Skip to main content

DC 27/07/2012

Page 1

O 1º tiro foi do procurador da República Matheus Baraldi: ele deu prazo de 3 dias para troca de comando da PM, em tumultuada audiência pública (foto). O coronel Roberval França rebateu orgulhoso de sua tropa: "não vamos nos acovardar". O governo, suspeitando de motivação eleitoral, mandou seus tanques para o front. Pág. 9

Jornal do empreendedor

São Paulo, sexta-feira, 27 de julho de 2012

R$ 1,40

GUERRA CIVIL PELO COMANDO DA PM

Conclusão: 23h55

Ano 87 - Nº 23.675

www.dcomercio.com.br

Daniel teixeira/AE

9

Brasil 3 Egito 2 L.C

.Le

ite

/L

Mais alto, mais forte, mais rápido? Com foco dá. UZ

A psicóloga Katia Rubi (acima, à esq.) mostra que a força do pensamento é fundamental na busca de uma medalha – a de ouro, agora, tem 1,3% do metal. Mesmo assim, os meninos do Brasil, que estrearam com vitória, estão loucos por uma. Hoje tem a festa de abertura, às 17h. Págs. 10 e 11

Esse agora é o número chave dos celulares A partir de domingo, todos os telefones da área 11 (Capital e grande parte do Estado) passam a ter um 9 à esquerda. Saiba como isso vai funcionar e tire suas dúvidas na pág. 20.

Todd-White Studio/Divulgação

d

cultura

Warn

er Bro

s/Div

ulgaç

ão

TREVAS NO FIM DAS FÉRIAS

Os cinemas da Cidade estreiam a terceira sequência do herói das cavernas: Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge para restaurar a paz na sombria Gotham City. Feita também de sombras e de poucas, mas sugestivas transparências, a obra do polêmico Caravaggio (acima, esq.) honra o Masp com provocadora exposição. Mais: autógrafos online, a febre do podcast, o tubarão de U$ 12 milhões e a abertura das Olimpíadas na Cultura FM.

Renato Ibelli/DC

Divulgação

Viagem a um caleidoscópio. Sem miragem.

E ele ainda ensina a dirigir

O vento desenha as dunas em Lençóis Maranhenses, como caleidoscópio Pág. 22

Com visual mais 'bravo' (e a versão T-Jet é mesmo), o Fiat Punto dá 'ordens'. Pág. 21

HOJE

ISSN 1679-2688

23675

Parcialmente nublado Máxima 26º C. Mínima 15º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 26º C. Mínima 16º C.

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A presidente Dilma está colhendo as dificuldades que seu próprio partido plantou. José Márcio Mendonça

pinião

Reação tardia. Falta de prática?

EYMAR MASCARO

CAMPANHA DO PT

Edgard Garrido/Reuters

A

ssustada com o crescente movimento de greves no funcionalismo público federal e com alguma operações padrão que já começam a prejudicar o funcionamento da economia, a presidente Dilma Rousseff, depois de umas poucas tentativas frustradas de se entender com os sindicalistas, decidiu agir em duas frentes: De um lado, ordenou o corte de ponto, com descontos nos salários, dos grevistas, medida implementada já nos holerits de junho para algumas categorias paradas. É o mínimo que se poderia esperar, para não transformar o direito de greve em descanso (ou férias) remunerado. Mas isso quase sempre tem pouco efeito: pelo menos até hoje, sempre, na história deste País, o pagamento das horas paradas é renegociado – o que nem sempre ocorre quando o grevista trabalha no setor privado. Uma medida dessas, para a área oficial, pode servir no máximo para apressar negociações. De outro, o governo expediu um decreto autorizando os ministérios e órgãos afins da administração pública que estão com atividades paralisadas, afetando a sociedade ou mesmo prejudicando a economia, a fazer convênios com similares municipais e estaduais para substituir os grevistas. Caso, por exemplo, do pessoal da Anvisa (em greve) e Receita Federal (operação tartaruga) nos portos, atrasando o embarque e desembarque de mercadorias. No limite, poderão ser contratados até servidores temporários. Não é uma medida fácil de implementar e já está gerando uma barulheira, com críticas dos servidores e seus líderes sobre o "autoritarismo" presidencial e sobre a ilegalidade do documento. O que fica evidente com essas ações de emergência é o despreparo do governo Dilma para tratar da questão, depois de um longo período de uma pax sindical celebrada com os sindicalistas pelo ex-presidente Lula, mormente os dos setores públicos, com muita simpatia e doses generosas de recursos – aumentos salariais para os servidores, aumento do salário mínimo bem acima da inflação e gorda fatia do imposto sindical para as centrais trabalhistas. Dilma pareceu pega de surpresa, com o caixa baixo e sem instrumentos para negociar. Demorou a reagir aos primeiros movimentos, não deu atenção aos alertas vindos das instituições sindicais, pareceu acreditar que venceria pelo cansaço, mesmo não tendo a lábia nem a simpatia política de Lula. Só começou a conversar com os professores das universidades federais e de outras instituições superiores de ensino quando cerca de 95% das escolas estavam paradas e a greve já corria há mais de

SUBIU NO TELHADO

T

rês pesos-pesados que atuam na política em São Paulo, como o governador Geraldo Alckmin, o vice Guilherme Afif Domingos e o prefeito Gilberto Kassab, estão com a espinhosa missão de promover o crescimento de José Serra nas pesquisas: há mais de 6 meses que ele estancou nos 30% de intenção de voto. O tucano assiste outro candidato à Prefeitura da Capital mordendo seus calcanhares, Celso Russomano (PRB), como foi constatado no último Datafolha. Os dois estão tecnicamente empatados, porque a margem de erro é de 3 pontos e o adversário chegou aos 26% de preferência eleitoral. Não foi apenas Serra que estacionou: também o candidato do PT, Fernando Haddad parou na casa dos 7%. O PT, contudo, confia que a campanha só vai pegar no breu quando os partidos forem autorizados a usar a televisão para a exibição de seus candidatos.

A

Dilma age contra greves, mas demorou a reagir aos primeiros movimentos.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA 40 dias. Nesta semana completará 70 dias e nada indica que acabará a partir de segunda, quando assembleias de professores em todo o País analisarão a segunda proposta de aumento, apresentada pelos Ministérios da Educação e do Planejamento em nome da presidente.

O

sucesso dos professores, que arrancaram duas propostas de aumento depois de terem sido avisados que não havia dinheiro para nada, obviamente incentiva outras categorias funcionais insatisfeitas. E

deixa o governo na defensiva, mesmo com essas ameaças de punição. Houve reuniões em Brasília esta semana, propondo uma trégua de duas semanas aos servidores para dar tempo à área econômica de analisar o Orçamento de 2013, a ser enviado até o fim de agosto ao Congresso e encontrar algum recurso para aumento salarial geral para o funcionalismo. Até a semana passada o discurso era que qualquer aumento é inviável, a não ser em casos muito excepcionais. E o mais grave é que, além de ameaçar retaliações, como nas

Fica evidente com essas ações de emergência o despreparo do governo Dilma para tratar de greves, após longo período de pax sindical celebrada entre os sindicatos e o ex-presidente Lula.

duas atitudes comentadas acima, o governo não tem instrumentos legais fortes para combater movimentos grevistas mais pesados. Não há uma lei de greve para as feitas pelo setor público, como as regras existentes para o setor privado, que permitem à Justiça do Trabalho tomar decisão para preservar interesses coletivos quando da paralisação de alguma categoria. Normalmente, a Justiça, em casos do setor público, usa os parâmetros adotados para o caso de greves privadas. O que não é a mesma coisa. Não há qualquer mediação, e fica-se somente nessa queda de braços entre os governos e seus servidores.

E

não há ainda uma legislação específica para o caso – embora a Constituição que garante o direto legítimo da greve tanto para os trabalhadores privados quanto para os trabalhadores oficiais já esteja velha de quase 25 anos – porque líderes sindicais do mundo estatal e partidos como o PT (com a CUT à frente) sempre impediram que a greve oficial fosse devidamente regulamentada. Dilma está colhendo as dificuldades que seu próprio partido plantou. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

tevê só vai poder ser usada a partir de 20 de agosto e pelo prazo de 45 dias. Nesse período, o PT vai abusar da utilização das imagens de Lula e Dilma Rousseff: só eles poderão impulsionar a candidatura de Haddad. Detalhe: se a eleição fosse hoje, o 2º turno seria decidido entre Serra e Russomano. Desde que o Datafolha saiu a campo para apurar os índices dos prefeituráveis, há vários meses, José Serra manteve os 30% de aceitação. Neste período, o tucano não perdeu a liderança, mas nenhum candidato se elege prefeito em São Paulo com 30% dos votos. Alckmin, Afif e Kassab esperam sacudir a campanha de seu candidato, na expectativa de que Serra avance antes de ser alcançado por Russomano e antes também de assistir a um esperado crescimento de Fernando Haddad. O que preocupa o PSDB é que a pesquisa Datafolha apontou que o tucano chegou a 37% de índice de rejeição. Nem os adversários negam que o favoritismo é de Serra e que Lula vai precisar operar um milagre para projetar Haddad, caso queira levar o candidato ao 2º turno.

O desempenho de Russomano começa a mexer com Serra e Haddad. Ele aproveitou com eficiência o seu programa na televisão.

O

petista ainda é desconhecido de 45% dos eleitores. Foi mais fácil para o ex-presidente operar o milagre em 2010, elegendo Dilma Rousseff, que tinha traço no Ibope quando a campanha começou. Naquela eleição presidencial, Lula tinha um vasto campo de eleitores a ser explorado. Já, na eleição de prefeito, seu campo de ação é apenas a Capital, que vem sendo administrada pela oposição ao PT.

O

que chama a atenção, no momento, é que Lula não tem acompanhado Fernando Haddad na campanha corpo a corpo que os candidatos imprimem, enquanto não começa a campanha na televisão. O desempenho de Celso Russomano começa a mexer com Serra e Fernando Haddad. Russomano aproveitou com eficiência um programa que apresentou na televisão. Além disso, ele abraçou a causa em defesa do consumidor desde que se elegeu deputado. Seu sucesso até aqui é fruto também do contato direto que vem mantendo há muito tempo com a população da periferia da Capital. Seu crescimento nas pesquisas deixou a campanha de Fernando Haddad numa saia justa, além de incomodar também o tucanato. Para chegar ao 2º turno, o candidato do PT vai precisar desbancar um dos dois líderes nas pesquisas: José Serra ou Celso Russomano, tarefa nada fácil. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 , Fax 3180-3355 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela Oesp Gráfica.

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

3

o LINHA DIVISÓRIA pinião

MENSALÃO: O QUE ESTÁ EM CAUSA É A VALIDADE MESMA DAS INSTITUIÇÕES REPUBLICANAS.

DENIS ROSENFIELD

Uma eventual absolvição dos envolvidos seria um péssimo exemplo para a nação, uma espécie de banho de água fria que perduraria por anos, senão por décadas.

O

"mensalão" é uma espécie de divisória da recente história do País. Trata-se de um escândalo de grandes proporções, que colocou, em um determinado momento, o governo Lula em xeque. A crise foi de tamanha proporção que, segundo algumas notícias, o presidente teria cogitado não se apresentar à reeleição. O PT que, na oposição, se arvorava em defensor da ética na política, perdeu a sua bandeira, tendo ficado desarvorado. Como um partido defensor da moralidade pública tinha chegado a tal grau de renúncia aos seus próprios princípios? Eis uma questão que os cidadãos brasileiros não cessaram, desde então, de se colocar. O próprio presidente Lula, naquele momento, chegou a dizer-se "traído", em uma espécie de pedido de desculpas ao povo brasileiro que o tinha eleito. Talvez tenha sido um dos poucos momentos de sinceridade durante seus dois mandatos, porque, depois, procurou divulgar a "ficção", a fantasia demagógica, de que havia, simplesmente, se tratado de um "golpe de estado" das ditas "elites". A mentira tornou-se mero instrumento de manipulação política, uma forma autoritária de dominação. A denúncia do Procurador Geral da República, relatada pelo Ministro Joaquim Barbosa, foi inequívoca ao qualificar tal prática de crime, de formação de quadrilha a desvio de recursos públicos, com o intuito de comprar votos dos parlamentares e aumentar os "re-

cursos" do PT. O partido da moralidade pública foi publicamente desmoralizado. Mais importante ainda, foi o fato de que tal comportamento partidário expressava um profundo menosprezo pelas instituições republicanas, como se fossem uma mera ferramenta que poderia ser utilizada a seu bel prazer. A mentira política e o desrespeito às instituições republicanas revelaram uma atitude e uma ação de tipo autoritária, como se as regras próprias da democracia não tivessem um valor em si próprias. Elas poderiam, simplesmente, ser utilizadas como um instrumento descartável.

E

is por que o atual julgamento é de tal importância, para além do problema que será juridicamente considerado da responsabilidade individual de cada um dos envolvidos. Nesse sentido, o julgamento do mensalão tem uma significação propriamente política. Ela é irrecusável. Sem dúvida nenhuma, na opinião pública, e talvez no Supremo também, o clima é favorável à condenação dos envolvidos. Não se trata de nenhuma perseguição, nem de uma pretensa conspiração das elites ou dos grandes grupos midiáticos e de imprensa, como alguns radicais deslocados da realidade procuram fazer crer. Trata-se uma demanda de justiça, uma demanda que permeia cada vez mais a opinião pública, farta, por assim dizer, dos desmandos que se proliferam pela espera públi-

ca, não tendo o PT, evidentemente, nenhum monopólio desses, na medida em que se espraiam também para outros partidos políticos. Acontece que a posição única do PT reside em que ele se dizia não apenas o representante da ética na política, como a sua própria encarnação. O partido prosperou eleitoralmente pelo fato de se apresentar como um partido "diferente", alicerçado em valores e princípios.

N

esse sentido, não deixa de ser cômica a defesa de alguns petistas, de que a prática do mensalão revelou somente que o PT fez o que todos faziam e fazem, como se um crime deixasse de ser um crime pelo fato de outros também o cometerem. Ademais, o argumento é pueril, pois o PT foi eleito não para ser igual aos outros, mas para ser diferente. Se diz ter feito "caixa dois" como todos os outros partidos o fazem, ele

está assinando uma confissão de culpa, o de ser um partido como todos os demais, um partido que nem segue os princípios e valores por ele mesmo defendidos. A incoerência é total e é também essa incoerência que é ressentida pelos cidadãos desse país como passível de ser julgada.

U

ma eventual condenação dos implicados, seguindo o caminho traçado pela Procuradoria Geral da União, teria a virtude de mostrar que o País é outro, que ele não compactua com tais práticas e o Supremo está aí para mostrar ser um divisor de águas entre o que deve ou não ser feito, o que é passível ou não de punição. Não se trata evidentemente de colocar todos os que estão sendo julgados em um mesmo patamar, sem a devida discriminação de suas respectivas r e s p o n s a b i l i d a d e s i n d i v iduais. O que está em questão

é o próprio Supremo como guardião da Constituição, sabendo se colocar como supremo árbitro da nação.

N

esse contexto, a tarefa do STF é uma das mais importantes das últimas décadas, pois o que está em causa é a validade mesma das instituições republicanas. Não é por acaso que esse julgamento desperta muitas emoções, também no caso dos ministros, pois o assunto, para além de sua complexidade, alcança a opinião pública, todos procurando, de uma ou outra maneira, influenciá-la. Mesmo quando um ministro diz publicamente que não se pauta pela opinião pública, ele não está deixando de se pautar por ela – embora o seu discurso se faça indiretamente, por via da negação. Negar com tal ênfase a influência da opinião pública significa reconhecer a sua importância. Uma eventual absolvição

dos envolvidos seria um péssimo exemplo para a nação, uma espécie de banho de água fria que perduraria por anos, senão por décadas. Significaria um tipo de anuência a práticas como a do mensalão, caracterizando a política como um terreno em que tudo vale, onde a moralidade não tem nenhuma importância. Independentemente dos argumentos jurídicos, seria como se o Supremo compactuasse com tal forma de se fazer política, numa espécie de renúncia à sua função de guardião da Constituição.

I

sso não significa, evidentemente, que todos devam ser declarados culpados, pois a sua função reside na discriminação e na responsabilidade individual dos atos criminosos cometidos. Disso também depende o estado de Direito. Contudo, o que está em jogo é a dimensão mais ampla – e moral – da política. DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRS

"AS AMARGAS NÃO..." A

Afanei o título desta coluna do livro de memórias de Álvaro Moreyra, que conta logo na capa o que pretende ser: "As amargas não..." são lembranças de momentos inesquecíveis, mas não aqueles que machucam e doem. São recordações de uma vida bem vivida, contadas com a suavidade de um bate papo entre amigos. "Sempre se tem vinte anos, num canto do coração", aprende-se com a leitura – mesmo quem já multiplicou esses vinte por três ou quatro. Tenha seus vinte anos hoje, grude na TV, veja de olhos arregalados a abertura dos Jogos Olímpicos e guarde para sempre na memória o maior espetáculo da Terra. As amargas não. Pedra no rim é lembrança amarga, boa para lembrar se você estiver numa reunião com amigos hipocondríacos, o que não é impossível. Tenho amigos hipocondríacos que dariam para lotar um estádio de futebol de médio porte, tipo o do Barueri, segunda casa do São Paulo FC, que em Barueri ganha mais do que no Morumbi. As amargas não. Um deles prescreve suas mezinhas com a ordem: "Você 'me tome' duas doses todas as noites, antes de dormir". A turma "me tomava" obediente e no dia seguinte aparecia

de ressaca. Cada dose receitada continha uma generosa dose dupla de Jack Daniel's, comprovado elixir da longa vida, bebida sagrada de Frank Sinatra, que viveu mais de 80 anos invejáveis cercado de boa comida de cama e mesa. Nem falo do bebum de respeito que foi Hemingway, que ficou de saco cheio e pediu demissão do seu cargo aqui na Terra. As amargas não.

NEIL doce como fel

Ferreira

E

E

como o floral que o nosso cão Chicão toma e que contém 30% de brandy, receitado pelo veterinário Vegan, dr. S*, da maior confiança. Bebendo o floral em gotas, porém sem moderação, Chicão viciou, virou alcoólatra, late com seu vozeirão para os jacarés fictícios que vê na parede, fantasmagorias produzidas pelo DT (Delirium Tremens), exigindo o trago de boa noite. Buscamos agora um A.A. (Alcoólicos Anônimos) para cães, para ver se ele dá pelo menos uns 3 passos dos 12 exigidos pelo tratamento. Eu não passei dos 4. As amargas não. Rose Kennedy, matriarca do clã Kennedy – que aos 90 anos ainda nadava nas águas geladas de Martha's Vineyard, depois de ter um filho morto na 2ª Guerra Mundial, outros dois assassinados, uma filha lobotomizada e um outro,

doutor Ulysses; Pelé, Tostão e Gerson Canhotinha, trio de ouro do Tri de 70; tinha a divina Seleção de 82, doTelê. Tinha numa gaveta da memória o álbum de Figurinhas Futebol, a página do São Paulo FC completinha, com a carimbada e tudo. As amargas não.

de porre, metido num desastre em que sua acompanhante morreu e ele fugiu sem socorrê-la – deixou-nos a autobiografia Times to Remember , cujo foco é: "A memória é seletiva, guarda apenas as lembranças boas". As amargas não. Aos 69 anos, esqueço o ontem e o tresantontem, para mergulhar no sintoma mais grave da velhice –

aquele do "no meu tempo era melhor". Melhor ? Não tinha nem celular, filhote da privataria de FHC, que se multiplica com a velocidade dos gremlins. Tinha ditadura, tortura, censura, terrorismo, repressão, Oban, "Tutoia Hilton", guerrilha, mas repito com convicção: as amargas não. Tinha "Diretas Já", Covas, Montoro, Richa, FHC,

squeço o "país dos mais de 80%"; os mensaleiros e sua quase certa absolvição; a classe política, toda ela suspeita de corrupção; Renan Avacalheiros na bica de sentar na cadeira cativa do Sarney; a mentira deslavada transformada em verdade; o pobre que virou Crasse Mérdia sem sair da mérdia; o SUS, "uma das melhores saúdes do mundo"; o Estado tomado de assalto; a cumpanherada sindicalista por cima da carne seca; a Petrobras cada vez mais afundada, na fundura mais funda do que o Pré-Sal. A imundície e a feiúra que são os garranchos pichados nas paredes, a arte e cultura do lulopetismo. "É a voz dos sem voz", elogia-os a Relaxa e Goza, sem jamais oferecer seu muro granfino-belezura para que pichem livremente suas "vozes" roucas da ignorância no pudê. As pichações "do meu tempo" (rsrsrs) eram obras da inteligência, como a de 68 em Paris, "Interdit d´interdire", ou de humor, como as de São Paulo nos

anos 70: "Morte aos dentistas", "Fora terráqueos", "Celacanto provoca maremoto". As amargas não. Lembro Nara, Vinícius, Carlos Lyra, Chico, Caetano, Gil, Tom, Vandré, Mutantes, Caymmi, "Deus e o Diabo...", "O Pagador de Promessas", "Assalto ao Trem Pagador" "Rio 40 Graus", "O Rei do Rio". Esqueço Rita Lee de propósito e com a maior facilidade. As amargas não.

O

futuro precisará despejar da memória Lula, que foi contra a Anistia e o Plano Real; Maluf, Carminha , o Outdoor Ambulante Neymar Cai-Cai e o "Ai se eu te pego"; reconhecer os dois mandatos de FHC como marcos da nossa História; e respeitosamente mandar dona Ana Arraes tomar no TCU. As amargas não. (Desculpem a grossura do neo-palavrão; nossa lingua brasileira é gorda de siglas suspeitas: TCU, STF, SUS, PAC, PT, PMDB, PC do B; não é impróprio usá-las, respeitando-se seu real significado). PS: Meu palpite no bolão: 8 x 3 para o Mensalão. "O poeta é um fingidor; finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente" (Fernando Pessoa). NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4

GibaUm

3 Pás

de luxo e vassouras com estampas de oncinhas, bolinhas e estrelas, custam no site de Cheias de Charme R$ 85 (média).

gibaum@gibaum.com.br

k Eu não serei preso. Não serei. Minha convicção é com base no meu coração.

ROBERTO JEFFERSON // presidente do PTB, sobre o julgamento do mensalão.

Foto: BusinessNews

sexta-feira, 27 de julho de 2012

3 MAIS: só que já ganharam versões genéricas, pirateadas, vendidas nos camelôs de São Paulo entre R$10 e R$15 (média).

Olho na mordomia O Tribunal de Contas da União já iniciou uma detalhada auditoria em confederações patronais e sindicais: serão examinados especialmente gastos com atividades de representação e transportes, ou seja, despesas que envolvem caros jantares, jatinhos e viagens ao Exterior, levando entourage e familiares, só para começo de conversa. Essas entidades recebem repasses expressivos da União e a intenção do TCU é determinar que qualquer mordomia não justificada tenha seu valor gasto devolvido. 333

CENTENÁRIO Estilo Pilatos A escolha dos substitutos dos ministros Cezar Peluso e Carlos Ayres de Brito do Supremo Tribunal Federal, que se aposentam compulsoriamente este ano, só será tratada pela presidente Dilma Rousseff depois do julgamento do mensalão. Ela não quer dar a menor margem para que sejam criadas quaisquer interpretações de que, de alguma maneira, possa ter ajudado a condenar ou absolver os réus. Mais: Dilma nem permite que ministros ou poderosos políticos aliados tratem desse assunto com ela. Corta a conversa na hora. 333

BALAIO É quase um balaio de caranguejos: a defesa de José Dirceu, no julgamento do mensalão, vai tentar empurrar paraoPTaresponsabilidadepor qualquer esquema criminoso; já adeJoséGenoinno,presidente dopartidonaépoca,repetiráque ele cuidava apenas da área política,nadadefinanças;eade DelubioSoaresseguiránalinha dequeele,comotesoureiro,só obedecia ordens e as executava. Mais: esta semana, Genoino circulava, sorridente, pelo Congresso, acompanhando o ministro Celso Amorim, da Defesa, que visitava o senador José Sarney. 333

A nissei mais badalada do país, Sabrina Sato, 31 anos, ex-bailarina do Faustão , exvendeuse da Oscar Freire, peça básica do Pânico na TV e agora available (rompeu com o deputado Fábio Faria), ataca em várias frentes ao mesmo tempo: é a estrela da campanha da Beauty’in, de Cristiana Arcangeli (produtos com vitaminas e minerais, com efeitos de cosméticos), é também a atração de agosto de Glamour (esquerda), aproveita para exibir um pouco de intimates na BT Experience, a revista da rede de academias Body Tech (centro) e ganha espaço, com jeito de estrela noir dos anos 40, na nova investida publicitária da Vivara (direita). 333

Sabrina em campo

A União gastou no ano passado quase R$ 1,7 bilhão em despesas de vigilância, com o objetivo de garantir, de modo ostensivo, a segurança de locais e pessoas públicas. É mais do que o dobro de investimentos (obras e compras de equipamentos) do Ministério da Saúde (R$ 746 milhões). Se os recursos tivessem sido aplicados por um ministério, a segurança ocuparia a quarta posição no ranking de investimentos do ano passado, perdendo apenas para Transportes (R$ 6,1 bilhões), Defesa (R$ 5,8 bilhões) e Educação (R$ 2,8 bilhões). Este ano, as despesas de vigilância já chegaram a R$ 715 milhões até junho. 333

Segurança bilionária

Ar suspeito O Senado acaba de contratar uma empresa para avaliar a qualidade do ar que assessores e senadores andam respirando pelos corredores e plenários da Casa. Há quem aposte que existe algo suspeito no ar, incluindo surpreendentes aromas que vêm e vão. A vistoria segue os padrões da Agencia de Vigilância Sanitária e vai custar R$ 100 mil dos cofres públicos.

333

A nova edição da revista Ulysses, editada pela Fundação Ulysses Guimarães, publica uma entrevista do ex-ministro Delfim Netto sobre economia e crise mundial. Só que, à certa altura, ele acaba louvando “as mudanças institucionais” que aconteceram no Brasil e cita a “independência”doSupremo Tribunal Federal. E argumenta: “O Brasil é o único país emergente com o Supremo que não obedece às vozes das ruas, que procura fazer justiça. Por que? Porque a voz da rua sempre quer vingança”.

333

Sobrenome Está mais do que confirmado: a CPI decidiu convocar as duas mulheres de Carlinhos Cachoeira – e ex e a atual – para depor, em dias separados. Andrea Aprígio de Souza, a primeira titular, fala dia 8 de agosto e Andressa Cachoeira (prefere ser chamada dessa maneira) vai lá dia 7. E como já aprendeu a gostar dos flashes, pode até inaugurar nova bolsa Hermés que acaba de receber em sua casa. 333

Sucesso na novela Gabriela, Bruna Linzmeyer (vem se apresentando no Bataclã), Ildi Silva e Emanuelle Araujo, essas duas quengas do cabaré de Maria Machadão, posaram juntas de lingerie para a próxima edição de GQ. Todas já tiveram – e terão mais ainda – cenas de nudez na história de Jorge Amado e acham que vale tudo pela arte. Emanuelle Araujo acha mais: “Despir-se tinha um valor, as costas de uma mulher nua eram uma visão altamente sedutora, o ato de tirar a roupa não tinha nada de banal, era lindo, não era o fast-food de hoje”.

Quengas de fast-food

333

Sadômaso doméstico 333 Está chegando às livrarias brasileiras, depois de vender mais de vinte milhões de exemplares só nos Estados Unidos, Cinqüenta Tons de Cinza, livro de estréia da inglesa E.L. James, uma pacata senhora chegada à pornografia suave e doméstica, com direito a lances sadomasoquistas igualmente soft . Prefere homem “dominador”, ela “submissa” e repete sempre o bordão “Nossos corpos nos pertencem”, ou seja, que as mulheres podem e devem fazer o que bem entenderem com eles, tendo prazer, inclusive, na submissão. Para enlouquecimento das feministas, em todo o planeta, as mulheres são as grandes compradoras do bestseller.

h IN Arroz doce.

h

VOZES DA RUA

Venerado por nomes como Luis Buñuel, Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway, o Dry Martini virou até personagem de cinema: é a bebida favorita de James Bond. Saber fazer um Dry Martini é requisito básico para qualquer barman que se preze. A origem do drinque é o bar do Knickerbocker Hotel, em Nova York, em 1912, batizado com o nome do barman que o criou.Resumo(etílico)daópera: o Dry Martini está completando 100 anos em 2012. 333

OUT

Canjica.

Médium à R$ 350 333 A BBC acaba de dedicar grande matéria sobre os trabalhos do médium goiano João de Deus na Suíça: ele atendeu milhares de pessoas, num estádio em Genebra (vieram também de países vizinhos) e realizou centenas de cirurgias espirituais. Os ingressos custavam o equivalente a R$ 350, cobrados para custear despesas de aluguel do estádio, viagem, alimentação e obras sociais do médium em Abadiânia. João de Deus acompanhou o tratamento do ex-presidente Lula, do qual se tornou grande amigo e foi até Caracas para ver Hugo Chávez. No final de novembro, ele repete a dose em Frankfurt, na Alemanha.

MISTURA FINA A NOTA Vozes da rua, está sendo novamente publicada hoje: na edição de ontem saiu com o texto trocado 333

333 O VICE-presidente Michel Temer não está preocupado com os baixos índices de intenção de voto de seu candidato Gabriel Chalita (PMDB-SP) nas pesquisas. Tem se reunido com o novo coordenador político da campanha de seu protegido, o advogado, ex-deputado e milionário José Yunes e, dia desses, chegou a uma conclusão: “Quando começar a campanha de TV, o Chalita vai capitalizar o voto anti-Serra, que foi para Russomano depois que Netinho retirou seu nome”.

333 A MOCIDADE Independente de Padre Miguel deverá apresentar, no carnaval do ano que vem, um enredo sobre o Rock in Rio, com direito a passar em revista a história do gênero no Brasil e lá fora e, dependendo, até trazer uma atração internacional para colocar num carro alegórico. Por enquanto, estão pensando em convidar a cantora Pitty para ser a rainha da bateria: seria a chance de suas inúmeras tatuagens alegrarem a avenida.

333 ROBERTO Cavalli, que tem apenas uma loja no Brasil, nos Jardins, em São Paulo, está promovendo na Europa a vodca com seu nome que lançou e nesses dias, gravou um comercial na cozinha de sua casa, na Itália. Ele ensina algumas receitas de drinques e reforça na caipirinha. Detalhe: o cenário tinha palmeiras, frutas tropicais e até uma arara azul na decoração.

O GOVERNO federal liberou mais de R$ 1,7 bilhão em créditos extraordinários para combater secas e enchentes. Só que, até agora, só pagou R$ 235,8 milhões, ou seja, 13% do valor total. A liderança do PSDB na Câmara Federal fez um levantamento e apurou que o valor empenhado é mínimo: R$ 402,8 milhões. O restante fica à disposição do governo para gastar como quiser.

333

OS MINISTROS Guido Mantega e Fernando Pimentel, da Fazenda e do Desenvolvimento Econômico, resolveram tirar cada um, respectivamente, uma semana e 15 dias de férias. Já estão em pleno gozo delas, que consideram mais do que merecidas.

333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

5 MULHERES A atual e a ex de Cachoeira foram convocadas para depor na CPI.

olítica Sergio Lima/Folhapress

CPI DO CACHOEIRA

Chegou a vez de Andressa e Andréa A atual vai depor na comissão no dia 7. No dia seguinte, será a vez da ex-mulher.

A

primeira atividade da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPI do Cachoeira, após o recesso, será a tomada de depoimento de Andressa Mendonça, atual mulher do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O depoimento está marcado para o dia 7. No dia seguinte, será a vez de Andréa Aprígio, a ex-mulher. Andréa detém 95% das ações do Laboratório Vitapan. Os outros 5% estão em nome de Adriano Aprígio de Souza, que estava preso por suspeita de ameaças à procuradora da República, Léa Batista. Para a Polícia Federal, os dois estão entre os principais laranjas de Cachoeira. Vários bens que seriam do contraventor estão em nome de Adriano. Foi na residência dele que a polícia encontrou vários vídeos gravados por Cachoeira nos últimos anos. Entre eles, o que foi exibido pelo Fantástico, no qual o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), aparece negociando recursos para a sua campanha, em 2004. Outro laranja utilizado por Cachoeira, segundo a PF, é o irmão Sebastião Ramos. Somente em bens declarados em 2010, o contraventor e seus três laranjas somaram R$ 25,4 milhões. A PF passou a investigar o patrimônio do ex-cunhado depois de captar uma conversa do bicheiro com Andressa, na qual ele se desespera ao saber do divórcio do cunhado. "Uma bomba aqui! O Adriano tá largando a Suzane. O trem tá tudo no nome dele", afirmou Cachoeira na ocasião. Em nome de Adriano estão uma confecção, uma

rede de televisão, uma rádio e a sociedade no Vitapan, que era dirigido por Cachoeira até a sua prisão, em 29 de fevereiro. Na empresa, Andréa é sócia-majoritária e, entre 2007 e 2010, recebeu R$ 1,2 milhão somente em participações. Além disso, Cachoeira contribuiu para a ex aumentar o seu patrimônio, com imóveis em Miami e no Rio de Janeiro e fazendas em Goiás. A PF também descobriu que, em 2010, seis anos após o divórcio, o bicheiro ainda continuava ajudando a ex-mulher, que havia gastado, em três meses, R$ 98.892 em cartões de crédito. A atual An-

dressa não fica atrás. Numa viagem a Miami, gastou R$ 60 mil também no cartão de crédito. "Pode ter acontecido, sim. Eu estava comprando roupas de cama, algumas coisas para a casa", justificou. Andressa aproveitou e foi ontem até o prédio da PF, em Goiânia, para ver Cachoeira. Ela disse que está planejando o casamento, "assim que ele for solto". Durante audiência, e depois de ter dito que virou "leproso jurídico", o bicheiro, afirmou: "Ela me deu uma nova vida. Eu te amo, tá. queria fazer essa declaração em público". Andressa se emocionou. "Eu também". (Agências)

HOMENS A AMB estima que 400 juízes estão ameaçados pelo crime organizado.

Andressa Mendonça, animada com as declarações de Cachoeira, já está planejando o casamento, assim que ele sair da cadeia. Antes, ela vai prestar depoimento.

Ela me deu uma nova vida. Eu te amo, tá? Queria fazer essa declaração em público. CARLINHOS CACHOEIRA

Pode ter acontecido, sim, de ter gasto R$ 60 mil. Eu estava comprando roupas de cama. ANDRESSA MENDONÇA

Uma bomba aqui! O Adriano tá largando a Suzane. O trem tá tudo no nome dele. CARLINHOS CACHOEIRA

Crime organizado ameaça 400 magistrados A estimativa é da associação de classe, a AMB. Para coibir, eles poderão atuar em colegiado quando tiver que tomar decisões severas contra os investigados.

P

ara combater o crime organizado, os juízes vão poder se apoiar, a partir de agora, na lei sancionada ontem pela presidente Dilma Rousseff, que permite a atuação em colegiado, quando tiverem que tomar decisões severas contra investigados. A lei poderá coibir ameaças como ocorreu com o juiz Paulo Augusto Moreira Lima, responsável pela Operação Monte Carlo que prendeu Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. De acordo com a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), estimativas apontam que há, atualmente, 400 juízes que são, ou se sentem, ameaçados pelo crime organizado no Brasil. Dados levantados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que existem pouco menso de 200 casos registrados. Para o desembargador Raduan Miguel Filho, vice-presidente interino da AMB, a lei é ótima e vai de encontro aos anseios da magistratura brasileira, mas não resolve o problema por completo. Ele defende que é preciso aprimorar as técnicas de combate e deixar os mecanismos mais eficientes. "Os criminosos estão

organizados e se utilizam de mecanismos outrora inimagináveis, como rede bancária, internet, contatos dentro do fórum, de tribunais e da da advocacia", disse Miguel Filho.

