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Diário do Comércio - 28/02/2012

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Ano 87 - Nº 23.571

Conclusão: 23h55

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

www.dcomercio.com.br

São Paulo, terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Covas abre espaço para Serra Desistiu das prévias no PSDB à Prefeitura, que Serra disputará. Pág. 6

Saúde em grande crise São Paulo travada Haddad se diz aliviado sem o apoio do PSD

Cidade devastada

100 mil sem creche Tiago Queiroz/AE

AGORA, PT BOMBARDEIA KASSAB. Bastou o anúncio da candidatura de José Serra e do apoio do PSD ao tucano para Rui Falcão, presidente do PT, sair atirando no prefeito. Antes, o namoro entre PT e PSD vivia de elogios e o cupido era o ex-presidente Lula. Págs. 5 e 6 Ale Vianna/AE

Bulent Kilic/AFP

Newton Santos/Hype

Massacre na Síria depois de referendo sob suspeição Pelo menos 125 pessoas foram assassinadas ontem – 64 em Homs – pelas forças do ditador Assad. A violência se espalha pelo país (na foto, rebeldes em Idlib). Pág. 8 Fernando Gabeira/DC

Irineu Jr./AE

A pé, entre Rio e São Paulo. Muita gente nem nota aqueles 'vultos' caminhando à beira da Dutra, mas Fernando Gabeira foi conferir quem são, como vivem e o que pensam as centenas de andarilhos que, a cada semana, percorrem a estrada, como o mudo Francisco Silva (foto). Pág. 17 Jorge Araújo/Folhapress

Empresários da web, uni-vos! O trabalho em espaço compartilhado ganha força – e dinheiro. Informática. Pág. 35 ISSN 1679-2688

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9 771679 268008

Fogo no navio. E mil passageiros à deriva. Há brasileiros no Costa Allegra que ia para Seicheles. Pág. 15

HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 31º C. Mínima 19º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 30º C. Mínima 18º C.

Menino morre em outra tragédia com jet ski Acidente foi em represa no ABC. Em Bertioga, polícia faz perícia no jet ski (foto) que atropelou menina de 3 anos. Pág. 16

Brás desfila moda para outono e inverno Shopping atacadista e de pronta-entrega, com 400 lojas, abriu ontem, e promove até amanhã, a 12ª edição desse evento, que atende varejistas de todo o País. Pág. 22


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A pressão por maiores investimentos das petrolíferas privadas é orquestrada pelo governo de Cristina Kirchner. Roberto Fendt

pinião

Devemos chorar pela Argentina?

PAULO SAAB

MAIS APOIO AO

N

o último sábado, comemorou-se na Argentina o 234º aniversário de nascimento do general José Francisco de San Martín y Matorras (17781850). San Martín liderou a luta de independência da Argentina do colonizador espanhol e participou também das guerras de independência do Chile e do Peru. Com toda razão, povo e autoridades lembraram o natalício do herói nacional. É questionável se teria também razão o governador de Neuquén, província argentina situada na Patagônia argentina, ao pretender declarar a independência de sua província das empresas privadas que detêm concessões para a exploração de petróleo. Na sexta-feira passada, o governador declarou que se as companhias petrolíferas não investirem, "terão que se afastar", dando lugar a quem queira investir. A ameaça traz implícita a nacionalização das empresas. Para ele, trata-se de "uma questão de Estado". Na quintafeira, o governo de Cristina Kirchner suspendeu as operações externas da YPF Repsol, empresa de controle acionário espanhol, até o pagamento de uma multa de US$ 8 milhões aplicada à empresa. Alguém poderia imaginar que se procura uma nova forma pecuniária de "independência" da Espanha, não fosse o fato de a receita federal da Argentina estar punindo também outras 300 empresas, de várias nacionalidades. Do que se trata, afinal? As províncias argentinas com maiores reservas de petróleo exigirão que as empresas que detêm concessões aumentem a produção em 15% nos próximos dois anos. O governador de Neuquén não está sozinho. De fato, a pressão por maiores investimentos das petrolíferas privadas é orquestrada pelo governo da senhora presidente Cristina Kirchner. Paira no ar a ameaça de que as concessões obtidas pelas empresas sejam cassadas caso as empresas não concordem com esse novo tipo de "política industrial" petrolífera. O que pretende o governo é determinar quanto deve ser investido pelas empresas e qual a meta de produção das mesmas – sem que se leve em conta o retorno dos investimentos atuais e dos novos investimentos demandados. Aos poucos, o governo do país vizinho vai pondo em prática um tipo especial de capitalismo de Estado. No modelo clássico desse curioso regime, que investe recursos dos cidadãos sem a anuência deles, e transfere-lhes simultaneamente o risco da má gestão, o governo é o investidor. No novo capitalismo de Estado argentino, o governo pretende determinar quanto as empresas devem investir – mas não coloca um tostão na exploração de petróleo. Não é sequer um capitalismo de Estado em que o governo usa a cenoura do incentivo – geralmente fiscal ou creditício – para induzir o

FIM DE PRIVILÉGIO

N

o ano passado, demos divulgação, neste espaço, a declarações do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, defendendo o fim do foro privilegiado para políticos e autoridades do Executivo. A coluna está em campanha para combater essa discriminação que, nascida de um princípio salutar, de dar garantias de exercício autônomo do cargo para representantes populares, se transformou em um odioso instrumento de acobertamento, de proteção aos crimes praticados por aqueles que deveriam defender os interesses do País. Neste final de semana, em uma longa entrevista à Folha, o também ministro do STF, Celso de Mello, defende o fim do foro privilegiado, lembrando que esse benefício tupiniquim não tem similar no mundo e deveria ser limitado a casos de delitos cometidos por políticos em razão do mandato. Nem com isso eu concordo, mas vamos respeitar a posição de quem é membro da mais alta Côrte do País. Mello assinalou que ao longo da história brasileira os deputados e senadores não tiveram, por 145 anos (entre 1824 e 1969), a prerrogativa de foro privilegiado e, no entanto, nem por isso foram menos independentes e nem perderam sua liberdade para legislar.

ROBERTO FENDT investimento privado. Na Argentina de hoje, pretende-se incentivar o investimento com a ameaça de cassação da concessão. Claro que há razões de sobra para aumentar a produção petrolífera na Argentina. Vale lembrar que o país, antes da instalação da dinastia Kirchner no poder, era exportador de petróleo e gás. O campo de Vaca Muerta, na província de Neuquén, é considerado pelos especialistas a terceira reserva não convencional de gás e petróleo do país. As reservas estão estima-

das em 22,8 bilhões de barris de petróleo e sua adequada exploração requer investimentos da ordem de US$ 30 bilhões – e aplicação de tecnologia de exploração de ponta. As companhias concessionárias terão o maior interesse em realizar novos investimentos se os mesmos forem rentáveis. O problema é que, para manter artificialmente baixos os preços dos combustíveis e do gás, o governo paga às companhias um preço muito inferior ao do mercado internacional. É isso que está impe-

Se a Argentina tornou-se hoje importadora de petróleo e derivados, a causa deve ser buscada no próprio governo, não nas empresas privadas produtoras do óleo.

dindo que novos investimentos sejam feitos, e não a má vontade das empresas, ou uma aversão a ganhar dinheiro explorando as ricas reservas argentinas. Se a Argentina tornou-se importadora de petróleo e de derivados, com um déficit energético estimado em US$ 6 bilhões, a causa deve ser buscada no próprio governo e não nas empresas privadas produtoras de petróleo.

O

s preços artificialmente baixos praticados no mercado pela ação do governo têm em mira controlar a inflação. Trata-se de um recurso caracterizado pelo saudoso professor Mário Henrique Simonsen como "quebrar o termômetro para baixar a febre". Não é por outra razão, aliás, que a conceituada revista The Economist decidiu e anunciou que não vai mais utilizar dados oficiais do governo argentino em suas publicações. A questão, contudo, é mais ampla. A política de controle de preços não está falseando somente os números da inflação argentina. Ela está também eliminando incentivos à produção e gerando um singular tipo de capitalismo de Estado, fadado a continuar empobrecendo aquela que já foi a mais rica das nações latino-americanas. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

certamente uma voz importante para dizer ao Brasil que caminho buscar para se reduzir ao mínimo possível – hoje habitamos o máximo – o grau de corrupção que infesta o Estado brasileiro, traduzida essa infestação na ação predatória de políticos, governantes e mesmo magistrados e outros, em cima do tesouro público em benefício pessoal. Considero, pessoalmente, confessando aqui ao meu leitor, que o Brasil é um país onde na vida pública a questão de similaridade nem deve ser mencionada, enquanto não tivermos uma cobrança popular pela austeridade, que ponha fim ao festival de dilapidação dos recursos coletivos. A massa brasileira está distante do que ocorre na vida pública. Chamar de ignorante é mais simples, no sentido não ofensivo de ignorar o que acontece. Neste terreno pantanoso da ignorância chafurdam (no dicionário: v.i. revolver-se em chafurda ou lamaçal: os porcos chafurdam na lama) os aventureiros sem caráter e se afogam os interesses nacionais.

É

Se a maioria da população fosse alfabetizada, capaz de discernimento, os privilégios de que desfrutam nossos políticos e governantes seriam por certo menos ofensivos.

Houvesse uma população majoritariamente alfabetizada, capaz de discernimento, e os privilégios de que desfrutam nossos políticos e governantes, à custa do dinheiro arrancado da população, seriam menos ofensivos. Está correta a expressão " arrancado": aqui o poder público não arrecada; ele arranca dinheiro de quem produz, gera riquezas e trabalha como assalariado ou profissional liberal. aúdo com grande alegria, isoladamente, a entrevista do ministro Celso de Mello. E digo isoladamente, com todo respeito à ignorância pátria, porque a camada da população capaz de entender o que significa foro privilegiado é mínima. E não se mexe. Sufocada pela necessidade de sobreviver, pela inércia, pela ausência de lideranças, pelo comodismo, em que a reclamação no vazio parece aliviar a insatisfação, a tudo assiste e paga, passiva. É difícil imaginar que, por moto próprio, congressistas, políticos, governantes, magistrados, toda sorte de integrantes dos escalões elevados do poder público, irão um dia se mexer, sem uma forte pressão popular, para alterar uma situação da qual desfrutam sem nenhum constrangimento. Com todos os privilégios. O ex-presidente Collor, por exemplo, hoje senador da República, no mês de janeiro agora, em pleno recesso do Senado, gastou do dinheiro público cerca de 28 mil reais em combustível. Certamente passou o mês dirigindo pelo Estado das Alagoas, atrás de respostas para os anseios populares. Este é apenas um exemplo, que escolho por se tratar de um ex-presidente da República. A imaginação do leitor pode projetar o quanto se extrai de recursos dos cofres públicos, de forma inútil para a os interesses coletivos. E viva os privilégios!

S

PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

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UMA DISCUSSÃO INTERESSANTE É A IMPORTÂNCIA DA LÓGICA NA FORMAÇÃO DO FILÓSOFO.

pinião

Coerência e integridade

OLAVO DE CARVALHO

M

eu artigo anterior poderia dar ocasião a inumeráveis outros, tantas são as consequências que anuncia e as perguntas que sugere. Uma destas é: qual a importância da lógica na formação do filósofo? De certo modo essa pergunta já foi respondida pelo próprio desenrolar dos fatos históricos: existiu filosofia, e grande filosofia – a maior delas –, uma geração antes de que Aristóteles formulasse pela primeira vez as regras da lógica. O pensamento lógico é, decerto, uma capacidade natural do ser humano, e desde os tempos mais remotos a especulação filosófica faz uso dele quase que por instinto, mas a lógica enquanto técnica explícita só apareceu quando a filosofia, sem ela, já havia alcançado seus mais altos cumes, nunca ultrapassados pela evolução posterior. Quando Alfred N. Whitehead disse que a história da filosofia não passa de uma coleção de notas de rodapé aos escritos de Platão, incluía nisso, é claro, a filosofia inteira de Aristóteles. Assim como esta é apenas a exploração avançada de sendas já abertas pelo platonismo (e o filósofo de Estagira é o primeiro a reconhecê-lo, ao referir-se a si próprio como um de "nós, os platônicos"), a tekhne logike não passa de um ramo especial da filosofia aristotélica, que a transcende infinitamente e não é de maneira alguma determinada por ela nem na sua forma expositiva, nem no seu sentido íntimo. A coerência do discurso, objeto da lógica, é decerto importante, mas apenas como expressão exteriorizada de uma coerência mais profunda: a consistência da percepção do mundo, manifestação, por sua vez, da unidade e integridade da alma – o equilíbrio interno do spoudaios, o homem maduro e maximamente desenvolvido,

Foi por isso que, nos seus célebres confrontos com Ludwig Wittgenstein, o genial crítico literário F. R. Leavis, que só enfocava a linguagem com base em exemplos reais colhidos na complexidade da trama social e da herança literária dos séculos, acabou por se definir como um "antifilósofo". No sentido grego, seria um filósofo até maior do que aquele seu amigo e antagonista. Num ambiente de filósofos "profissionais" apegados ao formalismo lógico, só podia ser mesmo um "anti".

U

consciente de si, dominador do seu universo interior, capacitado a buscar, se me permitem citar-me a mim mesmo, "a unidade do conhecimento na unidade da consciência (cognitiva e moral) e vice-versa".

S

eparado desse fundo, o culto do discurso coerente torna-se apenas um fetichismo, hipnoticamente atraente como todos, arriscando erguer as mais sofisticadas construções intelectuais em cima de uma base perceptiva pobre ou deformada. Que tantos filósofos notáveis pelas suas contribuições à lógica tenham descido ao nível da mais acachapante puerilidade quando abandonaram os domínios do pu-

ro formalismo e se aventuraram a tratar de problemas substantivos da história, da moral, da religião e da política (Wittgenstein e Russell são casos exemplares), não é um detalhe marginal das suas biografias, mas o sinal de que a busca da integridade do discurso pode ser às vezes a camuflagem usada para encobrir uma consciência fragmentária e dispersa, incapaz de responder por si mesma ante as realidades da vida. A r i s t ó t e l e s s e m p re e s t e v e consciente de que o discurso lógico não surge no ar, mas se ergue em cima de todo um caleidoscópio de percepções e recordações que não cede ao impulso da formalização lógica senão após uma

série de depurações muito trabalhosas, que vão passando da linguagem poética (muitíssimo bem definida por Benedetto Croce como expressão de impressões), através das escolhas retóricas e confrontações dialéticas, até o formalismo da demonstração lógica, incapaz de abranger senão um fragmento mínimo da experiência humana. Quando se perdem de vista as raízes que o raciocínio lógico tem nas modalidades menos abstratas de discurso (e estas na complexidade da alma vivente), os progressos da formalização arriscam tornar-se pretextos de uma irresponsabilidade cognitiva quase demencial, tanto mais

danosa quanto mais adornada de perfeições técnicas imponentes.

N

ão por coincidência, as escolas filosóficas que privilegiam acima de tudo a análise lógica concentraramse no idioma padronizado das ciências e na "linguagem cotidiana" (muitas vezes constituída de frases banais inventadas ad hoc pelo próprio filósofo, do tipo "a vassoura está atrás da porta"), fugindo de enfrentar a linguagem da grande literatura e da revelação, as únicas em que se expressam as potencialidades máximas da fala e, portanto, nas quais transparece a verdadeira natureza da linguagem.

ma certa dificuldade no aprendizado da lógica moderna (nada, no entanto, que não se possa superar com um pouco de paciência) ameaça dar ao estudante a impressão de que ali se encontra o máximo de "seriedade" que a inteligência humana pode alcançar. Mas a integridade do discurso lógico só é verdadeiramente séria quando arraigada na integridade de uma visão pessoal responsável, de uma percepção abrangente e madura da realidade, estendida para muito além das possibilidades acessíveis da prova lógica. A disciplina do pensamento lógico não é, definitivamente não é, o padrão máximo da honestidade filosófica, ela é apenas a sua expressão mais externa, mais "visível" e menos essencial. O filósofo que descura da disciplina da alma e capricha ao máximo na coerência lógica é como um capomafioso, que, vivendo da jogatina, da exploração do lenocínio e do assassinato dos concorrentes, se achasse muito honesto por manter seus livros de contabilidade na mais perfeita ordem. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

A ECONOMIA E O NONSENSE PRESIDENCIAL R

ecentemente o presidente Barack Obama, em um evento de arrecadação de fundos no Washington Hilton, disse ao público presente: "Nós não podemos voltar ao velho estigma de economia por sua própria conta". Ao longo da minha carreira profissional como economista, nunca me deparei com a teoria da "economia por sua própria conta". Estou supondo que o presidente quis dizer – e achou ofensivo – "economia por sua própria conta" como um sistema no qual as pessoas são responsáveis por suas ações, assumindo riscos e vivendo com os resultados delas, sem forçar os outros a pagar por seus erros, pois não podem viver às custas de outras pessoas. A visão do presidente Obama foi compartilhada por nossos Pais Peregrinos na colônia de Plymouth, atualmente Massachusetts. Eles estabeleceram um sistema comunista. Todos cultivavam juntos e tudo o que produziam era colocado em um depósito comum. Uma certa quantidade de comida era racionada para cada pessoa, independentemente da sua contribuição para o trabalho. Muitos peregrinos se queixaram de que estavam muito fracos, devido à fome, para fazer a sua parte do trabalho. E mesmo sendo profundamente religiosos, os peregrinos foram levados a roubar um do outro. O governador William Bradford escreveu a história da colônia

Há características do ser humano que socialistas, liberais e progressistas gostariam de mudar: as pessoas tendem a produzir mais quando elas próprias produzem; a propriedade privada é melhor cuidada.

WALTER E. WILLIAMS mas "a sobrevivência do mais apto" é um dos maiores mal-entendidos sobre Charles Darwin em seu trabalho pioneiro Sobre a Origem das Espécies. uando Obama e a maioria das outras pessoas usam a expressão "sobrevivência do mais apto" sugerem que um grupo de pessoas ou animais está competindo uns com os outros e os mais fortes, mais inteligentes ou mais espertos sobrevivem. Não é isso o que Darwin e os biólogos evolucionistas têm em mente. Em vez disso, o que eles querem dizer é que aqueles que sobrevivem têm características que os tornam mais bem equipados para sobreviver e reproduzir-se em um ambiente particular. Eles não estão devastando seus concorrentes. Vamos tentar pensar um pouco sobre a questão. Quais as empresas que você acha que devem sobreviver e expandir-se: aquelas que podem atender às mudanças que seus clientes querem ou aquelas que não podem fazê-lo? Se os meios de comunicação tornam-se mais

Q

em Of Plymouth Plantation, destacando em sua obra: "Fica claro que a fome vai perdurar também no ano que vem, caso não haja alguma prevenção". m 1623, depois de muito debate, um novo sistema foi criado, pelo qual cada família recebeu um pedaço de terra – e tudo o que fosse produzido pertencia à família. O governador Bradford observou que "as mulheres, agora, foram voluntariamente para o campo e levaram seus pequeninos para colher o milho, o que antes não

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aconteceria, pois se alegaria que as crianças eram fracas e incapazes; se tivessem sido obrigadas, seria considerado tirania e opressão". epois do governador Bradford ter estabelecido o que Obama chama de "economia por sua própria conta", as colheitas eram tão abundantes que Bradford é considerado o criador do que chamamos de "Ação de Graças". Há diversas características aparentemente imutáveis e inatas aos seres humanos que os socialistas, liberais e progressistas acham difíceis

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de lidar e gostariam de mudar. As pessoas tendem a trabalhar mais e produzir mais quando elas próprias produzem. A propriedade é melhor cuidada quando é propriedade privada. As pessoas gostam de barganhar, o que Adam Smith chamou de propensão para carregar e fazer escambo. Para suprimir essas características é necessária força bruta. presidente Obama também disse à multidão em Washington Hilton que "nós não somos um país que foi construído com a ideia da sobrevivência do mais apto." Obama não diz por si mesmo,

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baratos por conta de máquinas de fax, internet e telefones, devem ser utilizados subsídios para ajudar o US Postal Service (serviço de correios nos EUA) a sobreviver? Anos atrás, a digitação era feita em máquinas de datilografia, o leite era deixado diante das portas com cavalo e carroça; réguas de cálculo eram usadas para fazer contas. Esses produtos e práticas sobreviveram ou foi certo a seleção natural destiná-los ao lixo da história? ente encurralar o presidente e os que o apoiam e perguntar-lhes se eles acreditam que os governos devem garantir que sobrevivam aqueles menos aptos e que, em vez de "economia por sua própria conta", deveria ser "você depende da economia de outra pessoa".

T

WALTER E. WILLIAMS É PH. D. EM ECONOMIA PELA UCLA E PROFESSOR DE ECONOMIA NA

GEORGE MASON UNIVERSITY, DE VIRGÍNIA. TRADUÇÃO: MARIA JÚLIA FERRAZ. PUBLICADO ORIGINALMENTE EM WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 Depois da polêmica

compra de 12 utilitários Ford Edge por R$ 1,76 milhão, a Presidência da República volta às compras.

gibaum@gibaum.com.br

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

3 MAIS: está adquirindo 13 carros Focus Sedan, da mesma Ford por R$ 593,4 mil. Ou seja: busão é palavra proibida por lá.

k A maior desgraça da democracia, dizia Nelson Rodrigues, é que Lula em campo ela traz à tona a força numérica dos idiotas, que são a maioria LUIZ FELIPE PONDÉ // filósofo e professor da Faap e PUC/SP. da humanidade. «

Fotos: BusinessBank

Nem só de Ivete Sangalo e Gilberto Gil vive o carnaval baiano: o prefeito de Salvador, João Henrique (PP), já no segundo mandato e separado, desde o ano passado, de sua mulher, a deputada estadual Maria Luiza, protagonizou, onde quer que fosse, sucessivas cenas de amor com a nova eleita Tatiana Paraíso, subsecretária da Saúde do governo municipal. João Henrique até chegou a fazer duas tatuagens grandes, nos dois braços, com o nome e sobrenome de Tatiana, com a qual já se casou em cerimônia discreta (são aquelas tatuagens que vão sumindo com o tempo). O casal chegou a desfilar no Camaleão, bloco comandando pela banda Chiclete com Banana, quando João Henrique repetia seu grito de guerra: “Estou no paraíso, pa-ra-í-so!”

333

PRESSÃO ALTA 333 Dona de um capital político que somou R$ 19,5 milhões de votos na última campanha presidencial, a ex-senadora Marina Silva, agora sem legenda, está sendo obrigada a permanecer à distância da cena política por seus médicos. Teve um recente mal-estar decorrente de pressão arterial, está fazendo exames e acompanhamentos e os médicos estariam averiguando outras complicações. Os mais chegados, contudo, acham que Marina estará em forma, quando as eleições municipais estiverem mais próximas e apoiará apenas algumas candidaturas.

Adeus às balas 333 Em abril próximo, surgirá oficialmente a Latam, resultado da chilenização da TAM, que será presidida pelo chileno Enrique Cueto. Desde que foi anunciada a fusão da empresa brasileira com a LAN em agosto de 2010, o estilo chileno de gestão vai se impondo, com maior austeridade. Agora, um dos símbolos de boas relações com passageiros criado pelo comandante Rolim Amaro na TAM, chegará ao fim. A empresa não vai distribuir mais balas Butter Toffees, produzida pela argentina Arcor, aos passageiros – e vai economizar R$ 1,5 milhão por ano.

SECRETOS 333 No ano passado, a Presidência da República teve gastos secretos, cujos dados são sigilosos “para garantia da sociedade e do Estado”, num total de R$ 10,9 milhões, R$ 100 mil a menos do último ano de Lula. Já os ministérios da Fazenda, Educação, Justiça, Minas e Energia, Relações Exteriores e Defesa gastaram, também sob o rótulo de sigilo, R$ 43,1 milhões no ano passado, R$ 7,2 milhões a mais do que em 2010. De 2006 a 2011, a dinheirama torrada em gastos sigilosos alcançou R$ 176,2 milhões, ou seja, cerca de R$ 80 mil por dia.

333 Em sua 84ª edição, no Hollywood Highland Center, exKodak Theater, em Los Angeles, quando os grandes vencedores foram Meryl Streep e Jean Dujardin, a noite de premiação do Oscar, como acontece todos os anos, foi também uma super-parada de elegância de superstars, desfilando pelo red carpet. Da esquerda para a direita, Angelina Jolie, num veludo de Versace; Michelle Williams, num Louis Vuitton de inspiração vintage; Natalie Portman, de Dior; Glenn Close, com uma criação de Zac Posen; Tina Fey, usando um clássico de Carolina Herrera; e last but not least, Stacy Keibler, namorada de George Clooney, com um lamê dourado de Marchesa.

Tapete vermelho

333 O bilionário Eike Batista, dono de uma fortuna de US$ 30 bilhões, aposta que subirá da oitava colocação na lista dos mais ricos do mundo, que a revista Forbes anunciará, tradicionalmente, nos próximos dias. A expectativa é que com a recente descoberta de petróleo no pré-sal em águas rasas da Bacia de Santos, as ações da OGX, muito valorizadas, podem ajudar sua ascensão no ranking. Por outro lado, de olho nas reservas de 3 bilhões a 4 bilhões de barris de petróleo em campo de Eike, dirigentes da Petrobras e assessores diretos de Dilma querem mudar as regras atuais por um modelo de partilha que teria participação obrigatória da estatal. Mais: de despedida, Eike deu para sua ex-namorada Flávia Sampaio, um apartamento no Leblon, de cara para a praia.

Olho grande

PODEROSA A atriz Christiane Torloni, a Tereza Cristina de Fina Estampa, agora do alto dos seus 55 anos, era a única, no desfile das campeãs, a não usar a camisa da Devassa. Quando entrou, amarrou na cintura e a camiseta ficou lá até ela ir embora, sem que ninguém se atrevesse a pedir que vestisse. A uma repórter de uma revista de celebridades , a atriz, bem-humorada, sapecou: “Para todo mundo ficar feliz, vou repetir minha frase favorita: hoje é dia de samba, bebê!” 333

MISTURA FINA 333 COMO quem estava no camarote da Brahma até gostou quando ele resolveu cantar, o jogador Neymar também começou a pensar em gravar um single. No passado, no auge de sua carreira, Pelé chegou a se aventurar no universo do showbiz, não apenas cantando como também compondo.

DE 9 a 11 de abril, Dilma Rousseff viajará aos Estados Unidos, quando se encontra com Barack Obama, que estará já em campanha pela reeleição. Por relatórios diplomáticos e até mesmo por opinião pessoal, Dilma acha que Obama deverá ser reeleito. No final de julho, a Chefe do Governo deverá estar presente na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres.

333

Carla Manso, jornalista formada e modelo desde 2003, eleita, no final do ano passado, em São Paulo, Miss Plus Size Mulheres Reais , acaba de posar para um ensaio totalmente nua para as lentes da fotógrafa Kelly Hato. Carla queria mostrar que as gordinhas também podem ser muito sensuais. “Eu represento a silhueta da maioria das brasileiras”. Ela tem 25 anos, 1m68 de altura, 118 cm de quadril, 86 cm de cintura e 110 cm de busto. Pesa 89 quilos, garante que “ama cada pedacinho do seu corpo”, sonha com um maridão e quer “entrar na igreja de véu e grinalda”.

Plus size intimates

333

São Paulo, cabeça ruim 333 Quase 30% dos habitantes da região metropolitana de São Paulo apresentam transtornos mentais, de acordo com estudo que reuniu dados epidemiológicos de 24 países. É a maior taxa registrada de todas as áreas pesquisadas. O trabalho faz parte da Pesquisa Mundial sobre Saúde Mental, da Organização Mundial da Saúde e os Estados Unidos aparecem em segundo lugar com 25%. Contribui para transtornos mentais em São Paulo alta urbanização e privação social. Os transtornos de ansiedade foram os mais comuns, afetando 19,9% dos entrevistados. Em seguida, transtornos de comportamento (11%), controle de impulso (4,3%) e abuso de substâncias (3,6%).

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Atração baiana

333 O ex-presidente Lula deve permanecer no apartamento de São Bernardo, sem sair e preferivelmente, sem receber muita gente, por mais duas semanas, até que sejam feitos novos exames. Depois, embora aguardando nova data para outras avaliações, quer entrar no campo político das eleições municipais – e viajar até. Em São Paulo, com a aliança de Gilberto Kassab com José Serra, a candidatura de Fernando Haddad ganhou mais problemas e sua campanha engatinha, sem apresentar mudanças nas pesquisas. Resumo da ópera: Lula vai entrar de sola em cima de Gabriel Chalita, para ser vice de Haddad.

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O SAPATEIRO francês Christian Louboutin, famoso pela sola vermelha de suas criações, era uma das figuras convidadas do camarote da Devassa, no desfile das campeãs no Rio. Sentou-se na mureta acolchoada do camarote, pernas para o lado de fora e permaneceu lá até o final da festa. Usava bermuda de jeans e sandálias de dedo, de plástico.

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DOIS espetáculos de muito sucesso nos tempos da ditadura militar serão reencenados este ano: de um lado, Brasileiro, Profissão Esperança, de Paulo Pontes (1969), quando Dolores Duran e Antonio Maria terão suas músicas relembradas; de outro, Roda Viva, de Chico Buarque (1968), que ganhará sua terceira montagem. Para quem não sabe: Dolores morreu há 50 anos e foi a primeira compositora a ser parceira de Tom Jobim e Carlinhos Lyra. É dela o clássico Dindi. 333

Calça.

Saia.

Aécio, plano B Desaparecido no carnaval, quando optou por uma pousada numa praia isolada em Trancoso, na Bahia, o senador Aécio Neves acompanha a movimentação em torno da candidatura de José Serra à prefeitura de São Paulo e traça um plano B para 2014. O governador Antonio Anastasia, ex-vice de Aécio e eleito por ele para a chefia do Executivo mineiro, não poderá concorrer à reeleição daqui a dois anos. Seu vice, Alberto Pinto Coelho (PP), quatro vezes deputado federal, começa a aparecer, sem grandes chances. Como acha que Dilma se reelege com um pé nas costas, Aécio poderá voltar a disputar o governo de Minas Gerais. 333

333 GILBERTO Carvalho, secretário-geral da Presidência, vem trabalhando, ao lado de Ruy Falcão, presidente nacional do PT, na montagem de acordos e alianças nas eleições municipais de muitas capitais e importantes cidades brasileiras. Carvalho tem uma prioridade, contudo: eleger sua irmã Márcia para a prefeitura de Londrina.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

5 REAÇÃO PT perde escora do PSD e passa a criticar gestão de Gilberto Kassab

olítica

Sem o apoio do PSD, PT decide atacar Kassab.

ECO Críticas também já integram repertório petista de Haddad

A decisão do ex-governador José Serra de disputar a prefeitura paulistana, que retirou a aliança que o partido poderia ter do PSD do prefeito Gilberto Kassab, levou o presidente petista Rui Falcão a dizer que "a cidade está devastada", com problemas de mobilidade saúde e de assistência a crianças.

Tiago Queiroz/AE

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pós o fim das con- ministração Kassab. versas para uma Com a entrada do ex-goverpossível aliança nador José Serra (PSDB) na disentre o PT e o PSD puta eleitoral, Kassab encerna eleição municipal em São rou a conversa com o PT sobre Paulo, que até então vinha sen- um eventual apoio ao ex-mido alinhavada e festejada entre nistro Fernando Haddad. os petistas, o presidente do PT, A negociação foi iniciada em Rui Falcão, retomou ontem o conversa com o ex-presidente discurso de oposição do parti- Lula, principal cabo eleitoral do na cidade e criticou sem de Haddad. Para Falcão, a imafreios a administração do pre- gem do ex-presidente não será feito Gilberto Kassab, funda- arranhada por isso. "A imador da nova sigla, que já havia gem do Lula é a melhor possídeclarado vel. É capaz apoio inconaté de ter audicional ao mentado deex -go ver napois da doendor José Serra ça dele". Em nenhum caso ele viesDe acordo momento o nosso se a se candiFalcão, a datar. aliança com candidato deixou "Não podeKassab nunca de dizer que ele m o s n o s e schegou ao esquer um programa quecer que a tágio de "conde mudanças. cidade está v e r s a f o rdevastada, mal". RUI FALCÃO, EM DEFESA DE que tem proSegundo o FERNANDO HADDAD. blemas de petista, a enmobilidade trada de Serra urbana gravíssimos, que a saú- também foi recebida sem surde atravessa uma crise muito presa pela campanha de Hadgrande, e que há mais de 100 dad. "Me parecia claro que ele mil crianças fora da creche. seria o candidato (do PSDB)", Nosso programa vai ter que desdenhou. dar resposta para essas quesFalcão afirmou ainda que o tões", atirou o petista. governador de Pernambuco e Ele ainda minimizou a nego- presidente do PSB, Eduardo ciação com Kassab. "Em ne- Campos, já antecipou a Lula nhum momento o nosso candi- que o partido apoiará o PT em dato deixou de dizer que ele São Paulo, embora o partido quer um programa de mudan- faça parte da base aliada do goças". Segundo Falcão, o PT v e r n o G e r a l d o A l c k m i n nunca deixou de criticar a ad- (PSDB-SP).

Falcão: críticas ao PSD depois do anúncio da candidatura de Serra e da adesão do prefeito Kassab ao PSDB para sucedê-lo na Prefeitura.

Grandes cidades – Rui Falcãoparticipou na sede do partido em São Paulo de uma reunião na qual avaliou as condições de disputa da sigla nas grandes cidades. Segundo ele, o PT terá 68 candidatos nas 118 cidades com mais de 150 mil habitantes. Em 10 delas, o partido vai

apoiar um candidato de outra chapa. Atualmente, a sigla administra 33 dessas cidades. Os principais aliados do PT serão o PCdoB, PSB, PDT, PMDB, PR e PTB. No momento, sete coligações foram fechadas com PSD e sete estão em discussão. "São as conversas até o momento. O

PSD define ainda se vai ter tempo (de TV) ou não". No Supremo – O PSD entrou no final da tarde de ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança contra a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), que negou direito ao novo par-

tido de participar de vagas nas comissões da Casa. A defesa do PSD pediu liminar para suspender a reunião, marcada para amanhã, em que se decidirá a escolha dos presidentes de comissões da Câmara. O pedido foi distribuído para o ministro Carlos Ayres Britto. (Agências)

E o candidato petista segue o mesmo tom Subitamente órfão do apoio do prefeito, o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, visita a zona norte da cidade e atribui a falta de moradias à administração do PSD. J.B Neto/AE

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Haddad: petista diz que agora se sente livre para defender a bandeira da mudança na cidade.

Candidatura de Serra? Dilma não quer falar nisso.

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presidente Dilma Rousseff usou a mesma postura, adotada durante todo o dia, para evitar responder qualquer pergunta que não fosse sobre as obras

que visitou no Ceará, ontem. Na última visita realizada em Fortaleza, na Vila do Mar, ao ser questionada sobre a entrada do tucano José Serra na disputa das eleições municipais

Andre Dusek/AE

Dilma no Ceará: indagada sobre Serra, falou de sua viagem à Hannover e o encontro que terá com a chanceler alemã, Angela Merkel.

de São Paulo e o apoio que o PSD vai dar ao ex-governador, a presidente primeiro ironizou. Disse que não iria responder perguntas sobre sua viagem à Hannover, na semana que vem, ou sobre a conversa que terá com a chanceler alemã Angela Merkel. Diante da insistência e perguntada se estava preocupada com a entrada de Serra na disputa, ela simplesmente emendou: "O governo é federal". C r í t ic a s – Nem por isso a presidente deixou de criticar governos anteriores, seguindo o bordão do PT. Ao anunciar hoje investimento de R$ 1 bilhão para a construção de uma linha de metrô em Fortaleza, a Dilma criticou os antecessores por não investirem em transporte de massa nas grandes cidades. "Nos anos 80, uma parte das lideranças no Brasil considerava o metrô um luxo", fez questão de comentar. (AE)

m um encontro, ontem, com militantes do PT da região da Freguesia do Ó e da Brasilândia, na zona Norte de São Paulo, o pré-candidato do partido à prefeitura, Fernando Haddad, atacou a falta de moradia na cidade mais populosa do País. "Foi dramático o que vimos hoje. Precisamos recuperar a capacidade de produção de moradias em São Paulo", disse o petista, no tradicional bordão petista. Durante a plenária, Haddad disse também que São Paulo não é uma referência em urbanismo. "Estamos fora da discussão sobre urbanismo no mundo. Hoje, as pessoas discutem urbanismo na cidade do México (México) ou em Bogotá (Colômbia), e não sobre São

Paulo", criticou. Assim como fez na última sexta-feira no M'Boi Mirim, na região Sul de São Paulo, Haddad passou o dia percorrendo os equipamentos públicos dos bairros da Zona Norte. Ele visitou unidades de saúde e dois Centros Educacionais Unificados (CEUs) – um construído na gestão Marta Suplicy (20002004) e outro, pelo atual prefeito, Gilberto Kassab. Visitou associações de bairros, esteve numa obra de urbanização da favela do Jardim Guarani, que faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). E, no final do dia, conversou com passageiros de ônibus no Terminal Cachoeirinha, que atende a região. "Não faremos promessas que não executaremos", garan-

tiu o pré-candidato. Em uma hora de encontro com os militantes na plenária, Haddad ouviu reclamações sobre problemas estruturais da região, como a falta de escolas, problemas com o recolhimento de lixo e a falta de transporte escolar para crianças. "Nós tínhamos um programa (Vai e Volta) que foi enxugado, ao invés de ser expandido", criticou Haddad. Pela primeira vez nas últimas semanas, Haddad não ouviu reclamações da militância sobre a aproximação entre o PT e o PSD, do prefeito Kassab. Aliviado com o apoio do PSD ao ex-governador José Serra (PSDB), Haddad disse mais cedo que agora se sente livre para defender a bandeira da mudança na cidade. (AE)

José Dirceu desdenha: 'Quem é que tem medo?

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ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu (PTSP) não deixou passar em branco a oportunidade de desdenhar a entrada em cena do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa pela prefeitura paulistana, embora tenha acusado o golpe em seu blog, ontem. "A notícia chegou à imprensa na noite de sexta-feira, virou rastilho de pólvora e rapidamente ganhou as manchetes dos jornais deste final de semana". "Mas, afinal, quem tem medo do Serra?", provocou, em seguida. "A novela serrista continua e os problemas crescem ao seu redor. Andará o PSD de mãos dadas com o DEM em São Paulo, numa coligação para apoiar Serra? Como ficarão os partidos agora

aliados ao prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD): PCdoB, PSB e PR? Apoiarão Serra e o projeto tucano de manter São Paulo a qualquer custo e preço?". Pedro Ladeira/Frame/AE

Dirceu: preocupação em demonstrar que aliança entre PSD e PSDB não irá prejudicar aspiração do PT pela prefeitura.

E arrematou" "Quem disse que Serra é o melhor candidato para disputar a prefeitura, depois da derrota de 2010 e do isolamento a que foi submetido pela cúpula tucana?" (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Serra é a resposta do partido à tentativa do PT de nacionalizar a eleição para prefeito de São Paulo. Bruno Covas, secretário estadual de Meio Ambiente

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FOI UM PASSARINHO QUE CONTOU:

'SERRA VAI DISPUTAR A PREFEITURA'

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ex-governador José Serra anunciou ontem pelo Twitter que disputará as prévias do PSDB que definirá o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo. "Sempre fui favorável às prévias para a escolha do candidato a prefeito do PSDB. E delas pretendo agora participar. Comunicarei por escrito à direção do PSDB de São Paulo minha disposição de disputar a prefeitura de SP". O secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, também aproveitou para comunicar oficialmente a sua desistência das prévias. Ele disse que estava deixando o páreo em nome da candidatura de Serra e que tomou a decisão na quinta-feira, quando o colega manifestou o interesse de se candidatar. "Vocês nunca verão eu disputar uma eleição com o Serra, somos do mesmo grupo político, somos amigos há muito tempo. Não faria sentido", explicou. Segundo Matarazzo, Serra decidiu entrar na eleição quando viu que "a ameaça da volta do PT podia ser realidade", afirmou. "Serra viu e viveu a tragédia que foi o governo do PT em São Paulo", disse. "O PT é o adversário e é ele que devemos enfrentar". Ele fica – Para o secretário de Cultura, a permanência de Serra na prefeitura, se eleito, é praticamente certa, rejeitando assim a possibilidade dele concorrer a outro cargo em 2014, nos mesmos moldes de sua primeira passagem como prefeito, entre 2005 e 2006. "Tenho certeza que Serra voltará e que ficará provavelmente quatro anos ou, quem sabe, oito anos

na prefeitura", afirmou. Outro que desistiu das prévias foi o secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas. Justificou a desistência em favor "de um projeto partidário", acrescentando que a candidatura de Serra "é a resposta do partido à tentativa do PT de nacionalizar a eleição para prefeito de São Paulo". Covas, que entrou na disputa com o incentivo do governador Geraldo Alckmin e chegou a transferir o título de eleitor de Santos para a capital para se

Serra viu e viveu a tragédia que foi o governo do PT em São Paulo. O PT é o adversário e é ele que devemos enfrentar. ANDREA MATARAZZO inscrever nas prévias, disse que hoje o candidato do governador é Serra. "Qualquer um que tem o Alckmin como líder não pode desconsiderar isso: o Serra surge como candidato do governador", garantiu. Cont role – Para o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), a decisão de Serra vai consolidar a hegemonia do partido em São Paulo. "Com o Serra, as chances de vitória são muito maiores", assegurou. "O PSDB não pode perder o controle de São Paulo". O senador não acredita que a candidatura de Serra vá consolidar o senador Aécio Neves (MG) como candidato tucano

ao Palácio do Planalto em 2014. "Quem garante que não teremos outros nomes do partido. São coisas distintas", afirmou Dias, que tem se apresentado como um dos nomes do PSDB para a disputa da Presidência. Va n t ag e m – A entrada de Serra na disputa mudou as peças do tabuleiro eleitoral e deverá fazer com que a briga seja centrada em três nomes: o do próprio Serra, o do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB) e o do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT). A avaliação é do presidente do PMDB de São Paulo, Baleia Rossi. "Com a entrada de Serra, o PSDB não vai sair com tão baixa intenção nas pesquisas", admitiu. Além de apostar na competitividade do PSDB na campanha municipal, Rossi também acredita que o tucano dará um outro peso para o pleito. "Ele tem uma densidade eleitoral muito grande e maior que os outros candidatos tucanos". De acordo com recentes pesquisas de intenção de voto, Serra é o candidato mais competitivo da legenda. Os outros ainda na disputa das prévias são o secretário estadual de Energia, José Aníbal, e o deputado federal Ricardo Trípoli. A fi f – O vice-governador Guilherme Afif Domingos afirmou ontem que a aliança com PT em São Paulo sempre foi considerada uma terceira alternativa para o PSD. "A primeira era a candidatura de Serra. A segunda, a candidatura própria desde que com tempo de televisão". Ele disse que o PSD tem bons nomes para vice de Serra, mas não condicionou o apoio à indicação. (Agências)

Helvio Romero/AE - 28.11.01

O ex-governador se apresentou para a disputa como o fator que poderá evitar a "ameaça do PT". Ele também mandou dizer que não vai largar o mandato no meio do caminho

Serra usa o Twitter para comunicar que é candidato nas eleições municipais e que vai disputar as prévias Werther Santana/AE

Bruno Covas não vai disputar as prévias dos tucanos: como Andrea Matarazzo, desiste em favor de Serra.

Para Alckmin, data da prévia é 'irrelevante' Governador defendeu consulta interna, com a participação de José Serra, mas evitou polemizar em relação à agenda que estava prevista pelos tucanos André Lessa/AE

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Alckmin, em evento na Secretaria da Agricultura, acredita que, com Serra candidato, o PSDB pode ganhar.

Aníbal e Trípoli firmes na disputa Guilherme Calderazzo

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om elogios à decisão do ex-governador José Serra de entrar na disputa à prefeitura e de participar das prévias do PSDB para a escolha do candidato tucano, o secretário estadual de Energia, José Aníbal, e o deputado federal Ricardo Trípoli reafirmaram, ontem à noite, em debate organizado pela sigla, que mantêm as pré-candidaturas e, além disso, rejeitaram a proposta de adiamento da disputa

interna, que poderia passar do dia 4 para o 11 de março. "Lamento que o Andrea Matarazzo e o Bruno Covas tenham desistido das pré-candidaturas", disse Aníbal. E acrescentou: "Já a entrada do Serra na disputa e a decisão dele de participar das prévias valorizam o processo de escolha interna do nosso candidato. Ajudam a mobilizar ainda mais a nossa militância e todos os integrantes do partido". Anibal se mostrou contrário à mudança no dia das prévias. "Essa proposta surgiu com ba-

se no argumento de que o Serra teria mais uma semana para fazer campanha. Ele é bem conhecido. Não há necessidade desse tempo para pedir votos aos militantes e filiados do partido", disse Aníbal. Em linha com o adversário, Trípoli negou que vai desistir da pré-candidatura e também rejeitou a mudança de data. "Não aceito a alteração. Temos de respeitar o que foi pré-estabelecido em relação à disputa interna", afirmou Trípoli. O encontro teve a presença de cerca de 400 integrantes do PSDB.

governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), classificou ontem de "irrelevante" a eventual mudança na data das prévias tucanas. "O importante é a realização, a data, se será dia 4 ou 11 de março, é irrelevante". O governador, que participou de evento de aniversário da Secretaria de Agricultura e Abastecimento na capital, ponderou que a questão "é uma decisão da executiva municipal". Ele confirmou ainda que a executiva deve se reunir hoje para discutir a inscrição do exgovernador José Serra no processo de prévias da legenda. E avaliou como "ótima notícia" a entrada dele na disputa, ressaltando ainda que o ex-governador tem chances de vencer as eleições municipais. "O fato de Serra se inscrever nas prévias é um ato de respeito á militância do PSDB", afirmou Alckmin. "Se ele for o candidato escolhido e for eleito, São Paulo terá um prefeito competente, um homem público correto, honesto e experiente". Alckmin ressaltou que agora o PSDB "tem tudo para vencer a eleição". Para ele, os tucanos têm muito mais chances com Serra do que com os outros pré-candidatos da sigla: o secretário estadual de Energia, José Anibal, e o deputado federal Ricardo Tripoli. "Temos tudo para vencer com um amplo arco de alianças", ressaltou o governador. Os outros dois pré-candidatos, os secretários

estaduais Andrea Matarazzo, da Cultura, e Bruno Covas, do Meio Ambiente, desistiram em favor de Serra. O grupo político do prefeito Gilberto Kassab também vai reforçar o apoio a Serra. Os vereadores que deixaram o PSDB no ano passado, quando Kassab criou seu partido, o PSD, vão acionar antigos contatos na militância tucana para pedir votos para o ex-governador. Além disso, o prefeito já teria oferecido três secretários da atual gestão para o cargo de

O importante é a realização das prévias. A data, se será dia 4 ou 11 de março, é irrelevante. GERALDO ALCKMIN vice. 'Nós temos três companheiros para apresentar como vice de Serra", afirmou. Os nomes apontados por Kassab foram os secretários Alexandre Schneider (Educação) e Eduardo Jorge (Meio Ambiente), caso o PV venha apoiar Serra, e a vice-prefeita Alda Marco Antonio, que também responde pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. Kassab afirmou ainda que não acredita na possibilidade

de Serra investir em uma chapa "puro-sangue", formada apenas por tucanos. "Acho que não é o caminho, mas também não descarto", disse o prefeito. "O candidato vai definir na hora certa", justificou. Presidência – Para dirigentes do PSDB, a chapa "purosangue" minimizaria conflitos entre DEM e Kassab. Ao criar o PSD, Kassab desfiliou-se do DEM e levou quadros do partido à nova agremiação. Por isso, uma ala dos tucanos teme que o envolvimento de aliados de Kassab acabe por constranger a militância. Para o prefeito, ao assumir a pré-candidatura, Serra abandona totalmente o sonho de ser presidente. "A questão da Presidência está encerrada na vida do Serra", assegurou. "Ele abandona esse projeto que tinha legitimamente como homem público e, a partir de agora, sua vida pública está toda voltada para São Paulo." Aplausos do PMDB – O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), avaliou ontem que a decisão de Serra de disputar a eleição municipal em São Paulo vai beneficiar o peemedebista Gabriel Chalita. Para Raupp, essa postura ajuda Chalita na medida que o candidato peemedebista poderá atrair parte do eleitorado do PSDB que não está disposta a apoiar Serra. "Chalita sempre disse que esperava por isso. A nossa avaliação é que a chance dele de vitória continua grande", afirmou. (Agências)


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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

7 O volume de recursos não guarda relação com o acidente (na Antártica). Senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)

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Ricardo Moraes/Reuters

Acidente na Antártica

Sargento volta em estado de choque Luciano Medeiros tentou combater o fogo com dois companheiros, que morreram

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Sargento Luciano Gomes Medeiros: emocionado, ele chora ao lembrar dos amigos mortos pelo fogo.

Mortos serão heróis nacionais

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s dois militares mortos no incêndio da Estação Antártica Comandante Ferraz, o primeirosargento Roberto Lopes dos Santos, 45, e o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo, 47, serão considerados pelo Ministério da Defesa "heróis nacionais" e suas famílias serão indenizadas. Ambos foram promovidos "post-mortem", a segundo-tenente, e receberão a Ordem do Mérito da Defesa no grau de cavaleiro. O valor da indenização pode chegar a R$ 500 mil. Além desse dinheiro, os filhos em idade escolar receberão auxílio até o

ingresso na universidade. Cada um dos dois tinha dois filhos. Mas, antes disso, a proposta ainda terá que passar pelo Congresso. O ministério da Ciência e Tecnologia deverá indenizar em R$ 10 mil os pesquisadores que estavam na base para suprir perdas pessoais que ocorreram no incêndio. Os corpos dos dois militares chegam hoje e serão recebidos com uma cerimônia de honras militares, no Rio. Cordas – Ontem, surgiram mais detalhes da atuação dos militares mortos. Os dois entraram na estação com uma corda amarrada na cintura,

procedimento de segurança usado em situações do gênero. Do lado de fora, outros militares seguravam a corda, que seria puxada caso os dois demorassem a voltar. Como eles realmente demoraram a dar sinal, a equipe externa puxou a corda, mas ela ficou presa. Três militares rastejaram até o local para tentar resgatá-los, mas o calor e a fumaça intensos impossibilitaram a tarefa. Os caixões foram transportados para o avião da FAB após cerimônia com colegas militares, embaixador brasileiro no Chile e funcionários da embaixada. O avião retornará ao Brasil hoje. (Agências)

obrevivente do incêndio que destruiu 70% da base brasileira na Antártica, o sargento da Marinha Luciano Gomes Medeiros, 45, ferido quando tentava combater o incêndio, foi o último a desembarcar. Com as mãos enfaixadas, em cadeira de rodas, foi encaminhado a uma ambulância, que o levou ao Hospital Naval Marcílio Dias. Ele está internado em estado de choque. Sua família afirmou ontem que ele está lúcido, mas se emociona ao falar do acidente que matou dois militares na madrugada de sábado. "Ele está muito abalado com a morte dos companheiros. Quando fala sobre o acidente, fica emocionado e começa a chorar", disse uma de suas filhas, Thaís Souza Medeiros, de 24 anos. Luciano sofreu queimaduras de segundo grau nas mãos e superficiais nas costas e na face. Segundo os médicos, ainda não há previsão de alta. O oficial chegou ao Rio na madrugada de ontem com outras 39 pessoas – 26 pesquisadores, um alpinista, um representante do ministério do Meio Ambiente e 11 funcionários do Arsenal de Marinha do Estado. Outros quatro pesquisadores desembarcaram antes, em Pelotas (RS). A família conta que o oficial diz ter feito tudo para apagar o fogo na estação, mas o vento forte alastrou as chamas rapidamente. Mecânico responsável por motores e lanchas, Luciano contou que o fogo teria começado na praça de máquinas, mas não há informações sobre a causa do acidente. "Ele estava acordado na hora. Disse que chegaram a controlar as chamas, mas o vento

Ele está muito abalado com a morte dos companheiros. Quando fala sobre o acidente, se emociona e chora. THAÍS SOUZA MEDEIROS voltou a espalhar o fogo e só deu tempo de correr", disse Thaís, sem ver o pai desde março de 2011, quando ele embarcou para a Antártica. Ainda no sábado, militares da Força Aérea Chilena resgataram de helicóptero os corpos do suboficial Carlos Alberto Figueiredo e do sargento Roberto Lopes dos Santos. Os corpos foram transferidos para a base chilena Eduardo Frei, onde ficarão até o transporte para o continente, na cidade de Punta Arenas, no Chile. Chegada – 40 integrantes da Estação Antártica Comandante Ferraz, de pesquisadores a servidores civis, desembarcaram no Galeão, trazidos pelo avião C-130 Hércules, da Força Aérea Brasileira (FAB), que decolou de Punta Arenas, no Chi-

le, na tarde de domingo e, antes de chegar ao Rio, fez escala em Pelotas (RS) onde deixou quatro pesquisadores. Na chegada, o cansaço transparecia no rosto da maioria. Um dos passageiros levantou as mãos ao céu, agradecendo a volta. A pesquisadora Terezinha Absher, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) contou: "Nós ficamos do lado de fora, vendo a estação pegar fogo. Há 20 anos eu trabalho na Antártica e passo muitos meses lá. Era como se ver minha casa pegando fogo. Perdi todo material de pesquisa e todas objetos particulares. Não sei se voltarei". Jasson Mariano, servidor civil da Marinha na manutenção, conta: "Fomos acordados pelo superior, apavorado com o fogo. e saímos para apoiar o grupo-base. Tentamos esticar a mangueira para pegar água do mar, mas o incêndio se propagou rápido. A luta foi grande, mas perdemos". Na base desde novembro, ele retornaria no fim de março. (Agências) As filhas do sargento chegam ao Rio para ver o pai: "Ele disse que o vento espalhou o fogo e só deu tempo de correr".

Marcos de Paula/AE

José Cruz/Ag. Senado - 15.02.2012

Gerador não seria causa do fogo Marinha afirma que possibilidade de gerador movido a etanol ser causa é remota

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Marinha informou na ontem, por meio de sua assessoria, que é remota a possibilidade de o gerador movido a etanol, que estava funcionando de forma experimental na Estação Antártica Comandante Ferraz, ter provocado o incêndio que destruiu o local. O equipamento foi desenvolvido pela Vale Soluções em Energia (VSE). A empresa é uma sociedade da mineradora Vale com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em janeiro, o ministério da Defesa anunciou que, com a iniciativa, o Brasil se tornava o

primeiro país a gerar energia a partir de biocombustível na Antártica. O fogo que atingiu a estação brasileira começou na praça das máquinas, onde funcionavam os geradores de energia da estação, e se alastrou rapidamente. Ainda não se sabe se o motogerador a etanol ficava nessa área nem se o equipamento foi atingido pelas chamas. Procurada, a Vale preferiu não comentar o assunto. Já o embaixador do Brasil no Chile, Frederico Cezar de Araújo, acredita que uma falha no sistema elétrico pode ter provocado o acidente na base.

O embaixador acredita que, independentemente das causas do acidente, a ordem da presidente Dilma Rousseff é começar "o mais rápido possível" o trabalho de reconstrução da estação. O incêndio, que começou na madrugada de sábado, levou à destruição de 70% da base, segundo estimativa da Marinha. Dois militares morreram no acidente e um ficou ferido. Ontem, 40 integrantes da estação desceram no Galeão, Rio, vindos de Punta Arenas. Fizeram escala em Pelotas (RS) onde quatro pesquisadores desembarcaram. (Agências)

Petrobras e Marinha resgatarão chata afundada

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Petrobras deve iniciar ainda esta semana o resgate da embarcação brasileira que naufragou, em dezembro de 2011, transportando 10 mil litros de óleo combustível para a estação Comandante Ferraz, na Antár tida. Embora o episódio tenha ocorrido há dois meses, o acidente só foi divulgado no último fim de semana. Em nota, a Marinha informou que assinou um termo de compromisso com a empresa petrolífera brasileira, que já enviou para o local do acidente o navio de apoio Gulmar

Atlantis. A previsão é de que a embarcação chegue a seu destino amanhã, levando a bordo uma equipe de militares composta por meteorologistas, navegadores, mergulhadores e médico. Segundo a Marinha, a chata (embarcação cargueira) afundou devido à "mudança repentina das condições ambientais locais". Imagens feitas por meio de veículo submarino operado à distância indicaram que a chata estava a 40 metros de profundidade e a cerca de 900 metros da praia onde fica a base militar e científica brasileira.

Não houve vazamento de óleo e a estrutura da chata estava preservada. Para trazer à embarcação à tona, os mergulhadores usarão boias infláveis e guindaste do Gulmar Atlantis. Questionada sobre risco de vazamento do combustível, a Marinha assegurou que "durante a reflutuação empregará todos os recursos necessários para a contenção de poluição ambiental". O combustível abasteceria os geradores da base brasileira, reabastecida no verão antártico, de novembro a março. (Folhapress)

Rollemberg: "Nossa ideia é discutir como contribuir e agilizar a reconstrução da estação e a continuidade das pesquisas. Queremos olhar para a frente".

Senado discutirá base na Antártica Após acidente, objetivo é discutir a reconstrução da estação de pesquisas

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presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), anunciou ontem que pretende realizar, na semana que vem, audiência pública para discutir com autoridades o incêndio de sábado na base da Antártica. Rollemberg pretende convidar os ministros da Defesa, Celso Amorim; da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp; o diretor do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jefferson Simões, maior referência da ciência brasileira na Antártica; e pesquisadores envolvidos em estudos no continente. O senador disse que o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Eduardo Braga (PMDB-AM), já concordou em realizar o encontro.

Para o presidente da Comissão de Meio Ambiente, tudo indica que o acidente é fatalidade. Rollemberg admitiu ter havido uma diminuição de recursos no programa no último ano, mas negou qualquer relação entre isso e o incêndio. "O volume de recursos não guarda relação com o acidente". Ressaltou que é importante manter "regularidade" na distribuição dos recursos. Rollemberg acrescentou que o objetivo é discutir a reconstrução da estação e a continuidade das pesquisas. Para ele, a ideia não é apontar as possíveis causas do incêndio. "Nossa ideia é discutir a forma de contribuir e agilizar a reconstrução da estação e a continuidade das pesquisas. Queremos olhar para a frente". " A b an d o n o " – O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias

(PR), afirmou que o incêndio revela "a falta de manutenção" e "abandono do projeto de Antártica". "Os recursos são ínfimos para um projeto dessa importância". Além de concordar com a audiência pública, Dias apresentará um requerimento para obter informações do governo sobre o funcionamento do programa. Disse que ainda não há condições para se responsabilizar o governo "pontualmente" pelo acidente. "Seria uma irresponsabilidade nossa afirmar isso". Antecipação – Com o incêndio, a reformulação do Proantar (Programa Antártico Brasileiro) deve ser antecipada pelo governo. O ministro da Defesa afirmou que o programa na Antártica está mantido e que a estação brasileira deverá ser reconstruída dentro de nove meses. (Agências)


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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O REFERENDO, EM NÚMEROS.

89,4% dos sírios disseram 'sim'; 9% dos sírios disseram 'não'; 57,4% deles compareceram às urnas.

nternacional

NÃO HÁ COMO FUGIR

Civis sírios que tentavam fugir de bombardeios em Homs são mortos por tropas de Assad. Regime tenta manter legitimidade ao comemorar referendo. Bulent Kilic/AFP

Membros do Exército Livre Sírio, integrado por militares desertores, ocupam posições no centro da cidade de Idlib, no noroeste do país. Mais de 125 pessoas morreram ontem.

Após 33 anos, Iêmen diz adeus a Saleh.

O

presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, colocou ontem um ponto final a mais de três décadas de mandato com a transferência oficial do poder ao seu sucessor, Abdo Rabbo Mansour Hadi, quem destacou os desafios que precisará enfrentar. Em cerimônia que durou 30 minutos no palácio presidencial em Sana, Saleh entregou a Hadi uma bandeira iemenita, como símbolo da transferência de poder. "Entrego a liberdade, a segurança, o povo e o país para as mãos certas", disse Saleh, de 69 anos, em seu discurso. Saleh retornou ao Iêmen na sexta-feira passada para assistir à nomeação de Hadi. Ele estava nos EUA para receber tratamento médico por causa

dos ferimentos sofridos em junho em atentado contra ele no palácio presidencial. Hadi, de 66 anos, reconheceu "os duros desafios" que terá pela frente. "A crise que atravessou o Iêmen e ainda passa é complicada e difícil, e precisa da cooperação de todos os líderes do país, da nova liderança e do governo de união nacional pelos próximos dois anos", disse. O principal partido opositor do país, no entanto, o Encontro Partilhado, boicotou a cerimônia, que classificou como "provocação irritante" por considerar que a transferência de poder é do povo ao líder e não de Saleh para Hadi. Protestos contra Saleh começaram em janeiro de 2011, gerando meses de violência. (Agências)

FOI POR POUCO, PUTIN. Frustrado ataque contra premiê russo. Mandante seria senhor de guerra checheno.

O

Khaled Abdullah/Reuters

Saleh (à dir.) entrega a Hadi uma bandeira do Iêmen, como símbolo da transferência de poder.

Parwiz/Reuters

N

o dia em que foi anunciada a aprovação de uma nova Constituição na Síria, um massacre foi denunciado por ativistas de oposição. Ao menos 64 pessoas que tentavam fugir de Homs, bastião da rebelião contra o presidente Bashar al-Assad, foram encurraladas pelo regime em um posto de controle na saída da cidade. Ontem, apareceram mortas. O grupo fugia dos bombardeios, que se estendem por semanas, no bairro de Bab Amr. Socorristas do Crescente Vermelho transportaram os corpos encontrados para o hospital nacional de Homs, de acordo com os ativistas. Outras 61 pessoas morreram em diferentes regiões do país, informaram os Comitês de Coordenação Local. Os opositores cifram em mais de 8.500 os mortos desde o início da revolta contra Assad em março de 2011. A rede opositora denunciou ainda que, em Damasco, as forças de segurança e os pistoleiros do regime se desdobraram e começaram uma campanha arbitrária de detenções. O governo sírio alega ser alvo de terroristas e de um complô do Ocidente. A mídia internacional, porém, tem acesso restrito ao país. Referendo - A onda de violência na Síria aconteceu no mesmo dia em que o governo de Assad anunciou os resultados de um contestado referendo constitucional. Segundo o Ministério do Interior, 89,4% dos mais de 8 milhões de eleitores aprovaram a proposta de uma nova Carta – que institui o pluripartidarismo e mandatos presidenciais de sete anos, mas mantém Assad no poder até 2014. Apenas 9% dos votos foram contra a reforma. As autoridades estimaram o comparecimento às urnas em 57,4% dos eleitores. Os Estados Unidos disseram que o plebiscito foi "absolutamente cínico", enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) pôs em dúvida a credibilidade do voto em meio à "violência generalizada" no país. Punição - A União Europeia impôs ontem mais punições à Síria, congelando ativos de várias autoridades do governo e impondo sanções ao Banco Central desse país. Também está proibida a compra de ouro, metais preciosos e diamantes da Síria, e estão proibidos os voos para transporte de cargas aos países do bloco. (Agências)

Fotos: AFP

Ser viço ram que planejad e S evam o ataque ao gurança premiê na cidada Ucrânia conde portuária de firmou ontem Odessa, na Ucrâque, junto com os nia, e que pretenserviços secretos diam executá-lo russos, frustrou em Moscou. um atentado A TV estatal contra o primeidisse que três ro-ministro da c on s pi r ad o re s Rússia, Vladimir haviam vindo Putin -que tentados Emirados rá voltar à PresiÁrabes para a dência do país Ucrânia, via nas eleições desTurquia, com as te domingo. "instruções claMuitos analis- Atentado pode ajudar Putin a se reeleger, dizem analistas. ras de representas, porém, afirtantes de Umamam que as autoridades exagerov". Um desses homens morraram a informação sobre o reu em uma explosão em janeiatentado para aumentar a poro, o que levou à investigação, pularidade de Putin como candisse a reportagem. didato presidencial. O grupo Emirado Caucásico, O Canal 1 da TV estatal russa liderado por Umarov, foi incluíexibiu imagens de dois homens do recentemente na lista elaboque disseram agir sob as ordens rada pelo Conselho de Segurando senhor da guerra checheno, ça da ONU de organizações vinDoku Umarov. Eles informa- Suspeito confessou plano culadas à Al-Qaeda. (Agências)

VINGANÇA – Um carro-bomba guiado por um militante suicida matou nove pessoas em um atentado realizado ontem em um aeroporto militar em Jalalabad, no leste do Afeganistão, disseram autoridades, em mais um incidente de violência desde que exemplares do Alcorão foram queimados na semana passada em uma base da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Insurgentes do Taleban reivindicaram o ataque, que matou seis civis, um soldado afegão e dois guardas locais. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

9

Banco Bradesco Cartões S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 59.438.325/0001-01 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, do Banco Bradesco Cartões S.A. (Bradesco Cartões), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. No exercício, o Bradesco Cartões, registrou Lucro Líquido de R$ 475,248 milhões, correspondendo a R$ 2.054,45 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de R$ 2,936 bilhões e Ativos Totais de R$ 13,325 bilhões.

Em 2011 foram pagos aos acionistas R$ 115 milhões a título de Juros Sobre o Capital Próprio. Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil

ATIVO CIRCULANTE ....................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ............................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5a) ............................................ Aplicações no Mercado Aberto ............................................................................................. Aplicações no Depósitos Interfinanceiros.............................................................................. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ....................................................................................................... Carteira Própria ..................................................................................................................... Instrumentos Financeiros Derivativos ................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ....................................................................................... Depósitos no Banco Central.................................................................................................. RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS................................................................................... Transferências Internas de Recursos .................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .................................................................................. Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ........................................... OUTROS CRÉDITOS............................................................................................................ Rendas a Receber (Nota 8a)................................................................................................. Diversos (Nota 8b)................................................................................................................. Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa....................................................... OUTROS VALORES E BENS................................................................................................ Outros Valores e Bens........................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ........................................................................................... Despesas Antecipadas (Nota 9)............................................................................................ REALIZÁVEL A LONGO PRAZO......................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .................................................................................. Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ........................................... OUTROS CRÉDITOS............................................................................................................ Diversos (Nota 8b)................................................................................................................. Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa....................................................... OUTROS VALORES E BENS................................................................................................ Despesas Antecipadas (Nota 9)............................................................................................ PERMANENTE ..................................................................................................................... INVESTIMENTOS ................................................................................................................. Participações em Coligadas e Controladas: - No País (Nota 10a).............................................................................................................. Outros Investimentos (Nota 10b)........................................................................................... IMOBILIZADO DE USO (Nota 11)......................................................................................... Outras Imobilizações de Uso................................................................................................. Depreciações Acumuladas.................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 12).......................................................................................................... Ativos Intangíveis................................................................................................................... Amortização Acumulada ....................................................................................................... TOTAL ...................................................................................................................................

2011 8.880.176 21.956 1.149.621 1.148.402 1.219

2010 7.228.137 11.947 366.140 366.140 -

37.709 33.839 3.870 1.246 1.246 38 38 1.223.311 2.431.051 (1.207.740) 6.286.664 534 6.552.207 (266.077) 159.631 15.008 (1.564) 146.187 640.340 150.414 204.524 (54.110) 432.972 432.972 56.954 56.954 3.804.344 2.885.043

4.610 219 4.391 1.139 1.139 21 21 1.256.026 1.639.335 (383.309) 5.528.183 1.030 5.759.906 (232.753) 60.071 9.161 (1.564) 52.474 323.266 114.131 129.191 (15.060) 209.135 209.152 (17) 4.059.007 3.100.242

2.885.032 11 2.807 6.089 (3.282) 916.494 1.028.156 (111.662) 13.324.860

3.099.825 417 3.097 5.291 (2.194) 955.668 1.014.998 (59.330) 11.610.410

PASSIVO CIRCULANTE ....................................................................................................................... DEPÓSITOS.......................................................................................................................... Depósitos Interfinanceiros (Nota 14a) ................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS................................................................................... Recursos em Trânsito de Terceiros........................................................................................ INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6c) ................................................ OUTRAS OBRIGAÇÕES ...................................................................................................... Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados......................................................... Sociais e Estatutárias............................................................................................................ Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)..................................................................................... Diversas (Nota 15b)...............................................................................................................

2011 10.077.464 3.206.593 3.206.593 4.734 4.734 2.614 6.863.523 679 183.576 6.679.268

2010 8.795.311 3.013.859 3.013.859 46.543 46.543 3.904 5.731.005 310 6.288 250.341 5.474.066

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO............................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES ...................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a).....................................................................................

65.621 65.621 65.621

25.059 25.059 25.059

RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ....................................................................... Resultado de Exercícios Futuros (Nota 16)...........................................................................

245.742 245.742

214.246 214.246

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ........................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 17a) ................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 17c)............................................................................................. Ajustes de Avaliação Patrimonial ..........................................................................................

2.936.033

2.575.794

1.768.359 1.167.672 2

1.768.359 807.424 11

TOTAL ...................................................................................................................................

13.324.860

11.610.410

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

2º Semestre 2011

Ajustes de Avaliação Patrimonial

Capital Social

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................

981.277

1.908.738

460.497

Eventos

Operações de Crédito ...................................................................................................

949.610

1.862.181

455.488

Saldos em 30.6.2011................

Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) .........................

32.255

47.427

6.032

(1.033)

(1.043)

Capital

Aumento

Realizado

de Capital

Reservas de Lucros Legal

Estatutárias

Próprias

Coligadas e

Lucros

Controladas

Acumulados

Totais

1.768.359

-

70.871

911.758

22

-

-

-

-

14.918

1.681 168.444

(20) -

-

298.362 (183.362)

(115.000)

Resultado das Aplicações Compulsórias ......................................................................

76

163

20

DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ......................................................

849.366

1.699.410

866.427

Operações de Captações no Mercado (Nota 14b) ......................................................

189.718

363.126

213.896

Operações de Empréstimos e Repasses ......................................................................

9

15

9

Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f) ..........................................

659.639

1.336.269

652.522

Reversão da Destinação de Dividendos 1º Semestre/2011 . Ajustes de Avaliação Patrimonial. Lucro Líquido............................. Destinações: - Reservas............ - Juros sobre Capital Próprio Pagos .................

-

-

-

-

-

-

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA.......................................

131.911

209.328

(405.930)

Saldos em 31.12.2011..............

1.768.359

-

85.789

1.081.883

2

-

OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................

271.033

398.306

1.082.085

61.438

28.932

122.877

50

450.502

886.906

567.593

61.438

(61.438)

-

-

-

Rendas de Tarifas Bancárias (Nota 18).........................................................................

385.871

673.713

447.212

Despesas de Pessoal (Nota 19) ....................................................................................

(65.481)

(114.056)

(91.430)

Outras Despesas Administrativas (Nota 20)..................................................................

(365.827)

(659.870)

(181.569)

Despesas Tributárias (Nota 21) .....................................................................................

