Skip to main content

DC 28/03/2012

Page 1

Cachoeira arrasta Demóstenes Ano 87 - Nº 23.592

Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 28 de março de 2012

Agora ex-líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres diz que vai da tribuna defender sua relação com Cachoeira. Pág. 5

Ed Ferreira/AE

O GRANDE

espetáculo do Leão no Dia do Circo

Arrecadação sobe o dobro do PIB Foram R$ 71,9 bilhões, recorde para fevereiro. Nos dois primeiros meses do ano, a arrecadação cresceu 6%, contra uma previsão de até 3% para o PIB. Notícia veio enquanto mais de 50 palhaços celebravam o Dia do Circo no Municipal (fotos). Págs. 9 e 13

Cris Faga/AE

Vagner Campos/Futura Press/AE

Vagner C

ampos/Fu

tura Pres

s/AE

Vagner Campos/Futura Press/AE

Cris Faga/AE

Cris Faga/AE

Cris Faga/AE L.C.Leite/LUZ

Seu Nelson e as bolsas populares que deram certo Rei das bolsas (à dir.), no Centrão, sabe como vender bem para os mais simples. Tem sete lojas. Pág. 22 HOJE Chuvoso durante o dia. Máxima 22º C. Mínima 15º C.

AMANHÃ Chuva a qualquer hora. Máxima 23º C. Mínima 14º C. ISSN 1679-2688

23592

9 771679 268008

Ricardo Stuckert/Efe

FHC com Lula, no hospital. Página 7


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

quarta-feira, 28 de março de 2012

O que está salvando é o comércio, mais uma vez, que teve comportamento acima do esperado, de 1,4% positivo. José Márcio Mendonça

pinião

AINDA IMPROVISANDO Tiago Queiroz/AE

U

ma enquete realizada pela Agência Estado levantou previsões para o IBC-Br (índice do Banco Central, visto como uma prévia do PIB) com variação entre + 1,20% e – 0,50%. Obviamente, com um intervalo tão amplo, ninguém poderá se dizer surpreendido com a queda da atividade da economia brasileira de 0,13% em janeiro anunciada oficialmente ontem pelo BC. Como se diz no jargão do setor, veio em linha. O governo da presidente Dilma, que se jacta de excelentes conjuntos de dados e análises, mais uma vez se surpreendeu – e mais uma vez negativamente, pois a sua tônica é sempre o otimismo. A maior prova disso foio ministro da Fazenda, Guido Mantega, imediatamente, pavlovianamente, algumas horas depois da notícia do BC, ter vindo à cena para anunciar a prorrogação da redução do IPI para os produtos da linha branca (geladeiras, fogões etc) e mais benefícios do imposto para móveis e laminados, luminárias e lustres e papeis de parede. De novo, a improvisação (ver coluna "Esta noite se improvisa", do dia 13 de março último). O caso da linha branca já estava previsto, Mantega já havia prometido. Sabia-se, também que outros setores poderiam ser beneficiados, assunto que esperaria a volta da presidente Dilma da Índia, para onde ela levou, entre outros, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernan-

do Pimentel, a quem a política industrial (ou um arremedo disso) está afeta, e o secretário-Executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, um dos principais formuladores da política econômica. A notícia desses novos setores surpreende, pois não constavam da lista dos que estavam na fila. E, deles, apenas os móveis e laminados têm peso.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

A

verdade é que o governo, ainda mais depois da exposição otimista do ministro Mantega aos 28 empresários reunidos por Dilma na semana passada no Palácio do Planalto, levou um susto com o "PIBinho" do BC , de 0,13%, indício de que a recuperação do ritmo de crescimento da economia nacional, tão propalada como já em andamento, está ficando para um pouquinho mais tarde. Era preciso mostrar serviço rapidamente, para apagar o mal estar, pois a indústria vai patinando. O que está salvando é o comércio, mais uma vez, que teve um comportamento acima do esperado, de 1,4% positi-

Ministro Mantega: entrada em cena depois da notícia do BC sobre o fraco desempenho da economia vo. E ainda sem muito reflexo do aumento de 14% do salário mínimo, pois o salário com reajuste só foi pago no fim de janeiro ou início de fevereiro. Mas segundo especialistas, essa defasagem entre indústria e comércio apenas amplia

O fato é que o governo levou um susto com o "PIBinho" do BC, sinalizando que a recuperação da economia está ficando para mais tarde. Era preciso mostrar serviço rapidamente.

os problemas com as contas nacionais – o que a indústria não produz aqui vem de fora. A questão não é a falta de consumo, mas o gargalo na produção. E tal impasse, ensinam os manuais, não se resolve com uma política de "trancos e barrancos", segura aqui, solta ali, prende lá, liberta acolá. Como disseram os empresários, numa quase repetição de obviedades tidas e sabidas à presidente Dilma, é preciso atacar as questões estruturais: tributação para valer, não pontualmente, logística, blá, blá, blá... É neste ponto que a confusão da política pega. Não é de se imaginar que auxiliares de Dilma, experientes e qualificados

na vida antes de irem para o governo, e com conselheiros do porte do ex-ministro Delfim Netto e do economista Luiz Gonzaga Beluzzo, além de outros assim votados, não saibam exatamente onde está o busilis. Ocorre que o ataque a essas questões não é resolvível apenas pela edição de uma ou duas ou quantas forem necessárias Medidas Provisórias. Exige a formação de consensos, de divisão equânime de benefícios e custos. É, portanto, uma questão antes de tudo política. E passa, necessariamente, pelo Congresso Nacional. Por isso, é ilusão achar que as atuais divergências entre o governo e seus aliados, por te-

rem origem em interesses quase sempre pouco legítimos ou menores, por serem coisas da politiquinha nacional, não têm importância. Como não teria importância a inapetência da presidente para fazer essa "politiquinha" e mesmo uma política sem aspas. Tem importância sim, pois paralisa o governo, adia indefinidamente decisões vitais para o florescimento completo do Brasil como uma nação desenvolvida plenamente e justa socialmente.

F

azer política, a boa e a má, machuca, mas não existe outro remédio. A não ser o improviso, cujo artificialismo uma hora se desmancha no ar. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

SEPARAÇÃO DE BENS OPCIONAL OU OBRIGATÓRIA? V

ez por outra surge a notícia de que fulana, viúva de beltrano, está envolvida numa ferrenha batalha judicial com os filhos do falecido devido a disputas referentes à herança. Como assim? Eles não eram casados pelo regime da separação de bens? Como é

que agora ela reivindica algum direito sobre a herança? O espanto é compreensível, pois para muita gente, a separação de bens é uma questão muito simples: o que é meu é meu, o que é seu é seu, e não se fala mais nisso. Porém, à luz da legislação, o assunto não é tão simples assim. Para começar, existem dois tipos diferentes de separação de bens: uma opcional (a separação total de bens) e outra obrigatória. Ambas são definidas pelo Código Civil, mas... Só para complicar um pouquinho mais, existe uma Súmula editada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que altera algumas das disposições do Código Civil relativas à separação de bens. E há também

uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que pode abrir precedentes para outras interpretações. Parece difícil de entender? Bem, você não é o único . De tanto ser consultada sobre o tema, elaborei um questionário com as dúvidas mais frequentes. Aproveite para tirar as suas. 1– O que eu tenho de fazer para me casar pelo regime da separação total de bens? Você tem de fazer um pacto antenupcial optando por esse regime. Se não o fizer, seu casamento será regido pelo regime da comunhão parcial de bens (que prevê a divisão do patrimônio adquirido durante a união). 2– Em que situações a separação de bens é obrigatória? De modo geral, quando um ou ambos os cônjuges forem menores de 18 anos ou maiores de 60. Com a diferença de que, no primeiro caso, o regime pode ser mudado quando os cônjuges atingirem a maioridade. Já no segundo caso não é possível mudar de regime. 3 –Quem casa com separação obrigatória de bens não tem direito a nada após o divórcio? De acordo com o Código Civil, não. Contudo, a Súmula 377 do STF abre a

possibilidade de que os bens adquiridos ao longo do casamento sejam divididos pelos cônjuges em caso de divórcio. Mas isso não ocorre automaticamente. É necessário ingressar com uma ação judicial, cujo resultado dependerá do entendimento do juiz. 4 – A Súmula 377 também pode ser invocada quando a separação total de bens é opcional? Não, ela se refere apenas à separação obrigatória de bens. 5 – A pessoa casada pela separação obrigatória de bens pode ser herdeira do cônjuge falecido? Segundo o Código Civil, quem é casado pelo regime da separação obrigatória de bens só é herdeiro se o cônjuge falecido não tiver deixado descendentes (filhos, netos, bisnetos). Contudo, também nesse caso a Súmula 377 pode ser invocada e, se o juiz estiver de acordo, o cônjuge sobrevivente poderá herdar parte do patrimônio adquirido durante o casamento, mesmo que o falecido tenha deixado descendentes. 6 –A separação total de bens dá direito à herança

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

entre os cônjuges? O Código Civil não restringe o direito de herança de quem é casado pelo regime da separação total de bens – inclusive em casos nos quais o cônjuge falecido deixa descendentes. Entretanto, uma decisão recente do STJ abriu um precedente que pode dar margem a discussões. Por essa decisão, o cônjuge sobrevivente não pôde participar da herança em concorrência com os descendentes do cônjuge falecido. No entender da relatora do processo, a ministra Nancy Andrighi, se o casal optou por separar seu patrimônio participar da herança seria uma violação às regras que regem o regime estabelecido mediante o pacto antenupcial. É claro que isso não impede o cônjuge sobrevivente de ingressar com uma ação judicial para reivindicar os direitos que acredita possuir. O resultado, como sempre, vai depender do entendimento do juiz – mas certamente a decisão do STJ irá pesar em sua decisão. 7 – E se o cônjuge falecido não tiver descendentes? O cônjuge sobrevivente pode ser herdeiro, apesar da separação de bens?

IVONE ZEGER Sim. Se o cônjuge falecido não tiver descendentes, mas tiver ascendentes (pais, avós ou bisavós), o cônjuge sobrevivente dividirá a herança com eles. Se o falecido não tiver nem descendentes, nem ascendentes, o cônjuge sobrevivente herda tudo. E isso é válido para todos os regimes – inclusive para a separação total e para a separação obrigatória de bens. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" WWW.IVONEZEGER.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Ed i to r - Ch e fe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3244-3175. Fax 3244-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3244-3197, 3244-3983, Fax 3244-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3244-3544, 3244-3046 , Fax 3244-3355

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3244-3737 REDAÇÃO (011) 3244-3449 FAX (011) 3244-3046, (011) 3244-3123 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012

o

3

OS ESTADOS UNIDOS ADORMECERAM COMO DEMOCRACIA E ACORDARAM COMO DITADURA.

pinião

O advento da ditadura secreta Emmanuel Dunand/AFP

E

scolados pelo precedente do Foro de São Paulo, cuja existência lhes foi ocultada durante dezesseis anos pela mídia soi disant respeitável, alguns leitores brasileiros talvez não se sintam tão espantados ao ver que o New York Times, o Washington Post, a CNN e demais organizações jornalísticas de maior prestígio nos EUA, mesmo depois do pito que levaram do Pravda, continuam sonegando ao público qualquer notícia sobre os documentos forjados de Barack Hussein Obama. Nos dois casos, a recusa de cumprir a mais primária obrigação do jornalismo pode se explicar, de início, pela reação automática de ceticismo ante condutas que, de tão perversas, maliciosas e abjetas, parecem inverossímeis. Quem poderia acreditar, assim sem mais nem menos, que a esquerda, desmoralizada e aparentemente moribunda após a queda da URSS, estava preparando um retorno triunfal na América Latina por meio de um acordo secreto entre organizações legais e criminosas, planejado para controlar, pelas costas do eleitorado, a política de todo um continente? Quem poderia engolir, na primeira colherada, a hipótese de que um bandidinho com identidade falsa, subsidiado por bandidões, ludibriou a espécie humana praticamente inteira e, da noite para o dia, saiu do nada para se tornar presidente da nação mais poderosa do mundo? É mesmo difícil. Mas quando nem mesmo o acúmulo incessante de provas inquestionáveis demove do seu silêncio os profissionais que são pagos para falar, então é impossível evitar a suspeita de que o engodo não foi tramado só por políticos, mas também pelos donos de jornais, revistas e canais de TV, secundados pelo proletariado intelectual das redações. No entanto, como qualquer pessoa com mais de quinze anos tem a obrigação de saber, não há nada que esteja tão ruim que não possa piorar. Após

OLAVO DE CARVALHO ocultar a maior fraude política de todos os tempos, a mídia americana passou a esconder até decretos oficiais do governo Obama, que assim são impostos a uma população desprovida do elementar direito de saber que eles existem. Os leitores mais velhos devem se lembrar de que a nossa ditadura militar inventou, um belo dia, um treco chamado "decreto secreto", que entraria em vigor sem precisar ser publicado. Inventou-o mas, que eu saiba, não teve a cara-de-pau de chegar a usá-lo. Pois bem, graças às empresas de comunicações de Nova York e também de Washington, essa deformidade jurídica inigualável está em pleno uso na mais velha e – até recentemente – mais estável democracia do mundo.

Q

uando o amor fanático da classe jornalística a um político se coloca acima da Constituição, das leis, da segurança nacional e de todas as regras básicas da moralidade, não há como explicar isso pela mera preferência espontânea dos profissionais de imprensa, por mais obamistas que eles comprovadamente sejam. Alguns jornalistas chegaram a queixar-se ao chefe da Comissão Arpaio, Michael Zullo, de que haviam recebido ameaças diretas do governo para que nada publicassem das investigações. Artigos a respeito foram misteriosamente retirados até de sites conservadores como www.townhall.com, e uma entrevista marcada com Jerome

Obama assinou atos que lhe conferem poderes ditatoriais e fez isso em momentos calculados para desviar a atenção do público. Corsi, o incansável investigador da fraude documental, foi suspensa na Fox News por ordem explícita da diretoria. Com toda a evidência, o bloqueio vem de muito alto, envolvendo tanto funcionários do governo quanto potentados da mídia. Quando se conhece, porém, o conteúdo dos decretos ocultados, vê-se que a coisa é infinitamente mais grave do que o simples boicote organizado do direito à informação. Em 31 de dezembro, quando o povo estava distraído festejando o Ano Novo, Obama

assinou o Defense Authorization Act, que lhe dava, simplesmente, o direito de mandar matar ou de prender por tempo indefinido, sem processo nem habeas corpus, qualquer cidadão americano.

N

o crepúsculo da sextafeira, 16 de março, veio uma ordem executiva (o equivalente da nossa "medida provisória", com a diferença de que não é provisória) que confere ao presidente os poderes necessários para estatizar, a qualquer momento e sem inde-

Quando nem o acúmulo de provas demove do silêncio os profissionais pagos para falar, é impossível evitar a suspeita de que o engodo não foi tramado apenas por políticos.

nização, todos os recursos energéticos do país, incluindo as empresas de petróleo, mais a indústria de alimentos, e ainda para instituir quando bem deseje, sem autorização do Congresso, o recrutamento militar obrigatório.

E

m suma: o homem deu a si mesmo poderes ditatoriais, e nas duas ocasiões fez isso em momentos calculados para desviar as atenções e frustrar a divulgação. A precaução acabou por se revelar desnecessária: jornais e canais de TV, levando a solicitude até o último limite, não publicaram praticamente nada a respeito, de modo que, com exceção daqueles que já voltaram as costas à mídia elegante e preferem informar-se pela internet, os americanos, tendo adormecido numa democracia, acordaram numa ditadura sem ter ideia do que havia acontecido (v. os co-

mentários de Dick Morris em h t t p : / / w w w . d i c k m o rris.com/obama-assumes-dictatorial-powers/). Não que esta seja a primeira ditadura a ocultar sua própria existência. O segredo, ensinava René Guénon, é da essência mesma do poder. As diferenças são duas: 1– Pela primeira vez na história do mundo a ditadura secreta é implantada por um ilustre desconhecido cuja identidade permanece secreta, bloqueada a todas as investigações. 2– O episódio evidencia com clareza obscena o fenômeno mundial, a que já aludi muitas vezes, do giro de 180 graus na função da grande mídia, que de veículo de informação se transmutou maciçamente, nas últimas décadas, em órgão de censura e controle governamental da opinião pública. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA.

COMBATENDO BOMBAS COM VÍDEOS

E

nquanto o governo do Sudão tenta bombardear e matar de fome o povo das Montanhas Nuba, até a submissão, ele enfrenta um antagonista improvável: um norte-americano da Flórida que se casou com uma nubaense, comeu a comida local, como gafanhotos, e está lutando contra morteiros com câmeras de vídeo. Ryan Boyette, de 30 anos, está tentando fazer o presidente Barack Obama agir para interromper os bombardeios e evitar a fome generalizada no Sudão. Ele está arriscando a vida coletando vídeos sobre as atrocidades em que o mundo não parece estar muito interessado. Foi Boyette quem me levou, recentemente, até as Montanhas Nuba, dirigindo sua Toyota Land Cruiser por uma estrada de terra esburacada até um ponto a alguns quilômetros das linhas militares sudanesas. Ele estabeleceu uma rede de moradores que usam pequenas câmaras para

NICHOLAS D. KRISTOF

documentar as atrocidades e a miséria na esperança de fazer o mundo se importar o suficiente para intervir. O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, não tem atraído tanta atenção quanto a Síria, em parte porque muitas mortes ocorrem em áreas remotas, onde não há câmaras – e Boyette está tentando mudar isso.

C

onheci Boyette no estado sudanês de Cordofão do Sul, em 2008. Ele era uma figura notável, com cicatrizes ritualísticas nas costas, e vivia numa cabana de pau a pique. Tinha ido para as Montanhas Nuba em 2003 para trabalhar na Bolsa Samaritana, um grupo cristão de assistência. Boyette se apaixonou pelas Montanhas Nuba e pelo seu povo. Depois, apaixonouse por Jazira, uma nubaense de 26 anos cujo ensino médio no Quênia ele ajudou a financiar. Cerca de 6 mil nubaenses foram ao casamento de ambos um ano atrás, mas seu mundo foi destruído em junho,

que as medidas em análise sejam suficientes para evitar a fome generalizada.

U quando o governo montou uma ofensiva cruel para destruir uma rebelião.

O

s grupos de ajuda humanitária foram evacuados e a Bolsa Samaritana disse a Boyette que entrasse em um avião rumo à segurança; Jazira, temendo que a pele branca o tornasse um alvo, implorou para que ele fosse embora. Em vez disso, Boyette demitiu-se do emprego. "Eu não poderia entrar no avião e dizer a meus amigos e minha família: espero que vocês sobrevivam". A região não tem eletricidade nem telefonia celular, então Boyette

carrega o laptop e o telefone com um carregador solar. A Associated Press, CNN, Fox News e Al-Jazeera têm utilizado seus vídeos ou fotografias, e ele planeja postar outras em um site, o EyesAndEarsNuba.org. Para pagar as operações, Boyette espera receber ajuda de fundações ou doações públicas em uma conta que ele vai criar no Kickstarter.com.

U

m problema é a sua segurança, pois ele acredita que o serviço de informação sudanês sabe, por espiões e grampos, quase tudo o que ele faz, e o tem como alvo. Ele ouve

bombas caírem perto dele quase diariamente. Outro desafio é que a comida está acabando nas Montanhas Nuba. O governo bloqueou o fornecimento de alimentos para as áreas controladas pelos rebeldes, e eu entrevistei algumas famílias que já estavam passando fome.

O

governo Obama está trabalhando via canais diplomáticos para tentar acabar com o bloqueio de comida. Numa visita a Washington, em outubro passado, Boyette passou uma hora explicando a situação a autoridades da Casa Branca. Mas ele não crê

ma prioridade imediata seria pedir ao Sudão que pare os bombardeios e permita a entrega de comida, enquanto se busca a paz entre governo e rebeldes. O Conselho de Segurança da ONU também poderia tentar uma proibição de voos militares ofensivos na região. Se isso não funcionar, abordagens mais robustas incluem jogar alimentos de aviões ou forçar a abertura de um corredor humanitário a partir do Sudão do Sul. Se as imagens sofridas de Boyette entrarem nas salas dos EUA, podem amolecer os corações e criar a vontade política de agir se a fome chegar. Espero que Boyette fique seguro e nos inunde com imagens para cutucar nossa consciência. NICHOLAS D. KRISTOF É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES

TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 Na novela Avenida Brasil,

de João Emanuel Carneiro, haverá um personagem gay: é um dos jogadores do time de Cauâ Reymond.

gibaum@gibaum.com.br

quarta-feira, 28 de março de 2012

3 MAIS: o autor ainda não sabe se ele "sairá do armário", mas na hora do chuveiro coletivo, os olhinhos do rapaz deverão mesmo revirar.

k Não dá para falar que eu estou satisfeita. Ninguém pode falar que está Candidato dela satisfeita com o governo.

SANDY // na contramão da popularidade de Dilma Rousseff.

Fotos: Daniel Aratangy

Dilma Rousseff resolveu testar seu poder político: quer mesmo que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, seja o sucessor de José Sarney na presidência do Senado (e insiste que Renan Calheiros seja candidato ao governo de Alagoas). No ministério, ela sempre conversa com o secretário-executivo (o que também faz em outras Pastas) Marcio Zimmermann. O próximo passo será a filiação de Zimmermann no PMDB: caso Lobão vá para a presidência do Senado, ele vira ministro – e peemedebista de carteirinha, para a irritação do resto do partido. 333

ESTAMPA 2 Ayres em campo O ministro Carlos Ayres Britto assume a presidência do Supremo e o comando do Conselho Nacional de Justiça em abril. Por enquanto, já chamou os juizes Fernando Mattos, Mozart Valadares e Luciano Athayde para auxiliá-lo no CNJ, o que pode significar novos rumos ao órgão. Por outro lado, a ação contra o 14º e o 15º salários caiu nas mãos de Ayres Brito, que pode suspender, de cara, o pagamento de beneficio dos congressistas ou garantir que a matéria chegue velozmente ao plenário. Do outro lado, estão 81 senadores e 513 deputados que contam com a morosidade da justiça.

333

OUTRA DATA 333 Como a presidente Dilma proibiu as comemorações oficiais de 31 de março, data que marcou a tomada do poder pelos militares em 1964, o Clube Militar de Brasília resolveu antecipar a festa para dia 29. Os militares de pijama, os mesmos dos recentes manifestos contra as ministras de Dilma, farão um painel chamado A Revolução de Março de 1964. Numa das fotos da famosa Passeata com Deus pela Liberdade, em São Paulo, que serão exibidas, há quem garanta que, na segunda fila, apareceria o líder metalúrgico Lula.

Para a intérprete da Zuleika de Fina Estampa, tirar a roupa não tem sido muito complicado: a receita de Juliana Knust, que concilia a vida de atriz e mãe, o importante "é estar segura e não ter pudor." Ela já passou por Playboy e encarou cenas calientes como a do chuveiro com Zezé Polessa, em Achados e Perdidos. Agora, num presente a sua torcida na novela de Aguinaldo Silva, posa sensualmente para a revista mymag, num ensaio assinado por Daniel Aratangy.

A outra estampa

Queria ser presidente

333

Na semana passada, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que está debaixo de um novo arsenal de denúncias devido à sua amizade com Carlinhos Cachoeira, foi procurar José Sarney, presidente do Senado – e pedir ajuda – numa clinica de Goiânia, onde acompanhava sua mulher Marly, em nova consulta. Queria conversar longe dos focos políticos e convencer Sarney a ajudá-lo a escapar de uma investigação interna no Legislativo. Já havia estado muitas vezes no gabinete de Sarney no Senado, mas os próprios assessores trataram de convencê-lo de que era dar muita bandeira. Também seu advogado Antonio Carlos de Almeida Braga, o Kakay, quer que ele não fale mais com jornalistas. Para quem tem memória curta: no começo do ano, o DEM lançou Demóstenes como pré-candidato à Presidência em 2014 333

Outro cliente O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que, há anos, pinta seus cabelos, gostou do resultado do botox aplicado no rosto do ministro da Fazenda, Guido Mantega. E já sabe que a dermatologista é de São Paulo, a mesma que atendia, no passado, a primeira-dama Marisa Letícia. 333

Dose de almanaque: Dilma Rousseff fez um escala, em sua viagem a Índia, em Granada, ao sul da Espanha, onde visitou a Alhambra (significa A Vermelha, emárabe).FoisededoCalifadode Andaluzia e abriga o Palácio de Carlos V, construído em 1.527, pelo monarca do Sacro Império GermânicoRomano. Granada foi uma música internacionalmente conhecidadeautoriadomexicano AgustínLara,quefaziasucessona Espanha. Em 1965, Franco lhe deu uma casa em Granada que, para quem nem imagina, é o nome de romã em espanhol. Lá, Dilma comeu num albergue e misturou-se aos turistas. 333

Volta, Lula! Quem está espalhando a idéia da facção Construindo um Novo Brasil , hoje majoritário no PT, é o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP), que acaba de ser defenestrado da liderança do Governo na Câmara Federal: depois das eleições municipais, será iniciado um movimento nacional chamado Volta, Lula, defendendo a candidatura do ex-presidente ao Planalto em 2014. A facção CNB é ligada ao próprio Lula e a José Dirceu e não gostou da indicação de Arlindo Chinaglia (PT-SP) para o posto que era de Vaccarezza. Na viagem a Índia, alguém informou sobre o suposto movimento a Dilma Rousseff e a Chefe do Governo nem se abalou: “Não tenho nada contra”.

333

h IN

Gravata lisa, preta ou marinho.

h

ALMANAQUE

333 Durante muito tempo, ela chamou atenção como a bandeirinha Ana Paula Oliveira. E mesmo debaixo de uma apitada errada, ganhou capa e muitas páginas de Playboy e foi uma das integrantes de A Fazenda, na Record. Agora, depois de um período em que andou sumida, Ana Paula reaparece na TV Alterosa (SBT) em Minas Gerais, como apresentadora e mediadora de um novo programa de esportes, Alterosa no Ataque.

AnaPaula à mineira

OUT

A ex-primeira-dama Marly Sarney, há algum tempo, vem merecendo cuidados especiais na área da saúde, bem como sua filha, a governadora Roseana Sarney, convidada por Dilma para ir à Índia e que, nos últimos tempos, despacha em sua casa. Agora, também Sarney estaria acompanhando os primeiros distúrbios detectados suposta-mente na área neurológica, que surgiram com o avançar de sua idade.

Na guerra dos caças A ex-embaixadora dos Estados Unidos no Brasil e hoje presidente da Boeing entre nós, Donna Hrinak, tem olheiros na visita de Dilma Rousseff a Índia: sabe que a presidente conversará lá e levantará todas as informações sobre a venda de caças Rafale, da França, para o país, com mais de 20% de desconto dos preços oferecidos à FAB. Donna está por aqui para convencer a Aeronáutica a optar pelo avião americano F-18, que concorre com o Rafale e o sueco Gripen. Agora, a Boeing está oferecendo também a tecnologia do F-18 e junto com um parceiro brasileiro (Embraer) venderem ao mundo “e ganharem dinheiro juntos”. 333

MISTURA FINA COMEÇA dia 12 de abril uma campanha nacional movida por todas as entidades do bloco espalhadas pelo Brasil defendendo a aprovação da emenda constitucional apresentada ao Congresso pelo deputado e exBBB Jean Wyllys (PSOL-RJ) pelo casamento civil igualitário. Ou seja, se aprovada, a emenda estenderá aos homossexuais todos os direitos civis dos casais heterossexuais.

333

LEVANTAMENTO da Marinha está apontando que a maior parte das embarcações que exploram o petróleo brasileiro são de bandeira estrangeira. A própria Petrobrás tem alugadas 184 embarcações e 21 próprias – e todas compradas de outros países. Detalhe: o levantamento foi encomendado por juristas e empresas de seguros que estudam questões de risco e evasão fiscal por conta dos últimos vazamentos na costa nacional.

333

333 O PREFEITO Eduardo Paes decidiu decretar feriado no Rio de Janeiro, nos dias 20,21 e 22 de junho por conta da realização do encontro internacional Rio+20. São três dias que emendarão com o fim de semana, resultando num feriadaço. As praias vão ficar lotadas.

NEM na Semana Santa e na Páscoa, o Leão fica mais calmo. Novos levantamentos sobre percentuais dos tributos em produtos da época, revela que o apetite do bicho anda insaciável: sobre peixe ou bacalhau, 21,25; ovos de chocolate, 26,25%, colomba pascal, 21,25%, só para começo de conversa. No almoço do domingo, se for regado a vinho, a carga chega a 41,25%.

333

NOS BLOGS de humor: Eike Batista teria vendido fatia da EBX para fundo de investimentos do Oriente Médio para US$ 2 bilhões para honrar os honorários do advogado e exministro Marcio Thomaz Bastos para defender seu filho Thor no episódio do atropelamento. 333

Gravata lisa, roxa ou rosa.

Questão de saúde 333

333 Debaixo de uma chuva de criticas pelo final da novela Fina Estampa,seuautor,Aguinaldo Silva, está avisando, via Twitter, que escreverá a continuação da novela. Já estaria com a sinopse de Fina Estampa, o Retorno pronta para entregar à Globo. Pode ser brincadeira e, se não for, malgrado o nariz levantadodeAguinaldo,poderia ser uma novidade e tanto.

O CONSELHO de Arquitetura e Urbanismo do Brasil está recadastrando seus associados. Depois, cada profissional terá nova carteira para trabalhar, cuja numeração começa em 02. O número 01 já está reservado para Oscar Niemeyer – e nem poderia ser diferente, especialmente, porque ele continua debruçado sobre novos projetos aos 104 anos. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012

5 ENCURRALADO Sob enxurrada de denúncias, Demóstenes Torres deixa liderança.

olítica

INCOMODADO Presidente do DEM, Agripino Maia diz que não aceita falta de ética.

