Conclusão: 23h50
Perillo pede: investiguem Perillo.
Ano 87 - Nº 23.613
www.dcomercio.com.br
Governador de Goiás é acusado de receber R$ 500 mil do esquema Cachoeira. Pág. 7
Sergio Lima/Folhapress
Jornal do empreendedor R$ 1,40
São Paulo, sexta-feira, 27 de abril de 2012
Imagem Filmes/Divulgação
Cota racial é lei. E cena de Go Brazil Go! O Brazil em ascensão econômica internacional no filme do americano Spike Lee (acima, com o ministro Joaquim Barbosa) teve o roteiro alterado para conter os 10 a 0 no STF em favor do sistema de cotas raciais para negros nas universidades públicas brasileiras. A filmagem foi feita enquanto os ministros votavam. O índio Araju Sepeti, retirado à força do plenário (foto abaixo), exigiu gritando o mesmo direito a cotas para indígenas, mas ofendeu os ministros chamando-os de "urubus". O próximo capítulo de um Go Brazil Go no STF poderá ser o julgamento do mensalão. Pág. 6
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Andre Dusek/AE
cultura
Nem vencedores, nem vencidos. É o que diz a senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura, sobre aprovação do código que "valoriza a produção agropecuária sustentável". Ruralistas dizem que Dilma não tem motivos para vetar. Págs. 5 e 6
Feriadão promete
VW na linha, com preços menores. Montadora apresenta os modelos 2013. Pág. 33
Divulgação
CÓDIGO FLORESTAL
Livro Caiu do Céu discute problema do mestiço nos EUA e no Brasil. Atriz Michelle Williams (foto) incorpora personalidade da estrela, em Sete Dias com Marilyn, estreia mais esperada da semana. Mural Guerra e Paz, de Portinari, fica mais tempo no Memorial. Música de Bernstein ilumina concertos. Memórias do circo no palco fazem rir e chorar. Let´s Rock balança a Oca. E Roda do Vinho.
Sansão e Dérbi agitam Paulistão Santos e São Paulo, Guarani e Ponte no domingo. Pág. 11
Novidades nas asas do turismo
Indy pega a Marginal no domingo
Planos e medidas das empresas aéreas. Pág. 34 HOJE Nublado com chuva Máxima 24º C. Mínima 19º C.
ISSN 1679-2688
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AMANHÃ Nublado com chuva Máxima 24º C. Mínima 18º C.
9 771679 268008
Barrichello promete pisar fundo a partir das 12h30. Pág. 10
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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A PEC aprovada contém filustrias que merecem ser desvendadas pelos especialistas em direito constitucional. José Márcio Mendonça
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EM RITMO DE VINGANÇAS
EYMAR MASCARO
É PRECISO FUGIR DAS ARMADILHAS
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ivemos tempos de ira na política brasileira. E o fígado, ainda mais quando vem, como alguns carregam hoje, acompanhado de "bocas cheia de sangue", nunca foi bom conselheiro. Quase sempre é prenúncio de tempestades. A CPI que está posta em pé para investigar as estripulias do contraventor Carlinhos Cachoeira no mundo da política e dos negócios públicos, via Construtora Delta, é fruto desse sentimento puro de vingança que está no ar do Planalto Central. A investigação é boa para uma catarse higiênica de nossos hábitos no trato da coisa pública – e há então de torcer para que dê certo. "Duela a quien duela", como dizia aquele ex-presidente da República, ele mesmo apresentando-se agora como cruel investigador, num retrato perfeito de nosso realismo fantástico, depois de ter passado pelo vexame de ser investigado e derrubado por justa causa da cadeira presidencial. Mesmo torcendo para que daí saiam avanços na cultura política nacional, reconheçamos que não há dúvida de que a motivação da CPI, com exceções confirmadoras da regra, não é nobre. E Lula é o portaestandarte dessa corrente. Curioso é que ele e Fernando Collor, além de pegar os desafetos individuais, têm um inimigo comum, nada oculto, na mira da CPI: a imprensa, em geral e no particular. Entretanto, pelos movimentos iniciais da CPI, pela amostra de uma interminável lista de convocações e de pedidos de documentos apresentada ontem, nem bem a Comissão foi
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA instalada, vê-se que todo mundo está querendo empurrar culpas para o adversário.
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ábio (do ponto de vista do nosso universo político) está sendo o escolado PMDB. O partido de Temer, Sarney, Renan e Jucá olha de esguelha todo esse movimento enquanto manda um time de segunda linha para a frente das investigações. Como diz a nova velha canção, de olho no PT: "Segura que o filho é teu". Ao mesmo tempo, para avisar aos incautos e desmemoriados sobre quem ele é, o peemedebismo providenciou também outra derrota acachapante para a p r e s i d e n t e D i l m a n o C o ngresso, com os 71 votos favoráveis na Câmara (sua bancada quase completa) para o texto do Código Florestal que o Palácio do Planalto não queria ver aprovado. Com um clima assim, não há como não esperar dias de ten-
são, ainda mais quando o rolar dos fatos teima em contrariar aqueles que têm a pretensão de controlá-los. No dia mesmo em que, com máxima pretensão, armavam-se esquemas para "amaciar" as investigações e mantê-las nos limites dos interesses oficiais, a polícia de Brasília, por ordens do Ministério Público, começou a trancafiar gente grande do esquema da Delta – seu ex-diretor para o Centro-Oeste – e está à procura de outro figurão da construtora em São Paulo. Jogou-se definitivamente a Delta dentro da CPI com os generosos (e um tanto esquisitos) negócios que ela administra com dinheiro federal e estadual. Do mesmo sangue quente – e com igual potencial de gerar convulsões – saiu a decisão da Comissão e Constituição e Justiça de aprovar por unanimidade uma proposta de emenda Constitucional que permite ao Congresso, em última instância, alterar decisões do Judiciá-
Com um clima assim, não há como não esperar dias de tensão, ainda mais quando o rolar dos fatos teima em contrariar aqueles que têm a pretensão de controlá-los.
rio. A motivação para a proposta andar assim foi a recente votação no Supremo Tribunal Federal (STF) com permissão para aborto legal de fetos anencéfalos. Ficou claro durante os debates, porém, que, na realidade, o Congresso está com sede de pegar o Judiciário por uma série de decisões do tribunal que contrariam interesses político-parlamentares: a validação da Lei da Ficha Limpa, a imposição de regras mais rígidas de fidelidade partidária, a definição de um número de vereadores para o País abaixo daquele que desejam os políticos... Querem quebrar o que chamam de "ativismo judiciário", um discurso que tem a chancela até do experiente José Sarney.
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PEC aprovada contém filustrias que merecem ser desvendadas pelos especialistas em direito constitucional sob uma simples ótica – se é bom ou ruim para a cidadania, se é um avanço ou um retrocesso democrático. Para virar norma e ser inserida na Constituição, ainda existe um longo caminho a percorrer na Câmara e no Senado, mas com o combustível de ódio que carrega, pode pegar como um foguete no Congresso. E sua capacidade de gerar grave confronto entre os poderes é tão grande que até o deputado – eficiente, é verdade, mas não conhecido por sua moderação – Chico Alencar, do PSOL do Rio de Janeiro, classifi cou-a como "irracional e ilógica". O resultado de tanto gosto de vingança nunca é bom para ninguém. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
andidato favorito à prefeitura de São Paulo, o tucano José Serra não se abalou com o resultado da pesquisa Datafolha, apontando que a popularidade da presidente Dilma e de Lula está lá nas alturas. Quem na verdade sentiu o golpe foi o senador Aécio Neves, que deve ser o candidato do PSDB à sucessão em 2014, quando enfrentará uma das duas estrelas do PT, um osso duro de roer. Serra confia na tradição das eleições municipais em São Paulo, registrando que Lula não consegue eleger um candidato do PT à Prefeitura. O tucano confia também que o ex-presidente não conseguirá transferir para o seu candidato, Fernando Haddad, a massa de votos que necessita para ter êxito na eleição de outubro. Para o tucanato, Lula não fará para Haddad o que fez para Dilma em 2010.
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ara não correr o risco de ser surpreendida, apesar do favoritismo de Serra, a cúpula do PSDB pretende jogar a militância nas ruas bem antes da convenção de junho. Paralelamente, as principais lideranças tucanas esboçam um programa de encontros semanais do candidato com eleitores da periferia, região em que o PT ainda sustenta uma presença marcante. É na periferia da Capital, por exemplo, que Marta Suplicy mantém bom índice de popularidade, embora a senadora ainda não tenha se engajado na campanha de Haddad. O PT está à espera de que Lula recupere completamente a voz e seja liberado pelos médicos, depois de vencer o câncer na laringe, para assumir o posto de carro-chefe da campanha do seu candidato. Em tempo: Fernando Haddad ainda é desconhecido da maioria dos eleitores, como constatam as pesquisas, e só deve avançar a partir da entrada do ex-presidente na sua campanha. Hoje, o petista perderia não apenas para Serra, mas também para outros prováveis candidatos, como Gabriel Chalita, Celso Russomano, Netinho de Paula e Soninha Francine.
Para não correr o risco de ser surpreendida, apesar do favoritismo de Serra, a cúpula do PSDB pretende jogar a militância nas ruas antes da convenção de junho.
Os partidos, no entanto, têm um ponto em comum, pois concordam que o crescimento ou a queda dos candidatos vão ocorrer quando começar a campanha na televisão, com a participação decisiva dos pesospesados, donos de "currais eleitorais".
Enquanto Serra será respaldado pelo governador Geraldo Alckmin, pelo prefeito Gilberto Kassab e pelo vice-governador Guilherme Afif Domingos, o petista Fernando Haddad terá a seu lado o ex-presidente Lula,a presidente Dilma Roussef e a senadora Marta Suplicy. Note-se que os candidatos do PT e do PSDB levam vantagem sobre os demais adversários, permitindo que Serra e Haddad acabem polarizando a campanha.
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inalmente, o PSDB está se preparando para conter os adversários – principalmente o PT – que pretendem vender a ideia de que Serra é "um candidato de ontem, com ideias de anteontem", como disse Lula, e de que o tucano usará a Prefeitura como trampolim para se candidatar pela terceira vez ao Planalto, em 2014. Além de Serra ter se comprometido em exercer os quatro anos de mandato, caso se eleja, o PSDB faz questão de dar mostra de que seu candidato à sucessão de Dilma Rousseff será Aécio Neves. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
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O JOGO MUDOU , DE LULA PARA DILMA, E OS PARTIDOS DEVEM ATENTAR PARA ISSO.
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CRIADOR E CRIATURA
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criação da CPI dita "do Cachoeira" expõe outra inflexão em relação ao governo Lula, além de apresentar uma diferença substancial no que diz respeito à atuação do próprio PT. A presidente Dilma Rousseff distancia-se de seu antecessor ao não impedir uma CPI, o que era a marca própria dos mandatos anteriores. Seu mentor tudo fazia para que uma CPI não visse a luz, pois temia os respingos – ou mais do que isso – em seu próprio governo. Agora, a faxina, por assim dizer, foi autorizada no âmbito do Legislativo, podendo repercutir, em um primeiro momento, em governos estaduais do PSDB (Goiás) e do PT (Distrito Federal). Seja dito de passagem que os deputados envolvidos, em um espectro igualmente suprapartidário, não são de maior expressão, não havendo, por isso mesmo, maior dano à vista. No entanto, mesmo que a base aliada controle a CPI, seus desdobramentos são imprevisíveis. As articulações de Carlos Cachoeira passam pela empreiteira Delta, incrustada em projetos governamentais, além de ter uma atuação particularmente intensa no estado do Rio de Janeiro, podendo a CPI atingir o governador Sérgio Cabral, do PMDB, amigo íntimo do dono dessa empresa. Convém ressaltar que a CPI apenas colocará mais lenha na fogueira, pois as investigações já estão em curso, de há muito, com autorização judicial, graças ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. Ou seja, os trabalhos estão avançados, seguindo uma lógica própria que independe dos trabalhos do Poder Legislativo. Na verdade, é a CPI que depende das investigações em curso e não o contrário, como é a praxe. Ademais, a mídia – principalmente os jornais e revistas – estão sendo abastecidos regulamentes com novas informações. Ficará muito difícil para uma CPI amorcegar, pois ela corre o risco de ser desmentida no dia seguinte por um desses jornais ou revistas. Quero dizer com isso que a ló-
DENIS ROSENFIELD Acrescente-se a esse quadro outro fator explosivo, que pode também terminar por opor o governo ao PT. A revista Veja está no centro da CPI por ter como fonte, em várias de suas matérias importantes, Carlos Cachoeira, fazendo o seu próprio jogo e também o do seu contraventor.
N gica jornalística e de formação da opinião pública independe, também ela, dessa CPI. Neste sentido, o governo corre risco, pois os desdobramentos dessas distintas lógicas, com movimentos próprios, podem produzir os mais descontrolados efeitos.
A
o correr esse risco, o governo aceitou um desafio, desafio esse ancorado na alta popularidade da presidente da República, que não poderia aparecer publicamente como alguém que impede uma faxina ética. Aliás, essa é uma marca do governo que se consolida junto à opinião pública. Ocorre, contudo, que essa CPI não nasce de uma iniciativa governamental. O governo não a impediu, mas não se encontra em sua criação. Há uma outra lógica aqui presente, a do PT , que adotou uma postura independente do seu governo. O presidente do partido, Rui Falcão, foi claro ao declarar que a CPI serviria pa-
ra desmascarar o mensalão, como se esse não tivesse existido e fosse uma mera invenção midiática. A agressão aos fatos é manifesta, mostrando uma postura autoritária, com vistas a apagá-los. Sob essa ótica, a CPI nasce sob a égide partidária da revanche, em uma aposta extremamente arriscada, pois os seus desdobramentos são imprevisíveis. Tudo indica que o PT já "entregou", por assim dizer, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e talvez algum deputado menor, com o objetivo de atingir o governador de Goiás. Observe-se que
o PT está agindo autonomamente em relação ao seu governo, contando, para isso, com o aval do ex-presidente Lula, que tem no governador Marconi Perillo um inimigo que gostaria de abater. Tal estratégia corresponde ao fim maior de "mostrar" que o "mensalão foi uma farsa", pois, sabe-se, esse governador teria advertido Lula sobre o mensalão, o que este nega. Estaria tentado a dizer que o ex-presidente, agindo com o "fígado", coloca-se contra a sua criatura, a presidente Dilma, que alça voos próprios. Não é evidentemente de se esperar que a presidente ve-
A CPI só porá mais lenha na fogueira, pois as investigações estão em curso há tempos, com autorização judicial, graças ao Ministério Público e à Polícia Federal.
nha a adotar uma atitude de ruptura ou de discordância pública em relação ao seu mentor. Há um reconhecimento moral em relação ao seu criador, pois foi ele que inventou e chancelou sua candidatura. As deferências públicas da presidente Dilma em relação ao ex-presidente são notórias e sempre reafirmadas. Em certo sentido, não poderia ser de outra forma.
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o entanto, as posturas de Lula e do PT não estão em sintonia com o governo de sua presidente, que, por seus atos, tem se distanciado de políticas que caracterizaram o governo anterior. A destituição de ministros por corrupção, incompetência e desvio de recursos públicos é algo completamente novo – por assim dizer, algo impensável sob a administração de Lula, que se comprazia em afagar os aloprados. A ética na política voltou a contar como uma orientação governamental.
ENTREVISTA COM O GRAMPO JOGA CACHOEIRA NO VENTILADOR
Reprod
ução
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ntrevistei o Grampo. Nem me passa pela cabeça reivindicar o Prêmio Esso, o mais importante do Brasil; exijo o Pulitzer, o mais importante do Mundo. Nas cachoeiras que atravessei para chegar a este feito não correm águas límpidas. Aprendi que um repórter investigativo tem de enfiar as mãos na lama, sair com elas limpas e relatar todas as sujeiras que descobriu, amparado por provas irrefutáveis. Meu entrevistado é mais falado do que o Cachoeira, o Cara, Dirceu, a Delta – agora sem Cavendish –, a Presidenta Faxineira. Topei todas as condições que ele impôs para falar comigo, uma delas quase absurda: não fotografar, filmar, gravar, nem fazer anotações. Seu baú de fantasmagorias contém abantesmas que fariam tremer o Cara; a Presidenta Faxineira e seus faxinados de araque; Cachoeira, sua CPI, sua rede de jogo ilegal, venda de influência e lavagem de dinheiro; Dirceu, dito o chefão
das operações de grana que financiaram o mensalão, submerso em maracutaias milionárias desde a micharia do Waldomiro Diniz, seu indivíduo de confiança na cadeia(!!!) de comando da primeira corrupa apanhada, gravada e filmada; Ministros cumpanheros, nomeados para o STF, que seriam bons no STF do Chacrinha – não vieram para julgar, vieram para confundir.
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ão que eu tenha sido apresentado a todo esse povo e às suas atividades republicanas, mas ao ser resvalada a palavra "Delta" – no momento é o poder que pode mais de 5 Bi de pilas só no PAC –
ramificações foram vislumbradas para todos os lados, juntando os "de lá" aos "de cá", nem sempre disfarçados ou apartados uns dos outros: de bandos diferentes, porém iguais.
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a primeira vez que tais alegadas tenebrosas transações são reveladas por uma testemunha auricular e participante de todas elas, as "pra lá" e as "pra cá", sem nenhuma exceção. O Grampo serviu aos Federais em ações legais, com mandados, ou ilegais, na moita. Vou chutar que sejam umas 200, ou mais, com nomes esquisitos. A de nome mais estranho foi
Meu entrevistado é mais falado do que o Cachoeira, o Cara, Dirceu, a Delta – agora sem Cavendish –, a Presidenta Faxineira. Topei todas as condições para falar comigo, incluindo não fotografar, filmar, nem fazer anotações.
ada demais que um repórter utilize um criminoso como fonte, algo normal na atividade jornalística. O Ministério Público faz a mesma coisa por intermédio do instrumento da delação premiada. Porém, no episódio das imagens televisivas de José Dirceu recebendo políticos e dirigentes de estatais no Hotel Naoum, existe a suspeita de que essas gravações teriam sito feitas por Cachoeira em colaboração com o repórter. Haveria suspeita de grampos, algo não jornalístico. O complicador é aqui de monta, podendo ensejar a convocação de dirigentes da revista à CPI, fortalecendo a corrente do PT que clama pelo "controle social da mídia". O atual governo tem se posicionado contra a "democratização dos meios de comunicação", isto é, contra qualquer controle de conteúdo e censura à imprensa. As lógic a s p a r t i d á r i a e g o v e r n amental tampouco convergem nesse problema. O que é necessário reconhecer, na relação entre criador e criatura, é que o jogo mudou e os partidos políticos devem levar isso em consideração. DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRS
NEIL quero o Pulitzer
Ferreira desencadeada por um Federal de nome também estranho, que resultou num tremendo auê e na prisão por uns dias de um mega banqueiro e depois deu em nada, como tudo o mais, todo o sempre. O Federal virou deputado federal do PC do B/SP – eu não sabia que havia comunista do B infiltrado entre os Federais.
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Grampo confirmou que ele foi grampeado em animados papos cachoeirísticos e foi aí que a cachoeira atingiu o ventilador. Quem com Grampo grampeia, com Grampo será grampeado. O Grampo pediu que eu mencionasse sua fé na Democracia; toda brasileira e brasileiro tem igual direito de ser grampeado, sem distinção de raça, cor, partido político ou credo religioso; grampeou até governadores, um "de lá" e o outro "de cá". Desligue o celular, Presidenta! CUIDADO, VOCÊ ESTÁ SENDO GRAMPEADO. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4 -.GERAL
GibaUm
3 Logo cedo, de shortinho, 3 MAIS: agora, no vigor do a ex-ministra do Supremo, Ellen Gracie, corre no calçadão de Ipanema, com óculos escuros.
gibaum@gibaum.com.br
k Todo homem é meio afeminado e eu sou mais que os outros. Passo creminho Victoria’s Secret, uso perfume, máscara antes de dormir
ANDERSON SILVA // campeão do UFC, em sua biografia Anderson Spider Silva. Fotos: Paula Lima
Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ex-delegado da Polícia Federal e ex-secretário da Segurança Pública do Rio de Janeiro, circulava esta semana pelo Congresso e fazia sua profecia: “Nos crimes da CPI do Cachoeira, mordomo não tem vez, não. A chave de todo o esquema é o contador de Cachoeira. Desde os tempos de Al Capone, é assim: a chave é o contador, o homem da escrita, do caixa”. O contador Giovanni Pereira da Silva não quer se entregar, está encaminhando sua defesa e seus advogados tentam um harbes corpus preventivo. A tese é que “ele apenas obedecia ordens”. 333
INSPIRAÇÃO Mesmo com Demóstenes Torres no olho do furacão, os resultados de sua cirurgia de redução de estomago e implante de cabelos são visíveis. No alto da cabeça, começa a aparecer uma certa penugem; já a elegância de Demóstenes é discutível porque ele mandou apertar os ternos. Agora, o exlíder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP), médico de formação, também quer se submeter a uma gastroplastia e até fazer uma incursão na clínica de Fernando Bastos, no Recife. Foi ele que recheou de cabelos as cabeças de José Dirceu, Eduardo Campos e José Múcio Monteiro.
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Adeus ao Brasil Depois de demitir mais de cinco mil de seus oito mil funcionários (e ainda pode demitir mais), a idéia da Vulcabras/ Azaléia é deslocar para a China grande parte de sua produção. A empresa poderia passar a importar cerca de 40% do volume comercializado no Brasil. No ano passado, fechou sete fabricas, uma no Rio Grande do Norte e o resto na Bahia. Seus controladores estão conversando com investidores para a abertura de três fábricas lá. No ano passado, com Grazi Massafera de garotapropaganda das sandálias Azaléia e tudo mais, a companhia teve um prejuízo de R$ 315 milhões. 333
À DISTÂNCIA O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que quer a cabeça de Silvio Torres da Secretaria da Habitação do governo Alckmin, para apoiar José Serra à prefeitura, está na lista da Interpol, podendo ser preso em 170 países do planeta. Acusado pela Promotoria de Nova York por crimes enquanto ocupava a prefeitura de São Paulo, Maluf não compareceu ao depoimento que deveria fazer por lá, temendo ser preso já no desembarque. Agora, estaria pedindo, até mesmo na condição de deputado federal, apoio do ministro José Eduardo Cardozo, para fazer esse depoimento através de vídeo-conferência.
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Atração especial
A atriz Sharon Stone, 54 anos (na primeira foto à esquerda, com o modelo argentino Martin Mica, que mora no Brasil, do qual não largou e com o qual foi embora), foi a atração especial da festa de 37º aniversário de Vogue Brasil (ela também está na capa da revista), na Casa Petra, em São Paulo. Sharon ficou mais de uma hora lá, circulou e conversou com muita gente, dando trabalho aos seguranças. Também lá, da segunda foto à esquerda para a direita, o fotógrafo Mário Testino, Murilo Rosa e a modelo Fernanda Tavares (grávida), Donata Meirelles, diretora de estilo da Vogue e Andrea Dellal. 333
333 Antes mesmo de Graça Foster assumir a presidência da Petrobras e já ocupava a diretoria de Gás e Energia da estatal, esta coluna antecipava que a intenção dela era acabar com verdadeiros feudos políticos existente por lá, especialmente nas diretorias pilotadas por Renato Duque (Serviços) e Paulo Roberto Costa (Abastecimento). Hoje, os dois e também Jorge Zelada (Área Internacional) saem da Petrobras: pediram demissão para deixar Graça Foster mais à vontade e mudar totalmente a cúpula da empresa, dando feição muito diferente da que teve nos oito anos de Lula. A área de Duque era controlada por José Dirceu até hoje; Paulo Roberto Costa misturava padrinhos do PT, PP e PMDB. Detalhe: Lula quer que Graça mantenha indicações políticas – e ela, decididamente, não quer.
Adeusaos feudos
333 O Shopping Cidade Jardim acaba de promover a 6ª edição do Fashion Day, evento que reúne principais apostas da estação, com peças exclusivas das grandes marcas (no mesmo dia, Gucci abriu lá sua nova unidade em São Paulo). Entre muitas que circulavam no Cidade Jardim, Heleninha Bordon (esquerda), que também desfilou ao lado de Talytha Pugliesi e Carol Franceschini; Mariana Auriemo, primeira-dama da JHSF e do shopping (centro); e Cris Lotaif (direita), figura sempre chique e bonita da cidade.
Fashion Day
Tango do calote 333 Alguns bancos, entre eles Credit Suisse, Citibank, BNP Paribas e o brasileiro Itaú, emprestaram milhões ao grupo Petersen, controlado pelo discutido argentino Enrique Eskenazi, para compra de fatia adicional de 10% da YPF, no ano passado, que permitiu ter uma participação de 25% do capital. O acordo era pagar com dividendos da própria YPF. O Itaú teria financiado US$ 280 milhões e agora, há informações de que Eskenazi, intimo da família Kirchner, quer transferir sua dívida para o governo argentino, como uma espécie de “estatização do passivo”. Detalhe: até a Repsol emprestou US$ 625 milhões ao argentino.
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Eles: sapatos de camurça.
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Não é o mordomo
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Eles: sapatos de nobuk.
Juca em campo Depois da prisão do ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu, um dos principais interlocutores de Carlinhos Cachoeira, há quem aposte que a Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal tenham pedido a justiça que intime Fernando Cavendish a entregar seu passaporte, o que impediria o empreiteiro, envolvido num grande esquema de propinoduto, de sair do país. Seu advogado, José Luis de Oliveira Lima, o Juca , está atento diante da possibilidade de sair um pedido de prisão e pretendia entrar com um habeas corpus. Juca defende também José Dirceu , Salvatore Cacciola, Daniel Dantas, Paulo Vieira de Sousa (ex-Delta) e Roger Abdelmassih, entre outros. 333
seus 64 anos, à tarde, circula de minissaia com seu cachorrinho e, de quebra, rabo-de-cavalo.
A arte imita a vida 333 Esta semana, quem viu A Reacionária do Pantanal, da série As Brasileiras, de Daniel Filho, gostou de ver Sandy Leah atacando de atriz na pele de Gabriela, filha que não se conforma em ver a mãe, viúva, iniciar um relacionamento com outra mulher. E gostou de ver também Regina Braga, a Olinda, mãe em discussão e até achou que o papel parecia ter sido feito sob encomenda para ela. É que no ano passado, depois de trinta anos de casamento com o médico Drauzio Varella (ela é mãe ator Gabriel Braga Nunes), Regina Braga, em entrevista, assumiu seu lado de bissexualidade.
EM GUERRA Depois de muitos ataques e contra-ataques no Twitter, que ninguém se atreva a convidar para o mesmo jantar Adriane Galisteu e Ana Hickmann, sob o risco de presenciar uma luta estilo UFC. Agora, a rixa vem ganhando novos rounds nainternet,onde proliferam blogs a favor de uma e de outra, além de falsos perfis das apresentadoras, que entram numa intimidade raramente vista na rede. Um desses falsos perfis até resolveu invadir a vida pessoal do marido de Adriane. 333
MISTURA FINA 333 HÁ TRÊS anos, Fernando Cavendish criou uma holding, a DTP Participações e Investimentos, concentrando a gestão da Delta Construções, Delta Energia, Delta Incorporação e Delta Montagem Industrial. A DTP tem 99% do capital da Delta Construções e a diretora e principal representante da holding é Ligia Maria Soares Silva, tia de Cavendish, irmã de seu pai. Ela é professora de ensino médio da cidade de Salgueiro, no sertão do Espírito Santo.
333 SONINHA Francine (PPSSP), novamente cotada para ser vice de José Serra na nova corrida à prefeitura de São Paulo, apareceu num evento do partido em São Bernardo do Campo, no qual o candidato chegou com duas horas e quarenta e cinco minutos de atraso, com uma jaqueta onde estava colocado um adesivo em formato de coração (com o nome do tucano) no peito.
A PRESIDENTE Dilma Rousseff andou avisar que não estará presente no grande comício do Primeiro de Maio, em São Paulo, organizado pela Força Sindical. O deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força, não perdeu a chance: “Bem, ela até não teria nada a dizer aos trabalhadores”. Depois, convidou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), para ser a estrela da festa, que poderá reunir perto de um milhão de pessoas.
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AUMENTA a cada dia a lista dos possíveis convocados para depor na CPI mista de Cachoeira: além do próprio bicheiro, o empreiteiro Fernando Cavendish, Luiz Antonio Pagot, ex-Dnit, Olavo Noleto, ex-Casa Civil e Waldomiro Diniz, ex-subchefe da Casa Civil nos tempos de José Dirceu, só para começo de conversa.
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333 DEPOIS de ganhar elogios públicos de Fernando Haddad, muita gente achou que seria Luiza Erundina (PSB) a candidata a vice-prefeita na chapa do petista. Só que ela subiu nas tamancas: “É um desrespeito comigo. Ninguém decide por mim, não preciso de emprego e não gosto de nenhum dos candidatos”.
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
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sexta-feira, 27 de abril de 2012
5 AVANÇO Agricultor sairá da condição de ilegalidade, dizem ruralistas.
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RETROCESSO Pessoas morrem por conta de rios alagados, dizem ambientalistas.
CÓDIGO FLORESTAL
Ruralistas perguntam: por que vetar? Não houve vencidos, nem vencedores, avaliam. Eles argumentam também que a presidente Dilma não tem motivos para vetar o texto – nem mesmo parte dele. Antonio Cruz/ABr - 07.03.12
Guilherme Calderazzo
mundo que tem autoridade moral para discutir questões ambientais, já que é um dos íderes do setor rural maiores produtores de alic o n s i d e r a m b o m e mentos e preserva 61% dos a v a n ç a d o o C ó d i g o seus biomas". Avanço – O presidente da SoFlorestal aprovada na quarta-feira na Câmara dos c i e d a d e R u r a l B r a s i l e i r a Deputados, e sustentam ain- (SRB), Cesário Ramalho da Silda que a presidente Dilma va, disse que o novo Código é Rousseff não tem motivo para um avanço, comparado com o vetar tópicos do projeto antes anterior, pois significa legalide sancioná-lo, nos próximos zar a situação do produtor rural. "Finalmente o agricultor 30 dias. "Não houve vencedores vai sair da condição de ilegalinem vencidos na aprovação dade e de insegurança obserdo Código Florestal", disse a vada até aqui". Segundo ele, o senadora Kátia Abreu (PSD- Código anterior era cumprido TO), presidente da Confedera- por, no máximo, 20% dos agricultores. ção Nacional Quanto a da Agricultura apreciação (CNA). Para pela presidenela, a reforma Não foi um debate te do texto, o do Código não precipitado. Se presidente da pode ser conSRB disse que siderada rurarefletirmos bem, espera que lista, já que o o novo código é a não haja veto texto aprovaúnica reforma algum à matédo valoriza a que o Brasil ria. "A presiprodução conseguiu fazer. denta, assim a gr op ec uá ri a como a sociesustentável. KÁTIA ABREU d a d e , c o mÚnico – S opreendeu a bre os possíveis vetos de Dilma ao novo importância da agropecuária texto aprovado pelos parla- para a economia do Brasil. Não mentares, Kátia Abreu disse acredito que ela possa vetar". Caso dúbio – De acordo com que precisa de tempo para avaliar o resultado da votação o presidente da SRB, pode ser e que o texto aprovado deverá que a presidente vete o artigo ser mantido. "Ninguém pode- que determina que o produtor rá afrontar a vontade do Con- recomponha 15m de vegetagresso. Não foi um debate de ção nas margens dos rios com surpresa, precipitado. Se fize- até 10m de largura. "Este é o mos uma reflexão, o novo có- único artigo que a presidente digo é a única reforma que o poderá vetar". Segundo Ramalho, a proposta dos amBrasil conseguiu fazer". Para Kátia, o novo Código bientalistas exigia a recompo"não foi uma lei debatida por sição de 30m a 100m de vegeum segmento. Foi uma discus- tação nas margens dos rios são 100% do Congresso Na- em propriedades, segundo a cional". Segundo ela, o novo largura desses rios. "Se a reCódigo credencia o Brasil para gra entrar em vigor, pequenas direcionar os debates da Rio propriedades não terão como +20, conferência das Nações cumpri-la. Por isso estamos Unidas para o desenvolvimen- atentos aos desdobramentos to sustentável, em junho, no do Código, até que comece a Rio: "O Brasil é o único país do valer em definitivo".
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Monalisa Lins/e-SIM - 06.05.10
Kátia Abreu e Cesário Ramalho concordam: texto aprovado legaliza a situação do produtor e deve ser mantido.
"Não acredito que a presidente vete algum tópico do texto. Não há motivo", faz coro Renato Ticoulat, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira. Ele legaliza a situação dos produtores e favorece a produção com a preservação ambiental nas APPs (Áreas de Preservação Permanente), diz. Para Ramalho, o setor agropecuário está livre para crescer: "E há muito que fazer para implantarmos o Plano de Regularização Ambiental, que envolverá municípios e estados no que diz respeito à preservação ambiental".
Análise de impacto será técnica, diz ministério. Meio Ambiente encomenda estudo sobre efeitos futuros das mudanças aprovadas
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secretário de Biodiversidade e Florestas do ministério do Meio Ambiente, Roberto Brandão Cavalcanti, disse ontem que a ministra Izabella Teixeira pediu para que órgãos da pasta analisem o texto do novo Código Florestal, aprovado na quarta-feira pela Câmara dos Deputados, principalmente as mudanças promovidas em relação ao texto do Senado. A análise será entregue à presidente Dilma Rousseff, que decidirá se sanciona ou veta dispositivos do texto. A decisão será anunciada até meados de maio. Na votação, o Planalto defendia a aprovação do texto que aprovado pelo Senado. Mas, com apoio maciço da bancada ruralistas, o relator da proposta na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), efetuou mais de 20 mudanças a contragosto do governo. Entre as mudanças aprovadas estão: fim da obrigatoriedade de divulgar na internet dados do Cadastro Ambiental
Rural; queda da obrigatoriedade de recompor 30m de mata em torno de olhos nascentes de água nas áreas de preservação permanente ocupadas por atividades rurais consolidadas até 22 de julho de 2008 e retirada do texto da regra de recomposição de vegetação nativa em imóveis de agricultura familiar e nos de até 4 módulos em torno de rios com mais de 10m de largura. Segundo Cavalcanti, a análise será "técnica" e levará em conta os pontos de vista ecológico e o impacto das mudanças no regime de proteção. Defesa – O geógrafo e autor do livro A Cidade e o Código Flo-
re st al, Márcio Ackerman, defende o veto total do novo Código Florestal aprovado na Câmara. Ele afirmou que a crítica ao texto não é "conversa de ambientalista", mas sim, baseada em fatos concretos. O geógrafo ressalta que morrem pessoas por desrespeito às áreas de preservação permanente (APPs) em margens de rio, por causa dos alagamentos, e em encostas, por conta dos deslizamentos de terra em áreas urbanas. Segundo Ackerman, a desnecessária recomposição destas áreas, como aprovado no novo código, é uma "irresponsabilidade". (Agências)
Ed Ferreira/AE - 27.03.12
Isabella Teixeira: a análise será entregue à presidente Dilma que sanciona ou veta dispositivos do texto.
Leia mais sobre o novo Código Florestal na página 6.
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Para ela (Dilma), o importante é o crescimento com inclusão social e cuidado da natureza. Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência.
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Andre Dusek/AE
CÓDIGO FLORESTAL
Planalto anuncia 'análise serena' Segundo Gilberto Carvalho, Dilma vai estudar vetos da Câmara com "sangue frio"
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m dos interlocutores mais próximos da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ontem que o Palácio do Planalto vai analisar com "serenidade" e "sangue frio" os vetos ao texto do Código Florestal, aprovado um dia antes, na quarta-feira, na Câmara dos Deputados. O governo foi derrotado mais uma vez, na quarta-feira, quando o plenário da Câmara aprovou, por 274 votos favoráveis e 184 contrários, o texto do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que atende a interesses da bancada ruralista. "Como nos é dado também o direito do veto, a presidenta vai analisar com muita serenidade, sem animosidade, sem adiantar nenhuma solução. Temos muita responsabilidade com o País. À luz dos nossos princípios, a presidenta vai tomar a sua decisão na hora oportuna", comentou Carvalho, um dos participantes da abertura da quarta edição do seminário Diálogos Sociais: Rumo à Rio+20, realiza-
Não quero usurpar um direito que é da presidenta exclusivamente e ela vai analisar isso com muito carinho. GILBERTO CARVALHO do no Palácio do Planalto. "É público e notório que esperávamos o resultado (da votação da Câmara) que desse sequência àquilo que foi acordado no Senado. Não foi esse o entendimento da Câmara. É um poder à parte que respeitamos". Questionado se o resultado da votação não seria desanimador, Carvalho respondeu: "Não vou fazer uma adjetivação sobre uma votação que teve maioria no Congresso". A expectativa é que Dilma vete boa parte do texto aprovado na Câmara, em particular os dispositivos que, segundo a percepção do governo, cedem demais ao agronegócio e reduzem a proteção às águas brasileiras. Apesar de afirmar que a
presidente vai analisar o texto aprovado com muita calma, Carvalho não quis dizer se a tendência é o veto ao texto: "Não quero falar em tendência, não quero usurpar um direito que é da presidenta exclusivamente e ela vai analisar isso com muito carinho". Em mensagem enviada ao Partido Verde (PV) após o primeiro turno das eleições de 2010, na tentativa de conquistar o apoio da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, Dilma disse expressar "acordo com o veto a propostas que reduzam áreas de reserva legal e preservação permanente, embora seja necessário inovar em relação à legislação em vigor". "Somos totalmente favoráveis ao veto à anistia para desmatadores", afirmou Dilma, na carta. Segundo Carvalho, os compromissos assumidos em campanha vão orientar a decisão da presidente. "Para ela, o importante é o crescimento com inclusão social e cuidado da natureza. Isso, sim, e mais evidentemente os compromissos que ela assumiu". (Agências)
CNBB se diz frustrada com votação
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CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) afirmou ontem estar "frustrada" com o texto do novo Código Florestal aprovado na quarta-feira na Câmara dos Deputados. Na cerimônia de encerramento da 50ª Assembleia Geral da CNBB, ontem, em Aparecida, o
secretário-geral da organização, dom Leonardo Ulrich Steiner, disse esperar o veto da presidente a alguns pontos do código aprovado pelos deputados. "Não se trata de uma briga com ninguém", comentou. "Trata-se de termos uma relação mais ética com a natureza".
"Infelizmente a sensação que nós tivemos foi de que o Congresso não levou em conta alguns elementos importantes, apontados por cientistas", acrescentou. "É frustrante ver que o Congresso não nos presenteou com um código que ajude o Brasil no futuro". (Folhapress)
Índio quer cota: guarani Araju Sepeti é retirado por seguranças após tumulto durante votação.
STF decide a favor das cotas raciais em universidades Ministros acompanharam voto do relator, Ricardo Lewandowski: 10 a 0 pela adoção.
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s ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na noite de ontem, por 10 votos a zero, que o sistema de cotas raciais adotado em universidades brasileiras é compatível com a Constituição Federal. Todos os ministros que participaram do julgamento acompanharam o voto do relator, Ricardo Lewandowski. Ao se manifestar, ele reconheceu a validade das ações afirmativas como forma de tentar reduzir as históricas desigualdades sociais entre grupos étnicos e realizar a justiça social. O ministro Antonio Dias Toffoli se declarou impedido e não votou, por já ter se manifestando favoravelmente ao sistema da cotas quando era advogado-geral da União.
Igualdade é negro, é cigano, é índio, são todos. Defendemos a cota para indígenas. CARLOS PANKAKARU, UM DOS ÍNDIOS EXPULSOS DURANTE A SESSÃO POR OFENDER MINISTROS.
O Supremo julgou três ações. Duas delas questionavam a constitucionalidade de regras adotadas pela UnB e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para ingresso nas instituições por meio do sistema de cotas. Na terceira ação, são contestados dispositivos que estabeleceram políticas afirmativas
Alan Marques/Folhapress
no âmbito do Programa Universidade para Todos (ProUni). O partido Democratas sustentou em sua defesa que a política baseada em parâmetros étnicos poderia criar no País um modelo de Estado dividido pelo critério racial – tese rechaçada pela corte. Dois indíos foram expulsos do Supremo Tribunal Federal (STF) por atrapalhar a sessão de julgamento da constitucionalidade do sistema de cotas raciais nas universidades. Durante o voto do ministro Luiz Fux, os índios Araju Sepeti Guarani e Carlos Pankararu iniciaram uma manifestação no plenário e foram repreendidos mais de três vezes pelo presidente da Suprema Corte, Carlos Ayres Britto, queos, Britto suspendeu a sessão até que eles fossem retirados. Com pedidos de socorro e gritos ofensivos, os dois índios foram imobilizados e retirados à força por seguranças do Tribunal. Eles criticaram o fato de que só o sistema de cotas raciais esteja em julgamento. "Igualdade é negro, é cigano, é índio, são todos. Defendemos a cota para indígenas", disse Carlos Pankakaru. (Agências) Ministro Mauro Aurélio Mello e o presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto: unanimidade.
Relatório da CPI do Ecad propõe 15 indiciamentos Dida Sampaio/AE
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comissão parlamentar de inquérito que investigou as atividades do Escritório Central de Arrecadação (Ecad) foi encerrada ontem com a aprovação do relatório que pede o indiciamento de 15 pessoas e a elaboração de dois projetos de lei. Após seis meses de investigações, os membros da CPI concluíram que os diretores do Ecad e das associações de músicos e compositores que o compõem cometeram crimes de falsidade ideológica, formação de cartel e apropriação indébita. Os nomes dos acusados e seus crimes serão encaminhados para o Ministério Público. "O relatório aponta para aquilo que o Brasil todo já sabe: que o Ecad é uma grande caixa-preta, uma estrutura burocrática, cara, ineficiente, que alimenta seus dirigentes. São pagos três planos de participação nos resultados diferentes por ano, bônus e mais bônus para os diretores. E os
Fim de trabalho: ministra Ideli Salvatti comemora com artistas. artistas, na ponta, recebem muito pouco", explicou o relator, senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Além disso, Lindbergh incluiu no relatório um anteprojeto de lei para que sejam criados, dentro do ministério da Justiça, a Secretaria Nacional de Direitos Autorais e o Conselho Nacional de Direitos Autorais para fiscalizar e regular as atividades do escritório de arrecadação. A sugestão será encaminhada à presidente
Dilma Rousseff. "Decidimos colocar essa secretaria e esse conselho no Ministério da Justiça porque se trata de uma questão econômica. É o ministério da Justiça que tem essa estrutura para fiscalizar e regular", explicou o relator. O relatório de Lindbergh propõe ainda outro projeto de lei para impor maior transparência às informações sobre o recolhimento de direitos autorais. (ABr)
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7 Se a Delta quebrar, o problema é da empresa, não é do governo. Miriam Belchior, ministra do Planejamento.
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André Dusek/AE
Perillo pede à PGR para ser investigado Governador é acusado de receber R$ 500 mil de Carlinhos Cachoeira. Para ele, uma história "irresponsável, leviana e inverídica".
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g o v e r n a d o r d e kay, "é inédita" por ter sido soGoiás, Marconi Pe- licitada pelo futuro investigarillo, agora sob sus- do, mas poderá desmentir as peita de ter recebi- suspeitas sobre ele. do "grande quantidade de diCuidado – Escutas divulganheiro" do contraventor Car- das pelo Jornal da Globo, mosl o s A u g u s t o R a m o s , o traram Cachoeira orientando Carlinhos Cachoeira, segundo um de seus homens, apontado investigações da Polícia Fede- como tesoureiro de sua quaral, pediu ontem ao Ministério drilha, a entregar dinheiro no Público aberPalácio do Gotura de inquév e r n o d e rito. No caso, Goiás. O tracontra ele. O balho teria siA decisão é inédita advogado Ando feito pelo por ter sido tônio Carlos e x -v e r e ad o r solicitada pelo de Almeida Wladimir GarCastro, o Kafuturo investigado, cez, que está kay, que o depreso. O blog mas poderá fende, disse Qu id Nov i, de desmentir as que seu clienMino Pedrosa, suspeitas sobre ele. r e v e l o u q u e te está sendo alvo de vazaCachoeira ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA mentos dire"monitorou cionados de por telefone a escutas telefônicas feitas com entrega dos R$ 500 mil" e peautorização judicial. diu, brincando, para que os Kakay pediu que a investi- comparsas tomassem cuidagação seja fiscalizada pelo Su- do "para não se envolverem p e r i o r T r i b u n a l d e J u s t i ç a em acidentes de trânsito que (STJ), instância na qual os go- possam incendiar e queimar vernadores são julgados. Ele as notas". As gravações são de lamentou, no pedido encami- 10 de junho de 2011. nhado à Procuradoria-Geral Em nota, Perillo classificou a da República (PGR), o fato de história como "irresponsável, que são sempre "vazados re- leviana, inverídica e desprosumos distorcidos de diálo- positada." Em entrevista para gos, sem que o contexto das a TV Anhanguera , o governaconversas seja explicitado pa- dor afirmou que "no final, ra os nobres jornalistas". A de- quem tiver culpa no cartório cisão de Perillo, afirmou Ka- vai pagar". (Agências)
Dinherômetro: o governador Marconi Perillo inverte a ordem constitucional e pede para ser investigado por aquilo que é acusado pela PF.
Relator teme a anulação de provas Humberto Costa não deve usar escutas telefônicas da PF para não "contaminar" o processo no Senado. Dida Sampaio/AE
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senador Humberto Costa (PT-PE), relator do processo contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética do Senado, disse que não vai basear o seu relatório nas provas questionadas pela defesa. Ele teme que provas eventualmente anuladas judicialmente possam prejudicar o processo. Na avaliação de Costa, como o julgamento é político, não vai exigir o rigor penal com provas incontestáveis. "É recomendado que eu faça isso porque, se há questionamentos sobre as provas, eu não vou contaminar o relatório". O relator afirmou que vai apresentar as suas conclusões iniciais no dia 3, quando vai dizer se o conselho deve oficialmente abrir processo por quebra de decoro parlamentar. No dia 8, o colegiado
Os senadores Pimentel (CE) e Costa (PE): o PT quer chamar Gurgel. se reunirá para votar. O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), tentou ontem suspender o processo contra Demóstenes no conselho até que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPMI do Cachoeira, terminasse suas investigações. Não foi atendi-
do. Em sua defesa por escrito encaminhada ao conselho, Demóstenes também pede a suspensão do processo até o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar a nulidade das provas colhidas pela PF. Já os parlamentares do PT indicados para participar da
CPMI do Cachoeira defenderam ontem que o procuradorgeral da República, Roberto Gurgel, dê esclarecimentos à comissão. Na reunião que definiu o plano de ação na CPMI, o procurador foi incluído para que possa explicar por que não foi dado prosseguimento às investigações da Operação Vegas, desde 2009 na Procuradoria-Geral da República. A ação teria beneficiado suspeitos da Operação Monte Carlo, deflagrada em fevereiro deste ano. As duas operações são agora foco da CPMI. Apesar da irritação com Gurgel, um acordo entre os parlamentares definiu que o procurador seja convidado, em vez de convocado. O pano de fundo estaria no fato de Gurgel ter defendido a condenação dos acusados no Mensalão em suas considerações finais sobre o caso. (Agências)
Valter Campanato/ABr - 21.06.11
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 078/2012-SMS.G, processo em epígrafe, destinado ao registro de preço para o fornecimento de ANTI-INFLAMATÓRIOS, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 15 de maio de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010,mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.
A Delta pode dar 'mão de obra' ao PAC
A
ministra do Planejam e n t o , M i r i a m B e lchior, foi bem clara ontem, ao tentar afastar especulações de que obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderão sofrer atrasos ou paralisações por conta das acusações que envolvem a Delta Construções, maior executora de projetos do PAC. "Se a Delta quebrar, o problema é da empresa, não é do governo", afirmou Belchior.
A Delta tem contratos diretos com o governo federal, a maior parte na área de transportes. De 2007 até agora, ela recebeu R$ 2,968 bilhões em recursos da União, segundo o portal Contas Abertas . Considerando também os projetos sob responsabilidade das estatais e demais contratos, o total pago à Delta chega a R$ 4,130 bilhões. Com dezenas de obras em andamento, a construtora corre o risco de ser declarada
Belchior diz que se a Delta quebrar, não é problema do governo. inidônea. Se isso ocorrer, os contratos em andamento serão analisados caso a caso, podendo ser rescindidos.
'Vamos ver o que vai acontecer, e quando isso acontecer, vamos ver o que poderá ser feito", disse Belchior. (AE)
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PAQUISTÃO Família de Osama bin Laden é deportada para a Arábia Saudita
nternacional
CHERNOBYL Ucrânia lembra 26º aniversário do mais grave acidente nuclear da história
NTB/Reuters
Música contra o terror
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ezenas de milhares de pessoas se reuniram ontem no centro de Oslo para cantar em um ato contra o ultradireitista Anders Behring Breivik, julgado pelos atentados de 22 de julho do ano passado, que mataram 77 pessoas. Organizadores disseram que o protesto foi uma forma de mostrar que o massacre não alterou o caráter tolerante da Noruega. "Somos nós quem vencemos", disse o cantor Lillebjoern Nilsen, que puxou o canto e viu a multidão de 40 mil pessoas se embalando suavemente sob a chuva. A multidão entoou "Filhos do Arco-Íris", uma versão de "My Rainbow Race" do norte-americano Pete Seeger, que exalta a sociedade multicultural. Durante o julgamento, Breivik disse que essa música era um exemplo do "marxismo cultural" que, segundo ele, é infiltrado nas escolas e enfraquece a sociedade. (Agências)
Afolabi Sotunde/Reuters
Justiça pelos 50 mil mortos em Serra Leoa Ex-líder da Libéria ganhou diamantes de sangue em troca de apoio aos rebeldes
E
m uma decisão histórica, um tribunal especial da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou ontem o ex-presidente da Libéria Charles Taylor por cumplicidade em crimes de guerra e crimes contra a humanidade por dar apoio a rebeldes da vizinha Serra Leoa em troca de "diamantes de sangue". Taylor, de 64 anos, é o primeiro ex-chefe de Estado a ser condenado por uma corte internacional desde o tribunal militar de Nuremberg, após a Segunda Guerra Mundial, que julgou crimes dos nazistas. Ele respondia por 11 acusações de homicídio, estupro, escravidão sexual e recrutamento militar de menores. Mais de 50 mil pessoas morreram na guerra civil do país africano entre 1991 e 2002. "O dia de hoje é para o povo de Serra Leoa que sofreu terrivelmente nas mãos de Charles Taylor e das forças que o representavam", disse a promotora Brenda Hollis. "Este julgamento traz um pouco de justiça às milhares de vítimas que pagaram um preço terrível pelos crimes de Taylor." O juiz que presidiu o julgamento, Richard Lussick, disse que o ex-presidente forneceu armas, munições, equipamentos de comunicação e planejamento para os rebeldes responsáveis por incontáveis atrocidades durante a guerra civil e foi pago pelos guerrilheiros com os chamados "diamantes de sangue", extraídos por trabalhadores escravos. Taylor chegou a presentear algumas pedras à modelo Naomi Campbell, que deu um depoimento ao tribunal em 2010. Pena - Vestindo terno azulmarinho, Taylor não demonstrou emoção ao ouvir a leitura das acusações, das provas e da sentença, o que levou mais de duas horas. Após deixar o poder em 2003, Taylor se exilou na Nigéria, onde foi detido em 2006, e
Peter Dejong/Reuters
Bombeiro ajuda a apagar fogo provocado por atentado ao edifício do diário This Day, na capital Abuja.
Nigéria: ataque à imprensa. Insurgentes islâmicos assumem autoria de atentados a jornal pró-governo
Charles Taylor foi considerado culpado por crimes de guerra
A
s explosões de dois carros-bomba atingiram os escritórios do jornal nigeriano This Day, na capital Abuja e na cidade de Kaduna, ao norte, ontem, matando pelo menos seis pessoas, disseram funcionários e testemunhas. O influente jornal fica sediado no sul da Nigéria e é amplamente favorável ao governo do presidente Goodluck Jonathan, o principal alvo do grupo insurgente islâmico Boko Haram, que assumiu a autoria dos atentados. Um suicida dirigiu um jipe lançado contra a sede do jornal em Abuja, matando a si
mesmo e a outras duas pessoas. O impacto da explosão foi tão grande que deixou a fachada totalmente destruída e fez tremer os prédios vizinhos, disseram testemunhas. Em Kaduna, um jornalista local que se identificou como Sadeeq garantiu à agência Efe por telefone ter contado três corpos no local, um prédio que sedia os jornais This Day, The Daily Sun e The Moment. "Um veículo invadiu o prédio. O motorista saiu do carro e jogou os explosivos. A polícia já deteve o motorista", afirmou o jornalista. Os fundamentalistas islâmi-
cos do Boko Haram ameaçaram recentemente atacar qualquer meio de comunicação que publicasse falsas reportagens sobre o grupo. Até agora, os atentados dos insurgentes não haviam tido a imprensa como alvo. O presidente da Nigéria descreveu os ataques como "horrendos, ignóbeis e vis". Por meio de um comunicado assinado pelo porta-voz presidencial, Jonathan "reafirmou o compromisso do governo de seguir defendendo o direito à liberdade de expressão em geral e da imprensa em particular". (Agências)
Divulgação/Reuters
em junho deste ano foi enviado a Haia para ser julgado pelo Tribunal Especial de Serra Leoa. O ex-presidente vai cumprir a pena no Reino Unido. Lussick marcou audiência de sentença para 16 de maio, mas ela será anunciada somente duas semanas mais tarde. Ainda caberá apelação. Taylor se diz inocente, insiste que tentou promover a paz na região e argumenta que seu julgamento foi parte de uma conspiração política de governos ocidentais. O tribunal não estabelece penas de morte, mas também não há sentenças máximas. No passado, líderes rebeldes de Serra Leoa receberam sentenças de até 52 anos de prisão.
E xe mp lo - Ativistas saudaram a condenação e o momento histórico na luta contra a impunidade de líderes responsáveis por atrocidades. "A condenação de Taylor envia uma poderosa mensagem de que mesmo aqueles nas mais elevadas posições podem ser responsabilizados por seus crimes", disse Elise Keppler, do Human Rights Watch. O Tribunal Penal Internacional, outra corte da ONU, tem em sua custódia o ex-presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo, responsabilizado por um conflito civil em seu país. Já o ditador do Sudão, Omar Bashir, foi indiciado pela guerra na região de Darfur, oeste do seu país. (Agências)
LAR, DOCE LAR – Após 11 dias de tratamento contra um câncer em Cuba, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a Caracas ontem. Ele ficará até o dia 28 e depois continuará a radioterapia.
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sexta-feira, 27 de abril de 2012 Mauro Horita/AGIF/Folhapress
TUDO PRONTO Os pilotos brasileiros deram ontem entrevista coletiva. A prova da Fórmula Indy em São Paulo será disputada domingo. Hoje e amanhã, treinos.
idades
Cidade se prepara para Indy e feriadão A prova da Indy 300 no circuito Anhembi, às 12h30 de domingo, e o feriadão de 1º de Maio mobilizam a CET. Um conselho: só viajar depois das 22h de hoje.
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Paulo de Souza/ABCDigipress/AE
Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomendou ontem que, neste feriado prolongado de 1º de Maio, os paulistanos viajem apenas depois das 22h de hoje. Além do tráfego mais intenso pela saída para o feriado, já há interdições de vias em razão da prova São Paulo Indy 300, cujos treinos começam hoje, no circuito do Anhembi (zona norte da Capital). Desde as 23h59 de ontem, foram interditadas vias importantes, como a pista local da marginal Tietê, no sentido Castello Branco, entre as pontes das Bandeiras e da Casa Verde, e a avenida Olavo Fontoura, no sentido Santana, entre a rua Brazelisa Alves de Carvalho e a Equipes da F-Indy montavam seus carros na área do Sambódromo do Anhembi: prova é domingo. praça Campo de Bagatelle. OuPaulo de Souza/AE tras ruas da zona Paulo de Souza/AE norte serão bloqueadas a partir das 21h de hoje. Eduardo Macabelli, diretor de operações da CET, prevê bastante lentidão hoje, mas também uma evolução em relação à prova de 2011. "Em véspera de feriado, há morosidade muito acima da média Neste ano, segundo a Prefeitura, a drenagem da pista foi melhorada para uma sextafeira comum. V a l e l e m b r a r Paulo de Souza/AE que neste ano temos uma condição melhor por causa da conclusão da ponte estaiada (na marginal Tietê), já que a pista central o p e r a c o m t odas as suas faixas", disse. Ele recomendou o uso do transporte público na ida do Para a realização da prova várias ruas foram interditadas Os treinos para a corrida de domingo acontecem hoje e amanhã público ao Anhembi. A SPTrans terá cinco linhas "Estamos com nossos pla- tem que a Prefeitura paulistana de rua. "Fizemos um trabalho expressas de ônibus que sai- nos preparados. A CET age de vai implantar um "cinturão bem muito consistente para resolERVIÇO rão das estações do metrô Tie- acordo com as necessidades. mais amplo" para restringir o ver os problemas de drenaA largada para tê, Barra Funda, República e Sempre temos planos de con- comércio ilegal praticado por gem", declarou Zacarias. "Se Trianon/Masp e do aeroporto tingência. No ano passado, foi vendedores ambulantes na re- houver transbordamento do prova da de Congonhas e irão direta- preciso fazer alguns ajustes e gião do circuito do Anhembi. Tietê, é provável que a corrida Fórmula Indy mente ao circuito do Anhembi. revisar a operação. Estamos "Trabalharemos com o objetivo seja afetada, mas não é isso o em São Paulo Segundo Macabelli, a CET já se preparados para o que for ne- de ambulante zero", afirmou. que vai acontecer. Esta época está marcada preparou para eventualmen- cessário", declarou. Obras – O secretário de In- não é propícia a isso. As obras para as 12h30 te a prova terminar na segunCamelôs – O secretário da Co- fraestrutura e Obras do municí- de drenagem na pista resolvede domingo. da-feira, por causa da chuva, ordenação das Subprefeituras, pio, Elton Zacarias, afirmou rão o problema da Indy neste como aconteceu em 2011. Ronaldo Camargo, afirmou on- confiar no que foi feito na pista ano", afirmou. (Folhapress)
OS BRASILEIROS Mauro Horita/AGIF/AE
Bia Figueiredo Mauro Horita/AGIF/AE
Hélio Castro Neves Mauro Horita/AGIF/AE
Tony Kanaan Mauro Horita/AGIF/AE
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Metrô: estação Paulista é mais lotada do que a Sé
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estação Paulista do metrô completou ontem sete meses de operação integral da Linha 4-Amarela, entre o Butantã e a Luz, com um feito. A parada conseguiu superar, proporcionalmente, o congestionamento da estação-símbolo da superlotação: a Sé, conexão entre as Linhas 1-Azul e 3-Vermelha. A Paulista recebe diariamente 300 mil passageiros, o dobro da capacidade para o qual foi projetada: 145 mil. Pela Sé passam 800 mil usuários, onde seriam suportados 1 milhão - há momentos de folga. A sensação de superlotação na Paulista ocorre principalmente por causa do maior gargalo da Linha 4: o túnel que liga a parada à Estação Consolação, na Linha 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena). Dados da ViaQuatro mostram que 80% das pessoas que usam a Estação Paulista passam pelo corredor - 240 mil por dia. A ViaQuatro já estuda construir uma nova saída da estação, pela Rua Bela Cintra, para desafogar o túnel. (AE)
Sean é entrevistado por TV nos EUA Pivô de polêmica, que hoje mora em Nova Jersey, afirmou que é feliz e considera o pai seu melhor amigo. Helio Cardoso/AFP - 24/12/2009
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ersonagem principal de uma grande polêmica internacional envolvendo o Brasil e os Estados Unidos, o garoto Sean Goldman concedeu uma entrevista à rede de televisão norte-americana NBC. A entrevista deve ir ao ar hoje. É a primeira vez que Sean, atualmente com 11 anos, se pronuncia sobre o assunto. Jornais americanos adiantaram trechos da entrevista para o programa Dateline NBC. Sean diz que seu pai, David Goldman, é "seu melhor amigo" e relembra os dois anos em que vivem juntos em Nova Jersey. Em relação à sua vida no Brasil antes da volta para os Estados Unidos, afirmou: "Eu não estava com raiva, mas estava confuso", disse, em inglês. "Onde estava meu pai? Eu tinha medo de perguntar." Segundo o G 1, Sean afirmou que se lembra de quando
foi levado do Rio de janeiro de volta para os Estados Unidos, onde mora. "Lembro de ser arrastado por ruas cheias de cinegrafistas. Muitas pessoas empurrando", disse. "E ouvir muita gritaria e gente chamando meu nome. Eu só queria escapar de todos." A disputa judicial pela guarda do garoto começou depois da morte da mãe de Sean, Bruna Bianchi, em 2008. Antes da decisão da Justiça brasileira autorizando a permanência do garoto com o pai biológico, Sean morou no Brasil cerca de cinco anos. Após a morte de Bruna, o padrasto ficou com a guarda provisória da criança. David Goldman entrou na Justiça e pediu o retorno da criança aos Estados Unidos. A avó materna de Sean, Silvana Bianchi, disse ao G1 ontem que considera a entrevista "uma crueldade". "Não cheguei a ver e nem quero ver. (DC)
Sean Goldman, quando ainda vivia no Brasil: poucas lembranças
Rubens Barrichello
Kassab descarta pedágio urbano em sua gestão
O
prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou ontem que não adotará o pedágio urbano até o fim da sua gestão. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo aprovou na última quarta-feira um projeto do vereador Carlos Apolinário (DEM), que prevê a cobrança. "Quando assumi, há sete anos, assumi um compromisso com a cidade de que não implementaria o pedágio urbano na minha gestão", afirmou o prefeito. Ele lembrou que uma comissão da Câmara só atestou que o projeto é constitucional. Para que vire lei, a proposta precisaria ainda ser aprovada nas Comissões de Transportes e Finanças e de Orçamento. Depois disso, o projeto ainda teria de ser votado na Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito. Kassab afirmou que a questão do pedágio urbano deve ficar para a campanha eleitoral. "A pergunta (se haverá pedágio) deve ser direcionada aos candidatos". (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 27 de abril de 2012
e
11 PREVISÃO? "Não tem como fazer previsão, tanto São Paulo quanto Santos podem vencer", diz Rubens Minelli, treinador do Tricolor campeão brasileiro em 77.
sporte
São Paulo x Santos: clássico do equilíbrio.
Tricolor e Peixe decidem domingo qual passará à final do Paulistão. Nos últimos 5 jogos, foram duas vitórias para cada lado e um empate, com 8 gols marcados e 8 sofridos. Guilherme Carvalho
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os últimos cinco jogos foram duas vitórias para cada lado e um empate, com oitos gols marcados e oito gols sofridos. Esse é retrospecto do confronto recente – desde 2011 – entre São Paulo e Santos, times que decidem neste domingo, no Morumbi, às 16h, uma vaga na final do Paulistão 2012. E pela bola que estão jogando, a partida tem tudo para ser equilibrada. Considerada o melhor time do Brasil, o Santos de Neymar e Ganso mostrou que não se abalou com a goleada sofrida para o Barcelona no final do ano passado e voltou a jogar o bom futebol dos últimos anos. Já o São Paulo é o time que mais pontos fez no campeonato e vem atuando de maneira sólida. Os principais reforços para 2012, Cortez e Jadson, se encaixaram bem na equipe, que está mostrando muita força do meio para frente. "Hoje em dia é uma temeridade apontar um favorito. Não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro. É só ver o que houve na Liga dos Campeões: enquanto todos apontavam uma final entre Barcelona e Real Madrid, deu Chelsea e Bayern. Não tem como fazer previsão, tanto São Paulo quanto Santos podem vencer e ir à final", afirma Rubens Minelli, técnico campeão brasileiro pelo São Paulo em 1977. É difícil prever o resultado, mas dá para imaginar uma partida jogada de maneira ofensiva, como a da primeira fase do Paulistão, quando o São Paulo venceu o Santos por 3 x 2. Os dois times são os únicos a ultrapassar dos 40 gols no campeonato – o São Paulo já balançou a rede dos adversários 46 vezes e o Santos, 48.
Estrelas – Minelli destaca Neymar e Ganso como os principais candidatos do Santos a decidirem o confronto. Para o treinador, Neymar segue os passos de Pelé. "Não dá para dizer que o Neymar já tenha feito mais do que o Pelé quando tinha a idade dele, mas na minha opinião ele já causou mais impacto do que o Pelé com 20 anos. É um jogador excepcional, que amadureceu muito e hoje é extremamente profissional. Sempre vai para cima, em direção ao gol e o último recurso de alguns zagueiros acaba sendo a falta. Resta torcermos para que ele não leve nenhuma pancada mais séria". Ganso, o outro candidato a destaque santista neste domingo, vem retomando a confiança após as contusões, diz Minelli. "Teve uma atuação brilhante na última rodada da primeira fase, mas diante do Bolívar já não foi bem. Está oscilando um pouco, ainda não atingiu o nível anterior às contusões, mas já está mais solto. Em forma, é excelente: tem muita visão de jogo e inteligência". Do lado tricolor, Minelli aponta Lucas e Fernandinho como jogadores decisivos (Luís Fabiano está suspenso). "O Lucas está um pouco abaixo do Neymar, mas para o São Paulo tem a mesma importância que o Neymar para o Santos. Tem muita velocidade e está em ótima fase. Já o Fernandinho tem uma jogada muito forte pela esquerda", destaca o treinador, lembrando que, ao contrário do Santos, cuja força está principalmente em Neymar e Ganso, o São Paulo tem um conjunto mais homogêneo. "Além deles, tem o Cícero e o Casemiro, que são completos." Defesas vulneráveis – Se os ataques são os melhores do Paulistão, tanto o São Paulo, quanto o Santos têm na zaga seus pontos fracos. No São
Guilherme Dionízio/AE - 18/04/2012
Últimos jogos: Jan/2011 - Paulistão
Santos 2 x 0 São Paulo Abr/2011 - Paulistão
São Paulo 0 x 2 Santos Ago/2011 - Brasileiro
Santos 1 x 1 São Paulo Dez/2011 - Brasileiro
São Paulo 4 x 1 Santos Mar/2012 - Paulistão
São Paulo 3 x 2 Santos
O santista Neymar e o são-paulino Lucas: jogadores decisivos têm 'duelo' marcado no Morumbi.
Nilton Fukuda/AE - 25/04/2012
Paulo, o lado direito da defesa é o que causa mais sustos na torcida, com Denis e Paulo Miranda. No Santos, o único da zaga que tem a confiança do torcedor é Edu Dracena. "O São Paulo é um time que marca mais forte, tem boa pega-
da. O Santos tem jogadores que gostam muito de atacar, são mais agudos, então acaba sobrecarregando muito a defesa. Mas eu não gosto de falar em ponto fraco. São 22 jogadores em campo e muitas vezes as pessoas preferem des-
tacar dois ou três que vão mal, do que todos os outros que vão bem", comenta Minelli. Com a ausência de Luís Fabiano, o técnico são-paulino Leão tem duas opções. Ou entra com Willian José, sem mexer na estrutura da equipe, ou reforça o meio com Casemiro e deixa Cícero como um falso centroavante. Para Minelli, o jovem Willian José é a melhor opção. "O menino é bom jogador e precisa disso. Além disso, não precisaria mexer no esquema." Cansaço – Outro fator que pode ser determinante no confronto de domingo é o cansaço. Além do Paulistão, as duas equipes estão envolvidas em outras competições. O Santos está nas oitavas-de-final da Libertadores e na quarta-feira jogou em La Paz, contra o Bolívar (perdeu por 2 x 1). Já o São Paulo não enfrentará o
problema desta vez – o jogo de ontem contra a Ponte Preta, em Campinas, pela Copa do Brasil, foi cancelado. Campinas – Há tempos a cidade não vivia um clima parecido. Para ser mais preciso, desde 1981, quando os dois principais times de Campinas decidiram o título do primeiro turno do Paulistão, que valia vaga na final daquele torneio. Na época, Ponte Preta e Guarani eram duas grandes forças do futebol brasileiro, mas nos últimos anos a situação mudou bastante. Agora, com a classificação dos rivais à semifinal do Campeonato Paulista, a cidade está eufórica. Para o jogo de domingo (18h30), a expectativa é que o Brinco de Ouro (estádio do Guarani, que tem o mando do jogo por ter feito melhor campanha) esteja lotado, com os mais de 23 mil ingressos vendidos. Mas o derby campineiro também causa apreensão. Ultimamente, a cidade tem visto com freqüência confrontos entre torcidas organizadas. Por isso, a polícia está preparando um forte esquema de segurança. 900 policiais estarão envolvidos – 590 dentro e nas imediações do estádio e 310 em vias estratégicas.
A LUTA DO ÓDIO
AS DOMÉSTICAS ESTÃO NA MODA (*)
Reprodução
Metrópole - A Grifer produz 10 mil uniforme por mês. Isso lhe permite dizer se as moças da novela Cheias de Charme, da Globo, estão nos conformes? Lilian Nigrin - Não. A cor verme-
lha utilizada não é recomendada. Mancha com facilidade e não é confortável para a função. As indicadas são o bege, branco, marinho e preto. O tecido mais adequado é o algodão, embora bastante dispendioso, segundo as patroas. Por isso são usados tecidos de micro-fibras que tem propriedades de leveza e conforto. Não esquentam nem cheiram e previnem alergias. Uma empregada doméstica deve usar dois uniformes por dia. O guarda-roupa profissional deve ter quatro peças. No meu entender, as empregadas da novela têm o uniforme excessivamente fechado. Metrópole - Segundo sua experiência, apoiada em 15 mil clientes cadastradas, elas têm rejeição a uniforme? Lilian - Não. Muitas preferem o uniforme sem a caracterização clássica. Nós temos roupas sob forma de colete e bata. Mas, sobretudo, elas gostam das legs de lycra. No caso de cozinheiras, querem o dólmã de chef, com o jogo de botões no peito. Também temos uniformes para evangélicas, mais compridos, com mangas cobrindo os braços. (Lilian Nigrin, moradora nos Jardins, sócia da Grifer com Deborah Lafer) (*) Hoje, 27 de abril, é o Dia da Empregada Doméstica
SOBRENOME FAMOSO
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ernando Cavendish, expresidente da Construtora Delta, arrolada no affair Carlinhos Cachoeira, faz lembrar, pelo sobrenome, a figura de Thomas Cavendish (15601592), que está ligado ao Brasil. Pirata inglês, ele atacou Santos em 1591 para saquear a cidade. Continuou seguindo para o norte, sempre pirateando. No ano seguinte, na tentativa de conquistar Vitória, ele foi seriamente ferido e, em função do ferimento, acabou indo morrer na Ilha da Ascensão, bem no meio do Atlântico.
Reedição alemã vem aí
Reprodução
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publicação do livro Minha Luta (Mein Kampf), de Adolf Hitler, na Alemanha, algo que não ocorre no país desde o fim da 2ª Guerra Mundial, anunciada para 2015, quando cairá em domínio público, continua provocando polêmica. A censura informal a que foi submetida nesse período contraria o principio da liberdade de pensamento. Por outro lado, sua publicação pressupõe a divulgação de um instrumento totalitário, até porque a obra serviu de bíblia para o nazismo, com suas teses desumanas de supremacia racial. Nesse aspecto, o frei dominicano João Xerri, diretor do Instituto de Teologia da Ordem no Ipiranga, afirma que um livro dessa natureza equivale ao vírus da gripe se aproximar de um organismo debilitado: poderá contaminar. No caso, se o leitor não tiver subsídios para lê-lo criticamente. Por outro lado, sua ocultação levará a fantasias equivocadas relativas a seu conteúdo. O fenômeno do falso conhecimento é um dos principais ingredientes na formação dos grupos neo-nazistas que grassam pelo mundo. Xerri, maltês de origem, assistiu a impasse parecido na África do Sul, quando da instalação da Comissão de Verdade e Reconciliação a propósito do apartheid, após a queda do regime e o início da democracia nos anos 80, no começo da era Mandella. Era necessário
esclarecer os malefícios daquela política e, ao mesmo tempo, aplacar ressentimentos para evitar revanchismo no momento em que o país iniciava sua decolagem. A sabedoria de Mandela, em propiciar conscientização à população, afastou o risco de guerra civil. Hitler escreveu Mein Kampf quando esteve preso, por tentativa de golpe na Alemanha, entre 1925 e 26. E o fez em dois volumes. O programa Wordl Count mostra que a tradução em português soma 215.154 palavras, dentro
de um vocabulário com 18.632. Deste total, 40,2% são compostos de 20 palavras, pela ordem, que resumem a cabeça do autor: povo, Estado, movimento, contra, política, grande, luta, vez, eu, vida, nação, tempo, hoje, alemão, Alemanha, mundo, guerra, força, nacional, partido. Eis a penúltima frase do livro: "Um Estado que, na época do envenenamento das raças, se dedica a cultivar os seus melhores elementos raciais, tem de um dia se tornar senhor do mundo". E deu no que deu.
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12 -.LOGO
sexta-feira, 27 de abril de 2012
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Anel leitor A ideia nasceu no MIT, famoso centro de tecnologia dos EUA: um "olho" artificial que cabe em um anel e lê textos via smartphone ou tablet. http://bit.ly/IOLku5
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A RTE Vasily Fedosenko/Reuters
O
compositor fluminense Dicró morr e u n a n o i t e d equarta-feira, de enfarte, em sua casa, em Magé, no Rio de Janeiro. Ele era diabético, tinha problemas renais e episódios de hipertensão. Passou mal em casa depois de uma sessão de hemodiálise. Há poucas semanas, era visto no Largo da Carioca, no centro do Rio, vendendo seus CDs. Dicró se chamava Carlos Roberto de Oliveira. No início da carreira, assinava "De C.R.O.", daí o apelido. Era re-
Fabio Motta/AE
Dicró morreu no Rio aos 66 anos conhecido por compor sambas satíricos, sobre o dia a dia do subúrbio. Compôs, entre outras, A Vaca da Minha Sogra, Botei Minha Nega no Seguro, Funeral do Ricardão, Olha a Rima e Chatuba.
O enterro de Dicró aconteceu no fim da tarde de ontem, no cemitério Jardim da Saudade. Casado, com três filhos e três netos, cuidava da saúde por pressão familiar, mas não dispensava cerveja nem comida de botequim. A infância foi numa favela da Baixada. A mãe, ligada à umbanda, reunia sambistas no terreiro que mantinha. Mais tarde, ele integraria a ala de compositores de duas escolas de samba: Beija-Flor e Grande Rio. Lançou 12 discos ao longo da carreira.
R ECORDE
407 de leitura em voz alta O bairro de Iztapalapa, na Cidade do México, entrou ontem para o Guinness World Records ao conseguir mais de 407 horas ininterruptas de leitura em voz alta. Durante 17 dias, de 9 a 26 de abril, 1.930 pessoas leram 300 obras literárias. L OTERIAS Concurso 2882 da QUINA 24
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Denis Sinyakov/Reuters
Ouro Peças de ouro são derretidas e transformadas em itens de design na joalheria Zorka, uma das mais famosas da cidade de Minsk, Bielo-Rússia. F UTEBOL
Fifa terá regimento anticorrupção destaque do novo código de conduta é a intolerância contra discriminações por qualquer motivo, além não admitir nenhuma forma de assédio moral ou físico. O 'Fair Play', o esporte aliado à responsabilidade social e ambiental, também consta do documento. Com as mudanças, a Fifa anunciou que seu objetivo é levar clubes e entidades a "manter a transparência e cumprir suas obrigações através de controles internos". O código é um dos pontos da agenda do Congresso da entidade, que também discutirá as finanças de 2011.