(185.087)

(313.093)

(91.659)

33.095

622.520

Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 10a) .........................

107.630

275.032

608.739

Saldos em 31.12.2009.............. Homologação de Aumento de Capital................................. Aumento de Capital por Incorporação ..................... Ajustes de Avaliação Patrimonial. Lucro Líquido............................. Destinações: - Reservas............ - Dividendos Propostos ...........

132.600

Receitas de Prestação de Serviços (Nota 18) ..............................................................

-

-

-

-

Saldos em 31.12.2010..............

194.038

1.574.321

62.027

745.397

(1.574.321) -

23.762

336.486

(9) -

-

475.248 (360.248)

(115.000)

Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6b) .................................

(664)

Outras Receitas Operacionais (Nota 22).......................................................................

379.326

462.498

42.765

Outras Despesas Operacionais (Nota 23).....................................................................

(435.901)

(812.824)

(219.566)

RESULTADO OPERACIONAL .....................................................................................

402.944

607.634

676.155

RESULTADO NÃO OPERACIONAL ............................................................................

-

(11)

919

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................

402.944

607.623

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 25a e b) ...........................

(104.582)

(132.375)

677.074 (15.171)

LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................

298.362

475.248

661.903

Número de ações (Nota 17a) ........................................................................................

231.326.344

231.326.344

231.326.344

Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................

1.289,79

2.054,45

2.861,34

Homologação de Aumento de Capital................................. Ajustes de Avaliação Patrimonial. Lucro Líquido............................. Destinações: - Reservas............ - Juros sobre Capital Próprio Pagos ................. Saldos em 31.12.2011..............

-

1.574.321 -

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ............................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .................................................................. Aumento Líquido de Caixa e Equivalentes de Caixa .......................................................

2.936.033

-

345.877

-

-

20 -

661.903 (655.615)

-

-

(6.288)

11

-

-

-

-

-

-

-

-

85.789

1.081.883

2

-

(115.000)

-

-

-

1.574.321 (19) 661.903 (6.288) 2.575.794 (9) 475.248 -

(115.000) 2.936.033

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

402.944 627.536 (107.630) 1.912 25.828 659.639 43.939 3.848

607.623 1.166.168 (275.032) 2.713 52.596 1.336.269 45.763 3.859

677.074 126.314 (608.739) 1.164 53.535 652.522 27.832

1.030.480 (12)

1.773.791 (1.219)

803.388 -

(35.845) (30.658) (949.270) (482.173) 75.836 993.639 53.046 (160.733) 494.310

(34.402) (41.933) (850.287) (1.306.530) 192.734 1.170.291 31.496 (495.284) 438.658

(488) 45.422 (5.754.917) (1.790.003) 830.342 5.482.090 51.452 (261.780) (594.494)

13 (599) (16.109) 197.738 3 (481) 316.398 496.963

5 (820) (25.313) 197.738 3 (13.158) 316.447 474.901

27 (572) (302.282) 39 200 11 (189) 261 (302.505)

(121.288) (121.288) 869.985

(121.288) (121.288) 792.271

(364.970) 1.574.321 1.209.351 312.352

300.373 1.170.358 869.985

(39) -

1.768.359

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ............................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos................................................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas................................................... Depreciações e Amortizações............................................................................................. Amortizações de Ágio.......................................................................................................... Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ..................................................... Outros .................................................................................................................................. Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .................................................................................................................................. (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez........................................ (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos...................................................................................................... (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências............................ (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens..................................... (Aumento)/Redução em Operações de Crédito................................................................... Aumento/(Redução) em Depósitos...................................................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ....................................................................... Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros ................................................ Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ............................. Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponível para Venda ...................................................... Aquisição de Imobilizado de Uso......................................................................................... Aquisição de Investimentos ................................................................................................. Alienação de Investimentos ................................................................................................. Alienação de Imobilizado de Uso ........................................................................................ Alienação de Bens não de Uso Próprio............................................................................... Alienação no Intangível ....................................................................................................... Aplicações no Intangível...................................................................................................... Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Recebidos ......................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos....................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Pagos ................................................................ Aumento de Capital ............................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...................................................

-

1.681 (20) 298.362 -

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2º Semestre 2011

1.574.321 -

(20)

2.751.010

378.087 1.170.358 792.271

65.735 378.087 312.352

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Prestação de Serviços.............................. 1.3) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa.................................................... 1.4) Outras ........................................................ 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ..................................................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Serviços de Terceiros......................................... Propagandas, Promoções e Publicidade ........... Materiais, Energia e Outros ............................... Processamento de Dados.................................. Comunicações ................................................... Serviços Técnicos Especializados ..................... Transportes ........................................................ Manutenção e Conservação de Bens ................ Viagens .............................................................. Serviços do Sistema Financeiro ........................ Outras ................................................................ 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3).............. 5 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ............. 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5)...................................... 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas..................................................... 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7)..... 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 9.1) Pessoal ...................................................... Proventos .................................................... Benefícios ................................................... FGTS .......................................................... Outros Encargos ......................................... 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federais ...................................................... Municipais ................................................... 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros .. Aluguéis ...................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ........ Juros sobre Capital Próprio ........................ Dividendos .................................................. Lucros Retidos ............................................

2º Semestre 2011 % 1.127.264 171,3 981.277 149,1 836.373 127,1

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 1.835.347 175,8 700.433 1.908.738 182,9 460.497 1.560.619 149,5 1.014.805

% 81,1 53,4 117,5

(659.639) (30.747)

(100,2) (4,7)

(1.336.269) (297.741)

(128,0) (28,6)

(652.522) (122.347)

(75,6) (14,2)

(189.727) (359.377) (264.788) (24.014) (28.757) (13.384) (12.553) (12.582) (1.760) (447) (472) (77) (543) 578.160 (27.740)

(28,8) (54,6) (40,2) (3,6) (4,4) (2,0) (1,9) (1,9) (0,3) (0,1) (0,1) (0,1) 87,9 (4,2)

(363.141) (648.167) (469.220) (53.360) (53.624) (23.227) (22.420) (20.062) (3.107) (822) (1.177) (174) (974) 824.039 (55.309)

(34,8) (62,1) (45,1) (5,1) (5,1) (2,2) (2,1) (1,9) (0,3) (0,1) (0,1) (0,1) 78,9 (5,3)

(213.905) (177.095) (93.151) (54.829) (7.937) (5.731) (8.081) (3.830) (1.693) (683) (315) (93) (752) 309.433 (54.699)

(24,8) (20,5) (10,8) (6,4) (0,9) (0,7) (0,9) (0,4) (0,2) (0,1) (0,1) 35,8 (6,3)

550.420

83,7

768.730

73,6

254.734

29,5

107.630

16,3

275.032

26,4

608.739

70,5

107.630 658.050 658.050 57.298 30.520 15.422 2.834 8.522 297.852 293.273 4.579 4.538 4.538 298.362 115.000 183.362

16,3 100,0 100,0 8,7 4,6 2,3 0,4 1,4 45,3 44,6 0,7 0,7 0,7 45,3 17,5 27,8

275.032 1.043.762 1.043.762 99.275 54.412 24.138 4.776 15.949 460.249 451.731 8.518 8.990 8.990 475.248 115.000 360.248

26,4 100,0 100,0 9,5 5,2 2,3 0,5 1,5 44,1 43,3 0,8 0,9 0,9 45,5 11,0 34,5

608.739 863.473 863.473 79.358 46.288 15.256 3.958 13.856 118.902 113.789 5.113 3.310 3.310 661.903 6.288 655.615

70,5 100,0 100,0 9,2 5,4 1,8 0,5 1,5 13,8 13,2 0,6 0,4 0,4 76,6 0,7 75,9

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bradesco Cartões S.A. (Bradesco Cartões) atuando como banco múltiplo, tem como objetivo social a prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes às respectivas carteiras autorizadas (comercial, de investimento, de crédito, financiamento e investimento), inclusive câmbio, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. É parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a coparticipação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. Em 6 de junho de 2011, o BACEN homologou a incorporação pelo Banco Bradesco Cartões S.A. da Guaíba Administradora de Cartões Ltda., mediante a versão da totalidade de seu patrimônio e consequente extinção, sucedendo-lhe a incorporadora em todos os direitos e obrigações. Em conformidade com o respectivo Ato Societário, o Bradesco Cartões absorveu e efetuou a centralização de todas as operações relacionadas ao acervo líquido do negócio de cartão de crédito daquela Sociedade, incluindo todos os contratos inerentes aos negócios desse segmento, tais como contratos com clientes de cartão de crédito e contratos com as processadoras da adquirência. Abaixo, demonstramos os ativos e passivos assumidos na reorganização societária da Guaíba, incorporada em 1º de outubro de 2010: R$ mil Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo............................................................................................................................................. Outros Créditos - Diversos ............................................................................................................................................................... Outros Valores e Bens - Despesas Antecipadas.............................................................................................................................. Total .................................................................................................................................................................................................

5.743.763 5.679.586 64.177 5.743.763

Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo................................................................................................................................................. Relações Interfinanceiras - Recebimento em Trânsito de Terceiros................................................................................................. Outras Obrigações - Diversas .......................................................................................................................................................... Acervo Líquido.................................................................................................................................................................................. Total .................................................................................................................................................................................................

5.743.763 1.695 4.167.747 1.574.321 5.743.763

2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas pelo método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalente de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

...continuação

Banco Bradesco Cartões S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 59.438.325/0001-01 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS e) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificadas de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção contra risco (hedge) ou não. As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado dos ativos e passivos financeiros são considerados como instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em: • Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas, realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e • Hedge de fluxo de caixa: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações é registrada, líquida dos efeitos tributários, em conta destacada no Patrimônio Líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida diretamente em conta de resultado. g) Operações de créditos, outros créditos com características de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificados nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo) e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso • de 15 a 30 dias .............................................................................................................................................................. • de 31 a 60 dias .............................................................................................................................................................. • de 61 a 90 dias .............................................................................................................................................................. • de 91 a 120 dias ............................................................................................................................................................ • de 121 a 150 dias .......................................................................................................................................................... • de 151 a 180 dias .......................................................................................................................................................... • superior a 180 dias ........................................................................................................................................................

Classificação do cliente B C D E F G H

A atualização (accrual) l das operações vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07, e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionada Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. i) Despesas antecipadas São representadas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registrados nos resultados de acordo com o princípio da competência. j) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: móveis, utensílios - 10% ao ano e equipamentos de processamento de dados - 20% ao ano e ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. l) Intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Instituição ou exercidos com essa finalidade. São compostos por: • Rentabilidade futura/carteira de clientes adquiridas São registrados e amortizados, quando aplicável, em um período no qual o ativo deverá contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa futuro e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável; e • Softwares São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. m) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. n) Depósitos São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base “pro-rata” dia. o) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 13a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 13b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 13b). p) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias, auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias, incorridos (em base “pro-rata” dia).

q) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 52 51 Disponibilidades em moeda estrangeira ................................................................................................. 21.904 11.896 Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 21.956 11.947 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 1.148.402 366.140 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 1.170.358 378.087 (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo. 2011

5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2011 2010

1 a 90 dias Aplicação no mercado aberto: Posição bancada ......................................................................................................... 1.148.402 1.148.402 366.140 Notas do tesouro nacional............................................................................................. 900.369 900.369 Letras do tesouro nacional ............................................................................................ 248.033 248.033 366.140 Aplicação em depósitos interfinanceiros: Aplicação em depósitos interfinanceiros ....................................................................... 1.219 1.219 Total em 2011 ............................................................................................................... 1.149.621 1.149.621 Total em 2010 ............................................................................................................... 366.140 366.140 b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada ..................................................................................................................................... 46.124 5.973 Subtotal .................................................................................................................................................. 46.124 5.973 Rendas de aplicações depósitos interfinanceiros ................................................................................... 542 59 Total (Nota 6b)........................................................................................................................................ 46.666 6.032 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos

Valor de mercado/ contábil (1)

2011 Valor de custo atualizado

Marcação a mercado (2)

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 Valor de Marcação mercado/ a contábil (1) mercado (2)

1 a 30 31 a 180 Acima de Títulos dias dias 360 dias Instrumentos financeiros derivativos ............................ 3.813 57 3.870 3.870 4.391 Títulos para negociação (3) .. 33.634 33.634 33.634 Letras financeiras do tesouro .. 33.634 33.634 33.634 Títulos disponíveis para venda 205 205 201 4 219 18 Ações....................................... 205 205 201 4 219 18 Total em 2011 ......................... 4.018 57 33.634 37.709 37.705 4 Total em 2010 ......................... 4.452 158 4.610 18 (1) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes; (2) Representado pelos títulos de carteira própria, sendo que o ajuste no patrimônio líquido corresponde a R$ 2 mil (2010 - R$ 11 mil), líquido dos efeitos tributários; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) Resultado com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... 46.666 6.032 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 760 Outros...................................................................................................................................................... 1 Instrumentos financeiros derivativos ....................................................................................................... (1.033) (1.043) Total ........................................................................................................................................................ 46.394 4.989 c) Instrumentos financeiros derivativos O Bradesco Cartões participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representados por contratos “a termo”, registrados em contas patrimoniais e de compensação, em um contexto integrado com o controlador e empresas ligadas, que se destinavam a atender às necessidades próprias, no sentido da administração de suas exposições. Os instrumentos financeiros derivativos, quando utilizados pelo Banco como instrumentos de “hedge”, destinam-se a protegê-lo contra variações nas taxas de juros de ativos e passivos. Os derivativos geralmente representam compromissos futuros para trocar moedas ou indexadores, ou comprar ou vender outros instrumentos financeiros nos termos e datas especificados nos contratos. O valor justo dos contratos a termo é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando-se técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequados. O valor justo dos instrumentos derivativos de crédito é determinado com base em cotações de preços de mercado ou obtidos junto a entidades especializadas. A política de gestão de riscos da Organização é fundamentada na utilização de instrumentos financeiros derivativos com o objetivo, predominantemente, de mitigar os riscos decorrentes das operações efetuadas pelo Bradesco e empresas controladas. I - Valor dos instrumentos registrados em contas patrimoniais e de compensação Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Valor Valor Valor Valor global líquido global líquido Contratos a termo Compromissos de compra: - Moeda estrangeira ......................................................................... 222.205 47.799 135.706 Compromissos de venda: - Moeda estrangeira ......................................................................... 174.406 195.623 59.917 II - Composição dos instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos), demonstrada pelo seu valor de custo atualizado e valor de mercado Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Ajuste a Ajuste a Custo valor de Valor de Custo valor de Valor de atualizado mercado mercado atualizado mercado mercado Compras a termo a receber..................................... 3.789 3.789 4.391 4.391 Vendas a termo a receber ....................................... 81 81 Total do Ativo em 2011.......................................... 3.870 3.870 Total do Ativo em 2010.......................................... 4.391 4.391 Compra a termo a pagar ......................................... 209 209 Vendas a termo a pagar .......................................... 2.405 2.405 3.904 3.904 Total do Passivo em 2011 ..................................... 2.614 2.614 Total do Passivo em 2010 ..................................... 3.904 3.904 III - Valores globais dos contratos a termo Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias 31 a 60 dias 2011 2010 Contrato a termo Compras a termo.............................................................................. 177.730 44.475 222.205 135.706 Vendas a termo ................................................................................ 134.981 39.425 174.406 195.623 Total em 2011 .................................................................................. 312.711 83.900 396.611 Total em 2010 .................................................................................. 331.329 331.329 IV - Valores das receitas e das despesas líquidas No exercício o resultado líquido das operações a termo somou R$ (1.033) mil (2010 - R$ (1.043) mil), apresentados na “Demonstração do Resultado” dos respectivos períodos. V - Valores globais dos instrumentos financeiros derivativos por local de negociação Os valores globais dos instrumentos financeiros derivativos registrados na CETIP, perfazem o montante de R$ 396.611 mil (2010 - R$ 331.329 mil).

7) OPERAÇÕES DE CRÉDITOS E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 31 de dezembro - R$ mil Curso normal Operações de crédito Empréstimos........................................................................................ Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

1 a 30 dias 397.461 2.309.002 2.706.463 4.526.630

31 a 60 dias 432.847 1.611.166 2.044.013 481.052

61 a 90 dias 36.211 589.596 625.807 421.283

91 a 180 dias 82.961 993.741 1.076.702 675.859

Acima de 360 dias 166.747 1 166.748 128.237

181 a 360 dias 106.616 751.485 858.101 550.739

Total (A) 2011 1.222.843 6.254.991 7.477.834

%

2010 1.197.632 5.586.168

16,4 83,6 100,0

% 17,7 82,3

6.783.800

100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil Curso anormal Parcelas vencidas Total (B) Operações de crédito Empréstimos............................................................................................... Outros créditos (1)...................................................................................... Total em 2011 ............................................................................................ Total em 2010 ............................................................................................

1 a 30 dias 139.420 139.420 119.027

31 a 60 dias 129.111 129.111 118.546

61 a 90 dias 116.744 116.744 183.668

91 a 180 dias 309.354 309.354 55.166

Curso anormal Parcelas vincendas Operações de crédito 1 a 30 dias 31 a 60 dias Empréstimos............................................................... 23.270 22.479 Outros créditos (1)...................................................... Total em 2011 ............................................................ 23.270 22.479 Total em 2010 ............................................................ 1.667 1.622 (1) Outros créditos compreendem títulos e créditos a receber (cartão de crédito). b) Modalidades e níveis de riscos

Operações de crédito Empréstimos............................................................... Outros créditos ........................................................... Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2010 ............................................................ % ................................................................................

AA

61 a 90 dias 19.280 19.280 1.267

A 546.713 4.175.116 4.721.829 53,1 4.485.930 61,0

1.146 55.504 56.650 0,6 43.663 0,6

B 124.320 150.361 274.681 3,1 265.813 3,6

181 a 540 dias 523.560 523.560 82.452

2011 1.218.189 1.218.189

%

2010 558.859 -

100,0 100,0

Acima de 360 dias 37.777 37.777 1.813

C 484.909 1.672.093 2.157.002 24,3 1.853.745 25,2

Nível de risco D 192.091 64.823 256.914 2,9 206.090 2,8

E 153.532 18.516 172.048 1,9 96.166 1,3

(C) 194.543 194.543

2010 % 100,0 100,0

(C) 12.035 -

2011 %

12.035

F 134.182 12.718 146.900 1,7 62.936 0,8

G 131.976 9.606 141.582 1,6 42.353 0,6

(A+B+C) 2.635.575 6.254.991 8.890.566

100,0 -

% 29,6 70,4 100,0

100,0

% 29,6 70,4

2011 Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores................................................................... d) Setor de atividade econômica

R$ 13.754 51.281 73.236 102.244 124.697

% 0,2 0,6 0,8 1,2 1,4

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 R$ %

2011 R$ Setor privado Indústria ................................................................................................. Siderúrgica, metalúrgica e mecânica ...................................................... Têxtil e confecções.................................................................................. Alimentícia e bebidas .............................................................................. Móveis e produtos de madeira ................................................................ Extração de minerais metálicos e não metálicos .................................... Artigos de borracha e plásticos ............................................................... Química ................................................................................................... Edição, impressão e reprodução ............................................................. Materiais não metálicos........................................................................... Autopeças e acessórios .......................................................................... Eletroeletrônica........................................................................................ Veículos leves e pesados ........................................................................ Artefatos de couro ................................................................................... Papel e celulose ...................................................................................... Refino de petróleo e produção de álcool................................................. Demais indústrias .................................................................................... Comércio ................................................................................................ Produtos em lojas especializadas ........................................................... Vestuário e calçados ............................................................................... Reparação, peças e acessórios para veículos automotores ................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo....................................................

198.624 35.235 31.912 19.508 17.630 17.549 14.879 13.385 9.974 7.381 6.691 6.417 5.665 4.180 3.424 139 4.655 566.014 190.125 94.306 62.997 55.247

% 2,2 0,4 0,3 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 6,4 2,2 1,1 0,7 0,6

163.506 29.583 30.953 14.196 14.688 12.946 11.243 12.459 7.069 5.291 6.264 5.758 3.835 3.471 2.499 146 3.105 425.196 139.538 69.072 45.932 41.379

2,2 0,4 0,4 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 5,8 1,9 0,9 0,6 0,6

% 24,0 76,0 100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 Total % 1.768.526 24,0 5.586.168 76,0

100,0 7.354.694 100,0

c) Concentração das operações de crédito e outros créditos Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 R$ % 9.696 0,1 45.277 0,6 65.984 0,9 91.574 1,2 110.254 1,5

(A+B+C) 1.768.526 5.586.168 7.354.694

2011 Total 2.635.575 6.254.991 8.890.566

H 866.706 96.254 962.960 10,8 297.998 4,1

100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil Total geral 2010

Total

181 a 360 dias 49.230 49.230 2.903

100,0 -

558.859

2011

91 a 180 dias 42.507 42.507 2.763

%

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 R$ %

2011 R$

%

Varejista não especializado .....................................................................

43.838

0,5

32.912

0,4

Artigos de uso pessoal e doméstico........................................................

27.533

0,3

22.474

0,3

Intermediário do comércio.......................................................................

18.610

0,2

15.379

0,2

Resíduos e sucatas .................................................................................

15.789

0,2

11.109

0,2

Veículos automotores ..............................................................................

14.630

0,2

11.007

0,2

Combustíveis ...........................................................................................

12.400

0,1

11.653

0,2

Atacadista de mercadorias em geral .......................................................

8.953

0,1

7.486

0,1

Produtos agropecuários ..........................................................................

1.692

-

1.422

-

Demais comércios ...................................................................................

19.894

0,2

15.833

0,2

Intermediários financeiros....................................................................

64.748

0,7

54.866

0,7

Serviços..................................................................................................

483.970

5,4

374.008

5,1

Transportes e armazenagens..................................................................

98.951

1,1

78.500

1,1

Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas......

97.416

1,1

76.289

1,0

Alojamento e alimentação .......................................................................

72.444

0,8

55.276

0,8

Construção civil .......................................................................................

54.390

0,6

39.382

0,5

Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ..................

33.902

0,4

26.091

0,4

Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social.............

31.721

0,4

25.013

0,3

Holdings, atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial........

29.325

0,3

22.417

0,3

Telecomunicações ...................................................................................

7.157

0,1

5.789

0,1

Produção e distribuição de eletricidade, gás e água...............................

852

-

771

-

Demais serviços ......................................................................................

57.812

0,6

44.480

0,6

Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal......

14.280

0,2

11.709

0,2

Pessoa física..........................................................................................

7.562.930

85,1

6.325.409

86,0

Total ........................................................................................................

8.890.566

100,0

7.354.694

100,0 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

11

...continuação

Banco Bradesco Cartões S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 59.438.325/0001-01 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS e) Composição das operações de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa Em 31 de dezembro - R$ mil

Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2010 ............................................................ % ................................................................................

% Mínimo de provisionamento requerido

Carteira

0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

Curso normal 56.650 4.721.829 211.600 2.050.414 7.040.493 140.825 50.115 33.184 26.883 186.334 437.341 7.477.834 84,1 6.783.800 92,2

Curso anormal 63.081 106.588 169.669 116.089 121.933 113.716 114.699 776.626 1.243.063 1.412.732 15,9 570.894 7,8

Provisão Total 56.650 4.721.829 274.681 2.157.002 7.210.162 256.914 172.048 146.900 141.582 962.960 1.680.404 8.890.566 100,0 7.354.694 100,0

% 0,6 53,1 3,1 24,3 81,1 2,9 1,9 1,7 1,6 10,8 18,9 100,0

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa

Saldo inicial............................................................................................................................................ Constituição............................................................................................................................................. Baixas...................................................................................................................................................... Saldo final .............................................................................................................................................. Provisão específica (1) ............................................................................................................................ Provisão genérica (2) .............................................................................................................................. Provisão excedente (3)............................................................................................................................ Recuperação de créditos baixados como prejuízo (4) ............................................................................

2011 Genérica

Excedente

23.609 2.116 61.512 87.237 14.082 15.035 16.592 18.818 186.334 250.861 338.098 22,1 266.832 42,3

Total

53 449 66.255 66.757 51.252 34.322 29.305 42.402 157.281 224.038 14,7 141.885 22,5

2010 %

23.662 3.195 130.965 157.822 76.944 85.936 102.755 141.510 962.960 1.370.105 1.527.927

1,5 0,2 8,6 10,3 5,1 5,6 6,7 9,3 63,0 89,7

%

22.412 2.825 111.796 137.033 61.722 48.034 44.022 42.331 297.997 494.106

3,6 0,4 17,7 21,7 9,8 7,6 7,0 6,7 47,2 78,3

100,0 631.139 100,0

2010

631.139 1.336.269 (439.481) 1.527.927 965.791 338.098 224.038 38.849

Total

8) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011

Específica Vencidas Vincendas 596 34 2.919 279 3.515 313 9.353 2.257 29.742 6.837 46.321 10.537 66.456 13.834 681.013 95.613 832.885 129.078 836.400 129.391 54,7 8,5 219.024 3.398 34,7 0,5

2011 Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos

4.735 652.522 (26.118) 631.139 222.422 266.832 141.885 3.217

Outros créditos - compras faturadas de cartões de crédito (Nota 7a)..................................................... Crédito tributário (Nota 25c) .................................................................................................................. Devedores diversos ................................................................................................................................. Devedores por depósito em garantia fiscais............................................................................................ Valores a receber de ligadas ................................................................................................................... (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadradas no item anterior; Devedores por depósito em garantia outros............................................................................................ Devedores por depósito em garantia trabalhistas ................................................................................... (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar Adiantamento e antecipação salariais..................................................................................................... a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação Outros...................................................................................................................................................... pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente Total ........................................................................................................................................................ por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 7e); e 9) DESPESAS ANTECIPADAS (4) Classificadas em receitas de operações de crédito. Inclui, basicamente, o diferimento dos custos de emissões de cartões de crédito.

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 534 1.030 534 1.030

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 6.254.991 5.586.168 605.601 279.379 77.088 73.685 25.293 24.030 11.360 9.117 4.876 822 115 29 892 736 15 40 6.985.179 5.969.058

10) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 31 de dezembro - R$ mil

Empresas

Capital Social

Patrimônio Líquido

Lucro Líquido

Ajustado

Ajustado

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Cotas

Ações

Participação no Capital Social - %

Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. ............................................... 9.750 26.274 6.894 13.300 95,000 Bankpar Consultoria e Serviços Ltda. ................................................ 313.000 321.248 10.951 313.000 100,000 Imagra Imobiliária e Agrícola Ltda. ..................................................... 62.500 70.583 4.915 62.500 100,000 Banco Ibi S.A. ..................................................................................... 2.366.832 2.392.574 242.557 3.741.308 100,000 Ibi Promotora S.A. (2) .......................................................................... Bradescard Elo Participações S.A. (3)................................................. 657.155 689.145 32.298 459.226 11,019 MPO Processadora de Pagamentos Móveis S.A. (4) .......................... 50 5 50 50,000 Total .................................................................................................... (1) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis; (2) Empresa alienada em setembro de 2011; (3) Redução na participação societária de 100,0% para 11,019% em setembro de 2011; e (4) Empresa constituída em novembro de 2011. b) Outros investimentos referem-se a ações da BM&FBOVESPA no montante de R$ 11 mil. Em novembro de 2011 foram alienadas as ações da CETIP S.A., e baixado o registro do valor de custo no montante de R$ 406 mil. 11) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útil-econômica dos bens. Em 31 de dezembro - R$ mil Valor residual Taxa Custo Depreciação 2011 2010 Imóveis de uso: - Imobilizações em curso.................................................................. 128 128 - Móveis, instalações e equipamentos de uso.................................. 10% 589 (85) 504 296 - Sistema de segurança e comunicação .......................................... 10% 124 (22) 102 98 - Sistema de processamento de dados ............................................ 20% 5.248 (3.175) 2.073 2.703 Total em 2011 .................................................................................. 6.089 (3.282) 2.807 Total em 2010 .................................................................................. 5.291 (2.194) 3.097 12) INTANGÍVEL Os ativos intangíveis adquiridos são compostos por: Taxa Amortização 20% 20% 5%

Custo Amortização 1.994 (440) 11.873 (1.341) 1.014.289 (109.881) 1.028.156 (111.662) 1.014.998 (59.330)

Em 31 de dezembro - R$ mil Valor residual 2011 2010 1.554 546 10.532 904.408 955.122 916.494 955.668

Softwares (1) .................................................................................... Carteira de clientes - Private Label .................................................. Rentabilidade futura/carteira de clientes (2)..................................... Total em 31 de dezembro de 2011................................................. Total em 31 de dezembro de 2010................................................. (1) Softwares adquiridos de empresas especializadas; e (2) Representado pelo ágio apurado nas aquisições de investimento, objeto de processo de incorporação (Nota 1), amortizável mediante a realização por rentabilidade futura/carteira de clientes registrados no Ativo Permanente, que será amortizado até novembro de 2029. No exercício de 2011 foi amortizado ágio no montante de R$ 50.714 mil (2010 - R$ 50.714 mil). 13) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões e Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição de provisões a Administração leva em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão da interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. III - Obrigações Legais - Provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. IV - Movimentação das provisões constituídas R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) No início do período................................................................................ 10.522 Atualização monetária ............................................................................... 297 Constituições líquidas de reversões .......................................................... 1.576 1.428 42.462 Baixas/Transferências................................................................................ (271) 3.591 No final do período (Nota 15) ................................................................. 1.576 1.157 56.872 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis A empresa mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco e perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 31 de dezembro 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 14) CAPTAÇÕES NO MERCADO a) Depósitos 91 a 180 dias 3.206.593 3.206.593 -

181 a 360 dias

Depósitos Interfinanceiros ................................................................ Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 .................................................................................. 3.013.859 b) Despesas em Captações Representada por Captação de Depósitos Interfinanceiros, no montante de R$ 363.126 mil (2010 - R$ 213.896 mil).

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2011 2010 3.206.593 3.013.859 3.206.593 3.013.859

15) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Provisão para riscos - fiscais (Nota 13b)................................................................................................. Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisão para imposto de renda diferido (Nota 25c) ............................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas Valores a repassar - cartão de crédito (1) ............................................................................................... Provisão para riscos - cíveis (Nota 13b).................................................................................................. Provisão para riscos - trabalhistas (Nota 13b) ........................................................................................ Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ (1) Refere-se à comercialização do Cartão Smiles (Mastercard).

Valor contábil 2011 24.961 321.248 70.583 2.392.574 75.664 2 2.885.032

Ajuste decorrente de avaliação (1) 2010 18.473 310.384 65.715 2.465.439 239.813 1 3.099.825

2011 6.549 10.951 4.915 242.557 11.155 (1.095) 275.032

2010 592 (4.796) 3.830 530.855 78.258 608.739

d) Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. Demonstrativo dos juros sobre o capital próprio e dividendos relativos aos exercícios findos em 31 de dezembro: R$ mil 2011 2010 Lucro Líquido........................................................................................................................................... 475.248 661.903 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (23.762) (33.095) Base de cálculo ..................................................................................................................................... 451.486 628.808 Dividendos propostos (1)......................................................................................................................... 6.288 Juros sobre o capital próprio (2).............................................................................................................. 115.000 Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ............................................................................... 25,5% 1,0% (1) Os dividendos de 2010 foram pagos em 29 de dezembro de 2011; e (2) Pagos em 28 de outubro de 2011, conforme Ata da Reunião da Diretoria de 30 de setembro de 2011. 18) RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E RENDAS DE TARIFAS BANCÁRIAS

Comissão sobre compras com cartões ................................................................................................... Rendas de tarifas bancárias - PF ............................................................................................................ Taxa de administração............................................................................................................................. Tarifa sobre emissão/manutenção/renovação de cartões de crédito ...................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

EXercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 751.817 544.141 673.713 447.212 133.236 22.667 1.619 785 234 1.560.619 1.014.805

19) DESPESAS DE PESSOAL

Proventos................................................................................................................................................. Benefícios................................................................................................................................................ Encargos sociais ..................................................................................................................................... Participação dos empregados nos lucros................................................................................................ Provisão para processos trabalhistas...................................................................................................... Treinamentos ........................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

EXercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 54.412 46.288 24.138 15.256 19.557 16.030 12.939 13.220 1.575 1.435 636 114.056 91.430

20) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Serviços de terceiros............................................................................................................................... Materiais, energia e outros ...................................................................................................................... Propagandas, promoções e publicidades................................................................................................ Processamento de dados........................................................................................................................ Comunicações......................................................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Aluguéis................................................................................................................................................... Transportes.............................................................................................................................................. Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Viagens.................................................................................................................................................... Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

EXercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 469.220 93.151 53.624 7.937 53.360 54.829 23.227 5.731 22.420 8.081 20.062 3.830 8.990 3.310 3.107 1.693 2.713 1.164 1.177 315 822 683 174 93 974 752 659.870 181.569

21) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

EXercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 145.460 58.225 23.950 10.327 8.518 5.113 135.165 17.994 313.093 91.659

22) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Receita com variação cambial................................................................................................................. Receitas de recuperação de encargos e despesas ................................................................................ Reversão de outras provisões operacionais............................................................................................ Atualização monetária sobre depósito vinculado .................................................................................... Ganho de capital - valor residual............................................................................................................. Variações monetárias .............................................................................................................................. Outras (1) ................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ (1) Inclui, basicamente, o diferimento dos custos de emissões de cartões de crédito.

EXercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 152.917 31.101 100.118 348 7.315 46 5.329 2.620 291 833 2.279 193.366 8.700 462.498 42.765

23) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 153.866 229.208 56.872 10.522 37.984 35.663 475 7 249.197 275.400 Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 6.498.155 5.388.619 1.157 1.576 112.516 72.224 8.201 12.437 57.663 786 6.679.268 5.474.066

16) RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS Resultados de exercício futuros no montante de R$ 245.742 mil (2010 - R$ 214.246 mil) estão representados por taxas de anuidade contratada pelos clientes do Bradesco Cartões, apropriadas ao resultado a razão de 1/12 dos valores contratados. O Banco tem direito a essas receitas, como forma de remuneração de atividades relacionadas a administração de cartões. 17) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, totalmente subscrito e integralizado, no montante de R$ 1.768.359 mil (2010 - R$ 1.768.359 mil) é representado por 231.326.344 ações, nominativas escriturais, sem valor nominal. b) Composição do capital social Quantidade de ações Ordinárias Preferenciais R$ mil Em 31 de dezembro de 2009....................................................................................... 43.411.726 43.411.726 194.038 Aumento de Capital - AGE de 1º.10.2010 (1)................................................................ 72.251.446 72.251.446 1.574.321 Em 31 de dezembro de 2010....................................................................................... 115.663.172 115.663.172 1.768.359 Em 31 de dezembro de 2011....................................................................................... 115.663.172 115.663.172 1.768.359 (1) Foi homologado pelo BACEN em 06 de junho de 2011, a Ata da Assembleia Geral Extraordinária aumentando o capital social em R$ 1.574.321 mil mediante emissão de 144.502.892 ações, sendo 72.251.446 ordinárias e 72.251.446 preferenciais, todas nominativas-escriturais, sem valor nominal, atribuídas ao Banco Bradesco S.A., único sócio, na proporção de 0,091787410 frações de ação do Bradesco Cartões para cada cota de emissão da Guaíba, que teve suas respectivas cotas extintas (Nota 1). c) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 1.167.672 807.424 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 85.789 62.027 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 1.081.883 745.397 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado.

Despesas com cartões de crédito ........................................................................................................... Programa de recompensa de milhagem ................................................................................................. Descontos concedidos em renegociações .............................................................................................. Variações monetárias e cambial.............................................................................................................. Amortizações de ágio.............................................................................................................................. Despesas com patrocínio de caráter cultural .......................................................................................... Indenizações pagas................................................................................................................................. Despesas de provisão para riscos - cíveis .............................................................................................. Outras provisões ..................................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

EXercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 269.034 17.221 242.359 72.213 111.901 8.847 87.641 22.316 52.596 53.535 7.965 6.020 1.429 187 1.428 3.847 28.032 34.624 11.195 812.824 219.566

24) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) Transações com o controlador, controladas e coligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 21.904 11.896 Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 1.148.402 366.140 46.124 5.973 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 524 59 Captação em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (3.206.593) (3.013.859) (363.126) (213.896) Valores a receber de sociedade ligadas: Ibi Promotora de Vendas Ltda. ........................................................ 11.360 285 Instrumentos financeiros derivativos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 1.256 487 (1.295) 428 Juros sobre o capital próprio/dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (6.288) Banco Ibi S.A. .................................................................................. 946 Imagra Imobiliária e Agrícola Ltda. .................................................. 47 31 Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. ............................................ 68 6 Bankpar Consultoria e Serviços Ltda. ............................................. 88 Bradescard Elo Participações S.A. .................................................. 307 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 8.700 mil para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 9.200 mil para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

12

...continuação

Banco Bradesco Cartões S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 59.438.325/0001-01 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Benefícios de Curto Prazo a Administradores

c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

Constituição 500.634 463 145 630 99.634 601.506 468

Realização 264.592 10.692 275.284 -

R$ mil Saldo em 31.12.2011 500.634 463 3.620 630 620 99.634 605.601 475

601.038

275.284

605.126

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 Proventos................................................................................................................................................. Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. Bônus ...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ Benefícios pós-emprego

8.647 1.946 10.593

Saldo em 31.12.2010 264.592 3.475 620 10.692 279.379 7

2010 2.776 772 653 4.201

Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ Provisões cíveis................................................................................ Provisões fiscais............................................................................... Provisões trabalhistas ...................................................................... Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... Outros valores .................................................................................. Em 31 de dezembro - R$ mil Total dos créditos tributários (Nota 8b)........................................ 2011 2010 Obrigações fiscais diferidas (Nota 15a)............................................ Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 9.198 3.243 diferidas......................................................................................... 279.372 Total ........................................................................................................................................................ 9.198 3.243 A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias da Administração.

Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto de renda Contribuição social Total 2012........................................................................................................... 117.564 70.313 187.877 a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; 2013........................................................................................................... 118.266 70.592 188.858 2014........................................................................................................... 118.542 70.470 189.012 b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e 12.416 7.511 19.927 c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria 2015........................................................................................................... 2016........................................................................................................... 12.416 7.511 19.927 instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Total .......................................................................................................... 379.204 226.397 605.601 Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. ou da Diretoria Executiva e seus familiares. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 593.163 mil (2010 R$ 262.657 mil) de diferenças temporárias. 25) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 26) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social a) Gerenciamento de riscos EXercícios findos em A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos 31 de dezembro - R$ mil negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. 2011 2010 As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 607.623 677.074 A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, (243.049) (270.830) de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. respectivamente ................................................................................................................................... O Bradesco Cartões como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: crédito, de mercado, de liquidez e operacional. 110.013 243.496 Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. (5.850) b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e Despesas indedutíveis liquidas de receitas não tributáveis .................................................................... (54.162) orientações, foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis as instituições financeiras somente quando 46.000 Juros sobre o capital próprio pagos ........................................................................................................ aprovadas pelo CMN. 8.823 18.013 Outros valores ......................................................................................................................................... Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (132.375) (15.171) • Resolução no 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); EXercícios findos em • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); 31 de dezembro - R$ mil • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); 2011 2010 • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de Impostos correntes: 1º de janeiro de 2012). (283.501) Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (458.597) Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será Impostos diferidos: de maneira prospectiva ou retrospectiva. Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... 326.222 268.330 326.222 268.330 Total dos impostos diferidos .................................................................................................................... A DIRETORIA Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (132.375) (15.171) Silvio José Alves – Contador – CRC 1SP202567/O-5 Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para:

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Banco Bradesco Cartões S.A. Osasco - SP

Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bradesco Cartões S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de Opinião 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bradesco Cartões S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis do Brasil. A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Outros assuntos como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício Responsabilidade dos auditores independentes e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 14 de fevereiro de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório José Cláudio Costa Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP167720/O-1 apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6

Trata-se de uma vitória indiscutível da liberdade de expressão. Emilio Palacio, ex-editor de opinião do El Universo . nternacional

O PERDÃO DE CORREA Presidente equatoriano retira queixa contra jornalistas críticos ao seu governo

O

presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou ontem o perdão ao ex-editor de opinião e a três executivos do jornal opositor El Universo, além do perdão para a própria publicação, que haviam sido condenados pela Justiça equatoriana a pagar US$ 42 milhões por difamação. Além disso, Correa declarou que retirou a queixa por difamação contra outros dois jornalistas. Um tribunal os condenou a pagar US$ 1 milhão cada ao presidente. "Decidi ratificar o que havia tempo estava decidido em meu coração, decisão tomada com familiares e amigos e companheiros próximos: perdoar os acusados concedendo-lhes a remissão das penas que merecidamente receberam, incluindo a empresa El Universo", disse. Ele acrescentou que também desistirá do processo contra o livro 'El Gran Hermano' (O Grande Irmão), "no qual da forma mais infame foi afirmado que eu tinha conhecimento dos contatos de Fabricio Correa (seu irmão) e que o encerramento de tais ações eram uma simulação para beneficiá-lo no caso de dois processos milionários". O ex-editor de opinião do El UniversoEmilio Palacio disse ter recebido com "grande alegria" o perdão. Para Palacio, que está nos Estados Unidos, onde pediu asilo político, a mudança de posição de Correa é resultado da pressão internacional. A Sociedade Interamericana de Imprensa reconheceu ontem o perdão, mas advertiu que ainda é mantido o precedente de uma decisão que "lesa de forma grave a liberdade de imprensa e de expressão". (Agências)

Rodrigo Buendia/AFP

Carl Court/AFP

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, denuncia atos 'obscuros'.

'O Brasil é um país incrivelmente corrupto' WikiLeaks ataca novamente: documento denuncia irregularidade na compra de caças.

Correa decidiu processar jornal que o chamou de 'ditador' e 'assassino de lesa humanidade'. Enrique Marcarian/Reuters

'Maldita é a impunidade' Parentes e amigos dos 51 mortos no acidente de trem ocorrido na quarta-feira passada, em Buenos Aires, prestaram ontem homenagem às vítimas e exigiram justiça. A estação onde ocorreu a tragédia viveu nova tensão ontem após a ocorrência de um incêndio em um trem. O maquinista ficou ferido com queimaduras leves. (Agências)

O

site Wikileaks voltou ontem a divulgar documentos polêmicos envolvendo governos e companhias de todo o mundo. Desta vez, o alvo é a Stratfor Global Intelligence, empresa norte-americana de segurança. Nem mesmo o Brasil foi poupado. Entre os cinco milhões de e-mails que começaram a ser publicados, analistas destacam a corrupção na compra de equipamentos militares pelo governo Lula e o apoio do Brasil à Argentina na questão das Ilhas Malvinas. Em 2010, um funcionário do consulado dos EUA no Rio de

Janeiro teria dito a um dos analistas da Stratfor que a preferência do governo Lula pelos caças Rafale da França, em detrimento dos F-18 norte-americanos, envolveria suborno do governo francês. "O Brasil é um país incrivelmente corrupto", afirmou o funcionário, citado pelo consultor. "Lula, provavelmente, está à procura de dinheiro para aposentadoria", acrescentou. Outro e-mail aponta que o Brasil está disposto a apoiar a Argentina na questão das Malvinas porque "não quer os britânicos perto de suas reservas de petróleo". (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

13

Banco Boavista Interatlântico S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 33.485.541/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, do Banco Boavista Interatlântico S.A. (Banco Boavista), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

No exercício, o Banco Boavista registrou Lucro Líquido de R$ 219,339 milhões, correspondente a R$ 85,37 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de R$ 2,210 bilhões e Ativos Totais de R$ 2,364 bilhões. Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado............................................................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado............................................................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO................................................................................................................................. Móveis e Equipamentos de uso .................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 904.186 2 580.401 8.765 571.636 28.473 21.107 7.366 131 131 2.919

2010 874.375 2 543.861 22.734 521.127 27.627 11.651 15.976 248 248 1.061

3.243 (324) 292.260 257.902 34.358 88 (88) 456.854 -

3.026 (1.965) 301.576 257.067 45.572 (1.063) 88 (88) 382.104 348

456.854 456.854 1.002.876 1.002.871 997.567 27.107 (21.803) 5 5 2.363.916

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 12c) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

2011 22.901 22.901 2.084 15.528 5.289

2010 27.242 27.242 1.004 23.699 2.539

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

131.340 131.340 124.239 7.101

142.388 142.388 134.559 7.829

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 12a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 12b)..................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

2.209.675

1.992.177

1.231.000 978.376 299

1.231.000 761.121 56

TOTAL ...........................................................................................................................................................

2.363.916

2.161.807

2.414 (2.066) 381.756 381.756 905.328 905.323 899.613 27.513 (21.803) 5 5 2.161.807

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro

2º Semestre 2011 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Operações de Crédito ................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f) ........................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 13).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 14) ..................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 9a) ............................ Outras Receitas Operacionais (Nota 15)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 16)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 17) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 19) ................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de ações (Nota 12a) ........................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................

2011

33.879 565 33.314 42 42 33.921 182.391 (2.893) (1.819) 56.901 152.738 (22.536) 216.312 10.077 226.389 (63.867) 162.522 2.569.275.469 63,26

65.418 946 64.472 3.484 3.484 68.902 212.470 (4.317) (7.017) 98.548 302.673 (177.417) 281.372 10.077 291.449 (72.110) 219.339 2.569.275.469 85,37

Ajustes de Avaliação Patrimonial Capital

Reservas de Lucros

Eventos

Social

Legal

Saldos em 30.6.2011.......................

1.231.000

53.771

763.627

56

178

Ajustes Avaliação Patrimonial........... Lucro Líquido.................................... Destinações: - Reservas.................. - Dividendos Propostos

-

8.126 -

152.852 -

(56) -

121 -

Saldos em 31.12.2011.....................

1.231.000

61.897

916.479

-

Saldos em 31.12.2009..................... Ajustes Avaliação Patrimonial........... Lucro Líquido.................................... Destinações: - Reservas.................. - Dividendos Propostos

1.231.000 -

45.645 5.285 -

610.782 99.409 -

45 (1) -

Saldos em 31.12.2010.....................

1.231.000

50.930

710.191

44

12

Ajustes Avaliação Patrimonial........... Lucro Líquido.................................... Destinações: - Reservas.................. - Dividendos Propostos

-

10.967 -

206.288 -

(44) -

287 -

1.231.000

61.897

916.479

2010 50.926 931 49.995 1.338 1.338 52.264 65.022 (6.317) (2.553) 84.896 6.199 (17.203) 117.286 9 117.295 (11.597) 105.698 2.569.275.469 41,14

Saldos em 31.12.2011.....................

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................... Perda/(Ganho) na Venda de Investimentos................................................................ Despesas com Provisões Cíveis, Fiscais e Trabalhistas ........................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................... Provisão para Devedores Duvidosos......................................................................... Outros ........................................................................................................................ Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social....... (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências.................. (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.............................. (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação ..................................................... (Aumento)/Redução em Operações de Crédito......................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ........................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações.............................................................. Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos........................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................ Alienação de Bens não de Uso Próprio....................................................................... Alienação de Investimentos. ........................................................................................ Aquisição de Investimentos. ........................................................................................ Aquisição de Bens não de Uso Próprio. ...................................................................... Aquisição Intangível..................................................................................................... Dividendos Recebidos de Coligadas ........................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos pagos ........................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ........... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................

Coligadas e

Lucros

Controladas

Acumulados 162.522 (160.978) (1.544)

299 13 (1) -

-

105.698 (104.694) (1.004) 219.339 (217.255) (2.084)

299

-

Totais 2.048.632 65 162.522 (1.544) 2.209.675 1.887.485 (2) 105.698 (1.004) 1.992.177 243 219.339 (2.084) 2.209.675

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

226.389 (209.119) (10.077) (142.099) (56.901) (42) 17.270 (113) (12.850) (1.556) 742 22.173 (20.385) (7.516) (2.235)

Próprias

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2º Semestre 2011

Estatutárias

291.449 (108.456) (10.077) 3.653 (98.548) (3.484) 182.993 117 (50.508) (919) 1.974 (118.693) (18.750) (19.636) (23.422)

117.295 (85.453) 784 (84.896) (1.338) (3) 31.842 (10) (30.717) 1.099 1.551 10.655 (4.166) (13.451) (3.197)

37 10.484 10.521

29 10.484 (56) 10.457

1 7 (4) (2) 23.529 23.531

(1.004) (1.004) 7.282 1.485 8.767 7.282

(1.004) (1.004) (13.969) 22.736 8.767 (13.969)

(1.187) (1.187) 19.147 3.589 22.736 19.147

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2º Semestre Descrição

2011

Exercícios findos em 31 de dezembro %

2011

%

2010

%

1 - RECEITAS .........................................................

174.200

76,3

204.235

68,4

41.269

34,4

1.1) Intermediação Financeira.........................

33.879

14,8

65.418

21,9

50.926

42,5

1.2) Provisão para créditos de liquidação duvidosa ....................................................

42

-

3.484

1,2

1.338

1,1

1.3) Outras ........................................................

140.279

61,5

135.333

45,3

(10.995)

(9,2)

(1,4)

(6.317)

(5,2)

3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Serviços de Terceiros.........................................

(2.893) -

(1,2) -

-

(21)

-

(107)

(0,1)

-

(34)

Serviços Técnicos Especializados .....................

(2.709)

(3.841)

(1,3)

(5.806)

(4,9)

Propaganda, Promoções e Publicidade.............

(100)

-

(267)

(0,1)

(270)

(0,2)

Transporte ..........................................................

(13)

-

(29)

-

(39)

-

-

(56)

-

(5)

-

-

(1,2)

(76)

-

Comunicações ...................................................

Contribuições Sindicais......................................

-

(4.317)

Sistema Financeiro ............................................

(13)

-

(19)

-

(17)

Outras ................................................................

(24)

-

(29)

-

(52)

4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)..............

-

171.307

75,1

199.918

67,0

34.952

29,2

171.307

75,1

199.918

67,0

34.952

29,2

56.901

24,9

98.548

33,0

84.896

70,8

5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE .............................................. 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA............................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas.....................................................

56.901

24,9

98.548

33,0

84.896

70,8

7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (5+6).....

228.208

100,0

298.466

100,0

119.848

100,0

8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO......

228.208

100,0

298.466

100,0

119.848

100,0

8.1) Impostos, Taxas e Contribuições ............

65.686

28,8

79.127

26,5

14.150

11,8

Federal ........................................................

65.686

28,8

79.127

26,5

14.150

11,8

8.2) Remuneração de Capitais Próprios ........

162.522

71,2

219.339

73,5

105.698

88,2

Dividendos ..................................................

1.544

0,7

2.084

0,7

1.004

0,8

Lucros Retidos ............................................

160.978

70,5

217.255

72,8

104.694

87,4

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Boavista Interatlântico S.A. (Boavista) é uma instituição financeira múltipla, que tem por objetivo efetuar operações bancárias em geral, inclusive câmbio. O Boavista é parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas atividades conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiro e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas informações financeiras trimestrais devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Operações de crédito, outros créditos e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificados nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução no 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução no 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso (1) Classificação do cliente • de 15 a 30 dias................................................................................................................................................................ B • de 31 a 60 dias................................................................................................................................................................ C • de 61 a 90 dias................................................................................................................................................................ D • de 91 a 120 dias.............................................................................................................................................................. E • de 121 a 150 dias............................................................................................................................................................ F • de 151 a 180 dias............................................................................................................................................................ G • superior a 180 dias.......................................................................................................................................................... H (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos em atraso, conforme facultado pela Resolução no 2.682/99 do CMN. A atualização (accrual) l das operações de crédito vencidas até o 59o dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60o dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito.

g) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos“, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários sobre Prejuízo Fiscal e Base Negativa serão realizados de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. h) Investimentos Os investimentos em controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais do capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perda/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil de um ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. j) Despesas antecipadas São representas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registrados no resultado de acordo com o principio da competência. k) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 10a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 10b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 10b). l) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias, auferidos (em base “prorata” dia) e provisão para perdas, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias, incorridas (em base “pro-rata” dia). m) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 2 2 Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 2 2 Aplicações interfinanceiros de liquidez (1) .............................................................................................. 8.765 22.734 Total de caixa e equivalentes de caixa ................................................................................................ 8.767 22.736 (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo. 2011

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

...continuação

Banco Boavista Interatlântico S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 33.485.541/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos

1 a 30 dias Aplicação no mercado aberto: Posição bancada ............................................................................ Notas do tesouro nacional................................................................ Aplicações em depósitos interfinanceiros .................................. Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 ..................................................................................

91 a 180 dias

8.765 8.765 8.765 543.861

571.636 571.636 -

8.765 8.765 571.636 580.401

Valor de Marcação 1 a 30 31 a 180 Acima de mercado/ a Títulos dias dias 360 dias contábil (1) mercado (2) Títulos para negociação (3):... 28.473 28.473 2 Letras Financeiras do Tesouro.... 28.473 28.473 2 Títulos disponíveis para venda: Ações......................................... Total em 2011 ........................... 28.473 28.473 2 Total em 2010 ........................... 73 2.047 25.507 27.627 73 (1) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes; (2) Representado pelos títulos da carteira própria, sendo que o ajuste no patrimônio líquido inclui R$ 299 mil (2010 - R$ 12 mil), líquido dos efeitos tributários, referente a controladas e coligadas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) Resultado de títulos e valores mobiliários Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Receita de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................. 61.288 47.507 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 3.067 2.488 Títulos de renda variável ......................................................................................................................... 117 Total ........................................................................................................................................................ 64.472 49.995

22.734 22.734 521.127 543.861

b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração do resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada ..................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. Total (Nota 6b)........................................................................................................................................

276 276 61.012 61.288

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 Valor de Marcação mercado/ a contábil (1) mercado (2) 27.554 27.554 73 73 73 73

2011 Valor de custo atualizado 28.471 28.471 28.471

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2011 2010

244 244 47.263 47.507

c) O Boavista não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. 7) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS CRÉDITOS E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Composição total das carteiras e prazos Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias

Operações de crédito Empréstimos........................................................................................ Outros créditos (1)............................................................................... Total das operações de crédito........................................................ Avais e fianças (2) ............................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

31 a 60 dias 222 222 222 268

61 a 90 dias 129 129 129 111

91 a 180 dias 1.823 1.823 1.823 648

128 128 128 314

Operações de crédito Empréstimos..................................... Outros créditos (1)............................ Total das operações de crédito..... Avais e fianças (2) ............................ Total em 2011 .................................. Total em 2010 ..................................

1 a 30 dias 222

31 a 60 dias

61 a 90 dias

25

24

Acima de 360 dias 37.046 37.046 36.519

%

3.243 3.243 37.046 40.289

2010 8,0 8,0 92,0 100,0

% -

Total (B) 2010 222 1.027 1.249 1.249

Operações de crédito AA D Empréstimos..................................... 3.243 Outros créditos ................................. Total em 2011 .................................. 3.243 % ...................................................... 100,0 Total em 2010 .................................. 1.409 % ...................................................... 21, 7 c) Concentração das operações de crédito e outros créditos

% 17,8 82,2 100,0 100,0

Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... d) Setor de atividade econômica

Total Geral (A+B+C) 2011 3.243 3.243 37.046 40.289

% 8,0 8,0 92,0 100,0

2010 5.440 1.063 6.503 34.105

% 13,4 2,6 16,0 84,0

40.608

100,0

%

5.218 5.218 34.105

13,3 13,3 86,7

39.323

100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2010 % 5.440 83,7 1.063 16,3

Total

Em 31 de dezembro - R$ mil Anormal Vincendas Total (C) 61 a 90 Operações de crédito dias 2011 % 2010 % Empréstimos..................................... Outros créditos (1)............................ 36 100,0 Total das operações de crédito..... 36 100,0 Avais e fianças (2) ............................ Total em 2011 .................................. Total em 2010 .................................. 36 36 100,0 (1) Outros créditos refere-se a devedores por compra de valores e bens e títulos e créditos a receber; e (2) Contabilizados em contas de compensação.

Total (A) 2011

b) Modalidades e níveis de riscos

Em 31 de dezembro - R$ mil Curso anormal Parcelas vencidas 91 a 180 181 a dias 720 dias 2011 74 904

Curso normal 181 a 360 dias 941 941 941 1.463

H 5.094 78,3

2011 3.243 3.243

100,0 100,0

6.503 100,0

2011 3.012 3.243

%

2011

%

Setor privado Indústria............................................................................................ Serviços............................................................................................ Pessoa física .................................................................................... Comércio .......................................................................................... Total .................................................................................................

%

92,9 100,0

3.243 3.243

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 % 3.809 58,6 6.503 100,0 Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 %

100,0 100,0

5.218 222 732 331 6.503

80,24 3,41 11,26 5,09 100,0

e) Composição das operações de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa Em 31 de dezembro - R$ mil

Nível de risco D .......................................................................................................... H .......................................................................................................... Subtotal .............................................................................................. Total em 2011 ..................................................................................... % ......................................................................................................... Total em 2010 ..................................................................................... % .........................................................................................................

Curso normal 3.243 3.243 3.243 100,0 5.218 80,2

Saldo da carteira Curso anormal Vencidas Vincendas 1.249 36 19,2 0,6

Total da carteira 3.243 3.243 3.243 6.503

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa Em 31 de dezembro - R$ mil 2011

2010

Saldo inicial............................................................................................................................................ 5.094 Reversão ................................................................................................................................................. (3.484) Baixas...................................................................................................................................................... (1.286) Saldo final .............................................................................................................................................. 324 Provisão específica (1) ............................................................................................................................ Provisão genérica (2) .............................................................................................................................. 324 Operações recuperadas no exercício (3) ................................................................................................ 744 (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadradas no item anterior; e (3) Registradas em receitas de operações de crédito, como previsto nas normas e instruções do BACEN. No período não ocorreram renegociações de operações de crédito.

6.432 (1.338) 5.094 1.285 3.809 570

% 100,0 100,0

Percentual mínimo requerido % 10,0 100,0

100,0 100,0 100,0

Provisão Específica 1.285 25,2

Total Geral Genérica 324 324 324 100,0 3.809 74,8

2011

2010 324 324 324 100,0

5.094 5.094

5.094 100,0

8) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber Refere-se a dividendos a receber, no montante de R$ 257.902 mil (2010 - R$ 257.067 mil). b) Diversos Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Tributos antecipados (1) .......................................................................................................................... 185.880 55.399 Depósitos para interposição de outros recursos ..................................................................................... 107.912 102.085 Créditos a receber (Nota 20a) (2)............................................................................................................ 98.477 111.350 Depósitos para interposição de recursos fiscais ..................................................................................... 58.415 57.620 Créditos tributários (Nota 19c)................................................................................................................. 40.521 94.369 Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... 5.232 Outros...................................................................................................................................................... 7 1.273 Total ........................................................................................................................................................ 491.212 427.328 (1) Em 2011, inclui R$ 147.417 mil de impostos a compensar em razão da obtenção/conclusão dos trâmites processuais, habilitados em junho de 2011 que já começaram a ser compensados; e (2) Refere-se a Direitos a Receber dos ex-controladores.

9) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 31 de dezembro - R$ mil Patrimônio Líquido ajustado 352.775 1.638.581 630.118

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 167.500 31.268 460.134

Participação no capital social % 100,000000 7,266495 83,367175

Lucro líquido/ (prejuízo) ajustado 36.258 120.056 63.993

Empresas Capital Social Tibre Holdings Ltda. ............................................................................ 167.500 Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi ............................... 1.028.459 Embaúba Holdings Ltda. ..................................................................... 551.937 Outros Investimentos........................................................................... Total .................................................................................................... (1) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis. b) Composição de outros investimentos

Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. Outros investimentos ............................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas com investimentos por incentivos fiscais.............................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 14.559 14.559 42 42 12.506 12.912 27.107 27.513 (10.532) (10.532) (11.271) (11.271) (21.803) (21.803) 5.304 5.710

10) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões e Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição.

2011 352.775 119.067 525.312 413 997.567

2010 316.862 110.426 472.182 143 899.613

c) Dividendos Aos acionistas está assegurado dividendos mínimos obrigatório em cada exercício de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No exercício foram provisionados dividendos, no montante de R$ 2.084 mil (2010 - R$ 1.004 mil) correspondendo a R$ 0,81 (2010 R$ 0,39) por lote de mil ações. Os dividendos do exercício de 2010 foram pagos em 29 de dezembro de 2011. 13) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Propaganda e publicidade....................................................................................................................... Comunicação........................................................................................................................................... Transportes.............................................................................................................................................. Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

d) Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante.

Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisão para riscos fiscais (Nota 10b) ................................................................................................... Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Provisão para imposto de renda diferido (Nota 19c) ............................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Provisão para passivos contingentes - cíveis (Nota 10b)........................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 115.612 130.495 18.845 18.577 1.090 5.413 4.220 3.773 139.767 158.258 Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 12.180 10.177 210 191 12.390 10.368

12) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O Capital social no montante de R$ 1.231.000 mil (2010 - R$ 1.231.000 mil), totalmente subscrito e integralizado, representado por 2.569.275.469 ações ordinárias, nominativas escriturais sem valor nominal. b) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 978.376 761.121 Reserva Legal (1) .................................................................................................................................... 61.897 50.930 Reserva Estatutária (2)............................................................................................................................ 916.479 710.191 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do período, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado.

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 3.841 5.806 267 270 76 107 29 39 19 17 85 78 4.317 6.317

14) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

I - Processos Cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como 15) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. Créditos fiscais (1)................................................................................................................................... II - Obrigações Legais - provisão para riscos fiscais Reversão de provisão para riscos fiscais ................................................................................................ A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente Variações monetárias ativas.................................................................................................................... provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Atualização monetária sobre depósitos................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... III - Movimentação das Provisões Constituídas Total ........................................................................................................................................................ Em 31 de dezembro - R$ mil (1) Refere-se a receitas de impostos a compensar. Fiscais e Cíveis Previdenciárias (1) 16) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS No início do exercício............................................................................................................................ 10.177 18.577 Constituições líquidas de reversões e baixas.......................................................................................... 3.385 Atualização monetária ............................................................................................................................. 268 Provisão para riscos - fiscais................................................................................................................... Pagamentos............................................................................................................................................. (1.382) Despesas de juros sobre obrigações ...................................................................................................... No fim do exercício (Nota 11b) ............................................................................................................. 12.180 18.845 Indenizações cíveis ................................................................................................................................. (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. Patrocínio de caráter cultural................................................................................................................... c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis Outras...................................................................................................................................................... A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que figura como “autora” ou “ré” e amparada Total ........................................................................................................................................................ na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes 17) RESULTADO NÃO OPERACIONAL avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente.

11) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Ajuste decorrente de avaliação (1) 2011 2010 36.258 28.610 8.723 6.890 53.293 49.148 274 248 98.548 84.896

Valor contábil

Lucro na alienação de valores e bens (1) ............................................................................................... Outras receitas não operacionais............................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ (1) Refere-se ao lucro apurado na alienação das ações da CETIP S.A.

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 6.018 2.175 978 354 21 24 7.017 2.553 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 147.417 145.798 6.602 3.580 2.472 2.284 384 335 302.673 6.199

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 145.798 17.773 16.402 3.419 29 160 187 10.267 585 177.417 17.203

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 10.077 9 10.077 9

18) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) Transações com o controlador, controladas e coligadas, são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: 2011 Ativos (passivos)

2010 Ativos (passivos)

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Receitas Receitas (despesas) (despesas)

Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 571.636 521.127 61.012 47.263 Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 8.765 22.734 276 244 Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (2.084) (1.004) Embaúba Holdings Ltda. ................................................................. 106.031 105.579 Tibre Holdings Ltda. ......................................................................... 151.223 150.878 Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi ............................ 276 193 Outras............................................................................................... 293 385 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição da Organização Bradesco. A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus Administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

15

...continuação

Banco Boavista Interatlântico S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 33.485.541/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para:

d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízos fiscais e base negativa:

a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e

Imposto de renda 2.428 3.264 4.002 435 10.129

Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Contribuição Prejuízo Base social fiscal negativa Total 1.596 1.775 1.023 6.822 1.995 3.105 1.852 10.216 2.230 2.981 1.840 11.053 262 3.990 2.395 7.082 3.341 2.007 5.348 6.083 15.192 9.117 40.521

c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares.

2012........................................................................................................ 2013........................................................................................................ 2014........................................................................................................ 2015........................................................................................................ 2016........................................................................................................ Total .......................................................................................................

19) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 37.158 mil (2010 R$ 86.606 mil), sendo R$ 15.200 mil (2010 - R$ 60.364 mil) de diferenças temporárias e R$ 21.958 mil (2010 - R$ 26.242 mil) de prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social. e) Créditos tributários não ativados Em função da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro - CONSIF contra a Medida Provisória nº 413, de 3 de janeiro de 2008 (convertida em Lei nº 11.727 de 23 de junho de 2008, artigos 17 e 41), os créditos tributários decorrentes da elevação da alíquota da Contribuição Social de 9% para 15% foram registrados até o limite das obrigações tributárias correspondentes. Neste exercício, o saldo remanescente em 31 de dezembro de 2010, no montante de R$ 6.371 mil, foi integralmente constituído. f) Obrigações fiscais diferidas A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 4.220 mil (2010 - R$ 3.773 mil) relativas a: ajuste a valor de mercado dos títulos (2010 - R$ 29 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 4.220 mil (2010 - R$ 3.744 mil).

a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente .................................................................................................................................... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social .......................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 291.449 117.295 (116.580)

(46.918)

39.419 (1.953) 6.371 633 (72.110)

33.958 (2.018) 2.247 1.134 (11.597)

b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos ............................................................................... Impostos diferidos: Constituição/realização no exercício, sobre adições temporárias........................................................... Utilização de saldos iniciais de: Base negativa de contribuição social ...................................................................................................... Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

(18.262) (48.937) (97) (4.814) (53.848) (72.110)

(9.191) 433 (447) (2.392) (2.406) (11.597)

c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos R$ mil Saldo em (1) Saldo em 31.12.2010 Constituição Realização 31.12.2011 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ...................................... 2.182 1.538 644 Provisões cíveis...................................................................................... 3.973 1.329 429 4.873 Provisões fiscais..................................................................................... 6.051 107 1.117 5.041 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ....................... 1.483 39 1.444 Provisão para desvalorização de bens não de uso................................ 68 33 35 Outros..................................................................................................... 51.392 4.175 51.392 4.175 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias........... 65.149 5.611 54.548 16.212 Prejuízo fiscal e base negativa ............................................................... 29.220 2.792 7.703 24.309 Total dos créditos tributários (Nota 8b).............................................. 94.369 8.403 62.251 40.521 Obrigações fiscais diferidas (Nota 11a).................................................. 3.773 838 391 4.220 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas ........ 90.596 7.565 61.860 36.301 (1) Contemplam os créditos tributários relativos à elevação da alíquota da contribuição social para o segmento financeiro, determinada pela Lei nº 11.727/08.

20) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Por força do Instrumento Particular de Contrato de Promessa de Integração Empresarial e Outros Pactos, de 7 de julho de 2000, firmado com o Banco Bradesco S.A., os ex-controladores do Banco Boavista, julgaram oportuno o exercício da opção para aderir ao PAES, objetivando o parcelamento de débitos tributários e previdenciários junto à União, por eles garantidos, os quais vinham sendo questionados nas esferas administrativa e judicial, no montante de R$ 165.340 mil, conforme faculdade instituída pela Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003. Conforme a referida legislação, os valores objeto de parcelamento serão quitados no prazo mínimo de 120 meses e máximo de 180 meses, devidamente atualizados pela TJLP. Os valores atualizados relativos às obrigações fiscais de R$ 115.272 mil (2010 - R$ 130.202 mil) e o respectivo direito a receber dos ex-controladores R$ 98.477 mil (2010 - R$ 111.350 mil), por força do citado instrumento estão, respectivamente, registrados em outras obrigações - fiscais e previdenciárias (Nota 11a) e outros créditos - diversos (Nota 8b). b) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O Boavista como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações, foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). Atualmente, não é possível quantificar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de forma prospectiva ou retrospectiva.

A DIRETORIA Luiz Filipe Lopes Soares – Contador – CRC 1SP208127/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Banco Boavista Interatlântico S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Boavista Interatlântico S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui,

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Boavista Interatlântico S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Osasco, 14 de fevereiro de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

c

André Dala Pola Contador CRC 1SP214007/O-2

INCÊNDIO Os problemas no Costa Allegra começaram após um incêndio na casa das máquinas do navio, que pertence à mesma empresa dona do Costa Concordia, que naufragou na costa da Itália no mês passado. O Costa Allegra ficou à deriva no Oceano Índico.

idades

Navio da Costa Cruzeiros à deriva no mar Costa Allegra fazia um cruzeiro turístico rumo às ilhas Seicheles, com mais de mil pessoas a bordo, inclusive passageiros brasileiros. Resgate deve começar hoje.

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O navio Costa Allegra, em foto antiga, que ficou à deriva ontem após um incêndio. Apesar do susto, não houve feridos no incidente. Kenneth Karsten/AFP Photo

navio de cruzeiro Costa Allegra ficou à deriva ontem na costa das ilhas Seicheles, após um incêndio. de acordo com a guarda costeira italiana, há mais de mil pessoas a bordo. A embarcação pertence à Costa Cruzeiros, empresa que também é proprietária do Costa Concordia, que emborcou na costa da Toscana, em janeiro. De acordo com a empresa, a tripulação trabalhava ontem à noite para "retomar a funcionalidade" do navio. Rebocadores e outras embarcações de apoio se dirigiram ao cruzeiro para oferecer assistência. Navios de carga na área também foram alertados para ajudar no resgate. Um oficial da guarda costeira de Seicheles confirmou que barcos de suporte estavam a caminho do navio, mas disse que não podia fornecer maiores detalhes enquanto a Costa Cruzeiros não autorizasse a divulgação de notícias. A guarda costeira disse em comunicado que entrou em contato com as autoridades locais nas Seicheles e informou que o acidente aconteceu a cerca de 200 milhas náuticas do arquipélago, localizado no Oceano Índico. Aparentemente, segundo a guarda costeira, todos os passageiros e tripulantes do Costa Allegra estavam "em boas condições de saúde e foram devidamente informados sobre a situação". Segundo a agência de notícias italiana Ansa, o incêndio teve início na sala de máquinas do navio, mas não se espalhou por outras partes da embarcação graças à ajuda de bombeiros. "Os motores do Costa Allegra estão parados, mas a comunicação está funcionando", diz o documento da guarda costeira.