Ed Ferreira/AE

As portas estão se fechando para Demóstenes Senador renuncia à liderança do DEM e a PGR pede abertura de inquérito no STF Sérgio Lima/Folhapress

O

p ro c u r a do r - g er a l da República, Roberto Gurgel, confirmou ontem que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de abertura de inquérito para investigar o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e outros parlamentares suspeitos de ligações criminosas com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo por chefiar esquema ilegal de jogos de azar. As gravações telefônicas revelaram as ligações de Ca- satisfeitos do encontro". choeira com Demóstenes e Eles foram informados por com os deputados federais Gurgel de que o presidente do Sandes Júnior (PP-GO) e Carlos Senado, José Sarney (PMDBAlberto Leréia (PSDB-GO). On- AP), irá receber da Procuradotem, pressionado pelas de- ria-Geral da República (PGR) núncias, Demóstenes deixou informações sobre o caso e a liderança do quais os parlapartido no Sementares cinado. Gurgel, tados na Opeque surpreenração Monte A fim de que eu dentemente Carlo. De possa acompanhar acordo com o recebeu uma comissão de a evolução dos fatos deputado fep a r l a m e n t aderal Chico anunciados nos res, entre eles Alencar (PSolúltimos dias, o senador RJ), Gurgel exanuncio que deixo a p l i c o u q u e , Randolfe Roliderança do DEM. apesar de ter drigues (PSolAP), afirmou recebido, em DEMÓSTENES TORRES aos congres2 0 0 9 , m a t esistas que a rial sobre o cadefinição sobre a necessidade so com informações de possíde abertura de inquérito foi vel ligação de Cachoeira com determinada após meses de congressistas, não tinha eleanálises de interceptações te- mentos suficientes para a lefônicas. "Considerei as gra- abertura de um inquérito. Sevações graves o suficiente", gundo o procurador, isso foi afirmou Gurgel ao G1. Randol- possível agora, com a nova lefe, então, resumiu o sentimen- va de escutas. to dos parlamentares. "CheAgilidade – O senador Walter gamos céticos, mas saímos Pinheiro (BA), líder do PT, ao

Aumenta o cerco em torno de Demóstenes Torres. Pressionado, o procurador da República, Roberto Gurgel, encaminha denúncia ao Supremo.

tratar da questão, pediu mais agilidade à PGR. "O que nos consta hoje é que o procurador tem uma farta documentação", afirmou. "A Operação Monte Carlo está encerrada e, portanto, não cabe mais a gente ficar aguardando notícias que vazam de uma suposta investigação sigilosa", afirmou. Pinheiro entende que a demora em abrir processos contra parlamentares supostamente envolvidos no esquema "facilita a defesa e estimula a farra de dados divulgados por meio de uma arapongagem montada no País". Em outra frente de investigação, Randolfe afirmou que o PSol vai pedir hoje a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho

de Ética contra o senador de Goiás. Já o corregedor do Senado, Vital do Rêgo (PMDBPB), disse que só vai analisar o caso depois de receber as informações solicitadas à PGR. Ele confirmou que pediu à procuradoria "elementos que possam firmar o juízo sobre o caso", explicou. "A corregedoria faz parte do Conselho de Ética e tem as suas atividades regradas", justificou Rêgo. Três frentes – Já em seu pedido, Gurgel solicitou que a investigação seja desmembrada em três inquéritos. Um específico para apurar o possível envolvimento de Demóstenes em atividades ilegais ligadas ao jogo. A segunda, que deverá se concentrar nos outros parlamentares. E um terceiro,

sobre as demais pessoas envolvidas sem foro privilegiado. O pedido de abertura de inquérito será distribuído agora a um ministro do STF, que será o relator e decidirá sobre a abertura ou não de inquérito. Enquanto isso, para diminuir a sua exposição, Demóstenes formalizou, ontem, em carta ao presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), o seu pedido de se afastar da liderança do DEM no Senado, o que foi aceito. leia abaixo). Em sua justificativa escreveu que tomava tal decisão "a fim de que eu possa acompanhar a evolução dos fatos anunciados nos últimos dias, comunico à vossa senhoria que estou deixando a liderança do partido".

Demóstenes também divulgou a carta que enviou para Sarney, na qual expressou o desejo de ocupar a tribuna tão logo tenha acesso ao conteúdo dos autos. "Não me escusarei de responder a qualquer questionamento que, por ventura, seja feito pelos senhores senadores", garantiu. O senador, que já admitiu ter recebido fogão e geladeira de Cachoeira, que em oito meses fez mais de 300 ligações – numa delas teria pedido R$ 3 mil – disse na carta ao presidente do Senado: "Nas últimas semanas sofro toda a sorte de ataques à minha honra, sem que sejam observadas as garantias constitucionais previstas em qualquer estado de Direito". (Agências)

Sergio Lima/Folhapress

'Não convivemos com a perda de ética' Presidente do partido, José Agripino lembra o que aconteceu com o ex-governador do DF, José Eduardo Arruda.

C

José Agripino Maia, presidente do DEM: com a saída de Demóstenes, acumulará o cargo de líder do partido no Senado

om a decisão do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) de se afastar da liderança do partido no Senado, o presidente do DEM, senador José Agripino Maia, anunciou ontem que vai acumular os cargos de presidente e de líder do partido. Maia também já descreveu o que pode acontecer com Demóstenes, caso fique comprovado seu envolvimento no esquema criminoso comandado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A

posição será a mesma adotada contra o exgovernador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que renunciou para não ser expulso. "Estamos no campo das hipóteses", afirmou Maia. "Evidentemente, um partido com a história do DEM, que já fez o que fez, chegando à expulsão de um governador, tem autoridade moral para dizer que vai fazer o que os outros partidos nunca fizeram", garantiu. De acordo com Agripino Maia, se houve erro, cabe ao partido tomar a decisão de

punir. "O DEM vai esperar a Procuradoria-Geral da República dizer quem é culpado e quais as faltas cometidas", disse o presidente do DEM, acrescentando que Demóstenes espera pela divulgação do inquérito sobre a Operação Monte Carlo para se defender. "Não convivemos com a perda de ética", assegurou Maia. "O DEM tem como comportamento honrar o passado que o Brasil todo conhece", destacou. Demóstenes passou o dia

trancado em seu gabinete e não circulou pela Casa. Procurou líderes partidários para pedir apoio político. Disse que espera o julgamento criminal pelo Supremo Tribunal Federal, mas fez apelos para que evitem abertura de processo no Conselho de Ética, o que poderia lhe acarretar a perda de mandato. Em conversa com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), Demóstenes pediu para ser poupado. Só que por "falta de ética", até o DEM já avisou: será rua. (Agências)

Moreira Mariz/Ag. Senado - 07.03.12

Caso teria 'figurões da República' É o que afirma Álvaro Dias, líder tucano no Senado, sem citar nomes. "Não dá para fazer ilação no momento."

O

líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), disse ontem que a Procuradoria Geral da República (PGR) retardou a investigação de denúncias contra Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, porque há "figurões da República" envolvidos no caso. O líder tucano lembrou que as investigações no MInistério Público tiveram início para apurar a ligação de Cachoeira com Waldomiro Diniz, ex-assessor do exministro José Dirceu, e pivô do primeiro escândalo do governo Lula. Por isso, o procurador-geral

Roberto Gurgel teve interesse, na opinião de Álvaro Dias, de manter o caso em suspenso. "É importante conhecer o inteiro teor do inquérito, porque há especulações de que figurões da República também estariam envolvidos e por essa razão não se tem conhecimento do teor do inquérito", afirmou. Ao ser cobrado sobre quem seriam esses "figurões envolvidos" com Cachoeira, o líder tucano saiu pela tangente. Disse que não seria possível "fazer nenhuma ilação" neste momento, e acrescentou que a questão Cachoeira vem desde os

tempos de Waldomiro Diniz. Seria uma referência ao exassessor de José Dirceu, flagrado recebendo proposta de propina de Cachoeira. O caso ocorreu em 2004. Já o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), disse não ser possível afirmar que há outros parlamentares ou autoridades envolvidas com os negócios de Cachoeira. "O inquérito é sigiloso. E eu não sei de nada". O líder tucano negou ainda que esteja em andamento no Senado uma "operação abafa" para preservar o mandato de Demóstenes Torres (DEM-GO), envolvido em denúncias de suposta

relação criminosa com Cachoeira. Mas admitiu que o "julgamento político" só terá sequência se o Ministério Público formalizar investigação contra o senador. (leia acima). "Para que nós possamos adotar no Congresso providências que digam respeito a parlamentares, nós temos que conhecer o teor deste inquérito por inteiro", afirmou Dias. O líder garantiu agir com independência: "Não há, da nossa parte, nenhum propósito de condescendência com quem quer que seja". (Folhapress)

Álvaro Dias assegurou que não haverá nenhuma "operação abafa" para blindar Demóstenes Torres no Senado.


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

A convocação de um ministro chega a ser algo como falta de educação. Jilmar Tatto, líder do PT (SP)

olítica

Ó RBITA

Alma de prefeita É como a presidente Dilma definiu seu estilo de governo: 'acima de qualquer interesse partidário ou regional'

Presidente do PT pede urgência para a Comissão da Verdade

O

presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, disse ontem que a instalação da Comissão da Verdade, destinada a apurar torturas, mortes e desaparecimentos durante o regime militar, é uma tarefa que deve ser encarada com a maior urgência. O comentário foi feito em seu site na internet, durante um breve pronunciamento sobre as manifestações realizadas ontem em diversas partes do País para identificar torturadores de presos políticos durante a ditadura militar. Falcão cumprimentou os integrantes do Levante Popular da Juventude, que organizaram de maneira pacífica as manifestações de segunda-feira. "Não se trata de nenhuma ação de vingança ou revanche, mas simplesmente de jovens que, como a gente, querem passar a limpo a história recente do Brasil", afirmou.

Ao final, o presidente da legenda petista se referiu à Comissão da Verdade, que foi criada em novembro do ano passado, mas até agora não saiu do papel. "Mais do que nunca é urgente instalar a Comissão da Verdade para que possamos apurar todas as violações que foram cometidas naquele período contra os direitos fundamentais da pessoa humana", comentou Rui Falcão. A instalação da comissão depende exclusivamente da presidente Dilma Rousseff, também filiada ao PT. Cabe a ela indicar as sete personalidades que irão conduzir os trabalhos, quando a comissão for instalada. Segundo Rui, é preciso esclarecer fatos históricos ligados à "violações dos direitos humanos, torturas, assassinatos e desaparecimentos que até hoje marcam as vidas de inúmeras famílias". (AE)

Movimentos sociais se organizam para a Rio+20

O

quarta-feira, 28 de março de 2012

s movimentos sociais que terão representantes na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), programada para junho próximo no Rio, estão se organizando para tentar atuar de forma mais coesa, disse Iara Pietrikovski, do Comitê Facilitador da Sociedade Civil na Rio+20. Ela também faz parte da coordenação da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais (Rede Brasil) e é codiretora do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). Entre as organizações não governamentais presentes na conferência oficial da ONU e na Cúpula dos Povos, que ocorrerá paralelamente à Rio+20 no

Aterro do Flamengo, Iara cita a Via Campesina, os Movimentos das Mulheres e dos Indígenas, a Rede Brasil, o Fórum Brasileiro de Organizações Não Governamentais (ONGs) e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Fboms). "São vários segmentos que fazem parte da Cúpula dos Povos e que estão acompanhando o processo oficial". No fim da semana passada, Iara participou de reunião sobre a Rio+20, em Nova York. Ela manifestou decepção com o que viu e com o que ouviu. "Os governos não estão assumindo a sua postura, não estão defendendo aquilo de que eles próprios foram signatários no passado". (ABr)

SECRETARIA DA SAÚDE Pregão Presencial 04/CRS-SE/2012. Proc. Adm. 2010.0.218.995-7 Objeto: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO TRANSPORTADA, PARA ATENDER AS NECESSIDADES DA COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE SUDESTE, do tipo MENOR PREÇO GLOBAL ANUAL. Abertura: 17/04/2012 às 10:00 horas. Local: Rua Padre Marchetti, 557 1º andar - Sala de Reuniões - Ipiranga, São Paulo - SP. Edital disponível no site http://www.e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, cópia reprográfica ou mediante a CD-R/DVD-R virgem. Informações no endereço supra, das 08:00 às 17:00 hs, ou pelo telefone (11) 2064-9347 - Comissão Especial de Licitação.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 053/2012-SMS.G, processo 2012-0.050.067-5, destinado a aquisição de SINVASTATINA 20mg, para a Divisão Técnica de Suprimentos SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09 horas e 30 minutos do dia 10 de abril de 2012, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 033/2012-SMS.G, processo 2012-0.039.827-7, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE TALA FLEXÍVEL PARA IMOBILIZAÇÃO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09 horas e 30 minutos do dia 11 de abril de 2012, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 436/2011-SMS.G, processo 2011-0.321.363-2, destinado ao registro de preços para DISPOSITIVO PARA CONEXÃO EM SISTEMA FECHADO E CONEXÃO EM Y PARA INFUSÃO VENOSA SISTEMA FECHADO - DIVERSOS, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 24 de abril de 2012, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

Situação de Pimentel está tranquila, diz Carvalho Ministro diz que tudo está muito calmo e Pimentel avisa que está à disposição para prestar esclarecimentos Wilson Pedrosa/AE

U

m dos interlocuto- Antonio Palocci, que deixou o res mais próximos governo após denúncias de da presidente Dilma ampliação do patrimônio em Rousseff, o ministro 20 vezes, depois de ter prestada Secretaria-Geral da Presi- do serviços de consultoria. dência da República, Gilberto Pimentel é alvo de denúnCarvalho, disse ontem que es- cias de que sua empresa, a tá muito "tranquila" a situação P-21 Consultoria e Projetos, do ministro do teria faturado Desenvolvimenmais de R$ 2 mito, Indústria e lhões com conComércio Extesultorias entre Pimentel rior, Fernando Pi2009 e 2010, o trabalhou (como q u e l e v a n t o u mentel. A declaração suspeitas de tráconsultor), do ministro refefico de influênrecebeu, está re-se à decisão cia junto à pretudo certo. Está da Comissão de feitura de Belo muito tranquilo, Horizonte, anÉtica Pública da de verdade. Presidência da tes comandada República, que por ele. GILBERTO CARVALHO na segunda-feiPr o t e ç ã o – O ra anunciou que vai aprofun- governo montou um esquema dar a investigação e pedir in- na Câmara para evitar surpreformações ao ministro Pimen- sas e repetição de derrotas cotel sobre os negócios de sua mo as da semana passada, e empresa de consultoria. convocou uma tropa de cho"Pimentel trabalhou (como que para blindar os ministros consultor), recebeu, está tudo nas comissões permanentes. certo. Está muito tranquilo, de A orientação foi transmitida verdade, já conversamos bem pelo líder do governo na Câsobre isso", disse Carvalho. mara, Arlindo Chinaglia (PTEm nota, o ministério do De- SP), aos demais líderes aliasenvolvimento, Indústria e dos em reunião, ontem. Comércio Exterior informou Na semana passada, em que o ministro Pimentel "está meio à falta de controle do goà disposição" para prestar os verno sobre a base, os deputaesclarecimentos que venham dos aprovaram a convocação a ser solicitados pela comis- da ministra do Planejamento, são "sobre os serviços presta- Miriam Belchior, para audiêndos como economista entre cia pública na Comissão de 2009 e 2010, período em que Trabalho. "Vamos acompanão exercia função pública." nhar as comissões para evitar A oposição vê semelhanças convocações desnecessáentre a situação de Pimentel e rias", disse o líder do PT, Jilmar a do ex-ministro da Casa Civil Tatto (SP). Ele argumentou

Pimentel: ministro se diz disposto a esclarecer qualquer pergunta. que os ministros são sempre "solícitos" e estão dispostos a participar de debates nas comissões quando são convidados. A convocação, disse Tatto, chega a ser "algo como falta de educação". Na reunião com a base, Chinaglia disse que se alguém da

base pretende dar recado a algum ministro, deve procurá-lo ou falar com o líder da bancada – e não fazer o jogo da oposição. A orientação é que hoje líderes e vice-líderes montem guarda e não permitam aprovação de requerimentos de convocação de ministros. (AE)

CAE aprova previdência complementar de servidores Comissão chancela proposta que deve ser votada hoje na CCJ e na CAS e, se possível, também no plenário. Sergio Lima/Folhapress

A

Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou ontem o projeto que institui o fundo de previdência complementar dos servidores públicos federais (Funpresp). A proposta só recebeu um voto contrário, o da líder do PSB na Casa, Lídice da Mata (BA). Para aprovar o projeto com rapidez, a matéria deve ir à votação hoje nas comissões de Constituição (CCJ) e de Assuntos Sociais (CAS) e, se der, no plenário. Os senadores Roberto Requião (PMDB-PR) e Randolfe Rodrigues (PSol-AP) começaram os debates posicionandose contra a proposta. Coube a Randolfe fazer a defesa mais enfática da rejeição do Funpresp. No seu voto em separado, ele usou a posição de petistas, comunistas e socialistas, que durante o governo FHC rejeitaram uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de criação de um fundo de previdência complementar para os servidores públicos federais nos moldes do que é discutido atualmente. Randolfe citou o exemplo do senador José Pimentel (PTCE), relator do projeto na CAE

Eduardo Braga e Kátia Abreu: empenho na urgência da votação. e ex-ministro da Previdência, que mudou de posição: "Um projeto ruim apresentado pelo governo do PSDB não se torna bom porque agora foi apresentado pelo governo do PT. O servidor sabe quanto vai contribuir, mas não sabe quanto vai receber". O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) rebateu

Randolfe. Disse que o atual regime do setor público brasileiro, se comparado com o sistema privado, é "profundamente regressivo". Enquanto na iniciativa privada, segundo Aloysio, o déficit da previdência em 2010 foi de R$ 36 bilhões (com 25 milhões de pessoas abrangidas no sistema), no setor público há 1,1 milhão

de aposentados e pensionistas, com um rombo de R$ 56 bilhões no mesmo período. Ao votar pela aprovação, Pimentel disse que a eventual mudança acabará com o que chama de trabalhadores de "primeira e segunda categoria". E lembrou que, embora queira aprovar a matéria imediatamente, o Funpresp só terá efeitos para as finanças públicas brasileiras em 2047. No início da votação, os senadores rejeitaram uma emenda apresentada por Lídice da Mata. Ela pretendia excluir o Poder Judiciário do novo sistema. Mas venceu o argumento do relator de que, pela Constituição, a competência para legislar sobre Previdência é exclusiva do Executivo – o projeto foi enviado ao Congresso em 2007. Depois, o projeto foi aprovado e Lídice foi vencida de novo. Apesar de ter apresentado voto em separado, Randolfe, suplente na comissão, não pode votar pois a titular da vaga, Kátia Abreu (PSD-TO), estava na sessão. Finda a votação, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), reforçou a urgência da votação hoje. (AE)

Senado rejeita 14º e 15º salários

A

Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou ontem projeto que extingue o 14º e o 15º salários pagos aos parlamentares. Apesar do protesto de alguns senadores, todos votaram a favor do projeto da senadora licenciada e ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Pela proposta, senadores e deputados só vão receber a chamada ajuda de

custo no início e no final da legislatura, e não a cada ano, como ocorre hoje. Atualmente, cada parlamentar recebe dois salários, de R$ 26,7 mil cada, nos meses de fevereiro e dezembro. O projeto seguirá para votação pelo plenário do Senado e, se aprovado, vai para a Câmara dos Deputados. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), relator da matéria,

disse que os extras, que ele chamou de "ajuda de custo", não se justificam mais. Segundo ele, a verba começou a ser paga para custear as despesas com a mudança dos parlamentares e seus familiares para o Rio de Janeiro, antiga sede do poder Legislativo, e para Brasília, com a transferência da sede. Lindbergh afirmou que, embora não concorde com

setores que queiram "demonizar" os políticos, o benefício não deve ser mantido. "Não dá para explicar a um trabalhador nos estados que recebemos 14º e 15º salários", afirmou. O senador Sérgio Souza (PMDB-PR) disse que atualmente o pagamento dessa verba não se justifica. "Hoje Brasília está perto de qualquer capital do Brasil". (Agências)


p Presidente Maia vive momento 'fashion' DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012

7

Vamos tentar ganhar na votação, aproveitar que a presidenta está meio brigada com a Câmara. Deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical

olítica

Interino no Palácio do Planalto, ele brinca com sindicalistas e diz que metalúgico virar presidente virou moda, numa referência ao antecessor de Dilma e a ele próprio. Dida Sampaio/AE

P

residente da Repúbli- Geral da República. ca de forma interina, o A agenda sindical inclui, por presidente da Câma- exemplo, a isenção do imposra, Marco Maia (PT- to de renda para PLR (particiRS), brincou ontem com um pação dos lucros e resultados) grupo de sindicalistas e disse e abono salarial, aumento paque está virando moda essa ra os aposentados que gahistória de metalúrgico virar nham valores acima do piso presidente. nacional, fim do fator previMaia – que foi metalúrgico e denciário e reajuste para os torneiro mecânico como o ex- servidores públicos e queda presidente Luiz Inácio Lula da nas taxas de juros. Silva – fica na Presidência até O presidente da Força Sindihoje à tarde. cal, deputado Paulo Pereira da A estadia de Marco Maia no Silva (PDT-SP), deixou o PlaPalácio do Planalto deve ter- nalto bem-humorado dizendo minar com o reque tinha aproveitorno do vice-pretado a interinidasidente Michel Tede de Maia para mer ao Brasil. A "arrancar" o fim presidente Dilma do fator previdenTemos que Rousseff, que esciário, entre ouaproveitar tá na Índia, só retros pontos defenque a torna ao País no didos. mulher saiu domingo. "Temos que Mudança de háaproveitar que a e levar a bito – Na Presidênmulher saiu", brinproposta ao cia, ele adotou cou. Essa é a terplenário. uma agenda receira vez que Maia PAULINHO DA FORÇA a s s u m e a P r e s igional própria e se dedica a comprodência no governo missos que não Dilma. passam pela rotina da presi"Vamos trabalhar para levar dente Dilma. a proposta ao plenário rapidaAos sindicalistas, Maia pro- mente" afirmou ele depois da meteu criar uma comissão ge- reunião entre centrais sindiral para discutir a desindus- cais e Maia. trialização. Paulinho da Força ainda disEssa comissão reúne na Câ- se que a comissão de deputamara representantes do go- dos ligados a centrais sindiverno, dos congressistas e dos cais e a entidades patronais setores envolvidos para discu- chegou a um acordo para votir o tema. Neste caso, devem tação da proposta que prevê o ser chamados empresários, fim do fator previdenciário. sindicalistas e economistas. O cálculo da aposentadoria Pedidos – No encontro, os pelo fator leva em conta extrabalhadores entregaram pectativa de vida, tempo de uma pauta de reivindicação já contribuição e idade do trabadiscutida há duas semanas lhador, fazendo com que o secom Dilma e ao ministro Gil- gurado receba menos quanto berto Carvalho, secretária- mais cedo se aposentar.

Lei da Copa: votação hoje Acordo prevê que Código Florestal será votado em abril

S

Maia recebe Chinaglia: agenda diferente da adotada por Dilma. Segundo Paulinho, a proposta que será levada à votação é a chamada Fórmula 85/95, que soma a idade ao tempo de contribuição até atingir o valor 85 para as mulheres, e 95 para os homens. Além do fator previdenciário, as centrais conversaram com Maia sobre a isenção de Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), que também está em discussão no Congresso.

Segundo Paulinho, as centrais aguardam uma manifestação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o assunto, mas adiantam que, se não houver acordo, deverão votar contra o governo. "Haverá enfrentamento se não houver resposta do governo. Se não negociar, vamos tentar ganhar na votação, aproveitar que a presidenta está meio brigada com a Câmara". (Agências)

Daniel Teixeira/AE

Epitácio Pessoa/AE - 17.03.11

O

Haddad diz ter acordo com Chalita para o 2º turno

O

gundo turno, ele contará com o apoio do outro", afirmou Haddad. "Eu espero que nós dois possamos disputar o segundo turno, quem sabe". O petista confirmou ter sido recebido para um jantar na casa de Chalita há duas semanas. Segundo Haddad, os dois mantêm "uma relação de respeito e amizade" e que não foi preciso selar um pacto de nãoagressão na campanha.

"Isso nem precisou ser tratado porque não se espera outra coisa entre nós. No que nos diz respeito, isso está implícito desde sempre", disse o apadrinhado de Lula. Ontem, o pré-candidato do PT visitou a Câmara Municipal e se reuniu com líderes de diversos partidos no gabinete do presidente da Casa, José Police Neto (PSDB), aliado de José Serra. (Folhapress)

s rumores após a vitória do tucano José Serra nas prévias deste domingo na capital paulista, de que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, atual presidente do conselho consultivo do grupo J&F, holding que controla, entre outras, a JBS, poderia integrar a chapa tucana como vice, foram descartados ontem por interlocutores de Meirelles. O ex-presidente do BC, que se filiou recentemente ao PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, teria, na avaliação desses interlocutores, diferenças profundas com Serra, o que inviabilizaria entendimento para composição da chapa neste pleito municipal. Os interlocutores lembram que Serra, principalmente quando esteve à frente do governo de São Paulo, foi um dos maiores críticos da política de juros do Banco Central no governo do ex-presidente Lula,

Meirelles: especulação de que comporia chapa foi desmentida quando a instituição foi comandada por Meirelles. Antes mesmo da confirmação de Serra na disputa, o nome de Meirelles era apontado como um dos principais trunfos do PSD na composição de eventuais alianças, devido a seu potencial de atrair apoio de boa parte do empresariado. Mas, diante das diferenças com Serra, um acordo desses não deve ser concretizado. Ontem, o vice-governador de São Paulo e um dos fundadores do PSD, Guilherme Afif Domingos, disse que depois da confirmação do nome de José Serra nas prévias tucanas, a prioridade agora é formar uma aliança "ampla e forte" em torno de sua candidatura.

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

FHC visita Lula no hospital Depois de conversarem a sós, tucano disse que saiu com boa impressão do petista

O

ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) visitou ontem pela manhã, no Hospital SírioLibanês, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro durou cerca de 50 minutos e os dois conversaram, a maior parte do tempo, a sós. Segundo a assessoria de Lula, na saída, FHC comentou que Lula estava bem, "melhor do que eu imaginava". Esta é a primeira visita do tucano ao petista desde que ele iniciou o tratamento contra um câncer na laringe, em 31 de outubro do ano passado. Os dois tiraram fotos juntos

Ainda segundo a assessoria, a reunião na noite desta terça envolveu deputados ruralistas de 12 partidos, revela o portal G1. O acordo, conforme a assessoria, recebeu o aval dos líderes da base aliada e da oposição. O acordo repentino surpreendeu até o novo líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Após ter tomado café da manhã do o presidente Marco Maia, ele informou que trabalhava com a hipótese de colocar em votação a Lei da Copa apenas na segunda semana de abril. Ele avaliava, até então, que seria preciso construir um acordo em torno do texto do Código Florestal para, depois, votar a lei que vai estabelecer as normas para a realização da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações de 2013. A oposição e uma parte da base aliada condicionava a votação a uma percepção de qual seria a data de votação do novo Código Florestal explicou. (Agências)

Meirelles não deve ser vice de José Serra

Haddad (PT): se Chalita (PMDB) ou ele forem para o segundo turno, um vai poder contar com o apoio do outro.

pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou ontem que tem um pacto de união com Gabriel Chalita (PMDB) para um eventual segundo turno com José Serra (PSDB). Ele contou que os dois vão unir forças contra o tucano, seja qual deles for para a etapa final da eleição. "Se isso acontecer, se um de nós for para o se-

aiu acordo: num acerto entre a presidência da Câmara dos Deputados, a bancada ruralista e os partidos da base aliada e da oposição ficou combinado que a Lei Geral da Copa entra em votação nesta quarta-feira. Inicialmente, a previsão, anunciada pelos líderes partidários, era votar as regras para o Mundial somente depois da Páscoa. No entanto, em reunião na noite de ontem com a bancada ruralista, Maia se comprometeu a marcar uma data em abril para votar o Código Florestal, o que satisfaz partidos da base que se recusavam a apreciar a Lei da Copa. Segundo a assessoria do deputado Marco Maia, ele reassumirá a presidência da Câmara hoje, às 12h, para comandar a votação da proposta. Ele ocupa por três dias a Presidência da República durante viagem da presidente Dilma Rousseff à Índia e do vicepresidente Michel Temer à Coreia do Sul.

e FHC saiu sem dar declarações à imprensa. A assessoria de Lula não divulgou o teor da conversa entre os ex-presidentes, uma vez que o encontro teve caráter pessoal. Independentemente das disputas políticas entre suas legendas, eles foram parceiros de luta pela redemocratização do País e fazem questão de dar demonstrações de respeito mútuo em momentos delicados, como na morte da ex-primeira dama Ruth Cardoso, ocasião em que Lula era presidente da República e esteve no velório para prestar solidariedade a FHC.

Esta semana, Lula deve ser submetido a exames para detectar se houve remissão do tumor na laringe. Ele tem ido diariamente ao hospital SírioLibanês para se submeter a sessões de fonoaudiologia. Após a visita de FHC, Lula voltou para casa, em São Bernardo do Campo. Já FHC saiu por uma portaria lateral, driblando a imprensa. Mesmo assim, contou que fala constantemente com Lula, dialogam, divergem e que é normal que assim seja. "Às vezes ele me dá uma alfinetada, eu dou outra nele", disse, em tom bem humorado. (Agências)

FHC sobre Lula: "Às vezes ele me dá uma alfinetada, eu dou outra nele".

Para Afif, o processo de prévia só foi o primeiro passo para Serra e a discussão sobre o vice em sua chapa deverá ser uma das últimas coisas a serem pensadas. "Estamos procurando um vice que não atrapalhe, mas que ajude", frisou. Aníbal na frente – Serra perdeu para José Aníbal na zona sul da capital paulista na prévia do PSDB. Obteve 32,6% dos votos nos 11 diretórios zonais da região contra 37% de Aníbal, e 28,4% d e Tripoli. Nas demais regiões, Serra venceu. Seu melhor desempenho foi na região leste: 57,8% contra 28,4% de Aníbal. Na zona norte, 57,1%; nas regiões centro-oeste e sudeste, 54,8%. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

quarta-feira, 28 de março de 2012

CÚPULA EM SEUL Países prometem melhorar segurança nuclear até 2014

nternacional

TOULOUSE Sarkozy pede, e TV Al-Jazeera não transmite vídeo de assassino.

LONGO CAMINHO PARA A PAZ A Em dia violento, o presidente da Síria, Bashar al-Assad, aceita acordo proposto pela ONU.

