Ano 86 - Nº 23.276
Conclusão: 23h40
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Jornal do empreendedor
R$ 1,40
São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 25, 26 e 27 de dezembro de 2010
L.C. Leite/Luz
Após Papai Noel, a hora da troca Confira como salvar seu presente. Pág. 16
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Varejo comemora Natal dos
presentes
A era da lembrancinha acabou. Com emprego em alta, os consumidores compraram mais de um presente. Shoppings, como o Interlagos (foto), festejam recorde de vendas. Pág. 14 Image Source/Joseph Kaler
Ailton de Freitas/Ag. O Globo
Tempo bom para poupança Também para bolsa, fundos, títulos do Tesouro... Págs. 11 e 13
SENNA, NA TRILHA SONORA DA POSSE. A música das vitórias do campeão será ouvida na cerimônia. Já com a faixa, Dilma desfilará sozinha no Rolls-Royce. Na foto, ensaio da posse. Pág. 6 Evandro Monteiro/Hype
E esses juros altos?
Cresce mercado do e-book
O ministro da Fazenda, Guido Mantega (foto), visitou o vice-presidente José Alencar no Hospital Sírio-Libanês e ouviu reclamações sobre as elevadas taxas. Pág. 5
2010 foi o ano do livro digital. Setor faturou US$ 966 milhões. Logo, página 10. E www.dcomercio.com.br HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 28º C. Mínima 19º C.
AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 18º C. Mínima 28º C.
ISSN 1679-2688
23276
9 771679 268008
Apu Gomes/Folhapress
Bancada empresarial bate recorde Metade dos novos parlamentares é de empresários - maior número em 20 anos. Pág. 5
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sábado, domingo e segunda-feira, 25, 26 e 27 de dezembro de 2010
A volta da CPMF não é bom sinal para um governo em início de mandato. É mais um ônus que recai sobre a sociedade. José Chapina Alcazar
pinião
Eficiência é prioridade JOSÉ M. CHAPINA ALCAZAR
V
ícios de interpretação vêm prejudicando o Brasil há bom tempo. Por ausência de bom entendimento disseminou-se a ideia de que um gestor público eficiente é necessariamente um gastador e, assim, suas iniciativas ou obras exigem um antecipado aporte de dinheiro, o que, em termos de governo, se traduz em aumento de imposto ou criação de um novo. Ainda por vício que remonta à nossa cultura patrimonialista, o País não exige que a gestão pública incorpore metodologias e processos adotados pela iniciativa privada, priorizando estudos, análises e competências antes da tomada de qualquer grande decisão. Com isso, alarga-se o espaço para os que procuram brechas para gastar mais. E as interpretações são as mais variadas. São raros os perfis que têm coragem de repetir a famosa sentença de Tancredo Neves: "É proibido gastar". Bom exemplo disso é a retomada da discussão sobre a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, a CPMF, maldoso imposto que onera as cadeias produtivas.
Criado para subsidiar a saúde, nunca cumpriu a sua função. Desde o início, o montante a mais de dinheiro arrecadado não foi suficiente para o governo oferecer serviços de saúde com mais qualidade e maior rapidez à população. Mal utilizado ou mal direcionado, o imposto, que atingiu R$ 40 bilhões anuais, demonstrou que esse tipo de verba vinculada alimenta a ineficiência, permite desvios e mascara problemas que exigem confronto direto na boa gestão pública. Embora extinta há apenas três anos,
não são poucos os que querem ressuscitá-la, sob o escudo de argumentos de fachada. Tentam esconder a verdade: a questão não é falta de recursos e, sim, a má gestão deles. A carga tributária no Brasil é excessivamente alta, maior do que a de qualquer país emergente, e mais pesada que a de economias desenvolvidas, como Japão, Estados Unidos, Canadá e Suíça. Além disso, tende a subir com o crescimento do PIB. Os que querem a volta do imposto esquecem ou fingem não se lembrar que, ao ser
extinto o tributo, o governo elevou a alíquota do IOF e, com isso, aumentou a arrecadação. Só neste ano, o povo brasileiro pagou um valor acima de R$ 1,27 trilhão e trabalhou mais de 120 dias para sustentar a máquina pública. A arrecadação será recorde e, repetimos, haverá dinheiro para ser direcionado à saúde, desde que haja competência para administrá-lo. A volta da CPMF não é bom sinal para um governo em início de mandato. Trata-se de mais um ônus que recai sobre a sociedade,
mostrando a ausência de eficiência na gestão pública, incapaz de diminuir a burocracia do Estado. O Brasil padece com gestões incompetentes. Há preocupação em aumentar a arrecadação, numa demonstração de apetite voraz, e em burocratizar os processos em detrimento do desenvolvimento do País. Os serviços de saúde podem melhorar sem qualquer novo imposto. Para tanto, é preciso acabar com o inchaço da máquina pública e eliminar os gastos com o que é claramente improdutivo.
Utilizar bem o dinheiro é um dos princípios fundamentais da gestão pública eficiente.
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país não precisa de novo imposto ou nova contribuição social, como insistem os seus defensores, que até já lhe deram nome e sigla: CSS – Contribuição Social para a Saúde. Não adianta expressar o sofisma de que o imposto constitui meritória contribuição social para a saúde. Por isso, a sociedade civil, empresários e empreendedores devem se mobilizar para evitar que o Brasil ingresse, mais uma vez, na contramão. O Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor já se comprometeu com os vários segmentos da economia a levar ao governo a posição contrária à CPMF. O Brasil carece, ninguém pode negar, de propostas de reformas estruturais, a partir das áreas política, tributária, previdenciária e trabalhista. A realidade mostra que a hora é de planejamento e não de gastança e desperdício. O momento exige eficiência, que deve se traduzir em mudanças no campo da gestão com vistas à expansão da competitividade e melhoria dos serviços públicos. Competência e empenho são fatores essenciais para reduzir despesas e bem utilizar a receita. Eficiência é, em suma, um dever prioritário do novo ciclo governativo que se aproxima. JOSÉ CHAPINA ALCAZAR É PRESIDENTE DO SESCON SINDICATO DAS EMPRESAS DE SERVIÇOS CONTÁBEIS E DE ASSESSORAMENTO NO ESTADO DE SÃO PAULO E COORDENADOR DO FÓRUM PERMANENTE EM DEFESA DO EMPREENDEDOR.
E TUDO CONTINUA COMO DANTES... E
ntramos na última semana do ano sob o signo da mesmice. Pois 2010 já foi um ano sem novidades. Perdemos a Copa do Mundo. A grande máquina de propaganda e de pressão política do presidente Lula, na qual se sustenta sua popularidade, venceu as eleições presidenciais, quando, mais uma vez também, o desempenho do tucanato ficou abaixo do possível e do esperado. Vamos terminar o ano assistindo à formação de um ministério para o "novo" governo – e, sob o Cruzeiro do Sul, fica patente que se trata apenas de uma continuidade do governo Lula, sem Lula. Ou melhor, nem se pode afirmar ainda que será sem Lula, pois não deve ser só a presidente eleita por ele, Dilma Rousseff, que está de antenas ligadas no que fará, após 1º de janeiro, o então já ex-presidente. Como deverá doer! Em Lula e em
Dilma, se ele se tornar uma espécie de ectoplasma sem desencarnar do cargo. Continua tudo igual por aqui. Trabalhadores de categorias com possibilidade de chantagear a sociedade não perdem oportunidade. Terrorismo puro, por exemplo, que aeroviários, na véspera de Natal, ameaçassem parar os aeroportos, quando a população está em trânsito mais acentuado. Puro oportunismo à custa de gente inocente, como sempre se faz. ada de novo em verificar escândalo atrás de escândalo no Congresso Nacional. Um ministro ainda nem empossado tendo que devolver dinheiro público gasto em motel. Festinha aos 80 anos. Um verdadeiro homem público escolhido para uma pasta relevante como a do Turismo, às vésperas de Copa do Mundo e das Olimpíadas no país tupiniquim.
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PAULO SAAB Fica velho falar disso, coisa old fashioned, mas é recorrente. Numa espécie de filme mambembe de autoestima, o presidente Lula percorre o País inaugurando até batizado de boneca, se preciso for, para "despedir-se." Inaugura início de obra e obra no meio. Vai a festas de premiação do futebol e do
teleférico do morro carioca. Onde tiver aplauso certo, lá estará nosso fulgurante líder em sofrido (para ele) fim de mandato. Os autoelogios em discursos com claques preparadas não doem mais. Estamos todos anestesiados. Assim como é sem novidade ver as alas mais radicais do socialismo pátrio tentando
Numa espécie de filme mambembe , o presidente Lula percorre o País inaugurando até batizado de boneca para "despedir-se." Inaugura início de obra e até obra no meio.
criar argumentos e fatos para impor o controle, ou melhor, a censura, na imprensa nacional. Querem porque querem que os veículos de comunicação, quase todos sustentados já por verbas federais, somente falem bem dos governantes ligados ao esquema de poder que terá continuidade com Dilma. ara não ser exaustivo, querem algo mais em voga e mais démodé do que aliados da Presidência da República descontentes com a distribuição dos ministérios? De novo acontece. Sob a batuta de Dilma, o governo vai começar com muitos aliados insatisfeitos pela forma como se distribuiu o butim. Ou melhor, os orçamentos ministeriais, ou melhor, ainda, os cargos de ministro. Não devem, todavia, desesperar-se. Ainda resta mais de uma centena de milhar de cargos de confiança criados no governo Lula (somados
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aos então existentes) para serem usados como moeda de troca, de consolo e de negociação política. A competência e a qualidade para o desempenho da função não entram em questão. nfim, caminhamos na última semana do ano de 2010 sem grandes novidades na essência da vida pública do País. Com a perspectiva de que 2011 será melhor para eles, que estão no usufruto da coisa pública graças ao voto popular. E pior para os pagadores das contas – ou seja, nós, pobres (cada vez mais, literalmente) contribuintes. Como somos eternamente otimistas, vamos carregando a canga da sustentação de tudo isso que aí está, esperando que como nunca antes nesse País as coisas possam melhorar para todos, de verdade.
E
PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
Fundado em 1º de julho de 1924 Presidente Alencar Burti Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto, Antonio Carlos Pela, Arab Chafic Zakka, Carlos Roberto Pinto Monteiro, Claudio Vaz, Edy Luiz Kogut, Gilberto Kassab, Guilherme Afif Domingos, João de Almeida Sampaio Filho, João de Favari, José Maria Chapina Alcazar, Lincoln da Cunha Pereira Filho, Luís Eduardo Schoueri, Luiz Roberto Gonçalves, Moacir Roberto Boscolo, Nelson F. Kheirallah, Roberto Macedo, Roberto Mateus Ordine, Rogério Pinto Coelho Amato, Sérgio Antonio Reze
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É MAIS FÁCIL MUDAR JUNTANDO ESQUERDA E DIREITA DO QUE CONFIANDO NUM CENTRO ENFRAQUECIDO.
EUA: UM PAÍS POLARIZADO
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presidente Barack Obama vai enfrentar um desafio gigantescamente difícil nas próximas semanas. Por um lado, esta é a hora para uma mudança fundamental. Existe a sensação gritante de que o país está em um "momento Sputinik", no qual ele se levanta ou não para enfrentar a concorrência internacional. As comissões estão apresentando propostas amplas. A economia está forte o suficiente para que as autoridades pensem para além da crise imediata – mas não tão forte que acalme o medo nacional do declínio. Por outro lado, se o anseio popular por transformação está em seu auge, as barreiras políticas evitando as mudanças também estão. Os democratas no Congresso desconfiam da Casa Branca e mal conseguem trabalhar com os republicanos. Os republicanos não estão com ânimo de ser comprometer e mal conseguem trabalhar com os democratas. Muitas pessoas em ambos os partidos estão dispostos a esperar até 2013, quando o lado delas poderá ter mais foco. Os eleitores estão cínicos sobre todas elas e defendem cortes em todos os programas, menos naqueles que os beneficiam. O desafio de Obama no discurso sobre o estado da União é dar voz ao anseio incipiente por mudanças e traçar um caminho político pelo campo minado de Washington, para que os eleitores, para não mencionar os mercados financeiros, tenham a impressão de que o país, pelo menos, começou a enfrentar seus problemas. Para fazer isso, o presidente não precisa passar por riscos e abraçar opções específicas e difíceis (e politicamente suicidas). Mas ele provavelmente terá de romper alguns tabus, tanto da direita quanto da esquerda, para dar ao povo a expectativa de que agora tudo está em discussão. Então, ele provavelmente terá de separar as áreas de cooperação das áreas de conflito. Nos próximos meses, os partidos vão lutar pela revogação
do sistema de saúde e por todo o resto. Enquanto isso ocorrer, porém, será possível criar o momento e a confiança para se trabalhar na reforma tributária corporativa, na reforma tributária individual, na reforma da Previdência Social e em outras coisas. Essas questões são difíceis porque envolvem desafiar interesses especiais poderosos. Mas neste momento único da história, é exatamente isso o que os eleitores querem ver seus líderes fazerem. E, mais importante, o presidente provavelmente terá de aproveitar o seguinte paradoxo: maior é mais fácil. Se ele só tratar das questões periféricas, com propostas modestas, todo mundo ficará
em terreno conhecido. Mas se ele conseguir ampliar o debate atual, então, subitamente, todo mundo estará num campo novo.
A
abordagem geral seria oferecer à esquerda algo que ela realmente deseje. E oferecer à direita algo que ela realmente deseje. Então, quando as duas estiverem com água na boca, dizer-lhes que elas terão de aceitar coisas pelas quais não se importam muito para conseguir as coisas pelas quais se importam muito. Para deixar a esquerda entusiasmada, Obama deve oferecer uma agenda de crescimento ativista. Ela envolveria gastar mais em infraestrutura, pesquisa e treinamento profissional – os itens bá-
sicos sobre os quais ele sempre falava. Mas a agenda também significaria ir além e abraçar uma política industrial. Pessoalmente, não acho que o governo seja muito bom investidor em energia verde, crescimento de emprego no meio-oeste e outros itens. Mas muitos liberais acreditam nisso. Economistas qualificados como Dani Rodrik e Jeff Faux têm refletido sobre o que chamam de propostas para uma política industrial inteligente. Outros têm falado sobre aprender com os chineses e os cingapurenses. Se Obama demonstrar algum apoio a esse tipo de ideia, ele vai provocar um enorme entusiasmo na esquerda. Para entusiasmar a direita, ele precisa oferecer uma reforma fundamental no sistema de benefícios. Até agora, a maioria dos esforços para evitar a
falência nacional envolve o controle de gastos, mas mantém a rede de segurança intacta.
E
ntretanto, seria possível fortalecer a rede de segurança e ao mesmo tempo modernizar algumas estruturas da Grande Sociedade. Paul Ryan, um republicano, e Alice Rivlin, uma democrata, apresentaram um plano de reforma do Sistema de Saúde no qual os novos participantes receberiam uma contribuição fixa do governo, que aumentaria um pouco mais do que a inflação. Eles aplicariam esse dinheiro para custear o seguro-saúde. Esse programa tornaria o Medicare um programa com contribuição definida e pouparia centenas de bilhões de dólares. Se Obama disser que está aberto a pensar sobre esse tipo de reforma fundamental, vai provocar um enorme en-
DAVID BROOKS tusiasmo na direita. Isso é o oposto da triangulação. Em vez de encontrar pequenos compromisso no meio, ele une boas ideias da esquerda e da direita. Num país polarizado, pode ser mais fácil obter uma grande mudança juntando a esquerda e a direita do que confiando um centro vital infelizmente enfraquecido. Além disso, esse casamento é intelectualmente coerente.
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untar essas iniciativas significa transferir recursos do consumo para a produção, de gastos atuais para investimentos no futuro. Os liberais poderiam conseguir dólares para os desempregados em Ohio. Os conservadores iriam limitar o crescimento do governo. Os mercados financeiros iriam ver uma ação de credibilidade. E os eleitores veriam um governo que consegue funcionar e um futuro que parece ser melhor do que o presente. DAVID BROOKS É JORNALISTA, COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E AUTOR DE A SOCIEDADE NA ERA DA INFORMAÇÃO E BUBOS NO PARAÍSO - BURGUESES BOÊMIOS TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
A ideia é oferecer à esquerda e à direita algo que realmente desejem. E aí, dizer que terão de aceitar coisas pelas quais não se importam muito para obter aquelas que importam.
O CÂNONE DE AMANHÃ O
"Cânone Ocidental", de Harold Bloom, define o cânone literário como "a seleção de livros em nossas instituições educativas" e sugere que a verdadeira questão sobre o assunto é: "o que deve tentar ler uma pessoa que ainda deseja ler nesta etapa tão avançada da história?". E assinala que, no melhor dos casos, durante toda uma vida só é possível ler uma pequena fração do grande
número de escritores que viveram e produziram na Europa e no Continente Americano, sem considerar os de outras partes do mundo. Ainda que fiquemos restritos à tradição ocidental, que livros devem ser lidos? Não há dúvida que a sociedade e a cultura ocidentais têm
O atual cânone deveria ser ampliado, não substituído. Em relação às aulas de religião nas escolas, os estudantes deveriam aprender algo sobre o Alcorão, o Evangelho e as doutrinas do budismo.
sido influenciadas por Shakespeare, pela Divina Comédia de Dante e, voltando no tempo, por Homero, Virgílio e Sófocles. Mas somos influenciados por eles porque realmente os lemos em primeira mão? Isso me recorda o argumento de Pierre Bayard, em Como falar sobre livros que você não leu, de que não é essencial realmente ler um livro para compreender sua grande importância. Hoje em dia é claro, por exemplo, que a Bíblia teve uma profunda influência tanto na cultura judaica quanto na cristã no Ocidente e até na cultura dos povos nãocrentes. Mas isso não significa que todos que foram influenciados por ela a leram de do começo ao fim. O mesmo se pode dizer sobre as obras de Shakespeare ou de James Joyce. Para ser uma pessoa culta, ou um bom cristão, é preciso ter lido o Livro dos Reis ou o Livro dos Números? É preciso ter lido o Eclesiastes ou é suficiente saber simplesmente, por segunda mão, que ele condena a "vaidade das vaidades"? Também há a questão de que o cânone não é igual ao programa de estudo, que ele representa o conjunto de obras que um estudante deve ter lido ao terminar o curso. Hoje em dia, o problema é mais complicado do que nunca e recentemente, durante uma conferência literária internacional em Mônaco, houve um debate sobre o lugar do cânone na era da globalização. Se as roupas de grife "europeias" são produzidas na China, se usamos computadores e carros japoneses e até em Nápoles se comem hambúrgueres em vez de pizzas, se, em suma, o mundo se contraiu a dimensões provincianas, com estudantes imigrantes no mundo todo pedindo que lhes ensinem suas
próprias tradições, então como será o novo cânone? Em algumas universidades norte-americanas a resposta surgiu na forma de um movimento que, em vez de ser "politicamente correto", é politicamente burro. Como há muitos estudantes negros, algumas pessoas sugeriram que se ensinasse menos Shakespeare e mais literatura africana. É uma piada à custa de todos esses garotos destinados a sair pelo mundo sem compreender as referências literárias universais, como o solilóquio "ser ou não ser", de Hamlet; e, portanto, condenados a continuar à margem da cultura dominante.
