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Diário do Comércio - 27/07/2011

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Ano 87 - Nº 23.423

Conclusão: 23h45

R$ 1,40

or

Jornal do empreended

.br www.dcomercio.com

São Paulo, quarta-feira, 27

Destino dos investidores

de julho de 2011

De 2009 para 2010, Brasil passou de 15° para o 5° destino no ranking de investimento estrangeiro direto. Pág. 13

Para onde vai o dólar? Moeda americana cai pelo sexto dia consecutivo e fecha a R$ 1,53, câmbio em 15 de janeiro de 1999. Pág. 13

US$ 1,3 bi Esse é o déficit de junho com viagens internacionais em relação às receitas obtidas com turistas estrangeiros. No semestre, rombo de US$ 6,8 bi. Pág. 13

Dia dos Pais festejado na jaula Veja qual a parte do Leão em cada presente: perfume (78,43%), relógio (53,14%), camisa (34,67%)... Pág. 15

Próxima parada de Pagot O ex-diretor do Dnit vai ser consultor de navegação em projetos nos rios Tapajós e Paraná. Pág. 5

Facínora teve tempo 'porque aqui não é o Rio' Palavras do chefe da polícia de Oslo ao justificar o não envio de helicóptero para deter Anders Breivik, assassino de 76 pessoas. Pág. 8

Ed Ferreira/AE

Reprodução/Luiz Prado/LUZ

Voou para a glória, alçado por um cupim patriótico. O pioneiro da ponte áerea, Edu Chaves, venceu Rio-Buenos Aires, há 99 anos, porque um piloto argentino, à frente, trombou seu avião num cupim na pista. Pág. 10

HOJE Nublado à tarde. Pode garoar à noite. Máxima 26º C. Mínima 13º C.

AMANHÃ Sol com algumas nuvens. Máxima 26º C. Mínima 12º C.

ISSN 1679-2688

9 771679 268008

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ESCALADO PARA A COPA Dilma nomeia Pelé embaixador para a Copa de 2014. O rei, que criticava a organização, agora pede confiança. Página 7

A 4 assinaturas da CPI dos Transpor tes No Senado, oposição tem 23 das 27 assinaturas necessárias para que se apurem irregularidades no ministério, recordista de gastos no PAC. Págs. 5 e 6


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Na política, há sempre como se corrigir. Na economia, um segundo já pode ser tarde demais. José Márcio Mendonça

pinião Ueslei Marcelino

IVONE ZEGER

FILHOS LEGÍTIMOS E LEGITIMADOS Quando os pais não livram os filhos de situações embaraçosas, a lei tenta garantir o mínimo para proteger seus direitos destes na hora de decidir sobre a herança.

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s intrigas palacianas sempre renderam notícia e muitas histórias de bastidores. Algumas só vêm a público um bom tempo depois, quando já perderam o caráter de "bombásticas" ou, pelo menos, quando as consequências são menos desastrosas. Foi assim com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cujo caso amoroso com a jornalista Miriam Dutra – no início da década de 90, quando era senador – foi abafado. Também na época, Miriam engravidou e dois anos depois saiu do País, em meio à corrida presidencial em que Fernando Henrique era o candidato mais forte. Desde então, a jornalista e o filho, Tomás Dutra Schimdt, hoje com 20 anos, moram fora do Brasil. Em 2009, pouco depois da morte de Dona Ruth Cardoso, o ex-presidente reconheceu legalmente a paternidade do jovem em um cartório de Madri, na Espanha. A imprensa se dividiu. "Antes tarde do que nunca", disseram uns. Outros, obviamente, lembraram as condições amargas pelas quais devem ter passado, por um lado, D. Ruth Cardoso, e por outro, o garoto Tomás. O certo é que Fernando Henrique não só reconheceu a paternidade como se disse "próximo" ao garoto.

pós os desabafos, cada qual dentro da sua visão de política e de moral, o assunto parecia encerrado. Mas o caso voltou à baila. Dessa vez, os protagonistas foram os três filhos de Fernando Henrique e Dona Ruth: Paulo Henrique, Beatriz e Luciana. Eles pediram ao pai que fizesse os exames de DNA para comprovar a paternidade. Os exames foram feitos: Tomás não é filho biológico do ex-presidente. E agora? O que a lei garante é que, uma vez reconhecida a paternidade, nem um exame de DNA pode reverter a situação. O filho "legitimado" terá os mesmos direitos dos filhos biológicos, inclusos aí os de pensão alimentícia e mesma proporcionalidade na divisão da herança. Se o pai tem bens e entende que deve, de alguma forma, proteger esse filho, pode ainda determinar em testamento quais bens serão de quais filhos. E mais: uma vez que metade dos bens deve obrigatoriamente ser destinada aos “herdeiros necessários” – filhos, netos e bisnetos e, na ausência destes, pais, avós e bisavós e cônjuge – a outra metade está disponível para ser destinada em parte, ou na totalidad e, a esse filho, se o pai assim o desejar, para garantir que ele seja contemplado caso haja disputa judicial. Há outras situações tão drásticas quanto essa. Não é tão incomum que um homem decida espontaneamente assumir a paternidade quando inicia um relacionamento com uma moça grávida, ou que já tem um filho de relacionamento anterior, mas cuja

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paternidade não foi assumida pelo pai biológico. Até aí, é um ato de carinho muito bem-vindo. Mas e se esse relacionamento não dá certo? A lei entende que a criança não tem nada a ver com isso e essa paternidade não pode ser revista ou revogada. E prevalecem, assim, todos os deveres do pai e os direitos da criança concernentes a essa condição. ais estranha ainda – pelo menos para a criança ou jovem, parte mais frágil dessas histórias - é a situação de um pai que passa a desconfiar da paternidade do próprio filho, nascido do seu casamento. A qualquer momento, devido à desconfiança, ele pode requerer o exame de DNA para constatar a paternidade biológica e, em caso negativo, pode, sim, ser destituído da condição de pai. Parece monstruoso, mas pode. Por outro lado, episódios mais comuns são aqueles em que mães ingressam com o pedido de reconhecimento de paternidade. Não há qualquer empecilho quanto ao momento em que uma ação de reconhecimento de paternidade possa se iniciar, inclusive o pedido de reconhecimento pode acontecer depois da morte do pai, por meio de exame de DNA de algum parente próximo deste, como outros filhos ou irmãos. Há também pais "bem vivos" que se negam a fazer o exame de DNA. Mas nesse caso, o juiz poderá, por presunção, conceder a paternidade mesmo à revelia. A lei tenta de todas as formas garantir os direitos dos filhos. Caso isso não aconteça ainda na infância, os filhos crescem e acabam por buscar o que lhes é de direito. Um jovem, a partir dos 18 anos, pode mover ação de reconhecimento de paternidade quando souber da existência de seu pai biológico, ainda que já tenha um pai "oficial", ou seja, mesmo que outra pessoa tenha assumido legalmente a paternidade. Se Tomás fará algo parecido, ninguém sabe; o certo é que ele já faz parte da história da República.

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IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS “HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS” E “FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS” – DA MESCLA EDITORIAL WWW.IVONEZEGER.COM.BR

Novo estilo de se comunicar da presidente Dilma ainda necessita melhoras: falta-lhe o traquejo que Lula tinha de sobra.

A TENTAÇÃO DO DISCURSO

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urante os primeiros seis meses e uns tantos dias de seu governo, a presidente Dilma Rousseff, em matéria de comunicação com a opinião pública e o público eleitor, foi uma espécie de muda seletiva, nunca estabeleceu um diálogo com a população. Falava por meio de discursos, pendendo um tanto para o enfadonho, e por meio de porta-vozes informais, não identificados, meio na base de mandar recados. Um contraste brutal com seu antecessor e padrinho, o ex-presidente Luís Ignácio Lula da Silva, este um palanqueiro por formação sindical e gosto, capaz de discursar pelos cotovelos e por todos os poros da pele, sem muitos compromissos com a coerência e nem sempre coadunado com a realidade dos fatos. Esse comportamento, digamos, low profile da presidente rendeu-lhe até elogios junto aos formadores de opinião. Mas, premida pela situação defensiva em seu governo, colocado primeiro pelo episódio Palocci depois pela crise no Ministério dos Transportes, e entusiasmada com as pesquisas informais que indicam aplausos na classe média pela "faxina" em curso na área federal de rodovias e ferrovias (além de, naturalmente, instada pelo seu elenco de marketing) a presidente resolveu mergulhar numa porção Lula – em razão até de não deixar vácuos a serem (já estavam sendo) ocupados desagradavelmente. A entrada no ar da nova estratégia de comunicação direta de Dilma deu-se no encerrar da semana passada, nunca conversa aberta com cinco jornalistas dos principais órgãos de mídia imprensa do

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA País (na sexta-feira) e um jantar de bate papo mais ameno com o bem informado e muito lido colunista de O Globo, Jorge Bastos Moreno, no qual discorreu sobre coisa do governo mas também sobre questões mais leves, como novelas, música. Uma entrada em cena com estilo – a da gerente, administradora, governanta, e da pessoa Dilma. Anteontem ela botou o pé na estrada, com dois discursos em menos de cinco horas no Nordeste. Doses que devem ser repetidas agora com muita frequência.

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á ensinava o Velho Guerreiro Chacrinha que "quem não se comunica se estrumbica", máxima que naturalmente deve ter motivado a presidente e seus conselheiros a empreender essa virada no estilo até reservado dela. Faltou também lembrar que a frase chacriniana merece dois adendos: também quem

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saldo da comunicação inicial da presidente, saudado com bombinhas de São João na seara governista, talvez pelo fato da presidente ainda ser verde nessa ciência na qual Lula era mestre, parece ter sido negativo. Pelas reações de ontem, trouxe mais agitação do que calmaria em pelo menos três pontos, dois na economia e um na política. 1- Quando ela disse que não se pode demonizar os políticos (o que no fundo é correto, pois, como em tudo, há demônios e anjos nesta atividade também) ela passou a sensação, para os formadores de opinião, que a faxina governamental vai se limitar às trocas já procedidas no Ministério dos Transportes e que baixada a poeira, a vida vai voltar ao normal. E não é isso que a sociedade sente como necessário. Uma

Chacrinha dizia que "quem não se comunica se estrumbica", o que pode ter gerado a virada de Dilma. Faltou dizer que quem não sabe se comunicar também pode se estrumbicar.

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

não se comunica bem ou não sabe como se comunicar pode se estrumbicar.

acomodação pode tirar da presidente os pontos que ela acumulou com as ações no DNIT e na Valec. 2- Sua peroração sobre manter o combate à inflação, mas ligado ao crescimento da economia, uma equação que parte dos analistas considera de difícil resolução, gerou imediatamente uma revisão, para cima, das previsões inflacionárias para 2012. Se a sensação permanecer, ficará mais difícil a tarefa do Banco Central de conter a elevação dos preços, com sacrifícios maiores a serem cobrados no futuro. 3- Ainda na economia, as declarações de que o governo não pode atacar a desvalorização do real enquanto não tiver a certeza do que vão dar as confusões da Europa e dos Estados Unidos, embora mostrem uma certa cautela positiva, deram na interpretação de que o governo não vai fazer agora esforço para ajudar a moeda norte-americana e desembocou no menor valor do dólar no Brasil desde 1999, exatamente quando Fernando Henrique botou um ponto final no que na época se chamou de "populismo cambial". Não é pouca confusão para tão poucos dias do novo estilo de se comunicar da presidente. Faltou talvez um pouco de traquejo a ela e um tanto de ouvir conselhos e explicações antes de falar. Na política, há sempre como se corrigir. Na economia, um segundo já pode ser tarde demais. É por tantas e outras que Lula, em matéria econômica, ficava nos lugares comuns e nas generalidades. Dilma parece não resistir ao desejo de mostrar que domina quase todas as matérias. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 27 de julho de 2011

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KISSINGER MOLDOU COMUNICADOS QUE LEVARAM EUA E CHINA A RESTABELECEREM RELAÇÕES.

pinião

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erca de 50 anos atrás, quando o mundo estava dividido em metade capitalista e metade socialista, os Estados Unidos e todos os seus aliados, entre os quais estava o Brasil, viam a União Soviética claramente como um inimigo. Comandado pela Rússia, integrando repúblicas vizinhas e países do leste europeu, era esse o bloco que disputava com os americanos em poder nuclear e capacidade de reação armada. Havia outro país comunista com o qual o ocidente devia se preocupar, mas as dúvidas sobre ele eram gigantescas: a China. Amiga ou inimiga dos Estados Unidos e do Ocidente? As dúvidas sobre a China sempre foram imensas para todas as diplomacias do mundo - até a década de 70, era um país bastante fechado e seus cidadãos comuns não tinham permissão sequer para falar com estrangeiros. Logo após a segunda guerra mundial, o cenário já era bem claro – a China era um inimigo do ocidente, como mostrava em 1953 o livro Modern China's Foreign Policy, do sociólogo alemão Werner Levi: há capítulos sobre "a inadequação das velhas práticas", "rebelião contra o ocidente", "reforçando o império", "a campanha Odeie a América", "aliança com a União Soviética" e assim por diante. Para os governos militares brasileiros dos anos 60 a 80, então, a China era um dos centros de todos os males políticos do planeta. Nem Brasil nem Estados Unidos tinham relações diplomáticas com o país. O tempo passou, a China mudou: tornou-se o maior mercado do mundo, com 1,33 bilhão de habitantes – e o principal destino das exportações brasileiras. Deixou de ser vista como ameaça e passou a ser olhada como oportunidade. Grande parte dessa transformação foi construída por Henry Kissinger. Nascido na Alemanha em 1923, Kissinger emigrou para os EUA quase aos 20 anos, estudou em

Lentes poderosas sobre a China PAULO BRITO guin Press HC, 608 páginas), um resumo do que ele sabe e ajudou a construir nas relações entre a China e os Estados Unidos nesses anos todos.

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Harvard e acabou se tornando diplomata. Teve um papel mais do que relevante para a política externa dos Estados Unidos. Kissinger foi conselheiro de política externa de todos os presidentes americanos de Eisenhower a Gerald Ford, e secretário de Estado (além de conselheiro e confidente) de Richard Nixon. Seu trabalho na obtenção de um acordo de cessar-fogo na Guerra do Vietnam rendeu-lhe o Prêmio Nobel da Paz em 1973, junto com Le Duc Tho, o repre-

sentante do Vietnã do Norte nas negociações. Le Duc Tho, no entanto, recusou o Prêmio. Entre 1968 e 1976, fez mais de 50 viagens à China para tratar de assuntos do governo americano e acabou se tornando um homem de confiança também dos chineses, que o chamavam sempre que precisavam mandar qualquer recado aos Estados Unidos e, indiretamente, ao ocidente. Agora com 87 anos, Kissinger acaba de publicar On China (em português, "Sobre a China", Pen-

e seu posto de observação privilegiado, Kissinger teve a oportunidade de testemunhar e mais tarde interpretar fatos relevantes da geopolítica mundial. Como, por exemplo, a invasão do Vietnã pela China em 1979. Segundo ele, ali podia ser visto o primeiro sinal de enfraquecimento da União Soviética e do final da Guerra Fria: a China invadiu o Vietnã do Norte e destruiu tudo o que foi possível ao longo da fronteira. Aliado da Rússia, o Vietnã do Norte tratava com crueldade a população de origem chinesa e havia invadido o Cambodja no ano anterior. Antes de atacar o Vietnã, a China entrou em alerta de guerra, reforçou as fronteiras com a União Soviética com 1,5 milhão de homens e removeu 300 mil pessoas da região. Não houve qualquer reação de Moscou para proteger seus aliados vietnamitas, diz Kissinger, e isso pode ser visto como o primeiro sintoma de declínio da União Soviética, embora na época a interpretação não tenha sido essa. Kissinger acha

que a invasão do Afeganistão pode ter sido uma reação russa a esse incidente, especialmente para preservar sua reputação. Seu testemunho de momentos históricos inclui declarações assustadoras que ouviu de governantes chineses, como quando cidadãos foram massacrados na praça Tiananmen. Segundo ele, o então primeiro ministro Deng Xiao Ping disse que uma reação exagerada dos EUA poderia levar os dois países a uma guerra.