Divulgação/Reuters

Síria aceitou o plano de paz apresentado pelo enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe para o país, Kofi Annan, para encerrar a violência no país, que já dura um ano. Apesar do acordo, a oposição síria e potências mundiais continuam céticas. Os ativistas acusam o presidente sírio, Bashar al-Assad, de concordar com a proposta a fim de ganhar tempo enquanto as tropas do governo realizam novas ofensivas para destruir bastiões dissidentes. Diante da proposta aceita, Annan escreveu a Assad "para pedir ao governo sírio que aplique imediatamente seu compromisso", disse o porta-voz do mediador, Ahmad Fawzi. Em visita à China, onde tenta buscar também o apoio de Pequim, Annan admitiu que terá uma "longa e difícil tarefa" para acabar com a luta. As propostas do ex-secretário da ONU incluem: discussões políticas, retirada de armas e tropas de áreas populacionais, assistência humanitária, libertação de prisioneiros, liberdade de movimentos e acesso para jornalistas entrarem e saírem. Reação - Após o anúncio da ONU, os Estados Unidos disseram que Assad deve agir rápido para convencer o mundo de que é sério quando fala sobre paz. A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, afirmou que Assad deve implementar o plano imediatamente ao "silenciar suas armas e permitir que ajuda humanitária entre no país". Em reunião na Turquia, a desunida oposição síria reagiu entre o otimismo cauteloso e a total descrença em Assad. Bassma Kodmani, líder do principal grupo de oposição, o Conselho Nacional Sírio, disse que a trégua é bem-vinda, mas que a prioridade é a mudança de regime – que, aliás, não está no plano de Annan. Violência - Mesmo com o acordo, não há perspectivas imediatas para o fim do derramamento de sangue no país. Houve relatos de intensas batalhas entre tropas sírias e combatentes rebeldes na fronteira com o Líbano ontem, com pelo menos 13 mortos. A ONU estimou ontem que mais de 9 mil pessoas tenham

Supliquei à Virgem Santíssima pelas necessidades dos que sofrem, dos que estão privados de liberdade. PAPA BENTO XVI Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Apelo divino aos presos cubanos

E Assad (frente) visita o bairro de Baba Amr, antigo reduto rebelde em Homs, devastado por bombardeios. Lintao Zhang/Reuters

morrido no levante sírio. Enquanto a violência continuava pelo país, Assad fazia uma visita com ar vitorioso ao bairro de Baba Amr, em Homs, que o Exército bombardeou durante quase um mês para eliminar a resistência armada ao regime. Nas cenas mostradas pela TV estatal síria, o ditador conversou com políticos, moradores e soldados. "Temos que vencer e vamos vencer", disse ele aos militares, com música triunfal ao fundo. (Agências)

m seu segundo dia de visita a Cuba, o papa Bento XVI voltou ontem a pedir pelos prisioneiros da ilha, enquanto opositores acusavam o governo comunista de restringir telefones e de promover detenções arbitrárias. "Supliquei à Virgem Santíssima pelas necessidades dos que sofrem, dos que estão privados de liberdade, separados de seus entes queridos ou que passam por graves momentos de dificuldade", afirmou o papa. O pontífice fez as declarações após visitar em Cobre, a cerca de 900 quilômetros de Havana, a imagem da Virgem da Caridade, padroeira de Cuba. Os apelos e os chamados do papa à "abertura e à re-

novação" em Cuba agradaram aos dissidentes. "Ele nos levou em conta, não disse a palavra como tal, mas se dirigiu a nós. Também falou de mudanças, de união", interpretou a ativista Yvonne Malleza, de 35 anos, do grupo Damas de Branco. Rejeição - Marino Murillo, czar econômico de Cuba e vice-presidente do conselho de ministros de Raúl Castro, disse ontem que não há perspectivas para uma mudança política na ilha comunista, apesar dos pedidos do papa por "uma sociedade melhor". Murillo destacou que o país está aberto, mas enquanto estiver realizando reformas em sua economia, "não haverá reforma política". (Agências)

Apoio: Annan (à esq.) cumprimenta o premiê chinês, Wen Jiabao. Yonhap/Reuters

A Guerra das Malvinas vira virtual Museus militares britânicos usarão redes sociais para contar sua versão do conflito Patricio Murphy/AE

A

polêmica sobre a soberania das ilhas Malvinas virou virtual. Para marcar o 30º aniversário da guerra entre a Argentina e o Reino Unido, museus britânicos anunciaram que vão reconstruir passo a passo o conflito, que poderá ser acompanhado a partir desta quinta-feira no Facebook e no Twitter. Amparados por uma espécie de linha do tempo ("timeline"), as redes sociais apresentarão uma ordem cronológica que percorrerá os acontecimentos dos 74 dias do conflito, que resultou na morte de três habitantes das ilhas, 255 britânicos e 649 argentinos. A iniciativa é do Museu Nacional da Marinha Real em Portsmouth. Especialistas do Museu Submarino da Marinha Real em Gosport, o Museu de Marines e o Museu da Frota Aérea britânica também contribuíram para a reconstrução da história "da última grande batalha naval do século XX". Nuclear - A troca de acusações entre a Argentina e o Reino Unido continua. Ontem, o

Obama e Medvedev tentam minimizar gafe de microfone vazado

Apagando incêndios

U Ex-soldados protestam perto da Casa Rosada para pedir reconhecimento como veteranos da guerra chanceler argentino, Héctor Timerman, denunciou o governo britânico por armar a região ao enviar um submarino com armas nucleares. O viceprimeiro-ministro britânico, Nick Clegg, disse que as alegações são infundadas.

Diálogo - A pressão argentina por diálogo ganhou ontem apoio de seis vencedores do prêmio Nobel da Paz: Adolfo Pérez Esquivel (Argentina), Rigoberta Menchu Tum (Guatemala), Jody Williams (Estados Unidos), Desmond Tutu (Áfri-

ca do Sul), Shirin Ebadi (Irã) e Mairead Corrigan Maguire (Irlanda do Norte). As adesões à campanha podem ser feitas pelos e-mails: granosdesalpormalvinas@gmail.com e g r a i n o f s a l t f o r m a l v inas@gmail.com (Agências)

m dia depois de ter sua conversa vazada por microfones, o presidente norte-americano, Barack Obama, e seu colega russo, Dmitry Medvedev, buscaram ontem reduzir a controvérsia gerada nos Estados Unidos. Participantes ouviram Obama prometer "flexibilidade" na questão do controle armamentista após a eleição de novembro, o que gerou críticas da oposição republicana. Obama disse que "todo mundo entende" a conversa. "Não acredito que seja surpre-

sa que você não pode iniciar (negociação) a poucos meses das eleição presidencial." Já Medvedev criticou o précandidato republicano Mitt Romney por qualificar a Rússia como "inimigo geopolítico número 1". "Isso cheira a Hollywood e a certas épocas (da Guerra Fria)", retrucou. Medvedev disse ter duas recomendações aos pré-candidatos: "É preciso usar a cabeça, usar a razão... além disso, olhem o relógio: estamos em 2012, não em meados da década de 1970." (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012

c

9

Luiz Prado/Luz

TRATAMENTO CONTRA AS DROGAS Após atraso de um mês por causa de problemas nas obras, Complexo Prates, no Bom Retiro, foi inaugurado ontem. Espaço vai atender moradores de rua e pessoas que querem se livrar do vício das drogas, em especial o crack.

idades

No Dia do Circo, muitas piruetas em SP Mais de 50 palhaços ocuparam as escadarias do Teatro Municipal, no Centro. Artistas comemoraram a data com uma divertida caminhada pelas ruas da região. Cris Fraga/AE

M

uito riso e alegria. Mais de 50 palhaços ocuparam as escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, ontem, para celebrar o Dia do Circo e relembrar os 90 anos da Semana de Arte Moderna. As apresentações, que ocorreram durante todo o dia, chamaram a atenção das pessoas no Centro. Por volta das 13h, como parte da programação comemorativa, palhaços, artistas circenses, crianças e curiosos saíram em caminhada, chamada de “palhasseata”, pelas ruas da região. Ao som de músicas e apitos, os palhaços fizeram o percurso entre o Teatro Municipal e o Largo do Paissandu animando as pessoas que passavam pelo local. Entre elas, Regiane Rodrigues, que acompanhava o filho Cauã, de 8 anos. “Viemos prestigiar este dia tão especial. Um espetáculo maravilhoso. O Cauã está adorando”, disse. No Paissandu, os palhaços fizeram uma breve parada, dando as mãos em círculo para festejar a data com a população e relembrar o antigo Circo Piolin, que ficava no local. No Brasil, o Dia do Circo é comemorado no dia do nascimento do palhaço Piolin, símbolo do circo brasileiro, personagem criado por Abelardo Pinto (1897-1973). A comemoração teve também a presença de palhaços de outros países, como o chileno Condorito. “Sou de família circense. Trapezista não deu por causa da barriga grande. Cama elástica cansa muito. Melhor é ser palhaço, que dá alegria às crianças”, disse. José Odair Casarin, palhaço há 33 anos, n ã o p a r a v a d e Vagner Campos/Futura Press mexer com as pessoas. “Eu sou o palhaço Bacalhau, aquele que é bom e não faz mal”, brincava. “O circo é nossa vida. Temos o circo no coração, na alma e é a coisa mais linda saber que ainda se comemora o dia do circo”, disse. Protesto – A comemoração também teve o seu momento de protesto e reivindicação. Vários atores se juntaram aos palhaços nas escadarias do Teatro Municipal para pedir o fim das leis de incentivo fiscal e a aprovação de uma lei de fomento ao teatro nacional. “Hoje é o Dia Internacional do Teatro e estamos nos manifestando contra a privatização da cultura, a falta de verba, o corte de orçamento do Ministério da Cultura e a falta de visão para a cultura nos âmbitos federal, municipal e estadual”, disse Fernanda Azevedo, atriz de uma companhia de teatro. (ABr)

Artistas e palhaços fizeram um espetáculo ao ar livre em frente ao Teatro Municipal, no Centro de São Paulo. Ato foi em comemoração ao Dia do Circo. J.Duran Machfee/AE

Com a presença dos artistas, a Praça Ramos de Azevedo foi transformada em um alegre circo.

J. Duran Machfee/AE

Cris Faga/AE

Após divertirem o público na Praça Ramos (acima e à esquerda), artistas fizeram uma "palhasseata" pelas ruas do Centro

Drogas: Complexo Prates abre suas portas Espaço de 16 mil metros quadrados oferece atendimento gratuito a moradores de rua e pessoas que queiram se recuperar do vício das drogas, em especial o crack Luiz Prado/Luz

Luiz Prado/Luz

Mariana Missiaggia

D

estinado a acolher moradores de rua e oferecer tratamento aos dependentes químicos, o Complexo Prates, na rua Prates, 1.110, no Bom Retiro, região central da Capital, abriu suas portas ao público ontem de manhã. Os espaços foram construídos em uma área de 16 mil metros quadrados. No local, seis programas públicos prestarão serviços de assistência social. O complexo é formado por um centro de Atendimento Médico Ambulatorial (AMA), um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) e um albergue para adultos (60 beliches). Os serviços funcionarão 24 horas. Além disso, há um abrigo para crianças (com 20 vagas), uma estufa para aulas de jardinagem e um centro de convivência de 3.200 metros quadrados (quadra poliesportiva, salas de leitura, salas de internet e mesas de jogos), onde haverá psicólogos e assistentes sociais para auxiliar e monitorar o público atendido. De acordo com a Secreta-

Albergue para adultos tem capacidade para receber até 120 pessoas

Instalações do Complexo Prates que foram inauguradas ontem: atendimento a viciados em drogas ria Municipal de Assistência Social (SMADS), o papel dos profissionais envolvidos com o projeto é criar vínculos e conquistar a confiança dos frequentadores do complexo para que eles aceitem os serviços oferecidos. Cerca de 1.200 pessoas devem passar pelo local por dia, para consultas de saúde, dormir e tomar banho. Apesar de estar de portas

abertas desde a manhã de ontem, o Complexo recebeu somente um paciente após a inauguração. Na tarde de ontem, os funcionários estavam lá, à disposição de qualquer eventual paciente que procurasse o complexo. “Imaginávamos que hoje (ontem) os atendimentos estariam a todo vapor. Vim pronta para muito trabalho e tudo está tão calmo”, disse uma

das enfermeiras do AMA. No entanto, aparentemente, a ausência dos frequentadores veio em boa hora. Ainda ontem, muitos dos profissionais ainda se reuniam com seus coordenadores para discutir os últimos detalhes do projeto. Coordenados pela Secretaria Municipal de Saúde, os serviços oferecem assistência integral, com atendimen-

to individual e em grupo. Entre médicos psiquiatras, clínico geral, psicólogos, assistente social, terapeutas ocupacionais, farmacêutico, técnico de farmácia, enfermeiras e auxiliares de enfermagem são mais de 120 profissionais de saúde. Os 850 metros quadrados de área útil destinada à AMA e ao Caps AD abrigam uma farmácia, salas de curativo, 11 leitos para observação e internação, sala de vacina, sala de inalação, salas de procedimento, sala de raio-x, sala de emergência, sala de convivência e três salas de atividades. A unidade Prates da AMA e Caps AD é a 118ª instalação

da rede e deve realizar, em média, cinco mil atendimentos mensais. A inauguração do complexo estava prevista para fevereiro deste ano. O atraso de mais de trinta dias ocorreu por problemas nas obras do prédio que reúne os dois centros de saúde 24 horas. Estavam presentes na cerimônia de abertura o prefeito Gilberto Kassab (PSD), o ministro da saúde, Alexandre Padilha, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). Os serviços de atendimentos são integrados, porém, possuem entradas independentes devido à diferença nos horários de atendimento.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

c

quarta-feira, 28 de março de 2012

Não há Chapeuzinho Vermelho na floresta. Eles não são vítimas. Delegada Margarette Barreto, sobre a Mancha Alviverde

idades

Alex Silva/AE

Adriano Lima/Brazil Photo Press/AE

A Polícia Civil desencadeou ontem operação para localizar os envolvidos no confronto de torcedores de Palmeiras e Corinthians, ocorrido domingo. Na sede das duas torcidas uniformizadas foram localizadas armas.

Torcidas: mais um morto. Polícia age. Jovem agredido com barras de ferro e de madeira teve morte cerebral confirmada ontem. Polícia Civil prende seis e inicia ação para identificar os culpados. Adriano Lima/Brazil Photo Press/AE

Ivan Ventura *

F

oi confirmada ontem a morte cerebral do segundo torcedor palmeirense envolvido no confronto entre 300 integrantes duas principais facções organizadas de Corinthians e Palmeiras, ocorrido na manhã do último domingo, na avenida Inajar de Souza, na zona norte. A vítima agora é o Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, de 19 anos. Também ontem, a polícia realizou buscas nas sedes sociais das duas torcidas e em outros cinco locais, à procura de provas sobre o envolvimento das duas facções no confronto. Na ação da polícia, cinco pessoas

foram detidas pelo envolvimento na briga, entre elas Tiago Lezo, irmão gêmeo de André Alves Lezo, de 21 anos, estudante de engenharia e palmeirense, morto a tiro no domingo. Uma sexta pessoa, um corintiano, foi detido como drogas. Os investigadores apreenderam ainda alguns computadores. Moreira era um dos envolvidos na briga ocorrida na zona norte da Capital, a menos de oito quilômetros do estádio do Pacaembu. Na confusão, ele foi agredido na cabeça com golpes de barras de ferro e de madeira. Desde então, o jovem estava internado na UTI do Hospital São Camilo, com sérios traumas cranianos. Na madrugada de ontem, às 5h15, um novo exame

neurológico apontou a morte cerebral do jovem. Prisões - Horas mais tarde, policiais civis da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), em conjunto com a Delegacia de Homicídios (DH) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), realizaram buscas em sete lugares, inclusive nas quadras das duas torcidas. A delegada Margarette Barreto, do Decradi, afirmou ontem que a ação da polícia civil contou com a participação de sete delegados e ocorreu em sete diferentes locais da cidade. Ao todo, seis pessoas foram detidas, sendo que cinco pertencem à torcida Mancha Alviverde. Entre os detidos está Tiago, irmão do

palmeirense morto no domingo. Preso em casa, Tiago também era integrante da torcida uniformizada do Palmeiras. Em sua residência, a polícia apreendeu um computador. Ele, a exemplo do irmão gêmeo, cursava o terceiro ano de engenharia. O irmão mais velho deles, Lucas Lezo, vice-presidente da Mancha, foi baleado em outro confronto com a torcida do Corinthians, em agosto do ano passado. Já na sede dos Gaviões da Fiel foram apreendidos cinco computadores, todos com decalques com o escudo da torcida organizada corintiana, além de R$ 150 mil de origem ainda desconhecida. Um torcedor, vestindo a camisa do Corinthians, foi apreendido por pequena, mas não divulgada, quantidade de drogas. Vingança - O delegado Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), defendeu ontem a hipótese de que o confronto entre integrantes das duas torcidas ocorreu por vingança. Segundo Carrasco, o choque e as mortes teriam relação com um corintiano encontrado morto nas águas do rio Tietê, no ano passado. A primeira torcida a se manifestar sobre o confronto foi a Mancha Alviverde. Por meio de nota à imprensa, divulgada anteontem à noite, a Mancha afirmou que foi

Na sede da Mancha Alviverde, mochilas apreendidas pela polícia "alvo de uma Gaviões da emboscada" e Fiel, Davi que apenas se Gebara Neto, Se a polícia tiver defendeu da afirmou que a ação diretoria do provas, tiver supostamente Corinthians materialidade, se promovida decidiu forem integrantes pela torcida expulsar da Gaviões, vão adversária. todos os A delegada envolvidos no ser expulsos. Margarette DAVI GEBARA NETO, ADVOGADO confronto com criticou a nota os torcedores DA GAVIÕES DA FIEL oficial e disse palmeirenses. que a Mancha "Se a polícia Alviverde não é vítima no tiver provas, tiver caso. "Não há Chapeuzinho materialidade, se forem Vermelho na floresta. Eles integrantes da Gaviões, vão não solicitaram escolta (da ser expulsos", afirmou polícia), mesmo sabendo que Gebara Neto, que classificou haveria confusão. Mais de um os envolvidos de deles estava portando arma "arruaceiros", "vândalos" e de fogo. Eles não são vítimas. "irresponsáveis". Ele Por isso, que desses seis ressaltou que os envolvidos presos, cinco são da na briga não "representam a Mancha", afirmou a Gaviões" e que eles "serão delegada. proibidos de frequentar a Ontem, em entrevista ao quadra da torcida", disse site globo.com, o advogado da advogado. (* Com agências)

ILHA DO ANHANGABAÚ Chuva forte provocou 111 km de lentidão às 17h. À noite, filas no metrô. Fotos de Juca Varella/Folhapress)

No Vale do Anhangabaú, ponto de ônibus virou refúgio para paulistanos ilhados pela chuva forte

A

chuva que atingiu São Paulo ontem à tarde causou estragos, afetou o trânsito e travou o metrô. Às 17h, a cidade tinha 111 km de congestionamento, segundo a CET. O Vale do Anhangabaú ficou alagado e a cidade em estado de atenção até as 17h20. Por volta das 20h, filas enormes ainda se formavam na estação Barra-Funda do metrô. (Folhapress)

Na avenida 9 de Julho, motoqueiro teve sua moto encoberta pela água


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012

3

º

11 EM QUATRO ESTADOS Bibliotecas das cidades de São Paulo, Pernambuco, Alagoas e Pará receberão os livros neste ano.

setor

Para despertar o prazer de ler Projeto Livro para Todos distribui títulos infantis, juvenis e adultos para 30 cidades do País. São 30 mil livros, todos de escritores brasileiros. Fotos: Divulgação

Kelly Ferreira

G

ostar de ler é uma do Estado com até 10 mil habiquestão de hábito. tantes ganharam 1,4 mil obras Quem é apresenta- de autores brasileiros e um do aos livros ainda cronograma de ações para inpequeno, tem mais chances centivar a leitura. "Ficamos de descobrir o prazer da leitu- satisfeitos com os resultados ra e se tornar um grande leitor. do projeto no ano passado e, E algumas ações garantem por isso, resolvemos ampliá-lo que, cada vez mais, leitores este ano, dobrando o número tenham acesso a boas obras. de livros doados e aumentanDesde o ano passado as ações junto às do, a Fundação Carentidades benefilos Chagas distribui ciadas. A leitura é livros de literatura um valioso instrubrasileira, infantil, mento para o dejuvenil e adulta pasenvolvimento e a ra bibliotecas cocultura no País", munitárias de vádisse a gestora de rias cidades do Esprojetos socioamtado de São Paulo. bientais da FundaEste ano, o projeto ção Carlos Chagas, Livro para Todos Mariana Reimberg. foi ampliado e irá As primeiras contemplar leitoações do projeto res de mais de 30 este ano já acontecidades nos estaceram na comunidos de Pernambudade de Unas co, Alagoas e Pará, (União de Núcleos além de São Paulo. Associações e SoCidades brasileiciedades de Moraras irão receber 30 dores de Heliópolis caixas recheadas e São João Clímacom três mil livros co), na zona sul de de consagrados São Paulo, com a a u t o r e s b r a s i l e iOficina de Leitura ros, como Lygia Fade Escrita e o Engundes Teles, Fercontro com Autonando Paixão e Igres. Na mesma conácio de Loyola munidade, na próBrandão. "O Livro xima terça-feira, para Todos é um os escritores Ignávento que quero cio de Loyola Branque se transforme dão e Fabrício Corem um furacão, em saletti debaterão a um tsumani. A úniimportância da leica pessoa que não tura no Encontro Títulos vê importância nas com Autores. Enque serão bibliotecas é o gotre as atividades, distribuídos nas verno. Elas são contações de hisbibliotecas poucas e os livros tórias. O Encontro que possuem, gecom Autores tem o ralmente, são doados por objetivo de desmitificar a pessoas que arrumam a casa imagem do autor como o de e separam romances simples um ser inatingível. para doação. Toda mudança "A nossa comunidade semcomeça com sementes pe- pre trabalha para que os moraquenas e este projeto é uma dores tenham oportunidade destas sementes", disse Ig- de mudar. E é por meio da edunácio de Loyola Brandão, pa- cação que essa mudança pode drinho do projeto neste ano. ser realizada. O projeto Livro Milhares - No ano passado, Para Todos, para nós, é uma esquatro bibliotecas comunitá- tratégia para as mudanças", rias da capital e de 20 cidades disse Antônia Cleide Alves,

Acima, crianças lendo em biblioteca comunitária com Mariana Reimberg, da Fundação Carlos Chagas. À esquerda, o escritor Ignácio de Loyola Brandão, padrinho do projeto. Abaixo, alguns dos livros que integram o programa.

presidente da UNAS. As novidades do projeto para este ano não param por ai. No site w w w . l i v r o s p a ra t o d o s . o r g . b r há informações sobre as atividades e também vasto conteúdo sobre literatura. Na opinião de Mariana, a fal-

ta de leitura é um reflexo da falta de hábito, de costume. "A pessoa para ler tem que gostar e para gostar tem de ter o hábito de ler. E isso é criado na família, com os pais. Não é questão de ter dinheiro apenas. Hoje tem livros bons a preços aces-

síveis e até aqueles que se pode pegar emprestado. Envolver a família nessas ações é fundamental para que isso aconteça", disse. Entre os apoiadores do projeto estão a TV Cultura, o Instituto Vladimir Herzog e a Livraria da Vila.

Equipe do projeto Livro para Todos, da Fundação Carlos Chagas. Além da distribuição de livros, o projeto promove encontros com autores.

Fundação cria 'A Vida com outros Olhos' Campanha, a ser desenvolvida em feira de tecnologias do setor de reabilitação, trará atividades sensoriais para estimular os sentidos

N

a Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, a Reatech, a Fundação Dorina Nowill para Cegos lançará a campanha Veja a Vida com outros Olhos, com atividades sensoriais que estimulem os 5 sentidos. A Reatech acontece de 12 a 15 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes, na zona sul de São Paulo. Quem comparecer ao

estande da fundação terá a oportunidade de conhecer os cursos de Informática e de Avaliação Olfativa, que capacita jovens cegos e com baixa visão a atuar na indústria de perfumaria. O projeto é inovador e pretende incrementar a inclusão de pessoas com deficiência visual nessa área específica. Outro destaque será a apresentação de uma coleção de 10 livros infantis acessíveis, impressos em

braille e letras ampliadas. Os títulos possuem imagens divertidas em relevo, para possibilitar que crianças cegas e com baixa visão leiam a obra em companhia da família e dos colegas de aula. O livro tem recursos de acessibilidade importantes para a compreensão de pessoas com e sem deficiência visual. No estande da fundação será possível ainda conhecer e tocar os relevos dos livros

em braille, ouvir livros e revistas falados e interagir com os livros digitais acessíveis no formato Daisy. A feira - A Reatech é o terceiro maior evento mundial do segmento de reabilitação e apresenta novas tecnologias e lançamentos de produtos, equipamentos e serviços, inclusive do exterior, para as pessoas com deficiência. Por ano, o setor de produtos e serviços para reabilitação movimenta cerca de R$ 1

bilhão no País, sendo que R$ 100 milhões só com vendas de cadeiras de rodas e mais de R$ 400 milhões em automóveis com isenção de impostos e adaptações veiculares. Dados do Censo de 2010 indicam que 23,9% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. Trata-se de um universo superior a 45 milhões de pessoas. Entre as deficiências declaradas, a mais comum foi a visual,

que atinge 3,5% da população. Em seguida, ficaram as relacionadas com problemas motores (2,3%), intelectuais (1,4%) e auditivos (1,1%). O Centro de Exposições Imigrantes fica na rodovia dos Imigrantes, Km 1,5. O funcionamento é das 13h às 21h, às quintas e sextas, e das 10h às 19h, sábado e domingo. Haverá transporte adaptado gratuito na estação Jabaquara do Metrô.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12 -.LOGO

quarta-feira, 28 de março de 2012

www.dcomercio.com.br

Terror das tampinhas Desde o lançamento do jogo, em maio de 1980, o personagem Pacman se transformou em um ícone da cultura digital e passou a inspirar designers em criações das mais diversas. Este abridor de garrafas é uma dessas ideias. É fácil de encontrar no meio da bagunça, por sua cor chamativa, e faz sucesso com os fãs do jogo. Custa US$ 7 no site Psycho.

Mascarados Pedaços de tapetes e carpetes são transformados em máscaras com um quê lúdico pelo Studio Bertjan Pot. Mais no site abaixo.

http://bit.ly/Hi9R9k

www.dejoost.nl/masks-by-studio-ber tjan-pot/

C OMPORTAMENTO R EALEZA

P ÁSCOA

Reuters

A alegria do trabalhador

U L

A princesa herdeira Victoria, da Suécia, em foto com sua primeira filha, Estelle Silvia Ewa Mary. A família real sueca divulgou ontem as fotos da pequena duquesa de Östergötland, que nasceu no dia 23 de fevereiro.

ma pesquisa realizada pelo site Computerworld e divulgada ontem aponta que o uso de redes sociais no trabalho deixa os trabalhadores "mais felizes e confortáveis". A pesquisa foi realizada especificamente com usuários do Facebook. Segundo o site, a interação na rede, quando permitida pelo empregador, faz com que os funcionários encontrem uma válvula de escape para a pressão cotidiana e as muitas ho-

ras seguidas de trabalho. Segundo os pesquisadores, quem trabalha muitas horas por dia - até 12 ou 15 horas precisa de uma pausa em alguns momentos, para falar com amigos e familiares e se conectar com o que acontece além dos limites da empresa. A pesquisa mostraria que é benéfica uma tendência, registrada pela consultoria Gartner, de maior liberalidade no uso do Facebook nas empresas. A consultoria revelou, no início de março, que cada

vez menos companhias estão bloqueado o Facebook. Em 2010, quase 50% delas bloqueavam. Esse número deve cair para 30% nos próximos dois anos. A taxa de queda anual da restrição às redes sociais pelas corporações é de 10% ao ano. Permitir que os trabalhadores acessem as redes sociais seria uma forma de compensação pelas muitas horas de trabalho no escritório, muitas vezes com horas complementares em casa.

Caveiras não têm cérebro, mas esta, feita em chocolate, tem. E é de nozes. Ideia mórbida para a Páscoa.

Mike Blake/Reuters

I NTERNET

Piada rende 56 dias de prisão a tuiteiro insultos racistas. As queixas dos internautas provocaram a prisão de Stacey. "Não tinha outra opção a não ser ordenar sua detenção para que reflita sobre a indignação provocada pelo que fez", afirmou o juiz do tribunal de Swansea, John Charles, responsável pela decisão. Como explicação, Stacey afirmou que estava bêbado quando escreveu a mensagem. O meio campista do Bolton, Fabrice Muamba, 23, é de origem congolesa e está hospitalizado em Londres, onde seu estado de saúde registrou progressos, segundo o boletim médico mais recente. Muamba ficou 78 minutos sem batimentos cardíacos.

http://bit.ly/GPVOfZ

L IVROS

Harry Potter chega aos e-books

L

Um estudante galês foi condenado ontem a uma pena de 56 dias de prisão por ter feito piada no Twitter sobre o jogador inglês Fabrice Muamba, do Bolton, que foi vítima de uma parada cardíaca durante uma partida contra o Tottenham Hotspurpelas quartas de final da Copa da Inglaterra. Quando o jovem atleta estava desmaiado no gramado de White Hart Lane, o estudante Liam Stacey, 21 anos, publicou na rede social a mensagem: "LOL. F... Muamba. He's dead!!! ("Ele está morto"). O comentário provocou protestos de muitos usuários do Twitter, aos quais o estudante respondeu com vários

Chocolate e nozes

H ISTÓRIA

Os sete livros da saga de Harry Potter, criada pela escritora britânica J.K. Rowling, estão disponíveis no formato e-book no site Pottermore desde ontem. O site foi criado pela autora para compartilhar material inédito com os fãs do jovem mago. Por enquanto, os títulos só estão disponíveis em inglês e custam entre 6 e 9 euros. As versões em português ainda não têm data de lançamento.

PRIMAVERA - Agricultor caminha por uma plantação de flores na localidade de Carlsbad, na Califórnia. O cultivo de flores é a principal atividade econômica local e os campos são atração turística.

Cartas de Nelson Mandela, online

Dress code

Milhares de fotografias e documentos relativos ao ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela foram colocados online ontem. Entre os itens estão cartas que Mandela escreveu para sua família enquanto esteve preso, seus diários e fotos de seu período como presidente.

Não sabe se o jantar é um evento de gala, a rigor ou informal? A diretora de arte australiana Sonia Rentsch criou uma série de serviços de mesa que deixam tudo bem claro à primeira vista. As louças, talheres, guardanapos, toalhas e acessórios representam exatamente o tipo de traje a ser usado no jantar. http://bit.ly/H8rfzH

archive.nelsonmandela.org

E M

C A R T A Z

D ESAFIO

SP

L OTERIAS Concurso 1058 da DUPLA SENA Primeiro sorteio 09

25

36

37

38

44

23

46

47

Segundo sorteio 05

Coletiva 'São Paulo Mon Amour' traz obras inspiradas na metrópole. Museu Brasileiro da Escultura. Av. Europa, 218, Jardim Europa, tel.: 2594-2601. Grátis.

75% dos brasileiros jamais pisaram em uma biblioteca, diz estudo

L

Grondona afirma que a Fifa não vai ceder no caso da Lei Geral da Copa

L

http://bit.ly/GOes65

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

L

Avião de papel de 45m lançado no deserto do Arizona em uma competição há uma semana. Velocidade atingida: 98 km/h.

A TÉ LOGO

Edmundo revela ansiedade antes do jogo de despedida do futebol

22

Concurso 2858 da QUINA 23

Guerra de 'aviãozinho'

14

37

62

63

72


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012

e

13

Leão se diverte com mais um recorde

conomia

A arrecadação tributária totalizou R$ 71,902 bilhões em fevereiro. É a maior registrada para esse mês pela Receita Federal.