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e for preciso, o atual cânone deveria ser ampliado, não substituído. Como sugeriram há pouco tempo na Itália, em relação às aulas semanais de religião nas escolas, os estudantes devem aprender algo sobre o Alcorão e sobre as doutrinas do budismo, bem como sobre os Evangelhos. Da mesma forma, não seria má ideia se, além das aulas de civilização grega antiga, os estudantes do ensino médio também aprendessem sobre as grandiosas tradições literárias árabe, indiana e japonesa. Não faz muito tempo, fui a Paris participar de uma conferência com intelectuais franceses e chineses. Foi humilhante ver como nossos colegas da China conheciam tudo sobre Emmanuel Kant e Marcel Proust, sugerindo paralelos (corretos ou não) entre e Lao Tzu e Friedrich Nietzsche, enquanto a maioria de nós europeus só conseguia ir um pouco além de Confúcio e, geralmente, baseandose em análise de segunda mão. Hoje, contudo, esse ideal ecumênico enfrenta algumas dificuldades. Consegue-se ensinar aos jovens ocidentais sobre A Ilíada porque eles já escutaram algo sobre Heitor e Agamenon, e seus conhecimentos culturais rudimentares incluem expressões como "o julgamento de Páris" e "calcanhar de
UMBERTO ECO Aquiles" (embora num exame para admissão em uma universidade italiana, o candidato tenha achado que o termo "calcanhar de Aquiles" se referia a uma doença, como "joelho de empregada" ou "cotovelo de tenista".
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as como se pode fazer com que esses estudantes se interessem pelo poema épico em sânscrito O Mahabharata ou pelos poemas em O Rubaiyat, de Omar Khayyam, para que essas obras permaneçam em suas memórias? Realmente podemos adequar a educação para que ela se adapte ao mundo globalizado, quando a grande maioria dos ocidentais cultos não tem a menor ideia de que, para os georgianos, um dos maiores poemas da história literária é O Cavaleiro com a Pele de Pantera, de Shota Rustaveli? Quando os eruditos sequer conseguem chegar a um acordo sobre se, na versão georgiana original, o cavaleiro do poema está usando de fato uma pele de pantera, e não uma de tigre ou de leopardo? Chegaremos tão longe ou simplesmente vamos continuar perguntando: Rustaveli quem?" UMBERTO ECO É AUTOR DO ROMANCE A MISTERIOSA CHAMA DA
RAINHA LOANA, ALÉM DE BAUDOLINO, O NOME DA ROSA E O PÊNDULO DE FOUCAULT. TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4 -.GERAL
Giba Um
3 Depois da vitória, grande
parte da cúpula do PT e até o próprio Lula pretendiam chamar Dilma Rousseff de Presidenta .
gibaum@gibaum.com.br
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MAIS: discussões à parte, a intenção durou até o dia que Dilma disse que "o correto é Presidente". Até Lula desistiu da troca.
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27 de Dezembro
k A única coisa impossível é Deus pecar. O resto, tudo pode acontecer Doutor Tiririca «
no mundo.
LULA // falando sobre o futuro, a sete dias de sua volta para São Bernardo
Fotos: BusinessNews
Olho nos aeroportos 333 Há quatro anos, Lula lançou o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, injetando R$ 503,9 bilhões entre 2007 e 2010. Para o setor aeroportuário, pouco mais de R$ 3 bilhões para ampliação e melhoria de 20 aeroportos em todo o país. Depois, a verba do PAC subiu para R$ 657,5 bilhões, enquanto para aeroportos caiu para pouco mais de R$ 1 bilhão (o resto, ficou para “pós-2010”). Até o final deste mês, a injeção de recursos para aeroportos ficou em R$ 281,9 milhões, ou seja, 9% da projeção inicial. Para o PAC 2 (2011-2014), a previsão de investimentos para 14 aeroportos é de outros R$ 3 bilhões, o que não é nenhuma Brastemp.
GURU PORTENHO 333 O ex-governador José Serra, se não teve figuras muito próximas brindadas com cargos no futuro governo Geraldo Alckmin, estará na sua posse, até como forma de agradecer o esforço feito em prol de sua candidatura à Presidência, especialmente no segundo turno. Depois, entre outras viagens marcadas, Serra pensa em dar um pulo até Buenos Aires, onde mora seu histórico e misterioso guru portenho, que sempre consulta quando está preocupado com o futuro. A preocupação de Serra, hoje, embora distante, é mesmo 2014.
Na contramão do famoso filme Vestida para Matar , as modelos brasileiras Adriana Lima e Alessandra Ambrósio (duas fotos à esquerda), atrações especiais do elenco de angels da Victoria’s Secret adoram posar, nos catálogos da grife, de costas, destacando o que, nos Estados Unidos, é uma glória: o brazilian butt. A sul-africana Candice Swanepoel, 22 anos, nova angel em total ascensão, garante que o atributo não é só de brasileiras: posa de lingerie e cinta-liga e, depois, na praia mostrando que também está no páreo (duas fotos à direita).
Despidas para amar
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Quem melhor observar o comportamento de Dilma Rousseff nas últimas semanas e agora, di stante poucos di as de ser empossada presidente da República, poderá registrar sintomas do estilo que, certamente, ela pretende impor em seu governo. Seus ministros são tornados públicos em pequenas notas distribuídas à mídia, sem maiores considerações e eles foram proibidos de abrir a boca até a virada do ano, com exceção das figuras envolvidas na área econômica (nesse caso, o maior espaço é ocupado por Guido Mantega, que é ministro de Lula e continuará com ela). Para os primeiros tempos do governo, a orientação de Dilma também é de pouco falatório, nenhuma comparação com o período de Lula e nenhum anúncio de plano mirabolante. 333
Estilo Dilma
Orçamento de saliente De um jeito ou de outro, o Ministério do Turismo, que será pilotado pelo deputado Pedro Novais, já apelidado de velhinho saliente, tem orçamento de R$ 4,3 bilhões para 2011. O mínimo que pode acontecer é trocar a suíte Bahamas, de São Luiz do Maranhão, para uma suíte no Plaza Athénnée, em Paris. 333
333 O deputado federal Marco Maia (PT-RS) surpreendeu muita gente – e até o Planalto – com sua indicação como candidato pela bancada do PT à presidência da Câmara, derrotando até o líder Cândido Vaccarezza, volta a surpreender: acaba de conquistar a adesão do PSDB e do DEM para sua candidatura. E tudo em nome do principio de proporcionalidade na composição da Mesa. O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN) ajudou na costura do acordo, de olho na própria eleição para o biênio 2013/ 2014. e tucanos e democratas ganham o terceiro e quarto cargos mais importantes da Mesa, sendo um deles a Primeira Vice-Presidência ou a Primeira-Secretaria.
DE VERMELHO Até agora, a presidente eleita está quase convencida a tomar posse usando um conjunto (casaquinho e saia) vermelho e não um vestido. A experiência feita na cerimônia dediplomação,quando usou um conjunto azul com bordados vermelhos foi uma espécie de trailler . O costume já foi confeccionado por sua costureira de Porto Alegre, sob palpites da primeira-mãe Dilma Jane e da primeira-filha Paula. A dúvida que persiste é se usará dois trajes na posse ou não: um no Planalto, na hora da faixa; outro, no evento do Itamaraty.
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MISTURA FINA ANTES de seu romance com a deputada federal Manuela D’Ávila, o futuro ministro José Eduardo Cardozo, havia sido casado com uma advogada. Agora, depois de breve recesso romântico, já tem nova titular: é uma loura jornalista de 25 anos, chamada Sofia Krause. No Twitter dela, a foto que encabeça a página é do casal, coladinho. 333
A CANTORA Maria Rita, madrinha da Ala dos Compositores da Vai-Vai de São Paulo, foi convidada a assumir o posto de Madrinha da bateria. Vai formar ao lado da Rainha Camila Silva, usando maiô cavadão e tudo mais. A escola tem samba-enredo que homenageia João Carlos Martins, maestro e pianista.
Atriz e apresentadora em alta, Angélica (sobrenome Ksyvickis, de nascimento), premiada como Brasileira do Ano na televisão por IstoÉ e depois de ter se saído bem no último episódio da série As Cariocas, é uma das musas do novo livro do fotógrafo Marcelo Faustini, Comendo com os Olhos. Ela aparece saboreando uma macarronada fake, criada com cordões de ouro por Miriam Kimelblat. Além do livro, em fase de preparação, Faustini montará uma exposição com as fotos, garantindo que será de dar água na boca. A pinta na coxa é o tradicional charme.
Macarrão de ouro
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Começou cedo 333 A farra do dinheiro público na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014 já começou: o ministro Orlando Silva, do Esporte, autorizou a contratação sem licitação da Fundação Getulio Vargas por R$ 10 milhões para “monitoramento de projetos e identificação de riscos” com vistas aos dois eventos. Ou seja: a FGV vai levar R$ 10 milhões para ver se ninguém está enfiando a mão, o que deveria ser atribuição dos órgãos policiais.
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TEM PARA TODOS
São João, Evangelista
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Dolce, nem tanto 333 Evasão fiscal não é privilegio, no mercado de luxo, de Eliana Tranchesi e Tânia Bulhões: Demenico Dolce e Stefano Gabbana estão sendo indiciados por evasão fiscal, uso de meios ilícitos para evitar pagamentos de taxas, impostos e outros tributos. No caso deles, o volume devido pode chegar a US$ 1 bilhão. O esquema não seria muito diferente: as autoridades do fisco acusam os dois da criação de uma empresa de participações em Luxemburgo para evitar os impostos italianos. Ou pagam ou enfrentam julgamento em Milão, com direito a prisão de três anos.
333 No segundo dia em que circulou pelas dependências da Câmara Federal, o palhaço Tiririca (Francisco Everardo Oliveira Silva), irreconhecível de terno e gravata, cruzou com um veterano funcionário, prestes a se aposentar e resolver ser cordial: “E aí, firmeza?” E o outro: “Tudo bem, doutor!” O deputado eleito cutucou um correligionário do PR e não agüentou: “Viu só? Já sou doutor Tiririca”. Entre funcionários mais simples do Congresso, é quase norma chamar todo mundo de doutor. Fica mais fácil e ninguém corre o risco de errar no tratamento.
Calcinha branca na virada.
OUT
Calcinha estampada.
Powerful woman 333 Entre americanos e brasileiros, mais de 100 agentes à paisana estarão mobilizados, além de todo o aparato policial e militar, para a segurança de Hillary Clinton, secretária de Estado, que virá para a posse de Dilma, representando Obama. Hillary está em alta, é chamada de powerful woman, é cotada para a Presidência e os jornais asseguram que ela deve muito ao marido Bill Clinton. Os americanos sentem saudades dele e o episodio Lewinski foi devidamente enterrado. Mais: ele faz 65 anos em agosto e desde já estão sendo feitos preparativos para uma super-festa para 20 mil pessoas que acontecerá no Staples Center, em Los Angeles.
ENTRE as gozações dos blogs voltados para o futebol, há uma nova piada: se o Corinthians tivesse conseguido contratar Adriano, poderia festejar seu bicentenário. Ou seja, entre ele e Ronaldo, 100 quilos de cada lado. 333
333 DEPOIS da divulgação dos novos comentários do Banco Central, as apostas estão sendo feitas, de olho na rodada do Copom de janeiro, já com o BC nas mãos de Alexandre Tombini: 70% dos analistas do mercado acham que a taxa básica (Selic) aumentará 0,25% e o restante, acha que ficará na mesma. Ninguém imagina que possa haver uma queda.
333 O SENADO acaba de contratar, por R$ 300, os serviços de um calígrafo para “transcrever, em livro próprio, o termo da posse da presidente eleita Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer”. Para quem não sabe, em plena era cibernética: o terno caligrafia vem de callis (beleza), mais graffia (escrita).
333 INDICADO para o Ministério das Relações Institucionais do governo Dilma, Luiz Sérgio, presidente do PT do Rio, não tem relações próximas com a presidente eleita. São, por assim dizer, apenas conhecidos.
Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero
Solução
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onhecido como o discípulo amado de Jesus, recebeu, junto à Cruz, a Virgem Maria como a Mãe da humanidade. Durante o governo do imperador Domiciano, foi deportado para a ilha de Patmos (Grécia) onde escreveu o Livro do Apocalipse, seu Evangelho e três epístolas.
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5 EM VANTAGEM Sindicalistas são unidos, possuem propostas e políticas comuns
olítica
OCUPAÇÃO Empresários não, mas representam 48% da Câmara e 33% do Senado
Bancada empresarial atinge 50% Número de empresários no Congresso é o maior em mais de duas décadas (quase metade dos parlamentares) mas perde dos sindicalistas em mobilização comum José Cruz/ABr - 11.10.08
Milton Mansilha/LUZ
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À esquerda, o rei da soja: Blairo Maggi, eleito senador. Acima, Armando Monteiro Neto, eleito senador. E abaixo, o especialista em relações do trabalho, José Pastore.
muns, pois na hora de votar a lógica passa a ser a do Congresso e não a origem". Ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o deputado Armando Monteiro Neto, eleito senador (PTB-PE), afirma que não há nem nunca houve articulação no Congresso para defender interesses empresariais. "Nem acho que isso seja produtivo. O que precisamos é ter cada vez
mais entidades capazes de informar de maneira adequada a visão do setor produtivo sobre temas que estão em debate no Congresso", diz ele. Trabalhadores – O especialista em relações do trabalho José Pastore acha que o cenário hoje é mais favorável para aprovação de projetos de interesse dos trabalhadores do que dos empresários. Pastore calcula em 151 deputados e 24 se-
L.C.Leite/LUZ - 14.06.10
m e m c a d a d o i s grantes. Esse time representa parlamentares que mais de 45% do Congresso Natomarão posse em cional (47,95% da Câmara e fevereiro de 2011 é 33,33% do Senado). Até agora, proprietário ou sócio de algum o maior número de empresáestabelecimento comercial, in- rios eleitos havia sido para a dustrial, de prestação de servi- Constituinte de 1988, quando ços ou ainda dono de fazenda. ocuparam um total de 220 caLevantamento do Departa- deiras nas duas casas. mento Intersindical de AssesO Diap identificou 73 consoria Parlamentar (Diap) mos- gressistas originários do movitra que a nova bancada empre- mento sindical. A bancada fisarial é a maior em mais de cou um pouco maior do que a duas décadas. atual, de 61 parlamentares. Na No entanto essa vantagem verdade, ela tem oscilado de numérica não é garantia de vi- eleição para eleição. Em 2002, tória nas votap r o v a v e lções em plenámente como rio, segundo reflexo da e sp ec ia li st as . eleição de LuHistoricamente, " H i s t o r i c ala para a Presios parlamentares mente, os pardência da Relamentares pública, o que se declaram que se declagrupo ocupou empresários não ram empresá74 cadeiras no atuam de modo rios não atuam Congresso. articulado, como de modo artiSão classifios sindicalistas. culado, difecados como rentemente e m pre s á ri o s RUBENS FIGUEIREDO dos sindicalisos parlamentas", afirma o tares cuja cientista político Rubens Fi- principal fonte de renda adgueiredo, diretor do Centro de vém dos rendimentos de seus Pesquisas e Análises de Comu- negócios. Contudo é um grupo nicação (Cepac). tão heterogêneo que inclui As duas bancadas deverão desde o ex-governador de Mase enfrentar na votação de pau- to Grosso Blairo Maggi, sócio tas polêmicas – como a redu- de um dos maiores grupos ção da jornada de trabalho de agroindustriais de soja do 44 para 40 horas semanais, mundo, eleito senador pelo uma das bandeiras dos sindi- PR, até o ex-jogador de futebol calistas, e a regulamentação da Romário, eleito deputado terceirização tão desejada pe- (PSB-RJ). los empresários. Para Figueiredo, "é muito diDos 219 congressistas em- fícil que deputados ou senadopresários eleitos em 2006, a res empresários consigam se bancada saltou para 273 inte- unir em torno de objetivos co-
nadores os que votam com os sindicalistas. O presidente da Força Sindical e deputado reeleito (PDTSP), Paulo Pereira da Silva, acredita que há espaço para fazer articulação dentro do Congresso capaz de garantir um bloco de cerca de 200 parlamentares a favor das causas
trabalhistas. "Teríamos 40% do Congresso, o que não é desprezível. Vai depender de muita articulação do movimento sindical, da relação com a presidente eleita, Dilma Rousseff, e também do presidente Lula, que estará fazendo palestras pelo Brasil", afirma o deputado sindicalista. (AE)
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O Alencar ajudou na eleição do Lula. Por ser um empresário, deu a confiança que talvez o Lula não tivesse naquele momento. Guido Mantega
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Dilma vai desfilar sozinha na posse Presidente eleita comunicou ao cerimonial que não quer estar acompanhada da mãe nem da filha no dia 1º Sérgio Lima/Folhapress
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o desfile em carro aberto no dia de sua posse na Presidência da República, Dilma Rousseff não terá a companhia de nenhum familiar. A presidente eleita comunicou ao cerimonial responsável pela posse que não pretende desfilar no Rolls-Royce presidencial acompanhada da mãe ou da filha. Tradicionalmente, o presidente desfila ao lado da esposa pela Esplanada dos Ministérios. Como Dilma não é casada, a petista preferiu estar sozinha nos minutos que antecedem sua posse. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de sua parte, descerá a rampa do Palácio do Planalto pela última vez, ao se despedir do cargo, ao som do "Tema da Vitória", música tradicionalmente associada às conquistas brasileiras na Fórmula 1, em especial do piloto Ayrton Senna. Ontem, durante o ensaio geral da posse presidencial, na Esplanada dos Ministérios, o tema foi testado pela banda dos Dragões da Independência, o regimento da guarda presidencial. No desfile, em outro carro aberto, logo atrás de Dilma, o vice-presidente Michel Temer vai desfilar acompanhado da esposa. Todos ganharam sósias ontem, durante o ensaiogeral da posse. Prec aução – O cerimonial vai deixar à disposição dois carros fechados, caso haja chuva na capital federal no dia 1º. Da Catedral, Dilma e Temer seguirão em desfile até o Congresso, onde serão oficialmente empossados. Em seguida, eles vão para o Palácio do Planalto – onde serão recebidos pelo presidente Lula. O petista vai passar a faixa presidencial no parlatório do Palácio, mas a cerimônia pode ser transferida para o interior do prédio se chover. Além de Lula, Dilma, Temer e as respectivas esposas. A presença do vice-presidente José Alencar é esperada pelo cerimonial – embora ele esteja internado em estado de saúde delicado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Alan Marques/Folhapress
Saio do governo para viver a vida das ruas. Serei mais povo do que nunca. Presidente Lula
O Quércia foi o primeiro homem a impor uma derrota fragorosa à ditadura, em 1974, ganhando de um ícone da política nacional, Carvalho Pinto (Arena). Pela primeira vez, sentimos que a ditadura, afinal, não era imbatível. Wagner Rossi (PMDB), ministro da Agricultura
André Coelho/O Globo
O problema no Brasil é que existem os fantasmas. Então se tira o fantasma do sótão e se bota para ver se, com isso, se impede ou se dificulta ou, digamos assim, se baliza a discussão sobre marco regulatório. Franklin Martins, ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência Confio nas palavras e nos esclarecimentos do deputado Novais. Não tenho nada mais a declarar. Henrique Alves, deputado (RN) e líder do PMDB na Câmara Dida Sampaio/AE
É mentira. Nunca estive no tal estabelecimento. Indignei-me como parlamentar e homem público, mas, acima de tudo, como cidadão e marido. A acusação leviana tenta atingir minha moral e a firmeza de minha vida familiar. Sou casado há 35 anos. Pedro Novais (PMDB-MA), deputado e futuro ministro do Turismo
Acho que temos que cada vez mais endurecer. Essa não é a primeira vez que nós temos problema com verba indenizatória. Acho que a Casa tem de agir com rigor. Gilmar Machado, vicelíder do governo no Congresso (PT-MG)
Estamos sofrendo a cupinização do Estado brasileiro, em que políticos substituem técnicos capacitados. Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente
30 autoridades internacionais estejam presentes na posse, entre elas, a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. No ensaio ontem, o imprevisto esteve em torno do RollsRoyce – que demorou a pegar. Segundo o coronel Carlos José Penteado, do Comando do Planalto, os ensaios vão evitar imprevistos no dia. "Todos os problemas serão levantados
para não acontecerem no dia", afirmou. No desfile em carro aberto pela Esplanada, Dilma será escoltada por seis mulheres da Polícia Federal. A escolha foi dela própria. "Agora temos uma presidente mulher e queremos fazer com que as mulheres estejam mais presentes", disse o coordenador do cerimonial, Jorge Prata. (AE)
Ao visitar o vice-presidente no Sírio Libanês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a ouvir a queixa Marcio Fernandes/AE
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Não considero o Nelson Jobim um fascista, um canalha, o considero defensor de uma posição equivocada sobre os direitos humanos. Paulo Vannuchi, ministro da da Secretaria Nacional de Direitos Humanos
Vannuchi fala sobre o que não sabe, não conhece a estrutura interna do ensino das Forças Armadas. Nelson Jobim, ministro da Defesa
Dilma encerra os eventos da posse no Palácio do Itamaraty, onde será oferecido coquetel aos convidados – que terão de passar pelo detector de metais, exceto autoridades estrangeiras. Até agora, 12 chefes de Estado já confirmaram presença – a maioria de países da América do Sul. A expectativa do Ministério das Relações Exteriores é que
E Alencar ainda reclama de juro
André Dusek/AE
Marcello Casal/ABr
O Brasil é que perde e é achincalhado. A minha expectativa é que o governo não pode manter essa indicação [do Pedro Novais para o turismo]. Chico Alencar, deputado(PSol-RJ)
Avant-première: sósia desfila na Esplanada dos Ministérios, exatamente como fará Dilma, no dia 1º
ministro da Fazenda, Guido Mantega, visitou ontem o vice-presidente da República, José Alencar, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde Alencar está internado desde a última quartafeira. Segundo Mantega, durante a meia hora da visita os dois conversaram sobre economia e o vice-presidente voltou a reclamar da alta taxa de juros do País, queixa que se tornou uma marca pessoal dele ao longo dos oito anos do governo Lula. "Eu o ouvi falar das questões importantes do País, com toda a lucidez e disposição que o moveu por todos esse anos", afirmou Mantega, que disse acreditar que Alencar participará da cerimônia de posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, no próximo sábado, dia 1º de janeiro, em Brasília. "Não conversei com os médicos, mas o filho dele (Josué Gomes) disse que Alencar deve ter condições de estar na cerimônia de posse", afirmou Mantega. Segundo o ministro da Fazenda, a recuperação de Alencar "está sendo boa". Entretanto, os médicos do vice-presidente não confirmaram se o estado de saúde dele permitirá sua presença na posse.