Mauricio de Souza/AE

VISTORIA – O navio MSC Armonia passou ontem por uma vistoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no porto de Santos. Uma tripulante da embarcação morreu no último dia 18 após ter tido tosse e febre. O objetivo da vistoria foi verificar se há um surto do vírus influenza B a bordo. Outros passageiros também passaram mal, mas já foram liberados. (Agências)

No fim do dia, funcionários da Costa Cruzeiros confirmaram o problema no mar, mas disseram que a embarcação está estável e não foram registrados feridos no incidente. Energia – O capitão Giorgio Moretti disse que o incidente deixou o navio sem energia, fazendo com que os sistemas de ar condicionado e luzes fossem desligados. O Costa Allegra está à deriva, "sendo levado pelas ondas, mas está estável", disse o capitão. Navios rebocadores devem iniciar o resgate hoje, quando será definido para qual porto a embarcação será levada. A Guarda Costeira da Itália afirmou que um pesqueiro francês pode ser o primeiro barco a chegar ao Costa Allegra. Moretti disse que, no total, há 636 passageiros a bordo. Entre eles, 212 são italianos, 31 são britânicos e oito são americanos, além de dois brasileiros. Há ainda 413 tripulantes. Geradores mantêm a sala de controles e os equipamentos de comunicação funcionando, além da estabilidade do navio, mas os passageiros deveriam passar a noite de ontem nas áreas comuns do navio, e não em suas cabines. Piratas – As preocupações recaem também sobre a presença de piratas somalis na área, embora não haja casos conhecidos de ataques contra navios turísticos. O incidente ocorreu quase dois meses após a tragédia do Costa Concordia, que deixou 25 mortos e sete desaparecidos. O Concordia naufragou no dia 13 de janeiro após se chocar com uma pedra nas proximidades da Ilha de Giglio, provocando pelos menos 25 mortes. A Costa Cruzeiros está sendo acusada por passageiros de atrasos e falta de organização na evacuação dos passageiros do Concordia. (Agências)


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Num primeiro momento, pode parecer bem fácil, se comparado a uma moto. Cacá Clauset, jornalista e navegador

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Um jet ski no centro de outra tragédia Em novo acidente, agora no ABC, pai provoca a morte de filho de 9 anos. Em Bertioga, começa perícia na máquina que matou menina de 3 anos. Especialistas dão dicas.

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garoto Mitchill Guilherme Pereira de Carvalho, de nove anos, foi sepultado no fim da tarde de ontem no cemitério da Vila Formosa, na zona leste da cidade. No último domingo, ele morreu em decorrência de mais um acidente com um jet ski, em um clube náutico de Ribeirão Pires, no ABC. De acordo com a polícia, Mitchill e um primo de 14 anos estavam em dois botes puxados pelo jet ski pilotado por Antonio Edvan Moreira de Carvalho, de 40 anos, pai de Mitchill. Segundo testemunhas, o jet ski seguia em diagonal pela represa quando, ao passar por uma onda provocada por um barco, Carvalho teria perdido o controle da embarcação e seguiu desgovernado em direção a uma ponte da represa. Ao passar por ela, o bote onde estava Mitchill bateu contra uma pilastra. Socorrido, o garoto não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu. Já o primo da vítima nada sofreu. Fiança – O pai foi detido e mais tarde foi indiciado por homicídio culposo - quando não há intenção de matar. Na noite de domingo, ele pagou fiança no valor de R$ 630 e vai responder pelo crime em liberdade. De acordo com a polícia, Carvalho não tinha habilitação exigida para pilotar o equipamento. Ele passou por um exame toxicológico, que não apontou a ingestão de nenhuma substância. Ontem, o pai esteve presente no enterro do filho, mas não deu declarações à imprensa. Ele foi consolado por amigos e parentes durante todo o tempo. A Capitania dos Portos informou que, além de o pai do menino não ser habilitado para conduzir o jet ski, o protocolo para a transferência de propriedade estava vencido, além de a embarcação não apresentar adesivo com indicação do nome e número de inscrição. A Capitania vai investigar o caso. Perícia -Foi adiada ontem a perícia envolvendo outro acidente com um jet ski. No último dia 18, a menina Grazielly Almeida Lames, de três anos, morreu em Bertioga, atingida por um jet ski acionado por um adolescente. A perícia será executada pelo Instituto de Criminalística de São Paulo. Testemunhas dizem ter visto o momento em que dois adolescentes subiram no jet ski e aceleraram o veículo. O veículo empinou, os garotos caíram na água e o equipamento seguiu até a areia, acertando a menina. Repercussão - Segundo o jornalista Cacá Clauset, navegar com um jet ski não é tarefa simples e requer treino. Piloto experiente, Clauset já navegou do Oiapoque ao Chuí em um desses equipamentos. "Num primeiro momento, pode parecer bem fácil, pelo menos se comparado a uma moto. O caso da menina de três anos prova o contrário", disse.

Alex Silva/AE

Antonio Edvan Moreira de Carvalho (de camisa listrada), pai do garoto Mitchill, chora durante enterro do filho, vítima de acidente com jet ski Maurício de Souza/AE

Segundo Clauset, a diferença entre o jet ski e uma moto é a forma de conduzir o veículo. "As pessoas acreditam que para manobrar um jet ski basta diminuir a velocidade, a exemplo do que ocorre com uma moto de rua. É bem diferente. A mudança de rumo na água depende da velocidade, ou seja, é preciso acelerar. Se fizer o inverso, o jet ski continuará em linha reta, mesmo que a pessoa tente virar a embarcação", disse. Regras – O comissário técnico da Associação Brasileira de Jet Ski (entidade organizadora de competições náuticas), José Luiz Cardoso, o Zeca, ressaltou duas regras básicas para a prática da motonáutica que não são seguidas. "No Brasil, só se pode circular a 300 metros da praia. Além disso, o embarque só pode ocorrer a partir de uma marina e nunca a partir da praia. O problema é que faltam marinas para o embarque para esse tipo de embarcação na costa brasileira", disse. Outra preocupação de Zeca é o aumento do número de jet skis na costa paulista. Dados da Capitania dos Portos mostram que no ano de 2000 havia 10.898 jet skis no Estado. Hoje, são 16.643, um aumento de 52,7%. Isso equivale a 27 jet skis para cada quilômetro da costa. Para Luiz Cardoso, esse aumento está relacionado com a queda no preço e as facilidades para compra desses veículos. "Antes, um novo em folha custava R$ 40 mil. Hoje, um novinho pode ser comprado por R$ 27 mil e financiado em vários meses. E tem os velhinhos, que saem por R$ 8 mil", disse. Ivan Ventura, com agências

Hopi Hari: delegado crê em falha humana

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Peritos fotografam jet ski que matou a menina Grazielly

As pessoas acreditam que para manobrar um jet ski basta reduzir a velocidade, como nas motos. A mudança de rumo na água depende da velocidade. É preciso acelerar. Se fizer o inverso, o jet ski continuará em linha reta, mesmo que a pessoa tente virá-lo. CACÁ CLAUSET

delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior, disse ontem que a principal hipótese para a causa do acidente que matou a adolescente Gabriella Yukari Nichimura, na última sexta-feira, após queda de um brinquedo no parque de diversões Hopi Hari, é a de falha humana. "Eu não queria adiantar nada, mas a meu ver é um pouco maior a porcentagem de falha humana do que a de falha do mecanismo do brinquedo", afirmou Noventa Júnior, após nova perícia realizada na atração La Tour Eiffel. Segundo Noventa Júnior, nos próximos dias serão ouvidos operadores e outras pessoas que, de acordo com o delegado, "deveriam zelar melhor pela manutenção". O delegado ouvirá ainda os pais da vítima e uma prima, que estava no passeio e acompanhava a família vinda do Japão para passar férias no Brasil. Três pessoas já deram depoimentos e foram contundentes em afirmar que a trava abriu durante a queda do elevador com 69,5 m de altura. (AE)

Renato Silvestre/AE

Luiz Cláudio Barbosa/Futura Press/AE

SE ESTE FUSCA FALASSE... – Este acidente aconteceu na madrugada de domingo. O Fusca caiu no

...E ESTE TAMBÉM – Na madrugada de ontem, um Fusca modelo New Beetle bateu contra um poste e

córrego João Alves, na avenida Visconte de Nova Granada, em Osasco. O motorista sofreu apenas ferimentos leves e foi socorrido. Já o carro, na manhã de ontem, permanecia no mesmo local do acidente.

um muro da avenida Washington Luís, na pista que dá acesso ao Autódromo de Interlagos, na zona sul da Capital. Uma pessoa ficou ferida e a avenida ficou parcialmente interditada para a realização de perícia.


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RIO-SÃO PAULO: A PONTE A PÉ Fernando Gabeira Texto e fotos

A cada semana, centenas de andarilhos, que só viram notícia quando são atropelados, percorrem a Dutra. Alguns têm história e destino. Outros apenas... sorriem.

M

uitos ainda não os viram na estrada. Alguns duvidam de sua existência. Mas algumas centenas de andarilhos percorrem, semanalmente, a via Dutra fazendo uma ponte, a pé, entre Rio e São Paulo. Os jornais das cidades à margem da estrada às vezes os mencionam quando são atropelados e mortos. Mas só se o acidente causar um engarrafamento momentâneo, para justificar a notícia. Quem são os andarilhos, por que escolheram caminhar, como se comportam na longa jornada solitária? Um dia antes de ir para estrada, encontrei um deles no Rio. Barba grande, mochila e sandália, contemplava a Lagoa Rodrigo de Freitas, sentado num banco. Chama-se Carlos Moraes e fez vária vezes o circuito São Paulo-Rio. Pedi ajuda e perguntei se ia voltar porque o veria na estrada no dia seguinte. Disse que o melhor lugar para me posicionar era no pé da Serra das Araras, um trecho de 10 quilômetros que costuma tomar um terço da jornada diária do andarilho. Ele mesmo não voltaria tão cedo, concluiu, imerso na observação do voo dos pássaros marinhos. Início do caminho

No Trevo das Margaridas, começo da Via Dutra no Rio, encontrei um outro andarilho e percebi que não seria fácil ouvir todas as histórias. Era um jovem vestido de bermuda amarela, um tênis novo e uma camiseta cheia de desejos para 2012, de feriado prolongado a muita cerveja. Ele é mudo. A única maneira de conversar foi sair para um bar da estrada e trocar bilhetes. De próprio punho, escreveu que seu nome é Francisco Basília da Silva e que essa era sua primeira grande viagem. – Eu morava com papai – escreveu – em Sobral, Ceará. Ele morreu no mês passado e estou vindo para a casa de mamãe. Francisco acrescentou que não tinha vindo a pé desde Sobral. O trecho até Aracaju ele fez de ônibus. Agora iria até casa da mãe, em Barra Mansa. Era um caso que não mais encontraria: um estreante na estrada e com um destino definido. No pé da Serra das Araras encontrei Cássio Rodrigues: a história era outra. Cássio tem 28 anos, Francisco, 24. Ambos andam cerca de 40 quilômetros por dia. Francisco para às seis para dormir. E, como todos, depende muito dos postos de gasolina no caminho: é onde, as vezes, até um banho se pode tomar. Retornando a São Paulo, Cássio trabalha como ajudante de borracheiro. Veio ao Rio caminhando porque achou que encontraria emprego. Voltava a São Paulo de onde iria a Foz do Iguaçu caminhando. Soube que lá há emprego. A impressão que deu é a de que não ficaria desapontado ao descobrir em Foz do Iguaçu que os empregos estão em Natal, Rio Grande do Norte. Ele é magro, caminha com havaianas no pé, mochila e algumas sacolas de plástico. Sorriu quando disse que há quem não acredite que pessoas vivam na estrada. Pensei neles, alguns quilômetros adiante, quando vi prostitutas sentadas sob uma placa de limite de velocidade: 80 km. Só quem tem velocidade para superar esta marca pode se dar a esse luxo na estrada: os caminhoneiros. Os an-

desfazendo. Tentei localizar sua origem, mas foi em vão. Naquele trecho já começava se firmar a ideia de que muitos caminham porque enlouqueceram e gozam de alguma liberdade na estrada. Até que encontrei na pista um homem de 74 anos, Fausto Alves de Souza. Era o único sem nenhum sinal de alcoolismo na face, andava com uma bengala e um boné . Como o vi a uma grande distância, fotografei-o de longe para aproveitar o cenário. Assim que cruzou comigo, reclamou: não foi pedida autorização para fotografar, e ele não era nem o Lula nem o Fernando Henrique. Fausto era caminhoneiro e percorria a Via Dutra no passado. Aposentou-se e resolveu voltar à estrada, como andarilho. Levantou a calça e mostrou a perna, que parecia ter uma fratura recuperada. – Minha perna estava fraca e com essas viagens ela se fortaleceu. Fausto segue seu caminho e, de vez quando, para para ver um caminhão. Segundo ele, é a melhor coisa que encontrou para fazer no fim da vida: a longa caminhada entre Rio e São Paulo. E outras viagens que apareçam. Não foi possível saber exatamente como sobrevivem. Alguns ganham alimentos nos postos, outros catam latinhas de alumínio e as negociam por uns trocados. Dos dez que falei, apenas dois pediram dinheiro para comer. Fim das sombras

No alto, Fausto Souza, 74 anos, o caminhoneiro que virou andarilho; o mudo Francisco Silva fazia sua 1ª grande viagem, "para a casa da mamãe"; para o homem à esq., "o mundo real não existe"; Antônio Osório ia de PE a SP.

darilhos passam ao largo. Já depois da Serra das Araras, encontrei outro andarilho: Sebastião Miguel. Veio de Pernambuco ao Rio e, agora, ruma a São Paulo. Disse que era ajudante de cozinha e busca emprego. Sorriu para mim três vezes e a última me pareceu estranha. Os caminhões fazem um

grande barulho e deslocam um vento que nos faz tremer. As condições de diálogo são fisicamente difíceis. Mas entre os dez andarilhos que cruzei em 600 quilômetros, três eram incomunicáveis. O primeiro deles, um jovem de gorro e barba inclinado no vão da ponte, jogava água no Rio Paraíba.

Mal estacionamos e ele disse num tom exaltado que esse mundo real não existe, que o Brasil é o resultado de uma armação – e armação ele repetia em voz baixa. Mais do que isso foi impossível obter dele. De onde veio, para onde ia? Era o primeiro que não entendia a pergunta.

Adiante, já perto de Resende, encontrei um outro jovem também de touca e blusão de couro lendo uma Bíblia. Perguntou se tinha aceito Jesus Cristo e disse que iria ler para mim. Alheio aos caminhões que passavam ruidosamente, ele continuou lendo a Bíblia, cujas páginas já estavam se

Alguns se lembram do tempo de empregados, como é o caso de Vicente de Paula, que trabalhou numa loja de armarinhos no Leblon. Ele caminha há alguns anos e talvez fosse a Caxambu. Quanto tempo ficaria? Iria voltar? Tudo era respondido com um sorriso. Por coincidência, o último que abordei, no final da tarde, também era mudo. Não havia comunicação. Ele pediu um papel, apoiou-se no capô e escreveu: BR-116, Rodovia Presidente Eurico Gaspar Dutra. Possivelmente ele entendeu que perguntávamos onde estávamos. Em seguida, tirou algumas camisetas da sacola e as ergueu: era o seu guarda roupa. O caminho de volta foi uma experiência nova. Todos os andarilhos que vinham na pista do lado já eram conhecidos nossos. Alguns tinham uma história e um destino. O jovem mudo que encontramos ao deixar o Trevo das Margaridas já havia percorrido um bom trecho e talvez no dia seguinte estivesse na casa da mãe. O homem que disse que o mundo não era real estava já no meio do acostamento de braços abertos e caminhando na direção de São Paulo. Novos andarilhos foram aparecendo na volta e nos perguntávamos onde estavam quando passamos. Um deles, Antonio Osório, um pernambucano de 50 anos. Viajava para São Paulo e gostava de dormir no mato. Não podia estar mais confortável: sem camisa e com o cinto aberto. Iniciado o contato, os andarilhos da Dutra não serão mais apenas sombras no acostamento. Foi apenas uma primeira viagem. Cássio Rodrigues, de chinelos do Rio a Foz do Iguaçu, caminha entre placas; andarilho tenta se proteger; e as inatingíveis prostitutas


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18 -.LOGO

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Modelos serão desenhados para gastar até 50% menos combustível do que os atuais

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Em extinção A campanha norte-americana da Panasonic para seu sistema de som sem fios aposta na criatividade. Sob a etiqueta "Fios em extinção" a empresa divulgou anúncios com representações de animais representados por fios enrolados. As imagens foram produzidas com a ajuda de programas de manipulação de imagem. Veja outras imagens da série no site abaixo.

Aviões do futuro Em 2011, três equipes da Nasa desenharam aviões mais econômicos e menos poluentes. Aqui, três deles. http://bit.ly/zfkHvd

C INEMA

Guerra e Paz no Oscar

http://bit.ly/xCR6iK

I NTERNET

Washington, capital do perigo Washington, a capital dos EUA, é a cidade "mais perigosa" online, de acordo com uma pesquisa divulgada ontem pela empresa de segurança digital Norton em parceria com a firma de análise Sterling. A pesquisa indica que os moradores da cidade são os mais vulneráveis ao cibercrime em todo o mundo. Entre os riscos que correm os internautas locais estão contaminação por malware de smatphones e computadores, o envio de spams e outros. No estudo do ano passado, a cidade da costa leste, Seattle, havia ficado em primeiro lugar. Agora, Seattle é a segunda cidade mais perigosa. Seguida de São Francisco, Atlanta e Boston, nesta ordem. Em 50º, aparece a cidade de Detroit, a mais bem colocada da lista. Entre os conselhos para ficar mais seguro online, estão a cautela no uso de pontos de Wi-Fi públicos e a utilização de senhas mais complexas e diferentes para diversas contas.

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vitória de A Separação, do diretor Asghar Farhadi na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2012 trouxe para a competição um clima de guerra. A televisão estatal iraniana descreveu o primeiro Oscar de melhor filme estrangeiro conquistado pelo país como uma vitória sobre Israel. A reação oficial à vitória de foi marcada principalmente por termos nacionalistas, em meio a um confronto crescente entre Israel e seus aliados ocidentais por causa do programa nuclear de Teerã. Tudo porque o filme israelense Footnote também estava na competição na mesma categoria. A Separação também concorria com produções de Polônia, Bélgica e Canadá. Entretanto, em seu discurso, após receber a estatueta em Los Angeles, o diretor Farhadi foi bastante claro sobre seu desejo de despolitizar a obra e a própria premiação. Farhadi disse esperar que o Oscar aumente a sensibilidade para os avanços artísticos e para a rica cultura iraniana que tem estado "escondida sob uma pesada camada de poeira política". Veja ao lado a lista de vencedores nas principais categorias.

Joe Klamar/AFP

Meryl Streep e Jean Dujardin, vencedores do Oscar 2012 nas categorias Melhor Atriz e Melhor Ator

N OBEL DA PAZ

Prêmio terá 231 candidatos em 2012 O Comitê Nobel norueguês anunciou ontem que 231 candidatos estão concorrendo ao prêmio Nobel da Paz de 2012, dos quais 43 são organizações e os demais pessoas físicas. O número de concorrentes dessa edição é inferior ao do ano passado, quando foi registrado recorde de 247 aspirantes ao prêmio. Como detalhou o testamento do inventor sueco Alfred Nobel, criador dos prêmios, pode receber indicação como candidato ao prêmio da Paz catedrático de Universidades de Direito e Ciências Políticas, parlamentar e vencedor de outras edições do mundo inteiro. Entre os candidatos ao prêmio neste ano estão ativistas russos, bielorrussos, cubanos e o soldado Bradley Manning, acusado de divulgar milhares de documentos sigilosos diplomáticos dos EUA ao portal WikiLeaks. A presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf; a também liberiana Leymah Roberta Gbowee e a iemenita Tawakul Karman ganharam o Nobel da Paz do ano passado "pelas suas lutas não violenta pela segurança das mulheres e seu direito a uma participação plena no trabalho de construção da paz", segundo o Comitê. O vencedor será conhecido no início de outubro. O estilo do artista explora as cores vivas e as formas dos vegetais

Cutucando a comida Ilian Iliev é um fotógrafo de Manchester, Inglaterra, que descobriu uma forma única de conciliar seu talento artístico às exigências comerciais do mercado em que atua. Ele produz verdadeiras esculturas com os alimentos que fotografa e o resultado são fotos artísticas, criativas e de muito bom gosto. Cozinheiro dedicado, o fotógrafo busca aproximar suas fotos a imagens de pinturas de natureza morta, mas aproveita as características técnicas da fotografia para ressaltar as cores e texturas dos alimentos, além de "produzir" verdadeiras histórias com vegetais, transformando, por exemplo, uma berinjela em um sapato. Veja outras imagens no site do artista.

Com a precisão dos recortes, Iliev cria esculturas de alimentos

www.ilian.co.uk

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FOTOGRAFIA Inauguração da galeria e loja de fotos "f 2.8", que reúne imagens de acervos pessoais dos fotógrafos Alex Ribeiro, Mariana de Alencar, Frâncio de Holanda, Eugenio Montenegro e João Wainer entre outros. Rua Cônego Eugenio Leite, 883 - Pinheiros. Telefone: 2307-7190.

Felinos de 'Tarzan' são confiscados As autoridades dos EUA confiscaram ontem dois tigres e um leopardo de Steve Sipek que interpretou Tarzan. Ele teria descumprido os requisitos para manter os animais em sua residência de Loxahatchee, ao norte de Miami. O ex-ator sempre teve tigres e outros felinos em sua propriedade e já enfrentou problemas com as autoridades por falta de segurança nas jaulas.


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19 ANAC Demanda por voos domésticos registra aumento de 7,77% em janeiro

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TOP BB anuncia sua primeira campanha no exterior com Gisele Bündchen

Brasil tem como se "reindustrializar" O diretor do Iedi e ex-secretário da Fazenda, Júlio Gomes de Almeida, afirmou durante plenária na ACSP, no entanto, que não se consegue ser um país desenvolvido sendo tão caro. Chico Ferreira/LUZ

Karina Lignelli O Brasil não vai deixar de ser uma economia em crescimento. Mas é um caso único de sucesso econômico a um custo elevado.

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e a desindustrialização é um problema real para o setor no Brasil, o País tem capacidade de se "reindustrializar". Ao mesmo tempo em que apontou fatores que atravancam o desenvolvimento da indústria nacional, o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Gomes de Almeida, sinalizou perspectivas otimistas para o setor na reunião plenária "Impasse no Desenvolvimento da Indústria", a primeira do ano, realizada ontem na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Entre os fatores que atravancam, ele destacou o Custo Brasil, dólar desfavorável e baixa produtividade. Com passagem pelo Ministério da Fazenda, onde foi secretário de Política Econômica, Almeida avaliou o cenário atual do setor, que se expandiu 0,3% em 2011, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um deles é que tudo no País está com custo cada vez mais alto, seja em mão de obra, serviços públicos ou custos logísticos. "O Brasil está ficando caro antes de ficar rico", brincou. Segundo ele, nossa renda per capita, em torno de US$ 13 mil, é menor que a da Índia e da China. O ideal seria de US$ 20 mil a US$ 25 mil. A indústria, na opinião de Almeida, teria um papel fundamental para dar esse impulso. "Não se consegue ser um país desenvolvido sendo tão caro", explicou. Como possíveis soluções, sugeriu mais investimentos em qualificação de mão de obra e a queda nos juros, entre outros, para baixar custos sistêmicos.

JÚLIO GOMES DE ALMEIDA, IEDI

Na indústria, porém, não conseguimos transformar conhecimento em tecnologia, pois o setor é muito multifacetado. ROGÉRIO AMATO, ACSP E FACESP

Júlio de Almeida (dir.) com Rogério Amato: o empresário tem que inovar, investir em produção, em qualificação de mão de obra.

"A indústria está no front de um processo de maior aumento de custo do que de competitividade. Porém, apesar dos maiores gastos do mundo em energia, encargos sociais e outros, o Brasil não vai deixar de ser uma economia em crescimento. Mas é um caso único de sucesso econômico a um custo muito elevado", ressaltou. Outro problema apontado por Almeida é a valorização do real, "mortal para alguns setores", de acordo com o diretor

do Iedi. Isso porque o País não possui a mesma tradição de seu maior cliente-concorrente, a China, de manter a moeda subvalorizada. "O dólar não pode ser impeditivo à competitividade. O governo tem que ser mais rígido. Não tem condições (de sobrevivência), com um dólar entre R$ 1,60 ou R$ 1,70. O ideal seria R$ 2,20." Por último, Almeida destacou que o País é baseado na economia de baixa produtividade, mas que pode produzir

muito mais, como Coreia do Sul, Japão e China. O economista frisou que, mesmo não sendo mal gerida, a indústria nacional também não pode se contentar com pouco. "Se vamos ficar sem indústria? Não. Mas, se continuar assim, não haverá setor industrial capaz de gerar empregos, tributos. Não podemos virar oportunidade perdida", disse. Hoje, segundo o diretor do Iedi, com a redistribuição de renda, o crédito crescendo e

principalmente com o Pré-sal, o setor produtivo tem capacidade de se reerguer. Almeida lembrou da "agenda forte" da indústria junto ao governo. "Mas é preciso inovar, investir em produção, em qualificação de mão de obra. E isso tem que vir do empresário", afirmou. Convergência – O presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, que presidiu a plenária, falou sobre o apoio

das entidades para o setor industrial. O empresário destacou a necessidade de "convergência de inteligências" para impulsionar o processo de desenvolvimento do setor, assim como aconteceu com os setores de agronegócios (com a Embrapa) e petrolífero (com a Petrobras). "Na indústria, porém, não conseguimos transformar conhecimento em tecnologia, pois o setor é extremamente multifacetado. Por isso, a ideia de trazê-lo (Almeida, diretor do Iedi), para juntar nossa capacidade de agregar forças, cada um em sua especialidade, e levar esse projeto para frente" , destacou Rogério Amato.

Lucas Lacaz Ruiz/AE

Crédito para infraestrutura vai aumentar

NF-e: novo prazo passa a ser dia 1º de abril. Renato Carbonari Ibelli

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O financiamento do BNDES para infraestrutura neste ano deve ficar entre R$ 58 bilhões e R$ 59 bilhões

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presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou ontem que o financiamento da instituição para infraestrutura neste ano deve ficar entre R$ 58 bilhões e R$ 59 bilhões. Segundo ele, o crédito do BNDES para infraestrutura em 2011 deve ter alcançado pouco mais de R$ 54 bilhões. "A presidenta Dilma tem nos orientado sobre a importância do investimento de longo prazo", afirmou ele, durante aula no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. Coutinho disse que o mundo nos próximos dois ou três anos será ainda mais inundado de liquidez financeira, o que vai impor alguns "imperativos" para o Brasil. "O País tem tudo para vencer seus desafios e caminhar com vigor para se tornar uma nação desenvolvida", afirmou. Além da necessidade de conter um processo de sobrevalorização do real, que pode ocorrer em função da política de afrouxamento quantitativo nos países desenvolvidos, o Brasil tem boas chances de se fortalecer e expandir de forma sustentada, sobretudo caso incremente a poupança doméstica e a taxa de investimentos para perto de 24% do PIB até 2014, amplie os recursos aplicados em inovação e avance a produtividade de forma substancial, entre 5% e 5,5%. (AE)

A presidenta Dilma tem nos orientado sobre a importância do investimento de longo prazo. LUCIANO COUTINHO, BNDES

Lucro do BNDES cai 8,7% em 2011

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Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 9 bilhões em 2011, informou ontem a instituição. O resultado foi 8,7% menor do que o de 2010, de R$ 9,9 bilhões, o melhor resultado do banco de fomento. O desempenho foi majoritariamente influenciado pelo bom resultado da área da carteira de renda variável da subsidiária de participações do banco, BNDESPar. Os ativos totais do Sistema BNDES somaram R$ 625 bilhões em dezembro de 2011, com alta de 13,8% em relação a 2010. (AE)

Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) oficializou a prorrogação do prazo de vigência da medida que impede que empresas com pendências junto do fisco paulista emitam a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). A determinação, que passaria a valer a partir de primeiro de março, foi postergada para primeiro de abril. Segundo a Sefaz-SP, a prorrogação foi concedida a pedido de entidades empresariais que solicitaram prazo para que os contribuintes possam se adaptar às novas regras. Na última sexta-feira o secretário estadual da fazenda, Andrea Calabi, esteve reunido com representantes da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Após esse encontro, Calabi concordou em oferecer um prazo mais elástico às empresas paulistas. Em contrapartida, Rogério Amato, presidente da ACSP e da Facesp, propôs acionar a rede de entidades que a Facesp tem no Estado para orientar as empresas quanto

a eventuais mudanças nas legislações fiscais e tributárias, como forma de reduzir o número de informações equivocadas enviadas ao fisco paulista, que poderiam acarretar no impedimento da emissão da NF-e. Regras – A partir de primeiro de abril a Fazenda paulista não aceitará nenhuma NF-e emitida por empresas que constarem do Cadastro de Contribuintes do ICMS (Cadesp), a exemplo de companhias com inscrição estadual cassada, inativas ou inidôneas. A prorrogação do prazo de vigência foi obtida pela ACSP e Facesp apenas para as empresas do Estado de São Paulo. Mas a determinação tem abrangência nacional. No caso específico do Estado de São Paulo a determinação é regulada pelo Ajuste Sinief 10/11 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que alterou o Ajuste Sinief 07/05. A Fazenda estadual publicou no Diário Oficial do Estado (DOE), em dezembro de 2011, a Portaria CAT 161/11, com esta determinação. O Fisco publicou também no DOE o Comunicado CAT nº 05, de fevereiro de 2012, esclarecimentos acerca da medida.


20 -.ECONOMIA

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Até os adolescentes querem um brinde no ovo. Para uma marca que não é tão conhecida nacionalmente, as licenças puxam vendas. Alais Fonseca, gerente de marketing da Top Cau

conomia

Páscoa chega às lojas. E entra na reta final para a indústria. Só de ovos de chocolate, serão 80 milhões de unidades em 800 mil pontos de venda pelo Brasil, segundo Abicab. Fotos: Paulo Pampolin/Hype

Fátima Lourenço

Divulgação

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Fazendo dinheiro com o doce

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emos duas Páscoas, afirma o empresário Osvaldo Nunes, da Chocolândia. "Há aquela que todos conhecem e a do mercado artesanal, distingue. Neste momento, as artesãs estão comprando para viabilizar a sua produção", explica Nunes, com a autoridade de quem se define como o maior distribuidor brasileiro de chocolate em barras. A empresa, com cinco supermercados, oferece todos os acessórios que essas profissionais precisam para a produção, além de cursos na área. Nunes estima vendas de 3 mil toneladas de chocolates na Páscoa 2012, entre barras e produtos prontos – cerca de 50 marcas –, que o consumidor adquire de forma mais intensa nas duas semanas que antecedem a Páscoa. Cursos – Entre primeiro de março e 5 de abril, a Chocolândia do Ipiranga e a de Santo André funcionarão 24 horas por dia, com cursos com valores entre R$ 15 e R$ 50. Tenha mais informação no site www.chocolandia.com.br. (FL)

Páscoa começa a se mostrar para o consumidor final, mas o varejo e seus fornecedores se ocupam do assunto há meses. Os produtos de ocasião, como os tradicionais ovos de chocolate, demandam negociar licenças de personagens que estarão em evidência na data, soluções de estoque, disponibilidade de fornecedores nacionais e internacionais (de brindes para os ovos ou de produtos de época, como bacalhau e azeite), além de logística perfeita para que, terminado o carnaval, as lojas exibam as parreiras de chocolates e o clima festivo que seus papéis coloridos sugerem. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), serão entregues 80 milhões de ovos de Páscoa em 800 mil pontos de venda do Brasil. "Neste ano, em maio, a gente já vai se reunir para definir licenciamentos, tipos de brindes e volume de produção para 2013", conta a gerente de marketing da paulistana Top Cau, Alais Fonseca. Paralelamente, alguns detalhes da Páscoa de 2014 também são definidos, acrescenta a executiva. O carnaval deste ano, para Alais e a equipe de 100 funcionários diretos, mais 450 temporários em atividade desde o início da produção, em outubro, foi na base do "bloco do coelhão", brinca. No início de fevereiro, a empresa iniciou a entrega das encomendas de clientes como Lojas Americanas, Carrefour e Walmart. No ponto de venda, explica Alais, o trabalho é acompanhado pelos 1,2 mil promotores contratados pela Top Cau para auxiliar na montagem das parreiras. Além da produção terceirizada, a empresa comercializa linha própria de ovos, para o varejo em geral. Licenciamentos e brindes são fundamentais, afirma Alais. "Até os adolescentes querem um brinde no ovo. Para uma marca que não é tão conhecida nacionalmente, as licenças são gratificantes, puxam vendas", justifica ela. Nesta Páscoa, de acordo com a

Na Top Cau, 550 pessoas trabalham desde outubro passado na produção de guloseimas para a data comemorativa.

gerente, a Top Cau crescerá 7% em volume e 20% em número de ovos, somando 8,5 milhões de unidades produzidas, com 35 apresentações diferentes. "Cinquenta por cento do volume já foi distribuído e até cinco de março todas as parreiras devem estar montadas. A produção segue até 12 de março." Gôndolas – A comemoração da data, no início de abril, diminui, na comparação com o ano passado, o tempo para as ações em pról das vendas, comenta Daniela Batista, gerenciadora de marcas próprias e exclusivas da Cooperativa de Consumo (Coop), rede paulista de 29 supermercados. "Antecipamos tudo o que foi possível, para compensar", afirma Daniela. Ela espera, para esta Páscoa, crescimento de 5% no volume de vendas de chocolates; e de 5% a 8% no de bacalhau, vinhos e azeites. A central de panificação da Coop produzirá mais 8% de bolo pascal, totalizando 30 toneladas do produto. Nas lojas da rede, haverá ovos das marcas tradicionais, os da linha própria, Coop Plus, e os da Turma do Mercado, com personagens exclusivos para as associadas da Rede Brasil de Supermercados. Na rede de supermercados Walmart, a expectativa é obter vendas

Em maio, a gente vai se reunir para definir licenciamentos, brindes e volume de produção para 2013. ALAIS FONSECA, TOP CAU

20% maiores com os ovos de chocolate, na comparação com igual período de 2011. As parreiras típicas da época já estão montadas na capital paulista. Os estoques de pescados, azeites e vinhos foram reforçados pela companhia. No Grupo Arcor, a expectativa é aumentar em 20% o volume de vendas de ovos de Páscoa. A data, divulgou a empresa, representa cerca de 20% do seu faturamento anual com o negócio de chocolate. A empresa lançou oito licenças de personagens infantis neste ano. Nas prateleiras, o consumidor verá ovos com os licenciados Madagascar 3, Meninas Superpoderosas e

Patati Patatá, entre outros. O Grupo Pão de Açúcar espera vendas de ovos de Páscoa 15% maiores, ante 2011, também estimuladas por brindes e personagens licenciados, como Peixonauta, Susi, Penélope Charmosa, StockCar e Red Nose. O grupo terá ovos da marca Qualitá nas redes Extra e Pão de Açúcar e, nesta última, opções de ovos premium. Na Páscoa, divulgou a empresa, também crescem as vendas de barras de chocolate para fazer ovos (15%), bacalhau (15%), azeites (12%), vinhos (15%) e produtos de padaria (15%). No Extra, a "Páscoa de Casa Nova" sorteará sete imóveis.

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A Cromus oferece kits com brindes e embalagens para artesãs

s cores são vibrantes e os tons contrastantes. Há o pink com laranja, o azul com o amarelo e o roxo com o verde, mas também as padronagens florais, com cores mais suaves, e misturas de poás com listras. Essas são algumas das tendências mundiais que a Cromus incorporou nas embalagens e acessórios decorativos da sua Páscoa 2012, explica o diretor comercial e de marketing, Fernando Hachul.

A Cromus abastece pequenos fabricantes e artesãs de ovos de chocolate, lojistas em geral, além de comerciantes de doces. Para este ano, segundo Hachul, são 5 mil itens, entre

embalagens (2,3 mil), modelos de fita (400) e artigos artesanais de decoraç ã o ( c o e l h o s, guirlandas e uma linha de cerâmicas, todos importados). Esses ar tigos incluem os toys kits, conjunto com dez embalagens e igual número de brinquedos para brindes. A novidade foi concebida para

que as artesãs ofereçam um ovo mais atraente à garotada, em sintonia com a tendência de mercado. As novidades foram apresentadas à clientela (revendedores em geral e artesãs) em novembro último. Hachul estima deter de 60% a 70% desse mercado, no Brasil, e projeta crescer 14% nesta Páscoa, comparada à do ano passado. A data representa de 30% a 35% do faturamento anual da fabrican-

Fotos: Divulgação

Cromus: de olho na chocolateira.

te de embalagens. Hachul explica que a partir de dois de março a Cromus já lança, para o atacado e grandes varejistas, as novidades da empresa para o Dia das Mães. (FL)


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Fotos: Newton Santos/Hype

conomia

Brás apresenta a moda das ruas

Coleções combinaram marrom e suas variações terrosas com preto (ao lado), branco e bege. Mistura de materiais diversos (abaixo à esq.) também é tendência marcante.

Coleções de inverno já estão disponíveis para pronta-entrega Paula Cunha

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Mega Polo, shopping atacadista e de pronta-entrega de moda composto por 400 lojas no bairro do Brás, na capital paulista, começou a mostrar ontem a sua coleção Outono/Inverno 2012. O evento, que traz as últimas tendências da moda nacional e internacional, apresenta as coleções destes empreendedores com desfiles programados até amanhã. O espaço tem suas vendas elevadas em 40% em média, frente ao mês imediatamente anterior, durante a realização deste evento, que está na sua 12ª edição . Segundo Juliana Gama, gerente de marketing do empreendimento, as apresentações

das coleções atraem não só profissionais do mundo da moda e lojistas do entorno do shopping atacadista que passaram a acompanhar o calendário de atividades e desfiles organizados pelo Mega Polo, mas varejistas de todo País interessados nas novas tendências. Ela explica que 45% de todas as vendas realizadas pelos empreendedores afiliados ocorrem na região Sudeste e o restante se distribui entre Nordeste, Sul, CentroOeste e Norte. Para atender esses consumidores, o espaço elaborou um caderno de tendências que é editado todos os anos e contém análises e informações sobre tendências de moda brasileira e mundial. "O caderno começou a ser editado a partir da segunda edição dos desfiles de cada estação. Anteriormente,

era apenas um registro dos eventos e passou a ser um guia de orientação distribuído antecipadamente aos interessados. Assim, ele passou a ter um caráter didático para os varejistas de todo o País", explicou Juliana. O modelo de negócios c on so li do use e tem uma filial na cidad e d e C i anorte, no Paraná. De acordo com a gerente de marketing, o shopping atacad i s t a é f o rmado por empresários de todos os portes, e mesmo os pequenos têm apresentado um alto grau de profissionalização nos últimos anos. Além disso, estão bem informados tanto em relação às últimas tendências da moda quanto em relação à importância da adoção de técnicas modernas de gestão de seus negócios. Para o proprietário da loja Poema, José Antônio Volpato, os desfiles auxiliam na divulgação das novas coleções e a estabelecer contato com novos clientes. As vendas crescem de 50% a 60% após esses eventos ante a semana imediatamente anterior. Volpato elogia a es-

trutura do Mega Polo, que conta com um terminal rodoviário próprio, além de outras facilidades para os compradores de outros estados, como estacionamento e área de alimentação. Essas vantagens, segundo ele, atraem mais clientes e, por isso, a marca investiu na formação de duas equipes de criação, uma para d e s e n v o lv e r c o l eções locais e outra que viaja para Londres e Milão para pesquisar as tendências para a próxima estação. Tendências – Os desfiles deste ano permitem, de acordo com o consultor de moda do Mega Polo, Jackson Araújo, que os varejistas ofereçam combinações de diversas peças de materiais diferentes. Segundo ele, neste ano, peças de couro sintético, como saias longas e curtas e calças, combinaram com diversos tipos de tecido. A principal cor da estação é o marrom em suas variações denominadas terrosas, com destaque para os tons ferrugem e bronze. Muitas coleções combinaram estas cores com preto, branco e bege. Entre as lojas que se apresentaram, destacaram-se a Julieta,

que mostrou botas com casacos pretos, calças largas de tom bege claro e saias longas de cor marrom. Em linha semelhante, a Eclipse Lunar criou mini vestidos que misturam couro e tecidos leves. A Poema optou por minissaias de couro marrom e calças com cintura alta e boca de

sino, além de saias longas com tecidos estampados. Os shorts curtos, em jeans e couro, usados com meias-calças também foram utilizados em diversas coleções. No caso dos acessórios, como lenços, colares, bolsas e cintos, prevaleceram as peças de tamanho grande.

Outras apostas para outono e inverno mostradas no desfile foram shorts curtos, em jeans e couro, usados com meiascalças (ao lado); além de bolsas grandes, e botas com casacos pretos (abaixo).

IGP-M tem deflação em fevereiro

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Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) variou -0,06% em fevereiro, enquanto em janeiro houve variação de 0,25%. A taxa serve de base para reajustes em contratos de aluguel. No acumulado do ano, o índice está em 0,19% e, nos últimos 12 meses, em 3,43%, de acordo com cálculo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Um dos componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,26%, ante -0,07% em janeiro. Segundo a pesquisa, o índice relativo aos bens finais apresentou queda de 0,16%, em fevereiro. Em janeiro, esse grupo de produtos teve variação de 0,11%. A principal contribuição para a redução da taxa partiu do subgrupo

alimentos in natura, com a taxa passando de 6,32% para 2,02%. O índice referente ao grupo bens intermediários ficou, em fevereiro, em 0,19%, a mesma taxa do mês anterior. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou acréscimo, ao passar de 0,42% para 0,48%. O índice de matérias-primas brutas variou -0,95%, em fevereiro, enquanto em janeiro a variação ficou em -0,62%. Os principais responsáveis pelo resultado foram os itens: soja em grão (de 3,37% para -0,31%), mandioca (de 15,08% para 0,28%) e café em grão (de 1,27% para -2,39%). Ao mesmo tempo, ocorreram acréscimos em itens como minério de ferro (de -5,44% para -2,94%), bovinos (de -3,52% para -1,13%) e aves (de -7,47% para -5,26%).

Também componente do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,27%, em fevereiro, ante 0,97%, em janeiro. A principal contribuição para o decréscimo da taxa neste mês é a queda de preços registrada no grupo alimentação, de 1,47% para -0,05%. Entre as 22 categorias que fazem parte desse grupo, tiveram deflação carnes bovinas (de 0,69% para 3,13%), hortaliças e legumes (de 8,43% para -1,66%), aves e ovos (de 1,17% para -1,54%), adoçantes (de -0,74% para 1,91%), massas e farinhas (de 0,35% para -1,09%) e pescados frescos (de 3,17% para -0,37%). Também foram verificados decréscimos nas taxas de variação de mais quatro classes de despesa: educação, leitura e recreação (de 3,33% para 1,18%), transportes (de 0,76%

para 0,29%), vestuário (de 0,04% para -0,22%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,48% para 0,45%). A taxa do grupo despesas diversas foi a única a registrar acréscimo, passando de 0,27% para 0,41%. O grupo habitação repetiu a taxa de variação da última apuração, 0,32%. Terceiro componente do indicador global, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação de 0,42% em fevereiro. No mês passado, o resultado ficou em 0,67%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: materiais e equipamentos, de 0,27% para 0,32%, e serviços, de 0,68% para 0,73%. Em sentido inverso, a taxa do grupo mão de obra apresentou redução, de 0,98% para 0,43%. (ABr)


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ECONOMIA/LEGAIS - 23

S.A. CNPJ. 97.837.181/0001-47

Companhia Aberta NIRE 35300154410 Capital Autorizado: até 920.000.000 de ações ordinárias Capital Subscrito e Realizado: R$ 1.550.000.000,00 - 550.035.331 ações ordinárias ATA SUMÁRIA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 8 DE FEVEREIRO DE 2012 DATA, HORA E LOCAL: Em 8 de fevereiro de 2012, às 15:00 horas, na Av. Paulista, 1938, 5º andar, em São Paulo (SP). MESA DOS TRABALHOS: Salo Davi Seibel (Presidente) e Carlos Roberto Zanelato (Secretário). QUORUM DE INSTALAÇÃO: acionistas representando mais de 2/3 do capital social. CONVOCAÇÃO: edital publicado nos jornais Diário Oficial do Estado de São Paulo, edições de 24 (pág. 21), 25 (pág. 23) e 27.01.2012 (pág. 18), e Diário do Comércio, edições de 24 (pág. 11), 25 (pág. 13) e 27.01.2012 (pág. 13). ORDEM DO DIA: (i) Emissão Privada de Debêntures: aprovação dos termos e condições da primeira emissão privada de 777.000 debêntures, conversíveis em ações ordinárias de emissão da Companhia, em série única, da espécie com garantia flutuante, no valor total de R$ 99.999.900,00 e com vencimento em 5 anos contados da data de emissão, bem como autorização para a administração da Companhia praticar os atos e firmar os documentos necessários à formalização da operação; (ii) Alterações Estatutárias: alteração e consolidação do Estatuto Social com o objetivo de adaptá-lo às novas regras do Regulamento de Listagem do Novo Mercado da BM&FBOVESPA - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros. DELIBERAÇÕES TOMADAS: Nos termos da Proposta do Conselho de Administração de 23.01.2012, os Acionistas deliberaram: I - Emissão Privada de Debêntures - Aprovar os termos e condições da primeira emissão privada de 777.000 debêntures, conversíveis em ações ordinárias de emissão da Companhia, em série única, da espécie com garantia flutuante, no valor total de R$ 99.999.900,00 e com vencimento em 5 anos contados da data de emissão (15/01/2012), ou seja, em 15/01/2017, que terá como principais características: 1. Destinação dos recursos e finalidade da emissão: (i) investimentos fixos para implantação, na unidade industrial localizada em Itapetininga (SP), de nova linha de produção de painéis de fibra de madeira reconstituída de média densidade (MDF), de nova linha de revestimento em baixa pressão e de uma impregnadora de papel laminado a baixa pressão; (ii) aquisição, pela Companhia, das máquinas e equipamentos nacionais, que se enquadrem nos critérios da FINAME, necessários ao projeto descrito no inciso (i); e (iii) melhoria da estrutura de capital da Companhia; 2. Valor da emissão: o valor total da emissão será de R$ 99.999.900,00, na data de emissão; 3. Quantidade de debêntures e valor nominal unitário: serão emitidas 777.000 debêntures com valor nominal unitário de R$ 128,70 na data de emissão; 4. Séries: a emissão será realizada em série única; 5. Forma: as debêntures serão emitidas sob a forma escritural, conversíveis em ações ordinárias de emissão da Companhia, sem a emissão de cautelas ou de certificados; 6. Espécie: as debêntures serão da espécie com garantia flutuante; 7. Data de emissão: a data de emissão das debêntures será o dia 15 de janeiro de 2012; 8. Vencimento das debêntures: o prazo de vencimento das debêntures será de 5 anos, contados da data de emissão, vencendo-se, portanto, em 15 de janeiro de 2017; 9. Conversibilidade: cada debênture poderá ser convertida, de maneira isolada, a qualquer tempo após o decurso do prazo de preferência e a livre critério de seu titular por uma quantidade de ações ordinárias de emissão da Companhia resultante da divisão entre o seu valor nominal atualizado, na data de conversão, e o preço de R$ 12,87 por ação, preço este que será atualizado pela variação do IPCA a partir da data de emissão, de modo que cada debênture será conversível em 10 (dez) ações ordinárias da Companhia; 10. Preço de subscrição e integralização: o preço de subscrição e integralização das debêntures será o seu valor nominal atualizado, acrescido da remuneração (conforme definido no item 12 abaixo), calculada pro rata temporis desde a data de emissão até a data de integralização, deduzido de quaisquer eventos financeiros (parcelas de juros, amortização, resgate, conversão, permuta e outros que venham a alterar o preço unitário); as debêntures serão integralizadas à vista, no ato da subscrição, em moeda corrente nacional; 11. Atualização do valor nominal unitário das debêntures: o valor nominal unitário das debêntures será atualizado pela variação do IPCA, apurado e divulgado pelo IBGE, a partir da data de emissão, calculada de forma pro rata temporis por dias úteis até a integral liquidação das debêntures (inclusive liquidação decorrente de vencimento antecipado) ou até a data de conversão das debêntures; 12. Juros remuneratórios: as debêntures renderão juros correspondentes a 6% ao ano, base 252 dias úteis, incidentes sobre o valor nominal atualizado, a partir da data de emissão, calculados em regime de capitalização composta de forma pro rata temporis por dias úteis; a remuneração será exigível anualmente, sempre no dia 15 do mês de janeiro de cada ano, sendo que o primeiro pagamento será devido em 15/01/2013 e o último pagamento na data do vencimento das debêntures; 13. Colocação: as debêntures serão emitidas para subscrição privada, sem qualquer esforço de venda perante investidores e serão negociadas em mercado secundário na BM&FBOVESPA - Bolsa de Valores, Mercadorias e de Futuros (“BM&FBOVESPA”); 14. Direito de preferência aos acionistas da Companhia: será assegurado aos acionistas da Companhia o direito de preferência para subscrição das debêntures, desconsideradas as frações, na proporção do número de ações de emissão da Companhia de que forem titulares na data da Assembleia Geral que aprovar a emissão; esse direito de preferência poderá: (i) ser exercido no prazo de 30 dias contados da publicação do aviso aos acionistas da Companhia informando sobre o início da oferta privada; (ii) ser negociado no mercado de bolsa da BM&FBOVESPA; 14.1. Primeiro e segundo rateio de sobras: as eventuais sobras das debêntures não subscritas no prazo de preferência serão objeto de até dois rateios de sobras, que ocorrerão da seguinte forma: (i) os acionistas poderão participar do primeiro rateio de sobras na proporção das debêntures subscritas pelo respectivo acionista durante o prazo de preferência, pelo prazo de até 10 dias úteis contados da data do aviso aos acionistas acerca do término do prazo de preferência, mediante manifestação de interesse no boletim de subscrição; e (ii) os acionistas que tiverem participado do primeiro rateio e que tiverem manifestado, no boletim de subscrição, o interesse de participar do segundo rateio, deverão subscrever e integralizar, na proporção das debêntures subscritas pelo respectivo acionista ao término do primeiro rateio, até a totalidade das debêntures não subscritas após o término do primeiro rateio, no prazo de até 10 dias úteis contados da data do aviso aos acionistas acerca do término do prazo para subscrição de sobras do primeiro rateio; 15. Compromisso de subscrição pela BNDESPAR: a oferta privada contará com compromisso de subscrição e integralização da BNDESPAR, a qual receberá em cessão e deverá exercer os direitos de preferência para subscrição das debêntures correspondentes aos acionistas controladores da Companhia, assim como deverá requerer, subscrever e integralizar a totalidade das sobras das debêntures que não sejam subscritas pelos demais acionistas da Companhia; 16. Pagamento do valor do principal das debêntures: o valor nominal atualizado das debêntures que ainda se encontrem em circulação será liquidado integralmente, em um único pagamento, na data do vencimento. Deliberaram, ainda, autorizar a Diretoria da Companhia a: (a) celebrar todos os documentos e praticar todos os atos necessários à efetivação da Oferta Privada e à Emissão das Debêntures, inclusive celebrar a escritura de emissão de debêntures; e (b) representar a Companhia junto à BNDESPAR assim como ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, ficando ratificados todos os atos realizados até o presente momento no âmbito da Emissão e da Oferta Privada. II - Alterações Estatutárias - Aprovar (a) a alteração do Estatuto Social da Companhia adaptando-o às novas regras do Regulamento de Listagem do Novo Mercado da BM&FBOVESPA, mediante: (i) aprimoramento dos itens 9.3, 12.1, 13, 33, 35 (caput e 35.1), 36 e 43; (ii) alteração dos itens 32, 34 e 37 (caput e 37.1); e (iii) inserção de novos itens 1.1, 12.4, 35 (caput e 35.1 e 35.2) e 36 (caput e 36.1 a 36.4) e dos incisos (xv) e (xvi) no item 19, com conseqüentes renumerações; e, (b) a consolidação do Estatuto Social da Companhia com as referidas alterações, nos termos do Anexo à presente ata. PUBLICAÇÃO DA ATA: aprovada a publicação da ata da Assembleia com omissão dos nomes dos acionistas presentes, conforme faculta o § 2º do Artigo 130 da Lei 6.404/76. CONSELHO FISCAL: não houve manifestação do Conselho Fiscal, por não se encontrar em funcionamento. QUORUM DAS DELIBERAÇÕES: as deliberações foram tomadas por maioria dos votos dos presentes, com manifestações contrárias dos acionistas Commonfund MSE Master Fund LLC e Somerset Global Emerging Markets Fund LLC e abstenção do acionista The Boston Company Inc. Pooled Fund / Emerging Markets Small Cap Value Equity Fund. DOCUMENTOS ARQUIVADOS: arquivados na sede da Sociedade, autenticados pela Mesa da Assembleia, a Proposta do Conselho de Administração de 23.01.2012 e as Declarações de Votos. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. Certificamos ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo (SP), 8 de fevereiro de 2012. Salo Davi Seibel - Presidente da Assembleia; Carlos Roberto Zanelato - Secretário da Assembleia. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob nº 77.425/11-1, em 22.2.2012. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral. ANEXO - ESTATUTO SOCIAL - CAPÍTULO I DENOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO E DURAÇÃO 1. Denominação. A DURATEX S.A. (“Companhia”) é uma sociedade por ações e se rege por seu Estatuto Social e pela legislação aplicável. 1.1. Admissão no Segmento Especial de Listagem. Com a admissão da Companhia no segmento especial de listagem denominado Novo Mercado, da BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPA”), sujeitam-se a Companhia, seus acionistas, administradores e membros do Conselho Fiscal, quando instalado, às disposições do Regulamento de Listagem do Novo Mercado da BM&FBOVESPA (“Regulamento do Novo Mercado”). 2. Sede. A Companhia tem sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. Por deliberação da Diretoria, a Companhia poderá instalar e encerrar filiais, agências, depósitos, escritórios e quaisquer outros estabelecimentos, no Brasil ou no exterior, observado este Estatuto Social. 3. Objeto Social. A Companhia tem por objeto (a) a indústria, o comércio, a importação, a exportação, o armazenamento, a distribuição e o transporte: (i) de produtos derivados de madeira, em quaisquer de suas formas e finalidades, e de produtos e subprodutos correlatos ou afins; (ii) de produtos químicos, alcoolquímicos, petroquímicos e seus derivados; (iii) de produtos de metais, materiais cerâmicos e plásticos naturais e sintéticos, e de outros produtos destinados à construção em geral, bem como de produtos e subprodutos correlatos ou afins; (b) o florestamento, o reflorestamento e a extração da respectiva produção, em terras próprias ou de terceiros, para suprimento de suas necessidades industriais; (c) a geração e a comercialização de energia; (d) serviços técnicos e administrativos ligados ao objeto social da companhia; e (e) a participação da companhia em outras empresas, como quotista ou acionista. 4. Prazo de Duração da Companhia. O prazo de duração da Companhia é indeterminado. CAPÍTULO II - CAPITAL SOCIAL, AÇÕES E ACIONISTAS - 5. Capital Social. O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 1.550.000.000,00 (um bilhão, quinhentos e cinquenta milhões de reais), dividido em 550.035.331 (quinhentos e cinquenta milhões, trinta e cinco mil, trezentas e trinta e uma) ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal. A cada ação ordinária da Companhia corresponderá 1 (um) voto na Assembleia Geral. 5.1. Vedação de Emissão de Ações Preferenciais e Partes Beneficiárias. O capital social da Companhia será representado exclusivamente por ações ordinárias. É vedado à Companhia emitir partes beneficiárias. 5.2. Capital Autorizado. Por deliberação do Conselho de Administração, a Companhia está autorizada a aumentar seu capital social até o limite de 920.000.000 (novecentas e vinte milhões) de ações, sem necessidade de reforma estatutária. O Conselho de Administração fixará as condições da emissão, inclusive preço e prazo de integralização das ações. 5.3. Opção de Compra de Ações. Dentro do limite do capital autorizado, desde que em acordo com os planos aprovados pela Assembleia Geral, o Conselho de Administração poderá outorgar opção de compra ou subscrição de ações aos administradores e empregados da Companhia, assim como aos administradores e empregados de outras sociedades que sejam controladas direta ou indiretamente pela Companhia, sem direito de preferência para os acionistas. 6. Ações Escriturais. Todas as ações da Companhia são escriturais, mantidas em conta de depósito, em nome de seus titulares, sem emissão de certificados, junto à instituição depositária autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários indicada pelo Conselho de Administração. Os custos de transferência e averbação, bem como os custos do serviço relativo às ações escriturais da Companhia, poderão ser cobrados diretamente do acionista da Companhia pela instituição depositária, nos termos da legislação aplicável e do respectivo contrato de custódia. 7. Emissões de Ações, Bônus de Subscrição ou outros Valores Mobiliários. Nas emissões pela Companhia de ações, bônus de subscrição ou outros valores mobiliários conversíveis em ações da Companhia que sejam destinados à subscrição pública ou particular, o Conselho de Administração, mediante aviso publicado nos periódicos utilizados pela Companhia, comunicará aos acionistas a deliberação de aumentar seu capital social, no limite do capital autorizado, informando todas as características e condições da emissão e, observado o disposto no Artigo 8, o prazo para o exercício do direito de preferência, na proporção de suas respectivas participações, que não poderá ser inferior a 30 (trinta) dias. 7.1. Não Exercício do Direito de Preferência. Caso os acionistas não exerçam seu direito de preferência na subscrição de novas ações ou valores mobiliários emitidos pela Companhia, de forma expressa ou tácita, o Conselho de Administração poderá oferecer a terceiros os valores mobiliários não subscritos. 8. Redução ou Exclusão do Prazo de Exercício do Direito de Preferência. Por deliberação do Conselho de Administração, nos termos do artigo 172 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das S.A.”), poderá ser excluído ou reduzido o prazo dado ao acionista da Companhia para exercício do seu direito de preferência relativo a emissões, pela Companhia, de ações, bônus de subscrição ou outros valores mobiliários conversíveis em ações da Companhia, desde que tal colocação seja feita mediante (i) venda em bolsa de valores ou por subscrição pública; ou (ii) permuta por ações, em oferta pública de aquisição de controle, nos termos estabelecidos na legislação aplicável, dentro do limite do capital autorizado. CAPÍTULO III - ASSEMBLEIA GERAL - 9. Convocação das Assembleias Gerais. As Assembleias Gerais serão convocadas (i) pelo Presidente do Conselho de Administração, ou, em sua ausência, por qualquer dos Vice-Presidentes do Conselho de Administração, ou, na ausência deles, pela decisão da maioria dos membros do Conselho de Administração; ou (ii) nas hipóteses previstas no artigo 123 da Lei das S.A., com antecedência mínima de 15 (quinze) dias de sua realização. Não se realizando a Assembleia Geral em primeira convocação, será realizada nova convocação, com antecedência mínima de 8 (oito) dias de sua realização em segunda convocação. 9.1. Participação nas Assembleias Gerais. A participação dos acionistas em qualquer Assembleia Geral dependerá da observância das seguintes regras: (a) exibição de documento de identidade; e (b) exibição de comprovante de depósito das ações emitido pela instituição depositária. 9.2. Procuradores na Assembleia Geral. Os acionistas poderão ser representados nas Assembleias Gerais por procurador, desde que (a) tenha sido constituído na forma do artigo 126 da Lei das S.A.; (b) sejam observadas as regras previstas no Artigo 9.1; e (c) o instrumento de procuração ou os documentos comprobatórios da representação tenham sido protocolados na sede social no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas antes da realização da Assembleia Geral. 9.3. Disponibilização da Ordem do Dia. Todos os documentos relativos à ordem do dia serão, a partir da data da publicação do edital de primeira convocação da Assembleia Geral ou dos anúncios publicados na forma do Artigo 133 da Lei das S.A., disponibilizados aos acionistas na sede social da Companhia e na BM&FBOVESPA. A ordem do dia deverá enumerar, expressamente, todas as matérias a serem deliberadas, sendo vedada a inclusão, na pauta das Assembleias Gerais, da rubrica “outros assuntos” ou “assuntos gerais” (ou expressões equivalentes). 9.4. Solicitação de Inclusão de Matérias na Ordem do Dia. Desde que (i) por escrito; (ii) no estrito interesse da Companhia; e (iii) com pelo menos 1 (um) mês de antecedência da realização da Assembleia Geral, os acionistas poderão enviar à Companhia, aos cuidados do Presidente do Conselho de Administração, matérias a serem incluídas na ordem do dia da primeira Assembleia Geral a ser realizada depois de tal envio. A Companhia poderá rejeitar tal inclusão, desde que tal recusa seja devidamente justificada, por escrito, e arquivada na sede social, juntamente com a respectiva solicitação. 10. Instalação e Presidência da Assembleia Geral. A Assembleia Geral será instalada e presidida (i) pelo Presidente do Conselho de Administração; ou (ii) em sua ausência, por qualquer dos Vice-Presidentes do Conselho de Administração; ou (iii) na ausência deles, por qualquer dos membros do Conselho de Administração; ou (iv) na ausência de todos os membros, por pessoa indicada pela maioria dos acionistas presentes à Assembleia Geral. O presidente da Assembleia Geral indicará um secretário para auxiliá-lo nos trabalhos e lavrar a ata da Assembleia Geral. 11. Competência da Assembleia Geral. Compete privativamente à Assembleia Geral, além das atribuições previstas na legislação aplicável: (i) fixar a remuneração global anual dos membros do Conselho de Administração, da Diretoria e do Conselho Fiscal, se em funcionamento; (ii) atribuir bonificações em ações e decidir sobre eventuais grupamentos ou desdobramentos de ações; (iii) aprovar planos de outorga de opção de compra ou subscrição de ações aos administradores e empregados da Companhia, assim como aos administradores e empregados de outras sociedades que sejam controladas direta ou indiretamente pela Companhia, observado o Artigo 5.3; (iv) eleger o liquidante, bem como o Conselho Fiscal, que deverá funcionar no período de liquidação; (v) deliberar sobre o cancelamento do registro de companhia aberta, bem como a saída do segmento de listagem Novo Mercado da BM&FBOVESPA (“Novo Mercado”); (vi) aprovar operações de fusão, incorporação, incorporação de ações, cisão, transformação ou de quaisquer outras formas de reorganização societária envolvendo a Companhia; (vii) deliberar sobre operações de resgate e amortização de ações da Companhia; e (viii) deliberar sobre a emissão de debêntures conversíveis.CAPÍTULO IV - ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO - DISPOSIÇÕES GERAIS - 12. Administração da Companhia. A Companhia será administrada pelo Conselho de Administração e pela Diretoria. 12.1. Investidura. Os Conselheiros e Diretores serão investidos em seus cargos, nos 30 (trinta) dias seguintes à respectiva eleição, mediante assinatura de termos de posse no livro de atas do Conselho de Administração ou da Diretoria, conforme aplicável, dispensada qualquer garantia de gestão. A posse de qualquer Conselheiro ou Diretor está condicionada à prévia assinatura (i) do Termo de Anuência dos Administradores, segundo o modelo previsto no Regulamento do Novo Mercado; (ii) do termo de adesão à política de negociação de valores mobiliários da Companhia; e (iii) do termo de adesão à política de divulgação de informações relevantes da Companhia, bem como ao atendimento dos requisitos legais aplicáveis. 12.2. Permanência nos Cargos. Os Conselheiros e Diretores permanecerão em seus cargos até a posse de seus substitutos. 12.3. Remuneração e Participação nos Lucros dos Administradores. Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria perceberão remuneração e poderão perceber participação nos lucros, observados os limites legais. 12.4. Vedação à Acumulação de Cargos. Os cargos de Presidente do Conselho de Administração e de Diretor Presidente ou principal executivo da Companhia não poderão ser acumulados pela mesma pessoa. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO - Composição do Conselho de Administração - 13. Composição do Conselho de Administração. O Conselho de Administração será composto por no mínimo 5 (cinco) e no máximo 10 (dez) Conselheiros titulares e por Conselheiros suplentes, todos eleitos e destituíveis pela Assembleia Geral, havendo 1 (um) Presidente, 2 (dois) Vice-Presidentes e os demais Conselheiros, sem cargo ou designação específica. Na Assembleia Geral Ordinária que deliberar a eleição de membros do Conselho de Administração, os acionistas deverão também deliberar sobre o número efetivo de membros titulares e suplentes do Conselho de Administração para aquele exercício. 13.1. Suplentes. Ao eleger cada um dos suplentes, a Assembleia Geral deverá indicar um ou mais Conselheiros titulares específicos que poderão ser substituídos por cada um desses suplentes. 13.2. Conselheiros Independentes. No mínimo 20% (vinte por cento) dos membros do Conselho de Administração deverão ser Conselheiros Independentes, conforme definido no Regulamento do Novo Mercado. Nos termos de tal regulamento, também serão considerados Conselheiros Independentes os membros eleitos mediante a faculdade prevista nos artigos 141, §4º e §5º, da Lei das S.A. Quando, em decorrência da observância do percentual referido neste Artigo, resultar número fracionário de membros, proceder-se-á ao arredondamento para o número inteiro: (i) imediatamente superior, quando a fração for igual ou superior a 0,5, ou (ii) imediatamente inferior, quando a fração for inferior a 0,5. A qualificação como Conselheiro Independente será expressamente declarada na ata da Assembleia Geral que o eleger. 13.3. Prazo do Mandato dos Conselheiros. Os membros titulares do Conselho de Administração, bem como os suplentes, serão eleitos para um mandato unificado de 1 (um) ano, sendo permitidas reeleições. Para os fins deste Artigo, considera-se como prazo de 1 (um) ano aquele compreendido entre a realização de 2 (duas) Assembleias Gerais Ordinárias consecutivas da Companhia. 14. Exigências para ser Conselheiro. Tanto para o Conselheiro titular como para o suplente, a indicação para integrar o Conselho de Administração deverá recair sobre pessoas (i) que não tenham completado 70 (setenta) anos na data de sua eleição para integrar o Conselho de Administração (o Conselheiro que completar 70 (setenta) anos durante o termo de seu mandato poderá completá-lo); e (ii) de reconhecida e comprovada experiência, competência e condição para as exigências da função de Conselheiro. 15. Eleição do Presidente e Vice-Presidentes. Na primeira reunião do Conselho de Administração realizada após a eleição dos membros do Conselho de Administração pela Assembleia Geral, os Conselheiros elegerão o Presidente e os VicePresidentes do Conselho de Administração. 15.1. Substituição Temporária ou Definitiva do Presidente no Curso do Mandato. Em caso de (a) vacância, ausência ou impedimento temporários do Presidente do Conselho de Administração; ou (b) falecimento, incapacidade ou impedimento definitivos do Presidente do Conselho de Administração, ele será substituído no cargo de Conselheiro por seu suplente, conforme o disposto no Artigo 15.2, sendo que tal suplente não o substituirá na função de Presidente. Caberá ao próprio Conselho de Administração escolher entre os Conselheiros em exercício aquele que substituirá o Presidente em tal função (de forma temporária ou definitiva, conforme aplicável). Em caso de substituição definitiva do Presidente do Conselho de Administração, seu substituto ocupará tal função até o final do mandato do Presidente a quem substituiu. 15.2. Suplentes de Conselheiro. Observado o Artigo 15.1, em caso de não comparecimento de Conselheiro titular a qualquer reunião do Conselho de Administração, o respectivo suplente, naquela reunião, substituirá o Conselheiro faltante. Em caso de falecimento, incapacidade ou impedimento definitivo de qualquer Conselheiro titular, o respectivo suplente substituirá tal Conselheiro titular nas reuniões do Conselho de Administração até o final do mandato ou até que outra pessoa seja eleita para o cargo anteriormente ocupado pelo Conselheiro titular falecido, incapacitado ou impedido. Reuniões do Conselho de Administração - 16. Periodicidade das Reuniões do Conselho de Administração. O Conselho de Administração reunir-se-á (i) ordinariamente, 6 (seis) vezes ao ano; e (ii) extraordinariamente, sempre que os interesses sociais exigirem. 16.1. Convocação. As reuniões do Conselho de Administração serão convocadas por seu Presidente ou pela maioria de seus membros, com antecedência mínima de 5 (cinco) dias úteis de sua realização. O Presidente do Conselho de Administração deverá preparar a agenda das reuniões com base em solicitações dos demais Conselheiros e do Diretor Presidente. Tal convocação deverá ser realizada por escrito, mediante correspondência, telegrama, fax, correio eletrônico ou por qualquer outro meio que permita a comprovação do recebimento. Fica dispensada a convocação prévia da reunião, como condição de sua validade, quando todos os membros do Conselho de Administração estiverem presentes à reunião. A convocação deverá vir acompanhada da ordem do dia e de todas as informações e documentos relacionados às deliberações a serem tomadas em tal reunião. 16.2. Forma de Realização. As reuniões do Conselho de Administração poderão ser realizadas por conferência telefônica, vídeo conferência ou por qualquer outro meio de comunicação. Todas as deliberações do Conselho de Administração constarão de atas lavradas no respectivo livro de Atas de Reuniões do Conselho de Administração e autenticadas pela mesa. 17. Quórum de Instalação. As reuniões do Conselho de Administração são instaladas, em primeira convocação, com a presença da maioria dos seus membros, e, em segunda convocação, com qualquer número de Conselheiros. 17.1. Presença dos Suplentes nas Reuniões do Conselho de Administração. Qualquer Conselheiro suplente poderá estar presente a qualquer reunião do Conselho de Administração, ainda que todos os Conselheiros titulares também estejam presentes a tal reunião. Caso todos os Conselheiros titulares estejam presentes a uma reunião do Conselho de Administração, nenhum Conselheiro suplente poderá fazer uso da palavra, a menos que haja a concordância da totalidade dos Conselheiros titulares (ou dos suplentes em substituição de seus respectivos titulares) presentes à reunião do Conselho de Administração. 18. Exercício do Direito de Voto. Cada Conselheiro terá direito a 1 (um) voto nas deliberações do Conselho de Administração. As deliberações serão consideradas aprovadas por maioria de votos dos presentes, a menos que de outra forma expressamente previsto neste Estatuto Social. Nas reuniões do Conselho de Administração serão admitidos os votos por meio de delegação feita em favor de outro Conselheiro, o voto escrito antecipado e o voto proferido por fax, correio eletrônico ou por qualquer outro meio de comunicação, computando-se como presentes os membros que assim votarem. Competências do Conselho de Administração - 19. Competência. Compete ao Conselho de Administração, além das demais atribuições estabelecidas neste Estatuto Social ou pela legislação aplicável: (i) fixar a orientação geral dos negócios da Companhia e de suas controladas, bem como zelar por sua boa execução; (ii) apreciar e aprovar os orçamentos anuais e plurianuais da Companhia; (iii) deliberar sobre a aquisição, pela Companhia, de ações de sua própria emissão, para manutenção em tesouraria e/ou posterior cancelamento ou alienação, bem como determinar sua revenda ou cancelamento; (iv) deliberar sobre a emissão de debêntures simples, sem garantia real; (v) deliberar sobre a aprovação de qualquer operação que não tenha sido previamente aprovada no orçamento anual ou plurianual da Companhia que envolva a aquisição, alienação, investimentos, desinvestimentos, oneração ou transferência de qualquer ativo da Companhia cujo valor seja superior, individual ou agregado, para o mesmo tipo de operação, a 3% (três por cento) do patrimônio líquido constante do último balanço patrimonial auditado da Companhia; (vi) fixar a remuneração dos membros do Conselho de Administração e do Diretor Presidente, observada a remuneração global anual aprovada pela Assembleia Geral, bem como definir a política de remuneração e de benefícios dos Diretores e funcionários da Companhia e de suas controladas;