Não é comum levar fechada de trânsito todo dia ou duas fechadas em um dia só tendo o juiz um processo volumoso e delicado na mesa. RADUAN MIGUEL FILHO (AMB) Ele estima que o número de ameaças pode ser ainda maior, já que muitas vezes ela nem é registrada. "Muitos não levam ao conhecimento do tribunal e resolvem com o Ministério Público ou com a Polícia Federal", afirmou. Para o vice-presidente da AMB, as ameaças veladas são as mais difíceis de se registrar porque, muitas vezes, o juiz não foi intimidado, mas se sente assim. "Não é comum levar fechada de trânsito todo dia ou, pelo menos, duas fechadas em um dia só tendo o juiz um processo volumoso e

delicado sobre a mesa". Segundo o desembargador, existe uma secretaria criada pela AMB responsável por levantar e dar apoio a casos de problemas com magistrados e que atua em conjunto com a lei. "O objetivo é buscar estudos e mecanismos juntos aos tribunais, ao CNJ e aos órgãos públicos, mecanismos tais como os expostos na lei", disse. Caso Cachoeira – Em junho, após ameaças, o juiz Paulo Augusto Moreira Lima deixou o comando do processo que envolve o contraventor Carlinhos Cachoeira. Em ofício encaminhado ao corregedor-geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Carlos Olavo, ele afirmou que não tinha mais condições de permanecer no caso por estar em "situação de extrema exposição junto à criminalidade do Estado de Goiás". E para evitar represálias, revelou que deixaria o País temporariamente. AtualAlderico Rocha Santos assumiu o processo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, depois das ameaças sofridas pelo juiz Paulo Augusto Moreira Lima, responsável pela prisão de Cachoeira.

mente, o processo da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira, está sob responsabilidade de Alderico Rocha Santos, juiz de Goiânia. Por isso, a partir de agora, em processos ou procedimentos sobre delitos praticados por organizações criminosas, o juiz poderá decidir pela formação de um conselho para a prática de qualquer ato, especialmente para decretar priRandes Nunes/Folhapress - 25.07.12

são ou medidas assecuratórias, como interceptação telefônica, ordem de buscas e ação controlada. Na avaliação do desembagador Henrique Nelson Calandra, presidente da AMB, com essa lei episódios como o de Moreira Lima seriam evitados. "É muita pressão sobre um único magistrado. O trabalho em conjunto, compartilhando as deliberações, pode neutra-

lizar intimidações", afirmou. Deliberações – O colegiado poderá deliberar sobre concessão de liberdade provisória ou revogação de prisão, sentença, progressão ou regressão de regime de cumprimento de pena, concessão de liberdade condicional, transferência de preso para estabelecimento de segurança máxima e inclusão no regime disciplinar diferenciado. (AE)


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A consequência política a partir do julgamento do Mensalão será, provavelmente, modesta. The Economist

olítica

Divulga

Mensalão: redes sociais programam manifestações. Armando C. Serra Negra

C

ontagem regressiva para o início do julgamento do Mensalão, os grupos sociais da web voltam a se manifestar. No Rio de Janeiro, faixas e carro de som acompanharão uma caminhada ao longo do calçadão do Leblon e de Ipanema, neste domingo, dia 29, a partir das 10h. Marcando o início da mobilização da sociedade, será lançado o blog Fique de Olho no Mensalão (w ww. d e o l h o n omensalao.wordpress.com/), es-

paço para a publicação de informações e opiniões sobre o processo envolvendo políticos, banqueiros e publicitários que desviaram recursos públicos, transferiram divisas para o exterior e lavaram dinheiro para a compra de votos no Congresso Nacional. O evento será realizado pelo grupo 31 de Julho Contra a Corrupção e a Impunidade – contando no currículo o Troféu Algemas de Ouro (conferido a José Sarney, em 2011), e a campanha SOS TF Mensalão, responsável pela coleta de 30 mil assinaturas favoráveis à confirmação do julgamento neste

semestre, com apoio do grupo Queremos Ética na Política. "Haverá um bolo de três andares, nas cores verde e amarela para 300 pessoas, comemorando o aniversário do grupo, e as vitórias já conquistadas pelo esforço conjunto em nível nacional", conta Marcelo Medeiros, referindo-se ao reconhecimento da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a confirmação do poder do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de investigar e punir irregularidades no Judiciário e, finalmente, o início próximo do julgamento. Segundo Medeiros, as mo-

ção

O blog Fique de Olho no Mensalão será lançado pelo grupo Movimento 31 de julho. A ideia é dar espaço para denúncias contra a corrupção.

bilizações populares que começaram no ano passado ficarão na história do Brasil, pois "a sociedade brasileira perdeu a paciência com a corrupção e a impunidade, indo às ruas manifestar-se e mostrar a voz". Interconectados aos cariocas, os grupos paulistanos Nas Ruas, Revoltados On Line e Movimento Apartidário Contra a Corrupção programaram um evento mais visual. Com adesões de última hora, os cinquenta manifestantes que confirmaram presença

escreverão a palavra "Mensalão" à luz de velas, acendendo 500 delas sob o vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, a partir das 19h da noite de 1º de agosto.

"Quem quiser participar, basta aparecer com a sua!", convidam os organizadores Carla Zambelli, Marcello Reis e Hermiton Costa.

Veredicto, agora, tem peso menor. Prestes a enfrentar uma cirurgia para a retirada de um câncer no pâncreas, o ex-deputado Roberto Jefferson diz que decisão do STF sobre o Mensalão perde importância.

A

os 59 anos, o ex-deputado Roberto Jefferson, autor da denúncia do Mensalão e um dos 38 réus do processo, está com medo. Confessou ontem, ao se internar no Hospital Samaritano, em Botafogo, onde será submetido, sábado, à cirurgia de retirada de um tumor no pâncreas. A uma semana do início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), Jefferson, que teve o mandato cassado em setembro de 2005, diz que, desde a descoberta da doença, o veredicto da Justiça tornou-se uma preocupação menor. "Não vou falar que sou herói. Estou com medo. Não depende mais de mim, não estou mais no comando do navio. Mas estou muito bem espiritualmente", disse pouco antes de começar mais uma série de exames preparatórios. Além da preocupação com a cirurgia, que deve durar entre 8 e 10 horas, ele está na expectativa do resultado da biópsia,

Daniel Marenco/Folhapress

Roberto Jefferson: "Não vou falar que sou herói. Estou com medo". que apontará se o tumor é benigno ou maligno. Jefferson recebeu o diagnóstico do tumor na quintafeira passada, dia seguinte à convenção do PTB que o reconduziu à presidência por mais 3 anos. O comando partidário é sua principal atividade. Participou das negociações

SECRETARIA DE CULTURA ABERTURA DE LICITAÇÃO TOMADA DE PREÇOS 04/SMC-G/2012.2011-0.338.223-0. Acha-se aberta na Secretaria Municipal de Cultura, licitação na modalidade TOMADA DE PREÇOS, visando a contratação de empresa especializada para prestação de serviços de obras de conservação de edificação, acessibilidade parcial e atualização das instalações prediais doTeatro João Caetano. A sessão de abertura será realizada na sala de reuniões da Seção de Licitações e Contratos, à Av. São João, 473 - 8º andar, Centro - São Paulo, às 14:30 horas do dia 16 de agosto de 2012. O edital composto do instrumento convocatório e anexos poderá ser retirado mediante a entrega de um CD-R, na Seção de Licitações e Contratos, no endereço supracitado, no 9º andar, horário das 09:00 às 17:00 horas, até o último dia útil que anteceder a data designada para a abertura do certame ou poderá ser obtido via internet, gratuitamente no endereço eletrônico da Prefeitura do Município de São Paulo:http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br. Maiores esclarecimentos poderão ser obtidos pelos interessados através dos telefones:3397-0086 ou 3397-0075.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 264/2012-SMS.G, processo 2012-0.158.626-3, destinado ao registro de preço para o fornecimento de ANALGÉSICO, ANTIFLATULENTO, CORTICOSTEROIDE E BETA-BLOQUEADOR, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 11 de setembro de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 269/2012-SMS.G, processo 2012-0.016.806-9, destinado ao registro de preço para o fornecimento de INSULINA ASPART 100 UI/ML (NOVORAPID) EM FRASCO COM 10 ML para Atendimento de Determinações do Poder Judiciário, Ministério Público e Conselhos Tutelares - Ações Judiciais, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Ação Judicial, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9h30min do dia 13 de setembro de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 270/2012-SMS.G, processo 2012-0.173.647-8, destinado ao registro de preço para o fornecimento de ANTI-HIPERTENSIVO E ANTI-INFECCIOSOS, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9h30min do dia 18 de setembro de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

para alianças destas eleições, como a coligação com o PRB de Celso Russomano em São Paulo. No Rio, ratificou a aliança iniciada em 2008 com o prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição. Ao contrário do acordo que diz ter firmado com os petistas para as eleições municipais de

2004, em que o PTB receberia R$ 20 milhões do PT para a campanha de seus candidatos, Jefferson afirma que as alianças atuais não envolvem financiamento. "Os cuidados hoje são muito maiores", explica. Em 2005, após denunciar o pagamento de propina a deputados governistas, Jefferson disse ter recebido R$ 4 milhões do PT. Foi incluído no processo do Mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. "Em São Paulo, o próprio PTB vai financiar seus candidatos. No Rio, o material que roda para o Eduardo Paes roda para os candidatos do PTB, não envolve financiamento. Eduardo é meu amigo, foi do PTB. Um menino correto, faz um senhor governo. Não fica em restaurantes de luxo, não frequenta as cidades do circuito dos milionários, não faz foto com guardanapo na cabeça", disse, no tom provocativo de sempre, em referência ao exgovernador Sérgio Cabral

Jersey mantém processo contra Maluf

A

Justiça da Ilha de Jersey rechaçou as principais teses da defesa do deputado Paulo Maluf (PP) na ação de repatriação de dinheiro supostamente desviado da Prefeitura de São Paulo durante a sua gestão (1993-1996). A decisão, do juiz Howard Page da Corte Real de Jersey, foi tornada pública ontem. Assim, argumentos como a falta de competência da prefeitura para entrar com ação e suposta prescrição dos atos não foram considerados válidos pela Justiça da ilha britânica. A decisão não é final – ainda não houve condenação ou confirmação dos supostos desvios. Mas, para a prefeitura, foi a maior vitória jurídica neste caso até então. A defesa das empresas offshore Durant International Corporation e Kildare Finance Limited, suspeitas de serem ligadas a Ma-

luf e a seu filho Flávio, tentava a anulação do processo pelos motivos mencionados. Em relação à competência, a defesa das companhias disse que só a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), órgão municipal que realizou os pagamentos supostamente fraudulentos, teria legitimidade para propor a ação. Os advogados também usaram a jurisprudência da Corte de Jersey para afirmar que os prazos processuais estariam inadequados. Os dois argumentos não foram aceitos pelo juiz, que determinou o prosseguimento do julgamento. A defesa de Maluf ainda não comentou a decisão da Justiça de Jersey. Mas para os advogados da prefeitura, esse foi "o passo mais importante" no caminho da busca pela devolução de 10,5 milhões de dólares aos cofres municipais. (AE)

Beto Oliveira/Agência Câmara

Maluf: defesa não foi considerada válida na ilha, por enquanto.

(PMDB), de quem, em tese, também é aliado. Entre os candidatos a vereador pelo PTB carioca está sua filha, Cristiane Brasil, 38 anos, que deixou a Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável da prefeitura para fazer

As pessoas me abraçam na rua, estão acompanhando tudo sobre meu pai, sobre a cirurgia, o julgamento. CRISTIANE BRASIL campanha. Jefferson estimula a carreira política da filha, mas não quer vê-la candidata a deputada federal. "Não deixei que ela fosse para Brasília. Lá ainda tem muita gente que me odeia. Depois do julgamento do Mensalão começará um no-

vo momento". "As pessoas me abraçam na rua, estão acompanhando tudo em relação ao meu pai, sobre a cirurgia, o julgamento. Meus eleitores, principalmente os da terceira idade, o conhecem desde O Povo da TV", diz Cristiane, lembrando o programa da extinta TV Tupi onde o pai ganhou fama como advogado dos pobres. A tensão por causa da cirurgia não desviou o ex-deputado da paixão pelas motocicletas Harley Davidson – tem uma Road King e uma Fat Boy – e do hábito diário de fazer exercícios. Em 2000, Jefferson submeteu-se a uma cirurgia bariátrica contra a obesidade. E não esconde a vaidade. Na terça-feira passada, no Samaritano, recusou a cadeira de rodas para passar de um sala de exames a outra. Tirou a roupa de hospital, vestiu calça, camisa e sapatos e foi andando. "Não vou sair de cadeira de rodas, se posso caminhar perfeitamente". (AE)

Punições? Não no Brasil, diz Economist.

H

istoricamente, nem mesmo uma reputação desprezível impede uma longa carreira política no Brasil. É o que diz a revista britânica The Economistem sua edição de ontem. Um exemplo? "Fernando Collor, atual senador e ex-presidente 'impeachado' em 1992, considerado culpado de corrupção durante seu mandato". Outro nome? Paulo Maluf, lembra a publicação. "Acusado nos EUA de roubo relacionado a um esquema de propina durante seus mandatos como governador e prefeito de São Paulo, agora ele é congressista". A matéria explica que no Brasil, parlamentar e ministro que tiverem cometido crimes no cargo só podem ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal. "Isso permite aos políticos fugir de assassinato, às vezes literalmente", diz a revista, apontando o caso de Arnon de Mello – senador e pai de Fernando Collor de Mello, que atirou e matou outro político dentro do Senado em 1963 "e que nunca foi julgado". "É neste contexto que o

julgamento dos 38 réus do Mensalão, marcado para 2 de agosto e que se apresenta como o maior escândalo de corrupção do Brasil dos últimos anos, é uma raridade", afirma a matéria. A revista dá detalhes do esquema montado pelo PT, para anunciar: " Apenas agora é que os juízes estão prontos para a experiência". "Só ouvir acusações, provas e demonstrações vão consumir meses", vaticina a Ec onomi st. "Apenas alguns poucos réus ocuparam altos cargos, mas o Supremo vai julgá-los todos juntos, já que as acusações se interligam". Pior: "A consequência política a partir do julgamento do Mensalão será provavelmente modesta". Segundo Alberto Almeida do Instituto Análise, "apesar de o povo acreditar que a maioria dos políticos seja suja, reelegeu o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva, só um ano depois do escândalo". A grande novidade, para o entrevistado, que finaliza a matéria, é que "para ser corrupto no Brasil você precisa ser mais criativo agora do que há 10 ou 15 anos".


p CPI dos Correios não investigou R$ 55 mi DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

7

Retiraram de nós toda a possibilidade de irmos atrás do destino do dinheiro. Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS)

olítica

A queixa é do próprio relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que acusa: a blindagem dos petistas pelo governo impediu o avanço nos trabalhos de apuração. Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

A

Serraglio: 'Faltou muito coisa, porque a gente estava amarrado'.

blindagem do Palácio do Planalto para poupar petistas, em especial o ex-ministro José Dirceu, impediu que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios de investigar o destino da totalidade dos R$ 55 milhões de recursos que o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza disse ter contraído em empréstimos para o PT. A obstrução aos trabalhos da CPI dos Correios foi denunciada ontem ao jornal O Estado de S. Paulo pelo próprio relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). Na entrevista, Serraglio afirmou que José Dirceu foi um dos personagens mais "protegidos" por uma tropa de choque do PT que atuava na CPI. Segundo o relator, a tropa era formada pela então senadora Ideli Salvatti (hoje ministra das Relações Institucionais), e pelos então deputados federais Jorge Bittar (PT-RJ) e Carlos Abicalil (PT-MT). A reportagem procurou deputados e senadores petistas que participaram da CPI dos Correios para responder às denúncias, mas ninguém quis

fazer comentários a respeito. Uma das investigações que Amarração – "Faltou muita não chegaram ao fim, seguncoisa, muito do que eles ficam do Lorenzoni, foi o empréstibatendo agora que 'não tá pro- mo feito ao ex-presidente Luiz vado isso, não tá provado Inácio Lula da Silva pelo PT. A aquilo' é porque a gente esta- dívida foi paga pelo ex-presiva amarrado, não tínhamos li- dente do Sebrae, Paulo Okaberdade. Hoje, por exemplo, o moto, sem que Lula soubesse. José Dirceu fala que ele não Ou, pelo menos, que dissesse tem nada a ver com isso. Nós que não sabia. Também não poder íamos houve avanter levantado ço nas invesprovas muito tigações enmais contunvolvendo a Poderíamos ter dentes em reempresa Galevantado provas l a ç ã o à e v imecorp, na dente ascenépoca de promuito mais dência que priedade de contundentes em ele tinha", diz um dos filhos relação à evidente o deputado. de Lula, com ascendência que ele o e s q u e m a "Retiraram [José Dirceu] tinha. do Mensalão. de nós toda a possibilidade "Foi feita OSMAR SERRAGLIO d e i r m o s uma blindaatrás do desgem geral tino do dinheiro", confirmou o aos principais petistas que deputado Onyx Lorenzoni apareceram ao longo das in(DEM-RS), um dos integrantes vestigações", resumiu o depuda CPI, que foi instalada em tado Antonio Carlos Maga2005, logo depois das denún- lhães Neto (DEM-BA), que foi cias do ex-deputado Roberto sub-relator da CPI dos CorJefferson (PTB-RJ) de que par- reios. Segundo ele, o governo lamentares estavam sendo passou a atuar "com mais forcomprados para votar a favor ça" do meio para o fim dos trade projetos de interesse do Pa- balhos da comissão, depois do lácio do Planalto. depoimento do publicitário

Duda Mendonça, que confessou ter recebido dinheiro no exterior como pagamento pela campanha do ex-presidente Lulaa, em 2002. "No começo da CPI, o governo estava desarticulado", lembra. Assim como Serraglio, Lorenzoni também está certo de que a atuação do governo impediu que a CPI dos Correios obtivesse provas do destino do dinheiro usado para pagar o chamado Mensalão. A estratégia usada foi criar a CPI da Compra de Votos, totalmente controlada por governistas. "Foi uma CPI que não levou a lugar nenhum", argumenta. Na época, a oposição tentou reagir na CPI dos Bingos, que ficou conhecida como a "CPI do fim do mundo". Mas também acabou não avançando. O advogado José Luis de Oliveira Lima, que representa Dirceu, rebate as afirmações. "As declarações são infelizes e só demonstram a total falta de conhecimento dos autos", afirma. Oliveira diz que Dirceu "nunca foi blindado" porque teve seus sigilos telefônico, fiscal e bancário quebrados "sem que nada ficasse provado contra ele". (AE)

Justiça suspende corte de ponto de grevistas Juiz federal entende que a medida afeta até alimentação dos servidores, e não poderia ser aplicada. Mas decisão se limita aos que trabalham no Distrito Federal.

U

ma liminar do juiz Flávio Marcelo Borges, da 17ª Vara Federal de Brasília, suspendeu a decisão do governo de cortar o ponto dos servidores públicos da União. A medida vale apenas para os grevistas lotados no Distrito Federal. "O que merece a proteção imediata são os salários que estão em jogo, até porque constituem verbas alimentares. Se ao depois a moldura descambar para o exagero, para a intolerância, o Estado poderá praticar os atos administrativos cabíveis; agora, impõe-se preservar as remunerações, pena mesmo de atuação abusiva", afirma trecho da decisão. O autor da ação foi o Sindsep-DF (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal). A decisão, tomada anteontem, pode ser alvo de recurso. O juiz federal determina ainda que se crie uma "folha de

Pedro Ladeira/Frame/AE

pagamento suplementar" caso o corte de ponto já tenha ocorrido. "Fixo multa diária de R$ 1.000, tanto em face do ente público, como pessoalmente em detrimento de ambas as autoridades coatoras, em ca-

O que merece a proteção imediata são os salários que estão em jogo, até porque constituem verbas alimentares. TRECHO DA DECISÃO DO JUIZ FLÁVIO MARCELO BORGES so de descumprimento dessa decisão", completa. Ontem, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, defendeu o corte do ponto dos servidores em greve, realizado pelo governo. De acordo com Adams, o corte é obriga-

tório sempre que houver falta ao trabalho, independentemente do motivo. Rejeição – A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), principal entidade representativa dos professores de instituições federais de ensino, divulgou hoontem comunicado rejeitando a nova proposta do Ministério do Planejamento. De acordo com o sindicato, o texto foi encaminhado às universidades de todo o País, a fim de embasar assembleias que acontecerão até segunda-feira. Nos encontros, será votado o posicionamento de cada instituição sobre o fim ou continuidade da greve dos docentes, que já dura 71 dias. O documento afirma que as alterações nos porcentuais de aumento apresentadas pelo Planejamento "foram dirigidas às situações que demonstravam maior perda de valor real até 2015", mas que "a maioria dos docentes terá valor real reduzido". (Agências)

PAC: mais desembolsos. E atrasos nas grandes obras. Gastos com o programa subirão 32%; projetos maiores têm conclusão adiada.

A

ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciou ontem um aumento de 32% nos gastos do governo com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no primeiro semestre desse ano, comparado ao mesmo período de 2011. Segundo o balanço, o programa como um todo já executou, em um ano e meio, R$ 324 bilhões, o que significa 34% do previsto no início do projeto. Ainda conforme o balanço, 30% dos projetos estão concluídos. A cerimônia contou com a presença de oito ministros, além de Miriam. "O PAC está muito próximo de uma distribuição linear no tempo", disse a ministra em relação às execução orçamentária. "O PAC continua a sua trajetória de a cada balanço ter um desempenho melhor que o anterior". Os números, no entanto, encobrem uma piora de desempenho justamente no foco original do programa: as obras públicas de infraestrutura

destinadas a ampliar o potencial de crescimento do País. Em valores corrigidos pela inflação, as obras do PAC receberam R$ 8,4 bilhões no primeiro semestre. O valor é inferior aos R$ 9,6 bilhões do mesmo período do ano passado e, mais ainda, aos R$ 10,1 bilhões aplicados nos seis meses iniciais do ano eleitoral de 2010.

O aumento do desembolso do PAC deve-se aos gastos com o Minha Casa Minha Vida – R$ 108 bilhões no semestre. Obras que estão muito atrasadas, como a Ferrovia NorteSul, o Trem-Bala, a Transposição do São Francisco e o Arco Metropolitano do RJ, têm prazos de conclusão adiados, mas o governo diz que estão adequadas. (Agências)

Pedro Ladeira/Frame/AE

Miriam Belchior com ministros: apenas 30% dos projetos concluídos.

Pressão: índios e servidores da Funai protestam diante do prédio da AGU, em Brasília.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

sexta-feira, 27 de julho de 2012

ESCÂNDALO Esposa de ex-líder comunista Bo Xilai é indiciada por homicídio na China

nternacional Cuba, 59 anos. O presidente de Cuba, Raúl Castro, disse ontem que seu governo está disposto a fazer as pazes com os Estados Unidos, inimigo da época da Guerra Fria, e se sentar para discutir qualquer assunto, inclusive sobre direitos humanos. A única condição é que seja uma conversa entre iguais. A resposta de Washington foi imediata: o regime comunista deve abandonar o autoritarismo antes de qualquer diálogo. A proposta foi feita no final da cerimônia do Dia da Revolução, que marca o 59º aniversário do ataque ao Quartel Moncada, em Santiago de Cuba, que deu início à Revolução Cubana. Raúl Castro pegou o microfone para falar, aparentemente de improviso, e repetiu afirmações anteriores de que nenhum assunto será proibido, incluindo as preocupações norteamericanas sobre democracia, liberdade de imprensa e direitos humanos na ilha. "O dia em que eles quiserem (conversar), a mesa está posta", disse Raúl. "Eu já os informei por meio dos canais diplomáticos. Se quiserem conversar, conversaremos... mas como iguais", afirmou o líder, acrescentando que Washington terá de se preparar para ouvir as reclamações de Cuba sobre a condução dessas mesmas questões nos Estados Unidos e em países europeus. "Não somos colônia ou fantoche de ninguém", afirmou o presidente cubano. Em resposta, Washington reafirmou sua disposição de "estabelecer uma nova relação" com Cuba, mas insistiu que Havana deve abandonar o autoritarismo. "Neste mandato, o governo dos EUA disse repetidamente que está aberto a estabelecer uma nova relação com Cuba, mas o governo cubano deve começar pelo respeito aos direitos básicos", disse Mike Hammer, porta-voz do Departamento de Estado. "As tendências autoritárias são muito evidentes e isso tem que acabar", afirmou. Washington e Havana não têm relações diplomáticas há cinco décadas. (Agências)

Juan Pablo Carreras/EFE

Reprodução

Evita, 60 anos.

PASSADO EM FESTA Cuba comemora revolução com pedido de diálogo aos EUA. Já a Argentina ainda chora pela mítica Evita Perón. Alejandro Ernesto/EFE

AFEGANISTÃO Paquistão fecha rota de suprimentos da Otan após ataques

Enrique Medina/EFE

Homenagem: faixas e cartazes enfeitam as ruas de Havana (à esq.) e Buenos Aires (à dir.).

Passados 60 anos desde sua morte, a Argentina ainda chora por Eva Duarte Perón, a Evita, uma figura mítica que ganhou força durante o mandato da presidente Cristina Kirchner e graças às graves divisões internas do justicialismo. Cristina escolheu a província de Buenos Aires para afirmar, perante dezenas de milhares de pessoas, que seu governo retomou o legado "eterno e único" de Evita. "Digam-me se não estamos fazendo as coisas para honrar o legado e esse mandato histórico que ela deixou para todo aquele que se sentisse peronista", disse a governante. Como Evita, Cristina defende a política de ajudas sociais. Compartilha ainda o gosto pela roupa de alta costura, embora sejam muitas as diferenças que separam Evita e Cristina. Na opinião do historiador Felipe Pigna, "não são figuras comparáveis. Evita é produto de uma época e não teve responsabilidades de governo". No entanto, Pigna reconheceu, em declarações à agência Efe, que ambas são mulheres de personalidade e tiveram que vencer as resistências suscitadas pelo protagonismo feminino nas esferas públicas. Já o líder da maior central sindical do país, Hugo Moyano, liderou uma homenagem a Evita na qual ressaltou sua "humildade" em contraste com a "soberba" de Cristina, antiga aliada e hoje uma ferrenha adversária. Na capital Buenos Aires, centenas de admiradores marcharam ontem à noite rumo à Plaza de Mayo, e até mesmo a direita, liderada pelo governo portenho, uniu-se à comemoração. A segunda esposa daquele que foi três vezes presidente da Argentina, Juan Domingo Perón, causou paixões e ódios, mas ninguém discute que ela marcou época, abriu passagem às mulheres na política e deixou um importante legado social. Sua morte prematura, em 1952, com apenas 33 anos, vítima de um câncer de útero, e o incrível périplo de seu corpo até descansar em paz em um cemitério de Buenos Aires, consolidaram sua lenda. (EFE)

Shaam/Reuters

Ganhando posições. E apoio dos EUA. Os Estados Unidos estudam opções para elevar seu envolvimento direto na guerra civil síria, caso os opositores do regime de Bashar al-Assad consigam controle suficiente para criar zonas seguras. A secretária de Estado Hillary Clinton disse que é apenas uma questão de tempo até que os rebeldes tenham tomado território suficiente e se organizado para criar tais áreas. Ontem, os insurgentes afirmaram controlar metade da cidade de Alepo, a mais populosa do país. "Mais e mais território está sendo tomado", disse Hillary nesta semana. "Isso eventualmente vai resultar numa área segura dentro da Síria, que então servirá de base para novas ações da oposição". Os EUA também já dizem visar preparar a Síria para "um dia ficar sem Assad". "Nosso foco é apoiar a oposição com meios não letais... Assad tem que sair, precisa entender que na medida em que perde controle do território e do seu país, a violência não é a forma de resolução", afirmou o subsecretário de Estado para Assuntos Públicos, Mike Hammer. Ele aconselhou partidários de Assad que não estiverem dispostos "a cometer crimes atrozes contra o povo" a abandonar o líder sírio, que segundo

ele, "tem os dias contados". Autoridades já começaram a discutir como uma zona de segurança pode permitir que Washington intensifique seu envio de assistência, que tem se limitado a ajuda humanitária e a equipamentos não letais, como suprimentos médicos. 'Massacre' - Com o contra-ataque do governo à oposição em Damasco, Alepo e em outras partes do país (à esq., prédios em Homs), ainda não está claro se a insurgência conseguirá criar uma região segura. Os rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) asseguraram ontem que assumiram o controle de "quase a metade" de Alepo, capital econômica da Síria. O regime reage com bombardeios e há temor de que o Exército esteja preparando uma ofensiva violenta. Os EUA disseram ter relatos de que colunas de tanques se dirigem à cidade e alertaram para o risco de um massacre. "Nossos corações estão com o povo de Alepo, e novamente essa é mais uma tentativa desesperada de um regime que está caindo de manter o controle, e estamos enormemente preocupados com o que eles são capazes em Alepo", disse a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Victoria Nuland. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

c

9 TEMPOS DIFÍCEIS Governador Geraldo Alckmin reconheceu ontem o problema da segurança e afirmou que o Estado de São Paulo vive meses difíceis, por causa do aumento da violência. Ele anunciou novos investimentos na Polícia Militar e aumento da corporação.

idades

Procurador quer troca do comando da PM Matheus Baraldi, do MPF, dá prazo de três dias para a substituição, antes de entrar com ação civil. Secretário da Segurança e comandante da PM rebatem críticas.

O

procurador da República Matheus Baraldi anunciou ontem que fará um pedido para que o comando da Polícia Militar paulista seja trocado. "Hoje, os oficiais perderam o controle dos praças. A tropa não está mais sob controle", disse o procurador, durante uma audiência pública sobre violência policial realizada no auditório do Ministério Público Federal (MPF). O procurador afirmou que vai esperar por três dias um posicionamento do governador Geraldo Alckmin. Caso o governo não troque o comando da PM, Baraldi diz que entrará com uma ação civil pública na Justiça Federal, pedindo que ela determine a substituição. Participaram da audiência, além do Ministério Público Federal, representantes da Defensoria Pública do Estado e dos conselhos de Direitos Humanos estadual e federal. Polêmica – Em entrevista ao site G1, o secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, disse que é "temerário" pedir o afastamento do comando da PM e afirmou que o procurador federal age de forma "oportunista". Além disso, segundo Pinto, o promotor é "uma pessoa polêmica". Corregedoria – O secretário estadual da Segurança afirmou ainda, de acordo com o site da revista Veja, que vai acionar a Corregedoria do Ministério Público Federal (MPF) para

Gabo Morales/Folhapress

que investigue a conduta do procurador que o acusou de perder o controle sobre as tropas da Polícia Militar. "A ideia propalada pelo procurador da República, de que a PM estaria descontrolada e teria que ter o comando substituído, é absurda e capciosa", afirma o secretário, em nota da Secretaria de Segurança. "A Polícia Militar é uma instituição preparada e serve de referência a outras polícias. É evidente que, numa corporação com mais de 90.000 homens, erros acontecem", completa. O comandante-geral da PM, coronel Roberval Ferreira França, divulgou uma carta no Facebook em que defende a atuação da PM. "O Estado de São Paulo ocupa o 25º lugar no Mapa da Violência 2012, publicado em maio pelo Instituto Sangari e registra hoje uma taxa de 10 homicídios/100 mil habitantes, uma das mais baixas do País", diz um trecho do documento. Ele fornece números sobre a segurança, como número de prisões e afirma que os policiais "não irão se acovardar" perante a criminalidade. Crimes – A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo divulgou anteontem os dados da violência no Estado no primeiro semestre do ano. De acordo com as estatísticas oficiais, a capital paulista registrou um novo aumento no número de homicídios – o quarto seguido – e encerrou o primeiro semestre com alta de 21,8% em relação ao mesmo

ARTIGO Shopping Centers. Os Verdadeiros Prejudicados.

A

Toledo & Associados já realizou mais de 50 pesquisas de localização e viabilidade mercadológica de Shopping Centers em todo o Brasil. No início deste processo, fomos orientados pelo Dr. Zaremba, pioneiro planejador de shoppings no Brasil, e consultamos ainda estudos americanos. Resumindo: para o sucesso de um shopping, este deve ser instalado numa área com as seguintes características: na sua área primária (cinco minutos de percurso motorizado) deve haver, no mínimo, 8 mil residências. A secundária (10 minutos de percurso motorizado) deve ter entre 16 mil a 20 mil residências. Por fim, na área terciária (15 minutos de percurso motorizado, ou mais) a quantidade é ilimitada. Conclui-se que os moradores de tais áreas tendem, fortemente, a frequentar o local. Em São Paulo, a quase totalidade de shoppings instalados obedeceu a estes princípios. Para sua instalação/construção há um processo junto à Prefeitura para obter as licenças necessárias – um capítulo complicado – e parte das suas repercussões ocorre agora em São Paulo, onde a Prefeitura ameaça multar e fechar vários shopping centers. Esta possibilidade traz uma enorme chance de crise comercial na cidade, pois um shopping center não é uma iniciativa comercial comum. Quando um grupo empreendedor decide construir um deles, na maioria das vezes, ele é o proprietário do empreendimento. Se houver composição de sócios, raramente estes são os lojistas que lá se instalam. Assim, quando o empre-

endimento fere itens da legislação municipal e não obtém licença para a instalação, não são os lojistas que cometem a infração, mas submetem-se a punições que podem chegar a encerramento da atividade comercial. Vale recordar que as principais infrações se referem a expansões não aprovadas e número de vagas no estacionamento aquém do previsto e aprovado. Pois bem. Não se trata de perdoar qualquer infração, e sim de estabelecer responsabilidades e punições para a parte infratora e isentar as não-infratoras. Não se pretende que a Prefeitura não exerça seu papel legal. No caso dos shoppings, o que proponho é o exercício de uma justiça que puna apenas os culpados. Nos casos em questão, os lojistas serão punidos indevidamente e milhares de funcionários (em torno de 7 mil) perderão seus empregos de modo injusto. Na atuação da Prefeitura vê-se uma falha da lei ou um exagero fiscal permitido pela lei. O que sugerimos é que a Prefeitura multe os infratores, mas proteja os inocentes. Nos shoppings envolvidos não há grandes problemas permanentes de estacionamento, pois quando isto acontece a punição vem, de imediato, dos frequentadores, que vão comprar em outros lugares. Não sou a favor de infrações às leis, mas, neste caso, a Prefeitura deve encontrar uma maneira de não punir os inocentes, quais sejam, os lojistas e funcionários.

Matheus Baraldi, procurador da República: governo paulista perdeu o controle sobre a base da tropa da Polícia Militar. período do ano passado. As estatísticas corroboram a onda de violência que ocorre na Grande São Paulo desde o fim de junho, com ataques a policiais e bases da Polícia Militar, incêndios em ônibus e mortes de suspeitos em supostos confrontos com a polícia. Alckmin – O governador afirmou ontem que os meses de junho e julho estão sendo "difíceis" em relação à criminalidade. Ele destacou que o aumento da violência ocorre como uma resposta dos traficantes à intensificação da ação da polícia em pontos de tráfico. Apesar dos números, Alckmin também apontou que o índice criminalidade na Capital é melhor do que

há dez anos e bem melhor do que os índices nacionais. Em seguida, o governador comparou a situação do Estado com o restante do País. "Nós vamos verificar que saímos de 35 homicídios por 100 mil habitantes há 10, 11 anos para 10,3 no primeiro semestre deste ano. O Brasil tem 26 homicídios por 100 mil habitantes", enumerou. "Mas claro que não estamos satisfeitos (com o aumento da violência) e, por isso, o trabalho vai aumentar". Segundo ele, a polícia está agindo "firme" no combate ao tráfico de drogas. "Até mesmo em cima das chamadas biqueiras, que são a ponta do tráfico." (Agências)

SHOPPINGS ABERTOS

O

Tribunal de Justiça concedeu ontem liminar para proibir que a Prefeitura de São Paulo feche o shopping Frei Caneca. A interdição estava marcada para ontem. Outro shopping ameaçado, o Pátio Paulista, também conseguiu na Justiça impedir o fechamento, que estava marcado para terça-feira. A Prefeitura informou que vai recorrer nos dois casos. Na liminar que concedeu ao Frei Caneca, o desembarga-

dor Ribeiro de Paula afirmou que "a interdição poderá causar dano econômico de difícil reparação à agravante (o shopping) e ao conjunto de outras empresas ocupantes do espaço do shopping (as lojas)". A liminar obtida pelo Shopping Pátio Paulista tem validade de 90 dias. Nesse prazo, o centro de compras deverá comprovar que tem 1.005 vagas internas para carros e 116 em estacionamentos. (Folhapress)

Viagem barata pelo mundo da leitura Mariana Missiaggia

Q

uem anda de metrô em São Paulo deve ter notado as máquinas de livros com a seguinte frase: "Pague quanto acha que vale". Todo mês essas máquinas oferecem 71 mil exemplares para quem deposita, no mínimo R$ 2, no equipamento. No entanto, esse valor mínimo depositado em excesso já ameaça a presença das máquinas e a oferta dos livros a preços populares. "Para manter e ampliar o projeto os valores depositados deveriam estar entre R$ 3 e R$ 5. Mas só recebemos notas de R$ 2, raramente, aparece uma de R$ 10 ou R$ 20", disse Fábio Bueno Netto, 52 anos, proprietário da 24x7 Cultural, dona das máquinas. Por essa razão, na próxima semana, Netto dará início a uma campanha de conscientização sobre os valores depositados nas máquinas. "A nota de R$ 2 continuará sendo o valor mais baixo, e vamos tentar explicar aos leitores que esse projeto depende de uma maior valorização do produto", explica. Clássicos da literatura, filosofia, culinária, negócios, informática, religião e autoajuda preenchem as prateleiras das máquinas, onde 2.300 livros são vendidos por dia. Fernanda Romana Breda, 29 anos, desig-

ner, aproveita a oportunidade para completar a sua coleção de livros culinários. Toda semana ela passa pela estação Sé a procura de um novo exemplar. "É muito prático não ter que ir a uma livraria, enfrentar fila e não pagar caro. Mas acho que nas próximas vezes vou tentar pagar um pouquinho mais", disse Fernanda que pagou R$ 2 pela compra. Já Kleber da Silva de Oliveira, 29 anos, auxiliar jurídico, faz a festa do filho uma vez por semana. "Ele adora ler e foi a maneira que encontrei de estimulá-lo. Fico andando pelas estações e procurando novos títulos para comprar". Oliveira também pagou R$ 2 e admite que o valor investido é muito baixo pela qualidade oferecida. Para Maria Aparecida Ferraz, foi impossível garantir a obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. "Só tenho moedas e não consegui ninguém que trocasse por notas. É uma pena porque já estou habituada a ler um livro comprado nas máquinas quando viajo", disse Aparecida que seguia para o Terminal do Tietê. "Espero que as pessoas se conscientizem e colaborem conosco. Queremos formar leitores e tornar a leitura acessível não apenas em São Paulo, mas em todo o Brasil", disse Netto, que planeja instalar máquinas em outros pontos do Brasil. Troca – Quem quiser aprovei-

Chico Ferreira/Luz

tar outra oportunidade literária não pode deixar de passar pela Praça da República, no Centro de São Paulo. Até domingo, a Incrível Máquina de Livros troca livros usados por outro livro usado em boas condições. Basta retirar uma senha

(até às 15h), entrar na fila e aguardar sua vez. Ao depositar um livro, a máquina emite um sinal de reconhecimento para avaliar se o material está em perfeito estado de conservação. Após a confirmação, o novo livro pode ser retirado.