'Puxão de orelhas': ministro da Fazenda escutou reclamação do vice-presidente da República, de novo
Mantega destacou o papel de Alencar no governo Lula, ressaltando que, ao longo dos últimos oito anos, ele exerceu a função de vice de maneira ativa e participante e, que por causa disso, queria concluir sua missão, comparecendo à posse de Dilma. "O Alencar ajudou na eleição do Lula. Por ser um empresário, deu a confiança que talvez o Lula não tivesse naquele momento", dis-
se. O ministro da Fazenda também se mostrou agradecido pela aprovação de Alencar sobre a escolha de seu nome para seguir no governo Dilma. "O elogio, partindo de quem veio, que é uma pessoa que entende muito de economia, é um empresário bem-sucedido e é um senador, me deixa muito feliz", disse Mantega, destacando que Alencar foi um grande amigo ao longos dos últimos
anos e teve uma grande participação do governo Lula. Quadro clínico – O médico Raul Cutait, da equipe que trata da saúde do vice-presidente, confirmou ontem que Alencar está bem. "O vice-presidente está tranquilo, alimentando-se bem e não está mais recebendo transfusões de sangue", disse, ao passar rapidamente no hall do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. (AE)
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7 SOBRE RODAS 1 O Brasil conta hoje com cerca de 3,9 milhões de skatistas.
idades
SOBRE RODAS 2 Indústria do setor chega a movimentar R$ 300 milhões por ano.
Fotos de Paulo Pampolin/Hype
É PÓS-NATAL Fotos de Eduardo Knapp/Folhapress
Fechado aos veículos aos domingos e feriados, o Elevado Costa e Silva, o Minhocão, esteve vazio também de pedestres. O sossego na cidade só foi quebrado pela chuva e por uma árvore caída na avenida Jornalista Roberto Marinho.
Contra o estresse, o analista de tecnologia Douglas Darô usa seu skate na avenida Dr. Arnaldo: rumo ao trabalho e mais rápido que os carros
No trânsito de SP, até skate supera os carros Sinônimo de vandalismo para alguns e de esporte radical para outros, o skate tenta agora vencer mais uma barreira: o trânsito caótico da cidade e se transformar em meio de transporte. Já há quem o adote.
Rodrigo Capote/Folhapress
SÃO PAULO TEM DIA DE PROVÍNCIA
P Douglas Dorô, de terno e gravata: skate para driblar o trânsito
Divulgação
Filipe Marcel
O
analista de tecnologia Douglas Dorô, 28 anos, é um dos representantes de uma nova safra de skatistas que, ao contrário da maioria, não quer saber de fraturas nem de arranhões no currículo. Ele é um dos muitos paulistanos que estão recorrendo ao bom e velho skate como veículo alternativo para se movimentar na cidade. O "carrinho", como é conhecido na gíria, parece estar contribuindo para que pessoas como Dorô consigam escapar do estresse causado pelo trânsito cada vez mais carregado e perigoso da Capital, que não perdoa nem mesmo as bicicletas. "Passo dez horas por dia sentado no trabalho e ainda perdia horas dentro de um ônibus. Descobri que, com o skate eu posso me divertir durante o trajeto e, de quebra, fazer um exercício físico que foi bom para a minha saúde", disse. No início de setembro, o analista e seu inseparável skate foram convidados a participar de um desafio multimodal, que consistia em descobrir qual meio de transporte é o mais eficaz para superar os engarrafamentos diários de São Paulo. Entre seus adversários estava um carro, uma moto, um táxi, um ônibus, uma bicicleta e até uma cadeira de rodas. Depois de percorrer trajetos congestionados, como as avenidas Luis Carlos Berrini e Brigadeiro Luis Antonio, Dorô atravessou a linha de chegada, na sede Prefeitura, ao lado do Vale do Anhangabaú, poucos minutos depois da moto e da bicicleta, quando o relógio marcava 50 minutos de prova. O carro, por sua vez, só conseguiu ganhar do transporte público, conquistando o pe-
Darô: superou automóveis em desafio no trânsito de São Paulo
núltimo lugar. Terno e ralada – Ao contrário daqueles que elegeram a bicicleta como meio de transporte alternativo, o skate não precisa enfrentar os mesmos obstáculos, como os corredores de motos e os retrovisores dos carros. O biólogo Fernando Guedes, 34 anos, leva seu skate para o trabalho praticamente todos os dias da semana e quase sempre aproveita calçadas, guias e pistas de ônibus como alternativas que fazem render o seu trajeto. Ele comenta, ainda, que com o skate embaixo do braço é muito mais fácil entrar no metrô sem ser barrado pelos seguranças (as bicicletas devem cumprir horário específico para acessar os vagões ou devem ficar guardadas em um dos 15 bicicletários disponíveis) e também é um ótimo meio de transporte para cortar caminho pelos parques. "É uma mistura de adrenalina com liberdade que nem mesmo uma moto é capaz de proporcionar. Eu já tive três carros roubados e duas bicicletas furtadas. Com o skate eu vou onde quiser sem medo nem impedimentos", afirma o biólogo. De sua casa, no bairro do Paraíso, até seu trabalho, no
Itaim Bibi, Guedes aproveita para descontrair, descendo ruas íngremes como a Augusta e Ministro Rocha Azevedo, ambas na Bela Vista. E, ao contrário das duas conduções e dos quase 50 minutos que perdia no trânsito, ele só precisa agora de 20 minutos e de impulso nas pernas para chegar a seu escritório. Manobra radical – De acordo com um levantamento publicado recentemente pelo Instituto Datafolha, em parceria com a Confederação Brasileira de Skate (CBSk), o Brasil conta hoje com cerca de 3,9 milhões de skatistas, número que equivale à população do Uruguai. Ao longo dos últimos 50 anos, desde que foi criado, na Califórnia, o skate foi marginalizado, popularizado e elevado ao status de esporte profissional na mesma proporção em que cidades como o Rio de Janeiro passaram a se tornar cidades símbolos da prática. De lá para cá, o Brasil já exportou nomes como Bob Burnquist, Sandro Dias "Mineirinho", Lincoln Ueda e Cristiano Mateus e visto seu mercado interno crescer, com uma indústria que chega a movimentar, todos os anos, uma média de R$ 300 milhões. Existem, porém, algumas
diferenças marcantes entre os equipamentos usados no chamado "street", ou skate de rua (que permite toda a sorte de manobras sobre corrimãos, escadas e até paredes) e os que são usados no skate de ladeira, ou "downhill" (equipamentos maiores e mais caros, capazes de manter a estabilidade e a segurança nas descidas). Para esse percurso casa-trabalho, os empresários já chegaram a apostar nos skates movidos a combustível, com tração traseira. Percebendo o interesse crescente no skate como meio de transporte alternativo, algumas empresas estão produzindo um modelo elétrico, ecologicamente correto, que promete rodar 25 quilômetros sem precisar ser recarregado. Eles será capaz de atingir velocidades acima de 40 km por hora. Com consumidores que representam 48% do total de praticantes em todo o País, a região Sudeste tem tudo para alavancar ainda mais o comércio de skates elétricos nos próximos anos, seja estimulando jovens a substituir seus skates guardados embaixo da cama, seja garantindo um trajeto fácil e rápido até o trabalho. Em São Paulo, o skate elétrico é vendido com pneus cada vez maiores (e até calibráveis), que servem tanto para andar sobre a areia dura como gramados, estradas de terra, ruas e calçadas. Tudo comandado por um controle remoto sem fio. O preço médio de um modelo, que pesa aproximadamente 30 quilos, varia de R$ 2 a R$ 5 mil, enquanto um modelo comum, com "shape" mais largo e rodinhas macias (ideal para ganhar as grandes avenidas), fica em torno de R$ 200 e pode durar até um ano se não for usado para fazer manobras radicais.
assada a correria do Natal e a alguns dias ainda da festa do Réveillon, São Paulo teve ontem um dia de província. Poucos carros nas ruas e uma tranquilidade só quebrada pelas pancadas de chuva que colocaram áreas da cidade em estado de atenção. Foram oito pontos de lentidão, todos transitáveis para veículos, e uma queda de árvore na avenida Jornalista Roberto
Marinho. No mais, um dia atípico para o paulistano, habitualmente estressado. Embora esteja sempre fechado aos domingos e feriados, o Elevado Costa e Silva, o Minhocão, foi um bom indicativo de um domingo sossegado. Apenas umas poucas pessoas se aventuraram a sair de cas e aproveitaram o espaço livre de veículos para caminhar e esticar as pernas. (Agências)
Pauli Liebert/AE
Banhistas aproveitaram o domingo na praia de Pitangueiras
NO LITORAL, UM MAR DE GUARDA-SÓIS
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ontrastando com a Capital vazia e tranquila, o litoral paulista recebeu uma multidão neste feriadão de Natal. Mais de 1,5 milhão de carros deixaram São Paulo, segundo cálculos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a maioria rumo às praias, como a de Pitangueiras, no Guarujá,
tomada por banhistas e seus guarda-sóis. A volta ao planalto foi lenta e congestionada. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária e as concessionárias, havia diversos pontos de lentidão devido ao excesso de veículos. (Agências) .
NOS AEROPORTOS, MAIS ATRASOS
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alanço divulgado ontem pela Infraero apontou que 17,8% dos voos domésticos programados desde a 0h até as 18h registraram atrasos acima de 30 minutos. Do total de 1.609 voos, 286 sofreram atrasos. No mesmo espaço de tempo, 70 voos foram cancelados, o que
representou 4,4% do total. Até as 18h, o Aeroporto Internacional de São Paulo apresentava 18,1% (32) de voos atrasados entre os 177 programados, e 13 (7,3%) cancelados. Já no Aeroporto de Congonhas, dos 144 voos programados, 19,4% estavam atrasados e 9% haviam sido cancelados. (Agências)
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facesp
FILIADAS As 400 filiadas representam 97% do PIB do Estado de São Paulo.
regionais
BUSCA A Facesp estimula suas associadas a buscarem novos serviços.
Associações apostam na certificação digital Mais de 40 ACs já estão habilitadas e o serviço deve ser expandido no próximo ano. O Cartão ACCredito, o Proe e o Projeto Empreender também merecerão atenção especial. Fotos: Marcos Mendes/Luz
André Alves Estamos muito satisfeitos com as ACs. Elas procuraram, cada vez mais, novos serviços para aumentar o quadro associativo.
O
engenheiro agrônomo Natanael Miranda dos Anjos, pós-graduado em Economia, começou sua trajetória na Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) em 1999, como secretário-executivo. Cargo que, posteriormente, passou a ser denominado superintendente, função que ocupa até hoje. Nesta entrevista, Natanael faz um balanço do trabalho desenvolvido durante o ano e aponta as expectativas para 2011. Um dos principais focos do trabalho será a ampliação e o fortalecimento de programas como a certificação digital, o ACCredito e o Proe. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.
NATANAEL MIRANDA DOS ANJOS, SUPERINTENDENTE DA FACESP
de certificadora, se reporta diretamente à Facesp. Já temos mais de 40 ACs habilitadas a emitir a certificação digital e pretendemos expandir ainda mais o serviço em 2011. DC - E o Projeto Empreender? Natanael - Também é um dos nossos focos. Juntamente com o Sebrae nacional, queremos impulsionar a modalidade Empreender Competitivo nas ACs. Temos muitos núcleos setoriais de sucesso e gostaríamos de desenvolvê-los cada vez mais.
Diário do Comércio Atualmente, quantas Associações Comerciais (ACs) são filiadas à Facesp? Natanael -O número fica sempre em torno de 400 filiadas, já que de vez em quando algumas são criadas enquanto outras se desfiliam. Esse número é altamente positivo, já que representa 97% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo.
DC - Como o senhor analisa o Congresso da Facesp deste ano, realizado em Águas de Lindóia? Natanael - O evento superou todas as nossas expectativas, começando pelo tema, "Excelência e Integração". A escolha da cidade foi muito feliz, com uma grande rede hoteleira e boa estrutura receptiva. Vale destacar as temáticas dos painéis e plenárias, além do alto nível dos palestrantes. Não tivemos nenhuma queixa.
DC - Para 2011, há planos de criação de novas ACs? Natanael - Sempre estamos abertos para a criação de novas associações comerciais. Na semana passada, por exemplo, foram fundadas três novas ACs na região de São José do Rio Preto e uma na região do Vale do Paranapanema. DC - E quanto às Regiões Administrativas (RAs)? Atualmente, a Facesp conta com 19 RAs no Estado. Há planos de criar novas unidades por meio do desmembramento de algumas regiões? N at a n ae l -Sim. Recentemente, desmembramos a RA de Ribeirão Preto em duas unidades e atualmente estamos estudando a possibilidade de dividir a RA de São José do Rio Preto. Ainda estamos analisan-
do qual será a cidade-sede desta nova RA. Temos três boas opções geográficas: Votuporanga, Jales e Fernandópolis. DC - Como o senhor avalia, de forma geral, o trabalho das ACs filiadas à Facesp este ano? Natanael - Estamos muito satisfeitos com o desempenho das ACs. Elas procura-
ram, cada vez mais, novos serviços para aumentar o quadro associativo. O cartão ACCredito, com suas três modalidades; o Proe, voltado à área da educação; e a certificação digital, que iniciamos este ano, foram serviços que se expandiram e obtiveram êxito. Foi um ano extremamente positivo.
DC - Podemos falar que a certificação digital é uma das principais apostas para 2011? Natanael - Se gu ra me nt e. Recentemente, a Facesp passou a atuar como Autoridade de Registro (AR), sendo responsável por centralizar a gestão do modelo de emissão de certificação digital. Dessa forma, cada AC, ao atuar como uma entida-
DC - Já começou o planejamento para o Congresso de 2011? Natanael - O Congresso da Facesp é como o Carnaval, mal termina um e já estamos começando o planejamento do ano seguinte. Já iniciamos uma busca de local e vários municípios estão interessados em sediar o evento. Diferentemente de outras federações, na Facesp deve haver uma rotatividade entre os municípios sede, o que é um ponto muito positivo. Mas temos de analisar diversos fatores, como a estrutu-
ra do centro de convenções e a rede hoteleira da cidade. Espero que até março já possamos ter a definição. DC - Quais as expectativas da Facesp para o ano que se inicia? Natanael - Estamos definindo o planejamento orçamentário para 2011, mas esperamos um ótimo ano, mantendo o ritmo atual de crescimento ou até mesmo aumentando-o. DC - Quais os principais projetos e serviços que as ACs da Facesp devem priorizar em 2011? Natanael - O Cartão ACCredito, o Proe, o Projeto Empreender Competitivo e a certificação digital. Não queremos apenas ampliar o número de municípios contemplados por esses serviços, mas também aumentar o número de beneficiados dentro das ACs de cada cidade. DC - A implantação de novos serviços está descartada? Natanael - De forma alguma. A política da Facesp estimula suas associadas a irem atrás de novos serviços. A partir de um projeto piloto, são verificadas as condições para que o serviço tenha ou não prosseguimento, até mesmo para outras ACs. Não buscamos um retorno imediato e um crescimento a qualquer custo, mas algo salutar para os munícipes.
O engenheiro agrônomo Natanael está à frente da Facesp desde 1999: "esperamos um ótimo ano"
Franca recebe selo Município Verde Azul São Carlos já oferece certificação digital F A
ranca foi contemplada mais uma vez com o prêmio Município Verde Azul, concedido pela secretaria de Estado do Meio Ambiente aos municípios que se destacaram em ações ambientais. Com a nota 90,08, Franca é uma das poucas cidades do estado a
receber o prêmio, pelo cumprimento das diretrizes que regem o Projeto Ambiental Estratégico Município Verde Azul. Segundo o secretário de Serviços e Meio Ambiente de Franca, Ismar Tavares, essa premiação é um reconhecimento ao importante
trabalho realizado pela cidade. Neste ano, das 614 cidades avaliadas, 143 receberam a certificação. As cinco primeiras do ranking são Santa Rosa de Viterbo (94,31 pontos), Sarutaia (94,23), Paulo de Faria (93,54), Martinópolis (93,16) e Anhumas (92,94).
Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) inaugurou um posto de atendimento para emissões de certificados digitais. O serviço tem como objetivo garantir segurança em mensagens e transações via internet. O certificado é um arquivo
digital desenvolvido para identificar a assinatura do usuário nas operações via internet. Alguns aplicativos de software utilizam esse arquivo para comprovar sua identidade à outra pessoa ou outro computador. Os órgãos públicos estão usando sistemas
com este serviço, melhorando a segurança contra fraudes, e a rapidez na autenticidade evita processos demorados e burocráticos. "Oferecemos mais esse benefício por sabermos de sua utilidade e necessidade", disse o presidente da ACISC, José Eduardo Casemiro.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 25, 26 e 27 de dezembro de 2010
9 PERSEGUIÇÃO Governador de oposição da Bolívia pede refúgio ao Paraguai
nternacional
EPIDEMIA Sobe para 105 o número de casos de cólera na República Dominicana
Polêmica pronta para zarpar Fotos: Mustafa Ozer/AFP
O navio turco Mavi Marmara chega a Istambul após passar por reparos no Mediterrâneo. O barco foi alvo de um ataque israelense, após uma tentativa de furar o bloqueio a Gaza, em maio.
I
srael tratou com escárnio, ontem, a exigência da Turquia para que o Estado judaico peça desculpas pelo ataque a um navio de ajuda humanitária em Gaza como condição para o restabelecimento das relações entre os dois países, e disse que Ancara deve fazer reparações. "Acho que a questão de um pedido de desculpas chega a ser uma provocação", disse o ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, a diplomatas israelenses em um discurso com a presença de jornalistas estrangeiros. "Na verdade, nós estamos à espera de um pedido de desculpas do governo turco, e não o contrário", acrescentou.
Lieberman respondia a um pedido da Turquia, reiterado pelo ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, no sábado, para que Israel se desculpe e ofereça compensações pela morte de nove turcos, em confrontos a bordo do navio de ajuda Mavi Marmara em maio. O incidente, após meses de censura turca à política israelense contra os palestinos, deteriorou as relações entre o Estado judaico e seu antigo aliado muçulmano e membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Israel recusou-se a retirar o bloqueio naval à Faixa de Gaza, alegando que carregamentos de armas podem chegar até os militantes do Hamas, contra
quem o país travou uma guerra há dois anos. Israel diz que seus fuzileiros abriram fogo contra o barco em legítima defesa, o que é contes-
tado pelos ativistas pró-palestinos que estavam no barco com ajuda humanitária. R ea pro xi m aç ão - Representantes dos dois países man-
Ativistas com bandeiras palestinas recepcionaram a embarcação
Mikhail Voskrensensky/Reuters
tiveram conversações para uma reaproximação em Genebra neste mês. Autoridades israelenses dizem ter proposto um acordo que implicaria em seu país expressar "remorso" pela violência no navio e pagar indenizações às famílias dos mortos e aos feridos, em troca de um compromisso da Turquia de liberar o pessoal da Marinha de ações judiciais. Um pedido de desculpas formal de Israel só serviria para alimentar tais ações judiciais, disse o vice de Lieberman, o deputado Danny Ayalon. Dúvida - A imprensa turca cita Davutoglu, uma figura de liderança no partido do premiê Tayyip Erdogan, o AK, de raízes islâmicas, como tendo colocado
em dúvida a credibilidade do governo de Israel, no sábado. "O fato de termos a vontade de fazer a paz não significa que outros também tenham essa vontade. Então, isso cria dificuldades. É muito difícil estabelecer uma vontade política em Israel", disse Davutoglu. Ele disse que a Turquia enviou rapidamente aviões para ajudar no combate a um incêndio florestal em Israel neste mês, e sugeriu que, se a situação fosse invertida, os israelenses teriam levado dias para fazer a mesma coisa. Lieberman classificou as declarações como "mentiras", lembrando o apoio em transporte aéreo de Israel à Turquia após o terremoto de 1999. (Reuters)
Mohamad Torokman/Reuters
Estado palestino ganha força
O Uma nevasca derrubou a energia em Moscou, fechando o maior aeroporto da Rússia.
Hemisfério Norte sob neve
O
drama enfrentado por passageiros nos aeroportos da Europa chegou ao outro lado do Atlântico. As baixas temperaturas ameaçam grande parte do Hemisfério Norte, causando transtornos nos Estados Unidos e também na Rússia. Os aeroportos dos EUA cancelaram centenas de voos programados para ontem por causa de uma "perigosa" tormenta de neve. O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu alertas de nevascas para uma faixa de 1.600 quilômetros na Costa Leste dos EUA, da Geórgia até Vermont. As escolas na região da capital dos EUA estão fechadas para o recesso entre
Natal e Ano Novo. Ainda assim, uma nevasca violenta pode causar grandes problemas para o sistema de transportes da região. Segundo a agência Associated Press, os aeroportos na região de Nova York, entre os mais movimentados do país, cancelaram quase mil decolagens ontem. Moscou - Na Rússia, os moscovitas vivem situação similar àquela enfrentada por passageiros nos terminais europeus e norte-americanos. O aeroporto Domodedovo de Moscou foi fechado e milhares de pessoas ficaram sem energia, ontem, após uma forte tempestade de neve que atingiu a capital russa durante a madrugada de ontem.
Segundo uma porta-voz do aeroporto citada pela agência RIA Novosti, os voos no aeroporto mais movimentado do país foram interrompidos após a queda de duas subestações elétricas. O site de notícias News.com informou que ao menos 16 mil pessoas ficaram ilhadas no aeroporto. Mais de 100 mil pessoas ficaram sem eletricidade em Moscou, segundo o Ministério de Situações de Emergência. O governo russo recomenda que as pessoas não saiam de casa para evitar acidentes nas estradas devido ao acúmulo de gelo no asfalto. A meteorologia indica novas tempestades de neve até terçafeira na capital russa. (Agências)
ministro da Indústria e do Comércio de Israel, Benjamin Ben Eliezer, comentou ontem, ao defender a retomada das negociações de paz, que o "mundo inteiro" poderia vir a reconhecer um Estado palestino independente e soberano dentro de um ano. A declaração vem à tona apenas dois dias depois de o Equador ter se transformado no mais recente país a reconhecer a Palestina como Estado independente. Antes do anúncio equatoriano, Brasil, Argentina e Bolívia já haviam formalizado o reconhecimento ao Estado palestino; o Uruguai anunciou que fará o mesmo em 2011. "Eu não ficaria surpreso se, dentro de um ano, todo o mundo, até mesmo os Estados Unidos, acabar por reconhecer o Estado palestino. E então nós teremos que explicar como isso aconteceu", disse Ben Eliezer. Paz - A tensão entre israelenses e palestinos cresceu nos últimos dias diante de novos episódios de violência na fronteira entre Israel e Gaza. O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, chegou a dizer que a paz com os palestinos é "impossível" no momento e que Israel deveria buscar um acordo menos ambicioso. (Agências)
Seguranças e policiais imobilizam ativistas estrangeiros durante protesto na fronteira contra a ocupação israelense na Cisjordânia. Boa Vista Serviços S.A. CNPJ/MF nº. 11.725.176/0001-27 - NIRE 35.300.377.605 Ata da Reunião do Conselho de Administração realizada em 29 de outubro de 2010 1. Data, Hora e Local da Reunião: Realizada às 10:00 horas do dia 29 de outubro de 2010, na sede social da Companhia, localizada na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Boa Vista, 51, 5º andar, CEP 01014-911. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação por estar presente a totalidade dos membros do Conselho de Administração da Companhia. 3. Mesa: Os trabalhos foram presididos pelo Sr. Rogério Pinto Coelho Amato e secretariados pelo Sr. Luiz Márcio Domingues Aranha. 4. Ordem do Dia: Apreciar a renúncia apresentada pelos Diretores da Companhia e deliberar sobre a eleição dos novos membros da Diretoria da Companhia. 5. Deliberações Tomadas: Abertos os trabalhos, verificado o quorum de presença e validamente instalada a Reunião, os membros do Conselho de Administração presentes, por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições: 5.1. Apreciaram a renúncia do Sr. Alencar Burti, brasileiro, casado, empresário, portador da cédula de identidade RG n° 1.157.170-6, inscrito no CPF/MF sob o n° 027.179.308-25, ao cargo de Diretor Presidente da Companhia, do Sr. Marcel Domingos Solimeo, brasileiro, casado, economista, portador da cédula de identidade RG n° 1.844.307, inscrito no CPF/MF sob o n° 029.570.358-04, ao cargo de Diretor sem designação específica, e do Sr. Luiz Marcio Domingues Aranha, brasileiro, casado, engenheiro industrial de produção, portador da cédula de identidade RG n° 2.954.643-6, inscrito no CPF/MF sob o n° 839.944.758-72, ao cargo de Diretor sem designação específica. Os membros do Conselho de Administração requereram fossem consignados em ata os agradecimentos pelos serviços prestados pelos renunciantes, em favor dos quais foi outorgada a mais ampla e irrevogável quitação pelos atos de gestão por eles praticados no exercício do mandato. Os renunciantes declararam que nada têm a receber ou a reclamar da Companhia, a qualquer título, pelo que deram a mais ampla, plena, geral, irrevogável e irretratável quitação, inclusive por todos os valores recebidos até esta data, pelo exercício do cargo. Ato seguinte, os membros do Conselho de Administração aprovaram a eleição, para os cargos de membros da Diretoria da Companhia, com mandato até a realização da Assembleia Geral Ordinária que examinar as demonstrações financeiras do exercício que se encerrar em 31 de dezembro de 2011, dos Srs: (i) Dorival Dourado Junior, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 6.972.294 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 914.735.788-68, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, 5° andar, CEP 01014-911, para ocupar o cargo de Diretor Presidente; (ii) Roseli Maria Garcia, brasileira, divorciada, superintendente, portadora da cédula de identidade RG nº 11.175.570-0 SSP/SP e inscrita no CPF/MF sob o nº 032.970.288-23, residente e domiciliada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, 5° andar, CEP 01014-911, para ocupar o cargo de Diretora de Rede; (iii) Eduardo Augusto Buarque de Almeida, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 2.381.548 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 107.180.608-49, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Joaquim Floriano, n° 72, conjunto 93, sala 1, CEP 04534-000, para ocupar o cargo de Diretor sem designação específica; e (iv) Lício Nogueira, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 32.063.179-5 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 551.042.317-04, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-001, para ocupar o cargo de Diretor sem designação específica. 5.1.1. Cada um dos Diretores ora eleitos, neste ato declarara, sob as penas da lei, que não está impedido, por lei especial, de exercer a administração da Companhia, e nem foi condenado ou está sob efeitos de condenação, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. Desta forma, os Diretores ora eleitos tomam posse em seus cargos mediante a assinatura dos respectivos termos de posse lavrados no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria. 6. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrada a Reunião do Conselho de Administração, da qual se lavrou a presente Ata, a qual foi por todos lida, achada conforme e assinada. Mesa: Sr. Rogério Pinto Coelho Amato – Presidente; e Sr. Luiz Márcio Domingues Aranha – Secretário. Conselheiros presentes: Srs. Rogério Pinto Coelho Amato, Guilherme Afif Domingos, Alfredo Cotait Neto, Alencar Burti, Luiz Roberto Gonçalves, Luiz Francisco Novelli Viana, Fernando Xavier Ferreira, Carlos Antonio Rocca e Aldo Carlos de Moura Gonçalves. Confere com a original, lavrada em livro próprio. (a) Luiz Márcio Domingues Aranha - Secretário. Secretaria da Fazenda. Junta Comercial do Estado de São Paulo. certifico o registro sob o nº 407.661/10-4 em 12.11.2010. Katia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.
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DEZEMBRO
D IGITAL R ELIGIÃO
AFP
M ARATONA
E-book em alta
Almoço de Natal com o papa
O papa Bento XVI almoçou ontem com cerca de 250 pessoas pobres no Vaticano, pouco após lamentar os recentes atos de violência contra fiéis em várias partes do mundo, qualificados por ele como "absurdos". Antes da refeição, Bento XVI deu
sua bênção dominical da janela de seu escritório, enviando uma mensagem condenando os ataques realizados no dia do Natal contra religiosos nas Filipinas e na Nigéria. O papa pediu que se abandone o ódio e se encontrem "soluções pacíficas para os conflitos". (AE)
C IRCO
E CONOMIA
Noel Celis/AFP
China: inflação sob controle.
L
O premiê chinês, Wen Jiabao, disse que seu país pode manter a inflação em um nível razoável, no momento em que o índice tem desacelerado desde novembro. A China ampliou seus esforços para conter a crescente pressão inflacionária: no sábado, ela elevou as taxas de juros pela segunda vez em pouco mais de dois meses. O índice de preços ao consumidor subiu 5,1% na China em novembro, o maior aumento desde julho de 2008. (AE)
Uma fotografia de múltipla exposição mostra a trajetória de acrobatas chineses, durante uma apresentação na cidade de Quezon, nas Filipinas.
F
oi o ano do livro digital. Ao menos, na teoria – estatísticas divulgadas em novembro apontaram que apenas 7% dos adultos acostumados a utilizar a internet no mundo leram um livro digital. Mesmo assim, o
mercado de venda dos chamados e-books deve fechar em US$ 966 milhões neste fim de ano. Até 2015, serão US$ 3 bilhões em vendas por ano. "Há menos condenação e desalento agora", atestou Peter Ginna, diretor da Bloomsbury
Press, braço norte-americano da britânica Bloomsbury. Os números foram realmente animadores. Em julho, a Amazon.com, uma das maiores livrarias virtuais do mundo, garantiu que já vendia mais livros digitais que em papel. (AE)
Gustavo Azeredo/AG
M ÚSICA
Prorrogada venda de assinaturas da Osesp da Nona Sinfonia de Beethoven regida por Rafael Fhrübeck de Burgos. Entre os destaques da programação, estão a conclusão da integral das sinfonias do compositor Gustav Mahler e a vinda a São Paulo do compositor inglês Thomas Adès. Ao todo, a Osesp vai apresentar 58 programas ao longo do ano. Todos os concertos acontecerão na Sala São Paulo. (AE)
SÓ SENTADO - As dores no nervo ciático não impediram Roberto Carlos de cantar durante duas horas, em Copacabana, no sábado à noite. Um público de 500 mil pessoas participou do tradicional show de Natal, com direito à aguardada distribuição de rosas às mulheres.
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D ESFILE E M
C A R T A Z
VISUAIS
Os corredores da Corrida de São Silvestre, que terá a sua 86ª edição no próximo dia 31, poderão retirar os seus kits para a prova a partir desta terça-feira. Eles estarão disponíveis aos inscritos até quinta, no Ginásio Mauro Pinheiro, em São Paulo. Os organizadores avisaram ontem que, assim como nos anos anteriores, o kit não poderá ser apanhado no dia da corrida. Neste ano, o material para os corredores conta com uma série de novidades. A principal delas será a inclusão de um chip descartável. O kit contém ainda número de peito, guia de informações do atleta, manual do corredor e medalha de participação. (AE) F ÓRMULA 1
Ninguém é páreo para Alonso O piloto de Fórmula 1 Fernando Alonso minimizou ontem a possibilidade de Sebastian Vettel ser seu companheiro de equipe na Ferrari no futuro. Os rumores sobre uma possível contratação do atual campeão mundial aumentaram depois que Luca di Montezemolo, presidente da escuderia, revelou interesse no piloto alemão. "Não tenho nada em particular a dizer sobre isto. Não teria nenhum problema nem medo de enfrentar nenhum companheiro porque nunca tive. Nenhum de meus companheiros de equipe nunca somou um ponto a mais do que eu. Não me preocupo se vem Vettel", afirmou Alonso, lembrando que sempre foi mais rápido do que seus companheiros de equipe. (AE) C IÊNCIA
L
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) prorrogou o prazo para a venda de novas assinaturas para os programas da sua temporada 2011. Os interessados em adquirir uma dessas séries têm até a próxima quinta-feira, dia 30, para acessar o novo portal da Osesp e efetuar a compra online. A temporada da Osesp começa em março, com uma apresentação
Kit da São Silvestre sai nesta terça-feira
Prontos para o Réveillon
Fotos: Vladimir Konstantinov/Reuters
Exposição Ninguém é uma Ilha apresenta fotos, instalações, objetos e vídeos criados por Marcio Banfi. Galeria Emma Thomas. Rua Barra Funda, 216, Barra Funda, tel.: 3666-6489. Grátis.
Genoma do morango é mapeado Cientistas decifraram os códigos genéticos do morango silvestre e de um certo tipo de cacau usado para fazer chocolates finos, um trabalho que deve ajudar os produtores a desenvolverem melhores variedades de produtos alimentícios. Em um estudo publicado na revista Nature Genetics, ontem, o britânico Dan Sargent e outros pesquisadores internacionais dizem ter descoberto que o genoma do morango silvestre tem cerca de 35.000 genes. O número é cerca de uma vez e meia o número do ser humano. Em outro estudo, cientistas franceses dizem ter sequenciado quase a totalidade do genoma da variedade crioula do cacau, "Theobroma cacao" – produto de árvores tropicais usado para fazer chocolate. (Reuters) W IKILEAKS
Mande uma foto para o MuBE
O sumiço de Warhol e Lichtenstein
O Museu Brasileiro da Escultura lançou em seu site um banco de dados virtual com informações sobre as esculturas brasileiras. "Queremos catalogar as obras que estão ao ar livre e, posteriormente, as que estão dentro de áreas privadas, como edifícios e coleções particulares'', disse Jorge Landmann, presidente do museu. "Contamos com a ajuda do público, que pode enviar fotos de obras e nos mandar informações sobre o autor e a origem." No Brasil, estima-se que haja cerca de 20 mil esculturas ao ar livre. (Folhapress)
A polícia procura ajuda para recuperar quadros de Roy Lichtenstein e Andy Warhol, furtados de um apartamento em Nova York. Os ladrões entraram no imóvel após quebrarem uma parede. Eles também levaram uma pintura a óleo de Carl Fudge, somando um prejuízo estimado em cerca de US$ 750 mil, segundo o jornal The New York Post. As obras de Warhol levadas foram "Superman", "The Truck" e "Camouflage". De Lichtenstein foram furtados "Thinking Nude" e "Moonscape". O quadro de Carl Fudge chama-se "Live Cat." (Reuters)
www.mubevir tual.com.br
R$ 2,5 milhões para Assange
Cachorros vestidos com fantasias participam de exposição em Rostov-on-Don, na Rússia. O evento faz parte das comemorações do feriado de fim de ano na cidade. A TÉ LOGO
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Buenos Aires tem recorde de turistas brasileiros
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Aos 84 anos, fundador da Playboy anuncia noivado no Natal.
O criador do WikiLeaks, Julian Assange, declarou em uma entrevista publicada ontem pelo jornal britânico Sunday Times já ter assinado acordos no valor de mais de 1 milhão de libras esterlinas (cerca de R$ 2,5 milhões) para escrever sua autobiografia. Assange indicou ao jornal que este dinheiro irá ajudá-lo a se defender das acusações de crimes sexuais às quais responde na Suécia. O ex-hacker está atualmente em liberdade sob fiança no interior da Inglaterra, enquanto tenta evitar uma extradição para a Suécia. (Folhapress)
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AGENDA
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O seu consultor financeiro
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Terça-feira
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Quarta-feira
A FGV divulga as Sondagens da Indústria do mês de dezembro
O BC anuncia os dados da dívida bruta do governo central de novembro
O IGP-M relativo ao mês de dezembro será anunciado pela FGV
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sábado, domingo e segunda-feira, 25, 26 e 27 de dezembro de 2010 Kirill Iordansky/Reuters
Agora é hora de poupar Após um ano no qual a economia favoreceu a oferta de crédito e o consumo, 2011 poderá ser um bom momento para aplicar recursos.