T URISMO
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Tulipas florescem no Jardim Botânico de Munique, Alemanha. Com a chegada da primavera, as plantações de flores espalhadas pelo interior do país alteram a paisagem local.
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A Fifa anunciou ontem que apresentará seu novo código de conduta no Congresso da entidade, que acontecerá em Budapeste, na Hungria, nos dias 24 e 25 de maio. O documento rejeita e condena todas as forma de suborno e corrupção ligadas ao futebol. O regimento terá que ser cumprido por todos os países membros da Fifa e é composto por onze princípios. Além do combate às fraudes, o documento também reafirma o desejo da entidade de "desempenhar um papel pioneiro na luta contra as drogas e o doping no esporte". Outro ponto de
GELO DERRETIDO - Árvores refletidas nas águas após a inundação da vilarejo de Bogolyubovo, localizado a 190 quilômetros de Moscou, na Rússia. Mais de 3 mil casas foram submersas em diversos vilarejos do país após o derretimento da neve do inverno.
Facebook mais seguro
Sombra de super-herói
O Facebook assinou acordos com a Microsoft, Mcafee, TrendMicro, Sophos e Symantec para proteger os usuários da rede social dos malwares, os "malicious softwares", para que os usuários possam utilizar antivírus gratuito durante seis meses. A colaboração com as cinco empresasvai se traduzir em maior vigilância e proteção diante de softwares maliciosos. "Isto significa que quando o usuário clicar em algum link de nosso portal, ele se beneficiará não só das proteções já existentes no Facebook, mas também da vigilância de corporações líderes em segurança", garantiu a rede social. Todos os usuários do Facebook poderão baixar gratuitamente antivírus com licença de uso de seis meses. Segundo a rede social menos de 4% do conteúdo compartilhado contém vírus.
Silhuetas de superheróis como HomemAranha, Batman, Capitão América, Incrível Hulk e outros personagens da Marvel e da DC Comics. As imagens são inspiradas em cartazes de filmes e foram transformadas em pôsteres que podem ser adquiridos no site Etsy. O kit com três pôsteres custa US$ 40. Veja mais no site. http://etsy.me/J3hAfY
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sexta-feira, 27 de abril de 2012
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conomia
Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária indica que nova redução da taxa Selic pode ocorrer na reunião de maio. Hoje a taxa é de 9% ao ano.
Copom sinaliza mais corte nos juros setor fabril se mantiver estagnado, o BC pode baixar a Selic em até 0,5 ponto percentual. Na ata, o Copom observou ainda que "ocorreram mudanças estruturais significativas na economia brasileira, às quais determinaram recuo nas taxas de juros geral, em particular na taxa neutra". O mercado futuro de juros, com a divulgação da ata, mostrava ontem fortes apostas de mais reduções na Selic. Poupança – A sinalização dada pelo BC de que vai manter a política de flexibilização monetária reforça outra questão que terá de ser tratada pelo governo: a remuneração da poupança. "O governo terá de evitar que haja uma fuga de investimentos dos fundos (para a poupança)", afirmou o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho. A caderneta tem remuneração fixada em 0,5% ao mês, mais variação da Taxa Referencial, mas o aplicador é isento do Imposto de Renda. Já a Selic serve de base para remuneração de ativos em renda fixa e, com ela em níveis menores, os investidores nestes tipos de fundos de investimento podem migrar para a poupança, causando distorções no mercado. Nesta semana, a própria presidente Dilma Rousseff deixou em aberto a possibilidade de alterar as regras da poupança . Apesar dos sinais de que vai continuar reduzindo os juros, o Copom elevou a projeção de inflação para 2012 e 2013 pelo cenário de re-
Inadimplência fez bancos aumentarem reservas Rejane Tamoto
O
s números maiores de inadimplência bancária fizeram com que ao menos três grandes instituições financeiras aumentassem suas provisões para devedores duvidosos (reservas para cobrir calotes) em 16,3% a 24,7% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre do ano passado. O aumento nesse tipo de reserva atingiu o nível mais elevado e a tendência é de redução no próximo semestre, segundo projeção da consultoria LCA. Segundo o economista Wemerson França, o que favoreceu mais atrasos nos pagamentos pela pessoa físicas foi o seu comprometimento da renda com dívidas, que em janeiro alcançou 22,2%, contra os 19,9% de igual mês de 2011. "Os balanços dos bancos mostram que o comprometimento da renda das famílias com dívidas repercutiu nas linhas de financiamento. A inadimplência deve continuar alta até início de maio, por causa de resquícios de pagamentos do começo deste ano. Daí
para frente a tendência é de queda por causa do aumento da renda, da baixa taxa de desemprego e do movimento de redução de spread", afirmou. Em geral, o índice de inadimplência para o primeiro trimestre de cada ano já costuma ser maior por causa da sazonalidade e da concentração de pagamentos de contas típicas do período. Mas neste ano a inadimplência para a pessoa física foi maior. No Bradesco, foi de 6,2% em março contra 5,5% em igual mês do ano passado. No Itau Unibanco, a inadimplência da pessoa física foi de 6,7%, um aumento de 1 ponto percentual em relação a março de 2011. No Santander, foi de 6,7% em março ante 5,9% no primeiro trimestre do ano passado. Em nota, o Santander disse que o comprometimento de renda das famílias com dívidas teve peso de dois segmentos: o cartão de crédito e o crédito pessoal. "Hoje, 36% das dívidas das famílias correspondem a juros. Se o consumidor renegociar contratos a taxas menores, pode sobrar mais dinheiro para a quitação de débitos", afirmou França.
ferência – que leva em consideração o câmbio a R$ 1,85 e a Selic em 9,75%. Segundo o documento, para este ano a inflação encontra-se "em torno do valor central" da meta do governo, de 4,5% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2013, a inflação está "acima" do centro da meta. Ao se referir ao comportamento da inflação, o comitê informou ainda que o cenário externo continua desinflacionário, argumento usado para comunicar a sua decisão de reduzir a Selic em 0,75 ponto percentual na semana passada. "Em importantes economias emergentes, apesar da resiliência da demanda doméstica, o ritmo de atividade tem moderado, em parte, consequência de ações de política e do enfraquecimento da demanda externa, via canal do comércio exterior." Declínio – Com isso, o Copom reafirmou que a inflação tende a "seguir em declínio" e em direção ao centro da meta. Nos últimos meses, os preços vêm mostrando perda de força. Em abril, embora o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) tenha acelerado alta de 0,43%, em 12 meses o indicador recuou a 5,25%, abaixo dos 5,61% previstos antes. Pela ata, o Copom reafirmou que continua trabalhando com projeção de estabilidade de preços da gasolina e do gás de botijão. Para os preços administrados, manteve as contas de alta de 4% e 4,5% em 2012 e 2013, respectivamente. (Reuters)
A 'parcimônia' e o BC
N
a gestão do Banco Central (BC) conduzida por Henrique Meirelles, o ciclo de afrouxamento monetário "parcimonioso" contou com cortes iniciais de 0,5 ponto percentual e, depois, com ajustes menores, de 0,25 ponto percentual. Esse processo ocorreu entre abril de 2006 e julho de 2007, quando a taxa básica de juros (Selic) ainda estava na casa de dois dígitos. Foi o BC de Meirelles que cunhou o termo "parcimônia" nos documentos da Casa. Curiosamente, a palavra começou a ser usada em abril de 2006, mês em que o atual presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, tomou posse na diretoria de normas. Na época, a "parcimônia" foi adotada para demonstrar que os cortes deveriam continuar. (AE)
Presidente da ACSP e da Facesp, Rogério Amato.
Paulo Pampolin/Hype
A
o divulgar ontem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central (BC) indicou que deve continuar reduzindo a taxa básica de juros do País, hoje em 9% ao ano. Para especialistas, isso significa mais cortes na Selic entre 0,25 e 0,5 ponto percentual em maio, quando o comitê vai se reunir novamente. Pelo documento, o BC informou que "qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia", diferentemente da ata anterior, publicada em março, quando escreveu que a Selic poderia ficar "ligeiramente acima dos mínimos históricos" de 8,75% ao ano. Naquele momento, o mercado havia voltado suas apostas para a manutenção da taxa em 9% no ano. Agora, a situação é diferente. Para o economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), Fernando de Hollanda Barbosa Filho, o uso da palavra "parcimônia" no comunicado torna clara a mensagem de que o comitê dará maior peso à análise dos efeitos dos cortes já efetuados para calibrar os juros básicos e decidir o nível da próxima redução. "O BC comunica que vai manter a política monetária em curso, mas deve reduzir o ritmo de corte. Dependendo dos indicadores até o fim de maio, o Copom também pode optar por parar o ciclo de corte para observar os efeitos", comentou ele, acrescentando que se o
Menos fôlego para a economia crescer Comitê de Avaliação de Conjuntura da ACSP aponta obstáculos
Estela Cangerana
A
s tentativas do governo para impedir uma desaceleração maior no ritmo da atividade econômica não devem surtir um efeito tão grande. Essa é a análise do Comitê de Avaliação de Conjuntura da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que se reuniu ontem na entidade. Segundo os membros do Comitê – economistas, empresários e especialistas dos mais diversos setores –, isso ocorre porque o modelo econômico adotado pelo governo é de crescimento dirigido pelo consumo e não pela oferta. "Por anos só se pensou em estimular a demanda, mas nada foi feito para impulsionar a oferta. Este modelo esmaga a indústria", afirmou
um membro do Comitê. Para ele, a combinação de aumento do consumo, com p o u c o i n v e s t i m e n t o , i nfraestrutura precária e elevação de custos não se sustenta por muito tempo. "O esgotamento do sistema está próximo." Cr éd ito – Mesmo com os esforços pela redução dos juros, o crédito não deve manter as altas taxas de expansão dos últimos anos. Na opinião dos membros do Comitê, pode-se esperar por "crédito menos farto e um crescimento morno da economia brasileira". A inadimplência em patamar alto, ainda que relativamente estável em vários setores, deve ser um dos empecilhos para o desenvolvimento expressivo. No ramo automotivo, em que a situação é mais crítica, por exem-
plo, a redução da oferta de recursos já é uma realidade. Agrava mais a escassez do crédito o fato de que, mesmo com o consumidor inadimplente e sem condições de vir a honrar sua dívida, o credor tem dificuldade em reaver o bem financiado por conta da burocracia. "O custo de recuperação de um veículo no Brasil é muito maior do que nos Estados Unidos, por exemplo", destacou um integrante do Comitê. Custos – A burocracia e os custos altos – resultados de uma política econômica que não foi pensada para estimular o setor produtivo – colocam a indústria em situação delicada. Um estudo encomendado pela ACSP sobre obrigações acessórias detectou em torno de 90 redundâncias entre as declarações e compromissos fiscais
e tributários que as empresas precisam cumprir. "Cerca de 4% do custo médio das empresas é justamente a administração de impostos", afirmou o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, que integra o Comitê. Ele lembrou ainda o esmagamento que a indústria nacional está enfrentando pela invasão de produtos e empresas estrangeiras. "Estamos em uma guerra comercial." E o interesse internacional pelo País é grande. Mostra disso são as estatísticas de fusões e aquisições, que revelam alta nas operações. É que, mesmo com um "crescimento morno", o Brasil ainda é a alternativa à Europa e aos Estados Unidos, que estão em uma situação bem pior.
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15 Estamos revisando as nossas taxas Marcial Portela, presidente do Santander
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Santander lucra menos no trimestre Receita do banco caiu 3,3% na comparação com os três primeiros meses de 2011. Já a inadimplência computada pela instituição avançou para 4,5% no período. Luiz Prado/ LUZ
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banco Santander Brasil encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,76 bilhão, queda de 3,3% sobre o mesmo período do ano passado. Sem incluir as despesas com amortização de ágio decorrente da aquisição do Banco Real, o lucro líquido da instituição somou R$ 856 milhões no período, queda anual de 15,4%, conforme balanço divulgado ontem pela instituição financeira. A carteira de crédito do banco subiu 17,3% no trimestre, para R$ 199,3 bilhões, mas a provisão para dívidas de difícil recuperação (PDD) disparou 44,3% sobre o primeiro trimestre de 2011, para R$ 3,09 bilhões. Na comparação com os três últimos meses do ano passado, a provisão para PDD saltou 35,8%. Inadimplência – Enquanto isso, o índice de inadimplência de financiamentos vencidos há mais de 90 dias avançou de
4% para 4,5% nos três meses encerrados em março. Segundo o presidente do banco, Marcial Portela, as taxas de inadimplência do Santander podem subir mais no segundo trimestre. O executivo acredita que o indicador deve atingir estabilidade ou até começar a cair a partir do terceiro trimestre deste ano. "Em termos de inadimplência e provisões, estamos na mesma direção que o mercado", disse Portela. Juros – O executivo informou ainda que o Santander tem estudado fazer reduções de juros em linhas de crédito para pessoas físicas e empresas. "Estamos revisando as nossas taxas", disse Portela. O presidente do Santander destaca que esse é um processo que está começando agora, em meio a queda dos juros básicos da economia. "Podemos estar no início de uma nova realidade no sistema financeiro brasileiro". Na semana passada, o ban-
co anunciou redução de juros em algumas linhas para pequenas empresas. Na pessoa física não houve cortes, mas o banco lançou uma nova conta corrente com tarifas e juros diferenciados. Sobre os rumores de que o banco no Brasil estaria sendo vendido para Bradesco ou para o Banco do Brasil, Portela afirmou que estas informações "são absolutamente falsos". O executivo disse que o Santander é que se coloca como comprador no mercado. O Brasil já é o principal mercado para o banco espanhol no mundo. O Santander Brasil respondeu por 27% do resultado global do banco, acima dos países da Europa, que detêm 25% da participação, e Reino Unido, também com 25% dos resultados globais. A participação brasileira era de 25% no primeiro trimestre do ano passado e pode chegar a 30% ou um pouco acima, segundo Portela. (Agências)
Operação brasileira do Santander responde por 27% do resultado global da instituição.
Karime Xavier/ Folhapress
Medo de inadimplência derruba ações do Itaú
A
André Esteves, CEO do BTG Pactual, diz que para o banco ele crescer precisa ser mais do que um agente financeiro.
BTG Pactual faz boa estreia na bolsa Rejane Aguiar
O
s papéis do banco de investimentos BTG Pactual estrearam ontem com alta de 1,22% na BM&FBovespa. As units ("pacotes" com uma ação ordinária e duas ações preferenciais série A) do banco fecharam cotadas a R$ 31,63, ante um preço inicial de lançamento de R$ 31,25, com o segundo maior volume de negócios. No dia, o desempenho do banco foi melhor que o do Ibovespa, índice referencial para o mercado brasileiro de ações, que subiu 0,72%. Na operação de abertura de
capital, o BTG Pactual captou R$ 3,65 bilhões, recursos que devem ser investidos no próprio negócio, de acordo com o CEO do banco, André Esteves. "Queremos crescer. Temos um país para construir e um banco de investimentos não pode ser simplesmente um agente financeiro", disse. O BTG Pactual é o segundo banco de investimentos a ter papéis negociados na BM&FBovespa. Desde julho do ano passado não havia empresas novas na bolsa. Índices de ações em queda e investidores cautelosos desestimulam as aberturas de capital. A demanda pelos papéis do BTG Pactual, em grande parte
de grandes investidores estrangeiros, não surpreendeu o executivo, que ressaltou a importância da operação como prova da confiança do mercado externo no Brasil. "O sucesso da operação foi um recado direto da comunidade financeira internacional confirmando a qualidade da economia brasileira", afirmou Esteves. "Isso é ainda mais importante considerando a grande crise global que ainda enfrentamos", acrescentou. O banco ainda não divulgou os números finais, mas o mercado estima que a demanda correspondeu a cerca de quatro vezes o total de units ofertadas. Na avaliação do executivo,
a chegada do BTG Pactual à bolsa tende a movimentar o mercado de capitais, com mais operações de IPO (sigla em inglês para oferta inicial de ações). A assessoria a operações desse tipo é um dos principais negócios do banco, que participou de grande parte dos IPOs realizados no Brasil nos últimos anos. Hoje, por exemplo, estreia na BM&FBovespa a Unicasa, empresa que reúne marcas de fabricantes e varejistas de móveis (como DellAnno, New e Favorita), com operação coordenada pelo BTG Pactual. A oferta da Unicasa, no entanto, foi bem mais modesta: captou R$ 370 milhões.
Taxas para lojistas podem cair
A
s taxas cobradas pela Cielo dos lojistas para fazer transações com cartões de crédito e débito devem cair. A expectativa é de redução de 5 a 7 pontos bases nos próximos 12 meses, segundo o presidente da companhia, Rômulo de Mello Dias. No primeiro trimestre, a Cielo aumentou sua participação no mercado para o nível recorde de 60,2%, mas Mello avaliou que esse patamar não é sustentável. A razão é a entrada de novos concorrentes e a forte competição no mercado de credenciamento. "Para manter esse tipo de participação, o volume financeiro precisa crescer em taxas bastante altas", afirmou ele. A Cielo, destacou Mello, esperava perda da participação no mercado após a abertura do
Patricia Cruz/ LUZ
segmento para novos competidores, em junho de 2010. A razão é que a empresa tinha contrato de exclusividade com a Visa, maior bandeira do mundo. Como outras empresas poderiam trabalhar com a marca, a Cielo imaginou que parte das suas transações migraria para seus concorrentes. Sobre os novos competidores, Mello destacou que o Santander tem incomodado. "Notamos uma maior penetração deles no mercado de credenciamento". Mesmo nesse cenário mais competitivo, a Cielo tem conseguido atrair cerca de 50 mil novos por mês, segundo Mello. Este ano, a empresa vai investir R$ 300 milhões, a maior parte em terminais móveis para captura de transações com cartões. (AE)
Rômulo de Mello: 60,2% do mercado é pouco
queda das ações do Itaú Unibanco na última quarta-feira fez com que o banco perdesse US$ 3,75 bilhões de valor de mercado em um único dia. Segundo pesquisa da consultoria Economática, o banco foi a empresa que mais perdeu valor na quarta-feira entre todas as companhias abertas da América Latina e Estados Unidos. O valor de mercado do Itaú na terça-feira era de US$ 71,3 bilhões. Após a baixa de quarta-feira, o banco fechou o pregão avaliado em US$ 67,5 bilhões. Outra instituição financeira brasileira figurou na lista dos dez piores resultados. O Bradesco ficou em quarto lugar ao perder US$ 1,6 bilhão num pregão em que a ação caiu 2,58%. A queda para o setor veio após o Itaú apontar ao mercado uma probabilidade de maior inadimplência. O banco projetou um aumento das despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) de R$ 6 bilhões para R$ 6,4 bilhões no segundo trimestre, e para entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre. Os papéis do Itaú caíram quase 6% no pregão de quarta-feira, empurrando
o desempenho do Ibovespa - o principal índice da BM&F Bovespa para baixo. O Ibovespa terminou com queda de 0,3%, sendo a única desvalorização entre as principais bolsas do mundo. A controladora do Itaú Unibanco, a Itaúsa, também entrou na lista das maiores quedas de valor de mercado, perdendo 1,054 bilhão de dólares, a 10ª maior queda do pregão de ontem. O Itaú encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 3,426 bilhões. Apesar de ter tido o segundo maior lucro da história entre os bancos brasileiros para o primeiro trimestre, houve queda de 3%, em relação ao mesmo período de 2011. Para o Banco, foi resultado da inadimplência no período, que chegou a seu maior nível em dois anos. O banco citou o "continuado aumento da inadimplência na economia, que impacta a qualidade do crédito". O índice de inadimplência registrado ficou em 5,1% no primeiro trimestre para dívidas com vencimento superior a 90 dias, aumento em relação aos 4,2% vistos nos primeiros meses de 2011 e aos 4,9% do quarto trimestre de 2011. (Agências)
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Sem comunicação eficiente, levando em conta o comportamento local, grandes marcas passam ao largo.
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CALÇADÃO ALISADO
NÃO DECOLOU
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gência Artplan para promover os cremes de alisamento de cabelos Niely Gold alisou o calçadão de Copacabana, cartão postal da cidade do Rio de Janeiro, que vai sediar as Olimpíadas de 2016. O calçadão, diria o velho Caymmi, que o adorava, é como a Marina, da canção, bonito com o que Deus lhe deu. Não precisa de retoques.
Fotos: Divulgação
A
gigante americana Procter & Gamble, dona de um faturamento de US$ 80 bilhões, tem prioridade em ampliar mercado nos países do bloco Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) até 2015, mas, mesmo com as belas madeixas da modelo Gisele Bündchen a impulsionar as vendas de Pantene, a empresa ainda não decolou. Continua no Brasil, ancorada em marcas tradicionais, como as fraldas Pampers e algumas fruto de aquisições ao longo do tempo, como Hipóglos, Gillette e Duracell. Líder no mercado norteamericano em diversas categorias, a P&G aqui perde terreno não apenas para a concorrente global Unilever, mas até para marcas genuinamente locais em categorias, como a de produtos para a lavagem de roupa, onde tem liderança folgada nos Estados Unidos. É o caso clássico de Ariel. O produto que foi lançado no mercado brasileiro no fim dos anos 1990, embalado por caríssima campanha publicitária, que esbarrou na curva, ou melhor, na cultura. Tudo porque durante décadas as donas de casa associaram o poder da limpeza a um alvejante vendido em pequenas barrinhas, a pedra anil e ela é azul. Como Ariel é verde, a associação imediata de roupas brancas se perdeu até que o produto em pó da marca ganhou partículas azuis. Mas já era tarde. A marca Omo, da Unilever, que desde o Rinso dos anos 1950, sempre foi azul deu um baile nessa lavanderia. Só que, como segue à risca o chamado "police global" de apresentação dos seus produtos, ao lançar o sabão em
Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br
ARTPLAN muda cartão postal do Rio
GUERRA
DEDO DURO
A
Souza Cruz uniu entidades varejistas para uma campanha nacional sobre a nova lei do Preço Mínimo dos cigarros. Quem assina as peças é a agência G2 Brasil. De alto impacto, o aviso diz de que comete crime quem vende um maço de cigarros por menos de R$ 3. Os camelôs que t o m e m c u idado.
N GISELE Bündchen: belas madeixas, mas poucas vendas. pó líquido, a P&G voltou ao verde e empurrou o azul completamente para o produto direcionado à classe C, o Ace. Recorreu inclusive ao apresentador Fausto Silva para, ao lado do Ariel líquido e de uma gama de produtos, incluindo Pantene, Oral B e Gillette, presentear os consumidores com aviões de prêmios, mas não decolou como o esperado. Suas marcas líderes continuam a ser, no Brasil, aquelas equidistantes das que emprestaram, ao longo dos anos, brilho e poder ao grupo criado em 1837 na cidade de Cincinnati, no estado de Ohio. Com Oral B, vendido no varejo a preços populares, a marca corre ainda o risco de repetir o mesmo erro do passado, quando comprou a linha de xampus Phitoervas e o sabonete Phebo, que tinham alto valor de imagem e como tal eram produtos desejados pelos consumidores. Só que, para ganhar mercado, a gigante reduziu os preços e aumentou a escala de venda. Phebo, quem tem mais de 40 anos sabe, sempre foi o sabonete presente nos lavabos e usado no banho naquele dia D, um produto nitidamente aspiracional. E o que aconteceu? Quando todos passaram a ter acesso a ele e a toalhinha que o embalava saiu de cena, até o aroma de rosas
o consumidor decidiu que tinha se perdido e o rejeitou como mercadoria de luxo. Tanto Phebo como Phitoervas foram vendidas depois da frustrada experiência. O sabonete, por exemplo, foi parar nas mãos da tradicional Casa Granado, mas nunca mais foi mais o mesmo e deixou de ser referência de luxo, assim como o fashion Phitoervas, que deu origem à São Paulo Fashion Week (SPFW). Só que, como os executivos da P&G, têm pressa e prazo até 2015 para ampliar a participação do Brasil, está em estudo o lançamento aqui de linhas líderes no mercado norte-americano, como a masculina Old Spice e a feminina CoverGirl, além do papel higiênico Charmin, com o qual deita e rola nos EUA. Se pesquisar e entender melhor o consumidor, a empresa certamente terá mais chances. Simples assim ou como é mesmo o nome dos xampus e condicionadores que ele lançou recentemente? Head & Shoulders. Agora, imagina no varejo, o consumidor perguntando por esse produto e a dificuldade do vendedor em atendê-lo. Nada a ver com o slogan "Melhorando a vida, perto de você". Perto? Sem comunicação eficiente, levando em conta o comportamento local, grandes marcas passam ao largo.
o que depender da agência JWT, os assaltantes de geladeira estão com os dias contados. Em parceria com a Vetor Zero/Lobo e a 14bits, a agência criou o Virtual Fridge Lock, um imã-alarme de geladeira que dispara um post nas redes sociais do usuário do dispositivo, avisando aos seus amigos toda vez que abrir a geladeira fora de hora, como entre as 23h e 5h. O produto foi desenvolvido para a Meta Real, um método de reabilitação alimentar e emagrecimento que existe há mais de 25 anos, e é de uso exclusivo das pessoas que aderem ao método.
CIGARROS têm preço mínimo nacional
ALARME de geladeira denuncia "assaltante"
BELEZA NA TV
A
Natura lança amanhã um programa na TV aberta dedicado a todos os telespectadores. O "Aqui Tem Natura" será apresentado por Lorena Calábria e veiculado na rede Record. O programa irá ao ar aos sábados, a cada três semanas, em três blocos de cinco minutos, nos intervalos do Fala Brasil, a partir das 8h30, além de pílulas semanais com os melhores momentos ao longo da semana na programação na Record. A empresa está de olho no filão da classe C.
NATURA lança programa na TV aberta
CUPOM é vida: doação de notas fiscais.
UTILIDADE PÚBLICA
U
ma joia da Lydia (Saeg), uma ração para a cachorrinha da Brunette (Fraccaroli) e até uma passagem para visitar a Narcisa (Tamborindeguy) no Rio de Janeiro. Quem tem dinheiro não precisa abrir mão de seus luxos para ajudar a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. É essa a mensagem passada no novo filme da instituição por Val Marchiori, que, como as demais socialites, integrou o reality show "Mulheres Ricas", da Band. Criado pela Y&R, o comercial incentiva a população a doar as notas fiscais sem CPF para o programa Cupom é Vida – o qual angaria recursos para a construção do Centro Infantil de Terapia da Dor e Cuidados Paliativos. Hellooo! É hora de fazer o bem, finalmente.
Shoppings: mix de lojas é estratégia para o sucesso. Newton Santos/Hype
Paula Cunha
C
om o processo de diversificação de modelos e de interiorização dos shopping centers em todo o País, a escolha do mix de lojas adequado para cada tipo de empreendimento tornou-se estratégia fundamental para o seu sucesso. Este foi o principal tema discutido ontem no seminário New Tenant Mix, na Capital paulista. Além disso, a entrada de marcas internacionais no mercado brasileiro, atraídas pelas boa situação econômica do Brasil, também tem impulsionado o segmento. Em razão desses fatores, os profissionais do setor que participaram do evento concluíram que, além desta seleção criteriosa, é fundamental antecipar cada vez mais a s n e c e s s i d a d e s d o s f r equentadores. O seminário foi realizado pela GS&MD – Gouvêa de Souza no Teatro das Artes do Shopping Eldorado. Entre os assuntos discutidos pelos empresários dos segmentos de construção de shoppings, livraria, vestuário e presentes e utilidades domésticas está o papel das lojas âncoras nos novos modelos de shopping center e seu papel no sucesso destes empreendimentos. Para César Garbur, diretor da 5R Shoppings, empresa que constrói, comercializa e administra shopping centers,
Nova tendência em shopping centers é investir em opções diferenciadas de lazer, cultura e gastronomia. as âncoras são importantes no processo de formação e consolidação deste modelo, mas argumenta que é equivocada a atual multiplicação de operações com características semelhantes. Atualmente, o grupo investe no modelo de centros de compras que tenham suas atividades centradas na oferta de produtos e serviços integrados, com ênfase em atividades culturais, como teatro, cinema, gastronomia e espaço para universidades. Dentro deste contexto, Sergio Herz, CEO da Livraria Cultura, confirmou que esta tendência já se consolidou e que seu grupo antecipou-se a ela. "Começamos a atuar em shoppings em 2000 e expan-
dimos a iniciativa a partir de 2003", disse. Segundo ele, como consequência desta evolução as negociações com os centros de compra tornaramse mais fáceis nos últimos anos e ele não alterou seu modelo de atuação para se instalar em novos empreendimentos. Herz lembrou que, uma pesquisa entre frequentadores realizada no Shopping Villa Lobos, localizado no Alto de Pinheiros, na Capital paulista, indicou que o que mais os atraía no espaço eram as atividades oferecidas pela Livraria, como palestras, peças e sessões de leitura, e os cinemas da rede Cinemark. No caso da Riachuelo, o gerente senior Marcos Tadeu de Paula opinou que esta diversi-
ficação dos objetivos das lojas âncoras nos shoppings dificultou a escolha destes empreendimentos chaves. Muitos deles, como a própria rede de vestuário, adotou a estratégia de criar a Riachuelo Mulher nos shoppings Paulista e West Plaza como meio de diferenciação e conquista de um público mais específico. Ricardo Visco, diretor da Aliansce Shopping Centers, especializada na implementação de shoppings, opinou que a tendência, a partir de agora, é que todas as novas unidades terão que investir em opções diferenciadas de lazer, cultura e gastronomia. Radical, ele acredita que as compras deixarão de ser o principal objetivo dos frequentadores.
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ECONOMIA/LEGAIS - 17
Itaú BBA Participações S.A. CNPJ nº 58.851.775/0001-50 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Apresentamos as Demonstrações Contábeis do Itaú BBA Participações S.A., relativas aos períodos de 01/01 a 31/12 de 2011 e de 2010. As Demonstrações Contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis). São Paulo, 26 de abril de 2012. A Administração. BALANÇO PATRIMONIAL (Em Milhares de Reais) ATIVO NOTAS Circulante ........................................................... Disponibilidades .................................................. 3b Ativos Financeiros Disponíveis para Venda......... 3c II e 4a Outros Ativos Financeiros ................................... 6a Ativos Fiscais....................................................... 3e Imposto de Renda e Contribuição Social Compensar..................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos ......................................................... Outros ............................................................... Não Circulante ................................................... Ativos Financeiros Disponíveis para Venda......... 3c II e 4a Outros Ativos Financeiros ................................... 6a Investimentos em Empresas não Consolidadas.. 3d e 7 TOTAL DO ATIVO ...............................................
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Em Milhares de Reais) 31/12/2011 41.619 103 39.999 –.– 1.517
31/12/2010 121.216 116 394 110.706 10.000
1.516
9.608
–.– 1 7.952 4.364 3.588 –.– 49.571
392 –.– 2.005.770 40.857 3.382 1.961.531 2.126.986
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO NOTAS Circulante ........................................................... Obrigações Fiscais .............................................. 3e Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos ......................................................... Outras ............................................................... Outros Passivos................................................... 6b Total do Passivo ................................................ Capital Social....................................................... Reservas Integralizadas ...................................... Resultado Abrangente Acumulado...................... Total do Patrimônio Líquido ............................. TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO ...........................................................
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 8) (Em Milhares de Reais) Capital Reservas Social Integralizadas SALDOS EM 01/01/2010 ........................................................................ 645.900 709.516 Capitalização por Reservas..................................................................... 192.500 (192.500) Outorga de Opções de Ações ................................................................. –.– 326 Variação de Valor Justo ........................................................................... –.– –.– Lucro Líquido do Exercício ...................................................................... –.– –.– Destinações: Reserva Legal....................................................................................... –.– 20.394 Reserva Estatutária .............................................................................. –.– 270.029 Juros sobre o Capital Próprio ............................................................... –.– –.– Dividendos Distribuídos ........................................................................ –.– –.– Valor a ser proposto excedente ao mínimo obrigatório ........................ –.– –.– SALDOS EM 31/12/2010 ........................................................................ 838.400 807.765 MUTAÇÕES NO PERÍODO ....................................................................
192.500
Resultado Abrangente Disponível para Venda 243.316 –.– –.– 113.606 –.– –.– –.– –.– –.– 20.589 377.511
98.249
134.195
807.765 (527.275) (280.164) (63.074) (101) –.– (326) –.–
377.511 (357.248) (20.589) –.– –.– 326 –.– –.–
SALDOS EM 01/01/2011 ........................................................................ Redução de Capital com entrega de Investimentos (Nota 7) .................. Capitalização por Reservas/Dividendos (Nota 8a).................................. Dividendos Pagos (Nota 8b)................................................................... Provisão de Dividendos (Nota 8b)........................................................... Variação de Valor Justo ........................................................................... Outorga de Opções de Ações ................................................................. Lucro Líquido do Exercício ...................................................................... Destinações: Reserva Legal....................................................................................... Reserva Estatutária .............................................................................. SALDOS EM 31/12/2011 ........................................................................
838.400 (1.339.614) 526.409 –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– 25.195
13.300 72.702 22.827
MUTAÇÕES NO PERÍODO ....................................................................
(813.205)
(784.938)
–.– –.– –.– (377.511)
8
31/12/2011 1.549 185
31/12/2010 103.310 12.866
185 –.– 1.364
–.– 12.866 90.444
1.549 25.195 22.827 –.–
103.310 838.400 807.765 377.511
48.022
2.023.676
49.571
2.126.986
Lucros (Prejuízos) Acumulados –.– –.– –.– –.– 407.885 (20.394) (270.029) (51.217) (45.656) (20.589) –.– –.– –.– –.– (180.000) –.– –.– –.– –.– 266.002 (13.300) (72.702) –.– –.–
Total 1.598.732 –.– 326 113.606 407.885 –.– –.– (51.217) (45.656) –.– 2.023.676 424.944 2.023.676 (2.224.137) 45.656 (63.074) (101) 326 (326) 266.002 –.– –.– 48.022 (1.975.654)
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - PERÍODO DE 01/01 A 31/12 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL O ITAÚ BBA PART classifica seus Ativos e Passivos Financeiros da seguinte maneira: • Ativos financeiros disponíveis para venda. A Itaú BBA Participações (ITAÚ BBA PART) é uma sociedade anônima de capital fechado, A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos constituída e existente segundo as leis brasileiras e está localizada na Praça Alfredo ou os passivos financeiros foram assumidos. A Administração determina a classificação Egydio de Souza Aranha, 100 - Torre Conceição - 7º andar - na cidade de São Paulo. de seus instrumentos financeiros no reconhecimento inicial. A sociedade tem por objetivo deter participações em outras sociedades, na qualidade O ITAÚ BBA PART categoriza os instrumentos financeiros em classes que refletem a de acionista ou quotista. natureza e as características desses instrumentos financeiros. As Demonstrações Contábeis elaboradas para os exercícios findos em 31 de dezembro As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas e de 2011 e 2010 foram aprovadas pela Diretoria em 26 de abril de 2012. “desreconhecidas”, respectivamente, na data de negociação. NOTA 2 - POLÍTICAS CONTÁBEIS SIGNIFICATIVAS Os ativos financeiros são “desreconhecidos” quando os direitos de receber os fluxos de As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações caixa se expiram ou quando o ITAÚ BBA PART transfere substancialmente todos os riscos contábeis estão descritas abaixo. e benefícios de propriedade e tal transferência se qualifica para “desreconhecimento” 2.1 - BASES DE PREPARAÇÃO de acordo com os requerimentos do CPC 38. Portanto, se os riscos e benefícios não Demonstrações contábeis foram substancialmente transferidos, o ITAÚ BBA PART deve avaliar o controle para As demonstrações contábeis individuais foram preparadas conforme as práticas determinar se o envolvimento contínuo relacionado com qualquer controle retido não contábeis adotadas no Brasil incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de impede o desreconhecimento. Os passivos financeiros são desreconhecidos quando Pronunciamentos Contábeis (CPCs). As demonstrações contábeis não estão sendo foram liquidados ou extintos. consolidadas considerando o CPC 36, que estabelece que uma controladora pode deixar Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no Balanço de apresentar as demonstrações contábeis consolidadas, se a controladora é ela própria Patrimonial exclusivamente quando há um direito legalmente aplicável de compensar os uma controlada (integral ou parcial) de outra entidade (Itaú Unibanco Holding), a qual, valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o em conjunto com os demais proprietários, incluindo aqueles sem direito a voto, foram ativo e liquidar o passivo simultaneamente. consultados e não fizeram objeção quanto a não apresentação das demonstrações I. Ativos e passivos financeiros designados a valor justo contábeis consolidadas pela controladora. Nas demonstrações contábeis individuais as São os ativos e passivos designados a valor justo através do resultado no reconhecimento controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. inicial (opção de valor justo). Esta designação não pode ser alterada subsequentemente. A preparação das demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis De acordo com o CPC 38, a opção de valor justo somente pode ser aplicada quando críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração do ITAÚ BBA sua aplicação reduz ou elimina inconsistências contábeis no resultado ou quando os PART no processo da aplicação das políticas contábeis. Aquelas áreas que requerem ativos financeiros fazem parte de uma carteira cujo risco é administrado e reportado à maior nível de julgamento e possuem maior complexidade estão divulgadas na nota 2.3. Administração com base no seu valor justo ou ainda, quando estes ativos consistem em 2.2 - PRONUNCIAMENTOS, ALTERAÇÕES E INTERPRETAÇÕES EFETIVOS EM OU instrumento de dívida e em derivativo embutido que devem ser separados. APÓS 1º DE JANEIRO DE 2011 O ITAÚ BBA PART designa certos ativos a valor justo através do resultado no As seguintes novas normas, alterações e interpretações de normas foram emitidas pelo reconhecimento inicial, pois sua avaliação e desempenho são efetuadas diariamente IASB mas não estão em vigor para o exercício de 2011. A adoção antecipada dessas com base no valor justo. normas, embora encorajada pelo IASB, não foi adotada, no Brasil, pelo Comitê de II. Ativos financeiros disponíveis para venda Pronunciamento Contábeis (CPC). De acordo com o CPC 38, os ativos financeiros são classificados como disponíveis para • O IFRS 9 - “Instrumentos Financeiros”, aborda a classificação, mensuração e venda quando, no julgamento da Administração, eles podem ser vendidos em resposta reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de ou em antecipação a alterações nas condições de mercado e que não foram classificados 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados à classificação como ativos financeiros ao valor justo através do resultado, empréstimos e recebíveis ou e mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificação dos ativos mantidos até o vencimento. financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo Os ativos financeiros disponíveis para venda são inicialmente e subsequentemente amortizado. A determinação é feita no reconhecimento inicial. A base de classificação contabilizados no Balanço patrimonial consolidado pelo seu valor justo, que consiste depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de inicialmente no montante pago incluindo quaisquer custos de transação. Os ganhos caixa dos instrumentos financeiros. Com relação ao passivo financeiro, a norma mantém e perdas não realizados (exceto perdas por redução ao valor recuperável, diferenças a maioria das exigências estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudança é a de que nos cambiais, dividendos e receita de juros) são reconhecidos, líquidos dos impostos casos em que a opção de valor justo é adotada para passivos financeiros, a porção de aplicáveis, no Resultado Abrangente Acumulado. mudança no valor justo devido ao risco de crédito da própria entidade é registrada no O ITAÚ BBA PART avalia na data do balanço patrimonial se existe evidência que um resultado abrangente e não na demonstração dos resultados, exceto quando resultar ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros estão em situação de perda de seu em descasamento contábil. O ITAÚ BBA PART está avaliando o impacto total do IFRS 9. valor recuperável. No caso de instrumentos de patrimônio classificados como ativos A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2013. financeiros disponíveis para venda, um declínio prolongado e significativo no valor • O IFRS 12 - “Divulgação de participação em outras entidades”, trata das exigências de justo, abaixo de seu valor de custo é uma evidência de redução do valor recuperável, divulgação para todas as formas de participação em outras entidades, incluindo acordos resultando no reconhecimento de uma perda por redução ao valor recuperável. Se existir conjuntos, associações, participações com fins específicos e outras participações não evidência de perda para ativos financeiros disponíveis para venda, a perda acumulada, registradas contabilmente. O ITAÚ BBA PART está avaliando o impacto total do IFRS 12. mensurada pela diferença entre o custo de aquisição e o valor justo atual, menos A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2013. • IFRS 13 - “Mensuração de valor justo”, emitido em maio de 2011. O objetivo do IFRS qualquer perda por redução ao valor recuperável previamente reconhecida no resultado, 13 é aprimorar a consistência e reduzir a complexidade da mensuração ao valor justo, e reconhecida na Demonstração de Resultado como um ajuste de reclassificação do fornecendo uma definição mais precisa e uma única fonte de mensuração do valor justo Resultado Abrangente Acumulado. e suas exigências de divulgação para uso em IFRS. As exigências, que estão bastante As perdas por redução ao valor recuperável reconhecidas na Demonstração do Resultado alinhadas entre IFRS e US GAAP, não ampliam o uso da contabilização ao valor justo, de instrumentos de patrimônio não são revertidas através do resultado. No entanto, se mas fornecem orientações sobre como aplicá-lo quando seu uso já é requerido ou em período subsequente, o valor justo de um instrumento de dívida classificado como permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. O ITAÚ BBA PART ainda está avaliando ativo financeiro disponível para venda aumentar e este aumento puder ser objetivamente o impacto total do IFRS 13. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2013. relacionado a um evento ocorrido após o reconhecimento da perda, tal perda é revertida Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor através do resultado. g que poderiam ter impacto significativo sobre o ITAÚ BBA PART. d) Participação em Controlada 2.3 - ESTIMATIVAS CONTÁBEIS CRÍTICAS E JULGAMENTOS O CPC 18 - Investimentos em Coligadas e Controladas define empresas não A preparação das demonstrações contábeis de acordo com os CPCs exige que a consolidadas ou associadas como aquelas empresas nas quais o investidor possui Administração realize estimativa e utilize premissas que afetam os saldos de ativos e influência significativa, porém não detém o controle. Influência significativa geralmente passivos e passivos contingentes divulgados na data das demonstrações contábeis, representa uma participação no capital votante de 20% a 50%. O investimento em bem como os montantes divulgados de receitas, despesas, ganhos e perdas durante os controlada é contabilizado pelo método de equivalência patrimonial e é inicialmente períodos apresentados e em períodos subsequentes, pois os resultados efetivos podem reconhecido pelo seu valor de custo. ser diferentes daqueles apurados de acordo com tais estimativas e premissas. e) Imposto de Renda e Contribuição Social Todas as estimativas e as premissas utilizadas pela Administração estão em conformidade Existem dois componentes na provisão para imposto de renda e contribuição social: com os CPCs e são as melhores estimativas atuais realizadas em conformidade com corrente e diferido. a norma aplicável. As estimativas e julgamentos são avaliados em base contínua, e O componente corrente aproxima-se dos impostos a serem pagos ou recuperados no consideram a experiência passada e outros fatores. período aplicável e são registrados no Balanço Patrimonial na rubrica Obrigações Fiscais As demonstrações contábeis incluem diversas estimativas e premissas utilizadas. e Ativos Fiscais respectivamente. As estimativas contábeis e premissas críticas que apresentam impacto mais significativo O componente diferido, representado pelos créditos tributários, é obtido pela diferença nos valores contábeis de ativos e passivos, estão descritas abaixo: entre as bases de cálculo contábil e tributárias dos ativos e passivos no final de cada a) Imposto de Renda e contribuição social diferido exercício. O benefício fiscal dos prejuízos fiscais a compensar é reconhecido como um Conforme explicado na Nota 3.e, ativos fiscais diferidos são reconhecidos somente em ativo. Os Créditos Tributários somente são reconhecidos quando é provável que lucros relação as diferenças temporárias e créditos e prejuízos fiscais a compensar na medida tributáveis futuros estarão à disposição para sua compensação. Os Créditos Tributários em que se considera provável que a O ITAÚ BBA PART irá gerar lucro tributável futuro em são reconhecidos no Balanço Patrimonial na rubrica Ativos Fiscais. relação aos quais os ativos fiscais diferidos possam ser utilizados. A realização esperada A despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social é reconhecida na Demonstração do crédito tributário da O ITAÚ BBA PART é baseada na projeção de receitas futuras e do Resultado na rubrica Imposto de Renda e Contribuição Social, exceto quando se outros estudos técnicos. refere ao imposto diferido sobre a mensuração ao valor justo de ativos financeiros b) Valor Justo dos Instrumentos financeiros disponíveis para venda. Os impostos diferidos destes itens são inicialmente reconhecidos O ITAÚ BBA PART classifica as mensurações de valor justo usando a herarquia de valor no Resultado e posteriormente reconhecidos no resultado conjuntamente com o justo que reflete a significância dos inputs no processo de mensuração. Há trés grandes reconhecimento do ganho/perda originalmente diferido. níveis referentes à hierarquia de valor justos, que estão detalhados na Nota 10. Alterações na legislação fiscal e nas alíquotas tributárias são reconhecidas na O ITAÚ BBA PART acredita que todas as metodologias adotadas são apropriadas e Demonstração do Resultado na rubrica Imposto de Renda e Contribuição Social no consistentes com os participantes do mercado, independente disso, a adoção de outras período em que entram em vigor. Os juros e multas são reconhecidos na Demonstração metodologias ou o uso de pressupostos diferentes para apurar o valor justo pode resultar do Resultado na rubrica de Despesas Tributárias. em estimativas diferentes dos valores justos na data-base. Os tributos são calculados às alíquotas abaixo demonstradas, consideram, para efeito c) Mensuração do valor recuperável das respectivas bases de cálculo, a legislação vigente pertinente a cada encargo. Nas datas-base de divulgação das Demonstrações Contábeis, o ITAÚ BBA PART possui como prática a verificação quanto à existência de evidências objetivas de redução do Imposto de Renda .............................................................................................. 15,00% valor recuperável dos ativos não financeiros. Esta mensuração pode envolver critérios Adicional de Imposto de Renda.......................................................................... 10,00% subjetivos de avaliação, tais como análise de obsolescência técnica e operacional ou a Contribuição Social............................................................................................. 9,00% expectativa de substituição do ativo por outro que gere benefícios econômicos futuros PIS...................................................................................................................... 1,65% superiores ao anterior. COFINS .............................................................................................................. 7,60% NOTA 3 - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS f) Ativos e Passivos Contingentes a) Moeda Funcional e Moeda de Apresentação São avaliados, reconhecidos e divulgados de acordo com o CPC 25 - “Provisões, Passivos As Demonstrações Contábeis estão apresentadas em Reais, que é a moeda funcional do Contingentes e Ativos contingentes”. Ativos contingentes e passivos contingentes são ITAÚ BBA PART e, também, a sua moeda de apresentação. direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja ocorrência b) Caixa e Equivalentes a Caixa depende de eventos futuros. O ITAÚ BBA PART define como caixa e equivalentes de caixa, as disponibilidades Os ativos contingentes não são reconhecidos nas Demonstrações Contábeis, exceto que compreendem o caixa e contas correntes em bancos, considerados no balanço quando a Administração entende que sua realização é praticamente certa, e geralmente patrimonial na rubrica de Disponibilidades. corresponde a ações com decisões favoráveis em julgamento final e inapelável e pela c) Ativos e Passivos Financeiros retirada de ações como resultado da liquidação de pagamentos que tenham sido De acordo com o CPC 38 - Instrumentos Financeiros - Reconhecimento e Mensuração, recebidos ou como resultado de acordo de compensação com um passivo existente. todos os ativos e passivos financeiros, incluindo os instrumentos financeiros derivativos Não haviam ativos contingentes registrados nas Demonstrações Contábeis em 31 de devem ser reconhecidos no Balanço Patrimonial e mensurados de acordo com a dezembro de 2011 e de 2010. categoria no qual o instrumento foi classificado.
01/01 a 01/01 a NOTAS 31/12/2011 31/12/2010 Receitas Operacionais ............................................ 267.826 412.758 Receitas Financeiras ................................................. 3c 5.220 965 Resultado de Participação de Empresas não Consolidadas .......................................................... 3d e 7 262.606 411.787 Outras Receitas......................................................... –.– 6 Despesas Operacionais .......................................... (111) (5.248) Despesas Gerais e Administrativas........................... (109) (51) Despesas Tributárias ................................................. (2) (5.184) Outras Despesas....................................................... –.– (13) Lucro Líquido antes de Imposto de Renda e Contribuição Social .............................................. 3e e 5 267.715 407.510 Imposto de Renda e Contribuição Social Correntes . (1.136) (65) Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos ... (577) 440 LUCRO LÍQUIDO...................................................... 266.002 407.885 Nº DE AÇÕES........................................................... Lucro básico/diluído por lote de mil ações..............
8 3i
38.859 6,85
511.941 0,80
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE (Em Milhares de Reais) 01/01 a 01/01 a 31/12/2011 31/12/2010 LUCRO LÍQUIDO.................................................................... 266.002 407.885 Dividendos Excedente ao Mínimo Obrigatório ........................ (20.589) 20.589 Ajustes de Títulos e Valores Mobilíarios de Controlada .......... (357.248) –.– Ativos Financeiros Disponíveis para Venda............................. 326 113.606 Variação de Valor Justo ........................................................ 494 172.130 Efeito fiscal............................................................................ (168) (58.524) TOTAL DE RESULTADO ABRANGENTE .............................. (111.509) 542.080 DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA (Em Milhares de Reais) 01/01 a 01/01 a 31/12/2011 31/12/2010 LUCRO LÍQUIDO AJUSTADO ............................................... 3.647 (4.016) Lucro Líquido:........................................................................ 266.002 407.885 Ajustes ao Lucro Líquido:...................................................... (262.355) (411.901) Opções de Outorgas Reconhecidas ................................... (326) 326 Tributos Diferidos................................................................. 577 (440) Resultado de Participação em Coligadas ........................... (262.606) (411.787) VARIAÇÃO DE ATIVOS E OBRIGAÇÕES............................. 59.414 (116.064) (Aumento) Redução em Ativos Financeiros Disponíveis para Venda........................................................................ (2.617) (36.167) (Aumento) Redução em Outros Ativos................................ 117.745 (16.676) (Redução) Aumento em Obrigações Fiscais e Outros Passivos............................................................................ (55.714) (63.206) Pagamento de Imposto de Renda e Contribuição Social.... –.– (15) CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE/(APLICADO) NAS ATIVIDADES OPERACIONAIS ............................................ 63.061 (120.080) Dividendos Recebidos de Coligadas .................................. –.– 120.138 Pagamento de Dividendos .................................................. (63.074) –.– CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE/(APLICADO) NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO ....................................... (63.074) 120.138 AUMENTO/(DIMINUIÇÃO) LÍQUIDO EM CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (Nota 3b) ................................ (13) 58 Início do Período ................................................................. 116 58 Final do Período .................................................................. 103 116 Os passivos contingentes decorrem principalmente de processos judiciais e administrativos, inerentes ao curso normal dos nossos negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária. Essas contingências são avaliadas com base nas melhores estimativas da Administração levando em consideração o parecer de assessores legais quando houver probabilidade que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que o montante das obrigações possa ser estimado com razoável segurança. As contingências são classificadas como: • Prováveis: as quais são reconhecidas no Balanço Patrimonial na rubrica Provisões no Passivo; • Possíveis: as quais são divulgadas nas Demonstrações Contábeis, não sendo nenhuma provisão registrada; e • Remotas: as quais não requerem provisão e divulgação. Os passivos contingentes possíveis são quantificados utilizando-se modelos e critérios que permitam a sua mensuração de forma adequada, apesar da incerteza inerente aos prazos e valores. O montante dos depósitos judiciais é atualizado de acordo com a regulamentação vigente. g) Capital Social O Capital Social do ITAÚ BBA PART está representado por ações ordinárias nominativas e preferencias, sem valor nominal. h) Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos obrigatórios de 25% do lucro líquido de cada ano, ajustado de acordo com a legislação vigente. Os valores de dividendos mínimos estabelecidos no estatuto social são contabilizados como passivo no final do exercício. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é reconhecido como passivo quando aprovados pelos acionistas em Assembleia Geral. Desde 1º de janeiro de 1996, as empresas brasileiras têm a permissão para atribuir uma despesa nominal de juros, dedutível para fins fiscais, sobre seu capital próprio. Os juros sobre o capital próprio são tratados, para fins contábeis, como dividendos e são apresentados nas Demonstrações Contábeis como uma redução do patrimônio líquido. O benefício fiscal relacionado é registrado na Demonstração do resultado. i) Lucro por Ação O lucro por ação é calculado pela divisão do lucro líquido atribuído aos controladores do ITAÚ BBA PART pelo número de ações ordinárias em circulação em cada exercício. A média ponderada do número de ações é calculada com base nos períodos nos quais as ações estavam em circulação. j) Reconhecimento de Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela prestação de serviços no curso normal das atividades do ITAÚ BBA PART. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos. NOTA 4 - TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS a) Títulos Disponíveis para Venda - A carteira é composta por Títulos Privados Certificados de Depósito Bancário com vencimento entre 181-365 no valor justo de R$ 39.999 e acima de 365 dias no valor justo de R$ 4.364, que totalizam R$ 44.363 (R$ 41.251 em 31/12/2010). b) Instrumentos Financeiros Derivativos - Em 31/12/2011 e 31/12/2010 não existiam posições em aberto no mercado de derivativos. NOTA 5 - TRIBUTOS Composição das Despesas com Impostos e Contribuições Demonstramos a seguir o Imposto de Renda e Contribuição Social devidos sobre as Operações do Período e sobre as diferenças temporárias decorrentes de adições e exclusões: 01/01 a 01/01 a Devidos sobre Operações do Período 31/12/2011 31/12/2010 Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ................................................................................... Encargos (Imposto de Renda e Contribuição Social) às alíquotas vigentes (Nota 3e) ............................................ Acréscimos/Decréscimos aos encargos de Imposto de Renda e Contribuição Social decorrentes de: (Inclusões) Exclusões ........................................................... Participações em Coligadas e Controladas............................. Juros sobre o Capital Próprio ............................................... Outras ................................................................................... Total de Imposto de Renda e Contribuição Social .............
267.715
407.510
(91.023)
(138.553)
89.310 89.286 –.– 24 (1.713)
138.928 140.007 (1.639) 560 375
As Despesas Tributárias estão representadas basicamente por PIS, COFINS e ISS. NOTA 6 - DETALHAMENTO DE CONTAS a) Outros Ativos Financeiros Dividendos a Receber ............................................................. Depósitos em Garantia de Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias (Sem Provisão)......................................... Total ........................................................................................
31/12/2011 31/12/2010 –.– 110.706 3.588 3.588
3.382 114.088
b) Outros Passivos Dividendos a Pagar ................................................................. Aquisição de Bens e Direitos................................................... Total ........................................................................................
31/12/2011 31/12/2010 101 89.191 1.263 1.253 1.364
90.444
NOTA 7 - INVESTIMENTOS Foi entregue o investimento do Banco Itáu BBA S.A. à Itaú Unibanco Holding S.A. na data de 30/09/2011, com o cancelamento de 473.082 ações nominativas, sendo 157.694 ordinárias e 315.388 preferenciais, que representavam a participação de 18,91% das ações no valor de R$ 2.224.137. 31/12/2011 31/12/2010 Banco Itaú BBA S.A. Saldo no Início do Período ................................................... 1.961.531 Resultado de Participação em Controlada .............................. 262.606 Dividendos Pagos/Provisionados e Juros sobre Capital Próprio .................................................................................. –.– Ajuste de Títulos e Valores Mobiliários de Controladas e Outros ................................................................................ –.– Entrega do Investimento do Banco Itaú BBA S.A. à Itaú Unibanco Holding S.A. ......................................................... (2.224.137) Saldo no Final do Período .................................................... –.–
1.555.950 411.787 (120.138) 113.932 –.– 1.961.531
DIÁRIO DO COMÉRCIO
18 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Itaú BBA Participações S.A. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - PERÍODO DE 01/01 A 31/12 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) (Continuação) NOTA 8 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO pelas premissas utilizadas, inclusive a taxa de desconto e a estimativa dos fluxos de caixa futuros. O valor justo estimado obtido por meio dessas técnicas não pode ser a) Capital Social - O capital social está representado por 38.859 ações nominativas, substanciado por comparação com mercados independentes e, em muitos casos, não sem valor nominal, sendo 12.953 ordinárias e 25.906 preferenciais, estas sem direito a pode ser realizado na liquidação imediata do instrumento. voto, mas com prioridade no reembolso do capital, sem prêmio, no caso de liquidação A tabela a seguir resume o valor contábil e o valor justo estimado dos instrumentos da sociedade. financeiros: Em 30/09/2011 foi aprovado o aumento de capital no montante de R$ 526.409 mediante 31/12/2011 31/12/2010 a capitalização das reservas de lucros no montante de R$ 280.164, Lucros acumulados no montante de R$ 180.000 e reversão de dividendos no montante de R$ 66.245 Valor Contábil Valor Contábil provisionados em 2010 e declarados em 25/05/11. Valor Justo Valor Justo Níveis b) Dividendos - Os acionistas têm direito a receber como dividendo mínimo obrigatório, Estimado Estimado de Risco em cada exercício, importância não inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro Ativos Financeiros (*) líquido ajustado, conforme disposto na Lei das Sociedades por Ações. Ativos Financeiros Disponíveis para Venda . 44.363 41.251 2 Em 29/12/2011 foi pago o montante de R$ 63.074 à razão de R$ 1.623,15036 por lote de (*) Vide Nota 9. mil ações ordinárias e preferenciais referente ao período de 2011. Os métodos e premissas utilizados para a estimativa do valor justo estão definidos Em 31/12/2011 foi provisionado o montante de R$ 101 à razão de R$ 2,59918 por lote de abaixo: mil ações ordinárias e preferenciais referente ao período de 2011. Registrados em Outras a) Disponibilidades e Outros Ativos Financeiros - O valor contábil apresentado para Obrigações - Sociais e Estatutárias. esses instrumentos no balanço patrimonial se aproxima de seu valor justo. c) Reservas b) Ativos Financeiros Disponíveis para Venda - Sob condições normais, os preços 31/12/2011 31/12/2010 cotados de mercado são os melhores indicadores dos valores justos dos instrumentos RESERVAS INTEGRALIZADAS............................................. 22.827 807.765 financeiros. Entretanto, nem todos os instrumentos possuem liquidez ou cotações e, Reserva Legal ......................................................................... 22.827 68.103 nesses casos, faz-se necessário a adoção das estimativas de valor presente e outras Reserva Estatutária (*) ............................................................ –.– 739.336 técnicas para definição de preço. Os valores justos dos títulos públicos são apurados com Outorga de Opções de Ações ................................................. –.– 326 base nas taxas de juros fornecidas por terceiros no mercado e validados comparandose com as informações fornecidas pela ANBIMA. Os valores justos de títulos de dívida (*) Constituída para assegurar à sociedade adequada margem operacional, conforme o de empresas são calculados adotando-se critérios semelhantes aos das aplicações em previsto em estatuto. depósitos interfinanceiros, conforme descrito acima. NOTA 9 - PARTES RELACIONADAS A entidade deve classificar as mensurações de valor justo usando uma hierarquia de a) As operações realizadas entre partes relacionadas são divulgadas em atendimento valor justo que reflita a significância dos inputs usados no processo de mensuração. aos CPCs. Essas operações, basicamente com o Banco Itaú BBA S.A., são efetuadas Nível 1: As informações observáveis que refletem os preços cotados (não ajustados) a valores, prazos e taxas médias usuais de mercado, vigentes nas respectivas datas, e para ativos ou passivos idênticos em mercados ativos. Um mercado ativo é aquele no em condições de comutatividade. Entre essas operações destacam-se: Títulos de Renda qual as transações para o ativo ou passivo que está sendo mensurado geralmente Fixa, R$ 44.363 (R$ 41.251 em 31/12/2010) com vencimento de 181 a 365 dias no ocorre com a frequência e volume suficientes para fornecer informações de precificação montante de R$ 39.999 e acima de 365 dias no montante de R$ 4.364 e respectivo continuamente. resultado R$ 4.712 (R$ 620 de 01/01 a 31/12/2010). Nível 2: As informações que não os preços cotados incluídas no Nível 1 que são b) Remuneração do Pessoal-Chave da Administração - Os honorários atribuídos observáveis para o ativo ou passivo direta ou indiretamente. O Nível 2 inclui geralmente: aos administradores do ITAU BBA PART são pagos pelo controlador Itaú Unibanco (i) preços cotados para ativos ou passivos semelhantes em mercados ativos; (ii) preços Holding S.A.. cotados para ativos ou passivos idênticos ou semelhantes em mercados que não são NOTA 10 - VALOR JUSTO DOS INSTRUMENTOS FINANCEIROS ativos, isto é, mercados nos quais há poucas transações para o ativo ou passivo, os preços não são correntes, ou as cotações de preço variam substancialmente ao longo Nos casos em que não estão disponíveis preços cotados em mercado, os valores do tempo ou entre os especialistas no mercado de balcão (market makers), ou nos quais justos são baseados em estimativas, com a utilização de fluxos de caixa descontados ou outras técnicas de avaliação. Essas técnicas são afetadas de forma significativa poucas informações são divulgadas publicamente; (iii) as informações que não os preços DIRETORIA Diretores OTTAVIO ALDO RONCO ROBERTO EGYDIO SETUBAL RODOLFO HENRIQUE FISCHER
Contador Carlos André Hermesindo da Silva 1SP281528/O-1
Sede: Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100 Torre Conceição - 7º andar - São Paulo - SP
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas Itaú BBA Participações S.A. Examinamos as demonstrações contábeis da Itaú BBA Participações S.A. (“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos
e
cotados que são observáveis para o ativo ou passivo (por exemplo, taxas de juros e curvas de rentabilidade observáveis em intervalos cotados regularmente, volatilidades, etc.); (iv) as informações que são derivadas principalmente de ou corroboradas por dados do mercado observáveis através de correlação ou por outros meios. Nível 3: as informações não são observáveis para o ativo ou passivo. As informações não observáveis devem ser usadas para mensurar o valor justo na proporção em que as informações observáveis não estão disponíveis, permitindo, dessa forma, que as situações nas quais há pouca, se houver, atividade de mercado para o ativo ou passivo na data de mensuração. NOTA 11 - GERENCIAMENTO DE RISCO A ITAU BBA PART integra o conglomerado ITAÚ UNIBANCO HOLDING e segue sua política de gerenciamento de risco. A identificação de riscos tem como objetivo mapear os eventos de risco de natureza interna e externa que possam afetar as estratégias das unidades de negócio e de suporte e o cumprimento de seus objetivos, com possibilidade de impactos nos resultados, no capital e na liquidez. A gestão de risco é considerada como instrumento essencial para a otimização do uso de recursos e a seleção das melhores oportunidades de negócios, visando obter a melhor relação Risco x Retorno. O gerenciamento de risco é o processo onde: • São identificados e medidos os riscos existentes e potenciais das operações; • São aprovados políticas, procedimentos e metodologias de gestão e controle de riscos consistentes com as orientações do Conselho de Administração e as estratégias do conglomerado; • A carteira de risco é administrada vis-à-vis as melhores relações risco-retorno. Este processo permeia toda a instituição, com total envolvimento da alta Administração, que por meio de comissões, define os objetivos globais que são mensurados sob a forma de metas e limites para as unidades de negócio gestoras de risco. As unidades de controle, por sua vez, apóiam a Administração através dos processos de monitoramento e análise de risco. A estrutura organizacional de gerenciamento de riscos está de acordo com as recomendações do Comitê da Basileia. A estrutura de controle dos riscos de Mercado, Crédito, Liquidez, Operacional e de Subscrição é centralizada no Itaú Unibanco visando a assegurar que os riscos do conglomerado estão sendo administrados de acordo com as políticas e os procedimentos estabelecidos. O objetivo do controle centralizado é prover à alta Administração uma visão global das exposições do conglomerado aos riscos, de forma a otimizar e agilizar as decisões corporativas. Cumpre a essa estrutura acompanhar as demandas regulatórias feitas à instituição líder do conglomerado. Maiores detalhes sobre o gerenciamento de riscos podem ser consultados no site de www.itau-unibanco.com.br/ri, na seção Governança Corporativa/ Gerenciamento de Riscos - Circular 3.477.
riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Itaú BBA Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 26 de abril de 2012 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5
Paulo Sergio Miron Contador CRC 1SP173647/O-5
O Cadastro Positivo permite que alguém no presente tente adivinhar o futuro com base no passado. Carlos Celso Orcesi da Costa
conomia
Descomplicando o Cadastro Positivo
Divulgação
Publicação do advogado Carlos Celso Orcesi aborda de forma simples os pontos mais relevantes, para empresas e consumidores, dessa ferramenta que tende a revolucionar a política de crédito no Brasil. Sílvia Pimentel
Chico Ferreira/ LUZ
N
o momento em que se discute nos gabinetes do governo a regulamentação do novo banco de dados que deve revolucionar a política de crédito no Brasil, a Editora Saraiva lança uma obra que explica com detalhes os 18 artigos da Lei nº 12.414, publicada no ano passado. Em 327 páginas, o autor do livro, o advogado especializado em Direito Empresarial, Carlos Celso Orcesi da Costa, que foi superintendente jurídico da Associação Comercial São Paulo (ACSP), aborda questões como privacidade, ética, direitos e deveres dos consumidores e das empresas gestoras do banco de dado e a proteção ao crédito na era cibernética. É a sua oitava obra. "A legislação atual tem defeitos e omissões mas, de maneira geral, é equilibrada, permitindo o bom funcionamento do Cadastro Positivo no médio prazo", opina o advogado, ao lembrar que a maioria dos países possui há muito tempo leis regulamentando o uso de informações sobre o histórico de pagamento dos consumidores. Numa explicação bem simples para algo tão complexo e novo no ordenamento jurídico brasileiro, o advogado diz que o Cadastro Positivo vai permitir que alguém no presente tente adivinhar o futuro com base no passado. "É complexo. Portanto, é natural que o Cadastro Positivo provoque muitas dúvidas e questionamentos", diz. O livro Cadastro Positivo será lançado no dia 3 de maio, na editora Saraiva do Shopping Morumbi.
Para Orcesi, dúvidas são naturais devido a complexidade do Cadastro Positivo. Para um País com consumidores acostumados com a existência do cadastro negativo, a chamada lista negra, com dados sobre a inadimplência, um novo e abrangente banco de informações sobre o histórico de crédito, de fato, deve provocar muitas discussões até que a legislação seja inteiramente compreendida pelo mercado e pela sociedade. Para o advogado, na prática, o velho cadastro negativo e o novo Cadastro Positivo vão coexistir. "O Cadastro Positivo será um produto diferenciado no mercado. A tendência é que, quanto maior o volume de crédito ofertado, mais abrangente será a pesquisa dos agentes de crédito", explica. O bom pagador, principalmente, só tem a ganhar porque poderá ter um tratamento diferenciado quando for tomar um crédito, pois passa a ser avaliado a partir do conjunto de seus gastos e ações de
consumo. De acordo com especialistas no mercado, o efetivo funcionamento do Cadastro Positivo só vai ocorrer dentro de dois ou três anos. Esse é o tempo estimado para a formação de um histórico capaz de permitir a pontuação de crédito, ou score de cada consumidor. Esse, na avaliação do advogado, é um dos pontos mais sensíveis do novo instrumento. "Essa pontuação do consumidor pode gerar polêmica", alerta, ao lembrar que a análise para a concessão do crédito não envolve só o histórico de crédito, mas outros dados estatísticos. A mesma discussão, lembra o autor do livro, também ocorreu em todos os países em que o Cadastro Positivo foi implementado. Outro ponto polêmico diz respeito à autorização dos consumidores. Pela legislação aprovada, o consumidor deve autorizar a inserção de seu nome no novo banco de dados,
diferentemente do que ocorre com o cadastro negativo. E pode, a qualquer momento, solicitar a exclusão de seus dados. Na opinião do advogado, para evitar confusão e até questionamentos, o ideal é que seja criado um "cadastro único de autorizados". "É necessário que as autorizações e os cancelamentos sejam centralizados", defende o advogado. Esse era um tema em que não havia consenso entre os envolvidos na implementação do Cadastro Positivo e que deverá ser esclarecido na regulamentação que o governo prepara.
S ERVIÇO Lançamento: Cadastro Positivo Dia: 3 de maio Local: Editora Saraiva do Shopping Morumbi Horário: a partir das 18 horas
Para Eletropaulo, Aneel impede tarifa menor.
A
redução na tarifa da AES Eletropaulo em decorrência da revisão tarifária poderia ser aproximadamente quatro pontos percentuais menor do que o proposto inicialmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) caso todos os pleitos feitos pela distribuidora paulista fossem acolhidos pela agência reguladora. A informação foi dada ontem pelo diretor da autarquia Julião Coelho. Segundo ele, o índice de redução média da tarifa percebido pelos consumidores seria de aproximadamente 4%, ante uma redução de 8,8% da proposta inicial. A AES Eletropaulo indicou que a base remuneratória definida pela Aneel, e que
serve como referência para definir a tarifa, ficou cerca de R$ 1,2 bilhão abaixo de suas estimativas e afirmou que iria pedir uma reconsideração. Coelho comentou que a base não está fechada. O primeiro número proposto, de R$ 10,6 bilhões, foi indicado pela área econômico-financeira da autarquia e a empresa tinha prazo até esta semana para se pronunciar e agora esta mesma área vai reavaliar a questão. Somente depois dessa reavaliação é que a diretoria da Aneel vai votar a revisão tarifária. "É uma análise criteriosa que a gente fez e chegou a um resultado que a empresa discorda. Tem espaço para discutir", comentou. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 27 de abril de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 19
Itaú BBA Trading S.A. CNPJ nº 52.815.131/0001-20 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Apresentamos as Demonstrações Contábeis do Itaú BBA Trading S.A. relativas aos períodos de 01/01 a 31/12 de 2011 e de 2010. As Demonstrações Contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis). São Paulo, 20 de abril de 2012. A Administração. BALANÇO PATRIMONIAL (Em Milhares de Reais) ATIVO NOTAS 31/12/2011 Circulante ........................................................... 7.911 Disponibilidades .................................................. 3.b 403 Ativos Financeiros Mantidos para Negociação.... 3.c I e 4a –.– Ativos Financeiros Disponíveis para Venda......... 3.c III e 4b –.– Ativos Fiscais....................................................... 3.e 7.508 Imposto de Renda e Contribuição Social Compensar..................................................... 7.103 Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos ......................................................... 91 Outros ............................................................... 314 Não Circulante ................................................... 77.729 Ativos Financeiros Disponíveis para Venda......... 3.c III e 4b 15.182 Investimentos em Empresas não Consolidadas.. 3.d e 8 57.547 TOTAL DO ATIVO ............................................... 80.640
31/12/2010 24.331 530 5.796 10.404 7.601 6.973 544 84 51.827 –.– 51.827 76.158
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO NOTAS 31/12/2011 31/12/2010 Circulante .................................................................. 575 2.979 Provisões.................................................................... 7a 509 –.– Outros Passivos.......................................................... 7b 66 2.979 Total do Passivo .......................................................
575
2.979
46.442 33.623
46.442 26.737
Total do Patrimônio Líquido ....................................
80.065
73.179
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO.......
80.640
76.158
Capital Social.............................................................. Reservas Integralizadas .............................................
9
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (NOTA 9) (Em Milhares de Reais) Proposta de Distribuição de Dividendos Adicionais 352 (352) –.– –.–
Capital Social 38.392 –.– 8.050 –.–
Reservas Integralizadas 16.058 352 8.404 –.–
–.– –.– –.– 46.442
97 1.826 –.– 26.737
–.– –.– –.– –.–
MUTAÇÕES DO PERÍODO ...........................................................................
8.050
10.679
(352)
–.–
18.377
SALDOS EM 01/01/2011 ............................................................................... Lucro Líquido.................................................................................................. Destinações: Reserva Legal .............................................................................................. Reserva Estatutária...................................................................................... Dividendos Provisionados ............................................................................ SALDOS EM 31/12/2011 ...............................................................................
46.442 –.–
26.737 –.–
–.– –.–
–.– 6.952
73.179 6.952
–.– –.– –.– 46.442
348 6.538 –.– 33.623
–.– –.– –.– –.–
(348) (6.538) (66) –.–
–.– –.– (66) 80.065
MUTAÇÕES DO PERÍODO ...........................................................................
–.–
6.886
–.–
SALDOS EM 01/01/2010 ............................................................................... Valor a ser proposto excedente ao mínimo obrigatório .................................. Incorporação AGE de 30/11/2010 .................................................................. Lucro Líquido.................................................................................................. Destinações: Reserva Legal .............................................................................................. Reserva Estatutária...................................................................................... Dividendos Provisionados ............................................................................ SALDOS EM 31/12/2010 ...............................................................................