Fato Relevante Ata da Reunião Extraordinária no 264, de 26.7.2012, do Conselho de Administração da Bradespar S.A. CNPJ no 03.847.461/0001-92 - NIRE 35.300.178.360. Aos 26 dias do mês de julho de 2012, às 17h, na sede social, Avenida Paulista, 1.450, 9o andar, Cerqueira César, São Paulo, SP, reuniram-se os membros do Conselho de Administração da Sociedade sob a presidência do senhor Lázaro de Mello Brandão. Ausentes a senhora Denise Aguiar Alvarez, em férias, e o senhor Luiz Carlos Trabuco Cappi, em viagem ao Exterior. Durante a reunião, os Conselheiros, de conformidade com o Parágrafo 7 o do Artigo 6 o do Estatuto Social, e atendidas as exigências previstas nos Parágrafos 1o e 2o do Artigo 30 da Lei no 6.404/76 e nas Instruções CVM números 10, 268 e 390, de 14.2.80, 13.11.97 e 8.7.2003, respectivamente, deliberaram: I)

renovar o programa de aquisição de ações de própria emissão para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, mantendo as mesmas quantidades, sem redução do Capital Social;

II) autorizar a Diretoria da Sociedade a adquirir até 1.500.000 ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 500.000 ordinárias e 1.000.000 preferenciais, competindo-lhe definir a oportunidade e a quantidade a ser efetivamente adquirida, dentro dos limites autorizados e do prazo de validade desta deliberação. Para os efeitos do Artigo 8o da Instrução CVM no 10, de 14.2.80, especifica-se que: a) a presente autorização tem por objetivo a aplicação de recursos existentes em “Reserva de Lucros - Estatutária”, disponíveis para Investimentos; b) vigorará pelo prazo de 6 (seis) meses, de 31.7.2012 a 31.1.2013; c) segundo a conceituação do Artigo 5 o da Instrução CVM no 10, existem 249.032.625 ações da Bradespar em circulação no mercado, sendo 26.547.221 ordinárias e 222.485.404 preferenciais; d) a operação de aquisição dessas ações será realizada a preço de mercado e intermediada pela Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, com sede na Avenida Paulista, 1.450, 7 o andar, Bela Vista, São Paulo, SP, e Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., com sede na Praia de Botafogo, 300, salas 601 e 301, parte, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ; III) que no caso de cancelamento das ações que vierem a ser adquiridas, caberá ao Conselho de Administração propor à Assembleia Geral a sua aprovação, sem redução do Capital Social; IV) registrar que relativamente à autorização concedida à Diretoria na Reunião Ordinária deste Órgão no 25, de 27.1.2012, verificou-se não terem sido adquiridas ações no período. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata que os Conselheiros presentes assinam. aa) Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Carlos Alberto Rodrigues Guilherme e Milton Matsumoto.

FRANCISCO JOSÉ DE TOLEDO É PRESIDENTE DA

TOLEDO & ASSOCIADOS Fernanda Breda: oportunidade para ampliar coleção de livros culinários


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

c

sexta-feira, 27 de julho de 2012

É um esporte muito mental. Katia Rubio, sobre o tênis de mesa

idades L.C.Leite/Luz

Katia Rubio, psicóloga e professora da USP: "aspectos mentais e emocionais, muitas vezes, definem um grande atleta em relação a um atleta mediano".

Conquista da medalha passa pelo preparo da mente Preparo físico é muito importante, mas o controle psicológico é essencial em qualquer modalidade esportiva. A explicação é da psicóloga Katia Rubio, autora de 15 livros sobre Psicologia do Esporte e Estudos Olímpicos. Valdir Sanches

O

competidor de tiro com arma tem tal nível de concentração e preparo mental que percebe os movimentos do coração. Quando o órgão se contrai para bombear o sangue (sístole), ele atira. Se disparar quando o coração relaxa (diástole) a mão pode tremer, e ele errar o tiro. Este dado faz parte do cotidiano da psicóloga Katia Rubio, autora de 15 livros sobre Psicologia do Esporte e Estudos Olímpicos, sua especialidade. Nesta entrevista ao Diário do Comércio, ela conta como o ato de evitar a dispersão do pensamento durante uma prova é algo que pode ser treinado. E anota uma novidade: em Londres, pela primeira vez, há mais mulheres do que homens na delegação brasileira. Até 1974, elas eram proibidas de praticar o futebol e outras modalidades. Katia, professora da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP), pós-doutorada em Barcelona, na Espanha, não competiu em olimpíada, mas ganhou medalha: a do Mérito Esportivo, concedida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em junho de 2010. Diário do Comércio – Como a psicologia atua no esporte? Katia Rubio – Numa visão geral temos a psicologia como uma forma de fazer o atleta produzir mais. Os aspectos mentais e emocionais, muitas vezes, definem um grande atleta em relação a um atleta mediano. Mas, às vezes, o mediano tem o controle que o grande atleta não possui, e ele acaba tendo vantagem sobre o outro. A grande novidade que começamos a desenvolver no Brasil é a psicologia social do esporte. Avaliase o contexto em que esse atleta está sendo criado, desenvolvido e as relações do

meio na sua formação pessoal. Isso vai interferir depois na ponta, no momento em que ele vai para a competição. DC – Na Olimpíada, especialmente, há modalidades que exigem mais suporte psicológico? Katia – Cada uma em sua especificidade. Por exemplo, numa modalidade como o tiro com arco, ou com arma, o nível de concentração e preparação mental é tamanho que o atleta sabe se o coração dele está na sístole ou na diástole para poder atirar. Porque se ele atirar na diástole, a mão dele treme e ele erra o tiro. DC – Como ele sabe uma coisa dessas? Katia – Por conhecimento, por treinamento, percepção. E isso é totalmente diferente de um atleta de futebol, de voleibol. O desafio do psicólogo do esporte é conhecer com muita profundidade a modalidade com a qual ele vai trabalhar, para poder organizar o treinamento mental desse atleta com as especificidades da modalidade que ele pratica. DC – Como é organizar o treinamento mental? Katia – Primeiro é preciso entender que atleta é esse. Então a gente faz uma coisa que chama de psíquicodiagnóstico esportivo. Em que a gente busca entender o mecanismo, a psicodinâmica desse atleta. Como ele pensa, como se comporta e onde estão as lacunas que impedem que ele alcance a excelência. São nessas lacunas que a gente atua. DC – Como podem ser essas lacunas? K a ti a – Alguma questão pessoal que quebre a concentração para aquilo que ele está fazendo naquele momento. Por exemplo, um atleta que vai correr cem

sa. E também o corpo do atleta se desloca com muita velocidade, o tempo inteiro.

metros. Se o pensamento dele escapar no momento em que estiver no bloco (pronto para a largada) ele perde a corrida, mesmo sendo o mais veloz. Então, a atenção dele, o pensamento dele tem que estar integralmente naquilo que ele está fazendo naquele minuto. Um atleta de tênis faz uma partida de três horas. O tênis é uma modalidade que a gente sabe que o pensamento flutua, é isso o que a gente chama de pensamento flutuante, às vezes ele vai, às vezes ele volta. Então essa capacidade de trazer o pensamento de volta é uma coisa que se treina. DC – A senhora trabalha com alguma modalidade de esporte específica? Katia – Sim, eu sou a psicóloga da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa. DC – O tênis de mesa é um

simples passeio, vai lá e joga? Katia – Não! O tênis de mesa é uma modalidade em que se define um ponto, às vezes, em cinco segundos. Tudo é muito rápido, a tomada de decisão, a definição se eu vou pôr a bola nesse canto ou naquele é tudo muito ágil. É um esporte muito mental. DC – Esse esportista tem que ter algum valor, alguma capacidade diferente dos outros? Katia – Esse, assim como no tênis, é um atleta que está na mesa durante os quinze minutos de competição. Se ele perde o pensamento por alguns segundos, ele perde o jogo. DC – E tem que ter uma habilidade motora boa... Katia - Sim, porque se o atleta for tenso, por exemplo, ele perde. Porque há de ter uma leveza, uma fluidez no movimento, muito inten-

DC – A senhora tem histórias de muitos atletas, não? Katia – Eu estudo a trajetória dos atletas olímpicos brasileiros. A minha pesquisa é recontar a história do esporte brasileiro por meio da percepção dos atletas. Já fiz mais de setecentas entrevistas com atletas olímpicos. Eu tenho uma impressão de que não se sabe como o atleta brasileiro ganhou tanta medalha. Porque os atletas brasileiros não têm apoio, não têm suporte. Então é muito mais uma marca pessoal que o leva a conquistar esses feitos incomuns, do que uma política de esporte, de desenvolvimento, que preze por uma trajetória, por um processo. DC – Pode contar um caso expressivo entre os que a senhora estudou? Katia – As vitórias brasileiras são todas muito pessoais, e estão relacionadas com a trajetória de atletas como o Joaquim Cruz, que é filho de uma família de pau-de-araras (trabalhadores rurais). Era o filho caçula de uma família de cinco irmãos que saiu do Piauí e foi morar em Brasília. Um garoto que foi criado sem recursos e que ganha a

Suhaib Salem/Reuters - 25/07/2012

Competições como arco e flecha exigem uma grande concentração do jogador

oportunidade de estudar nos Estados Unidos para se desenvolver como atleta. Foi um dos grandes atletas olímpicos brasileiros. Conquistou a medalha de ouro nos oitocentos metros em Los Ângeles, em 1984, e de prata em Seul, em 1998. DC – A Olimpíada de Londres tem alguma característica especial, um superatleta? Katia – A grande notícia é que, pela primeira vez, nós temos mais mulheres do que homens na delegação. Até os jogos de 1974 tivemos só uma mulher. Em 1956, 1960 e 1964 só foi uma mulher em cada edição, e todas no atletismo. Agora a mulher brasileira definitivamente ocupa o mesmo espaço que já ocupa na sociedade, que é um espaço de igualdade. DC – Por que isso aconteceu? K a ti a – Durante muitos anos tivemos uma lei que proibia algumas práticas esportivas por mulheres. Futebol, artes marciais, halterofilismo, rúgbi. Era uma lei que veio da época do Estado Novo (1937 a 1945, quando Getúlio Vargas centralizou o poder) e que vigorou até a década de setenta. O judô feminino entrou no programa olímpico em 1992, e hoje temos atletas brasileiras prontas para ganhar medalhas. O vôlei feminino já é medalha de ouro em Pequim e vai com toda a disposição de repetir essa medalha. DC – Qual é a diferença de paixão entre as Olimpíadas e a Copa do Mundo? Katia – São dois espetáculos diferenciados. O tipo de emoção que os jogos olímpicos proporcionam é uma montanha-russa, porque são diferentes modalidades, você assiste a diferentes espetáculos e aquilo impacta emocionalmente de maneiras distintas. E futebol é bola na rede.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

11

Abertura: uma festa de R$ 85 milhões

A

cerimônia de abertura da Olimpíada é tratada como segredo de Estado pelos britânicos. A festa acontece hoje, às 17h (horário de Brasília), no Estádio Olímpico de Londres (foto), com um custo estimado em 27 milhões de libras (R$ 85 milhões). A abertura promete ser tão ou mais grandiosa que a festa em Pequim-2008. O público esperado no estádio é de 80 mil pessoas e a audiência da transmissão mundial deve ser de pelo menos 2 bilhões de telespectadores. Com cerca de 10 mil voluntários envolvidos , o comitê organizador de Londres dá poucas informações. O mistério britânico é resumido na frase "Save The Surprise", que vem sendo usada nas redes sociais para fazer com que participantes e figurantes da abertura a mantenham o sigilo. E a ideia no Reino Unido é fazer muito barulho. Logo pela manhã, às 8h12 (horário local), sinos soarão por todo o país durante três minutos – incluindo o famoso Big Ben, cartão-postal da capital. Depois, no início da

tarde, a tocha olímpica será levada até a Tower Bridge – outro importante marco de Londres – e sairá de cena até a noite, quando reaparecerá no estádio. A direção artística da cerimônia está sob a responsabilidade do cineasta Danny Boyle, que conquistou oito Oscar com o filme Quem Quer Ser Um Milionário?. Ele promete unir música eletrônica e performances teatrais para recriar no Estádio Olímpico a trajetória da Olimpíada e do Reino Unido ao longo da história. "A cerimônia é uma tentativa de capturar uma imagem de nós mesmos como nação, de onde nós viemos e de onde queremos estar", afirmou o diretor. A festa terá duração exata de uma hora e 29 minutos e será intitulada Isle of Wonders (Ilha das Maravilhas). Delegações de 204 países desfilarão. O Brasil levará 257 atletas –135 homens e 122 mulheres – ao estádio. O porta-bandeira escolhido pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) será o cavaleiro Rodrigo Pessoa – ouro em Atenas-2004 e bronze em Atlanta-1996.(Folhapress)

Emerson Souza/AE

F UTEBOL François Renoir/Reuters

M EDALHA

De ouro? É, mas só 1%. Segundo o blog Boing Boing, a quantidade de ouro em uma medalha de ouro olímpica caiu para 1,34%, graças ao preço do ouro, que atingiu um pico de US$ 1.895 a onça. Uma medalha de puro ouro 400g

custaria cerca de US$ 25 mil para ser feita – investimento total de cerca de US$ 50 milhões para os Jogos. O Ouro 2012 é 92,5% de prata, 1,34% de ouro e 6,16% de cobre e vale vale cerca de US$ 500.

G INÁSTICA Brian Snyder/Reuters

U L

Enquanto Daniele Hypolito treinava na O2 Arena, em Londres, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) anunciava o corte da atleta Adrian Gomes, da ginástica artística, por causa de uma lesão na coluna lombar. Em seu lugar entrará a atleta Harumi de Freitas.

V ÔLEI

T ÊNIS

A 4ª a gente não esquece Parada dura na estreia O auxiliar-técnico Roberley Leonaldo e o médico da seleção de vôlei, Alvaro Chamecki, disseram ontem que o ponteiro Giba, 35, irá participar dos Jogos de Londres – sua 4ª Olimpíada. Ele sofreu estiramento na coxa direita na última semana. Por precaução, Bernardinho levou a Londres um a mais – Ricardo Lucarelli – que o limite de 12. OLIM PIADAS

O brasileiro Thomaz Bellucci vai encarar uma parada dura logo na estreia em Londres., amanhã. O 40º do ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) vai pegar o francês Jo-Wifried Tsonga, 6º do mundo. Se passar, o brasileiro vai encarar o vencedor do confronto entre o canadense Milos Raonic e o japonês Tatsuma Ito.

Vitória. Mas...

ma estreia que parecia tranquila, de goleada histórica, se transformou em vitória apertada. Assim foi o início da jornada da seleção brasileira de futebol masculino nos Jogos Olímpicos. O Brasil foi para o intervalo com três gols de vantagem sobre o Egito, mas sofreu dois tentos na segunda etapa e venceu o adversário por 3 a 2, no estádio Millennium, em Cardiff. O frio na barriga pela estreia atrapalhou o Brasil nos primeiro minutos de jogo. Até Thiago Silva falhou na defesa. Mas o meia Oscar tratou de colocar a bola no chão e ditar o ritmo da partida. Aos 15min, ele tocou para Hulk na área. O lateral direito Rafael passou à frente do atacante e finalizou com o pé esquerdo. Brasil 1 a 0. Dez minutos depois, Oscar recebeu um lançamento longo, driblou o goleiro e serviu Leandro Damião na marca do

pênalti. Seu ex-companheiro de Internacional encheu o pé e fez o segundo tento. Aos 29, Neymar, que já havia perdido uma boa chance aos 9min, arrancou livre pela intermediária, abriu para Hulk na esquerda e recebeu de volta. De cabeça, o santista anotou o terceiro gol da equipe, o seu primeiro nos Jogos. Leandro Damião quase ampliou a vantagem aos 40min, mas o goleiro El Shenawi salvou os egípcios de tomar quatro gols ainda na etapa inicial. Na volta do intervalo, o capitão egípcio Aboutrika diminuiu após bate e rebate na área brasileira, aos 6min. O Brasil tentou responder dois minutos mais tarde em outra cabeçada de Neymar. El Shenawi, desta vez, realizou a defesa. Mano Menezes colocou Ganso no lugar de Hulk. Só que o treinador não contava com a falha do zagueiro Juan. Salah, que entrara no intervalo, apro-

veitou e bateu colocado. Neto não alcançou. 3 a 2. O Egito tentou chegar ao empate e deixou espaços na zaga. Mas o Brasil não soube aproveitá-los. A equipe lidera o Grupo C, que ainda conta com Belarus e Nova Zelândia, com três pontos. Agora, a seleção volta a campo no sábado, ante os neozelandeses. O atacante Neymar avisou que a seleção pode melhorar. O time de Mano Menezes foi para o vestiário com uma vantagem de três gols e quase sofreu o empate na segunda etapa. "Sabemos que podemos melhorar. São alguns detalhes que devem ser acertados para não cometermos os mesmos erros na próxima partida", disse. O lateral Rafael, que também marcou um tento, completou: "Fizemos um primeiro tempo perfeito. Tomamos um gol de bola parada. Não podemos bobear", analisou. (Agências)

A "Fúria" domada Se o Brasil não fez a estreia dos sonhos no torneio de futebol masculino, a Espanha, favorita à medalha de ouro, conseguiu decepcionar ao perder ontem por 1 a 0 para o Japão. A equipe asiática fazia uma marcação muito forte no campo de ataque, dificultando a saída de bola espanhola. Aos 34min, escanteio cobrado da direita, a zaga espanhola falhou bisonhamente, e Otsu apareceu livre na pequena área para abrir o placar. Na volta para a etapa final, a Espanha foi para o ataque, mas na base do desespero e sem organização. Assim, o resultado não se alterou. Com o resultado, os asiáticos ficam na liderança isolada do Grupo D, enquanto a Espanha ocupa a lanterna da chave.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

Lo go

www.dcomercio.com.br

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ali Jarekji/Reuters

12

Coruja fotografada ontem no zoológico da Jordânia, próximo a Amã. As corujas são animais ameaçados pelo tráfico internacional.

I NTERNET

Os reis da 'Twitplomacia' Charles Platiau/Reuters

E

L

BRONZEADO - Os jardins da Torre Eiffel foram ocupados pelos parisienses para um banho de sol descontraído.

studo publicado ontem em Genebra mostrou que o presidente dos EUA, Barack Obama (@BarackObama), e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez (@chavezcandanga), são os campeões de uma nova modalidade de relacionamento político, a "Twiplomacia". O conceito se refere ao uso do Twitter por líderes mundiais para divulgar suas medidas e, teoricamente, ficarem mais acessíveis aos cidadãos de toda a internet.

Obama é o político mundial mais seguido, 17,1 milhões de seguidores; Chávez, com apenas 3,1 milhões, vem em segundo lugar e é mais seguido do que a Casa Branca, em terceira posição, com 2,9 milhões de seguidores. Mas Obama também está na liderança porque publicou o mais lido e partilhado tuíte da história no último dia 9 de maio: "Os casais do mesmo sexo deveriam poder se casar". A mensagem foi retuitada 62.047 vezes.

Na quarta posição no ranking da "Twitplomacia" vem a rainha Rania da Jordania, com 2,1 milhões de seguidores e, em quinto, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, por 2 milhões. A presidenta Dilma Rousseff, Abdullah Gül (da Turquia), Felipe Calderón (do México), Cristina Kirchner (da Argentina); Juan Manuel Santos (da Colômbia) têm todos mais de um milhão de seguidores, mas estão longe de Obama.

O estudo, elaborado pela empresa de relações públicas e comunicação Burson-Marsteller, ressalta que a qualidade dos tuítes é mais importante do que o número de seguidores na "Twitplomacia". O estudo também lista 57 perfis de líderes políticos que estão "adormecidos", sem publicações frequentes. É o caso do perfil da presidenta Dilma (@DilmaBR) e do presidente francês, François Hollande (@FHollande). (EFE)

Casamento de estrelas Novo estudo do Observatório Europeu do Sul (ESO), que utilizou o Very Large Telescope (VLT), mostrou que a maioria das estrelas brilhantes de elevada massa, responsáveis pela evolução das galáxias, não vivem isoladas, mas têm uma companheira próxima. Eles acreditam que cerca de um terço destes pares acabará por se fundir, formando uma única estrela. G @DGET DU JOUR

T ELEVISÃO

C IÊNCIA

A música pop ficou sem graça

Música digital em cassete

Bazinga Kids O ilustrador Lord Mesa recriou os personagens da série geek The Big Bang Theory, como crianças. Sheldon Cooper (esquerda), Penny e Leonard você aqui. Mais no site.

Usando algoritmos, cientistas do Conselho Espanhol de Pesquisas compararam as músicas populares de 1955 com as de 2010 e concluíram: as canções pop se tornaram muito mais barulhentas e mais insípidas em termos de acordes, melodias e timbres.

http://lordmesa.deviantar t.com/

L OTERIAS Concurso 2953 da QUINA 06

10

23

55

69

O MakerBot Mixtape é um kit que permite selecionar músicas em formato digital e criar um player exclusivo com aparência de fita cassete. Em várias cores. http://bit.ly/OEmptC

OSCAR NIEMEYER

A Visionaire 62 Rio e a Paddle 8 lançam em conjunto uma edição com tiragem de apenas 200 exemplares de um portfólio em 3D com detalhes de dez obras de Oscar Niemeyer. O kit traz ainda óculos, para visualizar as imagens e uma caixa com slides e brochura. www.visionaireworld.com


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

e

13 BBB BRASIL Fitch mantém o rating soberano do Brasil como "BBB" e perspectiva estável.

conomia

LUCRO DA VOLKS Crescimento foi de 3,28 bilhões de euros, alta de 3,4% no 2º trimestre.

Crédito dá sinais de recuperação

Analistas dizem que o ambiente para o crédito ainda é de cautela e volatilidade. Inadimplência menor é apenas uma pista, não uma garantia de retomada. Rejane Tamoto

C

om taxas de juros menores ao consumidor e leves reduções nos índices de inadimplência, o crédito mostrou sinais de reação positiva diante das medidas do governo para incentivar o crescimento dos empréstimos e financiamentos via redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em junho, esta medida somada à isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos fez a concessão de crédito para compra de carros subir 11,7% na comparação mensal, passando de R$ 7,626 bilhões para R$ 8,515 bilhões. Trata-se de um salto isolado. A maioria dos indicadores de crescimento do crédito continuam tímidos e economistas e analistas dizem que o ambiente para o crédito ainda é de cautela e de volatilidade. O setor deve mostrar mesmo se reagiu a todos os estímulos do governo durante o Natal. O economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Nicola Tingas, diz que a tendência é de melhora gradual e moderada do crédito até o final do ano. "Os dados do Banco Central estão em linha com os nossos associados, que são instituições. Estamos na transição de um movimento de melhora da qualidade da carteira de crédito. Por isso, a cautela na concessão deve continuar", afirma Tingas. Segundo dados do Banco Central (BC), o saldo total de crédito bancário, incluindo concessões com recursos livres e direcionados, atingiu R$ 2,167 bilhões no mês passado, alta de 1,5% no mês e de 6,8% no semestre sobre iguais períodos do ano passado. No acumulado deste ano até junho, o crédito atingiu a proporção de 50,6% do Produto Inter-

no Bruto (PIB). A concessão de crédito com recursos livres para pessoas físicas atingiu R$ 688 bilhões e subiu 0,9% no mês e 5,7% no ano. Pessoa jurídica – Para as empresas, a alta foi de 1,8% no mês, com um total de R$ 700 bilhões, o que reflete aumento de 2,2% nas operações com recursos internos puxadas pelo crescimento de linhas de capital de giro.

De acordo com o BC, a participação dos bancos públicos no total da carteira de crédito subiu para 45,1% em junho, alta de 0,5 ponto percentual (p.p.) sobre o mês anterior. No mesmo período, os bancos privados tiveram uma queda de 0,4 p.p. na participação, que passou a ser de 38%. No último trimestre os bancos públicos foram os que iniciaram no mercado bancário o

Empresários têm dúvidas sobre melhora no segundo semestre Estela Cangerana

A

tão esperada recuperação da economia no segundo semestre começa a gerar dúvidas. E, mesmo que aconteça, há questionamentos sobre sua dimensão. Isso porque, depois de um primeiro semestre fraco, mas com notícias boas em junho (leia matéria acima sobre crédito), julho trouxe ainda mais incertezas e poucos sinais de recuperação. Essa é a sensação dos integrantes do Comitê de Avaliação de Conjuntura da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que se reuniu ontem. O grupo é formado por empresários, economistas e especialistas de diversos ramos de atuação. Para eles, julho revela instabilidades no movimento

das vendas em diferentes setores e no ânimo do consumidor. Além disso, a indústria continua patinando. "Não estamos mais tão otimistas com o segundo semestre. Estamos cautelosos, principalmente com o cenário internacional, porque mesmo que não impacte diretamente aqui, cria insegurança", afirmou um executivo do segmento de material esportivo. Com o cenário externo ruim e sem perspectiva de melhora próxima, na opinião do grupo, restam dois fatores internos que podem gerar crescimento até o fim deste ano: os gastos do governo e o consumo das famílias. Eles, porém, não parecem ter fôlego para alavancar uma expansão de maior porte. "Com a redução das receitas devido a uma eco-

nomia fraca, não deve haver muita base para o governo aumentar seus gastos", disse um economista do Comitê. Para ele, o consumo das famílias também não deve crescer tanto, por causa do atual endividamento e da inadimplência que, apesar de estar controlada, se mantém em patamar alto. Os números bons do emprego, que contribuem para evitar a subida do calote, são ainda o elemento que destoa do resto dos indicadores fracos. A dúvida é até quando eles se manterão positivos. "As empresas estão reticentes em demitir porque é caro e o cenário é incerto, mas agora surgem as pressões das campanhas salariais". Segundo esse mesmo economista, "o segundo semestre está bastante nebuloso".

CMN: caixas de troca de moeda.

O

Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou, ontem, a realização de operações de compra e venda de moeda estrangeira no País por meio de máquinas semelhantes aos caixas eletrônicos usados para saques. A partir de agora, instituições que já realizam operações de câmbio, como bancos e corre-

toras, podem instalar essas máquinas em locais de grande circulação de turistas. Cada operação terá limite máximo de US$ 3 mil. A máquina fará a troca de moedas em cédulas – portanto, o consumidor terá de inserir notas de real para sacar dólares, ou vice-versa. "Não se trata de saque (de moeda es-

trangeira) com cartão", disse Geraldo Magela, secretárioexecutivo do Banco Central. O objetivo é facilitar a troca de moedas estrangeiras devido ao esperado aumento de turistas no País por conta da realização da Copa das Confederações em 2013, da Copa do Mundo em 2014 e da Olímpiada em 2016. (Agências)

movimento de redução dos spreads, que é a diferença entre a taxa de captação e a cobrada pelo consumidor em operações de crédito. Os dados do BC mostram que o spread para a pessoa física caiu de 30,5% ao ano em maio para 28,5% ao ano em junho. No semestre, a queda foi de 5,2%. Para as empresas, a redução foi menor, de 16,8% em maio para 15,9% no mês

de junho, com redução acumulada de 2%, nos últimos seis meses. Isso e mais um conjunto de fatores ajudaram a reduzir levemente a inadimplência no último mês, na opinião do economista da Mirae Asset Global Investments, Otavio Aidar. "A tendência é de queda de inadimplência até o final do ano. Contribuem para isso não só a redução de juros na ponta, mas também a ampliação do prazo de financiamento", diz. Segundo dados do BC, o prazo médio de pagamento de financiamentos para pessoa física aumentou três dias entre maio e junho e 10 dias no total do semestre. Em alta desde o final do ano passado, os indicadores de inadimplência mostraram estabilização e leve recuo. Para a

pessoa física, a queda nos atrasos acima de 90 dias foi pequena, de apenas 0,1 p.p. em junho. No semestre, a inadimplência ainda é 0,4% maior do que no mesmo período do ano passado. Entre as empresas, o movimento foi parecido. Houve redução de 0,1 p.p. no índice de atraso acima de 90 dias no mês, mas uma alta de 0,1 p.p. no ano. O economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, diz que é uma reversão positiva, mas a recuperação é lenta e esperada para o final do ano. "O índice de atrasos ainda está volátil. O consumidor ainda está com a renda comprometida com dívidas e nossas campanhas de renegociação têm sido importantes neste sentido. O cenário só tende a se tornar mais pessimista se a crise atingir o mercado de trabalho", afirma. O economista lembra que o crédito desacelerou no semestre, sob a cautela dos bancos. A analista da Consultoria Tendências, Mariana Oliveira, tem uma perspectiva de que a inadimplência para a pessoa física encerre o ano em 6,9% e para empresas, em 3,9%. "Começamos a ver um cenário mais propício ao crédito. Só a interrupção do aumento da inadimplência é favorável", diz. Para Mariana, a perspectiva para 2012 é de crescimento de 7,5% no saldo total da carteira de crédito para empresas. No segmento de pessoa física, a perspectiva é de crescimento real de 10,2%. A pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado mostra que 28 analistas de bancos estimam que o saldo das operações de crédito deve encerrar o ano com alta de 15,9% sobre o ano passado. A expectativa para a taxa de inadimplência acima de 90 dias é de 5,4%.

Diretor do BC comemora resultados moderados Itaci Batista/ AE

O

chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, comemorou o desempenho do mercado de crédito em junho. Ao apresentar os dados do mês passado, o técnico afirmou que o segmento "teve um comportamento favorável", com recuo das taxas de juros, queda das margens cobradas nos financiamentos – o spread bancário – e também melhora na inadimplência. Maciel comentou que o juro médio praticado no mercado de crédito livre – de 31,1% – é a menor taxa cobrada pelos bancos na série histórica, sendo que a taxa ao consumidor – de 36,5% – é a menor desde julho de 1994. O recuo do juro no mês passado aconteceu, segundo ele, "particularmente nas operações direcionadas para as famílias". Para o BC, a queda dos juros reflete a política monetária e a iniciativa de parte dos bancos em cortar suas taxas. "Tem dois fatores, o ciclo de política monetária, recuo da taxa básica, e essa iniciativa de redução mais agressiva de juros de parte do setor financeiro. A redução se dá tanto pelo custo de captação como do spread", afirmou Maciel. Diante desse quadro, o calote nos financiamentos diminuiu entre as pessoas físicas e jurídicas. O grande destaque nesse tema foi a queda da inadimplência para veículos, que

Inadimplência de veículos cai pela primeira vez desde dezembro de 2010 caiu pela primeira vez desde dezembro de 2010. "Isso mostra um quadro benigno", disse. "Diria até mais que isso porque os atrasos de 15 a 90 dias, o que é indicador antecedente, também têm apresentado comportamento positivo para essa modalidade (veículos) nos últimos dois meses, o que sinaliza trajetória mais favorável da inadimplência no segundo semestre", disse. Os atrasos até 90 dias caíram de 8,5% para 8,0% nas operações de crédito para veículos na comparação entre maio e junho. No geral, considerando todas as modalidades, esses atrasos recuaram de 6,6% em maio para 6,4% em junho. Maciel comentou que as operações de crédito apresentaram "expansão mais pronunciada" no segundo trimestre de 2012 na compara-

ção com os três primeiros meses do ano. "O crédito mostra recuperação e tem evoluído em linha com o esperado em termos de expansão de volumes e concessões". No primeiro semestre de 2012, o total de financiamento e empréstimos avançou 6,8%. "É um ritmo em linha com projeção do BC de crescimento do total de crédito de 15% para o ano", disse. "A moderação é de se esperar até pela expansão da base de crédito". Os números também estão alinhados com a previsão do BC de que o crédito deve terminar o ano em patamar equivalente a 52% do Produto Interno Bruto (PIB). "O ritmo de expansão vem sendo determinado por operações como crédito imobiliário que crescem de maneira mais robusta e determina esse crescimento em relação ao PIB", disse. (AE)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

e Número de imóveis financiados recua

15

Com o crescimento da captação da poupança e o menor crescimento do volume de financiamentos, o funding vai se estender até 2015. Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip

conomia

Foram 41,8 mil unidades em junho e concedidos R$ 7,4 bilhões em empréstimos para construção e compra de imóveis, uma queda de 5% ante igual mês de 2011.

O

número de imóveis financiados pelos bancos com recursos da caderneta de poupança em junho foi de 41,8 mil unidades, recuo de 10% ante junho de 2011, considerado "um dos melhores de atividade do período". No mês, foram concedidos R$ 7,4 bilhões em empréstimos para construção e compra de imóveis, recuo de 5% ante junho de 2011. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No semestre, os recursos chegaram a R$ 37,04 bilhões, com leve aumento de 0,1% ante igual intervalo em 2011. Segundo a entidade, os números fracos são efeito da desaceleração da atividade. A Abecip diminuiu em 7,7% a estimativa de crescimento do crédito imobiliário em 2012. Com isso, a entidade espera que o volume de financiamentos chegue a R$ 95,9 bilhões até o fim do ano, ante previsão anterior de R$ 103,9 bilhões. De acordo com a nova projeção, o crédito imobiliário em 2012 deve ter uma alta de 20% em relação a 2011, quando o volume de financiamentos chegou a R$ 79,9 bilhões. O presidente da Abecip, Octávio de Lazari Junior, lembrou que, desde o início do ano,

Cristiane Magalhães/Hype

A Abecip projeta um volume de financiamento imobiliário menor do que o projetado anteriormente até o fim do ano, um total de R$ 95,9 bilhões. houve queda nas expectativas de crescimento da economia brasileira para 2012. Segundo dados do boletim Focus, do Banco Central (BC), a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) em janeiro era de 3,3%, caindo para 1,9%

Inadimplência fica estável no semestre

A

inadimplência nos financiamentos imobiliários – considerando contratos com mais de três prestações em atraso – se manteve estável ao longo do primeiro semestre, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em junho, a inadimplência no setor chegou a 1,9%, taxa muito próxima aos 2% vistos no fim de 2011. "O crédito imobiliário continua com a menor inadimplência em comparação com as outras carteiras de crédito", apontou o presidente da associação, Octavio de Lazari Junior. O valor médio dos empréstimos para compra de imóveis no País avançou de R$ 168 mil em 2011 para R$ 184 mil no primeiro semestre de 2012, segundo a Abecip. No fim de junho, es-

se montante representava em média 63,2% do valor da moradia adquirida. "Isso mostra que o brasileiro ainda é bastante conservador no financiamento de imóveis. Ele procura usar a poupança e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para dar uma entrada, para financiar o menor valor possível", disse. Lazari também estimou que o preço dos imóveis está chegando a um patamar próximo da estabilidade. "O crescimento será marginal, semelhante ao dos índices de inflação", disse. A escalada no preço dos imóveis nos últimos anos e o arrefecimento do mercado são os principais fatores que contribuem para essa estabilização. "Não existe mais espaço para o crescimento exponencial visto antes", afirmou. Ponderou também que não há previsão de queda nos preços. (AE)

Mão de obra pressiona alta do INCC-M de julho

O

Índice Nacional da Construção Civil - Mercado (INCC-M) desacelerou a alta ao passar de 1,31% em junho para 0,85% em julho, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Até este mês, o índice acumula avanços de 5,87% no ano e de 7,31% em 12 meses. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou taxa de 0,63% em julho. Em junho, a variação foi de 0,3%. O resultado de julho levou esse índice a acumular avanços de 3,08% nos sete

primeiros meses de 2012 e de 4,39% em 12 meses. Já o índice referente à mão de obra atingiu 1,05% em julho, ante 2,28% em junho. No ano, a variação é de 8,64% e, em 12 meses, de 10,2%. Os preços relativos à mão de obra foram os que mais contribuíram para a variação positiva de julho. Entre os cinco itens de maior pressão de alta do índice, quatro se referem a esse grupo, com destaque para o primeiro da lista, ajudante especializado, com expansão de 1,02%. (AE)

no mês de julho. Pou p an ç a – O aumento no saldo de captações da caderneta de poupança deve sustentar o f u n d in g do crédito imobiliário até meados de 2015, ao contrário de previsão anterior, que projetava um li-

mite em 2014, de acordo com Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip. "Com o crescimento da captação da poupança e o menor crescimento do volume de financiamentos, o funding vai se estender até 2015", disse.