O

s brasileiros pagaram R$ 71,902 bilhões em impostos federais e contribuições previdenciárias em fevereiro, segundo dados divulgados ontem pela Receita Federal. O volume é recorde para o mês, pois é maior que o saldo positivo verificado um ano antes, de R$ 67,891 bilhões – corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – até então o maior para meses de fevereiro. A arrecadação do mês passado subiu 5,91% em relação a fevereiro de 2011 em termos reais. Houve, porém, uma variação positiva real de 30,22% em relação

a janeiro deste ano. No acumulado do primeiro bimestre de 2012, a arrecadação soma R$ 174,48 bilhões, valor 5,99% maior que a verificada em igual período de 2011, com a correção pelo IPCA. Assim como em janeiro, o resultado da arrecadação de tributos federais em fevereiro foi "fortemente influenciado" pelo pagamento de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) relativos ao ajuste anual que apura o lucro das empresas no ano passado. Pelos dados da Receita Federal, em fevereiro de 2011, o pagamento de IRPJ e CSLL em

função da declaração de ajuste anual foi de R$ 634 milhões, ante R$ 1,394 bilhão em fevereiro de 2012. Isso representa alta de 119,87%. Do total recolhido em fevereiro, parcela de R$ 1,098 bilhão foi paga pelos bancos. Outro fator que influenciou positivamente a arrecadação de fevereiro foi o aumento da

alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito para pessoas físicas e nas operações do mercado de derivativos. Segundo a Receita, a arrecadação de IOF no mês passado subiu 5,23%, ante fevereiro do ano passado. A Receita destaca, também, que a arrecadação de IOF cres-

ceu ainda em função de uma ampliação de 16,59% no volume de operações de crédito. Os dados do fisco mostram que o pagamento do parcelamento dos débitos inscritos no chamado Refis da Crise somou R$ 1,587 bilhão em fevereiro deste ano, para R$ 3,231 bilhões no acumulado do primeiro bimestre de 2012.

Importação – A arrecadação do Imposto de Importação (II) cresceu 8,64% em fevereiro, em comparação com igual mês de 2011, para R$ 2,172 bilhões. No período, foi arrecadado R$ 1,233 bilhão de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) vinculado, o que corresponde a uma alta de 21,34%. A Receita atribui o re-

sultado a fatores como elevação de 8,51% no valor em dólar das importações; de 3,06% na alíquota média do Imposto de Importação; de 17,56% na alíquota média do IPI vinculado e de 3,02% na taxa média de câmbio. Conforme o fisco, os principais segmentos que reduziram a arrecadação em fevereiro foram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (recuo de 43,43%); metalurgia (baixa de 27,89%); produtos químicos (declínio de 23,35%) e fabricação de produtos minerais não metálicos (decréscimo de 9,84%). No topo – A secretária adjunta da Receita Federal, Zayda Bastos Manatta, destacou que o setor financeiro e o comércio têm sustentado o crescimento da arrecadação no início deste ano. As instituições financeiras pagaram no primeiro bimestre 46,61% a mais de tributos que em igual período de 2011. As empresas varejistas e atacadistas lideram o ranking de maiores pagadoras de tributos nos dois primeiros meses de 2012. O desempenho do comércio reflete o aumento da massa salarial e do volume geral de vendas no País. Por outro lado, a queda sistemática da produção industrial fez com que a indústria de transformação perdesse importância na base de crescimento da arrecadação. Dos dez setores que mais pagaram tributos no primeiro bimestre, apenas os fabricantes de bebidas fazem parte da indústria de transformação. "O que se pode verificar é que há uma queda na produção industrial, mas o consumo não caiu", destacou a secretária adjunta. (AE)

Tributos avançam além da economia Renato Carbonari Ibelli

O

s dados da arrecadação de fevereiro, divulgados ontem pela Receita Federal, continuam a mostrar que os tributos avançam mais que a economia. O resultado consolidado de janeiro e fevereiro aponta alta de 6% na arrecadação (leia reportagem acima), o dobro das previsões mais realistas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, para o qual se projeta avanço de 3%. A estimativa mensal mais recente para o PIB, divulgada pelo Banco

Central (BC), apontou aumento na economia de 1,44% em janeiro. Essa é uma realidade verificada nos últimos anos. Em 2011, não foi diferente. Enquanto o PIB do ano passado fechou com elevação de 2,7% – se descontados os tributos, que entram em seu cálculo, o crescimento foi de 2,5% –, o avanço da arrecadação foi de 4,3%. Para Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o governo tem necessidade de manter a arrecadação crescente para cobrir as

suas despesas, que são elevadas. "A realidade é que a sociedade é quem está arcando com essas despesas", afirma Solimeo. Decompondo os números divulgados pela Receita Federal, observa-se que, logo abaixo do setor financeiro, o varejo aparece como principal fonte para o crescimento da arrecadação. Isso ocorre pois o consumo está aquecido, sendo que cerca de 60% dos tributos recaem sobre o consumo. O modelo tributário adotado no Brasil é baseado na cumulatividade, em que um tri-

Impostos abocanham a cesta de Páscoa

A

11 dias da Páscoa, a ser comemorada em oito de abril, o brasileiro está às voltas com as compras dos ovos de chocolate e também com os preparativos para o tradicional almoço de domingo. Os produtos de ocasião, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), não sofreram aumento de impostos, na comparação com igual período de 2011, "mas também não tiveram qualquer benefício de alíquota. A tributação continua muito alta", comenta o presidente da

entidade, João Eloi Olenike. Na cesta pesquisada pelo IBPT, o campeão dos impostos é o vinho, com carga tributária de 54,7%. Especificamente nesse caso, detalha Olenike, a alíquota alta se deve ao "princípio da seletividade", que onera mais os produtos considerados como luxo, supérfluos ou nocivos à saúde – caso das bebidas alcoólicas. "Quanto mais essencial for o produto, a carga tributária tem que ser menor", detalha o presidente do instituto. Na relação de produtos

associados à Páscoa pesquisados pelo IBPT, o de menor alíquota é o buquê de flores (17,71%), adquirido, muitas vezes, para se presentear o anfitrião do almoço de domingo, ou para decorar a casa. Entre os itens mais específicos da cesta de Páscoa pesquisada pelo IBPT, a participação dos impostos no preço pago pelo consumidor final nunca é inferior a 29,92% – caso do coelho de pelúcia. Confira na tabela ao lado o percentual da carga tributária de todos os itens.

buto incide sobre o outro até chegar ao consumidor. Segundo Gilberto Luiz do Amaral, coordenador de estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), por causa da cumulatividade, as desonerações concedidas para alguns setores industriais não têm grande impacto na arrecadação. O governo, por exemplo, reduziu o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para itens da linha branca. Porém, antes dessa desoneração atingir esses produtos, ao longo da cadeia produtiva, o IPI já incidiu sobre o Imposto

sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e sobre o Programa de Integração Social e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Pis/Cofins). “Ou seja, a desoneração é parcial. Por isso, mesmo com queda na atividade industrial, vemos a arrecadação crescer", diz Amaral. Para ele, o alvo da desoneração do governo deveria ser outro. "Seria melhor desonerar 0,1% no Pis/Cofins para todos os setores do que zerar a alíquota do IPI para alguns", completa o coordenador do IBPT.

A indústria tem perdido importância na arrecadação. Isso, segundo Emílio Alfieri, economista da ACSP, é um sintoma da queda da produção. Para Alfieri, o governo está preocupado com a redução da atividade industrial, principalmente porque ela reflete na queda no nível de emprego do setor. Dados levantados pelo economista da ACSP mostram que, entre setembro do ano passado e janeiro de 2012, o nível de emprego industrial só foi positivo em dezembro de 2011, quando avançou 0,1%.


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012

e

15 O que vemos é a retomada da expansão (do crédito), ainda que em um ritmo ainda modesto. Túlio Maciel, do BC

conomia

Crédito cresce 0,4% em fevereiro As operações de crédito do sistema financeiro atingiram a cifra de R$ 2,03 bilhões, já taxa de inadimplência manteve-se estável em 5,8%. Elza Fiúza/ABr

A

s operações de crédito do sistema financeiro cresceram 0,4% em fevereiro e atingiram a cifra de R$ 2,03 bilhões, segundo a nota de política monetária, divulgada ontem pelo Banco Central (BC). Em 12 meses, a expansão registrada foi de 17,3%. A taxa de inadimplência do crédito referencial, que inclui atrasos superiores a 90 dias, manteve-se estável em 5,8%, após manutenção dos patamares referentes às operações com famílias e empresas em 7,6% e 4,1%, respectivamente. De acordo com o BC, o comportamento do crédito segue refletindo aspectos sazonais, caracterizados pela acomodação da demanda das empresas e pela procura mais intensa por modalidades como cheque especial e cartão de crédito, além do crédito pessoal, entre as operações destinadas às famílias. Ao mesmo tempo, os financiamentos habitacionais continuam crescendo de forma sustentada, assinalando expansões de 2,3% no mês e de 44% em 12 meses. A relação do crédito com o Produto Interno Bruto (PIB) ficou estável na relação com janeiro, com 48,8% e avançou ante o percentual de 45,1% registrado no mesmo mês de 2011. Na composição crédito/PIB, os bancos públicos respondem por 21,4% do PIB, ante 19% em igual período de 2011, a das instituições privadas nacionais por 19%, ante 18,4%, e as estrangeiras por 8,4%, comparativamente a 7,8%, consideradas as mesmas bases de comparação.

Uso de recursos da poupança sobe 10%

O

Túlio Maciel: "a despeito do aumento do emprego e da renda, há certa resistência para a inadimplência recuar." Cons umidor es – O crédito para pessoa física cresceu 1,3% em fevereiro, "refletindo a alta sazonal na demanda por crédito pessoal, cheque especial e cartão de crédito", segundo análise do BC. Os saldos das modalidades tiveram a seguinte expansão: crédito pessoal (1,3%), cheque especial (3,9%) e cartão de crédito (2,6%). Entre as operações de crédito pessoal, destacou-se o crescimento de 1,7% no saldo do empréstimo consignado. O crédito às empresas segue em ritmo moderado, como é habitual no início do ano, mantendo-se praticamente estável em fevereiro, após re-

cuo em janeiro, destacandose a expansão de 1,8% no saldo de conta garantida. Retomada – O chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Túlio Maciel, avalia que o mercado de crédito voltou a crescer em fevereiro e a apresentar desempenho considerado mais próximo do normal. "O que vemos é a retomada da expansão, ainda que em um ritmo ainda modesto", afirmou. Entre os fatores que explicam essa moderação no crédito, Maciel destacou a "posição mais cautelosa por parte dos bancos desde o segundo semestre do ano passado". "Além disso, há alguma sazo-

nalidade e repercute o ritmo de atividade", disse. O chefe do Depec do BC explica que a resistência dos bancos é explicada especialmente "por um patamar de inadimplência relativamente elevado que tem sido observado ao longo do ano". "A despeito do aumento do emprego e da renda, há certa resistência para a inadimplência recuar", disse. Veículos – Maciel citou que dados preliminares sinalizam que o crédito tem apresentado expansão mais forte em março, o que reforça a percepção que esse mercado voltou a ter um comportamento mais próximo do nor-

mal após o desempenho atípico em janeiro. Maciel defendeu a retirada de parte das medidas macroprudenciais feita pelo BC no fim de 2011 para alguns segmentos de crédito, inclusive financiamento de veículos. "No fim de 2011, o crescimento já era compatível com as demais modalidades. Por isso, era possível retirar parte das medidas", disse. Em fevereiro de 2012, a inadimplência nos financiamentos de veículos bateu recorde. Maciel manteve a previsão do BC de que o estoque de crédito deve crescer 15% em 2012 na comparação com 2011. (Agências)

s bancos concederam R$ 10,8 bilhões em empréstimos com recursos da caderneta de poupança para a construção e compra de imóveis no primeiro bimestre, com aumento de 10,2% ante igual intervalo no ano passado. Considerando apenas o mês de fevereiro, foram R$ 5,11 bilhões, com variação negativa de 1% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O levantamento aponta ainda que os financiamentos atingiram R$ 80,9 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses, com acréscimo de 35%. (Folhapress)

Inadimplência permanece alta Ernesto Rodrigues/AE

Taxa média de juros anual atinge os 38,1%

A

pesar de apresentar fevereiro. "(Nesse mês) há média estável de maior concentração de 5,8% tanto em janeiro pagamentos entre impostos e quanto em fevereiro, a matrículas escolares, o que inadimplência permanece acaba se refletindo em em patamar alto e é, de algumas modalidades de acordo com o Banco Central crédito à pessoa física." (BC), um dos principais Ele acrescentou que o fatores responsáveis pela crédito rotativo também alta do spread bancário, que reflete a sazonalidade do início é a diferença entre a do ano. "O crédito rotativo cai captação e os bastante em juros dezembro, cobrados com o pelos bancos pagamento do no mercado. décimo Números terceiro salário apresentados mas, no início por cento é a taxa ontem pelo BC do ano, há um de inadimplência mostram que a retorno taxa de sazonal nessas para pessoas inadimplência modalidades, e físicas, bem para pessoas isso está físicas (7,6%) é associado à superior à de 4,1%, bem superior à maior para pessoas registrada para concentração jurídicas. pessoas de gastos e à jurídicas falta de (4,1%). planejamento." "A estabilidade da Maciel explicou que, a partir inadimplência de fato veio de agora, a inadimplência crescendo gradualmente em tende a cair. "Após essa 2011. Essa resistência ao estabilidade, a perspectiva é declínio, apesar do que ocorra uma reversão a crescimento da renda e do médio prazo, já que o emprego emprego, se reflete em cresce de maneira robusta, spreads e, naturalmente, vai com indicadores muito repercutir nas taxas de juros", positivos em termos de disse o chefe do ocupação e de rendimento Departamento Econômico do real", disse o economista. BC, Túlio Maciel. "Com isso, o segundo Parte da inadimplência, semestre deverá apresentar segundo Maciel, deve-se a taxas de inadimplência mais fatores sazonais referentes a baixas". (ABr)

7,6

Os juros cobrados para aquisição de veículos subiram de 26,8% ao ano em janeiro para 27% ao ano em fevereiro.

A

taxa média de juros anual cobrada pelos bancos registrou um aumento de 0,1 ponto percentual, passando de 38% para 38,1% de janeiro para fevereiro. Para pessoas físicas, os juros anuais cobrados em fevereiro foram mais altos: 45,4%, ante aos 45,1% cobrados em janeiro. Para pessoas jurídicas, a taxa de juros ficou em 28,6% ao ano em fevereiro. Já o spread bancário, diferença entre a captação e os juros cobrados no mercado, aumentou, passando de 27,8 pontos em janeiro para 28,4 pontos em fevereiro. Os números foram divulgados pelo Banco Central (BC). Os juros anuais cobrados pelo cheque especial para pessoa física apresentaram queda de 3,1 pontos percentuais, baixando de 185,9% em janeiro para 182,8% em fevereiro. Apesar da queda, na comparação mensal, a situação é de alta (de 15,4 pontos percentuais) no acumulado de 12 meses.

Entre janeiro e fevereiro, os juros cobrados em crédito pessoal subiram 0,3 ponto percentual, passando de 50,3% para 50,6%. Os juros cobrados para aquisição de veículos subiram, no mesmo período, de 26,8% ao ano para 27%. O saldo do setor habitacional e imobiliário apresentou alta de 2,3% nas operações de crédito do sistema financeiro dedicadas a pessoas físicas, entre janeiro e fevereiro, passando de R$ 205,84 bilhões para R$ 210,65 bilhões. No acumulado de 12 meses, a variação é 44%. Captação – Apesar dos bancos aumentarem a taxa média anual de juros, o custo de captação no mês de fevereiro caiu para as instituições. Isso devido a redução do juro básico da economia iniciada em agosto do ano passado, somada à grande liquidez no mercado financeiro global e brasileiro. Essa queda foi observada especialmente na captação de recursos voltados aos emprésti-

mos às pessoas físicas, em que o custo ficou no menor patamar da série histórica. Dados do BC mostram que, na média, os bancos pagaram juro de 9,6% ao ano para conseguir os recursos – como nos CDBs – para os empréstimos às pessoas físicas. Em janeiro, a taxa de captação nesse segmento estava em 10,2% e, em fevereiro de 2011, em 12,6% ao ano. Até então, o menor custo de captação na pessoa física havia sido em julho de 2009, quando chegou a 9,7%. Nas operações de crédito para empresas, a taxa de captação também caiu, passando de 10,2% para 9,8%. Um ano antes, em fevereiro de 2011, a captação para os empréstimos custava, em média, 11,4% ao ano. Neste caso, porém, a marca histórica é de outubro de 2002, com 5,8%. Na média geral de todo o mercado de crédito, o custo de captação para os bancos recuou de 10,2% ao ano em janeiro para 9,7% em fevereiro. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

quarta-feira, 28 de março de 2012

e Brics vão pedir reformas no FMI e no Bird Os cinco países emergentes serão responsáveis, neste ano, por 56% do crescimento mundial.

conomia

A

crise financeira mundial e a necessidade de implantar reformas de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird) serão o tema central do comunicado conjunto que deve ser assinado por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul ao final da quarta reunião do Brics, que acontece nesta semana na capital indiana. Segundo a subsecretária-geral de Política do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, o documento terá uma parte política, mas deverá se concentrar nas questões econômicas. A presidente Dilma Rousseff já está em Nova Délhi, onde participa da reunião do Brics e permanece até o próximo sábado, para uma visita oficial ao País. Dilma desembarcou ontem na base aérea de Palam e chegou acompanhada da filha, Paula, e de seis ministros que integram a comitiva. Na entrada do hotel, a presidente recebeu um Bindi, que é um apetrecho utilizado no centro da testa, próximo às sobrancelhas, representando o sexto sentido, terceiro olho ou olho da sabedoria. A presidente foi recepcionada pela ministra dos Negócios Estrangeiros da Índia, Preneet Kaur. A presidente Dilma tem reiterado em seus discursos que os países emergentes exigirão uma participação maior na direção do FMI e do Banco Mundial. Para ela, a escolha dos dirigentes desses orgãos não pode ser por divisão geográfica, mas, sim, por competência. Tibete – A crise entre China e o Tibete, que levou na segundafeira um tibetano a atear fogo ao próprio corpo, em protesto contra a repressão praticada pelo presidente chinês, Hu Jintao, não deverá ser tratada no documento. "Não creio que entrará, porque estamos mais preocupados com crises que eclodiram e que estão em momento de grande violência", afirmou.

A criação de um banco de desenvolvimento comum aos cinco países emergentes também estará na pauta das discussões. "Deve ser anunciada não ainda a criação do banco, mas a constituição de um grupo de trabalho para estudar as modalidades de constituição do banco", afirmou a embaixadora, lembrando que a instituição é muito importante porque cria uma "fonte alternativa de financiamento, sobretudo para países em desenvolvimento". Ao lembrar a importância do Brics, Edileuza citou que os cinco países emergentes serão responsáveis, neste ano, por 56% do crescimento mundial. O G-7, grupo que reúne os sete países mais ricos do mundo, responderá por apenas 9,5%. "A redução do crescimento da economia global é um assunto que preocupa a todos. Preocupa ao Brics, aos outros países em desenvolvimento e aos próprios países desenvolvidos", afirmou. Banco – Os presidentes dos cinco países que compõem o Brics não anunciarão durante a cúpula apoio a nenhum dos candidatos ao Banco Mundial, assim como não fizeram em relação ao Fundo Monetário Internacional (FMI), quando houve eleição para a instituição. A falta de consenso sobre qual nome apoiar contrasta com o discurso dos governos que integram o grupo de emergentes, que quer fortalecer o organismo e, juntos, defendem a reforma das instituições financeiras internacionais. Integram a comitiva brasileira os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel; da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp; da Educação, Aloisio Mercadante; da Comunicação Social, Helena Chagas e do Turismo, Gastão Vieira. Além deles, estão o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa. (AE)

Reuters

Líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reunidos em Nova Délhi pretendem ter maior influência junto à direção do Fundo e do Banco Mundial.

A presidente Dilma Rousseff é recebida em Nova Délhi, na Índia, pela ministra dos Negócios Estrangeiros do país, Preneet kaur.

Ambiente do País atrai empresas

O

atual ambiente político do Brasil tem contribuído de forma positiva sobre a decisão de empresas estrangeiras investirem mais no País. A avaliação consta da sexta edição do "Monitor da Percepção Internacional do Brasil", divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o estudo, os agentes internacionais (embaixadas, câmaras de comércio, empresas com controle estrangeiro e organizações internacionais com representação no Brasil) percebem influência positiva do atual ambiente político doméstico sobre a

decisão de grandes corporações com sede no exterior a investirem no Brasil. O indicador relativo ao tema atingiu 45 pontos na edição de março, valor mais alto observado desde o início da pesquisa. Do total de entrevistados, 28% avaliam que tal influência é muito positiva, 51% creem que é ligeiramente positiva e os demais entendem que não há influência (5%) ou que ela é ligeiramente negativa (13%) ou muito negativa (3%). Ampliando a tendência já observada na edição de agosto de 2011, os agentes internacionais revelam-se bastante otimistas em relação ao fluxo de

investimento estrangeiro direto (IED) direcionado ao País. O indicador relativo ao tema aumentou de 43 pontos, em agosto de 2011, para 51 pontos, em março de 2012. Pela primeira vez desde o início da pesquisa, o Brasil foi apontado "entre os três primeiros colocados" na questão que pede a opinião sobre o "ranking dos países que mais receberão IED no mundo, nos próximos 12 meses". Esta opção foi escolhida por 38% dos entrevistados, seguida pela resposta "entre o quarto e o quinto colocado", com 36% do total. Outro indicador que apresentou evolução favorável foi o de qualidade

da infraestrutura, que alcançou 12 pontos, frente aos 8 pontos negativos da edição de agosto de 2011. Este é o maior valor registrado nas últimas cinco edições da pesquisa, inferior apenas ao da edição de julho de 2010, que foi de 13 pontos. Todos os índices ligados à política externa do Brasil também registraram significativos aumentos. Merece destaque a evolução da percepção sobre a influência do Brasil em organismos multilaterais, cujo indicador subiu de 15 pontos para 40 pontos entre as duas últimas pesquisas, e a respeito da importância do País para a América Latina, cujo medidor saltou de 30 pontos para 54 pontos. (ABr)

Furlan critica o protecionismo

O

ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e atual membro do Conselho de Administração da Brasil Foods, Luiz Fernando Furlan, disse ontem ter preocupação com o risco de uma recaída protecionista do Brasil. Ele fez esta observação ao ser questionado sobre a insistência do governo brasileiro em manter, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), o debate sobre o ajuste de políticas comerciais à variação cambial para evitar prejuízos ao setor produtivo. O embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, afirmara que o País "quer ter o direito reconhecido de elevar tarifas de importação ou implementar barreiras todas as vezes que uma valorização excessiva do real afetar a entrada de produtos no País e prejudicar a indústria". "Eu acho que algumas medidas são importantes, mas tenho uma preocupação com uma recaída protecionista do Brasil", disse Furlan. "Estamos usando algumas desculpas protecionistas para justificar nossa deficiência em to-

Helvio Romero/AE

Eu acho que algumas medidas são importantes, mas tenho preocupação com recaída protecionista do Brasil. LUIZ FERNANDO FURLAN, EMPRESÁRIO

mar medidas que desonerem a produção e aumentem a competitividade. Colocaria toda minha energia em uma agenda de competitividade, melhorando a infraestrutura, simplificando a burocracia, desonerando e tratando do custo do dinheiro para a produção, que não pode ser comparado com o custo do dinheiro para consumo. Essas coisas são fundamentais", sugeriu. Um exemplo dado por Furlan como sendo de cunho protecionista foi o aumento de 30 pontos percentuais na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados. "É uma medida heterodoxa, não se sustenta na OMC e o governo sabe disso", afirmou. "Foi uma medida meio padrão argentino, que ameaça com tributação se a empresa não investir no país. Até tem dado certo, mas esta é uma cantilena perigosa. A medida heterodoxa produz um resultado e você acha que isso é legal. Mas o protecionismo não é caminho de desenvolvimento de um país do porte do Brasil." Para ele, o Brasil deve ser um "atacante", "sem jogar na retranca". (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012

e

ECONOMIA/LEGAIS - 17

Não me lembro de qualquer governo da Espanha que tenha feito mais reformas em seus primeiros 100 dias do que este. Mariano Rajoy, primeiro-ministro da Espanha

conomia

Espanha em recessão deve enfrentar greve

Esforço global para mudar o sigilo bancário

O

Brasil trabalha para cooperar com o esforço global de flexibilizar o conceito de sigilo bancário e permitir a troca de informações tributárias entre países. O objetivo é reduzir a evasão fiscal, considerada uma das causas da crise financeira de 2008. "A tendência no mundo é de uma restrição à proteção dada hoje em nome do sigilo para evitar a evasão e também a lavagem de dinheiro", disse Celso Arruda França, chefe da Divisão de Cooperação Financeira e Tributária do Itamaraty. Ele participou de evento realizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a segurança jurídica para as negociações de títulos mobiliários em mercados emergentes. Ainda neste ano será encaminhada ao Congresso para ratificação a Convenção Multilateral de Assistência Mútua Tributária. Ela envolve os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do G-20 (as maiores economias do mundo e emergentes) e foi assinada em novembro passado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ao todo, 110 países participam do Fórum Global de Transparência e Troca de Informações da OCDE. Eles serão avaliados por seus pares quanto à transparência na identificação de investidores finais. Em um ano e meio o Brasil será reavaliado e um dos pontos importantes para demonstrar seu esforço é aumentar o número de acordos bilaterais de bitributação com parceiros comerciais baseados nos parâmetros da OCDE. Hoje, o Brasil tem mais de 30 acordos de bitributação. "O Brasil está bem avaliado, mas terá de mostrar avanços nesse quesito", disse França. O cerne da adoção dessas regras entre esses países está na identificação da origem do dinheiro que vai para os paraísos fiscais. (AE)

Economia do país se contraiu no primeiro trimestre do ano. Sindicatos convocam greve geral para amanhã. Vincent West/Reuters

A

economia da Espanha continuou se contraindo no primeiro trimestre deste ano, em meio ao fraco consumo interno, afirmou o Banco da Espanha em seu boletim econômico de março. Os dados compilados pelo banco central "confirmam a continuação da contração da atividade", o que caracteriza um quadro de recessão no País. O consumo privado e a confiança do consumidor se enfraqueceram em janeiro e fevereiro para níveis não vistos desde 2010, segundo o banco. O Produto Interno Bruto (PIB) espanhol caiu 0,3% no quarto trimestre do ano passado, em comparação com o terceiro. O banco central estima uma contração de 1,5% no PIB do país neste ano. Reformas – O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou que o governo vai realizar reformas com foco nos serviços públicos e no setor de serviços do país a partir

Protestos na cidade de Bilbao contra o desemprego no país e as medidas de austeridade do governo do próximo mês, enquanto continua tentando recuperar a quarta maior economia da zona do euro. As novas reformas serão lançadas em abril, depois da apresentação do orçamento para este ano, previsto para sexta-feira, informou Rajoy.