Lucros Acumulados –.– –.– –.– 1.942 (97) (1.826) (19) –.–
–.–
Total 54.802 –.– 16.454 1.942 –.– –.– (19) 73.179
6.886
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - PERÍODOS DE 01/01 A 31/12 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) NOTA 1 - INFORMAÇÕES GERAIS NOTA 3 - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS O Itaú BBA Trading S.A. (ITAÚ BBA TRADING) é uma sociedade anônima de capital a) Moeda Funcional e Moeda de Apresentação fechado, constituída e existente segundo as leis brasileiras e está localizada na As Demonstrações Contábeis estão apresentadas em Reais, que é a moeda funcional do Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.400 - 8º andar, na cidade de São Paulo, Brasil. ITAÚ BBA TRADING e, também, a sua moeda de apresentação. O ITAÚ BBA TRADING tem por objeto o comércio interno e externo de produtos b) Caixa e Equivalentes a Caixa manufaturados e primários, mediante compra, venda, exportação e intermediação de O ITAÚ BBA TRADING define como caixa e equivalentes de caixa, as disponibilidades negócios. que compreendem o caixa e contas correntes em bancos, considerados no balanço As Demonstrações Contábeis elaboradas para os exercícios findos em 31 de dezembro patrimonial na rubrica de Disponibilidades. de 2011 e de 2010 foram aprovadas pela Diretoria em 20 de abril de 2012. c) Ativos e Passivos Financeiros NOTA 2 - PRÁTICAS CONTÁBEIS SIGNIFICATIVAS De acordo com o CPC 38 - Instrumentos Financeiros - Reconhecimento e Mensuração, As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas Demonstrações todos os ativos e passivos financeiros, incluindo os instrumentos financeiros derivativos Contábeis estão descritas abaixo. devem ser reconhecidos no Balanço Patrimonial e mensurados de acordo com a 2.1 - BASES DE PREPARAÇÃO categoria no qual o instrumento foi classificado. Demonstrações Contábeis A ITAÚ BBA TRADING classifica seus Ativos e Passivos Financeiros da seguinte maneira: As Demonstrações Contábeis individuais foram preparadas conforme as práticas • Ativos e passivos financeiros ao valor justo através do resultado - mantidos para contábeis adotadas no Brasil incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de negociação; Pronunciamentos Contábeis (CPCs). As Demonstrações Contábeis não estão sendo • Ativos financeiros disponíveis para venda. consolidadas considerando o CPC 36, que estabelece que uma controladora pode deixar A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos de apresentar as Demonstrações Contábeis consolidadas, se a controladora é ela própria ou os passivos financeiros foram assumidos. A Administração determina a classificação uma controlada (integral ou parcial) de outra entidade (Itaú Unibanco Holding), a qual, de seus instrumentos financeiros no reconhecimento inicial. em conjunto com os demais proprietários, incluindo aqueles sem direito a voto, foram A ITAÚ BBA TRADING categoriza os instrumentos financeiros em classes que refletem consultados e não fizeram objeção quanto a não apresentação das Demonstrações a natureza e as características desses instrumentos financeiros. Contábeis consolidadas pela controladora. Nas Demonstrações Contábeis individuais as As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas e controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. “desreconhecidas”, respectivamente, na data de negociação. A preparação das Demonstrações Contábeis requer o uso de certas estimativas Os ativos financeiros são “desreconhecidos” quando os direitos de receber os fluxos contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração de caixa se expiram ou quando a ITAÚ BBA TRADING transfere substancialmente do ITAÚ BBA TRADING no processo da aplicação das políticas contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade estão todos os riscos e benefícios de propriedade e tal transferência se qualifica para divulgadas na nota 2.3. “desreconhecimento” de acordo com os requerimentos do CPC 38. Portanto, se os O ITAÚ BBA TRADING não possui: (i) planos de pensão; (ii) ganhos/perdas com ativos riscos e benefícios não foram substancialmente transferidos, a ITAÚ BBA TRADING disponíveis para venda; (iii) operações com instrumentos derivativos; (iv) ganhos/perdas deve avaliar o controle para determinar se o envolvimento contínuo relacionado com em conversões monetárias. Neste sentido não estão sendo apresentadas Demonstrações qualquer controle retido não impede o desreconhecimento. Os passivos financeiros são do Resultado Abrangente. desreconhecidos quando foram liquidados ou extintos. 2.2 - PRONUNCIAMENTOS, ALTERAÇÕES E INTERPRETAÇÕES EFETIVOS EM OU Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no Balanço APÓS 1º DE JANEIRO DE 2011 Patrimonial exclusivamente quando há um direito legalmente aplicável de compensar os As seguintes novas normas, alterações e interpretações de normas foram emitidas pelo valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o IASB mas não estão em vigor para o exercício de 2011. A adoção antecipada dessas ativo e liquidar o passivo simultaneamente. normas, embora encorajada pelo IASB, não foi adotada, no Brasil, pelo Comitê de I. Ativos financeiros mantidos para negociação Pronunciamento Contábeis (CPC). São os ativos adquiridos e incorridos principalmente com o intuito de venda no curto • O IFRS 9 - “Instrumentos Financeiros”, aborda a classificação, mensuração e prazo ou quando fazem parte de um portfólio de instrumentos financeiros que são reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de administrados como um todo e para os quais existe evidência de um histórico recente de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados à classificação vendas no curto prazo. e mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificação dos ativos Os ativos financeiros incluídos nesta categoria são reconhecidos inicialmente e financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo subsequentemente pelo seu valor justo. Os ganhos e perdas oriundas de alterações amortizado. A determinação é feita no reconhecimento inicial. A base de classificação no valor justo e as receitas de juros e rendimentos dessas operações são incluídos depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de diretamente na Demonstração do resultado na rubrica Receitas Financeiras. caixa dos instrumentos financeiros. Com relação ao passivo financeiro, a norma mantém II. Ativos e passivos financeiros designados a valor justo a maioria das exigências estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudança é a de que nos São os ativos e passivos designados a valor justo através do resultado no reconhecimento casos em que a opção de valor justo é adotada para passivos financeiros, a porção de inicial (opção de valor justo). Esta designação não pode ser alterada subsequentemente. mudança no valor justo devido ao risco de crédito da própria entidade é registrada no De acordo com o CPC 38, a opção de valor justo somente pode ser aplicada quando resultado abrangente e não na demonstração dos resultados, exceto quando resultar em sua aplicação reduz ou elimina inconsistências contábeis no resultado ou quando os descasamento contábil. O ITAÚ BBA TRADING está avaliando o impacto total do IFRS 9. ativos financeiros fazem parte de uma carteira cujo risco é administrado e reportado à A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2013. Administração com base no seu valor justo ou ainda, quando estes ativos consistem em • O IFRS 12 - “Divulgação de participação em outras entidades”, trata das exigências de divulgação para todas as formas de participação em outras entidades, incluindo acordos instrumento de dívida e em derivativo embutido que devem ser separados. conjuntos, associações, participações com fins específicos e outras participações não O ITAÚ BBA TRADING designa certos ativos a valor justo através do resultado no registradas contabilmente. O ITAÚ BBA TRADING está avaliando o impacto total do IFRS reconhecimento inicial, pois sua avaliação e desempenho são efetuadas diariamente 12. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2013. com base no valor justo. • IFRS 13 - “Mensuração de valor justo”, emitido em maio de 2011. O objetivo do III. Ativos financeiros disponíveis para venda IFRS 13 é aprimorar a consistência e reduzir a complexidade da mensuração ao valor De acordo com o CPC 38, os ativos financeiros são classificados como disponíveis para justo, fornecendo uma definição mais precisa e uma única fonte de mensuração do venda quando, no julgamento da Administração, eles podem ser vendidos em resposta valor justo e suas exigências de divulgação para uso em IFRS. As exigências, que ou em antecipação a alterações nas condições de mercado e que não foram classificados estão bastante alinhadas entre IFRS e US GAAP, não ampliam o uso da contabilização como ativos financeiros ao valor justo através do resultado, empréstimos e recebíveis ou ao valor justo, mas fornecem orientações sobre como aplicá-lo quando seu uso já é mantidos até o vencimento. requerido ou permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. O ITAÚ BBA TRADING Os ativos financeiros disponíveis para venda são inicialmente e subsequentemente ainda está avaliando o impacto total do IFRS 13. A norma é aplicável a partir de 1º de contabilizados no Balanço patrimonial consolidado pelo seu valor justo, que consiste janeiro de 2013. inicialmente no montante pago incluindo quaisquer custos de transação. Os ganhos Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor e perdas não realizados (exceto perdas por redução ao valor recuperável, diferenças que poderiam ter impacto significativo sobre o ITAÚ BBA TRADING. cambiais, dividendos e receita de juros) são reconhecidos, líquidos dos impostos 2.3 - ESTIMATIVAS CONTÁBEIS CRÍTICAS E JULGAMENTOS aplicáveis, no Resultado abrangente acumulado, se aplicável. A preparação das Demonstrações Contábeis de acordo com os CPCs exige que a O ITAÚ BBA TRADING avalia na data do balanço patrimonial se existe evidência que Administração realize estimativa e utilize premissas que afetam os saldos de ativos e um ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros estão em situação de perda de seu passivos e passivos contingentes divulgados na data das demonstrações contábeis, valor recuperável. No caso de instrumentos de patrimônio classificados como ativos bem como os montantes divulgados de receitas, despesas, ganhos e perdas durante os financeiros disponíveis para venda, um declínio prolongado e significativo no valor justo, períodos apresentados e em períodos subsequentes, pois os resultados efetivos podem abaixo de seu valor de custo é uma evidência de redução do valor recuperável, resultando ser diferentes daqueles apurados de acordo com tais estimativas e premissas. no reconhecimento de uma perda por redução ao valor recuperável. Se existir evidência Todas as estimativas e as premissas utilizadas pela Administração estão em conformidade de perda para ativos financeiros disponíveis para venda, a perda acumulada, mensurada com os CPCs e são as melhores estimativas atuais realizadas em conformidade com pela diferença entre o custo de aquisição e o valor justo atual, menos qualquer perda por a norma aplicável. As estimativas e julgamentos são avaliados em base contínua, e redução ao valor recuperável previamente reconhecida no resultado como um ajuste de consideram a experiência passada e outros fatores. reclassificação do resultado abrangente acumulado, se aplicável. As Demonstrações Contábeis incluem diversas estimativas e premissas utilizadas. As perdas por redução ao valor recuperável reconhecidas na Demonstração do resultado As estimativas contábeis e premissas críticas que apresentam impacto mais significativo de instrumentos de patrimônio não são revertidas através do resultado. No entanto, se nos valores contábeis de ativos e passivos, estão descritas abaixo: em período subsequente, o valor justo de um instrumento de dívida classificado como a) Imposto de Renda e Contribuição Social Diferido ativo financeiro disponível para venda aumentar e este aumento puder ser objetivamente Conforme explicado na Nota 3.e, ativos fiscais diferidos são reconhecidos somente em relacionado a um evento ocorrido após o reconhecimento da perda, tal perda é revertida relação as diferenças temporárias e créditos e prejuízos fiscais a compensar na medida em que se considera provável que o ITAÚ BBA TRADING irá gerar lucro tributável futuro através do resultado. em relação aos quais os ativos fiscais diferidos possam ser utilizados. A realização d) Participação em Controlada esperada do crédito tributário do ITAÚ BBA TRADING é baseada na projeção de receitas O CPC 18 - Investimentos em Coligadas e Controladas define empresas não futuras e outros estudos técnicos. consolidadas ou associadas como aquelas empresas nas quais o investidor possui b) Valor Justo dos Instrumentos Financeiros influência significativa, porém não detém o controle. Influência significativa geralmente O ITAÚ BBA TRADING classifica as mensurações de valor justo usando a hierarquia de representa uma participação no capital votante de 20% a 50%. O investimento em valor justo que reflete a significância dos inputs usados no processo de mensuração. controlada é contabilizado pelo método de equivalência patrimonial e é inicialmente Há três grandes níveis referentes à hierarquia de valor justo, que estão detalhados na reconhecido pelo seu valor de custo. Nota 11. e) Imposto de Renda e Contribuição Social O ITAÚ BBA TRADING acredita que todas as metodologias adotadas são apropriadas e Existem dois componentes na provisão para imposto de renda e contribuição social: consistentes com os participantes do mercado. Independentemente disso, a adoção de corrente e diferido. outras metodologias ou o uso de pressupostos diferentes para apurar o valor justo pode O componente corrente aproxima-se dos impostos a serem pagos ou recuperados no resultar em estimativas diferentes dos valores justos na data-base. período aplicável e são registrados no Balanço Patrimonial na rubrica Obrigações Fiscais c) Passivos Contingentes e Ativos Fiscais respectivamente. O ITAÚ BBA TRADING revisa periodicamente suas contingências. Essas contingências O componente diferido, representado pelos créditos tributários, é obtido pela diferença são avaliadas com base nas melhores estimativas da Administração, levando em entre as bases de cálculo contábil e tributárias dos ativos e passivos no final de cada consideração o parecer de assessores legais quando houver probabilidade que recursos exercício. O benefício fiscal dos prejuízos fiscais a compensar é reconhecido como um financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que o montante das obrigações ativo. Os Créditos Tributários somente são reconhecidos quando é provável que lucros possa ser estimado com razoável segurança. tributáveis futuros estarão à disposição para sua compensação. Os Créditos Tributários Para as contingências classificadas como “Prováveis”, são constituídas provisões são reconhecidos no Balanço Patrimonial na rubrica Ativos Fiscais. reconhecidas no Balanço Patrimonial na rubrica Provisões. A despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social é reconhecida na Demonstração Os valores das contingências são quantificados utilizando-se modelos e critérios que do Resultado na rubrica Imposto de Renda e Contribuição Social, exceto quando se permitam a sua mensuração de forma adequada, apesar da incerteza inerente aos refere ao imposto diferido sobre a mensuração ao valor justo de ativos financeiros prazos e valores. disponíveis para venda. Os impostos diferidos destes itens são inicialmente reconhecidos d) Mensuração do Valor Recuperável no Resultado e posteriormente reconhecidos no resultado conjuntamente com o Nas datas-base de divulgação das Demonstrações Contábeis, o ITAÚ BBA TRADING reconhecimento do ganho/perda originalmente diferido. possui como prática a verificação quanto à existência de evidências objetivas de redução Alterações na legislação fiscal e nas alíquotas tributárias são reconhecidas na do valor recuperável dos ativos não financeiros. Esta mensuração pode envolver critérios Demonstração do Resultado na rubrica Imposto de Renda e Contribuição Social no subjetivos de avaliação, tais como análise de obsolescência técnica e operacional ou a período em que entram em vigor. Os juros e multas são reconhecidos na Demonstração expectativa de substituição do ativo por outro que gere benefícios econômicos futuros do Resultado na rubrica de Despesas Tributárias. superiores ao anterior.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Em Milhares de Reais) 01/01 a NOTAS 31/12/2011 Receitas Operacionais ................................ 11.363 Receitas Financeiras ..................................... 3.c 5.108 Resultado de Participação de Empresas não Consolidadas ....................................... 3.d e 8 5.720 Outras Receitas............................................. 535 Despesas Operacionais .............................. (3.215) Despesas Gerais e Administrativas............... (369) Despesas Tributárias..................................... (3) Outras Despesas........................................... 7c (2.843) Lucro Líquido antes de Imposto de Renda e Contribuição Social ................... 3.e 6 8.148 Imposto de Renda e Contribuição Social Correntes .................................................... (743) Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos...................................................... (453) LUCRO LÍQUIDO.......................................... 6.952 Nº DE AÇÕES............................................... Lucro básico/diluído por ação........................
9 3i
3.938.519 1,77
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (Em Milhares de Reais) 01/01 a 31/12/2011 LUCRO LÍQUIDO AJUSTADO ............................................. 779 Lucro Líquido....................................................................... 6.952 Ajustes ao Lucro Líquido:.................................................... (6.173) Tributos Diferidos .............................................................. (453) Resultado de Participação em Controlada........................ (5.720) VARIAÇÃO DE ATIVOS E OBRIGAÇÕES........................... (906) (Aumento) Redução em Ativos Financeiros Disponíveis para Venda ........................................................................ 1.018 (Aumento) Redução em Outros Ativos................................ (595) Aumento (Redução) em Obrigações Fiscais e Outros Passivos ............................................................................ (1.329) Pagamento de Imposto de Renda e Contribuição Social.... –.– CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE/(APLICADO) NAS ATIVIDADES OPERACIONAIS .......................................... (127) Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos Recebidos ......... –.– (Aquisição) Alienação de Investimentos.............................. –.– CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE/(APLICADO) NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO ..................................... –.– Aumento de Capital............................................................. –.– CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE/(APLICADO) NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO ......................... –.– AUMENTO/(DIMINUIÇÃO) LÍQUIDO EM CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (Nota 3.b) ............................. (127) No Início do Período.......................................................... 530 No Final do Período .......................................................... 403
01/01 a 31/12/2010 3.934 601 3.186 147 (2.529) (531) (16) (1.982) 1.405 –.– 537 1.942 3.938.519 0,49
01/01 a 31/12/2010 (1.681) 1.942 (3.623) (537) (3.086) (22.939) (5.297) (4.361) (13.276) (5) (24.620) 8.582 8.404 16.986 8.050 8.050 416 114 530
Os tributos são calculados às alíquotas abaixo demonstradas, consideram, para efeito das respectivas bases de cálculo, a legislação vigente pertinente a cada encargo. Imposto de Renda ......................................................................................... Adicional de Imposto de Renda..................................................................... Contribuição Social........................................................................................ PIS................................................................................................................. COFINS .........................................................................................................
15,00% 10,00% 9,00% 1,65% 7,60%
f) Ativos e Passivos Contingentes São avaliados, reconhecidos e divulgados de acordo com o CPC 25 - “Provisões, Passivos Contingentes e Ativos contingentes”. Ativos contingentes e passivos contingentes são direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja ocorrência depende de eventos futuros. Os ativos contingentes não são reconhecidos nas Demonstrações Contábeis, exceto quando a Administração entende que sua realização é praticamente certa, e geralmente corresponde a ações com decisões favoráveis em julgamento final e inapelável e pela retirada de ações como resultado da liquidação de pagamentos que tenham sido recebidos ou como resultado de acordo de compensação com um passivo existente. Os passivos contingentes decorrem principalmente de processos judiciais e administrativos, inerentes ao curso normal dos nossos negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária. Essas contingências são avaliadas com base nas melhores estimativas da Administração levando em consideração o parecer de assessores legais quando houver probabilidade que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que o montante das obrigações possa ser estimado com razoável segurança. As contingências são classificadas como: • Prováveis: as quais são reconhecidas no Balanço Patrimonial na rubrica Provisões no Passivo; • Possíveis: as quais são divulgadas nas Demonstrações Contábeis, não sendo nenhuma provisão registrada; e • Remotas: as quais não requerem provisão e divulgação. Os passivos contingentes possíveis são quantificados utilizando-se modelos e critérios que permitam a sua mensuração de forma adequada, apesar da incerteza inerente aos prazos e valores. g) Capital Social O Capital Social da ITAÚ BBA TRADING está representado por ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. h) Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Aos acionistas estão assegurados dividendos mínimos obrigatórios de 1% do lucro líquido de cada ano, ajustado de acordo com a legislação vigente. Os valores de dividendos mínimos estabelecidos no estatuto social são contabilizados como passivo no final do exercício. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é reconhecido como passivo quando aprovados pelos acionistas em Assembleia Geral. Desde 1º de janeiro de 1996, as empresas brasileiras têm a permissão para atribuir uma despesa nominal de juros, dedutível para fins fiscais, sobre seu capital próprio. Os juros sobre o capital próprio são tratados, para fins contábeis, como dividendos e são apresentados nas Demonstrações Contábeis como uma redução do patrimônio líquido. O benefício fiscal relacionado é registrado na Demonstração do resultado. i) Lucro por Ação O lucro por ação é calculado pela divisão do lucro líquido atribuído aos controladores da ITAÚ BBA TRADING pelo número de ações ordinárias em circulação em cada exercício. A média ponderada do número de ações é calculada com base nos períodos nos quais as ações estavam em circulação. j) Reconhecimento de Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela prestação de serviços no curso normal das atividades da ITAÚ BBA TRADING. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos. NOTA 4 - APLICAÇÕES FINANCEIRAS a) Ativos Financeiros Mantidos para Negociação Em 31/12/2010 a carteira era composta por Cotas de Ações de Companhias Abertas no valor de R$ 5.796. b) Ativos Financeiros Disponíveis para a Venda A carteira é composta por Títulos Privados - Certificados de Depósitos Bancários, sendo o valor justo R$ 15.182 (R$ 10.404 em 31/12/2010 com vencimento até 365 dias) com vencimento até 365 dias. NOTA 5 - DERIVATIVOS Em 31/12/2011 e 31/12/2010, não existiam posições em aberto no mercado de derivativos. NOTA 6 - TRIBUTOS Composição das Despesas com Impostos e Contribuições I - Demonstramos a seguir o Imposto de Renda e Contribuição Social devidos sobre as Operações do Período e sobre as diferenças temporárias decorrentes de adições e exclusões: 01/01 a 01/01 a Devidos sobre Operações do Período 31/12/2011 31/12/2010 Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social............................................................. 8.148 1.405 Encargos (Imposto de Renda e Contribuição Social) às aliquotas vigentes (Nota 3e)............................................. (2.770) (478) Acréscimos/Decréscimos aos encargos de Imposto de Renda e Contribuição Social decorrentes de: (Inclusões) Exclusões ........................................................... 1.574 1.015 Participações em coligadas e Controlada ............................... 1.945 1.083 Outras...................................................................................... (371) (68) Total do Imposto de Renda e Contribuição Social ............. (1.196) 537 II - As Despesas Tributárias estão representadas basicamente por PIS, COFINS e ISS. NOTA 7 - DETALHAMENTO DE CONTAS a) Provisões - Totalizam R$ 509 e estão representados por Contingências Fiscais e Previdênciarias classificadas como de risco provável pelos assessores legais. b) Outros Passivos 31/12/2011 31/12/2010 Dividendos a Pagar (Nota 9b) ................................................. 66 18 Valores a Pagar a Sociedades Ligadas................................... –.– 2.898 Outros...................................................................................... –.– 63 Total ........................................................................................ 66 2.979 c) Outras Despesas Despesas e contribuição ao Cofins ......................................... Despesas e contribuição ao Pis .............................................. Despesa com venda de cotas de ações.................................. Multas sobre tributos ............................................................... Juros sobre obrigações legais................................................. Outros......................................................................................
01/01 a 31/12/2011 (74) (16) (2.753) –.– –.– –.–
01/01 a 31/12/2010 –.– –.– –.– (1.054) (873) (55)
Total ........................................................................................
(2.843)
(1.982)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
20 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Itaú BBA Trading S.A. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - PERÍODOS DE 01/01 A 31/12 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) (Continuação) NOTA 8 - INVESTIMENTOS - MOVIMENTAÇÃO DO INVESTIMENTO RELEVANTE
Empresas Nevada Woods S.A...................................................................................
Nevada Woods S.A. ................................................................................
Saldos em 31/12/2010 51.827 51.827
Capital 1.000
NOTA 9 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social - O capital social está representado por 3.938.519 mil ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. b) Dividendos - Os acionistas têm direito a receber como dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, a importância não inferior de 1% (Hum por cento) do lucro líquido ajustado, conforme disposto na Lei das Sociedades por Ações. Em 31/12/2011 foi provisionado o montante de R$ 66 à razão de R$ 0,01676 por lote de mil ações ordinárias, equivalente ao dividendo mínimo, registrado em Outros Passivos. c) Reservas Integralizadas 31/12/2011 31/12/2010 Reservas de Lucros .............................................................. 33.623 26.737 Legal...................................................................................... 1.776 1.428 Estatutária (*) ........................................................................ 31.847 25.309 TOTAL .....................................................................................
33.623
26.737
(*) Constituída visando possibilitar a formação de recursos para o exercício do direito preferencial de subscrição em aumentos de capital das empresas participadas, futuras incorporações desses recursos ao capital social e para o pagamento de dividendos intermediários, conforme previsto em estatuto. d) Reorganização Societária - Em AGE de 30/11/2010 foi deliberada a incorporação da Puerto Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros com aumento de capital social de R$ 8.050, com aumento de 860.479 ações ordinárias e com aumento de Reserva de Lucros de R$ 8.404. NOTA 10 - PARTES RELACIONADAS a) As operações realizadas com partes relacionadas, basicamente com o Banco Itaú BBA, são efetuadas a valores, prazos e taxas médias usuais de mercado, vigentes nas respectivas datas, e em condições de comutatividade. Entre essas operações incluem-se: Títulos e Valores Mobiliários - Certificados de Depósitos Bancários, que estão classificados em títulos disponíveis para venda R$ 15.182 (R$ 10.404 em 31/12/2010), com receita de R$ 1.544 (R$ 601 de 01/01 a 31/12/2010), Títulos Mantidos para Negociação R$ 5.796 em 31/12/2010 com receita em 2011 de R$ 3.564. b) Remuneração do Pessoal-Chave da Administração - Os honorários atribuídos aos Administradores do ITAÚ BBA TRADING são efetuados pelo controlador Itaú Unibanco Holding S.A.. NOTA 11 - VALOR JUSTO DOS INSTRUMENTOS FINANCEIROS Nos casos em que não estão disponíveis preços cotados em mercado, os valores justos são baseados em estimativas, com a utilização de fluxos de caixa descontados ou outras DIRETORIA Diretor Presidente CANDIDO BOTELHO BRACHER Diretores ALBERTO FERNANDES JEAN-MARC ROBERT NOGUEIRA BAPTISTA ETLIN RODOLFO HENRIQUE FISCHER
Contador Carlos André Hermesindo da Silva 1SP281528/O-1
Sede: Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.400 - 8º andar - São Paulo-SP.
Resultado de Participação em Controladas 5.720 5.720
Patrimônio Líquido 57.547
Lucro Líquido 5.720
Saldos em 31/12/2011 57.547 57.547
Resultado de Participação em Controlada em 01/01 a 31/12/2010 3.186 3.186
Nº de Ações de Propriedade da ITAÚ BBA TRADING Ordinárias 1.000.000
Participação no Capital Votante Sociais (%) 100,00
técnicas de avaliação. Essas técnicas são afetadas de forma significativa pelas premissas utilizadas, inclusive a taxa de desconto e a estimativa dos fluxos de caixa futuros. O valor justo estimado obtido por meio dessas técnicas não pode ser substanciado por comparação com mercados independentes e, em muitos casos, não pode ser realizado na liquidação imediata do instrumento. A tabela a seguir resume o valor contábil e o valor justo estimado dos instrumentos financeiros: 31/12/2011 31/12/2010 Valor Contábil Valor Contábil Valor Justo Valor Justo Níveis Estimado Estimado de Risco Ativos Financeiros (*) Ativos Financeiros Mantidos para Negociação ................................................... –.– 5.796 1 Ativos Financeiros Disponíveis para Venda..... 15.182 10.404 2 (*) Vide Nota 10. Os métodos e premissas utilizados para a estimativa do valor justo estão definidos abaixo: a) Disponibilidades e Outros Ativos Financeiros - O valor contábil apresentado para esses instrumentos no balanço patrimonial se aproxima de seu valor justo. b) Ativos Financeiros Disponíveis para Venda - Sob condições normais, os preços cotados de mercado são os melhores indicadores dos valores justos dos instrumentos financeiros. Entretanto, nem todos os instrumentos possuem liquidez ou cotações e, nesses casos, faz-se necessário a adoção das estimativas de valor presente e outras técnicas para definição de preço. Os valores justos dos títulos públicos são apurados com base nas taxas de juros fornecidas por terceiros no mercado e validados comparandose com as informações fornecidas pela ANBIMA. Os valores justos de títulos de dívida de empresas são calculados adotando-se critérios semelhantes aos das aplicações em depósitos interfinanceiros, conforme descrito acima. A entidade deve classificar as mensurações de valor justo usando uma hierarquia de valor justo que reflita a significância dos inputs usados no processo de mensuração. Nível 1: As informações observáveis que refletem os preços cotados (não ajustados) para ativos ou passivos idênticos em mercados ativos. Um mercado ativo é aquele no qual as transações para o ativo ou passivo que está sendo mensurado geralmente ocorre com a frequência e volume suficientes para fornecer informações de precificação continuamente.
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas Itaú BBA Trading S.A. Examinamos as demonstrações contábeis da Itaú BBA Trading S.A. (“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos
e Reciclagem animal rende R$ 4 bi ao ano
Nível 2: As informações que não os preços cotados incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo direta ou indiretamente. O Nível 2 inclui geralmente: (i) preços cotados para ativos ou passivos semelhantes em mercados ativos; (ii) preços cotados para ativos ou passivos idênticos ou semelhantes em mercados que não são ativos, isto é, mercados nos quais há poucas transações para o ativo ou passivo, os preços não são correntes, ou as cotações de preço variam substancialmente ao longo do tempo ou entre os especialistas no mercado de balcão (market makers), ou nos quais poucas informações são divulgadas publicamente; (iii) as informações que não os preços cotados que são observáveis para o ativo ou passivo (por exemplo, taxas de juros e curvas de rentabilidade observáveis em intervalos cotados regularmente, volatilidades, etc.); (iv) as informações que são derivadas principalmente de ou corroboradas por dados do mercado observáveis através de correlação ou por outros meios. Nível 3: As informações não são observáveis para o ativo ou passivo. As informações não observáveis devem ser usadas para mensurar o valor justo na proporção em que as informações observáveis não estão disponíveis, permitindo, dessa forma, que as situações nas quais há pouca, se houver, atividade de mercado para o ativo ou passivo na data de mensuração NOTA 12 - GERENCIAMENTO DE RISCO A ITAÚ BBA TRADING integra o conglomerado ITAÚ UNIBANCO HOLDING e segue sua política de gerenciamento de risco. A identificação de riscos tem como objetivo mapear os eventos de risco de natureza interna e externa que possam afetar as estratégias das unidades de negócio e de suporte e o cumprimento de seus objetivos, com possibilidade de impactos nos resultados, no capital e na liquidez. A gestão de risco é considerada como instrumento essencial para a otimização do uso de recursos e a seleção das melhores oportunidades de negócios, visando obter a melhor relação Risco x Retorno. O gerenciamento de risco é o processo onde: • São identificados e medidos os riscos existentes e potenciais das operações; • São aprovados políticas, procedimentos e metodologias de gestão e controle de riscos consistentes com as orientações do Conselho de Administração e as estratégias do conglomerado; • A carteira de risco é administrada vis-à-vis as melhores relações risco-retorno. Este processo permeia toda a instituição, com total envolvimento da alta Administração, que por meio de comissões, define os objetivos globais que são mensurados sob a forma de metas e limites para as unidades de negócio gestoras de risco. As unidades de controle, por sua vez, apóiam a Administração através dos processos de monitoramento e análise de risco. A estrutura organizacional de gerenciamento de riscos está de acordo com as recomendações do Comitê da Basileia. A estrutura de controle dos riscos de Mercado, Crédito, Liquidez, Operacional e de Subscrição é centralizada no Itaú Unibanco visando a assegurar que os riscos do conglomerado estão sendo administrados de acordo com as políticas e os procedimentos estabelecidos. O objetivo do controle centralizado é prover à alta Administração uma visão global das exposições do conglomerado aos riscos, de forma a otimizar e agilizar as decisões corporativas. Cumpre a essa estrutura acompanhar as demandas regulatórias feitas à instituição líder do conglomerado. Maiores detalhes sobre o gerenciamento de riscos podem ser consultados no site de www.itau-unibanco.com.br/ri, na seção Governança Corporativa/ Gerenciamento de Riscos - Circular 3.477.
de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Itaú BBA Trading S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 20 de abril de 2012 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5
O recolhimento das sobras animal não é importante apenas para frigoríficos, mas também para a sociedade. Gustavo Razzo Neto, da Razzo
conomia
Chico Ferreira/LUZ
zzo lembra que, no Brasil, a coleta desse material é uma iniciativa privada, em particular das indústrias que dão destino certo para esses dejetos. As ações governamentais para o recolhimento e descarte correto d e s s e s s u bprodutos aind a s ã o i n e f icientes e fora de São Paulo e Rio de Janeiro o problema é ainda maior. O executivo argumenta que o trabalho feit o p e l a s e mpresas pode Gordura e ser considerasebo bovino do um serviço são utilizados de utilidade pela Razzo na pública. fabricação "O recolhide sabão, mento das sodetergente e bras animal sabonetes. não é importante apenas para frigoríficos, que acabam gerando receita para si, mas também para a sociedade." Neste ano, o setor prevê crescer 15% em relação a 2011. Além de beneficiar diversos setores da indústria, o mercado de graxaria movimenta R$ 4 bilhões por ano. Uma boa oportunidade para quem quer conhecer mais o setor é a Feira Internacional das Graxarias (Fenagra), que reúne graxarias, frigoríficos e açougues de todo o mundo.
Atividade ecologicamente correta aproveita dejetos bovinos na produção de ração animal e biodiesel
U
Robson Rodrigues
m velho ditado diz que do Boi só não se aproveita o berro. Essa máxima é bem verdadeira e se mostrou um negócio bilionário. Os açougues e frigoríficos da Grande São Paulo geram diariamente em torno de 800 toneladas de carcaças de animais, como bois e aves, que sem um descarte correto podem prejudicar seriamente o meio ambiente, contaminando o lençol freático, rios e solos. De olho na oportunidade de reaproveitamento desses dejetos para a fabricação de biodiesel e a produção de ração para animais, alguns frigoríficos e empresas se especializaram na atividade chamada graxaria. Esse material é comprado dos açougues e transformado em outros produtos. Um mercado em forte ascensão. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfalpet), em 2011 o setor faturou R$ 12,439 bilhões. O segmento Pet Food representa cerca de 66% desse total, o que corresponde a R$ 8,209 bilhões. Pr oc e s s o – O ciclo é totalmente fechado desde a coleta da matéria-prima até o produto final. O osso e a gordura que sobram dos açougues são triturados e vão para o digestor,
onde é feito o cozimento, desengorduramento e separação, procedimento que dura cerca de 14 horas. Depois, a moagem desse material vai resultar em uma farinha rica em proteínas, que será utilizada para a produção de ração para frangos, suínos e animais domésticos – mas nunca para o gado, pois no boi essa farinha gera um problema na cadeia alimentar, o canibalismo, causando a doença da Vaca Louca. Toda a farinha que sai das graxarias é esterilizada para depois ser moída e vendida. Já a gordura ou o sebo complementa toda a cadeia de aproveitamento. Após ser separado do osso, o sebo é clarificado tornando-se praticamente branco. Adicionados corantes, aditivos e perfumes é produzido o sabão – por se tratar de um processo ambiental, a água utilizada precisa ser reaproveitada na fabricação. Desse material também é feito o sabonete, a glicerina, o detergente, alguns cosméticos e diversos produtos de limpeza. Saúde pública – De acordo com Gustavo Razzo Neto, presidente da Razzo – empresa que utiliza essa matéria-prima na fabricação de produtos de limpeza e higiene – as cinco companhias do setor carregam em torno de 800 toneladas de
Paulo Sergio Miron Contador CRC 1SP173647/O-5
resíduos de ossos e gordura por dia. "Se esse volume fosse jogado em um aterro, teríamos um problema sanitário gravíssimo", diz o executivo. Segundo o executivo, esses subprodutos são muito ricos em proteínas e minerais, por
isso é uma matéria-prima importante. Dependendo da origem, esse resíduo acaba sendo uma fonte rica de proteína. A farinha de carnes com ossos bovinos, por exemplo, tem 40% de proteína, já a de peixe, pode chegar a 85%. Detalhe,
ela é totalmente destinada para o consumo animal. Sustentabilidade – O Brasil tem cerca de 200 milhões de cabeças de gado, o suficiente para suprimir a demanda interna da indústria alimentícia e também para as graxarias. Ra-
S ERVIÇO A Feira Internacional das Graxarias – Fenagra Quando: Dias 8 e 9 de maio, no Espaço Frei Caneca de Convenções Informações: (11) 2769-7743
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 27 de abril de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 21
BV TRADING S.A. CNPJ 00.014.385/0001-46
Avenida das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP
Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação dos senhores acionistas as Demonstrações Financeiras Individuais (“DFs”) da BV Trading S.A. (BV Trading), relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. Estas DFs foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, seguindo as orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) e as normas internacionais de relatório financeiro (International Financial Reporting Stan-
RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO 2011 dards – IFRS), com a aplicação de exceções obrigatórias relevantes e certas isenções opcionais relativas à adoção completa retrospectiva dessas normas. Desempenho financeiro No ano de 2011, a BV Trading S.A. registrou prejuízo líquido de R$ 50.148 mil e ativos totais no montante de R$ 54.000 mil. Aos acionistas é assegurado um dividendo mínimo obrigatório, correspondente a 25% quando do lucro de cada exercício, deduzido a reserva legal.
Gestão de Riscos Como integrante do Grupo Votorantim Finanças S.A, a Sociedade conduz as suas operações por meio de uma gestão de riscos que permite melhorias contínuas nas políticas e procedimentos adotados pelo Grupo. São Paulo, 27 de abril 2012. Diretoria
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - (Em milhares de Reais) Nota Ativo Caixa e equivalentes de caixa Ativos financeiros disponíveis para venda Empréstimos e recebíveis Ativos tributários correntes Ativos tributários diferidos Ativos tangíveis Outros ativos
4 5 6 7 8 9 10
Total do ativo
2011 54.000 33 7 24.345 22.705 6.873 2 35
54.000
2010 71.304 57 315 33.547 33.293 4.060 3 29
71.304
Nota Passivo Passivos tributários correntes Passivos tributários diferidos Dividendos a pagar Obrigações legais Outros passivos Total do patrimônio líquido atribuível aos acionistas controladores Capital social Reservas Ajustes de avaliação patrimonial Prejuízos acumulados Total do passivo e patrimônio líquido
2010 34 – 15 – 5 14
11 12 15 13 14
15 15
53.966 85.891 18.426 (203) (50.148) 54.000
2010 1.652 783 – 533 5 331 69.652 51.226 18.426 – – 71.304
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de Reais) Receitas de juros Outras despesas administrativas Depreciação Despesas tributárias Outras receitas e despesas operacionais Resultado antes de impostos e contribuições Impostos e contribuições sobre a renda correntes Impostos e contribuições sobre a renda diferidos (Prejuízo)/Lucro líquido do exercício Atribuível aos acionistas controladores Lucro/Prejuízo por ação
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - (Em milhares de Reais)
Saldos em 31 de dezembro de 2009 Ajustes de avaliação patrimonial Lucro líquido do exercício Constituição de reservas Distribuição de dividendos Saldos em 31 de dezembro de 2010 Aumento de capital Incorporação VSP Participações S.A. Ajustes de avaliação patrimonial Prejuízo do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2011
1
2
3
Capital social 51.226 – – – – 51.226 15.000 19.665 – – 85.891
Patrimônio líquido atribuível aos acionistas controladores Ajustes de Lucro/ Reservas de Reservas de avaliação (Prejuízo) capital lucro patrimonial acumulado 58 16.641 (3) – – 16 3 – – – – 2.244 – 1.711 – (1.711) – – – (533) 58 18.368 – – – – – – – – – – – – (203) – – – – (50.148) 58 18.368 (203) (50.148)
18 19 20 20
2011 3.971 (46.438) (1) (5) (10.315) (52.788) (54) 2.694 (50.148) – –
2010 2.163 (281) (1) (17) 1.508 3.372 (783) (345) 2.244 2.244 0,13
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de Reais) Total 67.922 19 2.244 – (533) 69.652 15.000 19.665 (203) (50.148) 53.966
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - (Em Milhares de Reais) do aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidas (em base “pro rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Outros passivos estão demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridas (em base “pro rata” dia). 4 Caixa e equivalentes de caixa 2011 2010 Disponibilidades 33 57 Depósitos bancários 33 57 Total 33 57 5 Ativos financeiros a. Ativos financeiros disponíveis para venda 2011 2010 Ganho/ Ganho/ Valor (perda) Valor Valor (perda) Valor de justo não de justo não Custo (contábil) realizado custo (contábil) realizado No País 315 7 (308) 310 315 5 Invest. por incentivos fiscais 315 7 (308) 310 315 5 Total 315 7 (308) 310 315 5 O valor justo dos investimentos por incentivos fiscais são apurados com base na cotação divulgada pela BMFBOVESPA, nas respectivas datas bases. 6 Empréstimos e recebíveis a. Composição das operações 2011 2010 Títulos de créditos a receber – Mútuo (*) – 30.967 Aplicação estruturada de renda fixa(**) 24.345 2.580 Total 24.345 33.547 (*) As operações de mútuo foram liquidadas no exercício de 2011. (**) Trata-se de uma estrutura de renda fixa composta por um box de opções prefixado e um swap que substitui o risco pré-fixado por CDI. Todos os instrumentos desta operação são contratados e liquidados simultaneamente, desta forma a operação rentabiliza CDI e é contabilizada ao custo amortizado. 7 Ativos tributários correntes 2011 2010 Impostos de renda a compensar 21.191 31.554 Contribuição social a compensar 1.514 1.739 Total 22.705 33.293 Os impostos e tributos a compensar possuem origem de antecipações, retenções na fonte. O prazo para que a Companhia possa pleitear a restituição ou compensação destes saldos, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 anos, contados da data da ocorrência do fato gerador, que para este caso, se completa em 31 de dezembro de cada ano. A Companhia tem a expectativa de recuperar esses crédito/ativos, de acordo com os impostos devidos apurados nos exercícios subseqüentes conforme determinação do RIR/99. A Companhia possui saldo de R$ 10.634 referente a créditos com pedidos de restituição e o montante restante esta dentro do prazo de até 5 anos para solicitação da restituição. Neste exercício foi registrado no resultado a perda no valor de recuperação no montante de R$ 13.121 em decorrência da prescrição no prazo de recuperação junto a Secretaria da Receita Federal e a despesa esta apresentada em outras receitas e despesas operacionais. No exercício foi registrada a receita pela atualização monetária, taxa Selic, no montante de R$ 3.031 (R$ 1.549 em 2010) e a receita esta apresentada em outras receitas e despesas operacionais. 8 Ativos tributários diferidos a. Composição dos ativos tributários diferidos 2011 2010 Prejuízo fiscal de Imposto de Renda (IR) 5.122 3.132 Base negativa de Contribuição Social (CS) 1.646 928 Outros 105 – Total 6.873 4.060 b. Movimentação dos ativos tributários diferidos no período 2011 2010 Saldo inicial 4.060 4.407 Prejuízo fiscal de IR 1.991 (254) Base negativa de CS 717 (91) Outros 105 (2) Saldo Final 6.873 4.060 c. Expectativa de realização dos ativos tributários diferidos Em 31 de dezembro: 2011 2010 Em 2011 – 436 Em 2012 336 460 Em 2013 362 483 Em 2014 409 507 Em 2015 434 533 A partir de 2015 5.332 1.641 Total 6.873 4.060 Esse saldo refere-se a prejuízo fiscal (IRPJ) e base negativa (CSLL), conforme determinação do RIR/99 a Companhia pode utilizar 30% da base de cálculo ajustada (adições/exclusões) para abater até o limite do saldo de crédito tributário. Desta forma, a Companhia espera recuperar esses crédito/ativos com a geração de lucros futuros. 9 Ativos tangíveis 2010 2010 Custo Depreciação Líquido Liquido Móveis e equipamentos de uso 9 (7) 2 3 Total 9 (7) 2 3 2011 2010 Saldo inicial 3 4 Depreciação (1) (1) Saldo final 2 3 Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não foi verificada a indicativos da existência de perda por valor de recuperação para estes ativos. 10 Outros ativos 2011 2010 Devedores por depósitos em garantia 35 29 Total 35 29 11 Passivos tributários correntes 2011 2010 Imposto de renda - exercício corrente – 569 Contribuição Social - exercício corrente – 214 Total – 783 12 Passivos tributários diferidos a. Composição dos passivos tributários diferidos 2011 2010 Ativos Financeiros por regime de caixa 15 – Total 15 – b. Movimentação dos passivos tributários diferidos 2011 2010 Saldo inicial – – Ativos Financeiros por regime de caixa 15 – Saldo final 15 – 13 Obrigações legais 2011 2010 Questões fiscais 5 5 Saldo final 5 5 Esse valor refere-se à discussões judiciais. Tese: compensação de prejuízo fiscal sem observação à limitação de 30%. Para esse processo depositou-se judicialmente o mesmo valor. 14 Outros passivos 2011 2010 Valores a pagar sociedades ligadas – 331 Outras contas a pagar 14 – Total 14 331 15 Patrimônio líquido
Contexto operacional A Sociedade tem por objetivo a intermediação e prestação de serviços ou representação em geral; a prática de operações no ramo de comércio exterior, em especial a exportação de manufaturados, mediante a compra e venda de qualquer outra forma de aquisição e/ou alienação de outros produtos; a cessão e aquisição de créditos em geral e a participação acionária em outras sociedades, comerciais ou civis, nacionais ou estrangeiras, como sócia acionista ou quotista. Continuidade A Administração não tem o conhecimento de nenhuma incerteza material que possa gerar dúvidas significantes sobre a capacidade da Companhia de continuar a operar. Portanto, as demonstrações financeiras foram preparadas com base nesse princípio. Base de preparação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base na Lei das Sociedades por Ações, incluindo as alterações introduzidas pela Lei nº 11.638, de 28/12/2007 e Lei nº 11.941 de 27/05/2009, em consonância, quando aplicável, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Principais práticas contábeis a. Apuração do resultado As receitas e despesas são registradas pelo regime de competência. b. Estimativas contábeis e julgamento A elaboração de demonstrações financeiras requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Administração revisa as estimativas e premissas pelo menos trimestralmente seguindo os cronogramas de revisão orçamentária e planejamento estratégico. Os principais valores reconhecidos nas demonstrações financeiras por meio das estimativas estão incluídos na nota explicativa nº 5 - Ativos financeiros. c. Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia. d. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades. e. Instrumentos financeiros Os ativos financeiros são classificados em função da intenção da Administração na categoria: Ativos financeiros disponíveis para venda - Ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros que são designados como disponíveis para venda. São reconhecidos inicialmente pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação. Após o reconhecimento inicial, os ativos financeiros são atualizados pela taxa de juros efetiva e pelo valor justo. A remuneração calculada pela atualização da taxa de juros efetiva é apresentada na demonstração de resultado como “receitas de juros”. As mudanças do seu valor justo, que não sejam perdas por redução no valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes, líquidos dos efeitos tributários, e apresentadas dentro do patrimônio líquido como “ajustes de avaliação patrimonial”. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado do período. f. Determinação do valor justo Os valores justos dos ativos financeiros com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra e venda. Se o mercado de um ativo financeiro (e de títulos não registrados em Bolsa) não estiver ativo, a Companhia estabelece o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria Companhia. g. Empréstimos e recebíveis Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo, acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os rendimentos calculados pelo custo amortizado são apresentados na demonstração de resultado como “receita de juros”. h. Ativos tangíveis Os ativos tangíveis são reconhecidos pelo custo de aquisição, deduzido da respectiva conta de depreciação. A depreciação é calculada pelo método linear, com base na taxa anual de 10%. O software comprado que seja parte integrante da funcionalidade de um equipamento é capitalizado como parte daquele equipamento. A administração adotou a avaliação inicial dos ativos imobilizados previstos nos itens 20 e 29 da ICPC 10 pelo seu valor patrimonial registrado na data de adoção integral dos CPCs. Foi considerado que o valor justo patrimonial na data de transição correspondia os valores reais dos ativos imobilizados. Os ativos estão sujeitos à avaliação do valor recuperável em períodos anuais. i. Redução a valor recuperável Os ativos financeiros e não financeiros têm o seu valor recuperável testados anualmente ou sempre que eventos ou alterações significativas nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperado. Para testar a recuperabilidade de um ativo individual ou grupo de ativos, a Companhia analisa evidências de que seus valores contábeis não serão recuperáveis e, caso se confirme tais evidências e a Companhia identificar a possibilidade de impairment, a Administração compara o valor residual contábil desse grupo de ativos com seu valor recuperável. Ativos financeiros disponíveis para venda - No caso de uma queda significativa ou prolongada do valor justo do título para baixo de seu valor de custo é considerado um indicador de que os títulos apresentam evento de impairment. Se houver alguma dessas evidências para os ativos financeiros disponíveis para venda, a perda cumulativa - mensurada como a diferença entre o custo de aquisição e o valor justo atual, menos qualquer perda por impairment desse ativo financeiro previamente reconhecido no resultado - é retirada do patrimônio e reconhecida na demonstração do resultado. j. Impostos e contribuições sobre a renda O imposto de renda foi apurado com base na alíquota de 15%, acrescido de adicional de 10%, e a contribuição social foi apurada com base na alíquota de 9%, ambas aplicáveis ao lucro tributável, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos e contribuições sobre a renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que sejam reconhecidos no patrimônio líquido ou em outros resultados abrangentes. Imposto diferido é gerado por diferenças temporárias na data do balanço entre as bases tributárias de ativos e passivos e seus valores contábeis para fins de divulgação financeira. Ativos tributários diferidos são reconhecidos sobre prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, na extensão em que é provável que lucro tributável esteja disponível para a sua realização. O valor contábil dos ativos tributários diferidos é revisado anualmente e baixado na extensão em que não é mais provável que lucros tributáveis estarão disponíveis para permitir que toda ou parte do ativo tributário diferido venha a ser utilizado. Ativos tributários diferidos baixados são reavaliados a cada data do balanço e são reconhecidos na extensão em que se tornam prováveis que lucros tributáveis futuros permitirão que os ativos tributários diferidos sejam recuperados. Ativos e passivos tributários diferidos são mensurados à taxa de imposto que são esperadas a serem aplicáveis no ano em que o ativo é realizado ou o passivo é liquidado, baseado nas taxas de imposto que foram promulgadas na data do balanço. Os ativos tributários diferidos são constituídos de acordo com estudo de capacidade de realização, preparado pela Administração. k. Outros ativos e outros passivos Outros ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quan-
Nota 16 17
(Prejuízo)/Lucro líquido do exercício Variação líquida no valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda Resultado abrangente total
2011 (50.148)
2010 2.244
(203) (50.351)
3 2.247
DEMONSTRAÇÕES DO FLUXO DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de Reais) 2011 Fluxos de caixa proveniente das operações (Prejuízo)/Lucro líquido do exercício (50.148) Ajustes ao resultado líquido: 13.122 Depreciação 1 Perdas no valor de recuperável de ativos 13.121 (Aumento) decréscimo líquido nos ativos operacionais 3.955 Ativos financeiros disponiveis para venda 308 Empréstimos e recebíveis 9.202 Ativos tributários correntes (2.533) Ativos tributários diferidos (2.813) Ativos tangíveis – Outros ativos (6) Ajustes de avaliação patrimonial – Títulos disponíveis para venda (203) Aumento (decréscimo) líquido nos passivos operacionais (1.085) Passivos tributários correntes (783) Passivos tributários diferidos 15 Obrigações legais – Outros passivos (317) Caixa gerado/(Utilizado) pelas operações (34.156) Fluxos de caixa proveniente das atividades de financiamento Aumento de capital 15.000 Incorporação VSP Participações S.A. 19.665 Dividendos pagos (533) Caixa gerado/(Utilizado) pelas atividades de financiamento 34.132 Variação liquidada de caixa e equivalentes de caixa (24) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 57 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 33 Aumento/(Redução) no caixa e equivalentes de caixa (24) DEMONSTRAÇÕES DOS VALORES ADICIONADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de Reais) 2011 Receitas (6.344) Receitas de juros 3.971 Outras receitas/(despesas) operacionais 2.806 Perdas no valor de recuperável de ativos (13.121) itens adquiridos de terceiros (367) Outras (367) Processamento de dados (3) Publicações (171) Serviços do sistema financeiro – Serviços técnicos especializados (147) Outras (46) Valor Adicionado Bruto (6.711) Despesas de depreciação (1) Valor Adicionado Líquido produzido pela Entidade (6.712) Valor Adicionado Recebido em transferência – Valor adicionado a distribuir (6.712) Valor Adicionado distribuído (6.712) Pessoal 45.950 Salários e honorários 45.950 Impostos, Taxas e Contribuições (2.635) No País (2.635) Despesas tributárias (exceto IR e CS) 5 Imposto de renda / contribuição Social (2.640) Remuneração de Capitais de Terceiros 121 Aluguéis 121 Remuneração de Capitais Próprios (50.148) Dividendos/ juros sobre capital próprio – Lucro retido/ (Prejuízo) do exercicio (50.148) Participações minoritárias no lucro retido –
16
17
18
19
2010 2.244 363 1 362 (3.691) (5) (2.125) (1.542) 2 1 (22) – 1.116 782 – 1 333 32 – – – – 32 25 57 32
2010 3.671 2.163 1.508 – (172) (172) (1) (99) (2) (24) (46) 3.499 (1) 3.498 – 3.498 3.498 – – 1.145 1.145 17 1.128 109 109 2.244 533 1.711 –
a. Capital social O capital social da BV Trading S.A. é representado por 25.177.004 (16.708.923 - em 2010) ações ordinárias, subscritas e inteiramente integralizadas sem valor nominal. Percentual Quantidade por acionista Ações participação % Votorantim Finanças S.A. 25.177.004 100,00 Durante o exercício de 2011 o capital da Companhia aumentou em R$ 34.665, sendo R$ 19.665 pela incorporação da VSP Participações S.A. aprovada por AGE em 31 de maio de 2011 e emissão de 4.670.612 ações ordinárias; e R$ 15.000 mediante a emissão de 3.797.469 ações e integralizadas em moeda corrente. b. Reservas Reserva de lucro - Reserva legal Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do período, até atingir o limite de 20% do capital social. A reserva legal poderá deixar de ser constituída quando acrescida do montante das reservas de capital exceder 30% do capital social. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos. Reserva de Lucro - Reserva de expansão No encerramento do exercício, a Administração propõe a destinação do lucro não distribuído para “Reserva para Expansão”, constituída após as destinações para reserva legal e pagamentos de dividendos, se houver. O saldo de reserva está à disposição dos acionistas para deliberação futura em Assembleia Geral. 2011 2010 Reservas de capital 58 58 Reservas de lucros 18.368 18.368 Reserva legal 1.334 1.334 Reserva de expansão 17.034 17.034 Total de reservas 18.426 18.426 c. Dividendos Aos acionistas é assegurado um dividendo mínimo obrigatório, correspondente a 25% do lucro líquido de cada período, deduzido da reserva legal. A Administração propõe a distribuição de dividendos. 2011 2010 Lucro/(Prejuízo) líquido (50.148) 2.244 Reserva legal – (116) Base de cálculo – 2.128 Dividendos obrigatórios conforme estatuto – 533 % sobre a base de cálculo 25% 25% Receitas de juros 2011 2010 Aplicação estruturada de renda fixa 1.722 31 Títulos de crédito a receber – Mútuo 2.249 2.132 Total 3.971 2.163 Outras despesas administrativas 2011 2010 Aluguéis (121) (109) Processamento de dados (3) (1) Publicações (171) (99) Serviços do sistema financeiro – (2) Serviços técnicos especializados (147) (24) Emolumentos judiciais e cartorários – (4) Gratificações (45.950) – Outras (46) (42) Total (46.438) (281) Despesas tributárias 2011 2010 PIS – (14) Outros (5) (3) Total (5) (17) Outras receitas e despesas operacionais 2011 2010 Atualização de impostos e contribuições a compensar 3.031 1.549 Atualização monetária de passivos (36) (19) Perdas no valor de recuperação de impostos a compensar (*) (13.121) – Outros resultados (189) (22) Total (10.315) 1.508 (*) Perda identificada em imposto a compensar com período de apuração maior Continua...
22 -.ECONOMIA/LEGAIS
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 27 de abril de 2012
BV TRADING S.A. CNPJ 00.014.385/0001-46
Avenida das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP ...Continuação que 10 anos, por isso a Administração da Companhia efetuou a baixa do ativo assumindo assim, a perda pela prescrição do direito de compensar esse tributo. 20 Despesas de impostos e contribuições sobre a renda a. Encargos devidos sobre as operações 2011 2010 Lucro antes do imposto de renda, da contribuição social e das participações (52.788) 3.372 Encargos à alíquota nominal vigente 17.948 (1.147) Exclusões/(adições) (18.002) 364 Prejuízo fiscal de IR (1.992) 254 Base negativa de CS (717) 91 Gratificações (15.623) – Imposto a compensar recuperado 373 – Outros (43) 19 Imposto de renda e contribuição social correntes (54) (783) Impostos diferidos - constituídos Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social a compensar apurados até o exercício de 2011 no montante de R$ 20.489 (R$ 12.522 em 2010) e R$ 18.289 (R$ 10.322 em 2010), respectivamente. A compensação dos prejuízos fiscais de imposto de renda e da base negativa da contribuição social está limitada à base de 30% dos lucros tributáveis anuais e não possuem prazo de prescrição. No exercício foi constituído os seguintes impostos e contribuições diferidos com efeito no resultado: 2011 2010 Ativos tributários diferidos Adições/(exclusões) Prejuízo fiscal de IR 1.991 (254) Base negativa de CS 717 (91) Outros (14) – Total 2.694 (345)
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - (Em Milhares de Reais) 21 Partes relacionadas Na elaboração das partes relacionadas são consideradas operações com: a. Pessoa ou membro da família relacionada com a entidade que tiver o controle pleno ou compartilhado da entidade ou influência significativa. b. Empresas ligadas, coligadas e controladas pertencentes ao Grupo Econômico Votorantim. c. Pessoas chaves da administração do Grupo Econômico Votorantim, que têm autoridade e responsabilidade de planejamento, direção e controle das atividades da entidade, direta ou indiretamente na atividade das empresas. a. Sumário das transações com partes relacionadas Os saldos das operações ativas, passivas, de receitas e despesas envolvendo partes relacionadas são os seguintes: 2011 2010 Ativos Disponibilidades 33 38 Empréstimos e recebíveis 24.345 33.547 Passivos Mútuos – 333 Receitas Receitas de juros 3.971 2.163 22 Outras informações a. Incorporação integral da VSP Participações S.A. Conforme Assembleia Geral Extraordinária de 31 de maio de 2011 foi aprovada a incorporação integral da VSP Participações S.A. pela BV Trading S.A. com base na posição patrimonial de 30 de abril de 2011. A incorporação teve como finalidade reestruturação/reorganização societária promovida pela acionista Votorantim Finanças S.A. Esta incorporação não resultou em ganhos/perdas extraordinários, pois realizou-se por valores patrimoniais contábeis. O valor justo dos ativos e passivos se equivale ao respectivo valor contábil. A posição patrimonial objeto da incorporação de 30 de abril de 2011 em milhares de reais:
Ativo Caixa e equivalentes de caixa 73 Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado 19.544 Empréstimos e recebíveis 433 Ativos tributários correntes 555 Total ativo 20.605 Passivo Passivos tributários correntes 773 Dividendos a pagar 214 Outros passivos 69 Patrimônio líquido Capital social 14.400 Reserva de lucros 4.819 Lucros acumulados 330 Total passivo 20.605 a. Benefícios a empregados A Companhia não possui funcionários. b. Cobertura de seguros A Companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de risco adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria das demonstrações financeiras, conseqüentemente não foram analisadas pelos nossos auditores independentes. c. Gerenciamento de riscos financeiros A Administração da Companhia é responsável pelo gerenciamento de riscos financeiros alinhada com as diretrizes e políticas da Votorantim Finanças S.A.. Neste contexto, a Companhia em suas atividades possui apenas operações à riscos de taxa de juros e crédito. (i) Exposição a taxa de juros e crédito Os ativos expostos a riscos de taxas de juros pré-fixadas foram apenas os empréstimos e recebíveis – Mútuos. Lupércio de Souza Izabel CRC 1SP 194.632/O-4
A DIRETORIA
Fundação Educacional Inaciana “Pe. Sabóia de Medeiros”
CNPJ 61.023.156/0001-82 Balanços Patrimoniais em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Demonstrações do Resultado Para os Exercícios Findos Demonstrações dos Fluxos de Caixa Para os Exercícios em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 (em milhares de Reais) Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 (em milhares de Reais) 2010 2010 Circulante Notas 2011 (reclas.) Circulante 2010 Notas 2011 (reclas.) 2010 Caixa e equivalentes de caixa 4 57.969 49.012 Fornecedores Notas 2011 (reclas.) 2.043 1.641 Receita operacional Notas 2011 (reclas.) Atividades operacionais Títulos e valores mobiliários 5 50.919 121.733 Salários e encargos sociais 49.288 36.038 9 6.689 6.301 Mensalidades - Cursos de graduação - 120.724 111.887 Superávit do exercício Fundo Finep - Aplicações financeiras 14 461 157 Matriculas recebidas antecipadamente 10 3.231 3.279 Mensalidades - Cursos técnicos 3.204 3.731 Ajustes de itens sem desembolso de cx. p/ conciContas a receber 6 5.490 5.488 Contas a pagar 343 444 Mensalidades - Cursos extracurriculares 8.056 7.650 liação do superávit do exerc. com o fluxo de cx. Créditos diversos 2.630 3.330 Total do passivo circulante 7 6.401 6.066 12.306 11.665 Serviços prestados 1.557 1.321 Depreciações Total do ativo circulante 117.469 179.720 Não Circulante 8 163 142 133.541 124.589 Amortizações Não Circulante Custo na alienação/ baixa de ativos permanentes 7 1.300 691 Contas a pagar - APLUB 132 94 Deduções da receita Títulos e valores mobiliários 5 278.165 175.101 Convênio Finep 11 2.310 2.278 14 1.451 875 Bolsas concedidas 13 (20.139) (19.668) Prov. p/ (reversão de) riscos e demandas jud. Fundo FINEP - Aplicações financeiras 14 221 208 Provisão para contingências 11 89.042 86.732 Créditos de líquidação duvidosa (563) (823) Ajustes de capital de giro: Contas a receber 6 1.019 719 Total do passivo não circulante - (32.567) (33.386) 90.625 87.701 (20.702) (20.491) Títulos e valores mobiliários Depósitos judiciais 11 1.099 1.101 Patrimônio líquido Contas a receber (302) (469) Receitas (despesas) operacionais: Imobilizado líquido 7 95.525 83.777 Patrimônio social 700 26 12 341.820 305.782 Despesas com salários - (50.949) (48.771) Outros créditos Intangível líquido 8 541 560 Superávit do exercício 2 7.389 12 49.288 36.038 Despesas com férias e encargos sociais - (20.534) (19.098) Depósitos judíciais Total do ativo não circulante 376.570 261.466 Total do patrimônio líquido 402 (308) 391.108 341.820 Despesas administrativas - (1.615) (1.597) Fornecedores Total do ativo 494.039 441.186 Total do passivo e patrimônio líquido 388 617 494.039 441.186 Despesas com manutenção - (4.348) (3.757) Obrigações trabalhistas (48) 251 Despesas com propaganda e publicidade - (5.062) (5.408) Matrículas recebidas antecipadamente As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Provisão para riscos e demandas judíciais 11 (8.277) Depreciações e amortizações (6.564) (6.208) Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) 513 (129) Despesas com serviços de limpeza - (2.920) (2.588) Outras contas a pagar 1. Informações sobre a Fundação - As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas das, a consolidação pela Entidade dos FIs decorre da avaliação da essência e da realidade Despesas com serviços de terceiros 28.550 10.929 - (3.925) (3.494) Fluxo de cx. líq. originado de atividades operac. pela diretoria da Entidade em 13 de março de 2012. Constituída como uma “Entidade sem fins econômica dessas aplicações, considerando, entre outros: (a) A Entidade é a única cotista des- Despesas com cursos extracurriculares - (1.765) (1.736) Atividades de investimentos lucrativos”, domiciliada no Brasil. A sede social da Entidade está localizada na Rua Vergueiro, ses fundos; (b) Os eventuais riscos originados da aplicação dos recursos pelos fundos, são as- Outras receitas e despesas operacionais 7 (19.449) (7.870) 15 (5.864) (5.368) Adições do ativo imobilizado 165 - São Paulo - SP. A Entidade tem como finalidade estatutária a manutenção de instituições sumidos indiretamente pela Entidade; e (c) A carteira dos fundos são diversificadas e a estrutura Despesas com provisões 8 (144) (205) 16 (2.310) (2.278) Adições do intangível de ensino superior e técnico com cursos nas áreas de engenharia industrial, administração de de aplicação dos recursos são divulgadas nas demonstrações financeiras da Entidade. Ao con- Resultado financeiro (19.593) (8.075) 17 42.304 32.243 Fluxo de cx. líq. aplicado em atividades de invest. empresas e ciência da computação, também direcionadas ao desenvolvimento de pesquisas solidar os FIs, a Entidade contabiliza os saldos aplicados pelos fundos em conformidade com sua 8.957 2.854 (63.552) (68.060) Aumento do caixa e equivalentes de caixa tecnológicas e científicas e a promoção de assistência educacional a alunos carentes. A Entidade liquidez, expectativas de vencimento de cada aplicação e de resgate de recursos, sendo parte Superávit do exercício 4 49.012 46.158 49.288 36.038 Cx. e equivalentes de caixa em 1º de janeiro é mantenedora do Centro Universitário da FEI, do Instituto de Pesquisas e Estudos Industriais - classificado como “Equivalentes de caixa” e outra como “Títulos e valores mobiliários”, segregaCx. e equivalentes de caixa em 31 de dezembro 4 57.969 49.012 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. IPEI, do Instituto de Especialização em Ciências Administrativas e Tecnológicas - IECAT, da dos entre circulante e não circulante. Os custos financeiros dessas operações são apropriados As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Escola Técnica São Francisco de Bórgia e da Escola Volkswagen. Consta do estatuto da Entida- “pro rata temporis” para a rubrica de “Despesa financeira”. 2.12. Contas a receber - São apre- 6.3. Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD) - De acordo com estudo elaboDemonstração das Mutações do Patrimônio Líq. Para os Exercícios de determinação para que esta atue com critérios benemerentes, a fim de conceder bolsas de sentadas aos valores de realização. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituí- rado por seu departamento financeiro, a Entidade determinou percentuais a serem aplicados Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 (em milhares de Reais) estudos totais ou parciais em suas instituições de ensino a alunos carentes. A Entidade é admi- da com base na análise dos riscos de realização das contas a receber, em montante considerado sobre o saldo a receber que variam de acordo com o curso a qual se referem. Com base nesses Patrimônio Superávit nistrada por um conselho de curadores e por uma diretoria executiva, cujos membros, em ambos suficiente para cobrir eventuais perdas. 2.13. Imobilizado - É registrado pelo custo de aquisição. critérios, a movimentação da PCLD encontra-se demonstrada a seguir: Notas Social do exercício Total os casos, não são remunerados. A Entidade é reconhecida como de utilidade pública desde no- As depreciações são computadas pelo método linear e reconhecidas no resultado do exercício 2011 2010 Em 31.12.2009 273.441 32.341 305.782 vembro de 1981, registrada no Conselho Nacional de Assistência Social desde 09 de novembro de acordo com as taxas informadas na Nota Explicativa nº 7 que leva em consideração o tempo Saldo inicial (2.697) (2.613) Incorporação do de 1953 e no Conselho Municipal de Assistência Social, imune de impostos e contribuições, nos de vida útil-econômica estimada dos bens. 2.14. Intangível - É registrado pelo custo de aquisi- Complemento de PCLD (49) (84) superávit ao patrim. social 32.341 (32.341) termos da Constituição Federal e da legislação que rege a matéria. Toda renda patrimonial aufe- ção. As amortizações são computadas pelo método linear e reconhecidas no resultado do exer- Saldo final (2.746) (2.697) Superávit do exercício 36.038 36.038 rida é aplicada integralmente no país para a consecução dos respectivos fins sócio-educacionais cício de acordo com as taxas informadas na Nota Explicativa nº 8. 3. Julgamentos, estimativas 7. Imobilizado líquido Em 31.12.2010 12 305.782 36.038 341.820 e premissas contábeis significativas 3.1. Julgamentos A preparação das demonstrações e culturais. É vedada a distribuição de superávit, remuneração a qualquer título ou vantagens aos Representado por: % - Taxa anual de deprec. 2011 2010 associados e dirigentes. 2. Práticas contábeis - As demonstrações financeiras são elaboradas financeiras da Entidade requer que a Administração faça julgamentos e estimativas e adote pre- Móveis e utensílios 10 4.262 4.210 Incorporação do 36.038 (36.038) com base em diversas bases de avaliação utilizadas nas provisões contábeis. As provisões con- missas que afetam os valores das provisões apresentadas, na data-base das demonstrações fi- Veículos 20 639 577 superávit ao patrim. social 12 49.288 49.288 tábeis envolvidas na preparação das demonstrações financeiras são baseadas em fatores obje- nanceiras. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas poderá levar a resulta- Instalações 10 12.306 9.113 Superávit do exercício Em 31.12.2.011 341.820 49.288 391.108 tivos e subjetivos, com base no julgamento da Administração para determinação do valor ade- dos que requeiram um ajuste ao valor contábil do ativo ou passivo afetado em períodos futuros. Equipamentos técnicos e biblioteca 10 23.829 21.865 quado a ser registrado nas demonstrações financeiras. Itens significativos sujeitos a estas 3.2. Estimativas e premissas - As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas esti- Equipamentos de informática 10 9.499 9.332 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. estimativas e premissas incluem a seleção de vidas úteis do ativo imobilizado, avaliação dos mativas futuras e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na data do balanço, en- Edificações 4 56.283 56.746 12. Patrimônio líquido - Representa o patrimônio social inicial da Entidade, acrescido ativos financeiros pelo valor justo e pelo método de ajuste a valor presente, análise do risco de volvendo risco significativo de causar um ajuste relevante no valor contábil dos ativos e passivos Terrenos 29.291 26.811 dos resultados apurados anualmente desde a data de sua constituição. 13. Gratuidacrédito para determinação da provisão para créditos de liquidação duvidosa, assim como da no próximo exercício financeiro, está relacionado com a provisão para riscos e demandas judi- Obras em andamento 11.950 3.336 des e assistência social análise dos demais riscos para determinação de outras provisões, inclusive para contingências. ciais. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a 148.059 131.990 Representada por: 2011 2010 A liquidação das transações envolvendo estas estimativas poderá resultar valores divergentes hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua ( - ) Depreciações acumuladas (52.534) (48.213) Programa Universidade para Todos - PROUNI 11.820 10.319 dos registrados nas demonstrações financeiras devido ao tratamento probabilístico inerente ao relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provi- ( = ) Imobilizado líquido 95.525 83.777 Programa de Bolsas de Assistência Social 8.261 9.234 processo de estimativa. A Administração monitora e revisa periódica e tempestivamente estas sões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como 7.1. Resumo de movimentação - A movimentação sintética do ativo imobilizado relativa aos Programa Escola da Família 58 115 estimativas e suas premissas. As demonstrações financeiras da Entidade para os exercícios prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identifi- exercícios de 2011 e de 2010 encontra-se demonstrada a seguir: 20.139 19.668 findos em 31 de dezembro de 2011 foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis ado- cadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais.4. Caixa e equivalentes de caixa 2011 2010 13.1. Programa Universidade para Todos – PROUNI - A Entidade aderiu ao Pro2011 2010 Saldo inicial tadas no Brasil, que compreendem os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contá- Representado por: 83.777 82.664 grama Universidade para Todos - PROUNI por meio de Termo de Adesão em 02 1.879 1.608 Aquisições beis (CPC) e as orientações contidas na NBC T 10.19 (Entidades sem fins lucrativos). 2.1. Reco- Caixa e bancos 19.449 7.870 de dezembro de 2004, sob a égide da Portaria Ministerial nº 213, de 10/09/2004, 8.836 8.150 Custo na alienação/baixa de ativos nhecimento de receitas - A receita é reconhecida na extensão em que for provável que Aplicações financeiras – CDB (1.300) (691) posteriormente substituída pela Lei nº 11.906, de 13 de janeiro de 2005 e vem 47.254 39.254 Depreciação benefícios econômicos-futuros serão gerados para a Entidade e quando possa ser mensurada de Aplicações financeiras – Fundos exclusivos (6.401) (6.066) mantendo-se filiada ao programa realizando os termos de aditamentos nos prazos 57.969 49.012 Saldo final forma confiável. As receitas com contribuições dos alunos (mensalidades) são apuradas em 95.525 83.777 legais. Durante o exercício de 2011, foram matriculados 832 (não auditado) alunos conformidade com o regime de competência dos exercícios, levando-se em consideração os A seguir, composição das aplicações financeiras em fundos exclusivos que foram classificadas 8. Intangível líquido no 1º e no 2º semestre beneficiados pelo PROUNI. O valor aplicado em bolsas desperíodos a que as mesmas possuem referência. 2.2. Impostos e contribuições - 2.2.1. Impos- como equivalentes de caixa: Representado por: % - Taxa anual de amort. 2011 2010 te Programa foi de R$11.820 (R$10.319 em 2010). 13.2. Programa de Bolsas de 2011 2010 Direito de uso de softwares to de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social Sobre o Lucro (CSSL) - Em virtu20 4.611 4.467 Assistência Social - A Instituição mantém ainda programa próprio de concessão de 364 Marcas e patentes de de ser uma entidade sem fins lucrativos, goza do benefício de imunidade constitucional do Cotas de fundos 18 18 bolsas, nos termos de seus estatutos, denominado Programa de Bolsas de Assis7.547 13.970 ( - ) Amortizações acumuladas pagamento dos tributos federais incidentes sobre o resultado, de acordo com os artigos 167 a Operações compromissadas (debêntures) (4.088) (3.925) tência Social, no qual foi aplicado, durante 2011, o montante de R$8.261 (R$9.234 39.707 24.920 ( = ) Intangível líquido 174 do Regulamento de Imposto de Renda aprovado pelo Decreto nº 3.000 de 26/03/99 e o arti- Operações compromissadas (LTN) 541 560 em 2010). 13.3. Programa Escola da Família - A Entidade é conveniada, também, 47.254 39.254 8.1. Resumo de movimentação - A movimentação sintética do ativo intangível do ano de 2011 ao Programa Escola da Família, do Governo do Estado de São Paulo e, durante o go 195 da Constituição Federal. 2.2.2. Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre aplicações financeiras - Os rendimentos obtidos com as aplicações financeiras de renda variável Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a Entidade mantinha quotas em fundos de renda fixa e de 2010 encontram-se demonstradas a seguir: 2011 2010 exercício de 2011, aplicou em bolsas deste programa o valor de R$58 (R$115 em são recebidos pela Entidade sem a retenção de IRRF, de acordo com o artigo 12, parágrafo 2º, e Certificados de Depósitos Bancários (CDB’s), cujo vencimento é inferior há 90 dias das datas Saldo inicial 560 497 2010). 14. FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos - A partir de 2007, a Enletras “d”, “e”, “g” e “h” e parágrafo 3º da Lei nº 9.532/97. Em virtude de ser uma entidade sem fins das transações e os recursos mensurados encontram-se disponíveis para resgate, não existin- Aquisições 144 205 tidade, por intermédio de seu Centro Universitário, teve os seguintes projetos aprolucrativos, está sujeita ao pagamento da contribuição para o PIS calculada sobre a folha de salá- do qualquer restrição ou desconto a ser aplicado sobre esse saldo. As quotas que compõem Amortização (163) (142) vados pela FINEP: a) Jornadas de Valorização das Engenharias no Ensino Médio. rios à alíquota de 1% de acordo com a Lei nº 9.532/97. 2.2.3. Contribuição para o Financia- essas aplicações financeiras possuem liquidez diária, com rendimentos equivalentes às taxas Saldo final 541 560 Convênio 01.07.0185.00 – JOVEM. b) Implantação do Laboratório de Materiais Memento da Seguridade Social (COFINS) - Em virtude de ser uma entidade sem fins lucrativos, do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). tálicos e Compósitos Convênio 01.07.0336.00 – ILMMC. c) Telesaúde/Telemedicigoza do benefício de isenção do pagamento da COFINS incidente sobre as receitas relativas às 5. Títulos e valores mobiliários 9. Obrigações trabalhistas 2011 2010 na - Convênio 01.10.0765.00 – TELESAÚDE/MEDIC. A FINEP tem como principal 2011 2010 Imposto de renda retido na fonte atividades próprias da Entidade, de acordo com as Leis nº 9.718/98 e 10.833/03. 2.3. Instrumen- Circulante 1.451 1.349 objetivo promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fo11.502 21.019 Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) tos financeiros - Reconhecimento inicial e mensuração - 2.3.1. Ativos financeiros - Reco- Títulos públicos (LFT) 268 244 mento público à Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, ins9.600 - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nhecimento e mensuração - Os ativos financeiros da Entidade são a valor justo, acrescidos dos Títulos públicos (LTN) 557 531 titutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas. Os recursos obtidos 14.605 81.830 Provisão de férias e encargos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à aquisição por meio do resultado. A En- Títulos privados (CDB) 4.295 4.071 por meio da FINEP são controlados individualmente por cada projeto e registrados 11.603 13.249 Outros tidade determina a classificação dos seus ativos financeiros no momento do seu reconhecimento Títulos privados (LF) 118 106 em contas de ativos e passivos. Em 31 de dezembro de 2011, a soma de todas as 2.324 4.011 inicial. Os ativos financeiros da Entidade incluem caixa e equivalentes de caixa, aplicações finan- Títulos privados (DPGE) 6.689 6.301 operações registradas era de R$1.613 (R$875 em 2010) representando 0,33% (0,20% 507 10. Matrículas recebidas antecipadamente - Os valores contabilizados nessa rubrica referem- em 2010) do total de ativos/passivos. 15. Outras despesas e receitas operacionais ceiras, títulos e valores mobiliários, contas a receber de alunos e outras contas a receber. 2.3.2. Títulos privados (Debêntures) 1.285 1.117 se aos adiantamentos de mensalidades/matrículas dos alunos, que foram recebidos durante o Representado por: Passivos financeiros - Reconhecimento e mensuração - Os passivos financeiros da Entidade Cotas de fundos 2011 2010 50.919 121.733 exercício de 2011, que se referem aos cursos que serão realizados no exercício de 2012 e serão Despesas com serviços públicos são classificados a valor justo no momento do seu reconhecimento inicial e são acrescidos do (2.110) (2.032) 2011 2010 reconhecidos dentro de seu correto período de competência. custo da transação diretamente relacionado por meio do resultado. Os passivos financeiros da Não circulante Material e serviços de escritório (179) (259) 170.485 153.148 11. Provisão para riscos e demandas judiciais Entidade incluem contas a pagar a fornecedores e outras contas a pagar. 2.4. Ajuste a Valor Títulos públicos (LFT) Material de laboratório (494) (633) 5.043 Representado por: Presente (AVP) de ativos e passivos - A Entidade não pratica transações significativas a prazo Títulos públicos (LTN) 2011 2010 Impostos e taxas (265) (486) 62.180 - Processos trabalhistas com valores pré-fixados. Assim, os saldos dos direitos e das obrigações são mensurados nas Títulos privados (CDB) 5.369 6.450 Despesas com viagens e estadias (338) (409) 42.390 6.181 Processos tributários datas de encerramento dos exercícios por valores próximos aos respectivos valores presentes. Títulos privados (LF) 1.350 2.339 Despesas com seguros (172) (205) 2.162 4.595 Processos previdenciários 2.5. Moeda funcional e de apresentação das demonstrações financeiras - A moeda funcional Títulos privados (Debêntures) 82.323 77.943 Despesas com informática (1.852) (1.976) 948 6.134 da Entidade é o Real, mesma moeda de preparação e apresentação das demonstrações finan- Títulos privados (DPGE) 89.042 86.732 Recuperação de despesas 1.590 1.006 278.165 175.101 ( - ) Depósitos judiciais ceiras. 2.6. Avaliação do valor recuperável de ativos (teste de “impairment”) - A Administra(1.099) (1.101) Outras despesas e receitas (2.044) (374) 329.084 296.834 Provisão para demandas judiciais ção revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou Total 87.943 85.631 (5.864) (5.368) mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar 5.1. Títulos públicos - Os títulos públicos são compostos por Letras do Tesouro Nacional (LTN) 11.1. Perdas prováveis - A Entidade é parte em ações judiciais perante tribunais decorrentes do 16. Despesas com provisões deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando estas evidências são identificadas, e o e Letra Financeira do Tesouro (LFT), que foram segregados entre circulante e não circulante curso normal das suas operações envolvendo questões trabalhistas, tributárias e previdenciárias. Representado por: 2011 2010 valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão para deterioração ajus- de acordo com seus prazos de vencimento e estimativas de resgate da Entidade. Os títulos A Entidade, com base em informações de seus assessores jurídicos, na análise das demandas Reversão da provisão de quota patronal 11.479 10.815 tando o valor contábil líquido ao valor recuperável. Nas demonstrações financeiras de 2011 e de possuem características de renda fixa, sendo corrigidos por taxas pré-fixadas (LTN) ou pós- judiciais pendentes e, eventuais discussões ainda não formalizadas, constituiu provisão em mon- Provisão de quota patronal (15.859) (15.058) 2010 não foram identificados ajustes a serem contabilizados. 2.7. Outros ativos e passivos fixadas (LTF) compatíveis com o mercado. São considerados títulos de risco baixo por estarem tante considerado suficiente para cobrir as perdas esperadas com as ações em curso, conforme Reversão da provisão de CPMF 831 747 (circulantes e não circulantes) - Um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando for lastreados no tesouro nacional. Em 31 de dezembro de 2011 representavam 74,6% (66,9% em demonstrado anteriormente. 11.1.1. Processos trabalhistas - A Administração, baseada em Provisão de CPMF (86) (359) provável que seus benefícios econômicos-futuros serão gerados em favor da Entidade e seu 2010) dos recursos aplicados. 5.2. Títulos privados - As aplicações nos títulos privados são análise e parecer de seus consultores jurídicos, constituiu provisão para fazer face ao pagamento Reversão da provisão de IPTU 244 2.013 custo ou valor puder ser mensurado com segurança. Um passivo é reconhecido no balanço pa- compostas pelos Certificados de Depósitos Bancários (CDB), Depósitos a Prazo com Garantia de eventuais condenações, que totalizam R$5.369 (R$6.450 - em 2010). Esse saldo é composto Reversão da provisão de contingências trabalhistas 2.565 761 trimonial quando a Entidade possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um Especial (DPGE), Debêntures e Letras Financeiras (LF). Esses títulos são classificados como principalmente pelos seguintes assuntos: a) Processos trabalhistas – processos individuais mo- Provisão de contingências trabalhistas (1.484) (1.197) evento passado, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para liquidá-lo. São operações de renda fixa e possuem seus rendimentos vinculados a variação do Certificado de vidos por ex-colaboradores da Entidade que pleiteiam a cobrança de horas extras, equiparação (2.310) (2.278) acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias ou Depósito Interbancário (CDI). 6. Contas a receber salarial e vinculo empregatício. Para essas ações, foi constituída uma provisão total de R$2.979 17. Resultado financeiro 2011 2010 cambiais incorridos. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do Representado por: (R$3.802 - em 2010); b) Indenizações – tempo anterior ao FGTS - representam os valores pro- Receitas financeiras 2011 2010 6.029 5.854 risco envolvido. Os ativos e passivos são classificados como circulantes quando sua realização Mensalidades a receber visionados a título de indenizações por tempo de serviços, relativos ao período anterior à Lei nº Rendimento de aplicações financeiras 41.135 31.047 1.783 1.507 ou liquidação é provável que ocorra nos próximos 12 meses. Caso contrário, são demonstrados Mensalidades a receber – APLUB 7.839/89 e referentes aos funcionários que ainda se encontram trabalhando na Fundação, que Multas, juros e descontos obtidos 1.362 1.377 1.443 1.543 como não circulantes. 2.8. Provisões - 2.8.1. Geral - Provisões são reconhecidas quando a Acordos judiciais e mensalidades negociadas totalizam R$2.390 (R$2.648 - em 2010). 11.1.2. Processo tributário - CPMF - Durante o período 42.497 32.424 9.255 8.904 Entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) em consequência de um even- Subtotal em que a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos Despesas financeiras 2011 2010 (2.746) (2.697) to passado, é provável que benefícios econômicos sejam requeridos para liquidar a obrigação e Provisão para crédito de liquidação duvidosa de Natureza Financeira (CPMF) esteve em vigor (até 31/12/2007), a Entidade entendia que essa Despesas bancárias (121) (74) 6.509 6.207 uma estimativa confiável do valor da obrigação possa ser feita. A despesa relativa a qualquer Total contribuição não se aplicava a suas operações. Desta forma, passou a não efetuar os recolhi- Descontos concedidos (72) (107) 5.490 5.488 provisão é apresentada na demonstração do resultado. 2.8.2. Provisões para riscos tributá- Curto prazo mentos, constituindo provisão para fazer frente a possíveis contingências. Os valores reconheci(193) (181) 1.019 719 rios, cíveis e trabalhistas - A Entidade é parte de diversos processos judiciais e administrativos. Longo prazo dos e atualizados, correspondente aos períodos não prescritos (2006 e 2007), totalizam R$1.350 Resultado financeiro líquido 42.304 32.243 6.509 6.207 Provisões são constituídas para todas as contingências referentes a processos judiciais para os Total (R$2.339 - em 2010). 11.1.3. Processo previdenciário – quota patronal - Por meio da edição 18. Cobertura de seguros - A Administração da Entidade efetua a contratação de quais é provável que uma saída de recursos seja feita para liquidar a contingência/obrigação e 6.1. Mensalidades a receber - APLUB - A Fundação Aplub de Crédito Educativo - Fundaplub, da Lei nº 9.732/98, a Entidade passou a recolher a quota patronal do INSS sobre os salários de seguros com valores considerados suficientes para a cobertura de eventuais sinistros uma estimativa razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação por meio de convênio com a Entidade, possibilita a concessão de bolsas de estudo pelo sistema seus colaboradores. A partir de abril de 2003 os recolhimentos efetuados pela Entidade foram dos imóveis e veículos, tendo inclusive reavaliado os bens patrimoniais em 2008 para das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões de crédito rotativo, com fundo próprio. A principal finalidade do crédito educativo é favorecer es- suspensos, uma vez que seus consultores jurídicos aguardavam o julgamento do mérito da Ação esta finalidade. 19. Gestão dos riscos e valorização dos instrumentos financeiros mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos tudantes carentes que necessitam de um apoio econômico-financeiro para a realização de es- Direta de Inconstitucionalidade – ADIN nº 2028. Independente do resultado desse julgamento, - a) Considerações sobre riscos - Riscos de crédito - O risco de crédito encontra-se advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas tudos universitários, caracterizando-se como uma ferramenta de cunho social. A Entidade tem que ainda se encontra pendente, a Entidade entende ter direito a imunidade a essa contribuição vinculado a potencial inadimplência de seus alunos, uma vez que a Entidade depende circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou ex- critérios próprios para a seleção de seus candidatos e o número de bolsas a ser concedido é e impetrará ações administrativas ou judiciais contra a previdência social, visando resguardar das contribuições mensais para manter-se em funcionamento. A ficha financeira de posições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. 2.9. variável dependendo da verba destinada a esse programa. O valor do financiamento correspon- seus direitos, caso haja um desfecho não satisfatório no julgamento da ADIN. Em virtude da com- cada aluno é monitorada periodicamente e, existindo inadimplência, o mesmo fica Caixa e equivalentes de caixa - Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de de a 25%, 50%, 75% ou 100% do custo das parcelas da semestralidade, fixado pela Entidade plexidade do assunto e da inexistência de um posicionamento formal e conclusivo do Superior impedido de efetuar matrícula no ano letivo subsequente, até que essa pendência atender a compromissos de curto prazo, e não para investimento ou outros fins. A Entidade de acordo com o curso em que o aluno estiver matriculado. O pagamento desse financiamento é Tribunal de Justiça (STF) acerca desse assunto, a Entidade optou em constituir provisão para financeira seja regularizada. Risco de liquidez - A política de gerenciamento de riscos considera equivalentes de caixa uma aplicação financeira de conversibilidade imediata em um realizado após doze meses da conclusão do curso. A partir do mês do início do reembolso, cada possíveis contingencias abrangendo os valores nominais dos últimos 5 anos (2006 a 2011) da implica em manter um nível seguro de disponibilidades de caixa ou acessos a recursos montante conhecido de caixa e estando sujeita a um insignificante risco de mudança de valor. parcela ou prestação mensal é corrigida pela variação do IPC-FGV, ou de outro índice vigente à quota patronal, totalizando R$82.323 (R$77.943 em 2010). 11.2. Perdas possíveis - A Entidade imediatos. Desta forma, a Entidade possui recursos em conta corrente disponíveis Por conseguinte, um investimento, normalmente, se qualifica como equivalente de caixa quando época que o substitua. Sobre o valor de cada parcela de reembolso, é acrescido o percentual de não possui ações relevantes de natureza tributária, cível e trabalhista, envolvendo riscos de per- para utilização imediata. - Gestão de risco de capital - Os objetivos da Entidade ao tem vencimento de curto prazo, por exemplo, três meses ou menos, a contar da data da contra- 0,25% (zero vírgula vinte e cinco por cento) ao mês, calculado entre a data do contrato e a data da classificados pela Administração e por seus consultores jurídicos como possíveis. administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade de suas tação. 2.10. Títulos e valores mobiliários - Incluem os títulos e valores mobiliários adquiridos do efetivo pagamento da parcela, destinada ao fundo de administração. O saldo contabilizado 11.3. Resumo de movimentação operações além de manter uma adequada estrutura de capital. b) Valorização dos com o objetivo de serem negociados frequentemente e de forma ativa, sendo contabilizados pelo como ativo não circulante refere-se a valores a receber superiores a 12 meses de alunos que Trabalhista Tributária Previdenciário Total instrumentos financeiros - Os principais instrumentos financeiros em 31 de dezemvalor de mercado, em que as perdas e os ganhos realizados e não realizados sobre esses títulos participam dessa modalidade de pagamento. 6.2. Aging list - Abertura por vencimento das Saldo inicial em 31.12.2009 14.291 4.740 73.700 92.731 bro de 2011 são: Caixa e equivalentes de caixa (Nota Explicativa nº 4): os saldos são reconhecidos no resultado. Os títulos são gerenciados por três fundos de investimento em contas a receber em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 é conforme segue: Complemento 1.197 359 15.058 16.614 em conta corrente e aplicações financeiras de curto prazo que têm seus valores de 2011 2010 que a Entidade é a única cotista. Os títulos públicos e privados integrantes da carteira são contaPagamento (8.277) (8.277) mercado idênticos aos saldos contábeis; Títulos e valores mobiliários (Nota Explicativa 3.023 2.771 bilizados pelo custo de aquisição, acrescido diariamente dos rendimentos incorridos (curva) até A vencer Reversão (761) (2.760) (10.815) (14.336) nº 5): os saldos em aplicações financeiras de curto prazo e longo prazo, que têm seus 1.323 948 a data do balanço, e ajustados ao valor de mercado, quando aplicável, em função da classifica- Vencidos até 30 dias Saldo inicial em 31.12.2010 6.450 2.339 77.943 86.732 valores de mercado idênticos aos saldos contábeis. c) Operações com instrumen2.029 2.272 ção dos títulos. 2.11. Fundos de Investimento exclusivos (FI) - consolidação - A Entidade Vencidos de 31 a 180 dias Complemento 1.484 86 15.859 17.429 tos derivativos - A Entidade não efetuou operações em caráter especulativo, seja em 2.880 2.913 consolida os Fundos de Investimento exclusivos (FI), nos quais possui cotas subordinadas, subs- Vencidos há mais de 181 dias Reversão (2.565) (1.075) (11.479) (15.119) derivativos, ou em quaisquer outros ativos de risco. Em 31 de dezembro de 2011 e de 9.255 8.904 critas e integralizadas. Conforme Pronunciamento Técnico CPC 36 - Demonstrações consolidaSaldo inicial em 31.12.2011 5.369 1.350 82.323 89.042 2010 não existiam saldos ativos ou passivos protegidos por instrumentos derivativos. Reconhecemos a exatidão do presente Balanço Patrimônial e das respectivas Demonstrações Financeiras que o acompanham, encerrados em 31.12.2011, somando os totais gerais do Ativo, Passivo e Patrimônio Social a importância de R$ 494.039 (milhares de R$). São Paulo, 20 de março de 2012 Pe. Theodoro Paulo Severino Peters, S.J. - Presidente Dr. Ricardo Buarque de Gusmão Funari - Diretor-Tesoureiro Antonio Thadeu Sacchitelli - Contador CRC n.º 1SP 109334/O-2 Relatório dos Auditores Independentes Sobre as Demonstrações Financeiras demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por pendentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os patrimonial e financeira da Fundação Educacional lnaciana Padre Sabóia de Medeiros em 31 de controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício Aos administradores da Fundação Educacional lnaciana Padre Sabóia de Medeiros - “FEI”. fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade é a Examinamos as dernonstrações financeiras da Fundação Educacional lnaciana Padre Sabóia de de expressar uma opinião sobre estas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, financeiras da Entidade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos circunstâncias , mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles inAuditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior - As demonstrações financeiras Medeiros (“Entidade”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011, e conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Estas normas as respectivas dernonstrações do resultado , das mutações do patrimônio Iiquido e dos fluxos de requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada ternos da Entidade. Uma auditoria inclui, tarnbém, a avaliação da adequação das práticas contá- da Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros, referentes ao exercício findo em beis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como 31 de dezembro de 2010, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos sele- avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos relatório em 18 de fevereiro de 2011 sem rnodificações. São Paulo, 13 de marco de 2011 . que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. ERNST & YOUNG TERCO - Auditores Independentes S.S. - CRC 2SP-0 15.199/0-6 financeiras - A Administração da Entidade e responsável pela elaboração e adequada apresen- cionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas Ricardo Afonso Parra tação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do audi- Opinião sobre as demonstrações financeiras - Em nossa opinião as demonstrações financei- Fabio Marchesini Contador CRC 1SP-237.688/0-4 e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de tor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras , inde- ras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, as posições Contador CRC 1SP-244.093/0-1
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 27 de abril de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 23
BOA VISTA SERVIÇOS S.A. ESCOLHA DA COMISSÃO A empresa Boa Vista Serviços S.A. comunica aos seus empregados que pretende renovar o acordo do Programa de Participação nos Resultados. Para tanto, será constituída uma nova comissão negociadora composta por 07 (sete) empregados. Destarte, estão abertas as inscrições, até o dia 02/05/2012, para os empregados que desejarem integrar a referida comissão, esclarecendo que as inscrições deverão ser feitas junto à Diretoria de Gestão de Talentos na área de Administração de RH, através de formulário específico. Serão considerados representantes dos empregados aqueles que se inscreverem dentro do prazo acima, recorrendo-se à eleição, por voto secreto, caso o número de inscritos ultrapasse o limite de vagas supramencionado.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras Individuais da Solví Participações S.A. referentes a 31 de Dezembro de 2011 e 2010, acompanhadas das Notas Explicativas. As Demonstrações Financeiras Consolidadas em sua íntegra, juntamente com o Parecer da KPMG Auditores Independentes, encontram-se à disposição na sede da Companhia. Demonstrações dos Resultados Demonstrações dos Fluxos de Caixa Balanços Patrimoniais em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 (Valores expressos em milhares de reais) (Valores expressos em milhares reais, exceto lucro por ações) (Valores expressos em milhares de reais) Nota Explicativa 2011 2010 Nota Explicativa 2011 2010 Nota Explicativa 2011 2010 2011 2010 ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante Circulante Receita Operacional Líquida 15.735 15.646 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Caixa e equivalentes de caixa 4 33.320 690 Fornecedores e outras contas a pagar 10 13.474 12.988 69.071 10.561 - Lucro líquido do exercício Contas a receber de clientes e outros créditos 5 8.737 5.414 Salários e encargos trabalhistas 12 4.994 3.146 Custo dos serviços prestados Ajustes para reconciliar o lucro líquido Dividendos a receber 6 1.037 4.158 Impostos, taxas e contribuições a recolher 13 799 732 do exercício com o caixa gerado pelas Impostos a recuperar 2.571 2.950 Dividendos a pagar 6 16.404 3.492 Lucro Bruto 15.735 15.646 (aplicado nas) operações: Adiantamento de fornecedores 63 34 Total do passivo circulante 35.671 20.358 Depreciação e amortização 1.318 2.176 Estoques 98 93 Não Circulante Total do ativo circulante 45.826 13.339 Fornecedores e outras contas a pagar 10 4.065 3.885 Receitas (Despesas) Operacionais Equivalência patrimonial (78.314) (12.979) Não Circulante Parcelamentos fiscais 14 519 836 57.535 20.237 (359) (412) Dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos Contas a receber de clientes e outros créditos 5 27.370 30.560 Imposto de renda e contribuição social diferidos 15 19.384 19.384 Comerciais Imposto de Renda e contribuição social 3.447 (966) 17 (23.128) (27.839) Imposto de renda e contribuição social diferidos 15 544 1.573 Total do passivo não circulante 23.968 24.105 Despesas administrativas (Aumento) redução nos ativos operacionais: Investimentos em controladas e coligadas 7 773.557 732.977 Patrimônio Líquido 16 Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas 18 (1.260) (759) Partes relacionadas 563 (13.577) Imobilizado 8 1.455 1.739 Capital social 415.000 170.918 7 78.314 12.979 Impostos a recuperar 379 (1.329) Intangível 9 7.715 8.749 Reserva legal 11.172 7.718 Resultado de equivalência patrimonial Total do ativo não circulante 810.641 775.598 Reserva de retenção de lucros 370.948 567.322 Estoques (4) Ajustes acumulados de conversão (292) (1.484) Outros créditos (725) (898) Resultado antes das Receitas Total do patrimônio líquido 796.828 744.474 (Despesas Financeiras), Líquidas e Impostos 69.302 (385) Aumento (redução) nos passivos operacionais: Total do Ativo 856.467 788.937 Total do Passivo e Patrimônio Líquido 856.467 788.937 Fornecedores 130 1.757 Receitas financeiras 19 4.412 10.798 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Salários, provisões e encargos sociais 1.848 3.145 Despesas financeiras 19 (1.196) (818) Impostos, taxas e contribuições Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 67 418 (Valores expressos em milhares de reais) Provisão para Imposto de Renda e contribuição social (2.416) 1 Partes relacionadas 535 15.011 Lucro antes do Imposto de Renda e Reserva de Ajustes Capital Reserva retenção acumulados Lucros Patrimônio dos Refis a pagar (317) (25) da Contribuição Social 72.518 9.595 social legal de lucros de conversão acumulados controladores Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 53.115 23.532 Saldos em 31 de Dezembro de 2009 170.918 6.995 584.967 (1.167) 761.713 Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento Lucro líquido do exercício 10.561 10.561 Imposto de Renda e Contribuição Social Aumento capital (15.487) Reserva legal 723 (723) Corrente 15 (2.418) Aquisição de imobilizado (5.385) Ajustes acumulados de conversão (317) (317) Adições ao intangível (7.580) 15 (1.029) 966 Pagamento dividendos exercícios anteriores (24.050) (24.050) Diferido Caixa líquido atividades de investimento (15.487) (12.965) Dividendos a distribuir (3.433) (3.433) Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento Retenção de lucros 6.405 (6.405) 69.071 10.561 Pagamento de dividendos (5.000) (34.254) Saldos em 31 de Dezembro de 2010 170.918 7.718 567.322 (1.484) 744.474 Lucro Líquido do Exercício Lucro líquido do exercício 69.071 69.071 Atribuível à: Acionistas da Companhia Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento (4.998) (34.254) Ajustes acumulados de conversão 1.192 1.192 Participação de acionistas não controladores Aumento (Redução) Líquido(a) do Aumento de capital 244.082 (244.082) Saldo de Disponibilidades 32.630 (23.687) Reserva legal 3.454 (3.454) Disponibilidades no início do exercício 690 24.376 Dividendos pagos e provisionados (1.505) (16.404) (17.909) Lucro Líquido por Ação no Disponibilidades no fim do exercício 33.320 690 Retenção de lucros 49.213 (49.213) Fim do Exercício (em R$) 0,17 0,06 32.630 (23.686) Saldos em 31 de Dezembro de 2011 415.000 11.172 370.948 (292) 796.828 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras Referentes aos Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 (Valores expressos em milhares de reais) 1. Contexto Operacional: A Solví Participações S.A. (“Companhia”), entidade controladora demonstrações financeiras, que corresponde ao seu valor justo. • As aplicações 4. Caixa e Equivalentes de Caixa: São compostos como segue: 2011 2010 do Grupo Solví, é uma sociedade anônima com sede na Rua Bela Cintra, nº 967, município de financeiras em CDBs (Certificado de Depósito Bancário) e instrumentos similares possuem 11 São Paulo - SP. A Companhia e suas controladas ( “Grupo Solví”) formam um Grupo empresarial liquidez diária com recompra na “curva do papel” e, portanto, a Companhia entende que Caixa 174 14 composto por 37 empresas que atuam em 17 estados brasileiros e 3 municipalidades no Peru, seu valor justo corresponde ao seu valor contábil. k. Hierarquia de valor justo dos Bancos 33.135 676 incluindo a capital, nos negócios: • Resíduos: limpeza pública, coleta, tratamento, gerenciamento instrumentos financeiros: Conforme o CPC nº 40, “Instrumentos Financeiros: Certificado de Depósito Bancário (CDB) 33.320 690 e destinação final de resíduos públicos e privados. Também faz operações de aterros com Evidenciação”, o valor justo é definido como o preço de troca que seria recebido por um Total classificação I, II e III, reciclagem, incineração, co-processamento, remediação de áreas ativo ou pago por transferir um passivo (preço de transferência) no principal ou o mais Caixa e equivalente de caixa são, substancialmente, determinados na moeda real brasileiro. As contaminadas e manufatura reversa; • Saneamento: captação, tratamento e distribuição de vantajoso mercado para o ativo ou passivo numa transação normal entre participantes aplicações financeiras referem-se, principalmente, a certificados de depósito bancário, de liquidez água, bem como coleta, tratamento, disposição final de esgoto e gestão comercial; • Valorização independentes do mercado na data de mensuração. Adicionalmente, o IFRS Nº 7 imediata e remuneração atrelada à variação do CDI, não excedendo os seus respectivos valores energética: geração de energia a partir de fontes renováveis, como biogás, resíduos estabelece uma classificação hierárquica em três níveis para mensuração do valor justo, de mercado, e não estão sujeitas a riscos de mudança significativa de valor. com as seguintes definições: • Nível 1 - Trata-se de preços cotados (não ajustados) em 5. Contas a Receber de Clientes e Outros Créditos: As contas a receber de partes relacionadas agroindustriais, dejetos, biomassa e restos florestais. Geração de créditos de carbono por meio mercados para ativos e passivos idênticos. • Nível 2 - Utilizam-se outras informações, e outros créditos são compostas como segue: de geração de energia renovável e queima controlada do gás metano de aterros; e • Engenharia: exceto aquelas do Nível 1, onde os preços cotados (não ajustados) são para ativos e Nota Explicativa 2011 2010 projetos e execução de obras nas áreas de construção civil, infraestrutura e serviços públicos. passivos similares, em mercados não ativos, ou outras informações que estão disponíveis Partes relacionadas 11 32.843 35.789 2. Base de Preparação: As Demonstrações Financeiras individuais da controladora foram ou que podem ser corroboradas pelas informações constatadas no mercado para Outros créditos 3.263 184 elaboradas de acordo com o BR GAAP. A emissão das Demonstrações Financeiras foi autorizada evidenciar a integridade dos termos dos ativos e passivos. • Nível 3 - Inserções para Total 36.106 35.973 pela Diretoria Executiva em 11 de abril de 2012. a. Base de mensuração: As Demonstrações ativos ou passivos que não são baseadas nos dados apresentados pelo mercado. Ou Circulante 8.737 5.414 Financeiras foram preparadas com base no custo histórico. b. Moeda funcional e moeda de seja, as informações são indisponíveis, reflexo da baixa ou nenhuma atividade de mercado Não Circulante 27.370 30.560 apresentação: Essas Demonstrações Financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda e que são relevantes para definição do valor justo dos ativos e passivos. 6. Dividendos: São compostos como segue: Saldo a Receber Saldo a Pagar funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram Categoria Nível 1 Nível 2 Nível 3 2011 2010 2011 2010 arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. • Vida útil Ativos financeiros: Solvi Environnement 16.404 3.492 do ativo imobilizado e intangível: A Companhia revisa a vida útil estimada dos bens do Caixa e equivalentes de caixa Empréstimos e recebíveis 33.320 - Controladas: Contas a receber de clientes GRI 1.037 1.532 imobilizado e intangível anualmente no final de cada período apresentado. e outros créditos Empréstimos e recebíveis 36.107 - Revita 2.626 3. Principais Políticas Contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm 69.427 - Total 1.037 4.158 16.404 3.492 sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas Demonstrações Total Financeiras. a. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalente de caixa incluem o caixa, 7. Investimentos: a. Descrição das controladas e empreendimentos controlados em conjunto: A seguir, são apresentados os detalhes das controladas e empresas controladas em conjunto os depósitos a vista, outros investimentos de curto prazo e de alta liquidez prontamente no encerramento dos exercícios: conversíveis em caixa com, no máximo, de 90 dias da data de contratação. Esses investimentos Local principal Participação % são mensurados a custo mais os rendimentos acumulados. b. Imobilizado: Os bens do Nome da controlada Atividade principal de operação 2011 2010 imobilizado são reconhecidos pelo custo histórico de aquisição ou custo de construção, menos Controladas: a depreciação acumulada e provisão de perda pelo valor recuperável (impairment). c. Intangível: Koleta Ambiental Ltda. Resíduos privados (coleta e transporte) RJ/SP 100% 100% Ativos intangíveis são reconhecidos pelo custo de aquisição reduzido da amortização acumulada GRI - Gerenciamento de Resíduos Industriais Ltda. Resíduos privados (gerenciamento e assessoria) São Paulo 100% 100% e eventual provisão de perda pelo valor recuperável (impairment). Os direitos de uso de software Solví Valorização Energética Ltda. Termoelétricas e Biogás (Geração e comercialização) São Paulo 100% 100% são demonstrados ao valor de custo histórico de aquisição, sendo amortizados linearmente pela Termoverde Salvador S.A. (a) Termoelétricas e Biogás (Geração e comercialização) Salvador 100% 100% taxa de 20% ao ano. d. Instrumentos financeiros: Ativos financeiros não derivativos: A Termoverde Caieiras S.A. (a) Termoelétricas e Biogás (Geração e comercialização) São Paulo 100% 100% Termoelétricas e Biogás (Geração e comercialização) São Paulo 100% 100% Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que SVE II Projetos e Valorização Energética Ltda. (a) Participação em empresas de Saneamento São Paulo 100% 100% foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da Solví Participação em Projetos de Saneamento Ltda. Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) São Paulo 100% 100% negociação na qual o Grupo se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. Revita Engenharia S.A. Resíduos públicos (operação de aterro sanitário) Salvador 100% 100% A Companhia classifica os ativos financeiros não derivativos nas seguintes categorias: ativos Battre - Bahia Transferência e Trat. de Resíduos Ltda. (b) Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) Camaçari 70% financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado, investimentos mantidos até o Camaçari Ambiental S.A. (b) Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) Farroupilha 100% 100% vencimento, empréstimos e recebíveis e ativos financeiros disponíveis para venda: Ativos Farroupilha - Serv. de Limp. Urbana e Trat. de Resíduos S.A. (b) Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) São Leopoldo 100% 100% financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado: Um ativo financeiro é SL Ambiental - Serv. de Limp. Urbana e Trat. de Resíduos S.A. (b) Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) Rio Grande 100% 100% classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para Rio Grande Ambiental Serv. de Limp. Urb. e Trat. de Resíduos (b) Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) São Carlos 100% 100% negociação ou seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos São Carlos Ambiental S.A. (b) Participação em cias. que operam resíduos públicos Uruguai 100% 100% financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado pois a Companhia gerencia Compañia de Inversiones Ambientales S.A. Construção Peru 100% 100% tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de Vega Peru S.A. (c) Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) Peru 70% 70% acordo com a gestão de riscos e a estratégia de investimentos da Companhia. Os custos da Relima Ambiental S.A. (c) Vega Engenharia Ambiental S.A. Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) São Paulo 100% 100% transação são reconhecidos conforme incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo Águas do Amazonas S.A. (e) Saneamento (captação, tratamento e distr.de água) Manaus 100% 100% por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos, Locação de bens móveis e imóveis São Paulo 100% 100% os quais levam em consideração qualquer ganho com dividendos, são reconhecidas no resultado Servy Patrimonial Ltda. OrganoSolví - Soluções Orgânicas para a Vida Ltda. Produção e comercilialização de fertilizantes São Paulo 57% 57% do exercício. Ativos financeiros designados como pelo valor justo através do resultado Vega Valorização de Resíduos S.A. - VVR Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) São Paulo 100% 100% compreendem instrumentos patrimoniais que de outra forma seriam classificados como Vegacon Engenharia Ltda. Engenharia relativa a área de saneamento São Paulo 100% 100% disponíveis para venda, como aqueles gerados por investimentos na infraestrutura dos contratos Empresas controladas em conjunto (joint ventures): de concessão. Ativos financeiros mantidos até o vencimento: Caso a Companhia tenha Viasolo Engenharia Ambiental S.A. (b) Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) Minas Gerais 51% 51% intenção e a capacidade de manter títulos de dívida até o vencimento, então tais ativos financeiros Essencis Soluções Ambientais S.A. Resíduos privados (operação de aterro sanitário) São Paulo 50% 50% são classificados como mantidos até o vencimento. Os investimentos mantidos até o vencimento Catarinense Engenharia Ambiental S.A. (d) Resíduos privados (operação de aterro sanitário) Joinville 54% 54% são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação Essencis MG Soluções Ambientais S.A. (d) Resíduos privados (operação de aterro sanitário) Betim 66,7% 66,7% diretamente atribuíveis. Após seu reconhecimento inicial, os investimentos mantidos até o Macaé Projetos e Serviços Ambientais Ltda. (d) Resíduos privados (operação de aterro sanitário) Rio Janeiro 100% vencimento são mensurados pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, Ecotottal Sistemas de Gestão Ltda. (d) Resíduos privados (operação de aterro sanitário) Capela Santana 65% 65% decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Empréstimos e recebíveis: Essencis Manufatura Reversa S.A. (d) Manufatura reversa de aparelhos de refrigeraçaõ São Paulo 51% 51% Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não Essencis Ecossistema Ltda. (d) Resíduos privados (operação de aterro sanitário) São Paulo 100% 60% são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido Logística Ambiental de São Paulo S.A. (f) Resíduos públicos (coleta) São Paulo 62,3% 62,3% de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos Abrantes Ambiental Ltda. (b) Resíduos públicos (limpeza urbana e coleta) Camaçari 57% e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos Boechat do Bairro Trat.de Res., Coleta e Conserv. Ltda. (b) Resíduos privados (operação de aterro sanitário) Belford Roxo 51% de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os empréstimos e recebíveis abrangem INOVA Gestão de Serviços Urbanos S.A. (b) Resíduos públicos (conservação e limpeza pública) São Paulo 51% caixa e equivalentes de caixa e clientes e outros créditos. Caixa e equivalente de caixa: Riograndende Participações S.A. (b) Participação em outras empresas Porto Alegre 70% Resíduos privados (operação de aterro sanitário) Minas do Leão 70% Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S.A. (b) vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são (a) Controlada Indireta por meio da controlada Solví Valorização Energética Ltda.; (b) Controlada Indireta por meio da controlada Revita Engenharia S.A.; (c) Controlada Indireta por meio da controlada sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na gestão das obrigações Compañia de Inversiones Ambientales S.A.; (d) Controlada Indireta por meio da controlada Essencis Soluções Ambientais S.A.; (e) Controlada Indireta por meio da controlada Vega Engenharia de curto prazo. e. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calcula o imposto Ambiental S.A.; (f) Controlada Indireta por meio da controlada Vega Valorização de Resíduos S.A. - VVR. de renda (IRPJ) e a contribuição social (CSLL), corrente e diferido com base nas alíquotas de b. Composição dos investimentos e equivalência patrimonial: A movimentação dos 9. Intangível: O saldo da controladora é composto como segue: 15% acrescida do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240 para imposto investimentos em controladas diretas, apresentado nas Demonstrações Financeiras individuais, Tx. Média 2011 2010 de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social, sobre o lucro líquido auferido. é como segue: Anual % Custo Amortização Líquido Líquido Os saldos são reconhecidos no resultado da Companhia pelo regime de competência. A despesa Saldo de Software 18,5 11.140 (3.425) 7.715 8.749 fiscal para o período inclui o imposto corrente e o diferido. O imposto de renda corrente e a investimento 11.140 (3.425) 7.715 8.749 despesa da contribuição social são calculados nos termos da legislação fiscal brasileira. A Lucro / EquivaAs mutações do Intangível estão demonstradas conforme segue: Administração periodicamente avalia e mensura as posições tomadas na declaração de imposto Empresas Partici- Patri- (prejuízo) lência Custo do Intangível 2010 Adição Baixa 2011 de renda com relação às situações em que os regulamentos fiscais aplicáveis estão sujeitos à controladas Capital pação mônio líquido do patriSoftware 10.332 812 (4) 11.140 interpretação. Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores que se espera e outras social societária líquido exercício monial 2011 2010 10.332 812 (4) 11.140 30.215 100,00% 24.047 448 448 24.047 20.504 Depreciação do Intangível que sejam pagos às autoridades fiscais. O imposto de renda diferido é reconhecido, usando o CIA 2010 Adição Baixa 2011 1 100,00% (91) (32) (32) (91) (60) Software (1.583) (1.843) 1 (3.425) método do passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as bases Servy Patrimonial 165 100,00% 165 165 (1.583) (1.843) 1 (3.425) fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas Demonstrações Financeiras Vegacon 100,00% (346) (4.854) (4.854) (346) (6.244) 8.749 (1.031) (3) 7.715 f. Reconhecimento das receitas: As receitas são mensuradas pelos valores justos das Solvi Saneamento 10.761 50,00% 171.231 58.368 29.184 85.616 90.916 10. Fornecedores e Outras Contas a Pagar Nota Explicativa 2011 2010 contraprestações recebidas ou a receber. g. Benefícios a empregados - contribuição Essencis Soluções 112.571 11.208 100,00% 21.886 3.544 3.544 21.886 19.135 Fornecedores 1.977 1.846 definida: Um plano de contribuição definida é um plano de benefícios pós-emprego sob o qual Koleta GRI 1.576 100,00% 7.483 4.511 4.511 7.483 4.674 Partes relacionadas 11 15.562 15.027 uma entidade paga contribuições fixas para uma entidade separada (Fundo de previdência) e 235.645 100,00% 467.840 5.016 5.016 467.840 511.827 17.539 16.873 não tem nenhuma obrigação legal ou construtiva de pagar valores adicionais. As obrigações Vega (A) 32.355 100,00% 35.966 3.611 3.611 35.966 - Circulante 13.474 12.988 por contribuições aos planos de pensão de contribuição definida são reconhecidas como despesas VVR SVE 13.560 100,00% 6.741 1.154 1.154 6.741 2.087 Não circulante 4.065 3.885 de benefícios a empregados no resultado nos exercícios durante os quais serviços são prestados 100.736 100,00% 123.557 36.273 36.273 123.557 90.138 11. Partes Relacionadas: Remuneração de pessoal-chave da Administração: A Companhia pelos empregados. Contribuições pagas antecipadamente são reconhecidas como um ativo Revita OrganoSolví 2.166 57,00% 1.217 (949) (541) 694 pagou a seus administradores, em salários e remuneração variável, um total de R$ 6.261 em 31 mediante a condição de que haja o ressarcimento de caixa ou a redução em futuros pagamentos 78.314 773.557 732.977 de dezembro de 2011. Os saldos a receber e a pagar em 31 de dezembro de 2011 compartes esteja disponível. As contribuições para um plano de contribuição definida cujo vencimento é c. Movimentação dos investimentos relacionadas são demonstrados a seguir: esperado para 12 meses após o final do período no qual o empregado presta o serviço são Saldo de Equiva- Dividendos e Outras Variação Saldo de Saldo de Saldo de Receitas descontadas aos seus valores presentes. h. Principais julgamentos realizados na aplicação investi- lência juros sobre movi- cambial investicontas a receber contas a pagar (despesas) das políticas contábeis: De acordo com IAS 1 (equivalente ao CPC 26), os ativos e passivos Empresas mento patricapital menta- investimento Empresa 2011 2010 2011 2010 2011 2010 circulantes e não circulantes são apresentados separadamente nas Demonstrações Financeiras. controladas em 2010 monial próprio ções mentos em 2011 Prestação Serviços Para a maioria das atividades da Companhia, a segregação entre circulante e não circulante é CIA 20.504 448 3.095 24.047 Administrativos e outros: baseado no período esperado em que os ativos serão realizados e os passivos liquidados. Servy Patrimonial (60) (32) (91) Vega 714 825 8.513 10.537 Quando a expectativa de realização dos ativos e passivos é em um período de até 12 meses Vegacon (2) 165 165 Revita 422 294 4.906 3.572 após a data de apresentação das Demonstrações Financeiras, eles são classificados como Solví Saneamento (1) (6.244) (4.854) - 10.752 (346) Gmec 191 151 233 348 circulantes. Caso contrário, são classificados como não circulante. i. Demonstração dos fluxos Essencis Soluções 90.916 29.184 (34.485) 85.615 LOGA 97 20 1.063 1.022 de caixa: A Companhia apresenta os fluxos de caixa das atividades operacionais, usando o Koleta 19.135 3.544 (793) 21.886 ADA 84 105 292 284 método indireto, segundo o qual o lucro líquido ou o prejuízo é ajustado pelos efeitos de GRI 4.674 4.511 (1.702) 7.483 Essencis 67 45 1.433 1.217 transações que não envolvem caixa, pelos efeitos de quaisquer diferimentos ou apropriações Vega (2) 511.827 5.016 (14.580) (32.520) (1.903) 467.840 Outros 181 66 1.886 1.266 por competência sobre recebimentos de caixa ou pagamentos em caixa operacionais passados VVR (2) 3.611 - 32.355 35.966 1.756 1.506 18.326 18.246 ou futuros, e pelos efeitos de itens de receita ou despesa associados com fluxos de caixa das SVE (3) 2.087 1.154 3.500 6.741 Reembolsos atividades de investimento ou de financiamento. De acordo com o método indireto, o fluxo de Revita 90.138 36.273 (2.854) - 123.557 Administrativos e outros: caixa líquido advindo das atividades operacionais é determinado ajustando o lucro líquido ou OrganoSolví (4) (541) 1.235 694 Vega 1.840 1.777 11.466 11.084 1.466 1.993 732.977 78.314 (54.414) 15.487 1.192 773.557 Gmec prejuízo quanto aos efeitos de: (i) variações ocorridas no período nos estoques e nas contas 333 199 364 252 operacionais a receber e a pagar; (ii) itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, 8. Imobilizado: O saldo é composto como segue: Essencis 304 238 2.896 2.713 Tx. Média 2011 2010 Revita provisões, tributos diferidos, ganhos e perdas cambiais não realizados e resultado de equivalência 253 106 7 7 1.838 830 Anual % Custo Depreciação Líquido Líquido São Paulo Ambiental 161 patrimonial quando aplicável; e (iii) todos os outros itens tratados como fluxos de caixa advindos Benfeitorias em bens de terceiros 20 193 (92) 101 151 Koleta 111 127 1.197 1.060 das atividades de investimento e de financiamento. j. Valor justo dos instrumentos 10 2 2 2 LOGA 94 65 3 12 989 798 financeiros: Os valores justos e os saldos contábeis dos instrumentos financeiros, em 31 de Máquinas e equipamentos Móveis e utensílios 12,5 482 (108) 374 420 Outros 1.502 1.396 22 39 5.525 4.436 dezembro de 2011 e de 2010 estão demonstrados a seguir: Equipamentos de informática 23,5 1.829 (888) 940 1.112 4.598 3.908 11.498 11.142 14.275 12.082 2011 2010 38 38 54 Juros sobre capital próprio: Valor Valor Valor Valor Imobilizado em andamento 2.331 (592) 1.455 1.739 GRI 99 72 66 Categoria contábil justo contábil justo As mutações do imobilizado estão demonstradas conforme segue: Vega 585 4.120 3.741 Custo do Imobilizado 2010 Adição Baixa 2011 Revita 785 5.480 1.748 Ativos financeiros: Benfeitorias em bens de terceiros 193 193 Essencis Soluções 914 4.735 Caixa e equivalentes de caixa Empréstimos 2 2 2.383 14.407 5.555 e recebíveis 33.320 33.320 690 690 Máquinas e equipamentos Móveis e utensílios 476 24 (19) 482 Contratos de Mútuo: Contas a receber de Empréstimos 1.606 243 (20) 1.829 ADA 12.467 20.643 2.437 2.494 clientes e outros créditos e recebíveis 36.107 36.107 35.974 35.974 Equipamentos de informática 54 38 (54) 38 Servy Participações 10.073 6 25 1 Total 69.427 69.427 36.664 36.664 Imobilizado em andamento 2.331 305 (92) 2.544 São Paulo Ambiental 1.731 Passivos financeiros: Depreciação 2010 Adição Baixa 2011 Solví Valorização 1.069 2.496 234 185 Fornecedores e outras Mens. pelo (42) (50) (92) WAP 949 contas a pagar custo amortizado 17.539 17.539 16.873 16.873 Benfeitorias em bens de terceiros - CIA 23 4.064 3.885 25 (17) Total 434.531 442.128 445.131 457.813 Máquinas e equipamentos (56) (56) 4 (108) Outros 1.081 7.392 1.082 45 O valor justo dos instrumentos financeiros, incluindo os instrumentos de proteção cambial Móveis e utensílios (494) (401) 6 (888) 27.370 30.560 4.064 3.885 3.803 2.708 e juros, foi determinado conforme descrito a seguir: • Os saldos em caixa e bancos têm Equipamentos de informática (592) (507) 10 (1.089) Circulante 8.737 5.414 11.498 11.142 seus valores justos idênticos aos saldos contábeis. • As aplicações financeiras em 1.739 (202) (82) 1.455 Não circulante 27.370 30.560 4.064 3.885 fundos de investimentos estão valorizadas pelo valor da quota do fundo na data das Líquido
A DIRETORIA
12. Salários, Benefícios e Encargos Sociais: São compostos como segue: 2011 2010 Salários, pensões e rescisões 293 277 Benefícios e obrigações trabalhistas 553 651 Férias 1.879 1.614 Participação nos resultados 2.269 604 4.994 3.146 Benefício previdência privada: Aos funcionários que aderiram, a Companhia provê um plano de previdência privada. Esse plano multipatrocinado, de contribuição definida, conta também com contribuições dos beneficiários. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, os custos incorridos com a manutenção do plano montaram R$848 (R$825 em 2010), os quais foram reconhecidos diretamente ao resultado. Participação nos resultados: Algumas controladas constituíram provisão para participação nos resultados a empregados e administradores (que também são empregados) com base no alcance das metas operacionais de desempenho e de qualidade dos serviços prestados, conforme previsto nos acordos coletivos de trabalho firmados com os sindicatos, no valor de R$2.269 (R$604 em 2010). 13. Impostos, Taxas e Contribuições a Recolher: São compostos como segue: 2011 2010 ISS sobre vendas 73 61 PIS sobre vendas 38 28 COFINS sobre vendas 170 128 ICMS 2 2 IRRF 333 382 PIS/COFINS/CSLL 1 13 Parcelamento 181 25 Outros 93 Total 799 732 14. Parcelamentos Fiscais: A Companhia e algumas controladas indiretas aderiram aos Programas Refis e Paes, instituídos pelas Leis nº 9.964, de 11 de abril de 2000, e nº 10.684, de 30 de maio de 2003, respectivamente, no intuito de regularizar débitos fiscais no âmbito da Secretaria da Receita Federal. Os parcelamentos supra foram todos transferidos para o “novo Refis” instituído pela Lei nº 11.941/09. A composição e movimentação, durante o exercício, das contas a pagar referentes aos Programas Refis e Paes são como segue: 2011 2010 Saldo em 31 de dezembro de 2010 861 1.009 Pagamentos efetuados (161) (148) Saldo em 31 de dezembro de 2011 700 861 Menos - parcelas do circulante (classificado em “Impostos, taxas e contribuições a recolher”) (181) (25) Parcelas do não circulante 519 836 Os parcelamentos estão sendo efetuados em parcelas mensais e sucessivas, com juros financeiros equivalentes à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). 15. Imposto de Renda e Contribuição Social: Em 31 de dezembro de 2011, as controladas da Companhia possuíam registrados ativos e passivos de Imposto de Renda e contribuição social diferidos relacionados com diferenças temporárias representadas por provisões não dedutíveis e lucros não realizados oriundos de valores a receber de municipalidades, conforme permitido pela legislação do Imposto de Renda. A composição desses diferidos é como segue: 2011 2010 Prejuízos fiscais acumulados 256.262 259.407 Diferenças temporárias: Amnortização de deságio (57.012) (57.012) Provisão para participação nos resultados 1.050 491 Compensação de prejuízos fiscais e outros 441 Base total final 200.300 203.327 IR/CS diferido sobre diferenças temporárias - 34% 68.102 69.131 Provisão para o não-reconhecimento do imposto diferido sobre prejuízos fiscais e diferenças temporárias (86.942) (86.942) Imposto de renda e contribuição social diferidos (18.840) (17.811) Imposto de renda e contribuição social diferidos ativos 544 1.573 Imposto de renda e contribuição social diferidos passivos (19.384) (19.384) Não circulante - passivo (19.384) (19.384) Em 31 de dezembro de 2011, a reconciliação da provisão para Imposto de Renda e contribuição social devidos, tendo como base as alíquotas aplicáveis e a provisão efetiva reconhecida no resultado, é como segue: 2011 2010 Lucro líquido antes dos impostos e das participações no resultado 72.518 9.595 Efeito RTT (366) 72.152 9.595 Alíquota nominal do IR e da CS - % 34% 34% Provisão de imposto de renda e contribuição social (24.532) (3.262) Efeito do imposto de renda e da contribuição social sobre: Equivalência patrimonial 21.604 4.412 Brindes/multas indedutíveis (33) (21) Bônus/doações/patrocínios (8) (21) Participação nos resultados (401) (38) 13º salário dos diretores (127) (100) Deduções Lei do Bem Outras diferenças permanentes 50 (4) Provisão para imposto de renda e contribuição social (3.447) 966 Correntes (2.418) Diferidos (1.029) 966 Em 31 de dezembro de 2011, o saldo de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social a compensar com lucros tributáveis futuros é de R$256.262 (R$259.407 em 2010), os quais poderão ser compensados até o limite de 30% do lucro tributável anual. 16. Patrimônio Líquido: Em Assembleia Extraordinária de Acionistas realizada em 30 de dezembro de 2011, o capital social da Companhia foi integralizado em R$244.082, com a emissão de 244.081,788 ações ordinárias nominativas com valor de R$ 1,00 cada uma, através da utilização da Conta de Reserva de Lucros. O capital subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2011 está representado por 415.000.000 ações ordinárias nominativas (170.918.212 ações em 2010), com valor de R$1,00 cada uma, perfazendo um total de R$415.000, registrado na rubrica “Capital Social”. a. Dividendos: Conforme Assembleia Geral Extraordinária realizada em 08 de agosto de 2011 a Companhia distribuiu dividendos referente a exercícios anteriores ao acionista Solví Environnement S.A. no valor total de R$5.000. O estatuto da Companhia estabelece a distribuição de dividendo mínimo anual de 25% do lucro líquido, ressalvadas as hipóteses previstas em lei. b. Reserva de retenção de lucros: A reserva de retenção de lucros foi constituída nos termos do artigo 196 da Lei nº 6.404/76 e 11.638/07 tem como objetivo a aplicação em futuros investimentos. 17. Despesas Administrativas 2011 2010 Remuneração direta mão de obra (17.538) (17.741) INSS (3.374) (3.484) FGTS (934) (989) Benefícios (2.935) (2.631) Alugueis (940) (1.113) Depreciação (2.351) (2.176) Materiais (137) (161) Fretes e carretos (88) (31) Serviços de terceiros (7.095) (2.372) Tributos, seguros e contribuições (323) Viagens e estadias (1.044) (1.646) Outros 13.308 4.828 Total (23.128) (27.839) 18. Outras Receitas (Despesas) Operacionais, Líquidas 2011 2010 Receitas eventuais 111 4 Patrocínio (40) Resultado venda de imobilizado (30) Outras despesas e receitas (1.301) (763) Total (1.260) (759) 19. Receitas (Despesas) Financeiras, Líquidas 2011 2010 Receitas financeiras: Receitas juros sobre contratos de mútuo 4.021 3.142 Variação monetária 229 145 Rendimentos sobre aplicações financeiras 718 1.117 Juros recebidos e descontos obtidos (556) 6.394 Total 4.412 10.798 Despesas financeiras: Variação monetária 95 Despesas bancárias (207) (95) Despesas c/juros e descontos concedidos (59) (50) Despesas juros sobre contratos de mútuo (869) (371) Despesas multas e moras financeiras (15) (127) Tributos sobre movimentações financeiras (37) (270) Juros sobre financiamento (9) Total (1.196) (818) Receitas (despesas) financeiras, líquidas 3.216 9.980
Marcos Otávio Gondaline - Contador - CRC 1SP 137002/O-4
24 -.ECONOMIA/LEGAIS
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Fortec S/A Participações e Empreendimentos CNPJ/MF nº 50.615.301/0001-06 Relatório da Administração – Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, temos a satisfação de submeter à V. Sas. as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social e encerrado em 31 de dezembro de 2011. O respectivo Relatório da Administração, Parecer dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal também estão disponíveis na sede da empresa para consulta. A Administração Balanços Patrimoniais encerrados em 31 de dezembro (valores expressos em reais, exceto quando indicado) 2011 2010 2011 2010 Contro- Conso- Contro- ConsoContro- Conso- Contro- ConsoAtivo Nota ladora lidado ladora lidado Passivo e Patrimônio líquido Nota ladora lidado ladora lidado Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa 3 2 6.109 42 16.511 Empréstimos e financiamentos 8 – 26.698 – 22.268 Contas a receber 4 – 26.898 – 37.079 Fornecedores 9 – 10.064 – 10.309 Estoques 5 – 27.488 – 15.439 Impostos e contribuições sociais 18 3.413 15 3.394 Impostos a recuperar – 1.486 35 2.260 Obrigações trabalhistas 16 5.575 19 6.290 Outros créditos 501 3.024 491 2.403 Adiantamento de clientes 10 – 24.186 – 15.166 Despesas antecipadas – 472 – 338 Provisão garantias 11 – 551 – 91 Total do circulante 503 65.477 568 74.030 Provisão para perda de investimento 2.092 – 2.567 – Dividendos a pagar 1.511 1.512 1.301 1.301 Não circulante Obrigações por compra de Ações 1.096 1.096 – – Impostos a recuperar – 1.415 – 1.167 Outras contas a pagar 16 3.766 43 1.549 Impostos diferidos – 10.313 – 3.933 Total do circulante 4.749 76.861 3.945 60.368 Outros créditos 12 – 4.368 – 1.360 Não circulante Partes relacionadas – – 4 – Empréstimos e financiamentos 8 – 23.568 – 17.364 Investimentos 6 48.741 125 65.461 524 Provisões para processos judiciais 12 – 1.623 – 1.591 Imobilizado 7 5 62.672 5 69.703 Impostos parcelados 13 – 5.863 – 7.419 Total do não circulante 48.746 78.893 65.470 76.687 Provisão ICMS – 153 – 219 Dividendos a pagar 15c 1.300 1.300 1.365 1.365 Outras contas a pagar – 133 – – Partes relacionadas 14 10.331 – 1.164 – Total do não circulante 11.631 32.640 2.529 27.958 Patrimônio líquido Capital social 15 10.000 10.000 10.000 10.000 Ações em Tesouraria 15e (1.096) (1.096) – – Reservas de capital 3.241 3.241 3.241 3.241 Ajuste de avaliação patrimonial 15 a/b 38.256 38.256 41.285 41.285 Reserva de lucros (17.532) (17.532) 5.038 5.038 Total Patrimônio Líquido Controlar 32.869 32.869 59.564 59.564 Minoritários – 2.000 – 2.827 Total do Patrimonio liquido 32.869 34.869 59.564 62.391 Total do Ativo 49.249 144.370 66.038 150.717 Total do Passivo e Patrimônio líquido 49.249 144.370 66.038 150.717 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em R$ mil) 1. Contexto Operacional – A Fortec S.A. Participações e Empreendimentos possui sua sede mente. 2.9. Testes de realização dos ativos (Impairment Test): Ao final de cada exercício na Rua Cel. José Rufino Freire, 453 – São Paulo – SP, tendo como objeto social: a) participar social, o imobilizado é revistos para determinar se há qualquer indicação de que esses ativos de outras sociedades, seja como controladora, seja como coligada, seja ainda, como sócia, sofreram uma perda por redução ao valor recuperável. Se houver indicação de um problema de acionista ou cotista; b) prestar serviços de elaboração de projetos técnicos ou administrativos recuperação, o valor recuperável de qualquer ativo afetado (ou grupo de ativos relacionados) a empresas que, de preferência, se dedicam aos ramos de industrias mecânicas, metalúrgicas, é estimado e comparado com o seu valor contábil. Se o valor recuperável estimado for menor, químicas, petroquímicas ou agropecuárias, nas quais a sociedade possa ter ou não interesse, o valor contábil é reduzido ao seu valor recuperável estimado e uma perda por redução ao seja como cotista ou acionista; c) exercer atividades agropecuárias; d) prestar serviços valor recuperável é reconhecida imediatamente em lucros e perdas. Do mesmo modo que de processamento de dados; e) prestar serviços de assessoria; f) intermediar e garantir no parágrafo anterior, ao final de cada exercício social, os estoques são avaliados quanto à operações, podendo prestar aval ou fiança em contratos ou títulos de responsabilidade de redução ao valor recuperável, comparando-se o valor contábil de cada item de estoque (ou suas controladas. 2. Base de elaboração e políticas contábeis – As principais políticas grupo de itens similares) com o seu preço de venda menos custos para concluir e vender. contabilísticas aplicadas na elaboração das demonstrações contábeis são apresentadas a Se um item de estoque (ou grupo de itens similares) apresentar problemas de recuperação, seguir. Estas políticas foram consistentemente aplicadas a todos os exercícios apresentados, seu valor contábil é reduzido ao preço de venda menos custos para concluir e vender e salvo indicação em contrário. 2.1. Base para preparação: As demonstrações contábeis foram uma perda por redução ao valor recuperável são reconhecidos imediatamente em lucros e elaboradas de acordo com a Norma Internacional de Relatório Financeiro para Pequenas e perdas. Se uma perda por redução ao valor recuperável for subseqüentemente revertida, Médias Empresas emitidas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB) o valor contábil do ativo (ou grupo de ativos relacionados) é aumentado para a estimativa adaptadas para a legislação brasileira, quando aplicável. As demonstrações contábeis revista de seu valor recuperável (preço de venda menos custos para concluir e vender, no apresentadas em milhares de reais, exceto quando estiver expresso em outra moeda. Na caso de estoques), mas sem exceder o valor que teria sido determinado caso nenhuma elaboração das demonstrações contábeis, é necessário utilizar estimativas para contabilizar perda por redução ao valor recuperável tivesse sido reconhecida para o ativo (ou grupo de certos ativos, passivos e outras transações. Assim, as demonstrações contábeis da Empresa ativos relacionados) em exercícios anteriores. Uma reversão de uma perda por redução ao incluem várias estimativas referentes à vida útil do ativo imobilizado, provisões necessárias valor recuperável é reconhecida imediatamente em lucros e perdas. 2.10. Contas a pagar a para passivos contingentes, determinações de saldos de imposto de renda e outros similares. fornecedores: Contas a pagar a fornecedores são obrigações com base em prazos normais Os resultados reais podem apresentar variações em relação às estimativas. 2.2.Consolidação: de crédito e não estão sujeitas a juros. Contas a pagar a fornecedores denominados em (a) Demonstrações financeiras consolidadas: As seguintes políticas contábeis são aplicadas moeda estrangeira são convertidas para Reais utilizando-se a taxa de câmbio vigente na na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas. Controladas: Controladas são data do relatório. Ganhos e perdas de câmbio são incluídos em outras receitas ou outras todas as entidades nas quais a Companhia tem o poder de determinar as políticas financeiras despesas. 2.11. Férias: As férias a pagar foram calculadas com base na remuneração e e operacionais, geralmente acompanhada de uma participação de mais do que metade dos respectivos encargos sociais incorridos até a data do balanço. 2.12. Reconhecimento de direitos a voto (capital votante). A existência e o efeito de possíveis direitos a voto atualmente receitas: A receita da venda de produtos é reconhecida quando os produtos são entregues exercíveis ou conversíveis são considerados quando se avalia se Companhia controla outra e a propriedade é transferida. A receita da venda de serviços é reconhecida quando os entidade. As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é serviços são prestados e a propriedade é transferida ou de acordo com o avanço técnico transferido para o Grupo. A consolidação é interrompida a partir da data em que o controle dos equipamentos, quando se trata de equipamentos de longo prazo. A receita é mensurada termina. Transações entre companhias, saldos e ganhos não realizados em transações entre pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber, líquida de descontos e impostos empresas do Grupo são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a relacionados a vendas cobrados em nome do governo Brasileiro. 2.13. IRPJ e Contribuição menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment)t do ativo transferido. Social – Fortec e empresas optantes pelo lucro presumido: Em 31/12/2011 e 2010 As políticas contábeis das controladas são alteradas quando necessário para assegurar a foi calculado pelo método do lucro presumido (empresa controladora), sendo as bases de consistência com as políticas adotadas pela Companhia. (b) Demonstrações financeiras cálculo do IRPJ e Contribuição Social determinadas mediante aplicação do percentual, sobre individuais: Nas demonstrações financeiras individuais as controladas são contabilizadas pelo a receita bruta trimestral. Sobre esta base de cálculo e demais receitas operacionais incidem método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajustes são feitos tanto nas demonstrações a alíquota de 15% de IRPJ, acrescida de 10% de adicional de IRPJ sobre a base de cálculo financeiras individuais quanto nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao superior a R$ 60.000 e alíquota de 9% para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. 2.14. mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. Na Companhia, IRPJ e Contribuição Social – Empresas optantes pelo lucro real: A despesa de imposto as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicadas nas demonstrações financeiras individuais sobre a renda representa a soma do imposto a pagar e do imposto diferido. O imposto a diferem do IFRS aplicável às demonstrações financeiras separadas, apenas pela avaliação pagar baseia-se no lucro tributável do exercício. O imposto diferido é reconhecido sobre dos investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto con- diferenças entre os valores contábeis de ativos e passivos nas demonstrações financeiras forme IFRS seria custo ou valor justo. 2.3. Transações em moeda estrangeira: (a) A moeda e suas respectivas bases de cálculo (conhecidas como diferenças temporárias). Impostos funcional e de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações financeiras de cada uma diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias que se espera que das entidades do grupo são medidos usando a moeda do ambiente econômico principal no aumentem o lucro tributável no futuro. Impostos diferidos ativos são reconhecidos para todas qual a entidade opera (“moeda funcional”). As demonstrações financeiras são apresentadas as diferenças temporárias que se espera que reduzam o lucro tributável no futuro e para em reais, que é a moeda de apresentação da empresa. (b) Transações e saldos: As transa- quaisquer prejuízos fiscais não utilizados ou créditos fiscais não utilizados. Impostos diferidos ções em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional utilizando as taxas de ativos são mensurados pelo maior valor que, com base no lucro tributável corrente ou futuro câmbio em vigor nas datas das transações ou de avaliação onde os itens são re-medidos. estimado, seja mais provável do que improvável que seja recuperado. O valor contábil líquido Ganhos e perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão a de impostos diferidos ativos é revisado a cada data de relatório e ajustado para refletir a taxas de câmbio de final de ano dos ativos e passivos monetários denominados em moedas avaliação atual dos lucros tributáveis futuros. Quaisquer ajustes são reconhecidos em lucros estrangeiras são reconhecidos na demonstração de resultados. 2.4. Caixa e equivalentes e perdas. O imposto diferido é calculado pelas alíquotas que se espera que sejam aplicadas de caixa: Na demonstração dos fluxos de caixa, caixa e equivalentes de caixa inclui caixa, ao lucro tributável (prejuízo fiscal) dos períodos nos quais se espera que o imposto diferido depósitos em bancos, chamada, como outros investimentos de curto prazo de alta liquidez ativo seja realizado ou que o imposto diferido passivo seja liquidado, com base nas alíquotas com vencimentos originais de três meses ou menos e valores descobertos bancários. No que tenham sido promulgadas ou substantivamente promulgadas até o final do período de balanço, os valores descobertos bancários quando relevantes, são apresentados dentro de relatório. O IRPJ e Contribuição Social são calculados pelo método do lucro real, ou seja, empréstimos no passivo circulante. 2.5. Aplicações financeiras: As aplicações financeiras para o imposto de renda, 15% sobre o lucro contábil, ajustado pelas adições, exclusões e estão demonstradas ao custo acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. compensações de prejuízos fiscais previstas na legislação fiscal, com um adicional de 10% 2.6. Contas a receber de clientes e outras: As vendas das empresas do grupo são efetuada sobre o lucro real superior a R$ 240.000, e para a Contribuição Social, 9% sobre o lucro com base em prazos normais de crédito, e as contas a receber não estão sujeitas a juros, contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações de bases negativas previstas exceto nas operações de vendas de equipamentos, que, contudo apresentam seus valores na legislação fiscal. 2.15. Custos e despesas: Reconhecidas por regime de competência. registrados pelo valor liquido de realização. Ao final de cada período de relatório, os valores 3. Caixa e equivalentes de caixa contábeis de contas a receber de clientes e outras são revistos para determinar se há qualquer 2011 2010 evidência objetiva de que os valores não são recuperáveis. Se houver evidência, uma perda Controladora Consolidado Controladora Consolidado por redução ao valor recuperável é reconhecida imediatamente em lucros e perdas. Contas Caixa – 45 – 14 a receber em moeda estrangeira são convertidas para Reais utilizando-se a taxa de câmbio Bancos 2 856 42 4.887 vigente na data do relatório. Ganhos e perdas de câmbio são incluídos em outras receitas Aplicações financeiras – 5.208 – 11.610 ou outras despesas. 2.7. Estoques: Estoques são apresentados pelo menor valor entre o 2 6.109 42 16.511 custo e o preço de mercado menos custos para concluir a venda e foram avaliados ao custo 2011 2010 médio de aquisição. Produtos acabados e em processo são compostos de custo de materiais, 4. Contas a receber Controladora Consolidado Controladora Consolidado mão de obra direta e outros custos diretos e indiretos de fabricação. Não são considerados – 18.012 – 30.068 no custo de produção os encargos financeiros. O valor realizável é estimado com base no Combustol Ind. – 7.440 – 5.954 preço de venda no curso normal dos negócios, menos as despesas comerciais. Ajuste sobre Metalpó Ind. Brastempera – 740 – 539 estoques obsoletos: Constituído para cobrir eventuais perdas nos estoques. 2.8. Imobilizado: – 706 – 518 Os terrenos e edifícios são apresentados ao valor justo, com base em avaliações externas de Combustol Minas – 26.898 – 37.079 valores independentes, menos depreciação subseqüente para edifícios.Todos os outros bens, 2011 2010 instalações e equipamentos são demonstrados pelo custo histórico menos a depreciação. 5. Estoques Controladora Consolidado Controladora Consolidado O custo histórico inclui despesas que são diretamente atribuíveis à aquisição dos itens. Os – 20.105 – 9.555 custos subseqüentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um Combustol Ind. – 7.215 – 5.783 ativo separado, conforme o caso, somente quando for provável que benefícios econômicos Metalpó Ind. – 145 – 101 futuros associados ao item fluirão para o grupo e o custo do item puder ser mensurado de Brastempera Combustol Minas – 23 – – forma confiável. A quantia escriturada da parte substituída seja anulada. Todas as outras – 27.488 – 15.439 reparações e manutenção são imputadas a rendimentos durante o período financeiro em que são incorridos.Terrenos não são depreciados.A depreciação de outros ativos é calculada pelo 6. Investimentos 2011 2010 método linear para alocar seu custo ou valor reavaliado aos seus valores residuais durante Investimentos avaliados pela Equival. patrimonial Combustol Industria e Comércio Ltda. 4.922 10.000 sua vida útil estimada, como segue: 3.826 2.479 Anos Brastempera Beneficiamento de Metais Ltda. 19.907 21.104 Edifícios e Construções 25 Metalpó Indústria e Comércio Ltda. 14.444 14.198 Obras e Benfeitorias 25 Pillard do Brasil Indústria e Comércio Ltda. 12.308 12.004 Veículos 5 Combustol Tecnaer Cerâmica Avançada Ltda. 5.133 5.563 Móveis e Utensílios 10 Combustol Tratamento de Metais Ltda. (11.906) 6 Computadores e Periféricos 5 Combustol Equipamentos Ind. e Com. Ltda 105 105 Software 5 AGI Automação e Gerenciamento Industrial Ltda. 48.739 65.459 Instalações 10/20 2 2 Máquinas e Equipamentos 10/20 Outros investimentos não avaliados pela equival. 48.741 65.461 Instrumentos de Medição e Controle 10 Total dos Investimentos (Ativo) (2.092) (2.567) Ferramentas 10/20 Combustol Minas Tratamento Térmico Ltda. (2.092) (2.567) Se houver uma indicação de que houve uma mudança significativa na taxa de depreciação, Total dos Investimentos (Passivo) na vida útil ou no valor residual de um ativo, a depreciação desse ativo é revista prospectiva- Total dos Investimentos 46.649 62.894 A empresa AGI Automação e Gerenciamento Industrial Ltda. não fornece suas demonstrações contábeis desde o Exercícios findos em 31/12/2008, portanto, a última equivalência patrimonial registrada foi realizada para o referido período (31/12/08). Nesta empresa temos participação de 40%, mas não o controle administrativo. a aplicação do método da equivalência patrimonial em 31/12/2010, não traria efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. Valores em 31 de dezembro de 2011 (em R$ mil) Empresa Capital Social Patrimônio Líquido Participação Acionária Ganho (Perda) Equivalência Valor Investimentos (a) Combustol Industria e Comércio Ltda. 7.130 4.997 98,50% (13.342) 4.922 (b) Brastempera Beneficiamento de Metais Ltda. 700 3.627 99,99% 1.347 3.826 (c) Metalpó Indústria e Comércio Ltda. 3.700 21.024 89,25% 97 19.907 (d) Pillard do Brasil Indústria e Comércio Ltda. 3.100 14.445 99,99% 246 14.444 (e) Combustol Tecnaer Cerâmica Avançada Ltda. 3.320 12.310 99,99% 306 12.308 (f) Combustol Tratamento de Metais Ltda. 1.370 5.212 98,50% (483) 5.133 (g) Combustol Equipamentos Ind. e Com. Ltda 416 (12.145) 98,03% (11.991) (11.906) (h) AGI Automação e Gerenciamento Indústrial Ltda. 263 263 40,00% – 105 Outros investimentos não avaliados pela equivalência 2 – – 2 48.741 (23.820) (i) Combustol Minas Tratamento Termico Ltda. 411 (2.092) 99,99% 416 (2.092) 46.649 (23.404) Objeto Social Principal das Empresas: (a) fabricação e comércio de equipamentos industriais e especialmente fornos, máquinas, equipamentos de combustão e correlatos; estufas, ventiladores e exaustores; geradores de gases quentes e gases industriais; trocadores de calor; quadros de comando de distribuição de força; serviços de caldeiraria, tratamento térmico para terceiros; serviços de engenharia e de instalação; aplicativos para automação e supervisão de fornos industriais ou equivalentes; peças refratárias especiais; (b), (i) prestação de serviços de industrialização de tratamento térmico de metais; (c) fabricação e comércio de peças sinterizadas e pós metálicos; (d), (e), locação de bens imóveis; (f) locação de bens móveis; e tratamento térmico de metais ; (g) novos negócios, Equipamentos da área de Siderurgia, Metalurgia e Petroquímica; (h) sistemas de automação e gerenciamento industrial. 7. Imobilizado e Intangível 2011 2010 2011 2010 Taxas de Deprec. Valor Valor Taxas de Depre- Valor Valor Bens em Operação deprec. Custo acum. residual residual 426 (458) (32) – depreciação resiresi- CM Lei 8200/91 Outros 4% 981 (401) 580 634 Bens em Operação ciação Custo acum. dual dual Veículos Terrenos 17.808 – 17.808 17.808 97.613 (37.156) 60.457 67.245 Imóveis 4% 13.980 (1.148) 12.832 14.330 Bens Intangíveis 20% 4.708 (3.772) 936 1.377 Máquinas Apar. e Equipamentos 10% 24.504 (12.919) 11.585 15.026 Software 6 (1) 5 10 Máquinas Apar. e Equipamentos 20% 23.182 (12.834) 10.348 13.249 Marcas e Patentes 296 (295) 1 3 Ferramentas 10% 335 (373) (38) 36 Fundo de Comércio/Telefone 5.010 (4.068) 942 1.390 Ferramentas 20% 568 (511) 57 183 102.623 (41.224) 61.399 68.635 Intalaçoes 10% 2.942 (1.928) 1.014 719 Intalaçoes 20% 73 (71) 2 22 Imobiliz. em andamento 696 – 696 519 Instr. Medição e Controle 10% 1.773 (1.265) 508 193 Obras Civis em andamento 190 – 190 – Móveis e utensilios 10% 2.095 (1.399) 696 932 Instalações em andamento 577 – 577 549 Obras Civis/ Benfeitoria 10% 6.033 (1.934) 4.099 2.560 Maq. e Equiptos. em andamento 1.273 – 1.273 1.068 Benfeitoria em bem Terceiros 20% 1.152 (445 707 1.232 103.896 (41.224) 62.672 69.703 Computadores e Periféricos 20% 1.761 (1.470) 291 321 8. Empréstimos e Financiamentos Circulante Não Circulante 2011 2010 2011 2010 Combustol Controladora Consolidado Controladora Consolidado Controladora Consolidado Controladora Consolidado Bradesco – 1.343 – 3.974 – 10.051 – 600 Banco do Brasil – 8.734 – 3.896 – 6.509 – 5.765 Hsbc – 1.739 – 2.953 – 1.674 – 1.800 Banco Itau – 4.049 – 4.049 – – – – Banco Santander – 1.881 – 2.699 – – – – Juros – (3.499) – (983) – (3.971) – (1.110) Metalpó HSBC – 1.006 – – – 1.165 – – Banco Rendimento – 3.813 – – – – – – Banco do Brasil – 3.840 – 1.704 – 3.917 – 3.409 Bradesco – Finame – 83 – 18 – 230 – 135 Banco do Brasil – Finame – 315 – 345 – 263 – 578 Bradesco – Moeda Estrangeira – 321 – 317 – – – 285 PNC – 201 – 178 – 100 – 268 Banco do Brasil – Moeda Estrangeira – – – 1.666 – – – – Santander – 865 – – – – – – Juros – (383) – (57) – (622) – (37) Combustol Minas BDMG – Finame – – – – – 2.984 – 3.141 Combustol Tecnaer Bodycote Brasimet – Compra Terreno – 887 – 247 – – – 1.080 Outros – 1.503 – 1.262 – 1.268 – 1.450 – 26.698 – 22.268 – 23.568 – 17.364
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em R$ mil) Capital Reservas Ações em Reserva Avaliação Reserva Participação Social Capital Tesouraria Reavaliação Patrimonial de Lucros Total Minoritários Saldos em 31 de dezembro de 2009 7.600 3.241 – 14.268 – 9.356 34.465 – Transf. saldo para reserva de aval. patrimonial – – – (14.268) 14.268 – – – Realização de reserva de aj. patrimonial – – – – (2.396) 2.396 – – Apropr. ajuste de aval. patrim. nas contr./ coligadas – – – – 29.413 – 29.413 – Ajuste exercícios anteriores – – – – – (310) (310) – Transferencia de reserva para dividendos a pagar – – – – – (2.666) (2.666) – Dividendos pagos – – – – – (1.068) (1.068) – Aumento de capital (Fortec) com reserva de lucros 2.400 – – – – (2.400) – – Efeito participação de minoritários nas controladas – – – – – – – 2.871 Lucro/(Prejuízo) do período – – – – – (270) (270) (44) Saldos em 31 de Dezembro de 2010 10.000 3.241 – – 41.285 5.038 59.564 2.827 Realização de reserva de aj. patrimonial – – – – (3.029) 3.029 – – Transf. Reserva para Dividendos a Pagar – – – – – (1.550) (1.550) – Ações em Tesouraria – – (1.096) – – – (1.096) – Efeito participação de minoritários nas controladas – – – – – – – (384) Lucro/(Prejuízo) do período – – – – – (24.049) (24.049) (443) Saldos em 31 de Dezembro de 2011 10.000 3.241 (1.096) – 38.256 (17.532) 32.869 2.000
Total 34.465 – – 29.413 (310) (2.666) (1.068) – 2.871 (314) 62.391 – (1.550) (1.096) (384) (24.492) 34.869
Demonstração dos Resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em R$ mil) 2011 Contro- Conso- ControNota ladora lidado ladora Receita 17 – 119.819 – Custo dos produtos e serviços vendidos (106.319) – Lucro bruto – 13.500 – (Despesas) e receitas operacionais Comerciais e administrativas (976) (29.014) (1.519) Outras (despesas) receitas operacionais 19 – (9.439) (52) Equivalencia Patrimonial (23.404) – 1025 Resultado operacional antes do resultado financeiro (24.380) (24.953) (546) Resultado Financeiro 18 331 (4.489) 317 Resultado operac. após o resultado financeiro e antes da tributação (24.049) (29.442) (229) IRPJ/contrib. social – (987) (41) IRPJ/CSSL diferidos – 6.380 – (270) Prejuízo do exercício (24.049) (24.049) Minoritários – (443) –
Demonstração dos Fluxos de Caixa dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em R$ mil) 2010 2011 2010 ConsoContro- Conso- Contro- Consolidado Atividades operacionais ladora lidado ladora lidado 158.638 Prejuízo do exercício (24.049) (24.049) (270) (270) (122.670) Despesas (receitas) que não afetam 35.968 as disponibilidades IRPJ e contribuições sociais diferidos, líquidos – (6.380) – 388 (34.230) Depreciações e amortizações – 6.719 29 7.598 3.185 Provisão para processos judiciais – 29 – (499) – Ajuste exercícios anteriores – – 310 310 Resultado de equivalencia 23.404 – (1.025) – 4.923 Outros – – – (296) (3.276) (645) (23.681) (956) 7.231 (Aumento) diminuição de ativos 1.647 Clientes/adto. clientes – 19.201 – (12.960) (1.529) Impostos e contribuições social correntes 35 526 – 770 (388) Estoques – (12.049) – (2.915) (270) Desp. pagas antecipadam. – (134) – 208 (10) (3.629) (61) (494) (44) Outros créditos Aum. (dimin.) de passivos Demonstração do Resultado Abrangente exercícios Fornecedores – (245) – (323) findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em R$ mil) Impostos e contribuições sociais correntes 3 (1.537) (35) (1.184) Obrigações estimadas com pessoal (3) (715) (26) 760 2011 2010 Provisões para contingências/ garantia – 492 – 32 Contro- Conso- Contro- ConsoOutras obrigações (27) (332) (579) (1.059) ladora lidado ladora lidado Total do (aum) diminuição de ativos/passivos (2) 1.578 (701) (17.165) Receita – 119.819 – 158.638 Caixa gerado pelas (aplicado Custo dos produtos e serviços vendidos – (106.319) – (122.670) nas) atividades operacionais (647) (22.103) (1.657) (9.934) Lucro Bruto – 13.500 – 35.968 Atividades de investimento – 399 236 (335) Despesas administrativas e comerciais (976) (29.014) (1.519) (34.186) (Adições) ao investimento – 312 – (2.409) Resultado financeiro 331 (4.489) 317 (3.276) (Adições) ao imobilizado Caixa aplicado nas atividades Outras receitas (despesas) – (9.439) (52) 3.185 de investimento – 711 236 (2.744) Equivalência patrimonial (23.404) – 1.025 – Atividades de financiamento Resultado antes dos impostos (24.049) (29.442) (229) 1.691 Partes relacionadas 8.901 – 59 – Impostos sobre o lucro – 5.393 (41) (1.917) Dividendos (pagos) recebidos 356 356 (368) (1.068) Resultado do exercício antes AFAC Controlada (Combustol Ind) (8.650) – – – – 10.634 – 14.887 da participação dos minoritários (24.049) (24.049) (270) (226) Empréstimos e financiamentos Caixa gerado pelas (aplicado nas) Participação dos minoritários – (443) – (44) 607 10.990 (309) 13.819 Resultado do exercício (24.049) (24.049) (270) (270) atividades de financiamento Aumento (redução) nas disponibilidades (40) (10.402) (1.730) 1.141 Patrimonio Líquido no inicio do exercício 59.564 59.564 34.465 34.465 Caixa e Equivalentes no final do exercício 2 6.109 42 16.511 Ajuste de exercícios anteriores – – (310) (310) Caixa e Equivalentes no início do exercício 42 16.511 1.772 15.370 Dividendos distribuidos ou a pagar (1.550) (1.550) (3.734) (3.734) (40) (10.402) (1.730) 1.141 Ações em Tesourauria (1.096) (1.096) – – Avaliação do custo atribuido dos ativos – – 29.413 29.413 e. Ações em Tesouraria: Ao final do exercício de 2011 foram compradas 1.660.000 ações Patrimônio Líquido no final do exercício 32.869 32.869 59.564 59.564 de acionistas, pelo valor de custo, o que totalizou R$ 1.095.600,00 em pagamentos a serem efetuados durante o exerício de 2012 (10 parcelas). A nova estrutura societária encontra-se A companhia mantém os contratos com detalhes sobre a finalidade, prazo e garantias dos disponivel na Companhia, para consulta. financiamentos na tesouraria, disponíveis para consulta. As taxas contratadas variam de 16. Receita de contrato de construção (longo prazo) 4,5% ao ano a 20,2% ao ano. 9. Fornecedores 2011 2010 a) Valor de receita do contrato reconhecido como receita no período: Controladora Consolidado Controladora Consolidado Receita Total Contrato Reconhecida Receita em 2011 Combustol Ind. – 5.777 – 5.620 Saldo a 31/12/2011 R$ 193.002,3 mil R$ 40.923 mil Metalpó Ind. – 4.066 – 4.232 b) Método utilizado para determinar a receita do contrato reconhecida no período: Como Brastempera – 88 – 100 adotado em anos anteriores, a empresa utiliza o método do custo incorrido, por julgar mais Combustol Minas – 133 – 173 adequado às suas operações em relação a contratos de longo prazo. c) Método utilizado Outros – – – 184 para determinar o estágio de execução dos contratos em andamento: Utilizamos também – 10.064 – 10.309 o método do custo incorrido acumulado, atualizado mês a mês. Periodicamente temos que 10. Adiantamento de clientes – O montante de R$ 24.186 mil na rubrica de Adiantamento consultar coordenadores de contrato para verificar ocorrência de encerramento de projetos.A de Clientes refere-se em sua maior parte aos Projetos de Longo Prazo da Combustol Indústria título de esclarecimentos, seguem valores por cliente, existentes nas contas de Ativo e Passivo: e Comércio Ltda. (R$ 21.895 mil), cujo detalhamento encontra-se em nota explicativa da Saldo Duplicatas Saldo Adto. Clientes referida empresa. R$ 14.181,9 mil R$ 24.044,8 mil 11. Provisão para garantias – A provisão para Garantia foi complementada de R$ 91 mil Saldo a 31/12/2011 (em 2010) para R$ 550,6 mil (para 2011). Apuramos este valor através do levantamento 17. Receita dos contratos fechados no ano, em conjunto com a análise histórica de desembolsos para 2011 2010 esta natureza de custo. Controladora Consolidado Controladora Consolidado 12. Provisões para processos judiciais – A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante vários tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso Combustol Ind. – 73.353 – 122.444 normal das operações, envolvendo basicamente questões tributárias e trabalhistas. A Admi- Receita oper. bruta – (11.925) – (21.156) nistração da Companhia, com base em informações de seus assessores jurídicos e na análise Deduções de vendas – 61.428 – 101.288 das demandas judiciais pendentes, constituíram provisão em montante considerado suficiente Receita Metalpó Ind. para cobrir as perdas estimadas como prováveis para as ações em curso, como segue: – 62.805 – 62.514 Passivo Não Circulante Ativo Não Circulante Receita oper. bruta – (15.330) – (14.955) Provisão Contingência Depósito Judicial Deduções de vendas – 47.475 – 47.559 Saldo em Adições/ Saldo em Saldo em Saldo em Receita Combustol Ind. 31/12/10 (baixas) 31/12/11 31/12/10 31/12/11 Brastempera – 6.042 – 4.928 Trabalhistas 210 631 841 136 101 Receita oper.bruta – (278) – (232) Fiscais 331 (269) 62 613 680 Deduções de vendas – 5.764 – 4.696 Ações Eletrobrás – – – – 2.931 Receita Combustol Minas Metalpó Ind – 6.579 – 6.504 Trabalhistas 117 (65) 52 12 395 Receita oper.bruta – (1.427) – (1.409) Fiscais 933 (434) 499 528 261 Deduções de vendas – 5.152 – 5.095 Outros – – – 2 – Receita – 119.819 – 158.638 Combustol Trat. Metais Trabalhistas – 169 169 – – 18. Resultados financeiros Total 1.591 32 1.623 1.291 4.368 2011 2010 13. Impostos parcelados – As controladas, Combustol Indústria e Comércio Ltda. e Metalpó Controladora Consolidado Controladora Consolidado Indústria e Comercio Ltda. aderiram ao Refis IV, de acordo com a Lei 11.941/09, visando – (3.586) – (2.042) aproveitar os benefícios tributários da Lei bem como reduzir o prazo de liquidação da dívida. Combustol Ind. – (1.358) – (1.548) Detalhes mais apurados estarão disponíveis quando houver consolidação da dívida, porém, no Metalpó Ind. – 75 – 30 ato da opção, não houve entrega de todos os anexos necessários e fomos temporariamente Brastempera – (235) – (364) excluídos do REFIS, situação que está sendo resolvida pelos nossos advogados, que já conse- Combustol Minas Outros 331 615 317 648 guiram as Certidões Negativas de Débito, indício de reenquadramento. A SRF está buscando 331 (4.489) 317 (3.276) ferramenta para consolidação manual, conforme informativo em poder de nossa contabilidade. 14. Partes relacionadas 2011 2010 19. Outras despesas/receitas – Para melhor análise dos negócios, a Companhia reclassificou Metalpó Ind. 9.243 237 custos de ociosidade, no valor de R$ 10,4 milhões, como despesa do exercício. Brastempera (58) (58) Pillard do Brasil 38 38 20. Instrumentos financeiros – A Empresa participa de operações envolvendo instrumentos Combustol Ind. 497 208 financeiros que, sem exceção, se apresentam registrados em contas patrimoniais, que se Combustol Serv. 481 719 destinam a atender suas atividades operacionais. A administração desses riscos é efetuada Combustol Tecnaer 130 0 estrategicamente através do estabelecimento de sistemas de controles e determinação de Metalpó Partic. – 20 limites de posições. O valor contábil dos instrumentos financeiros da Empresa, representados 10.331 1.164 principalmente por títulos e valores mobiliários em aplicações financeiras, créditos realizáveis 15. Patrimônio Líquido – O capital social subscrito e integralizado da Sociedade é de e por Transações com Partes Relacionadas, equivalem, aproximadamente, ao seu valor de R$10.000 mil e é representado por 49.517.164 ações ordinárias sem valor nominal sendo mercado na data do encerramento do balanço. A Empresa não se utiliza de instrumentos P ou que envolvam operações na 24.000.000 ordinárias e 25.517.164 ações preferenciais. a. Ajustes de Avaliação Patri- financeiros em operações de troca de índices (SWAP) monial: São representados pela avaliação patrimonial dos ativos contabilizados em suas modalidade de Derivativos. controladas Combustol Indústria e Comércio Ltda. e Metalpó Indústria e Comércio Ltda, em 21. Cobertura de seguros – A Empresa possui seguros para seus ativos considerados 31/12/2009 e pelas controladas Combustol Equipamentos Ind. e Com. Ltda. , Pillard do Brasil suficientes pela sua administração em caso de sinistro. Indústria e Comércio Ltda. , Combustol Tratamento de Metais Ltda. e Combustol Tecnaer Cerâmica Avançada Ltda. em 31/12/2010. b. Realização de Reserva de Ajuste de Avaliação 22. Remuneração da administração – A remuneração total dos diretores e outros membros Patrimonial: Os saldos foram transferidos para a conta de Reserva de Ajuste de Avaliação do pessoal-chave da administração em 2011 (incluindo salários e benefícios) foram de Patrimonial. Tendo havido realização nas controladas Combustol Indústria e Comércio Ltda. R$ 1.243.212,49 (2010: R$ 1.270.000,00), acrescida de bônus anual (correspondente a 5% e Metalpó Indústria e Comércio Ltda., cujos valores foram respectivamente, R$ 1.084 mil do lucro líquido da Companhia para o Diretor Presidente e 1% do lucro líquido da Companhia e R$ 1.208 mil, e R$737 mil nas demais empresas do grupo, houve reflexo também na para o Diretor Administrativo Financeiro) e de benefícios, conforme definido na política e controladora, em proporção igual à sua participação nas controladas. c. Dividendos: Em metodologia de avaliação de cargos da Hay Group. No exercício findo em 31 de dezembro 27/12/2011 foi realizada Assembléia de Acionistas, onde foi determinado que parte dos de 2011 não foram distribuídos bônus a administração. lucros acumulados fossem destinados à Reserva para Pagamento de Dividendos, no valor 23. Passivos contingentes – As declarações de Imposto de Renda dos últimos 5 anos de R$ 1.550.000,00. Desta reserva, foram aprovados, para pagamento no exercício de 2012, encontram-se sujeitas a revisão pelas autoridades fiscais; demais impostos também estão o valor de R$ 250.000,00 e o restante até o final de 2014. sujeitos à revisão pelas autoridades, variando em cada imposto a prescrição. d. Resultado por ação Controladora e Consolidado Thales Lobo Peçanha 2011 2010 Diretor Presidente Consolidado Consolidado Resultado líquido do exercício (24.492) (270) Luiz Carlos Valle Ramos Média ano de ações ordinárias 24.000.000 24.000.000 Diretor Financeiro e Administrativo Média ano de ações preferenciais 25.517.164 25.517.164 Resultado por ação ordiárnária (em R$) (0,49) (0,01) Jose Wagner Nascimento Resultado por ação preferencial (em R$) (0,49) (0,01) Contador – CRC 1SP121008/O-7 Relatório dos Auditores Independentes Aos Diretores e Quotistas da líquido estão à maior neste valor. Fortec S.A. Participações e Empreendimentos – São Paulo – SP 3.A Combustol Indústria e Comércio Ltda. registrou no seu ativo não circulante, como Ativo Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Fortec S.A. Partici- Contingente R$2.930 mil relativos a processo de recuperação de créditos junto a Eletrobrás pações e Empreendimentos (Companhia), identificadas como controladora e consolidado, (Centrais Elétricas Brasileiras S/A), esta decisão, segundo seus consultores legais ainda não respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 é definitiva, porém estes consideram que o sucesso da ação é bastante provável. e as respectivas demonstrações do resultado, a demonstração do resultado abrangente, Opinião sobre as demonstrações contábeis individuais das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela Em nossa opinião, exceto pelos efeitos dos assuntos, descritos no parágrafo “Base para data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. opinião com ressalva”, as demonstrações contábeis individuais acima referidas apresentam Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da A administração da Fortec S.A. Participações e Empreendimentos é responsável pela Fortec S.A. Participações e Empreendimentos em 31 de dezembro de 2011, o desempenho elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo as práticas contábeis aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC TG 1000), e pelos com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC controles internos que ela (administração) determinou como necessários para permitir a TG 1000). Opinião sobre as demonstrações contábeis consolidadas: Em nossa opinião, elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente exceto pelos efeitos dos assuntos descritos no parágrafo “Base para opinião com ressalva”, se causada por fraude ou erro. as demonstrações contábeis consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, Responsabilidade dos auditores independentes em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Fortec Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis S.A. Participações e Empreendimentos em 31 de dezembro de 2011, o desempenho com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de pequenas e médias empresas (NBC TG 1000). que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a Ênfase execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores 1. A rentabilidade dos projetos de longo prazo ainda não concluídos e /ou em garantia, e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados depende da manutenção das premissas de custos orçadas pela administração da Combustol dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante Indústria e Comércio Ltda. nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração 2. A Fortec S.A. Participações e Empreendimentos, consolidada, possui registrado em e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os seus ativos R$10.313, a titulo de tributos diferidos sobre o lucro, constituído com base procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de em prejuízos fiscais e diferenças temporárias sobre a base de calculo dos impostos das expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria empresas Combustol Indústria e Comércio Ltda. (R$ 1.189 mil), Metalpó Indústria e inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade Comércio Ltda. (R$2.806 mil) e Combustol Equipamentos Indústria e Comércio Ltda. das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação (R$6.318 mil), a realização destes créditos está condicionada a geração de lucros tributáveis das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.Acreditamos que a evidência de auditoria futuros nestas empresas. 3. O grupo (nas demonstrações contábeis consolidadas) possui valores a receber de um obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. prestador de serviços no montante de R$9.271 mil, o recebimento destes valores esta Base para a opinião com ressalva 1. A investida Combustol Equipamentos Indústria e Comércio Ltda. em 03/01/2011 condicionado a aditamento do contrato com a Petrobrás (RLAM). adquiriu através da criação de uma Sociedade por Conta de Participação em conjunto com Outros Assuntos a Combustol Indústria e Comércio Ltda. parte das atividades de produção de equipamentos 4. No exercício findo em 31 de dezembro de 2011, sua controlada Combustol Indústria e daquela sociedade e, após aumento de capital celebrado em 14/12/2011, participa com 99% Comércio Ltda.: (i) constituiu com Combustol Equipamentos Indústria e Comércio Ltda. (antiga daquela SCP, no entanto devido ao fato dos contratos geridos por esta SCP apresentarem Pós Metálicos Indústria e Comércio Ltda.), uma sociedade por conta de participação (SCP), recorrentes prejuízos operacionais, e não possuírem atualmente expectativa de reversão com o objetivo de finalizar projetos em fase de discussão de aditamentos; e (ii) vendeu a destes prejuízos a sociedade deixou de reconhecer em seus balanços os prejuízos para divisão de tratamento térmico para a Combustol Tratamento de Metais Ltda. conclusão destes contratos, estimados em R$ 3.005 mil, o reflexo deste valor no montante 5. No exercício findo em 31 de dezembro de 2011, sua controlada Metalpó Industria e de R$ 2.946 mil se encontra a maior no resultado e patrimônio liquido da Fortec S.A. Comércio S.S. Ltda. incorporou a Metalpó Participações Ltda. 6. Em 30 de dezembro de 2011, a sociedade comprou ações em tesouraria, no montante Participações e Empreendimentos. 2. As empresas do Grupo Fortec S.A. Participações e Empreendimento LTDA. em 2010, de R$ 1.095.600,00 (Um milhão, noventa e cinco mil e seiscentos reais), equivalente a 10, utilizando-se da faculdade que lhe permite a Deliberação CVM 619/09, efetuou uma avaliação 956% do capital social. São Paulo, 15 de março de 2012 do custo atribuído de seus ativos imobilizados, no entanto não constituiu provisão de imposto de renda diferido sobre o valor de ajuste de avaliação patrimonial, no montante de R$ 12.985 Map Auditores Independentes Marco Antonio Papini mil, como conseqüência, o passivo não circulante esta a menor neste valor e o patrimônio CRC nº 2SP020649/O-2 Contador – CRC nº 1SP180759/O-1
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 27 de abril de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 25
Banco Bradesco Cartões S.A. CNPJ no 59.438.325/0001-01 - NIRE 35.300.120.990 Ata da Reunião da Diretoria realizada em 6.10.2011 Aos 6 dias do mês de outubro de 2011, às 9h30, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4 o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, reuniram-se os membros da Diretoria sob a presidência do senhor Luiz Carlos Trabuco Cappi. Durante a reunião, os Diretores deliberaram: 1) registrar o pedido de renúncia ao cargo de Diretor Vice-Presidente da Sociedade, formulado pelo senhor Norberto Pinto Barbedo, em carta de 5.10.2011, cuja transcrição foi dispensada, a qual será levada a registro juntamente com esta Ata, consignando-se, nesta oportunidade, agradecimentos pelos serviços prestados durante sua gestão; ........................................................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................................................................................................... Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata, que os Diretores presentes assinam. aa) Luiz Carlos Trabuco Cappi, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Domingos Figueiredo de Abreu, Marcos Bader, Alexandre de Freitas Monteiro, Alexandre Rappaport, Carlos Giovane Neves, Francisco José Pereira Terra e Vinicius Urias Favarão. Declaramos que a presente é cópia fiel de trecho da Ata da Reunião da Diretoria, realizada em 6 de outubro de 2011, lavrada em livro próprio. Banco Bradesco Cartões S.A. aa) Julio de Siqueira Carvalho de Araújo e Domingos Figueiredo de Abreu. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob no 88.155/12-2, em 2.3.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
Banco Bradesco BBI S.A.
BMX REALIZAÇÕES IMOBILIÁRIAS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ Nº 11.408.707/0001-58
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Permanecemos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos necessários. São Paulo, 21 de março de 2012.
Balanços patrimoniais em 31 de dezembro (em milhares de reais) ATIVO Circulante Caixa e equivalentes de caixa........................................................................... Adiantamento a fornecedores ........................................................................... Tributos a recuperar .......................................................................................... Imóveis a comercializar e terrenos a incorporar................................................ Outros ativos .....................................................................................................
2011
2010
56 43 63 347.683 530 348.375
21
Não circulante Imóveis a comercializar e terrenos a incorporar ............................................... Investimentos .................................................................................................... Imobilizado ........................................................................................................
CNPJ no 06.271.464/0001-19 - NIRE 35.300.335.791 Ata da Reunião da Diretoria realizada em 2.3.2012 Aos 2 dias do mês de março de 2012, às 9h15, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, reuniram-se os membros da Diretoria sob a presidência do senhor Luiz Carlos Trabuco Cappi. Durante a reunião, os Diretores deliberaram registrar o pedido de renúncia ao cargo de Diretor da Sociedade, formulado pelo senhor Helio Biagi, em carta desta data, cuja transcrição foi dispensada, a qual será levada a registro juntamente com esta Ata, consignando-se, nesta oportunidade, agradecimentos pelos serviços prestados durante sua gestão. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata, que os Diretores presentes assinam. aa) Luiz Carlos Trabuco Cappi, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Domingos Figueiredo de Abreu, Luiz Antonio de Ulhôa Galvão, Renato Ejnisman e Anibal Cesar Jesus dos Santos. Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Banco Bradesco BBI S.A. aa) Julio de Siqueira Carvalho de Araujo e Domingos Figueiredo de Abreu. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 155.553/12-4, em 12.4.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários CNPJ no 61.855.045/0001-32 - NIRE 35.300.051.343 Ata da Reunião da Diretoria realizada em 2.3.2012 Aos 2 dias do mês de março de 2012, às 14h, na sede social, Avenida Paulista, 1.450, 7 o andar, Bela Vista, São Paulo, SP, CEP 01310-917, reuniram-se os membros da Diretoria da Sociedade sob a presidência do senhor Luiz Antonio de Ulhôa Galvão. Durante a reunião, os Diretores deliberaram registrar o pedido de renúncia ao cargo de Diretor da Sociedade, formulado pelo senhor Helio Biagi, em carta desta data, cuja transcrição foi dispensada, a qual será levada a registro juntamente com esta Ata, consignando-se, nesta oportunidade, agradecimentos pelos serviços prestados durante sua gestão. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrandose esta Ata, que os Diretores presentes assinam. aa) Luiz Antonio de Ulhôa Galvão e Anibal Cesar Jesus dos Santos. Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários. aa) Luiz Antonio de Ulhôa Galvão e Anibal Cesar Jesus dos Santos. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 148.216/12-2, em 5.4.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
PREFEITURA DE ESPÍRITO SANTO DO TURVO Extrato de Edital - Tomada de Preço nº 01/2012 A Prefeitura de Espírito Santo do Turvo torna público, para conhecimento dos interessados, que está aberta a licitação na modalidade Tomada de Preços do tipo Menor Preço, para pessoas previamente cadastradas, para a contratação de pessoa jurídica ou pessoa física para a Construção do Terminal Rodoviário, em Espírito Santo do Turvo, cuja contratação se dará pelo regime de empreitada integral, pela Prefeitura de Espírito Santo do Turvo, conforme descrição e detalhamento previsto nos anexos I (memorial descritivo, Cronograma, planilha orçamentária e projetos, no prazo máximo de duzentos e quarenta dias, contados a partir da assinatura do contrato. O recebimento dos envelopes contendo os documentos e proposta será até o dia 18 de maio de 2012, às 10h00min, na sede da Prefeitura de Espírito Santo do Turvo, situada na Rua Lino dos Santos, s/nº, sendo que a sessão será realizada a seguir, nos termos da legislação vigente. O edital na íntegra encontra-se à disposição no endereço acima e poderá ser retirado no horário de expediente, no site www.espiritosantodoturvo.sp.gov.br ou solicitado por e-mail: marcos@espiritosantodoturvo.sp.gov.br, por telefone: 14-33759500, até as 24 horas que antecedem a data de recebimento dos envelopes, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 25,00 (vinte cinco reais). Maiores informações poderão ser obtidas na Prefeitura – Setor de Licitações, ou através do telefone acima indicado. Espírito Santo do Turvo/SP, 25 de abril de 2012. Marcos Aurélio Oliveira Presidente da Comissão de Licitação
20 394 414
Total do ativo ...................................................................................................
348.789
8 2.863 2.892
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante Fornecedores e subempreiteiros ...................................................................... Tributos, taxas e salários a pagar ..................................................................... Tributos diferidos ............................................................................................... Dividendos a pagar............................................................................................ Obrigações por compra de imóveis................................................................... Outros passivos.................................................................................................
327.260 327.260 20
Não circulante Sociedades ligadas ........................................................................................... Obrigações por compra de imóveis...................................................................
327.280
Patrimônio líquido Capital social ..................................................................................................... Reserva de lucros.............................................................................................. Prejuízos acumulados .......................................................................................
330.172
Demonstrações dos resultados
2011
2010
2.043 1.517 1.248 2.958 474 9 8.249
572 88
1.154
68.951 59.700 128.651
66.447 59.700 126.147
203.021 8.868
203.021
211.889 348.789
Total do passivo e patrimônio líquido...........................................................
494
(150) 202.871 330.172
Demonstrações dos fluxos de caixa (em milhares de reais) Período de 21/05 a 31/12/2010
(em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
31/12/2011 Operações continuadas Receitas.................................................................................................. Custos de incorporação e venda de imóveis.......................................... Lucro bruto ........................................................................................... Despesas de mercado............................................................................ Gerais e administrativas ......................................................................... Lucro operacional ................................................................................ Receitas financeiras ............................................................................... Despesas financeiras ............................................................................. Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social .................................................. Resultado do exercício ........................................................................ Prejuízo por ação das operações continuadas atribuível aos acionistas da Companhia durante o exercício (expresso em R$ por ação) ......
32.944 (19.604) 13.340 (167) (184) 12.989 67 (16) 13.040 (1.066) 11.974 0,06
Período de 21/05 a 31/12/2010
(150) (150) (150) (0,00074)
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido (em milhares de reais)
Em 21 de maio de 2010 (data de aquisição).... Prejuízo do exercício ......................................... Em 31 de dezembro de 2010........................... Lucro líquido do exercício.................................. Dividendos......................................................... Constituição de reservas ................................... Em 31 de dezembro de 2011...........................
Capital social 203.021
Reserva de retenção de lucros
Lucros (prejuízos) acumulados
203.021
203.021
8.868 8.868
(150) (150) 11.974 (2.956) (8.868)
Total 203.021 (150) 202.871 11.974 (2.956) 211.889
As notas explicativas referentes às demonstrações financeiras encontram-se à disposição na sede da Sociedade.
31/12/2011 Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e contribuição social ........... Variação nos ativos e passivos Imóveis a comercializar e terrenos a incorporar........................................... Adiantamentos a fornecedores..................................................................... Tributos a recuperar ..................................................................................... Outros ativos ................................................................................................ Fornecedores e subempreiteiros.................................................................. Obrigações por compra de imóveis.............................................................. Tributos a pagar ........................................................................................... Salários, encargos e contribuições sociais................................................... Outros ativos ................................................................................................ Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais............................... Fluxos de caixa das atividades de investimento Aquisições de imobilizado ............................................................................ Aquisições de investimentos ........................................................................ Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento ......................... Fluxo de caixa das atividades de financiamento Sociedades ligadas ...................................................................................... Aumento de capital....................................................................................... Caixa líquido proveniente das atividades de financiamento ................. Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa ................................. Caixa e equivalentes de caixa no início do período................................ Caixa e equivalentes de caixa no final do período..................................
13.040
(150)
(18.016) (43) (55) (74) 1.471 (20) 1.352 260 11 (2.074)
(269.268) (8)
(269.426)
(394) (20) (20)
(394) 2.504
66.446 203.021 269.467 21
2.504 36 21 56
21
DIRETORIA Marcelino Enes de Carvalho Neto – Diretor Marcelo Britto Sinay Neves – Diretor Paulo Aridan Soares Mingione – Diretor Paulo Ricardo Baqueiro de Melo – Diretor Sergio Bernardi Benini – Contador CRC 1SP 172182/O-2
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 052/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3452/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 052/ 2012, tendo como objeto o registro de preços de dietas não padronizadas e importadas (reedição do pregão eletrônico FMS nº 038/2012, por ter resultado deserto naquela oportunidade), conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 11 de maio de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas e 30 minutos do dia 11 de maio de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 26 de abril de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 053/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3450/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 053/ 2012, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos não padronizados, para atender processos autorizados, incluindo demandas administrativas para Defensoria Pública e processos judiciais (reedição do pregão eletrônico FMS nº 039/2012, por ter resultado deserto naquela oportunidade), conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 11 de maio de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 10 horas do dia 11 de maio de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 26 de abril de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 054/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 1016/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 054/ 2012, tendo como objeto o registro de preço de medicamento não padronizado, para atender processos autorizados, incluindo demandas administrativas para Defensoria Pública e processos judiciais, conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 11 de maio de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 10 horas e 30 minutos do dia 11 de maio de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 26 de abril de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 055/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 1108/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 055/ 2012, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos para uso em pacientes atendidos nas unidades de saúde do município, constantes da Relação Municipal de Medicamentos (REMUME), conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 9 horas do dia 16 de maio de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 12 horas do dia 16 de maio de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 26 de abril de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 056/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 1109/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 056/ 2012, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos para uso em pacientes atendidos nas unidades de saúde do município, constantes da Relação Municipal de Medicamentos (REMUME), conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas e 30 minutos do dia 18 de maio de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas e 30 minutos do dia 18 de maio de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 26 de abril de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA OBJETO: ATA DE REGISTRO DE PREÇOS - AQUISIÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Ata de Registro de Preços - Aquisição de Instrumentos musicais. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 27/04/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 14/05/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 27/04/ p 2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP TERMO DE HOMOLOGAÇÃO. PROCESSO LICITATÓRIO 11/12. PREGÃO 06/12. Objeto: Aquisição de 01 (um) ônibus, 01 (um) miniônibus (van), 01 (um) caminhão basculante e 01 (uma) motoniveladora. Considerando a adjudicação constante da ata dos trabalhos da sessão pública de julgamento, lavrada pelo Sr. Pregoeiro, designada pela Portaria nº 02, de 03/01/2012; e a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na Lei Federal nº 10520, de 17 de julho de 2002, Homologar, os itens do objeto licitado, às empresas abaixo delineadas e determinar que sejam tomadas as providências ulteriores. Aoki Ltda. Rua Masao Aoki, 50 – Distrito Industrial. Dracena – SP. CNPJ (MF): 47.610.100/0001-01. Itens: 01 e 02. Valor: R$ 445.060,00 (Quatrocentos e quarenta e cinco mil e sessenta reais). Macpel – Máquinas de Construção e Peças Ltda. Rodovia Marechal Rondon, s/nº - Km 535 - setor “A” do Prédio 01 - Guanabara. Araçatuba – SP. CNPJ (MF): 15.180.309/0001-88. Item: 04. Valor: R$ 520.000,00 (Quinhentos e vinte mil reais). Castilho – SP, 25 de abril de 2012. Antônio Carlos Ribeiro. Prefeito. A Debitar dia (27.04.12)
COOPERAÇÃO – Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Oeste da Cidade de São Paulo Edital de Convocação de Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária. De acordo com o Estatuto da CooperAção – Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Oeste da Cidade de São Paulo, capítulo III, artigo sexto; capítulo IV, do artigo décimo quinto ao artigo décimo nono, do artigo vigésimo ao artigo vigésimo sexto; capítulo VI, artigo vigésimo sétimo; capítulo VII, artigo vigésimo nono e artigo trigésimo; capítulo IX, artigo trigésimo oitavo; capítulo X, do artigo quadragésimo segundo ao quadragésimo nono e artigo quinquagésimo, do Estatuto da CooperAção - Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Oeste, ficam convocados todos(as) os Cooperados(as) desta Cooperativa para particíparem da Assembleia Geral Ordinária ser realizada em 12/05/2012 (doze de maio de dois mil e doze dias), em primeira convocação, às sete horas, com 2/3 dos sócios com direito a voto e, em segunda convocação, às oito horas, 50% dos sócio com direito a voto e, em terceira convocação, às nove horas, com 20% dos sócios com direito a voto, a ser realizada à Rua Froben, 101. Bairro: Vila Leopoldina, Município de São Paulo, conforme pauta abaixo. Pauta: 1) Prestação de contas da Administração, acompanhada do parecer do Conselho Fiscal: 1.1) Relatório da gestão; 1.2) Balanço; 1.3) Demonstrativo das sobras apuradas ou perdas decorrentes de insuficiência das contribuições na cobertura das despesas, acompanhado de parecer do Conselho Fiscal; 1.4) Recolhimento dos Fundos Obrigatórios; a) O Fundo de Reserva, constituído de 10% (dez por cento) da Sobras Líquidas do Exercício; b) O Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social (FATES) destinado à prestação de assistência aos associados, constituído de 5% (cinco por cento) das Sobras Líquidas apuradas no Exercício. 1.5) Rateio de Sobras do exercício de 2010 entre os cooperados. 2) Regulamentação do Fundo de descanso; 3) Eliminação e admissão de cooperados(as); 4) Discussão e eleição do Conselho Fiscal. 6) Outros assuntos. Após encerrada a pauta da Assembleia Geral Ordinária, serão deliberados os assuntos da Assembleia Geral Extraordinária para tratar das seguintes ordens do dia: a) Reforma do Regimento Interno conforme capítulo VII, artigo vigésimo nono do Estatuto da CooperAção. Atenciosamente. Regiane Rodrigues Farias – Diretora Presidente; Neilton César Polido – Diretor Secretário; Alcilene Barroso da Silva - Diretora Tesoureira.
GENERAL ARMORING SERVICES LTDA Edital de Convocação nº 001/2012 Estão convocados os senhores: Denifield Internacional Sociedade Anônima, inscrita no CNPJ sob o n° 05.940.190/0001-40, representada pelo seu bastante procurador Sr. Edson Maury Yoshikuma, CPF (MF) nº 520.870.188-04; José Raimundo Melo de Andrade, CPF (MF) nº 209.417.228-72; Álvaro Vidigal Canto, CPF nº 581.691.998-91 e Marcelo Gebe Carneiro Leal, CPF (MF) nº 112.893.348-97, sócios da General Armoring Services Ltda., para comparecerem no escritório da empresa, na Rua Centro Africana, 73, Santo Amaro, nesse Município, no dia 21 de maio de 2012, às 10h 30min em primeira convocação e, em segunda convocação, às 11:00 horas, com qualquer número de participantes, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: deliberar sobre o Balanço Patrimonial e o de Resultado Econômico do Exercício Social encerrado em 31/12/2011.
INSTITUTO TERRA VIVA - ITV CNPJ nº 11.725.282/0001-00 DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRAS Ativo Circulante Disponível Numerário Caixa Banco Aplicações Financeiras Realizável de Curto Prazo Clientes Empréstimos a receber Tributos a recuperar Adiantamentos Não Circulante Imobilizado Total do Ativo
2011 19.446,22 16.922,88 16.448,10 2.358,72 14.089,38 474,78 2.122,10 72,10 2.050,00 120,80 280,44 593,75 593,75 20.039,97
BALANÇO PATRIMONIAL 2010 Passivo 1.299,35 Circulante Efetivas 1.299,35 Duplicatas a pagar 1.299,35 Obrigações trabalhistas 361,06 Obrigações Tributárias 938,29 - Patrimônio Líquido - Superavit / Deficit Acumulado - Superavit / Deficit do Exercício - Deficit de Exercícios Anteriores 1.299,35 Total do Passivo
20.039,97
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
DEMONTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA Fluxo de caixa das atividades operacionais Deficit do exercício (-) Depreciação (-) CMV (+) Ajuste/despesas anos anteriores Variação dos saldos dos ativos: Clientes Empréstimos a receber IRRF a recuperar Adiantamentos Variação dos saldos dos passivos: Duplicatas a pagar Obrigações trabalhistas Obrigações Tributárias Caixa líquido consumido nas atividades operacionais Fluxo de caixa de atividades de investimentos Caixa líquido consumido nas atividades de investimentos Fluxo de caixa de atividades de financiamentos Caixa líquido consumido nas atividades de financiamentos Aumento/diminuição de caixa no período Caixa no início do período Caixa no final do período Variação
2011 38.221,77 38.221,77 2.709,00 28.156,14 7.356,63 (18.181,80) (3.089,75) (15.092,05) -
2011 15.092,05 31,25 11.926,74 10.583,40 2.523,34 72,10 2.050,00 120,80 280,44 35.012,67 2.709,00 25.849,14 6.454,53 32.489,33 625,00 0,00 0,00 18.146,87 1.299,35 19.446,22 18.146,87
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 Deficit do Exercício Saldo em 31 de Dezembro de 2011
Superavit / Deficit Acumulados (1.909,75) (15.092,05) (17.001,80)
DEMONTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 2010 2011 3.209,10 Receita Bruta 3.209,10 Revenda 33.436,68 Serviços Prestados 306.680,90 2.307,00 Receitas com Contribuições / Doações 28.904,12 902,10 Descontos Obtidos 12.231,81 (1.909,75) Total Receita Bruta 381.253,51 C 5.209,66 (-) Deduções 16.337,10 (7.119,41) Cofins 1.003,10 D ISS 15.334,00 D = Receita Líquida 364.916,41 C (-) Custos 11.926,74 D = Superavit Bruto 352.989,67 C (-) Despesas Administrativas 364.543,38 1.299,35 (-) Despesas Tributárias 1.120,21 (-) Despesas com Vendas (-) Outras Despesas Operacionais (-) Despesas Financeiras 2.418,13 Total (+) Receitas Financeiras (1.909,75) 368.081,72 D (15.092,05) Total do grupo = Superavit/Defi cit Contábil Operacional (15.092,05) (17.001,80) = Superavit/ Deficit do Exercício (15.092,05)
2010 17.490,16 13.876,00 45,50 31.411,66 874,80 874,80 30.536,86 30.536,86 37.527,42 27,30 101,55 37.656,27 (7.119,41) (7.119,41)
C
C C D
D C
NOTAS EXPLICATIVAS - 31 DE DEZEMBRO DE 2011. O INSTITUTO TERRA VIVA – ITV é uma associação de direito privado, constituído por tempo indeterminado, sem fins econômicos, de caráter organizacional, filantrópico, assistencial, promocional, recreativo e sócio-educacional, sem cunho político ou partidário, com a finalidade de atender a todos que a ele se dirigem, independente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor ou crença religiosa. Foi fundada em 22/12/2009, com sede e foro na comarca de São Paulo/SP, tem por principais finalidades: I. Promoção da diversidade cultural; II. Promoção da segurança pessoal; III. Promoção das ações do voluntariado; IV. Promoção de atividades para o Desenvolvimento Pessoal e Comportamento Humano; V. Promoção da seleção de recursos humanos, capacitação e treinamento, bem como sua locação no mercado de trabalho, visando o desenvolvimento sócio econômico do indivíduo; VI. Criação de oportunidades ao crescimento dos indivíduos para que possam se desenvolver com autonomia, confiança e conhecimento, aprimorando a concepção do indivíduo como um todo; VII. Desenvolvimento e implementação de programas de capacitação profissional visando o aperfeiçoamento técnico e promoção da cultura de pessoas envolvidas nas atividades de triagem e reciclagem de resíduos;
VIII. Fomentar, difundir, conscientizar e fazer aplicar as normas jurídicas e técnicas em questões ambientais, assistindo a sociedade em geral em todas as matérias que envolvam a questão social. IX. Defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável; X. Preservar a biodiversidade em todo o território nacional e especificamente na Região Metropolitana de São Paulo; XI. No ano de 2011, foi incluído em seu estatuto, a atividade de trituração de material descartado oriundo da construção civil, produção e venda de pedriscos e tijolos fabricados com materiais descartados da construção civil. 1) A apuração do resultado do exercício foi elaborada pelo regime de competência: 2) Ativo circulante: constitui de valores para cobrir as despesas já realizadas e a serem constituídas no próximo Exercício. 3) Passivo circulante: demonstrados valores conhecidos e calculáveis. 4) O saldo do Patrimônio Líquido representa os resultados dos exercícios financeiros encerrados até 31/12/2011. São Paulo, 31 de dezembro de 2011. Paulo Sergio Miranda Sequeira Presidente CPF: 160.211.928-77
Luiz Gonzaga da Silva Cardozo Tec. Contábil – 1SP 116.926/O-3 CPF: 201.175.748-72
DIÁRIO DO COMÉRCIO
26 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 27 de abril de 2012
INSTITUTO DAS FRANCISCANAS MISSIONÁRIAS DE MARIA NO BRASIL CNPJ/MF nº 33.648.056/0001-06 – Entidade Individual Balanços Patrimoniais encerrados em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em R$) Ativo 2011 2010(*) Passivo 2011 2010(*) Ativo Circulante 1.809.546,98 1.511.813,39 Passivo Circulante 111.262,02 127.887,13 Caixa e equivalentes de caixa 1.221.809,52 1.394.180,36 Fornecedores 4.008,97 17.845,41 Anuidades a receber 16.094,22 34.402,03 Obrigações sociais e trabalhistas 81.789,55 71.551,08 Adiantamentos trabalhistas/fornecedores 19.198,91 42.765,38 Impostos e contribuições a recolher 2.071,48 2.665,53 Aplicações financeiras 510.959,53 – Outras obrigações 3.577,51 9.569,01 Outros créditos 39.715,85 36.126,59 Obrigações por convênios – – Despesas antecipadas 1.768,95 4.339,03 Receitas antecipadas 19.814,51 26.256,10 Ativo Não Circulante 16.418.527,52 16.489.679,54 Patrimônio Social 18.116.812,48 17.873.605,80 Imobilizado líquido 16.418.346,46 16.489.197,18 Intangível líquido 181,06 482,36 Total do Ativo 18.228.074,50 18.001.492,93 Total do Passivo 18.001.492,93 18.228.074,50 (*) Reapresentado (*) Reapresentado As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis Demonstração das Mutações do Patrimônio Social dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em R$) Patrimônio Reserva de Reserva de Superávit/(Déficit Descrição Social Reavaliação Doações Acumulado Total Saldo em 31 de dezembro de 2009 5.898.953,63 11.945.141,84 82.681,16 (1.026,60) 17.925.750,03 Realização da reserva de reavaliação – (177.866,04) – 177.866,04 – Incorporação ao patrimônio social 12.026.796,40 (11.767.275,80) (82.681,16) (176.839,44) – Déficit do exercício – – – (52.144,23) (52.144,23) Saldo em 31 de dezembro de 2010 17.925.750,03 – – (52.144,23) 17.873.605,80 Incorporação ao patrimônio social (52.144,23) – – 52.144,23 – Superavit do exercicio – – – 243.206,68 243.206,68 Saldo em 31 de dezembro de 2011 17.873.605,80 – – 243.206,68 18.116.812,48 As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis Notas Explicativas as Demonstrações Contábeis de 31 de Dezembro de 2011 (Valores expressos em R$) 1. Contexto operacional – O Instituto Das Franciscanas Missionárias de considerado suficiente para absorver possíveis perdas; f) Imobilizado: avaliado Maria no Brasil com sede na Rua Dr. Isaias Salomão, 58 – São Paulo - SP é pelo custo de aquisição, acrescido de reavaliação espontânea, depreciado pelo uma associação civil, sem fim lucrativo, confessional de caráter educacional e de método linear às taxas que levam em consideração a vida útil dos bens reduzida assistência social, que tem por finalidade a educação infantil, o ensino básico e ao valor recuperável se fosse o caso; g) Intangível: avaliado pelo custo de médio e a prestação de serviços de assistência e promoção social e que se rege aquisição, amortizado pelo método linear às taxas que levam em consideração a pelo seu estatuto social e legislação aplicável. 2. Apresentação das demons- vida útil dos ativos, reduzido ao valor recuperável se fosse o caso; h) Obrigações trações contábeis – As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo sociais e trabalhistas: foram registrados os valores efetivamente devidos e inclui com a Lei das Sociedades por Ações n° 6.404/76, considerando suas alterações a licença remunerada (férias) com os respectivos encargos já incorridos até a data e Resoluções do CFC nº 837/99, nº 877/00 e nº 1159/09, e demais disposições, do balanço; i) Imunidade: o Instituto é imune do imposto sobre a renda da pessoa orientações e interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contá- jurídica, da COFINS e da contribuição social sobre o lucro; j) Isenções: o Instituto beis (CPC), quando aplicáveis. Na elaboração das Demonstrações Contábeis, é é isento da contribuição empresarial devida ao INSS sobre a folha de pagamento e necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras sobre serviços tomados de autônomos. As respectivas contribuições dos valores transações.As Demonstrações Contábeis incluem, portanto, estimativas referentes que seriam devidos são registradas em contas específicas de despesa, tendo à seleção das vidas úteis do Ativo Imobilizado e Intangível, determinação de como contrapartida o reconhecimento de um passivo. Depois de atendidos os provisão para créditos de liquidação duvidosa e outras similares. Os resultados requisitos da lei 12.101/2009 o reconhecimento da isenção usufruída é registrado reais podem apresentar variações em relação às estimativas. As Demonstrações baixando-se o passivo em contra partida ao grupo da despesa de reversão da quota Contábeis são apresentadas em Real, que é a moeda funcional do Instituto. A patronal; k) Gratuidades: as gratuidades relativas a assistência educacional e a autorização de divulgação das Demonstrações Contábeis ocorreu em 30.03.2012. assistência social são registradas em contas específicas de despesas. 3. Principais práticas contábeis – a) apuração do resultado: as receitas, 4. Caixa e equivalentes de caixa inclusive as doações, subvenções, bem como as despesas, foram registradas pelo Caixa e equivalentes de caixa 2011 2010 regime de competência, e reconhecida no resultado em função de sua realização; Caixa 66.076,43 35.152,82 b) caixa e equivalentes de caixa: caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, Banco conta movimento 933,84 3.060,95 contas bancárias e aplicações financeiras de liquidez imediata que apresentam 1.154.799,25 1.355.966,59 risco insignificante de mudança de valor, normalmente com vencimento em Aplicação fácil liquidação 1.221.809,52 1.394.180,36 prazo menor que 90 dias (curto prazo), ou quando maior, seja destinada a aten- Total der compromissos de caixa de curto prazo. c) aplicações financeiras: foram 5. Aplicações financeiras – Aplicação financeira de curto prazo em fundo de registradas aos valores nominais acrescidos dos rendimentos correspondentes, investimento que se destina a formação de reservas para re-investimentos em por meio do resultado, auferidos até a data do Balanço, que não superam o valor melhorias das instalações e em obras sociais. Enquanto aguarda destinação de mercado, de acordo com taxas pactuadas com as instituições financeiras; final para atender as condições estatutárias foram aplicados em instituições d) contas a receber: foram reconhecidas em função da realização da receita; bancárias com objetivo de preservar o poder aquisitivo da moeda e propiciar um e) provisão para créditos de liquidação duvidosa: constituída em montante mínimo de renda de capital. 6. Ativo imobilizado Contas Imobilizado Líquido Total Bens em Uso Terreno Edificações Móveis e utensílios Equipamentos de informática Máquinas e equipamentos Veículos Instalações Biblioteca Brinquedos Obras em Andamento Depreciação Acumulada
2010 16.489.197,18 18.804.151,10 7.519.366,00 10.447.758,90 491.251,53 80.279,49 99.403,92 104.901,31 59.208,00 640,00 1.341,95 46.658,83 (2.361.612,75)
Aquisição (295.637,90) 40.986,50 – 18.494,60 4.451,01 3.507,94 14.532,95 – – – – 48.707,99 (385.332,39)
Baixa (10.171,80) (91.511,00) – – (76.957,00) (10.505,00) (4.049,00) – – – – – 81.339,20
7. Ativo intangível Conta 2010 Adições 2011 Intangível líquido 482,36 – 181,06 Software 2,222,00 – 2.222,00 (-) Amortização Acumulada (1739,64) (301,30) (2.040,94) 8. Receitas antecipadas – Representam anuidades recebidas por ocasião da matrícula, relativas ao ano seguinte. 9. Patrimônio social – Formado por resultados apurados em exercícios anteriores, desde sua fundação em 1935. 10. Receitas com doações e promoções 2011 2010 Doações recebidas 1.248.979,26 1.169.043,75 Total 1.248.979,26 1.169.043,75 11. Outras receitas – Refere-se principalmente a receita de alugueis, contemplando também o resultado na permuta de ativo imobilizado. 12. Base de cálculo da filantropia: Assistência educacional e social – Em atendimento aos seus objetivos estatutários e em aderência aos preceitos estabelecidos no artigo 13 da lei 12.101/2009, a entidade aplicou uma parcela substancial dos seus recursos em projetos de assistência social e outras ações de caráter filantrópico, conforme resumido a seguir: A) 2010 Descrição 2010 Base de cálculo: Receitas escolares 647.265,98 (-) Gratuidades parciais concedidas (7.405,20) (-) Gratuidades totais concedidas (58.679,54) (-) Desconto concedido (62.543,27) (-) Devolução de mensalidades (994,10) (-) Gratuidades a filhos de funcionários (14.810,40) (-) Anuidades a receber no final do ano (24.965,02) Total 477.868,45 Aplicação mínima exigida – 20% 95.573,69 Em assistência educacional 25% do mínimo 23.893,42 Em assistência social até 75% do mínimo 71.680,27 Gratuidades realizadas: Assistência educacional (bolsas de estudos) 66.084,74 Assistência social 126.475,45 Total 192.560,19 Percentual realizado 201,48% Isenção do INSS usufruída 164.175,19 Assistência aplicada a maior em relação à isenção usufruída 28.385,00 B) 2011 Descrição 2011 Base de cálculo: Receitas escolares 610.372,95 Anuidade a receber no inicio do ano 24.965,02 (-) Gratuidades totais concedidas (59.381,67) (-) Desconto concedido (28.713,27) (-) Gratuidades a filhos de funcionários (17.976,00) (-) Anuidades a receber no final do ano (49.903,34) Total 479.363,69 Aplicação mínima exigida – 20% 95.872,73 Em assistência educacional 50% do mínimo 47.936,36 Em assistência social até 50% do mínimo 47.936,37 Gratuidades realizadas: Assistência educacional (bolsas de estudos) 59.381,67 Assistência social 139.648,49 Total 199.030,16 Percentual realizado 207,59% Isenção do INSS usufruída 180.465,73 Assistência aplicada a maior em relação à isenção usufruída 18.564,43 13. Informações por segmento Ativo – 2011 Educação Social Fraternidade Administr. Ativo Circulante 152.060,72 109.880,17 33.095,13 1.514.510,96 Caixa e equival. de caixa 89.494,45 100.557,57 31.973,13 999.784,37 Anuid. a receber 16.094,22 0,00 0,00 0,00 Adto.trab./forneced. 15.470,66 2.799,35 360,00 568,90 Aplic. financeiras – – – 510.959,53 Outros créditos 31.001,39 5.515,10 1,20 3.198,16 Desp. antecipadas – 1.008,15 760,80 – Ativo Não Circul. 1.830.746,16 5.481.517,60 5.020.429,03 4.085.834,73 Imobilizado líquido 1.830.565,10 5.481.517,60 5.020.429,03 4.085.834,73 Intangível líquido 181,06 – – – Total do Ativo 1.982.806,88 5.591.397,77 5.053.524,16 5.600.345,69
Baixa por Permuta (265.041,02) (291.571,00) (179.226,00) (112.345,00) – – – – – – – – 26.529,98
Aquisição por Permuta 500.000,00 500.000,00 – 500.000,00 – – – – – – – – –
Transferências – 95.366,82 – 95.366,82 (1.263,00) – – – – – 1.263,00 (95.366,82) –
2011 16.418.346,46 19.057.422,42 7.340.140,00 10.949.275,32 417.482,54 73.282,43 109.887,87 104.901,31 59.208,00 640,00 2.604,95 – (2.639.075,96)
Ativo – 2010 Educação Social Fraternidade Ativo Circulante 175.831,06 51.551,83 46.707,46 Caixa e equival. de caixa 114.955,05 27.744,63 46.021,53 Anuidades a rec. 34.402,03 – – Adto.trab./forneced. 24.821,58 17.265,80 – Outros créditos 1.652,40 5.515,10 1,20 Desp. antecipadas – 1.026,30 684,73 Ativo Não Circul. 1.862.581,05 5.627.365,05 5.335.887,93 Imobilizado líquido 1.862.098,69 5.627.365,05 5.335.887,93 Intangível líquido 482,36 – – Total do Ativo 2.038.412,11 5.678.916,88 5.382.595,39 Passivo – 2011 Educação Social Fraternidade Passivo Circulante 65.447,28 34.200,81 8.765,37 Fornecedores 2.991,55 844,71 172,71 Obrig. sociais e trabalhistas 41.308,31 31.853,16 6.090,54 Impostos e contrib. a recolher 1.332,91 308,98 118,57 Outras obrigações – 1.193,96 2.383,55 Obrig. p/ convênios Receitas antecip. 19.814,51 – – Patrimônio Social 1.917.359,60 5.557.196,96 5.044.758,79 Total do Passivo 1.982.806,88 5.591.397,77 5.053.524,16 Passivo – 2010 Educação Social Fraternidade Passivo Circulante 76.307,90 29.926,86 6.417,55 Fornecedores 5.192,87 1.817,97 54,88 Obrig. sociais e trabalhistas 41.681,85 25.362,85 3.307,94 Impostos e contrib. a recolher 1.398,77 213,57 789,23 Outras obrigações 1.778,31 2.532,47 2.265,50 Rec. antecipadas 26.256,10 – – Patrimônio Social 1.962.104,21 5.648.990,02 5.376.177,84 Total do Passivo 2.038.412,11 5.678.916,88 5.382.595,39 Result. Oper.Cont. Educação Social Fraternidade 2011 2011 2011 Rec. Escolares 504.302,01 – – Rec. Escolares 610.372,95 – – (-) Ded. da receita (106.070,94) – – Outras Receitas 27.454,29 567.359,20 538.386,24 Rec. c/doações e promoções 2.000,00 429.904,75 515.112,03 Outras receitas 25.454,29 137.454,45 23.274,21 (-) Custo Assist. Soc. Educ. (256.175,41) (139.648,49) – Gastos em ação educacional (256.175,41) – – Gastos em ação social – (139.648,49) – (=)Superávit Bruto 275.580,89 427.710,71 538.386,24 Nilda Munis da Costa Presidente – CPF 287.006.191-91
Administr. 1.237.723,04 1.205.459,15 – 678,00 28.957,89 2.628,00 3.663.845,51 3.663.845,51 – 4.901.568,55 Administr. 2.848,56 – 2.537,54 311,02 – – 5.597.497,13 5.600.345,69 Administr. 15.234,82 10.779,69 1.198,44 263,96 2.992,73 – 4.886.333,73 4.901.568,55 Administr. 2011 – – – 1.031.047,46 301.962,48 729.084,98 – – – 1.031.047,46
Demonstração do Superávit ou Déficit dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em R$) (não há outros resultados abrangentes) Operações em continuidade 2011 2010(*) Receitas Escolares 504.302,01 502.833,47 Receitas escolares 610.372,95 647.265,98 (-) Deduções da receita (106.070,94) (144.432,51) Outras Receitas 2.164.247,19 1.758.632,41 Receitas com doações e promoções 1.248.979,26 1.169.043,75 Outras receitas 915.267,93 589.588,66 (-) Custo Assist. Social e Educacional (395.823,90) (353.189,07) Gastos em ação educacional (256.175,41) (226.713,62) Gastos em ação social (139.648,49) (126.475,45) (=) Superávit Bruto 2.272.725,30 1.908.276,81 (-) Despesas (2.125.575,76) (2.004.171,23) Despesas administrativas, gerais e tributárias (1.827.351,03) (1.708.909,87) Despesas com pessoal e terceiros (478.690,46) (459.436,55) Reversão da cota patronal 180.465,73 164.175,19 Resultado antes das Rec./Desp. Financ. 147.149,54 (95.894,42) Receitas financeiras 100.160,74 44.980,64 Despesas financeiras (4.103,60) (1.230,45) Superávit/(Déficit) do Exercício 243.206,68 (52.144,23) (*) Reapresentado As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis Demonstração dos Fluxos de Caixa dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em R$) 2011 2010(*) Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Superávit (Déficit) do exercício 243.206,68 (52.144,23) Baixa de bens em desuso 10.171,80 – Depreciação e amortização 385.633,69 379.835,02 Resultado na permuta de imobilizado (234.958,98) (44.125,38) Variações nos ativos e passivos Redução (aumento) de anuidades a receber 18.307,81 (10.930,26) Redução (aumento) de aplicações financeiras (510.959,53) – Redução (aumento) de adiantamentos trab./ fornec. 23.566,47 (15.989,83) Redução (aumento) de outros créditos (3.589,26) (21.628,24) Redução (aumento) de despesas antecipadas 2.570,08 (3.172,96) Aumento (redução) de fornecedores (13.836,44) 616,85 Aumento (redução) de obrigações sociais e trabalhistas 10.238,47 (24.685,13) Aumento (redução) de impostos e contribuições a recolher (594,05) (454,03) Aumento (redução) de outras obrigações (5.991,50) (59,31) Aumento (redução) de receitas antecipadas (6.441,59) (1.538,34) Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades operacionais (82.676,35) 205.724,16 Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos Venda de imobilizado – 48.500,00 Aquisição de imobilizado e intangível (89.694,49) (139.055,15) Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades de investimentos (89.694,49) (90.555,15) Aumento (diminuição) das disponibilidades (172.370,84) 115.169,01 Caixa e equivalente de caixa no início do período 1.394.180,36 1.279.011,35 Caixa e equivalente de caixa no final do período 1.221.809,52 1.394.180,36 Variação do Saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa (172.370,84) 115.169,01 (*) Reapresentado As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis
(-) Despesas Desp. Adm. gerais e tributaria Desp. c/ pessoal e terceiros Reversão da cota patronal Result. Antes Rec. Desp. Financ. Receitas financ.. Despesas financ. Superávit/(déficit) do exercício Result. Oper.Cont.
Educação Social Fraternidade Administr. 2011 2011 2011 2011 (336.022,10) (648.229,33) (633.916,03) (507.408,30) (254.927,34) (461.211,09) (600.898,71) (510.313,89) (172.864,45) 9252.089,84) 91.769,69
65.071,60
(60.441,21) (220.518,62) 11.803,79 1.014,55 (3.583,01) (254,75)
(41.442,52)
(12.293,65)
8.425,20
15.199,24
(95.529,79) 523.639,16 972,36 86.370,04 (114,90) (150,94)
(52.220,43) (219.758,82) (94.672,33) 609.858,26 Educação Social Fraternidade Administr. 2010 2010 2010 2010 Receitas Escolares 502.833,47 – – – Receitas Escolares 647.265,98 – – – (-) Ded. da receita (144.432,51) – – – Outras Receitas 62.428,66 445.558,39 524.432,30 726.213,06 Rec.c/doações e promoções 3.300,00 383.712,70 490.921,01 291.110,04 Outras receitas 59.128,66 61.845,69 33.511,29 435.103,02 (-) Custo Assist. Soc. Educ. (226.713,62) (126.475,45) – – Gastos em ação educacional (226.713,62) – – – Gastos em ação social (126.475,45) – – – (=) Superávit Bruto 338.548,51 319.082,94 524.432,30 726.213,06 (-) Despesas (328.250,89) (683.377,84) (552.349,09) (440.193,41) Desp. Adm. gerais e tributaria (242.161,86) (523.004,77) (513.749,45) (429.993,79) Desp. c/ pessoal e terceiros (174.442,55) (215.469,50) (48.818,75) (20.705,75) Reversão da cota patronal 88.353,52 55.096,43 10.219,11 10.506,13 Result. Antes Rec. Desp. Financ. 10.297,62 (364.294,90) (27.916,79) 286.019,65 Receitas financeiras 4.853,76 859,43 709,73 38.557,72 Despesas financ. (785,80) (160,28) (196,49) (87,88) Superávit/(déficit) do exercício 14.365,58 (363.595,75) (27.403,55) 324.489,49 14. Ajustes por retificação de erro – Em atendimento às novas práticas contábeis, o Instituto efetuou de maneira retrospectiva o ajuste por retificação de erro nos valores correspondentes ao exercício de 2010, decorrentes de despesa com férias registrada a menor, os efeitos foram: Conciliação do patrimônio social – 2010 Saldo em 31/12/2010 antes do ajuste 17.880.872,35 Despesa não registrada no exercício (7.266,55) Saldo em 31/12/2010 reapresentado 17.873.605,80 Conciliação do resultado – 2010 Superávit/(Déficit) do exercício 2010 antes do ajuste (44.877,68) Despesa não registrada no exercício 97.266,55) Superávit/(Déficit) do exercício 2010 reapresentado (52.144,23) 15. Seguros – Como medida preventiva o Instituto, em função de análises administrativas de risco, adota a política de contratar cobertura de seguros contra incêndios e riscos diversos. 16. Certificado de entidade beneficente de assistência social – Em 08 de fevereiro de 2011, através da Portaria Nº 9, a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação aprovou o processo 71000.102778/2009-47 certificando o Instituto como Entidade Beneficente de Assistência Social pelo período de 01/01/2010 a 31/12/2012. São Paulo, 31 de dezembro de 2011
Bozena Maria Noga Tesoureira – CPF 538.941.462-49
José Carlos Roberto Contador CRCSP 131.147/O-4 – CPF 041.294.948-21
Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis Ilmas. Sras. Diretoras do nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante Instituto das Franciscanas Missionárias de Maria no Brasil nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Instituto das Franciscanas Mis- Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes sionárias de Maria no Brasil, que compreendem o balanço patrimonial em 31 para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações contábeis da de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do superávit ou déficit, das Entidade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas mutações do patrimônio social e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia data, assim como o resumo das práticas contábeis e demais notas explicativas. desses controles internos da Entidade. Uma auditoria inclui, também, a avaliação Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis – A da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas Administração da Entidade é responsável pela elaboração e adequada apresen- contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das tação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como neces- de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. sários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção Opinião – Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes – Nossa responsabilidade é e financeira do Instituto das Franciscanas Missionárias de Maria no Brasil em a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento das exigências éticas pelos adotadas no Brasil. São Paulo, 30 de março de 2012. auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter & Cia S/S Auditores Regiane Kida Pecoriello Fabbri segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção Independentes Contadora relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados CRC 2SP 17.245/O-0 CRC 1SP 193.797/O-0 para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados
e
conomia
Petrobras e OGX mais próximas
A
presidente Dilma Rousseff disse ontem que a OGX e Petrobras podem ganhar com parcerias entre as duas empresas, enquanto o bilionário brasileiro Eike Batista afirmou que a sua companhia de petróleo está mais próxima da estatal, analisando, inclusive, parcerias. Segundo Eike, Petrobras e OGX se aproximaram desde a posse da nova presidente da estatal, Maria das Graças Foster, amiga pessoal de Dilma. "É natural que dois grandes se ajudem. Já devia ser assim e será assim a partir de hoje. Depois da posse da Graça, houve uma mudança dramática nesse convívio, mais harmônico. Nós podemos nos ajudar, por que não?", disse Eike. O empresário afirmou que uma das parcerias em análise entre as duas companhias seria uma troca de gás natural. A OGX possui reservas na bacia
de Santos, mas precisa utilizar o insumo em seu complexo industrial de Açu, que fica no nordeste do Rio de Janeiro. "Nós receberíamos gás da Petrobras aqui, via Cabiúnas, e entregaríamos gás em Santos, economizando gasodutos", declarou. Eike disse também que uma parceria com a Petrobras na área de refino poderá ser estudada. Dilma Rousseff ressaltou durante o seu discurso que as empresas teriam muito a ganhar com eventuais parcerias. "Estou certa que a OGX tem uma grande contribuição na produção de petróleo no Brasil. A Petrobras já provou isso com o Pré-sal. Temos hoje a possibilidade, pela quantidade de recursos que temos nessa área, de contar com a participação tanto da OGX como de empresas privadas internacionais", disse a presidente. (Reuters)
Pilares Participações Ltda. CNPJ/MF nº 11.060.920/0001-11 – NIRE 35.223.553.891 Ata da Reunião de Sócios realizada em 12 de abril de 2012 Data, Hora e Local: Realizada em 12/04/2012, às 10 hs., na sede social, na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, nº 1.830, Torre I, 3º andar, São Paulo-SP. Presença: Presentes todos os sócios representando a totalidade do capital social da Sociedade. Convocação: Dispensada a convocação, em razão da presença de todos os sócios representando a totalidade do capital social da Sociedade, nos termos do § 1º da cláusula 6ª do Contrato Social da Sociedade. Mesa: Presidente: Fernando Ribeiro Bau; Secretário: Roberto Rittes de Oliveira Silva. Ordem do Dia: Deliberar, nos termos do Contrato Social da Sociedade, sobre (a) a aprovação da outorga de garantias reais, em favor dos titulares das notas promissórias da distribuição pública com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 476, de 16/01/2009, conforme alterada (respectivamente, “CVM”, “Instrução CVM 476/09”), de até 47 notas promissórias comerciais, com valor nominal unitário de R$ 5.000.000,000, totalizando o montante de até R$ 235.000.000,00 da Estre Ambiental S.A. (“Notas Promissórias” e “Emissora” respectivamente), a serem constituídas nos termos do Contrato de Alienação Fiduciária da Viva e do Contrato de Cessão Fiduciária LMG (conforme definidos abaixo); e (b) a autorização para a administração da Sociedade realizar todos e quaisquer atos, bem como celebrar quaisquer documentos, para o cabal cumprimento do que ora ficou resolvido. Deliberações: Por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições, após debates e discussões, os sócios deliberaram: (a) aprovar a outorga de garantias reais pela Sociedade, em favor dos titulares das Notas Promissórias, a seguir descritas: (a.i) alienação fiduciária da totalidade das ações ordinárias representativas do capital social da Viva Ambiental e Serviços S.A. de titularidade da Sociedade (“Ações Viva”), assim como pela cessão fiduciária dos direitos creditórios de sua titularidade decorrentes do fluxo de dividendos, juros sobre capital próprio e/ou quaisquer outros proventos, quaisquer bonificações, desdobramentos, grupamentos, aumento de capital por subscrição e aumentos de capital por capitalização de lucros e/ou reservas atrelados às Ações Viva, nos termos do Instrumento Particular de Alienação Fiduciária de Ações, Penhor de Direitos e Outras Avenças, a ser firmado entre a Sociedade, na qualidade de alienante, e os titulares das Notas Promissórias, como legítimos e exclusivos titulares, em caráter fiduciário, das Ações Viva (“Contrato de Alienação Fiduciária Viva”); e (a.ii) cessão fiduciária da totalidade das quotas do capital social da LMG Participações Ltda. de titularidade da Sociedade (“Quotas LMG”), assim como dos direitos creditórios de sua titularidade decorrentes do fluxo de dividendos, juros sobre capital próprio e/ou quaisquer outros proventos, quaisquer bonificações, desdobramentos, grupamentos, aumento de capital por subscrição e aumentos de capital por capitalização de lucros e/ou reservas atrelados às Quotas LMG, nos termos do Instrumento Particular de Cessão Fiduciária de Quotas, Penhor de Direitos e Outras Avenças, a ser firmado entre a Sociedade, na qualidade de cedente, e os titulares das Notas Promissórias, como legítimos e exclusivos titulares, em caráter fiduciário, das Quotas LMG (“Contrato de Cessão Fiduciária LMG”, em conjunto com o Contrato de Alienação Fiduciária Viva, “Garantias Reais”). As Garantias Reais serão liberadas pelos titulares das Notas Promissórias no prazo de 3 dias úteis após a ocorrência do resgate antecipado parcial obrigatório, conforme definido nas Notas Promissórias; e (b) autorizar expressamente a administração da Sociedade à realizar todos e quaisquer atos, bem como celebrar quaisquer documentos, para o cabal cumprimento do que ora ficou resolvido. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a Reunião foi encerrada e lavrada a presente ata em livro próprio, que lida e achada conforme, foi assinada por todos os sócios presentes. Assinaturas: Presidente Roberto Rittes de Oliveira Silva. Secretária Isis Mara de Oliveira. Sócios Presentes Cavo Serviços e Saneamento S.A., representada por Fernando Ribeiro Bau e Roberto Rittes de Oliveira Silva; e Estre Gestão Patrimonial Ltda., representada por Fernando Ribeiro Bau e Roberto Rittes de Oliveira Silva. A presente ata é cópia fiel da via lavrada em livro próprio. (ass.) Roberto Rittes de Oliveira Silva – Secretário.
Base Aerofotogrametria e Projetos S.A. CNPJ/MF n° 46.911.608/0001-79 - NIRE: 35.300.096.657 Extrato da Ata da A.G.O. realizada no dia 09/04/2012. Data, Hora e Local: 09/04/12, às 10hs, na sede social da Cia. Convocação: Dispensada. Presenças: totalidade. Mesa dos trabalhos: Antonio Cobo Neto, Presidente; Hitoshi Ishihara, Secretário. Ordem do dia: (a) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar o relatório da administração e demonstrações financeiras referente ao exercício encerrado em 31/12/11 publicados no DOESP e Diário do Comércio em 03/03/12; (b) fixar a remuneração global anual maxima dos administradores. Deliberações aprovadas por unanimidade: (a) após exame e discussão pelos presentes, abstendo-se de votar os legalmente impedidos, foram aprovadas, sem ressalvas, as contas dos administradores, bem como as demonstrações financeiras relativas ao exercício social findo em 31/12/11, apresentadas juntamente com o relatório da administração, foi aprovada e fixada em R$ 500.000,00 a remuneração global anual máxima dos administradores para o exercício corrente. Lavratura da ata e encerramento: Nada mais havendo a tratar, e como ninguém quisesse fazer uso da palavra, foi a presente ata lavrada, lida e por todos assinada, na forma de sumário dos atos ocorridos, conforme expressamente permitido pelo art. 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76.Acionistas presentes: Antônio Cobo Neto; Ivan Valeije Idoeta; Irineu Idoeta; Hitoshi Ishihara; Karen Chinarelli Cobo; PASCO Corporation, p.p. Hajime Zama; e Coldslim Importação e Exportação Ltda., p. Hiromu Ohnishi. Certifico que a presente é cópia fiel da ata lavrada em livro próprio. Hitoshi Ishihara - Secretário da Assembléia. JUCESPsobn°161.045/12-1 em 20/04/2012.GiselaSimiema Ceschin - Secretária Geral.
17º OFICIAL DE REGISTRO DE IMÓVEIS DE SÃO PAULO-SP Edital FRANCISCO VENTURA DE TOLEDO, Oficial do 17º Registro de Imóveis da Comarca de São Paulo, faz saber aos que o presente edital virem e interessar possa que, em data de 19 de abril de 2012, lhe foi apresentada para registro, por MILTON FERLIN, aposentado, e sua mulher LINDOMAR VIEIRA FERLIN, do lar, brasileiros, casados sob o regime da comunhão de bens, antes da vigência da Lei nº 6.515/77, RG nºs 3.502.111-SP e 10.234.033-SP, inscritos no CPF sob nºs 222.633.068-20 e 153.653.51843, residentes e domiciliados nesta Capital, na Rua Nelson, nº 319, Vila Isolina Mazzei; a escritura lavrada em 10 de fevereiro de 2012, às fls.191/194 do livro nº 3.369 do 23º Tabelião de Notas desta Capital, prenotada sob nº 164.593 em 19 de abril de 2012, neste Cartório, através da qual os mesmos INSTITUÍRAM EM BEM DE FAMÍLIA, em conformidade com os artigos 1.711 a 1.722 do Código Civil Brasileiro e 260 a 265 da Lei nº 6.015/73, o prédio situado na Rua Nelson, nº 319, e seu respectivo terreno constituído de parte do lote 61 da Vila Izolina, Vila Guilherme, medindo 10,00m de frente, por 18,00m da frente aos fundos de ambos os lados, tendo nos fundos a mesma largura da frente, encerrando a área de 180,00m2; confrontando de um lado com o lote 63, de propriedade de Benedito Martins de Oliveira; de outro lado com o lote 59, de propriedade de José Escriboni, e nos fundos com o remanescente do lote 61, de propriedade de Valdir Garrido, objeto da matrícula n° 51.581 deste Oficial de Registro. Pelo presente edital fica avisado a quem se julgar prejudicado que deverá, dentro do prazo de 30 dias, contados da data da publicação na Imprensa Oficial, reclamar contra a instituição, por escrito, perante o 17º Oficial de Registro de Imóveis desta Capital, sito na Rua Japurá, nº 43, das 09:00h às 16:00h. São Paulo, 24 de abril de 2012.
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EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA SOCIEDADE AMIGOS DA MARINHA DE SÃO PAULO
Ficam os Sócios da Sociedade Amigos da Marinha de São Paulo - Capital, convocados para a Assembleia Geral Ordinária a realizar-se no próximo dia 14 de maio, 2ª feira na sede da Entidade na Rua Estado de Israel nº 776, sala E-22, às 17:30 horas em primeira chamada, quando se instalará com a presença de associados e representando 50% + 1 dos votos validos, e às 18:00 horas em segunda chamada, quando com qualquer número de presentes, onde será observada a seguinte ordem do dia: A - Exame, discussão e aprovação das contas das Diretorias, bem como o inventário, o Balanço Patrimonial e a Conta de Resultado do exercício de 2011; B - Exame, discussão e aprovação do orçamento para o corrente exercício; C - Outros assuntos de interesse geral. Fica sem efeito o edital anterior, que convocava a mesma Assembleia para o dia 30 de Abril. São Paulo, 23 de abril de 2012. Luiz Guilherme Sá de Gusmão Vice-Almirante Comandante do 8º Distrito Naval Presidente do Conselho Superior
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Fortec S/A Participações e Empreendimentos CNPJ/MF nº 50.615.301/0001-06 - NIRE nº 35.300.000.871 Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária-Edital de Convocação Na qualidade de Diretor Presidente da Fortec S/A Participações e Empreendimentos, venho pela presente convocar os Srs. Acionistas a se reunirem no dia 31/05/12, às 15 hs, na Rua Cel. José Rufino Freire, 453, São Paulo, SP (sede social), para a realização de A.G.O.E. na qual será deliberado sobre a seguinte Ordem do Dia: 1. Exame, discussão e aprovação das contas, das demonstrações financeiras e do balanço patrimonial do exercício social encerrado em 31/12/11, publicados juntamente com o Parecer da Auditoria Independente no DOESP e no Diário do Comércio, edições de 27/04/12, na forma do artigo 133 da Lei 6.404/ 76; 2. Deliberar sobre o resultado do exercício encerrado em 31/12/11; 3. Definição da remuneração anual global dos membros da Diretoria; 4. Escolha da empresa de auditoria para o ano de 2012; e 5. Eleição do Conselho Fiscal. Os relatórios e pareceres da administração e do Conselho Fiscal (juntamente com o da Auditoria Independente, publicado em 27/04/12) encontram-se à disposição dos acionistas na sede da companhia, na forma do art. 133 da Lei 6.404/76. Thales Lobo Peçanha - Diretor Presidente. (27, 28/04 e 01/05/2012)
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O Jornal do Empreendedor
Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 26 de abril de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Caldan Equipamentos Industriais Ltda. Requerido: Ventiladores Bernauer S/A. Rua Professor Aprigio Gonzaga, 78 - 9° Andar – São Judas - 2ª Vara de Falência. Requerente: Inconel Indústria e Comércio de Aços Ltda. Requerido: Blato Equipamentos e Montagens Industriais Ltda. Avenida Osvaldo do Valle Cordeiro, 1.419 - Jardim d. Brasília - 1ª Vara de Falência. Requerente: Bonus Brasil Comercio de Alimentos Ltda. Requerido: Universo System Segurança e Vigilância Ltda. Rua União, 25 – Vila Mariana - 2ª Vara de Falência. Requerente: OMJ Importação e Exportação Ltda. Requerido: Sissi Distribuidora de Secos e Molhados Ltda. EPP. Rua Erva Andorinha, 450 - Módulos 1,2 e 3 – Jardim Helena - 2ª Vara de Falência.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 27 de abril de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 27
OAS EMPREENDIMENTOS S.A. E CONTROLADAS CNPJ Nº 06.324.922/0001-30 Senhores Acionistas: A OAS Empreendimentos S.A. submete a V.Sas. o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011, expressas em milhares de reais (R$ mil), acompanhadas do parecer dos auditores independentes. Em 2011, a Companhia lançou 7 empreendimentos, sendo: 3 na Bahia, 2 no Distrito Federal e 2 em São Paulo, totalizando um VGV de R$ 473 milhões; enquanto as vendas no mesmo ano somaram R$ 415 milhões. Visando aperfeiçoar seus processos de gestão, a Administração iniciou a implantação do novo Sistema Integrado SAP R/3, o qual estará disponível para utilização a partir de janeiro de 2013. Pelo terceiro ano consecutivo, a OAS Empreendimentos foi a vencedora do prêmio Top Of Mind Salvador como a marca mais lembrada pelos moradores da cidade, na categoria construção de casas e apartamentos. Também foram renovados os seus certificados de qualidade, Nível A do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Balanços Patrimoniais 31 de dezembro de 2011 e de 2010 (Em MR$)
Hábitat (PBQP-H) e o ISO 9001:2008, o que confirma o compromisso com a qualidade dos seus produtos. Preocupada com o seu papel social perante as comunidades onde atua, a OAS Empreendimentos inaugurou mais uma Escola Construindo o Saber, voltada para a educação básica dos operários; construiu uma escola de educação infantil e creche nas redondezas do empreendimento Jardins Campo Grande, no município do Rio de Janeiro-RJ. A Administração acredita que ao investir em projetos sociais contribui para a formação de uma sociedade mais justa e humana. A Administração Demonstrações dos resultados Exercícios 31/12/ 2011 e 2010 (Em MR$) Controladora Consolidado Notas 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Rec. líq. na venda de imóveis e de serviços prest. 82.590 99.552 379.764 409.184 Custo na venda de imóveis e dos serv. prest. (110.902) (139.249) (340.798) (305.517) Luc. bruto (prej.) operac. 25 (28.312) (39.697) 38.966 103.667 Rec. (desp.) operacionais Gerais e adm. 26 (81.058) (78.434) (95.778) (84.270) Vendas (16.848) (12.425) (28.368) (26.180) Depreciação (2.101) (1.063) (2.288) (1.195) Res. de equiv. patrimonial 12 40.860 112.845 Outras rec. op, líq. 27 67.733 39.561 68.276 37.967 Luc.(prej.) antes das rec. e desp. finan. (19.726) 20.787 (19.192) 29.989 Receitas financ. 28 28.605 29.763 33.829 34.378 Desp. Financeiras 28 (70.736) (43.100) (65.144) (44.650) Res. financeiro (42.131) (13.337) (31.315) (10.272) Luc. (prej.) antes do IR e da contrib. social (61.857) 7.450 (50.507) 19.717 IR e contr. soc. cor. 21 (6.551) (8.485) IR e cont. soc. diferi. 21 3.507 14.980 584 12.438 Luc. líq. (prej.) do exercício (58.350) 22.430 (56.474) 23.670 Parc. do res. atrib. aos acion. não control. (1.876) (1.240) Luc. líq. (prej.) atrib. aos acio. da control. (58.350) 22.430 (58.350) 22.430 Luc. (pj.) do ex. por lote de mil ações - R$ 151,19
Demon. dos fluxos de caixa Exercícios 31/12/2011 e de 2010 (Em MR$) Controladora Consolidado Notas 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Ativo Notas 31/12/2011 31/12/2011 Passivo Notas 31/12/2011 31/12/2011 Atividades operacionais (Reapres.) (Reapres.) Lucro (prejuízo) líquido do exercício (58.350) 22.430 (58.350) 22.430 Circulante 265.777 382.694 Circulante 259.262 902.832 Aj. de itens sem desem. de caixa Fornecedores 7.392 19.328 Caixa e eq. de caixa 5 29.087 103.441 p/conc. do lucro antes Emp.e financ. 15 114.237 157.266 do imp. c/o fluxo de caixa Part. Aplic. financeiras 6 41.447 58.615 Debêntures 16 79.684 79.684 de acion. não control. 1.876 1.240 Sal., prov. e contr. soc. 18.035 21.412 Contas a rec. Equivalência patrimonial 12 (40.860) (112.845) Trib. e contr. a recolher 1.638 6.015 de clientes 7 78.098 118.937 284.370 212.436 Ganho na venda de créditos Adiant. de clientes 5.991 24.734 Estoques 8 77.088 62.470 412.672 300.884 de direito de construir (22.575) (22.575) Obr. p/comp. de imóv. 18 25.058 44.097 Div. propostos a rec. 32.853 Depreciações e amortizações 3.123 1.384 5.531 4.560 Obrig. p/compra Impostos diferidos (IR, CS, PIS e COFINS) (8.003) (14.980) (1.786) (7.857) Imp. a recuperar 10 14.886 19.861 22.330 23.717 de incorp. em and. 19 2.063 5.178 16.203 38.700 Var. monetárias, cambiais Outras obrigações 5.562 4.212 6.991 5.715 Desp. antecipadas 7.647 6.318 7.782 8.413 e encargos - líquidos 71.685 41.685 88.550 48.860 Provisões 23 6.117 6.964 Títulos a receber 11 26.675 26.675 Realização de receita de permuta 18 (711) (1.081) (25.414) (24.115) Não circulante 450.624 465.687 671.736 624.586 Outras contas a. rec. 11.009 1.268 13.622 2.310 Receita de serviços de construção (45.098) Emp. e financ. 15 140.919 68.702 245.220 121.080 Não circulante 723.279 458.136 420.858 190.845 Provisão para crédito de liquidação duvidosa 64 117 Debêntures 16 286.617 356.978 286.617 356.978 Provisões 23 7.449 167 12.149 167 Aplicações financ. 6 28.918 13.780 28.918 13.780 Impostos diferidos 20 4.792 9.289 22.292 19.900 Provisão para bonificação de Emp. control. e lig. 9 4.238 909 16.516 50 Contas a rec. funcionários e diretores 10.000 11.000 10.000 11.304 Obr. p/comp. de imóv. 18 8.437 28.638 69.868 123.852 de clientes 7 10.206 15.025 108.148 57.837 Realização lucro nos estoques 12 (26.305) Provisões 23 1.706 374 5.559 374 Emp. control. e lig. 9 315.253 124.624 178.441 52.675 Ajuste a valor presente (930) (304) 1.376 5.040 Outras cas a pagar 3.915 797 25.664 2.352 Ganho e perda de participação Estoques 8 15.291 29.112 20.256 39.590 Patrimônio líquido 266.140 194.511 269.260 195.751 em investimento (17.984) (16.546) Capital social 22 278.399 148.358 278.399 148.358 Desp. antecipadas 35 Valor residual do imobilizado baixado 13 141 141 Reserva de lucros 45.768 45.768 IR e contribuição Ganho na alienação da Novo Humaitá 12 (18.000) (18.000) Outros res. abrang. 22 339 339 339 339 social diferidos 20 13.219 9.712 14.676 10.498 Valor de custo do investimento baixado 5.957 Prej. acumulados (12.622) (12.622) Títulos a receber 11 26.675 26.675 Dividendos preferenciais (40) 266.116 194.465 266.116 194.465 (Aumento) redução nos Outras contas a rec. 3.369 782 32.446 3.311 Adian. p/fut. aum. de cap. 24 46 24 46 ativos operacionais: Patri. líq. atrib. a art. Investimentos 12 302.505 256.141 Contas a receber de clientes 45.644 46.070 (99.661) (39.284) dos acionistas control. 266.140 194.511 266.140 194.511 Imobilizado 13 4.684 6.823 8.104 11.017 Estoques (21.630) (30.876) (81.712) (17.316) Patr. líq. atri. a. part. dos Intangível 14 3.159 2.137 3.159 2.137 Impostos a recuperar 7.086 (7.170) 4.090 (10.569) acionistas não control. 3.120 1.240 Total do ativo 982.541 884.354 1.323.690 1.168.857 Despesas antecipadas (1.329) (5.441) 596 (9.604) Total do passivo e patrim. líquido 982.541 884.354 1.323.690 1.168.857 Juros recebidos (11.063) (22.726) (13.697) (22.726) Créditos diversos (26.992) (291) (40.425) (4.694) Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 (Em MR$) de juros para remuneração de títulos públicos, NTN-B - Nota do Tesouro Nacional, indexados pelo IPCA. Aumento (redução) nos A taxa utilizada pela Companhia é compatível com a natureza, o prazo e os riscos de transações simiReservas de lucro passivos operacionais: lares em condições de mercado. Os valores do ajuste a valor presente de contas a receber e fornece- Fornecedores Adiant. Patrim. (658) (11.193) 392 (8.523) dores são registrados no resultado nas rubricas receita de vendas e custos das vendas, respectivamen- Salários, provisões e Reserva Outros result. Lucros p/ futuro líquido e Partic. dos Patrim. te, conforme a orientação do OCPC-01 R1. As reversões dos ajustes a valor presente de contas a contribuições sociais Capital Reserva lucros a Retenção abrangente (prejuízo) Patrim. aum. de adiant.p/futuro acion. não líquido (11.975) 10.049 (10.716) 11.299 receber foram apropriadas como receitas financeiras e de fornecedores apropriadas como despesas Juros pagos Notas social legal realizar de lucros Res. de reaval. acumulados líquido capital aum. de capital controladores consolidado (74.251) (39.777) (85.259) (43.092) financeiras. j) Empréstimos, financiamentos e debêntures - Empréstimos e financiamentos são reco- Impostos a recolher Saldos 31/12/2009 66.781 168 566 11.300 78.815 330 79.145 79.145 123 (3.832) (5.318) 10.788 nhecidos inicialmente pelo valor justo, no momento do recebimento dos recursos, líquidos dos custos Impostos de renda e Aumento de capital 20.956 (8.902) 12.054 (10.802) 1.252 1.252 de transação nos casos aplicáveis. Em seguida, passam a ser mensurados pelo custo amortizado, isto contribuição social pagos Adiant. p. futuro (3.830) (4.114) é, acrescidos de encargos, juros e variações monetárias conforme previsto contratualmente, incorridos Obrigações por compra de imóveis aum. de capital 22 10.518 10.518 10.518 (4.575) (5.735) (10.211) (14.753) até as datas dos balanços, conforme demonstrado nas Notas 15 e 16. k) Custo dos empréstimos e Outras obrigações e contas a pagar Incorp.o acervo líquido 60.621 20.369 80.990 80.990 80.990 4.717 (8.027) 28.578 (19.237) debêntures - Os juros dos empréstimos e financiamentos vinculados à execução de empreendimentos Fluxo de caixa líq. originado Realiz.de res.de reaval. (20.030) 20.030 são capitalizados como custo dos imóveis em construção para posterior apropriação ao resultado, de de ativid. operacionais Receb. em doação de (167.731) (170.614) (346.134) (132.654) acordo com o percentual de venda de cada empreendimento, conforme demonstrado nas Notas 8, 15 Atividades de investimento ativos de emp. ligada 22 176 176 176 176 e 17.l) Instrumentos financeiros - (i) Reconhecimento inicial e mensuração - Os instrumentos fi- Aplicações financeiras Lucro líq. do exercício 22.430 22.430 22.430 1.240 23.670 (9.798) (9.798) (46.140) Destinação do lucro: nanceiros da Companhia são representados pelo caixa e equivalentes de caixa, aplicações financeiras, Resgate de aplicações financeiras 108.401 147.309 139.413 147.309 Constituição de reservas 1.122 5.327 36.011 (42.460) créditos a receber, contas a pagar a fornecedores, debêntures, empréstimos e financiamentos. Os ins- Aquisição de investimento (229) (937) (946) Saldos 31/12/2010 148.358 1.290 5.893 38.585 339 194.465 46 194.511 1.240 195.751 trumentos são reconhecidos inicialmente pelo seu valor justo acrescido dos custos diretamente atribu- Aquisição de imobilizado 13 (568) (5.188) (2.204) (9.907) Aumento de capital 22 130.041 130.041 (130.041) íveis à sua aquisição ou emissão, exceto os instrumentos financeiros classificados na categoria de Alienação de investimentos 14.915 Adia. p/fut. aum. de cap. 22 130.019 130.019 130.019 instrumentos avaliados ao valor justo por meio do resultado, para os quais os custos são registrados no Alienação de imobilizado (22) (22) Prej. do exercício (58.350) (58.350) (58.350) 1.880 (56.470) resultado do exercício. (ii) Mensuração subsequente - A mensuração dos ativos e passivos financeiros Aquisição de intangível 14 (1.579) (2.073) (1.579) (2.073) Divid. preferenciais (40) (40) (40) (40) depende da sua classificação, que pode ser da seguinte forma: Ativos financeiros a valor justo por meio Aumento de capital (31.921) Rev. de res. de lucros 22 (1.290) (5.893) (38.585) 45.768 do resultado: incluem ativos financeiros mantidos para negociação e ativos financeiros designados no Adiantamento para futuro Saldos 31/12/2011 278.399 339 (12.622) 266.116 24 266.140 3.120 269.260 reconhecimento inicial a valor justo por meio do resultado. Passivos financeiros a valor justo por meio aumento de capital 12 (32.425) (76.016) (1.450) do resultado: incluem passivos financeiros para negociação e passivos financeiros designados no reco- Creditos com partes relacionadas (33.666) (64.328) (123.839) Notas explicativas às demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2011 e de 2010 (Em MR$) nhecimento a valor justo por meio do resultado. A Companhia não apresentou nenhum passivo finan- Dividendos recebidos 8.000 263 1. Contexto Operacional - A OAS Empreendimentos S.A.(“Companhia”) é uma sociedade anônima de capital fechado, com sede na Av. Angélica, 2.248, na cidade de São Paulo – SP, que tem por objeto ceiro a valor justo por meio de resultado. Passivos financeiros são classificados como mantidos para Fluxo de caixa líq. aplicado social: (i) exploração da atividade de engenharia civil e da indústria da construção civil, inclusive gerenciamento e execução de projetos de obras; (ii) compra e venda de imóveis; (iii) incorporação imobiliária; (iv) negociação quando forem adquiridos com o objetivo de venda no curto prazo. Ganhos e perdas de em ativid. de invest. 21.108 (970) 1.971 86.793 prestação de serviços de gestão financeira; (v) prestação de serviços de cessão de mão-de-obra; (vi) locação de máquinas e equipamentos; (vii) administração e comercialização de espaço publicitário próprio; passivos para negociação são reconhecidos na demonstração do resultado. Empréstimos e financia- Atividades de financiamento (viii) coordenação e contratação da produção de material editorial para mídia impressa; e, (ix) participação como sócia ou acionista de outras sociedades no Brasil e no Exterior de qualquer ramo, podendo mentos: após reconhecimento inicial, empréstimos e financiamentos sujeitos a juros são mensurados Captações de empréstimos 257.602 246.871 341.164 316.227 inclusive constituir e participar em consórcio de empresas. A constituição da Companhia ocorreu em maio de 2004, porém suas atividades iniciaram-se em setembro de 2006, com o objetivo de construção de subsequentemente pelo custo amortizado, utilizando o método da taxa de juros efetivos. Ganhos e Pagamento de empréstimos (226.842) (144.505) (234.781) (146.882) empreendimentos imobiliários na região Nordeste do Brasil. Os seus produtos são destinados aos diversos segmentos e possui operações nas cidades de Salvador/BA, Brasília/DF, São Paulo/SP, Rio de Janeiro/ perdas são reconhecidos na demonstração do resultado no momento da baixa dos passivos, bem como Captação de debêntures 16 60.000 60.000 RJ, Porto Alegre/RS, entre outras. As incorporações imobiliárias da Companhia, quando realizadas com terceiros, são estruturadas por meio de participação em Sociedades de Propósito Específico (“SPE”) ou durante o processo de amortização pelo método da taxa de juros efetivos. m) Arrendamentos mercan- Integralização de capital 130.019 130.019 consórcios. Para viabilização de seus projetos, em conformidade com o plano de expansão, a Companhia decidiu pela emissão de debêntures,vide Nota 16. 2. Sociedades do Grupo - A lista a seguir apresenta tis - A Companhia e suas controladas reconhecem como arrendamento financeiro os contratos nos Adiantamento para futuro as participações nas subsidiárias consolidadas, como segue: quais se detêm, substancialmente, todos os riscos e benefícios da propriedade, com preço de aquisição aumento de capital 10.518 10.518 Subsidiária Consolidada Empreendimento Percentual de participação fixado e valor residual inferior ao valor de mercado, sendo capitalizados no balanço patrimonial no início Recursos rec. de empresas ligadas 3.329 5.640 Capital Total Capital Votante do arrendamento pelo menor valor entre o valor justo do bem arrendado e o valor presente dos paga- Recursos recebidos de terceiros (457) Participação direta 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 mentos mínimos do arrendamento. n) Obrigações por compra de imóveis - São demonstradas por Fluxo de caixa líq. aplic. em ativid. OAS Imóveis S.A. N/A 100% 100% 100% 100% obrigações contratualmente estabelecidas nas aquisições dos terrenos, acrescidas, quando aplicável, de financiamento 164.108 178.524 236.402 239.406 Novo Humaitá Emp. Imobiliários S.A. N/A 100% 100% dos correspondentes encargos e variações monetárias, ajustadas a valor presente em conformidade Aumento (diminuição) líq. de Città Ville SPE Emp. Imobiliários Ltda. (*) Città Ville 50% 50% 50% 50% com a orientação OCPC-01 R1. o) Provisões - (i) Provisões para garantia - Os custos com garantias caixa e equiv. de caixa 17.485 6.940 (107.761) 193.545 Città Ipitanga SPE Emp. Imob. Ltda. (*) Città Lauro de Freitas 50% 50% 50% 50% para o período pós-obra fazem parte do custo dos imóveis vendidos. (ii) Provisões para riscos cíveis Efeito líquido de cisões e incorp. no Imbuí I SPE Emp. Imobiliários Ltda. (*) Città Imbuí 50% 50% 50% 50% e trabalhistas - As provisões para ações judiciais são reconhecidas quando a Companhia e suas caixa e equiv. de caixa 3 3 Città Itapuã Emp. Imob. SPE Ltda. (*) Città Itapoan 50% 50% 50% 50% controladas e controladas em conjunto têm uma obrigação presente ou não formalizada como resultado Efeito das mud. de part. em inv. no Graça Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 50% 50% 50% 50% de eventos passados, sendo provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obricaixa e equiv. de caixa 162 Manhattan Square Emp. Imob. gação e o valor possa ser estimado com segurança. As provisões são quantificadas ao valor presente Caixa e equivalentes de caixa Res. 01 SPE Ltda. (*) Manhattan Square do desembolso esperado para liquidar a obrigação, usando-se a taxa adequada de desconto de acordo no início do exercício 5 11.602 4.662 211.202 17.657 Residencial 01 50% 50% 50% 50% com os riscos relacionados ao passivo. São atualizadas até as datas dos balanços pelo montante esti- Caixa e equivalentes de caixa Manhattan Square Emp. Imob. mado das perdas prováveis, observadas suas naturezas e apoiadas na opinião dos advogados da no final do exercício 5 29.087 11.602 103.441 211.202 Com. 01 SPE Ltda. (*) Manhattan Square Companhia e de suas controladas e controladas em conjunto. Os fundamentos e a natureza das provi- Aumento (dim.) líquido de Comercial 01 50% 50% 50% 50% sões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas estão descritos na Nota 23. p) Apuração do resultado caixa e equiv. de caixa 17.485 6.940 (107.761) 193.545 Manhattan Square Emp. Imob. de incorporação e venda de imóveis e outros - As receitas e os custos das vendas de imóveis obeControladora Consolidado Res.02 SPE Ltda. (*) (**) 50% 50% 50% 50% decem os procedimentos e normas estabelecidas pelas orientações OCPC-01 R1 e OCPC-04 e são 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Manhattan Square Emp. Imob. registrados da seguinte forma: • Vendas de imóveis concluídos - as receitas de vendas e os custos in- Ano 7.352 47.101 Com. 02 SPE Ltda. (*) (**) 50% 50% 50% 50% corridos são apropriados no resultado no momento da assinatura do título translativo (instrumento pú- 2012 5.107 3.224 84.699 8.673 City Park Acupe Emp. Imob. SPE Ltda. (*) City Park Acupe 50% 50% 50% 50% blico ou particular de compra e venda), independentemente do recebimento do valor contratado. • Ven- 2013 2.355 1.641 18.029 4.605 Acupe Exclusive Emp. Imob. SPE Ltda. (*) Acupe Exclusive 50% 50% 50% 50% das de imóveis em construção - as receitas de vendas e os custos dos imóveis vendidos são 2014 1.568 1.302 4.949 1.801 City Park Brotas Emp. Imob. SPE Ltda. (*) City Park Brotas 50% 50% 50% 50% apropriados no resultado, como segue: (i) as receitas de vendas são apropriadas ao resultado utilizan- 2015 1.269 1.585 5.521 1.595 Patamares 1 Emp. Imob. SPE Ltda. (*) Vista Patamares 50% 50% 50% 50% do-se o método do percentual de conclusão de cada empreendimento, sendo esse percentual mensu- 2016 em diante 10.299 15.104 113.198 63.775 7 de Abril Emp. Imob. SPE Ltda. (*) Jardins dos Girassóis 100% 100% 100% 100% rado em razão do custo incorrido em relação ao custo total orçado dos respectivos empreendimentos; (93) (79) (5.050) (5.938) Marta Aguiar Res. Emp. (*) Jardins Lauro (ii) as receitas de vendas apuradas conforme o item (i), incluindo a atualização monetária, líquido das (-) Aj. a valor presente 10.206 15.025 108.148 57.837 Imob. SPE Ltda. de Freitas 100% 100% 100% 100% parcelas já recebidas, são contabilizadas como contas a receber, ou como adiantamentos de clientes, Total líquido Colina Ville Emp. Imob. SPE Ltda. (*) Jardins Cajazeiras 100% 100% 100% 100% em função da relação entre as receitas contabilizadas e os valores recebidos; (iii) os custos de terrenos Provisão para créditos de liquidação duvidosa e baixa de contas a receber - Para o exercício findo Ondina Lodge Emp. SPE Ltda. (*) Costa España 50% 50% 50% 50% e de construção inerentes às respectivas incorporações são apropriados ao resultado utilizando-se o em 31 de dezembro de 2011, a Administração da Companhia mantém registrada perda estimada em Boulevard Emp. Imobiliários Ltda. (*) Max Home & Mall 70% 70% método do percentual de vendas de cada empreendimento, sendo esse percentual mensurado em ra- créditos de liquidação duvidosa no montante de R$ 315 (31 de dezembro de 2010, R$ 251) relativa a Figueiredo Emp. Imobiliários Ltda. Illuminato Residence 100% 100% 100% 100% zão da fração ideal das unidades vendidas dos respectivos empreendimentos. • Receitas com serviços, valores a receber de prestação de serviços a clientes de consultoria e corretagem imobiliária de sua OAS SPE-03 Emp. Imobiliários Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% demais receitas e despesas são apropriadas ao resultado do exercício de acordo com o regime de controlada OAS Imóveis. Para as demais contas a receber, a Administração considera desnecessária OAS SPE-04 Emp. Imobiliários Ltda. (*) Evolution 100% 100% 100% 100% competência. • As receitas de vendas e o contas a receber de clientes foram ajustados a valor presente a constituição de provisão em função da possibilidade de rescisão do contrato no caso de imóveis em construção ou de retomada dos imóveis no caso de empreendimentos concluídos. A exposição da OAS SPE-05 Emp. Imobiliários Ltda. (*) (**) 70% 70% 70% 70% em conformidade com a orientação OCPC-01 R1. q) Obrigações por compras de terrenos - As Companhia a riscos de crédito e a exposição de riscos de moeda e perdas por redução no valor recuOAS 06 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Altos do Butantã 100% 100% 100% 100% obrigações na aquisição de imóveis são reconhecidas pelos valores correspondentes às obrigações perável relacionadas às contas a receber de clientes e a outras contas estão divulgadas na Nota 24. 8. Guarapiranga 01 Emp. Imob. SPE Ltda. (*) Viva Guarapiranga contratuais assumidas. Em seguida, são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos, quanEstoques - São representados substancialmente pelo custo de formação de imóveis a serem vendidos, Park 01 100% 100% 100% 100% do aplicável, de encargos e juros proporcionais ao período incorrido até a data do balanço. As obriga- concluídos e em construção e terrenos para futuras incorporações, assim distribuídos: OAS 08 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Viva Guarapiranga Controladora Consolidado Park 02 100% 100% 100% 100% ções relacionadas com as permutas de terrenos por unidades a serem construídas estão mencionadas no item e. r) Tributação Correntes: • Controladora A Companhia é optante pelo lucro real como 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 OAS 09 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% (reclas.) (reclas.) OAS 10 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Parque Butantã 100% 100% forma de tributação do imposto de renda. Conforme facultado pela legislação fiscal vigente, o resultado na atividade de incorporação imobiliária é apurado pelo regime de competência, mas pago pelo regime Imóveis em construção 40.161 31.499 195.089 112.975 OAS 11 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 99% 100% 99% 3.874 3.867 9.968 6.384 OAS 12 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) N/A. 100% 100% de caixa. A base tributável é o lucro contábil ajustado pelas adições e exclusões admitidas pela legisla- Imóveis concluídos 45.868 49.045 200.805 198.310 OAS 13 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Ilhas D’ Itália 99% 99% 99% 99% ção fiscal. As alíquotas aplicáveis são de 15% para imposto de renda, sendo que há um adicional de Terrenos em estoque 444 1.958 6.804 7.322 OAS 14 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 99% 100% 99% 10% caso a base tributável exceda R$ 240 ao ano, e 9% para contribuição social sobre o lucro, vide Materiais para aplicação 2.032 5.213 20.262 15.483 OAS 16 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 99% 99% 99% 99% Nota 21. • Investidas - As SPE’s são tributadas pelo lucro presumido, à exceção das SPE´s Manhattan Adiant. a fornecedores 92.379 91.582 432.928 340.474 OAS 18 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 99% 100% 99% Comercial 01 e Residencial 01, que possuem os mesmos critérios de apuração do imposto de renda e Total 77.088 62.470 412.672 300.884 OAS 22 Emp. Imobiliários Ltda. (*) Concept 70% 99% 70% 99% contribuição social da Companhia. Qualificam-se para o regime de lucro presumido as sociedades cuja Ativo circulante 15.291 29.112 20.256 39.590 OAS 26 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% receita bruta total, no ano-calendário anterior, tenha sido igual ou inferior a R$ 48.000. No regime de Ativo não circulante Subsidiária Consolidada Empreendimento Percentual de participação lucro presumido, a base de cálculo do imposto de renda é calculada à razão de 8% e da contribuição Em 31 de dezembro de 2011, o montante de encargos financeiros capitalizados totaliza na controladora Capital Total Capital Votante social à razão de 12% sobre as receitas brutas de venda de imóveis e 32% sobre as receitas de pres- R$ 2.520 (31 de dezembro de 2010, R$ 1.043), e no consolidado R$15.326 (31 de dezembro 2010, R$ tação de serviços para ambos os tributos. Impostos sobre vendas As receitas de vendas e serviços 6.085), conforme apresentado na Nota 17. 9. Transações com partes relacionadas - A controladora Participação direta 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 imediata e final da Companhia é a OAS S.A. As transações entre a Companhia e suas controladas e OAS 27 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 50% 99% 50% 99% estão sujeitas aos seguintes impostos e contribuições, pelas seguintes alíquotas básicas: Lucro presumido Lucro real controladas em conjunto, que são suas partes relacionadas, foram eliminadas na consolidação. Os OAS 31 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Absoluto 99% 99% detalhes a respeito das transações entre a Companhia e partes relacionadas estão apresentados a OAS 34 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 99% 99% 99% 99% COFINS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade social 3,00% 7,60% seguir: 9.1 Recebíveis e empréstimos entre partes relacionadas OAS 51 Participações Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% 0,65% 1,65% Controladora Consolidado OAS 53 Participações Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% PIS - Programa de Integração Social 5,00% 5,00% 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 OAS 54 Participações Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% ISS - Imposto Sobre Serviços (reclas.) (reclas.) OAS 56 Empr. Imobiliários Ltda. (*) SIA 01 70% 99% 70% 99% Esses tributos são apresentados como deduções de vendas na demonstração do resultado. Os créditos Ativo não circulante 178.441 52.625 178.441 52.625 OAS 57 Empr. Imobiliários Ltda. (*) Rua 36 70% 99% 70% 99% decorrentes da não cumulatividade do PIS e COFINS são apresentados dedutivamente do custo dos OAS S.A. (a) Sibipiruna Emp. Imobiliários Ltda. (*) Smart 70% 70% 70% 70% produtos vendidos na demonstração do resultado. Na atividade de incorporação imobiliária é estabeleci- Manhattan Square Emp. 30.680 22.958 Ravello Incorporação SPE Ltda. (*) L`Orange 100% 100% 100% 100% do que a utilização dos créditos de PIS e COFINS seja obtida somente a partir da data da efetivação da Imob. Res. 01 SPE Ltda. Karagounis Participações S.A. (*) (**) 20% 20% 20% 20% venda. No caso de venda de unidades não concluídas a pessoa jurídica poderá optar pela utilização do Manhattan Square Emp. 44 2.349 IOTA Empr. Imobiliários Ltda. (*) (**) 27% 27% - credito presumido de PIS e COFINS em relação ao custo orçado. Esses creditos são realizados na pro- Imob. Com.01 SPE Ltda. Group I Project SCP (*) (**) 50% 50% - porção da receita relativa a venda da unidade imobiliária, a medida do recebimento.Diferidos - O imposto Manhattan Square Emp. de renda, a contribuição social sobre o lucro, o PIS e a COFINS diferidos são decorrentes da diferença Imob. Res.02 SPE Ltda. 113 102 Participação indireta 7 de Abril Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Jardins dos Girassóis 100% 100% 100% 100% entre os critérios societário (competência) e fiscal (caixa). O saldo de imposto de renda e contribuição Manhattan Square Emp. social sobre o lucro diferidos incluem também os efeitos dos impostos sobre as diferenças temporárias, Imob. Com. 02 SPE Ltda. 54 48 Marta Aguiar Res. Emp. Jardins Lauro Imob.SPE Ltda. (*) de Freitas 100% 100% 100% 100% prejuízo fiscal e base negativa, reconhecidos com base no histórico de realização. s) Reclassificações 7 de Abril Empreend. 43.048 38.967 OAS SPE-03 Emp. Imob. Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% - Determinados saldos do balanço patrimonial e da demonstração do resultado do exercício de 31 de Imob. SPE Ltda. OAS SPE-04 Emp. Imob. Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% dezembro de 2010 foram reclassificados para fins de comparabilidade, conforme demonstrado abaixo: Marta Aguiar Residencial Controladora Consolidado Emp. Imob. SPE Ltda. 9.569 7.575 Colina Ville Emp. Imob. SPE Ltda. (*) Jardins Cajazeiras 100% 100% 100% 100% Antes Depois Antes Depois OAS 23 Emp. Imob. Ltda. 402 OAS 06 Emp. Imob. SPE Ltda. (*) Altos do Butantã 100% 100% 100% 100% Ativo OAS 06 Emp. Guarapiranga 01 Emp. Imob. SPE Ltda. (*) Viva Guarapiranga Circulante Imob. SPE Ltda. 11.261 Park 01 100% 100% 100% 100% Caixa e equivalente de caixa (a) 11.602 199.600 211.202 Guarapiranga 01 Emp. OAS 08 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Viva Guarapiranga Estoque (b) 62.470 62.470 297.158 300.884 Imob. SPE Ltda. 8.475 Park 02 100% 100% 100% 100% Despesa antecipada (b) 6.318 6.318 12.140 8.413 OAS 08 Empreend. OAS 09 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% Outros 345.827 345.828 457.513 457.513 Imob. SPE Ltda. 4.311 OAS 10 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Parque Butantã 50% 100% 50% 100% 414.615 426.218 966.411 978.012 Colina Ville Empreend. Illuminato Residence Illuminato 70% 70% 70% 70% Não circulante Imob. SPE Ltda. 8.774 Figueiredo Emp. Imobiliários Ltda. N/A 100% 100% 100% 100% IRe contrib. social diferidos (c) 9.712 9.712 6.876 10.498 Figueiredo Empreend. Boulevard Emp. Imobiliários Ltda. (*) Max Home & Mall 35% 35% - Outros 448.425 448.424 180.347 180.347 Imob. Ltda. 15.185 OAS 11 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% 458.137 458.136 187.223 190.845 OAS 10 Empreend. OAS 12 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Piazzo de Roma 100% 100% Total do ativo 872.752 884.354 1.153.634 1.168.857 Imob. SPE Ltda. 4.896 OAS 13 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Ilhas de Itália 100% 100% 100% 100% Controladora Consolidado Ondina Lodge Empreend. OAS 14 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% Passivo Antes Depois Antes Depois SPE Ltda. 50 OAS 16 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% Circulante Total 315.253 124.624 178.441 52.675 OAS 17 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% Emp. e financiamentos (a) 138.413 150.015 164.430 176.032 Passivo não circulante OAS 18 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) (**) 100% 100% 100% 100% Outros 74.141 74.141 172.490 172.488 OAS S.A 16.516 OAS 31 Emp. Imobiliários SPE Ltda. (*) Absoluto 50% 99% 50% 99% 212.554 224.156 336.920 348.520 Imbuí I SPE Empreend. (*) Consolidação utilizando método proporcional. (**) SPE´s constituídas, mas sem empreendimentos lançados até 31 de dezembro de 2011. OAS Imóveis S.A. - A sociedade foi constituída em 16 de maio de Não circulante Imob. Ltda. 3.325 2008 e tem como objeto social (a) incorporação, administração e exploração de empreendimentos imobiliários; (b) construção, compra ou venda de imóveis; (c) locação de imóveis; (d) administração de bens Partes relacionadas (d) 909 909 459 50 Ondina Lodge Empreend. próprios ou de terceiros, inclusive imóveis; (e) consultoria ou corretagem imobiliária; (f) intermediação na contratação de empréstimos; (g) serviços de despachante para a contratação de financiamento bancário; Outras contas a pagar (d) 797 797 1.942 2.352 SPE Ltda. 913 909 50 (h) assessoria financeira para a análise de crédito; e, (i) participação em outras sociedades. Novo Humaitá Empreendimentos Imobiliários S.A. -A sociedade foi constituída em 04 de fevereiro de 2009, com IR e contrib. social diferidos (c) 9.289 9.289 16.278 19.900 Total 4.238 909 16.516 50 objeto social (a) a exploração da atividade de engenharia civil, inclusive desenvolvimento, gerenciamento, construção e execução de obras civis, por si ou por terceiros, (b) a compra de imóveis de terceiros e Outros 454.692 454.692 602.284 602.284 (a) Valores referentes a: (i) recebível sobre a venda do investimento Novo Humaitá para OAS S.A. no venda de imóveis próprios, (c) locação de bens móveis e imóveis, (d) a gestão e administração de bens imóveis e direitos a eles atinentes, (e) a constituição de direito real de superfície sobre imóveis próprios 465.687 465.687 620.963 624.586 montante de R$ 145.643, conforme Nota 12; (ii) saldo incorporado em 17 de dezembro de 2010 da e em favor de terceiros, (f) a gestão e administração de receitas oriundas da concessão do direito real de superfície a terceiros, (g) participação em outras sociedades, comerciais ou civis, como sócia, acionis- Patrimônio Líquido 194.511 194.511 195.751 195.751 Multicorp Patrimonial Ltda. registrado como mútuo no montante de R$ 52.625 (31 de dezembro de ta ou quotista. Em 1º de abril de 2011, a Companhia alienou a totalidade das ações que detinha da Novo Humaitá para a sua controladora, OAS S.A. (atual denominação da OAS Engenharia e Participações Total do passivo + PL 872.752 884.354 1.153.634 1.168.857 2010, R$ 52.625). Estes valores referem-se a conta corrente ativa, não possuem encargos financeiros S.A.), pelo montante de R$ 145.643, conforme Nota 12. Karagounis Participações S.A. - Em 20 de dezembro de 2010, a Companhia adquiriu de terceiros a totalidade das ações da Karagounis Participações Controladora Consolidado e serão recebidos em 10 parcelas anuais de R$ 19.827. Em 15 de dezembro de 2011, a Companhia S.A. (“Karagounis”) e promoveu a alteração do seu objeto social para realizar atividades de gestão e exploração do seu patrimônio imobiliário na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, diretamente ou Antes Depois Antes Depois quitou a obrigação referente a aquisição de Transcon no montante de R$ 1.574 (nota 9.2 (c)) e receatravés de SPE’s, compreendendo, sem limitação: (a) compra, venda, permuta, locação, arrendamento, desenvolvimento, construção, edificação, e incorporação de bens imóveis; (b) aquisição, contratação ou Lucro bruto (prej.) operacional (39.697) (39.697) 103.667 103.667 beu o valor líquido de R$ 18.253. Os demais saldos referem-se a mútuos da Companhia com suas outorga de direitos associados, tais como direito de superfície, dentre outros. Em 27 de dezembro de 2010, o Fundo de Investimento Imobiliário Caixa Desenvolvimento Imobiliário (“FII”) firmou Acordo de Inves- Receitas (desp.) operacionais timento com a Companhia. Através do acordo, o FII subscreveu e integralizou ações representativas de 80% do seu capital social total e votante da Karagounis Participações S.A. Esta operação decorreu da Gerais e administrativas (e) (82.850) (78.434) (88.688) (84.270) controladas originados em função da necessidade de caixa das controladas para o desenvolvimento assinatura de acordo de acionistas datado de 27 de dezembro de 2010 entre a Companhia e o FII determinando o controle compartilhado da Karagounis. IOTA Empreendimento Imobiliário S.A. - Em 29 de Vendas (e) (8.009) (12.425) (21.762) (26.180) das suas respectivas atividades. Estes mútuos estão sujeitos a encargos financeiros de acordo com as transações pactuadas com as partes e são compatíveis com a prática de mercado. No exercício findo abril de 2011, a Companhia adquiriu 37,5% das ações da IOTA Empreendimentos Imobiliários S.A., sociedade que terá como objeto a compra, venda e a incorporação imobiliária, bem como a participação em Outras receitas e despesas 151.343 151.343 36.772 36.772 em 31 de dezembro de 2011, foram registradas receitas financeiras decorrentes dos juros sobre mútuos outras sociedades ou empreendimentos, na qualidade de sócia, acionista ou quotista, para exploração da atividade relacionada ao seu objeto. Em 31 de dezembro de 2011, a participação da Companhia na Lucro (prejuízo) antes das no montante de R$ 10.127 na controladora. 9.2 Transações comerciais - A seguir estão demonstradas sociedade é de 27,27%, conforme nota 31 (b). Sociedades de Propósito Específico (demais investidas) - As demais sociedades investidas têm propósitos específicos de realização de incorporações e coreceitas e desp. financeiras 20.787 20.787 29.989 29.989 mercialização de empreendimentos imobiliários. 3. Base de Preparação das Demonstrações Financeiras - A emissão das demonstrações financeiras individuais e consolidadas foi autorizada pelos acionistas Resultado financeiro (13.337) (13.337) (10.272) (10.272) as operações comerciais entre a Companhia e suas controladas e controladas em conjunto: Controladora Consolidado e administradores em 09 de março de 2012. a) Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do CPC) - As demonstrações financeiras individuais foram preparadas de acordo IR e contrib. social cor. e difer. 14.980 14.980 3.953 3.953 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem os Pronunciamentos, Orientações e Interpretações emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”). As demonstrações financei- Lucro líq. (prej.) do exercício 22.430 22.430 23.670 23.670 ras consolidadas foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil que compreendem os Pronunciamentos, Orientações e Interpretações emitidos pelo CPC e estão em conformidade (a) Reclassificação de saldos relacionados a contas garantidas; (b) Reclassificação de saldos de des- Ativo circulante com as normas internacionais de contabilidade (International Financial Reporting Standard – IFRS) aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária incluindo a Orientação OCPC-04 e aplicação da Interpre- pesa antecipada para conta de imóveis em construção; (c) Reclassificação de saldos de imposto de Contas a receber (a) Manhattan Square Emp. tação Técnica ICPC-02 às Entidades de Incorporação Imobiliária Brasileiras – no que diz respeito ao reconhecimento de receitas e respectivos custos e despesas decorrentes de operações de incorporação renda e contribuição social diferidos que não podem ser compensados entre entidades distintas. (d) Imob. Res.01 SPE Ltda. 13 imobiliária durante o andamento da obra (método do percentual de conclusão – POC). Nas demonstrações contábeis individuais, os investimentos em controladas estão avaliados pelo método de equivalência patrimonial, mas para fins das normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB, deveriam ser avaliados pelo custo ou valor justo. Desta forma, essas demonstrações financeiras não são consideradas Reclassificação de saldos relativos a terceiros não ligados ao grupo; (e) Reclassificação de saldo de Manhattan Square Emp. Imob. Com. 01 SPE Ltda. 10 como estando conforme as IFRSs, que exigem a avaliação desses investimentos nas demonstrações separadas da controladora pelo seu valor justo ou pelo custo. b) Base de mensuração - As demonstrações despesas gerais e administrativas para despesas com vendas. 5. Caixa e Equivalentes de Caixa Controladora Consolidado Patamares 1 Emp. financeiras individuais e consolidadas foram preparadas com base no custo histórico, exceto pela valorização de certos ativos e passivos como instrumentos financeiros, os quais são mensurados pelo valor 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Imob. SPE Ltda. 4 justo. c) Moeda funcional e moeda de apresentação - As demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações (reclas.) (reclas.) City Park Brotas Emp. financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma. d) Uso de estimativa e julgamento - A preparação das demonstrações financeiras indi24.027 2.820 54.850 19.077 Imob. SPE Ltda. 1 viduais e consolidadas, de acordo com as normas IFRS e as normas CPC, exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores re- Caixa e bancos City Park Acupe Emp. portados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de maneira contínua. Revisões com relação às estimativas con- Aplicações financeiras 5.060 8.782 48.591 192.125 Imob. SPE Ltda. 1 tábeis são reconhecidas no período em que as mesmas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas quanto às premissas e estimativas que possuam um risco Certificados de Depósito Bancário - CDB Total 29.087 11.602 103.441 211.202 Acupe Exclusive Emp. significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício estão relacionadas, principalmente, aos seguintes aspectos: determinação de taxas de desconto a valor presente utilizadas na men1 suração de certos ativos e passivos de curto e longo prazo, provisões para contingências fiscais, cíveis e trabalhistas e provisões para garantias (passivos eventuais), custo orçado dos empreendimentos, e a Em 31 de dezembro de 2011, os CDBs foram remunerados por taxas que variaram entre 75% e 101,5% Imob. SPE Ltda. (99,5% e 101% em 31 de dezembro de 2010) do Certificado de Depósito Interbancário CDI. Os CDBs Ondina Lodge Emp. elaboração de projeções para realização de imposto de renda e contribuição social diferidos, as quais, apesar de refletirem o julgamento da melhor estimativa possível por parte da Administração da Companhia 2.824 12 e de suas controladas, relacionadas à probabilidade de eventos futuros, podem eventualmente apresentar variações em relação aos dados e valores reais. e) Pronunciamentos do IFRS revisados em 2011 são classificados pela Administração da Companhia e de suas controladas e controladas em conjunto SPE Ltda. - Em 2011 o Comitê de Pronunciamentos Contábeis revisou os seguintes pronunciamentos: CPC/ICPC Número - Sumário: CPC 00 Pronunciamento Conceitual Básico - CPC 15 Combinação de Negócios - na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa”, por serem considerados ativos financeiros com possibilidade Città Ville SPE 1 CPC 19 Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto - CPC 20 Custos de Empréstimos - CPC 26 Apresentação das Demonstrações Contábeis - ICPC 01 Contratos de Concessão. Tais revisões de resgate imediato e sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. A exposição da Compa- Empreend. Imob. Ltda. dos pronunciamentos e da interpretação não impactaram as demonstrações financeiras da Companhia. f) Pronunciamentos do IFRS ainda não em vigor em 31 de dezembro de 2011 - Em junho de 2011, nhia a riscos de taxas de juros e uma análise de sensibilidade para ativos e passivos financeiros são Città Ipitanga SPE Emp. Imobiliários Ltda. 7 11 o International Accounting Standards Board - IASB emitiu os pronunciamentos contábeis: IFRS 9 Instrumentos Financeiros, IFRS 10 Demonstrações Financeiras Consolidadas, IFRS 11 Operações Conjuntas divulgadas na Nota 24. 6. Aplicações Financeiras Controladora Consolidado Imbuí I SPE Empreend. e o IFRS 12 Divulgação de participação em outras entidades, tais pronunciamentos terão adoção obrigatória a partir de 01/01/2013. Enquanto aguarda a aprovação das normas internacionais pelo Comitê de 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Imobiliarios Ltda. 10 Pronunciamentos Contábeis Brasileiros, a Companhia está procedendo a sua análise sobre os impactos desses novos pronunciamentos em suas demonstrações financeiras. 4. Principais Políticas Contábeis 70.290 160.014 87.458 206.155 Città Itapuã Empreend. - As principais políticas contábeis adotadas pela Companhia e suas controladas na elaboração das demonstrações financeiras são: a) Base de consolidação - As demonstrações financeiras consolidadas Caixa Econ. Federal (a) 75 75 Imobiliários SPE Ltda. 84 5 compreendem a Companhia, suas controladas e suas controladas em conjunto, criadas para o propósito específico de desenvolvimento do empreendimento imobiliário através de SPEs, e foram preparadas de Outros títulos 70.365 160.014 87.533 206.155 Figueiredo Empreend. acordo com os seguintes principais critérios: (i) eliminação dos saldos entre as empresas objeto da consolidação; (ii) eliminação dos investimentos entre as empresas consolidadas contra o respectivo patrimô- Total 41.447 146.234 58.615 192.375 Imobiliarios Ltda. 4 nio líquido da empresa investida; (iii) eliminação das receitas e despesas decorrentes de negócios entre as empresas consolidadas; (iv) eliminação do lucro nos estoques, quando aplicável, oriundo de vendas Ativo circulante 28.918 13.780 28.918 13.780 Sibipiruna Empreend. entre as empresas consolidadas; e (v) cálculo de participação de acionistas minoritários no patrimônio líquido e no resultado consolidado, quando relevante. A Companhia apresenta suas participações em Ativo não circulante a 7 entidades controladas em conjunto (“joint ventures”), nas suas demonstrações financeiras consolidadas, usando o método de consolidação proporcional. Foram eliminadas as parcelas correspondentes aos (a) Esta aplicação encontra-se vinculada à 1 emissão de debêntures simples, não conversíveis em Imobiliários Ltda. 2.922 73 saldos proporcionais dos ativos e passivos, bem como as receitas e despesas decorrentes de transações entre as sociedades. Diferenças de práticas contábeis entre as controladas e a controladora, quando ações de emissão da Companhia, conforme Nota 16. A liberação desta aplicação financeira para utili- Total contas a rec. (Nota 7) aplicável, são ajustadas às práticas contábeis da controladora, para fins de consolidação. b) Caixa e equivalentes de caixa - Incluem saldos de caixa e saldos positivos em contas bancárias que possuem li- zação nos empreendimentos acompanha critérios definidos em contrato junto ao banco, em função de Outras contas a rec. (b) 746 746 quidez imediata, e estão apresentados ao seu valor de mercado, que equivale ao seu valor contábil das datas dos balanços e com risco insignificante de mudança de seu valor de mercado. Portanto, um inves- garantias exigidas a exemplo de hipotecas sobre terrenos, direitos creditórios, execução das obras etc. Ravello Incorp. SPE Ltda. 3.668 819 timento normalmente qualifica-se como equivalente de caixa somente quando tem vencimento de curto prazo, por exemplo, três meses ou menos, a contar da data da aquisição. c) Aplicações financeiras - As As aplicações financeiras possuem remuneração pela variação do certificado de depósito interbancário Total Controladora Consolidado demais aplicações financeiras que não se qualificam como caixa e equivalentes de caixa foram classificadas como investimentos mantidos até o vencimento e são mensurados pelo custo amortizado utilizando CDI a percentuais que variam de 99,5% a 101% com prazo de resgate equivalente ao da liquidação das 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 o método de taxa de juros efetiva, deduzido de eventuais reduções em seu valor recuperável, quando aplicável. As aplicações financeiras estarão liberadas para utilização nos empreendimentos quando a debêntures conforme Nota 16. A exposição da Companhia a riscos de taxas de juros e uma análise de Passivo circulante Companhia apresentar as garantias bancárias exigidas conforme contrato assinado junto ao banco, conforme Nota 6. d) Contas a receber de clientes e provisão para créditos de liquidação duvidosa - Os sensibilidade destes ativos estão divulgadas na Nota 24. 7. Contas a Receber de Clientes Controladora Consolidado Outras obrigações (c) créditos a receber de clientes (circulante e não circulante) apresentados como contas a receber são provenientes das vendas de unidades imobiliárias e prestação de serviços de gestão e assessoria imobiliá31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 OAS S.A. 1.574 1.574 ria e empreitada, sendo o valor do saldo devedor dos contratos atualizado monetariamente em conformidade com suas respectivas cláusulas de reajuste e descontado a valor presente. A provisão para créditos Obrigações por de liquidação duvidosa, quando necessária, é constituída em montante considerado suficiente pela Administração, considerando os riscos envolvidos, para cobrir as perdas prováveis na realização dos créditos. Clientes p/incor. de imóv. 25.522 25.848 85.233 41.508 compra de imóveis (d) Pelo fato do saldo de contas a receber da Companhia e controladas de unidades imobiliárias estarem garantidos por seus correspondentes imóveis vendidos como garantia real sobre estes, exceto quando da Obras concluídas 60.322 109.368 270.280 236.434 CFA Engenharia e Partic. 7.090 19.982 8.910 19.982 prestação de serviço de assessoria imobiliária, a Administração da Companhia entende que não há necessidade de constituição de provisão para devedores duvidosos. Para os créditos decorrentes de contra- Obras em construção Total 7.090 21.556 8.910 21.556 tos de venda de unidades não concluídas (em construção) são aplicados os critérios de apuração do resultado de incorporação descritos na orientação OCPC-01 R1 “Entidades de Incorporação Imobiliária”, Dupl. a rec.(serv. prest.) 2.922 73 1.615 Passivo não circulante que trata de entidades de incorporação imobiliária e descritas no tópico “Apuração do resultado de incorporação e venda de imóveis e outros”. Os montantes referentes à atualização monetária dos valores a Partes relacionadas 175 322 45.676 898 Obrigações para receber são registrados no resultado do exercício, na rubrica “Receita de venda de imóveis” até a entrega das chaves e como “Receitas financeiras” (juros ativos) após a entrega das chaves. e) Estoques - In- Demais clientes compra de imóveis (d) 88.941 135.611 402.804 278.840 cluem os imóveis em construção pelo custo incorrido durante a fase de construção dos empreendimentos, unidades concluídas e terrenos. Os saldos em aberto nas datas de encerramento dos exercícios não Subtotal 1.820 2.324 14.500 2.324 excedem os respectivos valores líquidos de realização. A Companhia e suas controladas adquirem parte dos terrenos através de operações, nas quais, em troca dos terrenos adquiridos, compromete-se a: i) (-) Prov. p/créd.de liq. duvid. (315) (251) CFA Engenharia e Partic. Construtora OAS Ltda. 7.043 7.043 entregar unidades imobiliárias de empreendimentos em construção; ou - ii) entregar o percentual da parcela de contas a receber provenientes das vendas das unidades imobiliárias dos empreendimentos. De (-) Ajuste a valor presente (637) (1.649) (9.971) (8.316) Total 1.820 9.367 14.500 9.367 acordo com a orientação OCPC-01 R1, na existência de permutas de unidades imobiliárias que não tenham a mesma natureza e valor, esta é considerada uma transação com substância comercial e, portanto, Total 88.304 133.962 392.518 270.273 Controladora gera ganho ou perda. A Companhia e suas controladas contabilizam a permuta pelo valor justo, como um componente de estoque de terrenos a comercializar, em contrapartida a obrigações por compra de Ativo circulante 78.098 118.937 284.370 212.436 Receita de prestação de serviços (a) 31/12/2011 31/12/2010 imóveis no passivo, no momento da assinatura do instrumento particular ou do contrato relacionado à referida transação. Os juros dos empréstimos e financiamentos diretamente ligados aos empreendimentos Ativo não circulante 10.206 15.025 108.148 57.837 275 1.719 imobiliários são capitalizados como custo dos imóveis a comercializar quando as atividades necessárias para preparar o imóvel para comercialização e/ou construção estão em progresso. Os juros capitalizados Os valores relativos a contas a receber de imóveis com obras concluídas são garantidos pelos próprios Manhattan Square Emp. Imob. Res. 01 SPE Ltda. 224 756 são apropriados ao resultado observando o mesmo critério adotado para reconhecimento dos custos das unidades vendidas. A classificação de terrenos entre circulante e não circulante é realizada pela Admi- imóveis negociados. De acordo com as cláusulas contratuais, estes recebíveis são atualizados pelo Manhattan Square Emp. Imob. Com. 01 SPE Ltda. 2.149 102 nistração com base na expectativa de prazo do lançamento dos empreendimentos imobiliários. A Administração revisa periodicamente as estimativas de lançamentos. f) Imobilizado - É registrado pelo custo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), mais juros de 12% ao ano. O ajuste a valor presente foi Patamares 1 Empreendimentos Imob. SPE Ltda. 781 20 de aquisição e construção, deduzidos da depreciação calculada pelo método linear, com base nas taxas mencionadas na Nota 13. Em linha com a orientação do OCPC-01 R1, os gastos incorridos com a calculado sobre as unidades não concluídas, conforme CPC 12 e orientação OCPC-01 R1, utilizando- City Park Acupe Empreendimentos Imob. SPE Ltda. 565 30 construção dos estandes de vendas, apartamentos-modelo e respectivas mobílias, passam a incorporar o ativo imobilizado da Companhia e de suas controladas e a depreciação está registrada no resultado se como base para os anos de 2011 e 2010 a taxa de juros para remuneração de títulos públicos, Acupe Exclusive Empreendimentos Imob. SPE Ltda. 1.483 29 do exercício na rubrica de despesas com vendas. As taxas de depreciação utilizadas pela Companhia e suas controladas refletem adequadamente a melhor estimativa de vida útil-econômica para os bens do NTN-B - Nota do Tesouro Nacional, indexados pelo IPCA. Contas a receber por idade de vencimento: City Park Brotas Empreendimentos Imob. SPE Ltda. Ondina Lodge Empreendimentos SPE Ltda. 3.218 233 ativo imobilizado. g) Intangível - Gastos com softwares são registrados pelo custo de aquisição, representado basicamente pelos gastos com o software de informática, deduzido da amortização acumulada. Os Controladora Consolidado Città Ville SPE Empreendimentos Imobiliários Ltda. 729 173 ativos intangíveis com vida útil definida são amortizados de acordo com sua vida útil econômica estimada e, quando são identificadas indicações de perda de seu valor recuperável, submetidos a teste para 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Città Ipitanga SPE Empreendimentos Imobiliários Ltda. 484 11.966 análise de perda no seu valor recuperável. h) Avaliação do valor recuperável dos ativos - No final de cada exercício, a Companhia revisa o valor contábil de seus ativos tangíveis e intangíveis de vida útil Títulos a vencer 50.909 114.239 338.605 248.792 Imbuí I SPE Empreendimentos Imobiliarios Ltda. 77 7.781 definida para determinar se há alguma indicação de que tais ativos sofreram alguma perda por redução ao valor recuperável. Se houver tal indicação, o montante recuperável do ativo é estimado com a finalida- Títulos venc. até 30 dias 189 14.227 14.747 16.213 Città Itapuã Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda. 2.735 6.458 de de mensurar o montante dessa perda, se houver. Quando não for possível estimar o montante recuperável de um ativo individualmente, a Companhia calcula o montante recuperável da unidade geradora de Tít. venc. de 31 a 60 dias 30.040 1.257 30.965 3.697 Sibipiruna Empreendimentos Imobiliários Ltda. 64 caixa à qual pertence o ativo. Quando uma base de alocação razoável e consistente pode ser identificada, os ativos corporativos também são alocados às unidades geradoras de caixa individuais ou ao menor Tít. venc.de 61 a 90 dias 590 337 2.120 744 Boulevard Empreendimentos Imobiliários Ltda. 87 grupo de unidades geradoras de caixa para o qual uma base de alocação razoável e consistente possa ser identificada. O montante recuperável é o maior valor entre o valor justo menos os custos na venda ou Tít. venc. de 91 a 180 dias 2.529 2.503 7.502 3.952 Figueiredo Empreendimentos Imobiliarios Ltda. 84 25 o valor em uso. Na avaliação do valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao valor presente pela taxa de desconto, antes dos impostos, que reflita uma avaliação atual de mercado do Tít. venc.de 181 a 360 dias 2.905 2.498 5.092 3.410 Total das receitas de prestação de serviços 12.955 29.292 valor da moeda no tempo e dos riscos específicos do ativo para o qual a estimativa de fluxos de caixa futuros não foi ajustada. Se o montante recuperável de um ativo (ou unidade geradora de caixa) calculado Tít. venc. a mais de 360 dias 1.779 550 3.773 2.032 (a) Trata-se de receita e contas a receber com prestação de serviços de gerenciamento financeiro e for menor que seu valor contábil, o valor contábil do ativo (ou unidade geradora de caixa) é reduzido ao seu valor recuperável. A perda por redução ao valor recuperável é reconhecida imediatamente no resul- Subtotal 88.941 135.611 402.804 278.840 empreitada para empreendimentos imobiliários de controladas da Companhia. (b) Trata-se de pagatado. Quando a perda por redução ao valor recuperável é revertida subsequentemente, ocorre o aumento do valor contábil do ativo (ou unidade geradora de caixa) para a estimativa revisada de seu valor recu- Prov. p/créd. de liq. duvid. (315) (251) perável, desde que não exceda o valor contábil que teria sido determinado caso nenhuma perda por redução ao valor recuperável tivesse sido reconhecida para o ativo (ou unidade geradora de caixa) em Aj. a valor presente - AVP (637) (1.649) (9.971) (8.316) mentos de despesas efetuados pela Companhia no processo de aquisição da controlada. (c) Trata-se de aquisição de cessão de crédito relativa à Transcon - Transferência do Direito de Construir, junto à exercícios anteriores. A reversão da perda por redução ao valor recuperável é reconhecida imediatamente no resultado. i) juste a valor presente de ativos e passivos - Os saldos de contas a receber a prazo Total 88.304 133.962 392.518 270.273 Prefeitura do Salvador, conforme Nota 11. (d) Trata-se de saldo de obrigações por compra de terrenos de unidades não concluídas e de fornecedores (obrigações por compra de imóveis) foram calculados considerando o prazo até a entrega das chaves dos imóveis comercializados, utilizando como base a taxa A composição da parcela de longo prazo, por ano de vencimento, é demonstrada a seguir: Controladora 31/12/2010 (reclas.) 426.218 11.602 146.234
Consolidado 31/12/2010 (reclas.) 978.012 211.202 192.375
Controladora 31/12/2010 (reclas.) 224.156 8.050 150.015 7.529 20.010 1.515 5.779 21.868
Consolidado 31/12/2010 (reclas.) 348.520 18.936 176.032 7.529 22.128 15.163 20.712 43.605
>>>Continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
28 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 27 de abril de 2012
>>>Continuação 10. Impostos a Recuperar
adquiridos junto a partes relacionadas, líquidos do efeito de ajuste a valor presente. 9.3 Remuneração do pessoal-chave da administração - A remuneração do pessoal-chave da administração, representado pela Diretoria Executiva da Companhia, foi fixada em até R$ 540 conforme registrado em Ata de Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de 30 de abril de 2011. Na mesma data, os membros desta Diretoria renunciaram ao direito de remuneração, através de carta endereçada aos acionistas. 9.4 Avais e garantias - A Companhia possui as seguintes garantias: a) Recebidas de partes relacionadas Parte relacionada Tipo de garantia 31/12/2011 31/12/2010 OAS S.A. Aval 644.571 714.899 Construtora OAS Ltda. Aval 24.258 7.000 Total 668.829 721.899 b) Concedidas a partes relacionadas Parte relacionada Tipo de garantia 31/12/2011 31/12/2010 OAS 17 Emp. Imob. SPE Ltda. Aval 25.100 25.100 Ravello Emp. Imob. SPE Ltda. Aval 1.676 Sibipiruna Emp. Imob. Ltda. Aval 1.901 Total 28.677 25.100
OAS Imóveis S.A. Novo Humaitá Empr. Imob. S.A. Città Ville SPE Empr. Imobiliários Ltda. Città Ipitanga SPE Empr. Imobiliários Ltda. Imbuí I SPE Empr. Imob. Ltda. Città Itapuã Empr. Imobiliários SPE Ltda. Graça Empr. Imob. SPE Ltda. Manhattan Square Empr. Imob. Res. 01 SPE Ltda. Manhattan Square Empr. Imob. Com. 01 SPE Ltda. Manhattan Square Empr. Imob. Res. 02 SPE Ltda.
Manhattan Square Empr. Imob. Com. 02 SPE Ltda. City Park Acupe Empr. Imob. SPE Ltda. Acupe Exclusive Empr. Imob. SPE Ltda. City Park Brotas Empr. Imob. SPE Ltda. Patamares 1 Empr. Imob. SPE Ltda. 7 de Abril Empr. Imob. SPE Ltda. Marta Aguiar Residencial Empr. Imob. SPE Ltda. Colina Ville Empr. Imob. SPE Ltda. Ondina Lodge Empr. SPE Ltda. Boulevard Empr. Imob. Ltda. Figueiredo Empr. Imob. Ltda. OAS SPE-03 Empr. Imobiliários Ltda. OAS SPE-04 Empr. Imobiliários Ltda. OAS SPE-05 Empr. Imobiliários Ltda. OAS 06 Empr. Imob. SPE Ltda. Guarapiranga 01 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 08 Empr. Imob. SPE Ltda. OAS 09 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 10 Empr. Imob. SPE Ltda. OAS 12 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 11 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 17 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 51 Participações Ltda. OAS 53 Participações Ltda. OAS 54 Participações Ltda. Sibipuruna Emp. Imobiliários Ltda. Ravello Incorporação SPE Ltda. Karagounis Participações S.A. OAS 13 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 14 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 16 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 18 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 22 Empr. Imobiliários Ltda. OAS 26 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 31 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 34 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 27 Empr. Imobiliários SPE Ltda. OAS 56 Empr. Imobiliários Ltda. OAS 57 Empr. Imobiliários Ltda. IOTA Empr. Imobiliários Ltda. Group I Project SCP Outros investimentos TOTAL
Participação 100% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50%
Participação 50% 50% 50% 50% 50% 100% 100% 100% 50% 100% 100% 100% 70% 100% 100% 100% 100% 99% 100% 100% 100% 100% 70% 100% 20% 99% 99% 99% 99% 70% 100% 99% 50% 70% 70% 27.27% 50% -
Controladora 31/12/2010 2.286 11.017
31/12/2011 31/12/2011 PIS a recuperar (a) 1.992 3.157 COFINS a recuperar (a) 9.066 13.896 IR e CSLL retido na fonte a compensar 223 471 IRPJ e CSLL (b) 2.929 4.750 3.686 4.757 Outros 676 1.808 1.120 2.435 Total 14.886 19.861 22.330 23.717 (a) O PIS e a COFINS a recuperar são relativos aos créditos oriundos principalmente na aquisição de insumos e na contratação de serviços de pessoas jurídicas. A recuperação dos mesmos é realizada à medida dos recebimentos de clientes, conforme Nota 4; (b) Refere-se a saldos negativos de IR e CSLL oriundos de impostos retidos. 11. Títulos a Receber - A Companhia adquiriu em 2009, 68.232,00 m2 Dados das investidas Em 31/12/2011 Patrim. líq. (passivo a Result. do descoberto) período (212) (3.740) 19.540 (466) 12.270 1.046 9.248 (358) 11.162 (14.858) 1.902 (20) (22.372) (20.386) 14.294 3.924 2.844 (220) Dados das investidas Em 31/12/2011 Patrim. líq. (passivo a Result. do descoberto) período 1.596 (102) 1.806 268 154 (208) 914 258 12.752 5.670 1.111 (3.510) 801 (1.989) 1.944 627 13.466 8.274 10.713 4.366 8.050 (335) 3.067 (515) 393 400 10.482 (536) 10.775 2.630 2.231 887 4 (528) 106 (19) 1.712 (439) 10.879 (1) 16.370 (1) 614 (34) 13.616 8.236 4.310 348 292.332 6.139 (3.314) (3.258) 339 (500) (6) 899 (103) 1.792 1.792 51.223 45.029 (241) (241) (868) (868) (119) (119) (126) (126) 1.344 (2.927) 11.112 3.464 -
Ações/ cotas possuídas 10.000 7.208.350 10.136.187 9.692.141 8.274.941 1.034.921 50.000 5.432.299 1.429.257 Ações/ cotas possuídas 741.059 680.700 534.500 940.976 3.335.922 6.774.769 4.549.743 2.101.090 2.870.536 3.485.713 8.433.173 3.608.362 700 13.584.064 8.622.240 1.575.335 644.484 213.084 2.258.681 10.880.000 16.371.000 648.000 7.000 4.170.705 144 990 832.932 990 1.063.298 700 6.195.531 990 1.000 700 700 1.222.625 3.493.649 -
Karagounis S.A. e Novo Humaitá S.A. (Operação Grêmio) - Em 5 de setembro de 2008, a Construtora OAS Ltda. (“Construtora OAS”) e a Federação dos Círculos Operários do Estado do Rio Grande do Sul-FCOPS (“Federação”) firmaram Promessa de Compra e Venda para a aquisição de 311.128 m² do terreno situado no bairro Humaitá em Porto Alegre/RS (“Imóvel Humaitá”). Em 18 de dezembro de 2008, a Construtora OAS firmou contrato com o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (“Grêmio”), que prevê: (i) construção de um novo estádio de futebol (“Arena”) no Imóvel Humaitá, (ii) a constituição de uma empresa proprietária com o objetivo de adquirir o Imóvel Humaitá e destacar o Imóvel da Arena do Imóvel Humaitá com o intuito de desenvolver empreendimentos imobiliários e, (iii) constituir em favor de uma empresa superficiária o direito real de superfície sobre o Imóvel Arena (“Direito de Superfície”) durante os vinte anos após a conclusão de suas obras, quando então será transferido ao Grêmio. Em contrapartida, o Grêmio se compromete a transmitir a Construtora OAS a propriedade dos imóvéis localizados no Bairro de Azenha (“Imóvel Azenha”), que serão destinados a empreendimentos residenciais. Em 04 de fevereiro de 2009 foram constituídas as empresas Novo Humaitá Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Novo Humaitá”) e Arena Porto-Alegrense S.A (“Arena Porto-Alegrense”) com o objetivo de desempenhar os papéis de empresa proprietária e superficiária, respectivamente. Em 20 de agosto de 2009, através do Instrumento Particular de Cessão de Posição Contratual e Outras Avenças, a Construtora OAS Ltda. cedeu a Novo Humaitá sua posição no contrato firmado em 5 de setembro de 2008, conforme mencionado acima, transferindo a esta última a íntegra dos seus direitos e obrigações. O direito de superfície constituído pela Novo Humaitá será transferido para a Arena Porto-Alegrense. Em 1o de dezembro de 2010, a controladora OAS S.A. que detinha 99,99% de participação na Novo Humaitá, aportou suas 1.250.999 ações na Companhia, que passou a deter a totalidade das ações. Em 20 de dezembro de 2010, a Companhia adquiriu de terceiros a totalidade das ações da Karagounis Participações S.A.(“Karagounis”). A Companhia promoveu a alteração do objeto social da Karagounis para adequá-la ao propósito específico de realizar atividades de gestão e exploração do seu patrimônio imobiliário na Cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, diretamente ou através de SPE´s, e desenvolver os empreendimentos imobiliários conforme contrato firmado em 18 de dezembro de 2008 entre a Construtora OAS e o Grêmio. Em 27 de dezembro de 2010, o Fundo de Investimento Imobiliário Caixa Desenvolvimento Imobiliário (“FII”) firmou Acordo de Investimento (“Acordo de investimento”) com a Companhia tendo como intervenientes anuentes a Karagounis, OAS S.A. e OAS Investimentos S.A. O FII, tendo interesse em investir na Karagounis, subscreveu e integralizou ações representativas de 80% do seu capital social total e votante. O acordo de acionistas reflete os entendimentos em relação a controle, à administração e operação da Karagounis, bem como os direitos de cada uma das partes, passando a ter efeito após a subscrição das ações, quando o FII passou a deter controle compartilhado das operações da Karagounis em conjunto com a Companhia. O acordo de investimento prevê a obrigação de a Karagounis adquirir os imóveis da Novo Humaitá para a realização de gestão e exploração do seu patrimônio imobiliário. O FII integralizou quatrocentas e três ações ordinárias da Karagounis pelo valor total de R$ 210.000 (duzentos e dez milhões de reais), dos quais R$ 403 (quatrocentos e três reais) foram destinados a conta capital e R$ 209.999.597 (duzentos e nove milhões novecentos e noventa e nove mil quinhentos e noventa e sete reais) foram destinados à conta de reserva de capital, a título de ágio na emissão de ações. Em 28 de dezembro de 2010, a Novo Humaitá Empreendimentos Imobiliários S.A. alienou o Imóvel Arena e Imóvel Residencial Humaitá para a Karagounis por um preço total variável entre R$ 160.000 e R$ 180.000, auferindo um lucro líquido no montante de R$ 131.528, conforme demonstrado abaixo: 31/12/2010 Valor da venda do terreno 160.000 (-) impostos sobre venda (5.840) Receita liquida 154.160 (-) custo do terreno vendido (17.706) (-) tributos sobre a venda (IR e CSLL) (4.926) Lucro na operação 131.528 A primeira parcela fixa foi paga no valor de R$ 160.000 no dia 29 de dezembro de 2010. O valor desse terreno estava condicionado a um novo laudo de avaliação. Por se tratar de um lucro auferido na venda de ativos entre empresas do grupo, a Companhia eliminou o efeito do lucro não realizado proporcional à sua participação na Karagounis (20%), no montante de R$ 26.305. Em 30 de junho de 2011, com base no novo laudo de avaliação emitido pela CB Richard Ellis Ltda. em 24 de junho de 2011, fixou-se o valor definitivo do terreno em R$ 177.500. Dessa forma, a Karagounis efetuou um pagamento adicional referente à aquisição dos imóveis Arena e Residencial Humaitá no valor de R$ 17.500. Esse montante compõe o lucro líquido na venda do Imóvel Arena e Imóvel Residencial Humaitá para a Karagounis. Na mesma data, o FII integralizou cento e setenta e duas ações ordinárias da Karagounis pelo valor total de R$ 87.500 (oitenta e sete milhões e quinhentos mil reais), dos quais R$ 172 (cento e setenta e dois reais) foram destinados à conta de capital e R$ 87.499.828 (oitenta e sete milhões quatrocentos e noventa e nove mil e oitocentos e vinte e oito reais) foram destinados à conta de reserva de capital, a título de ágio na emissão de ações. A Companhia integralizou quarenta e três ações ordinárias pelo valor total de R$ 43 (quarenta e três reais), totalmente destinado à conta de capital da Karagounis. De acordo com o CPC 19 - Investimento em empreendimento controlado em conjunto (Joint Venture), no caso de aporte de capital na forma de ativos ou venda de ativos para o empreendimento controlado em conjunto, o reconhecimento de qualquer ganho ou perda proveniente dessa transação deve refletir sua essência. A interpretação que corresponde à SIC 13 do IASB, parte integrante do CPC 19, determina que, ao aplicar esse conceito a contribuições não monetárias a um empreendimento controlado em conjunto em troca de participação patrimonial no empreendimento, o investidor reconhece no resultado do exercício a parte do ganho atribuível às participações dos outros investidores. Considerando que na essência da transação ocorreram ganhos provenientes de aportes não monetários na Karagounis, a Companhia reconheceu um ganho decorrente da variação do patrimônio líquido da investida em função dos aportes efetuado pelo FII em 30 de junho de 2011 no valor de R$ 87.500 e R$ 210.000 em 31 de dezembro de 2010. O valor do ganho registrado no resultado do exercício foi de R$ 17.500 (R$ 42.000 em 31 de dezembro de 2010). Alienação da participação na Novo Humaitá S.A. - Em 1o de abril de 2011, a Companhia alienou a totalidade de suas ações na Novo Humaitá à OAS S.A. pelo preço total de R$ 145.643. A quantia de R$ 120.790 relativos às ações na Novo Humaitá detidas pela Companhia e a quantia de R$ 24.853 em decorrência da cessão dos dividendos mínimos obrigatórios do exercício de 2010. Esta operação originou um ganho no valor de R$ 18.000, conforme demonstrado abaixo: Valor de venda do investimento 145.643 Valor do investimento da Novo Humaitá em 01/04/2011 127.643 Ganho na venda 18.000 Tendo em vista a alienação de seu investimento, a Companhia reconheceu no resultado do exercício o lucro eliminado em 31 de dezembro de 2010 na venda na venda do Imóvel Arena e Imóvel Residencial Humaitá para a Karagounis no montante de R$ 26.305. No quadro abaixo demonstramos um resumo do resultado auferido no exercício em decorrência dos aportes efetuados pelo FII, recebimento da parcela variável na venda do venda do Imóvel Arena e Imóvel Residencial Humaitá para a Karagounis e a alienação da participação na Novo Humaitá S.A. Ganho na alienação do investimento da NH (Nota 27) 18.000 Ganho na integralização do FII (Nota 27) 17.500 Realização do lucro na venda do imóvel Arena e Resid. Humaitá (Nota 27) 26.305 Total 61.805 Group 1 - OAS-GID Brazil - Em 10 de maio de 2011, a Companhia firmou parceria com a GID Brazil Participações Ltda. (“GID”), através da criação de uma Sociedade em Conta de Participação (“SCP”), tendo como propósito investir, em conjunto, no desenvolvimento, construção e venda de empreendimentos residenciais em andamento. Na SCP, a Companhia atuará como sócia ostensiva e a GID atuará como sócia participante, ambas com participação de 50% cada. Em decorrência da cessão de participação nos empreendimentos, a Companhia apurou um ganho de R$ 7.841 no resultado do exercício, registrado na rubrica “Resultado com venda de investimentos”, conforme Nota 27.13. Imobilizado Taxa anual Controladora Consolidado de deprec. 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Custo 8.832 8.420 19.817 17.769 Depr. acum. (4.148) (1.597) (11.713) (6.752) Total 4.684 6.823 8.104 11.017 Imobilizado líquido Máq. e equip.tos 10% 766 858 767 858 Hardware 20% 1.050 993 1.056 994 Móveis e utensílios 10% 1.520 1.602 1.677 1.657 Veículos 20% 26 26 Estande de vendas 50% 914 2.068 4.144 6.114 Benfeitorias 10% 434 1.276 460 1.368 Total 4.684 6.823 8.104 11.017 A seguir estão apresentadas as movimentações no ativo imobilizado da controladora: Saldo em Saldo em Custo 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 Máquinas e equipamentos (*) 1.009 7 1.016 Hardware 1.263 348 1.611 Móveis e utensílios 1.831 115 1.946 Veículos 35 (35) Estande de vendas 2.430 98 2.528 Benfeitorias 1.852 (121) 1.731 Total 8.420 568 (156) 8.832 Depreciação acumulada Máquinas e equipamentos (149) (101) (250) Hardware (270) (291) (561) Móveis e utensílios (229) (197) (426) Veículos (9) (6) 15 Estande de vendas (**) (362) (1.252) (1.614) Benfeitorias (***) (578) (719) (1.297) Total (1.597) (2.566) 15 (4.148) Saldos líquidos 6.823 (1.998) (141) 4.684 A seguir estão apresentadas as movimentações no ativo imobilizado do consolidado: Saldo em Saldo em Custo 31/12/2010 Adições Baixas 31/12/2011 Máquinas e equipamentos (*) 1.009 9 1.018 Hardware 1.264 354 1.618 Móveis e utensílios 1.897 229 2.126 Veículos 35 (35) Estande de vendas 11.592 1.612 13.205 Benfeitorias 1.972 (121) 1.850 Total 17.769 2.204 (156) 19.817 Depreciação acumulada Máquinas e equipamentos (151) (100) (251) Hardware (270) (292) (562) Móveis e utensílios (240) (209) (449) Veículos (9) (6) 15 Estande de vendas (**) (5.478) (3.582) (9.060) Benfeitorias (***) (604) (787) (1.391) Total (6.752) (4.976) 15 (11.713) Saldos líquidos 11.017 (2.772) (141) 8.104 (*) No grupo máquinas e equipamentos estão registrados bens adquiridos através arrendamentos financeiros, conforme determinado pelo CPC 06. (**) A despesa com depreciação dos estandes de vendas encontra-se registrada na rubrica de despesas com vendas. (***)Amortizado pelo período de vigência dos contratos de aluguel dos imóveis. 14.Intangível Taxa anual de Controladora e consolidado amortização 31/12/2011 31/12/2010 Custo 4.092 2.513 Amortização acumulada 20% (933) (376) Total 3.159 2.137 Durante o exercício de 2011, a Companhia efetuou investimentos em um novo sistema integrado de gestão. A previsão de implantação do sistema é até o final de 2012. 15. Empréstimos e Financiamentos Encargos financeiros Controladora Consolidado 31/12 31/12/ 31/12/ 31/12/ 31/12/ 31/12/ 2011 2010 2011 2010 2011 2010 (recl.) (recl.) Apoio à prod. (a) De 9,5% De 9,5% a 11,5% a 11,5% a.a. + TR a.a. + TR 21.167 81.311 168.640 159.957 Cap. de De 100% a De 100% a giro (b) a 130% do 120% do CDI a.m + CDI a.m 0% a 0,65% + 0% a a.m 0,85% a.m 232.091 107.192 232.091 107.192 De 0% a De 0% a 100% do 100% do Arrend. CDI + 0,09% CDI + 0,09% merc. a 1,55% a.m. a 1,55% a.m. 1.898 690 1.898 690 Custo da trans. a amort. (143) (251) Contas garantia 121 a 178% 120 a 185% do CDI do CDI 29.524 - 29.524 Total 255.156 218.717 402.486 297.112 Passivo circulante 114.237 150.015 157.266 176.032 Passivo não circulante 140.919 68.702 245.220 121.080
Consolidado 31/12/2010 2.861 13.664
Em 31/12/2010 Equiv. patrim. (1.193) 131.570 (1.232) (7.686) (5.910) 1.993 (225) (22) 1.122 (12) Em 31/12/2010 Equiv. patrim. (8) (37) (213) (475) 297 (1.900) (1.404) (783) (2.751) (72) 2.019 (47) (25) (5) (2.081) (257) (127) (58) (828) (24) (89) (107) 3.758 (165) (57) (2) (7) (72) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (1) (33) 112.845
de direito de construir - Transcon (Transferência do Direito de Construir), no município de Salvador, pelo montante de - R$ 5.328, dos quais R$ 5.028 foram adquiridos junto à controladora OAS S.A. pelo valor justo. Em 13 de maio de 2010, a Multicorp Ltda., através de Instrumento Particular de Cessão de Direitos, cedeu 34.174,32 m² de Transcon à Companhia, o qual foi registrado no patrimônio líquido pelo montante de R$ 176 (valor histórico). Em 25 de junho de 2010 a Companhia alienou grande parte de seu saldo de Transcon (101.406,00 m2) para a empresa Engenharia Brasilândia – ENBRAL LTDA., pelo valor de R$ 28.078. Através desta alienação de direitos a Companhia, no exercício findo em 31 de dezembro de 2010, auferiu ganho de R$ 22.575, registrado na rubrica de outras receitas operacionais, conforme Nota 27. O saldo em aberto referente a esta transação está registrado na rubrica de títulos a receber pelo montante de R$ 26.675. Em 29 de março de 2011, as partes renegociaram o vencimento da dívida e será liquidada a partir de 31 de janeiro de 2014. 12. Investimentos - O quadro abaixo apresenta um sumário das informações financeiras em empresas controladas e empreendimentos controlados em conjunto. Os dados das investidas apresentados abaixo não foram ajustados pelo percentual de participação mantido pela Companhia. A movimentação dos investimentos encontra-se a seguir demonstrada:
Saldos em 31/12/ 2010 Invest. (983) 75.282 3.247 5.612 4.803 8.200 378 (993) 5.185 1.303
AFAC 648 303 362 48
Total (335) 75.282 3.247 5.612 4.803 8.200 681 (993) 5.547 1.351
Equiv. patrim. (3.740) 1.198 (233) 523 (179) (7.429) (10) (10.193) 1.962 (110)
Saldos em 31/12/ 2010 Invest. 618 769 181 328 3.541 4.621 2.790 1.317 2.596 69 6.347 6.753 2.775 (5) 11.018 8.145 1.344 106 2.601 2.122 (88) 2.151 10.880 16.371 648 3.766 3.962 42.000 (56) (1) (6) (70) 462 (2) 240.087
AFAC 79 313 1.919 555 1.045 288 2.158 416 257 2.478 1.377 169 158 890 2.585 6 16.054
Total 697 769 181 328 3.541 4.621 2.790 1.630 2.596 1.988 6.902 7.798 3.063 2.153 11.018 8.145 1.344 522 2.601 2.122 169 2.151 10.880 16.371 648 6.244 3.962 42.000 1.321 168 152 820 3.047 4 256.141
Os montantes a longo prazo têm a seguinte composição, por ano de vencimento: Controladora Consolidado Ano 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 2012 52.537 67.081 2013 87.713 16.165 164.671 35.732 2014 49.038 64.577 18.267 2015 3.843 13.150 2016 325 2.822 Total 140.919 68.702 245.220 121.080 a) Referem-se a linhas de financiamento junto ao Sistema Financeiro de Habitação, cujos recursos são liberados ao longo do período da construção do empreendimento imobiliário. Para garantir tais linhas, foram hipotecados os terrenos dos empreendimentos e penhorados os direitos creditórios dos mesmos. b) Empréstimos para capital de giro, tendo por avalista a controladora OAS S.A., conforme mencionado na Nota 9 item 9.4. A análise sobre a exposição do grupo a riscos de taxa de juros e liquidez está demonstrada na Nota 24. 16. Debêntures - 1ª emissão pública de debêntures - Em 3 de novembro de 2009, a Companhia realizou sua 1a emissão pública de debêntures simples com esforços restritos, não conversíveis em ações, com garantia real e garantia adicional fidejussória no montante de R$ 300.000, representadas por 300 debêntures no valor unitário de R$1.000, com o objetivo de apoio à produção imobiliária. O prazo de vencimento é de 05 (cinco) anos a contar da data de sua emissão, sendo sua amortização semestral em 5 (cinco) parcelas iguais e consecutivas a partir do 36o mês posterior à emissão e o pagamento de juros semestralmente, a partir de sua emissão. A emissão foi efetuada conforme a Instrução CVM no 476/09 e integralmente subscrita pela carteira administrada pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS. Dentre as características da emissão, existe a manutenção dos recursos ainda não liberados em aplicação financeira, mantida na Caixa Econômica Federal, cuja rentabilidade pode ser utilizada para o pagamento dos juros, semestralmente, conforme Nota 6. Liberação de recursos - Para recursos ainda não liberados para utilização em empreendimentos elegíveis e/ou para recursos utilizados em empreendimentos elegíveis, cujos valores unitários das unidades estejam enquadrados como habitação popular, de acordo com a Resolução do Conselho Curador do FGTS no 460/04, a taxa de encargos financeiros será de 8,5% a.a. + TR. Para recursos liberados para utilização em empreendimentos elegíveis com unidades enquadráveis nas regras do Sistema Financeiro Habitacional, mas excluídas à habitação popular, a taxa de encargos financeiros será de 10,5% a.a. + TR. 2ª emissão pública de debêntures - Em 14 de junho de 2010, foi aprovada a proposta de 2a emissão de debêntures, com esforços restritos de colocação, no montante de R$ 60.000, representadas por 6.000 debêntures no valor unitário de R$10, tendo como destinação dos recursos o resgate das notas promissórias emitidas em 13 de maio de 2010. O Instrumento particular de escritura da 1a Emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, para distribuição pública com esforços restritos de colocação foi assinado em 15 de junho de 2010 pela Companhia, agente fiduciário Pentágono S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e pela garantidora OAS S.A. Para todos os efeitos legais, a data de emissão correspondeu à - data da primeira subscrição e efetiva integralização, realizada em 13 de agosto de 2010. A remuneração das debêntures equivale a 100% da variação da taxa média dos depósitos interfinanceiros, denominada “Taxa DI over extra grupo”, acrescida de taxa de 2,9% a.a. A data de vencimento das debêntures será em 15 de julho de 2014, ocorrendo a amortização do principal a cada 6 (seis) meses, em 5 (cinco) parcelas iguais, sendo a primeira em 15 de julho de 2012. A amortização dos juros ocorrerá a cada 6 (seis) meses, em 8 (oito) parcelas, tendo iniciado em 15 de janeiro de 2011. Seguem abaixo valores relativos a essas transações: Controladora e consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Principal 360.000 360.000 Encargos 8.539 7.529 Total das debêntures 368.539 367.529 Custos de transação a amortizar (2.238) (3.022) Total das debêntures 366.301 364.507 Circulante 79.684 7.529 Não circulante 286.617 356.978 Os montantes a longo prazo têm a seguinte composição, por ano de vencimento: Controladora e consolidado Ano 31/12/2011 31/12/2010 2012 72.000 2013 144.000 144.000 2014 144.000 144.000 Subtotal 288.000 360.000 (-) Custo da transação a amortizar (1.383) (3.022) Total 286.617 356.978 Custos de transação na emissão de debêntures - A Companhia possui o seguinte custo de transação, proveniente da emissão de debêntures: Custos de transação Controladora e Consolidado Taxa contratual Custo Custos a efetivo - taxa apropriar Custo interna de Custos em per. total da retorno amort.s subseq. trans. (a) (b) (c) (d) (e) 8.5% a.a / 10.5% a.a + TR 6% a.a. 1.243 1.827 3.070 100% CDI + 2,9% a.a. 13,59% a.a. 156 411 567 1.399 2.238 3.637 (a) Taxa de juros contratual anual; (b) Custo efetivo da operação com base no cálculo da Taxa Interna de Retorno (TIR). A taxa interna de retorno é a taxa que iguala o valor presente dos pagamentos futuros ao valor da captação líquida. Essa é a taxa que reflete o verdadeiro custo do empréstimo captado; (c) Total de custos apropriados desde o início da vigência do contrato; (d) Total de custos a apropriar no período de vigência do contrato que se encerra em novembro de 2014; (e) Custo total da transação (c+d). As parcelas de amortização anual dos custos desta transação estão demonstradas a seguir: Amortização Ano anual 2012 788 2013 788 2014 662 Total 2.238 De acordo com o CPC 08 – Custo de Transações e Prêmio na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários, os custos de transação a amortizar estão registrados como redutor do respectivo empréstimo. “Covenants” contratuais - 1ª Emissão de debêntures - O instrumento particular de escritura das emissões de debêntures possuem cláusulas restritivas referentes à manutenção de índices financeiros, apurados e revisados semestralmente pelo Agente Fiduciário, relacionados a “dívida líquida mais imóveis a pagar versus patrimônio líquido” e “recebíveis mais receita a apropriar mais estoques versus dívida líquida mais imóveis a pagar mais custo a apropriar”, dentre outras obrigações. A falta de cumprimento dos itens citados na referida seção pode acarretar o vencimento antecipado automático das debêntures. Além desses compromissos financeiros, existem outros compromissos assumidos, dentre os quais: Não renovação de autorizações e licenças; Não transformação em Companhia limitada; Não cumprimento de decisões judiciais transitadas em julgado; Redução do capital social que não para absorção de prejuízos; Transferência ou cessão de controle acionário; e Alterações na estrutura societária, tais como fusões, cisões e incorporações mediante disposição de ativos relevantes. Em 19 de dezembro de 2011, através do 5o aditamento do instrumento particular de emissão de debêntures, a Companhia foi dispensada do cumprimento das cláusulas restritivas relacionadas a indicadores contidos na Escritura de emissão de debêntures em relação ao exercício de 2011, sem penalidade ou efeito advindo para qualquer das partes relativamentente a tal dispensa. 2ª Emissão de debêntures - O instrumento particular de escritura da emissão de debêntures possui cláusulas restritivas referentes a manutenção de índices financeiros, apurados e revisados semestralmente pelo Agente Fiduciário, relacionados à “dívida líquida versus patrimônio líquido”. Além desses compromissos financeiros, existem outros compromissos assumidos, dentre os quais: Não renovação de autorizações e licenças; Não transformação em Companhia limitada; Não cumprimento de decisões judiciais transitadas em julgado; Redução do capital social que não para absorção de prejuízos; Transferência ou cessão de controle acionário; e Alterações na estrutura societária, tais como fusões, cisões e incorporações mediante disposição de ativos relevantes. Essas cláusulas contratuais foram totalmente cumpridas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Garantias - Estas debêntures estão garantidas por aval da OAS S.A., e outras garantias reais fornecidas pelas SPE’s que receberam estes recursos, além de fiança bancária. As seguintes garantias foram dadas para os valores já liberados: Hipoteca das quotas e cessão fiduciária dos recebíveis das SPE’s: a) Guarapiranga 01 Empreendimentos Imobiliários Ltda.; b) OAS 10 Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda.; c) OAS 08 Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda.; d) Marta Aguiar Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda.; e) OAS 06 Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda.; f) 7 de Abril Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda.; g) Colina Ville Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda.; h) Figueiredo Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda. Terrenos: a) Jardins Abrantes; b) Jardins das Rosas; c) Cabula; d) Figueiredo Empreendimentos; e) Solaris. Cartas fiança do Banco do Nordeste no valor de R$ 50.000. 17. Custos de Empréstimos - As despesas financeiras de empréstimos, financiamentos e debêntures são capitalizadas e lançadas ao custo dos imóveis em construção. A apropriação ao resultado é feita de acordo com o critério adotado para reconhecimento do custo das obras. Controladora Consolidado Encargos incl. na rubrica imóveis a comerc. 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Saldo inicial 1.043 88 6.085 121 Enc. financ. capitalizados 10.519 4.435 37.538 9.687 Enc. aprop. ao resultado (9.042) (3.480) (28.297) (3.723) Saldo final 2.520 1.043 15.326 6.085 Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Enc. financ.de debêntures capital. (a) 3.066 753 13.523 1.423 Encargos financ. de SFH capitalizados (b) 7.453 3.682 24.015 8.264 Total encargos capit. 10.519 4.435 37.538 9.687 (a) Refere-se ao efeito da capitalização dos encargos financeiros relacionados a empréstimos de apoio à produção, os quais são diretamente atribuíveis à construção do ativo qualificável; (b) As despesas financeiras de debêntures são capitalizadas de acordo com o percentual de utilização dos recursos ao custo de cada empreendimento imobiliário. A Companhia realiza apenas a capitalização de custos de empréstimos e financiamentos diretamente atribuíveis aos ativos qualificáveis. Os encargos financeiros capitalizados são apropriados ao resultado de acordo com o percentual de vendas de cada empreendimento. 18. Obrigações por Compra de Imóveis Controladora Consolidado Localização 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Brasília 31.178 23.454 Lauro de Freitas 2.190 Porto Alegre 36.494 Rio de Janeiro 13.318 13.318 Salvador 29.922 28.395 72.663 83.868 São Paulo 3.573 594 8.941 2.508 Simões Filho 8.415 8.415 Total 33.495 50.722 114.972 168.057 (-) Ajuste a valor presente (216) (1.007) (600) Total líq. de aj.a valor pres. 33.495 50.506 113.965 167.457 Passivo circulante 25.058 21.868 44.097 43.605 Passivo não circulante 8.437 28.638 69.868 123.852 Os saldos de contratos de compra e venda dos terrenos são indexados, quando aplicável, pela variação do INCC – Índice Nacional da Construção Civil e do IGP-M. Durante o exercício ocorreram as seguintes movimentações nestas obrigações: Controladora Consolidado Saldos em 31 de dezembro de 2010 50.506 167.457 Aquisições de terrenos no exercício 17.304 63.222 Atualização monetária 2.564 4.010 (-) Pagamentos efetuados (21.881) (39.652) (-) Baixas de permutas (711) (25.414) (-) Transferências (1.560) (-) Por movimentação societária (14.503) (53.691) Ajuste a valor presente 216 (407) Saldos em 31 de dezembro de 2011 33.495 113.965 Os saldos apresentados, sem considerar os efeitos de ajuste a valor presente, serão liquidados da seguinte forma: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Permuta com imóveis 5.834 6.362 46.326 51.148 Liquidação financeira 27.661 44.360 68.646 116.909 Total 33.495 50.722 114.972 168.057
Equiv. patrim. (51) 134 (104) 129 2.835 (3.510) (1.989) 627 4.137 2.139 4.366 (335) (515) 280 (536) 2.630 887 (528) 54 (19) (439) (1) (1) (34) 5.765 348 1.228 (3.225) (495) (102) 1.254 45.029 (93) (239) (434) (83) (88) (1.098) 1.732 (584) 40.860
Movimentação do exercício Aquisição/ (alienação) Integral. de investidas 4.511 (102.785) 6.756 4.810 583 229 Movimentação do exercício Aquisição/ (alienação) Integral. de investidas 231 1.989 (4.197) 1.632 807 426 568 (3.223) (2.122) 212 832 1.062 5.732 319 (226) 994 (13) 3.824 228 5.651 31.921 (103.091)
Saldos em 31/12/2011 Outros 26.305 -
Invest. (212) 9.770 6.135 4.624 5.581 951 (11.186) 7.147 1.422
AFAC 201 380 2.208 8.463 12 665 13
Total (11) 10.150 8.343 4.624 14.044 963 (11.186) 7.812 1.435
Saldos em 31/12/2011 Outros 17.460 484 44.249
Invest. 798 903 77 457 6.376 1.111 801 1.944 6.733 10.713 8.050 3.067 275 10.482 10.775 2.231 4 105 1.712 10.879 16.370 614 9.531 4.310 60.688 (3.281) 336 (6) 890 1.254 51.223 (239) (434) (83) (88) 367 5.556 5.293 254.026
AFAC 5 608 1.806 20 470 4.345 3 4.144 1 1 37 5.268 6.580 200 6 15 1.316 2.254 1.463 2.108 2.269 3.574 44 48.479
Total 803 903 685 457 6.376 1.111 801 1.944 6.733 12.519 8.070 3.537 4.620 10.482 10.775 2.231 7 105 5.856 10.880 16.371 651 14.799 4.310 60.688 3.299 536 905 2.570 51.223 2.015 1.029 2.025 2.181 367 9.130 5.337 302.505
19. Obrigações por Compra de Incorporações em Andamento - A Companhia e as controladas OAS 06 Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda. (SPE Altos do Butantã) e OAS 13 Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda. (SPE Ilhas d’Itália) firmaram Termos de Acordos (TAC) com a Cooperativa Habitacional de São Paulo – BANCOOP para finalização e extinção das seccionais Mar Cantábrico, Altos do Butantã e Ilhas D’ Itália com transferência de direitos e obrigações. A BANCOOP convocou assembleias, conforme quadro abaixo, de seus cooperativados para aprovação dos Termos de Acordos, os quais foram acatados pelas maiorias. Seccional Data da assembléia Altos do Butantã 14 de abril de 2009 Ilhas D´Itália 15 de setembro de 2009 Mar Cantábrico 14 de outubro de 2009 Com as extinções das seccionais, houve a transferência de propriedade dos imóveis (projetos, terrenos, benfeitorias) para a Companhia e SPE’s Altos do Butantã e Ilhas D’Itália. Através da celebração dos TAC junto aos cooperativados da BANCOOP, a Companhia e as SPE’s assumiram: a) Obrigações e despesas relativas ao término das obras do empreendimento; e, b) Ressarcimento de valores aos cooperativados que não concordaram com a TAC. Estes valores correspondem aos montantes pagos por cada cooperativado, atualizados monetariamente pelo INCC – Índice Nacional de Construção Civil, até a data do ressarcimento. Estes montantes foram apurados individualmente para cada unidade autônoma, conforme abaixo: Controladora Consolidado Empreendimento 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Solaris (Mar Cantábrico) 2.063 5.178 2.063 5.178 Altos do Butantã 5.691 6.722 Ilhas D’Itália 8.449 26.800 Total 2.063 5.178 16.203 38.700 Para adesão ao Contrato de compromisso de compra e venda de unidades autônomas e outros pactos, os antigos cooperados, que se tornaram clientes, aceitaram a adequação dos preços de suas respectivas unidades com base em valores de mercado. 20. Impostos Diferidos Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Ativo Base de cálculo IR e contribuição social Diferenças temporais 17.823 13.687 18.687 15.999 Difer. entre reg. - lucro real 21.055 14.876 24.476 14.876 Total 38.878 28.563 43.163 30.875 Tributo diferido Imposto de renda Diferenças temporais 4.456 3.422 4.672 4.000 Difer. entre reg.- lucro real 5.264 3.719 6.119 3.719 Total 9.720 7.141 10.791 7.719 Contribuição social Diferenças temporais 1.604 1.232 1.682 1.440 Difer. entre reg.- lucro real 1.895 1.339 2.203 1.339 Total 3.499 2.571 3.885 2.779 Total 13.219 9.712 14.676 10.498 Passivo Base de cálculo IRe contribuição social Difer. entre reg. - lucro real 3.753 2.392 Difer. entre reg. - lucro pres. 235.600 123.225 Total 239.353 125.617 PIS e COFINS Difer. entre reg. - lucro real 51.805 100.422 72.500 180.003 Difer. entre reg. - lucro pres. 212.504 123.225 Total 51.805 100.422 285.004 303.228 Tributo diferido Imposto de renda Difer. entre reg. - lucro real 938 598 Difer. entre reg.- lucro pres. 4.712 2.465 Total 5.650 3.063 Contribuição social Difer. entre reg. - lucro real 338 215 Difer. entre reg. - lucro pres. 2.544 1.331 Total 2.882 1.546 PIS Difer. entre reg. - lucro real 855 1.630 1.168 1.898 Difer. entre reg.- lucro pres. 1.383 801 Total 855 1.630 2.551 2.699 COFINS Difer. entre reg. - lucro real 3.937 7.659 5.538 8.895 Difer. entre reg.- lucro pres. 5.671 3.697 Total 3.937 7.659 11.209 12.592 TOTAL 4.792 9.289 22.292 19.900 Os impostos e contribuições diferidos são registrados para refletir os efeitos contábeis das diferenças de critérios entre a base fiscal e societária, que permite o recolhimento destes tributos e contribuições sociais conforme o recebimento das vendas contratadas (regime de caixa, de acordo com a Instrução Normativa SRF no 84/79) e a base contábil (regime de competência, em conformidade com a Resolução CFC no 963/03, revogada pela no 1.266/09). As realizações acontecem à medida que os respectivos recebimentos de clientes ocorrem, em conformidade ao estabelecido pela legislação fiscal. Além de impostos diferidos constituídos sobre diferença de critérios entre o regime fiscal e societário, a Companhia constitui impostos diferidos apenas sobre diferenças temporárias. 21. Despesa com Imposto de Renda e Contribuição Social - Reconciliação da despesa efetiva de imposto de renda e contribuição social - Os valores de imposto de renda e contribuição social correntes que afetaram o resultado do exercício são demonstrados como segue: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Luc. (prej.) contábil antes do IR e contrib. social (61.857) 7.450 (50.507) 19.717 Aj. no luc. líq. que afetam o resultado do exercício: Adições permanentes: Despesas não dedutíveis 543 3.977 641 5.256 Reserva de reavaliação 20.030 20.030 Perdas em partic. societárias 852 852 Outras adições 2.197 48 1.490 98 Exclusões permanentes: Ganho em partic. societ. (44.289) (16.550) (44.289) (16.550) Result.de equiv. patrim. (40.860) (112.845) Trib. pelo reg.do lucro pres. utiliz. a rec.bruta de vendas c/base para o calculo (58.852) (46.871) Outras (2.541) (28.021) (-) Prej. fiscal/base negativa não reconhecidos 133.098 56.371 133.114 57.967 Base de cálculo (10.316) (44.060) (17.551) 11.626 Alíquota 34% 34% 34% 34% IR e contribuição social 3.507 14.980 (5.967) 3.953 Correntes (6.551) (9.476) Diferidos 3.507 14.980 584 13.429 22. Patrimônio Líquido - Capital social - O capital social subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 278.399 (31 de dezembro de 2010, R$ 148.358) e está representado por 278.399.126 (148.357.823 em 31 de dezembro de 2010) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, todas de propriedade da OAS S.A. (controladora). Aumentos de capital - Em 1o de outubro de 2010 em Reunião de Acionistas foi aprovado aumento do capital social de R$ 66.781 para R$ 78.693, através da integralização de adiantamento para futuro aumento de capital concedido pela controladora no montante de R$ 3.010 e capitalização do valor de R$ 8.902 registrado como reserva de retenção de lucros. Em 1o de dezembro de 2010 em Reunião de Acionistas foi aprovado aumento do capital social de R$ 78.693 para R$ 83.537, através da integralização de adiantamento para futuro aumento de capital concedido pela controladora no montante de R$ 3.592, capitalização do valor de R$ 1.252 decorrente da conferência da totalidade das ações detidas pela controladora no capital social da Novo Humaitá mencionado na Nota 12. Em 17 de dezembro de 2010, em Reunião de Acionistas foi aprovado o aumento do capital social de R$ 83.537 para R$ 148.358, através da integralização de adiantamento para futuro aumento de capital concedido pela controladora no montante de R$ 4.200 e R$ 60.621 através de incorporação do acervo líquido da Multicorp Patrimonial. Em 13 de junho de 2011, em Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas, foi aprovado o aumento do capital social de R$ 148.358 para R$ 172.454, através da integralização de adiantamento para futuro aumento de capital concedido pela controladora no montante de R$ 24.096. Em 30 de dezembro de 2011, em Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas, foi aprovado o aumento do capital social de R$ 172.454 para R$ 278.399, através da integralização de adiantamento para futuro aumento de capital concedido pela controladora no montante de R$ 105.945. Destinação dos lucros - O estatuto social da Companhia prevê a seguinte destinação dos lucros apurados no final de cada exercício, após deduzidas as participações no resultado: (a) 5% para a constituição do fundo de reserva legal, que não excederá 20% do capital social; (b) formação de reservas para contingências, caso haja necessidade; (c) constituição de reservas de lucro a realizar, se for o caso, na forma prevista pela legislação; (d) pagamento de dividendos anuais obrigatórios de, no mínimo, 25% sobre o lucro líquido do exercício, ajustado na forma da lei de acordo com as deduções previstas “a”, “b”, “c” anteriores; e (e) a Assembleia Geral resolverá sobre o destino do saldo remanescente do lucro líquido do exercício. Outros resultados abrangentes - Reserva de reavaliação - Em 1o de dezembro de 2010, a Companhia incorporou o acervo líquido proveniente da Multicorp Ltda., empresa pertencente ao Grupo OAS. Essa incorporação incluiu a parcela da reavaliação dos terrenos em seu patrimônio líquido. Posteriormente, a Companhia integralizou capital em SPE’s com estes terrenos, realizando a reserva de reavaliação registrada no patrimônio líquido. Em 31 de dezembro de 2011, o saldo de reserva registrado no patrimônio liquido da Companhia é de R$ 339. Reserva de lucros a realizar - No exercício em que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos termos do estatuto social da Companhia ultrapassar a parcela realizada de lucro líquido do exercício, a Assembleia Geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar. Em 31 de dezembro de 2010, administração decidiu ad referendum da Assembleia Geral destinar os lucros não realizados para a reserva de lucros a realizar no montante de R$ 5.327. Considera-se realizada a parcela do lucro líquido do exercício que exceder a soma dos seguintes valores: (i) O resultado líquido de equivalência patrimonial; (ii) O lucro, rendimento ou ganho líquido em operações ou contabilização de ativo e passivo, cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social. Reserva para a realização de investimentos - Em 31 de dezembro de 2010, os acionistas deliberaram pela constituição de reservas de retenção de lucros, no montante de R$ 36.187 com a justificativa de retenção de lucros para a reserva para investimentos propostos para o exercício de 2011, incluindo as fontes de recursos e aplicações de capital. Reversão de reservas de lucros - Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia efetuou a reversão do saldo de reservas de lucros no montante de R$ 45.768 para absorver parte do saldo de prejuízos acumulados, conforme art. 189 da Lei 6.404. 23. Provisões - (a) Provisão para garantia - Os custos com garantias para o período pós-obra fazem parte do custo dos imóveis vendidos. Para empreendimentos com construção própria, a Companhia registra provisão baseada no orçamento e histórico de gastos. Para os empreendimentos em que a Companhia contrata terceiros para a construção, estes assumem a responsabilidade pelas garantias para o período pós-obras. Em 31 de dezembro de 2011, o saldo provisionado para garantia é de R$ 2.478 (controladora) e R$ 6.967 (consolidado). (b) Provisão para perdas em empreendimentos descontinuados - No final do exercício de 2011, a Administração da Companhia optou por descontinuar três dos seus empreendimentos imobiliários, cujas obras ainda não foram iniciadas. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia constituiu provisão no montante de R$ 4.957 (controladora) e R$ 5.168 (consolidado), valores considerados suficientes pela Administração para cobrir possíveis perdas nesses empreendimentos. (c) Provisão para riscos trabalhistas e cíveis A Companhia e suas controladas são parte em ações judiciais envolvendo questões trabalhistas e cíveis no montante de R$ 2.440. A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, constituiu provisão no montante de R$ 388, valor considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas com as ações em curso, conforme demonstrado abaixo: Contingências prováveis: Controladora e Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Processos cíveis 59 22 Processos trabalhistas 329 352 Total 388 374 Passivo não circulante 388 387
Contingências possíveis: Controladora e Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Processos cíveis 1.046 4.974 Processos trabalhistas 991 2.823 Total 2.037 7.797 Trabalhistas - Os principais processos de natureza trabalhista contra a Companhia e suas controladas são movidos por ex- funcionários de terceiros (responsabilidade subsidiária), cujos objetos importam, em sua maioria, em pedidos de reintegração, verbas recisórias, horas extraordinárias, dentre outros. Cíveis - Os principais processos de natureza cível contra a Companhia e suas controladas são movidos por clientes decorrentes de atrasos de obras e cobranças financeiras. 24. Instrumentos financeiros Gestão de risco de capital - A Companhia administra seu capital, para assegurar que as empresas que pertencem a ela possam continuar com suas atividades normais, ao mesmo tempo em que maximizam o retorno a todas as partes interessadas ou envolvidas em suas operações, por meio da otimização do saldo das dívidas e do patrimônio. A estrutura de capital da Companhia é formada pelo endividamento líquido (empréstimos detalhado nas Notas 15 e 16, deduzidos pelo caixa e saldos de bancos) e o patrimônio líquido da Companhia (que inclui capital, reservas, reserva de lucros e participações de não controladores, conforme apresentado na Nota 22). A Companhia não está sujeita a nenhum requerimento externo sobre o capital. A Administração da Companhia revisa semestralmente a sua estrutura de capital. Como parte dessa revisão, a Tesouraria Corporativa da Companhia considera o custo de capital e os riscos associados a cada classe de capital. Principais políticas contábeis - Os detalhes a respeito das principais políticas contábeis e métodos adotados, inclusive o critério para reconhecimento, a base para mensuração e a base na qual as receitas e despesas são reconhecidas no resultado em relação a cada classe de ativos, passivos e instrumentos financeiros, estão apresentados na Nota 4 às demonstrações financeiras. Gerenciamento do risco financeiro - A Companhia apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros: risco de crédito, risco de liquidez e risco de mercado. Essa nota apresenta informações sobre a exposição da Companhia a cada um dos riscos supramencionados, os objetivos, políticas e processos para a mensuração e gerenciamento de risco, e o gerenciamento de capital da Companhia. Divulgações quantitativas adicionais são incluídas ao longo dessas demonstrações financeiras e também dessa nota explicativa. Estrutura do gerenciamento de risco - As políticas de gerenciamento de risco da Companhia são estabelecidas para identificar e analisar os riscos enfrentados por esta, definir limites e controles de riscos apropriados, e para monitorar riscos e aderência aos limites. As políticas e sistemas de gerenciamento de riscos são revisados frequentemente para refletir mudanças nas condições de mercado e em suas atividades. A Companhia, através de suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, objetiva desenvolver um ambiente de controle disciplinado e construtivo, no qual todos os empregados entendem os seus papéis e obrigações. A Tesouraria Corporativa da Companhia coordena o acesso aos mercados financeiros além de monitorar e administrar os riscos financeiros relacionados às operações da Companhia por meio de relatórios internos sobre os riscos que analisam a exposição de acordo com grau e magnitude dos riscos. Esses riscos incluem os riscos de mercado (inclusive risco de moeda, de taxa de juros de valor justo e de preço), crédito, liquidez e taxa de juros de fluxo de caixa. A Companhia procura minimizar os efeitos desses riscos por meio de instrumentos financeiros para proteção dessas exposições aos riscos. O uso de instrumentos financeiros é orientado pelas políticas da Companhia, aprovadas pela Administração, que fornece os princípios relacionados aos riscos de taxa de juros e créditos, ao uso de instrumentos financeiros derivativos e não derivativos e ao investimento da liquidez excedente. O atendimento às políticas e aos limites de exposição é revisado pela Administração da Companhia periodicamente. A Companhia não opera nem negocia instrumentos financeiros, inclusive instrumentos financeiros derivativos com fins especulativos. A Tesouraria Corporativa da Companhia apresenta relatórios semestralmente à Diretoria Financeira, para fins de monitoramento de riscos e avaliação das políticas implementadas para mitigar a exposição aos riscos. Os valores constantes nas contas do ativo e passivo, como instrumentos financeiros, encontramse atualizados na forma contratada até 31 de dezembro de 2011 e correspondem, aproximadamente, ao seu valor de mercado. Esses valores estão representados substancialmente por disponibilidades e valores equivalentes, empréstimos e financiamentos, debêntures, obrigações por compra de imóveis e obrigações com o poder concedente. Os principais riscos de mercado a que a Companhia está exposta na condução das suas atividades são: (a) Risco de crédito - O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. Para minimizar o risco de crédito, a Companhia possui uma política rigorosa de análise de crédito no ato da venda, realizando uma minuciosa análise da capacidade de pagamento do cliente, baseada nos requerimentos de aprovação das instituições financeiras. São realizadas também consultas a instituições de proteção ao crédito. Para reduzir esse tipo de risco, a Companhia possui garantias reais que permitem a rescisão do contrato no caso de imóveis em construção ou a retomada dos imóveis no caso de empreendimentos concluídos. (b) Gerenciamento do risco de liquidez - A Companhia gerencia o risco de liquidez mantendo adequadas reservas, linhas de crédito bancárias e linhas de crédito para captação de empréstimos que julgue adequados, através do monitoramento contínuo dos fluxos de caixa previstos e reais, e pela combinação dos perfis de vencimento dos ativos e passivos financeiros. Caixa e equivalentes de caixa - Instrumentos financeiros que potencialmente sujeitam a Companhia e suas controladas a risco de crédito consistem, primariamente, em caixa, bancos e aplicações financeiras. A Companhia mantém contas correntes bancárias e aplicações financeiras em diversas instituições financeiras, de acordo com as estratégias previamente aprovada pela Diretoria. Estas operações são realizadas com bancos de reconhecida solidez, minimizando assim os riscos. (c) Risco de taxa de juros - Este risco decorre da possibilidade da Companhia vir a incorrer em perdas por conta das flutuações nas taxas de juros. A Companhia e suas controladas possuem aplicações financeiras expostas a taxas de juros flutuantes, taxa que também está vinculada às debêntures e a maior parte dos seus empréstimos, conforme Notas 15 e 16, em sua maioria, vinculadas à variação do CDI. As taxas de juros das debêntures dos empréstimos e financiamentos também estão vinculadas às variações da TR. Análise de Sensibilidade de variação nas taxas de juros - A Companhia mantém parte substancial dos equivalentes de caixa indexada à variação do CDI. A expectativa de mercado, conforme dados retirados no informe do Banco Central do Brasil (Relatório Focus), com data base de 31 de dezembro de 2011, indicaram uma taxa mediana (Top 5) efetiva da Selic estimada em 9,00%, cenário provável para o ano de 2012, ante a taxa atual de 10,5%. Além do cenário provável, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), através da resolução nº 1.198/09, determinou que fossem apresentados mais dois cenários com deterioração de 25% (cenário III) e 50% (cenário IV) da variável do risco considerado. Além disso, apresentamos os cenários de aumento de taxas: 25%(cenário I) e 50% (cenário II). Taxa de Cenário Cenário Cenário Cenário Riscos de fecham. Cenário I II III IV taxas de 31/12/2011 provável aum. aum. red. red. juros (a.a.) (12/2012) de 25% de 25% de 25% de 50% CDI 11,60% 9,69% 12,11% 14,54% 7,27% 4,85% TR 1,21% 1,01% 1,26% 1,51% 0,76% 0,50% Desp. financ. Emprést. - CDI 16.327 20.409 24.491 12.245 8.164 Emprést. - TR 1.700 2.125 2.550 1.275 850 Rec. financ. Invest. - CDI 4.241 5.301 6.362 3.181 2.121 Valor de mercado dos instrumentos financeiros - Para determinar o valor estimado de mercado dos instrumentos financeiros, foram utilizadas as informações disponíveis no mercado e metodologias apropriadas de avaliação. As estimativas não indicam, necessariamente, que tais instrumentos possam ser operados no mercado diferentemente das taxas utilizadas. O uso de diferentes informações de mercado e/ou metodologias de avaliação poderão ter um efeito relevante no montante do valor estimado de mercado. A Companhia tem como prática não ficar exposta aos riscos de mercado, operando apenas instrumentos que lhe permitam o controle desses riscos. Os valores constantes nas contas do ativo e passivo (exceto mútuos com as partes relacionadas mencionadas abaixo), como instrumentos financeiros, encontram-se atualizados na forma contratada até 31 de dezembro de 2011. Correspondem, aproximadamente, ao seu valor de mercado, em razão do vencimento de parte dos saldos ocorrer em datas próximas às dos balanços, e a natureza, característica e condições contratadas se assemelharem àquelas disponíveis no mercado. Conforme mencionado na Nota 9 (item 9.1) às demonstrações financeiras, em 31 de dezembro de 2011 existem operações com partes relacionadas no montante de R$ 178.441 (ativo) e R$ 4.238 (passivo), sem incidência de juros. Apresentamos a seguir os principais instrumentos financeiros ativos e passivos: 31/12/2011 Controladora Consolidado Valor Valor Valor Valor Ativo Contábil Justo Contábil Justo Caixa e equivalentes de caixa 29.087 29.087 103.441 103.441 Aplicações financeiras 70.365 70.365 87.533 87.533 Contas a receber 88.304 88.304 392.518 392.518 Partes relacionadas 315.253 315.253 178.441 178.441 Passivo Fornecedores 7.392 7.392 19.328 19.328 Empréstimos 255.156 255.156 402.486 402.486 Debêntures 366.301 366.301 366.301 366.301 Obrig. p/compra de imóveis 33.496 33.496 113.965 113.965 31/12/2010 Controladora Consolidado Valor Valor Valor Valor Ativo Contábil Justo Contábil Justo Caixa e equival. de caixa 11.602 11.602 211.202 211.202 Aplicações financeiras 160.014 160.014 206.155 206.155 Contas a receber 133.962 133.962 270.273 270.273 Partes relacionadas 71.999 71.999 Dividendos a receber 32.853 32.853 Passivo Fornecedores 8.050 8.050 18.936 18.936 Empréstimos 218.717 218.717 297.112 285.510 Debêntures 364.507 364.507 364.507 364.507 Obrig. p/compra de imóveis 50.506 50.506 167.457 167.457 25. Lucro (Prejuízo) Bruto Operacional Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Receita operacional bruta: Receita de incorp. imobiliária 83.100 60.837 370.222 251.549 Receita de serviços 16.433 77.941 58.287 66.441 Rec. de venda de terrenos 8.414 5.239 160.000 Subtotal 107.947 138.778 433.748 477.990 Devol. e cancelamentos (17.559) (29.232) (36.327) (44.159) Impostos inc.s s/as vendas (7.798) (9.994) (17.657) (24.647) Receita líquida 82.590 99.552 379.764 409.184 Custo das vendas e dos serviços prestados: Custos de incorp. e vendas de imóveis (93.446) (81.860) (320.063) (229.247) Custos dos serv. prestados (7.354) (57.389) (9.194) (59.163) Custo dos imóveis vendidos (7.637) (4.461) (17.107) Provisão para garantia (2.465) (7.080) Custo operacional (110.902) (139.249) (340.798) (305.517) (Prej.) Luc. bruto operac. (28.312) (39.697) 38.966 103.667 A receita de serviços refere-se à prestação de serviços de gerenciamento financeiro dos empreendimentos imobiliários e empreitada pela Companhia e prestação de serviço da controlada OAS Imóveis S.A. (consolidado). As transações entre investidas são eliminadas na consolidação. Os custos dos serviços prestados refere-se a gastos com empreitada alocados aos projetos. 26. Despesas Gerais e Administrativas Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Despesa com pessoal (50.760) (45.640) (52.332) (46.566) Utilidades e serviços (3.578) (2.163) (4.022) (2.326) Despesas gerais (7.215) (11.014) (11.260) (11.415) Serviços de terceiros (9.458) (11.539) (16.766) (15.243) Viagens e representações (2.824) (2.464) (2.964) (2.716) Outros (7.223) (5.614) (8.434) (6.004) Total (81.058) (78.434) (95.778) (84.270) 27. Outras Receitas e Despesas Operacionais - Líquidas Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Res.com venda Transcon 22.575 22.575 Ganho na alienação do invest. da NH (Nota 12) 18.000 18.000 Ganho na integ. do FII (Nota 12) 17.500 15.694 17.500 15.694 Realiz. do luc. na venda do imóvel arena e Resid. Humaitá (Nota 12) 26.305 26.305 Resultado com venda de invest. GID (Nota 12) 7.841 7.841 Outros (1.913) 1.292 (1.370) (302) Total 67.733 39.561 68.276 37.967 28. Resultado Financeiro Líquido Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Receitas financeiras Juros sobre mútuos 10.127 2.658 1.924 Rend.s de aplic. financ. 13.368 23.139 20.174 25.186 Ajuste a valor presente 1.748 1.856 7.550 5.047 Variação ativa 434 328 450 335 Juros remuneratórios 2.176 810 2.392 711 Outros 752 972 1.339 3.099 Total 28.605 29.763 33.829 34.378 Despesas financeiras Juros s/ emp.s e financ. (67.137) (39.988) (58.998) (40.008) Ajuste a valor presente (315) (959) (1.142) (1.530) Encargos moratórios (527) (575) (1.194) (1.171) Despesas bancárias (927) (675) (1.445) (846) Variação passiva (315) (133) (551) (222) Outros (1.515) (770) (1.814) (873) Total (70.736) (43.100) (65.144) (44.650) Total líquido (42.131) (13.337) (31.315) (10.272) 29. Seguros - Riscos de engenharia e outros - Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía coberturas de seguros contra riscos de engenharia e responsabilidade civil, no montante de R$ 583.202 (31 de dezembro de 2010, R$ 610.503), e cobertura de equipamentos no montante de R$ 657 (31 de dezembro de 2010, R$ 657), conforme apólices de seguros. O seguro contra riscos de engenharia visa cobrir danos materiais à própria obra e o seguro de responsabilidade civil visa cobrir danos que o processo de execução das obras ocasione involuntariamente a terceiros. O escopo dos trabalhos de nossos auditores não inclui a emissão de opinião sobre a suficiência da cobertura de seguros, a qual foi determinada pela Administração da Companhia e que a considera suficiente para cobrir eventuais sinistros. 30. Compromissos Assumidos (a) Contratos de locação de imóveis: A Companhia possui contratos de locação de imóveis para fins comerciais, com vigência de 5 de fevereiro de 2007 a 05 de maio de 2014. Os valores mensais contratados são de R$ 186 e R$ 197 tendo sido registrado no exercício despesas no montante de R$ 3.023 e R$ 3.321 para a controladora e para o consolidado, respectivamente. Estes contratos são atualizados anualmente pela variação do IGP-M. (b) Aquisição de terrenos - Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possui promessas de compra e venda de terrenos localizados em Brasília-DF que serão liquidadas através de permutas de unidades imobiliárias. A Companhia deverá contratar seguro garantia com o objetivo de assegurar a entrega das unidades permutadas. 31. Aquisições e Incorporações - As transações de aquisição e incorporação que ocorreram no período estão mencionadas a seguir, bem como seus efeitos líquidos nos fluxos de caixa da Companhia: (a) Novo Humaitá - Em 1o de dezembro de 2010 em Reunião de Acionistas foi aprovado aumento do capital social da Companhia, equivalente a R$ 1.251. A capitalização se deu através do aporte da totalidade das ações da Novo Humaitá, anteriormente detidas pela controladora, conforme mencionado nas Notas 12 e 22. Com a conferência das ações detidas pela controladora para a Companhia, a mesma passou a ter a partir de 1º de dezembro de 2010, a totalidade das ações representativas do capital social da Novo Humaitá. O efeito da alteração da participação da Companhia no capital social da investida nos fluxos de caixa foi de R$ 162. Em 27 de dezembro de 2010, foi aprovada a cisão parcial da Novo Humaitá Empreendimentos Imobiliários S.A. e incorporação da parcela cindida pela OAS 26 Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda., cujo acervo líquido encontra-se demonstrado a seguir: Saldos em Passivo e patrim. Saldos em Ativo 27/12/2010 líquido 27/12/2010 Circulante Circulante Caixa e equiv. de caixa 891 Obrig. p/compra de terrenos 787 Estoques 22.632 Não Circulante Obrig. p/compra de terrenos 19.689 Patrimônio Líquido Capital social 462 Adiant. para fut. aum.o de cap. 2.585 Total do ativo 23.523 Total do passivo e patrim. líq. 23.523 Em 1o de abril de 2011, a Companhia alienou a totalidade das ações da Novo Humaitá, conforme mencionado na Nota 12. (b) IOTA Empreendimento Imobiliário S.A. Em 29 de abril de 2011, a Companhia adquiriu ações da IOTA Empreendimentos Imobiliários S.A. com um percentual de participação de 37,5%. A sociedade tinha como acionistas também a Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. e ZI Participações S.A. com os percentuais de 37,5% e 25% respectivamente. O balanço patrimonial levantado na data de aquisição encontra-se demonstrado a seguir: Saldos em Passivo e patrimônio Saldos em Ativo 30/04/2011 líquido 30/04/2011 Circulante Circulante Caixa e equiv.e de caixa 13 Fornecedores 6 Outras contas a receber 1 Impostos a recolher 1 Obrig. trab. e encargos sociais 6 Não circulante Imobilizado 1 Patrimônio Líquido e AFAC Capital social 229 Prejuízos acumulados (242) AFAC 15 Total do ativo 15 Total do passivo e patrim. líq. 15
>>>Continua...
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sexta-feira, 27 de abril de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 29
>>>Continuação Em 29 de dezembro de 2011, foi aprovado o ingresso da REX Empreendimentos Imobiliários IV Ltda. na sociedade e a participação da Companhia reduziu para 27,27%. 32. Contratos de Construção do Setor Imobiliário - A Companhia possui contratos de venda de unidades imobiliárias nos quais ocorre a transferência contínua dos riscos e benefícios significativos sobre tais bens permitindo o reconhecimento das receitas e custos à medida que ocorrem essas transferências. Sendo assim, as receitas de vendas são apropriadas ao resultado utilizando-se o método do percentual de evolução da obra de cada empreendimento. O percentual de evolução da obra é mensurado em razão do custo incorrido das obras em relação ao custo total orçado dos respectivos empreendimentos. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia e suas controladas apresentavam as seguintes composições dos empreendimentos:
31/12/2011 Valores não refletidos nas demon. financeiras Receita de vendas a apropriar Custos das unidades vendidas a apropriar Resultado a apropriar
352.444 (254.015) 98.429 31/12/2011 370.222 (320.063)
Receita no exercício Custo no exercício
Consolidado 31/12/2010 600.190 (408.129) 192.061 Consolidado 31/12/2010 251.549 (229.247)
31/12/2011 50.159 1.009.197 916.527 (831.757) 84.770 24.737
Lucros reconhecidos no exercício Custos incorridos acumulados Receita reconhecida acumulada Custo reconhecido acumulado Lucros reconhecidos acumulado Adiantamentos Recebidos
31/12/2010 22.302 612.955 546.305 (511.694) 34.611 18.533
A Diretoria Contador Rodrigo Pinheiro Andrade - CRC: SE006529/O-0-T-BA
Parecer do Conselho Fiscal Os infra-assinados, membros do Conselho Fiscal da OAS Empreendimentos S.A., no exercício de suas atribuições legais e estatutárias, tendo examinado as Demonstrações Financeiras, as Notas Explicativas relacionadas e o correspondente parecer dos Auditores Independentes, relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentado sem ressalvas, são de opinião, conforme Ata da reunião datada de 23 de abril de 2012, que as citadas peças, examinadas à luz da legislação societária vigente, refletem adequadamente a situação patrimonial e financeira da Companhia, opinando por sua aprovação pela Assembleia Geral Ordinária dos Acionistas. Octavio Bulcão Nascimento Roberto Quiroga Mosquera - Alfeu Garbin
Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Aos Administradores e Acionistas da OAS Empreendimentos S.A. São Paulo - SP - Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da OAS Empreendimentos S.A. (“Companhia”), adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), aplicáveis a entidades de incoridentificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patri- poração imobiliária no Brasil, como aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Em nossa opinião, as demonstrações financeiras mônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da OAS Empreendimentos S.A. em 31 de dezembro de 2011, o demonstrações financeiras - A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) aplicáveis a contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária no Brasil, entidades de incorporação imobiliária no Brasil, como aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Ênfase - Conforme descrito na Nota 3, as como aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), assim como pelos controles internos que a Administração determinou como necessários demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa as IFRS aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária e consideram adicionalmente a Orientação OCPC-04 editada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Essa orientação trata do reconhecimento responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas da receita desse setor e envolve assuntos relacionados ao significado e aplicação do conceito de transferência contínua de riscos, benefícios e de controle na venda de unidades imobiliárias, conforme descrito normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão em maiores detalhes na Nota 4. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. Conforme descrito nas notas explicativas 9 e 12, a Companhia e suas controladas têm operações relevantes com livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. partes relacionadas, incluindo transação de venda de participação acionária de entidade que passou a ter controle compartilhado com o Fundo de Investimento Imobiliário Caixa Desenvolvimento Imobiliário (FII), Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. detalhadas nas referidas notas. Os resultados decorrentes de transações com partes relacionadas levam em consideração as condições pactuadas entre as partes e poderiam ser diferentes caso realizados com Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de terceiros. Outros assuntos - Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior - Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparaauditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação ção, foram anteriormente examinados por outros auditores independentes que emitiram relatório de auditoria datado de 29 de março de 2011, contendo parágrafo de ênfase sobre os assuntos descritos acima. São Paulo, 09 de março de 2012 das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas ERNST & YOUNG TERCO - Auditores Independentes S/S - CRC 2SP 015199/O-6 no Brasil - Em nossa opinião, as demonstrações financeiras, individuais (controladora) e consolidadas, acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Luiz Carlos Marques - Contador CRC-1SP 147.693/O-5 financeira da OAS Empreendimentos S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis
e
O varejo será o maior consumidor de LED. Hui Li Chen, da Lumicenter
conomia
Fátima Lourenço Fotos: Divulgação
A
Spots destacam produtos em lojas e vitrines, como os da Lumidec (à dir.), e das luminárias da Philips: StyliD e a StyliD Pure Datail (abaixo).
Reprodução
indústria brasileira de iluminação, na prática uma cadeia produtiva que envolve luminárias, reatores e lâmpadas, projeta crescimento anual de 7% sobre o faturamento de R$ 3,7 bilhões registrado em 2011. Ao longo desta semana, e até sábado, cerca de 200, das 660 empresas que compõem o setor, apresentam o seu mix de produtos e novos lançamentos no Expo Center Norte, na Capital paulista, durante a 13ª Feira Internacional da Indústria de Iluminação, a Expolux. De acordo com os organizadores do evento, o próprio formato da feira deste ano, com data e espaço próprios, já é um sintoma de bons ventos para o setor. Até então, a Expolux compunha o Salão Internacional da Construção (Feicom), realizado pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Variedade – O ganho de espaço para o evento ampliou a gama de soluções expostas. Além das alternativas para a decoração em geral, a feira apresenta muitas opções para o mundo corporativo – de luminárias fluore scentes às de LED, g r a n d e t e ndência do mercado mundial e estrela maior da Expolux. Há detalhes, aparentemente imperceptíveis aos olhos de um leigo, que podem significar, aos lojistas do varejo, por exemplo, além de redução nos gastos com energia, com o uso da tecnologia LED, a valorização da exposição dos produtos. Spots flexíveis (que permitem direcionar a luz); luminárias que correm sobre trilhos (oferecendo dinamismo na renovação de vitrines); ou mecanismos para controlar a intensidade da iluminação são algumas das possibilidades. Mercado – "Hoje, esse mer-
LED: grande tendência do mercado mundial. A Expolux apresenta alternativas para a decoração em geral e opções de iluminação para os lojistas do varejo, que valorizam a exposição dos produtos. cado está globalizado. O que temos aqui, no Brasil, é bastante semelhante ao que existe na Europa. São produtos com o mesmo padrão mundial, para diversos níveis de poder aquisitivo", afirma Isac
Roizenblatt, diretor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), apoiadora da Expolux. Há um ano e meio, explica o executivo, o setor desenvolve, em conjunto com o gover-
no federal, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Iluminação (Padil). O objetivo é criar condições para se conceber internamente, produtos inovadores e competitivos,
justifica. Atualmente, o LED utilizado nas luminárias, por exemplo, é todo importado, bem como a maioria das lâmpadas, exceto pela produção local da Osram e Sodokin. Para o setor como um todo,
segundo análise do diretor da Abilux, o maior entrave não é a China, é o chamado custo Brasil, que prejudica as condições de concorrência do setor. Segundo Roizenblatt, do universo de 660 indústrias, 80% são de pequeno ou médio portes. A favor da meta de crescer 7% em 2012, pesam, de acordo com a Abilux, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para luminárias e lustres, válida até 30 de junho, os eventos esportivos (Copa e Olimpíada); a grande expansão de novos shopping centers; além da eletrificação rural. Tendências – Segundo o diretor da Abilux, as principais tendências do setor apontam para a busca da conservação de energia, miniaturização e automação dos sistemas. "Nas fontes de luz, a grande tendência, no mundo todo, é caminhar em direção ao LED", tecnologia ainda cara, mas que, na previsão do executivo, se tornará acessível "rapidamente", dentro de três a cinco anos.
Tecnologia reduz gasto de lojistas com energia
A
s indústrias do ramo, de uma maneira geral oferecem soluções de iluminação com LED e também em formatos convencionais, como acontece, por exemplo, na Lumicenter, Philips e GLight, exemplos de expositores que apresentam, na Expolux, soluções para variados segmentos do universo corporativo. A paranaense Lumicenter lança, na feira de iluminação, spot com luz direcional, "que o lojista coloca em trilhos eletrificiados, com uma só alimentação. É mais prático e mais flexível, para uma vitrine", exemplifica a diretora de marketing e sócia da empresa, Hui Li Chen. Para essa linha de solução, acrescenta, há grande variedade de lâmpadas, incluídas as de LED. Economias – "O varejo será o maior consumidor de
Divulgação
LED", afirma a empresária do Paraná. A previsão, no âmbito mundial, é que até 2016 todo o mercado corporativo tenha adotado essa tecnologia nos seus projetos de iluminação. De acordo com a empresa, uma luminária embutida de LED gera, ao varejo, economia de energia de até 56%, além de durabilidade cinco vezes maior, na comparação com uma lâmpada fluorescente compacta. Na Philips, a diretora de marketing e produtos, Marina Steagall destaca, entre as opções para lojistas, a luminária StyliD Pure Detail, lançada este ano na feira Light & Building de Frankfurt. É um produto para teto (de sobrepor ou trilhos), cujo diferencial, além do uso do LED, é o efeito de iluminação em fachos (promovido por detalhes em alto relevo da luminária), que proporciona a visão precisa de detalhes
Mateus Maia: "hoje, o mix de opções é variado, porque o varejo mudará para o LED." A mudança será gradual.
das peças expostas (como cor e textura). Lojistas e decoradores do ramo também podem se beneficiar de produtos que oferecem variadas opções de cores ao ambiente, com apenas uma luminária, ao toque de um simples botão,
como um controle remoto. O gerente regional de vendas sudeste da baiana G-Light, Mateus Maia, comenta que em meio a tanta variedade de recursos e diversidade de tecnologias em uso no mercado corporativo
brasileiro, uma das tendências – além da utilização de LED – é a mudança da luminária aletada (que sustenta as lâmpadas em tubo, fluorescentes) pela luminária aletada de altorendimento.
"Elas aproveitam toda a luz da lâmpada, por causa do refletor de alumínio atrás da luminária, que joga a luz para a frente", explica o gerente Maia. Aliado a isso, o uso de uma lâmpada de tubo mais fino gera menos sombra e mais luz. "Aí, o lojista precisará de menos wats, o que também diminui gastos com energia", justifica, lembrando que é preciso evoluir com todas as soluções ainda utilizadas pelo mercado. Maia acrescenta que a empresa também trabalha com a lâmpada tubular de LED de alto brilho. Ela é mais econômica em consumo de energia, mas seu custo como produto ainda é alto, cinco vezes maior que a "T5", a tubular mais fininha. "Hoje, o mix de opções é variado, porque o varejo mudará para o LED, mas gradativamente. Até a lâmpada incandescente ainda é utilizada", afirma o gerente regional. (FL)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
30 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 27 de abril de 2012
e Industriais enxergam melhora à frente As medidas do governo só devem dar resultado daqui a três meses Aloísio Campelo, da FGV
conomia
Paulo Pinto/ AE
FGV aponta que confiança da indústria para os próximos 6 meses cresceu 4,4%
N
o curto prazo a confiança da indústria esta crescendo a um ritmo lento, entretanto, no horizonte de seis meses as expectativas apontam para um cenário melhor para o setor, afirmou ontem o coordenador da Sondagem da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloísio Campelo. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) em abril fechou em 0,3%, abaixo da expansão de 0,5% de março, o Índice de Expectativa (IE) avançou só 0,2% comparando com março e as perspectivas para o emprego (2,7% negativos) e pro-
Pesquisa indica que estoque elevado ainda preocupa o setor automotivo
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Permanecemos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos necessários.
Balanços patrimoniais em 31 de dezembro (em milhares de reais) ATIVO Circulante Caixa e equivalentes de caixa......................................................................... Contas a receber de clientes........................................................................... Imóveis a comercializar e terrenos a incorporar.............................................. Adiantamentos a fornecedores........................................................................ Outros ativos ................................................................................................... Não circulante Imobilizado ......................................................................................................
2011
2010
1.003 17.962 12.448 8 49 31.470
100 22.763 278 2 23.143
1.716 1.716
1.063 1.063
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante Fornecedores e subempreiteiros .................................................................... Tributos, taxas e salários a pagar ................................................................... Tributos diferidos ............................................................................................. Dividendos a pagar.......................................................................................... Outros passivos............................................................................................... Não circulante Tributos diferidos ............................................................................................. Adiantamento para futuro aumento de capital................................................. Patrimônio líquido Capital social ................................................................................................... Reserva de lucros............................................................................................ Prejuízos acumulados .....................................................................................
Total do ativo .................................................................................................
33.186
24.206
Demonstração do resultado – Exercícios findos em 31 de dezembro
25.530 (17.422) 8.108 (4.161) (17) 3.930 115 (42) 4.003 (853) 3.150 0,12
Reservas de lucros Reserva Retenção legal de lucros
Lucros (prejuízos) acumulados (8.766) 7.960 (806)
22.279 4.876
27.155
617
579 1.868 2.447
2.117 2.117
27.155 2.233
22.278 (806) 21.472 24.206
29.388 33.186
2010
(4) 7.964 7.960
7.960 7.960 0,36
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido (em milhares de reais)
117 117
569 48
(em milhares de reais) 2011
Operações continuadas Receitas........................................................................................................... Custos de incorporação e venda de imóveis................................................... Lucro bruto .................................................................................................... Despesas de mercado..................................................................................... Gerais e administrativas .................................................................................. Recuperação de despesas.............................................................................. Lucro operacional ......................................................................................... Receitas financeiras ........................................................................................ Despesas financeiras ...................................................................................... Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social...................... Imposto de renda e contribuição social ........................................................... Lucro líquido do exercício............................................................................ Lucro por ação das operações continuadas atribuível aos acionistas da Companhia durante o exercício (expresso em R$ por ação) ..........................
Em 31 de dezembro de 2009.... Aumento de capital..................... Lucro líquido do exercício........... Em 31 de dezembro de 2010.... Aumento de capital..................... Lucro líquido exercício................ Dividendos.................................. Constituição de reservas ............ Em 31 de dezembro de 2011....
2010
318 161 725 111 36 1.351
Demonstrações dos fluxos de caixa – Exercícios findos em 31 de dezembro
(em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
Capital social 10.586 11.693
Total do passivo e patrimônio líquido.........................................................
2011
3.150 (111) (2.233)
2.116 2.116
Total 1.820 11.693 7.960 21.473 4.876 3.150 (111) 29.388
DIRETORIA Antonio Roberto de Matos – Diretor Paulo Aridan Soares Mingione – Diretor Paulo Ricardo Baqueiro de Melo – Diretor Sergio Bernardi Benini – Contador CRC 1SP 172182/O-2
Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido (prejuízo) antes do imposto de renda e contribuição social................................................................................................................... Ajustes para reconciliação do lucro (prejuízo) do exercício Depreciação e amortização............................................................................. Ajuste de receita e custo pela evolução da obra............................................. Ajuste a valor presente.................................................................................... Variação nos ativos e passivos Contas a receber de clientes........................................................................... Imóveis a comercializar e terrenos a incorporar.............................................. Adiantamento a fornecedores, subempreiteiros e outros................................ Tributos a recuperar ........................................................................................ Outros ativos ................................................................................................... Fornecedores .................................................................................................. Impostos, taxas e contribuições ...................................................................... Outros passivos............................................................................................... Caixa líquido proveniente das operações................................................... Fluxo de caixa das atividades de investimento Aquisições de bens do ativo imobilizado......................................................... Caixa líquido consumido nas atividades de investimentos...................... Fluxo de caixa das atividades de financiamento Aumento de capital social................................................................................ Adiantamento para futuro aumento de capital................................................. Sociedades ligadas ......................................................................................... Caixa líquido proveniente das atividades de financiamento .................... Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa, líquidos................ Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ................................ Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício ..................................
2011
2010
4.003
7.960
519 (9.286) 203 (4.561)
7.960
8.543 (7.107) 270 (3) (45) (251) 579 (227) (2.802)
(9.090) (278) (2) 15.762 (658) (45) (2.489) 11.160
(1.171) (1.171)
(1.063) (1.063)
4.876
4.876 903 100 1.003
2.117 (12.149) (10.032) 65 35 100
As notas explicativas referentes às demonstrações financeiras encontram-se à disposição na sede da Sociedade.
Magna Sistemas Consultoria S.A. CNPJ/MF nº 01.165.671/0001-75 Demonstrações Financeiras – Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 Demonstrações do Resultado para os exercícios Balanços Patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Milhares de Reais) findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Milhares de Reais) Ativo 2011 2010 Passivo 2011 2010 2011 2010 Circulante 7.275 5.486 Circulante 3.588 2.601 24.602 22.414 Disponível 547 814 Fornecedores 302 210 Receita Operacional Líquida (20.790) (18.338) Clientes 2.709 1.776 Empréstimos e Financiamentos 837 154 Custo dos Serviços Prestados 3.812 4.076 Outros Créditos 317 80 Obrigações Fiscais, Tributárias e Sociais 958 702 Lucro Bruto (2.940) (2.911) Impostos a Recuperar 1.178 880 Provisões 1.325 1.146 Receitas/Despesas Operacionais Despesas com Vendas (515) (822) Licença de Uso 135 1 Outras Contas a Pagar 166 389 Despesas Gerais e Administrativas (2.526) (2.494) Despesas Antecipadas 2.389 1.935 Não Circulante 2.561 1.907 Outras Receitas/Despesas Operacionais (57) 316 Não Circulante 1.283 807 Exigível a Longo Prazo 2.561 1.907 Resultado da Equivalência Patrimonial 158 89 Realizável a Longo Prazo 208 30 Empréstimos e Financiamentos 2.561 1.907 872 1.165 Empréstimos a Coligadas e Controladas 34 30 Patrimônio Líquido 2.409 1.785 Resultado antes do Resultado Financeiro (126) (134) Despesas Antecipadas 174 – Capital Social 1.010 828 Resultado Financeiro 746 1.031 Investimentos Permanentes 614 452 Reservas de Lucros 1.399 957 Lucro antes do IRPJ e Contribuição Social Provisão para Imposto de Renda (125) (216) Imobilizado 461 325 Contribuição Social (53) (86) Total do Ativo 8.558 6.293 Total do Passivo e Patrimônio Líquido 8.558 6.293 Lucro Líquido do Exercício 568 729 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido p/ os exercícios Lucro por Ação = R$ (1.010.000 Ações findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Milhares de Reais) 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Milhares de Reais) Ordinárias e 828.000 em 2010) 0,56 0,88 Reservas de Lucros Lucros/ 1. Contexto Operacional – As operações da Empresa consistem na presDemonstrações dos Fluxos de Caixa para os exercícios Capital Reserva Reserva p/ Prej. tação de serviços de consultoria, desenvolvimento, importação, exportação, findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em Milhares de Reais) Social Legal Investim. Acum. Total comercialização, suporte, treinamento, publicações e serviços de software Eventos 828 36 921 – 1.785 Fluxos de Caixa das Atividades Operacionais 2011 2010 e sistemas em geral. Comercialização sob qualquer título, importação, Saldos em 01/01/11 Aumento de Capital 182 – (182) – – Lucro Líquido do exercício 568 729 exportação, manutenção e assistência técnica de equipamentos e sistemas – – 56 – 56 Ajustes por: de informática, telecomunicações e comunicação de dados, bem como ser- Ajuste de exerc. anterior Lucro Líq. do Exercício – – – 568 568 Depreciação e Amortização 62 63 viços complementares a eles relacionados. Participação em sociedades e Resultado da Equivalência Patrimonial (158) (89) empreendimentos que se afigurem potencialmente lucrativos para a socie- Destinação: Reserva Legal – 28 – (28) – Ganho na Alienação de Imobilizado (6) (5) dade. – – – – – Ajuste de exercícios anteriores 56 – 2. Apresentação das Demonstrações Contábeis – As demonstrações Dividendos a Pagar – – 540 (540) – (Aumento) Diminuição em Ativos Operacionais contábeis foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as Reserva p/ Investimentos 1.010 64 1.335 – 2.409 Clientes (933) (468) práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais levam em consideração as Saldos em 31/12/11 690 138 1.977 – 2.805 Outros Créditos (669) 416 disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações – Lei nº 6.404/76, Saldos em 01/01/10 138 (138) – – – Despesas Antecipadas (300) (589) alteradas pelas Leis nºs 11.638/07 e 11.941/09, nas normas estabelecidas Aumento de Capital Lucro Líq. do Exercício – – – 729 729 pelos órgãos reguladores e nos pronunciamentos, nas orientações e nas Aumento (Diminuição) em Passivos Operacionais interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC. Destinação: Fornecedores 92 (101) – 36 – (36) – As referidas demonstrações não contemplam integralmente a adoção dos Reserva Legal Obrigações Fiscais e Sociais 434 (245) – – (1.749) (1.749) pronunciamentos técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Con- Dividendos a Pagar Outras Obrigações (223) 183 Reserva p/ Investimentos – – 693 (693) – tábeis – CPC, exigidos para exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro Caixa líqu. proveniente das atividades operacionais (1.077) (106) Saldos em 31/12/10 828 36 921 – 1.785 de 2010, em relação a ajuste ao valor recuperável e avaliação da vida útil Fluxos de Caixa das Atividades de Investimentos 7. Imobilizado – É composto por: restante dos bens de ativo imobilizado. Investimentos Permanentes (4) – Taxa de 2011 2010 3. Principais Práticas Contábeis – a. Estimativas Contábeis: Na elaboCompra de Ativo Imobilizado (197) (110) Deprec. Deprec. ração das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis Venda do ativo Imobilizado 28 75 ao Ano Custo Acum. Líq. Líq. adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na deterCaixa líquido usado nas atividades de investimentos (173) (35) 10% 75 (36) 39 26 Fluxos de Caixa das Atividades de Financiamentos minação e no registro de certos valores determinados sejam registrados Móveis e Utensílios 20% 426 (312) 114 85 por estimativa, as quais são estabelecidas com o uso de premissas e pres- Equipamentos Proces. de Dados Dividendos – (1.749) 20% 7 (3) 4 1 supostos em relação a eventos futuros. Itens significativos registrados com Equipamentos Telefônicos Empréstimo recebido 4 681 20% 119 (23) 96 76 base em estimativas contábeis incluem as provisões para ajuste dos ativos Veículos Amortização de Empréstimo (205) – – 201 – 201 130 ao valor de realização ou recuperação, as provisões para perdas em geral. Licença de Uso Software Recebimento de Empréstimo 633 – 20% 11 (11) – – A liquidação das transações registradas com base em estimativas poderá Benfeitoria em Imóv. de Terceiros Empréstimo de Coligadas 551 (2) – 7 – 7 7 resultar em valores divergentes devido a imprecisões inerentes ao processo Direitos Uso Linhas Telefônicas Caixa líquido usado nas atividades de financiamento 983 (1.068) 846 (385) 461 325 de sua determinação. A Administração da Sociedade revisa periodicamente Total Diminuição liquida de caixa e equivalentes de caixa (267) (1.211) as estimativas e premissas. b. Apuração do Resultado: O regime de apu- 8. Empréstimos e Financiamentos Caixa e equivalentes de caixa no inicio do período 814 2.025 2011 2010 ração do resultado é o de competência de exercícios. c. Ativos Circulantes Caixa e equivalentes de caixa no fim do período 547 814 Encargos CircuNão CircuNão e Não Circulante: c1. Ativo circulante e Realizável a Longo Prazo: São (267) (1.211) Financeiros lante Circul. lante Circul. apresentados ao valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendiLeasing Golf 1,42% ao mês 3 – 17 3 10. Caixa e Equivalentes de Caixa – Caixa e equivalentes de caixa conmentos e variações monetárias auferidas. c2. Investimentos Permanentes: Financiam. Jetta 0,99% ao mês 19 10 12 – sistem em numerário disponível na Sociedade, saldos de caixa e em poder Em 29 de junho de 2011 a Magna Sistemas Consultoria S/A investiu na BNDES TJLP+1% ao ano. 815 1896 125 1.800 de bancos, em forma de conta corrente e aplicações de liquidez imediata. controlada Pyxisinfo Tecnologia Ltda. adquirindo 18.600 quotas no valor Pyxisinfo – – 655 – 104 Caixa e equivalentes de caixa incluídos na demonstração dos fluxos de nominal de R$ 18.600,00, o que representa 62% das cotas da investida. Em 837 2.561 154 1.907 caixa compreendem conforme composto na nota explicativa 4. 31 de dezembro de 2011 a investidora apurou resultado positivo na equi- 9. Capital Social – O Capital Social, totalmente subscrito e integralizado, 11. Seguros – A Sociedade adota a política de contratar cobertura de seguvalência patrimonial no montante de R$ 158 mil. c3. Imobilizado: É regis- está dividido em 1.010.000 (828.000 em 2010) ações ordinárias e ao porta- ros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes trado pelo custo de aquisição. As quotas de depreciações são calculadas dor, de valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada uma. para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. pelo método linear, às taxas mencionadas na nota explicativa nº 7, as quais Relatório dos Auditores Independentes consideram a vida útil estimada dos bens. d. Passivos Circulante e Não Circulante: São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, Ilmos. Srs. Diretores da Magna Sistemas Consultoria S.A. São Paulo – SP procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações Examinamos as demonstrações financeiras da Magna Sistemas Con- a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeimonetárias incorridas. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica e a Contri- sultoria S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31/12/2011 e ras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de buição Social sobre Lucro Líquido, são calculados com base na legislação as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboralíquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim ção e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Empresa fiscal vigente. Para o exercício, a Sociedade optou pelo lucro real anual. 4. Disponível – É composto por: 2011 2010 como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explica- para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas cirCaixa – 2 tivas. Responsabilidade da Administração sobre as Demonstrações cunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia Bancos Conta Movimento 285 590 Financeiras: A Administração da Magna Sistemas Consultoria S.A. é desses controles internos da Empresa. Uma auditoria inclui, também, a Aplicações de Liquidez Imediata 262 222 responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demons- avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade 547 814 trações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no das estimativas financeiras feitas pela Administração, bem como a avalia5. Outros Créditos – É composto por: 2011 2010 Brasil aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC T 19.41), e pelos ção da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Adiantamentos a Fornecedores 6 20 controles internos que ela determinou como necessários para permitir a Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, para fundamentar nossa opinião. Base para opinião: Em nossa opinião, as Adiantamentos a Terceiros 14 – independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, Créditos de Funcionários 297 60 dos Auditores Independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da 317 80 uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa Magna Sistemas Consultoria S.A. em 31/12/2011, o desempenho de 6. Despesas Antecipadas – É composto por: 2011 2010 auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela Custo de Projetos em Andamento 2.226 1.816 de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éti- data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às Encargos Financeiros a Amortizar 159 114 cas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o Prêmios de Seguros 4 5 objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis pequenas e médias empresas (NBC T 19.41). 2.389 1.935 estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de São Paulo, 25 de abril de 2012. José de Miranda Dias – Diretor Presidente Vilma Alves de Souza – Contadora CRC 1SP 229462/O-2
procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os
Padrão Auditoria S/S – CRC 2SP 016.650/O-7 Sergio Noboru Outaka – Contador – CRC 1SP 129.531/O-9
0,3 por cento foi o quanto fechou o Índice de Confiança da Indústria (ICI) em abril. O percentual é inferior ao de março, que foi de 0,5%. dução física (0,8% inferior) para os próximos três meses continuam pouco animadoras. A situação futura dos negócios para os próximos seis meses, entretanto, cresceu 4,4% em abril na comparação com março, após ter subido apenas 0,4% em março ante fevereiro. De acordo com Campelo, a melhora na expectativa dos empresários em relação à situação dos negócios para daqui a seis meses está sendo influenciada pelas medidas de estímulo à indústria adotadas pelo governo, redução da taxa básica de juros e dos juros bancários, além de expansão do crédito. "No curto prazo, a confiança é menor porque o empresário sabe que muitas destas medidas só devem dar resultado daqui a três meses." Com relação ao crédito, a Sondagem da FGV perguntou aos 1.147 empresários que participaram do levantamento qual era o grau de dificuldade
para acessar crédito. Em abril, 11% disseram estar mais difícil obter crédito, percentual inferior aos 17% de março. Renda –O comprometimento da renda disponível do consumidor com pagamento de impostos, mensalidades, material escolar e os resíduos de despesas com férias levaram a uma redução da demanda, o que afetou a confiança do empresário da indústria brasileiro no mês de abril. A avaliação é feita também pelo coordenador Campelo. Segundo ele, o processo de ajuste de estoques está quase concluído, depois de ter atingido seu pior momento entre outubro e novembro de 2011, mas ainda existem poucos setores com níveis excessivos. Caminhões – É o caso do setor automotivo, na categoria de caminhões e ônibus, em abril, 24,7% dos empresários disseram estar com estoques elevados, tendo com parâmetro 2,1% em março, 7,1% em fevereiro e 10,1% em novembro do ano passado. "É o pior nível de estoque excessivo para o setor desde junho de 2009, quando atingiu 25,2%", observou o economista. Com relação aos automóveis, 13,4% dos industriais responderam estar com estoques excessivos em abril, ante os 7,7% em março. Já no ramo de peças e acessórios para veículos, o nível de estoques foi considerado excessivo por 0,2% dos empresários em abril, ante 0,6% em março e 1,2% em abril de 2011. (AE)
Em São Paulo, confiança da Indústria cai em abril.
A
confiança da indústria paulista atingiu 47,2 pontos em abril, dentro de uma escala de zero a 100 pontos, ante 51,9 pontos em março, segundo o Sensor da Fiesp. Em relação a abril de 2011, quando o índice alcançou 54,9 pontos, também houve redução da confiança do setor industrial de São Paulo. O índice é dividido em cinco variáveis: mercado, vendas, estoque, emprego e investimento. A confiança da indústria em relação ao mercado atingiu 52 pontos em abril, se mantendo estável em relação a março, mas inferior aos 60,6 pontos apurados um ano antes. Com relação às vendas, o nível de confiança do setor baixou de 51,6 pontos em março para 47,5 em abril. Em abril do ano passado, a confiança em relação a esse quesito era de 52,6 pontos. Sobre os estoques, o sensor registrou uma redução da confiança para 41,5 pontos, de 51,4 pontos em março e de 53,5 pontos em abril de 2011. Em relação ao item emprego, o nível de confiança do empre-
sário da indústria caiu a 48,3 pontos em abril de 49,5 pontos em março. No ano passado, também em abril, a confiança da indústria em relação ao emprego era de 53,8 pontos. Atividade – O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou recuo de 0,5% em março, na comparação com fevereiro, na série com ajuste sazonal, divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na comparação livre de ajustes sazonais, a atividade cresceu 10% em março na comparação com fevereiro, mas recuou 4% na comparação com igual mês do ano passado. No acumulado do primeiro trimestre, a indústria de transformação paulista acumulou perda de 6,1% ante igual intervalo de 2011. O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) caiu em março para 81,4%, ante os 82,1% apurados em fevereiro. A capacidade instalada de março, em relação a fevereiro, sem ajuste sazonal, passou de 79,8% para 80,8%. (AE)
Desemprego cresce em março
O
desemprego brasileiro subiu para 6,2% em março, ante 5,7% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem. O resultado do mês passado é o melhor para março desde 2002, quando iniciou a série histórica. Porém, a taxa é a maior desde junho de 2011, quando também ficou em 6,2%. Segundo o IBGE, o aumento do desemprego deve-se às dispensas no começo do ano de empregados temporários contratados para festas de fim de ano, férias e verão. "No primeiro trimestre é comum a taxa subir porque acontecem dispensas. A partir do mês de abril a expectativa é que ela pare de subir se o mercado de trabalho estiver aquecido, e que haja contratações para acabar com a fila
de desempregados", disse o coordenador da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo. O aumento do desemprego aconteceu nas seis regiões pesquisadas pelo IBGE. Em São Paulo, a mais importante da pesquisa com 40% da força de trabalho, a taxa subiu de 6,1% em fevereiro para 6,5% em março. Na região, houve queda no emprego com carteira e por conta própria e dispensas nos setores de outros serviços, educação, saúde e administração pública e serviços domésticos. Na média das seis regiões, o emprego com carteira caiu 1% entre fevereiro e março e o pessoal ocupado caiu nos segmentos de comércio (0,8%), serviços prestados a empresas (1,4%), serviços domésticos (1,3%) e outros serviços (0,5%). (Reuters)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 27 de abril de 2012
e
O uso destas reservas para o pagamento de dívida do Tesouro argentino foi aprovado pela Lei de Orçamento de 2012.
conomia
Tesouro argentino emite títulos para pagar dívidas Banco Central autorizou emissão de US$ 5,6 bi
ECONOMIA/LEGAIS - 31
O
Tesouro argentino emitiu ontem uma letra de 10 anos ao Banco Central no valor total de US$ 5,674 bilhões para cumprir seus compromissos financeiros, informou resolução publicada no Diário Oficial. "Dispõe-se a emissão de uma Letra do Tesouro Nacional intransferível denominada em dólares norte-americanos
a ser assinada em várias tranches pelo Banco Central, na medida em que existam reservas de livre disponibilidade", disse a medida. O uso destas reservas para o pagamento de dívida do Tesouro argentino foi aprovado pela Lei de Orçamento de 2012. Excluído do mercado voluntário de dívida desde o default de dezembro de 2001,
a Argentina tem se financiado por meio de emissões junto às autarquias e outros organismos públicos, como o banco central, o Banco Nación e a Agência Nacional de Seguridade Social (Anses). Apesar dos empréstimos, as contas argentinas se deterioram a cada mês. O gasto público cresce a um ritmo de 38,6%, enquanto a arrecadação cresce
menos, a uma taxa de 35,6%. Segundo informações do Ministério de Economia, no primeiro trimestre as contas públicas acumularam déficit de 2,168 bilhões de pesos (US$ 492,05 milhões). Na terça-feira, o Tesouro argentino emitiu dívida junto ao estatal Banco Nación no valor de 12,8 bilhões de pesos (US$ 2,9 bilhões de dólares). (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
32
e
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Reformar os contratos, os benefícios e os níveis salariais permitiria a elevação da produtividade que faria o país crescer. Tito Boeri, economista da Universidade Bocconi.
conomia
Fotos Dave Yoder/NYT
A
Trabalhadores em um negócio familiar empreendido na Toscana pela nova geração da família Bulgari: a produção de vinhos. Os pais consagraram a marca de relógios e de joias.
A geração de desempregados e a reforma trabalhista na Itália Ao contrário de seus pais, os jovens italianos não têm empregos estáveis e aposentadorias precoces. Eles enfrentam uma dura realidade e, com sorte, conseguem serviços temporários, mas sem benefícios. O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, quer fazer uma reforma trabalhista, facilitar as contratações e as demissões, e corrigir as distorções que afastam duas gerações do país. Foto Kathryn Ream Cook/NYT
Rachel Donadio*
italiana Assunta Linza, psicóloga de 33 anos e olhos brilhantes, está desempregada desde junho, depois de perder um emprego temporário como operadora de call center. O pai, que tem 60 anos e estudou até a quinta série, se aposentou precocemente com benefícios integrais aos 42 anos, após trabalhar na estatal ferroviária italiana. "Todos falavam que as crianças deviam estudar para crescer na vida, mas eu me formei com as maiores honras e meu diploma só serve para pendurar na parede", afirmou Linza, causticamente. Para especialistas, a família Linza representa uma divisão de gerações escancarada que está incapacitando o mercado de trabalho italiano. Enquanto os trabalhadores mais velhos chegavam à maturidade com empregos garantidos e contratos blindados garantindo aposentadorias generosas com benefícios integrais, os italianos mais jovens – da mais elevada instrução na história do país – agora estão pagando o preço. Eles têm sorte de achar trabalho temporário, que oferece poucos benefícios e nenhuma estabilidade. É precisamente esse mercado de trabalho em dois níveis que o primeiro-ministro, Mario Monti, propôs corrigir com mudanças na lei. O governo sugeriu medidas facilitando o processo de contratação e demissão por parte das empresas e criando contratos de curto prazo com direito a aposentadoria maior e benefícios a desempregados, um meio-termo num mercado dividido. Os sindicatos trabalhistas resistiram com unhas e dentes a algumas das medidas que exigem aprovação parlamentar. Há tempos a reforma trabalhista tem sido um trilho condutor na Itália, onde sindicatos, grupos comerciais e inúmeros governos investiram no status quo para proteger seus eleitores, à custa do crescimento econômico. De acordo com especialistas, sem essas mudanças a Itália ruma à implosão econômica e social, com o crescimento do trabalho clandestino e uma avultante crise da aposentadoria, agora que o país baseia as pensões nos anos de contribuições à previdência social, não no salário final de um tra-
balhador em idade de se aposentar. Demissões – Economistas afirmam que o nível de emprego e a produtividade definharam em função dos altos custos trabalhistas, e que reduzir o custo das demissões e aumentar as proteções dos contratos de curto prazo incentivariam as empresas a contratar. "Reformar os contratos, os benefícios aos desempregados e os níveis salariais permitiria a elevação da produtividade trabalhista que, por sua vez, faria o país crescer", afirmou Tito Boeri, economista da Universidade Bocconi, de Milão. "É uma questão central para melhorar um país como a Itália." A Itália já está em recessão e sua economia deve contratar 2,2% neste ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Monti, tecnocrata indicado em novembro para recuperar a economia, disse desde o começo que pretendia recalibrar o sistema. "Temos de nos afastar do mercado de trabalho duplo no qual alguns são protegidos em excesso enquanto outros não têm proteção e benefícios quando desempregados", afirmou o primeiro-ministro logo após assumir o cargo. Monti disse que "igualdade e crescimento" seria a divisa de seu governo, e que ele buscava aumentar o emprego entre os jovens e as mulheres. Tais mudanças seriam bemvindas por Linza que, como tantos de sua geração, se sente contrariada, dependendo demais dos pais e incerta quanto ao futuro. Ela já sonhou em trabalhar com crianças autistas, mas começou num call center, pois não encontrava trabalho na sua área. Atualmente, ela está sob licença e recebe metade do salário depois que a empresa transferiu suas operações de Roma, onde os custos trabalhistas são maiores. "Meu pai não consegue entender como a filha de 30 anos, formada aos 23, esteja desempregada enquanto ele, que só estudou até a quinta série, em 1970, foi aprovado em um concurso estatal e pôde escolher entre virar policial ou trabalhar na ferrovia." O pai se aposentou precocemente nos anos 1990 como eletricista na Calábria, sul da Itália, região de origem da família. A ferrovia estatal, Ferro-
Eu me formei com as maiores honras, mas meu diploma só serve para pendurar na parede. ASSUNTA LINZA, DE 33 ANOS, PISCÓLOGA DESEMPREGADA
vie dello Stato, oferecia aposentadoria precoce com pensão integral a muitos trabalhadores como forma de reduzir o pessoal e cortar os custos no período anterior à entrada do país na zona do euro. É a perspectiva de ter de pagar essas indenizações generosas – conhecidas como buon uscite, ou "boa saída" – ao demitir que deixa os empregadores temerosos de contratá-los para posições em tempo integral. Pelo contrário, as empresas italianas de hoje em dia são rápidas em contratar trabalhadores jovens sob diversos contratos temporários e estágios que o governo criou há quase uma década para flexibilizar o mercado. Tais mudanças resultaram no sistema de dois níveis. Estatuto – O tópico mais delicado da agenda de Monti foi o artigo 18 do estatuto trabalhista italiano dos anos 1970, antigo ponto de impasse no setor. Ele estipula que os trabalhadores não podem ser de-
mitidos sem justa causa e, se forem, podem processar as empresas para serem reintegrados – ações que costumam ganhar nos tribunais favoráveis aos operários da Itália. Embora tais casos dependam de um sistema jurídico notoriamente lento, as companhias são obrigadas a manter os demitidos na folha de pagamentos, um sistema que, para os críticos, recompensa o trabalhador esperto à custa da solvência da firma. Boeri, o economista, disse que algumas mudanças propostas no artigo 18 pareciam um meio-termo que não satisfaria nem os trabalhadores, porque as proteções seriam reduzidas, nem os empregadores, porque alguns demitidos ainda poderiam entrar com ações pedindo a recontratação. "Esta reforma corre o risco de virar uma coisa que muda tudo para não mudar nada", disse Boeri. Os sindicatos, em particular, afirmaram que as modificações nas leis trabalhistas afetariam a economia e a sociedade por inteiro. Por exemplo, hoje em dia, os bancos conservadores do país não aprovariam hipotecas para a maioria dos mutuários da classe média se estes não tivessem um contrato garantido. A reforma trabalhista de Monti representa um momento de vai ou racha para os sin-
dicatos italianos, que ainda controlam a negociação dos contratos nacionais e promoveram uma série de demonstrações contra as alterações. Porém, hoje, os sindicatos representam mais aposentados do que trabalhadores, e os jovens passaram a vê-los como parte do problema. "Sinto muito que os sindicatos estejam desesperados, sinto muito que as pessoas com 60 anos estejam desesperadas porque aumentaram a idade para se aposentar", disse Eleonora Voltolina, que edita o site República de Estagiários, que chama a atenção para a condição dos jovens no mercado de trabalho. "Eles não percebem que existe um sistema caindo aos pedaços. Espero que o governo avance feito um tanque e não se detenha." A razão de o sistema ainda
não ter desmoronado é simples. "O Estado italiano tirou proveito do fato de a família ser o Estado do bem-estar social", disse Voltolina. "Não existe barreira cultural para uma família italiana sustentar um filho de 20, 30 ou 40 anos." Em algumas famílias com negócios próprios, a nova geração quer empreender e não obter emprego, como Giovanni Bulgari que está lançando na Toscana uma marca de vinhos. Entretanto, Linza e o marido, enfermeiro, agora têm uma hipoteca a pagar, obtida graças à ajuda dos familiares. "Para minha geração havia a segurança dos pais. Meus filhos não a terão porque eu não tenho dinheiro. É nessa hora que a revolução deve começar." *The New York Times
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Nº 414
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Mini – O pequeno notável, de Graham Robson, é o novo livro (preço sugerido R$ 75) da Editora Alaúde no mercado. A obra mostra o carro inglês na sua primeira fase, iniciada em 1959. Até o final dela, em 2000, foram vendidos 5,4 milhões do modelo. Hoje, renovado, ele é produzido pela BMW.
LINHA 2013
Mais conteúdo e preços menores A Volkswagen carregou nos conteúdos da nova linha e diminuiu preços em muitos modelos. ANTÔNIO FRAGA Fotos? Divulgação
Na vitrine da Volks, Voyage, Saveiro, Gol – o campeão de 'audiência' – e o Golf, defasado em relação à Europa, mas ainda um grande carro.
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Volkswagen apresentou esta semana a sua linha 2013, com mais conteúdos, duas novas versões e, principalmente, redução de preços em diversos modelos. As duas novas versões são o Fox BlueMotion 1.6 – que, assim como o Pólo, tem o objetivo de reduzir o consumo de combustível e emissões – e o CrossFox I-Motion com câmbio automatizado. Fox – Como os demais modelos da marca, não houve mudanças estéticas externas, apenas no interior. A linha 2013 do Fox ganha novos tecidos dos bancos. A versão Fox Prime traz novos itens como pedaleira esportiva em alumínio, acendedor de cigarros e cinzeiro removível no console
central e o CrossFox tem nova moldura lateral de proteção das portas. Tanto o Fox Prime como o CrossFox trazem novo design nas rodas de liga leve e a opção de revestimento dos bancos em couro. Gol 1.0, o líder – Para comemorar os 25 anos de liderança do Gol no mercado brasileiro, a Linha 2013 conta com dois novos pacotes opcionais. O primeiro oferece revestimento dos bancos em tecido exclusivo, direção hidráulica, calotas 14” exclusivas e frisos laterais, retrovisores e maçanetas na cor da carroceria. O modelo conta ainda com conta-giros, spoiler traseiro, faróis duplos escurecidos, lanterna traseira com lente escurecida, luzes indicadoras de direção nos retrovisores, tra-
vamento central, vidros elétricos dianteiros, faróis e lanterna de neblina, iluminação interna com interruptores nas portas, iluminação no portamalas, destravamento interno elétrico do porta-malas, console central, fiação para quatro alto-falantes e dois tweeters e chave canivete. No interior, os para-sóis têm espelho iluminado para motorista e passageiro e há porta-revistas atrás dos bancos do passageiro e motorista. Os cintos de segurança laterais traseiros são retráteis e o carro conta com alças de segurança no teto. O segundo pacote soma a tudo isto rodas de liga leve 14” com design “Manama”, pneus 185/60 R14, rádio CD Player MP3 com entradas USB / SDCard e Bluetooth, quatro alto-
falantes e dois tweeters. De série, a nova linha ganha temporizador do limpador de para-brisa, e a versão 1.6, luz indicadora de direção nos espelhos externos. O Gol G4 (da geração anterior), carro de entrada da marca no Brasil, conta com novas calotas aro 13” e, opcionalmente, faróis com detalhe interno cromado, lanternas traseiras escurecidas, tape preto nas colunas das portas (na versão quatro portas), três alças de segurança no teto, luz de cortesia no porta-malas, volante de quatro raios, rodas 14” de liga leve e faróis dianteiros de neblina. Polo e Golf – O Polo 1.6 Hatch e Sedã e o Polo 1.6 BlueMotion, agora têm de série uma vasta lista que antes era de opcio-
nais como, por exemplo, vidros elétricos, travamento central com controle remoto na chave canivete, retrovisores externos elétricos, abertura externa do porta-malas com chave e controle remoto, para-sóis com espelho iluminado e alarme Keyless. Já o Golf, que resiste várias gerações atrás do europeu, segue a mesma política e agrega itens que antes eram opcionais. As versões de entrada do Golf 1.6 e do Golf 2.0, por exemplo, agora vêm com rodas de liga leve 16" e pneus 205/55 R16, grade do radiador pintada na cor preto brilhante, faróis dianteiros com máscara preta, faróis dianteiros e luz traseira de neblina, novo volante e novo tecido nos bancos. As versões Sportline 1.6 e 2.0 e a Black Edition 2.0 tra-
zem de série retrovisor interno eletrocrômico, sensores de chuva e crepuscular e novo volante revestido em couro. O Golf GT 2.0 ganhou como equipamento standard rodas de liga leve 17", com design "Sarasota", pneus 225/45 R17, revestimento dos bancos em couro, tapetes adicionais em carpete e novo volante revestido de couro. Estes dois modelos tiveram redução em seus preços, que podem chegar a até dois mil reais. Saveiro – A picape versão Cross ganhou, de série, freios ABS e air bags frontais para o motorista e passageiro. A Saveiro Trooper passa a ter rodas de liga leve com 15” de série, assim como para-brisa degradê. Nas demais versões, uma lista maior de opcionais.
COMERCIAIS LEVES
RENAULT QUER MAIS Marca cria programa para atrair empresas e profissionais do setor
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a Europa, a Renault é líder, há 13 anos, no segmento de comerciais leves, com 341 mil unidades vendidas em 2011. No Brasil, a montadora francesa vem crescendo a cada ano, superando as marcas do setor. Em 2010, por exemplo, o crescimento foi de 36%, enquanto o mercado chegou a 10%. Em 2011, na comparação com 2010, os números mostram, respectivamente, 21,2% para a Renault e 2,9% para o mercado. Pequeno furgão – Para confirmar estes números, o primeiro trimestre deste ano mostrou uma queda no mercado total em torno de 1% e crescimento de 36,5% das vendas da marca, que quer mais. Um dos responsáveis pelo sucesso de vendas da Renault
é o Kangoo, pequeno furgão, com capacidade de carga para 800 kg, com espaço útil superior a 2 m³. Em 2011, o modelo detinha 8,8% do segmento, concorrendo principalmente com o Fiat Fiorino. Hoje, ele está com 27% do m e r c a d o d e p equenos furgões. Um diferencial é oferecer porta lateral que permite maior versatilidade no desembarque de mercadoria. A Master, que oferece opções para micro-ônibus, furgões (três configurações), chassi-cabine e veículos transformados (ambulância, pequeno caminhão, escolar e
passageiros), responde pela outra parte do sucesso da marca. No total são nove modelos de fábrica e 12 versões de transformados, com garantia de fábrica. Pro+ – Para reforçar sua presença no mercado de comerciais leves, a Renault lança neste mês o Renault Pro+, programa semelhante ao existente em todo o mundo, principalmente na Europa – são 450 concessionários envolvidos – especialmente criado para atender empresas e clientes profissionais: frotis-
tas, locadoras, taxistas, pessoas com deficiência e condutores de modelos comerciais. No Brasil, o programa começará com quatro revendas, e deve chegar a 53 em 2013. Os clientes do Pro+ receberão atendimento diferenciado, incluindo consultoria por ocasião da compra até a manutenção programada, que terá preço tabelado. Pesquisas realizadas pela Renault no Brasil mostram que as necessidades dos nossos consumidores neste segmento equivalem-se às dos seus pares na Europa. Todos buscam agilidade, conhecimento técnico, prioridade, confiança, entre outras. Além de atender às expectativas dos consumidores, a revenda Pluz+ deverá abrir espaço para expor os veículos utilitários e também destinar a eles boxes de serviços próprios. Destaque também para o elevador com capacidade para cinco toneladas, evitando que o cliente seja obrigado a retirar a carga numa eventual necessidade de levantar o veículo para reparos mais rápidos. chicolelis
DCARRO POR AÍ
ECOESPORTE: REAPRESENTAÇÃO.
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ela segunda vez neste ano, a Ford apresentou o novo EcoSport (acima). Ele terá como concorrente mais forte o Renault Duster, que, neste mês, deverá vender cerca de 4 mil unidades. A segunda geração do modelo da norte-americana foi totalmente redesenhada e deverá chegar ao mercado em agosto. Esta nova apresentação aconteceu em Salvador (BA), em paralelo a evento semelhante no Salão do Automóvel da China, onde o carro também será produzido, bem como na Índia. A diferença da apresentação, em janeiro, em Brasília, foi que na Bahia usaram um carro normal, e não de argila, que não tinha motor ou
suspensão, e não abria as portas como na capital federal. Naquela oportunidade, a apresentação foi feita em paralelo com o Salão do Automóvel da Índia. Ranger 2013 – A Ford anunciou para maio o lançamento da nova Ranger (abaixo), picape que disputa o mercado com a Chevrolet S10, Nissan Pathifinder, Toyota Hilux e Volkswagen Amarok. A apresentação acontecerá em Salta, na Argentina.
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urismo
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Fotos: Divulgação
União de asas
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TAM (www.tam.com.br) e a Aeroméxico (www.skyteam.com) assinaram um acordo de codeshare que amplia o leque de destinos aos passageiros que viajam entre o Brasil e o México. A companhia brasileira opera há oito meses seu voo diário entre São Paulo e Cidade do México e de lá há, agora, conexões imediatas para 40 aeroportos mexicanos, como Acapulco, Cancún, Guadalajara, León, Los Cabos e Monterrey. Já os clientes da empresa mexicana que embarcarem no voo entre Cidade do México e São Paulo terão acesso rápido a cidades como Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Florianópolis, entre os 43 destinos operados pela TAM no País.
O QUE HÁ DE NOVO NOS ARES Tudo para conquistar o passageiro: as companhias apostam em parcerias, promoções e novas rotas e investem em muito mais conforto e tecnologia. A British Airways, por exemplo, resgata o glamour das viagens aéreas do passado ao relançar a sua primeira classe, com persianas eletrônicas, poltronas que viram camas e todo luxo possível, enquanto a Alitalia estreia uma econômica superior que oferece até drinque de boas-vindas e nécessaire com produtos Bulgari. Em sintonia com os tablets, a Air France e a KLM criaram versões digitais de suas revistas de bordo e a TAM tem check-in on-line para os voos rumo a Orlando, Miami e Nova York. A americana Las Vegas, aliás, agora está no menu de destinos da Copa Airlines. O céu é o limite das boas-novas na aviação. Confira!
Check-in on-line
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ova facilidade para quem voar TAM para Miami, Nova York e Orlando: check-in pela internet. É só acessar o www.tam.com.br, clicar na aba “web checkin” e preencher com data do voo e número da reserva ou do e-ticket. O serviço está disponível de 24 horas a duas horas antes da partida.
Antonella Salem
A revista no iPad
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m sintonia com a tendência das publicações em tablet, a Air France e a KLM lançaram versões digitais de suas revistas. O conteúdo da Air France Magazine e Air France Madame (www.airfrancemedia.net/) está disponível gratuitamente na Apple Store, em aplicativo para iPad. Já a publicação da KLM está no www.iflym a g a z ine.com
Glamour da primeira classe Bilhete de volta a R$ 69
A Econômica mais confortável
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tenção passageiros que pretendem voar entre São Paulo e Roma pela Alitalia (www.alitalia.com.br). A partir de 1º de maio, a companhia estreia uma classe intermediária entre econômica e executiva. Com 40% a mais de espaço para as pernas em relação à econômica e poltronas reclináveis até 123°, a Classica Plus terá, ainda, entretenimento de bordo com tela individual de 10,6 polegadas e fones de ouvido com isolamento acústico de ruídos, além de kit noite e nécessarie com produtos da Bulgari. Para completar, os passageiros terão check-in dedicado, embarque prioritário e drinque de boas-vindas a bordo.
GOL (www.voegol.com.br) inaugurou seu quinto quiosque de vendas em São Paulo. O novo ponto de venda fica na estação de Metrô Brás – os outros estão nas estações Sé, Luz, Tatuapé e Shopping Metro Itaquera. Para celebrar a novidade, uma promoção. Até 10/5, clientes que comprarem bilhetes de ida-e-volta para trechos domésticos (saindo de Guarulhos e Campinas) pagam R$ 69 na passagem de retorno. A viagem deve ser feita de 10/6 a 10/8.
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nquanto algumas companhias aéreas aboliram a primeira classe em suas aeronaves, a British Airways (www.ba.com) aposta no glamour de voar com todo luxo possível. Recém-lançada nos voos entre São Paulo e Londres, a nova First é parte de um projeto de renovação de todas as cabines da frota da empresa, cujos investimentos somam 100 milhões de libras. Ao todo, são 14 assentos que viram camas, com edredons e travesseiros de plumas de ganso, há persianas eletrônicas, entrada USB e até guarda-roupa pessoal. Nécessaires foram criadas pela designer inglesa de bolsas Anya Hindmarch e os produtos são da farmácia londrina D.R. Harris & Co. Para o entretenimento, há telas individuais de 15 polegadas. Na foto, a atriz Rachel Weisz relaxa a bordo.
Las Vegas voando
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ãs de Las Vegas vão adorar a novidade. A partir de 23 de junho, a Copa Airlines (www.copaair.com) passará a voar para o destino norte-americano de sete capitais brasileiras – Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife – quatro vezes por semana, com conexão rápida na Cidade do Panamá. Há troca de aeronave no Aeroporto Internacional de Tocumen e as malas seguem direto. Tarifas custarão a partir de US$ 980 ida-e-volta.
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Mistérios e encantos de Marilyn Monroe
Fotos: Imagem Filmes/Divulgação
Michelle Williams incorpora a a atriz à perfeição: sensual e insegura, talentosa e carente.
Julia Ormond é Vivien Leigh; Eddie Redmayne, o jovem Colin Clark. E Kenneth Branagh no papel de Sir Lawrence Olivier.
arilyn Monroe morreu cedo, aos 36 anos de idade. Em 1962. Mas em todos os anos posteriores ela jamais deixou de ser figura cultuada e comentada. Muitas obras escritas e na tela já tentaram mostrar como viveu. Nesta sexta (27) chega Sete Dias com Marilyn, filme que traz um recorte de sua vida, quando tinha 30 anos e viajou à Inglaterra para estrelar o longa O Príncipe Encantado (The Prince And The Showgirl, ao lado do britânico Sir Lawrence Olivier. A base para o roteiro foi o livro de memórias The Prince, the Showgirl and Me (O Príncipe, a Corista e Eu), de Colin Clark, que então com 23 anos e trabalhando na função de assistente de produção, conhece de perto e se encanta por Marilyn. Eddie Redmayne convence no papel do jovem. Michelle Williams, escalada para viver a atriz nas telas, está um passo além. Ela parece ter
Lúcia Helena de Camargo incorporado a personalidade de Marilyn de tal maneira a abarcar todos os gestos, do leve esgar ao profundo suspiro, passando pela maneira de falar, sorrir, olhar e andar. E ainda canta todas as músicas. Vulnerável, desprotegida e, ao mesmo tempo, sensual e provocadora, vai deixando por onde passa um rastro de homens embasbacados com sua beleza e carisma. Então casado com a atriz Vivien Leigh (Julia Ormond), Sir Lawrence (Kenneth Branagh) não foi exceção. Embora extenuado pelos atrasos nas filmagens, vontades e venetas da diva, ele ficou durante algumas semanas nada menos do que apaixonado por ela, por seu natural talento e também, claro, pelas curvas inacreditáveis da moça. Branagh, ator com formação shakespereana como Olivier, imprime elegância ao papel. Uma frase de Collin dita a Marilyn resume a situação na
qual se encontram naquele instante as carreiras de ambos: "Sir Lawrence Olivier é um grande ator que quer ser estrela de cinema. Você é a estrela de sucesso que gostaria de se tornar uma grande atriz". Marilyn tinha um medo patológico de ficar sozinha, de ser abandonada. Passou por três casamentos. Aos 30 anos, já estava no terceiro, com o dramaturgo Arthur Miller (Dougray Scott), que a acompanhou às terras britânicas, mas voltou para os EUA antes do final das filmagens, deixando-a sozinha no país estrangeiro, o que viria a provocar uma crise. Seu primeiro casamento foi aos 21 anos, ainda com o nome de Norma Jeane, com Jimmy Dougherty. O segundo enlace foi com o craque
do beisebol Joe DiMaggio. Ela não conheceu o pai biológico. Mantinha na cabeceira da cama uma fotografia do presidente americano Abraham Lincoln (1809-1865). "Já que não sei quem foi meu pai, ele é uma boa opção, não acha?", diz a Colin em momento melancólico. Levava consigo uma tristeza profunda. Um desencanto com o mundo e com os homens em geral. Famosa, rica, assediada em todos os lugares aonde passava, declarou diversas vezes (a cena está no filme) que queria somente ter alguém para tomar conta dela. Era uma moça infeliz dotada de rosto perfeito e corpo idem, além de talento instintivo para atuar. Paula, a assistente que a acompanha em
PARA AS CÂMERAS, TUDO.
Nesta edição: discos, livros, DVDs, TV sobre a vida de Marilyn; Pedro Nava; exposições: rock, Portinari, história do livro. E circo no teatro.
todos os passos, tenta fornecer a estrutura psicológica. Quando Marilyn é tomada pela insegurança, diz: "Concentre-se nas coisas que você gosta: Frank Sinatra e Coca-Cola". O maior sucesso da carreira de Marilyn viria um pouco depois, com Quanto Mais Quente, Melhor (Some Like It Hot, 1959), de Billy Wilder, com Tony Curtis e Jack Lemmon. A atriz faria ainda Adorável Pecadora (Let's Make Love, (1960), de George Cukor; Os Desajustados (The Misfits, 1961), de John Huston, e Something's Got to Give, 1962), também dirigido por Cukor, com Dean Martin e Cyd Charisse. Ela não envelheceu. Não deu tempo de chegar a ser realmente respeitada como atriz. Fez comédias ligeiras, algumas memoráveis, mas tanto na época quanto agora costuma ser mais lembrada pelos atributos físicos.
Sete Dias com Marilyn consegue ser um filme que reúne a feliz conjunção de ótimas atuações, timing preciso e locações interessantes (que não chamam mais atenção do que a história em si), para mostrar a atriz no auge da carreira. O elenco conta ainda com Emma Watson (a Hermione da série Harry Potter), que faz a figurinista Lucy, e a ótima Judi Dench (foto), na pele da atriz Sybil Thorndike. Fica a impressão de que a direção de Simon Curtis foi leve, tal a naturalidade com que a trama flui. Talvez não tenha sido assim. A arte de manter tudo simples quase nunca é fácil. O resultado fala por si.
Sete Dias com Marilyn (My Week with Marilyn, 2011, EUA, Reino Unido. Duração: 1h39). Direção: Simon Curtis. Com Michelle Williams, Eddie Redmayne, Julia Ormond, Kenneth Branagh, Judi Dench, Dougray Scott, Emma Watson.
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eras, m â c s a d diante a v a h l i r b vida é a a El u S . o ã ç emo m o c a v a t os... r n v i l ca , a m e n TV, ci tema para argo na de Cam
Lúcia Hele
VEJA EM DVD
Para entender completamente o encantamento provocado pela diva, nada melhor do que seus filmes. A caixa de DVDs Coleção: Marilyn contém filmes clássicos: Como Agarrar um Milionário (How to Marry a Millionaire, 1953), de Billy Wilder; O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, 1955), no qual ela aparece na famosíssima cena com o vestido branco esvoaçante sendo levantado pelo vento que vem do subterrâneo; e Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959). A caixa pode ser encontrada por R$ 29,90.
LIVROS
Estrela em comédias clássicas
Preciosidades em 12 títulos
A estrela Marilyn Monroe, morta em 1962, jamais deixou de inspirar autores. Alguns optaram por apenas mostrá-la em todos os ângulos possíveis, como as obras fotográficas editadas pela Taschen e pela Parragon. Outros exploram os meandros obscuros de sua biografia, como o envolvimento com o presidente John Kennedy e também com seu irmão, Bob. E o que teria acontecido pouco antes de sua morte? Keith Badman tenta explicar.
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cultura
Os Últimos Anos de Marilyn Monroe - A Verdadeira e Chocante História (Benvira, 472 páginas, R$ 44,90), de Keith Badman, traz relatos sobre os últimos momentos da vida da atriz, morta por overdose de remédios, em 1962, aos 36 anos de idade.
Norman Mailer, Bert Stern: Marilyn Monroe, de Norman Mailer (Taschen, 278 páginas) traz fotos e vídeos. É material para fãs endinheirados. Foram feitos apenas 1.962 cópias numeradas da obra. Na Livraria da Travessa, custa R$ 2.534. Na Saraiva, R$ 4.740.
Marilyn e JFK (Objetiva, 216 páginas, R$ 19,90), de François Forestier, funde as biografias da atriz e do presidente americano. O autor procura narrar as histórias dando um clima de filme noir, com detalhes de situações íntimas e usando humor negro.
Marilyn Monroe (L&PM, 224 páginas, R$ 16), de Anne Plantagenet, mostra a atriz ainda como Norma Jean, mulher morena e gaga. E como ela começou a se transformar ao descolorir o cabelo para um anúncio de xampu.
Bilíngue (português e inglês), o livro Marilyn Monroe (Parragon, R$ 45), traz a história da estrela através de fotografias. Da mesma editora há Images of Marilyn (R$ 12,90 na promoção de algumas livrarias virtuais).
A Vida Secreta de Marilyn Monroe (Planeta do Brasil, 464 páginas, R$ 49,90), de J. Randy de Taraborrelli, explora um documento, até então secreto, no qual o FBI detalha os casos entre Marilyn e os irmãos Kennedy.
DISCOS
A caixa Marilyn Monroe - Coleção Diamante Volume 1 inclui sete DVDs com os filmes Nunca Fui Santa; Torrentes de Paixão; Os Homens Preferem as Loiras; Quanto Mais Quente Melhor; O Rio Das Almas Perdidas; Almas Desesperadas e Marilyn Monroe: o Fim dos Dias. O volume dois vêm com seis discos: O Pecado Mora ao Lado; Como Agarrar um Milionário; O Mundo da Fantasia; Os Desajustados; O Inventor da Mocidade e Adorável Pecadora. R$ 89,90 cada coleção.
Além de ótima comediante e atriz dramática, Marilyn sabia como ser showgirl e cantora. Sua voz pequena era afinada, trabalhando com nitidez os sons mediais. E mais: Marilyn aprendeu com esperteza a lidar com as palavras, articulando-as com respiração perfeita, adequada à sua leveza vocal, sempre espontânea. Se arriscarmos situá-la num universo de cantoras que se tornaram referência cult, podemos dizer que a arte de Marilyn estabelece contato imediato com a da americana Blosson Dearie (1904-2009). O vocal de Blosson era um instrumento de jazz, com habilidade (e sensibilidade) para dividir as sílabas. (João Gilberto é seu fã.) E quem lembra o charme e a sensualidade de Marilyn é a atriz Michelle Pfeiffer no filme Susan e os Baker Boys, quando canta Makin´n Whoopee (Gus Kahn e Walter Donaldson) e Lullaby of Birdland (George Shearing).
Maior deusa de Hollywood
Marilyn? Ela cantou em filmes e gravou discos. Em Os Homens Preferem as Loiras (Gentleman Prefer Blondes/1953), contracena com Jane Russel (a morena) e sola a divertida Diamonds Are a Girl´Best Friend (Diamantes São os Melhores Amigos de uma Garota...), de Styne/Robin. No disco Remember Marilyn, interpreta clássicos como Bye Bye Baby ((Styne/Robin). Em Adorável Pecadora (Let´´s Make Love/1960), registra uma versão única de My Heart Belongs to Daddy (Meu Coração Pertence ao Papai), canção de Cole Porter). Já em Quanto Mais Quente Melhor ( Some Like It Hot/1959). Marilyn exibe tremendo suigue em I´Wanna Be Loved By You (Eu Quero Ser Amada por Você... ), de Kalmar/Stothart/Ruby. (MMJ)
Bastidores e disputas na Broadway
O O documentário The Hollywood Collection: Marilyn Monroe traz a história da criança que só queria afeto e aprovação e tornou-se a maior deusa de Hollywood, além dos rumores sórdidos que cercam a vida e sua morte. R$ 29,90.
seriado de TV Smash, que chega agora ao sexto episódio, tem como base da trama os bastidores da montagem de um espetáculo da Broadway sobre a vida de Marilyn Monroe. No grupo de criação do musical estão Julia (Debra Messing) e Tom (Christian Borle). Eles contam com a
ajuda da produtora Eileen (Anjelica Huston), que embora descapitalizada tenta conseguir dinheiro para pagar as contas da peça. E na função de diretor embarca o respeitado e arrogante Derek (Jack Davenport). A protagonista escolhida para o papel de Marilyn é Ivy Lynn (Megan Hilty, foto), que disputa
os holofotes com Karen Cartwright (Katherine McPhee). Exibido na programação normal na quarta-feira, às 23h, pelo Universal Channel, a série ganha uma maratona no domingo da próxima semana, dia 6 de maio. Serão exibidos os seis primeiros episódios, das 19h à meia-noite. http://uc.globo.com/programas/smash/
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MEMÓRIAS GARANTIRAM LUGAR DE MÉDICO ENTRE OS GRANDES ESCRITORES
Pedro Nava abre o seu baú Baú de Ossos e Balão Cativo iniciam saga do médico e escritor
Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
Marcus Lopes
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Fotos: Reprodução
O médico e escritor Pedro Nava (ao lado e acima) começou a escrever suas memórias com 65 anos de idade. Suas lembranças resultaram em seis densos volumes, que começam a ser reeditados pela Companhia das Letras. No detalhe, é homenageado com uma estátua junto com o amigo Carlos Drummond de Andrade.
Let's Fotos: Paulo Pampolin/Hype
Kety Shapazian
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alco de duas mostras musicais anteriormente, a da Bossa Nova em 2008 e a em homenagem ao cantor Roberto Carlos em 2010, a Oca, no Parque do Ibirapuera, agora hospeda a Let's Rock, que promete ser a maior exposição sobre o tema na América Latina. Com curadoria de José Antonio Algodoal, o evento abrange desde os primórdios do gênero nos anos 1950 até o tropicalismo, a jovem guarda e o rock originário de Brasília, como Legião Urbana e Capital Inicial. Logo na entrada, os visitantes atravessam um corredor em forma de linha do tempo, onde são brindados com fotos, textos e músicas que resumem um pouco a história do rock através das décadas. No subsolo, há espaço para pocket shows, workshops com músicos, exibição de filmes e uma réplica do porco inflável gigante que aparece na capa do álbum Animals, do Pink Floyd. No último andar, o público vai se divertir com a Experiência Let's Rock: deitado em puffs e com fones de ouvido, vai poder conferir clipes de bandas e trechos de shows projetados no teto arredondado da Oca. Mas o grande destaque do evento são as fotos feitas pelo norte-americano Bob Gruen, responsável por imagens clássicas de John Lennon, Iggy Pop, Sid Vicious, Kiss, entre outros. Ainda na exposição de
fotos, é possível conferir o trabalho dos brasileiros Otavio Sousa e MRossi. Algumas das mais emblemáticas capas da Rolling Stone EUA também estão expostas. Preste atenção naquelas que homenageiam os personagens do seriado Os Simpsons. Numa edição, Homer, Maggie, Lisa e Bart parodiam os Beatles atravessando a rua tal qual os rapazes de Liverpool foram fotografados para o álbum Abbey Road. Em outra, Homer aparece mergulhando, nu, imitando o bebê da célebre capa do disco Nevermind, do Nirvana. Objetos que pertenceram a artistas nacionais e internacionais foram emprestados por diversos fãs e estão expostos no primeiro andar. Está lá, por exemplo, o disco de ouro da música She Loves You que o beatlemaníaco Marco Antonio Mallagoli ganhou de John Lennon. Na saída, não deixe de visitar a lojinha da mostra. Entre os produtos, réplicas de camisetas usadas por roqueiros e que ficaram famosas. Custam R$ 99 cada.
Oca: entrada pelo portão 3 do Parque do Ibirapuera, na avenida Pedro Álvares Cabral. Preços: R$ 20 / R$ 10 (meiaentrada). 10h/22h (fecha 2ª, mas abrirá no dia 30/4)
Capas da revista Rolling Stone, 50 no total, estão expostas na Oca ao lado de imagens feitas pelo norte-americano Bob Gruen, fotógrafo famoso por registrar cenas de John Lennon, Tina Turner e outras lendas do rock. O visitante, além de conferir todo esse material, tem ainda a chance de se arriscar empunhando uma guitarra. É só plugar um dos instrumentos em mini-amplificadores e tocar usando fone de ouvidos.
screver memórias é libertar-se, é fugir. Temos dois terrores, a lembrança do passado e o medo do futuro. Pelo menos um, a lembrança do passado, é anulado pela catarse de passá-la para o papel." Assim o médico mineiro Pedro Nava define o estilo que o consagrou e garantiu seu lugar no seleto grupo dos grandes escritores. Memórias estas que ganham roupa nova e chegam ao mercado em novas edições preparadas pela Companhia das Letras. Os dois primeiros volumes, Baú de Ossos e Balão Cativo já estão nas livrarias. Além deles, Nava também deixou Chão de Ferro, BeiraMar, Galo das Trevas e O Círio Perfeito, todos eles reminiscências do autor, que suicidou-se no Rio em 1984. Um sétimo livro, Cera das Almas, estava praticamente pronto. Primeiro volume da saga memorialista, Baú de Ossos remexe nas lembranças da infância em Juiz de Fora. "Eu sou um pobre homem do Caminho Novo das Minas dos Matos Gerais", diz Nava, que faz um amplo resgate da genealogia da sua família, com raízes em Minas Gerais e no Nordeste, e desemboca nos primeiros anos vividos em Juiz de Fora. "Pedro Nava surpreende, assusta, diverte, comove, embala, inebria, fascina o leitor, com suas memórias de infância, a que deu o título de Baú de Ossos. Seus guardados nada têm de fúnebre. Do baú salta a multidão antiga de vivos, pois este médico tem o dom estético de, pela escrita, ressuscitar os mortos", escreveu Carlos Drummond de Andrade em um texto sobre a obra, incluído na nova edição, intitulada "Baú de Surpresas". A saga continua em Balão Cativo, em que Nava se divide entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro, onde foi aluno interno do Colégio Pedro II. O ponto de partida da obra é a morte do pai, obrigando a família, que estava estabelecida no
em São Paulo
Rio, a voltar para Minas e morar com a rigorosa avó materna. Apesar dos problemas decorrentes das perdas familiares, Nava descreve aqueles anos com alegria, citando ruas, nomes e lugares com uma precisão cirúrgica. Aliás, a riqueza de detalhes é a marca registrada do memorialista, cuja densidade dos textos muitas vezes desestimula os leitores mais afobados e que preferem uma linguagem mais fácil. "Ao ler Nava, é preciso ter um dicionário à mão – coisa que certamente afasta o leitor que se basta com seu próprio repertório", explica o escritor Humberto Werneck ao Diário do Comércio. "Ao falar de si, Pedro Nava acaba contando mais dos outros do que de si mesmo. Além disso, recompõe magistralmente lugares, coisas, cenas, ao revisitar várias camadas de tempo. Quem vai até o fim, degustando palavras, frases, imagens, sai muito enriquecido. Para os demais, resta o consolo dos 140 caracteres do twitter...", completa o autor, que recentemente lançou dois livros pela Companhia das Letras focados em outro mineiro ilustre: Otto Lara Resende. Agora, a editora prepara uma nova edição de O Desatino da Rapaziada. Lançado originalmente em 1992, o livro de Werneck trata de jornalistas e escritores de Minas Gerais da chamada geração Suplemento – ligados de alguma maneira ao Suplemento Literário do Minas Gerais – órgão oficial do governo mineiro –, que era comandado pelo escritor Murilo Rubião. Aliás, a Companhia das Letras tem dado atenção especial aos mineiros. Além de Pedro Nava, Otto Lara Resende e do próprio Humberto Werneck, que também nasceu nas Gerais, a obra do poeta Carlos Drummond de Andrade está sendo reeditada. Sobre Drummond, Werneck cita uma boa definição do poeta de Itabira formulada por Fernando Sabino: "uma catedral numa paisagem de capelinhas".
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Na Hungria, com Neruda e Asturias. José Guilherme R. Ferreira
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unca a comida e os vinhos húngaros foram tão exaltados quanto nas páginas de um livro escrito a duas mãos por Miguel Angel Asturias e Pablo Neruda. Comiendo en H u n g ri a ( L u m e n/ B a rcelona/1974) é uma edição em espanhol, ilustrada por artistas húngaros, com toda a vivacidade e cores da páprica, do gulash e dos vinhos tintos e doces da região – obra preciosa para quem aprecia livros de gastronomia. O guatelmateco e o chileno visitaram a Hungria (não só Budapeste, mas várias cidades “das planuras”) no começo dos anos 1970 e encontraram na culinária a alma do país. Na Hungria, “confluência dos pimentões e da páprica”, não se pode ignorar as sopas, os repolhos "em toda a sua arte", os pescados finos do lago Balaton... Mesa que não dispensa os bons vinhos brancos da terra e os doces Tokay, “fogo de âmbar, luz de mel, caminho de topázio”. E há mais “fulgores da Hungria” nas odes dos dois escritores. Um dos vinhos incensados, o Riesling de Badacsony, sai do solo vulcânico perto do Balaton. Neruda defende a degustação de toda escala de valores do Tokay, "da seca transparência à delirante doçura". Na relação do poeta, também "Medoc
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Comensais à mesa no tradicional restaurante do Largo do Arouche: charme e qualidade.
de Villány, Tokay Furmint, Aszú, Szamorodini transparentes e sorridentes, doces ou airados, chamas de honra que alargam a vida, como o vinho de Somló”. Asturias fez um brinde à centenária e rústica taverna Híd, no coração de Buda, onde o prosista húngaro Gyula Krúdy (1878-1933) tomava seus vinhos e, arregaçando as mangas da camisa, entregava-se ao prazer de um assador de carnes. Nos salões elegantes do caférestaurante Hungaria, construção art nouveau do início do século XX, outro encontro dos dois esacritores com a boa gastronomia: especialidades húngaras, como os cogumelos empanados, frango recheado, medalhões assados em fogo vivo, depois servidos sobre vários tipos de pimentões, tudo recoberto com “pörkölt” (um molho à base de cebolas, tomates, páprica e vinho tinto). Essas gloriosas constelações da cozinha local “pedem rios de vinhos", justifica-se Neruda, “vinhos de meio-dia e de crepúsculo”.
Boa comida. E vinhos de pequenos produtores de Bordeaux. Lúcia Helena de Camargo
O ravióli de pato e cogumelos, servido como entrada. E o sommelier Tom: serviço impecável.
Apenas navegando Aquiles Rique Reis
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aulistano, psicólogo e professor, compositor em atividade desde os anos 1960, Dino Galvão Bueno lança seu primeiro CD, Mestre Navegador (Dabliú). Imprevisíveis, suas melodias não carecem de procurar cais para aportar. A elas basta navegar ao sabor das marés, deixando atônitos os novatos; a estes assusta o inesperado. Mas orgulhosos são os veteranos, a quem é dado o encanto de saber que nos ventos e nas ondas não se deve interferir, apenas aproar para o destino já traçado. E ir. Inesperadas, as harmonias de Dino, assim como suas melodias, são feitas de água manejada nas funduras, onde a escuridão se mistura à solidão para assim misturadas se tornarem mais densas. Sua música é delineada no navegar, não em porto seguro. Bússola não lhe faz a menor falta, pois para cruzar oceanos o velho navegante se guia tão somente pelas estrelas matutinas. E vai. Por estar abrandado o vigor da sua mocidade - que lhe dava forças para ser sempre intenso em seu ofício de criar e, principalmente, de interpretar suas músicas -, sua voz expõe certo cansaço. Mas continua sendo a marca registrada de quem viveu grande parte da vida para cantar as próprias canções com enorme dignidade. A malemolência com que tira do peito as notas musicais tem um quê de Agostinho dos Santos, e suas divisões soam ricas em atrativos que deságuam em suingue expresso em sambas, toadas e bossa-nova. Theo de Barros, Natan Marques e Adilson Godoy foram os arranjadores escolhidos por Adriana Godoy. Como coordenadora execu-
tiva e produtora musical do álbum, ela incumbiu Theo de sete, Adilson de um e Natan de seis arranjos. O resultado é admirável. Seja com naipes de cordas e de sopros, seja com apenas um cello ou duas flautas, com uma cozinha impecável e muita criatividade, tudo soa para dar às canções de Galvão uma roupagem de alinhado requinte. Cai muito bem a participação especial de Adriana Godoy, que brilha cantando Pedaço Pior (Dino) e Bolero Insano (Dino e Adylson Godoy), e, com Dino, Quando o Amor Chegar (Dino e Sérgio Augusto), Violão Gentil (Dino e Eduardo Gudin) e Até Quando? (Dino e Theo de Barros). Ao acrescentar doçura, Anita Galvão Bueno arrasa cantando com o pai A Chegada (Dino e J. Petrolino), homenagem de Dino ao nascimento da filha. As duas juntas, Adriana e Anita, mandam bem nos vocalizes do instrumental Tema do Sítio (Dino). Suas vozes afinadas dão suavidade ao trabalho. E é bom escutar Dino e Elton Medeiros cantando juntos as suas Amanhecer e Mea Culpa. Dino é autor de quatro faixas; J. Petrolino e Elton Medeiros são seus parceiros em duas; Eric Nepomuceno, J. C. Costa Netto, Adylson Godoy, Theo de Barros, Sergio Augusto, Sérgio Lima e Gudin são seus "cúmplices" em uma canção cada um. Time que ajuda Dino Galvão Bueno a singrar mares sempre navegados, embora muitos ainda deles não saibam nem a espuma. O navegador está aí para quem ousar viajar a seu lado, sentindo seus relampejos de argonauta atemporal.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
SHOW Eumir Deodato no Sesc Pompeia O compositor, arranjador e pianista Eumir Deodato, carioca radicado nos EUA, traz à Cidade uma versão personalíssima de Rhasody in Blue de George Gershwin, e relê clássicos da bossa-nova. Ao piano, Deodato; baixo, Marcelo Mariano; Renato Massa Calmon, bateria. Teatro Sesc Pompeia. Rua Clália, 93. Tel.: 3871-7700. Sábado (28). Domingo (29). 19h. R$ 20.
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em aprecia a boa mesa geralmente gosta de acompanhar a comida com vinhos. Talvez muitos tenham visitado esta semana a Expovinis, feira internacional de vinhos que aconteceu na Expo Center Norte de terça a quintafeira. A sugestão gastronômica da semana também se entranha pelo mundo do vinho. Com estilo. O local é o tradicional restaurante La Casserole, que funciona desde sua fundação no Largo do Arouche, em frente ao Mercado das Flores, na região Central da Cidade. Até o dia 3 de maio o restaurante sedia o evento Petits Chateaux, que oferece um cardápio fechado para harmonizar com três vinhos de pequenas vinícolas da região francesa de Bordeaux. Os rótulos selecionados representam produtores menos conhecidos e que se destacam por respeitar e dar continuidade à tradições familiares no cultivo. A restauratrice Marie-France Henry, proprietária do La Casserole, e a chef do restaurante, Beatriz Pérrissè criaram o menu, que custa R$ 185 por pessoa, incluindo acepipe, entrada, prato principal, uma taça de espumante, todos os vinhos, água e a sobremesa. Para começar, chega à mesa o acepipe – uma delicada torta folheada de camarão e frutos do mar, acompanhada do espumante Chandon Brut. Em seguida, é a vez a deliciosa entrada, o ravióli de pato e cogumelos, ao molho levemente trufado. O prato principal é o miolo de alcatra ao molho bordelaise, servido com abóbora rústica (cozida com casca). A sobremesa é um aspic de frutas vermelhas ao Sauternes. Aspic é uma gelatina que envolve as frutas, com leve sabor alcoólico dado pelo vinho doce. Servidos em taças de 150 ml, os rótulos selecionados são Château Saint Andre Corbin, Château Petit Renouil e Château La Rocheraie Côtes de Castillon. As três taças são colocadas na mesa ao mesmo tempo. A
degustação, de acordo com Sebastião Martins – conhecido como Tom – o sommelier, fica a critério do comensal. "Algumas pessoas estão preferindo um vinho com um prato, mas todos eles harmonizam com o menu inteiro", diz. A proposta é justamente tirar o ar formal e rígido das harmonizações, deixando de lado as crenças sobre o que é certo ou errado. Afinal, comer e tomar vinho não é um conhecimento esotérico ao qual somente iniciados têm acesso. Cada paladar faz as
próprias escolhas. E quem se interessar em entender as características dos vinhos, pode chamar Tom à mesa. Ele fica feliz em explicar as peculiaridades de cada rótulo. O evento é conduzido em parceria com a importadora En Primeur, novo negócio de Tom. Se o cliente gostar e quiser levar para a casa, cada garrafa sai em média por R$ 80.
La Casserole. Largo do Arouche, 346. Região Central. Tel.: 3331.6283.
Sobremesa: aspic de frutas vermelhas ao Sauterne.
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Supermercado ou Loja de Vinhos? Carlos Celso Orcesi da Costa
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inha coluna semanal Prazer do Vinho me leva a situações que normalmente não faria ou, sendo bem franco, não perderia tempo. Quando raramente estou adiantado e o trânsito ajuda, encontro tempo para entrar no supermercado, conferir os preços e observar os consumidores diante da prateleira. À diferença de mim que tenho por princípio não comprar em supermercados, há consumidores que vão e vêm, olham pegam devolvem, não sabem exatamente o que querem. Começa que o mundo do vinho é oceano e a oferta dos supermercados médios é lagoa. E embora os conglomerados comprem grandes lotes (imaginem o poder de compra do Pão de Açúcar ou do Walmart), concentram-se naqueles 30 ou 50 rótulos básicos, dos portugueses famosos há 20 anos,
dos santos e santas chilenos e argentinos, o quinhãozinho do diabo Casillero ou o ainda piorzinho Concha y Toro "reservado", que na América do Sul nada significa. É mais uma pegadinha para donas de casa desavisadas, que também alcança o 2º perfil de consumidor: o que já sabe o que quer. Por detrás desses dois perfis a pegadona está no preço: a margem de lucro em cima dos "rótulos que todos compram" (Chianti, Periquita, Dão, Malbec e qualquer coisa com Cabernet Sauvignon) é inusual. Eles são vendidos a preço bem caro. Então os dois principais perfis citados (o que 'não sabe' e o que 'já sabe') são presas fáceis para as grandes redes. O consumidor de classe média paga caro pelo "vinho do aniversário". Outra diferença em relação às lojas especializadas está no fato de que o tipo "não conhecedor" não
encontra no supermercado quem lhe dê orientação. Nessas minhas andanças até fico tentado a ajudar alguma consumidora "dona de casa", mas tenho receio, principalmente quando bonita, de ser mal interpretado. Então ela vai depois vem, e acaba levando algum merlot ou malbec com a única vaga semelhança de
ver custa R$ 200, nas lojas especializadas a preocupação deve ser semelhante: existe o risco de gastar mais do que a intenção original. Inversão de papéis: o consumidor tentando agradar o vendedor! Daí a sugestão óbvia: use o vendedor para receber orientação mas não se deixe enganar. Se você pretende gastar na faixa de R$ 50 deixe bem claro o seu limite, de modo a desconsiderar qualquer tentação na faixa de R$ 120. Não se deixe intimidar; saiba que ele é mais esperto do que você em termos de uma "boa negociação". Uma dica: se v. pretende gastar R$ 80 diga logo que pretende gastar R$ 60, deixando margem para subir no caso de surgir – e sempre acontece – uma "oferta imperdível". Mas na minha modesta perspectiva o pior é o segundo tipo de consumidor que compra
que ambos começam com "m". Numa loja especializada esse mesmo consumidor pode seguir a orientação do vendedor. O risco nas lojas é ser influenciado. Aí a recomendação é saber a faixa de preço que pretende gastar. Mais ou menos como no restaurante quando o someliê lhe indica "aquele vinho" que quando v. vai
sempre o mesmo vinho. Embora exista no mundo vínico milhares de rótulos e uvas por descobrir, o cidadão conservador gosta mesmo é de repeteco, sente-se seguro com o chardoné com peixe e o malbecão com massa e frango. Sai de férias sempre para o mesmo lugar (digamos Gramado ou Porto de Galinhas) com medo de sair da concha. Por isso as santas chilenas e santos argentinos cobram caro de seus clientes cativos por vinhos que não ultrapassam o limite da mediocridade. Em minha modesta visão apenas quem é rico compra vinho em supermercado; apesar do aparato de prateleiras, mesas e ar condicionado das lojas intimidar alguns, elas são opção bem melhor, desde que o consumidor saiba exatamente o que pretende gastar e não se deixe levar pelo devaneio do vendedor.
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Rodrigo Czekalski
Festa literária
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Editora Unesp criou uma bela maneira de comemorar seus 25 anos. A celebração acontece com duas exposições que trazem o livro como tema: Impresso no Brasil e Edição Fora de Série. Impresso no Brasil apresenta 90 fotografias distribuídas em 30 painéis. Por meio deles, o público tem a chance de conhecer a história do livro e da leitura no Brasil. Estão lá, por exemplo, cenas da implantação da imprensa régia e painéis sobre a história da Editora Unesp. Entre os acontecimentos relevantes na trajetória da instituição, João Luis Ceccantini, coordenador das exposições, destaca o período em que ela foi transformada em uma Fundação. "A Editora Unesp, criada em 1987, transformou-se em Fundação em 1996, adquirindo autonomia editorial, administrativa e financeira, momento importantíssimo de sua história. Os primeiros quatro jabutis, ganhos em 1990 (por livros de 1989, como a Enciclopédia) também ajudam a confirmar que o jovem projeto da Editora estava no caminho certo." Já na exposição paralela Edição Fora de Série a arte predomina, graças ao talento de quatro jovens artistas vinculadas ao Instituto de Artes da Unesp. O grupo criou um conjunto de livros-objeto a partir de 15 livros importantes dentro da história da editora, como a obra Gilberto Freyre: Um Vitoriano nos Trópicos (trabalho de Carolina Yokimi Koyama, acima) e Palhaços, de Mário Fernando Bolognesi (criação de Ludmila Porto Cioffi, abaixo). Segundo Ceccantini, as mostras estavam sendo planejadas desde outubro de 2011 e vão percorrer os 23 campos da Unesp. "Os próximos serão em Ilha Solteira e Araçatuba". (RA)
Palhaço Caturrão: lembranças da caravana.
Amor e fidelidade ao circo Sérgio Roveri
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ostalgia e homenagem se confundem - e se completam - em Caravana, Memórias de um Picadeiro, espetáculo do Circo Roda que entra em cartaz nesta sexta (27) no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiro. Criado há seis anos, a partir da união entre os grupos Parlapatões e Pia Fraus, o Circo Roda já atraiu um público de milhares de pessoas para os três espetáculos de sua carreira. No caso do atual, é como se a trupe tivesse resolvido olhar para o espelho, ou abrir seu baú de memórias:
Caravana é uma declaração de amor e fidelidade ao próprio circo, com tudo que ele pode ter de mambembe e encantador. A história de Caravana é contada por meio das lembranças de Caturrão, um velho palhaço que acaba de fazer a última apresentação de sua carreira, já que decidiu não mais acompanhar seu circo, que segue em viagem na manhã seguinte. Recolhido no camarim, Caturrão (vivido pelo ator Ronaldo Aguiar) recebe a visita de uma garotinha, fã devota a quem ele, pacientemente, descortina um
arsenal de memórias afetivas e pitorescas. O argumento do espetáculo é de Beto Andreetta, da Pia Fraus, com dramaturgia de Luís Alberto de Abreu. "O Abreu construiu um texto poético e sensível que, ao falar das experiências de Caturrão, fala também de todos os circos brasileiros", diz o ator e palhaço Hugo Possolo, um dos diretores do grupo Parlapatões. A direção do espetáculo é de Chico Pelúcio, do Grupo Galpão de Belo Horizonte. Investindo na tradição do circo-teatro, o relato do palhaço Caturrão é costurado por
números de trapézio, malabares, acrobacias e mágicas - e por um sem número de intervenções de palhaços. Além de ser todo escrito em versos, o texto de Caravana ainda se presta a fazer um comovente retrato do Brasil, ao descrever os costumes e tradições das diversas regiões do País por onde Caturrão um dia armou seu picadeiro. Caravana, Memórias de um Picadeiro. Sexta (27) Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195. Tel.: 3095-9400. Quinta a sábado. 21h. Domingo. 18h. R$ 32.
Instituto de Artes da Unesp. Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271, Barra Funda, tel.: 3393-8546. Sexta (27), das 9h às 18h e sábado (28), das 9h às 14h. Grátis.
Orquestra Sinfônica Brasileira, sediada no Rio de Janeiro, faz seu primeiro programa da temporada, dedicado especialmente à Cidade. Sob a batuta de Roberto Minczuk (acima), regente titular, interpreta a Sinfonia Nº 10 em Mi Menor Op. 93, de Shostakovich. O repertório da OSB inclui
Estado de SP continua sua temporada, nesta sexta (27) e sábado (28). O japonês Eiji Oue rege o conjunto e presta tributo ao seu mestre Leonard Bernstein (foto). Programa:
Sinfonia Nº 1 - Jeremias, de Bernstein; e Sinfonia Nª 1 em Dó Menor Op. 68,, de Brahms. Sala São Paulo. Praça da Luz. Tel.: 3223-3966. Sexta, 21h. Sábado, 16h30.
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também o Concerto em Dó Maior Op. 37, de Korngold. Sala São Paulo. Praça da Luz. Tel. 3223-3966. Domingo (29). 17h. R$ 39. Filarmônica Bachiana SesiSP. Com regência e participação ao piano de João Carlos Martins, presta homenagem ao gênio de Brahms. Entre as obras previstas no roteiro do espetáculo, consta o Concerto Duplo em Lá Menor Op. 102 (Lauro Del Claro ao cello). Sala São Paulo. Praça da Luz. Tel.: 3223-3966. Sábado (28). 21h. Osesp e Bernstein A Orquestra Sinfônica do
Fotos: Arquivo DC
Tributo a Brahms e Bernstein
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40 Fotos: Divulgação
Cristina Granato/Divulgação Projeto Portinari
Dita Cabrita: chacarazinha em Pompeia.
Quitutes de banqueteira Armando Serra Negra
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Aos pés de Portinari Rita Alves
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ouco menos de um mês. O período é curto, mas suficiente para programar um passeio imperdível: a mostra Guerra e Paz, de Portinari. A exposição, em cartaz no Memorial da América Latina desde o dia 7 de fevereiro, foi prorrogada até o dia 20 de maio em razão do sucesso de público. Foram mais de 120 mil visitantes até o dia 21 de abril, data inicialmente prevista para o término da mostra. A melhor maneira de aproveitá-la é reservar um espaço na agenda para os próximos dias, já que perto do fim a probabilidade de o visitante ficar muito tempo na fila é grande. Maria Duarte, diretora-executiva do Pr oj et o Guerra e Paz, conta que a princípio a exposição já tinha sido agendada com um período mais extenso (7 de fevereiro a 21 de abril), considerando a relevância dos painéis. “No dia 8 de abril atingimos a marca de 100 mil visitantes. Naquele momento, começamos a pensar na prorrogação.” A partir de então, as negociações se iniciaram. Alguns itens foram fundamentais para que o plano vingasse: agenda do espaço, concordância dos colecionadores e viabilização de recursos. “A prorrogação não seria possível sem o apoio dos nossos patrocinadores e do próprio Memorial”, enfatiza a diretora. A jornalista Marcia Maresti Lima visitou Guerra e Paz, de Portinari duas vezes. “Toda a história da mostra é muito interessante. Os painéis foram restaurados e trazidos para cá. Os organizadores fizeram um vídeo mostrando detalhes que a olho nu você não captaria. Daí que vi duas vezes. Eles faziam sessões com levas
No alto, os painéis Guerra e Paz. E, em sentido horário, os estudos Cabeça de Mulher, Lampião e Maria Bonita e Fera, todos feitos em 1955.
de pessoas, e eu vi mais uma vez depois de ter visto o vídeo para procurar alguns detalhes”, explica. “O único senão é que a permanência lá dentro é pequena, para dar vez a uma outra leva de gente. Ou seja, você não pode ficar lá indefinidamente. Em outro ambiente, eles reuniram todos os estudos que o Portinari fez para realizar os painéis. Ma-
térias da imprensa da época, depoimentos, enfim um grande material a respeito. Portinari jamais viu em vida tudo aquilo reunido numa única mostra.” No dia 14 de abril, o professor Mozart Lacerda Filho e seus alunos, vindos de Minas Gerais, estavam no Memorial. “Uma escola, verdadeiramente comprometida com o crescimento cul-
tural de seus alunos, precisa proporcionar esses momentos”, afirma Mozart. “O que mais me chamou atenção foi, portanto, o interesse dos nossos alunos, a forma maravilhada que eles esboçavam ao olhar para aqueles imensos painéis. Muitos foram às lágrimas, pois elas eram, naquele momento, a única resposta cabível diante de tanta beleza. Sem dúvida, Portinari foi um grande brasileiro.”
ita cabrita: brincadeira de dos. Esta árvore, brasileira por excriança que virou sonho, que celência, deve ter sido plantada virou realidade, sucesso. "Sou bo- logo que chegaram os primeiros tequeira desde os oito anos, ajuda- moradores da casa. Nos primórva a servir biritas no balcão do bar dios do bairro de Pompeia, é uma de papai", relembra a banqueteira atração à parte no Dita Cabrita, Benedita Pereira de Sousa. Porque uma chacarazinha remanescente cozinheira é pouco. Aberto a partir de tempos idos. Grande e belo podas terças-feiras para happy hour e mar fronteiriço – do qual a árvore jantar, Dita assume o fogão das de frutos deliciosos permanece – o 17h30 à meia-noite. Aos sábados e terreno foi coberto por tijolo queidomingos risca o fósforo às 12h; mado, a casinha em estilo rústico mas no domingo tira o avental mais construída ao fundo. cedo, às 17h30. Afinal, ninguém é Tudo intacto. Como aquarela de ferro... "Atravesso dez horas di- primitivista, piso de tábuas, teto reto cozinhando numa boa, sem de celeiro, traves brancas e azuis, precisar sentar", revela. Aprendeu cristaleiras de fazenda, santos e tudo o que oferece no fornido car- oratórios, libélula pendurada. Padápio – humm... desde a infância, com a mãe. E segue a mesma receita de antigamente: filho no caixa, marido assessorando nos finais de semana, uma boa equipe de serviço ajudando a aguentar o tranco. O Dita Cabrita Banqueteira Benedita comanda a cozinha espera você com uma fêmea e seu filhote à esquerda, uma onça pin- ra quem quer almoçar ou jantar tada à direita, tudo de madeira: o sossegado, longe do zumzumzum cadeirão e duas cadeiras, mesa externo: chope Colorado (R$ 5) e para descansar drinques, tulipas caldeirada com frutos do mar (pano vaso, guarda-sol. Composição ra duas pessoas, R$ 88,50). Balbalinesa de boas vindas. cão de serviço de um lado, toaleÉ o astral recheado, tipo barzi- tes ao fundo, ao lado a passagem nhos de Trancoso (BA) e do litoral para o ateliê culinário de Dita. Pornorte paulista. Luminárias em co- que seus quitutes são obras de arloridos "tai daí" espalhadas, deta- te: acarajé (R$ 29,90), batata à milhes aqui e ali na parede, mesas lanesa recheada (queijo, salame, grandes de quatro pessoas nor- bacon, R$ 18,90), achadinho (cremalmente emparelhadas. Por- me de mandioca, bacalhau, carne que, embora o ambiente suscite de sol, camarão, R$ 28,90). Moromance, tácita é sua vocação de lhar o bico: Dita Bendita (vodca, jareceber grandes grupos: eles do- buticaba, gengibre) e Dita Cabrita minam a cena, deixando duas me- (vodca, licor de pêssego, kiwi, susinhas menores, junto à frondosa co de laranja) – R$ 16,90. A dita jabuticabeira, para os enamora- chacarazinha convida!
Dita Cabrita. Rua Barão do Bananal, 961. Pompeia. Tel.: 3868-2463. www.
Memorial da América Latina. Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda (portão 4). Terça a domingo, das 9h às 18h. Grátis. Até 20 de maio.
ditacabrita.com.br
UMA FICÇÃO SOBRE A IDENTIDADE BIRRACIAL NOS EUA Renato Pompeu
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m 2010, ao completar 41 anos de idade, a ex-advogada americana Heidi W. Durrow, filha de uma loiríssima dinamarquesa e de um integrante afroamericano da Força Aérea Americana, lançou seu primeiro e até agora único romance, Caiu do Céu (uma tradução mais literal seria "A garota que caiu do céu"), agora publicado no Brasil pela Leya. Como ela, a personagem principal do romance é uma mestiça de branco e negro, e esse, a par das inegáveis qualidades literárias da obra, é um dos fatores do grande interesse que o livro tem despertado nos EUA. Isso porque a jovem personagem às vezes vive em meios em que é considerada branca e às vezes vive em meios em que é considerada negra. Os problemas de vida de um mestiço talvez sejam mais agudos na sociedade americana do que na sociedade brasileira - mas devemos nos perguntar: temos ou não temos
problemas como esse em nosso País, ou seja, o de a mesma pessoa ser ora considerada membro de uma etnia, ora de outra? No Brasil, há romances de mestiços, como de Machado de Assis, e romances sobre mestiços, como os de Aluísio de Azevedo, ou romances de mestiços sobre mestiços, como os de Adolfo Caminha, mas não há romances sobre dupla identidade racial. Em todo caso, mesmo nos EUA a trajetória da autora foi bastante atípica. Como filha de um oficial da Força Aérea dos EUA, ela passou a infância na Turquia e na Alemanha e, como filha de uma dinamarquesa, também na Dinamarca, até a família se radicar em Portland, no estado americano do Oregon. Ela se formou em inglês na Universidade de Stanford, fez mestrado em Jornalismo na Universidade Columbia e doutorado em direito na Universidade de Yale, ou seja, frequentou algumas das mais famosas universidades de seu país e se
formou em nada menos do que três faculdades. E começou a trabalhar em Nova York em 1995, aos 26 anos, em advocacia empresarial, em casos que envolviam as leis antitruste, a legislação sobre contratos e a legislação sobre discriminação sexual e étnica no emprego. Mas, dois anos depois, abandonou a carreira de advogada para aventurarse como escritora, tendo começado a ganhar prêmios literários e bolsas como escritora já em 2004. No entanto, de 2000 a 2006, como os rendimentos com direitos autorais não eram suficientes, Heidi W. Durrow trabalhou como consultora da Associação Nacional de Basquetebol e na Liga Nacional de Futebol (futebol americano, notese), numa função nova que ainda
não existe no Brasil, mas que, dados tantos problemas até policiais com atletas de renome, poderia ser bem-vinda. Trata-se de consultoria em Habilidades de Vida, ou seja, segundo o Dicionário Oxford, habilidades em, por exemplo, "manter um emprego, cuidar do dinheiro, achar e manter uma moradia, viver dentro da lei e formar relacionamentos sociais normais". Toda essa experiência lhe foi bastante útil para escrever Caiu do Céu, e com o manuscrito ela ganhou, em 2008, o prestigioso Prêmio Bellwether para Literatura de Mudança Social, que envolve 25 mil dólares e publicação, a qual, porém, só foi efetivada dois anos depois. Como aluna de faculdades importantes da Costa Oes-
te e da Costa Leste, como advogada empresarial e de casos de discriminação por sexo ou por etnia no emprego, e como consultora que ajudou a orientar e disciplinar jovens atletas profissionais e candidatos ainda mais jovens a atletas profissionais, muitas vezes oriundos de bairros bem populares e até de famílias marginalizadas ou mesmo disfuncionais, Heidi W. Durrow teve contato com histórias de vida das mais variadas. Em seu primeiro e até agora único romance (antes tinha publicado só contos e ensaios), ela conta a história, nos anos de 1980, de uma adolescente muito parecida a ela própria como era então, igualmente filha de um integrante negro da Força Aérea e de uma dinamarquesa. Vivendo a infância e o início da adolescência num meio cosmopolita, as famílias militares na Europa e nas grandes cidades americanas, a personagem não tinha sentido problemas em ter pai e mãe assim, até que, após uma tra-
gédia familiar, ela vai morar com a avó exatamente na cidade bem menor de Portland (500 mil habitantes), no provinciano estado do Oregon, onde, como vimos, a autora passou a adolescência. Num ambiente em que a cor da pele tinha uma importância muito mais ostensiva e incômoda do que aquilo a que a personagem estava acostumada, ela se dá conta, num bairro predominantemente habitado por negros, que ela se deve considerar "negra", ao mesmo tempo que era uma anomalia, pois tinha olhos azuis, herdados da mãe, e negros como ela própria simplesmente "não têm olhos azuis". É impossível para um brasileiro não deixar de lembrar que, aqui, "os olhos verdes da mulata", no dizer do compositor Vicente Paiva, chamam a atenção por serem "tão sedutores e fatais", e não por serem incongruentes com a cor da pele da moça. Mas fica a pergunta: até que ponto os dramas da autora e da personagem não se repetem no Brasil?