Segundo Lazari, o aumento no saldo de captações na caderneta, verificado após as mudanças nas regras de remuneração da aplicação, também deu mais tranquilidade para o funding do setor. O presidente da Abecip ainda esti-

mou que a captação da caderneta mantenha o ritmo de alta ao longo do segundo semestre, mesmo com o cenário de redução da taxa básica de juros (Selic). "No segundo semestre, muitas categorias de trabalhadores terão aumento salarial. Com mais dinheiro na mão, também haverá mais dinheiro disponível para aplicação na caderneta", explicou. Pelas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), 65% dos depósitos da poupança devem ser destinados ao crédito para financiamento de imóveis residenciais. Com a mudança nas regras de remuneração da poupança, em maio, havia preocupação do mercado que os depósitos migrassem para outros investimentos e comprometessem o funding, o que não ocorreu. As novas regras da poupança atrelam o rendimento da aplicação ao juro básico da economia sempre que a Selic estiver em 8,5% ao ano ou menos. Em 30 de maio, a taxa caiu exatamente para esse patamar, o que acionou o gatilho. Desde então, os novos depósitos já pagam a remuneração composta de 70% da Selic somada à Taxa Referencial (TR), o que corresponde a pouco mais de 0,48% ao mês. Aplicações antigas recebem juro maior: 0,5% ao mês mais a TR. (Agências)

Atividade na construção cai

O

nível de atividade da indústria da construção voltou a cair em junho, revelou a pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em junho, o nível de atividade marcou 47,7 pontos, ante 48,9 pontos, em maio. Além disso, o indicador do nível de atividade efetivo em relação ao usual ficou em 45,3 pontos (46,4 em maio), o mais baixo da série histórica, iniciada em dezembro de 2009. Houve queda geral dos indicadores. Os índices variam de zero a 100. Valores acima de 50 pontos representam atividade aquecida e, abaixo disso, atividade desaquecida. Os números fazem parte da Sondagem da Indústria da C o n st r u ç ã o , estudo da CNI em parceira com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Segundo a confederação, a desaceleração da economia afetou a indústria da construção. O nível de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) ficou em 69% em junho, ante 71% em maio. Sobre a situação financeira, o indicador de margem de lucro operacional ficou em 44,8 pontos no segundo trimestre do ano, ante 47 pontos no primeiro trimestre de

Zé Carlos Barretta/Hype

A desaceleração da economia afetou a indústria da construção, de acordo com levantamento da CNI. 2012. O indicador da situação financeira registrou 48,8 pontos no segundo trimestre, ante 49,9 pontos no primeiro trimestre. A pesquisa mediu também níveis de expectativas. Sobre o nível de atividade, o indicador de expectativa marcou 57,9 pontos em junho, ante 58,9 pontos no mês anterior. Sobre novos empreendimentos e serviços, o in-

dicador alcançou 56,5 pontos em junho deste ano, ante 58,8 pontos em maio. De acordo com a CNI, o desempenho negativo da indústria da construção em junho atingiu todos os setores, de construção de edifícios a assentamento de azulejos, e todos os portes de empresa. O economista da CNI, Danilo Garcia, avaliou que embora o setor da construção

não seja afetado diretamente pela crise econômica internacional, por se restringir praticamente ao mercado interno, foi atingido pelo desdobramento da crise nos demais setores da economia doméstica. O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 13 de julho com 426 empossa, das quais 138 de pequeno porte, 136 médias e 102 grandes. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

e

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Santander reservou um total de 1,304 bilhão de euros para cobrir perdas em sua exposição ao mercado imobiliário espanhol. Brasil ajudou a matriz.

conomia

OGROS E GLADIADORES

Fotos: Divulgação

A

agência JWT assina campanha de lançamento do caminhão Cargo 2429, da Ford. Para ressaltar a força do veículos recorre a "ogros" e "gladiadores" como garotospropaganda. O comercial mostra um caminhão lento em uma subida, enquanto o Cargo 2429 quer fazer a ultrapassagem. Quando o veículo da Ford se prepara para passar, a câmera "entra" no motor dele, mostrando gladiadores e homens fortes remando para gerar o torque extra suficiente para manobras bem-sucedidas. "Força que coloca você na frente" é o mote.

GLADIADORES garantem a força do caminhão da Ford

DO VIRTUAL PARA O REAL

A

LONGE DA CRISE

O

mercado publicitário brasileiro conseguiu passar longe da crise econômica global, que tem afetado o investimento e as vendas em todo o mundo. Os dados do Ibope Monitor Evolution revelam crescimento de 10% no primeiro semestre em relação a igual período do ano passado. Isso representou investimento de R$ 43,8 bilhões em mídia, dinheiro que irriga a produção de conteúdo de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão e também a internet, por meio de sites e redes sociais. As emissoras de televisão aberta, mantendo longa tradição, abocanharam 55% do investimento publicitário de janeiro a junho, seguidas por jornais (20%), TV por assinatura (8%), revistas (8%), internet (6%), rádio (45) e mobiliário urbano (1%) – outdoors e cinema ficaram abaixo de 1% para cada um. Sem grandes surpresas, a Casas Bahia continua a liderar o ranking como maior anunciante do Brasil e, com isso, a agência Y&R, controlada por Roberto Justus, se mantém a maior em compra de mídia. Em segundo lugar permaneceu a Unilever e, em terceiro – ultrapassando a AmBev (dona de Brahma, Skol, Bohemia e guaraná e cerveja Antarctica, além de engarrafadora de Pepsi), agora em quarto, ficou a Caixa Econômica Federal. O banco estatal investiu pesado nas campanhas para divulgar suas reduções de juros, especialmente para os feirões da casa própria. Em quinto lugar, surgiu a Sky; depois, na sequência, vieram GM, Cervejaria Petrópolis (dona de Itaipava), Hyundai, Volkswagen e Nestlé. E se a agência de Justus reina soberana,

ocorreram pequenas variações entre as 50 maiores que, segundo o Ibope, respondem por 62% da receita publicitária. A AlmapBBDO ficou em segundo, seguida de Ogilvy & Mather e WMCCann, que empurrou para a quinta posição a JWT. A BorghiErh/Lowe foi a sexta e PPR, Giovanni+Draftfcb e DM9DDB completaram o top 10 do mercado. A informação favorável para o meio jornal, além desse aumento do investimento publicitário no semestre, vem de dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) apontando crescimento de 2,3% nas vendas no semestre. O IVC explicou, em nota técnica, que foi registrado aumento de 2,8% nas vendas de publicações com preço de capa entre R$ 1 e R$ 2, enquanto os veículos com custo por exemplar acima dos R$ 2 tiveram alta de 2,3%. A média brasileira diária de circulação no período alcançou 4.543.755 exemplares, novo recorde histórico de acordo com a auditoria da entidade. Não deixa de ser uma boa notícia para um meio, o jornal, que muitos acreditavam fadado a perder cada vez mais espaço para veículos de comunicação na internet. O prazer de ler o jornal, no entanto, não saiu de cartaz. Os veículos de distribuição gratuita, felizmente para os de circulação paga, estão formando novos leitores. E a publicidade aumenta o investimento. A notícia não poderia ser melhor.

O ATOR Daniel Boaventura é o primeiro homem do Lux

A CANTADA

A

marca de sabonetes Lux, da Unilever, chega aos 80 anos e coloca em cena, pela primeira vez, um homem em seus comerciais. O cantor, compositor e ator Daniel Boaventura ousa dar ritmo mais alegre a Rosa, de Pixinguinha – no original é lindamente melancólica. Boaventura aproveita e dá uma cantada perfumada nas mulheres. A campanha assinada pela JWT lança coleções criadas por perfumistas famosos e o mote: "Novo Lux, agora com fragrância finas internacionais".

Post-it realiza pela primeira vez um concurso cultural de origamis em que premiará as cinco melhores dobraduras com um kit personalizado com produtos da marca. A promoção começa dia 1º de agosto, os interessados podem mandar quantas dobraduras quiserem e as regras estão na página da empresa no Facebook. A intenção da marca é realçar a versatilidade do produto.

GOSTOSÃO

A

F/Nazca assina a campanha "Gostosão", com a qual a Skol volta a falar de economia, ressaltando as vantagens da embalagem retornável de um litro, disponível também nos supermercados. O consumidor leva a garrafa vazia e volta com ela cheia, pagando só pelo líquido. Bem-humorado como toda comunicação da marca, neste filme o protagonista "se acha", mas não consegue roubar a cena da "gostosona", que oferece o jeito mais redondo de economizar. Bom humor nunca é demais.

DOBRADURAS com Post-it reforçam versatilidade

PROTAGONISTA "se acha", mas não consegue roubar a cena da "gostosona".

Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

Lucro do Santander recua 15,3% Esse foi o resultado da operação do grupo no Brasil no segundo trimestre ante o período de janeiro a março Susana Vera/Reuters

O

Banco Santander Brasil teve no segundo trimestre deste ano um lucro líquido consolidado de R$ 1,459 bilhão, de acordo com o padrão contábil internacional (IFRS), o que representa uma queda de 15,3% ante o primeiro trimestre. No primeiro semestre, o resultado do banco atingiu R$ 3,2 bilhões, um recuo de 4,3% em relação a igual período de 2011. Na matriz espanhola, o lucro do Santander também caiu, de forma muito mais expressiva: 93% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, de 1,39 bilhão de euros para apenas 100 milhões de euros neste ano. Os ativos totais do Santander Brasil atingiram um total de R$ 407,2 bilhões em junho, estável ante igual intervalo do ano passado e 2,8% maior na comparação com o primeiro trimestre de 2012. O patrimônio líquido consolidado totalizou R$ 80,2 bilhões em 30 de junho de 2012, alta de 6,5% sobre junho de 2011 e de 1% ante março deste ano. O índice de inadimplência (parcelas com mais de 90 dias

Na Espanha, lucro despencou 93% sobre segundo trimestre de 2011. de atraso) ficou em 4,9% da carteira total de crédito, o que representa aumento de 0,1 ponto percentual no segundo trimestre em relação ao período de janeiro a março. No segmento de pessoa física, o nível registrado foi de 7,3% e em pessoa jurídica, de 2,6%. Pelo critério de 60 dias, no entanto, o índice total de atrasos caiu 0,1 ponto percentual, para 6%, o que aponta para uma melhora no futuro. O índice de cobertura acima de 90 dias se manteve confortável – atingiu 137,7%, evolução de 3,2 pontos percentuais.

Valéria Martins

De janeiro a junho, a operação brasileira respondeu por 26% do resultado global do Santander. A rentabilidade sobre o patrimônio ficou em 11,5%, ante 13,6% no segundo trimestre do ano passado. O banco espanhol terminou junho com carteira de crédito ampliada, que inclui avais e fianças, de R$ 217 bilhões, aumento de 2,8% sobre o primeiro trimestre deste ano e de 17% ante igual intervalo do ano passado. A carteira de pequenas e médias empresas foi o destaque, com expansão de 23% em comparação ao se-

gundo trimestre do ano passado. O segmento de pessoa física teve avanço de 13,9% na comparação com o segundo trimestre de 2011. O índice de Basileia do Santander – importante indicador de solvência de instituições financeiras – terminou o segundo trimestre em 21,9%, abaixo dos 27% do segundo trimestre do ano passado. Matriz – Na Espanha, o resultado do segundo trimestre do maior banco da zona do euro em valor de mercado ficou bem abaixo das estimativas de analistas de mercado, que previam um lucro líquido de 1,4 bilhão de euros. No período de abril e junho, o gigante bancário espanhol anulou quase todos os seus ganhos com provisões contra perdas imobiliárias em seu mercado doméstico determinadas pelo governo espanhol. O Santander reservou um total de 1,304 bilhão de euros para cobrir perdas em sua exposição ao mercado imobiliário do país. O banco compensa a fraqueza na Espanha com um crescimento saudável no México e no Brasil. (AE)

FABRICAÇÃO PRÓPRIA ATACADO E VAREJO

Moda Praia e Acessórios E-mail: valeria1574@terra.com.br

Fones: (11)

2281-6413 / 2979-2254

Rua Augusto Tolle, 771, Santana - São Paulo - SP

Lucas: (11) 7584-4174 Felipe: (11) 6652-5965 Rua Vautier, 307 - Boxes 108 e 109 - Shopping Azulão - Brás - SP Rua Monsenhor Andrade, 905 - Box 03 - Shopping CH - Brás - SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

e

17 A 'não-concorrência' com o exterior levou o setor de serviços a um cenário favorável Octavio de Barros, diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco

conomia

Desemprego se mantém em junho IBGE constatou pouca variação na desocupação nas principais metrópoles, embora expectativa fosse de queda no indicador. Dados do Rio não foram divulgados. Letícia Moreira/ Folhapress

A

taxa de desemprego ficou estável em cinco regiões metropolitanas do País (São Paulo, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre) no mês de junho, na comparação com maio, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações referentes ao Rio de Janeiro não foram apresentados por razão da greve de servidores, o que prejudicou a apuração, informou o instituto. A região metropolitana de São Paulo, responsável por 40% da pesquisa, voltou a apresentar taxa de desocupação de 6,5% em junho, mesmo resultado apresentado em março e abril. Em maio, a taxa foi de 6,2%. Segundo Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, a região é o grande exemplo do quadro de estabilidade que o mercado de trabalho atravessa. Nas outras regiões apuradas, a taxa de desocupação no mês de junho também seguiu estável, na comparação com maio. Na regiões metropolitanas de Recife ficou em 6,3%, comparado aos 5,9% de maio. Em Salvador ficou em 7,9%, ante 8%, e em Porto Alegre, 4%, ante 4,5%. Somente em Belo Horizonte houve redução

mais forte, de 0,6 ponto percentual, com desemprego caindo de 5,1% para 4,5%. Ainda que consideradas estáveis, o cenário econômico desaquecido fez com que não houvesse avanço nas contratações, apontou Azeredo. "Os dados mostram que, em termos de mercado de trabalho, a gente não vê avanço nesse segundo trimestre. O mês de junho também está estável. O mercado de trabalho mostra pouca variação nos últimos meses. Há estabilidade tanto no que tange à ocupação quanto no que tange à desocupação", afirmou Azeredo. "Havia expectativa de que esse dado fosse apresentar já aumento na ocupação e queda na desocupação em algumas áreas, mas isso não aconteceu", acrescentou o gerente do IBGE. Segundo Azeredo, ainda não é possível falar em estagnação do emprego, a menos que a taxa de desocupação não comece a recuar a partir de julho, quando sazonalmente há aumento na ocupação. A população ocupada permaneceu estável em Salvador, Recife e São Paulo, na comparação com maio. Houve redução em Belo Horizonte e Porto Alegre, 1,8% e 1,9%, respectivamente. Na comparação com junho de 2011, o número de ocupados cresceu

A região metropolitana de São Paulo apresentou taxa de desocupação de 6,5% em junho, bem próxima à de maio, que foi de 6,2%. 3,9% em Recife e 2,2% em São Paulo. Não houve variação estatisticamente significativa nessa estimativa nas demais regiões. Rendimento – O rendimento médio real (descontada a inflação) apresentou queda de

0,4% em junho em São Paulo, na comparação com o mês anterior. Mas foram registradas altas nas regiões metropolitanas de Recife (2,8%), Salvador (2%), Belo Horizonte (2,3%), e Porto Alegre (1,6%). Na comparação com junho

de 2011, o rendimento cresceu em todas as regiões pesquisadas, com destaque para Recife, onde a variação positiva foi de 13,4%. Rio – Embora todos os dados da situação do emprego tenham sido coletados na região

metropolitana do Rio, apenas 60% chegaram aos técnicos do IBGE responsáveis pela consolidação dos resultados da PME. O Rio tem o segundo maior peso na pesquisa, cerca de 17% a 18%, só perdendo para São Paulo. (Agências)

Setor terciário absorve a mão de obra Trabalhadores da indústria têm migrado para o setor de serviços, que hoje absorve 65% da força de trabalho. MArcos Mendes/ e-SIM

Karina Lignelli

O

crescimento dos postos de trabalho no setor de serviços em detrimento ao da indústria de transformação sinaliza uma tendência de migração de empregos de um setor para outro. Os números confirmam: dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na retrospectiva "Principais Destaques do Mercado de Trabalho", apontam que, entre 2003 e 2011 – período em que o total da população Hoje, migrar para o o c u p a d a setor de serviços c r e s c e u não tem sido opção, 21,3% – grupos de ativie sim uma dade como alternativa. Serviços JOSÉ PASTORE, SOCIÓLOGO Prestados às ESPECIALISTA EM RELAÇÕES DO Empresas, TRABALHO por exemplo, cresceram 45,2%, seguidos por Outros Serviços (26%) e Construção Civil (23,2%). Por outro lado, o grupo Indústria Extrativa e de Transformação avançou apenas 13,4% em igual período. O encolhimento da indústria foi puxado por fatores co-

mo custo Brasil, alta carga tributária, falta de mão de obra qualificada e aumento das importações, entre outros, dizem especialistas. Essa tendência – de a indústria de transformação encolher, e os setores de serviços e de comércio se expandirem – não é peculiar do Brasil e está em marcha há pelo menos dez anos, segundo o sociólogo especialista em Relações do Trabalho José Pastore. "Ela acompanha o crescimento dos serviços, que respondem por 60%, 65% da força de trabalho, ultimamente." O diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, tem opinião semelhante. Segundo ele, a indústria perde participação no estoque total de empregados, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais, do Ministério do Trabalho e Emprego): passou de 25%, em meados dos anos 1980, para os atuais 18%. "Esse processo é compatível com o aumento de participação de outros setores (serviços, comércio e construção civil) no Produto Interno Bruto (PIB)." O comportamento ruim do setor industrial desde 2010, com dificuldade de aumentar a produção e de competir com

o mercado externo – além de ter de lidar com a demanda externa mais fraca devido à crise, o real apreciado e o aumento das importações – gerou ociosidade no setor, o que reflete nessa continuidade de diminuição de postos de trabalho, explicou o economista da Tendências Consultoria Integrada, Rafael Bacciotti. "Essa 'não-concorrência' com o exterior levou o setor de serviços a um cenário favorável de emprego e renda, com a expansão da demanda doméstica. Ou seja, é um cenário que possibilita cada vez mais o aumento dos empregos no setor", disse Bacciotti. Consumo – O modelo de consumo adotado no Brasil para estimular o crescimento da economia, e a mobilidade social ascendente, deram a "arrancada" em um grupo que antes não consumia serviços, mas que passou a consumir, segundo José Pastore. "É um setor que absorve, principalmente no segmento de serviços pessoais, empregados com baixa qualificação e remunera com menor qualidade que a indústria. É claro que há segmentos, como o financeiro, que pagam salários altos, como seguros. Mas hoje, migrar para serviços não tem si-

do opção, e sim alternativa". Octavio de Barros, do Bradesco, também comenta que a priorização do consumo das famílias, pelas políticas de reajuste do salário mínimo, benefícios previdenciários e aumento da formalização, fez o consumo crescer acima do PIB entre 1995 e 2011 (média de 3,6% ao ano, ante 3,2% do PIB e 1,9% da participação da indústria no PIB). E isso refletiu no mercado de trabalho. "É natural que, à medida que esse consumo cresce, a demanda por serviços aumente. Itens como TV por assinatura, planos de telefone com acesso à internet, cursos, viagens e espetáculos entrem na lista de compra das famílias, gerando empregos no setor terciário. Ao mesmo tempo, parte do consumo é atendida por importações – que impactam na participação da indústria no PIB e no emprego total". Apesar da ressalva de que a ampliação do mercado consumidor não foi acompanhada pela melhoria das condições de oferta, Barros é otimista. Segundo ele, ao aumentar a escala do mercado, foram gerados incentivos para ampliação de investimentos – o que deve gerar efeitos colaterais

Marcelo Justo/ Folhapress

Para José Pastore, a migração dos trabalhadores da indústria para serviços não é peculiar do Brasil e está em marcha há dez anos.

Elza Fiúza/ ABr

GM não deve fechar planta até agosto

Energia pode cair 10% após desoneração

A

General Motors se comprometeu a manter aberto setor de fábrica em São José dos Campos (SP) até pelo menos 4 de agosto, quando a montadora e sindicato de metalúrgicos da região terão nova reunião sobre o futuro da unidade, em meio à expectativa de corte de cerca de 1,5 mil trabalhadores. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, GM se comprometeu "a não tomar nenhuma decisão sobre o provável fechamento do setor MVA até o dia 4 de agosto". A linha

favoráveis para o crescimento do País. "Sob o contexto de retomada econômica a partir deste semestre, o mercado de trabalho deverá reagir positivamente, retomando sua trajetória de aceleração no ritmo de geração de vagas com carteira assinada e redução na taxa média de desemprego, já bastante baixa".

O

Produção da unidade de São José dos Campos deve ser transferida produz modelos que estão sendo substituídos pela GM por veículos produzidos em outras fábricas da montadora, como São Caetano do Sul. Em protesto contra o fechamento trabalhadores fizeram greve na semana passada.

Nesta semana, a GM optou por dar licença remunerada para todos os 7 mil trabalhadores do complexo na terçafeira, em meio à mobilização dos funcionários para pressionar a empresa a manter a linha MVA operando. (Reuters)

ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que o governo vai eliminar os encargos setoriais das tarifas de energia elétrica e reafirmou que a redução total da tarifa será de cerca de 10%, ou um pouco mais que isso. "Estamos suprimindo os encargos setoriais todos", disse o ministro. Ele nomeou alguns dos principais encargos que deverão ser extintos. "Nós vamos cancelar Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), Reserva Global de Re-

Ministro Lobão disse que todos os encargos setoriais serão suprimidos versão (RGR) e provavelmente o Proinfa", disse Lobão. Segundo ele, o programa Luz para Todos, assim como os demais programas financiados por encargos setoriais, serão custeados pelo Tesouro. A redução vai priorizar os

grandes consumidores comerciais e industriais, segundo Lobão, atendendo assim à reivindicação do setor empresarial brasileiro. A presidente Dilma Rousseff fará o anúncio dessas medidas dia 7 de agosto. (Reuters)


DIà RIO DO COMÉRCIO

18 -.ECONOMIA/LEGAIS

sexta-feira, 27 de julho de 2012

e BCE garante proteção total da zona do euro conomia

Presidente do Banco Central Europeu prometeu fazer o que for necessĂĄrio para evitar um colapso da moeda Arne Dedert/EFE

O presidente do BCE, Mario Draghi, afirma que ĂŠ fundamental ter uma autoridade que possa questionar decisĂľes bancĂĄrias tomadas na zona do euro.

O

presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, prometeu ontem fazer o que for necessĂĄrio para proteger a zona do euro de um colapso, incluindo combater custos de emprĂŠstimos governamentais altos. Ele afirmou ser muito importante ter uma autoridade central que possa questionar qualquer decisĂŁo bancĂĄria da zona do euro. "Dentro do nosso mandato, o BCE estĂĄ pronto para fazer o que for preciso para preservar o euro. E, acredite em mim, serĂĄ suficiente", afirmou Draghi em conferĂŞncia realizada em Londres entre representantes de bancos centrais e polĂ­ticos. "Ă€ medida que o tamanho do prĂŞmio soberano (custos de emprĂŠstimo) prejudica o funcionamento dos canais de

Facebook alcança 955 milhþes de usuårios no 2º trimestre do ano.

Protestos em Roma e Taranto

C

entenas de pessoas fizeram uma manifestação ontem em Roma contra o aumento da idade mínima da aposentadoria. Os sindicatos alegam que a medida irå deixar milhares de italianos que se aposentaram mais cedo em situação difícil e sem as pensþes mensais. O protesto ocorreu em frente ao Pantheon e foi convocado pelas três maiores centrais sindicais italianas – as quais afirmaram que as reformas do sistema previdenciårio feitas pelo primeiro-ministro, Mario Monti, afetarão 350 mil pessoas. O governo italiano afirma que as reformas afetarão 65 mil pessoas e disse que um fundo especial foi criado para garantir que esses cidadãos não fiquem sem as suas aposentadorias. "O governo sacrificou a geração que nasceu entre 1952 e 1954", disse Sandro Faraoni, ex-funcionårio dos Cor-

reios. "Por sorte, minha mulher tem casa própria, porque eu não tenho mais uma casa, mas se ela me expulsar, eu ficarei sem-teto". Laura Piacenti, outra exfuncionåria pública que se aposentou mais cedo, disse que fez isso para dar aos mais jovens a chance de trabalhar, mas afirmou que foi obrigada a cortar os gastos domÊsticos para ajudar o filho. "Somos vítimas de um governo arrogante", disse. Varejo – As vendas no varejo da Itålia recuaram pelo terceiro mês consecutivo em maio, apesar da variação positiva nas vendas de alimentos, informou o instituto italiano de estatísticas, o Istat. Få bri ca – Trabalhadores do grupo siderúrgico italiano Ilva participaram de uma manifestação em Taranto contra uma decisão judicial de fechar parcialmente uma das fåbricas da companhia. (Agências)

Ingenito/EFE

transmissão da política monetåria, eles passam a ser de nossa responsabilidade." O presidente da Comissão Europeia, JosÊ Manuel Durão Barroso, pediu que a GrÊcia apresente resultados econômicos sólidos a seus credores para continuar na zona do euro. Dentre as medidas solicitadas, estão a diminuição do dÊficit orçamentårio e reformas estruturais. "A GrÊcia pertence à família europeia e à zona do euro e queremos que isso continue. Por isso, a palavra-chave Ê resultados", afirmou Barroso. O país se comprometeu com os credores do último resgate – a Comissão Europeia, o BCE e o Fundo Monetårio Internacional (FMI) – a aplicar medidas de austeridade para diminuir o dÊficit orçamentårio e a dívida pública, que Ê de 180% do

'FKVCN FG Â&#x153; G Â&#x153; 2TCnC FG $GO +OxXGN G RCTC +PVKOCnlQ FQU GZGEWVCFQU /CTKC *GNGPC FG /GNQ 2KOGPVC %2( G ,QUo %CTNQU FG /GNQ 2KOGPVC %2( DGO EQOQ FC EQ RTQRTKGVhTKC %NGNKC %KTQVC FG /GNNQ 2KOGPVC GZRGFKFQ PQU CWVQU FC #nlQ FG 'ZGEWnlQ FG 6sVWNQ 'ZVTCLWFKEKCN TGSWGTKFC RQT %QORCPJKC 4GCN FG +PXGUVKOGPVQU %ToFKVQ (KPCPEKCOGPVQ +PXGUVKOGPVQ %02, 2TQEGUUQ PÂ? 1 &T #NXCTQ .WK\ 8CNGT[ /KTTC ,WK\ FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN %GPVTCN FC %CRKVCN PC HQTOC FC .GK GVE (#< 5#$'4 CQU SWG Q RTGUGPVG GFKVCN FG Â&#x153; G Â&#x153; 2TCnC FG DGO KOxXGN XKTGO QW FGNG EQPJGEKOGPVQ VKXGTGO G KPVGTGUUCT RQUUC SWG Q NGKNQGKTQ PQOGCFQ 5T (GTPCPFQ %CDGnCU $CTDQUC OCVTKEWNCFQ PC ,WEGUR P Â? EQO GUETKVxTKQ PC 4WC #HQPUQ $TC\ ELVQ 8KNC 0QXC %QPEGKnlQ 5lQ 2CWNQ 52 G PC HQTOC FQ CTV # FQ %2% TGIWNCOGPVCFQ RGNQ 2TQXKOGPVQ CVTCXoU FQ IGUVQT LWFKEKCN JQOQNQICFQ RGNQ 6TKDWPCN FG ,WUVKnC 999 #44'/#6',7&+%+#. %1/ $4 PQ FKC iU JQTCU VGTh KPsEKQ C Â&#x153; RTCnC G UG GUVGPFGTh RQT VTqU FKCU UWDUGSWGPVGU GPEGTTCPFQ UG GO iU JTU UGPFQ GPVTGIWG C SWGO OCKU FGT KIWCN QW CEKOC FC CXCNKCnlQ UGPFQ SWG GO PlQ JCXGPFQ NKEKVCPVGU CDTKT UG h C Â&#x153; RTCnC PQ FKC iU G UG GPEGTTCTh PQ FKC iU JQTCU RCTC Q Â? .GKNlQ QECUKlQ GO SWG Q TGHGTKFQ DGO UGTh GPVTGIWG C SWGO OCKU FGT PlQ FGXGPFQ UGT CEGKVQ NCPEG KPHGTKQT C FC CXCNKCnlQ CVWCNK\CFC QECUKlQ GO SWG C VQVCNKFCFG FQ KOxXGN EWLC RCTVG KFGCN FG HQK TGEGDKFC RGNQ GZGEWVCFQ ,QUo %CTNQU FG /GNQ 2KOGPVC CVTCXoU FQU CWVQU FQ +PXGPVhTKQ FQU DGPU FGKZCFQU RQT ,QUo FG /GNNQ 2KOGPVC 2TQEGUUQ PÂ? FC Â&#x153; 8CTC FC (COsNKC G 5WEGUU|GU FQ (QTQ %GPVTCN FGUVC %QOCTEC G QU TGUVCPVGU RGTVGPEGO C EQ JGTFGKTC %NoNKC %KTQVC FG /GNNQ 2KOGPVC 2GNQ RTGUGPVG GFKVCN HKECO KPVKOCFQU QU GZGEWVCFQU /CTKC *GNGPC FG /GNQ 2KOGPVC G ,QUo %CTNQU FG /GNQ 2KOGPVC DGO EQOQ C EQ RTQRTKGVhTKC %NGNKC %KTQVC FG /GNNQ 2KOGPVC UG PlQ KPVKOCFQU RGUUQCNOGPVG QW PC RGUUQC FG UGWU CFXQICFQU %10&+cÂŽ'5 &' 8'0&# &15 .#0%'5 1 RTGUGPVG .GKNlQ UGTh GHGVWCFQ PC OQFCNKFCFG 10 .+0' UGPFQ SWG QU NCPEGU FGXGTlQ UGT HQTPGEKFQU CVTCXoU FG UKUVGOC GNGVTzPKEQ FQ IGUVQT YYY CTTGOCVGLWFKEKCN EQO DT G KOGFKCVCOGPVG FKXWNICFQU QP NKPG FG OQFQ C XKCDKNK\CT C RTGUGTXCnlQ FQ VGORQ TGCN FCU QHGTVCU 0lQ UGTh CFOKVKFQ UKUVGOC PQ SWCN QU NCPnQU UGLCO TGOGVKFQU RQT G OCKN G RQUVGTKQTOGPVG TGIKUVTCFQU PQ UKVG FQ IGUVQT CUUKO EQOQ SWCNSWGT QWVTC HQTOC FG KPVGTXGPnlQ JWOCPC PC EQNGVC G PQ TGIKUVTQ FQU NCPnQU &1 2#)#/'061 1 #TTGOCVCPVG FGXGTh FGRQUKVCT PQ RTC\Q KORTQTTQIhXGN FG JQTCU Q XCNQT FQ NCPEG XGPEGFQT CVTCXoU FC IWKC FG FGRxUKVQ LWFKEKCN C UGT QDVKFC PC CIqPEKC FQ HxTWO QW CVTCXoU FQ UKVG YYY DD EQO DT &# %1/+55­1 &1 .'+.1'+41 # EQOKUUlQ FQ NGKNQGKTQ UGTh FG EKPEQ RQT EGPVQ UQDTG Q XCNQT FG CTTGOCVCnlQ C UGT RCIC RGNQ #TTGOCVCPVG PQ RTC\Q FG CVo JQTCU CRxU Q NGKNlQ CVTCXoU FG FGRxUKVQ DCPEhTKQ GO FKPJGKTQ PC EQPVC C UGT KPFKECFC RGNQ .GKNQGKTQ PQ RTC\Q FG CVo VTqU JQTCU CRxU Q HGEJCOGPVQ FC RTCnC &1 #761 &' #44'/#6#c­1 #RxU C GHGVKXC NKSWKFCnlQ FQU RCICOGPVQU CEKOC Q CWVQ FG CTTGOCVCnlQ UGTh CUUKPCFQ RGNQ ,WK\ +/+55­1 0# 2155' 1 CTTGOCVCPVG RTQXKFGPEKCTh RGTCPVG Q ,Ws\Q EQORGVGPVG C KOKUUlQ PC RQUUG #%14&1 %CUQ JQWXGT CEQTFQ GPVTG CU RCTVGU FGXKFC C EQOKUUlQ FG UQDTG Q XCNQT FG CXCNKCnlQ FQ DGO RCTC EQDGTVWTC FQU EWUVQU FQ NGKNlQ (#.' %1015%1 'XGPVWCKU F}XKFCU RQFGTlQ UGT GUENCTGEKFCU PQ GUETKVxTKQ FQ .GKNQGKTQ 1HKEKCN PC 4WC #HQPUQ $TC\ ELVQ 8KNC 0QXC %QPEGKnlQ 5lQ 2CWNQ 52 QW CKPFC RGNQU VGNGHQPGU GOCKN EQPVCVQ"CTTGOCVGLWFKEKCN EQO DT +/Ă?8'. 7O VGTTGPQ G TGURGEVKXC EQPUVTWnlQ UKVWCFC i 4WC ,QUo 'UVGXlQ FG /CICNJlGU PÂ?U G G EQO hTGC FG OĂŻ VTCPUETKnlQ PÂ? FQ Â? %4+ FC %CRKVCN #XCNKCnlQ 6QVCN 4 GO SWG UGTh CVWCNK\CFQ CVo C FCVC FQ NGKNlQ RGNC 6CDGNC 2ThVKEC FQ 6, 52 HKECPFQ TGUIWCTFCFQ UQDTG Q RCICOGPVQ FC VQVCNKFCFG FQ RTGnQ QU FKTGKVQU FC EQ JGTFGKTC %NGNKC %KTQVC FG /GNNQ 2KOGPVC SWG TGECKTh WPKECOGPVG UQDTG Q RTGnQ CVKPIKFQ PC RTCnC HN 8CNQT FQ &oDKVQ 4 GO &QU CWVQU PlQ EQPUVC TGEWTUQ RGPFGPVG FG LWNICOGPVQ 6#:#5 ' +/215615 'XGPVWCKU VCZCU QW KORQUVQU KPEKFGPVGU UQDTG Q DGO EQTTGTlQ RQT EQPVC FQ CTTGOCVCPVG QW CFLWFKECPVG EQO GZEGnlQ FQU FoDKVQU FQ Â&#x2026; }PKEQ FQ CTVKIQ FQ %60 SWG UG UWD TQICO UQDTG Q RTGnQ FQ DGO 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ FG LWPJQ FG $ (GLWDO GH FLWDomR SUD]R GH GLDV 3URFHVVR QÂ&#x17E; 2 $ 'RXWRU D 6XHOL -XDUH] $ ORQVR 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO 9,, ,WDTXHUD GD &RPDUFD GH 6mR 3DXOR GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D )iELR $OYHV %DWLVWD TXH ', *Ă&#x2C6;1,2 3$77, /7'$ 6 & ² &8562 2%- (7,92 OKH DMXL]RX XPD DomR GH ([HFXomR YLVDQGR R UHFHELPHQWR GH 5 GH]HPEUR UHSUHVHQWDGR SHOR FKHTXH QÂ&#x17E; 8/ QR YDORU GH 5 HPLWLGR HP QmR SDJR VDFDGR FRQWUD R %DQFR ,WD~ 6 $ (VWDQGR R H[HFXWDGR HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP QR SUD]R GH GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD SDJXH R GpELWR DWXDOL]DGR DUW $ SDUiJUDIR ~QLFR GR &3& 1R SUD]R GH GLDV R H[HFXWDGR SRGHUi D UHFRQKHFHQGR R FUpGLWR GR H[HT HQWH H FRPSURYDQGR R GHSyVLWR MXGLFLDO GH GR YDORU HP H[HFXomR LQFOXVLYH FXVWDV H KRQRUiULRV GH DGYRJDGR UHTXHUHU VHMD DGPLWLGR D SDJDU R UHVWDQWH HP DWp SDUFHODV PHQVDLV DFUHVFLGDV GH FRUUHomR PRQHWiULD H MXURV GH PRUD GH DR PrV DUW $ GR &3& 7RGDYLD R QmR SDJDPHQWR GH TXDLVTXHU GDV SUHVWDo}HV LPSOLFDUi GH SOHQR GLUHLWR R YHQFLPHQWR GDV VXEVHT HQWHV H R VHJXLPHQWR GR SURFHVVR FRP R LPHGLDWR LQtFLR GRV DWRV H[HFXWLYRV DOpP GD LPSRVLomR DR H[HFXWDGR TXH UHTXHUHU R SDUFHODPHQWR GH PXOWD GH GH] SRU FHQWR VREUH R YDORU GDV SUHVWDo}HV QmR SDJDV VHQGR YHGDGD D RSRVLomR GH HPEDUJRV Â&#x2020; Â&#x17E; GR DUW $ GR &3& E RIHUHFHU HPEDUJRV j H[HFXomR DUW GR &3& (P FDVR GH QmR SDJDPHQWR VHUi H[SHGLGR PDQGDGR SDUD SHQKRUD GH WDQWRV EHQV TXDQWRV EDVWHP SDUD D JDUDQWLD GD GtYLGD 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021; (GLWDO &LWDomR 3UD]R GLDV 3URF 2 'U 2J &ULVWLDQ 0DQWXDQ -XL] GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GD &DSLWDO 63 )D] 6DEHU D $VVRFLDomR GRV $JHQWHV GH 6HJXUDQoD - XGLFLiULD GH 6mR 3DXOR &13 QD SHVVRD GH VHX UHSUHVHQWDQWH OHJDO H - RVp +HQULTXH %DSWLVWD &3) TXH %$1&2 6$1726 6 $ OKHV DMXL]RX $omR GH ([HFXomR GH 7tWXOR ([WUDMXGLFLDO SDUD FREUDQoD GH 5 - DQHLUR UHSUHVHQWDGD SHOR FRQWUDWR GH FRQYrQLR SDUD FRQFHVVmR GH HPSUpVWLPRV D VHUYLGRUHV S~EOLFRV ILUPDGR FRP D $VVRFLDomR GRV $JHQWHV HP EHP FRPR SHOR FRQWUDWR GH P~WXR QR YDORU GH 5 ILUPDGR FRP -RVp + HQULTXH HP QmR SDJRV (VWDQGR RV UpXV HP ORFDO LJQRUDGR IRL GHIHULGD VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV SDJXHP R GpELWR DWXDOL]DGR RX HP GLDV HPEDUJXHP RX UHFRQKHoDP R FUpGLWR GR H[HT HQWH FRPSURYDQGR R GHSyVLWR GH GR YDORU GD H[HFXomR LQFOXVLYH FXVWDV H KRQRUiULRV SRGHQGR UHTXHUHU TXH R SDJDPHQWR UHVWDQWH VHMD IHLWR HP VHLV SDUFHODV PHQVDLV DWXDOL]DGDV SUD]RV HVWHV TXH FRPHoDUmR D IOXLU DSyV RV YLQWH GLDV VXSUD VRE SHQD GH SHQKRUD SUHVXPLQGR VH DFHLWRV RV IDWRV DOHJDGRV 6HUi R HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021; (GLWDO GH FLWDomR SUD]R GH GLDV 3URFHVVR QÂ&#x17E; 2 $ 'RXWRU D 0DXUtFLR )LRULWR 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD GD )DPtOLD H 6XFHVV}HV GR )RUR &HQWUDO &tYHO GD &RPDUFD GH 6mR 3DXOR GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D R 6LOYLR /XLV 2OLYHLUD EUDVLOHLUR FRUUHWRU GH VHJXURV VHSDUDGR MXGLFLDOPHQWH &3) 5* QDVFLGR HP ILOKR GH $QWRQLR -RUJH * RPHV GD 6LOYD 2OLYHLUD H )iWLPD 3HUHLUD 2OLYHLUD TXH OKH IRL SURSRVWD XPD DomR GH &RQYHUVmR GH 6HSDUDomR - XGLFLDO (P 'LYyUFLR SRU SDUWH GH 0,/(1$ &25'(//, 3$,9$ 3,172 EUDVLOHLUD VHSDUDGD MXGLFLDOPHQWH GHQWLVWD 5* QÂ&#x17E; H &3) 0) DOHJDQGR HP VtQWHVH 4XH SRU VHQWHQoD GDWDGD GH SURIHULGD SHOR 00 -XL] GH 'LUHLWR GD 'pFLPD 9DUD GD )DPtOLD H GDV 6XFHVV}HV IRL KRPRORJDGD D VHSDUDomR MXGLFLDO GR FDVDO TXH WRGDV DV REULJDo}HV DVVXPLGDV H GHWHUPLQDGDV HVWmR VHQGR FXPSULGDV QmR Ki EHQV D VHUHP SDUWLOKDGRV H UHTXHUHX D FRQYHUVmR GD VHSDUDomR HP GLYyUFLR (QFRQWUDQGR VH R UpX HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD RV DWRV H WHUPRV GD DomR SURSRVWD H SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV TXH IOXLUi DSyV R GHFXUVR GR SUD]R GR SUHVHQWH HGLWDO DSUHVHQWH UHVSRVWD 1mR VHQGR FRQWHVWDGD D DomR SUHVXPLU VHmR DFHLWRV SHOR D V Up X V FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DUWLFXODGRV SHOR D V DXWRU D HV 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021; (GLWDO GH FLWDomR SUD]R GH GLDV 3URFHVVR QÂ&#x17E; 2 $ 'RXWRU D /LGLD 5HJLQD 5RGULJXHV 0RQWHLUR &DEULQL 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GR )RUR )RUR 5HJLRQDO ,, 6DQWR $PDUR GD &RPDUFD GH GH 6­ 2 3$8/2 GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] 6DEHU D *UHJRU\ *HRUJHV (OLH &KH]HDXG &3) TXH 62&,('$'( %(1(),&(17( ,65$(/,7$ %5$6,/(,5$ +263,7$/ $/%(57 (,167(,1 OKH DMXL]RX XPD DomR GH &REUDQoD SHOR ULWR 2UGLQiULR YLVDQGR VXD FRQGHQDomR DR SDJDPHQWR GH 5 PDUoR UHSUHVHQWDGR SHODV QRWDV ILVFDLV GH VHUYLoRV QÂ&#x17E;V H HPLWLGDV H QmR SDJDV GHFRUUHQWHV GR FRQWUDWR GH SUHVWDomR GH VHUYLoRV PpGLFRV KRVSLWDODUHV SDUD VXD HVSRVD H VXD ILOKD FRQWUDWR HVWH ILUPDGR HQWUH DV SDUWHV HQWUH H (QFRQWUDQGR VH R UpX HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR IRL GHWHUPLQDGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD RV DWRV H WHUPRV GD DomR SURSRVWD H SDUD TXH QR SUD]R GH GLDV TXH IOXLUi DSyV R GHFXUVR GR SUD]R GR SUHVHQWH HGLWDO DSUHVHQWH UHVSRVWD 1mR VHQGR FRQWHVWDGD D DomR SUHVXPLU VH mR DFHLWRV SHOR D V Up X V FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DUWLFXODGRV SHOR D V DXWRU D HV 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO SRU H[WUDWR DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021;