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parentemente, as consequências de uma guerr a , m e s m o n u c l e a r, nunca preocuparam Mao Tse Tung. Ele teria dito que num caso assim o país poderia perder mais de 300 milhões de pessoas, "mas e daí? Guerra é guerra. Os anos vão passar e vamos produzir mais crianças do que antes". A maior conquista de toda a trajetória de Kissinger foi moldar os comunicados que levaram China e Estados Unidos a restabelecerem relações diplomáticas depois de 23 anos de afastamento. Os dois países romperam as relações depois que Mao Tse Tung e seus seguidores ganharam a guerra civil chinesa, em 1º de

outubro de 1949, derrubando o governo de Chiang Kai-shek. Graças ao trabalho de Kissinger e dos diplomatas chineses, foi possível que o então presidente Richard Nixon visitasse Pequim, de 21 a 28 de fevereiro de 1972, marcando o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países. Durante os 40 anos seguintes, Kissinger foi o principal intermediário entre China e Estados Unidos. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

ADEUS ÀS SACOLINHAS PLÁSTICAS A

polêmica lei de proibição das sacolas plásticas só pode ser assim chamada se não lembrarmos dos fatos sob uma perspectiva histórica. Hoje, grande parte de nosso lixo é composta não mais por detritos biodegradáveis, como restos de alimentos, mas principalmente por embalagens das mais diversas matérias-primas, entre elas o plástico. O problema do lixo só existe devido à sua não reciclagem e destino adequado. Durante os últimos 50 mil anos o que ficou de nossa civilização foram pedras e ossos, para tristeza dos arqueólogos. Há cerca 7 mil anos aparecem as cerâmicas (e seus cacos em nosso lixo) e os metais, há 5 mil anos. No tempo das madeiras, das pedras, das cerâmicas, dos metais, nunca houve lixo, de fato. Os restos de alimentos, têxteis, madeiras e vegetais se decompunham, tornavam-se adubo e à natureza voltavam. Os materiais eram de difícil obtenção e caros demais para serem desperdiçados ou descartados. As cidades novas "reciclavam" os materiais das mais antigas. Novos materiais, mais leves e duráveis, chegaram com o século 20. A partir da Segunda Guerra, surgem o polietileno para os radares – e nossos saquinhos, o nylon e o poliéster para nossos tecidos, o poliestireno, o PVC, o acrílico. A lista não para de crescer com novos e maravilhosos materiais, como o Teflon® e os plásticos de engenharia, como o policarbonato. Seu custo é muito baixo, até menor que o aço, a cerâmica e o vidro, que perderam espaço diante das propriedades maravilhosas

dos termoplásticos. Estes, como o nome diz, são remoldáveis por aquecimento e recicláveis. Teoricamente não haveria problema. Mas há. Como usa tecnologia, petróleo e energia em menor quantidade que os outros materiais, é mais barato –o que parece muito bom, pois a sociedade pode embalar melhor, com mais higiene, menos perdas, mais praticidade e conforto os alimentos, medicamentos e produtos em geral. orém, a quantidade de plástico existente no lixo ( e que leva mais de 200 anos para se decompor), cresce continuamente. O custo de coleta e transporte, a poluição e o trânsito sobem dia a dia. O espaço ocupado nos aterros sanitários também. Os municípios urbanizados não possuem mais área disponível, ocorrendo até a ridícula exportação intermunicipal de lixo. E porque o lixo não é

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Patrícia Cruz/Luz

reciclado? É simples: o custo do reciclado fica superior ao material virgem. O alumínio e o cobre são catados até à mão, nos lixões, por seu valor. O ferro pode ser separado magneticamente e reciclado a um custo baixo. plástico, com seus inúmeros tipos, precisa ser catado, escolhido, lavado, seco, moído, colorido, extrudado, granulado e embalado para reutilização. Fica mais caro que o material virgem, com qualidade inferior e uso até proibido para alimentos e outros. Na "distante" década de 80 a situação era diferente. Os sacos plásticos eram ferozmente disputados nos aterros e nos ferros-velhos de São Paulo. Prensados e enfardados, seguiam para reciclagem e seu preço atingia 60% da matéria-prima virgem. Transformavam-se em sacos de lixo e sacolas para pequenos supermercados, que na época ocupavam uma fatia maior no ramo varejista. Como não havia distribuição intensa das sacolinhas, estas não sobravam nas residências para serem utilizadas como sacos de lixo. Muitos distribuíam sacolas de papel. Havia um grande mercado para o plástico reciclado para a produção de sacos de lixo –pretos, azul-

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Campanha acertada: troca por sacolas biodegradáveis

esverdeados e até translúcidos. Nessa época, foi introduzida a tecnologia das sacolinhas plásticas produzidas com polipropileno biorientado. Muito mais finas, mais baratas, mais bonitas, cheirosas e higiênicas que as feitas de material reciclado, rapidamente exterminaram a reciclagem do chamado plástico mole, ou aparas de polietileno – especialmente os resíduos coletados em lixões. Some-se a isto: a) a fiscalização mais eficiente dos tributos das pequenas empresas; b) o combate, pela Cetesb, das lavadoras que poluíam as águas, lavando o plástico retirado dos lixões, e queimavam borras de telas de extrusoras; c) o combate à informalidade da mão de obra; d) o custo e a falta de áreas adequadas à reciclagem. O setor de reciclagem de aparas de lixão morreu e, com ele, centenas de empregos informais. Ficou o problema do lixo, agora agravado pela questão social da inserção dos desqualificados no mercado de trabalho. lei das sacolinhas chega em bom momento. Reverte uma tendência equivocada. O Estado democrático existe para legislar, impondo restrições de direitos individuais e ganhos nos direitos coletivos. Cria-se um mercado novo para reinserir os desvalidos e reativa-se uma indústria. Mas não se pode parar por aí. São necessárias desonerações tributárias para as atividades de reciclagem. Os governos, das três esferas, não vão perder receitas de atividades que não existem e não as geram. Melhor existirem empresas formais

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JOÃO CARLOS BELDA arrecadando alíquotas simbólicas, do que 18% só de ICMS sobre nada. Melhor um IPTU reduzido em terreno de pequena indústria do que arrecadação zero em regiões sem trabalho nem renda, das periferias dos lixões. Melhor a coleta seletiva pelos catadores nas ruas do que pagar por toneladas a mais de lixo remetidos aos lixões. Melhor gerar empregos e renda honesta, do trabalho possível, do que bolsas assistencialistas. alta a lei da garrafinha. Antigamente todas as garrafas eram retornáveis. Porque isso não pode voltar, como na Alemanha? Porque não obrigar, por lei, o uso do "depósito" nos supermercados? Basta desonerar a operação e todos ficariam felizes. Os próprios fabricantes de garrafas PET poderiam recolher, a custo viável, sua matéria-prima. Melhor do que retirar toneladas e toneladas de garrafas das ruas, bueiros, córregos e rios desta cidade. Melhor do que suportar os efeitos das enchentes. Viabilize-se o mercado e ele volta a funcionar. Um pouco de educação e conscientização da população também ajuda. Também falta a lei do entulho, viabilizando sua industrialização dentro do município. O descarte ilegal e clandestino custa para a prefeitura e, portanto, para o contribuinte. O descarte legal custa caro ao construtor, em

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especial de pequeno porte. São milhões de pequenas reformas, gerando caçambas que devem viajar por rodovias, pagar pedágios e terem áreas para descarte. O consumo de diesel, a geração de trânsito pesado, poluição ambiental custa a todos. Entulho contém pedra, areia, argila, ferro, madeira, plásticos. Se bem reciclado pode gerar areia, brita, agregados, tijolos, materiais que não precisariam sair nem entrar em São Paulo. A Prefeitura fez isso na demolição do São Vito. O que é melhor: desonerar a atividade ou gastar fortunas – do contribuinte – com o descarte? Falta um pouco de bom senso. odemos dizer que a Prefeitura iniciou o bom caminho. A Câmara Municipal aprovou a lei que veta a distribuição de sacolas plásticas aos consumidores por supermercados e outros estabelecimentos comerciais a partir de janeiro de 2012. Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a lei, em caráter liminar, a pedido do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo. Democraticamente, esta tem sua razão econômica para protestar, mas a questão ambiental deve prevalecer. É uma tendência irreversível.

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JOÃO CARLOS BELDA É EMPRESÁRIO


DIà RIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 27 de julho de 2011

27 de Julho

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SĂŁo Clemente de Ochrida

Solução

santo foi um dos colaboradores dos 'Apóstolos do Oriente' na evangelização dos povos de língua búlgara. Era agraciado do dom da pregação e, mais tarde, foi nomeado o primeiro Bispo da Bulgåria onde converteu atÊ o rei à fÊ cristã. Faleceu em 916 na cidade de Velika.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 27 de julho de 2011

5 PAGOU, LEVOU Pagot já está trabalhando. Diz que conhece o ramo como poucos.

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CPI NÃO ANDA Senado ainda tenta instaurar comissão. Na Câmara, querem convocar Passos.

Oposição insiste na CPI dos Transportes A iniciativa do PSDB e do DEM pode vingar no Senado. Na Câmara, o esforço dos tucanos é pela convocação, na semana que vem, do ministro Paulo Sérgio Passos Pablo Valadares/AE

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líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), afirmou ontem que retomará a ofensiva para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades no Ministério dos Transportes. A iniciativa acontecerá na primeira semana de agosto, quando termina o recesso parlamentar. Das 27 assinaturas, o tucano já obteve 23 e acredita que conseguirá o restante diante da evolução da crise no ministério e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). As assinaturas – Além das 15 assinaturas dos senadores do PSDB e DEM, Dias conseguiu a adesão dos dois parlamentares do PSol e de nomes independentes no Senado, com o J a r b a s Va s c o n c e l o s (PMDB-PE) e Pedro Taques (PDT-MT). Ainda da base aliada, assinou o senador Sérgio Petecão (PMN-AC), cuja sigla integra o bloco do PMDB. Estão na mira da oposição outros senadores com postura independente, como Cristovam Buarque (PDT-DF) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES). O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), também tenta emplacar uma CPI, mas já deu declarações de que acha mais viável no Senado, onde o número de assinaturas exigido é menor. Na Câmara, a oposição precisa da adesão de 171 deputados, um número quase impossível de ser atingido diante da expressiva maioria alinhada ao governo. Convocação – Duarte Nogueira, porém, vai insistir na convocação do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para depor sobre as denúncias de corrupção no ministério. A informação foi dada depois que ele constatou que havia fracassado a iniciativa de convocar Passos por intermédio da Comissão Representativa do Congresso, res-

ponsável pelas atividades do Congresso durante o período de recesso parlamentar. Nogueira havia protocolado requerimento na semana passada. Além de Passos, também seria convidado o ex-assessor do Ministério dos Transportes, Frederico Augusto de Oliveira, suspeito de envolvimento irregular nos contratos do ministério. Ele mudou de tática ao ser informado ontem que o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), estava em São Paulo e não iria atender ao pedido. Além disso, Sarney só deverá voltar a Brasília na próxima semana. Decepcionado – Duarte Nogueira evitou julgar "a decisão que o presidente Sarney tomou". Para o líder tucano, "ele tem a noção da responsabilidade do cargo que ostenta", como "da minha parte estou cumprindo a responsabilidade de manifestar meu total desapontamento pela não convocação da Comissão Representativa". O tucano quer explicações de Passos sobre o aumento de contratos aditivos e do volume de recursos autorizados, enquanto respondeu interinamente pela pasta. Levantamento aponta que, nos últimos seis meses de 2009, o Dnit assinou 53 termos aditivos, ampliando o valor dos contratos em R$ 309 milhões. Levaram tudo – Duarte Nogueira lembrou que 18 pessoas já saíram do ministério e que Passos, ao substituir temporariamente Alfredo Nascimento, "assinou o aditamento de 154% das obras da pasta, num total de R$ 787 milhões". "Estamos ainda diante de outros pontos, como superfaturamento, desvio de verbas públicas, enriquecimento ilícito, enriquecimento de familiares e não é possível que o Congresso não cumpra o seu papel de fiscalizar", protesta ele. Por isso, o líder do PSDB vai tentar protocolar a convocação

Dida Sampaio/AE

Dias (acima) confirmou que faltam quatro assinaturas para a CPI dos Transportes. Já Duarte Nogueira ouve da secretária-geral do Senado, Cláudia Lyra, que seu pedido não será aceito no recesso.

do ministro Passos na próxima semana. Pretende que seu depoimento seja feito para as comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Viação e Transportes da Câmara. Duarte Nogueira lembrou ainda que "os problemas" não estão só nos Transportes, mas também em diversas outras áreas, como a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o Ministério de Minas e Energia e a Petrobras. (AE)

Pagot vira consultor. Para 'pagar as contas', diz. O ex-diretor já estaria atuando em projetos de navegação porque 'no fim do mês vencem as contas'. Ele também acusa grupos encastelados dentro do Dnit

Marcello Casal/ABr - 11/5/2011

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Luiz Antonio Pagot: acusações ao Ibama e a Funai de encarecer obras executadas pelo Dnit. Pelos seus cálculos, os gastos neste ano chegam a R$ 500 milhões.

uiz Antonio Pagot, exdiretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), confirmou ontem ao portal G1 que irá abrir uma empresa de consultoria para atuar com projetos na área de navegação. A decisão foi anunciada um dia depois de entregar a sua carta de demissão. "Estou começando vida nova", afirmou. "Vou abrir uma empresa de consultoria de projetos na área de navegação", informou. "Não posso parar, no final do mês vencem as contas". O ex-diretor do Dnit, que estava de férias desde o dia 4 de julho, pediu exoneração do cargo na segunda-feira, um mês após surgirem denúncias de superfaturamento em obras do Ministério dos Transportes e que já provocaram a queda de 18 integrantes da pasta, inclusive do ex-ministro Alfredo Nascimento. É do ramo – Pagot disse que a sua nova empresa está trabalhando em projetos nos rios Tapajós e Paraná-Paraguai, na fronteira. "Tem muita gente que mexe com navegação, mas quem conhece o ramo são poucos", explicou. "Não é falsa modéstia, mas entendo disso como poucos". Ele afirmou que "estudou muito", se aperfeiçou e que agora "volto para exercer o que tenho de expertise". Ainda segundo o ex-diretor, os planos de voltar para iniciativa privada já eram conversados com o senador Blairo Maggi (PR-MT), amigo para quem

já trabalhou no passado e por quem foi apadrinhado no ministério. "O meu horizonte no Dnit era o final de 2011", contou. "Então, a partir dessa ideia, vou tocar os projetos". Ele não descartou no futuro voltar a trabalhar com o senador, mas que no momento precisa voltar à iniciativa privada – "fazer um rearranjo no DNA da minha vida", afirmou. Antes de deixar o cargo, Pa-

Tem muita gente que mexe com navegação, mas quem conhece o ramo são poucos. Eu entendo disso como poucos. LUIZ ANTONIO PAGOT got foi ao Planalto entregar uma carta lacrada endereçada à presidente Dilma Rousseff. Sobre o conteúdo, disse apenas que "é uma carta pessoal, confidencial e ponto". Pouco antes, havia reunido 500 servidores no Dnit em sua despedida. "Fui agradecer aos anônimos, homens e mulheres que trabalham além do expediente". Pelas costas – Fora do cargo, afirmou que sempre teve de lidar com "um grupo" dentro do Dnit que queria vê-lo "pelas costas". "Desde que entrei lá, tinha grupos dentro do Dnit que queriam me ver pelas costas",

revelou. Um desses grupos tinha áreas de comando, que acabou perdendo. "Eram grupos que estavam muito tempo encastelados, produzindo pouco, que perderam espaço e que não queriam trabalhar, então eu troquei". Trocou e também acusou. "São esses caras que começaram a minar o trabalho, a passar informações falsas". 'S afa dos ' – A exemplo do que fez em depoimentos no Congresso, voltou a reconhecer que existem irregularidades no Dnit, mas que sempre atuou para "combater os safados do órgão". Ele lamentou apenas que nesse grupo de abnegados "tenham os safados, que eu procurei, sempre que descobri alguma coisa, abrir processo administrativo". Ele negou, porém, ter deixado o governo fazendo ameaças veladas. "Não sou homem de dar recados, o que tenho de falar, eu falo. Falo na frente, seja da presidente, de quem for". Críticas – Pagot centrou a artilharia em órgãos ambientais ou de proteção indígena do governo, como Ibama e Funai, que, com suas alterações, " a t r a s a m e e n c a re c e m " a s obras do Dnit. "É uma covardia com o contribuinte". Pelos seus cálculos, entre medidas ambientais, gerenciamento e supervisão de mudança das obras, o povo vai pagar neste ano R$ 500 milhões. "Isso, sim, mereceria um levantamento da Polícia Federal para ver onde vai esse rio de dinheiro".


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

O diretor do Dnit transformou a unidade policial em um balcão de negócios. Ministério Público de Tocantins

olítica

Mesmo em meio ao vendaval de denúncias de corrupção que consome a pasta, o ministério é também o que mais abocanha os recursos da União. Até o final de junho foram gastos R$ 5,9 bilhões com obras do programa.

Transportes lidera gastos no balanço de 6 meses do PAC

Valter Campanato/ABr

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lvo de denúncias governo Luiz Inácio Lula da de irregularidades Silva. O Departamento Naciodesde o início do nal de Infraestrutura de Transmês, o Ministério portes (Dnit) informa que o dos Transportes é também o re- bloqueio atinge apenas o cancordista de gastos no balanço teiro de obras, e os pagamentos de seis meses do Programa de foram para obras de pavimenAceleração do Crescimento tação e terraplanagem. Desde o início das demis(PAC), que reúne as prioridades do governo. Entre as obras sões no Ministério dos Transque receberam recursos públi- portes, há pouco mais de três cos, estão algumas com indí- semanas, novas contratações cios de irregularidades apon- estão suspensas. A faxina na tados pelo TCU (Tribunal de pasta pode afetar a liderança nos gastos do PAC. Até o final Contas da União). O balanço oficial de seis me- de junho, o ministério havia ses do PAC está previsto para desembolsado R$ 5,9 bilhões ser anunciado na sexta-feira para obras do programa. O ritmo de pela ministra gastos ajuda a M i r i a m B e lexplicar o rechior (Planejacorde obtido mento). Sozipelos investinho, o Minismentos do tério dos PAC em 2011, Transportes é por cento do dinheiro comparado ao re s p o n s á v e l liberado para projetos mesmo períopor 48% do dido dos anos nheiro públido PAC até o final de anteriores, co liberado junho teve como desde o início para projetos do programa, do PAC até o destino o ministério, em 2007. final de junho, sobre o qual mais Entre janeiembora a lei pesam acusações. ro e 30 de judo Orçamento nho, foram pada União augos R$ 10,6 bitorize um volume ainda maior de gastos lhões de projetos do PAC. Contas pendentes – Outra para o Ministério das Cidades explicação relevante para o reem 2011. Cruzamento dos gastos re- corde de investimentos do gistrados pelo Tesouro Nacio- PAC registrado no primeiro senal com a lista de obras com ir- mestre de mandato de Dilma regularidades apontadas pelo Rousseff é o peso das contas TCU mostra que houve repas- deixadas sem pagamento pela se de dinheiro público a pelo administração Luiz Inácio Lumenos uma obra que o tribunal la da Silva, quando ela ainda se mandou paralisar. É o caso da encarregava da coordenação ferrovia Norte-Sul, em Tocan- do PAC. Os investimentos retins, com mais de R$ 100 mi- cordes não significam, portanlhões liberados das despesas to, obras novas. Nada menos que 87% dos autorizadas apenas em 2011. A Valec informou que trabalha pagamentos feitos neste ano para sanar as irregularidades. referem-se a faturas pendentes Dinheiro liberado – A obra do governo Lula. Eles consude adequação de trecho da ro- miram R$ 10,6 bilhões dos padovia BR-101 no Rio de Janei- gamentos feitos em 2011 do ro, entre Santa Cruz e Manga- PAC. E essa conta pendente esratiba, também deveria estar tá longe de ser quitada. Faltam com o repasse de recursos sus- pagar R$ 22,3 bilhões, segundo penso, por recomendação do dados do Siafi (sistema de TCU, mas já liberou dinheiro acompanhamento de gastos em valor superior às faturas federais) pesquisados pela deixadas sem pagamento pelo ONG Contas Abertas. (AE)

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Difícil de explicar: ministra Miriam Belchior (Planejamento) apresentará os custos do PAC na sexta-feira.

Promessas ainda não saíram do papel Maiores destaques da campanha eleitoral não tiveram sequer o "empenho" de recursos para os gastos

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primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff chegou à metade sem que projetos destacados durante a campanha eleitoral tivessem saído do papel nesse período. As 500 novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), por exemplo, que deveriam garantir atendimento médico 24 horas por dia à população, não registraram nem compromisso de gasto, o chamado "empenho" de verbas, de acordo com o Tesouro Nacional. O Orçamento da União de 2011 autoriza gastos de R$ 212,5 milhões nas UPAs. Na mesma situação estão outros projetos destacados na campanha, como a

implantação de postos de polícia comunitária. Seriam criados 2.800 postos desse tipo durante o mandato, segundo a promessa. O dinheiro previsto para começar a construir 8.000 Unidades Básicas de Saúde tampouco foi liberado. No Orçamento deste ano, as autorizações de gastos para os dois projetos alcançaram R$ 350 milhões e R$ 480,2 milhões, respectivamente. As chamadas Praças do PAC, espaços integrados de esporte, cultura, lazer e prestação de serviços públicos, encontram-se igualmente paradas. O início da instalação das Praças conta com R$ 170 milhões no Orçamento deste ano, dinheiro intocado até agora.

Às vésperas do anúncio oficial do balanço do PAC, o Ministério do Planejamento contesta que os projetos estejam paralisados. "O entendimento de que uma ação não saiu do papel porque sua execução orçamentária está baixa ou zerada é uma avaliação limitada porque prioriza ou torna exclusivo o viés da execução orçamentária", diz a assessoria da ministra Miriam Belchior. Por meio de nota, o ministério informa, no entanto, que "as UPAS, UBS e Praças dos Esportes e da Cultura estão em pleno cumprimento das etapas técnicas obrigatórias por lei, que antecedem a obra física propriamente dita".

Segundo o Planejamento, o governo já lançou o processo de seleção para a construção de 400 praças em 362 municípios. Também teriam sido contratadas 1.219 Unidades Básicas de Saúde e outras 119 Unidades de Pronto Atendimento de Saúde. Dados do Tesouro Nacional não registram essas contratações. Os ministérios da Saúde, da Justiça e da Cultura são os mais atrasados na liberação de recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento. Ao mesmo tempo em que destaques da campanha eleitoral registram gasto zero, o governo garantiu R$ 164 milhões como participação da União na ferrovia Transnordestina. (AE)

Mais um assessor exonerado: o 18º

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Reunião Plenária (informações, debates e busca de soluções)

Meio ambiente e saúde: o desafio das metrópoles Professor Titular do Departamento de Patologia da FMUSP

PAULO HILÁRIO NASCIMENTO SALDIVA

Dia: 1º de agosto de 2011, segunda-feira Horário: às 17 horas Local: Rua Boa Vista, 51 - 9º andar

Diário Oficial da Uniãopublicou ontem a demissão de mais um servidor do ministério dos Transportes: o assessor especial do ministro, Wilson Wolter Filho. A exoneração foi prontamente assinada pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, que segue de perto a recomendação da própria presidente Dilma Rousseff de promover uma faxina pesada na área, após a enxurrada de denúncias de corrupção nos órgãos ligados ao ministério. De acordo com a publicação, o afastamento de Wolter Filho se deu a pedido do próprio exonerado – justificativa apresentada para todos os que deixaram seus postos. Ao todo, já somam 18 as demissões por causa das denúncias de superfaturamento e pagamento de propina envolvendo o ministério, a

Valec e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes), incluindo o exministro Alfredo Nascimento (PR-AM). Ontem, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, pediu demissão do cargo em caráter irrevogável. Segundo nota do ministério dos Transportes, Pagot cancelou suas férias, que iriam até o dia 4 de agosto, e solicitou à presidente Dilma Rousseff sua exoneração. Com a saída de Pagot, o governo espera encerrar a pior parte da crise que há 24 dias assola a pasta, sem trégua. O Ministério dos Transportes é alvo de suspeitas de corrupção após reportagem da revista Veja, no dia 2 de julho, revelar um suposto esquema de pagamento de propinas em obras federais da pasta. (Folhapress)

Diretor financeiro do Dnit é réu por corrupção Geraldo Lourenço de Souza Neto é acusado pelo MP de corrupção passiva

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diretor de Infraestrutura Ferroviária e diretor interino de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Geraldo Lourenço de Souza Neto, é réu em uma ação penal no Tocantins, na qual é acusado pelo Ministério Público de corrupção passiva e falsidade ideológica. Segundo a promotoria, ele integrava, em 2003, uma quadrilha que explorava jogos de azar no estado. À época, era delegado titular da Delegacia Estadual de Crimes Contra os

Costumes, Jogos e Diversões. De acordo com os promotores, o diretor do Dnit recebia semanalmente R$ 1.500 de um contraventor para se abster de combater a exploração de máquinas caça-níqueis e também trabalhava para "aniquilar" a concorrência do homem que lhe pagava a propina. Na denúncia, o Ministério Público afirma que o contraventor pagava despesas de viagem e alimentação dos agentes públicos que operavam para acabar com os concorrentes. A promotoria sustenta ainda que em julho de

2003, a delegacia comandada por Lourenço continha 27 máquinas caça-níqueis desacompanhadas dos devidos procedimentos legais. Para o MP, o diretor do Dnit "transformou a unidade policial em um balcão de negócios" e Lourenço e outros réus "praticaram uma série indeterminada de delitos, em uma contínua vinculação (...) para a concretização de um programa delinquente, destinado a causar prejuízo à administração pública". O processo está na fase de alegações finais (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 27 de julho de 2011

7 A presidente está fazendo todo o esforço para a gente entregar bem a Copa do Mundo. Pelé, nomeado embaixador honorário do Brasil para a Copa de 2014

olítica

Fernando Bezerra Jr/EFE

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o oficializar ontem o programa Bra si l sem fronteiras, a presidente Dilma Rousseff disse que trabalha para criar ações que permitam acesso de pessoas pelo mérito e não pelo "quem indica". O programa prevê 100 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes brasileiros até 2014, das quais 75 mil custeadas pelo governo – investimento de R$ 3,1 bilhões. O governo espera que as outras 25 mil bolsas sejam financiadas pela iniciativa privada. "Não estamos fazendo programa baseado no quem indica", discursou Dilma. "Estamos criando no Brasil ações orientadas pelo mérito dentro de um quadro de um grande esforço de garantir que as populações mais pobres tivessem acesso ao mérito. Isso para nós é muito importante". Na reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), Dilma reforçou que a preocupação com o mérito permite a ascensão social dos brasileiros. "A partir do critério de mérito, vamos aplicar outros que podem contemplar gênero, a questão étnica. A questão do mérito é essencial, sem o que não podemos implementar o projeto. Está provado que a política de mérito no Brasil pode contemplar as camadas mais pobres da população". A presidente explicou, ainda, porque as bolsas são voltadas para as áreas exatas. "O Brasil tem de reconhecer que tem falhas e fraquezas. Se a gente as reconhece, dá um passo em direção ao fortalecimento", disse. "Por isso, o foco desse programa está nas áreas exatas. Não estamos dizendo que vamos formar 75 mil Einstens. Vamos formar a base de pensamento educacional do País. A expectativa é que eles voltem e se integrem às universidades, às empresas". As bolsas oferecidas serão prioritariamente para enge-

Jovem que prestar serviço militar poderá fazer cursos

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Dilma nomeou Pelé como embaixador honorário do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Ele diz que não poderia deixar de aceitar.

Dilma lança programa com 100 mil bolsas Brasil sem Fronteiras : 100 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes brasileiros até 2014 nharias, ciências exatas (matemática, física, química), computação, produção agrícola, tecnologia aeroespacial, petróleo e gás e demais áreas tecnológicas. Serão 27,1 mil bolsas para alunos de graduação, 24,5 mil para doutorado de um ano, 9.700 para doutorado integral e 2.600 para pós-doutorado. Outras 700 bolsas vão beneficiar o treinamento de especialistas, 860 serão para jovens cientistas e grandes talentos e

390 serão dedicadas a pesquisadores visitantes no Brasil. As bolsas serão oferecidas em mais de 200 universidades nas áreas de ciências da saúde, ciências da vida e engenharia e tecnologia. A seleção será feita na primeira fase pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e pelo ProUni (Programa Universidade para Todos). Embaixador Pelé – Em meio ao atraso das obras dos estádios e a desconfiança na

capacidade da Seleção Brasileira, Dilma nomeou Pelé o embaixador honorário do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Ela recebeu o ex-atleta no Palácio do Planalto, ontem, para formalizar a homenagem, classificada como uma "jogada de marketing" por assessores. "Eu não poderia deixar de aceitar esse convite e gostaria de pedir que o povo brasileiro acreditasse", disse Pelé. Ele ob-

Lula é convidado a ler para crianças O ex-presidente ainda não respondeu e Haddad aceitou participar da feira literária na Grande São Paulo

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Prefeitura de São Bernardo do Campo convidou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Fernando Haddad, para participar da Feira Literária da cidade, onde Lula ainda mora com a família. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, Haddad já confirmou sua presença. A assessoria do ex-presidente disse que Lula ainda não respondeu ao convite. A ideia dos organizadores do evento é a de que o ministro e o ex-presidente façam leituras de livros para crianças da rede pública de ensino. Ainda de acordo com a assessoria, São Bernardo tem cerca de 80 mil alunos matriculados em escolas municipais. A feira acontece de 2 a 14 de agosto, mas ainda não há a de-

Antonio Cruz/ABr - 13/10/2010

finição da data em que os dois participarão do evento. Candidatura – O ex-presidente é um dos principais defensores da candidatura de Haddad para a Prefeitura de São Paulo, em 2012. Reportagem da Folha de S.Paulo de segunda-feira mostra que o ministro irá iniciar em agosto a sua agenda de précandidato. Sem se afastar do ministério, Haddad decidiu concentrar atividades nos finais de semana na capital. Na semana passada, o ministro comunicou oficialmente à presidente Dilma Rousseff que é pré-candidato mesmo. E combinou que tirará esta semana de férias – ele vai para Havana, em Cuba – e, na volta, começará a participar de eventos em São Paulo. (Folhapress)

Lula: leitura para alunos de curso público ainda a confirmar

Presidente da sigla nega reforço do partido à candidatura do deputado, a quem chama de "neopeemedebista"

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lo. Mesmo com o DEM passando por um período de reestruturação, após a saída do prefeito Gilberto Kassab, Agripino deixou claro que a sigla pretende apresentar um candidato em 2012 e não pensa em apoiar

Elza Fiúza/ABr - 30.06.2010

José Agripino: "Isso não existe. Nós temos um pré-candidato".

o deputado federal "neopeemedebista" Gabriel Chalita (SP). "Isso não existe. Nós temos um pré-candidato, que é o Rodrigo Garcia (Secretário Estadual de Desenvolvimento Social). E estamos conversados", enfatizou o senador. Agripino negou que o PMDB tenha pedido o apoio a Chalita: "É de conhecimento do PMDB que o Rodrigo Garcia é pré-candidato". Para ele, embora as conversas entre os partidos sejam encaradas como naturais, o DEM tem como parceiro número um o PSDB. "A aliança prioritária do DEM é com o PSDB". Gabriel Chalita deixou o PSB em junho para se filiar ao PMDB. Foi recebido com festa no partido do vice-presidente da República, Michel Temer,

Justiça aponta corrupção em gestões de Maluf e Pitta

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DEM não apoiará Chalita em 2012 presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), rechaçou ontem as especulações em torno da possibilidade de o partido apoiar o PMDB na sucessão municipal de São Pau-

servou que trabalha na "promoção" do País desde que venceu a Copa de 1958 e que o programa de organização do torneio no Brasil "estava confuso" e com "alguns problemas". "A presidente disse que está fazendo todo o esforço para que a gente entregue bem essa Copa". Pelé teme nova final no Maracanã entre Brasil e Uruguai? "Ao contrário. Seria bom ter essa revanche para a gente ganhar".(Agências)

que, imediatamente, o anunciou como pré-candidato à sucessão de Kassab. Além de disputar a eleição municipal, Chalita foi contemplado com a presidência do diretório municipal do PMDB. A filiação de Chalita faz parte do projeto do PMDB de lançar candidatos na maioria das cidades do Estado e, onde não for possível apresentar um nome como cabeça de chapa, a sigla pretende ter pelo menos o posto de vice. DEM censura – A Serbian Film, longa de Srdan Spasojevic, teve sua exibição proibida a pedido do DEM. Na ação, o partido alega que o filme faz apologia à pedofilia. O DEM conseguiu a proibição e venda de ingressos do filme, sob multa de R$ 100 mil diária. (AE)

pós prestar serviço militar obrigatório em 2011, o jovem poderá fazer cursos profissionalizantes nas áreas de webdesign, eletromecânica, refrigeração, ou ainda de bombeiro, eletricista, padeiro, cozinheiro e auxiliar de saúde bucal. Com carga horária de 160 horas, as atividades fazem parte do projeto Soldado Cidadão, que tem por objetivo capacitar e reinserir profissionalmente jovens recém-saídos do serviço militar temporário em todo o País. O Ministério da Defesa apresentou ontem, na sede do 3º Comando Aéreo Regional no centro do Rio de Janeiro, as atividades para este ano. Segundo o coordenador executivo do Soldado Cidadão, major Marco Magalhães, a iniciativa ajuda a combater o aliciamento pelo crime organizado dos reservistas que terminam o período de serviço militar. Ele destacou o sucesso do projeto, que emprega 66% dos que concluem os cursos. Até 2010, foram contratados 149 mil jovens. Só no Rio, 20.540 foram qualificados pelo projeto. O Soldado Cidadão existe desde 2004. "Os cursos são selecionados para que os jovens sejam absorvidos. Ao terminá-lo, os agentes do projeto fazem cadastramento do militar no Sistema Nacional de Emprego''. Segundo o coordenador, apesar do orçamento precário para atender a toda demanda e do aumento dos custos dos cursos, cada vez mais jovens procuram as Forças Armadas para o serviço militar. "O jovem querendo servir realmente traz um benefício muito grande para a imagem da Marinha, do Exército e da Aeronáutica'', disse. (Folhapress)

o condenar a bancária Rachelle Abadi a 6 anos de reclusão por crime de lavagem de dinheiro, a Justiça Federal concluiu que houve corrupção nas obras da avenida Água Espraiada, na zona Sul de São Paulo, durante a gestão dos ex-prefeitos Paulo Maluf (1993-1996) e Celso Pitta (1997-2000). A sentença é do juiz federal Marcio Ferro Catapani, da 2.ª Vara Federal Criminal em São Paulo. Catapani acolheu a denúncia do Ministério Público Federal de que "um esquema de corrupção foi montado na Prefeitura de São Paulo na gestão do prefeito Maluf, durante as obras de canalização do córrego da Água Espraiada e construção da avenida". A obra, concluída em 2000, custou R$ 796 milhões. A corrupção foi o crime antecedente ao de lavagem. Pitta morreu em 2009. Maluf não é réu no processo – nem poderia ser, já que detém prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF) em matéria penal. Mas seu nome é citado na ação. Rachelle presta-

va assessoria financeira a Pitta. Segundo a Procuradoria da República, ela cuidava de contas no exterior, "além de abrir e fechar empresas e movimentar o dinheiro entre as empresas e contas do ex-prefeito". Pitta teria enviado valores para Nova York, Suíça e Guernsey, "por meio de sofisticados esquemas financeiros, recursos provenientes de corrupção na realização de obras públicas durante os quatro anos em que ficou à frente da Secretaria de Finanças e durante o mandato de prefeito, notadamente recursos derivados da construção da avenida Água Espraiada". O desvio de recursos incluía pessoas jurídicas, como a Mendes Junior. "A Empresa Municipal de Urbanização atestava que os serviços haviam sido prestados, apesar de não o terem, e pagava à Mendes Junior, que repassava os valores subcontratados. Estes, por sua vez, destinavam os recursos a contas correntes de ‘laranjas’ ou efetuavam saques em dinheiro (...) muitas vezes os recursos iam para o exterior". (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

EGITO Ex-ditador Mubarak deixou de comer e só ingere líquidos, dizem médicos.

nternacional

IRÃ ATÔMICO Primeira usina nuclear pode ser inaugurada no final de agosto

Cathal McNaughton/Reuters

Menina observa carpete de flores e bandeiras em homenagem às vítimas do duplo atentado, em Oslo. Uma marcha de 100 mil pessoas na segunda-feira foi a maior promovida no país desde a Segunda Guerra Mundial. Larry Downing/Reuters

O PERFIL DE UM ASSASSINO 'O caso todo indica que ele é louco'. Foi assim que o advogado definiu o autor dos atentados na Noruega, após horas de conversas na prisão. O extremista se mostrou surpreso por não ter sido morto pela polícia. Mas as autoridades se defenderam: 'Aqui não é o Rio de Janeiro'.

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Reuters - 25/07/11

Breivik: frio e sem remorsos.

Lippestad confirmou que Breivik estava sob o efeito de drogas no momento dos ataques para ficar "atento e forte", sem revelar quais substâncias seu cliente teria consumido. Indagado sobre se considera o atirador insano, o advogado respondeu: "Ainda é cedo para

dizer, mas o caso todo indica que ele é louco". Breivik ainda se mostrou "surpreendido" que seu massacre saísse como projetado, pois acreditava que seria morto pela polícia, e não preso, ou fuzilado durante seu deslocamento ao tribunal, na segunda-feira.

DC

Príncipe: tributo em mesquita.

Segurança - Enquanto isso, o ministro da Justiça norueguês, Knut Storberget, foi obrigado a sair em defesa das forças de segurança, acusadas de demorar para atender aos atentados. A polícia informou que não usou helicópteros para chegar à Utoya – a cerca de 40 minutos de Oslo, onde ao menos 68 foram mortos – porque o piloto estava de folga no dia. Mais uma vez, o Brasil foi usado como exemplo negativo. O chefe da polícia de Oslo, Erik Andersen, disse que a aeronave só é usada em operações de trânsito. "A polícia aqui não usa helicópteros como vemos em filmes ou no Rio de Janeiro." Para o sociólogo norueguês Jone Gronlien, as críticas externas desconhecem a especificidade do país. "O mundo tem que entender que temos outra maneira de encarar a segurança. Preferimos viver em paz a viver em paranoia." (Agências)

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nders Behring Breivik, o autor confesso do massacre na Noruega, está preso, mas pode ser considerado uma "pessoa de sorte", pois o sistema prisional norueguês é considerado um dos mais confortáveis do mundo. As informações são da revista Foreign Policy. No país escandinavo, não há pena de morte e o tempo máximo na prisão permitido é 21 anos. O prolongamento do período só ocorre se o prisioneiro ainda é considerado uma ameaça. Neste caso, pode-se renovar a

prisão, de cinco em cinco anos, indefinidamente. A prisão mais nova da Noruega parece um acampamento chique. Os arquitetos que a planejaram tentaram evitar a "sensação institucional". Quando foi aberta, em 2010, foi considerada a prisão "mais humana" do mundo. Os guardas não portam armas e são incentivados a serem amigáveis com os internos, com direito a refeições e prática de jogos em conjunto. Os presos passam mais tempo fora da cela do que dentro, e são incentivados à prática de exercícios. Há televisões de tela plana nas celas, parede de alpinismo, estúdio de gravação de música e biblioteca. (Folhapress)

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Obama assina livro de condolências na embaixada da Noruega

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Cathal McNaughton/Reuters

autor confesso dos atentados de Oslo e da ilha de Utoya, que deixaram 76 mortos na sexta-feira passada, é provavelmente demente. A avaliação foi feita ontem por seu advogado, Geir Lippestad, após três dias de encontros com o assassino. De acordo com o defensor, Anders Behring Breivik, de 32 anos, é frio, vive em uma bolha e pensa estar em guerra. A análise, porém, não muda os planos da Justiça da Noruega, que estuda processar o assassino por crimes contra a humanidade, ampliando a pena máxima de 21 para 30 anos de detenção. Nas conversas, o atirador não teria demonstrado nenhum ressentimento. Em lugar de lamentar, perguntou o número de mortos e limitou-se a repetir que eram "necessárias" para salvar a Europa do "marxismo cultural" e da "invasão muçulmana".


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 27 de julho de 2011

9 Boa noite, meu anjo, durma bem. Mitch, pai da cantora Amy Winehouse.

nternacional Alejandro Ernesto/EFE

'Mentalidade de inércia' em xeque

E

m uma das datas mais importantes do calendário político de Cuba, o vice-presidente do país, José Machado Ventura, pediu ontem o fim da "mentalidade de inércia" na ilha e lembrou medidas tomadas recentemente pelo presidente Raúl Castro para "atualizar" o modelo econômico de Cuba e torná-lo eficiente. O presidente compareceu à cerimônia, na cidade de Ciego de Ávila, mas não se pronunciou. "Precisamos romper definitivamente a mentalidade de inércia, essa que leva a esperar pelas coisas olhando para cima", disse Machado Ventura a centenas de cubanos reunidos na praça principal de Ciego de Avila, 400 quilômetros ao leste da capital Havana. O discurso de Machado foi o primeiro feito por um líder cubano de alto escalão desde abril, quando o congresso do Partido Comunista aprovou um plano para conduzir o sistema econômico cubano, de estilo soviético, em um rumo mais voltado ao mercado, e conceder mais liberdades pessoais aos cubanos.

O plano criaria um grande setor "não estatal" na agricultura, varejo, construção e transportes em um país onde o governo há tempos monopoliza a atividade econômica. O governo também deixaria de subsidiar praticamente tudo, passando a garantir apenas benefícios sociais mais limitados e a reduzir seu controle sobre as empresas estatais. Os cubanos estão fazendo pressão pela adoção rápida de medidas que lhes permitam comprar e vender casas e automóveis pela primeira vez em 50 anos, além de melhorias à produção e distribuição de alimentos, mas são contra outras medidas que eliminariam subsídios como a alimentação básica gratuita. Mas Machado pediu paciência. "Não estamos tomando meias-medidas nem improvisando, mas buscando soluções definitivas para problemas antigos", disse ele, durante as festividades do Dia da Rebeldia Nacional. Nesta data, Cuba comemora o aniversário do ataque liderado por Fidel Castro em 1953 contra o quartel de Moncada, que deu início à Revolução Cubana. Pelo segundo ano consecutivo, Raúl Castro, de 80 anos, não discursou no evento. A expectativa é que ele faça um discurso importante na próxima semana. (Agências)

No país do petróleo, falta gasolina. Escassez de comida na região controlada por Kadafi também é um problema, diz missão da ONU na Líbia.

A AFP

Marrocos: queda de avião militar mata 78 pessoas.

A

o menos 78 pessoas morreram ontem quando um avião militar marroquino caiu em uma montanha no sul do país em meio ao mau tempo, informou a agência estatal de notícias MAP. Três pessoas sobreviveram ao acidente. O avião se chocou contra uma montanha dez quilômetros ao noroeste de Guelmin, uma cidade conhecida como "a porta do deserto" e situada mais de 600 quilômetros da capital Rabat. O acidente aconteceu a apenas seis quilômetros do aeroporto. Segundo o Exército, 60 soldados, 12 civis e nove tripulantes estavam a bordo da aeronave. (Agências)

Equipes de resgate salvaram três sobreviventes e recuperaram 42 corpos em meio aos destroços

região da Líbia ainda sob controle do ditador Muamar Kadafi sofre com a falta de combustíveis, alimentos e dinheiro, apesar de uma aparência de normalidade, de acordo com uma missão verificadora da Organização das Nações Unidas (ONU) que visitou a Líbia recentemente. O regime de Kadafi e os insurgentes estão em impasse em vários frontes ao redor do país, apesar dos bombardeios que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) conduz contra as tropas do governo. Os rebeldes controlam o leste e alguns bolsões no oeste, enquanto Kadafi mantém a maioria do oeste, incluída a capital Tripoli. A rebelião que irrompeu contra Kadafi no leste da Líbia em meados de fevereiro rapidamente se degenerou em uma guerra civil, com quase metade do país agora fora das mãos do governo. A ONU aprovou sanções que dificultaram a importação, pelo regime de Kadafi, de alimentos e mercadorias, e pelo menos 30 países reconheceram os insurgentes em Benghazi como governo legítimo da Líbia. "Embora a missão tenha notado sinais de normalidade em Trípoli, os integrantes identificaram muitos bolsões de vulnerabilidade", disse o coordenador humanitário da ONU,

Lawrence Hart, em relatório divulgado na segunda-feira. Segundo a ONU, o sistema de saúde está cambaleante não só por causa dos combates, mas pela partida de imigrantes asiáticos e africanos, que mantinham a estrutura funcionando. A crise do desabastecimento de combustível, notou a ONU, é outro problema, com enormes filas de carros nos postos. A entidade citou especialistas líbios, os quais afirmam que, em questão de duas semanas, pode haver falta completa de gasolina. "Também existem preocupações com a sustentabilidade da cadeia de suprimento de alimentos e da distribuição pública e varejista, especialmente à medida que o mês do Ramadã se aproxima e o conflito prossegue", disse a ONU. O Ramadã, mês de jejum no islamismo, começa na próxima segunda-feira. As famílias jejuam da alvorada ao pôr do sol, mas realizam banquetes após o anoitecer. Kadafi- Em meio ao impasse, parece haver um aumento no consenso entre os países ocidentais de que Kadafi poderia ficar na Líbia, caso renunciasse. O Reino Unido foi o mais recente governo a manifestar essa possibilidade, já ventilada pela França, Estados Unidos e Itália. O Tribunal Penal Internacional, porém, foi taxativo ao reiterar que ele deverá sair. (Agências)

André Stefano/Folhapress

C

om as palavras "Boa noite, meu anjo, durma bem", Mitch Winehouse despediu-se ontem da filha, Amy, em seu funeral no cemitério de Edgwarebury, no norte de Londres, antes da cantora ser cremada. "Seu papai e sua mamãe te amam muito", balbuciou Mitch na cerimônia privada de despedida de Amy, encontrada morta no sábado em sua casa de Londres, após uma longa trajetória de dependência de drogas. Ao final da cerimônia, celebrada pelo rabino Frank Hellner, o corpo da artista de 27 anos foi cremado após outro serviço do qual participaram apenas a família e alguns amigos. No funeral, ao qual compare-

Carl Court/AFP

O último adeus a Amy Winehouse

Pai de Amy (à dir.) é consolado

ceram 300 pessoas, foram feitas preces em inglês e hebraico, visto que a família Winehouse é judia, ao som da canção "So far away", de Carole King, uma das favoritas de Amy, disse a agência britânica PA. "Mitch contou episódios engraçados de sua infância, da cabeça-dura que era", declarou um amigo à PA. "Enfatizou

que (Amy) era mais feliz ultimamente do que jamais havia sido", acrescentou a fonte. Entre os mais de 300 convidados na cerimônia, estavam seu namorado Reg Traviss, seu estilista Alex Folden, o produtor Mark Ronson e a cantora Kelly Osbourne. Assim que terminarem as cerimônias fúnebres, a família realizará dois dias de Shivá, o tradicional período de luto judeu. Na segunda-feira, foi feita a autópsia em seu corpo, cujos resultados foram inconclusivos sobre as causas da morte. A polícia revelou que os motivos só serão divulgados após os resultados dos exames toxicológicos, o que pode demorar entre duas e quatro semanas. (EFE)

Fãs brasileiros deixam mensagens, flores e bandeiras em frente à casa da cantora, em Londres.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

UM PIONEIRO Filho de tradicional família paulista, o aviador Edu Chaves ocupa papel de destaque na história aeronáutica brasileira, com voos pioneiros entre São Paulo e Rio e o Rio de Janeiro-Buenos Aires.

idades

Fotos de Patrícia Cruz/Luz

Centenário: em 28 de julho de 1911, o aviador Eduardo Pacheco Chaves foi o primeiro brasileiro a obter o brevê da Fédération Aéronautique Internacionale, na França. Acima, Chaves e o neto Jaime.

Edu Chaves, desbravador da ponte aérea São Paulo-Rio Henrique Veltman

"A

fortuna está a meu lado. Cupim patriótico!" Após exclamar esta frase, Edu Chaves apontou a proa do seu Blériot 80 HP em direção a Santos, de onde faria o voo visual até o Rio costeando o mar, uma vez que não havia cartas aeronáuticas disponíveis naquela época, 1912. Chaves viajava com o seu monomotor entre 70 e 80 km/h. Ele havia decolado da Mooca, em São Paulo, às 9h46 do dia 5 de julho. 450 quilômetros de distância, em 4 horas e 39 minutos. Era o primeiro voo sem escalas de São Paulo para a então capital do Brasil. Era, também, o início do raide para Buenos Aires, que iria se tornar histórico, pois seria o primeiro aviador a realizar essa travessia. Mas Edu havia iniciado com uma grande desvantagem naquela manhã. Estava decolando para o Rio a fim de iniciar a viagem, enquanto seu oponente argentino, que buscava o mesmo propósito, já se encontrava em Sorocaba, pronto para voar para o Campo dos Afonsos, cumprindo a última etapa do seu percurso.

Cupins Ao iniciar o taxiamento do seu Blériot, avião francês cuja carenagem havia sido removida para torná-lo mais leve, Chaves já estava conformado em ser o segundo a cobrir rota Rio-Buenos Aires. Mas neste momento chegou a notícia de que o rival portenho, ao fazer os procedimentos de decolagem, chocouse contra um rijo domo de cupins no pasto que lhe servia de pista. Com o choque, o avião praticamente se desmanchou, sepultando o projeto do piloto argentino ali mesmo. "Fortuna, cupim patriótico", gritou o brasileiro. Ele tinha 24 anos. Conservou até sua morte, em 1975, o macacão de feltro azul marinho, com listas encarnadas nas laterais, das axilas ao tornozelos, que vestiu nesse voo. Registro histórico O jornal "O Diário", de 6 de julho de 1914, registrou o primeiro voo São Paulo-Rio de Janeiro: "O dia de ontem assinalou mais um triunfo para a aviação no Brasil. Coube ainda uma vez a Edu Chaves realizar um raide sensacional,

Memória do avô foi prejudicada pela ditadura Vargas, disse Jaime Eduardo Chaves da Silva Telles, seu neto

horas e meia. Edu Chaves fez o voo na altura de 2000 metros, subindo a 3.000 metros ao atravessar a Serra do Mar. A velocidade desenvolvida pelo Blériot foi de cerca de 80 quilômetros por hora. Foi uma verdadeira surpresa a chegada de Edu Chaves no campo de aviação da fazenda dos Afonsos. Recebido com efusivas demonstrações de aclamação, por Darioli, Nicola Santo, Kirk e outros aviadores presentes, Edu Chaves foi felicitado entusiasticamente pelo raide que realizara com um sucesso tão brilhante.(…)"

Cartaz

vindo de São Paulo ao Rio de Janeiro em 6 horas e meia, vencendo com admirável segurança um percurso de 450 quilômetros. O arrojado aviador paulista, nessa prova de resistência teve de vencer dificuldades que não chegaram para impedir a terminação do seu voo memorável, desta vez terminado com um absoluto sucesso, aterrando calmamente no campo de aviação da fazenda dos Afonsos.

iro

omo Campine

no Hyppodr : "evoluções"

Edu Chaves saiu do prado da Mooca em S. Paulo às 9,30 da manhã, tendo resolvido de surpresa renovar o raide que o tornara famoso, alguns anos atrás, quando uma falsa orientação do terreno o fez cair ao mar, nas proximidades de Mangaratiba. O aparelho de que se serviu Edu Chaves foi um monoplano Blériot, com um motor Gromo de 80 cavalos. O percurso realizado no raide de ontem foi de cerca de 450 kilômetros, vencidos em 6

Anos Dourados Notícias de façanhas aéreas corriam o mundo naquela época. Edu Pacheco Chaves, herdeiro de uma próspera família de cafeicultores, seguiu o mesmo roteiro de tantos outros jovens ricos, indo para a França, Paris, e lá aprender com seus ídolos. Tornou-se amigo e companheiro de aspirações aeronáuticas de Alberto Santos-Dumont, Roland Garros e Louis Blériot, entre muitos outros. Em 28 de julho de 1911, há 100 anos, coube-lhe outro feito histórico. Eduardo Pacheco Chaves foi o primeiro brasileiro a obter o brevê de piloto da Fédération Aéronautique Internacionale. Ainda na França, foi o primeiro aviador a realizar voos noturnos. Como se nota, Edu Chaves era especialista em primeira vez. O melhor amigo de Edu

Ao lado de Santos-Dumont, o aviador paulista ocupa lugar de destaque na história da aviação. Entre suas proezas, está o primeiro voo entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, em 1912, e o primeiro voo São Paulo-Rio de Janeiro, sem escalas. Chaves, em Paris, foi o francês Roland Garros, hoje lembrado também por ter sido um esportista renomado que empresta o nome ao célebre complexo esportivo de tênis da capital francesa, que abriga o tradicional Aberto da França de tênis, onde nosso Guga conquistou suas glórias maiores. Garros era um estudante de música em 1909 quando, fascinado por uma apresentação de voo em Reims, trocou o piano por um manche. Logo iria se tornar um herói francês. Ele bateu inúmeros recordes e viajou o mundo ensinando pilotagem. Garros esteve no Brasil no início daquela década dourada. Em 1913, fez a primeira travessia do Mar Mediterrâneo. De Saint Raphael, na França, a Bizerte, na Tunísia, cerca de 800 quilômetros de voo. No ano seguinte, registrem a ironia, estava ensinando técnicas de aviação militar na Alemanha quando estourou a Primeira Guerra. Escapou de lá num voo noturno via Suíça e chegou à França. Ele foi o responsável por uma grande contribuição ao desenvolvimento militar aeronáutico. Diante da dificuldade de pilotar e atirar ao mesmo tempo, acoplou uma metralhadora ao nariz de seu avião. Protegendo as hélices com chapas de metal, o piloto podia, então, atirar. Dessa forma, Garros abateu 3 aviões alemães em duas semanas. No mês seguinte, porém, ele caiu atrás das linhas inimigas, por falta de combustível. Foi capturado e, antes que pudesse destruir seu avião, sua invenção caiu nas mãos de Anton Fokker, holandês que trabalhava para os alemães. Fokker aperfeiçoou o mecanismo de tiro. Garros conseguiu escapar antes do fim do conflito e retomou seu posto como piloto, obtendo muitas vitórias nos "dogfights" (os pegas aéreos), antes de ser abatido e morto em outubro de 1918, em Vouziers, norte da França. Tornouse uma lenda. Asas para o Brasil Em 1912, o agora piloto Edu Chaves trouxe alguns aviões para o Brasil. Até esse momento, embora por aqui já houvesse algumas apresentações de proezas aéreas, os pilotos eram sempre estrangeiros. Em 1914 estoura na Europa a Primeira Guerra Mundial. Edu Chaves tentou se alistar como piloto no exército francês, Não foi possível, pois sur-

giram dificuldades diplomáticas. Não desistiu, entrou na Legião Estrangeira, e por ela voou três anos durante a guerra. Depois do conflito, trouxe para o Brasil 25 aviões, e na sua fazenda Guapira, onde hoje está o Parque Edu Chaves, na zona norte de São Paulo, criou um campo de pouso e passou a dar aulas de pilotagem. Mas em 1930 a ditadura de Getúlio Vargas simplesmente expropriou a frota da escola. E assim Edu Chaves abandonaria a aviação de vez. Família Edu Chaves era filho de Elias Pacheco Chaves e de Anésia da Silva Prado, uma antiga família de ricos cafeicultores. Nasceu em um casarão da Rua São Bento, no Centro de São Paulo. O casarão ainda existe. Depois morou no atual Palácio dos Campos Elíseos, construído pelo seu pai. Seu neto, o economista Jaime Eduardo Chaves da Silva Telles, presidente do clube Harmonia, guarda boas recordações do avô. "Era um homem tímido, mas adorava crianças e animais. Ele me visitava todos os dias, era um homem fascinado com sua condição de avô tardio. Era uma pessoa sem cerimônias, gostava de esportes populares, inclusive corridas de cães e lutas de boxe". Jaime revela que, hoje, seu avô teria uma grande identificação com a juventude. "Ele tinha os braços repletos de tatuagens, feitas no cais do Tâmisa, em Londres". Segundo o neto, Edu Chaves não apreciava muito os militares. E se hoje pouca gente cultua sua memória e suas aventuras, Jaime credita isso à ditadura de Vargas, que sistematicamente ocultava a saga do nosso primeiro piloto. Abandono Mais ainda: todas as relíquias de Edu Chaves, que há 20 anos foram doadas à Fundação Santos Dumont, hoje dormem esquecidas, provavelmente sofrendo danos irreparáveis, encaixotadas, num galpão na Granja Viana, na região oeste. É que o Museu de Aeronáutica, depois de muitos anos, foi despejado do Parque do Ibirapuera e hoje sobrevive melancolicamente num site da internet. "Aliás, não apenas o acervo de Edu Chaves, mas toda a memória dos pioneiros da aviação brasileira está lá, encaixotada", comenta Jaime, emocionado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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INSCRIÇÕES As inscrições para jovens interessados em ser voluntários abrirão dia 6.

setor

20 MIL Em 11 anos no Brasil, a ONG já atendeu mais de 20 mil crianças.

Fotos: Divulgação

A ONG Sonhar Acordado que atua junto a instituições, orfanatos, casas de apoio e hospitais, busca transformar a vida de crianças carentes por meio de uma relação de amizade com o voluntário.

Sonho que transforma vidas A ONG Sonhar Acordado incentiva o jovem a iniciar um trabalho voluntário e estabelecer uma relação de amizade com as crianças carentes atendidas Kelly Ferreira

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irar proveito do que o jovem tem de melhor e oferecer este trabalho às crianças carentes. É desta forma que a ONG Sonhar Acordado, organização internacional, atua há 11 anos no Brasil junto a instituições, orfanatos, casas de apoio e hospitais e busca transformar a vida de crianças carentes por meio de uma relação de amizade com o voluntário. Instalada em nove localidades brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Jundiaí, Campinas, Recife, Fortaleza, Estância Velha (RS) e Brasília – e 11 países, a ONG abrirá, no próximo dia 6, inscrições para jovens interessados em participar como voluntários dos projetos assistenciais.

É maravilhoso olhar o jovem e acreditar que ele pode transformar o mundo através do voluntariado. No ano passado, nas nove filiais brasileiras foram atendidas 56 instituições e formados 3,8 mil voluntários.

RENATA MALHEIROS, DIRETORA NACIONAL DA ONG

No ano passado, nas nove filiais brasileiras foram atendidas 56 instituições e formados 3,8 mil voluntários. "Queremos comprometer jovens com o desenvolvimento da comunidade, formando consciência social, através de ações positivas a favor da infância mais necessitada", explicou a diretora nacional da Sonhar Acordado, Renata Malheiros. A formação é feita em apenas um dia, tendo como base o respeito e a amizade. Desde o início do trabalho da ONG no Brasil já foram atendidas mais de 20 mil crianças. De acordo com a diretora de comunicação da unidade de Campinas, Jéssica Beletatti, cada cidade tem a sua própria organização e maneira para captação de recursos, sempre com o apoio da administração nacional da ONG. As inscrições para formar novos voluntários acontecem duas vezes no ano. "Por isso é preciso ficar atento às datas, no começo e na metade do ano. A concorrência é grande", disse. Pr ojet os - A ONG Sonhar Acordado atua em duas frentes: uma chamada Programas Contínuos e outra, Grandes Festas. Os programas estão divididos entre os projetos Ami-

gos para Sempre, Sonhando Juntos e Preparando para o Futuro, com atividades mensais, sempre aos sábados. As ações são realizadas de forma recreativa, cultural e esportiva, com visitas a museus, parques, eventos esportivos, eventos na

instituição, cinema e teatro. Cada voluntário cuida de uma criança, o que permite estabelecer uma relação de amizade e um crescimento mútuo. Já as Grandes Festas tem como objetivo despertar, em um grande número de jovens, o

desejo e o gosto pela atuação social. É um dia com inúmeras atividades, que tornam o momento mágico para crianças carentes. Em todos os projetos, os voluntários se comprometem a participar por, pelo menos, seis meses, fortalecendo o

Voluntários e crianças durante passeio em parque de diversões. ONG atua em nove localidades brasileiras.

envolvimento e gerando benefícios visíveis às crianças e jovens atendidos. Entre as Grandes Festas, está o SuperAção, com campanhas e atividades periódicas em comunidades carentes – como creches, abrigos, orfanatos, escolas públicas, instituições em geral – e ações pontuais – reformas, pinturas e campanhas de arrecadação. No Dia de Sonho, grupos de voluntários interagem com as crianças por meio de brincadeiras. Na Festa de Natal, as crianças fazem parte de uma festa muito especial, na qual, envolvidas em uma atmosfera de sonho, assistem a shows, participam de oficinas educativas e recebem o carinho e a atenção dos voluntários. No fim da festa as crianças recebem o presente que pediram das mãos do Papai Noel. "É maravilhoso poder olhar para o jovem e acreditar que ele pode transformar o mundo, repensando o valor da vi-

da, através do voluntariado. O nosso crescimento vem disso, com a visão de um mundo diferente", disse Renata. México –Fundada em 1998 em Monterrey, no México, a ONG Sonhar Acordado surgiu da iniciativa de um grupo de jovens que desejava fazer algo pelo próximo. No Brasil, o projeto chegou em 2000, instalando-se primeiro no Rio de Janeiro. Quatro anos depois, a ONG se estabeleceu em São Paulo. Com o objetivo de agregar pessoas dispostas a fazer o bem, criar elos de responsabilidade social e ajudar na formação e no desenvolvimento da sociedade em benefício da infância de crianças de baixa renda, a ONG hoje atua em outras cidades.

S ERVIÇO As inscrições para ser voluntário deverão ser feitas no site www.sonharacordado.org.br. Os interessados devem ter entre 16 e 35 anos.


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12 -.LOGO

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Preencha as lacunas

Gravata musical

Com uma série desses cartões, você pode dizer muita coisa para muita gente. De singelas declarações de amor a ódio expresso, basta escolher o verbo adequado em inglês para se expressar. A caixa custa US$ 24.

As teclas de piano desta gravata não estão apenas estampadas no acessório. Elas realmente emitem sons e podem ser tocadas. São oito notas, o suficiente para garantir a diversão. Custa US$ 14.

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T ECNOLOGIA V INHOS

O investimento das celebridades

Ben Stansall/AFP

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uando você pensa em Bono ou Lady Gaga, o termo "empreendedor do Vale do Silício" não é a primeira coisa que vem à cabeça. Pois saiba que o vocalista do U2 e a estrela do pop já se uniram a Justin Timberlake e Ashton Kutcher na crescente lista de celebridades que, em vez de usar a fama para vender produtos, estão investindo em alta tecnologia. Timberlake surpreendeu o público no final de junho

quando comprou uma participação na rede social Myspace, atualmente em decadência, junto com a empresa de propaganda digital Specific Media. Acredita-se que o ator e cantor terá papel crucial na revitalização da empresa. "Vivemos em um mundo de marcas", disse Howard Bragman, executivo de relações públicas e fundador da agência de mídia estratégica Fifteen Minutes. "Uma série de celebridades espertas e seus representantes perceberam que

todas as áreas onde eles podem usar suas habilidades de marketing são oportunidades financeiras." Celebridades astutas estão tentando fundir o entretenimento e as redes sociais, reduzindo a distância entre o artista e seus fãs. Isso pode ser a chave para o sucesso no futuro, disse Bragman. Lady Gaga – talvez a estrela mais vista nas redes sociais, em especial no Twitter – se aliou ao Tomorrow Ventures, do presidente-executivo do

Google, Eric Schmidt, para investir no Backplane, uma rede social que será lançada na última semana de agosto. O projeto já arrecadou US$ 1 milhão em investimentos. "A aposta de Timberlake no Myspace é arriscada, mas indica o reconhecimento de que comprar empresas de entretenimento hoje significa comprar nas novas mídias, não nas velhas mídias", explica Johanna Blakley, diretora do Centro Norman Lear, da Universidade da Califórnia do Sul. (Reuters)

Johan Ordonez/AFP

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C A R T A Z

Mostra 'Capoeira – Luta, Dança e Jogo da Liberdade' exibe fotos feitas por André Cypriano. Caixa Cultural. Praça da Sé, 111, Centro. Grátis.

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FOTOS

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Uma garrafa do bordeaux 'Château d'Yquem' de 1811 tornou-se ontem o vinho branco mais caro do mundo ao ser comprada pelo colecionador Christian Vanneque aproximadamente R$ 190 mil.

BOAS GARGALHADAS - Um grupo de palhaços posa para fotos durante um desfile pelo centro histórico da cidade da Guatemala. A cidade foi escolhida como sede do 3º Congresso LatinoAmericano de Palhaços, iniciado ontem.

A LIMENTAÇÃO

McLanche ficará mais saudável

A casa mais fina do mundo

A direção da rede McDonald's anunciou ontem que está reformulando sua refeição voltada para crianças, o "McLanche Feliz". A ideia é de que o lanche tenha menos calorias. Na nova versão, haverá redução na quantidade de menos batatas fritas – a porção passará a ser de 31 gramas, e não mais de 68 gramas, como atualmente. Além disso, os sucos que acompanham a refeição terão 40% menos açúcar, limitado a 5 gramas por 100 ml. Será incluída uma nova porção de frutas frescas, que não terá adição de açúcar ou molho. A companhia informou também ter determinado a redução em 10%, em média, a quantidade de sódio de pães, nuggets, queijo e molho ketchup. Com essas mudanças, a contagem calórica do "McLanche Feliz" será reduzida em cerca de 20%, para menos de 600 calorias. As alterações serão implementadas primeiro nos Estados Unidos, em setembro, e entrarão em vigor nas lojas do Brasil a partir de 1º de outubro. (EFE)

Com pouco mais de 1,2 metro de largura, esta casa, instalada em Varsóvia, na Polônia, é criação do arquiteto Jakub Szczesny para o escritor israelense Etgar Keret, que vive na cidade. Para quem gosta de

R EDES SOCIAIS

Google+ reconhece exclusão de perfis

espaço, certamente não é a casa ideal. E pelas normas polonesas para construções, também não. A casa teve de ser registrada como instalação de arte.

O Google reconheceu ontem que está suspendendo algumas contas no Google+ para proteger os usuários contra spams e evitar a criação de perfis falsos. Segundo o site Mashable, o Google lembra que a exclusão de perfis falsos está prevista na "política de conteúdo e conduta" do serviço. Mesmo assim, o Google+ pediu desculpas porque, no esforço de exclusão de contas falsas, alguns perfis com pseudônimos, inofensivos, teriam sido deletados acidentalmente.

http://centrala.net.pl/

Ausência de cozinha e janela são pontos críticos do projeto

L OTERIAS A casa deve estar pronta para 'morar' em dezembro

Concurso 988 da DUPLA SENA Primeiro sorteio 06

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Zico lança projeto de escolinha de futebol em favelas do Rio de Janeiro

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Luís Fabiano precisará passar por outra cirurgia na perna em setembro

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Segundo sorteio 10

Segurança do sorteio das Eliminatórias da Copa terá mil policiais

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Concurso 2654 da QUINA 02

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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13 UNIÃO Drogasil e Droga Raia negociam fusão para liderar setor de farmácias

conomia

RANKING Brasil cai 16 lugares em estudo sobre expectativas de emprego no 2º tri

Brasil é o 5º no ranking de destino de IED País saltou nove posições entre os principais receptores de investimentos estrangeiros diretos de 2009 para 2010, de acordo com relatório da ONU divulgado ontem.

O

Brasil saiu da 14ª para a 5ª posição no ranking dos principais destinos de Investimento Estrangeiro Direto (IED) de 2009 para 2010, conforme o World Investiment Report de 2011, da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), divulgado ontem pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet). "Com o avanço mais acentuado dos ingressos de IED no Brasil do que no resto do mundo, o País saltou nove posições entre os principais destinos de IED de 2009 para 2010", reforçou o presidente da Sobeet, Luís Afonso Lima. De acordo com o documento, a desconcentração dos fluxos de IED ocorre não apenas por destino, mas também por

origem. Fluxos originados em economias em desenvolvimento aumentaram 21% em 2010. Esses agora respondem por 29% dos fluxos globais, segundo a Unctad. Em 2010, seis economias em desenvolvimento encontravam-se entre as 20 maiores investidoras. "Mantida a atual velocidade de desconcentração dos fluxos de IED por origem, em 2017 deverão ultrapassar economias desenvolvidas como fontes de IED", observou Lima. Pelo relatório, o Brasil recebeu em 2010 US$ 48,4 bilhões em IED, valor 86,7% maior do que os US$ 25,9 bilhões atraídos em 2009. "É a melhor posição obtida pelo Brasil, que registrou o maior crescimento anual entre os Brics e a quarta maior expansão no mundo em termos de valores absolutos", afirmou Lima. E o País pode subir de posi-

ção nos próximos relatórios. Um estudo feito pela Unctad junto a multinacionais mostra que o Brasil aparece na quarta posição entre os países mais citados como principal destino dos investimentos previstos até 2013, atrás da China, Estados Unidos e Índia. Mu ndo – Segundo a Unctad, o fluxo de investimento direto no mundo cresceu 5% em 2010, subindo para US$ 1,244 trilhão em relação a 2009. Apesar dessa ter sido a primeira alta em três anos, o volume segue abaixo dos níveis pré-crise em 15% e é 37% menor do que o registrado em 2007 (US$ 1,971 trilhão). Para a Unctad, apenas no ano de 2013, os fluxos globais devem retornar aos patamares anteriores da crise. Segundo o relatório, o cenário pouco otimista é influenciado pelo agravamento da crise de dívidas soberanas de paí-

ses da Europa e dos Estados Unidos, bem como o agravamento do sobreaquecimento de economias em desenvolvimento, com impactos sobre a inflação desses países. EUA – O país norte-americano continuou a liderar, no ano passado, o ranking de atração de investimentos estrangeiros, de acordo com o relatório. Foram recebidos no ano passado, US$ 228,2 bilhões, volume 49,3% superior aos US$ 152,8

Déficit de transações correntes

O

déficit brasileiro em transações correntes caiu em junho ante igual período de 2010 sob o efeito do crescimento das exportações, que têm sido beneficiadas pela alta nos preços das commodities, mostraram dados do Banco Central (BC) divulgados ontem. A forte demanda interna, contudo, seguiu inflando os gastos com a contratação de serviços, como viagens e aluguel de equipamentos, que bateram novos recordes mensais. No primeiro semestre, o déficit em transações correntes, de US$ 25,448 bilhões, foi o mais elevado para o período da série do BC, iniciada em 1947. O saldo negativo, no entanto, foi mais do que compensado pelo fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) de US$ 32,477 bilhões, valor também recorde. "A melhor forma de finan-

Sérgio Lima/Folhapress

Entre os destaques negativos estão a Europa, com queda de 17,3% nos investimentos diretos recebidos, e Índia, com recuo de 28,8%. O volume de investimentos estrangeiros diretos recebidos pelo Brasil no ano passado corresponde a 3,9% dos fluxos globais. Em 2009, o País recebeu uma fatia de 2,2% dos fluxos globais. Em 2006, o Brasil era destino de 1,3% do dinheiro externo. (AE)

Brasileiros gastam mais com viagens

N Túlio Lopes, BC: o investimento direto é um recurso mais estável, que se incorpora à capacidade produtiva do País.

ciar o déficit em conta-corrente é com o investimento direto, que é um recurso mais estável, que se incorpora à capacidade produtiva do País", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Lopes.

"Em uma eventual oscilação, mudança de conjuntura, é um recurso que fica no País", acrescentou ele. No mês de junho, o déficit em transações correntes foi de US$ 3,3 bilhões, bem abaixo

dos US$ 5,273 bilhões de junho de 2010. No período, as exportações registraram crescimento de 39% e o saldo comercial aumentou em mais de US$ 2 bilhões, para US$ 4,428 bilhões. (Reuters)

Dólar cai pela 6ª vez seguida

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Moeda norte-americana fechou a R$ 1,53 ontem, apesar de interferências do Banco Central.

O BC comprou dólar à vista e a termo (para liquidação futura), sem informar imediatamente a quantia de moeda adquirida junto aos agentes financeiros. Os dados de on-

o mês passado, as despesas dos brasileiros com viagens internacionais superaram as receitas obtidas com turistas no Brasil em US$ 1,364 bilhão, o segundo pior mês da série depois de abril. De acordo com dados do Banco Central (BC), no semestre o déficit da conta foi de US$ 6,814 bilhões – alta de 65% frente a igual período de 2010. O bilhões de crescimento ocorreu a dólares foi o despeito do aumento da taxação sobre as despesas déficit no no exterior pagas com cartão semestre de crédito promovida pelo governo no final de abril, com uma alíquota de 6,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para 2011, o BC projeta um déficit de US$ 15 bilhões com viagens internacionais. (Agências)

6,8

Gerdau pede medidas de contenção

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Wilton Júnior/AE

Banco Central (BC) usou munição pesada ontem no mercado de câmbio doméstico. A autoridade monetária comprou dólares por quatro vezes – duas vezes pela manhã, duas vezes à tarde –, mas o dólar fechou a R$ 1,53. A série histórica mostra que essa é a menor taxa de câmbio desde a mudança do regime cambial do País, em 15 de janeiro de 1999. Foram seis dias consecutivos de baixa, com uma desvalorização de 2,6% desde quinta-feira retrasada (a última sessão em que as taxas subiram).

bilhões de 2009. A China manteve-se em segundo lugar, com o valor subindo de US$ 95 bilhões para US$ 105,7 bilhões. Hong Kong, que estava em quarto lugar em 2009, com ingresso de US$ 52 bilhões, assumiu o terceiro lugar, com US$ 68,9 bilhões no ano passado. E a Bélgica, que estava na 17ª posição, com US$ 24 bilhões em 2009, ficou em quarto lugar, recebendo US$ 61,7 bilhões em 2010.

tem devem ser conhecidos somente na semana que vem, com a atualização periódica do fluxo cambial. Mas neste mês, até o dia 15, a autoridade monetária

fez compras de US$ 2,484 bilhões em excesso de dólares, por meio desses leilões diários, mais do que os US$ 2,29 bilhões em todo o mês de junho. (Folhapress)

empresário Jorge Gerdau, que preside a Câmara de Política de Gestão do governo Dilma Rousseff, defendeu ontem, após reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que o governo adote medidas para conter a entrada de capitais. Gerdau tem grande proximidade com a presidente e com a equipe econômica e disse que o "Brasil tem que definir limites de entrada de capitais (estrangeiros)", o que, para ele, tem alimentado a desindustrialização no País e intensificado a valorização do real. Para o empresário, a limitação à entrada de capitais deve ser feita por mecanismos tributários, semelhante à elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), usado há alguns meses para reduzir o capital especulativo na economia brasileira. Contudo, Gerdau disse haver dificuldades para o governo adotar medidas e que tem sentido nas conversas com mi-

Ed Ferreira/AE

É muito difícil não querer continuar recebendo esses dinheiros JORGE GERDAU, GERDAU nistros que "é preciso esperar um pouco a definição do cenário externo". O empresário avalia que a decisão sobre controle dos ingressos de capitais exige que o País escolha que caminho quer seguir. "Como existem necessidades sociais, é muito difícil não querer continuar recebendo esses dinheiros", explicou. (Reuters)


14 -.ECONOMIA

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COMÉRCIO

quarta-feira, 27 de julho de 2011


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quarta-feira, 27 de julho de 2011

e

15 O sistema tributário no País está excessivamente moldado para tributar o consumo. Gilberto do Amaral, coordenador de estudos do IBPT

conomia

Leão faz festa no Dia dos Pais Os presentes têm alta carga tributária. Perfumes importados chegam a ter 78% do preço em impostos.

O

Leão não perdoa nem o Dia dos Pais. O representante do fisco vai engordar por conta das comemorações que ocorrerão no domingo, dia 14 de agosto. É alta incidência dos tributos revertidos aos cofres municipais, estaduais e federais. Para se ter uma ideia, em um único presente – no caso, o perfume importado – o Leão poderá abocanhar até 78,43% do preço do produto. Ou seja, um perfume importado que custe R$ 100 no varejo irá render até R$ 78 em impostos. É o que constata levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), com as principais sugestões de presentes para a ocasião. A lista de presentes para o data comemorativa dos pais tem em comum a alta carga tributária (veja quadro nesta página), independentemente se o presente é de menor ou maior valor. O preço de um aparelho de MP3 ou iPod tem 49,45% de carga tributária embutida. Uma caneta paga 47,49% de impostos e, no cinto de couro,

816 bilhões de reais foram arrecadados em impostos neste ano, até ontem à noite, segundo o placar do Impostômetro, da ACSP. os tributos são de 40,62%. O perfume nacional não fica nada a dever ao produto importado: 69,13% do preço no varejo é de carga tributária. Um computador com preço acima de R$ 3.000, tem carga tributária de 33,62% e as joias, de 50,44%. Até na escolha de uma roupa nova, o consumidor paga uma carga tributária de 34,67% (camisa). Segundo o coordenador de estudos do IBPT, Gilberto do Amaral, se a incidência de tributos sobre os produtos não fosse tão alta, os consumidores

certamente poderiam optar por um presente melhor e até mesmo comprar mais. "O sistema tributário no País está excessivamente moldado para tributar o consumo. O brasileiro acaba arcando com o repasse dos tributos, pagando altos preços pelos produtos e, por consequência, consumin-

Aumenta confiança do consumidor

O

consumidor espera juros mais baixos e inflação mais fraca, segundo a Sondagem das Expectativas do Consumidor de julho, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com Viviane Seda Bittencourt, economista da FGV, subiu de 4,5% para 5,8% a parcela dos entrevistados que apostam em juros mais baixos nos próximos meses. Já a projeção de inflação do consumi-

dor para os próximos 12 meses caiu de 7,1% no mês passado para 6,8% neste mês. Viviane explicou que o consumidor sentiu um arrefecimento da inflação nos meses de junho e de julho, e isso afetou projeções em um horizonte mais longo. As avaliações das famílias sobre estes dois fatores ajudaram a compor um cenário favorável para a confiança do consumidor em julho, que atingiu nível recorde.

Governo tem prejuízo nas aplicações do FSB

O

governo já perdeu neste ano mais de R$ 2 bilhões com as mal sucedidas aplicações do Fundo Soberano do Brasil (FSB), a poupança fiscal do País, para enfrentar momentos de dificuldades econômicas.

2 bilhões de reais foi quanto o governo já perdeu neste ano com as aplicações mal sucedidas do Fundo Soberano do Brasil (FSB) O prejuízo ocorreu porque o governo deixou de seguir regras básicas do bom investidor, como diversificar suas aplicações e não concentrar os seus

recursos em ativos de alto risco. Jogo – No jogo de manobras contábeis para alavancar o superávit primário de 2010, o Tesouro acabou concentrando mais de 75% dos recursos do contribuinte que estão no FSB em ações da Petrobras, que estão caindo neste ano – assim como o mercado acionário em geral. Além da Petrobras, o Fundo tem perdido dinheiro também com as ações do Banco do Brasil (BB) que estão na sua carteira. Somando os papéis da Petrobras com os do BB, a concentração em ações está na casa de 86%. O governo optou em usar o FSB na capitalização da Petrobras porque quis aumentar a participação da União no capital da empresas e, ao mesmo tempo, receber recursos de imediato com a operação para reforçar o superávit primário do setor público. (AE)

Quando indagada se o resultado da sondagem em julho seria um "balde de água fria" para o governo, em sua estratégia de coibir o avanço do consumo para combater a inflação, Viviane foi cautelosa. "A confiança do consumidor aumentou, mas o ímpeto deste aumento ainda é moderado. As intenções de consumo de bens duráveis em julho estão elevadas, mas não chegaram ao maior nível da série." afirmou. (AE)

Brasil Foods fará vendas

A

empresa Brasil Foods divulgou ontem a lista de ativos que serão vendidos dentro do Termo de Compromisso e Desempenho (TCD) firmado em 13 de julho com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que aprovou a fusão de Sadia e Perdigão, resultante na Brasil Foods S A.. A companhia não informou, porém, o prazo-limite para a alienação dessas unidades. Entre os ativos que serão vendidos estão as unidades industriais de São Gonçalo dos Campos (BA), Bom Retiro do Sul (RS), Lages (SC), Salto Veloso (SC); Duque de Caxias (RJ), Santa Cruz do Sul (RS), Três Passos (RS) e Brasília (DF); além da venda parcial de operações das unidades industriais de Carambeí (PR) e Várzea Grande (MT). No segmento de equipamentos industriais está previsto a venda da unidade de Valinhos (SP). D oc u me n to – No último dia 21, a Excelsior Alimentos informava a data de 13 de março de 2012 como limite para que a Sadia apresente ao Cade documento vinculativo da sua alienação. Essa data não necessariamente será aplicada para as outras empresas. (AE)

do menos", disse Amaral. Re stau ran te – O Dia dos Pais é tradicionalmente comemorado com um almoço. Mas nessa hora o Leão será um convidado indesejado. O fisco ficará com 32,31% do valor da conta – portanto, praticamente um terço do custo da refeição é composto de impostos.

E nem mesmo os filhos que optam por um simples cartão como presente pagarão menos pela lembrança. Na compra de um cartão, o percentual revertido ao pagamento de impostos é de 37,48%. Já na caixa de bombons o percentual é de 37,61%, e no CD é de 37,88%.

Impostômetro – O placar do Impostômetro, o paniel eletrônico exposto na fachada do prédio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no Centro, mostrava na noite de ontem que já foram arrecadados R$ 816 bilhões em 2011, pelos três níveis de governo: municipal, estadual e federal.


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A internacionalização gera maior reconhecimento e atrai novos parceiros. Felipe Mendes Boroni, mestrando da ESPM

conomia Cristiano Machado/ Hoje em Dia

O desafio de reter os talentos da empresa

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alta rotatividade dos funcionários é uma grande preocupação trazida pelo crescimento da economia brasileira e pela alta dos empregos com carteira assinada. A disputa pelos trabalhadores cresceu muito entre os empregadores. "O movimento econômico traz consequências na gestão. A retenção e fidelização dos talentos tornaram-se desafios para empresas de todos os tamanhos", afirmou o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), Eduardo Terra, durante palestra feita ontem em São Paulo para membros da Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop). Para ele, o salário não é o principal fatos de frustração para as equipes. O maior motivo de insatisfação apontado por elas é a falta de perspectiva. "A renda é uma das grandes ferramentas de gestão. Mas os trabalhadores querem se sentir estimulados a continuar. A falta de perspectiva é A falta de apontada como a primeira perspectiva é razão de abandono de trabaapontada como a lho no varejo", disse Terra. primeira razão de Um exemplo positivo lemabandono de brado pelo especialista é o trabalho no Magazine Luiza. "Os funciovarejo. nários se sentem parte do grupo e têm orgulho de traEDUARDO TERRA, DO IBEVAR balhar na empresa. A cultura e a identidade da rede foram criadas para valorizar o colaborador", afirmou. A rotatividade no varejo pode chegar a até 70% do quadro, dependendo da empresa. Terra dá outro exemplo para demonstrar a tendência. A rede Pão de Açúcar possui aproximadamente 100 mil funcionários. A reposição anualmente é de 50%. Ou seja, 50 mil pessoas mudam de empresa todo ano – são cerca de 200 por dia. "Não estamos falando de expansão, e sim de reposição." Impasse – A rotatividade chegou a um ponto em que os empresários se perguntam: “"E se eu treinar os funcionários e eles forem embora?" exemplifica Terra. Ele responde com outro questionamento: "E se você não treiná-los e eles ficarem?" O mais importante, destaca, "é distinguir o treinamento operacional do comportamental. Alguns talentos, na verdade, precisam apenas ser desenvolvidos." (NM)

Bons resultados levam redes a se expandir Crescimento das vendas neste ano, com alta do consumo das classes C e D, é animador. Neide Martingo

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Comparação – As condições do câmbio, que facilitam as viagens ao exterior, levam muitos brasileiros a reclamar dos preços dos produtos aqui no Brasil – mais altos do que lá fora. De acordo com o presidente da Oakley, Salvador Parisi, a alta carga tributária é o maior problema de quem trabalha com produtos no exterior. "Os preços daqui são duas vezes mais caros do que os verificados fora. O caminho foi diminuir os valores, para que os consumidores encontrassem boas ofertas no mercado interno", afirmou Parisi. Mesmo assim, ele espera um aumento de 20% nas vendas da Oakley neste ano. A Artefacto já decidiu: a unidade no Porto, em Portugal, será fechada. A situação econômica da Europa não torna atrativa a operação por lá. Mas

o superintendente da empresa, Bráulio Bacchi, disse que será aberta uma loja em Dubai. A Artefacto tem três unidades no exterior. "Inauguramos uma fábrica em Manaus, com 25 mil metros quadrados, que já está fornecendo produtos, inclusive para São Paulo. A expectativa é de que as vendas cresçam 20% neste ano." Interior – A área de entretenimento enfrenta a concorrência do exterior. A rede norteamericana Cinemark e a mexicana Cinépolis são a preocupação da brasileira Centerplex Cinemas. O diretor-executivo da empresa, Márcio Eli Leão de Lima, disse que a estratégia é abrir salas em locais como Barretos, no interior do estado, Caraguatatuba, no litoral, e Caruaru, em Pernambuco. "As companhias estrangeiras não chegaram a estas regiões."

Franquias atravessam fronteiras Anderson Cavalcante

Divulgação

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pós cobrir grande parte do território nacional, redes de fast food e serviços descobriram que não precisam se limitar às fronteiras brasileiras. Um estudo da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) mostra que, em 2000, 15 marcas de franquias eram internacionalizadas; hoje, esse número chega a 70. Para Felipe Mendes Boroni, professor de Gestão Internacional da ESPM, "a internacionalização gera maior reconhecimento e atrai novos parceiros". Com esse propósito, o Spoleto resolveu levar seu estilo de culinária rápida italiana para o exterior. Nascida em 1999, no Rio de Janeiro, a marca utilizou como porta de entrada a cidade de Lisboa em 2005. Com o tempo, decidiu permanecer em Portugal apenas com comida japonesa, com a marca Koni Store. Hoje, como Spoleto, são 301 restaurantes – 273 no Brasil, 26 no México e dois na Espanha. A marca negocia com outros dois países, Argentina e Austrália, e se instalou na Costa Rica em junho.

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Loja do Spoleto no México. Investindo fora do País, 70 empresas e franquias brasileiras colhem resultados e experiência internacional.

O investimento nesse último mercado foi de US$ 150 mil, com expectativa de faturamento médio de R$ 50 mil. No Brasil, o rendimento por loja gira em torno de R$ 90 mil. "O faturamento lá pode ser menor, mas os custos das lojas também são mais baixos", explicou o gerente de Expansão Internacional da marca, Edwin Júnior. Segundo ele, a empresa mantém controle total dos alimentos e das receitas apresentadas ao público. "Isso não impede adaptações a cultura e

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hábitos locais. No México, por exemplo, temos uma linha de molhos com pimenta ." E xp er i ên c ia – Mas a pesquisa indica que não bastam adaptações ao gosto local; a experiência é imprescindível. "Não dá para precisar um tempo mínimo, mas cinco anos de experiência seria um prazo adequado", disse Boroni. A falta de experiência já atrapalhou a expansão da Vivenda do Camarão. O fast food de camarões não conseguiu manter suas três lojas no mercado português, abertas em 1999. O

parceiro local passou a comprar produtos de fornecedores não-exclusivos e, em 2004, as unidades fecharam. Mas a marca não desistiu. Em 2008, inaugurou uma franquia na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. "Lá o processo é mais simples, já que o país faz fronteira com o Brasil; conseguimos até entregar os produtos com caminhão de nossa frota. Culturalmente, os paraguaios também são parecidos com os brasileiros, e não tivemos que fazer mudanças em nosso cardápio", afirmou a gerente de Marketing da rede, Carla Matias. Com o sucesso dessa expansão recente, a marca voltou a se interessar pelo exterior, e está abrindo com o nome Shrimp House uma loja em Santo Domingo, na República Dominicana. "Tivemos que investir na criação da marca, guia de aplicação e também no registro do nome em diversos países, além da República Dominicana e Brasil", explicou a gerente. A loja custou cerca de R$ 500 mil. "Estamos dispostos a entrar com a Vivenda em todos os continentes. Cremos que a presença na República Dominicana seja mais um passo rumo aos Estados Unidos", disse.

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s resultados deste ano para os grandes varejistas brasileiros já está sendo considerando bom – e as redes reforçam seus planos de expansão. O diretor da Pontal Calçados, Manoel Kherlakian, projeta crescimento de 16% nas vendas deste ano, em comparação a 2010. "A renda das classes D e E continua subindo e se reflete nos negócios", disse. O plano de expansão da Pontal prevê a abertura de mais cinco unidades em São Paulo neste ano, que se somarão às 36 em operação. A Preçolândia tem a meta de inaugurar seis lojas até 2013. "Desse total, quatro pontos já foram comprados – dois estão sendo procurados", afirmou o

diretor de operações da empresa, Hélio Freddi. Segundo ele, as vendas no primeiro semestre foram 12% maiores em comparação a igual período do ano passado. Outra rede que planeja expansão é a Della Via Pneus. Hoje a empresa possui 60 lojas – até 2012, deverão ser 90. "Neste ano, as vendas devem crescer pelo menos 18%", afirmou o diretor comercial da Della Via, Sérgio Delamuta. A Chili Beans também planeja aumento no faturamento, de pelo menos 30% em 2011. O diretor de expansão da rede, Mário Ponce Neto, disse que atualmente a empresa possui 260 unidades – até dezembro, serão 400 pontos de venda. "Até 2016 serão inauguradas 60 lojas no exterior, principalmente na América do Sul e na América Central", concluiu.

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A estratégia de aumentar pontos de venda se baseia na alta do poder de compra de novos públicos e de novas regiões

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

e Linha direta com o consumidor

17 A não ser que entrem novas unidades, não é possível produzir mais gasolina. José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras

conomia

Divulgação

Aumentam os negócios do segmento de vendas diretas no País, no qual predominam os produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, Fátima Lourenço

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Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (Abevd) deverá divulgar, no início de agosto, o desempenho do setor nos primeiros seis meses de 2011. A entidade não faz projeções, por ter associados com capital aberto. Mas, em linhas gerais, os negócios do ramo tendem a seguir o movimento do mercado, em crescimento, mas com ritmo menos acelerado que o do ano passado, quando registrou volume nominal 17,2% maior que o de 2009, batendo em R$ 26 bilhões e mantendo, pelo sétimo ano, expansão de dois dígitos. Os produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos representam 90% desse comércio, comentou o vice-presidente da Abevd, Rodolfo Guttilla. A presença de outros segmentos, como os de artigos

para o lar e suprimentos nutricionais, ainda é pequena, acrescentou. "Mas, até dentro do segmento predominante, há categorias, como maquiagem (em cosméticos), com participação baixa", disse o executivo, para pontuar uma das oportunidades de novos negócios no ramo. Na área de serviços, agência de viagem e de oferta de experiências, além de empresas dedicadas à recarga de celulares, estão se voltando, cada vez mais, à venda direta. Multicanal – A paulistana O Melhor da Vida, fundada há cinco anos por Jorge Nahas para vender presentes-experiência (como passeios de balão ou de Ferraris, e jantares românticos), descobriu na venda direta um novo braço de negócio. A empresa nasceu como loja virtual voltada ao mundo corporativo, com carteira de presentes na faixa de R$ 49 a R$ 1 mil. Com a venda direta

Para TAM, é hora de pensar na LAN e não na TAP. Dirigente diz que briga de preços é cada vez maior.

O

presidente do grup o TA M , M a r c o Antonio Bologna, afirmou ontem que está "bastante otimista" com a fusão da companhia com a LAN e descartou que a empresa combinada se voltará para a portuguesa TAP logo após ter sua união aprovada por um tribunal do Chile. A fusão, que criará a maior companhia aérea latino-americana, está parada no Tribunal de Defesa da Livre Concorrência do Chile, depois que um grupo de defesa dos consumidores do país pediu à corte que avaliasse o impacto da associação da no mercado chileno. "Não existe isso no nosso

11 meses é o prazo já transcorrido do anúncio da fusão entre TAM e Lan. Associação depende de aprovação de tribunal chileno. planejamento estratégico (aquisição da TAP). Temos primeiro que colocar a fusão com a LAN em pé, o que não é nada simples. Temos que buscar sinergias em receita, compras", disse o executivo, que calcula que a integração deve levar ainda de dois a três anos. Bologna admitiu, no entanto, que os processos de fusão no mercado aéreo devem con-

tinuar em curso para fazer frente a grandes concorrentes norte-americanos. "O setor tem cada vez mais liberdade de preço. A indústria precisa cada vez mais de escala para concorrer", afirmou. "Dentro desse cenário de consolidação é que a gente olhou para a LAN; será importante para a integração da América e para o momento de crescimento da região", completou. Em maio, uma fonte do governo brasileiro afirmou que o Brasil poderia financiar a aquisição pela TAM de uma parcela da TAP, que pode ser privatizada pelo governo português. Segundo Bologna, a fusão com a LAN, anunciada em 13 de agosto do ano passado, está "no tempo correto". " Somos conscientes e estamos confiantes que teremos a autorização. Estamos bastante otimistas de que isso acontecerá". Ele lembrou que, além do tribunal chileno, as duas empresas precisam de outras aprovações para a operação, como os órgãos de supervisão dos mercados de capitais dos Estados Unidos, do Brasil e do Chile, pois as duas empresas aéreas são listadas em bolsa. Além disso, TAM e LAN irão necessitar do aval dos acionistas para uma oferta pública que será feita aos minoritários. Inicialmente, a estimativa para completar a fusão das companhias era antes do encerramento de 2011. Segundo Bologna, que não falou em prazo certo, a discussão no tribunal chileno se concentra mais sobre os impactos da união das empresas no mercado chileno "e não à América Latina como um todo". (Reuters)

implementada desde o início de 2011, as aproximadas 3 mil opções de presentes também chegam ao consumidor final. "Hoje, essas vendas representam 7% do nosso faturamento", afirmou Nahas, que também estuda a abertura de duas lojas físicas na Capital paulista, além de expansão internacional do negócio para 15 países até 2015 Nos últimos cinco anos, justificou Guttilla, da Abevd, o consumidor se tornou multicanal. "As camadas da classe C trouxeram um aquecimento para o canal de venda direta no Brasil, que já era o terceiro maior do mundo antes do boom da classe média", afirmou. Esses clientes já compravam no setor, mas passaram a buscar produtos com maior valor agregado. "Até 2010, o aumento da massa salarial e a distribuição de renda foram muito importantes para manter as taxas de crescimento", disse Guttilla. A favor da desaceleração pesaria a diminuição da massa salarial; a pressão da inflação; e o nível de endividamento do consumidor. Banho – Amalia Sina aposta que a venda direta dará um novo fôlego à Sina Cosméticos, empresa criada por ela em 2006, depois de 28 anos atuando como executiva de grandes corporações – ela foi presidente da Philip Morris e da Walita, além de vice-presidente da Philips na América Latina. A

A empreendedora Amalia Sina, da Sina Cosméticos: venda direta deve aumentar ainda mais o faturamento de R$ 3 milhões obtidos com produtos da marca Amazonnutry, para cabelo, corpo e banho.

empresa detém a marca Amazonnutry, e para ela concebe 105 itens em linhas para cabelos, corpo, banho, rosto e para a casa, com os quais faturou R$ 3 milhões em 2010. O negócio nasceu voltado à exportação, com vendas aos Estados Unidos, e aos poucos ganhou espaço no varejo brasileiro (em redes de farmácias e de autosserviço), até somar 300 pontos de distribuição. Ao longo dos dois últimos

Petrobras nega aumento do preço da gasolina

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presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, negou ontem que esteja em estudo aumentar em breve o preço da gasolina. Ele disse não ter falado sobre isso em entrevista concedida na segunda-feira ao "Jornal da Globo", noticiário noturno da TV Globo. "O que eu disse foi o seguinte: 'Nós temos um estrangulamento físico na capacidade de crescer a produção de gasolina no Brasil. Nossas refinarias estão no limite da capacidade. Nós não temos como. A não ser que entrem novas unidades, não é possível produzir mais gasolina. Pode produzir outras coisas. Diesel, estamos produzindo mais. Mas não podemos produzir mais gasolina." Em consequência, acrescentou Gabrielli, "se houver um aumento da demanda, como não vai faltar gasolina no Brasil, vai haver importação da gasolina". (AE)

Sobe consumo de energia

O

consumo de energia no Brasil cresceu 2,2% em junho na comparação com igual período do ano passado, totalizando 34.909 gigawattshora (GWh). Somente o consumo industrial registrou alta de 1,1% na mesma comparação. O uso de energia em residências teve crescimento de 2,5% na comparação com junho de 2010, ao passo que o setor comercial apresentou alta de 5,5% no período. Os dados foram divulgados ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). (AE)

Jardim Indústria e Comércio S/A - CNPJ - MF Nº 60.676.996/0001-81 Extrato da Ata da AGO, Realizada em 20.06.2011 Data, Hora e Local: 20/06/2011, às 10:30hs, na sede social. Presença: 54,72% dos acionistas. Convocação: publicada no “DOESP” e “Diário do Comercio”, dias 20, 21 e 24/05/2011. Mesa: Presidente - Aroldo de Lara Cardoso, Secretário - Arkimenes Torres. Deliberações Aprovadas por Unanimidade: a) Prestação de contas dos administradores, e as demonstrações financeiras do exercício social findo em 31.12.2010 e publicados no DOESP e Diário do Comercio no dia 08.06.2011. b) Tendo sido apontado um prejuízo no resultado do exercício findo em 31.12.2010, foi aprovado que este fosse incorporado a conta de lucros/prejuizos acumulados. c) Eleição de Diretoria: Diretor Presidente o Sr. Aroldo de Lara Cardoso. d) Outros assuntos de interesse social. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. Ass. Aroldo de Lara Cardoso - Presidente, Arkimenes Torres - Secretário, Aroldo de Lara Cardoso - Acionista. JUCESP nº 274.751/11-2 em 21.07.11. Kátia Regina Bueno de Godoy - Sec. Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

anos, no entanto, Amalia observou que o aumento no volume de vendas para o varejo não refletia em melhora da margem de lucro. A venda direta, explicou Amalia, se mostrou a melhor opção. Entre outros atributos, pelo fato de não ter atravessador, afirmou a empresária. "No varejo, você abaixa o preço, mas isso não chega ao consumidor final", disse. O marco da transição do ne-

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/01255/10/05 OBJETO: Aquisição de Mesa de Reunião - ME 06 A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para : Aquisição de Mesa de Reunião - ME 06. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 27/07/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou, na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 10/08/2011, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 27/07/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

gócio para a venda direta será o mês de outubro, quando estarão prontos um milhão de catálogos da marca para amparar o trabalho das consultoras. "Na prática, o sistema já existe via distribuidores", ressalvou, se referindo a uma estrutura em formação, por meio da qual também implementa os treinamentos que precederão a estreia. "Esta é uma fase de implantação, de ajustes e de aprendizado", ponderou.

Inflação da construção civil perde fôlego

A

inflação na construção civil perdeu força em julho. O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), que mede a evolução de preços no setor, subiu 0,59% este mês, taxa mais fraca do que a apurada em junho, quando avançou 1,43%. Até julho, o INCC-M acumula altas de 6,15% no ano e de 7,78% em 12 meses. O índice representa 10% do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). Os preços de materiais, equipamentos e serviços também subiram com menos intensidade, e mostraram elevação de 0,35% este mês, após avançarem 0,41% em junho. A mão de obra teve alta mais fraca de preços, com elevação de 0,84% em julho. As mais expressivas elevações foram apuradas em ajudante especializado (0,78%); servente (0,79%); e pedreiro (0,85%). (AE)

PREFEITURA DE ESPÍRITO SANTO DO TURVO Extrato de Edital Pregão “Sistema Registro de Preço” nº 21/2011 A Prefeitura de Espírito Santo do Turvo torna público, para conhecimento dos interessados, que está aberta a licitação na modalidade Pregão nº 21 “Sistema Registro de Preço” do tipo Menor Preço, para pessoas previamente cadastradas, tendo como objeto a escolha da melhor proposta para a contratação de pessoa jurídica ou pessoa física para Registro de Preço para Aquisição de Material de Construção CDHU-D, devidamente classificados através do QUALIHAB, em Espírito Santo do Turvo. O recebimento dos envelopes contendo os documentos e proposta será até o dia 09 de agosto de 2011, às 13h30min, na sede da Prefeitura de Espírito Santo do Turvo, situada na Rua Lino dos Santos, s/nº, sendo que a sessão será realizada a seguir, nos termos da legislação vigente. O edital na íntegra encontra-se à disposição no endereço acima e poderá ser retirado no horário de expediente, no site www.espiritosantodoturvo.sp.gov.br, ou solicitado por e-mail: marcos@espiritosantodoturvo.sp.gov.br, ou por telefone: 14-3375-9500. Maiores informações poderão ser obtidas na Prefeitura – Setor de Licitações, ou através do telefone acima indicado. Espírito Santo do Turvo/SP, 26 de julho de 2011. Marcos Aurélio Oliveira - Pregoeiro

COOPERATIVA DE PRODUÇÃO, COLETA, TRIAGEM, TRANSFERÊNCIA, COMERCIALIZAÇÃO DE RECICLÁVEIS E RECICLADOS TIETÊ COOPER. CENTRAL TIETÊ Convocação - Assembleia Geral Ordinária CNPJ: 06.996.360/0001-71 - NIRE: 35.400.079.461 Cooperativa de Produção, Coleta, Triagem, Transferência, Comercialização de Recicláveis e Reciclados Tietê – Cooper. Central Tietê convoca seus cooperados (as) em condições de votar, para comparecerem à assembleia geral ordinária, que será realizada em sua sede social, Av. Salim Farah Maluf, 179 – Tatuapé - São Paulo - Estado de São Paulo, às 8:00 horas do dia 06 de agosto de 2011, e em primeira convocação, com 2/3 (dois terços) dos seus Cooperados(as) e em 2ª convocação às 08:30 horas, e com a metade mais um dos seus cooperados(as), ou em 3ª convocação às 9:00 horas com o mínimo de 10 cooperados (as), para tratar da seguinte Ordem do dia: a) prestação de contas do órgão de administração, compreendendo Balanço Patrimonial do período de 01/01/2010 à 31/12/2010, Aprovação das Sobras e Perdas deste período com Parecer do Conselho Fiscal e do Relatório da Diretoria, documentos esses que estão à disposição dos associados, em sua sede social; deliberação sobre o plano de trabalho formulado pelo Conselho de Administração para o próximo exercício, b) Eleição do Conselho da Administração e suplentes para novo exercício, c) Eleição do Conselho Fiscal e suplentes para novo exercício, d) Outros assuntos de interesse da cooperativa.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 26 de julho de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Shopping Center Ibirapuera S.A. - Requerida: Ibirapuera Plaza Cabelo e Estética Ltda. - Avenida Ibirapuera nº 3.103 Piso Jurupis - Suc 50 - Indianópolis - 1ª Vara de Falências

Maior cobertura pelo menor preço

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Socopa – Sociedade Corretora Paulista S.A. CNPJ/MF nº 62.285.390/0001-40 Ata da Assembléia Geral Ordinária realizada em 28 de abril de 2011 Local Local:: Sede Social, na Av. Brig. Faria Lima, 1.355 - 3º andar - São Paulo-SP, às 17:45 hs. Convocação Convocação:: Publicação de editais dispensada, conforme faculta o art. 124, § 4º da Lei 6404/76, em razão do comparecimento dos acionistas representando a totalidade do Capital Social. Quorum Quorum:: Acionistas representando a totalidade do Capital Social. Instalação Instalação:: Instalada pelo Sr. Alvaro Augusto Vidigal. Mesa Mesa:: Escolhido o Sr. Alvaro Augusto Vidigal para Presidente da mesa, o qual convidou a mim, Homero Amaral Júnior para Secretário. Conselho Fiscal: Fiscal: Não instalado no período. Ordem do Dia: i) exame, discussão e deliberação sobre o Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial da Sociedade e Demonstrações Financeiras do Exercício Social encerrado em 31/12/2010; iiii)) Apreciação da proposta da Diretoria para não distribuição de dividendos, revertendo-se a provisão para a conta de Reserva Estatutária de Lucros; iii iii)) a eleição da Diretoria para mandato de 01 ano, e, iv iv)) a não instalação do Conselho Fiscal no corrente exercício. Documentos Oferecidos à Apreciação dos Presentes: Presentes: a) Relatório da Diretoria, Balanços e demais demonstrações financeiras e Pareceres da Auditoria Independente relativos ao exercício findo 31/12/2010, devidamente publicados no jornal “Diário do Comércio” e no “DOE-SP” em 23/03/2011. Deliberações Deliberações:: Por unanimidade de votos, respeitados os impedimentos de lei, esta Assembléia aprovou: i) sem reserva, as contas sociais do exercício de 2010, constantes dos demonstrativos financeiros e demais documentos correlatos; iiii)) a proposta da diretoria para não distribuição de dividendos; iii) a eleição da Diretoria, resultando eleitos os seguintes diretores, para um mandato de 01 ano: Srs. Alvaro Augusto Vidigal, RG 3.605.386 SSP/SP e CPF 039.214.338-00; Álvaro Augusto de Freitas Vidigal, RG 21.816.499-3 SSP/SP e CPF 149.225.838-58; Daniel Doll Lemos, RG 26.239.563-0 SSP/SP e CPF/ MF 275.605.768-18; Francisco Donizeti Ferreira, RG 5.681.473 SSP/SP e CPF 014.681.968-39; Gerson Luiz Mendes de Brito, RG 5.720.162-6 SSP/SP e CPF 037.453.768-20, e, Marcelo Adilson Tavarone Torresi, RG 10.364.287-0 SSP/SP e CPF 117.512.988-76, todos com domicílio nesta Capital, na Av. Brig. Faria Lima, 1355 - 3º andar, para o cargo de Diretor, sem designação especial. A duração do mandato da Diretoria ora eleita é de 01 ano, com vencimento no dia da posse da diretoria eleita pela AGO de 2011, permanecendo os demais cargos vagos até posterior deliberação. Fica fixado, a título de honorários, o teto de R$ 4.000.000,00 para o presente exercício, sendo de competência da Diretoria, dentro desse limite, estabelecer a remuneração individual dos diretores. O presente limite poderá ser objeto de atualização monetária através dos índices oficiais de inflação, e iv) a não instalação do Conselho Fiscal no presente exercício. Encerramento Encerramento:: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos, lavrando-se a presente ata que, depois de lida e aprovada, foi assinada pelo Sr. Presidente, por mim, Secretário e pelo acionista presente, Banco Paulista S.A., (aa) Mesa: Alvaro Augusto Vidigal – Presidente, Homero Amaral Júnior – Secretário, pelo acionista: Gerson Luiz Mendes de Brito e Marcelo Adilson Tavarone Torresi. JUCESP nº 275.893/11-0 em 22/07/2011. Katia Regina Bueno de Godoy – Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

e Economias crescem, problemas também. Ainda temos os recursos necessários e apropriados para solucionar as crises? Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI

conomia

Ascensão das nações emergentes na arena internacional levanta uma série de desafios para o cenário global nas próximas décadas Chang W. Lee/The New York Times

Uri Dadush e William Shaw*

O

progresso das potências econômicas emergentes remodelará a economia mundial. Projeções do Produto Interno Bruto (PIB) para as nações do G20, baseadas no crescimento esperado da força de trabalho, taxas de investimento e a velocidade das mudanças tecnológicas, indicam que a economia global mais do que triplicará em tamanho até 2050. China, Estados Unidos e Índia, nessa ordem, emergirão como as maiores economias, e seis das sete maiores economias serão tiradas dos países em desenvolvimento de hoje. Mais de 600 milhões de pessoas emergirão da pobreza só no G20, e as economicamente influentes classes média e alta ascenderão em torno do mundo – mais da metade localizada em países em desenvolvimento. Embora os países em desenvolvimento venham a dominar a economia global, eles permanecerão relativamente pobres. Por volta de 2050, a renda per capita da China será de apenas 37% do nível norte-americano, e a da Índia, de apenas 11%, pelas taxas de câmbio. Essa dissociação entre riqueza e tamanho econômicos complicará as tentativas de alcançar acordos econômicos internacionais, já que países relativamente pobres com influência crescente terão probabilidade de diferir sobre muitas questões em relação aos países avançados. As instituições internacionais precisarão se adaptar para refletir os relacionamentos de poder emergentes ou se tornarão gradualmente marginalizadas. A recente promoção do G20 sobre o G8 é apenas um sinal de que a mudança de poder já começou. Contudo, esse progresso rápido está longe de assegurado. A ascensão do mundo em desenvolvimento gerará graves ameaças, desde o despertar de tensões geopolíticas associadas à transição de grandes poderes até o aumento do risco de crise financeira e retrocesso protecionista. Os padrões de vida mais altos já aumentaram as emissões de carbono e elevaram o potencial para desastre ambiental, bem como a ascensão dos países em desenvolvimento tornou mais difícil a cooperação global para fazer frente a todas essas questões.

A rápida industrialização verificada em países como a China levanta preocupações com relação ao meio ambiente

Nesse meio-tempo, as estruturas multilaterais para facilitar isso parecem incapazes de lidar com os desafios atuais, sem mencionar os maiores que virão. Como resultado, a ascensão dos países em desenvolvimento terá profundas implicações para quatro principais canais da globalização: comércio, finanças, migração e recursos globais. Os países em desenvolvimento dominarão o comércio global. Sua participação nas exportações globais subirá de 30% hoje para 70% em 2050. Os países desenvolvidos irão se tornar relativamente menos importantes como mercados – os países em desenvolvimento passarão a ser os mercados mais importantes para os países desenvolvidos, e o comércio entre os países em desenvolvimento crescerá. As vantagens comparativas entre os países em desenvolvimento mudarão, com a África tomando potencialmente o lugar de países como a China e a Índia na manufatura a baixos salários. A ascensão dos países em desenvolvimento também apresentará oportunidades de longo

alcance nas finanças internacio- da migração também se baseanais: à medida que suas rendas rão em abordagens de 2050, subirem, firmas e indivíduos de particularmente à medida que lá tirarão vantagem dos merca- as populações dos países ricos e dos internacionais, enquanto os as dos países mais pobres, espeinvestidores em países avança- cialmente na África, permanedos se precipitam sobre as opor- cem relativamente jovens. Mas, enquanto as bartunidades proreiras ao comérporcionadas por cio global caíram seu crescimento. em grande parte Contudo, as durante os últiinstituições e esmos 50 anos, as truturas de polítibarreiras à imicas que sustenpor cento será a gração aumentatam a estabilidaram progressivade financeira nos participação dos mente durante países em desenpaíses emergentes esse período. Em volvimento são nas exportações termos econômiainda menos adequadas do globais por volta de cos isso é perverso, já que os gaque as dos países 2050. Atualmente nhos da migraavançados, e os ção internaciopaíses em desena fatia é de 30%. nal ultrapassam volvimento estão os ganhos do cointrinsecamente mais sujeitos à volatilidade. Por- mércio. Os conflitos em torno dos retanto, mais do que no comércio, o peso crescente dos países em cursos globais fornecem os desenvolvimento nas finanças exemplos mais dramáticos dos aumentará o potencial para cri- desafios que a ascensão dos países sistêmicas extremamente ses em desenvolvimento colocará para a cooperação internaciocustosas. As pressões para o aumento nal. O esgotamento do estoque

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de peixes nos oceanos é um exemplo flagrante. Tais questões, desde limitar as mudanças climáticas até manter a qualidade do ar e evitar a exaustão dos recursos dos oceanos, exigem cooperação dentro e entre os países. Tal cooperação está se tornando mais desafiadora, contudo. O rápido crescimento e as grandes populações dos países em desenvolvimento tornam-nos mais ativos na exploração de recursos, mas suas rendas, capacidades tecnológicas, estruturas políticas e valores sociais diferem grandemente daqueles dos países avançados. Embora a África subsaariana tenha visto algum progresso ultimamente, sua renda baixa significa que ela é um motor menos influente do que os países em desenvolvimento da Ásia e América do Sul. Muitos obstáculos, desde baixas taxas de poupança até baixo crescimento da produtividade e governança fraca, poderiam impedir o progresso sustentado. Ao mesmo tempo, a ascensão de economias emergentes aumentará a demanda pela exportação de com-

modities da África e facilitará sua diversificação para fabricação. Dois princípios devem guiar os esforços para alcançar o crescimento global continuado e mitigar os sérios riscos apresentados pela ascensão dos países em desenvolvimento. Primeiro, a administração dessas forças históricas permanecerá nas mãos de nações soberanas, particularmente as maiores economias. Assim, acordos globais exigirão o nascimento de uma consciência global, isto é, o aumento da consciência dentro dos países e suas sociedades organizadas de como seus destinos estão inextricavelmente ligados aos desenvolvimentos globais. Segundo, as atuais estruturas de cooperação internacional, que contribuem para o progresso econômico desde a Segunda Guerra Mundial, não são mais adequadas para lidar com os desafios que virão. Acordos globais e baseados em consenso falharão inteiramente ou produzirão um resultado com denominador comum baixíssimo e, assim, inadequado. As questões são complexas demais e as divergências potenciais grandes demais para que todos os países concordem em relação a tudo, particularmente à medida que aumenta a diversidade entre os principais players. Em vez disso, o progresso na cooperação global exigirá acordos entre uma massa crítica de players sobre questões específicas, com cláusulas prevendo a inclusão posterior de um grupo mais amplo. A ascensão dos países em desenvolvimento implica uma enorme oportunidade de tirar centenas de milhões de pessoas da pobreza e aumentar a prosperidade dos países ricos também. Isso ocorrerá, contudo, apenas se a sociedade organizada global entender os conflitos substanciais que virão e desenvolver os meios de mediá-los. * Uri Dadush é associado-sênior para o Programa Internacional de Economia do Carnegie Endowment for International Peace, no qual William Shaw é bolsista visitante. Eles são coautores de Juggernaut: How Emerging Markets Are Reshaping Globalization (Carnegie Endowment for International Peace, 2011)

Timothy A. Clary/AFP

EUA podem vetar projeto A Casa Branca emitiu um comunicado no qual rejeita o plano republicano para elevar o limite de endividamento do país

A

Casa Branca emitiu ontem um comunicado ameaçando vetar um plano para a elevação do limite de endividamento dos Estados Unidos apresentado pelo presidente da Câmara, o republicano John Boehner. No texto, o governo norte-americano afirmou que os conselheiros do presidente Barack Obama recomendariam que ele vetasse o projeto, caso a proposta seja aprovada pelo Congresso. No entanto, o projeto poderá não chegar à mesa de Obama, já que o republicano Jim Jordan, líder de um grande grupo de conservadores na Câmara, disse ontem que está "confiante" que o Partido Republicano não dispõe dos votos suficientes para a aprovação do projeto. Ele lidera um grupo de 178 republicanos, dos 240 que existem na Câmara. A proposta de Boehner cortaria o déficit dos EUA em pelo menos US$ 3 trilhões em um período de dez anos, enquanto elevaria o teto da dívida em duas fases.

Obama, em um discurso televisionado, criticou na segunda-feira o plano do presidente da Câmara. "A nova proposta que o presidente Boehner revelou, que estenderia temporariamente o teto da dívida em troca de cortes de gastos, nos forçaria a enfrentar de novo a ameaça de um default daqui a seis

meses". Obama acrescentou ainda que, "em outras palavras, a proposta não resolve o problema". Segundo o presidente dos EUA, um caminho mais adequado é o plano apresentado pelo líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid. Esse plano estenderia o limite de endividamento até

2012, mas não inclui nenhuma nova fonte de receita, ou impostos. Obama defende a elevação de impostos como parte de um pacote de redução do déficit. Não está claro, contudo, se o plano de Reid tem condições de ser efetivamente aprovado pelo Congresso dos EUA. (AE)

Stan Honda/AFP

Lagarde: organismo precisa de mais recursos para conter crises.

FMI alerta para questão de dívida soberana

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A eventual elevação do teto da dívida norte-americana ainda não encontra consenso no Legislativo

s líderes dos Estados Unidos e da Europa precisam agir urgentemente para solucionar seus problemas de dívida soberana e evitar colocar a frágil recuperação global em colapso, afirmou ontem a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. O alerta foi feito em meio ao impasse entre a Casa Branca e a oposição republicana sobre o aumento do teto de endividamento dos EUA. A Europa, por sua vez, precisa implementar rapidamente as medidas prometidas pelos líderes na

semana passada para fortalecer a governança econômica na zona do euro. O acordo para a Grécia mostrou que os líderes estão comprometidos com a zona do euro, "mas a turbulência pode facilmente ressurgir", afirmou Lagarde. Lagarde disse que o FMI precisa de mais recursos para combater a crise. "A questão é: nós ainda temos o nível de recursos que agora é necessário e apropriado para solucionar as crises?", questionou Lagarde durante o evento no Conselho de Relações Exteriores, em Nova York. (AE)


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Diário do Comércio - 27/07/2011 by Diário do Comércio - Issuu