ao lado dos bispos Estevam e Sônia Hernandes, da igreja evangélica Renascer.
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7 Os números não condizem com a realidade (a avaliação de Haddad pelo Datafolha). Chico Macena, coordenador de campanha de Fernando Haddad
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Russomanno cai pela primeira vez Pesquisa Datafolha aponta que o candidato do PRB perde 5 pontos; Serra e Haddad empatam. Em eventual 2º turno, Haddad venceria Serra por 48% a 38%. Fotos: Paulo Liebert/AE
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esquisa Datafolha/TV (22%) e Chalita (14%). Globo divulgada onO Datafolha ouviu 1799 eleitem indica que pela tores entre 26 e 27 de setemprimeira vez o líder na bro. A pesquisa está registradisputa pela Prefeitura de São da no Tribunal Regional EleitoPaulo, Celso Russomanno do ral de São Paulo (TRE-SP). PRB, caiu na intenção de voto O coordenador da campados eleitores. Foram 5 pontos nha de Haddad, vereador Anporcentuais – de 35%, na mos- tonio Donato, minimizou o retra do dia 20 para os atuais sultado da pesquisa e avaliou 30%. A disputa pelo 2º lugar que o petista vem apresentancontinua acirrada e mostra do um crescimento consistenempate técnico entre José te nas últimas semanas. "DisSerra, do PSDB, e Fernando cutir pesquisa é bobagem, teHaddad, do PT. mos de fazer campanha. O Na pesquisa divulgada no crescimento dele é consisteninício da noite de ontem, o tu- te". Na avaliação de outro cocano oscilou positivamente de ordenador, vereador Chico 21% para 22% e o petista su- Macena, "os números não conbiu de 15% para 18%. Como a dizem com a realidade". E conmargem de erro é de 2 pontos clui: "Não é o que a gente sente porcentuais e o que a genpara mais ou t e v ê n a s para menos, ruas". Em simulações de 2º S e r r a e H a dLacerda cai – turno, Russomanno dad estão esO petista Pavenceria Serra por ta tist icam entrus Ananias 50% a 34%. E t e e m p a t adiminuiu a disdos. tância em reRussomanno Gabriel lação ao atual venceria Haddad, por Chalita, do prefeito de 49% a 34%. PMDB, regisBelo Horizontrou 9%, Sonite, Marcio Lanha Francine cerda (PSB), (PPS) 4%, Paulinho da Força mas não o suficiente para evi(PDT) 1%, Carlos Giannazi tar a reeleição já no 1º turno, (PSol) 1% e Ana Luiza (PSTU) segundo o Datafolha. De acor1%. Os outros não pontuaram. do com a pesquisa, Lacerda Votos brancos e nulos somam caiu de 49% para 45% em 8% e não sabe, 6%. Nos váli- duas semanas, e Patrus oscidos, Russomanno tem 34%; lou de 31% para 32%. Serra 25%, Haddad 21%, ChaE cai ACM Neto – O candidato lita 10% e Soninha 5%. do PT à prefeitura de Salvador, Nas simulações de 2º turno, Nelson Pelegrino, ultrapassou Russomanno venceria Serra pela primeira vez ACM Neto por 50% a 34%. Num 2º turno, (DEM), aponta a pesquisa Iboentre Russomanno e Haddad, pe. O petista, que tinha 27% o candidato do PRB venceria o na consulta anterior, subiu papetista por 49% a 34%. Em ra 34%. Há um mês, ACM Neto eventual 2º turno entre Had- tinha 40%, contra 16% de Pedad e Serra, o petista venceria legrino. A mudança no cenário o tucano por 48% a 38%. O Da- ocorre após a coligação do PT tafolha apurou também o índi- acusá-lo de ser contra as cotas ce de rejeição dos candidatos raciais nas universidades púà Prefeitura de São Paulo. Ser- blicas e retomar o episódio de ra lidera o quesito com 45%, 2005, quando, em discurso, seguido de Haddad (24%), ACM Neto ameaçou dar uma Russomanno (22%), Soninha "surra" em Lula. (Agências)
Diogo Moreira/Frame/Folhapress
Apoio selado com batom
O
candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, recebeu uma declaração de apoio inusitada na tarde de ontem: um beijo na boca. Ao lado de apoiadores, Serra fazia caminhada na rua José Paulino, no Bom Retiro, e cumprimentava eleitores.
Beto Oliveira/Ag. Câmara
Agora sabe: deputado constata que há "outros interesses" no Congresso.
Desiludido, Tiririca diz que pode deixar a política.
O
deputado federal Tiririca (PR-SP) afirmou que há outros interesses no Congresso motivo pelo qual admite que talvez não tente a reeleição em 2014. "Eu não sei se pretendo continuar, por ser muito difícil lá dentro (da Câmara dos Deputados)", disse Tiririca, em entrevista à rádio Liberdade FM, de Aracaju (SE). Palhaço eleito com 1,3 milhão de votos, ele demonstra decepção com a burocracia do Congresso. "Eu pensei que chegando à condição que che-
guei, ia lá e ia aprovar projetos que iam beneficiar a população(...) mas não é assim. Há outros interesses". Tiririca também disse que boa parte da população encara o político como ladrão e ressaltou que se sente muito feliz quando as pessoas o elogiam por seu trabalho na Câmara. Congresso esvaziado – As campanhas eleitorais nos estados esvaziaram o Congresso ontem e impediram a realização de sessões nos plenários da Câmara e do Senado. Dos 594 congressistas, en-
tre deputados e senadores, só 11 registraram presença – todos na Câmara, com 513 integrantes. No Senado, nenhum dos 81 parlamentares veio para abrir a sessão de discursos da de ontem na Casa. O cenário, que costuma ocorrer em anos eleitorais, deve se repetir nos próximos dias, na semana que antecede as eleições municipais do dia 7 de outubro. A expectativa é que os parlamentares retornem a Brasília só depois do primeiro turno da disputa. (Folhapress)
Ao passar pela loja em que Talita Coelho trabalha, o tucano foi chamado pela moça. O candidato lhe deu um abraço, mas a vendedora, não contente, segurou o rosto do tucano com as duas mãos e aplicou-lhe um beijo na boca. Depois do episódio absolutamente imprevisto, Serra não
conseguiu esconder a cara de susto. Em vão. A moça não se alterou. E fez questão de atacá-lo com um segundo beijo – na boca. "Da primeira vez, eu achei que ela tinha errado a mira, mas depois, eu vi que não", resumiu um Serra ligeiramente desconfortável.
Depois do beijo imprevisível que marcou a jornada eleitoral de ontem, José Serra continuou a caminhada pelo bairro e, já recuperado, o candidato tucano prometeu que, se eleito, vai melhorar a infraestrutura de centros de compras populares em São Paulo. (Folhapress)
p Impeachment de Collor completa 20 anos DIÁRIO DO COMÉRCIO
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O lulismo com características quase messiânicas não existe mais. Senador Aécio Neves (PSDB-MG)
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Um dos fatos mais marcante da história é revisitado por Sidney Sanches, ex-presidente do STF que participou ativamente do processo na época, e absolveu Collor. Roberto Jayme/Folhapress
Armando C. Serra Negra
A
manhã será rememorado o dia em que, há 20 anos, o ex-presidente da República Fernando Collor de Mello desceu a rampa do Palácio do Planalto pela última vez. Empertigado, nariz empinado, de braço dado com a mulher Rosane, ele acabava de assinar – ostentando uma Montblanc – o documento que o afastava temporariamente de exercer os poderes de presidente. A partir daí o Brasil seria governado por Itamar Franco (1930-2011). Decolando em um helicóptero, estava aberto o processo de impeachment, a ser concluído com sua renúncia em 29 de dezembro de 1992, devido à derrota que sofrera no Congresso com o placar de 441 votos a 38. Como hoje, a época também era de eleição municipal: Paulo Maluf (PDS) vencia Eduardo Suplicy (PT) em São Paulo, e agora, as muitas manifestações populares contra a corrupção, e pró julgamento do Mensalão que percorrem o País através de redes sociais, não são senão eco dos movimentos pioneiros dos 'Fora Collor' e 'Caras Pintadas', daquela ocasião. O jurista Sidney Sanches, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) que participou ativamente do processo do impeachment, tece para o Diário do Comércio algumas de suas memórias. Diário do Comércio – Como foi o
caso da bomba no STF? Sanches – Foi um susto. No dia do julgamento do 1º mandato de segurança impetrado por Collor contra a Câmara dos Deputados, eu estava presidindo a sessão quando o diretor geral me avisou que havia uma bomba no Plenário. A denúncia havia sido feita por meio de dois telefonemas anônimos, um ao gabinete do ministro Octávio Gallotti, e o outro ao gabinete do ministro Néri da Silveira. O auditório estava lotado; então eu propus um intervalo para o lanche, e sem que ninguém percebesse a Policia Federal entrou, deu uma geral e não encontrou nada... Guardei essa história comigo, para evitar que boatos tumultuassem o processo, e só agora passei a divulgá-la. DC – Qual a atuação do STF durante o processo de impeachment? Sanches – O STF julgou vários mandados de segurança impetrados pelo presidente da República contra decisões da Câmara dos Deputados e do Senado, e indeferiu todos. Collor sentia-se prejudicado pelo rito que estava sendo observado na Câmara, entendendo que a votação seria aberta, quando deveria, segundo ele, ser secreta. E mais, que deveria ser concedido um prazo maior para sua defesa. DC – Renunciando ao cargo no final do processo de impeachment, restou ao Congresso punir Collor com a interdição do exercício de função pública pelo período de oito anos. Porque, então, foi absolvido no Supremo Tribunal Federal?
Fernando Collor e Rosane: casal acena antes de subir a rampa do Palácio do Planalto.
Sanches –Porque os fatos eram diferentes, os juízes eram diferentes, o foro era diferente, e a natureza do processo era diferente. O Senado é foro político, onde se é julgado por políticos, inimigos e adversários, sem isenção, e sem necessidade de fundamentar o voto. A imputação dele era falta de decoro no exercício do mandato, por receber dinheiro das mãos de seu ex-tesoureiro de campanha, Paulo Cesar Farias (1945-1996), sem procurar saber da origem do dinheiro recebido. Isso é falta de decoro, mas não é crime: é
falta de conceito moral, mas não de conceito jurídico. Já no STF ele foi julgado por crime de corrupção passiva, por juízes e não políticos, que não podem estar em suspeição em relação ao réu, ou envolvidos de qualquer forma no episódio, e obrigados a fundamentar seus votos. Ele foi absolvido por 5 votos a 3, e eu fui um dos que o absolveu. Entendi que não estava provado que ele havia solicitado qualquer vantagem em troca do dinheiro recebido, e muito menos que a parte doadora obtivera dele algum tipo de vantagem.
Divulgação
DC – Muitas somas de dinheiro foram arroladas na CPI do PC... Sanches – PC Farias alegava Sidney que o dinheiro era raspa de taSanches: cho do arrecadado em doa"O povo até ções para a campanha eleitoestá ral. À época, ainda não estava acompanhando em vigor a lei que pune lavao julgamento gem de dinheiro, nem havia ledo Mensalão, gislação que coibisse o apromas não vejo veitamento de sobras de camgrandes panha. E não devemos esquemanifestações cer, também, que naquela de rua". ocasião a disputa era entre Collor e Lula, tendo este a fama de líder radical de esquerda que amedrontava os grandes empresários no País. A tal ponto que não se furtavam em
Para Aécio, Dilma não sabe conviver com opinião contrária. Senador mineiro diz que caso da Comissão de Ética é um bom exemplo disso.
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senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse ontem, no Recife, que a renúncia do ministro Sepúlveda Pertence à presidência da Comissão de Ética Pública da Presidência evidencia bem a forma como a presidente Dilma Rousseff "enfrenta aqueles que têm posição diferente da dela". "Comissão de Ética Pública é um instrumento do Estado brasileiro, não de um governo", afirmou. "Ela não existe para agradar presidente da República ou ministro de Estado", declarou o senador. Pertence, que renunciou ao cargo no início da semana, atribuiu sua decisão a uma "mudança radical" na comissão, promovida pela presidente Dilma. Ela não reconduziu para mais um mandato de três anos dois conselheiros indicados por ele. "Parece que não foi essa a interpretação que deu a presidente, no momento em que mostra a sua contrariedade, fugindo à lógica natural de recondução de dois membros que incomodaram ao governo", disse Aécio. A nova crítica à presidente
vem nove dias depois de Aécio afirmar que Dilma havia feito uma "maldade" com Minas Gerais ao vetar o aumento dos royalties da mineração, o que impediu que o Estado elevasse a arrecadação de impostos do setor.
A Comissão de Ética Pública não é um instrumento do governo. Não existe para agradar presidente ou ministro de Estado. AÉCIO NEVES Nesta semana, Aécio também minimizou o capital político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar que "o lulismo com características quase messiânicas" não existe mais. Fazia uma referência direta à participação mais intensa do petista em comícios para reverter o insucesso dos candidatos petistas em algumas cidades. Proximidade com PSB – No-
Recife, onde participou de ato de campanha do candidato tucano a prefeito da cidade, Daniel Coelho, o senador mineiro disse que gostaria de ter o PSB como aliado em um projeto nacional. Presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o PSB rompeu com o PT em diversas capitais importantes, como Recife, Belo Horizonte e Fortaleza. "Eu nunca escondi que, do ponto de vista nacional, sempre tive uma proximidade grande com o PSB, que não é abalada pelas disputas locais", afirmou Aécio. "Eu gostaria de ver um momento em que pudesse ser construído um projeto de país onde nós poderíamos estar juntos", disse. "O tempo é que vai dizer a profundidade desse rompimento". Segundo o tucano, o PSDB não trabalha com uma expectativa de aliança imediata. "O PSB é um partido aliado ao governo federal e não cabe a nós desalinharmos. Cabe a nós construirmos um projeto alternativo com o qual, quem sabe, o PSB, amanhã, encontre alguma identidade".
afirmar, que se fosse eleito, abandonariam o Brasil, temerosos de um regime de esquerda. Muita gente descarregou muito dinheiro na campanha de Collor, ao que se diz arrecadando mais de US$ 100 milhões. Essa era a verba que PC Farias detinha como tesoureiro, e repassava às mãos do
Eu fui um dos que o absolvi. Entendi que não estava provado que Collor havia solicitado vantagem em troca do dinheiro. SIDNEY SANCHES
presidente. Mas não se provou que Collor alguma vez o tenha solicitado, ou se comprometido em alguma barganha. DC – Há semelhanças entre os movimentos sociais pelo julgamento do Mensalão e pelo impeachment de Collor? Sanches –Na época do im-
peachment a movimentação social foi bem maior do que agora. O povo até está acompanhando o julgamento do Mensalão, mas não vejo grandes manifestações de rua. Contudo, na época uma forte impressão ficou gravada na sociedade, de que até o presidente da República pode perder o mandato se não comportar devidamente. Isso teve grande repercussão internacional. Agora está acontecendo a mesma coisa com os resultados do julgamento do Mensalão. Os ministros, tanto o relator quanto o revisor, estão condenando muitos réus, o relator mais, o revisor menos, resta ver como seguirão os outros ministros. E o Brasil está acompanhando. Acho que nossa Democracia está fortalecida e as instituições estão funcionando tão bem quanto há 20 anos. DC – Caso o STF condene à cassação algum parlamentar, é fácil conseguir a anistia no Congresso? Sanches – Não é. O pedido de anistia tem que conseguir o apoio da maioria absoluta do Congresso Nacional, e ser referendado pela presidente da República.
Governos do PT são mais agraciados pela Petrobras A conclusão é de um relatório do TCU, que investigou repasses de verbas da estatal.
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ntre 2003 e 2008, prefeituras e governos estaduais do PT receberam 46% de R$ 100 milhões de convênios da Petrobras para auxiliar programas de proteção à infância em cidades e estados administradas por grandes partidos políticos. Esta é a conclusão de um relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) aprovado ontem que investigou repasses de verbas da estatal para governos e entidades não governamentais. A empresa nega favorecimento. No período de 2003 a 2006, foram R$ 27 milhões para prefeituras do PT contra R$ R$ 32 milhões para prefeituras de outros três grandes partidos (PSDB, PFL e PMDB), o que equivale a cerca de 45% dessa verba para o partido do governo. Em 2003, o valor chegou a 55%. No período, o PT teve entre 5% (2003 e 2004) e 13% (2005 e 2006) das prefeituras administradas por esses quatro partidos no país. Já em relação aos go-
vernos estaduais, a verba para as Fundações de Infância só beneficiaram estados administrados pelo PT, com R$ 4 milhões, até 2006. Os Estados que receberam recursos foram o Pará e o Piauí.
46 por cento dos R$ 100 milhões de convênios da Petrobras tiveram como destino governos petistas.
Em 2007 e 2008, a Petrobras mudou a forma de distribuição desse tipo de verba - que é uma renúncia de receita do governo federal por poder ser abatida em imposto – que passou a ter a maior parte da destinação
determinada por uma comissão formada por integrantes da Petrobras e de outras entidades de apoio à infância, como o Unicef. Com isso, segundo o órgão, a participação percentual do PT nos R$ 27 milhões distribuídos às prefeituras nesses dois anos se reduziu para 42% com o PT quase triplicando o número de prefeituras. Governos estaduais de outros três partidos dividiram os R$ 10 milhões distribuídos pela estatal à entidades estaduais. A investigação foi pedida pelo deputado federal Chico Alencar (PSol-RJ) para apurar se havia então favorecimento político na distribuição dessa verba da estatal. Segundo o TCU, houve desvio dos recursos em seis convênios que somam quase R$ 30 milhões, três deles da CUT (somam R$ 25,6 milhões), então ligada ao PT. Segundo o TCU, não há comprovação de que gastos repassados foram efetuados nas ações previstas nos convênios. (Folhapress)
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Reuters
JOGO DE FORÇAS NA SÍRIA
nternacional
Rebeldes anunciam o início de uma 'batalha decisiva' em Alepo. O regime de Assad responde com o envio de mensagens de texto para os celulares do país, com a frase: 'game over' (fim do jogo).
Fotos: Lucas Jackson/Reuters
O bê-a-bá da bomba atômica iraniana Premiê israelense adverte: Teerã terá arma nuclear em até um ano.
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pr i m ei r o- m in i s tr o de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou ontem que o Irã terá urânio enriquecido para construir uma bomba atômica até o próximo verão no Hemisfério Norte, em meados de 2013. Ao discursar na 67ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o premiê disse que o mundo precisa riscar uma "linha vermelha", ou seja uma linha de limite, para que o Irã recue em seu programa nuclear. "A hora é tardia, muito tardia", disse Netanyahu, pedindo que a ONU fixe um ultimato para o Irã. O prazo, que analistas interpretaram como um ultimato para um possível ataque israelense, ofuscou o esperado duelo entre Netanyahu e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que ocupara o mesmo púlpito pouco antes. Teerã diz que seu programa atômico tem fins pacíficos, e o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em discurso na ONU um dia antes, acusara Israel e o Ocidente de "intimidação nuclear" contra seu país. Em sua resposta, Netanyahu citou profetas e heróis bíblicos, exaltou os avanços científicos de Israel, comparou o Irã à rede terrorista Al-Qaeda e discorreu sobre o choque de civilizações entre o moderno e "as forças medievais do Islã radical". Linha vermelha - Mas o momento mais lembrado de seu discurso foi a exposição gráfica dos limites que, segundo Neta-
nyahu, devem ser impostos para que Teerã desista de fabricar a bomba atômica. Munido de uma cartolina com o desenho de uma bomba com o pavio aceso, o premiê israelense disse que o Irã já consegue enriquecer urânio a 70% e que é preciso evitar que enriqueça o mineral a 90%, o necessário para produzir uma bomba nuclear. Segundo ele, este estágio estará completo "até a próxima primavera, no máximo até o próximo verão". Isso equivale a entre seis meses e um ano no calendário do Hemisfério Norte. Com uma caneta vermelha, ele riscou uma linha no cartaz onde deve ser imposto o ultimato ao governo iraniano. "Dali em diante, serão apenas alguns meses, possivelmente algumas semanas até que eles tenham urânio enriquecido suficiente para a primeira bomba", alertou. "A questão relevante não é quando o Irã terá a bomba, mas em que estágio não poderemos mais impedir que o Irã alcance a bomba." Confrontado por repórteres sobre a expressão simplista do diagrama exibido por Netanyahu, o chanceler de Israel, Avigdor Lieberman, disse que a intenção era exatamente essa. "O recado não foi só para chefes de Estado, mas sobretudo para a opinião pública mundial. Quando falamos de linha vermelha, parece conceito virtual, mas hoje o premiê mostrou que é algo real."
Netanyahu desenha uma linha vermelha onde deve ser imposto o ultimato para que o Irã desista de fabricar a bomba atômica
Este ano, o palestino Abbas foi ofuscado pela ameaça iraniana. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em discurso na ONU na terçafeira que evitará que o Irã construa a bomba, mas é contra impor um ultimato. As relações entre Netanyahu e Obama estão congeladas. O presidente dos EUA não recebeu o premiê de Israel na Casa Branca e sequer marcou uma reunião informal em Nova York. Obama deverá dar um telefonema hoje a Netanyahu. Palestinos - Os israelenses não escondiam a satisfação por terem concentrado as atenções no programa nuclear iraniano, um ano após a Assem-
bleia Geral ter sido dominada pela campanha pelo reconhecimento do Estado palestino. Sem a badalação de 2011, o discurso do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, expressou o desespero de um líder encurralado entre uma profunda crise financeira, a divisão interna e o beco sem saída que virou o processo de paz com os israelenses. Abbas acusou Israel de praticar "limpeza étnica" com a ocupação dos territórios palestinos e prometeu, sem dar datas, apresentar um pedido para elevar o status da Palestina na ONU. (Agências)
O FUTURO NAS MÃOS DOS CATALÃES Em desafio ao governo espanhol, parlamento regional aprova realização de plebiscito de independência.
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Parlamento da Catalunha aprovou ontem a convocação de um referendo popular para que os catalães decidam "livre e democraticamente seu futuro coletivo", em referência à separação da Espanha. O governo espanhol alertou que tentará barrar o processo na Suprema Corte. O referendo poderá ser realizado na próxima legislatura regional, após as eleições já convocadas para 25 de novembro deste ano. A proposta foi aprovada por 84 dos 135 parlamentares. Os políticos do partido governista Convergência e União (CiU), da direita moderada, votaram em massa a favor do projeto. Apenas 21 parlamentares, dos quais 18 do Partido Popular (PP), votaram contra. A maioria dos deputados do Partido Socialista se absteve. O presidente regional da Catalunha, Artur Mas, liderou no começo deste mês uma manifestação em Barcelona que reuniu pelo menos 600 mil pessoas a favor da independência. Na semana passada, Mas esteve em Madri e tentou negociar sem sucesso com o governo uma reforma no pacto fiscal entre Catalunha e Espanha – a região teria uma autonomia fiscal que apenas o
Gustau Nacarino/Reuters
Parlamento pode convocar referendo popular a partir de novembro País Basco tem na Espanha. Oposição - O governo espanhol lembrou ontem que a convocação de um eventual
referendo defensor da soberania na Catalunha tem que ser autorizado pelo Estado. A vice-primeira-ministra es-
panhola, María Soraya Sáenz de Santamaría, disse que o governo do país é totalmente contra esse referendo, e vai usar "todas as ferramentas à sua disposição" para impedir que ele seja realizado. Segundo ela, o referendo seria "inconstitucional". A convocação afetaria "todos os espanhóis", por isso a consulta teria que ser realizada em todo o país. O governo espanhol tentará barrar o processo na Suprema Corte em Madri. "Não há apenas instrumentos jurídicos para pará-lo, mas além disso há um governo, este governo, que está disposto a usá-los", afirmou. Os partidos nacionalistas catalães reclamam que uma grande fatia de recursos provenientes da região, responsável por 18% do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol, acaba em regiões mais pobres. Eles tentaram negociar um novo acordo fiscal com o governo central, mas a tentativa foi rejeitada recentemente pelo primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy. Tanto a Espanha quanto a Catalunha atravessam uma recessão profunda, com o aumento do desemprego e drásticos cortes sociais que promoveram o descontentamento da população. (Agências)
Assange completa cem dias de solidão
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fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, completou ontem cem dias abrigado na embaixada do Equador em Londres. E não há sinais de uma solução à vista. Os chanceleres do Reino Unido, William Hague, e do Equador, Ricardo Patiño, se reuniram ontem para debater a situação do ativista, mas não chegaram a um acordo. A reunião, realizada paralelamente à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, foi "muito positiva" e, embora "não vejamos uma solução imediata, entendemos que há disposição" do Reino Unido "para tratar do
tema", disse Patiño. Os chanceleres concordaram em se reunir novamente dentro de "um a dois meses" para debater a questão. Assange buscou abrigo na embaixada para fugir de uma extradição à Suécia, onde é acusado por crimes sexuais. O Equador já concedeu asilo diplomático a Assange por entender que ele sofre perseguição. O ativista diz que as acusações na Suécia são parte de um complô, orquestrado por Washington, para fazê-lo ser julgado nos Estados Unidos por causa da divulgação de documentos secretos. A Suécia e os EUA negam a afirmação. (Agências)
Nakoula atrás das grades
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oi preso ontem em Los Angeles o produtor do filme "Inocência dos Muçulmanos", apontado como estopim de uma onda de protestos iniciada em 11 de setembro que já atingiu mais de 20 países muçulmanos e deixou dezenas de mortos. Nakoula Basseley Nakoula, de 55 anos, um cristão egípcio, é acusado de ter violado os termos de sua condicional. Ele foi condenado por fraude bancária e deixou a cadeia em 2011 sob diversas condições, inclusive uma que o proibia de acessar a internet sem a permissão de um oficial de justiça. Os protestos surgidos
após a divulgação de um trailer de 14 minutos do filme que satiriza o profeta Maomé geraram uma onda de violência que provocou várias mortes, incluída a do embaixador dos EUA na Líbia. No último dia 20, um juiz de Los Angeles rejeitou o pedido de uma das atrizes do vídeo, Cindy Lee García, para que fosse retirado do YouTube o polêmico filme. Ela alegou que participou das gravações do filme por entender que se tratava de uma aventura histórica no deserto da Arábia, mas que os produtores tinham outras intenções que esconderam do elenco. (Agências)
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012 J. Duran Machfee/FuturaPress/AE
TUK-TUK Já homologado pelo Denatran, triciclo semelhante aos táxis utilizados em cidades indianas, ou mesmo andinas, poderá circular pelas cidades brasileiras.
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Alex Falcão/Futura Press/AE
Nelson Antoine/FotoArena/AE
FRIO RESISTE NA CIDADE – São Paulo registrou ontem a madrugada mais fria desde o começo do ano, com 8,7° C. A marca anterior, de 8,8° C, havia sido registrada em 15 de julho. Por volta das 12h10, a temperatura era de 14° C, com sensação térmica variando entre 4° C e 9° C, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE), da Prefeitura. Hoje os termômetros ficarão entre os 8° C e os 20° C.
Finalmente, a nova praça Roosevelt. Reurbanizado, novo espaço de convívio na cidade será inaugurado amanhã, depois de dois anos em obras, a um custo total de R$ 55 milhões. Fotos de Joel Silva/Folhapress
Mariana Missiaggia
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epois de dois anos em obras, a um custo total de R$ 55 milhões, finalmente será possível caminhar pela nova praça Roosevelt. Situada entre as ruas da Consolação e Augusta, no Centro, a inauguração do espaço reurbanizado está marcada para amanhã, no período da manhã. Nesses dois anos, toda a antiga estrutura de concreto que havia na praça foi demolida. De acordo com a Secretaria de Obras, o material extraído foi distribuído entre as subprefeituras da cidade e usado na construção de calçadas. O piso atual da praça recebeu impermeabilização com manta dupla, o que lhe garante uma vida útil de cerca de 20 anos, minimizando os trabalhos de manutenção. Foram construídas rampas de acesso, escadas, canteiros de paisagismo e o prédio da Guarda Civil Metropolitana (GCM). A parte do passeio recebeu piso ecológico. A área foi recuperada com base em um novo conceito arquitetônico, com muitas flores e iluminação com 137 luminárias de LED. Alamedas para passeios, duas floriculturas, um "cachorródromo" (espaço para cães) e locais específicos para as crianças brincarem preenchem o novo espaço. Durante a reforma, a falta de sombra foi apontada como um ponto fraco do projeto. Mas a ausência de grandes árvores foi explicada como uma tática para evitar pontos escuros e possíveis esconderijos. A mudança da feira livre que há 60 anos funcionava na rua
Funcionários varrem o novo piso da praça Roosevelt, no Centro, para a inauguração de amanhã.
Vista do alto, a nova Roosevelt destaca-se por espaços para caminhadas João Guimarães Rosa, ao lado da Praça, foi motivo de protesto com faixas, cartazes e megafones. Outra reclamação feita pelos moradores e comerciantes do entorno foi a valorização da área, o que determinou um aumentos de aluguéis. Com isso, antigos moradores preferiram deixar esse endereço central.
Os teatros da região, como o Teatro do Ator, o Studio 184 e o Espaço Satyros prepararam uma programação especial em comemoração à reabertura da praça Roosevelt. Aos poucos, a partir dos anos 70, a praça Roosevelt foi sendo abandonada pela população, que a considerava insegura.
Piso recebeu tratamento especial contra a infiltração de água, facilitando sua manutenção.
J. Duran Machfee/FuturaPress/AE
Cidades brasileiras poderão usar o tuk-tuk
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á homologado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o primeiro triciclo motorizado para transporte de passageiros fabricado no Brasil deverá chegar ao mercado em cerca de 30 dias. O veículo, inspirado nos triciclos das regiões andinas e muito parecido com o tuk-tuk, modelo tradicional de táxi indiano, chegará primeiro a cidades do interior de São Paulo, entre elas Campinas e Limeira. Estima-se que o Motocar, como vem sendo chamado o veículo, será comercializado por R$ 10,5 mil. Segundo o diretor da Motocar em São Paulo, Fábio Di Gregorio, o veículo já foi aprovado em todos os testes. Fabricado em Manaus, o
tuk-tuk brasileiro pode transportar até três pessoas. Como tem cabine coberta, seu motorista e passageiros são dispensados de usar capacete, como nas motocicletas. Do condutor é exigida carteira de habilitação do tipo A, a mesma exigida por motoqueiros. O triciclo brasileiro poderá fazer 25 quilômetros por litro de gasolina e o IPVA seguirá valores também semelhantes das motos. Trata-se, em princípio, de um veículo para o transporte urbano, em áreas preferencialmente planas ou pouco íngremes. O triciclo conta com cinto de segurança e outros itens, como macaco, triângulo e extintor de incêndio. (Agências)
Triciclo produzido em Manaus deve chegar ao mercado do interior paulista em trinta dias. Ontem um deles estava em teste na avenida Paulista.
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
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11 Provavelmente foi um crime de execução. Tenente Mário Tonini, da PM, sobre a morte de cabo Bruno.
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34 dias após sair da cadeia, Cabo Bruno é morto a tiros. Maira Vieira/AE - 23/09/2012
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rinta e quatro dias depois de sair da prisão, o ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, o cabo Bruno, foi morto a tiros no final da noite de quarta-feira, na porta da casa onde morava, no bairro Quadra Coberta, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. O cabo ficou conhecido por liderar um grupo de extermínio na década de 1980 na capital paulista e havia se tornado pastor evangélico ao sair da cadeia. O crime ocorreu às 23h45. Acompanhado de parentes, ele voltava de um culto em Aparecida, município vizinho, e foi surpreendido pelos criminosos em frente à casa da família, na Rua Inácio Henrique Moreira. "Segundo testemunhas, eram dois homens que chegaram a pé e atiraram somente contra ele (Florisvaldo). Não foi anunciado assalto", afirmou o tenente Mário Tonini, da 2ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar. "Havia um carro próximo ao local, possivelmente utilizado pelos atiradores na fuga. Não temos pistas ainda sobre a autoria. Provavelmente foi um crime de execução". Cabo Bruno não chegou a ser socorrido e morreu no local. Segundo a polícia, nada foi levado dele ou dos familiares. Não havia câmeras na rua para gravar a ação criminosa, o que deve dificultar o trabalho da polícia. A perícia esteve no local do crime e recolheu 18 cápsulas de pistola ponto 40 mesmo calibre utilizado pela Polícia Militar - e outras de calibre 380. Histórico – Florisvaldo de Oliveira havia deixado a penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, a P-2, de Tremembé, após cumprir 27 anos
O ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, o cabo Bruno, foi morto anteontem em Pindamonhangaba (SP). Condenado a 120 anos de prisão por mais de 50 assassinatos na década de 1980, cabo Bruno era um dos justiceiros mais conhecidos do País. Há pouco mais de um mês estava em liberdade.
Hugo Sá Peixoto/Folhapress - 19/11/1984
Soldado da Rota é assassinado a tiros no Butantã
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Cabo Bruno, em 1984, quando participava de grupos de extermínio Maira Vieira/AE - 23/09/2012
m soldado Rota foi morto a tiros, ontem de manhã, na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, no Butantã, zona oeste. A Polícia Militar informou que recebeu um chamado de homem ferido em via pública às 5h56 e ao chegar ao local encontrou André Peres de Carvalho caído no chão. O soldado, que estava de folga, foi socorrido ao Pronto Socorro do Hospital Universitário, mas não resistiu aos ferimentos. Ele estava na corporação há 20 anos. As circunstâncias do crime não foram informadas. (AE)
PM morto por disparo acidental durante treino
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Solto há pouco mais de um mês, justiceiro havia se convertido em pastor
Após deixar a prisão, o ex-policial se dedicava a atividades religiosas
de prisão. Oliveira não havia recebido nenhuma ameaça de morte após sair da prisão. Cerca de 150 pessoas acompanharam o velório do ex-policial, na Santa Casa de Pindamo-
assassinatos na década de 1980 na capital paulista, quando integrava um grupo de extermínio. Nos anos de cárcere, converteu-se ao cristianismo, tornou-se pastor evangélico e
nhangaba. Entre os presentes estavam familiares, amigos e membros Igreja Refúgio em Cristo, da qual ele era pastor. Justiceiro – Ele foi condenado por participação em mais de 50
se casou com uma cantora gospel. Condenado a 120 anos de prisão, foi beneficiando com o indulto pleno da pena no dia 23 de agosto, por bom comportamento. (AE)
m cabo da Polícia Militar morreu após ser atingido por um disparo acidental durante treinamento na base da Força Aérea de Cumbica, em Guarulhos (SP), anteontem. O cabo Marcos Paulo Kneubauhl Cruz, de 36 anos, levou um tiro na cabeça durante uma sessão de instrução de tiro. O treinamento era realizado por oficiais do 43º batalhão da PM, da zona norte da Capital. O autor do disparo, um policial entrou em estado de choque quando soube da morte do colega e teve que ser socorrido ao hospital. (Folhapress)
Dida Sampaio/AE
Marcelo Min/AFG
Antonio Abujamra e os Mutantes com Caetano e Gil
ATENTO & FORTE
advogado Hédio da Silva Júnior, 51 anos, ganhou notoriedade ao ser nomeado secretário da Justiça no segundo mandato do governador Geraldo Alckmin (2011-2006). A ascensão de negros a postos dessa natureza despertava mais curiosidade do que em nossos dias. Atualmente, Hédio tem o seu escritório e dá aulas na Fundação Zumbi dos Palmares, na Capital. Simultaneamente, prossegue na sua tradicional tarefa de elevar a comunidade afro-descendente do País. Nesse sentido, a exposição positiva do ministro Joaquim Barbosa não poderia escapar da sua atenção. Metrópole - Como o senhor está vendo a atuação do Ministro Joaquim Barbosa do ponto de vista da comunidade negra? Hédio da Silva Júnior - Tem um forte valor no plano simbólico. O símbolo do negro competente sempre foi Pelé. Ocorre que as referências nessa direção sempre foram voltadas para a o futebol e para a música popular. Naturalmente, são conquistas importantes que nos dão orgulho e merecem aplauso. Porém, a visibilidade do ministro Barbosa está se dando num terreno novo, na esfera intelectual, constituindo um registro significativo de afirmação étnica. As pessoas podem não concordar com as
Chico Ferreira/LUZ
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ideias do ministro, mas não podem negar seu preparo. Metrópole - Como isto pode repercutir na comunidade? Hédio - Em primeiro lugar, na sua auto-estima. Por outro lado, sinaliza o afloramento do talento e a certeza de que o negro pode realizá-lo. Mas eu penso que esso tipo de resultado será mensurado dentro de uns 30 anos. Esta situação faz lembrar de algo dito pelo meu avô que foi fundamental na minha vida. Metrópole - E o que lhe disse seu avô? Hédio - Ele era analfabeto. Quando eu concluí o curso primário e tirei em seguida minha carteira de identidade com a devida assinatura no documento, ele olhou e disse: "Você pode ser o que você quiser". Nessa hora eu senti que poderia ser capaz.
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Reprodução
ORGULHO DE JOAQUIM
documentário Tropicália, de Marcelo Machado, ora em cartaz na Cidade e bem cotado pela crítica, joga luzes sobre o programa Divino, Maravilhoso, atrelado ao movimento tropicalista concebido por Caetano Velloso e Gilberto Gil. Teve vida efêmera: 28 de outubro a alguma data incerta de dezembro, talvez após a assinatura do AI-5, no dia 13. Mas, apesar da brevidade, tornou-se um dos maiores atrevimentos vanguardistas da televisão brasileira. O trio que o conduzia já indicava a que veio. A dupla de produtores era formada pelo diretor e ator Antonio Abujamra, 80 anos, e Fernando Faro, 85. Ambos estão aparentemente bem comportados nos respectivos programas Provocações e Ensaio, na TV Cultura, mas ambos possuem uma bela folha corrida em transgressões culturais. O diretor de TV de Divino, Maravilhoso era nada menos do que Cassiano Gabus Mendes (1919-1993). Se há um pai da televisão brasileira, é ele. Foi seu primeiro diretor-artístico: ocupou o cargo desde a inauguração da pioneira TV Tupi, em 1950, até os anos 70. Sua presença voluntária no switcher da estação, comandando os câmeras e fazendo os cortes
Daniel teixeira/AE
apesar do seu alto posto, revela a importância que dedicou ao programa e que o impulso do novo ainda não o havia abandonado. Divino, Maravilhoso, levado ao ar nas segundas-feiras, às 21h30, era uma "casa de mãe Joana", uma zona ou uma zorra total para utilizarmos expressões de várias épocas que possam traduzir uma atmosfera de contemporaneidade anárquica. O público, em geral jovens estudantes, invadia o palco; atirava-se papel picado para o ar; Caetano, semi-nu corria em
Ciro Mendes/Folha pres-19/04/1995
Fernando Faro e Cassiano Gabus Mendes volta num corrupio de Pomba Gira; Gil ,vestindo túnicas coloridas, deitava-se no chão; e Os Mutantes, vestidos como príncipes renascentistas, não paravam de tocar. Esgotados os 60 minutos, o programa prosseguia nos restaurantes da
Rua Nestor Pestana e na Galeria Metrópole, que eram os points efervescentes da Cidade. O refrão da música que deu nome ao programa era assim: "É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte".
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Ilusões de ótica O estilo hiper-realista do ilustrador italiano Guido Daniele é frequentemente explorado por agências de publicidade. Nessa série, que inclui tanto obras artísticas como anúncios para uma rede telefonia celular, Daniele utiliza mãos e diferentes técnicas de pintura para criar figuras que, quando fotografadas com enquadramento, iluminação e perspectiva específicos chegam a confundir o observador. Mais no site.
www.dcomercio.com.br
www.guidodaniele.com
E UA E SPAÇO Nasa/Reuters
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Rio em Marte O jipe-robô Curiosity encontrou sinais do que teria sido o leito de um rio em Marte [na imagem acima, à direita, comparado a um leito de rio na Terra, à esquerda]. Provas anteriores da presença de água no planeta já haviam sido encontradas, mas está é a primeira vez que imagens de cascalho de rio foram registradas ali.
Violência de US$ 1 milhão
Universidade da Califórnia terá de pagar cerca de US$ 1 milhão para encerrar um processo sobre um incidente polêmico ocorrido no campus Davis em 14 de novembro do ano passado. Naquela data, o policial John Pike atacou estudantes do movimento Occupy que estavam sentados e passivos no campus da universidade com spray de pimenta. Segundo o jornal The Sacramento Bee, a Universidade aceitou pagar por um acordo, que foi aprovado este mês pelo Conselho de Administração da Universidade para evitar
Reprodução
que o caso seja levado aos tribunais. Um grupo de 21 alunos e ex-alunos abriu um processo contra a universidade em fevereiro deste ano. Pelo acordo, cada um receberá US$ 30 mil, num total de US$ 630 mil. A universidade também terá de pagará US$ 250 mil para os advogados que representavam os estudantes no caso. O acordo também prevê que Linda P.B. Katehi, responsável pelo campus Davis, apresente um pedido de desculpas por escrito a cada pessoa atingida pelo spray. os termos do acordo ainda precisam ser aprovados por um juiz federal para ter efeito.
Imagem do policial atacando estudantes foi reproduzida em todo o mundo e virou alvo de sátiras na internet
Andy Clark/Reuters
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Facebook apaga 'curtidas' O Facebook começou a eliminar as curtidas falsas em páginas de marcas e celebridades, informou ontem o site Mashable. A medida seria para evitar e desestimular likes falsos nas páginas das redes sociais. Entre as páginas que perderam mais curtidas
estão a da Texas HoldEm Poker (96 mil), as das cantoras Lady Gaga (34 mil), Rihanna (28 mil) e Shakira (26 mil). O jogo Farmville perdeu 45 mil curtidas. Foram eliminados principalmente likes de perfis que compraram curtidas ou enganaram os usuários.
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SKATE
C ONSUMO
Fotos clássicas de Baron Wolman, fotógrafo da revista Rolling Stone, viraram estojo para skate.
BIBLIOMANIA - Don Stewart aparecem em sua mesa cercada de livros no sebo MacLeod's, em Vancouver, Canadá. O sebo, que existe desde 1963 e foi adquirido por Stewart em 1973, recebe compradores de todo o mundo em busca de edições raras de livros clássicos. C OPA 2014
ARMAS DA PAZ AKA PEACE é um projeto que reuniu 23 artistas para reinterpretar os fuzis AK47 em nome da paz. Uma das obras é esta, de Jake Chapman.
www.boom-
http://bit.ly/VOwDxv
ar t.com
A TÉ LOGO
Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
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Ator Johnny Lewis, ex de Katy Perry, é encontrado morto em Los Angeles
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Críticos veem 'falta de magia' no primeiro romance adulto de J.K. Rowling
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Concurso 3006 da QUINA
Fundação Mona Lisa expõe em Genebra outra versão do quadro de Da Vinci
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Fifa decide horários de jogos A Fifa anunciou ontem os horários dos jogos da Copa de 2014. A abertura, em São Paulo, será às 17h de uma quinta. A final será no Rio, às 16h de um domingo. Os demais jogos da 1ª fase serão às 13h, 16h, 17h, 18h, 19h e 21h. As partidas das oitavas e das quartas de final serão às 13h e 17h, e as semifinais às 17h.
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13 CHEVRON Empresa pagou multa de R$ 35 mi por vazamento de petróleo
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ESTADOS UNIDOS Pedidos de auxílio a desempregados caiu ao menor nível em dois meses
Prepare-se: 4% é boa aposta para 2013. Depois de um 2012 decepcionante, as projeções do economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, anunciam dias melhores no ano que vem. Rejane Aguiar
Patrícia Cruz/LUZ
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economia brasileira deve superar recentes entraves e crescer 4% em 2013, depois de fechar este ano com expansão de 1,6% – e sempre com inflação dentro do intervalo da meta (5,4% neste ano e 5,2% no próximo). As projeções são do economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, que apresentou ontem análise sobre os cenários brasileiro e internacional durante reunião do Comitê de Avaliação da Conjuntura da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com Barros, o avanço mais expressivo da atividade esperado para o próximo ano pode ser justificado pela conjuntura internacional um pouco mais favorável – cenário ainda de recessão, mas com menor aversão a risco – e pela superação de "acidentes internos" que limitaram o desempenho do País neste ano. Barros observou que, em 2012, o Brasil "deve crescer o que o mundo permite". Ele ressaltou, entretanto, que o Produto Interno Bruto (PIB) perdeu perto de um ponto percentual de expansão apenas por efeitos negativos de fatores internos como seca no Sul e no Nordeste, crise no seg-
No exterior, cenário nada empolgante.
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pesar de as crises dos Estados Unidos e da Europa ainda estarem longe do fim e de a China passar por desaceleração, o cenário internacional de médio prazo é relativamente melhor – ainda com recessão, mas com menor aversão a risco dos investidores. A observação é do economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros. "As recentes ações dos bancos centrais, que injetaram grande volume de recursos nas economias dos países desenvolvidos, têm papel fundamental na recuperação
mento de construção de imóveis residenciais, problemas de endividamento no setor sucroalcooleiro, surpresa com redução de produção e refino de combustíveis da Petrobras, dificuldades dos bancos pequenos e médios e crise da economia argentina (que reduz as exportações do Brasil). Um dos fatores de maior influência, destacou, foi a queda dos investimentos públicos provocada pelas investigações de corrupção nos contratos do Departamento Nacio-
mundial", afirmou Barros a uma plateia de empresários durante a reunião do Comitê de Avaliação da Conjuntura da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Ainda assim, a economia mundial deve ficar praticamente estável em termos de crescimento. No caso dos Estados Unidos, Barros disse que a crise já está em seu "quarto quarto". "O país não tem problema de crescimento econômico e sim de emprego. E, em curto prazo, precisa lidar com questões fiscais ainda referentes ao governo Bush", afirmou,
nal de Infraestrutura de Transportes (Dnit). "Este caso, em particular, afetou muito o PIB de 2012 por ter barrado grandes volumes de investimentos públicos em infraestrutura", afirmou. Ele citou, ainda, um efeito herdado de 2011, período em que o Banco Central (BC) quis desacelerar a economia como forma de controlar a alta de preços. "Aperto monetário e medidas macroprudenciais têm efeito ao longo do tempo. Nessa situação, isso só ocorreu em 2012." Sem esses
destacando que a Europa ainda tem mais tempo de dificuldades pela frente. "A zona do euro ainda está no terceiro quarto da crise." Mais preocupante para o Brasil é o desaquecimento da economia chinesa, que passa por um gradual processo de mudança de modelo econômico – de essencialmente exportador para mais voltado ao consumo interno. "Vejo que está se esgotando o papel da China como locomotiva do mundo", disse Barros, que projeta acomodação do crescimento chinês entre 5% e 6% nos próximos anos. (RA)
fatores, o Brasil cresceria mais neste ano. "O PIB 'moral' do País teria um avanço próximo a 2,6% neste ano", disse. Na opinião de Barros, o importante é observar que em 2013 a economia estará livre desses fatores internos extraordinários e diante de um ambiente externo menos turbulento. O departamento econômico do Bradesco já observa sinais de recuperação da indústria e de melhora da confiança de empresários e consumidores, além da con-
solidação do bom momento de emprego e renda no País. Emprego – A situação favorável do emprego e da renda, por sinal, tende a elevar o volume de poupança das famílias, apesar de os rendimentos das aplicações financeiras estarem menores com a taxa básica de juros em seu nível histórico mais baixo (7,5% anuais). "Nesse cenário, as pessoas percebem que precisam poupar um montante maior para ganhar. A poupança da população no Brasil é
O brasileiro passou a acumular mais gastos fixos. OCTAVIO DE BARROS, DO BRADESCO. mais sensível à renda do que à taxa de juros", afirmou. O economista do Bradesco disse não acreditar em endividamento excessivo das famílias brasileiras. "O que ocorre é que, com a renda maior nos últimos anos, o brasileiro passou a acumular mais gastos fixos, compromissos que não são necessariamente passivos financeiros", avaliou, acrescentando que o volume de crédito para pessoas físicas em relação ao PIB ainda tem potencial para crescer.
Banco Central admite só 1,6% neste ano
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Banco Central (BC) reduziu, pela segunda vez seguida, a previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,5% para 1,6%, ao mesmo tempo em que piorou suas perspectivas para a inflação em 2012. Com isso, parte dos analistas de mercado reforçou suas perspectivas de que a Selic não será mais reduzida a curto prazo. O próprio diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, afirmou que o espaço para continuidade do movimento de redução dos juros está menor. "Desde o último relatório em junho, houve duas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) nas quais a taxa de juros foi cortada. O espaço
para continuidade desse movimento de queda dos juros se estreitou", afirmou o diretor, ao comentar o "Relatório Trimestral de Inflação" da autoridade monetária divulgado ontem. Desde agosto do ano passado, o Copom já reduziu a Selic em cinco pontos percentuais, para a mínima histórica de 7,5%, a fim de estimular a cambaleante economia, afetada pela crise internacional. Em julho e em agosto, a taxa foi reduzida em 0,5 ponto percentual em cada período. Boa parte do mercado já apostava na manutenção da taxa básica de juros agora em outubro, quando o Copom se reúne novamente. Segundo o BC, o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) ficará em 5,2% neste ano pelo cenário de referência, ante previsão anterior de 4,7%, e em 4,9% em 2013, abaixo das contas anteriores, de 5%. O número para este ano se
5,2 afastou ainda mais do centro da meta de inflação do governo federal, de 4,5% pelo IPCA. O objetivo tem ainda margem de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou menos. Para 2013, o leve recuo na
projeção de inflação veio, "em grande parte", segundo trouxe o relatório, devido à redução estimada nos preços das tarifas de energia elétrica. De acordo com o diretor do BC, o impacto disso no IPCA de 2013 será
por cento é a inflação estimada para 2012, segundo a autoridade monetária do País.
de 0,5 ponto percentual. No Relatório de Inflação, a autoridade monetária admitiu que boa parte dos aumentos nos índices de preço decorreram "da depreciação cambial", entre 25% e 30% entre agosto de
2011 e setembro de 2012. Hamilton disse ser difícil haver uma nova depreciação "dessa magnitude" no câmbio, afastando pressão de preços por esse vetor. Para o diretor do BC, o atual choque de commodities – apontado como o responsável por desviar o IPCA do centro meta – será "bem menos intenso e duradouro" do que o registrado entre 2010 e 2011, com possibilidade de que a pressão nos preços se encerre no fim deste ano, caso não haja "uma segunda rodada de choque". CNI – A indústria deverá ficar totalmente estagnada em 2012, de acordo com o "Informe Conjuntural do Terceiro Trimestre" divulgado ontem pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade revisou para zero a projeção de crescimento do PIB do setor neste ano, ante a uma estimativa anterior de crescimento de 1,6%. Com isso, a projeção de expansão do PIB do País foi reduzida de 2,1% para 1,5%. O maior impacto da crise, para a CNI, deve ocorrer na formação bruta de capital fixo, que reflete os investimentos realizados no País. Em junho, a entidade previa um aumento de 2,5% no indicador neste ano, mas agora a expectativa passou a ser de queda de 1,5%. Já as estimativas para o consumo das famílias e a taxa de desemprego se mantiveram estáveis, em 3,5% e 5,5%, respectivamente.(Agências)
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e Índice que regula aluguel sobe 8,07% em 12 meses
No acumulado do ano, o superávit primário do governo central registrou um recuo de 23,4% em relação ao mesmo período de 2011.