O novo orçamento vai incluir um corte de em média 14% ou 15% nos gastos de cada ministério do governo. "Não me lembro de qualquer governo da Espanha que tenha feito mais reformas em seus primeiros 100 dias do que este. E é possivelmente por is-

so que enfrentaremos uma greve geral", disse Rajoy. Uma paralisação foi convocada por sindicatos para amanhã. "O maior erro seria não fazer nada mais", disse. Ele pretende aumentar a receita do governo por meio do estímulo à economia do país. (Reuters)

C.N.P.J. nº 62.545.686/0001-53

RELATÓRIO DA DIRETORIA Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas as demonstrações contábeis dos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. Permanecemos a inteira disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais) Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Estoques Impostos a recuperar Dividendos a receber Demais contas a receber Despesas antecipadas Total do ativo circulante Não circulante Sociedades relacionadas Imposto de renda e contribuição social diferidos Impostos a recuperar Depósitos judiciais Despesas antecipadas Investimentos Controladas Coligadas Outros Imobilizado Intangível Total do ativo não circulante Total do ativo

2011 32.306 33.440 167.721 110.048 39.945 1.640 647 5.493 391.240 349.410 50.876 29.477 2.822 7.307 439.892 1.714.033 2.105 360 368.027 13.539 2.098.064 2.537.956 2.929.196

2010 Passivo Circulante 62.205 Financiamentos - Fornecedores 150.044 Salários e encargos sociais 95.639 Obrigações tributárias 35.205 Dividendos propostos a pagar 53.801 Imposto de renda e contribuição social a pagar 1.113 Demais contas a pagar 3.875 Total do passivo circulante 401.882 Não circulante Financiamentos 348.816 Sociedades relacionadas 45.809 Imposto de renda e contribuição social diferidos 25.002 Provisão para contingências 2.694 Benefícios pós-emprego 3.772 Demais contas a pagar 426.093 Total do passivo não circulante Patrimônio líquido 1.382.889 Capital social 2.075 Reserva de reavaliação 360 Reservas de lucros 387.587 Ajuste de avaliação patrimonial 14.250 Ajustes acumulados de conversão 1.787.161 Total do patrimônio líquido 2.213.254 2.615.136 Total do passivo e do patrimônio líquido

2011

2010

252.640 102.597 40.825 2.797 26.037 4 2.019 426.919

254.888 Receita líquida de vendas e serviços 72.030 Custos dos produtos vendidos e dos serviços prestados 36.736 Lucro bruto 2.210 Receitas (despesas) operacionais 14.256 Com vendas e comerciais 697 Gerais e administrativas 1.142 Resultado na venda de bens 381.959 Outros resultados operacionais, líquidos Prejuízo operacional 410.612 Receitas financeiras 6.874 Despesas financeiras 1.501 Equivalência patrimonial 22.614 Lucro antes da contribuição social e do imposto de renda 3.041 Contribuição social e imposto de renda 766 Corrente 445.408 Diferido

261.909 7.867 1.464 19.635 3.958 647 295.480

Resultados abrangentes Ajuste de Ajustes acumulados Lucros avaliação de conversão de patrimonial moeda estrangeira acumulados (3.877) (5.302) -

Patrimônio líquido 1.553.162 200.000

-

112 (112) 59.653

59.653

-

-

(2.980) (14.154) (42.519)

(14.154) -

2.403 (1.474) -

(13.295) (18.597) -

-

2.403 (13.295) 1.787.769 320.000

-

-

87 (87) 109.200

109.200

-

-

(5.463) (25.934) (77.803)

(25.934) -

1.591 117

14.171 (4.426)

-

1.591 14.171 2.206.797

Insumos adquiridos de terceiros Matérias-primas consumidas Materiais, energia, serviços de terceiros e outros Perda de valores de ativos Valor adicionado bruto Retenções Depreciações e amortizações Valor adicionado líquido produzido pela sociedade Valor adicionado recebido em transferência Resultado de equivalência patrimonial Receitas financeiras Valor adicionado total a distribuir Distribuição do valor adicionado Pessoal e encargos Impostos, taxas e contribuições Despesas financeiras e aluguéis Dividendos e juros sobre o capital próprio Lucros retidos Valor adicionado distribuído

%

2010

%

1.054.705 (10.310) 137 211 1.044.743

980.295 (8.938) 155 (22.745) 948.767

(749.246) (99.444) (1.025) (849.715) 195.028

(707.725) (78.463) (2.219) (788.407) 160.360

(47.013) 148.015

(48.314) 112.046

116.789 65.186 181.975 329.990

100

99.918 56.400 156.318 268.364

100

34 10 23 8 25 100

110.014 29.525 69.172 14.154 45.499 268.364

41 11 26 5 17 100

113.864 31.447 75.479 25.935 83.265 329.990 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

5.054 5.856 10.910 109.200

909 3.691 4.600 59.653 1,70

RESULTADOS ABRANGENTES EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais)

2011 Lucro líquido 109.200 Ajustes de avaliação patrimonial 1.591 14.171 Ajustes acumulados de conversão Lucro líquido abrangente 124.962 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

-

2011

(46.003) (100.363) (22.745) 549 (38.317) 56.400 (62.948) 99.918 55.053

2.615.136

DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais, exceto as porcentagens) Receitas Receita bruta de vendas e serviços, exceto aluguéis e royalties Abatimentos, descontos e devoluções Provisão para créditos de liquidação duvidosa - Reversão Resultado na venda de bens

(54.842) (107.143) 211 154 (20.366) 65.186 (63.319) 116.789 98.290

2.929.196

(Em milhares de Reais, exceto o valor dos dividendos por ação)

Capital Retenção Legal de lucros social Saldos em 1 de janeiro de 2010 873.570 2.647 685.272 Aumento de capital em dinheiro 200.000 Realização da reserva de reavaliação Ativo próprio e de controlada, líquido dos efeitos tributários (112) Retenção da realização de reserva de reavaliação, líquida dos efeitos tributários 112 Lucro líquido do exercício Destinação do resultado líquido: Reserva legal 2.980 Dividendos propostos (R$ 0,4032 por ação ordinária) Retenção de resultados 42.519 Resultados abrangentes: Ajustes de avaliação de instrumentos financeiros Conversão de moeda estrangeira de controladas no exterior Saldos em 31 de dezembro de 2010 1.073.570 740 5.627 727.903 Aumento de capital em dinheiro 320.000 Realização da reserva de reavaliação Ativo próprio e de controlada, líquido dos efeitos tributários (87) Retenção da realização de reserva de reavaliação, líquida dos efeitos tributários 87 Lucro líquido do exercício Destinação do resultado líquido: Reserva legal 5.463 Dividendos propostos (R$ 0,7388 por ação ordinária) Retenção de resultados 77.803 Resultados abrangentes: Ajustes de avaliação de instrumentos financeiros Conversão de moeda estrangeira de controladas no exterior 1.393.570 653 11.090 805.793 Saldos em 31 de dezembro de 2011 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

2010 754.365 (624.120) 130.245

1.073.570 Lucro líquido do exercício 740 Lucro líquido por ação do capital social 733.530 (média ponderada do exercício) - R$ 3,11 (1.474) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. (18.597) 1.787.769

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA CONTROLADORA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Reservas de lucros

2011 807.976 (666.722) 141.254

1.393.570 653 816.883 117 (4.426) 2.206.797

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Reserva de reavaliação de controladas 852 -

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por ação)

2010 59.653 2.403 (13.295) 48.761

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais) 2011 2010 Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido do exercício 109.200 59.653 Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa gerado pelas atividades operacionais Equivalência patrimonial em sociedades controladas e coligadas (116.789) (99.918) Depreciações e amortizações 44.803 46.138 Créditos de PIS e COFINS sobre depreciação 2.210 2.176 Juros, variações monetárias e cambiais 25.524 39.571 Imposto de renda e contribuição social diferidos (5.856) (3.691) Resultado na venda de bens (211) 22.745 Outros 756 (613) Dividendos recebidos de controladas 83.801 23.059 (Aumento) diminuição no ativo circulante Contas a receber de clientes (17.677) (33.889) Estoques (22.635) (14.767) Impostos a recuperar (4.740) (10.947) Demais contas a receber 466 (133) Despesas antecipadas (1.618) (2.049) Aumento (diminuição) no passivo circulante Fornecedores 30.567 10.548 Salários e encargos sociais 4.089 18.282 Obrigações tributárias 587 1.143 Imposto de renda e contribuição social (693) 697 Demais contas a pagar 877 646 (Aumento) diminuição no ativo não circulante Impostos a recuperar (4.258) (9.287) Depósitos judiciais (128) (20) Despesas antecipadas (3.535) (52) Aumento (diminuição) no passivo não circulante Provisão para contingências (2.979) (7.035) 798 3.378 Demais contas a pagar 122.559 45.635 Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos Aplicações financeiras, líquidas de resgates (33.440) 2.766 Aumento de capital em dinheiro em controladas (230.000) (103.753) Compra de participação acionária (750) Reorganização societária 194 Aquisição de imobilizado (15.198) (27.310) Aumento no intangível (4.644) (3.372) 1.055 530 Receita com a venda de bens (282.227) (131.695) Caixa líquido utilizado pelas atividades de investimentos Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Financiamentos Captação 103.364 119.653 Amortização (260.345) (194.177) Juros pagos (67.863) (12.527) Dividendos pagos (14.154) (12.576) Aporte de capital 320.000 200.000 48.767 (1.143) Sociedades relacionadas 129.769 99.230 Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamentos (29.899) 13.170 Aumento (diminuição) em caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no inicio do exercício 62.205 49.035 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 32.306 62.205 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - (Em milhares de Reais, exceto quando de outra forma mencionado) 1. CONTEXTO OPERACIONAL - A Sociedade tem por atividade a fabricação de óxido de eteno e seus derivados, produtos químicos, sulfatados e sulfonados e especialidades químicas, além da comercialização, exportação e distribuição de produtos petroquímicos e químicos em geral. A Sociedade, diretamente ou através de suas controladas, possui plantas nos Pólos Petroquímicos de Mauá - SP, Camaçari - BA e Triunfo - RS, planta localizada em Tremembé - SP e Suzano - SP, em Guadalajara, Coatzacoalcos e San Juan Del Rio no México e em Santa Rita na Venezuela. 2. BASE DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - As demonstrações financeiras da Sociedade estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (“BR GAAP”), conforme emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”). As demonstrações financeiras da Sociedade são apresentadas em Reais, que é a moeda funcional da Sociedade. As práticas contábeis descritas a seguir foram aplicadas pela Sociedade de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações financeiras. As principais práticas contábeis adotadas na preparação das demonstrações financeiras estão detalhadas a seguir: a) O resultado é apurado pelo princípio da competência de exercícios. b) Os estoques são demonstrados ao custo médio de aquisição que não superam o valor realizável líquido. c) Os investimentos em controladas e coligadas estão demonstrados pelo método de equivalência patrimonial e os demais ao custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas. d) O imobilizado é registrado ao custo de aquisição ou construção, incluindo encargos financeiros incorridos sobre imobilizações em andamento. As depreciações são calculadas pelo método linear, levando em consideração a vida útil-econômica dos bens, que é revisada anualmente. e) Os demais ativos e passivos são demonstrados pelos valores realizáveis e exigíveis, acrescidos, quando aplicável, dos rendimentos ou encargos e variações monetárias incorridos.

3. PATRIMÔNIO LÍQUIDO - a. Capital social - O capital social subscrito e integralizado, em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, era representado por 35.102.127 ações ordinárias nominativas sem valor nominal. b. Reserva de reavaliação - A reserva de reavaliação reflete a reavaliação de ativos próprios e de controladas e é realizada com base nas depreciações, baixas ou alienações dos respectivos bens reavaliados, considerando-se, ainda, os efeitos tributários das provisões constituídas. c. Reserva de lucros - Reserva legal - Conforme a Lei das Sociedades por Ações, a Sociedade apropria 5% do seu lucro anual para reserva legal, até esta atingir 20% do valor do capital social. Essa reserva pode ser usada para aumento de capital ou absorção de perdas, porém não pode ser usada para distribuição de dividendos. Reserva de retenção de lucros - É destinada à aplicação em investimentos previstos em orçamento de capital, principalmente em expansão, produtividade e qualidade, aquisições e novos investimentos, em conformidade com o artigo 196 da Lei das Sociedades por Ações e inclui tanto a parcela do lucro líquido do exercício como a realização da reserva de reavaliação. d. Resultados abrangentes Ajuste de avaliação patrimonial - São reconhecidas diretamente no patrimônio líquido, na conta ajuste de avaliação patrimonial as diferenças entre o valor justo e o custo amortizado das aplicações financeiras classificadas como disponíveis para venda e dos instrumentos financeiros designados como hedge de fluxo de caixa da variação nas taxas de juros. Os ganhos e perdas registrados no patrimônio líquido são realizados para o resultado, caso ocorra a liquidação antecipada dos instrumentos financeiros. Ajustes acumulados de conversão de moeda estrangeira - A variação de taxas de câmbio sobre controladas no exterior (i) com moeda funcional diferente da moeda funcional da Sociedade e (ii) administração própria,

é reconhecida diretamente no patrimônio líquido. Esse efeito acumulado é revertido para o resultado do exercício como ganho ou perda somente em caso de alienação ou baixa do investimento. e. Dividendos e destinação do lucro líquido do exercício da controladora - O Estatuto prevê a distribuição de dividendo mínimo anual obrigatório de 25% sobre o lucro líquido. A proposta de dividendos reconhecida nas demonstrações financeiras da Sociedade é assim demonstrada: 2011 Lucro líquido do exercício 109.200 Reserva legal (5.463) Lucro líquido do exercício após reserva legal 103.737 Dividendos propostos a pagar (R$ 0,7388 por ação ordinária) 25.934 Retenção de lucros 77.803 4. LUCRO POR AÇÃO Lucro líquido da Sociedade Média ponderada das ações em circulação (em milhares) Lucro básico e diluído por ação - R$ (ações ordinárias)

2011 109.200 35.102 3,11

As demonstrações financeiras na íntegra, auditadas pela KPMG Auditores Independentes, devidamente acompanhadas de parecer, encontram-se à disposição na sede da sociedade. A DIRETORIA José Carlos Layber de Oliveira - Contador - CRC 1SP185528/O-7

2010 59.653 35.102 1,70


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

quarta-feira, 28 de março de 2012

O cliente quer um serviço personalizado, de maior qualidade. Leandro Siqueira, da Comprafacil.com

conomia

Credicard lança shopping virtual Administradora de cartões de crédito entra no comércio online com o objetivo de conquistar 20% do total das vendas eletrônicas no Brasil em três anos. Reprodução

A

Credicard lançou ontem um portal de comércio eletrônico com o objetivo de alcançar uma fatia de 20% do faturamento do setor no Brasil até 2015. O projeto, batizado de Shopping Credicard, tem na saída uma parceria exclusiva com a varejista online Comprafacil.com e dá a portadores de cartões Credicard e Dinners Clubs acesso, com desconto, a cerca de 50 mil produtos, incluindo artigos esportivos, de perfumaria, ferramentas e produtos para bebês. A meta é que a parceria seja responsável por 5% da receita de R$ 4 bilhões esperada pela Credicard para este ano, incluindo o percentual das vendas de lojistas e a comercialização de anúncios no portal. "É o primeiro shopping center virtual do País", disse o presidente da Credicard, Leonel Andrade, explicando que o portal diferencia-se dos demais por reunir diferentes lojas em um mesmo ambiente, mas permite que as compras sejam feitas como se elas fossem uma só. Controlada pelo Citibank, a Credicard diz ter tido receita de R$ 3,1 bilhões oriundas de compras via internet. Agora, a administradora quer gradualmente concentrar no portal as operações feitas por seus 7 milhões de clientes de cartões, para os quais também passará a oferecer no ano que vem pro-

Gol vai reduzir voos diários

A

O portal da Credicard reúne diferentes lojas, mas as compras podem ser feitas como se elas fossem uma só. dutos financeiros do Citi, como seguros e linhas de crédito. Antes disso, o portal será aberto a donos de cartões de outras bandeiras, e a oferta de produtos também deve ser incrementada, incluindo venda de ingressos para shows, entre outros. O desconto de 10% nas compras, contudo, seguirá restrito para clientes do grupo Credicard. A e-bit, consultoria especializada em comércio eletrônico, estimou que as vendas via internet devem registrar crescimento de 25% em 2012, movimentando R$ 23,4 bilhões.

A iniciativa chega ao mercado em um momento turbulento para a B2W, a maior empresa do setor no País, cujos problemas de logística vêm provocando repetidas quedas nas margens. No começo do mês, a companhia, que reúne os port a i s S u b m a r i n o , A m e r i c anas.com e Shoptime, reportou prejuízo de R$ 28,8 milhões para o quarto trimestre de 2011. Segundo o diretor de marketing da Comprafacil.com, Leandro Siqueira, a companhia percebeu que a logística tem sido um fator cada vez mais importante na relação

com consumidores. Por isso, a empresa aumentou em 70% o número de transportadoras terceirizadas para entregas. "O cliente quer um serviço personalizado, de maior qualidade", disse Siqueira. Citi – Andrade, também responsável pela área de varejo do Citibank no Brasil, afirmou que o banco está fazendo uma forte campanha para ampliação da base de correntistas, de 400 mil para 500 mil, neste ano. No entanto, segundo ele, a estratégia do banco segue sendo a de concentrar-se em clientes de alta renda. (Reuters)

C.N.P.J. nº 61.602.199/0001-12 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis dos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. Permanecemos à inteira disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais)

Não circulante Contas a receber de clientes Sociedades relacionadas Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais Demais contas a receber Despesas antecipadas Investimentos Controladas Outros Imobilizado Intangível

2011 42.935 34.513 151.208 54.720 21.630 7.417 9.346 321.769 18.276 15.954 37.859 218.659 53 9.595 300.396 15.928 422 490.492 74.790 581.632

2010 Passivo Circulante 257.213 Financiamentos 35.864 Arrendamento mercantil financeiro 127.516 Fornecedores 41.137 Salários e encargos sociais 11.712 Obrigações tributárias 5.856 Dividendos propostos a pagar 7.592 Imposto de renda e contribuição social a pagar 486.890 Demais contas a pagar Total do passivo circulante 18.447 15.599 32.033 168.011 77 8.802 242.969 422 413.052 22.177 435.651

Não circulante Financiamentos Arrendamento mercantil financeiro Sociedades relacionadas Imposto de renda e contribuição social diferidos Provisão para contingências Benefícios pós-emprego Demais contas a pagar Total do passivo não circulante Patrimônio líquido Capital social Reserva de reavaliação Reservas de lucros Dividendos adicionais ao dividendo mínimo obrigatório Total do patrimônio líquido

2011 149.594 1.419 37.217 68.461 3.110 18.045 62 8.931 286.839 242.581 40.937 955 6.294 176.308 2.002 2.132 471.209 381.463 7.988 44.285

a essa nova realidade da companhia", prosseguiu Oliveira, afirmando que não é possível divulgar números porque o processo ainda está em andamento. Segundo o executivo, a companhia tinha expectativas para o crescimento do mercado doméstico e premissas macroeconômicas, como a de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e do preço do petróleo, que não se concretizaram, o que levou à decisão de reduzir a quantidade de voos. "Nós entendemos que o movimento de racionalização da malha implica também em uma redução do custo fixo para que não haja nenhum impacto no Cask e x - f u e l ( c u s t o s q u e e xcluem combustíveis). Essa redução se dá exatamente nos voos que não apresentam uma receita satisfatória, a receita não é suficiente para compensar o custo variável", disse Oliveira. Na madrugada de ontem, a Gol divulgou que encerrou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 54,3 milhões, queda de 58,9% sobre o resultado apurado um ano antes, devido ao aumento de custos e despesas e variação cambial.(Reuters)

NCF Participações S.A.

COMPANHIA ULTRAGAZ S.A.

Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Estoques Impostos a recuperar Demais contas a receber Despesas antecipadas Total do ativo circulante

Gol vê necessidade de reduzir de 80 a 100 voos diários entre março e abril, e esse movimento de "racionalização" implicará em uma redução de custos fixos, como a diminuição do número de funcionários por meio de licenças não-remuneradas e demissões voluntárias, afirmou o presidente da companhia, Constantino de Oliveira Junior. De acordo com o executivo, a redução, que será na proporção de 80% para voos da Gol e 20% de voos da Webjet, será em viagens noturnas e não implicará na descontinuidade de nenhuma rota. "Você pode perceber no quarto trimestre pressão nos custos de combustível, tarifas aeroportuárias, variação cambial... e no momento em que passou a existir essa pressão, principalmente sobre os custos variáveis, nós nos vimos obrigados a revisar a malha... e nessa revisão nós enxergamos a necessidade de reduzir em torno de 80 a 100 voos diários", afirmou Oliveira. "E todo esse movimento que tem sido feito em relação a licença não-remunerada, demissão voluntária, vem no sentido de adequar

2010

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por ação)

143.720 - Receita líquida de vendas e serviços 22.229 Custos dos produtos vendidos e dos serviços prestados 65.067 5.644 Lucro bruto 22.165 Receitas (despesas) operacionais 3.132 Com vendas e comerciais 3.102 Gerais e administrativas 265.059 Resultado na venda de bens Outros resultados operacionais, líquidos Lucro operacional 301.411 Receitas financeiras Despesas financeiras 4.016 Equivalência patrimonial 2.289 Lucro antes da contribuição social e do 132.448 imposto de renda 1.497 Contribuição social e imposto de renda 1.161 Corrente 442.822 Diferido

2011 2.876.649

2010 2.816.065

(2.079.028) (2.007.483) 797.621 808.582 (146.154) (544.761) 6.766 (1.504) 111.968 22.522 (47.022) (4.336)

(139.373) (516.581) (6.020) (7.066) 139.542 25.721 (47.391) -

83.132

117.872

(30.274) 1.822 (28.452) 54.680

(28.925) (13.990) (42.915) 74.957

381.463 Lucro líquido do exercício 8.183 Lucro líquido por lote de mil ações (ordinária 14.476 e preferencial) do capital social (média ponderada anual) - R$ 67,37 92,35 12.013 53.507 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 445.749 457.629 Total do ativo não circulante 882.028 678.620 DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Total do passivo e do patrimônio líquido 1.203.797 1.165.510 Total do ativo 1.203.797 1.165.510 (Em milhares de Reais) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 2011 2010 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Fluxo de caixa das atividades operacionais (Em milhares de Reais, exceto o valor dos dividendos por ação) Lucro líquido do exercício 54.680 74.957 Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa Reservas de lucros gerado pelas atividades operacionais Capital Reserva de Retenção Lucros Dividendos Patrimônio Equivalência patrimonial em sociedade social reavaliação Legal de lucros acumulados adicionais líquido controlada 4.336 Saldos em 1 de janeiro de 2010 381.463 8.380 9.088 1.510 400.441 Depreciações e amortizações 97.103 101.530 Realização da reserva de reavaliação (197) 197 Juros, variações monetárias e cambiais 58.069 35.678 Imposto de renda e contribuição social sobre a realização da Imposto de renda e contribuição social diferidos (1.822) 13.990 reserva de reavaliação (67) (67) Resultado na venda de bens (6.766) 6.020 Transferência para retenção de resultados 130 (130) Outros (470) (911) Lucro líquido do exercício 74.957 74.957 (Aumento) diminuição no ativo circulante Destinação do resultado líquido: Contas a receber de clientes (23.692) (9) Reserva legal - 3.748 (3.748) Estoques (13.583) (5.344) Dividendos propostos a pagar (R$ 88,275 por lote de mil ações Impostos a recuperar (9.918) (4.856) ordinárias) (70.435) 53.507 (16.928) Demais contas a receber (1.561) (1.286) Dividendos propostos a pagar (R$ 56,400 por lote de mil ações Despesas antecipadas (1.754) (855) preferenciais) (774) (774) Aumento (diminuição) no passivo circulante Saldos em 31 de dezembro de 2010 381.463 8.183 12.836 1.640 53.507 457.629 Fornecedores 14.988 (2.922) Realização da reserva de reavaliação (195) 195 Salários e encargos sociais 3.394 18.327 Imposto de renda e contribuição social sobre a realização da Obrigações tributárias (2.534) 875 reserva de reavaliação (66) (66) Imposto de renda e contribuição social 24.589 25.560 Transferência para retenção de resultados 129 (129) Demais contas a pagar 5.829 (3.707) Aprovação em Assembleia Geral Ordinária dos dividendos adicionais (53.507) (53.507) (Aumento) diminuição no ativo não circulante Lucro líquido do exercício 54.680 54.680 Contas a receber de clientes 171 8.042 Destinação do resultado líquido: Depósitos judiciais (50.648) (38.300) Reserva legal - 2.734 (2.734) Demais contas a receber 24 15 Dividendos propostos a pagar (R$ 30,36227 por lote de mil ações Despesas antecipadas (793) (121) ordinárias) (24.226) 12.013 (12.213) Aumento (diminuição) no passivo não circulante Dividendos propostos a pagar (R$ 56,40000 por lote de mil ações Provisão para contingências 43.860 15.502 preferenciais) (774) (774) Demais contas a pagar 1.476 1.523 Retenção de lucro 26.946 (26.946) Imposto de renda e contribuição social pagos (27.659) (22.428) Saldos em 31 de dezembro de 2011 381.463 7.988 15.570 28.715 12.013 445.749 Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 167.319 221.280 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Fluxo de caixa das atividades de investimentos Aplicações financeiras, líquidas de resgates 1.351 (26.147) DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Aquisição de empresa (49.822) (Em milhares de Reais, exceto as porcentagens) Aquisição de imobilizado (153.096) (120.552) 2011 % 2010 % 2011 % 2010 % Aumento no intangível (12.358) (10.387) Valor adicionado bruto 603.279 579.469 Receitas Receita com a venda de bens 18.035 9.092 Retenções Receita bruta de vendas e serviços, Caixa líquido utilizado pelas Depreciações e amortizações (97.103) (101.531) exceto aluguéis e royalties 2.902.536 2.837.781 atividades de investimentos (195.890) (147.994) Valor adicionado líquido produzido Abatimentos, descontos e devoluções (11.339) (6.107) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos pela sociedade 506.176 477.938 Provisão para créditos de liquidação Financiamentos Valor adicionado recebido em duvidosa - Reversão (constituição) 3.318 (4.123) Captação 75.192 47.744 transferência Resultado na venda de bens 6.766 (6.020) Amortização (141.062) (47.077) Aluguéis e royalties 18 18 2.901.281 2.821.531 Juros pagos (43.447) (10.588) Equivalência patrimonial (4.336) Contraprestação de arrendamento mercantil (2.360) Receitas financeiras 22.522 25.721 Dividendos pagos (70.614) (210) 18.204 25.739 Insumos adquiridos de terceiros Sociedades relacionadas (3.416) Valor adicionado total a distribuir 524.380 100 503.677 100 Custos das mercadorias, produtos e Caixa líquido utilizado pelas Distribuição do valor adicionado (185.707) (10.131) serviços vendidos (1.986.567) (1.957.102) Pessoal e encargos 292.129 56 281.425 56 atividades de financiamentos Materiais, energia, serviços de Impostos, taxas e contribuições 105.282 19 80.626 16 Aumento (diminuição) em caixa e equivalentes de caixa (214.278) 63.155 terceiros e outros (322.556) (296.812) Despesas financeiras e aluguéis 72.289 14 66.669 13 Recuperação de valores de Dividendos e juros sobre o capital próprio 25.000 5 71.209 14 Caixa e equivalentes de caixa no inicio do exercício 257.213 194.058 ativos 11.121 11.852 Lucros retidos 29.680 6 3.748 1 42.935 257.213 (2.298.002) (2.242.062) Valor adicionado distribuído 524.380 100 503.677 100 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício Transações no período sem efeito em caixa e As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. equivalentes de caixa NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Arrendamento mercantil financeiro: (Em milhares de reais, exceto quando de outra forma mencionado) Imobilizado 16.614 Intangível 26.395 1 CONTEXTO OPERACIONAL - A Sociedade está domiciliada no Brasil integralizado, em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 está representado por com sede na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 1343 em São Paulo SP e 811.623.226 ações com valor nominal de R$ 0,47 cada uma, sendo As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. tem por atividade principal a distribuição de gás liquefeito de petróleo - 797.901.726 ações ordinárias e 13.721.500 ações preferenciais. b. Reserva 2011 GLP nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. de reavaliação - A reserva de reavaliação é realizada com base nas depreLucro líquido do exercício 54.680 ciações, baixas ou alienações dos respectivos bens reavaliados e é 2 BASE DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Reserva legal (2.734) As demonstrações financeiras da Sociedade estão sendo apresentadas de transferida para lucros acumulados com os encargos tributários correspon- Lucro líquido após reserva legal 51.946 acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (“BR GAAP”), confor- dentes. O saldo de encargos tributários incidentes sobre a reserva de Dividendos mínimos obrigatórios a pagar (25% do lucro líquido reavaliação totaliza R$ 2.716 em 31 de dezembro de 2011 (R$ 2.782 em me emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) e aprovaapós reserva legal) 12.987 das pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”). As demonstrações fi- 2010). c. Reserva de lucros - Reserva legal - Conforme a Lei das Socieda- Dividendos propostos a pagar adicionais aos dividendos mínimos nanceiras da Sociedade são apresentadas em Reais, que é a moeda funci- des por Ações, a Sociedade apropria 5% do seu lucro anual para reserva obrigatórios – Patrimônio líquido 12.013 onal da Sociedade. As práticas contábeis descritas a seguir foram aplica- legal, até esta atingir 20% do valor do capital social. Essa reserva pode ser Total de dividendos propostos (R$ 30,36227 por lote de mil ações das pela Sociedade de maneira consistente a todos os exercícios apresen- usada para aumento de capital ou absorção de perdas, porém não pode ser ordinárias e R$ 56,40000 por lote de mil ações preferenciais) 25.000 tados nessas demonstrações financeiras. As principais práticas contábeis usada para distribuição de dividendos. Reserva de retenção de lucros - É Retenção de lucro 26.946 destinada à aplicação em investimentos previstos em orçamento de capital, adotadas na preparação das demonstrações financeiras estão detalhadas a 4 LUCRO POR AÇÃO 2011 2010 seguir: a) O resultado é apurado pelo princípio da competência de exercíci- principalmente em expansão, produtividade e qualidade, aquisições e novos Lucro líquido da Sociedade 54.680 74.957 os. b) Os estoques são demonstrados ao custo médio de aquisição que não investimentos, em conformidade com o artigo 196 da Lei das Sociedades Média ponderada das ações em circulação superam o valor realizável líquido. c) Os investimentos em controladas estão por Ações e inclui tanto a parcela do lucro líquido do exercício como a reali- (em milhares) 811.623 811.623 demonstrados pelo método de equivalência patrimonial e os demais ao cus- zação da reserva de reavaliação. d. Dividendos e destinação do lucro lí- Lucro básico e diluído por lote de mil ações to de aquisição, deduzido de provisão para perdas. d) O imobilizado é regis- quido do exercício - As ações preferenciais têm prioridade na percepção R$ (ações ordinárias e preferenciais) 67,37 92,35 trado ao custo de aquisição ou construção, incluindo encargos financeiros de um dividendo fixo de 8% ao ano sobre o seu valor nominal, que poderá incorridos sobre imobilizações em andamento. As depreciações são calcu- ser acrescido de até 4% nas mesmas bases, caso o resultado o comporte, As demonstrações financeiras na íntegra, auditadas pela KPMG ladas pelo método linear, levando em consideração a vida útil-econômica bem como no reembolso do capital, em caso de liquidação. As ações ordináAuditores Independentes, devidamente acompanhadas de parecer, dos bens, que é revisada anualmente. e) Os demais ativos e passivos são rias fazem jus a um dividendo de 12% sobre seu valor nominal ou, se os encontram-se à disposição na sede da sociedade. demonstrados pelos valores realizáveis e exigíveis, acrescidos, quando resultados forem insuficientes para tal pagamento, ao maior dividendo que o A ADMINISTRAÇÃO aplicável, dos rendimentos ou encargos e variações monetárias incorridos. lucro remanescente do exercício comportar. A proposta de dividendos reconhecida nas demonstrações financeiras da Sociedade, sujeita à aprovação 3 PATRIMÔNIO LÍQUIDO - a. Capital social - O capital social, subscrito e dos acionistas na Assembleia Geral, é assim demonstrada: José Carlos Layber de Oliveira - Contador - CRC 1SP185528/O-7

CNPJ no 04.233.319/0001-18 - NIRE 35.300.183.371 Ata da 21a Assembleia Geral Extraordinária realizada em 8 de março de 2012 Data, Hora, Local: Aos 8 dias do mês de março de 2012, às 8h30, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, no Salão Nobre do 5o andar. Presenças: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença acionistas da Sociedade representando a totalidade do Capital Social. Constituição da Mesa: Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei n o 6.404/ 76. Ordem do Dia: I) examinar e deliberar sobre proposta da Diretoria para aumentar o Capital Social no valor de R$378.800.000,88, elevando-o de R$3.515.371.368,38 para R$3.894.171.369,26, mediante a emissão de 155.245.902 novas ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 82.086.821 ordinárias e 73.159.081 preferenciais, ao preço de R$2,44 por ação, para subscrição particular pelos acionistas, na proporção de 8,489647138% sobre a posição possuída na data da Assembleia, com integralização à vista, no ato da subscrição, de 100% do valor das ações subscritas; II) alterar o “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social, em decorrência do item anterior. Leitura de Documento: a proposta da Diretoria foi lida, colocada sobre a mesa e entregue à apreciação dos acionistas. Deliberações: as matérias constantes da ordem do dia foram colocadas em discussão e votação, tendo sido: I) aprovada a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão de 5.3.2012, a seguir transcrita: “aumentar o Capital Social no valor de R$378.800.000,88, elevando-o de R$3.515.371.368,38 para R$3.894.171.369,26, mediante a emissão de 155.245.902 novas ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 82.086.821 ordinárias e 73.159.081 preferenciais, ao preço de R$2,44 por ação, para subscrição particular pelos acionistas, na proporção de 8,489647138% sobre a posição possuída na data da Assembleia, com integralização à vista, no ato da subscrição, de 100% do valor das ações subscritas. O preço de emissão foi fixado com base no valor do Patrimônio Líquido Contábil ajustado por ação da Sociedade em 31.1.2012. O pagamento de 100% do valor das ações subscritas ocorrerá em 8.3.2012. Em consequência, a redação do “caput” do Artigo 6o do Estatuto Social será alterada após completado todo o processo do aumento do capital.”. Em face da aprovação da referida proposta, disse o senhor Presidente que a Diretoria estava autorizada a dar andamento normal no processo de aumento de capital, na forma exposta, abrindo a subscrição de ações. Na sequência dos trabalhos, os acionistas da Sociedade, presentes à Assembleia, assinaram, por seus representantes legais, o respectivo Boletim de Subscrição. Em seguida, o senhor Presidente comunicou aos presentes: 1) ter sido totalmente subscrito o aumento de capital, nos termos e condições constantes da proposta da Diretoria da Sociedade ora aprovada; 2) que os valores totais foram pagos integralmente em moeda corrente nacional neste ato e serão incorporados ao Capital Social; 3) que as ações subscritas no referido aumento de capital terão direito a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados, fazendo jus também, de forma integral, a eventuais vantagens atribuídas às demais ações, a partir desta data; II) aprovada a alteração do “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social, em decorrência do item anterior, o qual passa a ter a seguinte redação: “Art. 6o) O Capital Social é de R$3.894.171.369,26 (três bilhões, oitocentos e noventa e quatro milhões, cento e setenta e um mil, trezentos e sessenta e nove reais e vinte e seis centavos), dividido em 1.983.895.544 (um bilhão, novecentos e oitenta e três milhões, oitocentas e noventa e cinco mil, quinhentas e quarenta e quatro) ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, das quais 1.048.991.796 (um bilhão, quarenta e oito milhões, novecentas e noventa e uma mil, setecentas e noventa e seis) ordinárias e 934.903.748 (novecentas e trinta e quatro milhões, novecentas e três mil e setecentas e quarenta e oito) preferenciais, estas sem direito a voto, mas com prioridade no reembolso do Capital Social, em caso de liquidação da Sociedade e com todos os direitos e vantagens conferidos às ações ordinárias, bem como a dividendos 10% (dez porcento) maiores do que os atribuídos às ações ordinárias.”. Quorum das Deliberações: unanimidade de votos. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que, para as deliberações tomadas, o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado no período, e encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes que a subscrevem. aa) Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia; Acionistas: Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações, Fundação Bradesco, representadas por seu Diretor-Presidente, senhor Lázaro de Mello Brandão; e Nova Cidade de Deus Participações S.A., representada por seus Diretores, senhores Antônio Bornia e Domingos Figueiredo de Abreu. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. NCF Participações S.A. aa) Milton Matsumoto e Domingos Figueiredo de Abreu. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 129.738/12-8, em 22.3.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Alfa Holdings S.A. Sociedade Anônima de Capital Aberto CNPJ/MF nº 17.167.396/0001 69 e NIRE 35 3 0002375 7 Edital de Convocação A. Convidamos os senhores acionistas a se reunirem no dia 26 de abril de 2012, às 11:00 hs (onze horas), na sede social, na Alameda Santos, 466, 1º andar, Cerqueira César, nesta Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária: 1. Examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, o Relatório dos Auditores Independentes e o Parecer do Conselho Fiscal, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011; 2. Deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e ratificar as distribuições de juros sobre o capital próprio relativas ao 1º e 2º semestres de 2011; 3. Fixar a verba máxima destinadas à remuneração dos membros da Diretoria e do Conselho de Administração para o exercício de 2012; e 4. Se assim deliberado, instalar o Conselho Fiscal, eleger seus membros efetivos e suplentes e fixar suas remunerações. Em Assembleia Geral Extraordinária: Tomar conhecimento e deliberar sobre a Proposta da Diretoria, com pareceres favoráveis do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, para aumentar o capital social em R$ 19.915.080,00 (dezenove milhões, novecentos e quinze mil e oitenta reais), sem emissão de ações, mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta “Reserva para Aumento de Capital”, para eliminar seu excesso, e aprovar a correspondente reforma estatutária. B. Nos termos do Parágrafo Único do Artigo 11º do Estatuto Social, para participar da Assembleia Geral é necessário ser acionista no mínimo 08 (oito) dias antes da data da realização do respectivo conclave. Quando o acionista se fizer representar por mandatário, é indispensável o depósito do respectivo instrumento de procuração na sede social, mediante protocolo, até 05 (cinco) dias também antes do mesmo evento.O instrumento de procuração deve ter firma reconhecida e ser acompanhado de comprovação de poderes do respectivo outorgante. Além disso, lembramos que o Artigo 126 da Lei nº 6.404/76, e alterações posteriores, prevê que, para ser admitido, participar e deliberar nas Assembleias Gerais, pode ser solicitado ao acionista (ou seu procurador) que apresente documento de identidade e comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante. Os documentos pertinentes às Assembleias encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Sociedade. São Paulo, 26 de março de 2012. Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração.