(vii) definir e alterar a política de endividamento da Companhia; (viii) aprovar a celebração de contratos entre a Companhia e (a) qualquer acionista controlador da Companhia (ou seus cônjuges), (b) os administradores (ou seus cônjuges) da Companhia ou de suas controladas, ou (c) as sociedades controladas ou sob controle comum (i) de qualquer dos acionistas controladores da Companhia (ou de seus cônjuges) ou (ii) dos administradores (ou seus cônjuges) da Companhia ou de suas controladas; (ix) deliberar sobre prestação de fiança, aval ou outras garantias pessoais ou reais em nome da Companhia; (x) aprovar a criação e o encerramento de comitês e/ou grupos de trabalho da Companhia, visando a auxiliar o Conselho de Administração, definindo sua composição, regimento, remuneração e escopo de trabalho; (xi) estabelecer as condições para contratação de quaisquer captações públicas de recursos no mercado de capitais e a emissão de quaisquer instrumentos de crédito para a captação pública de recursos, sejam “bonds”, “notes”, “commercial papers” ou outros de uso comum no mercado de capitais, deliberando ainda sobre as suas condições de emissão e resgate; (xii) deliberar sobre qualquer alteração material de práticas contábeis da Companhia, com exceção de alterações exigidas pelas leis ou normas aplicáveis; (xiii) deliberar sobre a alienação, transferência, licença ou oneração, de qualquer forma, de marca, patente ou desenho industrial detido ou sob uso da Companhia, direta ou indiretamente, com exceção de licenças de marcas para qualquer sociedade controlada pela Companhia, hipótese em que se observará o disposto no artigo 24.1 (viii), abaixo; (xiv) definir e alterar as políticas de negociação de valores mobiliários e de divulgação de informações relevantes da Companhia; (xv) manifestar-se favorável ou contrariamente a respeito de qualquer oferta pública de aquisição de ações que tenha por objeto as ações de emissão da Companhia, por meio de parecer prévio fundamentado, divulgado em até 15 (quinze) dias da publicação do edital da oferta pública de aquisição de ações, que deverá abordar, no mínimo (a) a conveniência e oportunidade da oferta pública de aquisição de ações quanto ao interesse do conjunto dos acionistas e em relação à liquidez dos valores mobiliários de sua titularidade; (b) as repercussões da oferta pública de aquisição de ações sobre os interesses da Companhia; (c) os planos estratégicos divulgados pelo ofertante em relação à Companhia; (d) outros pontos que o Conselho de Administração considerar pertinentes, bem como as informações exigidas pelas regras aplicáveis estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários; e, (xvi) definir lista tríplice de empresas especializadas em avaliação econômica de empresas para a elaboração de laudo de avaliação das ações da Companhia, nos casos de oferta pública de aquisição de ações (“OPA”) para cancelamento de registro de companhia aberta ou para saída do Novo Mercado. Regimento Interno do Conselho de Administração - 20. Regimento Interno. O Conselho de Administração adotará Regimento Interno que defina claramente as suas responsabilidades e atribuições e previna situações de conflito com a Diretoria, notadamente com o Diretor Presidente. O Regimento Interno deverá dispor a respeito: (i) do escopo de atuação e dos objetivos do Conselho de Administração; (ii) das normas de seu funcionamento; (iii) das normas para a administração de conflitos de interesse; (iv) do seu sistema de votação; (v) da sua secretaria; (vi) das suas reuniões, convocações, agendas, atas e documentação; (vii) dos comitês a que se refere o item (x) do Artigo 19 acima; (viii) da interação com o Conselho Fiscal, se em funcionamento; (ix) da execução do seu orçamento e (x) da interação com o auditor independente. 20.1. Disponibilização do Regimento Interno. O Regimento Interno do Conselho de Administração deverá estar disponível a qualquer acionista da Companhia em sua sede e em seu website. Avaliação do Conselho de Administração - 21. Avaliação. Será realizada anualmente uma avaliação formal do desempenho do Conselho de Administração, na forma e de acordo com os critérios que vierem a ser definidos por ele ou por comitê criado nos termos do item (x) do Artigo 19 acima. DIRETORIA - 22. Composição da Diretoria. A Diretoria da Companhia será composta por no mínimo 6 (seis) e no máximo 20 (vinte) Diretores, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pelo Conselho de Administração, para mandato de 1 (um) ano, permitidas reeleições. A eleição da Diretoria ocorrerá, preferencialmente, na mesma data da realização da Assembleia Geral Ordinária. 23. Exigências para ser Diretor. As indicações para a função de Diretor da Companhia (incluindo de seus Diretores Presidentes) deverão recair sobre pessoas (i) que não tenham completado 65 (sessenta e cinco) anos na data de sua eleição para a função de Diretor (o Diretor que completar 65 (sessenta e cinco) anos durante o termo de seu mandato poderá completá-lo); e (ii) de reconhecida e comprovada experiência, competência e condição para as exigências da função para a qual serão indicadas. 23.1. Ausência ou Impedimento Temporário. Em caso de vacância, ausência ou impedimento temporários de qualquer Diretor, caberá ao Diretor Presidente, a seu critério, (i) substituí-lo e assumir interinamente tais funções; ou (ii) indicar dentre os demais Diretores quem assumirá interinamente tal função. 23.2. Falecimento, Incapacidade ou Impedimento Permanente. Na hipótese de falecimento, incapacidade ou impedimento permanente de um Diretor, caberá ao Diretor Presidente, a seu critério, (i) substituí-lo e assumir interinamente tais funções; ou (ii) indicar dentre os demais Diretores quem assumirá interinamente tal função. Deverá ser realizada, assim que possível, reunião do Conselho de Administração para eleição de um Diretor substituto efetivo, que completará o mandato do Diretor substituído. 24. Cargos da Diretoria. Os cargos dos Diretores, compreendendo os cargos de Diretor Presidente, Diretores Executivos e Diretores Gerentes, bem como as atribuições dos Diretores, serão aqueles estabelecidos pelo Conselho de Administração. 24.1. Diretor Presidente. Compete ao Diretor Presidente: (i) dirigir, presidir e coordenar as atividades da Companhia, cumprindo e fazendo cumprir a lei, este Estatuto Social e as decisões do Conselho de Administração e da Assembleia Geral; (ii) supervisionar as atividades dos demais Diretores; (iii) implantar e garantir a execução das políticas de comercialização e de marketing para a Companhia; (iv) implantar e garantir a execução das políticas de gestão financeira e administrativa e da política de recursos humanos da Companhia, respeitadas as políticas definidas pelo Conselho de Administração; (v) implantar e garantir a execução das políticas de gestão florestal; (vi) implantar e garantir a execução das políticas de gestão industrial; (vii) aprovar qualquer operação que não tenha sido previamente aprovada no orçamento anual ou plurianual da Companhia que envolva a aquisição, alienação, investimentos, desinvestimentos, oneração ou transferência de qualquer ativo da Companhia cujo valor seja inferior, individual ou agregado, para o mesmo tipo de operação, a 3% (três por cento) do patrimônio líquido constante do último balanço patrimonial auditado da Companhia; (viii) aprovar, em conjunto com outro Diretor da Companhia, a licença de marca detida ou sob uso da Companhia, direta ou indiretamente para qualquer sociedade por ela controlada; e (ix) fixar a remuneração de cada um dos demais Diretores da Companhia, observada a remuneração global anual aprovada pela Assembleia Geral, o valor destacado desta remuneração global anual pelo Conselho de Administração em benefício de seus membros e do Diretor Presidente e a política de remuneração e de benefícios dos Diretores e funcionários da Companhia e de suas controladas aprovada pelo Conselho de Administração. Representação da Companhia - 25. Representação da Companhia. A Companhia é representada ativa e passivamente (i) por 2 (dois) Diretores em conjunto; (ii) por 1 (um) Diretor em conjunto com 1 (um) procurador com poderes específicos; ou (iii) por 2 (dois) procuradores com poderes específicos. Os atos para os quais o presente Estatuto Social exija autorização prévia da Assembleia Geral, do Conselho de Administração ou do Diretor Presidente somente poderão ser praticados quando preenchida tal condição. 25.1. Exceções para Atos Específicos. A Companhia poderá ser representada por 1 (um) Diretor ou 1 (um) procurador, agindo isoladamente: (i) em atos perante repartições públicas federais, estaduais e municipais, autarquias, secretarias e suas delegacias e inspetorias, agências e postos fiscais, empresas públicas de economia mistas, Banco Central do Brasil, Banco do Brasil e suas carteiras e departamentos, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, estradas de ferro, Infraero e empresas de transporte aéreo e empresas de telefonia e comunicações que não impliquem criação de obrigações ou renúncia a direitos; (ii) na quitação por pagamentos feitos à Companhia em cheque a favor desta; (iii) na nomeação de preposto na Justiça, inclusive na Justiça do Trabalho; e (iv) na emissão de duplicatas, de endosso de cheques para depósito em conta bancária da Companhia e do endosso a instituições financeiras de duplicatas, letras de câmbio e outros títulos de crédito, e depósito do produto na conta da Companhia. 25.2. Constituição de Procuradores. Na constituição de procuradores, observar-se-ão as seguintes regras: (i) todas as procurações serão outorgadas por 2 (dois) Diretores; (ii) as procurações deverão estabelecer expressamente os poderes por elas conferidos e se o mandato deve ser exercido em conjunto com 1 (um) Diretor ou outro procurador da Companhia, ou isoladamente, nos casos previstos no Artigo 25.1 acima; (iii) para os atos que dependam de prévia autorização da Assembleia Geral, do Conselho de Administração ou do Diretor Presidente, a sua outorga ficará expressamente condicionada à obtenção dessa autorização, que será mencionada em seu texto; e (iv) e não poderão ter prazo de validade superior a 1 (um) ano, ressalvado no que se refere às procurações outorgadas a advogados, com finalidade “ad judicia” ou para a defesa em procedimentos administrativos, que poderão ter prazo indeterminado de duração. CAPÍTULO V - CONSELHO FISCAL - 26. Conselho Fiscal. O Conselho Fiscal não funcionará em caráter permanente e somente será instalado mediante solicitação dos acionistas, de acordo com a legislação aplicável. 26.1. Investidura. Os Conselheiros Fiscais serão investidos em seus cargos, nos 30 (trinta) dias seguintes à respectiva eleição, mediante assinatura de termos de posse no livro de atas do Conselho Fiscal, dispensada qualquer garantia de gestão. A posse de qualquer Conselheiro Fiscal está condicionada à prévia assinatura (i) do Termo de Anuência dos Membros do Conselho Fiscal, segundo o modelo previsto no Regulamento do Novo Mercado; (ii) do termo de adesão à política de negociação de valores mobiliários da Companhia; (iii) do termo de adesão à política de divulgação de informações relevantes da Companhia; e (iv) do termo de adesão ao Regimento Interno do Conselho Fiscal. CAPÍTULO VI - EXERCÍCIO SOCIAL E DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS - 27. Exercício Social. O exercício social se inicia em 1º de janeiro e se encerra em 31 de dezembro de cada ano. 28. Destinação do Lucro Líquido. Juntamente com as demonstrações financeiras, o Conselho de Administração apresentará à Assembleia Geral Ordinária proposta sobre a destinação do lucro líquido do exercício, observados os preceitos dos artigos 186 e 191 a 199 da Lei das S.A. e as disposições seguintes: (a) antes de qualquer outra destinação, serão aplicados 5% (cinco por cento) na constituição da Reserva Legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social; (b) será especificada a importância destinada a dividendos aos acionistas, atendendo ao disposto no Artigo 29; e (c) saldo terá o destino que for proposto pelo Conselho de Administração, inclusive para a formação das reservas de que trata o Artigo 30, “ad referendum” da Assembleia Geral. 29. Dividendo Obrigatório. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, importância não inferior a 30% (trinta por cento) do lucro líquido apurado no mesmo exercício, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores especificados nas letras “a” e “b” do inciso I do artigo 202 da Lei das S.A. e observados os incisos II e III do mesmo dispositivo legal. 29.1. Balanços e Distribuição de Dividendos Intermediários. A Companhia poderá levantar balanços semestrais ou em períodos menores, podendo o Conselho de Administração deliberar a distribuição de dividendos a débito da conta de lucro apurado em tais balanços. O Conselho de Administração poderá também distribuir dividendos intermediários, no decorrer do próprio exercício e até a Assembleia Geral Ordinária que aprovar as respectivas demonstrações financeiras, à conta de lucros acumulados, de reservas de lucros ou da Reserva para Equalização de Dividendos, sob quaisquer das modalidades facultadas pelo artigo 204 da Lei das S.A. A parte do dividendo obrigatório que tiver sido paga antecipadamente à conta da Reserva para Equalização de Dividendos será creditada à mesma reserva. 29.2. Juros sobre Capital Próprio. Por deliberação do Conselho de Administração poderão ser pagos juros sobre o capital próprio, imputando-se o valor dos juros pagos ou creditados ao valor do dividendo obrigatório, com base no artigo 9º, § 7º, da Lei nº 9.249/95. 30. Reservas Estatutárias. Por proposta do Conselho de Administração, a Assembleia Geral poderá deliberar a formação das seguintes reservas: (i) Reserva para Equalização de Dividendos; (ii) Reserva para Reforço do Capital de Giro; e (iii) Reserva para Aumento de Capital de Empresas Participadas. 30.1. Reserva para Equalização de Dividendos. A Reserva para Equalização de Dividendos será limitada a 40% (quarenta por cento) do valor do capital social e terá por finalidade garantir recursos para pagamento de dividendos, inclusive na forma de juros sobre o capital próprio (Artigo 29.2), ou suas antecipações, visando manter o fluxo de remuneração aos acionistas, sendo formada com recursos: (a) equivalentes a até 50% (cinquenta por cento) do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei das S.A.; (b) equivalentes a até 100% (cem por cento) da parcela realizada de Reservas de Reavaliação, lançada a lucros acumulados; (c) equivalentes a até 100% (cem por cento) do montante de ajustes de exercícios anteriores, lançado a lucros acumulados; e (d) decorrentes do crédito correspondente às antecipações de dividendos (Artigo 29.1). 30.2. Reserva para Reforço do Capital de Giro. A Reserva para Reforço do Capital de Giro será limitada a 30% (trinta por cento) do valor do capital social e terá por finalidade garantir meios financeiros para a operação da sociedade, sendo formada com recursos equivalentes a até 20% (vinte por cento) do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei das S.A. 30.3. Reserva para Aumento de Capital de Empresas Participadas. A Reserva para Aumento de Capital de Empresas Participadas será limitada a 30% (trinta por cento) do valor do capital social e terá por finalidade garantir o exercício do direito preferencial de subscrição em aumentos de capital das empresas participadas, sendo formada com recursos equivalentes a até 50% (cinquenta por cento) do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei das S.A. 30.4. Capitalização das Reservas Estatutárias. Por proposta do Conselho de Administração serão periodicamente capitalizadas parcelas dessas reservas para que o respectivo montante não exceda o limite de 95% (noventa e cinco por cento) do capital social. O saldo dessas reservas, somado ao da Reserva Legal, não poderá ultrapassar o capital social. 30.5. Subcontas. As reservas discriminarão em subcontas distintas, segundo os exercícios de formação, os lucros destinados às suas constituições e o Conselho de Administração especificará os lucros utilizados na distribuição de dividendos intermediários, que poderão ser debitados em diferentes subcontas. CAPÍTULO VII - ALIENAÇÃO DO CONTROLE ACIONÁRIO, CANCELAMENTO DO REGISTRO DE COMPANHIA ABERTA E SAÍDA DO NOVO MERCADO - 31. Oferta Pública e Alienação de Controle. A alienação do controle da Companhia, tanto por meio de uma única operação, como por meio de operações sucessivas, deverá ser contratada sob condição, suspensiva ou resolutiva, de que o adquirente do controle se obrigue a efetivar oferta pública de aquisição das ações dos demais acionistas, observando as condições e os prazos previstos na legislação vigente e no Regulamento do Novo Mercado, de forma a lhes assegurar tratamento igualitário àquele dado ao acionista controlador alienante. 31.1. Oferta Pública e Alienação Indireta de Controle. A oferta pública referida no Artigo anterior também deverá ser efetivada: (i) quando houver cessão onerosa de direitos de subscrição de ações e de outros títulos ou direitos relativos a valores mobiliários conversíveis em ações, que venha a resultar na alienação do controle da Companhia; ou (ii) em caso de alienação do controle de sociedade que detenha o poder de controle da Companhia, sendo que, nesse caso, o controlador alienante ficará obrigado a declarar à BM&FBOVESPA o valor atribuído à Companhia nessa alienação e anexar documentação que o comprove. 32. Oferta Pública e Aquisição de Poder de Controle. Aquele que adquirir o poder de controle da Companhia, em razão de contrato particular de compra de ações celebrado com o acionista controlador envolvendo qualquer quantidade de ações, estará obrigado a: (i) efetivar a oferta pública referida no Artigo 31 deste Estatuto Social; e (ii) pagar, nos termos a seguir indicados, quantia equivalente à diferença entre o preço da oferta pública e o valor pago por ação eventualmente adquirida em bolsa de valores nos 6 (seis) meses anteriores à data da alienação de controle, devidamente atualizado até o momento do pagamento. Referida quantia deverá ser distribuída entre todas as pessoas que venderam ações da Companhia nos pregões em que o adquirente realizou as aquisições, proporcionalmente ao saldo líquido vendedor diário de cada uma, cabendo à BM&FBOVESPA operacionalizar a distribuição, nos termos de seus regulamentos. 33. Oferta Pública e Cancelamento de Registro de Companhia Aberta. O acionista controlador ou a Companhia são obrigados a efetivar oferta pública de aquisição de ações para cancelamento do registro de companhia aberta. Em tal caso, o preço mínimo a ser ofertado deverá corresponder ao valor econômico apurado em laudo de avaliação elaborado conforme definido no Artigo 37 deste Estatuto Social, respeitadas as normas legais e regulamentares aplicáveis. 34. Oferta Pública pelo Acionista Controlador e Saída do Novo Mercado ou Reorganização Societária. Caso os acionistas reunidos em Assembleia Geral Extraordinária deliberem a saída da Companhia do Novo Mercado, (i) de modo que os valores mobiliários por ela emitidos passem a ter registro para negociação fora do Novo Mercado, ou (ii) em virtude de operação de reorganização societária, na qual a sociedade resultante dessa reorganização não tenha seus valores mobiliários admitidos à negociação no Novo Mercado no prazo de 120 (cento e vinte) dias contados da data da Assembleia Geral que aprovou a referida operação, o acionista controlador deverá efetivar oferta pública de aquisição das ações pertencentes aos demais acionistas da Companhia, no mínimo, pelo respectivo valor econômico, a ser apurado em laudo de avaliação elaborado conforme definido no Artigo 37 deste Estatuto Social, respeitadas as normas legais e regulamentares aplicáveis. 35. Oferta Pública por Acionistas não Controladores e Saída do Novo Mercado ou Reorganização Societária. Na hipótese de não haver Acionista Controlador, caso seja deliberada a saída da Companhia do Novo Mercado, (i) de modo que os valores mobiliários por ela emitidos passem a ter registro para negociação fora do Novo Mercado, (ii) ou em virtude de operação de reorganização societária, na qual a sociedade resultante dessa reorganização não tenha seus valores mobiliários admitidos à negociação no Novo Mercado no prazo de 120 (cento e vinte) dias contados da data da Assembleia Geral que aprovou a referida operação, a saída estará condicionada à realização de oferta pública de aquisição de ações nas mesmas condições previstas no Artigo 34 acima. 35.1. A referida Assembleia Geral deverá definir o(s) responsável(is) pela realização da oferta pública de aquisição de ações, o(s) qual(is), presente(s) na Assembleia, deverá(ão) assumir expressamente a obrigação de realizar a oferta. 35.2. Na ausência de definição dos responsáveis pela realização da oferta pública de aquisição de ações, no caso de operação de reorganização societária, na qual a companhia resultante dessa reorganização não tenha seus valores mobiliários admitidos à negociação no Novo Mercado, caberá aos acionistas que votaram favoravelmente à reorganização societária realizar a referida oferta. 36. Saída do Novo Mercado em Descumprimento às Obrigações. A saída da Companhia do Novo Mercado em razão de descumprimento de obrigações constantes do Regulamento do Novo Mercado está condicionada à efetivação de oferta pública de aquisição de ações, no mínimo, pelo valor econômico das ações, a ser apurado em laudo de avaliação de que trata o Artigo 37 deste Estatuto, respeitadas as normas legais e regulamentares aplicáveis. 36.1. O acionista controlador deverá efetivar a oferta pública de aquisição de ações prevista no caput deste artigo. 36.2. Na hipótese de não haver acionista controlador e a saída do Novo Mercado referida no caput decorrer de deliberação da Assembleia Geral, os acionistas que tenham votado a favor da deliberação que implicou o respectivo descumprimento deverão efetivar a oferta pública de aquisição de ações prevista no caput. 36.3. Na hipótese de não haver acionista controlador e a saída do Novo Mercado referido no caput ocorrer em razão de ato ou fato da administração, os administradores da Companhia deverão convocar Assembleia Geral de acionistas cuja ordem do dia será a deliberação sobre como sanar o descumprimento das obrigações constantes do Regulamento do Novo Mercado ou, se for o caso, deliberar pela saída da Companhia do Novo Mercado. 36.4. Caso a Assembleia Geral mencionada no Artigo 36.3. acima delibere pela saída da Companhia do Novo Mercado, a referida Assembleia Geral deverá definir o(s) responsável(is) pela realização da oferta pública de aquisição de ações prevista no caput, o(s) qual(is), presente(s) na Assembleia, deverá(ão) assumir expressamente a obrigação de realizar a oferta. 37. Laudo de Avaliação. O laudo de avaliação de que tratam os Artigos 33 e 34 deste Estatuto Social deverá ser elaborado por instituição ou empresa especializada, com experiência comprovada e independente quanto ao poder de decisão da Companhia, de seus administradores e/ou do(s) acionista(s) controlador(es), devendo tal laudo também satisfazer os requisitos do Artigo 8º, §1º da Lei das S.A. e conter a responsabilidade prevista no §6º do mesmo artigo. 37.1. Escolha da Empresa Responsável pelo Laudo de Avaliação. A escolha da instituição ou empresa especializada responsável pela determinação do valor econômico da Companhia é de competência privativa da Assembleia Geral, a partir da apresentação, pelo Conselho de Administração, de lista tríplice conforme previsto no item (xvi) do Artigo 19 deste Estatuto, devendo a respectiva deliberação, não se computando os votos em branco, ser tomada por maioria dos votos dos acionistas representantes das ações em circulação presentes na Assembleia Geral que deliberar sobre o assunto, que, se instalada em primeira convocação, deverá contar com a presença de acionistas que representem, no mínimo, 20% (vinte por cento) do total de ações em circulação ou, se instalada em segunda convocação, com a presença de qualquer número de acionistas representantes das ações em circulação. Os custos de elaboração do laudo de avaliação exigido deverão ser assumidos integralmente pelo ofertante. 38. Prevalecimento do Regulamento do Novo Mercado. As disposições do Regulamento do Novo Mercado prevalecerão sobre as disposições estatutárias, nas hipóteses de prejuízo aos direitos dos destinatários das ofertas públicas previstas neste Estatuto. CAPÍTULO VIII - JUÍZO ARBITRAL - 39. Arbitragem. A Companhia, seus acionistas, administradores e os membros do Conselho Fiscal, obrigam-se a resolver, por meio de arbitragem, perante a Câmara de Arbitragem do Mercado, toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada com ou oriunda, em especial, da aplicação, validade, eficácia, interpretação, violação e seus efeitos, das disposições contidas na Lei das S.A., no Estatuto Social da Companhia, nas normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários, bem como nas demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, além daquelas constantes do Regulamento do Novo Mercado, do Contrato de Participação do Novo Mercado, do Regulamento de Arbitragem e do Regulamento de Sanções. 39.1. Sem prejuízo da validade desta cláusula arbitral, o requerimento de medidas de urgência pelas Partes, antes de iniciar o procedimento de arbitragem, deverá ser remetido ao Poder Judiciário, na forma do item 5.1.3 do Regulamento de Arbitragem da Câmara de Arbitragem do Mercado. CAPÍTULO IX - LIQUIDAÇÃO DA COMPANHIA - 40. Liquidação da Companhia. A Companhia entrará em liquidação nos casos previstos na legislação aplicável, ou em virtude de deliberação da Assembleia Geral, e se extinguirá pelo encerramento da liquidação.40.1. Nomeação de Liquidante. A Assembleia Geral nomeará o liquidante, fixará os seus honorários, determinará o modo de realização da liquidação e as formas e diretrizes a serem seguidas. A Assembleia Geral também elegerá os membros do Conselho Fiscal, que deverá funcionar nesse período. CAPÍTULO X - DISPOSIÇÕES FINAIS - 41. Atos Nulos praticados por Conselheiros ou Diretores. É expressamente vedada ao Conselheiro, Conselheiro Fiscal, Diretor, procurador ou empregado da Companhia praticar qualquer ato envolvendo a Companhia que seja estranho ao seu objeto social, sendo tal ato considerado nulo de pleno direito. A prática de tais atos sujeitará ao Conselheiro, Conselheiro Fiscal, Diretor, procurador ou empregado da Companhia a responsabilização civil e criminal, se aplicável. 42. Acordo de Acionistas. A Companhia, seus Conselheiros, Conselheiros Fiscais e Diretores observarão os acordos de acionistas arquivados em sua sede social, sendo que (i) os integrantes da mesa da Assembleia Geral ou dos órgãos de administração da Companhia, em especial seus presidentes, devem abster-se de computar os votos proferidos em sentido contrário ao estabelecido em tais acordos, bem como permitir que, em caso de ausência ou abstenção do acionista vinculado a acordo de acionistas ou de seu representante no Conselho de Administração, o acionista prejudicado por tal conduta, ou seus representantes no Conselho de Administração, possam votar com as ações do acionista ou no lugar do Conselheiro ausente ou omisso, conforme o caso; e (ii) é expressamente vedado à Companhia aceitar e proceder qualquer transferência de ações, oneração ou cessão de direito de preferência à subscrição de ações ou de outros valores mobiliários que não respeite o previsto neste Estatuto Social e em acordo de acionistas. 43. Condições para Registro de Certas Transferências. A Companhia não registrará qualquer transferência de ações para o comprador do poder de controle, ou para aquele(s) que vier(em) a deter o poder de controle, enquanto este(s) não subscrever(em) o termo de anuência dos controladores previsto no Regulamento do Novo Mercado. A Companhia não registrará acordo de acionistas que disponha sobre o exercício do poder de controle enquanto os seus signatários não subscreverem o termo de anuência dos controladores previsto no Regulamento do Novo Mercado. 44. Lista de Acionistas. A Companhia fornecerá, quando solicitada para os fins do Parágrafo 2º do artigo 126 da Lei das S.A., a qualquer acionista que detenha pelo menos 0,5% (meio por cento) do capital social da Companhia, relação dos endereços dos demais acionistas da Companhia. O pedido deverá ser devidamente fundamentado e encaminhado mediante carta registrada dirigida ao Diretor Presidente da Companhia, a quem caberá providenciar o fornecimento da lista em até 5 (cinco) dias úteis a contar da data do recebimento da carta. 45. Casos Omissos. Os casos omissos neste Estatuto Social serão resolvidos pela Assembleia Geral e regulados pela Lei das S.A, observado o disposto no Regulamento do Novo Mercado. 46. Exceção ao Artigo 14 “i”. A Assembleia Geral, excepcionalmente, poderá eleger outras pessoas para integrar o Conselho de Administração ainda que elas não preencham o requisito mencionado no item “i” do Artigo 14, desde que tais pessoas não tenham completado 75 (setenta e cinco) anos na data de eleição para a função de Conselheiro. Caso tais pessoas completem 75 (setenta e cinco) anos durante o termo de seu mandato, elas poderão completá-lo. CAPÍTULO XI - DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS - 47. Exceção ao Artigo 23“i”. O Diretor Presidente que vier a ser eleito na primeira reunião do Conselho de Administração realizada após a aprovação deste Estatuto Social poderá ser eleito como Diretor (incluindo o cargo de Diretor Presidente) da Companhia ainda que não preencha o requisito mencionado no item “i” do Artigo 23, desde que não tenha completado 67 (sessenta e sete) anos na data de sua eleição para o cargo de Diretor. Caso tal Diretor Presidente complete 67 (sessenta e sete) anos durante o termo de seu mandato, ele poderá completá-lo.


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24

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

e Nada garante êxito na Grécia, diz Merkel. Todos têm de fazer sua parte. Em primeiro lugar, a Grécia. Angela Merkel, chanceler da Alemanha

conomia

Chanceler Angela Merkel consegue a aprovação da ajuda aos gregos no Parlamento alemão, mas afirma que o sucesso do resgate não é 100% certo.

A

chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou ontem que as "oportunidades" abertas pela aprovação do segundo resgate à Grécia superam os "riscos" envolvidos, mas reconheceu que pode não ser essa a solução definitiva. "Ninguém pode dar uma garantia de êxito de 100%", afirmou Merkel, que considera que é preciso um caminho "longo" e "não isento de perigos" para a estabilização da economia grega. A chefe do governo alemão fez estas declarações no Bundestag, o Parlamento federal, no debate anterior à votação do legislativo para dar sinal verde à contribuição alemã de 36 bilhões de euros ao segundo resgate grego, que chega a um total de 130 bilhões de euros. O Parlamento alemão aprovou em seguida o segundo resgate por folgada maioria – foram 496 votos a favor, 90 contrários e cinco abstenções. A proposta obteve apoio tanto na maioria dos deputados da coalizão governamental – integrada pela União Democrata-Cristã (CDU) de Merkel, a União Social-Cristã da Baviera (CSU) e o Partido Liberal (FDP) – quanto dos opositores do governo, os social-democratas e verdes.

John MacDougall/AFP Photo

A chanceler Angela Merkel esteve no Parlamento alemão na hora da votação. Vitória folgada: 496 votos a favor da ajuda à Grécia e 90 contra.

Crescimento – "A solidez, o crescimento e a solidariedade são as bases deste novo pacote de resgate", afirmou Merkel sobre a nova ajuda financeira para a Grécia, que tem como

Ações da Apple batem recorde

A

s ações da Apple atingiram ontem um novo recorde histórico na Bolsa de Nova York ao subirem para US$ 526,32 a unidade, apenas duas semanas após terem superado pela primeira vez a cota dos US$ 500, e com isso seu valor de mercado chegou a ultrapassar a marca de US$ 490 bilhões. Por volta da metade do pregão em Wall Street, os títulos da companhia subiam 0,74%. Valiosa – Ao chegar a esse nível recorde, a Apple

se consolidou como a empresa mais valiosa do mundo, muito à frente de sua concorrente mais próxima, a petrolífera Exxon Mobil, cuja capitalização se encontra abaixo dos US$ 420 bilhões. No último dia 13, a gigante do setor de tecnologia superou pela primeira vez a simbólica barreira de US$ 500 por ação na Bolsa em meio às expectativas dos clientes de que lançaria no princípio de março seu esperado iPad 3. (EFE)

objetivo reduzir a dívida pública para até 120% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano de 2020. Mas ontem a agência de classificação de risco Standard and Poor's 500

cortou a nota de crédito da Grécia para "SD", indicando default seletivo. A queda significa que a agência avalia que há mais riscos de o país não honrar compromissos.

A chanceler acrescentou que em seu cargo há a possibilidade de assumir certos riscos, "mas não aventuras", e destacou que no processo de saída da crise aconteceu um avanço

enorme nos últimos dois anos. A solução da crise grega depende não apenas da Grécia, argumentou Merkel, mas também da Alemanha, do restante de países resgatados, dos periféricos com problemas de endividamento e do conjunto da União Europeia (UE). Eficiência – Ela afirmou que na Grécia ainda há muito por fazer em termos de melhora da competitividade econômica, de aperfeiçoamento do sistema de arrecadação tributária, de melhora da eficiência, e de dinamização e liberalização do mercado. "Todos têm que fazer sua parte. Em primeiro lugar, a Grécia", ressaltou Merkel. Neste sentido, ela anunciou que a Alemanha vai "acelerar" suas contribuições ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), para que sua contribuição financeira de 22 bilhões de euros esteja totalmente disponível em dois anos – para 2013 – em vez de em cinco anos, como estava previsto. A chanceler destacou os esforços reformistas de países da eurozona, como a Itália e a Espanha. Sobre este último país, Merkel ressaltou como positiva a aprovação do "freio da dívida" constitucional e a "exaustiva" reforma do mercado de trabalho. (Agências)

O custo das monarquias na Europa Toby Melville/Reuters

O

salário anual líquido do rei Juan Carlos da Espanha é de 175.622 euros (cerca de R$ 404 mil), quase cinco vezes inferior ao da rainha da Holanda e sete vezes menor que o do monarca norueguês, enquanto o orçamento da Coroa espanhola é o mais barato das monarquias europeias. Esta é uma das conclusões do relatório "O custo orçamentário das monarquias na Europa", realizado em 2011 pelo professor belga de Administração e Finanças Públicas Herman Matthijs e divulgado na Espanha. O estudo analisa os gastos das oito monarquias europeias – Noruega, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Suécia, Reino Unido, Espanha e o grão-ducado de Luxemburgo – e das presidências de França e Alemanha, as duas maiores potências republicanas do continente. A conclusão é de que, em números proporcionais aos respectivos níveis de Produto Interno Bruto (PIB) e a população, a monarquia espanhola é a mais barata, enquanto a luxemburguesa e a norueguesa são as mais caras. Despesas – Após a Espanha, o país com as menores despesas relacionadas à chefia de Estado – entre as nações analisadas neste estudo e sempre considerando a relação de PIB com a população – é o Reino Unido, seguido de França, Alemanha e Suécia. Segundo ainda o trabalho de Matthijs, entre as nações com os orçamentos mais custosos estão Luxemburgo, Noruega, Dinamarca, Holanda e Bélgica.

Estátua da rainha Anne, em Londres, ganha a máscara símbolo do movimento "Ocupe Wall Street".

Se comparados simplesmente em números absolutos, os gastos mais elevados dentre as dez chefias de Estado analisadas são os da França (112 milhões de euros), Reino Unido (45,6 milhões), Holanda (39,1 milhões), Alemanha (28,7 mi-

lhões) e Noruega (25,1 milhões), enquanto o mais baixo é o da Espanha (8,4 milhões). Salários anuais – Quanto aos salários anuais dos chefes de Estado já descontados os impostos, os 175.622 euros do rei Juan Carlos constituem a re-

tribuição mais baixa. Seu colega o rei da Noruega é o que mais ganha (1,2 milhão de euros), conforme o relatório. O rei da Noruega é seguido da rainha da Holanda (829 mil) e do grão-duque de Luxemburgo, com 645 mil euros. (EFE)

Nobel alerta sobre crise e euro

O

Nobel de Economia, Paul Krugman, acredita ser "provável" que a Grécia entre em quebra e acabe abandonando o euro, enquanto avalia que Portugal tem uma probabilidade de 75% de se manter com a moeda única europeia. O economista americano apresentou estas estimativas ao receber ontem em Lisboa um doutorado honoris causa das três universidades públicas de Lisboa, a

Clássica, a Técnica e a Nova. O economista Krugman analisou a situação dos países resgatados na zona do euro – Grécia, Portugal e Irlanda – e apontou possíveis soluções à recessão na qual a Europa mergulhou, arrastada pela crise das dívidas soberanas. "A Alemanha deveria seguir uma política orçamentária expansionista, acompanhada de uma política de 'dinheiro fácil' por parte do Banco Central Europeu (BCE). Isso poderia ajudar muito", opinou o

economista, que comparou o caso da Grécia com o de Portugal. "A situação não é tão ruim como a da Grécia, mas a verdade é que, nos mercados, Portugal é visto como o segundo país em maior risco. Portanto, há muita pressão", acrescentou. Dívida – A penalização da dívida soberana de Portugal a dez anos ficou na manhã desta segunda em 12,68%, abaixo dos aproximadamente 17% registrados há algumas semanas, mas ainda em um nível considerado alto para se

financiar nos mercados. Krugman voltou a defender que os países em dificuldade reduzam os salários dos trabalhadores entre 20% e 30% em relação aos alemães. "Não é bom, mas tem que ocorrer para melhorar a competitividade", disse ele, embora tenha alertado que não devem diminuir os pagamentos ao nível dos chineses. Para o economista, os países periféricos da União Europeia têm "pouca margem de manobra" diante da atual crise. (EFE)


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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 25

ALFA SEGURADORA S.A. C.N.P.J. 02.713.529/0001-88 ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições estatutárias, submetemos à apreciação dos Senhores Acionistas as demonstrações financeiras relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, acompanhadas do relatório dos auditores independentes. Comentários sobre nossas operações Os prêmios emitidos (desconsiderando os prêmios de riscos vigentes não emitidos) tiveram um aumento de 8,42% se comparado com o mesmo período do ano anterior. Os prêmios ganhos evoluíram em 16% no mesmo período. O índice combinado (sinistros, comissões e outras receitas e despesas operacionais) passou de um patamar de 82% para 84% do prêmio ganho no exercício atual. As despesas administrativas em relação aos prêmios ganhos tiveram redução de 13,87% para 12,71% em relação ao mesmo período do ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido inicial no exercício foi de 12,11% (anualizado) contra 12,81% do exercício anterior. Destinação do resultado A Diretoria, conforme previsto em Estatutos propôs a seguinte destinação: Reserva Legal no valor de R$ 488 mil, Dividendos propostos a pagar no valor de R$ 2.319 mil (equivalente a 25% do lucro líquido ajustado do exercício), Reserva Especial para Dividendos no valor de R$ 696 mil e Reserva para Aumento de Capital no valor de R$ 6.122 mil. Cenários A Europa, que segue no foco dos mercados há vários meses, vem provocando muitas incertezas quanto ao rumo da economia global. Os impasses políticos para solucionar a crise de endividamento e os receios com a possibilidade da região européia entrar em recessão vem provocando muita

volatilidade nos ativos de risco. Nos últimos dias diversas nações da zona do euro foram acometidas por rebaixamentos em seus ratings de crédito em função da deterioração da capacidade de honrarem seus compromissos junto a credores (inclusive a França, que é a segunda maior economia da região) e o uso da linha de crédito overnight do BCE vêm atingindo recordes históricos - um forte indicador de que os bancos estão relutantes em emprestar recursos a outras instituições financeiras privadas. No entanto é importante destacar que por outro lado os últimos leilões de títulos soberanos foram bemsucedidos, com forte demanda e redução das taxas de retorno aos investidores. As atenções durante o primeiro semestre deverão permanecer voltadas às rolagens das dívidas soberanas nos próximos meses e sobretudo à renegociação da dívida grega junto aos credores privados a fim de se evitar um default desordenado. Nos Estados Unidos, embora os últimos dados tenham agradado aos mercados, indicando retomada gradual da atividade, o desemprego e a confiança dos consumidores ainda permanecem em níveis elevados, colocando em dúvida a eficácia do suporte da atual política monetária para incentivar a economia. Os impasses políticos para conciliar o aperto fiscal e o crescimento econômico seguem como o principal desafio para uma solução de longo prazo, e para as próximas semanas, os agentes deverão continuar a monitorar de perto os dados da maior economia do mundo. Quanto à China, que segue juntamente com outros países emergentes como a esperança de condutora do crescimento global, diminuiu por ora as preocupações de um hard landing com a divulgação do PIB do 4º Trimestre do ano passado - o crescimento foi de 8,9%, ante estimativas de 8,6%. Para os próximos meses o mercado aguarda novas medidas de estímulo do governo, como nova redução do compulsório a fim de prover mais liquidez à economia e deverá seguir acompanhando os indicadores de atividade.

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 31 DE DEZEMBRO 2010 (EM MILHARES DE REAIS) ATIVO Circulante Disponível Caixa e bancos Aplicações Créditos das operações com seguros e resseguros Prêmios a receber Operações com seguradoras Operações com resseguradoras Outros créditos operacionais Ativos de resseguro - provisões técnicas Títulos e créditos a receber Títulos e créditos a receber Créditos tributários e previdenciários Outros créditos Outros valores e bens Bens a venda Despesas antecipadas Custos de aquisição diferidos Seguros Ativo não circulante Realizável a longo prazo Aplicações Ativos de resseguro - provisões técnicas Títulos e créditos a receber Créditos tributários e previdenciários Depósitos judiciais e fiscais Custos de aquisição diferidos Seguros e resseguros Investimentos Participações societárias Imobilizado Bens móveis Intangível Outros intangíveis

Nota

3 4 5 5 7 6 11

5 7 13 11

8

2011 368.198 1.414 1.414 226.662 86.945 76.229 431 3.980 6.305 14.151 3.934 127 2.657 1.150 4.842 4.842 751 29.499 29.499 13.798 11.907 66 487 10.852 8.019 2.833 502 502 1.321 1.321 556 556 14 14 381.996

2010 323.444 1.323 1.323 199.293 80.413 71.001 434 3.295 5.683 12.137 1.268 205 62 1.001 3.182 3.182 661 25.167 25.167 33.289 31.344 66 903 29.788 13.081 16.707 587 587 1.321 1.321 610 610 14 14 356.733

PASSIVO Circulante Contas a pagar Obrigações a pagar Impostos e encargos sociais a recolher Encargos trabalhistas Impostos e contribuições Outras contas a pagar Débitos de operações com seguros e resseguros Prêmios a restituir Operações com seguradoras Operações com resseguradoras Corretores de seguros e resseguros Outros débitos operacionais Depósitos de terceiros Provisões técnicas - seguros Danos Passivo não circulante Provisões técnicas - seguros Danos Outros débitos Provisões judiciais Patrimônio líquido Capital social Aumento de capital (em aprovação) Reservas de capital Reservas de lucros

Nota

2011 272.629 26.178 12.157 5.249 1.302 460 7.010 24.617 246 47 9.612 14.329 383 11.244 210.590 210.590 21.314 9.883 9.883 11.431 11.431 88.053 55.179 – 66 32.808 381.996

9 9

5

10 11

11

13 14

2010 235.566 19.849 3.910 4.893 1.150 1.253 8.643 20.532 133 38 7.075 11.881 1.405 7.883 187.302 187.302 42.735 10.263 10.263 32.472 32.472 78.432 52.030 972 66 25.364 356.733

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (EM MILHARES DE REAIS)

Saldo em 31 de dezembro 2009 Aumento de capital: Portaria SUSEP nº 3.650/2010 de 15/04/2010 AGO de 31/03/2010 Lucro líquido do exercício Destinação do lucro líquido Reserva legal Reserva estatutária Dividendos Ajustes de exercícios anteriores Saldo em 31 de dezembro de 2010 Aumento de capital: Portaria SUSEP nº 1.178/2011 AGO de 31/03/2011 Portaria SUSEP nº 1.224/2011 Lucro líquido do exercício Proposta para destinação do lucro líquido: Reserva legal Reserva estatutária Dividendos propostos Saldo em 31 de dezembro de 2011

Reservas de lucros Reserva Reserva legal estatutária 1.236 17.276

Capital social 51.076

Aumento de capital (em aprovação) 954

Reserva de capital 66

Lucros acumulados –

Total 70.608

954 – –

(954) 972 –

– – –

– – –

– – –

– – 9.167

– 972 9.167

– – – – 52.030

– – – – 972

– – – – 66

458 – – – 1.694

– 6.532 – (138) 23.670

(458) (6.532) (2.177) – –

– – (2.177) (138) 78.432

972 – 2.177 –

(972) 2.177 (2.177) –

– – – –

– – – –

– – – –

– – – 9.763

– 2.177 – 9.763

– – – 55.179

– – – –

– – – 66

488 – – 2.182

– 6.956 – 30.626

(488) (6.956) (2.319) –

– – (2.319) 88.053

No Brasil, as incertezas vindas do exterior e os temores de desaceleração global fizeram o governo promover cortes sucessivos de juros desde agosto, mesmo diante de pressões inflacionárias. O IPCA de 2011 registrou avanço de 6,50%, no teto da meta. Declarações recentes de autoridades monetárias mostrando mais preocupação com a inflação ancoraram alta nas taxas futuras no início de janeiro. Ao longo dos próximos meses os investidores deverão continuar a avaliar os próximos dados de emprego e produção e o cenário externo, que deverão mexer com a expectativa dos investidores e trazer volatilidade para o mercado de juros. Em relação ao mercado de câmbio, o foco continuará no desenrolar da crise de confiança européia. Caso a economia global consiga mostrar alguma recuperação, mesmo que seja pequena, o desejo de ter dólar será menor entre os investidores. Entretanto, no caso de aprofundamento da desconfiança do investidor em relação à viabilidade da União Européia o dólar continuará se valorizando em 2012. Perspectivas Embora em um cenário com muitas incertezas a Administração acredita que continuaremos num processo de crescimento gradual condizente com o crescimento da economia brasileira. A atuação da Seguradora seguirá pautada pelo crescimento cauteloso e procurando agregar valor ao acionista. Agradecimentos Agradecemos aos Senhores Acionistas a confiança em nós depositada; aos Órgãos Reguladores e Fiscalizadores do mercado pela orientação; aos nossos Funcionários, pelo trabalho e competência no desempenho de suas funções e aos nossos Corretores e Segurados, o prestígio concedido. A Diretoria DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (EM MILHARES DE REAIS, EXCETO O LUCRO LÍQUIDO POR LOTE DE MIL AÇÕES DO CAPITAL SOCIAL) Prêmios emitidos líquidos Variações das provisões técnicas de prêmios Prêmios ganhos Receita com emissão de apólices Sinistros ocorridos Custos de aquisição Outras receitas e despesas operacionais Resultado com resseguro Receita com resseguro Despesa com resseguro Despesas administrativas Despesas com tributos Resultado financeiro Resultado patrimonial Resultado operacional Ganhos ou perdas com ativos não correntes Resultado antes dos impostos e participações Imposto de renda Contribuição social Participações sobre o resultado Lucro líquido Quantidade de ações Lucro líquido por lote de mil ações

Notas 15 15 15 15 15 15 5 15 15 15 15 16 16

2011 270.758 (11.709) 259.049 9.789 (147.611) (48.388) (31.426) (5.341) 9.598 (14.939) (32.934) (12.862) 26.131 – 16.407 21 16.428 (3.171) (1.946) (1.548) 9.763 56.663.130 172,29

2010 248.305 (25.560) 222.745 8.686 (124.789) (40.323) (27.118) (3.531) 11.224 (14.755) (30.893) (6.539) 15.033 1.770 15.041 (1) 15.040 (2.899) (1.842) (1.132) 9.167 55.129.969 166,27

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (EM MILHARES DE REAIS) Atividades operacionais Nota Recebimentos de prêmios de seguros, contribuições de previdência e taxas de gestão e outras Recuperações de sinistros e comissões Outros recebimentos operacionais (salvados, ressarcimentos e outros) Pagamentos de sinistros, beneficios, resgates e comissões Repasses de prêmios por cessão de riscos Pagamentos de despesas com operações de seguros e resseguros Pagamentos de despesas e obrigações Pagamentos de indenizações e despesas em processos judiciais Outros pagamentos operacionais Recebimentos de dividendos Constituição de depósitos judiciais Resgates de depósitos judiciais Pagamentos de participações nos resultados Caixa gerado pelas operações Impostos e contribuições pagos Juros pagos Pagto. de juros e multas Investimentos financeiros Aplicações Vendas e resgates Caixa líquido gerado nas atividades operacionais 17 Atividades de investimento Pagamento pela compra de ativo permanente Imobilizado Recebimento pela venda de ativo permanente Imobilizado Caixa líquido consumido nas atividades de investimento Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa Aumento nas aplicações financeiras - Recursos livres

2011

2010

302.622 1.931 13.188 (194.081) (6.503) (31.240) (40.824) (11) (1.042) 371 (552) 36 (597) 43.298 (38.645)

266.955 1.221 13.080 (176.251) (5.716) (31.419) (29.935) (726) (6.597) 41 – 291 (206) 30.738 (28.187)

–

(32)

(86.736) 82.295 212

(57.930) 55.882 471

(177)

(68)

56 (121) 91 1.323 1.414 91 4.654

3 (65) 406 917 1.323 406 5.782

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 e 2010 (EM MILHARES DE REAIS) 1. Contexto operacional A Alfa Seguradora S.A. (doravante referida, também, como “Companhia” ou “Seguradora”) tem por objeto social operar com seguros dos ramos elementares em todo território nacional. A Companhia é uma sociedade anônima de capital fechado domiciliada no Brasil com sede na Alameda Santos, 466, São Paulo. A Companhia, no desenvolvimento de suas atividades, atua de forma integrada com o Grupo Alfa e empresas a ele ligadas, mantendo com essas empresas algumas operações, as quais estão detalhadas na Nota Explicativa nº 19. A controladora direta da Companhia é a Corumbal Participações e Administradora Ltda., e a controladora indireta é a Administradora Fortaleza Ltda. Essas demonstrações financeiras foram aprovadas pela Diretoria em 10 de fevereiro de 2012. 2. Descrição das principais práticas contábeis a. Base de preparação Em consonância à Circular SUSEP nº 424/2011, as demonstrações financeiras foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, incluindo os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando referendadas pela SUSEP. As demonstrações financeiras estão apresentadas em conformidade com os modelos de publicação estabelecidos pela referida Circular, cujas principais modificações em relação ao formato de apresentação anterior foram: (i) as Provisões Técnicas estão sendo apresentadas por grupo de ramos de seguros; (ii) as despesas com inspeção de riscos estão sendo apresentadas no grupo Custos de Aquisição; e (iii) as operações de resseguro estão sendo apresentadas em grupos específicos no balanço patrimonial e na demonstração do resultado; (iv) as receitas com emissão de apólices, anteriormente contabilizadas no grupo “outras receitas operacionais”, passaram a ser contabilizadas no grupo específico “receitas com taxa de emissão de apólices”. A Administração reavaliou e alterou as políticas contábeis de provisão ao valor recuperável de prêmios a receber e de outros valores e bens. Os efeitos dessas alterações, bem como das reclassificações de saldos anteriormente divulgados decorrentes do plano de contas instituído pela Circular SUSEP 424/2011, estão demonstrados abaixo: Ajustes decorrentes Balanço com ajustes de mudança de e reclassificações Balanço divulgado Reclassificações Ativo política contábil Circular SUSEP 424/2011 dezembro de 2010 dezembro de 2010 Circulante Prêmio a receber (i) 71.385 (611) 227 71.001 Bens a venda (ii) 2.708 473 – 3.181 Operações com resseguradoras 9.743 – (6.448) 3.295 Despesa de resseguro e retrocessões diferidas 10.938 – (10.938) – Ativos de resseguro - provisões técnicas – – 12.137 12.137 Créditos tributários e previdenciários 4.843 – (4.781) 62 Não circulante Créditos tributários e previdenciários (iii) 8.355 (55) 4.781 13.081 Despesa de resseguro e retrocessões diferidas 136 – (136) – Operações com resseguradoras 820 – (820) – Ativos de resseguro - provisões técnicas – – 903 903 Total do ativo 362.001 (193) (5.075) 356.733 Ajustes decorrentes Balanço com ajustes de mudança de e reclassificações Balanço divulgado Reclassificações política contábil Circular SUSEP 424/2011 dezembro de 2010 dezembro de 2010 Passivo Circulante Impostos e contribuições (iii) 1.308 (55) – 1.253 Operações com resseguradoras 8.528 – (1.453) 7.075 Receita de comercialização diferida 3.570 – (3.570) – Não circulante Receita de comercialização diferida 52 – (52) – Patrimônio líquido Lucros e prejuízos acumulados (iv) – (138) – (138) Total do passivo e patrimônio líquido 362.001 (193) (5.075) 356.733 Ajustes decorrentes Balanço com ajustes de mudança de e reclassificações Balanço divulgado Reclassificações política contábil Circular SUSEP 424/2011 dezembro de 2010 dezembro de 2010 Resultado Prêmios emitidos líquidos 248.435 – (130) 248.305 Prêmios de resseguros cedidos (21.113) – 21.113 – Variações das provisões técnicas - resseguro (742) – 742 – Sinistros retidos (Sinistros ocorridos) (113.565) – (11.224) (124.789) Receita com resseguro – – 11.224 11.224 Despesa com resseguro – – (14.755) (14.755) Despesas de comercialização (Custo de aquisição) (33.353) – (6.970) (40.323) Outras receitas e despesas operacionais (18.432) – (8.686) (27.118) Receita com emissões de apólices – – 8.686 8.686 Lucro líquido 9.167 – – 9.167 (i) Em 2010 a Companhia adotava como política o provisionamento do montante equivalente às apólices com prêmios vencidos e não pagos acima de 60 dias. Em 2011, a provisão passou a ser constituída com base em estudo baseado em perdas históricas. (ii) Em 2010 a provisão para perda ao valor recuperável era realizada para os salvados a venda em estoque por mais de 180 dias. Em 2011, considerando o contrato firmado com terceiro referente a venda de salvados da Seguradora, a provisão passou a ser constituída de acordo com o valor de referência do bem (Tabela FIPE). (iii) Reversão do crédito tributário de diferenças temporárias decorrente do aumento da provisão para perda ao valor recuperável de Prêmios a receber e Outros valores e bens. (iv) Efeito do ajuste retrospectivo da mudança de política contábil de provisão para perda ao valor recuperável de Prêmios a receber e Outros valores e bens. As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade dos negócios em custo normal e compreendem o balanço patrimonial, a demonstração de resultado, a demonstração da mutação do patrimônio líquido, demonstração do fluxo de caixa e as notas explicativas. A demonstração do resultado abrangente não está sendo apresentada, uma vez que não existem itens a serem tratados como resultado abrangente. Adicionalmente, a Administração julgou que os impactos das reclassificações e dos ajustes no balanço patrimonial em 01/01/2010 não foram significativas para a compreensão destas demonstrações financeiras, não sendo necessária a apresentação do balanço patrimonial reclassificado para aquela data. b. Base para mensuração As demonstrações financeiras estão apresentadas em milhares de Reais e foram elaboradas de acordo com o custo histórico, com exceção para: • Ativos e passivos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; • Salvados de seguros avaliados pelo valor justo. c. Moeda funcional e de apresentação A moeda funcional de apresentação da Companhia é o Real. d. Uso de estimativas e julgamentos Na elaboração de demonstrações financeiras, a Administração é requerida a usar julgamento na determinação de estimativas que levam em consideração pressupostos e premissas quanto a eventos futuros. Os valores reais de liquidação das operações podem divergir dessas estimativas em função da subjetividade inerente ao processo de sua determinação. Estimativas e premissas são revistas periodicamente. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas e julgamentos críticos considerados na aplicação das práticas contábeis, que apresentam efeitos significativos nos saldos registrados nas demonstrações financeiras e, portanto, existe um risco significativo de ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão descritas nas notas explicativas apresentadas abaixo: • Nota nº 4c - Redução ao valor recuperável • Nota nº 7 - Créditos tributários e previdenciários • Nota nº 11 - Provisões técnicas • Nota nº 13 - Provisões judiciais e. Classificação dos contratos de seguros e de investimento A Companhia classifica os contratos emitidos como contrato de seguro quando esses transferem risco de seguro significativo de outra parte (o segurado), para a Companhia, que aceita compensá-lo caso um acontecimento específico futuro e incerto venha afeta-lo adversamente. Contratos de investimento são aqueles contratos que não transferem risco de seguro ou transferem risco de seguro insignificante. A Companhia não identificou contratos classificados como contratos de investimento. f. Mensuração dos contratos de seguros Os prêmios de seguros e as despesas de comercialização são contabilizados por ocasião da emissão das apólices ou faturas, líquidos dos custos de emissão, sendo a parcela de prêmios ganhos reconhecida no resultado, de acordo com o período decorrido de vigência do risco coberto por meio de constituição e reversão da provisão de prêmios não ganhos e das despesas de comercialização diferidas. As receitas de prêmios e as correspondentes despesas de comercialização, relativas aos riscos vigentes ainda sem emissão das respectivas apólices, são reconhecidas ao resultado no início da cobertura do risco, em bases estimadas. Os juros cobrados sobre o parcelamento de prêmios de seguros são apropriados como “receitas financeiras” em base “pro rata die” ao longo do período de pagamento das parcelas dos prêmios. As operações de resseguros são contabilizadas com base nos contratos firmados com as resseguradoras. As despesas e receitas oriundas desses contratos são reconhecidas simultaneamente aos prêmios de seguros correspondentes. O diferimento dos prêmios de resseguros cedidos é realizado de forma consistente com o respectivo prêmio de seguro. Os ativos e passivos financeiros decorrentes desses contratos são baixados com base: (i) nas prestações de contas emitidas pelo IRB - Brasil Resseguros S.A. por meio dos movimentos operacionais periódicos sujeitos a análise da Companhia e (ii) nas prestações de contas preparadas pela Companhia e que estão sujeitas a análise pelos demais resseguradores. Alguns contratos transferem à Companhia, mediante a

indenização ao segurado, a titularidade ou direitos sobre determinados ativos danificados que não foram reparados. Tais ativos são denominados salvados. Os salvados são registrados quando a posse/ propriedade é transferida para a Companhia e posteriormente ajustados ao seu valor recuperável. g. Custo de aquisição diferidos Compreende os montantes de comissões relativos à comercialização de apólices de seguros, sendo a apropriação ao resultado realizada, de acordo com o período decorrido de vigência do risco coberto. h. Provisões técnicas A mensuração das provisões técnicas leva em consideração as determinações contidas na Resolução CNSP nº162/2006 e alterações posteriores. A Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) representa as parcelas dos prêmios que serão apropriados ao resultado no decorrer dos prazos de vigência dos seguros. O cálculo é individual por apólice ou endosso dos contratos vigentes na data-base de constituição, pelo método “pro rata die” tomando-se por base as datas de início e fim de vigência do risco segurado. O fato gerador da constituição dessa provisão é a emissão da apólice ou endosso. A Provisão de Prêmios Não Ganhos dos Riscos Vigentes Mas Não Emitidos (PPNG-RVNE) representa o ajuste da PPNG dada à existência de riscos assumidos pela Companhia cuja apólice ainda não foi operacionalmente emitida. É calculada utilizando metodologia prevista em Nota Técnica Atuarial (NTA) que apura a melhor estimativa com base no histórico de cada segmento de negócio em relação aos riscos emitidos em atraso. A Provisão para Insuficiência de Prêmios (PIP) é calculada atuarialmente, de acordo com metodologia própria descrita em NTA, e é constituída se for constatada insuficiência da Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) para a cobertura dos sinistros a ocorrer, considerando o valor esperado de indenizações e despesas relacionadas, ao longo dos prazos a decorrer referentes aos riscos vigentes. A Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL) é constituída por estimativa de pagamentos prováveis, brutos de resseguros e líquidos dos ajustes de cosseguro, com base nos avisos de sinistros recebidos até a data do balanço. Inclui também estimativa para cobrir o pagamento de indenizações, custos associados e atualização monetária oriunda de sinistros em discussão judicial. A Provisão para Sinistros Ocorridos Mas Não Avisados (IBNR) relativa a operações de seguros, é estimada utilizando os percentuais definidos na Circular SUSEP nº 283/2005, exceto para os ramos 31 (Casco Automóvel) e 53 (Responsabilidade Civil Facultativa) que utiliza de metodologia atuarial com base no histórico de cinco anos de sinistros avisados até a data do balanço, conforme metodologia definida em NTA. A Provisão Complementar de Prêmios (PCP) foi instituída com o objetivo de complementar a Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) e é calculada conforme metodologia definida na Resolução CNSP nº 162/2006, considerando todos os riscos vigentes, emitidos ou não. O valor constituído corresponde à diferença, se positiva, entre a média da soma dos valores de PPNG apurados diariamente e a soma da PPNG e da PPNG-RVNE constituídas no mês. i. Teste de adequação dos passivos Conforme requerido pela Circular SUSEP nº 410/2010, a Companhia elaborou o Teste de Adequação dos Passivos (TAP) para todos os contratos que atendem à definição de um contrato de seguro segundo o CPC 11, e que estão vigentes na data de execução do teste. Para a Seguradora, os ramos foram segregados da seguinte forma: i. Automóvel; ii. Responsabilidade civil facultativa e acidentes pessoais passageiros; iii. Compreensivo residencial; iv. Compreensivo empresarial; v. Demais ramos de danos. A execução do TAP tem dois componentes importantes nas suas estimativas: (i) o quanto (o valor de melhor estimativa dos compromissos assumidos até a data-base); e (ii) quando (a distribuição da liquidação destes compromissos por período futuro). Com estes dois componentes, podemos calcular o valor presente dos passivos atuariais da Seguradora compará-lo com o total de Provisões Técnicas, líquidas das despesas de comercialização diferida (DAC) e dos Ativos Intangíveis, correspondentes a estes passivos. Este teste é elaborado semestralmente e considera como valor líquido contábil (net carrying amount). Para esse teste, a Companhia utilizou metodologia atuarial que considera a estimativa a valor presente de todos os fluxos de caixa futuros e que também inclui as despesas de liquidação de sinistros a partir de premissas atuariais na data de execução do teste. Neste teste, os contratos são agrupados com base nos riscos similares ou quando o risco de seguro é gerenciado em conjunto pela Administração. As principais premissas utilizadas foram as seguintes: i. Sinistralidade - Foram utilizados triângulos de desenvolvimento para projetar a evolução dos sinistros futuros, líquidos da receita de salvados e ressarcimento, e incluindo as despesas relacionadas. ii. Prêmios futuros que não estejam contidos na PPNG constituída na data-base do teste - Para as apólices com faturas mensais, a data de início da vigência da apólice considerada é a data de aniversário da renovação. Assim, os sinistros futuros devidos a esta exposição estão contemplados nas projeções supracitadas. iii. Despesas administrativas e outras receitas e despesas operacionais futuras - Despesas Administrativas, que inclui as despesas não alocáveis aos sinistros, Outras Receitas e Despesas Operacionais. iv. Premissas econômicas - Conforme disposto no parágrafo 1º, do Art. 5º, da Circular SUSEP 410/2010, foi utilizada estrutura a termo de taxa de juros livre de risco para a curva “pré-fixada”, de

dezembro de 2011, divulgada pela SUSEP, para trazer o fluxo de caixa futuro ao valor presente. Caso seja identificada qualquer insuficiência, a Companhia deve registrar a insuficiência como uma despesa no resultado do período e constituir provisões adicionais aos passivos de seguro já registrados na data-base do teste. O resultado do teste de adequação dos passivos, realizado em 31 de dezembro de 2011, não apresentou insuficiência em relação às provisões técnicas. j. Resseguro Os contratos de resseguro são classificados como contrato de seguros, pois pressupõem a transferência de um risco de seguro significativo. A cessão de resseguros é efetuada no curso normal das atividades da Companhia com o propósito de limitar sua perda potencial, por meio de contratos de resseguro de Excedente de Responsabilidade, Cota e Excesso de Danos. k. Ativos financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros em uma das seguintes categorias: Valor justo por meio do resultado, disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. A classificação dentre as categorias é definida pela Administração no momento inicial e depende da estratégia pela qual o ativo foi adquirido. i) Valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Seguradora gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos da Seguradora. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. ii) Disponíveis para venda Ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que são designados como disponíveis para venda ou não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado. iii) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Caso a Companhia tenha intenção e capacidade de manter títulos até o seu vencimento, então tais ativos financeiros são classificados como mantidos até o vencimento. Nas datas de balanço a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro nessa categoria. iv) Empréstimos e recebíveis Compreende, principalmente, os recebíveis originados de contratos de seguros, tais como os saldos de prêmios a receber de segurados e valores a receber e direitos juntos à resseguradores e cosseguradoras, que são registrados pelo custo amortizado e avaliados, periodicamente, quanto a sua recuperabilidade. Existindo evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no valor recuperável essa perda é reconhecida no resultado do período. v) Determinação do valor justo O valor justo dos títulos é apurado da seguinte forma: (I) Ações de companhias abertas - com base na cotação do último dia útil em que foram negociadas no pregão da BM&FBovespa; (II) Quotas de fundos de investimentos - com base no valor de quota divulgada pelos Administradores dos fundos de investimentos; (III) Títulos públicos - com base nos preços unitários do mercado secundário divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). vi) Redução ao valor recuperável Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo. A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos patrimoniais) perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Além disso, para um instrumento patrimonial, um declínio significativo ou prolongado em seu valor justo abaixo do seu custo é evidência objetiva de perda por redução ao valor recuperável. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. Perdas de valor (redução ao valor recuperável) nos ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa que foi reconhecida em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa que é reclassificada de outros resultados abrangentes para o resultado é a diferença entre o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente reconhecida no resultado. Todavia, qualquer recuperação subsequente no valor justo de um ativo financeiro disponível para venda para o qual tenha sido registrada perda do valor recuperável, é reconhecida em outros resultados abrangentes. l. Passivos financeiros Os passivos financeiros são caracterizados como uma obrigação contratual de pagamento de determinada importância em moeda ou em instrumentos financeiros. Os passivos financeiros contemplam substancialmente contas a pagar e corretores. m. Caixa e equivalentes a caixa São representados por disponibilidades em moeda nacional, caixa e depósitos bancários, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo e que são utilizados pela Companhia para o gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. n. Imobilizado Mensurado pelo custo histórico deduzido da depreciação acumulada e perdas por redução de valor recuperável (impairment) acumuladas, quando aplicável. O custo de substituir parte de um item do imobilizado é reconhecido no valor do bem quando for provável que os benefícios econômicos futuros, incorporados no bem, sejam revertidos e o seu custo for mensurado de maneira confiável. Os custos de reparos rotineiros do imobilizado são reconhecidos no resultado à medida que são incorridos. A depreciação é reconhecida no resultado pelo método linear considerando a vida útil-econômica estimada de cada parte de um bem do imobilizado, sendo depreciados conforme segue: • Móveis e utensílios: 10%; • Equipamentos: 20%. Ativos sujeitos a depreciação são avaliados para recuperabilidade quando ocorrem eventos ou circunstâncias que indiquem que o valor contábil do ativo não seja recuperável. É reconhecida uma perda por imparidade pelo montante pelo qual o valor contábil do ativo exceda seu valor recuperável, que é o maior valor entre o preço líquido de venda e seu valor de uso. Uma perda por imparidade é revertida se houver mudança nas estimativas utilizadas para se determinar o valor recuperável e é revertida somente na extensão em que o valor de contabilização do ativo não exceda o valor de contabilização que teria sido determinado, líquido de depreciação. o. Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - Fiscais e previdenciárias Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se a Companhia tem uma obrigação legal que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. Os valores provisionados são apurados por estimativa dos pagamentos que a Companhia possa ser obrigada a realizar em função do desfecho desfavorável de ações judiciais em curso de natureza cível, fiscal e trabalhista e cuja probabilidade de perda seja considerada provável. Passivos contingentes são divulgados se existir uma possível obrigação futura resultante de eventos passados ou se existir uma obrigação presente resultante de um evento passado, mas seu pagamento não for provável ou seu montante não puder ser estimado de forma confiável. Ativos contingentes são reconhecidos contabilmente somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis definitivas, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável são apenas divulgados. Obrigações legais - fiscais e previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações financeiras. p. Benefícios aos empregados A Companhia possui obrigações de benefícios de curto prazo para empregados e administradores, tais como seguro saúde, vale transporte, vale-refeição e alimentação e treinamento profissional, que são reconhecidas no resultado do período a medida que são incorridos. q. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescida de 10% sobre a parcela do lucro tributável anual excedente a R$ 240 mil e a contribuição social sobre o lucro líquido é calculada à alíquota de 15% sobre o lucro tributável. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido ou em outros resultados abrangentes. O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro ou prejuízo tributável do exercício, as taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data de apresentação das demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para fins de tributação. O imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera serem aplicadas às diferenças temporárias quando elas revertem, baseando-se nas leis que foram decretadas ou substantivamente decretadas até a data de apresentação das demonstrações financeiras. Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estarão disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de balanço e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja mais provável. continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26 -.ECONOMIA/LEGAIS continuação