Produto Interno Bruto (PIB). Atenas conseguiu a aprovação dos europeus para a operação em fevereiro, mas, desde entĂŁo, ainda nĂŁo aplicou os cortes necessĂĄrios para continuar a receber os valores. SĂł que a ComissĂŁo Europeia nĂŁo pretende tolerar mais atrasos. "A palavra-chave ĂŠ cumprir, o principal assunto ĂŠ aplicar", disse Barroso. As afirmaçþes foram feitas apĂłs reuniĂŁo com o primeiro-ministro Antonis Samaras, em Atenas. B ol s as â&#x20AC;&#x201C; O mercado norteamericano de açþes fechou em alta forte ontem, depois do BCE sinalizar que farĂĄ o que for necessĂĄrio para impedir a fragmentação da uniĂŁo monetĂĄria. Para Christian Bertelsen, da Global Financial Private Capital, as declaraçþes de Mario Draghi "foram muito enfĂĄticas e tinham claramente o

objetivo de eliminar parte do pânico". Richard Golinski, da Bingham Osborn & Scarborough, disse que as declaraçþes de Draghi "implicam que o BCE estå pronto a fazer mais, e talvez atÊ adote medidas de relaxamento quantitativo da política monetåria como aquelas que tivemos aqui nos Estados Unidos". Outro fator para a alta das açþes foi o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana passada e as encomendas de bens duråveis em junho terem saído melhores do que se previa. O índice Dow Jones fechou aos 211,88 pontos com variação positiva de 1,67%. O Nasdaq avançou 39,01 pontos (1,37%). O S&P-500 subiu 1,65% 22,13 pontos. As bolsas europeias tiveram tambÊm fortes ganhos. (Agências)

1ÂŞ Vara CĂ­vel da Comarca de Diadema - SP Edital de 1ÂŞ e 2ÂŞ Praças de bem imĂłvel e intimação dos executados Omar Tanus de AraĂşjo Maluf, RG 28.448.877-X, CPF 287.224.468-93 e Fernando Deslandes Zaidan, RG 25.292.400-9 SSP/SP, CPF 245.865.908-07, expedido pelos autos da ação de Despejo por Falta de Pagamento movida por AntĂ´nio Filho de Andrade e AntĂ´nio Ferreira Mota - Proc. nÂş 161.01.2008.023576-0 - controle nÂş 1922/2008. A Dra. Ă&#x2030;rika Diniz, JuĂ­za de Direito da 1ÂŞ Vara CĂ­vel da Comarca de Diadema-SP, na forma da lei, etc. Faz saber que no dia 04 de setembro de 2012, Ă s 14:00 horas, no FĂłrum da Comarca de Diadema, SP (Av. Sete de Setembro, nÂş 409/413), o porteiro dos auditĂłrios levarĂĄ a pĂşblico pregĂŁo de venda em 1ÂŞ Praça, o bem imĂłvel abaixo, entregando-o a quem mais der acima da avaliação, ficando desde logo, designado o dia 26 de setembro de 2012, Ă s 14:00 horas, para realização de 2ÂŞ Praça, quando o bem serĂĄ vendido a quem mais der, caso nĂŁo haja licitantes em primeira praça, nĂŁo sendo aceito lance vil, ficando pelo presente edital intimados os executados das designaçþes, caso nĂŁo sejam intimados pessoalmente. ImĂłvel: apartamento nÂş 51, localizado no 5Âş andar do CondomĂ­nio EdifĂ­cio â&#x20AC;&#x153;The Winbledonâ&#x20AC;?, situado na Rua Turiassu, 130, 19Âş Subdistrito-Perdizes, contendo a ĂĄrea privativa de 42,958m², a ĂĄrea comum de divisĂŁo proporcional de 31,612m², a ĂĄrea comum de divisĂŁo nĂŁo proporcional de 9,90m², totalizando a ĂĄrea construĂ­da de 84,47m², correspondendo-lhe a fração ideal de 0,01692 no terreno do edifĂ­cio, cabendo-lhe, ainda, o direito ao uso de uma vaga indeterminada na garagem coletiva do edifĂ­cio situada no andar tĂŠrreo, 1Âş e 2Âş subsolos; contribuinte nÂş 020.067.0119-3; matrĂ­cula nÂş 93.992 do 2Âş Oficial de Registro de ImĂłveis-SP. Avaliação: R$ 319.600,00 (junho/2011), que serĂĄ atualizada atĂŠ a data da venda, de acordo com os Ă­ndices oficiais. Ă&#x201D;nus: nĂŁo consta dos autos haver recurso ou causa pendente de julgamento sobre o bem a ser arrematado. Eventuais taxas e/ou impostos sobre o bem correrĂŁo por conta do arrematante. O presente serĂĄ afixado e publicado na forma da Lei. Diadema, 26.07.2012.

'&+6#. &' %+6#cÂŹ1 24#<1 &' FKCU 241%'551 0Â? 1 # &QWVQT C %CKQ /CTEGNQ /GPFGU FG 1NKXGKTC // ,WK\ C FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC FG (CNqPEKCU G 4GEWRGTCn|GU ,WFKEKCKU FQ (QTQ %GPVTCN %sXGN FC %QOCTEC FG 5ÂŹ1 2#7.1 FQ 'UVCFQ FG 5lQ 2CWNQ PC HQTOC FC .GK GVE (#< 5#$'4 C Q 'PVTGRCTGPVGUGU %QPHGEn|GU G %QOoTEKQ .VFC 4WC +CDKEW IWCEW 8KNC 4KQ $TCPEQ %'2 5lQ 2CWNQ 52 %02, SWG $#0%1 5#(4# 5 # CLWK\QW WO 2GFKFQ FG (CNqPEKC RQT UGT ETGFQT FC KORQTVjPEKC FG 4 TGRTGUGPVCFC RQT EoFWNC FG EToFKVQ DCPEhTKQ PÂ? PlQ RCIC G FGXKFCOGPVG RTQVGUVCFC 'UVCPFQ C To GO NWICT KIPQTCFQ HQK FGHGTKFC C EKVCnlQ RQT GFKVCN RCTC SWG GO FKCU C HNWKT CRxU QU FKCU UWRTC CRTGUGPVG FGHGUC RQFGPFQ FGRQUKVCT C SWCPVKC EQTTGURQPFGPVG CQ EToFKVQ TGENCOCFQ SWG FGXGTh UGT CVWCNK\CFC G CETGUEKFC FG LWTQU G EQTTGnlQ OQPGVhTKC EWUVCU FGURGUCU RTQEGUUWCKU G JQPQThTKQU CFXQECVsEKQU HKZCFQU GO FQ\G OKN TGCKU CTV RCThITCHQ }PKEQ FC .GK UQD RGPC FG FGETGVCnlQ FC (CNqPEKC 5GTh Q GFKVCN CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ FG LWNJQ FG $ G (GLWDO GH FLWDomR FRP SUD]R GH GLDV 3URFHVVR QÂ&#x192; 2 'RXWRU )UDQFLVFR &DUORV ,QRX\H 6KLQWDWH 00 -XL] GH 'LUHLWR 'D Â? 9DUD &tYHO GR )RUR 5HJLRQDO GH 3LQKHLURV (VWDGR GH 6mR 3DXOR 1D )RUPD GD /HL )D] 6DEHU D $QD &ODXGLD 3D]HWWR &3) 5* QÂ&#x17E; TXH D 26(& 25*$1,=$dÂŽ2 6$17$0$5(16( '( ('8&$dÂŽ2 ( &8/785$ OKH DMXL]RX XPD DomR 0RQLWyULD REMHWLYDQGR D FREUDQoD GD TXDQWLD GH 5 UHIHUHQWH DR SDJDPHQWR GH PHQVDOLGDGHV HVFRODUHV WHQGR VLGR GHYROYLGRV RV FKHTXHV SHOR VHUYLoR GH FRPSHQVDomR EDQFiULD (QFRQWUDQGRVH R PHVPR HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D LQWLPDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP TXLQ]H GLDV D IOXLU DSyV R SUD]R GH YLQWH GLDV FRQWDGRV D SDUWLU GD SXEOLFDomR GHVWH HGLWDO RIHUHoD HPEDUJRV PRQLWyULRV RX SDJXH D LPSRUWkQFLD VXSUD ILFDQGR FLHQWH RXWURVVLP GH TXH QHVWH ~OWLPR FDVR ILFDUi LVHQWR GH FXVWDV H KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV H GH TXH QD KLSyWHVH GH QmR RIHUHFLPHQWR GH HPEDUJRV VHUi LQLFLDGD D H[HFXomR FRQIRUPH SUHYLVWR QR /LYUR ,, 7tWXOR ,, FDStWXORV ,, H ,9 2 SUHVHQWH VHUi DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021; Â&#x153; 8CTC %sXGN Â? 1HsEKQ %KVCnlQ 2TC\Q FKCU 2TQE PÂ? 1 &T 4QFTKIQ )CNXlQ /GFKPC ,WK\ FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN FC %CRKVCN GVE (C\ 5CDGT C +PQXCVKQPCN (CUJKQP %QPHGEn|GU .VFC %02, PC RGUUQC FG UGW TGRTGU NGICN G 8KXCNFQ 1NKXGKTC 5CPVQU %2( SWG (WPFQ FG +PXGUVKOGPVQ GO &KTGKVQU %TGFKVxTKQU 0lQ 2CFTQPK\CFQU 02. CLWK\QW #nlQ FG 'ZGEWnlQ RCTC EQDTCPnC FG 4 'UVCPFQ QU GZGEWVCFQU GO NWICT KIPQTCFQ HQK FGHGTKFC C EKVCnlQ RQT GFKVCN RCTC SWG GO FKCU RCIWGO Q FoDKVQ CVWCNK\CFQ QW GO FKCU GODCTIWGO QW TGEQPJGnCO Q EToFKVQ FQ GZGSÂ&#x20AC;GPVG EQORTQXCPFQ Q FGRxUKVQ FG FQ XCNQT FC GZGEWnlQ KPENWUKXG EWUVCU G JQPQThTKQU RQFGPFQ TGSWGTGT SWG Q RCICOGPVQ TGUVCPVG UGLC HGKVQ GO RCTEGNCU OGPUCKU CVWCNK\CFCU RTC\QU GUVGU SWG EQOGnCTlQ C HNWKT CRxU QU FKCU UWRTC UQD RGPC FG RGPJQTC RTGUWOKPFQ UG CEGKVQU QU HCVQU 5GTh Q GFKVCN CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ $ G

%KVCnlQ 2TC\Q FKCU 2TQE PÂ? FG 1TFGO 1 &T 5YCTCK %GTXQPG FG 1NKXGKTC ,WK\ FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN FC %CRKVCN (C\ 5CDGT C /CKUQP FQU 7PKHQTOGU .VFC PC RGUUQC FG UGW TGRTGUGPVCPVG NGICN SWG %QPHKCPnC %QOoTEKQ FG 6GEKFQU .VFC CLWK\QW WOC #nlQ /QPKVxTKC QDLGVKXCPFQ Q TGEGDKOGPVQ FG 4 CETGUEKFQU FG LWTQU G EQTTGnlQ OQPGVhTKC 'UVCPFQ C TGSFC GO NWICT KIPQTCFQ HQK FGHGTKFC C EKVCnlQ RQT GFKVCN RCTC SWG GO FKCU C HNWKT CRxU QU FKCU UWRTC RCIWG Q XCNQT UWRTC FGXKFCOGPVG EQTTKIKFQ SWG i VQTPCTh KUGPVC FCU EWUVCU G JQPQThTKQU CFXQECVsEKQU QW GODCTIWG UQD RGPC FG EQPXGTUlQ FQ OCPFCFQ FG EKVCnlQ GO GZGEWnlQ 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ 2CWNQ $ G &LWDomR 3UD]R GLDV 3URF 2 'U &DUORV (GXDUGR 3UDWDYLHUD -XL] GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO 5HJLRQDO GH 6DQWR $ PDUR )D] 6DEHU DR FRUHTXHULGR 0DUFR $OH[DQGUH GH &DUYDOKR &3) TXH &/(5(6 $/%,12 3(5(,5$ OKH DMXL]RX XPD DomR GH ULWR 2UGLQiULR FRQWUD WDPEpP $QW{QLR &DUGRVR 6DQWRV H 2XWURV REMHWLYDQGR VHMD D SUHVHQWH DomR MXOJDGD WRWDOPHQWH SURFHGHQWH SDUD TXH R FRUHTXHULGR QD REULJDomR GH ID]HU RXWRUJD GR '87, GRFXPHQWR TXH DXWRUL]D D WUDQVIHUrQFLD GR YHLFXOR 3$6 DXWRPyYHO FRPEXVWtYHO JDVROLQD Âą ,03 9: 3ROR * ODV 0, DQR GH IDEULFDomR H PRGHOR FRU D]XO SODFD &/7 FKDVVL $: === . 9$ HP UD]mR GR YHLFXOR WHU VLGR TXLWDGR (VWDQGR R FRUHTXHULGR HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD FRQWHVWH R IHLWR VRE SHQD GH SUHVXPLUHP VH FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DOHJDGRV SHOR DXWRU 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021; &LWDomR 3UD]R GLDV 3URF $ 'UD 0iUFLD GH 6RX]D 'RQLQL 'LDV /HLWH -Xt]D GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO 5HJLRQDO GD 9LOD 3UXGHQWH )D] 6DEHU D (ODLQH 3LVWRUH &3) H 5* TXH $'(48$dÂŽ2 ,1'Ă&#x201C;675,$ ( &20e5&,2 /7'$ OKH DMXL]RX XPD DomR GH ULWR 2UGLQiULR REMHWLYDQGR i FREUDQoD GD LPSRUWkQFLD GH 5 PDUoR GHYLGDPHQWH FRUULJLGD H DFUHVFLGD GH MXURV OHJDLV GHFRUUHQWH GH GHVYLRV HP GLQKHLUR GD FRQWD FRUUHQWH GD HPSUHVD SDUD VXD FRQWD FRUUHQWH SHVVRDO (VWDQGR D Up HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV RV GLDV VXSUD FRQWHVWH R IHLWR VRE SHQD GH SUHVXPLUHP VH FRPR YHUGDGHLURV RV IDWRV DOHJDGRV 6HUi R SUHVHQWH HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021; (GLWDO GH &LWDomR 3UD]R GLDV 3URF 2UGHP 2 'U &HOVR /RXUHQoR 0RUJDGR -XL] GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GD &RPDUFD GH 6mR %HUQDUGR GR &DPSR 63 )D] 6DEHU D 3ULVFLOD 9LOODQRYD 7DN DVH &3) TXH ,167,7872 0(72',67$ '( (16,12 683(5,25 OKH DMXL]RX XPD DomR 0RQLWyULD SDUD R UHFHELPHQWR GH 5 QRYHPEUR UHSUHVHQWDGR SHOR FRQWUDWR GH SUHVWDomR GH VHUYLoRV HGXFDFLRQDLV ILUPDGR HQWUH DV SDUWHV QmR SDJDV (VWDQGR D Up HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV DSyV R SUD]R VXSUD LVHQWD GH FXVWDV H KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV SDJXH D TXDQWLD UHFODPDGD RX RIHUHoD HPEDUJRV VRE SHQD GH FRQYHUVmR GD DomR 0RQLWyULD HP ([HFXomR FRQIRUPH DUW GR &3& 6HUi R HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ć&#x2021;

Italianos fizeram ontem manifestação contra o fechamento de uma fåbrica em Taranto

Empresa anuncia prejuĂ­zo de US$ 157 mi, apĂłs ir Ă bolsa.

A

Facebook Inc. divulgou ontem que registrou prejuĂ­zo lĂ­quido de US$ 157 milhĂľes (US$ 0,08 por ação) no segundo trimestre deste ano, ante um lucro de US$ 240 milhĂľes (US$ 0,11 por ação) em igual perĂ­odo do ano passado. Esta foi a primeira divulgação de resultados da empresa desde que abriu o capital em 18 de maio deste ano. O prejuĂ­zo anunciado ĂŠ atribuĂ­do Ă s custosas compensaçþes acionĂĄrias relacionadas Ă oferta pĂşblica inicial (IPO, em inglĂŞs). Excluindo compensaçþes com base nas açþes e outros itens extraordinĂĄrios, o lucro ajustado ficou estĂĄvel em US$ 0,12 por ação. A receita da companhia cresceu 32% no perĂ­odo, para US$ 1,18 bilhĂŁo. Neste primeiro balanço apĂłs a abertura de capital, a Facebook Inc. revelou que seus custos totais subiram para o nĂ­vel recorde de US$ 1,93 bilhĂŁo no segundo trimestre do ano, de US$ 488 milhĂľes em igual perĂ­odo de 2011. Publicidade â&#x20AC;&#x201C; Mas as receitas com publicidade avançaram 28% no perĂ­odo,

para US$ 992 milhþes. Os usuårios mensais ativos da rede social avançaram 29%, para 955 milhþes, enquanto os usuårios diårios ativos cresceram 32%, para 552 milhþes. Os usuårios mensais ativos para celulares cresceram 67%, para 543 milhþes. No primeiro trimestre, a

rede social teve uma mÊdia de 901 milhþes de visitantes mensais e 526 milhþes de visitantes diårios. A Facebook Inc. estå enfrentando um início tumultuado na bolsa, com investidores questionando a habilidade da rede social de levantar receita por meio de publicidade alÊm da dificuldade de ganhar dinheiro com as operaçþes para celular. As açþes da empresa acumulam queda de 29% desde a estreia na Nasdaq, em 18 de maio. A empresa, fundada por Mark Zuckerberg hå oito anos em seu dormitório no campus de Harvard, tornouse a primeira companhia norte-americana a ter o IPO avaliado em mais de US$ 100 bilhþes. (Agências)


DIĂ RIO DO COMĂ&#x2030;RCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA TOMADAS DE PREĂ&#x2021;OS A FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREĂ&#x2021;OS NÂş - OBJETO - PRĂ&#x2030;DIO - LOCALIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO - Ă REA (se houver) - PATRIMĂ&#x201D;NIO LĂ?QUIDO MĂ?NIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - ABERTURA DA LICITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O (HORA E DIA) 69/01128/12/02 - Construção de Ambientes Complementares e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Prof. Ary Monteiro GalvĂŁo - Rua Lafaiete Ă lvaro de S. Camargo, 380 - Cep: 13063-170 - Jd. Eulina - Campinas/SP - 210 - 165,93 - R$ 95.380,00 - R$ 9.538,00 - 11:00 - 15/08/2012. 69/01139/12/02 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Prof. Francisco Balduino de Souza (Chiquinho) - Av. Cdor. JosĂŠ Giorgi, 1.263 - Cep: 19780-000 - Centro - QuatĂĄ/SP - 210 - 105,33 - R$ 87.580,00 - R$ 8.758,00 - 11:30 - 15/08/2012. 69/01180/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Prof. Ottoniel Junqueira - Rua Alfredo Gomes, 185 - Cep: 11750-000 - Centro - PeruĂ­be/SP - 150 - R$ 42.561,00 - R$ 4.256,00 - 14:00 - 15/08/2012. 72/00023/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EE ProfÂŞ Marilene de Oliveira Acetto Rua Cândido Gonçalo Mendes, 10 - Cep: 09370-810 - Vila Carlina - MauĂĄ/SP - 150 - R$ 46.690,00 - R$ 4.669,00 14:30 - 15/08/2012. 72/00088/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdios Escolares - EE Francisca Lopes Negri - Av. Pres. Castelo Branco, 1.851 - Cep: 09321-375 - Jd. Zaira - MauĂĄ/SP; EE Prof. JoĂŁo Paulino de Faria Junior - Rua Laudo Ferreira de Camargo, 389 - Cep: 09371-100 - Prq. SĂŁo Vicente - MauĂĄ/SP - 150 - R$ 82.754,00 - R$ 8.275,00 - 15:00 - 15/08/2012. 73/00140/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdios Escolares - EE Artur Saboia - Rua Taquarichim, 22 - Cep 04296-100 - Vila Vera - SĂŁo Paulo/SP; EE ProfÂŞ Eurydice Zerbini - Rua Epiacaba, 547 - Cep: 04257-170 - Vila Arapua - SĂŁo Paulo/SP - 150 - R$ 72.678,00 - R$ 7.267,00 - 15:30 - 15/08/2012. 73/00147/12/02 - Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE ProfÂŞ Maria Helena Gonçalves de Arruda - Av. Deputado CantĂ­dio Sampaio, 4.678 - Cep 02860-001 - Parada de Taipas - SĂŁo Paulo/SP - 120 - R$ 21.465,00 - R$ 2.146,00 - 16:00 - 15/08/2012. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂ­s, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP ou atravĂŠs da Internet pelo endereço eletrĂ´nico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderĂŁo adquirir o Edital completo atravĂŠs de CD-ROM a partir de 27/07/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, mediante pagamento nĂŁo reembolsĂĄvel de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverĂŁo estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada Ă SupervisĂŁo de Licitaçþes da FDE, conforme valor indicado acima. Os invĂłlucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O deverĂŁo ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da SupervisĂŁo de Licitaçþes - SLI na SEDE DA FDE, atĂŠ 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação serĂĄ processada em conformidade com a LEI FEDERAL nÂş 8.666/93 e suas alteraçþes, e com o disposto nas CONDIĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES GERAIS PARA A REALIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE LICITAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES E CONTRATAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES DA FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE. As propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSĂ&#x2030; BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA CONCORRĂ&#x160;NCIA A FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: CONCORRĂ&#x160;NCIA NÂş - OBJETO - PRĂ&#x2030;DIO - LOCALIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO - Ă REA (se houver) - PATRIMĂ&#x201D;NIO LĂ?QUIDO MĂ?NIMO P/PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - ABERTURA DA LICITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O (HORA E DIA) 69/00869/12/01 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Cel. JoĂŁo Ernesto Figueiredo - Av. Waldomiro Villaca, 126 - Cep: 12980-000 - Centro â&#x20AC;&#x201C; JoanĂłpolis/SP - 210 - 1394,58 - R$ 415.873,00 - R$ 41.587,00 - 09:30 - 29/08/2012. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂ­s, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP ou atravĂŠs da Internet pelo endereço eletrĂ´nico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderĂŁo adquirir o Edital completo atravĂŠs de CD-ROM a partir de 27/07/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, mediante pagamento nĂŁo reembolsĂĄvel de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverĂŁo estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada Ă SupervisĂŁo de Licitaçþes da FDE, conforme valor indicado acima. Os invĂłlucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O deverĂŁo ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da SupervisĂŁo de Licitaçþes - SLI na SEDE DA FDE, atĂŠ 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação serĂĄ processada em conformidade com a LEI FEDERAL nÂş 8.666/93 e suas alteraçþes, e com o disposto nas CONDIĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES GERAIS PARA A REALIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE LICITAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES E CONTRATAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES DA FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE. As propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSĂ&#x2030; BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA PregĂŁo EletrĂ´nico de Registro de Preços nÂş 57/00028/12/05 OBJETO: Contratação de empresa para aquisição de netbook para atendimento das necessidades da Rede Estadual de Ensino da Secretaria da Educação do Estado de SĂŁo Paulo e Ă&#x201C;rgĂŁos Vinculados A FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Contratação de empresa para aquisição de netbook para atendimento das necessidades da Rede Estadual de Ensino da Secretaria da Educação do Estado de SĂŁo Paulo e Ă&#x201C;rgĂŁos Vinculados. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital a partir de 27/07/2012, no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂ­s, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, ou verificar o edital na Ă­ntegra, atravĂŠs da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessĂŁo pĂşblica de processamento do PregĂŁo EletrĂ´nico serĂĄ realizada no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br, no dia 13/08/2012, Ă s 09:30 horas, e serĂĄ conduzida pelo pregoeiro com o auxĂ­lio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epĂ­grafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serĂŁo encaminhadas, por meio eletrĂ´nico, apĂłs o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do inĂ­cio do prazo para envio da proposta eletrĂ´nica serĂĄ de 27/07/ p 2012, atĂŠ o momento anterior ao inĂ­cio da sessĂŁo pĂşblica. JOSĂ&#x2030; BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA 2º Chamamento Público Projeto Bolsa Escola Pública e Universidade na Alfabetização - Programa Ler e Escrever A Fundação para o Desenvolvimento da Educação - FDE comunica que estão reabertas as inscriçþes de Instituiçþes de Ensino Superior para apresentação do Plano de Trabalho/2012, de acordo com a Resolução SE 74, de 24-112011, da Secretaria de Estado da Educação. Poderão inscrever-se para o Projeto Bolsa Alfabetização as Instituiçþes de Ensino Superior - IES, sediadas no Estado de São Paulo, que possuam cursos presenciais, devidamente autorizados e/ou reconhecidos nas åreas de Pedagogia, centrados no magistÊrio das sÊries iniciais do Ensino Fundamental ou de licenciatura plena em Letras, ou ainda de pós-graduação stricto sensu (Mestrado/Doutorado) na årea de didåtica da alfabetização. No ato de inscrição, a IES deverå apresentar o Certificado de Regularidade Cadastral nos termos do Decreto nº 57.501/2011 e o Certificado de Registro Cadastral emitido pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação e Plano de Trabalho, elaborado com observância às diretrizes que embasam o Projeto. As Instituiçþes interessadas deverão verificar a documentação exigida, o número de classes em potencial(*) a serem atendidas por Diretoria Regional de Ensino, as especificaçþes do projeto pedagógico, legislação e demais informaçþes pertinentes, no site do Projeto: http://lereescrever.fde.sp.gov.br As instituiçþes deverão entregar seus projetos, e respectiva documentação, observadas as instruçþes disponibilizadas no site, na sede da FDE, sita na Av. São Luís, 99 - 15º andar - Centro - São Paulo-SP, CEP 01046-001, de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 17h ou encaminhar via Correio. (*) o número de classes Ê obtido na base de dados da SEE/ SP, sujeito a atualizaçþes em agosto/2012.

ECONOMIA/LEGAIS - 19

SANTA GEĂ&#x201C;RGIA EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES S.A. NIRE 3530043633-4 â&#x20AC;&#x201C; CNPJ 15.385.721/0001-34