CNPJ. 97.837.181/0001-47

Companhia Aberta NIRE 35300154410 CERTIDÕES - JUNTA COMERCIAL ATA SUMÁRIA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, REALIZADA EM 16 DE FEVEREIRO DE 2012 - 10:00 HORAS “Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob nº 119.207/12-6, em 15.03.2012. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.” ATA SUMÁRIA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, REALIZADA EM 16 DE FEVEREIRO DE 2012 - 17:00 HORAS “Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob nº 119.208/12-0, em 15.03.2012. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.”


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012

e Empresômetro vai indicar surgimento de empresas

ECONOMIA/LEGAIS - 19 O levantamento prévio feito para o Estado de São Paulo encontrou empresas ativas desde 1901.

conomia

Mario Miranda/LUZ

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) vai lançar em abril um painel que mostrará a velocidade em que são criadas empresas no País e os segmentos em que estão inseridas. Renato Carbonari Ibelli

O

Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) pretende lançar no próximo mês o Empresômetro, uma ferramenta que vai monitorar a velocidade com que novas empresas são criadas no País e o perfil de negócio em que elas estão se inserindo. As informações estarão disponíveis na internet, em um portal que ainda será divulgado pelo instituto. "Será possível entender como o comércio e a indústria estão se espalhando pelo Brasil. Será uma espécie de Censo", disse Gilberto Luiz do Amaral, coordenador de estudos do IBPT.

O levantamento começa pelas empresas do Estado de São Paulo. Um estudo prévio feito por Amaral aponta que no estado existem aproximadamente 2 milhões de empresas ativas, considerando os setores do comércio e indústria – serviços não foi incluído nesse primeiro momento da pesquisa. Simples Nacional – Desse total, 50% das empresas estão no regime do Simples Nacional, 25% são classificadas no Microempreendedor Individual (MEI) e os 25% restantes estão enquadradas no regime regular do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

O levantamento prévio feito para o Estado de São Paulo encontrou empresas ativas desde 1901. Além disso, os negócios ativos representam 45% das empresas cadastradas no estado. As 55% restantes já foram baixadas dos cadastros. Essa discrepância, segundo Amaral, é natural devido ao longo espaço de tempo abrangido pelo levantamento. Junta – Os dados utilizados para fazer o levantamento do Empresômetro, no caso das empresas paulistas, são da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) e do Cadastro de Contribuintes do ICMS (Cadesp).

O que dizem as novas regras para as bolsas de estudos Sílvia Pimentel

E

mpresas acostumadas a custear bolsas de estudos para seus empregados devem ficar atentas às novas regras estabelecidas pela Lei nº 12.513, publicada em outubro de 2011. Agora existe um limite para a isenção da contribuição previdenciária. "Para que a bolsa de estudo não integre o salário de contribuição, para fins de incidência de contribuição previdenciária (INSS), o valor não poderá ser superior a 5% da remuneração do empregado, ou uma vez e meia o valor do limite mínimo mensal do salário de contribuição. Valerá o que for maior", explica a advogada Camila Borel Barrocas, do Martinelli Advocacia Empresarial. Com a restrição, advogados recomendam que as empresas reavaliem suas políticas de concessão de bolsas de estudos, conhecidas como salárioeducação, para evitar

A nova legislação dá um passo para trás em um momento em que o País discute a falta de mão de obra qualificada. NÁDIA LACERDA, ADVOGADA autuações do fisco. Embora a legislação tenha sido publicada no final de 2011, as novas regras ainda geram dúvidas. Outra alteração na lei é que o benefício, a partir de agora, poderá ser ampliado para dependentes do empregado, mas só quando se tratar de educação básica. "Embora não seja usual, a legislação abriu essa possibilidade", disse ela. A terceira mudança mais significativa na legislação é que as empresas agora estão desobrigadas de manter o benefício de bolsa de estudos acessível a todos os empregados e dirigentes. Ou seja, o empregador poderá

escolher os funcionários que vão receber o salárioeducação. Vale ressaltar que nem todos os cursos de pósgraduação estão abrangidos pela educação profissional e tecnológica descrita na lei. Sendo assim, recomenda-se que a empresa se aprofunde nos conceitos de educação básica, superior, educação profissionalizante e tecnológica para identificar, sem erros, se o curso pretendido se enquadra nas regras de isenção. Para a advogada Nádia Demoliner Lacerda, do escritório Mesquita Barros Advogados, a imposição do limite de 5% do salário do empregado para a concessão de bolsa é um retrocesso, pois existe jurisprudência firmada de que os subsídios relativos à educação são excluídos do conceito salário. "A nova legislação dá um passo para trás, justamente em um momento em que o País discute a falta de mão de obra qualificada", critica. O novo limite pode impedir que as empresas invistam em cursos mais caros.

CSN tem lucro acima do esperado em 2011

A

Companhia Siderúrgica Nacional encerrou o quarto trimestre de 2011 com lucro líquido de R$ 817 milhões, em um salto de 81% sobre o resultado apurado um ano antes. O final do ano trouxe maiores vendas de aço e minério de ferro. O resultado líquido ficou acima do esperado por analistas, que previam lucro líquido de R$ 733 milhões. O lucro veio com um incremento de 15% nas vendas de aço, para 1,196 milhão de toneladas, e de 25% no volume comercializado de minério de ferro, para recorde para o quarto trimestre de 8,016 milhões de toneladas, considerando 100% de participação na unidade Namisa. Porém, os custos de produtos vendidos para aço avançaram 25%, para R$ 1,85 bilhão, no período e os custos da mineração dispararam de R$ 330 milhões no quarto tri-

817 milhões de reais foi o lucro líquido da companhia no quarto trimestre do ano passado, valor 81% superior ao de igual período de 2010. mestre de 2010 para R$ 677 milhões nos três últimos meses de 2011. A empresa, que atua principalmente nos segmentos de aço e mineração, teve uma geração de caixa ajustada medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,463 bilhão em termos

ajustados, avanço ligeiro de 1% na comparação anual e praticamente dentro do aguardado por analistas, de R$ 1,5 bilhão. No período, a margem passou de 42% para 35%. A CSN fechou o trimestre com receita líquida de R$ 4,167 bilhões, 21% acima do obtido um ano antes. No ano, a receita foi recorde, avançando 14 % sobre 2010, para R$ 16,5 bilhões. O resultado consolidou a tendência no crescimento da importância da mineração de minério de ferro para a CSN. Enquanto a participação da siderurgia no Ebitda recuou de 56,6% para 37,6% entre 2010 e 2011, a fatia da mineração cresceu de 36,5% para 55%. A CSN terminou 2011 com caixa de R$ 15,42 bilhões, salto de 51% sobre 2010, enquanto a dívida líquida subiu 27%, para R$ 12,47 bilhões (Reuters).

Ao longo dos anos, o IBPT vem lançando uma série de ferramentas para ajudar o contribuinte a monitorar o desempenho da economia brasileira, em especial a arrecadação tributária. A primeira dessas ferramentas foi lançada em conjunto com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP): trata-se do Impostômetro, o painel eletrônico instalado desde 2005 na fachada do prédio da ACSP, localizado no Centro da Capital. O Impostômetro estima em tempo real a arrecadação da União, estados e municípios. Gastômetro – Ainda em parceria com a ACSP, o instituto

pretende lançar neste ano o Gastômetro, ferramenta que mostrará ao contribuinte qual a destinação dada aos recursos que entram nos caixas dos entes públicos. Como o nome diz, indicará diariamente os gastos dos governos. O painel Impostômetro também inspirou outras entidades do País a lançarem instrumentos parecidos. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) inaugurou recentemente o Desempregômetro, painel que mede o número de empregos que deixam de ser gerados no País por causa das importações crescentes.

Será possível entender como o comércio e a indústria estão se espalhando pelo Brasil. GILBERTO LUIZ DO AMARAL, COORDENADOR DO IBPT

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO A administração da BRL Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A, em conformidade com as disposições legais e estatutárias, submete à apreciação de V.Sas., as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. A evolução das operações e os principais fatos ocorridos neste exercício, além da situação econômico-financeira da Companhia, poderão ser examinados através do Balanço Patrimonial, das Demonstrações do Resultado do Exercício, das Mutações do Patrimônio Líquido, dos Fluxos de Caixa e das Notas Explicativas. A Diretoria. BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais) 2011 Ativo 2011 Passivo e Patrimônio Líquido 416 Ativo Circulante 826 Passivo Circulante 416 Disponibilidades 75 Outras Obrigações Fiscais e previdenciárias 133 TVM e Instrumentos financeiros derivativos 605 283 Carteira própria 605 Diversas Patrimônio líquido 410 Outros créditos 146 Capital Rendas a receber 42 de domiciliados no país 600 Diversos 104 (Prejuízos) acumulados (190) Total 826 Total 826 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais) LÍQUIDO PERÍODO DE 07 DE FEVEREIRO DE 2011 1. Contexto operacional: A BRL Trust Distribuidora de Títulos e A 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais) Valores Mobiliários Ltda. foi constituída em 07 de fevereiro de 2011, Lucros ou obteve do Banco Central do Brasil (BACEN) em 22 de março de Capital Prejuízos 2011 a autorização para funcionamento e, em 30 de junho de 2011 realizado Acumulados Total obteve autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para 600 210 810 prestar serviços de administração de carteira de valores mobiliários, Saldos em 1º de julho de 2011 – (400) (400) previsto na Instrução CVM nº 306/99. A BRL Trust tem por obje- Prejuízo do semestre Saldos em 31 de dezembro to a prestação de serviços de agente fiduciário; administração de 600 (190) 410 carteiras de valores mobiliários; administração de fundos e clubes de 2011 – (400) (400) de investimentos, constituição de sociedades de investimento e de Mutações do período capital estrangeiro; intermediação de operações de câmbio; prati- Saldos em 07 de fevereiro de 2011 – – – car operações em bolsas de mercadorias e de futuros, compras e 600 – 600 vendas de metais preciosos, compras e vendas de títulos e valores Capital social integralizado Prejuízo do período – (190) (190) mobiliários por conta própria e de terceiros; prestar serviços de intermediação e de assessoria ou assistência técnica em operações e Saldos em 31 de dezembro 600 (190) 410 atividades nos mercados financeiros e de capitais; intermediar ofer- de 2011 600 (190) 410 ta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários e; incumbir- Mutações do período As notas explicativas são parte integrante -se da subscrição, da transferência e da autenticação de endossos, das demonstrações contábeis de desdobramento de cautelas, de recebimento e pagamento de resgates, juros e outros proventos de títulos e valores mobiliários. 2. recuperável: Os ativos não financeiros estão sujeitos à avaliação do Apresentação das demonstrações contábeis: As demonstrações valor recuperável, anualmente ou sempre que eventos ou mudanças contábeis foram preparadas de acordo com as práticas contábeis nas circunstâncias indicarem que seus valores contábeis não serão adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, os recuperados no futuro. 3.8. Contingências: O reconhecimento, a Pronunciamentos, as Orientações e Interpretações emitidas pelo mensuração e a divulgação das contingências ativas e passivas e Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, e apresentadas com obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definias diretrizes estabelecidas, pelo Banco Central do Brasil, através do dos no pronunciamento técnico CPC nº 25 do Comitê de PronunciaPlano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - mentos Técnicos, aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do Banco COSIF. Na elaboração das demonstrações contábeis, é necessário Central do Brasil. Contingências ativas - Não são reconhecidas utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras nas demonstrações contábeis, exceto quando da existência de transações. As demonstrações contábeis incluem, portanto, esti- evidências que propiciem a garantia de sua realização, sobre as mativas referentes à seleção das vidas úteis do ativo imobilizado, quais não cabem mais recursos. Contingências passivas - São provisões necessárias para passivos contingentes, determinações reconhecidas nas demonstrações contábeis quando, baseado na de provisões para imposto de renda e outras similares. Os resulta- opinião de assessores jurídicos e da administração, for considerado dos reais podem apresentar variações em relação às estimativas. provável o risco de perda. Os passivos contingentes classificados 3. Resumo das principais práticas contábeis. 3.1. Apuração como perdas possíveis pelos assessores jurídicos são apenas divuldo resultado: O resultado é apurado de acordo com o regime de gados em notas explicativas, quando relevantes, enquanto aquelas competência, que estabelece que as receitas e despesas devem classificadas como perda remota não requerem provisão e divulgaser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ção. Obrigações legais - Ação judicial ou administrativa, com uma ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, provável saída de recursos para a liquidação das obrigações fiscais independentemente de recebimento ou pagamento. 3.2. Estimati- e tributárias, quando os montantes envolvidos forem mensuráveis vas contábeis: Na preparação das demonstrações foram utilizadas com suficiente segurança. 4. Títulos e valores mobiliários: A BRL estimativas contábeis que se basearam em fatores objetivos e Trust adota como estratégia de atuação não adquirir títulos e valores subjetivos e levaram em consideração o julgamento da adminis- mobiliários com o propósito de mantê-los até o vencimento. Em 31 tração para determinação do valor adequado a ser registrado nas de dezembro de 2011 os títulos estão classificados em sua totalidademonstrações contábeis. A liquidação das transações envolvendo de para “negociação”. essas estimativas poderá resultar em valores divergentes devido à 2011 subjetividade inerentes ao processo de sua determinação. A BRL Valor do Valor de Trust revisa as estimativas e premissas pelo menos mensalmente. custo mercado 3.3. Caixa e equivalentes de caixa: Para fins de demonstrações Cotas de fundos de investimento dos fluxos de caixa, caixa e equivalentes de caixa correspondem Itaú Premium DI FICFI 605 605 aos saldos de disponibilidades e aplicações financeiras de liquidez Total 605 605 imediatamente conversíveis, ou com prazo original igual ou inferior 5. Outros créditos a noventa dias. 3.4. Títulos e valores mobiliários e instrumentos 2011 financeiros derivativos: Os títulos e valores mobiliários devem ser Rendas a receber 42 classificados, conforme determinam a Circular nº 3.068, de 8 de Comissões e corretagem a receber 42 novembro de 2001 e regulamentações posteriores, nas seguintes Diversos 104 categorias: Títulos para negociação; títulos disponíveis para venda Adiantamentos e antecipações salariais 5 e títulos mantidos até o vencimento. Os títulos para negociação e Adiantamento a fornecedores 7 disponíveis para venda serão mensalmente ajustados pelos seus Impostos e contribuições a compensar 92 valores de mercado, procedendo ao registro da valorização ou Total 146 desvalorização em contas adequadas de resultado do período e 6. Outras obrigações de patrimônio líquido pelo valor líquido dos efeitos tributários, res2011 pectivamente. Os títulos mantidos até o vencimento serão avaliados Fiscais e previdenciárias 133 pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos, Impostos e contribuições a recolher 133 os quais serão registrados no resultado do período. De acordo com Diversas 283 a Circular nº 3.082 de 30 de janeiro de 2002 e regulamentações Despesas de pessoal 183 posteriores, os instrumentos financeiros derivativos passaram a ser Outras despesas administrativas 3 classificados na data de sua aquisição de acordo com a intenção da Credores diversos - País 97 administração para fins ou não de proteção (hedge). As operações Total 416 que utilizam instrumentos financeiros efetuados por solicitação de clientes, por conta própria, ou que não atendam aos critérios de pro- 7. Patrimônio líquido. 7.1. Capital social: O capital social em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 600 (seiscentos mil reais), totalmente inteção (principalmente derivativos utilizados para administrar a exposição global de risco), são contabilizados pelo valor de mercado, tegralizados em moeda corrente do país, dividido em 600.000 (seiscentos mil) ações ordinárias nominativas, todas sem valor nominal. com os ganhos e perdas realizados e não realizados, reconhecidos diretamente na demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de 8. Receitas de prestação de serviços 2011 2011, a BRL Trust não possuía operações em instrumentos financei1.846 ros derivativos. 3.5. Ativos e passivos circulantes: Demonstrados Rendas de comissões e colocação de títulos Total 1.846 pelos valores de custo incluindo, quando aplicável, os rendimentos, encargos e as variações monetárias e cambiais incorridas, deduzi- 9. Outras receitas e despesas operacionais 2011 dos das correspondentes rendas, despesas a apropriar e, quando 11 aplicável, provisões para perdas. 3.6. Provisão para imposto de Água, energia e gás 1 renda e contribuição social: A provisão para o imposto de ren- Comunicação Materiais de escritório 3 da é calculada à alíquota de 15% do lucro tributável, acrescida de 140 adicional de 10% sobre os lucros que excederem R$ 240 no ano. Despesas de pessoal - Benefícios 324 A provisão para contribuição social é calculada à alíquota de 15% Despesas de pessoal - Encargos Sociais 1.292 após efetuados os ajustes determinados pela legislação fiscal. No Despesas de pessoal - Proventos Processamento de dados 9 período de 07 de fevereiro a 31 de dezembro de 2011, a BRL Trust 19 apresentou prejuízo, sendo revertidos os valores provisionados de Serviços do sistema financeiro Serviços de terceiros 2 imposto de renda e de contribuição social. 3.7. Avaliação do valor Diretoria: Rodrigo Boccanera Gomes - Diretor; Maurício da Costa Ribeiro - Diretor Aos Administradores e quotistas da BRL TRUST DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S.A. São Paulo - SP. Examinamos as demonstrações contábeis individuais da BRL Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de 07 de fevereiro (data de sua constituição) a 31 de dezembro de 2011, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS PERÍODO DE 07 DE FEVEREIRO DE 2011 A 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais) Segundo 07/02/2011 semestre a de 2011 31/12/2011 49 56 Receitas de intermediação financeira Resultado de operações com títulos 49 56 e valores mobiliários Resultado bruto da intermediação 49 56 financeira (449) (110) Outras receitas (despesas) operacionais Receitas de prestação de serviços 1.021 1.846 Despesas de pessoal (1.383) (1.756) Outras despesas administrativas (138) (172) Despesas tributárias (7) (7) Outras receitas operacionais 141 142 (83) (163) Outras despesas operacionais (400) (54) Resultado operacional – – Resultado não operacional Resultado antes da tributação sobre o (400) (54) lucro e participações – (136) Imposto de renda e contribuição social Provisão para imposto de renda – (84) – (52) Provisão para contribuição social (400) (190) Prejuízo do período As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PERÍODO DE 07 DE FEVEREIRO DE 2011 A 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais) Segundo 07/02/2011 semestre a Fluxo de caixa das atividades operacionais de 2011 31/12/2011 (Prejuízo) antes do imposto de renda e contribuição social (400) (190) (Aumento) Diminuição nos subgrupos dos ativos operacionais 427 (751) Títulos e valores mobiliários e instr. Financeiros derivativos 552 (605) Rendas a receber (42) (42) Outros créditos (83) (104) Aumento (Diminuição) nos subgrupos dos passivos operacionais (80) 416 Fiscais e previdenciárias (113) 133 Diversos 33 283 Caixa líquido usado nas atividades operacionais (53) (525) Fluxo de caixa das atividades de financiamento – 600 Capital social integralizado – 600 Caixa líquido gerado nas atividades de financiamento – 600 Aumento (Diminuição) de caixa (53) 75 e equivalentes de caixa Equivalentes de caixa No início do período 128 – No final do período 75 75 Aumento (Diminuição) de caixa (53) 75 e equivalentes de caixa As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis Serviços técnicos especializados 115 Despesas tributárias 7 Outras despesas administrativas 12 Total 1.935 10. Partes relacionadas. 10.1. Pessoal-chave da administração: A BRL Trust não possui transações com partes relacionadas e quaisquer garantias dadas ou recebidas. 10.2. Remuneração da administração: Não houve pagamento de honorários aos administradores da BRL Trust, durante o ano de 2011, em decorrência do início de suas atividades. 11. Contingências: Os passivos contingentes são reconhecidos quando, baseado na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os ativos contingentes são reconhecidos quando a administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos. Em 31 de dezembro de 2011, a BRL Trust não possuía contingências ativas ou passivas. 12. Cobertura de seguros: A BRL Trust adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 13. Risco operacional: A BRL Trust tem aperfeiçoado continuamente seus sistemas tecnológicos voltados ao controle e prevenção de riscos, visando reduzir possíveis perdas, por meio do acompanhamento constante de suas operações e garantias prestadas. Os riscos inerentes à atividade são analisados e administrados diretamente pela diretoria, acompanhando o controle dos fatores de exposição a riscos de mercado, crédito e institucionais. Atendendo as disposições da Resolução CMN nº 3.380/06, possui estrutura de gerenciamento capacitada a identificar, avaliar, monitorar, controlar e mitigar seus riscos, inclusive aqueles decorrentes de serviço terceirizados. 14. Eventos subsequentes: Em 19 de janeiro de 2012 foi celebrado o acordo de acionistas entre a BRL Trust DTVM S.A. e o Banco BVA S.A. que passou a ser acionista majoritário.

Contador: HLV Contadores S/S - CRC RJ nº 0003614/O-1

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação, das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da instituição. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas

em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas acima apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do BRL Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o período de 07 de fevereiro (data de sua constituição) a 31 de dezembro de 2011, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. 19 de Março de 2012

BDO RCS Auditores Independentes CRC 2SP 013846/O-1

Alfredo Ferreira Marques Filho CRC 1SP 154954/O-3


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira, 28 de março de 2012

e BC tem controle da inflação, diz Tombini Só foi possível o corte (da Selic) porque estamos em trajetória de convergência para a meta de inflação. Alexandre Tombini, do BC

conomia

O presidente do Banco Central também reafirmou em Miami que o Brasil vai crescer mais este ano do que em 2011, graças ao efeito do corte da taxa básica de juros.

E

m dois dias com investidores em Miami, nos Estados Unidos, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, defendeu os últimos passos dados na política monetária e assegurou que o BC tem o controle das rédeas da inflação no País. Ele garantiu ainda que a inflação vai convergir para o centro da

meta de 4,5% ainda este ano, mesmo com a inflação de serviços mais salgada. Ao final de um dos eventos do qual Tombini participou, um grupo de investidores comentava o discurso do presidente do BC brasileiro. "Tombini disse que a inflação vai ficar na meta, mas como se os preços de serviços estão explodindo?", indagou um dos

investidores presentes. Questionado sobre o tema, Tombini negou que os preços de serviços possam ser uma pedra no caminho do BC. "Como explodindo?", perguntou ele. "A inflação mais alta é em serviços, mas a inflação é o todo." E continuou: "Se eu falei isso (que a inflação vai convergir para o centro da meta de 4,5% este ano), é porque é isso".

A autoridade monetária rebateu ainda críticas de que o BC esteja agindo de modo diferente de seu discurso. As críticas surgiram no mercado após a divulgação da ata da última reunião de política monetária e da decisão do Copom de cortar a Selic em 0,75 ponto percentual, para 9,75% ao ano. "Só foi possível o corte porque estamos em

trajetória de convergência para a meta de inflação. Vamos convergir este ano", afirmou ele em Miami. Tombini também reafirmou aos investidores que o Brasil vai crescer mais este ano do que em 2011, e mais no segundo semestre do que no primeiro, graças ao efeito do corte de juros iniciado no fim de agosto de 2011. (AE)

4,5 por cento é o centro da meta do governo para a qual a inflação deve convergir neste ano.

Bicicletas Monark S/A CNPJ/MF 56.992.423/0001-90 - NIRE 35.300.021.93-2 Edital de Convocação Ficam convidados os Srs. Acionistas de Bicicletas Monark S/A a se reunirem no dia 30 de abril de 2012, às 13 horas, na sede social, situada na Rua Francisco Lanzi Tancler nº 130 - Distrito Industrial Domingos Giomi, Indaiatuba/SP, em Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária, para deliberarem a respeito da seguinte Ordem do Dia: Assembleia Geral Ordinária: 1 - Leitura, discussão e votação do Relatório da Administração, das Demonstrações Contábeis e do Parecer dos Auditores Independentes referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; 2 - Destinação do lucro líquido; e 3 - Eleição dos membros do Conselho de Administração e fixação da verba para remuneração e honorários dos Administradores. Assembleia Geral Extraordinária: Alteração do artigo 13º - item f dos Estatutos Sociais, que passará a ter a seguinte redação: “Autorizar débitos ou transferência de contas por carta e por meio eletrônico, emitir e endossar letras de câmbio e notas promissórias, assinar propostas e contratos de abertura de contas bancárias”. Atendendo à Instrução C.V.M. nº 282 de 26/06/98, informamos que é de 6% o percentual mínimo de participação no capital votante necessário à requisição da adoção do voto múltiplo para eleição dos membros do Conselho de Administração. Poderão participar da Assembleia os acionistas, por si, por seus representantes legais ou procuradores, portando documento de identificação oficialmente reconhecido e comprovante da titularidade das ações, expedido pela instituição financeira escrituradora e/ou agente de custódia nos últimos 5 dias. Além dos documentos acima mencionados, a acionista pessoa jurídica deverá apresentar cópia autenticada do último estatuto ou contrato social consolidado e da documentação societária outorgando poderes de representação (ata de eleição dos diretores e/ou procuração). Comunicamos aos Srs. Acionistas que os documentos de que trata o artigo nº 133 da Lei nº 6404/76, relativos ao exercício encerrado em 31/12/2011, encontram-se à sua disposição na sede social da Companhia. São Paulo, 28 de março de 2012. O Conselho de Administração

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Pregão nº 003/2012 - Processo nº 1470/2012 RERRATIFICAÇÃO AO EDITAL A Prefeitura de Pereira Barreto leva ao conhecimento, de quem possa interessar, que o Processo supraepigrafado sofreu alterações nos itens: 11, 15, 16, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 32, 33, 37, 41, 44, 45 e 48, e exclusos os itens: 30 e 31. Fica redesignada para as 9h30min do dia 12 de abril de 2012 a Sessão Pública do Pregão em epígrafe. Demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. Para maiores informações, ou para obter o edital completo rerratificado, os interessados poderão procurar o Departamento de Licitações desta Prefeitura Municipal, ou pelo telefone/fax (18)37048505, no horário de expediente normal, ou acessar o site www.pereirabarreto.sp.gov.br, ou ainda enviar e-mail para licitacao@pereirabarreto.sp.gov.br.

Pereira Barreto, 27 de março de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito. Banco PSA Finance Brasil S.A. - CNPJ/MF nº 03.502.961/0001-92 - NIRE 35.300.174.551 - Ata de Assembléia Geral Extraordinária Realizada em 04/01/2012 - 1- Data, Hora e Local: Aos 04/01/2012, às 09:00 hs, na sede social do Banco PSA Finance Brasil S.A. (“Sociedade”), localizada na R. Miguel Yunes, 351, Prédio 1, 1º Andar (parte), Interlagos, CEP 04.444-000, Cidade de São Paulo/SP. 2-Convocação: Tendo em vista a presença da totalidade dos Acionistas, a assembléia instalou-se regularmente, nos termos do disposto no § 4º do Art. 124 da Lei 6.404/76. 3- Mesa: Nuno Miguel Lima Zigue, como Presidente e José Francisco Gouvêa Vieira, como Secretário. Ordem do Dia: (i)Deliberar sobre a alteração do endereço da sede da Sociedade, bem como a conseqüente alteração do Art. 2º do Estatuto Social; (ii)Deliberar sobre a alteração do prazo para resposta final pela Ouvidoria aos reclamantes e, consequentemente, alterar a alínea “d” do §1 do Art. 30 do Estatuto Social e (iii)Discutir sobre outros assuntos de interesse da Sociedade. Deliberações: Após terem sido discutidas as matérias constantes da ordem do dia, os Acionistas, por unanimidade e sem reservas, ressalvas ou restrições, deliberaram: (i)Autorizar a lavratura desta ata em forma de sumário. (ii)Aprovar a alteração do endereço da sede da Sociedade de R. Miguel Yunes, 351, Prédio 1, 1º andar (parte), CEP 04.444-000, Cidade de São Paulo/SP, para a Av. Roque Petroni Júnior, 999, 13º andar (parte), Vila Gertrudes, CEP 04.707910, Cidade de São Paulo/SP. Diante do exposto acima, o Art. 2º do Estatuto Social da Sociedade passará a viger consoante a redação baixo: “Art. 2º - A Companhia tem sede e foro na Cidade de São Paulo/SP, na Av. Roque Petroni Júnior, 999, 13º andar (parte), Vila Gertrudes, CEP 04.707-910”. (iii)Aprovar a alteração do prazo para resposta final pela Ouvidoria aos reclamantes, de 30 dias para 15 dias. Diante do exposto acima, a alínea “d” do §1 do Art. 30 do Estatuto Social da Sociedade passará a viger consoante a redação baixo: “Art. 30: § 1º A Ouvidoria terá por atribuição: .... d)informar aos reclamantes o prazo previsto para resposta final, o qual não poderá ultrapassar 15 dias, procedendo, no mesmo prazo, ao envio de resposta por escrito;” 4- Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a assembléia foi suspensa para lavratura desta ata, que, lida, foi assinada por todos os presentes. 5- Acionistas Presentes: Banque PSA Finance, pp. Madalena Cintra Alves Ferreira, Bernard Raymond Leon Darrieutort pp. Madalena Cintra Alves Ferreira, Nuno Miguel Lima Zigue, Michel Marc Georges Arnaud e José Francisco Gouvêa Vieira. Mesa: Nuno Miguel Lima Zigue - Presidente; José Francisco Gouvêa Vieira - Secretário. Acionistas Presentes: Banque PSA Finance - Madalena Cintra Alves Ferreira; Nuno Miguel Lima Zigue; Michel Marc Georges Arnaud; Jose Francisco Gouvea Vieira; Bernard Raymond Leon Darrieutort; Madalena Cintra Alves Ferreira. JUCESP nº 85.757/12-3 em 29.02.12.

Diana Paolucci S.A. Indústria e Comércio CNPJ/MF nº 60.715.703/0001-28 - NIRE 35.300.033.264 Edital de Convocação para Assembleia Geral Ordinária de Acionistas e Comunicação sobre a Disponibilidade das Demonstrações Financeiras Com fulcro nos artigos 123 e 124 da Lei nº 6.404/76, ficam convocados os Senhores Acionistas desta Companhia a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 30 de abril de 2012, às 10:00 horas, na sede social da Companhia, localizada na Av. Brigadeiro Faria Lima, nº 3.015, 5º andar, Bairro do Itaim Bibi, nesta Capital do Estado de São Paulo, em primeira convocação, com o quorum mínimo de titulares de dois terços, e, em segunda convocação às 11:00 horas, para deliberar sobre a seguinte: Ordem do Dia: 1) Aprovar a lavratura da ata de forma sumária, nos termos do artigo 130 da Lei nº 6.404/76; 2) Tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2011; 3) Deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a eventual distribuição de dividendos do exercício findo.Comunicação: 1) Nos termos do art. 133 da Lei 6.404/76, a Administração comunica que se encontram à disposição dos acionistas e conselheiros fiscais, na sede da Companhia, as demonstrações financeiras, balanço e relatórios da Administração relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Nos termos do parágrafo 4º do Artigo 13, do Estatuto Social da Companhia, o acionista somente poderá ser representado na Assembleia Geral por procurador constituído nos termos do §1º , do Artigo 126, da Lei nº 6.404/76. São Paulo, 28 de março de 2012. Abelardo Paolucci - Diretor Presidente da Companhia. PSA Finance Arrendamento Mercantil S/A - CNPJ/MF nº 03.502.968/0001-04 - NIRE 35.300.174.569 - Ata da Assembléia Geral Extraordinária Realizada em 04/01/2012. 1- Data, Hora e Local: Aos 04/01/2012, às 11:00hs, na sede social do PSA Finance Arrendamento Mercantil S.A. (“Sociedade”), localizada na R. Miguel Yunes, 351, Prédio 1, 1º Andar (parte), Interlagos, CEP 04.444-000, Cidade de São Paulo/ SP. 2- Convocação: Tendo em vista a presença da totalidade dos Acionistas, a assembléia instalou-se regularmente, nos termos do disposto no § 4º do Art. 124 da Lei 6.404/76. 3- Mesa: Nuno Miguel Lima Zigue, como Presidente e José Francisco Gouvêa Vieira, como Secretário. Ordem do Dia: (i) Deliberar sobre a alteração do endereço da sede da Sociedade, bem como a conseqüente alteração do Art. 2º do Estatuto Social, e (ii) discutir sobre outros assuntos de interesse da Sociedade. Deliberações: Após discutirem as matérias constantes da Ordem do Dia, os Acionistas, por unanimidade e sem reservas, resolveram: (i) Autorizar a lavratura desta ata em forma de sumário. (ii) Aprovar a alteração do endereço da sede da Sociedade de R. Miguel Yunes, 351, Prédio 1, 1º andar (parte), CEP 04.444-000, Cidade de São Paulo/SP, para a Av. Roque Petroni Júnior, 999, 13º andar (parte), Vila Gertrudes, CEP 04.707-910, Cidade de São Paulo/SP. Diante do exposto acima, o Art. 2º do Estatuto Social da Sociedade passará a viger consoante a redação baixo:“Art. 2º - A Companhia tem sede e foro na Cidade de São Paulo/SP, na Av. Roque Petroni Júnior, 999, 13º andar (parte), Vila Gertrudes, CEP 04.707-910”. 4- Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a assembléia foi suspensa para lavratura desta ata, que, lida, foi assinada por todos os presentes. 5- Acionistas Presentes: Banque PSA Finance, pp. Madalena Cintra Alves Ferreira, Bernard Raymond Leon Darrieutort pp. Madalena Cintra Alves Ferreira, Nuno Miguel Lima Zigue, Michel Marc Georges Arnaud e José Francisco Gouvêa Vieira. Mesa: Nuno Miguel Lima Zigue - Presidente; José Francisco Gouvêa Vieira - Secretário; Acionistas Presentes: Banque PSA Finance - Madalena Cintra Alves Ferreira; Nuno Miguel Lima Zigue; Michel Marc Georges Arnaud; Jose Francisco Gouvea Vieira; Bernard Raymond Leon Darrieutort - Madalena Cintra Alves Ferreira. JUCESP nº 100.210/12-0 em 02.03.12.

TEKNO S.A.-INDÚSTRIA E COMÉRCIO C.N.P.J. 33.467.572/0001-34 - Companhia Aberta Edital de Convocação - AGOE São convocados os Srs. acionistas a se reunirem em AGOEs, a se realizarem no dia 26/4/2012, 14hs, na sede social, R. Alfredo Mário Pizzotti, 51, nesta capital, a fim de deliberar s/seguinte ordem do dia. 1°-Assembléia Geral Ordinária: a) Relatório de Administração, Demonstrações Financeiras e Parecer dos Auditores, relativos ao exercício encerrado em 31/12/2011; b) Destinação do lucro do exercício findo e distribuição dos dividendos; c) Fixação da verba anual da remuneração dos administradores. d) Instalação do Conselho Fiscal. 2°-Assembléia Geral Extraordinária-Exame e deliberação a respeito da proposta da administração de: a) Aumento do Capital Social de R$ 156.500.000,00 para R$ 163.000.000,00, mediante a capitalização de R$ 6.500.000,00 da conta de reserva de lucros retidos, com emissão de ações bonificadas e conseqüente alteração do art.5° do Estatuto Social; b) Substituição de um membro suplente do Conselho de Administração. Os senhores acionistas deverão comparecer a assembléia com seus documentos de identidade e os representantes legais e procuradores dos acionistas, deverão também, comprovar a legitimidade da representação até 3 dias antes da assembléia, na sede social da Cia.. São Paulo, 27/3/2012. Valter Takeo Sassaki-Presidente do Conselho de Administração. (28,29 e 30/3/2012)

COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA DE SÃO PAULO - CODASP CNPJ Nº 61.585.220/0001-19 Aviso aos Acionistas Comunicamos, para os devidos fins, que se acham à disposição dos Srs. Acionistas desta Companhia, em sua sede social, na Av. Miguel Estéfano, 3.900, Capital, os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6404 de 15.12.76, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011. São Paulo, 26 de março de 2012. Jairo de Almeida Machado Junior- Diretor-Presidente

BBD Participações S.A. CNPJ no 07.838.611/0001-52 - NIRE 35.300.335.295 AVISO - Comunicamos que se encontram à disposição dos acionistas, a partir desta data, na sede social, na Cidade de Deus, Prédio Prata, 4 o andar, Vila Yara, Osasco, SP, Departamento de Contadoria Geral, os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei no 6.404, de 15.12.1976, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011. Osasco, SP, 26 de março de 2012. Diretoria. 27, 28 e 29.3.2012

Imobiliária Santa Therezinha S/A

– CNPJ/MF nº 61.530.200/0001-40 Relatório da Diretoria Senhores acionistas: em obediência aos dispositivos legais e estatutários, submetemos à apreciação de V.Sas. o balanço patrimonial e demais Demonstrações dos Resultados dos Exercícios – R$ demonstrações contábeis, referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011. Ficamos à sua disposição para quaisquer esclarecimentos 2011 2010 que julgarem necessários e esperamos que os documentos ora apresentados mereçam aprovação. São Paulo, 27 de março de 2012. A Administração Receita bruta de serviços prestados 6.518.584 5.568.900 (-) Impostos incidentes (267.398) (227.151) Balanços Patrimoniais encerrados em 31/12/2011 e 31/12/2010 – R$ 6.251.186 5.341.749 Ativo 2011 2010 Passivo 2011 2010 (=) Lucro bruto (+/-) Despesas e receitas operacionais Circulante Passivo circulante Despesas gerais e administrativas (4.853.018) (4.152.029) Disponibilidades 4.005.324 2.237.797 Contas e impostos a pagar 860.711 625.434 (414.938) (381.995) Locatários 514.641 491.448 Credores diversos 1.005.887 1.403.090 Depreciações e amortizações 181.258 106.722 Créditos diversos 29.629 645.303 1.866.598 2.028.524 Resultado financeiro líquido Outras receitas e despesas 496.829 85.233 Despesas antecipadas 11.604 14.440 Não circulante (4.589.869) (4.342.069) 1.828.569 467.000 3.388.988 Credores diversos 4.561.198 999.680 1.661.317 Provisão para Contingências 13.210 13.210 (=) Resultado operacional (5.502) (5.485) Não circulante 1.841.779 480.210 (-) Participações – diretores (-) Imposto de Renda e Contribuição Social (781.046) (670.546) Realizável a longo prazo 729.424 84.372 Patrimônio líquido (=) Resultado líquido do exercício 874.770 323.648 5.082.360 5.082.360 Investimentos – 16.284 Capital social 0,85 0,31 Imobilizado líquido 6.076.786 5.730.755 Reserva de capital 2.166.000 1.616.973 Lucro líquido por ação Intangível líquido 83.533 156.129 Reserva legal 212.200 168.461 Demonstrações dos Fluxos de Caixa – R$ 6.889.743 5.987.540 Reserva de lucros 282.004 – 2011 2010 6.867.794 7.742.564 Lucro líquido do exercício 874.770 323.648 11.450.941 9.376.528 (+/-) Itens que não afetam o caixa operacional Total do ativo 11.450.941 9.376.528 Total do passivo (+) Depreciação e amortização 414.938 381.995 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – R$ (+) Provisão p/ créditos de liquidação duvidosa (2.358) 8.565 Capital Reservas (+) Baixa de investimentos 16.284 – Social Capital Legal Lucros Total 3.666 206.236 Saldo em 31 de dezembro de 2009 5.082.360 1.308.978 152.279 306.529 6.850.146 (+) Baixa de ativo imobilizado 596.796 432.530 Lucro Líquido do Exercício – – – 323.648 323.648 Constituição da Reserva Legal – – 16.182 (16.182) – Fluxo de caixa das atividades operacionais Distribuição de Lucros – – – (306.000) (306.000) Variação nas contas patrimoniais: (20.835) (29.466) Constituição da Reserva de Capital – 307.995 – (307.995) – Contas a receber de clientes 615.607 (17.828) Saldo em 31 de dezembro de 2010 5.082.360 1.616.973 168.461 – 6.867.794 Demais contas a receber Despesas antecipadas 2.835 (4.676) Lucro Líquido do Exercício – – – 874.770 874.770 Impostos a recuperar 67 (941) Constituição da Reserva Legal – – 43.739 (43.739) – Fornecedores 126.720 (50.870) Distribuição de Lucros – – – – – Obrigações trabalhistas e tributárias 102.905 105.321 Constituição da Reserva de Capital – 549.027 – (549.027) – Demais contas a pagar (391.551) 132.390 2.166.000 212.200 282.004 7.742.564 Saldo em 31 de dezembro de 2011 5.082.360 (=) Caixa líquido das atividades operacionais 435.748 133.932 (-) Aquisições de bens do ativo imobilizado (692.038) (456.226) Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (645.052) – 1. Contexto operacional: a companhia tem por objeto social a locação de ção contábil: o resultado é apurado pelo regime de competência de exercí- (-) Acréscimos no Realizável a Longo Prazo (1.337.090) (456.226) cios. 3.2. Provisão para créditos de liquidação duvidosa: calculada com (=) Caixa líquido das ativid. de investimentos bens imóveis. 2. Apresentação das demonstrações contábeis: as demonstrações base na análise da administração e na situação individual dos clientes. 3.3. Fluxo de caixa das ativid. de financiamentos 23.328 contábeis foram elaboradas observando as práticas contábeis adotadas Ativo imobilizado: demonstrado ao custo deduzido da depreciação calcu- (-) Acréscimos ou baixas no exigível a longo prazo 1.361.569 – (306.000) no Brasil. A partir de 2008, tais demonstrações incluem as alterações na lada pelo método linear às taxas anuais que levam em consideração a vida (-) Distribuição de dividendos os legislação societária introduzidas pelas Leis n 11.638/07 e 11.941/09, útil-econômica dos bens. 3.4. Capital social: totalmente integralizado, é (=) Caixa líquido das atividades financiamentos 1.361.569 (282.672) 1.767.526 315.478 representado por ações ordinárias, no total de 1.033.000, no valor patrimo- (=) Aumento/redução líquido de caixa que alteram a Lei nº 6.404/76. 3. Sumário das principais práticas contábeis: 3.1. Regime de escritura- nial de R$ 4,92 cada uma. Caixa no início do período 2.237.797 1.922.319 Caixa no final do período 4.005.324 2.237.797 Dilermando Cigagna Junior Therezinha Maluf Chamma Marcos Roberto Soares Pinto 1.767.526 315.478 Diretor Vice-Presidente Diretora Presidente Contador CRC 1SP 205.559/O-7 (=) Aumento/redução líquido de caixa


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 28 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 21 FAZENDA PALMEIRAS DO RICARDO S.A. CNPJ/MF 61.206.314/0001-30

Relatório da Diretoria Senhores Acionistas: Em obediência às determinações legais e estatutárias, temos a satisfação de submeter à apreciação de V.Sas. o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras referentes ao ano de 2011. Colocamo-nos à disposição dos Senhores Acionistas para quaisquer esclarecimentos complementares. São Paulo, 27 de fevereiro de 2012. A Diretoria

Bradespar S.A.

Balanços Patrimoniais em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 - (Em reais, sem centavos)

CNPJ No 03.847.461/0001-92- NIRE 35.300.178.360 Companhia Aberta Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária Edital de Convocação Convidamos os senhores acionistas desta Sociedade a se reunirem em Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária, a serem realizadas cumulativamente no próximo dia 27 de abril de 2012, às 11h, na sede social, Avenida Paulista, 1.450, 9 o andar, Cerqueira César, São Paulo, SP, a fim de:

Não-circulante: Realizável a longo prazo: Depósitos judiciais Investimentos Imobilizado

Assembleia Geral Extraordinária -

examinar propostas do Conselho de Administração para: I. aumentar o Capital Social no valor de R$680.000.000,00, elevando-o de R$3.220.000.000,00 para R$3.900.000.000,00, mediante a capitalização do saldo da conta “Reservas de Lucros - Estatutária de 2007” R$494.409.243,63 e parte do saldo da conta “Reservas de Lucros Estatutária de 2008” - R$185.590.756,37, sem emissão de ações, de acordo com o Parágrafo Primeiro do Artigo 169 da Lei n o 6.404/76; II. alterar parcialmente o Estatuto Social, conforme segue: a) no “caput” do Artigo 6o, em decorrência do item anterior; b)

c)

Ativo Circulante: Caixa e Bancos Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Estoques Adiantamentos a fornecedores Impostos a compensar Antecipações do imposto de renda e contribuição social Despesas do exercício seguinte

no Artigo 1o, incluindo Parágrafo Único; no Artigo 8o, acrescentando os Parágrafos Primeiro e Segundo; no “caput” do Artigo 9 o e Parágrafo Único do Artigo 13, todos com a finalidade de adaptação ao disposto nos itens 1.1, 4.3, 4.5 e 4.6 do Regulamento de Listagem do Nível 1 de Governança Corporativa da BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros; na letra “p” do Artigo 10, que trata da remuneração dos Administradores, aprimorando sua redação.

Nota

7 3

4

2011

2010

418.752 8.186.888 148.580 1.085.284 126.892

1.422.896 7.648.453 1.275.979 1.120 137.612

150.435 11.837 10.128.668

76.021 14.423 10.576.504

226.371 39.064 3.375.537 3.640.972 13.769.640

63.132 39.064 3.392.657 3.494.853 14.071.357

Passivo Nota Circulante: Fornecedores Provisões e encargos sociais a pagar Impostos a recolher Adiantamentos de clientes Contas correntes acionistas Dividendos a pagar 6.3 Provisão para imposto de renda e contribuição social 5

Patrimônio líquido: Capital social Reserva de capital Reservas de lucros

6.1

2011

2010

57.852 202.209 25.061 71.044 1.472.008 463.081

70.238 177.225 158.166 8.270.000 318.765

362.621 2.653.876

263.747 9.258.141

10.625.000 13.759 477.005 11.115.764

2.382.102 13.759 2.417.355 4.813.216

13.769.640

14.071.357

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 - (Em reais, sem centavos) Capital social 2.382.102 -

Reserva de capital p 13.759 -

Reservas de Lucros Reserva Reserva para legal reflorestamento g 318.320 2.068.326 -

Saldos em 1º de janeiro de 2010 Lucro líquido do exercício Proposta para destinação do lucro líquido: Reserva legal 17.473 Reserva para reflorestamento (Nota 6.2) 13.236 Dividendos (Nota 6.3) Saldos em 31 de dezembro de 2010 2.382.102 13.759 335.793 2.081.562 Dividendos complementares (Nota 6.4) (1.996.654) Aumento de capital conforme AGE de 28 de abril de 2011 mediante capitalização de créditos em c/c do acionista 8.242.898 Lucro líquido do exercício Proposta para destinação do lucro líquido: Reserva legal 25.969 Reserva para reflorestamento (Nota 6.2) 30.335 Dividendos (Nota 6.3) Saldos em 31 de dezembro de 2011 10.625.000 13.759 361.762 115.243 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Lucros acumulados 349.459

Total 4.782.507 349.459

(17.473) (13.236) ((318.750)) -

((318.750) 4.813.216 (1.996.654)

519.385

8.242.898 519.385

(25.969) (30.335) ((463.081)) -

((463.081) 11.115.764

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 (Em reais, sem centavos)

Assembleia Geral Ordinária I. tomar conhecimento do Relatório da Administração, do Parecer do Conselho Fiscal e do Relatório dos Auditores Independentes e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2011; II. deliberar sobre proposta do Conselho de Administração para destinação do lucro líquido do exercício de 2011 e ratificação da distribuição dos juros sobre o capital próprio e dividendos pagos e a pagar; III. deliberar sobre proposta das Controladoras para eleição dos membros do Conselho de Administração; Nos termos das Instruções CVM n os 165, de 11.12.91, e 282, de 26.6.98, a fim de que possa ser requerida a adoção do processo de voto múltiplo para a eleição de membros do Conselho de Administração da Sociedade, os acionistas requerentes deverão representar, no mínimo, 5% (cinco por cento) do capital votante; IV. deliberar sobre proposta das Controladoras para eleição dos membros do Conselho Fiscal; e V. deliberar sobre propostas do Conselho de Administração para remuneração dos Administradores e do Conselho Fiscal e verba para custear Plano de Previdência dos Administradores. _____________________________________________________________________________ Participação nas Assembleias: nos termos do Artigo 126 da Lei n o 6.404, de 15.12.1976, e alterações posteriores, para participar e deliberar nas Assembleias Gerais o acionista deve observar que: ·

além do documento de identidade, deve apresentar, também, comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante;

·

para o titular de ações escriturais custodiadas no Bradesco, é dispensada a apresentação do citado comprovante;

·

caso não possa estar presente às Assembleias Gerais, o acionista poderá ser representado por procurador constituído há menos de um ano, desde que este seja acionista, administrador da Sociedade, advogado ou instituição financeira, cabendo ao administrador de fundos de investimento representar seus condôminos;

·

as procurações lavradas em língua estrangeira, antes de seu encaminhamento à Sociedade, devem ser vertidas para o Português e registradas as suas traduções no Registro de Títulos e Documentos;

·

com o objetivo de dar celeridade ao processo e facilitar os trabalhos das Assembleias, o comprovante de titularidade das ações, o instrumento de mandato e eventual declaração de voto podem, a critério do acionista, ser depositados na sede da Sociedade, preferencialmente, com até 2 (dois) dias úteis antes da data prevista para a realização das Assembleias Gerais, ou no Banco Bradesco S.A. - Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade - Secretaria Geral - Área Societária - Cidade de Deus - 4o andar do Prédio Vermelho - Vila Yara - Osasco, SP - CEP 06029-900. Cópia da documentação poderá ainda ser encaminhada por intermédio do e-mail bradespar@bradespar.com e, alternativamente, pelo fax (11) 3684-4630 ou (11) 3683-2564.

Para informações mais detalhadas para o exercício de seu direito de voto, os acionistas poderão consultar o Manual para Participação nas Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária de 27 de abril de 2012 disponível no Site www.bradespar.com – Comunicação – Fatos Relevantes, e nos sites da BM&FBOVESPA e CVM. _____________________________________________________________________________ Documentos à Disposição dos Acionistas: este Edital de Convocação e as Propostas do Conselho de Administração e das Controladoras, bem como as demais informações exigidas pela regulamentação vigente, estão à disposição dos acionistas na Sede da Sociedade, Avenida Paulista, 1.450, 9o andar, Cerqueira César, São Paulo, SP - CEP 01310-917; no Departamento de Ações e Custódia do Banco Bradesco S.A., Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade, Cidade de Deus, Prédio Amarelo, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, e estão sendo, inclusive, disponibilizados no Site www.bradespar.com - Comunicação Fatos Relevantes, e nos sites da BM&FBOVESPA e CVM.

1-Contexto Operacional-As atividades da Companhia compreendem, basicamente, a agropecuária e o reflorestamento. 2-Elaboração das Demonstrações Financeiras-Apresentação-As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, em consonância com a Lei das Sociedades por Ações, incluindo as alterações promovidas pela Lei nº 11.638/07 e pela Medida Provisória nº 449/08, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/09, bem como dos pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC. Os pronunciamentos, as interpretações e as orientações do CPC, aprovados por resoluções do Conselho Federal de Contabilidade - CFC estão substancialmente convergentes às normas internacionais de contabilidade (IFRS) emitidas pelo IASB. Essas demonstrações financeiras foram preparadas usando o custo histórico como base de valor e, quando aplicável, ajustado ao valor justo de transação. A aplicação retroativa de tais práticas não gerou efeitos sobre o resultado e patrimônio. Descrição das principais práticas contábeis-As principais práticas contábeis descritas a seguir foram aplicadas de forma consistente para todos os exercícios apresentados. a. Moeda funcional-Os itens incluídos nas demonstrações financeiras são mensurados utilizando-se a moeda do ambiente econômico primário na qual a Companhia atua. Essas demonstrações estão apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação das demonstrações financeiras da Companhia. b. Apuração do resultado-O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. Uma receita não é reconhecida se há alguma incerteza quanto a sua realização. c. Estimativas contábeis-A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as IFRS requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis, as quais baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros considerados razoáveis para as circunstâncias. Ativos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor residual do ativo imobilizado. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Companhia revisa as estimativas e premissas anualmente e que, por definição, raramente são iguais aos respectivos resultados reais. d. Ativos circulante e não circulante: • Aplicações financeiras-Registradas ao custo acrescido dos rendimentos incorridos até a data do balanço, que não supera o valor de mercado. • Estoques-Valorizados ao custo médio de aquisição ou produção, que não excede o valor de mercado. • Investimentos-Avaliados pelo custo de aquisição, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995. • Imobilizado-Demonstrado ao custo corrigido até 31 de dezembro de 1995; as depreciações e exaustões são calculadas pelo método linear, com base no prazo de vida útil dos bens. • Demais ativos circulantes-São apresentados pelo valor líquido de recuperação. e. Passivos circulante e não circulante: • Provisões-As provisões são reconhecidas no balanço quando a Companhia possui uma obrigação legal ou a constitui como resultado de um evento passado e é

provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. • Imposto de renda e contribuição social-O imposto de renda e a contribuição social foram calculados de acordo com a legislação fiscal vigente, conforme detalhado na nota explicativa nº 5. • Demais passivos circulantes e não circulantes-São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, atualizados à taxa de juros, nos termos dos contratos vigentes, de modo a refletir os encargos incorridos até a data do balanço. 3-Estoques 2011 2010 Rebanho bovino 343.810 293.653 Produtos agrícolas 733.807 972.215 Almoxarifado 7.667 10.111 1.085.284 1.275.979 4-Imobilizado Taxa anual de depreciação-% 2011 2010 Edifícios e construções 4 488.516 488.516 Instalações e benfeitorias 10 273.906 273.906 Máquinas e implementos agrícolas 10 1.236.922 1.235.676 Móveis e utensílios 10 97.932 97.932 Veículos 20 304.658 381.648 Culturas permanentes 10 109.303 109.303 Rebanho de reprodução e outros 20 1.020.500 891.803 3.531.737 3.478.784 Depreciação/exaustão acumuladas (1.743.468) (1.673.395) 1.788.269 1.805.389 Propriedades rurais 465.768 465.768 Reservas florestais 1.121.500 1.121.500 3.375.537 3.392.657 A exaustão das contas de culturas permanentes e rebanho de reprodução está sendo efetuada em conformidade com a Instrução Normativa nº 162/98, da Secretaria da Receita Federal. 5-Imposto de Renda e Contribuição Social-O imposto de renda foi calculado à alíquota de 15% mais adicional de 10% sobre o lucro tributável e a contribuição social foi calculada à alíquota de 9%, sendo considerada para efeito das respectivas bases de cálculo a legislação vigente, pertinente a cada encargo. Os encargos tributários e as contribuições apuradas e recolhidas pela Companhia, bem como as respectivas declarações de rendimentos e os registros fiscais e contábeis, estão sujeitos à revisão por parte das autoridades fiscais em prazos prescricionais variáveis. 6-Patrimônio Líquido-6.1-Capital social-O capital social, totalmente integralizado, é de R$ 10.625.000 (R$ 2.382.102 em 2010), estando representado por 57.885.100 (21.250.000 em 2010) ações ordinárias, sem valor nominal. Cada ação ordinária confere a seu titular direito a um voto nas deliberações da Assembléia Geral. 6.2-Reserva para reflorestamento-Constituída com a finalidade de assegurar os recursos suficientes para a constituição e manutenção das reservas legais exigidas pelo Artigo 16 do Código Florestal Brasileiro (Lei nº 4.771 de 15/09/65).

LAILA RACY SAIGH - Diretora Presidente

RAUL RAPHAEL SAIGH - Diretor Superintendente

MERCANTIL DO BRASIL FINANCEIRA S. A. CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS CNPJ Nº 33.040.601/0001-87 - COMPANHIA ABERTA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA - PRIMEIRA CONVOCAÇÃO Ficam convocados os senhores acionistas da Mercantil do Brasil Financeira S. A. - Crédito, Financiamento e Investimentos para a Assembleia Geral Ordinária, a se realizar no dia 23 de abril de 2012, às 10:00 (dez) horas, na sede social, na Rua Rio de Janeiro, 654/680 - 5º andar, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a fim de discutir e deliberar sobre os seguintes assuntos: I - Demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31/12/2011, publicadas no “Minas Gerais” e no “Diário do Comércio”, edições de 01/03/2012, e sob a forma de extrato, no “Diário do Comércio de São Paulo”, edição de 02/03/2012; destinação do lucro líquido respectivo e ratificação dos juros sobre capital próprio, relativos ao ano de 2011, pagos em 31/08/2011 e 13/03/2012. II - Eleição dos membros do Conselho Fiscal. III - Remuneração dos administradores e dos membros do Conselho Fiscal. Para participar da Assembleia, os acionistas pessoas físicas deverão exibir documento de identificação pessoal, sendo que os representantes dos acionistas pessoas jurídicas deverão exibir os documentos que legitimem a representação, inclusive contrato social ou estatuto social. Os acionistas que detenham ações custodiadas na BMF&Bovespa deverão exibir extrato de ações custodiadas atualizado. Conforme normas estatutárias, quando da representação do acionista por mandatário, o respectivo instrumento de procuração deve ser depositado, contra recibo, na Sede da Sociedade, até 05 (cinco) dias antes da data da Assembleia. Na forma da ICVM 481/09, toda a documentação pertinente às matérias deste Edital encontra-se disponível aos acionistas na sede da Companhia e no site www.cvm.gov.br, desde 01/03/2012. Belo Horizonte, 15 de março de 2012. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO - Milton de Araújo, José Ribeiro Vianna Neto, Marisa de Araújo Longo e Ângela Cristina Romariz Barbosa Leite.

Eventuais esclarecimentos poderão ser obtidos por intermédio do e-mail bradespar@bradespar.com, no Site www.bradespar.com - Investidores Fale Conosco.

Lázaro de Mello Brandão Presidente do Conselho de Administração 27, 28 e 29.03.2012

Brazil Realty - Companhia Securitizadora de Créditos Imobiliários

CNPJ 13.788.120/0001-47

Companhia Aberta NIRE 35300323971 CERTIDÃO - JUNTA COMERCIAL ATA SUMÁRIA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 14 DE FEVEREIRO DE 2012 “Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob nº 125.708/12-9, em 21.03.2012. (a) Gisela Simiema Ceschin Secretária Geral.”

ORION S.A. CNPJ nº 61.082.863/0001-40 - NIRE nº 35.300.039.89-1 Aviso aos Acionistas Encontram-se à disposição dos Senhores Acionistas, na sede social da companhia, na Rodovia Presidente Dutra, km 135,1, no município de São José dos Campos, os documentos a que se refere o artigo 133 da Lei 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011. São José dos Campos, 28 de Março de 2012.A Diretoria.

Brassinter S/A Indústria e Comércio S.A CNPJ n °55.472.146/0001-21 Aviso aos Acionistas Acham se a disposição dos Srs. Acionistas na sede social, os documentos a que se refere o Artigo 133 da Lei n° 6.404/76 relativos ao exercício findo em 31/12/2011 São Paulo, 22 de Março de 2012. Diretoria. 28,29,30/03/2012

Demonstrações dos Fluxos de Caixa Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 (Em reais, sem centavos) Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais 2011 2010 Lucro líquido do exercício 519.385 349.459 Ajustes p/reconciliar o lucro líquido do exercício com o caixa gerado pelas atividades operacionais: Depreciações 147.063 195.699 Valor residual do ativo imobilizado baixado 6.920 369.818 Redução (aumento) nos ativos operacionais: Contas a receber de clientes (148.580) Títulos a receber - 2.082.186 Estoques 190.695 (13.587) Adiantamentos a fornecedores 1.120 Impostos a compensar (63.694) 82.600 Despesas do exercício seguinte 2.586 68 Depósitos judiciais (163.239) (63.132) Aumento (redução) nos passivos operacionais: Fornecedores (12.386) 12.085 Salários e encargos sociais a pagar 24.984 23.587 Impostos e contribuições a recolher 25.061 Adiantamentos de clientes (87.122) 7.742 ( Provisão p/imposto de renda e contribuição social 98.874 (64.062) Caixa gerado pelas (aplicado nas) atividades operacionais 541.667 2.982.463 Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento (2.106.579 Aquisição de imobilizado (136.863) (2.106.579) Caixa aplicado nas atividades de investimento (136.863) (2.106.579 (2.106.579) Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento Distribuição de dividendos (2.315.404) (472.272) Recursos obtidos com acionistas 1.444.891 89.311 Caixa (aplicado nas) gerado pelas atividades de financiamento (870.513) (382.961) (Redução) Aumento Líquido de Caixa e Equivalentes (465.709) 492.923 Caixa e Equivalentes de Caixa No início do exercício 9.071.349 8.578.426 No final do exercício 8.605.640 9.071.349 (Redução) Aumento Líquido de Caixa e Equivalentes (465.709) 492.923 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 6.3-Dividendos-A Diretoria propõe, ad referendum da Assembléia Geral Ordinária, o pagamento de dividendos com base no lucro líquido apurado no exercício findo em 31 de dezembro de 2011, à razão de R$ 8,00 por lote de mil ações perfazendo R$ 463.081 (R$ 15,00 por lote de mil ações em 2010 perfazendo R$ 318.750). 6.4-Dividendos complementares-A Assembléia Geral Ordinária realizada em 8 de julho de 2011 aprovou a reversão do montante de R$ 1.996.654 do saldo existente na conta Reserva para Reflorestamento, devido a sua não utilização, para distribuição aos acionistas à titulo de dividendos. Dessa forma, foi aprovada a distribuição de dividendos aos acionistas no montante de R$ 2.315.404, a razão de R$ 40,00 por lote de mil ações. 7-Instrumentos Financeiros-A Companhia participa de operações envolvendo instrumentos financeiros, todos registrados em contas patrimoniais, que se destinam a atender suas atividades operacionais. A administração desses riscos é efetuada estrategicamente através do estabelecimento de sistemas de controles e determinação de limites de posições. O valor contábil dos instrumentos financeiros da Companhia, representados principalmente por contratos de mútuo e títulos e valores mobiliários, equivalem, aproximadamente, ao seu valor de mercado na data do encerramento de balanço. 8-Seguros Contratados-A Companhia possui cobertura de seguros, contratados em Cia. de primeira linha, para os bens do ativo imobilizado e estoques sujeitos a risco, suficiente para cobrir sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Francisco Antonio La Rocca - Contador TCCRC-1SP059095/0-7

BANCO MERCANTIL DE INVESTIMENTOS S. A. CNPJ Nº 34.169.557/0001-72 - COMPANHIA ABERTA ASSEMBLEIAS GERAIS EXTRAORDINÁRIA E ORDINÁRIA PRIMEIRA CONVOCAÇÃO Ficam convocados os senhores acionistas do Banco Mercantil de Investimentos S. A., para as Assembléias Gerais Extraordinária e Ordinária, a serem realizadas cumulativamente, no dia 23 de abril de 2012, às 15:00 (quinze) horas, na sede social, na Rua Rio de Janeiro, 654/680 - 5º andar, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a fim de discutir e deliberar sobre os seguintes assuntos: Em Assembléia Geral Extraordinária: I - Proposta do Conselho de Administração, para elevação do Capital Social de R$25.552.800,00 para R$27.378.000,00, mediante capitalização, no montante de R$1.825.200,00, sendo R$499.091,26 de “ Reservas Estatutárias - artigo 39 - § 2º do Estatuto” e R$1.326.108,74 de “Reservas Estatutárias para Aumento de Capital - Art. 39 - III do Estatuto”, sem alteração do número de ações e conseqüente modificação do artigo 5º do Estatuto. Em Assembléia Geral Ordinária: I Demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31/12/2011, publicadas no “Minas Gerais” e no “Hoje em Dia”, edições de 01/03/2012, e sob a forma de extrato, no “Diário do Comércio de São Paulo”, edição de 02/03/2012; destinação do lucro líquido respectivo e ratificação dos Juros sobre Capital próprio, relativos ao ano de 2011, pagos em 31/08/2011 e 13/03/2012. II - Remuneração dos administradores. Para participar da Assembleia, os acionistas pessoas físicas deverão exibir documento de identificação pessoal, sendo que os representantes dos acionistas pessoas jurídicas deverão exibir os documentos que legitimem a representação, inclusive contrato social ou estatuto social. Os acionistas que detenham ações custodiadas na BMF&Bovespa deverão exibir extrato de ações custodiadas atualizado. Conforme normas estatutárias, quando da representação do acionista por mandatário, o respectivo instrumento de procuração deve ser depositado, contra recibo, na Sede da Sociedade, até 05 (cinco) dias antes da data da Assembleia. Na forma da ICVM 481/09, toda a documentação pertinente às matérias deste Edital encontra-se disponível aos acionistas na sede da Companhia e no site www.cvm.gov.br, desde 01/03/2012. Belo Horizonte, 15 de março de 2012. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO - Mauricio de Faria Araújo, José Ribeiro Vianna Neto, Luiz Henrique Andrade de Araújo, Marisa de Araújo Longo, Fernando Antonio Machado Carvalho e Amadeu Brasileiro dos Santos.

Consórcio Alfa de Administração S.A.

São Paulo, SP, 26 de março de 2012

CNPJ/MF nº 07.119.838/0001-48 - NIRE 35.300.318.323 Extrato da Ata de Reunião do Conselho de Administração Data, Hora e Local: 05.10.2011, às 14hs., na sede, Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1455, 4º and., cj. 42, SP/ SP. Convocação: dispensada. Presença: totalidade do Conselho de Administração. Mesa: Elie Horn - Presidente; Rafael Novellino - Secretário. Deliberações Aprovadas por Unanimidade: (i) pedido de renúncia de Luis Largman, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 11.584.950-6 SSP/SP e CPF/MF nº 063.579.168-46, do cargo de Diretor de Relações com Investidores, eleger para o cargo de Diretor de Relação com Investidor, Claudio Carvalho de Lima, brasileiro, casado, advogado, RG nº 13.885.242-SSP/SP e CPF nº 162.366.488-83 residente em SP/SP. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. SP 05.10.2011. Elie Horn - Presidente, Rafael Novellino Secretário. JUCESP nº 129.730/12-9 em 22.03.12. Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral.

Demonstrações de Resultados Exercícios Findos em 31/12/2011 e 2010 (Em reais, sem centavos, exceto o lucro líquido por ação) 2011 2010 Receita operacional bruta: Venda de produtos 5.874.665 3.329.648 Deduções: Impostos sobre vendas (61.820) Receita operacional líquida 5.812.845 3.329.648 Custo dos produtos vendidos (4.323.009) (2.797.033) Lucro bruto 1.489.836 532.615 (Despesas) receitas operacionais: Administrativas e gerais (1.221.085) (1.163.612) Comerciais (69.586) (36.676) Tributárias (24.583) (96.701) Receitas financeiras 674.259 636.181 Despesas financeiras (7.437) (4.088) Outras receitas 41.000 727.389 (607.432) 62.493 Resultado operacional 882.404 595.108 Resultados não operacionais 18.098 Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 882.404 613.206 Imposto de renda (Nota 5) (258.840) (186.103) Contribuição social (Nota 5) (104.179) (77.644) Lucro líquido do exercício 519.385 349.459 Lucro líquido por lote de mil ações do capital final 8,97 16,45 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Banco PSA Finance Brasil S.A. - CNPJ/MF nº 03.502.961/000192 - NIRE 35.300.174.551 - Ata de Reunião do Conselho de Administração ç em 14/12/2011 - Data,, Hora e Local: 14/12/2011,, às 14:00hs,, na sede social do Banco PSA Finance Brasil S/A (“Sociedade”), ( ), à R. Miguel g Yunes, 351, Prédio 1, 1º andar (parte), (p ), Cidade de São Paulo/SP. Presença: Os Conselheiros Nuno Miguel Lima Zigue e José Francisco Gouvêa Vieira. Mesa: Nuno Miguel g Lima Zigue, g , como Presidente e José Francisco Gouvêa Vieira, como Secretário. Ordem do Dia: 1)) Apreciação p ç do ppedido de renúncia do atual Diretor da Sociedade,, Sr. Gustavo Walch Aurélio da Silva. 2) Deliberar sobre a eleição do novo Diretor da Sociedade,, Sr. Sérgio g Ricardo Pedroso Moreira. 3)) Deliberar sobre a eleição do Presidente do Conselho de Administração da Sociedade. 4) Discutir sobre outros assuntos de interesse da Sociedade Deliberações: Foram deliberadas pelos Conselheiros presentes, por unanimidade, as seguintes matérias: 1) Foi aceito o pedido de renúncia apresentado pelo Sr. Gustavo Walch Aurélio da Silva. Os Conselheiros ppresentes agradeceram a contribuição g ç dada pelo Sr. Gustavo Walch Aurélio da Silva, que, sem dúvida, foi fundamental para o desenvolvimento e crescimento alcançado por esta Sociedade. 2) Eleger o novo membro da Diretoria, para ocupar p o cargo g de Diretor sem Designação g ç Específica, p , que q complep tará o mandato do Diretor ora renunciante, ou seja, com mandato até a realização ç da primeira p R.C.A. da Sociedade que q se seguir g à g Ricardo PedroA.G.O. a ser realizada no ano de 2014,, o Sr. Sérgio so Moreira,, bras.,, cas.,, adm. de empresas, p , RG 17117117 SSP/SP,, CPF/MF 117.773.498-26,, com endereço ç comercial na Rua Miguel g Yunes, 351, Interlagos, Cidade de São Paulo/SP. O Diretor ora eleito, declarara sob as penas da lei, não estar incurso em quaisquer dos crimes previstos em lei que p q o impeça p ç de exercer a atividade mercantil,, tendo ciência do disposto no art. 147 da Lei 6.404/76. p 3)) Consignar g a atual composição p ç da Diretoria: Diretor Geral: Nuno Miguel Lima Zigue; Diretor Financeiro: Joelcyr Carmello Filho; Diretor sem designação específica: Sérgio Ricardo Pedroso Moreira. 3.1.)) Declarar vagos g os demais cargos g da Diretoria. 3.2.)) Consignar g qque a posse p do Diretor ora eleito ocorrerá mediante a assinatura do Termo de Posse, o qual será lavrado no livro competente, imediatamente após o despacho homologatório do ato de eleição ppelo Banco Central do Brasil. 4)) Designar g o Sr. Bernard Raymond y p p Leon Darrieutort,, francês,, cas.,, exec.,, portador do Passaporte francês nº 01AE10971,, CPF/MF 229.070.538-17,, com endereço ç em 75, Avenue de la Grande Armée, código postal 75116, Paris, França, para o cargo de Presidente do Conselho de Administração. O mandato do Presidente ora eleito se estenderá até a realização da A.G.O. a ser realizada no ano de 2014. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a Reunião foi suspensa para lavratura da presentes. Mesa: Nuno ppresente ata que q foi lida e assinada pelos p p Miguel Lima Zigue g - Presidente;; José Francisco Gouvêa Vieira - Secretário; Conselheiros Presentes: Nuno Miguel g Lima Zigue; g ; José Francisco Gouvêa Vieira. JUCESP nº 85.756/12-0 em 29.02.12.

PSA Finance Arrendamento Mercantil S.A. - CNPJ/MF nº 03.502.968/0001-04 - NIRE 35.300.174.569 - Ata de Reunião ç em 14/12/2011 - Data,, Hora do Conselho de Administração e Local: 14/12/2011,, às 16:00 hs,, na sede social do PSA Finance Arrendamento Mercantil S/A (“Sociedade”), ( ), localizada à R. Miguel g Yunes, 351, Prédio 1, 1º andar (parte), Cidade de São Paulo/SP. Presença: Os Conselheiros Nuno Miguel Lima Zigue e José Francisco Gouvêa Vieira. Mesa: Nuno Miguel g Lima Zigue, g como Presidente e José Francisco Gouvêa Vieira, como Secretário. Ordem do Dia: 1) Apreciação do pedido de renúncia do atual Diretor da Sociedade, Sr. Gustavo Walch Aurélio da Silva. 2) Deliberar sobre a eleição do novo Diretor da Sociedade,, Sr. Sérgio g Ricardo Pedroso Moreira. 3)) Deliberar sobre a eleição ç do Presidente do Conselho de Administração ç da Sociedade. 4) Discutir sobre outros assuntos de interesse da Sociedade. Deliberações: Foram deliberadas pelos Conselheiros matérias: 1)) Foi aceito o ppresentes,, ppor unanimidade,, as seguintes g pedido de renúncia apresentado pelo Sr. Gustavo Walch Aurélio da Silva. Os Conselheiros ppresentes agradeceram g a contribuição ç dada pelo p Sr. Gustavo Walch Aurélio da Silva,, que, q , sem dúvida,, foi fundamental para o desenvolvimento e crescimento alcançado por esta Sociedade. 2)) Eleger g o novo membro da Diretoria,, para p ocupar p o cargo o g de Diretor sem Designação g ç Específica, p , qque completará p mandato do Diretor ora renunciante, ou seja, com mandato até a realização da primeira R.C.A. da Sociedade que se seguir à A.G.O. g Ricardo Pedroso Moreira,, a ser realizada no ano de 2014,, o Sérgio p , pportador da Cédula de Identidade RG bras.,, cas.,, adm. empresas, 17117117 SSP/SP, CPF/MF 117.773.498-26, com endereço comercial na R. Miguel g Yunes,, 351,, Interlagos, g , Cidade de São Paulo/SP. O Diretor ora eleito, declarara sob as penas da lei, não estar incurso em quaisquer dos crimes previstos em lei que o impeça de exercer a atividade mercantil, tendo ciência do disposto no art. 147 da Lei 6.404/76. 3)) Consignar g a atual composição p ç da Diretoria: Diretor Geral: Nuno Miguel Lima Zigue; Diretor Financeiro: Joelcyr Carmello Filho; Diretor sem designação específica: Sérgio Ricardo Pedroso Moreira. 3.1.)) Declarar vagos g os demais cargos g da Diretoria. 3.2.)) Consignar do Diretor ora eleito ocorrerá mediante a asg que q a posse p sinatura do Termo de Posse,, o qqual será lavrado no livro competente, p , imediatamente após o despacho homologatório do ato de eleição ppelo Banco Central do Brasil. 4)) Designar g o Sr. Bernard Raymond y Leon Darrieutort,, francês,, casado,, executivo,, portador do Passaporte p p francês nº 01AE10971, CPF/MF 229.070.538-17, com endereço em 75,, Avenue de la Grande Armée,, código g postal p 75116,, Paris,, França, ç, ppara o cargo g de Presidente do Conselho de Administração. ç O mandato do Presidente ora eleito se estenderá até a realização da A.G.O. a ser realizada no ano de 2014. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a Reunião foi suspensa para lavratura da ppresente ata qque foi lida e assinada pelos presentes. Mesa: Nuno Miguel g Lima Zigue - Presidente; José Francisco Gouvêa Vieira - Secretário; Conselheiros Presentes: Nuno Miguel g Lima Zigue; g ; José Francisco Gouvêa Vieira. JUCESP nº 100.209/12-9 em 02.03.12.

Sociedade Anônima de Capital Aberto CNPJ/MF nº 17.193.806/0001-46 e NIRE 35 3 0002366 8 Edital de Convocação A. Convidamos os senhores acionistas a se reunirem no dia 26 de abril de 2012, às 11:30 hs. (onze horas e trinta minutos), na sede social, na Alameda Santos, 466, 1º andar, Cerqueira César, nesta Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária: 1. examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, o Relatório dos Auditores Independentes e o Parecer do Conselho Fiscal, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011; 2. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e ratificar as distribuições de juros sobre o capital próprio relativas ao 1º e 2º semestres de 2011; 3. fixar a verba máxima destinada à remuneração dos membros da Diretoria e do Conselho de Administração para o exercício de 2012 e 4. se assim deliberado, instalar o Conselho Fiscal, eleger seus membros efetivos e suplentes e fixar suas remunerações. Em Assembleia Geral Extraordinária: Tomar conhecimento e deliberar sobre a Proposta da Diretoria, com pareceres favoráveis do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, para aumentar o capital social em R$ 21.442.970,00 (vinte e um milhões, quatrocentos e quarenta e dois mil e novecentos e setenta reais), sem emissão de ações, mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta “Reserva para Aumento de Capital”, para eliminar seu excesso, e aprovar a correspondente reforma estatutária. B. Nos termos do Parágrafo Único do Artigo 11º do Estatuto Social, para participar da Assembleia Geral é necessário ser acionista no mínimo 08 (oito) dias antes da data da realização do respectivo conclave. Quando o acionista se fizer representar por mandatário, é indispensável o depósito do respectivo instrumento de procuração na sede social, mediante protocolo, até 05 (cinco) dias também antes do mesmo evento. O instrumento de procuração deve ter firma reconhecida e ser acompanhado de comprovação de poderes do respectivo outorgante. Além disso, lembramos que o Artigo 126 da Lei nº 6.404/76, e alterações posteriores, prevê que, para ser admitido, participar e deliberar nas Assembleias Gerais, pode ser solicitado ao acionista (ou seu procurador) que apresente documento de identidade e comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante. Os documentos pertinentes às Assembleias encontramse à disposição dos acionistas na sede da Sociedade. São Paulo, 26 de março de 2012. Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração.

União Brasileira de Vidros S.A.

CNPJ/MF N°: 60.837.689/0001-35 - NIRE: 35.300.033.205 Assembleia Geral Ordinária - Edital de Convocação Ficam convocados os senhores acionistas desta companhia a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 20 de abril de 2012, às 10:00 horas, na sede social da companhia, localizada na Avenida Senador Teotônio Vilela, s/n, Km 30, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: a) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; b) deliberar sobre a destinação do lucro líquido e pagamento de dividendos; c) eleição da Diretoria e fixação da respectiva remuneração. Outrossim, acham-se à disposição dos Srs. Acionistas, os documentos de que trata o art. 133 da Lei no. 6.404/76. São Paulo, 26 de março de 2012. Sérgio Minerbo - Diretor Presidente. (27, 28 e 29)

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800

AVISO - Comunicamos que se encontram à disposição dos acionistas, a partir desta data, na sede social, na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, Departamento de Contadoria Geral, os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei n o 6.404, de 15.12.1976, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2011. Osasco, SP, 26 de março de 2012. Diretoria. 27, 28 e 29.3.2012

DÜRR BRASIL LTDA. torna público que recebeu da CETESB a Renovação da Licença de Operação N° 33004910, válida até 21/03/2016, para fabricação de máquinas e equipamentos para tratamento superficial, à Rua Arnaldo Magniccaro, 500, Jurubatuba, São Paulo.

DÜRR BRASIL LTDA. torna público que recebeu da CETESB a Licença Prévia e de Instalação n° 33000546 e requereu a Licença de Operação para fabricação de máquinas e equipamentos para tratamento superficial, à Rua Arnaldo Magniccaro, 500, Jurubatuba, São Paulo.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 27 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: De Castro Loureiro Engenharia, Indústria e Comércio Ltda. Requerido: Magfer Metal Produtos Siderúrgicos Ltda. Rua Pedro Ramazzani, 51/53 - Recanto Verde do Sol - 1ª Vara de Falência.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22

e

quarta-feira, 28 de março de 2012

Fotos: L.C.Leite/LUZ

conomia

Sílvia Pimentel

das as suas esferas. Gosto muito do Direito. Eu me formei em 1973 pela Faculdade São Marcos. No terceiro ano, eu quase parei o curso. Mas pensei: já fiz três anos. Daqui a dois, serei advogado. E quem começar hoje, terá cinco anos pela frente. E continuei, sem nunca ter faltado. Depois, estudei seis meses no Damásio de Jesus e escolhi a área criminal. Prefiro o balcão da loja, no entanto gosto de ver as audiências.

Q

uem passa pela Rua Direita, sentido Praça da Sé, no centro do Capital paulista, certamente percebe a quantidade de lojas com bolsas e mochilas que carregam o nome Nelson das Bolsas. Foi nessa parte da cidade, há quase 50 anos, que Nelson Caneloi, hoje com 81 anos, iniciou sua vida como empreendedor, após trabalhar 16 anos em uma empresa como ferramenteiro. No número 73 da movimentada Rua Barão de Paranapiacaba, ele abriu uma loja de camisas. "Usava macacão e mal sabia o número da minha camisa", lembra. Após essa empreitada, ele pensou em vender algo que não precisasse ser dobrado, experimentado e passado. Naquela época, a Rua Direita era uma das mais movimentadas da Capital. O atendimento precisava ser rápido e bem feito. Trocou, então, o comércio de camisas pelo de bolsas. Primeiro foram bolsas mais requintadas, entre elas da marca Primicia. Com a mudança do perfil dos clientes que vinham ao centro da cidade, Nelson resolveu vender modelos populares. "Para experimentar, comprei dez bolsas e as coloquei entre as camisas. Vendi tudo em pouco tempo", diz. Alguns dos modelos negociados foram idealizados por ele próprio. "Encomendei de um fabricante uma bolsa a tiracolo que pudesse carregar marmita e carteira de mulher. Foi um sucesso de vendas", lembra Nelson, orgulhoso. Hoje, são sete lojas que levam o seu nome e recebem quase que diariamente a visita de seu mentor, que também é advogado. Os estabelecimentos pertencem a familia-

O ex-ferramenteiro, Nelson Caneloi apostou em ponto central da Capital paulista e hoje tem um negócio de sucesso na região.

Nelson das Bolsas, o rei do povão. Com 50 anos no comércio, Nelson dá um show de vendas, gestão e jogo de cintura. res, mas são administrados por Nelson, que se formou em Direito aos 42 anos. Nessa entrevista ao Diário do Comércio, ele conta um pouco da história do Nelson das Bolsas, que já sofreu quatro infartos, é safenado e carrega no peito um desfibrilador, para controlar o ritmo cardíaco. Diário do Comércio – Como surgiu a ideia de abrir uma loja no centro da cidade? Nelson Caneloi – Em um ba-

te-papo com amigos na Praça da Sé, onde também fui engraxate, veio o incentivo para abrir um negócio com o dinheiro que havia recebido após 16 anos de trabalho em uma indústria. Como não entendia nada de comércio, relutei, em princípio. Mas fui ver uma loja pequena na Rua Barão de Paranapiacaba. Era 1963. Era uma rua bem movimentada. Os locais mais agitados eram as ruas Direita, 15 de Novembro e São Bento. Naquela época, as mulheres compravam

roupas de moda e o centro abrigava muitos escritórios de advogados, contadores e consultórios médicos. Encontrei um fabricante de camisa de cambraia. Comprei dez e vendi tudo. DC – Havia algum motivo em especial para explicar o sucesso de vendas? NC – Era o auge da velha guarda. O Roberto Carlos era mocinho. Certa vez, vi pela televisão que o cantor usava uma camisa com colarinho alto e cheia de flores. Pedi, então, a um fabricante de tecidos para fazer uma igual. Paguei o rolo do tecido e ele fez 12 camisas. Coloquei na vitrine e vendi em uma hora. Depois, encomendei 100 e vendi tudo em um sábado. Houve uma época em que vendia 200 camisas aos sábados. Foi um sucesso tremendo na minha vida. DC – Por que, então, mudou de ramo? N C – As camisas ficavam guardadas em uma caixa, com papel celofane. E após o cliente experimentar, era preciso passar a ferro e dobrar para voltá-la à prateleira. Era muito trabalho e eu precisava ter uma passadeira. Além disso, a loja era pequena. Cheguei a pensar em vender calçados, mas precisaria de cadeiras e espaço para os clientes sentarem. Veio a ideia das bolsas, que não precisam ser experimentadas nem passadas. Comprei, então, dez bolsas e as coloquei com as camisas. Vendi tudo. Em 1965, dei a ideia de fazer uma bolsa a tiracolo em que as mulheres pudessem levar marmita e carteira a uma fábrica no Tatuapé. Idealizei o modelo da bolsa. Foi uma explosão de vendas. DC – Como aconteceu a expansão do negócio, para a Rua Direita? NC – Alguns anos depois, o prédio que fica na esquina da Praça da Sé com a Rua Direita pegou fogo e foi reerguido. O

Em 1965, mandou fazer uma bolsa a tiracolo em que as mulheres pudessem levar marmita e carteira. Hoje, vende mercadorias com valores até R$ 100.

dono chamou, então, os exinquilinos para vender as lojas. Mas ninguém tinha dinheiro. O ponto comercial era muito alto. Naquela época, as lojas localizadas na Rua Direita eram vendidas em dólares. Comprei uma loja. Meus vizinhos não foram para frente, mas eu continuei. E todos achavam que eu quebraria. Em vez disso, fui comprando as lojas vizinhas. O nome Nelson das Bolsas ficou conhecido. Virou marca, como Mappin, Casas Bahia.

DC – O senhor sempre vendeu produtos populares? NC – Não. Fui um grande vendedor de bolsa da marca Primicia. Mas com a chegada do metrô no centro da cidade, houve uma mudança no perfil de clientes. A partir de 1980, o centro passou a ser mais frequentado por pessoas de baixa renda e um número maior de nordestinos. Fui obrigado a mudar o perfil do meu produto. Hoje, não é possível vender uma mercadoria por mais de R$ 100. DC – Como surgiu a ideia de fazer um curso de Direito? NC – Eu precisava me distrair um pouco e sempre gostei de estudar. E eu preciso do Direito. Uma pessoa com tantas atividades, que comanda 130 empregados, sujeito a ter problemas com a Justiça do Trabalho, com o fisco em to-

DC – O senhor se considera um empresário de sucesso? NC – Sou um homem que nunca deu cano em ninguém, nunca dei um cheque sem fundo e sempre tratei bem meus funcionários. Há empregados com mais de 30 anos comigo. Nunca deixei de pagar férias, décimo-terceiro salário, auxílio-maternidade. Sempre trabalhei dentro da lei. Porém, já tive empregados que me roubaram. DC – Que recado o senhor daria para quem está começando agora no comércio? NC – Primeiramente, deve gostar do comércio e ser do comércio. É difícil atuar noramo hoje. É preciso ter malícia e gosto pela atividade. E muita paciência, principalmente para lidar com as leis trabalhistas, que são severas. Aliás, até hoje não sei se a legislação trabalhista favorece o empregado ou o empregador, ou se estraga o País. Por exemplo, a lei que dá direito ao seguro-desemprego. Virou uma fábrica. Muitos trabalham por seis meses, fazem de tudo para serem demitidos sem justa causa só para receber o seguro. DC – Como advogado, o senhor se defende de processos trabalhistas? NC – Tenho poucos casos na área trabalhista. Tenho, sim, ingratidões. Há funcionários que receberam tudo dentro da lei e me processaram mesmo assim. Isso é ingratidão. Uma vez, peguei uma funcionária roubando. Ela vendia a bolsa da minha loja e colocava o dinheiro na bolsa dela. Dei queixa na delegacia e a demiti por justa causa. Mas ela entrou com uma reclamação na Justiça do Trabalho. Eu tinha testemunhas e ganhei a causa. DC – Em quais casos o senhor usou sua experiência de advogado? N C – Já ganhei uma causa contra a Receita Federal. Uma vez, fiz uma cirurgia plástica no rosto e gastei R$ 77 mil com despesas médicas. E informei na declaração para obter o desconto previsto em lei. Mas a Receita entendia que era estética e, por isso, negou o abatimento. Mas eu fiz uma boa defesa. Caso não fizesse a cirurgia, necessária por causa de um carcinoma, ficaria com um defeito no rosto. Também ingresso com ação de despejo de inquilinos, quando necessário. DC – Que horas o senhor dorme, acorda. Trabalha todos os dias? NC – Levanto por volta das 7, 8 ou 9 horas da manhã. Depende do horário em que fui dormir. Mesmo deitando às 22 horas, pego no sono apenas de madrugada. Isso porque fico lembrando como foi o dia e pensando no futuro. Sou preocupado com a situação do País. Não se pode brincar em serviço.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
DC 28/03/2012 by Diário do Comércio - Issuu