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ALFA SEGURADORA S.A. C.N.P.J. 02.713.529/0001-88 ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 e 2010 (EM MILHARES DE REAIS) 3. Aplicações financeiras A carteira de aplicações demonstrada abaixo considera os títulos e valores mobiliários que compõem a carteira dos fundos de investimentos exclusivos. a. Resumo da classificação das aplicações financeiras 31/12/2011 % 31/12/2010 % Títulos a valor justo através do resultado (i) 226.662 100,00 199.293 100,00 Títulos de Renda Variável - Ações 1.499 0,66 1.998 1,00 Títulos de Renda Fixa - letras do tesouro nacional compromissadas 84.090 37,09 – – Títulos de Renda Fixa - notas do tesouro nacional compromissadas – – 68.905 34,57 Títulos de Renda Fixa - letras financeiras do tesouro 141.051 62,24 128.368 64,42 IRB - Brasil RE 22 0,01 22 0,01 b. Composição das aplicações financeiras por prazo e por título Até 3 meses ou Acima de Valor justo/ sem vencimento 360 dias contábil Títulos - 31/12/2011 Títulos a valor justo por meio do resultado Letras financeiras do tesouro 618 140.433 141.051 Letras do tesouro nacional - operações compromissadas 84.090 – 84.090 Ações 1.499 – 1.499 IRB - Brasil RE 22 – 22 Total em 31 de dezembro de 2011 86.229 140.433 226.662 Até 3 meses ou Acima de Valor justo/ 360 dias contábil Títulos - 31/12/2010 sem vencimento Letras financeiras do tesouro – 128.368 128.368 Letras do tesouro nacional - compromissadas 68.905 – 68.905 Ações 1.998 – 1.998 IRB - Brasil RE 22 – 22 Total em 31 de dezembro de 2010 70.925 128.368 199.293 c. Ativos financeiros designados a valor justo por meio do resultado 31/12/2011 31/12/2010 Valor do Ajuste Valor Valor do Ajuste Valor custo ao valor justo/ custo ao valor justo/ atualizado justo contábil atualizado justo contábil Títulos públicos Letras financeiras do tesouro 141.044 7 141.051 128.377 (9) 128.368 Títulos de renda fixa - Notas do tesouro nacional compromissadas – – – 68.905 – 68.905 Títulos de renda fixa - Letras do tesouro nacional compromissadas 84.090 – 84.090 – – – Valores mobiliários privados - Ações 1.499 – 1.499 1.946 52 1.998 IRB - Brasil RE 22 – 22 22 – 22 Total 226.655 7 226.662 199.250 43 199.293 d. Hierarquia do valor justo A tabela abaixo apresenta a análise do método de valorização de ativos financeiros trazidos ao valor justo. Os valores de referência foram identificados como se segue: • Nível 1 - Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos. • Nível 2 - Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços). • Nível 3 - Premissas, para o ativo ou passivo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). 31/12/2011 31/12/2010 Valor justo por meio do resultado Nível 2 Nível 2 Letras financeiras do tesouro 141.051 128.368 Letras do tesouro nacional - compromissadas 84.090 – Notas do tesouro nacional - compromissadas – 68.905 Ações 1.499 1.998 IRB - Brasil RE 22 22 Total 226.662 199.293 e. Desempenho e taxas contratadas A Administração mensura a rentabilidade de seus investimentos utilizando como parâmetro a variação das taxas de rentabilidade dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI) para os ativos de Renda Fixa e a variação do Ibovespa para Ativos em renda variável. Em 2011, o desempenho global dos ativos financeiros, no acumulado do período foi: Rentabilidade Comparação com do período Benchmark Benchmark Ativo Renda variável - Ações (14,14%) (18,11%) 104,08% Renda fixa (Fundo de investimento, Títulos públicos federais) 11,43% 11,60% 98,60% 4. Prêmios a receber a. Ramos de seguros 31/12/2011 31/12/2010 Automóvel/RCF 66.230 65.382 Compreensivo empresarial 4.299 3.273 Assistência e outras 3.210 – Compreensivo residencial 2.581 1.937 Responsabilidade civil geral 251 63 Riscos diversos 75 104 Demais 1.303 897 Subtotal 77.949 71.656 Redução ao valor recuperável (1.720) (655) Total 76.229 71.001 b. Faixas de vencimento 31/12/2011 31/12/2010 A vencer Até 30 dias 33.416 30.370 De 31 a 60 dias 15.732 16.536 De 61 a 120 dias 14.707 13.419 De 121 a 180 dias 4.617 4.397 De 181 a 365 dias 1.941 1.674 Total a vencer 70.413 66.396 Vencidos Até 30 dias 3.770 2.507 De 31 a 60 dias 1.238 1.298 De 61 a 120 dias 1.116 811 De 121 a 180 dias 768 455 De 181 a 365 dias 579 118 Acima de 365 dias 65 71 Total vencidos 7.536 5.260 Total 77.949 71.656 O montante correspondente a Redução ao Valor Recuperável de R$ 1.720 (R$ 655 em dezembro de 2010), não está demonstrado no quadro Faixas de vencimento. Os produtos da Seguradora são geralmente oferecidos com parcelamento médio de 5 prestações. c. Movimentação de prêmios a receber 2011 2010 Saldo em 1º janeiro 71.001 55.151 (+) Prêmios emitidos, líquidos de cancelamentos (*) 274.054 251.363 (+) Custo de apólice e IOF 30.860 27.995 (+) Adicional de fracionamento 4.001 3.703 (–) Recebimentos (302.622) (266.955) (–) Provisão para riscos de crédito - constituição (1.065) (256) Saldo em 31 de dezembro 76.229 71.001 (*) Reconciliação com prêmios emitidos líquidos: 31/12/2011 31/12/2010 Prêmios emitidos, líquido de cancelamentos 274.054 251.363 (–) Prêmios restituídos (3.246) (3.289) (+) Cosseguro aceito (11) 231 (–) Cosseguro cedido (39) – (=) Prêmios emitidos líquidos 270.758 248.305 5. Operações de resseguro a. Operações com resseguradoras Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Pendentes até 30 dias 1.949 1.275 Pendentes até 60 dias 462 686 Pendentes até 90 dias 390 581 Pendentes até 120 dias 510 259 Pendentes até 180 dias 669 494 Pendentes mais de 180 dias 1.061 189 Redução ao valor recuperável (1.061) (189) Total 3.980 3.295 b. Ativos de resseguro - provisões técnicas Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Sinistros a liquidar 4.472 4.726 Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados 815 864 Provisão de prêmios não ganhos - Resseguro Cedido 8.644 6.793 Provisão de riscos vigentes mas não emitidos - Resseguro Cedido 612 568 Provisão complementar de prêmio - Resseguro Cedido 95 89 Total 14.638 13.040 Circulante 14.151 12.137 Não Circulante 487 903 c. Passivos de resseguro 31/12/2011 31/12/2010 Prêmios cedidos 12.699 9.550 Comissão a recuperar (3.087) (2.475) Total 9.612 7.075 Circulante 9.612 7.075 d. Composição por categoria de ressegurador 31/12/2011 31/12/2010 Prêmios a Sinistros a Prêmios a Sinistros a liquidar recuperar liquidar recuperar Ativos e passivos Resseguradora local 6.765 3.443 5.880 4.117 Resseguradora admitida 2.847 1.029 1.195 609 9.612 4.472 7.075 4.726 31/12/2011 31/12/2010 Prêmios Recuperação Prêmios Recuperação cedidos de sinistros cedidos de sinistros Receitas e despesas Resseguradora local 11.362 7.391 11.168 9.364 Resseguradora admitida 5.468 2.255 2.845 1.564 16.830 9.646 14.013 10.928 e. Demonstração percentual ressegurado 31/12/2011 31/12/2010 ResseRecuperaRecupeguro ção de ração de Resseguro cedido cedido Ramo % sinistros % % sinistros % Automóvel 5.492 32,63 4.872 50,50 4.731 33,77 5.974 54,68 Responsabilidade civil facultativa 3.754 22,31 2.040 21,15 2.941 20,99 1.525 13,95 Compreensivo empresarial 5.194 30,86 2.320 24,05 4.768 34,02 3.055 27,95 Compreensivo residencial 404 2,40 211 2,19 491 3,50 218 1,99 Aeronáuticos – – – – 394 2,81 – – Assistência 616 3,66 22 0,23 – – – – Responsabilidade civil geral 993 5,90 11 0,12 139 0,99 – – Outros 377 2,24 170 1,76 549 3,92 156 1,43 Total 16.830 9.646 14.013 10.928 f. Resultado com operações de resseguro 31/12/2011 31/12/2010 Prêmios resseguros cedidos (16.830) (14.013) Variação das provisões técnicas - Resseguro cedido 1.892 (742) Recuperação de indenização de resseguro 9.646 10.928 Variação da provisão IBNR - Resseguro (49) 296 Total (5.341) (3.531) 6. Ativos não correntes mantidos para venda 31/12/2011 31/12/2010 Ajuste ao Ajuste ao Descrição Salvados valor justo Salvados valor justo Pendentes até 30 dias 1.570 (14) 1.248 (44) Pendentes até 60 dias 1.345 (2) 758 (28) Pendentes até 90 dias 762 (7) 408 (19) Pendentes até 120 dias 453 (4) 296 (13) Pendentes há mais de 120 dias 755 (16) 615 (39) Totais (*) 4.885 (43) 3.325 (143) (*) O principal ramo dos Ativos não correntes mantidos para venda é Automóvel. 7. Créditos tributários e previdenciários a. Composição 31/12/2011 31/12/2010 Não Não Circulante circulante Total Circulante circulante Total Diferenças temporárias – 6.568 6.568 – 13.081 13.081 Impostos a compensar 2.577 – 2.577 34 – 34 Prejuízo fiscal e base negativa – 1.451 1.451 – – – Outros 80 – 80 28 – 28 Total 2.657 8.019 10.676 62 13.081 13.143 Os créditos tributários foram contabilizados levando em consideração o histórico de rentabilidade e a previsão de realização dos créditos, está fundamentada por estudo técnico, assim demonstrado: Previsão de realização - %

2012

2013

2014

2015

2016

31%

12%

1%

28%

28%

b. Movimentação das diferenças temporárias Saldo e movimentação de tributos diferidos e diferenças temporárias de imposto de renda e de contribuição social. Saldo em Saldo em 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 Provisão para riscos de crédito 402 1.074 229 1.247 Provisão para contingências fiscais 11.014 3.478 10.848 3.644 Provisão para contingências cíveis 291 136 – 427 Provisão para contingências trabalhistas 470 – 23 447 Prejuízo fiscal e base negativa – 1.451 – 1.451 Outros 904 446 547 803 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias 13.081 6.585 11.647 8.019 Os créditos tributários de diferenças temporárias referem-se principalmente a ações judiciais que dependem de decisão definitiva destes processos. De qualquer forma os orçamentos de resultados futuros e os históricos de resultados já realizados comportam a realização dos créditos tributários constituídos sobre as diferenças temporárias. 8. Imobilizado a. Composição dos ativos tangíveis O valor desta rubrica é composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Taxa anual de Custo Depreciação Saldo Saldo depreciação - % histórico acumulada residual residual Descrição Ativos tangíveis Móveis, maquinas e utensílios 10 835 499 336 329 Equipamentos 20 9.268 9.053 215 219 Veículos 20 103 98 5 62 Outras imobilizações 20 251 251 – – Benfeitorias em imóveis de terceiros 20 1.087 1.087 – – Total de ativos tangíveis 11.544 10.988 556 610 b. Movimentação dos ativos tangíveis Saldo em Saldo em 31/12/2010 Adições Descrição Baixas 31/12/2011 Ativos tangíveis - Custo histórico Móveis, maquinas e utensílios 782 60 7 835 Equipamentos 9.306 118 156 9.268 Veículos 223 – 120 103 Outras imobilizações 251 – – 251 Benfeitorias em imóveis de terceiros 1.087 – – 1.087 Total de ativos tangíveis - Custo histórico 11.649 178 283 11.544 Ativos tangíveis - Depreciação acumulada Móveis, maquinas e utensílios 453 52 6 499 Equipamentos 9.087 119 153 9.053 Veículos 161 25 88 98 Outras imobilizações 251 – – 251 Benfeitorias em imóveis de terceiros 1.087 – – 1.087 Total de ativos tangíveis - Depreciação acumulada 11.039 196 247 10.988 Total de ativos tangíveis - Saldo residual 610 (18) 36 556 9. Contas a pagar a. Impostos e contribuições 31/12/2011 31/12/2010 Imposto de renda – 406 Contribuição social – 285 COFINS 451 555 PIS 9 7 Total 460 1.253

b. Outras contas a pagar Contas a pagar administrativas Cheques emitidos a compensar Tributos - IRPJ e CSLL Outras contas a pagar Total 10. Depósitos de terceiros Até 30 dias De 31 a 180 dias De 181 a 360 dias Acima 360 dias Total 11. Provisões técnicas a. Composição Provisão de prêmios não ganhos Provisão de sinistros a liquidar Provisão de IBNR Outras provisões Total das provisões b. Movimentação das provisões técnicas de seguros

31/12/2011 4.035 1.109 1.639 227 7.010

31/12/2010 3.559 1.129 3.848 107 8.643

31/12/2011 4.553 2.379 2.471 1.841 11.244

31/12/2010 3.815 2.598 700 770 7.883

31/12/2011 151.044 58.596 8.590 2.243 220.473

31/12/2010 141.171 47.041 8.953 400 197.565 197.565 (217) 197.348 1.779.506 (1.768.151) 118.966 (149.774) 41.652 708 220.255 218 220.473

Saldo em 1º janeiro de 2011 (–) Retrocessões Subtotal em 1º janeiro de 2011 Constituição Reversão Sinistros ocorridos Sinistros pagos Ajuste de estimativa de sinistros Atualização monetária e juros Subtotal em 31 de dezembro de 2011 (+) Retrocessões Saldo em 31 de dezembro de 2011 c. Movimentação dos custos de aquisição diferidos

Saldo em 1º janeiro de 2011 25.754 Constituição 287.985 Diferimento (283.738) Saldo em 31 de dezembro de 2011 30.001 d. Desenvolvimento de sinistros O quadro de desenvolvimento de sinistros tem como objetivo ilustrar o risco de seguro inerente, comparando os sinistros pagos com as suas respectivas provisões, partindo do ano em que o sinistro foi avisado. A parte superior do quadro demonstra a variação da provisão no decorrer dos anos. A provisão varia à medida que as informações mais precisas a respeito da freqüência e severidade dos sinistros são obtidas. A parte inferior do quadro demonstra a reconciliação dos montantes com os saldos contábeis.

Sinistros brutos de resseguro No ano do aviso Um ano após o aviso Dois anos após o aviso Três anos após o aviso Quatro anos após o aviso Cinco anos após o aviso Seis ou mais anos após o aviso Total de Sinistros Avisados Pagto. dos Sinistros Encerrados Pagto. dos Sinistros Pendentes Pagto. Total Atual. Monetária Sub Total Pendente PSL Retrocessão IBNER Saldo Pendente Sinistros líquidos de resseguro

Até 2005 411.977 415.718 423.258 424.239 425.419 425.869 428.336 428.336 422.031 4.378 426.409 2.711 4.637 – – 4.637

2006 87.848 88.319 88.208 88.645 88.641 88.971 – 88.971 87.151 881 88.032 1.302 2.241 – – 2.241

2007 108.260 111.298 111.878 111.577 111.109 – – 111.109 108.906 1.105 110.011 1.213 2.311 – – 2.311

2008 125.837 130.353 130.787 131.286 – – – 131.286 127.831 1.709 129.540 1.283 3.029 – – 3.029

2009 126.820 129.987 130.695 – – – – 130.695 123.882 4.036 127.918 1.586 4.362 – – 4.362

2010 122.182 126.878 – – – – – 126.878 122.899 1.301 124.200 770 3.448 – – 3.448

2011 152.587 – – – – – – 152.587 111.479 6.078 117.557 264 35.294 216 3.058 38.568

Total 1.135.511 1.002.553 884.826 755.747 625.169 514.840 428.336 1.169.862 1.104.179 19.488 1.123.667 9.129 55.322 216 3.058 58.596

Até 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Total No ano do aviso 385.046 81.047 99.075 116.002 115.456 112.251 141.914 1.050.791 Um ano após o aviso 388.238 81.586 101.653 119.884 118.145 116.646 – 926.152 Dois anos após o aviso 389.682 81.480 102.106 120.260 118.913 – – 812.441 Três anos após o aviso 390.489 81.794 101.809 120.520 – – – 694.612 Quatro anos após o aviso 391.602 81.880 101.824 – – – – 575.306 Cinco anos após o aviso 392.029 82.194 – – – – – 474.223 Seis ou mais anos após o aviso 394.423 – – – – – – 394.423 Total de Sinistros Avisados 394.423 82.194 101.824 120.520 118.913 116.646 141.914 1.076.434 Pagto. dos Sinistros Encerrados 388.473 80.487 99.832 117.722 113.752 113.189 105.064 1.018.519 Pagto. dos Sinistros Pendentes 4.180 845 960 1.349 1.569 1.064 5.455 15.422 Pagto. Total 392.653 81.332 100.792 119.071 115.321 114.253 110.519 1.033.941 Atual. Monetária 2.622 1.235 1.170 1.112 1.462 715 247 8.563 Sub Total Pendente 4.392 2.097 2.202 2.561 5.054 3.108 31.642 51.056 PSL Retrocessão – – – – – – 216 216 IBNER – – – – – – 2.852 2.852 Saldo Pendente 4.392 2.097 2.202 2.561 5.054 3.108 34.710 54.124 e. Provisões de sinistros a liquidar - Judiciais A classificação das ações é feita com base no conhecimento que se tem dos fatos, bem como com base no entendimento jurisprudencial a respeito da matéria, à época do recebimento da ação. Posteriormente, de acordo com o trâmite processual e as decisões proferidas no bojo do processo, essa classificação pode ser reavaliada. Nas demandas cíveis, por seu turno, o valor dado à causa, sobretudo nas ações indenizatórias, cinge-se a valores de alçada ou do pedido. Sua aferição efetiva posteriormente, quando de eventual perícia ou prolação da sentença, quando o magistrado arbitra o correspondente valor de indenização devido. Eventualmente, se existentes, pode-se utilizar como balizamento valores jurisprudencialmente consagrados para a situação. 31/12/2011 31/12/2010 Totais por classificação Quantidade Provisão Quantidade Provisão Remota 290 1.985 253 1.389 Possível 235 8.336 260 8.524 Provável 169 10.401 179 8.816 Total 694 20.722 692 18.729 O quadro abaixo demonstra os sinistros que em 31 de dezembro de 2010 estavam classificados nas probabilidades de perda remota e possível, porém, incorreram em desembolso de recursos ou houve mudança de classificação no exercício de 2011. Sinistros pagos Classificação Quantidade Provisão em 31/12/2010 Desembolso no período Remota 8 39 134 Possível 12 609 469 Sinistros pendentes que se tornaram prováveis em 2011 Provisão em Classificação Quantidade 31/12/2010 31/12/2011 Possível 19 1.294 1.081 31/12/2011 Movimentação Seguros Resseguros Saldo do início do período 18.729 1.455 Total pago no período (3.613) (610) Total provisionado até o fechamento do exercício anterior para as ações pagas no período 3.345 17 Quantidade de ações pagas no período 113 35 Novas constituições no período 5.279 371 Quantidade de ações referentes a novas constituições no período 197 29 Novas constituições referentes a citações do período 3.884 185 Novas constituições referentes a citações do exercício de 2010 111 59 Novas constituições referentes a citações do exercício de 2009 (166) (113) Novas constituições referentes a citações do exercício de 2008 1.450 240 Baixa da provisão por êxito 381 – Alteração da provisão por atualização monetária e juros 708 (30) Saldo final do período 20.722 1.186 12. Garantia das provisões técnicas Os bens e direitos oferecidos em cobertura das provisões técnicas são os seguintes: 31/12/2011 31/12/2010 Provisões técnicas 220.473 197.565 (–) Parcela correspondente a resseguros contratados 14.638 13.041 (–) Depósitos judiciais de sinistros – 144 (–) Direitos creditórios (*) 55.359 53.274 (–) Provisões retidas pelo IRB 22 22 (=) Total a ser coberto 150.454 131.084 Bens oferecidos em cobertura: Quotas de fundos de investimentos exclusivos e letras financeiras do tesouro 176.497 153.782 (*) Corresponde ao montante de créditos decorrente do parcelamento dos prêmios de seguros a vencer de riscos emitidos e também de riscos vigentes e não emitidos. Não são consideradas as parcelas vencidas e vincendas do mesmo devedor. 13. Provisões judiciais a. Composição de provisões A Seguradora é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de nossos Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável para os processos de natureza cível, e para os processos de natureza fiscal considera-se as perdas classificadas como prováveis e possíveis.A Administração entende que as provisões constituídas são suficientes para fazer face à eventuais perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. Adições Depósito Saldo em Saldo em judicial em 31/12/2010 Principal Atualizações Baixas 31/12/2011 31/12/2011(*) Natureza 1 - Fiscal 30.567 6.998 2.451 30.772 9.244 2.075 2 - Trabalhista 1.176 12 94 164 1.118 557 3 - Cível 729 291 170 121 1.069 196 Total 32.472 7.301 2.715 31.057 11.431 2.828 Adições Depósito Saldo em Saldo em judicial em 31/12/2009 Principal Atualizações Baixas 31/12/2010 31/12/2010(*) Natureza 1 - Fiscal 34.346 700 1.250 5.729 30.567 15.975 2 - Trabalhista 1.015 217 83 139 1.176 583 3 - Cível 979 335 165 750 729 144 Total 36.340 1.252 1.498 6.618 32.472 16.702 (*) O saldo dos depósitos judiciais também contempla garantias oriundas de discussões judiciais de sinistros no valor de R$ 196 (R$ 144 em 2010). b. Descrição resumida dos processos As obrigações legais e as discussões de natureza fiscal referem-se, principalmente, a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) COFINS - A Seguradora aderiu a Anistia instituída pela Lei nº 11.941/2009, na modalidade de parcelamento e formalizou a desistência do processo judicial. Em junho de 2011 foi consolidado o débito junto a Receita Federal e foi revertido valor correspondente a COFINS sobre receita de prêmios de seguros, receita financeira e outras receitas operacionais e não operacionais do período de julho de 1999 a outubro de 2008, no montante de R$ 29.191. Para o período de novembro de 2008 a janeiro de 2010 a Seguradora efetuou o recolhimento, no montante total de R$ 5.729, em março de 2010, apurando o imposto a recolher com base na receita de prêmios de seguros, receita financeira e outras receitas operacionais e não operacionais. A partir de fevereiro de 2010, a Seguradora passou a efetuar o recolhimento mensal da COFINS considerando na base de cálculo a receita de prêmios de seguros, receita financeira e outras receitas operacionais e não operacionais; (ii) ICMS - A Seguradora, através do Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização do Estado de São Paulo, contesta judicialmente a exigibilidade deste tributo sobre a venda de salvados. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal com a publicação da Súmula Vinculante nº 32 a Seguradora reverteu o valor provisionado no montante de R$ 1.581 em 31 de dezembro 2011; (iii) CPMF - A Seguradora vem contestando, judicialmente, a legalidade da CPMF incidente sobre a transferência de carteira de planos previdenciários, conforme determinações contidas na Lei Complementar nº 109, de 10 de maio de 2001. A Administração, com base na opinião de seus consultores jurídicos, considera a probabilidade de perda possível. O valor provisionado em 31 de dezembro de 2011 monta R$ 450 (R$ 423 em 31 de dezembro de 2010); (iv) PIS - O processo judicial no qual se discutia o alargamento da base de cálculo do PIS transitou em julgado, em 2008, afastando a aplicação do conceito de faturamento definido no artigo 3º da Lei nº 9.718/98. Em decorrência a provisão constituída no montante de R$ 2.935 foi revertida em 2008. No processo de levantamento do depósito judicial, a Fazenda Nacional se opôs sob o argumento de que as decisões proferidas no curso do Mandado de Segurança não teriam sido tratados especificamente da incidência do PIS sobre as receitas financeiras e prêmios de seguros, os quais por terem caráter operacional, estariam compreendidos no conceito de faturamento. Esta interpretação teve acolhimento pelo Juízo de Primeira Instância, que determinou a conversão em renda da União os valores judicialmente depositados. Contra esta decisão, foi interposto Agravo de Instrumento, em que postula o levantamento integral dos valores depositados, sob o argumento da coisa julgada material aperfeiçoado nos autos do mandado de segurança. A Administração, considerando o histórico do processo e decisão em caso semelhante em processo de congênere, considerou reconstituir a provisão de perda no montante de R$ 8.546, sendo, R$ 6.515 de valor principal e R$ 2.031 de atualização monetária (taxa selic). Os depósitos judiciais decorrentes desta ação no montante de R$ 2.075 estão registrados no ativo não circulante; (v) INSS - A Seguradora vem contestando, judicialmente a aplicação do FAP (Fator Acidentário de Prevenção) sobre as contribuições do SAT/RAT, conforme determina o Decreto nº 6.957/09. O valor provisionado em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 248 (R$ 124 em 31 de dezembro de 2010) e os assessores jurídicos classificam a probabilidade de perda desse processo como possível. Em 2009, a Companhia aderiu a Anistia nos termos da Lei

nº 11.941 de 27 de maio de 2009 na modalidade de parcelamento. Em 29 de junho de 2011, foi consolidado o parcelamento dos débitos discriminados no anexo III, nos termos da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 03 de 29 de abril de 2010 com alterações do prazo previsto na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 13 de 02 de julho de 2010. Em decorrência, a Seguradora efetuou em 30 de junho de 2011 o pagamento da 1º parcela no montante de R$ 113. Em julho de 2011 a Companhia antecipou o pagamento das parcelas restantes com a redução prevista no art. 2º, inciso I da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 06/2009 no montante de R$ 15.961. O valor do benefício da anistia conforme a Lei nº 11.941/2009 foi no montante de R$ 1.611. c. Ações trabalhistas As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por ex-empregados que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A Administração realiza acompanhamentos periódicos para cada ação, bem como a avaliação por parte de assessoria jurídica sobre os valores envolvidos e a probabilidade de perda de causas. 31/12/2011 31/12/2010 Probabilidade Quantidade Valor Valor Quantidade Valor Valor de perda de processos pleiteado provisionado de processos pleiteado provisionado Provável 8 649 1.118 10 676 1.176 Possível 8 1.059 – 7 180 – Remota 5 16 – 3 3 – Total 21 1.724 1.118 20 859 1.176 d. Ações cíveis A Seguradora responde a processos de natureza cível, impetrados por segurados, relacionados, na sua maioria, a sinistros que foram negados pela Seguradora e que estão em diversas fases de tramitação. 31/12/2011 31/12/2010 Probabilidade Quantidade Valor Valor Quantidade Valor Valor de perda de processos pleiteado provisionado de processos pleiteado provisionado Provável 22 769 1.069 25 728 729 Possível 32 820 – 25 1.035 – Remota 61 1.121 – 40 849 – Total 115 2.710 1.069 90 2.612 729 e. Movimentação das provisões judiciais trabalhistas e cíveis 31/12/2011 Movimentação Trabalhistas Cíveis Saldo do início do período 1.176 729 Total pago no período (164) (114) Total provisionado até o fechamento do exercício anterior para as ações pagas no período 262 15 Quantidade de ações pagas no período 2 11 Novas constituições no período 12 309 Quantidade de ações referentes a novas constituições no período – 12 Novas constituições referentes a citações do período – 200 Novas constituições referentes a citações do exercício de 2010 – 42 Novas constituições referentes a citações do exercício de 2009 – 57 Novas constituições referentes a citações do exercício de 2008 12 10 Baixa da provisão por alteração de estimativas ou probabilidades – 28 94 173 Alteração da provisão por atualização monetária e juros 1.118 1.069 Saldo final do período 14. Patrimônio líquido a. Composição do capital social O capital social, totalmente subscrito e integralizado, está representado por 56.663.130 (55.129.969 em dezembro de 2010) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Em Assembléia Geral Extraordinária, realizada em 31 de março de 2011, a Diretoria propôs aumentar o capital no montante de R$ 2.177, elevando-o de R$ 53.002 para R$ 55.179, com emissão de 1.533.161 novas ações. Este aumento de capital, realizado com a integralização dos dividendos propostos em 31 de dezembro de 2010, foi aprovado pela SUSEP através da Portaria nº 1.224 de 10/06/2011. b. Reservas Reserva legal É constituído à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos termos do art. 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital social. Reservas especiais de lucros O saldo das reservas especiais de lucros, oriundos de lucros após as destinações legais, e sua destinação será utilizada para absorver os prejuízos acumulados e o saldo remanescente será destinado para futuros investimentos. Reservas estatutárias A reserva estatutária é constituída ao final de cada exercício social, pelo valor do lucro líquido do exercício, após deduções legais e distribuições propostas, conforme determinado no Estatuto Social. Lucros acumulados Qualquer lucro que restar após a distribuição de dividendos nos registros legais do Grupo e as apropriações às reservas legais será transferido à reserva para investimentos futuros. Essa reserva poderá ser distribuída na forma de dividendos, se houver a aprovação dos acionistas. c. Dividendos Aos acionistas são assegurados dividendos mínimos de 25% sobre o lucro líquido de cada exercício, ajustado de acordo com a Lei das Sociedades por Ações. A proposta de destinação do lucro líquido ajustado do exercício, aprovada pela Diretoria e que será apreciada pelos acionistas em A.G.O., inclui a distribuição de dividendos, conforme abaixo: Lucro líquido do exercício - R$ 9.763 Reserva legal - (R$ 488) Lucro líquido ajustado - R$ 9.275 Dividendos a distribuir - 25% - R$ 2.319 15. Detalhamento das contas de resultado a. Principais ramos de atuação líquido de resseguro % Índice de Índice de sinistralidade comissionamento Prêmios ganhos Ramo 2011 2010 2011 2010 2011 2010 Automóveis 184.784 166.275 60,75 54,73 18,01 17,23 R.C.F. - Veículos 41.282 34.430 61,23 73,58 17,36 16,78 Acidentes pessoais 2.942 2.538 21,69 24,59 17,20 17,06 Compreensivo empresarial 13.754 10.033 38,04 57,02 26,49 29,10 Assistência e outras coberturas Auto 4.680 – 28,65 – 17,14 – 11.607 9.469 24,72 22,21 25,79 26,88 Demais ramos 259.049 222.745 56,98 56,02 18,68 18,10 31/12/2011 31/12/2010 b. Prêmios emitidos líquidos Prêmios diretos 269.707 248.488 Prêmios de cosseguros aceitos (11) 231 Prêmios de cosseguros cedidos (39) – Prêmios - Riscos vigentes não emitidos 1.101 (414) 270.758 248.305 c. Receitas com taxa de emissão de apólices 31/12/2011 31/12/2010 Receitas com taxa de emissão de apólices 9.789 8.686 continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

continuação

ECONOMIA/LEGAIS - 27

ALFA SEGURADORA S.A. C.N.P.J. 02.713.529/0001-88 ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 e 2010 (EM MILHARES DE REAIS) d. Sinistros ocorridos Sinistros diretos Serviços de assistência Sinistros de cosseguro aceito e retrocessão Salvados e ressarcimentos Variação da prov. de sinistros ocorridos mas não avisados e. Custo de aquisição diferido (DAC) Comissões Recuperação de comissões Variação das despesas de comercialização diferidas

31/12/2011 163.228 2.105 33 (17.392) (363) 147.611 31/12/2011 52.719 (10) (4.321) 48.388 31/12/2011 (14.646) (5.585) (2.274) (1.508) ( 685) (1.762) (1.773) (1.935) (1.258) (31.426)

31/12/2010 129.670 4.746 276 (11.466) 1.563 124.789 31/12/2010 44.767 – (4.444) 40.323 31/12/2010 (12.373) (8.968) (1.534) (1.427) ( 642) (1.080) (1.103) (385) 394 (27.118)

f. Outras receitas/despesas operacionais Despesas com manutenção e rastreamento de veículos Despesas com assistência ao segurado Despesas com prestação de serviços Despesas com inspeção de risco Despesas com cobrança Despesas com administração de apólice Despesas com remuneração s/custo de apólice Redução ao valor recuperável Outras despesas/receitas Total de outras receitas/despesas operacionais g Despesas administrativas O valor desta rubrica é composto por: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Despesas com pessoal próprio e encargos sociais 18.060 17.618 Despesas com localização e funcionamento 5.523 5.847 Despesas com serviços de terceiros 3.463 3.525 Despesas administrativas de representação 3.747 2.455 2.141 1.448 Outras 32.934 30.893 Total A remuneração da Diretoria no exercício totalizou R$ 1.825 em dezembro de 2011 (R$ 1.906 em dezembro de 2010). A Seguradora não tem por política oferecer plano de pensão e/ou quaisquer tipos de benefícios pós-emprego ou remuneração baseada em ações. h. Despesas com tributos O valor desta rubrica é composto por: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Despesas com COFINS (6.508) (4.798) Despesas com COFINS em discussão judicial – (449) Despesas com PIS (Vide nota nº 13 b, item iv) (6.625) (75) Despesas com taxa de fiscalização (841) (807) Despesas ICMS sub Judice 1.389 (149) Outras (277) (261) Total (12.862) (6.539) i. Resultado financeiro 31/12/2011 31/12/2010 Receitas financeiras: Rendimento das aplicações 23.979 17.249 Receitas com operações de seguros 6.790 3.949 Juros sobre o capital próprio – 1.629 Receitas financeiras - Atualização monetária - SELIC – 2.467 Benefícios de juros - Lei 11.941/09 1.611 – Outras 426 829 Despesas financeiras: Despesas com atualização monetária 2.848 6.561 Despesas com operações de seguros 3.016 3.799 Despesas com juros 145 129 Despesas das aplicações 666 601 Total 26.131 15.033 j.Ganhos ou perdas com ativos não correntes 31/12/2011 31/12/2010 Resultado na alienação de bens do imobilizado 21 (1) 16. Impostos sobre a renda correntes e diferidos Demonstração do cálculo dos encargos de imposto de renda e contribuição social Imposto de Contribuição renda social Descrição 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Lucro antes dos impostos e após participações 14.880 13.908 14.880 13.908 Adições/(exclusões) permanentes: Benefícios da anistia lei 11.941/2009 (1.611) – (1.611) – Outras (584) (2.001) (297) (1.629) Adições/(exclusões) temporárias: Provisões judiciais (19.742) (3.868) (15.471) (3.183) Provisões para riscos sobre créditos 1.973 (711) 1.973 (711) Provisões para pagamento de despesas (283) 583 (204) 699 Base de calculo dos tributos (5.367) 7.911 (730) 9.084 Impostos correntes às alíquotas vigentes – 1.954 – 1.363 (–) Incentivos fiscais – (54) – – Impostos a pagar – 1.900 – 1.363 Créditos tributários: Sobre prejuízo fiscal e base negativa (1.342) – (109) – Sobre diferenças temporárias 4.513 999 2.055 479 Total de despesas de imposto de renda e contribuição social 3.171 2.899 1.946 1.842 17. Reconciliação do lucro líquido com o fluxo de caixa das atividades operacionais 31/12/2011 31/12/2010 Lucro líquido 9.763 9.167 Depreciações e amortizações 196 537 Lucro na venda de investimentos ou imobilizado (21) 1 Variação das aplicações (27.369) (19.488) Variação dos créditos das operações com seguros e resseguros (6.532) (18.868) Variação dos títulos e créditos a receber 16.270 1.356 Variação de ativos de resseguro - provisões técnicas (1.598) (360) Variação de outros valores e bens a venda (1.661) (254) Variação das despesas antecipadas (90) 357 Variação dos custos de aquisição diferidos (4.247) (4.532) Variação de contas a pagar 6.188 3.625 Variação de débitos de operações com seguros e resseguros 4.084 1.124 Variação de depósitos de terceiros 3.361 1.734 Variação das provisões técnicas de seguros 22.909 29.941 Variação de outros débitos (21.041) (3.869) Caixa líquido gerado nas atividades operacionais 212 471 18. Capital mínimo requerido, patrimônio líquido ajustado (PLA) e margem de solvência Nos termos das Resoluções CNSP nº 222/10, 227/10 e 228/10 o capital mínimo requerido (CMR) para funcionamento das sociedades seguradoras é composto por um capital base e um capital adicional baseado nos riscos de crédito e subscrição. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente aos demais riscos identificados na regulamentação, a eventual insuficiência de patrimônio líquido ajustado deverá ser aferida em relação ao maior dos valores entre a soma dos capitais base e adicional e a margem de solvência calculada na forma estabelecida pela Resolução CNSP nº 55/01 como demonstrado abaixo para a data-base de 31 de dezembro de 2011: Patrimônio líquido ajustado 2011 Patrimônio líquido 88.053 Participações em sociedades financeiras e não financeiras - nacionais (1.321) Despesas antecipadas não relacionadas a resseguro ( 751) Créditos tributários decorrentes de prejuízos fiscais (1.451) Ativos intangíveis (14) Patrimônio líquido ajustado 84.516 Capital mínimo requerido (CMR) 73.847 Suficiência 10.669 19. Transações com partes relacionadas As operações com partes relacionadas envolvem: i. Contratos de seguros de ramos elementares e automóveis, sendo realizadas com as empresas do mesmo grupo acionário: Águas Prata Ltda., Alfa Arrendamento Mercantil S.A., Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., Banco Alfa de Investimento S.A., Banco Alfa S.A., Companhia Refinadora da Amazônia, Companhia Transamérica de Hotéis - Nordeste, Companhia Transamérica de Hotéis - SP, Exclusiva Produções e Propaganda Ltda., Fazenda Santa Cruz Ltda., Financeira Alfa S.A., Instituto Alfa de Cultura, La Basque Alimentos Ltda., Metro Sistema de Informática Ltda., Metro Tecnologia Informática Ltda., Rádio Transamérica de São Paulo Ltda., Televisão Transamérica Ltda., Transamérica Comercial e Serviços Ltda., Transamérica Expo Center Ltda. e Transamérica Produções Ltda. ii. Rateio de despesas administrativas com as seguintes empresas: Banco Alfa de Investimento S.A. e Financeira Alfa S.A. e rateio de prestação de serviços diversos que englobam serviços de taxi aéreo, limpeza, segurança, consultoria contábil e fiscal e serviços de informática com as empresas do mesmo grupo acionário: Metro Táxi Aéreo Ltda., Metro Tecnologia Informática Ltda., Metro Sistemas de Informática Ltda. e Metro Dados Ltda. As operações estão demonstradas a seguir: Contas a receber Empresas Contas a pagar Receitas Despesas 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Prest. de serviços e rateio de despesas administrativas (ii) 71 73 165 203 834 1.265 2.171 2.074 Contratos de seguros (i) – – – – 528 1.866 50 42 71 73 165 203 1.362 3.131 2.221 2.116 iii. O Banco Alfa de Investimentos S.A. realiza a administração dos investimentos da Seguradora, sendo pago taxa de administração correspondente a 0,12% ao mês. O valor pago a título de taxa de administração no exercício foi de R$ 252 (R$ 219 em 2010). iv. A remuneração paga ao pessoal-chave da Administração, registrada na rubrica “Despesas administrativas”, totalizou, no exercício, R$ 1.865 (R$ 1.906 em dezembro de 2010) que compreende substancialmente a benefícios de curto prazo relacionados a salários. A Seguradora não concede qualquer tipo de benefício pós-emprego e não tem como política pagar a empregados e administradores remuneração baseada em ações. v. Alguns membros considerados como “pessoal-chave da Administração” possuem planos de previ-

dência na Alfa Previdência e Vida S.A.. Em 31 de dezembro de 2011, o montante de reserva totaliza Riscos de mercado R$ 48.808 (R$ 42.067 em 31 de dezembro de 2010). O risco de mercado é o grau de probabilidade de ocorrências de perda proveniente de variação nos 20. Gerenciamento de riscos preços/valores de qualquer ativo/instrumento financeiro num determinado grau de confiança e horizona. Introdução te de tempo. A avaliação de risco de mercado consiste na observação diária de parâmetros de volatiliOs principais riscos decorrentes dos negócios da Companhia são os riscos de seguros, de crédito, de dade, para que esta possa refletir a assertividade esperada onde cada operação é verificada quanto liquidez, de mercado e operacional. A Companhia faz parte do Grupo Alfa e consequentemente utilizaas suas características e forma de apreçamento, sendo utilizadas fontes de precificação. Os processos -se da estrutura de gerenciamento de risco do Grupo (Apoio), administrando seus riscos de forma corporativa. A Administração desses riscos contempla uma série de políticas e estratégias considera- e metodologias de gestão de riscos do Grupo ALFA seguem as práticas do mercado financeiro, pratidas adequadas pela sua Administração. Essas políticas e estratégias, além de serem reavaliadas fre- cadas com transparência e consonância às diretrizes regulatórias e mandatórias da política de invesquentemente, contemplam, entre outras, a verificação tempestiva da adequação das aplicações finan- timento. Os controles são executados pela área Financeira com apoio da estrutura de gerenciamento ceiras comparadas aos vencimentos dos passivos. O Grupo Alfa possui controles internos que se de risco do Grupo ALFA, administrando seus riscos de forma corporativa. A administração desses risdestinam a garantir que as políticas e estratégias estão sendo cumpridas, de forma que os resultados cos contempla uma série de políticas e estratégias consideradas adequadas pela sua Administração. obtidos estão de acordo com os objetivos definidos pela Administração da Companhia. Essas políticas e estratégias, além de serem reavaliadas freqüentemente, contemplam ,entre outras, a b. Risco de seguro verificação tempestiva da adequação das aplicações financeiras comparadas aos vencimentos dos O risco de seguro advêm de uma situação econômica adversa que contraria as expectativas da enti- passivos. O Grupo ALFA possui controles internos que se destinam a garantir que as políticas e estradade no momento da elaboração de sua política de subscrição no que se refere às incertezas existentégias estão sendo cumpridas, de forma que os resultados obtidos estão de acordo com os objetivos tes tanto na definição das premissas atuariais quanto na constituição das provisões técnicas e cálculo de prêmios e contribuições. Em síntese é o risco de que a frequência ou a severidade de sinistros definidos pela Administração da Companhia. O Grupo ALFA utiliza-se da avaliação de risco através do VaR (Value at Risk) paramétrico, com intervalo de confiança de 99%, horizonte de análise de 1 e 21 ocorridos sejam maiores do que aqueles estimados pela sociedade seguradora. A gestão do risco de seguro é feita através da observação dos princípios de prudência na subscrição dias úteis. Destaca-se a utilização de tratamento de volatilidade pelo método EWMA com fator de dede apólices, aliada aos objetivos de rentabilidade e preservação da segurança das operações. Cada caimento de 0,94. Concomitantemente ao controle de VaR, testes de stress são efetuados baseado unidade responsável pela gestão de produtos tem a sua política própria, com orientações claras sobre nos cenários e premissas divulgados ao mercado pela BM&FBOVESPA. Ambos os controles de avaos tipos de risco aceitáveis, de forma automática ou sob análise da matriz. Os limites de contratação liação de risco e stress possibilitam dimensionar a probabilidade de perda financeira, com determinado das coberturas seguráveis são controlados por sistema informatizado, com objetivo de garantir que a grau de confiança para um horizonte de tempo. exposição máxima da Seguradora seja limitada, de acordo com os planos de resseguro contratados. e. Risco operacional A estratégia de resseguros se utiliza de contratos proporcionais e não proporcionais garantindo que as Gerenciamento de risco operacional retenções dos riscos não acarrete exposição de perda à Seguradora. As provisões técnicas atuariais são constituídas e acompanhadas atendendo a legislação vigente e utilizando metodologias aceitas A Seguradora entende como risco operacional riscos relacionados com fraudes, reclamações trabadentro das práticas do mercado. Os seguros de bens e responsabilidades tem a aceitação controlada lhistas, reclamações de clientes, interrupção de atividades, falhas sistêmicas e falha no gerenciamento na matriz, com níveis de alçadas para cada tipo de risco, atividade das empresas e valores segurados. de processos. A empresa possui sistema de Controles Internos que possibilita o mapeamento dos Os seguros de veículos tem sua aceitação realizada através de parametrização de sistema próprio, controles e os riscos relacionados aos processos das operações de seguro. onde cada veículo, região de circulação e valores segurados são revistos mensalmente. A área de Controles de risco operacional controles internos realiza semestralmente avaliação dos controles existentes em cada departamento A metodologia para acompanhamento e formalização destas matrizes de risco é o CSA (Control Self da Seguradora, para garantir que todos estejam em conformidade com a natureza e extensão dos Assessment) - ciclo de auto avaliação. O ciclo de auto avaliação é realizado semestralmente, sendo riscos. formalizado pela Gerência de Controles Internos um cronograma de trabalho o qual é aprovado pela c. Riscos de crédito Diretoria Colegiada. As principais Gerências da Seguradora possuem os riscos avaliados conforme O risco de crédito considera a incerteza relacionada a probabilidade da contraparte de uma operação, metodologia definida. ou o emissor de uma dívida, não honrar total ou parcialmente, seus compromissos financeiros. Com a finalidade de monitorar o risco de crédito, a empresa, com apoio da área de gestão do Grupo Atuando continuamente na Prevenção e Combate a Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento ao ALFA, faz acompanhamentos diários dos ativos que compõem a carteira de Ativos financeiros e busca Terrorismo, buscando aprimorar seus controles para informar prontamente o Conselho de Controle de avaliar a capacidade financeira da contraparte em honrar suas obrigações observando inúmeras vari- Atividades Financeiras - COAF. Assim como, na identificação e análise de Pessoas Politicamente Exáveis no mercado observado. postas. Para a decisão em aceitação destes ativos avalia as condições da contraparte para garantir a exposi- Risco legal/regulatório ção ao risco e delinear as decisões da empresa com relação aos ativos presentes e a serem adquiridos Este tipo de risco é definido pela Seguradora como a não conformidade com a legislação vigente e a podendo causar um movimento de compra ou venda do mesmo em decorrência desta análise. não adequação ao código de ética e conduta. A Seguradora através de seu quadro de colaboradores Descrevemos abaixo os principais riscos de crédito. e advogados, especializados em seguros, atuam conjuntamente com a área de Controles Internos • Aplicações financeiras - estão concentradas em títulos públicos federais através de fundo de investimentos exclusivo que são considerados os de menor risco. Existe ainda, uma pequena parcela de alinhando os processos às exigências dos órgãos reguladores. aplicações financeiras, em ações negociadas na BM&FBovespa com alta liquidez para o qual não se Concentração de riscos considera risco de credito. O saldo que representa a exposição ao risco é de R$ 1.499 em dezembro A Alfa tem como principal carteira, os seguros de Automóvel que apresentam coberturas para os veículos em si (Casco), bem como para a responsabilidade civil (danos materiais, corporais e morais a de 2011 (R$ 1.998 em dezembro de 2010). d. Riscos financeiros terceiros) e acidentes pessoais aos ocupantes. Esta fatia representa 86 % dos prêmios emitidos. A empresa está exposta a uma série de riscos financeiros transferidos por diversos ativos e passivos Os demais produtos de seguro são da carteira de property, com predominância de residências e emfinanceiros. presas (estabelecimentos de comércio, escritórios e indústrias). Para mitigar os riscos financeiros significativos utiliza-se uma abordagem de gestão de ativos e passi- • Automóvel: vos, considerando principalmente os vencimentos e a estrutura de classes dos passivos, em comparaNa carteira de automóvel são subscritos riscos de veículos de passeio e pick-ups, nacionais e imporção com os ativos financeiros. Consideram-se também as normas regulatórias do mercado financeiro tados, bem como de veículos de carga. e do mercado de seguros e o ambiente macroeconômico. Os métodos desse gerenciamento de ativos e passivos avaliam o desempenho das carteiras de ativos Os riscos são gerenciados através de contratos de resseguro individuais para o Casco (ramo 31) e (rentabilidade) e o horizonte de liquidação das obrigações originadas de contratos de seguros e passi- para o RCF-V (ramo 53). vos financeiros em curtos e longos prazos baseado na melhor expectativa quanto à liquidação destas A retenção máxima para o Casco é de R$ 135 amparado por contrato de resseguro na modalidade obrigações, considerando o histórico destes. Excedente de Responsabilidade, com automaticidade de R$ 675. A subscrição de riscos para valores O risco de liquidez é o risco de que os recursos de caixa possam não estar disponíveis para pagar acima da retenção tem processo de controle por alçadas, que permite maior conhecimento e controle obrigações futuras quando vencidas. Consequentemente, a política de gestão de risco de liquidez uti- sobre os riscos. lizará de todos os recursos para manter o compromisso de honrar todos os passivos até o vencimento. No ramo de RCF-V também existe contrato de resseguro, que protege a retenção, a partir de Como efeito deste compromisso, a Administração mantém a concentração destes ativos basicamente R$ 400.000 com automaticidade de R$ 2.000. em Fundos de Investimentos em Títulos Públicos Federais, de natureza de alta rentabilidade e liquidez Propriedades/responsabilidades: e a Administração avalia freqüentemente o resultado desse estudo e realinha sua estratégia de invesA atuação da empresa é focada em riscos residenciais, de valores não elevados, bem como em segutimentos quando necessário. A política de gestão de risco de liquidez leva em consideração a necessidade de recursos de caixa e ros de empresas, com foco em escritórios, consultórios e comércio. A subscrição dos riscos mais gracontroles internos operacionais eficientes e dinâmicos para honrar os compromissos assumidos. Nes- vosos, tais como indústrias, é realizada por equipe de subscritores existentes na matriz. ta gestão considera-se o ciclo operacional da captação do seguro, que serão reinvestidos conforme a Existe cobertura de resseguro, que mantém a exposição máxima por sinistro em R$ 500, com automaPolítica de Investimentos da Empresa. ticidade de aceitação para riscos até R$ 30.000. A Seguradora não tem atuação para riscos em valores Utilizamos para avaliação do risco de liquidez, a gestão do fluxo de caixa operacional considerando o superiores em contratos facultativos de resseguro. Os contratos de resseguro envolvem as modalidacasamento dos ativos e passivos no curto e longo prazo. Para a construção desta avaliação foram uti- des Excesso de Danos, Cota-Parte, Excedente de Responsabilidade e Catástrofe por evento. lizadas as seguintes premissas: Os produtos não dão coberturas para Terremotos. Ambiente macro1º 2º 3º 4º Acima de econômico ano ano ano ano 4 anos Observação 21. Concentração de riscos Baseado na expectativa de de- Importância segurada por regiões geográficas Concentração de Risco Dezembro de 2011 (em R$ mil) clínio inflacionário decorrente do Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Total enfraquecimento da economia Ramo 441.957 3.304.949 10.255.513 41.548.667 11.616.977 67.168.063 (nacional/internacional) com parti- Auto Comcipação ativa do Banco Central preensivo 309.887 1.271.205 3.166.748 15.196.331 3.175.846 23.120.017 Taxa de juros (Selic) 10,00 9,50 9,00 8,75 8,75 com flexibilização de taxas. Demais Taxa pré Cálculo baseado na estrutura termo de taxas de juros, divulgado pela SUSEP. Ramos 405 977.532 2.356 177.153 3.691 1.161.137 Índice Bovespa Crescimento médio de 6% a cada ano. Total 752.249 5.553.686 13.424.617 56.922.151 14.796.514 91.449.217 Calculados com base nos registros históricos de composição dos Passivos passivos/pagamentos. Concentração de Risco Dezembro de 2010 (em R$ mil) A tabela abaixo exemplifica a estrutura dos ativos e passivos através do fluxo de caixa não descontado: Ramo Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Total Auto 264.055 2.396.742 8.544.468 32.089.357 7.406.476 50.701.098 Fluxo de caixa não descontados em 31 de dezembro de 2011. 1º ano 2º ano 3º ano 4º ano Acima de 4 Anos Total Com190.892 1.194.201 2.328.411 13.290.954 2.138.513 19.142.971 Passivos - Seguros 186.727 25.376 4.894 1.936 1.540 220.473 preensivo Demais Passivos - Contas a Ramos 411 905.336 2.890 130.288 4.065 1.042.990 pagar (Fornecedores) 23.860 – – – – 23.860 455.358 4.496.279 10.875.769 45.510.599 9.549.054 70.887.059 Total passivos 210.587 25.376 4.894 1.936 1.540 244.333 Total Titulos públicos - LFT 70.075 26.896 6.528 4.609 32.943 141.051 A concentração do risco foi desenvolvida utilizando a Importância Segurada vigente no período de JaneiTitulos público - LTN 84.091 – – – – 84.091 ro de 2011 a Dezembro de 2011 para o primeiro quadro e, Janeiro de 2010 a Dezembro de 2010 para o Renda variável - Ações 1.499 – – – – 1.499 segundo quadro. Comparado os dois últimos períodos anuais, houve mudança mas não significativa na Total dos ativos financeiros 155.665 26.896 6.528 4.609 32.943 226.641 distribuição do risco, tanto por ramo quanto por região. A região Sudeste continua apresentando a maior Direitos creditórios 55.359 – – – – 55.359 concentração com aproximadamente 48% no último período, enquanto que as carteiras do grupo Caixa e bancos 1.414 – – – – 1.414 de Automóveis ainda lideram com uma participação em torno de 57% de todo o risco assumido Total dos ativos 212.438 26.896 6.528 4.609 32.943 283.414 pela Seguradora. 22. Sensibilidade aos riscos Para efeito de teste de sensibilidade, foram utilizadas premissas atuariais de sinistralidade; frequência; severidade; despesas administrativas; despesas com a liquidação de sinistros; salvados e ressarcimento e seus respectivos impactos sob o resultado operacional brutos do efeito tributário e no índice combinado. O índice combinado é o indicador que melhor reflete o resultado da atividade de seguros, sendo composto pelos índices de sinistralidade, comissão e despesa administrativa. Apresentamos abaixo a sensibilidade estimada a cada fator. Teste de Sensibilidade 31/12/2011 31/12/2010 Resultado Operacional Resultado Operacional Premissas Atuariais antes dos Impostos (R$ mil) Índice Combinado* antes dos Impostos (R$ mil) Índice Combinado* Sem alteração: Líquido de Resseguro 29.269 0,90 19.810 0,88 Bruto de Resseguro** 36.501 0,88 29.699 0,85 Aumento de 20% na Sinistralidade Líquido de Resseguro 1.666 1,01 (2.903) 1,00 Bruto de Resseguro** (4.439) 1,03 (9.572) 1,03 Aumento de 10% nas Despesas Administrativas Líquido de Resseguro 25.975 0,91 16.721 0,90 Bruto de Resseguro** 33.208 0,89 26.610 0,86 Aumento de 20% nas Despesas de Sinistros Líquido de Resseguro 28.692 0,90 19.178 0,89 Bruto de Resseguro** 35.924 0,88 29.067 0,85 Redução de 20% nos Salvados e Ressarcimentos Líquido de Resseguro 25.808 0,91 17.517 0,90 Bruto de Resseguro** 33.041 0,89 27.406 0,86 Aumento de 20% na Severidade Líquido de Resseguro 1.666 1,01 (2.903) 1,00 Bruto de Resseguro** 6.979 0,99 4.741 0,96 Aumento de 20% na Frequência Líquido de Resseguro 1.666 1,01 (2.903) 1,00 Bruto de Resseguro** 8.898 0,98 6.986 0,95 * Sem considerar os impostos. ** Para calcular os valores brutos, retiramos o resseguro tanto do prêmio quanto do sinistro. As limitações da análise de sensibilidade - Os quadros acima demonstram o efeito de uma mudança em uma premissa importante enquanto as outras premissas permanecem inalteradas. Na realidade, existe uma correlação entre as premissas e outros fatores. Deve-se também ser observado que essas sensibilidades não são lineares, impactos maiores ou menores não devem ser interpolados ou extrapolados a partir desses resultados. Análise de sensibilidade da taxa de juros e índice IBOVESPA Para complemento do controle de riscos, são efetuados análises de sensibilidade em conjunto ao VaR e Stress Test, em cenários históricos de ocorrências de elevação ou diminuição de ativos e passivos em conjunto com a análise do cenário macro-econômico atual. Segue abaixo a análise de sensibilidade para os riscos financeiros para Ativos financeiros designados a valor justo por meio de resultado (exceto dos Ativos que compõe os Fundos Previdenciários), levando em consideração a melhor e a pior estimativa (Cenário) para os ativos da Compahia. O Resultado apresentado é uma analise de variação de taxa de juros, inflação e índice Bovespa de 31/12/2011. 2012/2011 Impacto estimado em 31/12/2012 Variável financeiro Premissas Resultado do exercício (*) Taxa de juros 10% 1.481 Taxa de juros (10%) (1.481) Taxa pré 10% 916 Taxa pré (10%) (916) Ibovespa 10% 15 Ibovespa (10%) (15) (*) Valores brutos Com relação à taxa de juros, na carteira encontram-se Letras do Tesouro Nacional - na forma compromissada, cujo resultado já é determinado e diário e Letras Financeiras do Tesouro cujas taxas acompanham a variação da taxa Selic. Como premissa estimamos impacto positivo e negativo de 10% sobre a taxa Selic base de Dezembro/2011 (10,50% a.a.). A mesma premissa foi definida para a Taxa-pré. Já no índice Bovespa, o impacto negativo e positivo fora calculado na premissa de mercado cujo fechamento para o final do ano de 2012 seria da faixa de 60 mil a 65 mil pontos, portanto utilizamos o índice de 10% que sobre o fechamento de Dezembro/2011 do Bovespa de 56.754 seria em torno de 62.500 pontos (ganho) e em uma premissa negativa, 51.000 pontos (perda).

DIRETORIA Luiz Henrique Souza Lima de Vasconcellos Diretor

Carlos dos Santos Diretor

Celso Luiz Dobarrio de Paiva Diretor

Milca Pereira Zambrini Diretora

Mitsuto Okayama Contador CRC nº 1SP095128/O-6

Ismael Garcia Atuário MIBA nº 1010

Ismael Garcia Atuário MIBA nº 1010

Carlos dos Santos Diretor

RELATÓRIO ATUARIAL 1. A Alfa Seguradora S.A. realizou a Avaliação Atuarial para o exercício de 2011, conforme estabelece a Circular SUSEP nº 272/2004. 2. Os resultados encontrados demonstram que todas as Provisões Técnicas constituídas, em 31/12/2011, são adequadas em todos os aspectos estabelecidos em Nota Técnica Atuarial e

exigidos pelas normas vigentes, não sendo necessária a constituição da Provisão de Insuficiência de Prêmios. 3. Não se verificou nenhuma situação relevante que possa comprometer a solvência atuarial da seguradora. 4. Este relatório é parte integrante da Avaliação Atuarial.

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS Aos Acionistas e Diretores da Alfa Seguradora S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Alfa Seguradora S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Seguradora é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com

base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alfa Seguradora S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. São Paulo, 24 de fevereiro de 2012.

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ALFA PREVIDÊNCIA E VIDA S.A. C.N.P.J. 02.713.530/0001-02 ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições estatutárias, submetemos à apreciação dos Senhores Acionistas as demonstrações financeiras relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, acompanhadas do relatório dos auditores independentes. Das operações No segmento de previdência privada, comercializamos planos denominados PGBL e VGBL cujas contribuições estão reconhecidas na rubrica de “rendas de contribuição e prêmios retidos” respectivamente. No exercício atual, os ativos administrados da carteira previdenciária passaram de um patamar de R$ 293.345 em dezembro de 2010 para R$ 327.267 em dezembro de 2011, representando um crescimento de 12%. Este crescimento da carteira resultou em um aumento de 14% nas rendas decorrentes da taxa de gestão. Os prêmios de seguros de pessoas tiveram um aumento de 50% em relação ao mesmo período do exercício anterior. O índice combinado (Sinistros, Comissões, Outras Receitas e Despesas Operacionais) apresentou uma melhora com a diminuição de 89% para 77%. A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido inicial foi de 16% contra 11% em relação com o período anterior. Destinação do resultado A Diretoria, conforme previsto em Estatutos propôs a seguinte destinação: Reserva Legal no valor de R$ 259 mil, Dividendos propostos a pagar no valor de R$ 1.231 mil (equivalentes a 25% do lucro líquido ajustado do exercício), Reserva Especial para Dividendos no valor de R$ 418 mil e Reserva para Aumento de Capital no valor de R$ 3.766 mil.

Cenários A Europa, que segue no foco dos mercados há vários meses, vem provocando muitas incertezas quanto ao rumo da economia global. Os impasses políticos para solucionar a crise de endividamento e os receios com a possibilidade da região européia entrar em recessão vem provocando muita volatilidade nos ativos de risco. Nos últimos dias diversas nações da zona do euro foram acometidas por rebaixamentos em seus ratings de crédito em função da deterioração da capacidade de honrarem seus compromissos junto a credores (inclusive a França, que é a segunda maior economia da região) e o uso da linha de crédito overnight do BCE vêm atingindo recordes históricos - um forte indicador de que os bancos estão relutantes em emprestar recursos a outras instituições financeiras privadas. No entanto é importante destacar que por outro lado os últimos leilões de títulos soberanos foram bem-sucedidos, com forte demanda e redução das taxas de retorno aos investidores. As atenções durante o primeiro semestre deverão permanecer voltadas às rolagens das dívidas soberanas nos próximos meses e sobretudo à renegociação da dívida grega junto aos credores privados a fim de se evitar um default desordenado. Nos Estados Unidos, embora os últimos dados tenham agradado aos mercados, indicando retomada gradual da atividade, o desemprego e a confiança dos consumidores ainda permanecem em níveis elevados, colocando em dúvida a eficácia do suporte da atual política monetária para incentivar a economia. Os impasses políticos para conciliar o aperto fiscal e o crescimento econômico seguem como o principal desafio para uma solução de longo prazo, e para as próximas semanas, os agentes deverão continuar a monitorar de perto os dados da maior economia do mundo. Quanto à China, que segue juntamente com outros países emergentes como a esperança de condutora do crescimento global, diminuiu por ora as preocupações de um hard landing com a divulgação do PIB do 4º Trimestre do ano passado - o crescimento foi de 8,9%, ante estimativas de 8,6%. Para os próximos meses o mercado aguarda novas medidas de estímulo do governo, como nova redução do compulsório a fim de prover mais liquidez à economia e deverá seguir acompanhando os indicadores de atividade.

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 31 DE DEZEMBRO 2010 (EM MILHARES DE REAIS)

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (EM MILHARES DE REAIS, EXCETO O LUCRO LÍQUIDO POR LOTE DE MIL AÇÕES)

PASSIVO

ATIVO Notas Circulante Disponível Caixa e bancos Aplicações Créditos das operações com seguros e resseguros Prêmios a receber Operações com seguradoras Outros créditos operacionais Créditos das operações com previdência complementar Valores a receber Ativos de resseguro - Provisões técnicas Títulos e créditos a receber Títulos e créditos a receber Créditos tributários e previdenciários Depósitos judiciais e fiscais Outros créditos Despesas antecipadas Custos de aquisição diferidos Seguros Ativo não circulante Realizável a longo prazo Ativos de resseguro - provisões técnicas Títulos e créditos a receber Créditos tributários e previdenciários Depósitos judiciais e fiscais Custos de aquisição diferidos Seguros e resseguros Imobilizado Bens móveis Intangível Outros intangíveis

3 4

5 6

10

5 6 12 10 7

2011 421.670 1.294 1.294 393.204 18.001 12.281 5.695 25 6 6 150 583 334 24 – 225 58 8.374 8.374 25.332 25.089 293 9.106 3.411 5.695 15.690 15.690 195 195 48 48 447.002

2010 371.065 1.257 1.257 344.667 15.199 13.535 1.651 13 6 6 3.196 374 238 77 9 50 34 6.332 6.332 12.336 12.092 – 6.453 2.629 3.824 5.639 5.639 186 186 58 58 383.401

Notas Circulante Contas a pagar Obrigações a pagar Impostos e encargos sociais a recolher Encargos trabalhistas Impostos e contribuições Outras contas a pagar Débitos de operações com seguros e resseguros Operações com seguradoras Operações com resseguradoras Corretores de seguros e resseguros Outros débitos operacionais Depósitos de terceiros Provisões técnicas - Seguros Pessoas Vida com cobertura por sobrevivência Provisões técnicas Previdência complementar Planos não bloqueados Passivo não circulante Provisões técnicas - Seguros Pessoas Outros débitos Provisões judiciais Patrimônio líquido Capital social Reservas de lucros

8 8

5 9 10 10 10

10 12 13

2011 376.548 3.598 2.222 342 314 181 539

2010 336.067 3.392 1.167 285 378 529 1.033

8.917 3.093 539 4.843 442 1.991 162.436 33.054 129.382

8.270 1.326 444 6.416 84 1.898 132.437 27.610 104.827

199.606 199.606 33.150 25.255 25.255 7.895 7.895 37.304 21.045 16.259

190.070 190.070 14.727 9.533 9.533 5.194 5.194 32.607 20.302 12.305

Prêmios emitidos líquidos Contribuições para cobertura de riscos Variações das provisões técnicas de prêmios Prêmios ganhos Sinistros ocorridos Custos de aquisição Outras receitas e despesas operacionais Resultado com operações de resseguro Receita com resseguro Despesa com resseguro Rendas de contribuições e prêmios Constituição da provisão de benefícios a conceder Receita de contribuições e prêmios de VGBL Rendas com taxas de gestão e outras taxas Variação de outras provisões técnicas Outras receitas e despesas operacionais Despesas administrativas Despesas com tributos Resultado financeiro Resultado operacional Resultado antes de impostos e participações Imposto de renda Contribuição social Participações sobre o resultado Lucro líquido do exercício Quantidade de ações Lucro líquido por lote de mil ações - R$

Notas 14 14 14 14 14 14 14 5

14 14 14 15 15

2011 77.423 10 (22.424) 55.009 (16.592) (22.940) (2.908) (347) 904 (1.251)

2010 56.403 11 (9.701) 46.713 (22.172) (16.290) (2.994) 4.508 5.522 (1.014)

61.917 52.210 (61.888) (52.176) 29 34 2.971 2.596 (170) (165) 5 (5) (8.552) (8.797) (2.807) (2.368) 5.681 4.401 9.379 5.461 9.379 5.461 (2.050) (1.154) (1.295) (813) (849) (365) 5.185 3.129 13.761.505 13.450.556 376,77 232,63

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (EM MILHARES DE REAIS) 447.002

383.401

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (EM MILHARES DE REAIS)

Capital social 19.538

Saldos em 31 de dezembro de 2009 Aumento de capital aprovado Portaria SUSEP/DECON n° 1.136/2010 Lucro líquido do exercício Destinação do lucro líquido: Reserva legal Reserva estatutária Dividendos Ajuste de exercícios anteriores Saldos em 31 de dezembro de 2010 Aumento de capital aprovado em 12/04/2011 Portaria SUSEP/DECON n° 1.206/2011 Lucro líquido do exercício Proposta para destinação do lucro líquido: Reserva legal Reserva estatutária Dividendos propostos Saldos em 31 de dezembro de 2011

No Brasil, as incertezas vindas do exterior e os temores de desaceleração global fizeram o governo promover cortes sucessivos de juros desde agosto, mesmo diante de pressões inflacionárias. O IPCA de 2011 registrou avanço de 6,50%, no teto da meta. Declarações recentes de autoridades monetárias mostrando mais preocupação com a inflação ancoraram alta nas taxas futuras no início de janeiro. Ao longo dos próximos meses os investidores deverão continuar a avaliar os próximos dados de emprego e produção e o cenário externo, que deverão mexer com a expectativa dos investidores e trazer volatilidade para o mercado de juros. Em relação ao mercado de câmbio, o foco continuará no desenrolar da crise de confiança européia. Caso a economia global consiga mostrar alguma recuperação, mesmo que seja pequena, o desejo de ter dólar será menor entre os investidores. Entretanto, no caso de aprofundamento da desconfiança do investidor em relação à viabilidade da União Européia o dólar continuará se valorizando em 2012. Perspectivas A Administração acredita que o segmento de previdência privada continuará apresentando um importante crescimento, dado uma maior demanda por poupanças com características de longo prazo, em complemento a previdência pública. No segmento de seguro de pessoas a Administração continuará a focar sua atuação em nichos específicos e aproveitar a sinergia com as empresas do grupo. Dentro desse contexto, espera apresentar um crescimento gradativo e consistente da produção, dentro de parâmetros de subscrição com baixa exposição ao risco. Agradecimentos Agradecemos aos Senhores Acionistas a confiança em nós depositada; aos Órgãos Reguladores e Fiscalizadores do mercado pela orientação; aos nossos Funcionários, pelo trabalho e a competência no desempenho de suas funções e aos nossos Corretores e Segurados, o prestígio concedido. A Diretoria

Reservas de lucros Reserva Reserva legal estatutária 618 8.811

Lucros acumulados –

Total 28.967

764 –

– –

– –

– 3.129

764 3.129

– – – – 20.302

156 – – – 774

– 2.230 – 490 11.531

(156) (2.230) (743) – –

– – (743) 490 32.607

743 –

– –

– –

– 5.185

743 5.185

– – – 21.045

259 – – 1.033

– 3.695 – 15.226

(259) (3.695) (1.231) –

– – (1.231) 37.304

Atividades operacionais Notas 2011 2010 Recebimentos de prêmios de seguros, contribuições de previdência e taxas de gestão e outras 121.549 109.706 Recuperações de sinistros e comissões 5.613 3.104 Outros recebimentos operacionais (salvados, ressarcimentos e outros) 1.280 3.545 Pagamentos de sinistros, benefícios, resgates e comissões (89.006) (57.184) Repasses de prêmios por cessão de riscos (1.773) (5.235) Pagamentos de despesas com operações de seguros e resseguros (330) (707) Pagamentos de despesas e obrigações (10.832) (8.118) Pagamentos de indenizações e despesas em processos judiciais (215) (38) Outros pagamentos operacionais (852) (2.780) Recebimentos de dividendos 33 26 Constituição de depósitos judiciais (801) (1.208) Resgates de depósitos judiciais 23 – Pagamentos de participações nos resultados (223) (196) Caixa gerado pelas operações 24.466 40.915 Impostos e contribuições pagos (9.475) (6.465) Investimentos financeiros: Aplicações (121.666) (80.997) Vendas e resgates 106.779 46.693 Caixa líquido gerado nas atividades operacionais 16 104 146 Atividades de investimento Pagamento pela compra de ativo permanente: Imobilizado (62) (243) Intangível (5) – Caixa líquido consumido nas atividades de investimento (67) (243) Aumento/(redução) líquido de caixa e equivalentes de caixa 37 (97) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 1.257 1.354 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 1.294 1.257 Aumento/(redução) líquido de caixa e equivalentes de caixa 37 (97) (Redução)/aumento nas aplicações financeiras - recursos livres (11.267) 4.315