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IGP-M provavelmente passará, em outubro, por um processo de desaceleração menos intenso que o observado este mês em relação a agosto.
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taxa de inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) tende a passar, em outubro, por um processo de desaceleração menos intenso que o observado em setembro ante agosto. A avaliação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Esse índice é geralmente usado para o reajuste dos aluguéis. Segundo Quadros, os itens de peso responsáveis pelo cenário de alta menor do indicador neste mês podem ter esgotado esse potencial benéfico. Quanto ao acumulado de 12 meses, ele previu que o panorama tende a ser levemente inverso. Uma das explicações para essa perspectiva é que há a expectativa de a atividade econômica do segundo semestre ser um pouco melhor que a do mesmo período de 2011. Em setembro, o IGP-M registrou inflação de 0,97%, ainda alta, mas bem inferior à de 1,43% de agosto. No acumulado de 12 meses, o indicador bateu em 8,07%, resultado mais forte que o de 7,72% de agosto, e que deu continuidade a um cenário de aceleração iniciado em abril. Para a FGV, o grande segmento responsável pela desaceleração foi o de preços agropecuários no atacado, cujo avanço passou de expressivos 6,07% para 2,77%. Quadros lembrou que a mesma alta de commodities que ajudou a inflar o valor de itens como a
Contas do governo central têm queda
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s contas do Governo Central (União, Previdência Social e Banco Central) registraram no mês passado o resultado mais baixo para agosto nos últimos dez anos, informou o Tesouro Nacional. O resultado ocorreu apesar do recebimento de um alto volume de dividendos (parcela a que o governo tem direito no lucro das empresas estatais). No mês passado, o chamado superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública, para tentar manter sua trajetória de queda) somou R$ 1,58 bilhão. Contra o mesmo mês de 2011, quando o superávit somou R$ 2,54 bilhões, foi contabilizada uma queda de 37,8%. Trata-se, também, do valor mais baixo para o mês desde 2002 (R$ 1,32 bilhão). A situação seria pior se não fossem os dividendos de empresas estatais. Em agosto, ingressaram nos cofres públicos, em termos de receitas, R$ 5,8 bilhões em dividendos de empresas controladas pelo governo federal. O fraco resultado das contas públicas acontece num ano de crise financeira internacional – que baixa o crescimento da economia brasileira e, subsequentemente, a arrecadação de impostos e contribuições federais. As receitas do governo também sofrem o efeito das reduções de alguns tribu-
soja e o milho, perdeu força. O atacado, que subiram 0,65% comportamento dos itens em setembro ante variação agropecuários no atacado só positiva de 0,47% em agosto. "O IGP-M deve continuar em não foi melhor porque componentes importantes, como os desaceleração, mas acredito bovinos, seguiram o caminho que ela não vai se repetir no contrário. Estes últimos saí- mesmo ritmo", disse Quadros. "Não deve ser ram de uma na mesma b a i x a d e magnitude 1 , 2 % e m que a de seagosto para tembro ante um aumento a gost o pelo de 2,79% em simples fato setembro. por cento foi quanto de que quem O p a n o r asubiram os preços liderou o prom a q u e e ncesso de devolve os boviagropecuários no sa ce ler aç ão n o s , a t u a latacado, contra os não tem o mente em m e s m o p oépoca sazo6,07% observados tencial para nalmente no mês arrefecer desfavorável anterior. tanto assim. de preços, A alta da cartambém já ne bovina vai afetou a carne no atacado, que saiu de um chegar a um limite". Ele lemmodesto avanço de 0,6%, em brou que a carne bovina tem agosto, para uma elevação de uma espécie de paridade com 6,1%. O item foi um grande a do frango e porco. Se a expectativa de desacedestaque de pressão de alta entre os preços industriais do leração menor na taxa do IGP-
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M em outubro se confirmar, há possibilidade de o indicador ficar acima do observado no mesmo período do ano passado, quando registrou inflação de 0,53%. Com isso, a taxa acumulada em 12 meses tenderia a superar os 8,07% observados até setembro. Questionado se o resultado poderia chegar à marca de 10% em dezembro, o coordenador insistiu em que a tendência mais provável é de leve aceleração, mas com uma taxa não muito distante da atual. Na Rosenberg & Associados, os economistas divulgaram expectativas de comportamento em sintonia com as de Quadros nesta quinta-feira. Em relatório encaminhado a clientes, eles informaram que aguardam, para outubro, uma taxa de inflação "próxima a 0,7%". Para o resultado acumulado de 12 meses no encerramento de dezembro de 2012, projetaram um número entre 8,5% e 9%. (AE)
Valter Campanato/ABr
Arno Augustin, secretário do Tesouro Nacional: "Felizmente, as empresas públicas no Brasil dão lucro". tos, estimadas em mais de R$ 40 bilhões. No acumulado do ano, o superávit primário somou R$ 53,49 bilhões, uma queda de 23,4% frente ao mesmo período do ano passado, com R$ 69,87 bilhões. Recentemente, o governo confirmou que a previsão de recebimento de dividendos neste ano passou de R$ 26,5 bilhões para R$ 29 bilhões, o que representará um aumento de 45,7% sobre 2011 (R$ 19,9 bilhões). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu autorização para repassar recursos ao governo. "Não há problema nenhum
nisso. Felizmente, as empresas públicas no Brasil dão lucro", declarou Arno Augustin, secretário do Tesouro. O objetivo do governo, este ano, é atingir novamente a meta cheia de superávit primário. Por isso, anunciou, em fevereiro, um bloqueio de R$ 55 bilhões em gastos no orçamento federal de 2012. Na hipótese de os Estados, municípios e estatais não cumprirem a sua parte dessa meta, o esforço adicional terá de ser feito pelo Tesouro Nacional – que tem a prerrogativa, porém, de abater os gastos com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desse esforço fis-
cal. Quanto às despesas do PAC, elas somaram R$ 22,3 bilhões no período de janeiro a agosto, o que representou uma alta de 33,5% em relação ao mesmo período de 2011 (quando o total atingiu R$ 16,7 bilhões). Esses dispêndios foram impulsionados especialmente pelo Minha Casa, Minha Vida, o programa habitacional voltado para a população de baixa renda. Os números mostram também uma desaceleração do ritmo de crescimento dos gastos com investimentos, apesar da recente cobrança da presidente Dilma Rousseff de dar maior dinamismo a esses gastos. (Agências)
BNDES quer levar dez empresas ao Bovespa Mais
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Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende levar ao Bovespa Mais, em 2013, mais dez empresas de pequeno e médio portes das cerca de 200 do segmento em que tem participação. Segundo Julio Ramundo, diretor da área Industrial e de Mercado de Capitais do banco, o plano faz parte de uma parceria com a BM&FBovespa e começou este ano com a listagem da Senior no segmento. Outras três empresas já incluíram a cláusula de listagem em seus contratos com o BNDES. A indução ao Bovespa Mais – que ainda não deslanchou e tem apenas três empresas listadas – ocorre no momento da concessão do investimento do BNDES ou na renovação do acordo de acionistas. Ao aderir ao segmento, as empresas assumem compromissos de governança corporativa considerados importantes pelo banco para uma futura abertura de capital. Pela política do BNDES, essa listagem assegura também vantagens na análise de crédito dessas empresas. Ramundo disse que o banco enxerga os fundos como potenciais parceiros no financiamento de investimentos de longo prazo nos próximos anos, em especial no setor de infraestrutura. Essa parceria deve ocorrer por meio de investimentos em
títulos privados como debêntures e private equity. O BNDES tem hoje 29 fundos de private equity e venture capital e lançará mais 12 entre este ano e 2014. Ramundo acredita que esses novos fundos serão uma oportunidade de atuação conjunta entre o banco de fomento e as fundações de todos os portes. O banco estima que o País terá cerca de US$ 2 trilhões em investimentos em infraestrutura entre 2012 e 2015, e que pode atingir a meta de investir 4% do PIB no setor até 2016. Para isso, precisará de outras fontes além do BNDES, cuja participação nos investimentos da indústria e infraestrutura tende a decrescer. "O banco tem sido o principal financiador de projetos de infraestrutura. É importante buscar novos investidores para esse número gigantesco (de projetos), que é um diferencial do Brasil. A participação de outros atores ainda é tímida", disse Ramundo. A Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, por exemplo, tem só 0,5% dos recursos de seu principal plano (com patrimônio de R$ 150 bilhões) alocados em investimentos estruturados, onde se enquadram os private equity. Segundo Antônio Luiz Benevides Xavier, gerente de Mercado de Capitais do fundo, a intenção é aumentar esses investimentos.(AE)
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Cada empresa é pior em um determinado item. Por isso, não demos uma solução plana para todo mundo. Marconi Maia, superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel.
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Eu quero...
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esquisa Ibope apontou que 174 mil pessoas usam diariamente a bicicleta como meio de transporte no município de São Paulo, ou seja, 2% da população residente na maior metrópole do País. Melhor: 25% dos paulistanos declararam usar a bicicleta eventualmente, especialmente nos fins de semana. Não deixam de ser estes dados promissores. Nos grandes centros do mundo, cresce o número de ciclovias e ciclofaixas e o estímulo ao uso de um transporte não poluente, que faz bem à saúde e que humaniza, por meio das relações de urbanidade, as cidades. O próprio paulistano aponta em pesquisa, também do Ibope, que o trânsito na cidade é ruim ou péssimo (impressionantes 80%). A consciência também começa a ficar mais aguçada: para 67% dos 11 milhões de habitantes da cidade, os pedestres não são respeitados, nem os motoristas (61%) e muito menos os ciclistas (75%). Como 23% dos paulistanos utilizam o carro todos os dias e 49% têm automóveis, poluição atmosférica e sonora é algo a se conviver, mas, sobretudo, a se evitar. Tanto que, apesar das mazelas, 59% dos moradores adoram viver na cidade, mas na mesma intensidade clamam por soluções mais eficientes de transporte público e por medida de estímulo a veículos como as bicicletas. Como uma safra de novos ou os mesmos alcaídes das cidades brasileiras passarão pelo crivo das urnas nos próximos dias, es-
Fotos: Divulgação
sa pesquisa é importante termômetro para refletir sobre a vida nas cidades. Os dois maiores bancos privados do País já saíram na frente nas ações em torno das bicicletas e têm dado voz aos que defendem o meio como seguro e sustentável. O Grupo Bradesco Seguros é patrocinador oficial da World Bike Tour, que promove em todo o mundo passeios ciclísticos, com a contrapartida que o participante ganha uma bike e, assim, estimula o uso do veículo. São mais de 5 mil participantes em São Paulo e o mesmo no Rio a cada edição anual do circuito. Já o Banco Itaú Unibanco construiu bicicletários no Rio de Janeiro, onde se pode, pagando
valor simbólico, passear pela orla e pelo centro da cidade, deixando a bicicleta no local apropriado. Faz marketing e relacionamento com os clientes. O Santander que carrega a bandeira da sustentabilidade, herdada do verde Real, não entrou no páreo, mas como tem as contas universitárias, tem tudo para ofertar bicicleta a clientes, especialmente os mais jovens e mais abertos ao meio de transporte. É só o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) não inventar moda – totalmente fora de moda, diga-se – como a que exige carteira de habilitação ACC para condutores de veículos abaixo de 50 cilindradas, a exemplo de algumas bicicletas motorizadas que têm ajudado grandes centros globais não só a enfrentar o problema do trânsito como a estimular a qualidade de vida da população. No Brasil do Contran, dá-se um passo atrás com a exigência da carteira ACC, cujo candidato enfrenta as mesmas taxas, os mesmos custos e acaba optando pela A (motocicletas) ou a B (carros de passeio) e tumultuando ainda mais a vida nas cidades. Ainda bem que Detrans, como os do Rio, aboliram tal aberração para as bicicletas, melhor seria se o Contran revesse o erro e tomasse uma medida de estímulo à qualidade de vida, ao trânsito e em prol da sustentabilidade. E a velha e boa propaganda "Eu quero a minha Caloi" voltasse com força total, não necessariamente com essa marca, mas com muitas outras e a custo estimulado até com redução da alíquota de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI).
SUBMARINO
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ohnson's Baby prepara uma ação especial para conquistar mais a criançada. Na compra de um shampoo regular 400 ml e um condicionador regular 200 ml, o consumidor leva um submarino de brinquedo que espirra água. A ideia da empresa líder de mercado é transformar a hora do banho em diversão e aprendizado, dando asas à imaginação dos pequenos. O brinquedo, indicado para crianças maiores de três anos, estará disponível em três cores: verde, rosa e laranja. Além de colorido, o submarino tem espaço para encaixar os produtos. Para brincar, é simples: basta mergulhá-lo e pressionar o botão para encher o reservatório, depois de abastecido, apertar o botão da cabine para espirrar água pelo periscópio.
APÓS 185 anos, parque gráfico será renovado.
O MAIS ANTIGO
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JOHNSON's mira em diversão do banho
BISCOITO DO BEM
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s clientes Mais do Pão de Açúcar receberão um presente de aniversário especial: um biscoito da sorte de origami com uma mensagem sobre felicidade feitos por ex-moradores de rua acolhidos pela ONG Clube das Mães do Brasil. Além de parabenizar os aniversariantes, a campanha Felicidade para inspirarcriada pela Giovanni+Draftfcb tem como objetivo estabelecer parcerias de trabalho que contribuam para uma mudança positiva nas vidas dos envolvidos e da sociedade, servindo como exemplo e inspiração. A ONG Clube das Mães do Brasil luta pela reinserção social de exmoradores de rua e dependentes químicos por meio do trabalho. Com duração de um ano, a campanha promete agraciar todos os clientes Mais da rede.
MENSAGEM de felicidade para clientes Mais
este fim de semana, o Jornal do Commercio, mais antigo veículo em circulação ininterrupta na América Latina, festeja 185 anos no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Desenvolvida pela Agência Todos Nós, a campanha publicitária enfatiza a presença do veículo na história do Brasil como testemunha e, muitas vezes, personagem. Utilizando imagens do acervo do Jornal do Commercio e os textos publicados com a grafia original da época, a campanha tem o mote Jornal do Commercio , 185 anos narrando a História do Brasil". Instalado atualmente em um prédio tombado assinado por Oscar Niemeyer, na área portuária do Rio de Janeiro, o jornal que integra o grupo Diários Associados, criado por Assis Chateaubriand, o Chatô, está em processo de aquisição de instalações em São Cristóvão, onde erguerá uma sede, para onde serão transferidas as Rádios Tupi e Nativa, que fazem parte do grupo. O parque gráfico do jornal será modernizado, com aquisição de rotativas e equipamentos de última geração.
Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br
Anatel exige plano para TV paga Empresas se comprometem a entregar soluções de problemas em 30 dias
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s operadoras de TV por assinatura se comprometeram a apresentar em até 30 dias um plano de ação para melhorar os indicadores de atendimento ao consumidor. Convocadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), GVT, Net, Embratel, Oi e Sky enviaram, ontem, representantes a Brasília para discutir formas de atender as metas propostas pelo órgão regulador. A preocupação da Anatel é com o descolamento entre o aumento da base de assinantes e a quantidade de reclamações feitas por clientes. Em agosto, houve um aumento de 30% no número de lares com o serviço de TV por assinatura ante igual mês de 2011 (leia mais abaixo).
Enquanto isso, as reclamações quase dobraram. Em janeiro de 2011, 7 mil queixas contra o serviço de TV por assinatura foram registradas na Anatel, número que subiu para 13 mil em abril deste ano. As principais estão relacionadas à cobrança indevida, falhas no serviço de instalação e reparo e qualidade de atendimento. "Identificamos que, apesar de o setor estar crescendo na faixa de 30%, um nível chinês, as reclamações estão crescendo na faixa de 100%, o que é inaceitável. Está descolado, três vezes mais. Não faz sentido", afirmou o superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Marconi Maia. "Devido a essa situação, chamamos as empresas para que apresentem planos de ação, de forma
que o nível de prestação de serviço melhore e o de reclamação caia." Segundo a Anatel, a maioria das reclamações de clientes da Oi diz respeito à cobrança e atendimento ao consumidor. No caso da Embratel, Net e Sky, foi a quantidade de queixas por cobrança indevida. A GVT teve um problema significativo em Belo Horizonte, onde a empresa atuava com profissionais terceirizados e sem habilitação adequada para reparo. "Cada empresa foi pior em um determinado item. Por isso, não demos uma solução plana para todo mundo. Chamamos para que cada uma veja qual é o seu problema, em que está pecando e que solução apresentará ao setor público", explicou o superintendente da Anatel.(AE)
País já tem 15,1 milhões de lares com televisão por assinatura
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Brasil encerrou o mês de agosto com 15,1 milhões de domicílios com TV por assinatura, segundo balanço divulgado ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O aumento foi de 2,16% ante ao resultado de julho, com 319,5 mil adições líquidas. Em comparação com agosto do ano passado, a alta foi de 30%, com 3,5 milhões de novas assinaturas feitas entre agosto de 2011 e
agosto de 2012. De acordo com dados da Anatel, o serviço de TV por assinatura alcançou 25,5% das residências brasileiras e a aproximadamente 50 milhões de pessoas em agosto, considerando o critérios do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Do total da base de assinantes de agosto, 59% receberam o serviço por satélite e 39,8% por cabo. Entre julho e agosto, o crescimento dos assinantes
do serviço via satélite foi de 2,9%, para 8,2 milhões de clientes, e o aumento dos clientes do serviço via cabo foi de 1,3%, para 6 milhões. Por regiões, o maior crescimento na base de assinantes foi registrado no Norte, com 44,8% entre agosto de 2011 e agosto de 2012, seguido pelo CentroOeste, com 40,4%; Nordeste, com 39,7%; Sul, com 29,4%; e Sudeste, com 26,7%. Entre os Estados, São Paulo possui a maior base de assinantes, com
5,9 milhões de clientes. A agência de telecomunicação informou para a líder de mercado entre os prestadores de TV por assinatura é a Net/Embratel, com 8 milhões de assinantes em agosto; seguida pela Sky/Directv, com 4,6 milhões; Telefonica/Abril, com 637,1 mil; Oi, com 566,4 mil; GVT, com 308,5 mil; Algar, com 107,5 mil; ViaCabo, com 102,7 mil. Os demais grupos somam 663,4 mil assinantes. (AE)
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17 60% dos entrevistados das classes C e igual percentual da D/E declararam ter dívidas.
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Pesquisa da Boa Vista derruba mitos Estudo da empresa desfaz crenças como a de que as mulheres estão no comando do orçamento doméstico. Fátima Lourenço
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intensa mobilidade social, com ampliação do acesso ao c r é d i t o p a r a m ilhões de pessoas, põe à prova percepções consagradas sobre o comportamento do consumidor brasileiro. Algumas delas, como a crença de que a população de baixa renda paga as suas contas em dia, são apontadas como falsas pela pesquisa Mercados – Endividamento e Inadimplência, Mitos e Ve rd a d e s , divulgada ontem pela Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). "Algumas percepções precisam ser revisadas, para se ter uma boa gestão da carteira de crédito", comentou o presidente da empresa, Dorival Dourado. Ele ressalvou, no entanto, que os novos consumidores aprendem depressa que crédito é indispensável e deve ser usado com critério. "Não se pode dizer que o consumidor de baixa renda é automaticamente bom pagador. Com o maior acesso ao crédito, ele também se coloca na situação de endividamento e pode se tornar inadimplente", justificou o diretor de Inovação da Boa Vista Serviços, Fernando Cosenza. No estudo, realizado pela empresa APPM (Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado), 60% dos entrevistados das classes C e igual percentual da D/E declararam ter dívidas. Nesse universo, 45% e 48%, respectivamente, disseram ser difícil quitá-las com a renda mensal atual. É entre eles também que se observaram os maiores contingentes de pessoas com restrições no mercado para crédito – 23% e 21%. Nas classes A e B, o indicador recua para 5% e 13%, respectivamente. A pesquisa também aponta
como mito a percepção de que a renda das famílias de menor poder aquisitivo é mais volátil, no sentido de ser muito variável a cada mês. "Isso era uma verdade há 20 ou 30 anos, por causa do trabalho informal", afirmou Cosenza. No estudo, 47% dos entrevistados das
entrada da mulher no mercado de trabalho. Já quando o assunto é a sustentação das finanças domésticas, o homem é apontado como o principal provedor. Verdades – Entre os paradigmas que o estudo da Boa Vista ratificou como "verdade" está
Fotos: Newton Santos/Hype
classes C e 61%, na D/E, afirmaram que a soma da renda familiar é sempre a mesma – contingente que chega a 40% dos entrevistados da classe A e a 45%, na B. "Na D/E, a soma dos que dizem que a renda não varia ou varia pouco chega a 93%", enfatizou Cosenza. Entre as oito percepções pesquisadas nacionalmente pela APPM, também foi apontada como mito a percepção de que as mulheres estão à frente da gestão do orçamento familiar. Dos entrevistados (45% dos ouvidos) que se declararam responsáveis pela gestão dos gastos da família, 52% são homens e 48%, mulheres, indicando uma situação mais equilibrada. É um reflexo, comenta Cosenza, da
Algumas percepções precisam ser revisadas, para se ter boa gestão da carteira de crédito. DORIVAL DOURADO, PRESIDENTE DA BOA VISTA SERVIÇOS a percepção de que o consumidor de baixa renda, além de não se proteger contra fraudes (emprestando o nome para compra de terceiros, por exemplo), também não poupa e não faz planejamento financeiro. No caso da fraude, o estudo destaca que apenas falta
a esse consumidor alinhar sua atuação. De acordo com a pesquisa, 97% dos entrevistados das classes D/E consideram ser o nome o seu maior patrimônio, mas 22% deles declararam que estão "negativados" porque emprestaram o nome a terceiros. Poupança – No caso da poupança, apesar da pesquisa apontar que 79% da Classe D/E (e 63% da C) não ter o costume de poupar, 38% dos entrevistados, nos dois casos, afirmaram que fariam isso, segundo o estudo, se tivessem mais renda. "Não importa quanto você ganha; importa quanto você gasta", comentou Cosenza, diante da percepção de que essas pessoas utilizam a sobra
Não se pode dizer que o consumidor de baixa renda é automaticamente bom pagador. FERNANDO COSENZA, DIRETOR DE INOVAÇÃO DA BOA VISTA SERVIÇOS
do orçamento para consumir. Para a Boa Vista Serviços, segundo ele, educação financeira e planejamento poderiam contribuir para reverter esse cená-
rio e criar condições sólidas para a expansão do crédito, "sem que se crie uma bolha". O mesmo raciocínio vale para o pensamento de que "o consumidor não pensa em juros, mas no valor da parcela". Foi predominante, entre entrevistados de todas as classes sociais, a concordância de que "o nome é o maior patrimônio da pessoa". O presidente da Boa Vista, Dorival Dourado, acredita que a inadimplência, na casa de 7,9% do crédito para pessoa física (último dado do Banco Central), recuará para 7,4% até o final do ano.
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 27 de setembro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Paramount Têxteis Indústria e Comércio S/A - Reqdo: Nicola Colella Indústria de Roupas Ltda. - Rua: Capitão Francisco Teixeira Nogueira, 258 - Água Branca - 02ª V. Falências Reqte: PG-Mundi Paulistana Distribuição e Logística de Produtos de Higiene e Limpeza Ltda. Reqdo: Atende Atacado Distribuidor e Logística Ltda. - Av.: Parada Pinto, 1.300 - Vila Nova Cachoeirinha - 01ª V. Falências
DIà RIO DO COMÉRCIO
18 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
e Passeio pela Av.Paulista conomia
A primeira lista de produtos que tiveram aumento da alĂquota de Imposto de Importação entrarĂĄ em vigor nesta segunda-feira.
Imposto maior para importados
Primeiro-ministro britânico David Cameron chega caminhando à Fiesp com 50 empresårios
O
secretĂĄrio executivo da Camex, EmĂlio GarĂłfalo, disse ontem que atĂŠ meados de outubro definirĂĄ o critĂŠrio que serĂĄ usado para formular uma nova lista de produtos estrangeiros que terĂŁo alĂquota de Imposto de Importação elevada. A primeira lista, com 100 itens, entrarĂĄ em vigor na segunda-feira. GarĂłfalo estimou que a segunda lista deverĂĄ levar seis meses para ser elaborada e deverĂĄ ser formada por 100 produtos. "Devemos soltar uma resolução para que os setores produtivos que estejam se sentindo atingidos (por importaçþes mais baratas) digam quais sĂŁo os produtos, aĂ reunimos o grupo de trabalho que ficarĂĄ mais seis meses olhando essas importaçþes nos Ăşltimos trĂŞs anos e o efeito na inflação e na cadeia produtiva", explicou durante o Encontro Nacional de ComĂŠrcio Exterior (Enaex), que estĂĄ sendo realizado no Rio. OMC – O executivo explicou que mesmo aumentando o imposto o Brasil nĂŁo terĂĄ problemas junto Ă Organização
Danilo Verpa/Folhapress
Primeiroministro do Reino Unido David Cameron ( no centro) brinca com o tempo nublado em plena primavera brasileira: "Parece que eu trouxe isso para cĂĄ."
C
om a frase "se vocĂŞ nĂŁo pode vencĂŞ-los, junte-se a eles", o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, resumiu sua intenção de incrementar as relaçþes com o Brasil, agora a sexta maior economia do mundo, Ă frente dos britânicos. Ele chegou ontem a SĂŁo Paulo para sua primeira visita oficial ao PaĂs. Depois de um longo perĂodo de relaçþes congeladas, os britânicos agora se voltam ao Brasil para tentar reaquecer sua prĂłpria economia, atualmente
em recessão. Os setores de maior interesse são energia, defesa, infraestrutura, educação e farmacêutica. Em råpido pronunciamento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Cameron usou a metåfora do futebol para tratar do atual momento brasileiro, de maior relevância no cenårio internacional. "O futebol foi inventado no Reino Unido, mas aperfeiçoado no Brasil." Ele deixou claro, entretanto, que não busca apenas oportunidades para que empresas britâ-
nicas invistam aqui. Quer, tambĂŠm, que as companhias brasileiras entrem no Reino Unido, um paĂs "amigĂĄvel aos negĂłcios" e de localização estratĂŠgica. "Uma desvantagem ĂŠ o clima, e parece que eu trouxe isso para cĂĄ", brincou, referindo-se ao dia frio de primavera. O relacionamento entre os dois paĂses tambĂŠm ganhou impulso com a realização da OlimpĂada em Londres, jĂĄ que existe cooperação para o evento a ser realizado no Rio em 2016. Cameron veio de Nova York, onde participou da assembleia
da ONU. Ontem de manhã, após visitar a fåbrica de equipamentos pesados da britânica JCB, em Sorocaba, no interior do Estado, ele se reuniu com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na sede da entidade, alÊm de grandes empresårios brasileiros, como JosuÊ Gomes da Silva e Benjamin Steinbruch. O primeiro-ministro David Cameron chegou à Fiesp caminhando pela Avenida Paulista. Ele estå acompanhado da maior delegação de negócios jå feita a partir do Reino Unido, com 50 empresårios. (AE)
Mundial do ComĂŠrcio (OMC), porque o PaĂs ainda tem muita margem frente ao limite de 35% estabelecido pelo ĂłrgĂŁo. "A OMC estabelece limites e a maior parte das nossas alĂquotas estĂŁo abaixo do limite da OMC, portanto temos espaço. A gente pega alĂquotas de 12%, 18% e sobe para 25%", disse. Ele afirmou tambĂŠm que mesmo a lista que entra em vigor na segunda-feira pode ter ajustes, o que ĂŠ comum no setor, jĂĄ que depois de anunciada a lista sempre gera descontentamento em alguns setores. Um exemplo foi uma reclamação ouvida por GarĂłfalo durante o Enaex de um empresĂĄrio da Clarisse CosmĂŠticos, de Santa Catarina, cujo aço utilizado na fabricação das suas embalagens ĂŠ feito em pouco volume no Brasil. Com o aumento da alĂquota, o produto brasileiro deverĂĄ aumentar de preço. GarĂłfalo prometeu estudar o problema. "É sempre assim, quando satisfaz de um lado nĂŁo agrada do outro e vamos fazendo ajustes", explicou GarĂłfalo. (Folhapress)
Abilio Diniz e Casino fecham acordo temporĂĄrio em conselho
O Edital de Citação prazo de 20 dias Proc. nÂş 505.01.2007.005442-8, nÂş de ordem 1056/2007. O Dr. Sidnei Vieira da Silva, MM. Juiz de direito da 2ÂŞ Vara CĂvel do Foro da Comarca de RibeirĂŁo Pires/SP, na forma da lei, etc. Faz saber a rĂŠus ausentes e desconhecidos e terceiros interessados que Lidia Trafimovas de Paula e Outros ajuizaram ação de usucapiĂŁo do lote nÂş 11, da quadra 05, do loteamento denominado Recanto Alegre, situado no municĂpio da Estância de RibeirĂŁo Pires/SP, com ĂĄrea de 340,00m 2, medindo 15m na divisa com o lote nÂş 1, 27m na divisa do lote nÂş 12, 12m na divisa da Rua SĂŁo Jose, 8,50m na curva e 13,30m na divisa com a Rua Baturi o qual faz frente, o lote referido acha-se, absolutamente livre e desembaraçado de quaisquer Ă´nus ou de responsabilidade mesmo legais e de impostos, transcrição nÂş 3.449 da 1ÂŞ Circunscrição de RibeirĂŁo Pires/SP. A posse e mansa e pacifica hĂĄ mais de 15 anos, por si e seus antecessores. Estando em termos, expede-se edital para citação dos supra mencionados para que no prazo legal de quinze (15) dias, a ser contado a partir do tĂŠrmino do prazo deste edital, conteste a ação; valendo a citação para todos os demais atos e termos do processo, atĂŠ final sentença e execução, pena de revelia, ciente ainda de que: “NĂŁo sendo contestada a ação, presumir-se-ĂŁo aceitos pelo rĂŠu como verdadeiros os fatos alegados na inicial” (art. 285, seg. parte do C.P.C.). E, para que no futuro ninguĂŠm alegue ignorância, expediuse o presente que serĂĄ publicado e afixado no local de costume e publicado pela imprensa na forma da lei. Nada mais. Dado e passado nesta cidade e comarca de RibeirĂŁo Pires, 6 de Setembro de 2012. SerĂĄ o presente, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. SP. 29/08/2012.
3ÂŞ Vara CĂvel do Foro Regional da Lapa/SP Edital de citação. Prazo 20 dias. Processo 0036262-35.2003. O Dr. SIDNEY TADEU CARDEAL BANTI, Juiz de Direito da 3ÂŞ Vara CĂvel do Foro Regional da Lapa/SP, na forma da lei. Faz Saber a LUKTELL TELECON SUL LTDA, CNPJ 03.232.670/0001-21 na pessoa de seu representante legal, Reginaldo Ribeiro da Silva, RG 216172779, mas com o codinome “Anderson” RG 226172779, que ADVANTA MANUTENĂ‡ĂƒO EM SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÕES E SERVIÇOS DE INFORMĂ TICA LTDA, CNPJ 03.232.670/0001-21, ajuizou ação DeclaratĂłria, procedimento SumĂĄrio, objetivando declarar a Inexigibilidade de Relação JurĂdica, TĂtulos de Protestos, c/c perdas e danos, sendo que a Empresa autora foi surpreendida com diversas duplicatas mercantis levadas ĂĄ protesto junto ao 4Âş TabeliĂŁo de Protesto de Letras e TĂtulos da Capital, referente Ă s duplicatas nÂşs 004–007– 008–009-010 e 012, no valor total de R$ 4.705,00, declarar indevida a cobrança e o protesto, reconhecer a responsabilidade solidĂĄria, cujo valor efetivamente serĂĄ arbitrado por este R JuĂzo, nos termos do artigo 953 parĂĄgrafo Ăşnico, do cĂłdigo civil. Requer que a indenização seja acrescida de juros legais, com custas e despesas processuais, honorĂĄrios advocatĂcios e demais cominaçþes legais. Estando a rĂŠ, em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital, para que no prazo de 15 dias, a fluir apĂłs o prazo supra, conteste a ação, nos termos dos Artigos 285 e 319 do CPC sob pena de serem aceitos como verdadeiros os fatos alegados. SerĂĄ o edital, afixado no lugar de costume e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 17 de Setembro de 2012.
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grupo francês Casino, que assumiu em junho o controle do Pão de Açúcar, e o empresårio Abilio Diniz, presidente do conselho de administração do grupo, chegaram a um acordo para reduzir o clima belicoso dos últimos dias na companhia. Em reunião do conselho de administração, ontem à tarde, o empresårio brasileiro acabou concordando com a criação dos comitês de governança e de auditoria propostos pelo Casino, mas não aceitou extinguir o conselho consultivo formado por economistas de renome que davam suporte às decisþes da empresa. Nessa proposta, Abilio foi voto vencido, e o conselho serå extinto. Vitória – Por outro lado, Abilio conseguiu impedir a proposta que permitia a instalação das reuniþes do conselho de administração com apenas oito membros – número de cadeiras do Casino. Agora, as reuniþes podem ser instaladas com dez membros, o que garante sempre a presença de
conselheiros independentes ou do lado de Abilio. TambÊm foi aprovada a criação do cargo de vice-presidente do conselho, função que permite comandar a reunião do conselho na ausência de Abilio Diniz, mas com poderes limitados de definir ou colocar em votação assuntos que reduzam seu poder na empresa. AtÊ então, o próprio Abilio indicava quem o representaria se não estivesse presente. Hå dez dias, o Casino tinha feito propostas de mudanças para aumentar a transparência na gestão, mas o empresårio se recusou a discuti-las por entender que se tratava de uma tentativa de diminuir sua influência na empresa. Como envolve mudança no estatuto, as novas regras precisam ser discutidas no conselho e passar por assembleia. Para o Casino, as mudanças vão adequar o grupo às orientaçþes da Comissão de Valores Mobiliårios e do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa . (Folhapress)
Correios voltam a funcionar
O
Tribunal Superior do Trabalho (TST) definiu ontem um reajuste de 6,5% para os trabalhadores dos Correios e determinou o retorno imediato ao trabalho. A categoria estĂĄ em greve desde o dia 11 de setembro. A decisĂŁo foi tomada em sessĂŁo extraordinĂĄria de julgamento de dissĂdio. Desde a semana passada, duas audiĂŞncias de conciliação foram realizadas, mas Correios e servidores nĂŁo chegaram a um consenso. Os ministros do TST rejeitaram por unanimidade a ilegalidade da greve, e definiram que os trabalhadores devem retomar as atividades hoje, jĂĄ no primeiro horĂĄrio de escala de trabalho. Se a decisĂŁo nĂŁo for cumprida, a categoria deverĂĄ pagar multa de R$ 20 mil por dia. Segundo a assessoria de imprensa da estatal, 11.825 trabalhadores (9,8% do total) estavam de braços cruzados ontem. Os Correios farĂŁo um mutirĂŁo nacional neste fim de se-
mana – a expectativa ĂŠ que os serviços jĂĄ estejam normalizados na segunda-feira. O TST definiu ainda como se darĂĄ a reposição dos dias nĂŁo trabalhados. A relatora do caso, ministra KĂĄtia Arruda, defendeu a compensação dos dias parados num prazo mĂĄximo de seis meses, sem o desconto na folha de pagamento pelos dias nĂŁo trabalhados. O posicionamento da ministra foi seguido pela maioria dos ministros do tribunal. Demandas nĂŁo atendidas – Os Correios ofereceram um reajuste de 5,2%, Ăndice distante daquele inicialmente apresentado pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, TelĂŠgrafos e Similares (Fentect), de 43,7%. Os 120 mil trabalhadores dos Correios terĂŁo reajuste de 6,5%, retroativo ao mĂŞs de agosto, e reajuste de mesmo Ăndice sobre os benefĂcios sociais concedidos pela empresa, como vale-alimentação e vale - transporte. (Folhapress)
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
DIÁRIO DO COMÉRCIO
ECONOMIA/LEGAIS - 19
CONGREGAÇÃO DE SANTA DOROTÉIA DO BRASIL - SUL
ADMINISTRAÇÃO E REPRESENTAÇÕES TELLES S/A CNPJ/MF n° 61.363.842/0001-00 - NIRE 35 300 016 572 Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinária de 03/09/2012 Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinária de 03/09/2012 arquivada em seu inteiro teor na JUCESP sob n° 401.392/12-0 em 19/09/12. “Presença da totalidade do capital social: Ordem do Dia: 1) Atender à solicitação da RFB, de 30/08/2012 de modo a esclarecer divergências nos nomes dos acionistas que compõem o quadro acionário da Companhia”. 2) Aprovação: foi aprovada a inserção nos livros societários da companhia, em especial o de registro de ações nominativas, os nomes completos e respectivos números dos documentos regularizando desta maneira a situação junto a Secretaria da Receita Federal do Brasil dos Acionistas a saber: Antonio de Queirós Telles Junior - CPF n° 001.522.26834; Alice de Queirós Telles Cajado CPF n° 583.745.238-91; Maria Emilia de Queirós Telles Cunial CPF n° 932.660.578-72; Izabel de Queiros Telles Cunial CPF n.° 754.940.278-72; Rosa Maria de Queirós Telles Cunali Melges CPF n° 007.030.768-76; Antonio Queirós Telles Cunali CPF n° 963.242.018-72; Marina Queirós Telles Cunial CPF n° 083.361.185-54; Caio Rodrigues de Siqueira CPF n° 999.550.59834; Eduardo Rodrigues de Siqueira CPF n° 638.161.308-44; O Sr. Presidente deu por encerrada a Assembleia, lavrando-se dela a presente Ata, em livro próprio, que depois de lida e aprovada em seu inteiro teor, vai por todos assinada, São Paulo, 03 de setembro de 2012. Antonio de Queirós Telles Junior, Presidente da Mesa: Eduardo Rodrigues de Siqueira – Secretário. Acionistas Presentes 100% a saber: Antonio de Queirós Telles Junior; Alice de Queirós Telles Cajado; Maria Emilia de Queirós Telles Cunial; Izabel de Queiros Telles Cunial; Rosa Maria de Queirós Telles Cunali Melges; Antonio Queirós Telles Cunali; Marina Queirós Telles Cunial; Caio Rodrigues de Siqueira e Eduardo Rodrigues de Siqueira.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP Termo de Homologação - Processo Licitatório nº 76/12 - Pregão nº 32/12 Objeto: Aquisição de equipamentos e material de natureza permanente - informática e decoração, destinados a atender o objeto do Convênio SEDS nº 1457/2011, celebrado em 07 de dezembro de 2011, com o Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Social. Considerando a adjudicação constante da ata dos trabalhos da sessão pública de julgamento, lavrada pelo Sr. Pregoeiro, designada pela Portaria nº 02, de 03/01/2012; e a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na Lei Federal nº 10520, de 17 de julho de 2002, Homologar os itens do objeto licitado à empresa abaixo delineada e determinar que sejam tomadas as providências ulteriores. Iara Monteiro Sampaio de Souza Garms & Cia Ltda – ME. Rua Doze de Março, 416 - Sala 01 - Centro. Paraguaçu Paulista/SP. CNPJ (MF): 01.990.508/0001-47. Itens: 02, 03, 04 e 05. Valor: R$ 13.690,00 (Treze mil, seiscentos e noventa reais). Castilho/SP, 26 de setembro de 2012. Antônio Carlos Ribeiro - Prefeito. A Debitar (28.09.12)
FEDERAÇÃO DAS ENTIDADES CULTURAIS ITALO BRASILEIRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CNPJ 00.899.586/0001-78 Edital de Convocação Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária De acordo com o estatuto social em vigor, ficam convocados os senhores associados da FECIBESP para se reunirem em assembleia geral ordinária e extraordinária (“Assembleia Geral”) a se realizar no dia 20 de outubro de 2012, no Circolo Italiano de São Paulo (Av. Ipiranga, 344, 1º andar). A instalação da Assembleia Geral será às 9:30 horas, em primeira convocação, com a maioria absoluta das associações afiliadas com direito a voto, e às 10:00 horas, em segunda convocação, com qualquer número de representantes das associações com direito a voto, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (A) Em Assembleia Geral Ordinária: 1) Apresentação do relatório da Diretoria Executiva das atividades desenvolvidas pela FECIBESP em 2011; 2) Análise e votação das contas da Diretoria Executiva relativas ao exercício de 2011; 3) Apresentação da previsão de atividades e orçamentária para o ano de 2013.(B) Em Assembleia Geral Extraordinária 15 minutos após o término da Assembleia Geral Ordinária: 1) Alteração dos artigos 1º(endereço), 20º (forma de convocação das assembleias gerais da federação) e 38º (preenchimento da lacuna) do Estatuto Social da FECIBESP; 2) Adequação dos artigos 1º e 20º do Regimento Interno às alterações do Estatuto conforme item 1 desta convocação; Incorporação de associações congêneres à FECIBESP. São Paulo, 28 de setembro de 2012.
CNPJ: 03.658.515/0001-71 RUA ÁLVARO NETO, 395 - VILA MARIANA - SÃO PAULO - SP Balanço Patrimonial Consolidado Realizado em 31/12/2011 (Em R$) 2011 2010 2011 2010 Ativo...................................................... 65.819.676,03 60.884.552,81 Passivo ................................................. 65.819.676,03 60.884.552,81 Ativo Circulante ................................... 52.660.645,18 49.192.785,09 Passivo Circulante .............................. 11.407.449,99 9.952.249,13 Disponível.............................................. 46.897.637,11 46.835.635,94 Patrocínio .............................................. 1.269,49 Créditos ................................................. 3.979.272,33 991.834,43 Patrocínio .............................................. 1.269,49 Adiantamento ........................................ 6.459,84 6.353,85 Patrimônio Líquido................................. 54.412.226,04 50.932.303,68 Mensalidades Atrasadas ....................... 1.690.789,34 1.206.696,35 Patrimônio Social................................... 50.923.757,51 50.825.913,03 Despesas Antecipadas .......................... 18.643,99 69.992,14 Superavit do Exercício........................... 3.459.682,68 98.390,65 Estoque ................................................. 67.842,57 82.272,38 Doações Patrimoniais............................ 20.785,85 Ativo Não-Circulante.............................. 13.159.030,85 11.691.767,72 Resultados de Vendas Patrimoniais...... 8.000,00 8.000,00 Realizável a Longo Prazo...................... 10.000,00 Compensação Ativo/Passivo Mensalidades a Recuperar.................... 591.557,02 784.164,19 Valores em Compensação .................... 23.178.416,66 16.342.916,66 Depósitos Judiciais................................ 54.467,94 44.788,92 Demonstração das Mutações do Patrimônio Social (Em R$) Empréstimos.......................................... 76.720,00 82.770,00 Patrimônio Social 2011 2010 Imobilizado ............................................ 12.386.102,15 10.714.416,16 Saldo Anterior:..................................... 50.932.303,68 585.125,68 Imóveis .................................................. 11.521.476,78 9.503.474,83 (+) Transferências Recebidas ............... 1.449.411,18 50.371.984,84 Móveis ................................................... 10.683.663,17 9.992.703,36 (-) Transferências Enviadas................... -1.450.668,68 (-) Deprec. e Amortização Acumuladas . -9.819.037,80 -8.781.762,03 (+) Acréscimo/Decréscimo Patrimonial . 2.879.840,18 -123.197,49 Intangível ............................................... 50.183,74 55.628,45 Superávit (ou Déficit) do Exercício ........ 3.459.682,68 98.396,65 Marcas, Direitos e Patentes .................. 62.561,91 57.100,47 Saldo Atual........................................... 54.412.226,04 50.932.303,68 (-) Amortizações Acumuladas................ -12.378,17 -1.472,02 Demonstração do Fluxo de Caixa (Em R$) Demonstração do Valor Adicionado - DVA (Em R$) 1 - Fluxo de Caixa das Ativ. Operacionais 2011 2010 1 - Fluxo de Caixa das Ativ. Operacionais 2011 2010 Superávit (ou Déficit) do Exercício ............... 3.459.682,68 98.390,65 Receitas.......................................................55.877.490,41 49.545.003,48 Depreciação / Amortização........................... 1.048.181,92 8.704.378,16 Serviços Prestados - Educação Básica........ 53.005.520,70 46.589.123,90 Acréscimo/Decréscimo do Patrimônio Real . 21.497,18 -123.197,49 Serviços Prestados - Educação Superior..... 2.524.206,89 25.402.138,66 Transferência na Incorporação..................... - 50.371.984,84 Outras Receitas............................................ 492.026,95 665.854,82 Superávit/Déficit Líquido Ajustado........... 4.529.361,78 59.051.556,16 Prov. para Créditos de Liquidação Duvidosa -144.264,13 -112.113,90 Variação dos Ativos e Passivos Operac. Insumos Adquiridos de Terceiros............. -5.944.105,62 -6.339.308,34 Contas a Receber......................................... -141.297,35 Outros Custos de Prod. e Servi. Vendidos ... -450.244,97 -415225,24 Créditos ........................................................ -2.244.178,64 124.836,48 Mat., Energia, Serv. de Terceiros e outros ... -5.493.860,65 -5.924.083,10 Devedores Diversos ..................................... -601.961,91 866.997,95 Valor Adicionado Bruto.............................. 49.933.384,79 43.205.695,14 Outros Ativos ................................................ -423.882,46 1.364.732,30 Depreciação, Amortização e Exaustão......... -1.048.021,03 -1.035.573,22 (Aumento) Redução de Ativos...................... -3.411.320,36 2.356.566,73 Valor Adic. Líq. Produzido pela Entidade. 48.885.363,76 42.170.121,92 Títulos a Pagar ............................................. 1.055.329,95 906.413,43 Valor Adicionado Recebido em Transf. .... 7.377.893,24 5.339.383,18 Contribuições Sociais e Tributárias .............. 95.697,11 548.123,80 Receitas Financeiras .................................... 5.622.715,19 3.724.450,67 Receitas Antecipadas ................................... 561.671,75 2.697.698,07 Convênios e Subvenções recebidas ............ 828.590,82 Salários a Pagar ........................................... -248.733,18 575.740,15 Outros........................................................... 1.755.178,05 786.341,69 Outros Passivos ........................................... -8.764,77 4.924.264,71 Valor Adicionado Total A Distribuir........... 56.263.257,00 47.509.505,10 Aumento (Redução) de Passivos ................. 1.455.200,86 9.652.240,16 Distribuição do Valor Adicionado Variação dos Ativos e Passivos Operac. . -1.956.119,50 7.295.673,43 Pessoal......................................................... 30.622.754,99 27.454.046,50 Caixa Gerado pelas Atividades Operac.... 2.573.242,38 66.347.229,59 Remuneração Direta .................................... 27.611.369,75 24.403.915,39 2 - Fluxo das Ativ. de Investimentos Benefícios..................................................... 244.316,50 310.064,80 Aquisições do Ativo Imobilizado ................... -3.042.504,47 -19.080.105,29 FGTS ............................................................ 2.767.068,74 2.740.066,31 Vendas de Imobilizado ................................. 333.542,71 Impostos, Taxas e Contribuições.................. 43.506,77 62.919,34 Ativos a Longo Prazo ................................... 198.978,15 -921.723,11 Federais........................................................ 15.103,87 10.360,47 Caixa Consumido nas Ativ. de Invest. ...... -2.509.983,61 20.001.828,40 Municipais..................................................... 28.402,90 52.558,87 3 - Fluxo das Ativ. De Financiamento Distribuição para Terceiros ........................... 22.137.312,56 19.894.148,61 Transferências Recebidas............................ 1.449.411,18 Juros............................................................. 1.667,52 6.216,92 Transferências Pagas................................... -1.450.668,68 Alugueis........................................................ 3.735.592,71 3.744.954,52 Caixa Gerado pelas Ativ. de Financ. ......... -1.257,50 Bolsas de Estudos - Filantr. Educ. Básica.... 8.029.972,89 6.720.760,98 Geração de Caixa Líquido ......................... 62.001,17 46.345.401,19 Bolsas de Est. - Não Filatr. Educ. Básica ..... 2.168.196,90 2.300.709,81 Caixa e Equiv. de Caixa no Início do Exerc.. 46.835.635,94 490.234,75 Descontos Concedidos Educação Básica.... 2.208.465,82 1.937.448,83 Caixa e Equiv. de Caixa no Final do Exerc. . 46.897.637,11 46.835.635,94 Bolsas de Estudos - Filantr. Educ. Superior . 511.607,11 347.759,15 Variação de Caixa ....................................... 62.001,17 46.345.401,19 Bolsas de Est. - Não Filantr. Educ. Superior 2.728,50 46.351,95 variações entre o real e o estimado. III - Resumo das Práticas Contábeis: Descontos Concedidos Educação Superior . 203.371,51 Nota 3. A prática contábil adotada é pelo regime de competência. Foram Despesas Administrativas ............................ 883.890,74 668.715,64 atendidas as normas do Conselho Federal de Contabilidade. Nota 4. Projetos Não Filantrópicos/Convênios ......... 708.275,11 584.647,19 Receitas Antecipadas: Receitas a Classificar referem-se ao recebimento Projetos de Assistência Social...................... 548.159,00 de matrículas de alunos veteranos e novatos, cujos valores representam Projetos Assistênciais Educacionais ............ 942.874,65 183.144,89 a primeira mensalidade do ano letivo seguinte (2012). Por se tratar de Outras........................................................... 2.944.040,61 2.601.908,22 ingressos de recursos relativos a serviços ainda não prestados. Nota 5. Superávit/Déficit do Exercício....................... 3.459.682,68 98.390,65 Aplicações Financeiras: As aplicações financeiras estão demonstradas Valor Adicionado Distribuído......................... 56.263.257,00 47.509.505,10 pelos valores de aplicações acrescidas dos rendimentos correspondentes, Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31/12/2011 (R$) apropriados até a data do Balanço, com base no regime de competência. Nota 6. Ativos Circulantes: Estão apresentados pelo valor de realização, I - Contexto Operacional: Nota 1. A Congregação de Santa Dorotéia do incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações. Nota 7. Ativo Brasil - Sul é pessoa jurídica de direito privado, de natureza associação, Não Circulante Realizável A Longo Prazo: Este grupo é composto por de caráter educacional, cultural, beneficente e de assistência social, com valores a receber, cujo vencimento ultrapassa o exercício subsequente. atividade preponderante na área da Educação, sem fins econômicos e Nota 8. Passivo Circulante e Não Circulante: São demonstrados pelos lucrativos, constituída à inspiração dos ensinamentos e do carisma de valores conhecidos ou calculáveis, acrescido, quando aplicável, dos SANTA PAULA ÂNGELA MARIA FRASSINETTI, inscrita no Cadastro correspondentes encargos e variações incorridas até a data do Balanço Nacional de Pessoas Jurídicas sob o número 03.658.515/0001-71, Patrimonial. Nota 9. As modificações e composição do Patrimônio Líquido declarada de Utilidade Pública Federal e Distrital, registrada no Conselho estão expressas na demonstração das mutações do Patrimônio. NOTA 10. Nacional de Assistência Social (CNAS), portadora do Certificado de Entidade O estoque constante no Balanço Patrimonial se refere, outros estoques. Beneficente de Assistência Social (CEBAS) e que tem por finalidade Esse estoque é avaliado pelo custo (médio) de aquisição que não supera primordial e principal a educação, a promoção da cultura e da comunicação o valor de mercado. Nota 11. Provisão Para Devedores Duvidosos: social, como instrumento de ensino, promoção, defesa e proteção da Contabilizou provisão de perdas de mensalidades, considerando o não infância, da adolescência, da juventude e de adultos, em consonância recebimento dos valores do Relatório de Controle de Pagamentos. Em com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o Estatuto bases periódicas a Administração revisa o quadro de contingências da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei Orgânica da Assistência Social conhecidas, avalia a possibilidade de eventuais perdas com as mesmas (LOAS) e o Estatuto do Idoso e se rege pelo Estatuto Social e legislação e ajusta a provisão. Nota 12. Provisões de Férias E Encargos: Foram aplicável. II - Apresentação Das Demonstrações: Nota 2. Principais provisionadas com base nos direitos adquiridos pelos empregados até a Práticas Contábeis: As demonstrações contábeis foram elaboradas de data do Balanço Patrimonial, incluindo o valor correspondente ao FGTS. acordo com os princípios e normas contábeis emanados do Conselho Nota 13. Provisão de 13º Salário e Encargos: Foram provisionadas Federal de Contabilidade, levando-se em conta as questões específicas com base nos direitos adquiridos pelos empregados e baixados conforme aplicáveis às entidades sem finalidade de lucros, aplicando-se de forma o pagamento até a data do Balanço Patrimonial. Nota 14. Apuração do subsidiárias os aspectos previstos na legislação societária brasileira, Resultado: O resultado foi apurado segundo o Regime de Competência. Os naquilo que for pertinente. Na elaboração dessas demonstrações contábeis rendimentos e encargos incidentes e sua realizações estão reconhecidas foram realizadas estimativas por parte da administração, dentre essas, a nos resultados. Nota 15. O imobilizado se apresenta com os valores de estimativa de vida útil dos bens integrantes do ativo imobilizado bem como a aquisição. As depreciações são calculadas de acordo com a redução pelo razoabilidade da provisão para devedores duvidosos, o que pode ocasionar uso dos valores utilizados. 31/12/2011 31/12/2010 Descrição Custo Depreciação Acumulada Líquido Líquido Percentual Imóveis ..................................................... 173.090,94 -37.816,24 135.274,70 141.959,79 4 Móveis e Utensílios .................................. 4.224.591,91 -2.422.539,37 1.802.052,54 1.660.203,01 10 Instalações ............................................... 284.022,73 -179.141,62 104.881,11 128.128,34 10 Máquinas e Aparelhos .............................. 3.240.849,56 -2.320.496,23 920.353,33 947.385,09 10 Veículos .................................................... 388.148,70 -357.715,19 30.433,51 54.835,14 20 Biblioteca .................................................. 292.797,21 -280.859,22 11.937,99 15.738,17 10 Material Didático....................................... 415.938,13 -389.661,65 26.276,48 33.187,14 10 Semoventes.............................................. 3.330,00 -1.748,25 1.581,75 1.914,75 10 Prédios ..................................................... 414.988,99 -65.502,07 349.486,92 366.086,52 4 Bens Religiosos ....................................... 72.281,93 -61.411,39 10.870,54 13.203,53 10 Instrumentos Musicais.............................. 31.550,50 -15.235,18 16.315,32 14.943,33 10 Const. Benf. Imóvel Terceiros................... 10.933.396,85 -2.314.372,84 8.619.024,01 6.897.473,45 4 Equipamentos de Informática................... 1.730.152,50 -1.372.538,55 357.613,95 440.357,90 20 Total do Imobilizado ............................... 22.205.139,95 -9.819.037,80 12.386.102,15 10.714.416,16 Nota 16. As receitas são apuradas obedecendo aos princípios do regime ano e 8 (oito) meses a 5 (cinco)anos de idade em seus aspectos físicos, de competência. Nota 17. As despesas são apuradas obedecendo aos emocionais, cognitivos e sociais. princípios do regime de competência em conformidade com as exigências Sec. Estado Des. Soc. Trabalho - SEDEST............................ 151.470,00 legais fiscais. Nota 18. Eventualmente a entidade recebe doações de Objetivo do convênio: prorrogar o prazo da vigência de 01/05/2010 até pessoas físicas e/ou pessoas jurídicas. No ano de 2011 a entidade recebeu 30/04/2011, suplementar recursos inerentes ao período prorrogado e alterar o plano de trabalho/aplicação no projeto serviço de convivência para as seguintes doações: criança de 0 a 6 anos e suas famílias. Donativos Recebidos com finalidades especificas: Subvenção Pública ............................................................... 2.678,45 Pessoas Jurídicas:.................................................................. 17.500,00 CEB Distribuição..................................................................... 2.678,45 Donativos Recebidos sem finalidades especificas: ........... 55.881,39 Pessoas Físicas:..................................................................... 45.727,79 Nota 20. Os recursos da entidade foram aplicados em suas finalidades Pessoas Jurídicas:.................................................................. 10.153,60 institucionais, de conformidade com seu Estatuto Social, demonstrados Nota 19. A entidade recebeu no ano de 2011 os seguintes valores de pelas suas Despesas e Investimentos Patrimoniais. Nota 21. A entidade utiliza-se do Grupo Compensado, constante do Balanço Patrimonial, para convênios/subvenções. controles de interesse da instituição. 21.1. Os valores alocados neste grupo Convênios/subvenções com finalidades especificas: Convênio Público .................................................................... 716.426,16 não compõem os Ativos e Passivos da Entidade. Sec. de Educ. DF - SEDF ....................................................... 564.956,16 Nota 22 Objetivo do convênio: implemento de ação conjunta entre o Distrito Federal, Valores a Apropriar ................................................................... 18.485,36 por meio da SEDF e a Ação Social Paula Frassinetti, para atendimento na Seguradora (s).......................................................................... 10.911,70 7.573,66 Educação Infantil - primeiro nível da Educação Básica - à criança de 1(um) Assinaturas de Jornais e Revistas..........................................
Demonstração do Superávit do Exercício em 31/12/2011 (Em R$) 2011 2010 Receitas................................................ 49.606.881,38 43.024.873,09 Contribuições......................................... 617.612,45 104.168,21 Contribuições s/Fins Específicos........... 55.881,39 Resultado das Vendas Material Escolar 41.781,98 43.184,94 Resultado de Venda da Cantina............ 87.251,59 Convênios.............................................. 716.426,16 Subvenções Estaduais .......................... 2.678,45 Contribuições Escolares Recebidas...... 40.598.885,09 35.817.830,68 Contribuições Escolares Superior ......... 1.588.321,07 1.817.945,79 Outras Receitas..................................... 5.898.043,20 5.241.743,47 Convênios.............................................. 826.703,49 Subvenções Estaduais .......................... 1.887,33 Receitas Patrimoniais............................ 21.742,71 52.944,54 Receitas Administrativas ....................... 182.793,07 239.798,07 Receitas Financeiras ............................. 5.622.715,19 3.724.450,67 Receitas Extraordinárias ....................... 17.491,59 Recuperação de Despesas ................... 46.252,24 389.430,87 Contribuições......................................... 6.528,50 Atualização Monetária ........................... 7.048,40 Despesas.............................................. -49.606.881,38 -43.024.873,09 Salários e Encargos Sociais.................. -30.622.754,99 -27.454.046,50 Serviços de Terceiros ............................ -4.432.924,67 -4.932.381,36 Manutenção do Pessoal ........................ -656.749,63 -850.013,29 Conservação de Móveis e Imóveis........ -847.253,22 -1.006.217,78 Desp. de Manutenção e Funcionamento -2.826.166,17 -2.553.474,40 Despesas Administrativas ..................... -4.763.747,58 -4.525.784,06 Despesas Legais ................................... -112.626,01 -100.365,73 Convênio Sedest ................................... -105.494,35 -294.443,68 Convênio Sedf ....................................... -602.780,76 -290.203,51 Projetos Filantropicos ............................ -548.159,00 Apoio aos Alunos Bolsistas ................... -174.009,64 -73.034,79 Projeto E.J.A.......................................... -21.278,36 Projeto Educando .................................. -747.586,65 -110.110,10 Outras Despesas................................... -233.826,67 -188.248,24 Despesas Administrativas ..................... -29.917,53 Despesas Financeiras ........................... -196.397,25 -186.191,80 Despesas Extraordinárias ..................... -7.511,89 -2.056,44 Variação do Exercício............................ 3.459.682,68 98.390,65 Nota 23. Benefícios Educacionais Ensino Superior: Lei 11.096 de 13/01/2005 Receita da Venda de Serviços............................................. 2.524.206,89 Renda das Aplicações Financeiras...................................... 11.364,88 Total ...................................................................................... 2.535.571,77 20% de R$ ........................................................................... 507.114,36 Bolsas de Estudo Concedidas Bolsas de 100% ................................................................... 190.392,54 Bolsas de 50% ..................................................................... 285.279,96 Total ...................................................................................... 475.672,50 Gratuidades Concedidas (%)............................................... 18,77 Número de alunos pagantes................................................ 321 Número de bolsas de 100%................................................. 39 Nota 24. Benefícios Educacionais Gratuidades Educacionais - Educação Básica Mensalidades Escolares ...................................................... 52.835.283,89 Mensalidades Atrasadas de 2010 Recebidas...................... 935.069,80 (-) Bolsas de Estudo de 100%............................................... 5.548.730,46 (-) Bolsas de Estudo de 50%................................................. 1.261.146,47 (-) Bolsas de Estudo de 100% EJA ....................................... 1.220.095,96 (-) Bolsas de Estudo Sindicatos ............................................ 2.168.196,90 (-) Bolsas Sociais Concedidas............................................... 2.208.465,82 (-) Inadimplentes de 2011...................................................... 1.614.438,38 (-) Desistências...................................................................... 764.832,99 Mensalidades Efetivamente Recebidas............................... 38.984.446,71 20% das Mensalidades........................................................ 7.796.889,35 Bolsas Concedidas Bolsas de Estudo de 100%.................................................. 5.548.730,46 Bolsas de Estudo de 50%.................................................... 1.261.146,47 Bolsas de Estudo de 100% EJA .......................................... 1.220.095,96 Total ...................................................................................... 8.029.972,89 Total Educação Básica Mensalidades Escolares ...................................................... 38.984.446,71 20% das Mensalidades........................................................ 7.796.889,35 Bolsas Concedidas .............................................................. 8.029.972,89 Números de alunos pagantes .............................................. 6.759 Número de bolsas 100%...................................................... 963 Observações: I - As bolsas dos sindicatos não são consideradas bolsas filantrópicas. II - Bolsas Sociais são os descontos concedidos, não integram os valores das bolsas concedidas. Nota 25. Total Geral Mensalidade Efetivamente Recebidas - Educ. Básica .......... 38.984.446,71 Mensalidade Curso Superior - Receita Base ........................ 2.535.571,77 Total ...................................................................................... 41.520.018,48 20% das Mensalidades........................................................ 8.304.003,70 Bolsas Concedidas Educação Básica Bolsas de Estudo 100% ........................................................ 5.548.730,46 Bolsas de Estudo 50% .......................................................... 1.261.146,47 Bolsas de Estudo 100% EJA................................................. 1.220.095,96 Bolsas do Curso Superior Bolsas de Estudo de 100% ................................................... 190.392,54 Bolsas de Estudo de 50% ..................................................... 285.279,96 Total das Bolsas .................................................................. 8.505.645,39 Nota 26. Apoio ao Aluno Bolsista Material Didático.................................................................... 105.190,62 Transporte ............................................................................. 1.790,00 Uniforme ................................................................................ 9.117,30 Merenda ................................................................................ 57.911,72 Sub-Total .............................................................................. 174.009,64 Projeto EJA............................................................................ 21.278,36 Projeto Educando .................................................................. 747.586,65 Total ...................................................................................... 942.874,65 Valor dos 5% que podem ser considerados ..................... 1.949.222,34 Resumo Bolsas de Estudo................................................................... 8.505.645,39 Atividade Socioeducacional................................................... 942.874,65 Total ...................................................................................... 9.448.520,04 Percentual Total Concedido % ........................................... 22,76 Observações: I - Mensalidades a receber no final do Exercício de 2010 (Inicial de 2011) = R$ 1.137.253,25. II - Mensalidades a receber do Exercício de 2011 = R$ 1.614.438,38 Nota 27. Custo da isenção usufruída pela entidade no ano de 2011: Imunidade INSS - Cota Patronal: ......................................... 5.669.356,57 Imunidade INSS - RAT: ......................................................... 283.467,76 Imunidade INSS - Terceiros: ................................................. 1.275.605,21 Imunidade INSS - Serviços de Terceiros:.............................. 45.006,50 Imunidade INSS - Cooperativas: ........................................... 39.949,77 Cofins .................................................................................... 1.255.860,70 Total ...................................................................................... 8.569.246,51 Presidente Lourdes Pereira Pires CPF: 268.550.971-20 Organização SaVeRe Ltda. - CRC: MG 005078/O-S-SP Jorge Fonseca Filho - Contador - CRC: MG 009898/O-S-SP
Z.X.T.S.P.E. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. NIRE 35.300.442.288 – CNPJ/MF 16.577.631/000108
Ata de Assembleia Geral Extraordinária Dia, hora e local: 20 de agosto de 2012, às 9:00 horas, na sede da Companhia, localizada na Rua Pam plona, nº 818, 9º andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405001, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. Presença: Acionista representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas constantes no Livro de Presença de Acionistas. Convocação: Dispensadas as formalidades de convocação, conforme disposto no artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76. Mesa: Presidente, Sr. João Luis Cumerlato; Secretário, Sr. Irineu Berardi Meireles. Ordem do dia: Deliberar sobre: (i) destituição dos atuais membros da Diretoria da Companhia; (ii) eleição de membros da Diretoria da Companhia; (iii) alteração da sede social da Companhia; (iv) aumento do capital social da Companhia; e (v) alteração de disposições do Estatuto Social da Companhia, tais como objeto social e administração. Deliberações: Após analisar e discutir as matérias constantes da ordem do dia, o acionista aprovou a lavratura desta ata sob a forma de sumário, na forma do artigo 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76 e deliberou: (i) Destituir os seguintes membros da Diretoria da Companhia: (i) Sueli de Fátima Ferretti, brasileira, solteira, analista, portadora da cédula de identidade RG nº 7.743.932 SSP/SP, inscrita no CPF/MF sob o nº 764.868.77804, residente e domiciliada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, nº 818, 9º andar, conjunto 92, Jardim Paulista, CEP 01405001, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo; e (ii) Cleber Faria Fernandes, brasileiro, casado, técnico em Contabilidade, portador da cédula de identidade RG nº 23.360.6841 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 192.212.35874, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, nº 818, 7º andar, conjunto 71, Jardim Paulista, CEP 01405001, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo; (ii) Eleger os seguintes membros para composição da Diretoria da Companhia: (i) João Luis Cumerlato, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 5017407965, devidamente inscrito no CPF/MF sob o nº 391.454.33020, para o cargo de Diretor Presidente; e (ii) Irineu Berardi Meireles, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 4194000 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 192.272.21891, para o cargo de Diretor sem designação específica, ambos residentes e domiciliados na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Alto de Pinheiros, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, que serão investidos em seus respectivos cargos mediante a lavratura e assinatura dos termos de posse constantes no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria da Companhia. Os Diretores ora eleitos aceitaram as respectivas eleições e declararam, nos termos do artigo 147 da Lei nº 6.404/76, não estarem impedidos de exercer atividades mercantis, por lei especial; em virtude de condenação criminal, ou por se encontrarem sob os efeitos dela; em virtude de pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública ou a propriedade; (iii) Alterar o endereço da sede da Companhia da Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Pamplona, nº 818, 9º andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405001, para a Cidade de Barueri, Estado de São Paulo, na Alameda Rio Negro, nº 585, conjunto 122, torre C, Alphaville Industrial, CEP 06454-000. Em consequência do acima exposto, o artigo segundo do Estatuto Social da Companhia passa a ter a seguinte nova redação: “Artigo Segundo – A Companhia tem sede e foro na Cidade de Barueri, Estado de São Paulo, na Alameda Rio Negro, nº 585, conjunto 122, torre C, Alphaville Industrial, CEP 06454000, podendo abrir filiais, agências ou escritórios por deliberação da Diretoria.”; (iv) Aumentar o capital social da Companhia em R$ 24.999.500,00 (vinte e quatro milhões, novecentos e noventa e nove mil e quinhentos reais), passando dos atuais R$ 500,00 (quinhentos reais) para R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais), com a consequente emissão de 24.999.500 (vinte e quatro milhões, novecentos e noventa e nove mil e quinhentas) novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, emitidas pelo valor de R$ 1,00 (um real) cada uma. As ações ora emitidas são, neste ato, totalmente subscritas e integralizadas pela acionista Odebrecht TransPort Participações S.A. (“OTP”). A integralização das novas ações ora subscritas darseá conforme estipulado no Boletim de Subscrição anexo à presente ata como Anexo I. Em consequência do acima exposto, o caput do artigo quinto do Estatuto Social da Companhia passa a ter a seguinte nova redação: “Artigo Quinto – O capital social da Companhia é de R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais) dividido em 25.000.000 (vinte e cinco milhões) de ações ordinárias todas nominativas e sem valor nominal.”; e (v) Alterar algumas disposições do Estatuto Social da Companhia, de forma que esse passe a vigorar com a redação constante do Anexo II desta ata. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram suspensos os trabalhos até a lavratura da presente ata, a qual, reabertos os trabalhos, foi lida, aprovada e assinada por todos os presentes. Mesa: Presidente, Sr. João Luis Cumerlato; e Secretário, Sr. Irineu Berardi Meireles. Acionista: Odebrecht TransPort Participações S.A., por Marcelo Felberg e Irineu Berardi Meireles. Cópia fiel da ata transcrita no Livro de Registro de Atas das Assembleias Gerais da Companhia. São Paulo, 20 de agosto de 2012. Irineu Berardi Meireles, Secretário. n Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 386.010/ 12-2, em 04.09.12. Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral. n Anexo II – ESTATUTO SOCIAL DA Z.X.T.S.P.E. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. Capítulo I – Da Denominação, Sede, Objeto e Duração. Artigo Primeiro – A Z.X.T.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. é uma sociedade anônima que rege-se por este Estatuto Social e pelas demais disposições legais que lhe forem aplicáveis. Artigo Segundo – A Companhia tem sede e foro na Cidade de Barueri, Estado de São Paulo, na Alameda Rio Negro, nº 585, conjunto 122, torre C, Alphaville Industrial, CEP 06454000, podendo abrir filiais, agências ou escritórios por deliberação da Diretoria. Artigo Terceiro – A Companhia tem por objeto social: (i) Atividade de gestão e prestação de serviços de intermediação de pagamento automático de pedágios e estacionamentos, com possibilidade de utilização de créditos na compra de serviços e produtos; (ii) Venda, revenda, aluguel e manutenção de sistemas de automação, insumos e equipamentos, nacionais e importados, necessários à prestação dos serviços descritos acima; e (iii) Participar de sociedades que explorem direta ou indiretamente as atividades descritas nos itens (i) e (ii) acima. Artigo Quarto – A Sociedade terá prazo indeterminado de duração. Capítulo II – Do Capital. Artigo Quinto – O capital social da Companhia é de R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais) dividido em 25.000.000 (vinte e cinco milhões) de ações ordinárias todas nominativas e sem valor nominal. Parágrafo Primeiro – Cada ação ordinária corresponde a um voto nas deliberações sociais. A Companhia não poderá emitir quaisquer valores mobiliários que não sejam ações ordinárias, exceto se aprovado pelos acionistas representando a maioria do capital social. Parágrafo Segundo – As ações provenientes de aumento de capital serão distribuídas entre os acionistas, na forma da lei, no prazo que for fixado pela Assembleia que deliberar sobre o aumento de capital. Parágrafo Terceiro – Mediante aprovação de acionistas representando a maioria do capital social, a Companhia poderá adquirir as próprias ações para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria, sem diminuição do capital social, para posteriormente aliená-las, observadas as normas legais e regulamentares em vigor. Capítulo III – Da Assembleia Geral. Artigo Sexto – A Assembleia Geral reunir-se-á, ordinariamente, nos 4 (quatro) primeiros meses após o encerramento do exercício social, e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem. Parágrafo Primeiro – A Assembleia Geral poderá ser convocada, na forma da lei, por quaisquer 2 (dois) Diretores da Companhia e será presidida por acionistas ou Diretor
eleito no ato, que convidará, dentre os Diretores ou acionistas presentes, o Secretário dos trabalhos. Parágrafo Segundo – Somente poderão tomar parte na Assembleia Geral os acionistas titulares de ações que estiverem registradas em seu nome, no livro próprio, até 48 (quarenta e oito) horas antes da data marcada para sua realização. Parágrafo Terceiro – Caberá à Assembleia Geral, além das matérias previstas em lei, deliberar sobre: a) Qualquer alteração deste Estatuto Social; b) Qualquer aumento ou redução do capital da Companhia, desdobramento ou grupamento de ações, resgate ou recompra de ação para cancelamento ou manutenção em tesouraria, emissão ou venda de quaisquer valores mobiliários da Companhia conversíveis em ações, inclusive, mas sem limitação, criação e emissão de ações preferenciais, debêntures, bônus de subscrição ou opções de compra ou subscrição de ações; c) A autorização aos administradores da Companhia para declarar falência, promover dissolução e/ou liquidação, ajuizar pedido de processamento de recuperação judicial ou de homologação de plano de recuperação extrajudicial; d) As demonstrações financeiras e outros documentos previstos no artigo 133 da Lei 6.404/76; e) A deliberação sobre o destino do lucro líquido do exercício ou de períodos intermediários, e a distribuição de dividendos ou a distribuição de juros sobre capital próprio; f) A eleição e destituição dos membros do Conselho Fiscal da Companhia, quando instalado; g) Propostas sobre constituição, transformação, incorporação, fusão, cisão, dissolução ou liquidação de sociedade de que participe a Companhia; h) Participação em consórcios, associações com outras sociedades e acordos de acionistas; i) Concessão de avais, fianças, constituição de ônus reais ou outras garantias; j) Alienação de participações societárias e de ativos da Companhia; k) Antecipação do pagamento de dividendos; l) Negociação com ações de emissão da Companhia para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria e respectiva alienação; m) Designação de auditores independentes; n) Emissão de valores mobiliários, inclusive para distribuição pública; o) Contrair obrigações e firmar compromissos com terceiros, inclu sive apresentar propostas, celebrar e rescindir contratos e seus aditivos em valor igual ou superior a R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais); p) Contrair empréstimos e/ou financiamentos, no país ou no exterior, em valor igual ou superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais); q) Autorizar a celebração de transações entre partes relacionadas, assim entendidas como quaisquer negócios entre a Companhia e seus acionistas (e os sócios ou acionistas diretos ou indiretos dos acionistas, bem como sociedades ou veículos de investimento controlados pelos acionistas ou sob seu controle comum) e, ainda, com quaisquer administradores das referidas partes relacionadas em valor igual ou superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais); e r) Transigir, desistir e renunciar a direitos. Capítulo V – Da Diretoria. Artigo Sétimo – A administração da Companhia será exercida por uma Diretoria, composta por no mínimo 2 (dois) e no máximo 10 (dez) membros, sendo 1 (um) Diretor Presidente e os demais sem designação específica, podendo ser acionistas ou não, residentes no país, eleitos pela Assembleia Geral, permitida a reeleição. Parágrafo Primeiro – O mandato da Diretoria será de até 2 (dois) anos, permitida a reeleição, com atribuições fixadas neste Estatuto. Parágrafo Segundo – A investidura dos Diretores far-se-á mediante termo lavrado no livro de “Atas das Reuniões da Diretoria”. Os Diretores reeleitos serão investidos nos seus cargos pela própria Assembleia Geral, dispensadas quaisquer outras formalidades. Parágrafo Terceiro – Em caso de vacância no cargo de Diretor, será convocada a Assembleia Geral para eleição do respectivo substituto, que completará o mandato do Diretor substituído. Caso a Diretoria seja composta de 5 (cinco) ou mais membros, será facultado à Assembleia Geral preencher ou não o cargo vago. Parágrafo Quarto – Em suas ausências ou impedimentos eventuais, os Diretores serão substituídos por quem vierem a indicar. Parágrafo Quinto – A remuneração dos Diretores será fixada pela Assembleia Geral, em montante global, cabendo ao Diretor Presidente a individualização da referida remuneração à Diretoria. Artigo Oitavo – Compete aos Diretores a representação da Companhia e a prática dos atos regulares de gestão que lhes são atribuídos por lei e por este Estatuto. Parágrafo Primeiro – A Diretoria reunir-se-á preferencialmente na sede social da Companhia, sempre que convier aos interesses sociais. Parágrafo Segundo – As reuniões da Diretoria serão convocadas, salvo quando de caráter urgente, com 5 (cinco) dias de antecedência, no mínimo, realizando-se, normalmente, na sede da Companhia e, excepcionalmente, em qualquer outro local previamente estabelecido. Artigo Nono – Compete à Diretoria: a) A prática de todos os atos necessários ao funcionamento da Companhia, exceto os que, por lei ou por este Estatuto, sejam atribuição da Assembleia Geral; e b) Elaborar o relatório anual da Administração, as demonstrações financeiras e a proposta de destinação de resultado do exercício, a serem submetidas à Assembleia Geral. Artigo Décimo – Compete ao Diretor Presidente: a) Fixar a orientação geral dos negócios da Companhia e as atribuições dos Diretores; b) Fiscalizar a gestão dos Diretores, bem como acompanhar sua execução inclusive a elaboração dos respectivos relatórios; c) Providenciar a elaboração do relatório anual da Administração e das demonstrações financeiras; d) Promover a execução das deliberações da Assembleia Geral; e e) Convocar e presidir as reuniões da Diretoria. Artigo Décimo Primeiro – É facultado à Companhia nomear procuradores, devendo o instrumento respectivo ser assinado por 2 (dois) membros da Diretoria. Parágrafo Único – As procurações deverão conter poderes específicos e, com exceção daquelas outorgadas a advogados para representação da Companhia em processos judiciais ou administrativos, terão prazo de validade limitado a, no máximo, 1 (um) ano. Artigo Décimo Segundo – Com as exceções constantes neste Estatuto, a Companhia só será obrigada pela assinatura conjunta de: a) 2 (dois) Diretores; ou b) 1 (um Diretor e 1 (um) Procurador ou 2 (dois) Procuradores com poderes específicos conferidos na forma do artigo décimo deste Estatuto. Parágrafo Único – Em casos especiais poderão ser outorgados a 1 (um) só Diretor ou Procurador, poderes expressos para a prática de atos especificados nos respectivos instrumentos, respeitada a regra do artigo décimo primeiro deste Estatuto. Artigo Décimo Terceiro – Compete à Diretoria superintender o andamento dos negócios da Companhia, praticando os atos necessários ao seu regular funcionamento. Capítulo VI – Conselho Fiscal. Artigo Décimo Quarto – A Companhia terá um Conselho Fiscal, de funcionamento não permanente que, quando instalado, deverá ser composto de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 (cinco) membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não. Parágrafo Único – Os membros do Conselho Fiscal serão eleitos pela Assembleia Geral Ordinária para um mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição. Capítulo VII – Disposições Gerais. Artigo Décimo Quinto – O exercício social da Sociedade coincide com o ano civil, com início em 1º de janeiro e término em 31 de dezembro de cada ano. Quando do encerramento do exercício social, a Sociedade preparará um balanço patrimonial e as demais demonstrações financeiras exigidas por lei. Artigo Décimo Sexto – Os lucros apurados em cada exercício terão o destino que a Assembleia Geral lhes der, conforme recomendação da Diretoria, depois de ouvido o Conselho Fiscal, quando em funcionamento, e depois de feitas as deduções determinadas em lei. Artigo Décimo Sétimo – Mediante decisão de acionistas representando a maioria do capital social, a Sociedade poderá preparar balanços intercalares a qualquer momento, a fim de determinar os resultados e distribuir lucros em períodos menores. Artigo Décimo Oitavo – A Sociedade distribuirá, como dividendo obrigatório em cada exercício social, o percentual mínimo previsto e ajustado nos termos da legislação aplicável. Artigo Décimo Nono – A Sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em lei ou por deliberação da Assembleia Geral, com o quorum de acionistas representando a maioria do capital social, a qual determinará a forma de sua liquidação, elegerá os liquidantes e fixará a sua remuneração. Artigo Vigésimo – Qualquer ação entre os acionistas ou deles contra a Companhia, baseada neste Estatuto Social, será proposta no foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
20
e
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Há boas perspectivas aos supermercados para o restante do ano. Sussumu Honda, presidente da Abras
conomia
Restaurantes pedem fim de taxas Abrasel pede que Banco do Brasil baixe as taxas de administração dos cartões de crédito, como fez com os juros do cheque especial. Pablo de Sousa/ LUZ
O
ministro do Turismo, Gastão Vieira, e o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, entregaram ontem à ministrachefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, documento pedindo a redução das taxas de administração cobradas pelos cartões de crédito aos estabelecimentos. Segundo eles, estas chegam a 4% no caso dos cartões de crédito e débito e a 6% no caso de vale-refeição, consideradas "abusivas", já que, em outros países do mundo, como os Estados Unidos, são da ordem de 1%. De acordo com o presidente da Abrasel, a ministra Gleisi Hoffmann repetiu, "por pelo menos três vezes", que "este assunto já havia sido levado pela ministra à presidente Dilma e que a presidente determinou a ç ã o d o M inistério da Fazenda e do B a n c o C e ntral nesta direção". P a u l o S o lmucci acresQueremos que seja centou que determinado que Gleisi disse q u e a p r e s iqualquer cartão dente Dilma possa ser recebido j á " e s t á e npor qualquer trando fundo maquininha. n e s t a q u e stão" de reduPAULO SOLMUCCI, ç ã o d a c oPRESIDENTE DA ABRASEL brança das
O tradicional restaurante Sujinho Bisteca D´Ouro, por exemplo, localizado na rua da Consolação, não aceita cartões de crédito nem de débito por causa das taxas. taxas de administração dos cartões de crédito. O setor quer que qualquer máquina, seja Cielo, Redecard ou qualquer outra, aceite qualquer cartão. "O impacto seria superior à desoneração da folha de pagamento", afirmou Solmucci. No documento entregue foi informado que a margem de lucro da Cielo foi de 65% e a da Redecard, de mais de 40%. "Lucros extorsi-
vos, muito acima do que ocorre no resto do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, estas marcas têm lucros de um quinto destes valores", prosseguiu ele, questionando a razão pela qual o vale-refeição cobra o dobro de taxa de administração que os demais cartões de crédito. "Isso é extorsão e prejudica principalmente os pequenos estabelecimentos".
Em São Paulo, o restaurante Sujinho Bisteca D´Ouro, na rua da Consolação, não aceita cartões de crédito nem de débito. Na porta do estabelecimento há uma placa explicando que o restaurante prefere manter os preços mais acessíveis a aumentá-los para repor as taxas pagas às administradoras de cartões. Solmucci explicou que o setor "não quer intervenção", e
sim que o governo use o Banco do Brasil para baixar estas taxas de administração, a exemplo do que fez com juros do cheque especial e cartão de crédito. "É só o Banco do Brasil estimular a Cielo a receber qualquer cartão", sugeriu. Gastão Vieira, por sua vez, disse que foi o intermediário do setor d porque considera a reivindicação "justa" e potencialmente eficaz. (AE) Pablo de Sousa/ LUZ
Governo é contra acabar com o parcelamento sem juros no cartão Venda parcelada sem juros no cartão substitui os cheques pré-datados e pode prejudicar o ritmo do varejo
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governo acompanha com atenção o debate entre os bancos sobre a possibilidade de eliminar o parcelamento no cartão de crédito sem cobrança de juros. Ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse acreditar que seria um retrocesso muito grande acabar com este mecanismo. Ele avalia que uma iniciativa desta natureza pode frear o mercado consumidor acostumado com esta facilidade, prejudicar o varejo e atrapalhar a recuperação da economia. Como esta proposta não tem o apoio da maioria das instituições financeiras, o governo não tem medidas na manga, mas acompanha o debate e poderá intervir para regular o mercado se avaliar ser necessário. Até o momento, somente o Itaú Unibanco propôs cobrar uma taxa extra de lojistas que vendem parcelado, sem a cobrança de juros do consumidor. O Bradesco e as instituições públicas são contrários. O que o governo gostaria de ver, na verdade, é uma redução das taxas de juros do rotativo nos cartões de crédito, que o ministro chama de "escorchantes". A avaliação na equipe econômica é de que a pressão do governo já tem surtido efeito, o que levou o Bradesco a anunciar esta semana
Se necessário, o governo poderá agir para regular e trazer as taxas para patamares próximos dos internacionais. GUIDO MANTEGA, MINISTRO
um corte nas taxas do crédito rotativo. No início de setembro, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal anunciaram medidas semelhantes, forçando a concorrência privada a seguir o movimento. Em agosto, o Itaú Unibanco já havia criado uma nova modalidade de cartão, na qual o juro máximo caiu à metade. Há uma expectativa de que outros bancos também anunciem a redução dos juros no rotativo.
Apesar desse movimento, as taxas permanecem elevadas se comparadas a outras modalidades de financiamento. Na entrevista, Mantega mandou um recado às administradoras de cartão de crédito ao afirmar que, se o governo está preocupado com os juros elevados, elas também deveriam estar. "Se necessário, o governo poderá agir para regular o mercado e trazer as taxas para patamares mais próximos dos padrões internacionais", disse.
Pressionadas a reduzir os juros no rotativo, algumas instituições argumentaram ao governo que os parcelamentos sem juros acabam provocando a elevação das taxas porque são um risco que é coberto pelas parcelas de quem está no rotativo. A equipe econômica está conversando com os grandes bancos. A venda parcelada sem juros no cartão foi uma forma encontrada por lojistas para substituir os cheques pré-datados, uma invenção brasileira. (AE)
Marcelo Soares/ LUZ
Baixa renda expandirá private label Rejane Tamoto
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s cartões de loja, conhecidos como private label, devem crescer 90% no Brasil entre 2011 e 2015 como principal instrumento de oferta de crédito para o consumidor de baixa renda, segundo o estudo "Consumer Credit in Latin America: Trends and Opportunities in Credit and Store Cards", elaborado pela escola de negócios IESE Business School, da Universidade de Navarra. Um dos autores, Paulo Rocha e Oliveira, diz que os consumidores emergentes dependem do crédito com possibilidade de pagamento em prestações mensais, para terem acesso a produtos e serviços essenciais. O estudo lembra que a economia brasileira estável, a renda em crescimento e o aumento do emprego formal ajudam a for-
Varejista aumenta a fidelização de clientes com cartão de loja próprio mar um bom cenário para o crédito. Os cartões de loja devem crescer com a diversificação para os cartões de crédito e cobranded (modalidade na qual o cartão de loja tem bandeira e pode ser usado em outros estabelecimentos, neste caso feito em associação a um banco). O estudo estima que a taxa de substituição de cartões private label por co-branded seja de cerca de 25% ao ano. Ao adotar este tipo de cartão, o varejista também aumenta a fidelização de clientes por oferecer outros ser-
viços adicionais em relação aos cartões de loja simples, que podem ser seguros, empréstimos e outros produtos de crédito. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o número de cartões de loja deve crescer 9% neste ano e atingir o total de 268,8 milhões de unidades. Estes cartões representam 29% do mercado. O número de cartões de loja só não cresce mais do que o de cartões de crédito, para o qual se projeta alta de 11%, ou 193,2 milhões.
Vendas de perecíveis aumentam 0,3% em agosto
Supermercados faturam mais
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s supermercados encerraram agosto com aumento de 5,57% no faturamento real acumulado desde janeiro, enquanto no mesmo período o volume de vendas recuou, em meio a preços maiores e menor demanda, traçando um cenário de estabilização após forte crescimento no primeiro semestre. "A queda do desemprego e o aumento da massa salarial, bem como a recuperação do setor industrial do País, indicam boas perspectivas para o restante do ano", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda. A previsão para 2012 é de crescimento de cerca de 5% nas vendas. Se considerado apenas o mês de agosto, as vendas reais cresceram 3,91% ante o mesmo mês em 2011 e subiram 1,71% em relação a julho. Já em termos de volume, as vendas até agosto registraram queda de 0,1%. Em igual período do ano passado, as vendas haviam subido 2,6%. "A base de comparação é forte, então está havendo um processo de estabilização", explicou Honda. O maior crescimento das vendas em volume no ano até agosto foi apurado pela cesta de bebidas não-alcoólicas, com alta de 1,4%, seguida por mercearia doce (+0,5%) e perecíveis (+0,3%). Por outro lado, a cesta de bebidas alcoólicas teve a queda mais expressiva. O volume de vendas recuou 0,3% no acumulado até agosto, um ano antes havia tido alta de 7,2%. Segundo Honda, pesou sobre a cesta de bebidas alcoólicas o ambiente de crise econômica, somado a preços mais altos de cerveja – que tem a maior participação na cesta –e fatores climáticos. "O alto verão foi mais frio e houve aumento de impostos para produção de cerveja, o que não ajudou (as vendas) ", disse ele. Isoladamente, os produtos com maior crescimento no volume de vendas de janeiro a agosto foram bolo industrializado (+24,8%), suco de frutas pronto (+15%) e vinho (+9,9%). As maiores quedas foram de inseticida (-11,3%), sabão em barra (-10,4%) e pilha (-7,8%).(Reuters)
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Você não pode perder. De 24/10 a 04/11, no Anhembi. Ingressos comuns: de R$ 20 (meia) a R$ 70, pelo Ingresso Rápido, tel. 4003 1212.
Nº 435
DCARR A VOLTA
Olha só quem chega em novembro A VW redesenhou o novo besouro. Embora bem maior, agora sim ele parece com o antigo (e recupera seu nome). O preço ainda está indefinido. CHICOLELIS
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CUIDADO AO ACELERAR
RAPIDEZ É COM A CONCOURS Muita atenção com a mão direita, ou a Kawasaki "voa". Custa R$ 74.990
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om o nome Fusca recuperado e com direito à presença do craque Neymar, socialites e gente famosa, a Volkswagen lançou nesta semana a nova versão do modelo que tanta saudade deixou no mundo, depois de mais de 20 milhões de unidades fabricadas na Alemanha, Brasil e México, entre outros países. E o carrinho mereceu a festa de recepção. Ele está mais bonito que a versão anterior, que fugia muito do desenho do original, fabricado no Brasil de 1953 a 1986, na primeira etapa, e de 1993 até 1996, até após a chamada era Itamar Franco (1992-94), o presidente que pediu a sua volta. Foram mais de três milhões de unidades vendidas aqui. Mesmo maior, mantém o DNA do Fusca antigo. Uma graça de carro, que estará à venda em novembro. O preço ainda não foi definido.
Desta vez, a volta do Fusca é marcada não apenas pelo novo design, mas também pelo potente motor de 200 cv, que pode levá-lo aos 100 km/h em apenas 7,3s e à final de 217 km/h. O primeiro Fusca brasileiro não chegava aos 100 km/h no início dos anos 50. O Fusca é fabricado em Puebla (México). Tem motor 2.0 TSI com injeção direta de gasolina e transmissão de seis marchas DSG (Direct Shift Gearbox) de dupla embreagem. O novo design une os dois modelos do Fusca. O primeiro, de Ferdinando Porsche, e o segundo, de 1998, conhecido por New Beetle. Assim, o perfil do novo modelo é notadamente inspirado no original, especialmente na sua traseira. No mais, ficou mais largo, mais comprido e com perfil mais baixo. Masculino - Para a montadora, a "nova geração
do Fusca é mais ousada, mais dinâmica e mais masculina". Mas por dentro, segundo a descrição do fabricante, esta "masculinidade" é amenizada por um novo painel, com cor na superfície plana, levando o observador a "ver" ali o primeiro Fusca. Como no primeiro modelo, o carro também oferece porta-luvas adicional integrado à superfície do painel. Nele, a tampa abre para cima e na do standard, integrado a ele, para baixo. Outro equipamento clássico são os instrumentos auxiliares, posicionados acima do sistema de áudio e navegação: temperatura do óleo, relógio com cronômetro e medidor da pressão do turbo. Também são novidade os novos volantes especialmente criados para o Fusca, com detalhes pintados nos raios. O novo Fusca será atração no estande da Volkswagen, no Salão do Automóvel, de 24 de outubro a 4 de novembro, no Anhembi.
ilotar a Kawasaki Concours 14, recém-lançada no Brasil, exige atenção especial para a mão direita. Com motor de 1.352cm³, quatro cilindros e torque de 14,1 kgfm a 6.200 rpm é fácil atingir velocidades bem maiores que as permitidas. Mas o prazer de andar na estradeira-esportiva não fica só no acelerador. Com bons assentos, regulagem eletrônica de altura e inclinação do para-brisa, ajuste dos faróis e manoplas aquecidas é confortável e seguro percorrer longas distâncias. Vale os R$ 74.990 sugeridos pela marca. Com 304 quilos, 2.230 mm de comprimento e 790 mm de largura, a Concours 14, com duas grandes malas rígidas laterais, exige atenção no trânsito. São bons os siste-
mas ABS e e o K-ACT que distribuem a frenagem entre as rodas. O controle de tração é importante para os pisos irregulares e também na chuva. O eixo cardã imprime mais suavidade nas tocadas. O sistema de segurança presencial Kipass permite deixar a chave na moto. Todo o sistema trava assim que o alarme se distancia do veículo. Mesmo com 155 cavalos a 8.800 rpm ela é econômica. A média com aceleração suave chegou a 20 Km/l. "Torcendo o cabo", cai para 5, 6 km/l. No tanque 22 litros. O computador de bordo informa modo de pilotagem econômica, temperatura do ambiente e pressão dos pneus. Mário Tonocchi
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BELEZA SUL-AFRICANA
Imagine ir à praia de manhã e a um parque selvagem à tarde. Tão perto como Miami e tão linda como o Rio de Janeiro, a Cidade do Cabo mistura exotismo e natureza e conquista cada vez mais brasileiros Lúcia Helena de Camargo
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África do Sul é um destino que hoje oferece vantagens para o bolso do brasileiro. Com clima parecido com o da região Sudeste do Brasil, já que está na mesma latitude, fica a oito horas de avião e os preços estão favoráveis ao real, que vale quatro rands, a moeda nacional. Uma das três capitais sul-africanas, Cape Town – Cidade do Cabo em português – é sem dúvida a cidade mais cobiçada da nação. Chamada coloquialmente pelos sul-africanos só de Cape, guarda muitas semelhanças com o Rio de Janeiro. Bela, localizada à beiramar, possui como principal ponto turístico uma montanha famosa (Table Mountain), à qual se chega de bondinho. E disputa popularidade com Johannesburgo, centro financeiro do país, urbano, cinza e superpopuloso. O teleférico que leva ao alto – a 1.086 metros acima do nível do mar – tem um mecanismo que gira 360°. Assim, é possível ter todas as vistas possíveis no trajeto de sete minutos ao topo. Curiosamente, o primeiro a subir a Table Mountain foi um português, o marinheiro Antonio de Saldanha, em 1503, que provavelmente chegou lá da mesma maneira que hoje fazem os aventureiros: a pé, por trilhas. Se você for do tipo atlético e bem disposto, pode encarar o caminho que começa no Jardim Botânico. Ou embarcar, com guias, na escalada. Em dias claros, a vista de cima é de tirar o fôlego. Entre os melhores lugares para se hospedar na Cidade do Cabo está a região de Victoria & Alfred Waterfront, que conta com hotéis luxuosos, shopping centers, restaurantes ao longo do píer, lojas de todos os tipos e quiosques nos quais se pode contratar passeios de barco pela baía. Dos tours marítimos, o “Champanhe ao pôr-do-sol” é um dos mais populares (R$ 50 por pessoa). Motivo ainda mais interessante para tomar uma embarcação é visitar Robben Island,
Fotos: Lúcia Helena de Camargo
Atrações: Waterfront (no topo), Cheetah Outreach (acima) e Robben Island (à esq.).
Tributo na Nobel Square a sul-africanos que ganharam o prêmio. onde Nelson Mandela permaneceu encarcerado durante 30 anos, por sua luta contra o apartheid – o sistema que segregava negros e brancos. Hoje transformada em museu a céu aberto, a ilha preserva as
construções originais, dos grandes galpões às cercas. Os guias são ex-prisioneiros, que explicam como era a rotina ali. Passa-se pela cela de Mandela. Só não é permitido entrar nela para fazer foto, pois per-
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TABLE BAY – Um dos hotéis mais famosos da Cidade do Cabo, na região de V&A Waterfront,o Table Bay é a dica para hospedar-se em alto estilo. Reúne suítes com camas king size, internet wi-fi grátis, cozinha por 24 horas e serviço de concièrge, além de um spa, salas para conferências e reuniões. Seu maior restaurante, o Atlantic Grill, comandado pelo chef Dallas Orr, serve comida internacional e menus-degustação personalizados de cinco a oito pratos no jantar. Todos os dias promove o HighTea, um delicioso chá da tarde farto em pães, doces, sucos, cafés e chás, e nos domingos, o Sunday Jazz Lunch, almoço ao som de banda de jazz. Diárias para casal a partir de 3.443 rands (R$ 860). Site www.suninternational.com.
manece trancada à chave. produção em Aberta ao público em 1997, c a t i v e i r o e Robben Island foi declarada faz pesquisas Patrimônio Mundial da Huma- s o b r e o a n inidade pela Unesco em 1999. mal mais vePara fazer a visita é preciso loz da Terra comprar ingresso com pelo (alcança 120 menos uma semana de ante- k m / h o r a ) . cedência. O ativista, reveren- Aos visitanciado pelos sul-africanos, tem tes é permitiseu nome pronunciado por do entrar nos cercados e paseles com o "e" fechado – Man- sar a mão nos guepardos. dêla. As diferenças de pronún- Quando há filhotes, estes pocias, aliás, são uma diversão à dem ser carregados. Crianças parte. Todos falam inglês – deliram ao tocar no felino. uma das 11 línguas oficiais do Adultos também. O tratador, país, mas cada um com seu so- que permanece junto o tempo taque. O xhosa faz cliques nas todo, aprendeu uma frase em sílabas tônicas; há soto do nor- português: “Não pode beijo”. te e soto do sul, o gutural zulu. O nosso típico hábito, no caso, Uns poucos falam africâner, é perigoso. “É preciso cautela. que soa parecido ao alemão. Trata-se de um animal selva“Vocês no Brasil têm apenas gem”, justifica. um idioma? Num país desse Se quiser mais contato com t a m a n h o ? ” , e s p a n t a - s e o a vida animal africana, vale a guia. Para entender o sobres- pena fazer um safári de um salto, compare: a África do Sul dia, sem se hospedar na savatem 1 milhão de quilômetros- na. A dica é contratar o prograquadrados de área. Nosso ma da Cape Turismo, uma das País, oito vezes mais. maiores empresas no ramo, Mas tamanho de território que apanha o hóspede no honão é sinônimo de relevância tel às 7h da manhã e leva, em política. Tanto que quatro ga- duas horas, ao local do pasnhadores do Prêmio Nobel da seio, que dura cerca de três Paz são sulhoras. Depois africanos. Em é servido o al1960, Albert moço e retorL u t u l i ; D e sna-se a Cape. mond Tutu em E não dá pa1984; e Manra ir à Cidade dela e Frededo Cabo e não rik de Klerk visitar pelo em 1993, tomenos uma dos pela bata- Vinhedo de Groot Constantia. das vinícolas lha contra o dos arredores. apartheid. Estátuas deles es- A apenas 20 km do centro, tão na Nobel Square, em Wa- Groot Constantia é a mais anterfront, perto de onde se to- tiga do país, fundada em 1685. ma o barco a Robben Island. O programa é percorrer planGueopardos – A vida selva- tações de uvas, entender a gem é outro patrimônio sul- história no museu local, partiafricano. O Cheetah Outrea- cipar de degustações, almoch, a cerca de 30 quilômetros çar e, é claro, comprar vinhos. da Cidade do Cabo, mantém Porque essa é uma viagem dez guepardos, cuida da re- que merece um brinde.
Pinguins podem ser vistos em Robben Island, onde Mandela ficou preso por 30 anos. Hoje, um museu.
RAIO X COMO CHEGAR Voo South African Airways (www.flysaa.com) de São Paulo à Cidade do Cabo, ida-e-volta (conexão em Johannesburgo) a partir de US$ 1.084. PASSEIOS Robben Island: www.robbenisland.org.za/. Ingressos pelo www.webtickets.co.za. Cheetah Outreach: www.cheetah.co.za. Groot Constantia: www.grootconstantia.co.za Safári de um dia: com transporte e alimentação, 2.028 rands por pessoa (R$ 500); www.aquilasafari.com e www.inverdoorn.com. ONDE COMER Balducci’s: V&A Waterfront, www.balduccis.co.xza. Frutos do mar frescos e massas. Simons’s: Groot Constantia. Prove o cordeiro. FAÇA AS MALAS Vacina: é necessária conta febre amarela. Tomar dez dias antes da viagem. O Hospital das Clínicas emite o certificado internacional. Visto: turistas brasileiros não precisam de visto. Idioma: 11 línguas oficiais. Inglês é a principal. Moeda: rand. R$ 1 vale 4 rands.
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cultura
VIOLÃO, MEU VIOLÃO. Garoto, o mago, comanda um time de bambas. André Domingues
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gol fica a cargo do ágil, elástico e incrivelmente preciso Paulinho Nogueira. Lá atrás, estão dois sete cordas seguros, sendo Dino 7 Cordas de estilo mais sóbrio e Rafael Rabelo mais voluntarioso. Nas laterais, a opção é por craques que sabem avançar, mas sem nunca descuidar da defesa dos seus territórios, com João Pernambuco na direita e Canhoto da Paraíba na esquerda. O volante é um verdadeiro xerife, Dori Caymmi, orquestrador das melhores jogadas. Ao seu lado, está o versátil e vigoroso Baden Powell. Mais à frente, vêm João Bosco, o responsável por dar ritmo e volume de jogo ao time, e, vestindo a 10, Garoto (à dir., na capa de Gente Humilde: vida e música de Garoto), gênio capaz de fazer qualquer coisa com a bola. O ataque tem o imprevisível Heraldo do Monte, costurando pelas pontas, e, no meio da área, o trombador e eficiente Jorge Ben Jor, fazendo gol de canela, de barriga e até com a mão, se o juiz bobear. O técnico só pode ser Egberto Gismonti, conhecedor de todos os segredos do campo. Uma observação: a seleção, dessa vez, não conta com o temperamental João Gilberto, que não é especialmente habilidoso, mas, todo mundo sabe, pode resolver qualquer partida com um ou dois toques. O caso é que a comissão técnica se aborreceu muito com sua mal explicada ausência nos jogos de São Paulo do último ano.
A trajetória de um craque das cordas S
eja pela falta de pesquisas, seja pelo extraordinário da produção musical, bem se poderia pensar que tivesse vindo de Marte ou Saturno o violonista paulistano Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto (1915-1955). Uma merecida revisão de sua obra, porém, veio agora para reposicionálo no panorama da música brasileira, a biografia Gente Humilde: vida e música de Garoto, de Jorge de Mello. É, basicamente, uma trajetória profissional do violonista,
com apuro na descrição do repertório e dos companheiros que teve em discos, programas de rádio e apresentações diversas. Seu grande diferencial em relação a outras publicações sobre o tema é a precisão das informações – colhidas, conferidas e reproduzidas com o zelo de uma pesquisa acadêmica (o autor, aliás, é professor universitário, mas não de música e sim de física na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).
A ênfase no lado profissional permite acompanhar os passos de Garoto desde a adolescência, quando começou a atuar em São Paulo, até a consagração na Rádio Nacional do Rio, inclusive com boas informações sobre sua passagem pelos EUA, ao lado de Carmen Miranda. Nesse tempo, ele conseguiu a proeza de compor peças maravilhosas, como Gente Humilde, Duas Contas e Nosso Choro, além de tocar com muito destaque violão, violão tenor, cavaquinho, banjo, bando-
lim, violino, guitarra havaiana, violão elétrico e guitarra, entre outros instrumentos – não raro, se exibia tocando dois ou três deles durante uma mesma música! Algumas das melhores fontes do livro são os diários de Garoto. As breves anotações são decisivas para esclarecer certos passos da sua carreira, mas pouco revelam do lado emocional. E como o autor tampouco se preocupa em esmiuçá-lo, fica difícil entender a profundidade psicológica do artista.
Poucas linhas são dedicadas, por exemplo, à separação da mulher, Dugenir, para se juntar a Cecy, então casada com seu grande amigo Hélio Rosa (irmão de Noel). Os traços subjetivos, porém, são muito instigantes, tais como a vontade renitente de triunfar nos EUA ou a fé espírita que o levava a buscar conversas com o falecido pai ou a atribuir mal-estares à incorporação do seu espírito.
As sombras que restam sobre a personalidade de Garoto, porém, não são as miradas por Jorge de Mello; seu foco é nas artísticas. O autor não chega a desvendar a complexa musicalidade de Garoto – trabalho para musicólogos –, mas se esforça para deixar organizadas as bases para as futuras pesquisas. Garoto, afinal, tem a mesma estatura de um Tom Jobim ou de um Pixinguinha, e, como eles, também exige tempo e dedicação para ser decifrado.
O som do Brasil Fotos: Divulgação
Instrumento tem origem controversa Atualmente, seis modelos 'vivem' no País.
João Gilberto, em foto de outubro de 2008: acordes jazzísticos e batida de samba econômica e suingada.
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onfidente de Cartola, melhor amigo de Chico Buarque e até personagem de um samba de Adoniran Barbosa, o violão, como nenhum outro instrumento, está habilitado a contar a história da música brasileira. Sua ligação com estas terras remonta aos tempos da colonização, quando as violas rústicas ancestrais desembaraçaram em baús de desbravadores portugueses e logo se espalharam pelos sertões afora. Não por acaso, os dois primeiros gêneros de canção popular do país, a modinha e o lundu, foram registrados por um tocador de viola de arame, o padre mulato Domingos Caldas Barbosa, que fez sucesso no Rio de Janeiro e em Lisboa entre o final do século XVIII e o início do seguinte. No início do século XX, o violão já havia se estabelecido como um grande representante – talvez o maior – da música brasileira. No campo ou na cidade, nas rodas de choro, nas serestas ou nos
cafés cantantes, ele estava sempre presente. Não foi à toa que Heitor VillaLobos resolveu começar sua extraordinária série Choros, um marco fundamental do nacionalismo modernista, por uma peça solo de violão. Quando o rádio se firmou no Brasil, na passagem dos anos 20 para os 30, o violão logo ratificou seu lugar como principal elemento harmônico dos "conjuntos regionais" que as emissoras mantinham. Anos adiante, quando veio a bossa-nova para desbaratar essa tradição, foi novamente o violão que tomou a dianteira das inovações, com acordes jazzisticos e a batida de samba econômica e suingada de João Gilberto. E mesmo na agitada década de 60, em que tudo virou de pernas para o ar, o grande motor das transformações foi uma herdeira direta do violão, a guitarra elétrica, que, aliás, mudou a forma de tocar seu ilustre antecessor, como se podia notar no eficiente suingue das levadas de Jorge Ben (Jor).
Hoje em dia, o violão demonstra uma vitalidade espantosa para um instrumento tão antigo, com diversos novos talentos trazendo perspectivas promissoras. No raro violão tenor, por exemplo, temos o improvisador Pedro Ramos numa honrosa batalha para sistematizar o uso do instrumento. Por outro lado, no recentemente revalorizado sete cordas, que há pouco revelou o vigoroso Yamandú Costa, o esforço é para continuar expandindo o legado dos mestres chorões do passado, como faz o incendiário Alessandro Penezzi, com a soma de recursos jazzísticos e eruditos. Já no tradicional violão de seis cordas, incrivelmente espalhado pelas diversas correntes da MPB, as frentes de criação são muitas, mas costumam convergir para a mistura de linguagens, assim como faz Chico Saraiva, combinando aprendizados de música folclórica, choro e bossa-nova, entre outras referências. Por diversas vias, enfim, o violão segue dando o tom na MPB.
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popularíssimo violão tem uma origem controversa, mas inegavelmente ligada à distinta vihuela, que se encontrava fartamente nas cortes espanholas e portuguesas em meados do milênio passado. Seu parentesco com o alaúde árabe, instrumento central no período do Renascimento, é distanciado pelo formato não plano, mas abaulado
do bojo deste. Daí que também sejam primos distantes a família dos violinos e o bandolim napolitano. Bem mais próximos, por outro lado, são as violas portuguesas e caipiras, assim como o cavaquinho e o ukulelê, difundidos mundialmente pelas conquistas lusas no tempo das navegações. Atualmente, o violão costuma se encontrar em seis modelos no Brasil, eletrificados ou não: o incomum violão tenor, com quatro cordas de aço e mais propenso
Nesta edição: novo romance de David Grossman e uma releitura do Segundo Reinado brasileiro. Cinema: estreia Looper – Assassinos do Futuro. Visuais: Esplendores do Vaticano e Carruagem, de Eduardo Srur. Gastronomia: o premiado Arturito. Bar: novo cardápio do Squat. E na TV: remakes.
a atuação em registro agudo; o convencional, com seis cordas de nylon; o folk, com seis cordas de aço; o violão de sete cordas, com uma corda a mais no registro grave; o violão de 12 cordas, típico do country norteamericano, com seis pares de cordas de aço, sendo os três mais graves com afinação oitavada e os três mais agudos em uníssono; e o baixolão ou violão-baixo (acima), com quatro cordas graves de aço. O melhor é que não falta gente boa para tocar cada um desses modelos.
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Quando os filhos passam a morrer antes dos pais Renato Pompeu
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m todas as espécies animais, os pais morrem antes dos filhos e isso faz parte da ordem natural das coisas. Mas, na espécie humana, quanto mais civilizada for a região que ela habita, maiores são as chances de os filhos morrerem antes dos pais. Foi na civilizadíssima Europa que, em duas guerras em menos de 30 anos, no século passado, a maior proporção de pais da história enterrou milhões de filhos. E é no berço da civilização humana, o Oriente Médio, que ao longo de milênios a ordem natural das coisas tem sido mais invertida, e que pais como o escritor israelense David Grossman, 58 anos, têm de enterrar seus filhos, como Uri Grossman. Uri, 20 anos, morreu em 2006 durante a invasão do Líbano por Israel, vítima de um míssil antitanque lançado contra o blindado que comandava como sargento do exército israelense.
É sobre essa situação, de os filhos morrerem antes dos pais, que trata o romance mais recente (2011) de Grossman traduzido para o português, lançado pela Companhia das Letras, Fora do Tempo. Mas Grossman não transformou sua dor real de pai "órfão" simplesmente numa ficção documental realista. Trata-se de uma narrativa mítica, um tanto semelhante às parábolas bíblicas, em que, numa época atemporal, e num lugar imaginário, pais choram a morte de seus filhos em prosa, poesia e falas dramáticas. O resultado é comovente e emocionante, e também mobilizador contra estas máquinas de guerra com que as supercivilizações invertem de tempos em tempos, principalmente entre outros povos, mas também entre seus próprios povos, a lógica natural das coisas. Grossman nasceu em Jerusa-
lém em 1954, filho de um motorista de ônibus imigrado da Polônia que em Israel se tornou bibliotecário e de uma dona de casa nascida na Palestina britânica, filha de um operário especializado em pavimentação de ruas e de uma faxineira. A t r a í d o p e l a s egunda profissão do pai, o jovem David se tornou um leitor assíduo e perspicaz, o que o levou, ao prestar o serviço militar a partir de 1971, a trabalhar no serviço de inteligência; por isso não participou de combates na Guerra do Yom Kippur em 1973. Depois, estudou filosofia e teatro na Universidade Hebraica de Jerusalém e foi trabalhar na Rádio Voz de Israel, onde com o tempo chegou a âncora de jornalismo.
Foi demitido em 1988, por ter negado sonegar aos ouvintes a notícia de que a liderança palestina havia reconhecido Israel como Estado soberano e decidido fundar seu próprio Estado palestino também soberano. Ele havia estreado como escritor em 1982, aos 28 anos, com a ficção D u el o , já lançada no Brasil. Como não-ficcionista, estreou em 1987, com O Vento Amarelo, sobre as precárias condições de vida dos palestinos nos territórios ocupados por Israel na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Embora não seja propriamente bem visto em seu país cada vez mais conservador e cada vez menos conciliador em relação aos palestinos, Grossman, como esquerdista e pacifista favorável ao
que considera direitos dos palestinos, é afamado como escritor, premiado em seu país e no exterior. Num concurso sobre os 200 israelenses considerados mais importantes em toda a história do país pela sua população, ele conseguiu o 97º lugar em 2005. Foi a partir de 2006, entretanto, quando Israel invadiu o Líbano para minar o poder da organização política e paramilitar xiita Hezbollah, que Grossman se tornou o grande porta-voz contra a política governamental aprovada pela maioria dos israelenses, de não-reconhecimento do Estado palestino, de repressão contra a população palestina e da instalação de assentamentos judaicos nos territórios ocupados. Inicialmente, ele foi a favor da intervenção israelense em território libanês, sob a argumentação de que se tratava de uma ação de legítima defesa em relação às ati-
vidades do Hezbollah. Mas, a 10 de agosto daquele ano, ao lado de seus colegas escritores, o celebrado Amos Oz e A.B. Yehoshua, Grossman deu uma entrevista coletiva em que instou o governo a buscar um cessar-fogo. Dois dias depois, seu filho morreu em combate. Logo em seguida, foi aprovado o cessar-fogo. Até então, ele tinha evitado tratar, na sua ficção, de política, tema sobre o qual só escrevia em textos jornalísticos. Mas Fora do Tempo já é sua segunda ficção inspirada pela morte do filho, depois do romance Até o Fim da Terra, de 2008. Tornou-se também um orador, militante e manifestante muito mais ativo, a ponto de ter sido espancado por policiais israelenses num ato público de rua em 2010. Seguramente, o novo livro é um dos mais profundos textos sobre a dor e os mistérios da morte jamais produzidos por mãos humanas.
D.Pedro II, o homem e o imperador. Marcus Lopes
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omente a História, em alguma data futura, quando as paixões tiverem arrefecido, será capaz – pelo estudo do longo reinado de D. Pedro II e uma análise imparcial do caráter do ex-imperador, pelas ações dos estadistas que compartilharam o poder com ele e as poderosas influências de nossa formação política – de determinar quais foram as causas decisivas dos acontecimentos que acabamos de testemunhar." O trecho acima é do editorial do Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, de 18 de novembro de 1889, três dias após a proclamação da República. Mais de 120 anos depois, o historiador brasilianista Roderick J. Barman topou o desafio e fez uma ampla releitura do Segundo Reinado brasileiro. O resultado é o catatau Imperador Cidadão (Editora Unesp, 624 páginas, R$ 75). "A queda do imperador e, portanto, o seu fracasso como governante, dominou a visão da posteridade de D.Pedro II", afirma o autor, em um trecho do livro. Incomodado com esse conformismo histórico, Barman procura, através da figura do imperador, discutir questões que atravessaram décadas e ainda provocam polêmicas quando o assunto é História do Brasil. A principal delas é: qual o legado de D.Pedro II para a construção do país? Afinal, ao assumir o trono quando mal entrava na adolescência, tinha como desafio manter intacto um país de dimensões continentais unido apenas pela língua. Mais do que isso, transformá-lo em uma nação moderna, pacífica e integrada.
Fotos: Reproduções
O livro alterna episódios históricos já amplamente estudados e debatidos, como a coroação e a Guerra do Paraguai, com momentos ainda pouco conhecidos do público. Afinal, o que se passava pela cabeça do imperador na época em que assumiu o trono brasileiro? Para isso, o autor recorreu aos diários que D. Pedro escreveu durante toda a vida. Alguns deles foram destruídos pelo próprio monarca, mas pelo menos 45 deles foram mantidos e trazem informações preciosas. Uma delas refere-se ao seu aniversário de 15 anos, quando já tinha sido declarado maior de idade e preparava-se para o longo reinado. "Às 5 da manhã já os tiros ribombavam pelos montes de São Cristóvão e as bandeiras hasteadas tremulavam no azulado céu; eram estes os indícios do dia do meu nascimento, 2 de dezembro, dia memorável nas páginas da História do Brasil", registrou o jovem, sem disfarçar um pouco de egocentrismo. Mas terminou o dia como qualquer mortal: "Acabada a peça, dormindo fui para casa, dormindo me despi e dormindo me deitei; agora, façam-me o favor de me deixarem dormir, estou muito cansado, não é pequena a maçada", completou o jovem monarca em suas anotações pessoais. Imperador Cidadão traz um novo capítulo à vasta bibliografia do último monarca brasileiro. E uma grande reflexão sobre o seu governo, que não se resume à melancólica imagem da Família Real deixando o Rio rumo ao exílio na Europa, após a queda do Império e advento da República.
Acima, a Família Real no embarque para o exílio, após a proclamação da República. À esquerda, o gabinete de D. Pedro II. Abaixo, o monarca e sua família em um momento de lazer.
Duelo entre dois eus na linha do tempo
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possibilidade de empreender idas e vindas no tempo, com suas imaginadas implicações, costuma ser terreno fértil para a ficção e encontra no cinema o ambiente ideal para ganhar forma. O mais novo exemplar de Hollywood a explorar o tema é Looper – Assassinos do Futuro, que põe em cena um duelo entre duas versões de um mesmo personagem. Na trama, ambientada no Kansas de 2042, as viagens no tempo são uma realidade, mas proibidas por lei e disponíveis apenas no mercado negro. O chefão do crime local (interpretado por Jeff Daniels) costuma enviar ao passado pessoas que deseja eliminadas, já que é bastante complicado se livrar dos corpos neste período do futuro.
Os responsáveis por esse tipo de serviço são chamados loopers, grupo do qual Joe (Joseph GordonLevitt) é um integrante remunerado com barras de prata. Ao realizar mais um trabalho, ele descobre que seu alvo é a versão mais velha de si mesmo (Bruce Willis), trazida em viagem no tempo por ter se tornado uma séria ameaça à máfia 30 anos à frente. Em meio a esse embate, Joe precisa decidir o que fazer a respeito de uma criança com poderes telecinéticos (capaz de mover objetos e provocar reações fisiológicas por meio do pensamento), que poderá ser o R ai nm ak er , um líder das massas num obscuro amanhã. Escolhido para abrir o Festival de Toronto, Looper é a terceira colaboração entre o diretor Rian Johnson e
Joseph Gordon-Levitt, seguindo o cult A ponta de um crime (Brick), de 2005, e a comédia Os Vigaristas (The Brothers Bloom), de 2008 e um fracasso de bilheteria. Como o jovem ator era sua opção desde o início, ao conseguir o astro
Bruce Willis para a versão mais velha, restou a Johnson o desafio de encaixar dois tipos fisicamente tão diversos em um só personagem. "Sabíamos que nunca faríamos Gordon-Levitt parecer Bruce Willis. Então a saída foi alterar os traços fi-
Divulgação
Bruce Willis (à esq.) e Gordon-Levitt em Looper – Assassinos do Futuro
sionômicos digitalmente e por meio de maquiagem para torná-lo parecido com seu duplo: o queixo foi reduzido, o formato do nariz e dos olhos foram modificados." Mas o resultado ficou um tanto discutível, porque provoca certa estranheza, constituindo um fator de distração para quem quer acompanhar as viradas da trama. Já Bruce Willis tem seus melhores momentos e ganha a cumplicidade do espectador quando incorpora o tipo de herói de ação que o tornou famoso. Com orçamento de US$ 60 milhões, Looper é um daqueles filmes que os espectadores precisarão ver mais de uma vez para ter a certeza de que compreenderam tudo o que foi proposto. E talvez nem assim cheguem a uma conclusão definitiva. Por exemplo, se o seu
eu mais velho fosse mandado para o passado a fim de ser morto pelo seu jovem "eu", você já não saberia de antemão o que o esperava e o que fazer para evitar isso? O roteiro um tanto confuso deve render boas discussões. Curiosidade: o número que representa um dos principais ganchos na trama foi registrado como domínio na internet e leva a um trailer e a uma imagem de alta resolução para ser compartilhada nas redes sociais. Confira em: http://www.07153902935.com/
Luiz Octavio de Lima Looper – Assassinos do Futuro estreia hoje. Tem Bruce Willis, Joseph Gordon-Levitt, Emily Rossum, Paul Dano e Jeff Daniels no elenco.
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Sagradas relíquias na Oca Exposição traz 200 obras do Vaticano Rita Alves com a mesma idade do filho; os dois anjos de Bernini; Verônica de Guercino; Madonna del Sassoferrato, um relicário com ossos atribuídos a São Paulo e São Pedro; a escultura em mármore O Martírio de São Paulo; A Deposição no Sepulcro, de Giorgio Vasari, os afrescos salvos do incêndio da Basílica de São Paulo; uma galeria dedicada a João Paulo II. E muitas outras obras que farão os visitantes se encantarem pelos dois mil anos de história do Vaticano." Antes de chegar à América Latina, a exposição já havia sido exibida três vezes nos Estados Unidos, com um público de 1,5 milhão de pessoas. Há poucas diferenças entre o que foi visto pelos americanos e o que está em cartaz na Oca. Uma delas é a galeria inédita dedicada ao Papa João Paulo II. Nela, o público encontra um molde em bronze da mão do Papa que poderá ser tocado pelos visitantes. Entre as obras expostas, cerca de 20% são réplicas. Elas foram feitas para preservar as originais, que, dado seu valor, sequer po-
dem a sair do Vaticano. Stephanie afirma que além de o público poder contemplar peças nunca antes retiradas do Vaticano, outras que entraram para a história da arte mundial também estão expostas. "Hoje o Brasil entrou no ranking de exposições e museus mais visitados do mundo e isso é muito importante para o merca-
do cultural, se pensarmos que há algumas décadas eram raras as oportunidades de se ver exposições internacionais por aqui."
Oca. Parque do Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 3, tel. 4003-5588. Segunda a sexta, das 10h às 20h. Sábado, domingo e feriado, das 9h às 19h. R$ 44.
Fotos: Cittá del Vaticano
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Pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera, sedia até o dia 23 de dezembro a mostra Esplendores do Vaticano: Uma Jornada Através da Fé e da Arte. Dividida em 11 galerias, a exposição conta a história da Igreja Católica por meio de 200 obras vindas do Vaticano, incluindo peças da época do Egito antigo até os dias atuais. Estão lá, por exemplo, trabalhos e itens pessoais de Michelangelo e obras do pintor Guercino. E uma boa surpresa está no segundo andar, onde o visitante pode fazer uma visita virtual à Capela Sistina. De acordo com Stephanie Mayorkis, diretora de Family Entertainment da T4F, empresa realizadora do evento, as peças expostas têm a mesma importância dentro da mostra. "Elas são como peças de um mosaico, cada uma contribuindo para a construção do mesmo", diz. "Existem muitas obras que possuem histórias maravilhosas como a Pietà de Michelangelo, em que Maria, jovem e bonita, é retratada
No alto, à esq., estátua de metal dourado de São Pedro, e, acima, à dir., reprodução da placa votiva de ouro, do século VI-VII. Ao lado, molde da mão do Papa João Paulo II e busto do pontífice. À dir., Pietá, de Michelangelo Buonarroti (reprodução feita a partir de molde de 1975). Abaixo, à esq., retrato de São Silvestre e, à dir., o brasão de Bento XVI.
Subindo pelas paredes do 'cartão-postal invertido' Ao lado, a instalação urbana Carruagem, acomodada na Ponte Estaiada. Abaixo, cenas do processo de montagem da obra.
Tché D'alia Ruggi
Tché D'alia Ruggi
Eduardo Srur
motivo da escolha foi porque hoje a Ponte Estaiada se tornou um símbolo da cidade de São Paulo, mas isso mostra um outro problema: a carência do paulistano em reconhecer uma identidade da cidade. Qualquer coisa que nos é imposta no espaço público, nós aceitamos como ícone. É o caso da Ponte Estaiada, que não permite o acesso de pedestres ou de ciclistas e não resolve a urgência da mobilidade urbana na região. E ainda custou muito caro. Então todas essas questões fazem da Ponte Estaiada um cartão-postal invertido." De acordo com o artista, o fato de a obra estar exposta dentro do mês em que se comemora o Dia Mundial Sem Carro, celebrado no último dia 22, não foi proposital. "Foi uma coincidência feliz." Foi nesse mês também, no dia 19, que aconteceu o momento eleito por ele como o mais divertido até agora: uma corrida entre Srur, no comando de uma carruagem puxada por um cavalo, e o piloto profissional Ingo Hoffmann, dirigindo um carro esportivo. "Eu conduzi uma carruagem na ciclovia livre, ao lado do rio Pinheiros, e ele um carro esportivo conversível, no trânsito da Marginal." Srur perdeu, "mas foi por pouco". O congestionamento, com certeza, continuará na região. Já a Carruagem partirá no dia 14 de outubro. (RA)
Tché D'alia Ruggi
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réplica de uma carruagem instalada na Ponte Estaiada, na zona sul da capital, tem atraído o olhar de quem passa pela região. O veículo é a mais recente intervenção urbana, intitulada Carruagem, criada pelo artista visual Eduardo Srur. Acomodada no mastro da ponte, a 30 metros de altura, a obra tem o intuito de provocar um questionamento sobre os problemas de mobilidade urbana na cidade. Dois anos se passaram desde a idealização do trabalho até a confecção da carruagem. "A ideia desse projeto nasceu de um dado comparativo. Ele mostrava que hoje um carro no nosso trânsito congestionado se desloca em média a 20 km/h. Essa é a mesma velocidade de deslocamento de uma carruagem, puxada por cavalos, no tempo do Império. Achei o dado absurdo. Foi por conta dessa descoberta que a ideia da intervenção nasceu." Srur optou por estacionar seu veículo imperial na Ponte Estaiada porque, entre outras razões, a construção tem um suporte arquitetônico perfeito para acomodar a obra. "O mastro central gigante, monumental, é muito interessante como suporte arquitetônico da carruagem, em posição ascensional, indo para o infinito", explica. "Outro
MAIS HORAS COM CARAVAGGIO Mostra Caravaggio e Seus Seguidores pode ser vista nesta sexta (28) e sábado (29,) das 10h às 21h. Domingo, horário normal, das 10h às 18h. Masp, tel.: 3251-5644. R$ 15.
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Fotos: Mário Leite/Divulgação
Aventura em vinhedos da América José Guilherme R. Ferreira
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Empanada de atum fresco, uma das entradas do restaurante da argentina Paola Carosella.
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Arturito: satisfação do couvert à sobremesa. Lúcia Helena de Camargo Para vegetarianos, pode ir bem a lasanha de couve flor com espinafre, queijo taleggio, nozes e perfume de trufa (R$ 56). Mas se seu negócio é carne, não perca os cortes wagyu brasileiros superpremium, assados no forno a lenha com asterix robuchon e chimichurri. Pode ser bife ancho (R$ 93) ou maminha (R$ 82). Trata-se de uma carne realmente suculenta. Assim como o pappardelle com ragu de coelho, azeitonas verdes e limão siciliano (R$ 56), não são novos no menu, mas permanecem por serem campeões de pedidos. Na seção de sobremesas, concebidas pelo chef pâtissier Santiago Villalba, foram mantidas as profiteroles recheadas com sorvete de mascarpone, caramelo de laranja e chocolate Amma (R$ 24). E entre as novas receitas estão rabanada de brioche brulê, servida com abacaxi tostado e sorvete de coco (R$ 23); triffle de doce de leite, mascarpone, pistaches e bourbon (R$ 24) e cremoso de chocolate com crocantes de avelãs, figos frescos e creme chantilly (R$ 29). Há ainda sorvete de doce de leite caseiro; sorvete de fava de baunilha de
Madagascar e crepe de doce de leite artesanal e sorvete de baunilha, a R$ 21 cada. A opção de prato executivo, chamada de Menu Amável, é composta por entrada, prato principal e sobremesa e custa R$ 49,50. Servida na hora do almoço, de terça a domingo, do
Presunto Pata Negra Ajo Blanco, servido com purê de amêndoas, uvas frescas e pão mouro.
ne), encabeçado por Nicolas Beausset, negociante de vinhos na Espanha, e Géraldine Reinhold Von Essen, executiva de uma operadora de turismo francesa. Eles passsaram o ano de 2007 como globetrotters. Visitaram 80 vinhedos em 15 países e desvendaram, em blog, segredos de regiões vinícolas pouco conhecidas como a asiática e seus "vinhos de nova latitude". Muñoz começou a viagem no Palácio de La Moneda, no Chile, onde visitou as adegas Alta Alcurnia (Peralillo), Gandolini (Maipo), Ventorela (Leyda) e Von Siebbenthal (Aconcágua). Atravessando os Andes, chegou a Mendoza e cruzou Buenos Aires, na Argentina. As potentes motocicleta e câmera de Muñoz poderão ser vistas até no Rio de Janeiro, em encontro com importadores. O viajante filmará ainda em vinhedos nos Estados Unidos.