Ata da Assembleia Geral de Constituição realizada em 27.02.2012 Data, hora e local: 27.02.2012, Ă s 10:00 horas, na sede da Companhia, localizada na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua SĂŁo Zeferino, 290, parte. Convocação e presenças: Dispensada a convocação, nos termos do parĂĄgrafo 4Âş do art. 124 da Lei nÂş 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (â&#x20AC;&#x153;Lei das Sociedades por Açþesâ&#x20AC;?), tendo em vista a presença dos acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Registro de Presenças dos Acionistas da Companhia. Mesa: Presidente: Ivan dos Santos Freire; SecretĂĄria: Claudenilda dos Santos Tavares. Ordem do dia: (a) deliberar sobre a constituição da sociedade por açþes denominada Santa GeĂłrgia Empreendimentos e Participaçþes S.A. (â&#x20AC;&#x153;Companhiaâ&#x20AC;?); (b) deliberar sobre a subscrição de açþes representativas do capital social da Companhia e sua integralização; (c) aprovar o Estatuto Social que regerĂĄ a Companhia; (d) eleger os Diretores da Companhia; e (e) fixar a remuneração dos Diretores da Companhia. Deliberaçþes: ApĂłs discutidas as matĂŠrias constantes da ordem do dia, os acionistas fundadores da Companhia deliberaram, por unanimidade de votos e sem qualquer ressalva, o que segue: (a) Constituição de sociedade por açþes. Foi aprovada a constituição da sociedade por açþes denominada Santa GeĂłrgia Empreendimentos e Participaçþes S.A. (b) Subscrição de açþes e integralização do capital social subscrito. Os acionistas fundadores subscreveram 100 (cem) açþes ordinĂĄrias, todas nominativas e sem valor nominal, ao preço de emissĂŁo de R$ 1,00 (um real) cada ação, totalizando um capital social no montante de R$ 100,00 (cem reais). Os acionistas fundadores integralizaram o capital social na forma prevista no Boletim de Subscrição, o qual passa a integrar esta ata para todos os fins de direito como Anexo I. (c) Aprovação do Estatuto Social. Passou-se Ă leitura do modelo de Estatuto Social, o qual, apĂłs discussĂľes dos acionistas fundadores, foi aprovado por unanimidade, sem qualquer ressalva, sendo certo que passa a integrar esta ata para todos os fins de direito como Anexo II. (d) Eleição da Diretoria. Foram eleitos para compor a Diretoria da Companhia, para o mandato de 3 (trĂŞs) anos, o Sr. Ivan dos Santos Freire, brasileiro, casado, consultor, portador da cĂŠdula de identidade RG nÂş 26.670.699-X SSP/SP, inscrito perante o CPF sob o nÂş 267.241.188-32, e Sra. Claudenilda dos Santos Tavares, brasileira, casada, empresĂĄria, portadora da cĂŠdula de identidade RG nÂş 22.991.004-X, inscrita perante o CPF sob nÂş 268.959.208-89, ambos, com escritĂłrio na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua SĂŁo Zeferino, 290, Jardim França, CEP 02338-070, para os cargos de Diretor Presidente e Diretora da Companhia, respectivamente. Declaração de desimpedimento: Os Diretores ora eleitos declaram, sob as penas da lei, que cumprem todos os requisitos previstos no art. 147 da Lei nÂş 6.404/76 para a investidura como membro da Diretoria da Companhia, nĂŁo estando impedidos para o exercĂ­cio de atividade empresarial, ou terem sido condenados por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussĂŁo, peculato, contra a economia popular, a fĂŠ pĂşblica ou a propriedade, ou a pena criminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos pĂşblicos. (e) Fixação da remuneração da Diretoria. Os acionistas fundadores deliberaram fixar a remuneração global anual da Diretoria em R$ 100,00 (cem reais), a qual deverĂĄ ser repartida igualmente entre os Diretores eleitos. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi suspensa a sessĂŁo pelo tempo necessĂĄrio Ă lavratura da presente ata, que, depois de lida e achada conforme, foi aprovada e assinada por todos os presentes. Mesa: Ivan dos Santos Freire, Presidente; Claudenilda dos Santos Tavares, SecretĂĄria. Acionistas: Ivan dos Santos Freire e Claudenilda dos Santos Tavares. Diretores eleitos: Ivan dos Santos Freire e Claudenilda dos Santos Tavares. Visto do advogado: Alexandre Levinzon, OAB/SP nÂş 270.836. n Secretaria de Desenvolvimento EconĂ´mico, CiĂŞncia e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo. Certifico o registro sob o nĂşmero 3530043633-4, em 19.03.12. Gisela Simiema Ceschin, SecretĂĄria Geral. n Anexo II. ESTATUTO SOCIAL DA SANTA GEĂ&#x201C;RGIA EMPREENDIMENTOS E PARTlCIPAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES S.A. CapĂ­tulo I â&#x20AC;&#x201C; Da Denominação, Sede, Objeto e Duração. Artigo 1Âş â&#x20AC;&#x201C; A Santa GeĂłrgia Empreendimentos e Participaçþes S.A. (â&#x20AC;&#x153;Companhiaâ&#x20AC;?) ĂŠ uma sociedade por açþes regida pelo presente Estatuto Social, pela Lei nÂş 6.404, de 15.12.1976, conforme alterada (â&#x20AC;&#x153;Lei das S.A.â&#x20AC;?), e pelas disposiçþes legais que lhe forem aplicĂĄveis. Artigo 2Âş â&#x20AC;&#x201C; A Companhia tem sua sede, foro e domicĂ­lio na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua SĂŁo Zeferino, 290, parte, Jardim França, CEP 02338-070, e poderĂĄ instalar, alterar e encerrar filiais, depĂłsitos e agĂŞncias em outras praças do paĂ­s e do exterior, mediante deliberação da Diretoria. Artigo 3Âş â&#x20AC;&#x201C; A Companhia tem por objeto social a participação no capital de outras sociedades empresĂĄrias ou nĂŁo empresĂĄrias, como sĂłcia, acionista ou quotista, no Brasil e/ou no exterior. Artigo 4Âş â&#x20AC;&#x201C; A Companhia tem prazo indeterminado de duração. CapĂ­tulo II â&#x20AC;&#x201C; Do Capital Social e das Açþes. Artigo 5Âş â&#x20AC;&#x201C; O capital social totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional ĂŠ de R$ 100,00 (cem reais), dividido em 100 (cem) açþes, todas ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal. ParĂĄgrafo 1Âş â&#x20AC;&#x201C; A Companhia poderĂĄ adquirir suas prĂłprias açþes, com o objetivo de cancelĂĄ-las ou mantĂŞ-las em tesouraria, para posterior alienação. ParĂĄgrafo 2Âş â&#x20AC;&#x201C; A ação ĂŠ indivisĂ­vel em relação Ă Companhia. Quando a ação pertencer a mais de uma pessoa, os direitos a ela conferidos serĂŁo exercidos pelo representante do condomĂ­nio. ParĂĄgrafo 3Âş â&#x20AC;&#x201C; As açþes sĂŁo nominativas e a sua propriedade serĂĄ presumida pela anotação nos livros sociais competentes. Mediante solicitação de acionista neste sentido, serĂŁo emitidos tĂ­tulos ou certificados representativos de açþes, assinados pelo Diretor Presidente, isoladamente. Artigo 6Âş â&#x20AC;&#x201C; As açþes representativas do capital social sĂŁo indivisĂ­veis em relação Ă Companhia e cada ação ordinĂĄria confere ao seu titular o direito a um voto nas Assembleias Gerais. Artigo 7Âş â&#x20AC;&#x201C; As emissĂľes de açþes, bĂ´nus de subscrição e debĂŞntures conversĂ­veis em açþes deverĂŁo ser aprovadas pela Assembleia GeraI. ParĂĄgrafo Ăşnico â&#x20AC;&#x201C; Ă&#x2030; vedada a emissĂŁo de partes beneficiĂĄrias pela Companhia. Artigo 8Âş â&#x20AC;&#x201C; Ă&#x2030; assegurado direito de preferĂŞncia aos acionistas para subscrição dos aumentos de capital da Companhia, na proporção do nĂşmero de açþes que possuĂ­rem, regendo-se o exercĂ­cio desse direito de acordo com a legislação aplicĂĄvel. CapĂ­tulo III â&#x20AC;&#x201C; Da Assembleia Geral. Artigo 9Âş â&#x20AC;&#x201C; A Assembleia Geral reunir-se-ĂĄ, ordinariamente, nos 4 (quatro) primeiros meses apĂłs o encerramento do exercĂ­cio social e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem. ParĂĄgrafo 1Âş â&#x20AC;&#x201C; A Assembleia Geral serĂĄ convocada e instalada em observância Ă s disposiçþes legais aplicĂĄveis. A Assembleia Geral serĂĄ presidida por qualquer acionista ou qualquer dos Diretores, conforme for escolhido pela maioria dos acionistas presentes Ă Assembleia. O Presidente da Assembleia GeraI convidarĂĄ, dentre os presentes, o SecretĂĄrio dos trabalhos. ParĂĄgrafo 2Âş â&#x20AC;&#x201C; As deliberaçþes da AssembIeia Geral, ressalvadas as exceçþes previstas em lei, serĂŁo tomadas por acionistas representando a maioria do capital social votante da Companhia presentes Ă Assembleia Geral. ParĂĄgrafo 3Âş â&#x20AC;&#x201C; O Presidente da Assembleia Geral deverĂĄ observar e fazer cumprir as disposiçþes de Acordo de Acionistas arquivado na sede social, nĂŁo permitindo que se computem os votos proferidos em contrariedade com o conteĂşdo de tal acordo. Artigo 10 â&#x20AC;&#x201C; Compete Ă Assembleia Geral, alĂŠm das atribuiçþes conferidas em lei, deliberar acerca das seguintes matĂŠrias: (i) reformar este Estatuto Social; (ii) eleger e destituir, a qualquer tempo, os administradores (incluindo Diretores e membros do Conselho Fiscal) da Companhia; (iii) tomar, anualmente, as contas dos administradores, e deliberar sobre as demonstraçþes financeiras por eles apresentadas; (iv) autorizar a emissĂŁo de debĂŞntures; (v) suspender o exercĂ­cio dos direitos dos acionistas; (vi) deliberar sobre a avaliação de bens com que os acionistas concorrerem para a formação do capital social; (vii) deliberar sobre a transformação, fusĂŁo, incorporação e cisĂŁo da Companhia, sua dissolução e liquidação, eleger e destituir liquidantes e julgar-lhes as contas; e (viii) autorizar os administradores a confessar falĂŞncia e pedir recuperação judicial ou extrajudicial. ParĂĄgrafo Ăşnico â&#x20AC;&#x201C; As deliberaçþes da Assembleia Geral serĂŁo vĂĄlidas somente se tomadas em conformidade com as disposiçþes da Lei das S.A., conforme alterada. CapĂ­tulo IV â&#x20AC;&#x201C; Da Administração. Seção I â&#x20AC;&#x201C; Da Diretoria. Artigo 11 â&#x20AC;&#x201C; A Companhia ĂŠ administrada por uma Diretoria, composta por, no mĂ­nimo, 2 (dois) e, no mĂĄximo, 3 (trĂŞs) membros, com prazo de gestĂŁo de 3 (trĂŞs) anos, permitida a reeleição, sendo um, necessariamente, o Diretor Presidente e os demais designados simplesmente Diretores. ParĂĄgrafo 1Âş â&#x20AC;&#x201C; A Diretoria ĂŠ o ĂłrgĂŁo executivo e de representação da Companhia, cabendo-lhe assegurar o funcionamento regular desta, tendo poderes para praticar todos e quaisquer atos relativos aos fins sociais, exceto aqueles que por lei ou pelo presente Estatuto Social dependam de prĂŠvia aprovação da Assembleia Geral. ParĂĄgrafo 2Âş â&#x20AC;&#x201C; Os Diretores sĂŁo investidos em seus cargos mediante assinatura do termo de posse no livro correspondente e permanecem no exercĂ­cio de suas funçþes atĂŠ a eleição e posse de seus substitutos. ParĂĄgrafo 3Âş â&#x20AC;&#x201C; No caso de ausĂŞncia ou incapacidade

CP PROMOTORA DE VENDAS S.A. CNPJ/MF NÂş 06.864.377/0001-75 - NIRE 35.300.369.068 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINĂ RIA REALIZADA 15 DE JUNHO DE 2012 1. Data, Hora e Local: Dia 15 de junho de 2012, Ă s 14:00 horas, na sede social, na Cidade de Barueri, Estado de SĂŁo Paulo, na Al. Rio Negro, nÂş 161, 12Âş andar, CondomĂ­nio West Point, Alphaville Industrial. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, em virtude da presença dos Acionistas representando a totalidade do capital social. 3. Mesa Dirigente: JoĂŁo Roberto Gonçalves Teixeira, Presidente; Marta Cibella Knecht, SecretĂĄria. 4. Ordem do Dia: (i) Aprovar a eleição do Sr.Wagner Roberto Pugliese, abaixo qualiďŹ cado, para compor a Diretoria da CP Promotora de Vendas S.A. (â&#x20AC;&#x153;Sociedadeâ&#x20AC;?); (ii) Tomar ciĂŞncia do pedido de renĂşncia apresentado pelo Sr. Walter Guilherme Piacsek Junior, abaixo qualiďŹ cado, ao cargo de Diretor da Sociedade; e (iii) Aprovar a destituição do Sr. Paulo Bacelete Gerber, abaixo qualiďŹ cado, como Diretor Gerente da Sociedade; 5. Deliberaçþes: Por unanimidade de votos, foi deliberado o quanto segue: (i) a aprovação da eleição do Sr. Wagner Roberto Pugliese, brasileiro, casado, contador, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 10.311.777-5 SSP/SP e inscrito no CPF/ MF sob nÂş 006.233.488-37, com endereço comercial na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Av. das Naçþes Unidas, nÂş 14.171, Torre A, 18Âş andar, Vila Gertrudes, para ocupar o cargo de Diretor da Sociedade. O mandato do Diretor ora eleito vigorarĂĄ atĂŠ a Assembleia Geral OrdinĂĄria da Sociedade a realizar-se em 2013. O Diretor ora eleito declara, sob as penas da lei, que nĂŁo estĂĄ impedido de exercer a administração da Sociedade, por lei especial ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrar sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos pĂşblicos, ou crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussĂŁo, peculato, ou contra a economia popular, contra o Sistema Financeiro Nacional, contra normas de defesa da concorrĂŞncia, contra as relaçþes de consumo, fĂŠ pĂşblica ou propriedade; (ii) os Acionistas tomaram ciĂŞncia do pedido de renĂşncia apresentado pelo Sr. Walter Guilherme Piacsek Junior, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 11.758.887 SSP/SP e do CPF/MF nÂş 127.230.35867, ao cargo de Diretor da Sociedade, com vigĂŞncia a partir de 01/07/2012; e (iii) a aprovação da destituição do Sr. Paulo Bacelete Gerber, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 14.341.811 SSP/SP e do CPF/MF nÂş 088.248.398-60, como Diretor da Sociedade, com vigĂŞncia a partir de 01/07/2012. 6. Observaçþes Finais: O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, nĂŁo havendo, todavia, nenhuma manifestação. Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, SecretĂĄria e demais acionistas presentes. (aa) JoĂŁo Roberto Gonçalves Teixeira, Presidente; Marta Cibella Knecht, SecretĂĄria; p. BV Participaçþes S.A., JoĂŁo Roberto Gonçalves Teixeira e Marcos Lima Monteiro. A presente transcrição ĂŠ cĂłpia ďŹ el da ata lavrada no livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 15 de junho de 2012. Marta Cibella Knecht - SecretĂĄria. Arquivo na JUCESP em 16.07.12, sob nÂş 303.296/12-4. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

Votorantim Corretora De Seguros S.A. CNPJ/MF NÂş 09.023.931/0001-80 - NIRE 35.300.369.041 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINĂ RIA, REALIZADA EM 15 DE JUNHO DE 2012 1. Data, HorĂĄrio e Local: Dia 15 de junho de 2012, Ă s 16:00 horas, na sede social, na Al. Rio Negro, nÂş 161, 12Âş andar, Sala B, CondomĂ­nio West Point, Alphaville Industrial, na Cidade de Barueri, Estado de SĂŁo Paulo. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, em virtude da presença dos Acionistas representando a totalidade do capital social.3. Mesa Dirigente: JoĂŁo Roberto GonçalvesTeixeira, Presidente;Marta Cibella Knecht, SecretĂĄria.4.Ordem do Dia: (i) Aprovar a eleição do Sr.Wagner Roberto Pugliese, abaixo qualiďŹ cado, para compor a Diretoria daVotorantim Corretora de Seguros S.A. (â&#x20AC;&#x153;Sociedadeâ&#x20AC;?); e (ii) Tomar ciĂŞncia do pedido de renĂşncia apresentado pelo Sr. Walter Guilherme Piacsek Junior, abaixo qualiďŹ cado, ao cargo de Diretor da Sociedade.5. Deliberaçþes: Por unanimidade de votos, foi deliberado o quanto segue: (i) a aprovação da eleição do Sr.Wagner Roberto Pugliese, brasileiro, casado, contador, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 10.311.777-5 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nÂş 006.233.488-37, com endereço comercial na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Av. das Naçþes Unidas, nÂş 14.171, Torre A, 18Âş andar, Vila Gertrudes, para ocupar o cargo de Diretor da Sociedade. O mandato do Diretor ora eleito vigorarĂĄ atĂŠ a Assembleia Geral OrdinĂĄria da Sociedade a realizar-se em 2013.O Diretor ora eleito declara, sob as penas da lei, que nĂŁo estĂĄ impedido de exercer a administração da Sociedade, por lei especial ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrar sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos pĂşblicos, ou crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussĂŁo, peculato, ou contra a economia popular, contra o Sistema Financeiro Nacional, contra normas de defesa da concorrĂŞncia, contra as relaçþes de consumo, fĂŠ pĂşblica ou propriedade;e (ii) os Acionistas tomaram ciĂŞncia do pedido de renĂşncia apresentado pelo Sr. Walter Guilherme Piacsek Junior, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 11.758.887 SSP/SP e do CPF/MF nÂş 127.230.358-67, ao cargo de Diretor da Sociedade, com vigĂŞncia a partir de 01/07/2012. 6. Observaçþes Finais: O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, nĂŁo havendo, todavia, nenhuma manifestação. Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, SecretĂĄria e demais acionistas presentes. (aa) JoĂŁo Roberto Gonçalves Teixeira, Presidente; Marta Cibella Knecht, SecretĂĄria; p. Banco Votorantim S.A., JoĂŁo Roberto GonçalvesTeixeira e Marcos Lima Monteiro.A presente transcrição ĂŠ cĂłpia ďŹ el da ata lavrada no livro prĂłprio.SĂŁo Paulo, 15 de junho de 2012.Marta Cibella Knecht - SecretĂĄria.Arquivado na JUCESP em 16.07.12, sob nÂş 303.006/12-2.Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

BV SISTEMAS DETECNOLOGIA DA INFORMAĂ&#x2021;Ă&#x192;O S.A. CNPJ/MF NÂş 04.499.812/0001-84 - NIRE 35.300.369.050 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINĂ RIA, REALIZADA EM 15 DE JUNHO DE 2012 1. Data, HorĂĄrio e Local: Dia 15 de junho de 2012, Ă s 15:00 horas, na sede social, na Avenida das Naçþes Unidas, nÂş 14.171, Torre A, 11Âş andar, na Capital do Estado de SĂŁo Paulo.2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, em virtude da presença dos Acionistas representando a totalidade do capital social. 3. Mesa Dirigente: JoĂŁo Roberto Gonçalves Teixeira, Presidente; Marta Cibella Knecht, SecretĂĄria. 4. Ordem do Dia: (i) Aprovar a eleição do Sr.Wagner Roberto Pugliese, abaixo qualiďŹ cado, para compor a Diretoria da BV Sistemas deTecnologia da Informação S.A. (â&#x20AC;&#x153;Sociedadeâ&#x20AC;?); e (ii) Tomar ciĂŞncia do pedido de renĂşncia apresentado pelo Sr. Walter Guilherme Piacsek Junior, abaixo qualiďŹ cado, ao cargo de Diretor da Sociedade.5.Deliberaçþes: Por unanimidade de votos, foi deliberado o quanto segue:(i) a aprovação da eleição do Sr.Wagner Roberto Pugliese, brasileiro, casado, contador, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 10.311.777-5 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nÂş 006.233.488-37, com endereço comercial na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Av. das Naçþes Unidas, nÂş 14.171, Torre A, 18Âş andar, Vila Gertrudes, para ocupar o cargo de Diretor da Sociedade. O mandato do Diretor ora eleito vigorarĂĄ atĂŠ a Assembleia Geral OrdinĂĄria da Sociedade a realizarse em 2013. O Diretor ora eleito declara, sob as penas da lei, que nĂŁo estĂĄ impedido de exercer a administração da Sociedade, por lei especial ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrar sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos pĂşblicos, ou crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussĂŁo, peculato, ou contra a economia popular, contra o Sistema Financeiro Nacional, contra normas de defesa da concorrĂŞncia, contra as relaçþes de consumo, fĂŠ pĂşblica ou propriedade; e (ii) os Acionistas tomaram ciĂŞncia do pedido de renĂşncia apresentado pelo Sr.Walter Guilherme Piacsek Junior, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 11.758.887 SSP/SP e do CPF/MF nÂş 127.230.358-67, ao cargo de Diretor da Sociedade, com vigĂŞncia a partir de 01/07/2012. 6. Observaçþes Finais: O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, nĂŁo havendo, todavia, nenhuma manifestação. Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, SecretĂĄria e demais acionistas presentes.(aa) JoĂŁo Roberto GonçalvesTeixeira, Presidente;Marta Cibella Knecht, SecretĂĄria;p.BV Participaçþes S.A., JoĂŁo Roberto GonçalvesTeixeira e Marcos Lima Monteiro.A presente transcrição ĂŠ cĂłpia ďŹ el da ata lavrada no livro prĂłprio.SĂŁo Paulo, 15 de junho de 2012.Marta Cibella Knecht - SecretĂĄria. Arquivado na JUCESP em 16.07.12, sob nÂş 303.007/12-6. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

Global Dominion Brasil Participaçþes Ltda.

Odebrecht Realizaçþes Imobiliårias e Participaçþes S.A.

CNPJ 09.425.129/0001-16 - NIRE 35.222.181.698 ReuniĂŁo de SĂłcios - Convocação Ficam desde jĂĄ convocados os senhores sĂłcios da Global Dominion Brasil Participaçþes Ltda., para se reunirem no prĂłximo dia 06 de agosto, Ă s 9h00 horas, na Av. Paulista, 1.842, 12Âş andar, Torre Norte, CEP 01310-923, Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, para tratar da seguinte ordem do dia: (a) destituição do administrador da Sociedade, o Sr. Edson Janick Galindo; (b) eleição dos novos administradores; (c) alteração do contrato social da Sociedade, para reďŹ&#x201A;etir as alteraçþes; e (d) deliberar sobre a venda de participação da Sociedade no capital social da GES Dominion Brasil S.A. SĂŁo Paulo, 27 de julho de 2012. Global Dominion Access S.A. Por Rafaela Perez Fernandez. (27, 30, 31)

FALĂ&#x160;NCIA, RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂ­vel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 26 de julho de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Baxter Hospitalar Ltda. Requerido: Hmed Distribuidora de Produtos Hospitalares Ltda. Rua Doutor Nogueira Martins, 209 - SaĂşde - 1ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Requerente: Helio Dourado Mota. Requerido: Central Park PĂŁes e Doces. Rua Corcovado, 99 â&#x20AC;&#x201C; Vila Charlot - 2ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Requerente: Plaster IndĂşstria e ComĂŠrcio de Resinas PlĂĄsticas Ltda. Requerido: RBN Comercial de Utilidades DomĂŠsticas Ltda. Rua Carlantonio Carlone, 96 â&#x20AC;&#x201C; Jardim Jaqueline - 1ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Requerente: MutirĂŁo ComĂŠrcio de Derivados do PetrĂłleo Ltda. Requerido: Araguaia Enegenharia Ltda. Avenida Gualter, 1.778 â&#x20AC;&#x201C; Alto de Pinheiros - 1ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Requerente: Opergel Comercial e Industrial de Produtos AlimentĂ­cios Ltda. Requerido: Friwer ComĂŠrcio de Produtos In Natura Ltda. Rua Bernardino Fanganiello, 637 â&#x20AC;&#x201C; Casa Verde - 2ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Requerente: Buy Cred Tecnologia de Ativos e Fomento Mercantil Ltda. Requerido: Coyota Comercial de Peças Ltda. EPP. Rua Siqueira Bueno, 2.585 â&#x20AC;&#x201C; Belenzinho - 2ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Requerente: Buy Cred Tecnologia de Ativos Mercantil Ltda. Requerido: Fervax ComĂŠrcio e Importação de AcessĂłrios Industriais Ltda. Avenida Imperatriz Leopoldina, 1.013 - Conjunto 613 â&#x20AC;&#x201C; Vila Lepoldina - 1ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Recuperação Judicial Requerente: Anchieta ComĂŠrcio e Distribuição de Peças Lubrificantes Ltda. Requerido: Anchieta ComĂŠrcio e Distribuição de Peças Lubrificantes Ltda. Via Anchieta, 1.152 â&#x20AC;&#x201C; Vila Moinho Velho - 2ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Requerente: Brasmacon IndĂşstria e ComĂŠrcio de Ferro e Aço Ltda. Requerido: Brasmacon IndĂşstria e ComĂŠrcio de Ferro e Aço Ltda. Rua Terceiro-Sargento JoĂŁo Lopes Filho, 75 â&#x20AC;&#x201C; Parque Novo Mundo - 1ÂŞ Vara de FalĂŞncias.

temporĂĄria de qualquer Diretor, este deverĂĄ ser substituĂ­do interinamente por substituto designado pela Diretoria. No caso de vaga em decorrĂŞncia de renĂşncia, falecimento ou incapacidade permanente de qualquer membro, ou de sua recusa em cumprir suas respectivas obrigaçþes, o Diretor deverĂĄ ser substituĂ­do por substituto designado pela Diretoria, atĂŠ o preenchimento do cargo pela primeira Assembleia Geral que vier a ser realizada, devendo o Diretor substituto completar o mandato do Diretor substituĂ­do. Artigo 12 â&#x20AC;&#x201C; Compete especificamente ao Diretor Presidente: (i) instalar e presidir as reuniĂľes da Diretoria e executar e fazer cumprir as deliberaçþes da Assembleia Geral e da Diretoria; (ii) planejar, coordenar, dirigir e administrar todas as atividades da Companhia, exercendo as funçþes executivas e decisĂłrias; (iii) representar a Companhia, perante as suas sociedades controladas e coligadas bem como perante todas as sociedades em que a Companhia detiver participação societĂĄria, observadas as disposiçþes e avenças de eventuais acordos de acionistas, se houver; e (iv) exercer a supervisĂŁo geral de todos os negĂłcios da Companhia, coordenando e orientando suas atividades. ParĂĄgrafo Ăşnico â&#x20AC;&#x201C; O Diretor Presidente serĂĄ eleito pela Assembleia Geral dos acionistas e exercerĂĄ a função durante seu mandato. Na hipĂłtese de impedimento, ausĂŞncia, interdição ou falecimento do Diretor Presidente, o outro Diretor substituirĂĄ o Diretor Presidente, sendo investido em suas funçþes, e convocarĂĄ a Assembleia Geral dos acionistas para eleger um novo membro para ocupar o cargo vago. Artigo 13 â&#x20AC;&#x201C; A Diretoria reunir-se-ĂĄ sempre que os interesses sociais o exigirem, mediante convocação de qualquer um dos Diretores. ParĂĄgrafo 1Âş â&#x20AC;&#x201C; As reuniĂľes da Diretoria sĂŁo instaladas com a presença de, pelo menos, a maioria de seus membros, devendo ser escolhido pelo Diretor Presidente um SecretĂĄrio da reuniĂŁo, nĂŁo havendo necessidade de que tal SecretĂĄrio seja membro da Diretoria. ParĂĄgrafo 2Âş â&#x20AC;&#x201C; Os membros da Diretoria que participarem das reuniĂľes por meio de conferĂŞncia telefĂ´nica ou outro sistema de telecomunicação, serĂŁo considerados presentes Ă reuniĂŁo. SerĂĄ ainda considerada regular a reuniĂŁo da qual todos os Diretores tenham participado por meio de conferĂŞncia telefĂ´nica ou outro sistema de comunicação, desde que as deliberaçþes tomadas sejam objeto de ata assinada por todos os presentes posteriormente, ou que o respectivo voto seja enviado Ă Sociedade na forma do parĂĄgrafo terceiro abaixo. ParĂĄgrafo 3Âş â&#x20AC;&#x201C; Os membros da Diretoria poderĂŁo votar por e-mail, fax, carta ou telegrama, enviados Ă Companhia, em atenção do Diretor Presidente e caberĂĄ, neste caso, ao SecretĂĄrio da reuniĂŁo lavrar a respectiva ata, Ă qual o voto serĂĄ anexado. ParĂĄgrafo 4Âş â&#x20AC;&#x201C; Nas reuniĂľes, a Diretoria delibera por maioria de votos, cabendo a cada Diretor um voto. Cabe ao Diretor Presidente o voto de qualidade, em caso de empate. ParĂĄgrafo 5Âş â&#x20AC;&#x201C; As atas das reuniĂľes da Diretoria serĂŁo lavradas em livro prĂłprio, permitida a utilização de sistema mecanizado. ParĂĄgrafo 6Âş â&#x20AC;&#x201C; O Presidente da reuniĂŁo de Diretoria deverĂĄ observar e fazer cumprir as disposiçþes de eventuais Acordos de Acionistas arquivados na sede social, nĂŁo permitindo que se computem os votos proferidos em contrariedade com o conteĂşdo de tais Acordos. Artigo 14 â&#x20AC;&#x201C; A Companhia serĂĄ representada da seguinte forma: (i) pelo Diretor Presidente, isoladamente; (ii) por dois Diretores em conjunto; (iii) por qualquer Diretor ou procurador, para a prĂĄtica de atos que envolvam exclusivamente a representação da Companhia em processos judiciais e/ou administrativos, inclusive para a outorga de procuraçþes para fins de representação da Companhia em citados processos; (iv) por um Diretor, em conjunto com um procurador com poderes especĂ­ficos, nos termos do parĂĄgrafo 1Âş abaixo; ou (v) por um ou mais procuradores com poderes especĂ­ficos, nos termos do parĂĄgrafo 1Âş abaixo. ParĂĄgrafo 1Âş â&#x20AC;&#x201C; As procuraçþes serĂŁo sempre outorgadas em nome da Companhia pelo Diretor Presidente, isoladamente, ou por 2 (dois) Diretores em conjunto, e terĂŁo prazo de validade limitado ao mĂĄximo de um ano, exceto pelas procuraçþes ad judicia, que podem ter prazo de duração superior a um ano ou mesmo indeterminado. ParĂĄgrafo 2Âş â&#x20AC;&#x201C; A Assembleia Geral poderĂĄ autorizar expressamente a prĂĄtica de outros atos que vinculem a Companhia por apenas um dos membros da Diretoria ou um procurador, ou ainda, pela adoção de critĂŠrios de limitação de competĂŞncia, restringir, em determinados casos, a representação da Companhia a apenas um Diretor ou um procurador. Artigo 15 â&#x20AC;&#x201C; A remuneração dos Diretores serĂĄ determinada pela Assembleia Geral, que pode fixĂĄ-la em montante anual ou mensal e global ou individual, obedecido o disposto no caput do art. 152 da Lei das S.A., cabendo Ă Diretoria, em reuniĂŁo de Diretoria, promover a distribuição e individualização da remuneração, se fixada em montante global. Seção II â&#x20AC;&#x201C; Do Conselho Fiscal. Artigo 16 â&#x20AC;&#x201C; O Conselho Fiscal da Companhia, com as atribuiçþes estabelecidas em lei, serĂĄ composto de 3 (trĂŞs) a 5 (cinco) membros e igual nĂşmero de suplentes. ParĂĄgrafo 1Âş â&#x20AC;&#x201C; O Conselho Fiscal nĂŁo funcionarĂĄ em carĂĄter permanente e somente serĂĄ instalado mediante convocação dos acionistas, de acordo com as disposiçþes legais. ParĂĄgrafo 2Âş â&#x20AC;&#x201C; O Conselho Fiscal terĂĄ um Presidente, eleito pela Assembleia Geral. ParĂĄgrafo 3Âş â&#x20AC;&#x201C; Os membros do Conselho Fiscal serĂŁo investidos em seus cargos mediante a assinatura de termo de posse lavrado no respectivo livro de registro de atas das reuniĂľes do Conselho Fiscal. ParĂĄgrafo 4Âş â&#x20AC;&#x201C; Em caso de vaga, renĂşncia, impedimento ou ausĂŞncia injustificada a duas reuniĂľes consecutivas, serĂĄ o membro do Conselho Fiscal substituĂ­do, atĂŠ o tĂŠrmino do mandato, pelo respectivo suplente. ParĂĄgrafo 5Âş â&#x20AC;&#x201C; Em caso de impedimento ou vacância permanente no cargo de um membro do Conselho Fiscal, e sem que haja suplente a substituĂ­-lo, caberĂĄ ao Presidente do Conselho Fiscal imediatamente convocar uma Assembleia Geral da Companhia para eleger um novo membro efetivo do Conselho Fiscal e respectivo suplente, para preencher o cargo e completar o mandato do membro impedido ou vacante. CapĂ­tulo V â&#x20AC;&#x201C; Do ExercĂ­cio Social e Demonstraçþes Financeiras. Artigo 17 â&#x20AC;&#x201C; O exercĂ­cio social iniciar-se-ĂĄ em 1Âş de janeiro e terminarĂĄ no dia 31 de dezembro de cada ano, quando serĂŁo elaboradas as demonstraçþes financeiras previstas na legislação aplicĂĄvel. ParĂĄgrafo 1Âş â&#x20AC;&#x201C; Ao fim de cada exercĂ­cio social, a Diretoria farĂĄ elaborar, com observância dos preceitos legais pertinentes, as seguintes demonstraçþes financeiras, sem prejuĂ­zo de outras demonstraçþes exigidas por lei: (i) balanço patrimonial; (ii) demonstração das mutaçþes do patrimĂ´nio lĂ­quido; (iii) demonstração do resultado do exercĂ­cio; e (iv) demonstração dos fluxos de caixa. ParĂĄgrafo 2Âş â&#x20AC;&#x201C; FarĂĄ parte das demonstraçþes financeiras do exercĂ­cio a proposta da Administração sobre a destinação a ser dada ao lucro lĂ­quido, em observância do disposto neste Estatuto Social e na legislação aplicĂĄvel. ParĂĄgrafo 3Âş â&#x20AC;&#x201C; A Diretoria poderĂĄ levantar balanços semestrais ou em perĂ­odos menores, e distribuir dividendos ou constituir reservas com base nos mesmos, observadas as disposiçþes e limitaçþes legais aplicĂĄveis. Artigo 18 â&#x20AC;&#x201C; O lucro lĂ­quido do exercĂ­cio terĂĄ o destino que a Assembleia Geral lhe der, conforme recomendação da Diretoria, depois de ouvido o Conselho Fiscal, quando em funcionamento, e depois de feitas as deduçþes determinadas em lei. Artigo 19 â&#x20AC;&#x201C; Os acionistas terĂŁo direito a receber, em cada exercĂ­cio, a tĂ­tulo de dividendo obrigatĂłrio, 25% (vinte e cinco por cento) do lucro lĂ­quido auferido no perĂ­odo em questĂŁo, ajustado nos termos da Lei das S.A. ParĂĄgrafo 1Âş â&#x20AC;&#x201C; Sempre que o montante do dividendo obrigatĂłrio ultrapassar a parcela realizada do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio, a Administração poderĂĄ propor, e a Assembleia Geral aprovar destinar o excesso Ă constituição de reserva de lucros a realizar. ParĂĄgrafo 2Âş â&#x20AC;&#x201C; A Assembleia Geral poderĂĄ atribuir aos administradores uma participação nos lucros, observados os limites legais pertinentes. Artigo 20 â&#x20AC;&#x201C; A Diretoria poderĂĄ deliberar o pagamento ou crĂŠdito de juros sobre o capital prĂłprio, ad referendum da Assembleia Geral OrdinĂĄria que apreciar as demonstraçþes financeiras relativas ao exercĂ­cio social em que tais juros foram pagos ou creditados, sendo que os valores correspondentes aos juros sobre capital prĂłprio poderĂŁo ser imputados ao dividendo obrigatĂłrio. CapĂ­tulo VI â&#x20AC;&#x201C; Da PrĂĄtica de Atos Ultra Vires. Artigo 21 â&#x20AC;&#x201C; Ă&#x2030; expressamente vedado e serĂĄ nulo de pleno direito o ato praticado por qualquer acionista, administrador, procurador ou funcionĂĄrio da Companhia que a envolva em obrigaçþes relativas a negĂłcios e operaçþes estranhos ao objeto social, sem prejuĂ­zo da responsabilidade civil ou criminal, se for o caso, a que estarĂĄ sujeito o infrator deste dispositivo. CapĂ­tulo VII â&#x20AC;&#x201C; Da Liquidação. Artigo 22 â&#x20AC;&#x201C; A Companhia entrarĂĄ em liquidação nos casos previstos em lei, cabendo Ă Assembleia Geral eleger o liquidante e os membros do Conselho Fiscal que deverĂŁo funcionar no perĂ­odo da liquidação, fixando-lhes a remuneração. CapĂ­tulo VIII â&#x20AC;&#x201C; Das Disposiçþes Gerais. Artigo 23 â&#x20AC;&#x201C; Os casos omissos ou duvidosos deste Estatuto Social serĂŁo resolvidos pela Assembleia Geral, a eles aplicando-se as disposiçþes legais vigentes. Artigo 24 â&#x20AC;&#x201C; A qualquer tempo, o tipo jurĂ­dico da Companhia poderĂĄ ser transformado em outro, por decisĂŁo de acionistas representando, pelo menos, 75% (setenta e cinco por cento) do capital social, em Assembleia Geral. Mesa: Ivan dos Santos Freire, Presidente; Claudelina dos Santos Tavares, SecretĂĄria.