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (EM MILHARES DE REAIS) 1. Contexto operacional A Alfa Previdência e Vida S.A. (doravante referida, também, como “Companhia” ou “Seguradora”) tem por objeto social operar com seguros de pessoas e planos de previdência complementar em todo território nacional. A Companhia é uma sociedade anônima de capital fechado domiciliada no Brasil com sede na Alameda Santos, 466, São Paulo. A Companhia, no desenvolvimento de suas atividades, atua de forma integrada com o Grupo Alfa e empresas a ele ligadas, mantendo com essas empresas algumas operações, as quais estão detalhadas na Nota Explicativa nº 18. A controladora direta da Companhia é a Corumbal Participações e Administradora Ltda. e a controladora indireta é a Administradora Fortaleza Ltda.. Essas demonstrações financeiras foram aprovadas pela Diretoria em 10 de fevereiro de 2012. 2. Descrição das principais práticas contábeis a. Base de preparação Em consonância à Circular SUSEP n° 424/2011, as demonstrações financeiras foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, incluindo os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) quando referendadas pela SUSEP. As demonstrações financeiras estão apresentadas em conformidade com os modelos de publicação estabelecidos pela referida Circular, cujas principais modificações em relação ao formato de apresentação foram: (i) as Provisões Técnicas estão sendo apresentadas por grupo de ramos de seguros; (ii) as operações de resseguro estão sendo apresentadas em grupos específicos no balanço patrimonial e na demonstração do resultado; (iii) As receitas com emissão de apólices, anteriormente contabilizadas no grupo “outras receitas operacionais”, passaram a ser contabilizadas no grupo específico “receitas com taxa de emissão de apólices”. A Administração reavaliou e alterou a política contábil de provisão ao valor recuperável de prêmios a receber. Os efeitos dessa alteração, bem como das reclassificações de saldos anteriormente divulgados decorrentes do plano de contas instituído pela Circular SUSEP 424/2011, estão demonstrados abaixo: Ajustes decorrentes Reclassificações Balanço com ajustes e Balanço divulgado de mudança de Circular reclassificações Ativo Dezembro de 2010 política contábil SUSEP 424/2011 Dezembro de 2010 Circulante Prêmio a receber (i) 13.045 490 – 13.535 Operações com resseguradoras 2.818 – (2.818) – Despesa de resseguro e retrocessões diferidas 378 – (378) – Ativos de resseguro - Provisões técnicas – – 3.196 3.196 Créditos tributários e previdenciários 539 – (462) 77 Não circulante Créditos tributários e previdenciários (ii) 1.971 196 462 2.629 Total do ativo 382.715 686 – 383.401 Ajustes decorrentes Reclassificações Balanço com ajustes e Balanço divulgado de mudança de Circular reclassificações Passivo Dezembro de 2010 política contábil SUSEP 424/2011 Dezembro de 2010 Circulante Impostos e contribuições (ii) 333 196 – 529 Patrimônio liquido Lucros e prejuízos acumulados (iii) – 490 – 490 Total do passivo e patrimônio líquido 382.715 686 – 383.401 Ajustes decorrentes Reclassificações Balanço com ajustes e Balanço divulgado de mudança de Circular reclassificações Resultado Dezembro de 2010 política contábil SUSEP 424/2011 Dezembro de 2010 Prêmios de resseguros cedidos (1.150) – 1.150 – Variações das provisões técnicas de prêmios (9.565) – (136) (9.701) Sinistros retidos (sinistros ocorridos) (16.650) – (5.522) (22.172) Receita com resseguro – – 5.522 5.522 Despesa com resseguro – – (1.014) (1.014) Lucro líquido 3.129 – – 3.129 (i) Em 2010 a Companhia adotava como política o provisionamento do montante de prêmios vencidos e não pagos acima de 60 dias. Em 2011, a provisão passou a ser constituída com base em estudo baseado em perdas históricas. (ii) Reversão do crédito tributário de diferenças temporárias decorrente do aumento da provisão para perda ao valor recuperável de Prêmios a receber. (iii) Efeito do ajuste retrospectivo da mudança de política contábil de provisão para perda ao valor recuperável de Prêmios a receber. As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade dos negócios em curso normal e compreendem os balanço patrimonial, a demonstração de resultado, a demonstração da mutação do patrimônio liquido e a demonstração do fluxo de caixa e as notas explicativas. A demonstração do resultado abrangente não está sendo apresentada, uma vez que não existem itens a serem tratados como resultado abrangente. Adicionalmente, a Administração julgou que os impactos das reclassificações e dos ajustes no balanço patrimonial em 01/01/2010 não foram significativas para a compreensão destas demonstrações financeiras, não sendo necessária a apresentação do balanço patrimonial reclassificado para aquela data. b. Base para mensuração As demonstrações financeiras estão apresentadas em milhares de Reais e foram elaboradas de acordo com o custo histórico, com exceção para: • Ativos e passivos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. c. Moeda funcional e de apresentação A moeda funcional de apresentação da Companhia é o Real. d. Uso de estimativas e julgamentos Na elaboração de demonstrações financeiras, a Administração é requerida a usar julgamento na determinação de estimativas que levam em consideração pressupostos e premissas quanto a eventos futuros. Os valores reais de liquidação das operações podem divergir dessas estimativas em função da subjetividade inerente ao processo de sua determinação. Estimativas e premissas são revistas periodicamente. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas e julgamentos críticos considerados na aplicação das práticas contábeis, que apresentam efeitos significativos nos saldos registrados nas demonstrações financeiras e, portanto, existe um risco significativo de ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão descritas nas notas explicativas apresentadas abaixo: • Nota nº 04c - Redução ao valor recuperável • Nota nº 06 - Créditos tributários e previdenciários • Nota nº 10 - Provisões técnicas • Nota nº 12 - Provisões judiciais e. Classificação dos contratos de seguros e de investimento A Companhia classifica os contratos emitidos como contrato de seguro quando esses transferem risco de seguro significativo de outra parte (o segurado), para a Companhia, que aceita compensá-lo, ou ao beneficiário indicado, caso um acontecimento específico futuro e incerto venha afeta-lo adversamente. Contratos de investimentos são aqueles contratos que não transferem risco de seguro ou transferem risco de seguro insignificante. A Companhia não identificou contratos classificados como contratos de investimento. f. Mensuração dos contratos Os prêmios de seguros e as despesas de comercialização são contabilizados por ocasião da emissão das apólices ou faturas, líquidos dos custos de emissão, sendo a parcela de prêmios ganhos reconhecida no resultado, de acordo com o período decorrido de vigência do risco coberto, por meio de constituição e reversão da provisão de prêmios não ganhos e das despesas de comercialização diferidas. As receitas de prêmios e as correspondentes despesas de comercialização, relativas aos riscos vigentes ainda sem emissão das respectivas apólices, são reconhecidas ao resultado no início da cobertura do risco, em bases estimadas. Os juros cobrados sobre o parcelamento de prêmios de seguros são apropriados como “receitas financeiras” em base “pro rata die” ao longo do período de pagamento das parcelas dos prêmios. Uma provisão para redução ao valor recuperável relativa aos prêmios a receber é reconhecida com base em estudo técnico do comportamento histórico de inadimplência observado na carteira. As operações de resseguros são contabilizadas com base nos contratos firmados com as resseguradoras. As despesas e receitas oriundas desses contratos são reconhecidas simultaneamente aos prêmios de seguros correspondentes. O diferimento dos prêmios de resseguros cedidos é realizado de forma consistente com o respectivo prêmio de seguro. Os ativos e passivos financeiros decorrentes desses contratos são baixados com base (i) nas prestações de contas emitidas pelo IRB - Brasil Resseguros S.A. por meio dos movimentos operacionais periódicos sujeitos a análise da Companhia. Planos de Previdência e Seguro de Vida com Cobertura de Sobrevivência. A Seguradora comercializa produtos de previdência privada denominados, PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livre), que é um plano que visa à acumulação de recursos para aposentadoria em vida ao participante, e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), que é um seguro de vida com cobertura por sobrevivência, que objetiva a concessão de indenizações em vida ao Segurado. Em ambos os produtos, a contribuição, líquida de carregamento, recebida do participante é aplicada em um Fundo de Investimento Especialmente Constituído - FIE. A reserva do participante tem seu valor atualizado com base no valor diário das quotas do FIE. Nesta fase, não há garantias de rentabilidade no fundo ou de parâmetros atuariais. Após este período de contribuição, o participante tem direito de escolher pela conversão ou não do capital acumulado em renda mensal. Na fase de recebimento de renda, caso o participante opte por esta opção, há garantias atuariais com relação à sobrevivência do mesmo. A receita correspondente ao carregamento e a despesa de comercialização, são reconhecidas ao resultado no mês de recebimento da contribuição.

g. Custos de aquisição diferidos Compreende os montantes de comissões relativos à comercialização de apólices de seguros, sendo a apropriação ao resultado realizada de acordo com o período decorrido de vigência do risco coberto. h. Provisões técnicas Seguros de pessoas (Vida sem Cobertura por Sobrevivência) A mensuração das provisões técnicas leva em consideração as determinações contidas na Resolução CNSP nº 162/2006 e alterações posteriores. A Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) representa as parcelas dos prêmios que serão apropriados ao resultado no decorrer dos prazos de vigência dos seguros. O cálculo é individual por apólice ou endosso dos contratos vigentes na data-base de constituição, pelo método “pro rata die” tomando-se por base as datas de início e fim de vigência do risco segurado. O fato gerador da constituição dessa provisão é a emissão da apólice ou endosso. A Provisão de Prêmios Não Ganhos dos Riscos Vigentes Mas Não Emitidos (PPNG-RVNE) representa o ajuste da PPNG dada à existência de riscos assumidos pela Companhia cuja apólice ainda não foi operacionalmente emitida. É calculada utilizando metodologia prevista em Nota Técnica Atuarial (NTA) que apura a melhor estimativa com base no histórico de cada segmento de negócio em relação aos riscos emitidos em atraso. A Provisão para Insuficiência de Prêmios (PIP) é calculada atuarialmente, de acordo com metodologia própria descrita em NTA, e é constituída se for constatada insuficiência da Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) para a cobertura dos sinistros a ocorrer, considerando o valor esperado de indenizações e despesas relacionadas, ao longo dos prazos a decorrer referentes aos riscos vigentes. A Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL) é constituída por estimativa de pagamentos prováveis, brutos de resseguros e líquidos dos ajustes de cosseguro, com base nos avisos de sinistros recebidos até a data do balanço. Inclui também estimativa para cobrir o pagamento de indenizações, custos associados e atualização monetária oriunda de sinistros em discussão judicial. A Provisão para Sinistros Ocorridos Mas Não Avisados (IBNR) relativa a operações de seguros, é estimada utilizando os percentuais definidos na Circular SUSEP 283/2005. A Provisão Complementar de Prêmios (PCP) foi instituída com o objetivo de complementar a Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) e é calculada conforme metodologia definida na Resolução CNSP 162/2006, considerando todos os riscos vigentes, emitidos ou não.O valor constituído corresponde à diferença, se positiva, entre a média da soma dos valores de PPNG apurados diariamente e a soma da PPNG e da PPNG-RVNE constituídas no mês. Previdência Complementar e Vida com Cobertura de Sobrevivência A Provisão de Riscos Não Expirados (PRNE) representa as parcelas das contribuições ou dos prêmios emitidos até a data-base que serão apropriadas ao resultado no decorrer dos prazos de vigência dos planos. e tomando-se por base as datas de início e fim de vigência A PRNE, como a PPNG, é calculada “pro rata die” do risco. A Provisão de Riscos Não Expirados de Riscos Vigentes Mas Não Emitidos (PRNE-RVNE), semelhante à PPNG-RVNE, tem como objetivo estimar a parcela de riscos não expirados referentes aos riscos assumidos pela Seguradora cujas vigências já se iniciaram, mas que ainda não foram emitidas, conforme estatística definida em NTA. A Provisão Matemática de Benefício a Conceder (PMBaC) corresponde aos compromissos da Seguradora para com os participantes dos respectivos planos, relativamente aos benefícios a conceder por rendas instituídas sob o regime financeiro de capitalização. A Provisão Matemática de Benefício Concedido (PMBC), constituída pela Seguradora, a partir da ocorrência do evento gerador (sobrevivência ou morte), destinada a garantir o pagamento ao beneficiário da renda contratada. A Provisão de Insuficiência de Contribuições (PIC), mensurada com base na avaliação atuarial, é constituída para cobrir os possíveis desvios relativos às bases técnicas das PMBaC e PMBC e é calculada com base no valor presente da diferença entre as bases técnicas contratuais e as bases técnicas esperadas, conforme metodologia definida em NTA. A Provisão de Despesas Administrativas (PDA) é constituída para honrar as despesas operacionais futuras decorrentes de pagamento de benefícios previstos no plano, em função de eventos ocorridos e a ocorrer, sendo calculada conforme metodologia definida em NTA. A Provisão para Sinistros Ocorridos Mas Não Avisados (IBNR), relativa aos planos de riscos da Previdência Complementar (pecúlio, pensão por morte e pensão por invalidez), é estimada utilizando os percentuais estabelecidos pela Circular SUSEP nº 288/2005. A Provisão de Benefícios a Regularizar (PBAR) corresponde ao valor total dos pecúlios e rendas vencidos, não pagos em decorrência de eventos ocorridos, inclusive a atualização do valor cabível. A Provisão de Excedente Financeiro (PEF) abrange os valores de excedente financeiros provisionados, a serem utilizados conforme definição no plano de previdência. i.Teste de adequação dos passivos Conforme requerido pelo CPC 11, em cada data de balanço deve ser elaborado o teste de adequação dos passivos para todos os contratos em curso na data de execução do teste. Este teste de adequação de passivos para fins de elaboração das demonstrações financeiras foi instituída pela SUSEP , por intermédio da Circular SUSEP nº 410/2010 e deverá avaliar na data-base, as obrigações decorrentes dos contratos e certificados dos planos de seguros. Para a Seguradora, a carteira foi segmentada em: Seguro de Pessoas, da seguinte forma: i. Auxilio funeral; ii. Prestamistas; iii. Acidentes pessoais; iv. Acidentes pessoais coletivo; v. Desemprego/perda de renda; vi. Renda de eventos aleatórios; vii. Vida em grupo; viii. Previdência complementar aberta; ix. Seguro de vida com cobertura de sobrevivência.

A execução do TAP tem dois componentes importantes nas suas estimativas: (i) o quanto (o valor de melhor estimativa dos compromissos assumidos até a data-base); e (ii) quando (a distribuição da liquidação destes compromissos por período futuro). Com estes dois componentes, podemos calcular o valor presente dos passivos atuariais da Seguradora, compará-lo com o total de Provisões Técnicas, líquidas das despesas de comercialização diferida (DAC) e dos Ativos Intangíveis, correspondentes a estes passivos. i. Sinistralidade - Foram utilizados triângulos de desenvolvimento para projetar a evolução dos sinistros futuros, incluindo as despesas relacionadas. ii. Mortalidade e sobrevivência - Foram utilizadas as tábuas BR-EMS. iii. Prêmios futuros que não estejam contidos na PPNG constituída na data-base do teste Para as apólices com faturas mensais, a data de início da vigência da apólice considerada é a data de aniversário da renovação. Assim, os sinistros futuros devidos a esta exposição estão contemplados nas projeções supracitadas. iv. Despesas administrativas e outras receitas e despesas operacionais futuras Despesas Administrativas, que inclui as despesas não alocáveis aos sinistros, Outras Receitas e Despesas Operacionais. v. Cobertura por sobrevivência - Os planos de sobrevivência ativos na Seguradora são fundamentados na tábua AT-2000 suavizada em 15% e com juros atuarias de 0%. Tais parâmetros são conservadores e inibem um participante de exercer seu direito de transformar o capital acumulado nos fundos em algum tipo de renda, principalmente a vitalícia ou outra por períodos longos. Desde o ano de 2007, a Seguradora concedeu apenas quatro rendas e todas foram do tipo temporária com o período máximo de um ano. Como os produtos PGBL e VGBL (únicos produtos de sobrevivência comercializados pela Seguradora) não garantem aos participantes rentabilidade nos fundos de investimentos durante a fase de diferimento, não existe risco da Seguradora não honrar compromissos em relação à PMBaC (Provisão Matemática de Benefícios a Conceder), como resgate e portabilidade. Sendo assim, mesmo com a pouca chance dos valores atuais da PMBaC virarem integralmente algum tipo de renda, foi definido transformar toda a reserva do fundo em dezembro de 2011 em rendas vitalícias. Esta premissa conservadora torna o teste mais rígido, bem como o fluxo financeiro mais simples. vi. Premissas econômicas - Conforme disposto no parágrafo 1º, do art. 5º, da Circular SUSEP 410/2010, foi utilizada estrutura a termo de taxa de juros livre de risco para a curva “pré-fixada”, de dezembro de 2011, divulgada pela SUSEP, para trazer o fluxo de caixa futuro ao valor presente. Nos casos das Coberturas por Sobrevivência, além da ETTJ acima mencionada, utilizamos a curva de juros do Cupom de IPCA, também divulgada pela SUSEP, para atender a atualização monetária dos benefícios definidas nos parâmetros dos planos. Caso seja identificada qualquer insuficiência, a Companhia deve registrar a insuficiência como uma despesa no resultado do período e constituir provisões adicionais aos passivos de seguro já registrados na data-base do teste. O resultado do teste de adequação dos passivos, realizado em 31 de dezembro de 2011, não apresentou insuficiência em relação as provisões técnicas. j. Resseguro Os contratos de resseguro são classificados como contratos de seguros, pois pressupõem a transferência de um risco de seguro significativo. A cessão de resseguros é efetuada no curso normal das atividades da Seguradora com o propósito de limitar sua perda potencial. k. Ativos financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros em uma das seguintes categorias: Valor justo por meio do resultado, disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. A classificação dentre as categorias é definida pela Administração no momento inicial e depende da estratégia pela qual o ativo foi adquirido. i. Valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Seguradora gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos da Seguradora. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. ii. Disponíveis para venda Ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que são designados como disponíveis para venda ou não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado. iii. Ativos financeiros mantidos até o vencimento Caso a Companhia tenha intenção e capacidade de manter títulos até o seu vencimento, então tais ativos financeiros são classificados como mantidos até o vencimento. Nas datas de balanço a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro nessa categoria. iv. Empréstimos e recebíveis Compreende, principalmente, os recebíveis originados de contratos de seguros, tais como os saldos de prêmios a receber de segurados e valores a receber e direitos junto a resseguradores e cosseguradoras, que são registrados pelo custo amortizado e avaliados, periodicamente, quanto a sua recuperabilidade. Existindo evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no valor recuperável essa perda é reconhecida no resultado do período. v. Determinação do valor justo O valor justo dos títulos é apurado da seguinte forma: (I) Ações de companhias abertas - com base na cotação do último dia útil em que foram negociadas no pregão da BM&FBovespa; (II) Títulos públicos - com base nos preços unitários do mercado secundário divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA); (III).CDB - pós - fixados e Nota Comercial (NC) - valor presente calculado com base na taxa de desconto do prêmio de risco atribuído pelos administradores dos fundos exclusivos; (IV) Debêntures - cotações divulgadas pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais) e (V) Derivativos - cotações divulgadas pela BM&F. vi. Redução ao valor recuperável Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo. A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos patrimoniais) perderam valor pode incluir o não-pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Além disso, para um instrumento patrimonial, um declínio significativo ou prolongado em seu valor justo abaixo do seu custo é evidência objetiva de perda por redução ao valor recuperável. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. Perdas de valor (redução ao valor recuperável) nos ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa que foi reconhecida em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa que é reclassificada de outros resultados abrangentes para o resultado é a diferença entre o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente reconhecida no resultado. Todavia, qualquer recuperação subsequente no valor justo de um ativo financeiro disponível para venda para o qual tenha sido registrada perda do valor recuperável, é reconhecida em outros resultados abrangentes. vii. Instrumentos derivativos A Companhia manteve em dezembro de 2011 operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos destinados, exclusivamente, à proteção de riscos associados com a variação de taxas de juros dos investimentos. O objetivo de atuação no mercado de derivativos visa minimizar a exposição a riscos de mercado. Derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo; custos de transação atribuíveis são reconhecidos no resultado como incorridos. Após o reconhecimento inicial, os derivativos são mensurados pelo valor justo, e as variações no valor justo são registradas no resultado do período e estão classificados na categoria ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado. l. Passivos financeiros Os passivos financeiros são caracterizados como uma obrigação contratual de pagamento de determinada importância em moeda ou em instrumentos financeiros. Os passivos financeiros contemplam substancialmente contas a pagar, corretores. m. Caixa e equivalentes a caixa São representados por disponibilidades em moeda nacional, caixa e depósitos bancários, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo e que são utilizados pela Companhia para o gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. n. Imobilizado Mensurado pelo custo histórico deduzido da depreciação acumulada e perdas por redução de valor recuperável (impairment) acumuladas, quando aplicável. O custo de substituir parte de um item do imobilizado é reconhecido no valor do bem quando for continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 29

continuação

ALFA PREVIDÊNCIA E VIDA S.A. C.N.P.J. 02.713.530/0001-02 ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (EM MILHARES DE REAIS) provável que os benefícios econômicos futuros, incorporados no bem, sejam revertidos e o seu custo for mensurado de maneira confiável. Os custos de reparos rotineiros do imobilizado são reconhecidos no resultado à medida que são incorridos. A depreciação é reconhecida no resultado pelo método linear considerando a vida útil-econômica estimada de cada parte de um bem do imobilizado, sendo depreciados conforme segue: • Móveis e utensílios: 10%; • Equipamentos: 20%. Ativos sujeitos a depreciação são avaliados para recuperabilidade quando ocorrem eventos ou circunstâncias que indiquem que o valor contábil do ativo não seja recuperável. É reconhecida uma perda por imparidade pelo montante pelo qual o valor contábil do ativo exceda seu valor recuperável, que é o maior valor entre o preço líquido de venda e seu valor de uso. Uma perda por imparidade é revertida se houver mudança nas estimativas utilizadas para se determinar o valor recuperável e é revertida somente na extensão em que o valor de contabilização do ativo não exceda o valor de contabilização que teria sido determinado, líquido de depreciação. o. Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se a Companhia tem uma obrigação legal que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. Os valores provisionados são apurados por estimativa dos pagamentos que a Companhia possa ser obrigada a realizar em função do desfecho desfavorável de ações judiciais em curso de natureza cível, fiscal e trabalhista e cuja probabilidade de perda seja considerada provável. Passivos contingentes são divulgados se existir uma possível obrigação futura resultante de eventos passados ou se existir uma obrigação presente resultante de um evento passado, mas seu pagamento não for provável ou seu montante não puder ser estimado de forma confiável. Ativos contingentes são reconhecidos contabilmente somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis definitivas, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável são apenas divulgados. Obrigações legais - fiscais e previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações financeiras. p. Benefícios aos empregados A Companhia possui obrigações de benefícios de curto prazo para empregados e Administradores, tais como seguro saúde, vale transporte, vale-refeição e alimentação e treinamento profissional, que são reconhecidas no resultado do período à medida que são incorridos. q. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescida de 10% sobre a parcela do lucro tributável anual excedente a R$ 240 mil e a contribuição social sobre o lucro líquido é calculada à alíquota de 15% sobre o lucro tributável. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido ou em outros resultados abrangentes. O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro ou prejuízo tributável do exercício, a taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data de apresentação das demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para fins de tributação. O imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera serem aplicadas às diferenças temporárias quando elas revertem, baseando-se nas leis que foram decretadas ou substantivamente decretadas até a data de apresentação das demonstrações financeiras. Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de relatório e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja mais provável. 3. Aplicações financeiras A carteira de aplicações demonstrada abaixo considera os títulos e valores mobiliários que compõem a carteira dos fundos de investimentos exclusivos. a) Resumo da classificação das aplicações financeiras Títulos 31/12/2011 % 31/12/2010 % Valor justo por meio do resultado 393.204 100 344.667 100 Títulos de renda fixa - letras financeiras do tesouro 188.246 48 157.996 46 Títulos de renda fixa - notas do tesouro nacional 13.334 3 56.318 16 Títulos de renda fixa - letras do tesouro nacional 12.341 3 33.142 10 Títulos de renda fixa - certificados de depósitos bancários 24.333 6 48.927 14 Títulos de renda fixa - debêntures 13.901 4 24.064 7 Títulos de renda variável - ações 19.810 5 23.127 7 Títulos de renda fixa - debêntures compromissadas 15.239 4 – – Títulos de renda fixa - letras do tesouro nacional compromissadas 103.847 26 – – Nota comercial 2.527 1 – – Títulos de renda fixa - fundos de investimento – – 456 – Títulos de renda fixa - DPGE – – 637 – Tesouraria/contas a pagar (374) – – – b) Composição das aplicações financeiras por prazo e por título de 1 a 30 dias Valor ou sem justo/ de 31 a de 181 a Acima de vencimento 180 dias 360 dias 360 dias contábil Títulos a valor justo por meio do resultado Letras financeiras do tesouro – – – 188.246 188.246 Notas do tesouro nacional – – – 13.334 13.334 Letras do tesouro nacional – – 2.667 9.674 12.341 Certificados de depósitos bancários 4.851 15.380 4.102 – 24.333 Debêntures 4.169 – – 9.732 13.901 Ações 19.810 – – – 19.810 Debêntures compromissadas 7.055 2.031 6.153 – 15.239 Letras do tesouro nacional compromissadas 103.847 – – – 103.847 Notas comerciais – – 2.527 – 2.527 Tesouraria/contas a pagar (374) – – – (374) Total em 31 de dezembro de 2011 139.358 17.411 15.449 220.986 393.204 de 1 a 30 dias Valor ou sem justo/ de 31 a de 181 a Acima de vencimento 180 dias 360 dias 360 dias contábil Títulos a valor justo por meio do resultado Letras financeiras do tesouro – 1.174 24.041 132.781 157.996 Notas do tesouro nacional 55.229 – – 1.089 56.318 Certificados de depósitos bancários 11.561 27.159 7.988 2.219 48.927 Letras do tesouro nacional – – 33.142 – 33.142 Debêntures – 12.901 2.042 9.121 24.064 Ações 23.127 – – – 23.127 DPGE – – – 637 637 Quotas de fundos de investimentos 456 – – – 456 Total em 31 de dezembro 2010 90.373 41.234 67.213 145.847 344.667 c) Custo atualizado dos ativos financeiros designados a valor justo por meio do resultado 31/12/2011 31/12/2010 Valor do Ajuste Valor Valor do Ajuste a Valor custo a valor justo/ custo valor justo/ atualizado justo contábil atualizado justo contábil Ativos financeiros designados a valor justo por meio do resultado Títulos de renda fixa - fundos de investimento – – – 456 – 456 Títulos de renda fixa - certificados de depósitos bancários 24.329 4 24.333 48.904 23 48.927 Títulos de renda variável - ações 19.810 – 19.810 23.127 – 23.127 DPGE – – – 611 26 637 Títulos de renda fixa - notas do tesouro nacional 12.712 622 13.334 56.245 73 56.318 Títulos de renda fixa - letras financeiras do tesouro 188.216 30 188.246 157.998 (2) 157.996 Títulos de renda fixa - letras do tesouro nacional 12.240 101 12.341 33.232 (90) 33.142 Títulos de renda fixa - debêntures 13.862 39 13.901 24.004 60 24.064 Títulos de renda fixa - debêntures compromissadas 15.239 – 15.239 – – – Títulos de renda fixa - letras do tesouro nacional compromissadas 103.847 – 103.847 – – – Notas comerciais 2.527 – 2.527 – – – Tesouraria/contas a pagar (374) – (374) – – – Total 392.408 796 393.204 344.577 90 344.667 A tabela abaixo apresenta a análise do método de valorização de ativos financeiros trazidos ao valor justo. Os valores de referência foram identificados como se segue: • Nível 1 - Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos. • Nível 2 - Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços). • Nível 3 - Premissas, para o ativo ou passivo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis) d) Hierarquia do valor justo 31/12/2011 31/12/2010 Nível 2 Nível 2 Valor justo por meio do resultado Certificados de depósitos bancários 24.333 48.927 DPGE – 637 Letras financeiras do tesouro 188.246 157.996 Letras do tesouro nacional 12.341 33.142 Notas do tesouro nacional 13.334 56.318 Ações 19.810 23.127 Debêntures 13.901 24.064 Quotas de fundos de investimentos – 456 Títulos de renda fixa - debêntures compromissadas 15.239 – Títulos de renda fixa - letras do tesouro nacional compromissadas 103.847 – Notas comerciais 2.527 – Tesouraria/contas a pagar (374) – Total 393.204 344.667 e) Instrumentos financeiros derivativos 31/12/2011 Data de Posição Valor de Resultado Operação Quantidade vencimento da operação referência do período DI Futuro 132 02/01/2015 Vendida 9.674 (36) DI Futuro 28 02/07/2012 Vendida 2.667 (306) Total 160 (342) 31/12/2010 Data de Posição Valor de Resultado Operação Quantidade vencimento da operação referência do período DI Futuro 350 01/07/2011 Vendida 33.142 72 f) Desempenho e taxas contratadas A Administração mensura a rentabilidade de seus investimentos utilizando como parâmetro a variação das taxas de rentabilidade dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI) para os ativos de renda fixa e a variação do Ibovespa para ativos em renda variável. Em 2011, o desempenho global dos ativos financeiros, no acumulado do período foi: Ativo Rentabilidade do período Benchmark % s/Benchmark Títulos de renda variável (9,20%) (18,11%) 110,88% Fundos previdenciários de renda variável 0,60% (18,11%) 122,84% Títulos de renda fixa 11,26% 11,60% 97,04% Fundos previdenciários de renda fixa 10,80% 11,60% 93,07% 4. Prêmios a receber a. Ramos de seguros 31/12/2011 31/12/2010 Prestamista 3.077 5.174 Vida em grupo 7.729 7.246 Acidentes pessoais 1.194 986 Demais 304 139 Subtotal 12.304 13.545 Redução ao valor recuperável (23) (10) Total 12.281 13.535 b. Faixas de vencimento 31/12/2011 31/12/2010 A vencer Até 30 dias 8.394 9.632 De 31 a 60 dias 58 11 De 61 a 120 dias 91 8 De 121 a 180 dias 79 5 De 181 a 365 dias 111 2 Total a vencer 8.733 9.658

Prêmios emitidos, líquido de cancelamentos (+) Cosseguro aceito (–) Cosseguro cedido (–) Prêmio - risco vigente não emitido (=) Prêmios emitidos líquidos 5. Operações de resseguro a. Ativos de resseguro - Provisões técnicas Sinistros a liquidar Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados Provisão de prêmios não ganhos - Resseguro cedido Provisão de riscos vigentes mas não emitidos - Resseguro cedido Provisão complementar de prêmio - Resseguro cedido Total Circulante Não circulante b. Passivos de resseguro

31/12/2011 55.999 30.415 (9.578) 587 77.423

31/12/2010 46.895 12.356 (7.996) 5.148 56.403

31/12/2011 304 22 37 24 56 443 150 293

31/12/2010 1.029 1.789 60 252 66 3.196 3.196 –

31/12/2011 31/12/2010 Prêmios de resseguro cedidos a liquidar 539 444 c. Composição por categoria de ressegurador 31/12/2011 31/12/2010 Prêmio a Sinistros Prêmio a Sinistros Ativos e passivos liquidar a recuperar liquidar a recuperar Resseguradora local 539 304 444 1.029 539 304 444 1.029 31/12/2011 31/12/2010 Prêmio Recuperação Prêmio Recuperação Receitas e despesas cedido de sinistros cedido de sinistros Resseguradora local 999 2.671 1.150 3.901 999 2.671 1.150 3.901 d. Demonstração percentual ressegurado 31/12/2011 31/12/2010 Resseguro Recuper. Resseguro Recuper. Ramo cedido % sinistros % cedido % sinistros % Acidentes pessoais 90 9,03 – – 73 7,53 – – Auxílio funeral – – 3 0,11 – – – – Prestamista (44) (4,38) – – 104 0,41 4 0,30 Vida em grupo 953 95,35 2.668 99,89 973 92,06 3.897 99,70 Total 999 100,00 2.671 100,00 1.150 100,00 3.901 100,00 e. Resultado com operações de resseguro 31/12/2011 31/12/2010 Prêmios resseguros cedidos (1.000) (1.150) Variação das provisões técnicas - Resseguro cedido (251) 136 Recuperação de indenização de resseguro 2.671 3.901 Variação da provisão IBNR - Resseguro (1.767) 1.621 Total (347) 4.508 6. Ativos e passivos de tributos diferidos a. Créditos tributários e previdenciários 31/12/2011 31/12/2010 Circulante Não circulante Total Circulante Não circulante Total Diferenças temporárias – 3.411 3.411 – 2.629 2.629 Impostos a compensar 24 – 24 77 – 77 Total 24 3.411 3.435 77 2.629 2.706 Os créditos tributários de diferenças temporárias referem-se principalmente de ações judiciais que dependem de decisão definitiva destes processos. De qualquer forma os orçamentos de resultados futuros e os históricos de resultados já realizados comportam a realização dos créditos tributários constituídos sobre as diferenças temporárias. Os créditos tributários foram contabilizados levando em consideração o histórico de rentabilidade e a previsão de realização dos créditos registrados no ativo circulante, está fundamentada por estudo técnico, assim demonstrado: 2012 2013 2014 2015 2016 Previsão de realização - % 5% 2% 1% 42% 50% b. Tributos diferidos Saldo e movimentação de tributos diferidos e diferenças temporárias de imposto de renda e de contribuição social. Saldo em Saldo em 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 Provisão para riscos de crédito 396 – 387 9 Provisão para contingências fiscais 1.974 1.065 – 3.039 Provisão para contingências cíveis 92 17 – 109 Outras 167 215 128 254 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias 7. Imobilizado a. Composição dos ativos tangíveis O valor desta rubrica é composto por:

2.629

Taxa anual de depreciação

Descrição Ativos tangíveis Móveis, maquinas e utensílios Equipamentos Total de ativos tangíveis b. Movimentação dos ativos tangíveis

1.297

515

3.411

31/12/2011 Custo Depreciação histórico acumulada

Saldo residual

31/12/2010 Saldo residual

1 194 195

1 185 186

10 20

Descrição Ativos tangíveis - custo histórico Móveis, máquinas e utensílios Equipamentos Total de ativos tangíveis - custo histórico Ativos tangíveis - depreciação acumulada Móveis, máquinas e utensílios Equipamentos Total de ativos tangíveis - depreciação acumulada Total de ativos tangíveis - saldo residual 8. Contas a pagar a. Impostos e contribuições Imposto de renda Contribuição social COFINS PIS ISS sobre a gestão de carteira de fundos Total b. Outras contas a pagar Contas a pagar administrativas Tributos - IRPJ e CSLL Outras contas a pagar Total 9. Depósitos de terceiros

2 315 317

1 121 122

Saldo em Saldo em 31/12/2010 Adições Baixa 31/12/2011 2 255 257

– 64 64

– 4 4

2 315 317

1 70 71 186

– 55 55 9

– 4 4 –

1 121 122 195

31/12/2011 69 95 10 2 5 181

31/12/2010 301 218 4 – 6 529

31/12/2011 463 – 76 539

31/12/2010 634 396 3 1.033

31/12/2011 31/12/2010 Até 30 dias 1.643 1.365 De 31 a 180 dias 135 198 De 181 a 360 dias 169 191 Acima 360 dias 44 144 Total 1.991 1.898 10. Provisões técnicas e custo de aquisição diferidos de pessoas, vida com cobertura de sobrevivência (VGBL) e planos garantidores de benefícios livres (PGBL) a. Provisões técnicas de seguros de pessoas 31/12/2011 31/12/2010 Provisão de prêmios não ganhos 38.889 18.954 Provisão de sinistros a liquidar 9.240 8.656 Provisão de IBNR 6.050 7.881 Outras provisões 4.130 1.652 Total das provisões 58.309 37.143 b. Provisões técnicas - Seguros de pessoas 2011 2010 Despesas de Despesas de Provisões comercialização Provisões comercialização diferidas diferidas técnicas técnicas Ramo Prestamista 39.222 23.358 16.987 10.944 Acidentes pessoais 2.863 191 2.768 223 Vida em grupo 15.789 471 17.290 794 Demais ramos 435 44 98 10 Total 58.309 24.064 37.143 11.971 c. Movimentação das provisões técnicas de seguros Saldo em 1º janeiro de 2011 37.143 Constituição 440.778 Reversão (420.196) Sinistros ocorridos 16.506 Sinistros pagos (14.457) Ajuste de estimativa de sinistros (1.724) Atualização monetária e juros 259 Saldo em 31 de dezembro de 2011 58.309 d. Movimentação das provisões técnicas - (PGBL) 31/12/2011 31/12/2010 Saldo no início do exercício 190.070 175.143 Portabilidades aceitas/cedidas (13.509) (7.958) Contribuições líquidas 10.946 12.955 Rendimento das quotas dos fundos exclusivos 15.430 14.020 Resgates (3.485) (4.563) Outras movimentações 154 473 Saldo no final do exercício 199.606 190.070 e. Movimentação das provisões técnicas - (VGBL) 31/12/2011 31/12/2010 Saldo no início do exercício 104.827 67.458 Portabilidades aceitas/cedidas (17.060) 5.139 Contribuições líquidas 50.942 39.221 Rendimento das quotas dos fundos exclusivos 12.231 7.215 Resgates (21.567) (14.232) Outras movimentações 9 26 Saldo no final do exercício 129.382 104.827 f. Movimentação dos custos de aquisição diferidos 11.971 Saldo em 1º janeiro de 2011 Constituição 232.168 Diferimento (220.075) Saldo em 31 de dezembro de 2011 24.064 g. Desenvolvimento de sinistros O quadro de desenvolvimento de sinistros tem como objetivo ilustrar o risco de seguro inerente, comparando os sinistros pagos com as suas respectivas provisões, partindo do ano em que o sinistro foi avisado. A parte superior do quadro demonstra a variação da provisão no decorrer dos anos. A provisão varia à medida que as informações mais precisas a respeito da freqüência e severidade dos sinistros são obtidas. A parte inferior do quadro demonstra a reconciliação dos montantes com os saldos contábeis. Sinistros brutos de resseguro Até 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Total No ano do aviso 10.144 3.229 4.667 7.594 7.660 16.287 17.869 67.450 Um ano após o aviso 9.954 3.010 4.321 7.588 7.572 15.328 – 47.773 Dois anos após o aviso 10.179 3.165 4.447 7.515 7.646 – – 32.952 Três anos após o aviso 10.419 3.181 4.498 7.546 – – – 25.644 Quatro anos após o aviso 10.434 3.151 4.516 – – – – 18.101 Cinco anos após o aviso 10.511 3.142 – – – – – 13.653 Seis anos ou mais após o aviso 10.811 – – – – – – 10.811 Total de sinistros avisados 10.811 3.142 4.516 7.546 7.646 15.328 17.869 66.858 Pagamento dos sinistros encerrados 10.339 3.059 4.450 7.223 6.060 12.596 10.985 54.712 Pagamento dos sinistros 262 42 18 154 596 843 1.239 3.154 pendentes Pagamento total 10.601 3.101 4.468 7.377 6.656 13.439 12.224 57.866 Cessões cosseguro – – – – 9 183 720 912 Atualização monetária 288 67 47 116 296 134 17 965 Sub total pendente 498 108 95 285 1.277 1.840 4.942 9.045 IBNER – – – – – – 195 195 Saldo pendente 498 108 95 285 1.277 1.840 5.137 9.240 Sinistros líquidos de resseguro Vencidos Até 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Total Até 30 dias 200 501 No ano do aviso 10.144 3.229 4.667 7.594 7.660 16.287 17.869 67.450 De 31 a 60 dias 2.337 2.022 Um ano após o aviso 9.954 3.010 4.321 7.588 7.572 15.328 – 47.773 De 61 a 120 dias 189 513 Dois anos após o aviso 10.179 3.165 4.447 7.515 7.646 – – 32.952 De 121 a 180 dias 85 280 Três anos após o aviso 10.419 3.181 4.498 7.546 – – – 25.644 De 181 a 365 dias 155 357 Quatro anos após o aviso 10.434 3.151 4.516 – – – – 18.101 Acima de 365 dias 605 214 Cinco anos após o aviso 10.511 3.142 – – – – – 13.653 Total vencidos 3.571 3.887 Seis anos ou mais após o aviso 10.811 – – – – – – 10.811 Total 12.304 13.545 Total de sinistros avisados 10.811 3.142 4.516 7.546 7.646 15.328 17.869 66.858 O montante correspondente a redução ao valor recuperável de R$ 23 (R$ 10 em 31 de dezembro de Pagamentos dos sinistros 2010), não está considerado no quadro acima. encerrados 10.339 3.059 4.449 7.223 6.060 12.596 10.985 54.711 c. Movimentação de prêmios a receber Pagamento dos sinistros 2011 2010 262 42 18 154 596 843 1.239 3.154 pendentes Saldo em 1º janeiro 13.535 3.120 Pagamento total 10.601 3.101 4.467 7.377 6.656 13.439 12.224 57.865 (+) Prêmios emitidos (–) Prêmios cancelados (*) 55.999 46.895 Cessões cosseguro – – – – 9 183 720 912 (+) IOF 206 129 Cessões resseguro – – – – 304 – – 304 (–) Recebimentos (57.446) (36.607) Atualização monetária 288 67 47 116 296 134 17 965 (–) Provisão para riscos de crédito - constituição (13) (2) Sub total pendente 498 108 96 285 973 1.840 4.942 8.742 Saldo em 31 de dezembro 12.281 13.535 IBNER – – – – – – 194 194 (*) Reconciliação com prêmios emitidos líquidos: 498 108 96 285 973 1.840 5.136 8.936 Saldo pendente

h. Provisões de sinistros a liquidar judiciais A classificação das ações é feita com base no conhecimento que se tem dos fatos, bem como com base no entendimento jurisprudencial a respeito da matéria, à época do recebimento da ação. Posteriormente, de acordo com o trâmite processual e as decisões proferidas no bojo do processo, essa classificação pode ser reavaliada. Nas demandas cíveis, por seu turno, o valor dado à causa, sobretudo nas ações indenizatórias, cinge-se a valores de alçada ou do pedido. Sua aferição efetiva posteriormente, quando de eventual perícia ou prolação da sentença, quando o magistrado arbitra o correspondente valor de indenização devido. Eventualmente, se existentes, pode-se utilizar como balizamento valores jurisprudencialmente consagrados para a situação. 31/12/2011 31/12/2010 Totais por classificação Quantidade Provisão Quantidade Provisão Remota 53 311 39 214 Possível 51 1.357 43 941 Provável 28 626 24 434 Total 132 2.294 106 1.589 O quadro abaixo demonstra os sinistros que em 31 de dezembro de 2010 estavam classificados nas probabilidades de perda remota e possível, porém, incorreram em desembolso de recursos ou houve mudança de classificação no exercício de 2011. Sinistros pagos Provisão em Desembolso Classificação Quantidade 31/12/2010 no período Remota 1 – 7 Possível 1 12 22 Sinistros pendentes que se tornaram prováveis em 2011 Provisão em Classificação Quantidade 31/12/2010 31/12/2011 Remota 2 4 19 Possível 4 76 152 i. Movimentação 31/12/2011 Seguros Resseguro Saldo do início do período 1.589 200 Total pago no período (160) – Total provisionado até o fechamento do exercício anterior para as ações pagas no período 66 – Quantidade de ações pagas no período 12 – Novas constituições no período 630 – Quantidade de ações referentes a novas constituições no período 44 – Novas constituições referentes a citações do exercício de 2011 535 – Novas constituições referentes a citações do exercício de 2010 33 – Novas constituições referentes a citações do exercício de 2009 5 – Novas constituições referentes a citações do exercício de 2008 e anteriores 57 – Baixa da provisão por êxito (24) – Alteração da provisão por atualização monetária e juros 259 – Saldo final do período 2.294 200 11. Garantia das provisões técnicas Os bens e direitos oferecidos em cobertura das provisões técnicas são os seguintes: 2011 2010 Provisões técnicas 387.297 332.040 (–) Parcela correspondente a resseguros contratados 443 3.196 (–) Depósitos judiciais – 243 (=) Total a ser coberto 386.854 328.601 Bens oferecidos em cobertura: Quotas de fundos vinculados a PGBL e VGBL 327.267 293.345 Quotas de fundos de investimentos exclusivos e letras financeiras do tesouro 64.803 38.921 392.070 332.266 12. Provisões judiciais a. Composição de provisões A Seguradora é parte em processos judiciais, de natureza, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta à opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de nossos Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável para os processos de natureza cível, e para os processos de natureza fiscal considera-se as perdas classificadas como prováveis e possíveis. A Administração entende que as provisões constituídas são suficientes para fazer face às eventuais perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. Adições Depósito Saldo em Saldo em judicial em 31/12/2010 Principal 31/12/2011 31/12/2011 Natureza Atualizações Baixas 1 - Fiscal 4.965 2.361 297 – 7.623 5.462 2 - Cível 229 79 30 66 272 233 Total 5.194 2.440 327 66 7.895 5.695 Fiscal As obrigações legais e as discussões de natureza fiscal referem-se, principalmente, a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) CPMF - A Seguradora vem contestando, judicialmente, a legalidade da CPMF incidente sobre a transferência de carteira de planos previdenciários, conforme determinações contidas na Lei Complementar n° 109 de 10 de maio de 2001. A Administração, com base na opinião de seus consultores jurídicos, considera a probabilidade de perda possível, e que a provisão no montante de R$ 450 (R$ 423 em 31 de dezembro de 2010), é suficiente para cobrir eventuais perdas decorrentes do julgamento final do processo judicial; (ii) COFINS e PIS - Está sendo discutido o alargamento da base de cálculo da COFINS e PIS determinado pela Lei nº 9.718/1998. O recolhimento dessas contribuições vem sendo efetuado sobre a receita com taxa de gestão. Os valores das contribuições devidas sobre a receita de prêmios de seguros, receita de carregamento e outras receitas operacionais e não operacionais encontram-se depositados judicialmente e provisionados no montante de R$ 5.528 (R$ 3.736 em 31 de dezembro de 2010). No que se refere às contribuições devidas sobre a receita financeira a Seguradora constitui provisão no montante de R$ 1.178 (R$ 788 em 31 de dezembro de 2010). Os assessores jurídicos classificam a probabilidade de perda do processo como possível; (iii) INSS - A Seguradora vem contestando judicialmente a aplicação do FAP (Fator Acidentário de Prevenção) sobre as contribuições do SAT/RAT, conforme determina o Decreto nº 6.957/2009. O valor provisionado no montante de R$ 42 (R$ 18 em 31 de dezembro de 2010) e os assessores jurídicos classificam a probabilidade de perda desse processo como possível. (iv) Tributos discutidos judicialmente não adicionado na base de calculo da CSLL bem como a não adição dos juros selic sobre os tributos discutidos judicialmente na base de calculo do IRPJ e da CSLL - A Seguradora vem contestando, judicialmente a adição destes tributos discutidos judicialmente, bem como a sua atualização monetária nas bases de cálculo do IRPJ e da CSLL para o período de 2006 a 2008. O valor provisionado em 31 de dezembro de 2011 foi no montante de R$ 425 (R$ 396 em 31 de dezembro de 2010). Os assessores jurídicos classificam a probabilidade de perda do processo como possível. b. Ações cíveis A Seguradora responde a processos de natureza cível, impetrados por segurados, relacionados, na sua maioria, a sinistros que foram negados pela Seguradora e que estão em diversas fases de tramitação. 31/12/2011 31/12/2010 Probabilidade Quantidade Valor Valor Quantidade Valor Valor de perda de processos pleiteado provisionado de processos pleiteado provisionado Provável 9 198 272 7 230 229 Possível 20 366 – 23 248 – Remota 35 609 – 23 498 – Total 64 1.173 272 53 976 229 c. Movimentação das provisões judiciais cíveis 31/12/2011 Movimentações Cíveis Saldo do início do período 229 Total pago no período (29) Novas constituições no período 88 Novas constituições referentes a citações do exercício de 2011 35 Novas constituições referentes a citações do exercício de 2010 23 Novas constituições referentes a citações do exercício de 2009 1 Novas constituições referentes a citações do exercício de 2008 29 Baixa da provisão por alteração de estimativas ou probabilidades (51) Alteração da provisão por atualização monetária e juros 35 Saldo final do período 272 13. Patrimônio líquido a. Composição do capital social O capital social, totalmente subscrito e integralizado, está representado por 13.761.505 (13.450.556 em dezembro de 2010) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Em Assembléia Geral Extraordinária, realizada em 31 de março de 2011, a Diretoria propôs aumentar o capital no montante de R$ 743, elevando-o de R$ 20.302 para R$ 21.045, com emissão de 310.949 novas ações. Este aumento de capital, realizado com a integralização dos dividendos propostos em 31 de dezembro de 2010 foi aprovado pela SUSEP através da Portaria nº 1.206 de 12/04/2011. b. Reservas Reserva legal É constituído à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos termos do art. 193 da Lei nº 6.404/1976, até o limite de 20% do capital social. Reservas especiais de lucros O saldo das reservas especiais de lucros, oriundos de lucros após as destinações legais, e sua destinação será utilizada para absorver os prejuízos acumulados e o saldo remanescente será destinado para futuros investimentos. Reservas estatutárias A reserva estatutária é constituída ao final de cada exercício social, pelo valor do lucro líquido do exercício, após deduções legais e distribuições propostas, conforme determinado no Estatuto Social. Lucros acumulados Qualquer lucro que restar após a distribuição de dividendos nos registros legais do Grupo e as apropriações às reservas legais será transferido à reserva para investimentos futuros. Essa reserva poderá ser distribuída na forma de dividendos, se houver a aprovação dos acionistas. Dividendos Aos acionistas são assegurados dividendos mínimos de 25% sobre o lucro líquido de cada exercício, ajustado de acordo com a Lei das Sociedades por Ações. A proposta de destinação do lucro líquido ajustado do exercício, aprovada pela Diretoria e que será apreciada pelos acionistas em A.G.O., inclui a distribuição de dividendos, conforme abaixo: 31/12/2011 Lucro líquido do exercício 5.185 Reserva legal (259) Lucro líquido ajustado 4.926 Dividendos a distribuir - 25% 1.231 14. Detalhamento das contas de demonstração de resultado: a. Principais ramos de atuação líquido de resseguro % Prêmios Índice de Índice de sinistralidade comissionamento ganhos Ramo 2011 2010 2011 2010 2011 2010 Vida em grupo 33.169 31.957 40,30 62,01 37,05 32,98 Acidentes pessoais 9.156 7.840 9,59 10,87 18,04 19,92 Prestamista 11.584 6.211 18,55 23,60 75,36 65,19 Demais 1.090 694 17,98 5,19 24,50 20,03 54.999 46.702 30,17 47,48 41,71 34,88 As contribuições aos planos de previdência do tipo Plano Gerador de Benefícios Livres “PGBL” totalizam R$ 10.946 (R$ 12.955 em dezembro de 2010) e as contribuições de riscos totalizam no período R$ 10 (R$ 11 em dezembro de 2010). As contribuições aos planos denominados Vida Gerador de Benefícios Livres “VGBL”, totalizam R$ 50.942 (R$ 39.221 em dezembro de 2010). b. Prêmios emitidos líquidos 31/12/2011 31/12/2010 Prêmios diretos 55.999 46.895 Prêmios de cosseguros aceitos 30.415 12.356 Prêmios de cosseguros cedidos (9.578) (7.996) Prêmios - Riscos vigentes não emitidos 587 5.148 77.423 56.403 c. Sinistros ocorridos 31/12/2011 31/12/2010 Sinistros diretos 18.065 17.099 Serviços de assistência 358 273 Variação da provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (1.831) 4.800 16.592 22.172 d. Custo de aquisição diferido (DAC) 31/12/2011 31/12/2010 Comissões 35.514 23.306 Variação das despesas de comercialização diferidas (12.574) (7.016) 22.940 16.290 e. Outras receitas/despesas operacionais 31/12/2011 31/12/2010 Despesas com administração de apólice e/ou contratos (1.163) (1.158) Despesas com prestação de serviços diversos (1.240) (972) Despesas com títulos de capitalização (627) (333) Despesas com provisão de riscos sobre crédito (13) (358) Despesas com cobrança (79) (85) Outras receitas/despesas 214 (88) Total de outras despesas operacionais (2.908) (2.994) continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

30 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

continuação

ALFA PREVIDÊNCIA E VIDA S.A. C.N.P.J. 02.713.530/0001-02 ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (EM MILHARES DE REAIS) f. Despesas administrativas O valor desta rubrica é composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Despesas com pessoal próprio 5.028 5.119 Despesas com serviços de terceiros 1.029 862 Despesas participadas 568 1.118 Despesas com localização e funcionamento 352 599 Despesas com publicação 174 102 Despesas administrativas de representação 902 601 Outras despesas 499 396 Total 8.552 8.797 A remuneração da Diretoria no exercício totalizou R$ 573 (R$ 531 em 2010). A Alfa Previdência Vida S.A. não tem por política oferecer plano de pensão e/ou quaisquer tipos de benefícios pós-emprego ou remuneração baseada em ações. g. Despesas com tributos 31/12/2011 31/12/2010 Despesas com COFINS em discussão judicial 1.802 1.579 Despesas com COFINS 119 104 Despesas com PIS em discussão judicial 293 257 Despesas com PIS 19 17 Despesas com taxa de fiscalização 452 304 Outras 122 107 2.807 2.368 h. Resultado financeiro 31/12/2011 31/12/2010 Receitas financeiras: Rendimentos dos fundos de previdência (PGBL e VGBL) 27.662 21.200 Rendimento com aplicação em renda fixa 6.171 4.262 Valor justo - receita 250 525 Dividendos 34 27 Outras 34 49 Despesas financeiras: Despesas dos fundos de previdência (PGBL e VGBL) (27.662) (21.200) Valor justo - despesa (429) (382) Despesas com juros (36) (3) Outras (343) (77) Total 5.681 4.401 15. Impostos sobre a renda correntes e diferidos Demonstração do cálculo dos encargos de imposto de renda e contribuição social Imposto de renda Contribuição social Descrição 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Lucro antes dos impostos e após participações 8.530 5.096 8.530 5.096 Adições/(exclusões) permanentes 126 (166) 103 82 Adições/(exclusões) temporárias: Provisões judiciais 2.705 1.673 2.705 1.673 Provisões para riscos sobre créditos (477) 358 (477) 358 Provisões indedutíveis 146 (133) 334 (208) Base de cálculo dos tributos 11.030 6.828 11.195 7.001 Impostos correntes às alíquotas vigentes 2.733 1.683 1.679 1.050 (–) Incentivos fiscais (90) (54) – – Impostos a pagar 2.643 1.629 1.679 1.050 Créditos tributários: Sobre diferenças temporárias (593) (475) (384) (273) Outras – – – 36 Total de despesas de imposto de renda e contribuição social 2.050 1.154 1.295 813 16. Reconciliação do lucro líquido com o fluxo de caixa das atividades operacionais 31/12/2011 31/12/2010 Lucro líquido 5.185 3.129 Depreciações e amortizações 68 357 Variação das aplicações (48.537) (59.420) Variação dos créditos das operações com seguros e resseguros (2.801) (12.082) Variação dos títulos e créditos a receber (2.861) (2.514) Variação de ativos de resseguro - provisões técnicas 2.752 (2.781) Variação das despesas antecipadas (24) 101 Variação dos custos de aquisição diferidos (12.093) (6.822) Variação de contas a pagar (283) 148 Variação de débitos de operações com seguros e resseguros 646 5.999 Variação de depósitos de terceiros 94 770 Variação das provisões técnicas de seguros 45.722 56.661 Variação das provisões técnicas de previdência 9.536 14.927 Variação de outros débitos 2.700 1.673 Caixa líquido gerado nas atividades operacionais 104 146 17. Capital mínimo requerido, patrimônio líquido ajustado (PLA) e margem de solvência Nos termos das Resoluções CNSP nº 222/2010, 227/2010 e 228/2010 o capital mínimo requerido (CMR) para funcionamento das sociedades seguradoras é composto por um capital base e um capital adicional baseado nos riscos de crédito e subscrição. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente aos demais riscos identificados na regulamentação, a eventual insuficiência de patrimônio líquido ajustado deverá ser aferida em relação ao maior dos valores entre a soma dos capitais base e adicional e a margem de solvência calculada na forma estabelecida pela Resolução CNSP nº 55/2001 como demonstrado abaixo para a data-base de 31 de dezembro de 2011: 31/12/2011 Patrimônio líquido ajustado Patrimônio líquido 37.304 Despesas antecipadas (58) Ativos intangíveis (48) Patrimônio líquido ajustado 37.198 Capital mínimo requerido (CMR) 33.351 Suficiência 3.847 18. Transações com partes relacionadas As operações com partes relacionadas envolvem: i. As operações com partes relacionadas envolvem contratos de seguros de vida, realizadas com as empresas do mesmo grupo acionário: Agropalma S.A., Agropecuária Paraná S.A., Alfa Clube de Seguros, Alfa Arrendamento Mercantil S.A., Alfa Seguradora S.A., Banco Alfa de Investimento S.A., Banco Alfa S.A., C&C Casa Construção Ltda., Companhia Transamérica de Hotéis - Nordeste, Companhia Transamérica de Hotéis - SP, Companhia Refinadora da Amazônia, Corumbal Corretora de Seguros Ltda., Fazenda Anacruz Ltda., Fazenda Fortaleza Ltda., Fazenda Santa Cruz, Fazenda Santa Fé Ltda., Fazenda Vera Cruz, Financeira Alfa S.A., Instituto Alfa de Cultura, Metro Dados Ltda., Metro Sistemas de Informática Ltda., Metro Táxi Aéreo Ltda., Rádio Transamérica Bahia Ltda., Rio Verde Representações e Administração Ltda., Transamérica Comercial e Serviços Ltda., Transamérica Expo Center e Vera Cruz Empreendimentos Imobiliários Ltda. e o rateio de despesas administrativas com a Alfa Seguradora S.A.. As operações estão demonstradas a seguir: Empresas Contas a pagar Receitas Despesas 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 31/12/11 31/12/10 Prestação de serviços e rateio de despesas administrativas 48 57 – – 568 1.118 Contratos de seguros 116 74 176 751 229 275 Total 164 131 176 751 797 1.393 ii. O Banco Alfa de Investimentos S.A. realiza a administração dos investimentos da Seguradora, sendo pago taxa de administração correspondente a 0,12% a 2,00% ao mês. O valor pago a título de taxa de administração no exercício foi de R$ 3.449 (R$ 3.046 em 2010). iii. A remuneração paga ao pessoal-chave da Administração, registrada na rubrica “Despesas administrativas”, totalizou, no exercício, R$ 573 (R$ 531 em 2010) que compreende substancialmente a benefícios de curto prazo relacionados a salários. A Seguradora não concede qualquer tipo de benefício pós-emprego e não tem como política pagar a empregados e Administradores remuneração baseada em ações. iv. Alguns membros considerados como “pessoal-chave da Administração” possuem planos de previdência na Alfa Previdência e Vida S.A.. Em 31 de dezembro de 2011, o montante de reserva totaliza R$ 48.808 (R$ 42.067 em dezembro de 2010). 19. Gerenciamento de riscos a. Introdução Os principais riscos decorrentes dos negócios da Companhia são os riscos de seguros, de crédito, de liquidez, de mercado e operacional. A Companhia faz parte do Grupo Alfa e consequentemente utiliza-se da estrutura de gerenciamento de risco do Grupo (Apoio), administrando seus riscos de forma

corporativa. A administração desses riscos contempla uma série de políticas e estratégias consideradas adequadas pela sua Administração. Essas políticas e estratégias, além de serem reavaliadas frequentemente, contemplam, entre outras, a verificação tempestiva da adequação das aplicações financeiras comparadas aos vencimentos dos passivos. O Grupo Alfa possui controles internos que se destinam a garantir que as políticas e estratégias estão sendo cumpridas, de forma que os resultados obtidos estão de acordo com os objetivos definidos pela Administração da Companhia. b. Risco de seguro O risco de seguro advém de uma situação econômica adversa que contraria as expectativas da entidade no momento da elaboração de sua política de subscrição no que se refere às incertezas existentes tanto na definição das premissas atuariais quanto na constituição das provisões técnicas e cálculo de prêmios e contribuições. Em síntese é o risco de que a frequência ou a severidade de sinistros ocorridos sejam maiores do que aqueles estimados pela sociedade seguradora. A gestão do risco de seguros é feita através da observação dos princípios de prudência na subscrição de apólices, aliada aos objetivos de rentabilidade e preservação da segurança das operações. Cada unidade responsável pela gestão de produtos tem a sua política própria, com orientações claras sobre os tipos de risco aceitáveis, de forma automática ou sob análise da matriz. Os limites de contratação das coberturas seguráveis são controlados por sistema informatizado, com objetivo de garantir que a exposição máxima da Seguradora seja limitada, de acordo com os planos de resseguro contratados. As provisões técnicas atuariais são constituídas e acompanhadas atendendo a legislação vigente e utilizando metodologias aceitas dentro das boas práticas do mercado. A aceitação dos riscos de morte e/ou invalidez é realizada através da análise da composição etária e da atividade dos grupos seguráveis, e em casos de capital segurado mais elevado é realizada análise de informações sobre as condições de saúde do segurado, considerando as regras de resseguro aplicadas. A gestão de riscos dos planos de previdência é realizada pelo estabelecimento de planos com premissas sobre juros e tábua atuarial bastante conservadora, evitando o risco de descasamento entre o risco de longevidade e a expectativa de vida brasileira. A área de controles internos realiza semestralmente avaliação dos controles existentes em cada departamento da Seguradora, para garantir que todos estejam em conformidade com a natureza e extensão dos riscos. A estratégia de resseguros se utiliza de contratos proporcionais e não proporcionais garantindo que as retenções dos riscos não acarretem exposição de perda à Seguradora. Os contratos de resseguro são realizados para cada carteira segurada de forma independente, sendo revistos anualmente. A Seguradora tem como política não se utilizar de contratos facultativos de resseguro, sendo os poucos casos existentes tratados como exceção e gerenciados pelas áreas técnicas/produto. c. Riscos de crédito O risco de crédito considera a incerteza relacionada a probabilidade da contraparte de uma operação, ou o emissor de uma dívida, não honrar total ou parcialmente, seus compromissos financeiros. Com a finalidade de monitorar o risco de crédito, a empresa, com apoio da área de gestão do Grupo Alfa, faz acompanhamentos diários dos ativos que compõem a carteira de ativos financeiros e busca avaliar a capacidade financeira da contraparte em honrar suas obrigações observando inúmeras variáveis no mercado observado. Para a decisão em aceitação destes ativos avalia as condições da contraparte para garantir a exposição ao risco e delinear as decisões da empresa com relação aos ativos presentes e a serem adquiridos podendo causar um movimento de compra ou venda do mesmo em decorrência desta análise. Descrevemos abaixo os principais riscos de crédito: • Aplicações financeiras - estão concentradas em títulos públicos federais através de fundo de investimentos exclusivo que são considerados os de menor risco. Existe ainda, uma pequena parcela de aplicações financeiras, em ações negociadas na BM&FBOVESPA com alta liquidez para o qual não se considera risco de crédito. O saldo que representa a exposição ao risco é de R$ 920 em dezembro de 2011 (R$ 1.299 em dezembro de 2010). d. Riscos financeiros A empresa está exposta a uma série de riscos financeiros transferidos por diversos ativos e passivos financeiros. Para mitigar os riscos financeiros significativos utiliza-se uma abordagem de gestão de ativos e passivos, considerando principalmente os vencimentos e a estrutura de classes dos passivos, em comparação com os ativos financeiros. Consideram-se também as normas regulatórias do mercado financeiro e do mercado de seguros e o ambiente macro-econômico. Os métodos desse gerenciamento de ativos e passivos avaliam o desempenho das carteiras de ativos (rentabilidade) e o horizonte de liquidação das obrigações originadas de contratos de seguros e passivos financeiros em curtos e longos prazos baseado na melhor expectativa quanto à liquidação destas obrigações, considerando o histórico destes. O risco de liquidez é o risco de que os recursos de caixa possam não estar disponíveis para pagar obrigações futuras quando vencidas. Conseqüentemente, a política de gestão de risco de liquidez utilizará de todos os recursos para manter o compromisso de honrar todos os passivos até o vencimento. Como efeito deste compromisso, a Administração mantém a concentração destes ativos basicamente em fundos de investimentos em títulos públicos federais, de natureza de alta rentabilidade e liquidez e a Administração avalia freqüentemente o resultado desse estudo e realinha sua estratégia de investimentos quando necessário. A política de gestão de risco de liquidez leva em consideração a necessidade de recursos de caixa e controles internos operacionais eficientes e dinâmicos para honrar os compromissos assumidos. Nesta gestão considera-se o ciclo operacional da captação do seguro, que serão reinvestidos conforme a política de investimentos da empresa. Utilizamos para avaliação do risco de liquidez, a gestão do fluxo de caixa operacional considerando o casamento dos ativos e passivos no curto e longo prazo. Para a construção desta avaliação foram utilizadas as seguintes premissas: Ambiente Acima de macro-econômico 1º ano 2º ano 3º ano 4º ano 4 anos Observação Baseado na expectativa de declínio inflacionário decorrente do enfraquecimento da Taxa de juros (Selic) 10,00 9,50 9,00 8,75 8,75 economia (nacional/ internacional) com participação ativa do Banco Central com flexibilização de taxas. Taxa pré Cálculo baseado na estrutura termo de taxas de juros, divulgado pela SUSEP. Índice Bovespa Crescimento médio de 6% a cada ano. Calculados com base nos registros históricos de composição dos passivos/ Passivos pagamentos. A tabela abaixo exemplifica a estrutura dos ativos e passivos através do fluxo de caixa não descontado: Fluxo de caixa não descontados em 31 de dezembro de 2011. Acima de 5 anos 1º ano 2º ano 3º ano 4º ano Total Passivos - Seguros 35.709 11.758 6.624 3.016 1.290 58.397 Passivos - Contas a pagar (fornecedores) 2.366 – – – – 2.366 Total Passivos 38.075 11.758 6.624 3.016 1.290 60.763 Titulos públicos - LFT 8.536 12.780 8.035 4.520 1.908 35.779 Titulos público - LTN 28.384 – – – – 28.384 Renda variável - ações 920 – – – – 920 Total dos ativos financeiros 37.840 12.780 8.035 4.520 1.908 65.083 Caixa e bancos 1.294 – – – – 1.294 Total dos ativos 39.134 12.780 8.035 4.520 1.908 66.377 e. Riscos de mercado O risco de mercado é o grau de probabilidade de ocorrências de perda proveniente de variação nos preços/valores de qualquer ativo/instrumento financeiro num determinado grau de confiança e horizonte de tempo. A avaliação de risco de mercado consiste na observação diária de parâmetros de volatilidade, para que esta possa refletir a assertividade esperada onde cada operação é verificada quanto as suas características e forma de apreçamento, sendo utilizadas fontes de precificação. Os processos e metodologias de gestão de riscos do Grupo Alfa seguem as práticas do mercado financeiro, praticadas com transparência e consonância às diretrizes regulatórias e mandatórias da política de investimento. Os controles são executados pela área financeira com apoio da estrutura de gerenciamento de risco do Grupo Alfa, administrando seus riscos de forma corporativa. A administração desses riscos contempla uma série de políticas e estratégias consideradas adequadas pela sua Administração. Essas políticas e estratégias, além de serem reavaliadas freqüentemente, contemplam, entre outras, a verificação tempestiva da adequação das aplicações financeiras comparadas aos vencimentos dos passivos. O Grupo Alfa possui controles internos que se destinam a garantir que as políticas e estratégias estão sendo cumpridas, de forma que os resultados obtidos estão de acordo com os objetivos definidos pela Administração da Companhia. O Grupo Alfa utiliza-se da avaliação de risco através do VaR (Value at Risk) paramétrico, com intervalo de confiança de 99%, horizonte de análise de 1 e 21 dias úteis. Destaca-se a utilização de tratamento

de volatilidade pelo método EWMA com fator de decaimento de 0,94. Concomitantemente ao controle de VaR, testes de stress são efetuados baseado nos cenários e premissas divulgados ao mercado pela BM&FBOVESPA. Ambos os controles de avaliação de risco e stress possibilitam dimensionar a probabilidade de perda financeira, com determinado grau de confiança para um horizonte de tempo. f. Risco operacional Gerenciamento de risco operacional A Seguradora entende como risco operacional riscos relacionados com fraudes, reclamações trabalhistas, reclamações de clientes, interrupção de atividades, falhas sistêmicas e falha no gerenciamento de processos. A empresa possui sistema de controles internos que possibilita o mapeamento dos controles e os riscos relacionados aos processos das operações de seguro. Controles de risco operacional A Seguradora possui agentes de controles internos (gerentes dos departamentos), alocados nas gerências operacionais, sendo de responsabilidade da gerência de controles internos formalizar as matrizes de risco e controles. A instrução dos trabalhos a serem executados pelos agentes é de responsabilidade da gerência de controles internos. A metodologia para acompanhamento e formalização destas matrizes de risco é o CSA (Control Self Assessment) - ciclo de auto-avaliação. O ciclo de auto-avaliação é realizado semestralmente, sendo formalizado pela gerência de controles internos um cronograma de trabalho o qual é aprovado pela Diretoria Colegiada. As principais gerências da Seguradora possuem os riscos avaliados conforme metodologia definida. Atuando continuamente na prevenção e combate a lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo, buscando aprimorar seus controles para informar prontamente o Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF. Assim como, na identificação e análise de pessoas politicamente expostas. g. Risco legal/regulatório Este tipo de risco é definido pela Seguradora como a não conformidade com a legislação vigente e a não adequação ao código de ética e conduta. A Seguradora através de seu quadro de colaboradores e advogados, especializados em seguros, atuam conjuntamente com a área de controles internos alinhando os processos às exigências dos órgãos reguladores. 20. Concentração de riscos Concentração de risco dezembro de 2011 (em R$ mil) 134.845 50.742 25.366.442 1.122.775 28.865 26.703.669 Vida Total 134.845 50.742 25.366.442 1.122.775 28.865 26.703.669 Concentração de risco dezembro de 2010 (em R$ mil) Vida 150.032 52.960 22.505.231 1.253.698 25.721 23.987.642 Total 150.032 52.960 22.505.231 1.253.698 25.721 23.987.642 A concentração do risco foi desenvolvida utilizando a importância segurada vigente no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2011 para o primeiro quadro e, janeiro de 2010 a dezembro de 2010 para o segundo quadro. Comparado os dois últimos períodos para o grupo de vida, os riscos se mantiveram equivalentes tanto por ramo quanto por região, não havendo assim mudanças significativas. A região centro oeste continua sendo responsável pela maior concentração do risco, com aproximadamente 95%. a. Sensibilidade aos riscos Para efeito de teste de sensibilidade, foram utilizadas premissas atuariais de sinistralidade; freqüência; severidade; despesas administrativas; despesas com a liquidação de sinistros e seus respectivos impactos sob o resultado operacional brutos do efeito tributários e no índice combinado. O índice combinado é o indicador que melhor reflete o resultado da atividade de seguros, sendo composto pelos índices de sinistralidade, comissão e despesa administrativa. Apresentamos abaixo a sensibilidade estimada a cada fator. A Seguradora não possui produtos que sejam afetados pela taxa de juros, enquanto as variáveis como a inflação e o excedente financeiro apresentam impactos insignificantes no resultado, devido à característica conservadora dos planos de característica previdenciária. Pode-se verificar que mesmo em um hipotético cenário desfavorável a seguradora manteria resultados satisfatórios. Teste de Sensibilidade 31/12/2011 31/12/2010 Resultado Resultado operacional antes operacional antes dos impostos dos impostos Índice Índice (R$ mil) combinado* (R$ mil) combinado* Premissas atuariais Sem alteração Líquido de resseguro 9.357 0,88 5.365 0,91 Bruto de resseguro** 9.449 0,88 989 1,01 Aumento de 20% na sinistralidade Líquido de resseguro 6.214 0,94 2.040 0,99 Bruto de resseguro** 6.125 0,94 (3.441) 1,10 Aumento de 10% nas despesas administrativas Líquido de resseguro 8.496 0,89 4.490 0,93 Bruto de resseguro** 8.589 0,89 114 1,03 Aumento de 20% nas despesas de sinistros Líquido de resseguro 9.323 0,88 5.316 0,91 Bruto de resseguro** 9.415 0,88 940 1,01 Aumento de 20% na severidade Líquido de resseguro 5.359 0,95 1.160 1,01 Bruto de resseguro** 5.269 0,95 (4.321) 1,12 Aumento de 20% na frequência Líquido de resseguro 6.214 0,94 2.040 0,69 Bruto de resseguro** 6.306 0,94 (2.336) 1,08 * Sem considerar os impostos ** Para calcular os valores brutos, retiramos o resseguro tanto do prêmio quanto do sinistro. As limitações da análise de sensibilidade - Os quadros acima demonstram o efeito de uma mudança em uma premissa importante enquanto as outras premissas permanecem inalteradas. Na realidade, existe uma correlação entre as premissas e outros fatores. Deve-se também ser observado que essas sensibilidades não são lineares, impactos maiores ou menores não devem ser interpolados ou extrapolados a partir desses resultados. Análise de sensibilidade da taxa de juros e índice IBOVESPA Para complemento do controle de riscos, são efetuados análises de sensibilidade em conjunto ao VaR e Stress Test, em cenários históricos de ocorrências de elevação ou diminuição de ativos e passivos em conjunto a com a análise do cenário macro-econômico atual. Segue abaixo a análise de sensibilidade para os riscos financeiros para ativos financeiros designados a valor justo por meio de resultado (exceto dos ativos que compõe os fundos previdenciários), levando em consideração a melhor e a pior estimativa (cenário) para os ativos da Companhia. O resultado apresentado é uma análise de variação de taxa de juros, inflação e índice Bovespa do período de 31/12/2011. Premissas Resultado do exercício (*) Variável financeiro 2012/2011 Impacto estimado em 31/12/2012 Taxa de juros 10% 2.536 Taxa de juros (10%) (2.536) Taxa pré 10% 1.273 Taxa pré (10%) (1.273) Ibovespa 10% 198 Ibovespa (10%) (198) Inflação 10% 142 Inflação (10%) (142) (*) Valores brutos Com relação à taxa de juros, na carteira encontram-se notas do tesouro nacional - na forma compromissada, cujo resultado já é determinado cujo resultado é diário e letras financeiras do tesouro cujas taxas acompanham a variação da taxa Selic. Como premissa estimamos impacto positivo e negativo de 10% sobre a taxa selic base de dezembro/2011 (10,50% aa). A mesma premissa foi definida para a taxa - pré. Já no índice Bovespa, o impacto negativo e positivo foram calculado na premissa de mercado cujo fechamento para o final do ano de 2012 seria da faixa de 60 mil a 65 mil pontos, portanto utilizamos o índice de 10% que sobre o fechamento de dezembro/2011 da Bovespa de 56.754 seria em torno de 62.500 pontos (ganho) e em uma premissa negativa, 51.000 pontos (perda).