REJANE TAMOTO
A
economia aquecida ao longo de 2010, com juros baixos, consumo em alta e ampla oferta de crédito favoreceu mais o consumidor do que o poupador. Mas esta tendência pode se reverter em 2011, que deve ser melhor para o aplicador por causa da previsão do mercado financeiro de alta na taxa básica de juros, a Selic, em ao menos dois pontos percentuais até o final do ano. A expectativa é de que as pressões inflacionárias permaneçam, e o Banco Central (BC) estima que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche 2011em 5% – acima do centro da meta do governo, que é de 4,5%. "Se houver aumento na Selic, o investidor não deve apostar em fundos com títulos prefixados, a não ser que eles tenham taxas mais altas. Os fundos de renda fixa e os títulos pós-fixados do governo devem oferecer rentabilidade melhor", disse a professora de macroeconomia do curso de Administração de Empresas e Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Cristina Helena Pinto de Mello. Para o gestor de fundos multimercados da Modal Asset Management, os títulos prefixados podem ser interessantes apenas ao longo do primeiro
semestre de 2011, dependendo da confirmação de alta na taxa de juros. Se 2010 foi bom para o consumidor, para o mercado financeiro foi um ano de incertezas, por causa das crises internacionais. O reflexo disso foi o ganho zero em investimentos na bolsa de valores e em fundos em dólar, que deve se manter desvalorizado. Para estes setores, o cenário não deve ser muito diferente em 2011 (veja tabela nesta página). Incertezas Esse nervosismo nos mercados e as oscilações do dólar levaram o ouro a ser o melhor investimento, com rentabilidade anual acumulada, até o dia 23, de 24,19%. A corrida à commodity foi gerada pelo temor dos investidores estrangeiros em aplicar em fundos em dólar e euro, e a tendência foi seguida no Brasil, segundo o administrador de investimentos, Fábio Colombo. A tendência de proteger os ativos em investimentos seguros, como o ouro, não deve se repetir em 2011. Depois do ouro, as melhores aplicações até o momento foram os títulos do governo indexados ao Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) e ao IPCA. "São papéis que pagam na faixa de 5% a 6% ao
Perspectiva de alta na Selic deve favorecer investimentos. Mas o mercado de capitais deverá continuar apresentando oscilações.
ano, mais a inflação, dependendo do prazo e do papel. Neste ano a inflação ficou pressionada, acima da meta do governo", avaliou Colombo. Os papéis do Tesouro Direto, explicou, tiveram desempenho superior aos fundos de renda fixa e aos fundos DI por causa da expectativa da alta nos juros que não se materializou. Por essa razão, quem aplicou na poupança também não teve muitos ganhos. "Os rendimentos de aplicações atreladas a juros perderam para a inflação. Para o ano que vem, a tendência é que a inflação continue pressionada e que haja aumento dos juros. Mas o nervosismo no mercado financeiro deve continuar", disse. Diversifique Com um cenário ainda de incertezas para 2011, em razão das crises na Europa e nos Estados Unidos, o investidor deve seguir a velha fórmula: diversificar seus investimentos, seja ele de perfil conservador, moderado ou arrojado. Segundo o superintendente-executivo de investimentos do Banco Santander, Edson
BOLSA C
om a volatividade do mercado, em razão das crises na Grécia e na Irlanda, a bolsa de valores teve um desempenho fraco ao longo de 2010 e fechou praticamente no zero a zero, segundo analistas. O temor de que a crise na Europa se alastre para Portugal, Espanha e Itália pode indicar um novo cenário de nervosismo em 2011. Segundo o gestor dos fundos multimercados da Modal Asset Management, Evandro Mota, o destaque deste ano ficou para fundos de ações de longo prazo de setores que não têm relação com o índice Ibovespa, ações individuais (stock picking) e de segunda linha. "Em 2011, o cenário não é tão positivo para investir na bolsa de valores", disse Mota. Ao longo de 2010, os setores que tiveram boa performance foram os ligados ao consumo interno (varejo) em razão do crédito em alta – tendência que não se repete em 2011. A previsão da corretora do
Banco Santander é que a bolsa feche 2010 em 66 mil pontos. As empresas que se destacaram – que tiveram os preços de suas ações próximos da máxima histórica –, segundo a corretora do Santander, foram a Porto Seguro, Light e Ambev. Se o momento é incerto para arriscar na bolsa, quem já investe nela pode aproveitar para reavaliar a carteira e pensar em investimentos para 2011. "Nossas apostas se concentram em setores defensivos, como educação, equipamentos, mineração, petróleo, gás e setor de diagnósticos, por causa de variáveis macroeconômicas, além de fusões e aquisições", disse o superintendente de estratégia de varejo e private banking da corretora do Santander, Hugo Azevedo. Azevedo também afirmou que setores com potencial para investimentos de longo prazo no próximo ano são os de serviços bancários e de aviação. (RT)
Franco, as aplicações de melhor desempenho em 2010 foram as conservadoras e atreladas ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), como os fundos DI e o Certificado de Depósito Bancário (CDB) pósfixado, em relação ao dólar e ao mercado de capitais. Mesmo assim, o ideal é montar um portfólio diversificado para 2011, com produtos de curto, médio e longo prazos, conservadores ou com riscos. "A decisão do cliente de investir em renda variável está mais relacionada ao perfil de risco e aos planos de utilização. Se em médio e longo prazo, ele aceitar risco e volatividade, indicamos a diversificação do portfólio de investimentos, que depende menos do desempenho da bolsa neste ano e mais do perfil do cliente e do horizonte temporal", afirmou Franco. Para o investidor de perfil conservador, ele recomenda que 60% do dinheiro disponível sejam aplicados em opções conservadoras (Fundos DI, renda fixa ou CDB pós-fixados) e 30% em planos de previdência. Os 10% restantes podem ser alocados em fundos multimercados ou de capital
protegido, de risco médio. Os moderados podem direcionar metade dos recursos em aplicações para produtos conservadores, 30% para planos de previdência de longo prazo, 10% para fundos multimercados e outros 10% para ações na bolsa de valores. Investidores de perfil arrojado podem aplicar 40% em produtos conservadores, 30% em previdência, 10% em fundos multimercados e 20% em ações na bolsa..
Para o Franco, as sugestões são atemporais e as aplicações devem ser estudadas de acordo com o momento do mercado (veja texto abaixo). "A tendência de alta de juros e de aperto monetário indicam que 2011 será um ano que os pós-fixados terão bastante atratividade", disse o superintendente. Leia nesta e na página 13 a análise dos especialistas e as perspectivas para as principais aplicações.
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COMÉRCIO
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CAIXA 1 O seu consultor financeiro
FUNDOS O
s fundos de renda fixa, fundos DI e os certificados de depósito bancário (CDBs) pós-fixados tiveram boa performance ao longo do ano, mas ainda abaixo dos investimentos em títulos do Tesouro Nacional. Essas aplicações devem continuar com boa rentabilidade em 2011. Segundo o superintendente-executivo de investimentos do Banco Santander, Edson Franco, há uma diversidade de produtos e de preços. "O CDB pode render até 100% do CDI. Com a taxa de administração, o rendimento pode ser de 80%. Em geral, a aplicação em que o investidor pode ter retorno superior a 90% do CDI é mais vantajosa do que investir em poupança, mesmo com o pagamento do Imposto de Renda. A escolha depende da liquidez desejada", disse Franco. O diretor do curso de Administração e do MBA da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Tharcisio Souza Santos, recomenda o investimento em fundos com títulos pré-fixados a taxa de juros mais altas em 2011, quando estiver confirmada a alta na taxa básica de juros (Selic). "Os fundos de renda fixa tiveram perdas menores em 2010 porque não são indexados à Taxa Referencial (TR). Os papéis vinculados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) geraram
mais. Em 2011, a rentabilidade no CDB pode aumentar se houver alta da Selic", avaliou. Outro indicativo de taxas mais atrativas para o CDB está nas medidas anticonsumo adotadas pelo Banco Central (BC), que elevou o depósito compulsório dos bancos e restringiu a concessão de crédito. Para Franco, do Santander, o aumento no custo do dinheiro e a necessidade maior das instituições captarem para conceder crédito podem gerar uma mudança na taxa do CDB para investidores institucionais. "Poderia se esperar uma alta nas taxas pagas pelos CDBs no mercado de investidores institucionais (fundos de pensão e outros qualificados). No varejo não se percebeu esse movimento", afirmou. Para a professora de macroeconomia do curso de Administração de Empresas e de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Cristina Helena Pinto de Mello, o CDB pode se tornar mais rentável se o crédito se tornar mais escasso, por causa da tendência de elevação do CDI. "Um investimento que tem taxa de juro atraente é debênture, mas não tem liquidez, e não é caminho para quem vai usar o dinheiro em curto prazo", afirmou. (RT)
DÓLAR D
epois de um ciclo de depreciação, o dólar deixou de ser opção de investimento. A tendência é que a moeda se estabilize entre R$ 1,70 e R$ 1,80 em 2011, em razão dos efeitos da crise financeira nos Estados Unidos iniciada em 2008. "O dólar teve uma desvalorização de 1,44% e não é boa alternativa porque depende da volatividade dos mercados externos e ainda do que vai acontecer com a economia de Portugal, Espanha e Irlanda", disse o
superintendente-executivo de investimentos do Banco Santander, Edson Franco. O gestor de fundos multimercados da Modal Asset Management, Evandro Mota, afirmou que não apenas o dólar, mas o euro também passará por desvalorização ao longo do primeiro trimestre e pode chegar a US$ 1,20 em 2011. Segundo o administrador de investimentos Fábio Colombo, o dólar e o euro devem fechar o ano como os piores investimentos.
"O dólar não se recupera tão cedo. Não aplicaria mesmo com uma viagem internacional marcada. Não recomendo a compra de moeda externa, mas sim uma aplicação que pague juros", disse a professora de macroeconomia do curso de Administração de Empresas e de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Cristina Helena Pinto de Mello. (RT)
POUPANÇA A
poupança foi um dos investimentos de menor rentabilidade no ano e só ganhou das aplicações na bolsa de valores, no dólar e no euro. Segundo o administrador de investimentos Fábio Colombo, a redução e posterior retomada da taxa de juros fizeram com que a Taxa Referencial (TR) não rendesse. Assim, as aplicações na caderneta de poupança tiveram ganho, em média, 1% superior à inflação. "Uma prévia indica que o rendimento da poupança deve ser de 6,9% no ano, em valor líquido. É um ganho pequeno e mostra que não houve mudança neste tipo de aplicação", disse Colombo.
Para a professora de macroeconomia do curso de Administração de Empresas e de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Cristina Helena Pinto de Mello, o rendimento da poupança empatou com títulos pré-fixados. "É aplicação boa apenas para quem tem pouco dinheiro, por causa da isenção de impostos", avaliou. Na opinião do superintendenteexecutivo de investimentos do Banco Santander, Edson Franco, a caderneta de poupança é uma aplicação indicada para os pequenos e médios investidores. (RT)
TÍTULOS DO TESOURO A
s notas do Tesouro Nacional tiveram desempenho bom neste ano, e só perderam do ouro – que até 23 de dezembro aparece como o campeão de investimentos. Segundo o administrador de investimentos Fábio Colombo, os títulos indexados ao Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) renderam 17,41% até o último dia 23. Os papéis indexados ao
Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tiveram rentabilidade de 12,26% no mesmo período. O atrativo desses papéis é que eles rendem a variação e mais juros. Eles podem ser comprados pela internet – o investidor não precisa necessariamente contratar uma corretora ou um banco. "Como a inflação ficou pressionada, essas opções
tiveram bom rendimento", disse Colombo. O diretor da Faculdade de Administração e do MBA da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Tharcisio Souza Santos, acredita que esta tendência continua em 2011, especialmente em relação aos papéis do Tesouro Direto indexados ao IGP-M, que indicam uma inflação aquecida. (RT)
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Estamos vivendo um novo boom da indústria de shopping no Brasil Nabil Sahyoun, presidente da Alshop
conomia Fotos: L.C.Leite/LUZ
Shoppings devem vender R$ 100 bilhões Essa é a previsão da Alshop para 2011
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s e t o r d e s h o ppings no País deve movimentar, no próximo ano, R$ 100 bilhões em vendas. Para este ano, a previsão é de alta de cerca de 10% no faturamento. Caso o número se confirme, será a primeira vez que esta indústria, criada a partir da inauguração do Shopping Iguatemi, em 1966, na capital paulista, atinge este patamar. Os 744 shoppings em operação no País registraram, em 2010, um faturamento de R$ 93 bilhões, o que representa um aumento de 12% em relação a 2009. "Estamos vivendo um novo boom da indústria de shopping no Brasil, com um crescimento extraordinário", disse o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, ao lembrar que o primeiro grande momento de expansão do setor ocorreu na década de 1980, com a consolidação do franchising. "Estão previstas 124 inaugurações de shoppings nos próximos dois anos e meio", afirmou ele. Em 2011, serão 40 novos empreendimentos. Neste ano, foram inaugurados 33 shoppings. O setor também agradece a Papai Noel. "Este foi o melhor Natal dos últimos dez anos", comemorou Sahyoun. "No ano passado, ainda estávamos sob o efeito da crise financeira internacional, mas o Brasil
superou com a força de seu mercado interno". O setor de shopping registrou em dezembro de 2010 vendas 13% superiores em relação às de igual período de 2009. "O aumento da renda do trabalhador, a formalização dos empregos e a entrada de 30 milhões de consumidores das classes C e D no mercado animam todo o nosso setor", afirmou Sahyoun. O presidente da Alshop acredita que 25% do total dos 130 mil trabalhadores temporários contratados pelos shoppings em dezembro serão efetivados nas lojas nos próximos meses. "O porcentual supera a média de 20% de aproveitamento dos temporários", disse. Apesar de evidências de que o governo federal vai adotar medidas para conter o crédito, o presidente da Alshop aposta na expansão do setor. "O consumo vai continuar forte. Se não comprar em 60 vezes, o consumidor vai comprar em 10 vezes", prevê. Sahyoun. O presidente da Alshop antecipou que estão surgindo formatos inéditos de shoppings que vão explorar novos nichos e, além disso, devem chegar novas franquias. " O governo deve adotar medidas para desonerar a folha de pagamento, o que deverá impulsionar ainda mais a criação de empregos na economia" previu. (RO)
No Shopping Interlagos, Camila ao lado do filho, Eduardo. Ele ganhou dois presentes da mãe: um vídeo game e um jogo que simula computador
Em vez de lembrança, presentão de Natal Mais seguro no emprego e com mais dinheiro no bolso, consumidor caprichou na escolha dos presentes Ricardo Osman
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Natal de 2010 foi o melhor para o varejo desde a virada do século atual. A previsão é de que as vendas realizadas pelo comércio entre os dias 1º e 24 de dezembro registrem alta de 12% na com-
paração com o mesmo período do ano passado, segundo consultas feitas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). O percentual supera o recorde anterior da década, que foi de 7,8%, conquistado em 2007. Os consumidores das classes C e D tiveram papel decisivo neste bem-sucedido Natal. Por conta do aumento da formalização da economia ao longo deste ano, muitos passaram a receber o 13º salário. De acordo com o economista Emilio Alfieri, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), neste Natal, foram injetados na economia brasileira R$ 102 bilhões referentes ao pagamento do benefício. No ano passado, foram R$ 85 bilhões. "Tivemos, em 2010, o Natal dos "dois presentes" e não das lembrancinhas", disse. "Os consumidores manifestaram a disposição de adquirir mais de um presente por conta do 13º salário, do aumento da renda e da confiança na manutenção do emprego", acrescentou o economista. As vendas em estabelecimentos como o Shopping Interlagos, localizado na zona sul da capital e frequentado por consumidores das classes C e D, registraram aumento de 18% neste Natal em relação ao de 2009. Na noite de quintafeira, dia 23, os corredores do empreendimento estavam lotados. O fluxo de público registrou aumento de 10%. Cartão – "As vendas superaram nossas expectativas", comemorou Carla Bordon Gomes, superintendente do shopping. De acordo com ela, os produtos mais procurados foram os eletroeletrônicos, roupas e celulares. Ela informou que a maioria das compras foi realizada com cartão de crédito. Um dia antes do Natal, neste mesmo shopping, foi possível ver consumidores comprando dois ou mais presentes. É o caso da babá Cristiane da Silva Nogueira, que foi contratada neste ano, com carteira assinada. Ela foi ao shopping center para comprar um presente para o irmão, Carlos José da Silva Nogueira. No final das compras, saiu com um tênis no valor de R$ 550, para o irmão, e uma máquina fotográfica de R$ 340, para ela. "No Natal passado, não dei presentes para o meu irmão", lembrou a babá, que estava acompanhada pelas sobri-
A babá Cristiane presenteia o irmão com um tênis, que custou R$ 550
O carpinteiro Edson Silva não esqueceu dos presentes dos filhos
nhas, Camila, de 11 anos, e Érica, de 6 anos. O irmão gostou do presente e disse que iria retribuir. "Em 2009, eu estava desempregado e não comprei nada para ninguém", lembrou Carlos José. O paulistano Edson Conceição da Silva, que trabalha como carpinteiro, esteve também no shopping em busca de presentes para os filhos. "O salário aumentou em 2010 e não está faltando serviço", disse Silva, ao lado da mulher Eneida, e dos filhos Nicolas, de 5 anos, e Hellen, de 9 anos. Eles ganharam, respectivamente, um tênis e uma camisa. "Preferi comprar com o cartão de crédito, pagando sem juros. No ano passado, não comprei presentes porque não sabia se permaneceria no emprego", afirmou. A estudante de Educação Física, Fabiane de Cássia Bezerra de Andrade, pôde dar neste ano vários presentes para o filho Marcello, de 2 anos, porque, segunda ela, a situação financeira está melhor do que nos anos anteriores. "O meu marido era temporário, mas foi efetivado no emprego", afirmou. O marido de Fabiane trabalha como motoboy de uma grande empresa da área
de telecomunicação. Mimo – A paulistana Camila de Brito Correia comprou no Shopping Interlagos um vídeo game e um jogo que simula um computador para o filho Eduardo, de 4 anos. "O que o Eduardo pede, ele ganha", disse. De acordo com ela, a atual situação financeira do marido, que trabalha como segurança, contribuiu para isso. Os jovens Filipe dos Reis Cunha e Gisele Mello exibiram nos corredores do Interlagos roupas da moda neste Natal. Eles são estudantes do Ensino Médio e não trabalham. Mas Filipe comprou, com a ajuda do pai, uma bermuda no valor de R$ 89 na loja Sun Rocha. No Central Plaza Shopping, localizado na Vila Prudente, zona leste de São Paulo, as vendas de 1º de dezembro a 24 de dezembro registraram aumento de 20% em relação a igual período do ano passado. "Esse foi, sem dúvida, o melhor Natal dos últimos anos", afirmou o superintendente, Fábio de Sousa Médici. O Shopping Butantã, localizado na zona oeste, registrou aumento de 14% nas vendas na comparação com o mesmo período do ano passado.
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SÃO LUIZ OPERADORA HOSPITALAR S.A.
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Preço do pãozinho sobe há mais de ano
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Índice de Preços no Varejo (IPV), aferido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), mostra que, em novembro, o pão francês e os demais panificados registraram alta de 0,5% em relação a outubro. O resultado configurou o 13° avanço consecutivo para essa classe de alimentos. Além dos panificados, os preços de doces, bebidas, frios e laticínios estão mais elevados do que nos meses anteriores. "Os produtos vendidos nas padarias estão todos os dias mais ca-
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ros. No ano, eles já acumulam elevação de 8,46%", aponta Julia Ximenes, Assessora Econômica da Fecomercio-SP. Para Julia, o encarecimento do pãozinho está relacionado com o fato de o Brasil não produzir trigo suficiente para suprir a demanda interna, tendo que importá-lo. "Além disso, a Rússia, principal exportador mundial de trigo, passa por uma seca que fez o país suspender as vendas, elevando o preço do grão" conta. Contudo, a valorização do real ante o dólar ajuda a amortizar o aumento.
CNPJ nº 60.811.759/0001-86 - NIRE 35.300.102.941 Edital de Convocação para Assembleia Geral Extraordinária. Ficam os senhores acionistas da São Luiz Operadora Hospitalar S.A. (“Companhia”) convocados para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 31 de dezembro de 2010, às 8h., na sede social da Companhia, localizada na Cidade e Estado de São Paulo, na Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 95, Itaim Bibi, CEP: 04544-000, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: 1. Deliberar sobre o Protocolo e Justificação de Incorporação da Companhia, da ZAR Empreendimentos e Participações S.A. e da Administradora Hospitalar Morumbi Ltda. (“Sociedades”) pelo Hospital e Maternidade São Luiz S.A. (“HMSL”), com a consequente extinção das Sociedades e a sucessão, pelo HMSL, a título universal, em todos os seus direitos e obrigações (“Incorporação”); 2. Ratificar a indicação da empresa especializada para proceder à avaliação do patrimônio líquido da Companhia e aprovar o laudo de avaliação elaborado para a Incorporação; e 3. Deliberar sobre a Incorporação, autorizando os administradores da Companhia a praticarem todos os atos necessários à sua implementação e formalização. São Paulo, 23 de dezembro de 2010. Diretoria.