CNPJ/MF nÂş 10.917.143/0001-16 â&#x20AC;&#x201C; NIRE 35.300.369.611 Ata da ReuniĂŁo do Conselho de Administração realizada em 18 de junho de 2012 Data, horĂĄrio e local: 18/06/2012, Ă s 16 hs., na sede da Cia., na Av. das Naçþes Unidas, nÂş 4.777, 3Âş and., sl. 33, SĂŁo Paulo-SP. Convocação e presença: Dispensada a convocação, face a presença da totalidade dos membros titulares do Cons. de Administração. Mesa: Presidente, Sr. Marcelo Bahia Odebrecht; SecretĂĄrio, Sr. Rodrigo JosĂŠ de Pontes Seabra Monteiro Salles. Deliberaçþes da Ordem do Dia, aprovadas por unanimidade de votos: Aprovado o limite global de R$ 1.600.000.000,00, ou o equivalente em outra moeda, dentro dos quais os Diretores poderĂŁo, sem a prĂŠvia autorização do Conselho de Administração, contratar emprĂŠstimos ou financiamentos, e quaisquer outros instrumentos de crĂŠdito para captação de recursos, de uso comum no mercado no paĂ­s ou no exterior, durante o exercĂ­cio de 2012 ou atĂŠ a reuniĂŁo do Conselho de Administração da Cia. que deliberarĂĄ sobre novos limites. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e lavrada a presente Ata em livro prĂłprio, a qual foi lida, aprovada e por todos os presentes assinada. Mesa: Presidente, Marcelo Bahia Odebrecht; SecretĂĄrio, Rodrigo JosĂŠ de Pontes Seabra Monteiro Salles. Conselheiros presentes: Marcelo Bahia Odebrecht; AndrĂŠ Amaro da Silveira; Paulo Oliveira Lacerda de Melo; Newton Sergio de Souza; Felipe Montoro Jens; Christopher David Meyn; e Amaury Guilherme Bier. SĂŁo Paulo, 18/06/2012. (ass.) Rodrigo JosĂŠ de Pontes Seabra Monteiro Salles â&#x20AC;&#x201C; SecretĂĄrio. JUCESP â&#x20AC;&#x201C; Certifico o registro sob o nĂşmero 291.285/12-0 em 05/07/12. Gisela Simiema Ceschin â&#x20AC;&#x201C; SecretĂĄria Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP TERMO DE HOMOLOGAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PROCESSO LICITATĂ&#x201C;RIO 66/12 - PREGĂ&#x192;O 30/12 Objeto: Contratação de empresa qualificada para a execução de serviço de transporte de trabalhadores, com o objetivo de atender Ă s necessidades da Administração Municipal. Considerando a adjudicação constante da ata dos trabalhos da sessĂŁo pĂşblica de julgamento, lavrada pelo Sr. Pregoeiro, designada pela Portaria nÂş 02, de 03/01/2012; e a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na Lei Federal nÂş 10520, de 17 de julho de 2002, Homologar, o item do objeto licitado, Ă empresa abaixo delineada e determinar que sejam tomadas as providĂŞncias ulteriores. Transportadora e Locadora J R Ltda â&#x20AC;&#x201C; ME. Rua Antonio Tavares, 506 â&#x20AC;&#x201C; Centro - Castilho â&#x20AC;&#x201C; SP. CNPJ (MF): 11.073.649/0001-59. Valor: R$ 375,00 (Trezentos e setenta e cinco reais) por viagem de ida e volta. Castilho â&#x20AC;&#x201C; SP, 26 de julho de 2.012. AntĂ´nio Carlos Ribeiro. Prefeito. A debitar (27.07.12)

Anuncie! Publicidade Legal Fone: 11 3180 3175

BRASSINTER S/A INDĂ&#x161;STRIA E COMĂ&#x2030;RCIO CNPJ nÂş 56.994.460/0001-37 Ata da AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria, realizada em 27 de Abril de 2012 Aos 27/4/2012, Ă s 10hs, reuniram-se em nĂşmero legal, na sede, Av.das Naçþes Unidas, 21344, nesta Capital, os srs. acionistas, conforme edital publicado no DOESP e DC dias 18,19 e 20/4/12. Pelos presentes foi escolhido para presidir os trabalhos o Dr. JosĂŠ Roberto Torres que, como Presidente da Mesa, convidou a mim Dirce Desgualdo para SecretĂĄria. A AssemblĂŠia passou de imediato a discutir e deliberar sobre a matĂŠria da Ordem do Dia - item a da convocação, que versa sobre o RelatĂłrio da Diretoria, Balanço Patrimonial e Demonstraçþes ContĂĄbeis do exercĂ­cio findo em 31/12/2011. ApĂłs leitura, discussĂŁo e votação, foram aprovados pela unanimidade dos presentes, abstendo-se de votar os legalmente impedidos. Relativamente ao Ă­tem b da Ordem do Dia, a assemblĂŠia, tambĂŠm por unanimidade, aprovou a distribuição de dividendos de R$ 600.000,00, para o ano de 2012 atendendo a disposição estatutĂĄria e aprovou o pagamento de dividendos realizado no ano de 2011 no valor de R$ 1.150.055,75. Da mesma forma, aprovou a concessĂŁo da participação a Diretoria de R$ 76.000,00, a ser rateada entre seus membros. Como item c da Ordem do Dia, relativo a eleição da Diretoria com mandato atĂŠ 30/4/2013, foram eleitos: Diretor Presidente, Dr. JosĂŠ RobertoTorres, RG 816.012-0 e CPF 004.521.908-78; Diretor Superintendente, Sr. Ary FredericoTorres Neto, RG 6.347.970-9 e CPF 089.705.358-37, e Diretor sem designação especial o Sr.Waldir Oliveira JordĂŁo, RG 4.504.573-2 e CPF 237.675.708-82, todos com endereço comercial na Av.das Naçþes Unidas, 21344 nesta Capital, fixando-se como honorĂĄrios da Diretoria para 2012, o limite global de R$ 2.500.000,00 a ser individualizado na forma estatutĂĄria. Em seguida, sĂŁo referendadas as decisĂľes da Diretoria tomadas em reuniĂľes realizadas atĂŠ esta data. NĂŁo havendo outros assuntos a serem tratados ĂŠ colocada a palavra Ă disposição dos senhores acionistas. NinguĂŠm querendo se manifestar, o Sr. Presidente declarou encerrada a AssemblĂŠia da qual foi lavrada esta ata que, lida e achada conforme, foi aprovada e assinada pelos presentes. SP, 27/4/2012. JosĂŠ Roberto Torres-Presidente da Mesa, Dirce Desgualdo-SecretĂĄria da Mesa. Acionistas: JosĂŠ Roberto Torres e EIRIZ Participaçþes Ltda., nesta AssemblĂŠia representada, por procuração, por Dirce Desgualdo, OAB-SP 20.296. Dirce Desgualdo-SecretĂĄria da Mesa. Jucesp nÂş 230.449/12-8 em 31/5/12.Gisela Simiema Ceschin-Secr.Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATĂ&#x201C;RIO 63/12 - TOMADA DE PREĂ&#x2021;OS 02/12 Comunicado da ComissĂŁo Permanente de Julgamento de Licitaçþes, da Prefeitura do MunicĂ­pio de Castilho. No Processo LicitatĂłrio 63/12, Tomada de Preços 02/12, tendo por objeto a contratação de empresa especializada para substituição de madeiramento de cobertura metĂĄlica da Creche Maria Vieira Telles. Comunica a realização de SessĂŁo PĂşblica de Abertura e Julgamento das Propostas Financeiras, no dia 03 de agosto de 2012, Ă s 14 horas, na sede da Prefeitura, sita na Praça da Matriz, 247, nesta cidade. A Debitar (27.07.12)

9,578$/ 2)),&( &2168/7,1* 7(/(0$5.(7,1* /7'$ &13- 0) QÂ&#x17E; 1,5( &2192&$dÂŽ2 5(81,ÂŽ2 '( 6Ă?&,26 6mR FRQYRFDGRV RV VyFLRV GHVWD 6RFLHGDGH SDUD D 5HXQLmR GH 6yFLRV D VHU UHDOL]DGD QR GLD jV K QD VHGH VRFLDO GD 6RFLHGDGH VLWXDGD HP 6mR 3DXOR 63 QD 5XD 5HJR )UHLWDV QÂ&#x17E; Â&#x17E; DQGDU FRQMXQWR &(3 SDUD GHOLEHUDUHP VREUH D VHJXLQWH RUGHP GR GLD D FHVVmR H D WUDQVIHUrQFLD GH TXRWDV GHWLGDV SHOR VyFLR 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV E UHQ~QFLD DSUHVHQWDGD SHOR GLUHWRU 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV F LQFOXVmR H QRPHDomR GH QRYR VyFLR FRPR DGPLQLVWUDGRU GD 6RFLHGDGH 6mR 3DXOR GH MXOKR GH 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV 'LUHWRU

*(67ÂŽ2 $'0,1,675$dÂŽ2 '( &$57ÂŻ(6 ( &219Ă&#x2C6;1,26 /7'$

&13- 0) QÂ&#x17E; 1,5( &2192&$dÂŽ2 5(81,ÂŽ2 '( 6Ă?&,26 6mR FRQYRFDGRV RV VyFLRV GHVWD 6RFLHGDGH SDUD D 5HXQLmR GH 6yFLRV D VHU UHDOL]DGD QR GLD jV K QD VHGH VRFLDO GD 6RFLHGDGH VLWXDGD HP 3Ri 63 QD $Y 'HSXWDGR &DVWUR GH &DUYDOKR QÂ&#x17E; VDOD &(3 SDUD GHOLEHUDUHP VREUH D VHJXLQWH RUGHP GR GLD D FHVVmR H D WUDQVIHUrQFLD GH TXRWDV GHWLGDV SHOR VyFLR 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV E UHQ~QFLD DSUHVHQWDGD SHOR GLUHWRU 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV F LQFOXVmR H QRPHDomR GH QRYR VyFLR FRPR DGPLQLVWUDGRU GD 6RFLHGDGH 3Ri GH MXOKR GH 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV 'LUHWRU

63 &$03 /2*Ă&#x152;67,&$ 6(59,d26 &20e5&,2 ( $'0,1,675$dÂŽ2 /7'$

&13- 0) QÂ&#x17E; 1,5( &2192&$dÂŽ2 5(81,ÂŽ2 '( 6Ă?&,26 6mR FRQYRFDGRV RV VyFLRV GHVWD 6RFLHGDGH SDUD D 5HXQLmR GH 6yFLRV D VHU UHDOL]DGD QR GLD jV K QD VHGH VRFLDO GD 6RFLHGDGH VLWXDGD HP 6mR 3DXOR 63 QD 5XD $QWRQLR 1DJLE ,EUDKLP QÂ&#x17E; Ă&#x2C6;JXD %UDQFD &(3 SDUD GHOLEHUDUHP VREUH D VHJXLQWH RUGHP GR GLD D FHVVmR H D WUDQVIHUrQFLD GH TXRWDV GHWLGDV SHOR VyFLR 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV E UHQ~QFLD DSUHVHQWDGD SHOR GLUHWRU 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV F LQFOXVmR H QRPHDomR GH QRYR VyFLR FRPR DGPLQLVWUDGRU GD 6RFLHGDGH 6mR 3DXOR GH MXOKR GH 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV 'LUHWRU

(0%5<27(&+ 6(59,d26 '( 7(&12/2*,$ /7'$

&13- 0) QÂ&#x17E; 1,5( &2192&$dÂŽ2 5(81,ÂŽ2 '( 6Ă?&,26 6mR FRQYRFDGRV RV VyFLRV GHVWD 6RFLHGDGH SDUD D 5HXQLmR GH 6yFLRV D VHU UHDOL]DGD QR GLD jV K QD VHGH VRFLDO GD 6RFLHGDGH VLWXDGD HP 6mR 3DXOR 63 QD 5XD 5HJR )UHLWDV QÂ&#x17E; Â&#x17E; DQGDU FRQM &(3 SDUD GHOLEHUDUHP VREUH D VHJXLQWH RUGHP GR GLD D FHVVmR H D WUDQVIHUrQFLD GH TXRWDV GHWLGDV SHOR VyFLR 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV E UHQ~QFLD DSUHVHQWDGD SHOR GLUHWRU 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV F LQFOXVmR H QRPHDomR GH QRYR VyFLR FRPR DGPLQLVWUDGRU GD 6RFLHGDGH 6mR 3DXOR GH MXOKR GH 0DUFHOR $XJXVWR GH &DPSOL 0DUWLQV 'LUHWRU

NILĂ&#x161;X INDUSTRIAL E COMERCIAL LTDA.-ME torna pĂşblico que recebeu da CETESB a Licença PrĂŠvia e de Instalação n° 72000192 e requereu a Licença de Operação para Fixadores para cabelo, fabricação de, sito Ă RUA VASCO MASSAFELI, 1.091, JARD. MARIA TEREZA, COTIA/SP.

METALCERTA ACESSĂ&#x201C;RIOS LTDA. torna pĂşblico que requereu na CETESB a Renovação de Licença de Operação para fabricação de antenas automotivas Ă Rua Montes Ă ureos, 356 - Vila Esperança - SĂŁo Paulo - SP.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

e

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O nono dígito não terá nenhum impacto de negócios Fernando Dias, CEO da Pure Bros, especializada em tecnologia móvel

conomia

A partir de domingo, um nove a mais no celular. Com a oferta de linhas com oito dígitos chegando ao fim, Anatel determina a inclusão do nono dígito para todos os telefones móveis da área 11 – que comprende 64 municípios. Para quem possui smartphone, há aplicativos que atualizam automaticamente a agenda de contatos. Fernando Porto Fernando Porto/DC

E

nquanto as operadoras de telefonia celular sofrem punições severas pelo mau atendimento à alta demanda, a Anatel procura resolver o problema inverso: o fim iminente da oferta de linhas em combinações de oito dígitos para celulares da área 11. A solução da instituição foi a inclusão de um nono dígito, que começa a entrar em vigor a partir do próximo domingo, dia 29, para números dos telefones móveis dos 64 municípios da área 11 - Capital, os municípios integrantes de sua região metropolitana e grande parte do Estado (veja tabela nessa página). Com o acréscimo do dígito "9" à esquerda de todos os números atuais, eles passarão a ter o formato 9XXXX-XXXX. O nono dígito não será adicionado aos números utilizados em serviços de conexão direta via rádio, como a conhecida Nextel. O 9 deve ser acrescentado no momento da discagem por todos os usuários de telefone fixo ou móvel que ligarem para celulares da área 11, independentemente da sua área de origem. Ou seja, quem ligar de outros Estados para telefones móveis dos municípios da área 11 também deverá marcar os nove dígitos para que a chamada seja completada. Após implantação no domingo, haverá um período de adaptação para os usuários. Até 90 dias da implantação, as chamadas realizadas com 8 dígitos serão progressivamente interceptadas com mensagem informativa, mas serão completadas. No período entre 90 e 180 dias, as chamadas com 8 digitos serão respondidas com a mesma mensagem, mas não serão mais completadas. Além de atualizar os números salvos na agenda, acrescentando o dígito 9 para os celulares DDD 11, e mudar todo material informativo de sua empresa, o usuário precisará acrescentar também o 9 ao enviar SMS para os celulares DDD 11.

"O impacto do nono dígito em São Paulo é necessário pois a cidade atingirá o número total de linhas para 8 dígitos em breve. Mas não terá nenhum impacto de negócios, pois é apenas uma requisição numérica e os ajustes tecnológicos já foram feitos", analisou Fernando Dias, CEO da Pure Bros, empresa especializada em tecnologia móvel. Aplicativos bem vindos - Se os donos de celulares antigos

e sem internet terão a árdua tarefa de atualizar manualmente sua agenda de contatos, os usuários de smartphones contarão com a ajuda das lojas de aplicativos, que oferecem soluções gratuitas e pagas para facilitar essa atualização. Na Apple Store, do sistema IOS do iPhone, uma simples busca em "nono digito" oferece seis opções de programas, sendo três gratuitos e três pagos. O mais bem avaliado (quatro estrelas e meia), é o nonoDígito, do desenvolvedor Caio Lopes. Gratuito, com 83 resenhas de avaliação de usuários, o nonoDígito promete atualizar os contatos, não duplicá-los e não modificar qualquer contato de aparelho Nextel. Testado pelo Diário do Comércio em um iPhone 3S, o aplicativo já mostrou na primeira tela a opção de alterar os números sem os DDD especificados. Em pouco mais de um minuto, surgiu a tela com os números novos acima dos antigos, e a opção na direita de "desfazer" caso algum não seja do código 11. Na agenda, todos "9" foram incluídos corretamente após rodar o aplicativo. Os números de outros Estados permaneceram iguais, sem falhas. Já na busca da loja Google Play, para smartphones do sistema Android, os aplicativos mais bem avaliados são também dois gratuitos: Nono Dígito SP (138 avaliações) da empresa Epstore, e 9d+ (120 críticas) da Epitech. Para aparelhos BlackBerry, a app store brasileira apresentou apenas uma opção: o Dígito SP +9, da Navita, que custa US$ 0,99, mas não há resenhas de avaliação dos usuários. Alguns fabricantes de celulares também oferecem facilidades para seus clientes, como por exemplo, a Venko. A empresa divulgou que quem tiver - ou comprar até o próximo domingo - o modelo Carisma QBQS, precisará somente sincronizar a agenda por meio do aplicativo Discador Inteligente e a mudança será feita automaticamente.

O DC testou e aprovou o aplicativo nonoDígito para iPhone, que atualizou com sucesso a agenda de contatos, com a inclusão do nono dígito nos números da área 11. Donos de smartphones do sistema Android também têm opções para atualizar agendas.

Tire suas dúvidas

A

Anatel também preparou uma cartilha de perguntas e respostas sobre a Resolução n° 553/10, em vigor a partir de domingo, dia 29 de julho. Tire suas dúvidas: O nono dígito será adicionado nos números de todo o Brasil? Será implementado em todo o País, contudo, ainda não há prazo para essa implementação geral. Por enquanto, o nono dígito será adicionado apenas no Estado de São Paulo, nos municípios que possuem o DDD 11 (veja tabela das cidades nessa página).

O nono dígito pode ser adotado em outras áreas de numeração? Quais e quando? Sim. A Resolução n.º 553/2010 da Anatel determinou a implementação do nono dígito em todo o Brasil. Porém, não há data prevista para que esta mudança ocorra nos demais DDDs. O cliente tem um pedido de portabilidade pendente. O que acontecerá com ele? O processo de portabilidade acontecerá normalmente.

Os números dos telefones fixos também irão mudar? Não. Apenas os usuários de telefonia móvel no DDD 11 terão o dígito 9 adicionado em seus números. Os telefones fixos continuarão com 8 dígitos.

O cliente pode optar por manter meu número atual sem mudá-lo? Não. A mudança é obrigatória e afetará todos os clientes do DDD 11 das operadoras.

O usuário de telefone fixo também terá de discar o nono dígito para chamadas a telefones móveis da área 11? Sim. Quem ligar de qualquer telefone – seja fixo ou móvel – para um telefone móvel da área 11 terá de discar o nono dígito para que a ligação seja completada.

O que irá acontecer com os créditos do cliente quando o número for mudado? O saldo dos assinantes, em créditos, nos telefones pré-pagos, não será alterado pela mudança da numeração.

O que ocorrerá 90 dias após o dia 29 de julho de 2012 (dia que começará a mudança da numeração)? As chamadas feitas para números do DDD 11 usando números com 8 dígitos não serão mais completadas e o assinante será orientado a usar a nova numeração. As mensagens, SMS e MMS não serão enviadas se forem marcadas com 8 dígitos. O que ocorrerá 180 dias após o próximo domingo, dia 29 de julho? As chamadas feitas para números do DDD 11, usando números com 8 dígitos, receberão a mensagem de número MAX.

inexistente, sem qualquer orientação sobre a nova forma de marcação.

A mudança de número custa algo? Não, ela é gratuita e de responsabilidade das operadoras. Quem irá providenciar a alteração da agenda do cliente? Cabe ao próprio cliente providenciar essa mudança em sua agenda de contatos. O nono dígito será adicionado a todas as empresas de telefonia móvel (celulares)? As empresas que prestam serviço móvel especializado, e que utilizam conexão direta via rádios, não sofrerão alteração em seu número de telefonia móvel.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

21

Nº 427

DCARR

Na próxima semana, as atrações do novo Citroën C3, totalmente mudado na mecânica e no design. Aguarde!

FIAT PUNTO

Até na versão mais simples, ele parece um esportivo. Na T-Jet, turbo, com 152 cv, é mesmo. E ele "palpita" no seu modo de dirigir – como está na moda agora nos novos carros.

Esportividade é com ele mesmo Divulgação

CHICOLELIS

Os motores são o Fire Evo 1.4 Flex, com 85 cv, com gasolina e 88 cv com álcool. O 1.6 16V E.torQ Flex vem com 115 e 117cv, respectivamente. O motor do T-Jet usa apenas gasolina e desenvolve 152 cv e 21,1 kgfm de torque, alcançados já a partir das 2.250 rpm. Daí, na opção dinâmica, exigir mais força no acelerador. Todas as versões do Punto chegam ao mercado antecipando-se - como está fazendo a maioria dos fabricantes com HSD (air bag duplo, ABS ESS (sinalização de paradas bruscas), computador de bordo, trava das portas aos 20 km/h, entre outros. Alguns dos opcionais, a partir da Essence, são o teto solar, ar-condicionado, sensores de estacionamento, chuva e crepuscular, câmbio Duologic, volante de couro com controle do rádio que pode ser CD/MP3 com USB, Blue&Me.

A

gora virou mania. Se você não acelera, como ele acha que deve ser feito, ele te adverte e manda mudar de marcha. Reclama que o acelerador necessita de uma força maior, liga o pisca-alerta se o carro for parado repentinamente, avisa que vai bater em um obstáculo quando a ré está engatada. E assim está o novo Punto que, além das mudanças no estilo externo e no interior, também abriga vários componentes que "ensinam" você a dirigir, nas versões top de linha. Ele não chega ao ponto, como alguns o fazem, de mandar você parar porque acham que você está com sono, mostrando-lhe uma xícara de café no painel. Mas nele você pode dirigir sabendo tudo o que acontece na internet e suas redes sociais, com comando de voz. Youtube? Facebook? E-mails? Celular? Está tudo à sua disposição por intermédio do Blue&Me do Fiat Social Drive. Quando comprar o carro, vai receber as instruções para usar este sistema pioneiro. Uma coisa que o motorista pode fazer no Punto T-Jet é escolher o modo de dirigir: Dinâmico, Normal e Autonomia. No primeiro, e o que mais atrai no modelo, tome cuidado. Se você não acelerar forte, ele sai aos trancos, reclamando por mais pressão do pé direito. Então, o melhor é obedecer ao seu comando. Mas também pode andar normalmente ou com economia, sempre atento ao painel que vai mostrar se a condução está de acordo com a escolha. Quatro versões e motores São quatro os modelos do Fiat Punto 2013, o mesmo número de motores e duas opões de câmbio, o manual e o semiautomático Duologic. O carro de entrada é o Attractive 1.4, que custa R$ 38.570; em seguida, o Essence 1.6 16V, R$ 41.750; Essence Duologic 1.6 16V, R$ 44.410; Sporting 1.6 16V e Duologic, respectivamente, R$ 48.770 e T-Jet 1.4 16V Turbo, R$ 55.740.

Sua aparência ficou mais "brava" e o prazer de dirigir se manteve em todas as versões

NOVO SÉRIE 3

O MAIS VENDIDO DA BMW A sexta geração vem com boas novas

M

aior, com novos motores, câmbio de 8 velocidades, a sexta geração do modelo BMW mais vendido no mundo chegou ao Brasil neste inverno para esquentar as vendas no segmento Premium médio. E o alemão vem com muitas novidades para enfrentar seus concorrentes p r i n c i p a i s ( M e r c edes-Benz, Audi, Volkswagen). Ele cresceu, está mais largo e mais comprido, o que leva mais conforto aos seus ocupantes, principalmente aos do banco traseiro. Tem 40 kg menos que seu antecessor. E é oferecido em três linhas: Esportiva, de Luxo e Moderna, todas com motor

de 185 cv, turbo e decoração de acordo com a escolha do consumidor. No parabrisas - Além dos itens de segurança comuns aos da sua categoria - que já

aparecem até nos nacionais como ABS, EDB e outros - o novo Série 3 da BMW carrega também display colorido que projeta no para-brisas, como imagens de alta definição, todas as informações necessá-

rias para o motorista. D i s p o n í v e l o S u rround View com Side View e Top, que mostra perspectiva elevada do veículo e de a área em torno dele. O Série 3 vem com controle ativo de cruzeiro, com a função Stop&Go (ele retoma a velocidade programada após uma parada, como do pedágio, por exemplo) sistemas de alarme quando da mudança de faixa sem que se sinalize e alerta de colisão dianteira. Um outro fator de conforto é que você pode introduzir um pendrive no painel, contendo informações sobre como gosta de dirigir, melhor posição do banco, do volante. Tudo ficará como você quer. chicolelis

Bigodinho - Muitos detalhes foram mudados na aparência externa do Punto 2013. Como no Cinquecento e no novo Palio, ele agora também ostenta aquele "bigodinho", acima da grade, que virou característica da marca Fiat. Suas linhas ficaram mais agressivas, reforçando a natureza esportiva do modelo, que ganhou para-choques diferenciados para cada uma das suas versões e também novos conjuntos óticos, na frente e na traseira. Andando - É dirigindo que o Punto oferece o melhor dele. Mesmo na versão mais simples, com o menor motor, o carro é muito agradável ao dirigir. O prazer vai aumentando a partir do ganho da potência dos motores e culminando com o 1.4 turbo que equipa o TJet. Os 152 cv mostram sua força e rapidamente o carro alcança os 120 km/h de máxima permitidos nas estradas. Tome cuidado, pois, se a opção estiver na dinâmica, qualquer distração com o pé direito só vai ser percebida quando a multa chegar com a foto mostrando o excesso de velocidade. E você nem se lembra disso, só do prazer de acelerar.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22

sexta-feira, 27 de julho de 2012

t

Considerado um deserto gentil, aqui chove muito nos primeiros seis meses do ano, permitindo a formação de grandes lagoas com peixes no meio do nada.

urismo

LENÇÓIS DE AREIA Maravilha da natureza no Maranhão este parque nacional engloba 155 hectares de areia e dunas – área equivalente à da cidade de São Paulo

Fotos: Renato Carbonari Ibelli

Renato Carbonari Ibelli

Pelo Rio Preguiça

A

s dunas de areia branca se suce- samente crescem nesse clima de extremos. dem a perder de vista sob um sol Os moradores dos oásis são os únicos com escaldante, de temperatura mé- permissão para explorar fauna e flora locais, dia acima dos 30°C. Do alto de por serem considerados nativos. Eles dão uma dessas montanhas de areia o plano ge- abrigo para os turistas que chegam até lá. ral faz lembrar panos tremulando ao secar Qualquer passeio pelas dunas exige um com o vento. Essa é a paisagem dos Lençóis guia. São eles que irão informar as distânMaranhenses, considerado tecnicamente cias e a dificuldade entre uma atração e ouum deserto, mas um deserto gentil, sem tra. Há lagoas que não exigem longas camiigual em qualquer outra parte do mundo. nhadas, como a Lagoa Azul. Além disso, para Por lá chove, e muito, durante os seis pri- muitos, simplesmente subir ao topo de uma meiros meses do ano, permitindo que gran- duna e admirar a vastidão já vale o passeio. des lagoas, com peixes, surjam em meio ao Cenário efêmero – A paisagem dos Lençóis nada. A temporada de chuva precede uma Maranhenses é efêmera, ela muda rapidalonga estiagem, que dura os seis meses res- mente ao sabor do vento que sopra do litoral tantes. As lagoas se vão, mas bem no meio da para o continente e faz as dunas de areia fina vastidão branca, dois oásis com árvores de "andarem" constantemente. Esse dinamisfrutos tropicais permanecem incólumes ao mo do terreno evita que a areia esquente, longo de todo o ano. Eles resistem à seca e ao apesar do sol impiedoso, possibilitando que avanço da se caminhe areia, garandescalço. tindo a sobreviAliás, essa é a vência de famímelhor opção lias que vivem para se andar nesse ambienpor lá. Mas os te singular. v e n t o s t a mA peculiaribém fazem as dade do ecosdunas avançasistema dos rem cada vez Lençóis Maramais para o n h e n s e s g acontinente. rantiu a sua Elas já cobripr es er va çã o. ram povoados Hoje o local toe continuam a do, uma extena m e a ç a r o uUma hora e meia a pé e... Lagoa dos Peixes – cheia de vida. são de 155 mil tros. Hoje os hectares de Lençóis se esareia e dunas – do tamanho da cidade de São tendem do litoral para mais de 50 km adenPaulo – é área de proteção ambiental. O fato tro no continente. de ser terreno de preservação torna a vida do E as dunas vão continuar a avançar graças turista um pouco mais complicada. a um imutável ciclo: a areia que forma os LenNão se encontra vendedor de picolé, barra- çóis Maranhenses é escavada pela água dos ca de lanche ou qualquer tipo de ponto de leitos dos rios locais e levada para o oceano. apoio no deserto. Salvo com raras autoriza- Com o longo período de maré baixa caracteções especiais, só se chega aos pontos mais rístico da latitude em que se encontra o Mabonitos caminhando. Uma peregrinação ex- ranhão, a areia tem tempo de secar e é emtenuante de uma hora e meia enterrando as purrada de volta ao continente pelos ventos. canelas em areia fofa, subindo dunas de mais É a garantia de que a cade 30 metros, leva até a Lagoa dos Peixes. da vez que se visita o Vale a pena. Não é a maior das lagoas destino encontra-se dos Lençóis, mas é a que tem mais vium lugar diferente. da. O que surpreende, uma vez que entre julho e dezembro toda água soViagem a me do local. Os peixes que dão nome à convite do Skal lagoa morrem na estiagem, mas suas ovas ficam enterradas à espera do período de chuva, quando então eclodem, COMO CHEGAR dando início a mais um ciclo. Eles crescem Pela Azul (www.voeazul.com.br), passagem entre se alimentando de larvas de insetos. É possíSão Paulo e São Luís do Maranhão a partir de vel nadar em águas cristalinas na companhia R$ 850. De lá até Barreirinhas são 253 km (cerca desses peixinhos. de quatro horas de viagem). A viação Cisne Branco Oásis – Há caminhadas mais longas, bem faz a linha regularmente – bilhete a R$ 29. Ainda é possível contratar agências de turismo e fretar mais longas. Para chegar ao maior dos oásis vans (R$ 40 por pessoa). Pacotes pela BRTur, do deserto maranhense, chamado de Queitels. (98) 3236-6056, 8114-3649 e 9114-5813; mada dos Britos, são necessários três dias Fantur, tel. (98) 3236-1608. de viagem, partindo do extremo leste dos ONDE DORMIR Lençóis, das imediações do município de Gran Solare Lençóis Resort: Barreirinhas, que é a principal porta de enwww.gruposolare.com.br. Localizado no trada para as dunas. Em Queimada dos Bripovoado de Boa Vista, em Barreirinhas. tos moram famílias que sobrevivem da caça Diárias a partir de R$ 355 por casal. e de frutos tropicais, como o caju, que curio-

Às margens do rio, povoado de Mandacaru abriga um farol.

N

avegar o Rio Preguiça é uma experiência mais amena do que escalar as dunas dos Lençóis Maranhenses. Embora os atrativos que o margeie sejam tão encantadores quanto os encontrados naquele deserto sem igual. As laterais do rio são tomadas por mangues, cujas árvores se aproximam de 20 metros de altura. Em nenhum outro local do Brasil os manguezais crescem tanto. O Preguiça também é margeado por buritis, coqueiros dos quais se aproveita tudo, das folhas às raízes, e é fundamental para o artesanato local. Mas é quando o rio se alarga que as maiores surpresas aparecem. As dunas voltam à cena, tomando a margem direita do Preguiça em uma formação chamada Pequenos Lençóis. Povoados de pescadores se instalaram nesses locais. Em alguns, como no povoado de Vassouras, há estrutura simples para atender o turista. Outra parada interessante é o povoado de Mandacaru, o maior encontrado no passeio, que abriga um farol de 54 me-

Oceano Atlântico São Luís

Parque Nacional de Lençóis Maranhenses

tros de altura no qual se pode subir para ter acesso a uma vista panorâmica. O passeio pelo Preguiça dura o dia todo. No início da tarde se chega ao povoado de Caburé, onde um braço do rio se encontra com o Oceano Atlântico. Em Caburé existe uma pequena estrutura hoteleira, um bom local para almoçar após a longa descida pelas águas do Preguiça. É também o momento para um banho de mar. (RCI)

Barreirinhas, porta de entrada.

O

Pará

Maranhão

RAIO X

Piauí

Tocantins

Pousada Encantes do Nordeste: www.encantesdonordeste. com.br. Fica no povoado de Boa Vista, em Barreirinhas. Diárias a partir de R$ 254 por casal.

município de Barreirinhas, com seus 50 mil habitantes, é a principal porta de entrada para os Lençóis Maranhenses e para o Rio Preguiça. A estrutura da cidade ainda deve muito diante do potencial turístico local. Cerca de 80% da receita de Barreirinhas vêm do turismo, que também é a principal fonte de renda de 60% da sua população. Mas gradualmente investimentos estão sendo realizados. Há hotéis e resorts de boa estrutura na cidade (1,8 mil leitos) e novos empreendimentos do gênero estão previstos para os próximos anos. No ano passado foi inaugurado um hospital preparado para atendimentos de emergência e há projeto para transformar a pista de pouso em um aeroporto para pequenas aeronaves. Estão sendo comprados barcos para os passeios pelos rios. Hoje, segundo a prefeitura de Barreirinhas, 120 embarcações estão credenciadas para realizar os passeios. O governo municipal diz, ainda, que 1,6 mil profissionais foram capacitados para atender os turistas. No ano passado Barreirinhas recebeu 186 mil turistas, sendo 80% brasileiros. (RCI)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

23

d

cultura

T

ese, antítese e síntese são os elementos básicos da dialética, uma das ferramentas mais valiosas da filosofia. Os três filmes da série Ba tm an dirigidos por Christopher Nolan parecem concebidos para formar um conjunto que se assemelha a esse diálogo. Não que devamos levar a sério demais a história baseada nos quadrinhos sobre o homem-morcego que luta contra o mal. É diversão. Principalmente para o público masculino, já que vem recheada de lutas, tiros, explosões fenomenais, perseguições e máquinas

Fotos: Warner Bross/Divulgação

Das trevas para a luz

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge ata as pontas da trilogia sobre o homem-morcego dirigida por Christopher Nolan. E aponta luz no final da história.

Lúcia Helena de Camargo

fantásticas. Mas há um conceito por trás e competência na realização. Uma das lições que Bruce Wayne aprende com Ra's al Ghul, antes de se tornar Batman, é justamente que a teatralidade é fator importante nas batalhas. Assim, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, longa que estreia nesta sexta (27) em 850 salas de cinema em todo o Brasil, cumpre a função de atar as pontas dos nós e encerrar a trilogia mantendo o espetáculo em grande estilo. O final do filme, no entanto, deixa margem para mais de uma interpretação. E caso decida

e x e c u t a r u m a c o n t inuação, Nolan não terá problemas em retomar a saga de onde ela agora termina. Produtos - A expectativa é que a bilheteria deste longa supere o bilhão de dólares arrecadado com O Cavaleiro das Trevas (2008). E certamente ajudará a vender os produtos. Entre os lançamentos que chegam às prateleiras das lojas há copos temáticos (R$ 8,90); figuras colecionáveis (R$ 12,90) pijamas adultos (R$ 152); fantasias infantis (R$ 64,90); bonés e camisetas (R$ 19,90) e até a Batcaverna para montar

em Lego (R$ 499,90), entre outros produtos com a marca Batman. Christian Bale encarna novamente o justiceiro soturno, que por ter assumido a culpa pela morte do promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart) tornou-se um pária. Agora ele tentará defender Gotham City contra o vilão Bane (Tom Hardy), cujo componente assustador é a máscara que lhe perpassa a cabeça, usada para respirar. A história é ambientada oito anos depois dos eventos de O Cavaleiro das Trevas. Anne Hathaway (foto) vive a ambígua Selina Kyle, também conhecida como Mulher-Gato; a francesa Marion Cotillard é Miranda Tate e Joseph Gordon-Levitt aparece como o jovem policial John Blake. No elenco que se mantém desde o primeiro filme estão Gary Oldman como o Comissário Gordon, Michael Caine na pele do mordomo Alfred e Morgan Freeman como Lucius Fox, o responsável por criar as engenhocas que ajudam Batman nas peripécias e fugas sensacionais por Gotham City. A Liga das Sombras, organização na qual Bruce Wayne treinou,

ganha importância nesta sequência. Velhos membros reaparecem, alguns novos serão apresentados. Há nomes que, propositadamente, não aparecem nos créditos, para causar surpresa nos fãs. Ataque - E o curioso é que Nolan, que também assina o roteiro e a produção, apresenta os argumentos dos vilões de maneira tão convincente que – se ignorada a moral difusa – há risco de algum espectador passar a torcer pelos bandidos. Evidentemente que isso não justifica a ação do atirador que invadiu uma sala de cinema na cidade americana de Aurora, no estado do Colorado, matou 12 pessoas e feriu mais de 30. Mas os produtores estão empenhados em combater a má fama que o episódio conferiu ao filme. Como uma das medidas, esta semana Christian Bale visitou no hospital as vítimas do ataque. Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, Reino Unido / EUA, 2012). Duração: 2 horas e 45 minutos. Direção de Christopher Nolan. Com Christian Bale, Anne Hathaway, Gary Oldman, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Morgan Freeman, Michael Caine.

Nesta edição Batman em filmes clássicos, Festival Anima Mundi, a teia da comunicação online e podcast, mapa gastronômico da Cidade; Rádio Cultura FM na abertura das Olimpíadas. E preciosa mostra de obras de Caravaggio e seus seguidores.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24

sexta-feira, 27 de julho de 2012

d

cultura

Aventuras de Batman Nolan inaugurou a estética suja para levar às telas os dramas internos do homem-morcego. Antes, apenas Tim Burton chegou perto de retratá-lo a contento. Lúcia Helena de Camargo Fotos: Warner Bros/Divulgação

Batman Begins, de 2005, com Christian Bale: o início da trilogia dirigida por Christopher Nolan, depois de outras infelizes adaptações. E Heath Ledger, como o assustador Coringa, em O Cavaleiro das Trevas.

B

atman Begins, longa de 2005, começa a explicar a trajetória do bilionário Bruce Wayne rumo à transformação em homem-morcego. O diretor Christopher Nolan crava uma estética suja, para dissipar da mente dos fãs as histórias um tanto insípidas de filmes anteriores. Os mais aceitáveis são Batman (1989) e Batman Returns (1992) filmados por Tim Burton, com Michael Keaton no papel principal. Já Batman Forever (1995), de Joel Schumacher, com Val Kilmer, é lamentável, assim como sua continuação, Batman & Robin (1997), na qual George Clooney vive o homem-morcego. Não à toa os fãs preferem os fotogramas de Nolan, que vai buscar na mente atormentada do vingador a inspiração para as cenas. A começar pela caracterização, baseada no medo que jovem Bruce Wayne sentia de morcegos, aprendendo a usar seus próprios temores contra os inimigos.

Há a morte dos pais, a culpa que o acompanha por toda a vida. Mesmo se mostrando o ricaço inconsequente e frívolo para atender à expectativa da sociedade que o cerca, mantém suas metas de justiça bem claras na mente. Há algumas cenas extremamente elaboradas. Aquela em que milhares de morcegos aparecem para ajudar Batman faz o assustador Os Pássaros (1963), de Alfred Hitchcock, parecer infantil. São apresentados os personagens-chave, como o cientista Lucius Fox (Morgan Freeman), que cria até mecanismos para que Batman "voe"; o comissário de polícia, Gordon, importante aliado. E Rachel Dawes, amor de infância de Wayne, que é vivida por Katie Holmes. Ao final do primeiro filme, é feita a ligação para o segundo, na referência à carta do baralho enviada como aviso pelo vilão Coringa.

H

eath Ledger (1979-2008) ganhou o Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante pela atuação como Coringa, em O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008). A intensidade com que o ator encarna o vilão maquiado é impressionante. A cada interlocutor ele conta uma história diferente sobre como teria ocorrido sua deformação facial, acentuada pelo batom e pankake exagerados. A um diz que o pai, bêbado, o desfigurou com uma faca. A outro diz que tudo foi causado por uma mulher impiedosa. Desperta temor com sua risada nervosa de paciente de hospital psiquiátrico. Mata sem dó e sem motivo. Explode prédios sem aviso. Para interromper a onda de crimes, exige que Batman tire a máscara em público e revele sua identidade. Ledger confere um ar desconcertante e nervoso ao personagem. E em alguns momentos, tam-

bém cômico, como na cena em que o Coringa, vestido em um singelo uniforme de enfermeira (saia a blusa brancas) caminha lentamente, em seu passo desengonçado, para fora do hospital, que se consome em chamas atrás dele. Além de lidar com os humores e chantagens do Coringa, Batman/Bruce Wayne desta vez terá que disputar o coração de Rachel com o promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart). Nesta sequência Maggie Gyllenhaal encarna a personagem que foi de Katie Holmes no primeiro filme. Nolan vai fundo na índole sombria de Batman e no retrato da sociedade de moral decadente. Quando o homem-morcego é responsabilizado por crimes que não cometeu, para beneficiar a cidade, o comissário Gordon assim resume: "Vamos caçálo porque ele aguenta. Ele não é um herói. É um guardião silencioso, o cavaleiro das trevas."

Divulgação

Heldenkanzler: Os heróis do Chanceler: baseado na história real de Engelbert Dollfuss, chanceler que tentou impor uma ditadura fascista na Áustria dos anos de 1930.