DIRETORIA Luiz Henrique Souza Lima de Vasconcellos Diretor

Carlos dos Santos Diretor

Celso Luiz Dobarrio de Paiva Diretor

Milca Pereira Zambrini Diretora

Mitsuto Okayama Contador CRC nº 1SP095128/O-6

Ismael Garcia Atuário MIBA nº 1010

RELATÓRIO ATUARIAL 1. A Alfa Previdência e Vida S.A. realizou a Avaliação Atuarial para o exercício de 2011 dos Planos de Seguro e de Previdência Complementar, conforme estabelece a Circular SUSEP nº 272/2004. 2. Os resultados encontrados demonstram que todas as Provisões Técnicas constituídas, em 31/12/2011, são adequadas em todos os aspectos estabelecidos em Nota Técnica Atuarial e exigidos

pelas normas vigentes, não sendo necessária a constituição da Provisão de Insuficiência de Prêmios 4. Este relatório é parte integrante da Avaliação Atuarial. (PIP) e da Provisão de Insuficiência de Contribuições (PIC). Ismael Garcia 3. Não se verificou nenhuma situação relevante que possa comprometer a solvência atuarial da seguradora. Atuário MIBA nº 1010

Carlos dos Santos Diretor

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS Aos Acionistas e Diretores da Alfa Previdência e Vida S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Alfa Previdência e Vida S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela

e

administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alfa Previdência e Vida S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. São Paulo, 24 de fevereiro de 2012 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0

Com a lei, os condôminos receiam ter seus nomes apontados nos serviços de proteção ao crédito, o que é muito positivo. Hubert Gebara, do Secovi-SP

conomia

Condomínio: cobrança sobe 72%. Ações por falta de pagamento da taxa chegaram a 888 nos fóruns de São Paulo em janeiro. Gastos de final de ano contribuíram para a inadimplência.

O

número de ações de cobrança por falta de pagamento da taxa de condomínio nos fóruns da cidade de São Paulo registrou aumento de 72,4% em janeiro ante igual mês de 2011, atingindo 888 processos, segundo levantamento divulgado ontem pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Já em relação a dezembro, o volume teve acréscimo de 53,4%. Para o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do sindicato, Hubert Gebara, as despesas de fim de ano devem ter contribuído para a expansão. "Provavelmente o paulistano gastou mais com presentes, viagens e lazer", afirma, apontando ainda o pagamento de tributos (IPVA e

Carol Guedes/Hype

IPTU) como fator de endividamento, assim como gastos com matrícula e material escolar. Para ele, no entanto, a tendência de queda deve ser retomada, porque a lei 13.160, de julho de 2008, que permite o protesto de boleto de condomínio, mudou o comportamento dos inadimplentes. "Com a lei, os condôminos receiam ter seus nomes apontados nos serviços de proteção ao crédito, o que é muito positivo", constata Gebara, que aconselha os síndicos e as administradoras a reforçarem as negociações de cobrança, buscando conscientizar os condôminos da importância desse pagamento para a manutenção da saúde financeira do prédio. (Folhapress)

Secovi-SP aconselha síndicos e administradoras a reforçarem negociações de cobrança para conscientizar os condôminos


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 31

American Life Companhia de Seguros CNPJ/MF nº 67.865.360/0001-27

Demonstração Financeiras Senhores acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V. Sas. as Demonstrações Financeiras da American Life Companhia de Seguros referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, acompanhadas das respectivas Notas Explicativas, Parecer da Auditoria Independente e Parecer Atuarial. A American Life, em 2011 concluiu a revisão de seus processos operacionais, estabeleceu parceria com relevante organização multilateral e investiu de forma constante em pesquisas mercadológicas e desenvolvimento de produtos. A rentabilidade registrada, de Balanço patrimonial em 31 de dezembro - Em milhares de reais Passivo e patrimônio líquido 2011 2010 Circulante 76.682 71.823 Contas a pagar 115 266 Obrigações a pagar 115 266 Impostos e encargos sociais a recolher 63.827 60.028 Encargos trabalhistas 9.369 7.974 Impostos e contribuições 8.070 6.979 Outras contas a pagar 1.299 995 Débitos de operações com seguros e resseguros 538 591 Operações com resseguradoras 1.822 1.156 Corretores de seguros e resseguros 1.624 950 Outros débitos operacionais 19 40 Depósitos de terceiros 179 166 Depósitos de terceiros 42 81 Provisões técnicas - seguros Pessoas 969 1.727 947 1.708 22 19 Não circulante 2.167 2.123 Contas a pagar 428 324 Tributos diferidos 1 1 427 323 Patrimônio líquido 85 160 Capital social 342 163 Reservas de reavaliação 235 247 Reservas de lucros 235 247 1.186 1.185 957 1.013 223 166 6 6 318 367 318 367 Total do passivo e patrimônio líquido 78.849 73.946

Ativo Circulante Disponível Caixa e bancos Aplicações Créditos das operações com seguros e resseguros Prêmios a receber Outros créditos operacionais Ativos de resseguro - provisões técnicas Títulos e créditos a receber Títulos e créditos a receber Créditos tributários e previdenciários Outros créditos Despesas antecipadas Custos de aquisição diferidos Seguros Resseguros Não circulante Realizável a longo prazo Aplicações Títulos e créditos a receber Depósitos judiciais e fiscais Outros créditos operacionais Investimentos Participações societárias Imobilizado Imóveis de uso próprio Bens móveis Outras imobilizações Intangível Outros intangíveis Total do ativo

Em 31 de dezembro de 2009 Reserva de reavaliação Realização da reserva de reavaliação Constituição de tributos sobre reserva de reavaliação Lucro líquido do exercício Proposta para distribuição do resultado Reserva legal Reserva estatutária Juros sobre o capital próprio Em 31 de dezembro de 2010 Reserva de reavaliação Realização da reserva de reavaliação Constituição de tributos sobre reserva de reavaliação Lucro líquido do período Proposta para distribuição do resultado Reserva legal Reserva estatutária Juros sobre o capital próprio Em 31 de dezembro de 2011

Capital social 17.031

Reservas de reavaliação 490

Reservas de lucros Reserva Reserva legal estatutária 318 6.104

(36) 14

468

490

3.289 9.393

(36) 14

446

2010 46.042 709 74 199 254 182

278 278 42.614 42.614

3.277 223 2.909 145 146 146 41.910 41.910

420 420 420

522 522 522

29.915 17.031 446 12.438

27.382 17.031 468 9.883

78.849

Lucros acumulados -

73.946

Total 23.943

4.818

14 4.818

(172) (3.289) (1.393) -

(1.393) 27.382

36

207 17.031

Demonstração do resultado Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 48.514 980 241 155 237 315 32 4.642 428 4.214

36

172 17.031

697

2.348 11.741

14,4% em relação ao patrimônio líquido médio, e a taxa combinada de 95,9% (excluídos os tributos), espelham que mesmo com investimentos destinados à entrada em novos segmentos, a empresa mantém sua trajetória de crescimento e rentabilidade. A American Life Companhia de Seguros agradece aos seus Segurados, Corretores e demais parceiros de negócios e também à Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e ao IRB - Brasil Resseguros S/A pela confiança que depositaram na Empresa.

4.133

14 4.133

(207) (2.348) (1.614) -

(1.614) 29.915

Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 - Em milhares de reais, exceto quando indicado 1. Contexto operacional - 1. A American Life Companhia de Seguros (“Segu- da venda ou uso. Para a identificação da necessidade de realização do teste radora”) é uma sociedade anônima de capital fechado, autorizada pela Supe- de impairment, alguns aspectos são analisados pela administração, tais rintendência de Seguros Privados (SUSEP) a operar nos ramos de seguros como: diminuição acima do esperado do valor de mercado de um ativo; mude pessoas, podendo ainda participar de outras sociedades, conforme defini- danças significativas com efeito adverso sobre a entidade que tenham ocorrido na legislação em vigor. 2. Principais políticas contábeis - As principais do durante o período em análise; mudanças nas taxas de juros de mercado políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financei- ou de retorno sobre investimentos; evidência de obsolescência ou de dano ras individuais estão definidas abaixo. Essas políticas vêm sendo aplicadas físico de um ativo; dentre outros. O teste é feito agrupando-se os ativos nos de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis sepaem contrário. A emissão dessas demonstrações financeiras da Seguradora foi radamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). Os ativos não financeiros autorizada pela Administração, em 27 de fevereiro de 2012. 2.1 Base de pre- que tenham sofrido impairment são revisados subsequentemente para a anáparação - As principais práticas contábeis adotadas pela Seguradora para o lise de uma possível reversão do impairment antes do final do exercício. 2.8 registro das operações e elaboração das demonstrações financeiras estão Instrumentos financeiros derivativos e derivativos embutidos - Nos exerem conformidade com a Lei das Sociedades por Ações (Lei no 6.404/1976) cícios de 2011 e 2010 a Seguradora não registrou nenhuma transação com associada com as normas regulamentares do Conselho Nacional de Seguros instrumentos financeiros derivativos. Adicionalmente, a Seguradora efetua Privados (CNSP) e Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e do Co- análise de todos contratos de serviços, instrumentos financeiros, contratos de mitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), aprovadas pela SUSEP, estão seguros e resseguros para avaliação da existência de possíveis derivativos sendo apresentadas segundo critérios estabelecidos pelo plano de contas embutidos. 2.9 Avaliação de contratos de resseguro - Os ativos de resseinstituído para as Sociedades Seguradoras, de Capitalização e Entidades guro são representados por valores a receber de resseguradores, sendo avaAbertas de Previdência Complementar. Em 28 de dezembro de 2007, foi pro- liados consistentemente com os saldos de passivos que foram objeto de resmulgada a Lei no 11.638, alterada pela Medida Provisória (MP) no 449 de 4 de seguro e conforme os termos e condições de cada contrato. Os passivos a dezembro de 2008, convertida na Lei no 11.941 de 28 de maio de 2009. As serem pagos a resseguradores são compostos substancialmente por prêmios Leis no 11.638/2007 e no 11.941/2009 modificaram e introduziram novos dis- pagáveis em contratos de cessão de resseguro. A Seguradora utiliza metodopositivos à Lei das Sociedades por Ações, tendo como principal objetivo atu- logia própria para avaliar qualquer evidência de perda na recuperabilidade do alizar a legislação societária brasileira para possibilitar o processo de conver- ativo de resseguro, e se for constatado a deterioração do ativo de resseguro gência das práticas contábeis adotadas no Brasil com aquelas constantes nas esta é reconhecida diretamente no resultado do período. 2.10 Ativos não normas internacionais de contabilidade que são emitidas pelo International circulantes mantidos para venda - Os ativos não circulantes são classificaAccounting Standards Board (IASB). Em 31 de agosto de 2011 foi emitida a dos como ativos mantidos para venda quando seu valor contábil for recuperáCircular SUSEP 426 que, embora tenha alterado a Circular SUSEP 424, emi- vel, principalmente, por meio de uma venda e quando essa venda for praticatida em 29 de abril de 2011, não causou mudanças significativas. A Circular mente certa. Estes são avaliados pelo menor valor entre o valor contábil e o SUSEP no 424 que revogou a Circular SUSEP no 379/2008 estabeleceu o valor justo, menos os custos de venda, se o valor contábil será recuperado, novo plano de contas das Seguradoras e introduziu mudanças nas classifica- principalmente, por meio de uma operação de venda, e não pelo uso contínuo. ções de contas e nas demonstrações financeiras como a apresentação da 2.11 Ativos intangíveis - 2.11.1 Software - Os custos associados à manurecuperação com custos de apólices em linha específica “Receita com emis- tenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. são de apólices” e também de um novo grupo, apartando os efeitos da opera- Os custos de desenvolvimentos que são diretamente atribuíveis ao projeto e ção de resseguros das demais linhas operacionais, demonstrado na linha aos testes de produto de software identificáveis e exclusivos, controlados pela “Resultado com resseguros”. As informações de prêmios de resseguros são Seguradora, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes demonstradas em todas as linhas das demonstrações financeiras líquidas critérios são atendidos: (a) É tecnicamente viável implementar o software para dos custos de aquisição. As provisões técnicas estão constituídas brutas de que ele esteja disponível para uso. (b) A Administração pretende concluir o resseguros, sendo que os respectivos registros estão demonstrados na linha software e usá-lo ou vendê-lo. (c) O software pode ser vendido ou usado. (d) “Ativos de resseguros - provisões técnicas”. As demonstrações financeiras O software gerará benefícios econômicos futuros prováveis, que podem ser referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentado em demonstrados. (e) Estão disponíveis recursos técnicos, financeiros e outros forma conjunta com as demonstrações financeiras de 31 de dezembro de recursos adequados para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o 2011 foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis vigentes no Bra- software. (f) O gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento pode sil e, para fins de comparação foram reclassificadas. Essa reclassificação não ser mensurado com segurança. Outros gastos com desenvolvimento que não gerou efeitos no resultado e no patrimônio da Seguradora. A Superintendên- atendam a estes critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorricia de Seguros Privados (SUSEP) aprovou através da Circular SUSEP no dos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa 424/2011 diversos pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contá- não são reconhecidos como ativo em períodos subsequentes. Os custos com beis (CPC), que estão sendo considerados na elaboração das presentes de- desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos são amortizados monstrações financeiras. As demonstrações financeiras foram preparadas durante sua vida útil estimada (vida útil definida), não superior a cinco anos e seguindo os princípios da convenção do custo histórico, modificada pela ava- são alocados às suas respectivas unidades geradoras de caixa e avaliados liação ao valor justo de ativos financeiros nas categorias “disponíveis para para impairment periodicamente pela Seguradora 2.11.2 Licença de uso de venda” e avaliados ao valor justo” através do resultado. As demonstrações fi- software adquirido - As licenças de software adquiridas são capitalizadas nanceiras foram preparadas segundo a premissa de continuação dos negó- com base nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que cios da Seguradora em curso normal. A preparação de demonstrações finan- eles estejam prontos para serem utilizados. Estes custos são amortizados ceiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exer- durante sua vida útil estimada até cinco anos. 2.12 Ativo imobilizado de uso cício de julgamento por parte da administração da Seguradora no processo próprio - O ativo imobilizado de uso próprio compreende imóveis, veículos, de aplicação das políticas contábeis. 2.2 Normas e interpretações de nor- equipamentos, móveis, máquinas e utensílios utilizados na condução dos nemas que ainda não estão em vigor - A Seguradora avaliou os Pronuncia- gócios da Seguradora. O imobilizado de uso próprio é demonstrado ao custo mentos Técnicos do CPC que ainda não estão em vigor e constatou que ne- histórico. Conforme permitido pela Lei no 11.638, o custo do ativo imobilizado nhum deles tem aplicabilidade imediata ou de forma antecipada em seus ne- é reduzido por depreciação acumulada do ativo até a data da preparação das gócios, são eles: (a) CPC 09 - “Demonstração do Valor Adicionado (DVA)” que demonstrações financeiras. Após estudo da vida útil dos ativos, concluiu-se tem por objetivo estabelecer critérios para a elaboração da demonstração do que as taxas de depreciação não diferem, substancialmente, das utilizadas valor adicionado exigido apenas nas demonstrações financeiras consolida- pela legislação fiscal vigente. O valor residual dos ativos e sua vida útil são das. (b) CPC 17 - “Contratos de Construção”, que estabelece o tratamento revisados e ajustados, se necessário, a cada balanço. O valor contábil de um contábil das receitas e despesas associadas a contratos de construção que item do ativo imobilizado é baixado imediatamente se o valor recuperável do se caracterizam por ter suas datas de início e término em períodos contábeis ativo for inferior ao seu valor contábil. 2.13 Investimentos - Investimentos diferentes. (c) CPC 29 - “Ativo Biológico e Produto Agrícola”, que estabelece estão demonstrados ao custo e representa em sua totalidade, ações detidas o tratamento contábil e as respectivas divulgações, pertinentes à avaliação no IRB - Brasil Resseguros S.A. e Seguradora Líder S.A. 2.14 Contratos de dos estoques dos ativos biológicos e dos produtos agrícolas, como parte do arrendamento mercantil (leasing) - A classificação dos contratos de arrenregistro das atividades agrícolas. 2.3 Apresentação de informação por seg- damento mercantil é realizada no momento da sua contratação. Os arrendamento - As informações por segmentos operacionais são apresentadas de mentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e benefícios da propriemodo consistente com o relatório interno fornecido para a Diretoria Executiva dade é retida pelo arrendador são classificados como arrendamentos operaresponsável pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais e cionais. Os pagamentos efetuados para arrendamentos operacionais são retambém pela tomada das decisões estratégicas da Seguradora. A Segurado- gistrados como despesa do exercício pelo método linear, durante o período do ra aplicou o CPC 22 “Informações por Segmento” equivalente ao IFRS8 e arrendamento. Os arrendamentos nos quais a Seguradora detém, substanconcluiu que possue apenas um segmentos (pessoas) conforme critérios cialmente, todos os riscos e as recompensas da propriedade são classificaqualitativos e quantitativos. 2.4 Conversão de moeda estrangeira - (a) Moe- dos como arrendamentos financeiros. Estes são capitalizados no balanço da funcional e moeda de apresentação - Os itens incluídos nas demonstra- patrimonial no início do arrendamento pelo menor valor entre o valor justo do ções financeiras são mensurados utilizando-se a moeda do ambiente econô- bem arrendado e o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamenmico primário, ou principal, no qual a Seguradora atua (“a moeda funcional”). to. O bem do imobilizado adquirido por meio de arrendamentos financeiros é As demonstrações financeiras da Seguradora estão apresentadas em Reais depreciado durante a vida útil-econômica do ativo ou de acordo com o prazo (R$), que é a moeda funcional e moeda de apresentação da Seguradora. (b) do contrato de arrendamento, quando este for menor. Até a data da divulgaConversão e saldos denominados em moeda estrangeira - As transações ção não tivemos contratos de arrendamento mercantil classificados na catedenominadas em moeda estrangeira, quando aplicável, são convertidas para goria de leasing financeiro. Na categoria de leasing operacional temos equia moeda funcional, utilizando-se as taxas de câmbio vigentes nas datas das pamentos e veículos. 2.15 Ativos não financeiros disponíveis para venda transações. Os ganhos ou perdas de conversão de saldos, denominados em - No exercícios de 2011 e 2010 a Seguradora não apresentou ativos não fimoeda estrangeira, resultantes da liquidação de tais transações e da conver- nanceiros disponíveis para venda. 2.16 Contratos de seguro e contrato de são de saldos na data de fechamento de balanço, são reconhecidos no resul- investimentos - classificação - A Seguradora classifica todos seus contratado do período. 2.5 Caixa e equivalente de caixa - Caixa e equivalentes de tos emitidos como contratos de seguros, uma vez que estes transferem risco caixa incluem o saldo de caixa e bancos. 2.6 Ativos financeiros - 2.6.1 Clas- significativo de seguro. A Seguradora define como regra geral o risco signifisificação e mensuração - Os ativos financeiros no reconhecimento inicial cativo de seguro como a possibilidade de pagar benefícios adicionais signifisão classificados de acordo com a intenção da administração, nas seguintes cativos aos segurados na ocorrência de um evento de seguro (com substâncategorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado, empréstimos e cia comercial) que são maiores do que os benefícios pagos caso o evento recebíveis, disponíveis para a venda e mantidos até o vencimento. A classifi- segurado não ocorra. Os contratos de investimentos são aqueles que não cação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiri- transferem riscos significativos de seguro e na data da adoção dos CPCs, a dos, e que determinará o método de mensuração e a forma de reconhecimen- Seguradora não identificou este tipo de contrato. Os contratos de resseguros to dos ganhos ou perdas dos ativos. Os ativos financeiros apresentados como também são classificáveis segundo os princípios de transferência de risco de “Valor justo por meio do resultado” e “Disponíveis para venda”, são ajustados seguro do CPC 11 - “Contratos de Seguro”, correspondente ao IFRS 4. 2.17 na data do balanço pelo seu valor de mercado. Durante o período de divulga- Avaliação dos passivos originados de contratos de seguros - 2.17.1 Pasção das informações financeiras e contábeis, não existiam ativos financeiros sivos de contratos de seguros - A Seguradora adotou a isenção contida no classificados nas categorias “Mantidos até o vencimento” e “Disponíveis para CPC11 - “Contratos de Seguro”, correspondente ao IFRS4 e utilizou as polítivenda”. (a) Ativos financeiros mensuráveis ao valor justo por meio do cas e práticas contábeis geralmente aceitas no Brasil que estão relacionadas resultado - Esta categoria compreende duas subcategorias: ativos financei- adiante, utilizadas para avaliação dos passivos de contratos de seguro e atiros mantidos para negociação e ativos financeiros designados ao valor justo vos de contratos de resseguro. As provisões técnicas são constituídas de por meio do resultado no momento inicial de sua aquisição. Apenas os ativos acordo com as determinações do Conselho Nacional de Seguros Privados financeiros cuja finalidade e estratégia é a negociação ativa e frequente estão (CNSP) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) pelos valores classificados nesta categoria e a contabilização dos ganhos e perdas decor- conhecidos ou estimados, acrescidos, se aplicável, de encargos, variações rentes de variações no valor justo dos ativos financeiros mensurados pelo monetárias ou cambiais incorridas. As provisões técnicas descritas a seguir valor justo por meio do resultado são registrados imediatamente e apresenta- são calculadas com base em metodologias estatísticas e/ou atuariais e seus dos na demonstração do resultado. (b) Empréstimos e recebíveis - Incluem- critérios, premissas e formulações estão detalhadas em Nota Técnica Atuarial. se nesta categoria os recebíveis não derivativos com pagamentos fixos ou 2.17.1.1 Seguros de Vida em Grupo - (a) A Provisão de Prêmios Não Gadetermináveis, que não são cotados em um mercado ativo. Os recebíveis da nhos (PPNG) é calculada pelo método pro rata die, com base nos prêmios Seguradora compreendem “Prêmios a receber”, “Ativos de resseguros” e “De- emitidos objetivando reservar a parcela do prêmio correspondente ao período mais contas a receber”. Os recebíveis são contabilizados pelo custo amortiza- de risco ainda não decorrido, contado a partir da data-base de cálculo. (b) A do, usando o método da taxa efetiva de juros e são avaliados por impairment Provisão de Prêmios Não Ganhos de Riscos Vigentes e Não Emitidos (PPNG(recuperação) a cada data de balanço. (c) Determinação do valor justo dos RVNE) tem como objetivo estimar a parcela de prêmios ainda não ganhos ativos financeiros - O valor justo dos ativos financeiros é registrado com relativos aos riscos assumidos pela Seguradora cujas vigências já se iniciabase em mercado ativo ou cotações públicas. Sem mercado ativo, o valor ram e que estão em processo de emissão. (c) A Provisão Complementar de justo é realizado através de técnicas e/ou metodologias de valorização apro- Prêmios (PCP) é constituída com o objetivo de complementar os montantes priadas, tais como: uso de recentes transações de mercado; referências ao de PPNG constituídos, considerados também os riscos vigentes e não emitivalor justo de outro instrumento que seja substancialmente similar; fluxo de dos. Sua apuração é feita com base em metodologia estatística e atuarial. (d) caixa descontado; e/ou modelos específicos de precificação utilizados pelo A Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL) é constituída por estimativa com mercado. 2.6.2 Compensação de ativos financeiros - Ativos e passivos fi- base nos valores a indenizar, quando do aviso dos sinistros. (e) A Provisão de nanceiros são apresentados, substancialmente, de forma segregada no ba- Sinistros Ocorridos e Não Avisados (IBNR) é constituída com base na estimalanço patrimonial da Seguradora. 2.7 Impairment (análise de recuperabili- tiva dos sinistros que já ocorreram, mas que ainda não foram avisados à Sedade) de ativos financeiros e não financeiros (a) Ativos financeiros ava- guradora e é calculada a partir do comportamento histórico observado entre liados ao valor justo - A cada data de balanço a Seguradora avalia se há a ocorrência e o aviso do sinistro. 2.17.2 Teste de adequação dos passivos evidências de que um determinado ativo classificado nesta categoria está in- - Em cada data de balanço, a Seguradora elabora o teste de adequação de dividualmente deteriorado. No caso de investimento em instrumentos de capi- passivos com o objetivo de verificar sua adequação às obrigações decorrental (ações) a Seguradora avalia se há um declínio significativo ou prolongado tes dos contratos e certificados dos planos de seguro vigentes na data de no valor de mercado do ativo. Caso tal evidência exista, a perda acumulada execução do teste. O teste é elaborado com base em premissas atuais, rea(avaliada como a diferença entre o custo de aquisição e o valor de mercado listas e não tendenciosas, as quais são aplicadas com o objetivo de produzir atual do ativo, menos quaisquer perdas por impairment registradas previa- as melhores estimativas correntes para todos os fluxos de caixa futuros brumente) é removida do patrimônio líquido e reconhecida imediatamente no tos de resseguro, incluindo-se as despesas administrativas incrementais e de resultado do período. Perdas por impairment em instrumentos de capital que liquidação de sinistros e deduzindo-se as despesas de aquisição diferidas. são registradas no resultado do período não são revertidas em períodos sub- Retornos de investimentos, custos de resseguro, apólice e o adicional de fracionamento não são considerados. Para determinação das estimativas corsequentes. Para instrumentos de dívida, as perdas com impairment registrarentes dos fluxos de caixa, os contratos são segmentados por grupos de radas são revertidas quando o valor justo do instrumento financeiro aumentar e mos conforme determina a regulamentação específica. Para ramos de risco se o aumento puder ser objetivamente relacionado ao evento que ocorreu decorrido, a Seguradora considera o histórico dos prêmios ganhos de cada após a data que a perda por impairment foi inicialmente reconhecida. (b) Ati- contrato, para apurar sua melhor estimativa de receita de prêmios em períovos financeiros avaliados ao custo amortizado (incluindo recebíveis) - dos posteriores à data-base de cálculo. Para aferição dos fluxos foi consideraOs ativos classificados nesta categoria, após seu reconhecimento inicial, são da como referência a sinistralidade corrente dos grupos de ramos analisados. avaliados pela Seguradora a cada data de balanço e, havendo evidência ob- Os fluxos de caixa são trazidos a valor presente, a partir de premissas de tajetiva de perda por impairment, é efetuado registro no resultado do período. xas de juros livres de risco (ETTJ), publicadas pela Superintendência de SeOs recebíveis originados de contratos de seguros, como os saldos de prêmios guros Privados (SUSEP), considerando o cupom da curva de juros do indexaa receber de segurados, são classificados pela Seguradora nesta categoria e dor da obrigação IGP-M. Caso seja identificada qualquer insuficiência no o impairment (recuperação) é apurado com base na totalidade dos prêmios teste em referência, a Seguradora registra imediatamente a perda ajustando vencidos acima de 60 dias e não liquidados, descontadas as cessões de prê- provisões que tenham originado tal deficiência. 2.18 Passivos financeiros mio, comissões e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de acordo Passivos financeiros são quaisquer passivos que sejam considerados uma com o disposto na Circular SUSEP no 424/11 devido a não possuir estudo obrigação contratual de entregar caixa ou outro ativo financeiro, ou de trocar próprio com base no histórico de perdas incorridas. (c) Ativos não financei- ativos ou passivos sob condições desfavoráveis, bem como, um contrato que ros - Os ativos não financeiros que apresentam vida útil indefinida são testa- será ou poderá ser liquidado com instrumentos patrimoniais da própria entidados por impairment anualmente. Para os demais ativos não financeiros, o de. Os demais passivos financeiros são reconhecidos pelo valor justo de merteste é realizado se houver indicação de que o ativo possa ter sofrido desva- cado e utiliza-se o método taxa efetiva de juros quando for necessária a realilorização. Uma perda por impairment é reconhecida no resultado do período zação do ajuste a valor presente. É utilizada a taxa de mercado similar à taxa quando o valor contábil do ativo é superior ao seu valor recuperável através de juros de referência, quando não houver uma taxa de juros definida no

2011 2010 Prêmios emitidos líquidos 86.523 88.905 Variação das provisões técnicas de prêmios 1.177 (886) Prêmios ganhos 87.700 88.019 Sinistros ocorridos (43.837) (44.944) Custos de aquisição (29.675) (26.926) Outras receitas e despesas operacionais 313 531 Resultado com resseguro 54 (686) Receita com resseguro 1.334 269 Despesa com resseguro (1.280) (955) Despesas administrativas (10.552) (9.885) Despesas com tributos (2.785) (2.661) Resultado financeiro 4.720 3.646 Resultado operacional 5.938 7.094 Ganhos com ativos não correntes 267 179 Resultado antes dos impostos e participações 6.205 7.273 Imposto de renda (1.035) (1.393) Contribuição social (646) (870) Participações sobre o resultado (391) (192) Lucro líquido do exercício 4.133 4.818 Quantidade de ações 27.114.539 27.114.539 Lucro líquido por ação - R$ 0,15 0,18 Lucro líquido do exercício 4.133 4.818 Total do resultado abrangente do exercício 4.133 4.818 contrato. 2.19 Benefícios a empregados - A Seguradora possui programa de participação nos lucros de acordo com o disposto na Lei no 10.101/2000, devidamente acordado com os funcionários. As demais provisões trabalhistas são calculadas segundo normas e leis trabalhistas em vigor na data de preparação das demonstrações financeiras e registradas segundo regime de competência e conforme os serviços são prestados pelos funcionários. 2.20 Outras provisões, ativos e passivos contingentes - O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes, são realizados de acordo com as regras estabelecidas pelo CPC25 - “Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes”, equivalentes ao IAS37 e leva em consideração a avaliação dos assessores jurídicos da Seguradora conforme segue: (a) Contingências ativas - não são reconhecidas nas demonstrações financeiras, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização; sobre as quais não cabem mais recursos. (b) Contingências passivas - são reconhecidas nas demonstrações financeiras quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. (c) Obrigações legais, fiscais e previdenciárias - referem-se a demandas judiciais, onde estão sendo contestadas a legalidade ou a inconstitucionalidade de alguns tributos (ou impostos e contribuições). O montante discutido é quantificado e registrado contabilmente. 2.21 Principais tributos - A provisão para imposto de renda foi constituída à alíquota de 15% acrescida de adicional de 10% acima dos limites específicos, e a provisão para contribuição social à alíquota de 15% do lucro para fins de tributação nos termos da legislação em vigor. Os créditos tributários decorrentes de diferenças temporárias entre os critérios contábeis e os fiscais de apuração de resultados, são registrados no exercício de ocorrência do fato e são calculados com base nessas mesmas alíquotas. O imposto de renda diferido ativo é reconhecido somente na proporção da probabilidade de que lucro tributário futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser compensadas. As contribuições para o PIS são provisionadas pela alíquota de 0,65% e para a COFINS pela alíquota de 4%, na forma da legislação vigente. 2.22 Apuração do resultado - O resultado é apurado pelo regime de competência e inclui o seguinte: Os prêmios de seguros e resseguros e as correspondentes receitas e despesas de comercialização, contabilizados por ocasião da vigência do risco, fatura ou por estimativa nos casos em que o risco coberto somente é conhecido após o decurso do período de cobertura, são reconhecidos nas contas de resultado pelo valor proporcional ao prazo de vigência da apólice. • As receitas e despesas decorrentes de operações de seguros do ramo DPVAT são contabilizadas com base nos informes recebidos da Companhia Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT. • As receitas e despesas de prêmios e comissões relativas às responsabilidades repassadas ao IRB e às outras Companhias. • As operações de cosseguros aceitos e de retrocessões são contabilizadas com base nas informações recebidas das congêneres e do IRB Brasil Resseguros S.A., respectivamente. 2.23 Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio - A distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio para os acionistas é reconhecido como um passivo nas demonstrações financeiras ao final do exercício, com base no estatuto social da Seguradora. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas. O benefício fiscal dos juros sobre capital próprio é reconhecido na demonstração de resultado. A taxa utilizada no cálculo dos juros sobre o capital próprio limita-se à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) durante o período aplicável e ao que for maior entre: (i) 50% do lucro líquido da Seguradora (depois da dedução da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e antes de se considerar a referida distribuição e quaisquer deduções referentes ao imposto de renda); e (ii) 50% dos lucros acumulados da Seguradora e das reservas de lucros. 3. Estimativas e julgamentos contábeis - Na elaboração das demonstrações financeiras são utilizadas estimativas para a mensuração e reconhecimento de certos ativos e passivos. Para estas estimativas a administração utiliza experiências de eventos passados e/ou correntes, pressupostos relativos a eventos futuros e outros fatores objetivos e subjetivos. (a) Cálculo de impairment de ativos - A administração avalia anualmente seus ativos para a verificação da necessidade de registro de impairment quando existem evidências claras de que o ativo pode não ser recuperável conforme o CPC01 - “Redução ao Valor Recuperável de Ativos”, equivalente ao IAS36. (b) Avaliação de contingências fiscais, cíveis e trabalhistas - A Seguradora possui processos judiciais, cíveis e fiscais na data de preparação das demonstrações financeiras. As provisões para contingências passivas foram constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos e o histórico de perdas, de acordo com o CPC25 “Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes”, equivalente ao IAS37. Na data de preparação das demonstrações financeiras a Seguradora não possuía processos judiciais de natureza trabalhista. (c) Avaliação de passivos de seguros - A Seguradora faz uso de fontes internas e externas de informação disponíveis sobre experiência passada, além de indicadores que possam influenciar as tomadas de decisões da administração e, dos atuários da Seguradora para a definição de premissas atuarias e da melhor estimativa do valor de liquidação de sinistros de contratos cujo evento segurado já tenha ocorrido. Mesmo considerando todos indicadores disponíveis e experiência passada, os valores provisionados podem diferir dos valores efetivamente liquidados.(d) Valor justo de instrumentos financeiros - O valor justo de instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos quando relevante é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Seguradora usa seu julgamento para escolher diversos métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data de balanço. 4. Gestão de riscos originados de instrumentos financeiros e contratos de seguros - 4.1 Gestão de risco de seguro - As operações da Seguradora estão voltadas para a modalidade de Riscos de Pessoas que compreendem: seguro de vida, seguro funeral, seguro de acidentes pessoais, seguro educacional, seguro viagem, seguro prestamista, seguro de diária por internação hospitalar, seguro desemprego (perda de renda), seguro de diária de incapacidade temporária, seguro de perda de certificado de habilitação de vôo, DPVAT (seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não), habitacional (coberturas dos Riscos de Morte e Invalidez Permanente). Nossa premissa básica é o atendimento das necessidades dos clientes, customizando a adequação dos riscos oferecidos com lucratividade. Priorizamos o nosso compromisso com a responsabilidade social, no sentido de atingirmos segmentos que não possuam acesso a seguros, que não estejam com suas necessidades atendidas ou que possuam produtos inadequados ao seu perfil. Focamos também em nichos com o intuito de sermos especialistas através da elaboração de apólices especificas para cada perfil de cliente “Taylor-made”. Os seguros disponibilizados podem ser contratados nas seguintes formas: • Individual - quando os segurados preenchem propostas com a declaração dos elementos essenciais do interesse a ser garantido e do risco, em que expressa a intenção de contratar uma cobertura (ou coberturas), manifestando pleno conhecimento das condições contratuais. • Coletiva - quando os segurados aderem a uma apólice contratada pelo estipulante, que podem ser produtos padronizados ou a produtos específicos, onde as apólices são customizadas de acordo com a necessidade e pedido dos clientes. Os seguros são angariados por corretores legalmente habilitados. A administração acredita que o limite de retenção atual é consistente com as práticas de subscrição e não afetam a capacidade da Seguradora em conduzir seus negócios, os quais se orientam na busca de crescimento contínuo. O cálculo do excedente de responsabilidade compreende a diferença entre o limite de retenção praticado pela Seguradora e o limite de resseguro automático. A aceitação dos riscos de morte e/ou invalidez é feita através da prática de um conjunto de normas e limites operativos, utiliza como ferramenta de avaliação de riscos, informações de acordo com a orientação das análises de sensibilidade e concentrações de risco, comparados com estimativas anteriores. Essas orientações fazem parte da realidade para a mensuração das propostas: Idade Atuarial, Capital, Atividade de Risco, Ficha Financeira, Declaração Pessoal de Saúde; Tábuas Atuariais: AT-83, Álvaro Vindas; Carregamentos Comerciais e Administrativos. 4.2 Gestão de riscos financeiros - A carteira de investimentos está exposta a riscos financeiros que são monitorados através de instrumentos e modelos de análise de risco, que levam em consideração o cenário econômico e os requerimentos regulatórios que norteiam os negócios e ativos financeiros da Seguradora. Os principais fatores de risco que afetam o negócio da Seguradora são: (a) Risco de mercado - Risco de mercado está associado a perdas potenciais advindas de variações em preços de ativos financeiros, taxas de juros, moedas e índices. O principal fator de risco de mercado presente no balanço é a taxa de juros prefixada. O cálculo do valor de mercado segue critérios estritos de independência com relação à coleta de preços referenciais de mercado e construção de estrutura, a termo das diversas taxas de juros. De modo genérico, o valor de mercado é a melhor estimativa do valor presente de um fluxo de caixa; uma vez possuindo os fluxos de caixa de toda a Instituição e os vários preços/estruturas de taxa de juros, efetua-se o cálculo do valor de mercado. (b) Risco de liquidez Risco de liquidez é relacionado ao descasamento da estrutura de ativos e passivos com relação aos fluxos efetivos de pagamento destes. São analisados mensalmente indicadores de liquidez oriundos dos saldos de contas do balanço. A política de gestão de riscos da Seguradora visa assegurar que a carteira de investimentos esteja adequada ao perfil e limites de risco apropriados ao negócio da empresa e alinhados à política de investimento definida. A Seguradora busca realizar a gestão dos ativos financeiros através da diversificação das aplicações quanto ao nível de exposição e limites de alocação dos ativos, visando mitigar os riscos e garantir retornos sustentáveis. O programa e a política de resseguro somente consideram participantes de mercado resseguradores com alta qualidade de crédito. Até a data-base de análise, a Seguradora matinha parceria apenas com o IRB Brasil Resseguros S.A. (c) Capital adicional para risco de subscrição e de crédito - No Brasil, acompanhando a tendência mundial de fortalecimento do mercado segurador, a SUSEP divulgou normas que alteraram, a partir de janeiro de 2008, as regras de alocação de capital dos riscos provenientes da subscrição para os diversos ramos de seguros e também os critérios de atuação do órgão regulador em relação à eventual insuficiência de capital das seguradoras. A partir de 2011, passaram a vigorar regras de alocação de capital para os riscos provenientes das operações de crédito realizadas com congêneres, resseguradores e entidades financeiras. Nas datas-base de 31 de dezembro de 2011 e 2010, o Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) da Seguradora apresentou-se inferior ao valor exigido pelas regras de capital mínimo vigentes à época da apuração (vide Nota 21.5). (d) Resumo da estrutura de gerenciamento de risco - A Seguradora detém em sua estrutura políticas e procedimentos que visam o gerenciamento de riscos. A estrutura existente é adequada aos riscos a que a Seguradora encontra-se exposta e é compatível com a natureza e a complexidade das operações e dos produtos comercializados. 5 Caix.a e equivalente de caixa 2011 2010 Recursos em bancos e em caixa 115 266 115 266 6. Ativos financeiros - 6.1 Títulos e valores mobiliários - A classificação dos títulos e valores mobiliários por categoria e vencimento é apresentada da seguinte forma em 31 de dezembro: 2011 2010 Custo mais Valor de Custo mais Valor de rendim. mercado rendim. mercado Ativo circulante 63.827 63.827 60.028 60.028 Títulos para negociação 63.827 63.827 60.028 60.028 Quotas de fundos de invest. 10 10 2.699 2.699 Letras Financeiras do Tesouro 27.597 27.597 8.341 8.341 Título da dívida agrária 2.369 2.369 3.549 3.549 Depósito a prazo gar. especial 5.154 5.154 4.533 4.533 Certific.de dep. bancários 5.970 5.970 20.883 20.883 Quota de fundos - DPVAT 22.727 22.727 20.023 20.023 Ativo realizável a longo prazo 1 1 1 1 Outras aplicações 1 1 1 1 Outras aplicações 1 1 1 1 63.828 63.828 60.029 60.029

Demonstração dos fluxos de caixa Exercícios findos Atividades operacionais 2011 Recebimentos de prêmios de seguros 57.617 Recuperação de sinistros e comissões 989 Pagamentos de sinistros e comissões (35.986) Pagtos de desp. com oper. de seg. e resseguros (1.213) Pagamentos de despesas e obrigações (15.642) Outros pagamentos operacionais (36) Constituição de depósitos judiciais (1.817) Resgates de depósitos judiciais 1.892 Pagamentos de participações no resultado (391) Caixa gerado (consumido) pelas operações 5.413 Impostos e contribuições pagos (4.914) Investimentos financeiros 1.224 Aplicações (61.634) Vendas e resgates 62.858 Caixa líquido gerado nas atividades operacionais 1.723 Atividades de investimento Pagamento pela compra de ativo permanente Imobilizado (145) Intangível (115) Caixa líquido consumido nas ativid. de invest. (260) Atividades de financiamento Distribuição de dividendos e juros s/o capital próprio (1.614) Outros Caixa líq. consumido nas ativid. de financiamento (1.614) Redução líquida de caixa e equivalentes de caixa (151) Caixa e equiv. de caixa no início do exercício 266 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 115 Aumento nas aplic. financeiras - recursos livres 10

2010 68.553 264 (45.148) (600) (10.393) (203) (5.345) 5.544 (192) (12.480) (7.338) (3.014) (28.585) 25.571 2.128 (105) (65) (170) (1.393) (887) (2.280) (322) 588 266 -

Demonstração da conciliação do lucro líquido do período com fluxo de caixa das atividades operacionais Exercícios

Lucro líquido do exercício Aumento dos itens que não afetam caixa Depreciação e amortização Redução (aumento) de ativos Aplicações Créditos das operações com seguros e resseguros Títulos e créditos a receber Despesas antecipadas Demais contas a receber Aumento (redução) de passivos Contas a pagar Débitos das operações com seguros e resseguros Depósitos de terceiros Provisões técnicas Caixa líquido gerado nas atividades operacionais

2011 4.133 271 271 (5.051) (3.799) (1.395) (770) 39 874 2.370 169 1.365 132 704 1.723

2010 4.818 331 331 (17.708) (21.681) 3.291 223 (19) 478 14.687 (599) (970) (25) 16.281 2.128

6.1.1 Composição por prazo de vencimento em 31 de dezembro de 2011 Até seis De seis a De nove a Acima de meses 9 meses 12 meses 12 meses Total Ativo circulante 9.938 3 53.886 63.827 Títulos para negoc. 9.938 3 53.886 63.827 Letras Finan. do Tes. 27.597 27.597 Título da dívida agrária 1.222 1.147 2.369 Certific. de dep.banc. 5.970 5.970 Dep. a prazo gar. espec. 2.643 2.511 5.154 Quota de fundos - DPVAT 93 3 22.631 22.727 Outras aplicações 10 10 Ativo realiz. a l. prazo 1 1 Outras aplicações 1 1 Outras aplicações 1 1 9.938 3 53.887 63.828 6.1.2 Composição por prazo de vencimento em 31 de dezembro de 2010 Até seis De seis a De nove a Acima de meses 9 meses 12 meses 12 meses Total Ativo circulante 7.710 14.890 37.428 60.028 Títulos p/negociação 7.710 14.890 37.428 60.028 Letras Finan. do Tes. 8.341 8.341 Qtas de fundos de invest. 2.699 - 2.699 Título da dívida agrária 1.219 2.330 3.549 Dep.a prazo gar. especial 1.225 3.308 4.533 Certific. de dep. bancários 19 12.302 8.562 20.883 Quota de fundos - DPVAT 2.548 2.588 14.887 20.023 Ativo realiz. a l. prazo 1 1 Outras aplicações 1 1 Outras aplicações 1 1 7.710 14.890 37.429 60.029 (a) Taxa de juros contratada - A taxa de juros contratada para a maior parte dos títulos relacionados acima é CDI. (b) Movimentação dos títulos e valores mobiliários - A movimentação das aplicações é apresentada da seguinte forma em 31 de dezembro: Em 31 de dezembro de 2009 38.347 Aplicações 61.634 Resgates (47.395) Rendimentos 7.443 Em 31 de dezembro de 2010 60.029 Aplicações 45.035 Resgates (48.214) Rendimentos 6.978 Em 31 de dezembro de 2011 63.828 O valor justo dos instrumentos financeiros negociados em mercados ativos é baseado nos preços de mercado, cotados na data do balanço.A mensuração do valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é obtida conforme os critérios abaixo: • Títulos públicos federais - foram calculados com base no “Preço Unitário de Mercado”, informado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA). • Demais títulos - pelo custo de aquisição devidamente atualizado pela taxa do papel. 6.2 Estimativa de valor justo - O CPC 40, equivalente ao IFRS 7 requer a divulgação por nível, relacionada à mensuração do valor justo com base nos seguintes níveis: (a) Preços cotados (não ajustados) em mercados Ativos para Ativos idênticos (Nível 1). (b) Classificado quando se utiliza uma metodologia de fluxo de caixa descontado ou outra metodologia para precificação do ativo com base em dados de mercado e quando todos esses dados são observáveis no mercado aberto (Nível 2). (c) Ativo ou passivo que não é calculado com base em dados observáveis do mercado (fato não observável) (Nível 3). Com exceção das quotas de fundos DPVAT e os CDBs, que são classificados no Nível 2, os demais investimentos estão classificados no Nível 1. 6.2.1 Composição da carteira por classe e por categoria contábil em 31 de dezembro de 2011 AAA Valor de mercado Títulos para negociação 63.828 63.828 Outras aplicações 11 11 Ativos prefixados Públicos Letras Financeiras do Tesouro 27.597 27.597 Títulos da dívida agrária 2.369 2.369 Ativos pós-fixados Privados Certificado de Depósitos Bancários 5.970 5.970 Depósito a prazo garantia especial 5.154 5.154 Quotas de Fundo DPVAT 22.727 22.727 Exposição máxima ao risco de crédito 63.828 63.828 6.2.2 Composição da carteira por classe e por categoria contábil em 31 de dezembro de 2010 AAA Valor de mercado Títulos para negociação 60.029 60.029 Quotas de fundos de investimentos 2.699 2.699 Outras aplicações 1 1 Ativos prefixados Públicos Letras Financeiras do Tesouro 8.341 8.341 Títulos da dívida agrária 3.549 3.549 Ativos pós-fixados Privados Certificado de Depósitos Bancários 20.883 20.883 Depósito a prazo garantia especial 4.533 4.533 Quotas de fundo DPVAT 20.023 20.023 Exposição máxima ao risco de crédito 60.029 60.029 7. Operações com seguros e resseguros 7.1 Prêmios a receber de segurados 2011 2010 Prêmios a Red. Prêmios a Prêmios a Redução Prêmios a receber de ao valor receber receber de ao valor receber segur. recup. líquído segur. recup. líquído Pessoas coletivo 8.270 (200) 8.070 7.240 (261) 6.979 8.270 (200) 8.070 7.240 (261) 6.979 Composição quanto aos prazos de vencimento 2011 2010 A vencer 5.695 5.058 Vencidos até 30 dias 1.031 791 Vencidos de 31 a 60 dias 286 99 Vencidos de 61 a 90 dias 148 109 Vencidos de 91 a 120 dias 33 28 Vencidos há mais de 120 dias 1.077 1.155 8.270 7.240 Redução ao valor recuperável (200) (261) 8.070 6.979 7.2 Créditos e débitos de operações com seguros e resseguros 7.2.1 Outros créditos operacionais 2011 2010 Corretagem antecipada 572 396 Agentes pro labore 141 41 Consórcio - DPVAT 538 508 Outros créditos 48 50 1.299 995 7.2.2 Operações de resseguradoras 2011 2010 Prêmios pendentes 229 143 Outros débitos 199 80 428 223 A Seguradora mantém operações de resseguros apenas com o IRB Brasil Resseguros S.A. 7.2.3 Corretores de seguros e resseguros 2011 2010 Comissões sobre prêmios emitidos - direto 2.187 1.293 Comissões sobre prêmios estimados 2.027 1.616 4.214 2.909 7.2.4 Outros débitos operacionais 2011 2010 Consórcio - DPVAT 145 145 8. Ativos de resseguros - provisões técnicas 2011 2010 Sinistros pendentes de pagamento 436 545 Provisão p/sinistros ocorridos mas não avisados – IBNR 102 46 538 591 Os quadros abaixo demonstram a composição das provisões técnicas passivas em 31 de dezembro: 2011 Prêmios Sinistros Sinistros não a ocor. mas Outras ganhos liquidar não avisados prov. Total Auxilio Funeral 2 63 65 PCHV 5 2 7 Prestamista 155 566 455 138 1.314 Acidentes pessoais 1.012 1.112 747 543 3.414 Renda de eventos aleatórios 5 13 1 19 Vida em grupo 103 6.751 6.889 1.333 15.076 Convênio DPVAT 15.210 7.447 62 22.719 1.272 23.649 15.551 2.142 42.614 2010 Prêmios Sinistros Sinistros não a ocor. mas Outras ganhos liquidar não avisados prov. Total PCHV 1 1 Prestamista 205 622 412 216 1.455 Acidentes pessoais 1.966 1.290 676 23 3.955 Renda de eventos aleatórios 2 12 14 Vida em grupo 627 8.325 6.135 1.520 16.607 Convênio DPVAT 18.637 1.195 46 19.878 2.798 28.876 8.430 1.806 41.910 >>>Continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

32 -.ECONOMIA/LEGAIS >>>Continuação Movimentação Prêmios não ganhos Sinistros a liquidar Sinistros ocorridos mas não avisados Outras provisões

31/12/2010 2.798 28.876

Constit. Reversão 31/12/2011 36.201 37.727 1.272 43.606 48.833 23.649

8.430 32.994 25.873 15.551 1.806 7.973 7.637 2.142 41.910 120.774 120.070 42.614 Os saldos apresentados como “Outras provisões” são compostos, principalmente pela Provisão Complementar de Prêmios (PCP) no valor de R$ 2.080 (R$ 1.760 em 2010), constituída conforme Nota 2.17.1.1 (c), e pela provisão de despesas administrativas no valor de R$ 62 (R$ 46 em 2010), constituída com base nos informes emitidos pela Seguradora Líder do Convênio DPVAT. Movimentação 31/12/2009 Constit. Reversão 31/12/2010 Prêmios não ganhos 1.922 34.769 33.893 2.798 Sinistros a liquidar 18.852 64.949 51.925 31.876 Sinistros ocorridos mas não avisados 5.820 16.570 13.960 8.430 Outras provisões 2.034 2.565 2.793 1.806 28.628 118.853 102.571 44.910 9. Títulos e créditos a receber - 9.1 Títulos e créditos a receber 2011 2010 Conta gráfica (*) 188 Bloqueios judiciais 1.213 584 Outros valores 411 178 1.624 950 (*) Refere-se a valores a receber com o antigo acionista Assistência Médica São Paulo S.A., decorrente do contrato de venda de parte da participação societária firmado em 23 de novembro de 2002, no qual a Assistência Médica São Paulo S.A. se compromete a ressarcir a American Life todos os desembolsos que venha a efetuar proveniente de fatos ocorridos anteriormente a data de 30 de setembro de 2002. 9.2 Impostos e contribuições 9.2.1Créditos tributários e previdenciários - ativo circulante 2011 2010 Impostos a compensar 2 20 Outros 17 20 19 40 9.2.2 Impostos e contribuições 2011 2010 Passivo circulante - impostos e contribuições Imposto de renda 89 Contribuição social 71 10 COFINS 133 148 PIS 22 24 315 182 Passivo não circulante - provisão para tributos diferidos Imposto de renda e contrib. social s/ res. de reavaliação 298 312 Parcelamento - REFIS 122 210 420 522 9.2.3 Reconciliação da despesa do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro 2011 2010 I.R. C.S. I.R. C.S. Resultado antes do IR e da contribuição social após participações 5.814 5.814 7.081 7.081 Juros sobre capital próprio (1.614) (1.614) (1.393) (1.393) Resultado antes do IR e da contribuição social após participações e JCP 4.200 4.200 5.688 5.688 Alíquota vigente - % 25 15 25 15 IRPJ/CSLL pela alíquota fiscal 1.049 629 1.422 853 Ajustes para refletir a alíquota efetiva Adições (exclusões) permanentes Despesas indedutíveis 107 107 111 111 Adições (exclusões) temporárias Provisões não dedutíveis (14) (14) (45) (45) Lucro tributável 4.293 4.293 5.754 5.754 Imposto de renda e contrib. social às alíquotas nominais de 5% mais adicional de 10% e 15%, respectivamente 1.049 644 1.414 863 Incentivos fiscais (17) (32) Tributos correntes 1.032 644 1.382 863 Constituição (rev.) de crédito tribut. s/ adições temporárias às alíquotas nominais de 25% e 15%, respectiv. 3 2 11 7 Tributos diferidos 3 2 11 7 Despesas líquidas com tributos 1.035 646 1.393 870 Alíquota efetiva - % 24 15 24 15 10. Outros créditos 2011 2010 Ativo circulante Adiantamentos a funcionários 2 16 Adiantamentos administrativos 177 150 179 166 Ativo não circulante Outros créditos a receber 295 98 Outros 47 65 342 163 11. Despesas antecipadas - O saldo registrado na rubrica “Despesas antecipadas” no circulante refere-se, basicamente, à amortização das despesas com desenvolvimento de produto e despesas com frota de veículos. Ativo circulante 2011 2010 Desenvolvimento de produto 40 75 Despesa com frota veículos 2 6 42 81 12. Custo de aquisição diferidos - A classificação dos custos de aquisições diferidos é apresentada da seguinte forma em 31 de dezembro: 2011 2010 Pessoas coletivo 969 1.727 969 1.727 A movimentação dos custos de aquisições diferidos é apresentada da seguinte forma em 31 de dezembro: 31/12/2010 Constit. Reversão 31/12/2011 Pessoas coletivo 1.727 21.163 21.921 969 1.727 21.163 21.921 969 31/12/2009 Constit. Reversão 31/12/2010 Pessoas coletivo 1.214 8.580 8.067 1.727 1.214 8.580 8.067 1.727 13. Investimentos - As contas de investimentos apresentaram o seguinte saldo: 2011 2010 Participação Seguradora Líder (DPVAT) 134 146 Participação IRB 101 101 235 247 A movimentação no período refere-se ao ajuste da participação da Seguradora Líder através dos demonstrativos mensais recebidos daquela seguradora. 14. Ativo imobilizado - As contas do ativo imobilizado apresentaram as seguintes movimentações:

Saldo Valor Taxas residual em Desp. de líquído em anuais 31/12/2010 Aquis. Baixas deprec. 31/12/2011 depr. - % Imóveis de uso 1.013 56 957 Terrenos 186 186 Edificações 827 56 771 4 Bens móveis de uso 166 146 46 43 223 Informática 103 135 43 31 164 20 Móveis, máq. e utensílios 63 11 3 12 59 10 Outras imob. 6 6 Outras 6 6 10 Imob. de uso 1.185 146 46 99 1.186 15. Ativo intangível - As contas do ativo intangível apresentaram as seguintes movimentações: Saldo Valor Taxas residual em Desp. de líquído em anuais 31/12/2010 Aquis. Baixas amort. 31/12/2011 amort. - % Desenv. de sistemas 299 103 137 265 20 Marcas e patentes 7 7 Desp. de instal. 61 20 35 46 20 Intangível 367 123 172 318 16. Contas a pagar - 16.1 Obrigações a pagar 2011 2010 Fornecedores 70 74 Participação nos lucros a pagar 171 241 74 16.2 Impostos e encargos sociais a recolher 2011 2010 IOF sobre prêmios de seguros 5 6 INSS 29 54 IRRF 79 94 Fundo de Garantida do Tempo de Serviço (FGTS) 16 15 Imposto sobre serviço 17 19 Outros 9 11 155 199 16.3 Encargos trabalhistas 2011 2010 Férias a pagar 150 189 Encargos sociais a recolher 87 65 237 254 16.4 Outras contas a pagar 2011 2010 Outras contas a pagar (*) 32 (*) O valor refere-se principalmente à cheque pendente de compensação. 17. Depósitos terceiros 2011 2010 Prêmios e emolumentos 278 146 278 146 Do montante acima, 70% (81% em 2010) está pendente até 90 dias, 13% (19% em 2010) está pendente entre 91 e 180 dias e 17% está pendente há mais de 365 dias. 18. Cobertura das provisões técnicas - A cobertura das provisões técnicas é demonstrada da seguinte forma em 31 de dezembro: 2011 2010 Provisões técnicas líquidas de resseguro 42.614 41.910 (-) Provisões retidas pelo IRB 719 (-) Depósitos judiciais 85 160 Total a ser coberto 42.529 41.031 Investimentos em títulos e valores mobiliários 63.817 58.144 Recursos livres 21.288 17.113 19. Desenvolvimento de sinistros - As tabelas abaixo apresentam a evolução acumulada bruta e líquida de resseguros das estimativas dos sinistros ocorridos e seus pagamentos até totalizarem o passivo corrente. O objetivo desta tabela é demonstrar a consistência da política de provisionamento de sinistros da Seguradora. Desenvolvimento de sinistros brutos de resseguro 31 de dezembro 31/12/ 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Data de aviso PSL Pagamentos acumulados Após um ano 2.742 2.490 4.346 3.489 4.387 4.119 Após dois anos 3.200 3.085 4.998 3.818 Após três anos 3.595 3.447 5.127 Após quatro anos 3.729 3.555 Após cinco anos 3.796 Prov. de sinistros não pagos Após um ano 1.353 2.549 3.871 2.653 5.679 4.580 Após dois anos 1.067 2.128 900 2.154 Após três anos 899 499 796 Após quatro anos 267 549 Após cinco anos 304 Provisão reestimada Após um ano 4.095 5.039 8.217 6.142 10.066 8.699 Após dois anos 4.267 5.213 5.898 5.972 Após três anos 4.494 3.946 5.923 Após quatro anos 3.996 4.104 Após cinco anos 4.100 Estimativa corrente 4.100 4.104 5.923 5.972 10.066 8.699 Pagto acum. até a data-base 3.796 3.555 5.127 3.818 4.387 4.119 Passivo reconhec. no balanço 304 549 796 2.154 5.679 4.580 Passivos em relação a anos anteriores a 2006 2.061 Passivos relacionados à carteira de DPVAT 15.210 O saldo da Provisão de Sinistros a Liquidar referente a parcela de resseguro em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 435. As provisões de Retrocessão e DPVAT não são consideradas para fins de desenvolvimento. A inclusão destas provisões pode distorcer as informações apresentadas nesta tabela, tendo em vista que a Retrocessão não é material e o DPVAT é calculado com base em diferentes metodologias. Ambas as informações foram incluídas apenas para fins de conciliação com o passivo total do exercício. 20. Outros débitos - 20.1 Provisões judiciais - A Seguradora é parte em processos judiciais, de natureza cível, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões para contingências passivas foram constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos e o histórico de perdas; a administração da Seguradora entende que estas provisões são suficientes para fazer face a eventuais perdas decorrentes dos respectivos processos. Nos períodos em análise a Seguradora não figurou como ré em processos de natureza trabalhista. (a) Processos fiscais - A Seguradora questiona judicialmente o poder judiciário sobre o direito de não efetuar o recolhimento das contribuições ao PIS e a COFINS nos moldes da Lei no 9.718/98 ou, ao menos, o direito de recolhê-las sobre as receitas advindas da prestação de serviços, excluído o prêmio, bem como proceder a compensação dos valores indevidamente recolhidos a título de PIS e COFINS desde janeiro de 2002. A probabilidade de perda deste processo é classificado como possível, conforme avaliação dos consultores jurídicos externos da Seguradora. Cabe ressaltar que a Seguradora está recolhendo seus tributos conforme legislação vigente. (b) Processos cíveis - Referem-se a processos movidos por segurados ou terceiros reivindicando o pagamento de coberturas não contratadas nas respectivas apólices ou por outros motivos não relacionados a sinistro. A probabilidade de perda desses processos é remota, conforme avaliação de consultores jurídicos. (c) Pro-

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cessos de sinistros - A Seguradora tem registro de processos de sinistros em discussão judicial incluídos na rubrica de “Sinistros a liquidar”, que em 31 de dezembro de 2011 monta a R$ 1.743 (R$ 1.062 - 2010), líquidos de cosseguros e resseguros, a nossa PSL judicial é estimada de acordo com a técnica atuarial aprovada pela SUSEP. As contingências em 31 de dezembro estão classificadas conforme a avaliação dos assessores jurídicos está assim representada: Processos cíveis Sinistros judiciais Chance de Valor Valor Valor Valor ocorrência Qtde reclam. provis. Qtde. reclam. prov. Provável 159 3.511 743 Possível 43 1.281 196 Remota 38 3.776 171 6.533 803 Total - 2011 38 3.776 373 11.325 1.742 Provável 41 1.097 484 Possível 97 2.293 567 Remota 53 1.323 160 7.145 11 Total - 2010 53 1.323 298 10.535 1.062 Sinistros judiciais Saldo inicial em 31 de dezembro de 2010 1.062 (+) Adições 5.538 (-) Baixas (4.857) Saldo final em 31 de dezembro de 2011 1.743 Saldo inicial em 31 de dezembro de 2009 1.043 (+) Adições 434 (-) Baixas (415) Saldo final em 31 de dezembro de 2010 1.062 O aging das provisões de sinistros judiciais tem por base o tempo de pendência a partir da data de aviso ou de transferência de processo administrativo para judicial: 2011 Vencidos Até um Até dois Até três Até quatro De cinco ano anos anos anos a dez anos Total Pessoas coletivo 518 444 196 276 309 1.743 518 444 196 276 309 1.743 2010 Vencidos Até um Até dois Até três Até quatro De cinco ano anos anos anos a dez anos Total Pessoas coletivo 507 96 223 65 171 1.062 507 96 223 65 171 1.062 21. Patrimônio líquido - 21.1 Capital social - O capital social está representado pelo valor de R$ 17.031 (R$ 17.031 em 2010), mediante a emissão de 27.114.539 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal, o qual foi aprovado pela Portaria SUSEP no 967, de 12 de maio de 2009. 21.2 Reservas de reavaliação - Constituída em exercícios anteriores em decorrência das avaliações de bens do ativo imobilizado com base em laudos de avaliação emitidos por peritos especializados. 21.3 Reservas de lucros - (a) Reserva legal - A reserva legal, constituída mediante a apropriação de 5 % do lucro líquido do período, tem por finalidade assegurar a integridade do capital social em conformidade com o artigo 193 da Lei no 6.404/1976. (b) Reserva estatutária - A reserva estatutária tem como finalidade preservar a integridade do patrimônio social, evitando a descapitalização resultante da distribuição de lucros não realizados. Serão destinados a essa reserva, em cada período, os lucros líquidos não realizados que ultrapassarem o valor destinado à reserva de lucros a realizar prevista no artigo 197 da Lei no 6.404/1976. 21.4 Dividendos - De acordo com o estatuto social, os acionistas têm direito a dividendo mínimo de 25% do lucro líquido anual. 21.5 Capital adicional para o risco de subscrição - Em dezembro de 2007, a SUSEP normatizou a Resolução no 178 do CNSP e a Circular SUSEP no 355 revogando a Resolução no 158, aumentando o prazo de adequação do capital mínimo de três para quatro anos e tornando mais graduais os percentuais para a integralização do capital necessário ao enquadramento. Além disso, houve a atualização dos fatores de risco e das matrizes de correlação dos riscos de subscrição, cujo resultado foi um menor capital alocado em relação aos parâmetros anteriores. O Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) da Seguradora na data base de 31 de dezembro de 2011 e 2010, apresentou-se inferior ao valor exigido pela nova regra de capital mínimo instituído pela Resolução CNSP no 178/07, alterada pela Resolução

CNSP 227/10. Em relação ao modelo interno estabelecido pela Resolução CNSP no 158/06, normatizar pelas Circulares SUSEP nos 355/07 e 411/10, a Seguradora já desenvolveu as ações necessárias e metodologia própria para o cálculo do capital requerido. 2011 2010 Capital base 15.000 15.000 Capital adicional 14.887 16.856 Margem de solvência 17.047 17.590 Capital mínimo requerido 29.887 31.856 Patrimônio líquido ajustado para cálculo 29.301 26.886 Insuficiência 586 4.970 Percentual - % 2 16 O Plano Corretivo de Solvência foi apresentado à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), e as metas de redução da insuficiência estão de acordo com a tabela elaborada: Percentual Mês/ano Adequação Insuficiência esperada Janeiro de 2012 2,65 12,36 Julho de 2012 2,65 9,71 Janeiro de 2013 2,65 7,06 Julho de 2013 2,65 4,41 Janeiro de 2014 4,41 21.6 Patrimônio líquido ajustado e margem de solvência - O patrimônio líquido ajustado e a margem de solvência apresentam-se da seguinte maneira em 31 de dezembro: Descrição 2011 2010 Patrimônio líquido 29.915 27.382 (-) Participações societárias 235 247 (-) Despesas antecipadas 42 81 (-) Créditos tributários decorrentes de prejuízo fiscal 19 40 (-) Marcas e patentes 7 8 (-) Ativos intangíveis 311 367 Patrimônio líquido ajustado 29.301 26.639 0,20 prêmio retido anual médio - 12 meses 17.068 17.590 0,33 sinistro retido anual médio - 36 meses 13.936 12.736 Margem de solvência (maior entre prêmio x sinistro) 17.068 17.590 Suficiência 12.232 9.049 22. Compromissos com arrendamento mercantil operacional - O termo do arrendamento (equipamentos e veículos) é de três anos, renovável no término do período de arrendamento à taxa de mercado. Os pagamentos totais mínimos de arrendamento são: 2011 2010 Menos de um ano 57 31 Mais de um ano 51 109 108 140 23. Partes relacionadas - O total das despesas com remuneração da administração em 31 de dezembro de 2011 foi de R$ 391 (R$ 192 em 2010). 24. Prêmios de seguros e resseguros - Os prêmios de seguros emitidos líquidos de cancelamento, restituições e cessões de prêmios a congêneres. Os valores dos principais grupos de ramos de seguros estão assim compostos: 2011 2010 Prêmio emitido líquido Prêmio emitido líquido Auxilio funeral 622 PCHV 51 53 Prestamista 5.673 6.443 Acidentes pessoais 14.095 11.939 Renda de eventos aleatórios 13 12 Vida em Grupo 40.164 46.182 Habitacional 10 Convênio - DPVAT 25.895 24.276 86.523 88.905 25. Variação das provisões técnicas - As variações das provisões técnicas apresentaram a seguinte variação: Provisão 2011 2010 Provisão de prêmios não ganhos 1.236 893 Riscos vigentes e não emitidos 209 126 Provisões administrativas 52 (275) Provisão complementar de prêmios (320) 142 1.177 886

26. Composição prêmios ganhos, sinistros ocorridos e custos de aquisição - Os principais ramos em que a Seguradora opera e seus principais indicadores de desempenho são: Prêmios ganhos Sinistros ocorridos Custo de aquisição 2011 2010 2011 % 2010 % 2011 % 2010 % Auxilio funeral 616 226 37% 2% PCHV 17 9 5 29% 93 1065% Prestamista 5.789 6.592 448 8% 3.296 50% 3.831 66% 2.737 41% Acidentes pessoais 14.724 10.860 1.575 11% 456 4% 7.304 50% 4.423 41% Renda de eventos aleatórios 11 5 15 136% 25 520% 1 9% 1 14% Vida em Grupo 39.664 45.193 18.512 47% 19.829 43% 17.931 45% 19.407 43% Habitacional 10 2 20% Convênio - DPVAT 26.869 24.409 23.282 87% 21.245 87% 380 1% 358 1% 87.700 88.019 43.837 50% 44.944 51% 29.675 34% 26.926 31% 27. Custo de aquisição Comissão sobre prêmio emitido Comissão - convênio DPVAT Variação das despesas de comercialização

2011 (28.360) (376) (939) (29.675)

2010 (26.272) (348) (306) (26.926)

2011 418 1.665 2.083

2010 484 1.610 2.094

2011 (35) (1.502) (60) (173) (1.770)

2010 (31) (1.499) (21) (12) (1.563)

2011 (3.808) (3.676) (1.072) (33) (1.963) (10.552)

2010 (3.476) (3.539) (1.018) (36) (1.816 (9.885)

2011 (329) (2.023) (424) (9) (2.785)

2010 (341) (2.097) (211) (12) (2.661)

28. Outras receitas e despesas operacionais 28.1 Outras receitas Receitas operacionais de seguros Consórcio DPVAT 28.2 Outras despesas Despesas com cobrança Despesas com cobrança – DPVAT Redução ao valor recuperável Outras desp. com oper.s de seguros e resseguros 29. Despesas administrativas Despesas com administração/pessoal Despesas com serviços técnicos de terceiros Despesas com localização e funcionamento Despesas com publicidade e propaganda Outras (despesas)/recuperações

31. Resultado financeiro 31.1 Receita financeira Títulos de renda fixa Consórcio DPVAT Outras

2011 4.648 2.477 159 7.284

2010 3.496 1.838 303 5.637

2011 (2.490) (74) (2.564)

2010 (1.872) (119) (1.991)

31.2 Despesa financeira Com operações de seguros Outras 32. Ganhos com ativos não correntes 2011 2010 264 158 3 21 267 179 33. Outras informações - 33.1 O ativo imobilizado está segurado em níveis considerados adequados pela administração. 33.2 A Seguradora não apresentava operações com instrumentos financeiros derivativos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. 33.3 A Seguradora não possui benefícios pós-em prego em 31 de dezembro de 2011 e 2010. Lucro na alienação de bens do ativo Outras receitas não operacionais

30. Despesas com tributos PIS COFINS Taxa de fiscalização Outras

Pedro Pereira de Freitas – Presidente Francisco de Assis Fernandes - Diretor Paulo de Oliveira Medeiros – Diretor Benedito Yukihide Tamashiro – Contador CRC - 1SP196180/O-3 Sérgio J. Leonardi – Atuário MIBA 0411

Parecer Atuarial Em cumprimento às disposições estabelecidas pela Resolução CNSP nº 135, de 11 de outubro de 2005 e Circular SUSEP nº 272, de 22 de outubro de constituição da provisão de insuficiência de prêmios. Na avaliação não se constatou situações que comprometam ou venham a comprometer a solvência 2004, foi procedida a avaliação atuarial dos planos de seguros operados pela AMERICAN LlFE COMPANHIA DE SEGUROS, no período de 01/01/2011 atuaríal da Seguradora. São Paulo, 24 de fevereiro de 2012. a 31/12/2011. A Avaliação Atuarial teve como base as obrigações da Seguradora originadas pelos contratos de seguros vigentes no período de análise, comparando as provisões técnicas estimadas com aquelas constituídas e consignadas no Balanço Patrimonial em 31/12/2011. Concluiu-se, a partir das Sérgio J Leonardi - Atuário MIBA 411 Paulo de Oliveira Medeiros - Diretor informações fornecidas pela Seguradora, que as provisões técnicas são suficientes para coberturas dos riscos assumidos, não havendo necessidade de Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Administradores e Acionistas da American Life Companhia de Seguros - Examinamos as demonstrações financeiras individuais da American Life Companhia de Seguros (“Seguradora”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras - A administração da Seguradora é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Seguradora para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Seguradora. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para a opinião com ressalva - Conforme mencionado na Nota 8, em 31 de dezembro de 2011 a Seguradora mantém registrado contabilmente a Provisão Complementar de Prêmios (PCP), no montante de R$ 2.080 mil, em atendimento às normas do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) previstas nas Resoluções nos 162/06 e 181/07. Todavia, o registro contábil dessa provisão não atende as práticas contábeis adotadas no Brasil, como explicitado no Comunicado Técnico no 1/2008 do IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. Dessa forma, devido ao registro contábil dessa provisão, o patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2011 e lucro líquido do exercício findo nessa data estão apre-

sentados a menor em R$ 1.248 mil e a maior em R$ 192 mil, respectivamente líquidos dos correspondentes efeitos tributários. Opinião com ressalva - Em nossa opinião, exceto pelo assunto mencionado no parágrafo “Base para opinião com ressalva”, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da American Life Companhia de Seguros em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Ênfase - Conforme mencionado na Nota 21.5, o Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) da Seguradora em 31 de dezembro de 2011 apresentou-se inferior ao valor exigido pela nova regra de capital mínimo requerido, instituída pela Resolução CNSP no 227/2010, necessário ao segmento de mercado (regiões de atuação e classes de negócios), no montante de R$ 586 mil. Em relação ao modelo interno estabelecido pela Resolução CNSP no 158/2006 e Circular SUSEP no 411/2010, a Seguradora está implementando as ações necessárias para o restabelecimento dos índices adequados de capital regulatório. Nesse contexto, a Seguradora enviou um plano corretivo de solvência para a SUSEP formalizando essas ações, cujo prazo previsto para regularização será até janeiro de 2014. Outros assuntos - auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior - Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes, que emitiram relatório datado de 24 de fevereiro de 2011, com ressalva quanto aos efeitos da contabilização da Provisão Complementar de Prêmios (PCP) e com parágrafo de ênfase quanto ao fato do Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) apresentar-se inferior ao valor exigido pela nova regra de capital mínimo requerido. Estes assuntos foram descritos nos parágrafos “Base para a opinião com ressalva” e “Ênfase”. São Paulo, 27 de fevereiro de 2012

Auditores Independentes - CRC 2SP000160/O-5 Aníbal Manoel Gonçalves de Oliveira Contador CRC 1RJ056588/O-8 “S” SP

e IPVA custou em média R$ 130 em 2011 A diferenciação de tratamento tributário tem provocado uma guerra fiscal entre os estados, que buscam ampliar o número de pagantes de IPVA, segundo o IBPT.

conomia

Newton Santos/Hype

O

contribuinte brasil e i ro p a g o u , e m média, R$ 130,60 de Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no ano passado. É o que revela um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). O levantamento comparou a arrecadação do IPVA, o tamanho da frota de veículos e os dados populacionais. Segundo o IPBT, São Paulo é o estado em que os habitantes pagaram mais de IPVA, em média R$ 262,92, no ano passado. Em segundo lugar está o Distrito Federal, com R$ 243,10 por habitante, seguido de Santa Catarina, com R$ 163,90. Em valores absolutos, os donos de veículos pagaram R$ 25,12 bilhões de IPVA no ano passado. Detentor da maior frota do País, com 20,7 milhões de carros, e da maior população, o estado de São Paulo liderou a arrecadação do imposto, com R$ 10,93 bilhões. A menor arrecadação foi em

Roraima (R$ 31,09 milhões). O estudo reuniu dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) sobre a arrecadação do IPVA. O IBPT comparou a receita do imposto com informações sobre a frota de veículos divulgadas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativas aos dados populacionais do ano passado. De acordo com o instituto, diferenças de alíquotas e facilidades burocráticas têm feito alguns contribuintes, principalmente empresas, registrarem os veículos em estados em que o imposto é menor. Entre os exemplos está o Paraná, que tem a sexta maior população do País, mas com a quarta maior frota de veículos. Para o IBPT, a diferenciação de tratamento tributário tem provocado uma guerra fiscal entre os estados, que buscam ampliar o número de pagantes de IPVA. (Folhapress)

São Paulo é o estado em que os habitantes pagam mais de IPVA, segundo o IBPT. No ano passado, o paulista gastou em média R$ 262,92 com o tributo.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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ECONOMIA/LEGAIS - 33

Brasmotor S.A.

CNPJ/MF nº 61.084.984/0001-20 – NIRE 35.300.026.667 Companhia Aberta Av. das Nações Unidas nº 12.995 – 32º andar – São Paulo-SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Em reunião do Conselho de Administração, realizada em 5 de dezembro de 2011, conforme Senhores Acionistas, taxa Selic é de 9,5% para o final de 2012) e o aumento de 14% no salário mínimo. Finalmente, medidas adicionais do governo, como outras isenções fiscais e/ou maior desembolso via BNDES, disposição estatutária, foi autorizado o pagamento de dividendos, relativos ao exercício de 2011, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras da Brasmotor S.A., referentes não devem ser descartadas como uma tentativa para mitigar os efeitos de um cenário internacional no montante de R$39 milhões (correspondentes a 25,16% do lucro líquido do exercício, após ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011. ainda adverso em 2012. constituição da reserva legal) e relativos ao exercício anterior no montante de R$69 milhões. 1. CENÁRIO ECONÔMICO Mercado externo Mercado Interno 3. RELACIONAMENTO COM AUDITORES Os efeitos pós-crise mundial de 2008 foram agravados pela crise da Zona do Euro em 2011. As O ano de 2011 foi marcado pelo desaquecimento da atividade econômica brasileira. O crescimento A auditoria das demonstrações financeiras é de responsabilidade da Ernst & Young Terco Audiatividades mais dependentes do mercado internacional e das expectativas quanto ao panorama do PIB em 2011 foi estimado pelo governo em 3,5%, enquanto o mercado acreditava em 2,8%. tores Independentes S.S. econômico global e à evolução do crédito foram as mais impactadas. No entanto, a economia A desaceleração, já esperada em decorrência das políticas monetárias e fiscais mais restritivas No exercício de 2011, a Brasmotor S.A. e empresas coligadas utilizaram serviços prestados pela encerra 2011 com sinais de força, e mesmo em um ambiente externo adverso, mantém cresciimplementadas no final de 2010, se mostrou ainda mais forte devido ao desaquecimento da indúsErnst & Young Terco Auditores Independentes S.S. em conformidade com as regras de indepenmento moderado. tria e do desfavorável contexto mundial pós-crise de 2008 aprofundado pela crise européia. Com dência pelas normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nos países emergentes, o ano de 2011 começou marcado pelo combate a inflação, mas se o desaquecimento da economia no terceiro trimestre, o governo lançou um pacote de medidas encerrou com o desafio de sustentar o bom ritmo de crescimento diante de um cenário de forte 4. AGRADECIMENTOS de estímulo à economia, incluindo isenções fiscais e, de forma coordenada, o BC promoveu o desaceleração mundial. Agradecemos a nossos parceiros – acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores, instituições afrouxamento monetário, com o objetivo de elevar o crescimento do PIB para o nível mínimo de 3%. Dentre os impactos do cenário externo destacaram-se a depreciação do real em relação ao dólar financeiras e outros – que, por mais um ano, colaboram para o desempenho da Companhia e A inflação medida pelo IPCA em 2011 foi de 6,5%, continuando acima do teto de 6%. O mercado que fechou 2011 em R$1,88/US$. que nos ajudaram a, cada vez mais, superar as dificuldades impostas pelo mercado, em busca interno representou a maior alavanca de crescimento da economia graças à contínua expansão na da lealdade de nossos consumidores. disponibilidade de crédito e ao aumento na renda real do trabalhador, especialmente da classe C. 2. RESULTADOS A conjuntura macroeconômica em 2012 continua incerta. Segundo analistas de mercado, a preLucro Líquido e Dividendos A Administração visão de crescimento anual do PIB é de 3,2%, abaixo da projeção do governo de 5%. O desafio O lucro líquido do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011 alcançou R$165 milhões Fevereiro de 2012 (R$267 milhões em 2010), equivalente a R$0,05 por ação (R$0,09 em 2010). de conter o avanço da inflação ficará ainda maior com o afrouxamento monetário (a previsão da BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de r eais) Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Impostos a recuperar (Nota 7) Total do ativo circulante Não circulante Impostos a recuperar (Nota 7) Depósitos para recursos e outros (Nota 9) Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 6) Partes relacionadas (Nota 4) Outros ativos (Nota 5) Investimentos (Nota 3) Total do ativo não circulante Total do ativo

2011

2010

4.471 1.018 5.489

168 1.062 1.230

9.836 12.307 1.671 12.674 3.056 747.496 787.040

8.744 12.299 1.719 16.439 4.946 714.409 758.556

792.529

759.786

Passivo Circulante Impostos, taxas e contribuições a pagar Partes relacionadas (Nota 4) Dividendos a pagar (Nota 10) Outros passivos (Nota 8) Total do passivo circulante Não circulante Provisão para demandas judiciais e administrativas (Nota 9) Total do passivo não circulante Patrimônio líquido Capital social Reserva de lucros Outros resultados abrangentes Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido

2011

2010

246 669 769 1.184 2.868

1.518 550 720 1.184 3.972

4.605 4.605

4.605 4.605

577.400 254.555 (46.899) 785.056 792.529

577.400 198.765 (24.956) 751.209 759.786

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO – EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais, exceto informação por ação expressa em reais) Reservas de lucro Outros Capital Reserva Retenção Lucros resultados social legal de lucros acumulados abrangentes Saldos em 1º de janeiro de 2010 577.400 76.323 127.837 – (16.514) Ajuste de conversão reflexo da coligada – – – – (2.023) Ajuste de avaliação patrimonial da coligada – – – – (6.419) Dividendos intermediários Ações ordinárias (R$ 0,0413 por ação) – – (40.695) – – Ações preferenciais (R$ 0,0454 por ação) – – (85.278) – – Lucro líquido do exercício – – – 267.087 – Reserva legal – 13.354 – (13.354) – Distribuição de dividendos Ações ordinárias (R$ 0,048 por ação) – – – (47.331) – Ações preferenciais (R$ 0,0528 por ação) – – – (99.178) – Retenção de lucros – – 107.224 (107.224) – Saldos em 31 de dezembro de 2010 577.400 89.677 109.088 – (24.956) Ajuste de conversão reflexo da coligada – – – – 11.549 Ajuste de avaliação patrimonial da coligada – – – – (33.492) Distribuição de dividendos: Ações ordinárias (R$0,02276 por ação) – – (22.443) – – Ações preferenciais (R$0,02503 por ação) – – (47.016) – – Lucro líquido do exercício – – – 164.594 – Reserva legal – 8.230 – (8.230) – Dividendos intermediários Ações ordinárias (R$0,01289 por ação) – – – (12.710) – Ações preferenciais (R$0,01418 por ação) – – – (26.635) – Retenção de lucros – – 117.019 (117.019) – Saldos em 31 de dezembro de 2011 577.400 97.907 156.648 – (46.899)

Total 765.046 (2.023) (6.419) (40.695) (85.278) 267.087 –

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais, exceto informação por ação expressa em reais) 2011 2.010 Resultado de equivalência patrimonial 163.821 275.426 Receitas (despesas) operacionais Despesas gerais e administrativas (867) (178) Receitas financeiras (Nota 11) 2.819 6.207 Despesas financeiras (506) (740) Outras despesas, líquidas (85) (2.775) 1.361 2.514 Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 165.182 277.940 Imposto de renda corrente e diferido (Nota 6) (429) (7.971) Contribuição social corrente e diferida (Nota 6) (159) (2.882) (588) (10.853) Lucro líquido do exercício 164.594 267.087 Número de ações no final do exercício 2.864.444.110 2.864.444.110 Lucro líquido básico e diluído por ação 0,0575 0,0932 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS ABRANGENTES EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais, exceto informação por ação expressa em reais) 2011 Lucro líquido do exercício 164.594 Outros resultados abrangentes Ajuste de avaliação patrimonial em coligadas (33.492) Ajuste de conversão reflexo em coligadas 11.549 Outros resultados abrangentes do exercício, líquido de imposto de renda e da contribuição social (21.943) Total de resultados abrangentes do exercício, líquido de imposto de renda e contribuição social 142.651

2010 267.087 (6.419) (2.023) (8.442) 258.645

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA – EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) (47.331) (99.178) 2011 2010 – Fluxos de caixa de atividades operacionais 751.209 Lucro líquido antes dos impostos 165.182 277.940 11.549 Ajuste de bens sem desembolso de caixa (33.492) para conciliação do lucro antes do imposto com o fluxo de caixa: Depreciação – 22 (22.443) Equivalência patrimonial (163.821) (275.426) (47.016) Baixa de imobilizado – 26 164.594 1.361 2.562 – Variações nos ativos e passivos Impostos a recuperar (1.048) (1.435) (12.710) Outros ativos 1.882 (867) (26.635) Partes relacionadas 3.884 9.411 – Impostos e contribuições – (4) 785.056 Dividendos recebidos 108.791 271.052 Dividendos pagos (108.755) (272.354) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Outros passivos – (8) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) Caixa proveniente das atividades operacionais 6.115 8.357 Pagamento de imposto de renda e contribuição social (1.812) (8.577) contratual para compensar o ativo fiscal contra o passivo fiscal e os impostos diferidos estejam 1. Contexto operacional Caixa líquido proveniente das (aplicado nas) atividades operacionais 4.303 (220) relacionados à mesma entidade tributada e sujeitos à mesma autoridade tributária. A Brasmotor S.A. (doravante denominada Companhia ou Brasmotor) é uma sociedade Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa 4.303 (220) 2.4. Provisões anônima, domiciliada em São Paulo, Capital, e suas ações são negociadas na BM&F Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 168 388 Geral Bovespa (sob códigos de negociação BMT03 e BMT04). Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 4.471 168 Provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente (legal ou não A Companhia tem por objeto a participação, como sócia ou acionista, em outras As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras formalizada) em consequência de um evento passado, é provável que benefícios econômicos empresas. sejam requeridos para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor da obrigação DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO – EXERCÍCIOS FINDOS EM A emissão das presentes demonstrações financeiras foi autorizada pela Diretoria da possa ser feita. 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) A despesa relativa a qualquer provisão é apresentada na demonstração do resultado, líquida de Companhia em 16 de fevereiro de 2012. 2011 2010 qualquer reembolso. 2. Políticas contábeis Receitas 25 – Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas As demonstrações financeiras da Companhia para os exercícios findos em 31 de dezemOutras receitas 25 – As provisões são constituídas para todas as contingências referentes a processos judiciais para (867) (933) bro de 2011 e 2010 foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas os quais é provável que uma saída de recursos seja feita para liquidar a contingência/obrigação e Insumos adquiridos de terceiros Materiais, energia, serviço de terceiros e outros (867) (933) no Brasil que compreendem as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e uma estimativa razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação (842) (933) das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais Valor adicionado bruto os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). – (22) recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advo- Depreciação As demonstrações financeiras da Brasmotor S.A. foram elaboradas com base em diver– (4) gados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em consideração alterações Outros sas bases de avaliação, utilizadas nas estimativas contábeis. As estimativas contábeis Valor adicionado líquido produzido pela entidade (842) (959) nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais Valor adicionado recebido em transferência 166.640 281.633 envolvidas na preparação das demonstrações financeiras foram baseadas em fatores ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. Resultado de equivalência patrimonial 163.821 275.426 objetivos e subjetivos, com base no julgamento da Administração para determinação 2.5. Ações ordinárias e preferências, dividendos e lucro por ação Receitas financeiras 2.819 6.207 do valor adequado a ser registrado nas demonstrações financeiras. (a) As ações ordinárias e as preferenciais são classificadas no patrimônio líquido Valor adicionado total a distribuir 165.798 280.674 A liquidação das transações envolvendo estimativas poderá resultar em valores sigOs custos incrementais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou opções são Valor adicionado distribuído 165.798 280.674 demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquida de impostos. Impostos, taxas e contribuições nificativamente divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras devido ao 698 12.847 Quando alguma empresa do Grupo compra ações do capital da Companhia (ações em tesouraria), Federais 698 12.847 tratamento probabilístico inerente ao processo de estimativa. A Companhia revisa suas o valor pago, incluindo quaisquer custos adicionais diretamente atribuíveis (líquidos do imposto Remuneração de capitais de terceiros 506 740 estimativas e premissas pelo menos anualmente. de renda), é deduzido do patrimônio líquido atribuível aos acionistas da Companhia até que as Juros e variações cambiais 8 – A partir de 1º de janeiro de 2011, passaram a vigorar os seguintes pronunciamentos ações sejam canceladas ou reemitidas. Quando essas ações são, subsequentemente, reemiti- Despesas financeiras 498 740 e interpretações para efeito de IFRS: IAS 24 – Exigências de Divulgação para Entidas, qualquer valor recebido, líquido de quaisquer custos adicionais da transação, diretamente Remuneração de capital próprio 164.594 267.087 dades Estatais e Definição de Parte relacionada (Revisada); IAS 32 Instrumentos atribuíveis e dos respectivos efeitos do imposto de renda e da contribuição social, é incluído no Dividendos 39.345 146.509 patrimônio líquido atribuível aos acionistas da Companhia. financeiros: Apresentação (Revisada); IFRIC 14 – Pagamentos Antecipados de um Lucros retidos e reserva legal 125.249 120.578 (b) Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Requisito de Financiamento Mínimo; e IFRIC 19 – Extinção de Passivos Financeiros A distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio para os acionistas da Companhia é com Instrumentos de Capital. Estimativas e premissas reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras da Companhia ao final do exerEm relação aos pronunciamentos IFRS 9 Instrumentos Financeiros – Classificação e As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras imporcício, com base em seu estatuto social. Qualquer valor acima do dividendo mínimo obrigatório tantes fontes de incerteza em estimativas na data do balanço, envolvendo risco de causar um Mensuração, IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas, IFRS 11 – Empreprevisto no estatuto da Companhia, somente é provisionado na data em que é aprovado pelos ajuste significativo no valor contábil dos ativos e passivos no próximo exercício financeiro, são acionistas, em Assembléia Geral. endimentos Conjuntos, IFRS 12 – Divulgações de Participações em Outras Entidades, discutidas a seguir. Os juros sobre capital próprio são reconhecidos na demonstração de resultado conforme prevê IFRS 13 – Mensurações do Valor Justo, IAS 27 (R) – Demonstrações Consolidadas e Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros a legislação tributária, todavia revertidos e classificados no patrimônio líquido para fins de atenSeparadas e IAS 28 (R) – Investimentos em Coligada e em Controlada, que passam Uma perda por redução ao valor recuperável existe quando o valor contábil de um ativo ou unidade dimento as normas contábeis. a vigorar para exercícios fiscais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013. geradora de caixa excede o seu valor recuperável, o qual é o maior entre o valor justo menos (c) Lucro por ação custos de venda e o valor em uso. O cálculo do valor justo menos custos de vendas é baseado Os pronunciamentos acima serão adotados também pelo CPC, e a Companhia espera A Companhia efetua os cálculos do lucro por lote de mil ações – utilizando o número médio ponem informações disponíveis de transações de venda de ativos similares ou preços de mercado que a adoção dos mesmos não tenha um impacto significativo em suas demonstrações derado de ações ordinárias totais em circulação, durante o período correspondente ao resultado menos custos adicionais para descartar o ativo. O cálculo do valor em uso é baseado no modelo conforme pronunciamento técnico CPC 41. financeiras. de fluxo de caixa descontado. Os fluxos de caixa derivam do orçamento para os próximos cinco 2.6. Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros 2.1. Investimentos anos e não incluem atividades de reorganização com as quais a Companhia ainda não tenha se A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar Os investimentos em empresas coligadas estão avaliados pelo método de equivalência comprometido ou investimentos futuros significativos que melhorarão a base de ativos da unidade eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam geradora de caixa objeto de teste. O valor recuperável é sensível à taxa de desconto utilizada no patrimonial. Uma coligada é uma entidade sobre a qual a Companhia exerça influência indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências são identificadas, método de fluxo de caixa descontado, bem como aos recebimentos de caixa futuros esperados significativa. A Administração da Companhia e de sua principal coligada é a mesma. e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão para deterioração e à taxa de crescimento utilizada para fins de extrapolação. Com base no método da equivalência patrimonial, o investimento na coligada é contaajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. Pela análise e julgamento efetuados, a Impostos conclusão da Administração é de que não é necessária a constituição de uma provisão para bilizado no balanço patrimonial ao custo, adicionado das mudanças após a aquisição Existem incertezas com relação à interpretação de regulamentos tributários complexos e ao redução para recuperação de ativos. da participação societária na coligada. valor e época de resultados tributáveis futuros. Dado o amplo aspecto de relacionamentos de 2.7. Instrumentos financeiros negócios internacionais, bem como a natureza de longo prazo e a complexidade dos instrumentos A demonstração do resultado reflete a parcela dos resultados das operações da coliOs instrumentos financeiros somente são reconhecidos a partir da data em que a Companhia contratuais existentes, diferenças entre os resultados reais e as premissas adotadas, ou futuras gada. Quando uma mudança for diretamente reconhecida no patrimônio da coligada, a se torna parte das disposições contratuais dos instrumentos financeiros. Quando reconhecidos, mudanças nessas premissas, poderiam exigir ajustes futuros na receita e despesa de impostos Companhia reconhece sua parcela nas variações ocorridas e divulga esse fato, quando são inicialmente registrados ao seu valor justo acrescido dos custos de transação que sejam já registrada. A Companhia constitui provisões, com base em estimativas cabíveis, para possíveis aplicável, nas demonstrações das mutações do patrimônio líquido. diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão, exceto no caso de ativos e passivos financonsequências de auditorias por parte das autoridades fiscais das respectivas jurisdições em que Não existem ganhos e perdas não realizados, resultantes de transações entre a ceiros classificados na categoria ao valor justo por meio do resultado, quando tais custos são opera. O valor dessas provisões baseia-se em vários fatores, como experiência de auditorias fiscais diretamente lançados no resultado do exercício. Sua mensuração subsequente ocorre a cada anteriores e interpretações divergentes dos regulamentos tributários pela entidade tributável e Companhia e as coligadas. pela autoridade fiscal responsável. Essas diferenças de interpretação podem surgir numa ampla data de balanço de acordo com as regras estabelecidas para cada tipo de classificação de ativos As demonstrações financeiras das coligadas são elaboradas para o mesmo período variedade de assuntos, dependendo das condições vigentes no respectivo domicílio da Companhia. e passivos financeiros em: (i) ativo e passivo financeiro mensurado ao valor justo por meio do de divulgação que a Companhia. Não existem diferenças entre as políticas contábeis Imposto diferido ativo é reconhecido para todos os prejuízos fiscais não utilizados na extensão resultado, (ii) mantido até o vencimento, (iii) empréstimos e recebíveis e (iv) disponível para venda. adotadas pela Companhia e suas coligadas. em que seja provável que haja lucro tributável disponível para permitir a utilização dos referidos Ativos financeiros Após a aplicação do método da equivalência patrimonial, a Companhia determina se é prejuízos. Julgamento significativo da Administração é requerido para determinar o valor do imposto São classificados entre as categorias abaixo, de acordo com o propósito para os quais foram diferido ativo que pode ser reconhecido, com base no prazo provável e nível de lucros tributáveis necessário reconhecer perda adicional do valor recuperável sobre os investimentos da adquiridos ou emitidos: futuros, juntamente com estratégias de planejamento fiscal futuras. a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: incluem ativos financeiros Companhia em suas coligadas. A Companhia determina, em cada data de fechamento Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas mantidos para negociação e ativos designados no reconhecimento inicial ao valor justo por meio do balanço patrimonial, se há evidência objetiva de que o investimento na coligada As provisões são constituídas para todas as contingências referentes a processos judiciais para do resultado. São classificados como mantidos para negociação se originados com o propósito sofreu perda por redução ao valor recuperável. Se assim for, a Companhia calcula o os quais é provável que uma saída de recursos seja feita para liquidar a contingência/obrigação e de venda ou recompra no curto prazo. Os juros, a correção monetária, a variação cambial e as montante da perda por redução ao valor recuperável como a diferença entre o valor uma estimativa razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação variações decorrentes da avaliação ao valor justo são reconhecidos no resultado quando incorridos das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões recuperável da coligada e o valor contábil e reconhece o montante nas demonstrações na linha de receitas ou despesas financeiras. A Companhia classifica caixa e equivalentes de mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação caixa e outros ativos nessa categoria. dos resultados. dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações b) Investimentos mantidos até o vencimento: ativos financeiros não derivativos com pagamentos 2.2. Caixa e equivalentes de caixa nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais fixos ou determináveis com vencimentos definidos para os quais a Companhia tem intenção positiva Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. e a capacidade de manter até o vencimento. Após reconhecimento inicial são mensurados pelo caixa de curto prazo, e não para investimento ou outros fins. A Companhia considera Provisões custo amortizado pelo método da taxa efetiva de juros. Esse método utiliza uma taxa de desconto como equivalentes de caixa uma aplicação financeira de conversibilidade imediata As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente como conseque quando aplicada sobre os recebimentos futuros estimados, ao longo da expectativa de vigência quência de um evento passado, cuja liquidação requer uma saída de recursos que é considerada em um montante conhecido de caixa e estando sujeita a um insignificante risco de do instrumento financeiro, resulta no valor contábil líquido. Os juros, a atualização monetária, a provável e que pode ser estimada com confiabilidade. Essa obrigação pode ser legal ou tácita, variação cambial, menos perdas do valor recuperável, quando aplicável, são reconhecidos no mudança de valor. Por conseguinte, um investimento, normalmente, se qualifica como derivada de, entre outros fatores, regulamentações, contratos, práticas habituais ou compromissos resultado quando incorridos na linha de receitas ou despesas financeiras. A Companhia não equivalente de caixa quando tem vencimento de curto prazo, por exemplo, três meses públicos que criam perante terceiros uma expectativa válida de que a Companhia assumirá deterpossui itens classificados nessa categoria. ou menos, a contar da data da contratação. minadas responsabilidades. A determinação do montante da provisão está baseada na melhor c) Empréstimos (concedidos) e recebíveis: ativos financeiros não derivativos com pagamentos 2.3. Impostos estimativa do desembolso que será necessário para liquidar a obrigação correspondente, tomando fixos ou determináveis, porém não cotados em mercado ativo. Após reconhecimento inicial são em consideração toda a informação disponível na data de encerramento, incluída a opinião de Imposto de renda e contribuição social correntes mensurados pelo custo amortizado pelo método da taxa efetiva de juros. Os juros, a atualização peritos independentes, como consultores jurídicos. monetária, a variação cambial, menos perdas do valor recuperável, quando aplicável, são reconheAtivos e passivos tributários correntes do último exercício e de anos anteriores são Devido às incertezas inerentes às estimativas necessárias para determinar o montante das procidos no resultado quando incorridos na linha de receitas ou despesas financeiras. A Companhia mensurados ao valor recuperável esperado ou a pagar para as autoridades fiscais. As visões, os desembolsos reais podem ser diferentes dos montantes reconhecidos originalmente classifica os mútuos com partes relacionadas e outros créditos nessa categoria. alíquotas de imposto e as leis tributárias usadas para calcular o montante são aquelas com base nas estimativas realizadas. d) Disponíveis para venda: ativos financeiros que não se qualificam nas categorias 2.7ª a 2.7c. que estão em vigor ou substancialmente em vigor na data do balanço. Valor justo de instrumentos financeiros acima, sendo que na data de cada balanço são mensurados pelo seu valor justo. Os juros, atuaQuando o valor justo de ativos e passivos financeiros apresentados no balanço patrimonial não Imposto de renda e contribuição social correntes relativos a itens reconhecidos diretalização monetária e variação cambial, quando aplicável, são reconhecidos no resultado quando puder ser obtido de mercados ativos, é determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo mente no patrimônio líquido são reconhecidos no patrimônio líquido. A Administração incorridos, e as variações decorrentes da diferença entre o valor do investimento atualizado pelas o método de fluxo de caixa descontado. Os dados para esses métodos se baseiam naqueles condições contratuais e a avaliação ao valor justo são reconhecidas no patrimônio líquido na conta avalia periodicamente a posição fiscal das situações nas quais a regulamentação fiscal praticados no mercado, quando possível, contudo, quando isso não for viável, um determinado de ajustes de avaliação patrimonial enquanto o ativo não for realizado, sendo reclassificadas requer interpretação e estabelece provisões quando apropriado. nível de julgamento é requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui considerações para o resultado após a realização, líquida dos efeitos tributários. A Companhia não possui itens Imposto de renda e contribuição social diferidos sobre os dados utilizados como, por exemplo, risco de liquidez, risco de crédito e volatilidade. classificados nessa categoria. Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam afetar o valor justo apresentado dos Imposto de renda e contribuição social diferidos são gerados por diferenças tempoPassivos financeiros instrumentos financeiros. rárias na data do balanço entre as bases fiscais de ativos e passivos e seus valores São classificados entre as categorias abaixo de acordo com a natureza dos instrumentos finan2.9. Ajuste a valor presente de ativos e passivos contábeis. Impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças ceiros contratados ou emitidos: Os ativos e passivos monetários de longo prazo são ajustados pelo seu valor presente, e os de a) Passivos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: incluem passivos finantributárias temporárias, exceto: curto prazo, quando o efeito é considerado relevante em relação às demonstrações financeiras ceiros usualmente negociados antes do vencimento, passivos designados no reconhecimento • quando o imposto diferido passivo surge do reconhecimento inicial de ágio ou de um tomadas em conjunto. O ajuste a valor presente é calculado levando em consideração os fluxos inicial ao valor justo por meio do resultado. A cada data de balanço são mensurados pelo seu de caixa contratuais e a taxa de juros explícita, e em certos casos implícita, dos respectivos ativos ativo ou passivo em uma transação que não for uma combinação de negócios e, na valor justo. Os juros, a atualização monetária, a variação cambial e as variações decorrentes da e passivos. Dessa forma, os juros embutidos nas receitas, despesas e custos associados a esses data da transação, não afeta o lucro contábil ou o lucro ou prejuízo fiscal; e avaliação ao valor justo, quando aplicáveis, são reconhecidos no resultado quando incorridos. A ativos e passivos são descontados com o intuito de reconhecê-los em conformidade com o regime • sobre as diferenças temporárias tributárias relacionadas com investimentos em Companhia não possui itens classificados nessa categoria. de competência. Posteriormente, esses juros são realocados nas linhas de despesas e receitas b) Passivos financeiros não mensurados ao valor justo: passivos financeiros não derivativos que controladas, em que o período da reversão das diferenças temporárias pode ser financeiras no resultado por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros em relação não são usualmente negociados antes do vencimento. Após reconhecimento inicial são mensurados controlado e é provável que as diferenças temporárias não sejam revertidas no futuro aos fluxos de caixa contratuais. As taxas de juros implícitas aplicadas foram determinadas com pelo custo amortizado pelo método da taxa efetiva de juros. Os juros, a atualização monetária próximo. base em premissas e são consideradas estimativas contábeis. e a variação cambial, quando aplicáveis, são reconhecidos no resultado quando incorridos. A Impostos diferidos ativos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis, 3. Participações em sociedades coligadas Companhia classifica os mútuos com partes relacionadas e outros débitos nessa categoria. créditos e perdas tributários não utilizados, na extensão em que seja provável que lucro tributável 3.1. Movimentação dos investimentos 2.8. Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas esteja disponível para que as diferenças temporárias dedutíveis possam ser realizadas, e créditos 2011 2010 Julgamentos e perdas tributários não utilizados possam ser utilizados, exceto: Whirlpool S.A. Outros Total Total A preparação das demonstrações financeiras requer que a Administração faça julgamentos e • quando o imposto diferido ativo relacionado com a diferença temporária dedutível é gerado no No início do exercício 710.549 3.860 714.409 718.477 reconhecimento inicial do ativo ou passivo em uma transação que não é uma combinação de estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos Ajustes de avaliação patrimonial em controladas (21.950) 7 (21.943) (8.442) negócios e, na data da transação, não afeta o lucro contábil ou o lucro ou prejuízo fiscal; e e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na database das demonstraEquivalência patrimonial 163.655 166 163.821 275.426 • sobre as diferenças temporárias dedutíveis associadas com investimentos em controladas, ções financeiras. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas poderia levar a Juros sobre capital próprio e dividendos impostos diferidos ativos são reconhecidos somente na extensão em que for provável que as resultados que requeiram um ajuste significativo ao valor contábil do ativo ou passivo afetado recebidos e propostos (108.791) – (108.791) (271.052) diferenças temporárias sejam revertidas no futuro próximo e lucro tributável esteja disponível em períodos futuros. No fim do exercício 743.463 4.033 747.496 714.409 para que as diferenças temporárias possam ser utilizadas. 3.2. Nossa participação O valor contábil dos impostos diferidos ativos é revisado em cada data do balanço e baixado na Quantidade de ações possuídas e participação no capital social da Whirlpool S.A.: extensão em que não é mais provável que lucros tributáveis estarão disponíveis para permitir que Participação todo ou parte do ativo tributário diferido venha a ser utilizado. Impostos diferidos ativos baixados Quantidade de Ações No capital (%) Whirlpool S.A. em 31/12/2011 são revisados a cada data do balanço e são reconhecidos na extensão em que se torna provável Patrimônio Receita Lucro líquido que lucros tributáveis futuros permitirão que os ativos tributários diferidos sejam recuperados. Ordinárias Preferenciais Total Votante Ativo Passivo líquido Bruta do período Impostos diferidos ativos e passivos são mensurados à taxa de imposto que é esperada de ser 454.958.734 212.116.767 44,39 44,23 4.762.904 (3.046.940) (1.715.964) 7.679.299 368.678 aplicável no ano em que o ativo será realizado ou o passivo liquidado, com base nas taxas de 4. Partes relacionadas imposto (e lei tributária) que foram promulgadas na data do balanço. de financiar o capital de giro necessário à manutenção de suas operações. O grupo adota, para A Brasmotor S.A. é controlada pela Whirlpool do Brasil Ltda., a qual participa em seu capital em Imposto diferido relacionado a itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido também é estas operações, taxas de juros praticadas no mercado de forma a não prejudicar os acionistas 77,85%. Indiretamente, a Brasmotor S.A. tem como sua investidora, a Whirlpool Corporation, com reconhecido no patrimônio líquido, e não na demonstração do resultado. Itens de imposto diferido não controladores. sede nos Estados Unidos da América. são reconhecidos de acordo com a transação A Companhia mantém operações de mútuo e conta corrente com sua coligada Whirlpool S.A. Para as referidas transações não existem garantias e nem provisão para liquidação de créditos que originou o imposto diferido, no resultado abrangente ou diretamente no patrimônio líquido. sem vencimento determinado. Os mútuos entre as companhias foram firmados com a finalidade duvidosos. Impostos diferidos ativos e passivos são apresentados líquidos caso exista um direito legal ou


DIÁRIO DO COMÉRCIO

34 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Brasmotor S.A.

CNPJ/MF nº 61.084.984/0001-20 – NIRE 35.300.026.667 Companhia Aberta Av. das Nações Unidas nº 12.995 – 32º andar – São Paulo-SP ...continuação das Nota às Demonstrações Financeiras em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma) Mútuo Ativo não circulante 7. Impostos a recuperar b) Reservas de lucros Coligada Taxa 2011 2010 i) Reserva legal – constituída em montante equivalente a 5% do lucro líquido do exercício, até 2011 2010 o limite de 20% do capital realizado atualizado. Whirlpool S.A. 100% CDI 12.674 16.439 IRPJ antecipado 702 – ii) Retenção de lucros – corresponde ao remanescente de lucro visando, principalmente, atender Contribuição social antecipada 65 – Conta corrente Passivo Circulante ao plano de investimentos da Companhia e ao reforço do capital circulante. PIS a compensar 9.836 8.744 Coligada 2011 2010 c) Ajuste de avaliação patrimonial e ajuste acumulado de conversão IRRF a compensar 251 1.062 Whirlpool S.A. 669 550 Refere-se aos efeitos reflexos sobre os ajustes de outros resultados abrangentes contidos no 10.854 9.806 Receita de juros Receita financeira patrimônio líquido da coligada Whirlpool S.A. Ativo circulante 1.018 1.062 Coligada 2011 2010 d) Dividendos Ativo não circulante 9.836 8.744 Whirlpool S.A. 1.667 2.301 Aos titulares de ações são atribuídos, em cada exercício, dividendos ou juros sobre o capital A realização dos impostos a recuperar se dará através de pedidos de compensação com Por não haver funcionários ou pessoal-chave registrados na Companhia, não há divulgação da próprio não inferiores a 25% do lucro líquido. A partir de 1997, são destinados às ações prefeimposto de renda e contribuição social a pagar e demais tributos de natureza federal. O saldo respectiva remuneração, conforme requerido pelo CPC 05. Os Diretores e Conselheiros são remurenciais, dividendos ou juros sobre o capital próprio em valor 10% superior àqueles destinados remanescente realizar-se-á no prazo de até 2 anos. nerados pela coligada Whirlpool S.A., logo, não há remuneração especificamente na Brasmotor S.A. às ações ordinárias. 8. Outros passivos Em reunião do Conselho de Administração, realizada em 05 de dezembro de 2011, ficou aprovada 5. Outros ativos 2011 2010 a distribuição de dividendos intermediários, para todas as ações integrantes do capital social atual 2010 2010 Imposto de renda e contribuição social (i) 176 176 (beneficiando os acionistas que se encontravam inscritos nos registros da Companhia em 05 de Títulos a receber – Imóveis (i) – 2.000 Provisão despesa com imóvel (ii) 701 701 dezembro de 2011, correspondente a 2.864.444.110 ações), da seguinte forma: Adiantamentos (ii) 2.071 2.071 Honorários advocatícios (ii) 307 307 1. (a) R$ 0,03565 por ação, para todas as ações ordinárias; e (b) R$ 0,03921 por ação, para todas Outras contas a receber 985 875 1.184 1.184 as ações preferenciais, relativos aos lucros apurados no balanço levantado em 30 de junho de 2011; 4.946 3.056 O cálculo dos dividendos mínimos obrigatórios segue demonstrado abaixo: (i) – O valor devido a título de imposto de renda e contribuição social será quitado através de (i) Refere-se à venda de imóvel efetuada em dezembro de 2005, cuja realização ocorreu no 2011 2010 compensação com ativos recolhidos antecipadamente de natureza federal. exercício de 2011. Lucro líquido do exercício 164.594 267.087 (ii) – Referem-se a despesas para liquidação de processo de venda com imóvel, citado na Nota 5. Constituição da reserva legal (5%) (8.230) (13.354) (ii) Refere-se à conta de holdback sobre operação de venda de investimento, realizada em 9. Provisão para demandas judiciais e administrativas Lucro líquido ajustado 156.364 253.733 novembro de 2005. A Companhia efetua uma avaliação permanente dos riscos envolvidos em processos cíveis, traDividendos mínimos obrigatórios (25%) 39.091 63.433 6. Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos balhistas e tributários que surgem no decorrer de suas atividades. Essa avaliação é efetuada com Distribuição dos dividendos O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos e passivos foram constituídos consibase nas informações disponíveis e nos fatores de riscos presentes em cada processo, incluindo Dividendos distribuídos para as ações ordinárias (R$) 12.710 47.331 derando as alíquotas vigentes e têm a seguinte composição: a opinião dos assessores jurídicos da Companhia. Suportada por este processo de avaliação, Dividendos distribuídos para as ações preferenciais (R$) 26.635 99.178 a Administração, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas 2011 2010 39.345 146.509 prováveis no desfecho das ações em curso, como segue: Imposto de renda diferido ativo sobre: Quantidade de ações Provisão para demandas judiciais e Provisões temporariamente não dedutíveis 296 296 Ações ordinárias 986.060.042 986.060.042 administrativas relacionadas a causas: 2011 2010 296 296 Ações preferenciais 1.878.384.068 1.878.384.068 Trabalhista 4 4 Contribuição social diferida ativa sobre: 2.864.444.110 2.864.444.110 Tributária 4.601 4.601 Bases negativas 1.268 1.316 Dividendos distribuídos por ação (em reais) Total 4.605 4.605 Provisões temporariamente não dedutíveis 107 107 Ações ordinárias 0,01289 0,0480 Não houve movimentação nas provisões nos exercícios. Ações preferenciais 0,01418 0,0528 1.423 1.375 Abaixo estão demonstrados os depósitos judiciais vinculados e não vinculados a processos A movimentação dos dividendos é como segue: Total de impostos e contribuições diferidas 1.671 1.719 provisionados, classificados no grupo de ativo não circulante: Saldos em 1º de janeiro de 2010 592 Foram registrados no resultado do exercício os seguintes montantes de imposto de renda e Depósitos judiciais 2011 2010 (+) Distribuição de dividendos do exercício 146.509 contribuição social correntes e diferidos: Trabalhista 572 564 (+) Distribuição de dividendos de saldo de lucros retidos 125.973 2011 2010 Tributário 11.735 11.735 (-) Pagamentos (272.354) Variação no: Saldos em 31 de dezembro de 2010 720 12.307 12.299 Imposto de renda corrente (416) (7.950) (+) Distribuição de dividendos do exercício 39.345 • Em 1994, a Brasmotor S.A. interpôs uma ação judicial (Mandado de Segurança) pleiteando o Imposto de renda ajuste exercício anterior (13) (21) (+) Distribuição de dividendos de saldo de lucros retidos 69.459 reconhecimento do expurgo do Plano Verão (fevereiro de 1989), na base de cálculo do IR e da (-) Pagamentos (108.755) Imposto de renda (429) (7.971) CSLL. Saldos em 31 de dezembro de 2011 769 Variação na: O pleito na ação é o reconhecimento do referido expurgo inflacionário na alíquota de 70,28% e) Lucro por ação Contribuição social corrente (111) (2.010) para o mês de fevereiro de 1989, sendo que foi reconhecido o direito, pelo Tribunal Regional Básico e diluído Contribuição Social ajuste exercício anterior – (6) Federal da 1ª Região, no percentual de 42,72%. O referido entendimento foi mantido pelo STJ, O lucro básico e diluído por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas Contribuição social diferida (48) (866) que negou provimento a recurso da União. da sociedade, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o exercício, (2.882) Contribuição social (159) Paralelamente a essa ação, foi interposta uma Medida Cautelar Incidental ao Mandado de excluindo as ações ordinárias compradas pela sociedade e mantidas como ações em tesouraria. Segurança para o depósito das quantias em discussão, o que foi feito em 29 de dezembro de A realização do crédito tributário se dará por meio de geração de lucros tributáveis futuros que Em 2011 e 2010 não houve emissão de novas ações para circulação aos acionistas. 1994 nos valores de R$2.424 e R$2.601 a título de IR e CSLL, respectivamente, valores esses ocorrerão quando do recebimento de juros sobre capital próprio da coligada Whirlpool S.A., 2011 2010 que correspondem ao efeito do expurgo na alíquota de 70,28%.Tais valores foram inicialmente Lucro atribuível aos acionistas da sociedade 164.594 267.087 oriundos de distribuição mínima obrigatória de lucros de exercícios futuros. O prazo previsto para provisionados pela Companhia e parcialmente revertidos em 2004 com relação aos valores Quantidade de ações (em milhares) 2.864.444 2.864.444 a realização integral destes créditos tributários é de aproximadamente 4 anos. incontroversos (diferença para o percentual de 42,72% já ganho), portanto, encontra-se Lucro básico por ação 0,0575 0,0932 A conciliação dos tributos lançados ao resultado do exercício da Companhia é como segue: provisionado um residual de R$4.601, conforme demonstrado no quadro acima, para o qual 11. Receitas financeiras 2011 2010 existe depósito judicial equivalente. 2011 2010 Imposto Contribuição Imposto Contribuição Adicionalmente às provisões constituídas, a Companhia possui demandas judiciais tributárias em Atualização monetária de impostos 1.152 3.906 de renda social de renda social andamento, cujas probabilidades de perda, baseadas na opinião de consultores jurídicos internos Receitas de juros 1.667 2.301 Resultado contábil antes dos 165.182 165.182 277.940 277.940 e externos, são consideradas possíveis, perfazendo o montante de R$8.246. 2.819 6.207 Diferenças permanentes: 10. Patrimônio líquido 12. Relacionamento com auditores independentes Equivalência patrimonial (163.821) (163.821) (275.426) (275.426) a) Capital social A auditoria das demonstrações financeiras é de responsabilidade da Ernst & Young Terco AudiOutras 355 401 29.370 29.509 O capital social, subscrito e integralizado, é representado por 2.864.444.110 ações escriturais, tores Independentes S.S. Base de cálculo 1.716 1.762 31.884 32.023 todas sem valor nominal, sendo 986.060.042 em ações ordinárias e 1.878.384.068 em ações No exercício de 2011, a Brasmotor S.A. e empresas coligadas utilizaram serviços prestados pela Alíquotas 25% 9% 25% 9% preferenciais. Ernst & Young Terco Auditores Independentes S.S. em conformidade com as regras de indepenDo montante do capital social, R$102.489 são de acionistas residentes no exterior. dência pelas normas brasileiras e internacionais de auditoria. Sub total (429) (159) (7.971) (2.882)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

CONTADOR

DIRETORIA

Anderson Pennachio Garbin CRC 1SP 209.583/O-0

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de audi- Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa Aos Administradores e Acionistas da toria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria opinião. Brasmotor S.A. seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações Opinião sobre as demonstrações financeiras São Paulo - SP financeiras estão livres de distorção relevante. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, Examinamos as demonstrações financeiras da Brasmotor S.A., que compreendem o balanço patri- Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Brasmotor S.A. em 31 de monial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício abrangente, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado, para selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. notas explicativas. São Paulo, 16 de fevereiro de 2012. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procediJulio Braga Pinto demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos mentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma Contador CRC 1SP 209.957/O-2 controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demons- opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, trações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas Ernst & Young Terco Sergio Citeroni contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações Auditores Independentes S.S. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com financeiras tomadas em conjunto. CRC 2SP 015.199/O-6 Contador CRC 1SP 170.652/O-1

e

A participação dos títulos prefixados na dívida pública recuou de 38,28%, em dezembro, para 35,17%, em janeiro.

conomia

Dívida interna cai 3,29% em janeiro Vencimento de grande volume de títulos com rendimento prefixado no primeiro mês do ano provocou recuo expressivo no endividamento do governo federal

O

vencimento de um grande volume de títulos com rendimento prefixado em janeiro fez com que a dívida que o governo federal tem com a venda de papéis no mercado nacional caísse 3,29% em relação a dezembro, totalizando R$ 1,72 trilhão. A queda veio acompanhada de uma alteração no perfil do endividamento. A participação dos títulos que pagam ao investidor a variação da taxa básica de juros (Selic) cresceu no mês passado, em um movimento contrário aos esforços do governo para desindexar a dívida da variação da Selic e aumentar os títulos prefixados, considerados melhores para a administração porque têm a remuneração decidida no momento da venda. A participação dos títulos prefixados na dívida interna recuou de 38,28% do total, em dezembro, para 35,17% em ja-

neiro. Já os atrelados à Selic cesso de desindexação da díviavançaram de 31,54% para da pública atrelada a títulos re33,03%. Da mesma forma, os munerados pela Selic e irá troremunerados por índices de car cerca de R$ 60 bilhões de inflação apresentaram eleva- Letras Financeiras do Tesouro ção, de 29,6% para 31,25%. Os (LFTs) em mãos de fundos púcorrigidos pelo câmbio fica- blicos por prefixados até o final ram estáveis, deste mês. passando de O veto a LFTs 0,57% para em fundos pú0,54%. b l i c o s re p reO movimensentou uma to, entretanto, mudança na é considerado estratégia utilitrilhões de reais é o sazonal. Os zada até agora valor atualizado da meses que pelo Tesouro a b re m o s t r ide redução dívida que o mestres – janeigradual da governo federal ro, abril, julho e venda dos paoutubro – conpéis por meio tem com a venda de centram um de leilões sepapéis no mercado grande númemanais. nacional r o d e v e n c iApesar do mentos de paaumento dos p é i s p re f i x atítulos remudos, o que altera temporaria- nerados pela Selic em janeiro, mente o perfil do estoque da outros indicadores mostram dívida. Além disso, em feve- uma melhora no perfil da dívireiro, o Tesouro iniciou o pro- da. O prazo médio subiu no

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

1,72

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 36/00892/11/05 OBJETO: ATA DE REGISTRO DE PREÇO PARA AQUISIÇÃO DE LOUSA QUADRICULADA, MURAL E QUADRO BRANCO. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Ata de Registro de Preço para Aquisição de Lousa Quadriculada, Mural e Quadro Branco. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 28/02/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 12/03/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 28/02/ 2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 27 de fevereiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Lapefer Comércio e Indústria de Laminados Ltda. Requerido: PPS Pimentel Produtos Siderúrgicos Ltda. Rua Cadiriri, 755 e 826 – Parque da Mooca - 2ª Vara de Falências. Requerente: Osasuna Participações Ltda. Requerido: Nobletec Têxtil Ltda. Rua Almirante Barroso, 899 - Brás - 1ª Vara de Falências.

início de 2012, passando de 3,49 anos para 3,65 anos. Honra – O dado é importante porque demonstra que o governo vem conseguindo alongar a dívida. Isso costuma acontecer quando os investidores acreditam que um país honrará suas emissões mesmo que os vencimentos estejam previstos para ocorrer anos depois. Outro dado que veio melhor foi o do custo médio da dívida acumulado em 12 meses, que caiu de 12,54% ao ano em dezembro para 12,44%. Um indicador monitorado de perto pelas agências de classificação de risco é o da parcela das dívidas que vence em até 12 meses. Saiu de 22,32% em dezembro para 22,85% em janeiro. Segundo o Tesouro, 63,54% desse total é formado por papéis prefixados, o que dá mais tranquilidade para os gestores, que já sabem de antemão quanto vão pagar aos investidores. (AE)

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00120/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Profª Maria Cândida de Barros Araujo - Rua Angelo Camargo Sampaio, 500 - Cep: 18071-120 - Vila Helena - Sorocaba/SP; EE Profª Genezia Isabel Cardoso Mencacci - Rua Antonio Basso, 413 - Cep: 18071-800 - Jd. Novo Horizonte Sorocaba/SP - 150 - R$ 77.729,00 - R$ 7.772,00 - 09:30 - 15/03/2012. 69/00122/12/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EE Prof Flavio Gagliardi - Rua Arthur Caldini, 500 - Cep: 18085-050 - Jd Saira - Sorocaba/SP; EE Prof. Roque Conceição Martins - Rua Malaky Murad, 26 - Cep: 18076-370 - Jd. Guadalupe - Sorocaba/SP - 150 - R$ 80.018,00 - R$ 8.001,00 - 10:00 - 15/03/2012. 69/00123/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE Profª Alice Rodrigues Motta - Rua Rio Grande do Sul, 298 - Cep: 11800-000 - Vila Sanches - Juquiá/SP - 150 - R$ 39.554,00 - R$ 3.955,00 - 10:30 - 15/03/2012. 69/00124/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE/CEIEF Prof José Ferraz Sampaio Penteado/Maria Paulina Rodrigues Provinciatto - Rua Nelson Ferraz da Silva, 181 - Cep: 13487-290 - Jd. Novo Horizonte - Limeira/SP - 150 - R$ 42.443,00 - R$ 4.244,00 - 11:00 - 15/03/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 28/02/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Fazenda quer estimular debêntures

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e olho no aumento dos investimentos para o setor de infraestrutura, o Ministério da Fazenda estuda medidas para estimular a expansão dos negócios no mercado de títulos de renda fixa emitidos pelas empresas, as debêntures. O governo quer retirar os entraves que existem no mercado nacional para garantir liquidez aos investidores que comprarem esses papéis e quiserem depois vendêlos, sem esperar o prazo de vencimento. A expectativa do governo é de que o mercado de emissão desse tipo de título tenha papel fundamental para as empresas conseguirem parte dos recursos necessários aos grandes investimentos no País, em áreas como energia, aeroportos, portos e transportes. Preço – A ideia, segundo antecipou o secretário executivo do Ministério Fazenda, Nelson Barbosa, é criar uma espécie de agente formador de preço, conhecido no jargão econômico como market maker. Essa entidade privada funcionaria como um "guichê", no qual o investidor pode comprar e vender a debênture a um preço justo. A falta desse

instrumento é apontada pelo governo como um dos entraves para o desenvolvimento do mercado de debêntures. O formador de mercado, disse Barbosa, ajuda a definir um preço correto para os papéis e deve estimular mais à frente uma melhor avaliação de risco do setor privado nacional. "Começaremos a ter mais informações das empresas", disse. Segundo Barbosa, no início se pensou que o BNDESPar, uma subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), poderia cumprir essa função de formador de mercado, mas a ideia foi descartada. "Iria fugir do papel do BNDESpar", disse. Para ele, não falta demanda dos investidores, mas oferta desses papéis. Com a conclusão da regulamentação da legislação que garante incentivos tributários aos investidores pessoas físicas e empresas que comprarem debêntures de longo prazo, inclusive estrangeiros, o governo acredita que haverá grande impulso a partir deste ano para novas emissões. As sociedades de propósito específico, empresas que serão criadas para tocar os investimentos em infraestrutura, poderão emitir uma debênture para financiar o projeto. (AE)


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É difícil um profissional dominar tudo, mas ele pode buscar reforços Marcelo Pimenta, diretor do grupo de fomento à inovação Laboratorium

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Inovação em equipe Espaços de coworkings conquistam também empresas de tecnologia e startups no Brasil. Eles apontam para um novo conceito de trabalho que privilegia a colaboração entre profissionais

Configuração personalizada LG apresentou ontem no Mobile World Congress 2012, em Barcelona, o LG Optimus LTE Tag. O dispositivo recebeu esse nome por introduzir uma novidade: o LG Tag+, que utiliza a tecnologia NFC (Near Field Communication) para se comunicar com tags, adesivos especiais que podem ser programados para mudar automaticamente as configurações do telefone. Aproximando o aparelho de um tag, ao entrar no escritório, o usuário pode mudar o LG Optimus LTE Tag para o modo silencioso e ativar o Wi-Fi. Um tag colado no painel do carro pode ser programado para ligar o Bluetooth, o GPS e aumentar o volume. O LG Optimus LTE Tag é baseado no processador Dual-Core de 1.2GHz, sistema Android 2.3, o Gingerbread (podendo ser atualizado para o Ice Cream Sandwich posteriormente).

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Nokia ataca em várias frentes Nokia também apresentou na feira de Barcelona suas "armas" para enfrentar a concorrência em 2012. O carro-chefe é o novo Lumia 900, equipado com processador de 1.4 GHz singlecore e tela AMOLED Clear Black de 4.3 polegadas. Sua câmera de 8 megapixels traz lentes Carl Zeiss – referência mundial na fotografia profissional. O sistema é o Windows Phone. A fabricante mostrou também três novos modelos de celulares Asha – 202, A203 e 302. Os modelos foram projetados para atender três necessidades: para o trabalho, com a compatibilidade do Asha 302 com o Mail for Exchange; para o aprendizado, levando novos serviços para os jovens e um navegador rápido baseado na nuvem; e para jogos, com games gratuitos da Electronic Arts, disponíveis no 202 e 203.

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ALICE SOSNOWSKI conomia de tempo e dinheiro. Estas foram as vantagens vistas pela empresária Maria Carolina Araújo Cintra quando conheceu o conceito de coworking em um curso de gestão para empreendedoras. Com nove funcionários e um escritório alugado na zona sul de São Paulo, a proprietária do aplicativo para redes sociais Sorteie.me gastava pelo menos dois dias da semana conferindo a limpeza da sala, a conexão com internet e outras demandas de manutenção do escritório. O custo em torno de quatro mil reais também era alto. Por isso, trabalhar em um espaço compartilhado parecia a solução ideal. Tanto que, em junho de 2011, ela mudou-se para o MyJobSpace, um espaço de coworking aberto seis meses antes. Os benefícios foram aparecendo no dia a dia. Com mais tempo livre para pensar na estratégia da empresa, Maria Carolina resolveu reinventar seu negócio. Deixou para trás um modelo que, de acordo com ela, era insustentável, fez novas parcerias e abriu uma segunda startup de tecnologia em sociedade com uma colega do próprio espaço. "Essa história não teria acontecido se eu estivesse isolada em meu ambiente", afirma a empreendedora. A história de Maria Carolina reflete uma tendência que vem ganhando força no mercado de trabalho: a colaboração; e os coworkings concretizam este movimento. Com ambientes tomados por grandes mesas compartilhadas, internet, salas de reunião e café, estes lugares são voltados para pequenas empresas, empreendedores, freelancers e profissionais das mais diversas áreas que, além do espaço físico, trocam experiências e ideias de negócios. Para Marcelo Pimenta, diretor do grupo de fomento à inovação Laboratorium, o coworking representa uma evolução em relação aos escritórios virtuais ou cyber cafés e recuperam o conceito de cooperativismo. "Ele consegue reunir flexibilidade, agilidade, mobilidade, baixo custo e, o mais importante: a complementaridade", explica. "É difícil um profissional dominar tudo sozinho, mas ele pode buscar reforços no coworking", completa Pimenta. Mais do que compartilhar despesas e manutenção do espaço físico, o que atrai cada vez mais profissionais para os coworkings é a

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Mário Miranda / LUZ

Fininho e sofisticado Ao aderir a um coworking, Maria Carolina Araújo abriu uma segunda startup de tecnologia em sociedade com uma colega do próprio espaço

possibilidade de ampliar o networking. "Sempre há gente disponível para dar opiniões e ajudar com sugestões no desenvolvimento dos negócios", explica Ana Fontes, proprietária do MyJobSpace. Já para Walker Massa, diretor do Nós Coworking, de Porto Alegre, o maior benefício é a interatividade que, segundo ele, "amplifica ideias e negócios". Para Gustavo Santiago, mediador de debates sobre o tema na última Campus Party, a grande vantagem dos coworkings é a possibilidade de construir relações com pessoas de perfis totalmente distintos que têm disposição para a troca. "É na diversidade de pensamentos que surge a inovação", afirma. Um exemplo ilustrativo foi o desenvolvimento do aplicativo lançado pelo coworking Pto de Contato. Feito em parceria com desenvolvedores do Estúdio Asha, sediado no espaço, o aplicativo para iPhone reúne notícias, agenda de eventos, contato dos coworkers e dicas de serviços disponíveis nos arredores da região da Avenida Paulista, onde fica o coworking. "Foi um projeto totalmente colaborativo e inova-

dor", conta Fernanda Nudelman Trugilho, fundadora do espaço. Eventos expandem o empreendedorismo Segundo pesquisa feita pela revista alemã Deskmag e divulgada pelo site Movebla em fevereiro de 2012, já são 1320 espaços de coworking em todo o mundo, número 88% a mais do que em 2011. Nos Estados Unidos são 537 espaços. No Brasil, existem 44 destes lugares, três vezes mais do que no ano passado. Eles estão em sua maioria em São Paulo, mas o conceito já se espalhou por outras cidades como Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Campinas e Florianópolis. E a demanda continua a crescer. "Nas grandes cidades, o coworking também é uma solução para o problema da mobilidade urbana", completa Santiago. Outro motivo para a popularização destes espaços são os eventos voltados para o desenvolvimento do empreendedorismo e do trabalho colaborativo. No Pto de Contato uma vez por mês acontece o "Ideias na Laje", que traz palestrantes para contar suas histórias empreendedoras. O MyJobS-

pace promove, além de cursos mensais de finanças e gestão para pequenos negócios, a Virada Empreendedora, uma grande feira que apresenta expositores, palestras e workshops sobre gestão. "É uma forma de trazer aprendizado e promover a troca de experiências entre os empreendedores", afirma Ana, do MyJobSpace. No "Hub Escola", do espaço pioneiro The Hub São Paulo, a cada semestre são oferecidas oficinas sobre empreendedorismo, comunicação, inovação e sustentabilidade e reúne centenas de pessoas durante 20 dias. "Desta forma aprofundamos a conexão entre os profissionais e fortalecemos o conceito do trabalho colaborativo", explicou Pablo Handl, sócio do The Hub.

S ERVIÇO http://coworking.beans.net/ http://myhub.com.br http://www.coworking. myjobspace.com.br/ http://www.ptodecontato.com.br/ http://saopaulo.the-hub.net www.movebla.com/coworkingno-brasil/

novidade da ZTE no evento em Barcelona é o smartphone Era, um dos mais finos aparelhos quadcore (quatro núcleos) do mercado. Equipado com processador quad-core NVIDIA Tegra 3 e com modem NVIDIA Icera 450 HSPA+, o ZTE Era promete maior capacidade multimídia de alta definição dentro de um aparelho com apenas 7.8 mm de espessura. A tela de 4.3 polegadas oferece magens de até 960 x 540 pixels. Tem 8 GB de memória (expansível com MicroSD card) e som Dolby. Roda a novíssima plataforma Android 4.0 (conhecida como Ice Cream Sandwich), que o torna o mais potente smartphone Android da ZTE. A empresa anunciou também na feira planos para lançar em breve dois outros aparelhos com sistema operacional Android 4.0 e processadores de 1.2 GHz e 1.5 GHz. Um deles é o smartphone PF200 que terá uma tela touchscreen QHD (sigla para quarter high definition) de 4.3 polegadas, câmera fotográfica de 8 MP e filmadora frontal de 1080p para chamadas de vídeo. O aparelho poderá ser operado em todas as principais tecnologias de frequência: GSM, UMTS e LTE. Virá com Bluetooth 2.1, GPS, Wi-Fi, A-GPS, DLNA, MMC para conexão com dispositivos de áudio e vídeo e NFC.

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Imagens nítidas mesmo sob o sol urante a feira espanhola, a Sony apresentou a nova série Xperia NXT – a próxima geração de smartphones da Sony, que inclui os novos Xperia P e Xperia U. Possuem Reality Display com Mobile Bravia Engine, tecnologia que promete imagens nítidas e de alta qualidade mesmo sob luz solar direta e, assim como o Xperia S, têm capacidade para capturar fotos em pouco mais de um segundo com apenas um único toque. Ambos os novos smartphones vêm com processador Dual Core de 1 GHz para um desempenho superior. Segundo a empresa, esta nova geração de smartphones Xperia possui "um visual imediatamente reconhecível". A característica mais marcante é o "elemento transparente", uma faixa que circunda a base do telefone e também integra componentes da antena invisíveis.

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É possível traçar históricos de rotas mais usadas Arnaldo Basile, gerente da área corporativa da TIM nformática

Monitore as rotas de sua equipe Operadoras têm serviços pagos de localização para monitorar equipes de campo BARBARA OLIVEIRA erviços de localização são úteis quando aplicados com moderação, sem interferir na privacidade alheia, e principalmente quando utilizados por empresas que mantêm funcionários em campo, garantindo mais agilidade nas entregas. Um das novidades nesse segmento de LBS (Location Based Service) é o TIM Radar, lançado no final do ano passado, destinado ao mapeamento de rotas de colaboradores que façam entregas ou serviços de reparos e instalação fora do escritório e que possuam um celular. O gerente da área corporativa da TIM, Arnaldo Basile, destaca que o aplicativo é intuitivo e fácil de usar e auxilia na gestão e controle de equipes no campo. Depois de contatar a operadora para aquisição do serviço, o cliente vai até o site www.timradar.com.br , insere o código da empresa, login, senha e faz o download do aplicativo enviando, por SMS, para o número do celular do funcionário. Com a aplicação no aparelho, o administrador poderá monitorar a localização dos telefones do pessoal da frota, motoboys e vendedores pelo mapa online (na tela do PC ou em outro dispositivo). "É possível traçar históricos de rotas mais usadas e até criar uma configuração de intervalo de localização e horários de trabalho – de 15 em 15 minutos, por exemplo, em determinados dias da semana e em horários mais frequentes", explica Basile.

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Arte Alfer

Todas as informações de mapeamento são captadas no raio de cobertura da rede da TIM, mas pode haver interferências ou falhas, dependendo da geografia e da densidade de antenas em certas regiões. O preço mensal da assinatura é de R$ 9,90 por linha a ser localizada. Esse valor inclui os dados trafegados pelo aplicativo, mas não as chamadas de voz. São 11 os aparelhos compatíveis com o Radar (marcas BlackBerry, LG, Motorola e Samsung). A Vivo e a Claro também possuem serviços similares e igualmente pagos. O Automação de

Força de Campo é resultado de parcerias da Vivo com desenvolvedores de aplicações e de serviços de mobilidade e oferece a localização geográfica com um gerenciamento de dados das empresas. Assim, é possível definir as melhores rotas, ter mais rapidez no transporte e aumentar a produtividade das equipes de campo. Os preços do serviço não são divulgados pela operadora porque "dependem das necessidades dos clientes", diz a Vivo. O Claro Localizador usa a posição das antenas de sua cobertura para informar onde se encontra o aparelho. A

exemplo do TIM Radar, a ativação do serviço da Claro é feita por login e senha da empresa no site da operadora e pelo cadastro de um número do celular do funcionário. O Localizador custa R$ 9,90 por linha e a compatibilidade é total com smartphones de várias marcas, inclusive iPhone. Gratuito – O Google dispõe, desde 2009, de um produto gratuito e voltado para usuários finais. O Latitude integra o Google Maps e roda em iPhones, iPads, And r o i d s , B l a c k B e r r y, Windows Mobile e aparelhos com Symbian S60. Para acessar o recurso é preciso entrar no G o o g l e M a p s h t t p : / / m . g o ogle.com.br/maps pelo navegador do telefone, fazer a inscrição usando uma conta do Google, adicionar os amigos e aceitar as solicitações feitas por eles. Em seguida, é possível visualizar o local onde esses contatos estão no mapa, mandando mensagens para eles e compartilhando a rota. Pode-se configurar a privacidade e controlar quem pode ou não visualizar essas posições. Outra função do Latitude é emitir alertas indicando que o usuário está perto de algum amigo ou contato. É importante notar que o histórico de localização do assinante não é compartilhado com ninguém.

Sergio Kulpas sergiokulpas@gmail.com

Apps para os VIPs

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m estudo recente do Luxury Institute (www.luxuryinstitute.com) indica que um número considerável de norte-americanos abastados está usando apps em seus celulares como ferramentas para compras de luxo. Segundo a pesquisa, 34% dos consumidores mais ricos disseram que baixaram apps para seus smartphones e 11% afirmaram que pretendem fazer isso no futuro próximo. Já 57% dos entrevistados disseram que estão usando aplicativos de comércio eletrônico "várias vezes ao dia", e os usuários ricos estão utilizando os aplicativos em média 13 vezes por semana. A pesquisa do Luxury Institute foi feita com consumidores com renda anual de pelo menos US$ 150 mil. Segundo a pesquisa, 76% dos usuários que baixaram apps disseram que sabem de aplicativos específicos de marcas de consumo, mas apenas 29% disseram que baixaram algum aplicativo relacionado com uma marca ou loja. Outros 9% dos entrevistados disseram que baixaram apps da MercedesBenz, e 8% baixaram aplicativos da Louis Vuitton – o mesmo número de usuários baixou aplicativos da Ralph Lauren e Chanel. Segundo o estudo, as marcas de luxo estão lentas na adoção de aplicativos para aparelhos móveis como ferramentas de vendas. De acordo com Milton Pedraza, executivo-chefe do Luxury Institute, as marcas deveriam estar usando esses aplicativos para ampliar a experiência de compras na loja, permitindo que os consumidores comprem diretamente através de seus celulares e outros dispositivos. Segundo Pedraza, as marcas de luxo

deveriam adotar serviços que reconheçam o cliente imediatamente quando ele entrar na loja, enviando uma saudação via celular. Demora – A lentidão das marcas de luxo em adotar os aplicativos para celular reflete uma postura geral dessas marcas em relação às novas mídias, segundo Pedraza. O executivo observa que as marcas de luxo foram lentas na criação de uma presença na web, e demoram para exibir seus produtos de forma eletrônica. Agora, algumas dessas marcas estão fazendo sucesso em redes sociais, mas ainda estão considerando o celular como um canal separado de comunicação – quando deveriam ver o smartphone como uma tecnologia unificadora de todos os canais digitais. Segundo Pedraza, muitas marcas de luxo são empresas familiares, que geralmente não dão ouvidos à geração mais jovem. Ainda assim, as marcas conseguem bons resultados quando decidem adotar novas tecnologias. O executivo disse que, apesar de muito tradicionalistas, as lojas e marcas de luxo são empresas inteligentes, que conseguem criar soluções atraentes para novos canais de compras. Quando as marcas de luxo criam aplicativos, elas devem pensar duas vezes antes de cobrar pelo download desses apps. Ao contrário da ideia estereotipada sobre o consumidor rico, a pesquisa revela que 39% desses consumidores preferem os aplicativos gratuitos. Outro dado: 54% dos entrevistados consideram o download pago uma barreira para o uso de apps de marcas e lojas. São consumidores que poderiam pagar por downloads – mas preferem não fazê-lo.


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Diário do Comércio - 28/02/2012 by Diário do Comércio - Issuu