CPM BRAXIS S.A. CNPJ/MF nº 65.559.953/0001-63 – NIRE 35.300.178.815 Assembléia Geral Extraordinária – Edital de Convocação Ficam os Srs. acionistas convocados para a Assembléia Geral Extraordinária da Companhia a realizar-se às 9:00 horas do dia 31 de dezembro de 2010, na sua sede social, na cidade de Barueri, Estado de São Paulo, na Alameda Araguaia, nº 1930, Alphaville, para discutir e deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (a) apreciar e deliberar sobre os termos e condições do Protocolo de Incorporação da Capgemini do Brasil, Serviços de Consultoria e Informática Ltda. (“Capgemini do Brasil”) pela Companhia, e Instrumento de Justificação, firmado entre as administrações da Companhia e da Capgemini do Brasil, tendo por objeto a incorporação do patrimônio líquido da Capgemini do Brasil pela Companhia (“Protocolo”); (b) ratificar a nomeação da empresa especializada indicada para elaboração do laudo de avaliação do patrimônio líquido da Capgemini do Brasil a ser vertido à Companhia (“Laudo de Avaliação”); (c) apreciar e deliberar acerca do Laudo de Avaliação; (d) deliberar sobre a incorporação da Capgemini do Brasil pela Companhia; (e) deliberar sobre o aumento do capital social da Companhia, nos termos do Protocolo; (f) autorizar os administradores da Companhia a praticar todos os atos necessários para a consumação da incorporação da Capgemini do Brasil pela Companhia;. (g) deliberar sobre o aumento do capital social da subsidiária CPM Braxis Deutschland GmbH; (h) ratificar o aumento de capital da Companhia deliberado na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 06 de outubro de 2010; e (i) deliberar sobre a alteração do artigo 5º do estatuto social da Companhia e a sua respectiva consolidação. Todos os documentos necessários para apreciação das matérias constantes na ordem do dia, notadamente o Protocolo de Incorporação da Capgemini do Brasil, Instrumento de Justificação e o Laudo de Avaliação, encontram-se a disposição dos Srs. Acionistas na sede desta. Barueri, 23 de dezembro de 2010. (23, 24 e 25/12/2010)
Boa Vista Serviços S.A. CNPJ/MF nº. 11.725.176/0001-27 - NIRE 35.300.377.605 Ata da Assembléia Geral Extraordinária Realizada em 29 de outubro de 2010 1. Data, Hora e Local da Reunião: Realizada às 9:00 horas do dia 29 de outubro de 2010, na sede social da Companhia, localizada na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Boa Vista, 51, 5º andar, CEP 01014-911. 2. Convocação e Presença: Presentes os Acionistas que representam a totalidade do capital social da Companhia, em razão do que fica dispensada a convocação, nos termos do artigo 124, §4º, da Lei n.° 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (“Lei das Sociedades por Ações”), conforme assinaturas apostas no Livro de Presença de Acionistas. 3. Mesa: Os trabalhos foram presididos pelo Sr. Rogério Pinto Coelho Amato e secretariados pelo Sr. Luiz Márcio Domingues Aranha. 4. Ordem do Dia: Deliberar sobre: (i) a lavratura da Ata desta Assembléia Geral Extraordinária na forma de sumário, nos termos do artigo 130, §1º, da Lei das Sociedades por Ações; (ii) a criação do Conselho de Administração; (iii) a eleição dos membros do Conselho de Administração; (iv) a criação do Comitê Executivo; (v) a eleição dos membros do Comitê Executivo; (vi) a instalação do Conselho Fiscal; (vii) a eleição dos membros do Conselho Fiscal (viii) a aprovação da remuneração anual global da administração da Companhia para o exercício de 2010; (ix) limite para a emissão de ações equivalente a até 10% (dez por cento) do capital social da Companhia para fins de outorga de opção de compra de ações a administradores e empregados, sendo certo que os termos e condições de tal plano serão aprovados pelo Comitê Executivo e pelo Conselho de Administração; e (x) a reforma integral do Estatuto Social da Companhia e a sua consolidação, na forma do Anexo I a esta Ata. 5. Deliberações Tomadas: Abertos os trabalhos, verificado o quorum de presença e validamente instalada a Assembléia, os Acionistas presentes, por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições, aprovaram: 5.1. A lavratura da Ata desta Assembléia Geral Extraordinária na forma de sumário, como faculta o artigo 130, §1º, da Lei das Sociedades por Ações. 5.2. A alteração da estrutura da administração da Companhia com a criação do Conselho de Administração da Companhia, que será composto por 9 (nove) membros efetivos. 5.3. Eleição, para compor o Conselho de Administração da Companhia, com mandato até a realização da Assembléia Geral Ordinária que examinar as demonstrações financeiras do exercício que se encerrar em 31 de dezembro de 2011, dos Srs: (i) Rogério Pinto Coelho Amato, brasileiro, separado judicialmente, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 2.901.651-4 SSP/SP e inscrito no CPF/ MF sob o nº 289.877.138-49, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-001, para ocupar o cargo de Presidente do Conselho de Administração; (ii) Alencar Burti, brasileiro, casado, empresário, portador da cédula de identidade RG nº 1.157.170-6 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 027.179.308-25, residente e domiciliado na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-001, para ocupar o cargo de Conselheiro; (iii) Guilherme Afif Domingos, brasileiro, casado, empresário, portador da cédula de identidade RG nº 2.947.254-4 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 004.981.738-87, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-001, para ocupar o cargo de Conselheiro; (iv) Luiz Roberto Gonçalves, brasileiro, casado, empresário, portador da cédula de identidade RG nº 3.028.675-X SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 053.775.798-87, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-001, para ocupar o cargo de Conselheiro; (v) Alfredo Cotait Neto, brasileiro, viúvo, engenheiro civil, portador da cédula de identidade RG nº 2.884.027 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 250.549.618-87, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-001, para ocupar o cargo de Conselheiro; (vi) Luiz Francisco Novelli Viana, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 4.048.728-0 SSP/PR e inscrito no CPF/MF sob o nº 468.698.328-20, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Joaquim Floriano, n° 72, conjunto 93, sala 1, CEP 04534-000, para ocupar o cargo de Conselheiro; (vii) Fernando Xavier Ferreira, brasileiro, casado, engenheiro, portador da cédula de identidade RG nº 585.363 SSP/PR e inscrito no CPF/MF sob o nº 142.144.239-68, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Joaquim Floriano, n° 72, conjunto 93, sala 1, CEP 04534-000, para ocupar o cargo de Conselheiro; (viii) Carlos Antonio Rocca, brasileiro, casado, economista, portador da cédula de identidade RG nº 2.424.610-4 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 045.661.818-04, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, 5° andar, CEP 01014-911, para ocupar o cargo de Conselheiro; e (ix) Aldo Carlos de Moura Gonçalves, brasileiro, casado, empresário, portador da cédula de identidade RG nº 1635765 IFP/RJ e inscrito no CPF/MF sob o nº 090.857.427-49, residente e domiciliado na Cidade do Rio de Janeiro, Estado de Rio de Janeiro, com escritório na Rua da Alfândega, n° 111, 5° andar, Centro, para ocupar o cargo de Conselheiro. 5.3.1. Cada um dos membros do Conselho de Administração da Companhia ora eleitos, neste ato declarara, sob as penas da lei, que não está impedido, por lei especial, de exercer a administração da Companhia, e nem foi condenado ou está sob efeitos de condenação, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. Desta forma, os Conselheiros ora eleitos tomam posse em seus cargos mediante a assinatura dos respectivos termos de posse lavrados no Livro de Atas de Reuniões do Conselho de Administração. 5.4. A alteração da estrutura da administração da Companhia com a criação do Comitê Executivo da Companhia, que será composto por 5 (cinco) membros efetivos. 5.5. Eleição, para compor o Comitê Executivo da Companhia, com mandato até a realização da Assembleia Geral Ordinária que examinar as demonstrações financeiras do exercício que se encerrar em 31 de dezembro de 2011, dos Srs: (i) Luiz Francisco Novelli Viana, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 4.048.728-0 SSP/ PR e inscrito no CPF/MF sob o nº 468.698.328-20, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Joaquim Floriano, n° 72, conjunto 93, sala 1, CEP 04534-000, para ocupar o cargo de Presidente do Comitê Executivo; (ii) Eduardo Augusto Buarque de Almeida, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 2.381.548 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 107.180.608-49, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Joaquim Floriano, n° 72, conjunto 93, sala 1, CEP 04534-000, para ocupar o cargo de membro do Comitê Executivo; (iii) Pedro Paulo Teixeira, brasileiro, casado,engenheiro, portador da cédula de identidade RG nº 17.548.065-5 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 130.942.698-85, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Joaquim Floriano, n° 72, conjunto 93, sala 1, CEP 04534-000, para ocupar o cargo de membro do Comitê Executivo; (iv) Alfredo Cotait Neto, brasileiro, viúvo, engenheiro, portador da cédula de identidade RG nº 2.884.027 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 250.549.618-87, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-911, para ocupar o cargo de membro do Comitê Executivo; e (v) Luiz Roberto Gonçalves, brasileiro, casado, empresário, portador da cédula de identidade RG nº 3.028.675-x SSP/SP e inscrito no CPF/ MF sob o nº 053.775.798-87, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-911, para ocupar o cargo de membro do Comitê Executivo. 5.6. A instalação do Conselho Fiscal da Companhia, que será composto por 5 (cinco) membros. 5.7. Eleição, para compor o Conselho Fiscal da Companhia, com mandato até a realização da Assembléia Geral Ordinária que examinar as demonstrações financeiras do exercício que se encerrar em 31 de dezembro de 2010, dos Srs: (i) Edy Luiz Kogut, brasileiro, casado, engenheiro, portador da cédula de identidade RG nº 1.660.900 IFP/RJ e inscrito no CPF/MF sob o nº 026.150.107-00, residente e domiciliado na Cidade de Alphaville, Barueri, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-911, para ocupar o cargo de membro titular do Conselho Fiscal e, como seu suplente, o Sr. Edward Launberg, polonês naturalizado, casado, engenheiro, portador da cédula de identidade RG nº 1.078.17 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 516.531.098-15, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-911; (ii) Roberto Mateus Ordine, brasileiro, casado, advogado, portador da cédula de identidade RG nº 2.692.160 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 019.502.078-20, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-911, para ocupar o cargo de membro titular do Conselho Fiscal e, como seu suplente, o Sr. Antonio Eustáquio Lima Saraiva, brasileiro, casado, advogado, portador da cédula de identidade RG nº 6.169.220-7 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 230.481.588-04, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-911; (iii) Zoilo de Souza Assis, brasileiro, casado, advogado, portador da cédula de identidade RG nº 1.206.614 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 016.302.298-49, residente e domiciliado na Cidade de Santo André, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-911, para ocupar o cargo de membro titular do Conselho Fiscal e, como seu suplente, o Sr. João Carlos Cheade, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da cédula de identidade RG nº 3.691.560 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 549.875.808-10, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Boa Vista, n° 51, CEP 01014-911; (iv) Paulo Knorich Zuffo, brasileiro, casado, engenheiro, portador da cédula de identidade RG nº 16.495.359-0 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 126.127.458-07, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Joaquim Floriano, n° 72, conjunto 93, sala 1, CEP 04534-000, para ocupar o cargo de membro do Conselho Fiscal e, como seu suplente, o Sr. Patrick Victor Lee, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da cédula de identidade RG nº 80.605.577-51 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 973.373.900-68, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Joaquim Floriano, n° 72, conjunto 93, sala 1, CEP 04534-000; e (v) Edson José Ramon, brasileiro, casado, empresário, portador da cédula de identidade RG nº 473605 IIPR e inscrito no CPF/MF sob o nº 004.959.569-53, residente e domiciliado na Cidade de Curitiba, Estado do Paraná, com escritório na Rua XV de Novembro, n° 621, Centro, para ocupar o cargo de membro do Conselho Fiscal e, como seu suplente, o Sr. Airton Adelar Hack, brasileiro, casado, advogado, portador da cédula de identidade RG nº 1845374 IIPR e inscrito no CPF/MF sob o nº 099.417.899-91, residente e domiciliado na Cidade de Curitiba, Estado de São Paulo, com escritório na Rua XV de Novembro, n° 621, Centro. 5.8. A verba global de R$ 6.207.220,10 (seis milhões, duzentos e sete mil, duzentos e vinte reais e dez centavos) para a remuneração dos membros da administração da Companhia para o exercício social de 2010, ressalvado que os membros do Comitê Executivo não serão remunerados. 5.9. O limite para a emissão de ações equivalente a até 10% (dez por cento) do capital social da Companhia para fins de outorga de opção de compra de ações a administradores e empregados da Companhia, sendo certo que os termos e condições serão aprovados pelo Comitê Executivo e pelo Conselho de Administração. 5.10. A reforma integral do Estatuto Social da Companhia, já incluídas as alterações referentes à criação do Conselho de Administração e do Comitê Executivo da Companhia mencionadas nos itens 5.2 e 5.4 acima, e sua consolidação, em razão do que o Estatuto Social da Companhia passa a vigorar com a nova redação conforme consta do Anexo I a esta Ata. 6. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrada a Assembléia Geral Extraordinária, da qual se lavrou a presente Ata, a qual foi por todos lida, achada conforme e assinada. Mesa: Sr. Rogério Pinto Coelho Amato – Presidente; e Sr. Luiz Márcio Domingues Aranha – Secretário. Acionistas presentes: (i) Associação Comercial de São Paulo, p. Sr. Alencar Burti e Sr. Alfredo Cotait Neto, (ii) Associação Comercial do Paraná, p. Sr. Airton Hack e Sr. Edson José Ramon, (iii) Clube de Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro, p. Sr. Aldo Carlos de Moura Gonçalves e Sr. Luiz Antonio Alves Correia, (iv) Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre, p. Sr. Vilson Nailor Noer e Sr. Gustavo Orlandini Schifino, e (v) Bureau de Crédito do Brasil Participações S.A., p. Sr. Luiz Francisco Novelli Viana. Conselheiros presentes: Srs. Rogério Pinto Coelho Amato, Guilherme Afif Domingos, Alfredo Cotait Neto, Alencar Burti, Luiz Roberto Gonçalves, Luiz Francisco Novelli Viana, Fernando Xavier Ferreira, Carlos Antonio Rocco e Aldo Carlos de Moura Gonçalves. Membros do Comitê Executivo presentes: Srs. Luiz Francisco Novelli Viana, Eduardo Augusto Buarque de Almeida, Pedro Paulo Teixeira, Alfredo Cotait Neto e Luiz Roberto Gonçalves. Confere com a original, lavrada em livro próprio. Luiz Márcio Domingues Aranha - Secretário. Secretaria da Fazenda. Junta Comercial do Estado de São Paulo. certifico o registro sob o nº 401.315/10-1, em 10/11/2010. Kátia Regina Bueno de Goday - Secretária Geral. Boa Vista Serviços S.A. CNPJ/MF nº. 11.725.176/000127 - NIRE 35.300.377.605. Anexo I à - Ata de Assembléia Geral Extraordinária, realizada em 29 de outubro de 2010, às 9:00 horas. Estatuto Social da Boa Vista Serviços S.A. CAPÍTULO I - DA DENOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO E DURAÇÃO. Artigo 1º - A BOA VISTA SERVIÇOS S.A. (“Companhia”) é uma sociedade por ações que se rege pelo presente Estatuto Social e pela legislação aplicável, em especial a Lei n.º 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e suas alterações posteriores (“Lei das Sociedades por Ações”). Artigo 2º - A Companhia tem sua sede e foro na Cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo, na Rua Boa Vista, n° 51, 5° andar, CEP 01014-911. Parágrafo Único - A Companhia poderá abrir, encerrar e alterar o endereço de filiais, agências, depósitos, escritórios e quaisquer outros estabelecimentos no País ou no exterior por deliberação do Conselho de Administração. Artigo 3º - A Companhia tem por objeto social: (a) a prestação de serviços em geral para suporte à atividade creditícia e de proteção ao crédito, incluindo consultoria, desenvolvimento de sistemas e projetos e elaboração e venda de pesquisas; (b) desenvolvimento e exploração comercial de soluções de meios de pagamento em geral, incluindo mercadologia, o comportamento de consumidores ou quaisquer outras soluções comerciais originadas do banco de dados, do know-how e da capacidade de distribuição, bem como quaisquer produtos, serviços e soluções oferecidos por concorrentes da Companhia; e (c) a participação em outras sociedades, como acionista ou quotista, no Brasil ou no exterior. Artigo 4º - O prazo de duração da Companhia é indeterminado. CAPÍTULO II - DO CAPITAL SOCIAL. Artigo 5º - O capital social totalmente subscrito e integralizado da Companhia é de R$ 120.807.908,03 (cento e vinte milhões, oitocentos e sete mil, novecentos e oito reais e três centavos), dividido em 100.000 (cem mil) ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal. Artigo 6º - A Companhia fica autorizada a aumentar o seu capital social até o limite de 10% (dez por cento) da totalidade das ações ordinárias da Companhia. Parágrafo 1º - Dentro dos limites autorizados neste Artigo, poderá a Companhia, mediante deliberação do Conselho de Administração, aumentar o capital social independentemente de reforma estatutária. O Conselho de Administração fixará as condições da emissão, inclusive preço e prazo de integralização. Parágrafo 2º - Dentro do limite do capital autorizado e de acordo com os planos aprovados pela Assembléia Geral, o Conselho de Administração e o Comitê Executivo, poderá ser outorgada opção de compra ou subscrição de ações a seus administradores e empregados da Companhia, sem direito de preferência para os acionistas. Artigo 7º - O capital social será representado exclusivamente por ações ordinárias e a cada ação ordinária corresponderá o direito a um voto nas deliberações da Assembleia Geral. Parágrafo Único - É vedado à Companhia emitir partes beneficiárias. Artigo 8º - A propriedade das ações será comprovada pela inscrição do nome do acionista no livro de “Registro de Ações Nominativas”. Mediante solicitação de qualquer acionista, a Companhia emitirá certificado de ações, que poderão ser agrupados em títulos múltiplos e, quando emitidos, serão assinados por 2 (dois) Diretores. Artigo 9º - As ações são indivisíveis em relação à Companhia. CAPÍTULO III - DA ASSEMBLEIA GERAL. Artigo 10° - As Assembleias Gerais poderão ser ordinárias, realizadas nos 4 (quatro) meses subseqüentes ao término do exercício social, ou extraordinárias, realizadas sempre e à medida que os negócios sociais assim exigirem, nos termos da Lei das Sociedades por Ações e deste Estatuto Social. Parágrafo 1º - As deliberações da Assembleia Geral, ressalvadas as hipóteses especiais previstas em lei e neste Estatuto Social, serão tomadas por maioria de votos dos acionistas presentes, não se computando os votos em branco. Parágrafo 2º - A Assembleia Geral só poderá deliberar sobre assuntos da ordem do dia, constantes do respectivo edital de convocação. Parágrafo 3º - As atas de Assembleia deverão ser: (i) lavradas no livro de Atas das Assembleias Gerais na forma de sumário dos fatos ocorridos, contendo a indicação resumida do sentido do voto dos acionistas presentes, dos votos em branco e das abstenções; e (ii) publicadas com omissão das assinaturas. Artigo 11° - A Assembleia Geral será convocada pelo presidente do Conselho de Administração ou por qualquer acionista que individualmente detiver acima de 5% (cinco por cento) do capital social da Companhia, quando entender conveniente ou necessário (com a apresentação da pauta dos assuntos a serem tratados e apresentação dos documentos pertinentes), devendo, para tanto, ser observadas todas as formalidades previstas em lei e no presente Estatuto Social. Havendo quorum legal de instalação, as Assembleias Gerais serão presididas pelo Presidente do Conselho de Administração ou, na sua ausência, por membro da administração que este vier a indicar por escrito. O Presidente da Assembleia Geral escolherá um dos presentes par secretariar os trabalhos. Parágrafo Único - Será considerado presente à Assembleia Geral o acionista que possa dela participar por quaisquer meios admitidos pela legislação aplicável. Artigo 12 - A deliberação das seguintes matérias será de competência da Assembleia Geral e dependerá de aprovação de acionistas representando 80% (oitenta por cento) do capital social da Companhia: (a) alterações do estatuto social da Companhia no que se refere ao seu objeto social, sede, capital social (inclusive o seu aumento acima do limite do capital autorizado, com ou sem emissão de ações, criação de novas classes de ações, alterações nas preferências, vantagens e condições de resgate ou conversão de qualquer classe de ações ou aumento de classe de ações sem guardar proporção com as demais), estrutura, composição e poderes dos órgãos da administração (incluindo número de diretores), competência da Assembleia Geral e distribuição de dividendos; (b) realização de negócios com partes relacionadas da Companhia, exceto no caso de realização de negócios com (i) a Associação Comercial do Paraná; (ii) o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro; e (iii) a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre, no curso normal dos negócios da Companhia; (c) fusão, cisão, transformação ou incorporação de outra sociedade pela Companhia, ou sua incorporação por outra sociedade; (d) decretação de dissolução, liquidação, recuperação judicial ou extrajudicial e falência da Companhia; (e) deliberação acerca de qualquer matéria em virtude de lei que dê a qualquer acionista o direito de retirada da Companhia; (f) deliberação acerca da emissão de debêntures conversíveis em ações; (g) a remuneração dos membros do Conselho de Administração; e (h) obtenção de registro de companhia aberta e oferta pública de ações da Companhia que não seja uma oferta pública qualificada, conforme definido em acordo de acionistas arquivado na sede social. Parágrafo Único - As matérias indicadas no Artigo 26 do presente Estatuto Social serão deliberadas pelos acionistas ou por seus representantes por eles indicados, reunidos em assembleia geral, de acordo com o decidido em reunião do Comitê Executivo realizada para tal fim específico, sendo certo que a reunião do Comitê Executivo será considerada como um acordo de voto dos acionistas, bem como que, para fins desse acordo de voto, cada membro do Comitê Executivo será considerado como representante do acionista que o indicou. CAPÍTULO IV - DA ADMINISTRAÇÃO - Das Disposições Gerais. Artigo 13 - A Companhia será administrada por um Conselho de Administração, por uma Diretoria e por um Comitê Executivo, com os poderes conferidos pela lei aplicável e de acordo com o presente Estatuto Social. Artigo 14 - O mandato dos membros do Conselho de Administração será unificado, de 3 (três) anos, e dos membros da Diretoria será de 3 (três) anos, podendo ser reeleitos. Os membros do Conselho de Administração e os Diretores permanecerão no exercício de seus cargos até a eleição e posse de seus sucessores. Artigo 15 - A remuneração global do Conselho de Administração e da Diretoria (nesse último caso, observadas as diretrizes do Comitê Executivo) será anualmente fixada pela Assembleia Geral, cabendo ao (i) Conselho de Administração deliberar sobre a distribuição da remuneração entre os membros do Conselho de Administração, e (ii) Comitê Executivo deliberar sobre a distribuição da remuneração entre os membros da Diretoria. Artigo 16 - Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria tomarão posse mediante assinatura do respectivo termo nos livros das Atas do Conselho de Administração e da Diretoria, permanecendo sujeitos aos requisitos, impedimentos, deveres, obrigações e responsabilidades previstos nos Artigos 145 a 158 da Lei das Sociedades por Ações. Do Conselho de Administração. Artigo 17 - O Conselho de Administração será composto por 9 (nove) membros, todos acionistas, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pela Assembleia Geral, dos quais um será designado Presidente do Conselho de Administração, cabendo a ele a convocação, presidência e condução dos trabalhos das Assembleias Gerais e das reuniões do Conselho de Administração, bem como a coordenação das demais atividades do Conselho de Administração. Parágrafo Único – O mandato dos membros do Conselho de Administração será de 3 (três) anos, sendo permitida reeleição. Artigo 18 - O Conselho de Administração reunir-se-á, ordinariamente, na primeira quinzena após o final de cada semestre, de acordo com calendário a ser aprovado pelo Conselho de Administração, independentemente de qualquer convocação, sendo certo que, se for necessário realizar tais reuniões ordinárias em outra data, os membros do Conselho de Administração deverão ser convocados, por escrito, com pelo menos 3 (três) dias úteis de antecedência ou, extraordinariamente, sempre que necessário. Artigo 19 - As reuniões extraordinárias do Conselho de Administração serão convocadas por seu Presidente, por seu substituto ou por quaisquer 2 (dois) membros do Conselho de Administração agindo em conjunto, mediante notificação escrita entregue com antecedência mínima de 3 (três) dias úteis, e com a apresentação da pauta dos assuntos a serem tratados e apresentação dos documentos pertinentes, ressalvado, no entanto, que no caso de urgência, a referida notificação de convocação, que deverá especificar os motivos de urgência, poderá ser feita com pelo menos 3 (três) dias úteis de antecedência da respectiva reunião. Parágrafo Único - Independentemente das formalidades previstas no Artigo 18 acima e neste Artigo 19, será considerada regular a reunião a que comparecerem todos os membros do Conselho de Administração da Companhia. Artigo 20 - As
ECONOMIA/LEGAIS - 15 RB CAPITAL HOLDING S.A. - NIRE 35.300.360.346 - CNPJ/MF nº 10.140.272/0001-40 Extrato da Ata da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Data, Hora e Local: 14.12.2010, às 10hs., na sede, R. Amauri, 255, 5º and., parte, Jd. Europa, SP/SP. Convocação: Dispensada (§ 4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76). Presença: Totalidade do capital social. Mesa: Presidente - Marcelo Pinto Duarte Barbará; e Secretário - Alexandre Rhinow. Deliberações Aprovadas por Unanimidade: (i) o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras e o Parecer dos Auditores Independentes do exercício findo em 31.12.2009, publicados em 21.08.2010 do DOESP e dias 21, 22 e 23.08.2010 do jornal “Diário do Comércio”; (ii) a destinação do lucro líquido do exercício: (a) o valor de R$ 1.081.310,94, correspondente a 5% do lucro líquido, para a reserva legal; (b) ratificar as distribuições de dividendos, quais sejam, R$ 225.000,00 em 17.03.2010, e R$ 19.457.419,85 em 30.12.2009; (c) o lucro remanescente, no valor de R$ 862.487,99, será integralmente destinado para a Reserva de Lucros; (iii) reeleger os membros do Conselho de Administração: Luis Cláudio Garcia de Souza, brasileiro, casado, engenheiro civil, RG nº 17.470.433 (SSP/SP), CPF/MF nº 316.230.187-49, residente em SP/SP, como Presidente do Conselho de Administração, Marcelo Pinto Duarte Barbará, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 32.269.557-0 (SSP/SP), CPF/MF nº 766.236.707-00, residente em SP/SP, como Vice-Presidente do Conselho de Administração, Marcelo Pereira Lopes de Medeiros, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 5.347.941 (SSP/SP), CPF/MF nº 022.725.508-94, residente em SP/SP, José Pio Borges, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 2.065.238 (IFP/RJ), CPF/MF nº 203.879.387-53, residente no RJ/RJ, André Pinheiro Lara Resende, brasileiro, casado, economista, RG nº 2.397.791 (IFP/RJ), CPF/MF nº 334.600.437-68, residente em SP/SP, e Winston Fritsch, brasileiro, casado, economista, RG nº 02015048 (IFP/RJ), CPF/MF nº 216.632.037-68, residente no RJ/RJ, com mandato até a data de realização da AGO que aprovar as contas do exercício social encerrado em 31.12.2010. Os conselheiros ora eleitos tomaram posse nesta data, e farão jus a uma remuneração anual global no montante de até R$ 100.000,00; e, em AGE, (iv) a abertura de uma filial, no Rio de Janeiro/RJ, Av. Ataulfo de Paiva, 204, sala 202 (parte do andar), Leblon Empresarial, CEP 22440-030, ficando os diretores e procuradores autorizados a praticar todos e quaisquer atos e assinar todos e quaisquer documentos, incluindo, sem limitação, os registros perante as Juntas Comerciais, cartórios e demais autoridades competentes, obtenção de cadastros e registros perante quaisquer autoridades governamentais, de nível federal, estadual ou municipal, necessárias para a abertura da filial. Alterar o Art. 2º do Estatuto Social: “Art. 2º. A Cia. tem sede e foro na R. Amauri, 255, 5º and., parte, Jd. Europa, CEP 01448-000, na cidade de São Paulo/SP, e filial na cidade e Estado do Rio de Janeiro, na Av. Ataulfo de Paiva, 204, sala 202 (parte do andar), Leblon Empresarial, CEP 22440-030, podendo abrir filiais, agências ou escritórios por deliberação da Assembleia Geral de acionistas”; e (v) consolidar o Estatuto Social. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. Acionistas: RB Capital Fundo de Investimento em Participações, Luis Cláudio Garcia de Souza, Marcelo Pinto Duarte Barbará, Marcelo Pereira Lopes de Medeiros, José Pio Borges, André Pinheiro Lara Resende e Winston Frisch. Extrato do original. São Paulo, 14.12.2010. Alexandre Rhinow - Secretário. JUCESP nº 451.908/10-7 em 21.12.2010. Kátia Regina Bueno de Godoy - Sec. Geral.
reuniões do Conselho de Administração somente se instalarão com a presença da maioria de seus membros em exercício. Parágrafo 1º - Em caso de impedimento temporário ou ausência, o membro do Conselho de Administração temporariamente impedido ou ausente poderá nomear por escrito (por meio de carta, fac-símile ou correio eletrônico que identifique de forma inequívoca o remetente) outro membro do Conselho de Administração para representá-lo, devendo votar nas reuniões do Conselho de Administração em seu próprio nome e em nome do membro por ele representado. Parágrafo 2º - Em caso de impedimento permanente ou renúncia de qualquer dos membros do Conselho de Administração durante o mandato para o qual foi eleito, seu substituto será nomeado pelo acionista que havia indicado o membro do Conselho de Administração a ser substituído. Artigo 21 – Ressalvado o disposto no Artigo 23 abaixo, as deliberações do Conselho de Administração serão tomadas mediante o voto favorável da maioria dos seus membros, não sendo atribuída ao voto de nenhum membro a qualidade de voto de desempate na hipótese em que haja empate no número de votos de uma determinada deliberação. Artigo 22 - As reuniões do Conselho de Administração serão realizadas, preferencialmente, na sede da Companhia. Serão admitidas reuniões por meio de teleconferência, videoconferência ou outros meios de comunicação, e tal participação será considerada presença pessoal em referida reunião. Neste caso, os membros do Conselho de Administração que participarem remotamente da reunião do Conselho deverão expressar seus votos por meio de carta, fac-símile ou correio eletrônico que identifique de forma inequívoca o remetente. Parágrafo 1º - Ao término da reunião, deverá ser lavrada ata, a qual deverá ser assinada por todos os conselheiros fisicamente presentes à reunião, e posteriormente transcrita no Livro de Registro de Atas do Conselho de Administração da Companhia. Os votos proferidos por conselheiros que participarem remotamente da reunião do Conselho de Administração deverão igualmente constar no Livro de Registro de Atas do Conselho de Administração, devendo a cópia da carta, fac-símile ou mensagem eletrônica, conforme o caso, contendo o voto do Conselheiro ser juntada ao Livro logo após a transcrição da ata. Parágrafo 2º - Deverão ser publicadas e arquivadas no registro do comércio as atas de reunião do Conselho de Administração da Companhia que contiverem deliberação destinada a produzir efeitos perante terceiros. Artigo 23 – A deliberação das seguintes matérias será de competência exclusiva do Conselho de Administração e dependerá de voto favorável de ao menos 8 (oito) membros do Conselho de Administração: (a) estabelecer os objetivos, a política e a orientação geral dos negócios sociais da Companhia; (b) manifestar-se previamente sobre o Relatório da Administração, as contas da Diretoria e as Demonstrações Financeiras da Companhia e examinar os balancetes mensais; (c) aprovar a contratação, pela Companhia, de qualquer modalidade de empréstimo ou financiamento na qualidade de devedora, ou a emissão de qualquer título de dívida quando o somatório do endividamento total da Companhia, após a contratação do empréstimo ou financiamento, ultrapassar 2,45 vezes o fluxo de caixa livre da Companhia, este entendido como o lucro da Companhia antes de juros, depreciação e amortização (“Fluxo de Caixa Livre”), dos últimos 12 (doze) meses ou o limite previsto no plano anual, o que for maior; (d) aprovar a criação de ônus que esteja acima do limite permitido ao Comitê Executivo, conforme previsto no item (e) do Artigo 26 do presente Estatuto Social; (e) aprovar a alienação ou cessão (ou a outorga de opção de venda, alienação ou cessão) de quaisquer ativos, direitos, negócios ou bens da Companhia, com valor agregado no período de 1 (um) ano superior a 0,5 vezes o Fluxo de Caixa Livre dos últimos 12 (doze) meses; (f) aprovar a concessão de mútuos ou empréstimos por parte da Companhia para (i) afiliadas, (ii) funcionários, acionistas ou não, que sejam parte do plano de opção de compra de ações da Companhia, e (iii) a Associação Comercial do Paraná, o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro e/ou a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre em valor agregado superior a 0,4 vezes o Fluxo de Caixa Livre dos últimos 12 (doze) meses; (g) aprovar o plano anual e o orçamento anual da Companhia e das suas controladas. Caso em determinado exercício não seja aprovado o plano anual e o orçamento da Companhia, ficará automaticamente aprovado (i) o plano anual e o orçamento válidos para o exercício social vigente constantes do plano qüinqüenal, conforme aprovado em reunião do Conselho de Administração realizada nesta data, com um aumento ou uma redução de 20% (vinte por cento) sobre as metas, ou (ii) o plano anual e o orçamento válidos para o exercício social anterior, com um aumento ou uma redução de 20% (vinte por cento) sobre as metas, sendo certo que em cada um dos casos o Comitê Executivo poderá fazer os ajustes necessários, dentro dos limites determinados neste item (g), nos itens que compõem o plano anual e o orçamento anual da Companhia de maneira a torná-los compatíveis com as metas estabelecidas. A determinação do plano anual a ser utilizado, bem como o aumento ou a redução de 20% (vinte por cento) sobre as metas, ficam a critério do Comitê Executivo; (h) aprovar investimentos de capital não constantes do plano anual ou do orçamento anual da Companhia e das suas controladas que superem, em conjunto, valor equivalente a 0,5 vezes o Fluxo de Caixa Livre da Companhia dos últimos 12 (doze) meses; (i) deliberar sobre a participação da Companhia em outras sociedades, como sócia quotista ou acionista, bem como a sua participação em consórcios e acordos de associação e/ou acordos de acionistas e sobre a constituição de sociedades, no Brasil ou no exterior, pela Companhia, desde que o investimento na sociedade, acordo ou consórcio em questão represente um investimento para a Companhia de valor superior ou igual a 0,5 vezes o Fluxo de Caixa Livre dos últimos 12 (doze) meses e desde que não esteja previsto no plano anual; (j) aprovar aumentos de capital dentro do limite do capital autorizado previsto neste Estatuto Social; (k) aprovar a emissão de ações nos termos do plano de outorga de opções de compra de ações aprovado pelo Comitê Executivo dentro dos limites estabelecidos pela Assembleia Geral; (l) aprovar a prestação, pela Companhia, de garantias de qualquer natureza por obrigações de terceiros, exceto sociedades controladas pela Companhia; e (m) nomear os auditores independentes da Companhia que não sejam uma das seguintes empresas: Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, Ernst & Young Auditores Independentes, KPMG Auditores Independentes e PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, e seus respectivos sucessores. Artigo 24 - As matérias indicadas no Artigo 26 do presente Estatuto Social serão deliberadas pelo Conselho de Administração de acordo com o decidido em reunião do Comitê Executivo realizada para tal fim específico. Do Comitê Executivo - Artigo 25 – O Comitê Executivo será composto por 5 (cinco) membros, nomeados e destituíveis a qualquer tempo pelos acionistas. Parágrafo Único – O mandato dos membros do Comitê Executivo será de 3 (três) anos, sendo permitida reeleição. Artigo 26 – O Comitê Executivo ficará subordinado à Assembleia Geral e ao Conselho de Administração da Companhia e terá as funções indicadas abaixo: (a) respeitado o disposto no Artigo 29 abaixo, nomear os Diretores da Companhia, que não o Diretor de Rede; (b) deliberar sobre a destituição, remuneração e definição das atribuições da Diretoria; (c) deliberar sobre o plano de outorga de opções de compra de ações a administradores e empregados e a efetiva outorga de opções aos respectivos beneficiários; (d) aprovar as matérias mencionadas nos itens (c), (e), (f) e (h) do Artigo 23 acima, quando apresentarem valores inferiores aos valores estabelecidos em tais itens; (e) aprovar a criação de ônus em valor equivalente ao necessário à obtenção, pela Companhia, de qualquer modalidade de empréstimo ou financiamento na qualidade de devedora, ou a emissão de qualquer título de dívida que tenha sido aprovado pelo Comitê Executivo nos termos do item (d) acima; (f) submeter à aprovação do Conselho de Administração, em cada exercício social, alterações ao plano anual e orçamento para o referido exercício, alterando ou substituindo aqueles aprovados no plano quinquenal; (g) formular a estratégia de atuação da Diretoria e auxiliá-la e aconselhá-la em suas atividades cotidianas e operacionais; (h) monitorar a evolução da gestão da Companhia através de reuniões; (i) acompanhar a execução pela Diretoria do plano anual, bem como discutir com a Diretoria e apresentar ao Conselho de Administração ou à Assembleia Geral novas matérias não constantes em tal plano para apreciação por tais órgãos; (j) promover correções e alterações na forma de execução do plano anual pela Diretoria; (k) assessorar a Diretoria na elaboração da proposta de orçamento e metas anuais da Companhia; (l) exercer as funções de um diretor ausente durante o período de vacância do cargo; (m) sempre que julgar necessário, auxiliar, corrigir ou de outra forma interferir na atuação da Diretoria, incluindo o exercício de suas funções, visando à sua otimização; e (n) deliberar sobre a aquisição de bancos de dados relacionados ao mesmo setor de atuação da Companhia, com valor agregado anualmente equivalente a até 0,5 vezes o Fluxo de Caixa Livre da Companhia dos últimos 12 (doze) meses. Parágrafo 1° - Para permitir o bom funcionamento do Comitê Executivo, a Diretoria manterá os membros do Comitê Executivo permanentemente informados acerca do andamento dos negócios sociais da Companhia, de suas operações em curso e dos negócios a realizar, encaminhando-lhes, inclusive, os contratos, informações e demais documentos necessários ao exercício das funções do referido Comitê Executivo. Parágrafo 2° - Os membros do Comitê Executivo não terão direito a nenhum tipo de remuneração, de qualquer natureza, além daquelas que eventualmente lhes assista na qualidade de diretores, conselheiros ou empregados da Companhia. Artigo 27 – O Comitê Executivo reunir-se-á sempre que convocado pela Diretoria ou por qualquer de seus membros, com antecedência mínima de 2 (dois) dias úteis, e com a apresentação da pauta dos assuntos a serem tratados e apresentação dos documentos pertinentes. Parágrafo Único - As reuniões do Comitê Executivo serão instaladas em primeira convocação com a presença de pelo menos 4 (quatro) membros, e em segunda convocação, que deverá ser feita pelo menos 2 (dois) dias úteis após a primeira convocação, com a presença da maioria de seus membros. Artigo 28 - As deliberações do Comitê Executivo serão tomadas por maioria de votos de seus membros, não sendo atribuída ao voto de nenhum membro a qualidade de voto de desempate na hipótese em que haja empate no número de votos de uma determinada deliberação. Parágrafo Único - Serão admitidas reuniões por meio de teleconferência, videoconferência ou outros meios de comunicação, e tal participação será considerada presença pessoal em referida reunião. Os membros do Comitê Executivo que participarem remotamente da reunião do Conselho de Administração deverão expressar seus votos por meio de carta, fac-símile ou correio eletrônico que identifique de forma inequívoca o remetente. Da DiretoriaArtigo 29 – A representação e as atividades cotidianas e operacionais da Companhia, conforme as atribuições determinadas pelo Comitê Executivo, serão exercidas por uma Diretoria, a qual será composta por, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 6 (seis) Diretores, acionistas ou não, residentes no país, dos quais um será o Diretor Presidente e um será o Diretor de Rede, nomeados pelo Comitê Executivo (exceto pelo Diretor de Rede) e eleitos pelo Conselho de Administração. Parágrafo Único – O mandato dos membros da Diretoria será de 3 (três) anos, sendo permitida reeleição. Artigo 30 - Compete à Diretoria a administração dos negócios sociais em geral e a prática, para tanto, de todos os atos necessários ou convenientes, ressalvados aqueles para os quais seja por lei ou pelo presente Estatuto Social atribuída a competência à Assembleia Geral, ao Conselho de Administração ou ao Comitê Executivo. No exercício de suas funções, os Diretores poderão realizar todas as operações e praticar todos os atos de administração necessários à consecução dos objetivos de seu cargo, de acordo com a orientação geral dos negócios estabelecida pelo Conselho de Administração e pelo Comitê Executivo, incluindo resolver sobre a aplicação de recursos, transigir, renunciar, ceder direitos, confessar dívidas, fazer acordos, firmar compromissos, contrair obrigações, celebrar contratos, adquirir, alienar e onerar bens móveis e imóveis, prestar caução, avais e fianças, emitir, endossar, caucionar, descontar, sacar e avalizar títulos em geral, assim como abrir, movimentar e encerrar contas em estabelecimentos de crédito, observadas as restrições legais e aquelas estabelecidas neste Estatuto Social. Artigo 31 - A Diretoria reunir-se-á sempre que convocada pelo Diretor Presidente ou por quaisquer dois Diretores, em conjunto, sempre que assim exigirem os negócios sociais, com antecedência mínima de 2 (dois) dias úteis, e a reunião somente será instalada com a presença da maioria de seus membros. Parágrafo 1º No caso de impedimento ou ausência temporária de qualquer Diretor, suas funções deverão ser supervisionadas pelo Comitê Executivo. Ocorrendo vaga na Diretoria, competirá ao Comitê Executivo a indicação de um substituto, o qual deverá ser formalmente eleito através de reunião do Conselho de Administração. Parágrafo 2º - As reuniões da Diretoria poderão ser realizadas por meio de teleconferência, videoconferência ou outros meios de comunicação, e tal participação será considerada presença pessoal em referida reunião. Neste caso, os membros da Diretoria que participarem remotamente da reunião da Diretoria deverão expressar seus votos por meio de carta, fac-símile ou correio eletrônico que identifique de forma inequívoca o remetente. Parágrafo 3º - Ao término da reunião, deverá ser lavrada ata, a qual deverá ser assinada por todos os Diretores fisicamente presentes à reunião, e posteriormente transcrita no Livro de Registro de Atas da Diretoria da Companhia. Os votos proferidos por Diretores que participarem remotamente da reunião da Diretoria deverão igualmente constar no Livro de Registro de Atas da Diretoria, devendo a cópia da carta, fac-símile ou mensagem eletrônica, conforme o caso, contendo o voto do Diretor ser juntada ao Livro logo após a transcrição da ata. Artigo 32 - As deliberações nas reuniões da Diretoria serão tomadas por maioria de votos dos presentes em cada reunião. Artigo 33 - A Companhia considerar-se-á obrigada quando representada: (i) por 2 (dois) Diretores em conjunto, sendo um deles necessariamente o Diretor Presidente; (ii) por 1 (um) Diretor em conjunto com 1 (um) procurador com poderes especiais, devidamente constituído; (iii) por 2 (dois) procuradores em conjunto, com poderes especiais, devidamente constituídos; ou (iv) por 1 (um) só Diretor ou 1 (um) procurador com poderes especiais, devidamente constituído, para a prática dos seguintes atos: (a) de representação da Companhia perante quaisquer órgãos públicos federais, estaduais e municipais, entidades de classes, nas Assembleias Gerais de Acionistas ou Reuniões de Sócios das sociedades nas quais a Companhia participe, bem como nas Assembleias ou Reuniões de entidades de direito privado nas quais a Companhia participe como patrocinadora, membro fundador ou simplesmente membro participante; (b) de endosso de cheques para depósito em contas bancárias da Companhia; e (c) de representação da Companhia perante sindicatos ou Justiça do Trabalho; para matérias de admissão, suspensão ou demissão de empregados; e para acordos trabalhistas. Parágrafo 1º - As procurações serão outorgadas em nome da Companhia por 2 (dois) Diretores em conjunto, sendo um deles necessariamente o Diretor Presidente, devendo especificar os poderes conferidos e salvo aquelas previstas no parágrafo segundo deste artigo, terão período de validade limitado a, no máximo, 01 (um) ano. Parágrafo 2º - As procurações para fins judiciais poderão ser outorgadas por prazo indeterminado e aquelas outorgadas para fins de cumprimento de cláusula contratual poderão ser outorgadas pelo prazo de validade do contrato a que estiverem vinculadas. CAPÍTULO V DO CONSELHO FISCAL - Artigo 34- O Conselho Fiscal funcionará de modo permanente, com os poderes e atribuições a ele conferidos por lei. Artigo 35 - O Conselho Fiscal será composto de 5 (cinco) membros efetivos e suplentes em igual número, acionistas ou não, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pela Assembleia Geral. Parágrafo 1º - Os membros do Conselho Fiscal terão o mandato unificado de 1 (um) ano, podendo ser reeleitos. Parágrafo 2º - Os membros do Conselho Fiscal, em sua primeira reunião, elegerão o seu Presidente. Parágrafo 3º - A investidura nos cargos far-se-á por termo lavrado em livro próprio, assinado pelo membro do Conselho Fiscal empossado. Parágrafo 4º - Os membros do Conselho Fiscal serão substituídos, em suas faltas e impedimentos, pelo respectivo suplente. Parágrafo 5º - Ocorrendo a vacância do cargo de membro do Conselho Fiscal, o respectivo suplente ocupará seu lugar; não havendo suplente, a Assembleia Geral será convocada para proceder à eleição de membro para o cargo vago. Parágrafo 6º - A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será estabelecida pela Assembleia Geral que os eleger. Artigo 36 - Quando instalado, o Conselho Fiscal se reunirá, nos termos da lei, sempre que necessário e analisará, ao menos trimestralmente, as demonstrações financeiras. Parágrafo 1º - Independentemente de quaisquer formalidades, será considerada regularmente convocada a reunião à qual comparecer a totalidade dos membros do Conselho Fiscal. Parágrafo 2º - O Conselho Fiscal se manifesta por maioria absoluta de votos, presente a maioria dos seus membros. Parágrafo 3º - Todas as deliberações do Conselho Fiscal constarão de atas lavradas no respectivo livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal e assinadas pelos Conselheiros presentes. CAPÍTULO VI - DO EXERCÍCIO SOCIAL E DA DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS - Artigo 37 - O exercício social se inicia em 1º de janeiro e se encerra em 31 de dezembro de cada ano. Parágrafo Único - Ao fim de cada exercício social, a Diretoria procederá à elaboração das demonstrações financeiras da Companhia, com observância dos preceitos legais pertinentes, as quais deverão ser auditadas pelos auditores independentes devidamente registrados na Comissão de Valores Mobiliários escolhidos pelo Conselho de Administração ou pelo Comitê Executivo, conforme o caso. Artigo 38 - Juntamente com as demonstrações financeiras do exercício, a Diretoria apresentará à Assembleia Geral Ordinária proposta sobre a destinação do lucro líquido do exercício, sendo certo que a Companhia distribuirá aos acionistas em cada exercício, a título de dividendo obrigatório, pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido do exercício, sendo certo que (i) a Companhia não realizará nenhuma distribuição de dividendos no período de 1 (um) ano a contar de 1º de novembro de 2010; (ii) quando a Companhia iniciar a distribuição de dividendos, de acordo com o item (i) anterior, tais dividendos deverão ser calculados com base nos lucros apurados a partir de 1º de novembro de 2011; e (iii) que quaisquer retenções de dividendos deverá ser justificada por meio de orçamento de capital, nos termos da lei e de Acordo de Acionistas arquivado na sede da Companhia. Parágrafo 1° - O saldo remanescente dos lucros, se houver, terá a destinação que a Assembleia Geral determinar, observada a legislação aplicável. Parágrafo 2º - Caso o saldo das reservas de lucros ultrapasse o capital social, a Assembleia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou, ainda, na distribuição de dividendos aos acionistas. Artigo 39 - Por proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração, ad referendum da Assembleia Geral Ordinária, poderá a Companhia pagar ou creditar juros aos acionistas, a título de remuneração sobre o capital próprio destes últimos, observada a legislação aplicável. As eventuais importâncias assim desembolsadas poderão ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório previsto neste Estatuto Social. Parágrafo 1º - Em caso de crédito de juros aos acionistas no decorrer do exercício social e atribuição dos mesmos ao valor do dividendo obrigatório, os acionistas serão compensados com os dividendos a que têm direito, sendo-lhes assegurado o pagamento de eventual saldo remanescente. Na hipótese do valor dos dividendos ser inferior ao que lhes foi creditado, a Companhia não poderá cobrar dos acionistas o saldo excedente. Parágrafo 2º - O pagamento efetivo dos juros sobre o capital próprio, tendo ocorrido o crédito no decorrer do exercício social, se dará por deliberação da Diretoria, no curso do exercício social ou no exercício seguinte, mas nunca após as datas de pagamento dos dividendos. Artigo 40 - A Companhia poderá elaborar balanços semestrais, ou em períodos inferiores, e declarar, por deliberação do Conselho de Administração: (a) o pagamento de dividendo ou juros sobre capital próprio, à conta do lucro apurado em balanço semestral, imputados ao valor do dividendo obrigatório, se houver; (b) a distribuição de dividendos em períodos inferiores a 6 (seis) meses, ou juros sobre capital próprio, imputados ao valor do dividendo obrigatório, se houver, desde que o total de dividendo pago em cada semestre do exercício social não exceda ao montante das reservas de capital; e (c) o pagamento de dividendo intermediário ou juros sobre capital próprio, à conta de lucros acumulados ou de reserva de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, imputados ao valor do dividendo obrigatório, se houver. Artigo 41 - A Assembleia Geral poderá deliberar a capitalização de reservas de lucros ou de capital, inclusive as instituídas em balanços intermediários, observada a legislação aplicável. Artigo 42 - Os dividendos não recebidos ou reclamados prescreverão no prazo de 3 (três) anos, contados da data em que tenham sido postos à disposição do acionista, e reverterão em favor da Companhia. CAPÍTULO VII - DO JUÍZO ARBITRAL. Artigo 43 - A Companhia, seus acionistas, Diretores e membros do Conselho Fiscal obrigam-se a resolver, por meio de arbitragem, toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada ou decorrente, em especial, da aplicação, validade, eficácia, interpretação, violação e seus efeitos das disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, neste Estatuto Social, nas normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários, bem como nas demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, conforme o caso. Parágrafo 1º - As disputas ou controvérsias serão solucionadas por meio de arbitragem e será dirimido de acordo com o Regulamento de Arbitragem da Câmara de Comércio Brasil Canadá (“Regulamento da CCBC”). Parágrafo 2º - A arbitragem será decidida por um tribunal arbitral sediado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, constituído por 3 (três) árbitros a serem nomeados nos termos do Regulamento da Câmara. Não será permitida a instauração de arbitragem multilateral, ou seja, de procedimento arbitral composto por mais de dois pólos antagônicos entre si. Será, contudo, permitido haver mais de uma parte, pessoa física ou jurídica, em um dos pólos. Parágrafo 3º - Todo o procedimento arbitral será em língua portuguesa e serão aplicadas as leis brasileiras, inclusive, mas não se limitando, a Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (“Lei Brasileira de Arbitragem”). Parágrafo 4º - Os honorários dos advogados e demais despesas e custos decorrentes do procedimento arbitral serão suportados por uma ou por ambas as partes envolvidas no procedimento, conforme decidido pela Câmara. Parágrafo 5º - Em face da presente cláusula compromissória, toda e qualquer medida cautelar deverá ser requerida (i) ao tribunal arbitral (caso este já tenha sido instaurado) e cumprida por solicitação do tribunal arbitral ao juiz estatal competente, ou (ii) diretamente ao Poder Judiciário (caso o tribunal arbitral ainda não tenha sido instaurado), no foro da comarca onde a medida cautelar deva ser cumprida pela parte requerida. Parágrafo 6º - As partes envolvidas na arbitragem deverão manter em sigilo todas e quaisquer informações relacionadas à arbitragem. CAPÍTULO VIII - DA LIQUIDAÇÃO DA COMPANHIA. Artigo 44 - A Companhia entrará em liquidação nos casos determinados em lei, cabendo à Assembleia Geral eleger o liquidante ou liquidantes, bem como o Conselho Fiscal que deverá funcionar nesse período, obedecidas as formalidades legais. CAPÍTULO IX - DISPOSIÇÕES FINAIS. Artigo 45 - Deverão ser observadas pelos acionistas, pelos administradores e pela Companhia, as disposições de eventuais Acordos de Acionistas da Companhia devidamente arquivados em sua sede, devendo a Diretoria abster-se de praticar quaisquer atos e o Presidente da Assembleia Geral, o Presidente do Conselho de Administração e o Presidente do Comitê Executivo abster-se de computar votos contrários aos termos de tais acordos de acionistas, nos termos do artigo 118 da Lei das Sociedades por Ações. Artigo 46 - Os casos omissos neste Estatuto Social serão resolvidos pela Assembleia Geral e regulados de acordo com o que preceitua a Lei das Sociedades por Ações. Artigo 47 - É vedado à Companhia conceder financiamento ou garantias de qualquer espécie a terceiros, sob qualquer modalidade, para negócios estranhos aos interesses sociais. Artigo 48 - A transformação da Companhia poderá ser deliberada e aprovada por acionistas representando 80% (oitenta por cento) do capital social.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sábado, domingo e segunda-feira, 25, 26 e 27 de dezembro de 2010
Lojista tem o dever de receber o produto danificado do consumidor. Adriana Pereira, assistente de direção do Procon-SP
conomia
É hora de trocar presentes
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A prática de substituir produtos sem problemas com o fornecedor não é obrigatória, mas já faz parte do direito do consumidor. Zsuzsanna Kilian/SXC
direito do consumidor, uma vez que o comerciante sempre esteve aberto a realizar trocas de produtos sem defeito. A base é o princípio da boa-fé, base do CDC e que prevê a honestidade e a transparência nas relações de consumo – dos dois lados do balcão –, como determina o artigo 170 da Constituição. Maior valor – Se o comerciante não tiver mais em estoque o item a ser trocado, ele pode ofertar outro de valor maior e cobrar a diferença de preço do consumidor. Caso a escolha seja por item de valor inferior, não há obrigação da restituição da diferença de preço em dinheiro, o que significa que o consumidor deverá optar por outro produto para chegar ao valor e complementar se este
for ultrapassado. Outro detalhe é que o fornecedor não pode restringir a troca a determinados dias ou horários. Se um produto foi vendido no fim de semana ou à noite, o consumidor tem direito de pedir a troca nesses dias e horários. Oportunidade – Este período pós-Natal também é considerado pelo varejo como uma excelente data para a concretização de novas vendas. Se o consumidor está na loja, por que não atraí-lo para adquirir novos produtos, indagam os profissionais de marketing. Para eles, é o momento de colocar em promoção produtos em que a grade de numeração ou de cores não está mais completa, por exemplo. Mas a ponta de estoque também deve ser vendida com cuidado e o comprador deve ser avisado de que se trata de saldão, assim como dos vícios das
peças e, ainda, de que não será trocado mesmo com defeito (só vale o mencionado na hora da venda). Sabendo de tudo isso, o consumidor pode mensurar se vale ou não a pena comprar o item. Virtual – É mais complicada a troca de produtos comercializados por lojas virtuais, uma vez que não há regra. Mas o aconselhável é que elas pratiquem o que já está consolidado nas lojas físicas: aceitar a troca mesmo se o produto não tem nenhum vício. De qualquer forma, quem comprou o produto ou o próprio presenteado pode se valer do direito de arrependimento (artigo 49) no prazo de sete dias do recebimento, tendo ou não vício o produto. "O presenteado só tem o direito de pedir o cancelamento se o produto foi enviado diretamente para o seu endereço", enfatizou Adriana.
Prazo para reparo: 30 dias.
O
s procedimentos para troca mudam completamente se o presente de Natal apresentou algum vício. Isso não significa que o produto deva ser trocado de imediato. O artigo 18 do CDC estabelece prazo de 30 dias para que a questão seja solucionada. Podendo a solução ser o reparo, não importando se o produto é roupa, calçado, brinquedo ou eletroeletrônico. Vencido esse período, o consumidor tem de estar de posse de seu produto e, este, funcionando corretamente, caso contrário ele pode optar por reaver o dinheiro ou pela troca por um novo. "Para que o consumidor faça valer o que prevê o artigo 18, o produto não precisa ter apresentado vício imediatamente. Seu direito está respaldado enquanto durar a garantia legal (que é de 90 dias para produtos duráveis), ou se o problema aparecer durante sua vida útil e ficar
configurado que se trata de vício oculto, ou seja, só apareceu com o uso do item", explicou Adriana Pereira, do Procon-SP. A responsabilidade pela correção do problema não é só do fabricante. A representante do Procon-SP esclareceu que cabe ao lojista, se esta for a opção do consumidor, encaminhar a solução do problema apresentado pelo produto. "O lojista não tem a obrigação de realizar o reparo ou trocar o item defeituoso. Isso cabe ao fabricante. Mas tem o dever de receber o produto do consumidor e encaminhá-lo ao responsável pela solução da situação." Segundo Adriana, o Procon-SP entende que o prazo de 30 dias pode ser suspenso em razão da extensão do defeito de um produto. "Uma geladeira que não gela deve ser trocada imediatamente, uma vez que não cumpriu com sua função principal."
VENDO SOBRADO NOVO CAMBUCI
DC
esta semana, como ocorrem todos os anos, os consumidores retornam às lojas para solicitar a troca dos presentes de Natal. Os lojistas estimam que, neste período, a cada dez consumidores que entram nos estabelecimentos, oito são para substituir itens. Na maioria dos casos, os produtos não apresentam nenhum vício, ou seja, não representam qualquer risco ao consumidor, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC); quem ganhou não gostou do modelo, da cor ou o produto não serviu (em se tratando de vestuário). Mas há também quem peça a troca de eletroeletrônicos, utensílios domésticos, eletrodomésticos etc porque já tem o item ou preferiria outro modelo. Se o produto está apto para o uso, conforme a lei consumerista, o comerciante não tem nenhuma obrigação de realizar a troca. Mas, se ela foi prometida durante a venda, ele é obrigado a cumprir a oferta. Isso porque o artigo 30 do CDC estipula que "toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou ofertar". "Basta uma simples sinalização da possibilidade de troca que o comerciante já é obrigado a fazê-la. Mas o direito do consumidor a essa prática ganha força se a permissão for de alguma forma documentada – seja na etiqueta fixada no produto, por uma menção na nota fiscal, em cartazes na loja informando as condições da troca etc", informou Adriana Pereira, assistente de Direção do Procon-SP. Mas há também o entendimento, conforme os especialistas de defesa do consumidor, de que essa prática incorporou ao
3 dorms., 1 suíte, cozinha planejada, edícula, direto com o proprietário. Entrada R$ 25.000,00 + dívida parcelada
Tel.: 11 6446-6885 com Cézar
Basta uma simples sinalização da possibilidade de troca que o comerciante já é obrigado a fazê-la. ADRIANA PEREIRA, ASSISTENTE DE DIREÇÃO DO PROCON-SP
O QUE DIZ O CDC
Artigo 18 Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. § 1° - Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; III - o abatimento proporcional do preço. § 2° - Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do consumidor. § 3° - O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1° deste artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial. § 4° - Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1° deste artigo, e não sendo possível a substituição do bem, poderá haver substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço, sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1° deste artigo. § 5° - No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu produtor. Artigo 30 Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. Artigo 35 Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade; II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos. Artigo 49 O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.