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Terceiro Nome) A empreitada de Cristián Muñoz pode ser conferida em www.andeswines.com
Um é pouco... Triz é muito melhor. Aquiles Rique Reis
meio-dia às 16h. O título dado pode ser apenas força de expressão, mas seja pedindo esse menu ou qualquer outra opção do cardápio, você provavelmente vai concordar com o termo. A comida no Arturito é dessas que fazem a felicidade do comensal.
U
Arturito. Rua Artur de Azevedo, 542. Pinheiros. Tel.: 3063-4951. www.arturito.com.br
Arturito: quatro anos de vida e muitos prêmios.
Flores para comer Para celebrar a primavera, o Brie Restô, nos Jardins, prepara pratos com flores comestíveis. Entre as entradas feitas pela chef Eliane Carvalho estão o tataki (foto) de salmão – que, além do peixe, leva molho agridoce e pétalas de minirosas – e o coração de alcachofra gratinado com queijo brie, ambas vendidas a R$ 44. Para prato principal, as sugestões da estação são confit de pato (R$ 77) e carrê de cordeiro Cordon Bleu, ao vinho, com purê maison ao brie (R$ 79). Rua Dr. Melo Alves, 216. Jardins. Tel.: 3063-4838. www.brieresto.com.br
Mauro Holanda/Divulgação
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m quatro anos de existência, o restaurante Arturito já ganhou mais prêmios do que muitos ao longo de uma longa vida. Aberto em 2008, foi eleito este ano o Melhor Variado da Cidade pela revista São Paulo, editada pelo jornal Folha de S. Paulo. Em anos anteriores, ganhou prêmios na edição Comer & Beber da revista Veja São Paulo e o Prêmio Paladar, do jornal O Estado de S. Paulo, entre outros. As credenciais não decepcionam. Do couvert à sobremesa, a comida que chega à mesa é deliciosa. Para marcar o aniversário da casa, comemorado neste mês, a argentina Paola Carosella, chef e proprietária, reformulou o cardápio contando com a colaboração do chef e amigo uruguaio Ignacio Mattos. Entre as novidades do menu, destaque para a empanada de atum fresco (R$ 18); o presunto Pata Negra Ajo Blanco, servido com purê de amêndoas, uvas frescas e pão mouro (R$ 28); a linguiça Merguez artesanal, com berinjela assada, pinolis e coalhada (R$ 28); as ótimas lulas frescas crocantes assadas no forno a lenha, com aïoli picante (R$ 34) e a inspirada entrada feita de magret (peito de pato) curado, figos frescos, avelãs, manjericão, verduega e capucina (R$ 28). Os ingredientes se combinam à perfeição, você vai descobrir a cada bocado. Para prato principal, chega cazuela siciliana, que vem com peixe fresco, tomates e erva doce, fregola sarda, uva passa, aïoli de açafrão, espinafre e mexilhão fresco (R$ 82); miniarroz negro com camarão fresco, tomates queimados amassados e manjericão (os crustáceos chegam crus à mesa na cassarolinha e são misturados na hora ao arroz, feito com a tinta de lula). A chef recomenda raspar o queimadinho no fundo do prato e comer bem quente. Custa R$ 89.
empresário Cristián Muñoz iniciou sua carreira ligada aos vinhos como exportador. Pouco mais tarde, já montado numa motocicleta, fez uma campanha para promover os vinhos chilenos empunhando a bandeira da cepa nacional, a Carmenère. Desde 1° de setembro, está na estrada para outra empreitada, desta vez para filmar um documentário que já tem título: Wine Terroir Adventure. No roteiro, nada menos do que visitas a 25 terroirs da América Latina e 40 mil quilômetros de estradas. O espírito da aventura de Muñoz lembra a do projeto Vinos Sin Fronteras: La Volta del Mundo en 80 Viñedos (aqui uma brincadeira com Júlio Ver-
ma trinca de ases de ouro – André Mehmari, Chico Pinheiro e Sérgio Santos – se juntou para gravar Triz (Buriti) e produzir uma certeza: um é pouco, dois é bom, três é muito melhor. Só com composições deles, nas quais dividem parcerias entre si – uma vez os três juntos, ou então ora um com um dos outros, ora apenas um... Mas sempre trazendo um resultado que traduz a união num álbum de música de alta qualidade. Com Sérgio Santos somando sua bela voz e seu violão ao violão e à guitarra virtuosos de Chico Pinheiro, e ao piano, às flautas, ao acordeom e ao violão impecáveis de André Mehmari, Triz se revela um CD com bom nível de método e emoção, onde a voz é um instrumento e os instrumentos têm a perfeição da alma humana, apropriada da mais apurada técnica. Músicas embaladas numa limpidez sonora capaz de satisfazer ouvidos exigentes, tocadas com a liberdade de quem sabe o que quer e onde pode chegar. Músicas de gêneros variados que se impõem pelos arranjos e pela interpretação. Não bastasse Pinheiro, Santos e Mehmari tocando e fazendo vocalizes, Gabriele Mirabassi (clarinete), Edu Ribeiro (bateria), Neymar Dias (baixo acústico) e Guello (percussão) dão amparo para que os três brilhem ainda mais. Sim (Mehmari, Pinheiro e Santos) abre o CD. Melodia difícil, com muitas notas, harmonia requintada e letra cantada por Sérgio, o arranjo soma notas do piano às vocalizadas. Beleza. Um intermezzo de violão, seguido pelo piano, que logo devolve ao violão. Este toca com a flauta e finaliza.
Arabesca (Pinheiro) é um samba ligeiro, onde os improvisos de violão, guitarra, piano, clarinete e voz são emoldurados pela firmeza da percussão e da bateria. Riacho Grande (Santos e Mehmari) é um baião no qual os dois parceiros dividem os vocalizes, enquanto baixo e bateria tocam e levam a um i n te rm e zz o, sem ritmo, de flauta e acordeom. Tresbordante (Santos e Mehmnari) tem os primeiros compassos tocados delicadamente pelo piano. Sérgio e André vocalizam sob clarinete e violão. Um solo de violão, entregue ao clarinete e depois ao piano, leva ao fim. Triz (Santos) é a melhor faixa do álbum. Piano e voz iniciam. Com bateria e baixo, vem o ritmo. Um intermezzo de guitarra, seguido pelo piano, apoiados pela bateria e pelo baixo, antecipa o diálogo entre eles. Sem ritmo, eles improvisam calorosamente, até que finalizam num pianíssimo. Belíssimo. Não (Mehmari e Santos) é outra música com letra do disco. Cantada por Sérgio, ela soa feito exemplo de como a complexidade melódica, harmônica e poética é perfeitamente conciliável com a boa música popular. Zonzo (Santos e Mehmari) é samba conduzido por bateria e percussão. Voz e violão iniciam. Logo a voz vem com o clarinete e o piano. Um solo de guitarra abre caminho para clarinete, piano, voz e violão. Uma versão instrumental de Sim, música que abriu o CD, fecha Triz, ótimo trabalho que juntou três grandes músicos e os transformou numa verdadeira trinca de ases de ouro.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
CONCERTO O pianista e maestro Marcelo Bratke e a Camerata Brasil apresentam na Sala São Paulo, no próximo domingo (30), o espetáculo Tom Jobim Plural. Os artistas irão interpretar clássicos como Saudades do Brasil, Estrada Branca e Samba de Avião durante a projeção do filme/cenário sobre a natureza brasileira, criação da artista plástica Mariannita Luzzati. Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, 16, tel.: 3367-9500. 11h. Grátis.
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...fim do prosecco e viva o espumante nacional (2 de 2) Carlos Celso Orcesi da Costa
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ui Falcão, o Robert Parker português, autor do Guia de Vinhos, com 4.300 avaliações, sentencia que o espumante brasileiro – bem entendido os da Serra Gaúcha (Garibaldi, Bento Gonçalves, Farroupilha, Flores da Cunha e Caxias do Sul) – está entre os melhores do mundo. Nenhuma dúvida, quando menos, de que supera o produto argentino e chileno. O espumante português é cítrico demais, mas não me arrisco a opinar sem maior experiência. O brasílico tem se saído bem em concursos, embora com todas as ressalvas de que há sempre uma medalha disponível. Importa que a maioria dos espumantes nacionais supera os proseccos da vida, o que torna intrigante como os organizadores de eventos ou pais nos casamentos o prefiram ao nosso espumante. Provavelmente porque vinho nacional não dá status. Complexo de inferioridade e preocupação com o que "os outros vão dizer". Giba Um, colunista que diverte os leitores do Diário do Comércio trazendo o que é in e out todos os dias, poderia bater na tecla: nada pode ser mais out do que prosecco, nem mais in do que Serra Gaúcha. Os leitores já terão percebido que não gosto de
Colheita na Serra Gaúcha e espumante "verde amarelo" prosecco? Outra noite, tendo chegado à mesa do Tre Bicchieri – o melhor italiano de São Paulo – logo em seguida a alguns amigos, eles haviam pedido prosecco a copo. Para acompanhar tomei a 1ª taça, depois a 2ª, mas quando o garçom veio servir a 3ª eu parei: "Não, por favor, essa bebida está enjoativa. Dê-me a carta para pedir um tinto". Ninguém ainda conseguiu exprimir, em palavras retas, porque o espumante brasileiro é melhor do que a maioria. Comecemos com o benchmark mundial: o champagne. Tem
clima frio e duas ou três castas (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) que se completam. E seguem o método champenoise, obtendo certa cremosidade que os competidores não alcançam. A Cava espanhola, embora siga o método champenoise (segunda fermentação dentro da garrafa), parece não ter a mesma qualidade de uvas, ou talvez de clima. Outro espumante que obedece o método "camponês" é o franciacorta italiano, para mim o segundo em qualidade mundial.
Tendo analisado os outros, estou em condições de responder: o espumante nacional se destaca porque repete o blend e as castas francesas. Se na região de Prosecco fosse permitida a mistura de outras uvas, o produto ficaria melhor. Falta ao prosecco... base. É como no futebol, se faltar craque o melhor técnico do mundo não... espoca! Ao contrário, no Brasil foi feita, nos anos 1970, a seleção clonal das melhores castas, sendo utilizadas as duas principais da champagne (Chardonnay e Pinot
Noir) e o riesling itálico. O fator climático explica a outra parte, porque tecnologia de ponta todos têm. Há temperatura amena, umidade adequada, solos de fertilidade baixa a moderada que dão nutrientes na medida exata, boa insolação e inclinação do terreno (15% em média). Basta comparar: na Argentina e no Chile a qualidade do vinho advém da amplitude térmica, secura excessiva em função dos Andes, irrigação, tudo que possibilita o "sofrimento" da malbec e da carmenere e a produção de ótimos tintos e bons brancos. Mas
certamente o clima é hostil para a produção de espumantes. Provei com meu filho e nora cinco espumantes no final de semana; alguma sobra foi à pia. Miolo com boa acidez pelo método charmat (aço inox), corpo sem defeitos mas sem grandes qualidades (R$ 43 e nota 84), ponto nero com maior densidade e final doce (mesmo bruto), próprio da uva moscatel (R$ 32 e nota 85), Gran Legado Brut interessante e cremoso, pelo método camponês (R$ 45 e nota 88), dentre todos a melhor relação custo-benefício. No sábado Salton Evidence com a tradicional mistura chardonnay e pinot noir e método champenoise (R$ 53 e nota 87), a maior prova, pelo preço e qualidade, de que o espumante nacional é melhor do que o prosecco. No domingo o melhor dos cinco: Casa Valduga 130, bela garrafa ao estilo franciacorta, boa acidez e toque especiado (R$ 72 e nota 90). Sou Orcesi da Lombardia e me orgulho da descendência do avô Nazareno, que desembarcou em São Paulo aos 3 anos de idade e se formou médico pela segunda turma da Medicina da USP. Mas esse carinho não me influencia. Se lhe for pesar no bolso o original champagne, esqueça o prosecco e vá de espumante brasileiro.
Newton Santos/Hype
Eclipse: o mergulho do Galpão. Sérgio Roveri
Atores leram todas as peças e mais de 150 contos de Tchékhov
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grupo mineiro Galpão, que comemora 30 anos de carreira, não comete exagero algum ao afirmar que seu mais recente trabalho, Eclipse, é resultado de um mergulho profundo e duradouro no universo do dramaturgo russo Anton Tchékhov. Para alcançar o texto final do espetáculo que estreou
em dezembro de 2011 em Belo Horizonte e chega hoje ao Teatro do Sesc Vila Mariana, os atores leram todas as peças do dramaturgo e mais de 150 dos seus contos para pinçar quais reflexões do autor sobreviveram incólumes ao tempo para se encaixar ou descrever a alma do homem contemporâneo. E não é pouca coisa. Dirigi-
da pelo professor e diretor teatral russo Jurij Alschitz, que reside em Berlim, a peça mostra cinco personagens, confinados em um espaço reduzido, à espera do término de um eclipse solar. O fenômeno, porém, mostra-se muito mais demorado do que o previsto – o que parece fornecer tempo para que os personagens resgatem alguns dos temas mais explorados na produção do dramaturgo: a efemeridade da condição humana, a solidão, a espera, a frustração e também alguns fiapos de alegria e prazer. A discussão de tantos e tão calorosos temas somada à impossibilidade de abandonar o recinto contribui para o surgimento de situações absurdas. Terminada essa temporada, o Galpão troca de clima e de autor. Em novembro, a trupe dá início aos ensaios da peça Gigantes da Montanha, do italiano Luigi Pirandello, que terá a direção de Gabriel Villela.
Squat: bar conceito. Armando C. Serra Negra
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Eclipse, estreia nesta sexta, 28, no Teatro do Sesc Vila Mariana, Rua Pelotas, 141, tel.: 5080-3000. De quinta a sábado às 21h e domingo às 18h. R$ 24.
Uma peça on the road
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e tivesse sido adaptado para o cinema, e não para o teatro, como é o caso agora, é muito provável que o romance Pais e Filhos, escrito em 1862 pelo russo Ivan Turguêniev (1818-1883) rendesse um convincente road-movie. Na história, o escritor lança na estrada os dois principais personagens da trama – o jovem médico Bazárov, que não acredita em nada que não possa ser comprovado pelas lentes da ciência, e seu grande amigo e discípulo Arkádi. O confronto de ideias protagonizado pelos dois durante a viagem, algo entre o nocivo e o incendiário, contamina de maneira definitiva os personagens que cruzam pelo caminho. A adaptação teatral de Pais e Filhos, com quase três horas de duração e dirigida pelo russo Adolf Shapiro, entra em cartaz neste sábado, 29, no Teatro do Sesc Pompeia. A peça é produzida e encenada pela Mundana Companhia,
que no ano passado levou à cena uma verdadeira epopeia teatral, o espetáculo O Idiota, baseado na obra de Fiódor Dostoiévski. E m Pa i s e Filhos, o principal alvo dos torpedos verbais de Bazárov são os valores e os costumes da aristocracia da Rússia rural. Ao apresentar este combate entre classes, Turguêniev quer, acima de tudo, discorrer sobre o conflito de gerações e radiografar a maneira como pais e filhos viam o momento político da Rússia algumas décadas antes da revolução de 1917. Este tom político fez com que a obra fosse duramente criticada à época de sua publicação. A viagem de Bazárov e seu amigo Arkádi, porém, não se ocupa apenas da aridez ver-
Fotos: Divulgação
Cinco personagens, confinados em um espaço reduzido, à espera do término de um eclipse solar.
Bianca Auri/Divulgação
borrágica: a certa altura do caminho, os companheiros são apresentados ao amor, na figura de camponesas belas e ingênuas. E é neste instante, diante de um sentimento novo e indiferente à sua racionalidade, que Bazárov se vê, num primeiro momento, órfão da ciência e, logo após, do próprio amigo. (S.R.)
Pais e Filhos, estreia neste sábado, 29, no Teatro do Sesc Pompeia, Rua Clélia, 93, tel.: 3871-7700. Sextas e sábados às 21h e domingo às 19h. R$ 5 a R$ 20.
uas antigas casas geminadas da vila operária que formava o bairro de Cerqueira Cesar, moradias de prestadores de serviços estabelecidos na capital às cercanias dos palacetes milionários erguidos na Avenida Paulista e dos loteamentos tortuosos e arborizados que a Cia. City viria a batizar de Jardins Paulista, Europa, América e Paulistano, dão lugar ao Squat. Muito apropriado. Fachada ampla e clean, lá em cima a coleção de garrafas do balcão superior transparece no revestimento de tijolo de vidro, como um grito abafado de apelo decorativo externo. Tatuagens sorridentes, Samara entregará o cartão de consumo à entrada (grátis até 20h). Incorporadas, todas as paredes internas e o piso abaixo, obtêm-se um espaço nu surpreendentemente volumoso, extenso nas três dimensões. Surge o conceito do squat (do inglês, posseiro), para construções urbanas abandonadas ou vazias, tomadas como moradias à revelia da lei. Imóveis largados pelos proprietários (na maioria de espólios) que se tornam repúblicas de estudantes e artistas pipocando mundo afora. Em movimentos políticos organizados ou não. Os squats ficaram muito famosos na Alemanha, após a queda do muro de Berlim, em 1989. No bar, as paredes foram substituídas por inteligentes jogos de luz, permitindo
pequenos ambientes coabitarem no salão maior. Nem por isso o Squat se furta de reservar nichos especiais para grupos menores, seja para namorar, em cima, ou para confraternizar, em baixo. Como a proposta é pré-balada – o DJ entra com house e eletrônica às 22h – certeza é se descolar: vários grupos gravitam entre as várias cores. Diferentes tipos de arandelas, de diferentes cores e luzes, bric-à-brac de cristais, lantejoulas, arts déco e noveaux enfeitam a parede colorida iluminando: Paradise (Baccardi Lemon, Curaçao Fino e Blue, sucos de abacaxi e laranja – R$ 22), caipirinha (R$ 19), caipiroska (R 21). Das tralhas penduradas, atenção aos pôsteres soviéticos na escada, entalhes em madeiras, e do telhado, forrado com farelo verde de caixas de ovo misturadas com as cascas, emborrachadas, tecnologia top 10 em material reciclado para proteção acústica, pendem garrafas,
garrafinhas e garrafões atravessando andares, iluminando a meio tom. Lembrando vários países e nenhum em especial, assim também são os acepipes. "O bar-gourmet é um passeio pelos aromas, sabores, texturas, ardências e picâncias", convida a saborear o novo cardápio, a chef Cláudia Resende: bruscheta de salmão com cream cheese, passas e dill (R$ 28), porção de camarão Thai (apresentado em ikebana, empanado no coco, em tiras, molho agridoce, wasabi, gengibre, tarê, R$ 32). "Trago o esmero da alta culinária para o preparo das porções", analisa o conceito, após 10 anos cozinhando pela Europa. Recém-chegada, saca da bagagem uma carta recomendação de Ferran Adriá, para quem cozinhou no El Bulli.
Squat. Alemeda Itu, 1548, Jardins, tel.: 3081-4317. Terça a sábado, a partir das 19h. www.barsquat.com.br Newton Santos/Hype
Chef Cláudia Resende, que assina o novo cardápio do Squat.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
NOSTALGIA
Fotos: Divulgação
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cultura
Elenco da nova versão da novela das sete da Rede Globo, Guerra dos Sexos, que estreia na próxima segunda.
Remakes em alta
As histórias se repetem e o público adora. A nova versão de Guerra dos Sexos entra para a lista dos remakes de novelas que invadiram a programação.
Em tom de nostalgia, as regravações se provam saídas seguras, garantindo o sucesso mais uma vez. E para 2013, Saramandaia e Chiquititas.
Ana Barella
A
trama é a mesma. Assim como a mansão em que a história se passa, o roteirista, o diretor, a música da entrada e até alguns dos atores. O que muda são os espectadores: envelheceram 29 anos. O novo folhetim das sete da Rede Globo, Guerra dos Sexos, será um remake da novela de 1983 de nome homônimo. Novamente escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando, a trama estreia na próxima segunda, 1º de outubro, e promete muita nostalgia. No elenco, Fernanda Montenegro, Tony Ramos, Irene Ravache, Mariana Ximenes, Reynaldo Gianecchini, Drica Moraes, entre muitos outros. Para quem não assistiu ou não se lembra da história, a novela começa quando Charlô (Fernanda Montenegro) e Otávio (Paulo Autran), primos que tiveram um romance durante a adolescência, mas agora se odeiam, perdem um tio milionário. Eles só podem usufruir da herança se morarem na mesma casa e virarem sócios. Referência – Na nova versão, várias referências à Guerra dos Sexos de 1983. Charlô e Otávio se chamarão Cumbuqueta e Bimbinho (apelidos na antiga trama) e serão vividos por Irene Ravache e Tony Ramos, ambos presentes na primeira versão. As figuras de Fernanda Montenegro e Paulo Autran aparecem agora no famoso quadro posto em cima da lareira, que eventualmente se mexe. A empregada da mansão, Olívia, novamente interpretada por Marilu Bueno,
será o elo da nova versão com a antiga, pois através de suas memórias serão exibidas cenas da novela de 1983. Guerra dos Sexos foi um dos primeiros folhetins no estilo "pastelão" da Rede Globo. As palhaçadas mais marcantes aconteciam entre o casal principal, sempre "em pé de guerra". Segundo Silvio de Abreu, autor da novela, essa versão promete as mesmas brincadeiras, tortas na cara e guerra de comida, porém, tudo adaptado para os dias de hoje, com novas gírias, ideias e diálogos. Atrativo – De acordo com Flávio Luiz Porto e Silva, professor de história da televisão da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), além da nostalgia que as novas versões despertam, um dos principais atrativos são os efeitos especiais e as adaptações de roteiro, que deixam a trama mais atual. Ele cita um case de sucesso: em 2010, o roteiro do remake da novela Ti-TiTi , de 1985 (à dir., Alexandre Borges como Jacques Leclair da versão de 2010) foi mesclado com o da produção Plumas e Paetês (1980) e resultou em um sucesso que rendeu picos de 30 pontos de Ibope. Segundo Reynaldo Boury, diretor da nova versão da novela mexicana Carrossel, exibida pelo SBT, produzir remakes é mais fácil, pois a trama já agradou uma vez. "É um sucesso garantido. Quem assistiu está querendo relembrar e, no
caso de Carrossel, quem tem filhos quer que as crianças acompanhem, pois sabem que é adequado para a idade." Comparações – Flávio Luiz concorda que uma boa história deve ser recontada, mas lembra que alguns atores têm interpretações tão marcantes que as outras versões ficam sujeitas a comparações. "Acho que por isso ninguém se atreve a fazer regravações de alguns clássicos como Roque Santeiro ou Vale Tudo. Uma saída muito explorada pelas emissoras para garantir ibope e fugir das críticas são as reprises." Folhetim das 23h - Há algum tempo os remakes de novelas clássicas da Rede Globo estão invadindo o horário das 23h. O que começou com a releitura de O Astro agora se repete com Gabriela. Para 2013, o horário irá transmitir o remake de Saramandaia (1978). O roteiro estará nas mãos do Ricardo Linhares, que terá que usar sua imaginação, pois as fitas da novela foram perdidas em incêndios e regravações. No SBT, o horário das 18h foi invadido pelos remakes. Seguindo a onda do sucesso de Carrossel, que rende uma média de 20 pontos, o SBT irá produzir em 2013 uma nova versão da novelinha argentina Chiquititas (1995), que já teve regravações feitas por emissoras de Portugal, do México e da Romênia.
rada
ecla d i o f á j a r r A gue
a dos "a g u e rr a z o m o te tr e ) 7 8 ta r( 1 9 clarada". iu da nos está de m d o is ti o público v x o e e s u q o re s e n ta e , p S a ra s o s o g d o e a a h u té ela Guerr lheres, q O s fi lm in o da nov ne das mu ndo va versã dos dura homens la s u o d ic , e s v e rua, grita m o. s teasers meio da b o o lo m n G ra m a aser d fo ta e xo s m e ir o t e enfren merciais e m . O p ri is mi- s rvalos co o rd te d o s in e c ie s h ro d o n e te ram m a la v ra s s desco s, que du cria- p o r a to re p la e o om p d c o la o Os curta ã e ã ç a aten e ra e s tr ar a vers amaram ntrou no a d a n oe , m is o te p o e nutos, ch dos. D ar com ela. ao brinc l faz res da nov tividade l-genera e rt a os atore u q e a d M m ra to a P vela. O N a s c id o a o fi lm e fe rê n c ia
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No topo, atriz Juliana Paes em cena da versão atual de Gabriela ; depois, elenco infantil do remake de Carrossel ; acima à esquerda, elenco da novela infantil Chiquititas, que terá nova versão no ano que vem; acima à direita, Sônia Braga em cena de Saramandaia, próxima regravação do folhetim das 23h.