ANIMA MUNDI Curtas que podem concorrer ao Oscar

O

Anima Mundi 2012 vai exibir, até domingo (29), 448 filmes de animação, no Memorial da América Latina e Centro Cultural Banco do Brasil. Oitenta são brasileiros e os demais vêm de países como França, Alemanha, Japão, Polônia, Portugal, EUA, Suíça, Dinamarca, República Checa e os estreantes Síria e Tunísia. O ingresso

é gratuito em todas as salas. O festival, que este ano completa seu 20º aniversário, comemora também a entrada no seleto grupo de festivais qualificados para indicação ao Oscar de curta-metragem de animação. Os selecionados para serem exibidos saíram de um total de 1623 inscritos. Além das sessões de cinema,

acontecem oficinas, workshops, palestras e cursos. A oficina de massinha vai ensinar técnicas de stop-motion. Outras vão instruir sobre desenho animado, zootrópio, areia, pixilation (digital) e película. O festival exibe o inédito Ritos de Passagem, primeiro longa de Chico Liberato, veterano animador baiano. Na mostra competitiva, está Brichos 2,

no qual o gaúcho Paulo Munhoz retoma o universo do primeiro filme. Entre os convidados internacionais, o festival receberá PES, apelido do americano Adam Pesapane, famoso por animar objetos cotidianos em curtas como Roof Sex e Spaghetti Western. A inglesa Sarah Cox fala sobre o longa feito com a colaboração de centenas de crian-

ças do mundo. E Roger Horrocks fará palestra sobre o neozelandês Len Lye, morto em 1980. O americano Ron Diamond vai falar sobre mecanismos de escolha do Oscar para o prêmio do Melhor Curta de Animação. Membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, ele promete ensinar o caminho das pedras para enten-

der os critérios usados nas escolhas dos indicados. E uma sessão especial vai apresentar alguns curtas já premiados por Hollywood.

Anima Mundi 2012 - 20º Festival Internacional de Animação do Brasil. Memorial da América Latina e CCBB. www.animamundi.com.br

CICLO

Henrique Andrade/Divulgação

A

Brasileiros na tela para todos É a sessão das 13h no CCBB. Eu Me Lembro: filme de Edgard Navarro.

té domingo (29), dentro da mostra Brasil - Tela Para Todos, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) exibe o filme Eu Me Lembro (Brasil, 2006, 108 minutos), dirigido por Edgard Navarro e ganhador de sete prêmios no 38º Festival de Cinema de Brasília. A ideia do evento é mostrar uma seleção de filmes nacionais a cada mês, de quinta a domingo, sempre às 13h. Os selecionados são produções recentes do País que encontram dificuldades de distribuição. Assim, o CCBB cede tela e oportunidade para que sejam vistos. A

curadoria é da jornalista e pesquisadora Maria do Rosário Caetano. Em agosto, a partir do dia 2, chega à mostra o documentário O Homem que Engarrafava Nuvens (Brasil, 2009, 105 minutos), dirigido por Lírio Ferreira. Conta a história de Humberto Teixeira, um dos compositores mais prolíficos da música popular brasileira e precursor do baião, ao lado de Luiz Gonzaga.

CCBB. Rua Álvares Penteado, 112. Centro. Tel.: 3113-3651. R$ 4. www.bb.com.br/cultura


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

25

d

cultura

Da fila de autógrafos aos autógrafos 0nline Roberto Taddei

U

ma multidão ficou mais de quatro horas na fila para conseguir um autógrafo do escritor Valter Hugo Mãe na Flip de 2011. O ritual repete-se todos os anos em Paraty. Leitores esperam em fila não apenas por uma assinatura ou dedicatória, que muitos podem julgar dispensável e até frívolo, e sim para trocar algumas palavras com o autor, dar um aperto de mão, olhar nos olhos; como se precisassem desse atestado de humanidade. Outros casos entraram para a história da festa, como o primeiro recorde, em 2006, na visita de Adélia Prado, e a fila de seis horas para falar com Neil Gaiman, em 2008. Escritores não são artistas populares que conquistam fãs em paixões descontroladas, levandoos a desmaios, como acontece com músicos e atores. Não se cogitou, ainda, levar Jonathan Franzen ou Stephen King para um aceno de mão sobre um palco na Times Square em frente a uma enlouquecida plateia. Nem mesmo os dois tendo aparecido na capa da revista Time. Em uma antiga crônica, Manuel Bandeira dizia que o maior temor do leitor é ser empulhado, é a sensação de sentir-se enganado. Talvez por isso alguns não queiram apenas compreender a obra e busquem uma comprovação da existência real do autor, uma confirmação de que aquele livro saiu de outro ser humano, vivo na mesma época e no mesmo espaço que o leitor. Pensando nisso, a escritora canadense Margaret Atwood, que esteve na Flip em 2004, passa

o chapéu para viabilizar um aplicativo que promete unir artistas e fãs em redes virtuais. A iniciativa chama-se Fanado (fanado.com). Com ele, escritores poderão dar seus autógrafos à distância em sessões de vídeo online e leitores poderão acompanhar, por exemplo, a rotina tediosa da escrita: manhã após manhã de trabalho contínuo em frente ao computador. Para levantar os US$ 85 mil necessários para desenvolver o aplicativo, Atwood leiloou três personagens de seu próximo livro. Cada um deles sai por US$ 10 mil (um já foi vendido). Atwood, que tem 72 anos, está envolvida também com outra plataforma digital. Um quarto personagem de seu livro será sorteado entre os usuários de um site de troca de textos chamado Wattpad (wattpad.com). No Wattpad, qualquer usuário (alguns são brasileiros) pode publicar textos em andamento, de qualquer gênero, para que outras pessoas, escritores ou não, deixem comentários e forneçam insumos que alimentem ou alterem a criação. Sem abrir-se tanto às ingerências do público, o escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte mantém um blog onde compartilha o processo de escrita de seu próximo romance, El Tango de la Guardia Vieja. No novelaenconstruccion.com, os leitores foram apresentados, em abril de 2012, à sinopse do livro: "Trata-se de um romance não histórico, iniciado em 7 de janeiro de 2011 (ainda que sua origem seja muito anterior), que pouco a pouco parece se encaminhar ao final". Ao longo dos últimos meses, Pérez-Reverte tem compartilhado imagens dos três locais por onde passam os personagens do livro: Buenos Aires, Nice e Sorrento. Faz também comentários sobre a trama, publica trechos do livro

PODCAST

Um nome que se dá para o futuro Ana Barella

V

ocê já imaginou qual será o futuro do rádio na era da internet? Muitos dizem que ele já chegou e tem até nome: Podcasting. O termo, que foi utilizado pela primeira vez há oito anos em uma reportagem do jornal inglês The Guardian, em que era previsto um novo formato de programas de rádio, é a junção das palavras Ipod (tocador de mídia digital da Apple) e broadcasting (transmissão no idioma inglês). Por definição, um podcast é nada mais nada menos do que um programa de áudio que se pode ouvir em um computador ou em um MP3 Player. São diversos os formatos; bate-papos, programas com pósprodução, programas com convidados, entre outros. Mas o mais variado são os temas abordados, existem programas para todos os gostos, idades e esquisitices; da música clássica à eletrônica; sobre literatura, história, tecnologia, cinema, religião, e assim por diante. O Brasil se destaca entre os países que mais fazem downloads de

podcasts do mundo programas brasileiros estão constantemente entre os mais baixados da Itunes Store (loja de downloads da Apple). Segundo Deive Pavos, que apresenta o Nerdcast, programa popular de podcast sobre o mundo nerd (tem média de 300 mil ouvintes toda semana), o formato ganhou o coração dos brasileiros pela praticidade: "Hoje, não somos mais escravos da grade horária das rádios e nos libertamos até da mesa do computador. É só fazer um download do seu programa favorito e escutar no seu MP3 player ou Ipod", comenta. Mas isso não quer dizer que os programas radiofônicos ficaram obsoletos, pelo contrário. Muitas estações de rádio já disponibilizam sua programação em formato podcast e é possível se inscrever para receber áudios periodicamente. Para Deive, o rádio não irá perder ouvintes para essa mídia pois transmite notícias e programas ao vivo, além de ter em sua programação músicas, que o podcast não proporciona.

O

nicho dos podcasts é muito democrático, uma vez que se trata de uma mídia extremamente segmentada; assim, as chances de não encontrar um canal que agrade são muito raras. Mas algumas dicas são sempre bemvindas, por isso, montamos um guia dos podcasts brasilieros, dividido por áreas de interesse: Cinema - Para os interessados pela sétima arte, existem vários podcasts dedicados ao assunto. Um programa em destaque é o Rapaduracast, veiculado no site Rapadura com Cinema, que discute sobre o assunto de uma maneira divertida. Outra dica são os podcasts do site Cinema em Cena e os programas do site da revista Bravo!. Música- Uma opção nostálgica é o podcast do site Máquina do Tempo que faz programas temáticos referentes a décadas e anos passados, e às bandas que marcaram o período. Outra dica são os programas do Maestro Bily, Dj conhecido que sabe tudo sobre música. Uma boa pedida. Já os amantes da música clássica irão gostar dos podcasts da Concerto que são publicados mensalmente no site da revista. E quem domina o idioma inglês irá adorar o famoso Coverville, que apresenta apenas músicas regravadas. O resultado é muito interessante, uma edição até trouxe uma versão da música Give me Love , do Beatle George Harrison interpretada

pela cantora Marisa Monte. Intelectuais - O premiado podcast Escriba Café tem um formato bem diferente. A cada programa é feita uma leitura de textos do escritor Christian Gurtner com alta produção. Os efeitos de áudio levam os ouvintes ao mundo do escritor, que é cheio de fantasia e mistério. Vale a pena conferir o podcast número 39 com o nome de Ritual do Ciclo Gelado. Outra dica para os intelectuais de plantão é o canal Café Brasil, apresentado pelo escritor e cartunista Luciano Pires, que aborda temas cults e muitas vezes até polêmicos.

RapaduraCast www.cinemacomrapadura.com.br Cinema em Cena www.cinemaemcena.com.br Podcast Bravo! bravonline.abril.com.br Coverville http://coverville.com/ Máquina do Tempo www.maquinadotempo.blog.br/ Maestro Billy www.maestrobilly.com.br Concerto http://www.concerto.com.br/ Escriba Café www.escribacafe.com Café Brasil www.podcastcafebrasil.com.br

em andamento e escreve sobre o processo de criação: "São poucas as sensações tão agradáveis quanto dormir pensando na cena de seu romance que escreverá no dia seguinte (...). Amanhã, às 8h15, depois do banho e do café da manhã, estará sentado batendo as teclas em busca das palavras exatas para levar tudo, na maior fidelidade possível, da sua cabeça até o papel. (...) O primeiro parágrafo será: 'A roupa estendida pendurada nas varandas, debaixo de chuva, como retalhos de tristes vidas'. Pode valer. Pensa. Para as primeiras tecladas. (...) Amanhã veremos, conclui. Revolvendo isso, enfim você dorme, perguntando-se mais uma vez como fazem aqueles que não escrevem romances e nem leem livros. Para suportar". O site de Margaret Atwood promete uma janela à sala de trabalho de escritores como PérezReverte. Leitores ao redor do mundo conectados a uma câmera de computador, assistindo quando o escritor, enfim, às 8h15, digitar na tela: "A roupa estendida pendurada...". Pérez-Reverte e Atwood são escritores com grande sucesso de público e de crítica. Atwood já levou todos os grandes prêmios internacionais, exceto o Nobel. Ao mesmo tempo, os dois lançam-se às novidades do mundo digital. No Brasil, só quem se assemelha em número de leitores e exposição online é Paulo Coelho, que mantém blog, Twitter, conversa com fãs, disponibiliza livros na rede e tem histórico de provocar longas filas de autógrafos ao redor do mundo. Não à toa, ele é um dos apoiadores do site Fanado, embora nunca tenha aparecido na Flip. Ao vivo ou pelo computador, autor e leitor sabem que um depende do outro. Ao pedir um autógrafo,

o leitor às vezes parece querer lembrar o autor de sua importância, como se dissesse: "Se eu não abrir seu livro na primeira página e dedicar-me a ele em horas de leitura, será como se ele nunca tivesse existido". E assim, esclarecidos os poderes, o leitor completaria: "Como prova de que sem mim você não existe, por favor, querido autor, assine aqui". Em algumas ocasiões, o encontro pode ir além. Em 2006, o jovem escritor Luiz Felipe Leprevost era o último na fila dos autógrafos de Adélia Prado na Flip. Quando chegou sua vez, Prado perguntou: "Uai, ficou nessa fila imensa só para me dar um abraço?" Ela sabia que não, e emendou: "Posso pedir uma coisa a você, filho? Promete que não vai parar de escrever?" Muitos anos antes, em 1970, o também jovem escritor Caio Fernando Abreu soube que Clarice Lispector estava em Porto Alegre e correu para pegar um autógrafo. Dias depois, em carta a Hilda Hilst, relatou a experiência: "Ela é exatamente como os seus livros: transmite uma sensação estranha, de uma sabedoria e uma amargura impressionantes. (...) Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. (...) Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto. (...) Voltei de lá com febre e taquicardia. Vê que estranho. Sinto que as coisas vão mudar radicalmente para mim". Se encontros online podem ser transformadores assim, é o que resta saber.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26

d

sexta-feira, 27 de julho de 2012

cultura

Filiais em Sampa Restaurantes paulistanos servem comida do Ceará, do litoral, dos EUA e Inglaterra igual à da matriz. Lúcia Helena de Camargo

Fotos: Tadeu Brunelli/Divulgação

Rede de Pescador: prato que leva lagosta, camarão, mexilhões, peixe e lulas. Serve de 4 a 5 pessoas.

A

s férias chegam ao fim. Quem já voltou de viagem ou nem saiu de São Paulo, porém, pode aproveitar para comer fora como se estivesse em outro lugar, nas filiais de restaurantes que chegaram à Cidade e servem comida igualzinha à da matriz. Do Ceará veio o Coco Bambu, instalado na Vila Nova Conceição.

A pizzaria Maremonti, original da Riviera de São Lourenço, chegou aos Jardins. A cervejaria Devassa, carioca, adaptou-se ao clima paulistano, promovendo festivais exclusivos para a Cidade. Entre os que vieram de outros países, a rede Applebee's, nascida nos EUA, já se espalha por vários pontos da Capital. Há o Ping Pong, restau-

rante londrino de comida oriental, e a sofisticada (e cara) doceria francesa La Durée, aberta no shopping JK Iguatemi. O Coco Bambu orgulha-se em ser o maior restaurante da Cidade, com 500 lugares. Mas quem não gosta de ambientes amplos demais não precisa se preocupar. Mesmo enorme (2000 m²), o espa-

Receitas nascidas nos EUA A

rede Applebee’s, fundada em 1980 nos EUA, chegou ao Brasil em 2004. Em São Paulo, tem restaurantes no Itaim, Shopping Eldorado, Moema, Morumbi Shopping, Shopping Granja Viana e Iguatemi Alphaville. Há lojas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e planos de expansão para o Nordeste e o Distrito Federal. Entre as sugestões para o inverno estão Shrimp Zucchini Risotto (R$ 38,90), risoto com pimentão vermelho, abobrinha, parme-

são, coberto por camarões salteados; e o Bolognese Fettuccine with Meatballs (R$ 29,90), com almôndegas ao molho marinara, acompanhado de pão de alho. E sanduíches como o Zesty Ranch (R$ 28,90, foto), de peito de frango empanado, queijo suíço derretido, no pão de hambúrguer tostado com alface, tomate, cebola e molho. E para sobremesa, churros polvilhados de açúcar e canela, com doce de leite (R$ 8,50) ou Nutella (R$ 9,50). www.applebees.com.br

Doces franceses a preço de ouro A doceria francesa La Durée, fundada em Paris em 1862, acaba de se instalar no shopping JK Iguatemi (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041. Vila Olímpia). Uma caixinha com dois bombons custa R$ 32. Um único macaron sai por R$ 9.

Ambiente do Coco Bambu: com 500 lugares, instalado em movimentada esquina da avenida Santo Amaro. ço é dividido em salões menores e não se tem a sensação de estar numa churrascaria rodízio. Ocupa o endereço no qual funcionou no passado o T. G. Fridays, esquina da avenida Santo Amaro, perto da Juscelino Kubitschek. Idealizado pelo engenheiro civil Afrânio Barreira e sua esposa, a administradora Daniela Barreira,

tem como maior atração do menu os frutos do mar, que são trazidos – claro – do Ceará. As porções servem pelo menos duas pessoas. Da cozinha da chef Daniela Barreira sai o pastel de lagosta (R$ 24,60), servido como entrada. E para principal, a rede de pescador leva mix de frutos do mar grelhados: lagosta, camarão, mexilhões, peixe e

lulas. Custa R$ 205,20, servindo de quatro a cinco pessoas. O peixe assado inteiro, marinado no alho, vem com verduras e legumes, acompanhado de arroz branco e farofa de banana (R$ 105,40, para até três pessoas). Av. Antonio Joaquim de Moura Andrade, 737. Vila Nova Conceição. Tel.: 3051-5255. www.restaurantecocobambu.com.br

Ping Pong: asiático de Londres para São Paulo. O Ping Pong, rede com 11 lojas em Londres, se tornou referência por servir Dim Sum (espécie de pastel frito ou cozido) artesanal. Chegou por aqui este ano e agora lança o menu sazonal com sugestões como noodles (macarrão asiático) com pedaços de frango e vegetais, edamame, cenoura, num molho saboroso à base de shoyo (R$ 15,90); o consomê chinês, um caldo leve de legumes com um toque de limão, servido com um bolinho de vegetais (R$ 13,90); a trouxinha crocante de frango, com vegetais e cogumelos envoltos em massa crocante, servido com molho agridoce, à base de beterraba (R$ 15,50); e o folhado de carne (foto), massa folhada recheada de pedaços de carne cozida em temperos asiáticos (R$ 14,90). Rua Lopes Neto, 15. Itaim. Tel.: 3078-5808. Shopping Morumbi. Av. Roque Petroni Jr., 1.089. Tel.: 5181-2288. www.pingpongdimsum.com.br

Cerveja carioca com destilados A Cervejaria Devassa foi inaugurada no Leblon, Rio de Janeiro, em 2002. Chegou a São Paulo em 2006, onde tem quatro unidades. Hoje está também em Belo Horizonte, Campinas, Goiânia, Macaé, Vitória, Brasília e Curitiba. Acaba de lançar o menu de chopes artesanais com destilados e drinques de inverno. Entre as novidades, Ruiva Black, chope ruiva com uísque Black Label (R$ 20,90); Negra Carvalho – chope negra com cachaça armazenada no carvalho (R$ 17,90) e Louraka – chope loura com vodca e raspas de limão (R$ 17,90). Rua Bela Cintra, 1579. Tel.: 3081-6081. www.devassa.com.br

Sabores da Riviera de São Lourenço F requentadores da cidade Riviera de São Lourenço, no litoral paulista, conhecem a pizzaria Maremonti, que existe por lá há 11 anos. Instalada em São Paulo no início de 2012, serve pizzas de massa média e crocante e possui o certificado da tradicional pizza napolitana, conferido pela Associação dos Pizzaiolos Napoletanos (APN). A clássica pizza, servida no tamanho individual, custa R$ 16. Outra atração é o prato de frios (foto), preparado ao gosto do cliente por Luciano Pollarini, o mestre Salumiere. Mortadela italiana, salame, queijos fatiados variados. A porção pa-

ra até três pessoas sai por R$ 58. Há ainda o Ravioloni Verdi (R$ 39), massa fresca recheada com ricota e espinafre ao molho de manteiga e sálvia; o galeto assado, acompanhado de polenta fresca (R$ 41); o Linguine Vôngole (R$ 44), massa italiana, vôngoles frescos, perfume de alho e salsinha. Para sobremesa, Banana São Tomé caramelada ao forno à lenha (R$ 20), acompanhada de sorvete de canela. A Maremonti também faz entregas de pizzas nos arredores. Rua Padre João Manuel, 1160. Jardim Paulista. Tel.: 3085-1160. www.maremonti.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de julho de 2012

d

27

cultura

Jantando Como os Americanos Carlos Celso Orcesi da Costa

N

ão, desde logo esclareço que não se trata de seguir a dieta americana, hambúrguer, fritas, ovos com bacon e salgadinho diet. Jantar como eles significa compreender como agem, o espírito de sua civilização. Essa estória aconteceu assim: do JFK alugamos um Cruise em direção a Washington D.C.. Mais ou menos como Brasília é DF ou distrito federal, DC significa District of Columbia. Trata-se da área urbana da capital federal, embora a cidade já tenha ultrapassado o limite do Rio Potomac. Por exemplo, o Pentágono, sede das Forças Armadas dos EUA com 28 quilómetros de corredores, não se situa em Washington, mas do outro lado do rio, na vizinha cidade (distrito ou município) de Arlington (Estado da Virginia), mais conhecido por abrigar o cemitério dos grandes da pátria. Para três dias na capital havia reservado dois restaurantes pela Internet. Na primeira noite o mais simples Founding Farmer's ('fazendeiros pioneiros' ou 'fundadores'), como o nome indica prometia comida nativa. Não foi mal: salada com três tipos de molho, steak mal passado, cebola frita, molho barbecue etc. Reserva para as 8 da noite, levou dez minutos para encontrarem uma mesa disponível. No dia

O Pentágono em Arlington, com Washington do outro lado do Rio Potomac.

'Palak chaat' do indiano Rasika seguinte no Equinox, na Connecticut Avenue, a reserva era para as 8 e meia, e quando chegamos o sofisticado restaurante do chefe Todd Gray

Equinox do chefe Todd Gray

também estava lotado. O mais curioso aconteceu na terceira noite. Perto do hotel, o Rasika sempre lotado nos chamava a atenção. Modern

indian cuisine na New Hampshire Avenue. No almoço pedimos para anotar a reserva. O atendente indiano respondeu: "infelizmente apenas temos mesas para as

8;30". Respondi "está ótimo"; tínhamos programado o Smithsonian (pavilhão dos Índios e Air and Space), o maior museu do mundo, e o horário ficaria confortável. Aliás o Rasika foi de todos o melhor jantar. A comida indiana tem grande potencial quando sai da monótona repetição de molhos tradicionais em direção a receitas criativas, usando suas famosas especiarias. A entrada palak chaat de espinafre crocante é... estonteante! Importa que depois do infelizmente caiu a ficha: oito e meia não é o horário normal de jantar dos americanos! Mais adiante em Nova York, no Lever House na Park Avenue, badalado restaurante de cozinha italiana moderna, após ordenar um belo Brunello di Montalcino Poggio Castagno 2006, conversando com o someliê, ele me confirmou que os americanos jantam às sete da noite. Oito e meia ou nove horas é uma espécie de segundo tempo para os notívagos, aniversariantes, casais mais velhos e os que não têm pressa. Sucede que os norteamericanos não têm empregada, não jantam em casa, ou se o fazem compram 'comida congelada' no supermercado para esquentar no micro-ondas. Claro que se trata de uma simplificação, mas em geral a

sociedade lá é mais individualista do que a brasileira. É mais ou menos cada um por si, com menor sentido de família. Os jovens saem de suas small towns em busca das melhores universidades; não é como no Brasil que procuram as melhores escolas da sua região, sem cortar os laços. Então saem do trabalho às seis, tomam aperitivo na happy hour, e às 7 ou 7 e meia da noite jantam. Aqui em São Paulo, se você chegar às 8 encontrará o restaurante vazio. Lá, ao contrário, o burburinho indica que o serviço começou há bom tempo. A diferença é simples: as pessoas vão ao restaurante direto do trabalho. Ninguém passa em casa nem enfrenta duas vezes o trânsito. Terminando o jantar às 8 e meia ou 9 horas ainda sobra tempo para uma boa leitura (falta tempo!) ou até para a novela das nove. Nós brasileiros temos esse hábito de jantar em torno das 9 horas, e muitas vezes até vamos devagar para chegar ao restaurante a tempo de... esperar os demais! Claro que os costumes estão arraigados (os espanhóis jantam às 10 da noite) e dificilmente se alteram; mas que o modo americano é bem mais lógico e saudável não há dúvida. Que tal combinarmos todos: vamos começar mais cedo?

Nino Andrés/Divulgação

Cadáver de tubarão vale 12 milhões de dólares como obra de arte - será? Renato Pompeu

E

nfim, um livro de "economia aberrante” (freakonomics) explica como se pode pagar 12 milhões de dólares por um cadáver putrefato de tubarão mal empalhado, imerso numa fórmula inadequada de formol, num grande aquário, como obra de arte digna de um museu, ou como se pode pagar 148 milhões de dólares por uma pintura feita por meio de se jogar saraivadas de tinta sobre uma tela no chão. Esse tipo de recorde milionário por uma obra de arte controvertida e polêmica sempre chama a atenção dos usuários da mídia em todo o mundo, que ficam espantados e perplexos, sem que possam entender o que se passa, como ilustra o samba de Miguel Gustavo, cantado por Moreira da Silva: Eu joguei tinta nas paredes, todo mundo achou legal... Mas agora surgiu um livro que explica tudo. Trata-se de O tubarão de 12 milhões de dólares – A curiosa economia da arte contemporânea, do economista e colecionador de arte canadense Don Thompson, professor universitário em Toronto, em seu país, livro lançado em inglês há quatro anos e agora publicado no Brasil pela ~ No original, o título era mais Bei. completo: O tubarão de 12 milhões de dólares – A curiosa economia da arte contemporânea e das casas leiloeiras. O que acontece? O mundo das obras de arte controvertidas, como cadáveres de animais ou dejetos humanos apresentados como esculturas – tudo coisas que a esmagadora maioria das pessoas e mesmo a maioria dos conhecedores de estética não considera realmente artísticas –, na verdade é um mundo de umas poucas pessoas no mundo inteiro, talvez mesmo apenas alguns milhares de bilionários, entre colecionadores e investidores,

poucas dezenas de donos de galerias e casas leiloeiras célebres internacionalmente, mais algumas centenas de artistas e de críticos de arte, estes últimos, aliás, pouco influentes. Esse pequeno mundo se alimenta e se retroalimenta a si mesmo, num pequeno círculo, mas que, por movimentar bilhões de dólares, é notícia em todo o mundo. Um exemplo é essa história do tubarão podre. Em 1991, o magnata da publicidade Charles Saatchi, bilionário que se tornara colecionador de arte nas horas vagas, havia encomendado essa polêmica obra de arte, por 50 mil libras esterlinas, ao escultor inglês Damien Hirst. Este gastou 4 mil dólares de seu adiantamento para comprar um tubarão de 2 toneladas de peso e 5 metros de comprimento, capturado na Austrália, e mais 2 mil dólares para transportá-lo até a Inglaterra. Ali Hirst comandou o trabalho de taxidermistas e mumificadores, que empalharam o cadáver do tubarão e o imergiram numa solução de formol num grande aquário. Hirst apresentou a obra como uma “escultura taxidérmica” e a ela deu o nome de A impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo. Embora o jornal londrino inglês tenha dado a uma notícia sobre o assunto o título de “50 mil por um peixe sem fritas”, críticos importantes de arte elogiaram na imprensa especializada a profundeza e a originalidade do tubarão que logo foi apodrecendo, por não terem sido bem feitos os trabalhos de empalhamento e de mumificação, e que logo foi passando de preto reluzente a um verde sem brilho. Além disso, o valor de 50 mil libras foi difundido pela mídia global para todo o mundo como algo escandaloso.

Em 2005, Saatchi pôs à venda a escultura taxidérmica e conseguiu 12 milhões de dólares de Steve Cohen, um executivo do mercado de capitais. E aqui Don Thompson explica o mistério: Cohen ganha pelo menos 4 bilhões de dólares por ano, de modo que 12 milhões de dólares equivalem a apenas cinco dias de seus rendimentos, sem tocar no principal. É como se uma pessoa que ganha 6 mil reais de juros por mês gastasse mil reais por um casaco de peles de modelo exclusivo, ou seja, algo perfeitamente cabível dentro de um orçamento para satisfazer um capricho. Mas não é apenas por capricho que colecionadores e investidores, em geral bilionários, gastam tanto dinheiro por obras discutíveis, como os 148 milhões de dólares pagos por uma obra do pintor Jackson Pollock, que se limitava a esparzir tinta por sobre uma tela ao chão, lembrando de novo o “Eu joguei tinta nas paredes e todo mundo achou legal”, de Gustavo e Moreira. Acontece que, gastando o que para eles é pouco dinheiro, recebem um enorme retorno de publicidade em todo o mundo, pois cada compra milionária sua, quanto mais inusitada e escatológica seja a obra envolvida na transação, vira assunto obrigatório nas primeiras páginas dos jornais, nos horários nobres de estações de televisão e de rádio, e nos sites e redes sociais de maior frequência na Internet. Thompson ainda tem capítulos especiais sobre os artistas plásticos Andy Warhol e Francis Bacon, além de um delicioso capítulo sobre o mundo algo falastrão dos grandes críticos de arte. Estes se caracterizam por serem amigos ou conhecidos dos artistas, que lhes “explicam” as obras e assim os críticos, ao contrário dos mortais comuns, podem dizer que “entenderam” os trabalhos. Em tempo: aquele tubarão apodreceu de vez... e sumariamente foi substituído por outro, mais bem empalhado e mumificado, sem perder um centavo de seu valor.

Pop, rock e música clássica. Até R$ 30. Ana Barella

A

programação de shows para este final de semana está perfeita para quem quer aproveitar, mas está com o dinheiro curto. Com até R$ 30 pode-se conferir qualquer uma das dicas de apresentações, que vão do rock à música clássica. Os amantes da MPB não podem deixar de assistir ao show do arranjador Eduardo Godin, que apresenta seu novo DVD 3 Tempos, junto ao o grupo Notícias Dum Brasil no Sesc Santo André. O repertório do show traz músicas marcantes de sua carreira e integrantes do novo DVD, como Verde, Velho Ateu, Mordaça e Maior é Deus. Outra dica é a apresentação do talentoso violinista mineiro Aulus Rodrigues, que fará apresentação no Centro Cultural Fiesp no domingo (29). Solista da Orquestra Sinfônica de Minas

Gerais, Aulus conquistou o primeiro lugar em dois dos mais tradicionais concursos de violão do País, em 2011. O repertório do espetáculo, que é de graça, traz obras de J.S. Bach, Sérgio Assad, Dionísio Aguado e Issac Albeniz. Um pouco mais pop, a banda Pato Fu (foto) relembra o elogiado disco Gol de Quem?, lançado em 1994, no Sesc Belenzinho. Serão quatro apresentações, todas com ingressos esgotados, do segundo CD da banda que reúne músicas como, Mamãe Ama é o Meu Revólver, Sobre o Tempo, Qualquer Bobagem e Vida de Operário. A banda de rock paulista Vanguard deixa de lado suas músicas autorais e sobe no palco do Studio SP na sexta (27) para homenagear os fab four de Liverpool. O projeto paralelo nomeado VangBeats tem a

proposta de tocar músicas dos Beatles como Back in the USSR, Hey Jude e Love me Do e já é figurinha carimbada no Studio SP, porém esta temporada tem apenas uma apresentação.

Eduardo Godin e Notícias Dum Brasil . Sesc Santo André. Rua Tamarutaca, 302. Vila Guiomar. Santo André. Tel.: 4469-1200. Sexta (27). 21h. R$ 24. Aulus Rodrigues. Centro Cultural Fiesp. Av. Paulista, 1313 . Tel.: 384-9787. Domingo (29). 12h. Grátis. Pato Fu . Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000 . Tel.: 2076-9700. Sexta (27). Sábado (28). 3 e 4 de agosto. 21h30. R$ 30. VangBeats. Studio SP. Rua Augusta, 591. Tel.: 3129-7040. Sexta (27). 23h (abertura da casa) e 1h (show). R$ 25.

CULTURA FM NAS OLIMPÍADAS Concerto de abertura Quem sintonizar o rádio na estação Cultura FM nesta sexta (27) às 14h30 poderá acompanhar o concerto de abertura das Olimpíadas ao vivo, diretamente de Londres. O músico Marcelo Jaffé comentará a apresentação da West- Eastern Divan Orchestra, que será realizada na tradicional casa de shows Royal Albert Hall sob a regência de Daniel Barenboim. A orquestra interpretará a 9ª Sinfonia de Beethoven (foto). Abertura das Olimpíadas. Cultura FM 103.3 MHz. Sexta (27). 14h30.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28

sexta-feira, 27 de julho de 2012

d

A

pós passar por Belo Horizonte, na Casa Fiat de Cultura, chega ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), a partir da próxima quarta-feira (1º), a exposição Caravaggio e Seus Se gu id ore s. A mostra apresenta até o dia 30 de setembro seis obras do italiano Michelangelo Merisi de Caravaggio (1571-1610, na foto à direita) e outras 14 de artistas influenciados pelo seu trabalho e técnica. Com curadoria de Fábio Magalhães no Brasil e Giorgio Leone na Itália, a exposição exibirá, no 1º andar do local e pela primeira vez fora da Itália, a famosa M ed us a Murtola (1597), considerada pelo curador Magalhães como um dos grandes destaques. Alguns estudiosos acreditam que a figura decapitada com a expressão de horror, pintada sobre um escudo, exibe a imagem do próprio artista. “Há grandes discussões sobre o fato de ele se retratar em suas obras”, diz o curador. "É uma afirmação que faz sentido. Ele trabalhava com espelhos, atributos ópticos, com projeção de ima-

Medusa Murtola (1597): estudos revelaram em 2011 que a pintura sobre um escudo, destaque da mostra Caravaggio e Seus Seguidores, não é cópia da famosa obra e sim a primeira versão.

Rita Alves gens”, diz. Em 2011, estudos revelaram, depois de 20 anos, que a Medusa Murtola , considerada uma cópia da do acervo da Galeria Uffizi, em Florença, é, na verdade, a primeira versão da obra. “Quando ela foi finalizada, Caravaggio partiu para uma segunda, de tamanho maior, exposta em Florença. Essas descobertas só foram possíveis graças às novas tecnologias. Pode se chegar a alguns detalhes e até ‘enxergar’ o que está por trás da pintura por meio de estudos com raio X, radiação infravermelha e ampliações microscópicas. No caso da Medusa, viu-se arrependimento de Caravaggio como a alteração do olhar, do tamanho, um pouco de mudança do giro da figura.” Outro destaque da exposição é São Jerônimo que Escreve (16051606), pertencente à Galleria Borghese de Roma. Segundo o curador, a pintura reúne todas as características notáveis do trabalho de Caravaggio, como o naturalismo, a veracidade da figura humana e a técnica do claro-escuro. "É

possível notar a luz que banha essa figura, que traz dimensões de espaço que gira em torno dela. Ao mesmo tempo em que ela está mostrando coisas, esconde outras. Essa obra cria um mistério e uma empatia muito grandes." A pintura São Francisco em Meditação (1606) terá duas versões no Masp. Assim como a Medusa Murtola, as telas que retratam o santo e a figura de uma caveira também foram objeto de polêmica nos últimos 10 anos. "Vamos expor esses estudos no Masp e demonstrar porque uma obra é Caravaggio e

porque a outra não é. No caso das artes plásticas, quando não se tem documentos, chega-se a autoria das obras através da análise estilística. Às vezes essas polêmicas duram anos até se criar uma unanimidade definitiva sobre uma obra. Caravaggio tem em torno de 62, 63, 64 obras que já são unanimidade porque há documentos ou porque já se chegou, através das análises e estudos, a conclusões definitivas." O passeio pelo Masp ainda inclui as obras dos seguidores de Caravaggio, conhecidos como caravaggescos. "Trouxemos artistas que foram contemporâneos dele e alguns que vieram depois, como a Artemisia Gentileschi." Nomes como Bartolomeo Cavarozzi, Giovanni Baglione, Hendrick van Somer e Jusepe di Ribera também integram o grupo de seguidores. Caravaggio ficava longos períodos sem pintar, mas quando se dispunha a fazê-lo costumava trabalhar com grande intensidade, chegando a pintar por horas. Reconhecido na época dele, causava grande controvérsia, tanto

por sua forma de pintar quanto por seu temperamento forte. "Ele era uma pessoa difícil, irascível, que criou diversos conflitos e brigas. Existe farta documentação, como processos e queixas, que ajuda um pouco a conhecer a vida do Caravaggio." Além da violência fazer parte de sua personalidade e de sua vida, ela também era retratada nas obras do pintor. "A violência é um tema muito contemporâneo. Caravaggio era um homem violento, mas também se sentia vítima da violência." A exposição Caravaggio e Seus Seguidores será dividida em três blocos. Um espaço abrigará as obras de Caravaggio, outra será destinada aos caravaggescos e uma terceira reunirá os trabalhos que ainda são objetos de estudos. Depois do Masp, a mostra seguirá para o Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires.

Museu de Arte de São Paulo (Masp). Av. Paulista, 1578. Terça a domingo e feriado, das 11h às 18h. Quinta, das 11h às 20h. R$ 15. Terça: grátis.

À esq., Madalena Desmaiada: pintura feita pela artista Artemisia Gentileschi, uma das seguidoras de Caravaggio. Abaixo, São Jerônimo que Escreve que reúne todas as características caravaggescas.

Fotos: Divulgação

Exposição no Masp reúne obras do mestre barroco e apresenta um conjunto de telas de seguidores do pintor italiano

Luz nas trevas

cultura


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook